IEC-INSTITUTO DE ENSINO E CULTURA

SAÚDE MENTAL

PARNAMIRIM 2011

EDSON FRANCISCO DO NASCIMENTO

SAÚDE MENTAL

Projeto de Pesquisa apresentado à disciplina saúde mental sob a orientação da Profª Débora Pereira como requisito parcial para obtenção de nota da referida disciplina.

PARNAMIRIM 2011

. OBJETIVOS................. ............ METODOLOGIA....SUMÁRIO 1 2 INTRODUÇÃO. REFERÊNCIAS.... OBJETIVO GERAL OBJETIVO ESPECÍFICO 3 4 5 6 JUSTIFICATIVA.............................. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................

portanto ser estruturado a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais.aquelas desprovidas dos recursos mencionados. de assistência social. respeitando as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) desde 1970 o que deve ser rigorosamente obedecida. devendo. . A escolha do tema se deu através da curiosidade de obter mais conhecimento do tema obtido. Na pesquisa realizada por meios bibliográficos no sentido de investir e entender melhor o desconhecido e lapidar as idéias que já se possui de um determinado tema.é importante ressaltar que é vedada a internação de pacientes portadores de transtorno mentais em instituição com caracteristica asilares. incluindo serviços médicos de enfermagem.1 INTRODUÇÃO Este projeto de pesquisa científica tem como finalidade atender o requisito na disciplina de saúde mental pra o aprofundamento do curso técnico de enfermagem no Instituto de Ensino e cultura (I e C) Parnamirim “Rio Grande Do Norte”. de lazer e outros. Este projeto científico foi desenvolvido com o intuito de orientar melhor os colegas sobre a doença seus procedimentos de tratamento o uso de psicofármacos na saúde mental. psicológicos ocupacionais. O tratamento em saúde mental tem como finalidade permanente a reinserção social do paciente em seu meio. ouseja.

1 OBJETIVO GERAL Conhecer o tema abordado.2 OBJETIVO ESPECIFICO Compreender melhor o tema saúde mental e suas consequências . 2.2 OBJETIVOS 2.

dúvidas mais comuns.3 JUSTIFICATIVA O referido projeto de pesquisa explica de modo geral. o que é saúde mental. os riscos que os pacientes correm antes. . pisicofármacos em saúde mental. durante e depois do tratamento.

de Hospício Pedro II para Hospício Nacional de Alienados (HNA) quanto à ascensão da classe . uma instituição nomeada Hospício Pedro lI. que concordavam com a inadequação do local.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A história da psiquiatria brasileira mostra uma trajetória muito similar à europeia. com iluminação. em 1852. Entretanto. sendo favoráveis à construção de um local específico para o tratamento dos loucos. com apoio da sociedade e de Pedro II. institucionalizando a reclusão do doente mental nos porões das Santas Casas de Misericórdia. Caminhávamos. Ainda que mantivesse quartos fortes e celas. em 1889. Até o século XIX eram inexistentes as políticas públicas para a loucura. que afastou legalmente a igreja do estado e permitiu tanto a mudança nominal. espaços abertos e arborizados e tratamento ocupacional. anexa a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. importando e adotando seus paradigmas. o louco no Brasil era tratado conforme suas posses: os "abastados tranquilos" no próprio domicílio ou enviados para as instituições européias. Entretanto. A reivindicação médica. o poder público entendeu a loucura. em homenagem ao Imperador. geridas pelas Irmãs de Caridade. no início do século XIX. como o resto do mundo. a atuação medica do hospício ainda não era suficiente. Esse ano ficou marcado como o nascimento da psiquiatria no Brasil. o hospício esboçava um tratamento mais humano. Criticas quanto a pouca autonomia do médico eram frequentes e as reivindicações por mais autoridade e poder dentro da instituição hospitalar tomaram-se cada vez mais constantes. fez inaugurar. como um instrumento do poder político. Segundo o psiquiatra Juliano Moreira. Relatos de insalubridade e troncos utilizados para conter os agitados eram constantes nas descrições dos médicos alienistas. o alienado tranquilo vagava pela cidade. assim como na Europa. fundamentado na proposta francesa do "tratamento moral". Essa situação só se modificou na Proclamação da República. os "abastados agitados" eram confinados a algum cômodo da casa. enquanto os agitados acabavam trancafiados nas cadeias comuns. Quando pobre. a passos largos na consolidação da exclusão do louco.

Faz-se importante destacar que o louco não poderia intervir ou mesmo conhecer o tratamento recebido por ele. a expansão definia a especialidade de psiquiatria. a primeira escola de enfermagem do Brasil. enquanto apenas 20% . nas décadas de 20 e 30. diversas instituições organizadoras do campo da psiquiatria foram criadas. foi determinado como único lugar apropriado para a internação de doentes mentais. em anexo ao HNA. Dentre as exceções citamos uns dos primeiros sinais de reforma.médica ao controle da administração local. do órgão destinado a orientar o rumo dessa especialidade. foram criadas as instituições particulares. o alvo da psiquiatria seria toda a sociedade e não apenas o doente. Junto à autonomia do psiquiatra no Brasil. esteve restrita ao hospício. Nessa época.132. A partir de então. Nesse processo. a Liga Brasileira de Higiene Mental (LBHM). estabeleceu um convênio federal-estadual que viabilizou o aumento da quantidade de hospitais públicos (hospitais-colônia). por meio de intervenções como a psicocirurgia e a eletroconvulsoterapia. veio também o aumento do número de instituições destinadas ao atendimento de doentes mentais. A partir daí. Posteriormente. primeira lei brasileira normatizadora da loucura. órgão federal que administrava os serviços destinados ao doente mental. a Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras (EPEE) – Atual Escola de Enfermagem Alfredo Pinto – UNIRIO. Salvo raras exceções. fazendo-se necessário importar da França mão de obra. outrora responsáveis pelo local. afastado do centro das cidades. para formar profissionais. sob administração do médico. de preferência. que criou no Recife. em 1936. que poderiam arcar com os custos de um tratamento mais confortável e com o menor índice de mortalidade. Dentre elas o Serviço Nacional de Doenças Mentais (SNDM). a psiquiatria. Para os mais abastados. desempenhado por Ulisses Pernambuco. foi aprovado o decreto nº 1. Em 1903. ocorreu a saída das religiosas. Com a criação. Por meio desse decreto o hospício. foi criada. Além da internação excludente do louco. em 1890. a partir de 1941. fixou a relação doença mental-biologiaeugênia. Esse órgão. Nesse contexto. o doente assim como seus bens ficariam sob a guarda provisória de um curador. em 1923. um serviço aberto para o doente e um sistema de educação especial para crianças. introduzindo assim conhecimentos da psicologia e da sociologia. cerca 80% dos leitos eram públicos.

optou pelo contrato de serviços privados. eram economicamente favoráveis aos empresários interessados no lucro gerado pela "indústria da loucura". inspirando-se mais diretamente no modelo proposto por Basaglia e pelo movimento de Psiquiatria Democrática na Itália. proprietários de grandes hospitais psiquiátricos foram designados para cargos decisórios na gerência da área de saúde. ocorrendo também nesse período a criação do Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM). Entretanto. por meio da prevenção da doença e promoção da "saúde mental". quando cerca de 70% dos leitos eram privados e apenas 30% eram públicos. O ano de 1964 foi o mais representativo para essa transição. associações de classe). Em contraposição ao modelo hospitalar privado hegemônico. . Tendo o início do movimento da Reforma Psiquiátrica no Brasil. de forma populista. tal fato propiciou a expansão da rede de hospitais psiquiátricos privados. pois o governo militar praticamente anulou a influência de setores organizados da sociedade (sindicatos. Pode-se observar nitidamente essa postura nas discussões do I Congresso Brasileiro de Psiquiatria de 1970 e nas recomendações da Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde. ideais da "psiquiatria comunitária". além de excludentes. na década de 1960. reduzindo suas atuações e reivindicações. iniciou-se a luta pela implantação de serviços efetivamente substitutivos ao hospital psiquiátrico convencional. Os serviços de saúde voltados à loucura. Com a bandeira "Por uma sociedade sem manicômios". para suprir tal demanda. O MTSM salientou a necessidade de aliança com os movimentos populares e com a opinião pública. Entre os anos de 1978 e 1980 iniciou-se o processo de reforma psiquiátrica brasileira. ampliou a cobertura da previdência social para todas as classes de trabalhadores. Entretanto essa lógica estava preste a se transformar radicalmente. O Estado militar. Corroborando essa lógica. em vez de providenciar mecanismos que suprissem a carência da população. chegaram ao Brasil. A psiquiatria comunitária entendia a importância da redução da doença mental na comunidade. o que culminou na inversão desses valores em 1981. fomentando o desenvolvimento do serviço de saúde particular e favorecendo a acumulação de capital dos donos dessas instituições.eram privados. vigente nos Estados Unidos.

pois levou a redução significativa do número de leitos em hospitais especializa dos em psiquiatria. propondo a extinção e a substituição gradativa dos serviços do tipo manicomial por serviços abertos e inseridos na comunidade. NAPS-Núcleo de Atenção Psicossocial). No início da década de 1990. a partir de meados da década de 1990.Em 1989. em 1992. criou-se um consenso entre os governos latino-americanos em tomo da reforma psiquiátrica. A partir desse momento. na cidade de Santos (SP). observou-se aumento significativo do número de organizações de usuários e familiares. sete dias por semana. CAPS-Centro de Atenção Psicossocial. Ainda em 1989. Em decorrência dessas mudanças. execução e avaliação de serviços e políticas de saúde mental. assiste-se a um quadro econômico e social marcado pelo aumento significativo das taxas de desemprego. Na capital paulista. houve o lançamento do Projeto de Lei Paulo Delgado. serviços abertos oito horas por dia. e capaz de atender a praticamente todo tipo de demanda de cuidado em saúde mental. Tal fato gerou aumento nas incidências de . miséria e violência social. inspirados na experiência italiana. Em todos esses novos serviços. foram fundados os Centros de Atenção Psicossocial. o que culminou na II Conferência Nacional de Saúde Mental. Em paralelo ao processo de desospitalização foram abertos leitos psiquiátricos em hospitais gerais e serviços de atenção psicossocial (hospital-dia. portarias ministeriais estabeleceram a normatização e o financiamento para os novos serviços de saúde mental. cinco dias por semana. estabelecendo critérios e patamares sucessivos de qualidade. profissionais da área social e da saúde foram chamados a fazer parte das equipes multiprofissionais mobilizadas. ocorrida em 1990. um serviço comunitário de portas abertas durante 24 horas por dia. Nas grandes cidades. tornando-as vozes ativas no processo de planejamento. Tal documento foi ratificado pelas diretrizes indicadas na Conferência de Caracas. Nesse período. que também mais tarde foram difundidos pelo país. Vasconcelos (1996) denomina esse processo de 'desospitalização saneadora'. implantaram-se Núcleos de Atenção Psicossocial. marcando historicamente a psiquiatria brasileira com um novo período de consolidação da reforma psiquiátrica no país.

fobia.estresse. Na primeira acepção. curar é um fim. representando uma verdadeira onda de conservadorismo profissional. que é a capacidade. ao estar . TRANSTORNOS DE HUMOR O transtorno de humor também pode ser chamado de transtorno afetivo. em determinado momento apresenta mania e no outro apresenta depressão. com ampla difusão de novas técnicas de mapeamento cerebral e de novos medicamentos.com. ao cuidado. dependência química. dentre outros. Uma pessoa que tem transtorno de humor pode apresentar variação de humor. onde a cura não é o objeto final. A seguir veremos um resumo dos sintomas presentes nos principais transtornos mentais. de vivenciar internamente os sentimentos. Na última. assistimos ainda no campo médico-industrial. TRANSTORNOS DEPRESSIVOS Conceito . transtorno bipolar ou ciclotimia. é muito importante que tome conhecimento deles a fim de que possa fazer a sua parte no tratamento do paciente. Contraditoriamente. a um avanço vertiginoso das abordagens voltadas para os fenômenos neuroquímicos e genéticos. é um meio. o que aumentou os desafios colocados para os programas de saúde mental. 1996) PRINCIPAIS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS A palavra “transtorno" é usada para definir um conjunto de sintomas que geralmente envolvem sofrimento pessoal e interferência nas funções que o indivíduo necessita exercer em sua vida. isto é. Embora não seja o objetivo da equipe de enfermagem elaborar os diagnósticos psiquiátricos. A Reforma Psiquiátrica trouxe consigo nova acepção acerca do tratamento psiquiátrico. (TEIXElRA. O transtorno mental precisa ser identificado para que o paciente possa receber tratamento adequado. onde curar é um objeto final a ser alcançado por meio do tratamento. pois observamos nesse transtorno dificuldades na área do afeto. Essa nomenclatura é utilizada. A ação de curar praticamente equivale à ação de tratar. ansiedade.

Principais drogas são: amitriptilina (Arnytril®. ideias de culpa e inutilidade. Pondera®. Portanto. Prozac®.parto Acontece logo após o parto. citalopram (Cipramil®. mas com intensidade menor e duração de tempo maior (aproximadamente dois anos). visões desoladas e pessimistas do futuro • Ideias ou atos autodestrutivos. geralmente no outono e no inverno. pela exaltação. dificuldade de concentração. assim como redução da capacidade de sentir prazer e satisfação. Verotina®). pela logorreia (fluxo incessante da . e apresentam sentimento de rejeição. Deprax®. Tratamento Deve ser entendido de forma globalizada levando em consideração o ser humano como um todo incluindo dimensões biológicas. Essa aceleração pode ser observada pela agitação psicomotora. psicológicas e sociais. Tolrest®. Parmil®. mudanças no estilo de vida e a terapia farmacológica. fadiga intensa. Nortec®. Procimax®). Fluxene®. a terapia deve abranger todos esses pontos e utilizar a psicoterapia.maprotilina (Ludiomil®). fluoxetina (Daforim®. Serenata®).Doença caracterizada por humor baixo. Pós . paroxetina (Aropax®. nortriptilina (Pamelor®). e deve-se a perturbações e alterações de foro emocional e/ou hormonal. TRANSTORNOMANÍACO Conceito Caracteriza-se por euforia. Sinais e sintomas • Concentração e atenção reduzidas • Tristeza patológica com perda da autoestima • Falta de ânimo • Cansaço fácil • Não sente interesse por nada • Autoconfiança reduzida. expansão do eu e aceleração das funções psíquicas. sertralina (Novativ®. ou lesivos e até suicida • Dificuldades em relação ao sono e apetite Tipos Maior O paciente apresenta pelo menos 5 sintomas por um período mínimo de duas semanas: Desanimo na maior parte do dia. Atípica Esses tipos de pacientes geralmente comem e dormem muito. distúrbios do sono. Zoloft®. clomipramina (Anafranil®). apresentando tristeza e angústia. imipramina (Imipra®. falta de prazer nas atividades diárias. Tryptanol®). Cebrilin®). Afetivo sazonal Caracterizada por episódios anuais de depressão. Eufor®. TofranilQi'). ideias de suicídio ou morte. Crônica (distimia) Apresenta os mesmos sintomas da depressão maior. Nefazodona (Serzone®).

O paciente geralmente conta com uma auto estima rebaixada e não é incomum que procure o isolamento como forma de evitação do medo. impaciência ou "pavio muito curto” • Agitação. altura. . acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais • Ideias grandiosas Tratamento expansividade • Aumento do impulso sexual • Agressividade física e/ou verbal Insônia e pouca necessidade de sono É medicamentoso. A ansiedade é uma reação normal ao estresse. provocador. carbamazepina. multidões e situações em que haja dificuldade de fuga (lojas. • Crenças irreais sobre as próprias capacidades ou poderes. Fobias específicas Medo de objetos ou situações específicas. exaltado. agressivo ou de risco • Gastos excessivos • Desinibição. começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-Ias • Otiminismo e confiança exagerados • Pouca capacidade de julgamento. caracterizado por tensão ou desconforto derivado da antecipação de perigo. incapacidade de discernir. fala muito rápida. oxcarbazepina e·ácido valproico. tais como avião. Sinais e sintomas • Humor excessivamente animado. TRANSTORNOS DA ANSIEDADE Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo. Às vezes passa despercebida durante um tempo. animais. apreensão. pulando de uma ideia para outra. desproporcionais em relação ao estímulo e interferem com a vida. tagarelice • Facilidade em se distrair. Fobia social Medo de expor-se mesmo para grupos pequenos e situações informais. aumento do contato social. e as drogas mais utilizadas são: carbonato de lítio. Agorafobia Medo excessivo de espaços abertos. incapacidade de se concentrar • Comportamento inadequado. intrometido. até um ponto em que o próprio comportamento de evitação passa a se tomar um problema. de algo desconhecido ou estranho. da atividade. • Pensamentos acelerados. inquietação física e mental • Aumento de energia. com o conforto emocional ou nas atividades de vida diária da pessoa. alegria exagerada e duradoura • Extrema irritabilidade. pode se transformar em doença quando essas reações são exageradas. porém. pois o paciente vai procurando evitar o estímulo temido. eufórico.palavra e das frases) e pelo pensamento acelerado.

dormências. elevadores) e de ficar sozinho. realizar nem mesmo tarefas de organização diária a contento. pois. muitas vezes porque acredita que algo trágico ocorrerá a si ou a outros casos ele não as execute. Nesses ataques de pânico. mesmo que seja em sua própria casa. como o conteúdo e processo de pensamento. O principal desses ataques é a sensação de terror que o paciente experimenta diante da nítida sensação de que vai morrer ou perder totalmente o controle.supermercados. como por exemplo. a pessoa pode provocar lesões em si mesma. sequestros). Além disso. Outras causas . dependendo do ato compulsivo realizado. Fatores bioquímicos • Consistem nas anormalidades dos neurotransmissores. Fatores anatômicos • Redução do tamanho de algumas regiões cerebrais e uma diminuição da atividade metabólica. o paciente fica preso em uma série de rituais. A ansiedade pode chegar ao pânico. na lavagem quase contínua das mãos. seu comportamento e seu afeto. catástrofes. Na verdade. tonturas. essa sensação é tão real que o paciente passa a temer outro ataque de pânico. muito estressante e a partir do qual desenvolve repetidos episódios nos quais. passa a ter medo de ter medo. a pessoa experimenta diversos sintomas característicos como: coração acelerado. É a mais incapacitante de todas as fobias. Esse é um transtorno que pode ser extremamente incapacitante. Transtorno de estresse pós-traumático Paciente refere evento fortemente traumático. sua fala. túneis. dor no peito ou no estômago. dependendo do grau em que está. não conseguindo. mediante a lembrança do evento. suores. ausência de respostas aos estímulos. (estupro. O paciente com transtorno esquizofrênico tem afetadas suas funções psicológicas. respiração rápida e sentida como ineficiente. tremores. sua percepção. sonolência excessiva. Transtorno Caracteriza-se por ataques de pânico recorrentes e sem motivo inicial aparente. TRANSTORNO ESQUIZOFRÊNICO É um dos transtornos mentais mais graves e incapacitantes. teatros. transportes coletivos. Causas Fatores genéticos • Pessoas que possuem esquizofrênicos na família possuem 15% a mais de chance de desenvolver a doença se comparados ao restante da população. desenvolve uma série de reações como entorpecimento. náuseas e outros. mas que não consegue controlar. Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) O paciente desenvolve pensamentos ou ações repetitivas que ele próprio considera inapropriada. muitas vezes. redução da memória ou concentração.

embotamento afetivo. Sinais e sintomas Positivos • Alucinação Sensações ou percepções clara e definida de um objeto (voz. Tipos Esquizofrenia paranoide O paciente apresenta conteúdo de pensamento delirante de perseguição ou de grandeza. Esquizofrenia desorganizada Caracteriza-se por comportamento regressivo e primitivo. epilepsia. entusiasmo. ciúme delirante. . • Abulimia Ausência da vontade de realizar um ato. perseguida  Delírio de referência Acredita que situações são dirigi das a ela. Negativos • Apatia Dificuldade em sentir emoção. mas que é extremamente real para o paciente. lúpus eritematoso sistêrnico. Apresenta alucinações auditivas relacionadas a um único tema. • Comportamento bizarro Incluem as tolices infantis. ruído.  Delírio de pensamento Acredita que outras pessoas podem ler sua mente. lesões cranioencefálicas. • Anedonia Capacidade reduzida de sentir prazer. abuso de álcool. higiene ou conduta inadequada. comunicação incoerente e pensamento desorganizado. Esquizofrenia catatônica Caracteriza-se por permanecer em estupor fixo por longos períodos. parkinson. Pode apresentar alucinações. Delírio  Delírio persecutório Pensa que está sendo enganada. • Embotamento afetivo Redução da capacidade de demonstrar emoções. AVC. se afastado do teor do tema original da conversa. motivação. traumas do parto. imagem) que não existe. • Isolamento social Desorganizados • Transtorno do pensamento Pensamento e discurso confusos. podendo surgir breves explosões de extrema agitação.• Gripe materna durante o 2º trimestre da gravidez. vigiãda. agitação e aparência. tumor cerebral.

Recusa em participar das refeições familiares. O conceito atual de moda que determina a magreza como Causas símbolo de beleza. Os dois principais tipos de Conceito distúrbio alimentar caracterizam-se pela preocupação exagerada com o peso corporal e com dietas alimentares. Visão distorcida do próprio corpo. especialmente nas concentrações de serotonina e noradrenalina. perfeccionismo.Esquizofrenia residual A pessoa tem história de episódios esquizofrênicos agudos. Psicoterapia individual ou em grupo. Alterações neuroquímicas cerebrais. Atividade física intensa e exagerada. Interrupção do ciclo menstrual (amenorreia) e regressão das características femininas. Reintrodução de alimentos deve ser Tratamento gradativa. Os anoréxicos alegam que já Sinais e sintomas comeram e que não estão mais com fome. Tratamento Visa o controle dos sintomas e a reintegração do paciente ao meio social. chegam a ingerir apenas 200 kcal por dia. Baixa autoestima. embora extremamente magra. Pele extremamente seca e coberta por lanugo (pelos parecidos com a barba de milho). Diabinese®) Risperidona (Risperdal®. A pessoa se olha no espelho e. O tratamento da esquizofrenia requer duas abordagens: medicamentosa e psicossocial. porém apresentam sintomas negativos e/ou desorganizados. sentimento de inadequação. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a atenuar sintomas depressivos. comportamentos obsessivocompulsivos. síndrome do pânico. . o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17. Principais drogas utilizadas Haloperidol (Haldol~) Clorpromazina (Glicoben®. Risperidon®) Olanzapina (Zyprexa®) TRANSTORNOS ALIMENTARES Distúrbio grave do comportamento alimentar. Depressão. Preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos e com a pouca ingestão de alimentos. Nos casos mais graves. Perda exagerada de peso em curto espaço de tempo sem nenhuma justificativa. essas pessoas julgam-se com excesso de peso. se vê obesa. elegância e sucesso. conflitos relativos à identidade. acompanhado por distorção da imagem corporal ou da percepção a si mesmo. Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Predisposição genética. Apesar de extremamente magras.

Podem Conceito ser usados métodos compensatórios para impedir o ganho de peso. azia persistente. sendo necessário que a equipe responsável tenha a capacidade de escutar. olhares e corpo podem indicar emoções que nem sempre são expressas verbalmente. Calo ou cicatrizes nos dedos Amenorreia. humilhação. Suplementos vitamínicos e minerais. Não há alteração significativa do peso corporal Comer em segredo ou escondido dos outros. aconselhamento dietético e tratamento medicamentoso são as principais vertentes. Alimentação excessiva. Causas Tratamento Idem anorexia nervosa. depressão e autorreprovação. Sinais e sintomas aumento proporcional do peso corporal. 3ª etapa: Providenciar segurança ao paciente. . O Ministério da Saúde (2003) sugere um modelo básico de seis etapas a ser utilizado para intervenção em crise: 1ª etapa: Explorar e definir o problema baseando-se na perspectiva do paciente. uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios extenuantes. tais como vômitos autoinduzidos. CUIDADOS INTENSIVOS EM PSIQUIATRIA A emergência psiquiátrica atende pacientes com quadro complexo.compulsivos e de ansiedade. assim como ser desprovidas de preconceitos para estabelecer o plano de cuidados mais adequado àquele indivíduo. Psicoterapia. Antidepressivos podem ajudar. rouquidão. Garganta inflamada. favorecendo o desenvolvimento de uma relação de confiança entre paciente e profissional de saúde mental. avaliando o grau de risco para a segurança física e psicológica de si mesmo e de terceiros. erosão dos dentes. sem. 2a etapa: Demonstrar de modo verbal e não-verbal que você se importa com ele. BULIMIA NERVOSA Caracteriza-se pela ingestão de grandes quantidades de alimentos. seguidos por sentimentos de culpa. prestando atenção nas mensagens não-verbais – gestos.

5ª etapa: Construir junto com o paciente planos realistas de curto prazo que identifiquem recursos disponíveis e mecanismos de adaptação bem definidos. possíveis e aceitáveis para correção do problema. Agitação psicomotora e/ou agressividade • Abordagem verbal. buscando apoio na família e nos amigos.4ª etapa: Auxiliá-lo a buscar alternativas de escolhas disponíveis. 6ª etapa: Obtenha do paciente o compromisso de seguir os passos necessários. mantendo diálogo amigável e firme. Ações • Oferecer água e alimentos. Ações • Não liberar o paciente se persistir na intenção de suicídio ou suspeita de riscos de novas tentativas. evitando o confronto. contenção física de acordo com técnica recomendada. uso de drogas. agitação psicomotora. • Não permitir que a pessoa deixe o hospital desacompanhado. • Encaminhar para imediato acompanhamento psiquiátrico ambulatorial ou em CAPS. entre outros). • Se necessário. de acordo com o tipo de tentativa. • Recomendar expressamente vigilância 24 horas por dia nos próximos dias. Os quadros mais observados em uma emergência psiquiátrica são aqueles relacionados com depressão grave e tentativa de suicídio. Faz-se necessário um exame cauteloso buscando conhecer o motivo da consulta por meio de uma aproximação com o paciente assim como com o acompanhante. Alguns cuidados gerais: • Priorizar o quadro clínico (ferimentos. • Medicação prescrita. • Oferecer atividades que descarreguem energia. e quadros abstinência ou intoxicação por substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas Depressão e/ou tentativa de suicídio Comportamento relacionado à depressão e quadros psicóticos. quadros graves de ansiedade ou psicose. mecanismos de defesa/adaptação e padrões construtivos de pensamento. hiperemia de olhos . Abuso de substâncias psicoativas Álcool • Sinais e sintomas de abuso/dependência: hálito alcoólico. abordando temas relativos ao quadro atual assim como internações anteriores.

diminuição de memória de fixação. • Faz-se importante excluir complicações clínicas como insuficiência hepática. excitação. quando necessário. hipertensão arterial. agressividade. fraqueza muscular. Principais complicações do abuso do álcool: • Delirium tremens: desorientação. fome reduzida. o estado nutricional e os sinais vitais. sensação de força física e mental aumentada. • Deve-se sempre realizar diagnóstico diferencial para: hipoglicemia. se necessário. • A mensuração do teor de álcool nó organismo. intoxicação por benzodiazepínicos. taquicardia e febre. náuseas. como convulsões. entre outros. encefalopatia hepática e delirium tremens. desinibição. para induzir o sono e os anticonvulsivantes. • Administração de medicamentos. pupilas dilatadas. para reduzir a ansiedade. hipotensão ou hipertensão. náuseas. fala arrastada. PSICOFÁRMACOS EM SAÚDE MENTAL . em reação à ausência da substância da qual o indivíduo tomou-se dependente. mania de grandeza. • Em casos de diminuição do nível de consciência. • Observação e monitoração da febre. cefaleia e vertigem. coriza. nistagmo e ataxia. bom humor. nervosismo. • O tratamento é sintomático sendo necessário observar a hidratação. alucinações. contrações musculares involuntárias e dolorosas. • Ressuscitação cardiopulmonar. Cocaína (cristal ou crack) vômitos. • Tratamento da agitação com medicamentos. • Sinais e sintomas de abuso/dependência: euforia. loquacidade. é preconizada administração de glicose endovenosa. • Restrição física. sangramento digestivo e Síndrome de Wernicke.e faces. sociabilidade. vômito. agitação. • Síndrome de Wemick (causada pela deficiência de tiamina): rebaixamento do nível de consciência. remores. segundo o quadro observado. hematoma subdural. alucinações visuais e táteis (pequenos animais sobre o corpo). sudorese. • Estado de abstinência: conjunto de sintomas que podem ser muito graves.

Os ansiolíticos têm a capacidade de aliviar a ansiedade ou a tensão emocional simples. Fluserin®). flufenazina. no dia seguinte. além de serem usadas para induzir a sedação e o sono. São drogas utilizadas para reduzir a inquietação e tensão emocional. A prescrição de hipnóticos. os benzodiazepínicos ainda têm uma ação ansiolítica já descrita anteriormente. indiferença emocional e cansaço. entre outros. clordiazepóxido (Psicosedin®). pentobarbital (Hypnol®) e benzodiazepínicos: estazolan (Noctal®). Sonebon®). em geral. São divididos em típicos ou convencionais e atípicos ou de nova geração. midazolan (Dormonid®) e nitrazepan (Nitrazepan®. levomepromazina.A ação dos neurolépticos vai promover a alteração na sintomatologia psicótica como a diminuição e cessação dos impulsos agressivos. Sedativo Hipnótico . Devem ser empregados nas seguintes situações específicas: para tratar dos pacientes que sofrem de delirium tremens.barbitúricos: fenobarbital (Gardenal®). haloperidol. Os hipnóticos podem ser divididos em dois grupos: barbitúricos (fenobarbital e pentobarbital) e não barbitúricos (benzodiazepínicos). com sensação de "ressaca": dor de cabeça. sensação de noite mal dormida e mal estar. trifluoperazina. lorazepan (Lorax®).diazepan (Valium®). para aliviar a ansiedade de pacientes que sofrem estresse situacional moderado. Neurolépticos ou Antipsicóticos: Sua indicação específica é para o tratamento das psicoses. é um tratamento sintomático. para aliviar o espasmo muscular e para reduzir os níveis de ansiedade endógena. da agitação psicomotora. para potencializar os medicamentos anticonvulsivantes. com intuito de beneficiar a psicoterapia. Esses medicamentos . na área comportamental promovem empobrecimento da iniciativa e do interesse. flurazepan (Dalmadorm®). pois não há a indução do sono natural e muitos deixam o paciente.Ansiolíticos . flunitrazepan (Rohypnol®. Essas drogas produzem efeitos que variam desde a sedação até o sono e o coma. tioridazina. desaparecimento gradual das alucinações e delírio. na dependência da quantidade e da via administrada. alprazolam (Frontal®). bromazepan (Lexotan®). Exemplos de medicamentos convencionais são clorpromazina.

psiquiatria para diminuir ou acabar com os efeitos extrapiramidais dos neurolépticos. pois reduzem a intensidade dos sintomas e a tendência suicida. cardiopatias descompensadas. Anafranil SR-liberação lenta). disúria e constipação intestinal. dose certa. antidepressivos diversos (atípicos®): fluoxetina (Prozac®. É contraindicado para pacientes com glaucoma de ângulo fechado. Eufor®). CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DOS PSICOFÁRMACOS • Manter esses medicamentos devidamente acondicionados: lugar seguro. . calor e umidade. sendo usados em. As drogas de nova geração geram menos efeitos adversos do que as convencionais. conferindo: prescrição certa. Antidepressivos: São indicados para (diminuir ou acabar com) os estados depressivos. • Deve-se seguir os cinco princípios da administração medicamentosa. Imipramine®) e nortriptilina (pamelor®). porém não deve ser usado na discinesia tardia. olanzapina. AntiColinérgicos Centrais: Exercem efeitos antiparkinsonianos. inibi dores da monoaminoxidase (IMAO): moclobemida (Aurorix®) e a tranicilpromina (pamate ®). parkinsonismo. ziprazidona. Exemplos de medicamentos atípicos: clozapina. local de aplicação certo. acatisia e discinesia tardia. hora certa. Os antidepressivos podem ser agrupados em tricíclicos.geram efeitos colaterais indesejáveis como taquicardia. hipertensão arterial. paciente certo. Antidepressivos tricíclicos: mineptina (Survector®). entre outros. boca seca. risperidona. Vale destacar que esses medicamentos devem ser rigorosamente controlados por razões legais e de seus efeitos no sistema nervoso central. insuficiência hepática. imipramina (Tofranil®. O biperideno (AlGneton®. clomipramina (Anafranil®. além de distonia. estenoses do aparelho digestivo. Akineton retard®) é a droga mais usada atualmente no Brasil. hipertrofia prostática. Daforin®. amitriptilina (Tryptanol®. protegidos da luz. Tryptil®). inibidores da monoaminoxidase e atípicos.

• Observar idosos e crianças. pois o metabolismo do fígado é mais lento e possuem menos gordura corporal. é fundamental assegurar que o paciente ingeriu o medicamento (por muitas vezes. sobretudo nos casos de tentativa de suicídio. eliminações de fezes e urina. • Quanto aos neurolépticos. • Rever as possíveis interações medicamentos e/ou alimentos. avisar aos profissionais de saúde caso engravidem devido à passagem do medicamento para o leite materno. na ingestão de álcool que potencializa o efeito dos benzodiazepínicos.• Observar efeitos adversos e a evolução clínica do paciente. . deprimindo o SNC e o centro respiratório. pois aumenta o risco quando a medicação começa a fazer efeito e o paciente melhora. o paciente não ter a consciência do seu adoecimento ou estar planejando o suicídio). Como por exemplo. • Ter cuidados especiais na primeira fase da administração de antidepressivos. • Mulheres devem ser orientadas quanto a interação desses medicamentos com anticoncepcionais. comunicando-os a equipe terapêutica e registrando-os. • Observar sinais vitais. evolução do quadro geral.

5 METODOLOGIA O referido trabalho foi baseado em pesquisas bibliográficas e internet. .

Material de internet: Disponível em: http://www.clinicadesaudementaldoporto. 2011.].pt/002.REFERÊNCIAS Artigos de livros: Auxiliar/Técnico Enfermagem: teoria e dicas: questões de provas comentadas/ Carlos Roberto Lyra da Silva [et al. Rio de Janeiro: Águia Dourada. 279p.aspx?dqa=0:0:0:49:0:0:1:0:0&ct=48 .

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