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CAPÍTULO 7

A mente

PERGUNTA: — Seria útil para a doutrina espírita estu dar a Mente, no sentido de investigar todos os seus refolhos, como fazem o Esoterismo, a Teosofia, a Rosacruz e o Yoga? RAMATIS: — Evidentemente, deve interessar à doutri na espírita o estudo profundo de todas as faculdades, pode res e recursos do Espírito Imortal, a fim de apressar a evo lução da humanidade. E sendo o Espiritismo um movimen to espiritualista prático e popular, sem complexidades ini ciáticas, sua principal missão é transmitir o conhecimento direto da imortalidade e ensinar aos homens os seus deveres espirituais nas relações com o próximo.

PERGUNTA: — Que achais da bibliografia espírita sobre o estudo da Mente? RAMATIS: — Embora não existam compêndios espíri tas especializados sobre o estudo da Mente, já é bem exten sa a bibliografia que trata desse assunto de modo prático e bastante compreensível. São escritas, comunicações e men sagens mediúnicas dispersas, em várias obras, revistas, jor nais e panfletos doutrinários, constituindo excelente reposi tório de conhecimentos análises e soluções sobre os proble mas da Mente (1) .

1 — Vide “Ante a Vida Mental”, obra “Roteiro”; “Guardemos Saúde Mental”, obra “Pão Nosso”, ambas de Emmanuel: “Parasitose Mental”, de Dias da Cruz, “Pensamento”, de Lourenço Prado; “Concentração Mental”, André Luiz e “Fixação Mental” de Dias da Cruz, capítulos da obra “Instruções Psicofônicas”, de F. C.

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Ramatis

PERGUNTA: — Há necessidade de uma terminologia específica ou linguagem apropriada, para se compreender a natureza da Mente? RAMATIS: — Sem dúvida! Os orientais, principalmen te os hindus, apercebem-se facilmente dos arrazoados com plexos sobre a Mente (embora eivados de alegorias, símbo los ou chaves iniciáticas); porque sentem, através de tais recursos, aquilo que a palavra escrita não pode exprimir na sua frieza. Os ensinamentos orientais parecem complicados na sua expressão figurada, quando compulsados pelos oci dentais, cujo intelecto é avesso a símbolos, terminologias exóticas, alegorias convencionais ou aforismos poéticos. Mas aquilo que o ocidental precisa “ver” claramente para “crer”, o oriental “sente” pela sua avançada sensibilidade intuitiva. Os antigos sacerdotes, magos ou instrutores da vida oculta, eram obrigados a resguardar os seus conhecimentos esotéri cos a fim de evitar que os leigos fizessem mau uso de tais revelações. Todavia, a missão do Espiritismo no século XX é expli car, à luz do dia, a prática desses ensinamentos milenários do mundo espiritual, os quais só eram acessíveis aos discí pulos iniciados nas confrarias de mistérios. Cumpre à dou trina de Kardec transferir para a capacidade psíquica do ocidental aquilo que os mestres hindus, caldeus, assírios, egípcios ou persas ministravam sob hieróglifos, símbolos, códigos ou sinais cabalísticos.

PERGUNTA: — Poderíeis explicar-nos algo proveitoso sobre a Mente?

Xavier. Vide “Os Fantasmas da Mente” de Albano Couto, “Nem Mesmo Jesus”, de Alberto Seabra, da obra “Seareiros de Volta”, do médium Waldo Vieira: “A Epífi se”, cap. I, obra “Missionários da Luz”; “Nossa Vida Mental”, capa 56, obra “Ideal Espírita”, cap. V e XXV, “Assimilação de Correntes Mentais” e “Em Torno da Fixa ção Mental:, obra “Nos Domínios da Mediunidade”; “Leitura Mental”, obra “Obrei ros da Vida Eterna”; estas últimas pelo espírito de André Luiz, pelo médium Chico Xavier. Vide o cap. “Mentalismo”, da obra “Falando à Terra”, pg. 174, ditado pelo espírito de Miguel Couto.

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