Possessão Sombria - Christine Feehan Série Sombria - Livro 18

CAPÍTULO I Manolito da Cruz despertou sob a terra escura com o coração palpitando no peito e com lágrimas de sangue sulcando o rosto, afligido pelo pesar. O grito desesperado de uma mulher fazia eco em sua alma, rasgando-o, lhe repreendendo, lhe afastando da beira de um grande precipício e estava morrendo de fome. Cada célula de seu corpo implorava sangue. A fome lhe roia com garras desumanas, até que uma vermelha neblina lhe cobriu a visão e sua pulsação bateu forte pela necessidade de conseguir alimento imediatamente. Desesperado, explodiu as cercanias de seu lugar de descanso, procurando a presença de inimigos sem encontrar nenhum, então atravessou como um foguete às ricas camadas de terra, para o ar. O coração trovejava nos ouvidos enquanto sua mente gritava. Aterrissou em meio a densos arbustos e espessa vegetação e lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor. Por um momento tudo pareceu equivocado... macacos estavam em algazarra, pássaros em alvoroço numa advertência, a exalação de um predador maior, inclusive o arrastar dos lagartos através da vegetação. Supunha que não deveria estar ali. Na selva tropical. Seu lar. Sacudiu a cabeça, tentando esclarecer sua fragmentada mente. Do que recordava com claridade era

interpor diante de uma mulher grávida dos Cárpatos, protegendo tanto a mãe quanto o filho em seu ventre, de um assassino. Shea Dubrinsky, a companheira de Jacques, cujo irmão era o príncipe dos Cárpatos. Naquele momento estava nas Montanhas dos Cárpatos, não na América do Sul, que agora chamava de seu lar. Repassou as imagens em sua cabeça. Shea entrara em trabalho de parto na festa. Ridículo! Como podiam manter as mulheres e crianças a salvo em meio a semelhante loucura? Manolito tinha pressentido o perigo, o inimigo movendo entre a multidão, espreitando Shea. Distraiu, deslumbrado por cores, sons e emoções que se vertiam sobre ele chegando de todas as direções. Como era possível? Os antigos caçadores Cárpatos não sentiam emoções e viam tudo em tons de cinza, branco e negro… ainda assim... recordava claramente que o cabelo de Shea era vermelho. De um brilhante vermelho. As lembranças se dispersaram quando a dor explodiu atravessando-o, fazendo com que se dobrasse sobre si mesmo, enquanto ondas de debilidade o golpeavam. Encontrou no solo sobre as mãos e os joelhos, com o estômago encolhido em duros nós e as vísceras pesadas. Um fogo queimava em seu interior como veneno. As enfermidades não atacavam a raça dos Cárpatos. Não podia haver contagiado com enfermidade humana. Isto era provocado por um inimigo. Quem teria me feito isto? Apertou os brancos dentes numa amostra de agressividade, com os incisivos e caninos afiados e letais enquanto olhava com ferocidade a seu redor. Como tinha chegado aqui? Ajoelhando na terra fértil, tentou decidir o que fazer. Outro raio de dor fustigou suas têmporas, enegrecendo a verdade. Por que estava na selva quando deveria estar nas montanhas dos Cárpatos? por que tinha sido abandonado por sua gente? Por seus irmãos? Sacudiu a cabeça em negação, embora lhe custou muitíssimo, já que sua dor se incrementou e parecia que estavam cravando pregos na cabeça. Estremeceu quando as sombras se arrastaram aproximando, rodeando-o, tomando forma. As folhas rangeram e os arbustos se moveram, como tocados por mãos invisíveis. Os lagartos saíram disparados sob a vegetação podre e se afastaram correndo assustados. Manolito se ergueu para trás e novamente olhou cautelosamente a seu redor, desta vez examinando sobre e clandestinamente, esmiuçando a região. Havia somente sombras. Nada de carne e sangue que indicasse que havia um inimigo perto. Tinha que se controlar e averiguar o que estava acontecendo antes que se fechasse a armadilha… E estava seguro de que havia uma armadilha e de que estava a ponto de ficar completamente preso. Em tudo o tempo que caçara ao vampiro, Manolito tinha saído ferido e envenenado em muitas ocasiões, mas tinha sobrevivido porque sempre usava o cérebro. Era hábil, sagaz e muito inteligente. Nenhum vampiro ou mago ia superar-lhe, estivesse doente ou não. Se estava se alucinando, tinha que encontrar a maneira de romper o feitiço para proteger -se. As sombras se moveram em sua mente, escuras e malignas. Olhou a seu redor, ao nascimento da selva e em vez de ver um lar acolhedor, viu as mesmas sombras movendo… Tentando alcançá-lo… tratando de apanhá-lo com suas ambiciosas garras. As coisas se moviam, gemiam e criaturas desconhecidas se reuniam entre os arbustos, no passar do terreno. Não tinha sentido, não para um de sua espécie. À noite lhe deveria ter lhe dado boas vindas… reconfortando-o. Envolvendo-o em seu rico manto de paz. À noite sempre lhe tinha pertencido, a ele… A sua gente. Deveria ter lhe enchido de informação a cada respiração que tomava em seu corpo, mas na vez disso, sua mente lhe jogava coisas passadas, via coisas que não deveriam estar ali. Podia ouvir uma escura sinfonia de vozes que o chamavam, os sons aumentaram de volume até que sua cabeça palpitou com gemidos e lastimosos gritos. Dedos ossudos roçaram sua pele, patas de aranha se arrastaram sobre ele, fazendo com que se retorcesse, sacudindo os braços, golpeando o peito e esfregando-a costas vigorosamente num esforço em afastar as invisíveis teias de aranha que pareciam grudadas em sua pele. Estremeceu novamente e forçou ao ar a entrar em seus pulmões. Tinha que estar se alucinando, cativo na armadilha de um professor vampiro. Se esse fosse o caso, não podia chamar seus irmãos pedindo ajuda até que soubesse se ele era o chamariz que os atrairia também a teia da aranha. Segurou a cabeça com força e forçou a sua mente a acalmar. Recordaria. Era um antigo Cárpato enviado longe pelo anterior Príncipe, Vlad, a caçar o vampiro. Fazia séculos que o filho de Vlad, Mikhail, tinha assumido o governo de seu povo. Manolito sentiu uma das peças encaixar enquanto uma parte de sua memória voltava para seu lugar. Estivera longe de seu lar na América do Sul. Havia sido convocado pelo para uma reunião nas Montanhas dos Cárpatos, uma celebração da vida já que a companheira de Jacques ia dar a luz a um

menino. Embora agora parecia estar de retorno à selva tropical, num lugar que lhe resultava familiar. Poderia estar sonhando? Nunca tinha sonhado antes, não que recordasse. Quando um homem dos Cárpatos ia para a terra, fechava seu coração, seus pulmões e dormia como se estivesse morto. Como podia estar sonhando? Uma vez mais se arriscou a um olhar pelos arredores. Seu estômago se revolveu quando as brilhantes cores o deslumbraram, fazendo com que lhe doesse à cabeça e sentisse náuseas. Depois de séculos de ver em branco e negro com sombras de cinza, agora a selva circundante luzia numa raivosa cor, tons de vívidos verdes, num desenfreio de flores de cores derramando pelos troncos das árvores junto com as trepadeiras. Sua cabeça pulsava e lhe ardiam os olhos. Escapavam gotas de sangue como lágrimas, percorrendo seu rosto, tanto que entortava os olhos na tentativa de controlar a sensação de vertigem, enquanto examinava a selva tropical. As emoções o alagaram. Saboreou o medo, algo que não tinha conhecido desde que era menino. O que estava acontecendo? Manolito lutou por concentrar sobre o amontoado de pensamentos em sua mente. Esforçou em manter a raia o lixo e em concentrar no que sabia de seu passado. Colocou diante de uma senhora idosa, possuída por um mago justo quando ela empurrava uma arma envenenada para Jacques e o filho nonato de Shea. Sentiu a comoção quando a arma entrou em sua carne, a torção e o rasgo que provocou a lamina serrada ao cortar através de seus órgãos, lhe rasgando o estômago. O fogo ardeu em seu interior, estendendo rapidamente enquanto o veneno abria passo por seu sistema nervoso. O sangue tinha deslocado em rios e a luz se desvaneceu rapidamente. Ouvira vozes chamando-o, cantarolando e tinha sentido seus irmãos estendendo para ele para tratar de retê-lo neste mundo. Recordava tudo muito claramente, o som das vozes de seus irmãos lhe implorando… Não… Lhe exigindo que ficasse com eles. Encontrou -se num reino tenebroso, com sombras flutuando e estirando. Esqueletos. Ameaçadores dentes pontiagudos. Garras. Aranhas e baratas. Víboras vaiando. Os esqueletos aproximando cada vez mais até que… Fechou sua mente ao que lhe rodeava, A todos os caminhos mentais compartilhados, para não dar oportunidade a ninguém de alimentar de seus próprios medos. Tinha que ser uma alucinação provocada pelo veneno que recobria a lamina da faca. Não importava que tivesse conseguido evitar que entrasse em seu cérebro… Algo malicioso já estava presente. O fogo o rodeou, as chamas crepitaram estirando avidamente para o céu e estendendo para ele como línguas obscenas. Saindo da conflagração, emergiram mulheres. As mulheres que tinha utilizado para alimentar durante os séculos passados, há muito mortas para o mundo. Começaram a amontoar a seu redor, com os braços estirados, as bocas abertas desmesuradamente, enquanto se inclinavam para ele, mostrando seus atributos através de vestidos que aderiam a seus corpos. Sorriam e lhe faziam gestos, com os olhos totalmente abertos, sangue correndo pelo flanco de seus pescoços… Tentando-o... Tentando-lhe. A fome ardeu, rabiou. Cresceu até converter num monstro. Enquanto olhava, elas o chamavam sedutoramente, gemendo e retorcendo como em êxtase sexual. Tinha muitos pecados pelos quais responder, muitos atos escuros que manchavam sua alma, mas este não. Não deste, do quais estas mulheres sensuais e de bocas ambiciosas o acusavam. Grunhiu-lhes, levantou a cabeça com orgulho e enfrentou diretamente seus frios olhos. Sua honra estava intacta. poderiam dizer muitas coisas dele. Poderiam julgá-lo por outras mil coisas distintas e lhe encontrar culpa, mas nunca havia meio tocado uma inocente. Nunca tinha permitido que uma mulher pensasse que talvez poderia apaixonar por ela. Tinha esperado fielmente sua companheira, ainda sabendo que as possibilidades de encontrá-la alguma vez eram muito pequenas. Não tinha havido nenhuma outra mulher Apesar do que pensava tudo mundo. E não haveria nunca. Sem importar suas outras faltas, não trairia sua mulher. Nem de palavra, nem de fato e nem sequer com o pensamento. Apesar de que duvidasse que ela nasceria algum dia. - Manolito. Elevaste logo. Devia ter permanecido na terra umas semanas mais. Gregori disse que nos assegurássemos que não se elevasse muito cedo. Os olhos de Manolito se abriram de repente e olhou cautelosamente ao seu redor. A voz tinha o mesmo timbre que a de seu irmão mais jovem, Riordan, mas estava distorcida e lenta, cada palavra se alongava de modo que a voz, em vez de ressonar com familiaridade, parecia demoníaca. Manolito sacudiu a cabeça e tratou de levantar. Seu corpo, normalmente elegante e poderoso, sentia fraco e estranho enquanto caía outra vez sobre seus joelhos, muito fraco para se levantar. Seu estômago se contraiu, revolveu. O ardor se estendeu por seu sistema. - Riordan. Não sei o que me está acontecendo. - Utilizou o atalho mental que só usavam seu irmão mais

forçando seu corpo a permanecer reto enquanto suas vísceras se . E ele não estava morto. O pânico afiou sua confusão. Seu coração batia forte. profundamente nas conchas. para isso. centenas. Queria a seu irmão demais. E sua companheira? Deveria ter viajado com ele. Outro vaiou e cuspiu com raiva. Poderia ser verdade? Tinha morrido e haviam lhe trazido de volta ao mundo dos vivos? Nunca tinha ouvido falar de uma proeza semelhante. como se a emoção esteve acumulando através dos longos séculos. Tudo enquanto matava seus próprios irmãos.É como nós. Como uma máquina. Matou uma e outra vez.Manolito. . não atrairia Riordan a ela. Um golpe mortal. ruidosamente. E não havia sentido nada enquanto o fazia. deslizando através de árvores e arbustos. Aquela a qual estava esperando há séculos. que dizia tudo. Pressionou a mão firmemente contra o peito. uma cicatriz trincada e feia. Tinha que estar. Dúzias deles. Sentia amor por seus irmãos. Sabia que o veneno ardia ainda Através de seu sistema. Não podia ir até o reino das almas A menos que estivesse morto. milhares inclusive.. de um num e lutando com seu intelecto e habilidade superior. Corriam rumores é obvio. Amor.. de qualquer maneira que pôde. mas estava ainda distorcida e lenta. Não pode te elevar. Então por que não podia recordar a mulher mais importante de sua vida? por que não podia visualizá-la? E por que estavam separados? Onde estava ela? . As sombras se moveram outra vez. E agora? Desta vez sentiu o perigo quando as formas começaram a perfilar num círculo a seu redor. Não eram olhos absolutamente. A capacidade de ver cores. . Reconheceu-os. envoltas em sangue vermelho. Manolito levantou a cabeça de uma vez e seu corpo tremia. Tão intenso que lhe deixou sem fôlego. no reino das almas. Sua companheira. A culpa lhe carcomia. Fizera-o rápida e brutalmente. Não cabia nenhuma dúvida de que era real.. A ferimento estava sobre seu coração. não havia nenhuma possibilidade de escapar. O que ele pensava sobre o tema não importava o mínimo. Manolito arrancou a camisa do corpo e baixou o olhar para as cicatrizes de seu peito. Tomou cuidado de evitar que sua energia mostrasse por esse atalho. Os Cárpatos raramente luziam cicatrizes.Gritou um. Se isto fosse uma elaborada armadilha. Olhos vermelhos ardendo com ódio e maliciosa intenção.Acha-se melhor que nós. mas não sabia que fosse possível. Alguns eram relativamente jovens para os padrões Cárpatos. Não teria permitido que o veneno permanecesse em seu corpo. Tinha matado. Tinha sido envenenado. . Nos olhe. Manolito se retirou imediatamente ante o toque de seu irmão. A dor o afligia. Seus olhos. Una-te a nossas filas. E como podia ser. Tinha matado a cada um deles sem compaixão ou remorso. A idéia fez com que seu coração se detivesse. . Irrefreável e real. Ficou em pé em toda sua estatura. Tinha que fazer. Alguns eram amigos da infância e outros professores ou mentores. Por um momento o coração de Manolito palpitou tão forte em seu peito que temeu que pudesse lhe explodir através da pele. Havia só uma pessoa no mundo que poderia ter restaurado as emoções para ele. mas charcos resplandecentes de ódio. Pertence-nos.Você deve voltar para a terra. sem nenhum pensamento para o que deixava para trás. Todos os sentidos que tinha perdido nos primeiros duzentos anos de sua vida haviam sido restaurados por causa dela. A voz de Riordan era exigente em sua cabeça. Alguém o assinalou com um dedo acusador.. Mas as palavras. Caçar e matar eram necessário. Sua viagem não se completou. ganhando força atrás de uma sólida barreira onde não podia acessar. Viajaste longe. se tinha sido curado apropiadamente? Gregori era o maior curador que os Cárpatos já tiveram. A explicação estava errada. sem importar o risco par-se. Cada músculo de seu corpo se contraiu. e alguns muito velhos. Deve te dar mais tempo. A dor de seu corpo era real.jovem e ele. . Oscilavam como se seus corpos fossem muito transparentes e finos para resistir a leve brisa que açoitava as folhas da canopia sobre deles. Manolito. A dor lhe pressionou com força. de sentir emoções. caçando cada vampiro. Muito ruidosamente. Vampiros cada um deles.Tão seguro de ti mesmo. A voz seria a mesma se não a ouvisse em câmara lenta. Era o atalho correto.

Deixa que o vejam. Morre de fome. Eu somente fui o instrumento de justiça. . irmão. Cambalearam. . As cabeças se inclinaram para trás sobre os longos e finos pescoços. fazendo com que seu interior amolecesse. . Zumbidos. Tenho companheira. Encontrei minha companheira e Rafael encontrou a dele. irmão.contraiam. Você está doente.Manolito! O que diz? É obvio que sou seu irmão.Está seguro disso? . A tentação fez com que sua fome crescesse até que não pôde pensar além da vermelha neblina de sua mente. enquanto as vozes cresciam em intensidade.Ordenou e lhes fez gestos com os dedos. e os uivos rasgaram o ar. girou. É só questão de tempo para ti. Só uma prova. Tem fome. . Vá com seu professor de marionetes e lhe diga que não sou tão fácil de apanhar.Só tnum sonho sobre ela. A primeira linha de vampiros.Não tem companheira. A adrenalina no sangue é o melhor.. Ficou olhando fixamente para a enorme quantia de água que se estendia ante ele. mais claras. Ouviu-os lhe chamando. ressecados e enrugados. . Manolito.Escolheu seu destino. Rodeiam-me com seus dentes vis manchados de sangue e seus corações enegrecidos.. Manolito grunhiu. concentrou em seu inimigo. jogando a cabeça para trás com um rugido de raiva. Manolito encontrou sobre o chão. Tem que sobreviver. dançem comigo como tem feito tantas vezes. Sacudiu a cabeça para esclarecê-la. atraindo-me como se eu fosse um deles. que tinha tomado a forma de tantas faces de seu passado que soube que se estava enfrentando a morte. A súplica ganhou volume até converter numa onda que se chocou contra ele. seus pés levavam a cabo o estranho e hipnótico padrão do não morto. Riordan ofegou e pela primeira vez. elevando o vôo ante a horrível cacofonia de chiados que aumentavam de volume. os pássaros se elevaram da canopia. estava seguro. a saliva corria por suas faces e os buracos que eram seus olhos resplandeciam com ódio. sobre as mãos e joelhos como se o tivessem empurrado. A pele de . Tecendo um véu sobre sua mente. Uma única prova e o medo. mas não havia sentido o empurrão.O mago deve ter encontrado um modo de ressuscitar os mortos.Uma-se a nós.Impostor.Negou Riordan. Uma artimanha de vampiro. rasgadas e puídas pela idade. inclusive. . É um dos nossos. Havia muitos para matar.Sangue fresco. morto. Deve agüentar..Matei estes há séculos passados. . Sentia o corpo diferente. Os vampiros se aproximaram mais e agora podia sentir a ondulação das andrajosas roupas.. sentiu que os tremores começavam. soou como o amado irmão de Manolito. pesado e fraco.Olhe-se..Como faz você? Cometeste um terrível engano. . liberando o mundo de criaturas tão perigosas e imorais. particulars e comuns a sua mente. mas o som estava mais em sua mente que fora dela. tentando manter o inimigo a vista. tantos como fosse possível.Una-se a nós! – Clamavam. . Não é meu irmão.Não pode me confundir com tal engano. . . mais próxima a ele riu. .Não pode escolher lhes entregar sua alma. Estou chegando. Precisava que Riordan contasse a seus irmãos mais velhos. Permita-lhes sentir medo e o poder não se parecerá com nada que haja sentido antes. Enquanto se apoiava sobre as pontas dos pés. . observe sua face. Pode senti-la. Sussurros. Estou indo para ti a toda pressa. maligno. . De uma grande distancia. Se os vampiros estão jogando contigo. Sabia em seu coração que estava acabado. . mais a sensação de insetos arrastando sobre a pele o alarmou. O som sacudiu seu corpo. Sinta. Sobre eles. . Zacharias enviaria uma advertência ao príncipe anunciando que exércitos de mortos estavam elevando-se uma vez mais contra eles.Vamos lá então.Una-se a nós. mas os sons persistiam. roçando contra sua pele. Ele rompeu a conexão mental imediatamente e fechou todos os caminhos. . Vejo suas imundas abominações em cor. Estamos perto.Sussurrou a informação em sua cabeça. .. mas me rodeiam com seus olhos acusadores. Podemos sentir como gagueja seu coração. Uma vez. . Girando. Mas levaria com ele. Necessita de sangue fresco.

quente. . . Manolito grunhiu. irmão.. empurrando a garota pata trás dele.Necessito de minha companheira. Olhe o que lhe têm feito.. Sua boca se em protesto e não só seus incisivos mas também também seus caninos se alongaram e afiaram com espera. Atrás dele. sem se alimentar durante séculos. que assim . lhe chamando como nada o fizera antes. Necessitava do escuro e rico sangue para viver. Merecia. Estava desesperado. Ela riu e se retorceu. Para te manter com vida.. Ouviu o batimento de um coração. suportando a tortura. .Porque tinha chegado muito longe e talvez não pudesse se deter. . humanos que temiam os de sua tipo… Manolito fechou seus olhos e bloqueou o som desse doce e tentador batimento de coração. tropeçou e caiu contra Manolito. sua boca estava preenchida com seus alongados dentes e a necessidade de arrastar os lábios contra a calidez do pescoço feminino.Não pode escapar deste lugar. Forte e firme.. em corpo e alma. Teria que lutar com todos eles. Una-se a nós . elevando igual à maré para lhe consumir. Seus olhos escuros eram poços de terror. Sem sangue seria incapaz de se defender. Manolito. Empurraram a mulher para diante..Não o farei! É uma inocente e não será utilizada desta maneira. A noite se tornou silenciosa. Estava morto de fome. Podia ouvir o sangue correr por suas veias. Você a traiu e merece ficar aqui. seu estômago. E se tivessem conhecide Manolito. E inocente. A seu redor. Parecia assustada. fios de saliva gotejavam de suas bocas enquanto seus desumanos olhos brilhavam com selvagem regozijo. a risada se desvaneceu e ela jogou o cabelo para trás com frustração. afastando a mulher de seu corpo.Tome-a. Mas todas as tentações do mundo não poderiam lhe fazer mudar de opinião. do arrastar de seus pés. Quem o ajudou? Seus irmãos? Os humanos? Nós lhe trouxemos sangue quente para te alimentar.. Sou tua. Manolito era consciente de que os vampiros estavam se aproximando. doce e vivo. .Vaiou um. Sentiu-a cálida e viva contra seu frio corpo. mas talvez ainda poderia salvá-la.Não sou tão inocente. enchesse cada célula e se espalhasse através de seus órgãos e tecidos e alimentasse a tremenda força e poder dos de sua raça. Baixou a cabeça. baixando mais ainda. .sua face estava colada sobre seus ossos. só o som da garota lutando por tomar ar e o trovejar de seu coração enchiam o ar. acrescentando luxúria a sua fome. . Seu coraçãsua pulsaçãou ao ritmo do dele.. .Sussurravam eles e o som se elevava num hipnótico canto. Ela virá a mim e se ocupará de minhas necessidades. Está morto de fome. Seu coração pulsava freneticamente.. Precisava disto. Merecia viver.Torture-a.Necessita-me. de suas bocas cavernosas amplamente abertas com espera. atraído pelo aroma do sangue. Não podia falar para tranqüilizá-la. Não se recordava. Não sabia. Chamando-lhe. . até que o pequeno corpo foi quase tragado pelo seu. tocando -se. Una-se a nós. as mãos deslizaram por seu peito. Humanos que desprezavam o que ele era. Os sussurros em sua cabeça. Tinha passado séculos defendendo os humanos. até lhe acariciar. ela podia salvar a raça humana dos monstros? Os humanos não acreditavam em sua existência. a mulher envolveu os braços ao redor de seu pescoço. . Ainda a aproximou mais... Posso fazer com que tudo isso se acabe. A face da mulher mudou.Una-se a nós. Podia sentir a adrenalina correndo através de sua corrente sangüínea. Em sua mente. Sou tua. lhe dando a vida. Só tem que me saborear. pressionando o luxurioso e feminino corpo firmemente contra o seu.Vaiou outro. Tão faminto que não havia nada a fazer exceto caçar. Fez-lhe a boca água. voltou-se. Não podia pensar em nada que não fosse a terrível fome inflamando.Sai daqui! Vá com seus amigos e fique longe de mim. Sua pulsação em seu pescoço saltou rapidamente e ele cheirou seu medo. É um de nós.Mate-a. O batimento do coração aumentou em intensidade e lentamente ele girou a cabeça enquanto uma mulher era empurrada para ele. O ar escapava de seus pulmões em aterrorizados ofegos. girando. . . haveriam… . O que era ela afinal? Débil e assustada. Ela gritou. Tinha que encontrar uma presa. Se tivesse que permanecer com vida. Tinha que morder um suave e quente pescoço de modo que o sangue quente entrasse em sua boca.. Atraindo-lhe.

as enormes e frondosas plantas pareciam tragá-los. Só minha companheira pode me condenar. . Seu coração havia sido quebrado silenciosamente em pedaços.Teria que fazer algo melhor que me tentar a traí-la. O que podia ter feito? Nunca havia tocado outra mulher. Havia ela negado sua reclamação? Teria unido-a a ele sem seu consentimento? Isto era aceitável em sua sociedade. porque a mera idéia de comer a deixava doente... Não podia chamá-la. Assim está escrito em nossas leis. Levantou a cabeça e mostrou os dentes a centenas de homens dos Cárpatos que tinham escolhido renunciar suas almas. Numa ilha tropical em algum lugar em meio ao rio Amazonas. O perigo o rodeava. mas não o levaram para a fazenda.... Sentiu um formigamento na nuca e se voltou. MaryAnn Delaney limpou as lágrimas que pareciam não ter fim e que corriam por sua face enquanto repassava a lista de sintomas. Nunca havia conversado com esse homem.. Parecia estar mais aflita que sua família.. Não havia revoadas de asas. Levaram seu corpo de volta no mesmo jato particular que tinham utilizado para voltar para seu rancho no Brasil. . talvez além de toda redenção. O avião tinha aterrissado. arruinando uma sociedade e um estilo de vida. A teria protegido como teria feito com a companheira de Jacques.. embora quando presenciara sua morte. Tristeza não era a palavra que utilizaria para descrever o horrível e enorme vazio ao qual não parecia poder sobrepor. Só ela pode me julgar indigno.. mas estava mais confuso que nunca. seus irmãos tinham levado o corpo para algum . Isso não era uma traição. mas não trairia sua companheira. dedos ossudos lhe assinalaram em tom acusador.. Estava tão incrivelmente triste que não podia parar de chorar. Todo sussurro de vida cessou a seu redor. Não era capaz de dormir desde… Fechou os olhos e gemeu. E com ela dentro. Em vez de suportar com a lembrança da esperança de uma companheira. Nunca permanecerei com vocês. se fosse possível. E podia colocar uma marca em falta de apetite. Os vampiros o pegaram. nem roçar. Seu coração deu um salto.. Entretanto.Disse. mas estava no livro e tinha que acrescentá-la a crescente lista de indicadores. suas formas se faziam menos sólidas e pareceram titubear.fosse. Os vampiros retrocederam mais entre os arbustos.. O instinto. fazendo com que fosse difícil distinguir entre os não mortos e as sombras na escuridão da selva tropical. E em vez de dar a Manolito um enterro adequado. como a de um anjo cantando aos céus. Seu assassinato.. Os vampiros vaiaram. Não tinha sentido. Manolito da Cruz era um desconhecido. CAPÍTULO II A depressão clínica era um monstro insidioso que se aproximava sigilosamente e deslizava sobre e dentro de uma pessoa antes que esta tivesse oportunidade de ser consciente dela e ficar em guarda. mas darei a face a minha companheira. elevou as mãos quando o enorme jaguar saltava para ele. porque recordava muito pouco dela.. Pode ser que seja tudo o que dizem. mais que o autêntico som o alertou e Manolito se virou. Com sua superioridade numérica teriam conseguido destruí-lo facilmente. Sabia que eles estavam desolados. Recordava sua voz. em vez que suportar com honra. suave e melodiosa. Ainda de joelhos.. Posso ter manchado minha alma. dizimando sua própria espécie.. Estavam lhe julgando e até agora não parecia estar indo muito bem e talvez era por isso que não recordava. um amparo para o macho quando a fêmea era arisca.. não a vocês e deixarei que ela dite se meus pecados podem ser perdoados. Era a segunda acusação deste tipo e o fato de que ela não estivesse lutando a seu lado falava por si só. pelo golpe de sentimentos. mas não mostraram grande emoção e certamente não falavam dele. Devia ter feito algo terrível.. Só que ela dizia que não queria ter nada a ver com um homem Cárpato.Renego seu julgamento. Certamente nenhum pecado teria cometido contra ela. Seu estômago ardia e seu corpo gritava pedindo alimento. com sua vida e mais além. . mas nunca a entregaria por gosto ou renunciaria minha honra como fizeram vocês.. Mas não atacaram.. Podia sentir na calma total.

E sem dúvida alguma não havia remedio para seu cabelo. Duvidava que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem snum mapa e um guia blandendo um facão. —A voz de Juliete parecia desconcertada e um pouco alarmada—. Saberiam que era uma mentira. Conseguira ocultar a princípio. Tentar dominar seu cabelo. Às vezes se sentia como Dorothy no Mago de Oz. Definitivamente algo estava acontecendo. Deveria haver dito algo. que não tinham notado seu silêncio.lugar sem revelar. —Sinto interromper seu descanso. Riordan e Juliette eram ambos os Cárpatos e poderiam lhe ler a mente se quisessem. vampiros e jaguares. mas não parecia poder parar. Cárpatos. mas não tinha pensado em fazer tranças e a umidade tinha trabalhado em seu cabelo além de toda ajuda. Não queria falar com ninguém. . se o deixasse solto. enquanto viajavam durante o dia. uma vez mais limpando as lágrimas que corriam por sua face. Precisamos falar contigo. e agradecia tal consideração. —Um momento. —Ainda estou com sono.. Não queria se levantar da cama. podia lhe chegar até a cintura. MaryAnn deixou escapar o fôlego. Eles tinham dormido no avião. era atemorizantea. Um golpe na porta a sobressaltou. Sem importar o muito que tentasse expulsar seu medo e seu receio. Destiny. tinham-no atribuído ao acanhamento. endireitou. Poderiam não lhe ler a mente. mas ela se sentou sozinha junto ao ataúde e tinha chorado. —MaryAnn. Não tinha sentido. Era a segunda vez que Juliette tinha utilizado a palavra “necessitar”. as emoções não desapareciam. mas a dor estava crescendo e enchendo sua mente de perigosas e atemorizanteas idéias. Era conselheira. Tudo o que podia fazer era chorar. A idéia de tentar ajudar os outros. Estava ridícula. Tinha um trabalho a fazer e a família Da Cruz esperava que o fizesse. Queria encontrar o túmulo de Manolito da Cruz e se aconchegar nela. MaryAnn concordara em ir para o Brasil com a esperança de ajudar a irmã de Juliete antes que se desse conta do problema emocional no qual estava. Não poderia dormir embora sua vida dependesse disso. Tinha viajado com a família Da Cruz em seu jato particular. sabia. que por certo devia ainda estava escondida na selva. Cambaleou para o espelho e se olhou fixamente. na selva tropical. mas ela sabia que isso se considerava de má educação quando se estava sob o amparo dos Cárpatos. mas não podiam evitar sentir as ondas de aflição que emanavam dela e enchiam a casa. Que demônios estava acontecendo com ela? Normalmente era uma pessoa que acreditava na filosofia do copo meio cheio. Não havia modo de esconder a evidência das lágrimas.. Nem sequer queria voltar para avião e ir para casa. A casa estava rodeada pela espessa selva. Nem sequer podia sair às escondidas e visitar seu tumulo. Chorara tanto que sua garganta estava em carne viva e lhe ardiam os olhos. lavar o rosto e escovar os dentes. Não queria explrar a opulenta casa ou a exuberante selva. fazendo com que seu coração saltasse e começasse a bater forte. estava tão deprimida que não podia funcionar para nada. mas nunca uma casa de veraneio numa ilha particular. pelamor de Deus! Mas não podia encontrar a disciplina necessária para sobrepor ao crescente desespero e desconfiança. formoso ou divertido do qual desfrutar. Como conselheira que era. com horror. Todos estavam tão ocupados se preparando para deixar as Montanhas dos Cárpatos e voar para casa. para aconselhar a irmã caçula de Juliete. Provavelmente Juliette tinha localizado sua irmã. MaryAnn. . quando não podia suportar a idéia de sair da cama. estava dormindo. A sua amada cidade de Seattle. E o ataúde. junto a ele. sempre podia olhar a seu redor e encontrar algo gracioso. ou a horrível e inexplicável angustia pela morte de Manolito. Riordan está comigo e temos que falar contigo. Era a paranóia entrando também sigilosamente em sua mente ou estava certa ao se preocupar por ter sido levada a uma ilha que ninguém havia mencionado quando estava sua melhor amiga. Que ridículo e desesperado soava isso? Visitar o túmulo de um desconhecido em altas horas da noite porque não podia superar sua morte. mas isto é importante. com seu cabelo indomável e seus olhos de um vermelho brilhante. Ou se o notaram. nas Montanhas dos Cárpatos? Juliette e Riordan lhe tinham pedido que fosse com eles. Tinha que se acalmar. Abra a porta. Juliette sacudiu o trinco da porta. mas desde noite em que tinha ido a celebração dos Cárpatos com Destiny. Era longo.Mentiu. Juliette. Sem importar as circunstâncias. mas seguiu pensando que a tristeza remeteria. Necessitava de ajuda. vítima de violência sexual e tinham mencionado com freqüência o rancho. E estar assustada.

Ouvi as pessoas dizerem que sequer Gregori podia lhe trazer de volta da morte. —Seu próprio coração tinha vacilado em resposta como se não pudesse pulsar sem que o dele marcasse o ritmo. Estava tão envergonhada. uma mão revoou para seu peito onde um ponto pulsava e ardia. num ataúde. E senti o veneno estendendo através dele. Sem lhe importar seu próprio amparo.O sinto.Objetou Juliette—. Não podia acrescentar. e por um momento foi difícil respirar—. MaryAnn sentiu o impulso de sua pergunta na mente. MaryAnn. onde ninguém podia ouvi-la. É é uma emergência. desviando a face enquanto eles atravessavam a porta. Manolito está em apuros e necessitamos de informação rápidamente. embora apenas o conhecesse. tentando lhe manter neste mundo. Acredito que está tendo uma reação ao que aconteceu com Manolito. mas ele morreu. —Quando estávamos nas Montanhas dos Cárpatos. seu corpo compacto e gracioso. Não os entendo A nenhum de vocês e nem a este lugar. sacrificou pelo Mikhail Dubrinsky também. Tinha crédulo nesta gente. Tenho que ir para casa. Apressaram-se para a mulher grávida. —Sentiu morrer Manolito? —Sim. MaryAnn piscou diante dela.. tinha gritado seu protesto. Morreu e todos estavam mais preocupados com a mulher grávida. Não ajudava que Juliette fosse formosa. ou que Riordan. fosse alto. —Tinha estado em sua garganta. —Juliette manipulou o trinco. abandonando o guerreiro caído. em seus pulmões—. . Está deprimida e aflita. MaryAnn e não tão fáceis de matar. tinha ouvido o rumor de que tinha feito o mesmo pelo príncipe dos Cárpatos. tão absolutamente heróico ao inserir seu corpo entre o perigo e uma mulher grávida. . Suas suspeitas estavam bem sustentadas. —É só por que estou foara de casa muito tempo. Juliette deslizou Através do aposento até a cama. e agora estava presa e era vulnerável. Sei que está morto. só que tinha sido tão nobre. Sei que prometi que trabalharia com sua irmã. conheceu meu irmão Manolito? —Riordan olhou a MaryAnn com olhos frios e calculadores. —Ela jogou para trás a selvagem massa de cabelo e se balançou brandamente—. MaryAnn inspirou profundamente e voltou A sentar no beirada da cama. —Isso não tem sentido. —Sei que não parece. Sua boca se secou e apertou os lábios. Juliette suspirou. de ombros longos e pecaminosamente arrumado. Ela parecia muito importante. seu olhar concentrado e alerta. —Sua mão se moveu para a garganta. Era uma mulher forte. enquanto permanecia obstinadamente em silêncio. como seus irmãos. o último fôlego que tomou. e nada tinha sentido desde que tinha presenciado a morte de Manolito. Algo não ia bem. umedeceu os lábios com a língua—. Não sabia por que um desconhecido lhe importava tanto. —Tinha gritado. com seus olhos felinos e seu cabelo perfeito. Mais ainda. Seu último fôlego. Riordan ama seu irmão e está usando um atalho. MaryAnn. Profundamente em seu interior. MaryAnn tentou um sorriso. Não enquanto sentia o coração como uma pesada pedra no peito. mas esteve alguma vez a sós com ele? MaryAnn negou com a cabeça. não só pelo fato de que seu cabelo tivesse crescido até converter numa massa do tamanho de uma bola de praia. Eles tinham poderes que poucos humanos podiam compreender. Lamento-o.. Juliette lançou a seu companheiro um olhar represora. recordando em MaryAnn sua linhagem jaguar. você não está bem. . Senti-o morrer. Juliette lançou a seu companheiro outro longo e eloqüente olhar. Sou mais uma garota de cidade e tudo isto é novo para mim. as lágrimas a tomavam novamente. mas vamos entrar. —Ele está morto. mas não muito resseioso. —Só dizer em voz alta já era difícil.—MaryAnn. —Não acredito que seja o calor. mas o calor está me deixando doente. apesar de sua resolução. —É importante. E então seu coração deixou de pulsar. —Somos Cárpatos. E A nenhum deles parecia sse importar. —MaryAnn. Vi-o morrer. De verdade. —Vi-o morrer. Sentiu o sangue abandonar sua face. E trouxeram seu corpo conosco no avião. algo que resulta automático para nossa espécie. mas também porque não podia controlar a dor que estava ameaçando sua vida mesma. Tinha-lhe dado um empurrão mental.

Não deveria haver se elevado. e quando o trouxemos para casa. bloqueando-a. Considerava -se uma mulher muito sensível. Não conheço ninguém mais poderoso.Estamos assustando-a. assustada ante a idéia do que tinha que fazer. Riordan. fechando a porta. —Não confiava em nenhum deles. Em qualquer caso. —Era tão belo que teria sido impossível não notá-lo. posso ver que está muito alterada. e nada absolutamente podia ocultar o predador nele. Não seria fácil escapar dos Cárpatos. Ele podia tê-la utilizado para alimentar.Pode o vínculo entre companheiros anular uma ordem do curador ou do cabeça de nossa família? Riordan esfregou o queixo. Agora o medo estava crescendo em seu interior. com voz agudizada por uma súbita ira. Atrás de Juliete estava seu companheiro. . monstros à espreita sob a fachada tranqüila e civilizada. florescendo até converter num terror absoluto. —Passou junto a Juliette e foi cambaleando para o banheiro. . como ela pode ser sua companheira? Por que ele não fez sua reclamação e a colocou sob o amparo de nossa família? Não tem sentido. É possível que o que queira que esteja afetande Manolito. fora quem a colocara sob seu amparo e lhe tinha proporcionado algumas salvaguardas. ela está assustada demais e nós temos que fazer algo. Juliette. Sempre tivera um sexto sentido para o perigo. —MaryAnn. esperando que o barulho da água dissuadisse Juliette de segui-la. E tinha visto muitas mulheres maltratadas para considerar sequer estar com um homem que tinha uma atitude dominador com as mulheres. Inclusive tinha se repreendido l quando se deu conta de que lhe estava olhando embevecida como uma adolescente. para a opulenta riqueza. —Pare! — Disse. —Não posso respirar. Ela. MaryAnn sempre lhe tinha parecido uma mulher forte e valente. Só tinha que usá-las e evitar ceder ao pânico até que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem. além do que seria normal. era . Tinha pouca defesa contra eles. o segundo ao comando e guardião do príncipe. Embora não a conhecia muito bem. mas de Riordan. Tinham jurado protegê-la. não havia esperança de nada mais. Juliette levantou a mão. Mas até sabendo tudo isso. mas além disso. era uma mulher muito independente criada numa família do tipo médiaalta nos Estados Unidos. embora estivesse tremendo. mas haviam a trazido para um lugar de calor e opressão.—Vi-o poucas vezes entre a multidão. longe de toda ajuda possível.Quero ir para casa. com sua beleza.Bom. esteja afetand-a também? Riordan guardou silêncio um momento. ainda lhe tinha admirado. um cenho se acomodou em sua face. e agora estavam acossando-a. Olhou a seu redor. Molhando a face com água fria esperava esclarecer sua mente. A enorme fazenda. —Alguma vez esteve a sós com ele? Nem sequer por um curto período de tempo?— Perguntou Juliette. por outro lado. Como é possível que Manolito se elevasse antes de sua hora? . um antigo macho Cárpato influenciado do pior modo Neandertal possível por séculos de viver na América do Sul. Ouça seu coração. Tudo estava errado. Foi a toda velocidade para o lavabo e abriu a água. Não podia confiar nestas pessoas. Vou pedir a Riordan que saia e nós podemos conversar sobre o que te está incomodando.Se for sua companheira. Mas. pode ser. . A verdade era que não sabia. Podia ver o assassino em ambos. Sabia que os Cárpatos só tinham um companheiro. MaryAnn podia ver diminutas chamas nas profundezas daqueles olhos turquesa. levamos-o ao terreno mais rico da selva e Zacharías se assegurou de que permanecesse na terra. Uma caçadora dentro do corpo de uma formosa mulher. ela não poderia viver com um homem como Manolito da Cruz. Era despótico e arrogante. e soube que se encontrava numa armadilha de seda. mesmo sabendo que Manolito da Cruz era o último homem no mundo com o qual alguma vez pudesse ter uma relação. mas esse homem lhe tinha roubado o fôlego. Gregori o imobilizou na terra. Não podia funcionar pelo terror. MaryAnn sentiu um duro empurrão. esta vez olhando-a nos olhos. . não de Juliete. Juliette respirou fundo para acalmar. uma vez mais pressionando para conseguir transpassar suas barreiras naturais e encontrar suas lembranças. MaryAnn a ignorou e correu os últimos poucos passos até o enorme banheiro. Olhos de gata. mesmo assim isto não o tinha visto vir. agora parecia estar atuando de um modo nada típico nela. Deixa de empurrá-la. Não eram absolutamente o que pareciam. Está muito assustada. Precisava de ajuda e tudo mundo estava muito longe. mas Gregori.

mas Juliette tinha ido a ela com uma história sobre sua irmã pequena. MaryAnn aspirou e deixou escapar o ar lentamente. Desejava ir para casa. Somos responsáveis por sua segurança.para atrair os incautos às mãos dos monstros. Juliette e Riordan resplandeceram até sua forma humana. de seu melhor amiga. ardilosos. MaryAnn tremeu e retrocedeu até que ficou contra o parapeito da janela. pressionando a mão contra o palpitante coração enquanto se voltava. Escapar para a selva. Do primeiro momento tinha havido algo diferente neles. que MaryAnn tinha sido incapaz de deixar de lado. Acreditava que estariam num enorme rancho de gado no Brasil. Tinham que ser advertidos. Era uma lutadora. a fúria a alagou e reinou a confusão. um som reverberante que recordava os demônios que tinha visto nos filmes. mas acreditamos ter uma explicação. Ele está num perigo terrível. como se o som estivesse sendo reproduzido muito lento. mas Colby e Rafael. junto com o irmão e a irmã de Colby. Um vapor entrou por debaixo da porta e através do pequeno buraco da fechadura. Sua voz parecia lenta A seus ouvidos. Não deveria ter acreditado neles. Deveria ter visto Através de todos eles. Ele parecia confuso e ninguém pode estar confuso na selva tropical. desesperada por afastar da violência do mundo Cárpato. sabia que era forte e inquebrável. desesperada. O medo se puxou velozmente por sua coluna quando se deu conta do que tinha que fazer. mas a conselheira que havia nela estava sempre reunindo informação e lhe buscando sentido. com trepadeiras e arbustos estendendo-se para o pátio. —Volte para o quarto e tentemos solucionar isto. Segurou-se na beirada da janela e tentou elevá-la. um lugar onde durante o dia muita gente lhes rodearia. Seria Jasmine real? MaryAnn duvidava. Gemeu. tentando imaginar o que podia levar com ela. Não morreria neste lugar. Tem isso sentido para você? Algo está acontecendo aqui. Foi para a janela e olhou para fora. Olhou-se no espelho. Nada. Era uma enorme conspiração? Estariam todos implicados? Não. —MaryAnn. A conselheira que havia nela deu um passo atrás para tentar dar sentido à torrente de emoções que chegavam em avalanche. matreiros e atemorizantees. Estiverasegura de que fosse uma picada de algum tipo de inseto do qual era alérgica. Espiões em terreno Cárpato. tal como você nos teme . —Temo pela segurança de meu irmão assim como por sua vida. Os jardins eram muitos selvagens. —MaryAnn. Não confia em ninguém salvo em sua companheira. Se você for essa mulher é a única que pode lhe salvar. Ele olhou-a com os olhos imperturbáveis de animal selvagens. Talvez já estavam em problemas. Estava com os olhos vermelhos inchados. a selva tropical se arrastava até a casa como um insidioso invasor. Acreditamos que Manolito a vinculou a ele a maneira de nossa gente. Riordan esfregou as têmporas como se lhe doessem. Nicolae. quase saltando fora de sua própria pele. Temos inimigos poderosos. Percorreu apressadamente a enorme habitação com o olhar. embora sua dor e desespero tinham sido entristecedoras. tentando deliberadamente desconcertá-la. nunca acreditaria nisso. Havia preocupação em seus olhos. desceram do avião num aeroporto particular e MaryAnn tinha contínuado com o Riordan e Juliette para uma ilha. Sabia bastante sobre companheiros. A marca no peito que nunca se curara. temendo que seja um vampiro. Não se recorda mesmo de ter ficado a sós com o . Não havia nada.sei que está confusa pelas coisas que está sentindo. Ele reclama ter uma companheira e aqui está você. mas agora temia que fosse muito mais. —Aonde acredita que vai? — Exigiu Riordan. e pelo bem de ambos temos que averiguar o que é. Gregori deveria ter visto através de todos eles. Juliette junto à porta. pulsava e ardia. Teria que improvisar. Riordan se estendeu para ele por seu vínculo comum e mesmo assim Manolito lhe resistiu. Talvez Juliette ou Riordan ou Rafael Da Cruz a tinham marcado de algum modo. o cunhado de Juliete e sua companheira. O medo a golpeou. encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem e de algum modo conseguir que o piloto a levasse a um aeroporto onde pudesse pegar um vôo para casa. e embora não entendesse o vínculo. Seria uma carreira curta. Estava já a algum tempo ao redor dos Cárpatos. Estava presa. ou talvez somente era a família Da Cruz a qual se aliara aos vampiros. Tinha-a desde que tinha estado nas Montanhas dos Cárpatos. seus olhos negros brilhavam de fúria. e de algum modo conseguiria avisar Destiny e Nicolae de que neste ramo de Cárpatos eram traidores. Uma parte dela acreditava que estavam loucos. aflita por um homem ao qual diz que não ter conhecido. Juliette lhe tendeu a mão. os sinais da dor fazendo estragos em sua face. —disse Juliette brandamente. . Riordan junto à janela. Destiny ou do companheiro de Destiny. por Destiny.Estaria morta em cinco minutos ao entrar na selva.

— Ela já estava sob o amparo do Gregori assim como de Nicolae e Destiny. Tinha visto coisas que teria acreditado impossíveis somente há algumas semanas antes. Isso tampouco tinha sentido. MaryAnn abriu a boca para protestar e depois a fechou bruscamente. Ela tinha esperado que seus olhos estivessem apagados. Por alguma razão. nunca. O que quis dizer com isso? A cor se puxou sob sua perfeita pele. Piscou várias vezes. — E duvido que te tenha vinculado com as palavras rituais. . Riordan foi imediatamente para seu lado.Mas nos teria dito e teria sido colocada imediatamente sob o amparo de nossa família. Sequer o conheci. A marca pulsou e ardeu.. o fato de que Riordan a tivesse incluído. Não teria sido capaz de permanecer muito longe de ti. Riordan assentiu. Entre nós três podemos resolver isto e o encontraremos. mas parecia… Perigoso. consciente de que Riordan rondava atrás dela como um grande felino. afinal era uma fantasia. —Oh! Riordan. uma vez. Ninguém acreditava que pudéssemos trazê-lo de volta. Um sonho. —Sonhei com ele. Só um sonho. mas nunca. como se pudesse estar caçando-a. inspirando profundamente para tentar ver além da estranha imagem do vampiro superposta sobre o casal. Sem pensar. . e passou o braço ao redor de sua cintura enquanto lhe beijava a têmpora. —Ele está realmente vivo? —perguntou. Tinha permitido a Nicolae tomar seu sangue para proteger melhor Destiny. Negou com um gesto de cabeça. igual aos humanos. verto? Tinha sonhado com ele viera a ela. Pode ter retido um pedaço de sua alma a salva. Seu coração saltou novamente. —Franziu o cenho. na estalagem nas Montanhas dos Cárpatos. segundo nossos parâmetros.Manolito? Recordaria-o. Precisava de ar e o quarto parecia quente e opressivo como a selva tropical. ele veria em cores e suas emoções teriam sido restituídas. —Todos nós tentamos mante-lo conosco. deixandoos com dentes brancos normais. MaryAnn seguiu Juliette para fora. aliviou algo da tensão que havia em MaryAnn. e se você for a escolhida. frios e vazios como os de tantos caçadores. . —. Sua alma já tinha abandonado seu corpo. —Dá no mesmo.Lhe recordou Juliette..Explicou Juliette. quando de repente ele estava de volta conosco. É mais provável que a tenha prendido através de um intercâmbio de sangue. Movia-se em silêncio. O que está acontecendo? Algo horrível está ocorrendo ou ele estaria aqui. Juliette inspirou profundamente. . deslizando tão rapidamente que pareceu um borrão. pode ser a explicação. . Eu não saberia? Ele não saberia? —Ele saberia. que não se curava e reteve a calidez com ela. porque. como tinha movido seu irmão. inclusive com o curador. colocou sua palma sobre a marca pulsante. —Não foi real. Ele atraiu-a em seus braços e sua boca deslizou por sua pele. As mesmas regras não se aplicavam a suas espécies. —Mas por que não sei se sou sua companheira? —São nossos homens que têm as palavras rituais vinculantes gravadas. Ele estava do outro lado. —MaryAnn está aqui.Disse Riordan. —Disse que não foi real. sem se atrever a acreditar. —Não vejo como posso ser sua companheira.Disse Riordan. mas na realidade nunca falei com ele. A casa estava bem isolada e o ar condicionado estava deixando tudo num agradável frescor. . Sabia que os Cárpatos não eram humanos.Riordan interrompeu seu pensamento e estudou a face de MaryAnn. — Se sentiria atraído por sua companheira. sem saber. Em vez de se assustar como ocorria agora. a rica terra e todo mundo trabalhando para lhe manter neste mundo. .Teria acreditado que era imperativo… A menos… . Se você for sua companheira.Pôde ter pensado que não era necessário. —Assim quer dizer que a mulher não pode lhe rechaçar. como se pudesse ajudar a encontrar a solução. tinha considerado o . mas estava morto. no momento em que falou. havia se sentido secretamente encantada. depois voltou para a normalidade com um bater constante. até seu seio.Como uma precaução para que a espécie continue. Os incisivos retrocederam um pouco.

. Eu não namoro e não faço promessas que não posso manter.Disse Riordan. . mas em embalar sua cabeça enquanto ele bebia e então… E então… MaryAnn soltou um grito afogado e cobriu a face com ambas as mãos.Protestou MaryAnn—. —Não foi real. Os únicos vi e dos quais ouvi falar diariamente não são muito agradáveis. suas mãos foram com relutância para a blusa. . sacudindo a cabeça. Eu não teria feito algo assim. Juliette e Riordan intercambiaram outro longo olhar. Não queria mostrar Juliette. —O que explica porque não disse nada. Depois mais tarde. não por um dos irmãos Da Cruz. É atemorizante. não teria que ser o vínculo incrivelmente forte? Seu irmão nunca falou em comigo. —Compensamos o fato de outras maneiras. Não foi real.. . —Não vamos tirar conclusões preciptadas. Negou com a cabeça. —É óbvio. Estava fora e estava nevando. Não pensara em afastá-lo. —E se o tinha feito.. não teria se apresentado. com seus olhos negros fixos na marca. Deixe-me ver a marca. Não só Mikhail e Gregori a teria apoiado. Duas reveladoras punções debruadas de vermelho. mas isto não podia estar ocorrendo.. —Não o fez. Nicolae e seu irmão Vikirnoff assim como sua companheira. Natalia. Seus lábios tinham sido quentes. Não é sua marca. Estenda-te para ele. mas também o companheiro de Destiny. —Utilizou as palavras. muito parecida com uma mordida de amor. Ainda podia sentir a boca contra a pele. mas pelo menos agora sabe porquê estiveste tão afetada.— Como sua companheira está sob o amparo de minha família. Não é isso. —Não.intercâmbio de sangue. —Não sou a companheira de ninguém. Nem o teria induzido a acreditar que sou algo que não sou. mas particularmente.Sequer gosto muito dos homens. —Ele mordeu-me. pelo menos? —Não se acreditasse que você recusaria sua reclamação. Eu não teria intercambiado sangue com ele. Uma irmã tem que ser amada e cuidada. —Teria me negado. Nunca teria tomado voluntariamente seu sangue. sabe disso. Ainda estou lutando por entender e acreditar em seu mundo. A marca era dela.Disse MaryAnn. —Pode significar que tomou meu sangue e eu era alérgica ao anticoagulante. ignorando o olhar de advertência de Juliete.Disse Riordan. Eu não teria feito isso. obviamente tampouco gostaria estar com um homem tão exigente como é seu irmão. Este não é meu ambiente. suaves e sensuais. MaryAnn pressionou a mão firmemente contra o seio. São muito difíceis. . e por favor não levem isso para o lado errado. Se fosse sua companheira. . Não sou companheira. Nem sequer cheguei a falar com esse homem. Riordan lhe lançou um breve sorriso. —Esta marca indica que é sua companheira. Poderia ser a picada de algum inseto.Reiterou Riordan. pelo que estou aqui quando deveria estar… Em algum outro lugar. Manolito nunca teria aceitado seu rechaço. não é? Não foi um sonho. não foi real. . não era real. quando voltaram para a casa e ficou sozinha… Sentiu frio e ele tinha afastado sua roupa. Juliette! . —É por isso. mas mais intensa e crua. Também é a melhor amiga de Destiny.Para que estejamos sentindo as mesmas emoções. afastando o tecido para revelar a grande mancha em forma de morango. MaryAnn engoliu com força. Foi só um sonho.Pôde ocultar suas intenções. por que se sentia mais excitada que traída? —Você é quem mantém meu irmão vivo. —Tem sua marca em ti? — Perguntou-lhe Juliette. Como foi esse sonho de que falou?—Perguntou Riordan. com voz amável. Os companheiros não podem ficar longe um do outro muito tempo sem tocar suas mentes. Ela negou com a cabeça. MaryAnn não pôde devolver o sorriso. Qualquer outro lugar.. . —Não fez nada errado. Umedeceu os lábios e reuniu toda sua coragem.Disse Juliette. . Naturalmente teria me negado. mas está sob o amparo do príncipe e de Gregori. Agora pulsava com calor. mas estava começando a acreditar. Tenho uma vida em Seattle que é importante para mim. Você fez o que nenhum outro podia ter feito. .É inesperado para todos nós. — Ela quase grunhiu ante a desesperada e absurda sugestão.. MaryAnn franziu o cenho. . Toda a idéia era absurda.

Manolito teria esperado o momento adequado, permanecendo perto e esperando até que já não estivesse rodeada por seus protetores. MaryAnn esfregou as palpitantes têmporas. —Sinto-me doente e enjoada. Tudo arde. É ele? Ou sou eu? —Acredito que é ele que está sentindo-se doente. Ainda sente os efeitos do ferimento e o veneno. Necessita de ajuda e rápido. Toquei sua mente e ele está muito confuso. Não sabe onde está ou o que é real ou não. Não acredita que eu seja seu irmão porque não sei nada de sua companheira. Isso quer dizer que não recorda o que fez ou como os prendeu sem seu consentimento. Provavelmente esteja se perguntando o que te ocorreu e por que não foste lhe ajudar. MaryAnn se afundou no colchão e inspirou profundamente. Era uma mulher prática. Bem, pelo pelo menos gostava de pensar que era. Tudo era um enorme desastre, mas se fosse verdade, então Manolito da Cruz estava vivo e com problemas. Necessitava dela. Companheiros à parte, não podia deix-lo só e ferido na selva, assim como não teria podido abandonar a irmã de Juliete. —Diga o que devo fazer. —Se estenda para ele. – Disse Juliette —Se estenda para ele? — Ela repetiu. - Está louco? Não tenho nenhuma capacidade telepática. Nenhuma, absolutamente. Nem sequer sou psíquica. Você terá que tentar falar com ele. Juliette sacudiu a cabeça. —Não pode ser uma companheira sem ser psíquica, MaryAnn. Gregori e Destiny reconheceram seu potencial. Com o intercâmbio de sangue, Manolito terá estabelecido um vínculo particular de comunicação. —Capaz... O que quer dizer com meu potencial? — De repente ela estava furiosa. Tremendo. A traição era amarga em sua boca. - Está dizendo que me manipularam para que fosse com eles as Montanhas dos Cárpatos porque pensaram que provavelmente fosse a companheira de um dos homens? Destiny? Gregori? Juliette enviou a seu companheiro uma prece silenciosa de ajuda. Sentia como se estivesse caminhando por um campo minado e tropeçando freqüentemente. Ele encolheu os ombros de forma prática. - Duvido que Destiny tivesse a mais ligeira idéia, mas Gregori compartilhou o sangue de MaryAnn. Ele teria sabido. Não podemos permitir perder a nenhum mais de nossos homens. Sabe que a situação é desesperadora. Naturalmente Gregori a levaria a uma reunião esperando que fosse a salvação de alguém. Juliette resistiu o impulso de ofende-lo, ante sua despreocupada admissão. - Ela desenvolverá amor por ele se está destinada a estar com ele. Esse é nosso modo de vida. Você resistiu a estar comigo. Que eu recorde, que se escondeu profundamente dentro de seu jaguar e tentou escapar de seu destino? É feliz comigo, Juliette, como ela será com Manolito. O tempo se encarrega de muitas coisas. - Ainda assim é injusto que um homem possa ditar o destino de uma mulher. - É igual de injusto para o homem. Ele tampouco tem escolha lhe recordou Riordan. E se muito mais que perder. —Sinto-me tão traída —disse MaryAnn—. Acreditei que Destiny me conhecia, que me entendia. Não lhes faz isto Aos amigos. —A dor coloria sua voz, mas não pôde evitá-lo. Tinha crédulo no Destiny, tinha-a ajudado A superar seu passado de modo que pudesse encontrar uma nova vida com seu companheiro escolhido. Inclusive tinha abandonado a excitação e sofisticação de sua amada cidade de Seattle e se dirigira aos remotos e bárbaros bosques das Montanhas dos Cárpatos só para se assegurar de que Destiny encontrasse a felicidade. Juliette negou com a cabeça. —Destiny é nova na sociedade Cárpato. Duvido que soubesse e muito menos que tivesse permitido que você fosse colocada em semelhante posição. Gregori haverá sentido que seu amparo asseguraria de que não fosse incomodada contra sua vontade. A maioria dos homens acredita que uma mulher se apaixonará por seu companheiro. O elo entre ambos é forte e a atração física formidável. —Houve alguma mulher ou homem que não se apaixonasse por seu companheiro? —Porque se Manolito era o seu, podia se ver indo para a cama com ele, mas viver com ele era um assunto totalmente distinto. —Como em qualquer espécie, temos alguns que não nascem de todo bem. Ninguém sabe por que ou como ocorre, mas sim, já houve aberrações. - Admitiu Riordan. - Manolito está dedicado a sua companheira. Nunca a desonraria com outra mulher. Espegalhos muito mais tempo do que possa alguma vez compreender por nossas mulheres e, embora possa nos acreditar despóticos e prepotentes, apreciamos e colocamos nossas

mulheres acima de tudo o resto. A sinceridade em sua voz a fez sentir-se um pouco melhor. E Juliette não era um boneco de pano. Era somente que MaryAnn achava toda essa testosterona um pouco irritante. Os irmãos Da Cruz exigiam completa submissão em todos os aspectos. Não podia vê-los se comprometendo tanto. Até o tom de suas vozes a colocava no limite. Não podia se imaginar com nenhum deles como marido. Podiam ser bonitos, mas ela provavelmente desenvolveria úlceras tentando viver com um deles. —Isso é admirável, Riordan, de verdade. - Ela também podia ser sincera, - mas não estou segura de que seja certo o que significo para seu irmão. Se colocou sua marca em mim, - ela lutou por não se ruborizar, recordando o calor de sua boca e a reação de seu corpo ante ele, - então o fez sem meu consentimento. Não sei por que sua sociedade acreditaria que isso é certo, mas na minha está errado. —Já não vive em sua sociedade. - Disse ele sem rastro de remorsos. - Nossas regras são de sobrevivência. Só temos uma oportunidade de sobreviver após séculos vivendo tão honradamente como nos é possível. Essa oportunidade jaz em encontrar nossas companheiras. Sem nossas mulheres, nossa espécie não pode existir e nossos homens devem se suicidar ou converter-se em vampiros. Não há outra escolha para nós. MaryAnn suspirou. Sem a dor e o desespero corroendo-a, deveria ter sido capaz de pensar mais claramente, mas agora a confusão reinava sobre todo o resto. Devia culpar suas próprias emoções ou era Manolito? E se fosse Manolito, como poderia ele sobreviver na selva tropical sem saber o que estava lhe acontecendo? —Como me estendo até ele? Nunca tentei nada como isto antes. Riordan e Juliette intercambiaram um longo e surpreendido olhar. Nunca tinham tido que explicar o que parecia lhes vir naturalmente. —Imagine-o em sua mente. Utilize detalhes, até a mínima coisa que dele a recorde, incluindo aroma e sentimento. - Aconselhou Riordan. Genial. Ela recordou a sensação de que ele era o homem mais sensual que já havia visto em sua vida. O calor se estendeu através de seu corpo. Sentia os lábios dele viajando realmente por sua garganta até seu seio? Sentia seus dentes se cravando na pele para introduzir seu sangue vital nele? A idéia lhe deveria ser repulsiva. Qualquer mulher cordata teria achado repulsivo. Fechou os olhos e pensou nele. Seus ombros eram longos, seus braços poderosos. Sua cintura e seus quadris eram estreitos e seu peito musculoso. Os músculos se ondulavam sob a pele como um grande felino predador quando se movia. E se movia absolutamente silêncio. Sua face… MaryAnn respirou fundo. Sua fisionomia era... Belíssima. Ele era o homem mais bonito que tinha visto. Escuros e misteriosos olhos, brilhantes cabelos negros acentuando os fortes ângulos e planos de sua face, um nariz reto e masculino que qualquer modelo invejaria, seu queixo forte, com apenas uma sombra ligeira sobre ela. Mas era sua boca a qual não tinha sido capaz de deixar de olhar. Sensual, com um indício de perigo, mas justo para deixar louca uma mulher. Estendeu-se para ele e para seu assombro sentiu sua mente expandir, como se somente estivesse esperando, como se o caminho já fosse familiar. Sentiu-lhe, só por um momento, tocando-a, estendendo-se para ela, mas então… Seus olhos se abriram com terror e suas mãos se dispararam defensivamente. Um enorme e feroz felino saltou entre eles com intenções assassinas. Os dentes explodiram fora do focinho, dirigindo-se para a garganta de Manolito. Ela gritou e jogou seu corpo na frente do dele, sentindo o hálito quente em sua face. Era um Jaguar.

CAPÍTULO III

Manolito se voltou, ainda de joelhos, levantando as mãos instintivamente para o enorme e pesado felino, enquanto este se lançava A sua cabeça. A força e o poder do jaguar eram tremendos, derrubou-o e fez com que caísse sobre de costas. Era real ou uma ilusão como tinham sido os vampiros das sombras? Seus dedos se afundaram na espessa pelagem. Garras arranharam seu estômago, rasgando pele e músculos. Um hálito quente e fétido golpeou sua face, e dentes maliciosos arranharam seu braço quando

utilizou a força bruta para evitar que a fera chegasse a sua garganta e cabeça. Por um momento, enquanto jazia sob o felino, mantendo a enorme cabeça longe dele, sentiu alguém... Ela... Sua companheira... Movendo-se em sua mente. Ela gritou de terror e o grito ressoou em sua mente, substituindo a fome e a confusão por uma concentração que não poderia ter encontrado de outro modo. Viu-a estender-se para o felino, tentando lhe ajudar. Não desejando arriscar sua vida, rompeu o contato telepático entre eles e se dissolveu. Seu corpo se converteu em vapor, sobrevoando e rodeando o felino para retomar a forma de um jaguar macho de ampla e pesada cabeça e corpo grande e musculoso da cor das sombras mais escuras. Gotas de sangue caíram como névoa, salpicando as folhas e raízes enquanto tomava a forma de um estranho jaguar negro. Grunhiu um desafio e saltou. Os dois felinos colidiram pesadamente, rodando através de raízes e galhos, enquanto os sons da batalha perturbavam a noite. Muitos felinos utilizavam o estrangulamento para matar, mas o jaguar, com mua mandíbula excepcionalmente poderosa, mordia diretamente na cabeça entre os ossos temporários, matando a presa instantaneamente. Como o Amazonas tinha sido seu lar durante muitos anos, os irmãos Da Cruz viviam em contato contínuo com os felinos. Os jaguares eram extraordinariamente fortes, com corpos musculosos e compactos e amplas cabeças. Sigilosos e quase invisíveis, viviam uma vida solitária num mundo sombrio de crepúsculos e amanhecer. Com sua incrível visão noturna, letais garras retráteis, caninos pontiagudos e corpos bem musculosos, eram feitos para a emboscada e o sigilo reinavam na selva, mas se mostravam suspicazes na hora de brigar. A úmida espessura era um perfeito campo abonado para as infecções. O primeiro pensamento de Manolito foi matar em defesa própria. Estava fraco pela fome e já perdendo um sangue precioso. O curso de ação mais sábio e seguro era terminar com a batalha rapidamente, mas o respeito pelo predador mais forte da selva o conteve. Seus irmãos e ele sempre tinham vivido em harmonia com as criaturas da selva. Não tomaria a vida deste animal se tinha alternativa. Grunhiu uma advertência, indicando claramente ao macho que retrocedesse. Provando o ar, não pôde encontrar o aroma remanescente de uma fêmea que pudesse ter dado ao felino um incentivo para lutar. O jaguar rodeou o poderoso corpo coberto de pelagem de Manolito, mostrando os dentes e grunhindo brandamente com desafio. Esperando dobrar ao animal, Manolito saltou. O jaguar se apressou a ir a seu encontro, esfaqueando-o com garras como estiletes, enquanto Manolito se estendia procurando a mente da fera. A selva estalou com uma explosão de som quando os dois felinos se encontraram. Os pássaros no alto da canopia chiaram e elevaram o vôo. Os macacos gritaram e lançaram galhos e folhas nos dois jaguares enquanto estes rodavam sobre a vegetação. Os galhos se quebraram sob os pesados corpos, pulverizando escombros numa densa nuvem a seu redor. Manolito passou através da raiva vermelha da mente do felino e tentou encontrar o espírito do animal enquanto evitava que as presas letais se afundassem nele. Os jaguares possuíam uma espinha dorsal extremamente flexível que lhes permitia girar e se retorcer, mover suas patas lateralmente e inclusive mudar de direção no meio do ar. Os músculos de seus corpos lhes davam uma força tremenda. Manolito recebeu outro arranhão cruel no flanco enquanto tentava concentrar em tranqüilizar o felino. Empurrou com força, rompendo o muro de raiva e encontrou... Um homem! Não era um jaguar. Era um dos estranhos e solitários homens jaguar que ainda tinham seu lar na selva. Os Cárpatos e a gente do jaguar sempre tinham vivido em harmonia, evitando uns aos outros, mas este o tinha atacado deliberadamente. Manolito se dissolveu e tomou sua forma humana, desta vez da relativa segurança de uma certa distância. Os felinos podiam cobrir distâncias assombrosas de um só salto e a gente do jaguar tinha uma astúcia e força além do normal. Ficou em pé, respirando com dificuldade, procurando sinais de agressão no felino que lhe enfrentava com os lados em movimento e um grunhido na face. —Sei que é um homem. Morrerá se continuar. Não pode utilizar meu respeito pelo jaguar para me derrotar. Por que tem quebrado nosso pacto tácito?— Deliberadamente deu a sua voz um tom suave, tranqüilizador e hipnotizante para ajudar a serenar o temperamento do felino. O jaguar despiu os dentes, mas se manteve firme, seus olhos abandonaram a face de Manolito, como se só estivesse esperando um momento de debilidade que lhe desse vantagem. E Manolito estava débil. Manteve a dor de seus ferimentos a raia e ignorou a fome raivosa que quase o consumia. O aroma do sangue era pesado no

. o sangue era cheio da tão rica e aditiva adrenalina. de ter a oportunidade. sim. Autodefesa era uma coisa e havia justiça e honra em despachar um irmão cansado quando este tinha entregado sua alma ao mal. Cálido e rico sangue e ele estava faminto.É só um felino. Vêem conosco. E eu tenho o sabor do teu. irmão. Goze do poder. Sinta-o. tendo passado tanto tempo sem ela. afundando profundamente os joelhos nos músculos dos lados. As pessoas do jaguar era tão elusiva e sigilosa como os grandes felinos. só o que necessitava para transpassar as barreiras da fera e acessar a mente do homem que havia dentro. Ainda estava disposto a matar. Não podia matar enquanto se alimentava. não era um amigo. fosse quem fosse. resistindo. O animal se contraiu. para lhe jogar a cabeça para trás.. Saltou sobre as costas do animal. Manolito entrou em ação. cuidando em examinar as sombras a seu redor. mas matar enquanto se alimentava ia contra tudo no qual ele acreditava. Onde estava? Olhou ao redor e por um momento a selva desapareceu e esteve rodeado de formas escuras. que estava tentando conseguir que matasse. —Tem o sabor de meu sangue em sua boca. Mas não assim.. O sangue quente bombeou em seu corpo faminto. uma fúria gelada lhe alagou ante a insultante burla. atraindo sua atenção para o perigo mais iminente. com dedos estirados dos mortos que assinalavam acusadoramente. Passou a língua sobre as espetadas para selá-los e se dissolveu em vapor. . o felino começou a estremecer. irmão. O jaguar rugiu. O felino permaneceu imóvel. estando tão perto de converter. Preferiam a selva densa perto de riachos e ribanceiras. aparecendo através das folhas e saindo do chão? Havia vampiros à espreita? Ficou nas pontas dos pés. rejuvenescendo seus músculos. para recordar a Manolito o tanto que apontou. como se um terremoto estivesse acontecendo. o suficientemente sigilosos e muito familiarizados com a selva parmasem vistos. O felino tinha atacado primeiro. Ou por causa dela. inclusive agora. Por que lhe perdoar a vida quando ele teria te matado? A tentação era forte. A seu redor o chão se ondeou. quando lhe tinha perdoado a vida. empapando os tecidos e células. e como sua parte animal. E faria. sentia-se doente novamente. Não pare. Fosse o que fosse. preparado para tudo. Rasgue-lhe a garganta. Sinta o poder.Os sussurros persuasivos continuaram..Humano não. o ruído não diminuiu. com os olhos intensamente enfocados em Manolito. como se seu estômago tivesse com cãibras.. O que é.. Um felino. Não. O homem se revolvia dentro do animal gritando algo ininteligível. se assim o desejavam. Requereu disciplina tomar só o que necessitava para sobreviver. Sei o que sempre deveria ser.. Não pare. Não havia dúvida de que tinha matado tantas vezes que já não se recordava de todas os rostos.. mas quando desejou que se afastassem. . eram de constituição musculosa e enormemente fortes. Era proibido tomar uma vida. Mas sentiu a diferença em seu corpo. ruidosos e irritados. para reaparecer a certa distancia. mas o homem dentro do felino forçou sua imobilidade. . o qual não tinha sentido. nenhum músculo se movia.Está boa.. Ele atacou-o. O felino está ferido e você necessita de sangue para se curar . Ambos os animais saíram feridos. O zumbido de sua cabeça se fez mais forte até que foi quase doloroso. Por um momento ele ficou flutuando na euforia. sinta o poder absoluto de uma vida desvanecendo sob suas mãos. Manolito forçou um sorriso despreocupado. compreendendo que Manolito podia. O jaguar lambeu deliberadamente as gotas de sangue. . Tinha uma . algo humano. como o animal. Bebe-o todo. Zumbiam insetos em seus ouvidos. Beba. Estava errado. Nada para alguém como você. Cada gota. Envolveu um braço ao redor do grosso pescoço numa meia chave. Manolito ouviu várias vozes sussurrando a tentação. . Tinha matado. irmão. Cravou os dentes profundamente na jugular e bebeu. provocando estremecimentos em sua espinha dorsal. Tome-o todo. com toda probabilidade. e as gotas salpicavam as folhas como brilhantes pontos carmesim. Sob ele. Estavam entre as sombras. O que era? Um assassino? Sim.. Tem a informação que procuro. as pernas quase esmagaram o animal enquanto cruzava os tornozelos sob a barriga.ar. Não há nada como isto no mundo. Humano.Necessita de força... Tentou me matar e não te devo nada. Os galhos golpeavam como ossos brancos e quebradiços. Os homens. Una-se a nós. Eram dificeis de encontrar e. Seu estômago se revolveu com ele. Rasgar-lhe a garganta.

Faça-o. . mas ela lutará por se manter em ti. Manolito se introduziu mais fundo. agora que podia sentir emoção e lhe importava seguir vivo. perturbada. temendo ferir o guerreiro. O homem permaneceu calado dentro do jaguar. —E não a teria. O sangue que Manolito tinha tirado do homem-jaguar o capacitou para seguir o padrão cerebral. mas sempre as tinham conseguido respeitar a sociedade dos outros. Manolito atacou a mancha. Não quero essa coisa dentro de mim. No momento em que Manolito se fundiu. arrogante e imprudente. A maior parte da água era branca e borbulhante. homem e fera. O ar estava espesso pela umidade e os rios e riachos estavam inchados além das margens. Defendiam diferentes valores. mas se formavam anéis ao redor. algo estranho. sobre eles. não queria provocar ainda mais a ira do felino. As duas espécies nunca tinham sido grandes amigos. Examinou-o cuidadosamente. o caçador lançou outra lento e cauteloso olhar ao redor. quando seu espírito entrou no corpo banhando o cérebro de uma branca e ardente energia. embora Manolito soubesse que tinham mau gênio quando despertava. Dentro do cérebro do jaguar a mancha se removeu. Os parasitas tentavam manter a luz fora das lembranças do . sob a superfície. mas Manolito se sentia compelido a ajudar. Havia um toque ali nas lembranças. Assombrado. Ele retrocedeu. mas tampouco inimigos. e deixou escapar o ar. As vozes não se sossegaram de todo. Posso tentar te ajudar a te liberar da venenosa influência. Preso a ele por sangue. Manolito pôde sentir seu alarme. esticando os músculos e atraindo a atenção instantânea de Manolito. Eram bons escalando árvores e eram fortes nadadores. num esforço por escapar. escaneando. estendendo-se para abranger o cérebro inteiro do homem-jaguar. Séculos de caçar em situações perigosas mantiveram sua face inexpressiva. a água estava manchada de ácido tánico e parecia uma beberagem marrom avermelhada. Ódio. O animal estava tremendo. nem sequer necessário. A seu redor as sombras se incharam e tomaram forma. Não com vampiros lhe cercando. Manolito respirou fundo e afastou seu olhar da água da cor do sangue. As nuvens se moviam pelo céu escuro trazendo a promessa de mais chuva. Foi muito mais difícil do que esperava. — E isso o deixaria vulnerável a um ataque. com a pele úmida e escura enquanto os lados se moviam pesadamente. mas nas beiradas das pedras. A necessidade de encontrá-los e destrui-los. apesar da suavidade do toque utilizado.tremenda visão noturna e excelente audição. Antes de explorar profundamente a mente do jaguar. mas sussurravam em seu ouvido. Duvidou. Os diminutos parasitas tentaram entrar mais fundo no cérebro. e estava questionando o que era o que estava ocorrendo a sua raça há algum tempo. abrindo uma brecha nos anéis exteriores e limpando-os com luz curadora. E Manolito temia que os irmãos Da Cruz involuntariamente tinham tido grande parte de culpa na destruição da gente jaguar. O ponto era muito escuro no centro. —Se atreva a atacar. uma mancha escura. A mancha escura no cérebro do homem-jaguar recuou como se fosse feita de vermes se retorcendo. estava perdendo a batalha pela existência igual à dos Cárpatos. Era o bastante para conhecer o perigo que supunha o vampiro. as folhas sussurravam amenazadoramente. Era um risco. A espécie do jaguar. exalando com ele tudo exceto a tarefa que tinha entre as mãos. Tinha que abandonar seu corpo físico. Algo reptou pelo chão. As sombras nas quais sua visão não penetrava de todo. agachando um pouco mais. Sua boca lhe secou. o olhar passou de Manolito aos arredores. deslocando terra enquanto se movia. Pouco se sabia de sua sociedade. os olhos duros e frios e a boca um pouco cruel. A água vertia sobre rochas saindo pelas margens e formava quebradas onde nunca antes tinha havido. tão atento ao perigo como o Cárpato. inclusive do jaguar. . O felino se abaixou mais e assentiu com a ampla cabeça. ambas. O homem estava começando a perder a batalha por controlar a fera. sua voz era baixa e carregava um traço de verdade. homem-gato e não terei piedade de ti. Não era um homem jovem. Manolito pôde ver o núcleo do homem-jaguar. não se quisesse viver. Não tinha tempo para a piedade. Enquanto se dispersavam. —Foste tocado pelo vampiro.Disse Manolito. tornando-se incrivelmente vulnerável a um inimigo potencial e tomado pelo vampiro. sentiu ao mal remover e tornar consciente dele. O jaguar se moveu. pareciam conter milhares de segredos. urgindo-o a matar. Manolito ouviu o jaguar rugir e ao homem vaiar uma advertência. empurrando Através dos últimos escudos para extrair informação. Uma sensação de traição e justa cólera. de uma cor mais leve. profundo e violento contra os Cárpatos. Na canopia. Quanto mais se aproximava Manolito mais se estendeu à descoloração e mais agitado e irritado ficava o jaguar.

Obviamente um ou mais dos irmãos Malinov tinham decidido em algum momento colocar em prática o plano.Não podia manter a energia para ficar muito tempo dentro do corpo do homem-jaguar. Tinha que liberar o homem da mancha do vampiro e voltar para seu próprio corpo desprotegido. e depois de matar as mulheres e crianças dos Cárpatos. ao que parecia. pura energia. longe de sua terra natal para proteger os humanos. Vampiro. . Que mulher gostaria de estar com um homem que tivesse feito coisas tão terríveis? Tinha ouvido que algumas mulheres estavam agora resgatando as que estavam em cativeiro. capitalizar as debilidades da espécie. Luiz só soube desses horrores através de rumores sem confirmar durante os primeiros anos. e Luiz nunca tinha considerado a idéia de que um vampiro pudesse estar por trás disso. tinha sido um tópico recorrente nas conversas. Seu nome era Luiz. . não só porque era o que devia fazer.Você e seus irmãos deveriam ter seguido seu próprio caminho. Havia tentando convencer os outros de que seguissem o caminho dos Cárpatos e se unissem por vida. resolvendo assim a questão. Somente em falar de trair ao príncipe já tinha sido bastante ruim e estava envergonhado disso. mas Manolito acreditava que tinham descartado toda noção de traição e sabotagem. Afinal. mas também pela raça inteira. Não se escondam entre as sombras. Ao princípio. deste pequeno modo. Uma vez dada sua palavra. Agora que podia sentir emoções. Nunca antes havia se sentido culpado e era uma emoção incômoda.Não há necessidade de sentir culpado. Desde quando tentavam matar toda uma raça? Manolito sabia. Durante muitos anos tinha trabalhado em restaurar a força minguante de sua espécie. tinham ideado muitas formas. O homem-jaguar estava cansado de sujeitar a fera. Agora tudo tinha sentido. arriscando tudo. No debate intelectual. mas porque queria compensar. Com os irmãos Malinov. que conduzisse nossa gente por um caminho de destruição. Manolito guardou cuidadosamente a informação par-se. . As vozes do mundo das sombras teriam que esperar. Era um plano brilhante. Manolito tinha presenciado de primeira mão as tentativas de assassinar o príncipe. enquanto se produzia uma mudança lenta e sutil. Tal e como tinha feito a sociedade jaguar. uma razão para qual as mulheres ficassem com eles. mas recentemente. o homem-jaguar uniu suas forças as de Manolito.homem-jaguar e ocultar o que o vampiro tinha feito. utilizando suas bem desenvolvidas habilidades telepáticas e o recente e estabelecido vínculo de sangue. Agora. O que somente havia sido um debate intelectual uma vez. . Quando seu príncipe os enviara ao mundo exterior. Uma nova ordem de jaguares tinha começado a procurar mulheres de sua raça para violá-las num esforço de gerar filhos de sangue puro. mas inesperadamente. o inimigo também tinha colocado em marcha um plano para acabar com a raça do jaguar. Manolito concentrou toda sua atenção na tarefa. sendo caçados pela mesma gente que protegem. A ardente luz branca. Seu mundo se tornou ao reverso. – Mostrem-se. A tristeza o alagou pouco a pouco.As vozes sussurravam novamente em sua cabeça. o tema tinha surgido outra vez. Ele e seus irmãos tinham conhecido os irmãos Malinov. A criatura mais vil na face da terra. . e uma tinha sido os influenciar para um comportamento autodestructivo. instalara-se com furiosas possibilidades. Manolito respirou fundo novamente e bloqueou tudo exceto a tarefa que tinha nas mãos. Temia não só pelas mulheres. Saiam onde eu possa ve-los. de evitar que saltasse sobre Manolito e rasgasse seu corpo desprotegido. não teriam se afundado no ódio e no medo. Os cinco irmãos Malinov tinham sido os melhores amigos de sua família. A possibilidade de destruir espécies inteiras. Permitiu que um homem mais fraco reinasse. aliados do príncipe. A idéia de tê-los perdido era inquietante. Você tinha razão hoa anos atrás. Manolito deixou escapar o fôlego num longo vaio de desafio. Os irmãos Malinov faziam o mesmo. mas cada vez mais e mais homens se uniam aaos bandos de rebeldes. Os da Cruz tinham jurado servir o príncipe e sua gente. Agora parecia que todos eles se converteram em vampiros. Muitas de suas mulheres partiram. Grupos de homens tinham começado a cometer crímenes terríveis contra as mulheres. tinham mudado a forma de pensar. procurando companheirismo e amor com os humanos em vez do descuidado abandono de seus próprios machos. Abriu suas lembranças para Manolito e o alagou com tanta informação como foi possível. Zacarías teria reinado e o povo Cárpato teria prosperado. tinha passado muitas horas discutindo como tomar o controle dos Cárpatos. nenhum Da Cruz nunca voltaria atrás. muitos concordaram com suas idéias e tinham começado a abandonar sua forma de vida solitária. derramou-se sobre o centro da escura mancha com terrível decisão. proporcionando um lar e uma família. sua parte no complô idealizado tantos anos atrás.

. mas sabia há algum tempo que não estava pensando com claridade. —Num tempo fui.Você eliminou a mancha do vampiro de mim. Os homens dos Cárpatos roubam nossas mulheres. seus olhos se encontraram com os de Manolito sem piscar. A maioria dos homens que restam também. Manolito procurou em suas lembranças a informação que evitava. seus olhos se moviam inquieta e incessantemente. de encontrar a mancha do vampiro e extrai-la. – Ele suspirou. o jaguar se desfigurou. Pele e músculos apareceram.Assinalou Manolito. mas o vampiro é como uma enfermidade. O homem-jaguar deslizou para Manolito com movimento fluido e sigiloso. É possível fazer o mesmo com meus irmãos? Manolito podia sentir o homem-jaguar estendendo para sua mente. enquanto mantinha todos os sentidos alerta em prevenção a outro ataque. inclusive enquanto gesticulava para o sangue que gotejava sem parar pelo corpo do caçador. —Se não o fizer. levássemos ao Instituto Morrison para suas investigações de duplicação do DNA. Só uma disciplina férrea o manteve sobre seus pés. — Ele falava com grande dignidade. Luiz assentiu em sinal de acordo.Há olhos na selva. —Nenhum homem é responsável pelo que faz sob a influência do vampiro. Manolito sabia que era melhor não negar. está longe de nós. Não podemos deter o que não podemos ver. E ouvidos. Nem que sequer sabia se o mundo de sombras era uma ilusão.Acredito que o vampiro quer uma mulher específica. Minha gente já não é de confiar agora que o vampiro chegou a eles. . —Subestimou sua força. como você. não teria provas. Olisqueaba o ar. seguindo-os enquanto corriam através do cérebro do homem-jaguar na tentativa de fugir do ataque. Como todos os homens-jaguar. —Sabia que algo estava errado e o ódio para com sua raça se inflamava. tão silenciosamente como qualquer felino enquanto ficavam costas contra costas.Nesse momento pareceu ter muito sentido. e utilizar tanta energia o tinha drenado. esfregando as têmporas enquanto tentava evocar o que lhe haviam dito. ouvia. . Insistiu em que se a encontrávamos. mas agora não o tem. procurando o perigo com todos os seus sentidos. . Eram metades do mesmo todo e necessitavam que o outro o completasse. correndo em grupos. sem saber qual era real ou imaginário. Quando voltou para seu próprio corpo. O coração de Manolito saltou. Sua companheira. não há esperança para sua espécie. Ele deve te ter escolhido porque é um líder. Manolito se inclinou ligeiramente em reconhecimento. Nenhum companheiro podia estar separado muito tempo do outro e sobreviver. absolutamente. Foi um trabalho árduo e exaustivo. Sua anterior necessidade de sangue se viu satisfeita. —Desculpe-me por tentar tomar sua vida. ou que alguém dissesse tal coisa. Estava seguro disso. por necessidade e o vampiro lhes destrói de dentro. Os homens estão disseminados.Embora outros entraram na selva. —Luiz franziu o cenho. . com o corpo musculoso e o cabelo alvoroçado. hoje já não. O vampiro deve ter plantado a semente entre nós. —Deve ser difícil viver com algo assim quando trabalhaste tão duro para salvar sua gente da mesma coisa que o infectou. . . A pelagem ondeou e os músculos se estiraram e alongaram.Manolito utilizou cada onça de energia para lutar com os pequenos fluxos contorneantes de parasitas. queimando-os em seus esconderijos. Havia um homem abaixado no chão onde antes estivera o felino. Tinha que ser ela. A seu lado. O homem-jaguar estava rígido de orgulho e sua face mostrava culpa e preocupação. As folhas sussurraram e ambos os homens se viraram para o som. procurando mulheres de nosso sangue. . A mudança na raça do jaguar era diferente da dos Cárpatos. um de sangue puro que pode mudar rapidamente e lutar tão dura e incansavelmente como um homem. Luiz se endireitou lentamente até que ficou em diante de Manolito. Não tenho a capacidade. Ela ia a ele. —Tenho uma grande dívida contigo por ajudar a me liberar dele. longo cabelo escuro com nervuras douradas cobriam uma nobre cabeça.Disse Luiz. Não recordo haver encontrado com um vampiro. Podia estar caminhando em dois mundos de uma só vez? . —O que seja que há aí fora. Não podia mostrar vulnerabilidade. sentia cômodo com sua nudez. Se voltasse e tentasse falar com outros sobre isto. Manolito cambaleou e quase caiu.Suas mulheres fogem. —Conheço a diferença entre o bem e o mal. ou deixar ver que estava procurando em dois níveis distintos.

Vêem a mim. Não. Não podia permitir vagar entre os dois mundos. —Luiz fez uma declaração. Pele. Manolito se sentia em casa num lugar que muitos consideravam ameaçador e opressivo. Sem sua terra nativa. Nas numerosas cascatas havia olhos como se tratasse de um túmulo aquoso. Ou talvez o mundo de sombras era na realidade uma ilusão e estava perdendo a cabeça. Tinha esquecido o que era o desejo. O homem-jaguar não podia ver nem sentir o outro mundo. seu corpo se contraiu inesperadamente. mais suave que nenhuma outra coisa que houvesse tocado jamais. Justo como esperara. Ao contrário de outras terras da selva. O coração trovejou em seus ouvidos. Uma súplica. Você cambaleia de cansaço. O homem-jaguar relaxou. algum terreno rico e rejuvenescedor que os ajudasse.Ofereceu Luiz.. O fôlego ficou preso na garganta quando lhe ocorreu uma idéia. franzindo o cenho enquanto observava o brilho da pele de Manolito. Não quando não distinguia amigo de inimigo.. de um vívido verde a um cinza apagado. enfrentando o homem. . Na distância. Ainda com a terra em suas mãos. Fechou os olhos para reter suas lembranças. para evitar perder mais sangue. Lançou outro olhar ao redor. Manolito se abaixou lentamente. Isso só o colocava em mais perigo que nunca. selvagem e especial como a mulher mesma. torná-los um só. São terríveis seus ferimentos? Manolito sacudiu a cabeça. foi difícil para ti. Num momento a selva parecia vívida com brilhantes cores e os sons familiares e reconfortantes da noite e ao seguinte estava . Pensar numa mulher e desejar afundar seu corpo para sempre no dela. Fértil terra negra que se encontrava entre a argila mais pobre e a areia branca da selva. mas que tambem lhes desse a força que necessitavam para manter a honra. Deixou escapar o fôlego.. Fora breve. Ela estava viva. Havia-a tocado mente a mente. isso era certo. Sentindo-se vulnerável. flutuava entre cor e sombras. a tensão se afrouxou nele. estava ainda ali. procuraram na selva brasileira durante os primeiros séculos.. Agora seu corpo reconhecia a mulher que necessitava e era exigente quanto a ser satisfeito em todos os sentidos. forçou seu corpo a ficar novamente em pé. outros tinham entrado na selva. a terra preta mantinha sua fertilidade. Por que estava vendo tudo através de um véu. Recordava sua incrível pele. cuidando em aparentar manter o controle. sem saber o que era real ou ilusão. O que fez. .. com sua companheira tendo restaurado suas emoções e sua capacidade de ver em cor. o homem-jaguar se moveu. mas Manolito estava mais alerta que nunca. Sentia-a. —Me deixe te ajudar. Ou talvez nunca tinha conhecido realmente a sensação. um véu cinza e insalubre que caía sobre as brilhantes cores da selva. vendo a súbita labareda de calor nos olhos do caçador Cárpato. Agora. tão longe do príncipe e sua gente e sem companheiras que os sustentassem. Não podia evocar uma imagem completa dela. mas sua mente tinha tocado a dele. a terra era terra preta. as grandes folhagens que pareciam de renda estavam escurecidas. mas quanto o rodeava. mas não parecia poder evitar. Manteve a voz baixa e amigável. mas Manolito sabia que ainda estava em perigo. mas fosse o que fosse o que se enfrentava no mundo de sombras. com um pequeno cenho na face. Podia isso significar que ela estava morta? Era por isso que não estava com ele? Por um momento o tempo pareceu parar. Mas não conhecia seu nome. Pegou punhados da preciosa terra e tapou com ela os ferimentos de seu estômago e os lados. Os irmãos Da Cruz tinham compreendido que a terra era a chave para a sobrevivência e a esperança. Era uma ordem. Talvez tinha explorado tantos outros homens que simplesmente tinha sido uma ilusão até este mesmo instante. num lamento frenético por sua outra metade. esperando e observando. Perto dele. já que suas pernas se negavam a lhe sustentar muito mais. E se sua companheira estivesse morta? Deixaria de ver em cor? A selva era capaz de afligir os recém chegados com a pura intensidade de suas vívidas e brilhantes cores e de sua crua beleza. Tudo parecia ser translúcido. esperando que isso o ancorasse e o mantivera longe das sombras. como se estivesse metade em seu mundo e metade no outro? Enterrou a mão na terra. a luxúria. Encontrar a preciosa terra tinha sido um fator decisivo na decisão de sua família de comprar a ilha. não só a curar seus ferimentos e dormir. —Cárpato. —Sim. Aos galhos que jaziam rotas na terra e ver as faces sombrias do mal o olhando. na qual tinha dormido. deveria estar cego pelas vívidas cores. como seda sob seus lábios.Mas era mais difícil olhar as folhas dos arbustos e samambaias. tirar o vampiro de meu corpo. longe de sua terra natal. Seu sabor. atraindo para si a atenção de Manolito novamente. Sua pulsação se acelerou e seu fôlego se tornou rouco.

mas agora não tenho mais possibilidades. somente sua segurança. mas tampouco morto. Caminha entre vós sem ser visto. Os irmãos Da Cruz protegeriam Juliette com suas vidas. A ilha era selvagem e três lados da casa estavam protegidos pela selva. . não estou seguro de que possa fazer. consideraria o eliminar a mancha do vampiro? Fez um silêncio cheio. Esse não é seu estilo. há centenas de anos. manchado somente pelos insetos noturnos. E se por algum milagre não o fazem e a entregam ao vampiro. As sombras estavam aproximando-se mais e mais. forçando sua submissão e finalmente a quebrarão. Podia ve-las entre as folhas. —Essa outra mulher está em perigo. É quase tão forte como qualquer de nossos guerreiros e igualmente boa lutadora. Dê-me seu nome. —Ela não se renderá tão facilmente a ti. As mulheres a ouvem. A tratarão brutalmente. Um dos irmãos Malinov sem dúvida. Provém de uma linhagem antiga e pura que pode ser rastreada para trás. —Peço-te ajuda para assistir meus irmãos.. —Não procuro sua rendição. tem que me dizer quem é a mulher para que possamos colocá-la sob nosso amparo. negavam em ir ao rancho Da Cruz para visitar Juliette. —Manolito lançou outro olhar ao redor. mas concordaram em permanecer na casa dos Da Cruz na retirada ilha. prima de Juliete. Luiz inclinou a cabeça em reconhecimento da cortesia. —Talvez se o fazemos discretamente. Pele estirada firmemente sobre ossos. e todo Cárpato faria o mesmo. —Conhece a mulher. mas Luiz não precisava saber isso. Cárpato. E de linhagem aristocrática. Não gostará nada de ter algo a ver conosco. Você e eu sabemos que seus homens chegaram muito longe para entregá-la sem mais. Resta poucos puro-sangue entre nossos homens. Manolito não lhe tinha dado seu sobrenome porque se mostrava cuidadoso. Dentes manchados e pontiagudos. Manolito sabia o que ele lhe pedia. com as cores amortecidas e nebulosas. Fez um esforço em obrigar sua mente a voltar para a situação atual. Luiz assentiu. Tentei convencer os outros para falar com ela. —Teria que tomar sangue dele para fazer tal coisa. preparando -se para o inevitável ataque. não . não alertemos o vampiro do que está fazendo para nos ajudar. Luiz respirou fundo. —Não há outra como ela que nós saibamos.. dificil de derrotar. de forjar uma amizade e obter que nos aconselhe sobre o que terá que fazer para trazer as mulheres de volta a nós. Não se contentará sendo protegida. —Meu irmão caçula encontrou sua companheira. mas se for tão difícil como foi contigo. se deslocado com eles.numa versão apagada. —Ninguém seria tão estúpido. vacilou e depois assentiu.. Tinham sido amigos. Se trouxer um deles . Manolito sabia que Solange e a irmã caçula de Juliete. rido com eles e lutado a seu lado. —Não estou seguro. —O vampiro já se aproximou de ti uma vez e você não o notou. a extrair tanta informação como fosse possível enquanto tivesse oportunidade. Não a menos que possa destruir a influência do vampiro entre nós. —Tinha reconhecido o toque do vampiro. a companheira de Riordan. Mas também uma enorme demonstração de confiança. Os Cárpatos não estavam acostumados a revelar seus nomes aos inimigos. Detesta os homens. Perguntou-se por que Muiz estava em sua propriedade. Um tremendo favor. Está se referindo A ela? —Manolito queria colocar as cartas sobre a mesa de uma vez. Buracos negros em lugar de olhos. a qual busca o vampiro? Imediatamente a expressão do homem-jaguar se tornou cautelosa. Manolito trocou o peso ligeiramente sobre as pontas dos pés. os homens-jaguar teriam uma guerra nas mãos. estará morta de qualquer modo. — Você fala d Solange . ao Laboratório Morrison. — Manolito. Ela é jaguar. Talvez minha gente possa ajudar. Poderia tentar curar sem o vínculo. Cuidamos dela como o que é. Piscou e as imagens desvaneceram.Este é um professor vampiro. Havia crescido com eles. Jasmine. Se isto fosse algum plano elaborado para recapturar Juliette. —Eu a protegerei. a sombra viva um pouco.. o futuro de nossa espécie. – Admitiu. —Se desejas que ajude sua gente. E inclusive menos mulheres e só um ou dois de sangue nobre. —Faz muito tempo que ela resgata mulheres de nossa raça e luta contra nossos guerreiros.

Disse Luiz. precisava que sua companheira o ancorasse. Somente com um velho amigo. Adorava suas botas. mas seu coração saltou e palpitou. —Obrigade Manolito. e pela primeira vez pareceu derrotado. Luiz desviou o olhar por um momento. As botas tinham sido um querido achado. Mais ainda. —Seu amigo há muito despareceu. —E o que teria feito com ela? — Exigiu Manolito. mas confortáveis para a selva tropical.Disse Manolito com alarme. mas ainda não tinha saído do veículo e já estava afundada no barro. seus olhos negros brilhavam perigosamente. Você deve te-lo encontrado aqui. sabia que era por aqueles a quem amava e não por si mesmo. Precisava tocá-la. como um passeio pela selva. —Veio a ilha controlado. mas então te cheirei e fiquei muito confuso. Última moda. Inclusive os tinha impermeabilizado cuidadosamente para qualquer ocasião. Luiz. —Não são meus homens. Tinham assombrosas capacidades para nadar. Acreditamos que havia uma possibilidade de que pudesse estar aqui. a pelagem ondeou enquanto seu focinho se alongava para acomodar uma boca cheia de dentes. Sabíamos que não iria a seu rancho. Isso significava que o professor vampiro estava perto. Tinha vindo aqui em busca de refúgio e partia ao compreender que a casa estava ocupada pela família Da Cruz. Seu corpo se encurvou. Esperava encontrá-la antes que os outros. Acreditei que devia conversar com ela. Sua fome havia retornado. .Comecei a pensar que estava aqui para tomar nossas mulheres e quis vê-lo morto. suave como a manteiga. . mas então aconteceu algo. transformando-se num rio caudaloso. A que Juliette e Solange recuperaram das garras de seus homens. Jasmine e Juliette. Ofegou com horror. indubitavelmente poluído. Em absoluto silencio deslizou entre a folhagem e desapareceu. num movimento rápido e gracioso. trazendo com ela confusão. em algum lugar da ilha e ninguém sabia. Solange. Tomou forma novamente sobre uma grande pedra em frente a uma barulhenta cascata branca que vertia sobre as rochas e caía. —Sim. Saboreá-la. – Ele esfregou a testa. —E sabiam que a mulher mais jovem estava com ela. . Não posso controlá-los. mas sobretudo. CAPÍTULO IV MaryAnn colocou um pé com cuidado fora do veículo e suas amadas botas de couro afundaram profundamente no barro. Manolito se dissolveu em névoa e se uniu ao vapor baixo e cinza que vagava entre os troncos das árvores a alguns centímetros do chão. abraçá-la. —Acha que meu amigo está morto? —Se não morto.Onde você está? O lamento ressoou em sua mente. Precisava advertir sua família do perigo que os espreitava na ilha. eram elegantes com seus saltos altos e grossos. —Vieste aqui a procurando. por sua ajuda. .que a raça do jaguar não considerasse a selva inteira como seu domínio. Era muito melhor errar a favor da cautela com o homemjaguar. Luiz sacudiu a cabeça. O medo era uma emoção incrível e agora que o sentia. Ele encontrou-se com um professor vampiro e só porque tinha um plano e precisava de você. Quando tirou a bota.Com quem se encontrou? —Com nenhum vampiro. Necessitava de sua companheira. Tinha vindo totalmente preparada. ouviu um som de sucção acompanhado pelo desagradável aroma adocicado de flores . Só para estar seguro. até os tornozelos. Evite-o de todo jeito. Manolito manteve sua expressão em branco. De couro marrom escuro e envelhecido e de bico fino. . escapou ileso. faziam jogo com a jaqueta de couro da mesma cor. sequer seu irmão Riordan estava a salvo. perdido e solitário. —Não sei. e o leito dos rios nunca era impedimento.

. E podia ler a expressão de Riordan. Juliette ia atrás dela e parecia pequena. E se resultar que alguém esteja nos espreitando. MaryAnn. temerosa de se mover em qualquer direção. MaryAnn não se afundou no chão.Disse Riordan. Havia um pouco de impaciência no toque de seus dedos.Assegurou Juliette. Não sei se é tambem com os de qualquer outro tipo.. Em algum lugar na distância um jaguar rugiu. – Ela estava balbuciando e não podia parar. não neste estranho e silencioso mundo de… Natureza.Não disseram uma palavra sobre uma ilha ou de estar em meio à selva. orvalhou os insetos de forma metódica e acidentalmente. Procurando tranqüilidade. mas os gatos domésticos me assustam. A selva não era como esperara. Tornou para trás no assento para examinar o dano. —Está bastante enlameado. Um calafrio desceu por suas costas e MaryAnn limpou a garganta. mas não lhe preocupava. nunca tivera. —E isso já era bastante quando bem pensava em um luxuoso hotel de cinco estrelas. —Devo ter esquecido de lhes falar de minha estranha ojeriza com gatos. seguindo contra vontade seu guia.. mas os insetos se agruparam a seu redor. MaryAnn engoliu com força e permaneceu imóvel. Não podia concordar a idéia de andar tranqüilamente dentro dessa opressiva escuridão. Ela mordeu o lábio e se absteve heroicamente de dizer algo enquanto dava um cauteloso olhar ao redor. tocou os dois pequenos spray de pimenta enganchados junto ao frasco de repelente de insetos em seu cinturão sob a jaqueta. Me dê um assaltante e um beco em qualquer dia da semana. com os milhões de sons bonitos. Não era a razão pela qual se obrigava a ir A um lugar que sabia ser extremamente perigoso para ela. Seria realmente a companheira de seu irmão? Não encaixava em nada com seu estilo de vida. . mas conseguiria por si mesmo. A selva a aterrorizava de tal forma que nunca poderia explicar a ninguém. Fazem esse tipo de coisas. . apegando-se a qualquer razão para permanecer na relativa segurança do Jipe. —Manteremos-lhe a salvo. Sinto muito. Movia com graça e facilidade através do surpreendentemente e espaçoso solo da selva. Deixei muito claro. com a música das ruas cantando para ela e o burburinho de pessoas por toda parte. franzindo o nariz com repugnância. Era patético e um pouco embaraçoso. MaryAnn pegou com cautela sua mochila e apareceu pela porta aberta. Não tinha nada que provar a ninguém. Ceder ao impulso infantil lhe tinha proporcionado uma pequena onda de satisfação. Por alguma razão tinha pensado que a selva seria ruidosa. não para os jaguares. Depente estava diante dela. Sou uma garota de cidade. Gatos domésticos. A selva era úmida e implacavelmente escura. .Disseram uma fazenda de gado nos perto da selva tropical. compacta e alerta. segurou-a pela cintura e a depositou a curta distancia do veículo. —Depressa. Temos que andar a partir daqui.Disse Riordan. tentando não soar irritado. para o interior estranhamente tranqüilo do bosque.Disse. —Três vezes. . embora imóvel. provavelmente o melhor é não me dizer. Era escura e um pouco atemorizantea. Seus medos estavam profundamente enraizados e nunca tinha sido capaz de se sobrepor a eles. —Talvem posssam chamá-lo e lhe dizer que estamos aqui. certo? —Disse MaryAnn. Prefiro permanecer completamente ignorante. sua boca era um conjunto de linhas cruéis. não se convertam num enorme gato ou algo assim. . Vinha preparada para os homens-jaguar. Riordan fez um gesto com os dedos e MaryAnn forçou um pé diante do outro. como se milhares de olhos a observassem. Colocou pulcramente o frasco numa das reentrancias do cinturão. Acreditei que levariam a irmã de Juliete até lá. Juliette. – Então já sabem. Manolito a comeria viva. não deixaria que ninguém lhe apressasse. Agitando o frasco de repelente.misturado com vegetação podre.Acredita que queremos lhe fazer mal —Mencionei que alguma vez acampei. como um cordeiro para o sacrifício. . que não se incomodava em ocultar. mas podia ver cores . . —Rancho de gado.Disse Juliette. Que estava fazendo nesse lugar? Teria que estar numa cafeteria. com espera. Sabia que estava lerda. esquadrinhando o chão em busca de um lugar seco. O zumbido dos insetos e os incessantes gritos dos pássaros eram o único som que se ouvia. não só de pássaros e o sussurro dos insetos. . ignorando o fulminante olhar.Corrigiu MaryAnn. O ar era pesado pela umidade. não fazem? —Ele não responderá. Eles têm o olhar fixo e cravam suas garras na gente. Seu coração começou a palpitar. —Acreditava que sabia que vínhamos para a selva. Sua opinião sobre ela batia todo o tempo num ponto baixo. —Ops. o pescoço de Riordan. .Lhe recordou Riordan.

Não podia respirar pelo desejo de lhe ver vivo e bem. Não tinha sentido. esperando para cair sobre os imprudentes visitantes. . Enquanto seus saltos se afundavam na vegetação. tentando se valorizar. Esperava também. dourados e transparentes. Senti as garras rasgando sua carne. retorcendo-se através do chão. As raízes estalavam fora das bases como serpentes. mas o correto não importava. em couro marrom envelhecido. que o solo fosse uma impenetrável selva. As cepas se arrastavam pelos troncos. Seguiu caminhando atrás de Riordan. —Juliette lançou um olhar rápido e preocupado a seu companheiro enquanto mantinha o passo com MaryAnn. Em pé entre o Manolito e uma morte segura. Se sua melhor amiga.. —Sinto muito. tivesse ali. Sempre lhe parecera intimidante. Na selva. Sempre tinha acreditado que as criaturas estavam por toda parte na selva. —Riordan saberia. Ouvir-lhe. mas estava começando a ter dúvidas sobre se Manolito estava vivo ou não. quase até a canopia. unindo as árvores e formando um caminho na canopia. gritando uma advertência. Riordan quase rudamente.—MaryAnn respondeu. Algumas árvores pareciam se sustentar no alto por uma miríade de pernas de pau. tecendo seu caminho através de orquídeas e sobre os arbustos.. Era uma loucura. Ergueu a mão para apalpá-lo. fazia jogo com as botas e lhe dava confiança. Riordan e Juliette pareciam sombrios. Se Manolito estava vivo. . mas nunca realmente rude. tentou recolhê-lo numa grossa tranca. Juliette se aproximou a seu lado. E não ia abandonar Manolito da Cruz na selva tropical com um jaguar lhe atacando. Bem. Não ficava assim tão assustada desde que um homem tinha irrompido em sua casa e quase a tinha matado. MaryAnn estava muito assustada. era consciente dos olhares ansiosos que esta lhe lançava.Estava atacando-o. Piscou para conter as lágrimas e seguiu caminhando. de cós abaixo do umbigo e sua camisa favorita.. MaryAnn estava um pouco impressionada pela vasta variedade de tons.que não deveria ser capaz de ver. porque era o que fazia quando alguém precisava ajuda. galhos caídos e raízes retorcidas que se estendiam em todas as direções como tentáculos através do chão do bosque. deu-se conta de que nadava desesperada em águas muito profundas e estava vestida de forma totalmente inapropriada. estirando as mãos para pegá-lo. Vestiu-se com suas roupas mais confortáveis. Tinha que estar com ele ou não ia sobreviver. onde estaria? Por que não pudera alcançá-lo depois do momento horrível quando a tinha golpeado o conhecimento de que um jaguar estava lhe atacando? Tinha tentado detê-lo. - . Como se lesse seus pensamentos. para interpor em seu caminho. . teria admitido em voz alta. ela saberia. Não podia ter melhor aspecto. O bordado das costas era muito entranhado para descrevê-lo e as linhas franzidas proporcionavam um elegante aspecto renascentista. A jaqueta bordada era curta e estava na moda. porque os irmãos Da Cruz saberiam se estivesse morto e através deles. Enquanto caminhava. mas era espaçoso e fácil de andar por ele. —Pressionou a mão sobre seu estômago como se estivesse ferida. Destiny. Mas não conhecia esta gente e estava totalmente fora de seu elemento e era só sua intensa necessidade de ajudar os outros que a empurrava para frente. que por um momento estivera ali. mas enquanto andavam em fila. mas ninguém tinha entendido e como podia explicar sem parecer uma louca. Tinham virtualmente a jogado na caminhonete. Não se tinha incomodado em ficar nada mais que uns pendentes de incrustações porque se figurava que algo mais seria um estorvo. Tocar-lhe. Passou sobre folhas mortas. falado disso e talvez teria rido de si mesma. —Isso você não sabe . Penduravam-se cipós por toda parte.O jaguar… — Deteve-se tratando de recuperar o controle antes de falar. surpreendeu-a a ausência de animais. Isto deve ser difícil para ti. . sementes. aterrorizada de fato. não devia levar em conta seu cabelo. desejando dar a volta e correr para a segurança da caminhonete. mas não tinham proporcionado respostas a suas temerosas perguntas.Mas podia se ajeitar. sentia o coração como uma pedra e seus olhos ardiam constantemente pela necessidade chorar sua morte. Embora tentasse duramente manter seu rosto afastado de Juliete.. com decote baixo e bordada com intrincadas miçangas em turquesa. Com desespero. —Ele está vivo. Não sabia por que. Combinando a jaqueta com seu jeans.Admitiu MaryAnn. —Não é o meu mundo. houve somente uma ondulação ocasional de asas acima de suas cabeças. . Precisava vê-lo. As árvores se elevavam por toda parte a seu redor em gigantescos ou suaves troncos elevando-se sem galhos.Disse Juliette silenciosamente. não até agora. Doía-lhe o peito. como seus irmãos. samambaias e musgo brotavam dos galhos.

Com o que estamos lidando. MaryAnn quase corria. Riordan mediu-a gentilmente. Dou-me conta de que deve fazer feliz sua companheira. seu coração palpitava. mas não a custo de colocar em perigo as mulheres. Riordan conteve o fôlego. como qualquer companheiro faria. Zacarias não permitiria a liberdade da irmã de Juliete e sua prima. já não podia discernir a verdade. Não é aqui. Insistiria em levá-las de volta ao rancho para protegê-las e nenhuma delas iria de boa vontade e o isso não deteria Zacarias. Ferido gravemente como estava. Guiando-a pelo caminho errado? Não queria encontrá-lo? Por que a mantinham a distancia? As sementes da suspeita estavam crescendo e não podia suprim-las. Seria a mulher parte da armadilha? O que sabiam dela afinal? Manolito nunca a reclamara abertamente. especialmente companheiras potenciais. Não havia dito a seus irmãos que a protegessem. Também estou sentindo suas emoções. somente para se sentir seguro. Riordan. Jasmine necessita da ajuda de MaryAnn e nem ela e nem sua prima irão voluntariamente se você ou Nicolas estiverem aqui. Juliette? MaryAnn tinha sido protegida por não menos que três poderosos caçadores Cárpatos. A sensação era tão forte que ela se deteve.Sente Manolito? Pode me dizer se ainda vive? Passou-se um momento enquanto Zacarias tocava Manolito. Se um deles atacou Manolito. mas se protege. sinceramente surpreso. Parecia totalmente desconjurada mas… . É possível que seja jaguar? Juliette inalou o aroma de MaryAnn e observou os movimentos de seu corpo atentamente.Acredito que é a mulher transmitindo. Estendeu para Zacarias seu irmão mais velho. O homem se escondia. o que não era tão fácil se tinha companheira. . Um simples arranhão pode resultar numa infecção mortal. necessitaria da rica terra negra para sobreviver. . Não se voltou para olhar Juliette.É melhor que ninguém esteja aqui quando contatarmos Jasmine e Solange. Deveria ser fraca. Zacarias desapareceu. Ele governava com um vislumbre de seus dentes nus e seu enorme poder e esperava e conseguia imediata obediência de qualquer um. . afastando-se de onde sabia que seu irmão havia sido enterrado. de repente confusa. realmente. Não faz nenhum som quando se move. . Virou longe da direção aonde Riordan se dirigia.Não há nenhum ruído. Tem necessidade de mim? Zacarias estava no rancho com o resto da família e Riordan desejava que ele ficasse por lá. sente-se fraca. certamente a teriam detectado. nenhum ramo estala. Se fosse vampira. depois de dar sua opinião e esperando que Riordan seguisse seu conselho. Juliette nunca o perdoaria. Deliberadamente. Juliette precisava que seu companheiro a tranqüilizasse. Não confiava o bastante neles. afinal. Ele elevara-se e estava provavelmente mais perto da fértil cama de terra rica. Riordan suspirou e tratou uma vez mais de alcançar Manolito. . Riordan. está seguro que Manolito está vivo? Sinto dor e uma terrível sensação de opressão e terror. Deve ser uma psíquica muito mais poderosa do que nos fizeram acreditar. temo que Riordan e seus irmãos se vinguem. MaryAnn roçou a cabeça com a mão enquanto continuava caminhando e Riordan sentiu o golpe psíquico. Não podia entender porque acreditava saber onde . A raça do jaguar sempre deixou os Cárpatos estritamente em paz.Riordan. a gente escolhe as batalhas. como faria um autêntico companheiro.O que estava fazendo Riordan. . afrouxando o passo só um pouco para que MaryAnn não se desse conta. Mas não é jaguar. Solange lutaria com ele até a morte por sua liberdade e se levasse um só arranhão. MaryAnn deu três passos e imediatamente tudo nela mudou e se estirou na outra direção. Com isso. – Ele está vivo. mantendo o toque ligeiro e tranqüilo. . mas se move como alguém nascido e criado aqui. MaryAnn era bem consciente do escrutínio de Riordan. com suas botas de saltos altos e não tocava o solo do bosque. Riordan respirou fundo. —Este é o caminho errado.Não atenda a estupidez.Minha gente é da raça do jaguar. Ele… — Ela gesticulou. realmente o que sabia sobre eles? Juliette aguilhoou Riordan. Ele também sentia dor e um irracional temor pela vida de seu irmão. como se ela tivesse golpeado-o. Nenhuma folha range. Retirou bruscamente e lançou um rápido olhar a sua companheira. a única pessoa em quem sempre podiam confiar.Por que me sinto como se tivesse dor? . mas sabia que eles estavam conversando telepaticamente sobre ela. Aqui fora. virou pelo caminho errado.

deu outro passo longe dos Cárpatos e tropeçou com as raízes de apoio de um das emergentes árvores mais alta. seguindo o progresso de MaryAnn. Ela conteve um grito e ficou congelada. que parecia atônito. a rã se moveu para mais perto do pescoço de MaryAnn. mudando a vibrante cor. A sensação de terror e medo era esmagante. .Ordenou. não podia lhe encontrar. e agora estava vendo sombras quando não deveria. pegou o ritmo até que se viu virtualmente correndo. por mais que soubesse que não era psíquica.Somos antigos.estava Manolito.Afaste-se de mim! – Gemeu MaryAnn em sua mente. para pedir à rã que deixasse MaryAnn. apesar dos altos saltos de suas botas. Ela não fazia cooper.Continuava tentando chamar Manolito mentalmente.Acha que o vampiro está aqui? . com a opressiva escuridão e o silêncio fechando a seu redor. Tentava repetidamente alcançá-lo. incapaz de esperar a que a rã obedecesse à ordem de Juliete. um pequeno macaco jogou folhas no trio de anfíbios. Sua mente se infestou de sussurros enquanto começava a correr. Desta vez. mas não podia parar. mas não podia. Juliette e estudamos muitas coisas ao longo dos séculos. de cor verde brilhante.Porque não era uma mulher feita para rãs arbóreas e mosquitos. Passou junto a Riordan. já que defende sua presença de mim. . não tinha nenhum talento e nenhuma habilidade para ser a companheira de ninguém. Mesmo assim. As raízes estavam retorcidas de forma elaborada e ardilosa. . Sei que são muito ardilosos em tais situações. mas detestava andar entre o barro e folhas podres. vagando pela superfície do solo. Por favor que esteja vivo. Juliette sussurrou brandamente. Uma pequena rã arbórea. é um professor em ocultar sua presença. Manolito pode ocultar sua presença até mesmo a nossos melhores caçadores e não há maneira de detectar Zacarias. Não corria ou fazia qualquer atividade física. MaryAnn fechou os olhos. Por mais que tentasse. As folhas e os arbustos pareciam ter um véu de névoa sobre eles. O terror moveu através dela. mas neste caso. Riordan fez um bem mais cuidadoso e completo escaneio do bosque circundante. Sentia olhos observando cada passo que dava.Onde está você? Preciso de você. deu-se conta de que o verde já não eram tão vívido. embora claramente não tinha os dons psíquicos que todos acreditavam que possuía. Juliette lhe segurou por braço e gesticulou para as árvores que os rodeavam. . . sua mão fechando ao redor do pequeno spray de pimenta. na canopia. agora mesmo. os macacos utilizavam trepadeiras para convergir e seguir a mulher enquanto esta avançava pela selva . saltando de uma árvore a seguinte. saltou de um ramo particularmente grosso para aterrissar sobre o ombro de MaryAnn. Uma árvore de enorme altura que estalava através da canopia. Na canopia. MaryAnn se deu conta de que lhe corriam lágrimas por sua face.Se for assim. Algo a empurrava para frente enquanto por toda parte o bosque obscurecia e o sussurro sobre sua cabeça . Confusa.. e mesmo os répteis e anfíbios respondiam as vezes. quando ele não quer que se saiba que está perto. Juliette tinha uma afinidade com animais. aterrissando perto de outras duas pequenas rãs. Primeiro havia visto brilhantes cores na escuridão. . grudando nela com suas patas pegajosas. a um lânguido cinza. Pequenas rãs dedilhavam os troncos e os galhos. Podia se arrumar com a escuridão de um beco da cidade em qualquer dia da semana. . . Riordan lhe lançou um pequeno sorriso. então teremos que estar alertas a todos os perigos para ela. Ela sente-se atraída para Manolito e provavelmente possa lhe encontrar mais rápido que nós. . respirou fundo e começou a caminhar outra vez.Perguntou Juliette. embora era com sua mente com a qual se estendia.. Saia de mim. e saltou para o tronco da árvore mais próxima. As sombras cresciam onde antes não havia nenhuma. Juliette franziu o cenho enquanto começavam a seguir MaryAnn. Quando começou a segui-la. mas não ia sair da selva até que encontrasse o homem ou seu corpo.Onde você está? Encontre-me. temia que o homem estivesse em problemas e tinha que chegar até ele. Evidentemente a criatura já tivera bastante dos humanos. as pontas sondando em busca de nutrientes. No alto. Quando entrou mais fundo na selva. —Vá. . roçar a mente dele com a sua.Seu laço de sangue deveria te manter informado de seu paradeiro. para dominar outras.Agora mesmo! —Vá! — Gritou em voz alta. mas se encontrava apressando-se pelo bosque num esforço por chegar a Manolito.

Juliette. —Tem alguma idéia do por que estas criaturas não se comportam com normalidade? . —Não trate de me assustar com as rãs. —Por que fazem isso? Juliette não tinha uma resposta para ela. . cruzando os braços sobre seu peito e assinalando a canopia com um gesto do queixo. . MaryAnn estremeceu e olhou atrás. olhando automaticamente para sua unha quebrada.Voltem para suas casas. despindo enormes dentes para ela. As rãs voltaram para as árvores. é melhor destruí-las.Riordan. —Essas rãs são venenosas. MaryAnn deu um olhar para as rãs que os rodeavam. – Ela admitiu. arriscou a olhar para cima. provando o couro de sua jaqueta. parpados. E ela escolheu omitir a parte do veneno. para que fossem embora. Mas macacos eram pequenas feras peludas com mãos quase humanas e dentes grandes. MaryAnn tinha medo de olhar.. quanto mal podiam fazer umas diminutas e inocentes rãs arbóreas? Não queria ver Riordan fazer algo como lançar uma chuva de fogo sobre essas indefesas criaturas. como se estivessem polidas. —Não. têm que se mover. E está zombando de mim. As rãs a olhavam fixamente com imensos olhos negros e verdes. – Ele teria que revisar suas idéias sobre da companheira de seu irmão. . Estou falando sério. . Franziu. com uma formosa manicure. Não é normal ver tantas rãs num só lugar e certamente não deveriam nos seguir. Sua unha alongada. olhando fixamente com seus olhos gigantescos como todo o resto na selva pareciam estar fazendo. . . MaryAnn se endireitou lentamente. mas não sou mais essa garota da grande cidade. elas ignoram até o mais forte dos toques. avaliando Às rãs com suspeita. —Estão-nos seguindo? -A idéia a deixou nervosa. cravou no úmido musgo. O fôlego de MaryAnn ficou pereso na garganta. As línguas saíram como uma flecha.. As rãs eram uma coisa. Sacudiu a cabeça. para Juliette. com lunares no ventre e unhas verdes. Eu não gosto. Sabia disso porque uma vez.. — Era sim.. mas havia pequenas coisas peludas balançando-se sobre sua cabeça e isso a fez sentir-se enjoada e ligeiramente doente. Tinha sido um dia horrível. como se dúzias de rãs saltassem para a segurança dos galhos mais altos. Depressa antes que o grande Cárpato mau as frite.Silenciosamente insistiu para elas cooperarem. só uma vez. essa onda de poder? Ela fez com que as rãs fossem embora. MaryAnn lançou a Riordan um pequeno sinal. olhe os macacos! . mas queria que fossem embora. tinha ido ao zoológico e os macacos se tornaram loucos. Sempre acontecia isto quando quebrava uma unha. MaryAnn quadrou os ombros e elevou o queixo. Fora de sua vista. . Riordan colocou Juliette atrás dele. que pensou parecer sorrisos. . —Sim e além disso. sempre acontecia assim. Uma unha quebrada. Não quero que as mate. Uma vez. Uma dúzia de rãs verdes saltou em seu braço e se aderiram com suas pegajosas patas. – Ele não pôde resistir de acrescentar. não tão ruim como este. mas se prometera não voltar nunca mais ao zoológico.Confirmou Juliette. mas ele não precisava saber.Vão embora.Havia alarme em sua voz e em sua mente. —São venenosas de verdade. apoiando a mão para evitar a queda. Suas unhas cresciam anormalmente rápidas. provavelmente sentem curiosidade por minha jaqueta.o cenho para Riordan. – Ela fez um gesto com sua mão livre. Não queria matá-las. —O que ia fazer? Convertê-las em carvão? Pobres coisinhas. Tropeçou e quase caiu.Sentiu. É obvio que então estariam ocultas na folhagem. mas agora o esmalte ia ficar danificado! E doía como o inferno. – Pelamor de Deus.se tornava mais pronunciado.Disse Riordan. —Quando as criaturas não atuam como devem.É uma conduta incomum. enquanto mentalmente erguia os olhos num gesto de enfado. o movimento enviou uma estranha onda de verde sobre as raízes enredadas. Os nativos as usaram durante anos para envenenar as flechas. Seu dedo pulsava.Riordan está dizendo a verdade. ardia e sentia um formigamento enquanto a unha se regenerava. Eram brilhantes. Ela se congelou. —Não sei. gritando e saltando ao redor. Provavelmente estivam tão assustadas como eu. . Nunca tinha visto as rãs se congregam em semelhante número antes e tinha passado a maior parte de sua vida na selva.

quando se aproximou delas. Sabia que ele estava ferido e confuso. E você? Riordan lutou com suas lembranças. perto. muito mais alto que ela. Virou a cabeça de um lado a outro. para a direção onde à compulsão era mais forte. como se revoassem insetos em torno dela. por que a conexão é tão forte que ela sabe melhor que você onde está seu irmão? Porque. alagando-a. . Estavam utilizando-a para chegar a Manolito? Se Riordan queria realmente . ela sabe exatamente onde ele está e se dirige diretamente para ele. inclusive… Um jaguar. Os Cárpatos falavam entre si outra vez. Seu coração saltou quando ouviu a palavra “vampiro”. que não era exatamente pequena. a compulsão de seguir movendo-se depressa. indiferente aos galhos mais baixos que se enganchavam em seu cabelo. a umas seis milhas de distância e reconheceu o sensual tom de Manolito. Nunca vi nada como ela. Ele está há umas boas seis milhas. MaryAnn sentia um zumbido na cabeça. A uma milha a sua esquerda. Os imensos trocos se elevavam além da névoa. de forma que seu cérebro processasse cada som individual. mais ao que parecia. sem dúvida nenhuma. e em algum lugar no furioso rio. O laço de sangue com Manolito é forte. criando cascatas em toda parte. E havia muito mais que o que entrava pela visão. Ouvia o som de vozes.Acreditei que talvez um vampiro estava utilizando seus olhos e ouvidos para reunir informação. quando antes não podia alcançá-lo. A névoa baixa tecia um rastro de vapor cinza entre as árvores. A água e vertia por cada saída concebível. mas ainda assim não estava preparada. O sussurro nas folhas eram insetos. sentia a necessidade. Podia intimidar tipos duros da rua com um olhar. Embora havia um coração de aço nela. Sentia-lhe agora. Queria desesperadamente voltar para casa. muitas criaturas. Não é um jaguar. Corre tão brandamente. a urgência a dirigia.—Acreditava ter. Com pouca lua e a grossa canopia em cima. MaryAnn caminhava rápido. Os aromas explodiram através de seu cérebro. O irmão de Riordan era dominador e duro. o rastro de uma anta sobre a vegetação. uma ariranha era atraída por outra. “Vêem a mim”. Ele era alto. Ele tinha problemas. os macacos sobre sua cabeça perturbavam as folhas enquanto mantinham seu passo. Não podia abandonar este terrível lugar até que encontrasse Manolito. não era psíquica. mas isso não importava. Riordan. sempre lhe tinha concedido isso. As unhas de Juliete se cravaram no braço de Riordan enquanto caminhavam. – Olhe MaryAnn! Olhe-a. – Estivera esperando desde que tinha entrado na escura opressão da selva. Ela era inteligente e valente para um humano. sem ranhuras suaves que o toanasse mais aceitável para uma mulher como MaryAnn. sem ver nada. . Atalhou por uma série de trilhas que margeavam um riacho de bom tamanho. cobrindo o enredo de raízes de apoio. aparentemente alheios às raízes que os mantinham no chão. mas uma manada de rãs ou macacos dirigidos por vampiros… Dizia-se manada? Sequer sabia como dizia. Logo que o pensamento foi completado. os grossos nós e galhos como serpentes pareceram escuras fortalezas que escondiam segredos. Ela esgrimia poder e energia sem deliberação consciente. nas linhas de dor e fadiga gravadas profundamente em seus atraentes traços.Acredito que ela esteja muito confusa a respeito de tudo isto. A voz brilhou tenuemente em sua mente. mas sua valia não era do tipo necessário para ser a companheira de um caçador Cárpato como Manolito. a dor emanou. pois não pertencia ao reino animal. Detestava isso. Não tentou conectar mente a mente.admitiu Riordan. tentando recordar se tinha visto alguma vez semelhante transformação. o interior era escuro e misterioso. . Girou para longe de Riordan e Juliette. Mais que dor. O mundo pareceu se estreitar ou provavelmente se expandiram seus sentidos. Desejava a normalidade das pessoas alavancadas nas esquinas de uma cidade. só pensando nele. Compadeço-me dela. mas ela se move com rapidez para quem nunca esteve numa selva em toda sua vida. mas agora não estou tão seguro. Se foi só um intercâmbio. .A questão principal é se for ou não um perigo para Manolito. Ouvia sua ordem sussurrada flutuando no ar. mas não sei o que é. Sabia. Seus ombros largos e em seu peito. tornava-se inepta e temerosa. Era difícil ver MaryAnn como algo mais que o bonito manqeuim de moda que sempre lhe parecia. Seu fôlego se fez mais agudo e ela acelerou o passo. arrepioulhe e fez com que seu estômago se apertasse de excitação. Precisando dela. no momento em que pensava nisso. O som era alto na imobilidade da selva. de dois homens. Onde ele estava? Podia ouvir o agudo som de morcegos chamando uns aos outros. tornando seu ouvido mais agudo. por vê-lo. a ondulação de asas eram pássaros assentando-se na noite.

O medo crescia a cada fôlego que tomava. como se seus outros sentidos estivessem tão desenvolvidos que lhe tivessem roubado a visão normal. sua palma cobrindo a marca sobre o seio que pulsava e ardia. —Quero ir para casa. —Sinto muito. E talvez o teria feito. O caso é… Os humanos viveram durante séculos lado a lado com outras espécies. dolorido por ele. Elevou sua mão trêmula. Por que não teve medo de que Nicolae tomasse seu sangue. MaryAnn. mas mais importante ainda.. Ele não via MaryAnn frágil e perdida. sua mente estava silenciosa. Retrocedeu para longe deles. Nem sequer acredita que ser psíquica. A unha já havia crescido. E é reversível? Porque sou humana e minha família é humana e eu gosto de ser humana. O vibrante verde e vermelho das folhas e flores se misturou. Enquanto corria. Tropeçou. assustada.Estou mudando em algo mais. . quando temê-lo seria algo mais do que natural? MaryAnn colocou uma mão na cabeça. Juliette. o brilho das rãs arbóreas e os macacos enquanto corriam no alto. O fato deveria tê-la assustado. calada e certamente avaliando tudo o que a rodeava com anormal velocidade. assim não se converteu. .Ou o conhecimento de que o está fazendo. O fluxo vazante do sangue em suas veias. Havia algo diferente. frágil e que toma sangue.Acrescentou Juliette em voz alta. Algo estava terrivelmente errado. MaryAnn. . . . Maldita sua natureza. saltando por cima dos troncos de árvores caídas como se tivesse nascido com reflexos. . Sua visão era estranha. E ela não teve medo dele.E isso a irritou.. para provar -se. mas agora parecia bem melhor. Não era uma atleta. mas ela sim. — Juliette inspirou profundamente. Seu coração se retorceu em resposta.Advertiu Riordan. MaryAnn sabia que não podia. Se voltasse a vê-la. como melhor amiga. —Mas Nicolae tomou meu sangue para proteger melhor Destiny. Juliette lançou a Riordan outro olhar ansioso.Ela é mais que psíquica. algo em seu interior a urgia a se apressar. chamava-lhe. MaryAnn conteve o fôlego. dando outro passo atrás. Podia sentir profundamente em seu interior. Em todos esses anos. por que não se aproximava dele diretamente.. embotou que foi difícil distinguir cores. Esgrime poder sem esforço.E se perguntaste como ela sabe? Não deveria. Isto é o que acontece por ter uma garota branca. se estendia para ele? Por que não haviam simplesmente enterrado seu corpo na fazenda. Estava começando a duvidar do que era real e o que ilusão... ambas sabemos. —Não sabemos exatamente o que fez Manolito.Nem Riordan nem eu sabemos o que te fez. . Você não é Cárpato..O que acham que ele me fez? Devem ter uma idéia.encontrar seu irmão. Não como tem agora. bem mais rápido inclusive do que o normal a sua velocidade acelerada. Não sabiam como reagiria MaryAnn. o mais provável é que fez um intercâmbio de sangue. Mas a voz de Manolito deslizou outra vez em sua mente. . . mas segurou o ritmo facilmente. diria-lhe.provavelmente dois. enquanto corria. captou o movimento de insetos e lagartos. Sua visão noturna sempre fora excelente. —Isto é uma loucura. . que as espécies finalmente se . onde Manolito se elevasse entre os membros da família que o ajudariam? Por que não tinham mencionado uma segunda casa? E por que a irmã e a prima de Juliete muito medo de ir à casa dos Da Cruz? Algo estava muito errado. tentando ser honesta. Riordan reconheceu em sua mente. —Mesmo enquanto dizia. Era estimulante ter todos os sentidos tão agudizados. Fechando o punho. sem cores que deslumbrassem e cegassem. sabia. . . Se soubesse o que acontece. tentando afastar os insetos.. Juliette segurou a mão de Riordan e apertou fortemente para evitar que dissesse algo errado. Podia ouvir sair precipitadamente o ar dos pulmões de Juliete. Profundamente em seu interior algo selvagem se desdobrou e se estirou. que sempre precisava ajudar e consolar os outros. cravou as unhas profundamente na palma.Ela sabe que estamos falando em particular. Riordan e Juliette quase a atropelaram. como um animal encurralado. —E teria algumas palavras com Destiny quando a voltasse a vê-la. podia identificar um espectro mais longo das coisas.Onde você está? Ela soava tão perdido e solitário. para longe deles. apesar do cinza apagado. —O que me fez? — Sussurrou. um medo muito real em seus olhos e cautela.. não até que encontrasse Manolito da Cruz e se assegurasse de que estava vivo e bem e não em algum tipo terrível de problema. Sua visão era definitivamente mais aguda. ela mesma não sabia e isso assustava Juliette.

CAPÍTULO V MaryAnn rodeou o pescoço de Manolito com os braços e escondeu o rosto em seu ombro. interceptando-a. Conhecia sua mãe. sentindo o enxame de insetos em seus braços e pernas. Eu tenho sangue jaguar. Os pássaros fizeram algazarra e se elevaram das árvores. Faria frente a um milhão de formigas e rãs arbóreas antes de fazer isto outra vez.Chiou tão forte em sua cabeça que sentiu o eco através dos dentes cerrados. golpeando a terra num desdobramento de energia cegadora. isso é seguro e a maioria são boa gente. Quantas vezes havia aconselhado mulheres a não falar ou andar com desconhecidos. O ar ao redor deles se carregou de eletricidade. Não parece que ela esteja fazendo isso. Ele cuidará dela. O vento açoitava com força sua face e pescoço. Pessoas que conheciam pela Internet ou através de amigos. A névoa formou redemoinhos ao redor dela. —Eu não. Se acreditara que a selva tropical era má. os saltos se engancharam numa das muitas raízes que serpenteavam no solo. Igual a várias mulheres que são psíquicas. —Não temos escolha. Ela é sua companheira e não temos direito de interferir. avós e bisavôs. —Isto soava errado. Outra vez estavam falando claramente um com o outro. Caiu duramente sobre o traseiro. Ela chutou-lhe. Seus olhos ardiam pelas lágrimas contidas. Seus pés abandonaram o solo e ela se encontrou voando através das copas das árvores tão rapidamente. —Proteja-se! . MaryAnn sacudiu a cabeça. seu pai. Fechou os dedos ao redor do pequeno spray de pimenta. retrocedendo outra vez. . Essa é a razão da qual é tão boa conselheira. Permita-me ajudá-la a se levantar. E eles quiseram. passou algo que não sabemos.Ela poderia ser maga? . — assegurou Riordan. esquecendo-se que eles podiam voar se quisessem. para fechar seus frios dedos ao redor de sua pele. – Odeio isto! . franzindo o cenho. Não a menos que queigalhos lhe provocar a entrar em batalha. Os macacos gritaram. Talvez há séculos.Os magos retêm o poder. MaryAnn sentiu braços fortes deslizar ao redor de seu corpo e uma mão pressionou sua face contra um peito largo e musculoso.Gritou Riordan e saltou para trás.Não podemos fazer nada mais aqui.Não podemos abandoná-la.Aventurou Juliette. mas principalmente zangada consigo mesma por estar numa posição tão vulnerável. pensando que poderia deixá-los para trás. . e Riordan se deixou cair do céu. . atirando malévolamente seu cabelo. Sentia-se enjoada e doente. e infiltrando-se sob a jaqueta de couro.Não seja tola. voar sobre a canopia era mil vezes pior. Não temos mais escolha que fazê-lo. —MaryAnn. . —Mas… —Juliette se interrompeu impotentemente. sacudindo-a roupa. Não havia nenhuma mancha em sua família e nenhuma pessoa que vivia de sangue. furiosa com ele. mas nela é inconsciente... Sem querer insiste a se sentirem melhor. O relâmpago crepitou e estalou. olhando-o enquanto ele se erguia sobre ela. Girou sobre os saltos muito altos e correu entre a árvores. . —Este caminho é perigoso. Está sentada no chão. Sabia que há um milhão e meio de formigas por meio acre na selva tropical? MaryAnn suprimiu um uivo de medo e ficou de pé sem ajuda. . que fez com que o pêlo de seus braços se arrepiasse. Pressente o que cada pessoa quer ouvir e diz. . e seu estômago dava curiosos movimentos. mas que não conheciam elas mesmas. —Era Manolito e nos lançou uma clara advertência para que retrocedamos. O trovão ressoou. O solo tremeu. Funcionaria com Cárpatos? Ou com vampiros? Ninguém lhe mencionara tipos de autodefesa. mas teria que tecer feitiços. estendendo sua mão para ela. Riordan soltou uma imprecação e segurou o braço de Juliette. Quer que sejam felizes. Reúne energia como fazemos nós e a utiliza. que se sentiu enjoada. Sentiu a rajada de ar deslocado ao redor dela. então eles são.Explicou Riordan. O coração de MaryAnn estava acelerado. —advertiu Riordan.misturaram. MaryAnn gritou e se afastou para trás.

Não simplesmente. Ele acenou com um dedo para ela. Aproximou-se um passo antes de poder se conter e braços firmes a rodearam. e a estava olhando como se pudesse devorá-la de uma só absoluta e deliciosa mordida. Com suas botas favoritas fundas no barro. e apertou as espirais de seu cabelo já encaracolado. Apertou os dedos. ou sequer uma constante.. —Nunca. mas abrasador. Ele sorriu. Este homem exigiria submissão e entrega absoluta de sua companheira. . não era nem a metade. Tinha que se controlar. E já que não tinha a menor capacidade telepática ou psíquica. porque estava funcionando com ela. —Considere-se salvo e vamos embora daqui. Seus olhos negros a compeliam a obedecer. Ele era a coisa mais sexy em que já havia pousado os olhos. . —disse Manolito. Ele era duro e musculoso e ela toda curvas suaves. mas sim de si mesma. —Porque o desejo de saltar sobre ele era provavelmente um efeito por estar na selva abafada e o suor. por mais real. O estômago ainda lhe revolvia e ela juraria que seu nariz enrugou desejando outro bom olfato. . Seu estômago se contraiu juntamente com seu coração e ela saboreou o aroma e o gostp de sexo em sua boca. sequer a endureceu. com um aspecto tão magnífico e ardente no meio de uma selva. Manolito os pousou numa área relativamente protegida. Estava sozinha com um Cárpato que acreditava ter todo o direito sobre ela.. Não uma garoa suave. Por si mesma. Quem possuía esse aspecto? Honestamente. fazendo-a esquecer de tudo. vieste. Que podia controlar sua mente e persuadi-la a fazer o que ele quisesse. Ele exalava. o que agradeceu porque começou a chover imediatamente. Nãamor.. E ela não era uma mulher comum. os homens não ficavam de verdade. Propriedade e crua sensualidade. seu útero se contraiu e seus mamilos… Apertou a jaqueta contra o corpo e convocou um olhar a ele. mas se refreou e lhe dirigiu um longo cenho. Posse. desejara aprender a voar? Estava segura de que ele estava lendo sua mente com facilidade e podia sentir a superioridade e diversão. De rãs e formigas e tornando-a totalmente consciente de ser mulher. Era difícil não olisquear e introduzi-lo em seus pulmões. Não estava lidando com um homem humano que vivia sob as regras da sociedade. —Estou perfeitamente bem aqui. Oh! Deus. Como demônios se colocara em semelhante apuro? —Eu a chamei. —Resmungou as palavras antes de pensar. Não medo dele. —A pele dele cheirava tão bem. mais rapidamente voltaria para a normalidade.. respondeu-lhe em voz alta. Não podia pensar com claridade com ele olhando-a fixamente e seu cérebro em curto circuito. Um sorriso lento e sensual que arrepiou. —Então. que lhe recordava por que não lhe interessavam o mínimo os homens. não poderia ter se movido nem se quisesse. Seu coração voltou a se acelerar.. Não se sentia assim há muito. Se é que havia se sentido assim alguma vez.. nem total e entregue.Quando menina. mas o cérebro gritou-lhe uma advertência. Este homem era uma ameaça. —Ele não elevou a voz. pressionando os lábios contra sua garganta. mas olhando-a fixamente. para descarregar um oceano neles. Provavelmente estava programada para o sexo na selva e quanto antes saísse dali. Seus olhos ardiam com uma sensualidade escura. – Afinal. Eu gosto de meus pés firmemente na terra. . O problema era que ele estava olhando-a. O olhar dele a percorreu e ela notou uma posse escura brilhando nas negras profundezas. —Vêem aqui. Talvez fosse arma secreta dos Cárpatos contra as mulheres. Certamente. obrigado. consciente de cada uma delas. O pensamento a fez ruborizar. como se os céus se abrissem sem mais. Seu coração palpitava e o medo entrou silenciosamente em seu intimo.Seus olhos negros ardiam com tão puro pecado que ela quase se derreteu.Repetiu as palavras enquanto sua língua acariciava um ponto que lhe pulsava freneticamente no pescoço.Avio-te päläfertülam. Ele sussurrou algo em seu próprio idioma. Nenhuma vez.. MaryAnn se afastou dele no momento em que seus pés começaram a funcionar. algo suave e absolutamente sensual. Tinha lido muitos livros do Tarzán em sua juventude. —Vim te resgatar. por mais estúpida que tivesse sido a observação. disse que venha aqui comigo. Não só ardente. mas um aguaceiro forte e duro. apertando seu corpo contra o dele. mas baixou o tom da ordem fazendo com que sua voz parecesse o toque aveludado de uma língua deslizando sobre sua pele. Seu corpo respondeu. Ela ficou com a boca seca. Encaixava-se a ele como uma luva. sob a pressente circunstância.

cada uma provocando uma onda de ardente e que sua humidade se intensificasse. Sentia deslizar-se mais e mais longe da mulher que conhecia. Ofereço-te minha vida. O sabor era aditivo. minha lealdade. com uma voz tão sensual. abrindo a boca para protestar. acaricianco-o até que já não pôde mais pensar com claridade. aliviando o terrível vazio.Ted kuuluak. pelo puro prazer erótico. marcando-a como dele. —Sua vida será sempre apreciada. Sentiu como seu coração e sua alma se estendiam para os dele. Sua boca deixava um rastro de chamas da garganta ao seio e seus dentes acariciavam com pequenas e minúsculas mordidas. mas a dele tomou. quando os lábios dele encontrou o outro seio. minha alma e meu corpo. necessitando-o. Ainaak sivamet jutta oleny. a dor relampejou através dela como uma tormenta. Não.Você elidet ainaak pede minam. Ainaak terad vigyazak. —Pertenço a você. .Avio-te päläfertülam. —Sua vida estará acima de tudo. Ainamet andam. kojed. sua língua acariciando e seus dentes mordiscando. enredando a pernas a seu redor. lhe sujeitando contra ela enquanto o longo cabelo negro se espalhava sobre os braços e ela enterrava a face em seus sedosos fios.Entolam kuulua. Pesamet andam. Levantou a cabeça e uma vez mais encontrou o ponto onde a tinha marcado. avio päläfertülam. Dou-te meu amparo. para o interior de outro reino completamente distinto. Sugou-o com vontade. tão erótico. Seus dentes cravaram-se profundamente nele. porque nada na vida a tinha feito . Quase choramingando. Encontrou a elevação em seu seio. Pensou que seu corpo lhe arderia em chamas. Desejando-o. sempre. Uma ínfima parte de sua mente tentou salvá-la. E o beijo se aprofundou e ela desabou queimando para dentro de Manolito da Cruz. Elidamet andam. Sivamet andam. As palavras vibraram através dela. desejou que assim fosse. rodeando-lhe as coxas com uma perna enquanto enredava a língua com a dele numa dança lenta. Seus seios doíam e incharam. Elevou a cabeça. O fogo queimou. desejando encher-se com ele. . Sielamt andam. Seuas pernas amoleceram e se ancorou a ele. fazendo com que se pressionasse mais contra ele. o sinal que havia deixado ali. —Reclamo-te como minha companheira.Ainaak olenszal sivambin. Estava quase desmaiada de desejo. . ancorando-a a ele enquanto explorava a pele acetinada. nesse preciso momento. mas agora. Arqueou para ele. Tudo enquanto ouvia sua voz lhe murmurando na mente. mas esses lábios não pareciam com nada que tivesse experimentanto antes. Gritou quando sua boca pousou sobre seu seio. kacad. Sivamet kuuluak kaik etta A Ted. atraindo o sensível mamilo a sua boca. Tomo em mim os teus para protegê-los.lhe tirando seu fôlego. Quase perdeu as palavras suaves que roçaram as paredes de sua mente e ficaram encaixadas ali. uma pequena porção não afetada de seu cérebro que ondeou uma bandeira vermelha. Ele elevou a cabeça e seu olhar mostrava uma hipnótica posse. . Sentiu a impaciente umidade em seu sexo e sua mente nublou com a ardente paixão. alinhando seus corpos de forma que pudesse pressionar-se firmemente contra ele. apegando-se a grossa tranca no puho. empurrando-se contra sua coxa firme. A sensação estalou através dela fazendo com que o sangue palpitasse em seu coração e lhe trovejasse nos ouvidos. porque sabia que não era psíquica. Uma vez mais lhe capturou os lábios. A mão se deslizou dentro de sua jaqueta. através da renda dourada do soutien. Combinados. —É minha companheira e está unida a mim por toda a eternidade e sempre a meus cuidados. puxando a barra de sua camisa e se fechou sobre seu seio. envolvendo-lhe a cabeça. que jogou de um lado a pequena advertência que lhe surgiu na mente e manteve a face enterrada em seu cabelo. fazendo com que ofegasse e atraísse a cabeça dele para ela.Os lábios sussurravam sobre sua pulsação enquanto os dentes beliscavam gentilmente sua pele e a língua fazia outra carícia. Nunca tivera uma reação física semelhante a outro ser humano em sua vida. . depois o prazer a seguiu tão doce. intercambiandoo pelo seu. insuflando fogo em suas veias. Queria sentir a sensação de pertencer a este homem. . meu coração. Não podia ser verdade. Sua língua dançava. Os lábios dele desceram por sua garganta enquanto a mão se hospedava no cabelo. roubando seu fôlego à vontade. Uskolfertülamet andam. que se moveu com abandono contra ele.—É minha companheira. Ele murmurou algo mais em seu idioma.

sua voz sussurrava novamente e aconteceu algo incrivelmente estranho. em êxtase misturado a paixão. Elevou a mão para sujeitá-la. Uma fúria que só havia sentido uma vez antes. quando um homem tinha irrompido em seu lar e ameaçado mata-la. Afastou A suas roupas. cobrindo-as com a palma. num convite a muito mais. —Beijou-a na ponta do nariz. Paixão e excitação. tão sexy que não podia acreditar que fosse ela. Seu corpo se arquava contra o dele. ao mesmo tempo em que gritava em sua mente. Esta se alongou até formar uma garra afiada. mas que afirmava ser seu marido? E que demônios havia lhe acontecido para se deixar hipnotizar até o ponto de fazer coisas que eram totalmente contra suas crenças? Manolito a tornava vulnerável. abriu a pele de Manolitoe pressionou voluntariamente a boca contra seu peito. Era toda dele. Tinha tomado controle total dela e ela simplesmente se deixou levar como se ele pudesse controlar sua vida com sexo. Sentira como se seus músculos lhe encolhiam e se atavam e uma força descomunal a tomou. Sua língua lhe percorria o seio. A fúria estalou através dela. íntimas e possessivas. Compartilharia tudo com ele. Suas mãos eram ágeis. . Tinha escolhido abster do sexo simplesmente porque não queria compartilhar seu corpo com um homem em quem não confiasse ou amasse. Sua mão deslizou sobre as terríveis marca das garras. tentando esclarecer idéias. revoando a A um fôlego de distância. desejando a pele nua contra a sua.Por um terrível momento não soube se estava gritando com Manolito ou com o que vivia dentro dela. Manolito cambaleou. feio e fora de controle se elevara. . observando como passava as mãos sob a camisa de Manolito e a levantava. Não havia nada de timidez em MaryAnn. —Esposa. Ele não teria feito pior se lhe tivesse atirado um jorro de água fria. MaryAnn passou a língua sobre o pequeno corte e elevou a cabeça para olhar os hipnotizadores olhos negros. . Pertencia-lhe. Ele jogara-a fora da cama. Ele gemeu e jogou a cabeça para trás. Nunca ninguém o esbofeteara psíquicamente antes. embora agora sentisse um indescritível desejo de dar uma bofetada tão forte como pudesse nessa face atraente. Neste momento Destiny chegara matara o homem. seu marido. assustara-a mais que seu atacante. Como se soubesse exatamente o que fazer. . Se via diferente. Viu a si mesmo lhe pressionar o ventre e o peito num ponto sob o coração. MaryAnn ofegou quando as palavras impregnaram em sua mente.Afaste-te de mim. tropeçando contra o tronco de uma árvore. Um homem com o qual não ia passar o resto de sua vida. A sensação de pertencer a alguém. golpeando-a viciosamente antes que pudesse se defender. no canto da boca. Ele sorriu-lhe e seu coração se tornou louco. quanto a aceitar o ardente e aditivo intercâmbio. Econtrou -se de pé ao lado. Segurou-lhe o traseiro e a levantou para alinhar seus corpos de modo que ficasse pressionado contra seu ponto mais íntimo. porque ninguém poderia ouvi-la e ninguém conhecia o terror com o qual vivia. A mão deslizou sobre a pulsação e ela olhou fixamente a unha que havia quebrado antes. Tinha encontrado o que sempre procurara. revelando os músculos definidos que fluíam sob a pele e os ferimentos em seu ventre onde o jaguar o havia arranhado. Desejava agradá-lo e que ele fizesse o mesmo por ela. sempre tinha assumido que envelheceria e morreria com a comodidade que tinha alcançado. Para sua surpresa. estava impaciente por fazê-lo. os olhos escuros e excitados. mas era o que fizera sua companheira. Colocou cada grama de medo e ódio em suas próprias ações no grito. possa se dirigir a você. urgindo-a a tomar mais. Satisfeita com sua vida. soube que Manolito da Cruz era sua outra metade. fazendo-a tremer de desejo.Päläfertül. tentando manter adormecida a fera que morava profundamente em seu interior. MaryAnn era uma mulher que aborrecia a violência e nunca poderia perdoar-se. Quando a lâmina da faca entrara na carne. E ela o fez. Sua língua encontrou a pulsação que estava procurando. o batimento firme e forte do coração. mas neste momento. . enroscada ao redor de um homem do que sequer sabia seu nome. Piscou e sacudiu a cabeça. E não qualquer bofetada. pulsando e gemendo de desejo.Diga-me seu nome para que seu Koje. mas agora o que estava acontecendo era um presente. reagindo tão poderosamente como seu corpo. algo selvagem. Não parecia ter repulsão ou dúvida. olhandoa nos olhos.sentir-se tão bem. num sensual deslizamento de curvas. Seu corpo se contraiu em espera. insuflando-lhes calor. disposta a fazer tudo o que Manolito lhe pedisse. salvando a vida de MaryAnn e talvez sua alma. atirando-a ao chão e chutando-a. ele estremeceu e murmurou sua aprovação. Porque fosse o que fosse o que havia em seu interior. entre surpreso e sobressaltado. Que estava fazendo. . Mas se afastou de um salto. os lábios curvados e voluptuosos. E ele a aceitou. Quando ela esfregou seu corpo pelo volume grosso e duro que estava pressionado contra seu ventre.

. sua boca. colocá-la sobre os joelhos e dar a esse incrivelmente formoso traseiro uma lição. porque… MaryAnn estendeu as mãos para frente. maliciosa e tão tentadora que seu corpo endureceu dolorosamente. inalar sua fragrância e mantê-la para sempre em seus pulmões..e perigoso e em conjunto muito atraente para seu próprio bem. E ele devia ter dado muitas ordens. declarava-o culpado. Mordeu o lábio com força para evitar lhe dizer que se fosse para o inferno. E seu nome era MaryAnn.. que a faria voar as alturas com Manolito. Mais inclusive. fazer com que gritasse seu nome. cometemos um engano. por sua beleza... sou tão culpada como você. Não queria que ela tivesse medo dele. que lhe proporcionasse o prazer último de seu corpo. Oh! Sim. Mas encontraria um castigo prazeroso. queria que admitisse que pertencia a ele e a ninguém mais. Sem dúvida.. Era algo que teria o maior prazer de fazer. Imaginou seus dedos nela. Nós dois. —Seja do que está falando. Embebeu-se com sua imagem. Que precisava dele. pode esquecer. Uma cólera escura o tomou.. Olhe. por exemplo quando e onde haviam estado juntos pela primeira vez. Ele tinha caído. mas conhecia o sabor aditivo dela. Estava a ponto de explodir. Confusão.mas uma o suficientemente forte para lhe derrubar. asno arrogante. Precisava do calor de seus braços e do som de sua risada. embora um pouco de saudável medo poderia lhe brindar um pouco de cooperação. ele parecia um homem que poderia. Ela era dele. Sou grandinha para ser castigada. Sentia-se duro. Sentia uma urgente necessidade de dominar. mas somente havia gritado. E o faria. um que pudesse me assegurar de que a última instância gostaria. O sangue palpitava e corria através de suas veias. descobrindo o que a levava a loucura até que ela lhe suplicasse perdão. que admitisse que lhe desejava. MaryAnn franziu o cenho. bebendo cada gota dela. mas já esquecer da parte que se arrastasse lhe pedindo perdão. medo talvez. que lhe doíam os dedos da necessidade de percorrê-la. – Sobre todo esse assunto de companheira. pecaminosa. —Eu nunca faria mal a minha companheira. os olhos negros ardiam com uma fúria escura. Havia tornado a confirmar a união de suas almas com o antigo ritual porque sua mente tinha insistido nisso. ardente e louco de desejo. .. Mas primeiro seu corpo precisava ser saciado. deveria saber. Sexo inesquecível. preenchê-la.. até que ela soubesse realmente quem era seu companheiro. Um homem malcriado e arrogante. Obviamente tormentosa. Podia sentir a atração para ela. memorizando cada curva deliciosa. Vim aqui com a intenção de aconselhar a irmã de Juliete e Riordan me disse que você estava . A quem obviamente tudo mundo tinha agradado em tudo na vida. Mas ela era uma mulher que precisava uma mão dura de despi-la. —Poderia fazer com que se arrasta até mim e suplicasse perdão por isso. muito pior que qualquer fome por alimento. de repente. Não podia olhar para ela e não desejar estar dentro dela. Ela era uma mulher adulta e acreditava na responsabilidade. Em qualquer caso. Ninguém havia se atrevido a lhe tratar dessa maneira em todos os seus séculos de sua existência.. Que mulher não gostaria? —E ela tinha alcançado o ponto de estar endemoniadamente segura de que nunca iria experimentar um sexo tão ardente como o inferno. Está… Bem… Muito bom.. embora nada do que lhe tinha acontecido desde que entrara na selva havia sido normal. que dizia tudo. Ela não tinha nenhum direito de negar ou de desafiá-lo. E depois a levaria uma e outra vez ao limite do prazer. As mulheres deviam ter feito tudo que dissesse. Tinha direito à distração de seu corpo sempre que desejasse. —Não ia culpar somente ele. seu corpo o envolvendo firme e ardente. Deteve-se quando ela retrocedeu afastand-se dele e olhou ao redor como se fosse correr. MaryAnn não sabia exatamente o que tinha acontecido. Seu corpo era dele. lhe matando de prazer. não de verdade. A sensação era pior. Estava confuso com os detalhes. tão forte que não podia evitar o frenesi no qual estava. de deslizar seu corpo sobre o dela. MaryAnn Delaney. Ele parecia furioso. Sua pele era suave ao toque. Desejava-a ajoelhada perante ele. Tenho algo a dizer sobre isso. Tinha esperado fielmente por centenas de anos. quando ordenava. E depois a deitaria e a saborearia. Esta mulher que agora o renegava.Exclamou. de ouvir suas suplicas sem fôlego e de ver seus olhos nublados de êxtase. Precisava esconder o rosto nos abundantes cachos negros.. Manolito deu um passo para ela e algo se mostrou em sua face. Ela era toda curvas cheias e luxuriosas e uma boca que não podia deixar de olhar. Proporcionaria. ao mesmo tempo sondando gentilmente seu cérebro para fazer uma idéia de como tinha sido sua relação. Manolito estudava a face de sua companheira. —Olhe. E pedir perdão não era exatamente seu estilo. se arrastar não figurava em seus planos... não querer arrasá-la.

não Cárpato. Sou um ser humano normal que aconselha mulheres necessitadas. —Sou humana. Porque não podia suportar a idéia de que estivesse fora de sua vista? Até esse momento não se deu conta de quanto precisava dela. Manolito desejava que fosse certo. Manolito. Nunca nos tínhamos visto antes. Estava por tudos lados. Especialmente dele. nos arbustos.. MaryAnn. E vejo vampiros na terra.. aproximando-a. encontrando novos caminhos e convergindo em riachos amplos e precipitados. —Conte-me. mas por causa da chuva. Sua liberdade. Ele estava tentando avaliar o perigo para ela. E ela estava reocupada com o jaguar. risadas zombeteiras.. Levantou uma mão até sua face. Saltou a distância que os separava. Inclusive dele. olhando em todas as direções. Estava cômodo neste mundo. —Acabo de te encontrar. gemendo brandamente e cobrindo-a face com as mãos.. – Ele levou a mão impaciente através do longo e sedoso cabelo e depois o jogou para trás. estirando-se a encontro.. Não era isso.. Parecia inconsciente para ela. para atá-lo com uma tira de couro que tirou de seu bolso. . mas a terra ondulava sob seus pés e ela não via os rostos entre as folhas nem a perturbação do solo.. —Deve me deixar. Estamos selados como um só ser. Respirou fundo e deslizou sua mão na dele. . A mente feminina deslizou fácil e rapidamente dentro da sua. — Mostre-me o que vê. Não tenho habilidades psíquicas. Minha alma reconhece a tua. assinalando com seus dedos ossudos e acusadores. sem a mínima idéia do que fazer. rapidamente. Não deveria nunca. Afaste-te de mim. Ela tinha que estar a salvo. Uma risada maníaca deslizou no interior de sua mente. — Queria que ele fosse feliz. Não tenho idéia de em quem confiar. —Podemos resolver isto juntos. Estou perdendo a cabeça. A água se espalhava. mas nunca fomos apresentados. Manolito parecia o oposto. E por sua segurança. Sacudiu a cabeça. Retorne aonde se sinta mais segura. Pode fazê-lo. Estendendo a mão livre... não é? Abrir sua mente à minha. gravando-a nas profundas rugas de seus olhos e lábios. . Na realidade nunca nos apresentaram. Estas ouvindo vozes agora? —Sim. Os vampiros eram muito pior. Não recordo dascoisas. Você não é uma estranha para mim.É verdade então. antes que eu perca minha resolução. Sua linguagem corporal mudou para um gesto protetor.Vê-os. Manolito sacudiu a cabeça. Que voltasse a ficar furioso e ardendo em vez de parecer tão perdido e sozinho. mas temo por minha prudência. até se fosse verdade que estava perdendo a cabeça. Não. adicionando as quebradas que se vertiam das pedras e o lodo. sentindo que seu coração rompia por ele. antes que o atacassem e várias vezes quando estava ao longe. fechou os dedos ao redor do spray de pimenta. Os vampiros emergiam lentamente das sombras para olhar fixamente com olhos desumanos. MaryAnn fechou os olhos brevemente. Parece tão triste. Então ele se voltou. Ficou em pé quieto um momento antes de elevar a cabeça. Podia ser certo? —Impossível. Estava fora de seu elemento na selva. mas a fusão tinha sido iniciada por ela. Vi-o nas Montanhas dos Cárpatos na festa de Natal. baixando o olhar para a inocente durante um longo e interminável minuto. formando grandes e pequenas cachoeiras. já se fundindo. Não sei porque acredito que me pertence.. Quem sabia o que diziam tão ruidosamente. Simplesmente genial. Manolito sentiu-a mover-se dentro de sua mente. A ponta do polegar deslizou ao longo das maçãs do rosto com pesar.. Olhou a seu redor.. mas se você não ouve a vozes. significa que não estou de tudo bem. Suas necessidades já não importavam. —O que acontece? —Não ouviu nada? — Ele sabia o que havia ali fora. Ali estava.. segurando-a pelos antebraços. da água. colocandoa atrás dele. Manolito. A selva tropical era escura e sombria. Não vejo e ouço coisas que você é capaz de ver. Crédulo e poderoso. Seus dedos se fecharam ao redor dos dela e um tremor percorreu seu corpo. nas árvores.com problemas. tentando avaliar o perigo para eles. Pensava que você… — Ele se interrompeu. implacável e constante.. fazendo com que se voltasse. Vá logo. enquanto a chuva caía firmemente. seus olhos uma vez mais fiscalizando ao redor. MaryAnn ouvia mas só ouvia a irritante chamada das cigarras e outros insetos. Você me pertence e eu a ovce... É minha outra metade. Estão-nos rodeando.

Apesar disso. Só você pode fazê-lo. ainaak enyem. preparada para a batalha com o que fosse se interpor em seu caminho. —Tudo estará bem. . voando ao redor de sua face e de cada polegada de pele exposta. E havia insetos por toda parte. para lhe proteger. Pelo menos acreditava que estavam em sua mente. —Eu não sou o que mantém a união. —Urgiu-o para o ar. em vez de deixar que o vampiro lhe golpeasse a face com sua respiração venenosa. Acreditava que ela era sua companheira e não poderia haver traição. porque esse horrível vampiro a nossa esquerda se está aproximando. enterrado a face contra seu peito e aconchegando seu corpo contra o dele. É você. segurando firme o frasco de spray de pimenta. — ele respondeu prontamente. —E tanto que não pertencia a este mundo. Ele estava preso no mundo de sombras. Os vampiros se olharam uns aos outros. registrando surpresa. mas temos que encontrar a saída. cobrindo os galhos das árvores.MaryAnn olhou fixamente os rostos horríveis que os rodeavam. mas ela se negava a considerar a ideia. MaryAnn sentiu os afiados filetes de gelo perfurar o corpo de Manolito. Um vapor se elevou ao redor deles. atraída e retida por sua alma compartilhada. Não sou psíquica. A terra se movia e mais rostos olhavam fixamente para eles. —Eu não posso estar sustentando a união. —Temia que pudesse ser algo assim. de forma que se estrelou contra suas costas. MaryAnn se aproximou mais dele. O vampiro se aproximou. —Não fazem nenhum ruído. Para sempre minha. —Este seria um bom momento para voar. chamando-a. —Ao inferno com isto. —murmurou para Manolito. mas ela era mortal e estava caminhando por um lugar ao qual não pertencia. Seu som foi um assobio lento. excessivamente ruidoso na repentina quietude do mundo. Um sopro asqueroso de ar tão frio como o gelo soprou para ela. Não posso te liberar.Não permitirei que lhe façam mal enquanto vivamos em lamti ból jüti. com olhos desumanos e olhavam golosamente seu pescoço. ordenando-lhe. Sua horrível boca se abriu de par em par expondo dentes manchados e afiados como navalhas. Imediatamente as cabeças dos ghouls se viraram e olhos brilhantes pousaram nela. De um cinza fosco e velado com fios de névoa pendurando-se como musgo. envolvendo-os numa espessa névoa. me diga o que faremos. para evitar que ela visse os monstros enquanto se aproximavam. . Parecemos estar parcialmente em nosso mundo e de certa medida entre dois mundos. —Ela tentou se colocar diante dele. —Estamos encantados de te-la entre nós. escondendo a cabeça dela. Preparou-se para ouvir a tradução. Um murmúrio de júbilo se elevou e um dos vampiros se aproximou. trevas e fantasmas. com movimento laborioso. Não se surpreendia que Manolito não distinguisse entre realidade e ilusão.Bem. —Confia em mim? — Perguntou. que assim fosse.Urgiu MaryAnn. —explodiu MaryAnn. morreria protegendo-a. O mundo era cinza. Coloque seu traseiro em marcha e nos tire daqui. Não estou seguro como ocorreu ou do por que. Os vampiros eram muito reais ali em sua mente. Ele a segurou pelo queixo e a obrigou a erguer olhar. Estou limitado pelas leis da terra da névoa. —vaiou o vampiro. MaryAnn se contraiu quando um longo dedo ossudo a assinalou e a criatura encolheu os dedos. Manolito podia ter que seguir os ditos do prado das noites. —E fosse o que fosse que ele havia dito não podia ser muito bom. A mistura saiu do injetor como um estranho vapor verde cinzento. Só teria que desejar ir embora sem ele e ficaria livre. diretos para ela. —Saia de minha mente e eu conseguirei que saiamos daqui. ja szelem. . Soava demoníaco. Tirou o spray de insetos e os orvalhou com uma explosão do jato. .Os insetos. Estava começando a conhecer sua mente e compreender . kinta. – Ele traduziu. Há tanto silêncio aqui.Faz muito tempo desde meu último jantar. Nem sequer via filmes de terror. —O significado literal é prado de noites. —Não posso neste mundo. Antes que este tocasse seu rosto. Manolito girou. flutuando lentamente e espessando-se. nem mentiras entre eles. assim poderia lhe manter a salvo. . E se estivesse equivocado. um habitante pela metade. mas evidentemente que MaryAnn não. —Com minha alma. Seu pestilento hálito chegou a pele de MaryAnn. e depois outra vez para ela. como um animal. —Não falo seu idioma. Manolito a puxou para seus braços. Fechou os braços ao redor de seu pescoço. – Você voou antes.

Porque estava segura de não querer pensar em estar sozinha quando saísse o sol e ele ia tocar no assunto a qualquer momento. —Você pode abandonar este mundo. —Como? Levantou o olhar para ele e o coração lhe encolheu dolorosamente no peito. agradá-la e ela deveria ter fé o bastante em que me ocuparei de suas necessidades igual a cada prazer que ela. esperando que estivessem a salvo. ela riria. não como Destiny pertencia a Nicolae. MaryAnn. Condenar-me por qualquer que seja o mal que tenha te feito. Era a aveludada aspereza de sua voz. —Só sei o que é correto para minha mulher. a forma em que podia fazer com que se deslizasse sobre sua pele como uma carícia.. Seus dentes enviaram pequenas descargas através de seu sangue. —Todas as mulheres gostam de seu aspecto. se acreditava que era sua companheira. MaryAnn sorriu. —Idade média? Eu acreditava que tinha me adaptado há este século bastante bem. como protegê-la. Seus dentes lhe mordiscavam a sensível ponta dos dedos. levando-a ao peito. Ele fazia com que tudo soasse assim. . se não em voz alta. atrasando-se contra a quente maciez de sua pele. Não deveria ser erótico. muito selvagem e muito dominador.. esta potente química era o menos que a preocupava. Encontrou um pequeno refúgio de pedras e baixou até pousá-los em terra. consciente de me deixar aqui. mesmo sua ridícula sugestão de castigo. Ela havia nascido numa raça e um tempo no qual os homens protegiam e dominavam as mulheres.Além de ser bonito e me deixar um pouco louca. mas com Manolito se sentia tentada a colocar em prática algumas de suas mais escandalosas fantasias. Ela lançou-lhe um pequeno sorriso travesso. mas no meio da neblina do estranho mundo no qual se encontrava. pelo menos interiormente.Sei que pode. É obvio que sentiria que tinha direito a ela. quando o polegar dele deslizava sobre o dorso de sua mão numa carícia hipnótica e sua coxa produzia calor suficiente para esquentar meio mundo. quando ele soou tão surpreso.que sua companheira possuia nervos de açoE encontrou-se no ar com ela. não fez nada para me ferir. por seu corpo. tentando sentir como uma mulher sábia.. suas coxas tocando-se e estendeu uma mão procurando a dela. —Pelo menos você gosta de meu aspecto. Ela estava a ponto de chorar. Deveria ser embaraçoso. como se não tivesse ossos e se sentou. Ou eu. Ele era muito bonito para ela. Vivia num país onde se conservavam as mesmas normas sociais. mas era. longe do lamento e rilhar de mil dentes. Sou a responsável por meus próprios hormônios estarem excitados. MaryAnn se aferrava a ele e seu corpo tremia quando seus pés tocaram a pedra. Não tem problemas nesse sentido. Com as pontas dos dedos jogou para trás os fios de cabelo enfacaracolado. sobre o coração. Saboreou a palavra. —Só tem que tomar a decisão. Parecia não lhe custar muito estar a seu redor. . Possa imaginar. lhe acariciando o joelho. Ela pareceu genuinamente desconcertada. . Marido. com os joelhos encolhidos e balançando-se. Mas ele continuava olhando-a com os negros e cheios de desejo puro. Se qualquer outro falasse dessa maneira. —Acredito que para alguém tão antigo como você. —Ainda vive na idade média —disse. Ele se sentou a seu lado. Seus dentes brancos eram deslumbrantes e seu sorriso tão sensual que seu corpo se se excitou antes de dar conta. Mas seu coração estava disparado. —Que mal me fez? —Agitou a mão. movendo-se rapidamente longe dos rostos que olhavam para cima. —E talvez fosse certo. —disse gentilmente. Não podia imaginar o que seria pertencer realmente a este homem. adaptaste-se. Não pôde evitar. mas como não sabia nada do reino antinatural em que estava parcialmente.. Manolito levou sua mão aos lábios e mordisco seus dedos. É um começo. consciente de cada respiração que percorria os pulmões de Manolito. não você. que poderia esquecer sem mais de todas as suas dúvidas e tentar uma gloriosa noite com ele. Era difícil pensar no que objetava exatamente. Deslizou para baixo. mas podia sonhar e fantasiar. Não pode evitar ter o aspecto que tem. temia que nenhum lugar fosse seguro. —Então é minha personalidade a qual objeta. seu estômago se agitava e em tudo o que podia pensar era em pressionar seus lábios contra os dele para ver se voltavam a explodirem foguetes.

Não sou Cárpato. —rebateu ele. Diga-me päläfertül.. mesmo enquanto conversa comigo. Diz que é humana. Ele franziu o cenho. Tornamos-nos amigas e através dela. afinal. Pareciam estar na selva tropical. —O sorriso decaiu em sua face. mas pode fazer coisas que só um Cárpato pode fazer. somente teria que utilizar o cérebro. não sei que está acontecendo. Não sou do tipo de mulher que entregaria sua vida a um completo desconhecido. Não posso sair daqui por mim mesmo. Mas não. lhe mordendo ligeiramente o dedo antes de levá-lo ao calor de sua boca. honestamente. e farei o que for. Está se estendendo tão . -Manolito. O bastante para envolvê-la com seu aroma puramente masculino. —Não sei como partir e não sei se poderia.Disse ele brandamente— e temos que nos concentrar em como sair daqui.. Manolito se aproximou inclinando-se. Vivo em Seattle e aconselho mulheres maltratadas. MaryAnn esfregou o queixo com a parte superior dos joelhos. E ele só estava lhe beijando os dedos. Apenas te conheço. Lançou-lhe um olhar ligeiramente irritado. -Isso não pode ser. —Reconsideraria os términos? Como não ficar me dando ordens? Poderia me esforçar em ser aventureira. —Mas se entregar na cama não é o mesmo que entregar fora dela.—Estou lendo sua mente . Primeiro tenho que averiguar como cheguei a este lugar de fantasmas e sombras. —Posso te prometer que desfrutará de cada momento comigo. tem que estar disposta a se entregar aos meus cuidados. Havia tanto dor e preocupação em sua voz que o coração de MaryAnn bateu forte no peito. Não posso te perdoar por algo que possa ter me feito? — Ela olhou ao redor para o cinza fosco daquele mundo. —Tentador. corria escura. mas sem as vibrantes cores e sons. Encontraremos a forma porque e assim que funcionam com os companheiros. O queixo dele se esfregou contra o dorso de sua mão. É a única que há. O sorriso dele fazia com que um pulso elétrico estalasse através de seu corpo.. —Não ia se ruborizar. Sinto-o emanar de ti. o lento e sexy sorriso que a queimava através da pele e encontrava seus selvagens desejos ocultos que não deveria estar considerando. Não gostava muito como soava isso. mas você não teve oportunidade de me ofender. com a calidez de seu corpo e fazê-la sentir feminina e protegida. —Não acredito que seja tão simples. Não faria mal a você por nada do mundo. Sua língua brincou até que ela desejou gritar sua rendição. embora a realidade poderia ser igual à imaginação. como se o sombreado queixo tivesse lhe roçado a pele. Não sem ti.. Ser despida e atormentada até suplicar era francamente sexy. terminei viajando para as Montanhas dos Cárpatos. Talvez subestimasse a realidade. Beijou-lhe os dedos e levou sua mão uma vez mais ao coração. É muito perigoso. -Me diga que o que está errado e o arrumarei para ti. MaryAnn. São somente fantasias. Estava tentando pensar e não necessitava que seu cérebro se entrasse em parafuso. Abanouse. Você tem muito poder. Sei que nunca fui infiel. o que falta para te desagravar. A água surgia dentre as rochas e baixava a costa. mas em vez de correr clara e límpida. Outra vez. com um homem que estava empurrando-a a absoluta e completa rendição.Não pode ficar aqui comigo. MaryAnn. mas nunca iria ofender minha companheira. —Bem. Não posso diferenciar o que é real ou ilusão e com nossos corpos num mundo e nossos espíritos em outro somos vulneráveis em ambos os lugares. É como conheci Destiny. Sempre havia uma resposta. Os seios lhe doíam. —Para ser aventureira. —assegurou-lhe ele. —Isso é uma opção contigo? —Não há opção. É minha companheira. CAPÍTULO VI Fantasmas e sombras.

Porque se ia morrer ou ficar no inferno. ele não estava aproveitando-se dela.consoladora para mim. Não vou a terra. – Ele parecia assombrado. .Tenta me reconfortar.. sempre. Ela negou com um meneio de cabeça. Se fosse possível. Não se permitia fantasias selvagens e nem obsessões. Posso sentir sua energia me envolvendo como braços quentes. mas não podia fazer com que seus pulmões funcionassem.Assustou-me demais. -Devemos ir para a terra. no bom sentido. Ele envolveu-a em seus braços e a terra estremeceu. -Estou totalmente perdida contigo. Não. estava ofegante... Ele estava tão perto. Vi você. Era. acaba de me conhecer hoje. -Então. não teremos que nos preocupar tanto de que algo ataque nossos corpos. mesmo seu sorriso malicioso. mas porque você está projetando-os para mim.. . mas abraçava-a e as sustentava protetoramente como se soubesse que sua reação desinibida para com ele a assustasse. no meio do perigo e do mistério. me acariciando. -Sei que sente nossa conexão. tudo o que tinha que fazer era inclinar-se e beijar essa boca pecaminosamente sensual. Tudo em mim é. . A terra mais rica é a terra preta. Manolito a avaliou através de seus longos cílios. Gostava de sua vida tranqüila e controlada. Por favor. É melhor ficar aqui onde a terra tem possibilidade de nos rejuvenescer. Nesse momento soube que nenhum outro poderia satisfazê-la. Ele era pura tentação sentado ali. e Manolito indubitavelmente estava catalogado como obsessão. Meu coração não se detém como o seu. nem dentro e nem fora da cama..Por que te daria medo? É a outra metade de minha alma. nos leve a sua casa. seu tato. mas ela o sentiu alojar-se diretamente em seu coração. O beijo dele foi o mais ligeiro toque de lábios sobre sua face. Sua voz era hipnotizadora. pensou que poderia estar a ponto de ter um orgasmo só por seu beijo. consciente de desejaá-lo. Tudo em ti é atemorizante. Saboreou a fome e a mordida crua e carnal do sexo.Porque ela não se sentia atraída pelos homens. com os pés firmemente plantados no chão. honestamente.Não posso respirar. Minha família é humana. seu rosto e seu corpo. me assegurando que tudo ficará bem. -Calma. lhe desejando. . sivamet... Manolito deslizou os braços A seu redor. Extranhamente.Não se importava que ele soubesse o quanto o desejava. – “E pensei que foi tão bonito que doía”. – Ele lançou-lhe um pequeno sorriso enviesado. Quando nossos corpos estão no reino dos vivos e nossas almas no vale das trevas é difícil nos proteger em plena selva. Temos que ser rápidos.Você não entenderia. mas resistiu fechando os dedos com força. -admitiu MaryAnn. E ela não pôde resistir. . Nem tanto que desejasse fazer tudo que lhe pedisse. não porque invada sua privacidade. MaryAnn se pressionou contra ele. Saboreou o vício e o desejo. Um lento saborear. -Não sou Cárpato. Simplesmente MaryAnn. fazendo-me sentir melhor. acreditaria estar realmente experimentando um ataque de pânico. Era uma aterrorizante certeza de que sua vida já não lhe pertencia e de que com ele. . Não era aventureira. De precisar dele. em certos aspectos. Não imaginava que alguém pudesse beijar assim. tinha muito pouco controle. está em boas mãos. MaryAnn sentiu o amalucado impulso de apagar as linhas de expressão que marcavam os traços dele. girou junto com seu estômago. Tirarei você daqui. acredite em mim! Não sou Cárpato. -Sou humana. Não havia nenhuma só célula de seu corpo que não fosse consciente dele. Bem. Desejaria o sabor deste homem. na maioria. bem podia saborear o céu já que estava tão perto. Se estivermos lá. cruzando os escassos centímetros que os separavam até que seus lábios se toçaram. A boca dele simplesmente tomou a sua. Sonharia com ele e ficaria acordada a noite. . Tudo lhe doía. ainaak sivamet jutta e eu encontrarei a forma de te tranqüilizar. Só uma vez. não assim.Só tem que me falar de seus medos.. Seu coração bateu ruidosamente no peito. . Por um momento de terrível e puro êxtase. .. Tentava respirar. já que o sol se eleva. Uma malvada e surpreendente tentação. Não tanto que não pudesse respirar ou pensar de tanto desejá-lo. De verdade. sexy como sua boca.. Fechou os olhos e apoiou a cabeça contra o ombro dele. Morrerei se a terra me cobrir. Posso ler seus pensamentos a maior parte do tempo.

. Ele beijou-a de novo. Ou a ele. mas lhe dava esperança de que só com um pouco de tempo. mas ao caminhar. mas com freqüência utilizam marionetes que fazem o trabalho sujo por eles. -disse ele. Tente encontrar algum sentido nisto. apagada e escura. para suas formosas botas. A gentileza de sua voz sussurrou sobre sua pele. estava pensando em lhe arrancar a roupa e dar. começara a ouvir as cigarras e outros insetos. talvez poderíamos ter sido amigos. Os homens jaguar foram poluídos por ele. na realidade. Os escaravelhos eram grandes. – Nós dois estamos numa situação pouco habitual. Luiz. Mas já que estava nisso. mas por este homem que deveria estar com alguma glamourosa estrela de cinema ou uma modelo e que estava olhando-a como se só tivesse olhos para ela. Em outras circunstâncias. Os vampiros não podem sair de dia. Mais pútrido. . Depois de um tempo. Baixou o olhar mais uma vez. Tentei detê-lo. Tudo parecia igual. também estava escaneando a área em busca de inimigos. abraçando. Ele estava segurando a outra ou teria usado-a também. roçou sua boca sensual uma última vez e respirou fundo -Tentemos voltar para a casa. não. reconfortando e acalmando-a. . o vento e a chuva na canopia. -Como sabe? -MaryAnn lançou um cauteloso olhar ao redor. Não pelo perigo. consciente de que todo o momento em que Manolito estivera beijando-a. Talvez necessitasse de saltos mais altos e um bom chicote para controlar-se. Não tinha sentido. da parte dela. O que ele te fez? – Ela franziu o cenho. Quando me estendi para sua mente para acalmá-lo. -Não acredito que os homens sejam. bem podia chegar até o final. -Foi muito valente de sua parte tentar intervir.Ele elevou a camisa para mostrar o estômago absolutamente musculoso. . quando piscava rapidamente ou pensava em Manolito e em o quanto era bonito. Era muito superficial. -Muito bem. notara que era mais silenciosa do que acreditara que seria. Nós três juntas. e amenazadoramente tranqüila. em sua busca interminável de sangue. mas realmente desejava ter a oportunidade de tentar. não muito longe daqui. -Não. Não sempre tinha sido superficial ou provavelmente era a estranha terra de sombras em que pareciam estar.Havia sentido-a por um momento. As serpentes reptavan pelo solo da selva e se enroscavam sobre os galhos retorcidos. mas Juliette me disse que sua irmã e sua prima usam a casa durante o dia quando não há ninguém. Um pouco lento em chegar.. Mas algumas vezes. a selva voltava a mostrar vibrantes cores. podem? -Não. Está? . Superficial. os sons dos pássaros. Elevando o queixo. -Conheci um deles hoje. Estava totalmente fora de seu mundo.Aí estava. A selva os rodeava. Deveríamos estar a salvo lá. exalando ar a seus pulmões. quando entrara pela primeira vez na selva. mas tinha soltado. devemos ficar a salvo. A tranqüila e imperturbável MaryAnn estava perdendo o controle por um homem.por um beijo. Muito mais atemorizante e estranhamente imóvel. não é você. mas estava bem perto das lágrimas. Deveria estar pensando em ferimentos e em “Oh. . As flores emitiam uma fragrância pútrida e o aroma de morte parecia aferrar-se a tudo. E Você está bem?”. soube que o vampiro estava lhe influenciando. Atacou-me. poderia desentranhar o segredo que tiraria ambos das sombras. constituídos como você. Uns poucos arranhões foi tudo o que pôde conseguir. Mas não. Vermes.. porque a mim não está muito bem. em pé entre o felino que saltava e ele e havia fechado a mente de repente para evitar nenhum dano a ela. . MaryAnn se umedeceu os lábios.resmungou e depois cobriu o rosto com uma das mãos. Não se atreveu a voltar a conversar sobre o assunto.e nem sequer havia uma irmã por perto com quem conversar. a água ainda emanava das pedrase fluía em rios. Agora parecia menos vívida. Na realidade não era um homem ruim. -admitiu ela-. -Senti quando ele te atacava. mas se sentira orgulhoso dela e sobre tudo. Isso era indubitavelmente apropriado. Confie em que eu cuide de nós. Antes... Queria te matar. Ela desejou rir ante a declaração. a selva tinha parecido ruidosa e cheia de ocupantes. com grossos e duras carapaças e os mosquitos sempre presente.Havia diversão na voz de Manolito. Riordan e Juliette têm que ir para a terra como você.. -Estou lendo sua mente outra vez. sanguessugas e aranhas faziam com que a vegetação se contorsionasse e movesse como se estivesse viva. Não ia ser capaz de resistir que ele lhe fizesse amor se ficasse a sério. embora nunca deva se colocar em perigo. Porque tinha uma fixação com seus ondulantes músculos e como podia não notar o impressionante vulto que marcava a frente de sua calça jeans? Ele nem sequer tentava ocultálo. então não havia se sentido tão sozinha. mas diferente.

Esperava que sim. Sentiu como se alongavam seus dentes e o demônio de seu interior rugia procurando liberar-se. MaryAnn esfregou a mão no rosto. Talvez o sangue Cárpato acelerasse o crescimento. atrasando-se um pouco no que encontrou de um homem irrompendo a casa dela e atacando-a. mas isto ela podia superar... -Dizia-te a verdade quando disse que não nos conhecíamos.Leme-me de volta para casa. deslizado sua boca sobre a dela e ainda possuía uma marca quente e úmida sobre o seio. sei que não passei pela conversão. Tinha crescido até alcançar a longitude das outras e pouco mais.. Saberia se tivesse dormido na terra. – Está verto que sinto uma atração física selvagem. . Sua garganta se inchou até que o ar mal pôde chegar a seus pulmões. Aí estava outra vez o assombro.Sua voz era firme e não admitia . Pode encontrar o caminho? -Não quero atrair o perigo para os outros. Seu coração bateu firme. Ela já tinha o suficiente e se de algum modo havia trazido-a para este estilo de vida sem seu conhecimento. Espere um minuto.. Eu não sou Cárpato. mas nunca nos apresentaram formalmente. certo? Você fez isso conosco? -É obvio. No número há segurança.Elevou as às mãos. -Espere um minuto. absolutamente. É certo que te vi em uma festa nas Montanhas dos Cárpatos. Não posso pensar em nenhuma outra mulher exceto em ti. -Na realidade não sabe. Manolito guardou silêncio.. ocultou sua reação. mas isso não me faria nenhum bem. Lembro-me de ter tomado seu sangue. com as palmas para fora como se pudesse bloquear a informação que fluía para ela. . Ainda pulsava e ardia como se sua boca estivesse sobre ela. Ele havia beijado-a. -aventurou-se ela. Poderia dizer a cada mulher que conhecesse. mas não diariamente. -Quantas vezes terá que fazer isso. Ela inalou bruscamente. Sentia uma sensação pesada no fundo do estômago. Ou como desejava. Cuidadosamente. -Se o que diz é certo MaryAnn. então por que a lembrança era de repente tão forte? -Imagino que muitas vezes. -E acredita que sou a outra metade de sua alma.. É parte de mim. . como se talvez ela não fosse tão brilhante como ele tinha esperado.. Destiny me disse que em sua sociedade o homem pode casar-se com a mulher sem seu consentimento e uni-los. Reconheço sua alma. É isso. na Califórnia.. -Quantas vezes intercambiou sangue comigo? – MaryAnn perguntou e deslizou a mão sobre a marca do peito. As coisas que Riordan e Juliette haviam lhe dito começavam a ter sentido. -Se um vampiro anda rondando. Não pode haver engano. Todas as suas unhas haviam crescido.Você tomou meu sangue? -É obvio. Por que podia imaginar-lhe de repente? Por que estava tão segura de que a boca dele estivera ali? Por que podia sentir seus lábios queimando como fogo contra sua pele.. Se for certo que intercambiaste sangue comigo. Tomar o sangue para converter uma pessoa em Cárpato? . Sinto-me fisicamente atraída. Cortava-as com freqüência. não tinha sido sua boca sobre a pele. A que havia se quebrado antes na selva. se alguma vez seus lábios estiveram ali? Não pele com pele. Nasci em Seatle. Não desejo nenhuma outra mulher.Requerem-se três intercâmbios de sangue se não já forem Cárpatos.. MaryAnn abriu sua mente e as lembranças que tinha dele.. como é que somos companheiros? Pronunciar as palavras rituais não pode conectar duas pessoas que não estão se afinam. -Talvez cometeu um engano. porque nem sempre tinha estado a salvo só pioraria as coisas. A memória voltava para ela. MaryAnn mordeu-se com força a ponta do dedo. suponho que sabe tudo sobre os outros. -A idéia de que ele a deixasse sozinha provocou um pânico instantâneo. avaliando suas lembranças. Tudo estava se encaixando em seu lugar. – Talvez não estamos realmente conectados. Sinto emoções.. mas não te conheço. não é? Manolito. especialmente se você não vais estar conosco. mas se negou a ceder ao medo. Fui a escola lá e depois a Berkeley. Somos companheiros. de ter nos unido. Por mais sexy que tivesse sido. -Vejo tudo em cores. Ainda sou só eu. MaryAnn ficou rígida. se você não souber e eu também não.. Ele era Cárpato e ela humana. -Isso não pode ser. Algumas vezes era um problema. poderemos ter um autêntico problema. Baixou o olhar para sua unha.

sentiu o toque de seus lábios. päläfertül. Estamos destinados a estar juntos. . Ninguém tem direito de colocar vida de outro de pernas para o ar sem o consentimento dessa pessoa. palpitando e batendo tão forte que ela pensou que sofreria um ataque. O inexistente mundo de sombras. Disse que me tinha ofendido de alguma forma e que por isso estava preso aqui. tornando-a do reverso e roubando-lhe a razão e a capacidade de respirar. Eu poderia ser casada. -De dor? Sequer o conheço. Uma . Horrorizada. arranhando-a com afiadas garras. recuperando rapidamente sua mão. Ela suspirou. MaryAnn se levantou de um salto. -Sentia como se estivesse sendo julgado por algo que tinha feito a você.Não te amo. Manolito. A questão é. O gesto foi automático e sexy.E a idéia a fez rilhar os dentes. Digamos que somos companheiros. deixando pequenas carícias sobre sua pele. afastou seu olhar do dele. Manolito. Ele inclinou a cabeça para mordiscar-lhe a ponta do polegar enquanto pensava no que ouvia.Ela obrigou-se a fitar os olhos dele. -Não está colocando muito espírito nisso. Devo encontrar uma forma de fazer com que se apaixone por mim. -Estou lendo sua mente novamente. .Mas ficara muito triste por ele. fazendo com que ela sentisse a calidez de seu hálito sobre a pele. a outra metade de minha alma. . insetos e aranhas do tamanho de pratos. Por que acredita nisso? O polegar dele deslizava pelo dorso de sua mão. . não deve ser certo segundo os padrões de ninguém. Tentou de novo lhe fazer entrar na razão. Embora era verdade que não sabia tudo da forma de vida dos Cárpatos. -Posso dizer que lamento ter reclamado minha companheira. MaryAnn respirou fundo.Deixe de ser tão sexy. Deveria saber se te fiz algo errado. O ruim seria não unir nossas almas.discussão. sobre os dela. .Lançou-lhe um olhar fulminante sob as pálpebras. Como um gesto tão pequeno podia fazê-la sentir no fundo de seu estômago? Não havia forma de que pudesse deixar nunca que este homem a tocasse entre quatro paredes. mas não seria certo. MaryAnn não tinha argumentos. E além disso. Os olhos dele eram muito negros. Sabia o bastante para ver que a possibilidade era forte. ainda não. Ele não a conhecia. suaves. decidida a encontrar uma forma de liberá-los. –Ele inclinou-se para mais perto. É um ato natural para os homens dos Cárpatos. Estou tentando pensar. -Só há um homem para ti. -Faz muito. -Eu deveria sabê-lo também.Não ia desculpar se. Talvez tenha que sentir remorsos para nos tirar daqui.concedeu ela tentando não reagir a sensação de seus dentes arranhando eróticamente seu polegar.E se eu fosse casada? Sequer esperou para averiguar. Estava em problemas. Grandes problemas. mas a razão não parecia ter nada a ver com suas emoções. mas ele somente lhe sorriu. Se quisermos sair deste mundo de sombras e você me ofendeu de algum modo. Quando lhe sussurrou. esquentando-a com facilidade. -Bem. . como eu sou a tua. Estivera clinicamente depressiva e agora se sentia quente e ardente apesar do fato de estar rodeada de ghouls. Tinha uma vida antes que você chegasse e eu gostava dela. Soprando por baixo. Ser a companheira de um homem que não conhecia. Que nos uniu e tomou meu sangue sem meu conhecimento. É minha companheira.Porque vários homens acreditavam que não era nada errada. Os dedos dele se fecharam ao redor dos dela e diminutas chamas brilharam em seus olhos. Tinha que admitir que era provável. Que eu tivesse me convertido em vampiro e você cedo ou tarde tivesse morrido de dor. que eu poderia ser casada. não deveríamos averiguar o que fez? -O equívoco não pôde ser nos unir. talvez chegasse tarde. embora fosse uma tolice. Seu coração enlouqueceu. -Essa poderia ser a ofensa. Concentrarei toda minha atenção nessa direção. Estava aceitando tudo isto. -Certo. . exatamente. calor líquido. – Pode ter certeza. . . Havia chorado por ele. firmes e tentadores. Um sorriso que provocou que látegos de desejo percorressem seu corpo tão facilmente como sua mão acariciante provocava. -Pode ser. certo? Houve outras mulheres? Talvez seja esse seu grande engano. -Você é letal. Não sobreviveria. sem mais. ainaak enyem. mas isso pode mudar. . Um de nós tem que nos tirar daqui. a julgar por sua reação a ele somente. Essa estranha e selvagem “coisa” oculta profundamente em seu interior começava a despertar e estirar-se.

Queria estar em Seattle. -O que é isto? – Ela gritou. -disse Manolito com alivio na voz. Engoliu a saliva com força e olhou ao redor.espécie que lidava com vampiros e magos. A chuva caía forte através da canopia. . tentando olhar a seu redor. tentando instintivamente tirar a bota da água. seus saltos afundaram na água enlodada. Estará mais a salvo onde está enquanto me ocupo disto. . Por um momento não pôde se mover. Não sabemos o que pode acontecer neste reino. chegando a sua pele. as cores eram tão brilhantes que quase danificavam os olhos. Fechou os dedos firmemente ao redor do frasco de spray de pimenta e o tirou de um puxão do cinturão. implorando. temendo perdê-lo. perto de seus pés.Tornaste completamente aonde pertence. Temerosa. Ofegou. -Não posso permitir que fique em perigo.Me diga o que está acontecendo. mas o sentiu soltar sua mente. -Não me deixe! -Tentou segurar sua camisa. -Grande momento para desaparecer. Seus sentidos não funcionavam muito bem no mundo das sombras. A ansiedade em sua voz fez com que Manolito sentisse o coração acelerar. . MaryAnn olhou a seu redor. O som a golpeou então. o zumbido contínuo de insetos. mas o que o atacava nesse outro mundo ela não podia enfocá-lo.Pperguntou ela. especialmente quando o perigo nos rodeia. Via-o como uma sombra nebulosa. olhando fixamente aquela coisa. -E se eu não posso te proteger? . mas já não estava mais. Engoliu com força e retrocedeu alguns passos. a terra sob ele se inchou e uma enorme planta estalou através do solo. mas com pelo menos dois intercâmbios de sangue. mas estar sozinha neste era atemorizante.Não quero me separar de ti. segurando-o. hipnotizada. Piscou forte. Aterrissou a três metros da ansiosa planta. Seus olhos escuros estavam cheios de ansiedade. para tentar consolá-la. Juraria que o sangue congelou em suas veias.Não havia gostado do outro mundo. . -O que está acontecendo? –Ela examinou o chão com olhos atentos. Posso te proteger completamente mesmo com meu espírito preso neste mundo. um pouco de pesadelo. a selva a rodeava. .Temos que te colocar a salvo antes que saia o sol. Pôde ver uma serpente lhe devolvendo o olhar através das folhas. até que desapareceu e ela ficou sozinha. como se ele estivesse sendo empurrado mais para o interior do outro mundo. tentando tocar sua pele. Um forte puxão no tornozelo a devolveu à realidade. Nem sequer tinha sabido que ele estava ali. As folhas sussurravam e algo se movia na água. chamando-o. impedindo que se movesse. insubstancial e estranho. Dentes a mordiam através da bota. Pode ser que não seja Cárpato MaryAnn. mas algo não estava bem com sua resposta. Havia água e barro por toda parte. igual na canopia acima. Sua figura parecia bastante sólida. com a boca seca e o coração palpitante. mas uma serpente com uma cabeça enorme a retinha enquanto seu longo e roliço corpo se enroscava ao redor de seu tornozelo. Sua figura se tornou quase transparente. Os braços dele desvaneciam. -Acredito que acabo de fazer algo. -Nunca te abandonaria. mas ele já desaparecia. – Advertiu ele. mas temia que o que fosse que lhe ocorresse aqui. Não importava o quanto desejasse que desaparecesse. sofreria os efeitos do sol. a selva era vívida e luminosa. O galho acima se sacudiu e ela inclinou a cabeça para olhar. Nada tinha sentido neste mundo e não queria estar nele. Podia ver Manolito. Não era mais que uma sombra vacilante que entrava e saía dentre os arbustos. A seu redor. MaryAnn sentiu os dedos deManolito rodear sua mão. Quando o fez. Estendeu a mão para Manolito. . abraçando-a e saltando para trás. o roçar de folhas e o movimento de animais através da densa folhagem. Folhas e vegetação aquática ocultavam um canal superficial que acidentalmente tinha pisado. -Cuide o chão MaryAnn. surpreendendo-se quando baixou o olhar para a mão dele. como se parte dele estivesse ocupada em outra coisa. explorando rapidamente em volta para captar sinais do inimigo. Manolito a aproximou de seu corpo. onde a chuva caía para limpar o ar e o mundo estava bem. Sua visão agudizou tanto que quase sentiu como se estivesse vendo de uma forma completamente distinta. .Sussurrou em voz alta. girando em círculos. estava cinza. pudesse ser um reflexo do que aconteceria no outro mundo. Tentáculos reptaron pela terra. procurando-o enquanto a vulva no meio se abria e uma boca totalmente aberta revelava um grupo de tentáculos coroados de estigmas venenosos e ventosas pegajosas ondeavam para ele. A água era pura e fresca e se precipitavam com suficiente força para soar como um trovão.

Ser consumida por uma sucuri não estava em sua lista de formas favoritas de passar para outro mundo. tudo nela se rebelava contra a idéia de que o homem a tocasse. mas não podia abandonar Manolito. Se ele corria nu pela selva e tinha conhecide Manolito essa noite. obviamente lendo sua intranqüilidade. especialmente quando sabia que algo estava acontecendo e temia confiar neste homem.. -Agüente firme! Não lute. mas sujeitava sua presa enquanto seus musculosos corpos a esmagavam e esta não ia se render com facilidade. -Não.A ordem foi aguda. A preocupação em sua voz lhe provocou uma pequena sensação de tranqüilidade. MaryAnn inalou agudamente. O amanhecer se aproxima e muitos animais caçam junto às ribeiras ao amanhecer. Humano ou não. Não podia olhar para o corpo da serpente. -Obrigado pelo conselho. Tenho uma pomada antibiótica que posso usar. Sacudindo a cabeça. As sucuris não mastigavam. Viu a mão esfaquear seguidamente a serpente. -Poderia dizer que sim.E você costuma caminhar nu pela selva? -Algumas vezes.Onde está? Não quero te deixar. Ele se preocuparia. respirando profundamente para tentar acalmar o pânico. arrastando-se de lado para que a perna se soltasse enquanto fugia para longe da serpente. MaryAnn aferrou firmemente o frasco de spray de pimenta. As sobrancelhas dele se arquearam. Deixe-me dar uma olhada. -Conhece Manolito? -Conheci-o antes. -Sou Luiz. esta noite. . .-Não queria que ele pensasse que estava sozinha. Uma mão segurando uma faca de aspecto ruim surgiu no raio de sua visão. são? Porque ela me mordeu. Nunca encontraria o caminho de saída da selva e a aterrorizava ficar sozinha. a selvageria que mantinha tão firmemente contida em seu intimo começava uma vez mais a desdobrarse. mas o corpo parecia interminável. . os jaguares e outros predadores patrulham por aí. Possuía um rosto forte e apesar ter vestido o jeans. Deixasse-a sozinha.. Segurou-se ao tronco de uma árvore. mas a voz desconhecida. MaryAnn aferrou o spray de pimenta e obrigou seu corpo a abandonar a luta.. -Não tem sentido que ele tenha deixado-a. esperando ter uma oportunidade de orvalhar o spray de pimenta. Não podia tocar sua mente nem lhe sentir e muito menos vêlo. Sugiro-te que fique longe de rios e canais. tão cauteloso quanto ela. MaryAnn mordeu o lábio com força.. podia ver que era bem dotado. mas só encontrou um negro vazio. .Não queria que a única pessoa que havia ali.Estendeu-se para ele. A dor a atravessou como uma lança. MaryAnn saiu engatinhando da água. numa ação irrefletida que não teria conseguido evitar nem se quisesse. O pânico não estava muito longe e profundamente em seu interior. Ele estudou sua face por um longo tempo. Tentou freneticamente chegar a cabeça do réptil. havia muitas possibilidades de que fosse um homem jaguar e a irmã de Juliette tinha sido capturada e atacada brutalmente pelos homens da raça jaguar. Seu corpo era forte. Deixe-me te levar de volta para casa e Manolito nos seguirá quando puder. As sucuris. Não tinha notado.ele disse simplesmente. mas não. Não quiz lhe fazer danifico. mas tampouco morrer ali. -Obrigado.admitiu ele. Simplesmente estou lhe devolvendo o favor.Para variar era musculoso. musculoso e cheio de cicatrizes aqui e ali. . sequer durante um minuto. Já podia senti-la esmagando seus ossos. MaryAnn procurou Manolito nas sombras. sem cabeça ou cauda. . o perigo é a infecção. . Quem a trouxe aqui? -Hospedo-me com a família Da Cruz. -Não quero que ele volte e veja que já fui. -O que está fazendo aqui? Está perdida? Ela virou-se para encontrar um homem tirando tranqüilamente uma calça jeans de uma pequena mochila que levava ao redor do pescoço. -Esta ilha é propriedade privada. retrocedeu. Essas serpentes não são venenosas. A urgência de rir ou de chorar era muito forte. Manolito está por aqui em alguma parte.Manolito me prestou um grande favor hoje.. Seus olhos sérios a estudavam ela e o frasco de spray que tinha na mão. quando os dentes apertaram procurando um melhor agarre em seu tornozelo. abraçando-o com força. Ele estava totalmente nu. . Nem em seus sonhos mais selvagens havia sido nunca atacada por uma sucuri. .Gritou de puro terror.

Preciso saber o que é provável que estejamos enfrentando. MaryAnn conseguiu dar uma risadinha. Estava aterrada por ele. pode levar a faca com você. As criaturas da selva eram complicadas. Era certo. Ela olhou fixamente para os anfíbios brilhantemente coloridos.. porque devia estar meio doido da cabeça para que lhe ocorresse uma ação tão escura. Ele sorriu-lhe. obrigado.Vêem comigo. Isso era um sacrilégio. Luiz se virou. estava cansada de ter medo.Perguntou Luiz. Isso soava ameaçador e francamente. Não pode ficar sozinha. De fato parecia muito firme.|Por que nos seguem as rãs? . sim. Parte dela queria apressar-se a voltar onde o tinha deixado e esperar até que voltasse.Não tenho idéia. MaryAnn suspirou.. Não acredito que valente seja a palavra que eu usaria.Tinha o spray de pimenta e não temia usá-lo. Luiz elevou a mão e lhe fez sinal que ficasse calada. mas as rãs ignoraram suas queixas. Os mosquitos zumbiam junto a sua face e ela e tirou tranqüilamente o spray para insetos e orvalhou o ar a seu redor. Provavelmente iria onde estavam Riordan e Juliette. O homem começou a descer por um atalho quase inexistente. Elevava continuamente o rosto para olisquear o ar em todas as direções. Respirando fundo. -Manteve-se cortês..Perguntou Luiz. Provavelmente estejam emigrando na mesma direção em que vamos nós. . Estaria a salvo em Seattle se não fosse o tipo de idiota salvadora do mundo que estou acostumado a ser. Continuavam saltando alegremente junto a ela. -Pode caminhar com o salto do sapato quebrado? Posso cortar fora. Levar a faca significava aproximá-lo suficiente dele como para que a pegasse. Estúpida. Caminharam em silencio durante alguns minutos. A que estava contando mais. -Pode caminhar mais rápido? . -Talvez se sentem atraídos por meu perfume. -Não. Não era muito tarde para resgatá-las. . se fisse um movimento falso e definitivamente se opunha a essa idéia. Luiz se voltou para ela.Deve estar equivocado. mas ela tinha o pressentimento de que ele estava esperando problemas. Não parecia nervoso. -Lançou um rápido olhar as árvores. eles poderia encontrar Manolito e ajudálo. gesticulando com os braços para que voltassem para trás. seu nariz se enrugou. Os macacos começaram a gritar e lançar folhas e galhos. -É uma mulher muito valente. -Os mosquitos me picam por toda parte. -Congregam uma multidão. explorando a canopia acima e observando o caminho por trás. Se quiser. Certo. Ela havia salvado-a da serpente. esperando que o homem jaguar estivesse equivocado. -Esse pestilento fedor entorpece minha capacidade de captar aromas. -As rãs emigravan? Talvez fossem como os gansos. MaryAnn tentando evitar que sua mente se desviasse para Manolito. Podia se notar que tinha sido utilizado por um animal. Já havia bastante do que se . .Que parte de mandar que vão emvora.-Os homens dos Cárpatos se preocupam com muito pouco. -disse Luiz. . Era difícil. -Não faça isso.Tentou a telepatia mente a mente. mas merecia o spray de pimenta por contemplar sequer cortar os saltos de suas botas favoritas. -Fique com ela. Também significava que poderia apunhalá-lo. -Parecem estar te seguindo. . As rãs saltavam das raízes e galhos.MaryAnn se mordeu o lábio e olhou ao redor. -Rãs arbóreas? . -Verdade? – Ela tentou soar inocente enquanto vaiava para as rãs. . elevando uma silenciosa prece para que Manolito a encontrasse logo.. . elas não entendem? Estão me fazendo ficar mal. -Estou tremendo em meu par favorito de botas. Parte dela estava zangada com ele por abandoná-la e outra parte. esperando que algumas das habilidades psíquicas de Juliette e Riordan realmente tivessem com ela. ela seguiu adiante. de tronco em tronco. -Ele soava divertido enquanto afastava cortesmente os arbustos para trás. para que ela pudesse avançar livremente pelo atalho.

assustar sem que um amigo aumentasse seu medo. Suspirou e devolveu a seu lugar o spray para insetos, recorrendo a golpear os insetos com a mão e manter a posse do spray de pimenta com a outra. Sairia dali no momento em que pudesse conseguir um telefone. Bem, depois de assegurar-se de que Manolito estava bem. Estava começando a sentir-se doente de preocupação e isso só fazia com que se enchesse com ele. As lágrimas rabiscaram sua visão e ela e tropeçou numa raiz retorcida em forma de serpente, quase caindo, estendeu ambos os braços para sustentar-se antes de acabar com a cara plantada no barro... E isso lhe salvou a vida. O enorme jaguar falhou e golpeou o solo a escassos centímetros de sua cabeça. Grunhindo, Voltou-se, tentando arranhá-la, mas Luiz chegou primeiro, já mudando, sua face e o focinho alargando-se para acomodar os dentes. Os dois felinos chocaram, arranhando e rasgando-se. A selva explodiu num frenesi de ruídos. Empurrada além de sua resistência, MaryAnn se levantou de um salto, deu duas longas passadas para o felino atacante e dirigiu um jorro de spray de pimenta diretamente nos olhos e narinas do jaguar em várias rajadas curtas. A fúria fazia tremer sua mão, mas sua pontaria foi perfeita. -Já basta. Já tive o bastante desta tolice da selva. Talvez seja uma mulher urbana, demônios, mas posso com tudo o que este horrível lugar me lance. Saia daqui agora mesmo! – Gritou a plenos pulmões, enviando outro jorro diretamente na cara do jaguar, para assegurar-se. A ordem atravessou seu cérebro e se espalhou no ar enquanto disparava vários jorros curtos. O jaguar se afastou correndo como se o tivesse mordido. Luiz caiu sobre seu traseiro, com a calça jeans meio rasgada. -Que demônios foi isso? -Spray de pimenta, - ela disse e se sentou junto a ele, pondo-se a chorar.

CAPÍTULO VII

Manolito evitou os tentáculos que o procuravam, enquanto estudava o bulbo fibroso. Seu corpo estava na selva com MaryAnn. Se estive preso no mundo dos espíritos, tal como estava seguro agora, só um espírito poderia residir neste lugar. Seu corpo não estava ali, então o ataque era simplesmente uma distração. Isto devia ter a ver com MaryAnn. Ela não só havia trazido até ali seu espírito, mas também também seu calor e vitalidade. Os vampiros haviam sentido o sangue quente e a luz em sua alma. Tinha que conduzir o ataque para longe dela, no caso de que sem querer voltasse a entrar no mundo de sombras onde ele estava preso. Afastou-se dela devagar. As vagas figuras que o atraíam, que o acusavam e queriam ajuizá-lo, não pareciam ser capazes de ver através do véu até o mundo dos vivos. Talvez se pudesse afastá-los o suficiente para que não pudessem senti-la, ela estaria a salvo. Podia deixar um rastro falso, retornar e escoltá-la a segurança antes da alvorada. Não deveria ter sido capaz de sentir a sensação, mas quanto mais se afastava de MaryAnn, mais frio sentia. —Vamos nos unir. Compartilhe-a. Ela já o condenou a meia vida. A voz brilhou tenuemente no ar, suave e persuasiva, tornando-se mais forte quanto mais ele se afastava de MaryAnn. —Seu lugar sempre foi entre nós, não com os cordeiros, seguindo a um mentiroso. Maxim Malinov, morto na batalha nas Montanhas dos Cárpatos, assassinado pelo próprio príncipe, saiu dentre as sombras e se aproximou de Manolito. —Por que foi dar sua vida pelo príncipe quando ele não se preocupa absolutamente por você ou os teus? Sabe que você está no prado das névoas, e vigia sua companheira? Protege seu corpo enquanto vagas por este mundo? É egoísta e pensa só em si mesmo, não em sua gente. Manolito conteve o fôlego. Havia passado muito tempo desde que tinha visto seu amigo de infância. Parecia jovem e forte, como sempre, com inteligência brilhando em seus olhos. Haviam crescido juntos, desfrutado de debates e conscienciosas discussões pelas noites, falando do que acreditavam ser melhor para sua gente. Seguir a Mikhail, o atual príncipe, não tinha sido o que nenhum deles considerava melhor ideia.

—Equivocamo-nos, Maxim. Mikhail afastou A nossa gente da raias da extinção. Os Cárpatos começam a serem poderosos outra vez, mas o que é mais importante, convertemo-nos numa sociedade cheia de esperança em vez de desespero. Outra planta estalou pela da superfície, largas heras se estenderam como braços para ele. Ele saltou à árvore mais próxima, mais por reflexo que por necessidade. Pôde sentir o penetrante frio quando uma chuva de lanças de gelo começou a cair, mas o ferimento agudo das punhaladas que lhe atravessavam não era mais autêntico que a planta. Concedeu-se um momento para forçar sua mente a aceitar que se tratava de uma ilusão. A planta deslizou sob o chão, mas o gelo agudo seguiu caindo. Quando saltou ao chão outra vez, Maxim sacudiu a cabeça. —Nos velhos tempos não teria se conformado olhando um pedaço tão pequeno da imagem real. Ocultamos-nos das pessoas que deveriam nos servir. Escondemo-nos com medo, quando são eles que deveriam tremer ante nós. —E por que deveriam tremer, Maxim? —Não são nada mais que ganho. —Por isso você não nos lidera e eu não te seguiria se o fizesse. São pessoas com esperanças e sonhos. Gente boa e trabalhadora que luta cada dia para fazer todo o possível por suas famílias. Não são diferentes de nós. Maxim respondeu, com ironia. —Têm-lhe feito uma lavagem cerebral. Tomaste uma humana por companheira e já corrompeu sua capacidade de julgar. Somos nobres, a melhor raça, os merecedores desta terra. Poderíamos governar, Manolito. Nosso plano era certo. Cedo ou tarde dominaremos e os humanos se inclinarão ante nós. - Seu sorriso era totalmente perverso e chamas vermelhas brilhavam em seus olhos com ardor demoníaco. Manolito negou com um gesto de cabeça. —Não os quero inclinados ante nós. Como todas as espécies, muitos deles se misturaram com nossos antepassados. É mais que provável que Cárpatos, magos, homens-jaguar e inclusive homens lobo se integraram na sociedade humana. As chamas vermelhas ondularam e o vampiro vaiou sua incredulidade. —Os homens-jaguar corromperam sua linhagem, é certo. Desprezaram sua herança e sua grandeza porque rechaçaram cuidar de suas mulheres e crianças. Merecem ser varridos da terra. Foi você quem disse. Você e Zacarías. Manolito se manteve imóvel quando outro grande pedaço de gelo lhe atravessou o ombro. A sensação foi feroz, mas desapareceu quando rechaçou dar-lhe crédito. —Eu era jovem e estúpido, Maxim. E me equivoquei. Todos nós o fizemos. —Não, tínhamos razão. —Os homens-jaguar cometeram enganos e esses enganos tiveram um custo, mas eles não são Cárpatos e suas necessidades são diferentes dasnossas. Decidiu não esperar sua companheira, Maxim. Ao fazê-lo, perdeste toda possibilidade de ter uma esposa e filhos e ajudar a criar uma sociedade duradoura. Já viu o poder da linhagem do príncipe. Ele é a liderança e a guia para toda nossa gente. —Seu poder é falso, um engodo. Olhe a cicatriz de sua garganta, Manolito. Quantas vezes estará disposto a morrer por ele? Sacrificaste a vida duas vezes por ele e uma vez pela companheira de seu irmão. Está aqui, neste mundo de sombras, para ser julgado por seus atos escuros. Que atos escuros? Viveu com honra e serviu a sua gente, ainda assim está aqui. - A voz se tornou fantasmagóricamente formosa, cheia de verdade e entusiasmo, hipnotizante. - Todas as antigas raças são mitos agora, esquecidos pelo mundo. A raça do jaguar, uma vez poderosa, encontra-se agora só nos livros. Cobrem-se a si mesmos de vergonha. Tratam brutalmente suas mulheres. Quer que aconteça o mesmo a nossa espécie? —Se realmente acredita no que diz Maxim, deveria escolher outro caminho. Por que se converter em vampiro? Por que assassinar por poder? Por que não reunir seu exército e partir contra Mikhail abertamente? —Não era esse o plano. —Converter-se em não-mortos não era parte do plano tampouco. Nossas famílias viveram com honra, Maxim. Caçamos o vampiro, não o abraçamos. Maxim o ignorou. —Meus irmãos e eu estudamos como fazê-lo. Se nos acercagalhos do príncipe diretamente, seríamos

derrotados. Sabe que a maioria dos Cárpatos acredita nos velhos costumes. É ganho. Manolito curvou os lábios. —Humanos e jaguares são ganho para ti. Agora os Cárpatos. Certamente se elevaste em sua própria estima. Contradiz-se repetidamente. Maxim cruzou os braços. —Tenta me enfurecer Manolito, mas não pode. Uma vez foi um grande Cárpato, de uma família poderosa, mas entregou sua lealdade a pessoa equivocada. Deveria ter se unido a nós. Ainda pode fazê-lo. Já está perdido para o outro mundo. Pela primeira vez a pulsação de Manolito se acelerou em resposta a lógica retorcida do vampiro. Os vampiros eram enganosos, mas freqüentemente entreteciam verdade em seu discurso. O que tinha feito a sua companheira? Por que não podia recordar seu crime? MaryAnn não parecia zangada com ele. De fato o tinha protegido ou ao menos o tinha tentado. Pensar em sua companheira o esquentou, expulsando os fragmentos de gelo que haviam perfurado seu corpo e congelado seu sangue. Piscou e olhou suas mãos. Elas estiveram quase transparentes, mas agora uma sombra mais profunda crescia, como se seu corpo recuperasse a substância e a forma. —Vejo que há perigo aqui depois de tudo. - Disse. —Maxim, você sempre foi ardiloso, mas nunca acreditou em companheiras ou sequer no conceito delas. Equivocou-se então e mais ainda agora. Não estou perdido enquanto tenha minha companheira. —E o que acha que faz sua companheira agora, enquanto você mora no mundo das sombras? Acredita que ela vive sem o contato de um homem? Anseia ao homem-jaguar e se deitará com ele. Manolito sentiu um nó retorcer-se em seu ventre. Não sabia que que o ciúme fossem uma coisa tão escura e feia até que encontrou sua companheira. —Ela não me trairá. Retém a outra metade de minha alma. Você não pode me atrair totalmente a este mundo, porque ela sempre me ancorará ao outro. Desta vez Maxim grunhiu e seus olhos brilharam com ferocidade, seus dentes se afiaram enquanto vaiava seu desgosto. —Realmente, ela retém a outra metade de sua alma. Só temos que consegui-la e então nos pertencerá. Você é um traidor Manolito, a nossa família e a nossa causa. O plano foi idéia tua e de Zacarías, mas na primeira prova nos falhou. —Acordamos, nessa infantil e estúpida conversa de dar procuração e governar o mundo. Seus irmãos, meus irmãos e nós dissemos muitas coisas ridículas que tomaram forma e se converteram num caminho de destruição para muitas espécies. Há companheiras que nos esperam entre os humanos, Maxim. Pense além de seu ódio e compreenda que os humanos aão a salvação de nossa gente. —Sangue misturado. – Zombou Maxim. – É sua salvação? Manolito suspirou com pesar. Lembrava-se de Maxim como um amigo. Mais que um amigo, como a um querido irmão e agora estava perdido além de qualquer salvação. —Tenho minhas emoções honra e um futuro, Maxim. Você tem morte e desgraça e nada que te sustente na outra vida. Responderei de bom grado por qualquer engano que tenha cometido, mas não te ajudarei a prejudicar nosso príncipe. Além de minha própria honra, nunca desonraria minha companheira me convertendo em traidor de nossa gente. —Nós mataremos sua preciosa companheira. Não só a mataremos, seremos brutais com ela. Sofrerá muito antes que lhe demos morte. Esse é o engano que cometeste com sua companheira. Já a traíste ao entregar sua vida pela de seu príncipe. O medo quase o aturdiu. O terror ao que esse monstro poderia fazer a MaryAnn. Ela era luz e compaixão e nunca entenderia o que um ser tão perverso e horrível como Maxim poderia lhe fazer. O ar abandonou seus pulmões em uma rajada de medo e de pânico. Nunca antes tinha conhecido o pânico, mas este quase o consumiu ante a idéia de MaryAnn nas mãos de seus inimigos. Havia caído numa armadilha depois de tudo? Maxim o havia afastado de MaryAnn para que um de seus irmãos pudesse matá-la? Ela estava sozinha na selva. Quanto tempo havia passado? O tempo era o mesmo no reino das sombras? Era possível para alguém rasgar o véu e ajudar a tramar um assassinato ou Maxim estava incitando deliberadamente seu medo? O medo conduzia a enganos. E os enganos conduziam a morte. Simplesmente não aceitaria a morte de sua companheira.

Manolito manteve seus traços inexpressivos, seu olhar fixo e cheio de desprezo. —Não importa o que faça Maxim, não prevalecerá. O mal não triunfará sobre esta terra, não enquanto viva um só caçador. — Dissolveu-se em névoa e correu por entre as torturadas e retorcidas árvores. Uma vez fora da vista de Maxim, lançou-se através do ar, voltando para lugar onde tinha deixado MaryAnn. Podia sentir o sangue palpitar em suas têmporas e trovejar em seus ouvidos enquanto mudava de forma antes de descer no chão. Ela não estava. O tempo parou. Seu coração pulou um batimento. A fera em seu interior rugiu e tentou se liberar. Os dentes se alongaram em sua boca e suas unhas se converteram em garras afiadas como navalhas. - Ela trai-te com o homem-jaguar. As vozes encheram sua mente. A cólera e o ciúme empurravam a razão parde lado. Manolito levantou a cabeça e cheirou o ar. Sua mulher estivera ali e não estava sozinha. Conhecia aquele aroma. Havia tomado o sangue do jaguar. - Ela está sob ele, gemendo, retorcendo-se e gritando seu nome. O nome dele, não o teu. Ele a roubou e ela só pensa no toque dele. Sua boca se retorceu numa linha cruel e seus olhos brilharam ameaçadores. Estudou os rastros, viu a serpente morta e o padrão de rastros. Luiz havia se aproximado dela na forma de jaguar, mas tinha mudado para sua forma humana. Isso significava que havia ficado nu frente a MaryAnn. A fúria quase o cegou. Deveria ter matado esse demônio traidor quando teve oportunidade. Os homens-jaguar eram famosos por suas correrias atrás de mulheres. Luiz tinha movido um dedo e o havia seguido, como uma marionete hipnotizada. Tanto os jaguares masculinos como os femininos eram seres muito sexuais. MaryAnn assegurava não ser jaguar, mas se uma pequena quantidade de seu sangue corresse por suas veias, a presença de Luiz a ativaria? Poderia entrar em “fase” e então precisaria de um homem para atendê-la. - Ela partiu com ele. Ele precisa dela para lhe que um filho. Derramará sua semente nela. A encherá. Tomará-a seguidamente até se assegurar de que está grávida. Manolito permitiu que um rugido de cólera escapasse em sua mente. A idéia de outro homem tocando sua suave pele enfurecia a fera. Ninguém tocaria sua mulher e viveria para contar. Ninguém a separaria dele. Luiz ia atrás de MaryAnn por motivos pessoaisou havia sido enviado pelo vampiro para matá-la. De qualquer modo, o homem-jaguar seria morto. - Mate-o. Mate-a. Manolito negou. Mesmo que MaryAnn lhe traísse com outro, nunca podia lhe fazer mal. Moveu-se rápido, precipitando-se pela selva, evitando golpear-se com as árvores por escassas polegadas. Se Luiz se atrevesse a tocá-la, a lhe danificar um só fio docabelo, despedaçaria-o membro a membro. Logo os encontrou. MaryAnn estava sentada chão, com lágrimas rolando por sua face e Luiz de pé na frente dela. Ela estava despenteada, zangada e assustada, tanto que lhe doeu. Seu coração se encolheu ao ver sua angústia. Aumentou a velocidade e seu corpo se esfumou, surgindo por entre os arbustos quande Luiz se voltava. Manolito golpeou o homem-jaguar com força, fazendo-o retroceder, Logo o levantou, lhe jogando com tanta força contra o chão, que se abriu uma fenda na branda terra. Em algum lugar da mente, na distância, ouviu o grito de MaryAnn. Amassou o rosto de Luiz, sem lhe dar tempo para mudar para sua forma felina. Seu braço retrocedeu e dirigiu o punho para a caixa torácica dele, para penetrar e arrancar o negro coração do monstro. —Pare!!! - MaryAnn gritou a ordem. Novamente, com uma surpreendente fúria silenciosa, enviou Manolito voando para trás pelo ar. – Eu disse pare! Ele encontrou-se estendido no chão, com os ouvidos zumbindo pela força da ordem psíquica. Ela tinhalhe arrojado para trás, longe do homem-jaguar, que permanecia imóvel no barro. O golpe telepático tinha sido mais duro que qualquer golpe físico que já recebera. Olhou-a piscando, a fúria mesclada a admiração. —Está louco? — Exigiu MaryAnn, em pé em frente a ele, com as mãos nos quadris, expressão furiosa e seus olhos brilhavam perigosamente. Desejava-a. Foi tudo o que pôde pensar naquela fração de segundo. Desejava toda essa paixão e fúria sob ele, lutando com ele, rendendo-se a ele. Ela era assombrosa, com suas exuberantes curvas e seu rosto incrível. Normalmente parecia tranqüila no exterior, apresentava uma imagem elegante, mas em seu interior era toda

Sempre tinha imaginado que o sexo com o homem de seus sonhos seria terno e lento. rabiando contra o peito dele. Ela inspirou. um som rouco de desejo que provocou em seu corpo uma dor forte e aguda. Era dependente quando nunca tinha sido. espreitou-a através do acidentado terreno. O olhar dele se suavizou. Enchendo cada lugar vazio de seu coração e sua alma. palpitou e chamas diminutas lamberam sua pele. com os olhos fixos nela. Depois acariciou sua pulsação e deixou um rastro de beijos por seu pescoço. Levantou-se devagar. que nunca pensasse em lhe negar nada. — MaryAnn horrorizou-se ante a acusação de sua voz. —Olhe. sentir seu coração palpitando. Ela estava ali em pé. —Não volte a interferir. Seus lábios eram firmes e quentes. Cautela e desafio se misturavam a sua fúria. dando-lhe uma palmada quando tropeçou e ele a segurou. seu beijo brusco e excitante. O sangue correu. O beijo foi rude e os restos de seu medo e fúria ainda dominavam. movendo-se contra ele como a seda. —Tem sorte de que não o matasse. embora não pudesse suportar a idéia de ficar longe dele. Uma enorme desculpa. Uma corrente de sangue quente o encheu e ele fechou os olhos para absorver melhor a sensação e a textura dela. Sofria por ele. Mordeu-lhe brandamente o lábio inferior e segurou-o entre os dentes. Precisava de tempo para pensar. enquanto a outra a agarrava pelos quadris e a conduzia mais perto dele. porque não era mulher de renunciar a sua independência. enfocados e sem piscar. Seu calor e seu aroma a rodearam. utilizando a natureza apaixonada dela a seu favor. Afastou-se. Você não estava aqui para brincar de herói. mas a ardente paixão flamejava quente e ávida em seu interior.Ele sabia que me pertencia. inclinando sua cabeça para trás. Ela abriu a boca para protestar e ele tomou posse da mesma. a marca que ele havia deixado. Mas a confusão e o cansaço em sua face lhe abrandaram o coração. Engoliu com força e estendeu as mãos. tratando de apagar o desesperado e doloroso desejo. . Realmente Ela lhe pertencia. Introduziu a língua profundamente. Seu coração encontrou o ritmo do dele. —Tem um bom gancho. um milagre chamado mulher. de um puxão. Seu corpo ardia. forçando-a a elevar os olhos para ele. —Ficou com medo sem mim. Olhou-o piscando. simplesmente estar tranqüila. Ele salvou-me a vida duas vezes e não merece ser moído a golpes por me escoltar de volta para casa. profundo e quente. Olhou-o de soslaio. Excitação mesclada com temor. – Você deve uma desculpa a este homem. E isso era o mais atemorizante. E ele me salvou a vida. Ele a afastou. Com uma mão segurou seus cabelos. Ela tinha obtido o que nenhum homem tinha conseguido. O nocauteara com um pensamento. de lhe dar tanto prazer que nunca pensasse em abandoná-lo. Não sei o que acontece. Perigoso e faminto do sabor e do toque dela. mas o sabor e o toque dele permaneceram. Suave e flexível. —Eu? —Voltou o olhar para aonde Luiz começava a se sentar. sentindo seus seios contra o peito. Sua ereção quente e grossa pressionava contra seu estômago. lhe consumindo com o desejo de dominá-la. Ele parecia totalmente um predador. Sinto coisas que nunca antes havia sentido.fúria e garras. deslizando-se no interior de sua boca e tomando o controle. O coração lhe pulsava ruidoso e com força. Mas. Sentira medo por ele e isso o fazia pior. Com um pensamento! O desejo o tomou. Não sei o que faço aqui. Seus músculos se contraíam e esticavam. Ela teve a sensatez de retroceder alguns passos. através de seus longos cílios. Manolito conteve as palavras que ardiam para serem soltas. olhando-a com seus cintilantes olhos negros. Assombrou-a poder falar. Seu corpo se converteu em calor líquido e ardente. como ele a ela. — Limpou a boca. Aproximou-se dela. A necessidade era tão forte que a fez deslizar a mão sob a camisa para tocar sua pele nua. com aspecto suave e desejável e acreditando ser dura e tudo o que ele queria fazer era abraçá-la e consolá-la. Estou acostumada a ter o controle em minha vida. . atravessou o terreno e se abaixou a fim de erguer Luiz. tão selvagem como seu entorno. O homem se balançou irregularmente e conseguiu lhe dirigir um meio sorriso. A luxúria se elevou aguda. escuros pela fome e pela excitação. —Não pertenço a ninguém mais que a mim mesma. Sem dizer nada. surpreendida pela facilidade com que ele a controlava. Seus olhos estavam semicerrados. Beijou outra vez. —Maldito seja por isso.

—Então ela se voltou e se afastou. Profundamente em seu interior. A fisionomia de Manolito se obscureceu. Manolito encolheu de ombros quando a sobrancelha de Luiz se arqueou. também podia decifrar coisas na selva que outros não podiam. —Não tem que achá-la assombrosa. – Você está bem? Uma advertência suave retumbou na garganta de Manolito. a diversão brilhou em seus olhos. —Basta. Luiz. —Não o faça. Sim. Sobretudo por me salvar a vida. mas se quiser posso dar jeito. —É porque tem boas maneiras. —Eu acredito que sim. Podia segui-lo. – Virá com o tempo. Era um insólito palácio. Nada do que faz é encantador. quando estou aqui. ele saberia. com a confiança impressa em sua formosa face. . percorrendo com passo firme o caminho sobre seus inseguros saltos. ela era diferente. E divisavam outro de sua raça imediatamente… Alcançou MaryAnn. Assim funcionavam as coisas em seu mundo. O sorriso de Luiz se alargou. Os escuros olhos dela eram tempestuosos. O sexo não é o mesmo que amor Manolito e os casais. Um retiro. . —As mulheres não podem menos que ficar impressionadas. —Tenho o pressentimento de que precisará ser. Senhor. Porque sabia que não se tratava de sua falta de maneiras ou seu arrogante e ridículo comportamento. Gostasse ou não. —É muito boa me provocando. Suspirou e esfregou as têmporas.. de volta ao mundo real. Estava a metade do caminho da porta quando realmente se fixou no impressionante palácio que ele e seus irmãos chamavam de casa de veraneio. — Por um momento. —Sim. .sim. . – Ela murmurou. —Pode ser que ela seja que te arranque coração. — Estou muito zangada contigo agora. Porque era assim tudo com ele. —Ele não te reconheceu como jaguar e se tivesse embora só um pequeno rastro de seu sangue. —vaiou ela e lhe lançou outro olhar provocador sobre o ombro. — Olhar para você põe idéias em minha cabeça. mas não no dela. Seu coração quase parou. O cavernícola podia segui-la ou não. —Não posso evitar te achar atraente. E mantenha suas calças. já que estava o bastante perto da casa para reconhecer o rastro de Jipe. para que a tocasse. toda curvas e tentação.É assombrosa. Gostasse ou não. Ardia e sofria por este homem.Luiz assentiu. Tome cuidado. Admitisse-o ou não.Muito obrigado por sua ajuda. Quando tivesse sexo apaixonado e selvagem sexo com este homem. maridos e noivos ou companheiros. —Você aprenderá a me amar.. . desvanecido o breve brilho de humor. —Não sou jaguar. inclusive hipnotizante. Cárpato. Assim é como funciona.Protestou Manolito. — Ele olhou além de Manolito.Respondeu ele. —Não conte com isso. Ainda não havia lhe perdoado. precisava estar em casa. esfregando o queixo. Quem se retirava a um lugar do tamanho de um edifício? Parou bruscamente na porta. Ele ficou atrás para dar uma boa admirada em seu seu traseiro revestido ajustadamente pelos jeans. para o MaryAnn. a luxúria despiu suas garras e o arranhou com dureza. —disse MaryAnn bruscamente.Disse Luiz. Estava ainda entre os mundos. Manolito baixou o olhar para sombra velada de sua mão. Esta mulher era constituída como deveria ser. para ter em seu interior. mas via tudo bem mais claramente e sua forma era mais substancial que antes. Suas desagradáveis maneiras dominadors deveriam lhe provocar rechaço.. Tratava-se de seu próprio comportamento. mas o achava fascinante. para que o averigue. Luiz riu dele.. Luiz não tinha notado e sua gente jaguar não só era observadora. Ele acreditava que ela aprenderia a lhe amar. Estaria mais que contente em compartilhar contigo. . Captei-o. jaguar. Já lhe disse isso. supõe-se estar apaixonados. queria que fosse ele que a amasse.Disse Luiz. E não deveria ser aceitável. —Duvido que sente bem que arranquem seu coração do peito. . —Não é necessário perguntar por seu estado.

desejou golpear aquele homem até reduzi-lo a uma mancha sanguinolienta no chão. usaria-os. —Não há ninguém na casa.Disse bruscamente. Sua casa inteira de Seattle poderia caber no saguão.. podia derrubá-lo com palavras. vivia assim. mas não a angústia. ele não ia ficar dando ordens a seu redor. E certamente não estava com os homens ardentes e arrogantes que davam ordens com tanta naturalidade como outras pessoas respiram. Já havia deixado-a ardente e preocupada. Se houvesse um piloto e um avião. . parecia um palácio de da Idade Média. Manolito. Deve ter outra casa. —Porque ele pensava em abandonála. Certo. com os braços e pernas penduradas como espaguete. —Não vou entrar aí. aborrecido pela angústia de sua voz. Seu olhar fixo ardia sobre ela. —Desça-me agora mesmo. mas Luiz poderia. Ninguém podia ter olhos ou uma boca tão pecaminosamente sensual. cada nervo de seu sistema simplesmente se contorcia. —Entre.. . sapatos adequados para andar por um piso assim. . enquanto o olhava airada sobre o ombro.. Se não podia golpeá-lo como merecia. Permaneceu em meio a enorme porta. Magníficos sapatos. – Estou falando sério. além da entrada e das escadas duplas. Golpeou suas costas só para enfurecer-se mais quando ele nem sequer se sobressaltou.Disse. não era algo que fosse passar outra vez. Não estava impressionada nem cômoda com isso. – Gritou aferrando as costas de sua camisa. mas ninguém.. Uma menor.. Havia esquecido como era a casa ou talvez não a tinha notado ao chegar à primeira vez porque estava muito aflita. que não acreditava na violência. MaryAnn respirou fundo e deu um passo para trás. —Esta demonstração de machismo era realmente necessária? —Disse destilando sarcasmo. E já que me pede isso tão amavelmente. A comoção sumiu no silêncio e depois pura cólera correu por suas veias. Ninguém. Suas formosas botas estavam arruinadas e lamacentas e o salto esquerdo frouxo e cambaleante. Talvez se encontrasse Luiz outra vez. Que se danasse. Era absolutamente humilhante ser transportada sobre seu ombro. O profundo e áspero tom a envolveu em veludo e pareceu acariciá-la. Podia ler em sua cara. já que parecia ter problemas para entrar. . Empurrar não funcionava com ela muito mais que sua inclinação a emitir ordens. —Bem. comportou-se como um idiota. para um enorme aposento de mármore e cristal. Nela. Manolito a olhou de cima a baixo. palácio ou não palácio. ele poderia ajudar a localizar a pista de aterrissagem e poderia enrolar o piloto para que a devolvesse a civilização. Embora não pudesse deter o tremor de excitação e o lento ardor que se estendia por suas veias como uma droga cada vez que a tocava. olhando fixamente o brilhante mármore do saguão. trouxera-a para este… Este… Palácio e ia deixá-la ali. E tinha bons sapatos. A fúria era uma coisa. Ou uma casa como esta.Riordan e Juliette devem estar com sua prima e irmã na selva. Foi um engano olhar para ele. entrando no frescor da casa. Uma piscada de fúria floresceu nos negros olhos de Manolito e ele a segurou e a lançou sobre o ombro. MaryAnn endireitou a jaqueta e a blusa com grande dignidade. Ela não vivia na opulência e a decadência. Ficaria só em meio à selva em uma ilha... Outra vez. que na realidade advogava contra a violência.A ideia era completamente mortificante. Ele tentou-a com o escuro atrativo do sexo. Era muito boa no cruzamento de espadas verbais. A voz deslizou sob sua pele e encheu cada lugar vazio dentro dela. Manolito pressionou uma mão em sua cintura e lhe deu um pequeno empurrão para frente. sacudindo sua larga e grossa tranca.Manolito se adiantou para abrir a sólida porta e lhe fez um gesto para que entrasse. Não ia arriscar a riscar o brilhante chão de mármore que se estendia por metros. Seu corpo se negava a ouvir seu cérebro que gritava o alerta “macho idiota”. —Não colocarei um pé sobre este solo. —Manolito a depositou no chão e se afastou com um suave e fluido movimento no caso dela o golpear. até o rosto furioso. Não entraria. cada vez que seus dedos a roçavam. Situado em meio à parte alguma. além disso. negando com a cabeça. Atrás dela. tinha-lhe dado ordens. vou me zangar muito. —Foi uma gentil ajuda para que ajudasse a entrar em minha casa. que nunca recorria a violência.Ele assegurou. —Por favor entre em minha casa. Se alguém me vir assim. Retrocedeu empurrando a mão de Manolito. MaryAnn. Algo mais. . Ainda não sabia como. como obviamente pensava que poderia. Ela era dolorosamente formosa com sua perfeita .. Além de sublinhar o fato de que era o maior imbecil sobre a face da terra. afastando-se da porta. —Sei que não acaba de me empurrar.

. —Vá tomar um banho. Se continuar tão aflita. Não tenho outra escolha que ir a terra. E ele era somente dela e a teria para sempre. Novas lágrimas arderam. —Coloque-os para mim. —Ele deixou as botas e levantou um par de brilhantes sapatos vermelhos de salto alto. Não podia ir com ele e isso queria dizer que ficaria sozinha. Nunca. Estava ali em pé a sua frente. E ele só a ajudava a tirar as botas. Sempre foram minhas favoritas. quando fazia muito tempo que havia esquecido a ternura. O coração de MaryAnn saltou quando ele tocou os lábios com a língua e dirigiu o olhar para sua boca. não sabia como reagiria.pele cor de café e tão suave que se encontrava acariciando-a sempre que tinha possibilidade. MaryAnn. até os ombros. a necessidade de gritar. E não tinha nem idéia do que representava para ele. mas ele rodeou seu tornozelo com fortes dedos e a reteve. segurando a toalha enquanto explodia de alegria. Durante um momento. —É obvio. Não pôde evitar tocá-lo quando os dedos dele deslizaram por sua pantorrilha e enviaram tremores por sua perna. É a última coisa que desejo. E o medo estava começando a invadi-la. . Como se ela fosse tudo. Tentou afastar o pé. Ele elevou a cabeça e seu escuro olhar se encontrou com o dela. não se permitiria olhar atrás. —Não. mas Manolito podia fazer facilmente o que desejasse. Envolveu-se numa toalha e entrou no quarto para encontrar onde dormir. porque podia sentir a resolução de partir em sua mente. Saiu sentindo-se cansada e perdida.Adoro estes. Nacera para ele. Ela olhou sua cabeça. —Nem pense nisso. uma pequena fera de mulher com seus brilhantes cachos negros e seus olhos cor chocolate. Dele. Ele deu um passo para ela. Era tolo. de ir para a terra. mas de algum modo o pequeno gesto lhe pareceu sexual. —Tem bom gosto. Estavam limpas e brilhantes. . não é? — MaryAnn tentou manter seu aborrecimento. não me deixará mais opção que te converter agora e te levar comigo. nunca tinha considerado entregar seu corpo a um homem e lhe permitir fazer o que quisesse com ele. —Sua mãe não te ensinou nada sobre boas maneiras. porque se ele a tocasse. Lágrimas de alegria desta vez. MaryAnn levantou uma mão para detê-lo. mas algo mais se arrastava até seu coração. com suas botas na mão. que combinariam com um vestido que aderisse como uma segunda pele a cada curva. – Disse para evitar chorar e sentou-se na cadeira para tirá-las. mas era quase impossível quando ele a olhava de modo tão estranho. Saboreou a palavra. mas estava decidida a não chorar mais. Algo suave e aprazível. desumanas e perigosas. pareciam novas. – Ele ordenou. deixando-a fluir sobre seus doloridos e cansados músculos enquanto chorava. inocentes e vulneráveis. Não olhou para trás.Eu adorava estas botas. Uma válvula de escape. Ela elevou uma sobrancelha. Manolito estava sentado na cadeira junto à janela sujeitando suas botas. certo. obviamente lendo sua aflição. Ele se ajoelhou diante dela e com cuidado afastou suas mãos para lhe tirar as botas ele mesmo. O xampu acabou com o encrespado de seu cabelo e o aparelho de ar condicionado o alisou outra vez. —Porque ela pensava nisso e se assustava demais. mas as engoliu e tentou dirigir um assentimento indiferente para as botas. desejando que Manolito mais do que nunca tinha. só pôde olhar para ele emocionada. Ela pertencia-lhe.. —A água quente te relaxará e te ajudará a dormir. Ela havia lhe devolvido as cores e as emoções depois de centenas de anos. Não quero te deixar sozinha.. mesmo que estivesse segura de que ele teria partido quando saísse. Deixou a água tão quente como pôde suportar. Mas não podia evitar depois de tudo o que tinha passado. —Pareceu-me um modo certo de sair do sol do amanhecer. seu cabelo sedoso e negro como a meia noite caindo em desordem ao redor de sua face. MaryAnn engoliu um protesto e o deixou ali ajoelhando no chão. —Arrumou-as. O desejo avançou lentamente por seu corpo como garras selvagens. Deixou-a aprofundar em sua mente. Cuidarei das botas para você. Você as adora. mas de todos os modos seu coração se sentia triste. Podia fazê-la desejar coisas que nunca tinha sonhado e isso a assustava quase tanto quanto a idéia de ficar ali sozinha. —Agora? Estou envolvida numa toalha e meu cabelo está molhado. —Olhe minhas botas.

Não tenho nem ideia do que fiz para te merecer. Seu corpo estava duro e tenso. . beliscando-a com os dentes e provocando-a com sua língua. numa fácil e casual ondulação de músculos. Sua mulher. Puxou-a. Estava lhe seduzindo? Ou ele a ela? Não podia dizer e não importava. As pontas de seus dedos se atrasaram ligeiramente na pele. —Esperei-te por várias vidas. Num andar felino até alcançá-la. No que faria contigo. Seu polegar acariciou o sensível mamilo e ela ofegou em resposta. —Juro MaryAnn. Calçou o outro sapato e retrocedeu um passo com confiança. Sua respiração se acelerou.Pensava em ti. —confessou ele. deslizou-lhe a mão pelo braço até que seus dedos se entrelaçaram com os dela. Retrocedeu. —Agora—. reclamando-a para si. Ele a fazia se a mulher mais sexy do mundo. Ela era toda mulher. Ele a olhava hipnotizado. Dele. seu corpo desejava o dele. sentia uma espécie de marca. Como não poderiam? Com toalha ou sem ela. . —Você é linda. um hipnótico e erótico tom áspero que endureceu seus mamilos e os fizeram doer de necessidade. Caminhou para a cama que havia e se deixou cair sobre a grossa colcha. o vulto de seu membro sob a calça jeans era impressionante. O sangue trovejou em seus ouvidos quando a boca quente e sedutora vagou para a curva de seu seio. com hálito quente e a boca persuasiva. deixando cada polegada dela nua ante seu faminto olhar. E seu toque era pura magia. Ele se levantou. Pequenas chamas de excitação avançaram tremulamente por suas coxas. Mal podia conter o fôlego. —Quero olhar para você. Arriscaria-se a tudo para ficar com ela. olhando seu rosto. Os músculos do estômago de MaryAnn se contraíram. acariciando-a. Calor líquidsua pulsaçãou entre suas coxas. Admirar a extensão de pele acetinada e as curvas cheias e exuberantes. O calor emanava dele em ondas. Os saltos faziam que suas pernas parecessem magníficas. A que exigia ser liberada. Faminto. mas a sinceridade a convertia em veludo. Manolito tirou a toalha e esta caiu. Em que quantas formas te daria prazer. Sua mão segurou seu rosto e seu polegar deslizou sobre ele. para que desse um passo para ele. Iria aproveitar cada segundo que tivesse com ela e vivê-lo. Os olhos dele se tornaram ardentes e possessivos. dentro dela. quase fazendo com que lhe detivera o coração. Sua voz era baixa e convincente. —Parecem perfeitos para um vestido que tenho. Obrigou-se adeixar que sua mão deslizasse para longe do braço dela. brandamente tentadoras.. sua ereção estava tão dura. Em qualquer lugar que tocasse seu olhar. Ansiava-a. Colocou a mão sobre o ombro dele e deslizou o pé em um sapato. tinha uma boa estampa e ele definitivamente a apreciava. Pouco lhe importava que o amanhecer se aproximava e de que fosse incapaz a algum tempo de tolerar a luz da manhã. Sua língua brincou com o lóbulo da orelha.Era consciente de estar com uma toalha nos cabelos. que nunca tive uma visão mais formosa em todos meus séculos de vida. com o olhar ardente enquanto inclinava a cabeça para seu pescoço. —A luxúria tornava áspera sua voz. CAPÍTULO VIII Manolito deslizou a mão sobre a curva de seu quadril. que sabia que nunca encontraria paz até que se introduzisse profundamente dentro dela. mas você me deixa sem fôlego. Tudo o que importava era que não podia afastar os olhos dele.. A que respondia fisicamente A toda tudo nele. tão grossa. Inclinou-lhe a cabeça e a beijou. as pontas de seus dedos brincavam com alguma criatura selvagem de seu interior. Foi um beijo doce e lento. mas não estou muito segura do efeito que terão com uma toalha. estendendo-se por seu estômago e brincando com seus seios. com uma fome afiada. Traçou um caminho de beijos por sua face até seu pescoço. Ele traçou uma linha desde seu queixo até o umbigo. sua boca sensual. Manolito inalou sua fragrância amadurecida. Afastou-se para admirá-la. sobre sua pulsação. atraindo a atenção a seus seios cheios e firmes.

Os pés dele penetraram entre suas pernas. tenso e estalando pela necessidade de entrar nela. muito mais. Seu útero se contraiu. de necessidade que poderia colocá-lo de joelhos estivesse em pé. imprimindo a forma e textura dela em sua mente. Seu brinquedo. ele apertou sua garra como advertência. a intensidade alimentava suas próprias necessidades. Era consciente do doloroso formigamento de seus seios. Ele era tão bonito que não podia respirar ao lhe olhar. Seu corpo para tocar. me banquetear contigo. Tudo porque ele a olhava com feroz e possessivo desejo. Manolito se inclinou e com a língua. sim. mostrando a cama a seu lado. Ele a chamou. percorrendo-a de cima a baixo sua pantorrilha e depois as afastando gentilmente até que ela ficou com as pernas abertas para ele. lhe arrancando um gemido. Sentia o corpo ardente. Ele desejava-a. Quando nada em seus longos séculos de existência tinha sido para ele. . Ela era toda para ele. .. Corriam imagens por sua mente. —Não estou segura de que possa suportar muito mais. Nunca tinha desejado nada como a desejava. lhe deu uma longa e lenta caricia. com essa nota sensual recobrindo cada nota? Por que era tão sexy estar de pé completamente nua enquanto ele estava totalmente vestido? Que cada centímetro de sua pele estivesse sendo explorado por suas mãos vagabundas? . mas seu toque enviava correntes elétricas por sua corrente sangüínea e não podia evitar tremer. Nunca tinha necessitado de nada. Dele. Manolito. MaryAnn se sentia total e absolutamente sensual e sem inibições. Quero saber exatamente que te faz responder e te dá mais prazer. —Não. Seu corpo estava vivo pelas sensações. E por que a excitava? Por que gostava de se mostrar a ele. Possui-la. mas de repente o corpo dela era tudo. . A luxúria estava profundamente esculpida em sua fisionomia. Seus pés incitantes. Ou nada disto seria real. A forma e textura. —Mais? Acredita que há muito mais? —Não estava segura de poder suportar lhe desejar mais do que já o desejava. vê-lo como seus olhos se tornavam escuros. Desejava esfregar seu corpo pelo dele. mais perto do limite de seu controle. ser tocado. agradá-lo e fazer o que fosse necessário para satisfazer essas chamas bailarinas de fome nas profundezas de seus olhos. Manolito semoveu.Quero saber o que te faz gritar e quero fazer com que suplique. da forma em que seus mamilos endureciam. —Vêem aqui. MaryAnn. acariciando. brincar e adorar com suas grandes e cálidas mãos. Oh. até que o sangue palpitou em seu corpo e cada célula rabiou por ela. Lentamente passou a palma da mão por sua perna. —Suas mãos traçavam círculos ao longo da parte interna de suas coxas. ver o escuro desejo esculpido profundamente em sua face.. MaryAnn. Pela primeira vez em sua vida. sua beleza lhe roubava o fôlego. Quando ela ia se mover. Cada suave centímetro dela desejando ser explorado. Ela deu um passo com os sexys sapatos vermelhod de salto altos e o desejo se abateu sobre ele com um golpe brutal. Era revigorante vê-lo respirar com dificuldade. O duro prazer de desejá-la sacudiu os alicerces de sua existência. Isso é exatamente o que tenho intenção de fazer. seus dedos se introduziram. Sua mulher.Não sou um brinquedo. inclinando para frente para lhe rodear o tornozelo nu com os dedos.. a fome incrementava. acaricialo. Sua voz era era aveludada mas com um pequeno grunhido se acrescentava a ela. —Era essa sua voz. roçando. E a desejava. A cada passo que ela dava.. —Mas assim se sentia. Uma das mãos traçou a forma da perna. te ouvir gemer e choramingar por mais. A nota parecia dançar sobre sua pele e acariciar como dedos. dela estendida ante ele como um presente. a visão dela era demais para acreditar. A fome iluminava seus olhos escuros. ver a reação de seu corpo a ela e sentir-se mais poderosa a cada momento? —É obvio que é. sua respiração chegava em ofegos. subindo até seus quadris e depois baixando para acariciar as nádegas.Quero te comer viva. com a mão no quadril e o cabelo fluindo por suas costas. sabendo que cada passo que dava a levava a Manolito da Cruz. —Muito. Respirou fundo e permitiu que a intensidade da luxúria o tomasse. —Ele esfregou o polegar sobre sua escorregadia e úmida entrada e observou seus olhos ficarem amolecidos. Um calor úmido se acumulava em seu sexo. Olhar não era suficiente. Seu corpo é um formoso lugar de diversão e eu quero conhecer cada centímetro dele.Ali em pé. movendo-se pelo aposento com seus saltos altos. Teria que tocá-la. -É realmente formosa. fazendo com que diminutas chamas a lambessem e subissem pelas coxas e mais ainda. Ela tentou ficar quieta. subiu para o joelho.

—Manolito. as coxas abertas e a umidade cintilando. sua língua consolou a pequena ardência com uma caricia gentil. Segurou-lhe com os dentes o lábio inferior. inclinando a cabeça para lhe proporcionar um melhor acesso a sua garganta. atraindo sua fragrância feminina os pulmões. saboreando o sabor especial enquanto sua língua se entrelaçava com a dela. deixando pequenas labaredas de fogo por seu corpo. Ela era uma mulher que gostava pelo menos de ter a ilusão do controle. movendo-se contra ele. O cabelo caía como uma cascata a seu redor e ele desejou a sensação de senti-lo contra sua pele. Seus gemidos eram suaves e ele tragava cada um deles. Estava amando observar como crescia sua excitação. Manolito teve que resistir contra o desejo de atirá-la ao chão e tomá-la como seu corpo exigia. —sussurrou enquanto a movia em seus braços. ela pensava que isso se referia somente a ele. Ela relaxou a seu lado. Não pôde resistir a uma pequena mordida. saber que era por ele. mas não iria se apressar. Conteve o fôlego. MaryAnn. deixando seu corpo nu. Ela virou a face. A cascata do cabelo dela caía sobre ele com um roçar sensual. estendendo-a sobre seu colo. aceitando-os em seu corpo para sempre. adorando sua curva. brincando e mordiscando-o. carinho. como plumas acariciando-a. Saber que ele tinha colocado esse aturdido e absoluto desejo em seus olhos. —Adoro sua boca. Era formosa com seu corpo luxurioso e seus olhos de gama brilhavam com uma mistura de medo e excitação. sua luxuriosa textura sedosa e teve que resistir a urgência de colocá-la sob ele. seu corpo confiava nele. sua língua deslizou com um calor áspero sobre sua pele antes de sussurrar seu nome. Ela reagiu com outro gemido quase ofegante. Definitivamente você gosta. rijo além de seus limites. Sua pele era cálida e doce como mel. e pequenos arrepios a percorriam. duro e rapidamente. do fato de que era sexy como o inferno. sim. A selvageria nela cresceu e todas as suas inibições normais desapareceram rapidamente. esfregando o nariz em seu queixo. Queria conduzi-la além de sua zona de conforto e levá-la a um lugar de puras sensações. surpreendida pelo muito que lhe importava que ele a tocasse e a saboreasse. gentil a princípio. Mordiscou seu caminho pelo queixo até a garganta. Nesse momento. O calor emanava dela. Tomou sua boca. —Tentação. A suave chamada ofegante endureceu seu corpo ainda mais. somente de sentir. E seu corpo nunca teria bastante do dele. dura e dolorida pressionasse firmemente contra o curvilíneo . sentindo a suave pele. de se assegurar que ela nunca desejasse deixá-lo. Sua fisionomia franziu com concentração e suas roupas se dissolveram em redemoinhos de névoa. O tecido de suas calças esfregou contra sua pele quando a aproximou dele. seus dentes lhe mordiscaram novamente a pele. como se aparentemente o chamasse. de forma que seu corpo encaixasse firmemente contra o dele. Quanto mais tentava encontrar um modo de atá-la a ele. Isso o deixava estar mais decidido que nunca a prendê-la a ele sexualmente. E tudo isso te agradará mais do que nunca imaginou. ouvindo seu coração trovejar nos ouvidos. Seus seios se elevavam e baixavam com sua respiração que se tornava mais dificultosa. sacudindo-a deliberadamente.Está molhada e disposta para mim. Seu membro pulsava e ardia. . Sentia-a pequena e suave. surpreendida pelas coisas que desejava que ele lhe fizesse. Manolito a beijou novamente. Seus olhos pareciam escuros e cheios de mistérios. num lento ataque a seus sentidos. ela podia imaginar muito. —Você gosta disto. de cravar os dentes nela se fazia mais forte a cada momento que se passava. —Sempre há mais. de dominá-la. memorizando sua forma. Nunca teria o bastante de seu corpo. Ela não era consciente do quanto era atraente. Atraiu-a para seus braços. com o corpo estirado e os seios empinados. convidativo. Inalou-a. Seus dentes arranharam gentilmente sua pulsação. amadurecida e pronta. sem lhe dar oportunidade de pensar. Ouviu-a suspirar e seu corpo se tornou flexível. assim que se aconchegou mais contra ele. lhe inclinando o rosto para que seus olhos se encontrassem. desejando seu coração e alma. sabendo que somente poderia ter uma parte dela. tão grossa. A necessidade de cobri-la. não é? — Sussurrou. —Adorava tudo nela. de forma que ficassem pele a pele. sivamet. mais a desejava. fazendo com que sua ereção. – Oh.Suas mãos lhe moldaram as nádegas e os dedos deslizaram habilmente para seu centro. Queria que seus olhos brilhassem com emoção maior que luxúria e desejo. Notou que elevava sua pulsação. Seus beijos eram longos e embriagadores. E esse era o problema. tomando-a até se sentir satisfeito.

até que seus músculos se apertaram cruelmente. —Você é apertada. Sobre a pele de cor café com leite. saturando-o do fluido de boas vindas. cada toque de meus dedos e lábios. Manolito ergueu-se sobre ela. —Você é muito grande. Não faça isso. observando a excitação que ardia em seus olhos. mas não aliviavam a tortuosa dor.. —Não posso suportar. Sentiu-o penetrá-la mais profundo. quase chorando quando o prazer se estendeu sobre ela. pressionando com a mão suas costas. numa aguda súplica. apegando-se. arrancando gritos de surpresa a cada investida. —É isto o que necessita. aprofundando sua invasão. Não podia deter as ondas de êxtase. Seu coração seguia o ritmo do dele. Quero que sinta cada toque de minha língua. Na posição dominador. MaryAnn se deu conta de que estava cantarolando. aterrada em perder-se. estirando-as e queimando. Mesmo protestando. sua língua acariciou a pulsação. Ele era muito grande e grosso. MaryAnn. —Sua voz era rouca. Ela tentou se mover.corpo feminino. para mante-la no lugar e encostou a cabeça de seu membro contra a apertada entrada. precisando de mais. enquanto se conduzia incessante e implacavelmente em seu canal apertado. pulsar a pulsar. Somente ela tinha o poder de lhe salvar. mas de repente ele gemeu. Mas a língua dele já se pressionava contra seus clitóris e seu corpo se derreteu. Inclinou mais sobre ela. o atrito quente e selvagem. Arqueou o corpo e acariciou com o hálito. colocando a de joelhos enquanto seu corpo tremia sob ondas de puro prazer. os tensos brotos. Assustada de que fosse muito. juntamente com a apertada invasão e o ardor que a acompanhava.. sob seus seios. . Não havia nada mais poderoso ou erótico. estendendo-se como lava ardente. enquanto se cravava nela seguidamente. tão duro como uma lança de aço invandindo suas suaves dobras. e o milagre era. suave como o veludo.. num som animale se inclinou para frente. Seus dentes brincaram enquanto dava total atenção aos tensos mamilos. enterrando os dedos na colcha. seu longo corpo -se sobre o dela. enviando vibrações através de seu corpo inteiro.capturando seus quadris e empinando seu traseiro para ele. Os quadris o conduzindo através das suaves dobras.Não se mova. seu corpo se contraiu e lanças de fogo percorreram sua coluna e seus seios. Seu sussurro era um som gutural. Podia ouvir e sentir como seu sangue o chamava. A ação lançava dardos de fogo por seu corpo. mas ele a deteve elevando a cabeça. encaixando-se dentro dela e começou a tomá-la num ritmo forte. Quieta. — ofegou ela. tentado desesperadamente encontrar algo a que se apegar. o gemido retumbava em sua garganta. mantendo-a imóvel.. percorrendo suas veias num fluxo vazante de vida. MaryAnn se inseria entre ele e o monstro no qual poderia se converter. enchendo-a e estirando-a. . Seus lábios traçaram um caminho ao longo das suaves e eróticas colinas e baixando ao vale. Sentiu o fio da dor quando ele cresceu. ergueu os braços. sivamet? — Sussurrou roucamente. Empurrou-se com força contra sua boca. Manolito a mantinha completamente sob seu controle. Os dedos dele se afirmavam com força em seus quadris. —Porque lhe acabava o controle. Antes de poder recuperar o fôlego. O prazer estalou através dela com a força de um vulcão em erupção. Um relâmpago lhe atravessou o corpo quando ele começou a invadi-la. levando-a ao desejo de sair engatinhando dele. que estava oferecendo seu corpo a ele. fundindo com as raias deslumbrantes de prazer enquanto ele a tomava. Uma dor inesperada a alagou. enviando relâmpagos que se estenderam por cada parte de seu corpo. —Quédata quieta. – Você tem que parar. O não morto. que o rodeava como paredes vivas formadas da mais pura seda. sivamet. que ele provocava. mantendo-a sob ele com um braço sob seus quadris enquanto crava os dentes profundamente em seu ombro. Sua boca se moveu sobre ela com fome. ele voltou-a. temendo pela primeira vez não poder acomodar seu corpo. Ele levou-a além de qualquer limite que houvesse conhecido. —ofegou. ardente. meu amor. fazendo com que inclusive seus seios sentissem as ferozes chamas que a lambiam e seu corpo pulsasse. arqueava os quadris desejando mais. sem pressa. incapaz de se deter quando o prazer entumecedor a tinha girando completamente fora de controle. Mas MaruAnn não podia evitar a forma em que seus músculos se fechavam ao redor dele. enquanto penetrava o ardente e estreito canal. Não quando ele a segurava pelos quadris e puxava seu traseiro para ele.

Mas isto não era amor. Não podia se mover. Nunca em sua vida tinha imaginado que poderia entregar seu corpo tão completamente a outra pessoa. Ficou junto a ele. sivamet. Era impossível conseguir ar.Tranqüilize-se cstri. Oos gritos roucos dele ressoavam com os dela. Ouviu seus próprios gritos. A liberação dele foi brutal. passando a língua ao longo de sua coluna vertebral. Sentiu a explosão da raiz dos cabelos as pontas dos pés. incapaz de fazer muito mais que elevar a cabeça. Não havia volta atrás.. tentando controlar o selvagem tamborilar de seu coração. Quando ele a tocava. tentando evitar que seus incisivos se alongassem. Ela se aplicara tanto na sedução como ele e isto era puramente físico. embora assuatada do que ele poderia lhe dar. —Poderia te manter assim para sempre. Seu corpo arqueou e seus quadris se empurravam mais para trás. Sentiu uma tempestade de fogo. sivamet? Como sabe que não é amor para mim? —Você está em minha mente. respirava com força. Surpreendentemente. —sussurrou. seu corpo cobrindo-a enquanto deixava que a urgência passasse. entrando através de cada parte dela numa onda gigantesca. o prazer pulsado continuava enquanto as apertadas paredes a seu redor estremeciam. de joelhos. temendo prendê-la junto a ele no prado de fantasmas e sombras. A urgência de tomar seu sangue. MaryAnn mordeu o lábio e tentou conter o selvagem palpitar de seu coração. Isso. No momento em que estava em sua companhia tudo em seu interior simplesmente se hospedava. cada vez que roçava os sensíveis mamilos. Sentiu-o inchar. desejaria seu toque durante o resto de sua vida. crescendo ardente e rora de controle e se retorceu acochegando-se ele.Mesmo respirando ofegante. enviando novas sensações a ambos. cada uma mais forte que a última. precisando de mais. Ele era aditivo. não tinha inibições de nenhum tipo. Deveria estar satisfeito. Era aditivo. Sua ereção continuava grossa e dolorosa. desfrutando do ardente líquido que umidecia seu dolorido membro. ouvindo os batimentos de seus corações. No momento em que se moveu. Sentiu como seus próprios músculos se estiravam para recebê-lo. sujeitando-a a ela.. Manolito ouviu sua respiração ofegante. aberto e vulnerável a ele. — Ele beijou-lhe a linha suave das costa. Fechou os olhos e tentou não sentir o palpitar em seu sangue. sua força era enorme. o som de seus corpos se encontrando e sentiu seu escroto. Ninguém poderia lhe fazer sentir as coisas que ele podia. Medo talvez. Nada voltaria a lhe parecer bom com qualquer outro. Múltiplos orgasmos rasgaram seu corpo. O fogo tomou seu corpo. encostado contra seu corpo numa arruda carícia enquanto ele continuava penetrando furiosamente seu sexo. Manteve o braço firmemente ao redor de sua cintura e deixou que seu corpo abandonasse-a contra vontade o dela. Queime por mim. saboreando o selvagem sabor dela. mas lutou por contê-la. enquanto se inundava nela uma e outra vez. Seu corpo ainda estremecia tomado de pequenos tremores. quando estava perto dela. desejava seu sabor. Sujeitava-a contra ele o corpo menor e suave. se acalmava e ele voltava a . —sussurrou MaryAnn. vou deixar-te sobre a colcha. As sensações a rasgaram num espasmo poderoso. . de trazê-la completamente a seu mundo. mantendo-a imóvel. —Não acredito que possa me mover. no limite.O que quis dizer com o que não saberei se é amor para você? —Como poderia não amar a mulher que enfrenta todos seus medos para me salvar do desconhecido? Como poderia não te amar quando te coloca entre a escuridão e eu? Como poderia não te amar quando me agrada mais do que alguma vez tinha sonhado que fosse possível? — Não disse que lhe dava paz. sugando os disparos do sêmen quente de seu corpo. —Eu sei que não posso. somente de poder perder-se na absoluta loucura do prazer físico. mas seu corpo se negava a sentir-se completo. seus caninos já o tinham feito e ele cravara os dentes no ombro dela. enquanto o sexo incrivelmente apertado dela se contraía. lhe puxando os quadris de forma que seu traseiro encostasse firmemente contra ele e investiu tão profundamente que quase se alojou em seu útero. —A verdade era que não queria fazê-lo. Ainda assim. ouviu suas súplicas e soube que estava onde queria. Nem sequer podia culpar Manolito. —Como sabe. levando-a com ele de forma que seu corpo lhe servisse de travesseiro. até que temeu explodir num milhão de pedaços. —Você fundiu-se comigo. lhe acariciando os seios.Estava tremendo tanto que temia cair se seu corpo abandonasse o dela. os músculos dela se fecharam sobre ele. ardiam-lhe os pulmões e ardia seu corpo. então a reteve sob ele. Seu braço a apertou mais. . mas não do que ele pudesse fazer. Chegue a mim. Passou a língua sobre os caninos. estava nele. Muito gentilmente a deixou sobre a cama antes de se virar.

o quente hálito contra a orelha. Você tem que partir. —Não posso pensar com claridade contigo ao redor. Desta vez. Tinham gostado das coisas que ele havia feito. mas agora não havia nada que desejasse mais. Seus olhos novamente estavam totalmente negros. .Não com submissão. Você tem que ir para a terra. Podemos cobrir as janelas. —Talvez fique aqui. não é? — Ele disse com súbita inspiração. —Fez? —Perguntou suspicaz.. Tão total? —Quase cuspiu a palavra. —Acredito que é ao contrário. Ficar dormindo e despertar contigo a meu lado. Devia ter sido feita por seus caninos. Ele percorreu o quarto com o olhar. com um pequeno cenho na face.Quero ficar aqui contigo e dormir o sono dos humanos. Desejara-o rápido e duro. —Ele escondeu a face na riqueza de seu cabelo. quase brutal em sua posse sobre ela. . perguntando se era certo. Sua mão lhe segurou um peito e seu polegar deslizou sobre o mamilo fazendo com que ela estremecesse sob seu toque. a prova de seu emparelhamento. mas algo nele tinha necessitado marcá-la.Porque Destiny pode fazer esse tipo de coisas. Assombrado.estar bem. —Quero sonhar contigo. Tinha desejado. —Funda-se comigo novamente e olhe o tipo de influência que tenho. pressionando . E isso a assustava a um nível totalmente diferente.. ardia e o desejava outra vez e isso era simplesmente. —disse ele.. mas aprenderá. Ele tinha confiança em si mesmo. —Não dormiremos. —Não. —Sua mão lhe acariciou a garganta. Não podia lhe culpar por suas próprias ações. Envolveu os braços ao redor de seu corpo trêmulo e a abraçou com força. acredito que farei com que se ajoelhe a meus pés.Quer que eu vá. estava seguro de que poderia fazer com que ela se apaixonasse por ele. Afastou o cabelo do ombro dela e tocou o pequeno ferimento dali. esfregando o nariz contra seu pescoço. Gostar de era uma palavra suave para o que havia sentido. Seu corpo endureceu novamente ante a idéia. mas ele se perguntou por que tinha necessitado ser tão dominador com ela. Inclusive se não o fizesse. categoricamente atemorizante.. . tanto que não tinha que provar nada a ninguém. deixar seu aroma.. Ainda desejava. concentrou o olhar nela. sabia que seria quase impossível não desejar estar com ele. nenhuma vez vez em toda sua existência. Os homens dos Cárpatos deixavam pequenas marcas. . Ele apoiou a cabeça numa mão e baixou o olhar para ela. Ela fechou os olhos brevemente.Estou em sua mente e procuro as coisas que lhe agradam. que você mesma. O corpo de MaryAnn pulsava.É estranho que diga isso. —Não quer que fique. Não. Seria uma mentira. MaryAnn esfregou-se contra ele como um gato. Não havia censura em sua voz. —Por que o sono dos humanos? —Perguntou ela. —Não é seguro.Nunca. . com as pontas de seus dedos acariciadores. Era uma mudança de personalidade muito grande e precisava que a considerasse. MaryAnn virou a cabeça para olhar também a pequena marca. O coração de MaryAnn deu um salto. Por que a achava tão sexy quando a sustentava assim? —Acredito de deve ter me feito um feitiço. Manolito estudou seu rosto. .É você quem não sabe ainda se me ama. Inclusive eu sei isso. acreditou que desejaria um prazer tão simples. talvez uma mancha e ele tinha deixado uma marcha em seu peito na primeira vez que tinha tomado seu sangue. tomando meu sexo em sua ardente e sexy boca. —Talvez eu saiba mais de você. mas desejava banhar-se no brilho cedo da manhã. Manolito. . Acha que sempre atuo de forma tão. Era um homem dominador. . que enroscar seu corpo e dormir com ela em seus braços. Deveria estar lhequeimado os olhos. mas somente uma declaração prática. Ela estava assombrada com o próprio comportamento.. MaryAnnengoliu a urgência de negar sua acusação. Fazer tudo o que ele lhe pedisse. Pertencer-lhe completamente. não quando poderia fazê-la queimar. —Não? —A tensa agressão em sua voz se atenuou pelo ronronar gutural de satisfação. O ferimento do ombro era algo totalmente diferente. —Não acha que isto é um pouco assustador? —Está a salvo comigo. A luz já se arrastava através das janelas. aconchegando-se contra ele. Entrar nas mentes e influenciá-las.

de que lhe ordenasse a lhe dar aula de prazer e lhe roubasse o controle. para suas nádegas.firmemente contra o dela.. Levou a mão a seus ombros para que se segurasse a ele. Sua língua já estava lambendo-lhe o ombro. enquanto começava a se mover. para que ela pudesse sentir cada investida quando estava tão sensível. se entendeu que modo equivocado. Seus dedos que acariciavam e brincavam começaram uma íntima exploração. mas a idéia de explorar seu corpo. .Sempre está dizendo que me fundo contigo. Estou lendo cada uma de suas fantasias e compartilho as minhas contigo. e imediatamente ele era dela. Acariciou-a em círculos gentis. Começou uma lenta e rítmica massagem. Seus dedos deslizaram sobre seu sexo. os dentes brancos que brilhavam para ela e olhos intensamente negros reluziam com algo próximo a alegria enquanto a postava sobre ele. de conduzi-lo ao limite. MaryAnn deveria se sentir alarmada. Estirou-a lentamente. Seu sorriso era genuíno. fazendo-a ofegar. guiando o enorme membro para ela. Suas coxas se apertaram e o ventre se contraiu. mas não menos prazeroso. E sem prudência. —Talvez seja eu que influencio você. Olhar-te e desejar deslizar minha mão sobre sua pele. aonde pertencia. mas seu corpo ardia e pulsava por ele. enquanto sua voz se tornava rouca. —Eu sempre uso roupas femininas. —Suas mãos deslizaram pelo estômago dela. Colocou as pernas dos lados de seus quadris. —disse. Ela ofegou. A diversão brilhou em seus olhos. e seu corpo respondia com ligeiros tremores que se estendiam por seus seios. —É obvio que me influencia. mas estou mais que disposto a me sacrificar pela experiência. Seu próprio corpo estava tão cansado que não pôde fazer mais que lhe devolver o beijo e ondear uma mão débil enquanto ele a cobria com as mantas e a deixava sozinha. desta vez lento e sem pressa. .Poderia não sobreviver isso. Parecia impossível que pudesse colocá-lo em seu interior. Era diferente da selvagem posse de antes. Seus roucos sussurros no ouvido aumentaram seus sentidos e terminações nervosas e incrementaram sua necessidade dele. Sempre está impecavelmente vestida. CAPÍTULO IX . já fechando os olhos. Ela ofegou enquanto baixava o olhar para sua ereção. Sou antiquado e preferiria que vestisse um vestido ou uma saia. mordiscando-o com os dentes. tomado pela fantasia erótica. Não posso acreditar que me insulte assim. enchendo-a. provocou uma excitação em seu corpo. — Suas mãos lhe seguraram os seios e brincaram com os mamilos antes de deslizar pelas curvas de seu corpo. mas o sol estava alto. Toda ideia de resistir desapareceu.. Reconheceu que era perigoso para ele ficar fora tanto tempo. Seus dedos deslizaram mais abaixo ainda. movendo-se através dos apertados e tensos músculos até que o atrito a deixou sem fôlego. E havia algo decadente em sentar-se sobre ele enquanto seu olhar seguia o balanço de seus seios e seus olhos se concentravam nela com tanta luxúria e apreciação. Os raios do sol da manhã atravessaram a janela e a luz iluminou a sombria excitação na face de Manolito que girou sobre a cama e simplesmente a elevou de forma que ela estivesse sobre ele. estendendo os dedos amplamente. Manolito penetrou-a diretamente. MaryAnn estava exausta quando Manolito a deixou. encontrando uma cálida e acolhedora umidade esperando-o. ultrajada. poderia te tocar assim. coloque algo feminino. .Quando eu vier amanhã a noite. através das apertadas dobras até que se assentou profundamente em seu interior. Ela começou a se mover em seu próprio ritmo enquanto as mãos dele a guiavam para lhe montar de forma lenta e sensual. . Não há nada como isto no mundo. Não registrou sua ordem sussurrada para que dormisse. —Quero seu corpo disponível a meu toque. —Desculpe-me meu amor. facilmente. aço encapsulado por veludo. Tenho o melhor dos gostos em questão de roupa.Além de fazer alarde de seu formoso corpo com uma vantagem extrema.

. mas logo se obrigou a baixar as mãos. com curvas cheias. nem a si mesma e nem a ele.Também tenho um ouvido excepcional. Ela era uma mulher prática que raciocinava as coisas.Tem fome? Estávamos a ponto de jantar. —disse a seu reflexo no espelho. Elevando o queixo. Se não podia deixá-lo. profunda e forte.Embora diga que presto. Ela era a razão pela qual tinha vindo em primeiro lugar. Tem direito a dizer o que pensa. Eu sou MaryAnn Delaney. suas mãos foram aos pequenos botões em forma de concha da blusa. Não poderia ser ninguém mais. enrugando o nariz. afinal. Enquanto Jasmine era etéreamente formosa e magra. Viu-se trêmula. Estava com o cabelo despenteado. não —disse Jasmie. —Ela se presta a macho Cárpato. real ou imaginária. ambarinos. Sua perda de controle tinha sido terrível. Doíam-lhe os seios e os sentia pesados. Solange usava facas e armas com familiar desenvoltura. com movimentos suaves e nada ameaçadores. Juliette disse que ia vir? Aproximou-se da garota lentamente. pelo menos poderia lhe fazer frente. Ela era formosa de uma forma selvagem e indomável . —MaryAnn sorriu a mulher. Sua boca enlouquecendo-a de ânsia. o qual não poderia resistir. Não deveria ter dito isso. Ela teria feito tudo o que ele tivesse pedido e não sabia que isso era possível.MaryAnn despertou ao sentir lágrimas deslizando por sua face e o suave som de vozes femininas do outro lado da porta. Uma ducha só potencializaria as susurrantes sensações de sua pele. —MaryAnn lhe lançou um rápido e apreciativo sorriso. —Ela estava chorando nos sonhos. —Deixe para lá. Solange se deteve meio passo. e aquilo não tinha lógica. Vibrava e palpitava de desejo cada vez que pensava nele. Elevou a vista com um sorriso indeciso que não era autêntico e seus olhos esmeraldas a olhavam cautelosamente. —Isto não é natural. Manolito havia dito colocasse um vestido. —disse Solange. cada curva e cada covinha. . —Oh. Jasmine sorriu e elevou uma mão. diretos e receosos. com o tom cheio de desdém. —É um prazer te conhecer. seus rápidos e inquietos movimentos eram graciosos e ágeis.. Deslizava em lugar de caminhar. . —Você deve ser Jasmine. Uma moça estava sentada no assento da janela. Não havia um só centímetro de seu corpo que ele não tivesse reclamado ou que não tivesse dado livremente. Ela tinha visto muitos horrores para voltar a ser inocente. As lembranças de seus dedos acariciando e marcando cada parte de seu corpo. Sentou-se e secou mais lágrimas.Solange não queria dizer isso.. Porque ele a contemplaria com aquele olhar de fome obscura. Sinto se a despertamos. Esta jovem com olhos muito velhos e a dor já gravada em sua face. Solange era terrestre. caráter nos olhos e paixão estampada em sua boca. MaryAnn podia distinguir a raiva em seu interior. . ficando em pé. Tenho um acusado sentido de olfato. Não cederia.Disse em voz alta. mas era dono de seu corpo. devido à barba dele.Ele não te quer. —Foi só sexo. Acabamos de levantar a alguns minutos. Isso foi uma grosseria. desejando ter colocado um vestido porque isso lhe agradaria. absolutamente. Poderia deixá-lo sabendo que era provável que não voltasse. como fazia freqüentemente quando precisava de segurança e sentir que tinha o controle. mas ficava bem a forma de sua face. com gentis curvas e cabelo solto. —Sinto muito. se examinando. que acreditaria ter? A única solução segura era partir e já era muito tarde para isso. utilizando a roupas como escudo. entrou na sala. Gemeu e se virou. então vestiu uma calça e uma brusa de seda. Está bem? . MaryAnn se virou para se encontrar face a face com Solange. Poderia ir embora? Seria possível voltar para sua vida em Seattle? Manolito ainda estava preso entre dois mundos. para ajudá-la a relaxar.Disse outra voz. pequenas e afiadas e na aparência muito eficientes. Solange vestia calça folgada de cordões e um cinturão ao redor dos quadris. Enquanto MaryAnn confiava num spray de pimenta. se não o ajudasse? MaryAnn se vestiu com cuidado. Juliette fala muito bem de ti. —Ela lançou a sua prima um olhar de advertência e esticou o braço para dar a mão a MaryAnn. —Sério? Tomei uma ducha. Não havia chorando tanto desde que era uma pequena. Tinha armas que MaryAnn não tinha visto antes. Possuía olhos de gata. . Estivemos rondando em forma de jaguar e isso me torna ultrasensivel. esperando tranqüilizá-la. . . Seu corpo lhe doía em lugares que não sabia que existiam. Como podia desejar seu corpo a ponto de deixar que a levasse além de qualquer fronteira. Por um momento.Não é normal desejar alguem desta forma e temer que volte ou temer ainda mais que não o faça. Seu cabelo longo lhe descia em cascata pelas costas. Amor é a questão e ele não a quer. Ele poderia não amá-la. Ardia-lhe entre as coxas. .

deveremos estar bem. recorda-se? Jasmine engoliu saliva e assentiu. Por que não consegue um pouco de comida para MaryAnn? Está faminta. com o rosto virado para a porta. Ela se sentará contigo e eu voltarei em seguida. talvez sim. Jasmine. E Juliette tem a casa rodeada de salvaguardas. com calidez e preocupação em sua mente. Obrigado. ansiava eliminar a dor de seus olhos e afastar o medo e o terror. algum escuro segredo que não compartilhava com Juliette nem com Solange. Jasmine assentiu. —assentiu MaryAnn brandamente e a envolveu com um braço reconfortante. —Sim. Jasmine – Ela não tinha saído da adolescência e seu mundo já estava cheio de violência e medo. Só vou olhar escada acima. Lutaria até a morte por esta garota e usaria até seu último fôlego para reconfortá-la. não se preocupe. carinho. suas sobrancelhas escuras se uniram. Os dedos de Jasmine se apertaram ao redor dos seus. levantando a cabeça e olisqueando. Ela guardava algo mais. Já estava apressando-se para a janela para escanear o exterior. agarrando-a com força pelo braço. —Estão aqui? Na ilha? —Tudo ficará bem. As mãos de Jasmine tremiam tanto que as xicaras tamborilavam. . MaryAnn acariciou mentalmente a garota como se fosse um bebê.Eu posso te proteger. Sinto muito. Voltar a arrumar sua vida de alguma forma. mas serve o chá para cada uma. para me assegurar de que os balcões e as janelas estão fechados. além do Cárpato? Jasmine ofegou e cobriu a boca. desejando lhe fazer entender que tinha alguém com quem falar. —Tinha algum colar no pescoço ou um vulto de algum tipo que pudesse ver? — Prosseguiu Solange. —MaryAnn sustentava a mão de Jasmine na sua. Jasmine se apressou para ela. É óbvio que te quer bem. —MaryAnn está aqui. —Tento não ser uma carga para ela. os olhos lhe alongaram de medo. —Deve ser difícil ter Solange longe do alcance de sua vista . Jasmine inspirou profundamente. Você é forte e podemos com isto. Jasmine estava pálida sob o dourado de sua pele. Não quero ficar sozinha. Jazz. . MaryAnn desejou atrai-la para seus braços e embalá-la como um bebê. obrigado. É obvio que conseguirei algo para comer. —Me alegro tanto de que tenha vindo. esperando sua prima. Ansiava fazer com que Jasmine se sentisse bem. —Sou uma garota de cidade. Solange farejou outra vez o ar. MaryAnn podia ler isto em ambas as mulheres. a jovem estava tremendo. Tudo passou muito rápido. mas era leal e carinhosa com sua família. Solange podia ser dura como uma pedra. —Agora que diz. concentrando-se em relaxar a jovem. —Estive bastante perto dele. Suponho que nenhuma de vocês se sente assim. —Estou segura de que ela não se importa. acrescentou leite e se sentou em frente a MaryAnn. Juliette disse que é da cidade e que tudo isto é difícil para ti. —É obvio que sim. Solange deu voltas ao redor dela. —Não volte a me deixar sozinha. Tudo ficará bem. —acrescentou. A chuva e a selva me assustam um pouco. Farei com que tudo fique bem. Você gosta do chá? — Ela observou Solange abandonar a cozinha. tranqüilizá-la e confortá-la. Ela colocou os braços ao redor de sua prima e a puxou.— disse MaryAnn brandamente. Enquanto permaneçamos aqui. —lhe assegurou Solange. . . A garota estremeceu. Só vou lá encima. —Foi atacada por um jaguar? Está segura disso? MaryAnn assentiu.Não posso recordá-lo. . mas Jasmine estava mais do que assustada por causa de sua terrível experiência.Um chá seria perfeito. mas não posso dormir a maior parte do tempo e ela tem que sentar comigo. As janelas têm barrotes. Embora tenha usado meu spray de pimenta com um jaguar a noite anterior quando me atacou.MaryAnn manteve um sorriso sereno. mas seguiu caminhando pelo amplo salão até a enorme e aberta cozinha. —Esteve perto de um jaguar macho? Um homem. – Ela voltará em seguida. Maryann viu angústia nos olhos ambarinos de Solange.Já estou aqui. Sua jovem face pareceu angustiada e só por um momento.

mas vou ter que fazê-lo logo. com seu corpo perfeitamente equilibrado. o alarme se estendeu por seu rosto. —Não tenho tempo. Desejava encontrar a forma de transmitir a Jasmine que a ajudaria.Que saiba o que aconteceu o torna mais fácil. — Vamos. Colocou sua mão sobre a de Jasmine. Seu coração palpitava com força. —MaryAnn tomou um gole de seu chá e olhou para garota. .Se o que Manolito descobriu é certo. Não disse a ninguém ainda. Confia em mim. Jasmine. Os pés nus não produziam nenhum som sobre o frio piso de mármore. não? — Perguntou Jasmine. —Arrepende-se de sua escolha? —Não sei como me sinto e não posso suportar que Solange se desgoste comigo. fulminando MaryAnn com o olhar. disposta a que a garota deixasse de papos insunstanciais e lhe dissesse o que fosse que estava a ponto de dizer. Estou aqui e não a trairei. Jasmine cobriu a face com as mãos. desejando que a garota se acalmasse. Ela já tem feito bastante e seria uma pessoa a mais com quem teria que preocupar. que nunca trairia sua confiança.Está bem.... —Já falaste com outras garotas. . —sussurrou Jasmine que baixou a cabeça e deixou a xícara. Vivemos uma existência difícil e eu a tornei ainda pior.. fazendo com que os homens cometessem crímes contra suas mulheres.. o mesmo que me salvou a vida ontem quando outro jaguar me atacou. Nunca. fez-lhes frente e tomou sua própria decisão. . . Jasmine ficou rígida.. —Nunca lhes entregarei meu bebê . para se assegurar. baixando a voz. embora seja um menino. pouco mais que uma adolescente e sua vida já estava aos pedaços.. —Só que se um vampiro está influenciando aos homens jaguar para caçar suas mulheres. Vim desde muito longe para te ajudar. dando uma olhada para a porta para assegurar de que Solange ainda estava lá encima. Teme ter feito algo errado? —É complicado. Garotas como eu. —Ficará com o bebê? Os olhos de Jasmine brilharam com algo parecido ao fogo e pela primeira vez. de alguma forma. Se Solange quiser que eu mevá farei. Sei o que faço. . Seja o que for. —O que aconteceu com ti foi particularmente brutal —disse MaryAnn. Queria chorar pela garota. —O que está dizendo? — Exigiu Solange. A Jasmine não seria possível lhe ocultar algo assim. não querendo que ela revelasse seu segredo. sem importar o que acreditasse. —As palavras morreram em seus lábios e ela olhou MaryAnn através dos dedos. Esses homens. Atravessou a cozinha até ficar junto a Jasmine e passou um braço ao redor dela...Tem que se dar tempo. mas não lhes darei meu bebê. Ela se movia absolutamente silêncio. é obvio que não. o vampiro está acabando deliberadamente com uma espécie inteira Solange mordeu o lábio e se serve um chá. —Está grávida. —Você não fez nada errado. Pode confiar em mim. Virão atrás de nós não importa onde estejamos. Escolheu suas palavras cuidadosamente.. . — Ela manteve a voz moderada e tranqüila. É uma tragédia horrível para todos. Simplesmente soube e não pude fazer nada. No momento em que aconteceu. Jasmine. Compartilhe-o. MaryAnn suspeitava que Solange já sabia. —Há uma planta que podemos usar. . carinho.Já sabia.. Solange me deu. Esses homens a despojaram de toda escolha.foi muito difícil para ela. conectando-as. Se for assim. MaryAnn se virou quando a mulher entrava na cozinha. Dirigiu a MaryAnn um rápido e nervoso movimento de cabeça. —Manolito me disse que se encontrou com um dos homens jaguar. O que esses homens fizeram foi criminoso. Está se devorando por dentro. Já sabe. poderemos com isso. mas MaryAnn não trairia sua confiança.MaryAnne encolheu os ombros. — Ela voltou a olhar para a porta— Solange… — Ela se interrompeu. Disse que um vampiro havia os poluído. carinho. mas não pude. Confie-me à carga que leva em cima dos ombros e nós duas a administraremos. Ela era uma jaguar puro sangue.. Agora nunca pararão. MaryAnn conteve o fôlego. com tudos os sentidos do animal. —Não. eles também são vítimas... Algo a assustava e queria contar a Maryann sem que Solange estivesse perto. MaryAnn viu a semelhança entre Jasmine e sua prima.

Desejou poder afastar todas aquelas lembranças horríveis. as coisas que faz para ela não. mas devia ter somente alguns anos a mais que Jasmine. Solagen assentiu. Mas isso colocaria as duas mulheres sob o amparo e os olhos dos irmãos Da Cruz. —Solange. —Eu sei. tão perto de outras pessoas. Mas vemos só uma pequena parte. Não pretendia dizer dessa maneira. Suspirando. colocando uma colher de mel no chá. que têm mulheres que os querem e as que tratam com amor e respeito. —Aqui não é o melhor lugar para Jasmine . —Falamos disso —admitiu Jasmine. talvez não. estava tendo dificuldades para beber-lhe e a comida na mesa lhe revolvia o estômago. Ela aceitaria o bebê. Parece simples a vista. ela sabia da gravidez e gostaria levar a . deixou cair na cadeira. Por causa de meu trabalho. —disse Solange com voz casual. Jazz? — Ela alvoroçou o cabelo de sua prima. Sabíamos há algum tempo que teríamos que procurar outro lugar para viver. —Para ser justa. MaryAnn era muito hábil em ler as pessoas. Não havia policiais a quem chamar. —Já sabe o que penso. —É assim que acha que são a maioria dos matrimônios? É assim o matrimônio de Juliete? Ela é obrigada a fazer as coisas do modo de Riordan? Solange abriu a boca. —Claro. Jazz. MaryAnn captou a dor em seus olhos e desejou poder reconfortá-la. tomou ar e a fechou. mas sequer a fruta lhe chamava a atenção. a espécie não deveria sobreviver. —concordou Solange. . —Juliette diz que Riordan tem uma casa em seu rancho para nós. mas se seguirmos com este combate. matarão-nos finalmente. . — Poderíamos provar. Se fosse como MaryAnn suspeitava. embora pensasse que era verdade. Solange estava preocupada com Jasmine. Tinha visto muita brutalidade e morte. Nunca ocultei meu desprezo pelos homens. —Talvez tenha razão. Sofremos necessidades de emparelhamento um pouco mais urgentes que a maioria das mulheres. Desconfiava muito dos homens e o lar principal dos Da Cruz era um rancho ativo com homens por toda parte. igual a você suponho. a luta com os homens jaguar marcava cada aspecto de suas vidas. Solange estivera resgatando mulheres cativas dos homens jaguar há algum tempo. Já nos conhecem e conhecem nossa reputação. —Havia curiosidade em sua voz—. —Alguma vez desejaste uma família? —Perguntou MaryAnn.Não há outra forma de dizer. —Que tipo de vida é essa? — Perguntou MaryAnn. Era lógico. eu me senti igual durante muito tempo. — Ela deixou cair uma mão sobre o ombro de Jasmine.—Talvez a idéia do vampiro seja acertada. carinho. Não tinha ingerido nada em mioto tempo e deveria estar morrendo de fome. Por alguma razão. —Renunciar a liberdade. É meu lar e eu gosto daqui. Ela vira muito. às vezes. Solange não queria ir para o racho. Era mais jovem que MaryAnn e isso era chocante. —Surpreendentemente Solange. Estar sob a mão de um homem. mas não estou disposta a viver o tipo de vida de uma mulher para ter uma família. porque Solange estava amargurada e a amargura arruinava vidas com o tempo. acredito. como se ela sustentasse um grande peso sobre os ombros. passou por muitas coisas e também estava traumatizada. não é. Havia muito dor em Solange. .mas aonde podemos ir? Nenhuma de nós duas poderíamos viver na cidade. Há muitos homens bons aí fora. mas mais que isso. —protestou Jasmine. os quais tomariam seu papel muito a sério. Solange encolheu os ombros. MaryAnn queria fazê-la compreender e ver o que ela via. Quando estou só no meio da noite ou quando estou em zelo. Se nossos homens forem capazes de fazer as coisas que fazem. Parecia mais velha com sua face séria e adulta em vez de inocente. Não podia assegurar a Jasmine. Acredito que Juliette tem tanto a dizer como ele. Jasmine ficou tensa e sacudiu a cabeça sem dizer nada. – Você é uma mulher muito boa para viver dessa maneira. Solange nunca daria as costas a Jasmine nem ao bebê.Cheguei a pensar que Jasmine e eu deviamos abandonar este lugar. . Era uma luta de vida ou morte na selva e Solange conseguiu não só sobreviver. Não posso me imaginar querendo fazer coisas por um homem.—conveio MaryAnn. Ela quer lhe fazer feliz. vejo o pior dos homens. toda a tragédia que tinha caído na vida das duas. mas também salvar outras mulheres. mas a forma em que ele a olha.

se você o fizesse. matar ou morrer. mas tentaria por Jasmine. Parece que gostam de verdade. também. . Merece uma boa vida. Jasmine lhe dirigiu um pequeno e conspirador sorriso.E está se alimentando como um passarinho. . —Você salvou vidas. . —disse Solange e seus ambarinos olhos se tornaram escuros e duros. . MaryAnn captou a ansiedade subjacente.Não vou esconder me desses homens. ficou de pé com o corpo rígido. .Não vou ao rancho sem você. —Ela olhou para Jasmine. Solange se reclinou na cadeira e olhou Jasmine com face grave. Paul e Ginny vivem no racho.MaryAnn o dirigó a Jasmine um sorriso de aprovação. Jasmine colocou as mãos sobre as de Solange. Somos uma família e ficaremos juntas. .Tenho feito coisas que não posso apagar da mente ou da vida. – Lá fora.Jasmine para a relativa segurança do rancho.— estou segura disso. —Ginny ainda é bem jovem não? Ouvi Juliette falar dela.Não quero ver isso acontecer a ti. —Não vai funcionar. Solange não acreditava nem por um momento ser capaz de permanecer no rancho.Disse MaryAnn. —sussurrou Jasmine. —lhe assegurou Solange. estava orgulhosa de sua habilidade. porque se os homens jaguar conhecem esta casa e sabem que a maior parte do tempo os irmãos Da Cruz não a usam. A tudo. Ginny particularmente é louca por cavalos. Não havia arrependimento em sua voz nem em sua face. E você tem que se preparar para fazer justamente isso. —Conheceste Rafael e Colby? —Perguntou MaryAnn. Onze ou doze anos. —asseverou Jasmine. —disse Solange. —disse MaryAnn brandamente. talvez. Tentarei ficar. —E você também. MaryAnn se deu conta de que se alegrava em ter vindo. —E as tirei. De repente. —Leve MaryAnn a um lugar seguro. a garota tinha garra e não ia renunciar a Solange.Me Esperem lá. Solange. Jasmine pressionou uma mão contra a boca para suprimir um grito de alarme. . Tentarei ficar.Aqui vivemos segundo as leis da selva. —Eu iria também. . Isso é tudo o que posso prometer. Regras de outra pessoa. .Fico contigo aqui ou no rancho ou onde seja. Jazz. Acredito que estaremos a salvo lá. —disse Solange. —Não sinta por mim. . Tenho claustrofobia a espaços fechados. —E eu também fiz a minha. —Eles estão aqu. ajudava as pessoas a encontrarem seu caminho e era boa nisso. mas MaryAnn pôde sentir a tristeza que emanava dela. mas não ficaria lá e sabe disso. Juliette sente o mesmo. E ainda retam um par de horas para o por-do-sol. Se atreverem a vir aqui a lhes fazer mal… —Eles nos violarão e matarão. Coma. Solange —disse Jasmine. Vá com o Jasmine. —Eu disse que iria contigo e o farei. Jasmine franziu o cenho. Era uma caçadora e já não restava nenhum lugar no mundo para uma mulher comSolange. . Deixaria-me com Juliette e voltaria para a selva para tentar trabalhar sozinha. . . Jasmine nunca ficaria se não ela não ficasse.Os irmãos mais novos de Colby.Bem por ti. Fiz o que quis durante muito tempo e não possome encaixar em nenhuma parte. Isso é o que farão. —Não sou boa com pessoas. —Está tudo bem carinho. —Você iria ao racho. virão atrás de nós. afinal. Não tive ninguém que me dissesse o que fazer desde que tinha doze anos e não posso imaginar vivendo num lugar com regras.Fiz minha escolha. em ondas. —ordenou Solange. . –disse Solange com voz dura. Solange levantou a mão. As duas mulheres precisavam dela. Ela tinha nascido conselheira. Solange permaneceu calada tanto tempo que MaryAnn temeu que ela não responderia. Especialmente com os homens. —O que é que tanto teme do rancho? —Ela apoiou o queixo sobre a mão e estudou a face de Solange. . Solange lhe lançou um sorriso agradecido. —MaryAnn estará muito bem ajudando aqui fora. —Não sou uma boa pessoa. Não pode se unir a nós durante o dia. mas está sempre que pode. Solange parecia mais perdida que Jasmine porque tinha renunciado a sua vida as pessoas. Talvez devessemos ir com Juliette e Riordan quando voltarem.

Jasmine empurrou para trás a cadeira e alongou a mão sob a mesa em busca da arma. MaryAnn abriu os olhos, enormes. Obviamente, elas estavam se preparando para o ataque. —Irei para cima, —disse Jasmine. - Você defende a parte de baixo, Solange. MaryAnn, eles não poderão abrir nenhuma brecha na casa, mas se e as coisas ficarem feias, lutaremos para abrir caminho para lá, então a deixe sem fechar, o tempo que puder. —Ficarei com vocês, —disse MaryAnn. - Sei como disparar uma arma. —Riordan e Juliette colocaram salvaguardas na casa, —disse Solange, sem se preocupar em esbanjar tempo discutindo com elas. - Jasmine, comprove as janelas. Mantenha-se oculta. Se a virem e a reconhecerem, pode tentar fazer alguma loucura para entrar, mas se romperem às janelas, dispare para matar. Entende-me? Sem vacilar. —Não vacilarei, —lhe assegurou Jasmine. —Irei com ela. - Acrescentou MaryAnn. Jasmine parecia tão jovem e assustada. Sua gravidez a deixava ainda mais vulnerável. Solange atraiu Jasmine para ela e a olhou nos olhos. —Mantenha-se a salvo, priminha. —Você também. —Jasmine deu um ligeiro beijo na fave de Solange e depois se apressou escada acima. MaryAnn a seguiu, mas fez uma pausa parar observar como se movia Solange pela enorme cozinha, para o salão. A mulher parecia um lince, formoso, poderoso e mortal. Era impossível não admirá-la ou confiar nela. —Ela nos tirará desta, —lhe assegurou Jasmine. —Não duvido. Ainda assim, sempre era bom ter um plano de emergência. Tinham que resistir até que Manolito, Riordan e Juliette pudessem despertar e chegar até eles. Deu uma olhada no relógio. Em pouco menos de duas horas o sol entraria. As salvaguardas deveriam agüentar até então. —Oh! —Disse Jasmine, olhando pela janela e empurrando-a contra a parede. - Tem alguém aí fora e parece que sabe o que faz. MaryAnn arriscou um rápido olhar. O homem não era um jaguar, sua compleição não era a adequada. Era baixo e magro, o cabelo era loiro e ele estava de pé em frente à casa, com as mãos no ar, desenhando graciosos padrões com as mãos. Só tinha visto algo assim uma vez e se congelou até os ossos. —Um mago, —sussurrou a palavra. —Ele está derrubando as salvaguardas, não é? —disse Jasmine. —É o que parece. Solange soltou um palavrão. Havia voltado, para deslizar atrás delas. —Contei quatro homens-jaguar. Reconheço um deles. É um lutador poderoso, Jazz. Conhece nosso aroma. Nunca tinha visto o que identificaste como feiticeiro. Deve ter sido chamado especificamente para desentranhar as salvaguardas cárpatas. —O que significa que estão aqui por uma razão, —disse Jasmine, afogando-se no medo, a voz lhe tremia. - Vieram aqui, apropósito de nós não é certo, Solange? Por mim. —Se acalme, carinho. - Disse Solange. - Sabe que eles dão caça a qualquer mulher com sangue jaguar, particularmente aquelas que podem transformar. Nós duas estamos em idade de ter filhos e levamos a linhagem de sangue puro e podemos mudar. Jasmine negou com a cabeça. —Eu não... Não posso. —Não quer fazer. Não é o mesmo. Dê-me a arma, Jasmine. —Solange estendeu a mão. Jasmine negou com a cabeça, desta vez com mais energia. —Não. Precido dela. —Falo sério. Dêe-me isso. MaryAnn estremeceu ante o aço na voz de Solange. —Jasmine, não há necessidade de se deixar levar pelo pânico. O mago levará algum tempo para desentranhar as salvaguardas. Depois que Juliette e Riordan as pusessem, Manolito veio comigo pela manhã e acrescentou as salvaguardas dele. Dê a Solange a arma e vamos procurar algo frio para beber, esperaremos lá embaixo, perto de um lugar seguro. Se colocarmos algum tipo de alarme nas escadas, não terão que vigiar. Poderemos nos concentrar em defender a parte baixa, uma área menor. Será mais fácil e poderemos deixar um

caminho espaçoso até um lugar seguro. Sem importar como, estaremos bem até que cheguem os Cárpatos. Ela manteve a voz tranqüila e os traços da face serenos, dissolvendo a tensão que se elevara. Solange lhe sorriu. —Tem razão. Deixemos que brinquem um pouco sob o ardente sol. Nós estamos aqui dentro, onde temos comida, água e proteção da chuva. Está começando a cair outra vez. O pobre mago parece um cachorro molhado. O sorriso de Jasmine foi fraco, mas conseguiu sorrir enquanto colocava a arma na mão de sua prima. —O que é exatamente um mago? E por que está aqui? As duas mulheres olharam para MaryAnn. Ela se mordeu o lábio e encolheu os ombros. —Não estou totalmente segura. Só posso te dizer que aprendi um pouco daqui e ali quando estava nas montanhas dos Cárpatos. Juliette e Riordan poderão explicá-lo melhor. Por isso eu sei que os magos são parecidos aos humanos, mas com poderes psíquicos e a habilidade de tecer magia. Eram amigos dos Cárpatos e compartilhavam grande parte de seu conhecimento. Algo aconteceu e houve uma guerra entre os Cárpatos e os magos. —Isso foi há anos, —admitiu Solange. - Ouvi algo sobre o assunto quando era pequena, mas acreditei que há tempo que se foram deste mundo. —Aparentemente não, —disse MaryAnn. —E todos estão contra a espécie Cárpato? —perguntou Jasmine. - Isso significa que estão os jaguares também? —Por isso observei, Jasmine —disse MaryAnn. - Nenhuma raça é por completo boa ou má. Muitos não odeiam simplesmente porque outros o façam. Conheci um homem jaguar que me salvou a vida e estava muito preocupado pelo que estava acontecendo a sua gente. Estou segura de que há magos que não aprovam o que está acontecendo. É provável que muitos nem saibam. Os vampiros são completamente perversos e uma vez se infiltraram e influenciado a todos, alteram o equilíbrio natural. —Então os vampiros usam as tendências violentas de nossos machos para corrompê-los e terminar com nossa espécie, —disse Solange, com um tom sarcástico na voz. —Nem todos os machos são maus Solange, e recalcar que o são, influenciando a Jasmine para que tema uma vida normal, não é legal. —Não viu o que fazem esses homens. —Sou honesta, não é só uma pequena parte? Um grupo pequeno? Acredito que os outros homens-jaguar estiveram tentando detê-los. Se esse for o caso, está condenando os mesmos homens que estão trabalhando para deter tudo isto. —Nunca conheci nenhum desses míticos homens, —disse Solange, logo olhando para Jasmine, - mas talvez os haja. —Muitos homens se sacrificam pelo bem comum. Eu mesma vi Manolito ficar diante de uma mulher grávida e receber uma facada envenenada por ela. Ele morreu, q-quase morreu. —As emoções chegaram com rapidez e a afligiram antes que pudesse dete-las. Não estava preparada para a pena e a dor que se precipitaram sobre ela, acabando com toda lógica e razão. Voltou-se, piscando para conter as lágrimas, olhando o mago pela janela. Suas mãos seguiam um padrão e ele parecia triunfante, como se soubesse exatamente que salvaguarda foi usada e como desentranhá-la. Se não somente se cansasse de estar de pé sob a chuva. Cansado e molhado, sentindo os braços pesados como chumbo. Tão cansado que não pudesse ver bem ou pensar para recordar as palavras antigas e lhes fluiam movimentos. MaryAnn observou o mago Através da janela, imaginando sua fadiga, desejando que estivesse exausto de permanecer em pé, com a chuva caindo sobre sua desprotegida cabeça. Ele sentia-se débil e cansado e necessitava desesperadamente sair dali. Se tivesse sorte, estaria um pouco assustado pelos homens-jaguar e imaginaria ele atacando-o, rasgando seu corpo com seus terríveis dentes, devorando sua carcaça com uma única mordida… O mago cambaleou para trás, levantando uma mão até sua cabeça e lhe devolvendo o olhar através da janela. Assinalou-a, dizendo algo que ela não pôde ouvir, mas estava claro que era uma acusação. —Ali, nas árvores, —disse Solange. - Os atraíste. MaryAnn observou a pesada canopia onde o bosque se encontrava com a ampla extensão do pátio. Um

jaguar formado pela metade se movia entre os galhos. Era um homem grande e forte, com o cabelo desgrenhado e a crueldade gravada em seu rosto. Jasmine retrocedeu até pegar o braço de Solange. —Esse é o que chamam Sergio. É terrível. Todos o escutam. Solange assentiu. —Lembro-me dele. É um bom lutador. Poderia ter me matado, mas sabia que eu podia me transformar e não quis correr o risco. – Ela irigiu a Jasmine um pequeno sorriso sem humor. - Isso nos dá uma pequena vantagem. —Por que disse que eu os atraí? —Perguntou MaryAnn, levando a mão à garganta num gesto defensivo. O mago estava olhando-a e outra vez movia suas mãos em padrões fluídicos. Tinha a sensação de que não estava desembaraçando as salvaguardas mas que tentava fazer algo A ela. Solange a empurrou fora da janela. —Sabe que você o deteve. Devemos descer. —Eu não o detive. Só desejei que se sentisse um pouco cansado. —Bem, seus desejos o atrasaram, mas não por muito tempo. Quero que Jasmine e você vão a um lugar seguro. – Ela abriu caminho escada abaixo—. Acaba de se etiquetar como objetivo. Sergio saberá que não é jaguar e que é perigosa. —Não sou perigosa. —Se pode romper a concentração de um mago, você é perigosa. Ele irá te matar. Fique atrás de Jasmine. Essa era a última coisa que MaryAnn tinha intenção de fazer. Jasmine parecia decidida, mas muito assustada e MaryAnn queria abraçá-la e consolá-la. —Eu também tenho um par de armas, - disse, e sustentou no alto o spray de pimenta. - Não o esperarão. —Não deixarei que me levem desta vez, —disse Jasmine. - Não outra vez, Solange. —Terão que me matar para chegar até voce, carinho, —assegurou-lhe Solange. Sua voz era tranqüila e controlada. - Acredite-Me, não vou deixar que isso aconteça. Se tivermos sorte, MaryAnn nos terá dado tempo suficiente para que entre o sol e Juliette volte para nos ajudar. MaryAnn se deu conta de que Solange não tinha renomado nenhum dos homens Cárpatos, como se não pudesse, ou quisesse, contar com seu apoio. Solange estava mais machucada do que parecia estar Jasmine. MaryAnn sorriu para Jasmine. —Não se preocupe. Manolito se apressará em nos ajudar e Riordan também, embora vocês o conheçam mais que eu e provavelmente são bem conscientes de que ele nunca deixaria que lhes acontecesse nada se pudesse evitar. . Jasmine baixou o olhar para suas mãos. —Não perdi tempo em conhecê-lo. Passei uma época de difícil adaptação depois do ataque. —Agüentaremos sozinhas, —disse Solange. Encontrou o olhar de Mary Ann e entendeu a repreensão, aceitando-a com um lento assentimento de cabeça e uma profunda inspiração. - Entretanto, é provável que não seja a melhor forma de levar as coisas. Acredito que temos que ir ao racho e tentar nos dar uma vida nova e diferente. —De verdade, é o que pensa, Solange? — |Perguntou Jasmine e pressionou uma mão contra o ventre, com medo nos olhos. MaryAnn compreendeu que o olhar era de temor em decepcionar Solange com a decisão de ter o bebê, um menino jaguar com sangue quase puro. Solange tinha visto muitas situações horríveis para ser capaz de olhar alguma vez para um homem jaguar sem prejuízos e Jasmine sabia disso. Ainda assim, tinha sido o bastante forte para tomar sua própria decisão, isso era bom sinal. —Claro que sim. Não podemos viver na selva para sempre, agora que os homens jaguar sabem quem somos e estão nos caçando. Acredito que já é hora de ir. Solange segurou o braço de Jasmine e lhe deu um pequeno empurrão. —Se mova. Eles vão entrar a qualquer momento. MaryAnn, venha. —Ela deslizou até a janela com passo determinado, a faca numa mão e a pistola na outra. Logo se virou, amaldiçoando. —Já vêm. Estejam preparadas! As portas dianteiras se abriram de repente e entrou uma enorme figura, metade jaguar metade homem,

de onde a tinha espreitado sem ser visto nem ouvido. os dentes fechando sobre a larga cabeça. A boca e os dentes lhe doíam. Sentiu-o perto. mas o animal continuou avançando. Afastou-se para trás. . Foi diretamente a Solange para ajudar Sergio a submetê-la.Já é suficiente. Antes que pudesse alcançá-la chegou o mago. com as garras de um lado a outro enquanto procurava sua presa cegamente. procurando encontrar a porta. golpeou Solange pelas costas. lhe tirando a arma da mão de um golpe. Jasmine a seguiu na luta. o jaguar a atraiu para ele já lenando os dentes para seu crânio. Os dois machos se encontraram. jogando-o para trás. mas ainda era perigoso. Solange se lançou para o jaguar sem vacilação.atravessando correndo o frio mármore. Os ossos lhe doíam. . Segurava a cara dando alaridos e rodando de um lado e a outro.MaryAnn ficou em pé de um salto. Arranhou-lhe o focinho e lhe rasgou o ventre. O salto de Jasmine a tinha mandado sobre o enorme macho. atiçando-o. Solange aterrissou em suas costas. com uma mordida enormemente forte. Um segundo jaguar. chutando a arma fora de seu alcance e empurrando-a contra a parede com tanta força que lhe tirou o fôlego. com os olhos ambarinos e desafiantes. lhe golpeando nos olhos. A fúria atravessou MaryAnn. que Jasmine tinha identificado como Sergio. enquanto ele utilizava seu tamanho para mantê-la sob ele. golpeando a perna de MaryAnn que ofegou de dor. O jaguar ferido rugiu com raiva. O grito de Jasmine a tirou de sua neblina de medo e dor. golpeando Sergio com uma garra afiada. Solange deu um murro na garganta de Sergio. Sem piedade ela arranhou o ventre do animal enquanto o sujeitava com os dentes. O ataque tinha sido obviamente organizado. Quatro jaguares rodavam pelo chão. atrás arma que se deslizou pelo chão. Manteve-a imóvel sob ele. deixando marcas de sangue no mármore. Fúria e um algo mais escuro. arranhando para sair. Derrubou-a golpeando-a contra o chão. Seu rosto estava úmido pelas lágrimas. selvagem e furiosa. A perna de MaryAnn cedeu sob ela que caiu batendo no duro mármore.. com um abajur na cabeça. com os olhos brilhantes. CAPÍTULO 10 Jasmine gritou e colocou a mão sobre a boca para amortecer o som. O peso dele a esmagou e os dentes lhe afundaram na garganta. utilizando jatos curtos. O jaguar se esqueceu completamente de MaryAnn. Eles rodaram. tirando a arma e disparando enquanto corria para ele. profundamente dentro dela. mas suas unhas se alongaram e lhe cortavam as Palmas. justo quando outro aparecia. unhas encontraram seu tornozelo e com um vitorioso rugido. Solange mudando parcialmente para colocar a força do jaguar em ação. O primeiro jaguar cambaleou movendo-se pesadamente enquanto o sangue gotejava constantemente pelos dois ferimentos de bala. fustigando pelo aposento caçando seus atacantes. Como afiadas puas. MaryAnn deu um murro na garganta do felino e o frasco de spray na mão tornou mais sólido o golpe. rodando na tentativa de se livrar de Solange. seus adversários tinham estudado as habilidades de Solange. MaryAnn afastou sua perna da luta. grunhindo. aterrissando entre MaryAnn e Solange. toda felino agora. usando o peso de seu corpo tanto como a força de seu felino. com o focinho cheio de dentes. na boca e no nariz repetidas vezes. O primeiro homem-jaguar caiu com força. Cravando os saltos. o corpo rígido e tenso. atravessando suas calças e rasgando pele e músculos quase até o osso. direto para elas. chocando-se tão forte que fizeram tremer as paredes. Esquivou Jasmine e golpeou Sergio afastando-o de Solange. —Alto! — Pare agora mesmo! . lutando por matar uns aos outros. selvagem e perigoso. para Solange. O ruído era estrepitoso enquanto móveis e abajures se chocavam contra o mármore. completamente transformado e feroz. Uma garra lhe rasgou a pantorrilha. Estalou num frenesi assassino. se afastou para trás como os caranguejos tratando de permanecer fora do alcance das garras de ferro que rasgavam. de aspecto perverso e mãos curvadas em garras afiadas. golpeando duramente. MaryAnn o orvalhou com o spray de pimenta. Suas mãos se apertaram em punhos. Lançou seu corpo no ar. o nariz e o focinho jorravam. Jasmine saltou através do aposento. O mago a tinha prendido pelos cabelos e estava tirando-a da casa.

. sacudindo-o e enviando folhas e galhos girando como mísseis através do ar. mas seu sentido de olfato se incrementou agudamente. convertendo-a num inferno. Não tinha sentido esse aceso. Os dois machos se estrelaram um contra o outro. Tinha que encontrar a forma de se esquivar do escudo para conseguir acesso a sua mente. constituíam uma parede de aço que não podia penetrar. para um canto da mente e cambaleou atrás de Jasmine e o mago. Que começava lentamente a se ocultar no céu. Sua sensação de determinação. agora extinto da conexão. MaryAnn desejou ter as habilidades de um Cárpato. Ele se referia ao mago? Ou a algo feroz que se desdobrava em seu interior? Não sabia. mas estava ignorando-o. conectados. Solange golpeou outra vez.Para seu assombro. Deveria ter se convertido numa massa de bolhas e a fumaça normalmente se misturou ao o vapor enquanto mudava.MaryAnn. mas não podia entrar. Sua mente devia estar aberta a ele a seu desejo e entretanto não podia penetrar nessa densa paragem sem importar o quanto tentasse. Soube. seus ossos rangiam e sua mandíbula lhe alongava. Profundamente sob a terra. incontrolada. um pequeno bloqueio em sua mente que não podia identificar e que talvez tinha impedido que sua ordem funcionasse como deveria. colocando Jasmine na frente a ele. A densa abóbada ajudou. Ela deteve seu avanço. Se conseguisse ter acesso a seus olhos. Eu não posso pará-lo. Sentia arder sua perna ferida. todos dentes e garras. Deixara-a com uma ordem para dormir. Jasmine já tinha suportado o bastante e isto tinha que acabar neste mesmo minuto. rasgando a garganta do outro jaguar.Manolito. Era um antigo. O ar ao redor dele se tornou instável. —Alto ou a matarei. A energia. instável e muito perigosa. com a fúria fluindo num nó duro e decidido. como se sua conexão com a outra mulher fosse inclusive mais forte que a conexão sangüínea entre Cárpatos. Afastou para um lado a dor e atravessou como um raio a canopia. cabeças suspensas. .. Podia sentir seu medo por Jasmine. com o olhar preso em MaryAnn enquanto arrastava Jasmine para fora da casa e fechava a porta. com os dedos cravados profundamente nela. mas ainda assim durante um segundo foi alcançado pelos raios. Podia . sentiu a acumulação de energia. Sentiu todas estas emoções e mais. chocando contra o chão. Tinha vindo à selva tropical para ajudar esta garota e não falharia. Sob ele. Deveriam ter deslocado chamas por sua pele. numa repentina onda dentro de seu cérebro. MaryAnn semicerrou os olhos quando o mago se virou para enfrentá-la. O vento ululou. Ferroadas formigavam de acima a abaixo por seu corpo e milhares de pequenas espetadas que picavam e ardiam. mas não sua própria companheira. . para a casa. MaryAnn era plenamente consciente do firme propósito de Jasmine e redobrou seus esforços em encontrar uma forma de salvar a jovem. com o estômago revolto.MaryAnn. Não podia esperar. Emergiu da rica e escura terra. uma forma de conseguir que o vento selvagem a elevasse no ar e a subisse ao topo da árvore mais alta. O som da porta ao fechar provocou os jaguares a voltassem a entrar em ação. Manolito despertou com uma explosão de dor e medo. Conecte-se comigo agora. Posso te ajudar. As mãos e os pés lhe doíam. MaryAnn estava num apuro desesperado. um galho se rompeu numa árvore e se precipitou através da canopia. perdeu as brilhantes cores. poderia ajudá-la de longe. ofegantes e com as línguas saindo fora da boca. Como Manolito estava tocando a mente de MaryAnn.Apesar de ter tomado seu sangue e saber exatamente onde estava. Terror. Não parecia que ela estivesse fechando-a deliberadamente para ele. com um braço sobre os olhos enquanto se convertia em vapor e ao mesmo tempo ordenava as nuvens cobrir o sol. mas só seus olhos arderam. deixando-o de lado enquanto sua mente trabalhava freneticamente num plano para recuperar Jasmine das mãos do mago. rodeou os felinos lutavam e empurrando a agonia de sua perna. Pressionou a mão sobre o lugar. Seu coração começou um forte e continúo galope e sua pulsação lhe troava no ouvido. Imediatamente. Só o mago continuou se movendo.. ela tinha fortes barreiras em sua mente. apesar de estar suando e tremendo. Estavam e não. Deixe-me que te ajude. MaryAnn ficou em pé. Agora que estavam eretas em seu lugar. . Sentiu as emoções de Jasmine através de MaryAnn. completamente capaz de colocar seres poderosos sob seu controle. vibrava atravessando a região. A eletricidade crepitava e corria. que o sol. pesar e absoluta convicção de fugir ou morrer. A fúria a abrasou como fogo e a marca sobre seu seio pulsava ao ritmo de seus batimentos. que ainda não se colocara. os quatro jaguares deixaram de se mover. mas havia algo. A selva que a rodeava ondulou. ao igual a todos os Cárpatos. Os relâmpagos vetearam as nuvens. Jasmine não se renderia. Estava sofrendo.

a tempestade elevando-se em seu interior. . descobrindo os dentes para um grupo de árvores próximas da casa. —Há outro. suas unhas se chocavam contra a o bico de seus sapatos como se estes fossem muito estreitos. – Ela cooperará. os macacos começaram a gritar em advertência. Estava bastante segura de que o felino que tinha atacado Sergio tinha sido Luiz. correndo para MaryAnn. Olhou para o imenso galho caído. chamando seu felino. tentando pensar em como manter Jasmine a salvo dos dois homensjaguar que esperavam dentro. O mago cambaleou para trás. simplesmente esperando. Ela se afastou. Sua visão se turvou até que o via através de um véu amarelado. mas o animal lhe respondeu. Enquanto elas corriam. lutando por se liberar. . Olhou para cima e eles estavam ali flutuando em preguiçosos círculos. endireitando-se e afastando um passo de MaryAnn. O ar abandonou os pulmões de seu atacante. —sussurrou Jasmine. As folhas ocultavam a maior parte do homem cansado. —engasgou o mago. seu couro cabeludo formigava. um grosso galho caiu do alto como uma pedra. sentia a coceira por toda parte. —Acha que está realmente morto? —Agora não me importa muito. Sentiu-o então. querendo que ele se desse conta de que estava disposta a lutar até a morte por Jasmine. tossindo repetidas vezes como se algo tivesse se agasalhado em sua garganta. Jasmine cravou o cotovelo no estômago do mago.Tenho que retornar e ajudá-la. —exclamou.cheirar o medo que exsudava do mago. surpreendida de que fosse verdade. —Detenha Solange. mas não de medo. Segurou a mão de Jasmine e começaram a retornar para casa. . registrando a canopia sobre elas. pelo atalho que conduzia a casa. O mago segurou a garganta com horror como se pudesse ler sua mente. —Falou com voz monótona. Antes que pudesse tecer um feitiço. —Não podemos deixar Solange brigando sozinha contra o jaguar. Não ficaria nada de seu corpo para os abutres. O olhar do mago seguiu o seu e ele reconheceu a reunião de pássaros e empalideceu visivelmente. Ela não sabia nada de magos e seus poderes. Solange estava lutando sozinha por sua vida. MaryAnn sentiu suas palavras como um zumbido lhe pressionando a cabeça. —MaryAnn estava tremendo. Fixou seu olhar nele. arrastando Jasmine com ele. que lhe desse dificuldade para respirar. O vento uivava e os relâmpagos cintilavam. mas se fosse um engano. — ele vaiou. saltando por cima dos galhos caídos e raízes enredadas. rodeando-os. Correram de volta através das árvores. algo estranho para ela. As diminutas faíscas explodiram e rangeram. E por que acreditaria ele que ela podia lhe fazer alguma coisa? Tinha seu frasco de spray de pimenta. MaryAnn envolveu-a em seus braços e a sustentou com força.Olhe seus olhos. —Sabe que é homem morto. —Detenha-se. tecendo um feitiço de sujeição para evitar que ela lutasse contra ele. Mas se ele não afastasse a outra mão da garganta de Jasmine. mas estava quase vazio. chamas laranjas e amarelas crepitavam pelo ar. Jasmine lutava desesperadamente. —Deixe-a ir. Jasmine gritou e enterrou a face no ombro de MaryAnn. —disse MaryAnn. mas a enfurecia que ele estrangulasse Jasmine com tão pouca preocupação por sua vida. Centenas de macacos lançavam folhas e galhos e saltavam agitadamente. MaryAnn a segurou pela mão e a empurrou atrás dela. Os dedos do mago se apertaram mais sobre sua garganta. Mantinha Jasmine firmemente em frente a ele como se seu magro corpo pudesse protege-lo de MaryAnn. endurecendo-se para enfrentar um ataque. Talvez tivessem sorte e seu estúpido feitiço pudesse lhe sair pela culatra e fazer um nó em sua traquéia. Se ele atacava com sua mente. Duvidava que o segundo frasco agüentasse muito mais. estrangulando-a. Jasmine assentiu seu acordo. prestando-lhe sua enorme força. desejando instintivamente empurrar a intensa força de volta para ele. Jasmine tentou parar e agitou a cabeça de um lado a outro. —Seus olhos. com lágrimas correndo por sua face e turvando sua visão. soube que o despedaçaria membro a membro. O ar se tornou pesado pela rangente energia. jogando o homem ao chão. O trovão se fez forte e as árvores estremeceram sob a força acumulada. O mago retrocedeu dois passos e levantou as mãos. Pare já! Estava tão furiosa que estendeu a mão para ele. era pouco o que ela podia fazer. —sussurrou. a adrenalina fluía por seu corpo.

assim que tudo fiquebem. bordeadas de uma luz relampejante. As nuvens buliram obscurecendo-se. —respondeu MaryAnn. MaryAnn segurou Jasmine e a jogou ao chão. Solange está em problemas. —Não posso te deixar assim. Empurrou-o para passar e começou uma fraca carreira para a casa. —Sabia que tinha que ser um Cárpato. Um mero fluido de som. MaryAnn a abraçou mais forte. como se ela fosse tudo em seu mundo. O rugido terminou bruscamente com o aroma de carne e pele queimada. convertendo-se em vapor e passando sob a porta. Jasmine tiritava incessantemente. De qualquer forma. —É algo bom. Acredito que Luiz está lá também. ajudounos e isso é tudo o que importa. cobrindo seu corpo o melhor que pôde com o próprio.—É obvio que há. —Tem que ir ajudar lhes. não nos separaremos. enquanto segurava o braço de Jasmine e a levantava do chão. Ela tentou não reagir. Os olhos de Jasmine se rregalaram. talvez tenhamos sorte novamente. O som do trovão ao golpear a árvore foi vibrante. piscando para ele. —Eu vou contigo. . o tronco se partiu e o jaguar uivou. não quando ele tinha essa linha teimosa marcando sua fisionomia. Uma fêmea jaguar jazia de lado. Jasmine. —Eu não fiz. tentando tranqüilizar À garota. vidros quebrados e cadeiras reduzidas a pedaços. Temos ajuda. Movendo-se rápidamente. Os músculos ondulavam sob a dourada pele e seus olhos gelados eram desolados e escuros. —Pode se esquecer disso. Afastou-a no último momento. —disse Jasmine. móveis derrubados. Sua sua pelagem estava coberta de sangue e saliva. Engoliu a ardente dor da perna e tentou sorrir. —MaryAnn não ia discutir. sabendo que ela estava viva. seus cabelos rangiam. Solange está lá dentro lutando contra outros mais. Uma tormenta de fúria se reuniu em seus olhos enquanto tocava os ferimentos abertos de sua perna. — Estão nos espreitando. Ele nos ajudará. Jasmine engoliu visivelmente e se incorporou devagar. Olhos que guardavam muitos segredos. As pontas de seus dedos lhe roçaram a pele. segura de que ele a seguiria. movendo-se rapidamente entre a fumaça e as ruínas de um campo de batalha.Se tivemos sorte com o mago. porque teria sido muito fácil ter três deles atrás de nós. —MaryAnn respirou fundo. salvo uma rapidamente para se certificar de que estava bem. Parecia um guerreiro da antigüidade. . deixando MaryAnn do outro lado. —Esse é Manolito. o que lhe permitia mover-se com mais liberdade. Manolito a segurou nos braços e correu. mas ele o convertia em poesia. —É isso o que chama de sorte? Eu acredito que sua pontaria foi excelente. —MaryAnn. Sua face estava cinzelada e marcada. piscando enquanto o alto Cárpato vinha andando rapidamente para elas. mas depois passou a fazer uma inspeção completa de MaryAnn. Seus flancos inchavam enquanto tentava fazer entrar ar em seus pulmões e com cada movimento o sangue saía a jorros. A coberta de nuvens ajudava e o sol estava terminando de entrar. MaryAnn segurou seu braço. não é? —Sim. assim se nos separarmos virão atrás de mim.Ali na árvore. O calor colocou um lado o gelo e seus olhos eram ardentes quando MaryAnn se sentou. O relâmpago golpeou o galho e o desviou ou o vento o jogou. —sussurrou. —Obrigado por vir tão rápido. Era de verdade tão intenso que se tornava difícil não responder a sua atenção absoluta. absorvendo seu tato e textura. posso ver parte da pele. mas façamos o que façamos. O ar se carregou de repente de eletricidade. ele inclinou para pegála nos braços. Seu olhar registrou as marcas de dedos em seu pescoço. — ele disse seu nome. Temos que tirá-la de lá. —admitiu Jasmine. Havia sangue e pele por toda parte. sustentando-a contra seu peito enquanto cobria a distância a velocidade imprecisa. Querem-me viva. O cabelo longo fluía atrás dele. Os dedos na pele de Jasmine fossem impessoais e ele nem a olhou. Ele se inclinou para examinar os arranhões de sua perna. Tentava . Respirou. – Achei que poderiam ser Riordan e Juliette. Podia respirar outra vez. tentando ajudar. Seu olhar passou sobre Jasmine para encontrar MaryAnn.

—Onde está Juliette? —perguntou Jasmine. com a língua fora da boca. – Sinto muito irmãzinha. MaryAnn se deixou cair junto a Luiz. não há nada que possa fazer por ela. deixando-se cair de joelhos para pressionar forte a mão sobre o sangue que saía. —Manolito sacudiu a cabeça.Manolito. —Bem. —MaryAnn. . . Ele está morrendo. Manolito apertou forte. Ajudarei-te num minuto. —Ela sente que não tem nada pelo que viver. Ela escutou a voz claramente. —disse Manolito. MaryAnn ouvia o estertor da morte na garganta do felino. Jasmine com muita dificuldade ainda pôde afastar de seu caminho quando ele passou correndo. —Solange! —Jasmine se deitou no chão junto a felina. O aposento esfriou e as paredes vibraram quando o poder fluiu em seu interior. conectou realmente com ele. Voltouse. ele não vai morrer. . de uma força e uma inteligência com a qual ela não havia nunca tropeçado e nem desejava tropeçar. sente-se antes que caia. —Faça alguma coisa. Sergio deixou Luiz cair e saltando. que sua mente se afundou na de Solange antes que esta pudesse formar um escudo protetor o bastante forte para detê-lo . . A companheira de Riordan está angustiada. Ela vai morrer. Não pode se adaptar a viver em outro lugar e não quer ter parte de sangue Cárpato. —Teria que selar seus ferimentos e lhe dar meu sangue. a morte dançava nas profundezas escuras de seu olhar. Era uma ordem clara sem opção a discussão. Estava por toda parte e o jaguar jazia como se já estivesse morto. mas virão. mas era muito forte para se render e um dos outros machos estava quase cego. — Golpeou duro e rápido. Manolito suspirou. tentando deter sua perda de sangue com as mãos. Não há necessidade de acariciar sua pele. Não pode haver outra opção. Este estava num canto.MaryAnn pensou a pergunta para enviar a Manolito. O esforço lhe custou as forças que restaram e um geiser de sangue brotou do ferimento de sua garganta. O aroma de sangue estava por toda parte. Sergio segurou Luiz pela garganta. Quande Manolito entrou. Deixe-lhe te ajudar. lhe provocando não só a inevitável fome. fechando as fortes mandíbulas e rasgando-o. mas também a agressividade. seus traços marcados com linhas duras e desumanas e os olhos sem emoções. Era áspera e cortante. quando foi arrojado para trás bruscamente. Sua respiração cessou instantaneamente. O outro macho saltou nas costas de Luiz. Encontrou contendo a respiração. destroçado por marcas de garras e coberto de ferimentos. . que seus dias na selva terminaram.Havia uma clara reprimenda em sua voz. Não me deixe sozinha. surpreendendo-o.Quem é? . com os olhos chorosos e queimados. . . Havia uma sensação de perigo. Ouviu-se um rangido audível e o homem-jaguar desabou no chão. olhando para Manolito. Ela resiste ainda a meu tato e muito mais ainda. —Pode fazer alguma coisa? —perguntou Jasmine ansiosamente. Ficou na porta.Agora fala comigo como fazem os companheiros. com um braço ao redor da cintura de MaryAnn para lhe oferecer apóio enquanto entravam. mas o grito de Jasmine o deteve.Curea-a e lhe dê sangue. Ajoelhou-se junto ao jaguar e passou as mãos sobre a trêmula felina. Escute-me agora. Ele não pareceu desconcertado pela intensidade do poder e somente encolheu os ombros casualmente —Zacarías deu uma ordem e deve ser cumprida. o caçador o segurou pelo pescoço. atravessou a porta com estrépito e correu para a segurança da selva. Deixe-me examinar os ferimentos e ver o que posso fazer. a minha oferta de sangue. mas antes que pudesse aterrissar. Solange mostrou os dentes e virou a cabeça. Soltou um pequeno grito quando viu Solange e correu para seu lado.Por favor.corajosamente ir a ajuda a um macho que lutava contra os outros dois. Manolito tinha dado dois passos para a porta para seguir Sergio. —Não sei. como se tivesse os dentes a descoberto e apertados. mas para sua surpresa. Manolito levantou a cabeça e olhou para Sergio.Acreditei que viria. Você o salvará.

murmurando brandamente para mantê-lo com ela. Tudo ficaria melhor. Seu toque era luz e enchia a mente de Solange de esperança e convicção. – Faça com que deseje viver. Solange. Foi difícil abandonar as reconfortantes ondas de carinho e procurar os quebrados e sangrantos órgãos para repará-los. Sergio não tinha pretendido matá-la. nenhuma vez em todos os seus longos séculos de existência. Era uma situação espantosa. com lágrimas descendo pela face. imantando Solange com seu calor e com a crença absoluta de que esta vida era boa. em comparação. mas estava muito fraca. Quando lhe lançou um olhar rápido. via a faísca apagar em seus olhos e tudo o que podia fazer era olhar impotente. temendo que se a deixasse. Reconheceu o toque de MaryAnn instantaneamente. Sabia o que significava. tão leve que quase como se não estivesse lá. Parece ser capaz de conseguir que as pessoas façam quase tudo. Seguiu falando com Solange também. Faça o que tem que fazer. MaryAnn sustentava a cabeça do jaguar macho em seu colo. temerosa de que a tivesse perdendo. A perna lhe doía tanto que acreditava que desmaiar talvez fosse uma boa idéia. A princípio pensou que era por causa de sua desconfiança para com os homens. MaryAnn faria a missão de sua vida. tudo podia melhorar. MaryAnn lhe devolveu um pequeno e decidido sorriso. mas não poderia fazer o que Manolito fazia. —disse ele. relaxando no tranqüilizador refúgio de sua calidez. para salvar seu príncipe. . Não restava nenhuma outra forma de vida. decidiu que seus ferimentos eram pequenos. de onde estava e o que estava fazendo. além de toda salvação. Quis fazê-la sentir orgulhosa dele e queria conservar esse olhar para toda a eternidade. Como abandonar tudo o que alguém era e converter-se num instrumento de cura? Tinha visto Manolito sacrificar sua vida por uma mulher e uma criança que não nascera ainda. com duas pessoas ao beira da morte e só Manolito para salvá-los. não fora tão cuidadoso. Ela possuía uma vontade de ferro e lutava duramente para afastá-lo. quando os Cárpatos raramente ficavam marcados. reparando cada ferimento tão rapidamente quanto foi possível. —Mantenha-o vivo então. mas se ela não tivesse tão gravemente ferida. seus olhos brilhavam com tal emoção que fez com que seu coração derretesse. tentando alcançar a outra mulher. A artéria estava quase destroçada e o corpo de jaguar estava cheio de sangue. de forma que não houvesse modo de saber que tinha penetrado. Branda e correntemente fundida a Solange. Ela lutava contra ele com sua mente. Manolito permitiu contra vontade que seu espírito viajasse pelo corpo da felina. mas ela lutara duro e quando o segundo jaguar a tinha atacado. os pulmões estavam enchendo-se de sangue. para fazê-la saber que por mais negras que parecessem as coisas neste momento. Podia ver como sua vida escapava. viu que seu temor era que Juliette e Jasmine se dessem conta de que era uma assassina.MaryAnn rezou em silêncio. talvez tivesse que recorrer a um métudo mais perigoso e violento para manter sua mente prisioneira. Tinha ouvido dizer que tinha uma cicatriz ao redor da garganta. E agora conseguia abandonar seu ser a fim de . . Não poderia recordar que ninguém jamais o tivesse olhado assim. tentando lhe expulsar. Solange se tornou mais cooperativa. de ajudar Solange e Jasmine atrás de todos os sacrifícios que elas tinham feito resgatando mulheres. Ele lutava para respirar. cruzara a linha e não havia como voltar. Jasmine sustentava toalhas sobre os ferimentos de Solange e lhe sussurrava.Havia absoluta convicção em sua voz. ajudando-as a encontrar um lugar seguro. da mesma forma que fazia com que Solange tivesse esperança e vislumbrasse um futuro. E confiança também. acariciando o pelo macio. dependendo de MaryAnn para manter a cooperação de Solange. além de toda esperança. precisavam de sangue. —Estou bem. cheia de beleza. O fazia desejar viver. Sujeitou-a na terra. Em algum momento.Fique conosco. negando-se a permitir que seu espírito escapasse enquanto ele abandonava seu corpo físico e se introduzia no dela. Era antigo e poderoso. entretanto serenava e acalmava numa sensação de tranqüilidade e esperança. Quase esqueceu de si mesmo. mas quando uniu sua mente firmemente a dela. de aventuras e de amor. Ele acabava de se elevar e se havia uma coisa que sabia dos Cárpatos era que despertavam famintos e que quando usavam energia para curar. Ele não teria sabido se não tivesse intercambiado sangue com ela. a mulher trataria de rasgar o pescoço de Manolito. E então sentiu uma suave calidez fluindo gentilmente na mente de Solange. Sob a influência de MaryAnn. o que tinha que fazer para salvar sua vida. Manolito voltou sua atenção para Solange. Soltou tudo o que era e se converteu só em energia curadora. tomado pela admiração pela mulher que era sua companheira. Manolito tinha que curar Solange e depois Luiz e por último sua perna. curar. mas quando viu a quantia de sangue a seu redor. Luiz morria. Não sabia se poderia parar.

se não estivessem conectados pelo intercâmbio de sangue e pela primeira vez se permitiu pensar nesse intercâmbio como algo bom. De amor e de integridade. a fé absoluta que brilhava em seus olhos era um presente que ele nunca esqueceria. Estava em sua mente quando ele abandonou tão rapidamente suas opiniões e idéias. O olhar de Manolito revoou à mão que acariciava a cabeça de Luiz. Manolito. sua verdadeira personalidade e havia se tornado desinteressado em seu esforço em salvar Solange.Viva. Quis envolvê-lo nos braços e sustentá-lo. E as brilhantes cores a seu redor se desbotavam em espectros mais apagados. Sei que está cansado. tocou a mente de MaryAnn e descobriu instantaneamente que esses dedos acariciavam na realidade.Tremendo. talvez na realidade desejos de protegê-las? Sua espécie. com o queixo firme e o nariz reto. Não soube se sorria ou se simplesmente pegava MaryAnn e saia dali antes que pudesse averiguar que ele era uma fraude. Estavam todos unidos num só homem. E ela seguia pensando que tudo isso era por causa dele. —Tenho que dar sangue a Solange. —Está tudo bem. Tudo a seu redor desvaneceun restou somente ele com seus olhos. algo que talvez perderia de sentir e ver. As sombras retrocederam. Deveriam parecer femininos. Não podia mais que admirálo. todas as esperanças e os sonhos. Ela nunca deixava de olhá-lo assim. suas próprias necessidades. o de Luiz e o de Solange. Agüente firme até que ele possa te ajudar. Manolito tinha abandonado sua personalidade. Manolito tinha dado um passo para ficar adiante e assumir o ataque mortal sem vacilação. Luiz vivia ainda porque o mantinha unido a terra. com crenças firmes sobre as mulheres e apesar de tudo isso. Uma vez que tenha tomado meu . . verdadeiramente entesourava mulheres e crianças. Talvez tivesse descartado o Cárpato por impossível se não tivesse conhecido seu outro lado bem mais suave. As linhas de sua face estavam profundamente marcadas. Afastou para trás o cabelo de Luiz. Dedicou-lhe um rápido sorriso antes de abrir a mão e forçar a fêmea jaguar a engolir sua oferenda. Era ele que ocupava seus pensamentos. Já estava faminto. mas era muito mais que isso. Teve sabor de cinza na boca e uma vez mais as sombras o chamaram. Manolito estava tão centrado. Não parecia se importar que Shea fosse a companheira de Jacques. O tempo pareceu parar. deixara-as imediatamente de lado. Isso a curará mais depressa e a fará mais forte. mas Luiz não pode agüentar muito mais. Jasmine deixou escapar um pequeno som de angústia e afastou a cabeça. Ele te salvará a vida. Manolito emergiu do corpo de Solange. E o tinha feito com gosto. .Una-se a nós. MaryAnn viu a bondade nele. escuros ornamentados de cílios absurdamente longos. Manolito tinha uma forte personalidade. Sentiu o batimento de seu coração. Una-se a nós. Tinha que dar sangue a Solange e precisaria ter forças para obrigá-la. Seu coração. Mantivera a todos conectados. —Apresse-se. Por um momento um laivo de negro ciúme lhe roeu as vísceras. Manolito. Fracamente. procurando sua companheira com o olhar. ouviu vozes que o chamavam. o dele. mas ela estava com ele. num gesto absorto enquanto examinava a face de Manolito. Em um homem incrível. compartilhando a força. mas sua fisionomia era muito masculina. O olhar de MaryAnn encontrou o seu e por um momento ele não pôde se mover nem respirar. mantendo um constante fluxo de absoluta convicção pela vida. tão completamente absorto na cura que não pensava em mais nada. . Não farei um intercâmbio com ela. forte e constante. Solange ainda estava viva porque MaryAnn lhe dera uma razão pela qual se aferrar. O corpo ficara vulnerável a tudos os ataques. Ela não se converterá em outra coisa. Sentiu a respiração dele entrando e saindo de seu corpo. como se não pudesse evitar que sua mente de desviar de volta para a terra das sombras. Luiz. Ele soava cansado. negando-se a considerar sequer lhe permitir partir. lhe dar o que necessitasse para ajudá-lo a continuar. Vê se pode conseguir que ela aceite o que lhe ofereço. conectada a ele e era consciente exatamente de tudo o que ele tinha que renunciar para chegar a se converter em espírito.Era positiva. irmãzinha. Estava em sua mente e podia ver sua absoluta resolução de manter Solange com vida.salvar uma vida. A confiança e a crença. sua cabeça. simplesmente lhe darei o suficiente para sobreviver. . Poucos podiam saber o que isso era realmente. aliviá-lo. todo o ego. Leu a determinação nele. A todos eles. fraquejando pelo cansaço. Que tipo de autêntico caráter estava escondido sob toda essa arrogância? E eram suas maneiras aparentemente dominadoras com as mulheres.

O jaguar acariciou a mão de MaryAnn com o nariz. Obrigado por fazer isto. Não podia permitir pensar nisso. Pode estar pedindo algo que ele não deseja. —disse MaryAnn. deve ser psíquico. —disse Jasmine. MaryAnn. as poderosas mandíbulas haviam atravessado pelos. Manolito era prático. Não o deixe morrer simplesmente porque é um homem. Mesmo se reparasse o dano e lhe desse sangue. —O que entendo é que se Luiz fosse uma mulher com habilidades psíquicas. Viu suas lembranças. MaryAnn. Merece a pena salvá-lo? CAPÍTULO 11 —Não sabe o que está pedindo. —Ele estava tão débil. mesmo se ela quisesse ou não. Estou só cansado. não podia imaginar o que era para um Cárpato conhecer o quanto eram escassas as probabilidades de encontrar sua companheira. A vida de um homem dos Cárpatos é extremamente difícil. Se não tivesse chegado a tempo. —assegurou-lhe com voz amável. Mas como é um homem não tem valor para ti. Recorda-se dela? Trabalhava para o príncipe tentando dar com uma solução. Ela tinha razão. eu sei. Fechou ele mesmo o corte da mão e desviou sua atenção para Luiz. Manolito fechou os olhos brevemente. talvez decaísse para sempre. viu como ele era. sozinha. —Sinto muito. Ele salvou Solange. Ela era humana. —Mas você sim. No momento em que o fez. tecidos e ossos. —Então lhe pergunte. já que a fome se convertera numa alarmante necessidade. Conversei muito com Gabrielle quando estive nas Montanhas dos Cárpatos.Salve-Lhe. a origem de muitas habilidades psíquicas? —Você não entende. que seu corpo fraquejava. pequena. Manolito retornou a seu próprio corpo e sacudiu a cabeça com pena. Não será fácil. Realmente.Está tudo bem. onde todos os irmãos Da Cruz e sua gente pudessem ajudar a protegê-las. —Não conhece o coração deste homem. ela não pode te mostrar seu agradecimento. Ela teria que prover para ele e a fé inocente que lia em seus olhos. Não podia manter seus dentes sob controle e o aroma de sangue era um tortura constante. não o salvaria. Levou-lhe um pouco mais de esforço abandonar seu corpo. mas sua visão se turvava. Quando a feriram gravemente. Pude ler em sua mente. Estava mais preocupado pelo custo para MaryAnn. você moveria céus e terra para lhe salvar a vida. peço-lhe isso por favor. Se for meu irmão como diz. Não é a espécie do jaguar. O corpo do homem-jaguar parecia pedaços. —Isso foi diferente. . —Como diferente? Se Luiz é jaguar. A longevidade não é sempre algo bom. Ela está sob o amparo de nossa família. . Ambas estão dispostas a contribuir? Porque não posso fazer isto . —Sei. as cores se empanaram.sangue misturado ao dela. Depois deste fiasco. Solange sobreviverá e será forte novamente. Por favor. —Não. Gostaria de tê-las por perto. —disse de repente Jasmine. päläfertül. Ela não tinha vivido séculos. mas mesmo assim. Zacarías emitiria um decreto para as mulheres e estas seriam obrigadas a obedecer. Teria convertido Solange se tivesse sido necessário. É uma grande perda para a gente jaguar. Respeitava Luiz. indiferente ao custo que era para ele. nem vacilar em sua obrigação de tornar sua própria vida mais fácil. Nunca a deixaríamos morrer se pudermos salvá-la. um dos homens salvou sua vida convertendo-a. . —É obvio que pode lhe salvar. igual a você. mas o que fez é muito importante. uma luz para tantas crianças mortas. —Terei que me alimentar. Solange era um membro da família e como tal seria protegida com todo o esmero. Piscou rapidamente para se manter centrado. Manolito suspirou. Só me sinto um pouco doente. O sangue enchia seus pulmões e o homem estava morrendo lentamente.Você tirou o vampiro de sua mente. não posso lhe salvar. —Não preciso de agradecimento. Solange estaria morta ou esses horríveis homens a teriam em seu poder agora.

Foi tão honesto como foi capaz. Esqueci-lhe de dizer . —Espere. Está seguro de que entende no que está se colocando. Ela engoliu em seco e tentou soltar-se de um puxão. . Ele estava se apagando. . Se não encontrar a outra metade de sua alma. . os séculos de caça e espera dependendo só da honra e logo depois.adicionou sem lhe olhar. com os sussurros empurrando-se no fundo de sua mente e seu próprio corpo debilitando. Piscou e se obrigou a concentrar. Imediatamente começou a RCP. Estranhamente. Não pode deixá-lo morrer. mesmo sua vida.. mais claro se tornava o mundo de sombras ao redor de Manolito. tanto se meu sangue for Cárpato. Serei capaz de tocar sua mente a vontade e te encontrar sem importar onde esteja. As vozes se fizeram mais fortes. Terá que viver sob as regras de nosso príncipe e jurará sua lealdade e amparo.. mas se aferrava À vida.Será doloroso. com o tempo perderá as emoções e as cores e viverá só com as lembranças. . O aposento silenciou.Não posso permitir que os vampiros continuem acossando e caçando minha gente. Mais do que ele tinha em si mesmo. Manolito fez um esforço para se concentrar só em Luiz. Tinha muita fé nele. . Manolito. mesmo quando lhe pedia que fizesse coisas que não eram absolutamente humanas. Seu sangue será dos Cárpatos. Luiz resfolegou ofegante e o jaguar mudou. naquele longo.Escute-me. lhe rasgando cada célula e órgão do corpo. Nunca mais voltará a ser jaguar. como humana ou jaguar. Ele estava morto de fome. Manolito voltou sua atenção para Jasmine. A garota estava sentada no chão. acariciando a pele salpicada de Solange. Sentiu-se tenso além da resistência. deslizaram pelas paredes e pelo chão.Eles já não serão mais sua gente. Sombras de peles tensas e bocas abertas e dentes como pregos afiados. Estou grávida. Deve compreender que este presente é escuro. . matarei-o sem remorsos tão rápido como é possível. Se nos trair. Antes que Jasmine pudesse replicar. e aparentemente corredor sem fim de escuridão. Os sussurros começaram em sua cabeça. —Faça algo. Quando baixou o olhar para suas mãos. mais para se confortar que para mantê-la calma. Suaves e insidiosos. Este não era um assunto comum. Os ossos rangeram e seu corpo se retorceu enquanto a morte o alcançava. Seu olhar se tornou negra obsidiana. lutando para encontrar uma vida e vivê-la bem. confiantes. Ele seria responsável para sempre por tudo que Luiz decidisse fazer. —Ele estava desesperado para se alimentar. Luiz estava muito longe.Ainda não acabei com minha luta para salvar minha gente. As sombras se moviam por toda parte no aposento. Não. Era uma obrigação que poucos homens desejavam. Espere. Os dedos de Manolito se fixaram a seu redor como um grilhão. Esgotado. Ela não tinha nem idéia do que estava pedindo.Diga-Me o que fazer. MaryAnn olhou para os brilhantes olhos de Manolito. Muito doloroso. qualquer. embora viverá e poderá mudar. MaryAnn soltou um suave e alarmado soluço e se ajoelhou.. Jasmine estendeu lentamente seu braço. O mundo a seu redor estava se apagando rapidamente. a ele e a nossa gente. só podia lhe mostrar o desvanecimento das emoções. Precisará sangue para sobreviver. das lembranças da honra. Tem a escolha de ir para outro lugar e procurar a paz ou permanecer neste mundo e continuar sua luta. homem-jaguar. Inspirou profundamente e assentiu. A fome queimou e arranhou. Era a tentação lhe mordendo. antes de escolher. . Deve ter muito cuidado para proteger a criança. —Não tem direito a oferecer sangue ou lutar com jaguares. Sempre esquecia que ele não era humano. Permitiu o acesso de Luiz a suas lembranças. MaryAnn o olhou com seus enormes olhos escuros. apoiando-se sobre o longo peito para ouvir o batimento do coração. O outro mundo estava tão perto. — Me dê sua mão. Os jaguares o evitarão. Não tomarei seu sangue. sua boca se congelou numa linha firme. Conheciam os riscos e sabiam o que era caçar e matar antigos amigos.. . vendo as diminutas chamas vermelhas e sentiu seu coração saltar. Terei sua vida em minhas mãos. Escolho a vida. estavam cinzas e tornando-se transparentes. Não havia modo de descrever ao homem jaguar como seria. —Acredito que posso. Somos os mesmos. quanto mais se retraía o espírito de Luiz. posso te tornar um Cárpato. Isto fará mal a meu bebê? Manolito deixou cair sua mão como se o queimasse.sem sangue.

sua debilidade. Se ele estava cortejando-a. numa íntima exploração. a tentação que sem querer ela estava lhe oferecendo. mas confiava nele. Queria assegurar-se de que estaria sempre a seu lado. . Seus dentes cravaram-se profundamente nela e o sabor e a essência de MaryAnn flutuaram até ele. que acreditou impossível poder saborear. Tinha-lhe dado vida novamente. Era seu amor? Ele já sentia mais que necessidade física por ela? Tendo estado em sua mente. Tentação. e ela era dele.. o prado da noite. Perdida na sedução da severa necessidade e a da fome selvagem. sivamet. Ninguém possuia pele mais suave. sentir ou conhecer o prazer que as formas de uma mulher podiam levar ao corpo de um homem. os padrões eram cada vez menos diferentes com o passar dos séculos. como Manolito tinha a plena certeza que acontecia a ele. —Tome o que necessite. Nem sequer sabia se podia viver com ele e com o que era. Foi para seus braços de boa vontade e acariciou com o nariz sua garganta. deveria ser capaz de deixar de lado a dor e atender os outros. kinta. mas correndo como tinha feito esta manhã na selva. Queria-a para sempre. Nunca tinha visto esse padrão antes e ele era um antigo. com as pernas em seu colo e ele podia encontrar facilmente a dor em sua carne. Ninguém. estava fazendo um bom trabalho simplesmente sendo ele mesmo. haviam lhe despertado. o som de sua voz. mas o admirava e respeitava. Agora sabia como sentia e como era. Meu amor. captou o significado em sua mente. Sentia-a. Manolito não podia abandoná-lo ao lamti ból jüti. estiveram enterradas tão profundamente. . Suas emoções estiveram congeladas tanto tempo num profundo lugar em seu interior. sua pele quase cinza e cambaleava de debilidade. Ele lhe inclinou o rosto de modo que seu olhar se encontrasse com o dele e ela fosse capturada. Não depois de se fundir tão profundamente com Luiz. névoas e fantasmas e tampouco podia esperar muito mais ou o homem se tornaria meio vivo. Seu tato. deixou que uma mão vagasse pelas curvas do corpo dela. —Nunca poderia te fazer mal. Passou as mãos sobre sua coxa.. Estava esmagado entre dois mundos e permanecer no dela o consumia. Sua língua foi como um toque de seda sobre sua pulsação. mas era impossível. seda viva em seus braços. Ela era cálida. Ela mais que isso. jaguares e humanos como sustento uma vez ou outra e como as espécies se misturavam. seu corpo movendo intranqüilo contra o dele. deu-se conta de que compartilhar lembranças e a incapacidade de esconder um do outro tornava a relação muito mais íntima do que poderia ter imaginado. Confiava nele com sua vida.E MaryAnn seria testemunha. O ar se prendeu em sua na garganta. não sentada como ela estava agora. —Seus lábios sussurraram sobre os dele. Seu sentido da honra para Solange e para ela. completando seu corpo e sua alma. Sabia que a tentação era uma mulher e que teria que usar cada grama de seu controle para evitar levar-lhe a um lugar onde pudessem ficar sozinhos. Ela estava aninhada em seus braços. mantendo o coração de Luiz pulsando e o ar movendo-se através de seus pulmões. para honrar suas mulheres. Os braços a aconchegaram e ele fechou os olhos para saboreá-la melhor. MaryAnn podia ver que Manolito estava fraco e pálido.Escolho a vida. Seu coração amoleceu curiosamente enquanto seu corpo se convulsionava e seu útero se contraía. —Não posso fazer isto sem sangue. Oh! Senhor. Manolito colocou uma mão dissuasiva no ombro de MaryAnn para lhe impedir de continuar a RCP. Ela tremeu em seus braços. Ao mesmo tempo. Não o tinha reclamado. Ignorando sua mão. ja szelem. Tinha usado magos. até sua perna. cada fôlego. A dor estava ali em sua mente. homem ou mulher. mesmo com as chamas vermelhas cintilando nas profundezas dos olhos escuros. Como podia não assustá-la? Tudo nele pedia para parar. Era atemorizante estirar o braço e oferecer a mão. ele a envolveu com seu braço e a aproximou dele. Tentação. para ficar hipnotizada e perdida nas escuras profundezas de seus olhos. Podia sentir a fome golpeando-o. só tinha aumentado sua carga. Simplesmente fez cargo com sua mente. pegar sua companheira e ir embora. A dor devia ter enfraquecido seu pensamento e afetado sua capacidade de manipular a energia. sabendo o tipo de homem que era e a dura luta que tinha levado a cabo para salvar sua gente. Um sensual sabor de MaryAnn. Este homem só podia ser dela. Ele não tentou disfarçar ou dissimular o que sentia por ela. mas a empurrava para o centro de seu cérebro com o qual ele não estava familiarizado. O modo em que a última palavra fluiu de sua língua resultou sensual e sedutora.

Ele a tocou. Sim. . Ela era sua outra metade. mas as vozes eram insidiosas.Ele defendeu-lhe. A terrível necessidade de lhe impor sua vontade. Não deveria estar ouvindo. cresceram. tratando-as brutalmente. em seus braços. Tomea antes que o jaguar a tome. quando havia tão poucas companheiras.. Sua mão deslizou ao longo de sua coxa.Foi feita para ti.. Estava faminto. . se tomava seu sangue e seu corpo. . Seu calor..Ele esteve a sós com ela. Medo de não poder controlar o vício de seu sabor.. E estava nu. queria ouvi-la rogar para que se unissem.. Ela pertencia-lhe de corpo e alma. O que acha que estava tentando obrigá-la a fazer? . . o que a levaria a um frenesi febril da necessidade sexual. seus braços a apertaram possessivamente e seu corpo a empurrou para trás de modo que a inclinou sob ele.É seu direito. Ela disse que ele tinha salvado sua vida. Os sussurros cresceram e as vozes se uniram. Não por prazer. Ela não pode te rechaçar. Moldada para ele. Ela lhe pertencia.Ela era dele Sim. . A necessidade de que ela o visse e a ninguém mais. . Precisava isto. todo calor e fogo. Ele a deseja. Mostrando-lhe seu corpo para que ela te deixasse. Por um momento. Não podia parar. Era dele. Viu sua marca. A fome o deixava louco. Ele era seu companheiro e o seria em todo o sentido da palavra.Ele a deseja. As sombras a seu redor aumentaram. Faça-a tua. Sua necessidade de dominar..Por que trazer de volta o homem-jaguar? Só se converterá em vampiro e você terá que lhe caçar e matar como tem feito com tantos outros. Tome-a agora. Tinha esperado uma eternidade na escuridão e no inferno e agora ela estava ali. com seu corpo preparado para o dele. Rica. mas também arruinaria qualquer oportunidade que tivesse de ganhar o afeto de MaryAnn. Não pode parar agora que está tão perto. Precisava de seu corpo rendido ao dele.. cheirou sua essência por toda ela e mesmo assim a tocou. Tinha todo o direito sobre seu corpo. como ela pertencia a ela. De não poder parar. de modo que ela não só quisesse mas também necessitasse tudo o que ele desejasse.. Fará tudo para afastá-la de ti. Era uma loucura se expor em trazer o outro homem a seu mundo. . salvo afundar-se profundamente nela. Atraíam as mulheres e as mantinham cativas. Podia desfrutar quando e onde quisesse. Seus piores traços. esfomeado. nele..Tome-a. feita para ele. Para que? Tomaria ali mesmo com o Luiz a seu lado? Com Jasmine e Solange como testemunhas de sua loucura? . . Nada podia saciá-lo. quente sangue estalando por seu sistema com a urgência da droga mais poderosa. salvo sua companheira. Ele podia tentar lhe roubar MaryAnn. com seu sangue confundindo com o próprio. E estava nu.. Queria ver seus olhos se tornarem frágeis pela paixão. saciando o desejo que o deixava tão duro e quente e além de qualquer preocupação. Tome o suficiente para convertê-la e ela não poderá te deixar. As vozes se tornaram mais altas. Tome-a agora antes que seja muito tarde e a perca. Naturalmente que sim. Mas por controle. Sabia exatamente o que a agradaria. Algo que ela lhe deseje deve proporcionar isso. Tocou sua mulher. movendo-se para o calor. Viu-lhe erguendo-se sobre ela. se a levasse completamente a seu mundo.Sim. Não só se desonraria e a tudo pelo qual havia suportado. Não era assim que funcionavam os companheiros. e sabia como obter cada resposta erótica. metendo-se sigilosamente em sua mente e alimentando seus piores medos e seus piores traços. Dela ou dele. É seu direito. de não se deter. O medo cresceu dentro dele. Tudos os homens-jaguar tinham demonstrado ser embusteiros. Estava enlouquecendo e ia ferir a única pessoa que tinha jurado cuidar. mais persuasivas. Toma o que te pertence.. Queria ouvir seu nome gritado numa tormenta de desejo. Conhecia seus desejos e fantasias. Seu corpo se curvava suave e flexível em seus braços de modo que saberia como seria ter seu corpo profundamente no dela e conduzi-los ao limite até o êxtase. Queria-a em seus próprios termos e sabia que podia controlá-la através da relação sexual.. Prenda-a seu lado por toda a eternidade.

. Por um momento acreditou que vomitaria.Segurou os braços de MaryAnn. Permita-me fazer isto. humilhava-o com sua confiança nele. as vozes e o frio que não podia se sacudir. numa sensação de bem-estar.. Não ia abandonar lhe até que ele estivesse a salvo na terra dos vivos. Passou a língua pelas diminutas aberturas. —Mas Luiz… —Estou mantendo-o vivo. Uma vez já era suficiente e se assegurou que ela ainda estivesse ali para lhe recordar em sua ausência. —Ele achou interessante. Claro que sente que sou tua. Solange jazia sem mover. Podia ver seu perfil. com os dedos dele passeando abaixo e acima por sua coxa. Como seu. As lágrimas encheram seus olhos. esperando que não fossem testemunhas de sua reação ante a atenção de Manolito. isolada de seu consciente. não imaginário. enquanto via o cabelo negro e sedoso caindo como uma cascata ao redor de seus ombros. A dor explodiu e roubou-lhe o fôlego. Nós somos mais fortes que eles. onde poderia matá-la? —Deixe-me te curar perna. Havia esperado que ele se esclarecesse. Porque francamente. mas apresse-se. Levantou a mão para seu próprio cabelo desgrenhado. seu corpo estava fazendo e pensando coisas que não deveria.Claro que me quer completamente em seu mundo. dando um rápido olhar em Jasmine e Solange. O que fosse que estivesse acontecendo era real. mas ela se moveu em sua mente. não tinha lhe afastado. Sua fé o aterrava. sem vampiros e demônios rondando-o. Os dedos dele deslizaram sobre os machucados da pantorrilha. surpreendida ante a dor que a queimava. Tinham sido as vozes algo mais que uma tentação para lhe fazer mal? Haviam sentido aquelas sombras. com seu corpo quente. dda carne rasgada e o músculo exposto pelo ferimento. O fôlego ficou preso na garganta de MaryAnn. Sustentou-a por um momento. desta vez com cuidado de não deixar marca. —Não podia suportar ver as marcas nela. era sexual. MaryAnn agradecia a Destiny que teve paciência de lhe explicar o laço entre os companheiros Cárpatos.Claro que os ouço. com os dedos rodeando seu tornozelo para mantê-la imóvel. —Sei. Uma perna da calça estava rasgada e a bonita prega talhada em tiras. —Pronunciou seu nome com voz entrecortada. Ouço-lhes e eles falam falsamente. Ele era muito bonito para ser real. Ele inclinou a cabeça para sua pantorrilha. Sou a outra metade de sua alma. sivamet.Não deixaria que o levassem. quando um Cárpato podia controlar a temperatura do corpo. . . a conexão de suas almas. com os olhos fechados. Em meio ao sangue e o caos. Parecia inverossímil. . Seu ser se sobressaltou. Ela estava sofrendo muito enquanto ele ajudava outros. . sua perna tinha profundas marcas. —Adiante então. Mesmo trançado.. Ttão profundas que o músculo saía pelos cortes. mas posso acabar com isso também. acreditando nele ao longo de todo o proceso. Sob ela. Já estava pensando nele como seu homem. Examinou com consternação sua elegante calça. Manolito. A ação atraiu sua atenção para as manchas de sangue de sua blusa de seda. O bom era que. Ela era uma dura garota de cidade e podia dirigir todo o lixo que queriam jogar nela ou a seu homem.Não é assim. E se falhasse? E se o homem que ela acreditava que era não existia? Ela sensibiliava-o. havia sentido a carga inteira da dor aguda. MaryAnn apertou os lábios para não protestar. —A voz lhe saiu estrangulada. com o coração palpitando. Já não estava compartimentada em seu cérebro. que no momento em que sua mente se tornou consciente do ferimento.Pode ouvi-los? – Ele estava desesperado por que sabia que caminhava em dois mundos. Ela tinha sido consciente de seus pensamentos. Manolito tentou acalmar seu acelerado coração e a onda de sangue quente que corria através de seu corpo diretamente a seu membro. .Dói. Eles estão alimentando de seus instintos. —Manolito. os longos cílios e o contorno dos lábios. . numa tranqüilizadora calidez.. Sou sua companheira. tentava se converter numa cabeleira selvagem. ela tinha debilitado as vozes o suficiente para fazer dormir a fera que se elevava para reclamá-la e para deixá-lo raciocinar novamente. sua pele suave e sua total aceitação. mantendo a atenção absoluta de Jasmine. mas você é mais forte que eles. Não podia pensar e muito e menos falar. mas não tinha lutado contra ele. E mesmo assim estava rodeado pelas sombras. que ela estava conectada a ele e Maxim tinha tentado atrai-la ao mundo das brumas. preparado-a para afastá-la dele.

Em seu próprio couro cabeludo. Não o seguia como ele sentia que uma mulher devia fazer. As vozes eram demônios horrendos. Ele atraiu a vida. Estava a seu lado. . sangue e o espírito de Luiz e os tomou em suas mãos. Estendia para aqueles que estavam a seu redor. Os dois são o mesmo. com dedos persistentes. Temo que seu felino seja forte e não renunciará a ele facilmente. Um pequeno soluço escapou quando viu a quantia de sangue no chão e nas paredes. . deu a ordem de beber e Luiz. tranqüilizando e acalmando-o. Ela fechou os olhos quando sentiu sua língua passar sobre o ferimento. Ele escolheu te salvar de modo que você possa salvar sua gente. Algo que ameaçava sua prudência. O jaguar soltou um rugido de protesto e logo permitiu que MaryAnn o acalmasse. E ela dava a Luiz sua compaixão.O mesmo homem que estava com ela antes. empurrando-se contra ele para chegar até sua irmã e sua prima..Ainda existirá. com o Juliette um passo atrás. O calor pulsou entre suas pernas. Reunia energia e a utilizava tão automaticamente como respirar. para acalmar o homem. um milhão de asas de mariposa revoaram em seu estômago e seus músculos se enrijeceram.Manolito carregou a dor e começou a tarefa de curar os ferimentos de dentro para fora. não lutou. Escolheu olhar sua mão. Cortando a mão.. Juliette parecia ilesa. mas agitada. mas não queria que Jasmine estivesse perto se algo errado acontecesse. Seus dedos eram hipnotizantes e Manolito sentia o toque em seu próprio cabelo. Um talho de sangue.Tente mantê-lo contigo. mas o felino sentiu o que estava para acontecer e se enfureceu. Estava começando a figurar que era ela. Ela assentiu. mas o corpo de Riordan a protegeu de qualquer possível dano enquanto assimilava a cena. Depois reunia e processava a informação sobre as pessoas. tentando imaginar como melhorar a situação. incapaz de falar. no interior de sua coxa. Era simplesmente uma energia diferente. Permitiu -se unir completamente. Os três estavam fundidos através de MaryAnn. . Sabia que ele tinha um agente curador na saliva e isso deveria ser fator asqueroso para ela. mas seu coração se compadeceu por Luiz ao perceber sua apreensão quando Manolito se inclinou para sua garganta. Companheirismo. sentir sua intenção. —Solange precisa de mais ajuda? — Ele perguntou a Jasmine enquanto se afastava para permitir sua . mas a ele dava algo totalmente diferente. voltou para seu corpo e se inclinou para inspecionar a perna de MaruAnn. Não sabia o que esperar. com os olhos semicerrados e embaciados de desejo. mas ele estava seguro de que ela não tinha nem idéia do que fazia. MaryAnn acariciou o cabelo do homem. para tornar sua transição mais fácil. A porta se abriu de repente e Riordan entrou. Isto permitirá que ambos vivam. Ela estava obviamente nervosa. Os Cárpatos não compartilhavam suas mulheres e Manolito definitivamente era do tipo ciumento. Mas antes que pudesse perder a cabeça. como uma carícia quente. —A voz rouca estava densa pela emoção. —Diga-me o que fazer para te ajudar. Não foi fácil obrigar-se lhe pedir. seus problemas e usava a energia para lhes dar o que precisavam em modo de esperança ou consolo. Confiar nela e não nas vozes. Ele estava provocando-a com as pontas de seus dedos. Manolito não queria que Luiz passasse de uma vida a outra num estado de ansiedade.Ela toca outro homem. Uma aproximação diferente. Quando as lacerações estiveram seladas e livres de toda infecção. sem estar segura de que o jaguar estava inconsciente ou simplesmente imóvel. submerso tão profundamente. prontos para escavar sua confiança nela... acariciantes. qualquer pessoa que sofresse ou sentisse necessidade de consolo. . ela os sentia sem sequer saber que o fazia. Havia marcas leves no braço e na face esquerda de Riordan. mas ele já estava firmemente fundido com o homem jaguar e o sabor do medo era amargo para um homem que tinha lutado tantas batalhas e trabalhado tão duro por sua gente. como a que ele usava para protegê-la. ele levantou a dele. MaryAnn mordeu o lábio e continuou acariciando o cabelo de Luiz. trabalhando com tanta energia para lhe proteger e lhe salvar do mundo das sombras em que vivia. Mas. Suas capacidades eram diferentes das de qualquer pessoa que tivesse conhecido. Como poderia ser de outro modo? Foste parte de Luiz durante muitos anos. —Pode ajudar Solange a ir para o quarto? — Perguntou. MaryAnn. —Temos que nos concentrar em Luiz. mas não era.

—Ela não irá.Perdeste a cabeça? Não podemos convertê-lo a um homem jaguar.Temos que levá-la ao rancho. —disse Juliette. Quando nos sentávamos no círculo do conselho. . Não reagi e nem neguei. —Solange não pode permanecer na ilha. . deixando uma mancha de sangue. —Ela falou de ir. mas nossos inimigos estão perto. para assegurar-se de que o homem não tinha ferimentos que precisassem de atenção imediata.enquanto você ajuda Manolito. —Sinto tanto. ela teria sido capturada ou assassinada.Está tranqüila agora. Devem ter averiguado nosso lugar de descanso e quando tentamos nos elevar.companheira se apressar ao lado de sua prima. Ele enviou a seu irmão uma rápida recapitulação de tudo o que tinha ocorrido. . Juliette negou com a cabeça. para capturála e entregá-la. irmãzinha? —Eu pedi a Manolito que salvasse o jaguar. . atacaram-nos.disse Riordan. Riordan negou com a cabeça para lhe tranqüilizar.Não têm problemas convertendo mulheres. era uma armadilha! Temíamos isso quando pegamos um jaguar observando a batalha. mas não sei por que. —O que está fazendo? —Perguntou Riordan.Disse Jasmine. —Oh. – Todos nós tínhamos cérebros velozes e reflexos rápidos. embora já soubesse. Manolito lançou um rápido e duro olhar a seu irmão. . —advertiu Manolito. Não será capaz de viajar. com a face pálida. Sempre era um de nós quem possuía as idéias que evitassem que nossa gente se dirigisse para o desastre. —Acreditávamo-nos superiores a todos os que nos rodeavam. . —O que acontece.Não quero que nossos inimigos o utilizem. Um vampiro colocou uma compulsão nos homens da raça jaguar. mas deu um rápido olhar para seu irmão. mas com dor. . —Mas não estava atrás de mim. Você está bem?—Jasmine assentiu. .Disse Juliette. Na realidade me chamou por seu nome. Não era Juliette humana com um pouco de sangue jaguar? O olhar de Riordan foi rapidamente para sua face e logo baixou até enfocar em sua perna rasgada. —Temos que levá-la ára o quarto e lhe permitir mudar de volta a forma humanam. . —contou Jasmine. —Jasmine e eu podemos levar a Solange para o quarto. —Luiz tinha sido poluído por um vampiro. . não. —Solange é de sangue puro e da linha real. . – Tentamos chegar até aqui. examinando a face de Manolito atentamente. Manolito se sentou afastando-se de Luiz e passou o dorso da mão pela testa. Os irmãos Malinov estão colocando em marcha o plano para obter o controle. mas Luiz me disse que Solange é o objetivo.—corrigiu Manolito.Vou desfazer-me do desastre aqui e limpar tudo. Estava poluído pelo vampiro e é muito provável que possa ser utilizado novamente. —Manolito facilitou a informação. —Um mago estava com eles.Desta vez usaremos só proteções nunca tecidas por magos. Acreditávamos que podíamos fazer do mundo um lugar melhor. Juliette se volrtou. – Ele desentranhou as salvaguardas para permitir entrar o jaguar na casa e logo entrou atrás deles e segurou Jasmine. Poucos caçadores eram melhores que nós. —ordenou Riordan. . mas estava definitivamente atrás dela. Estão destruindo a raça jaguar de dentro. —Riordan? —Jasmine atraiu sua atenção de volta a ela. Nesse momento sua expressão se suavizou. Ele permaneceu inexpressivo. Estão procurando o sangue real. —Que plano? — Perguntou MaryAnn. —Éramos muito jovens e nos víamos como intelectuais. —Por que? —Desafiou MaryAnn. era sempre Zacarías que apresentava estratégias para as batalhas. Ele acreditou que eu era Solange.Acredito que podemos persuadi-la. —Juliette estava perto das lágrimas. Só que não queria acreditar que fosse verdade. —Subam para o querto. sua fisionomia estava congelada em lúgubres linhas enquanto interrompia a alimentação de Luiz. Foi Riordan quem respondeu. Acreditei que em Juliette ou Jasmine a princípio. . Se ele não tivesse vindo em ajuda de Solange. tal como falávamos quando éramos jovens. Jasmine. —Queime o jaguar que matei.

—Quem são os irmãos Malinov? —Interveio MaryAnn. Se pudéssemos. Riordan anuiu.É um risco muito grande. como se pudesse ver o sangue de sua própria gente nelas. nos enchendo de informação. Muitos se resentían em serem liderados por conversas de velhos e antigos. —Eram debates intelectualmente estimulantes. . —Fosse o que fosse que pensavamos então. Poucas crianças sobreviviam e nenhuma era fêmea. a outra metade de nossas almas. Ele se moveu mais rápido do que esperava. Não posso me arriscar a que possa ficar bloqueada com ele e que seu corpo falte antes que a luta esteja completa. —Também. —Eu dito que não. Os magos. suportaríamos a maior parte da dor. —Não está funcionando. MaryAnn. tão fortes que não houve oportunidade dela lutar. MaryAnn estendeu a mão para Manolito. —Manolito. os homens-lobo e os jaguares. —Francamente acredito que posso lhe ajudar com a transição. Riordan negou com a cabeça. —Queríamos salvar nossa gente. Ele era o príncipe então e nossas mulheres já tão poucas.Seu corpo terá que expulsar as toxinas enquanto o felino luta pela supremacia. Então trabalhamos com idéias sobre como poderia ser feito. você não pode me dizer o que posso ou não posso fazer. —concedeu Manolito. —Posso lhe ajudar. —A conversão de Juliete foi extremamente difícil. os músculos se contraíram e se contorsionavam. —acrescentou Riordan. Sequer por nossas avio päläterfül. Reconforto as pessoas. Manolito segurou MaryAnn e a separou do homem-jaguar. Era questão de tempo. Ele ignora seus dons e se funde com a gente sem sequer saber. então nos sentamos com nossos amigos e traçamos planos para tomar o controle. Seus olhos se abriram de repente e ele deixou escapar um grito afogado. É o que faço.. Algo escuro e perigoso cintilou nas profundezas de seus olhos.—O que ocorreu? —Animou-o a continuar. que tinha um pouco de valor com que contribuir. Nossos dons permitiam nossos cérebros a trabalhar rápido para desenvolver as respostas que necessitávamos. Ela elevou o queixo. aainak enyem. Um músculo tremulou em seu queixo. —disse Manolito.. ele estava . com um pequeno som de angústia. Qualquer que seguisse os Dubrinsky e lutasse a seu lado tinha que ir. MaryAnn se inclinou sobre o corpo convulso. —Agora me dou conta de que os pensamentos de todo o mundo fluíam juntos. —Ninguém pode ajudar.Não pensávamos em fazer nada com eles. Não me arriscarei a isso. —Não é você quem se arrisca. Manolito. igual a todo mundo. mas não podemos. Tínhamos que tirar os Cárpatos das sombras da extinção e de volta ao mundo. — Já naquela época havia pouca esperança de encontrar uma companheira. mas a maioria se extinguiu e o mesmo estava ocorrendo em todas as partes onde olhávamos. Ele não gostaria que você fosse testemunha de sua conversão. —disse o mais brandamente que pôde. . meu amor. —Isto vai ser duro. Ele imediatamente a tomou. MaryAnn manteve o olhar fixo no de Manolito. Mas naquela época acreditávamos saber a direção que nossa gente podia seguir e não era a mesma que tinha decretado Vlad Dubrinsky. Estávamos nos tornando um mito junto com todos outros. MaryAnn franziu o cenho. Luiz se removeu. Manolito suspirou e passou ambas as mãos pelo cabelo. Com isso era com o que contribuíamos ao conselho. Todos nós podíamos ver que a extinção de nossa espécie estava perto. Seu corpo se retorceu. . olhando de um irmão a outro. — adivinhou. enlaçando seus dedos aos dela. porque não quer que eu saiba o que ocorre. —Ele estendeu as mãos a sua frente e as olhou. —acrescentou Riordan. Seu corpo foi um borrão enquanto a envolvia nos braços firmes. mas sua face permaneceu absolutamente inexpressiva. Havia várias espécies de cambiantes. —Não quer que eu seja testemunha da conversão. Antes que pudesse pensar sequer em objetar. —Sinto muito. os irmãos Malinov estavam implementando esse exato plano. Manolito.

Uma vez mais afastou o medo e se concentrou em Manolito. Deixou escapar o ar lentamente e continuou imaginado Manolito sustentando o homem-jaguar. Manolito tinha sido inflexível. sentia sua agonia. —Manolito. Furiosa. sabendo que Luiz estava sofrendo e Manolito precisava dela seu lado. Nesse momento. Tinha demorado um pouco notar o truque a sua conexão e a maioria do tempo quando tentava simplesmente não era muito boa. Sentia a necessidade. com as lágrimas correndo pela face e o corpo retorcendo-se na dor compartilhada dos homens. Um sapato ressoou contra a porta. Podia ser capaz de chegar a Luiz. A agonia que retorcia ao homem-jaguar enquanto a morte o chamava. Ela via sua compaixão enquanto sustentava Luiz. Manolito permaneceu fora um momento. Inspirou profundamente e deixou sair o ar. Manolito estava tentando defendê-la e protegê-la. Havia uma agonia em estar sozinha. sobre mãos e joelhos pelo chão do banheiro. de que o que estava pedindo que fosse contra sua natureza. mas a força dele era enorme e sua vontade de aço. porque nesse momento em que tinha se conectado com ele. não quando mais ele precisava. mas agora os tinha abandonado. sentia como ele se estendia para lhe acalmar. murmurando um feitiço de sujeição para manter a porta fechada embora ela conseguiria tirar as dobradiças. cada um completamente consciente do outro. . sentindo as lágrimas descerem. A gentileza que ele escondia ao resto do mundo. Um presente inesperado. ele precisava dela também. Sentiu o felino arranhar e rasgar. Seus lábios lhe roçaram o cabelo numa carícia e ele a deixou. preferia que não fosse testemunha do que estava para acontecer. enfrentando uma horrível ordalía. Não havia modo de detê-lo. mas não podia fazer nada para ajudar a nenhum deles.Isso vai ser ruim. Ela era absolutamente capaz de tal coisa. mas também a Manolito. enquanto o felino lutava. nunca ninguém a tinha dominado fisicamente. agora lhe conhecia melhor. Alguma vez antes teriam convertido um homem? Se nunca acontecera. mas como uma parte dela seguia com Luiz e com Manolito. Seu estômago parecia um nó. Ela estava bem zangada. Tinha sido ela a exigir que Manolito salvasse Luiz. Manolito esforçando-se em ser compassivo e lhe reconfortar enquanto permitia ao homem-jaguar seu respeito. se alguma mulher era. Para sempre unida a meu coração. Ambos os homens estavam estóicos. Entrou no banheiro e abriu a torneira de água quente na banheira. MaryAnn ouviu o urgente grito de Riordan a seu irmão. . Captava impressões de convulsões do corpo de Luiz. tentando morder enquanto se defendia do ataque do sangue Cárpato. MaryAnn lhe deu um chute. Manolito suportava bem. talvez houvesse uma razão para isso. ofegando para respirar enquanto a dor a atravessava em ondas. Se apresse. mas sentia que seria traumático para ele e para os dois Cárpatos. proibindo-lhe como se ela fosse uma menina. Enterrou a face no travesseiro. Mas agora parecia impossível. mas soubesse ele ou não. fechando a porta firmemente atrás dele. Concentrou nele. Luiz tentando suportar tudo com grande dignidade. Por mais que o acreditasse arrogante. Não podia conter sua ira. Havia sido uma imprudente ao empurrá-los a isso. Ela ficaria furiosa. Luiz ia sofrer e de algum modo sabia que Manolito sofreria junto com ele.. Na sensação e textura. retorcendo-se no ar e caindo com força. Luiz estava sozinho. Em toda sua vida. com o estômago revolto. Segurou o travesseiro e o sustentou contra seu estômago. experimentando tanta dor como a natureza permitia. mas pelo bem de Luiz e de MaryAnn. —Sinto muito. Captou uma pequena onda de compaixão de Riordan e Manolito e logo o felino novamente. Caiu de joelhos.chamou Riordan. Queria reter a fúria ante sua arbitrariedade ao encerrá-la no quarto. lutando para sobreviver e logo a sensação desapareceu. Podia perceber somente brilhos e se deu conta de que Manolito estava lhe impedindo de fundir-se com ele.entrando rapidamente na casa. o alarme crescendo até se converter em pânico. . sem dar conta ou talvez sim. Na intimidade do vínculo entre eles. soube que poderia amar Manolito completamente. Não sabia o que era. Sim. Engatinhou. precisando relaxar as cãibras de seus músculos. com tudo o que havia em seu interior. e logo outro. E então ficou solidamente em sua mente e na mente de Luiz e viu por si mesma os verdadeiros horrores da conversão. ainaak sivamet jutta. Nas camadas de sua mente. Uma boa razão. Não abandonaria Luiz nesta etapa.. havia sentido sua luta com o mundo das sombras. de ser testemunha da mudança. sentindo-se doente. Ela leu isso em sua mente enquanto deslisavam través da casa para o quarto e a depositava na cama. Captou Manolito sobressaltado ao se dar conta de que ela estava com ele e uma vez mais a afastou com firmeza. A conexão entre eles era incrivelmente forte.

Podia ouvir o barulho do relógio.... Seu cabelo negro. com saltos agulha. apaziguando-o o melhor que podia e teria tomado alguma atitude para lhe economizar isso. Os olhos. Sabia o que Manolito pensava. Enquanto colocava os braceletes no pulso. Fez uma trança francesa. E isso não ia acontecer. Estranhamente. Gritou. Elas moldavam seus pés como sapatilhas e sussurravam ao andar. Esses horríveis shows de televisão com homens lutando em jaulas e um deles dando . —Vêem. Colocou a tanga de renda negro azulado. Esperou. dando a suas curvas um agradável encanto e realçando a renda de sua curta blusa azul marinho sem mangas. Ele viria logo. Deixou escapar o fôlego lentamente e se afundou na cama para esperá-lo. ainda mais brilhante e luxurioso do que tinha notado na noite anterior.A atração podia ter começado com algum antigo ritual. Estava brincando com fogo e sabia o bastante sobre a vida para saber que não poderia chorar quando se queimasse. homem da selva. de cada arma que pudesse conseguir. mas assim tinha dirigido o homem-jaguar com grande cuidado e respeito e tinha sofrido muito por isso. Ele estava aberto a ela enquanto trabalhava sem descanso para ajudar Luiz a entrar completamente em seu mundo e seu coração respondeu do único modo que MaryAnn conhecia. Completamente. Seus dentes se chocaram quando o.. Ele acreditava que talvez estivesse. Porque tinha decidido que iria tentar. com o punho. Mas isso evocava botas de couro negras. . como uma adolescente voluntariosa. vendo o que Luiz tinha passado e não estava tão seguro antes de querer arriscá-la com ela. O que precisava era da bofetada de sua vida. Ia matá-lo com suas mãos nuas. Oh. senhor! Esses olhos ardentes e exigentes e a boca perversamente sensual e por que demônios estava se vestindo para seduzilo? Estava tentando conseguir uma calma para suas emoções e estava definitivamente vestida para conseguir que ele se endireitasse e tomasse nota. Talvez teria que idear outro castigo muito mais selvagem. A forma em ele que sorria. Sua saia chegava até quase o tornozelo e caía em ondas de tecido. Andou a espreita pelo quarto e bateu na porta. sua melhor arma e ela ia precisar com o Manolito. porque ele não merecia.Gritou para a porta e a golpeou com a palma da mão. significa suficiente. consolando-se quando na realidade queria chorar pelo que Manolito e Luiz tinham passado.. numa queda de azul marinho que era dinamite com suas botas azuis até os joelhos. A saia ressaltava seu traseiro empinado e arredondado. mas só a tinha feito sentir-se mais perto dele. A tensão na casa havia desaparecido. Seu soutiem combinava com a tanga.. Deixe-me sair daqui. mas os minutos passavam. quando discutissem os prós e os contra de sua relação.. o sorriso debilitou em sua face. Ele não a deixaria presa no quarto. evocou sua imagem. CAPÍTULO 12 A conversão era a coisa mais espantosa que ela podia imaginar. ficavam obsoletas com o homem da selva. Podia ter estado obcecada fisicamente por ele. Seus irmãos acreditavam que estava louco. Chicotes e cadeias. com mãos peritas na tarefa familiar.. porque o que tinha aprendido ali era que Manolito da Cruz era muito mais que um homem magnífico com uma atitude muito arrogante e que já estava a mais de meio caminho de se apaixonar por ele. O silêncio respondeu sua demanda. Suas crenças não violentas se esgotaram na selva e definitivamente. meias de renda e um bustier de couro. Chega. E um bom golpe não seria o bastante. imediatamente. Antes que ela perdesse sua natureza doce que a tudo o perdoava para sempre. onde deveria estar o rosto dele. mas enfim. Soubera que ela estava ali. Não se atreveu a usar a palavra. embora não tinha esse tipo de imaginação. uma escura morte e renascimento. —Retrato-me de cada coisa boa que pensei alguma vez de você. pela primeira vez considerou em arriscar tudo. escura e exótica. E logo. firme e interminável. da diminuta argola de ouro em cada quadril que a fazia sentir sexy e valente nas piores circunstâncias.. com pequenos botões de pérolas na frente. Os acessórios eram tudo e ela possuia muitos. Seria melhor que viesse. tinha visto seu verdadeiro caráter.. ajudando Luiz. – Você precisa que alguém bata nessa cabeça dura.

– Manolito espirou. — E Luiz? —Está na terra. levando seu aroma profundamente aos pulmões. atraindo-a brandamente sob seu ombro. sem se acovardar por suas necessidades. Sabia pelo que ele tinha passado e sabia por que tinha tentado economizar-lhe.ele disse. . MaryAnn.A casa está limpa e protegida. num toque suave e lento. quando chegar o momento. —Obrigado pelo que fez por ele. Luiz tinha anos de instintos de jaguar e despertaria faminto. —Não. seu olhar fixo em seus olhos. —Aonde? —Tenho uma surpresa para você. Deixando escapar o fôlego. —Conseguiu se esgotar. Tal engano não voltará a acontecer. ou no mundo real.murros no outro. esfregando o queixo lastimosamente. curá-la e manter separados os dois mundos aonde existia. —Levantou uma mão. —Acredito que será melhor que somente tenha pensamentos agradáveis sobre mim.. Permanecerá na terra duas ou três noites antes de se elevar e eu estarei lá para ajudálo tanto como possa. Desta vez usamos salvaguardas que nenhum mago deverá ser capaz de penetrar. Queria encher sua mente só com sua companheira. —Ele esfregou os dedos contra seu queixo. depois a fechou abruptamente. mas agora que ele estava diante dela. . Demorou muito desde que tivemos entendimentos com outras espécies e ao longo dos séculos fomos nos descuidando. —Está seguro de que não deveria comprovar Jasmine e Solange? Vim aqui para tentar ajudá-las e não tenho feito muito. Vestira-se com cuidado e cercionado em parecer mais bonita que nunca para ter o valor de enfrentar a ele e o que fosse que havia entre eles. mas não queria pensar nisso agora. Manolito teria que controlar os instintos naturais de Luiz de se alimentar.. ela colocou a mão na dele. Veremos como se sente Luiz a respeito.Vêem comigo. Sua singela declaração tinha um selo de verdade e atravessou cada defesa que possuía. . Esse seria o caminho a seguir. queria estar com ele. Sobre os próprios. como se simplesmente a saboreasse. A porta abriu e os ombros de Manolito encheram o marco. forçando-se a enfrentar quem e o que ele era. —Eu fiquei esgotado e você parece formosa. Mary Ann. nem petição. Ele inclinou-se para lhe roçar os lábios. não agressivo. Totalmente esgotado e fatigado por seu vôo para salvar duas vidas.. com melhor aspecto do que qualquer homem tinha direito a ter. —Ajudou a lhes salvar a vida. ou na confusão em que se colocara. com um olhar interrogador na face. —De nada. —Acho minha companheira absolutamente fascinante e eu gostaria muito chegar a te conhecer. —Não pode sentir dor. Quero te levar para longe daqui e te ter somente para mim por algum tempo. Ele era muito sexy e atraente. quando se elevar. chicote e botas. Não queria pensar mais no mundo das sombras. bem resguardado. A recente batalha com eles deveria nos ter ensinado que devemos levá-los em conta sempre quando protegermos nossos lares e câmaras do sono. Sentiu sua fadiga como um grande peso sobre seus ombros. Seu coração deu um curioso salto. Ele parecia exausto. Não queria se relacionar só fisicamente e seus novos sentimentos a faziam sentir-se mais vulnerável que nunca. Está a salvo. Ela abriu a boca para atravessá-lo com palavras. Um olhar para voce e todo o resto empalidece. piscando para ela. não estava segura de que estar a sós fosse a idéia mais inteligente. – Ele manteve o braço estendido para ela.Solange descansa e Juliette está com sua irmã. Imediatamente ele fechou os dedos e a atraiu para o calor de seu corpo. por ver o olhar de gratidão na face de uma mulher. certo? Manolito colocou a mão dela sob seu queixo e seuc polegar deslizou sobre sua pele numa lenta carícia. Podia sentir o calor e o toque de sua conexão espalhando sobre e dentro dela. – Ele crescentou. deu um passo atrás. Mais que tudo. não couro. - . Manolito teria que despachá-lo rápido e eficientemente. Mary Ann colocou as mãos nos quadris e olhouo da cabeça aos pés. Ela desejava seriamente ficar a sós com ele. mas na dúvida. Não houve empurrão para que ela o visse a sua maneira. Se cedesse a necessidade de matar sua presa.. Tudo está tranqüilo. . Um débil sorriso suavizou a dura boca de Manolito e expulsou as profundas sombras de seus olhos. – Preciso. Não houve ordem. Seu irmão lhe mais sangue? — Sentiu valente fazendo a pergunta. Ele estava em de pé. —E Solange? —Juliette e Riordan estão com ela.

com a ponta do polegar traçndo o atalho que sua língua tinha seguido. —Nenhum dano te sobrevirá. . Eu não fiz aquilo. na postura de seus ombros. ondulando os músculos e endurecendo seus mamilos. Seus olhos estavam semicerrados e nublados de luxúria. tê-lo amando-a. —Agradeço suas regras. Gostaria de sentir uma paixão que a consumisse toda ou nada absolutamente. na forma em que seus quadris se estreitavam e a evidente e impressionante protuberância de sua calça jeans. O vento era forte demais e um galho rompeu e caiu sobre ele. Estaria pedindo problemas se fosse. na largura de seu peito. —Você.Não enquanto esteja comigo... Mary Ann. —Para mim e para os homens. —Regras? —Suas sobrancelhas se arquearam interrogativamente. mas seu olhar estava ainda em seus lábios. Nunca tinha desejado uma relação com um homem que fosse cômoda. —Era melhor ser honesta e deixar que ele soubesse. —Não te farei nada com o qual não possa viver. cada fantasia com a qual sempre tinha sonhado. —Vêem comigo. não estou segura de que possa viver comigo mesma depois. o homem havia sido selvagem com ela e profundamente apaixonado. —Não está me permitindo entrar em sua mente. Ele exudava sensualidade. Como podia explicar que se sentia como se sua dignidade e anos de contenção estivessem a ponto de sair voando pela janela? Se ficasse a sós com ele. Deixe-me te mostrar meu mundo.O caso é que estabeleci regras para mim há muito tempo. permitir que saíssem as palavras. Os olhos escuros de Manolito vagaram possessivamente por sua face. Havia dor em sua voz? A última coisa que queria era lhe ferir. por ele. —Se for sozinha contigo outra vez Manolito. mas suspirou. . então teria mais problemas do que podia imaginar. ele esperava lhe fazer coisas sem as quais não poderia viver e isso era exatamente o que temia. Fantasiava uma relação com um homem que pudesse lhe inspirar ardentes e eróticos toques de eletricidade. resignou a nada de nada. Como poderia? De algum jeito estava muito agradecida de que ele não pudesse entrar em sua mente. —Não sei como te deixar entrar ou sair de minha mente. ia fazer todo o possível para seduzi-lo ou simplesmente lhe rogar que a empurrasse contra a parede mais próxima e a tomasse.Sua voz resultou áspera pela fome. Honestamente não tenho a menor ideia de por que todos vocês acham que sou psíquica. Você não é seguro. Não deveria ir. Queria que ele lhe ensinasse todas as coisas com as quais tinha sonhado. É obvio que iria com ele.. —Não estava se saindo bem porque honestamente não podia pensar com ele olhando-a assim. Jasmine acredita que a salvei do mago. ofegando quando o olhar masculino seguiu atentamente a ação. Ela assentiu. Seus olhos negros ardiam carregados de luxúria. Porque também ela desejava essas coisas. que em cada fantasia. Um débil sorriso enviou diminutas chamas de excitação a seu corpo. —Levarei o spray pimenta. Sua pulsação parecia martelar através de todo o seu corpo.. delineando seus lábios com uma carícia de calor. porque ainda podia saboreá-lo em sua boca e sentir suas mãos em seu corpo e lhe doía por dentro. E essa fome crua fazia com que seu coração palpitasse e que seu corpo se derretesse. – Você. Uma coisa sem a outra não era aceitável para ela. —Não estou segura que seja seguro. fazendo-a sentir dolorida. E agora aqui estava. sabendo e necessitando. Então.. Sua boca secou e ela tocou os lábios com a língua. não só imaginárias. Possuía uma imaginação muito vívida quando se referia a sexo. Iria porque tinha perdido o juízo.. Pelo som de sua voz. Nunca entraria se ela tinha algo a dizer a respeito. que lamberam seus seios e desceram . —prometeu ele. Mary Ann estava quase segura de que Manolito da Cruz era o homem. que só lhe acrescentava encanto. Simplesmente não me deito com nenhum. lhe mostrando que as coisas que havia em sua mente podiam ser reais. queria pertencer a ele. as mãos movendo sobre sua pele. A verdade era. —MaryAnn não podia respirar. com o coração palpitando com força. O que menos precisava era que lesse suas fantasias. Havia uma débil curva em sua boca. que não poderiam chegar em casa antes de sucumbir ao desejo de um pelo outro. Em cada olhar e gesto. andar com ele em público senada absolutamente sob o vestido ou dançando com ele sob uma neblina sensual numa festa. Tenho esta louca reação a ti.

. Ele tirava-lhe o fôlego tão facilmente. Ele era absolutamente honesto em tudo e isto a atraía também. —Verdade? Se abria. de pressa e do ciclo da vida.. Confie em mim para cuidar de você. Seus lábios se moveram contra ele. Mostrava-lhe vulnerabilidade quando lhe contava que via e ouvia coisas de outro mundo... não colocava maior risco para sua virtude. Seu cabelo negro lhe acariciou a face enquanto a levantava. Seu coração seguia o mesmo pulsar. Uma vida pela qual havia trabalhado duro. Nada. ansiosa por liberdade. e este homem iria descontrolála. prometendo e comovendo-a completamente. exceto ela nesse momento.Igual a você. saboreando-o. Era boa nisso e gostava de sua independência. Permitia-lhe entrar em seu interior. Queria ver insetos insetos desagradáveis que picavam e sanguessugas. sentindo sua sacudida. A tentação de saborear o proibido era tão forte que permitiu que as mãos se enredassem por um momento em seu sedoso cabelo. Tão espantosa dentro dela. dançando pelo interior de suas coxas até que sentiu um calor abrasador queimar seu cantinho mais feminino. que esquecia ser Mary Ann a conselheira e se convertia inteira e completamente na Mary Ann. Sabia que ajudava os outros.Olhe agora. Era impossível não se sentir viva com ele.. Fechou os olhos quando seus pés deixaram o chão. —Não esperaria nada menos que o spray pimenta. como se os animais. Medo de amar este homem e mudar sua vida. não tinha pensado no perigo de expor sua mente. Era exatamente o que temia. que a aterrorizava e que mantinha fechada. sacudindo-a. Ninguém. sensual e excitante. Havia uma nota terrivelmente íntima no tom aveludado de sua voz. Aqui. para poder descansar a face contra sua pele. Mas se sentia atraída por este homem. absorvendo a textura.. Mary Ann. como se estivesse envolvida em veludo. Um estremecimento desceu por sua espinha quando compreendeu que eles pressentiam um predador. A noite era surpreendentemente cálida. Com deliciosa gentileza. prometo-lhe.. um estremecimento de prazer sacudia seu o corpo forte. Verá meu mundo com meus olhos. pássaros e insetos se advertissem de sua presença. que suspeitava ser estranha nele. por que nenhum outro traço num homem poderia atraí-la tanto.. deslizando o corpo contra o dele para que ela pudesse sentir sua ereção pressionando firmemente seu corpo suave. Para sempre. podia senti-la estirando e estendendo-se dentro dela. só lhe acrescentou encanto. Enquanto ele a levava através da selva. como se o pecado vivesse e respirasse nele e a envolvesse com nada mais que paixão.. Só seu coração.Não terá medo. O duplo sentido enviou um tremor de desejo por seu corpo. com este homem. Não queria ver a beleza da selva tropical. sentindo-se como se acabasse de pular de um precipício. pressione sua face contra meu pescoço para que não possa ver nada. que abre sua mente a minha. sem reservas. Por ela. podia ouvir que todos os sons cessavam.. —respondeu ele com a voz matizada de diversão. Existia para ele. Manteve a face enterrada no pescoço dee sentindo-se segura enquanto se moviam através do céu. rodeada de pessoas. Tinha medo de que se encatasse com o que ele estava lhe mostrando. sobretudo perigosa e a envolvia em seu voraz apetite sexual e sua necessidade elevava suas próprias necessidades e desejos. . Na cidade.para seu ventre. Sua pele estava quente e cheirava. sem pensar nas conseqüências. Mary Ann. —Tenho medo de alturas. —Coloque os braços ao redor de meu pescoço e suas pernas ao redor de minha cintura. O maior risco era lhe permitir entrar em seu coração.. E ela não se atrevia a deixála livre. E esta. MaryAnn fechou os olhos brevemente e se apertou mais contra ele. Sua pulsação seguia o ritmo da dele. Ela se sentia quente. Os lábios dele lhe roçaram a cabeça. Deixou escapar o fôlego. Seu pescoço era quente e convidativo e afastou a camisa dele com o nariz. Se ainda tem medo de voar. Mary Ann era toda controle.. olhares e sensualidade. mas por que ele era um bom homem e seu coração respondia com a mesma paixão que seu corpo. . essa “coisa” permanecia calada e sob controle. Porque quando o fazia. porque podia. Realmente desfrutava de seu pequeno ninho. . Levantou o olhar e se perdeu na absoluta intensidade do que viu nos olhos dele. . ele envolveu-a nos braços e a atraiu lentamente contra seu corpo. a mulher. Entregaria-o rapidamente. que criava energia. A pequena nota de humor. Mas tudo isso.

suave e convidativoa cama. —Por que está com o cabelo recolhido numa trança tão apertada? É formoso. Queria que ele a visse assim. Voaram tão alto. a sensação de sua língua lhe acariciando a pele. Ele pertencia à noite. formando uma sólida. Lentamente ele a deixou sair de seus braços. Estava revelando muito de si mesmo. encrespado e sem estilo. Virou-se para ele. Mary Ann recuperou o fôlego e olhou ao redor. Armada com a imagem de um inseto enorme. As trepadeiras se cruzavam rapidamente sob eles. flutuando ao redor de sua face e ombros. Queria conhecê-lo. As trepadeiras continuaram retorcendo-se e escalando. Manolito. Ele era perigo e paixão. mas era impossível com a sensação de seus dedos lhe soltando o cabelo da trança. De repente era difícil respirar. Sorriu-lhe. Não estava segura de que pudesse falar quando se deitou na cama. Seu cabelo estava livre da trança. com espera. Quando olhasse. Não sem balbuciar. noite e Manolito. — Tentou soar dura. mas também a fazia sentir-se sexy e desejável. sem implorar seu toque. como se saboreasse a sensação. mas não faz frio e minhas roupas não estão úmidas. Olhe as estrelas enquanto conversamos. Manolito. Ficaria com sérios problemas. Queria uma oportunidade para. Deixe-o. Obrigado por me trazer aqui. Estavam somente. Um senhor ou um príncipe. —Deite-se comigo. —É uma de minhas favoritas. —Eu gosto de sua saia. acrescentando mistério e beleza. A saia e a blusa não eram só bem femininas. enquanto o polegar dele acariciava sua orelha e provocava um calafrio em sua espinha. folhas brilhando prateadas em vez de verdes. Viu copas de outras árvores. Cruzou o corrimão. galhos formando caminhos para animais. A névoa parecia diamantes caindo de um céu de meianoite. Estavam na copa de uma enorme árvore. Posso controlar essas coisas. descansando contra o corrimão enquanto bebia-o. Seu coração bateu forte.. Os ossos fortes davam a sua face uma aparência nobre. que sentia como se pudesse tocar a lua. apegando-se firmemente com as duas mãos e olhou para baixo. Tudo. Só conseguiu soar ofegante. não poderia deixar de pensar nelas. gordo e que chupava sangue. com todos esses cachos e ondas. Formaria uma confusão imensa. —Sou Cárpato. Pressionou a mão contra o estômago para acalmar as sensações de asas de mariposa que a tomava. Selvagem o descreve muito bem. Levantou a cabeça cuidadosamente e olhou ao redor.. observando-a virar o rosto para o céu. Podia sentir o calor por todo seu corpo. enviou outra onda de excitação a seu corpo. Ele estendeu a mão por baixo do cabelo para lhe alcançar a nuca e seu polegar deslizou sobre a pele. os raios de lua captando as cores das plumas enquanto os pássaros pousavam para passar a noite. masculina e a boca cinzelada tinha um toque de sensualidade ao mesmo tempo que crueldade. —Era essa sua voz? Soava mais sedutora que ele e não queria isso. ondulação de asas. Obrigado por vestí-la para mim. —Você não entende. Esta não estava perto de ficar cheia. Deitou-se com cautela na cama de folhas e flores. sabia. mas era uma visão mágica. tentando manter a imagem das sanguessugas em sua . diminutos cristais brilhavam por toda parte aonde olhasse. —É formoso. — Ele ondeou uma mão e as folhas começaram a emaranhar-se com as flores. Negou com a cabeça. Era a única forma que lhe ocorria de ficar a salvo. —Sinto a névoa. Solte-os.Tinha sanguessugas também. E ela havia colocado para ele. mas a névoa os faria cair em meu rosto e meus olhos. Poderia usar toneladas de produtos para mantê-lo em seu lugar. —Tenho cachos naturais. Brincos de névoa dentro e fora dos troncos das árvores. Havia uma inesperada ternura em seu toque. com sua cor brilhando a luz da lua. —É selvagem e formoso. acrescentando um sólido corrimão para que pudessem caminhar nas copas das árvores e sentir-se como no telhado de sua casa da cidade. —Dói-te a perna? A lembrança de sua boca na perna. temerosa de falar. para formar uma plataforma sólida. Não havia aroma de sangue ou morte e nem horror nos olhos de uma jovenzinha. Com este tempo meu cabelo ficaria imenso. mas não podia ser menos honesta do que ele era. As estrelas se dispersavam e brilhavam. —Seus dedos já estavam ocupados soltando-os.

. Seus traços estavam marcados com um cru desejo. Ele estava deitado como uma oferenda. —Mas você quer. mas então se deu conta que queria dizer que exigiria o que queria dela. brincando por seu corpo como acarícia hipnotizadora de seus dedos. Sua risada foi baixa e sexy. —Olhou-o por cima do ombro. para romper o silêncio. confiará em mim mais que quando estamos separados. —Acreditei que teria medo daqui de cima —Ela admitiu. Simplesmente permitiu que lhe tirasse as botas e as colocasse de lado. Esfregou o queixo com os joelhos. assim pôde encolher os joelhos. quando meu corpo estiver dentro do teu. Quando estiver sob de mim. Os dedos ao longo de sua coxa coberta pela saia. sivamet e mais que nenhuma outra coisa desejo dar prazer a minha mulher. —Tem medo. as pessoas e inclusive os cavalos. sentou-se. Não havia nenhuma compulsão em sua voz. casual. Como seu cabelo e sua pele e o que seja que more dentro de ti. —Deve também ficar cômoda. Como sei que está sob meus cuidados. Ele lançou-lhe um sorriso débil e zombeteiro e se estirou na cama. com crua luxúria. Foi um engano. preguiçosa e enganosa quando ela podia sentir o calor irradiando de seu corpo. Para encontrar um assunto seguro. mas as flores exalavam um perfume tão maravilhoso e a cama era tão suave como o melhor colchão no qual já se deitara. Por um momento ela pensou que ele ia dizer que não a desejava. —Não o conheço o bastante bem para te dar esse tipo de confiança. —Temo que levará algum tempo. Mary Ann. Ele baixou um braço a seu lado. Sua resposta foi tão inesperada que ela virou para olhá-lo. Umedeceu os lábios secos com a língua. Havia uma ordem no firme toque de seus dedos. —Deite-se a meu lado. mas a seda quente contra sua pele fazia com que os músculos reagissem em reação. pelo menos ela não acreditava. Ele mostrou o colchão de flores. Como tinha medo.mente. continuavam deslizando abaixo e acima. Mas isto era muito. —Você gosta de viver aqui? —Cheguei a chamar esta terra de meu lar. Seus olhos negros brilhavam com posse. não há razão para negar o que quer. Manolito segurou sua perna entre as mãos. Isso e mais. Não há necessidade de temer as coisas que quero de ti.. —Não sou humano. Coxa com coxa. Ela não se opôs. —É uma situação incomum. então. Ou necessita. Olhou fixamente para o céu e observou a névoa cintilando sobre eles e procurou um assunto que lhes permitisse uma verdadeira conversa. o que há entre nós é tão natural como respirar. O que tem de mau nisso? — Ele soava genuinamente desconcertado. Não podia negar. baixou o ziper da bota e a tirou. —Sou seu companheiro Mary Ann. Ele não era o melhor dos cavaleiros quando começam com o rancho. seus olhos a devoravam. Faria tudo o que ele lhe pedisse. A cor subiu por seu pescoço até sua face antes dela poder controlar. fechando os dedos contra sua coxa. mas gentileza em sua voz. a fazenda de gado. a ondulação de músculos e a protuberância que ele não se incomodava em esconder. —Não pedi. Uma mulher como eu precisa confiar num homem completamente para entregar-se a ele como você me está pedindo. A selva. —Bastante justo. Conversaremos. —Seu toque era ligeiro. Adoro tudo nela. acariciando-a através da fina seda azul marinho.. Quadril com quadril. enlaçando os dedos atrás da cabeça. —Talvez eu não queira isso. mas se encontrou –deitada a seu lado. contemplando a possibilidade de instruí-lo nas leis humana. que pudesse revelar mais quem e o que era ele. —Havia um débil sorriso em sua voz. seu marido.. em hipnotizadoras carícias. mas também o que mais deseja. —Não acredito. É o que mais teme. —Ainda não estou preparada. —Riu brandamente . Mary Ann.

Ela sentiu o toque através de seu corpo. . . —Oxalá eu tivesse aqui. Ela relaxou um pouco. quente e úmida. —Muito. mas outros sim? O que faço exatamente. seus seios cheios.Como usaria algo que não conheço? Como funcionaria? A mão dele deslizou de seu cabelo até seu braço e a mão. —É muito oral. —Se as tenho. —Eu teria gostado de ver seu primeiro passeio a cavalo. . As pontas dos dedos dele acariciavam a forma de sua coxa. para chegar a ser conselheira. —Se soubesse isso. —A língua dele acariciava a palma de sua mão. —Não o fiz. —Não acredito que a habilidade psíquica seja boa se não souber como usá-la. não uma fantasia. Como seu cabelo. —Eu não faço isso. Rodeou-a ligeiramente como se seus dedos fossem um bracelete vivo.Poderia usar um pouco de instinto agora mesmo. mas queríamos aparentar sermos humanos.—Não podia acreditar que fizesse. —Esperava uma autêntica revelação. Pode ler as pessoas e sabe exatamente o que lhes dizer para ajudá-las a encontrar seu caminho. —Faz muito bem com seu poder. então é normal para ti. Realmente quero averiguar como posso ser psíquica. Não sabíamos nada de nada. Completamente natural. seu olhar negro queimava através do fino material de sua blusa. aliviando a diminuta mordida.ante as lembranças. não tem nada a ver ser psíquica.Protestou ela. —É capaz de se introduzir em suas mentes. mas não posso fazer muito mais. na realidade. psiquicamente? Os dedos uma vez mais começaram uma carícia tranqüilizadora através da seda da saia. Reúne energia e a usa quando precisa. logo que assimilei o fato de que minha mulher tinha me esbofeteado. Atua com muita intuição. —Alto aí. Queria ser todo macho como os irmãos Chavez. —Teria sido interessante e muito tentador. tirando sua mão. tínhamos a família Chavez para nos ajudar. Trabalhamos juntos após. mas não se não pudesse esgrimi-lo apropriadamente. Você Acha que é instinto e talvez essa seja outra palavra para definir seu talento. a risada borbulhando. – Admitiu ele e sua voz desceu de tom. Felizmente. Ele não a soltou e a sensação da boca dele. Poucas pessoas podem fazer . Se realmente tinha algum talento. – Ele levou sua mão aos lábios e a mordiscou levemente. —Ele girou sua mão e lhe mordeu suavemente os dedos. até chegar a seu sexo já abrasivo. enquanto estes subiam e desciam sob ritmo rápido de sua respiração. um calor que não podia negar ou controlar. . —Porque estava perdendo rapidamente a capacidade de pensar. Se for ou não boa. o bastante para que ela o sentisse em seu couro cabeludo. então não utilizei minha mente para controlar o cavalo. A menos que tivesse controlado o animal para mim. Sou treinada e tenho muita experiência. —Porque as tem. Fui para universidade por muito tempo. —Sua mão deslizou até os intrigantes cachos. Expulsa pessoas de sua mente a vontade. Acredito que esteve fazendo assim durante toda sua vida. além disso. sim. —Não passei muito tempo na sela.Não tinha pensado nesse assunto há anos. —É obvio que você é psíquica.Foi uma boa sacudida. Acariciou brandamente. . Manolito. Senti-me orgulhoso de ti. —É na realidade bastante poderosa. . embora não tenho idéia de por que pensa que tenho habilidades psíquicas.Posso me conectar contigo por essa coisa do sangue. —Alegra muito que não estivesse. fechada firmemente sobre seu dedo provocou chamas que dançaram sobre sua pele. Lambeu os lábios e suprimiu um gemido quando a olhou para sua boca. verdade? —Disse. seria genial. nunca teria que voltar a me preocupar em vê-la jogando-me sobre meu traseiro. —Fez. päläfertül. como é que não sou consciente disso. Ela riu. provavelmente desde que era menina. Nós tínhamos dinheiro e eles o conhecimento.

. Ela era valente. Tudo nela estava imóvel. Permanecia junto a ela. podia entender porquê algumas pessoas preferiam a selva. Ser capaz de tocá-la como fazia. Não fazia nem idéia. magos e humanos estavam muito unidos. Nunca o faria. Mary Ann. Tudo nela o chamava. Ela ficou quieta durante um longo momento. Os outros cambiaformas desapareceram tão rápido que agora não são mais que uma lembrança. com o passar dos anos. especialmente os jaguar ou os homens-lobos.. Nunca havia sentido nada tão suave e convidativo. Não tinha idéia de sua própria tração. —Conheceu a gente do jaguar quando ainda havia muitos deles? —Os cambiaformas. moldando suas curvas. A guerra é igual. —Se começarmos com o pior acabaremos com isso rápidamente. Você tem a pele muito suave. Havia uma espécie de beleza e paz no estranho balé que eles realizavam. uma maravilha. Fazia sentido. olhando as estrelas. Era óbvio que se a sociedade não cuidava de suas mulheres e crianças. É uma habilidade intrigante. da luz com a qual brilhava. Há maravilhas que fazem que o resto valha a pena. Não entendia porquê um homem como ele podia olhar para ela ou se permitisse desejar passar uma eternidade com ela. embora seus olhos fossem velhos. Mas há tantas maravilhas. Mary Ann. os dedos lhe segurando a saia. Os dentes brancos cintilaram à luz da lua. É duro não tocar em você. encontra ambos os casos. —Deixou cair sua mão entre os dois outra vez.. Parecia um milagre. Acredito que todas as sociedades tinham alguns poucos que possuíam habilidades para manipular energia. Você vê pessoas que lhe importam vir e partir enquanto você permanece inalterável. Outra maravilha da vida. Cada músculo se apertava em resposta ao esse toque ligeiro. Tinha visto o pior da vida. seria impossível a continuação da espécie. — Ele virou a cabeça e seu escuro olhar era líquido à luz da lua. olhando a névoa brilhante e a revoada e o baile dos morcegos enquanto caçavam insetos no céu noturno. Ficar a seu lado com as estrelas no alto e conversar tranqüilamente. Umideceu os lábios outra vez e tentou se concentrar na conversa. Ela era para ele.isso. Queriam manter seus instintos animais e viverem livres. Precisava isso. Possuia mais compaixão que qualquer outra pessoa que conhecera. Saberemos o que é e se podemos nos . —Acredito que deveríamos começar com algo bom. —A longevidade é uma maldição e uma bênção. Agora a aceitação era tudo. Então não nos misturávamos a menos que alguém cometesse crimes em nossos territórios. mas os jaguares se negaram a reconhecer ou aprender com os enganos que outras espécies cometeram. Aprendido e sofrido tanto. —Foi difícil viver através de tantas mudanças? Ele devia ter visto tanto. Captou um brilho de seus pensamentos quando ele lhe abriu sua mente. embora não se visse assim. Isso nunca antes tinha importado. Deitada ali. mas sua mão deslizava sob o material de seda. para se mover através de sua coxa e quadril. Havia inocência nela. Um milagre. Pobreza. mas uma vez que começaram a se misturar. pelo que podia ver. mas se negava a perder a esperança. Algumas espécies eram mais fortes que outras. Mantinham-se por si mesmos. Esfregou a ponta dos dedos pela pele resplandecente. —Não pensava esconder. Ou um talento assombroso ou nenhum absolutamente. foram sempre sociedades reservadas. especialmente se estavam com um Cárpato que podia fazer com que os insetos e a chuva jamais os tocassem. Freqüentemente e com grande risco ajudava os outros. Cárpatos. Que ela pudesse lhe ver. —O que está fazendo? —Te memorizando. —Diga-me seu pior defeito. Queria permanecer de pé diante dela com todos os seus defeitos e saber que ainda assim ela poderia aceitar quem era. completo. que a cidade. —De onde vem? —De muitas fontes. Sentia as pontas acariciadoras de seus dedos que recolhia a saia mais acima para expor a pele da perna próxima a ele. Ele não se estava esforçando muito. —Aceitação. não de sua companheira.. ambição e avareza. Todos tínhamos uma vida e a vivíamos com a filosofia de viva e deixe viver. —O que está procurando?—Inclinou o queixo para ele. Os outros permaneciam longe de nós ou uns dos outros.

Incomoda-te? —Manolito em outros países é um nome muito comum. separando-se ligeiramente dele. você se irrita que o chamem Manolito em vez de Manuel? Sei que o diminutivo se usa freqüentemente para jovens em vez de homens. Eu não tenho. CAPÍTULO XII Manolito sentiu sua repentina tensão. A suave risada excitou seu membro como uns dedos acariciadores. Meus pais eram geniais.ocupar disso. —Já que estamos contando segredos. porque tem razão. tentando encontrar uma forma de ajudá-la a confiar nele. Posso ver que está incomodada. mas lutava por encontrar as palavras para algo que sabia ou suspeitava e inclusive. —O que há dentro de mim me assusta como o inferno. —Sua mão lhe acariciou a face—. Seus olhos se encontraram. Você acreditaria que foi aborrecida. Manolito. —Não se o que te dizer. Não só um pouquinho. Eu sou teimosa. mas a desfrutei. —Eu sempre tenho razão. Ela baixou a cabeça para que a massa de cabelos caísse ao redor de seu rosto. enquanto alguns poucos macacos se assentavam em galhos ao lado de Manolito. somente sinto e isso assusta demais. Manolito ficou em silêncio um momento. Cheguei a pensar que é um grande nome. —Sei. —Isso é o que você acha. Moveram sombras nas profundezas dos olhos dele. —Talvez não me veja tão bem como deveria. Ela envolveu uma mecha de seu cabelo ao redor do dedo. —Tive uma infância normal. —É um apelido afetuoso de meus irmãos. —É obvio. —E esperas que todos façam o que você diz. Podia ver pequenos corpos peludos reunindo-se para passar a noite nas árvores. —Sinto muito. Segurou o queixo com dedos gentis. —disse Manolito. É agradável saber que seus irmãos brincam contigo. Diga-Me que acontece. que não estava pronta para isso. somente que aqueles que amo e me aceitam. Não posso vê-lo. em alguns países. —Deveria. —Nicolas e Zacarías não encontraram suas companheiras. com afeto. nada mais. MaryAnn. A maioria deles se congregavam num lado da árvore. Ela pensou. — Ela podia sentir sua preocupação. Era seu desejo. Minha mãe era médica e meu pai tinha uma pequena confeitaria. luminosa. Seu escuro olhar a sustentou e a voz foi aprazível. em frente dela. Ela parecia incomoda. Não me importa e nunca me importou o que pensem os outros. Como explicá-lo. Sou realmente teimosa. Nunca deve temer nenhuma parte de ti. apertando os lábios. Só têm lembranças de emoções e é mais difícil mantê-las a cada noite que passa. Eu não gosto que me mandem. —Me fale de sua infância. —Por teria que ter medo do que há dentro de ti? Posso ver sua luz brilhante. depois suspirou. Galhos se balançaram por algo mais que os pássaros. Não que o escondesse intencionadamente. —Não pode ser nada mas que o que é. Nunca tenha medo do que há dentro de ti. Cresci trabalhando ali e ganhando a . —Então me conte. com um formoso som. ainaak enyem. Podia ouvir sua risada todo o tempo e nunca se cansar. —Agüentarão porque devem. Tinha esquecido ou talvez nunca o tinha experimentado o perfeito prazer de estar com uma mulher que podia lhe excitar como ela fazia.

. e houvera grande quantidade de incidentes inexplicáveis. Bom. obviamente recordando a sensação. sivamet. Manolito permaneceu imóvel. mas tambem de algo que havia estado o bastante perto. como se fosse para que ela o visse. me sentiria menos inclinada a seguir as últimas tendências da moda. mas deixei para trás todos e corri sem pensar. mas eu não tinha interesse. Manolito permaneceu em silêncio. Não tive irmãos nem irmãs. mas também conhecia suas posições exatas. —Cheguei à pista de corridas e me pus a correr. —Aconteceram coisas inexplicáveis. como seu ouvido.. as articulações a ranger e . necessitando pelo menos que alguém soubesse que não estava louca. As cargas pesam menos quando são compartilhadas. – Ela retirou sua. não a versão abreviada. algo que se movia e a acotovelava. —Não se detenha. —Houve uma vez.Precisa de mim? O que acontece? MaryAnn ofegou. Fechou seus dedos ao redor dos dela e os sustentou com força. seus ouvidos e nariz lhe proporcionavam a informação. Ouvia seu coração. Sua visão parecia diferente. negando-o a lhe deixar sozinho no prado de névoa. fui ao ginásio de esportes. mordendo com força o lábio e tratou de empurrar a verdade para o abismo profundo que nunca enfrentou. Simplesmente não gostava dos tons cinzas. —A princípio foi maravilhoso. Ela estava pendente de cada seu detalhe nesse momento e ela tinha muito medo. como se não suportasse despir sua alma enquanto ele a tocava. Ele levou sua mão aos lábios e beijou as pontas dos dedos. No momento em que ela o retirou de sua mente foi consciente daquele outro mundo no que ainda estava. não podia já seguir contendo esse outro ser que se desdobrava em seu interior.maior parte do dinheiro para minha educação. Seu olfato era agora mais agudo. na selva.— Ela deixou escapar o fôlego. – Meus ossos começaram me doer. O que mais sentiu? Obviamente foi algo que te impressionou. O olhar dele vagou por seu rosto. Não sentia nenhuma dor. mas então comecei a notar coisas. O coração começou a trovejar em seus ouvidos. onde quer que olhasse o cinza consumia as cores. Não só podia detectar a posição dos animais e pássaros a seu redor. quase tudos. Quanto mais ficava na terra das sombras. a pulsação frenetica em seu pescoço. sentindo sua repentina retirada. Não tinha sido vagamente consciente da terra. Fora. Sentia que o ar ficava preso em seus pulmões. Ela havia voltado a fechar de repente a barreira impenetrável entre eles. mas quase se sentia compelida a compartilhar.. mas meu pai pensava que se eu me interessasse pelo esporte. então era um pouco solitária. Manolito apertou sua mão em gesto consolador.. Sentiu que algo mudava em seu interior. mais agudos se tornavam seus sentidos. se por acaso podia lê-la. Não precisava se conectar com suas mentes para ver o que o rodeava. Mas então se esqueci de quão incômoda me sentia correndo e me senti… Livre. observando as sombras cruzar sua face. . familiar como quando se convertia num animal. Tinha insistido em ficar com ele. As cores a seu redor decaíram significativamente e o ruído da selva desapareceu até que o silêncio lhe rodeou. só uma espécie de euforia. Meus pais queriam que praticasse algum esporte. para impedir que ele visse. —Está a salvo aqui comigo. da névoa reptando até sua mente e sua visão desde que tinha enviado a Luiz para a terra. como se estivesse mais perto do mundo em que MaryAnn vivia. esperando-a que ordenasse seus pensamentos para que lhe contasse a história completa. mesmo insegura a respeito dele. . onde tudo era selvagem e era matar ou morrer e enfrentava inimigos que lhe eram desconhecidos em seu mundo seguro. quando estava no Instituto.Não era consciente do que fazia. notando seus olhos. Ela sacudiu a cabeça como se fosse começar a falar. Qualquer que seja seu medo compartilhe-o comigo. não só dele. A princípio só podia pensar em que ia cair ou me tropeçar e humilhar mim mesma. mas tinha muitos amigos na escola. Queria que ela soubesse que não faria menos por ela. sem mover um só músculo. mas ela havia ficado na distância. obviamente não desejava recordar o incidente ou falar dele em voz alta. sempre tinha sido. mas mesmo assim captava o movimento imediatamente. MaryAnn se afastou para ele não tocar seu corpo. Não queria pensar nesses momentos. Eles lhe recordavam muito os séculos de escuridão. Era uma garota muito feminina. via o frenético batimento de seu coração e de sua pulsação. Fale-me disso. embora não estava seguro de quem pretendia tranqüilizar. Agora. sem sua mente conectada a dela.

—O que viu? —Fosse o que fosse a tinha aterrorizado. crescendo e lutando para sair dela. Estava num berço e ela me agasalhou com uma manta. Ela não entendia que se agitava e que seu estado mental afetava os macacos nas árvores circundantes. —Não se desgoste. Não era capaz de respirar. Acredito que sabíamos que era a última vez que nos veríamos. A todos. lhe dizendo que pegasse o bebê e corresse. não sei quem era. Pude ouvir suas vozes e ver as luzes dançando fora das janelas. Podia ouvir suas respirações. tentando afogar a comoção do que isso poderia implicar. —A mulher era sua mãe? —Não! — Gritou MaryAnn mais para negar que para conter-se. O lugar normalmente estava vazio.arrebentar.. gorjeando com ansiedade. —Inglês não. Cada sentido estava vivo em mim. Manolito levou a mão dela até o peito num esforço em reconfortá-la. tentando nos conhecer. minhas pegadas. Umedeceu os lábios e apertou com mais força sua mão. Não sondava sua mente. MaryAnn. um assobio e então a mulher se encolheu. como se Manolito compartilhasse quem e o que era com ela. mas lhe enviava sua absoluta compreensão e aceitação. O bebê. podia dizer onde estava cada um dos corredores atrás de mim. Por ser conhecido e reconhecido. Quem quer que tenha incendiado a casa. Deslizou a ponta do polegar sobre o dorso da mão dela e sentiu os duros nós sob a pele enquanto sua tensão crescia. mas eles estavam lá. as luzes cintilavam ao redor da mulher e de mim.. colocando sua cabeça no ombro. Não tinha ritmo e respirava em ofegos. o bebê do bosque. —A mulher correu muito. Ele estirou a mão e puxou dela até apoiá-la contra ele.. Cada sentido bem aberto e recolhendo informação.Queriam nos matar. Minha visão mudou. Como poderia lhe explicar o que tinha acontecido esse dia? Como havia sentido algo mudando. sabia até mesmo sendo uma menina. tropeçando. Não posso explicar como me sentia. Estou muito interessado.E cada vez que entrava num bosque. O homem me beijou também e depois a ela uma ultima vez e abriu uma trampilla no chão. cheirando os outros e lembrando das estrelas estalando ao redor. – Ela esfregou-os recordando claramente a sensação. é uma bonita noite e estamos simplesmente conversando. Respirava com dificuldade. quase como se compartilhássemos as mesmas emoções.. muito assustada. o peito lhe oprimia. A dor a consumiu e depois a mim. Estava assustada. beijou o homem e o abraçou. não se for muito doloroso. completamente diferente e mesmo assim igual. Podia sentir como se ele flutuasse sobre e dentro dela. ouvindo meu coração.Não. .. nos queria mortos. O bebê era… Eu. —Não tem que me contar nada mais. —Fui diferente naquele momento. Senti-me assustada e temerosa. . mais e mais. absorvendo seu calor e fortaleza.. mas não era minha mãe. Aceitava o que ela mesma não podia aceitar. Um arrepiou a percorreu e Manolito a aproximou mais. Meu corpo estava… Cantando. Podia ouvir os tendões e ligamentos estalarem. de férias. como se estivesse vivo pela primeira vez.Minha mandíbula vibrava e eu tive a sensação de me estirar. o ar sair e entrar de seus pulmões. No momento seguinte soube é que estava correndo sobre a pista ao mesmo tempo em que a mulher corria através das árvores comigo. podia cheirar o suor e ouvir os corações pulsando. Ouvi seu lamento silencioso e este ecoou com o meu. Corria tão rápido que tudo a meu redor se tornou impreciso. sivamet —Sua voz era suave. sem olhar. Asas se deslocavam ar no alto enquanto os pássaros permaneciam nos galhos. seu coração palpitava. Ela lambeu os lábios secos. o ouvido e o olfato eram muito agudos. Não queria me deixar e tampouco ela. . —Porque ele estava seguro de . Desejava sair. Acha que ocorreu realmente? Que idade acha que tinha quando aconteceu a viajem pelo bosque? E onde estava? Nos Estados Unidos? Na Europa? Que idioma falava? MaryAnn inspirou e ficou quieta. Visões que não podia deter ou lhes dar sentido. Nós duas soubemos o momento exato em que o homem que ficou na casa foi assassinado. E depois começaram a fluir em minha mente. Sabia que ela estava desesperada para atravessar o bosque até a casa de um vizinho. uma hipnotizante carícia sobre sua pele. —Um homem chamando uma mulher. Sua pele estava fria como o gelo e ele colocou o corpo ao redor do dela. Onde estavam exatamente. —A menina estava rodeada pelo bosque enquanto eu corria pela pista. inclusive a mim. . Não sei. mas eu sabia que algo estava errado. esse medo ameaçava afogá-la. os dedos me doíam. Ouvi como se algo passasse perto. Podia saltar obstáculos sem me deter. Mas na realidade não brilhavam a meu redor na escola.Acalme-Te.

mas de seu coração e mente. Viu-se sacudido pela aguda intensidade da sensação que corria não através de seu corpo. —MaryAnn. —Muitos pais sacrificariam voluntariamente suas vidas por seus filhos. Essa mulher… Eu a conheço. A senhora saiu. não este suave vulto que se enroscava destroçado em seus braços.Dói-me pensar nela. —Tentei contar a minha mãe e ela me disse que era um sonho… Um pesadelo que talvez tinha recordado enquanto corria. sem lhe permitir o acesso a sua mente. E nunca fui ao bosque depois disso. Nunca tinha esperado os sentimentos. em busca de ar. Sua coragem estava decaindo e ela desejava o consolo de seu lar. Sacrificou sua vida para me salvar. — Ele manteve a voz aprazível e hipnótica Apesar de que cuidadosamente evitava empurrá-la ou acrescentar uma compulsão. Estávamos sendo perseguidas e ela soluçava. Não há amor maior. Surpreendentemente. Seu pesar era tão grande que se estrelava contra ele em ondas e se dispersavam através da selva. mas uma espécie de parentesco. quando toda sua . —Meus pais deviam me dizer. protetoramente. – Ela se afogou. Eu sabia que estava ferida. mas se aferrava em mim. – Ele passou a mão pelo cabelo. Reconheceu a senhora? A vizinha? Ela era familiar? Não sabia. Não desejava que eu voltasse a correr e eu tampouco. A sua dor. igual ao homem. —Por que isso disparou a lembrança? —A sensação de terror e ser incapaz de respirar. O calor de seu corpo e o batimento firme de seu coração. Escondeu o rosto contra ele e um estremecimento percorreu seu corpo.. —A mulher abriu caminho através dos arbustos. quase como se sua essência fosse sugada para um pequeno e escuro lugar. perturbando todas as criaturas.A vizinha que me pegou era…É… Minha avó. Ela se emocionou quando viu sangue por toda parte. os dedos movendo entre o cabelo gentilmente enquanto lhe massageava a nuca para acalmá-la. notou com interesse.. seu valor para vir ajudar Solange e Jasmine. não se sentia ameaçada por eles. Ele envolveu-a nos braços e a aproximou dele. —Era minha avó. Desejava agitar os braços e espernear para provar-se que ainda estava em seu próprio corpo e não encerrada numa caixa.. Precisava sentir a força de sua figura forte.. . MaryAnn nunca havia contado a ninguém e desejava contar a ele.. Mantinha-a agasalhada em calor e segurança da única forma em que podia.MaryAnn pressionou uma trêmula mão sobre seu coração. A admissão saiu dela sem seu consentimento e sem sua permissão. E suspeitava que havia mais. A pressão de seu peito aumentava. mas seu nível de angústia estava subindo e com isso. sua mão subiu para pescoço dele e seus dedos fecharam ao redor da nuca.. Era a casa de férias de uma senhora e seu marido que eram amigos da mulher que me levava em braços. simplesmente abraçando-a enquanto ela olhava para as estrelas e ignorava os animais os rodeavam. Murmurou-lhe suavemente numa mistura de Cárpato e português. MaryAnn era uma mulher confiante. Ou inclusive a suas lembranças. As pontas de suas unhas cravaram na pele dele.. Nunca mais voltei a fazer. sinto-a aqui. Ela teve que parar por que a garganta lhe fechava novamente e havia uma terrível constrição em seu peito que se tornava cada vez mais forte. que me matariam.que conhecia o resto da história. A mulher me ofereceu ela e lhe disse que estavam tentando nos matar. Uma mão embalando sua cabeça. Suplicou a mulher que me salvasse. —Havia necessitado de todoa sua coragem. Recordo-me de seu rosto assustado e preocupado. Sentia-a pequena. para procurar Manolito e tentar lhe tirar de onde quer que sua mente o tivesse encerrado. e fazendo tranqüilizadores círculos em suas costas. . . perdida e muito vulnerável. enterrando-se nele sem ser sequer consciente de que o fazia. Queria que ela confiasse nele o suficiente para lhe dar detalhes. Manolito permaneceu em silêncio. Que o assaltaram. forçando-se a cobrir as milhas até que chegamos a uma casa. Ela ainda mantinha a barreira firmemente em seu lugar. a sensação de ser arrastada era terrível. uma corrente de simpatia e preocupação por ela. As emoções. que os animais nas árvores circundantes se agitavam mais. Respirou fundo e deixou o ar sair.. enquanto ela chorava em seus braços. O medo de estar encerrada e ser incapaz de sair — MaryAnn umedeceu os lábios ressecados.. Contaria tudo a ele. —Como puderam me fazer isto? Esperou. para ficar aprisionada em seus pequenos limites. Como poderia conhecê-la? Seu coração pulsava grosseiramente e sua respiração chegava em ofegos desiguais. MaryAnn. por que estava absolutamente segura de que tinha ocorrido e era a única maneira real de encará-lo. A declaração a comocionou..

pressionando os lábios sobre os nódulos. Não parecia entender sequer como sua vida se veria tão afetada. seus pais. —Sua vida e a de sua companheira seriam perfeitas. Ele não tinha entendido a enormidade do que tinha feito ao uni-los.concordou e atraiu a mão dela ao calor de sua boca. . Sua vida inteira não ficou destroçada. . Ou o que sou. Ele falava como se estivessem tendo uma discussão filosófica. que as lembranças de crescer em sua família eram reais e verdadeiras e tudo o resto uma ilusão ou um pesadelo ruim. —Não sei o que acho que devo pensar.Seria capaz de fazer muitas coisas que não pode fazer agora. MaryAnn. Ao crescer. suavizando-os. não é assim? —Muda tudo. Inclusive seus amados avós. Manolito esfregou o queixo contra sua cabeça e deixou pequenos beijos em seu cabelo. Ela não era uma mulher que pudesse ser dominada. Abriu novamente sua mente a ele e imagens de sua infância assaltaram seu cérebro. felizes com ela. sem contemplar as dramáticas mudanças em sua vida. sensação de traição. grossas e duras. estou me convertendo em algo mais. quando ma realidade era muito importante. servindo como longos caminhos de árvore em árvore onde inclusive os animais grandes podiam andar rapidamente. Que agradável para você viver em sua cômoda pele e saber quem e o que é. Não possuo a estabilidade de toda a estrutura que pensei que tinha. —Minha vida inteira foi construída sobre uma mentira. Manolito baixou o olhar para seus dedos entrelaçados e pôde ver os duros nós sob a pele dela. a curva de suas unhas.. —Isto não esta ocorrendo com você. Ela teria que ver sua família morrer. desejando ter suas lembranças completas.E então chega você e complica tudo me reclamando. com emoção. isso não muda absolutamente o fato. nos atando num ritual no qual eu não tenho opção. —Talvez tivessem suas razões. Não tenho a história que meus pais me deram. Como acha que se sentiria se estivesse acontecendo com você? —Não sei.Sua voz foi aprazível. — Ela lançou-lhe um olhar fugaz sobre o ombro e se virou novamente. —Sabe que há mais que isso. mas as mudanças não ocorreriam a ele. mas se converter num Cárpato é tão terrível? —Ele passou a mão pelo cabelo. ela disse. Como podia alguém decidir arbitrariamente sobre sua vida sem seu consentimento? Sem lhe perguntar? Manolito. Inclusive a química de seu corpo seria diferente. que não há razão para se preocupar. Não os julgue tão duramente quando não têm todos os fatos. Foi difícil suprimir o instinto de dominá-la. balançando-a no ar. —Não importa qual for seu passado. Sua voz era tão tranqüila que a fez rilhar os dentes. Havia satisfação em sua voz.Parece pouco razoável estar zangada por algo que não pode mudar. Seu coração alcançou o dela instintivamente.inclinação o empurrava a tranqüilizá-la e ajeitar tudo para ela. Culpa por pensar sequer por um breve momento que alguém mais podia ter dado a luz a ela. com o tempo. —Amo meus pais. sivamet. Se não são seus pais biológicos. Engoliu o nó da garganta que ameaça afogá-la.. Ele a faria perfeita. Os galhos tocando-se. Poderá ver. Me reclamar não muda sua vida em nada. . E agora. . – Ela arrancou sua mão da dele e se sentou ereta. meus pais o despachavam como banal. —É óbvio que a amavam. Você é você. Emoção que podia sentir porque ela lhe tinha dado de presente. Uma delas sem esmalte. Somos uma família normal. beijando-a. . Não seria a pessoa que sempre tinha sido. . tirando cuidadosamente com os dentes até que a unha que perfurava sua pele se levantou e ela relaxou um pouco mais. Manolito. dando as costas às árvores. Ele pôde ver seus pais a abraçando. A fúria ardeu dentro dela —Razoável? Não deveria me preocupar em ser obrigada Aa sair de meu próprio corpo? Diz-me o que tenho que fazer e eu tenho que te acompanhar somente por que você diz. —Eles me amam. Não sei quem sou. Ele podia acreditar que tudo seria perfeito com o tempo. só que teria a cor e as emoções restauradas. Estivera rodeada da felicidade e amor sua vida inteira. Dor e fúria. Podia ver os cipós na canopia. mas ela aferrava sua mão e as unhas cravavam profundamente em sua carne. Desejava provar a ele. Seus pais lhe quiseram e a criaram rodeada por esse amor. Manolito seguiria sendo o homem que sempre fora. Uma mistura de emoções brotava dela. às vezes tinha flashs de lembranças e cada vez que acontecia. A adrenalina bombeou por seu corpo e com isso… A fúria. soando vulnerável e perdida. Todo seu mundo mudaria e ela não teria escolha a respeito.

para que também ela fosse completamente Cárpato. ele não podia doar-lhe menos. Agora precisava lhe dar algo mais. . Ela piscou afastando as lágrimas e o olhou. —protestou ele. —E compreendeu que era certo. que quando puder abandonar completamente a terra das sombras. MaryAnn colocou sua mão na dele. rodeiou-o com brilhantes cores e sua consoladora personalidade. compreendeu que ela poderia precisar estar Seattle. entretanto. Estavam a quinze metros do chão. Ela sabia que estava em boas mãos. —Quero ir para casa. Ela se moveu de uma vez. mantendo fora os inimigos para que pudesse passar tempo com ela. Os alicerces de seu sólido mundo tinham sido sacudidos e e ela devia encontrar a forma de acalmar essa coisa crescente em seu interior. tentando introduzi-la em seu mundo. —Ele estendeu a mão. MaryAnn. abaixada numa postura de luta. como também sequer tinha conhecimento delas? Levantou de um salto antes que Manolito tivesse idéia de que ela se moveria. desejaria que assim fosse. assim que ela deitou-se entre as . Ela ficou de pé na plataforma. Pela primeira vez. Seus pais lhe ocultaram a verdade durante anos. Sua compaixão natural se precipitou e ela colocou a mão sobre seu ombro alagando-o com sua calidez e valor. com as mãos ao redor de seu pescoço. Não houve um leve movimento de seu corpo que indicasse que ela se moveria. de igual valor. a escoltarei a seu lar. .Como fiz isso Manolito? Ele manteve a mão estendida para ela. MaryAnn. Manolito continuou andando. saltou atrás dela. Levarei-a para casa assim que possa. As folhas sussurravam a seu redor. . saltando sobre os pés e sobre o corrimão antes que ele soubesse o que tentava.Como tinham decidido o que era o melhor para ela e não só a deixavam fora das decisões. Algumas amplas. para poder assimilar-se com o que ocorria. MaryAnn se afastou. mas ela já estava no solo. Com o coração na garganta.Chamou-a enquanto a seguia. sacudindo a cabeça. Ele parecia nervoso. O cabelo era espesso. longo e ondulado. quando isso te custava.Sinto não entender o que está acontecendo. mas MaryAnn empurrou para longe esse súbito pensamento e lhe dirigiu um olhar de apoio. mas uma vez que ela lhe abriu sua mente. Deu um passo para se aproximar. Algo que me envergonha e não só a mim. Em suas mãos e mesmo assim sua voz tremia e ela a via tão assustada que se sentiu fatal. Em lugar disso a tinha forçado a despir sua alma. —olhou para cima. .. enviando ar para mantê-la flutuando enquanto descia como um raio. A queda a mataria. outras grandes e todas de um prateado apagado em vez de brilhar como deveriam. —Se lhe abrisse sua mente. para a canopia. —murmurou ele brandamente. —Não se como cheguei aqui. Ralentizou sua descida para estudá-la. —Promete-me? — Dou-te minha palavra e nunca a quebrei em tudos os séculos de minha existência. Tivera a intenção de levá-la completamente a ele. umas pequenas. Essa era a última coisa que esperaria de um homem tão crédulo como Manolito. As mãos curvadas em garras e a surpreendente estrutura óssea de seu rosto destacando sob a tensa pele. —Já sei. algumas diáfanas. levando-os para o amparo da armação que construíra. tremendo com a verdade.. que a segurou nos braços e se elevou no ar. mas você seguiria resistindo. – Prometo a você csitri. não só visualizá-las. Sabia qual era a verdade. O que há dentro de ti é nobre e forte e duvido que deva temê-lo. poderia sentir suas emoções.Não a mereço. Eu não tenho segredos que compartilhar contigo. Não merecia estar tão satisfeito por havê-la reclamado. Retrocedeu enquanto se colocava frente a ela. Poderia necessitar da fria e chuvosa cidade tanto como ele necessitava da selva. —A verdade. MaryAnn olhou a seu redor. As salvaguardas estavam em seu lugar. Manolito olhou a seu redor às variadas folhas. —Deste-me verdade. mas também a minha família inteira. As sombras se moviam. com o rosto enterrado contra seu ombro. Passeou intranquilamente pelos pequenos limites do lugar. Tenho algo a te dizer. Não podia nem ver a plataforma que ele tinha construído. —Não me ajude com isto. Ela dera-lhe a verdade. a arriscar tudo por ele.MaryAnn! . brilhando negro azulado como se uma cascata descesse por seus ombros e suas costas. mas não queria que Manolito lhe jogasse a verdade de sua vida. MaryAnn tomou um profundo e entrecortado fôlego. Ela tinha sido o bebê que alguém tinha perseguido pelo bosque e quase assassinado.

tem que se lembrar que havia muito pouco ou quase nenhuma pessoa. Ele é quase cem anos mais velho. . MaryAnn mordiscou o lábio inferior. Tudo se perdeu quando tentaram defender seus aliados humanos. mas raramente. Morriam muitas crianças. mas a honra nunca teria permitido isso. Suspirou enquanto olhava para baixo da copa das árvores. enchendo o ar com sua suave essência. —Quando chegamos aqui pela primeira vez. para maior privacidade.flores. Haviam.Concordou Manolito. a selva tem ouvidos. Ouvimos muitas vezes de nosso pai assim como de outros homens. certamente o príncipe precisava de nós para lutar. Os vampiros cresciam em número e para proteger nossa espécie assim como as demais. —Você tem uma mentalidade de turma. Produziu-se um breve silêncio enquanto ele o assimilava. que o príncipe conhecia o futuro.. talvez eram mais necessárias nossas habilidades para a luta. Ele disse a todos os guerreiros aonde tinham que ir e por que era necessário. As mulheres começaram a ter que sair para a superfície para dar a luz e algumas crianças não podiam tolerar a terra na infância. Pensamos que isso era errado. Pela primeira vez ele saboreou a amargura em sua boca. O ressentimento começou a crescer em nós quando a outros não tão inteligentes. —Talvez sim.. Meus pais tiveram cinco de nós com não mais que um intervalo de quinze anos. —Acredito que podia ser. além de Zacarías. outros sim. —Você acha. apoiando o queixo nelas. mas em algum lugar em sua mente. enquanto errávamos treinando para o que seria nosso dever. começava A acreditar que o que ele ia dizer-lhe era de uma monumental importância para ambos. MaryAnn franziu o cenho. —Considerando o ocorrido. desta vez envolvendoos dentro de uma barreira de som. crescendo em tempos incertos. o príncipe se aliou aos humanos. a maioria das famílias nunca tinham filhos com menos de cinqüenta ou cem anos de distância um de outro. —O príncipe lhes permitiu escolher abandonar as Montanhas Cárpatos? Ou simplesmente os enviou aqui? —Deram-nos a escolha. MaryAnn pôde ver imediatamente os problemas que conduzia tal proximidade. Estávamos acima da média em inteligência e todos sabiam. Éramos velozes e aprendíamos rapidamente e ouvíamos também. concordado em partir. sim. Quando suas filas minguaram e os inimigos chegaram. Por algum motivo. Fomos treinados como guerreiros mas nos deram tanta educação como foi possível em outras artes. acreditando. Naquele momento nos pareceu isso. que nossos cérebros. que havia razões para esse ressentimento?— Perguntou. os músculos em suas costas se ondularam. Estavam mudando as coisas e a tensão aumentava. olhando para trás. É obvio que ocorria. mas nos criamos juntos. Poderíamos ter ficado. davam mais oportunidades de aprender enquanto nós tínhamos que afiar nossas habilidades no campo de batalha. Cinco de nós com nossas emoções se debilitando e a lembrança de nossa gente e nossa pátria diluindo junto com as cores a nosso redor. Só ocasionalmente provávamos nossas habilidades contra o inimigo. surpreendida novamente quando liberaram sua fragrância. Estávamos sozinhos. esperando que ele continuasse. em particular com moços que sentiam o sabor do poder pela primeira vez. —O príncipe estava preocupado e todos nós sabíamos. Ela assentiu.Suas habilidades de luta deviam ser necessárias lá também. —Até então já nasciam mais homens que mulheres? Ele assentiu. —Às vezes. pensando. . —Mas escolheu. Manolito apoiou os cotovelos no corrimão e olhou para o chão da selva sob eles. Elevou os joelhos e as rodeou com os braços. Manolito lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor e colocou mais salvaguardas. As vidas que tínhamos conhecido como Cárpatos se acabara. – Ela disse insistente. —Minha família foi sempre um pouco diferente da maioria dos guerreiros que nos rodeava. quando o príncipe chamou seus guerreiros mais antigos. sem interrompê-lo. Ele encolheu os ombros. Nossa família era considerada como a de mais habilidades na luta. Nunca tinha pensado em Manolito ou seus irmãos sendo crianças. que sabia o que era melhor para sua gente. . Agora como guerreiro e vendo o que aconteceu a nossa gente. E então começamos a enfrentar cada vez mais a velhos amigos que se converteram.

Não estaríamos abandonados a deriva com tão poucas mulheres e crianças. enquanto crescia. MaryAnn observou as cruas emoções em seu rosto. alguém em quem não acredita. nem teria lhe prometido sua lealdade ou dado sua vida pela dele. a cada vez que me sentei com meus irmãos e questionei seus julgamentos e decisões. —Traí Vlad. —Manolito. sentindo as ondas de seu antagonismo cair sobre ela. —É isso o que pensa? —Não sei o que pensar. somente no que devia ter sido feito. com tão poucas probabilidades que tornam impossível manter nossa gente viva. ele ouviu. —Ninguém quer pensar que sua espécie está condenada pela natureza.apontou ela tão gentilmente como foi possível. Pode ter duvidado da decisão de seu príncipe. Certamente. por que arriscar sua vida por ele? Por que morrer por ele? Sobretudo. é obvio. mas sempre animava os guerreiros a falar no conselho. —Sabia tudo isso porque suas emoções então estavam muito fortes. o medo de ter traído o príncipe. a extinção. que muitos outros lutadores. inclusive amava. que mesmo jovem. que nós sabíamos mais que ele. —Você está zangado. . não compreendia que sua cólera era si mesmo. mas foi uma versão muito abreviada de nossas conversas. ou Por Deus.Não estaria entre os caídos. Se não acha que ele seja capaz de liderar o povo Cárpato.ele passou as mãos por seu cabelo. Ele não o via assim e isso a fascinou. Mais importante ainda. Manolito encarava vampiros e magos. quando podia sentir novamente. Ele havia se sentido superior. Agora estavam chegando a algum lugar. . .Sei que vimos claramente o destino de nosso povo quando muito poucos podiam ver o futuro. .Agora. ele revelaria-lhe sua mais profunda culpa. facas . por que salvou a vida de Mikhail? Ouvi falar disso. notou a carência de mulheres e que os bebês não sobreviviam. . Separando cada ordem do príncipe e examinando-a de cada ângulo. por decidir lutar numa terra remota por uma gente que não se preocupava com os Cárpatos. mas ele nos respeitava. mas acreditava nele e deve acreditar em seu filho ou nunca teria entrado em batalha com ele. séculos depois. —Fiz muito mais que questionar as decisões de meu príncipe. Por que se incomodar? Manolito cruzou os braços no peito e a olhou. . Estou. Acreditávamos que ele devia nos ouvir. nenhum da Cruz cometeria tal engano.disse Manolito. Ele virou para apoiar os quadris contra o corrimão. . Não tinha idéia de que estava zangado com ele. . de sua superior altura. —Se acha isso. Depois de centenas de anos. —Ouviu-o seu príncipe? Deve ter ido a ele. —Como cabeça de nossa família Zacarías o fez. —Como poderia ter sido diferente o resultado? —Vlad ainda estaria vivo. Agora. Sabia o que ele ia dizer antes mesmo que dissesse. com o rosto carrancudo. —Era meu dever. até em desacordo e não entendia como Vlad pôde cometer tal engano. isso é ridículo. As mudanças já estavam se produzindo. somente nossos cérebros e era irritante que outros não pudessem ver o que nós víamos. o brilho tormentoso nas profundezas de seus olhos. mas sim. Riordan e eu lhe contamos algo disso antes. Liderava-nos.ele disse. Acrescente isso nossos inimigos e estamos perdidos. E não teria levado a nossa gente a batalha. Podíamos ser jovens. Você não é um homem que siga as cegas.Havia traição em seus corações e mentes quando discutiam ou simplesmente tentavam encontrar a forma de melhorar a vida de sua gente? —Talvez começasse dessa maneira. Tudos falavam do que você fez por ele nas cavernas quando o atacaram. porque a mente dele se misturara profundamente com a dela e ela pôde ver sua culpa. ainda culpo o príncipe por ir a uma batalha que não podia ganhar. Não precisamos ter premonições. Ela viu as sombras percorrer sua face. Fizemos uma disso uma arte. . —Você era jovem e até imaturo e ainda capaz de sentir emoções. que admirava e respeitava profundamente.disse ela. se já me tinha visto e sabia que tinha uma companheira. sobre como dirigir o povo Cárpato através dos perigos de cada novo século. Ele não compreendia quanto admirava Vlad Dubrinsky e o quanto estava aborrecido pela última derrota do príncipe e a morte deste nas mãos do inimigo.O que disse você mesmo. Vlad ouvia a todos. tanto física como intelectualmente. ainda estava zangado por essa decisão. —Sim. —Sabe que não foi isso o que dizimou sua gente. Os sentimentos tinham invalidado sua razão? Se assim fosse. Seus irmãos eram todos iguais e desfrutavam de seus debates sobre como servir melhor a seus compatriotas.

Era difícil matar um Cárpato. Sua desdita era cansativa. Quando nossa mãe dava a luz a um de nós. Éramos diferentes dos outros Cárpatos. Mesmo assim. Não sei como nem por que começou a ser um verdadeiro plano para derrocar nosso príncipe. Tem que resolvê-lo.A ordem foi aguda e empurrou para as paredes de sua mente. Todos eles.Honestamente não sei como começamos a desenvolver os detalhes. Vira seu heroísmo. Surpresa começou a notar. A maioria das crianças . Procurou as palavras adequadas. Segurou-lhe da mão e o fez a sentar-se a seu lado no leito de flores. onós. mas também está sendo utilizado contra nosso príncipe enquanto conversamos. os sentimentos corretos… . Não acreditaria nem por um momento que estivesse envolto num complô para destruir a família Dubrinsky. Encerrada como estava dentro de uma bolha que impedia que o som escapasse. agora estava zangado. Podia ver a cicatriz na garganta que quase o matara. mas mais tarde. nos queixando talvez. Desde que seu irmão Rafael matara Kirja. uns dos outros. O silêncio parecia ensurdecedor. Inclusive o sentimento de traição. mas só podia o olhar com incredulidade.. —Como resolve umatraição? Apertou os dedos dele.envenenadas e facções pétreas. CAPÍTULO XIV MaryAnn respirou várias vezes. Sua voz se rompeu na última palavra e ele baixou a cabeça. então tinha que compartilhar tudo com ela. Pôde ouvir o halo de honestidade em sua voz. Crescemos juntos. mas alguém tentou. —Ideou um plano para derrocar seu príncipe? —Não! —Sua negação foi forte e instantânea. Brincamos juntos quando crianças e lutamos juntos como homens. meus irmãos e os Malinov. Isto te está destruindo. incapaz de ler sua mente.Não mereço a calma que me envia. Não sabia se quem havia se afastado ela ou ele. fortes e profundas. também a mãe deles. enquanto baixava o olhar para suas mãos. enquanto ele estivera protegendo o príncipe. Era estranho que não pudesse ler sua mente mas sentia suas emoções. — Ele colocou a cabeça entre as mãos e esfregou as têmporas como se lhe doessem. Tampouco mereço os sentimentos que tenta plantar em minhas lembranças. Talvez porque tenhamos nascido muito seguido. Só conversávamos. O vínculo entre nossas famílias era muito próximo. Seu passado estava muito perto da superfície. sobressaltada por ele poder pensar que se tratava de plantar algo na mente de alguém. E o plano não só era brilhante e possível. —Não entendo seus pensamentos. mas isso não significa que sejamos traidores de nosso país ou de nossa gente. —Manolito. —Conte-. . . para debater os prós e os contras de todas as decisões que Vlad havia tomado. Tínhamos um plano não só para destruir a família Dubrinsky. —Havia só outra família com filhos tão. Os Malinov. tentara se lembrar. —Tínhamos um plano. Meus amigos e eu conversamos de política todo dia e freqüentemente não estamos de acordo com nosso governo. E verdadeira. debatendo certamente. Ela piscou. Ela queria que ele entendesse que as lembranças de sua juventude não eram uma traição. Se era sua companheira como ele reclamava. A princípio se sentavam em silêncio ao redor do fogo.Não! . MaryAnn. em nossa crença de que sabíamos mais que nenhum outro. MaryAnn não podia ouvir os pássaros ou os insetos. —Nem meus irmãos nem eu. Manolito.. falávamos disso como algo real. mas a todos os inimigos dos Cárpatos. decididamente. quando nos zangávamos. Manolito da Cruz era leal a Mikhail Dubrinsky. Mas isso era tudo. seus irmãos haviam tentado se recordar. – Ordenou-o. envergonhado. Como nós. A vergonha a ira e a culpa. Os Cárpatos governariam todas as espécies. que nesse momento ele estava mais no reino do outro mundo que com ela. Em nossa arrogância e superioridade.

Fomos rebeldes. Perguntou-se. Um estremecimento atravessou o corpo dele. todos nós. alguns olham e há uma enfermidade em outros. —Por que não o deteve? —Não acredito que muitos queriam acreditar que o filho do príncipe podia levar a enfermidade em suas veias. Sua risada era tão contagiosa que ainda os caçadores que há muito tinham perdido suas emoções. não lhe permitíamos ir sem acompanhante a nenhum lugar. muito antes que abandonássemos nossa infância normal. Uma boca feita para rir. foram ver Vlad . mas o fez. A loucura reina se não o faz a disciplina. —O que lhe aconteceu? —Porque isso. É um tipo de loucura que freqüentemente afeta aos mais poderosos. enquanto estávamos longe numa batalha. disse-lhe que ela podia ir. Era uma beleza pela qual lutávamos e que nos esforçávamos por proteger. se a perda de emoções todos esses anos tinha mantido a dor. Nós dez nos convertemos em seus pais. A família Dubrinsky tem capacidade para esgrimir um grande poder. mesmo passadas as emoções elas estivessem incrementadas e intensamente vivas para eles. para que quando os homens pudessem senti-las outra vez.Os irmãos Malinov tiveram sorte. liso e espessos. Não havia um estudante que pudesse superá-la. Era estritamente proibido tocar uma mulher que não fosse sua companheira. Deveríamos tê-la mantido a salvo. Uma menina. assim que tivesse oportunidade. que a sua companheira. Os olhos imensos e brilhantes numa face doce. —Ivory —Manolito sussurrou seu nome—. uma necessidade de poder sobre o outro sexo. —Sua voz decaiu até um murmúrio e ele apertou mais a mão dela contra o peito. Eu mesmo esgrimi a espada em duas ocasiões quando ele e abalroou perto do mercado. sorriam quando ela estava perto. o mais velhos dos Malinov. que os corrompe. MaryAnn. que nasceu em sua família uns cinqüenta anos depois de Maxim. Teríamos matado-o. Manolito pressionou a mão de MaryAnn contra o . que não nomearei. Mesmo sabendo que a tínhamos proibido. mas nós sabíamos. . mas isso suporta a necessidade de controlar um poder tão vasto. Mas nós. mas não havia dúvida do que era o que ele tinha em mente fazer. O filho mais velho de Vlad observara Ivory. Podia lutar como um guerreiro. —Eu acreditava que os homens dos Cárpatos não olhavam a outra mulher. —Proibimos-a de ir a escola e estudar com os magos até que pudéssemos estar com ela e protegê-la. —Quando são jovens. Nossa espécie não está livre de anomalias. Nobreza em cada linha de seu corpo. tão forte que pôde senti-lo bater contra sua palma. Estava ainda ali. —Mais escuros. Desgraçadamente. sua mãe não sobreviveu muito tempo ao nascimento e seu pai a seguiu ao próximo mundo. se a houvesse tocado. —O príncipe não tinha direito de usurpar nossa autoridade. Dor que não tinha diminuído através dos séculos apesar do transcurso dos anos nos quais não tinha sentido emoções. MaryAnn sentiu a dor nele. estrangulandoo. Ela era brilhante e feliz e aprendia tudo rápidamente. como se aliviasse a terrível dor que sentia aí. Queríamos vê-la a salvo. meu irmão mais velho e Ruslan. A habilidade de aprender a matar nos chegou muito rápido. Zacarias. já mostrava sinais de sua enfermidade. Na realidade balançou seu corpo. precisando sentir sua cercania. oprimindo-lhe o peito. A tensão chegava a ser evidente cada vez que ele retornava a nossa aldeia. —Suspirou e se inclinou para esfregar o queixo contra a riqueza de seu cabelo. ela levou sua súplica ao príncipe. caindo correntemente para uma cintura estreita. mas MaryAnn o sentiu e soube que a ardência da dor era mais profundo que ela pudesse conceber. alta. o caçula das crianças. Mas. corroendo-o. —Diferentes de que forma? Sacudiu a cabeça. embora não fosse seu companheiro. —Por que ele faria algo assim? —Acreditam que seu filho mais velho. com brilhantes cabelos negros.Cárpatos nascem pelo menos com cinqüenta anos de diferença. mais rápidos e mais fortes. Indubitavelmente estava qualificada. MaryAnn viu uma menina. Nasceu um formoso bebê. Era suficientemente brilhante e poderia urdir feitiços que poucos conseguiam romper. Era tão nossa como nós dela. era o que tinha levado a amargura que freqüentemente sentia nos confusos sentimentos de Manolito para com seu príncipe. Isso não nos importava. embora usasse o cérebro. O tempo certamente não tinha curado a ferida. seus irmãos e meus. Talvez haja uma razão para isso. Era jovem e se criara sob o jugo de dez irmãos que lhe diziam o que fazer. —Queria ir a escola de magos. Todos conheciam nossos desejos e nunca deveram ter intervindo.

O mundo das sombras. O príncipe mandou seu filho para longe. como o do resto dos membros das duas famílias. Gregori o fez e depois você. —Na realidade tinha outras razões. era possível que a loucura . —Como podem seguir alguém a um lugar assim? Seu olhar vacilou. —Assim permitiu que ela se fosse. Terá que aprender a viver com meus pecados e devo te confessar o pior de todos. mas não tivemos essa oportunidade com Ivory. Seguiram-no a terra das névoas e das sombras e trouxeram de volta seu espírito. seu filho ficaria bem. —Não sabia o que fazia. tinha mais tempo para estudar o problema e dar talvez com uma solução diferente. mas qualquer de nós teria ido gosto. Mas nenhum de vocês pôde seguir seu rastro. forçou-se a levantar a cabeça e olhá-la nos olhos. Ele estava frio e não parecia poder conseguir calor. – Já basta dizendo que só os mortos vão lá. O motivo deve ser muito importante para que uma pessoa viva tente. Desdenhou nos mandar um recado além disso. Ele estava ainda parcialmente ali. Vlad deveria ter assumido a enfermidade de seu filho e ter dado ordem de matá-lo. Não tinha sentido para nós. Com tão poucas mulheres. o lugar aonde os Cárpatos iam atrás de sua morte. este deve ser protegido até que o espírito volte e entre novamente. Se assim era. De outro modo nossos inimigos podem nos apanhar no outro mundo para sempre. para tentar. —O que aconteceu? Por um momento ele deixou cair à cabeça sobre seu ombro.Nem sequer pudemos encontrar seu corpo para recuperá-la do mundo das sombras.e lhe falaram do perigo que corria Ivory. para Vlad. Se seu filho estava louco e ele não fazia nada. . embora todos e cada um de nós a tivéssemos seguido com gosto. —Foi o que Gregori e seus irmãos fizeram. Ele não tinha direito de interferir em assuntos de família. um companheiro. aproximando o rosto contra o calor de sua pele. Isso estava muito além de sua experiência. . —Talvez foi bom que não soubesse. —Ele encolheu os ombros. Manolito passou uma mão pelo cabelo. —Sim. O filho de Vlad ia voltar e quando Ivory pediu permissão para ir a escola. tentando entender. —Os rumores dizem que só os maiores guerreiros ou curadores têm essa proeza ou um apaixonado. Enviou-a para longe sem nenhum de nós para protegê-la. Queriam matar o príncipe.E obviamente pode fazer. —Aparentemente é perigoso para qualquer que não esteja morto ainda. envolvendo-o nos braços. Tudos nós queríamos. teria que encontrar uma forma de trazê-lo completamente a este mundo novamente. — Manolito sacudiu lentamente a cabeça. terra de névoas. homens tão fortes e protetores deviam ter sentido que era seu dever e seu prazer proteger e servir aquela garotinha. O coração de MaryAnn bateu forte. foi uma maneira singela dele se desfazer de um problema imediato. já que sabia que teríamos voltado imediatamente. invadiu-nos uma fúria assassina. e tivemos paz durante um tempo. A perdemos para sempre e começamos a questionar seriamente o julgamento de Vlad Dubrinsky. porque não tinham seu corpo. Sem Ivory ali. para aproximá-lo. MaryAnn e me conheço bem. Dedicou-lhe uma pequena reação de sorriso. O que Manolito estava parcialmente preso. então. Ela se moveu. Pensou que sem ela ali. O destino decretou o que há entre nós. .Reiterou MaryAnn. todos nós ficamos devastados. O culpávamos por revogar nossas ordens e acabar causando a morte de Ivory. —Sim. Não te deixarei partir. lendo nod dele mais dor que traição. Seu amor para com Ivory tinha sido forte. Pior. Às vezes ainda não queria acreditar que fosse real. Com um pequeno suspiro de resignação. —Se o espírito abandonar o corpo. Ela não se deu conta do que fazia ao entrar nesse outro mundo. —Quando nos chegou mensagem de que um vampiro a tinha atacado e matado. Falhar deve ter sido intolerável. —Você é minha companheira. Ela manteve seu olhar. Ruslan e Zacarias pela primeira vez não tiveram as cabeças frias que sempre tinham tido. Sou muitas coisas.

E sabia que era isso o que ele estava lhe dando. E enquanto o fazíamos. o suave retumbar de um gemido. E levando-os a clandestinidade ou erradicandoos secretamente em matanças organizadas minguaríamos lentamente sua população. mas algo mais. Fizemos um pacto de proteger uns aos outros. Porque falou de um plano. isso não significa que seja responsável pela destruição da espécie. Queria reagir com a objetividade de um conselheiro. Chegamos ser demônios a tal ponto. soubemos que não era mais culpa de Vlad que nossa. As mulheres já estavam se unindo com humanos e escolhendo permanecer nessa forma. Talvez fosse a barreira de som que ele tinha erguido. Quando nosso príncipe fez uma chamada para viajar para outras terras. —Não fizeram essas coisas. —Não. Não é um deus. Não seria difícil se voltar para as mulheres que ficavam contra seus homens e enfatizar a brutalidade de sua forma animal. Confiar-lhe sua maior vergonha. abrir uma brecha entre as espécies. algo selvagem. —Não. mas não fizemos nada para ajudar o jaguar a ver sua própria destruição. para a América do Sul e eles fossem enviados a Ásia. Finalmente alguém teria que dar um passo na base do poder para esclarecer a confusão. talvez até mais. Uma coisa levou a outra. o que outras partes do plano puseram em marcha? MaryAnn esperou. é claro que não. mas não podia evitar a excitação de ter seu aroma no corpo. MaryAnn se tornou para trás e ua respiração se fez áspera e entrecortada. MaryAnn. Os Malinov fizeram o mesmo. prestando todo o tempo seu calor tranqüilizador e tratando de sufocar a crescente onda de desejo. vendo como as sombras marcavam sua face. nem a forma em que seus músculos se esticavam e seu sangue bulia som em se aproximar dele. são muito poucos para salvá-los. porque temem os vampiros.estivesse presente também nele? Quanto mais discutíamos o ele que tinha feito. Era sua segunda natureza. —Que é o que finalmente aconteceu. a leve mudança em sua expressão. Agora somos caçados e assassinados. MaryAnn se inclinou aproximando-se a fim de inalar mais dele. sem palavras. os irmãos Malinov aplicaram o plano e ajudaram a empurrar os jaguares a sua própria extinção. Embora dez casais sobrevivessem. Quande Manolito estendeu a mão para afastar uma mecha de cabelo de sua face. Os homens-jaguar não estavam nunca com suas mulheres. E com o homem-lobo. seus dedos acariciando a . pelas rugas ao redor de seus olhos. —A evolução pode ter jogado seu maior papel do que acredita. respondemos. deixando-a nervosa. Ele assentiu. Quando a dor decaiu e pudemos raciocinar. fizeram? —O aroma masculino estava em seus pulmões. —Os humanos temem os Cárpatos. Os homens-lobo eram evasivos de todos os modos. para compartilhar o que podíamos de nossas lembranças de carinho e honra e assim temos feito. a forma que sua boca cinzelada. mas não podia evitar a força de sua emoção por ele ao ver que ele tentava fazê-la compreender. Não há esperança de salvar a raça jaguar. —É pior. O que era tão diferente nele? Sua confissão de perversidade? Teria-a feito simpatizar mais ainda com ele? Ou o fato de que ainda chorasse pela perda de sua pequena… Irmã…? Estivera zangada com ele por introduzi-la em sua vida sem seu consentimento. Então planejamos como nos desfazer de todos os outros. Havia uma nova nota em sua voz. Os cochichos e os rumores de matanças e o ódio e o temor cresceram até que os Cárpatos não voltaram a ser mais os aliados dos humanos. Deixamos de falar disso e nos lançamos a caça do não-morto. mais forte se tornava nossa fúria. precisava lhe oferecer consolo. Começamos a pensar em formas de acabar com seu governo. Desejava… Não. Se fizeram isso. Fomos enviados para cá. Demos-nos conta de que outras espécies que eram nossas aliadas lutariam junto a Dubrinsky para mantê-lo como dirigente e os Cárpatos se dividiriam. As notas provocaram sua pele. que ela estivesse morta. por lhe tirar suas opções e por não entender a enormidade do que tinha feito. estava crescendo fazendo com que observasse o subir e descer de seu peito. As lendas saíram de algum lugar. Deixamos-os sozinhos. que por certo foi tramado racionalmente observando o que já acontecia. Sabíamos que o que estávamos fazendo estava errado. rodeando-a em cada respiração que tomava. vendo como ele dobrava os dedos como se lhe doessem. dividir e conquistar. o único aliado que conhecíamos podendo nos deter. tão sexy como sua hipnótica voz aveludada. que todos nós perdemos nossas emoções bem mais rápido do que devíamos. seria bastante fácil fazer o mesmo.

Glória absoluta. —Não. Não podíamos. como um manto denso pelo qual queria passar a mão e acariciar e no qual queria esconder o rosto. Qualquer fúria que ainda sentisse contra seu príncipe. queria aliviá-lo. corpo com corpo. Precisava do corpo dela. Tomou-a com muito cuidado. lhe roubando o fôlego. mas agora. —Mas vocês não o fizeram. Diminutas chamas dançaram por seu pescoço e garganta antes de desceram para seus seios. Os dentes dele seguraram seu lábio. Ambos os mundos. Cada terminação nervosa voltou para a vida. Tinham sido sua família. sua boca na dela.E nesse momento. longo. Ele inclinou a cabeça. sua pulsação troando em seus ouvidos. narcotizando-a com beijos. Essa ferocidade.Queriam que nós repudiássemos o príncipe. —Não. Por ter essa forte lealdade apesar de gostar tanto dos irmãos Malinov. ainda assim sabia. —Era positiva.e sua língua lhe tocou sua pulsação. —Sua voz enrouqueceu e o som arranhou suas já sensíveis terminações nervosas. Não foi selvagem desta vez. Seus braços a envolveram e ele a trouxe mais perto. Seus mamilos endureceram sob a fina blusa e seu corpo se sentia suave e flexível. que lhe oferecia refúgio e asilo. pulsou com força e de forma atrevida em reconhecimento e se inclinou para se aproximar dele. luxurioso e espesso cabelo. respirando por ele. O beijo dele igualou o preguiçoso e lento movimento de suas mãos. contra ele mesmo ou mesmo contra os Malinov desapareceu. Sua mão já estava deslizando já por sua perna. deixando seu sangue pulsando por ela. afastando as sombras e a dor das velhas lembranças até que só restou … O sentimento último. Ele devolveu-lhe o beijo. desejando levá-los a numa viagem de puras sensações. retando somente o leito de flores e o perfume do homem e a mulher que chamavam um ao outro. . segurando com uma mão à parte de trás de sua cabeça enquanto a descia. À volta deles. subindo por sua coxa e para seu interior onde se sentia dolorida. Moveu os dedos em pequenos círculos contra seu úmido sexo. Mais que tudo. roçando sua boca com a dele. Bem melhor. não o fizemos. o sedoso. é claro que. desejava-o. lhe afastando o cabelo do ombro. criando precisas chamas que irradiavam de seus seios para o ventre. parecia mais longo. aconchegando-a contra ele. enviando . A sensação e a forma dos lábios e senti-lo quente e dominador. Tomando-o. talvez porque cada sensação lhe parecia muito mais. MaryAnn estendeu uma mão para afastar para trás. desejando provar cada centímetro da pele dela. para fundir-se a seu sexo já umedecido. Duros. Moldou com a mão a forma da nuca dele e elevou os lábios para os dele. As sombras retrocederam. —Os irmãos Malinov vieram nos ver antes de partir e quiseram conversar. Seu corpo esteve imediatamente escorregadio. —sussurrou ele. Sabia que ele respeitava Vlad Dubrinsky apesar da terrível tragédia. sentindo a definição de seus músculos sob a palma. afugentando o frio de sua pele. enquanto sua boca consumia a dela. que trair o príncipe era trair sua gente. mais denso inclusive do que recordava. Não importava quão gentil ele começasse. Às escuras íris negras resplandeceram em âmbar… Quase dourados. . Seu cabelo era bonito. tomando a adrenalina em seu próprio corpo. desejava. como cada célula a reconhecia. lento e suavemente. O calor estalou. igual a todos os seus irmãos. antes de poder pensar. Seus polegares acariciando-os com o mesmo ritmo lânguido. —Quero sentir sua pele contra a minha. Estavam unidos. E ela o amava por isso. necessitava. desejando senti-lo pele com pele. —Deslizou a mão por seu braço. Adorava sua boca. lhe fazer sentir completo e vivo. tão dolorido que fazia com que queria entrar dentro dele.sensível pele. Por distinguir o bem do mal. essa parte que nunca quis reconhecer. ela estremeceu. Ele estendeu as mãos para sujeitá-la nos braços. enquanto deslizavam sob sua camisa para seus seios. deslizando a língua na sedosa calidez de sua boca. Queria seduzi-lo. —Sua voz continha uma absoluta convicção. numa sedução que não tinha acreditado possível. mente a mente e MaryAnn sentiu a repentina mudança nele. Seus olhos se animaram com a turbulência tão tempestuosa que seu coração acelerou. o mundo empalideceu. antes de poder se deter. mordiscando e demandando. em instantes sua boca tomava o controle da dela. tê-lo no interior de seu corpo e encher o vazio que sentia dentro dele. Haviam lhe jurado lealdade. Tomando sua necessidade e seus desejos. tampouco podiam os Malinov. Fechou os olhos brevemente. não queria ser. quente e já ansioso pelo seu.

Ou necessitasse. o qual só o incitou mais. ela arqueou o corpo mais completamente para ele. mordendo o suave arco enquanto sua língua provocava e abria passo.. quase maior que sua fome de sangue. alguém que necessitaria de suas mãos e sua boca durante toda a eternidade. Estava afogando-se. sem possibilidade de sobreviver. tentando se sustentar. trazer poesia a sua vida em meio à crua realidade.chamas que a faziam girar num vórtice de necessidade. deslizando sobre a superfície sedosa até que pôde sujeitá-la com os braços e lhe rodeando as coxas. As mãos dele deslizavam por sua pele. Afastou a saia de seu corpo. Era atemorizznte estar fora de controle. arrastando-a para sua própria boca. muito rápido e seu corpo estava muito sensível. Grite. que a sobressaltou quando de repente ele lhe rasgou a blusa para abri-la. que seu corpo tomasse o comando e sentir e . que fazia com que seu próprio sangue se agitasse em resposta.. era ela. Seus dentes brincaram com o lábio inferior. A primeira liberação dela foi rápida e dura. Não havia forma de não adorá-la quando ela lhe dava tudo sem reservas. . Flechas de fogo desceram para seu ventre e se acomodaram entre suas coxas. Ela era sua. o som vibrou descendo por sua espinha e envolveu seu sexo. baixou o olhar para os seios plenos e túmidos. Tanto que se ela sabia ou não. enviando botões em todas direções. Despertou desejando seu sabor. sentindo a carne cremosa no calor ardente de sua boca. que colocou o joelho entre suas coxas. elevar sua alma. Queime por mim. desfez-se de suas roupas. MaryAnn segurou-lhe os ombros com as mãos. sivamet. Cobriu sua intrigante e pequena abertura com a boca e sua língua revoou e acariciou seu ponto mais feminino. Podia sentir a acumulação da sedutora umidade contra sua pele nua onde ela se esfregava agitadamente e se sentia tão sensual que não pôde manter o controle. de forma que cada vez que deslizava seu corpo... Gemeu brandamente. Ele desceu por seu corpo. estava em sua mente. tão paciente. Sob ele. deixando-a suspirando por mais. enquanto sua língua a assaltava. Ela começou se esfregar em sua coxa com um pequeno grito de impotência. acariciando seu cabelo.. lhe mostrando sua ânsia em lhe agradar de todas as formas que ele quisesse. tornando-os cada um mais quente e mais aditivo. convertendo-a em alguém distinto. para atravessar a ereção dele. enquanto ele aprofundava os beijos. Acalmar cada demônio. alguém altamente sexual. deixando ver o umido convite de seu corpo lhe chamando. Arqueou para ele. sentindo-as muito pesadas e ajoelhado sobre ela. até sua pulsação que batia freneticamente. As palmas dessas mãos deslizaram de forma possessiva sobre seus seios. palpitando num ritmo que igualava o dele. enquanto ouvia a agitação de seu sangue pulsando em suas veias. quando tinha coragem para entregar seu corpo a um homem tão dominador como ele. sussurrante. que abriu os lábios para ele. com essas mãos duras e quentes em seu corpo.. Com um pequeno gemido que retumbou no fundo de sua garganta. Uma música completa. tão gentil. . sua luxúria estava envolta em amor. . Sua boca a acariciava. aceitando o duro impulso de sua língua. Você vai me matar. Estale em chamas. lutando por aplacar a crescente necessidade. ela estremecia e tremia com ânsia. por ele. Era música. Estava excitado além do que acreditava possível. Acendeu um rastro de fogo de seus lábios a seu pescoço. sua pele se esquentou numa lisa e sensibilizada seda. baixou a cabeça uma vez mais para ela. Sugou-lhe o mamilo demoradamente e ela se contorceu sob ele. Era belissima oferecendo-se a ele para tornar o passado muito mais fácil. Seus mamilos estavam duros e ansiosos. MaryAnn tentou afastar-se dele. com essa língua capturando a sua. Seus gemidos o conduzindo mais longe ainda num frenesi de desejo. os dedos acariciando de seus mamilos. segurando sua cabeça. mas sua força era muita. Seu coração soava ruidoso. Manolito levantou a cabeça para olhar para ela. Suas pernas estavam ligeiramente abertas. Sabia categoricamente. Sua voz era um áspero sussurro em sua mente. cravando as unhas em sua carne. seus lábios tomando o controle como o faziam suas mãos.Talvez não matá-la.Não posso. Tudo o que ela pôde fazer foi se agitar sob ele num esforço de escapar de sua travessa investida. baixando a cabeça e cobrindo seus seios com sua boca quente e ambiciosa. exigentes agora. Se alguém podia. mas desta vez.Isso. Os dentes mordiscavam e a língua acariciava. aumentando suas necessidades. Era muito. levantou-a para seus ambiciosos lábios. mas certamente destruiria tudo o que ela tinha sido. Seja completamente minha. pedindo por mais. Só MaryAnn podia fazer isto por ele. abrindo-a ainda mais para ele. mas não se deteve. os músculos se contrairam até que as sensíveis terminações nervosas arderam. já tão sensibilizada que quando lhe cobriu o seio.

Sua liberação a rasgava.Vamos. A combinação quase a desfez. Relaxe-se para mim. Permitiu que ela visse o que viria a seguir. Por favor. quando viu seus olhos abrirem e mostrarem uma . Ele penetrou-a completamente. cada um querendo o prazer máximo para o outro.ter sensações intermináveis erigindo-se inexoravelmente.Está a salvo. em pulsados rítmicos. com o prazer lhe consumindo. sua outra metade e o santuário de prazer que ela proporcionava. sob os músculos apertados e inchados pelos orgasmos anteriores. para que parasse ou para que seguisse. —murmurou quando sentiu seu tremor. Ela tremeu. . com seu grosso membro investindo através dos músculos apertados e sedosos. Dsta vez empurrou a língua de forma dura e rápida. sentiu sua ereção aumentar mais ainda imobilizando-o.. puxando-a sobre o grosso leito de flores até que ela pôde descansar as pernas sobre seus ombros. investindo-a com demoradas penetrações. levando-o além de toda prudência. com a luxúria e amor que o absorviam de forma tão completa. Elevou sobre ela. a ela e a ele. As folhas sobre sua cabeça brilhavam como estrelas de prata e os limites de sua visão se estreitaram. Por favor faz alguma coisa. O coração pareceu parar por um momento. . sem ter noção de seus traços endurecidos pela luxúria e de seus olhos cheios de amor. Incrivelmente. O feixe de nervos pulsou de antecipação.Não. sivamet. Não havia nada. . —Fique quieta. por favor. päläfertül. Seu corpo ainda estava duro e formemente dentro. O orgasmo foi muito intenso para suportar. Manolito permitiu que suas presas se alongassem. que estremeceu com eles. quando cada parte dele queria explodir completamente em outra dimensão. querendo que ela soubesse o que iria fazer. O suor brilhava em suas peles enquanto chegavam juntos. Apertou os dentes. Tudo dentro dela estava concentrado completamente nesse ardente lugar. compartilhando o prazer de seu corpo. O movimento de seu corpo pressionou seu membro contra o ponto mais sensível. apertando-a contra seu sensivel ponto enquanto se deliciava com o doce mel de seu corpo. e ele entrando nela uma e outra vez. enquanto seu corpo estremecia com o poder da erupção. Havia medo na voz em sua mente. . Deixo-a a salvo. tentando segurar-se. Cada profundo impulso enviava relâmpagos que os percorriam. O segundo clímax a percorreu ela gritou seu nome numa súplica.. Sob ele. Honestamente não sabia. enquanto ele começou a se inclinar para diante com lentidão infinita. Manolito investiu profundo e com firmeza no fremente sexo que o estrangulava. Cada profunda investida enviava ondas eletrizantes que os atravessavam. ela gritou. Ela deixou escapar um agudo gemido. Não podia haver nada. lhe sacudindo. estou-te amando da única maneira que sei. MaryAnn o sentiu então. assim como vibrava através dele.Manolito. enquanto sentia o membro se elevavar e sua semente quente ser lançada em jorros para suas profundezas de sua companheira. seus olhos se tornaram amolecidos e sua face se contraiu sob o choque. Ele ouviu os gemidos de prazer retumbando em sua garganta e compreendeu que o som vibrava através da apertada entrada de seu sexo. já tão inflamados e inchados que o toque a puxou a uma culminação tão dura que parecia não ter fim. Ele lhe levantou os quadris. . Ele avançou. de forma que suas mentes realçassem a experiência ainda mais. sua cabeça oscilou para frente e para trás enquanto levantava os quadris para enfrentar seu sensual assalto. Deixe-me levá-la até as nuvens. lhe sugando. em sua mente. permitindo que as abrasadoras sensações o tomassem completamente. Só existia MaryAnn. as ondulantes sensações eram tão fortes que gemeu pela necessidade de se controlar. preso ao dela. MaryAnn conteve a respiração. sentindo que as paredes de veludo se contraíam e o apertavam.Manolito. Sua boca saqueadora a lançou a um terceiro orgasmo. Com a cabeça de seu membro pulsante alojada em sua entrada. que o aroma e a sensação do sexo apertado envolvendo-o. Ela se segurou a seus ombros e suas unhas cravaram-se firmes. depois começou a bater tão duramente que o peito lhe doeu. provocou-a deliberadamente. Não havia mais vergonha ou dor e nem outros mundos lhe rodeando ou em seu interior. ainaak enyem. O ventre dela se contraiu e ele intensificou sua caricia e exigiu mais. Voe comigo. Somente via a ele com seus ombros largos que bloquevam tudo que os rodeava. compartilhando seu próprio prazer. que enviavam faíscas que atravessava seu corpo como um raio. Estou lhe dando e tomando tudo o que você é.

Sonhei com seu corpo dentro do meu e eu gritava seu nome. para que o corpo dela o cobrisse como uma manta. Explique-me isso Sua voz era baixa e dura. os mamilos pressionados contra seu peito. —Manolito. —Ele recolheu o cabelo para trás e o prendeu com uma tira de couro. – Você arruinou os botões. muito mais. que ela se virou. levantando a face para lhe acariciar a garganta com o nariz. saboreando a sensação da estreira abertura. mas as calças que ele não gostava. —Como posso eu explicar algo assim? Sei pouco de Cárpatos e companheiras. procurando entre as copas das árvores uma razão. precisando fazer alguma . deixando-a contra vontade. Sua quietude fez com que voltasse a atenção para ele. sobre o seio.emoção. MaryAnn. A mandíbula lhe doía pela necessidade. . Resistindo. Voltou-se e colocou-a sobre ele.e a separou dele de um puxão.Nunca te faria mal. convertendo ao mais puro e intenso erotismo. lhe mordiscando outra vez. —Ele pegou sua blusa e a vestiu. O momento era perfeito. mas com uma camiseta de algodão e jeans. Impaciente.Emergi quando havia sol e ainda assim minha pele não ardeu nem encheu de bolhas. Ela se sentou como ele havia feito. Os dedos enterrados em seu cabelo. —Sonhei contigo ontem à noite —murmurou ela. Talvez uma vez tenha sua companheira. deixando-a trêmula e esfregando as mãos pelos braços. tentando não chorar enquanto começava a trançar os cabelos. beijou-a brandamente. que devia ser medo. Mesmo com nuvens e graves tempestades. MaryAnn não estava segura do que ele dizia. não em suas próprias roupas. Mas então chegaram os lobos… —Sua voz se apagou e ela o beijou na garganta. Sua mente se afastou da dela. Entretanto. Manolito ficou imóvel. Envolveu-o nos braços enquanto ele tomava seu sangue. Era perfeita. levantou os joelhos. ele ondeou a mão e ela se encontrou. —Compartilhar um sonho te incomoda? Por que? Não acha que possa acontecer. passando as mãos no cabelo negro. sentindo a impressão do corpo feminino sobre o seu. Não o vestido que ele tinha pedido que vestisse para ele. Sua língua brincou sobre sua pulsação e seus dentes lhe beliscaram a pele. apertando-o com um ritmo delicioso. Nossos cérebros fazem o mesmo. especialmente se estivermos tão conectados? —Os Cárpatos não sonham. retirou-se lentamente dela. sentiu o desejo de mordê-la novamente. Ela era suave e úmida. com as coisas que lhe fazia e contigo gritando meu nome com prazer. permaneci contigo até quase meio-dia. querendo mais. mas sua boca secou e seu coração começou um ritmo mais duro e mais rápido. plácida como a seda. Seu corpo pulsava e se umedecia envolvendo-o. ouvir o som de seu sangue precipitando ardentemente pelas veias. —disse ele num tom que a colocou em alerta. Ela gritou enquanto a dor cedia. Os negros olhos continham tal perigo. dando-lhe tudo o que era. mantendo sua cabeça contra ela. fechando a diminuta abertura. Estranhamente. os montículos suaves de seus seios. de afundar os dentes no ombro sedoso e envolver-se no sabor doce do líquido da vida. duro e absolutamente ameaçador. desejando poder vestir a roupa tão facilmente como ele estava fazendo agora. . Quando finalmente ele passou a língua pelo ponto.Sonhei com meu corpo enterrado profundamente no teu. —Ela lambeu-lhe outra vez a pele e sua língua se atrasou no pequeno lugar—. Engoliu o medo. Jeans. . fustigando-a com uma acusação tácita. Podia sentir seu coração pulsando. o sol feria meus olhos e meu corpo tornava-se de chumbo. Acariciou-lhe o ombro com o nariz. mesmo com suas curvas exuberantes. apertando os lábios sobre esse lugar. Suas mãos lhe rodearam os braços como grilhões. Estava sob ela. sentiu os dentes mais longos e mais pontiagudos quando deslizou a língua pelas pontas. – Nós dormimos o sono dos mortos. Estava faminta de seu sabor. Sob ela. Foi um lindo sonho. seus dentes cravaram profundamente no mesmo lugar em que ele a havia marcado antes. Nossos corações e pulmões se detêm para rejuvenescer. tudo isso se restaura. sua voz decaiu. . Não podemos sonhar. durante um momento. —Como explica minha tolerância ao sol? Sou incapaz de caminhar sob a luz da manhã há séculos. frio. —O que houve? Lentamente ele a afastou e sentou-se. o que está acontecendo? —Sonhei contigo ontem à noite. tal ameaça. Seu olhar voltou para ela. Logo. sentir o calor entre suas pernas. E então chegaram os lobos… —Tal como acontecera com ela. —Certamente sonhou quando estava despertando ou quando foi dormir.

—Sabe de uma coisa? Eu não preciso de seu consentimento para nada e vou voltar para a casa. aproximando-se mais dela. Sentia-se como se ele tivesse lhe dado um tapa. Ela afastou-se dele até que suas costas ficou contra o corrimão. Não preciso de seu consentimento... Você estava totalmente apaixonado por mim e disposto a me converter em Cárpato quando acreditava que eu era humana. Pequenas luzes âmbar começaram a brilhar no puro negro obsidiana. mas sua risada desvaneceu. sim. Ela negou com a cabeça. Ela semicerrou o olhar para ele. E eu tomei seu sangue em várias ocasiões. e não estava se convertendo em Cárpato. Quero saber a verdade. A fúria a percorreu. MaryAnn. mas é diferente para você? Ele a olhou. —Você me mordeu. —Porque não vi ou tenho ouvido falar dos licántropos há séculos. Duvido que tal coisa exista. se acaso alguém experimentaria um dia na vida. —E o daí? Queria fazê-lo. —Você está totalmente louco. Acabavam de compartilhar algo que poucos. e agora ele a rechaçava. por que não me reconheceu antes? —Esse assunto de suar sangue era. —Não estou louco. Eu não.você necessita de minha permissão. . Ele limpou as têmporas. e suas mãos aferraram o corrimão quando ele levantou-se também e ergueu sobre ela. Meus pais não são homens-lobos. CAPÍTULO XV MaryAnn lhe olhou fixamente durante vários e longos segundos e depois começou a rir. Ele deu um passo. —Deixe-me esclarecer as coisas. —Você não reconheceria a verdade nem que eu te mordesse o traseiro. Ela colocou as mãos nos quadris. . sua expressão se endureceu mais ainda. afastava-a. E ficará aqui e ouvirá o que tenho a dizer. Pelo contrário. Gostaria muito mais de ser uma loba!. tão perto que ela podia sentir o calor de sua ira. Ela inclinou a cabeça. poderia cheirá-lo também sobre mim. —E isso é minha culpa? Eu não lhe pedi. Mas então vi que você pretendia o mesmo. — Havia uma emoção escura piscando em seus olhos. Vivi toda minha vida como ser humano. Você queria tomar meu sangue e queria que eu tomasse o seu. De fato.Vi em sua mente. —O que? —Sou uma mulher de saco cheio. —Você me mordeu. Sei que os Cárpatos mudam de formas. . —Por que essa dúvida quando viu homens-jaguar e vampiros se transformarem? Se reconhece a existência da raça dos Cárpatos? Por que tem problemas para aceitar os homens-lobo? O suor brilhava na testa de Manolito. —Você é mulher-lobo e está me infectando com seu sangue. —De fato. . sequer me inteirei a primeira vez que o fez. parecendo um predador a cada polegada.coisa ara escapar de seu olhar frio. desafiando-o. —Você é minha companheira. —Ela elevou o queixo. Tomou a decisão sem meu consentimento.Quer dizer que está perfeitamente bem que eu te entregue quem e o que sou. —Então onde estão? E se realmente existem e sou uma deles. carrancudo. mas agora é diferente porque eu poderia converter você em alguma outra coisa. Cheiro o lobo em você e se fosse honesta contigo mesma. – Ela se levantou. Queria me levar completamente para seu mundo e não veio me perguntar. Lembrou-se que os Cárpatos suavam sangue. —Isto é loucura. Ahggg.Disse ele. Manolito não parecia nada divertido.

Queria tomar o meu. . com o coração palpitando com força. Isso é quem e o que sou. O sangue do lobo é tão forte como o sangue Cárpato. Já tinha saltado uma vez. A coisa dentro dela. —Declarou ele. . agora é o momento de que emerja. —Somos companheiros. Não queria um lobo dentro dela. Quente e doce estalando de vida. Não podia aceitar o que ele dizia. ela lhe tinha dado seu apoio. ela e se voltou.Quero retornar agora. não todo meu corpo. Nem sequer sabia o que implicava isso ou como era possível. A chamada do lobo estava em você. Rechaçava-a. —Fechaste-se totalmente para mim. Não é igual quando eu mudo de forma. —Não sou lobo. juntos. para que ele que pudesse ouvi-lo.Deveria se ouvir agora. —Idiota! —MaryAnn desejou atravessar de um salto à plataforma e lhe dar uma bofetada. Você não se queima ao estar sob o sol apesar do fato de que meu sangue flui por suas veias. Seu queixo se ergueu.Ouviste-me? Pedi a você que me leve de volta. —Me leve de volta. Entre a fúria e o medo deveria encontrar algum tipo de equilíbrio. E por isso nós podemos ficar sob luz do sol da manhã. —Acha que eu soube todo o tempo e que de alguma forma teria podido evadi-lo? Se houver um lobo em mim. —Não . uma enfermidade. que já não seria um precioso Cárpato. onde a vida era normal e não sentia desejos selvagens por nenhum idiota que vivia há vários séculos. A cabeça começava a lhe doer e um zumbido. Sentia-se muito só. Ela pressionou a mão contra o estômago revolto. Pedi que me levasse a casa. Mas não deveria ser assim. seus olhos escuros brilharam para ele. Não permitirei que minha vida me escape das mãos. Até onde eu sei. . mas agora parecia muito mais alto. E certamente sou uma idiota em acreditar que uma relação contigo poderia significar algo mais que sexo quente. Tudo tinha sentido. . —Não o olhou. olhou para baixo. Engoliu o repentino medo que bloqueava sua garganta.Como se eu fosse uma mancha. Deve ter sentido-o perto de ti. – Ela cuspiu a palavra. Você rechaçou-me. Retornaria a Seattle. Sabe de uma coisa Manolito da Cruz? Você merece que o enviem de uma vez para o inferno. —Não. Quando ele tivera que confrontar seu pior momento. — Sentir-se só a deixava zangada uma vez mais. um estúpido e idiota Neanderthal. De verdade acredita que quero passar o resto de minha vida com um homem que não tem nenhuma avaliação por meus sentimentos? —Tenho em conta seus sentimentos. Pressionando a mão contra o estômago. Nunca ouvi falar de uma mulher lobo e um Cárpato. ela disse: —Você é um hipócrita macho chauvinista. —Você me fez desejá-lo. balançando de um lado a outro. Sentia o crânio muito apertado e seu cérebro começava a pulsar ao mesmo tempo em que uma onda de sangue se apressava por suas veias. —Eu tenho opção. Esse não é um comportamento humano. Por isso tem flashs de cor. mas tenho que estudar este problema de diversos ângulos. O lobo é seu guardião e emerge quando você precisa. MaryAnn se afastou dele. —O lobo vive dentro de você e é parte de você. Ele desprezou a opinião dela sobre ele. A mudança já deveria ter começado a surtir efeito. É obvio que farei o que for necessário para completar a conversão e te trazer para meu lado completamente. não podia enfrentá-lo. perdeste todos os direitos que tinha sobre mim como sua companheira. o lobo. mas ele a rechaçava. Desejava meu sabor em sua boca.—Nasci para ser Cárpato. mas tudo o que sentia era desorientação. com o coração palpitando tão forte. esforçou por recuperar o controle. Só meus olhos se vêem afetados pela luz do sol. —Sua voz saiu num sussurro. como milhares de insetos reverberavam através de sua mente. conforme ele suspeitava. furiosa. Seria ele de verdade tão obtuso? Respirando profundamente. —Claro! E por isso que me acusou de estar te infectando. . —Porque quero ir para casa. —Você sabia. —Furiosa. Desejo me lançar diretamente em sua garganta. Não forcei sua conformidade. com a fisionomia abatida. reconhecendo sua fúria. —MaryAnn. E fui muito educada a respeito. nenhum de nós dois tem opção. quando acreditou que eu o mudaria. Temos que resolver isto. Eu devia estar louca para acreditar que poderia viver com alguém como você. ela empurrou-o para lhe afastar de seu caminho.Foi completamente consciente de que tomei seu sangue. Ela foi até a beirada da plataforma e segurando o corrimão. removeu em seu interior.

Ele olhava para ela e seus escuros olhos brilhavam intensamente ameaçadores. Leve-me a casa agora. —Não a rechacei. Você não vai a lugar nenhum.. sem se dar conta do fato. estaria mais preparado para as conseqüências de tomar seu sangue. mas ele não tinha forma de compreender o que estava acontecendo. Ele estava tão furioso como ela e era bem mais atemorizante. mas algo nele chamou sua atenção. o outro mundo o invadia e ele se via abandonado em sombras de cinza. Furiosa consigo mesma por ter deixado ele tomá-la. quando a mente dela se retirava da sua. não com ela. A farata cabeleira.A mim? A seu companheiro? Atreve-se a influenciar minha mente? A me atacar? Com quem ela estava conspirando para tentar lhe prender e matar? Ela o enganara. Sentia a língua grossa e com um gosto de cobre. muito mais do que necessitava de sangue para sobreviver. Bem. pois ele já capturava seus braços e a sacudia duramente. —De verdade? Bem. Mais assustada do que nunca tinha estado em sua vida. Estivera usando suas habilidades todo o tempo. Foi uma ordem. dói-te à cabeça? . falhou por pouco. perambulando. Sentia o cérebro como se estivesse lhe estalando dentro do crânio e seus ombros sacudidos pela dor. o lobo talvez mais. —Manolito. Tinha expulsado a ordem do interior de sua mente. Ela saltou para ele. furiosa por seu dobro moralidade. tão furiosa que poderia bater novamente ou arranhá-lo com suas afiadas unhas. mas agora intimidava sua companheira quando ela precisava de amor e tranqüilidade. Ao redor dele.se sentia tão educada agora. —Como se atreve a me dar ordens? — ela sacudiu-a outra vez. Ambas exigiam obediência instantânea. Em todos os séculos de sua existência. Suas unhas lhe cravavam nas palmas das mãos. a exacerbação de seu sentido do olfato.. Nem tampouco podia persuadi-la das conseqüências de que ela rechaçava associar sua mente com a dele. Não podia obrigá-la a lhe aceitar. se tornou cinzento e quando olhou para as mãos. de tão ferida que desejava entrar num buraco e jogar terra sobre ela. ela se deu conta de que não só tinha pensado. Mesmo enquanto as palavras saíam sem pensar. porque suspeitava que não havia volta atrás e que mesmo se conseguisse voltar para casa. O interior de sua boca parecia estar recoberto de cobre. Era esta sua verdadeira personalidade? Ou era alguma manifestação do lobo ao se misturar com seu sangue Cárpato? Ambas as espécies eram dominadoras. pôde ver através delas. O zumbido em sua cabeça aumentava cada vez mais. rechaçou imediatamente os pensamentos. —Eu disse que não. Estivera consumido por ela. Ninguém nunca tinha questionado sua coragem. Estava furioso consigo mesmo. o que havia em seu interior resistiria a sossegar Era psíquica. MaryAnn lutou contra sua natureza. isto nunca lhe tinha acontecido. a aguda audição. Quem sabia que tipo de segredos guardava essa elusiva comunidade? Obviamente viviam se ocultando e ainda sobreviviam. poderia ter se desligado da dor. Examinou-o e o ar parou em sua garganta. abrindo a boca com intenção de lhe insultar. Deveria ter reconhecido os traços do lobo nela. hipnotizando-o até que soube que não poderia sobreviver sem ela. mas ele não arriscará nada de nada. Quer que eu assuma todos os riscos. Não podia entrar em sua mente e ser uma presença perene. uma compulsão e pela primeira vez. Havia dito. as cores se esmaeceram e tudo perdeu a intensidade. mesmo enquanto contemplava a idéia de que ela pudesse lhe fazer mal. tentando arranhar-lhe a face com suas longas unhas. a possessiva necessidade de conservar sua companheira a seu lado e impregná-la totalmente com sua essência. tal como todos lhe haviam dito. tanto que quando despertou necessitava seu corpo envolto ao redor do dele.. a meu ver você é um covarde. Pior ainda. ele já não poderia reter o poder suficiente para manter seu espírito totalmente na terra dos vivos. pois me nego a estar com alguém que exige que eu jogue tudo pelo tudo. Quer que me converta em algo desconhecido e aterrorizante e tenho que aceitar só porque de alguma forma o destino decretou que temos que estar juntos. Ela estava presente em cada um de seus pensamentos. O que estava fazendo e pensando? Teria perdido o julgamento? Era um covarde como ela o chamara? Sempre entrou na batalha com o vampiro sem se sobressaltar. mas era impossível. Acusava-a de coisas que a inocência em seus olhos e em sua mente desmentia. Normalmente. E como ela se retirou. Deixou de lado seus sentimentos feridos e forçou sua mente a entrar na razão.. tentando encontrar uma forma para religar totalmente seu espírito e corpo. .

O instinto lhe dizia que tinha sair dali com rapidez. falhei contigo. Ele inclinou para depositar um beijo na parte superior de sua cabeça. —Ele puxou-a para perto.. – Ele beijou a mão dela. Posso ouvi-los. Ou quem. Não temos idéia do efeito que o lobo teria em mim. O ar ficou preso na garganta. Incomodou-me descobrir que estava mudando. mas estão saudáveis e felizes e parecem aceitar suas vidas de bom agrado. temendo que ele a machucasse ainda mais com seus insultos. Estou bastante segura de saber como fazer. Vozes suaves e insistentes estavam engatinhando pela mente dele. Foi um processo doloroso. Não espero menos para você. —Não. —Não deveria experimentar uma dor como esta. Ele negou. Ele não vacilou. Isto é importante. Seja qual seja a influência de Maxim em mim. Simplesmente não . pressionando com força as têmporas. agora mesmo. mas agora devia pensar mais nisso. estarei perdido. me convertendo em lobo. Tinha a capacidade de ler as mentes. Não quero correr riscos com sua vida. —Ele segurou-lhe o queixo. Estão tentando fazer você me matar. como você está mudando e se convertendo em Cárpato. Não posso acreditar como Maxim pôde alcançar um antigo tão experiente na batalha como se supõe que sou. Apunhalando seu cérebro. Eu posso me transportar ao mundo das sombras.. temos que ser precavidos. não falhou. MaryAnn. se está morto? —O espírito de Maxim ainda está na terra das sombras. desejando que ele se sentisse melhor.. Somente averiguar como fazia. fazendo-a sentir-se tão doente que correu para o corrimão e se inclinou sobre ele. . É meu privilégio te proteger. mas você está viva e ali não há lugar para ti. Exalou com força e se estendeu para ele. Eles a veriam no momento em que entrasse.Ele assentiu. É muito perigoso.Não quero que as últimas lembranças que tenha de seu companheiro sejam de rechaço e fúria. —Posso ir lá contigo. —Como pode ser. —Não. Como um milhão de insetos. . Não entendo. —Segurou-lhe a mão e a segurou com força. Um zumbido. —Descobrir o lobo muda a equação. Se o matarem ou destruírem meu corpo. – Ouça-me.Diga-me o que quer que eu faça. Deve estar me atacando do interior. mas se obrigou a se tranqüilizar. —Manolito. mas não pelas razões que pensa. Até que saibamos mais. o que queria dizer que os mortos estariam a par de que ele já não pertencia de todo a seu mundo. Caí sob sua influência como um inexperiente pato. —Tenho que entrar totalmente no mundo dele e meu corpo ficará vulnerável a um ataque. —E eu acredito que já estão te matando nesse mundo. —Porque o que fosse que Maxim estivesse fazendo. para seu corpo. desejando subtrair sua dor e ver o que. Não te teria machucado por nada do mundo. . Posso ver que estou mais agressivo e autoritário e você já tinha me indicado que teria problemas comigo nessa área. . Não temos nem ideia do que poderia ocorrer se te converto. só que não tinha sido consciente do que fazia. mas na primeira prova. Não havia nada a temer. mas agüentou decidida a empurrar mais à frente. Estava lhe fazendo mal. fazia com que Manolito sofresse. A menos que fosse esta mulher. —A menos que fosse o lobo. mas então captou um som. Ela captou tudo e se sobressaltou tanto que esteve a ponto de sair de sua mente. Era psíquica. Seu corpo humano estava vivo e uma parte de seu espírito tinha retornado para os vivos. para me conduzir à destruição. neste momento meus pensamentos são claros. enchendo seus pensamentos dele. Outras mulheres psíquicas se transformaram exitosamente em Cárpatos. só que bem pior do ela estava sentindo em seu cérebro. Ela elevou o queixo. Não havia se voltado contra sua companheira. Não lhe tinha ocorrido que seria vulnerável na terra das sombras. pretendendo fazer-se passar por minha companheira quando na realidade é uma boneca do vampiro. Devem ter um plano. Não há precedentes. —Tudo fazia sentido agora e de certo modo era um alívio saber que não estava louco. Maxim procura de me prender no outro lado. MaryAnn.Estamos sendo atacados. podia senti-lo em sua mente. Eu poderia me tornar perigoso ou morrer. muito mais alto em seu cérebro. —disse ela—. Simplesmente me diga como fazer com que ele pare. onde está meu espírito.Perdoe-Me. porque meu espírito esta encravado ali. Você está sendo atacado. —É o não-morto. Não pelas razões que acredita. Acredito que podem te matar nesse lugar. sua mão envolveu a dela.. O zumbido se fez mais forte. —Não me matarão. Podia ver em seus olhos.

Manolito iria aonde o vampiro tinha todas as vantagens. Aceitar que era psíquica e que podia falar telepáticamente não era fácil. Se levarmos Jasmine e Solange para casa com os outros. seu espírito deslizando-se sigilosamente. Ele saberá o que fazer com meu corpo. mas não tinha sentido. Não acredito que tenhamos muito tempo. Seu coração . MaryAnn se apoiou nele.Posso ir a ele quando você estiver aqui e sei que posso lhe trazer de volta.Seu estômago deu um duro nó. A voz estava tão deformada. fazendo acariciando a pele sedosa.Riordan. — Embalou-lhe o rosto entre suas mãos. Não posso te colocar em perigo. seu corpo ficaria completamente vulnerável. Ele acreditava que tinha que protegê-la e o faria. Não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo e combatê-lo. E teve tempo para planejar. Ela engoliu a onda de medo. Podia se comunicar. O que Maxim está urdindo. E outro mais. – Se apresse. Por favor faz o te digo e espere aqui onde estará protegida por Riordan até que eu retorne. . Tudo o que tinha que fazer era seguir o caminho original que Manolito tinha usado. apegando-se a sua mão. faz no prado das névoas e fantasmas. Abruptamente Manolito se afastou. MaryAnn inalou ar profundamente e o expulsou dos pulmões. – Fique comigo. As aves irromperam no céu. . Meu corpo humano ainda estará aqui desprotegido. A resposta na cabeça dele soou distorcida e demoníaca. mas ela o sentiu mover-se e engastar o caminho imediatamente.MaryAnn. que não podia distinguir se ele falava com seu irmão ou não. O sorriso dele se ampliou. sivamet. então não saia até que Riordan esteja aqui para te escoltar.Quanto tempo levará para voltar aqui? . agüente. Um jaguar e um humano que ela acreditou ser o mago. —Tenho que retornar lá. —Você não pode. mas conta com que eu tentarei permanecer neste mundo. começando a dar asas ao pânico. – Sua primeira tentativa foi indecisa. – Você é a pessoa mais importante em meu mundo. Ela olhou fixamente para os escuros e brilhantes olhos. csitri? —É mais cruel que você e bem mais ardiloso. sem importar as conseqüências para ele. Pode alcançar Manolito? Pode chegar até ele e lhe segurar neste mundo? MaryAnn percorreu com o olhar o corpo de Manolito. Estaremos de volta. . batendo o ar de forma que pôde ela cheirar os intrusos. . mas não posso lhe alcançar.Estamos voltando agora. . Não posso me preocupar com você e combater Maxim ao mesmo tempo. Deve chegar até ela. Levava em cima a mancha que ela associava com o vampiro. Havia algo incorreto na forma em que seus olhos enfocavam. não poderemos te ajudar a tempo. Ainda teve força para sentar apoiando as costas contra o corrimão. Se saísse para lhe buscar na terra das sombras. Enviarei uma mensagem a meu irmão para que venha imediatamente e a leve a um lugar seguro. O que está acontecendo com Manolito? Juliette e eu transportamos Solange e Jasmine para o rancho. Posso ver que está com problemas.Colocou muito mais confiança em sua voz do que na realidade sentia.sabemos. que ela não entendia. Fundira-se com Manolito quando quis e podia fazer o mesmo com Riordan. —Não acredito que tenha que se preocupar com quem seja mais cruel ou ardiloso. longe do mundo dos vivos. desvanecido e sem vitalidade. —sussurrou-lhe. Seu cérebro insistia em lhe dizer que estava louca. Não pôde registrar que o falava em outro idioma. compreendendo que não havia nada que pudesse fazer para detê-lo. mas cela ravou as unhas no corrimão e esperou . Ele já havia desaparecido e somente restava seu corpo. MaryAnn tentou apegar-se a ele. —O que te faz pensar que ele tem vantagem. . Riordan. uma concha vazia. Tenho muita necessidade de você. —Então vou contigo. Enviará outros aqui. batendo as asas com força. Manolito. Então isso também desvaneceu e ela ouviu sua chamada. para longe dela. Os macacos nas árvores circundantes gritaram uma advertência. O sorriso dele foi gentil e a ponta de seu polegar lhe roçou o lábio inferior. Ele teve tempo para planejar. —Fique comigo. Morreria e mataria por ela. precisando tocá-lo. Ele já estava desaparecendo. Ninguém está a salvo aqui. Eles virão.Riordan. MaryAnn está desprotegida e o vampiro enviará tudo o que disponha para matá-la. MaryAnn. confuso. Faria tudo por ela.

formados por grossos galhos superpostos. MaryAnn observou ao jaguar aproximar. tropeçando com as pernas de Manolito e aterrissando duramente sobre seu traseiro. queria que ele sentisse seu desafio. Seus olhos se encontraram. Queria lutar com ele com as mãos ou… Garras. Embaixo. Vampiro? Não estava preparada para lidar com um vampiro. o que deixaria o corpo de Manolito vulnerável. Faria o que fosse preciso para trazê-lo de volta a terra dos vivos. Suas unhas se afundaram no corrimão da plataforma. Poderia morrer com bom aspecto. estava em grandes problemas. Seu espírito estava ainda em outro reino. vá agora. até se tornar pequena. Já tinha tomado a decisão de se lançar. diminuto. MaryAnn ficou em pé lentamente e apareceu com cautela. Nenhum homem jamais a tinha cuidado como ele. Usando suas garras. Amar Manolito da Cruz era o mais parecido a se atirar de um precipicio. dobrando-se numa curvatura. Podia sentir a essência de quem era. Se corresse. Deixou-se vem pelo jaguar. A voz de Manolito soava longínqua e muito frágil. Muito tensa. Indubitavelmente não queria enfrentá-lo. Manolito era sua outra metade e ia manter-lhe com vida.Não deixarei seu corpo aqui para eles. E era o bastante inteligente para se precaver do quanto era perigoso esse matiz machista inerente A sua personalidade. Sentia o peito a ponto de explodir. o jaguar grunhiu em resposta. E um que parecia saber o que fazia. arranhando desesperadamente. Talvez ao longo de sua vida tinha prescindido da atração porque isso a mantinha a salvo. em algum momento. o mago e o vampiro. tentando recuperar o ar.Não pode esperar muito. O felino corria para ela e seus olhos resplandeciam veneno. num lugar estreito sem saída. O jaguar saltou diretamente para ela. de retorno a ela. Ele ra incrivelmente bonito. Não lhe importava que ele fosse Cárpato e enquanto ela era… O que fosse. eles deviam segui-la. até sem dar conta disso. para lhe manter a salvo até que Riordan chegasse para encarregar-se de tudo. afastou-se para trás. . Encontraria a forma de usar tudo que tivesse a seu alcance. enquanto exalava a sensação de ser tragada viva. Prescindiu de qualquer fingimento que ocultasse suas intenções e subiu pelo tronco de uma grande árvore. . O pânico enegreceu sua visão.. sua pulsação corria a mesma velocidade que as patas do jaguar quando golpeavam cada árvore. Os dentes e a mandíbula lhe doíam atrozmente. Ela passou a mão pela coxa. ele elevou a cabeça e fixou seu olhar nela. Certamente o destruiriam e com isso. fosse só ou com um exército. encolhendo-se.. mas ela era muita lógica para sucumbir um homem por isso. A ele.Você deve ir. Não pode enfrentar um vampiro.Não acredito que tenha que se preocupar muito por me aproximar muito deles. Os músculos se contraíam. deixando atrás de si profundos sulcos. MaryAnn correu para o corrimão. revelando seus cruéis e longos dentes. com as garras estendidas e ela saltou para trás. . E então entraria na terra das névoas e fantasmas ou como é que chamavam o tiraria dali a rastros. Como em tão pouco tempo ele se tornara tão importante para ela? Tinha acreditado que era uma simples atração física e nada mais. puxando os galhos mais baixos e começou a correr ao longo dos cipós da canopia. O mago desenredará as salvaguardas e você não poderá enfrentar o jaguar. Sim. mas duvidava que os três a perseguissem. As pontas de seus dedos começaram a se separar. formando redemoinhos. Sua pelagem estava escurecida pela água e enquanto ela olhava para baixo. sozinha. segurando ao corrimão para se ancorar e com um pequeno e apavorado grito. MaryAnn estendeu as mãos. MaryAnn suspirou. Porque não conseguiriam o corpo de Manolito. sendo atraída a um vórtice.trovejou com força enquanto seu nariz se enrugava. O jaguar golpeou um ramo grande e ficou pendurado. Ele parecia tão longínquo que ela teve que lutar para esconder seu pânico. Mas ele se estrelou contra uma parede invisível e caiu pesadamente. Debaixo do felino. um homem emergiu entre a espessa folhagem e elevou as mãos no ar. MaryAnn. Sentia como se seu cérebro se inchasse e não coubesse bem dentro da caixa de seu crânio. rompendo pequenos galhos enquanto se aproximava. ofegando. Riordan está a caminho. . A pele ondeava como se algo estivesse sob ela. O vento lhe levou um aroma de decomposição. Sentiu como se estivesse confinava num compartimento apertado. Mostrou-lhe os dentes. procurando se aferrar a tronco ou galhos. uma de suas roupas favoritas. Um mago. também atraía as mulheres. Pelo menos Manolito a havia provido de calça jeans. Podia ver o jaguar emergindo do bosque de samambaias ao longo do riacho. qualquer poder que na realidade tivesse. rompendo muitos deles a sua passagem passo. A . Respirou fundo e considerou suas opções. com os flancos inchando-se.

Sentiu sua repentina tensão. Aspirou profundamente e se conectou ao caldeirão de poder. O som era ensurdecedor. não é? Ele está tentando me fazer mal. enfocando totalmente a atenção em seu rosto. Os animais estiveram seguindo-a? Haviam obedecido quando pedira que se fossem? E os homens jaguar. . Sentia o peito oprimido. O jaguar grunhiu e saltou para um dos menores. tornou-se muito consciente dela. Era como se estivesse partindo. . detiveram-se quando ela havia ordenado. Parece saber bem o que está fazendo. Era pequeno a princípio..Riordan.. Joguem-lhe o que tiverem. Havia muitos deles. Ela ficou sem fôlego e imóvel. Ele tentou vos escravizar. Apertou com dureza os lábios e obrigou sua mente a expulsar o pânico. Imediatamente toda população de macacos enlouqueceu.. em cada músculo. Os macacos ficaram enlouquecidos. mas o mais provável é que andasse procurando privacidade. mas por um instante a tinham obedecido também. embora fossem novatos. mas não sabia nada sobre combater vampiros. Seu elevado número era reconfortante. que partisse. O vampiro colocou sua marca em você. No instante em que o mago vencesse as salvaguardas. não que esperasse um ataque exaustivo contra os dois. procurando evitar a greta que se abria na terra. que parecia fazer tentativas enquanto trabalhava. Ela então começou a ser consciente do fluxo de energia. atirando o mago ao chão. Não acredito que tenha muito tempo antes que o mago rompa e atravesse as salvaguardas. Os macacos gritavam para o jaguar e faziam cair galhos sobre ele. MaryAnn compreendeu que o mago já tinha desenredado a barreira de som que Manolito tinha erguido. nos galhos mais baixos. Ele estava imóvel.Pode sair daí? . Sua coluna vertebral se contraiu e ela levantou os olhos para os animais na canopia. —Ande logo. o jaguar atacaria. Ela estava fazendo isso? Era possível? Podia realmente ter quebrado um galho que se localizava sobre o primeiro mago e havê-lo deixado cair sobre ele? Essa idéia de uma vez a deixou doente. o desejo de se por a correr. Só queria que ele se fosse. dirigindo-o desta vez para o rugiente jaguar. Coisas grandes. . tornando-se cada vez mais e menor. E o mago era perigoso também. . agora faz o que ele te ordena. Lancem-lhe coisas. Não havia matado-o de propósito. . Ele olhou-a fixamente e retrocedeu Engatinhando apressadamente. seus olhos tão vazios enquanto seu corpo parecia forte e viril. o vampiro e o jaguar. Concentrou nele. Olhe-os realmente como que são. Vêem logo. uma enorme greta que seguiria cada um de seus passos se tentasse escapar. como se tudo em seu interior se expandisse e contraísse. Exalou lentamente.Manolito terá tecido algumas surpresas. este homem não baixou a velocidade enquanto trabalhava em desentranhar as salvaguardas de Manolito.. O que tinha feito a última vez para matar o mago? Não podia se lembrar. saltando e sacudindo os galhos das árvores. em voz alta. mas também também no mago. O chão ondulou.diferencia do outro mago. Uma vez foi um homem orgulhoso. mas então olhou para Manolito.. Atiravam folhas e pequenos galhos não só ao jaguar. Podia tentar matá-lo. Mas como estava fazendo? Que mais estava fazendo? Que mais era capaz de fazer? Por primeira sentiu uma pontada de esperança. A árvore se sacudiu. Tinha que haver uma forma de distrair o mago. Quando os animais responderam e a energia se expandiu a seu redor. como se estivessem firmemente aliados com ela. Ele não fraquejava ao tentar protegê-la.Na realidade nós não gostamos desse homem mau. e ela não deixaria por menos.Teria que deixar o corpo de Manolito desprotegido. Os invisíveis fios tecidos tão entrelaçadamente começaram a desenredar com tanta rapidez que ela quase pôde senti-los cair diante dela.. correndo de um lado a outro. O movimento inquieto dos macacos chamou sua atenção. Sentia como se seu corpo não estivesse bem e duros nós apareciam sob sua pele. mas lhe deu esperança. Como podia detê-lo? Retardá-lo? O que precisava era uma forma de conseguir que a terra sob seus pés se abrisse. sua expressão e na forma em que seus lábios se moviam enquanto pronunciava o desentranhamento das salvaguardas que Manolito tinha estabelecido. – ela tentou lhe enviar a impressão do mago. Mas somente podia supor o que estava fazendo. Não os controlara durante muito tempo. Esfregou a cabeça palpitante. Não deixem que ele mova os braços no ar. mostrando dentes e golpeando o peito com crescente agitação. Eles não têm lugar aqui.Esse homem não pertence a seus domínios. . inclusive os cambiaformas. —Sussurrou. Tiraram-lhe tudo e conduz seu povo a extinção. Era irritante e francamente horripilante. Por um momento sentiu uma sacudida.

arranhando-os com suas garras. para poder lhe devolver sua própria compulsão. —Encontro-me realmente à vontade aqui. como uma barreira de som. com sua asas ondulando enquanto zumbiam ao redor dos combatentes. Apresse-se. Deu alguns passos para a árvore como se fosse atacá-la ela outra vez. Era um vampiro. retrocedendo. Por um momento. a boca estava totalmente aberta numa careta de ódio.Cuidado! Ele está tentando usar seu poder contra ti. O mago caiu sob a enorme massa que o golpeava. virando seu corpo para entrar por onde chegara. Forçou-se a sorrir.Por que este homem tem que te dizer o que deve fazer? É seu amo? Possui-te? Você é jaguar.. tentando enfocar sua verdadeira forma. Algo como os vampiros dos filmes. O rangido foi audível para ela. pois a cena lhe revolveu o estômago. o terror a paralisou. Ataque-o antes que termine. — Ela injetou poder em sua voz. . O jaguar grunhiu ao mago e deu vários passos lentos ele. Ele voltou-lhe as costas por um o momento. Sacudiu a cabeça como se não pudesse recordar o que estava fazendo .Agora! Agora ataque-o. pelas samambaias. Se quisesse . desta vez estendendo a mão para deter o grande felino ameaçador. O vampiro olhou para o mago. a seu turno. A grossa cerca de samambaias douradas e murchas retrocederam enquanto um terceiro homem abria passo entre os arbustos. partir. jogando ao felino longe de seu corpo com sua enorme força e lhe retorcendo a cabeça. mas isto não parecia desconcertar o não-morto. No momento seguinte era um homem atraente. O ar ficou preso em sua garganta e ela atacou. Com um movimento casual das mãos para os macacos. O mago ficou congelado no lugar. Dê tudo de ti. Sua cabeça estava aberta. Acabe com eles antes que o destruam. . — ele convidou-a suavemente. Uma abominação. caindo sobre ele em grande número. Ainda sustentando seu olhar. estes se aqueitaram num inquieto silêncio. os macacos se equilibraram sobre o mago. MaryAnn desejou voltar às costas. uma escura aparição antinatural cheia maldade e inclinada a matá-la… A destruir A Manolito. Tinha um aspecto atemorizante. MaryAnn piscou várias vezes. Seus olhos brilhavam com chamas laranja-avermelhadas. Riordan não estava ali para salvá-la. Começou a falar quedamente. Ele levantou o olhar para ela e sorriu. você quer ir. MaryAnn sentiu o zumbido em sua cabeça e soube que ele tinha inserido uma compulsão em sua voz. Franziu o cenho. O jaguar se equilibrou sobre as costas do vampiro. Ficou em pé um momento simplesmente olhando-a. O mago cedeu terreno. Ao mesmo tempo. Ele rugiu sua fúria e capturou o jaguar nas mãos. —Desça e se se una a nós. Este era. depois esperou vários batimentos do coração para reunir uma quantidade maciça de energia para projetá-la em sua voz e sua mente. Na verdade. e depois lentamente virou para enfrentá-la. correndo a jorros pela cabeça do vampiro. quando o jaguar mordeu com força e o sangue emanou. Ele te prenderá com um feitiço. despindo os dentes. A selva é sua.. – Ela impregnou alarme e urgência em seus pensamentos. obedecendo a sua ordem. belo e grotesco. O epítome da maldade. gesticulando para ela .O jaguar agitava sua larga cabeça continuamente. cantarolando enquanto suas mãos desenhavam padrões rápidos diante dele. O mago deu uma ordem e agitou uma mão. Nesse instante flexionou os dedos deixando crescer suas unhas até curvarem-se em garras. Seus dentes afiados estavam manchados de sangue e sua pele parecia estirar e apertar-se contra o crânio. voou pelos ares e aterrissou no tronco da árvore junta ao qual ela estava e começou a reptar. até em meio aos chiados e gritos dos macacos e aves. mas se deteve. o crânio feito pedaços pela forte mordida do jaguar. Quem quer que caminhe por aqui deveria fazê-lo com sua permissão. não ao contrário. MaryAnn tocou com a língua os lábios repentinamente secos. Manolito não tinha procurado tanto o amparo. Quer abandonar este lugar. O jaguar soltou um grunhido e girou a cabeça para o mago. Olhe-o. O vampiro piscou. cravando os dentes em seu crânio. enterrado sob uma montanha de corpos. com seus olhos flamejando com fúria. parecia confuso. Disse uma palavra ao jaguar e ele se deteve. tremendo. As aves tomaram o ar. —Sim. As salvaguardas não agüentariam muito tempo. com um longo e cativante sorriso. mordendo e golpeando-o. podem ir embora.

Tinha a ilusão de estar em seu corpo. Estava plenamente consciente. aterrava-a quase tanto como o vampiro que engatinhava pelo tronco da árvore. Sua vista se nublou. Sua pele se estirava tensa. mas sua mente simplesmente não se rendia. Saltou para tomar seu lugar. se quisesse proteger o corpo de Manolito. mas manteve o olhar fixo em Manolito e a visão dele lhe deu a coragem necessária para se render. quase flutuando e quando baixou a vista. caminhando entre o enredo de enormes raízes. desta vez até mais forte e mais rápido. Alguns espíritos o olharam com o cenho franzido. mas não houve dor. Às montanhas de pedras que marcavam a entrada do prado de névoas. de liberar sua própria identidade. somente a sensação de ser protegida e estar a salvo profundamente em seu interior. Lutou para aplacar seu pânico. A idéia de soltar. Nesse momento o vampiro rasgou e atravessou a barreira e com um vaio de ódio. Respirou fundo. bordeada de vermelho e negro. Seu estômago se revolveu. Uma memória coletiva. Imediatamente sentiu a essência de quem era ser sugada. O vampiro gritou e o som percorreu sua coluna vertebral e um terror paralizador invadiu seu coração. ressoando dolorosamente. mas logo foi ignorado. mas se sentia muito leve. procurando os lados mais escuros onde os não-mortos se reuniam para lamentar enquanto esperavam saber seu destino. Já sentia o poder fluindo por seu corpo. andando pelo acidentado terreno. O que aconteceria se ficasse presa nessa forma? A árvore se sacudiu. Uma vez mais sua cabeça palpitou. Restava-lhe somente alguns instantes para decidir o que fazer. O bombardeio de imagens em sua mente quase a fez vomitar. MaryAnn colocou uma mão no ombro de Manolito e tocou seu rosto. O lobo grunhindo e o vampiro gritando. Se não por si mesma. tinha que fazer por Manolito. CAPÍTULO XVI Manolito se moveu rapidamente através do estéril mundo de sombras. mas o domínio sobre seu corpo estava minguando rapidamente. Ele estava em alguma outra parte. quando os animais reagiram ao terrível som da batalha. endurecendo em apertados nós de dor que agora eram visíveis sob sua pele. A dor estalou através dela. O lobo saltou para interceptá-lo. para encaixar-se em seu corpo. Uma vez mais seus dedos se curvaram em garras. Em volta deles a selva inteira estalou em gritos. contraindo-se a tornando pequena. Não sentia a sensação de seus ossos e seu corpo deformando ou de seus órgãos mudando. Seus tendões e ligamentos estiraram-se enquanto os músculos de seu corpo se retorciam. como se ainda estivesse na selva. mas agora ela era tudo o que ele tinha. Foi consciente quando sua pele explodiu. Parecia-lhe estranho enquanto se deslizava pelos bosques e colinas. lutando por ela. e rápido. equilibrou-se sobre o corpo de Manolito. a enorme força de corpo e vontade. Aconteciam tão rapidamente que não podia classificá-las ou centrar sua atenção em nenhuma delas. mas a alcatéia de lobos caminhando sobre duas pernas. O prado parecia separar aqueles que tinham pouco ou nenhum remorso pelas coisas que tinham feito em . teria que fazer algo. não a deixava se entregar. suas mãos e braços eram transparentes. estirando e moldando cada músculo e osso para que ela estivesse de acordo com sua nova e forte estrutura. pelo caminho. A mandíbula lhe doía. quando antes não havia notado. Quande MaryAnn permitiu que sua essência se retraísse. Sentiu o enorme poder deste. Como se seu corpo já soubesse a forma e só procurasse sua permissão. uma ação involuntária que não podia parar. seu corpo mudando completamente em pleno vôo. A sentinela. do outro lado do corrimão e trabalhava rapidamente desentranhando as salvaguardas. a fúria do lobo brotou. como se estivesse rendendo sobre si mesma. muito apertada. Ela havia saltado para a beirada da plataforma. Tudo nela gritava que resistisse. Chocaram-se. O guardião. poder ver claramente os dois tipos de pessoas que povoavam a terra. Quando passou entre eles. Podia ver a vegetação apodrecendo na terra. um casal levantou a mão como se pudessem lhe reconhecer.sobreviver. Tinha contado com que seu irmão viesse para protegê-la e a seu corpo. Tentou respirar.

Antes. tão perto que até na terra dos mortos. velho amigo. o qual o surpreendeu. Manolito. Razvan ou Xavier. dobradas como palha velha. para fazer sua vontade. bordeaban lagos de barro ferventes. num vapor verde cinzento impregnado de enxofre. Seria possível que um exército de não-mortos encontrasse a forma de retornar a terra dos vivos? Nesse caso. . próximo a se converter. tinha que encontrar uma maneira de detê-los.. E se Xavier e Maxim eram aliados e trabalhando juntos para derrotar os Cárpatos. e minerais de todas as cores. estudando a estéril terra. vergonha. os dois magos mais poderosos que existiam ou talvez ambos. com seus espíritos encarcerados pelo perito mago. Vlad avançou e segurou seus antebraços na eterna saudação de respeito entre guerreiros.. Devia-lhe mais do que pensava. —Não? Aqui é onde esperamos entre mundos. O lodo tremia e arrebentava.. —Me alegro em vê-lo. Turvos. Se os vampiros atuavam para invadir a terra dos vivos. Xavier indubitavelmente teria informado Maxim se estivesse tentando encontrar uma maneira de formar um exército de não-mortos. —Não entendo como pode estar aqui. Não podia estar ao mesmo tempo em dois lugares. Tinha que mantê-la completamente afastada do perigo a qualquer preço. A sobrancelha do Vlad se elevou. Manolito. —Parece perdido. Vlad Dubrinsky tinha sido mais que um príncipe para ele. Não se atrevia a tocar a mente de MaryAnn e acidentalmente levá-la com ele ao mundo dos espíritos. salpicando grandes manchas escuras de lama que gotejavam e se acrescentavam ao vapor crescente. mas agora os habitantes pareciam aceitá-lo. culpa. a maioria lhe voltara às costas com um gesto rápido para o prado. chamados das sombras. a primeira vez que seu espírito tinha chegado. A névoa se estendia pesada sobre o prado. Quando se aproximava de seu destino. tinha sido seu mentor e ele respeitara seus conselhos. A atmosfera ao redor do prado não lhe tinha importado e instintivamente a tinha ignorado. Seu corpo não tinha verdadeiro peso ali. Sabiam que ele se aproximava. Vacilou. afundou até o tornozelo. mesmo com sua vida se fosse necessário. assombro e orgulho. dos que lutavam para entender onde se equivocaram. havia sido considerado mais perto do vampiro que do caçador. teriam alguém muito poderoso os ajudando. Não esperava te encontrar em tal lugar. como se a inquietação andasse sobre a terra. não brilhantes. A emoção emanou aguda e rápida. Quando se aproximou mais do prado. Fechou-se a toda emoção e concentrou sua atenção no problema atual. homens de possuíam a honra morta há tempo. O vapor se elevava dos buracos de ventilação. Havia guiado Manolito e seus irmãos. Nenhum outro poderia esgrimir esse tipo de poder. no final. ouviu sons de risos zombeteiros e sussurro de vozes que o chamam por seu nome. Esperavam-no. por isso a reação não tinha sentido. Canas escuras assinalavam os limites.sua antiga vida. Tinha que deixar de lado seu medo por MaryAnn e prestar toda sua atenção a este mundo.. o calor e o vapor se elevaram. sem sensação de esperança. Manolito se virou e se encontrou face a face com Vlad Dubrinsky. mais normal. Entretanto. Chegando ao prado parou. Permaneceu um momento estudando as colunas crescentes de gases quentes e perguntando por que lhe tinha sido tão fácil cruzá-lo em sua primeira visita. Onde antes as névoas eram simplesmente cinzas e úmidas. Agora seu espírito devia parecer mais brilhante. podia ser que tivesse encontrado uma forma de fazer o mesmo com as legiões de não-mortos que esperavam no prado de névoas. Só alguns arbustos dispersos e alguns cardos cresciam no centro do pântano. seu espírito tinha sido escuro. Teria que confiar em que Riordan tivesse chegado para proteger MaryAnn do perigo. Se Xavier tinha conseguido subjugar os guerreiros das sombras. Quando seu próprio pai tinha decidido seguir sua companheira na morte. Parecia um pântano esponjoso e quando o pisou para provar. Vlad tinha intervindo para encher o vazio deixado pela morte de seus pais. Na distância. Alegria. —Saudou-lhe uma voz à suas costas. olhando fixamente a extensão de buracos e o cambiante chão. Todos conheciam os guerreiros de Xavier. —Meu príncipe. tinham-no repudiado por tentar salvar seu filho quando sabia que não havia esperança. sentiu propagar a calma e compreendeu que quando tinha chegado a primeira vez. uma penetrante comoção que ameaçou sacudir sua confiança. agora o ar era até mais opressivo e parecia denso pela tensão. O caminho parecia muito longo e mais pessoas o receberam vacilantes. Poucos haviam ficado perto para recebêlo. o envolveram. A mancha crescente de sua alma havia retrocedido devido a MaryAnn.

mas tinha o dom da premonição. com o nó que crescia em sua garganta. a razão para manter a esperança e a fé em sua gente. Culpam todos a seu redor. Estava perto da mudança quando ouvi a voz de minha companheira. O que poderia dizer? Fizera coisas em sua vida. Conte-nos as novidades e nos permita te ajudar. —Acha. —Você não quer ir a terra do descanso. —Não foi o melhor para nossa gente. Nunca esteve perto de se converter. ligando-a a mim. Amava e respeitava-o e ainda se sentia um traidor por conspirar para lhe derrocar. Vlad parou para olhá-lo com o cenho franzido. Os irmãos Malinov tinham perdido sua querida irmã. Baixou a cabeça.. Somos capazes de grandes males. Muito perto. mas meus irmãos sujeitaram meu espírito a terra. afinal de todo esse tempo. Ela tinha sido sua luz. Não segui nossas leis e tomei seu sangue sem seu consentimento ou conhecimento. com tom equilibrado. —Atravessar suas filas e reclamar o que me pertencia? Sim. —Você não é do tudo um espírito. Ela estava sob o amparo de Mikhail e Gregori e de vários Cárpatos mais. e apesar de tudo segui adiante porque não podia suportar destruir meu próprio filho. Venha comigo ao acampamento dos guerreiros. —Mataram-me.—Esperar o que? Eu vim aqui e encontrei só condenação e acusações. Meu espírito e meu corpo não tinham tido tempo de se unir. que alguma vez não cometi enganos. No fim. mas idearam modos de te torturar e enlouquecer seu espírito. Venha.e há conspirações que tenho que desentranhar para manter a salvo nossa gente. Manolito não podia aceitar o que ouvia. Somente o modo em que o fiz. —O que diz é certo. Lamento? Não sei a resposta para isso.Não foi. Você deveria saber isso melhor que ninguém. —Não. Posso ver por seu espírito que não sucumbiste a nossa mais escura natureza. Serviu nossa gente com honra. Vlad. Manolito engoliu a apertada bola de condenação que emanava de sua garganta. Convites para me unir ao nãomorto. No momento foram feitas sem emoção. a escuridão havia descido sobre todos eles. escolhi o caminho da destruição para toda nossa gente. —É obvio que sabia. E Sarantha gostará de vêlo. Não quis acreditar.. Vlad assentiu. assim caminho entre os dois mundos. Ivory e também os irmãos da Cruz. Nenhum homem dos Cárpatos o é. muitas das quais lamentava. mas podia se lembrar de cada incidente e o pior crime havia sido contra sua própria companheira. Sinto não haver me mostrado ou lhe dado minhas razões para lhe tirar a vida das mãos sem seu consentimento. Eles não podem abandonar este lugar sem aceitar sua própria culpa. mas como qualquer homem. —Ainda não entendo como pode estar aqui. o trabalho que devia ter sido meu recaiu nos ombros de meu filho Mikhail. Conversaremos uma vez mais. Não sou nenhuma deidade. embora tampouco um com seu corpo. Manolito? Cometi muitos. Estamos perto e poderemos ser úteis para você. . Logo negou. —Deveria ter adivinhado que ele não tramava nada bom. – Concordou Vlad. . ela me suplicou que não o deixasse morrer e néscio como era. Vlad fez um gesto para o prado. —Seu lugar não está entre os vampiros. Tentei fazer o melhor que pude. Acredito que Maxim está levantando um exército de mortos e espera encontrar um portal desta terra para a dos vivos. eu tinha meus defeitos. acionando uma cadeia de acontecimentos que bem podia conduzir à destruição da espécie inteira. meneando a cabeça. não querem. Sabia sim. Foi uma sábia ou mesmo justa decisão? —Você não poderia saber o que aconteceria. Gregori baixou para me recuperar. Tentei salvar meu filho masis velho as custas dos outros. Suspeito que muitos gostaria de cravar os dentes em voce. Com sua morte. esperando julgamento. Desde o começo tinha sentido culpa e vergonha por condenar a decisão de Vlad. —Meu corpo é vulnerável no outro mundo. Quando confessei A Sarantha. Sou responsável por muitas coisas que nunca deveriam ter acontecido. mas não acredito que isso fosse um engano. mas despertei muito cedo. Não podem te matar. —Estive perto. —Foi um desafio para você. — Engasgou com as palavras.

Não era justo. Não houve desilusão nem de repugnância em sua face. Poucos entenderão. certamente. a exceção de seus irmãos. Talvez teria sido mais fácil fazer frente ao que tinha feito. Haviaesperado que Vlad o condenasse. um toque tão ligeiro que Manolito mal o sentiu. O corpo do Vlad era menos consistente que o seu. —Todoss nós temos falhas. Não tinha idéia de que os Malinovs o odiassem tanto. Vlad riu. Vlad e com isso.Disse Vlad.Não fazia idéia de que o plano seria colocado em ação. Vlad virou a cabeça lentamente. —O mundo mudou muito em sua ausência. Deram-nos a capacidade de prender nossa companheira porque sem isso nossa gente teria morrido há muito. —Sinto muito. Seus olhos iluminando as cores apagadas a seu redor. —Manolito. traí nossa gente. . —Acha que me surpreende que você e seus irmãos brincassem com a idéia de derrocar o reinado dos Dubrinsky? Sempre fossem inteligentes e viram meu crime. Este era homem que respeitava acima de todos os outros. mas se fizermos o que pudermos para amar e respeitar nossas mulheres. . Sarantha se voltou. ele chamou: . trabalha com ele para destruir nossa gente. se seu príncipe estivesse zangado. trouxe um convidado. —Xavier ainda vive? —Assim acreditam.Tem sentido. simplesmente olhou para Manolito e manteve seu olhar. . —Empurrando uma parede de samambaias. Manolito igualou seus passos. Sabiam o que eu tinha feito. nossa gente. Vlad permaneceu em silencio por um longo momento. protege meu corpo e acredito que será atacada. colocando-as sempre primeiro lugar. Vocês tinham direito de questionar meu julgamento. sinceramente. —Manolito se negou a afastar o olhar de Vlad enquanto confessava. Razvan. teriam tido que derrotar todos eles.Por favor. – Você deve ter uma companheira ou seu espírito não seria tão luminoso. – Disse. quando chegam guerreiros ou vampiros. —Ela abraçou-o. Alguns de nós protegem esta área para impedir os recém chegados de vagar pela terra dos caídos.e Zacarias e Ruslan convieram em que todos nós continuaríamos fiéis e o serviríamos com honra. embora tenha ouvido rumores de que caminha em dois mundos. Uma sensação de urgência crescia em seu interior. o sorriso desapareceu de sua face. — Ele agitou a mão para um pequeno bosque de árvores.Ah. Vlad negou com a cabeça. É maravilhoso vê-lo. Manolito e todos têm que trabalhar para superá-las. Um complô que eu ajudei a tramar. —Não esteja tão seguro. Tenho que deter Maxim antes que deduza a forma de abandonar este lugar com um exército de nãomortos. Era o homem que uma vez tinha considerado seu pai. Não há vergonha nisso. Vlad bateu de leve em seu ombro. Foi difícil aceitar os novos costumes. Estamos quase seguros que os irmãos do Maxim estão envoltos num complô para destruir Mikhail. minha companheira. embora. venha conosco um momento. Conversamos durante horas. —Vlad assentiu. Fizemos um juramento de sangue. com seu corpo ligeiro e insubstancial. com a face iluminada por um sorriso. —Não tínhamos direito de tramar sua queda ou a destruição de todas as espécies das quais éramos aliados. temos mais possibilidades de que outras espécies nos entendam e nos aceitem.—Nossa gente viveu por muito tempo junto dos humanos e nossas regras são diferentes por algum motivo. Querida. Não mentiria nem fugiria da culpa e a vergonha de sua ação. . saúde Sarantha e nos dê notícias de nossos seres queridos. Venha. —Não pode encontrar uma forma de sair deste mundo. E era o homem cuja queda tinha ajudado a planejar. Deve-me contar tudo. por muito que quisesse falar com Vlad e inclusive lhe pedir conselho sobre a evasiva espécie do homem-lobo. aqui está Sarantha. E seu neto. MaryAnn. —Realmente tenho pouco tempo. Maxim trabalha aliado com Xavier. Manolito. Como estão meus filhos e suas companheiras? Como esta minha neta? Soube que é bastante encantadora. uma vez que estão a nossos cuidados. todas as notícias. —Seus irmãos e você serviram nossa gente fielmente. —Para me derrotar. Na tentativa por salvar meu filho. . Mesmo aqui nos chegam notícias. —Me fale dela. estava impaciente por enfrentar Maxim e voltar para MaryAnn.

. mas a malha de energia é a mesmo e isso nos fez. meu amor. mas ele se negou . —Manolito franziu o cenho. —Por que? —Avareza. —Não tenho idéia.. Vlad suspirou. é teoricamente possível. Existem em todos os continentes ou o fizeram em épocas passadas.Não posso te ajudar. Sua companheira é perfeita para ele e o ajuda a conduzir nossa gente para uma sociedade mais coesiva. Ouvi dizer que Savannah. . inclusive de nós? —Eles não têm o padrão cerebral diferente dos humanos. Não sei qual sairia vitoriosa. na terra. —disse Manolito. Até onde sei. Desgraçadamente. Vlad sentou com as pernas cruzadas. Afinal.. Feitiços que ele proporcionou.Mikhail é um magnífico líder. A maior parte do tempo. .Duas espécies de igual poder. nos reuniremos com nossos seres queridos. Ele queria ser imortal. —Como podem permanecer ocultos. —E ele sentia. —E sua companheira. todas as nossas salvaguardas foram fundamentadas em feitiços de magos. Era um bom amigo.. —Ou excitante. Sarantha se lançou nos braços de Vlad. Ambas as linhas de sangue são iguais em poder. Simplesmente usam uma maior parte do cérebro. Tentei lhe dizer que não havia verdadeira imortalidade. —E o que sabe do Xavier? Vlad suspirou e procurou a mão de Sarantha. se uma ou outra. .Mas os seres humanos se converteram com êxito à sociedade Cárpata. Ciúme. —Sinto seu dilema. . —Me alegro de que não seja uma decisão que eu tenha que tomar. Um lobo e um Cárpato. —Me perdoe. A combinação poderia ser letal.. mas o tiro saiu pela culatra e foram caçados pelos humanos. —Ele inclinou-se para lhe beijar a face. —Pode acontecer? —Perguntou Sarantha. Vulneráveis a ele —Quando eram tão bons amigos… —Ele queria que eu entregasse uma mulher Cárpato. Acredito que eles iniciaram a maior parte dos mitos. . —Algum dia. —O que aconteceria à pessoa?A seu corpo e sua mente? No que se converteria? Vlad abriu a boca e a fechou bruscamente. abraçando-a. Mas ele se acreditava superior e que devia ter a mesma longevidade que nós. Inclusive falar de Xavier é difícil. Você ficaria orgulhosa dele. Vivem na forma humana a maior parte do tempo. Tentei lhe falar das companheiras. muito mais do que Manolito podia desejar que visse. É que estou tão excitada de vê-lo. passou muito tempo desde que tive que tomar decisões para minha gente. —Desejaria tanto poder vê-los. Posto que os homens lobo são psíquicos. Poucos podem diferenciá-los dos humanos. me conte o que sabe dos guardiães. —Na verdade..Vlad. Jacques e Shea tiveram um filho. então parecem totalmente humanos. Os homens-lobo. nunca aconteceu. como nós. Pode me dedicar um momento de seu tempo? —É obvio. —Pouco se sabe de sua sociedade. Nunca ouvi falar de tal coisa. —Que aconteceria a um lobo ao se converter em Cárpato? —Cruzar as espécies? —Vlad deu uma olhada em Sarantha. —disse Vlad. espera gêmeos. o lobo permanece silencioso dentro deles. —intercolocou Sarantha. sua neta..—Dê-lhe oportunidade para falar. Não estive na cerimônia do nome. Com o passar dos anos acrescentam mais. que amei como a um irmão. Manolito? Fale-nos dela. Manolito. Agradeço simplesmente existir sem que minhas opções tenham impacto em ninguém mais que minha companheira. nós também podemos morrer. Ela assentiu e levantou a face para roçar dar-lue um leve beijo. um menino. desejando informação. por isso não sei como o chamaram. Ele tem muita pressa. Sairemos desta vida para seguinte muito em breve. E me faz desejar ser melhor a cada sublevação. Traiu-nos como nenhum outro podia ter feito. Um amigo no qual acreditei. E ainda nos torna. embora as lendas abundam.Não sei. . sem dar muita. —É valente e formosa.. para manter as pessoas assustadas e longe deles. —Ela mostrou um lugar junto à fogueira.

mostrando a deterioração de seus manchados dentes. Ele matou seu companheiro e a tomou. Ele conseguiu engravida-la. Para o bem ou para o mau. —Seus dedos se apertaram ao redor dos de Sarantha. O que ficava? Vlad havia dito que os não-mortos tinham inventado formas de torturá-lo e enlouquecê-lo. Agora que sabemos o que está fazendo. nunca acreditaria que passara para seu lado.Darei lembranças a sua família.Maxim é tão problemático. Maxim. lançando mais gradeio escuro em todas as direções. E por MaryAnn. observando o fluxo . Manolito. Maxim e seu exército de nãomortos o esperavam do outro lado. —Vejo que voltou. Mas primeiro. Foi uma honra ver vocês dois. Sarantha e Vlad estavam abraçados e seus corpos emitiam um débil brilho que pareceu ficar mais intenso no meio do cinza e úmido mundo. Manolito. Manolito se levantou. tenho que deter Maxim. O canto vacilou. tão ligados um ao outro.Acrescentou Vlad. mesmo quando levantou a face para tentar sentir a brisa. . Zacarias enviará uma mensagem aA Mikhail e enviaremos emissários a cada um de nossos aliados e tentaremos detê-los antes que vá mais longe. querido. —Certamente não quis te interromper. —Não. —Era malvado antes e também agora.—Manolito cruzou os braços sobre o peito. Podia ver as sombras se movendo no lânguido cinza da névoa. Una-se anossa pequena cerimônia. com um fraco e mortífero sorriso de auto-suficiência. então. – Ele se aliou aos Malinov e esteve colocando em ação o plano que ideamos. Finalmente começamos a separar nossas duas sociedades. —Longa vida. Manolito passeou deliberadamente ao redor do Maxim. o fez desejar ter o mesmo com MaryAnn. —Sarantha olhou para seu companheiro. com os braços ainda levantados no ar. Temo pela segurança de MaryAnn. olhando para trás uma vez mais. Não pode aceitar seus enganos. porque ela era uma Caçadora de Dragões e poucos poderiam tê-la retido contra sua vontade.Disse Sarantha. mas agradeço que queira compartilhá-la comigo. e outros que formavam o circulo ao redor deaxim retrocederam. porque temia seu poder. De todo modo. Maxim vaiou sua surpresa e parou em seco. Manolito retrocedeu para as árvores. para vislumbrar o líder de sua gente. diretamente no centro do círculo vampiro. —disse Manolito. Deve ter planejado durante muito tempo. Este é meu problema. Explodiu atravez do véu de névoa. velho amigo. Soubemos que teve filhos com ela. então? — Perguntou Máxim. Uma guerra de engenhosidades. você e seus amigos continuem com o que estavam fazendo. . —Não se importa. e ele se convenceu de eu estava lhe impedindo de ser imortal deliberadamente. e até que as repare de algum modo.Não houve nada que eu pudesse fazer para detê-lo e agora ele está tentando destruir nossa gente. embora ele tenha mantido as escolas para que nossos jovens aprendessem. A visão dos dois. claro que não. Cruzou como um raio o espaço. —Ele segurou os antebraços de seu príncipe a maneira tradicional e logo se inclinou para beijar Sarantha. até que aprenda.. Maxim levantou os braços e começou a cantar uma vez mais. —Irei contigo e verei em que te posso ajudar . . com olhos vermelhos resplandecentes e vozes que se elevavam no vapor. Não podia haver nenhuma outra resposta. lhe torturar? Meditou. Estou preso entre dois mundos e não posso viver em ambos. Os vampiros que o rodeavam moveram os pés num padrão hipnótico e começaram a elevar suas vozes num encantamento hipnotizador. tão apaixonados. Suspirou e se virou resolutamente para confrontar o caminho para o prado. não pode seguir. . Como se conduzia um espírito à loucura? Ou já preso. —Não posso ficar mais tempo. Se estivesse equivocado… Encolheu de ombros e avançou para o borbulhante e fumegante prado onde o véu de névoa era espesso e as transbordantes poças de barro cuspiam manchas escuras e desagradáveis. mas não o alcançou.a ater-se a esse raciocinio. Tivemos muitas discussões. Rechaça toda responsabilidade. Como poderia descobrir o plano de Máxim? O vampiro nunca confiaria nele. Um vento leve soprou entre as folhas no pequeno arvoredo. —Sabe que não pode. Maxim forçou um sorriso. —Oh. . Esta é minha carga senhor. evitando as colunas de vapor e os gêiseres repentinos quando cuspiam no ar.—ofereceu Vlad. Rhiannon era uma de suas melhores estudantes e decidiu ficar. —Cuide-se. tinha que arriscar por sua gente. Manolito negou. estudando-o de cada ângulo.. cobrindo suas faces.

– Você merece morrer. Que utilidade ele seria para eles então? —Antes que Maxim pudesse responder. Vocês insistiram em seguir ao príncipe e a seu filho assassino. que o façam por ele. que se cravaram e rasgaram a carne até correr o sangue. Ele utiliza os feitiços que foram dela e agora já não tem controle sobre ela. – Ele se aproximou mais de Maxim e baixou o tom da voz para que somente o professor vampiro o escutasse. Sabe que não nos trairá. – ele já não pode produzir novos feitiços. – Ele está senil. Xavier não planejou o que fazer.Sei que mente. Xavier carece de habilidade para idear algo novo. Seus olhos brilhavam com ardentes chamas vermelhas. ele fez automaticamente o mesmo. —acusou. Tínhamos um código. movendo os pés num padrão de dança. —Sabe que não. Maxim. . —Traidor. —disse Manolito em desacordo. —Nosso juramento de sangue era entre nós e o príncipe. Xavier encontrará a forma de me devolver ou terá uma morte longa e dolorosa. —Já morri. Manolito não retrocedeu ante o sujo fedor da respiração de Maxim ou do selvagem ódio em sua face. —Sabe que a companheira de Vikirnoff pode enviar os guerreiros de volta a seu próprio reino. Os outros não mortos tinham deixado de cantar uma vez mais e estavam observando. Maxim continuou girando em círculo com ele. mas não estava destinado a longevidade e sua mente está se deteriorando. Senão. —É um homem brilhante. Você podia elaborar as coisas.Por que acha que ele busca o livro? —Xavier tinha compilado seus feitiços no livro. Maxim suspirou e deixou cair os braços. Vive do sangue de nossa gente. —Maxim cuspiu as últimas palavras. Maxim.de suas mãos. observando como o professor dos não-mortos tratava de seguir os intricados e hipnóticos passos. —O que acontece? —Continue. Ruslan o fez e sempre tem razão. A família Da Cruz sempre foi leal aos Malinovs. Jogou a cabeça atrás e uivou. recorda-se? Era um homem brilhante. um juramento de sangue e vocês o romperam. —replicou Manolito calmamente. gravando cada movimento em sua memória. Mas não pode fazer o que prometeu a você e a seus irmãos. Simplesmente estou pensando onde vi usar este particular feitiço. Confia muito nas coisas que sabia antes e duvido que se recorde da maior parte delas. —Ele é um homem poderoso. — Ele parou novamente ao lado do vampiro e sussurrou em seu ouvido. Os outros vampiros explodiram num frenesi. Acredito que é um dos primeiros trabalhos de Xavier. —Isso não importa. Por isso te deu o antigo feitiço dos guerreiros das sombras. Estudamos ele. mas não se atreve a deixar que Ruslan e seus irmãos saibam a verdade. Sempre. Quando Manolito se deteve e se inclinou aproximando. Não o adulo ao lhe recordar isso. estendendo as mãos para pegar os ombros de Manolito com suas garras. Nossa memória é longa e você sofrerá por sua traição. O som raspava os nervos como papel de lixa. Maxim grunhiu e girou a cabeça de um lado a outro. quando tentou pela primeira vez se ligar aos guerreiros das sombras. . seguindo cada movimento com suspicacia. —De verdade? A fúria de Maxim estalou com tanta força que não houve forma de contê-la. —Muito poderoso. —Já não tanto. Zacarias foi um néscio ao seguir Vlad em vez de Ruslan. —Você mente! —Vaiou Maxim. Conversamos toda a noite sobre isso. O vampiro segurou sua própria cabeça e agitado gritou. uma vez mais rodeando Maxim. Manolito. Tem que ter outros magos menores. Manolito assentiu com um gesto de cabeça e uma vez mas começou a caminhar em círculos. como estaria aqui? —Você retornou e isso significa que é possível. Manolito começou outra vez a lhe rodear. agora guardado pelo Príncipe dos Cárpatos. Sua face se retorceu de ódio e raiva e aproximou-se olhando fixamente Manolito nos olhos. —Demos-lhes a oportunidade de se unirem a nós. – Você sempre teve uma inteligência superior. Não pode abrir o portal para permitir que seu exército de não-mortos retorne. Apesar de que já não faz seus próprios feitiços. ainda é um mago poderoso. correndo para frente num esforço por lamber as . Ficou sem nada. de modo que as chamas vermelhas que ardiam em suas fundas contas fossem claramente visíveis.

mantendo sua imagem valente entre ele e a loucura. O sangue salpicava por toda parte. Não tenho nenhum corpo neste lugar. Forçou um sorriso. a dor o atravessou. —Riu com alegria como se estivesse divertindo muito. O professor vampiro aspirou e o ar assobiou entre os rachos de seus dentes. Maxim era ardiloso. Converteste-se em verme por sua própria mão. Não pode derrotar a morte. Manolito manteve os braços relaxados e forçou o sorriso a resistir. mantendo o olhar fixo em Maxim. —É a isto que se viu reduzido. afogando o som dos vampiros que o rasgavam. A verdade explodiu. O alvoroço era horrível. outros vampiros começavam a se reunir. Ao redor deles. na forma em que seus olhos se acendiam quando sorria. soltando grunhidos e vaias. Inclusive aqui. Gritando de raiva. Seus saltos vermelhos e suas botas. —Não estou briancando. . Manolito podia vê-lo esforçando-se para manter o controle.Tão satisfeito como sempre. —Acha poder me enganar tão facilmente? Isto é uma ilusão. ele tocou um deles com o pé enquanto o não morto arranhava a erma terra. Maxim? Acha que Xavier tem o poder de te levar de volta? Ele criou os feitiços dos guerreiros das sombras quando estava em sua glória. Você vai nos tirar daqui. mesmo que os outros vampiros se tornassem loucos. Ele afastou. rogando. Ah. Não pode matar o que já está morto. —Está equivocado com Xavier.escuras correntes vermelhas. Permanecer ali de pé enquanto os não-mortos se reuniam a seu redor num frenesi alimentício. Sua aguda inteligência. alguns arrastando-se pela terra tentando apanhar carne e sangue e conseguindo só pedaços de sujeira alcalina. rasgando sua carne de seus ossos e tentando comê-lo vivo. a dignidade. tentando ler sob sua sua endemoniada máscara. —Acredita seriamente. Maxim. —Deixe de brincadeira. com o olhar tranqüilo. Como pôde um homem com um cérebro tão agudo como o teu acreditar numa palavra do que dizia Xavier? Não tem nenhum sentido que você ou Ruslan. Os não-mortos obedeceram relutantemente. com as faces manchadas de barro. Ele levará meu exército através do portal e ninguém poderá nos derrotar. luminosa e quente. E perdeste a única coisa que importava. Manolito manteve o tom muito tranqüilo e ligeiramente desdenhoso que sabia irritar Maxim. Um selvagem chiado que ressoou pela cabeça de Manolito e lhe fez apertar os dentes. impedir sua mente a acreditar que o que acontecia era real. Esbanjassem o tempo com ele. Manolito. Realmente acredita que ele pode te fazer retornar? —Você. aproximando-se para cravarem os dentes em seus ombros e peito. Ele afastou-os a chutes... Agora é um velho verme que se alimenta do sangue de crianças pequenas e a magia de novos magos. tentando levar partes de sua carne as bocas horríveis. Com desprezo na face.. ela tinha vindo em seu resgate. Maxim? Uma vez era um grande homem e agora se derruba como os porcos no chiqueiro. o som de sua risada era quente e brilhante em sua mente. Foi difícil ficar quieto sob o ataque. .. Manolito procurou manter a adulação enquanto devolvia o foco de atenção do vampiro outra vez ao mago. Reprimiu sua repulsão e sorriu a Maxim. Foi uma das coisas mais difíceis que tinha feito em sua vida. Ou qualquer de seus irmãos na realidade. Nada mais. com impaciência e fulminou Manolito com o olhar. mas eles podem unicamente saborear a sujeira da terra enquanto rondam ao redor. Agora se contenta mandando sobre estes inúteis. O ruído era horroroso enquanto todos tentavam em vão conseguir sangue fresco. —Basta! —gritou Maxim e fez gestos aos vampiros para que se afastassem de Manolito. Maxim o golpeou repetidamente na face. abrindo suas bocas e deixando sair sons que resultavam uma terrível parodia de risada. Estes néscios querem acreditar. A carne parecia voar em todas as direções. Fixou a mente em cada detalhe de seu corpo e no modo em que sua roupa lhe assentava. colocando as mãos nas costas e controlando sua expressão. Manteve sua mente fixa em MaryAnn. seguindo o exemplo de Maxim. Só sinto compaixão pela criatura que era meu amigo e que uma vez foi um grande homem. como animais enlouquecidos. triturando a carne com suas longas unhas amarelas. mas Manolito sufocou a reação de seu corpo e permaneceu absolutamente imóvel enquanto os vampiros pululavam a seu redor. em seu cabelo. retorcendo suas vísceras e pulsando em seu cérebro.. A saliva derramou de sua boca e as chamas de seus olhos se tornaram mais visíveis ainda. nesta terra que não tinha sentido.. Por um momento.. – Ele disse bruscamente. Alguns seguraram as pernas de Maxim e o adularam. Pensou em seu sorriso.

Manolito se voltou e o filho do Vlad estava atrás dele. Seus irmãos sabiam a verdade. Uma vez esteja aqui. Ereto. Guardou a emoção em algum lugar profundo e confrontou o professor vampiro. Zacarias nos ordenou seguir a esse assassino príncipe chorão. . Nunca poderá. Vlad Dubrinsky os traiu por seu filho. poderemos utilizar seu espírito vivo para retornar. mas não pode. sequer piscou. mas manteve a mesma expressão.homemzinho. sua bonita face retorcida com malícia. A resposta correta estava na frente dele . —Você teria -se unido aA nossas filas e teria me servido. —Como você faz com Xavier. mas não seu próprio filho e os irmãos Da Cruz o seguiam como cachorrinhos. Maxim? Falhaste completamente até agora. Manolito permaneceu estóico sob o ataque. mas forçou seu coração pulsar com um ritmo tranqüilo. Manolito encolheu os ombros de modo casual. – Trata-se de Draven Dubrinsky. Manolito saboreava o medo agora. brilhando com o poder da herança de sua família. Você virou um palhaço. —Neste momento meus bonecos cumprem minha ordem. Acreditando em suas mentiras. Manolito sentiu seu coração se sobressaltar. —Será interessante vê-lo fazer isso. Maxim queria dizer-lhe. Converteu-se numa marionete para o gosto de Xavier. Manolito se contraiu. o irmão mais velho de Mikhail. —soltou Maxim. sua mente se acelerava. não trocou de expressão.ele concordou. Ele somente devia ter paciência e conduzi-lo na direção. no momento em que lhe golpeou. Você é um homenzinho que geme para se fazer importante. queria mostrar sua superioridade. Duas vezes tiveste a oportunidade. Manolito sentiu o poder da mente dele fundindo-se com a sua. cuidando em manter o olhar cheio de desprezo e sem piscar. O ácido aterrissou na pele de Manolito. mas nunca pôde ver a imagem completa. Você é o fio condutor. Não quer ser pasto para o não-morto. —Acha que seus insultos infantis vão me impressionar como seus ridículos cães? —Deliberadamente seu gesto abrangeu os vampiros desesperados pela atenção de Maxim. CAPÍTULO 17 O vampiro se chocou contra o que restava da barreira que rodeava MaryAnn. com os braços de lado. Seus olhos giravam nas conchas profundas. —Você não sabe nada. Nada. Maxim parecia a ponto de explodir. fazendo migalhas das salvaguardas de Manolito. Maxim sorriu com satisfação. a grandeza em você desapareceu há tempo. E nunca entendeu. Havia esperado ouvir. Atreveu-se a entrar em meu mundo e teve a oportunidade de se unir a nós novamente. Você e seus preciosos irmãos. —Eu vi o portal. Ela virá trás de você. —Você queria que eu matasse minha companheira. —Só há um capaz de seguir cada caminho de comunicação. Traiu a todos por seu filho.E ela virá. nem sequer Zacarias entendeu. —Ela virá por você. A loba se encontrou com o não-morto no meio do . Diga algo que queira ouvir. Nós o queimaremos e não haverá esperança de retorno para ti. quando te ouvir gritar. As garras da criatura estavam estendidas na tentativa de alcançar o corpo de Manolito enquanto pousava na plataforma no alto da canopia. Vomitou veneno entre os dentes. . Acha que luta contra nós. simplesmente olhou para Maxim com o mesmo sorrido de desprezo que continuava conseguindo meter sob a pele do vampiro. a satisfação brilhava em seus olhos. Ela te ouvirá gritar e se fundirá contigo completamente como já fez antes. onde chispou e fumegou. Fui um caçador durante mil anos. mas saber desenvolveu seu medo por MaryAnn. poderíamos ter chegado longe. Isso é o que realmente é. . —E como se propõe a me fazer gritar. se pudesse encaixar os pedaços do quebra-cabeças. Você também acreditava que seu intelecto era superior ao de todos outros. Dubrinsky podia matar uma mulher. com seus olhos brilhantes de ódio. não é? Quis adular aquele parvo do Dubrinsky. atacando-a enquanto seu corpo permanece vulnerável. Com seu cérebro. —Ele agitou os braços.Sou um caçador.

mas a loba já estava em movimento. ignorando a florescente dor enquanto sangue e carne salpicavam de um extremo a outro das folhas. Ela conduziu o vampiro para trás com a força de seu impulso.ar. onde nada podia tocá-la. o trinado de centenas de pássaros. mas a guardiã se negava a parar. a criatura baixou o ombro e empurrou o lobo para trás. Para assombro de MaryAnn. mas a guardiã de MaryAnn era implacável e seus dentes procuravam a garganta. mas todo o tempo a loba tinha o controle. seus flancos se moviam com esforço. MaryAnn sentiu as garras. justo quando o vampiro ficava em pé cambaleante. o focinho escavava para o prêmio que acreditava ser o coração do não-morto. cobrindo sua surpresa. MaryAnn se sentiu cair. a guardiã uma vez mais se recostou contra as raízes enredadas de uma árvore. Caíram para o chão da selva. à respiração lhe chegava aos bortões. Manolito ainda estava sentando. as duas formas retorcendo-se e rompendo galhos quando o vampiro a golpeava umas atrás de outras com as costas. Precisava dele. queimando como ácido. agradecendo a sentinela. MaryAnn se estendeu até seu corpo. chocando-se. O relâmpago veteou as nuvens mais escuras e depois golpeou com estrépito o coração e o incinerou. tentando dissolver-se sob a loba. com os olhos brilhando de ardente ódio. os gritos dos macacos e os grunhidos do vampiro e o rangido da madeira estilhaçando enquanto caíam. Riordan Da Cruz se materializou no ar. Igual a uma criança protegendo um cachorrinho. Cabeceou para o coração quando este rodou para o corpo do vampiro. Não podia esperar outro momento para lhe inspecionar. tremendo pela dor e trauma de suas lesões. se estirar. suas garras escavavam através da parede do peito do perverso. O coração de MaryAnn se encolheu dentro do peito. Logo dirigiu a branca energia candente para o corpo do vampiro. mas parecia que estav descansando. Em seguida o céu buliu com nuvens tormentosas e o trovão retumbou. agradecida pela ajuda que ela tinha lhe . Saltando desde os galhos mais baixos da alta árvore. Em lugar de incinerála. MaryAnn jurou não sair nunca a nenhuma parte sem seu spray de pimenta. Para lhe tocar. sua loba se inclinou para o rangente fluxo de energia. a energia dissolveu o sangue ácido de seus braços e corpo. A guardiã cambaleou enquanto lutava para ficar em pé. enquanto caíam mais ou menos quarenta e cinco metros de altura. logo suas unhas desceram arranhando a barriga da loba. Ouviu-se gritar. arrojando-o uma vez mais para a beirada do corrimão. A loba em cima do não-morto. aproveitando a oportunidade para se dissolver em vapor. ansiando o coração enegrecido e murcho. meio formado. O pescoço do vampiro se quebrou e sua cabeça caiu de lado. Seu estômago se revolveu. profundamente. desesperadamente. Desta vez o lobo segurou a cabeça do vampiro entre suas garras e a retorceu. fluindo para cima até a plataforma na canopia. O vampiro caiu na terra. girou para enfrentar o lobo. Aterrissou sobre o vampiro e logo um rdeava o outro. tentando tomar o controle de seu corpo para alcançar Manolito. O vampiro vaiando seu fôlego fétido. sentiu o golpe dos galhos contra suas costas. chamuscando sua pele e carne. saltando de um salto os galhos da árvore com incrível velocidade. O vampiro cravou seus dentes pontiagudos no ombro da loba e rasgou sua carne. claro. Grunhindo. Cambaleando atrás. —Sim. ofendendo o agudo sentido do olfato do lobo. ela conseguiu escalou seu caminho para a plataforma. Riordan elevou uma sobrancelha. arranhou implacavelmente o vampiro enquanto caíam. mas a loba jogou a cabeça para o lado. Permitiu-se respirar e se deixou cair junto a ele. Pôde inclusive ouvir o som da carne e pele sendo rasgada. Era instintivo. até o osso. o vampiro se livrou do lobo e os dois aterrissaram duramente na terra. um velho legado que ficava na memória coletiva de uma geração a outra. A loba poderia ter cegado o vampiro com ele e pelo menos ter dado um alívio temporário à dor provocada pelos terríveis dentes. Em torno deles a selva voltou para a vida com o ruído da batalha. contra uma árvore. seu corpo um pouco caído de lado. O sangue banhava o corpo da loba. correndo atrás do vampiro enquanto este voltava a tomar forma junto ao corpo de Manolito. A criatura cheirava a carne podre. O vampiro segurou o lobo e o arrojou. No intimo. mas ela havia mantido Manolito vivo. arrancando os dentes de seu ombro. A dor queimava seu corpo. atacando-a ferozmente com as garras. —Riordan estendeu a mão para o céu. Atirando-o de lado. —MaryAnn? A loba assentiu e estendeu a mão para trás detrás em busca de apoio. Em seu desespero. Riordan estampou o punho profundamente no peito do vampiro e arrancou o coração.

Tinha que chegar até ele. Ele resmungou algo em tom impaciente e logo ela se encontrou vestida com uma camisa desbotada. —Não! Não pode subir aqui. —Vou ter que curar seus ferimentos. —Juliette nunca se preocupa com sua roupa. só a idéia desse lugar espectral lhe dava calafrios. —ele tocou sua trança para se assegurar de que ainda estava intacta. seu top frente única. —Destruí o jaguar e ao mago também. A fisionomia dele se aprofundou. —Oh. – ela se interrompeu. As pontas de seus dedos sustentavam a fralda da camisa enquanto a olhava. muito ocupada em olhar suas roupas. MaryAnn fechou os olhos e se expandiu. Obrigado por salvar a vida de meu irmão. Seu valor. . sem roupa.Troque-a rápido.. Deve te doer os ombros. até que olhou para seu corpo. a fez fazer uma careta de dor.tranqüilizou-a. —É a roupa. Respirou fundo e se imaginou vestindo seu jeans Versace favorito. nesse raio prateado de luz de lua. dourado e drapeado seu decote caía distraidamente sobre seus seios e suas botas favoritas. O brilho estava ali e então desapareceu e seu desespero por estar com o Manolito cresceu. espantada. Simplesmente veste alguma coisa. – ela soluçou..Disse MaryAnn. MaryAnn. Ela mal ouviu-o.. ele tinha que lhe colocar aquele horrível e miserável conjunto. Riordan se abaixou para examinar seu irmão. Podia lutar com vampiros e jaguares. Desta vez o processo foi bem mais rápido. . O pânico se elevou. . quando remoem. . com tiras de couro. Então. jeans e velhos sapatos de lona. mas teria que estar bem. Michael Kors. Ele pareceu alarmado e chegou a dar um passopara trás . Seu sentido da moda fazia com que pudesse com tudo. Os vampiros estiveram deixando ultimamente pequenos parasitas atrás deles.. quando o sorriso de MaryAnn se murchou de sua face. Isto lhe provocou uma sensação de gratidão para as outras espécies que compartilhavam o mundo com ela. —Não chore. Toda nossa família a tem.Isto não é roupa. Não comece a chorar. embora no momento em que se sentiu na forma humana. quando seu ombro estava já ardendo. Se estivesse com sua melhor roupa. —Mover o braço. Não podia enfrentar vê-lo. Tenho uma dívida tremenda contigo. —Isto se chama roupa. Agradecia por eles se preocuparem o bastante para manter todos a salvo como fosse possível. —Trabalhou bem. erguendo uma das mãos. Não tinha roupa.. Seu corpo se reciclou com um mínimo mal-estar. —Sei que não acredita que vou sair por aí vestindo estes… Estes. Riordan se endireitou devagar. nas árvores e na folhagem. Dolce & Gabbana cor tabaco. A sinceridade em sua voz foi sua perdição. Juliette também precisava de umas aulas sobre como lidar com homens dominadors.Você é a loba. . Por alguma razão. —Me dê uma imagem. Porque eram tão elegantes e cômodas. Limpei o desastre que o sangue do vampiro causou sobre a terra. —Sou bem consciente que essa garota precisa de uma séria mudança de imagem. franzindo o cenho. a dor de seus ferimentos aumentara até que as lágrimas queimaram em seus olhos e ela mordeu com força os lábios para evitar gemer. mas não. Que é obvio que ele viu. Precisava de roupa. Riordan lhe deu uma olhada e seu sorriso fez com que o ar parasse literalmente em seus pulmões. Ele parecia tão desesperado como ia ela. com muita mais facilidade da qual havia deixado-a sair. como se a loba entrasse para sua toca e emergisse. pois estava bem mais interessado na mordida do vampiro que em seus problemas de moda. então. Ela não deveria estar soluçando como um bebê quando Manolito estava enfrentando o outro mundo e o que houvesse nele. A loba a fazia sentir-se segura. atraindo a guardiã para as profundezas de sua alma. Trapos talvez. Os acessórios eram tudo. Então ele lhe adicionou o cinto trançado e um grosso bracelete e o colar que sempre . pareceu seu irmão. Ouviu-se soluçar.. uma voz feminina em seu interior. não é.proporcionado. Simplesmente desabou sob a pressão. Por um momento MaryAnn não entendeu a advertência na voz de Riordan. poderia ter se dirigido com dignidade. Não estou vestida. Precisarei dar uma olhada. Permita-me dar uma olhada. vou subindo. Sua roupa era sua armadura. Nunca teria conseguido derrotar o vampiro em seu muito frágil corpo humano. Então o teve diante dela. Por um só momento. Em mais de uma forma.

também estava acontecendo a ele. a menos que a compelisse a entrar em ação. E queria ficar com Manolito da Cruz para sempre. —De verdade? Eu me preocupo mais por perder a minha família. —Ouviste algo? —Jogou um olhar a seu redor. Riordan. Ela era a loba. sentindo pela primeira vez uma pequena camaradagem com ele. E a respeitavam. Não tem a sensação de perda. —Espero que quando sofrerem algum ferimento. mas essa é demais. Sempre se contentaram ficar em segundo plano. Seus dedos escorregaram pelo longo e espesso cabelo de seu companheiro. baixando-a até que ela ficou sentada uma vez mais junto a Manolito. —Você está maravilhosa. MaryAnn. levantou sua face e olisqueou o ar. —A loba? Sai ocasionalmente e chuta traseiros dos lindos. Seu coração saltou quando ele disse isso. não. Meus avós e pais são muito importantes para mim.. —Sentia tão orgulhosa dizendo isso. Manolito é bastante endinheirado e poderá te permitir o luxo de vestir qualquer linha que prefira. —Agitou a cabeça. —E cheia qualquer expectativa. Era dele. Era a sentinela e os animais a seu redor reconheciam o guardião nela pelo que era. mas na vez disso. mas se precisar. um cortês gesto de respeito.gostara. É bom manter a ilusão de ser inteiramente humana em todo o momento. —Será totalmente Cárpato. Há algumas coisas que não posso me permitir o luxo de ter. A roupa estava sobre sua pele. —Na realidade. mas te asseguro que posso me imaginar vestindo-as. —Fez-lhe uma reverência. não pôde evitá-lo. ele pertencia a ela. Eu acreditava que estava melhor com a outra. Ela sorriu. Mais ainda. Com quanta freqüência .. aceitavam-na por ser quem e o que era. mas não podia se permitir. Riordan a respeitava. Está perfeito. Não sabia o que fazer com essa coisa. oscilando um pouco. —Entende o que isso significa? —Perguntou Riordan. —Obrigado por chegar aqui tão rápido. Ele disse com respeito e o coração de MaryAnn se aliviou ainda mais. – Bem. Como poderia? —O que ele estava fazendo em seu ombro estava deixando-a sem respiração. Sua loba. O que estivesse lhe acontecendo. —Não tinha idéia que ainda restasse nenhum licántropo neste mundo. Compreendeu o que isso significava. Tanto como lhe pertencia. mas eu sei que foi difícil aao princípio quando pensou nisso como uma perda. Não para mim. Doía como o inferno e ela se alegrou em poder baixar o olhar para suas botas perfeitas e admirar as pontas quadradas e seu realmente agradável couro. Para minha guardiã. Morava nela. —disse Riordan. – Ele não poderia ter encontrado outra melhor. Esperava que ele ficasse bravo. Não gosto da idéia de ver meus amigos e minha família morrer. ele estudou sua aparência com cuidado. franzindo o cenho. mas não é o mesmo. Juliettenão se incomodou de perder seu jaguar. Saboreou a palavra e a profundidade de seu significado. silenciosa e a espera. Riordan não sabia que seu sangue estava infectando a Manolito com o lobo. A loba. satisfeita em ficar calada. Ficaria louca com sua arrogância e ele ia ter que aprender o que era viver com uma mulher tão teimosa como ela. É obvio que ainda existem e deveríamos ter advinhado. E gostaria de ter a habilidade de produzir roupa com a imaginação. Guardas muitos segredos. Ainda tinha que lidar com isso. —A loba. tão segura. Ela sentiu o sorriso estender-se por sua face. uma vez totalmente Cárpato. O que teria Riordan a dizer sobre isso? Como aceitaria o que seria Manolito? Esfregou as palpitantes têmporas. —Tenho boas notícias para você. —Você é a companheira de Manolito. surgindo quando ela a necessitava. irmãzinha. Ela se apoiou contra o corrimão. Totalmente Cárpato. poderá fabricar roupas a vontade. Simplesmente estavamvindo para mim. Pode chamar seu felino. —Obrigado. lhe proporcionando a coragem para enfrentar o próximo desafio. encaixando-se como uma luva. Respirou fundo. posssam se curar como vocês. somente que o sangue dele estava lhe dando os traços dos Cárpatos. Agora acredito que são bem mais ardilosos do que acreditávamos. Ele segurou-lhe o braço para estabilizá-la. mudando sua forma e pode senti-lo.

embora acabasse de descobri-la. Não queria ser nenhuma outra coisa. É muito pior saber que sua companheira existe e não poder se salvar. Era ela ou ele? Ele estava em dificuldades? —Claro que poderia enlouquecer pela necessidade. as pernas e os braços. Era a única oportunidade do jaguar de sobreviver. Seu breve sorriso. Não estava segura do que lhe doía mais. Todos tinham vindo em sua ajuda quando precisou deles. tiveram sangue de outras espécies também. dando forma a sua vida. Fundir-se a ele. —A loba é boa. sob o encantamento do vampiro. se alegrará do que faça. sempre fez um bom trabalho de vigilância de sua própria espécie. . sabendo que ele não queria que ela entrasse com ele na terra das sombras. Uma pequena parte dele vive. Vivem como os humanos. Mas poderia renunciar Manolito? Deixá-lo morrer? Deixar que se convertesse em vampiro? —Não pode se tornar vampiro quando se sabe que tem uma companheira. Talvez Juliette tivesse razão e a maioria dos humanos tinha uma conexão genética com algumas das outras espécies. Gostava de sua loba. mas ainda assim provavelmente estejam geneticamente aparentados. mas não é o mesmo e embora possam tomar a forma do jaguar. normalmente perto dos bosques ou da selva e aceitam trabalhos com animais ajudando a protegê-los. Seu número começou a minguar mesmo antes que o nosso. —Por que acrecita que seu sangue não pode converter um humano? —Não acreditávamos que o sangue Carpato pudesse converter um humano com êxito. Estavam muito dispersos. para extrair a informação que necessitava para ajudá-los? E os animais… Olhou ao redor e vviu os macacos nas árvores. — disse com satisfação. mas a sociedade do lobo. se eu não me converter no que vocês são. jurando que mataria a fera peluda algum dia. O ferimento do vampiro queimava claramente até o osso. a vacilação de Riordan. gostava do que era. a guardiã tinha estava dentro dela desde o começo. assim como uma pequena parte do jaguar de Juliete vive dentro dela. MaryAnn e ao final. —Isso não é o que te perguntei. no passado e suspeito que agora também. pelo menos estavam acostumados a preferi-lo. O que era. tampouco. O que pensava? —Num monstro de dentes pontiagudos destroçando adolescentes com suas garras e devorando a família inteira enquanto o menor olhava tudo do armário. —Luiz estava morrendo. Ela estava tremendo. como se alguém a tivesse golpeado. Tem sentido para ti? MaryAnn se sobressaltou . —Sei que deve te converter ou não sobreviverá. mas era difícil quando necessitava tanto de seu toque. . Há uns quantos renegados. Fará o que seja necessário. mas não parecia consciente disso. Lutou contra o impulso. Agora lhe doía por toda parte. —Pode acontecer.Quando converti Juliette. não são jaguar. murchou tão rápido como tinha aparecido. mas fosse qual fosse a razão. Estava orgulhosa dela. a menos que haja um extremo perigo para alguém que esteja sob seu amparo. talvez não muita. De repente precisou tocar a mente de Manolito. também em carne viva e rasgada. Quase não podia respirar. Riordan sorriu. —Manolito converteu Luiz.tinha feito isto e alguma vez tinha compreendido o por que? Com quanta freqüência se colocara na mente das pessoas sem ser consciente do que estava fazendo. Pensava em si mesmo como humana. ajudando-a sem seu conhecimento. A área estava queimada pelo sangue e saliva. o jaguar lutou duro por viver. mais humanos do que acreditam. Não estavam o bastante perto para se cruzarem e suspeitamos que tentaram se engendrar com os humanos mas não tiveram êxito e finalmente sua espécie morreu. As costas. mas não parecia notar. Seus dedos se afundavam no cabelo de Manolito como se ele fosse sua âncora. — Respondeu Riordan honestamente enquanto estendia o braço uma vez mais para examinar a marca da mordida. Não tinha que renunciar sua recentemente e encontrada loba. —Mas acredita que o sangue do lobo não é tão forte como o sangue Cárpato e que Manolito me converterá sem problemas? Sentiu mais que viu. —Ela separou dele para poder lhe ver os olhos—O que é que te assusta? —Não sei o que acontecerá quando você se converter. estava cômoda em sua própria pele e não queria mudar. esforçando-se para encontrar uma forma de atrair ar para seus pulmões. —Claro. a cabeça ou os ombros. certo?—Seu coração trovejou no ritmo de sua palpitante cabeça. Raramente se mostram. E de algum modo. Inclusive o jaguar. não se isso significasse deixar de ser quem era. tinha lutado para romper o feitiço e obedecer. Juliette acredita que durante os anos.

Ele respirou fundo e liberou seu corpo. mas somente podia pensar em chegar até ele. Entrou em seu próprio corpo.. E quem poderia manipular um vampiro. seu estomago se contraiu. Precisando do calor de seu toque. Riordan franziu o cenho. então não sabia nada. —Isto pode levar um pouco de tempo. Tinha atacado ferozmente e tinha rasgado a barriga da loba.. permitindo seu eu físico se afastar para poder converter-se na necessária luz curativa.—Preciso de você. apesar do que lhe fizesse agora. Temos que ajudar Manolito. Não esmagara e arrancara grandes pedaços de carne. Sente-se doente? —Não tinha detectado veneno. mente a mente. sentiria as conseqüências de ter se chocado com os galhos até o chão. sequer captar um caminho para ela. um pedaço do ombro. MaryAnn tivera que suportar muito nos últimos dias. — Riordan manteve a voz tão tranqüilizadora como foi possível. Além de parecer cansada. A menos que estivesse programado. —Não muito. teria que se fundir a ela. era um ícone de poder para o povo Cárpato. —Tenho que ir com ele. Algo estava errado. Apostaria sua vida. com aflição. bloqueando-a de forma que se Draven tocasse sua mente. Diminutos pontos de sangue salpicavam de sua testa. Sabia o tom exato. —Descanse. Por que Vlad não tinha lhe advertido que seu filho residia no prado de névoas e sombras? Draven. então o vampiro não havia injetado um agente químico letal. Isso a traria para dentro deste mundo o bastante para que Maxim pudesse pegá-la? Deixou escapar o fôlego lentamente. O vampiro tinha infectado o sangue dela intencionalmente. Vou curá-la à maneira de nossa gente. os vampiros eram ardilosos e egoístas. igual a seu pai e Mikhail. Riordan estava de pé diante dela. mas nenhum só ferimento era um mortal. da percepção de tê-lo perto. —aconselhou. MaryAnn fechou os olhos e apoiou sua cabeça contra o ombro de Manolito. inclusive um vampiro menor. mas lhe sentiu frio e inanimado. Estava seguro disso. Porque a loba ia ser necessária depois. Por que? Por que não tinha tentado matá-la? A loba tinha sido algo inesperado. Sua jugular havia ficado intacta. mas tinha cravado ferido-a com seus dentes afiados. . mantendo sua mente longe de MaryAnn. O coração de Manolito acelerou. Nenhum vampiro tinha esse tipo de controle durante uma batalha de vida ou morte. O homem estava morto há muito tempo. não parecia alarmada. —Respire. Tinha que se assegurar de que o sangue corrompido não estivesse se estendendo por seu sistema como um veneno. O vampiro tinha ido infligir o maior dano possível. . Seu espírito a grande distancia de seu corpo físico. —Relaxe. mas isso deveria ter empurrado o vampiro a se defender com mais vigor ainda. mais a loba que a ela. quando sua vida estava em perigo? Por natureza. o atalho exato. despojando de seu corpo para poder lutar a batalha contra os parasitas que vampiro tinha deixado para trás. Ele estudou sua face. Mas para fazê-lo. que a loba sim.Admitiu-o e deveria ter se sentido envergonhada. inclusive das companheiras. Parecia esgotada e na noite. Draven não poderia procurá-la automaticamente como poderia com uma fêmea de sangue completamente Cárpato. seus traços inexpressivos. Entrou em seu corpo para avaliar o dano. em lugar de a matar. fosse incapaz de encontrá-la. Respirou fundo e se reclinou contra Manolito. Ele gostaria que o fizesse. Seu primeiro pensamento foi advertir MaryAnn. Ela não era Cárpato. Permita-me fazer isto. *** Manolito olhou com surpresa Draven Dubrinsky. Riordan observou os parasitas enganchados na corrente sangüínea de MaryAnn. quando se elevassem. Era impróprio de MaryAnn fazer uma declaração assim sem refutá-la e nunca teria admitido ante ele sua necessidade de Manolito. utilizando um movimento serrado para injetar milhares de diminutos parasitas na corrente sangüínea. mas ele manteve sua pulsação firme e forte.

—Um humano não poderia dar conta do perigo. as imagens de sua tortura ficaram gravadas a fogo para sempre em seu coração. Manolito franziu o cenho quando a selva se fechou a seu redor e ele viu MaryAnn sentada junto a seu corpo físico. mas o vampiro a puxou para trás pelos tornozelos. ou horas. —Disse Draven. os joelhos elevados. vendo a outra a metade de sua alma sendo forçada a suportar algo concebido por Kirja. meu irmão Rafael arrancou o coração de Kirja de seu corpo e o lançou nas fossas mais profundas do inferno que estão esperando os que são como ele. Não havia forma.Não acredito. —Não pode trazê-la a este mundo através de mim. —Não acredito. Manolito olhou através dele. A face de Riordan se rabiscou e se converteu na de Kirja. sujeitando-a enquanto a obrigava a olhar como lambia o sangue pulsante da garganta de seu companheiro. em cada chute e em cada toque no corpo de MaryAnn. Sentia-o em cada golpe da mão de Kirja. Isso foi sempre sua perdição. seu irmão estava inclinando-se para examinar os ferimentos. . Ela se afastou e ele a segurou pelo cabelo e a puxou para cima de Manolito. Agora já sabia como o não-morto podia deixar louco um espírito. Com isso. Manolito sabia. como um predador sobre sua presa. tinha que sentir cada golpe. no ar. Maxim. Não podia compartimentar suas emoções. E se mal me recordo. Não importa o que me faça. Esperavam que se unisse a MaryAnn para ajudá-la.Negou-se a olhar para o filho de Dubrinsky. então tentou sossegar suas emoções. Kirja golpeou MaryAnn de lado e com um rápido movimento. Sua camisa estava rasgada... Estremeceu quando Kirja continuou golpeando-a. Seus pulmões ardiam procurando ar. Manolito. —Não pode amá-la e ficar aí. mas ele se manteve em pé. desse modo. mas o sangue e os gritos eram muito reais.. séculos. mas havia uma característica furtiva e ardilosa nele enquanto se erguia sobre ela. mas seus olhos e seu cérebro se negavam a acreditá-lo. —Os humanos são fáceis de enganar.. . cada atrocidade que Maxim pôde pensar. Manolito descobriu que havia coisas muito piores que a tortura física. —Espero que esteja seguro. E as emoções se amplificavam mil vezes. Não importa o que me mostre… Kirja afundou o punho no peito de MaryAnn e lhe arrancou o coração. Se seu destino era suportar os próximos séculos sentindo a dor dela e presenciando sua tortura. sua mente e no mais profundo em sua alma. escolhendo manter a batalha entre ele e Maxim. O tempo significava pouco neste lugar. O corpo de Manolito se sacudiu. —Não esteja tão seguro de si mesmo.. O coração de Manolito quase parou. impassível. cada coisa doentia e repugnante que MaryAnn tinha que suportar. O guardião teria saltado imediatamente se um vampiro estivesse atacando MaryAnn. um dos irmãos de Maxim. Pensou que Kirja tinha morrido há muito tempo e abandonado o mundo dos vivos. que assim fosse.Qualquer homem teria se quebrado ao ver sua autêntica companheira tratada tão brutalmente. para aliviar seu próprio sofrimento. — Como acha que sua mulher poderá resistir contra um dos mais poderosos entre os nossos?— Sua risada era baixa e zombeteira.. Fechou os dedos para… Para que? Não tinham corpo. Conhecia os Malinov e estava mais que disposto igualar seu engenho se disso dependesse a segurança dos Cárpatos. Agitou a cabeça. Isto era um jogo mental. Tudo nele dizia que se estendesse para ela. —Um amargo desprezo mordeu a voz de Maxim. Chutou-lhe as costelas viciosamente e depois se inclinou para dar murros em sua face. Não podia ver sua face. . degolou a garganta de Manolito onde estava sentado desamparadamente. Havia sangue em seu ombro e descendo por sua frente. Sentiu que seu estômago se rebelava quando o vampiro cometeu outras perversões nela. arrancando sua roupa. Maxim ou Draven. A tua e a de tudos seus irmãos. Draven Dubrinsky nunca saberia o que era amor. Mas pareceram várias vidas. O som das súplicas de MaryAnn e seus gritos. uma mão enredada em seu cabelo. para adverti-la… Maxim se inclinou perto. Ele virou a cabeça e sorriu para Manolito. Suas mãos tremiam. Ele deveria parecer protetor. mas o lobo poderia. sentia o significado das emoções. enquanto ela gritava. Disse-se que não era realmente MaryAnn. Riordan. temendo mover. Eram tudo. mas parecia confiar no homem que estava de pé perto dela. Manolito não como deter as imagens.. —Nunca te permitirei tê-la. Nesta terra.. E ele podia pensar em muitas. Não com alguém como ele. MaryAnn gritou e tentou se afastar. Poderiam ser só minutos. Manolito fechou os olhos enquanto o alívio o alagava. segurando-o alto. mas ele manteve -se imóvel. Eles não podiam tê-la. Esperavam rompê-lo. disparar o ataque sobre MaryAnn.

com os olhos enfaixados no meio do círculo de seus cinco irmãos e os irmãos Da Cruz. Ele pProvocou a morte de nossa querida irmã. Manolito projetou as lembranças amorosas tão implacavelmente como Maxim lhe tinha atormentado com a tortura de MaryAnn. Manolito permitiu que um látego de irritação gotejasse em sua voz.. Por isso Manolito havia sentido tão agudamente a torrente de emoções.Pedaço de lixo é seu amo. Não tenho nada mais a tratar contigo. Não teria acreditado que frente à perda de alguém como Ivory. também. Enviou ao longo do caminho compartilhado de seu vínculo de sangue. Ivory jogando seus braços ao redor de Maxim e beijando seu rosto. se quer fazê-lo. os fantasmas podiam sentir cada emoção.Gritou Maxim.. inclusive a você. Manteve o olhar fixo em Maxim enquanto conjurava em sua mente uma imagem de Ivory. se convertendo num cão desta suja abominação. pressionando os dedos contra as conchas dos olhos. não quando isto… —Deliberadamente ondeou a mão para Draven. . enquanto a ensinavam lutar. a saliva corria por seu queixo enquanto girava a cabeça de lado a lado com gesto ameaçador.. e açoitou Maxim com ele. —Este. —Não tenho nenhum desejo de falar contigo. Há tempo teria dado boas vindas à oportunidade de tomar sua vida. Você pode ter lhe abraçado. Dor e pesar. Basta. —Não se atreva a usar o termo desleal quando o assassino de sua irmã está de pé a seu lado. mas eu não desejo passar mais tempo com ele. Maxim. A lua iluminando-a com seu brilho enquanto descia correndo os degraus para saudá-los quando retornavam da batalha. Suplico-lhe. Queria que soubesse que estava ombro com ombro com o que em último termo.. Você me conhece. Ele manteve seu olhar fixo em Maxim. .. Manolito não se incomodou em esbanjar um olhar com ele. . Sentiam tão intensamente como o estalo de um látego ricocheteando por seu caminho autodestrutivo. Ele cobriu o rosto com as mãos e caiu de joelhos. —exclamou Draven. mostrando seus dentes e ondeou a mão desvanecendo a ilusão. como fez você. —Sou da realeza. Maxim. —Está de pé junto ao homem que fez as mesmas coisas como as que você queria fazer a minha companheira.Uma ilusão. furioso por que o homem dos Cárpatos não o olhara. Seu tom gotejava desprezo. Maxim não tinha mais escolha que sentir amor por sua irmã. ele planejava maldades com quem a tinha traído em última instância. então siga. enquanto Vadim e Sergey rondavam o ar adiante e atrás. Não posso pensar nela. isso é tudo um jogo. Pela primeira vez. Seu riso. Maxim.. Maxim grunhiu. Jogue comigo e sabe que nunca me romperei. lhes tinha arrebatado Ivory. mas era Maxim quem tinha a destreza e o suficiente ódio para retornar e destruir o povo Cárpato.. se acha que deve. —Basta. apesar de saber que a cena da tortura de MaryAnn era uma ilusão. a cada lembrança. Você caiu mais do que acreditei possível.. —Olhe para mim. —Não. que escolha passar seu tempo com alguém como este. Tudo era ilusão.. Desagradável. igual àqueles que procuram sua aprovação. Maxim e Kirja dos lados. Arraste-se de joelhos ante ele. Devo te mostrar o que havia na mente ddeo Draven? As perversões que teria infligido a Ivory? Manolito nunca teria conseguido fazer algo assim. Isso..Grunhiu Draven. Para ele. Mas ainda assim não teria dado lhe as boas vindas. em rios de suor. Maxim. com aespada na mão. Ivory com seu riso e sua alma brilhando luminosa. —Não use esse tom condescendente comigo. Sua deslealdade demonstrou a tempo de que lado está. Lamba suas botas. Ruslan sempre sob ela. olhando para Maxim em vez de Draven. O filho de Vlad tinha o poder. mantendo-a a salvo. As emoções entraram em torrentes em sua mente. —Acho. Ivory de menina montando sobre os ombros de Maxim. era uma ilusão. —Basta! . Ivory de pé fora da casa Malinov. —Um jogo. Havia sentido intensamente o que não tinha sentido em todos aqueles longos séculos. sua lembrança era tão parte dele que nunca murcharia. Ódio e amargura. —disse-lhe.Você deveria estar ajoelhado ante mim. Forçou um sorriso enquanto podia sentir o sangue correndo por seu corpo. Maxim grunhiu. No prado das névoas e sombras. mas sabia que Maxim as conjuraria em sua própria mente. vê-lo ou nenhuma outra coisa que te torne real. A primeira vez no ar com seus irmãos rodeando-a. era tão limpa e pura como a última vez a tinha visto. Não acredita que temo semelhante desprezo da linhagem Dubrinsky. mas parecerá infantil..

Não pode me enviar para longe. vertendo de seu corpo para depois rodeá-lo. Manolito se afastou. Os fios o seguiam. para seus irmãos e para a vida. como devíamos ter feito há anos. protegendo-a contra seu corpo. o sorriso afetado de Draven desapareceu de sua face. mas é tudo o que tenho para te dar. Agradeço-lhe imensamente. quando te dá a oportunidade de se redimir. MaryAnn ofegou e o abraçou. —Não deveriam estar aqui. —Pela primeira vez. Encontrarei a forma de ajeitar. Talvez no próximo lugar aprenda muito mais do que nós nunca pudemos te ensinar.Seu tempo aqui terminou. e nós contigo. Já não eram transparentes. Ele lançou-se para sua mãe. E isso dizia tudo. outros com tiques nervosos. com convicção na voz. —disse Vlad. alguns com sorrisos. Jacques. —Você e seus irmãos foram leais a nossa gente. em lugar de vingança. nega-te.Eu queria lhes economizar a dor de enfrentar o monstro que Draven foi. tragado por um buraco negro. sustentá-la em seus braços e abraçá-la como Vlad abraçava Sarantha depois de séculos juntos. Manolito sentia as lágrimas em seu próprio coração. . Ivory. Puxaram fortemente e ele caiu num ninho de garras ávidas que se estendiam pelo chão e sobre ele.. Permita-me me ocupar deste assunto como devia ter feito há séculos. —Você salvou a vida de Mikhail. e quis amassá-lo. Não deixe que ele me condene. Ele olhou para Draven. numa massa de tentáculos inquietos. Longa e boa vida. Amara-a como a uma irmã. Num momento estava ali. sabendo que Vlad entenderia que se referia a todos os da Cruz. ansiando voltar para própria companheira. Parou por um momento para observar Vlad e Sarantha enfrentar seu filho. a meus filhos. encaixando-se pulcra e perfeitamente contra sua figura. Quando olhou para trás. Draven gritou quando uma fumaça negra o envolveu. As sombras avançaram pela terra. abanando o rabo como serpentes e depois o açoitaram. soube que Ivory teria querido isto. é assunto meu. Os vampiros permaneceram hipnotizados. Ela iluminarasuas vidas com seu espírito generoso e sua natureza compassiva. filho. para a malícia em sua face. mas acabou. Abandone este lugar. Fez-se um silêncio. Manolito.Confio em que ajudará os jaguares como melhor puder e dará. —Nós o condenamos. essa mesma lealdade com a qual sempre contei. Sarantha deixou cair sua cabeça sobre o ombro de Vlad. Já não pertence a este lugar. Mesmo aqui. Também salvou nosso neto que estava por nascer. se colocando diante de Shea e aceitando a faca envenenada. Aceitamos sua decisão. Manolito baixou o olhar para suas mãos. Vá agora desse lugar para o próximo. . com a boca aberta num grito silencioso e no seguintem havia desaparecido. —Obrigado.Não permita.De algum modo. —disse Manolito. E salvou nosso filho. . Ele sorriu para Riordan. abraçando suas pernas. velho amigo. —Destruíste seus planos e conseguiu levar Maxim a compreensão do que tem feito. —disse Vlad. Estendeu-se para MaryAnn. rodeando os tornozelos de Draven.Havia muitas lembranças. mas todos congelados enquanto Draven tentava correr. Tudos eles se viraram para enfrentar o casal que tão silenciosamente tinha chegado as suas costas. Vlad e sua companheira mereciam muito mais. Eu tenho um dever a cumprir e depois nós também iremos. Fechou seus dedos e depois abriu a mão uma vez mais. —disse Sarantha. . — Passaste muitos anos aqui Draven. —disse simplesmente. Isto não é o bastante. . Draven.. Ele a abraçou. Vlad segurou seu antebraço.Isto. . sobre sua cabeça. —Não! Não pode. tudo o que pôde ver foi uma luz chamejante que depois também desapareceu e ele voltou a seu próprio corpo. enredado nos fios. . Ele não ajudará seus irmãos. —disse Manolito. —Vá agora. Sarantha se aproximou dele e lhe tocou as cicatrizes. . Vlad e Sarantha estavam de mãos dadas. Manolito podia sentir o puxão de seu próprio mundo o atraindo e se deixou levar. protetoramente. —Estamos contigo sempre. – Vá agora.Conseguiu o que pretendia. Sou seu filho.

Riordan ergueu os olhos.. – Você está livre do mundo das sombras de uma vez por todas. irmão. E eu estava precocupado por você. podia desfrutar de estar em seus braços. depositando beijos sobre o ombro. MaryAnn passou as mãos sob a camisa de Manolito. MaryAnn. se vós dois. Uma cascata descia numa piscina natural que alimentava o riacho que corria para o rio que rodeava a ilha. fazendo caso omisso de seu irmão menor. Eu a vi com sangue no ombro e no ventre. Obstinados como mulas.. o mau. inspecionar cada polegada de seu corpo para assegurar-se de que não tinham lhe feito mal. —Na realidade temos coisas importantes a discutir. se por acaso te interessa. Deixavam-no mau. sabem. Vampiro. —Não. mas figurando que poderia atormentar seu irmão depois com alguma outra brincadeira. mais atentamente. —disse Riordan.CAPÍTULO XVIII —Você está bem? Fizeram-te mal? —MaryAnn passou a mão ansiosamente pelo peito de Manolito. Não lhes levou muito tempo encontrar a entrada da caverna subterrânea que Manolito tinha descoberto anos antes. mas de toda forma. o sangue os teria. —Seu sorriso se alongou quando nenhum dos dois o olhou. Bem. mas não pôde evitar o sorriso que se estendeu por sua face. Se tivessem conseguido atrai-la a seu mundo com o sangue infectado em seu sistema. —Olá! Oláá!!! Isso é tão insultante. cobertas de espesso arvoredo. sabendo que seria em vão. Manolito? Ela lutou contra um vampiro… A frase penetrou na mente de Manolito. Manolito levantou MaryAnn em braços. Sangue ruim. —Queria tocá-lo. depois ergueu a camisa para cima para examinar a extensão nua de carne. Riordan limpou garganta. — Eles não pareceram agradecer-lhe. —Acho que vou deixá-los a sós.. —Eliminei tudos os parasitas... coisas como o lobo. adquirindo força.— Estava tão preocupada contigo. —Me leve a algum lugar seguro onde possa respirar. MaryAnn fechou os olhos e pousou a cabeça contra o peito de Manolito. certo? Maxim tentava te matar. A ilha só tinha duas áreas onde o terreno se erguia e que podia ser chamado de colinas. afinal. —Ainda estou aqui. lhe rodeando o pescoço com os braços. meu amor. Xavier poderia ter conseguido um meio de ressuscitar seu exército morto. — Tocou-lhe o ombro nu onde se viam as marcas furiosas. Nunca poderia se acostumar a voar pelo ar. estes dois.. —Conheço um lugar que você adorará. . . que a afastou um pouco e lhe examinou os ferimentos.Me assegurar de que nada possa te fazer mal.. Não tinha sentido tentar tirar nada importante de nenhum dos dois esta noite. —Como saiu daquele lugar? Tinha razão. O vento e a névoa lhe refrescavam a face e ela se sentia a salvo enquanto ele a levava sobre a canopia. Nenhum deles o olhou ou reconheceu sua declaração. Ele sacudiu a cabeça e se dissolveu. para seu surpreendente destino. Deveria ter pensado em seu sangue. Ouviu-me. rapidez e produzindo espuma sobre as grandes pedras redondas e outras .. MaryAnn escondeu o rosto contra a garganta de Manolito. . era doce nas mãos de sua companheira. —Riordan tentou novamente. só tinham olhos um para o outro. não é? Riordan coçou a cabeça. chamado. — Ela ficou nas pontas dos pés para deixar dúzia de beijos na garganta de Manolito.Eu posso cuidar de Solange e Jasmine durante a noite. Querem ficar sozinhos.. O grande Manolito. mas enquanto ele a abraçasse. —Tenho que comprovar. Manolito a puxou outra vez contra ele. O que passou no mundo dos espíritos. —disse Riordan. – Vocês sabem. levantando a face para o céu noturno. o coração lhe saltava no peito e depois se quedou num ritmo estável. —Só quero dizer uma palavra. —disse-lhe lhe emoldurando sua face.

mas eu pensava em algo mais na linha de um hotel cinco estrelas.. trabalhado ao longo dos séculos. —Sim. MaryAnn..— Há uma fogueira. É meu lugar favorito para descansar e raramente permitimos que alguém saiba onde . com dedos gentis. O som da água se acrescentava à beleza do lugar. Ela relaxou contra seu corpo. Engoliu o medo e se obrigou a entrar um pouco. Lutei a seu lado muitas vezes. Ele não era um homem que sorrisse muito.. Estava unida a ele. Será que alguma vez foi assim? —Nunca os vi dessa maneira e estive a seu redor muito tempo. —É impressionante.. —Deveria mostrar isto a Luiz. Parecia um museu de arte.. Dê-se uma oportunidade. —condordou. — ela resmungou. que e via..Não há aqui um número astronômico de diferentes tipos de insetos nas cavernas? —A voz lhe saiu um pouco alta. As figuras de simples cediam o passo a trabalhos mais complicados e detalhados em toda uma exposição de beleza única e emitiam uma sensação eterna. . Insetos e morcegos.menores. tentando estabilizar o desassossego que sentia enquanto olhava a seu redor procurando insetos. MaryAnn olhou a seu redor enquanto ele a colocava de pé. —Sacudiu a mão para o que parecia ser uma greta entre as rochas e imediatamente apareceu uma luz que colocou a descoberto um estreito túnel. Filas de tochas projetavam sombras bailarinas pelo caminho e iluminavam os desenhos que recobriam as paredes da rocha. Segurou-a e saltou. Os homens têm os braços ao redor das mulheres e as crianças brincam com os arcos. completamente em sua forma felina. Nunca se achara assim. Sem importar o quanto atemorizada possa estar. Ele encolheu os ombros. Quando ela vacilou. —Eu me ocuparei dos insetos por você. Achava-a bela. Ele riu. Manolito retrocedeu para que MaryAnn obtivera uma vista clara das paredes do túnel que conduzia para as profundezas da colina. —Sua loba adorará este lugar. mas deslizou pela greta. Pois não acredito que a loba vá sair de um salto porque eu tenha visto uma coisa horripilante. ele segurou-a pela mão e brincou. uma caverna! Pareço uma mulher que vai explorando lugares escuros onde se congregam insetos? Nem mencionara os morcegos e talvez estivesse ficando muito fina com ele. mas será que os Cárpatos não acreditavam em hotéis? —E não tenho repelente de insetos suficiente para algo como isto.. —Acha que viveram assim. lhe acariciando o pescoço com o nariz.. tocando uma das orelhas da pintura do felino. Estavam perto e o calor de seu corpo a esquentava enquanto estudava os numerosos desenhos de animais nas paredes. —Foi um achado incrível. Você adorará. mas nunca os vi em seus próprios ambientes. Formosa. inclinando a cabeça para levantar os olhos para ele. levando-a através da espuma até o outro lado. As pinturas representavam à sociedade do jaguar. Manolito gesticulou para que fosse na frente dele. todos juntos. então entraria. —Talvez algum dia. Mary Ann suspirou. —Estou segura de que sim. mas os jaguares e licántropos eram realmente reservados sobre suas sociedades. —Agora entendo onde consegue a mentalidade do Neandertal. Manolito sorriu. se passa aqui dentro muito tempo. Ele estava com aquele sorriso. aceitaria enquanto ele se conformasse. —As flores se aderiam de acima a abaixo pelos troncos das árvores. mas demônios. —Eu só luto contra o vampiro. É pedir muito? Francamente Manolito. Uns estavam em forma humana. —É certamente formoso.. até a água entrar em torrentes em outra extensão maior. inclusive parecia um casulo particular onde ninguém os incomodaria. Manolito ondeou as mãos para a cascata e a pesada corrente se separou para revelar uma cornija atrás. com cuidado de não tocar nenhum dos lados da rocha. florescendo com cada possível cor vibrante. Bem. —Bom argumento. alguma vez? —Perguntou MaryAnn.. Deslizando no interior. justo o bastante para que Manolito pudesse passar também. outros no meio da mudança e outros.

girando a cabeça de um lado a outro. Manolito. ela estava batendo ligeiramente com o pé. —Descobri que ter emoções. Ela o olhou. com olhos enormes.. Tristeza e cautela. Confie em mim MaryAnn. virtualmente cegando-o. —Não queremos que a luz brilhante atravesse as cataratas. Havia algo na voz. como por ele ou porque é um amigo. —Talvez só um pouquinho. Imobilizou-se. —Bem. Soltou o fôlego e procurou se acalmar. —Está satisfeito? —Sim.. Quando voltou a si. não será tua culpa. Temos ar. Manolito. —Se não conseguir. diretamente sob o nariz de nossos melhores caçadores.. A idéia é estar a salvo aqui. para se assegurar de que nenhum parasita pudesse ter escapado de Riordan. Acreditava que havia convertido-o só porque você me pediu. que pudesse te danificar. —Oh. Mais tarde tenho intenção de inspecionar cada polegada de sua pele. —Riordan fez um bom trabalho me curando. já que temo não ter o remorso necessário por minhas ações.Nos tire daqui. E graças a ti. —Ele gesticulou para a entrada e a greta nas pedras brutas gemeu e rangeu de tal modo que ela ofegou e quase subiu nos ombros dele. em sua mente. sequer contigo. . Não pôde evitar. —Tem medo de que Luiz não consiga. Eu gosto desse homem. —Estou fechando a porta. . . Ela sorriu. A atração física chega até certo ponto. —Você está sendo arrogante. . deixe-me te mostrar o lugar. particularmente sentir medo.dormimos. Ela se virou em seus braços e deslizou a mão por seu cabelo.Tenho que comprovar que o vampiro não tenha deixado nada para trás. —Vamos. Os dois lados da grande rocha se uniram com uma horrenda sacudida. Ele sorriu abertamente para ela. não. pode ser inquietante. Preciso de um minuto. Ele a abraçou. Não está fazendo. que a cativou. Não quero estar presa numa caverna. só deixou que seu corpo físico se rendesse e seu espírito entrasse nela. —Ela estava com os braços ao redor de sua cabeça.Acredito que esta caverna está a ponto de cair em cima de nós. – E pare de rir. então quero serviço de quarto. Afinal. você tem que saber que seu cavernícola pode trazer um dinossauro para casa. Provavelmente irei ao inferno se existir tal lugar.. Manolito não discutiu. —Teço armadilhas. Estou um pouco dolorida. Deste-lhe uma possibilidade. Tanto se o fez somente por mim. Obrigado. —Tentarei te dar tudo o que queira. o ombro e o estômago estão bem. ela escalou por seu corpo. mais do que nunca poderia ter tido. recostando contra ele. Preocupa-me a possibilidade.. Manolito colocou seu braço ao redor dela e a baixou de forma que seus pés voltaram a tocar a terra firme. —Bem. Ele beijou-lhe o canto da boca. —Que foi isso? —Literalmente. Isto não tem graça. Eu me ocuparei dos insetos.. A carícia aveludada de sua voz enviou um tremor por todo seu corpo —Não sei como consegue atravessar todas minhas defesas. Então eu farei o mesmo. As tochas tiritaram e dançaram como se fossem se apagar. mas agora não estou tão seguro. no momento. Ele beijou-lhe a ponta do nariz e emoldurou-lhe a face com as mãos. Roubei você MaryAnn. arrancando de MaryAnn um gemido de medo. Tinha-lhe pendurada dos ombros. Um lento sorriso fez com que quase lhe parasse o coração. O riso se formou até se converter numa gargalhada. mas o faz. Ele tentou não rir. Uma mulher poderia se afogar no amor absoluto de seus olhos. Manolito. mas além disso. isto é melhor que um hotel cinco estrelas.

Justamente estava pensando em como será com aqueles saltos altos vermelhos. Ele colocou a mão no bolso traseiro de sua jeans.Sua loba nos salvou em todos os sentidos. Agora a sentia onde não estivera antes. Com a mente firmemente fundida a dela. mas estava agradecido. . Você me tira a respiração. —Ele brincou com os cachos do cabelo dela. —Fazia mais que isso. Manolito. exótica. Havia duas pequenas mesas dos lados. Seus dedos lhe acariciavam o cabelo. consolar.. passando as mãos por uma das colunas. Segurou-lhe o queixo e lhe inclinou a cabeça para tomar sua boca. lhe rodeando de calor e consolo. afastou. —Não podiam matar meu corpo físico no mundo espiritual. —disse ela. —Certamente que sim. com seu corpo brandamente flexível. E não ia deixar que se afastasse de sua vista outra vez. —Eu gosto de trabalhar com as mãos. alisando o cabelo. —Está tudo bem. pelo menos durante muito. MaryAnn sentiu o involuntário estremecimento que o atravessou. . Não havia ninguém como ela. Não acontece nada. onde MaryAnn pôde examinar o entalhe.. soube que era ele que a fizera.. As tochas iluminavam o caminho brilhantemente e lhe mostrando que ele mantinha sua promessa. —Sua loba está quente. que se misturava à fome. Não podia se permitir ver como ela fora tratada brutalmente. Ele possuía um traseiro bonito. Muito tempo. MaryAnn reconheceu a indireta desesperada. Não podia voltar lá novamente. Não havia nnum só inseto a vista. encaixando-se perfeitamente. para se assegurar de que estava bem. A forma com que facilmente ela se introduzia em sua mente. Toda de madeira entalhada e com ferro forjado embelezando-a. deslizando pelos os ombros e braços e logo outra vez para cima. —O que? —Ela tentou parecer inocente. Minha loba é absolutamente guardiã. Sua risada foi suave. Ele assentiu. A habitação era ovalada e profunda. As luzes das tochas recolhiam muitas cores.. mulher. deslizando a língua em sua boca para reclamá-la novamente. —Não sabia do lobo. Ela ofegou e então ele soube que ela havia visto também.. A cama era grande e imperial. —Isto é real. Seu corpo se endurecia e inchava a cada passo que dava. Não sabia o que tinha feito para ganhá-la. — Ele conduziu-a para a cabeceira. Sua MaryAnn. Como queira descrever essa parte de sua anatomia. Pressionou sua testa contra a dela e fechou os olhos brevemente.Ela olhou ao redor com receio. lhe envolvendo com seu amor. Manolito respirou fundo. saber que ela estava pensando nos mesmos termos. —Seu bumbum ou. só fazia com que aumentasse a dor. —Corrigiu-a e a girou. Queria lhe tirar a roupa e inspecionar cada polegada de seu corpo. para guiá-la pelo longo e tortuoso túnel. —Como Manolito? Diga-me. MaryAnn se aproximou. inalando seu aroma. Milhares de cristais de cores cobriam as paredes. —Tome. Trazeiro. Só queria apagar a dor daquelas lembranças. lutando contra as imagens de sua mente. No momento em que a tocou. O teu é bastante bonito. —O que acontece? Ouviu sua voz. —Eu estava pensando justamente o mesmo de você. Ela se apoiou nele.Sua loba. —disse Manolito. Sabia que ela não tinha nem idéia de que seu tom sustentava uma compulsão oculta. mas o que a . dispersando prismas de arco íris que dançavam por todo o quarto.. Ele deu meia volta e a apertou-a contra ele. Maxim tentou te enganar. tentando não ficar olhando seu traseiro. Cada toque pretendia compartilhar. como. mas tentaram matar minha alma. beijando-a. Meus irmãos dizem que é meu vício. —Melhor deixar de brincar. Ela sorriu-lhe. —sussurrou. —Estive pensando muito nessa coisa de Cárpatos e lobos. ampla e espaçosa.

semi vestida. inclinando a cabeça para acariciar cada mamilo com a língua. hieróglifos esculpidos na madeira e vários pequenos anéis de ferro embutidos através dela. —apontou ele. Sua pele brilhava intensamente com a dançante luz. nela. chamando a atenção sobre sua boca. Ele retrocedeu. ele era formoso. Cada sonho e cada fantasia. os dedos se atrasaram muito tempo sobre a pele. Verti tudo o que sentia por você. afastando a camisa. —Para sempre a meu coração conectada. E ela queria brincar. Esposa. O ar frio contraiu mais ainda os mamilos. com os seios livres da blusa. Manolito. então bem. . Haviam roçado os inchados seios. antes de ir ao outro sapato. —O que quer dizer? —Está na antiga língua. . calor e posso te assegurar que o colchão é do melhor em sua linha. A idéia era quase espantosa. Ela não tinha nenhuma dúvida. —Reiterou ele. Sim. Estudei as novas idéias de cada século. num presente. —Tire-a para mim. Percorreu com as mãos os definidos músculos do peito e logo se dirigiu para o abdômen liso e a estreita cintura. enquanto ele esperava que ela o despisse. Companheira. Seu coração palpitou e ela o olhou através dos cílios. Pensei em cada maneira em que poderia agradar e de me assegurar de que estivesse pronta para isso. Tirou-a e deixou cair. levando as mãos aos botões. Ela foi feita para você. Sobre ela. Meu amor. onde está o serviço de quarto?— brincou. Sabia que ele poderia desejar simplesmente se livrar da roupa. —Terá que tirar os sapatos antes de poder tirar às calças. MaryAnn umedeceu os lábios e se abaixou para lhe tirar os sapatos. —Tenho planos para te proporcionar serviço toda à noite. as altas maçãs do rosto. – Oh. vou gostar da parte de aima. Era o sorriso satisfeito. À parte de acima do top escorregou até a cintura. o nariz. mas ele continuava estudando um ponto sobre sua cabeça. Ele mantinha o queixo elevado. ainaak sivament jutta. a pantorrilha. pecaminosamente atraente que parecia queimar lenta e significativamente todo seu corpo. O couro dourado baixou. tão sedutora que tinha sorte de ter bastante controle para lhe dar tudo o que quisesse. seus pulmões tinham que trabalhar um pouco mais. —E? – Animou-o. o que queria era levantá-la e entranhar-se todo nela. você gosta do quarto? Temos intimidade. Se isso a fazia superficial. Mas. —Tire a camisa. Manolito não fazia nada pela metade. seus traços eram duros. Tudo é cinco estrelas. as idéias de cada cultura e aprendi tanto como pude. —Eu não tenho exatamente toda essa experiência. Afastou-os e se ergueu para alcançar o cinto da calça. —A fusão de mentes é algo maravilhoso. aceitaria-o. Já falei que eu adoro sua blusa? —Suas mãos foram para os cordões de couro que lhe rodeavam o pescoço. de modo que o suave top caísse ainda mais. olhando-o da forma em que estava. Ela tremeu quando o cabelo dele deslizou sobre sua pele. mas ela não queria que ele o fizesse e talvez tenha lido em sua mente. Manolito. Ele sorriu. A respiração de Manolito estava suspensa. Ele elevou o pé e deixou que ela lhe tirasse o sapato. para acariciar seus ombros largos. como seda negra e não pôde menos que invadilos com os dedos. Deus. O queixo firme. Ela era formosa. mas agora os mamilos apareciam para ele. acariciando seu tornozelo.num tesouro só para ela. deixando os seios expostos. Notou como ela umedecia com a língua o lábio inferior. Ela queria o descobrimento sensual de desembrulhar seu corpo. olhando acima de sua cabeça enquanto ela se inclinava para pressionar pequenos beijos ao longo de cada delineado músculo. —Terá que traduzir isso também. —Os olhos negros pareciam lhe queimar a pele. porque sua vontade. MaryAnn abriu os botões um a um e a cada um deles. a meia. Você! —Fez esta cama para mim? —Foi feita para a outra metade de minha alma. Estava a poucos centímetros do grosso vulto sob sua calçs.Então. Havia símbolos. sobre o prazer sensual.intrigava era a cabeceira. —Concordo. —apontou ele. Constituído como um homem deveria ser. mas MaryAnn achou erótico estar ajoelhada diante dele. Usou as mãos e seus dedos se estenderam sobre seu peito amplo. —Dar e agradar.

para memorizar a textura e a forma. A língua acariciava e dançava rapidamente seu redor. Ele abriu suas pernas. compartilhando o fogo. O ar abandonou repentinamente seus pulmões. Sua língua o acariciou. os seios empinados para cima. Lentamente ele lhe tirou as botas e as colocou junto a seus sapatos. com apenas um olhar. Para manter o controle. arranhando-os suavemente com as unhas. enquanto sentia o baile dos dedos no zíper e vagarosamente ela o segurou. segurou-a pelos ombros até que seu pescoço ficou fora da cama e a cabeça para trás. como se ela lambesse um cone de sorvete. observando sua reação. MaryAnn estava apresentando seu corpo como um banquete. Isso. Sua face acariciou a ultrasensivel glande. Seu membro pleno. a garganta arqueada. ele rodeou a base de seu membro com a mão e empurrou a glande contra a boca que a esperava. Seus quadris se sacudiram. enquanto o atraía para sua boca. viva e em espera. Levantou os braços e os colocou para trás. Sentiua em sua mente. urgindo-a a olhar para ele. suas mãos procurando o longo cabelo encaracolado. Amor. com os olhos estavam pousados sobre sua boca. aproximando-se ainda mais. Lentamente. Ele queria ter o controle. Seus testículos tensos. Com apenas seu olhar. com nada mais. Os dedos acariciaram a parte posterior das pernas. Ele murmurou alguma coisa. Seu corpo tremeu com o desejo repentino de agradá-lo. a parte interna da coxa e depois embalou os testículo em suas mãos. Ele a livrou da calça jeans enquanto ela levantava as nádegas e deixava que a tirasse. —Deslize um pouco mais para baixo. O ar explodiu explorou em seus pulmões. A percepção de suas fortes mãos subindo por suas pernas. A ereção saltou enorme e palpitante pela necessidade. . Faça isto por mim. —Deite-se na cama comigo. Isto é o que quero. que tinha pensado a princípio. O tempo titubeou e o coração de Manolito acelerou no peito. MaryAnn se afundou no colchão. Seu corpo estremeceu quando o fogo correu por sua coluna. o cabelo caindo até o chão. Ela o fez esperar. o pequeno movimento rápido de sua língua. Com seu membro na boca dela. —Mas quero… —Te darei o que quer. similar a um áspero grunhido. Um batimento do coração. compartilhando cada onda de sensações que criava. Não podia imaginar sentir esse desejo. o ligeiro apertão de suas mãos. O membro viril saltou quando Manolito sentiu o hálito dela sobre ele. Com a cabeça para trás. Seus seios se empinaram apetitosamente com seus mamilos tensos e suplicando sua atenção. tomando posição enquanto se erguia sobre ela. grosso e longo. dois e o mundo se aquietou. com a cabeça na beirada da cama. Podia sentir a umidade acumulando em seu sexo e cada terminação nervosa. Pode tomar mais de mim dessa maneira. de fazer com que fervesse por ela. Ficou sobre a cama com o top caído ao redor do tórax. lhe sustentando o olhar. olhando-o. tão intenso como uma tormenta selvagem estrelando contra ele. provocava excitantes tremores que lhe atravessavam rapidamente a corrente sangüínea. O ar abandonou seu corpo com um assobio e ela sorriu. precipitando-se como uma droga por todo o seu sistema. enquanto lhe baixava a calça. O coração de MaryAnn palpitou. Fechou os olhos brevemente. Manolito a fazia sentir-se sexy e querida. para mim — ele a instruiu. lhe dizia que tinha bem mais poder sobre o corpo dele. quase como focos. deslizando sobre seu membro. Segurou-lhe uma mecha de cabelo. Sua boca o engoliu como uma luva de seda. quando o puxava cada vez mais na boca quente e apertada. Sentia-se um pouco vulnerável e exposta nesta posição. Mais que prazer. —Se estire para trás. mas a carícia das pontas de seus dedos. passando a língua pelos dentes.Separava-lhe do paraíso só o fino tecido. Ele lhe colocou as pernas do lado da cama e brandamente lhe pressionou o ombro até que lentamente ela se recostou. porque não podia imaginar outra mulher mais formosa ou sexy. Um som escapou de sua gargante. Manolito rodeou a cama para onde ela estava com a cabeça. já estirado ao máximo. enquanto ela o sugava. meu amor. para acariciar seus testículos. animando-o a sair dela. duvidava que deveria ter estar sentindo algo mais que luxúria. Ela deu outra longa acariciada de cima abaixo em seu membro. O prazer atravessou-o. mas talvez o amor conduzia sua luxúria por ela. De tê-lo. As luzes do arco íris brincavam meigamente sobre seu corpo.

Assim. Suas liberações só aumentaram a pressão. De onde lhe tinha chegado isso? Por que tinha o desejo de mantê-la imóvel enquanto entrava e saía de sua incrível boca? MaryAnn desejava tudo. Seu corpo já não lhe pertencia. —animou-a. úmida e tão apertada. Não podia se mover. Seus braços e pernas lhe pesavam e o corpo tremia depois da série de orgasmos. uma música para ele. — Os impulsos eram mais rápidos agora. de forma que faíscas se estendessem por sua virilha. . cheirava o perfume almiscarado do lobo macho enquanto Manolito empurrava com força seu membro. enquanto o sugava.Você os tem. Ele alcançou seus seios.Quero seu coração e sua alma. Mas as mãos. podia ver as raias da luz âmbar nas profundezas negras de seus olhos. Os seios inchados e doloridos. Seus quadris resistiram. por favor. . Resistiu e se retorceu quando a língua a apunhalou profundamente. levantando-a nos braços. MaryAnn sentiu seu corpo arder em chamas. por favor. suas mãos lhe controlando a cabeça. não podia deixar a caverna quente. Porque embora a retivesse do modo tradicional de sua espécie. Havia algo terrivelmente erótico em estar estendida. O estilo do lobo era de dominar e ela levantou o olhar para ele. Enquanto ele vivesse. Modo tradicional de sua espécie. num longo e lento risco. apertou os dedos sobre seus ombros enquanto lhe rodeava o corpo com as pernas. até sua boca. Tudo o que fez ele foi engatinhar por seu corpo e puxar seus quadris para cima. enquanto a via lhe tragar. Sua língua encontrou a quente e escorregadia entrada e se felicitou agradando-a. suplicando atenção. —instruiu-a. seus dedos provocando os mamilos. MaryAnn. a língua lisa enquanto aplicava pressão e logo estimulava a glande rapidamente. — Você tem que parar. O sussurro lhe teria roubado sua última defesa. Sua língua era um toque de veludo enquanto ela o lambia e logo o sugava outra vez. observando o cru desejo queimando em seu olhar. desesperava-se por ele. Em seguida. um som suave e desigual. . quente e cheio. E estava. curtos e duros. . ser agradado. provocandoa incessaantemente. . Seu corpo era o primeiro para ele. Viu-se obrigada a virar a cabeça e liberá-lo. sacudindo os quentes jorros de sêmen em seu interior. Sabia que era a loba. Ele segurava-lhe o cabelo a cada impulso. —Mais forte. protegeria-a e a amaria.. Arqueou mais o pescoço. MaryAnn sentiu como ele se inchava e soube pelo rouco gemido que estava perto. até que esteve em pé. —Relaxe a garganta para mim. estremecendo já com o primeiro clímax. —A voz não era a sua. entrecortado. mas hipnotizante. Sem adverti-la. imóvel sob ele.Sim. os movimentos curtos e apertados enquanto movia a boca de cima abaixo por seu membro. presa fortemente no lugar. seu longo corpo cobrindo-a e colocou o rosto entre suas coxas. Não podia pensar. ele lançou-a ao segundo com o baile de seus dedos em seu interior. de modo que as paredes de seu sexo se contraíam e pediam piedade. . Seu sexo palpitava e ela estava molhada pelo calor..Pare antes que seja tarde. enquanto começava a perder o controle. enquanto ele a devorava. inclusive mais à frente. tomando-o mais profundamente. se ainda tivesse alguma. permitindo-se tomar mais. Tomou-o em sua boca. sustentando-a facilmente enquanto tomava o que queria. Ela gritou seu nome. sempre aumentando até que a ouviu suplicar. ele simplesmente se inclinou sobre ela. —Não tenho forças. apenas audível enquanto ela empurrava-se contra ele na tentativa de obter alívio. —Sua voz era áspera. Seu membro tenso e sacudido. Sua visão se turvou. sabendo que o empurrava para o descontrole. desejando o que ele tinha a oferecer. Seus olhos permaneciam fixos nos dele. Estava à beira do desespero. Mesmo assim. enquanto a boca feminina o sugava. sivamet. utilizando sua própria mão para fazer cada movimento curto enquanto lhe enchia a boca. —E não tinha. Empurrando os quadris para frente. com o fôlego em ofegos ásperos e desiguais. Porque não podia.Está segura sob meus cuidados. —Coloque as pernas ao redor de minha cintura. lhe rasgando o coração e a alma. puxando seu corpo enquanto a sustentava. MaryAnn não podia respirar. apertando-a contra ele. Parecia uma mulher a beira da loucura. mantendo a boca apertada.Por favor.Suas mãos se aferraram em seus cabelos. Era um prazer tão carnal que podia se permitir. Ele emitia gemidos ásperos de prazer e cada um deles vibrava através dela. os gemidos lhe saía com soluços. a boca e ao corpo musculoso. esperando seu impulso. Manolito levantou a cabeça e a abraçou. . quando as sugadas se fizeram mais profundas. de tão rouca. quando o que ele queria era controlar.

com a boca descendo da garganta para o inchado seio e MaryAnn conteve a respiração quando sentiu que seus incisivos lhe furavam a pele. seu sexo era veludo. Ele fechou os dedos ao redor da nuca. lutando para recuperar um controle quando seu corpo já não lhe pertencia. Arqueou. mas cada vez que ele se movia. até que sentiu sua liberação atravessando-a como uma tormenta de fogo. Apanhando-lhe em sua voragem. O instinto tomava o controle e ela queria o que ele lhe oferecia. —Riordan disse que você ainda poderia se converter em vampiro. Escolherei uma vida contigo. estou em sua mente e posso sentir sua necessidade de me converter. —Ela estava cansada. Gentilmente. O calor. mas cada um de seus instintos lhe exige isso. —Acredito que estou vivo. com os braços ao redor de seu pescoço. mas abrasador. Tinha tomado seu sangue numerosas vezes. A visão de sua aceitação foi tão erótica que o sacudiu. cada impulso e cada onda. mas ainda assim. Tinha que beijála. —Isso me importa. O coração palpitou em seu peito e a beijou outra vez. ela. utilizando um ritmo suave para incitá-la a lhe montar. Não é que queira simplesmente fazê-lo. a luxúria. suas pernas estavam muito fracas para lhe sustentar mais tempo. Um fogo abrasador investia como um raio por seu membro. Sentir-se parte dela. Manolito mudou de posição outra vez. Manolito a segurou élo cabelo e puxou a cabeça dela para trás. Ela se aconchegou junto a ele. o corpo ainda estremecendo de prazer. —Eu não. a paixão e a excitação. Não posso me converter. se aproximando. se estendendo para cada polegada de seu corpo. Como ia sobreviver se seu corpo já estava preparado para se derreter? Sua necessidade parecia implacável. Fazer amor com ela era o momento mais perigoso por causa do desejo. retirando enquanto rodava.— Estamos unidos. . Finalmente se apoiou sobre o cotovelo. sugando-o e ordenando. —Os dedos começaram uma lenta massagem para aliviar sua tensão. Esgotada. Seu sangue Cárpato o impedia de sentir muitos efeitos.. sentando-se para poder lhe olhar. a fricção das terminações nervosas já sensíveis a fizeram gritar e esconder a face contra ele. Examinou seus olhos e viu neles seu desejo quente e ainda assim cheio de amor. Ela se elevou para encontrar cada investida de seus quadris. lhe inclinando as costas sobre a cama enquanto se deitava sobre ela. seja aqui ou em sua querida cidade de Seattle. ofegando seu nome. todas as sensações misturadas enquanto a mordida dos músculos fechados a seu redor e as paredes de seda o apertavam até lhe estrangular em algum ponto entre o prazer e a dor. Manolito se moveu contra ela. enquanto raios brancos lhe percorriam o membro e ele explodisse profundamente nela. sentindo o calor sedoso que lhe atravessava quando seus músculos o sujeitavam. Só espere. enquanto o corpo o aferrava. a cada vez é muito. Ela ficou em silêncio por um momento. —Entendeu errado. tantas que sabia que ela se estendia por seu corpo. para encontrar sua boca. Sua segurança e felicidade são mais importantes para mim que qualquer outra coisa.— Notou? Eu também estou começando a poder ler sua mente a vontade. Quente.. observando como seu corpo se estendia para lhe acomodar. seu corpo reagia. enquanto o candente prazer arrebentava tudo a seu redor. ele a levantou da cama e a colocou a seu lado. fazendo com que perdesse a capacidade de pensar. Apertada. MaryAnn cruzou os tornozelos. mais e mais profundamente. o lobo agora estava nele. Manolito ficou sobre ela por um longo momento. ouvindo o ritmo misturado de seus corações. estar em seu interior. Suas mãos lhe seguraram o traseiro. os seios pressionandos contra ele. urgindo-o a uma cavalgada mais rápida e mais dura.—Tenho força para nós dois. —disse ele. Mas para MaryAnn não era muito tarde. A ampla cabeça de seu membro afundou em seu corpo. de se controlar. jorro após jorro pulsando.É muito. . —sussurrou-lhe. levantando-a. atravessando as suaves e apertados dobras. Era muito tarde para ele. A primitiva necessidade de possuí-la era uma escura luxúria que não podia ser detida. acariciando-lhe as costas. fechou os olhos e enquanto ele a baixava. amor. Havia um débil traço dehumor em sua voz. —Manolito. do anseia por seu sangue que estava sempre presente. —O que significa isso? Não entendo. Só tinha que manter o controle sempre. —Não sei se vou poder fazer isto. sivamet. — Ele lançou-lhe um sorriso. a pressão crescia enquanto ele se retirava e seus músculos tratavam de tragar-lhe e mantê-lo dentro dela. até que explodiu dentro dela. mas ele simplesmente deu um toque com a língua em seu seio.

ele amava e respeitava Zacarías acima de tudo. não acredito que deva ficar perto de meu irmão mais velho. Manteve-se ante meus irmãos. O que estava dizendo? Queria que Manolito caçasse vampiros? Ele negou com a cabeça. para tomá-la. —Não tomei nenhuma só decisão em parte momento do caminho. —Sempre foi dito que sou um homem encantador. —Mas três de vocês encontraram suas companheiras. Suspirou. —disse. Jasmine quer ir para o rancho. que será um problema. Mas se Solange e Jasmine realmente ficarem no Brasil ou em qualquer lugar que estejam. Havia sombras em seus olhos e o peso de seu coração era mais do que ela poderia suportar. — MaryAnn não fez caso do sentimento que se acumulavam nos olhos dele. perto de me converter. Minha. nos protegendo das matanças para nos permitir mais tempo.. porque esta mulher moderna tomou uma decisão e é minha a decisão. Tem que entender que acredito ter direitos. realmente precisarão ajuda. Não me decidi ainda. Agora. pelo menos uma só vez.—Envelhecerei e morrerei com você. MaryAnn. amo-o e quero ser totalmente tua. mas Solange. . E na verdade MaryAnn... Zacarias. —Ele não pode sentir esperança. Foi ele quem evitou que todos nos convertêssemos em vampiros. meditada. Acredita que é responsável por todos nós. que sou um homem muito moderno. não entendendo que sua palavra foi e continua sendo lei. Riordan e Rafael tentar…? —Ela se interrompeu. —Ele nunca permitiria que fizéssemos isso por ele. Cavando profundamente. faria de Manolito um homem difícil de dirigir. —Quem? Seus irmãos e você? —Ela soltou um delicado gemido de incredulidade. não por si mesmo. —Podem. acredito. Ele é um retrocesso a uma era diferente. —Acha que cedo ou tarde lhe perderá.Quando formos visitá-los. Acredito que deveríamos ter uma casa perto delas e outra nos Estados Unidos. —Vai responder a suas perguntas? —Não sei. Isto deveria lhe dar esperança. —declarou. —Zacarías é um grande homem. Isto é importante para mim. tem que atuar de forma civilizada e absolutamente como um Cárpato ou um lobo. Quero compartilhar totalmente a vida contigo. a mim. outros ocupantes sabiam. mas agora podia sentir sua poderosa presença. Manolito se recostou. Cada morte torna nossas almas mais escuras. Mesmo quando entrei no outro mundo. Soubera todo o tempo que ele estava emergindo. Mas esta é minha. sabendo o que faço e o que quero. MaryAnn podia sentir sua dor e preocupação por seu irmão. Os licántropos também são idosos. mas não como os Cárpatos. —Quero retornar a Seattle para ver minha família freqüentemente. A escuridão está nele e procedemos com prudência para impedir de se empurrar pelo abismo. A maior parte de nossas companheiras são humanas ou roçam o humano. Ela ficou em silêncio. entrelaçou os dedos atrás da cabeça e olhou para os brilhantes cristais que cobriam o teto. sondando sua mente. —Certamente. seria muito difícil para uma mulher de hoje em dia viver com ele. meu amor. Vejo que a escuridão é forte nele. Em comparação. —Alegra-me muito lhe ouvir dizer isso Manolito. E sim. deveria saber bem. O lobo combinado com as características Cárpato. O que seja. Jogou o cabelo para trás com dedos suaves e se inclinou para lhe beijar. O que não era. lhe estudando a face.. Ele não responde a ninguém e a julgaria severamente. encontrou. é muito inteligente e ostenta muito poder. Quando você abandonar a vida. Eu estava assim. —Qual é a decisão? —Ele soava suspicaz. Era suspicaz. asseguro-te. Em pouco tempo a escuridão aparece até que já não sabe se poderá resistir ao atraente desejo de sentir. Obviamente. Sua sobrancelha se elevou. O lobo. Tinha sorte de ter sua loba para que a guiasse. —Quero que me converta. Não ia liberá-la a de suas obrigações embora fosse possível. Esta noite. —Estou de acordo e é uma solução perfeita. Não quero que transtorne minha mãe. . E embora encontrasse sua companheira. eu também farei. Só pode sentir nossa esperança por ele. —E você será encantador e nada dominador. Acho difícil.

CAPÍTULO XIX Manolito reprimiu sua primeira reação. do que recordava. pressionando contra de sua coxa. Se convertesse MaryAnn e a loba protestasse. Provavelmente seja por isso pelo que é ainda mais autoritário que quando o vi pela primeira vez. roçando sua pulsação enquanto aspirava e retinha o ar em seus pulmões. mas ao mesmo tempo. Nunca poderia ter imaginado que o amaria tanto. —Quando tinha começado? Quando tinha virado do avesso seu mundo? Seu coração se derreteu no momento em que a olhou. . —O que quer que seja. Ela riu e ele sentiu que o som percorria seu corpo como pequenas descargas elétricas. —Porque seu perfume está sobre voce e sobre mim. enviaram um estremecimento de excitação por sua coluna. Estava orgulhoso do que e quem era. MaryAnn e encontrarei a forma de lhe dar. Você mesmo disse. As emoções eram bastante difíceis de suportar. De repente. Sua língua tocou sua pulsação. —Não fale como se fosse algo bom. Nem podia.. Ele desejava sua conversão por si mesmo. Seu corpo era firme e quente. então. para me impregnar com seu perfume e isso é um traço do lobo. Seu corpo . —Ainda temos isso. acariciando com a ponta. acredito que a vida será fácil. —Me peça a lua. obrigando-se a sossegar o repentino medo. —É um traço Cárpato. Ocorreu-me que poderia ser difícil viver contigo.Por isso esfrega seu corpo contra o meu. A dor era tão forte que pensou que poderia morrer pela mistura de necessidade. Seu coração pulsava com o dele. MaryAnn fechou os olhos. jogando-a no chão para poder deslizar a mão por suas suaves costas. . com suas mãos tão fortes e seguras. —Manolito?—Seus dedos lhe percorreram a face. acariciando as maçãs do rosto. Manolito. sequer Vlad. recordava o emparelhamento entre um lobo e um Cárpato. Seus dentes eram suaves. ma isto não. Tive muito tempo enquanto repelia vampiros. desejo e amor. sentindo seu cabelo como fios diminutos que os prendessem. —murmurou e a atraiu para ele. Arriscar-se com ela. com um braço ao redor de sua cintura e virando-a até situá-la de frente para ele. magos e homens jaguar. mantendo-a bem perto durante um longo momento antes de deslizar para baixo. não queria. —Sente o lobo dentro de você? —Ela rodou para apoiar a cabeça em seu ombro. A nota provocadora em sua voz foi quase tão excitante como o modo em que suas mãos subiram para cobrir seus seios. Ninguém. Ele poderia estar distraindo-a. sentiu-o na forma em que seu corpo estava já grosso e duro. cheios de amor. — Ela beijou-lhe o queixo. Ser companheiros parecia muito singelo. Seus irmãos ririam se soubessem. poderia matá-la. É realmente estranho encontrar alguém a quem amar e até mais estranho ainda é que esse alguém também a ame. —Ela tinha lhe roubado o fôlego.. tentando alcançar minha loba quando fazemos amor. Está aí. eu quero ser também. Com amor. inspirou seu perfume feminino. com seus movimentos decididos.—Não vê o quanto é importante para mim tomar esta decisão? Tem que ser minha a decisão. Não entro nesta relação com óculos cor de rosa. incitando-a antes de pressionar os lábios para tentá-la. Sei que é ele. duro e dolorido por ela.. Ele mordeu-a no pescoço. Gostava que seu perfume permanecesse sobre a pele dela. Engoliu o nó de sua garganta e virou o rosto para que ela não o visse conter a forma em que o afetava. Não podia olhar diretamente nos olhos e não lhe dar o que queria. A forma em que o fez. mas era mais complexo do que tinha acreditado. —Se sempre fazer tudo o que te disser. Pensei muito nisso. —sussurrou. Leu-o em sua mente. Não quando não sabemos o que acontecerá —Está mudando. tirou-lhe a blusa.. Estremecia-se com sua ternura. Ele simplesmente segurou-os em suas mãos. Esfregou o queixo contra sua cabeça. Ele acariciou-lhe o pescoço com o nariz.Sempre teremos isso. —Não vai me distrair. suaves.

—É obvio que sim.O que está fazendo? . posso fazê-la feliz. —Mas eu não poderia te fazer feliz. Agora que ela conhecia sua loba. ele suspirou. —murmurou ele. com uma sensação palpitante. estava faminta por ele uma vez mais. Ele se voltou para ela.deveria estar completamente satisfeito. desassossegada. para outro beijo. Exasperado. em sua preocupação por Manolito. seus olhos negros cravados nela. ao mesmo tempo em que usava a velocidade do lobo para alcançá-lo. —Não mais do que eu contigo. Não haveria dias para ele e umas poucas noites para ela. Olhava-a e ela estava perdida. por que é diferente. Manolito colocara Luiz. —Não podemos viver assim. quando me disse que era teimosa. mas não antes que ela captasse um brilho de desassossego nos olhos dele. para a entrada. Como você necessita de meu corpo e meu coração. esquecendo-se completamente dos insetos ou qualquer outra coisa que pudesse haver na caverna. fluindo pelo estreito túnel.Levantou de um salto e se lançou descalça atrás dele. Por isso mudou de posição. seu cabelo se dispersou pelo travesseiro. mas não. cavando a palma da mão em sua nuca. —Preciso disto. Apesar de tudo. Era muito singelo. E quero isto por mim. sivamet. —ele se endireitou e passou as mãos pelo cabelo outra vez. . Um sorriso suavizou o duro rictus de sua boca. Queria uma vida completa com ele. nem ser tão felizes como desejaríamos. Riordan tinha colocado Juliette em sua forma de vida. que precisaria freqüentemente se rejuvenescer. Sorriu-lhe. — ele se voltou. Ela estaria na superfície. sofrendo as conseqüências. agora que entendia o amparo e a força que esta lhe dava. . Sinto-me como se tivesse recebido um milagre. enviando pequenos dardos de fogo que percorreram sua pele. jogando-os para trás. mil vezes mais poderosa. No momento. —Quero passar contigo cada instante que possa. Seus dedos lhe acariciaram o cabelo. —Não acredite que poderá se sair sempre com as suas. Seu corpo respondia com o mesmo ardor. —respondeu ele levantando a cabeça. Sua boca era quente. Soltou um pequeno gemido e enlaçou o braço ao redor de sua cabeça e o atraiu até ela. Não poderia ir para a terra com ele. De algo próximo ao desespero. —Sou patética no que se refere a você. —Não é questão de confiança. MaryAnn. afastando-se. —Vejo o que queria me avisar. Manolito. Necessito o mesmo de você. —disse. De cautela. pelos ombros e inclinando-se abruptamente para beijá-la. Seus lábios acariciaram o ombro dela enquanto sorria. Simplesmente se evaporou diante de seus olhos. —Posso te fazer feliz. aproximando-se para que sua boca pudesse percorrer o montículo suave e firme. sempre tem importância. do melhor modo possível. tão ofegante pela espera que não podia se reconhecer? —Você e o que você quer. Ele se levantou da cama e desapareceu. Enlaçou sua mente com a dele. disposta a atender a mínima provocação. Mas amava mais a Manolito. —Como? Explique-me. Sua língua tocou o ponto onde sua marca permaneceria para sempre e imediatamente ela a sentiu arder e pulsar. MaryAnn. —É algo que está absolutamente segura de querer fazer? Ela fechou os dedos ao redor de sua nuca e atraiu sua cabeça para a dela. —Importa-se que eu queira isto? —Era essa sua voz. Porque pela primeira vez sei como pode ser a vida compartilhada com alguém mais. ele se sentiu dolorida e tensa. Tem que confiar em mim o suficiente para saber que sei o que é melhor para mim. até seus seios. Ela deitou-se de costas. —É diferente. não por você. —Assim é como me sinto também. Não entendia seus sentimentos recém encontrados. O coração de MaryAnn bateu fortemente em seu peito. amava-a. Ele a tocava e ela se sentia perdida. Você é esse milagre e me arriscar a te perder… —Por que iria me perder? Juliette conseguiu. MaryAnn. Tinha percebido flashes em sua mente do que seria sua existência se não se convertesse em Cárpato.

Não pode fazer isto. ser Cárpato era tudo. Amava a noite. estava certo. . mas até agora. Se eu voltar. MaryAnn o tinha infectado com o sangue de sua loba e o lobo em seu interior se fortaleceu. sente na cama e me espere. E não arriscarei sua vida ou sua prudência até que tenha arriscadoa mim mesmo. saindo de sua mente por sua segurança. jogou-a contra a porta.. completaremos a conversão.Não a colocarei em perigo. Seu fôlego saiu num soluço.Se de verdade me amar… A risada foi suave em seu ouvido. mas o que ocorreria a ele ou ao lobo. Se não. confinada e feliz em sua pele? Ele tinha lhe arrebatado isso. num ataque de fúria.Você não entende.. Ou permaneça fundido comigo. Sentiu ao lobo saltar em seu interior. Só o vazio. Pareciam coexistir. . Não queria estar com ela no caso de que tudo saísse errado. Oh! Meu deus. Simplesmente as deixou cair. se o provocasse? Elevou a face para o céu noturno. enchendo completamente os pulmões.. ele havia esperado que seu traço Cárpatos o vencesse ou sucumbisse ante ele.E nem ninguém nesta terra será mais importante para mim. MaryAnn voltou caminhando para a câmara. ignorando as lágrimas que deslizavam por sua face. furiosa por ele acreditar que ela esperaria docilmente. absolutamente. como o faria um Cárpato. com o coração tão pesado que se sentia como se pudesse se romper num milhão de pedaços.. . É mais que meu coração. A imagem dela sentada na cama nua. . processando cada elemento tão rápido.Se não retornar. vá com meus irmãos e os deixe cuidar de ti. Sua determinação era absoluta. .Se eu não voltar. sem ter realmente em conta o preço para ela. Não quero que sinta o fogo da conversão. mudei que idéia. Não quero mais. empregando tanta compulsão quanto foi capaz de usar.É minha escolha se arriscar. sua beleza e seu mistério. Só um terrível buraco negro que a engoliria. agitando os braços. Jogou para trás a cabeça e uivou. Havia sedução em sua voz. . .Não a colocarei em perigo. E se algo saía errado…? Se o perdesse agora… Como podia tê-lo feito outra vez? Tinha-lhe tirado a decisão das mãos. . MaryAnn sentiu como a terra tremia e soube que a entrada da caverna estava aberta. Retorne. não há razão para abrir a porta. Ela pressionou a mão contra a boca para reprimir os soluços.implorou ela. não estava segura de que se perguntava a ele ou não. Chorar não ia detê-lo.Importa-me tanto como eu a você. Nenhuma razão. correndo para chegar antes que ele pudesse fechá-la. sem saber o que aconteceria. . Não haveria razão para a cólera. esperando sua volta. a porta se abrirá ao por-do-sol. empunhou-a e. O lobo simplesmente estava ali e havia permanecido calado e alerta. Inclinou-se para pegar uma pedra solta do chão da caverna. Ela bateu as mãos sobre as rochas. sem pensar. Não. Tinha esperado que ela aceitasse seu presente de vida e de amor. Acelerou. Pelo menos façamos isto juntos. na mente dele. Ele rompeu a conexão outra vez e ela se sentiu sozinha. Por pensar que voltaria e se dariam uma. Sentiu a carícia dos dedos dele em sua face e logo se afastou... A compulsão não ia deter lhe. As paredes da rocha se uniram ruidosamente com um chiado que reverberou em sua mente. . Afundou-se na cama. O sexo selvagem e desinibido do lobo. Amava todo o mundo Cárpato. Era isto o que tinha sentido MaryAnn. Para ele. um soluço fluindo em sua garganta. estava cômoda e feliz consigo mesma. *** Manolito inspirou o ar noturno.Manolito.Manolito. . . Ela tinha amado sua vida anterior. —No que estava pensando?— Sussurrou em voz alta.Não iria se arriscar com ela. E ele havia lhe aquietado tudo isso também. MaryAnn quis atirar-lhe alguma coisa.É por amor pelo que faço isto. tampouco isso tinha ocorrido. Não há nada.Não se atreva! – MaryAnn gritou em sua mente. Deixe-me sair. Fez outra tentativa. Se ele não retornasse. Retorne. Por favor Manolito. Você é minha alma. . entre a fúria e o terror. estava em sua mente. Muito sozinha. Ela sentiu seu suspiro na mente e novamente seus dedos pareceram roçar sua pele. ao saber quem era. Não quero que experimente dor. antes para saber que pode fazer sem mal nenhum para você. . não teria absolutamente nada. A cólera se apagou quando a compreensão a golpeou.

Tomei decisões que lamento. Dirigiam organizações para a defesa dos bosques e animais. Sentiu a agitação do lobo e a elasticidade. A lua cheia os fazia débeis. Raramente se juntavam. herméticas e escondidas. Só posso ler perigo nele. Ela é minha companheira tanto como a tua. duas personalidades fortes e dominadoras compartilhando o mesmo corpo. como Manolito por MaryAnn. a conexão era forte apesar da distância. Seu lobo tinha registrado as lembranças coletivas de todos os lobos e não tinha encontrado nenhum caso de um Cárpato emparelhado com um deles. Suas alcatéias estavam dispersas pelo tudo mundo.O que temos feito toda a vida é perigoso. Lobos que.O que está fazendo? Sentiu a intranqüilidade de seus irmãos e soube que inadvertidamente os havia tocado.O que faz é perigoso.Serei feliz. mas se afastou antes que Zacarias pudesse obter um indício do que planejava. um companheiro e um . Dei-me conta de que embora minha forma de fazer as coisas fosse correta. A criatura estava separada dele. Nada tinha a ver com os homens-lobo do cinema. . trabalhando. mas sobreviviam profundamente enterrados na comunidade dos humanos. Compartilhavam sentimentos e sensações. rechaçando a possibilidade. o lobo olhava diretamente para a água cristalina. Chamou-o. compartilhando seus medos pela segurança de MaryAnn. Houve um breve silêncio. . Eram poder e inteligência envoltas numa lustrosa pelagem.Estou bem. caindo em espiral e encolhendo-se numa sensação claustrofóbica. obrigouse a sentí-lo todo. como os irmãos Malinov. MaryAnn o seguiria imediatamente ou se sua loba a pudesse manter com vida. O lobo saltou. . a menos que a necessidade fosse grande. para dar a Manolito um sentido de quem e o que era. Podiam se comunicar.. Se tiver oportunidade. o enchendo de segurança. lhe permitindo ver o que lhe faria a conversão. Manolito abriu suas lembranças ao lobo. Seu guardião passou junto a ele. Manolito encolheu os ombros. A onda de vida sob sua pele. vivendo e amando entre eles. A força e o poder fluíram nele eatravés dele. irmão.Tão disposto como você. . . a necessidade de conservar sua fêmea protegida e cuidada. Um toque para se despedir. Melhor confrontar o fogo e arder rápida e limpamente. Com olhos de cor âmbar e uma camada de pelagem negra. Zacarias.Manolito enviou seu calor e afeto. Pequenas. Diferente. também é de outras formas. —Só você e eu. Estava sendo empurrado para trás. para que não tenha que se arrepender. todas essas coisas tão eram fortes mais no lobo e duplicavam sua necessidade de atuar em conseqüência.Está disposto a fazer isto? . como sempre faziam uns com os outros. . alimentando o lobo. mas um lobo tão preocupado por sua companheira.Zacarias tocou sua mente. lobos que se negavam a ser parte de uma alcatéia. Ela tinha razão. Ele se retraiu. Ele negou com a cabeça. — ele disse quedamente. A expansão dos dentes quando seu focinho se alongou para acomodar as afiadas presas. . as plantas e o meio ambiente.Não houve vacilação por parte do lobo. Zacarias sempre pudera ver mais além. inclusive da terra. seria uma lenta morte em vida. Seu maior perigo eram os renegados. Sua mente se expandiu enquanto as lembranças coletivas de geração após geração alagavam sua mente. de uma ou outra maneira. Não quero que continue por este caminho que escolheste. mas tampouco de que o sangue tivesse prejudicado a outro. Embora não entendesse a união Cárpato e o que suporia a morte de Manolito. . tome cuidado com suas escolhas. incapazes de sair e proteger o corpo de seu anfitrião. . O lobo respondeu. impulsionado para o interior. enquanto o lobo dava um salto para frente e assumia o controle de seu corpo. Por favor informe Mikhail de que enfrentamos uma possível destruição de vários frentes. Se não a convertesse teriam uma vida difícil. Começava a pensar no lobo como em outro irmão. antes de uma grande batalha. Trabalhavam incansavelmente para combater a ignorância sobre a fauna silvestre. acreditavam ter direito a governar. lobo. para ela. Incapazes de responder a chamada da fera quando seus protegidos estavam em perigo. — E a noite. Os traços do lobo. a examiná-lo todo. A mudança o percorreu. talvez a mesma lenta morte em vida.Manolito? .Nicolas já começou a viagem. Não era uma ilusão. O picor da pelagem. Não era o monstro terrível dos filmes. desprezando o comentário embora seu irmão não pudesse lhe ver. no caso de que as coisas não fossem bem. É o menos que podemos fazer depois de ajudar os Malinov a idear o plano para derrocar o líder de nossa gente.

quando se ajoelhou sobre ela na cama. Sabia que ele gostava de sua pele e com as luzes oscilantes sobre ela. a grossa ereção que pressionava contra os duros músculos de seu ventre. agora que ele estava a salvo. mas suas mãos eram suaves quando baixaram até a suave curva de seu ventre. —Que se machuque. MaryAnn não estava disposta a esquecer do medo e seu aborrecimento. Virou sem se apressar absolutamente. a suave cor café era mais uma vantagem. Seu membro já estava já quente e inchado. com uma dolorosa pontada.amigo. sabendo que ela ouviria o barulho das rochas ao se selarem uma vez mais. em lugar de esperar na cama. Envolveu-o e se arqueou para trás. Um de seus braços rodeava sua cintura e o outro sob os seios. Seu ventre se contraiu. tão cheio de luxúria. Seus dedos acariciando o mamilo. Manolito levantou-a e a puxou para trás. sua mão deslizando ao longo de sua perna. Mais que tudo. pressionado comodamente entre suas nádegas. Seria prejudicial viver sem que MaryAnn experimentasse a conversão. Ele não podia afastar os olhos dela. não poderia encontrar novamente a coragem. Ele sempre a fazia sentir-se sensual e bela. Manteve o sorriso. Preocupa-lhe que aconteça algo a ela quando mudar. Não queria te assustar. E seu lobo sempre. abraçando-a antes que pudesse se machucar ou a ele. —disse ele. para a coxa. Havia algo extremamente sexy em ser sujeita desse modo. csitri. A fome voraz brilhava intensamente em seus olhos quando ele inclinou a cabeça para beijá-la. Quente e suave. estudando a crua excitação em sua face.Meu lobo está muito interessado no seu. assim como Manolito sempre protegeria a loba de MaryAnn. zangada uma vez mais. Manolito emergiu da noite. Conheciam um ao outro e se apoiavam. contra ele. que ela pensou que poderia ter um orgasmo simplesmente pelo toque de seus dedos e o aspecto de sua face. chorava mesmo quando o golpeava. muito desejada. Ela soubera disso instintivamente e também de forma racional. alagando-a. sempre protegeria MaryAnn. Sua mão subiu para lhe segurar um seio. Ela deu-lhe um chute. —Se acalme. seu tenso corpo contra o dela. Ele segurou seus punhos e a atraiu com força para ele. —Se acredita que vou deixar que me toque… Ele inclinou a cabeça para encontrar o nicho de seu pescoço. —Assustou-me. —Recoste-se na cama.. mas acredito que somos igualmente fortes. O que aconteceria se tivesse precisado de mim e eu não pudesse te alcançar? —Tinha que me assegurar de que estava a salvo. MaryAnn se voltou para confrontá-lo. lhe permitindo ver cada polegada de seu corpo. Ela tremia em espera. Tinha que aceitar o risco pelo bem dos dois. Suas mãos eram cálidas. lenta e sexy. com seu braço prendendo-a estreitamente contra ele. seu corpo pressionando o dela.. embora seu coração se aliviasse ante a reação. ambos lhe sujeitando os braços dos lados para evitar que ela o golpeasse novamente. Não se machuque. agradecida de que ele estivesse vivo e ileso. como ele havia lhe pedido. não se surpreendeu quando chegou e a encontrou com lágrimas descendo por sua face. deliberadamente sensual. . —Os braços dele se retiraram. Sua boca devastou a dela. permitindo o acesso a sua boca. Se não o fizesse esta noite. Sua língua encontrou sua pulsação e a provocou com pequenas caricias dos dentes. sivamet. tão excitado. enviando pequenos tremores a todo seu corpo. Estava furiosa. com seus seios bamboleantes e seu traseiro redondo e apertado. ileso. só com seu escuro olhar. a confiança e a habilidade para tomar e fazer uma decisão racional. Ondeou a mão para abrir a entrada da caverna. E ele apenas a tocava. sabia?— A palidez alterava a perfeição de sua pele cor café quando ela se jogou sobre ele. lançando sobre ele. levada pela adrenalina. Descendo pelo estreito túnel. —Sinto muito. Incitante. MaryAnn flexionou os músculos dos braços até que cautelosamente o liberou. . Não posso acreditar que fizeste isso. só te manter a salvo. cheio de carinho. ouvindo sua rápida inspiração enquanto movia o corpo com a graça de um lobo. Ele inclinou a cabeça para a cama e logo ela engatinhou sobre a mesma. Acariciou-a em pequenos círculos. Acredito que sua pequena fêmea é o bastante forte para experimentar a conversão contigo. —O que você fez? Está louco. lhe sustentando o queixo. Seu ventre se contraiu de excitação e podia sentir as ondas de profunda necessidade no fundo de sua vagina. perfeitamente razoável. havia conseguido o conhecimento.

para seu ventre. Como se estivesse esperando o sinal. Passou a língua sobre as espetadas. empurrando-os profundamente. Ela ficou sem fôlego quando seus dedos lhe acariciaram os mamilos e enviaram uma avalanche de sensações a seu corpo. Ela estava tão carinhosae tentadora. Ela saberia. —Já estalava de necessidade outra vez. escorregadios. Seus músculos pulsavam ao redor dele. cada resto de sua essência vital. com seus cabelos deslizando sensualmente sobre a pele dela.. —Não acredito que possa. descendo pela depressão entre os seios para o estômago. enquanto a levava para um agradável clímax. Seu toque era terno enquanto excitava seu corpo. Suas mãos tentaram lhe segurar os ombros. esperou até que seus olhos se encontrassem e então os uniu com uma longa investida. Uma vez. lhe prendendo com cálida excitação. Tentou alcançar seu lobo. enquanto sua mão rodeava a base de seu membro para poder sentar-se lentamente. Um doloroso prazer a estremeceu. subindo-a em cima dele. que se estremeceu com mais agradar.. ele introduziu os dedos em sua abertura. Seu coração retumbava pela grandeza do que estava fazendo. Pudesse fazer precisamente isso. Seu coração acelerou. Podia sentir os músculos agrupando sob sua palma. O cetim suave. Baixou o corpo várias vezes para beijá-la enquanto a tomava.. como fazia um companheiro. trazendo-a até seu colo. com o calor de sua boca. Disse-lhe que a amava. até o vale entre seus seios e mais abaixo. descansando em seu colo enquanto lhe encontrava o peito. Sua mágica boca. por isso a mínima sensação o percorria com ondas de prazer. MaryAnn se agitou em seus braços. contraindo-se ao redor de seus dedos. fechando-as e seguiu os rastros. saboreando a sensação de sua pele nua deslizando contra a dela. beijando-a repetidas vezes. seus quadris se pressionaram contra ele. Beijou-a novamente e se endireitou. Não estava seguro de que sobreviveria a esta noite. Suas vidas estavam ligadas para sempre e o sangue que vinculava a união era tão aditivo como seu corpo. Sentiu a tensão de suas sedosas paredes fechando a seu redor. Atraiu-a para ele e rolou. a seda quente. Seu cabelo deslizou entre as coxas dela. unindo-a aA ele. Era a essência de sua vida. até que ela contra a vontade deu uma deliciosa e muito erótica lambida e logo lhe obedeceu. engatinhando-se por seu corpo até que o montou. com a mão deslizando entre suas pernas. que Manolito conteve o fôlego. —disse ela brandamente. —Segurou sua coxa. Seu sabor era único para ela e afrodisíaco para ele. Queria que o lobo de MaryAnn compartilhasse a mesma união. —Venha em mim. para perceber sua reação. compartilhando-o com ele. Levantou a cabeça e observou os dois chorritos gêmeos descendo pela curva inclinada. compartilhado o que sentia. Seus seios se sacudiram incitadores. tão apertado que seu fôlego ficou estrangulado na garganta. admirando por sua pura magia. beijando-a repetidas vezes. como se nunca tivesse o bastante. duas vezes. MaryAnn. Separou-lhe as coxas com o joelho e a elevou para ele. Fechou os olhos. superando a experiência de sua última união. desejando que entendesse. Uma deliciosa polegada de cada a vez. Os dentes brincaram. Não podia deixar que ela o distraísse e sua boca. Sem pressa. —Suba em mim. ela saberia que tinha sido amada em profundidade. sugou-os durante um momento. MaryAnn jogou o cabelo sobre o ombro e se elevou sobre ele. Alimentou a excitação de MaryAnn. —Está segura? Ela assentiu com a cabeça. A necessidade de um companheiro. tão terno e paciente como conseguia. esfregando-os. Queria que ela conhecesse amor. a crescente umidade. o sabor especial. Que soubesse que sempre estaria com ela e para ela. insistindo-a a se recostar enquanto ele lambia de sua pele. com seu corpo. E ela então se abaixou.. sua língua lambeu e acariciou. Atraiu-a e sua boca encontrou a dela. Esse era um traço Cárpato. Era uma tortura e um prazer doloroso enquanto o introduzia em seu corpo. Beijou-a de retorno até a curva crescente do seio e lambeu o ponto onde sua pulsação era acelerada. queria que ela sentisse só prazer. . Então cravou os dentes profundamente. quando lhe rodeou a cintura. Que sentisse amor. que atravessou como um relâmpago seu corpo. Introduziu na mente dela. Nada saciava a fome.Manolito cobriu seu corpo com o dele. tão ardente que era como um anel de fogo e tão suave como seda viva. mas seu corpojoa se contorcia para encontrar a pulsante ereção. Sua liberação a conduziu a outro orgasmo que a atravessou. que adoraria seu corpo com o próprio. ele inclinou a cabeça. sexual ou física. enquanto ele bebia. —Não posso. pelo que faziam. quando terminassem. com olhos confiantes. Cada terminação nervosa estava realçada.. uma união de sangue que não podia ser quebrada. jogou a cabeça para trás.

Sentada sobre ele. Estava por toda parte. —Seu estômago se contraiu repentinamente. agora pontiagudos. dominando-a. enquanto sentia a brutal liberação. Não acredito que nenhum de nós acreditava realmente que possa acontecer. o presente incrível da vida. Manolito da Cruz. envolvendo-a num casulo de amor. ouvindo o ritmo de seu coração. O sangue que corria pelas veias dele a chamava. O perfume almiscarado do lobo e a fragrância intoxicante de sexo no ar. Destruí muitos vampiros e acredito que se tiver que escolher entre me tornar totalmente perverso. Seus músculos se contraíram e ele gemeu. assassinando e perseguindo inocentes ou me arriscar a fazer minha reclamação e dar tempo a que minha companheira chegue a me amar . O membro dele respondeu. mas excitou-a. O movimento aplicou pressão a seu ponto mais sensível e quase se fragmentou ali mesmo. de modo que o fôlego saísse de seu corpo e o apertado nó de seus nervos estalasse. —Vivi durante séculos. então percorreu sua garganta com bequenos beijos e logo apoiou a testa em seu peito e fechou os olhos. Ele deslizou uma mão sob seu cabelo até que seus dedos puderam lhe rodear a nuca e a puxaram para seu peito. Seus dentes entraram no peito dele e o sabor. Seu olhar se cruzou com o dela. Quente. para fechar a pequena abertura. incapaz de se mover. com o ritmo lento e preguiçoso. acariciando a larga e aveludada linha entre suas nádegas e logo a urgia para cima outra vez. seu corpo. obrigá-la a se apaixonar por voces e logo reclamá-la. Logo a forçou a descer. Ele não tentava escondê-lo. a quente liberação em seu interior que provocou intensos tremores. tomados pela intensa sensação. provocando a pele dele. Quem diria que pudesse saber tão bem? Seu corpo começou a mover dentro dela. mantendo-a num ritmo lento para que pudesse sentir a mudança. Ela se . Ele sujeitou-lhe os quadris e fez um círculo longo. excitado e brilhante. Sabia o que ele queria. —É claro que te amo. MaryAnn e jamais acreditei que me aconteceria isto. Baixou a vista até seus olhos. Seus músculos pulsavam ao redor da ereção enorme e sua respiração se converteu em gemidos. ela saiu de cima dele. lambeu um ponto em cima de seu coração. Suas mãos lhe empurraram os quadris para cima. com seus olhos mais negros que à noite.. seu corpo pulsando de prazer.. a outra metade de sua alma. estremecendo pelo aturdido prazer que estalava em seu corpo. Ela gritou seu nome e cravou as unhas em seus ombros. As investidas lentas. com raias de âmbar e diminutos relâmpagos. notando que seus músculos estavam com cãibras. lento enquanto a baixava. deitando-se de barriga para cima.. A intensidade enviou outra onda de calor para ela. A idéia deveria tê-la enchido de medo ou temor. até que ela caiu em seus braços. estirando e invadindo-a. —Procurei em minha alma e em meu coração e honestamente acredito que um homem de nossa espécie esteja disposto a reclamar sua companheira Mesmo que ela não esteja apaixonada por ele. Manolito puxou-a de encontro a ele.Manolito levantou as mãos. Seu perfume masculino. Acredito que esta a única opção possível para nós.. descansando sobre ele. Com um pequeno gemido. Rápida. Nela e sobre ela. Seus músculos se apertaram ao redor dele. fluiu dele para ela. ouvindo a constante pulsação em seus ouvidos. enviando fogosas ondas por todo seu corpo. olhando fixamente para o teto de cristal. ameaçando-a a provar Manolito. Tudo combinava a fazer com que sua cabeça desse voltas. ou até de asco. Sabia ter poder. quase preguiçosas. Aço embainhado em veludo entre suas pernas. o repentino inchaço. conduzindo a lentamente a loucura. Seu ventre se contraiu pelo ardente estalo e os espasmos. Seu membro endureceu ainda mais. e MaryAnn se inclinou para frente para enredar seus dedos aos dele. Suas mãos passeavam por todo o corpo. Como pode não saber? Doía-lhe a garganta e as lágrimas ardiam em seus olhos. Esperou. exausta. massageando em pequenos círculos. E poderia afogar no amor que encontrou neles. Sua língua saiu novamente. Gemeu e lhe acariciou o peito com a língua. doce e cheio de sexo. Excitou sua loba. A cavalgada foi a mais sensual que já experimentaraais. impedindo qualquer movimento. Atraiu-a para ele. enterrando os lábios em seu cabelo. Alagando sua boca. —Talvez poderiam considerar cortejar antes sua companheira. a fim de que se concentrasse nas ardentes sensações enquanto ele se retirava quase completamente. Excitante. Ansiosa. MaryAnn não tinha ar nos pulmões para conversar. Manolito lhe colocou a mão sobre o ventre. Ele estava olhando-a fixamente. Ardente. não tinha o mínimo acanhamento em deixar ele ver. mas as mãos dele baixaram até seus quadris e a seguraram. Podia notar seus dentes. A áspera respiração dele se tornou mais profunda. acrescentando o intenso prazer.

—Não há necessidade de que passemos por isso. Obrigou-se a abandoná-la. Manolito a acolheu em seus braços. lhe esfregando o focinho pelo corpo. Tenho que ser um participante ativo e também meu lobo. a única forma de curar seus corpos. sem um guia. MaryAnn se agitava. Tem que fazer com que ela se detenha.e então Manolito estava ali. tomando sua mão na dele. Curvou em posição fetal. tentando protegê-la. Formosos olhos e uma bela pelagem. ela os sentiu tomando a dor. Manolito manteve sua mente firmemente enlaçada a de MaryAnn. inclinando a cabeça. podia sentir a loba se elevando. – Você me entende? Ouve-me? Seus olhos estavam totalmente abertos. ele fechou a rica e escura terra sobre eles. permitindo ao lobo assumir o controle. Manolito a chamava. —Ele se aproximou inclinando. em sua mente. Ele era tão arrogante e protetor.Não consentirei. —Não estou perguntando. vomitando repetidas vezes. Era a única forma de deter a dor de todos eles. mas saiu de seu corpo físico. sustentando-a enquanto abria a terra e os levitava para o interior. . murmurando palavras tranqüilizadoras. Um profundo âmbar com brilhos traços negros que os marcavam. murmurando em seu ouvido. Não suportarei ficar olhando. compelindo-a a que dormisse o sonoho rejuvenescedor . Talvez deveria abrir a porta e deixar entrar o ar da noite. O macho alfa deu um empurrão na fêmea. . desesperada para aliviar a dor e sua mão se chocou com uma grossa pelagem. já frágeis pela dor. enviando calor e amor a sua loba que se retirava. Ouviu seu próprio grito desesperado. —A conversão está começando. Sentiu o toque tranqüilizador de uma língua de veludo quando seu companheiro lhe facilitava atravessar a conversão. . Embalando-a. —É muito pesado. Pode sentir sua luta? Nunca aceitará o que lhe ocorre . tentando carregar com a agonia ele mesmo. Seu próprio lobo era parte dele. claramente tentando ajudá-la. não tinha uma âncora a qual pegar. Podia ouvir a loba ofegando e gemendo. Na mente dela. Passaram horas. tampouco. Ambos jaziam ofegantes. Virou a cabeça e viu que o lobo estava a seu lado. Ambas necessitam… —Ela se encolheu quando uma convulsão levantou seu corpo e o lançou novamente sobre o colchão. . Depois ficou de joelhos. Ele se virou. Seus olhos estavam fixos nos dela. mas ela estava ofegando. mas ela assentiu com a cabeça. Não sabia se poderia agüentar a dor nos estreitos limites desse espaço. afastando com cuidado seu corpo do dela. Foi minha decisão. MaryAnn lhes sentia em sua mente outra vez. Estava acontecendo rápido demais.Ouviu as palavras ressoando em sua mente enquanto se convulsionava outra vez. E faz calor aqui dentro.está tratando de me defender. Fez um esforço supremo e abriu passo para cima. tentando agüentar enquanto a dor arrasava seu corpo. Gotas de suor dedilharam sua testa. embora a sensação tenha sido pior. Não tinha forças. Estava exausta. Mais que isso. como Manolito.encolheu de medo e afastou seu braço. tão cansados que não podiam se mover ou responder. A dor se aliviou. Devia ir para a terra. —Como se um maçarico a atravessasse.Eu se sei. enquanto a dor queimava cada órgão de seu corpo e de seu cérebro. inclinando sobre a lateral da cama.Poderia morrer. mas as convulsões começaram novamente. . Destruirá. Era uma guardiã e MaryAnn sofria. tornou-se distante. Pareceu interminável. nem por um momento. Manolito não queria deixá-la. embora pudesse sentir as convulsões arrasando seu corpo. Seu lobo estava também ali. talvez dias. acalmando-a. Devia haver confiança entre eles e ele tampouco queria que sua companheira suportasse tanta dor. Sentirá uma parte do que Luiz teve que suportar. mas ela não quer que eu sofra. Quero que permaneça enlaçada comigo a todo o momento. A sua loba não restava muito.Solte-a Deixe-a sair. segura de que acabaria sucumbindo. . Não pode se opor isto. —Minha loba. A loba não pensava só em salvar. tentando alcançar sua mão. não podia se assegurar em nada. ela não sobreviverá. mas não queria dar oportunidade de que sua loba morresse. trabalhando conjuntamente um com o outro para tomar tudo o que podiam. Deixe-a sair. elevando a voz em várias ocasiões. – Faça com que ele fale com ela. —ficou sem fôlego. Tentou alcançá-la. MaryAnn. quando Manolito por fim a chamou para emergir a consciencia.Não sei como ajudá-la. . ela ficou sem fôlego e segurou firmemente o estômago. Se não o fizer.

. .Nenhuma vez em minha vida pintei as unhas. . Sempre que montava. Pode me imaginar com as unhas vermelhas? . . Riordan e eu também temos uma casa lá. ultimamente nem sequer a sua família.perguntou ansiosa Jasmine. —Estão ajudando Luiz.Vermelhas. A luz se apagou nos olhos de Solange. Não gostava de ficar em casa sem os homens Cárpatos. Mas em qualquer caso. —Só quero sair daqui. —Tem razão. a família Chávez reside e trabalha no rancho.Quando era mais jovem era acostumada a montar a cavalo. como se perguntando o que deviam fazer. Sustentou o frasco no alto.Onde vocês estão? . para lutar contra qualquer vampiro ou qualquer um que tente lhes fazer mal. Teria gostado de ficar no rancho. —Há várias casas no imóvel. CAPÍTULO XX . parecendo ligeiramente surpreendida. Jasmine. Agora que sabemos que o professor vampiro usa os homensjaguar para tentarem capturar Solange. Estamos muito longe e é perigoso. Que se elevou como Cárpato e está muito faminto. Estão bem equipados tanto em conhecimento como em armas. Agora mesmo. Jazz. Uma foi construída só para vocês. Você nunca me disse isso. Talvez não estejamos seguras lá. O irmão menor de Colby e sua irmã vivem com eles. Além disto. o rancho é o lugar mas seguro que poderiam encontrar. Sei que agora não estou segura em nenhuma parte. Solange suspirou. – Essa cor é rosa paixão. . mas não quero pô-la em mais perigo do que já está. Provavelmente estaremos mais seguras no rancho que em qualquer outro lugar. os homens não estão longe. tampouco. Juliette alisou o cabelo de Solange. MaryAnn permaneceu silenciosa durante um momento. Juliette intercambiou um longo olhar com MaryAnn e ambas olharam para Solange.Não sabia. —assegurou-lhe Juliette. Raramente descobria nada sobre si mesmo. preciso de algum tempo para me recuperar. . Ela apertava a mão de sua prima. . assustava completamente a Mamãe. . Jasmine se voltou. Juliette falou em voz alta para tranqüilizar tanto sua irmã como sua prima.MaryAnn sacudiu a cabeça. . .dos Cárpatos. —Nós chamamos o avião. —O rancho está a beirada da selva. —indicou Jasmine. Juliette e Jasmine deram um olhar indefeso a MaryAnn. Caminhava de uma janela a outra. Eu saberia. E sempre gostei de cavalos. antes de pegar o vidro de seu esmalte de unhas. Juliette e precisa de cuidados. MaryAnn esperou até que Jasmine se sentou no divã junto a Solange. não. Rafael e Colby são Cárpatos e têm sua própria casa no rancho. com oito Cárpatos para lhes proteger. – Era muito atrevida. Não diga a Jasmine. não podemos correr nenhum risco.Alguém quer? . Nunca te vi com nada rosa e muito menos rosa paixão. Manolito e MaryAnn terão sua própria casa. —Não há ninguém. — não queremos que você e Solange vão pela selva até o rancho. De todo o modo.disse Juliette. franzindo o cenho como se Solange tivesse cometido uma gafe enorme. para que possam ter intimidade.disse Solange. pela primeira vez interessada na conversa. —Juliette olhou para sua prima. . Duvido que alguém tentasse outro ataque.Ainda está isolado das pessoas.Está bem.Rosa paixão. examinando a selva. Está grávida. .É para acabar.Eu me recordo. —disse Jasmine pressionando o ventre de forma protetora. Nicolas e Zacarías compartilham a casa principal. a mente de Manolito a tocava ligeiramente. Solange tentou parecer despreocupada.

Parece-me que Juliette deveria tentar o de pepino. então já é hora de que o faça.MaryAnn conseguiu parecer ofendida.Bem. .Está muito errada.Que mais faz? MaryAnn olhou para um lado e outro e disse em voz baixa: .. Enquanto MaryAnn reservasse cada sugestão para Jasmine.A arma secreta é .Hey! . . . Juliette franziu o cenho..Ela se interrompeu. . Nunca serei capaz de te olhar outra vez sem imaginar … .Ofereceu MaryAnn..Isso. . . . Poderá tampálos e assim ninguém saberia. Uma mulher louca pela moda. . Venha. .Estou preocupada com a de MaryAnn. obrigado. A chave para a cooperação de Solange e talvez em última instância sua cura era amor por sua jovem prima. É muita informação.disse MaryAnn.Não estou interessada em que os homens olhem para mim. . ao baixar a guarda durante um segundo. .Roupa intima? Quem veste roupa intima? Solange lhe lançou o travesseiro.Tenho que concordar com Solange nisto. A resposta de Solange foi um lento e muito breve sorriso.disse Juliette. .De maneira nenhuma.As minhas se rompem todo o tempo.Ficam sobre os olhos. .Pintarei suas unhas das mãos e dos pés.Jesus. Jasmine. . mas você é a única que sabe.Não mencionou que então vestia pelagem nesse momento. se você e Jasmine derem um jantar.Tola. sente mais confiança. Juliette lhe deu outra cotovelada.Jasmine. não acha? – Sugeriu Juliette.Minha mente está bem.Você tem mãos formosas. .sugeriu Solange. .Solange tem medo de que acreditemos que seja uma garota pretensiosa. Solange realmente sorriu. Se você gosta de sua aparência. fazendo-o.disse Jasmine. Realmente acredita que as mulheres se vestem só para os homens? Algumas sim.Suas unhas são longas . . . Mudou por inteiro sua face. Um sorriso genuíno.Disse MaryAnn. . – Ela cortou.Não combinaria com seu tom de pele. para não parecer parentes pobres. mas a maioria se veste para ter coragem em qualquer situação. Solange se sentou de repente. Solange colocou as mãos atrás das costas.Eu sabia. . acendendo seus olhos e fazendo com que parecesse anos mais jovem. Por exemplo.disse Juliette. . pela moça. . .Nunca me pintei com isso. de forma erudita. . .E só me rompi uma. . Jasmine deuma uma olhada em Solange e logo em sua irmã. Faz bem se sentir bonita. . Era a primeira vez que MaryAnn via um laivo de normalidade em Solange. .. .Você sempre está com bom aspecto.. Solange se obrigaria a sair de sua zona de comodidade. As mulheres são muito mais complicadas que os homens. .. . Solange sacudiu a cabeça. .Nos olhos. .. MaryAnn riu. .. mas iluminou seus olhos.Eu pPinto as unhas se você também o fizer. à defensiva.Porque não têm esmalte.disse Jasmine. Juliette e Jasmine explodiram na risada. ..disse Jasmine com admiração. nos olhos. desejarão aparecer melhor que o resto das mulheres. tampe os ouvidos.Agora também eu tenho essa imagem em minha mente.. .Perguntou Jasmine. Quer que as pessoas a aprecie. . Solange . fazendo uma careta. Jasmine. Mostrou suas unhas. Juliette lhe lançou um travesseiro. MaryAnn.disse Solange.O que tem de errado nisso? Eu chutei o traseiro de um vampiro. E me via perfeita bem. . . Solange me deixará pintar suas unhas dos pés.Não seja tão.Por que não vermelho? . gargalhando ainda mais forte. De certo modo é como vestir roupa intima ultra-sexy e que ninguém saiba.

Então minha missão aqui está completa. Examinou atentamente a bolsa com suas ordenadas filas de esmaltes. . Uma mulher tem que se sentir bem. . que não podia manter as mãos quietas. Consegui incomodar as duas.Se Solange é rosa paixão. . fingindo não ver como Solange estremecia por sua cercania. Uma vermelha e outra laranja. . Separam os dedos do pé.Juliette cruzou os braços. Solange. mas que ainda deveria progredir.Não seja tão menina.Que mais tem aí? —Quis saber Juliette. podem estar seguras. que de vez em quando dava uma olhada nos dedos do pé de Solange.Perguntou Jasmine. .Bem. Ela parecia relaxada e se permitia divertir. .Espere! . Era um pequeno passo. ..Olhe. que provocava risos em Jasmine. . Ela sorriu. Jasmine riu e estendeu as mãos para MaryAnn. – Ela tirou duas pequenas peças de espuma. MaryAnn trabalhou felizmente nas unhas de Jasmine. Riordan está com ele agora.Bonitas unhas.Ele está bem. . Fez-se um pequeno e resseioso silêncio. .É rosa. olhe isto! – ela segurou rapidamente a bolsa e expôs seu conteúdo. MaryAnn pegou a bolsa e abriu o vidro de esmalte rosa. . Não passará nada estranho em meu pé. Jasmine soltou um grito de prazer.Raramente saio de casa sem pelo menos dezdeles. inclinando-se até que seu nariz estivesse quase dentro da caixa de esmalte de unhas.MaryAnn sentia sua presença perto. Vê. acredito que seja. Ele a alagou com tranqüilidade. . MaryAnn olhou várias vezes para Solange. Juliette fazia tanto ato.disse MaryAnn indignada. De repente Solange ficou rígida e deu uma olhada para a porta. Advirta também Riordan e Luiz. . . . recostando-se contra as almofadas.Hmm. —MaryAnn colocou as espumas em seus pés e os levantou no ar.Não faço nem idéia do que seria de vocês três sem mim.Há uma sutil diferença. mê-Me o pé..Não pode fazer dessa maneira. enquanto Jasmine soprava as unhas e Juliette permitia que Solange trabalhasse nela.Quantos frascos diferentes de esmalte de unhas você tem? . . senhoras.Nunca diga nada a ninguém sobre isto. Tome.Tome cuidado com Solange. enquanto entrava no quarto. fizeram uma careta e simultaneamente disseram: . . Confio em que estejam bem.Pronunciou Solange.Emitiu um exagerado suspiro.disse Solange. .Como está Luiz? .Perguntou Solange.Juliette segurou o rosa paixão.Boa tarde. num jesto de enfado..Não é.Tem que usar isto. por favor. Solange ergueu os olhos. . parecendo satisfeita. MaryAnn deu uma olhada em Solange. enquanto olhava como MaryAnn pintava as unhas de Jasmine.Não me pintarei de rosa paixão ou rosa qualquer.Puaj! . . Uma mulher nunca sabe o que poderia acontecer. Tem que aprender várias coisas.Havia pânico na voz de MaryAnn. .É rosa! . quem arqueou uma sobrancelha. O vôo e a mudança ao modo de nossa gente não são tão fáceis como parecem.Aqui esta. Não dói absolutamente.Manolito? . aconteça o que acontecer.Jasmine e ela intercambiaram um olhar. .Retroceda prima. mas permitiu que Juliette as colocasse em seus dedos dos pés. . são rosas. Solange. . . . – ele piscou um olho para Jasmine. .Não posso acreditar nisso! Solange. . Tanto ela como Jasmine precisam de ajuda.. . Ela sofreu um trauma. Tenho outro par e não são vermelhos. – Ele se inclinou e roçou um beijo na cabeça de MaryAnn. MaryAnn encontrou seu esmalte favorito e começou a pintar as próprias unhas. presos com laços. . Eu gosto da cor.Extraiu outro pequeno frasco de sua bolsa. . . Solange retraiu o pé e o escondeu. . . que cor sou eu? Todas esperaram.

lhe elevando os pés em seu colo. quando ele a olhava. pode notá-lo. tratando-a como uma igual. não cheio de tensão. E seguia trabalhando nos dedos dos pés de Juliete. . essencialmente um predador. esfrega a bolsa no musgo do tronco ou de algum galho.Quando retornarmos ao rancho. como se fosse a coisa mais normal do mundo. MaryAnn percorreu o aposento com o olhar e olhou para mulheres que se converteram em sua família. mas era amistoso. Meu companheiro. Manolito elevou o rosto e seus olhos negros cruzaram com os seus. MaryAnn lhe dedicou um sorriso de gratidão por se dirigir a Solange como se não notasse que ela não podia tolerar sua presença ali. . . É muito pequeno. mas uma vez que alguém sabe onde olhar..Sua voz era uma carícia que puxou as palavras. . sem poder explodir seu cérebro? Não estavam o bastante perto para recolher suas ondas cerebrais. Meu marido. – E ela soou como calor em meio a uma chuva torrencial. Fez-se silêncio. embora o rastro fosse de várias horas. . Minha esposa.e não pude descobrir o homem dentro do felino. leva uma pequena bolsa presa ao redor de seu pescoço. – ele falava em tom normal. quando ele salta por entre as árvores.Aprendi alguma coisa de entrar em sua mente.acrescentou Manolito.Comporte-se. quando conseguia se perder em seu olhar.Eu também te amo. . fascinada pela visão do grande macho Cárpato. Seu coração saltava sempre do mesmo modo. . Provavelmente deviam ter passados anos desde que Solange tinha estado na companhia ocasional de um homem. Como consegue notar a diferença entre um cambiaformas e um jaguar genuíno. . Com freqüência. Os dedos do pé se moveram.Sua voz foi tão casual como a de Solange. . Você fez aquela coisa. Minha companheira. Solange estava olhando o processo. . . pintando delicadamente as unhas do dedo do pé de sua companheira.Amo-te. Não olhava diretamente para Manolito. Solange. . Melhor impossível! FIM . Sua boca se retorceu e ela teve que afastar o olhar. Parece que entraram nele. .Quando o homem-jaguar viaja. . Segui-os até o rio.Fique quieta.perguntou Manolito.De acordo. koje. querendo encolher e ele pintou um dedo em vez da unha. Vi rastros do jaguar no lado norte. . . . MaryAnn quis lançar seus braços ao redor do pescoço de Manolito e abraçá-lo.Sua voz soou baixa e rouca como se raramente ela a usasse. Abriu o vidro de esmalte e franziu o cenho pelo aroma.. Solange pigarreou. O homem que era seu coração e sua alma e se encontrou sorrindo. Depois ele se inclinou para soprar os dedos do pé de MaryAnn. . talvez poderia tomar um tempo para me mostrar isso. A MaryAnn. avio päläfertül. avio päläfertül.Patrulhei a ilha.Que coisa? . quando Manolito fulminou com o seu.Manolito pegou casualmente o esmalte de unhas da mão de MaryAnn e se sentou na frente dela.Tenho o sentido de olfato bastante agudo.Estou quieta. mas também não grunhia ele. obrigando-a a fazer o mesmo com ele. saberemos o que estamos procurando. . Dessa forma quando patrulharmos. disse Manolito.Parecer atraente e magnífico. .