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DESENHO TÉCNICO (BD1 e T12) - 2012

AULA 02 INSTRUMENTOS DE DESENHO TÉCNICO NORMAS E CONVENÇÕES

PROFESSORES: EDUARDO MENDONÇA / ADRIANA DOMINGUES

Desenho como linguagem, meio de comunicação

“A engenharia, a arquitetura e o projeto industrial, frequentemente entendidos como áreas de atividades distintas e autônomas, primordialmente determinantes dos modos de vida das civilizações, partilham de uma mesma área de conhecimento, indispensável à sua própria existência e realização – o desenho técnico. (

De fato, o desenho é uma ferramenta imprescindível para o nosso dia-a-dia, quer sejamos engenheiros, arquitetos, jornalistas, futebolistas ou médicos. Uma nova estrutura, uma nova máquina, um novo mecanismo, uma nova peça nasce da ideia de um engenheiro, de um arquiteto ou de um técnico, em geral sob a forma de imagens no seu pensamento. Essas imagens são materializadas através de outras imagens: os desenhos. O projeto destes sistemas passa por várias fases, em que o desenho é usado para criar, transmitir, guardar e analisar informação. A descrição com o objetivo de interpretar, analisar e, principalmente, estabelecer modos de intervenção no relacionamento dos espaços implica uma atitude de representação gráfica, caracterizada por uma simbologia própria e, consequentemente, uma linguagem própria. A representação gráfica e o desenho em geral satisfazem aplicações muito diversas e estão presentes em praticamente toda atividade humana. Constitui-se na mais antiga forma de registro e comunicação de informação, e, embora tendo conhecido mais mudanças quanto ao modo de produção e de apresentação do que as mudanças tecnológicas verificadas ao longo da História, nunca foi substituída efetivamente por nenhuma outra. O desenho deve ser considerado uma ferramenta de trabalho, tal como o teste de fase/neutro para o eletricista ou a batuta para o maestro. Sem ele, o engenheiro e o arquiteto não se exprimem completamente.”

(trecho extraído do livro “Desenho Técnico Moderno” – Silva, Arlindo e outros)

Faça aqui as anotações que julgar importantes sobre os instrumentos de desenho técnico:

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Normas de Desenho Técnico

“O Desenho Técnico não pode sujeitar-se aos gostos e caprichos de cada desenhista, pois será utilizado por profissionais diversos para chegar à fabricação de um objeto específico: máquina, cadeira ou casa. A NBR 10067 (Princípios gerais de representação em Desenho Técnico) difere apenas em detalhes das normas usadas em quase todos os países do mundo. As normas técnicas francesas têm as iniciais NF; as alemãs são as DIN (Deutsche Industrie Normen ou Normas da Indústria Alemã). As nossas são as NBR – Normas Brasileiras Registradas; o número identifica uma norma específica. Trata-se, então, de norma discutida e aprovada. Nossas normas não têm força de lei; contudo, devem ser adotadas por escritórios particulares, por firmas e por repartições, pois são baseadas em pesquisas e são racionais, tendo por objetivo a unificação e a ordem. Apesar da seriedade com que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estuda cada norma, existem aqueles que preferem adotar padrões particulares, voltando, assim, à situação de séculos passados, quando cada um tinha convenções próprias e ninguém se entendia. Enfim, em cada cabeça uma sentença, diz o provérbio. Contudo, a decisão de criar padrões técnicos individuais no limiar do século XXI diz muito mal dessa cabeça ou desse cabeçudo. Vamos ser coerentes e adotar as normas; no Brasil as NBR.”

(trecho extraído do livro “Desenho Arquitetônico” – Montenegro, Gildo)

As seguintes normas (entre outras) são aplicáveis ao Desenho Técnico

NBR 10.647 – Desenho Técnico – Norma geral NBR 10.067 – Princípios gerais de representação em Desenho Técnico NBR 10.068 – Folha de desenho – Layout e dimensões NBR 10.582 – Apresentação da folha para Desenho Técnico NBR 13.142 – Dobramento de cópias NBR 8.196 – Emprego de escala em Desenho Técnico NBR 8.402 – Execução de caracteres para escrita em Desenho Técnico NBR 8.403 – Aplicação de linhas em Desenho Técnico NBR 10.126 – Cotagem em Desenho Técnico NBR 6.492 – Representação de projetos de Arquitetura

Lembre-se que existem outras normas, aplicáveis a casos específicos. Por exemplo: NBR 14.611 – Representação simplificada em Estruturas metálicas;

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Folha de desenho – layout e dimensões

A escolha do formato da folha é de responsabilidade do desenhista ou projetista. O original deve ser executado em menor formato possível, desde que não prejudique sua clareza. As folhas de menor dimensão são fáceis de manusear, mas obrigam à utilização de escalas de redução para representação das peças, o que prejudica a sua interpretação e compreensão.

Dimensões dos formatos da série “A” (unidade mm):

FORMATO

DIMENSÕES

MARGENS

ESPESSURA

DA

LINHA

Esquerda

Dir / Sup / Inf

DA MARGEM

A0

1189 x 841

25

10

1,4

A1

841

x 594

25

10

1,0

A2

594

x 420

25

7

0,7

A3

420

x 297

25

7

0,5

A4

297

x 210

25

7

0,5

25 7 0,5 A4 297 x 210 25 7 0,5 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1
25 7 0,5 A4 297 x 210 25 7 0,5 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1

FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

TURMA
TURMA
NOME
NOME
0,5 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12 TURMA NOME Formatos derivados – série “A”:

Formatos derivados – série “A”:

Semelhança geométrica dos formatos da série “A”:

NÚMERO
NÚMERO

ASSINATURA

Apresentação da folha para Desenho Técnico

A folha para o desenho deve conter:

Espaço para desenho Espaço para texto Espaço para legenda

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ESPAÇO PARA ESPAÇO PARA DESENHO TEXTO ESPAÇO PARA DESENHO ESPAÇO PARA TEXTO LEG LEG
ESPAÇO
PARA
ESPAÇO PARA DESENHO
TEXTO
ESPAÇO PARA DESENHO
ESPAÇO PARA TEXTO
LEG
LEG

O desenho principal , se houver, é colocado acima e à esquerda, no espaço para desenho.

Todas as informações necessárias ao entendimento do conteúdo do espaço para desenho são colocados no espaço para texto.

O espaço para texto é colocado a direita ou na margem inferior do padrão de desenho.

A legenda (ou carimbo) é usada para informação do desenho, e deve conter: designação da firma; projetista,

desenhista, ou outro responsável pelo conteúdo do desenho; local, data e assinatura; nome e localização do

projeto; conteúdo do desenho; escala; número do desenho; designação da revisão; unidade utilizada no desenho.

Em qualquer situação, seja no campo para desenho, texto, ou legenda, qualquer informação escrita deve ser executada (escrita e lida) da esquerda para a direita, e de baixo para cima.

e lida) da esquerda para a direita, e de baixo para cima. FESP 2012 DESENHO TÉCNICO

FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

TURMA
TURMA
NOME
NOME
da esquerda para a direita, e de baixo para cima. FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1
NÚMERO
NÚMERO

ASSINATURA

Dobramento de cópia

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O formato final do dobramento de cópias de desenhos da séria “A” deve ser o formato A4.

As cópias devem ser dobradas de modo a deixar visível a legenda.

O dobramento deve ser feito a partir do lado direito, em dobras verticais, de acordo com as medidas indicadas nas figuras a seguir:

Dobramento do formato A0

indicadas nas figuras a seguir: Dobramento do formato A0 Dobramento do formato A1 FESP 2012 DESENHO

Dobramento do formato A1

a seguir: Dobramento do formato A0 Dobramento do formato A1 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1

FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

TURMA
TURMA
NOME
NOME
Dobramento do formato A0 Dobramento do formato A1 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12
NÚMERO
NÚMERO

ASSINATURA

Dobramento do formato A2

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Dobramento do formato A2 11 Dobramento do formato A3 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e

Dobramento do formato A3

Dobramento do formato A2 11 Dobramento do formato A3 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e

FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

TURMA
TURMA
NOME
NOME
do formato A2 11 Dobramento do formato A3 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12
NÚMERO ASSINATURA
NÚMERO
ASSINATURA
do formato A2 11 Dobramento do formato A3 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

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Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de linhas – Largura das linhas

As larguras das linhas devem ser escolhidas conforme o tipo, dimensão, escala e densidade de linhas no desenho, de acordo com o seguinte escalonamento: 0,13; 0,18; 0,25; 0,35; 0,50; 0,70; 1,00; 1,40 e 2,00 mm. Estes valores correspondem ao escalonamento√2, conforme os formatos de papel para desenho s técnicos. Isto permite que na redução e reampliação por microfilmagem ou outro processo de reprodução, para formato de papel dentro do escalonamento√2, se obtenham novamente as larguras de linhas originais, desde que executadas com canetas técnicas e instrumentos normalizados. Para diferentes vistas de uma peça, desenhadas na mesma escala, as larguras das linhas devem ser conservadas.

Tipos de linhas

larguras das linhas devem ser conservadas. Tipos de linhas Se existirem duas alternativas em um mesmo

Se existirem duas alternativas em um mesmo desenho, só deve ser aplicada uma opção Fonte: ABNT – NBR 8.403/1984

FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12

TURMA
TURMA
NOME
NOME
uma opção Fonte: ABNT – NBR 8.403/1984 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12 TURMA
NÚMERO ASSINATURA
NÚMERO
ASSINATURA
uma opção Fonte: ABNT – NBR 8.403/1984 FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12 TURMA

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Exemplos de aplicação dos tipos de linha (as letras correspondem à tabela anterior

tipos de linha (as letras correspondem à tabela anterior Fonte: ABNT – NBR 8.403/1984 Ordem de

Fonte: ABNT – NBR 8.403/1984

Ordem de prioridade de linhas coincidentes

Se ocorrer coincidência de duas ou mais linhas de diferentes tipos, devem ser observados os seguintes aspectos, em ordem de prioridade:

Arestas e contornos visíveis (linha contínua larga; tipo de linha A); Arestas e contornos não visíveis (linha tracejada; tipo de linha E ou F); Superfícies de cortes e seções (traço e ponto estreitos, larga nas estremidades e na mudança de direção; tipo de linha H); Linhas de centro (traço e ponto estreita; tipo de linha G); Linhas de centro de gravidade (traço e dois pontos; tipo de linha K); Linhas de cota e auxiliar (linha contínua estreita; tipo de linha B).

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TURMA
TURMA
NOME
NOME
(linha contínua estreita; tipo de linha B). FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12 TURMA
NÚMERO ASSINATURA
NÚMERO
ASSINATURA
(linha contínua estreita; tipo de linha B). FESP 2012 DESENHO TÉCNICO – BD1 e T12 TURMA