Possessão Sombria - Christine Feehan Série Sombria - Livro 18

CAPÍTULO I Manolito da Cruz despertou sob a terra escura com o coração palpitando no peito e com lágrimas de sangue sulcando o rosto, afligido pelo pesar. O grito desesperado de uma mulher fazia eco em sua alma, rasgando-o, lhe repreendendo, lhe afastando da beira de um grande precipício e estava morrendo de fome. Cada célula de seu corpo implorava sangue. A fome lhe roia com garras desumanas, até que uma vermelha neblina lhe cobriu a visão e sua pulsação bateu forte pela necessidade de conseguir alimento imediatamente. Desesperado, explodiu as cercanias de seu lugar de descanso, procurando a presença de inimigos sem encontrar nenhum, então atravessou como um foguete às ricas camadas de terra, para o ar. O coração trovejava nos ouvidos enquanto sua mente gritava. Aterrissou em meio a densos arbustos e espessa vegetação e lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor. Por um momento tudo pareceu equivocado... macacos estavam em algazarra, pássaros em alvoroço numa advertência, a exalação de um predador maior, inclusive o arrastar dos lagartos através da vegetação. Supunha que não deveria estar ali. Na selva tropical. Seu lar. Sacudiu a cabeça, tentando esclarecer sua fragmentada mente. Do que recordava com claridade era

interpor diante de uma mulher grávida dos Cárpatos, protegendo tanto a mãe quanto o filho em seu ventre, de um assassino. Shea Dubrinsky, a companheira de Jacques, cujo irmão era o príncipe dos Cárpatos. Naquele momento estava nas Montanhas dos Cárpatos, não na América do Sul, que agora chamava de seu lar. Repassou as imagens em sua cabeça. Shea entrara em trabalho de parto na festa. Ridículo! Como podiam manter as mulheres e crianças a salvo em meio a semelhante loucura? Manolito tinha pressentido o perigo, o inimigo movendo entre a multidão, espreitando Shea. Distraiu, deslumbrado por cores, sons e emoções que se vertiam sobre ele chegando de todas as direções. Como era possível? Os antigos caçadores Cárpatos não sentiam emoções e viam tudo em tons de cinza, branco e negro… ainda assim... recordava claramente que o cabelo de Shea era vermelho. De um brilhante vermelho. As lembranças se dispersaram quando a dor explodiu atravessando-o, fazendo com que se dobrasse sobre si mesmo, enquanto ondas de debilidade o golpeavam. Encontrou no solo sobre as mãos e os joelhos, com o estômago encolhido em duros nós e as vísceras pesadas. Um fogo queimava em seu interior como veneno. As enfermidades não atacavam a raça dos Cárpatos. Não podia haver contagiado com enfermidade humana. Isto era provocado por um inimigo. Quem teria me feito isto? Apertou os brancos dentes numa amostra de agressividade, com os incisivos e caninos afiados e letais enquanto olhava com ferocidade a seu redor. Como tinha chegado aqui? Ajoelhando na terra fértil, tentou decidir o que fazer. Outro raio de dor fustigou suas têmporas, enegrecendo a verdade. Por que estava na selva quando deveria estar nas montanhas dos Cárpatos? por que tinha sido abandonado por sua gente? Por seus irmãos? Sacudiu a cabeça em negação, embora lhe custou muitíssimo, já que sua dor se incrementou e parecia que estavam cravando pregos na cabeça. Estremeceu quando as sombras se arrastaram aproximando, rodeando-o, tomando forma. As folhas rangeram e os arbustos se moveram, como tocados por mãos invisíveis. Os lagartos saíram disparados sob a vegetação podre e se afastaram correndo assustados. Manolito se ergueu para trás e novamente olhou cautelosamente a seu redor, desta vez examinando sobre e clandestinamente, esmiuçando a região. Havia somente sombras. Nada de carne e sangue que indicasse que havia um inimigo perto. Tinha que se controlar e averiguar o que estava acontecendo antes que se fechasse a armadilha… E estava seguro de que havia uma armadilha e de que estava a ponto de ficar completamente preso. Em tudo o tempo que caçara ao vampiro, Manolito tinha saído ferido e envenenado em muitas ocasiões, mas tinha sobrevivido porque sempre usava o cérebro. Era hábil, sagaz e muito inteligente. Nenhum vampiro ou mago ia superar-lhe, estivesse doente ou não. Se estava se alucinando, tinha que encontrar a maneira de romper o feitiço para proteger -se. As sombras se moveram em sua mente, escuras e malignas. Olhou a seu redor, ao nascimento da selva e em vez de ver um lar acolhedor, viu as mesmas sombras movendo… Tentando alcançá-lo… tratando de apanhá-lo com suas ambiciosas garras. As coisas se moviam, gemiam e criaturas desconhecidas se reuniam entre os arbustos, no passar do terreno. Não tinha sentido, não para um de sua espécie. À noite lhe deveria ter lhe dado boas vindas… reconfortando-o. Envolvendo-o em seu rico manto de paz. À noite sempre lhe tinha pertencido, a ele… A sua gente. Deveria ter lhe enchido de informação a cada respiração que tomava em seu corpo, mas na vez disso, sua mente lhe jogava coisas passadas, via coisas que não deveriam estar ali. Podia ouvir uma escura sinfonia de vozes que o chamavam, os sons aumentaram de volume até que sua cabeça palpitou com gemidos e lastimosos gritos. Dedos ossudos roçaram sua pele, patas de aranha se arrastaram sobre ele, fazendo com que se retorcesse, sacudindo os braços, golpeando o peito e esfregando-a costas vigorosamente num esforço em afastar as invisíveis teias de aranha que pareciam grudadas em sua pele. Estremeceu novamente e forçou ao ar a entrar em seus pulmões. Tinha que estar se alucinando, cativo na armadilha de um professor vampiro. Se esse fosse o caso, não podia chamar seus irmãos pedindo ajuda até que soubesse se ele era o chamariz que os atrairia também a teia da aranha. Segurou a cabeça com força e forçou a sua mente a acalmar. Recordaria. Era um antigo Cárpato enviado longe pelo anterior Príncipe, Vlad, a caçar o vampiro. Fazia séculos que o filho de Vlad, Mikhail, tinha assumido o governo de seu povo. Manolito sentiu uma das peças encaixar enquanto uma parte de sua memória voltava para seu lugar. Estivera longe de seu lar na América do Sul. Havia sido convocado pelo para uma reunião nas Montanhas dos Cárpatos, uma celebração da vida já que a companheira de Jacques ia dar a luz a um

menino. Embora agora parecia estar de retorno à selva tropical, num lugar que lhe resultava familiar. Poderia estar sonhando? Nunca tinha sonhado antes, não que recordasse. Quando um homem dos Cárpatos ia para a terra, fechava seu coração, seus pulmões e dormia como se estivesse morto. Como podia estar sonhando? Uma vez mais se arriscou a um olhar pelos arredores. Seu estômago se revolveu quando as brilhantes cores o deslumbraram, fazendo com que lhe doesse à cabeça e sentisse náuseas. Depois de séculos de ver em branco e negro com sombras de cinza, agora a selva circundante luzia numa raivosa cor, tons de vívidos verdes, num desenfreio de flores de cores derramando pelos troncos das árvores junto com as trepadeiras. Sua cabeça pulsava e lhe ardiam os olhos. Escapavam gotas de sangue como lágrimas, percorrendo seu rosto, tanto que entortava os olhos na tentativa de controlar a sensação de vertigem, enquanto examinava a selva tropical. As emoções o alagaram. Saboreou o medo, algo que não tinha conhecido desde que era menino. O que estava acontecendo? Manolito lutou por concentrar sobre o amontoado de pensamentos em sua mente. Esforçou em manter a raia o lixo e em concentrar no que sabia de seu passado. Colocou diante de uma senhora idosa, possuída por um mago justo quando ela empurrava uma arma envenenada para Jacques e o filho nonato de Shea. Sentiu a comoção quando a arma entrou em sua carne, a torção e o rasgo que provocou a lamina serrada ao cortar através de seus órgãos, lhe rasgando o estômago. O fogo ardeu em seu interior, estendendo rapidamente enquanto o veneno abria passo por seu sistema nervoso. O sangue tinha deslocado em rios e a luz se desvaneceu rapidamente. Ouvira vozes chamando-o, cantarolando e tinha sentido seus irmãos estendendo para ele para tratar de retê-lo neste mundo. Recordava tudo muito claramente, o som das vozes de seus irmãos lhe implorando… Não… Lhe exigindo que ficasse com eles. Encontrou -se num reino tenebroso, com sombras flutuando e estirando. Esqueletos. Ameaçadores dentes pontiagudos. Garras. Aranhas e baratas. Víboras vaiando. Os esqueletos aproximando cada vez mais até que… Fechou sua mente ao que lhe rodeava, A todos os caminhos mentais compartilhados, para não dar oportunidade a ninguém de alimentar de seus próprios medos. Tinha que ser uma alucinação provocada pelo veneno que recobria a lamina da faca. Não importava que tivesse conseguido evitar que entrasse em seu cérebro… Algo malicioso já estava presente. O fogo o rodeou, as chamas crepitaram estirando avidamente para o céu e estendendo para ele como línguas obscenas. Saindo da conflagração, emergiram mulheres. As mulheres que tinha utilizado para alimentar durante os séculos passados, há muito mortas para o mundo. Começaram a amontoar a seu redor, com os braços estirados, as bocas abertas desmesuradamente, enquanto se inclinavam para ele, mostrando seus atributos através de vestidos que aderiam a seus corpos. Sorriam e lhe faziam gestos, com os olhos totalmente abertos, sangue correndo pelo flanco de seus pescoços… Tentando-o... Tentando-lhe. A fome ardeu, rabiou. Cresceu até converter num monstro. Enquanto olhava, elas o chamavam sedutoramente, gemendo e retorcendo como em êxtase sexual. Tinha muitos pecados pelos quais responder, muitos atos escuros que manchavam sua alma, mas este não. Não deste, do quais estas mulheres sensuais e de bocas ambiciosas o acusavam. Grunhiu-lhes, levantou a cabeça com orgulho e enfrentou diretamente seus frios olhos. Sua honra estava intacta. poderiam dizer muitas coisas dele. Poderiam julgá-lo por outras mil coisas distintas e lhe encontrar culpa, mas nunca havia meio tocado uma inocente. Nunca tinha permitido que uma mulher pensasse que talvez poderia apaixonar por ela. Tinha esperado fielmente sua companheira, ainda sabendo que as possibilidades de encontrá-la alguma vez eram muito pequenas. Não tinha havido nenhuma outra mulher Apesar do que pensava tudo mundo. E não haveria nunca. Sem importar suas outras faltas, não trairia sua mulher. Nem de palavra, nem de fato e nem sequer com o pensamento. Apesar de que duvidasse que ela nasceria algum dia. - Manolito. Elevaste logo. Devia ter permanecido na terra umas semanas mais. Gregori disse que nos assegurássemos que não se elevasse muito cedo. Os olhos de Manolito se abriram de repente e olhou cautelosamente ao seu redor. A voz tinha o mesmo timbre que a de seu irmão mais jovem, Riordan, mas estava distorcida e lenta, cada palavra se alongava de modo que a voz, em vez de ressonar com familiaridade, parecia demoníaca. Manolito sacudiu a cabeça e tratou de levantar. Seu corpo, normalmente elegante e poderoso, sentia fraco e estranho enquanto caía outra vez sobre seus joelhos, muito fraco para se levantar. Seu estômago se contraiu, revolveu. O ardor se estendeu por seu sistema. - Riordan. Não sei o que me está acontecendo. - Utilizou o atalho mental que só usavam seu irmão mais

Alguém o assinalou com um dedo acusador. de qualquer maneira que pôde. Poderia ser verdade? Tinha morrido e haviam lhe trazido de volta ao mundo dos vivos? Nunca tinha ouvido falar de uma proeza semelhante. Não eram olhos absolutamente. Tão intenso que lhe deixou sem fôlego. E não havia sentido nada enquanto o fazia. Se isto fosse uma elaborada armadilha. . Não cabia nenhuma dúvida de que era real. Pressionou a mão firmemente contra o peito. Manolito levantou a cabeça de uma vez e seu corpo tremia. sem importar o risco par-se. Pertence-nos. Sabia que o veneno ardia ainda Através de seu sistema. Era o atalho correto. A capacidade de ver cores. Dúzias deles.Acha-se melhor que nós. Caçar e matar eram necessário. Sua viagem não se completou.Você deve voltar para a terra. Os Cárpatos raramente luziam cicatrizes. e alguns muito velhos. Matou uma e outra vez. uma cicatriz trincada e feia. E sua companheira? Deveria ter viajado com ele. A dor lhe pressionou com força. A dor o afligia. Una-te a nossas filas. Ficou em pé em toda sua estatura. Seus olhos. A idéia fez com que seu coração se detivesse. Então por que não podia recordar a mulher mais importante de sua vida? por que não podia visualizá-la? E por que estavam separados? Onde estava ela? . A ferimento estava sobre seu coração. Nos olhe. . no reino das almas. milhares inclusive. deslizando através de árvores e arbustos. Manolito se retirou imediatamente ante o toque de seu irmão. . Havia só uma pessoa no mundo que poderia ter restaurado as emoções para ele. que dizia tudo. Corriam rumores é obvio. Não podia ir até o reino das almas A menos que estivesse morto. Como uma máquina. E agora? Desta vez sentiu o perigo quando as formas começaram a perfilar num círculo a seu redor. O pânico afiou sua confusão. Manolito arrancou a camisa do corpo e baixou o olhar para as cicatrizes de seu peito.É como nós. Tinha matado.Tão seguro de ti mesmo. Outro vaiou e cuspiu com raiva. A voz de Riordan era exigente em sua cabeça. Tudo enquanto matava seus próprios irmãos. Um golpe mortal. A voz seria a mesma se não a ouvisse em câmara lenta. Tinha matado a cada um deles sem compaixão ou remorso. Vampiros cada um deles. profundamente nas conchas. Sua companheira. E como podia ser. Olhos vermelhos ardendo com ódio e maliciosa intenção. ganhando força atrás de uma sólida barreira onde não podia acessar. de um num e lutando com seu intelecto e habilidade superior. forçando seu corpo a permanecer reto enquanto suas vísceras se . Tomou cuidado de evitar que sua energia mostrasse por esse atalho. . caçando cada vampiro. mas charcos resplandecentes de ódio. Todos os sentidos que tinha perdido nos primeiros duzentos anos de sua vida haviam sido restaurados por causa dela. sem nenhum pensamento para o que deixava para trás.. Tinha sido envenenado. Manolito. Aquela a qual estava esperando há séculos. A dor de seu corpo era real. Não pode te elevar. não atrairia Riordan a ela. Queria a seu irmão demais. envoltas em sangue vermelho. O que ele pensava sobre o tema não importava o mínimo. Cada músculo de seu corpo se contraiu. A explicação estava errada. . Não teria permitido que o veneno permanecesse em seu corpo. A culpa lhe carcomia. E ele não estava morto.jovem e ele. para isso. Viajaste longe. Reconheceu-os. Tinha que fazer. se tinha sido curado apropiadamente? Gregori era o maior curador que os Cárpatos já tiveram.. mas estava ainda distorcida e lenta. Fizera-o rápida e brutalmente.Manolito. Muito ruidosamente. Seu coração batia forte. Tinha que estar. Deve te dar mais tempo.Gritou um. Alguns eram amigos da infância e outros professores ou mentores. como se a emoção esteve acumulando através dos longos séculos. mas não sabia que fosse possível. Mas as palavras. Sentia amor por seus irmãos. Amor.. Por um momento o coração de Manolito palpitou tão forte em seu peito que temeu que pudesse lhe explodir através da pele. centenas.. As sombras se moveram outra vez. não havia nenhuma possibilidade de escapar. Irrefreável e real. ruidosamente. de sentir emoções. Oscilavam como se seus corpos fossem muito transparentes e finos para resistir a leve brisa que açoitava as folhas da canopia sobre deles. Alguns eram relativamente jovens para os padrões Cárpatos.

sentiu que os tremores começavam. dançem comigo como tem feito tantas vezes.. estava seguro. mais próxima a ele riu.. os pássaros se elevaram da canopia. . fazendo com que seu interior amolecesse.Manolito! O que diz? É obvio que sou seu irmão.Impostor. Sentia o corpo diferente. morto.Una-se a nós. Zumbidos. atraindo-me como se eu fosse um deles. . Manolito. inclusive. Uma única prova e o medo.Só tnum sonho sobre ela.Matei estes há séculos passados. . elevando o vôo ante a horrível cacofonia de chiados que aumentavam de volume. . Cambalearam. A primeira linha de vampiros. Pode senti-la. Tenho companheira. observe sua face. .Olhe-se. . Sobre eles. . pesado e fraco.Como faz você? Cometeste um terrível engano. Riordan ofegou e pela primeira vez.Não pode escolher lhes entregar sua alma. A pele de . mas não havia sentido o empurrão.Escolheu seu destino. sobre as mãos e joelhos como se o tivessem empurrado.. Ele rompeu a conexão mental imediatamente e fechou todos os caminhos. A adrenalina no sangue é o melhor. Estamos perto.Está seguro disso? . Os vampiros se aproximaram mais e agora podia sentir a ondulação das andrajosas roupas. concentrou em seu inimigo. . mais a sensação de insetos arrastando sobre a pele o alarmou. enquanto as vozes cresciam em intensidade. mais claras.Não pode me confundir com tal engano. Enquanto se apoiava sobre as pontas dos pés. Morre de fome. Sabia em seu coração que estava acabado.Não tem companheira. Manolito grunhiu.. Eu somente fui o instrumento de justiça. Uma vez. .Sussurrou a informação em sua cabeça. mas me rodeiam com seus olhos acusadores. Não é meu irmão. . Sacudiu a cabeça para esclarecê-la. Zacharias enviaria uma advertência ao príncipe anunciando que exércitos de mortos estavam elevando-se uma vez mais contra eles. . Deve agüentar. O som sacudiu seu corpo.Vamos lá então. Você está doente. Podemos sentir como gagueja seu coração. tantos como fosse possível.. Sussurros. mas o som estava mais em sua mente que fora dela. Manolito encontrou sobre o chão. . seus pés levavam a cabo o estranho e hipnótico padrão do não morto. Rodeiam-me com seus dentes vis manchados de sangue e seus corações enegrecidos. ressecados e enrugados. Mas levaria com ele. liberando o mundo de criaturas tão perigosas e imorais. Vá com seu professor de marionetes e lhe diga que não sou tão fácil de apanhar. mas os sons persistiam. . e os uivos rasgaram o ar.contraiam. a saliva corria por suas faces e os buracos que eram seus olhos resplandeciam com ódio.Uma-se a nós. girou. Sinta. Se os vampiros estão jogando contigo. irmão. Estou indo para ti a toda pressa. Encontrei minha companheira e Rafael encontrou a dele. Permita-lhes sentir medo e o poder não se parecerá com nada que haja sentido antes. jogando a cabeça para trás com um rugido de raiva. Havia muitos para matar. Tecendo um véu sobre sua mente. Tem fome. . Deixa que o vejam. . As cabeças se inclinaram para trás sobre os longos e finos pescoços. . particulars e comuns a sua mente. Tem que sobreviver. A tentação fez com que sua fome crescesse até que não pôde pensar além da vermelha neblina de sua mente.. . . Vejo suas imundas abominações em cor. irmão. Ouviu-os lhe chamando. soou como o amado irmão de Manolito. rasgadas e puídas pela idade. Estou chegando. É só questão de tempo para ti. que tinha tomado a forma de tantas faces de seu passado que soube que se estava enfrentando a morte. Uma artimanha de vampiro. Girando. Só uma prova.Sangue fresco. Ficou olhando fixamente para a enorme quantia de água que se estendia ante ele.Ordenou e lhes fez gestos com os dedos. Necessita de sangue fresco.Una-se a nós! – Clamavam. A súplica ganhou volume até converter numa onda que se chocou contra ele. .Negou Riordan. Precisava que Riordan contasse a seus irmãos mais velhos. De uma grande distancia. É um dos nossos. maligno.O mago deve ter encontrado um modo de ressuscitar os mortos. roçando contra sua pele. tentando manter o inimigo a vista.

Se tivesse que permanecer com vida.sua face estava colada sobre seus ossos. ela podia salvar a raça humana dos monstros? Os humanos não acreditavam em sua existência. Tão faminto que não havia nada a fazer exceto caçar. Não se recordava. baixando mais ainda. doce e vivo. É um de nós.Mate-a. atraído pelo aroma do sangue. Sentiu-a cálida e viva contra seu frio corpo..Tome-a. Posso fazer com que tudo isso se acabe. empurrando a garota pata trás dele.. Necessitava do escuro e rico sangue para viver. Só tem que me saborear. Baixou a cabeça. . Tinha que morder um suave e quente pescoço de modo que o sangue quente entrasse em sua boca. tocando -se. Mas todas as tentações do mundo não poderiam lhe fazer mudar de opinião. .Sai daqui! Vá com seus amigos e fique longe de mim. voltou-se. Podia ouvir o sangue correr por suas veias. .. quente. elevando igual à maré para lhe consumir. . O batimento do coração aumentou em intensidade e lentamente ele girou a cabeça enquanto uma mulher era empurrada para ele. lhe dando a vida. Atrás dele. Sem sangue seria incapaz de se defender. humanos que temiam os de sua tipo… Manolito fechou seus olhos e bloqueou o som desse doce e tentador batimento de coração. . . Manolito. Empurraram a mulher para diante. até que o pequeno corpo foi quase tragado pelo seu. pressionando o luxurioso e feminino corpo firmemente contra o seu.Não pode escapar deste lugar. Seu coração pulsava freneticamente.Necessita-me. Sou tua. em corpo e alma. Você a traiu e merece ficar aqui. E se tivessem conhecide Manolito. a mulher envolveu os braços ao redor de seu pescoço.. afastando a mulher de seu corpo. tropeçou e caiu contra Manolito. Quem o ajudou? Seus irmãos? Os humanos? Nós lhe trouxemos sangue quente para te alimentar. Teria que lutar com todos eles. A face da mulher mudou.Sussurravam eles e o som se elevava num hipnótico canto. Ouviu o batimento de um coração. seu estômago. O que era ela afinal? Débil e assustada. Em sua mente. a risada se desvaneceu e ela jogou o cabelo para trás com frustração. Manolito era consciente de que os vampiros estavam se aproximando.Não sou tão inocente.Necessito de minha companheira. girando. do arrastar de seus pés. sem se alimentar durante séculos. irmão. Sua pulsação em seu pescoço saltou rapidamente e ele cheirou seu medo. Precisava disto. . Seus olhos escuros eram poços de terror. Sou tua. até lhe acariciar. sua boca estava preenchida com seus alongados dentes e a necessidade de arrastar os lábios contra a calidez do pescoço feminino.Não o farei! É uma inocente e não será utilizada desta maneira.. Não sabia.. Parecia assustada. A seu redor. Podia sentir a adrenalina correndo através de sua corrente sangüínea. Forte e firme. Ela gritou. acrescentando luxúria a sua fome. O ar escapava de seus pulmões em aterrorizados ofegos. Atraindo-lhe.Una-se a nós. E inocente. Seu coraçãsua pulsaçãou ao ritmo do dele. Não podia pensar em nada que não fosse a terrível fome inflamando. .Porque tinha chegado muito longe e talvez não pudesse se deter. Ainda a aproximou mais. de suas bocas cavernosas amplamente abertas com espera. enchesse cada célula e se espalhasse através de seus órgãos e tecidos e alimentasse a tremenda força e poder dos de sua raça. fios de saliva gotejavam de suas bocas enquanto seus desumanos olhos brilhavam com selvagem regozijo. Ela riu e se retorceu. Manolito grunhiu. lhe chamando como nada o fizera antes. só o som da garota lutando por tomar ar e o trovejar de seu coração enchiam o ar. Merecia viver. haveriam… . Estava desesperado. Una-se a nós.. Olhe o que lhe têm feito. Está morto de fome. . que assim . Não podia falar para tranqüilizá-la.Vaiou outro. Chamando-lhe. Ela virá a mim e se ocupará de minhas necessidades.. Para te manter com vida. Merecia. suportando a tortura. Fez-lhe a boca água. Os sussurros em sua cabeça. Humanos que desprezavam o que ele era.. Una-se a nós . mas talvez ainda poderia salvá-la.Vaiou um. as mãos deslizaram por seu peito. Tinha passado séculos defendendo os humanos. .. Tinha que encontrar uma presa. A noite se tornou silenciosa.Torture-a. . . Estava morto de fome. Sua boca se em protesto e não só seus incisivos mas também também seus caninos se alongaram e afiaram com espera..

Pode ser que seja tudo o que dizem. Manolito da Cruz era um desconhecido. Sentiu um formigamento na nuca e se voltou. Podia sentir na calma total. Todo sussurro de vida cessou a seu redor. Com sua superioridade numérica teriam conseguido destruí-lo facilmente. Era a segunda acusação deste tipo e o fato de que ela não estivesse lutando a seu lado falava por si só. mas não trairia sua companheira. porque recordava muito pouco dela. CAPÍTULO II A depressão clínica era um monstro insidioso que se aproximava sigilosamente e deslizava sobre e dentro de uma pessoa antes que esta tivesse oportunidade de ser consciente dela e ficar em guarda.. suas formas se faziam menos sólidas e pareceram titubear. Assim está escrito em nossas leis. nem roçar. Posso ter manchado minha alma.fosse.. mas não o levaram para a fazenda. Só ela pode me julgar indigno. O perigo o rodeava. Nunca permanecerei com vocês. pelo golpe de sentimentos. Não havia revoadas de asas. mas darei a face a minha companheira. Devia ter feito algo terrível. Estava tão incrivelmente triste que não podia parar de chorar. Não podia chamá-la.Renego seu julgamento.Teria que fazer algo melhor que me tentar a traí-la. mas não mostraram grande emoção e certamente não falavam dele. como a de um anjo cantando aos céus. Seu coração havia sido quebrado silenciosamente em pedaços. Tristeza não era a palavra que utilizaria para descrever o horrível e enorme vazio ao qual não parecia poder sobrepor. porque a mera idéia de comer a deixava doente. Levantou a cabeça e mostrou os dentes a centenas de homens dos Cárpatos que tinham escolhido renunciar suas almas.. O que podia ter feito? Nunca havia tocado outra mulher. Os vampiros retrocederam mais entre os arbustos. Em vez de suportar com a lembrança da esperança de uma companheira. Sabia que eles estavam desolados. mais que o autêntico som o alertou e Manolito se virou.. Nunca havia conversado com esse homem..Disse. Numa ilha tropical em algum lugar em meio ao rio Amazonas.. Entretanto. Levaram seu corpo de volta no mesmo jato particular que tinham utilizado para voltar para seu rancho no Brasil. A teria protegido como teria feito com a companheira de Jacques. Ainda de joelhos. Havia ela negado sua reclamação? Teria unido-a a ele sem seu consentimento? Isto era aceitável em sua sociedade. suave e melodiosa. as enormes e frondosas plantas pareciam tragá-los. .. Seu coração deu um salto.. Mas não atacaram. O instinto. Seu assassinato. mas nunca a entregaria por gosto ou renunciaria minha honra como fizeram vocês. Estavam lhe julgando e até agora não parecia estar indo muito bem e talvez era por isso que não recordava. E podia colocar uma marca em falta de apetite. dizimando sua própria espécie. E em vez de dar a Manolito um enterro adequado.. E com ela dentro. Seu estômago ardia e seu corpo gritava pedindo alimento. fazendo com que fosse difícil distinguir entre os não mortos e as sombras na escuridão da selva tropical. mas estava mais confuso que nunca. embora quando presenciara sua morte.... Isso não era uma traição. Só que ela dizia que não queria ter nada a ver com um homem Cárpato.. em vez que suportar com honra. dedos ossudos lhe assinalaram em tom acusador. seus irmãos tinham levado o corpo para algum . talvez além de toda redenção. O avião tinha aterrissado.... um amparo para o macho quando a fêmea era arisca.. Certamente nenhum pecado teria cometido contra ela. . Não tinha sentido. Só minha companheira pode me condenar. Recordava sua voz. com sua vida e mais além. Não era capaz de dormir desde… Fechou os olhos e gemeu.. Os vampiros vaiaram. mas estava no livro e tinha que acrescentá-la a crescente lista de indicadores. elevou as mãos quando o enorme jaguar saltava para ele. Parecia estar mais aflita que sua família. Os vampiros o pegaram. arruinando uma sociedade e um estilo de vida... MaryAnn Delaney limpou as lágrimas que pareciam não ter fim e que corriam por sua face enquanto repassava a lista de sintomas. não a vocês e deixarei que ela dite se meus pecados podem ser perdoados. se fosse possível. .

Tinha um trabalho a fazer e a família Da Cruz esperava que o fizesse. .lugar sem revelar. mas ela sabia que isso se considerava de má educação quando se estava sob o amparo dos Cárpatos. estava tão deprimida que não podia funcionar para nada. Sem importar o muito que tentasse expulsar seu medo e seu receio. endireitou. mas não parecia poder parar. Tudo o que podia fazer era chorar. para aconselhar a irmã caçula de Juliete. sabia. Tentar dominar seu cabelo. Tinha que se acalmar. que por certo devia ainda estava escondida na selva. Chorara tanto que sua garganta estava em carne viva e lhe ardiam os olhos. Cárpatos. Riordan e Juliette eram ambos os Cárpatos e poderiam lhe ler a mente se quisessem. Não queria explrar a opulenta casa ou a exuberante selva. mas não podiam evitar sentir as ondas de aflição que emanavam dela e enchiam a casa. Precisamos falar contigo. Como conselheira que era. e agradecia tal consideração. Nem sequer podia sair às escondidas e visitar seu tumulo. fazendo com que seu coração saltasse e começasse a bater forte. Queria encontrar o túmulo de Manolito da Cruz e se aconchegar nela. Abra a porta. Sem importar as circunstâncias. Um golpe na porta a sobressaltou. Necessitava de ajuda. nas Montanhas dos Cárpatos? Juliette e Riordan lhe tinham pedido que fosse com eles. Era a paranóia entrando também sigilosamente em sua mente ou estava certa ao se preocupar por ter sido levada a uma ilha que ninguém havia mencionado quando estava sua melhor amiga. uma vez mais limpando as lágrimas que corriam por sua face. Cambaleou para o espelho e se olhou fixamente. A idéia de tentar ajudar os outros. Todos estavam tão ocupados se preparando para deixar as Montanhas dos Cárpatos e voar para casa. mas não tinha pensado em fazer tranças e a umidade tinha trabalhado em seu cabelo além de toda ajuda. Conseguira ocultar a princípio. MaryAnn concordara em ir para o Brasil com a esperança de ajudar a irmã de Juliete antes que se desse conta do problema emocional no qual estava. Provavelmente Juliette tinha localizado sua irmã. A sua amada cidade de Seattle. mas isto é importante. lavar o rosto e escovar os dentes. mas a dor estava crescendo e enchendo sua mente de perigosas e atemorizanteas idéias. que não tinham notado seu silêncio. —MaryAnn.. Destiny. sempre podia olhar a seu redor e encontrar algo gracioso. enquanto viajavam durante o dia. mas seguiu pensando que a tristeza remeteria. vampiros e jaguares. —Sinto interromper seu descanso. tinham-no atribuído ao acanhamento. Ou se o notaram. formoso ou divertido do qual desfrutar. pelamor de Deus! Mas não podia encontrar a disciplina necessária para sobrepor ao crescente desespero e desconfiança. na selva tropical. Era a segunda vez que Juliette tinha utilizado a palavra “necessitar”. —Ainda estou com sono. Juliette. Não queria se levantar da cama. . quando não podia suportar a idéia de sair da cama. Deveria haver dito algo. E o ataúde. mas desde noite em que tinha ido a celebração dos Cárpatos com Destiny. Não tinha sentido. Estava ridícula. Eles tinham dormido no avião. Não queria falar com ninguém. MaryAnn. se o deixasse solto. Poderiam não lhe ler a mente. mas nunca uma casa de veraneio numa ilha particular.Mentiu. Juliette sacudiu o trinco da porta. E sem dúvida alguma não havia remedio para seu cabelo.. Duvidava que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem snum mapa e um guia blandendo um facão. com horror. podia lhe chegar até a cintura. as emoções não desapareciam. Riordan está comigo e temos que falar contigo. A casa estava rodeada pela espessa selva. Definitivamente algo estava acontecendo. E estar assustada. Saberiam que era uma mentira. com seu cabelo indomável e seus olhos de um vermelho brilhante. MaryAnn deixou escapar o fôlego. Tinha viajado com a família Da Cruz em seu jato particular. Não poderia dormir embora sua vida dependesse disso. Era longo. era atemorizantea. Que demônios estava acontecendo com ela? Normalmente era uma pessoa que acreditava na filosofia do copo meio cheio. estava dormindo. —A voz de Juliete parecia desconcertada e um pouco alarmada—. Era conselheira. vítima de violência sexual e tinham mencionado com freqüência o rancho. Nem sequer queria voltar para avião e ir para casa. Às vezes se sentia como Dorothy no Mago de Oz. —Um momento. mas ela se sentou sozinha junto ao ataúde e tinha chorado. ou a horrível e inexplicável angustia pela morte de Manolito. junto a ele. Não havia modo de esconder a evidência das lágrimas. Que ridículo e desesperado soava isso? Visitar o túmulo de um desconhecido em altas horas da noite porque não podia superar sua morte.

onde ninguém podia ouvi-la. mas também porque não podia controlar a dor que estava ameaçando sua vida mesma. fosse alto. Não os entendo A nenhum de vocês e nem a este lugar. —Juliette manipulou o trinco. abandonando o guerreiro caído. com seus olhos felinos e seu cabelo perfeito. É é uma emergência. Vi-o morrer. enquanto permanecia obstinadamente em silêncio. você não está bem. tinha ouvido o rumor de que tinha feito o mesmo pelo príncipe dos Cárpatos. —Sua mão se moveu para a garganta. Sua boca se secou e apertou os lábios. uma mão revoou para seu peito onde um ponto pulsava e ardia. Algo não ia bem. Estava tão envergonhada. MaryAnn. Juliette lançou a seu companheiro um olhar represora.. Seu último fôlego. Manolito está em apuros e necessitamos de informação rápidamente. Profundamente em seu interior. umedeceu os lábios com a língua—. Ela parecia muito importante. E A nenhum deles parecia sse importar. conheceu meu irmão Manolito? —Riordan olhou a MaryAnn com olhos frios e calculadores. . Está deprimida e aflita. E então seu coração deixou de pulsar. Acredito que está tendo uma reação ao que aconteceu com Manolito. Sou mais uma garota de cidade e tudo isto é novo para mim. seu corpo compacto e gracioso. de ombros longos e pecaminosamente arrumado. ou que Riordan. só que tinha sido tão nobre. embora apenas o conhecesse. —Somos Cárpatos. Sentiu o sangue abandonar sua face. E senti o veneno estendendo através dele. —Só dizer em voz alta já era difícil. Ouvi as pessoas dizerem que sequer Gregori podia lhe trazer de volta da morte. Não ajudava que Juliette fosse formosa. Eles tinham poderes que poucos humanos podiam compreender. tão absolutamente heróico ao inserir seu corpo entre o perigo e uma mulher grávida. Não podia acrescentar. . em seus pulmões—. mas esteve alguma vez a sós com ele? MaryAnn negou com a cabeça. e nada tinha sentido desde que tinha presenciado a morte de Manolito. Sei que está morto. —Tinha estado em sua garganta. . Riordan ama seu irmão e está usando um atalho. Não sabia por que um desconhecido lhe importava tanto. E trouxeram seu corpo conosco no avião. apesar de sua resolução. e por um momento foi difícil respirar—. MaryAnn sentiu o impulso de sua pergunta na mente. —Vi-o morrer. Apressaram-se para a mulher grávida. —É importante. o último fôlego que tomou. —Não acredito que seja o calor. Senti-o morrer. Lamento-o. Suas suspeitas estavam bem sustentadas. as lágrimas a tomavam novamente. não só pelo fato de que seu cabelo tivesse crescido até converter numa massa do tamanho de uma bola de praia. Juliette suspirou. recordando em MaryAnn sua linhagem jaguar. MaryAnn. Sei que prometi que trabalharia com sua irmã. e agora estava presa e era vulnerável. mas não muito resseioso. —MaryAnn. MaryAnn piscou diante dela. —Ele está morto. Juliette lançou a seu companheiro outro longo e eloqüente olhar. Mais ainda. mas o calor está me deixando doente. —Tinha gritado. Juliette deslizou Através do aposento até a cama. sacrificou pelo Mikhail Dubrinsky também. —Quando estávamos nas Montanhas dos Cárpatos. Morreu e todos estavam mais preocupados com a mulher grávida. seu olhar concentrado e alerta.—MaryAnn.Objetou Juliette—. —Ela jogou para trás a selvagem massa de cabelo e se balançou brandamente—.O sinto. Não enquanto sentia o coração como uma pesada pedra no peito. —Isso não tem sentido. —Sentiu morrer Manolito? —Sim. —É só por que estou foara de casa muito tempo.. Sem lhe importar seu próprio amparo. De verdade. mas vamos entrar. mas ele morreu. tentando lhe manter neste mundo. Tinha crédulo nesta gente. Era uma mulher forte. MaryAnn inspirou profundamente e voltou A sentar no beirada da cama. desviando a face enquanto eles atravessavam a porta. MaryAnn tentou um sorriso. —Seu próprio coração tinha vacilado em resposta como se não pudesse pulsar sem que o dele marcasse o ritmo. MaryAnn e não tão fáceis de matar. como seus irmãos. algo que resulta automático para nossa espécie. Tinha-lhe dado um empurrão mental. —Sei que não parece. tinha gritado seu protesto. Tenho que ir para casa. num ataúde.

Está muito assustada. A verdade era que não sabia. . —Era tão belo que teria sido impossível não notá-lo. Tudo estava errado. Olhou a seu redor. era . era uma mulher muito independente criada numa família do tipo médiaalta nos Estados Unidos. É possível que o que queira que esteja afetande Manolito. Inclusive tinha se repreendido l quando se deu conta de que lhe estava olhando embevecida como uma adolescente. Ela. Riordan. ainda lhe tinha admirado. para a opulenta riqueza. embora estivesse tremendo. monstros à espreita sob a fachada tranqüila e civilizada.Se for sua companheira. Não conheço ninguém mais poderoso. Em qualquer caso. Não seria fácil escapar dos Cárpatos. e quando o trouxemos para casa. Tinha pouca defesa contra eles.Estamos assustando-a. Como é possível que Manolito se elevasse antes de sua hora? . MaryAnn sempre lhe tinha parecido uma mulher forte e valente. Não deveria haver se elevado. esteja afetand-a também? Riordan guardou silêncio um momento. —Alguma vez esteve a sós com ele? Nem sequer por um curto período de tempo?— Perguntou Juliette. um cenho se acomodou em sua face. com sua beleza. Sempre tivera um sexto sentido para o perigo. Mas.Pode o vínculo entre companheiros anular uma ordem do curador ou do cabeça de nossa família? Riordan esfregou o queixo. mas Gregori. Gregori o imobilizou na terra. fora quem a colocara sob seu amparo e lhe tinha proporcionado algumas salvaguardas. Vou pedir a Riordan que saia e nós podemos conversar sobre o que te está incomodando. longe de toda ajuda possível. —Passou junto a Juliette e foi cambaleando para o banheiro. Juliette respirou fundo para acalmar. além do que seria normal. não havia esperança de nada mais. . Ouça seu coração. Podia ver o assassino em ambos. Não eram absolutamente o que pareciam. mesmo assim isto não o tinha visto vir.—Vi-o poucas vezes entre a multidão. Olhos de gata. por outro lado. esta vez olhando-a nos olhos. assustada ante a idéia do que tinha que fazer. ela está assustada demais e nós temos que fazer algo. Sabia que os Cárpatos só tinham um companheiro. Tinham jurado protegê-la. o segundo ao comando e guardião do príncipe. A enorme fazenda. Considerava -se uma mulher muito sensível. Precisava de ajuda e tudo mundo estava muito longe. E tinha visto muitas mulheres maltratadas para considerar sequer estar com um homem que tinha uma atitude dominador com as mulheres. . Foi a toda velocidade para o lavabo e abriu a água. mas haviam a trazido para um lugar de calor e opressão. Atrás de Juliete estava seu companheiro.Quero ir para casa. pode ser. Era despótico e arrogante. Não podia funcionar pelo terror. Deixa de empurrá-la. Não podia confiar nestas pessoas. —Não posso respirar. e nada absolutamente podia ocultar o predador nele. e agora estavam acossando-a. fechando a porta. Ele podia tê-la utilizado para alimentar. posso ver que está muito alterada. ela não poderia viver com um homem como Manolito da Cruz. MaryAnn a ignorou e correu os últimos poucos passos até o enorme banheiro. levamos-o ao terreno mais rico da selva e Zacharías se assegurou de que permanecesse na terra. Molhando a face com água fria esperava esclarecer sua mente. mas além disso. Embora não a conhecia muito bem. mas de Riordan. com voz agudizada por uma súbita ira. e soube que se encontrava numa armadilha de seda. mas esse homem lhe tinha roubado o fôlego. esperando que o barulho da água dissuadisse Juliette de segui-la. como ela pode ser sua companheira? Por que ele não fez sua reclamação e a colocou sob o amparo de nossa família? Não tem sentido. —MaryAnn.Bom. não de Juliete. agora parecia estar atuando de um modo nada típico nela. Agora o medo estava crescendo em seu interior. bloqueando-a. um antigo macho Cárpato influenciado do pior modo Neandertal possível por séculos de viver na América do Sul. uma vez mais pressionando para conseguir transpassar suas barreiras naturais e encontrar suas lembranças. —Pare! — Disse. MaryAnn podia ver diminutas chamas nas profundezas daqueles olhos turquesa. Mas até sabendo tudo isso. Uma caçadora dentro do corpo de uma formosa mulher. Só tinha que usá-las e evitar ceder ao pânico até que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem. Juliette. Juliette levantou a mão. MaryAnn sentiu um duro empurrão. florescendo até converter num terror absoluto. . mesmo sabendo que Manolito da Cruz era o último homem no mundo com o qual alguma vez pudesse ter uma relação. —Não confiava em nenhum deles.

Estiverasegura de que fosse uma picada de algum tipo de inseto do qual era alérgica. Estava presa. mas Colby e Rafael. Um vapor entrou por debaixo da porta e através do pequeno buraco da fechadura. tentando deliberadamente desconcertá-la. Os jardins eram muitos selvagens. Juliette lhe tendeu a mão. Juliette junto à porta. matreiros e atemorizantees. mas agora temia que fosse muito mais. os sinais da dor fazendo estragos em sua face. como se o som estivesse sendo reproduzido muito lento. Não havia nada. e embora não entendesse o vínculo. Não se recorda mesmo de ter ficado a sós com o . Talvez Juliette ou Riordan ou Rafael Da Cruz a tinham marcado de algum modo. Estava com os olhos vermelhos inchados. Talvez já estavam em problemas. Seria Jasmine real? MaryAnn duvidava. Não confia em ninguém salvo em sua companheira. tentando imaginar o que podia levar com ela. a selva tropical se arrastava até a casa como um insidioso invasor. encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem e de algum modo conseguir que o piloto a levasse a um aeroporto onde pudesse pegar um vôo para casa. Tinham que ser advertidos. Destiny ou do companheiro de Destiny. Teria que improvisar. um som reverberante que recordava os demônios que tinha visto nos filmes.para atrair os incautos às mãos dos monstros. A conselheira que havia nela deu um passo atrás para tentar dar sentido à torrente de emoções que chegavam em avalanche. Ele está num perigo terrível. A marca no peito que nunca se curara. Era uma lutadora. Segurou-se na beirada da janela e tentou elevá-la. Temos inimigos poderosos. Não deveria ter acreditado neles. —MaryAnn. Era uma enorme conspiração? Estariam todos implicados? Não. nunca acreditaria nisso. Sua voz parecia lenta A seus ouvidos. que MaryAnn tinha sido incapaz de deixar de lado. Não morreria neste lugar. MaryAnn aspirou e deixou escapar o ar lentamente. Do primeiro momento tinha havido algo diferente neles. Deveria ter visto Através de todos eles. a fúria a alagou e reinou a confusão. Acreditava que estariam num enorme rancho de gado no Brasil. Havia preocupação em seus olhos. seus olhos negros brilhavam de fúria. Desejava ir para casa. embora sua dor e desespero tinham sido entristecedoras. Gemeu. Somos responsáveis por sua segurança. Nicolae. Escapar para a selva. o cunhado de Juliete e sua companheira. —Aonde acredita que vai? — Exigiu Riordan. um lugar onde durante o dia muita gente lhes rodearia. de seu melhor amiga. Sabia bastante sobre companheiros. sabia que era forte e inquebrável. Ele reclama ter uma companheira e aqui está você. . desceram do avião num aeroporto particular e MaryAnn tinha contínuado com o Riordan e Juliette para uma ilha. e pelo bem de ambos temos que averiguar o que é. O medo se puxou velozmente por sua coluna quando se deu conta do que tinha que fazer. mas Juliette tinha ido a ela com uma história sobre sua irmã pequena. mas a conselheira que havia nela estava sempre reunindo informação e lhe buscando sentido. Percorreu apressadamente a enorme habitação com o olhar. Seria uma carreira curta. —Temo pela segurança de meu irmão assim como por sua vida. Juliette e Riordan resplandeceram até sua forma humana. e de algum modo conseguiria avisar Destiny e Nicolae de que neste ramo de Cárpatos eram traidores. Foi para a janela e olhou para fora. tal como você nos teme . —disse Juliette brandamente. Riordan se estendeu para ele por seu vínculo comum e mesmo assim Manolito lhe resistiu. por Destiny. —MaryAnn. Acreditamos que Manolito a vinculou a ele a maneira de nossa gente. Riordan esfregou as têmporas como se lhe doessem.sei que está confusa pelas coisas que está sentindo. Ele parecia confuso e ninguém pode estar confuso na selva tropical. quase saltando fora de sua própria pele. pressionando a mão contra o palpitante coração enquanto se voltava. Ele olhou-a com os olhos imperturbáveis de animal selvagens. Gregori deveria ter visto através de todos eles. Uma parte dela acreditava que estavam loucos. com trepadeiras e arbustos estendendo-se para o pátio. desesperada. ardilosos. Olhou-se no espelho. Tem isso sentido para você? Algo está acontecendo aqui. Se você for essa mulher é a única que pode lhe salvar. desesperada por afastar da violência do mundo Cárpato. Tinha-a desde que tinha estado nas Montanhas dos Cárpatos. Estava já a algum tempo ao redor dos Cárpatos. pulsava e ardia. —Volte para o quarto e tentemos solucionar isto. ou talvez somente era a família Da Cruz a qual se aliara aos vampiros. junto com o irmão e a irmã de Colby. mas acreditamos ter uma explicação. Nada. MaryAnn tremeu e retrocedeu até que ficou contra o parapeito da janela. Riordan junto à janela. aflita por um homem ao qual diz que não ter conhecido. Espiões em terreno Cárpato.Estaria morta em cinco minutos ao entrar na selva. O medo a golpeou. temendo que seja um vampiro.

o fato de que Riordan a tivesse incluído. —Disse que não foi real. Riordan foi imediatamente para seu lado. —Não vejo como posso ser sua companheira. —Oh! Riordan. verto? Tinha sonhado com ele viera a ela. Os incisivos retrocederam um pouco. Pode ter retido um pedaço de sua alma a salva. deslizando tão rapidamente que pareceu um borrão. Seu coração saltou novamente. consciente de que Riordan rondava atrás dela como um grande felino. —Ele está realmente vivo? —perguntou. depois voltou para a normalidade com um bater constante. . quando de repente ele estava de volta conosco. Tinha permitido a Nicolae tomar seu sangue para proteger melhor Destiny. .. Juliette inspirou profundamente. no momento em que falou. —Franziu o cenho. e passou o braço ao redor de sua cintura enquanto lhe beijava a têmpora. aliviou algo da tensão que havia em MaryAnn. e se você for a escolhida. — Se sentiria atraído por sua companheira. até seu seio. MaryAnn seguiu Juliette para fora. Isso tampouco tinha sentido. Ele atraiu-a em seus braços e sua boca deslizou por sua pele. colocou sua palma sobre a marca pulsante. —MaryAnn está aqui. Sequer o conheci. Sua alma já tinha abandonado seu corpo. Ela tinha esperado que seus olhos estivessem apagados. O que está acontecendo? Algo horrível está ocorrendo ou ele estaria aqui. mas parecia… Perigoso. como se pudesse estar caçando-a.Lhe recordou Juliette. Ele estava do outro lado.Mas nos teria dito e teria sido colocada imediatamente sob o amparo de nossa família. —Dá no mesmo. Sabia que os Cárpatos não eram humanos. A marca pulsou e ardeu. sem se atrever a acreditar. Em vez de se assustar como ocorria agora. Não teria sido capaz de permanecer muito longe de ti. —Assim quer dizer que a mulher não pode lhe rechaçar. Ninguém acreditava que pudéssemos trazê-lo de volta. mas estava morto. . Riordan assentiu. que não se curava e reteve a calidez com ela. nunca. Negou com um gesto de cabeça. afinal era uma fantasia. inclusive com o curador. —Não foi real. uma vez. Por alguma razão. deixandoos com dentes brancos normais.Pôde ter pensado que não era necessário. Entre nós três podemos resolver isto e o encontraremos. Piscou várias vezes. tinha considerado o . — Ela já estava sob o amparo do Gregori assim como de Nicolae e Destiny. —Mas por que não sei se sou sua companheira? —São nossos homens que têm as palavras rituais vinculantes gravadas. mas na realidade nunca falei com ele. .Disse Riordan. — E duvido que te tenha vinculado com as palavras rituais. —. O que quis dizer com isso? A cor se puxou sob sua perfeita pele. Eu não saberia? Ele não saberia? —Ele saberia. . As mesmas regras não se aplicavam a suas espécies. como se pudesse ajudar a encontrar a solução. MaryAnn abriu a boca para protestar e depois a fechou bruscamente.Disse Riordan. a rica terra e todo mundo trabalhando para lhe manter neste mundo. É mais provável que a tenha prendido através de um intercâmbio de sangue. . havia se sentido secretamente encantada. Movia-se em silêncio.Explicou Juliette. sem saber. A casa estava bem isolada e o ar condicionado estava deixando tudo num agradável frescor.Riordan interrompeu seu pensamento e estudou a face de MaryAnn. frios e vazios como os de tantos caçadores. pode ser a explicação. Só um sonho. porque. ele veria em cores e suas emoções teriam sido restituídas. Sem pensar.Teria acreditado que era imperativo… A menos… . segundo nossos parâmetros. mas nunca. —Todos nós tentamos mante-lo conosco. Se você for sua companheira. —Sonhei com ele. Tinha visto coisas que teria acreditado impossíveis somente há algumas semanas antes. igual aos humanos. Um sonho. na estalagem nas Montanhas dos Cárpatos..Manolito? Recordaria-o.Como uma precaução para que a espécie continue. inspirando profundamente para tentar ver além da estranha imagem do vampiro superposta sobre o casal. como tinha movido seu irmão. . Precisava de ar e o quarto parecia quente e opressivo como a selva tropical.

—É por isso.Disse Juliette. . Eu não teria feito isso. —Esta marca indica que é sua companheira. não foi real.. —Não sou a companheira de ninguém. não teria se apresentado. Tenho uma vida em Seattle que é importante para mim. —Utilizou as palavras. Estenda-te para ele. mas isto não podia estar ocorrendo. — Ela quase grunhiu ante a desesperada e absurda sugestão. Não sou companheira. Agora pulsava com calor. suaves e sensuais. —Ele mordeu-me.É inesperado para todos nós. Seus lábios tinham sido quentes. Como foi esse sonho de que falou?—Perguntou Riordan. . Não pensara em afastá-lo. Nem o teria induzido a acreditar que sou algo que não sou.Disse Riordan. obviamente tampouco gostaria estar com um homem tão exigente como é seu irmão. não por um dos irmãos Da Cruz.Para que estejamos sentindo as mesmas emoções. Duas reveladoras punções debruadas de vermelho. Não só Mikhail e Gregori a teria apoiado. Os companheiros não podem ficar longe um do outro muito tempo sem tocar suas mentes. —Compensamos o fato de outras maneiras.intercâmbio de sangue. MaryAnn franziu o cenho. —Não fez nada errado. —Não o fez. sabe disso. É atemorizante. Eu não teria intercambiado sangue com ele. Não é isso.Disse Riordan. Foi só um sonho. São muito difíceis. Ela negou com a cabeça. —Pode significar que tomou meu sangue e eu era alérgica ao anticoagulante. . Ainda podia sentir a boca contra a pele. Não queria mostrar Juliette. .Protestou MaryAnn—. não era real. —Tem sua marca em ti? — Perguntou-lhe Juliette. com seus olhos negros fixos na marca. mas particularmente. . pelo menos? —Não se acreditasse que você recusaria sua reclamação. . Umedeceu os lábios e reuniu toda sua coragem. Não é sua marca. Deixe-me ver a marca. —Teria me negado. Riordan lhe lançou um breve sorriso. Eu não namoro e não faço promessas que não posso manter. MaryAnn não pôde devolver o sorriso. Os únicos vi e dos quais ouvi falar diariamente não são muito agradáveis. Nem sequer cheguei a falar com esse homem. Uma irmã tem que ser amada e cuidada. suas mãos foram com relutância para a blusa. Ainda estou lutando por entender e acreditar em seu mundo. Se fosse sua companheira. mas estava começando a acreditar. .. Juliette e Riordan intercambiaram outro longo olhar. pelo que estou aqui quando deveria estar… Em algum outro lugar. Também é a melhor amiga de Destiny. por que se sentia mais excitada que traída? —Você é quem mantém meu irmão vivo. Você fez o que nenhum outro podia ter feito. Não foi real. —Não vamos tirar conclusões preciptadas. —E se o tinha feito. —É óbvio. Qualquer outro lugar. . —Não foi real.. Natalia. —Não. Manolito nunca teria aceitado seu rechaço. MaryAnn pressionou a mão firmemente contra o seio. Depois mais tarde.— Como sua companheira está sob o amparo de minha família. Toda a idéia era absurda. quando voltaram para a casa e ficou sozinha… Sentiu frio e ele tinha afastado sua roupa. A marca era dela. Este não é meu ambiente. afastando o tecido para revelar a grande mancha em forma de morango.Pôde ocultar suas intenções. e por favor não levem isso para o lado errado. Negou com a cabeça. . Naturalmente teria me negado.. Eu não teria feito algo assim. MaryAnn engoliu com força. ignorando o olhar de advertência de Juliete. Juliette! . Nunca teria tomado voluntariamente seu sangue.Disse MaryAnn. Nicolae e seu irmão Vikirnoff assim como sua companheira. Estava fora e estava nevando.Reiterou Riordan. não teria que ser o vínculo incrivelmente forte? Seu irmão nunca falou em comigo. mas pelo menos agora sabe porquê estiveste tão afetada. . —O que explica porque não disse nada.Sequer gosto muito dos homens. mas também o companheiro de Destiny. sacudindo a cabeça. não é? Não foi um sonho.. Poderia ser a picada de algum inseto. mas mais intensa e crua. mas em embalar sua cabeça enquanto ele bebia e então… E então… MaryAnn soltou um grito afogado e cobriu a face com ambas as mãos. mas está sob o amparo do príncipe e de Gregori.. muito parecida com uma mordida de amor. com voz amável.

Manolito teria esperado o momento adequado, permanecendo perto e esperando até que já não estivesse rodeada por seus protetores. MaryAnn esfregou as palpitantes têmporas. —Sinto-me doente e enjoada. Tudo arde. É ele? Ou sou eu? —Acredito que é ele que está sentindo-se doente. Ainda sente os efeitos do ferimento e o veneno. Necessita de ajuda e rápido. Toquei sua mente e ele está muito confuso. Não sabe onde está ou o que é real ou não. Não acredita que eu seja seu irmão porque não sei nada de sua companheira. Isso quer dizer que não recorda o que fez ou como os prendeu sem seu consentimento. Provavelmente esteja se perguntando o que te ocorreu e por que não foste lhe ajudar. MaryAnn se afundou no colchão e inspirou profundamente. Era uma mulher prática. Bem, pelo pelo menos gostava de pensar que era. Tudo era um enorme desastre, mas se fosse verdade, então Manolito da Cruz estava vivo e com problemas. Necessitava dela. Companheiros à parte, não podia deix-lo só e ferido na selva, assim como não teria podido abandonar a irmã de Juliete. —Diga o que devo fazer. —Se estenda para ele. – Disse Juliette —Se estenda para ele? — Ela repetiu. - Está louco? Não tenho nenhuma capacidade telepática. Nenhuma, absolutamente. Nem sequer sou psíquica. Você terá que tentar falar com ele. Juliette sacudiu a cabeça. —Não pode ser uma companheira sem ser psíquica, MaryAnn. Gregori e Destiny reconheceram seu potencial. Com o intercâmbio de sangue, Manolito terá estabelecido um vínculo particular de comunicação. —Capaz... O que quer dizer com meu potencial? — De repente ela estava furiosa. Tremendo. A traição era amarga em sua boca. - Está dizendo que me manipularam para que fosse com eles as Montanhas dos Cárpatos porque pensaram que provavelmente fosse a companheira de um dos homens? Destiny? Gregori? Juliette enviou a seu companheiro uma prece silenciosa de ajuda. Sentia como se estivesse caminhando por um campo minado e tropeçando freqüentemente. Ele encolheu os ombros de forma prática. - Duvido que Destiny tivesse a mais ligeira idéia, mas Gregori compartilhou o sangue de MaryAnn. Ele teria sabido. Não podemos permitir perder a nenhum mais de nossos homens. Sabe que a situação é desesperadora. Naturalmente Gregori a levaria a uma reunião esperando que fosse a salvação de alguém. Juliette resistiu o impulso de ofende-lo, ante sua despreocupada admissão. - Ela desenvolverá amor por ele se está destinada a estar com ele. Esse é nosso modo de vida. Você resistiu a estar comigo. Que eu recorde, que se escondeu profundamente dentro de seu jaguar e tentou escapar de seu destino? É feliz comigo, Juliette, como ela será com Manolito. O tempo se encarrega de muitas coisas. - Ainda assim é injusto que um homem possa ditar o destino de uma mulher. - É igual de injusto para o homem. Ele tampouco tem escolha lhe recordou Riordan. E se muito mais que perder. —Sinto-me tão traída —disse MaryAnn—. Acreditei que Destiny me conhecia, que me entendia. Não lhes faz isto Aos amigos. —A dor coloria sua voz, mas não pôde evitá-lo. Tinha crédulo no Destiny, tinha-a ajudado A superar seu passado de modo que pudesse encontrar uma nova vida com seu companheiro escolhido. Inclusive tinha abandonado a excitação e sofisticação de sua amada cidade de Seattle e se dirigira aos remotos e bárbaros bosques das Montanhas dos Cárpatos só para se assegurar de que Destiny encontrasse a felicidade. Juliette negou com a cabeça. —Destiny é nova na sociedade Cárpato. Duvido que soubesse e muito menos que tivesse permitido que você fosse colocada em semelhante posição. Gregori haverá sentido que seu amparo asseguraria de que não fosse incomodada contra sua vontade. A maioria dos homens acredita que uma mulher se apaixonará por seu companheiro. O elo entre ambos é forte e a atração física formidável. —Houve alguma mulher ou homem que não se apaixonasse por seu companheiro? —Porque se Manolito era o seu, podia se ver indo para a cama com ele, mas viver com ele era um assunto totalmente distinto. —Como em qualquer espécie, temos alguns que não nascem de todo bem. Ninguém sabe por que ou como ocorre, mas sim, já houve aberrações. - Admitiu Riordan. - Manolito está dedicado a sua companheira. Nunca a desonraria com outra mulher. Espegalhos muito mais tempo do que possa alguma vez compreender por nossas mulheres e, embora possa nos acreditar despóticos e prepotentes, apreciamos e colocamos nossas

mulheres acima de tudo o resto. A sinceridade em sua voz a fez sentir-se um pouco melhor. E Juliette não era um boneco de pano. Era somente que MaryAnn achava toda essa testosterona um pouco irritante. Os irmãos Da Cruz exigiam completa submissão em todos os aspectos. Não podia vê-los se comprometendo tanto. Até o tom de suas vozes a colocava no limite. Não podia se imaginar com nenhum deles como marido. Podiam ser bonitos, mas ela provavelmente desenvolveria úlceras tentando viver com um deles. —Isso é admirável, Riordan, de verdade. - Ela também podia ser sincera, - mas não estou segura de que seja certo o que significo para seu irmão. Se colocou sua marca em mim, - ela lutou por não se ruborizar, recordando o calor de sua boca e a reação de seu corpo ante ele, - então o fez sem meu consentimento. Não sei por que sua sociedade acreditaria que isso é certo, mas na minha está errado. —Já não vive em sua sociedade. - Disse ele sem rastro de remorsos. - Nossas regras são de sobrevivência. Só temos uma oportunidade de sobreviver após séculos vivendo tão honradamente como nos é possível. Essa oportunidade jaz em encontrar nossas companheiras. Sem nossas mulheres, nossa espécie não pode existir e nossos homens devem se suicidar ou converter-se em vampiros. Não há outra escolha para nós. MaryAnn suspirou. Sem a dor e o desespero corroendo-a, deveria ter sido capaz de pensar mais claramente, mas agora a confusão reinava sobre todo o resto. Devia culpar suas próprias emoções ou era Manolito? E se fosse Manolito, como poderia ele sobreviver na selva tropical sem saber o que estava lhe acontecendo? —Como me estendo até ele? Nunca tentei nada como isto antes. Riordan e Juliette intercambiaram um longo e surpreendido olhar. Nunca tinham tido que explicar o que parecia lhes vir naturalmente. —Imagine-o em sua mente. Utilize detalhes, até a mínima coisa que dele a recorde, incluindo aroma e sentimento. - Aconselhou Riordan. Genial. Ela recordou a sensação de que ele era o homem mais sensual que já havia visto em sua vida. O calor se estendeu através de seu corpo. Sentia os lábios dele viajando realmente por sua garganta até seu seio? Sentia seus dentes se cravando na pele para introduzir seu sangue vital nele? A idéia lhe deveria ser repulsiva. Qualquer mulher cordata teria achado repulsivo. Fechou os olhos e pensou nele. Seus ombros eram longos, seus braços poderosos. Sua cintura e seus quadris eram estreitos e seu peito musculoso. Os músculos se ondulavam sob a pele como um grande felino predador quando se movia. E se movia absolutamente silêncio. Sua face… MaryAnn respirou fundo. Sua fisionomia era... Belíssima. Ele era o homem mais bonito que tinha visto. Escuros e misteriosos olhos, brilhantes cabelos negros acentuando os fortes ângulos e planos de sua face, um nariz reto e masculino que qualquer modelo invejaria, seu queixo forte, com apenas uma sombra ligeira sobre ela. Mas era sua boca a qual não tinha sido capaz de deixar de olhar. Sensual, com um indício de perigo, mas justo para deixar louca uma mulher. Estendeu-se para ele e para seu assombro sentiu sua mente expandir, como se somente estivesse esperando, como se o caminho já fosse familiar. Sentiu-lhe, só por um momento, tocando-a, estendendo-se para ela, mas então… Seus olhos se abriram com terror e suas mãos se dispararam defensivamente. Um enorme e feroz felino saltou entre eles com intenções assassinas. Os dentes explodiram fora do focinho, dirigindo-se para a garganta de Manolito. Ela gritou e jogou seu corpo na frente do dele, sentindo o hálito quente em sua face. Era um Jaguar.

CAPÍTULO III

Manolito se voltou, ainda de joelhos, levantando as mãos instintivamente para o enorme e pesado felino, enquanto este se lançava A sua cabeça. A força e o poder do jaguar eram tremendos, derrubou-o e fez com que caísse sobre de costas. Era real ou uma ilusão como tinham sido os vampiros das sombras? Seus dedos se afundaram na espessa pelagem. Garras arranharam seu estômago, rasgando pele e músculos. Um hálito quente e fétido golpeou sua face, e dentes maliciosos arranharam seu braço quando

utilizou a força bruta para evitar que a fera chegasse a sua garganta e cabeça. Por um momento, enquanto jazia sob o felino, mantendo a enorme cabeça longe dele, sentiu alguém... Ela... Sua companheira... Movendo-se em sua mente. Ela gritou de terror e o grito ressoou em sua mente, substituindo a fome e a confusão por uma concentração que não poderia ter encontrado de outro modo. Viu-a estender-se para o felino, tentando lhe ajudar. Não desejando arriscar sua vida, rompeu o contato telepático entre eles e se dissolveu. Seu corpo se converteu em vapor, sobrevoando e rodeando o felino para retomar a forma de um jaguar macho de ampla e pesada cabeça e corpo grande e musculoso da cor das sombras mais escuras. Gotas de sangue caíram como névoa, salpicando as folhas e raízes enquanto tomava a forma de um estranho jaguar negro. Grunhiu um desafio e saltou. Os dois felinos colidiram pesadamente, rodando através de raízes e galhos, enquanto os sons da batalha perturbavam a noite. Muitos felinos utilizavam o estrangulamento para matar, mas o jaguar, com mua mandíbula excepcionalmente poderosa, mordia diretamente na cabeça entre os ossos temporários, matando a presa instantaneamente. Como o Amazonas tinha sido seu lar durante muitos anos, os irmãos Da Cruz viviam em contato contínuo com os felinos. Os jaguares eram extraordinariamente fortes, com corpos musculosos e compactos e amplas cabeças. Sigilosos e quase invisíveis, viviam uma vida solitária num mundo sombrio de crepúsculos e amanhecer. Com sua incrível visão noturna, letais garras retráteis, caninos pontiagudos e corpos bem musculosos, eram feitos para a emboscada e o sigilo reinavam na selva, mas se mostravam suspicazes na hora de brigar. A úmida espessura era um perfeito campo abonado para as infecções. O primeiro pensamento de Manolito foi matar em defesa própria. Estava fraco pela fome e já perdendo um sangue precioso. O curso de ação mais sábio e seguro era terminar com a batalha rapidamente, mas o respeito pelo predador mais forte da selva o conteve. Seus irmãos e ele sempre tinham vivido em harmonia com as criaturas da selva. Não tomaria a vida deste animal se tinha alternativa. Grunhiu uma advertência, indicando claramente ao macho que retrocedesse. Provando o ar, não pôde encontrar o aroma remanescente de uma fêmea que pudesse ter dado ao felino um incentivo para lutar. O jaguar rodeou o poderoso corpo coberto de pelagem de Manolito, mostrando os dentes e grunhindo brandamente com desafio. Esperando dobrar ao animal, Manolito saltou. O jaguar se apressou a ir a seu encontro, esfaqueando-o com garras como estiletes, enquanto Manolito se estendia procurando a mente da fera. A selva estalou com uma explosão de som quando os dois felinos se encontraram. Os pássaros no alto da canopia chiaram e elevaram o vôo. Os macacos gritaram e lançaram galhos e folhas nos dois jaguares enquanto estes rodavam sobre a vegetação. Os galhos se quebraram sob os pesados corpos, pulverizando escombros numa densa nuvem a seu redor. Manolito passou através da raiva vermelha da mente do felino e tentou encontrar o espírito do animal enquanto evitava que as presas letais se afundassem nele. Os jaguares possuíam uma espinha dorsal extremamente flexível que lhes permitia girar e se retorcer, mover suas patas lateralmente e inclusive mudar de direção no meio do ar. Os músculos de seus corpos lhes davam uma força tremenda. Manolito recebeu outro arranhão cruel no flanco enquanto tentava concentrar em tranqüilizar o felino. Empurrou com força, rompendo o muro de raiva e encontrou... Um homem! Não era um jaguar. Era um dos estranhos e solitários homens jaguar que ainda tinham seu lar na selva. Os Cárpatos e a gente do jaguar sempre tinham vivido em harmonia, evitando uns aos outros, mas este o tinha atacado deliberadamente. Manolito se dissolveu e tomou sua forma humana, desta vez da relativa segurança de uma certa distância. Os felinos podiam cobrir distâncias assombrosas de um só salto e a gente do jaguar tinha uma astúcia e força além do normal. Ficou em pé, respirando com dificuldade, procurando sinais de agressão no felino que lhe enfrentava com os lados em movimento e um grunhido na face. —Sei que é um homem. Morrerá se continuar. Não pode utilizar meu respeito pelo jaguar para me derrotar. Por que tem quebrado nosso pacto tácito?— Deliberadamente deu a sua voz um tom suave, tranqüilizador e hipnotizante para ajudar a serenar o temperamento do felino. O jaguar despiu os dentes, mas se manteve firme, seus olhos abandonaram a face de Manolito, como se só estivesse esperando um momento de debilidade que lhe desse vantagem. E Manolito estava débil. Manteve a dor de seus ferimentos a raia e ignorou a fome raivosa que quase o consumia. O aroma do sangue era pesado no

empapando os tecidos e células. A seu redor o chão se ondeou.. Não pare. irmão. cuidando em examinar as sombras a seu redor. E faria. O que era? Um assassino? Sim. sinta o poder absoluto de uma vida desvanecendo sob suas mãos. preparado para tudo. O jaguar rugiu. com dedos estirados dos mortos que assinalavam acusadoramente. Manolito ouviu várias vozes sussurrando a tentação. Manolito forçou um sorriso despreocupado. .ar.. Zumbiam insetos em seus ouvidos. para recordar a Manolito o tanto que apontou. Os galhos golpeavam como ossos brancos e quebradiços. rejuvenescendo seus músculos. estando tão perto de converter. como se um terremoto estivesse acontecendo. Mas sentiu a diferença em seu corpo. E eu tenho o sabor do teu. Rasgar-lhe a garganta. com toda probabilidade.. Passou a língua sobre as espetadas para selá-los e se dissolveu em vapor. inclusive agora. o qual não tinha sentido. atraindo sua atenção para o perigo mais iminente. O sangue quente bombeou em seu corpo faminto. O que é. Sinta o poder. sentia-se doente novamente. Vêem conosco. Cravou os dentes profundamente na jugular e bebeu. . O felino está ferido e você necessita de sangue para se curar . eram de constituição musculosa e enormemente fortes. Autodefesa era uma coisa e havia justiça e honra em despachar um irmão cansado quando este tinha entregado sua alma ao mal.. Tentou me matar e não te devo nada. O animal se contraiu. ruidosos e irritados. só o que necessitava para transpassar as barreiras da fera e acessar a mente do homem que havia dentro. irmão. Estavam entre as sombras. e as gotas salpicavam as folhas como brilhantes pontos carmesim. mas o homem dentro do felino forçou sua imobilidade. Sinta-o. o felino começou a estremecer. Um felino. Saltou sobre as costas do animal. Requereu disciplina tomar só o que necessitava para sobreviver. como o animal. Não. Tome-o todo. para reaparecer a certa distancia. Ambos os animais saíram feridos.Os sussurros persuasivos continuaram. Beba. . Por um momento ele ficou flutuando na euforia. Fosse o que fosse. Sob ele. Envolveu um braço ao redor do grosso pescoço numa meia chave.Humano não. o sangue era cheio da tão rica e aditiva adrenalina. Tem a informação que procuro. o ruído não diminuiu. quando lhe tinha perdoado a vida. Por que lhe perdoar a vida quando ele teria te matado? A tentação era forte. Goze do poder. para lhe jogar a cabeça para trás. . O zumbido de sua cabeça se fez mais forte até que foi quase doloroso.Está boa. compreendendo que Manolito podia. Não podia matar enquanto se alimentava. as pernas quase esmagaram o animal enquanto cruzava os tornozelos sob a barriga. irmão. como se seu estômago tivesse com cãibras. Estava errado. de ter a oportunidade. Rasgue-lhe a garganta.. uma fúria gelada lhe alagou ante a insultante burla.. Bebe-o todo. aparecendo através das folhas e saindo do chão? Havia vampiros à espreita? Ficou nas pontas dos pés. Tinha uma . Ou por causa dela. Humano. —Tem o sabor de meu sangue em sua boca. afundando profundamente os joelhos nos músculos dos lados. mas quando desejou que se afastassem. Ainda estava disposto a matar. sim. com os olhos intensamente enfocados em Manolito.. o suficientemente sigilosos e muito familiarizados com a selva parmasem vistos. Manolito entrou em ação. se assim o desejavam. Eram dificeis de encontrar e. algo humano. e como sua parte animal.. Preferiam a selva densa perto de riachos e ribanceiras. Mas não assim. Não há nada como isto no mundo. resistindo. O felino tinha atacado primeiro.. Seu estômago se revolveu com ele. fosse quem fosse. Ele atacou-o. tendo passado tanto tempo sem ela. . Os homens. não era um amigo. nenhum músculo se movia.Necessita de força. Não havia dúvida de que tinha matado tantas vezes que já não se recordava de todas os rostos. As pessoas do jaguar era tão elusiva e sigilosa como os grandes felinos. Não pare. Tinha matado. O jaguar lambeu deliberadamente as gotas de sangue. Era proibido tomar uma vida. Cada gota.É só um felino.. que estava tentando conseguir que matasse.. Onde estava? Olhou ao redor e por um momento a selva desapareceu e esteve rodeado de formas escuras. provocando estremecimentos em sua espinha dorsal. O felino permaneceu imóvel. Nada para alguém como você. Una-se a nós. O homem se revolvia dentro do animal gritando algo ininteligível. Cálido e rico sangue e ele estava faminto. mas matar enquanto se alimentava ia contra tudo no qual ele acreditava.. Sei o que sempre deveria ser.

esticando os músculos e atraindo a atenção instantânea de Manolito. As sombras nas quais sua visão não penetrava de todo. e estava questionando o que era o que estava ocorrendo a sua raça há algum tempo. não se quisesse viver. profundo e violento contra os Cárpatos. sobre eles. escaneando. No momento em que Manolito se fundiu. algo estranho. Examinou-o cuidadosamente. — E isso o deixaria vulnerável a um ataque. urgindo-o a matar. Não com vampiros lhe cercando. as folhas sussurravam amenazadoramente. exalando com ele tudo exceto a tarefa que tinha entre as mãos. O ponto era muito escuro no centro. E Manolito temia que os irmãos Da Cruz involuntariamente tinham tido grande parte de culpa na destruição da gente jaguar. ambas. Pouco se sabia de sua sociedade. sentiu ao mal remover e tornar consciente dele. Algo reptou pelo chão. Manolito pôde ver o núcleo do homem-jaguar. nem sequer necessário. A mancha escura no cérebro do homem-jaguar recuou como se fosse feita de vermes se retorcendo. A seu redor as sombras se incharam e tomaram forma. Ódio. mas sussurravam em seu ouvido. inclusive do jaguar. O jaguar se moveu. de uma cor mais leve. Quanto mais se aproximava Manolito mais se estendeu à descoloração e mais agitado e irritado ficava o jaguar. Dentro do cérebro do jaguar a mancha se removeu. Não era um homem jovem. Sua boca lhe secou. As vozes não se sossegaram de todo. os olhos duros e frios e a boca um pouco cruel. com a pele úmida e escura enquanto os lados se moviam pesadamente. mas nas beiradas das pedras. . Enquanto se dispersavam. deslocando terra enquanto se movia. . mas tampouco inimigos. Assombrado. estendendo-se para abranger o cérebro inteiro do homem-jaguar. uma mancha escura. Manolito se introduziu mais fundo. homem e fera. embora Manolito soubesse que tinham mau gênio quando despertava. Os parasitas tentavam manter a luz fora das lembranças do . Posso tentar te ajudar a te liberar da venenosa influência. mas Manolito se sentia compelido a ajudar. sua voz era baixa e carregava um traço de verdade. Uma sensação de traição e justa cólera. Os diminutos parasitas tentaram entrar mais fundo no cérebro. e deixou escapar o ar. Manolito atacou a mancha. Eram bons escalando árvores e eram fortes nadadores. o olhar passou de Manolito aos arredores.Faça-o. Defendiam diferentes valores. O homem permaneceu calado dentro do jaguar. sob a superfície. abrindo uma brecha nos anéis exteriores e limpando-os com luz curadora. O sangue que Manolito tinha tirado do homem-jaguar o capacitou para seguir o padrão cerebral. As nuvens se moviam pelo céu escuro trazendo a promessa de mais chuva. quando seu espírito entrou no corpo banhando o cérebro de uma branca e ardente energia. tornando-se incrivelmente vulnerável a um inimigo potencial e tomado pelo vampiro. Manolito ouviu o jaguar rugir e ao homem vaiar uma advertência. empurrando Através dos últimos escudos para extrair informação. Na canopia. o caçador lançou outra lento e cauteloso olhar ao redor. homem-gato e não terei piedade de ti. arrogante e imprudente. mas se formavam anéis ao redor. apesar da suavidade do toque utilizado. As duas espécies nunca tinham sido grandes amigos. num esforço por escapar. Antes de explorar profundamente a mente do jaguar. A maior parte da água era branca e borbulhante. agachando um pouco mais. Não tinha tempo para a piedade. não queria provocar ainda mais a ira do felino. Ele retrocedeu. Manolito pôde sentir seu alarme. mas ela lutará por se manter em ti. Duvidou. A espécie do jaguar. temendo ferir o guerreiro. a água estava manchada de ácido tánico e parecia uma beberagem marrom avermelhada. mas sempre as tinham conseguido respeitar a sociedade dos outros. tão atento ao perigo como o Cárpato. A água vertia sobre rochas saindo pelas margens e formava quebradas onde nunca antes tinha havido. Era o bastante para conhecer o perigo que supunha o vampiro. Foi muito mais difícil do que esperava. Era um risco.Disse Manolito. Havia um toque ali nas lembranças. —E não a teria. A necessidade de encontrá-los e destrui-los. —Foste tocado pelo vampiro. O homem estava começando a perder a batalha por controlar a fera. estava perdendo a batalha pela existência igual à dos Cárpatos. O animal estava tremendo. perturbada. —Se atreva a atacar. Séculos de caçar em situações perigosas mantiveram sua face inexpressiva. Não quero essa coisa dentro de mim. agora que podia sentir emoção e lhe importava seguir vivo. O ar estava espesso pela umidade e os rios e riachos estavam inchados além das margens. Tinha que abandonar seu corpo físico.tremenda visão noturna e excelente audição. Preso a ele por sangue. pareciam conter milhares de segredos. O felino se abaixou mais e assentiu com a ampla cabeça. Manolito respirou fundo e afastou seu olhar da água da cor do sangue.

A idéia de tê-los perdido era inquietante. Uma vez dada sua palavra.Você e seus irmãos deveriam ter seguido seu próprio caminho. Afinal. Não se escondam entre as sombras. muitos concordaram com suas idéias e tinham começado a abandonar sua forma de vida solitária. Temia não só pelas mulheres. não só porque era o que devia fazer. Nunca antes havia se sentido culpado e era uma emoção incômoda. Saiam onde eu possa ve-los. A ardente luz branca. Uma nova ordem de jaguares tinha começado a procurar mulheres de sua raça para violá-las num esforço de gerar filhos de sangue puro. Seu mundo se tornou ao reverso. . e depois de matar as mulheres e crianças dos Cárpatos. Desde quando tentavam matar toda uma raça? Manolito sabia. Luiz só soube desses horrores através de rumores sem confirmar durante os primeiros anos. uma razão para qual as mulheres ficassem com eles. enquanto se produzia uma mudança lenta e sutil. . . que conduzisse nossa gente por um caminho de destruição. No debate intelectual. Quando seu príncipe os enviara ao mundo exterior. Os da Cruz tinham jurado servir o príncipe e sua gente. – Mostrem-se. Ao princípio. de evitar que saltasse sobre Manolito e rasgasse seu corpo desprotegido. Com os irmãos Malinov.Não podia manter a energia para ficar muito tempo dentro do corpo do homem-jaguar. proporcionando um lar e uma família. Ele e seus irmãos tinham conhecido os irmãos Malinov. Manolito concentrou toda sua atenção na tarefa. instalara-se com furiosas possibilidades. Tinha que liberar o homem da mancha do vampiro e voltar para seu próprio corpo desprotegido. Vampiro.As vozes sussurravam novamente em sua cabeça. Durante muitos anos tinha trabalhado em restaurar a força minguante de sua espécie. Havia tentando convencer os outros de que seguissem o caminho dos Cárpatos e se unissem por vida. Somente em falar de trair ao príncipe já tinha sido bastante ruim e estava envergonhado disso. aliados do príncipe. A tristeza o alagou pouco a pouco. O que somente havia sido um debate intelectual uma vez. nenhum Da Cruz nunca voltaria atrás.homem-jaguar e ocultar o que o vampiro tinha feito. resolvendo assim a questão. Agora tudo tinha sentido. deste pequeno modo. utilizando suas bem desenvolvidas habilidades telepáticas e o recente e estabelecido vínculo de sangue. Zacarías teria reinado e o povo Cárpato teria prosperado. procurando companheirismo e amor com os humanos em vez do descuidado abandono de seus próprios machos. tinha passado muitas horas discutindo como tomar o controle dos Cárpatos. arriscando tudo. longe de sua terra natal para proteger os humanos. Você tinha razão hoa anos atrás. Tal e como tinha feito a sociedade jaguar. ao que parecia. . Era um plano brilhante. Agora.Não há necessidade de sentir culpado. mas Manolito acreditava que tinham descartado toda noção de traição e sabotagem. mas recentemente. mas também pela raça inteira. Obviamente um ou mais dos irmãos Malinov tinham decidido em algum momento colocar em prática o plano. Os cinco irmãos Malinov tinham sido os melhores amigos de sua família. Permitiu que um homem mais fraco reinasse. Agora parecia que todos eles se converteram em vampiros. Manolito guardou cuidadosamente a informação par-se. Manolito tinha presenciado de primeira mão as tentativas de assassinar o príncipe. pura energia. o homem-jaguar uniu suas forças as de Manolito. tinha sido um tópico recorrente nas conversas. mas cada vez mais e mais homens se uniam aaos bandos de rebeldes. Manolito deixou escapar o fôlego num longo vaio de desafio. Que mulher gostaria de estar com um homem que tivesse feito coisas tão terríveis? Tinha ouvido que algumas mulheres estavam agora resgatando as que estavam em cativeiro. o tema tinha surgido outra vez. sua parte no complô idealizado tantos anos atrás. e uma tinha sido os influenciar para um comportamento autodestructivo. e Luiz nunca tinha considerado a idéia de que um vampiro pudesse estar por trás disso. Manolito respirou fundo novamente e bloqueou tudo exceto a tarefa que tinha nas mãos. Seu nome era Luiz. Os irmãos Malinov faziam o mesmo. mas porque queria compensar. capitalizar as debilidades da espécie. mas inesperadamente. As vozes do mundo das sombras teriam que esperar. tinham ideado muitas formas. . não teriam se afundado no ódio e no medo. o inimigo também tinha colocado em marcha um plano para acabar com a raça do jaguar. O homem-jaguar estava cansado de sujeitar a fera. A criatura mais vil na face da terra. sendo caçados pela mesma gente que protegem. tinham mudado a forma de pensar. derramou-se sobre o centro da escura mancha com terrível decisão. Muitas de suas mulheres partiram. A possibilidade de destruir espécies inteiras. Agora que podia sentir emoções. Grupos de homens tinham começado a cometer crímenes terríveis contra as mulheres. Abriu suas lembranças para Manolito e o alagou com tanta informação como foi possível.

Não tenho a capacidade. Havia um homem abaixado no chão onde antes estivera o felino. A seu lado. ou que alguém dissesse tal coisa. Como todos os homens-jaguar. —Luiz franziu o cenho. Luiz se endireitou lentamente até que ficou em diante de Manolito.Manolito utilizou cada onça de energia para lutar com os pequenos fluxos contorneantes de parasitas. e utilizar tanta energia o tinha drenado. sem saber qual era real ou imaginário. . Só uma disciplina férrea o manteve sobre seus pés. procurando mulheres de nosso sangue. As folhas sussurraram e ambos os homens se viraram para o som. . longo cabelo escuro com nervuras douradas cobriam uma nobre cabeça. —O que seja que há aí fora. tão silenciosamente como qualquer felino enquanto ficavam costas contra costas. está longe de nós.Acredito que o vampiro quer uma mulher específica. procurando o perigo com todos os seus sentidos. mas o vampiro é como uma enfermidade. A maioria dos homens que restam também. o jaguar se desfigurou. ouvia. Pele e músculos apareceram. Podia estar caminhando em dois mundos de uma só vez? . Insistiu em que se a encontrávamos. Manolito sabia que era melhor não negar. —Se não o fizer. Luiz assentiu em sinal de acordo. Tinha que ser ela. Nenhum companheiro podia estar separado muito tempo do outro e sobreviver. Manolito cambaleou e quase caiu. . hoje já não. inclusive enquanto gesticulava para o sangue que gotejava sem parar pelo corpo do caçador. Ele deve te ter escolhido porque é um líder. um de sangue puro que pode mudar rapidamente e lutar tão dura e incansavelmente como um homem. Minha gente já não é de confiar agora que o vampiro chegou a eles. —Num tempo fui. A pelagem ondeou e os músculos se estiraram e alongaram. Não podemos deter o que não podemos ver. Manolito procurou em suas lembranças a informação que evitava. Os homens dos Cárpatos roubam nossas mulheres. E ouvidos. . não há esperança para sua espécie. enquanto mantinha todos os sentidos alerta em prevenção a outro ataque. . ou deixar ver que estava procurando em dois níveis distintos. Quando voltou para seu próprio corpo. Foi um trabalho árduo e exaustivo. Os homens estão disseminados. O coração de Manolito saltou. — Ele falava com grande dignidade. mas sabia há algum tempo que não estava pensando com claridade.Nesse momento pareceu ter muito sentido. Se voltasse e tentasse falar com outros sobre isto.Disse Luiz. mas agora não o tem. absolutamente. —Nenhum homem é responsável pelo que faz sob a influência do vampiro. – Ele suspirou. com o corpo musculoso e o cabelo alvoroçado. não teria provas. —Subestimou sua força. Nem que sequer sabia se o mundo de sombras era uma ilusão. —Desculpe-me por tentar tomar sua vida.Você eliminou a mancha do vampiro de mim. O homem-jaguar deslizou para Manolito com movimento fluido e sigiloso.Há olhos na selva. É possível fazer o mesmo com meus irmãos? Manolito podia sentir o homem-jaguar estendendo para sua mente. de encontrar a mancha do vampiro e extrai-la. por necessidade e o vampiro lhes destrói de dentro. seus olhos se encontraram com os de Manolito sem piscar. correndo em grupos. Manolito se inclinou ligeiramente em reconhecimento. Não podia mostrar vulnerabilidade. . sentia cômodo com sua nudez. como você. A mudança na raça do jaguar era diferente da dos Cárpatos. seguindo-os enquanto corriam através do cérebro do homem-jaguar na tentativa de fugir do ataque. levássemos ao Instituto Morrison para suas investigações de duplicação do DNA. O vampiro deve ter plantado a semente entre nós. . Olisqueaba o ar. seus olhos se moviam inquieta e incessantemente. —Sabia que algo estava errado e o ódio para com sua raça se inflamava. Sua anterior necessidade de sangue se viu satisfeita. —Tenho uma grande dívida contigo por ajudar a me liberar dele. Estava seguro disso. Eram metades do mesmo todo e necessitavam que o outro o completasse.Embora outros entraram na selva. queimando-os em seus esconderijos.Assinalou Manolito. Ela ia a ele. —Deve ser difícil viver com algo assim quando trabalhaste tão duro para salvar sua gente da mesma coisa que o infectou. Sua companheira.Suas mulheres fogem. O homem-jaguar estava rígido de orgulho e sua face mostrava culpa e preocupação. esfregando as têmporas enquanto tentava evocar o que lhe haviam dito. —Conheço a diferença entre o bem e o mal. Não recordo haver encontrado com um vampiro. .

O homem-jaguar relaxou. foi difícil para ti. Aos galhos que jaziam rotas na terra e ver as faces sombrias do mal o olhando. Seu sabor. com sua companheira tendo restaurado suas emoções e sua capacidade de ver em cor. esperando e observando. Isso só o colocava em mais perigo que nunca. vendo a súbita labareda de calor nos olhos do caçador Cárpato.Vêem a mim. . Ainda com a terra em suas mãos. O fôlego ficou preso na garganta quando lhe ocorreu uma idéia. Mas não conhecia seu nome. Havia-a tocado mente a mente. as grandes folhagens que pareciam de renda estavam escurecidas. Fechou os olhos para reter suas lembranças. como seda sob seus lábios. Manteve a voz baixa e amigável. Os irmãos Da Cruz tinham compreendido que a terra era a chave para a sobrevivência e a esperança. O coração trovejou em seus ouvidos. Ou talvez o mundo de sombras era na realidade uma ilusão e estava perdendo a cabeça. não só a curar seus ferimentos e dormir. a luxúria. mas sua mente tinha tocado a dele. Uma súplica. outros tinham entrado na selva. com um pequeno cenho na face.. Num momento a selva parecia vívida com brilhantes cores e os sons familiares e reconfortantes da noite e ao seguinte estava . Sentindo-se vulnerável. procuraram na selva brasileira durante os primeiros séculos. para evitar perder mais sangue. Não quando não distinguia amigo de inimigo. seu corpo se contraiu inesperadamente. franzindo o cenho enquanto observava o brilho da pele de Manolito. o homem-jaguar se moveu. —Me deixe te ajudar. a terra preta mantinha sua fertilidade. selvagem e especial como a mulher mesma. Deixou escapar o fôlego. Pensar numa mulher e desejar afundar seu corpo para sempre no dela. esperando que isso o ancorasse e o mantivera longe das sombras. Podia isso significar que ela estava morta? Era por isso que não estava com ele? Por um momento o tempo pareceu parar. Por que estava vendo tudo através de um véu. Lançou outro olhar ao redor. Manolito se sentia em casa num lugar que muitos consideravam ameaçador e opressivo. —Luiz fez uma declaração. Agora seu corpo reconhecia a mulher que necessitava e era exigente quanto a ser satisfeito em todos os sentidos. algum terreno rico e rejuvenescedor que os ajudasse. Fora breve. mais suave que nenhuma outra coisa que houvesse tocado jamais.. Tinha esquecido o que era o desejo. Encontrar a preciosa terra tinha sido um fator decisivo na decisão de sua família de comprar a ilha.Ofereceu Luiz. tão longe do príncipe e sua gente e sem companheiras que os sustentassem. mas quanto o rodeava. Talvez tinha explorado tantos outros homens que simplesmente tinha sido uma ilusão até este mesmo instante.. Ou talvez nunca tinha conhecido realmente a sensação. mas não parecia poder evitar. Você cambaleia de cansaço. como se estivesse metade em seu mundo e metade no outro? Enterrou a mão na terra. Ao contrário de outras terras da selva. Não podia permitir vagar entre os dois mundos. um véu cinza e insalubre que caía sobre as brilhantes cores da selva. na qual tinha dormido. mas Manolito sabia que ainda estava em perigo. de um vívido verde a um cinza apagado. isso era certo. Sem sua terra nativa. cuidando em aparentar manter o controle. mas fosse o que fosse o que se enfrentava no mundo de sombras. O homem-jaguar não podia ver nem sentir o outro mundo. forçou seu corpo a ficar novamente em pé. O que fez. E se sua companheira estivesse morta? Deixaria de ver em cor? A selva era capaz de afligir os recém chegados com a pura intensidade de suas vívidas e brilhantes cores e de sua crua beleza. Não podia evocar uma imagem completa dela. Manolito se abaixou lentamente. Na distância. atraindo para si a atenção de Manolito novamente. São terríveis seus ferimentos? Manolito sacudiu a cabeça. longe de sua terra natal.. Agora. já que suas pernas se negavam a lhe sustentar muito mais. Não. mas Manolito estava mais alerta que nunca. estava ainda ali. .Mas era mais difícil olhar as folhas dos arbustos e samambaias. deveria estar cego pelas vívidas cores. Sentia-a. —Cárpato. tirar o vampiro de meu corpo. Perto dele. torná-los um só. —Sim. Sua pulsação se acelerou e seu fôlego se tornou rouco.. enfrentando o homem. Recordava sua incrível pele. sem saber o que era real ou ilusão. Pegou punhados da preciosa terra e tapou com ela os ferimentos de seu estômago e os lados. Justo como esperara. num lamento frenético por sua outra metade. mas que tambem lhes desse a força que necessitavam para manter a honra. a tensão se afrouxou nele. Nas numerosas cascatas havia olhos como se tratasse de um túmulo aquoso. Tudo parecia ser translúcido. Fértil terra negra que se encontrava entre a argila mais pobre e a areia branca da selva. flutuava entre cor e sombras. Pele. Ela estava viva. a terra era terra preta. Era uma ordem.

Está se referindo A ela? —Manolito queria colocar as cartas sobre a mesa de uma vez. Cuidamos dela como o que é. Pele estirada firmemente sobre ossos.. a companheira de Riordan. não estou seguro de que possa fazer. As sombras estavam aproximando-se mais e mais.. se deslocado com eles. mas se for tão difícil como foi contigo. negavam em ir ao rancho Da Cruz para visitar Juliette. E inclusive menos mulheres e só um ou dois de sangue nobre. As mulheres a ouvem. Se trouxer um deles . – Admitiu. Buracos negros em lugar de olhos. Talvez minha gente possa ajudar. Mas também uma enorme demonstração de confiança. vacilou e depois assentiu. Havia crescido com eles. somente sua segurança. Poderia tentar curar sem o vínculo. dificil de derrotar. e todo Cárpato faria o mesmo. consideraria o eliminar a mancha do vampiro? Fez um silêncio cheio. —Ninguém seria tão estúpido. —Não procuro sua rendição. Os irmãos Da Cruz protegeriam Juliette com suas vidas. Luiz assentiu. forçando sua submissão e finalmente a quebrarão. há centenas de anos. —Tinha reconhecido o toque do vampiro. mas agora não tenho mais possibilidades. manchado somente pelos insetos noturnos. a qual busca o vampiro? Imediatamente a expressão do homem-jaguar se tornou cautelosa. Detesta os homens. de forjar uma amizade e obter que nos aconselhe sobre o que terá que fazer para trazer as mulheres de volta a nós. Cárpato. A tratarão brutalmente. rido com eles e lutado a seu lado. Luiz respirou fundo. Ela é jaguar.. mas concordaram em permanecer na casa dos Da Cruz na retirada ilha. Fez um esforço em obrigar sua mente a voltar para a situação atual. ao Laboratório Morrison. —Essa outra mulher está em perigo. —Faz muito tempo que ela resgata mulheres de nossa raça e luta contra nossos guerreiros. o futuro de nossa espécie. —Eu a protegerei. É quase tão forte como qualquer de nossos guerreiros e igualmente boa lutadora. Não se contentará sendo protegida. não alertemos o vampiro do que está fazendo para nos ajudar. mas tampouco morto. —Manolito lançou outro olhar ao redor. — Manolito. E se por algum milagre não o fazem e a entregam ao vampiro. Dê-me seu nome. prima de Juliete. estará morta de qualquer modo. Manolito sabia o que ele lhe pedia.. . Manolito sabia que Solange e a irmã caçula de Juliete. com as cores amortecidas e nebulosas. —Não há outra como ela que nós saibamos. Dentes manchados e pontiagudos. mas Luiz não precisava saber isso. Perguntou-se por que Muiz estava em sua propriedade. E de linhagem aristocrática. Manolito trocou o peso ligeiramente sobre as pontas dos pés. —Não estou seguro. Jasmine. a extrair tanta informação como fosse possível enquanto tivesse oportunidade. os homens-jaguar teriam uma guerra nas mãos. a sombra viva um pouco. Podia ve-las entre as folhas. —O vampiro já se aproximou de ti uma vez e você não o notou. —Meu irmão caçula encontrou sua companheira. Se isto fosse algum plano elaborado para recapturar Juliette. Um tremendo favor. —Ela não se renderá tão facilmente a ti. Manolito não lhe tinha dado seu sobrenome porque se mostrava cuidadoso. Não gostará nada de ter algo a ver conosco. —Peço-te ajuda para assistir meus irmãos. Caminha entre vós sem ser visto. —Conhece a mulher. —Teria que tomar sangue dele para fazer tal coisa. Tentei convencer os outros para falar com ela. — Você fala d Solange . Você e eu sabemos que seus homens chegaram muito longe para entregá-la sem mais. Os Cárpatos não estavam acostumados a revelar seus nomes aos inimigos. tem que me dizer quem é a mulher para que possamos colocá-la sob nosso amparo. Esse não é seu estilo. Tinham sido amigos. não .Este é um professor vampiro. Luiz inclinou a cabeça em reconhecimento da cortesia. Resta poucos puro-sangue entre nossos homens. —Talvez se o fazemos discretamente. preparando -se para o inevitável ataque. Provém de uma linhagem antiga e pura que pode ser rastreada para trás. Um dos irmãos Malinov sem dúvida. Não a menos que possa destruir a influência do vampiro entre nós.numa versão apagada. —Se desejas que ajude sua gente. A ilha era selvagem e três lados da casa estavam protegidos pela selva. Piscou e as imagens desvaneceram.

– Ele esfregou a testa. mas então aconteceu algo. —Veio a ilha controlado.Comecei a pensar que estava aqui para tomar nossas mulheres e quis vê-lo morto. Não posso controlá-los. Luiz desviou o olhar por um momento. O medo era uma emoção incrível e agora que o sentia. Manolito manteve sua expressão em branco. Quando tirou a bota. . De couro marrom escuro e envelhecido e de bico fino. e pela primeira vez pareceu derrotado.Com quem se encontrou? —Com nenhum vampiro.Disse Manolito com alarme. . Jasmine e Juliette. Luiz. sequer seu irmão Riordan estava a salvo. Acreditamos que havia uma possibilidade de que pudesse estar aqui. Necessitava de sua companheira. perdido e solitário. —E o que teria feito com ela? — Exigiu Manolito. Esperava encontrá-la antes que os outros. mas sobretudo. seus olhos negros brilhavam perigosamente. —Seu amigo há muito despareceu. ouviu um som de sucção acompanhado pelo desagradável aroma adocicado de flores . faziam jogo com a jaqueta de couro da mesma cor. As botas tinham sido um querido achado. abraçá-la. Tomou forma novamente sobre uma grande pedra em frente a uma barulhenta cascata branca que vertia sobre as rochas e caía. Somente com um velho amigo. —Vieste aqui a procurando.Onde você está? O lamento ressoou em sua mente. trazendo com ela confusão. mas seu coração saltou e palpitou. . Adorava suas botas. . mas então te cheirei e fiquei muito confuso. por sua ajuda. —Sim. eram elegantes com seus saltos altos e grossos. transformando-se num rio caudaloso. —E sabiam que a mulher mais jovem estava com ela. escapou ileso. Tinha vindo aqui em busca de refúgio e partia ao compreender que a casa estava ocupada pela família Da Cruz. Sabíamos que não iria a seu rancho.que a raça do jaguar não considerasse a selva inteira como seu domínio. Mais ainda. Evite-o de todo jeito. Você deve te-lo encontrado aqui. —Acha que meu amigo está morto? —Se não morto. —Obrigade Manolito. até os tornozelos. —Não sei. Era muito melhor errar a favor da cautela com o homemjaguar. Isso significava que o professor vampiro estava perto. mas ainda não tinha saído do veículo e já estava afundada no barro. A que Juliette e Solange recuperaram das garras de seus homens. a pelagem ondeou enquanto seu focinho se alongava para acomodar uma boca cheia de dentes. Seu corpo se encurvou. Tinha vindo totalmente preparada. Luiz sacudiu a cabeça. em algum lugar da ilha e ninguém sabia. CAPÍTULO IV MaryAnn colocou um pé com cuidado fora do veículo e suas amadas botas de couro afundaram profundamente no barro. Só para estar seguro. mas confortáveis para a selva tropical.Disse Luiz. Última moda. suave como a manteiga. e o leito dos rios nunca era impedimento. sabia que era por aqueles a quem amava e não por si mesmo. Tinham assombrosas capacidades para nadar. Sua fome havia retornado. como um passeio pela selva. Inclusive os tinha impermeabilizado cuidadosamente para qualquer ocasião. Em absoluto silencio deslizou entre a folhagem e desapareceu. num movimento rápido e gracioso. Ele encontrou-se com um professor vampiro e só porque tinha um plano e precisava de você. Saboreá-la. Acreditei que devia conversar com ela. Manolito se dissolveu em névoa e se uniu ao vapor baixo e cinza que vagava entre os troncos das árvores a alguns centímetros do chão. Solange. Precisava tocá-la. precisava que sua companheira o ancorasse. . Precisava advertir sua família do perigo que os espreitava na ilha. —Não são meus homens. Ofegou com horror. indubitavelmente poluído.

—Devo ter esquecido de lhes falar de minha estranha ojeriza com gatos. Gatos domésticos. certo? —Disse MaryAnn. Vinha preparada para os homens-jaguar.Assegurou Juliette.Disseram uma fazenda de gado nos perto da selva tropical. não deixaria que ninguém lhe apressasse. provavelmente o melhor é não me dizer. Havia um pouco de impaciência no toque de seus dedos.Disse Juliette. Temos que andar a partir daqui. Em algum lugar na distância um jaguar rugiu. não fazem? —Ele não responderá. Acreditei que levariam a irmã de Juliete até lá. como um cordeiro para o sacrifício. não para os jaguares. Tornou para trás no assento para examinar o dano.. Era patético e um pouco embaraçoso. Fazem esse tipo de coisas. Agitando o frasco de repelente. Manolito a comeria viva. Ceder ao impulso infantil lhe tinha proporcionado uma pequena onda de satisfação. Seus medos estavam profundamente enraizados e nunca tinha sido capaz de se sobrepor a eles.Não disseram uma palavra sobre uma ilha ou de estar em meio à selva. não neste estranho e silencioso mundo de… Natureza. Ela mordeu o lábio e se absteve heroicamente de dizer algo enquanto dava um cauteloso olhar ao redor.Corrigiu MaryAnn. Que estava fazendo nesse lugar? Teria que estar numa cafeteria. como se milhares de olhos a observassem. Sabia que estava lerda. Não era a razão pela qual se obrigava a ir A um lugar que sabia ser extremamente perigoso para ela. com a música das ruas cantando para ela e o burburinho de pessoas por toda parte. MaryAnn engoliu com força e permaneceu imóvel. para o interior estranhamente tranqüilo do bosque. ignorando o fulminante olhar. A selva não era como esperara. temerosa de se mover em qualquer direção. . . Era escura e um pouco atemorizantea. com os milhões de sons bonitos. O zumbido dos insetos e os incessantes gritos dos pássaros eram o único som que se ouvia. – Então já sabem. franzindo o nariz com repugnância. —Manteremos-lhe a salvo. —Acreditava que sabia que vínhamos para a selva. A selva a aterrorizava de tal forma que nunca poderia explicar a ninguém.Disse. não só de pássaros e o sussurro dos insetos. . . Movia com graça e facilidade através do surpreendentemente e espaçoso solo da selva. Riordan fez um gesto com os dedos e MaryAnn forçou um pé diante do outro. Juliette ia atrás dela e parecia pequena. —Ops. seguindo contra vontade seu guia. Sinto muito. tocou os dois pequenos spray de pimenta enganchados junto ao frasco de repelente de insetos em seu cinturão sob a jaqueta. .Disse Riordan. Por alguma razão tinha pensado que a selva seria ruidosa. . que não se incomodava em ocultar.misturado com vegetação podre. mas conseguiria por si mesmo. Seu coração começou a palpitar. Não sei se é tambem com os de qualquer outro tipo. com espera. Depente estava diante dela. sua boca era um conjunto de linhas cruéis. apegando-se a qualquer razão para permanecer na relativa segurança do Jipe. Não tinha nada que provar a ninguém. Colocou pulcramente o frasco numa das reentrancias do cinturão. E podia ler a expressão de Riordan. o pescoço de Riordan. Prefiro permanecer completamente ignorante. Deixei muito claro. . segurou-a pela cintura e a depositou a curta distancia do veículo. —Está bastante enlameado. . Juliette. MaryAnn pegou com cautela sua mochila e apareceu pela porta aberta. Me dê um assaltante e um beco em qualquer dia da semana. —Talvem posssam chamá-lo e lhe dizer que estamos aqui. Seria realmente a companheira de seu irmão? Não encaixava em nada com seu estilo de vida. MaryAnn. —E isso já era bastante quando bem pensava em um luxuoso hotel de cinco estrelas.Acredita que queremos lhe fazer mal —Mencionei que alguma vez acampei. nunca tivera. —Depressa. esquadrinhando o chão em busca de um lugar seco. mas não lhe preocupava. MaryAnn não se afundou no chão. mas os insetos se agruparam a seu redor. Eles têm o olhar fixo e cravam suas garras na gente. . . mas os gatos domésticos me assustam.Disse Riordan.Lhe recordou Riordan. Sua opinião sobre ela batia todo o tempo num ponto baixo. – Ela estava balbuciando e não podia parar. E se resultar que alguém esteja nos espreitando. mas podia ver cores . A selva era úmida e implacavelmente escura. não se convertam num enorme gato ou algo assim. orvalhou os insetos de forma metódica e acidentalmente.. Procurando tranqüilidade. Não podia concordar a idéia de andar tranqüilamente dentro dessa opressiva escuridão. embora imóvel. tentando não soar irritado. —Três vezes. compacta e alerta. —Rancho de gado. Sou uma garota de cidade. O ar era pesado pela umidade. Um calafrio desceu por suas costas e MaryAnn limpou a garganta.

. deu-se conta de que nadava desesperada em águas muito profundas e estava vestida de forma totalmente inapropriada. teria admitido em voz alta. Vestiu-se com suas roupas mais confortáveis. como seus irmãos. E não ia abandonar Manolito da Cruz na selva tropical com um jaguar lhe atacando. Tinha que estar com ele ou não ia sobreviver. . Tinham virtualmente a jogado na caminhonete. surpreendeu-a a ausência de animais. Como se lesse seus pensamentos. com decote baixo e bordada com intrincadas miçangas em turquesa.Admitiu MaryAnn.O jaguar… — Deteve-se tratando de recuperar o controle antes de falar. Juliette se aproximou a seu lado. aterrorizada de fato. Penduravam-se cipós por toda parte. gritando uma advertência.. Combinando a jaqueta com seu jeans. fazia jogo com as botas e lhe dava confiança. mas o correto não importava. Passou sobre folhas mortas. Com desespero. tentando se valorizar. Riordan quase rudamente.Mas podia se ajeitar. Esperava também. . Destiny. estirando as mãos para pegá-lo. O bordado das costas era muito entranhado para descrevê-lo e as linhas franzidas proporcionavam um elegante aspecto renascentista. Em pé entre o Manolito e uma morte segura. quase até a canopia. —Isso você não sabe .Estava atacando-o. Enquanto caminhava. —Ele está vivo. porque era o que fazia quando alguém precisava ajuda.que não deveria ser capaz de ver. esperando para cair sobre os imprudentes visitantes. Piscou para conter as lágrimas e seguiu caminhando. mas não tinham proporcionado respostas a suas temerosas perguntas. de cós abaixo do umbigo e sua camisa favorita. Doía-lhe o peito. era consciente dos olhares ansiosos que esta lhe lançava.. —Pressionou a mão sobre seu estômago como se estivesse ferida. Riordan e Juliette pareciam sombrios. Se Manolito estava vivo. Não ficava assim tão assustada desde que um homem tinha irrompido em sua casa e quase a tinha matado. galhos caídos e raízes retorcidas que se estendiam em todas as direções como tentáculos através do chão do bosque. Na selva. tentou recolhê-lo numa grossa tranca. Seguiu caminhando atrás de Riordan.Disse Juliette silenciosamente. Precisava vê-lo. mas nunca realmente rude. desejando dar a volta e correr para a segurança da caminhonete. mas ninguém tinha entendido e como podia explicar sem parecer uma louca. Algumas árvores pareciam se sustentar no alto por uma miríade de pernas de pau. Se sua melhor amiga. Não podia respirar pelo desejo de lhe ver vivo e bem. onde estaria? Por que não pudera alcançá-lo depois do momento horrível quando a tinha golpeado o conhecimento de que um jaguar estava lhe atacando? Tinha tentado detê-lo. —Não é o meu mundo. Ergueu a mão para apalpá-lo. em couro marrom envelhecido. As árvores se elevavam por toda parte a seu redor em gigantescos ou suaves troncos elevando-se sem galhos. houve somente uma ondulação ocasional de asas acima de suas cabeças. que por um momento estivera ali. Senti as garras rasgando sua carne. que o solo fosse uma impenetrável selva. - . não devia levar em conta seu cabelo. porque os irmãos Da Cruz saberiam se estivesse morto e através deles. dourados e transparentes. Era uma loucura. Tocar-lhe. falado disso e talvez teria rido de si mesma. MaryAnn estava muito assustada.. . sentia o coração como uma pedra e seus olhos ardiam constantemente pela necessidade chorar sua morte. Ouvir-lhe. para interpor em seu caminho. Sempre lhe parecera intimidante. Sempre tinha acreditado que as criaturas estavam por toda parte na selva. Não tinha sentido. mas era espaçoso e fácil de andar por ele. tecendo seu caminho através de orquídeas e sobre os arbustos.—MaryAnn respondeu. ela saberia. Enquanto seus saltos se afundavam na vegetação. Embora tentasse duramente manter seu rosto afastado de Juliete. Não sabia por que. unindo as árvores e formando um caminho na canopia. . MaryAnn estava um pouco impressionada pela vasta variedade de tons. —Juliette lançou um olhar rápido e preocupado a seu companheiro enquanto mantinha o passo com MaryAnn. —Riordan saberia. Isto deve ser difícil para ti. mas enquanto andavam em fila. Não se tinha incomodado em ficar nada mais que uns pendentes de incrustações porque se figurava que algo mais seria um estorvo. Mas não conhecia esta gente e estava totalmente fora de seu elemento e era só sua intensa necessidade de ajudar os outros que a empurrava para frente. tivesse ali. —Sinto muito. samambaias e musgo brotavam dos galhos. retorcendo-se através do chão. Não podia ter melhor aspecto. sementes. A jaqueta bordada era curta e estava na moda. As raízes estalavam fora das bases como serpentes. As cepas se arrastavam pelos troncos. Bem. não até agora. . mas estava começando a ter dúvidas sobre se Manolito estava vivo ou não.

a única pessoa em quem sempre podiam confiar. Juliette? MaryAnn tinha sido protegida por não menos que três poderosos caçadores Cárpatos. somente para se sentir seguro. como se ela tivesse golpeado-o. seu coração palpitava. sente-se fraca. virou pelo caminho errado. Aqui fora. sinceramente surpreso. especialmente companheiras potenciais. realmente. Juliette precisava que seu companheiro a tranqüilizasse. mas não a custo de colocar em perigo as mulheres. Com isso. Um simples arranhão pode resultar numa infecção mortal. a gente escolhe as batalhas. Não confiava o bastante neles. Deliberadamente. mantendo o toque ligeiro e tranqüilo. . mas se protege. Ele… — Ela gesticulou. Riordan respirou fundo. com suas botas de saltos altos e não tocava o solo do bosque. realmente o que sabia sobre eles? Juliette aguilhoou Riordan. A raça do jaguar sempre deixou os Cárpatos estritamente em paz. MaryAnn era bem consciente do escrutínio de Riordan. MaryAnn roçou a cabeça com a mão enquanto continuava caminhando e Riordan sentiu o golpe psíquico.Não há nenhum ruído. Não faz nenhum som quando se move. Riordan conteve o fôlego. Ele elevara-se e estava provavelmente mais perto da fértil cama de terra rica. já não podia discernir a verdade. . Insistiria em levá-las de volta ao rancho para protegê-las e nenhuma delas iria de boa vontade e o isso não deteria Zacarias. Riordan. Ferido gravemente como estava. Dou-me conta de que deve fazer feliz sua companheira. .Com o que estamos lidando. como qualquer companheiro faria. Retirou bruscamente e lançou um rápido olhar a sua companheira. Riordan. certamente a teriam detectado. Não havia dito a seus irmãos que a protegessem. está seguro que Manolito está vivo? Sinto dor e uma terrível sensação de opressão e terror.É melhor que ninguém esteja aqui quando contatarmos Jasmine e Solange. temo que Riordan e seus irmãos se vinguem. Deve ser uma psíquica muito mais poderosa do que nos fizeram acreditar. Não é aqui. . . Não podia entender porque acreditava saber onde . depois de dar sua opinião e esperando que Riordan seguisse seu conselho. Parecia totalmente desconjurada mas… .O que estava fazendo Riordan.Acredito que é a mulher transmitindo. – Ele está vivo. Riordan mediu-a gentilmente. nenhum ramo estala. Juliette nunca o perdoaria. É possível que seja jaguar? Juliette inalou o aroma de MaryAnn e observou os movimentos de seu corpo atentamente.Riordan. o que não era tão fácil se tinha companheira. A sensação era tão forte que ela se deteve. Zacarias desapareceu. afrouxando o passo só um pouco para que MaryAnn não se desse conta. O homem se escondia. Tem necessidade de mim? Zacarias estava no rancho com o resto da família e Riordan desejava que ele ficasse por lá. . Mas não é jaguar.Sente Manolito? Pode me dizer se ainda vive? Passou-se um momento enquanto Zacarias tocava Manolito. Ele também sentia dor e um irracional temor pela vida de seu irmão. Estendeu para Zacarias seu irmão mais velho.Não atenda a estupidez. . mas sabia que eles estavam conversando telepaticamente sobre ela. Deveria ser fraca. —Este é o caminho errado. Jasmine necessita da ajuda de MaryAnn e nem ela e nem sua prima irão voluntariamente se você ou Nicolas estiverem aqui. MaryAnn deu três passos e imediatamente tudo nela mudou e se estirou na outra direção. Guiando-a pelo caminho errado? Não queria encontrá-lo? Por que a mantinham a distancia? As sementes da suspeita estavam crescendo e não podia suprim-las. como faria um autêntico companheiro. Se um deles atacou Manolito. Zacarias não permitiria a liberdade da irmã de Juliete e sua prima. Ele governava com um vislumbre de seus dentes nus e seu enorme poder e esperava e conseguia imediata obediência de qualquer um. necessitaria da rica terra negra para sobreviver. Virou longe da direção aonde Riordan se dirigia. MaryAnn quase corria. Seria a mulher parte da armadilha? O que sabiam dela afinal? Manolito nunca a reclamara abertamente.Minha gente é da raça do jaguar. afinal. Riordan suspirou e tratou uma vez mais de alcançar Manolito. Não se voltou para olhar Juliette. mas se move como alguém nascido e criado aqui. afastando-se de onde sabia que seu irmão havia sido enterrado. Se fosse vampira. Nenhuma folha range. de repente confusa. Também estou sentindo suas emoções. Solange lutaria com ele até a morte por sua liberdade e se levasse um só arranhão.Por que me sinto como se tivesse dor? .

MaryAnn fechou os olhos. As folhas e os arbustos pareciam ter um véu de névoa sobre eles. mas se encontrava apressando-se pelo bosque num esforço por chegar a Manolito. Riordan fez um bem mais cuidadoso e completo escaneio do bosque circundante. saltou de um ramo particularmente grosso para aterrissar sobre o ombro de MaryAnn.. Algo a empurrava para frente enquanto por toda parte o bosque obscurecia e o sussurro sobre sua cabeça . roçar a mente dele com a sua. . para pedir à rã que deixasse MaryAnn. Pequenas rãs dedilhavam os troncos e os galhos. para dominar outras. . Quando começou a segui-la. . Por favor que esteja vivo.Agora mesmo! —Vá! — Gritou em voz alta. quando ele não quer que se saiba que está perto. temia que o homem estivesse em problemas e tinha que chegar até ele. . com a opressiva escuridão e o silêncio fechando a seu redor. Manolito pode ocultar sua presença até mesmo a nossos melhores caçadores e não há maneira de detectar Zacarias. mas detestava andar entre o barro e folhas podres.Onde está você? Preciso de você. . Tentava repetidamente alcançá-lo. Sentia olhos observando cada passo que dava. seguindo o progresso de MaryAnn. Ela não fazia cooper. Sua mente se infestou de sussurros enquanto começava a correr. deu outro passo longe dos Cárpatos e tropeçou com as raízes de apoio de um das emergentes árvores mais alta.Acha que o vampiro está aqui? . Uma árvore de enorme altura que estalava através da canopia.Continuava tentando chamar Manolito mentalmente. O terror moveu através dela. Uma pequena rã arbórea. não podia lhe encontrar.estava Manolito.Se for assim. e saltou para o tronco da árvore mais próxima. mas neste caso. Ela conteve um grito e ficou congelada. Juliette tinha uma afinidade com animais. Confusa.Somos antigos.Onde você está? Encontre-me. a um lânguido cinza. é um professor em ocultar sua presença.Seu laço de sangue deveria te manter informado de seu paradeiro. os macacos utilizavam trepadeiras para convergir e seguir a mulher enquanto esta avançava pela selva . . Evidentemente a criatura já tivera bastante dos humanos. Mesmo assim. Quando entrou mais fundo na selva. embora era com sua mente com a qual se estendia. . MaryAnn se deu conta de que lhe corriam lágrimas por sua face. Juliette franziu o cenho enquanto começavam a seguir MaryAnn. incapaz de esperar a que a rã obedecesse à ordem de Juliete.Afaste-se de mim! – Gemeu MaryAnn em sua mente. Não corria ou fazia qualquer atividade física. grudando nela com suas patas pegajosas. embora claramente não tinha os dons psíquicos que todos acreditavam que possuía. Desta vez.Porque não era uma mulher feita para rãs arbóreas e mosquitos. . aterrissando perto de outras duas pequenas rãs. e mesmo os répteis e anfíbios respondiam as vezes. por mais que soubesse que não era psíquica. saltando de uma árvore a seguinte. respirou fundo e começou a caminhar outra vez. sua mão fechando ao redor do pequeno spray de pimenta. mas não podia. Juliette sussurrou brandamente. . Sei que são muito ardilosos em tais situações. pegou o ritmo até que se viu virtualmente correndo. mas não podia parar. Juliette lhe segurou por braço e gesticulou para as árvores que os rodeavam. apesar dos altos saltos de suas botas. na canopia. Primeiro havia visto brilhantes cores na escuridão. deu-se conta de que o verde já não eram tão vívido.. —Vá. então teremos que estar alertas a todos os perigos para ela. As raízes estavam retorcidas de forma elaborada e ardilosa. Saia de mim. mas não ia sair da selva até que encontrasse o homem ou seu corpo. As sombras cresciam onde antes não havia nenhuma. agora mesmo. Por mais que tentasse. Passou junto a Riordan. e agora estava vendo sombras quando não deveria. um pequeno macaco jogou folhas no trio de anfíbios. não tinha nenhum talento e nenhuma habilidade para ser a companheira de ninguém. No alto. Juliette e estudamos muitas coisas ao longo dos séculos. Podia se arrumar com a escuridão de um beco da cidade em qualquer dia da semana. Riordan lhe lançou um pequeno sorriso. a rã se moveu para mais perto do pescoço de MaryAnn. vagando pela superfície do solo. . que parecia atônito. as pontas sondando em busca de nutrientes. Na canopia. mudando a vibrante cor. Ela sente-se atraída para Manolito e provavelmente possa lhe encontrar mais rápido que nós.Ordenou. A sensação de terror e medo era esmagante. já que defende sua presença de mim.Perguntou Juliette. de cor verde brilhante.

têm que se mover. Uma dúzia de rãs verdes saltou em seu braço e se aderiram com suas pegajosas patas. .Confirmou Juliette.Vão embora. quanto mal podiam fazer umas diminutas e inocentes rãs arbóreas? Não queria ver Riordan fazer algo como lançar uma chuva de fogo sobre essas indefesas criaturas. apoiando a mão para evitar a queda. As rãs a olhavam fixamente com imensos olhos negros e verdes. – Pelamor de Deus. Eram brilhantes. Uma unha quebrada.o cenho para Riordan. As línguas saíram como uma flecha. arriscou a olhar para cima. mas havia pequenas coisas peludas balançando-se sobre sua cabeça e isso a fez sentir-se enjoada e ligeiramente doente. Eu não gosto.. como se estivessem polidas. Mas macacos eram pequenas feras peludas com mãos quase humanas e dentes grandes. o movimento enviou uma estranha onda de verde sobre as raízes enredadas. Riordan colocou Juliette atrás dele. —Não. Sua unha alongada.Riordan está dizendo a verdade. MaryAnn se endireitou lentamente. mas se prometera não voltar nunca mais ao zoológico. As rãs eram uma coisa. — Era sim..se tornava mais pronunciado. parpados. . despindo enormes dentes para ela.Havia alarme em sua voz e em sua mente. Nunca tinha visto as rãs se congregam em semelhante número antes e tinha passado a maior parte de sua vida na selva. Sacudiu a cabeça. essa onda de poder? Ela fez com que as rãs fossem embora. Os nativos as usaram durante anos para envenenar as flechas. mas ele não precisava saber. MaryAnn tinha medo de olhar. – Ele teria que revisar suas idéias sobre da companheira de seu irmão. Não quero que as mate. As rãs voltaram para as árvores. MaryAnn lançou a Riordan um pequeno sinal. como se dúzias de rãs saltassem para a segurança dos galhos mais altos. . .Sentiu. Uma vez. . É obvio que então estariam ocultas na folhagem.É uma conduta incomum. enquanto mentalmente erguia os olhos num gesto de enfado.Disse Riordan. Não é normal ver tantas rãs num só lugar e certamente não deveriam nos seguir. Não queria matá-las. —Por que fazem isso? Juliette não tinha uma resposta para ela. Fora de sua vista. – Ela admitiu. —Sim e além disso. —Não trate de me assustar com as rãs. provavelmente sentem curiosidade por minha jaqueta. elas ignoram até o mais forte dos toques.. – Ela fez um gesto com sua mão livre. —O que ia fazer? Convertê-las em carvão? Pobres coisinhas. . não tão ruim como este. com uma formosa manicure. com lunares no ventre e unhas verdes. ardia e sentia um formigamento enquanto a unha se regenerava. MaryAnn estremeceu e olhou atrás.Silenciosamente insistiu para elas cooperarem. para que fossem embora. Depressa antes que o grande Cárpato mau as frite. avaliando Às rãs com suspeita. E ela escolheu omitir a parte do veneno. é melhor destruí-las. —São venenosas de verdade. Franziu. MaryAnn quadrou os ombros e elevou o queixo. mas não sou mais essa garota da grande cidade. Sabia disso porque uma vez. que pensou parecer sorrisos. MaryAnn deu um olhar para as rãs que os rodeavam. só uma vez. olhando fixamente com seus olhos gigantescos como todo o resto na selva pareciam estar fazendo. O fôlego de MaryAnn ficou pereso na garganta. Ela se congelou. —Quando as criaturas não atuam como devem. Tinha sido um dia horrível. Estou falando sério. Sempre acontecia isto quando quebrava uma unha. Suas unhas cresciam anormalmente rápidas. sempre acontecia assim.Riordan. mas agora o esmalte ia ficar danificado! E doía como o inferno.Voltem para suas casas. . cravou no úmido musgo. Seu dedo pulsava. . tinha ido ao zoológico e os macacos se tornaram loucos. cruzando os braços sobre seu peito e assinalando a canopia com um gesto do queixo. mas queria que fossem embora.. . – Ele não pôde resistir de acrescentar. E está zombando de mim. Juliette. —Estão-nos seguindo? -A idéia a deixou nervosa. Tropeçou e quase caiu. Provavelmente estivam tão assustadas como eu. —Não sei. gritando e saltando ao redor. provando o couro de sua jaqueta. olhe os macacos! . —Tem alguma idéia do por que estas criaturas não se comportam com normalidade? . —Essas rãs são venenosas. olhando automaticamente para sua unha quebrada. para Juliette.

A voz brilhou tenuemente em sua mente. alagando-a. – Estivera esperando desde que tinha entrado na escura opressão da selva.Acredito que ela esteja muito confusa a respeito de tudo isto. . sem ver nada. Ela era inteligente e valente para um humano. A água e vertia por cada saída concebível. a compulsão de seguir movendo-se depressa. Ele tinha problemas. uma ariranha era atraída por outra. quando antes não podia alcançá-lo. a umas seis milhas de distância e reconheceu o sensual tom de Manolito. mas ainda assim não estava preparada. tornava-se inepta e temerosa. indiferente aos galhos mais baixos que se enganchavam em seu cabelo. Não tentou conectar mente a mente. sempre lhe tinha concedido isso. para a direção onde à compulsão era mais forte. sentia a necessidade. Sentia-lhe agora. ela sabe exatamente onde ele está e se dirige diretamente para ele. MaryAnn caminhava rápido. Com pouca lua e a grossa canopia em cima. Ele está há umas boas seis milhas. Corre tão brandamente. e em algum lugar no furioso rio. Não é um jaguar. O laço de sangue com Manolito é forte. perto. tornando seu ouvido mais agudo. sem ranhuras suaves que o toanasse mais aceitável para uma mulher como MaryAnn. mas não sei o que é. como se revoassem insetos em torno dela. os grossos nós e galhos como serpentes pareceram escuras fortalezas que escondiam segredos. Sabia. Não podia abandonar este terrível lugar até que encontrasse Manolito. Seu fôlego se fez mais agudo e ela acelerou o passo. a ondulação de asas eram pássaros assentando-se na noite. Queria desesperadamente voltar para casa. de dois homens. Desejava a normalidade das pessoas alavancadas nas esquinas de uma cidade. Nunca vi nada como ela. . o interior era escuro e misterioso. Mais que dor. Ouvia o som de vozes. Riordan.A questão principal é se for ou não um perigo para Manolito. muitas criaturas. a urgência a dirigia.Acreditei que talvez um vampiro estava utilizando seus olhos e ouvidos para reunir informação. pois não pertencia ao reino animal. . aparentemente alheios às raízes que os mantinham no chão. E você? Riordan lutou com suas lembranças. A névoa baixa tecia um rastro de vapor cinza entre as árvores. mas agora não estou tão seguro. Detestava isso. MaryAnn sentia um zumbido na cabeça. o rastro de uma anta sobre a vegetação. Ouvia sua ordem sussurrada flutuando no ar. Seu coração saltou quando ouviu a palavra “vampiro”. tentando recordar se tinha visto alguma vez semelhante transformação. As unhas de Juliete se cravaram no braço de Riordan enquanto caminhavam. por que a conexão é tão forte que ela sabe melhor que você onde está seu irmão? Porque. mas isso não importava. E havia muito mais que o que entrava pela visão. mas uma manada de rãs ou macacos dirigidos por vampiros… Dizia-se manada? Sequer sabia como dizia. A uma milha a sua esquerda. – Olhe MaryAnn! Olhe-a. arrepioulhe e fez com que seu estômago se apertasse de excitação. só pensando nele. . Precisando dela. mas sua valia não era do tipo necessário para ser a companheira de um caçador Cárpato como Manolito. O som era alto na imobilidade da selva. criando cascatas em toda parte. Girou para longe de Riordan e Juliette. “Vêem a mim”. por vê-lo. Ela esgrimia poder e energia sem deliberação consciente. Atalhou por uma série de trilhas que margeavam um riacho de bom tamanho. Podia intimidar tipos duros da rua com um olhar. os macacos sobre sua cabeça perturbavam as folhas enquanto mantinham seu passo. não era psíquica. Seus ombros largos e em seu peito. de forma que seu cérebro processasse cada som individual. nas linhas de dor e fadiga gravadas profundamente em seus atraentes traços. Logo que o pensamento foi completado. O irmão de Riordan era dominador e duro. mas ela se move com rapidez para quem nunca esteve numa selva em toda sua vida. Compadeço-me dela. cobrindo o enredo de raízes de apoio. no momento em que pensava nisso. O mundo pareceu se estreitar ou provavelmente se expandiram seus sentidos. Estavam utilizando-a para chegar a Manolito? Se Riordan queria realmente . inclusive… Um jaguar. Os Cárpatos falavam entre si outra vez. mais ao que parecia. Era difícil ver MaryAnn como algo mais que o bonito manqeuim de moda que sempre lhe parecia.admitiu Riordan. Se foi só um intercâmbio. Os imensos trocos se elevavam além da névoa.—Acreditava ter. Virou a cabeça de um lado a outro. sem dúvida nenhuma. quando se aproximou delas. Sabia que ele estava ferido e confuso. Ele era alto. a dor emanou. Onde ele estava? Podia ouvir o agudo som de morcegos chamando uns aos outros. que não era exatamente pequena. Embora havia um coração de aço nela. O sussurro nas folhas eram insetos. muito mais alto que ela. Os aromas explodiram através de seu cérebro.

Mas a voz de Manolito deslizou outra vez em sua mente. Não era uma atleta. para longe deles..Estou mudando em algo mais. —Mas Nicolae tomou meu sangue para proteger melhor Destiny. sua palma cobrindo a marca sobre o seio que pulsava e ardia. sem cores que deslumbrassem e cegassem. . — Juliette inspirou profundamente. mas agora parecia bem melhor.encontrar seu irmão. . Juliette segurou a mão de Riordan e apertou fortemente para evitar que dissesse algo errado. —Não sabemos exatamente o que fez Manolito.. A unha já havia crescido. .Advertiu Riordan. . ambas sabemos. Se voltasse a vê-la.Acrescentou Juliette em voz alta. não até que encontrasse Manolito da Cruz e se assegurasse de que estava vivo e bem e não em algum tipo terrível de problema. embotou que foi difícil distinguir cores. onde Manolito se elevasse entre os membros da família que o ajudariam? Por que não tinham mencionado uma segunda casa? E por que a irmã e a prima de Juliete muito medo de ir à casa dos Da Cruz? Algo estava muito errado. saltando por cima dos troncos de árvores caídas como se tivesse nascido com reflexos.Ou o conhecimento de que o está fazendo.E se perguntaste como ela sabe? Não deveria. Juliette. E ela não teve medo dele. .Ela é mais que psíquica. como um animal encurralado. algo em seu interior a urgia a se apressar. dolorido por ele. Sua visão era estranha. . Sua visão era definitivamente mais aguda. Podia ouvir sair precipitadamente o ar dos pulmões de Juliete. frágil e que toma sangue. O vibrante verde e vermelho das folhas e flores se misturou. —E teria algumas palavras com Destiny quando a voltasse a vê-la. cravou as unhas profundamente na palma. Profundamente em seu interior algo selvagem se desdobrou e se estirou. tentando ser honesta. . por que não se aproximava dele diretamente. assim não se converteu.. Se soubesse o que acontece. Tropeçou.. —O que me fez? — Sussurrou. O fluxo vazante do sangue em suas veias. E talvez o teria feito... para provar -se. Você não é Cárpato. —Mesmo enquanto dizia. . que as espécies finalmente se . Riordan reconheceu em sua mente. Estava começando a duvidar do que era real e o que ilusão. sua mente estava silenciosa.Ela sabe que estamos falando em particular. Riordan e Juliette quase a atropelaram. Sua visão noturna sempre fora excelente. Em todos esses anos.. —Quero ir para casa. assustada. tentando afastar os insetos. MaryAnn sabia que não podia. MaryAnn. Fechando o punho. quando temê-lo seria algo mais do que natural? MaryAnn colocou uma mão na cabeça. que sempre precisava ajudar e consolar os outros. Elevou sua mão trêmula. captou o movimento de insetos e lagartos. Nem sequer acredita que ser psíquica. Esgrime poder sem esforço. . —Sinto muito. Enquanto corria.Onde você está? Ela soava tão perdido e solitário. mas ela sim. . apesar do cinza apagado. Podia sentir profundamente em seu interior. ela mesma não sabia e isso assustava Juliette. O fato deveria tê-la assustado. O medo crescia a cada fôlego que tomava. Isto é o que acontece por ter uma garota branca. Maldita sua natureza.E isso a irritou. mas segurou o ritmo facilmente. chamava-lhe. o mais provável é que fez um intercâmbio de sangue. Não como tem agora.. como melhor amiga. Por que não teve medo de que Nicolae tomasse seu sangue. Seu coração se retorceu em resposta. E é reversível? Porque sou humana e minha família é humana e eu gosto de ser humana. o brilho das rãs arbóreas e os macacos enquanto corriam no alto. Não sabiam como reagiria MaryAnn. Juliette lançou a Riordan outro olhar ansioso. O caso é… Os humanos viveram durante séculos lado a lado com outras espécies. Algo estava terrivelmente errado. MaryAnn conteve o fôlego.Nem Riordan nem eu sabemos o que te fez. como se seus outros sentidos estivessem tão desenvolvidos que lhe tivessem roubado a visão normal. enquanto corria. calada e certamente avaliando tudo o que a rodeava com anormal velocidade. sabia. Havia algo diferente.O que acham que ele me fez? Devem ter uma idéia. mas mais importante ainda. se estendia para ele? Por que não haviam simplesmente enterrado seu corpo na fazenda. . Retrocedeu para longe deles. —Isto é uma loucura. MaryAnn.provavelmente dois. dando outro passo atrás. um medo muito real em seus olhos e cautela. bem mais rápido inclusive do que o normal a sua velocidade acelerada. podia identificar um espectro mais longo das coisas. diria-lhe. . Era estimulante ter todos os sentidos tão agudizados. Ele não via MaryAnn frágil e perdida.

Não podemos fazer nada mais aqui. —advertiu Riordan. os saltos se engancharam numa das muitas raízes que serpenteavam no solo. . . furiosa com ele. Outra vez estavam falando claramente um com o outro. esquecendo-se que eles podiam voar se quisessem.. atirando malévolamente seu cabelo. A névoa formou redemoinhos ao redor dela. interceptando-a. Funcionaria com Cárpatos? Ou com vampiros? Ninguém lhe mencionara tipos de autodefesa. — assegurou Riordan. Riordan soltou uma imprecação e segurou o braço de Juliette. sacudindo-a roupa. O trovão ressoou. —Proteja-se! . mas nela é inconsciente.Não podemos abandoná-la. Sentia-se enjoada e doente. mas teria que tecer feitiços. —Não temos escolha. Está sentada no chão. avós e bisavôs.Aventurou Juliette. MaryAnn sentiu braços fortes deslizar ao redor de seu corpo e uma mão pressionou sua face contra um peito largo e musculoso. mas que não conheciam elas mesmas. MaryAnn sacudiu a cabeça. Ela é sua companheira e não temos direito de interferir. Essa é a razão da qual é tão boa conselheira. O ar ao redor deles se carregou de eletricidade. Não havia nenhuma mancha em sua família e nenhuma pessoa que vivia de sangue. – Odeio isto! . . estendendo sua mão para ela. passou algo que não sabemos. MaryAnn gritou e se afastou para trás.Ela poderia ser maga? . que se sentiu enjoada. voar sobre a canopia era mil vezes pior. —MaryAnn. —Isto soava errado. Pessoas que conheciam pela Internet ou através de amigos. . que fez com que o pêlo de seus braços se arrepiasse. . mas principalmente zangada consigo mesma por estar numa posição tão vulnerável. . Ele cuidará dela.Os magos retêm o poder. retrocedendo outra vez. —Era Manolito e nos lançou uma clara advertência para que retrocedamos. Seus olhos ardiam pelas lágrimas contidas. e Riordan se deixou cair do céu. pensando que poderia deixá-los para trás. Os macacos gritaram. O solo tremeu. franzindo o cenho. —Eu não. então eles são. Seus pés abandonaram o solo e ela se encontrou voando através das copas das árvores tão rapidamente. . Ela chutou-lhe.misturaram. Não temos mais escolha que fazê-lo. O coração de MaryAnn estava acelerado. golpeando a terra num desdobramento de energia cegadora.Não seja tola. Quantas vezes havia aconselhado mulheres a não falar ou andar com desconhecidos. Permita-me ajudá-la a se levantar.Gritou Riordan e saltou para trás.Explicou Riordan. Caiu duramente sobre o traseiro. Eu tenho sangue jaguar. Fechou os dedos ao redor do pequeno spray de pimenta. Pressente o que cada pessoa quer ouvir e diz. seu pai. Quer que sejam felizes. Não a menos que queigalhos lhe provocar a entrar em batalha. CAPÍTULO V MaryAnn rodeou o pescoço de Manolito com os braços e escondeu o rosto em seu ombro.Chiou tão forte em sua cabeça que sentiu o eco através dos dentes cerrados. isso é seguro e a maioria são boa gente.. e infiltrando-se sob a jaqueta de couro. para fechar seus frios dedos ao redor de sua pele. Não parece que ela esteja fazendo isso. E eles quiseram. Conhecia sua mãe. O relâmpago crepitou e estalou. Girou sobre os saltos muito altos e correu entre a árvores. e seu estômago dava curiosos movimentos. —Mas… —Juliette se interrompeu impotentemente. sentindo o enxame de insetos em seus braços e pernas. Se acreditara que a selva tropical era má. O vento açoitava com força sua face e pescoço. Os pássaros fizeram algazarra e se elevaram das árvores. Igual a várias mulheres que são psíquicas. Faria frente a um milhão de formigas e rãs arbóreas antes de fazer isto outra vez. —Este caminho é perigoso. Sem querer insiste a se sentirem melhor. Sabia que há um milhão e meio de formigas por meio acre na selva tropical? MaryAnn suprimiu um uivo de medo e ficou de pé sem ajuda. olhando-o enquanto ele se erguia sobre ela. Sentiu a rajada de ar deslocado ao redor dela. Reúne energia como fazemos nós e a utiliza. Talvez há séculos.

Oh! Deus. —Vêem aqui. Este homem exigiria submissão e entrega absoluta de sua companheira. Ela ficou com a boca seca. Não simplesmente. De rãs e formigas e tornando-a totalmente consciente de ser mulher. Por si mesma. ou sequer uma constante. Aproximou-se um passo antes de poder se conter e braços firmes a rodearam. Seus olhos negros a compeliam a obedecer. Manolito os pousou numa área relativamente protegida. mas olhando-a fixamente. – Afinal. Não se sentia assim há muito. O problema era que ele estava olhando-a. algo suave e absolutamente sensual. Com suas botas favoritas fundas no barro. Quem possuía esse aspecto? Honestamente. Se é que havia se sentido assim alguma vez. mas abrasador. disse que venha aqui comigo. Propriedade e crua sensualidade. Nãamor. vieste. Não podia pensar com claridade com ele olhando-a fixamente e seu cérebro em curto circuito.. o que agradeceu porque começou a chover imediatamente. Seu corpo respondeu. Eu gosto de meus pés firmemente na terra. mas sim de si mesma. nem total e entregue. consciente de cada uma delas. obrigado. com um aspecto tão magnífico e ardente no meio de uma selva. Estava sozinha com um Cárpato que acreditava ter todo o direito sobre ela.. sob a pressente circunstância.Avio-te päläfertülam. Não estava lidando com um homem humano que vivia sob as regras da sociedade. não era nem a metade. MaryAnn se afastou dele no momento em que seus pés começaram a funcionar. —Então. fazendo-a esquecer de tudo. Seu coração palpitava e o medo entrou silenciosamente em seu intimo. seu útero se contraiu e seus mamilos… Apertou a jaqueta contra o corpo e convocou um olhar a ele. mais rapidamente voltaria para a normalidade. Não só ardente. Não medo dele. Ele sorriu. Tinha que se controlar. Como demônios se colocara em semelhante apuro? —Eu a chamei. Ele acenou com um dedo para ela. porque estava funcionando com ela. —Porque o desejo de saltar sobre ele era provavelmente um efeito por estar na selva abafada e o suor.. Um sorriso lento e sensual que arrepiou. Nenhuma vez. . . Provavelmente estava programada para o sexo na selva e quanto antes saísse dali.Quando menina. Ele exalava. O pensamento a fez ruborizar. . O olhar dele a percorreu e ela notou uma posse escura brilhando nas negras profundezas. Seu estômago se contraiu juntamente com seu coração e ela saboreou o aroma e o gostp de sexo em sua boca..Repetiu as palavras enquanto sua língua acariciava um ponto que lhe pulsava freneticamente no pescoço. e a estava olhando como se pudesse devorá-la de uma só absoluta e deliciosa mordida. mas baixou o tom da ordem fazendo com que sua voz parecesse o toque aveludado de uma língua deslizando sobre sua pele. —Vim te resgatar. Era difícil não olisquear e introduzi-lo em seus pulmões.Seus olhos negros ardiam com tão puro pecado que ela quase se derreteu. mas o cérebro gritou-lhe uma advertência. apertando seu corpo contra o dele. Apertou os dedos. Encaixava-se a ele como uma luva.. pressionando os lábios contra sua garganta. por mais real. —Nunca. —Estou perfeitamente bem aqui.. os homens não ficavam de verdade. Talvez fosse arma secreta dos Cárpatos contra as mulheres. Ele era duro e musculoso e ela toda curvas suaves. Tinha lido muitos livros do Tarzán em sua juventude. Certamente. Seu coração voltou a se acelerar. Não uma garoa suave. E já que não tinha a menor capacidade telepática ou psíquica. Que podia controlar sua mente e persuadi-la a fazer o que ele quisesse. por mais estúpida que tivesse sido a observação. —Ele não elevou a voz. O estômago ainda lhe revolvia e ela juraria que seu nariz enrugou desejando outro bom olfato. —Resmungou as palavras antes de pensar. Ele sussurrou algo em seu próprio idioma. que lhe recordava por que não lhe interessavam o mínimo os homens. como se os céus se abrissem sem mais. sequer a endureceu. para descarregar um oceano neles. mas um aguaceiro forte e duro. Posse. Este homem era uma ameaça. mas se refreou e lhe dirigiu um longo cenho.. . —disse Manolito. respondeu-lhe em voz alta. —A pele dele cheirava tão bem. E ela não era uma mulher comum. e apertou as espirais de seu cabelo já encaracolado. desejara aprender a voar? Estava segura de que ele estava lendo sua mente com facilidade e podia sentir a superioridade e diversão. Ele era a coisa mais sexy em que já havia pousado os olhos. —Considere-se salvo e vamos embora daqui. Seus olhos ardiam com uma sensualidade escura. não poderia ter se movido nem se quisesse.

marcando-a como dele. Ele murmurou algo mais em seu idioma. —É minha companheira e está unida a mim por toda a eternidade e sempre a meus cuidados. mas esses lábios não pareciam com nada que tivesse experimentanto antes. Sivamet andam. Pesamet andam. minha alma e meu corpo.Entolam kuulua. Seus seios doíam e incharam. —Sua vida será sempre apreciada. com uma voz tão sensual. aliviando o terrível vazio. A sensação estalou através dela fazendo com que o sangue palpitasse em seu coração e lhe trovejasse nos ouvidos. fazendo com que ofegasse e atraísse a cabeça dele para ela. . uma pequena porção não afetada de seu cérebro que ondeou uma bandeira vermelha. Nunca tivera uma reação física semelhante a outro ser humano em sua vida. lhe sujeitando contra ela enquanto o longo cabelo negro se espalhava sobre os braços e ela enterrava a face em seus sedosos fios. acaricianco-o até que já não pôde mais pensar com claridade. Sua boca deixava um rastro de chamas da garganta ao seio e seus dentes acariciavam com pequenas e minúsculas mordidas. A mão se deslizou dentro de sua jaqueta. O fogo queimou. desejando encher-se com ele. Sentia deslizar-se mais e mais longe da mulher que conhecia. O sabor era aditivo. Tomo em mim os teus para protegê-los. Sua língua dançava. tão erótico. abrindo a boca para protestar.Ted kuuluak. Não podia ser verdade. .Os lábios sussurravam sobre sua pulsação enquanto os dentes beliscavam gentilmente sua pele e a língua fazia outra carícia. através da renda dourada do soutien. Ele elevou a cabeça e seu olhar mostrava uma hipnótica posse. Tudo enquanto ouvia sua voz lhe murmurando na mente.Avio-te päläfertülam. mas a dele tomou. Uma vez mais lhe capturou os lábios. . E o beijo se aprofundou e ela desabou queimando para dentro de Manolito da Cruz. roubando seu fôlego à vontade. Ainaak sivamet jutta oleny. Ofereço-te minha vida. pelo puro prazer erótico. . rodeando-lhe as coxas com uma perna enquanto enredava a língua com a dele numa dança lenta. porque nada na vida a tinha feito . porque sabia que não era psíquica. desejou que assim fosse. para o interior de outro reino completamente distinto. insuflando fogo em suas veias. sempre. Desejando-o. Sentiu a impaciente umidade em seu sexo e sua mente nublou com a ardente paixão. sua língua acariciando e seus dentes mordiscando. . puxando a barra de sua camisa e se fechou sobre seu seio. Quase perdeu as palavras suaves que roçaram as paredes de sua mente e ficaram encaixadas ali.Você elidet ainaak pede minam. Seuas pernas amoleceram e se ancorou a ele. . mas agora. atraindo o sensível mamilo a sua boca. Sivamet kuuluak kaik etta A Ted.Ainaak olenszal sivambin. Elidamet andam. Queria sentir a sensação de pertencer a este homem. Encontrou a elevação em seu seio. que jogou de um lado a pequena advertência que lhe surgiu na mente e manteve a face enterrada em seu cabelo. o sinal que havia deixado ali. Quase choramingando.lhe tirando seu fôlego. kacad. alinhando seus corpos de forma que pudesse pressionar-se firmemente contra ele. Dou-te meu amparo. nesse preciso momento. Ainaak terad vigyazak. ancorando-a a ele enquanto explorava a pele acetinada. envolvendo-lhe a cabeça. avio päläfertülam. —Reclamo-te como minha companheira. Sugou-o com vontade. Não. cada uma provocando uma onda de ardente e que sua humidade se intensificasse. Uskolfertülamet andam. Elevou a cabeça. Sielamt andam. empurrando-se contra sua coxa firme. —Sua vida estará acima de tudo. Combinados. Os lábios dele desceram por sua garganta enquanto a mão se hospedava no cabelo. Sentiu como seu coração e sua alma se estendiam para os dele. intercambiandoo pelo seu. fazendo com que se pressionasse mais contra ele. kojed. Estava quase desmaiada de desejo. Pensou que seu corpo lhe arderia em chamas.—É minha companheira. Gritou quando sua boca pousou sobre seu seio. As palavras vibraram através dela. meu coração. Arqueou para ele. necessitando-o. Uma ínfima parte de sua mente tentou salvá-la. quando os lábios dele encontrou o outro seio. enredando a pernas a seu redor. Ainamet andam. Levantou a cabeça e uma vez mais encontrou o ponto onde a tinha marcado. minha lealdade. —Pertenço a você. Seus dentes cravaram-se profundamente nele. a dor relampejou através dela como uma tormenta. apegando-se a grossa tranca no puho. que se moveu com abandono contra ele. depois o prazer a seguiu tão doce.

Era toda dele. algo selvagem. Sua mão deslizou sobre as terríveis marca das garras. Ele gemeu e jogou a cabeça para trás. no canto da boca. insuflando-lhes calor. Manolito cambaleou. pulsando e gemendo de desejo. mas que afirmava ser seu marido? E que demônios havia lhe acontecido para se deixar hipnotizar até o ponto de fazer coisas que eram totalmente contra suas crenças? Manolito a tornava vulnerável. Tinha tomado controle total dela e ela simplesmente se deixou levar como se ele pudesse controlar sua vida com sexo. Ele não teria feito pior se lhe tivesse atirado um jorro de água fria. fazendo-a tremer de desejo. Tinha encontrado o que sempre procurara. Sentira como se seus músculos lhe encolhiam e se atavam e uma força descomunal a tomou. os lábios curvados e voluptuosos. Mas se afastou de um salto. embora agora sentisse um indescritível desejo de dar uma bofetada tão forte como pudesse nessa face atraente. os olhos escuros e excitados. soube que Manolito da Cruz era sua outra metade.Afaste-te de mim. ele estremeceu e murmurou sua aprovação. Ele jogara-a fora da cama. íntimas e possessivas. revelando os músculos definidos que fluíam sob a pele e os ferimentos em seu ventre onde o jaguar o havia arranhado. Colocou cada grama de medo e ódio em suas próprias ações no grito. estava impaciente por fazê-lo. tentando manter adormecida a fera que morava profundamente em seu interior. Sua língua lhe percorria o seio. porque ninguém poderia ouvi-la e ninguém conhecia o terror com o qual vivia. quanto a aceitar o ardente e aditivo intercâmbio. mas neste momento. golpeando-a viciosamente antes que pudesse se defender. Quando a lâmina da faca entrara na carne. revoando a A um fôlego de distância. Uma fúria que só havia sentido uma vez antes. Viu a si mesmo lhe pressionar o ventre e o peito num ponto sob o coração. . Que estava fazendo.Por um terrível momento não soube se estava gritando com Manolito ou com o que vivia dentro dela. —Esposa. Como se soubesse exatamente o que fazer. em êxtase misturado a paixão.sentir-se tão bem. Elevou a mão para sujeitá-la. E não qualquer bofetada. reagindo tão poderosamente como seu corpo. Piscou e sacudiu a cabeça. . o batimento firme e forte do coração. urgindo-a a tomar mais. . abriu a pele de Manolitoe pressionou voluntariamente a boca contra seu peito. Pertencia-lhe. Sua língua encontrou a pulsação que estava procurando. A sensação de pertencer a alguém. Nunca ninguém o esbofeteara psíquicamente antes. . Suas mãos eram ágeis. ao mesmo tempo em que gritava em sua mente. . mas era o que fizera sua companheira. Não havia nada de timidez em MaryAnn. Se via diferente. MaryAnn ofegou quando as palavras impregnaram em sua mente. E ele a aceitou. Tinha escolhido abster do sexo simplesmente porque não queria compartilhar seu corpo com um homem em quem não confiasse ou amasse. observando como passava as mãos sob a camisa de Manolito e a levantava. MaryAnn passou a língua sobre o pequeno corte e elevou a cabeça para olhar os hipnotizadores olhos negros. atirando-a ao chão e chutando-a. num sensual deslizamento de curvas. seu marido. Porque fosse o que fosse o que havia em seu interior. enroscada ao redor de um homem do que sequer sabia seu nome.Diga-me seu nome para que seu Koje. —Beijou-a na ponta do nariz. Esta se alongou até formar uma garra afiada. A fúria estalou através dela. Desejava agradá-lo e que ele fizesse o mesmo por ela. Não parecia ter repulsão ou dúvida. tão sexy que não podia acreditar que fosse ela. Quando ela esfregou seu corpo pelo volume grosso e duro que estava pressionado contra seu ventre. tentando esclarecer idéias. . disposta a fazer tudo o que Manolito lhe pedisse. MaryAnn era uma mulher que aborrecia a violência e nunca poderia perdoar-se. Neste momento Destiny chegara matara o homem. assustara-a mais que seu atacante. Segurou-lhe o traseiro e a levantou para alinhar seus corpos de modo que ficasse pressionado contra seu ponto mais íntimo. num convite a muito mais. Paixão e excitação. Um homem com o qual não ia passar o resto de sua vida. Compartilharia tudo com ele. sempre tinha assumido que envelheceria e morreria com a comodidade que tinha alcançado. Satisfeita com sua vida. E ela o fez. entre surpreso e sobressaltado. tropeçando contra o tronco de uma árvore. feio e fora de controle se elevara. mas agora o que estava acontecendo era um presente. Afastou A suas roupas. olhandoa nos olhos. A mão deslizou sobre a pulsação e ela olhou fixamente a unha que havia quebrado antes. possa se dirigir a você.Päläfertül. Seu corpo se arquava contra o dele. Seu corpo se contraiu em espera. salvando a vida de MaryAnn e talvez sua alma. quando um homem tinha irrompido em seu lar e ameaçado mata-la. sua voz sussurrava novamente e aconteceu algo incrivelmente estranho. Ele sorriu-lhe e seu coração se tornou louco. desejando a pele nua contra a sua. cobrindo-as com a palma. Para sua surpresa. Econtrou -se de pé ao lado.

. MaryAnn Delaney. Ele tinha caído.. ao mesmo tempo sondando gentilmente seu cérebro para fazer uma idéia de como tinha sido sua relação. Obviamente tormentosa. preenchê-la. E depois a levaria uma e outra vez ao limite do prazer. Está… Bem… Muito bom. até que ela soubesse realmente quem era seu companheiro. Que mulher não gostaria? —E ela tinha alcançado o ponto de estar endemoniadamente segura de que nunca iria experimentar um sexo tão ardente como o inferno.mas uma o suficientemente forte para lhe derrubar. —Não ia culpar somente ele. por exemplo quando e onde haviam estado juntos pela primeira vez. Embebeu-se com sua imagem. declarava-o culpado. os olhos negros ardiam com uma fúria escura. que lhe doíam os dedos da necessidade de percorrê-la.. Precisava esconder o rosto nos abundantes cachos negros. tão forte que não podia evitar o frenesi no qual estava. Confusão.. queria que admitisse que pertencia a ele e a ninguém mais. Que precisava dele. de repente. deveria saber. Mais inclusive. se arrastar não figurava em seus planos.. Sua pele era suave ao toque. Ela era toda curvas cheias e luxuriosas e uma boca que não podia deixar de olhar. Podia sentir a atração para ela. lhe matando de prazer. Desejava-a ajoelhada perante ele. Manolito deu um passo para ela e algo se mostrou em sua face. por sua beleza. Precisava do calor de seus braços e do som de sua risada. um que pudesse me assegurar de que a última instância gostaria.. Sentia uma urgente necessidade de dominar. E seu nome era MaryAnn. Estava a ponto de explodir.. embora um pouco de saudável medo poderia lhe brindar um pouco de cooperação. ele parecia um homem que poderia. E o faria. Em qualquer caso. asno arrogante. Tenho algo a dizer sobre isso. cometemos um engano. Sentia-se duro. Não podia olhar para ela e não desejar estar dentro dela. mas conhecia o sabor aditivo dela.e perigoso e em conjunto muito atraente para seu próprio bem. quando ordenava. Não queria que ela tivesse medo dele. mas somente havia gritado. Ela não tinha nenhum direito de negar ou de desafiá-lo. Mas primeiro seu corpo precisava ser saciado. Estava confuso com os detalhes. Ele parecia furioso. sou tão culpada como você. Ela era uma mulher adulta e acreditava na responsabilidade. Nós dois. de deslizar seu corpo sobre o dela. não de verdade. Olhe. —Seja do que está falando. colocá-la sobre os joelhos e dar a esse incrivelmente formoso traseiro uma lição. Ninguém havia se atrevido a lhe tratar dessa maneira em todos os seus séculos de sua existência. Uma cólera escura o tomou. Vim aqui com a intenção de aconselhar a irmã de Juliete e Riordan me disse que você estava . que a faria voar as alturas com Manolito.. Sou grandinha para ser castigada. maliciosa e tão tentadora que seu corpo endureceu dolorosamente. seu corpo o envolvendo firme e ardente.. Um homem malcriado e arrogante. Oh! Sim. porque… MaryAnn estendeu as mãos para frente. —Poderia fazer com que se arrasta até mim e suplicasse perdão por isso. bebendo cada gota dela.. —Olhe. —Eu nunca faria mal a minha companheira. Manolito estudava a face de sua companheira.. Mordeu o lábio com força para evitar lhe dizer que se fosse para o inferno. Tinha esperado fielmente por centenas de anos. mas já esquecer da parte que se arrastasse lhe pedindo perdão. Sexo inesquecível. ardente e louco de desejo. Sem dúvida. E ele devia ter dado muitas ordens. Deteve-se quando ela retrocedeu afastand-se dele e olhou ao redor como se fosse correr. memorizando cada curva deliciosa. descobrindo o que a levava a loucura até que ela lhe suplicasse perdão. Seu corpo era dele. Ela era dele. O sangue palpitava e corria através de suas veias.Exclamou. de ouvir suas suplicas sem fôlego e de ver seus olhos nublados de êxtase. Era algo que teria o maior prazer de fazer. que dizia tudo. Mas encontraria um castigo prazeroso. que lhe proporcionasse o prazer último de seu corpo.. inalar sua fragrância e mantê-la para sempre em seus pulmões. não querer arrasá-la. Tinha direito à distração de seu corpo sempre que desejasse. MaryAnn franziu o cenho. medo talvez... muito pior que qualquer fome por alimento. pode esquecer. MaryAnn não sabia exatamente o que tinha acontecido. Mas ela era uma mulher que precisava uma mão dura de despi-la. As mulheres deviam ter feito tudo que dissesse. embora nada do que lhe tinha acontecido desde que entrara na selva havia sido normal. E pedir perdão não era exatamente seu estilo. – Sobre todo esse assunto de companheira. A sensação era pior. Esta mulher que agora o renegava. Proporcionaria. A quem obviamente tudo mundo tinha agradado em tudo na vida. E depois a deitaria e a saborearia. fazer com que gritasse seu nome. Havia tornado a confirmar a união de suas almas com o antigo ritual porque sua mente tinha insistido nisso. pecaminosa. que admitisse que lhe desejava. Imaginou seus dedos nela. sua boca. .

. Os vampiros eram muito pior. mas por causa da chuva. Estamos selados como um só ser. Retorne aonde se sinta mais segura. E por sua segurança. Afaste-te de mim. Ele estava tentando avaliar o perigo para ela. nos arbustos. Você não é uma estranha para mim.. Minha alma reconhece a tua. nas árvores. implacável e constante. encontrando novos caminhos e convergindo em riachos amplos e precipitados. colocandoa atrás dele. —Deve me deixar. Sacudiu a cabeça. Não tenho habilidades psíquicas. Ali estava. Seus dedos se fecharam ao redor dos dela e um tremor percorreu seu corpo. mas a fusão tinha sido iniciada por ela. Que voltasse a ficar furioso e ardendo em vez de parecer tão perdido e sozinho. É minha outra metade. Não sei porque acredito que me pertence.. Estendendo a mão livre. Não vejo e ouço coisas que você é capaz de ver. A ponta do polegar deslizou ao longo das maçãs do rosto com pesar. Manolito sacudiu a cabeça. Manolito sentiu-a mover-se dentro de sua mente. Não deveria nunca. assinalando com seus dedos ossudos e acusadores. seus olhos uma vez mais fiscalizando ao redor. —Acabo de te encontrar. Estava por tudos lados.Vê-os. não Cárpato.. – Ele levou a mão impaciente através do longo e sedoso cabelo e depois o jogou para trás. já se fundindo. Olhou a seu redor. Ficou em pé quieto um momento antes de elevar a cabeça. gemendo brandamente e cobrindo-a face com as mãos. Você me pertence e eu a ovce. fechou os dedos ao redor do spray de pimenta. aproximando-a. MaryAnn fechou os olhos brevemente. —Podemos resolver isto juntos. estirando-se a encontro.É verdade então... adicionando as quebradas que se vertiam das pedras e o lodo. A selva tropical era escura e sombria. MaryAnn. —O que acontece? —Não ouviu nada? — Ele sabia o que havia ali fora. Manolito. Crédulo e poderoso. enquanto a chuva caía firmemente. Uma risada maníaca deslizou no interior de sua mente. Vá logo.. da água. gravando-a nas profundas rugas de seus olhos e lábios. olhando em todas as direções.. mas a terra ondulava sob seus pés e ela não via os rostos entre as folhas nem a perturbação do solo. Os vampiros emergiam lentamente das sombras para olhar fixamente com olhos desumanos.. não é? Abrir sua mente à minha. E vejo vampiros na terra. mas se você não ouve a vozes. Não era isso. Podia ser certo? —Impossível. Estão-nos rodeando. Saltou a distância que os separava. — Mostre-me o que vê. Não tenho idéia de em quem confiar. A água se espalhava. Inclusive dele. Sou um ser humano normal que aconselha mulheres necessitadas. . Sua linguagem corporal mudou para um gesto protetor.. Nunca nos tínhamos visto antes. sem a mínima idéia do que fazer.. segurando-a pelos antebraços. MaryAnn ouvia mas só ouvia a irritante chamada das cigarras e outros insetos.com problemas. mas nunca fomos apresentados. Pensava que você… — Ele se interrompeu.. Manolito. fazendo com que se voltasse. Não. E ela estava reocupada com o jaguar. Estava cômodo neste mundo. Quem sabia o que diziam tão ruidosamente. Especialmente dele. até se fosse verdade que estava perdendo a cabeça. Estava fora de seu elemento na selva. Manolito desejava que fosse certo. Estas ouvindo vozes agora? —Sim. Parece tão triste. para atá-lo com uma tira de couro que tirou de seu bolso. Manolito parecia o oposto. Vi-o nas Montanhas dos Cárpatos na festa de Natal. . rapidamente. sentindo que seu coração rompia por ele. —Conte-me. Sua liberdade. baixando o olhar para a inocente durante um longo e interminável minuto. Ela tinha que estar a salvo.. significa que não estou de tudo bem. tentando avaliar o perigo para eles. Parecia inconsciente para ela.. Pode fazê-lo. Não recordo dascoisas. Então ele se voltou. Na realidade nunca nos apresentaram.. Suas necessidades já não importavam. Porque não podia suportar a idéia de que estivesse fora de sua vista? Até esse momento não se deu conta de quanto precisava dela. Estou perdendo a cabeça. antes que eu perca minha resolução. Simplesmente genial. . A mente feminina deslizou fácil e rapidamente dentro da sua. antes que o atacassem e várias vezes quando estava ao longe. Levantou uma mão até sua face. —Sou humana.. risadas zombeteiras. Respirou fundo e deslizou sua mão na dele. — Queria que ele fosse feliz. mas temo por minha prudência. formando grandes e pequenas cachoeiras.

Os vampiros eram muito reais ali em sua mente. Para sempre minha. mas temos que encontrar a saída. porque esse horrível vampiro a nossa esquerda se está aproximando. —explodiu MaryAnn. MaryAnn se contraiu quando um longo dedo ossudo a assinalou e a criatura encolheu os dedos. Não se surpreendia que Manolito não distinguisse entre realidade e ilusão. —Não fazem nenhum ruído. Só você pode fazê-lo. Não estou seguro como ocorreu ou do por que. Sua horrível boca se abriu de par em par expondo dentes manchados e afiados como navalhas. —murmurou para Manolito.Não permitirei que lhe façam mal enquanto vivamos em lamti ból jüti.Bem. morreria protegendo-a. trevas e fantasmas. Estou limitado pelas leis da terra da névoa. Manolito a puxou para seus braços. atraída e retida por sua alma compartilhada. em vez de deixar que o vampiro lhe golpeasse a face com sua respiração venenosa. . —Com minha alma. como um animal. Imediatamente as cabeças dos ghouls se viraram e olhos brilhantes pousaram nela. ja szelem. chamando-a. Não sou psíquica. —Saia de minha mente e eu conseguirei que saiamos daqui. um habitante pela metade. —Estamos encantados de te-la entre nós. Coloque seu traseiro em marcha e nos tire daqui. —Este seria um bom momento para voar. A mistura saiu do injetor como um estranho vapor verde cinzento. e depois outra vez para ela. E se estivesse equivocado. . ordenando-lhe. – Você voou antes. Nem sequer via filmes de terror. O vampiro se aproximou.Urgiu MaryAnn. segurando firme o frasco de spray de pimenta. de forma que se estrelou contra suas costas. —Ela tentou se colocar diante dele. escondendo a cabeça dela. assim poderia lhe manter a salvo. Pelo menos acreditava que estavam em sua mente. Os vampiros se olharam uns aos outros. —Ao inferno com isto. Um murmúrio de júbilo se elevou e um dos vampiros se aproximou. excessivamente ruidoso na repentina quietude do mundo. nem mentiras entre eles. Apesar disso. — ele respondeu prontamente. Ele a segurou pelo queixo e a obrigou a erguer olhar. Não posso te liberar. —O significado literal é prado de noites. mas ela se negava a considerar a ideia. voando ao redor de sua face e de cada polegada de pele exposta. registrando surpresa. com movimento laborioso. É você. —Tudo estará bem. —vaiou o vampiro. . Soava demoníaco. —E fosse o que fosse que ele havia dito não podia ser muito bom. De um cinza fosco e velado com fios de névoa pendurando-se como musgo. diretos para ela. —Eu não posso estar sustentando a união. Um sopro asqueroso de ar tão frio como o gelo soprou para ela. Ele estava preso no mundo de sombras. Acreditava que ela era sua companheira e não poderia haver traição. para evitar que ela visse os monstros enquanto se aproximavam. Manolito girou. —Não falo seu idioma. Fechou os braços ao redor de seu pescoço. MaryAnn sentiu os afiados filetes de gelo perfurar o corpo de Manolito. Preparou-se para ouvir a tradução. preparada para a batalha com o que fosse se interpor em seu caminho. mas evidentemente que MaryAnn não. que assim fosse. —Eu não sou o que mantém a união. Seu pestilento hálito chegou a pele de MaryAnn. envolvendo-os numa espessa névoa. kinta. Um vapor se elevou ao redor deles. cobrindo os galhos das árvores. com olhos desumanos e olhavam golosamente seu pescoço. Só teria que desejar ir embora sem ele e ficaria livre.MaryAnn olhou fixamente os rostos horríveis que os rodeavam. enterrado a face contra seu peito e aconchegando seu corpo contra o dele. Manolito podia ter que seguir os ditos do prado das noites. flutuando lentamente e espessando-se. —Urgiu-o para o ar. . O mundo era cinza.Faz muito tempo desde meu último jantar. —Não posso neste mundo. Estava começando a conhecer sua mente e compreender . para lhe proteger. . ainaak enyem. Antes que este tocasse seu rosto. —E tanto que não pertencia a este mundo. Há tanto silêncio aqui. MaryAnn se aproximou mais dele. Seu som foi um assobio lento. A terra se movia e mais rostos olhavam fixamente para eles. —Temia que pudesse ser algo assim. me diga o que faremos. —Confia em mim? — Perguntou. Parecemos estar parcialmente em nosso mundo e de certa medida entre dois mundos. E havia insetos por toda parte.Os insetos. Tirou o spray de insetos e os orvalhou com uma explosão do jato. mas ela era mortal e estava caminhando por um lugar ao qual não pertencia. – Ele traduziu.

Com as pontas dos dedos jogou para trás os fios de cabelo enfacaracolado. Era a aveludada aspereza de sua voz. com os joelhos encolhidos e balançando-se. por seu corpo. Porque estava segura de não querer pensar em estar sozinha quando saísse o sol e ele ia tocar no assunto a qualquer momento. como protegê-la. É obvio que sentiria que tinha direito a ela. Era difícil pensar no que objetava exatamente. mas com Manolito se sentia tentada a colocar em prática algumas de suas mais escandalosas fantasias. ela riria. sobre o coração. Vivia num país onde se conservavam as mesmas normas sociais. consciente de cada respiração que percorria os pulmões de Manolito.. Ela lançou-lhe um pequeno sorriso travesso. mas no meio da neblina do estranho mundo no qual se encontrava. Seus dentes enviaram pequenas descargas através de seu sangue. Ele fazia com que tudo soasse assim. quando o polegar dele deslizava sobre o dorso de sua mão numa carícia hipnótica e sua coxa produzia calor suficiente para esquentar meio mundo. . lhe acariciando o joelho. se não em voz alta. Sou a responsável por meus próprios hormônios estarem excitados. não como Destiny pertencia a Nicolae. muito selvagem e muito dominador. Manolito levou sua mão aos lábios e mordisco seus dedos. mas era. como se não tivesse ossos e se sentou.Sei que pode. —disse gentilmente. a forma em que podia fazer com que se deslizasse sobre sua pele como uma carícia.. .Além de ser bonito e me deixar um pouco louca. Seus dentes brancos eram deslumbrantes e seu sorriso tão sensual que seu corpo se se excitou antes de dar conta. —Que mal me fez? —Agitou a mão. . —Pelo menos você gosta de meu aspecto. Deveria ser embaraçoso. atrasando-se contra a quente maciez de sua pele. —Como? Levantou o olhar para ele e o coração lhe encolheu dolorosamente no peito. Marido.. —Só sei o que é correto para minha mulher. Se qualquer outro falasse dessa maneira. Possa imaginar. —Só tem que tomar a decisão. Parecia não lhe custar muito estar a seu redor. MaryAnn. temia que nenhum lugar fosse seguro. agradá-la e ela deveria ter fé o bastante em que me ocuparei de suas necessidades igual a cada prazer que ela. adaptaste-se. Não podia imaginar o que seria pertencer realmente a este homem. suas coxas tocando-se e estendeu uma mão procurando a dela. —Idade média? Eu acreditava que tinha me adaptado há este século bastante bem. Não tem problemas nesse sentido. Ela havia nascido numa raça e um tempo no qual os homens protegiam e dominavam as mulheres. —Ainda vive na idade média —disse. Mas ele continuava olhando-a com os negros e cheios de desejo puro. seu estômago se agitava e em tudo o que podia pensar era em pressionar seus lábios contra os dele para ver se voltavam a explodirem foguetes. MaryAnn sorriu. —Você pode abandonar este mundo. É um começo. Condenar-me por qualquer que seja o mal que tenha te feito. mas como não sabia nada do reino antinatural em que estava parcialmente. movendo-se rapidamente longe dos rostos que olhavam para cima. Ela pareceu genuinamente desconcertada. —Todas as mulheres gostam de seu aspecto. mesmo sua ridícula sugestão de castigo. Encontrou um pequeno refúgio de pedras e baixou até pousá-los em terra. Ele se sentou a seu lado. se acreditava que era sua companheira. Ou eu. não fez nada para me ferir. Seus dentes lhe mordiscavam a sensível ponta dos dedos. Deslizou para baixo. mas podia sonhar e fantasiar. esperando que estivessem a salvo. não você. MaryAnn se aferrava a ele e seu corpo tremia quando seus pés tocaram a pedra. levando-a ao peito. consciente de me deixar aqui. que poderia esquecer sem mais de todas as suas dúvidas e tentar uma gloriosa noite com ele. Não pôde evitar. quando ele soou tão surpreso. esta potente química era o menos que a preocupava. tentando sentir como uma mulher sábia. Ela estava a ponto de chorar. pelo menos interiormente. —E talvez fosse certo. Mas seu coração estava disparado. Saboreou a palavra. Ele era muito bonito para ela..que sua companheira possuia nervos de açoE encontrou-se no ar com ela. longe do lamento e rilhar de mil dentes. —Então é minha personalidade a qual objeta. Não pode evitar ter o aspecto que tem. Não deveria ser erótico. —Acredito que para alguém tão antigo como você.

Encontraremos a forma porque e assim que funcionam com os companheiros. —Para ser aventureira. São somente fantasias. Não sou do tipo de mulher que entregaria sua vida a um completo desconhecido. Apenas te conheço. CAPÍTULO VI Fantasmas e sombras. Sinto-o emanar de ti. Diga-me päläfertül. -Isso não pode ser. É a única que há. Não posso sair daqui por mim mesmo. Manolito se aproximou inclinando-se. Ser despida e atormentada até suplicar era francamente sexy. Os seios lhe doíam. Estava tentando pensar e não necessitava que seu cérebro se entrasse em parafuso. —Não ia se ruborizar. somente teria que utilizar o cérebro. —O sorriso decaiu em sua face. Sempre havia uma resposta. -Manolito.Não pode ficar aqui comigo. -Me diga que o que está errado e o arrumarei para ti. lhe mordendo ligeiramente o dedo antes de levá-lo ao calor de sua boca. MaryAnn. É minha companheira. com um homem que estava empurrando-a a absoluta e completa rendição. mas você não teve oportunidade de me ofender. mas em vez de correr clara e límpida. Tornamos-nos amigas e através dela. —Não acredito que seja tão simples. e farei o que for. É como conheci Destiny. Havia tanto dor e preocupação em sua voz que o coração de MaryAnn bateu forte no peito. —Não sei como partir e não sei se poderia. Vivo em Seattle e aconselho mulheres maltratadas. Não posso te perdoar por algo que possa ter me feito? — Ela olhou ao redor para o cinza fosco daquele mundo. O sorriso dele fazia com que um pulso elétrico estalasse através de seu corpo. Diz que é humana. Não faria mal a você por nada do mundo. E ele só estava lhe beijando os dedos. —Mas se entregar na cama não é o mesmo que entregar fora dela. MaryAnn esfregou o queixo com a parte superior dos joelhos. terminei viajando para as Montanhas dos Cárpatos. como se o sombreado queixo tivesse lhe roçado a pele. —Isso é uma opção contigo? —Não há opção. Não sem ti.Disse ele brandamente— e temos que nos concentrar em como sair daqui. Sei que nunca fui infiel. Lançou-lhe um olhar ligeiramente irritado. mas nunca iria ofender minha companheira. o que falta para te desagravar.. Está se estendendo tão . mas pode fazer coisas que só um Cárpato pode fazer. —rebateu ele. embora a realidade poderia ser igual à imaginação. É muito perigoso. o lento e sexy sorriso que a queimava através da pele e encontrava seus selvagens desejos ocultos que não deveria estar considerando. com a calidez de seu corpo e fazê-la sentir feminina e protegida. —assegurou-lhe ele. Não sou Cárpato. Você tem muito poder. honestamente. Não posso diferenciar o que é real ou ilusão e com nossos corpos num mundo e nossos espíritos em outro somos vulneráveis em ambos os lugares. —Posso te prometer que desfrutará de cada momento comigo. A água surgia dentre as rochas e baixava a costa. —Bem. Ele franziu o cenho.. corria escura.—Estou lendo sua mente .. Primeiro tenho que averiguar como cheguei a este lugar de fantasmas e sombras. —Reconsideraria os términos? Como não ficar me dando ordens? Poderia me esforçar em ser aventureira. Mas não. tem que estar disposta a se entregar aos meus cuidados. —Tentador. O queixo dele se esfregou contra o dorso de sua mão.. O bastante para envolvê-la com seu aroma puramente masculino. Sua língua brincou até que ela desejou gritar sua rendição. Abanouse. Beijou-lhe os dedos e levou sua mão uma vez mais ao coração. mas sem as vibrantes cores e sons. Pareciam estar na selva tropical. Não gostava muito como soava isso. Outra vez. Talvez subestimasse a realidade. MaryAnn. mesmo enquanto conversa comigo. não sei que está acontecendo. afinal.

Não. . mas porque você está projetando-os para mim. Tudo lhe doía. A terra mais rica é a terra preta. bem podia saborear o céu já que estava tão perto. É melhor ficar aqui onde a terra tem possibilidade de nos rejuvenescer. Tudo em ti é atemorizante. me acariciando. ele não estava aproveitando-se dela. Um lento saborear. Só uma vez. . Gostava de sua vida tranqüila e controlada. E ela não pôde resistir. Tentava respirar. Não imaginava que alguém pudesse beijar assim. Temos que ser rápidos. Não se permitia fantasias selvagens e nem obsessões. e Manolito indubitavelmente estava catalogado como obsessão. Quando nossos corpos estão no reino dos vivos e nossas almas no vale das trevas é difícil nos proteger em plena selva. Bem. Desejaria o sabor deste homem. na maioria. não assim. . honestamente.. mesmo seu sorriso malicioso. Tirarei você daqui.consoladora para mim. Sonharia com ele e ficaria acordada a noite. Saboreou a fome e a mordida crua e carnal do sexo. Por um momento de terrível e puro êxtase. -Sou humana. fazendo-me sentir melhor. .. Ele estava tão perto. Extranhamente. MaryAnn sentiu o amalucado impulso de apagar as linhas de expressão que marcavam os traços dele. Simplesmente MaryAnn.. sexy como sua boca.. Sua voz era hipnotizadora. Fechou os olhos e apoiou a cabeça contra o ombro dele. nem dentro e nem fora da cama. mas abraçava-a e as sustentava protetoramente como se soubesse que sua reação desinibida para com ele a assustasse.Só tem que me falar de seus medos. Era uma aterrorizante certeza de que sua vida já não lhe pertencia e de que com ele. com os pés firmemente plantados no chão.Não se importava que ele soubesse o quanto o desejava. sivamet.Assustou-me demais.. Seu coração bateu ruidosamente no peito. mas resistiu fechando os dedos com força. Ele envolveu-a em seus braços e a terra estremeceu. Ela negou com um meneio de cabeça. De precisar dele. Se fosse possível. consciente de desejaá-lo. tudo o que tinha que fazer era inclinar-se e beijar essa boca pecaminosamente sensual. Se estivermos lá. – Ele parecia assombrado. Nem tanto que desejasse fazer tudo que lhe pedisse. no meio do perigo e do mistério. A boca dele simplesmente tomou a sua. Morrerei se a terra me cobrir. cruzando os escassos centímetros que os separavam até que seus lábios se toçaram. ainaak sivamet jutta e eu encontrarei a forma de te tranqüilizar. acredite em mim! Não sou Cárpato. . Por favor. pensou que poderia estar a ponto de ter um orgasmo só por seu beijo.Tenta me reconfortar. me assegurando que tudo ficará bem. mas ela o sentiu alojar-se diretamente em seu coração. Era. tinha muito pouco controle. Não tanto que não pudesse respirar ou pensar de tanto desejá-lo. – Ele lançou-lhe um pequeno sorriso enviesado.Você não entenderia. Uma malvada e surpreendente tentação. Vi você. . sempre. O beijo dele foi o mais ligeiro toque de lábios sobre sua face. Posso sentir sua energia me envolvendo como braços quentes. -Então. lhe desejando. nos leve a sua casa. De verdade. – “E pensei que foi tão bonito que doía”. seu rosto e seu corpo. acreditaria estar realmente experimentando um ataque de pânico. Manolito a avaliou através de seus longos cílios. -admitiu MaryAnn. -Devemos ir para a terra.. estava ofegante. -Não sou Cárpato. Porque se ia morrer ou ficar no inferno. Não havia nenhuma só célula de seu corpo que não fosse consciente dele. -Estou totalmente perdida contigo. Minha família é humana.Não posso respirar. em certos aspectos. não porque invada sua privacidade.. Tudo em mim é.. MaryAnn se pressionou contra ele. Posso ler seus pensamentos a maior parte do tempo. seu tato. Saboreou o vício e o desejo.Porque ela não se sentia atraída pelos homens. Ele era pura tentação sentado ali. Nesse momento soube que nenhum outro poderia satisfazê-la.Por que te daria medo? É a outra metade de minha alma. . no bom sentido. está em boas mãos. . mas não podia fazer com que seus pulmões funcionassem. . já que o sol se eleva... Meu coração não se detém como o seu. Não era aventureira. girou junto com seu estômago. -Calma. -Sei que sente nossa conexão. Não vou a terra. Manolito deslizou os braços A seu redor. não teremos que nos preocupar tanto de que algo ataque nossos corpos. acaba de me conhecer hoje.

Ela desejou rir ante a declaração. -disse ele. Antes. Deveríamos estar a salvo lá. Ele estava segurando a outra ou teria usado-a também. A gentileza de sua voz sussurrou sobre sua pele. reconfortando e acalmando-a. -Conheci um deles hoje. Baixou o olhar mais uma vez. sanguessugas e aranhas faziam com que a vegetação se contorsionasse e movesse como se estivesse viva. Depois de um tempo. -Muito bem. -Não. Os vampiros não podem sair de dia. Queria te matar.por um beijo. . roçou sua boca sensual uma última vez e respirou fundo -Tentemos voltar para a casa. e amenazadoramente tranqüila. mas lhe dava esperança de que só com um pouco de tempo. Na realidade não era um homem ruim. estava pensando em lhe arrancar a roupa e dar. As serpentes reptavan pelo solo da selva e se enroscavam sobre os galhos retorcidos. Tudo parecia igual.Havia sentido-a por um momento.. quando piscava rapidamente ou pensava em Manolito e em o quanto era bonito. Não ia ser capaz de resistir que ele lhe fizesse amor se ficasse a sério. na realidade. Ou a ele. mas realmente desejava ter a oportunidade de tentar. Era muito superficial. quando entrara pela primeira vez na selva. Riordan e Juliette têm que ir para a terra como você. -Foi muito valente de sua parte tentar intervir. poderia desentranhar o segredo que tiraria ambos das sombras. Superficial. . Deveria estar pensando em ferimentos e em “Oh. começara a ouvir as cigarras e outros insetos. -Estou lendo sua mente outra vez. então não havia se sentido tão sozinha. . -Como sabe? -MaryAnn lançou um cauteloso olhar ao redor. a selva voltava a mostrar vibrantes cores. Tentei detê-lo. mas com freqüência utilizam marionetes que fazem o trabalho sujo por eles. notara que era mais silenciosa do que acreditara que seria. A selva os rodeava. E Você está bem?”. consciente de que todo o momento em que Manolito estivera beijando-a. da parte dela. -admitiu ela-. Mais pútrido. mas ao caminhar. . abraçando. mas estava bem perto das lágrimas..Aí estava. devemos ficar a salvo. bem podia chegar até o final. Porque tinha uma fixação com seus ondulantes músculos e como podia não notar o impressionante vulto que marcava a frente de sua calça jeans? Ele nem sequer tentava ocultálo. em sua busca interminável de sangue. -Não acredito que os homens sejam. Não pelo perigo. a selva tinha parecido ruidosa e cheia de ocupantes. Elevando o queixo.e nem sequer havia uma irmã por perto com quem conversar. com grossos e duras carapaças e os mosquitos sempre presente. apagada e escura. . os sons dos pássaros. a água ainda emanava das pedrase fluía em rios. Confie em que eu cuide de nós. Estava totalmente fora de seu mundo. exalando ar a seus pulmões. Os homens jaguar foram poluídos por ele. Agora parecia menos vívida. Atacou-me. o vento e a chuva na canopia. para suas formosas botas. Isso era indubitavelmente apropriado. também estava escaneando a área em busca de inimigos. MaryAnn se umedeceu os lábios. – Nós dois estamos numa situação pouco habitual. Ele beijou-a de novo.. mas Juliette me disse que sua irmã e sua prima usam a casa durante o dia quando não há ninguém. mas se sentira orgulhoso dela e sobre tudo. porque a mim não está muito bem. Em outras circunstâncias. não é você. Os escaravelhos eram grandes. Vermes. não. Uns poucos arranhões foi tudo o que pôde conseguir. Mas não.resmungou e depois cobriu o rosto com uma das mãos. Nós três juntas.. Está? . -Senti quando ele te atacava. As flores emitiam uma fragrância pútrida e o aroma de morte parecia aferrar-se a tudo.Ele elevou a camisa para mostrar o estômago absolutamente musculoso. O que ele te fez? – Ela franziu o cenho. em pé entre o felino que saltava e ele e havia fechado a mente de repente para evitar nenhum dano a ela. Quando me estendi para sua mente para acalmá-lo. Mas algumas vezes.. Talvez necessitasse de saltos mais altos e um bom chicote para controlar-se. mas diferente. Não sempre tinha sido superficial ou provavelmente era a estranha terra de sombras em que pareciam estar. Um pouco lento em chegar. Mas já que estava nisso. não muito longe daqui. constituídos como você.. Tente encontrar algum sentido nisto. soube que o vampiro estava lhe influenciando. Não tinha sentido. A tranqüila e imperturbável MaryAnn estava perdendo o controle por um homem. mas por este homem que deveria estar com alguma glamourosa estrela de cinema ou uma modelo e que estava olhando-a como se só tivesse olhos para ela. talvez poderíamos ter sido amigos. Não se atreveu a voltar a conversar sobre o assunto.Havia diversão na voz de Manolito. embora nunca deva se colocar em perigo. mas tinha soltado. Luiz. Muito mais atemorizante e estranhamente imóvel. podem? -Não.

A memória voltava para ela. Destiny me disse que em sua sociedade o homem pode casar-se com a mulher sem seu consentimento e uni-los. avaliando suas lembranças. Ela inalou bruscamente. Manolito guardou silêncio. -Vejo tudo em cores. mas isto ela podia superar. Poderia dizer a cada mulher que conhecesse. certo? Você fez isso conosco? -É obvio. – Talvez não estamos realmente conectados. . -Se o que diz é certo MaryAnn. poderemos ter um autêntico problema. com as palmas para fora como se pudesse bloquear a informação que fluía para ela. Somos companheiros. Saberia se tivesse dormido na terra.. Se for certo que intercambiaste sangue comigo.Elevou as às mãos. Pode encontrar o caminho? -Não quero atrair o perigo para os outros. Não pode haver engano. Tudo estava se encaixando em seu lugar. Espere um minuto. Sua garganta se inchou até que o ar mal pôde chegar a seus pulmões. na Califórnia.Requerem-se três intercâmbios de sangue se não já forem Cárpatos. mas não te conheço. não tinha sido sua boca sobre a pele. Ainda sou só eu. Não posso pensar em nenhuma outra mulher exceto em ti. Cuidadosamente. porque nem sempre tinha estado a salvo só pioraria as coisas.. suponho que sabe tudo sobre os outros. Tinha crescido até alcançar a longitude das outras e pouco mais. deslizado sua boca sobre a dela e ainda possuía uma marca quente e úmida sobre o seio. absolutamente. É certo que te vi em uma festa nas Montanhas dos Cárpatos. Sinto-me fisicamente atraída. de ter nos unido.. mas isso não me faria nenhum bem. como é que somos companheiros? Pronunciar as palavras rituais não pode conectar duas pessoas que não estão se afinam. -Dizia-te a verdade quando disse que não nos conhecíamos. Ou como desejava. Reconheço sua alma.Você tomou meu sangue? -É obvio. não é? Manolito. Seu coração bateu firme. Não desejo nenhuma outra mulher. MaryAnn mordeu-se com força a ponta do dedo. -Quantas vezes intercambiou sangue comigo? – MaryAnn perguntou e deslizou a mão sobre a marca do peito. Por mais sexy que tivesse sido. A que havia se quebrado antes na selva. Ele era Cárpato e ela humana. -E acredita que sou a outra metade de sua alma. Ela já tinha o suficiente e se de algum modo havia trazido-a para este estilo de vida sem seu conhecimento. MaryAnn esfregou a mão no rosto. No número há segurança... ocultou sua reação. então por que a lembrança era de repente tão forte? -Imagino que muitas vezes. -Talvez cometeu um engano.. Fui a escola lá e depois a Berkeley. -Isso não pode ser. Cortava-as com freqüência. mas não diariamente. MaryAnn ficou rígida. sei que não passei pela conversão. Aí estava outra vez o assombro. Baixou o olhar para sua unha. Talvez o sangue Cárpato acelerasse o crescimento. Tomar o sangue para converter uma pessoa em Cárpato? . Sentiu como se alongavam seus dentes e o demônio de seu interior rugia procurando liberar-se.. -Se um vampiro anda rondando. como se talvez ela não fosse tão brilhante como ele tinha esperado. Eu não sou Cárpato. É parte de mim.Leme-me de volta para casa. Algumas vezes era um problema. mas nunca nos apresentaram formalmente. Sentia uma sensação pesada no fundo do estômago. Nasci em Seatle. Lembro-me de ter tomado seu sangue. Esperava que sim. Ele havia beijado-a. .. -A idéia de que ele a deixasse sozinha provocou um pânico instantâneo.. se alguma vez seus lábios estiveram ali? Não pele com pele. MaryAnn abriu sua mente e as lembranças que tinha dele. mas se negou a ceder ao medo. – Está verto que sinto uma atração física selvagem... -aventurou-se ela. -Espere um minuto. Todas as suas unhas haviam crescido. Por que podia imaginar-lhe de repente? Por que estava tão segura de que a boca dele estivera ali? Por que podia sentir seus lábios queimando como fogo contra sua pele. especialmente se você não vais estar conosco. -Na realidade não sabe. se você não souber e eu também não. É isso.Sua voz era firme e não admitia . Sinto emoções. As coisas que Riordan e Juliette haviam lhe dito começavam a ter sentido. .. -Quantas vezes terá que fazer isso. Ainda pulsava e ardia como se sua boca estivesse sobre ela.. atrasando-se um pouco no que encontrou de um homem irrompendo a casa dela e atacando-a.

-Pode ser. Eu poderia ser casada. MaryAnn se levantou de um salto. . Uma . Manolito.Não te amo. Se quisermos sair deste mundo de sombras e você me ofendeu de algum modo. Estamos destinados a estar juntos. Talvez tenha que sentir remorsos para nos tirar daqui. . päläfertül. -Só há um homem para ti. Sabia o bastante para ver que a possibilidade era forte. Um de nós tem que nos tirar daqui. não deveríamos averiguar o que fez? -O equívoco não pôde ser nos unir. esquentando-a com facilidade. -Essa poderia ser a ofensa. tornando-a do reverso e roubando-lhe a razão e a capacidade de respirar. MaryAnn respirou fundo. Estou tentando pensar. Não sobreviveria. Tinha uma vida antes que você chegasse e eu gostava dela. .discussão.Ela obrigou-se a fitar os olhos dele. -Posso dizer que lamento ter reclamado minha companheira. Devo encontrar uma forma de fazer com que se apaixone por mim. O inexistente mundo de sombras. Deveria saber se te fiz algo errado. Que nos uniu e tomou meu sangue sem meu conhecimento.Porque vários homens acreditavam que não era nada errada. Havia chorado por ele. embora fosse uma tolice. Embora era verdade que não sabia tudo da forma de vida dos Cárpatos. A questão é. Seu coração enlouqueceu. Ele não a conhecia. palpitando e batendo tão forte que ela pensou que sofreria um ataque. -Faz muito. -Sentia como se estivesse sendo julgado por algo que tinha feito a você. não deve ser certo segundo os padrões de ninguém. Os dedos dele se fecharam ao redor dos dela e diminutas chamas brilharam em seus olhos. recuperando rapidamente sua mão. E além disso. Estava em problemas. O gesto foi automático e sexy. insetos e aranhas do tamanho de pratos. Os olhos dele eram muito negros. Ninguém tem direito de colocar vida de outro de pernas para o ar sem o consentimento dessa pessoa.Deixe de ser tão sexy. mas a razão não parecia ter nada a ver com suas emoções. Por que acredita nisso? O polegar dele deslizava pelo dorso de sua mão. É um ato natural para os homens dos Cárpatos. certo? Houve outras mulheres? Talvez seja esse seu grande engano. -Estou lendo sua mente novamente. que eu poderia ser casada. -Não está colocando muito espírito nisso. Disse que me tinha ofendido de alguma forma e que por isso estava preso aqui. . fazendo com que ela sentisse a calidez de seu hálito sobre a pele. talvez chegasse tarde. .E se eu fosse casada? Sequer esperou para averiguar. O ruim seria não unir nossas almas. a outra metade de minha alma. -Bem. firmes e tentadores. calor líquido.concedeu ela tentando não reagir a sensação de seus dentes arranhando eróticamente seu polegar. . Um sorriso que provocou que látegos de desejo percorressem seu corpo tão facilmente como sua mão acariciante provocava. -Eu deveria sabê-lo também. Tinha que admitir que era provável. sem mais. Que eu tivesse me convertido em vampiro e você cedo ou tarde tivesse morrido de dor. –Ele inclinou-se para mais perto. Quando lhe sussurrou. Tentou de novo lhe fazer entrar na razão. mas ele somente lhe sorriu. arranhando-a com afiadas garras. Estivera clinicamente depressiva e agora se sentia quente e ardente apesar do fato de estar rodeada de ghouls. Ela suspirou. mas não seria certo. Essa estranha e selvagem “coisa” oculta profundamente em seu interior começava a despertar e estirar-se.E a idéia a fez rilhar os dentes. . . É minha companheira. exatamente. Soprando por baixo. afastou seu olhar do dele. Como um gesto tão pequeno podia fazê-la sentir no fundo de seu estômago? Não havia forma de que pudesse deixar nunca que este homem a tocasse entre quatro paredes. ainda não.Mas ficara muito triste por ele. sobre os dela. -Certo. suaves. -Você é letal. mas isso pode mudar. . -De dor? Sequer o conheço. Ser a companheira de um homem que não conhecia. sentiu o toque de seus lábios. Ele inclinou a cabeça para mordiscar-lhe a ponta do polegar enquanto pensava no que ouvia. Horrorizada. a julgar por sua reação a ele somente. Manolito. Digamos que somos companheiros. MaryAnn não tinha argumentos. – Pode ter certeza. . Grandes problemas.Não ia desculpar se. deixando pequenas carícias sobre sua pele. como eu sou a tua. decidida a encontrar uma forma de liberá-los.Lançou-lhe um olhar fulminante sob as pálpebras. Estava aceitando tudo isto. ainaak enyem. Concentrarei toda minha atenção nessa direção.

MaryAnn sentiu os dedos deManolito rodear sua mão. Fechou os dedos firmemente ao redor do frasco de spray de pimenta e o tirou de um puxão do cinturão. -Grande momento para desaparecer. as cores eram tão brilhantes que quase danificavam os olhos. .Me diga o que está acontecendo. MaryAnn olhou a seu redor. tentando instintivamente tirar a bota da água. A água era pura e fresca e se precipitavam com suficiente força para soar como um trovão. perto de seus pés.espécie que lidava com vampiros e magos. . Queria estar em Seattle. As folhas sussurravam e algo se movia na água. Os braços dele desvaneciam. Não sabemos o que pode acontecer neste reino. chegando a sua pele. Não importava o quanto desejasse que desaparecesse. Nem sequer tinha sabido que ele estava ali. um pouco de pesadelo. Aterrissou a três metros da ansiosa planta. Seus sentidos não funcionavam muito bem no mundo das sombras. implorando.Pperguntou ela.Temos que te colocar a salvo antes que saia o sol. . chamando-o. a selva era vívida e luminosa. o zumbido contínuo de insetos. mas estar sozinha neste era atemorizante. -O que é isto? – Ela gritou. mas o que o atacava nesse outro mundo ela não podia enfocá-lo. temendo perdê-lo. Engoliu com força e retrocedeu alguns passos. sofreria os efeitos do sol. O som a golpeou então. olhando fixamente aquela coisa. Juraria que o sangue congelou em suas veias. Engoliu a saliva com força e olhou ao redor. procurando-o enquanto a vulva no meio se abria e uma boca totalmente aberta revelava um grupo de tentáculos coroados de estigmas venenosos e ventosas pegajosas ondeavam para ele. a terra sob ele se inchou e uma enorme planta estalou através do solo. impedindo que se movesse. mas algo não estava bem com sua resposta. Estendeu a mão para Manolito. Estará mais a salvo onde está enquanto me ocupo disto. Posso te proteger completamente mesmo com meu espírito preso neste mundo. . Havia água e barro por toda parte. O galho acima se sacudiu e ela inclinou a cabeça para olhar. Seus olhos escuros estavam cheios de ansiedade. igual na canopia acima. Nada tinha sentido neste mundo e não queria estar nele. explorando rapidamente em volta para captar sinais do inimigo. onde a chuva caía para limpar o ar e o mundo estava bem. com a boca seca e o coração palpitante. segurando-o. a selva a rodeava. tentando olhar a seu redor. -Não me deixe! -Tentou segurar sua camisa. mas com pelo menos dois intercâmbios de sangue.Não quero me separar de ti. Piscou forte. A seu redor. mas o sentiu soltar sua mente.Sussurrou em voz alta. A ansiedade em sua voz fez com que Manolito sentisse o coração acelerar. Pode ser que não seja Cárpato MaryAnn.Não havia gostado do outro mundo. tentando tocar sua pele. Manolito a aproximou de seu corpo. Ofegou. o roçar de folhas e o movimento de animais através da densa folhagem. Dentes a mordiam através da bota. surpreendendo-se quando baixou o olhar para a mão dele. Tentáculos reptaron pela terra. abraçando-a e saltando para trás. A chuva caía forte através da canopia. para tentar consolá-la. . Um forte puxão no tornozelo a devolveu à realidade. hipnotizada. -Não posso permitir que fique em perigo. como se parte dele estivesse ocupada em outra coisa. Quando o fez. girando em círculos. estava cinza. Folhas e vegetação aquática ocultavam um canal superficial que acidentalmente tinha pisado. -O que está acontecendo? –Ela examinou o chão com olhos atentos. Não era mais que uma sombra vacilante que entrava e saía dentre os arbustos. Sua figura se tornou quase transparente. mas já não estava mais. Por um momento não pôde se mover. Sua visão agudizou tanto que quase sentiu como se estivesse vendo de uma forma completamente distinta. . -E se eu não posso te proteger? . mas temia que o que fosse que lhe ocorresse aqui.Tornaste completamente aonde pertence. -Nunca te abandonaria. Sua figura parecia bastante sólida. como se ele estivesse sendo empurrado mais para o interior do outro mundo. seus saltos afundaram na água enlodada. mas ele já desaparecia. mas uma serpente com uma cabeça enorme a retinha enquanto seu longo e roliço corpo se enroscava ao redor de seu tornozelo. Via-o como uma sombra nebulosa. Podia ver Manolito. até que desapareceu e ela ficou sozinha. pudesse ser um reflexo do que aconteceria no outro mundo. especialmente quando o perigo nos rodeia. -Acredito que acabo de fazer algo. – Advertiu ele. insubstancial e estranho. Pôde ver uma serpente lhe devolvendo o olhar através das folhas. -disse Manolito com alivio na voz. Temerosa. -Cuide o chão MaryAnn. .

MaryAnn mordeu o lábio com força. MaryAnn aferrou firmemente o frasco de spray de pimenta. Ele estava totalmente nu. Essas serpentes não são venenosas. havia muitas possibilidades de que fosse um homem jaguar e a irmã de Juliette tinha sido capturada e atacada brutalmente pelos homens da raça jaguar.Manolito me prestou um grande favor hoje. Manolito está por aqui em alguma parte. quando os dentes apertaram procurando um melhor agarre em seu tornozelo. sem cabeça ou cauda.Onde está? Não quero te deixar. . Uma mão segurando uma faca de aspecto ruim surgiu no raio de sua visão.. a selvageria que mantinha tão firmemente contida em seu intimo começava uma vez mais a desdobrarse.. As sobrancelhas dele se arquearam. Seu corpo era forte. .admitiu ele. mas não. . Quem a trouxe aqui? -Hospedo-me com a família Da Cruz. MaryAnn inalou agudamente. Seus olhos sérios a estudavam ela e o frasco de spray que tinha na mão. mas o corpo parecia interminável. .. mas tampouco morrer ali. -Agüente firme! Não lute. retrocedeu. esperando ter uma oportunidade de orvalhar o spray de pimenta.ele disse simplesmente. Possuía um rosto forte e apesar ter vestido o jeans. -Não tem sentido que ele tenha deixado-a. Não podia tocar sua mente nem lhe sentir e muito menos vêlo. . Não tinha notado. . Se ele corria nu pela selva e tinha conhecide Manolito essa noite. MaryAnn aferrou o spray de pimenta e obrigou seu corpo a abandonar a luta. -Sou Luiz. numa ação irrefletida que não teria conseguido evitar nem se quisesse. O pânico não estava muito longe e profundamente em seu interior.-Não queria que ele pensasse que estava sozinha. Tenho uma pomada antibiótica que posso usar. Humano ou não. Ele se preocuparia. especialmente quando sabia que algo estava acontecendo e temia confiar neste homem. -Obrigado. -Obrigado pelo conselho. Segurou-se ao tronco de uma árvore. obviamente lendo sua intranqüilidade. tudo nela se rebelava contra a idéia de que o homem a tocasse. .Não queria que a única pessoa que havia ali. -Conhece Manolito? -Conheci-o antes.. os jaguares e outros predadores patrulham por aí.Para variar era musculoso. MaryAnn procurou Manolito nas sombras. tão cauteloso quanto ela. Não podia olhar para o corpo da serpente. Sugiro-te que fique longe de rios e canais. mas não podia abandonar Manolito.Estendeu-se para ele. MaryAnn saiu engatinhando da água.A ordem foi aguda. As sucuris não mastigavam. Simplesmente estou lhe devolvendo o favor. A preocupação em sua voz lhe provocou uma pequena sensação de tranqüilidade. arrastando-se de lado para que a perna se soltasse enquanto fugia para longe da serpente. sequer durante um minuto. respirando profundamente para tentar acalmar o pânico. podia ver que era bem dotado. -Não. -O que está fazendo aqui? Está perdida? Ela virou-se para encontrar um homem tirando tranqüilamente uma calça jeans de uma pequena mochila que levava ao redor do pescoço.Gritou de puro terror.. -Não quero que ele volte e veja que já fui. A dor a atravessou como uma lança. Ser consumida por uma sucuri não estava em sua lista de formas favoritas de passar para outro mundo. Tentou freneticamente chegar a cabeça do réptil. -Esta ilha é propriedade privada. mas sujeitava sua presa enquanto seus musculosos corpos a esmagavam e esta não ia se render com facilidade. esta noite. As sucuris. Viu a mão esfaquear seguidamente a serpente. mas a voz desconhecida. Deixe-me te levar de volta para casa e Manolito nos seguirá quando puder. abraçando-o com força.E você costuma caminhar nu pela selva? -Algumas vezes. Não quiz lhe fazer danifico. A urgência de rir ou de chorar era muito forte. o perigo é a infecção. -Poderia dizer que sim. são? Porque ela me mordeu. mas só encontrou um negro vazio. Deixe-me dar uma olhada. Deixasse-a sozinha. . O amanhecer se aproxima e muitos animais caçam junto às ribeiras ao amanhecer. Nem em seus sonhos mais selvagens havia sido nunca atacada por uma sucuri. Nunca encontraria o caminho de saída da selva e a aterrorizava ficar sozinha. Já podia senti-la esmagando seus ossos. musculoso e cheio de cicatrizes aqui e ali. . Ele estudou sua face por um longo tempo. Sacudindo a cabeça.

Provavelmente estejam emigrando na mesma direção em que vamos nós. -disse Luiz. Também significava que poderia apunhalá-lo. -Esse pestilento fedor entorpece minha capacidade de captar aromas.MaryAnn se mordeu o lábio e olhou ao redor. elas não entendem? Estão me fazendo ficar mal. Respirando fundo. obrigado. Preciso saber o que é provável que estejamos enfrentando. MaryAnn tentando evitar que sua mente se desviasse para Manolito. Certo. Estaria a salvo em Seattle se não fosse o tipo de idiota salvadora do mundo que estou acostumado a ser. . . Estava aterrada por ele. -É uma mulher muito valente. Não pode ficar sozinha. se fisse um movimento falso e definitivamente se opunha a essa idéia. -Rãs arbóreas? . Não parecia nervoso. -Os mosquitos me picam por toda parte. Parte dela estava zangada com ele por abandoná-la e outra parte. de tronco em tronco. seu nariz se enrugou. sim. Se quiser. Era difícil. Os macacos começaram a gritar e lançar folhas e galhos. O homem começou a descer por um atalho quase inexistente. -Manteve-se cortês.|Por que nos seguem as rãs? . . Isso era um sacrilégio. -As rãs emigravan? Talvez fossem como os gansos. . -Fique com ela.Que parte de mandar que vão emvora. A que estava contando mais. elevando uma silenciosa prece para que Manolito a encontrasse logo.Tinha o spray de pimenta e não temia usá-lo. . mas ela tinha o pressentimento de que ele estava esperando problemas. porque devia estar meio doido da cabeça para que lhe ocorresse uma ação tão escura.. pode levar a faca com você. Já havia bastante do que se . . Não era muito tarde para resgatá-las. -Não.Deve estar equivocado. De fato parecia muito firme. esperando que algumas das habilidades psíquicas de Juliette e Riordan realmente tivessem com ela. Caminharam em silencio durante alguns minutos. -Parecem estar te seguindo. esperando que o homem jaguar estivesse equivocado. estava cansada de ter medo. eles poderia encontrar Manolito e ajudálo. Ela havia salvado-a da serpente. Levar a faca significava aproximá-lo suficiente dele como para que a pegasse. -Lançou um rápido olhar as árvores. -Não faça isso.. As criaturas da selva eram complicadas. explorando a canopia acima e observando o caminho por trás.Vêem comigo. Os mosquitos zumbiam junto a sua face e ela e tirou tranqüilamente o spray para insetos e orvalhou o ar a seu redor. -Pode caminhar mais rápido? . Ela olhou fixamente para os anfíbios brilhantemente coloridos. Ele sorriu-lhe. gesticulando com os braços para que voltassem para trás. Luiz se voltou para ela. -Talvez se sentem atraídos por meu perfume. -Estou tremendo em meu par favorito de botas. Não acredito que valente seja a palavra que eu usaria. Luiz elevou a mão e lhe fez sinal que ficasse calada. -Pode caminhar com o salto do sapato quebrado? Posso cortar fora.Perguntou Luiz.Perguntou Luiz. Parte dela queria apressar-se a voltar onde o tinha deixado e esperar até que voltasse. MaryAnn conseguiu dar uma risadinha. Elevava continuamente o rosto para olisquear o ar em todas as direções. Podia se notar que tinha sido utilizado por um animal. Era certo. -Congregam uma multidão.-Os homens dos Cárpatos se preocupam com muito pouco.Tentou a telepatia mente a mente. Provavelmente iria onde estavam Riordan e Juliette. . mas as rãs ignoraram suas queixas. Continuavam saltando alegremente junto a ela.. Estúpida. -Verdade? – Ela tentou soar inocente enquanto vaiava para as rãs. mas merecia o spray de pimenta por contemplar sequer cortar os saltos de suas botas favoritas. MaryAnn suspirou.Não tenho idéia. -Ele soava divertido enquanto afastava cortesmente os arbustos para trás. para que ela pudesse avançar livremente pelo atalho. ela seguiu adiante.. Isso soava ameaçador e francamente. As rãs saltavam das raízes e galhos. Luiz se virou.

assustar sem que um amigo aumentasse seu medo. Suspirou e devolveu a seu lugar o spray para insetos, recorrendo a golpear os insetos com a mão e manter a posse do spray de pimenta com a outra. Sairia dali no momento em que pudesse conseguir um telefone. Bem, depois de assegurar-se de que Manolito estava bem. Estava começando a sentir-se doente de preocupação e isso só fazia com que se enchesse com ele. As lágrimas rabiscaram sua visão e ela e tropeçou numa raiz retorcida em forma de serpente, quase caindo, estendeu ambos os braços para sustentar-se antes de acabar com a cara plantada no barro... E isso lhe salvou a vida. O enorme jaguar falhou e golpeou o solo a escassos centímetros de sua cabeça. Grunhindo, Voltou-se, tentando arranhá-la, mas Luiz chegou primeiro, já mudando, sua face e o focinho alargando-se para acomodar os dentes. Os dois felinos chocaram, arranhando e rasgando-se. A selva explodiu num frenesi de ruídos. Empurrada além de sua resistência, MaryAnn se levantou de um salto, deu duas longas passadas para o felino atacante e dirigiu um jorro de spray de pimenta diretamente nos olhos e narinas do jaguar em várias rajadas curtas. A fúria fazia tremer sua mão, mas sua pontaria foi perfeita. -Já basta. Já tive o bastante desta tolice da selva. Talvez seja uma mulher urbana, demônios, mas posso com tudo o que este horrível lugar me lance. Saia daqui agora mesmo! – Gritou a plenos pulmões, enviando outro jorro diretamente na cara do jaguar, para assegurar-se. A ordem atravessou seu cérebro e se espalhou no ar enquanto disparava vários jorros curtos. O jaguar se afastou correndo como se o tivesse mordido. Luiz caiu sobre seu traseiro, com a calça jeans meio rasgada. -Que demônios foi isso? -Spray de pimenta, - ela disse e se sentou junto a ele, pondo-se a chorar.

CAPÍTULO VII

Manolito evitou os tentáculos que o procuravam, enquanto estudava o bulbo fibroso. Seu corpo estava na selva com MaryAnn. Se estive preso no mundo dos espíritos, tal como estava seguro agora, só um espírito poderia residir neste lugar. Seu corpo não estava ali, então o ataque era simplesmente uma distração. Isto devia ter a ver com MaryAnn. Ela não só havia trazido até ali seu espírito, mas também também seu calor e vitalidade. Os vampiros haviam sentido o sangue quente e a luz em sua alma. Tinha que conduzir o ataque para longe dela, no caso de que sem querer voltasse a entrar no mundo de sombras onde ele estava preso. Afastou-se dela devagar. As vagas figuras que o atraíam, que o acusavam e queriam ajuizá-lo, não pareciam ser capazes de ver através do véu até o mundo dos vivos. Talvez se pudesse afastá-los o suficiente para que não pudessem senti-la, ela estaria a salvo. Podia deixar um rastro falso, retornar e escoltá-la a segurança antes da alvorada. Não deveria ter sido capaz de sentir a sensação, mas quanto mais se afastava de MaryAnn, mais frio sentia. —Vamos nos unir. Compartilhe-a. Ela já o condenou a meia vida. A voz brilhou tenuemente no ar, suave e persuasiva, tornando-se mais forte quanto mais ele se afastava de MaryAnn. —Seu lugar sempre foi entre nós, não com os cordeiros, seguindo a um mentiroso. Maxim Malinov, morto na batalha nas Montanhas dos Cárpatos, assassinado pelo próprio príncipe, saiu dentre as sombras e se aproximou de Manolito. —Por que foi dar sua vida pelo príncipe quando ele não se preocupa absolutamente por você ou os teus? Sabe que você está no prado das névoas, e vigia sua companheira? Protege seu corpo enquanto vagas por este mundo? É egoísta e pensa só em si mesmo, não em sua gente. Manolito conteve o fôlego. Havia passado muito tempo desde que tinha visto seu amigo de infância. Parecia jovem e forte, como sempre, com inteligência brilhando em seus olhos. Haviam crescido juntos, desfrutado de debates e conscienciosas discussões pelas noites, falando do que acreditavam ser melhor para sua gente. Seguir a Mikhail, o atual príncipe, não tinha sido o que nenhum deles considerava melhor ideia.

—Equivocamo-nos, Maxim. Mikhail afastou A nossa gente da raias da extinção. Os Cárpatos começam a serem poderosos outra vez, mas o que é mais importante, convertemo-nos numa sociedade cheia de esperança em vez de desespero. Outra planta estalou pela da superfície, largas heras se estenderam como braços para ele. Ele saltou à árvore mais próxima, mais por reflexo que por necessidade. Pôde sentir o penetrante frio quando uma chuva de lanças de gelo começou a cair, mas o ferimento agudo das punhaladas que lhe atravessavam não era mais autêntico que a planta. Concedeu-se um momento para forçar sua mente a aceitar que se tratava de uma ilusão. A planta deslizou sob o chão, mas o gelo agudo seguiu caindo. Quando saltou ao chão outra vez, Maxim sacudiu a cabeça. —Nos velhos tempos não teria se conformado olhando um pedaço tão pequeno da imagem real. Ocultamos-nos das pessoas que deveriam nos servir. Escondemo-nos com medo, quando são eles que deveriam tremer ante nós. —E por que deveriam tremer, Maxim? —Não são nada mais que ganho. —Por isso você não nos lidera e eu não te seguiria se o fizesse. São pessoas com esperanças e sonhos. Gente boa e trabalhadora que luta cada dia para fazer todo o possível por suas famílias. Não são diferentes de nós. Maxim respondeu, com ironia. —Têm-lhe feito uma lavagem cerebral. Tomaste uma humana por companheira e já corrompeu sua capacidade de julgar. Somos nobres, a melhor raça, os merecedores desta terra. Poderíamos governar, Manolito. Nosso plano era certo. Cedo ou tarde dominaremos e os humanos se inclinarão ante nós. - Seu sorriso era totalmente perverso e chamas vermelhas brilhavam em seus olhos com ardor demoníaco. Manolito negou com um gesto de cabeça. —Não os quero inclinados ante nós. Como todas as espécies, muitos deles se misturaram com nossos antepassados. É mais que provável que Cárpatos, magos, homens-jaguar e inclusive homens lobo se integraram na sociedade humana. As chamas vermelhas ondularam e o vampiro vaiou sua incredulidade. —Os homens-jaguar corromperam sua linhagem, é certo. Desprezaram sua herança e sua grandeza porque rechaçaram cuidar de suas mulheres e crianças. Merecem ser varridos da terra. Foi você quem disse. Você e Zacarías. Manolito se manteve imóvel quando outro grande pedaço de gelo lhe atravessou o ombro. A sensação foi feroz, mas desapareceu quando rechaçou dar-lhe crédito. —Eu era jovem e estúpido, Maxim. E me equivoquei. Todos nós o fizemos. —Não, tínhamos razão. —Os homens-jaguar cometeram enganos e esses enganos tiveram um custo, mas eles não são Cárpatos e suas necessidades são diferentes dasnossas. Decidiu não esperar sua companheira, Maxim. Ao fazê-lo, perdeste toda possibilidade de ter uma esposa e filhos e ajudar a criar uma sociedade duradoura. Já viu o poder da linhagem do príncipe. Ele é a liderança e a guia para toda nossa gente. —Seu poder é falso, um engodo. Olhe a cicatriz de sua garganta, Manolito. Quantas vezes estará disposto a morrer por ele? Sacrificaste a vida duas vezes por ele e uma vez pela companheira de seu irmão. Está aqui, neste mundo de sombras, para ser julgado por seus atos escuros. Que atos escuros? Viveu com honra e serviu a sua gente, ainda assim está aqui. - A voz se tornou fantasmagóricamente formosa, cheia de verdade e entusiasmo, hipnotizante. - Todas as antigas raças são mitos agora, esquecidos pelo mundo. A raça do jaguar, uma vez poderosa, encontra-se agora só nos livros. Cobrem-se a si mesmos de vergonha. Tratam brutalmente suas mulheres. Quer que aconteça o mesmo a nossa espécie? —Se realmente acredita no que diz Maxim, deveria escolher outro caminho. Por que se converter em vampiro? Por que assassinar por poder? Por que não reunir seu exército e partir contra Mikhail abertamente? —Não era esse o plano. —Converter-se em não-mortos não era parte do plano tampouco. Nossas famílias viveram com honra, Maxim. Caçamos o vampiro, não o abraçamos. Maxim o ignorou. —Meus irmãos e eu estudamos como fazê-lo. Se nos acercagalhos do príncipe diretamente, seríamos

derrotados. Sabe que a maioria dos Cárpatos acredita nos velhos costumes. É ganho. Manolito curvou os lábios. —Humanos e jaguares são ganho para ti. Agora os Cárpatos. Certamente se elevaste em sua própria estima. Contradiz-se repetidamente. Maxim cruzou os braços. —Tenta me enfurecer Manolito, mas não pode. Uma vez foi um grande Cárpato, de uma família poderosa, mas entregou sua lealdade a pessoa equivocada. Deveria ter se unido a nós. Ainda pode fazê-lo. Já está perdido para o outro mundo. Pela primeira vez a pulsação de Manolito se acelerou em resposta a lógica retorcida do vampiro. Os vampiros eram enganosos, mas freqüentemente entreteciam verdade em seu discurso. O que tinha feito a sua companheira? Por que não podia recordar seu crime? MaryAnn não parecia zangada com ele. De fato o tinha protegido ou ao menos o tinha tentado. Pensar em sua companheira o esquentou, expulsando os fragmentos de gelo que haviam perfurado seu corpo e congelado seu sangue. Piscou e olhou suas mãos. Elas estiveram quase transparentes, mas agora uma sombra mais profunda crescia, como se seu corpo recuperasse a substância e a forma. —Vejo que há perigo aqui depois de tudo. - Disse. —Maxim, você sempre foi ardiloso, mas nunca acreditou em companheiras ou sequer no conceito delas. Equivocou-se então e mais ainda agora. Não estou perdido enquanto tenha minha companheira. —E o que acha que faz sua companheira agora, enquanto você mora no mundo das sombras? Acredita que ela vive sem o contato de um homem? Anseia ao homem-jaguar e se deitará com ele. Manolito sentiu um nó retorcer-se em seu ventre. Não sabia que que o ciúme fossem uma coisa tão escura e feia até que encontrou sua companheira. —Ela não me trairá. Retém a outra metade de minha alma. Você não pode me atrair totalmente a este mundo, porque ela sempre me ancorará ao outro. Desta vez Maxim grunhiu e seus olhos brilharam com ferocidade, seus dentes se afiaram enquanto vaiava seu desgosto. —Realmente, ela retém a outra metade de sua alma. Só temos que consegui-la e então nos pertencerá. Você é um traidor Manolito, a nossa família e a nossa causa. O plano foi idéia tua e de Zacarías, mas na primeira prova nos falhou. —Acordamos, nessa infantil e estúpida conversa de dar procuração e governar o mundo. Seus irmãos, meus irmãos e nós dissemos muitas coisas ridículas que tomaram forma e se converteram num caminho de destruição para muitas espécies. Há companheiras que nos esperam entre os humanos, Maxim. Pense além de seu ódio e compreenda que os humanos aão a salvação de nossa gente. —Sangue misturado. – Zombou Maxim. – É sua salvação? Manolito suspirou com pesar. Lembrava-se de Maxim como um amigo. Mais que um amigo, como a um querido irmão e agora estava perdido além de qualquer salvação. —Tenho minhas emoções honra e um futuro, Maxim. Você tem morte e desgraça e nada que te sustente na outra vida. Responderei de bom grado por qualquer engano que tenha cometido, mas não te ajudarei a prejudicar nosso príncipe. Além de minha própria honra, nunca desonraria minha companheira me convertendo em traidor de nossa gente. —Nós mataremos sua preciosa companheira. Não só a mataremos, seremos brutais com ela. Sofrerá muito antes que lhe demos morte. Esse é o engano que cometeste com sua companheira. Já a traíste ao entregar sua vida pela de seu príncipe. O medo quase o aturdiu. O terror ao que esse monstro poderia fazer a MaryAnn. Ela era luz e compaixão e nunca entenderia o que um ser tão perverso e horrível como Maxim poderia lhe fazer. O ar abandonou seus pulmões em uma rajada de medo e de pânico. Nunca antes tinha conhecido o pânico, mas este quase o consumiu ante a idéia de MaryAnn nas mãos de seus inimigos. Havia caído numa armadilha depois de tudo? Maxim o havia afastado de MaryAnn para que um de seus irmãos pudesse matá-la? Ela estava sozinha na selva. Quanto tempo havia passado? O tempo era o mesmo no reino das sombras? Era possível para alguém rasgar o véu e ajudar a tramar um assassinato ou Maxim estava incitando deliberadamente seu medo? O medo conduzia a enganos. E os enganos conduziam a morte. Simplesmente não aceitaria a morte de sua companheira.

Manolito manteve seus traços inexpressivos, seu olhar fixo e cheio de desprezo. —Não importa o que faça Maxim, não prevalecerá. O mal não triunfará sobre esta terra, não enquanto viva um só caçador. — Dissolveu-se em névoa e correu por entre as torturadas e retorcidas árvores. Uma vez fora da vista de Maxim, lançou-se através do ar, voltando para lugar onde tinha deixado MaryAnn. Podia sentir o sangue palpitar em suas têmporas e trovejar em seus ouvidos enquanto mudava de forma antes de descer no chão. Ela não estava. O tempo parou. Seu coração pulou um batimento. A fera em seu interior rugiu e tentou se liberar. Os dentes se alongaram em sua boca e suas unhas se converteram em garras afiadas como navalhas. - Ela trai-te com o homem-jaguar. As vozes encheram sua mente. A cólera e o ciúme empurravam a razão parde lado. Manolito levantou a cabeça e cheirou o ar. Sua mulher estivera ali e não estava sozinha. Conhecia aquele aroma. Havia tomado o sangue do jaguar. - Ela está sob ele, gemendo, retorcendo-se e gritando seu nome. O nome dele, não o teu. Ele a roubou e ela só pensa no toque dele. Sua boca se retorceu numa linha cruel e seus olhos brilharam ameaçadores. Estudou os rastros, viu a serpente morta e o padrão de rastros. Luiz havia se aproximado dela na forma de jaguar, mas tinha mudado para sua forma humana. Isso significava que havia ficado nu frente a MaryAnn. A fúria quase o cegou. Deveria ter matado esse demônio traidor quando teve oportunidade. Os homens-jaguar eram famosos por suas correrias atrás de mulheres. Luiz tinha movido um dedo e o havia seguido, como uma marionete hipnotizada. Tanto os jaguares masculinos como os femininos eram seres muito sexuais. MaryAnn assegurava não ser jaguar, mas se uma pequena quantidade de seu sangue corresse por suas veias, a presença de Luiz a ativaria? Poderia entrar em “fase” e então precisaria de um homem para atendê-la. - Ela partiu com ele. Ele precisa dela para lhe que um filho. Derramará sua semente nela. A encherá. Tomará-a seguidamente até se assegurar de que está grávida. Manolito permitiu que um rugido de cólera escapasse em sua mente. A idéia de outro homem tocando sua suave pele enfurecia a fera. Ninguém tocaria sua mulher e viveria para contar. Ninguém a separaria dele. Luiz ia atrás de MaryAnn por motivos pessoaisou havia sido enviado pelo vampiro para matá-la. De qualquer modo, o homem-jaguar seria morto. - Mate-o. Mate-a. Manolito negou. Mesmo que MaryAnn lhe traísse com outro, nunca podia lhe fazer mal. Moveu-se rápido, precipitando-se pela selva, evitando golpear-se com as árvores por escassas polegadas. Se Luiz se atrevesse a tocá-la, a lhe danificar um só fio docabelo, despedaçaria-o membro a membro. Logo os encontrou. MaryAnn estava sentada chão, com lágrimas rolando por sua face e Luiz de pé na frente dela. Ela estava despenteada, zangada e assustada, tanto que lhe doeu. Seu coração se encolheu ao ver sua angústia. Aumentou a velocidade e seu corpo se esfumou, surgindo por entre os arbustos quande Luiz se voltava. Manolito golpeou o homem-jaguar com força, fazendo-o retroceder, Logo o levantou, lhe jogando com tanta força contra o chão, que se abriu uma fenda na branda terra. Em algum lugar da mente, na distância, ouviu o grito de MaryAnn. Amassou o rosto de Luiz, sem lhe dar tempo para mudar para sua forma felina. Seu braço retrocedeu e dirigiu o punho para a caixa torácica dele, para penetrar e arrancar o negro coração do monstro. —Pare!!! - MaryAnn gritou a ordem. Novamente, com uma surpreendente fúria silenciosa, enviou Manolito voando para trás pelo ar. – Eu disse pare! Ele encontrou-se estendido no chão, com os ouvidos zumbindo pela força da ordem psíquica. Ela tinhalhe arrojado para trás, longe do homem-jaguar, que permanecia imóvel no barro. O golpe telepático tinha sido mais duro que qualquer golpe físico que já recebera. Olhou-a piscando, a fúria mesclada a admiração. —Está louco? — Exigiu MaryAnn, em pé em frente a ele, com as mãos nos quadris, expressão furiosa e seus olhos brilhavam perigosamente. Desejava-a. Foi tudo o que pôde pensar naquela fração de segundo. Desejava toda essa paixão e fúria sob ele, lutando com ele, rendendo-se a ele. Ela era assombrosa, com suas exuberantes curvas e seu rosto incrível. Normalmente parecia tranqüila no exterior, apresentava uma imagem elegante, mas em seu interior era toda

um milagre chamado mulher. Aproximou-se dela. Com um pensamento! O desejo o tomou. de um puxão. . A luxúria se elevou aguda. O homem se balançou irregularmente e conseguiu lhe dirigir um meio sorriso. Suave e flexível. Ela estava ali em pé. Ela teve a sensatez de retroceder alguns passos. Ela abriu a boca para protestar e ele tomou posse da mesma. Sofria por ele. utilizando a natureza apaixonada dela a seu favor. olhando-a com seus cintilantes olhos negros. sentir seu coração palpitando. — Limpou a boca. A necessidade era tão forte que a fez deslizar a mão sob a camisa para tocar sua pele nua. —Não pertenço a ninguém mais que a mim mesma. escuros pela fome e pela excitação. Sem dizer nada. Sentira medo por ele e isso o fazia pior.fúria e garras. deslizando-se no interior de sua boca e tomando o controle. embora não pudesse suportar a idéia de ficar longe dele. Introduziu a língua profundamente. com os olhos fixos nela. mas o sabor e o toque dele permaneceram. através de seus longos cílios. seu beijo brusco e excitante. Estou acostumada a ter o controle em minha vida. Ele salvou-me a vida duas vezes e não merece ser moído a golpes por me escoltar de volta para casa. Seus lábios eram firmes e quentes. inclinando sua cabeça para trás. Manolito conteve as palavras que ardiam para serem soltas. E isso era o mais atemorizante. tão selvagem como seu entorno. Sinto coisas que nunca antes havia sentido. profundo e quente. Perigoso e faminto do sabor e do toque dela. Levantou-se devagar. —Tem um bom gancho. Uma enorme desculpa. mas a ardente paixão flamejava quente e ávida em seu interior. —Eu? —Voltou o olhar para aonde Luiz começava a se sentar. —Ficou com medo sem mim. Excitação mesclada com temor. dando-lhe uma palmada quando tropeçou e ele a segurou. Com uma mão segurou seus cabelos. E ele me salvou a vida. Seu calor e seu aroma a rodearam. Seu corpo se converteu em calor líquido e ardente. . O nocauteara com um pensamento. Ela tinha obtido o que nenhum homem tinha conseguido. surpreendida pela facilidade com que ele a controlava. como ele a ela. – Você deve uma desculpa a este homem. O coração lhe pulsava ruidoso e com força. Mas. Era dependente quando nunca tinha sido. Não sei o que faço aqui. que nunca pensasse em lhe negar nada. Engoliu com força e estendeu as mãos. Mas a confusão e o cansaço em sua face lhe abrandaram o coração. Precisava de tempo para pensar. a marca que ele havia deixado. Seus músculos se contraíam e esticavam. sentindo seus seios contra o peito. Assombrou-a poder falar. Mordeu-lhe brandamente o lábio inferior e segurou-o entre os dentes. tratando de apagar o desesperado e doloroso desejo. Ele a afastou. Cautela e desafio se misturavam a sua fúria. Sempre tinha imaginado que o sexo com o homem de seus sonhos seria terno e lento. — MaryAnn horrorizou-se ante a acusação de sua voz. Você não estava aqui para brincar de herói. Depois acariciou sua pulsação e deixou um rastro de beijos por seu pescoço. Beijou outra vez. de lhe dar tanto prazer que nunca pensasse em abandoná-lo. —Tem sorte de que não o matasse. forçando-a a elevar os olhos para ele. —Não volte a interferir. enfocados e sem piscar. Olhou-o piscando. —Maldito seja por isso.Ele sabia que me pertencia. atravessou o terreno e se abaixou a fim de erguer Luiz. simplesmente estar tranqüila. palpitou e chamas diminutas lamberam sua pele. Não sei o que acontece. espreitou-a através do acidentado terreno. rabiando contra o peito dele. Ela inspirou. movendo-se contra ele como a seda. porque não era mulher de renunciar a sua independência. —Olhe. O olhar dele se suavizou. Olhou-o de soslaio. enquanto a outra a agarrava pelos quadris e a conduzia mais perto dele. Enchendo cada lugar vazio de seu coração e sua alma. Seus olhos estavam semicerrados. O sangue correu. Uma corrente de sangue quente o encheu e ele fechou os olhos para absorver melhor a sensação e a textura dela. com aspecto suave e desejável e acreditando ser dura e tudo o que ele queria fazer era abraçá-la e consolá-la. Afastou-se. Seu coração encontrou o ritmo do dele. Realmente Ela lhe pertencia. Ele parecia totalmente um predador. lhe consumindo com o desejo de dominá-la. O beijo foi rude e os restos de seu medo e fúria ainda dominavam. Seu corpo ardia. um som rouco de desejo que provocou em seu corpo uma dor forte e aguda. Sua ereção quente e grossa pressionava contra seu estômago.

. Luiz riu dele. Gostasse ou não. —Não o faça. — Por um momento. Porque sabia que não se tratava de sua falta de maneiras ou seu arrogante e ridículo comportamento. desvanecido o breve brilho de humor. —Basta. de volta ao mundo real. — Estou muito zangada contigo agora. quando estou aqui. Captei-o. O cavernícola podia segui-la ou não. —Pode ser que ela seja que te arranque coração. Seu coração quase parou. . Profundamente em seu interior. — Ele olhou além de Manolito. E divisavam outro de sua raça imediatamente… Alcançou MaryAnn.Disse Luiz. queria que fosse ele que a amasse. . E mantenha suas calças. toda curvas e tentação. Podia segui-lo. Gostasse ou não. Tome cuidado. O sorriso de Luiz se alargou. —Não conte com isso. Ardia e sofria por este homem. – Ela murmurou.Muito obrigado por sua ajuda. . — Olhar para você põe idéias em minha cabeça. a luxúria despiu suas garras e o arranhou com dureza. mas via tudo bem mais claramente e sua forma era mais substancial que antes. Assim é como funciona. jaguar. mas não no dela. Estaria mais que contente em compartilhar contigo. também podia decifrar coisas na selva que outros não podiam. . Os escuros olhos dela eram tempestuosos. para ter em seu interior. maridos e noivos ou companheiros.. para o MaryAnn. Suas desagradáveis maneiras dominadors deveriam lhe provocar rechaço. Porque era assim tudo com ele. com a confiança impressa em sua formosa face. Tratava-se de seu próprio comportamento.Protestou Manolito. percorrendo com passo firme o caminho sobre seus inseguros saltos. Esta mulher era constituída como deveria ser. —Tenho o pressentimento de que precisará ser. ela era diferente. —Você aprenderá a me amar. . O sexo não é o mesmo que amor Manolito e os casais. para que a tocasse. inclusive hipnotizante. Estava ainda entre os mundos. Ainda não havia lhe perdoado. Admitisse-o ou não. mas o achava fascinante. —Ele não te reconheceu como jaguar e se tivesse embora só um pequeno rastro de seu sangue. Um retiro. .Respondeu ele. —vaiou ela e lhe lançou outro olhar provocador sobre o ombro. Quem se retirava a um lugar do tamanho de um edifício? Parou bruscamente na porta. —Não posso evitar te achar atraente. mas se quiser posso dar jeito. —Não tem que achá-la assombrosa. Já lhe disse isso. —Não é necessário perguntar por seu estado. – Virá com o tempo.É assombrosa. —Sim. —Eu acredito que sim.sim. Assim funcionavam as coisas em seu mundo. ele saberia..Disse Luiz. Suspirou e esfregou as têmporas. —disse MaryAnn bruscamente. . Estava a metade do caminho da porta quando realmente se fixou no impressionante palácio que ele e seus irmãos chamavam de casa de veraneio. Sim. —Não sou jaguar. Luiz. —As mulheres não podem menos que ficar impressionadas. —É muito boa me provocando. Ele ficou atrás para dar uma boa admirada em seu seu traseiro revestido ajustadamente pelos jeans. —É porque tem boas maneiras. precisava estar em casa. a diversão brilhou em seus olhos. para que o averigue. esfregando o queixo. E não deveria ser aceitável. —Então ela se voltou e se afastou. A fisionomia de Manolito se obscureceu. já que estava o bastante perto da casa para reconhecer o rastro de Jipe. —Duvido que sente bem que arranquem seu coração do peito..Luiz assentiu. Era um insólito palácio. Sobretudo por me salvar a vida. Quando tivesse sexo apaixonado e selvagem sexo com este homem. Luiz não tinha notado e sua gente jaguar não só era observadora. – Você está bem? Uma advertência suave retumbou na garganta de Manolito. Manolito baixou o olhar para sombra velada de sua mão. Senhor. Cárpato. Manolito encolheu de ombros quando a sobrancelha de Luiz se arqueou. Ele acreditava que ela aprenderia a lhe amar. Nada do que faz é encantador. supõe-se estar apaixonados.

como obviamente pensava que poderia. mas Luiz poderia.A ideia era completamente mortificante. Embora não pudesse deter o tremor de excitação e o lento ardor que se estendia por suas veias como uma droga cada vez que a tocava. Magníficos sapatos. Era muito boa no cruzamento de espadas verbais. Ninguém podia ter olhos ou uma boca tão pecaminosamente sensual. aborrecido pela angústia de sua voz. que nunca recorria a violência. —Sei que não acaba de me empurrar. —Por favor entre em minha casa. Manolito. Ainda não sabia como. Que se danasse. tinha-lhe dado ordens. . Uma piscada de fúria floresceu nos negros olhos de Manolito e ele a segurou e a lançou sobre o ombro. Retrocedeu empurrando a mão de Manolito. . Ficaria só em meio à selva em uma ilha. trouxera-a para este… Este… Palácio e ia deixá-la ali. ele não ia ficar dando ordens a seu redor. .. sapatos adequados para andar por um piso assim. ele poderia ajudar a localizar a pista de aterrissagem e poderia enrolar o piloto para que a devolvesse a civilização. —Desça-me agora mesmo. afastando-se da porta. Podia ler em sua cara. —Não colocarei um pé sobre este solo. cada nervo de seu sistema simplesmente se contorcia. —Entre. Talvez se encontrasse Luiz outra vez. —Não vou entrar aí. já que parecia ter problemas para entrar. —Bem. não era algo que fosse passar outra vez. com os braços e pernas penduradas como espaguete. Foi um engano olhar para ele.Disse. parecia um palácio de da Idade Média. para um enorme aposento de mármore e cristal. Situado em meio à parte alguma. E certamente não estava com os homens ardentes e arrogantes que davam ordens com tanta naturalidade como outras pessoas respiram.Manolito se adiantou para abrir a sólida porta e lhe fez um gesto para que entrasse. Empurrar não funcionava com ela muito mais que sua inclinação a emitir ordens. comportou-se como um idiota. Certo. —Esta demonstração de machismo era realmente necessária? —Disse destilando sarcasmo. mas ninguém. Deve ter outra casa. até o rosto furioso. Se não podia golpeá-lo como merecia. —Porque ele pensava em abandonála. Atrás dela. Manolito pressionou uma mão em sua cintura e lhe deu um pequeno empurrão para frente. cada vez que seus dedos a roçavam. Se houvesse um piloto e um avião. – Estou falando sério.. Ninguém. Além de sublinhar o fato de que era o maior imbecil sobre a face da terra. MaryAnn respirou fundo e deu um passo para trás. E já que me pede isso tão amavelmente. Não ia arriscar a riscar o brilhante chão de mármore que se estendia por metros. sacudindo sua larga e grossa tranca. além disso. .. Havia esquecido como era a casa ou talvez não a tinha notado ao chegar à primeira vez porque estava muito aflita. —Foi uma gentil ajuda para que ajudasse a entrar em minha casa. podia derrubá-lo com palavras. A fúria era uma coisa. desejou golpear aquele homem até reduzi-lo a uma mancha sanguinolienta no chão. – Gritou aferrando as costas de sua camisa. palácio ou não palácio. Outra vez. entrando no frescor da casa. usaria-os. negando com a cabeça.. A voz deslizou sob sua pele e encheu cada lugar vazio dentro dela. Ele tentou-a com o escuro atrativo do sexo.Ele assegurou. Nela.. Manolito a olhou de cima a baixo. Algo mais... mas não a angústia. Golpeou suas costas só para enfurecer-se mais quando ele nem sequer se sobressaltou. . que na realidade advogava contra a violência. além da entrada e das escadas duplas. vou me zangar muito. Permaneceu em meio a enorme porta. MaryAnn endireitou a jaqueta e a blusa com grande dignidade. Uma menor.Riordan e Juliette devem estar com sua prima e irmã na selva. O profundo e áspero tom a envolveu em veludo e pareceu acariciá-la. Ou uma casa como esta. Não entraria. vivia assim. Sua casa inteira de Seattle poderia caber no saguão. olhando fixamente o brilhante mármore do saguão. Já havia deixado-a ardente e preocupada.. que não acreditava na violência. —Não há ninguém na casa. Era absolutamente humilhante ser transportada sobre seu ombro. Seu corpo se negava a ouvir seu cérebro que gritava o alerta “macho idiota”. enquanto o olhava airada sobre o ombro. A comoção sumiu no silêncio e depois pura cólera correu por suas veias. Ela não vivia na opulência e a decadência. E tinha bons sapatos. —Manolito a depositou no chão e se afastou com um suave e fluido movimento no caso dela o golpear. Não estava impressionada nem cômoda com isso. Suas formosas botas estavam arruinadas e lamacentas e o salto esquerdo frouxo e cambaleante. Se alguém me vir assim. Seu olhar fixo ardia sobre ela. Ela era dolorosamente formosa com sua perfeita .Disse bruscamente. MaryAnn.

É a última coisa que desejo. MaryAnn engoliu um protesto e o deixou ali ajoelhando no chão. Cuidarei das botas para você. —Olhe minhas botas. Algo suave e aprazível. Não pôde evitar tocá-lo quando os dedos dele deslizaram por sua pantorrilha e enviaram tremores por sua perna. mas algo mais se arrastava até seu coração. segurando a toalha enquanto explodia de alegria. porque se ele a tocasse. Ela olhou sua cabeça. a necessidade de gritar. E não tinha nem idéia do que representava para ele. —Ele deixou as botas e levantou um par de brilhantes sapatos vermelhos de salto alto. mas estava decidida a não chorar mais. só pôde olhar para ele emocionada. mas ele rodeou seu tornozelo com fortes dedos e a reteve. Novas lágrimas arderam.Eu adorava estas botas. Ela pertencia-lhe. Nunca. Você as adora. pareciam novas. Durante um momento. —Nem pense nisso. MaryAnn levantou uma mão para detê-lo. Ele elevou a cabeça e seu escuro olhar se encontrou com o dela. uma pequena fera de mulher com seus brilhantes cachos negros e seus olhos cor chocolate. E o medo estava começando a invadi-la. quando fazia muito tempo que havia esquecido a ternura.Adoro estes. não me deixará mais opção que te converter agora e te levar comigo. Nacera para ele. . deixando-a fluir sobre seus doloridos e cansados músculos enquanto chorava. Saiu sentindo-se cansada e perdida. Lágrimas de alegria desta vez. —Arrumou-as. certo. —Tem bom gosto. Era tolo. não é? — MaryAnn tentou manter seu aborrecimento. não se permitiria olhar atrás. desejando que Manolito mais do que nunca tinha. Estava ali em pé a sua frente. inocentes e vulneráveis. Se continuar tão aflita. de ir para a terra. mesmo que estivesse segura de que ele teria partido quando saísse. Estavam limpas e brilhantes. —Não. MaryAnn. Sempre foram minhas favoritas. não sabia como reagiria. —Pareceu-me um modo certo de sair do sol do amanhecer. – Disse para evitar chorar e sentou-se na cadeira para tirá-las. Mas não podia evitar depois de tudo o que tinha passado. Manolito estava sentado na cadeira junto à janela sujeitando suas botas. desumanas e perigosas. porque podia sentir a resolução de partir em sua mente. mas era quase impossível quando ele a olhava de modo tão estranho. obviamente lendo sua aflição. Podia fazê-la desejar coisas que nunca tinha sonhado e isso a assustava quase tanto quanto a idéia de ficar ali sozinha. com suas botas na mão. Não tenho outra escolha que ir a terra. mas Manolito podia fazer facilmente o que desejasse. O desejo avançou lentamente por seu corpo como garras selvagens. —A água quente te relaxará e te ajudará a dormir. Envolveu-se numa toalha e entrou no quarto para encontrar onde dormir. E ele era somente dela e a teria para sempre. mas de algum modo o pequeno gesto lhe pareceu sexual.. —Vá tomar um banho. —Coloque-os para mim.. nunca tinha considerado entregar seu corpo a um homem e lhe permitir fazer o que quisesse com ele. —Agora? Estou envolvida numa toalha e meu cabelo está molhado. seu cabelo sedoso e negro como a meia noite caindo em desordem ao redor de sua face. até os ombros. mas as engoliu e tentou dirigir um assentimento indiferente para as botas. Não quero te deixar sozinha. Deixou a água tão quente como pôde suportar. – Ele ordenou. mas de todos os modos seu coração se sentia triste. Ela elevou uma sobrancelha. —Sua mãe não te ensinou nada sobre boas maneiras. Tentou afastar o pé. .pele cor de café e tão suave que se encontrava acariciando-a sempre que tinha possibilidade. —É obvio. Saboreou a palavra. Uma válvula de escape. Deixou-a aprofundar em sua mente. E ele só a ajudava a tirar as botas. Ele se ajoelhou diante dela e com cuidado afastou suas mãos para lhe tirar as botas ele mesmo. Ele deu um passo para ela. Dele. Não podia ir com ele e isso queria dizer que ficaria sozinha. Não olhou para trás. —Porque ela pensava nisso e se assustava demais. Como se ela fosse tudo. O coração de MaryAnn saltou quando ele tocou os lábios com a língua e dirigiu o olhar para sua boca. . Ela havia lhe devolvido as cores e as emoções depois de centenas de anos. que combinariam com um vestido que aderisse como uma segunda pele a cada curva. O xampu acabou com o encrespado de seu cabelo e o aparelho de ar condicionado o alisou outra vez.

mas não estou muito segura do efeito que terão com uma toalha. com hálito quente e a boca persuasiva. —Quero olhar para você. As pontas de seus dedos se atrasaram ligeiramente na pele. A que exigia ser liberada. mas você me deixa sem fôlego. Obrigou-se adeixar que sua mão deslizasse para longe do braço dela. acariciando-a. Manolito tirou a toalha e esta caiu. A que respondia fisicamente A toda tudo nele. Seu corpo estava duro e tenso.. Ele se levantou. numa fácil e casual ondulação de músculos. —Esperei-te por várias vidas. seu corpo desejava o dele. com o olhar ardente enquanto inclinava a cabeça para seu pescoço. Sua mulher. Puxou-a. Em que quantas formas te daria prazer. Num andar felino até alcançá-la. . Ele a fazia se a mulher mais sexy do mundo. estendendo-se por seu estômago e brincando com seus seios. Colocou a mão sobre o ombro dele e deslizou o pé em um sapato. Em qualquer lugar que tocasse seu olhar. brandamente tentadoras. Traçou um caminho de beijos por sua face até seu pescoço. atraindo a atenção a seus seios cheios e firmes. Caminhou para a cama que havia e se deixou cair sobre a grossa colcha. Sua respiração se acelerou. O calor emanava dele em ondas. deslizou-lhe a mão pelo braço até que seus dedos se entrelaçaram com os dela. sentia uma espécie de marca. Admirar a extensão de pele acetinada e as curvas cheias e exuberantes. Iria aproveitar cada segundo que tivesse com ela e vivê-lo. Estava lhe seduzindo? Ou ele a ela? Não podia dizer e não importava. beliscando-a com os dentes e provocando-a com sua língua.Pensava em ti. —Você é linda. Arriscaria-se a tudo para ficar com ela. Os olhos dele se tornaram ardentes e possessivos. Os músculos do estômago de MaryAnn se contraíram. com uma fome afiada. Ele a olhava hipnotizado. Tudo o que importava era que não podia afastar os olhos dele.Era consciente de estar com uma toalha nos cabelos. Pequenas chamas de excitação avançaram tremulamente por suas coxas. . olhando seu rosto. reclamando-a para si. as pontas de seus dedos brincavam com alguma criatura selvagem de seu interior. quase fazendo com que lhe detivera o coração. Calor líquidsua pulsaçãou entre suas coxas. mas a sinceridade a convertia em veludo.. Sua língua brincou com o lóbulo da orelha. Ela era toda mulher. —A luxúria tornava áspera sua voz. Manolito inalou sua fragrância amadurecida. Pouco lhe importava que o amanhecer se aproximava e de que fosse incapaz a algum tempo de tolerar a luz da manhã. Calçou o outro sapato e retrocedeu um passo com confiança. dentro dela. para que desse um passo para ele. deixando cada polegada dela nua ante seu faminto olhar. Sua mão segurou seu rosto e seu polegar deslizou sobre ele. No que faria contigo. Seu polegar acariciou o sensível mamilo e ela ofegou em resposta. que nunca tive uma visão mais formosa em todos meus séculos de vida. —confessou ele. Inclinou-lhe a cabeça e a beijou. O sangue trovejou em seus ouvidos quando a boca quente e sedutora vagou para a curva de seu seio. Ele traçou uma linha desde seu queixo até o umbigo. Sua voz era baixa e convincente. sua ereção estava tão dura. Mal podia conter o fôlego. Dele. Foi um beijo doce e lento. Os saltos faziam que suas pernas parecessem magníficas. Não tenho nem ideia do que fiz para te merecer. Retrocedeu. Faminto. Como não poderiam? Com toalha ou sem ela. —Agora—. tinha uma boa estampa e ele definitivamente a apreciava. tão grossa. —Juro MaryAnn. sobre sua pulsação. o vulto de seu membro sob a calça jeans era impressionante. Ansiava-a. um hipnótico e erótico tom áspero que endureceu seus mamilos e os fizeram doer de necessidade. sua boca sensual. Afastou-se para admirá-la. —Parecem perfeitos para um vestido que tenho. que sabia que nunca encontraria paz até que se introduzisse profundamente dentro dela. CAPÍTULO VIII Manolito deslizou a mão sobre a curva de seu quadril. E seu toque era pura magia.

A forma e textura.. te ouvir gemer e choramingar por mais. subiu para o joelho. Uma das mãos traçou a forma da perna. subindo até seus quadris e depois baixando para acariciar as nádegas. dela estendida ante ele como um presente. —Era essa sua voz. lhe deu uma longa e lenta caricia. lhe arrancando um gemido. MaryAnn se sentia total e absolutamente sensual e sem inibições. MaryAnn. Ele a chamou. até que o sangue palpitou em seu corpo e cada célula rabiou por ela. Cada suave centímetro dela desejando ser explorado. roçando. de necessidade que poderia colocá-lo de joelhos estivesse em pé. Ela tentou ficar quieta. Teria que tocá-la. Oh. sabendo que cada passo que dava a levava a Manolito da Cruz. Era revigorante vê-lo respirar com dificuldade. mais perto do limite de seu controle. Seu corpo para tocar. Dele. com a mão no quadril e o cabelo fluindo por suas costas. seus dedos se introduziram. —Ele esfregou o polegar sobre sua escorregadia e úmida entrada e observou seus olhos ficarem amolecidos. .Ali em pé. Quando ela ia se mover. Manolito semoveu. Era consciente do doloroso formigamento de seus seios. Corriam imagens por sua mente. Um calor úmido se acumulava em seu sexo. a fome incrementava. Sua voz era era aveludada mas com um pequeno grunhido se acrescentava a ela. A nota parecia dançar sobre sua pele e acariciar como dedos. Manolito se inclinou e com a língua. a intensidade alimentava suas próprias necessidades. mas de repente o corpo dela era tudo. Ele desejava-a. A cada passo que ela dava. Ele era tão bonito que não podia respirar ao lhe olhar. . me banquetear contigo.Quero saber o que te faz gritar e quero fazer com que suplique. Possui-la.. Lentamente passou a palma da mão por sua perna. —Muito. Olhar não era suficiente. ver a reação de seu corpo a ela e sentir-se mais poderosa a cada momento? —É obvio que é. Tudo porque ele a olhava com feroz e possessivo desejo. sua beleza lhe roubava o fôlego. percorrendo-a de cima a baixo sua pantorrilha e depois as afastando gentilmente até que ela ficou com as pernas abertas para ele. Sentia o corpo ardente. —Vêem aqui. -É realmente formosa. Nunca tinha desejado nada como a desejava. O duro prazer de desejá-la sacudiu os alicerces de sua existência. —Não estou segura de que possa suportar muito mais. —Mais? Acredita que há muito mais? —Não estava segura de poder suportar lhe desejar mais do que já o desejava. Pela primeira vez em sua vida. tenso e estalando pela necessidade de entrar nela.. com essa nota sensual recobrindo cada nota? Por que era tão sexy estar de pé completamente nua enquanto ele estava totalmente vestido? Que cada centímetro de sua pele estivesse sendo explorado por suas mãos vagabundas? . agradá-lo e fazer o que fosse necessário para satisfazer essas chamas bailarinas de fome nas profundezas de seus olhos. Seu corpo estava vivo pelas sensações. Desejava esfregar seu corpo pelo dele. acaricialo. fazendo com que diminutas chamas a lambessem e subissem pelas coxas e mais ainda. imprimindo a forma e textura dela em sua mente. mostrando a cama a seu lado.. MaryAnn.Quero te comer viva. inclinando para frente para lhe rodear o tornozelo nu com os dedos. Ou nada disto seria real. . Seu brinquedo. ser tocado. a visão dela era demais para acreditar. A luxúria estava profundamente esculpida em sua fisionomia. brincar e adorar com suas grandes e cálidas mãos. E por que a excitava? Por que gostava de se mostrar a ele. E a desejava. A fome iluminava seus olhos escuros. Ela deu um passo com os sexys sapatos vermelhod de salto altos e o desejo se abateu sobre ele com um golpe brutal. —Não. Seu útero se contraiu. Manolito. ele apertou sua garra como advertência. Quando nada em seus longos séculos de existência tinha sido para ele. Isso é exatamente o que tenho intenção de fazer. muito mais. sim. mas seu toque enviava correntes elétricas por sua corrente sangüínea e não podia evitar tremer. Respirou fundo e permitiu que a intensidade da luxúria o tomasse. Seus pés incitantes. sua respiração chegava em ofegos. Seu corpo é um formoso lugar de diversão e eu quero conhecer cada centímetro dele. ver o escuro desejo esculpido profundamente em sua face. Sua mulher.Não sou um brinquedo. vê-lo como seus olhos se tornavam escuros. Quero saber exatamente que te faz responder e te dá mais prazer. acariciando. Nunca tinha necessitado de nada. —Suas mãos traçavam círculos ao longo da parte interna de suas coxas. da forma em que seus mamilos endureciam. Ela era toda para ele. —Mas assim se sentia. Os pés dele penetraram entre suas pernas. movendo-se pelo aposento com seus saltos altos.

tão grossa. O cabelo caía como uma cascata a seu redor e ele desejou a sensação de senti-lo contra sua pele. aceitando-os em seu corpo para sempre. O calor emanava dela. —Sempre há mais. sua língua deslizou com um calor áspero sobre sua pele antes de sussurrar seu nome. sem lhe dar oportunidade de pensar. ela pensava que isso se referia somente a ele. de dominá-la. Nunca teria o bastante de seu corpo. ouvindo seu coração trovejar nos ouvidos. —Você gosta disto. de se assegurar que ela nunca desejasse deixá-lo. mas não iria se apressar. MaryAnn. Sua pele era cálida e doce como mel. Queria conduzi-la além de sua zona de conforto e levá-la a um lugar de puras sensações. e pequenos arrepios a percorriam. Seus beijos eram longos e embriagadores. Quanto mais tentava encontrar um modo de atá-la a ele. deixando pequenas labaredas de fogo por seu corpo. Ela não era consciente do quanto era atraente. num lento ataque a seus sentidos. saboreando o sabor especial enquanto sua língua se entrelaçava com a dela. Ouviu-a suspirar e seu corpo se tornou flexível. Mordiscou seu caminho pelo queixo até a garganta. A selvageria nela cresceu e todas as suas inibições normais desapareceram rapidamente. gentil a princípio. Era formosa com seu corpo luxurioso e seus olhos de gama brilhavam com uma mistura de medo e excitação. esfregando o nariz em seu queixo. —Adoro sua boca. convidativo. Seus gemidos eram suaves e ele tragava cada um deles. Manolito teve que resistir contra o desejo de atirá-la ao chão e tomá-la como seu corpo exigia. Segurou-lhe com os dentes o lábio inferior. Sentia-a pequena e suave. sentindo a suave pele. sabendo que somente poderia ter uma parte dela. deixando seu corpo nu. Seus olhos pareciam escuros e cheios de mistérios. —sussurrou enquanto a movia em seus braços. Ela virou a face. —Adorava tudo nela. —Manolito. E seu corpo nunca teria bastante do dele.Suas mãos lhe moldaram as nádegas e os dedos deslizaram habilmente para seu centro. Notou que elevava sua pulsação. saber que era por ele. Ela reagiu com outro gemido quase ofegante. Não pôde resistir a uma pequena mordida. Atraiu-a para seus braços. A suave chamada ofegante endureceu seu corpo ainda mais. Seu membro pulsava e ardia. A cascata do cabelo dela caía sobre ele com um roçar sensual. ela podia imaginar muito. Isso o deixava estar mais decidido que nunca a prendê-la a ele sexualmente. . como plumas acariciando-a. fazendo com que sua ereção. sua língua consolou a pequena ardência com uma caricia gentil. Queria que seus olhos brilhassem com emoção maior que luxúria e desejo. Sua fisionomia franziu com concentração e suas roupas se dissolveram em redemoinhos de névoa. Conteve o fôlego. somente de sentir. seus dentes lhe mordiscaram novamente a pele. inclinando a cabeça para lhe proporcionar um melhor acesso a sua garganta. – Oh. rijo além de seus limites. —Tentação. Seus seios se elevavam e baixavam com sua respiração que se tornava mais dificultosa.Está molhada e disposta para mim. não é? — Sussurrou. atraindo sua fragrância feminina os pulmões. Ela era uma mulher que gostava pelo menos de ter a ilusão do controle. memorizando sua forma. estendendo-a sobre seu colo. de cravar os dentes nela se fazia mais forte a cada momento que se passava. sacudindo-a deliberadamente. surpreendida pelas coisas que desejava que ele lhe fizesse. Nesse momento. Saber que ele tinha colocado esse aturdido e absoluto desejo em seus olhos. mais a desejava. Ela relaxou a seu lado. adorando sua curva. tomando-a até se sentir satisfeito. O tecido de suas calças esfregou contra sua pele quando a aproximou dele. surpreendida pelo muito que lhe importava que ele a tocasse e a saboreasse. brincando e mordiscando-o. dura e dolorida pressionasse firmemente contra o curvilíneo . de forma que seu corpo encaixasse firmemente contra o dele. movendo-se contra ele. Tomou sua boca. Definitivamente você gosta. como se aparentemente o chamasse. carinho. Seus dentes arranharam gentilmente sua pulsação. as coxas abertas e a umidade cintilando. duro e rapidamente. sim. lhe inclinando o rosto para que seus olhos se encontrassem. amadurecida e pronta. Manolito a beijou novamente. assim que se aconchegou mais contra ele. E esse era o problema. E tudo isso te agradará mais do que nunca imaginou. Estava amando observar como crescia sua excitação. do fato de que era sexy como o inferno. A necessidade de cobri-la. com o corpo estirado e os seios empinados. Inalou-a. sivamet. de forma que ficassem pele a pele. seu corpo confiava nele. desejando seu coração e alma. sua luxuriosa textura sedosa e teve que resistir a urgência de colocá-la sob ele.

—É isto o que necessita. —Você é muito grande. ele voltou-a. apegando-se. seu corpo se contraiu e lanças de fogo percorreram sua coluna e seus seios. Sua boca se moveu sobre ela com fome. sua língua acariciou a pulsação. mas de repente ele gemeu. cada toque de meus dedos e lábios. enquanto penetrava o ardente e estreito canal. Não havia nada mais poderoso ou erótico. tão duro como uma lança de aço invandindo suas suaves dobras. enviando relâmpagos que se estenderam por cada parte de seu corpo. observando a excitação que ardia em seus olhos. O prazer estalou através dela com a força de um vulcão em erupção. levando-a ao desejo de sair engatinhando dele. fundindo com as raias deslumbrantes de prazer enquanto ele a tomava. . que estava oferecendo seu corpo a ele. Os quadris o conduzindo através das suaves dobras. pressionando com a mão suas costas. sob seus seios. suave como o veludo. que o rodeava como paredes vivas formadas da mais pura seda. arrancando gritos de surpresa a cada investida. o atrito quente e selvagem. até que seus músculos se apertaram cruelmente.. sivamet. . enquanto se conduzia incessante e implacavelmente em seu canal apertado. que ele provocava. sem pressa. MaryAnn se deu conta de que estava cantarolando. mantendo-a imóvel. estendendo-se como lava ardente. meu amor. Seu coração seguia o ritmo do dele. Ela tentou se mover. o gemido retumbava em sua garganta. precisando de mais. fazendo com que inclusive seus seios sentissem as ferozes chamas que a lambiam e seu corpo pulsasse. Mesmo protestando. Na posição dominador. —Você é apertada. Antes de poder recuperar o fôlego. ardente. Mas a língua dele já se pressionava contra seus clitóris e seu corpo se derreteu. e o milagre era. Assustada de que fosse muito. temendo pela primeira vez não poder acomodar seu corpo. arqueava os quadris desejando mais. Podia ouvir e sentir como seu sangue o chamava.Não se mova. Mas MaruAnn não podia evitar a forma em que seus músculos se fechavam ao redor dele. Arqueou o corpo e acariciou com o hálito. Quero que sinta cada toque de minha língua. para mante-la no lugar e encostou a cabeça de seu membro contra a apertada entrada.. Os dedos dele se afirmavam com força em seus quadris. quase chorando quando o prazer se estendeu sobre ela. saturando-o do fluido de boas vindas.capturando seus quadris e empinando seu traseiro para ele. numa aguda súplica.. aprofundando sua invasão. Um relâmpago lhe atravessou o corpo quando ele começou a invadi-la. enchendo-a e estirando-a. aterrada em perder-se.. —ofegou. —Não posso suportar. mantendo-a sob ele com um braço sob seus quadris enquanto crava os dentes profundamente em seu ombro. —Sua voz era rouca. Sentiu-o penetrá-la mais profundo. Manolito a mantinha completamente sob seu controle. — ofegou ela. os tensos brotos. Empurrou-se com força contra sua boca. A ação lançava dardos de fogo por seu corpo. enviando vibrações através de seu corpo inteiro. enterrando os dedos na colcha. encaixando-se dentro dela e começou a tomá-la num ritmo forte. juntamente com a apertada invasão e o ardor que a acompanhava. Não podia deter as ondas de êxtase. Uma dor inesperada a alagou. Não faça isso. – Você tem que parar. O não morto. mas ele a deteve elevando a cabeça. estirando-as e queimando. tentado desesperadamente encontrar algo a que se apegar. Somente ela tinha o poder de lhe salvar. Seus dentes brincaram enquanto dava total atenção aos tensos mamilos. pulsar a pulsar. percorrendo suas veias num fluxo vazante de vida. Ele levou-a além de qualquer limite que houvesse conhecido. colocando a de joelhos enquanto seu corpo tremia sob ondas de puro prazer. ergueu os braços. —Porque lhe acabava o controle. Manolito ergueu-se sobre ela. num som animale se inclinou para frente. Não quando ele a segurava pelos quadris e puxava seu traseiro para ele. Sentiu o fio da dor quando ele cresceu. mas não aliviavam a tortuosa dor. Seus lábios traçaram um caminho ao longo das suaves e eróticas colinas e baixando ao vale. incapaz de se deter quando o prazer entumecedor a tinha girando completamente fora de controle. Seu sussurro era um som gutural. seu longo corpo -se sobre o dela. —Quédata quieta. sivamet? — Sussurrou roucamente. enquanto se cravava nela seguidamente. Sobre a pele de cor café com leite. Ele era muito grande e grosso.corpo feminino. Quieta. MaryAnn. Inclinou mais sobre ela. MaryAnn se inseria entre ele e o monstro no qual poderia se converter.

estava nele. não tinha inibições de nenhum tipo. Ela se aplicara tanto na sedução como ele e isto era puramente físico. então a reteve sob ele. cada vez que roçava os sensíveis mamilos. saboreando o selvagem sabor dela. Era aditivo. — Ele beijou-lhe a linha suave das costa. O fogo tomou seu corpo.Estava tremendo tanto que temia cair se seu corpo abandonasse o dela. no limite. Não havia volta atrás. Seu corpo arqueou e seus quadris se empurravam mais para trás. Ouviu seus próprios gritos. Medo talvez. sivamet. Era impossível conseguir ar. Deveria estar satisfeito.. Ninguém poderia lhe fazer sentir as coisas que ele podia. Ele era aditivo. Nada voltaria a lhe parecer bom com qualquer outro. sugando os disparos do sêmen quente de seu corpo. Surpreendentemente. Fechou os olhos e tentou não sentir o palpitar em seu sangue. Isso. o som de seus corpos se encontrando e sentiu seu escroto. tentando evitar que seus incisivos se alongassem. ouviu suas súplicas e soube que estava onde queria. vou deixar-te sobre a colcha. passando a língua ao longo de sua coluna vertebral. ardiam-lhe os pulmões e ardia seu corpo. No momento em que estava em sua companhia tudo em seu interior simplesmente se hospedava. mas lutou por contê-la. Sentiu uma tempestade de fogo. somente de poder perder-se na absoluta loucura do prazer físico. . Sentiu como seus próprios músculos se estiravam para recebê-lo. —Eu sei que não posso. Ainda assim. mas não do que ele pudesse fazer. —Você fundiu-se comigo. até que temeu explodir num milhão de pedaços. —Poderia te manter assim para sempre. Sentiu a explosão da raiz dos cabelos as pontas dos pés. o prazer pulsado continuava enquanto as apertadas paredes a seu redor estremeciam. ouvindo os batimentos de seus corações. temendo prendê-la junto a ele no prado de fantasmas e sombras.. crescendo ardente e rora de controle e se retorceu acochegando-se ele. encostado contra seu corpo numa arruda carícia enquanto ele continuava penetrando furiosamente seu sexo. mantendo-a imóvel. seu corpo cobrindo-a enquanto deixava que a urgência passasse. sivamet? Como sabe que não é amor para mim? —Você está em minha mente. Muito gentilmente a deixou sobre a cama antes de se virar. entrando através de cada parte dela numa onda gigantesca. —sussurrou. Sujeitava-a contra ele o corpo menor e suave. Múltiplos orgasmos rasgaram seu corpo. Manteve o braço firmemente ao redor de sua cintura e deixou que seu corpo abandonasse-a contra vontade o dela. Ficou junto a ele. sua força era enorme. Não podia se mover. Queime por mim. desejava seu sabor. incapaz de fazer muito mais que elevar a cabeça. As sensações a rasgaram num espasmo poderoso. —Não acredito que possa me mover. A liberação dele foi brutal. —sussurrou MaryAnn. sujeitando-a a ela. Nunca em sua vida tinha imaginado que poderia entregar seu corpo tão completamente a outra pessoa. Manolito ouviu sua respiração ofegante. Chegue a mim. de joelhos.Mesmo respirando ofegante. levando-a com ele de forma que seu corpo lhe servisse de travesseiro. A urgência de tomar seu sangue.O que quis dizer com o que não saberei se é amor para você? —Como poderia não amar a mulher que enfrenta todos seus medos para me salvar do desconhecido? Como poderia não te amar quando te coloca entre a escuridão e eu? Como poderia não te amar quando me agrada mais do que alguma vez tinha sonhado que fosse possível? — Não disse que lhe dava paz. cada uma mais forte que a última. tentando controlar o selvagem tamborilar de seu coração. Passou a língua sobre os caninos. Oos gritos roucos dele ressoavam com os dela. de trazê-la completamente a seu mundo. aberto e vulnerável a ele. Seu corpo ainda estremecia tomado de pequenos tremores. enquanto o sexo incrivelmente apertado dela se contraía. embora assuatada do que ele poderia lhe dar. MaryAnn mordeu o lábio e tentou conter o selvagem palpitar de seu coração.Tranqüilize-se cstri. respirava com força. desfrutando do ardente líquido que umidecia seu dolorido membro. Mas isto não era amor. No momento em que se moveu. quando estava perto dela. Sua ereção continuava grossa e dolorosa. Quando ele a tocava. os músculos dela se fecharam sobre ele. seus caninos já o tinham feito e ele cravara os dentes no ombro dela. Seu braço a apertou mais. lhe acariciando os seios. lhe puxando os quadris de forma que seu traseiro encostasse firmemente contra ele e investiu tão profundamente que quase se alojou em seu útero. —Como sabe. Nem sequer podia culpar Manolito. Sentiu-o inchar. mas seu corpo se negava a sentir-se completo. precisando de mais. enquanto se inundava nela uma e outra vez. . —A verdade era que não queria fazê-lo. enviando novas sensações a ambos. se acalmava e ele voltava a . desejaria seu toque durante o resto de sua vida.

Manolito estudou seu rosto. Ainda desejava. O coração de MaryAnn deu um salto. —Acredito que é ao contrário. estava seguro de que poderia fazer com que ela se apaixonasse por ele. Devia ter sido feita por seus caninos. Não havia censura em sua voz.Não com submissão. Não. com um pequeno cenho na face. Acha que sempre atuo de forma tão.Porque Destiny pode fazer esse tipo de coisas. Desejara-o rápido e duro.. Desta vez. —Não? —A tensa agressão em sua voz se atenuou pelo ronronar gutural de satisfação. Sua mão lhe segurou um peito e seu polegar deslizou sobre o mamilo fazendo com que ela estremecesse sob seu toque. mas desejava banhar-se no brilho cedo da manhã. —Não acha que isto é um pouco assustador? —Está a salvo comigo. E isso a assustava a um nível totalmente diferente. Não podia lhe culpar por suas próprias ações. Pertencer-lhe completamente. a prova de seu emparelhamento. Os homens dos Cárpatos deixavam pequenas marcas. . perguntando se era certo.. —Ele escondeu a face na riqueza de seu cabelo. . que você mesma. ardia e o desejava outra vez e isso era simplesmente. Gostar de era uma palavra suave para o que havia sentido.Quero ficar aqui contigo e dormir o sono dos humanos. . com as pontas de seus dedos acariciadores. Envolveu os braços ao redor de seu corpo trêmulo e a abraçou com força. —Não dormiremos.Estou em sua mente e procuro as coisas que lhe agradam. . —Talvez fique aqui. Seria uma mentira. tanto que não tinha que provar nada a ninguém. —Quero sonhar contigo. —Fez? —Perguntou suspicaz. . Afastou o cabelo do ombro dela e tocou o pequeno ferimento dali.. categoricamente atemorizante. que enroscar seu corpo e dormir com ela em seus braços. Era um homem dominador. —Não. o quente hálito contra a orelha. Ele apoiou a cabeça numa mão e baixou o olhar para ela.. Seu corpo endureceu novamente ante a idéia. Ficar dormindo e despertar contigo a meu lado. talvez uma mancha e ele tinha deixado uma marcha em seu peito na primeira vez que tinha tomado seu sangue. MaryAnnengoliu a urgência de negar sua acusação. Ela fechou os olhos brevemente.É estranho que diga isso.Nunca. —Talvez eu saiba mais de você. tomando meu sexo em sua ardente e sexy boca. sabia que seria quase impossível não desejar estar com ele. Podemos cobrir as janelas. MaryAnn esfregou-se contra ele como um gato.Quer que eu vá. O corpo de MaryAnn pulsava. —Não posso pensar com claridade contigo ao redor. Inclusive eu sei isso. —Por que o sono dos humanos? —Perguntou ela. Manolito. A luz já se arrastava através das janelas. —Sua mão lhe acariciou a garganta. Você tem que partir. esfregando o nariz contra seu pescoço. mas somente uma declaração prática.estar bem. acreditou que desejaria um prazer tão simples. concentrou o olhar nela. não quando poderia fazê-la queimar. Você tem que ir para a terra. Tinha desejado. Ela estava assombrada com o próprio comportamento. —Não quer que fique. deixar seu aroma. Inclusive se não o fizesse.. —Funda-se comigo novamente e olhe o tipo de influência que tenho. nenhuma vez vez em toda sua existência. Por que a achava tão sexy quando a sustentava assim? —Acredito de deve ter me feito um feitiço. . Seus olhos novamente estavam totalmente negros. Deveria estar lhequeimado os olhos.É você quem não sabe ainda se me ama.. . quase brutal em sua posse sobre ela. Ele percorreu o quarto com o olhar. . Era uma mudança de personalidade muito grande e precisava que a considerasse. Ele tinha confiança em si mesmo. pressionando . Fazer tudo o que ele lhe pedisse. acredito que farei com que se ajoelhe a meus pés. MaryAnn virou a cabeça para olhar também a pequena marca. aconchegando-se contra ele. Assombrado. Tão total? —Quase cuspiu a palavra. mas agora não havia nada que desejasse mais. não é? — Ele disse com súbita inspiração. mas aprenderá. mas ele se perguntou por que tinha necessitado ser tão dominador com ela. —disse ele. Tinham gostado das coisas que ele havia feito. —Não é seguro. O ferimento do ombro era algo totalmente diferente. mas algo nele tinha necessitado marcá-la. Entrar nas mentes e influenciá-las.

Estou lendo cada uma de suas fantasias e compartilho as minhas contigo. Não posso acreditar que me insulte assim. E havia algo decadente em sentar-se sobre ele enquanto seu olhar seguia o balanço de seus seios e seus olhos se concentravam nela com tanta luxúria e apreciação. . guiando o enorme membro para ela. Sua língua já estava lambendo-lhe o ombro. Sou antiquado e preferiria que vestisse um vestido ou uma saia. Não há nada como isto no mundo. Ela começou a se mover em seu próprio ritmo enquanto as mãos dele a guiavam para lhe montar de forma lenta e sensual. Seu próprio corpo estava tão cansado que não pôde fazer mais que lhe devolver o beijo e ondear uma mão débil enquanto ele a cobria com as mantas e a deixava sozinha. Manolito penetrou-a diretamente. —Talvez seja eu que influencio você. estendendo os dedos amplamente. Reconheceu que era perigoso para ele ficar fora tanto tempo. Estirou-a lentamente. — Suas mãos lhe seguraram os seios e brincaram com os mamilos antes de deslizar pelas curvas de seu corpo. ultrajada. aço encapsulado por veludo. Seus dedos deslizaram sobre seu sexo. enquanto começava a se mover. Toda ideia de resistir desapareceu. já fechando os olhos. Seus dedos deslizaram mais abaixo ainda. Ela ofegou enquanto baixava o olhar para sua ereção. E sem prudência. poderia te tocar assim. através das apertadas dobras até que se assentou profundamente em seu interior. Levou a mão a seus ombros para que se segurasse a ele. Seus roucos sussurros no ouvido aumentaram seus sentidos e terminações nervosas e incrementaram sua necessidade dele. fazendo-a ofegar.Além de fazer alarde de seu formoso corpo com uma vantagem extrema. . Sempre está impecavelmente vestida. mas o sol estava alto. para que ela pudesse sentir cada investida quando estava tão sensível. . Suas coxas se apertaram e o ventre se contraiu. Colocou as pernas dos lados de seus quadris.Poderia não sobreviver isso. MaryAnn estava exausta quando Manolito a deixou. —Eu sempre uso roupas femininas. tomado pela fantasia erótica. movendo-se através dos apertados e tensos músculos até que o atrito a deixou sem fôlego. aonde pertencia.. facilmente. enquanto sua voz se tornava rouca. mordiscando-o com os dentes. para suas nádegas. Começou uma lenta e rítmica massagem. Acariciou-a em círculos gentis. Tenho o melhor dos gostos em questão de roupa. Ela ofegou. Olhar-te e desejar deslizar minha mão sobre sua pele. e imediatamente ele era dela. . MaryAnn deveria se sentir alarmada. Seu sorriso era genuíno. —É obvio que me influencia. —Quero seu corpo disponível a meu toque. A diversão brilhou em seus olhos. desta vez lento e sem pressa. —disse. mas seu corpo ardia e pulsava por ele. encontrando uma cálida e acolhedora umidade esperando-o. Seus dedos que acariciavam e brincavam começaram uma íntima exploração.firmemente contra o dela. mas não menos prazeroso. enchendo-a. se entendeu que modo equivocado. coloque algo feminino. CAPÍTULO IX . e seu corpo respondia com ligeiros tremores que se estendiam por seus seios. Os raios do sol da manhã atravessaram a janela e a luz iluminou a sombria excitação na face de Manolito que girou sobre a cama e simplesmente a elevou de forma que ela estivesse sobre ele. de conduzi-lo ao limite. provocou uma excitação em seu corpo. —Suas mãos deslizaram pelo estômago dela. Parecia impossível que pudesse colocá-lo em seu interior..Sempre está dizendo que me fundo contigo. Não registrou sua ordem sussurrada para que dormisse.Quando eu vier amanhã a noite. os dentes brancos que brilhavam para ela e olhos intensamente negros reluziam com algo próximo a alegria enquanto a postava sobre ele. —Desculpe-me meu amor. mas estou mais que disposto a me sacrificar pela experiência. de que lhe ordenasse a lhe dar aula de prazer e lhe roubasse o controle. Era diferente da selvagem posse de antes. mas a idéia de explorar seu corpo.

.. Sinto se a despertamos. —Ela lançou a sua prima um olhar de advertência e esticou o braço para dar a mão a MaryAnn. Isso foi uma grosseria. Tinha armas que MaryAnn não tinha visto antes. com gentis curvas e cabelo solto. se não o ajudasse? MaryAnn se vestiu com cuidado. Poderia ir embora? Seria possível voltar para sua vida em Seattle? Manolito ainda estava preso entre dois mundos. Ardia-lhe entre as coxas.. suas mãos foram aos pequenos botões em forma de concha da blusa. real ou imaginária.Também tenho um ouvido excepcional. Gemeu e se virou. —Oh. utilizando a roupas como escudo. Seu cabelo longo lhe descia em cascata pelas costas. —disse Solange. diretos e receosos. Acabamos de levantar a alguns minutos. nem a si mesma e nem a ele. Como podia desejar seu corpo a ponto de deixar que a levasse além de qualquer fronteira. seus rápidos e inquietos movimentos eram graciosos e ágeis. Vibrava e palpitava de desejo cada vez que pensava nele. não —disse Jasmie. Está bem? . Estava com o cabelo despenteado. Elevou a vista com um sorriso indeciso que não era autêntico e seus olhos esmeraldas a olhavam cautelosamente.MaryAnn despertou ao sentir lágrimas deslizando por sua face e o suave som de vozes femininas do outro lado da porta. . . para ajudá-la a relaxar. Solange vestia calça folgada de cordões e um cinturão ao redor dos quadris. Solange era terrestre.Embora diga que presto. —Deixe para lá. Poderia deixá-lo sabendo que era provável que não voltasse. devido à barba dele. Possuía olhos de gata. MaryAnn podia distinguir a raiva em seu interior. ambarinos. Uma moça estava sentada no assento da janela.Ele não te quer. afinal. Elevando o queixo. Não deveria ter dito isso. Amor é a questão e ele não a quer.Disse outra voz. absolutamente. o qual não poderia resistir. —Você deve ser Jasmine. As lembranças de seus dedos acariciando e marcando cada parte de seu corpo. —Ela estava chorando nos sonhos. Uma ducha só potencializaria as susurrantes sensações de sua pele. Sua perda de controle tinha sido terrível. —Ela se presta a macho Cárpato. Ela era formosa de uma forma selvagem e indomável . que acreditaria ter? A única solução segura era partir e já era muito tarde para isso. MaryAnn se virou para se encontrar face a face com Solange. Solange usava facas e armas com familiar desenvoltura. . entrou na sala. Viu-se trêmula. Esta jovem com olhos muito velhos e a dor já gravada em sua face. . . com o tom cheio de desdém. Estivemos rondando em forma de jaguar e isso me torna ultrasensivel. cada curva e cada covinha. Porque ele a contemplaria com aquele olhar de fome obscura. com curvas cheias. enrugando o nariz. se examinando. Ela era a razão pela qual tinha vindo em primeiro lugar. —MaryAnn sorriu a mulher. —disse a seu reflexo no espelho. —Foi só sexo. Doíam-lhe os seios e os sentia pesados. Juliette disse que ia vir? Aproximou-se da garota lentamente. Não poderia ser ninguém mais. Se não podia deixá-lo. Seu corpo lhe doía em lugares que não sabia que existiam. Ela teria feito tudo o que ele tivesse pedido e não sabia que isso era possível. Solange se deteve meio passo.Solange não queria dizer isso. —Sinto muito. Juliette fala muito bem de ti. mas logo se obrigou a baixar as mãos. Tem direito a dizer o que pensa. Não havia um só centímetro de seu corpo que ele não tivesse reclamado ou que não tivesse dado livremente. Ele poderia não amá-la.Tem fome? Estávamos a ponto de jantar. Sentou-se e secou mais lágrimas. ficando em pé. mas era dono de seu corpo. desejando ter colocado um vestido porque isso lhe agradaria. —Isto não é natural. pequenas e afiadas e na aparência muito eficientes. como fazia freqüentemente quando precisava de segurança e sentir que tinha o controle. Eu sou MaryAnn Delaney. Não havia chorando tanto desde que era uma pequena. Jasmine sorriu e elevou uma mão.Não é normal desejar alguem desta forma e temer que volte ou temer ainda mais que não o faça. Enquanto MaryAnn confiava num spray de pimenta. . Manolito havia dito colocasse um vestido. profunda e forte. —Sério? Tomei uma ducha. então vestiu uma calça e uma brusa de seda. esperando tranqüilizá-la. Ela era uma mulher prática que raciocinava as coisas. pelo menos poderia lhe fazer frente. Não cederia. —MaryAnn lhe lançou um rápido e apreciativo sorriso. —É um prazer te conhecer. Por um momento. Tenho um acusado sentido de olfato. caráter nos olhos e paixão estampada em sua boca. . Ela tinha visto muitos horrores para voltar a ser inocente.Disse em voz alta. Deslizava em lugar de caminhar. com movimentos suaves e nada ameaçadores. mas ficava bem a forma de sua face. Sua boca enlouquecendo-a de ânsia. e aquilo não tinha lógica. Enquanto Jasmine era etéreamente formosa e magra.

Só vou olhar escada acima. Você é forte e podemos com isto. com calidez e preocupação em sua mente. Jazz. —Estou segura de que ela não se importa. Tudo ficará bem. —assentiu MaryAnn brandamente e a envolveu com um braço reconfortante. —Deve ser difícil ter Solange longe do alcance de sua vista . —Sou uma garota de cidade. esperando sua prima. Maryann viu angústia nos olhos ambarinos de Solange. É obvio que conseguirei algo para comer. —Não volte a me deixar sozinha. —Tinha algum colar no pescoço ou um vulto de algum tipo que pudesse ver? — Prosseguiu Solange. —lhe assegurou Solange. os olhos lhe alongaram de medo. —É obvio que sim. tranqüilizá-la e confortá-la. Já estava apressando-se para a janela para escanear o exterior. agarrando-a com força pelo braço.— disse MaryAnn brandamente. Obrigado. obrigado. Farei com que tudo fique bem. A garota estremeceu.Já estou aqui. talvez sim. Embora tenha usado meu spray de pimenta com um jaguar a noite anterior quando me atacou. Por que não consegue um pouco de comida para MaryAnn? Está faminta. —MaryAnn está aqui. Jasmine estava pálida sob o dourado de sua pele. Jasmine se apressou para ela. —Foi atacada por um jaguar? Está segura disso? MaryAnn assentiu. Solange deu voltas ao redor dela. —Me alegro tanto de que tenha vindo. Ela guardava algo mais. Só vou lá encima. concentrando-se em relaxar a jovem. Juliette disse que é da cidade e que tudo isto é difícil para ti. acrescentou leite e se sentou em frente a MaryAnn. Tudo passou muito rápido. Ela se sentará contigo e eu voltarei em seguida. As janelas têm barrotes. —Estão aqui? Na ilha? —Tudo ficará bem. Voltar a arrumar sua vida de alguma forma. Os dedos de Jasmine se apertaram ao redor dos seus. . suas sobrancelhas escuras se uniram. Enquanto permaneçamos aqui. Não quero ficar sozinha. Solange farejou outra vez o ar. Sinto muito. As mãos de Jasmine tremiam tanto que as xicaras tamborilavam. Lutaria até a morte por esta garota e usaria até seu último fôlego para reconfortá-la. E Juliette tem a casa rodeada de salvaguardas. —Agora que diz. Sua jovem face pareceu angustiada e só por um momento. ansiava eliminar a dor de seus olhos e afastar o medo e o terror. Ela colocou os braços ao redor de sua prima e a puxou. Ansiava fazer com que Jasmine se sentisse bem. MaryAnn acariciou mentalmente a garota como se fosse um bebê. para me assegurar de que os balcões e as janelas estão fechados. . Jasmine inspirou profundamente. —Tento não ser uma carga para ela. deveremos estar bem. mas seguiu caminhando pelo amplo salão até a enorme e aberta cozinha. —acrescentou. Jasmine – Ela não tinha saído da adolescência e seu mundo já estava cheio de violência e medo. além do Cárpato? Jasmine ofegou e cobriu a boca. não se preocupe. —MaryAnn sustentava a mão de Jasmine na sua.MaryAnn manteve um sorriso sereno. com o rosto virado para a porta.Eu posso te proteger. recorda-se? Jasmine engoliu saliva e assentiu. —Estive bastante perto dele. mas não posso dormir a maior parte do tempo e ela tem que sentar comigo. . Você gosta do chá? — Ela observou Solange abandonar a cozinha. MaryAnn desejou atrai-la para seus braços e embalá-la como um bebê. . Suponho que nenhuma de vocês se sente assim. levantando a cabeça e olisqueando. Jasmine assentiu. —Esteve perto de um jaguar macho? Um homem. . desejando lhe fazer entender que tinha alguém com quem falar. mas era leal e carinhosa com sua família. —Sim. carinho. mas serve o chá para cada uma.Não posso recordá-lo. algum escuro segredo que não compartilhava com Juliette nem com Solange. – Ela voltará em seguida. MaryAnn podia ler isto em ambas as mulheres.Um chá seria perfeito. Jasmine. A chuva e a selva me assustam um pouco. É óbvio que te quer bem. a jovem estava tremendo. Solange podia ser dura como uma pedra. mas Jasmine estava mais do que assustada por causa de sua terrível experiência.

baixando a voz. carinho. eles também são vítimas. — Vamos. fazendo com que os homens cometessem crímes contra suas mulheres.. A Jasmine não seria possível lhe ocultar algo assim... para se assegurar. —Só que se um vampiro está influenciando aos homens jaguar para caçar suas mulheres. Não disse a ninguém ainda. —O que está dizendo? — Exigiu Solange. .foi muito difícil para ela. —Não. —sussurrou Jasmine que baixou a cabeça e deixou a xícara. MaryAnn suspeitava que Solange já sabia. de alguma forma. MaryAnn viu a semelhança entre Jasmine e sua prima. o mesmo que me salvou a vida ontem quando outro jaguar me atacou. . carinho. —Você não fez nada errado. com tudos os sentidos do animal. Agora nunca pararão. Sei o que faço. Jasmine. Escolheu suas palavras cuidadosamente. Garotas como eu. Jasmine cobriu a face com as mãos. Atravessou a cozinha até ficar junto a Jasmine e passou um braço ao redor dela. mas não lhes darei meu bebê. Vivemos uma existência difícil e eu a tornei ainda pior. mas vou ter que fazê-lo logo. com seu corpo perfeitamente equilibrado. Confia em mim. —Não tenho tempo. poderemos com isso. —Ficará com o bebê? Os olhos de Jasmine brilharam com algo parecido ao fogo e pela primeira vez. . Desejava encontrar a forma de transmitir a Jasmine que a ajudaria. . Estou aqui e não a trairei.. . —Está grávida. Queria chorar pela garota. dando uma olhada para a porta para assegurar de que Solange ainda estava lá encima. Virão atrás de nós não importa onde estejamos. Já sabe. MaryAnn se virou quando a mulher entrava na cozinha. o alarme se estendeu por seu rosto. Seja o que for. Colocou sua mão sobre a de Jasmine. O que esses homens fizeram foi criminoso. Ela se movia absolutamente silêncio. Vim desde muito longe para te ajudar. que nunca trairia sua confiança. embora seja um menino. —MaryAnn tomou um gole de seu chá e olhou para garota. —Manolito me disse que se encontrou com um dos homens jaguar. Esses homens a despojaram de toda escolha.. o vampiro está acabando deliberadamente com uma espécie inteira Solange mordeu o lábio e se serve um chá. Jasmine ficou rígida. não? — Perguntou Jasmine. . disposta a que a garota deixasse de papos insunstanciais e lhe dissesse o que fosse que estava a ponto de dizer. Se for assim. desejando que a garota se acalmasse. —Nunca lhes entregarei meu bebê . Jasmine.. — Ela voltou a olhar para a porta— Solange… — Ela se interrompeu.Está bem. fulminando MaryAnn com o olhar.. Pode confiar em mim... Ela já tem feito bastante e seria uma pessoa a mais com quem teria que preocupar. sem importar o que acreditasse. Nunca. —Já falaste com outras garotas.. Solange me deu. Dirigiu a MaryAnn um rápido e nervoso movimento de cabeça.Se o que Manolito descobriu é certo. Os pés nus não produziam nenhum som sobre o frio piso de mármore.. . mas MaryAnn não trairia sua confiança. Algo a assustava e queria contar a Maryann sem que Solange estivesse perto..Já sabia. MaryAnn conteve o fôlego. Está se devorando por dentro. — Ela manteve a voz moderada e tranqüila. Compartilhe-o. —O que aconteceu com ti foi particularmente brutal —disse MaryAnn. Se Solange quiser que eu mevá farei. Teme ter feito algo errado? —É complicado. conectando-as. No momento em que aconteceu. mas não pude. Seu coração palpitava com força. pouco mais que uma adolescente e sua vida já estava aos pedaços. —Arrepende-se de sua escolha? —Não sei como me sinto e não posso suportar que Solange se desgoste comigo. Disse que um vampiro havia os poluído. fez-lhes frente e tomou sua própria decisão. Ela era uma jaguar puro sangue. —As palavras morreram em seus lábios e ela olhou MaryAnn através dos dedos. —Há uma planta que podemos usar. Esses homens. não querendo que ela revelasse seu segredo. Confie-me à carga que leva em cima dos ombros e nós duas a administraremos. Simplesmente soube e não pude fazer nada..MaryAnne encolheu os ombros.Tem que se dar tempo..Que saiba o que aconteceu o torna mais fácil. é obvio que não. É uma tragédia horrível para todos.

Quando estou só no meio da noite ou quando estou em zelo. Solange encolheu os ombros. que têm mulheres que os querem e as que tratam com amor e respeito. estava tendo dificuldades para beber-lhe e a comida na mesa lhe revolvia o estômago. Não havia policiais a quem chamar. Jazz? — Ela alvoroçou o cabelo de sua prima. – Você é uma mulher muito boa para viver dessa maneira. tão perto de outras pessoas. —Alguma vez desejaste uma família? —Perguntou MaryAnn. vejo o pior dos homens. . acredito. Por causa de meu trabalho. Estar sob a mão de um homem. os quais tomariam seu papel muito a sério. Solange estava preocupada com Jasmine. Ela aceitaria o bebê. Ela quer lhe fazer feliz.—conveio MaryAnn. MaryAnn captou a dor em seus olhos e desejou poder reconfortá-la. colocando uma colher de mel no chá. MaryAnn era muito hábil em ler as pessoas. —Solange. igual a você suponho. mas sequer a fruta lhe chamava a atenção. Já nos conhecem e conhecem nossa reputação. as coisas que faz para ela não. passou por muitas coisas e também estava traumatizada. MaryAnn queria fazê-la compreender e ver o que ela via. mas devia ter somente alguns anos a mais que Jasmine. Solagen assentiu. Parecia mais velha com sua face séria e adulta em vez de inocente. Jazz. —protestou Jasmine. —Talvez tenha razão. Havia muito dor em Solange. embora pensasse que era verdade.mas aonde podemos ir? Nenhuma de nós duas poderíamos viver na cidade. Ela vira muito. Não pretendia dizer dessa maneira. — Poderíamos provar. Era lógico. tomou ar e a fechou. deixou cair na cadeira. mas a forma em que ele a olha. mas também salvar outras mulheres. —Havia curiosidade em sua voz—. Solange não queria ir para o racho. —Renunciar a liberdade. Era mais jovem que MaryAnn e isso era chocante. Suspirando. —Claro. Sofremos necessidades de emparelhamento um pouco mais urgentes que a maioria das mulheres. Era uma luta de vida ou morte na selva e Solange conseguiu não só sobreviver.Desejou poder afastar todas aquelas lembranças horríveis. —disse Solange com voz casual.Não há outra forma de dizer. Solange estivera resgatando mulheres cativas dos homens jaguar há algum tempo. mas não estou disposta a viver o tipo de vida de uma mulher para ter uma família. porque Solange estava amargurada e a amargura arruinava vidas com o tempo. —Falamos disso —admitiu Jasmine. . É meu lar e eu gosto daqui. Mas isso colocaria as duas mulheres sob o amparo e os olhos dos irmãos Da Cruz. Se nossos homens forem capazes de fazer as coisas que fazem. matarão-nos finalmente. Desconfiava muito dos homens e o lar principal dos Da Cruz era um rancho ativo com homens por toda parte. Se fosse como MaryAnn suspeitava. Tinha visto muita brutalidade e morte. ela sabia da gravidez e gostaria levar a . Jasmine ficou tensa e sacudiu a cabeça sem dizer nada.Cheguei a pensar que Jasmine e eu deviamos abandonar este lugar. —Eu sei. mas se seguirmos com este combate. toda a tragédia que tinha caído na vida das duas. —Aqui não é o melhor lugar para Jasmine . a espécie não deveria sobreviver. —Juliette diz que Riordan tem uma casa em seu rancho para nós. Mas vemos só uma pequena parte. Sabíamos há algum tempo que teríamos que procurar outro lugar para viver. . Acredito que Juliette tem tanto a dizer como ele. —Que tipo de vida é essa? — Perguntou MaryAnn. carinho.—Talvez a idéia do vampiro seja acertada. Não tinha ingerido nada em mioto tempo e deveria estar morrendo de fome. mas mais que isso. Não posso me imaginar querendo fazer coisas por um homem. Há muitos homens bons aí fora. — Ela deixou cair uma mão sobre o ombro de Jasmine. —Surpreendentemente Solange. talvez não. . —Já sabe o que penso. Por alguma razão. —Para ser justa. como se ela sustentasse um grande peso sobre os ombros. Parece simples a vista. —concordou Solange. Não podia assegurar a Jasmine. Solange nunca daria as costas a Jasmine nem ao bebê. às vezes. —É assim que acha que são a maioria dos matrimônios? É assim o matrimônio de Juliete? Ela é obrigada a fazer as coisas do modo de Riordan? Solange abriu a boca. a luta com os homens jaguar marcava cada aspecto de suas vidas. eu me senti igual durante muito tempo. não é. Nunca ocultei meu desprezo pelos homens.

—disse MaryAnn brandamente. . —Ela olhou para Jasmine. Jasmine nunca ficaria se não ela não ficasse. —Não sinta por mim. —E as tirei. Solange levantou a mão. Não tive ninguém que me dissesse o que fazer desde que tinha doze anos e não posso imaginar vivendo num lugar com regras. Jasmine franziu o cenho. —asseverou Jasmine. Solange parecia mais perdida que Jasmine porque tinha renunciado a sua vida as pessoas. Tentarei ficar. De repente. Deixaria-me com Juliette e voltaria para a selva para tentar trabalhar sozinha. —O que é que tanto teme do rancho? —Ela apoiou o queixo sobre a mão e estudou a face de Solange. —Não sou boa com pessoas. —Ginny ainda é bem jovem não? Ouvi Juliette falar dela. As duas mulheres precisavam dela. talvez. . Solange não acreditava nem por um momento ser capaz de permanecer no rancho. Não pode se unir a nós durante o dia. Era uma caçadora e já não restava nenhum lugar no mundo para uma mulher comSolange. . Paul e Ginny vivem no racho. . ajudava as pessoas a encontrarem seu caminho e era boa nisso. Especialmente com os homens. —Está tudo bem carinho. Vá com o Jasmine. Jasmine colocou as mãos sobre as de Solange. . Coma. . Merece uma boa vida. —sussurrou Jasmine. – Lá fora. Isso é tudo o que posso prometer. Solange lhe lançou um sorriso agradecido. —E você também.Não vou ao rancho sem você.Não quero ver isso acontecer a ti. . virão atrás de nós. Solange —disse Jasmine. estava orgulhosa de sua habilidade. afinal. —Eu disse que iria contigo e o farei. em ondas. MaryAnn se deu conta de que se alegrava em ter vindo. Ela tinha nascido conselheira. Juliette sente o mesmo. . também. E ainda retam um par de horas para o por-do-sol. Se atreverem a vir aqui a lhes fazer mal… —Eles nos violarão e matarão. . Jasmine pressionou uma mão contra a boca para suprimir um grito de alarme.Aqui vivemos segundo as leis da selva. —disse Solange. —disse Solange. Acredito que estaremos a salvo lá. —MaryAnn estará muito bem ajudando aqui fora. mas não ficaria lá e sabe disso.— estou segura disso. —Não vai funcionar. —disse Solange e seus ambarinos olhos se tornaram escuros e duros. Talvez devessemos ir com Juliette e Riordan quando voltarem. —ordenou Solange. ficou de pé com o corpo rígido. se você o fizesse. E você tem que se preparar para fazer justamente isso.Fiz minha escolha.Disse MaryAnn.Fico contigo aqui ou no rancho ou onde seja.Não vou esconder me desses homens. mas MaryAnn pôde sentir a tristeza que emanava dela. –disse Solange com voz dura. —Eu iria também. A tudo. —Você salvou vidas. matar ou morrer. Jazz. MaryAnn captou a ansiedade subjacente. .Os irmãos mais novos de Colby. . Solange permaneceu calada tanto tempo que MaryAnn temeu que ela não responderia. . —Leve MaryAnn a um lugar seguro. Tentarei ficar. . Tenho claustrofobia a espaços fechados. Onze ou doze anos. —Você iria ao racho.E está se alimentando como um passarinho.Tenho feito coisas que não posso apagar da mente ou da vida.MaryAnn o dirigó a Jasmine um sorriso de aprovação. Isso é o que farão.Me Esperem lá. —Eles estão aqu. —lhe assegurou Solange. —Não sou uma boa pessoa. Não havia arrependimento em sua voz nem em sua face. . Parece que gostam de verdade. a garota tinha garra e não ia renunciar a Solange. porque se os homens jaguar conhecem esta casa e sabem que a maior parte do tempo os irmãos Da Cruz não a usam. Fiz o que quis durante muito tempo e não possome encaixar em nenhuma parte. Ginny particularmente é louca por cavalos. Regras de outra pessoa. Solange. .Jasmine para a relativa segurança do rancho. Solange se reclinou na cadeira e olhou Jasmine com face grave. Somos uma família e ficaremos juntas. mas tentaria por Jasmine. —Conheceste Rafael e Colby? —Perguntou MaryAnn. —E eu também fiz a minha. Jasmine lhe dirigiu um pequeno e conspirador sorriso. mas está sempre que pode.Bem por ti.

Jasmine empurrou para trás a cadeira e alongou a mão sob a mesa em busca da arma. MaryAnn abriu os olhos, enormes. Obviamente, elas estavam se preparando para o ataque. —Irei para cima, —disse Jasmine. - Você defende a parte de baixo, Solange. MaryAnn, eles não poderão abrir nenhuma brecha na casa, mas se e as coisas ficarem feias, lutaremos para abrir caminho para lá, então a deixe sem fechar, o tempo que puder. —Ficarei com vocês, —disse MaryAnn. - Sei como disparar uma arma. —Riordan e Juliette colocaram salvaguardas na casa, —disse Solange, sem se preocupar em esbanjar tempo discutindo com elas. - Jasmine, comprove as janelas. Mantenha-se oculta. Se a virem e a reconhecerem, pode tentar fazer alguma loucura para entrar, mas se romperem às janelas, dispare para matar. Entende-me? Sem vacilar. —Não vacilarei, —lhe assegurou Jasmine. —Irei com ela. - Acrescentou MaryAnn. Jasmine parecia tão jovem e assustada. Sua gravidez a deixava ainda mais vulnerável. Solange atraiu Jasmine para ela e a olhou nos olhos. —Mantenha-se a salvo, priminha. —Você também. —Jasmine deu um ligeiro beijo na fave de Solange e depois se apressou escada acima. MaryAnn a seguiu, mas fez uma pausa parar observar como se movia Solange pela enorme cozinha, para o salão. A mulher parecia um lince, formoso, poderoso e mortal. Era impossível não admirá-la ou confiar nela. —Ela nos tirará desta, —lhe assegurou Jasmine. —Não duvido. Ainda assim, sempre era bom ter um plano de emergência. Tinham que resistir até que Manolito, Riordan e Juliette pudessem despertar e chegar até eles. Deu uma olhada no relógio. Em pouco menos de duas horas o sol entraria. As salvaguardas deveriam agüentar até então. —Oh! —Disse Jasmine, olhando pela janela e empurrando-a contra a parede. - Tem alguém aí fora e parece que sabe o que faz. MaryAnn arriscou um rápido olhar. O homem não era um jaguar, sua compleição não era a adequada. Era baixo e magro, o cabelo era loiro e ele estava de pé em frente à casa, com as mãos no ar, desenhando graciosos padrões com as mãos. Só tinha visto algo assim uma vez e se congelou até os ossos. —Um mago, —sussurrou a palavra. —Ele está derrubando as salvaguardas, não é? —disse Jasmine. —É o que parece. Solange soltou um palavrão. Havia voltado, para deslizar atrás delas. —Contei quatro homens-jaguar. Reconheço um deles. É um lutador poderoso, Jazz. Conhece nosso aroma. Nunca tinha visto o que identificaste como feiticeiro. Deve ter sido chamado especificamente para desentranhar as salvaguardas cárpatas. —O que significa que estão aqui por uma razão, —disse Jasmine, afogando-se no medo, a voz lhe tremia. - Vieram aqui, apropósito de nós não é certo, Solange? Por mim. —Se acalme, carinho. - Disse Solange. - Sabe que eles dão caça a qualquer mulher com sangue jaguar, particularmente aquelas que podem transformar. Nós duas estamos em idade de ter filhos e levamos a linhagem de sangue puro e podemos mudar. Jasmine negou com a cabeça. —Eu não... Não posso. —Não quer fazer. Não é o mesmo. Dê-me a arma, Jasmine. —Solange estendeu a mão. Jasmine negou com a cabeça, desta vez com mais energia. —Não. Precido dela. —Falo sério. Dêe-me isso. MaryAnn estremeceu ante o aço na voz de Solange. —Jasmine, não há necessidade de se deixar levar pelo pânico. O mago levará algum tempo para desentranhar as salvaguardas. Depois que Juliette e Riordan as pusessem, Manolito veio comigo pela manhã e acrescentou as salvaguardas dele. Dê a Solange a arma e vamos procurar algo frio para beber, esperaremos lá embaixo, perto de um lugar seguro. Se colocarmos algum tipo de alarme nas escadas, não terão que vigiar. Poderemos nos concentrar em defender a parte baixa, uma área menor. Será mais fácil e poderemos deixar um

caminho espaçoso até um lugar seguro. Sem importar como, estaremos bem até que cheguem os Cárpatos. Ela manteve a voz tranqüila e os traços da face serenos, dissolvendo a tensão que se elevara. Solange lhe sorriu. —Tem razão. Deixemos que brinquem um pouco sob o ardente sol. Nós estamos aqui dentro, onde temos comida, água e proteção da chuva. Está começando a cair outra vez. O pobre mago parece um cachorro molhado. O sorriso de Jasmine foi fraco, mas conseguiu sorrir enquanto colocava a arma na mão de sua prima. —O que é exatamente um mago? E por que está aqui? As duas mulheres olharam para MaryAnn. Ela se mordeu o lábio e encolheu os ombros. —Não estou totalmente segura. Só posso te dizer que aprendi um pouco daqui e ali quando estava nas montanhas dos Cárpatos. Juliette e Riordan poderão explicá-lo melhor. Por isso eu sei que os magos são parecidos aos humanos, mas com poderes psíquicos e a habilidade de tecer magia. Eram amigos dos Cárpatos e compartilhavam grande parte de seu conhecimento. Algo aconteceu e houve uma guerra entre os Cárpatos e os magos. —Isso foi há anos, —admitiu Solange. - Ouvi algo sobre o assunto quando era pequena, mas acreditei que há tempo que se foram deste mundo. —Aparentemente não, —disse MaryAnn. —E todos estão contra a espécie Cárpato? —perguntou Jasmine. - Isso significa que estão os jaguares também? —Por isso observei, Jasmine —disse MaryAnn. - Nenhuma raça é por completo boa ou má. Muitos não odeiam simplesmente porque outros o façam. Conheci um homem jaguar que me salvou a vida e estava muito preocupado pelo que estava acontecendo a sua gente. Estou segura de que há magos que não aprovam o que está acontecendo. É provável que muitos nem saibam. Os vampiros são completamente perversos e uma vez se infiltraram e influenciado a todos, alteram o equilíbrio natural. —Então os vampiros usam as tendências violentas de nossos machos para corrompê-los e terminar com nossa espécie, —disse Solange, com um tom sarcástico na voz. —Nem todos os machos são maus Solange, e recalcar que o são, influenciando a Jasmine para que tema uma vida normal, não é legal. —Não viu o que fazem esses homens. —Sou honesta, não é só uma pequena parte? Um grupo pequeno? Acredito que os outros homens-jaguar estiveram tentando detê-los. Se esse for o caso, está condenando os mesmos homens que estão trabalhando para deter tudo isto. —Nunca conheci nenhum desses míticos homens, —disse Solange, logo olhando para Jasmine, - mas talvez os haja. —Muitos homens se sacrificam pelo bem comum. Eu mesma vi Manolito ficar diante de uma mulher grávida e receber uma facada envenenada por ela. Ele morreu, q-quase morreu. —As emoções chegaram com rapidez e a afligiram antes que pudesse dete-las. Não estava preparada para a pena e a dor que se precipitaram sobre ela, acabando com toda lógica e razão. Voltou-se, piscando para conter as lágrimas, olhando o mago pela janela. Suas mãos seguiam um padrão e ele parecia triunfante, como se soubesse exatamente que salvaguarda foi usada e como desentranhá-la. Se não somente se cansasse de estar de pé sob a chuva. Cansado e molhado, sentindo os braços pesados como chumbo. Tão cansado que não pudesse ver bem ou pensar para recordar as palavras antigas e lhes fluiam movimentos. MaryAnn observou o mago Através da janela, imaginando sua fadiga, desejando que estivesse exausto de permanecer em pé, com a chuva caindo sobre sua desprotegida cabeça. Ele sentia-se débil e cansado e necessitava desesperadamente sair dali. Se tivesse sorte, estaria um pouco assustado pelos homens-jaguar e imaginaria ele atacando-o, rasgando seu corpo com seus terríveis dentes, devorando sua carcaça com uma única mordida… O mago cambaleou para trás, levantando uma mão até sua cabeça e lhe devolvendo o olhar através da janela. Assinalou-a, dizendo algo que ela não pôde ouvir, mas estava claro que era uma acusação. —Ali, nas árvores, —disse Solange. - Os atraíste. MaryAnn observou a pesada canopia onde o bosque se encontrava com a ampla extensão do pátio. Um

jaguar formado pela metade se movia entre os galhos. Era um homem grande e forte, com o cabelo desgrenhado e a crueldade gravada em seu rosto. Jasmine retrocedeu até pegar o braço de Solange. —Esse é o que chamam Sergio. É terrível. Todos o escutam. Solange assentiu. —Lembro-me dele. É um bom lutador. Poderia ter me matado, mas sabia que eu podia me transformar e não quis correr o risco. – Ela irigiu a Jasmine um pequeno sorriso sem humor. - Isso nos dá uma pequena vantagem. —Por que disse que eu os atraí? —Perguntou MaryAnn, levando a mão à garganta num gesto defensivo. O mago estava olhando-a e outra vez movia suas mãos em padrões fluídicos. Tinha a sensação de que não estava desembaraçando as salvaguardas mas que tentava fazer algo A ela. Solange a empurrou fora da janela. —Sabe que você o deteve. Devemos descer. —Eu não o detive. Só desejei que se sentisse um pouco cansado. —Bem, seus desejos o atrasaram, mas não por muito tempo. Quero que Jasmine e você vão a um lugar seguro. – Ela abriu caminho escada abaixo—. Acaba de se etiquetar como objetivo. Sergio saberá que não é jaguar e que é perigosa. —Não sou perigosa. —Se pode romper a concentração de um mago, você é perigosa. Ele irá te matar. Fique atrás de Jasmine. Essa era a última coisa que MaryAnn tinha intenção de fazer. Jasmine parecia decidida, mas muito assustada e MaryAnn queria abraçá-la e consolá-la. —Eu também tenho um par de armas, - disse, e sustentou no alto o spray de pimenta. - Não o esperarão. —Não deixarei que me levem desta vez, —disse Jasmine. - Não outra vez, Solange. —Terão que me matar para chegar até voce, carinho, —assegurou-lhe Solange. Sua voz era tranqüila e controlada. - Acredite-Me, não vou deixar que isso aconteça. Se tivermos sorte, MaryAnn nos terá dado tempo suficiente para que entre o sol e Juliette volte para nos ajudar. MaryAnn se deu conta de que Solange não tinha renomado nenhum dos homens Cárpatos, como se não pudesse, ou quisesse, contar com seu apoio. Solange estava mais machucada do que parecia estar Jasmine. MaryAnn sorriu para Jasmine. —Não se preocupe. Manolito se apressará em nos ajudar e Riordan também, embora vocês o conheçam mais que eu e provavelmente são bem conscientes de que ele nunca deixaria que lhes acontecesse nada se pudesse evitar. . Jasmine baixou o olhar para suas mãos. —Não perdi tempo em conhecê-lo. Passei uma época de difícil adaptação depois do ataque. —Agüentaremos sozinhas, —disse Solange. Encontrou o olhar de Mary Ann e entendeu a repreensão, aceitando-a com um lento assentimento de cabeça e uma profunda inspiração. - Entretanto, é provável que não seja a melhor forma de levar as coisas. Acredito que temos que ir ao racho e tentar nos dar uma vida nova e diferente. —De verdade, é o que pensa, Solange? — |Perguntou Jasmine e pressionou uma mão contra o ventre, com medo nos olhos. MaryAnn compreendeu que o olhar era de temor em decepcionar Solange com a decisão de ter o bebê, um menino jaguar com sangue quase puro. Solange tinha visto muitas situações horríveis para ser capaz de olhar alguma vez para um homem jaguar sem prejuízos e Jasmine sabia disso. Ainda assim, tinha sido o bastante forte para tomar sua própria decisão, isso era bom sinal. —Claro que sim. Não podemos viver na selva para sempre, agora que os homens jaguar sabem quem somos e estão nos caçando. Acredito que já é hora de ir. Solange segurou o braço de Jasmine e lhe deu um pequeno empurrão. —Se mova. Eles vão entrar a qualquer momento. MaryAnn, venha. —Ela deslizou até a janela com passo determinado, a faca numa mão e a pistola na outra. Logo se virou, amaldiçoando. —Já vêm. Estejam preparadas! As portas dianteiras se abriram de repente e entrou uma enorme figura, metade jaguar metade homem,

se afastou para trás como os caranguejos tratando de permanecer fora do alcance das garras de ferro que rasgavam. de aspecto perverso e mãos curvadas em garras afiadas. lhe tirando a arma da mão de um golpe. selvagem e perigoso. Segurava a cara dando alaridos e rodando de um lado e a outro. profundamente dentro dela. . Jasmine saltou através do aposento. Foi diretamente a Solange para ajudar Sergio a submetê-la. CAPÍTULO 10 Jasmine gritou e colocou a mão sobre a boca para amortecer o som. arranhando para sair. selvagem e furiosa. Derrubou-a golpeando-a contra o chão. com as garras de um lado a outro enquanto procurava sua presa cegamente. o jaguar a atraiu para ele já lenando os dentes para seu crânio. Esquivou Jasmine e golpeou Sergio afastando-o de Solange. justo quando outro aparecia. O jaguar ferido rugiu com raiva. Fúria e um algo mais escuro. toda felino agora..MaryAnn ficou em pé de um salto. O grito de Jasmine a tirou de sua neblina de medo e dor. usando o peso de seu corpo tanto como a força de seu felino. chutando a arma fora de seu alcance e empurrando-a contra a parede com tanta força que lhe tirou o fôlego. O salto de Jasmine a tinha mandado sobre o enorme macho. Sem piedade ela arranhou o ventre do animal enquanto o sujeitava com os dentes. procurando encontrar a porta. seus adversários tinham estudado as habilidades de Solange. Sentiu-o perto. com o focinho cheio de dentes. lutando por matar uns aos outros. o nariz e o focinho jorravam. Uma garra lhe rasgou a pantorrilha. chocando-se tão forte que fizeram tremer as paredes. aterrissando entre MaryAnn e Solange. Arranhou-lhe o focinho e lhe rasgou o ventre. O ruído era estrepitoso enquanto móveis e abajures se chocavam contra o mármore. golpeando Sergio com uma garra afiada. completamente transformado e feroz. o corpo rígido e tenso. Como afiadas puas. com os olhos brilhantes. atravessando suas calças e rasgando pele e músculos quase até o osso. enquanto ele utilizava seu tamanho para mantê-la sob ele. Antes que pudesse alcançá-la chegou o mago. Solange deu um murro na garganta de Sergio. Estalou num frenesi assassino. na boca e no nariz repetidas vezes. Solange mudando parcialmente para colocar a força do jaguar em ação. Solange aterrissou em suas costas. A fúria atravessou MaryAnn. MaryAnn deu um murro na garganta do felino e o frasco de spray na mão tornou mais sólido o golpe. Jasmine a seguiu na luta. com os olhos ambarinos e desafiantes. Os ossos lhe doíam. Solange se lançou para o jaguar sem vacilação. com uma mordida enormemente forte. utilizando jatos curtos. jogando-o para trás. tirando a arma e disparando enquanto corria para ele. para Solange. O ataque tinha sido obviamente organizado. direto para elas. Seu rosto estava úmido pelas lágrimas. Afastou-se para trás. lhe golpeando nos olhos. Os dois machos se encontraram. mas o animal continuou avançando. O peso dele a esmagou e os dentes lhe afundaram na garganta. mas suas unhas se alongaram e lhe cortavam as Palmas. deixando marcas de sangue no mármore. MaryAnn o orvalhou com o spray de pimenta. Manteve-a imóvel sob ele.Já é suficiente. A perna de MaryAnn cedeu sob ela que caiu batendo no duro mármore. rodando na tentativa de se livrar de Solange. os dentes fechando sobre a larga cabeça. Suas mãos se apertaram em punhos. Quatro jaguares rodavam pelo chão. O jaguar se esqueceu completamente de MaryAnn. golpeando a perna de MaryAnn que ofegou de dor. atiçando-o. golpeou Solange pelas costas. mas ainda era perigoso. que Jasmine tinha identificado como Sergio. golpeando duramente. O mago a tinha prendido pelos cabelos e estava tirando-a da casa. de onde a tinha espreitado sem ser visto nem ouvido. fustigando pelo aposento caçando seus atacantes. Eles rodaram. atrás arma que se deslizou pelo chão. —Alto! — Pare agora mesmo! . A boca e os dentes lhe doíam. MaryAnn afastou sua perna da luta. unhas encontraram seu tornozelo e com um vitorioso rugido. grunhindo. com um abajur na cabeça. Cravando os saltos. O primeiro jaguar cambaleou movendo-se pesadamente enquanto o sangue gotejava constantemente pelos dois ferimentos de bala.atravessando correndo o frio mármore. Um segundo jaguar. . O primeiro homem-jaguar caiu com força. Lançou seu corpo no ar.

completamente capaz de colocar seres poderosos sob seu controle. mas não sua própria companheira. A fúria a abrasou como fogo e a marca sobre seu seio pulsava ao ritmo de seus batimentos. Era um antigo. convertendo-a num inferno. Como Manolito estava tocando a mente de MaryAnn. Deveriam ter deslocado chamas por sua pele. Sentiu todas estas emoções e mais. Sentia arder sua perna ferida. A densa abóbada ajudou. mas não podia entrar. agora extinto da conexão. Seu coração começou um forte e continúo galope e sua pulsação lhe troava no ouvido. Ele se referia ao mago? Ou a algo feroz que se desdobrava em seu interior? Não sabia. Ela deteve seu avanço. Deveria ter se convertido numa massa de bolhas e a fumaça normalmente se misturou ao o vapor enquanto mudava. Tinha que encontrar a forma de se esquivar do escudo para conseguir acesso a sua mente. Sua sensação de determinação. MaryAnn semicerrou os olhos quando o mago se virou para enfrentá-la. mas seu sentido de olfato se incrementou agudamente. Estavam e não. constituíam uma parede de aço que não podia penetrar. Não tinha sentido esse aceso. seus ossos rangiam e sua mandíbula lhe alongava. deixando-o de lado enquanto sua mente trabalhava freneticamente num plano para recuperar Jasmine das mãos do mago. O vento ululou. Os dois machos se estrelaram um contra o outro. Estava sofrendo. conectados.Apesar de ter tomado seu sangue e saber exatamente onde estava. Tinha vindo à selva tropical para ajudar esta garota e não falharia. sacudindo-o e enviando folhas e galhos girando como mísseis através do ar. mas só seus olhos arderam. Ferroadas formigavam de acima a abaixo por seu corpo e milhares de pequenas espetadas que picavam e ardiam.MaryAnn. Podia sentir seu medo por Jasmine. Não podia esperar. com os dedos cravados profundamente nela. . ela tinha fortes barreiras em sua mente. A selva que a rodeava ondulou. para a casa.. Deixara-a com uma ordem para dormir. um galho se rompeu numa árvore e se precipitou através da canopia. . poderia ajudá-la de longe.Manolito. com a fúria fluindo num nó duro e decidido. vibrava atravessando a região. MaryAnn desejou ter as habilidades de um Cárpato. Jasmine já tinha suportado o bastante e isto tinha que acabar neste mesmo minuto. Emergiu da rica e escura terra. apesar de estar suando e tremendo. Soube. A eletricidade crepitava e corria. com o estômago revolto. Imediatamente.Para seu assombro. O som da porta ao fechar provocou os jaguares a voltassem a entrar em ação. Conecte-se comigo agora. Se conseguisse ter acesso a seus olhos. Afastou para um lado a dor e atravessou como um raio a canopia. . A energia. As mãos e os pés lhe doíam. rasgando a garganta do outro jaguar. com um braço sobre os olhos enquanto se convertia em vapor e ao mesmo tempo ordenava as nuvens cobrir o sol. Que começava lentamente a se ocultar no céu. . os quatro jaguares deixaram de se mover. Agora que estavam eretas em seu lugar. cabeças suspensas. Manolito despertou com uma explosão de dor e medo. chocando contra o chão. colocando Jasmine na frente a ele. Sua mente devia estar aberta a ele a seu desejo e entretanto não podia penetrar nessa densa paragem sem importar o quanto tentasse. perdeu as brilhantes cores. Eu não posso pará-lo.MaryAnn. O ar ao redor dele se tornou instável. Podia . Deixe-me que te ajude. com o olhar preso em MaryAnn enquanto arrastava Jasmine para fora da casa e fechava a porta. MaryAnn ficou em pé. pesar e absoluta convicção de fugir ou morrer. todos dentes e garras. MaryAnn era plenamente consciente do firme propósito de Jasmine e redobrou seus esforços em encontrar uma forma de salvar a jovem. rodeou os felinos lutavam e empurrando a agonia de sua perna. Os relâmpagos vetearam as nuvens. Só o mago continuou se movendo. sentiu a acumulação de energia. como se sua conexão com a outra mulher fosse inclusive mais forte que a conexão sangüínea entre Cárpatos. MaryAnn estava num apuro desesperado.. —Alto ou a matarei. Sentiu as emoções de Jasmine através de MaryAnn. instável e muito perigosa. Posso te ajudar. que ainda não se colocara. Sob ele. numa repentina onda dentro de seu cérebro. que o sol. um pequeno bloqueio em sua mente que não podia identificar e que talvez tinha impedido que sua ordem funcionasse como deveria. para um canto da mente e cambaleou atrás de Jasmine e o mago. uma forma de conseguir que o vento selvagem a elevasse no ar e a subisse ao topo da árvore mais alta. Pressionou a mão sobre o lugar. mas havia algo. Não parecia que ela estivesse fechando-a deliberadamente para ele. Jasmine não se renderia. mas ainda assim durante um segundo foi alcançado pelos raios. Profundamente sob a terra. ofegantes e com as línguas saindo fora da boca. incontrolada. mas estava ignorando-o. Solange golpeou outra vez. Terror. ao igual a todos os Cárpatos.

Mantinha Jasmine firmemente em frente a ele como se seu magro corpo pudesse protege-lo de MaryAnn. —Seus olhos.cheirar o medo que exsudava do mago. – Ela cooperará. Solange estava lutando sozinha por sua vida. estrangulando-a. O ar se tornou pesado pela rangente energia. mas a enfurecia que ele estrangulasse Jasmine com tão pouca preocupação por sua vida. algo estranho para ela. surpreendida de que fosse verdade. simplesmente esperando. os macacos começaram a gritar em advertência. —Deixe-a ir. MaryAnn a segurou pela mão e a empurrou atrás dela. —Não podemos deixar Solange brigando sozinha contra o jaguar. com lágrimas correndo por sua face e turvando sua visão. —Falou com voz monótona. —exclamou. Ela não sabia nada de magos e seus poderes. —MaryAnn estava tremendo. —Detenha-se. chamando seu felino. querendo que ele se desse conta de que estava disposta a lutar até a morte por Jasmine. —disse MaryAnn. Sentiu-o então. desejando instintivamente empurrar a intensa força de volta para ele. Não ficaria nada de seu corpo para os abutres. jogando o homem ao chão. —Sabe que é homem morto. Olhou para o imenso galho caído. a adrenalina fluía por seu corpo. Jasmine lutava desesperadamente. mas se fosse um engano. Sua visão se turvou até que o via através de um véu amarelado. —engasgou o mago. Olhou para cima e eles estavam ali flutuando em preguiçosos círculos. O mago retrocedeu dois passos e levantou as mãos. um grosso galho caiu do alto como uma pedra. correndo para MaryAnn. mas o animal lhe respondeu. Se ele atacava com sua mente. —Detenha Solange. seu couro cabeludo formigava. pelo atalho que conduzia a casa. Correram de volta através das árvores.Tenho que retornar e ajudá-la. prestando-lhe sua enorme força. tossindo repetidas vezes como se algo tivesse se agasalhado em sua garganta. Jasmine gritou e enterrou a face no ombro de MaryAnn. lutando por se liberar. Talvez tivessem sorte e seu estúpido feitiço pudesse lhe sair pela culatra e fazer um nó em sua traquéia. Jasmine tentou parar e agitou a cabeça de um lado a outro. rodeando-os. . Centenas de macacos lançavam folhas e galhos e saltavam agitadamente. E por que acreditaria ele que ela podia lhe fazer alguma coisa? Tinha seu frasco de spray de pimenta. As diminutas faíscas explodiram e rangeram. MaryAnn envolveu-a em seus braços e a sustentou com força. — ele vaiou.Olhe seus olhos. Ela se afastou. mas não de medo. Fixou seu olhar nele. O trovão se fez forte e as árvores estremeceram sob a força acumulada. MaryAnn sentiu suas palavras como um zumbido lhe pressionando a cabeça. Duvidava que o segundo frasco agüentasse muito mais. O ar abandonou os pulmões de seu atacante. Mas se ele não afastasse a outra mão da garganta de Jasmine. a tempestade elevando-se em seu interior. . —sussurrou Jasmine. Jasmine cravou o cotovelo no estômago do mago. Pare já! Estava tão furiosa que estendeu a mão para ele. Jasmine assentiu seu acordo. . —sussurrou. tentando pensar em como manter Jasmine a salvo dos dois homensjaguar que esperavam dentro. Segurou a mão de Jasmine e começaram a retornar para casa. que lhe desse dificuldade para respirar. soube que o despedaçaria membro a membro. —Há outro. Estava bastante segura de que o felino que tinha atacado Sergio tinha sido Luiz. chamas laranjas e amarelas crepitavam pelo ar. Antes que pudesse tecer um feitiço. arrastando Jasmine com ele. saltando por cima dos galhos caídos e raízes enredadas. suas unhas se chocavam contra a o bico de seus sapatos como se estes fossem muito estreitos. O olhar do mago seguiu o seu e ele reconheceu a reunião de pássaros e empalideceu visivelmente. descobrindo os dentes para um grupo de árvores próximas da casa. —Acha que está realmente morto? —Agora não me importa muito. mas estava quase vazio. O mago cambaleou para trás. Os dedos do mago se apertaram mais sobre sua garganta. Enquanto elas corriam. registrando a canopia sobre elas. O mago segurou a garganta com horror como se pudesse ler sua mente. endurecendo-se para enfrentar um ataque. tecendo um feitiço de sujeição para evitar que ela lutasse contra ele. As folhas ocultavam a maior parte do homem cansado. O vento uivava e os relâmpagos cintilavam. era pouco o que ela podia fazer. endireitando-se e afastando um passo de MaryAnn. sentia a coceira por toda parte.

Um mero fluido de som. Os olhos de Jasmine se rregalaram. Tentava . piscando para ele. O cabelo longo fluía atrás dele. De qualquer forma. Ele nos ajudará. Solange está em problemas. O relâmpago golpeou o galho e o desviou ou o vento o jogou. —Eu vou contigo. salvo uma rapidamente para se certificar de que estava bem. —sussurrou. . ele inclinou para pegála nos braços. Jasmine tiritava incessantemente. absorvendo seu tato e textura. assim que tudo fiquebem. bordeadas de uma luz relampejante. —MaryAnn não ia discutir. Uma tormenta de fúria se reuniu em seus olhos enquanto tocava os ferimentos abertos de sua perna. Manolito a segurou nos braços e correu. mas façamos o que façamos. Afastou-a no último momento. —Tem que ir ajudar lhes. MaryAnn segurou seu braço. —Eu não fiz. Os músculos ondulavam sob a dourada pele e seus olhos gelados eram desolados e escuros. tentando tranqüilizar À garota. deixando MaryAnn do outro lado. — ele disse seu nome. Jasmine engoliu visivelmente e se incorporou devagar. . talvez tenhamos sorte novamente. —respondeu MaryAnn. —Esse é Manolito. As pontas de seus dedos lhe roçaram a pele. Jasmine.Se tivemos sorte com o mago. seus cabelos rangiam. cobrindo seu corpo o melhor que pôde com o próprio. ajudounos e isso é tudo o que importa. Podia respirar outra vez. – Achei que poderiam ser Riordan e Juliette. Acredito que Luiz está lá também. Parecia um guerreiro da antigüidade. Engoliu a ardente dor da perna e tentou sorrir. enquanto segurava o braço de Jasmine e a levantava do chão. o que lhe permitia mover-se com mais liberdade. vidros quebrados e cadeiras reduzidas a pedaços. O som do trovão ao golpear a árvore foi vibrante. O rugido terminou bruscamente com o aroma de carne e pele queimada. —MaryAnn. Respirou. —Obrigado por vir tão rápido. móveis derrubados. MaryAnn a abraçou mais forte. o tronco se partiu e o jaguar uivou. As nuvens buliram obscurecendo-se. Seus flancos inchavam enquanto tentava fazer entrar ar em seus pulmões e com cada movimento o sangue saía a jorros. mas ele o convertia em poesia. Seu olhar registrou as marcas de dedos em seu pescoço. Olhos que guardavam muitos segredos. assim se nos separarmos virão atrás de mim. Solange está lá dentro lutando contra outros mais. —MaryAnn respirou fundo. Ela tentou não reagir. Temos que tirá-la de lá. — Estão nos espreitando. como se ela fosse tudo em seu mundo. convertendo-se em vapor e passando sob a porta. O ar se carregou de repente de eletricidade. —Não posso te deixar assim. tentando ajudar. movendo-se rapidamente entre a fumaça e as ruínas de um campo de batalha. Movendo-se rápidamente. —Sabia que tinha que ser um Cárpato. Seu olhar passou sobre Jasmine para encontrar MaryAnn. Ele se inclinou para examinar os arranhões de sua perna. não é? —Sim.—É obvio que há. Era de verdade tão intenso que se tornava difícil não responder a sua atenção absoluta. Uma fêmea jaguar jazia de lado. —admitiu Jasmine. —É isso o que chama de sorte? Eu acredito que sua pontaria foi excelente. segura de que ele a seguiria. Os dedos na pele de Jasmine fossem impessoais e ele nem a olhou. posso ver parte da pele. não nos separaremos. Querem-me viva. —disse Jasmine. piscando enquanto o alto Cárpato vinha andando rapidamente para elas. Empurrou-o para passar e começou uma fraca carreira para a casa. A coberta de nuvens ajudava e o sol estava terminando de entrar. —É algo bom. porque teria sido muito fácil ter três deles atrás de nós. não quando ele tinha essa linha teimosa marcando sua fisionomia. mas depois passou a fazer uma inspeção completa de MaryAnn.Ali na árvore. Sua face estava cinzelada e marcada. Havia sangue e pele por toda parte. —Pode se esquecer disso. O calor colocou um lado o gelo e seus olhos eram ardentes quando MaryAnn se sentou. sabendo que ela estava viva. MaryAnn segurou Jasmine e a jogou ao chão. sustentando-a contra seu peito enquanto cobria a distância a velocidade imprecisa. Temos ajuda. Sua sua pelagem estava coberta de sangue e saliva.

Ficou na porta. . MaryAnn se deixou cair junto a Luiz. Deixe-lhe te ajudar. O aroma de sangue estava por toda parte. deixando-se cair de joelhos para pressionar forte a mão sobre o sangue que saía. mas também a agressividade. olhando para Manolito. – Sinto muito irmãzinha. conectou realmente com ele. Ela vai morrer. . A companheira de Riordan está angustiada. Deixe-me examinar os ferimentos e ver o que posso fazer. Manolito levantou a cabeça e olhou para Sergio. mas virão. Estava por toda parte e o jaguar jazia como se já estivesse morto. Não me deixe sozinha. —Faça alguma coisa. surpreendendo-o.Quem é? . não há nada que possa fazer por ela. a minha oferta de sangue. —disse Manolito. Você o salvará. de uma força e uma inteligência com a qual ela não havia nunca tropeçado e nem desejava tropeçar. Ela resiste ainda a meu tato e muito mais ainda. Este estava num canto. Solange mostrou os dentes e virou a cabeça. mas era muito forte para se render e um dos outros machos estava quase cego. quando foi arrojado para trás bruscamente. atravessou a porta com estrépito e correu para a segurança da selva.corajosamente ir a ajuda a um macho que lutava contra os outros dois. —Não sei. — Golpeou duro e rápido. Manolito tinha dado dois passos para a porta para seguir Sergio. —Solange! —Jasmine se deitou no chão junto a felina. —Teria que selar seus ferimentos e lhe dar meu sangue. —Bem. —Pode fazer alguma coisa? —perguntou Jasmine ansiosamente. Escute-me agora. Sergio segurou Luiz pela garganta. Sua respiração cessou instantaneamente. Era uma ordem clara sem opção a discussão. MaryAnn ouvia o estertor da morte na garganta do felino. Ajoelhou-se junto ao jaguar e passou as mãos sobre a trêmula felina. Manolito apertou forte. O esforço lhe custou as forças que restaram e um geiser de sangue brotou do ferimento de sua garganta.Agora fala comigo como fazem os companheiros. Voltouse.Havia uma clara reprimenda em sua voz.Por favor. —Manolito sacudiu a cabeça.MaryAnn pensou a pergunta para enviar a Manolito. Não pode haver outra opção. Havia uma sensação de perigo. Sergio deixou Luiz cair e saltando. Ele está morrendo. a morte dançava nas profundezas escuras de seu olhar. Soltou um pequeno grito quando viu Solange e correu para seu lado. O aposento esfriou e as paredes vibraram quando o poder fluiu em seu interior. —MaryAnn. . o caçador o segurou pelo pescoço. Ouviu-se um rangido audível e o homem-jaguar desabou no chão.Manolito. tentando deter sua perda de sangue com as mãos.Curea-a e lhe dê sangue. Não pode se adaptar a viver em outro lugar e não quer ter parte de sangue Cárpato. com a língua fora da boca. com um braço ao redor da cintura de MaryAnn para lhe oferecer apóio enquanto entravam. Ele não pareceu desconcertado pela intensidade do poder e somente encolheu os ombros casualmente —Zacarías deu uma ordem e deve ser cumprida. Quande Manolito entrou. . Manolito suspirou. como se tivesse os dentes a descoberto e apertados. Não há necessidade de acariciar sua pele. Ajudarei-te num minuto. —Ela sente que não tem nada pelo que viver. mas antes que pudesse aterrissar. Encontrou contendo a respiração. destroçado por marcas de garras e coberto de ferimentos. Era áspera e cortante.Acreditei que viria. Ela escutou a voz claramente. mas para sua surpresa. que sua mente se afundou na de Solange antes que esta pudesse formar um escudo protetor o bastante forte para detê-lo . com os olhos chorosos e queimados. Jasmine com muita dificuldade ainda pôde afastar de seu caminho quando ele passou correndo. que seus dias na selva terminaram. . —Onde está Juliette? —perguntou Jasmine. fechando as fortes mandíbulas e rasgando-o. mas o grito de Jasmine o deteve. O outro macho saltou nas costas de Luiz. . . seus traços marcados com linhas duras e desumanas e os olhos sem emoções. sente-se antes que caia. lhe provocando não só a inevitável fome. ele não vai morrer.

imantando Solange com seu calor e com a crença absoluta de que esta vida era boa. Ela possuía uma vontade de ferro e lutava duramente para afastá-lo. Podia ver como sua vida escapava. os pulmões estavam enchendo-se de sangue. —Estou bem. tão leve que quase como se não estivesse lá. viu que seu temor era que Juliette e Jasmine se dessem conta de que era uma assassina. MaryAnn faria a missão de sua vida. Como abandonar tudo o que alguém era e converter-se num instrumento de cura? Tinha visto Manolito sacrificar sua vida por uma mulher e uma criança que não nascera ainda. Em algum momento. em comparação. mas se ela não tivesse tão gravemente ferida. nenhuma vez em todos os seus longos séculos de existência. com lágrimas descendo pela face. de forma que não houvesse modo de saber que tinha penetrado. Manolito voltou sua atenção para Solange.Fique conosco. seus olhos brilhavam com tal emoção que fez com que seu coração derretesse. tomado pela admiração pela mulher que era sua companheira. Manolito permitiu contra vontade que seu espírito viajasse pelo corpo da felina. MaryAnn lhe devolveu um pequeno e decidido sorriso. Reconheceu o toque de MaryAnn instantaneamente. Faça o que tem que fazer. além de toda salvação. A perna lhe doía tanto que acreditava que desmaiar talvez fosse uma boa idéia. Luiz morria. MaryAnn sustentava a cabeça do jaguar macho em seu colo. cheia de beleza. Ele lutava para respirar. Não restava nenhuma outra forma de vida. murmurando brandamente para mantê-lo com ela. além de toda esperança. mas quando uniu sua mente firmemente a dela.Havia absoluta convicção em sua voz. Tinha ouvido dizer que tinha uma cicatriz ao redor da garganta. Soltou tudo o que era e se converteu só em energia curadora. para fazê-la saber que por mais negras que parecessem as coisas neste momento. via a faísca apagar em seus olhos e tudo o que podia fazer era olhar impotente. dependendo de MaryAnn para manter a cooperação de Solange. mas quando viu a quantia de sangue a seu redor. a mulher trataria de rasgar o pescoço de Manolito. Não sabia se poderia parar. com duas pessoas ao beira da morte e só Manolito para salvá-los. —disse ele. decidiu que seus ferimentos eram pequenos. Sob a influência de MaryAnn. Foi difícil abandonar as reconfortantes ondas de carinho e procurar os quebrados e sangrantos órgãos para repará-los. A princípio pensou que era por causa de sua desconfiança para com os homens. Sabia o que significava. Tudo ficaria melhor. quando os Cárpatos raramente ficavam marcados. Seu toque era luz e enchia a mente de Solange de esperança e convicção. Sergio não tinha pretendido matá-la. entretanto serenava e acalmava numa sensação de tranqüilidade e esperança. Solange. precisavam de sangue. . O fazia desejar viver. Parece ser capaz de conseguir que as pessoas façam quase tudo. talvez tivesse que recorrer a um métudo mais perigoso e violento para manter sua mente prisioneira. Sujeitou-a na terra. Solange se tornou mais cooperativa. o que tinha que fazer para salvar sua vida. Ele acabava de se elevar e se havia uma coisa que sabia dos Cárpatos era que despertavam famintos e que quando usavam energia para curar. E agora conseguia abandonar seu ser a fim de . ajudando-as a encontrar um lugar seguro. Quis fazê-la sentir orgulhosa dele e queria conservar esse olhar para toda a eternidade. reparando cada ferimento tão rapidamente quanto foi possível. curar. cruzara a linha e não havia como voltar. Branda e correntemente fundida a Solange. E confiança também. de ajudar Solange e Jasmine atrás de todos os sacrifícios que elas tinham feito resgatando mulheres. de aventuras e de amor. não fora tão cuidadoso. —Mantenha-o vivo então.MaryAnn rezou em silêncio. Ela lutava contra ele com sua mente. Não poderia recordar que ninguém jamais o tivesse olhado assim. Quase esqueceu de si mesmo. Seguiu falando com Solange também. Quando lhe lançou um olhar rápido. para salvar seu príncipe. temendo que se a deixasse. E então sentiu uma suave calidez fluindo gentilmente na mente de Solange. – Faça com que deseje viver. temerosa de que a tivesse perdendo. acariciando o pelo macio. Era uma situação espantosa. Jasmine sustentava toalhas sobre os ferimentos de Solange e lhe sussurrava. Ele não teria sabido se não tivesse intercambiado sangue com ela. mas estava muito fraca. negando-se a permitir que seu espírito escapasse enquanto ele abandonava seu corpo físico e se introduzia no dela. mas não poderia fazer o que Manolito fazia. A artéria estava quase destroçada e o corpo de jaguar estava cheio de sangue. relaxando no tranqüilizador refúgio de sua calidez. tentando lhe expulsar. tentando alcançar a outra mulher. da mesma forma que fazia com que Solange tivesse esperança e vislumbrasse um futuro. de onde estava e o que estava fazendo. . mas ela lutara duro e quando o segundo jaguar a tinha atacado. Manolito tinha que curar Solange e depois Luiz e por último sua perna. tudo podia melhorar. Era antigo e poderoso.

mas ela estava com ele. Jasmine deixou escapar um pequeno som de angústia e afastou a cabeça. a fé absoluta que brilhava em seus olhos era um presente que ele nunca esqueceria. A todos eles. Manolito tinha uma forte personalidade. sua cabeça. mas Luiz não pode agüentar muito mais. sua verdadeira personalidade e havia se tornado desinteressado em seu esforço em salvar Solange. Vê se pode conseguir que ela aceite o que lhe ofereço. E as brilhantes cores a seu redor se desbotavam em espectros mais apagados. O tempo pareceu parar. . lhe dar o que necessitasse para ajudá-lo a continuar. verdadeiramente entesourava mulheres e crianças. Estava em sua mente e podia ver sua absoluta resolução de manter Solange com vida. Manolito estava tão centrado. Manolito emergiu do corpo de Solange. Estavam todos unidos num só homem. fraquejando pelo cansaço. Não podia mais que admirálo. compartilhando a força. Manolito tinha abandonado sua personalidade. Tinha que dar sangue a Solange e precisaria ter forças para obrigá-la. Una-se a nós. MaryAnn viu a bondade nele. O olhar de MaryAnn encontrou o seu e por um momento ele não pôde se mover nem respirar. mas sua fisionomia era muito masculina. Manolito tinha dado um passo para ficar adiante e assumir o ataque mortal sem vacilação. talvez na realidade desejos de protegê-las? Sua espécie. Sei que está cansado. Em um homem incrível. Seu coração. negando-se a considerar sequer lhe permitir partir. Poucos podiam saber o que isso era realmente. Dedicou-lhe um rápido sorriso antes de abrir a mão e forçar a fêmea jaguar a engolir sua oferenda. Uma vez que tenha tomado meu . . E ela seguia pensando que tudo isso era por causa dele. Isso a curará mais depressa e a fará mais forte. tocou a mente de MaryAnn e descobriu instantaneamente que esses dedos acariciavam na realidade. mantendo um constante fluxo de absoluta convicção pela vida. todo o ego. suas próprias necessidades. mas era muito mais que isso. Não parecia se importar que Shea fosse a companheira de Jacques. Sentiu a respiração dele entrando e saindo de seu corpo. conectada a ele e era consciente exatamente de tudo o que ele tinha que renunciar para chegar a se converter em espírito. deixara-as imediatamente de lado.salvar uma vida. Solange ainda estava viva porque MaryAnn lhe dera uma razão pela qual se aferrar. Estava em sua mente quando ele abandonou tão rapidamente suas opiniões e idéias. como se não pudesse evitar que sua mente de desviar de volta para a terra das sombras. todas as esperanças e os sonhos. irmãzinha. Que tipo de autêntico caráter estava escondido sob toda essa arrogância? E eram suas maneiras aparentemente dominadoras com as mulheres. Ele soava cansado. —Tenho que dar sangue a Solange. Por um momento um laivo de negro ciúme lhe roeu as vísceras. Fracamente. simplesmente lhe darei o suficiente para sobreviver. Mantivera a todos conectados. Deveriam parecer femininos.Era positiva. Ele te salvará a vida. escuros ornamentados de cílios absurdamente longos. Já estava faminto. Afastou para trás o cabelo de Luiz. As linhas de sua face estavam profundamente marcadas. Não soube se sorria ou se simplesmente pegava MaryAnn e saia dali antes que pudesse averiguar que ele era uma fraude. se não estivessem conectados pelo intercâmbio de sangue e pela primeira vez se permitiu pensar nesse intercâmbio como algo bom. com crenças firmes sobre as mulheres e apesar de tudo isso. num gesto absorto enquanto examinava a face de Manolito. tão completamente absorto na cura que não pensava em mais nada. Ela nunca deixava de olhá-lo assim. O corpo ficara vulnerável a tudos os ataques. algo que talvez perderia de sentir e ver. Leu a determinação nele. Quis envolvê-lo nos braços e sustentá-lo. E o tinha feito com gosto. Agüente firme até que ele possa te ajudar.Una-se a nós. Tudo a seu redor desvaneceun restou somente ele com seus olhos. O olhar de Manolito revoou à mão que acariciava a cabeça de Luiz. As sombras retrocederam.Viva. Manolito. ouviu vozes que o chamavam. com o queixo firme e o nariz reto. —Está tudo bem. Luiz. Não farei um intercâmbio com ela. Luiz vivia ainda porque o mantinha unido a terra. forte e constante. o de Luiz e o de Solange. procurando sua companheira com o olhar. Teve sabor de cinza na boca e uma vez mais as sombras o chamaram. . A confiança e a crença.Tremendo. De amor e de integridade. Talvez tivesse descartado o Cárpato por impossível se não tivesse conhecido seu outro lado bem mais suave. Era ele que ocupava seus pensamentos. o dele. —Apresse-se. . Ela não se converterá em outra coisa. Manolito. Sentiu o batimento de seu coração. aliviá-lo.

—Sei. . —Não preciso de agradecimento. Merece a pena salvá-lo? CAPÍTULO 11 —Não sabe o que está pedindo. Mas como é um homem não tem valor para ti. Se não tivesse chegado a tempo. Piscou rapidamente para se manter centrado. —assegurou-lhe com voz amável. Recorda-se dela? Trabalhava para o príncipe tentando dar com uma solução. O jaguar acariciou a mão de MaryAnn com o nariz. Levou-lhe um pouco mais de esforço abandonar seu corpo.Você tirou o vampiro de sua mente. Estou só cansado. Manolito fechou os olhos brevemente.Está tudo bem. Pude ler em sua mente. Fechou ele mesmo o corte da mão e desviou sua atenção para Luiz. —Isso foi diferente. talvez decaísse para sempre. Não podia permitir pensar nisso. O sangue enchia seus pulmões e o homem estava morrendo lentamente. —É obvio que pode lhe salvar. Solange era um membro da família e como tal seria protegida com todo o esmero. viu como ele era. Quando a feriram gravemente. É uma grande perda para a gente jaguar. não podia imaginar o que era para um Cárpato conhecer o quanto eram escassas as probabilidades de encontrar sua companheira. que seu corpo fraquejava. Nunca a deixaríamos morrer se pudermos salvá-la. No momento em que o fez. mas sua visão se turvava. Manolito retornou a seu próprio corpo e sacudiu a cabeça com pena. Só me sinto um pouco doente. A vida de um homem dos Cárpatos é extremamente difícil. Gostaria de tê-las por perto. Pode estar pedindo algo que ele não deseja. —Mas você sim. ela não pode te mostrar seu agradecimento. Não é a espécie do jaguar. Ela não tinha vivido séculos. eu sei. um dos homens salvou sua vida convertendo-a. Mesmo se reparasse o dano e lhe desse sangue. tecidos e ossos. Viu suas lembranças. indiferente ao custo que era para ele. peço-lhe isso por favor. Ela era humana. päläfertül. Ela está sob o amparo de nossa família. —O que entendo é que se Luiz fosse uma mulher com habilidades psíquicas. Não será fácil. —disse Jasmine. igual a você. as poderosas mandíbulas haviam atravessado pelos. Depois deste fiasco. uma luz para tantas crianças mortas. —Não conhece o coração deste homem.sangue misturado ao dela. —Terei que me alimentar. as cores se empanaram. não o salvaria. . Conversei muito com Gabrielle quando estive nas Montanhas dos Cárpatos. onde todos os irmãos Da Cruz e sua gente pudessem ajudar a protegê-las. Não o deixe morrer simplesmente porque é um homem. mesmo se ela quisesse ou não. Ele salvou Solange. Ela teria que prover para ele e a fé inocente que lia em seus olhos. Teria convertido Solange se tivesse sido necessário. . A longevidade não é sempre algo bom. Ambas estão dispostas a contribuir? Porque não posso fazer isto . Realmente. —Não. Estava mais preocupado pelo custo para MaryAnn. Solange sobreviverá e será forte novamente. nem vacilar em sua obrigação de tornar sua própria vida mais fácil. Ela tinha razão. MaryAnn.Salve-Lhe. Se for meu irmão como diz. O corpo do homem-jaguar parecia pedaços. já que a fome se convertera numa alarmante necessidade. Não podia manter seus dentes sob controle e o aroma de sangue era um tortura constante. mas o que fez é muito importante. —disse MaryAnn. você moveria céus e terra para lhe salvar a vida. não posso lhe salvar. Obrigado por fazer isto. —Então lhe pergunte. a origem de muitas habilidades psíquicas? —Você não entende. —disse de repente Jasmine. —Como diferente? Se Luiz é jaguar. pequena. deve ser psíquico. Solange estaria morta ou esses horríveis homens a teriam em seu poder agora. sozinha. —Sinto muito. Respeitava Luiz. Manolito suspirou. Manolito era prático. Zacarías emitiria um decreto para as mulheres e estas seriam obrigadas a obedecer. Por favor. —Ele estava tão débil. MaryAnn. mas mesmo assim.

das lembranças da honra. lhe rasgando cada célula e órgão do corpo. quanto mais se retraía o espírito de Luiz. Jasmine estendeu lentamente seu braço. lutando para encontrar uma vida e vivê-la bem.Ainda não acabei com minha luta para salvar minha gente. Os dedos de Manolito se fixaram a seu redor como um grilhão.adicionou sem lhe olhar. Ele estava morto de fome. Sentiu-se tenso além da resistência. mais para se confortar que para mantê-la calma. Manolito voltou sua atenção para Jasmine. MaryAnn olhou para os brilhantes olhos de Manolito. antes de escolher. só podia lhe mostrar o desvanecimento das emoções. Deve ter muito cuidado para proteger a criança. Se nos trair. estavam cinzas e tornando-se transparentes.. O aposento silenciou. Terá que viver sob as regras de nosso príncipe e jurará sua lealdade e amparo. Muito doloroso. mas se aferrava À vida. matarei-o sem remorsos tão rápido como é possível. Ele seria responsável para sempre por tudo que Luiz decidisse fazer. embora viverá e poderá mudar. tanto se meu sangue for Cárpato. Tem a escolha de ir para outro lugar e procurar a paz ou permanecer neste mundo e continuar sua luta. —Não tem direito a oferecer sangue ou lutar com jaguares. mesmo quando lhe pedia que fizesse coisas que não eram absolutamente humanas. Suaves e insidiosos. —Ele estava desesperado para se alimentar. Serei capaz de tocar sua mente a vontade e te encontrar sem importar onde esteja. . e aparentemente corredor sem fim de escuridão. Espere. Luiz estava muito longe. —Espere. Luiz resfolegou ofegante e o jaguar mudou. As vozes se fizeram mais fortes. Permitiu o acesso de Luiz a suas lembranças.Escute-me. com o tempo perderá as emoções e as cores e viverá só com as lembranças. Seu sangue será dos Cárpatos. Era a tentação lhe mordendo. MaryAnn soltou um suave e alarmado soluço e se ajoelhou. Os jaguares o evitarão. Sombras de peles tensas e bocas abertas e dentes como pregos afiados. posso te tornar um Cárpato. Escolho a vida.. qualquer. Isto fará mal a meu bebê? Manolito deixou cair sua mão como se o queimasse. . Mais do que ele tinha em si mesmo. vendo as diminutas chamas vermelhas e sentiu seu coração saltar. a ele e a nossa gente. Era uma obrigação que poucos homens desejavam. Os ossos rangeram e seu corpo se retorceu enquanto a morte o alcançava. A garota estava sentada no chão. Deve compreender que este presente é escuro. O outro mundo estava tão perto. como humana ou jaguar.sem sangue. Inspirou profundamente e assentiu. Ela engoliu em seco e tentou soltar-se de um puxão. .Diga-Me o que fazer. Manolito. Terei sua vida em minhas mãos.. MaryAnn o olhou com seus enormes olhos escuros.Não posso permitir que os vampiros continuem acossando e caçando minha gente. A fome queimou e arranhou. .. Ela não tinha nem idéia do que estava pedindo. Estou grávida.Será doloroso. deslizaram pelas paredes e pelo chão. Não. Esgotado. sua boca se congelou numa linha firme. Seu olhar se tornou negra obsidiana. homem-jaguar. Os sussurros começaram em sua cabeça. mesmo sua vida. apoiando-se sobre o longo peito para ouvir o batimento do coração. Se não encontrar a outra metade de sua alma. Não pode deixá-lo morrer. Piscou e se obrigou a concentrar. . Foi tão honesto como foi capaz. Conheciam os riscos e sabiam o que era caçar e matar antigos amigos. . Está seguro de que entende no que está se colocando. Nunca mais voltará a ser jaguar. —Faça algo. Não tomarei seu sangue. Sempre esquecia que ele não era humano. acariciando a pele salpicada de Solange. com os sussurros empurrando-se no fundo de sua mente e seu próprio corpo debilitando. Este não era um assunto comum. Quando baixou o olhar para suas mãos. naquele longo. Ele estava se apagando. Antes que Jasmine pudesse replicar. confiantes. mais claro se tornava o mundo de sombras ao redor de Manolito. O mundo a seu redor estava se apagando rapidamente. Esqueci-lhe de dizer . os séculos de caça e espera dependendo só da honra e logo depois. Manolito fez um esforço para se concentrar só em Luiz.Eles já não serão mais sua gente. Imediatamente começou a RCP. . As sombras se moviam por toda parte no aposento. —Acredito que posso. . Somos os mesmos. Precisará sangue para sobreviver. Estranhamente. — Me dê sua mão. Não havia modo de descrever ao homem jaguar como seria. Tinha muita fé nele.

Se ele estava cortejando-a. névoas e fantasmas e tampouco podia esperar muito mais ou o homem se tornaria meio vivo. Este homem só podia ser dela. Ela era cálida. —Nunca poderia te fazer mal. Ignorando sua mão. Ele não tentou disfarçar ou dissimular o que sentia por ela. Perdida na sedução da severa necessidade e a da fome selvagem. Tentação. sentir ou conhecer o prazer que as formas de uma mulher podiam levar ao corpo de um homem. Um sensual sabor de MaryAnn. Oh! Senhor. sabendo o tipo de homem que era e a dura luta que tinha levado a cabo para salvar sua gente. Nem sequer sabia se podia viver com ele e com o que era. Seu tato. deixou que uma mão vagasse pelas curvas do corpo dela. ele a envolveu com seu braço e a aproximou dele. Ela estava aninhada em seus braços.Escolho a vida. até sua perna. Podia sentir a fome golpeando-o. numa íntima exploração. captou o significado em sua mente. Era atemorizante estirar o braço e oferecer a mão. —Seus lábios sussurraram sobre os dele. Não o tinha reclamado. haviam lhe despertado. Era seu amor? Ele já sentia mais que necessidade física por ela? Tendo estado em sua mente.. os padrões eram cada vez menos diferentes com o passar dos séculos. Ela tremeu em seus braços. Confiava nele com sua vida. mas o admirava e respeitava. A dor devia ter enfraquecido seu pensamento e afetado sua capacidade de manipular a energia. Manolito colocou uma mão dissuasiva no ombro de MaryAnn para lhe impedir de continuar a RCP. não sentada como ela estava agora. o som de sua voz. Seus dentes cravaram-se profundamente nela e o sabor e a essência de MaryAnn flutuaram até ele. Seu sentido da honra para Solange e para ela. —Tome o que necessite. Agora sabia como sentia e como era. Não depois de se fundir tão profundamente com Luiz. homem ou mulher. completando seu corpo e sua alma. Suas emoções estiveram congeladas tanto tempo num profundo lugar em seu interior. Meu amor. Os braços a aconchegaram e ele fechou os olhos para saboreá-la melhor. Ninguém possuia pele mais suave. só tinha aumentado sua carga. mas era impossível. Sua língua foi como um toque de seda sobre sua pulsação. O modo em que a última palavra fluiu de sua língua resultou sensual e sedutora. Seu coração amoleceu curiosamente enquanto seu corpo se convulsionava e seu útero se contraía. —Não posso fazer isto sem sangue. mas confiava nele. ja szelem. Passou as mãos sobre sua coxa. como Manolito tinha a plena certeza que acontecia a ele. e ela era dele. Tinha usado magos. Ninguém. estava fazendo um bom trabalho simplesmente sendo ele mesmo. Queria assegurar-se de que estaria sempre a seu lado. a tentação que sem querer ela estava lhe oferecendo. pegar sua companheira e ir embora. Ele lhe inclinou o rosto de modo que seu olhar se encontrasse com o dele e ela fosse capturada. . para honrar suas mulheres. Tentação. o prado da noite. deveria ser capaz de deixar de lado a dor e atender os outros. Manolito não podia abandoná-lo ao lamti ból jüti. cada fôlego. mesmo com as chamas vermelhas cintilando nas profundezas dos olhos escuros. estiveram enterradas tão profundamente. mas correndo como tinha feito esta manhã na selva. Ao mesmo tempo. Estava esmagado entre dois mundos e permanecer no dela o consumia. Como podia não assustá-la? Tudo nele pedia para parar. Sabia que a tentação era uma mulher e que teria que usar cada grama de seu controle para evitar levar-lhe a um lugar onde pudessem ficar sozinhos. para ficar hipnotizada e perdida nas escuras profundezas de seus olhos. Ela mais que isso. Foi para seus braços de boa vontade e acariciou com o nariz sua garganta. Sentia-a.. sua debilidade. Simplesmente fez cargo com sua mente. jaguares e humanos como sustento uma vez ou outra e como as espécies se misturavam. seu corpo movendo intranqüilo contra o dele. Nunca tinha visto esse padrão antes e ele era um antigo. Queria-a para sempre. O ar se prendeu em sua na garganta.E MaryAnn seria testemunha. sivamet. A dor estava ali em sua mente. mas a empurrava para o centro de seu cérebro com o qual ele não estava familiarizado. Tinha-lhe dado vida novamente. que acreditou impossível poder saborear. MaryAnn podia ver que Manolito estava fraco e pálido. seda viva em seus braços. mantendo o coração de Luiz pulsando e o ar movendo-se através de seus pulmões. deu-se conta de que compartilhar lembranças e a incapacidade de esconder um do outro tornava a relação muito mais íntima do que poderia ter imaginado. com as pernas em seu colo e ele podia encontrar facilmente a dor em sua carne. sua pele quase cinza e cambaleava de debilidade. kinta. .

Viu sua marca.... o que a levaria a um frenesi febril da necessidade sexual. se tomava seu sangue e seu corpo. todo calor e fogo. Sim. É seu direito. Seus piores traços. . Medo de não poder controlar o vício de seu sabor. Estava faminto. Ele a deseja. . de modo que ela não só quisesse mas também necessitasse tudo o que ele desejasse. Ele era seu companheiro e o seria em todo o sentido da palavra. Era uma loucura se expor em trazer o outro homem a seu mundo. Ela pertencia-lhe de corpo e alma. Tudos os homens-jaguar tinham demonstrado ser embusteiros. se a levasse completamente a seu mundo. como ela pertencia a ela. Queria ouvir seu nome gritado numa tormenta de desejo. Não podia parar. quente sangue estalando por seu sistema com a urgência da droga mais poderosa.Ela era dele Sim. Nada podia saciá-lo. Tocou sua mulher..Sim.Ele esteve a sós com ela.. esfomeado. Tome o suficiente para convertê-la e ela não poderá te deixar. Naturalmente que sim. Estava enlouquecendo e ia ferir a única pessoa que tinha jurado cuidar.. saciando o desejo que o deixava tão duro e quente e além de qualquer preocupação. Os sussurros cresceram e as vozes se uniram. Queria-a em seus próprios termos e sabia que podia controlá-la através da relação sexual. O que acha que estava tentando obrigá-la a fazer? . . Seu corpo se curvava suave e flexível em seus braços de modo que saberia como seria ter seu corpo profundamente no dela e conduzi-los ao limite até o êxtase. mas as vozes eram insidiosas. Mas por controle. E estava nu.Tome-a. Tomea antes que o jaguar a tome.Foi feita para ti. Tinha todo o direito sobre seu corpo. O medo cresceu dentro dele. Moldada para ele. De não poder parar.É seu direito. Não por prazer. Sua mão deslizou ao longo de sua coxa. Toma o que te pertence. . Sua necessidade de dominar. .Ele a deseja. Atraíam as mulheres e as mantinham cativas. Seu calor. A necessidade de que ela o visse e a ninguém mais. metendo-se sigilosamente em sua mente e alimentando seus piores medos e seus piores traços. Não só se desonraria e a tudo pelo qual havia suportado. Podia desfrutar quando e onde quisesse.. Não pode parar agora que está tão perto. mas também arruinaria qualquer oportunidade que tivesse de ganhar o afeto de MaryAnn. Tome-a agora. e sabia como obter cada resposta erótica. Dela ou dele. com seu corpo preparado para o dele. movendo-se para o calor. Tome-a agora antes que seja muito tarde e a perca. mais persuasivas. Queria ver seus olhos se tornarem frágeis pela paixão.Ele a tocou. Ela disse que ele tinha salvado sua vida. Tinha esperado uma eternidade na escuridão e no inferno e agora ela estava ali.Por que trazer de volta o homem-jaguar? Só se converterá em vampiro e você terá que lhe caçar e matar como tem feito com tantos outros.Ele defendeu-lhe. E estava nu. Conhecia seus desejos e fantasias. Precisava isto. Faça-a tua. de não se deter. Não deveria estar ouvindo. Precisava de seu corpo rendido ao dele.. As vozes se tornaram mais altas. . Era dele. Prenda-a seu lado por toda a eternidade. cresceram. com seu sangue confundindo com o próprio. feita para ele. salvo sua companheira. seus braços a apertaram possessivamente e seu corpo a empurrou para trás de modo que a inclinou sob ele. Fará tudo para afastá-la de ti. Ele podia tentar lhe roubar MaryAnn. nele.. Mostrando-lhe seu corpo para que ela te deixasse. em seus braços. quando havia tão poucas companheiras. queria ouvi-la rogar para que se unissem. Não era assim que funcionavam os companheiros.. A fome o deixava louco. tratando-as brutalmente.. Rica. . Ela era sua outra metade. cheirou sua essência por toda ela e mesmo assim a tocou. Por um momento. Algo que ela lhe deseje deve proporcionar isso. Viu-lhe erguendo-se sobre ela. A terrível necessidade de lhe impor sua vontade. Ela não pode te rechaçar. Sabia exatamente o que a agradaria. salvo afundar-se profundamente nela. Para que? Tomaria ali mesmo com o Luiz a seu lado? Com Jasmine e Solange como testemunhas de sua loucura? . .. Ela lhe pertencia. As sombras a seu redor aumentaram.

não imaginário. E se falhasse? E se o homem que ela acreditava que era não existia? Ela sensibiliava-o. . Claro que sente que sou tua.Claro que me quer completamente em seu mundo.. Sua fé o aterrava. E mesmo assim estava rodeado pelas sombras. Examinou com consternação sua elegante calça. —Manolito. Manolito. .Não é assim. . Uma perna da calça estava rasgada e a bonita prega talhada em tiras. Seu ser se sobressaltou. Ela estava sofrendo muito enquanto ele ajudava outros. Ttão profundas que o músculo saía pelos cortes. surpreendida ante a dor que a queimava. dda carne rasgada e o músculo exposto pelo ferimento. Permita-me fazer isto.Segurou os braços de MaryAnn. com os olhos fechados. mas apresse-se. O fôlego ficou preso na garganta de MaryAnn. Ele inclinou a cabeça para sua pantorrilha. Tinham sido as vozes algo mais que uma tentação para lhe fazer mal? Haviam sentido aquelas sombras. Sou sua companheira. dando um rápido olhar em Jasmine e Solange. Podia ver seu perfil. Sou a outra metade de sua alma. —Sei. Passou a língua pelas diminutas aberturas. . desta vez com cuidado de não deixar marca. com seu corpo quente.Claro que os ouço. Não ia abandonar lhe até que ele estivesse a salvo na terra dos vivos. numa sensação de bem-estar. —A voz lhe saiu estrangulada. isolada de seu consciente. —Ele achou interessante. Não podia pensar e muito e menos falar. os longos cílios e o contorno dos lábios. sivamet. Ouço-lhes e eles falam falsamente. não tinha lhe afastado. As lágrimas encheram seus olhos. sem vampiros e demônios rondando-o. Já não estava compartimentada em seu cérebro. Manolito tentou acalmar seu acelerado coração e a onda de sangue quente que corria através de seu corpo diretamente a seu membro. Levantou a mão para seu próprio cabelo desgrenhado. Sustentou-a por um momento. . que no momento em que sua mente se tornou consciente do ferimento. Ele era muito bonito para ser real. Uma vez já era suficiente e se assegurou que ela ainda estivesse ali para lhe recordar em sua ausência. que ela estava conectada a ele e Maxim tinha tentado atrai-la ao mundo das brumas. tentava se converter numa cabeleira selvagem. Já estava pensando nele como seu homem. Eles estão alimentando de seus instintos. mas posso acabar com isso também.. —Não podia suportar ver as marcas nela. onde poderia matá-la? —Deixe-me te curar perna. humilhava-o com sua confiança nele. Em meio ao sangue e o caos. Ela tinha sido consciente de seus pensamentos. —Pronunciou seu nome com voz entrecortada. seu corpo estava fazendo e pensando coisas que não deveria.Pode ouvi-los? – Ele estava desesperado por que sabia que caminhava em dois mundos. a conexão de suas almas. mas você é mais forte que eles. Ela era uma dura garota de cidade e podia dirigir todo o lixo que queriam jogar nela ou a seu homem. ela tinha debilitado as vozes o suficiente para fazer dormir a fera que se elevava para reclamá-la e para deixá-lo raciocinar novamente. mantendo a atenção absoluta de Jasmine. com os dedos dele passeando abaixo e acima por sua coxa. —Mas Luiz… —Estou mantendo-o vivo. Solange jazia sem mover. MaryAnn apertou os lábios para não protestar. Mesmo trançado. Porque francamente. Nós somos mais fortes que eles. esperando que não fossem testemunhas de sua reação ante a atenção de Manolito. era sexual. mas ela se moveu em sua mente.. mas não tinha lutado contra ele. preparado-a para afastá-la dele. Como seu. A ação atraiu sua atenção para as manchas de sangue de sua blusa de seda.Dói. numa tranqüilizadora calidez. Havia esperado que ele se esclarecesse. Sob ela. . havia sentido a carga inteira da dor aguda. enquanto via o cabelo negro e sedoso caindo como uma cascata ao redor de seus ombros. sua pele suave e sua total aceitação. . com os dedos rodeando seu tornozelo para mantê-la imóvel. MaryAnn agradecia a Destiny que teve paciência de lhe explicar o laço entre os companheiros Cárpatos. sua perna tinha profundas marcas. Por um momento acreditou que vomitaria. O que fosse que estivesse acontecendo era real. com o coração palpitando. acreditando nele ao longo de todo o proceso. Parecia inverossímil. Os dedos dele deslizaram sobre os machucados da pantorrilha. as vozes e o frio que não podia se sacudir. A dor explodiu e roubou-lhe o fôlego. O bom era que. —Adiante então.Não deixaria que o levassem. quando um Cárpato podia controlar a temperatura do corpo.

.O mesmo homem que estava com ela antes. Temo que seu felino seja forte e não renunciará a ele facilmente. Não foi fácil obrigar-se lhe pedir. para acalmar o homem. MaryAnn.Tente mantê-lo contigo. Não o seguia como ele sentia que uma mulher devia fazer. Uma aproximação diferente. mas agitada. Os Cárpatos não compartilhavam suas mulheres e Manolito definitivamente era do tipo ciumento. sangue e o espírito de Luiz e os tomou em suas mãos. prontos para escavar sua confiança nela. qualquer pessoa que sofresse ou sentisse necessidade de consolo. MaryAnn acariciou o cabelo do homem. Ela fechou os olhos quando sentiu sua língua passar sobre o ferimento. Sabia que ele tinha um agente curador na saliva e isso deveria ser fator asqueroso para ela. Ele estava provocando-a com as pontas de seus dedos. Depois reunia e processava a informação sobre as pessoas. mas o felino sentiu o que estava para acontecer e se enfureceu. Em seu próprio couro cabeludo. Um talho de sangue. Era simplesmente uma energia diferente. com dedos persistentes. Estava a seu lado. submerso tão profundamente. Cortando a mão.. como a que ele usava para protegê-la. no interior de sua coxa. trabalhando com tanta energia para lhe proteger e lhe salvar do mundo das sombras em que vivia. Mas. com os olhos semicerrados e embaciados de desejo.. Suas capacidades eram diferentes das de qualquer pessoa que tivesse conhecido. mas ele estava seguro de que ela não tinha nem idéia do que fazia. não lutou. ela os sentia sem sequer saber que o fazia.. —A voz rouca estava densa pela emoção. O calor pulsou entre suas pernas. Juliette parecia ilesa. mas não queria que Jasmine estivesse perto se algo errado acontecesse. Não sabia o que esperar. Um pequeno soluço escapou quando viu a quantia de sangue no chão e nas paredes. Confiar nela e não nas vozes. As vozes eram demônios horrendos. mas seu coração se compadeceu por Luiz ao perceber sua apreensão quando Manolito se inclinou para sua garganta. —Pode ajudar Solange a ir para o quarto? — Perguntou. Mas antes que pudesse perder a cabeça. mas a ele dava algo totalmente diferente. um milhão de asas de mariposa revoaram em seu estômago e seus músculos se enrijeceram. Isto permitirá que ambos vivam. Estava começando a figurar que era ela. sentir sua intenção.. Ela assentiu. Permitiu -se unir completamente. como uma carícia quente. Companheirismo. Ela estava obviamente nervosa. A porta se abriu de repente e Riordan entrou. Escolheu olhar sua mão. Manolito não queria que Luiz passasse de uma vida a outra num estado de ansiedade. incapaz de falar. mas não era. Como poderia ser de outro modo? Foste parte de Luiz durante muitos anos. O jaguar soltou um rugido de protesto e logo permitiu que MaryAnn o acalmasse. Reunia energia e a utilizava tão automaticamente como respirar. ele levantou a dele. Estendia para aqueles que estavam a seu redor. com o Juliette um passo atrás. —Diga-me o que fazer para te ajudar. mas o corpo de Riordan a protegeu de qualquer possível dano enquanto assimilava a cena. . empurrando-se contra ele para chegar até sua irmã e sua prima. Ele escolheu te salvar de modo que você possa salvar sua gente. Seus dedos eram hipnotizantes e Manolito sentia o toque em seu próprio cabelo.Manolito carregou a dor e começou a tarefa de curar os ferimentos de dentro para fora.Ainda existirá.Ela toca outro homem. Os três estavam fundidos através de MaryAnn. . para tornar sua transição mais fácil. —Solange precisa de mais ajuda? — Ele perguntou a Jasmine enquanto se afastava para permitir sua . tentando imaginar como melhorar a situação. . voltou para seu corpo e se inclinou para inspecionar a perna de MaruAnn. E ela dava a Luiz sua compaixão. Havia marcas leves no braço e na face esquerda de Riordan. Ele atraiu a vida. —Temos que nos concentrar em Luiz. mas ele já estava firmemente fundido com o homem jaguar e o sabor do medo era amargo para um homem que tinha lutado tantas batalhas e trabalhado tão duro por sua gente. sem estar segura de que o jaguar estava inconsciente ou simplesmente imóvel. Algo que ameaçava sua prudência. tranqüilizando e acalmando-o. Quando as lacerações estiveram seladas e livres de toda infecção. MaryAnn mordeu o lábio e continuou acariciando o cabelo de Luiz. Os dois são o mesmo. deu a ordem de beber e Luiz. seus problemas e usava a energia para lhes dar o que precisavam em modo de esperança ou consolo. acariciantes.

Perdeste a cabeça? Não podemos convertê-lo a um homem jaguar. – Ele desentranhou as salvaguardas para permitir entrar o jaguar na casa e logo entrou atrás deles e segurou Jasmine.Disse Juliette. mas com dor. —Que plano? — Perguntou MaryAnn. Nesse momento sua expressão se suavizou. para assegurar-se de que o homem não tinha ferimentos que precisassem de atenção imediata. mas nossos inimigos estão perto.Desta vez usaremos só proteções nunca tecidas por magos. —Subam para o querto. —Riordan? —Jasmine atraiu sua atenção de volta a ela. examinando a face de Manolito atentamente. Jasmine. Se ele não tivesse vindo em ajuda de Solange. —Solange é de sangue puro e da linha real. Os irmãos Malinov estão colocando em marcha o plano para obter o controle. —Mas não estava atrás de mim.Está tranqüila agora. —Oh. não. Juliette se volrtou. Só que não queria acreditar que fosse verdade. Acreditei que em Juliette ou Jasmine a princípio. atacaram-nos. . Estava poluído pelo vampiro e é muito provável que possa ser utilizado novamente. —Juliette estava perto das lágrimas. . Um vampiro colocou uma compulsão nos homens da raça jaguar. Devem ter averiguado nosso lugar de descanso e quando tentamos nos elevar. Poucos caçadores eram melhores que nós. Ele acreditou que eu era Solange. Ele permaneceu inexpressivo. . —Manolito facilitou a informação. . .Vou desfazer-me do desastre aqui e limpar tudo. sua fisionomia estava congelada em lúgubres linhas enquanto interrompia a alimentação de Luiz. Manolito lançou um rápido e duro olhar a seu irmão. mas Luiz me disse que Solange é o objetivo. Na realidade me chamou por seu nome. tal como falávamos quando éramos jovens. Sempre era um de nós quem possuía as idéias que evitassem que nossa gente se dirigisse para o desastre. Juliette negou com a cabeça.enquanto você ajuda Manolito. para capturála e entregá-la. —Jasmine e eu podemos levar a Solange para o quarto. mas estava definitivamente atrás dela. . . – Tentamos chegar até aqui. ela teria sido capturada ou assassinada. mas não sei por que. era uma armadilha! Temíamos isso quando pegamos um jaguar observando a batalha. .Não quero que nossos inimigos o utilizem. era sempre Zacarías que apresentava estratégias para as batalhas. —advertiu Manolito. —Solange não pode permanecer na ilha. embora já soubesse. Quando nos sentávamos no círculo do conselho. —Queime o jaguar que matei. com a face pálida. Ele enviou a seu irmão uma rápida recapitulação de tudo o que tinha ocorrido. . Não era Juliette humana com um pouco de sangue jaguar? O olhar de Riordan foi rapidamente para sua face e logo baixou até enfocar em sua perna rasgada.Disse Jasmine. Não será capaz de viajar. – Todos nós tínhamos cérebros velozes e reflexos rápidos. .disse Riordan.companheira se apressar ao lado de sua prima. irmãzinha? —Eu pedi a Manolito que salvasse o jaguar.—corrigiu Manolito. Foi Riordan quem respondeu. Você está bem?—Jasmine assentiu. Acreditávamos que podíamos fazer do mundo um lugar melhor.Temos que levá-la ao rancho. mas deu um rápido olhar para seu irmão. deixando uma mancha de sangue. —Um mago estava com eles. Estão destruindo a raça jaguar de dentro. —Temos que levá-la ára o quarto e lhe permitir mudar de volta a forma humanam. —ordenou Riordan. —contou Jasmine. Manolito se sentou afastando-se de Luiz e passou o dorso da mão pela testa. —O que está fazendo? —Perguntou Riordan. —disse Juliette. —Ela falou de ir. —Éramos muito jovens e nos víamos como intelectuais. —Por que? —Desafiou MaryAnn.Não têm problemas convertendo mulheres. Não reagi e nem neguei. —Luiz tinha sido poluído por um vampiro. Riordan negou com a cabeça para lhe tranqüilizar. . —Sinto tanto. —Ela não irá. . .Acredito que podemos persuadi-la. —Acreditávamo-nos superiores a todos os que nos rodeavam. Estão procurando o sangue real. —O que acontece.

—disse o mais brandamente que pôde. Os magos. —Isto vai ser duro. Seu corpo se retorceu. —concedeu Manolito. tão fortes que não houve oportunidade dela lutar. nos enchendo de informação. os irmãos Malinov estavam implementando esse exato plano. —Eram debates intelectualmente estimulantes. Todos nós podíamos ver que a extinção de nossa espécie estava perto.Não pensávamos em fazer nada com eles. aainak enyem. Se pudéssemos. igual a todo mundo. Ela elevou o queixo. —Também. a outra metade de nossas almas. Poucas crianças sobreviviam e nenhuma era fêmea. enlaçando seus dedos aos dela. ele estava . então nos sentamos com nossos amigos e traçamos planos para tomar o controle. você não pode me dizer o que posso ou não posso fazer. — Já naquela época havia pouca esperança de encontrar uma companheira.—O que ocorreu? —Animou-o a continuar. Algo escuro e perigoso cintilou nas profundezas de seus olhos. —Agora me dou conta de que os pensamentos de todo o mundo fluíam juntos. que tinha um pouco de valor com que contribuir. Manolito. Reconforto as pessoas. Luiz se removeu. como se pudesse ver o sangue de sua própria gente nelas. Mas naquela época acreditávamos saber a direção que nossa gente podia seguir e não era a mesma que tinha decretado Vlad Dubrinsky. mas sua face permaneceu absolutamente inexpressiva. Manolito segurou MaryAnn e a separou do homem-jaguar. —acrescentou Riordan. Sequer por nossas avio päläterfül. —acrescentou Riordan. Havia várias espécies de cambiantes. É o que faço. —Sinto muito. —Não é você quem se arrisca. Era questão de tempo. — adivinhou. . Nossos dons permitiam nossos cérebros a trabalhar rápido para desenvolver as respostas que necessitávamos. Riordan anuiu.. Não posso me arriscar a que possa ficar bloqueada com ele e que seu corpo falte antes que a luta esteja completa. Ele imediatamente a tomou. meu amor. Não me arriscarei a isso. —Ninguém pode ajudar. Qualquer que seguisse os Dubrinsky e lutasse a seu lado tinha que ir. —Posso lhe ajudar. Muitos se resentían em serem liderados por conversas de velhos e antigos. Seu corpo foi um borrão enquanto a envolvia nos braços firmes. MaryAnn se inclinou sobre o corpo convulso. com um pequeno som de angústia. —Queríamos salvar nossa gente. —Eu dito que não.. —Não está funcionando. —Quem são os irmãos Malinov? —Interveio MaryAnn. —Não quer que eu seja testemunha da conversão. Seus olhos se abriram de repente e ele deixou escapar um grito afogado. . porque não quer que eu saiba o que ocorre.É um risco muito grande. MaryAnn franziu o cenho. Manolito suspirou e passou ambas as mãos pelo cabelo. MaryAnn estendeu a mão para Manolito. —A conversão de Juliete foi extremamente difícil. —Manolito. Ele era o príncipe então e nossas mulheres já tão poucas. —Francamente acredito que posso lhe ajudar com a transição. MaryAnn manteve o olhar fixo no de Manolito. Ele ignora seus dons e se funde com a gente sem sequer saber. Ele se moveu mais rápido do que esperava. mas a maioria se extinguiu e o mesmo estava ocorrendo em todas as partes onde olhávamos. Estávamos nos tornando um mito junto com todos outros. Então trabalhamos com idéias sobre como poderia ser feito. os músculos se contraíram e se contorsionavam. —Fosse o que fosse que pensavamos então.Seu corpo terá que expulsar as toxinas enquanto o felino luta pela supremacia. mas não podemos. Manolito. Antes que pudesse pensar sequer em objetar. MaryAnn. —Ele estendeu as mãos a sua frente e as olhou. Com isso era com o que contribuíamos ao conselho. olhando de um irmão a outro. . —disse Manolito. suportaríamos a maior parte da dor. Ele não gostaria que você fosse testemunha de sua conversão. Riordan negou com a cabeça. Tínhamos que tirar os Cárpatos das sombras da extinção e de volta ao mundo. Um músculo tremulou em seu queixo. os homens-lobo e os jaguares.

. Tinha demorado um pouco notar o truque a sua conexão e a maioria do tempo quando tentava simplesmente não era muito boa. murmurando um feitiço de sujeição para manter a porta fechada embora ela conseguiria tirar as dobradiças. MaryAnn lhe deu um chute. lutando para sobreviver e logo a sensação desapareceu. Manolito suportava bem. enfrentando uma horrível ordalía. Nesse momento. Um sapato ressoou contra a porta. Caiu de joelhos. Segurou o travesseiro e o sustentou contra seu estômago. Não havia modo de detê-lo. Não abandonaria Luiz nesta etapa. Podia ser capaz de chegar a Luiz. Alguma vez antes teriam convertido um homem? Se nunca acontecera. sentia como ele se estendia para lhe acalmar. Não podia conter sua ira. Ela leu isso em sua mente enquanto deslisavam través da casa para o quarto e a depositava na cama.chamou Riordan. de ser testemunha da mudança. se alguma mulher era. Furiosa. mas não podia fazer nada para ajudar a nenhum deles. Uma boa razão. sentia sua agonia. Entrou no banheiro e abriu a torneira de água quente na banheira. Ambos os homens estavam estóicos. Sentiu o felino arranhar e rasgar. Captava impressões de convulsões do corpo de Luiz. Luiz tentando suportar tudo com grande dignidade. Uma vez mais afastou o medo e se concentrou em Manolito. sabendo que Luiz estava sofrendo e Manolito precisava dela seu lado. . Luiz ia sofrer e de algum modo sabia que Manolito sofreria junto com ele. experimentando tanta dor como a natureza permitia. Seus lábios lhe roçaram o cabelo numa carícia e ele a deixou. Enterrou a face no travesseiro. o alarme crescendo até se converter em pânico. Inspirou profundamente e deixou sair o ar. tentando morder enquanto se defendia do ataque do sangue Cárpato. Em toda sua vida. A agonia que retorcia ao homem-jaguar enquanto a morte o chamava. porque nesse momento em que tinha se conectado com ele.entrando rapidamente na casa. Não sabia o que era. A gentileza que ele escondia ao resto do mundo. mas agora os tinha abandonado. proibindo-lhe como se ela fosse uma menina. com o estômago revolto. Ela era absolutamente capaz de tal coisa. E então ficou solidamente em sua mente e na mente de Luiz e viu por si mesma os verdadeiros horrores da conversão. Captou uma pequena onda de compaixão de Riordan e Manolito e logo o felino novamente. A conexão entre eles era incrivelmente forte. mas soubesse ele ou não. MaryAnn ouviu o urgente grito de Riordan a seu irmão. Engatinhou. Sentia a necessidade. Seu estômago parecia um nó. sentindo-se doente. nunca ninguém a tinha dominado fisicamente. enquanto o felino lutava. e logo outro. Para sempre unida a meu coração. Captou Manolito sobressaltado ao se dar conta de que ela estava com ele e uma vez mais a afastou com firmeza. Havia uma agonia em estar sozinha. Deixou escapar o ar lentamente e continuou imaginado Manolito sustentando o homem-jaguar. Manolito estava tentando defendê-la e protegê-la. talvez houvesse uma razão para isso. Sim. Ela ficaria furiosa. Manolito esforçando-se em ser compassivo e lhe reconfortar enquanto permitia ao homem-jaguar seu respeito. Ela via sua compaixão enquanto sustentava Luiz. Nas camadas de sua mente. Por mais que o acreditasse arrogante. mas também a Manolito. sentindo as lágrimas descerem. .. Mas agora parecia impossível. ofegando para respirar enquanto a dor a atravessava em ondas. Um presente inesperado. Na intimidade do vínculo entre eles. sobre mãos e joelhos pelo chão do banheiro.Isso vai ser ruim. soube que poderia amar Manolito completamente. —Sinto muito. mas a força dele era enorme e sua vontade de aço. Havia sido uma imprudente ao empurrá-los a isso. Luiz estava sozinho. mas como uma parte dela seguia com Luiz e com Manolito. Manolito permaneceu fora um momento. Na sensação e textura. fechando a porta firmemente atrás dele.. com tudo o que havia em seu interior. ele precisava dela também. Manolito tinha sido inflexível. Concentrou nele. com as lágrimas correndo pela face e o corpo retorcendo-se na dor compartilhada dos homens. Queria reter a fúria ante sua arbitrariedade ao encerrá-la no quarto. Se apresse. havia sentido sua luta com o mundo das sombras. ainaak sivamet jutta. preferia que não fosse testemunha do que estava para acontecer. cada um completamente consciente do outro. Tinha sido ela a exigir que Manolito salvasse Luiz. Ela estava bem zangada. Podia perceber somente brilhos e se deu conta de que Manolito estava lhe impedindo de fundir-se com ele. precisando relaxar as cãibras de seus músculos. não quando mais ele precisava. —Manolito. de que o que estava pedindo que fosse contra sua natureza. mas sentia que seria traumático para ele e para os dois Cárpatos. sem dar conta ou talvez sim. retorcendo-se no ar e caindo com força. mas pelo bem de Luiz e de MaryAnn. agora lhe conhecia melhor.

uma escura morte e renascimento.. numa queda de azul marinho que era dinamite com suas botas azuis até os joelhos. dando a suas curvas um agradável encanto e realçando a renda de sua curta blusa azul marinho sem mangas. E um bom golpe não seria o bastante. porque o que tinha aprendido ali era que Manolito da Cruz era muito mais que um homem magnífico com uma atitude muito arrogante e que já estava a mais de meio caminho de se apaixonar por ele. CAPÍTULO 12 A conversão era a coisa mais espantosa que ela podia imaginar. homem da selva. Seu cabelo negro. sua melhor arma e ela ia precisar com o Manolito. ajudando Luiz. Estava brincando com fogo e sabia o bastante sobre a vida para saber que não poderia chorar quando se queimasse. porque ele não merecia.A atração podia ter começado com algum antigo ritual. onde deveria estar o rosto dele.. —Vêem... Ele não a deixaria presa no quarto. consolando-se quando na realidade queria chorar pelo que Manolito e Luiz tinham passado. Sabia o que Manolito pensava. E isso não ia acontecer. significa suficiente. com pequenos botões de pérolas na frente. firme e interminável. Porque tinha decidido que iria tentar.Gritou para a porta e a golpeou com a palma da mão. Enquanto colocava os braceletes no pulso. Chicotes e cadeias.. A tensão na casa havia desaparecido. escura e exótica. Ele viria logo. Estranhamente. ficavam obsoletas com o homem da selva. da diminuta argola de ouro em cada quadril que a fazia sentir sexy e valente nas piores circunstâncias.. Oh. A saia ressaltava seu traseiro empinado e arredondado. Elas moldavam seus pés como sapatilhas e sussurravam ao andar. pela primeira vez considerou em arriscar tudo. —Retrato-me de cada coisa boa que pensei alguma vez de você. O que precisava era da bofetada de sua vida. imediatamente. Os olhos. Talvez teria que idear outro castigo muito mais selvagem. Seus irmãos acreditavam que estava louco. como uma adolescente voluntariosa. Andou a espreita pelo quarto e bateu na porta.. Soubera que ela estava ali. Sua saia chegava até quase o tornozelo e caía em ondas de tecido. mas só a tinha feito sentir-se mais perto dele. Completamente. Fez uma trança francesa.. evocou sua imagem. Suas crenças não violentas se esgotaram na selva e definitivamente. Deixe-me sair daqui. mas os minutos passavam. tinha visto seu verdadeiro caráter. com o punho. mas enfim. de cada arma que pudesse conseguir. meias de renda e um bustier de couro. quando discutissem os prós e os contra de sua relação. O silêncio respondeu sua demanda. Seria melhor que viesse. Não se atreveu a usar a palavra. Ia matá-lo com suas mãos nuas. Gritou. – Você precisa que alguém bata nessa cabeça dura. senhor! Esses olhos ardentes e exigentes e a boca perversamente sensual e por que demônios estava se vestindo para seduzilo? Estava tentando conseguir uma calma para suas emoções e estava definitivamente vestida para conseguir que ele se endireitasse e tomasse nota.. com mãos peritas na tarefa familiar. Antes que ela perdesse sua natureza doce que a tudo o perdoava para sempre. o sorriso debilitou em sua face. Colocou a tanga de renda negro azulado. Deixou escapar o fôlego lentamente e se afundou na cama para esperá-lo. embora não tinha esse tipo de imaginação. Seu soutiem combinava com a tanga. . Ele estava aberto a ela enquanto trabalhava sem descanso para ajudar Luiz a entrar completamente em seu mundo e seu coração respondeu do único modo que MaryAnn conhecia. Chega. Ele acreditava que talvez estivesse. Seus dentes se chocaram quando o. Podia ouvir o barulho do relógio. Esperou. com saltos agulha. Mas isso evocava botas de couro negras. Esses horríveis shows de televisão com homens lutando em jaulas e um deles dando .. ainda mais brilhante e luxurioso do que tinha notado na noite anterior. mas assim tinha dirigido o homem-jaguar com grande cuidado e respeito e tinha sofrido muito por isso. E logo. apaziguando-o o melhor que podia e teria tomado alguma atitude para lhe economizar isso. Os acessórios eram tudo e ela possuia muitos. Podia ter estado obcecada fisicamente por ele. A forma em ele que sorria. vendo o que Luiz tinha passado e não estava tão seguro antes de querer arriscá-la com ela.

com melhor aspecto do que qualquer homem tinha direito a ter. Tudo está tranqüilo. Desta vez usamos salvaguardas que nenhum mago deverá ser capaz de penetrar. - . depois a fechou abruptamente. Demorou muito desde que tivemos entendimentos com outras espécies e ao longo dos séculos fomos nos descuidando. . —Ajudou a lhes salvar a vida. —Não. Queria encher sua mente só com sua companheira. esfregando o queixo lastimosamente. Ela abriu a boca para atravessá-lo com palavras. piscando para ela. Um débil sorriso suavizou a dura boca de Manolito e expulsou as profundas sombras de seus olhos. sem se acovardar por suas necessidades. Manolito teria que controlar os instintos naturais de Luiz de se alimentar. Sabia pelo que ele tinha passado e sabia por que tinha tentado economizar-lhe. Luiz tinha anos de instintos de jaguar e despertaria faminto. Mais que tudo. Manolito teria que despachá-lo rápido e eficientemente. Vestira-se com cuidado e cercionado em parecer mais bonita que nunca para ter o valor de enfrentar a ele e o que fosse que havia entre eles. A porta abriu e os ombros de Manolito encheram o marco. não agressivo. forçando-se a enfrentar quem e o que ele era. Ele estava em de pé. . Sentiu sua fadiga como um grande peso sobre seus ombros. curá-la e manter separados os dois mundos aonde existia. Veremos como se sente Luiz a respeito. seu olhar fixo em seus olhos. deu um passo atrás. mas na dúvida. bem resguardado. Sobre os próprios. Mary Ann. — E Luiz? —Está na terra. não couro. Não queria pensar mais no mundo das sombras.A casa está limpa e protegida. quando se elevar. . num toque suave e lento. Não houve ordem. – Ele crescentou. —Aonde? —Tenho uma surpresa para você.. mas não queria pensar nisso agora.ele disse. Ela desejava seriamente ficar a sós com ele. Não houve empurrão para que ela o visse a sua maneira. Tal engano não voltará a acontecer. —Conseguiu se esgotar. Quero te levar para longe daqui e te ter somente para mim por algum tempo. —Ele esfregou os dedos contra seu queixo. —Levantou uma mão. ou no mundo real. —De nada. Está a salvo.. Deixando escapar o fôlego. ou na confusão em que se colocara. —Eu fiquei esgotado e você parece formosa. Totalmente esgotado e fatigado por seu vôo para salvar duas vidas. Seu coração deu um curioso salto.. chicote e botas. —Está seguro de que não deveria comprovar Jasmine e Solange? Vim aqui para tentar ajudá-las e não tenho feito muito. – Ele manteve o braço estendido para ela. nem petição. levando seu aroma profundamente aos pulmões. – Preciso. Se cedesse a necessidade de matar sua presa. por ver o olhar de gratidão na face de uma mulher. —Acho minha companheira absolutamente fascinante e eu gostaria muito chegar a te conhecer. A recente batalha com eles deveria nos ter ensinado que devemos levá-los em conta sempre quando protegermos nossos lares e câmaras do sono. mas agora que ele estava diante dela. MaryAnn. certo? Manolito colocou a mão dela sob seu queixo e seuc polegar deslizou sobre sua pele numa lenta carícia. —Não pode sentir dor. Ele inclinou-se para lhe roçar os lábios. Podia sentir o calor e o toque de sua conexão espalhando sobre e dentro dela. Imediatamente ele fechou os dedos e a atraiu para o calor de seu corpo.. . Mary Ann colocou as mãos nos quadris e olhouo da cabeça aos pés.Solange descansa e Juliette está com sua irmã. atraindo-a brandamente sob seu ombro. com um olhar interrogador na face. —Obrigado pelo que fez por ele. – Manolito espirou. ela colocou a mão na dele. Sua singela declaração tinha um selo de verdade e atravessou cada defesa que possuía. —Acredito que será melhor que somente tenha pensamentos agradáveis sobre mim. não estava segura de que estar a sós fosse a idéia mais inteligente. —E Solange? —Juliette e Riordan estão com ela. Ele parecia exausto.murros no outro. Um olhar para voce e todo o resto empalidece. Esse seria o caminho a seguir. quando chegar o momento. Não queria se relacionar só fisicamente e seus novos sentimentos a faziam sentir-se mais vulnerável que nunca. Ele era muito sexy e atraente. como se simplesmente a saboreasse.Vêem comigo. queria estar com ele. Permanecerá na terra duas ou três noites antes de se elevar e eu estarei lá para ajudálo tanto como possa. Seu irmão lhe mais sangue? — Sentiu valente fazendo a pergunta.

Um débil sorriso enviou diminutas chamas de excitação a seu corpo. O que menos precisava era que lesse suas fantasias. É obvio que iria com ele. —Você. Eu não fiz aquilo. Ela assentiu. Mary Ann. Sua boca secou e ela tocou os lábios com a língua. —prometeu ele. Então. Possuía uma imaginação muito vívida quando se referia a sexo. – Você. permitir que saíssem as palavras.Não enquanto esteja comigo.. . Nunca tinha desejado uma relação com um homem que fosse cômoda. Porque também ela desejava essas coisas. na forma em que seus quadris se estreitavam e a evidente e impressionante protuberância de sua calça jeans. —Para mim e para os homens. não estou segura de que possa viver comigo mesma depois. porque ainda podia saboreá-lo em sua boca e sentir suas mãos em seu corpo e lhe doía por dentro. Como poderia? De algum jeito estava muito agradecida de que ele não pudesse entrar em sua mente. cada fantasia com a qual sempre tinha sonhado. Tenho esta louca reação a ti. Seus olhos negros ardiam carregados de luxúria. —Não sei como te deixar entrar ou sair de minha mente. o homem havia sido selvagem com ela e profundamente apaixonado. Você não é seguro. —Nenhum dano te sobrevirá. —Não está me permitindo entrar em sua mente. mas seu olhar estava ainda em seus lábios. lhe mostrando que as coisas que havia em sua mente podiam ser reais. E agora aqui estava.. Fantasiava uma relação com um homem que pudesse lhe inspirar ardentes e eróticos toques de eletricidade. Gostaria de sentir uma paixão que a consumisse toda ou nada absolutamente. —Se for sozinha contigo outra vez Manolito. O vento era forte demais e um galho rompeu e caiu sobre ele. A verdade era. Pelo som de sua voz. que lamberam seus seios e desceram .. Estaria pedindo problemas se fosse. delineando seus lábios com uma carícia de calor. Sua pulsação parecia martelar através de todo o seu corpo. que só lhe acrescentava encanto. ele esperava lhe fazer coisas sem as quais não poderia viver e isso era exatamente o que temia. Em cada olhar e gesto. —Agradeço suas regras. ia fazer todo o possível para seduzi-lo ou simplesmente lhe rogar que a empurrasse contra a parede mais próxima e a tomasse.. Deixe-me te mostrar meu mundo. —Não estou segura que seja seguro. as mãos movendo sobre sua pele. tê-lo amando-a. . Queria que ele lhe ensinasse todas as coisas com as quais tinha sonhado. ondulando os músculos e endurecendo seus mamilos. —MaryAnn não podia respirar. —Levarei o spray pimenta. —Era melhor ser honesta e deixar que ele soubesse. não só imaginárias. queria pertencer a ele. que em cada fantasia. Mary Ann estava quase segura de que Manolito da Cruz era o homem. —Regras? —Suas sobrancelhas se arquearam interrogativamente. Havia dor em sua voz? A última coisa que queria era lhe ferir. —Não estava se saindo bem porque honestamente não podia pensar com ele olhando-a assim. por ele. fazendo-a sentir dolorida. Seus olhos estavam semicerrados e nublados de luxúria. Jasmine acredita que a salvei do mago. —Vêem comigo. ofegando quando o olhar masculino seguiu atentamente a ação. Nunca entraria se ela tinha algo a dizer a respeito. Havia uma débil curva em sua boca. Uma coisa sem a outra não era aceitável para ela. Honestamente não tenho a menor ideia de por que todos vocês acham que sou psíquica. Não deveria ir. com o coração palpitando com força..O caso é que estabeleci regras para mim há muito tempo. sabendo e necessitando. andar com ele em público senada absolutamente sob o vestido ou dançando com ele sob uma neblina sensual numa festa. resignou a nada de nada. então teria mais problemas do que podia imaginar. E essa fome crua fazia com que seu coração palpitasse e que seu corpo se derretesse. mas suspirou..Sua voz resultou áspera pela fome. com a ponta do polegar traçndo o atalho que sua língua tinha seguido. Iria porque tinha perdido o juízo. que não poderiam chegar em casa antes de sucumbir ao desejo de um pelo outro. Os olhos escuros de Manolito vagaram possessivamente por sua face. na largura de seu peito. —Não te farei nada com o qual não possa viver. Ele exudava sensualidade. na postura de seus ombros. Simplesmente não me deito com nenhum. Como podia explicar que se sentia como se sua dignidade e anos de contenção estivessem a ponto de sair voando pela janela? Se ficasse a sós com ele.

ansiosa por liberdade. Ela se sentia quente.. Seu cabelo negro lhe acariciou a face enquanto a levantava. Existia para ele. —Verdade? Se abria. Medo de amar este homem e mudar sua vida. Só seu coração. Seu pescoço era quente e convidativo e afastou a camisa dele com o nariz. Aqui. só lhe acrescentou encanto. não colocava maior risco para sua virtude. podia senti-la estirando e estendendo-se dentro dela. com este homem. Havia uma nota terrivelmente íntima no tom aveludado de sua voz.. Manteve a face enterrada no pescoço dee sentindo-se segura enquanto se moviam através do céu. saboreando-o. Realmente desfrutava de seu pequeno ninho. Se ainda tem medo de voar. Tão espantosa dentro dela. Com deliciosa gentileza. deslizando o corpo contra o dele para que ela pudesse sentir sua ereção pressionando firmemente seu corpo suave. podia ouvir que todos os sons cessavam. dançando pelo interior de suas coxas até que sentiu um calor abrasador queimar seu cantinho mais feminino. mas por que ele era um bom homem e seu coração respondia com a mesma paixão que seu corpo. sensual e excitante.. de pressa e do ciclo da vida. exceto ela nesse momento. como se estivesse envolvida em veludo. Mary Ann. Seu coração seguia o mesmo pulsar. sentindo-se como se acabasse de pular de um precipício.Olhe agora. MaryAnn fechou os olhos brevemente e se apertou mais contra ele. Era boa nisso e gostava de sua independência. e este homem iria descontrolála. Por ela. A tentação de saborear o proibido era tão forte que permitiu que as mãos se enredassem por um momento em seu sedoso cabelo. Sabia que ajudava os outros. que abre sua mente a minha. Ele era absolutamente honesto em tudo e isto a atraía também. Não queria ver a beleza da selva tropical. —Tenho medo de alturas. sentindo sua sacudida.. por que nenhum outro traço num homem poderia atraí-la tanto. não tinha pensado no perigo de expor sua mente. que a aterrorizava e que mantinha fechada. Os lábios dele lhe roçaram a cabeça. Na cidade. como se o pecado vivesse e respirasse nele e a envolvesse com nada mais que paixão.Não terá medo. sobretudo perigosa e a envolvia em seu voraz apetite sexual e sua necessidade elevava suas próprias necessidades e desejos... olhares e sensualidade. sacudindo-a. essa “coisa” permanecia calada e sob controle.para seu ventre. Uma vida pela qual havia trabalhado duro. . sem pensar nas conseqüências. —respondeu ele com a voz matizada de diversão. prometendo e comovendo-a completamente. O maior risco era lhe permitir entrar em seu coração. que suspeitava ser estranha nele.. Para sempre. A pequena nota de humor. rodeada de pessoas. pressione sua face contra meu pescoço para que não possa ver nada. E ela não se atrevia a deixála livre. para poder descansar a face contra sua pele. Ninguém. Verá meu mundo com meus olhos. Mas tudo isso. um estremecimento de prazer sacudia seu o corpo forte. Sua pele estava quente e cheirava. O duplo sentido enviou um tremor de desejo por seu corpo. que criava energia. Mary Ann. Porque quando o fazia. E esta. Fechou os olhos quando seus pés deixaram o chão. Queria ver insetos insetos desagradáveis que picavam e sanguessugas.. porque podia. —Coloque os braços ao redor de meu pescoço e suas pernas ao redor de minha cintura. A noite era surpreendentemente cálida.. prometo-lhe. Entregaria-o rapidamente. absorvendo a textura. Enquanto ele a levava através da selva. que esquecia ser Mary Ann a conselheira e se convertia inteira e completamente na Mary Ann. ele envolveu-a nos braços e a atraiu lentamente contra seu corpo. . Levantou o olhar e se perdeu na absoluta intensidade do que viu nos olhos dele... Sua pulsação seguia o ritmo da dele. . Mas se sentia atraída por este homem. Confie em mim para cuidar de você. como se os animais. Deixou escapar o fôlego. Permitia-lhe entrar em seu interior. —Não esperaria nada menos que o spray pimenta. Nada. Ele tirava-lhe o fôlego tão facilmente. . Seus lábios se moveram contra ele. Era exatamente o que temia.. sem reservas. Tinha medo de que se encatasse com o que ele estava lhe mostrando. Mary Ann era toda controle. Um estremecimento desceu por sua espinha quando compreendeu que eles pressentiam um predador. Mostrava-lhe vulnerabilidade quando lhe contava que via e ouvia coisas de outro mundo. Era impossível não se sentir viva com ele.Igual a você. a mulher. pássaros e insetos se advertissem de sua presença.

Lentamente ele a deixou sair de seus braços. Posso controlar essas coisas. Ficaria com sérios problemas. apegando-se firmemente com as duas mãos e olhou para baixo. Ele estendeu a mão por baixo do cabelo para lhe alcançar a nuca e seu polegar deslizou sobre a pele. Um senhor ou um príncipe. Estavam na copa de uma enorme árvore. observando-a virar o rosto para o céu. Cruzou o corrimão. —Sinto a névoa. Virou-se para ele. Brincos de névoa dentro e fora dos troncos das árvores. Não havia aroma de sangue ou morte e nem horror nos olhos de uma jovenzinha. —Era essa sua voz? Soava mais sedutora que ele e não queria isso. formando uma sólida. temerosa de falar. acrescentando mistério e beleza. flutuando ao redor de sua face e ombros. galhos formando caminhos para animais. com todos esses cachos e ondas. que sentia como se pudesse tocar a lua. Esta não estava perto de ficar cheia. —É uma de minhas favoritas.Tinha sanguessugas também. Solte-os. Sorriu-lhe. Não sem balbuciar. Manolito. descansando contra o corrimão enquanto bebia-o. tentando manter a imagem das sanguessugas em sua . Queria que ele a visse assim. Deitou-se com cautela na cama de folhas e flores. mas era uma visão mágica. Mary Ann recuperou o fôlego e olhou ao redor. Voaram tão alto. Manolito. Estava revelando muito de si mesmo. suave e convidativoa cama. enviou outra onda de excitação a seu corpo. Não estava segura de que pudesse falar quando se deitou na cama. —É formoso. — Ele ondeou uma mão e as folhas começaram a emaranhar-se com as flores. enquanto o polegar dele acariciava sua orelha e provocava um calafrio em sua espinha. gordo e que chupava sangue. sabia. E ela havia colocado para ele. As estrelas se dispersavam e brilhavam. —Por que está com o cabelo recolhido numa trança tão apertada? É formoso. — Tentou soar dura. mas a névoa os faria cair em meu rosto e meus olhos. Viu copas de outras árvores. As trepadeiras continuaram retorcendo-se e escalando. masculina e a boca cinzelada tinha um toque de sensualidade ao mesmo tempo que crueldade. As trepadeiras se cruzavam rapidamente sob eles. Podia sentir o calor por todo seu corpo. Só conseguiu soar ofegante. folhas brilhando prateadas em vez de verdes. Tudo. acrescentando um sólido corrimão para que pudessem caminhar nas copas das árvores e sentir-se como no telhado de sua casa da cidade. com sua cor brilhando a luz da lua. Poderia usar toneladas de produtos para mantê-lo em seu lugar. —É selvagem e formoso. não poderia deixar de pensar nelas. —Eu gosto de sua saia. Estavam somente. Ele pertencia à noite. Os ossos fortes davam a sua face uma aparência nobre. Selvagem o descreve muito bem. com espera. a sensação de sua língua lhe acariciando a pele. encrespado e sem estilo. os raios de lua captando as cores das plumas enquanto os pássaros pousavam para passar a noite. Pressionou a mão contra o estômago para acalmar as sensações de asas de mariposa que a tomava.. ondulação de asas. —Dói-te a perna? A lembrança de sua boca na perna. A saia e a blusa não eram só bem femininas. A névoa parecia diamantes caindo de um céu de meianoite. —Sou Cárpato. Negou com a cabeça. Era a única forma que lhe ocorria de ficar a salvo. Obrigado por me trazer aqui. Quando olhasse. De repente era difícil respirar. —Você não entende. Deixe-o. mas não podia ser menos honesta do que ele era. mas era impossível com a sensação de seus dedos lhe soltando o cabelo da trança. Obrigado por vestí-la para mim. Levantou a cabeça cuidadosamente e olhou ao redor. sem implorar seu toque. para formar uma plataforma sólida. Queria uma oportunidade para. diminutos cristais brilhavam por toda parte aonde olhasse. Formaria uma confusão imensa. Queria conhecê-lo. noite e Manolito. mas também a fazia sentir-se sexy e desejável. Seu cabelo estava livre da trança. mas não faz frio e minhas roupas não estão úmidas. Havia uma inesperada ternura em seu toque. —Tenho cachos naturais. —Seus dedos já estavam ocupados soltando-os. como se saboreasse a sensação. Armada com a imagem de um inseto enorme. Seu coração bateu forte.. Olhe as estrelas enquanto conversamos. Ele era perigo e paixão. Com este tempo meu cabelo ficaria imenso. —Deite-se comigo.

Não havia nenhuma compulsão em sua voz. contemplando a possibilidade de instruí-lo nas leis humana. —Não o conheço o bastante bem para te dar esse tipo de confiança. quando meu corpo estiver dentro do teu. Seus traços estavam marcados com um cru desejo. —Não sou humano. Conversaremos. Sua risada foi baixa e sexy.. Os dedos ao longo de sua coxa coberta pela saia. para romper o silêncio. sivamet e mais que nenhuma outra coisa desejo dar prazer a minha mulher. Ele baixou um braço a seu lado. Isso e mais. Como tinha medo. Umedeceu os lábios secos com a língua. O que tem de mau nisso? — Ele soava genuinamente desconcertado. Uma mulher como eu precisa confiar num homem completamente para entregar-se a ele como você me está pedindo. Por um momento ela pensou que ele ia dizer que não a desejava. Havia uma ordem no firme toque de seus dedos. —Ainda não estou preparada. preguiçosa e enganosa quando ela podia sentir o calor irradiando de seu corpo. mas então se deu conta que queria dizer que exigiria o que queria dela. Esfregou o queixo com os joelhos. Sua resposta foi tão inesperada que ela virou para olhá-lo. Não há necessidade de temer as coisas que quero de ti. Mary Ann. pelo menos ela não acreditava. com crua luxúria. Ela não se opôs. a ondulação de músculos e a protuberância que ele não se incomodava em esconder. —Havia um débil sorriso em sua voz. —Sou seu companheiro Mary Ann. não há razão para negar o que quer. então. Olhou fixamente para o céu e observou a névoa cintilando sobre eles e procurou um assunto que lhes permitisse uma verdadeira conversa. —É uma situação incomum. a fazenda de gado. —Olhou-o por cima do ombro. Foi um engano. Mary Ann. Faria tudo o que ele lhe pedisse. brincando por seu corpo como acarícia hipnotizadora de seus dedos. —Não acredito.. seu marido. —Deve também ficar cômoda. Ele estava deitado como uma oferenda. —Talvez eu não queira isso. Quando estiver sob de mim. seus olhos a devoravam. mas a seda quente contra sua pele fazia com que os músculos reagissem em reação. —Tem medo.. mas se encontrou –deitada a seu lado. Seus olhos negros brilhavam com posse. —Deite-se a meu lado. mas as flores exalavam um perfume tão maravilhoso e a cama era tão suave como o melhor colchão no qual já se deitara. A cor subiu por seu pescoço até sua face antes dela poder controlar. continuavam deslizando abaixo e acima. sentou-se. Mas isto era muito. o que há entre nós é tão natural como respirar. Coxa com coxa. enlaçando os dedos atrás da cabeça.mente. fechando os dedos contra sua coxa. Quadril com quadril. É o que mais teme.. —Seu toque era ligeiro. —Riu brandamente . assim pôde encolher os joelhos. Como seu cabelo e sua pele e o que seja que more dentro de ti. Não podia negar. acariciando-a através da fina seda azul marinho. Adoro tudo nela. Ele mostrou o colchão de flores. A selva. —Acreditei que teria medo daqui de cima —Ela admitiu. Ou necessita. que pudesse revelar mais quem e o que era ele. —Não pedi. Como sei que está sob meus cuidados. Simplesmente permitiu que lhe tirasse as botas e as colocasse de lado. —Bastante justo. —Mas você quer. em hipnotizadoras carícias. Manolito segurou sua perna entre as mãos. Ele lançou-lhe um sorriso débil e zombeteiro e se estirou na cama. baixou o ziper da bota e a tirou. mas também o que mais deseja. confiará em mim mais que quando estamos separados. —Temo que levará algum tempo. casual. Para encontrar um assunto seguro. Ele não era o melhor dos cavaleiros quando começam com o rancho. —Você gosta de viver aqui? —Cheguei a chamar esta terra de meu lar. mas gentileza em sua voz. as pessoas e inclusive os cavalos.

Reúne energia e a usa quando precisa. Queria ser todo macho como os irmãos Chavez. —Se soubesse isso. fechada firmemente sobre seu dedo provocou chamas que dançaram sobre sua pele. Não sabíamos nada de nada. —Porque estava perdendo rapidamente a capacidade de pensar. aliviando a diminuta mordida. seu olhar negro queimava através do fino material de sua blusa. —Não passei muito tempo na sela. Senti-me orgulhoso de ti. Trabalhamos juntos após.Foi uma boa sacudida. Poucas pessoas podem fazer . —Muito. na realidade. para chegar a ser conselheira. Nós tínhamos dinheiro e eles o conhecimento. não tem nada a ver ser psíquica. Lambeu os lábios e suprimiu um gemido quando a olhou para sua boca. não uma fantasia. Ela sentiu o toque através de seu corpo. . Como seu cabelo. Acredito que esteve fazendo assim durante toda sua vida. mas outros sim? O que faço exatamente. . —Sua mão deslizou até os intrigantes cachos. seria genial.Protestou ela. Acariciou brandamente. Ela relaxou um pouco. nunca teria que voltar a me preocupar em vê-la jogando-me sobre meu traseiro. . —Não o fiz.—Não podia acreditar que fizesse. —Porque as tem. —Alto aí. até chegar a seu sexo já abrasivo. tirando sua mão. – Admitiu ele e sua voz desceu de tom. —É obvio que você é psíquica. mas não se não pudesse esgrimi-lo apropriadamente. Ela riu. . . – Ele levou sua mão aos lábios e a mordiscou levemente. embora não tenho idéia de por que pensa que tenho habilidades psíquicas. Felizmente. Se for ou não boa. Atua com muita intuição. Completamente natural. provavelmente desde que era menina.Posso me conectar contigo por essa coisa do sangue.ante as lembranças. então não utilizei minha mente para controlar o cavalo. Ele não a soltou e a sensação da boca dele. —Ele girou sua mão e lhe mordeu suavemente os dedos. Expulsa pessoas de sua mente a vontade. päläfertül.Não tinha pensado nesse assunto há anos. —Fez.Poderia usar um pouco de instinto agora mesmo. Manolito. —Se as tenho. o bastante para que ela o sentisse em seu couro cabeludo. —Esperava uma autêntica revelação. —Faz muito bem com seu poder. Sou treinada e tenho muita experiência. logo que assimilei o fato de que minha mulher tinha me esbofeteado. a risada borbulhando. enquanto estes subiam e desciam sob ritmo rápido de sua respiração. —Alegra muito que não estivesse. seus seios cheios. quente e úmida. mas queríamos aparentar sermos humanos. —É capaz de se introduzir em suas mentes.Como usaria algo que não conheço? Como funcionaria? A mão dele deslizou de seu cabelo até seu braço e a mão. —Teria sido interessante e muito tentador. Você Acha que é instinto e talvez essa seja outra palavra para definir seu talento. um calor que não podia negar ou controlar. —Não acredito que a habilidade psíquica seja boa se não souber como usá-la. Fui para universidade por muito tempo. —É na realidade bastante poderosa. tínhamos a família Chavez para nos ajudar. Pode ler as pessoas e sabe exatamente o que lhes dizer para ajudá-las a encontrar seu caminho. —Eu não faço isso. —Oxalá eu tivesse aqui. além disso. Realmente quero averiguar como posso ser psíquica. verdade? —Disse. psiquicamente? Os dedos uma vez mais começaram uma carícia tranqüilizadora através da seda da saia. como é que não sou consciente disso. —Eu teria gostado de ver seu primeiro passeio a cavalo. Se realmente tinha algum talento. —É muito oral. então é normal para ti. sim. —A língua dele acariciava a palma de sua mão. mas não posso fazer muito mais. . Rodeou-a ligeiramente como se seus dedos fossem um bracelete vivo. A menos que tivesse controlado o animal para mim. As pontas dos dedos dele acariciavam a forma de sua coxa.

Queria permanecer de pé diante dela com todos os seus defeitos e saber que ainda assim ela poderia aceitar quem era.. pelo que podia ver. Pobreza. Isso nunca antes tinha importado. Cada músculo se apertava em resposta ao esse toque ligeiro. Nunca o faria. mas uma vez que começaram a se misturar. ambição e avareza. Um milagre. especialmente se estavam com um Cárpato que podia fazer com que os insetos e a chuva jamais os tocassem. —Se começarmos com o pior acabaremos com isso rápidamente. Precisava isso. Mas há tantas maravilhas. —O que está fazendo? —Te memorizando. completo. —Deixou cair sua mão entre os dois outra vez. —A longevidade é uma maldição e uma bênção. Havia uma espécie de beleza e paz no estranho balé que eles realizavam. —O que está procurando?—Inclinou o queixo para ele. Os dentes brancos cintilaram à luz da lua. que a cidade. — Ele virou a cabeça e seu escuro olhar era líquido à luz da lua. Tudo nela estava imóvel. Os outros cambiaformas desapareceram tão rápido que agora não são mais que uma lembrança. magos e humanos estavam muito unidos. —Acredito que deveríamos começar com algo bom. É uma habilidade intrigante. Ela era valente. Havia inocência nela. podia entender porquê algumas pessoas preferiam a selva. uma maravilha. Tudo nela o chamava.. os dedos lhe segurando a saia. Você vê pessoas que lhe importam vir e partir enquanto você permanece inalterável. Era óbvio que se a sociedade não cuidava de suas mulheres e crianças. Mary Ann. seria impossível a continuação da espécie. Parecia um milagre. Fazia sentido. Há maravilhas que fazem que o resto valha a pena. É duro não tocar em você. Umideceu os lábios outra vez e tentou se concentrar na conversa. embora não se visse assim. Possuia mais compaixão que qualquer outra pessoa que conhecera. embora seus olhos fossem velhos. Todos tínhamos uma vida e a vivíamos com a filosofia de viva e deixe viver. mas se negava a perder a esperança. da luz com a qual brilhava. Deitada ali. Tinha visto o pior da vida. Freqüentemente e com grande risco ajudava os outros. Agora a aceitação era tudo. olhando a névoa brilhante e a revoada e o baile dos morcegos enquanto caçavam insetos no céu noturno. Algumas espécies eram mais fortes que outras. Ficar a seu lado com as estrelas no alto e conversar tranqüilamente. —De onde vem? —De muitas fontes. não de sua companheira.. Mantinham-se por si mesmos. olhando as estrelas. Que ela pudesse lhe ver. Então não nos misturávamos a menos que alguém cometesse crimes em nossos territórios. Não entendia porquê um homem como ele podia olhar para ela ou se permitisse desejar passar uma eternidade com ela. Cárpatos. Não tinha idéia de sua própria tração.. para se mover através de sua coxa e quadril. com o passar dos anos. —Diga-me seu pior defeito. Você tem a pele muito suave. —Aceitação. A guerra é igual. Não fazia nem idéia. Nunca havia sentido nada tão suave e convidativo. foram sempre sociedades reservadas. Ou um talento assombroso ou nenhum absolutamente. Sentia as pontas acariciadoras de seus dedos que recolhia a saia mais acima para expor a pele da perna próxima a ele. —Conheceu a gente do jaguar quando ainda havia muitos deles? —Os cambiaformas. Esfregou a ponta dos dedos pela pele resplandecente. Outra maravilha da vida. mas os jaguares se negaram a reconhecer ou aprender com os enganos que outras espécies cometeram. —Foi difícil viver através de tantas mudanças? Ele devia ter visto tanto. especialmente os jaguar ou os homens-lobos. moldando suas curvas. Ser capaz de tocá-la como fazia. encontra ambos os casos. Os outros permaneciam longe de nós ou uns dos outros.isso. Mary Ann. —Não pensava esconder. Saberemos o que é e se podemos nos . mas sua mão deslizava sob o material de seda. Permanecia junto a ela. Aprendido e sofrido tanto. Queriam manter seus instintos animais e viverem livres. Ela ficou quieta durante um longo momento. Ele não se estava esforçando muito. Acredito que todas as sociedades tinham alguns poucos que possuíam habilidades para manipular energia. Ela era para ele. Captou um brilho de seus pensamentos quando ele lhe abriu sua mente.

Como explicá-lo. Galhos se balançaram por algo mais que os pássaros. ainaak enyem. apertando os lábios. Meus pais eram geniais. com um formoso som. —Não pode ser nada mas que o que é. porque tem razão. Ela pensou. Cheguei a pensar que é um grande nome. Tinha esquecido ou talvez nunca o tinha experimentado o perfeito prazer de estar com uma mulher que podia lhe excitar como ela fazia. Sou realmente teimosa. Podia ver pequenos corpos peludos reunindo-se para passar a noite nas árvores. —Sua mão lhe acariciou a face—. Não me importa e nunca me importou o que pensem os outros. A suave risada excitou seu membro como uns dedos acariciadores. —O que há dentro de mim me assusta como o inferno. somente que aqueles que amo e me aceitam. —Então me conte. —Deveria. mas a desfrutei. —Por teria que ter medo do que há dentro de ti? Posso ver sua luz brilhante. Posso ver que está incomodada. Incomoda-te? —Manolito em outros países é um nome muito comum. em frente dela. que não estava pronta para isso. Manolito ficou em silêncio um momento. Eu não gosto que me mandem. separando-se ligeiramente dele. Podia ouvir sua risada todo o tempo e nunca se cansar. —disse Manolito. Minha mãe era médica e meu pai tinha uma pequena confeitaria. —Isso é o que você acha. Não que o escondesse intencionadamente. — Ela podia sentir sua preocupação. MaryAnn. —Sei. —É obvio. Não posso vê-lo. Moveram sombras nas profundezas dos olhos dele.ocupar disso. —Sinto muito. Segurou o queixo com dedos gentis. —Me fale de sua infância. Nunca deve temer nenhuma parte de ti. Não só um pouquinho. —Já que estamos contando segredos. com afeto. —Nicolas e Zacarías não encontraram suas companheiras. depois suspirou. Só têm lembranças de emoções e é mais difícil mantê-las a cada noite que passa. —Agüentarão porque devem. —Tive uma infância normal. É agradável saber que seus irmãos brincam contigo. —Não se o que te dizer. em alguns países. —Eu sempre tenho razão. mas lutava por encontrar as palavras para algo que sabia ou suspeitava e inclusive. A maioria deles se congregavam num lado da árvore. Seu escuro olhar a sustentou e a voz foi aprazível. Eu não tenho. nada mais. enquanto alguns poucos macacos se assentavam em galhos ao lado de Manolito. luminosa. Era seu desejo. Você acreditaria que foi aborrecida. CAPÍTULO XII Manolito sentiu sua repentina tensão. —É um apelido afetuoso de meus irmãos. Diga-Me que acontece. —Talvez não me veja tão bem como deveria. Ela parecia incomoda. Cresci trabalhando ali e ganhando a . Nunca tenha medo do que há dentro de ti. Manolito. você se irrita que o chamem Manolito em vez de Manuel? Sei que o diminutivo se usa freqüentemente para jovens em vez de homens. tentando encontrar uma forma de ajudá-la a confiar nele. somente sinto e isso assusta demais. Seus olhos se encontraram. —E esperas que todos façam o que você diz. Eu sou teimosa. Ela baixou a cabeça para que a massa de cabelos caísse ao redor de seu rosto. Ela envolveu uma mecha de seu cabelo ao redor do dedo.

Não precisava se conectar com suas mentes para ver o que o rodeava. mas meu pai pensava que se eu me interessasse pelo esporte..Precisa de mim? O que acontece? MaryAnn ofegou. como seu ouvido. Manolito apertou sua mão em gesto consolador. seus ouvidos e nariz lhe proporcionavam a informação. Manolito permaneceu imóvel. só uma espécie de euforia. —Não se detenha. sem sua mente conectada a dela. —Aconteceram coisas inexplicáveis. As cores a seu redor decaíram significativamente e o ruído da selva desapareceu até que o silêncio lhe rodeou. sentindo sua repentina retirada. Era uma garota muito feminina. Sua visão parecia diferente. as articulações a ranger e . Fora. mais agudos se tornavam seus sentidos. sivamet. Ela havia voltado a fechar de repente a barreira impenetrável entre eles. negando-o a lhe deixar sozinho no prado de névoa. Quanto mais ficava na terra das sombras. onde tudo era selvagem e era matar ou morrer e enfrentava inimigos que lhe eram desconhecidos em seu mundo seguro. na selva. quando estava no Instituto. Mas então se esqueci de quão incômoda me sentia correndo e me senti… Livre. observando as sombras cruzar sua face. mas deixei para trás todos e corri sem pensar. Não sentia nenhuma dor. algo que se movia e a acotovelava. Fale-me disso. necessitando pelo menos que alguém soubesse que não estava louca. e houvera grande quantidade de incidentes inexplicáveis. obviamente não desejava recordar o incidente ou falar dele em voz alta. como se fosse para que ela o visse. Seu olfato era agora mais agudo.. —A princípio foi maravilhoso. Sentia que o ar ficava preso em seus pulmões. a pulsação frenetica em seu pescoço. O olhar dele vagou por seu rosto. As cargas pesam menos quando são compartilhadas. . – Ela retirou sua. Qualquer que seja seu medo compartilhe-o comigo. não a versão abreviada. mordendo com força o lábio e tratou de empurrar a verdade para o abismo profundo que nunca enfrentou. notando seus olhos. então era um pouco solitária. quase tudos. para impedir que ele visse. sem mover um só músculo. Não só podia detectar a posição dos animais e pássaros a seu redor. – Meus ossos começaram me doer. —Está a salvo aqui comigo. não podia já seguir contendo esse outro ser que se desdobrava em seu interior. como se estivesse mais perto do mundo em que MaryAnn vivia. embora não estava seguro de quem pretendia tranqüilizar. da névoa reptando até sua mente e sua visão desde que tinha enviado a Luiz para a terra. Manolito permaneceu em silêncio. se por acaso podia lê-la.— Ela deixou escapar o fôlego. onde quer que olhasse o cinza consumia as cores. Fechou seus dedos ao redor dos dela e os sustentou com força.. Ele levou sua mão aos lábios e beijou as pontas dos dedos. No momento em que ela o retirou de sua mente foi consciente daquele outro mundo no que ainda estava. mas tambem de algo que havia estado o bastante perto. Tinha insistido em ficar com ele. Ela sacudiu a cabeça como se fosse começar a falar. Não tinha sido vagamente consciente da terra. mas tinha muitos amigos na escola. Agora. .. Bom. O coração começou a trovejar em seus ouvidos. Ela estava pendente de cada seu detalhe nesse momento e ela tinha muito medo.maior parte do dinheiro para minha educação. Sentiu que algo mudava em seu interior. Eles lhe recordavam muito os séculos de escuridão. Meus pais queriam que praticasse algum esporte. mas também conhecia suas posições exatas. sempre tinha sido. via o frenético batimento de seu coração e de sua pulsação.Não era consciente do que fazia. Queria que ela soubesse que não faria menos por ela. mesmo insegura a respeito dele. me sentiria menos inclinada a seguir as últimas tendências da moda. mas mesmo assim captava o movimento imediatamente. mas então comecei a notar coisas. Não queria pensar nesses momentos. —Cheguei à pista de corridas e me pus a correr. mas eu não tinha interesse. Simplesmente não gostava dos tons cinzas. esperando-a que ordenasse seus pensamentos para que lhe contasse a história completa. mas quase se sentia compelida a compartilhar. Ouvia seu coração. fui ao ginásio de esportes. como se não suportasse despir sua alma enquanto ele a tocava. mas ela havia ficado na distância. O que mais sentiu? Obviamente foi algo que te impressionou. Não tive irmãos nem irmãs. A princípio só podia pensar em que ia cair ou me tropeçar e humilhar mim mesma. MaryAnn se afastou para ele não tocar seu corpo. —Houve uma vez. não só dele. familiar como quando se convertia num animal. obviamente recordando a sensação.

completamente diferente e mesmo assim igual. Ele estirou a mão e puxou dela até apoiá-la contra ele. . Meu corpo estava… Cantando.. seu coração palpitava.E cada vez que entrava num bosque. —Porque ele estava seguro de .. Pude ouvir suas vozes e ver as luzes dançando fora das janelas. Respirava com dificuldade. O homem me beijou também e depois a ela uma ultima vez e abriu uma trampilla no chão. Senti-me assustada e temerosa. o bebê do bosque. —Um homem chamando uma mulher.Queriam nos matar. nos queria mortos. Um arrepiou a percorreu e Manolito a aproximou mais. como se estivesse vivo pela primeira vez. sivamet —Sua voz era suave. ouvindo meu coração. Podia ouvir suas respirações. —Não tem que me contar nada mais. Minha visão mudou. Asas se deslocavam ar no alto enquanto os pássaros permaneciam nos galhos. um assobio e então a mulher se encolheu. podia cheirar o suor e ouvir os corações pulsando. crescendo e lutando para sair dela. E depois começaram a fluir em minha mente. Nós duas soubemos o momento exato em que o homem que ficou na casa foi assassinado. —A menina estava rodeada pelo bosque enquanto eu corria pela pista. podia dizer onde estava cada um dos corredores atrás de mim. como se Manolito compartilhasse quem e o que era com ela. Acredito que sabíamos que era a última vez que nos veríamos. Acha que ocorreu realmente? Que idade acha que tinha quando aconteceu a viajem pelo bosque? E onde estava? Nos Estados Unidos? Na Europa? Que idioma falava? MaryAnn inspirou e ficou quieta. muito assustada. Sua pele estava fria como o gelo e ele colocou o corpo ao redor do dela. inclusive a mim. —A mulher era sua mãe? —Não! — Gritou MaryAnn mais para negar que para conter-se. beijou o homem e o abraçou. Sabia que ela estava desesperada para atravessar o bosque até a casa de um vizinho. quase como se compartilhássemos as mesmas emoções. —A mulher correu muito. tentando afogar a comoção do que isso poderia implicar. Aceitava o que ela mesma não podia aceitar. mais e mais. as luzes cintilavam ao redor da mulher e de mim.. Onde estavam exatamente. Não tinha ritmo e respirava em ofegos. uma hipnotizante carícia sobre sua pele. Estou muito interessado. Por ser conhecido e reconhecido. lhe dizendo que pegasse o bebê e corresse. O lugar normalmente estava vazio. não sei quem era. sabia até mesmo sendo uma menina. Manolito levou a mão dela até o peito num esforço em reconfortá-la. Quem quer que tenha incendiado a casa.. mas lhe enviava sua absoluta compreensão e aceitação. Mas na realidade não brilhavam a meu redor na escola. Podia saltar obstáculos sem me deter. . Ela lambeu os lábios secos. cheirando os outros e lembrando das estrelas estalando ao redor. Umedeceu os lábios e apertou com mais força sua mão. MaryAnn. Ela não entendia que se agitava e que seu estado mental afetava os macacos nas árvores circundantes. os dedos me doíam. Como poderia lhe explicar o que tinha acontecido esse dia? Como havia sentido algo mudando.arrebentar. é uma bonita noite e estamos simplesmente conversando. o ar sair e entrar de seus pulmões. —Não se desgoste. Não era capaz de respirar. Cada sentido estava vivo em mim. Visões que não podia deter ou lhes dar sentido. A dor a consumiu e depois a mim. Ouvi como se algo passasse perto. absorvendo seu calor e fortaleza. Deslizou a ponta do polegar sobre o dorso da mão dela e sentiu os duros nós sob a pele enquanto sua tensão crescia. O bebê era… Eu. —Fui diferente naquele momento. de férias. —O que viu? —Fosse o que fosse a tinha aterrorizado. .Minha mandíbula vibrava e eu tive a sensação de me estirar. Estava num berço e ela me agasalhou com uma manta. Não sondava sua mente. – Ela esfregou-os recordando claramente a sensação. colocando sua cabeça no ombro. —Inglês não. gorjeando com ansiedade. Não queria me deixar e tampouco ela. minhas pegadas. Podia ouvir os tendões e ligamentos estalarem. O bebê. tropeçando. sem olhar. Ouvi seu lamento silencioso e este ecoou com o meu. tentando nos conhecer. A todos. mas não era minha mãe. Corria tão rápido que tudo a meu redor se tornou impreciso. esse medo ameaçava afogá-la. No momento seguinte soube é que estava correndo sobre a pista ao mesmo tempo em que a mulher corria através das árvores comigo. Estava assustada. Podia sentir como se ele flutuasse sobre e dentro dela. o peito lhe oprimia.Não. mas eu sabia que algo estava errado. Não posso explicar como me sentia. .Acalme-Te. mas eles estavam lá. não se for muito doloroso. Cada sentido bem aberto e recolhendo informação.. Desejava sair.. o ouvido e o olfato eram muito agudos. Não sei.

para ficar aprisionada em seus pequenos limites. —Era minha avó.. Uma mão embalando sua cabeça.. A declaração a comocionou. Nunca mais voltei a fazer. MaryAnn nunca havia contado a ninguém e desejava contar a ele. . . Recordo-me de seu rosto assustado e preocupado.. A pressão de seu peito aumentava. A admissão saiu dela sem seu consentimento e sem sua permissão. —Muitos pais sacrificariam voluntariamente suas vidas por seus filhos. igual ao homem. E nunca fui ao bosque depois disso. Era a casa de férias de uma senhora e seu marido que eram amigos da mulher que me levava em braços. a sensação de ser arrastada era terrível. sem lhe permitir o acesso a sua mente. MaryAnn era uma mulher confiante. – Ela se afogou.. uma corrente de simpatia e preocupação por ela. Viu-se sacudido pela aguda intensidade da sensação que corria não através de seu corpo. Sentia-a pequena. Como poderia conhecê-la? Seu coração pulsava grosseiramente e sua respiração chegava em ofegos desiguais. notou com interesse. Ou inclusive a suas lembranças. —Como puderam me fazer isto? Esperou. simplesmente abraçando-a enquanto ela olhava para as estrelas e ignorava os animais os rodeavam. A mulher me ofereceu ela e lhe disse que estavam tentando nos matar. quando toda sua .que conhecia o resto da história. Estávamos sendo perseguidas e ela soluçava. enquanto ela chorava em seus braços.. —Por que isso disparou a lembrança? —A sensação de terror e ser incapaz de respirar. —MaryAnn. E suspeitava que havia mais. Manolito permaneceu em silêncio. Respirou fundo e deixou o ar sair. Não desejava que eu voltasse a correr e eu tampouco. Contaria tudo a ele. As emoções. não este suave vulto que se enroscava destroçado em seus braços. Ela teve que parar por que a garganta lhe fechava novamente e havia uma terrível constrição em seu peito que se tornava cada vez mais forte. —Havia necessitado de todoa sua coragem.. —A mulher abriu caminho através dos arbustos. Que o assaltaram. Sua coragem estava decaindo e ela desejava o consolo de seu lar. —Meus pais deviam me dizer. seu valor para vir ajudar Solange e Jasmine. Surpreendentemente. e fazendo tranqüilizadores círculos em suas costas. Ela se emocionou quando viu sangue por toda parte. os dedos movendo entre o cabelo gentilmente enquanto lhe massageava a nuca para acalmá-la. Desejava agitar os braços e espernear para provar-se que ainda estava em seu próprio corpo e não encerrada numa caixa.A vizinha que me pegou era…É… Minha avó. Ela ainda mantinha a barreira firmemente em seu lugar. sinto-a aqui.. Escondeu o rosto contra ele e um estremecimento percorreu seu corpo. Murmurou-lhe suavemente numa mistura de Cárpato e português. não se sentia ameaçada por eles. que me matariam. A sua dor. Reconheceu a senhora? A vizinha? Ela era familiar? Não sabia. forçando-se a cobrir as milhas até que chegamos a uma casa. As pontas de suas unhas cravaram na pele dele. Precisava sentir a força de sua figura forte. para procurar Manolito e tentar lhe tirar de onde quer que sua mente o tivesse encerrado. Não há amor maior. Eu sabia que estava ferida. —Tentei contar a minha mãe e ela me disse que era um sonho… Um pesadelo que talvez tinha recordado enquanto corria. Suplicou a mulher que me salvasse. protetoramente. O medo de estar encerrada e ser incapaz de sair — MaryAnn umedeceu os lábios ressecados. Nunca tinha esperado os sentimentos. em busca de ar. — Ele manteve a voz aprazível e hipnótica Apesar de que cuidadosamente evitava empurrá-la ou acrescentar uma compulsão. quase como se sua essência fosse sugada para um pequeno e escuro lugar.. Queria que ela confiasse nele o suficiente para lhe dar detalhes. O calor de seu corpo e o batimento firme de seu coração. . que os animais nas árvores circundantes se agitavam mais. enterrando-se nele sem ser sequer consciente de que o fazia. Seu pesar era tão grande que se estrelava contra ele em ondas e se dispersavam através da selva. por que estava absolutamente segura de que tinha ocorrido e era a única maneira real de encará-lo.MaryAnn pressionou uma trêmula mão sobre seu coração. mas uma espécie de parentesco. Essa mulher… Eu a conheço. Ele envolveu-a nos braços e a aproximou dele. perturbando todas as criaturas. Sacrificou sua vida para me salvar. mas se aferrava em mim.. MaryAnn. sua mão subiu para pescoço dele e seus dedos fecharam ao redor da nuca. perdida e muito vulnerável. – Ele passou a mão pelo cabelo. A senhora saiu.Dói-me pensar nela. Mantinha-a agasalhada em calor e segurança da única forma em que podia. mas seu nível de angústia estava subindo e com isso.. mas de seu coração e mente.

nos atando num ritual no qual eu não tenho opção. com emoção. —Sabe que há mais que isso. Inclusive seus amados avós. – Ela arrancou sua mão da dele e se sentou ereta. Ele pôde ver seus pais a abraçando. Dor e fúria. Uma mistura de emoções brotava dela. Havia satisfação em sua voz. sivamet. Ele a faria perfeita. Ele podia acreditar que tudo seria perfeito com o tempo. seus pais. beijando-a. —Amo meus pais. A fúria ardeu dentro dela —Razoável? Não deveria me preocupar em ser obrigada Aa sair de meu próprio corpo? Diz-me o que tenho que fazer e eu tenho que te acompanhar somente por que você diz. Ela teria que ver sua família morrer. Uma delas sem esmalte. Manolito baixou o olhar para seus dedos entrelaçados e pôde ver os duros nós sob a pele dela. Culpa por pensar sequer por um breve momento que alguém mais podia ter dado a luz a ela.E então chega você e complica tudo me reclamando. A adrenalina bombeou por seu corpo e com isso… A fúria. que as lembranças de crescer em sua família eram reais e verdadeiras e tudo o resto uma ilusão ou um pesadelo ruim. Abriu novamente sua mente a ele e imagens de sua infância assaltaram seu cérebro. Engoliu o nó da garganta que ameaça afogá-la. —Minha vida inteira foi construída sobre uma mentira. —Isto não esta ocorrendo com você. Não os julgue tão duramente quando não têm todos os fatos. Ao crescer. sensação de traição. dando as costas às árvores. grossas e duras. Se não são seus pais biológicos. Como acha que se sentiria se estivesse acontecendo com você? —Não sei. Poderá ver. Todo seu mundo mudaria e ela não teria escolha a respeito.. estou me convertendo em algo mais. sem contemplar as dramáticas mudanças em sua vida. que não há razão para se preocupar. a curva de suas unhas. Inclusive a química de seu corpo seria diferente. MaryAnn. Você é você. Não possuo a estabilidade de toda a estrutura que pensei que tinha. Sua vida inteira não ficou destroçada. pressionando os lábios sobre os nódulos. Ele não tinha entendido a enormidade do que tinha feito ao uni-los.inclinação o empurrava a tranqüilizá-la e ajeitar tudo para ela. Foi difícil suprimir o instinto de dominá-la. mas as mudanças não ocorreriam a ele. . Me reclamar não muda sua vida em nada. meus pais o despachavam como banal. com o tempo. Não tenho a história que meus pais me deram. Ou o que sou. isso não muda absolutamente o fato. Os galhos tocando-se. —Sua vida e a de sua companheira seriam perfeitas. — Ela lançou-lhe um olhar fugaz sobre o ombro e se virou novamente. Não sei quem sou. servindo como longos caminhos de árvore em árvore onde inclusive os animais grandes podiam andar rapidamente.Parece pouco razoável estar zangada por algo que não pode mudar.Seria capaz de fazer muitas coisas que não pode fazer agora. Seu coração alcançou o dela instintivamente. mas ela aferrava sua mão e as unhas cravavam profundamente em sua carne. Podia ver os cipós na canopia. Manolito. felizes com ela.. . quando ma realidade era muito importante. Não seria a pessoa que sempre tinha sido. tirando cuidadosamente com os dentes até que a unha que perfurava sua pele se levantou e ela relaxou um pouco mais. suavizando-os. —Não sei o que acho que devo pensar. Somos uma família normal. . —Eles me amam. .concordou e atraiu a mão dela ao calor de sua boca. —Talvez tivessem suas razões. balançando-a no ar. soando vulnerável e perdida. —Não importa qual for seu passado. Ela não era uma mulher que pudesse ser dominada. não é assim? —Muda tudo. desejando ter suas lembranças completas. —É óbvio que a amavam. . E agora. Como podia alguém decidir arbitrariamente sobre sua vida sem seu consentimento? Sem lhe perguntar? Manolito. . Não parecia entender sequer como sua vida se veria tão afetada.Sua voz foi aprazível. mas se converter num Cárpato é tão terrível? —Ele passou a mão pelo cabelo. ela disse. Estivera rodeada da felicidade e amor sua vida inteira. Desejava provar a ele. Que agradável para você viver em sua cômoda pele e saber quem e o que é. Manolito esfregou o queixo contra sua cabeça e deixou pequenos beijos em seu cabelo. Emoção que podia sentir porque ela lhe tinha dado de presente. Manolito seguiria sendo o homem que sempre fora. Ele falava como se estivessem tendo uma discussão filosófica. às vezes tinha flashs de lembranças e cada vez que acontecia. só que teria a cor e as emoções restauradas. Seus pais lhe quiseram e a criaram rodeada por esse amor. Sua voz era tão tranqüila que a fez rilhar os dentes.

com o rosto enterrado contra seu ombro. mantendo fora os inimigos para que pudesse passar tempo com ela. enviando ar para mantê-la flutuando enquanto descia como um raio. —Já sei. .Sinto não entender o que está acontecendo.Chamou-a enquanto a seguia. .Como tinham decidido o que era o melhor para ela e não só a deixavam fora das decisões. —olhou para cima. —Se lhe abrisse sua mente. abaixada numa postura de luta. As sombras se moviam. Tivera a intenção de levá-la completamente a ele. outras grandes e todas de um prateado apagado em vez de brilhar como deveriam. mas MaryAnn empurrou para longe esse súbito pensamento e lhe dirigiu um olhar de apoio. A queda a mataria. não só visualizá-las. Ela tinha sido o bebê que alguém tinha perseguido pelo bosque e quase assassinado. —protestou ele.Não a mereço. —A verdade. Ela dera-lhe a verdade. —E compreendeu que era certo. mas você seguiria resistindo. Eu não tenho segredos que compartilhar contigo. . saltou atrás dela. O cabelo era espesso. mas uma vez que ela lhe abriu sua mente. —Quero ir para casa. desejaria que assim fosse. Estavam a quinze metros do chão. —Promete-me? — Dou-te minha palavra e nunca a quebrei em tudos os séculos de minha existência. tremendo com a verdade. com as mãos ao redor de seu pescoço. Poderia necessitar da fria e chuvosa cidade tanto como ele necessitava da selva. longo e ondulado. umas pequenas. —Não me ajude com isto. MaryAnn se afastou. MaryAnn olhou a seu redor. —Ele estendeu a mão. compreendeu que ela poderia precisar estar Seattle. Deu um passo para se aproximar.Como fiz isso Manolito? Ele manteve a mão estendida para ela. Manolito olhou a seu redor às variadas folhas. As folhas sussurravam a seu redor. Ele parecia nervoso. MaryAnn. Sua compaixão natural se precipitou e ela colocou a mão sobre seu ombro alagando-o com sua calidez e valor.. mas também a minha família inteira. de igual valor. rodeiou-o com brilhantes cores e sua consoladora personalidade. O que há dentro de ti é nobre e forte e duvido que deva temê-lo. Sabia qual era a verdade. —Não se como cheguei aqui. Agora precisava lhe dar algo mais. a escoltarei a seu lar. Não podia nem ver a plataforma que ele tinha construído. Essa era a última coisa que esperaria de um homem tão crédulo como Manolito. assim que ela deitou-se entre as . Não merecia estar tão satisfeito por havê-la reclamado. MaryAnn tomou um profundo e entrecortado fôlego. como também sequer tinha conhecimento delas? Levantou de um salto antes que Manolito tivesse idéia de que ela se moveria. Tenho algo a te dizer. MaryAnn colocou sua mão na dele. para que também ela fosse completamente Cárpato. brilhando negro azulado como se uma cascata descesse por seus ombros e suas costas.. Passeou intranquilamente pelos pequenos limites do lugar. Manolito continuou andando. algumas diáfanas. poderia sentir suas emoções. Seus pais lhe ocultaram a verdade durante anos. que quando puder abandonar completamente a terra das sombras. saltando sobre os pés e sobre o corrimão antes que ele soubesse o que tentava. Retrocedeu enquanto se colocava frente a ela. As mãos curvadas em garras e a surpreendente estrutura óssea de seu rosto destacando sob a tensa pele. Com o coração na garganta. Ela sabia que estava em boas mãos. – Prometo a você csitri. levando-os para o amparo da armação que construíra. entretanto. Em lugar disso a tinha forçado a despir sua alma. para poder assimilar-se com o que ocorria. As salvaguardas estavam em seu lugar. Algumas amplas. —murmurou ele brandamente. Ela piscou afastando as lágrimas e o olhou. Algo que me envergonha e não só a mim. mas ela já estava no solo. ele não podia doar-lhe menos. Ela ficou de pé na plataforma. tentando introduzi-la em seu mundo. —Deste-me verdade. Em suas mãos e mesmo assim sua voz tremia e ela a via tão assustada que se sentiu fatal. Ralentizou sua descida para estudá-la. a arriscar tudo por ele.MaryAnn! . MaryAnn. Os alicerces de seu sólido mundo tinham sido sacudidos e e ela devia encontrar a forma de acalmar essa coisa crescente em seu interior. para a canopia. . Não houve um leve movimento de seu corpo que indicasse que ela se moveria. mas não queria que Manolito lhe jogasse a verdade de sua vida. sacudindo a cabeça. que a segurou nos braços e se elevou no ar. Levarei-a para casa assim que possa. quando isso te custava. Ela se moveu de uma vez. Pela primeira vez.

enchendo o ar com sua suave essência.. mas nos criamos juntos. mas raramente. além de Zacarías. Meus pais tiveram cinco de nós com não mais que um intervalo de quinze anos.. Elevou os joelhos e as rodeou com os braços. enquanto errávamos treinando para o que seria nosso dever. apoiando o queixo nelas. Pela primeira vez ele saboreou a amargura em sua boca. —Às vezes. Poderíamos ter ficado. Estavam mudando as coisas e a tensão aumentava.Suas habilidades de luta deviam ser necessárias lá também. acreditando. —Mas escolheu. outros sim. —Você tem uma mentalidade de turma. Agora como guerreiro e vendo o que aconteceu a nossa gente. Produziu-se um breve silêncio enquanto ele o assimilava. Morriam muitas crianças. Quando suas filas minguaram e os inimigos chegaram. olhando para trás. Os vampiros cresciam em número e para proteger nossa espécie assim como as demais. Suspirou enquanto olhava para baixo da copa das árvores. mas em algum lugar em sua mente. sim. Naquele momento nos pareceu isso. Ela assentiu. Manolito lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor e colocou mais salvaguardas. —O príncipe estava preocupado e todos nós sabíamos. sem interrompê-lo. desta vez envolvendoos dentro de uma barreira de som. —Até então já nasciam mais homens que mulheres? Ele assentiu. —Considerando o ocorrido. que o príncipe conhecia o futuro. que havia razões para esse ressentimento?— Perguntou. MaryAnn franziu o cenho. MaryAnn pôde ver imediatamente os problemas que conduzia tal proximidade. Éramos velozes e aprendíamos rapidamente e ouvíamos também. Estávamos sozinhos. Ele encolheu os ombros. surpreendida novamente quando liberaram sua fragrância. E então começamos a enfrentar cada vez mais a velhos amigos que se converteram. talvez eram mais necessárias nossas habilidades para a luta.Concordou Manolito. pensando. Fomos treinados como guerreiros mas nos deram tanta educação como foi possível em outras artes. os músculos em suas costas se ondularam. As vidas que tínhamos conhecido como Cárpatos se acabara. O ressentimento começou a crescer em nós quando a outros não tão inteligentes. mas a honra nunca teria permitido isso. Ele é quase cem anos mais velho. o príncipe se aliou aos humanos. começava A acreditar que o que ele ia dizer-lhe era de uma monumental importância para ambos. . É obvio que ocorria. que nossos cérebros. As mulheres começaram a ter que sair para a superfície para dar a luz e algumas crianças não podiam tolerar a terra na infância. a maioria das famílias nunca tinham filhos com menos de cinqüenta ou cem anos de distância um de outro. —Minha família foi sempre um pouco diferente da maioria dos guerreiros que nos rodeava. em particular com moços que sentiam o sabor do poder pela primeira vez. —Talvez sim. Manolito apoiou os cotovelos no corrimão e olhou para o chão da selva sob eles.flores. Cinco de nós com nossas emoções se debilitando e a lembrança de nossa gente e nossa pátria diluindo junto com as cores a nosso redor. certamente o príncipe precisava de nós para lutar. davam mais oportunidades de aprender enquanto nós tínhamos que afiar nossas habilidades no campo de batalha. que sabia o que era melhor para sua gente. a selva tem ouvidos. Nossa família era considerada como a de mais habilidades na luta. MaryAnn mordiscou o lábio inferior. —Você acha. Só ocasionalmente provávamos nossas habilidades contra o inimigo. Ouvimos muitas vezes de nosso pai assim como de outros homens. crescendo em tempos incertos. —Acredito que podia ser. . Tudo se perdeu quando tentaram defender seus aliados humanos. para maior privacidade. – Ela disse insistente. Pensamos que isso era errado. Ele disse a todos os guerreiros aonde tinham que ir e por que era necessário. tem que se lembrar que havia muito pouco ou quase nenhuma pessoa. concordado em partir. —O príncipe lhes permitiu escolher abandonar as Montanhas Cárpatos? Ou simplesmente os enviou aqui? —Deram-nos a escolha. Nunca tinha pensado em Manolito ou seus irmãos sendo crianças. Estávamos acima da média em inteligência e todos sabiam. quando o príncipe chamou seus guerreiros mais antigos. Haviam. esperando que ele continuasse. Por algum motivo. . —Quando chegamos aqui pela primeira vez.

Estou.Não estaria entre os caídos.Sei que vimos claramente o destino de nosso povo quando muito poucos podiam ver o futuro. Não tinha idéia de que estava zangado com ele. Agora. que admirava e respeitava profundamente. mas acreditava nele e deve acreditar em seu filho ou nunca teria entrado em batalha com ele. Depois de centenas de anos. . Não precisamos ter premonições. por que salvou a vida de Mikhail? Ouvi falar disso. que mesmo jovem.Agora. . —Se acha isso. Ele virou para apoiar os quadris contra o corrimão. Ele havia se sentido superior. com o rosto carrancudo. —Fiz muito mais que questionar as decisões de meu príncipe. Separando cada ordem do príncipe e examinando-a de cada ângulo. —Ninguém quer pensar que sua espécie está condenada pela natureza. enquanto crescia. —Traí Vlad. . sobre como dirigir o povo Cárpato através dos perigos de cada novo século.O que disse você mesmo. —Sabe que não foi isso o que dizimou sua gente. E não teria levado a nossa gente a batalha. somente nossos cérebros e era irritante que outros não pudessem ver o que nós víamos. ele revelaria-lhe sua mais profunda culpa. o brilho tormentoso nas profundezas de seus olhos. Se não acha que ele seja capaz de liderar o povo Cárpato. . até em desacordo e não entendia como Vlad pôde cometer tal engano. . Por que se incomodar? Manolito cruzou os braços no peito e a olhou.disse ela. que muitos outros lutadores. alguém em quem não acredita. a extinção. facas . MaryAnn observou as cruas emoções em seu rosto. —Como cabeça de nossa família Zacarías o fez. Riordan e eu lhe contamos algo disso antes. sentindo as ondas de seu antagonismo cair sobre ela. Vlad ouvia a todos. Pode ter duvidado da decisão de seu príncipe. —Sim. mas ele nos respeitava. As mudanças já estavam se produzindo. Fizemos uma disso uma arte. nenhum da Cruz cometeria tal engano.apontou ela tão gentilmente como foi possível. Certamente. Seus irmãos eram todos iguais e desfrutavam de seus debates sobre como servir melhor a seus compatriotas.Havia traição em seus corações e mentes quando discutiam ou simplesmente tentavam encontrar a forma de melhorar a vida de sua gente? —Talvez começasse dessa maneira. inclusive amava. Acreditávamos que ele devia nos ouvir. isso é ridículo. por decidir lutar numa terra remota por uma gente que não se preocupava com os Cárpatos. Acrescente isso nossos inimigos e estamos perdidos. ainda culpo o príncipe por ir a uma batalha que não podia ganhar. tanto física como intelectualmente. notou a carência de mulheres e que os bebês não sobreviviam. Você não é um homem que siga as cegas. . —Manolito. ou Por Deus. nem teria lhe prometido sua lealdade ou dado sua vida pela dele. Podíamos ser jovens. —Ouviu-o seu príncipe? Deve ter ido a ele. mas foi uma versão muito abreviada de nossas conversas. Não estaríamos abandonados a deriva com tão poucas mulheres e crianças. Tudos falavam do que você fez por ele nas cavernas quando o atacaram. séculos depois. Manolito encarava vampiros e magos. Sabia o que ele ia dizer antes mesmo que dissesse.disse Manolito. —É isso o que pensa? —Não sei o que pensar.ele passou as mãos por seu cabelo. .ele disse. mas sim. é obvio. Mais importante ainda. por que arriscar sua vida por ele? Por que morrer por ele? Sobretudo. Ele não o via assim e isso a fascinou. —Era meu dever. com tão poucas probabilidades que tornam impossível manter nossa gente viva. —Sabia tudo isso porque suas emoções então estavam muito fortes. que nós sabíamos mais que ele. —Você era jovem e até imaturo e ainda capaz de sentir emoções. não compreendia que sua cólera era si mesmo. a cada vez que me sentei com meus irmãos e questionei seus julgamentos e decisões. somente no que devia ter sido feito. se já me tinha visto e sabia que tinha uma companheira. Os sentimentos tinham invalidado sua razão? Se assim fosse. ele ouviu. Ele não compreendia quanto admirava Vlad Dubrinsky e o quanto estava aborrecido pela última derrota do príncipe e a morte deste nas mãos do inimigo. quando podia sentir novamente. o medo de ter traído o príncipe. Liderava-nos. mas sempre animava os guerreiros a falar no conselho. . de sua superior altura. —Você está zangado. Agora estavam chegando a algum lugar. . porque a mente dele se misturara profundamente com a dela e ela pôde ver sua culpa. —Como poderia ter sido diferente o resultado? —Vlad ainda estaria vivo. ainda estava zangado por essa decisão. Ela viu as sombras percorrer sua face.

— Ele colocou a cabeça entre as mãos e esfregou as têmporas como se lhe doessem. Manolito da Cruz era leal a Mikhail Dubrinsky. Éramos diferentes dos outros Cárpatos. Mesmo assim. Era estranho que não pudesse ler sua mente mas sentia suas emoções. Manolito. enquanto ele estivera protegendo o príncipe. Não sabia se quem havia se afastado ela ou ele. . mas a todos os inimigos dos Cárpatos. Talvez porque tenhamos nascido muito seguido.. —Como resolve umatraição? Apertou os dedos dele. Quando nossa mãe dava a luz a um de nós. A maioria das crianças . os sentimentos corretos… . Ela queria que ele entendesse que as lembranças de sua juventude não eram uma traição. Os Cárpatos governariam todas as espécies. Brincamos juntos quando crianças e lutamos juntos como homens. Encerrada como estava dentro de uma bolha que impedia que o som escapasse. Em nossa arrogância e superioridade. Não acreditaria nem por um momento que estivesse envolto num complô para destruir a família Dubrinsky. Mas isso era tudo. quando nos zangávamos. Ela piscou. —Conte-. também a mãe deles. Inclusive o sentimento de traição. falávamos disso como algo real. Isto te está destruindo. Pôde ouvir o halo de honestidade em sua voz. Como nós. tentara se lembrar. Segurou-lhe da mão e o fez a sentar-se a seu lado no leito de flores. MaryAnn.envenenadas e facções pétreas. enquanto baixava o olhar para suas mãos. Era difícil matar um Cárpato. – Ordenou-o.Não mereço a calma que me envia. mas isso não significa que sejamos traidores de nosso país ou de nossa gente. decididamente. —Nem meus irmãos nem eu. uns dos outros. em nossa crença de que sabíamos mais que nenhum outro. E o plano não só era brilhante e possível. A vergonha a ira e a culpa. Crescemos juntos. mas só podia o olhar com incredulidade. O silêncio parecia ensurdecedor. E verdadeira. seus irmãos haviam tentado se recordar. —Tínhamos um plano.Honestamente não sei como começamos a desenvolver os detalhes. Não sei como nem por que começou a ser um verdadeiro plano para derrocar nosso príncipe. sobressaltada por ele poder pensar que se tratava de plantar algo na mente de alguém. Vira seu heroísmo.Não! . Se era sua companheira como ele reclamava. —Não entendo seus pensamentos. —Havia só outra família com filhos tão. que nesse momento ele estava mais no reino do outro mundo que com ela. Sua desdita era cansativa. onós. Seu passado estava muito perto da superfície. CAPÍTULO XIV MaryAnn respirou várias vezes. Sua voz se rompeu na última palavra e ele baixou a cabeça. Tínhamos um plano não só para destruir a família Dubrinsky. Só conversávamos. debatendo certamente. Todos eles. MaryAnn não podia ouvir os pássaros ou os insetos. Desde que seu irmão Rafael matara Kirja. Tampouco mereço os sentimentos que tenta plantar em minhas lembranças. Podia ver a cicatriz na garganta que quase o matara. —Manolito. mas mais tarde. envergonhado. então tinha que compartilhar tudo com ela. O vínculo entre nossas famílias era muito próximo. agora estava zangado. —Ideou um plano para derrocar seu príncipe? —Não! —Sua negação foi forte e instantânea. Procurou as palavras adequadas. Os Malinov. nos queixando talvez. . Tem que resolvê-lo. Surpresa começou a notar. fortes e profundas. incapaz de ler sua mente.A ordem foi aguda e empurrou para as paredes de sua mente. meus irmãos e os Malinov. mas também está sendo utilizado contra nosso príncipe enquanto conversamos. para debater os prós e os contras de todas as decisões que Vlad havia tomado.. Meus amigos e eu conversamos de política todo dia e freqüentemente não estamos de acordo com nosso governo. mas alguém tentou. A princípio se sentavam em silêncio ao redor do fogo.

Manolito pressionou a mão de MaryAnn contra o . Eu mesmo esgrimi a espada em duas ocasiões quando ele e abalroou perto do mercado. Mas. mesmo passadas as emoções elas estivessem incrementadas e intensamente vivas para eles. Mesmo sabendo que a tínhamos proibido. Era estritamente proibido tocar uma mulher que não fosse sua companheira. com brilhantes cabelos negros. que os corrompe. Um estremecimento atravessou o corpo dele. Não havia um estudante que pudesse superá-la. sua mãe não sobreviveu muito tempo ao nascimento e seu pai a seguiu ao próximo mundo. como se aliviasse a terrível dor que sentia aí. Na realidade balançou seu corpo. assim que tivesse oportunidade. Indubitavelmente estava qualificada. sorriam quando ela estava perto. que nasceu em sua família uns cinqüenta anos depois de Maxim.Cárpatos nascem pelo menos com cinqüenta anos de diferença. . enquanto estávamos longe numa batalha. É um tipo de loucura que freqüentemente afeta aos mais poderosos. —Por que ele faria algo assim? —Acreditam que seu filho mais velho. —O príncipe não tinha direito de usurpar nossa autoridade. —Sua voz decaiu até um murmúrio e ele apertou mais a mão dela contra o peito. Talvez haja uma razão para isso. mas nós sabíamos. Queríamos vê-la a salvo. estrangulandoo. Teríamos matado-o. era o que tinha levado a amargura que freqüentemente sentia nos confusos sentimentos de Manolito para com seu príncipe. uma necessidade de poder sobre o outro sexo. mas o fez. oprimindo-lhe o peito. O filho mais velho de Vlad observara Ivory. MaryAnn sentiu a dor nele. MaryAnn viu uma menina. o caçula das crianças.Os irmãos Malinov tiveram sorte. muito antes que abandonássemos nossa infância normal. embora não fosse seu companheiro. —Quando são jovens. —Proibimos-a de ir a escola e estudar com os magos até que pudéssemos estar com ela e protegê-la. Mas nós. alta. Nobreza em cada linha de seu corpo. A loucura reina se não o faz a disciplina. se a perda de emoções todos esses anos tinha mantido a dor. Dor que não tinha diminuído através dos séculos apesar do transcurso dos anos nos quais não tinha sentido emoções. corroendo-o. se a houvesse tocado. Todos conheciam nossos desejos e nunca deveram ter intervindo. —Suspirou e se inclinou para esfregar o queixo contra a riqueza de seu cabelo. Desgraçadamente. Era uma beleza pela qual lutávamos e que nos esforçávamos por proteger. —Eu acreditava que os homens dos Cárpatos não olhavam a outra mulher. Ela era brilhante e feliz e aprendia tudo rápidamente. que não nomearei. O tempo certamente não tinha curado a ferida. Nossa espécie não está livre de anomalias. Sua risada era tão contagiosa que ainda os caçadores que há muito tinham perdido suas emoções. foram ver Vlad . mais rápidos e mais fortes. todos nós. caindo correntemente para uma cintura estreita. Uma menina. mas MaryAnn o sentiu e soube que a ardência da dor era mais profundo que ela pudesse conceber. Podia lutar como um guerreiro. Estava ainda ali. Zacarias. Perguntou-se. A habilidade de aprender a matar nos chegou muito rápido. disse-lhe que ela podia ir. —Diferentes de que forma? Sacudiu a cabeça. que a sua companheira. —Mais escuros. Fomos rebeldes. liso e espessos. Era tão nossa como nós dela. para que quando os homens pudessem senti-las outra vez. Era suficientemente brilhante e poderia urdir feitiços que poucos conseguiam romper. Os olhos imensos e brilhantes numa face doce. —O que lhe aconteceu? —Porque isso. o mais velhos dos Malinov. Uma boca feita para rir. alguns olham e há uma enfermidade em outros. A família Dubrinsky tem capacidade para esgrimir um grande poder. Deveríamos tê-la mantido a salvo. seus irmãos e meus. —Ivory —Manolito sussurrou seu nome—. Isso não nos importava. ela levou sua súplica ao príncipe. já mostrava sinais de sua enfermidade. A tensão chegava a ser evidente cada vez que ele retornava a nossa aldeia. não lhe permitíamos ir sem acompanhante a nenhum lugar. —Por que não o deteve? —Não acredito que muitos queriam acreditar que o filho do príncipe podia levar a enfermidade em suas veias. Nós dez nos convertemos em seus pais. Nasceu um formoso bebê. tão forte que pôde senti-lo bater contra sua palma. Era jovem e se criara sob o jugo de dez irmãos que lhe diziam o que fazer. —Queria ir a escola de magos. embora usasse o cérebro. MaryAnn. precisando sentir sua cercania. mas não havia dúvida do que era o que ele tinha em mente fazer. meu irmão mais velho e Ruslan. mas isso suporta a necessidade de controlar um poder tão vasto.

um companheiro.Nem sequer pudemos encontrar seu corpo para recuperá-la do mundo das sombras. – Já basta dizendo que só os mortos vão lá. —Você é minha companheira. Vlad deveria ter assumido a enfermidade de seu filho e ter dado ordem de matá-lo. aproximando o rosto contra o calor de sua pele. Não tinha sentido para nós. Sou muitas coisas. Com um pequeno suspiro de resignação. Ele não tinha direito de interferir em assuntos de família. O príncipe mandou seu filho para longe. forçou-se a levantar a cabeça e olhá-la nos olhos. para aproximá-lo. como o do resto dos membros das duas famílias. A perdemos para sempre e começamos a questionar seriamente o julgamento de Vlad Dubrinsky. O filho de Vlad ia voltar e quando Ivory pediu permissão para ir a escola. o lugar aonde os Cárpatos iam atrás de sua morte. — Manolito sacudiu lentamente a cabeça. Ele estava frio e não parecia poder conseguir calor. homens tão fortes e protetores deviam ter sentido que era seu dever e seu prazer proteger e servir aquela garotinha. Sem Ivory ali. Pensou que sem ela ali. —Se o espírito abandonar o corpo. O coração de MaryAnn bateu forte. . Mas nenhum de vocês pôde seguir seu rastro. Seguiram-no a terra das névoas e das sombras e trouxeram de volta seu espírito. embora todos e cada um de nós a tivéssemos seguido com gosto. Tudos nós queríamos. lendo nod dele mais dor que traição. Manolito passou uma mão pelo cabelo. mas qualquer de nós teria ido gosto. Pior. . O mundo das sombras. —Aparentemente é perigoso para qualquer que não esteja morto ainda. terra de névoas. —Sim. mas não tivemos essa oportunidade com Ivory. Se assim era. este deve ser protegido até que o espírito volte e entre novamente. . Ruslan e Zacarias pela primeira vez não tiveram as cabeças frias que sempre tinham tido. já que sabia que teríamos voltado imediatamente. De outro modo nossos inimigos podem nos apanhar no outro mundo para sempre. —Na realidade tinha outras razões. —Foi o que Gregori e seus irmãos fizeram. —Talvez foi bom que não soubesse. O motivo deve ser muito importante para que uma pessoa viva tente. foi uma maneira singela dele se desfazer de um problema imediato. Ela não se deu conta do que fazia ao entrar nesse outro mundo.e lhe falaram do perigo que corria Ivory. Desdenhou nos mandar um recado além disso. O culpávamos por revogar nossas ordens e acabar causando a morte de Ivory. O que Manolito estava parcialmente preso. —Os rumores dizem que só os maiores guerreiros ou curadores têm essa proeza ou um apaixonado. invadiu-nos uma fúria assassina. Falhar deve ter sido intolerável. O destino decretou o que há entre nós. Queriam matar o príncipe. Ela manteve seu olhar. Não te deixarei partir. e tivemos paz durante um tempo. Dedicou-lhe uma pequena reação de sorriso. para Vlad. —O que aconteceu? Por um momento ele deixou cair à cabeça sobre seu ombro. Gregori o fez e depois você. Isso estava muito além de sua experiência. era possível que a loucura .E obviamente pode fazer.Reiterou MaryAnn. Ela se moveu. Se seu filho estava louco e ele não fazia nada. —Como podem seguir alguém a um lugar assim? Seu olhar vacilou. seu filho ficaria bem. Às vezes ainda não queria acreditar que fosse real. envolvendo-o nos braços. —Ele encolheu os ombros. —Assim permitiu que ela se fosse. todos nós ficamos devastados. —Quando nos chegou mensagem de que um vampiro a tinha atacado e matado. para tentar. Enviou-a para longe sem nenhum de nós para protegê-la. Terá que aprender a viver com meus pecados e devo te confessar o pior de todos. porque não tinham seu corpo. teria que encontrar uma forma de trazê-lo completamente a este mundo novamente. Ele estava ainda parcialmente ali. tinha mais tempo para estudar o problema e dar talvez com uma solução diferente. —Sim. tentando entender. Seu amor para com Ivory tinha sido forte. então. MaryAnn e me conheço bem. —Não sabia o que fazia. Com tão poucas mulheres.

Desejava… Não. respondemos. Fizemos um pacto de proteger uns aos outros. E sabia que era isso o que ele estava lhe dando. Então planejamos como nos desfazer de todos os outros. Não é um deus. —Não fizeram essas coisas. —Os humanos temem os Cárpatos. é claro que não. fizeram? —O aroma masculino estava em seus pulmões. vendo como as sombras marcavam sua face. Deixamos-os sozinhos. E enquanto o fazíamos. Agora somos caçados e assassinados. Fomos enviados para cá. As notas provocaram sua pele. Uma coisa levou a outra. Não há esperança de salvar a raça jaguar. Sabíamos que o que estávamos fazendo estava errado. E com o homem-lobo. são muito poucos para salvá-los. MaryAnn se inclinou aproximando-se a fim de inalar mais dele. Deixamos de falar disso e nos lançamos a caça do não-morto. soubemos que não era mais culpa de Vlad que nossa. —Que é o que finalmente aconteceu. Porque falou de um plano. —Não. Talvez fosse a barreira de som que ele tinha erguido. pelas rugas ao redor de seus olhos. mas não podia evitar a força de sua emoção por ele ao ver que ele tentava fazê-la compreender. Embora dez casais sobrevivessem. precisava lhe oferecer consolo. Quande Manolito estendeu a mão para afastar uma mecha de cabelo de sua face. Confiar-lhe sua maior vergonha. o suave retumbar de um gemido. Finalmente alguém teria que dar um passo na base do poder para esclarecer a confusão. As mulheres já estavam se unindo com humanos e escolhendo permanecer nessa forma. seria bastante fácil fazer o mesmo. a leve mudança em sua expressão. —É pior. Era sua segunda natureza. Se fizeram isso. O que era tão diferente nele? Sua confissão de perversidade? Teria-a feito simpatizar mais ainda com ele? Ou o fato de que ainda chorasse pela perda de sua pequena… Irmã…? Estivera zangada com ele por introduzi-la em sua vida sem seu consentimento. abrir uma brecha entre as espécies. mas não podia evitar a excitação de ter seu aroma no corpo. que ela estivesse morta. Ele assentiu. isso não significa que seja responsável pela destruição da espécie. Quando a dor decaiu e pudemos raciocinar. —A evolução pode ter jogado seu maior papel do que acredita. os irmãos Malinov aplicaram o plano e ajudaram a empurrar os jaguares a sua própria extinção. prestando todo o tempo seu calor tranqüilizador e tratando de sufocar a crescente onda de desejo. Os homens-lobo eram evasivos de todos os modos. para compartilhar o que podíamos de nossas lembranças de carinho e honra e assim temos feito. —Não. mais forte se tornava nossa fúria. que todos nós perdemos nossas emoções bem mais rápido do que devíamos. por lhe tirar suas opções e por não entender a enormidade do que tinha feito. Não seria difícil se voltar para as mulheres que ficavam contra seus homens e enfatizar a brutalidade de sua forma animal. tão sexy como sua hipnótica voz aveludada. o que outras partes do plano puseram em marcha? MaryAnn esperou. sem palavras. Quando nosso príncipe fez uma chamada para viajar para outras terras. mas algo mais. MaryAnn se tornou para trás e ua respiração se fez áspera e entrecortada. algo selvagem. As lendas saíram de algum lugar. Queria reagir com a objetividade de um conselheiro. Os cochichos e os rumores de matanças e o ódio e o temor cresceram até que os Cárpatos não voltaram a ser mais os aliados dos humanos. estava crescendo fazendo com que observasse o subir e descer de seu peito. a forma que sua boca cinzelada. Começamos a pensar em formas de acabar com seu governo. deixando-a nervosa. o único aliado que conhecíamos podendo nos deter.estivesse presente também nele? Quanto mais discutíamos o ele que tinha feito. Os homens-jaguar não estavam nunca com suas mulheres. talvez até mais. Os Malinov fizeram o mesmo. nem a forma em que seus músculos se esticavam e seu sangue bulia som em se aproximar dele. E levando-os a clandestinidade ou erradicandoos secretamente em matanças organizadas minguaríamos lentamente sua população. dividir e conquistar. vendo como ele dobrava os dedos como se lhe doessem. Demos-nos conta de que outras espécies que eram nossas aliadas lutariam junto a Dubrinsky para mantê-lo como dirigente e os Cárpatos se dividiriam. mas não fizemos nada para ajudar o jaguar a ver sua própria destruição. Havia uma nova nota em sua voz. porque temem os vampiros. para a América do Sul e eles fossem enviados a Ásia. rodeando-a em cada respiração que tomava. que por certo foi tramado racionalmente observando o que já acontecia. Chegamos ser demônios a tal ponto. MaryAnn. seus dedos acariciando a .

desejava-o. Moveu os dedos em pequenos círculos contra seu úmido sexo. tomando a adrenalina em seu próprio corpo. —Não. Qualquer fúria que ainda sentisse contra seu príncipe. essa parte que nunca quis reconhecer. como um manto denso pelo qual queria passar a mão e acariciar e no qual queria esconder o rosto. o sedoso. afugentando o frio de sua pele. tê-lo no interior de seu corpo e encher o vazio que sentia dentro dele. —Mas vocês não o fizeram. lhe roubando o fôlego.E nesse momento. necessitava. Tomando sua necessidade e seus desejos. antes de poder pensar. E ela o amava por isso. respirando por ele. luxurioso e espesso cabelo. Duros. Essa ferocidade.sensível pele. Seus mamilos endureceram sob a fina blusa e seu corpo se sentia suave e flexível. —Sua voz continha uma absoluta convicção. enviando . mente a mente e MaryAnn sentiu a repentina mudança nele. numa sedução que não tinha acreditado possível. desejando provar cada centímetro da pele dela. lhe afastando o cabelo do ombro. Seu cabelo era bonito. desejando senti-lo pele com pele. deslizando a língua na sedosa calidez de sua boca. quente e já ansioso pelo seu. MaryAnn estendeu uma mão para afastar para trás. que trair o príncipe era trair sua gente. —Não. Queria seduzi-lo. ela estremeceu. —Sua voz enrouqueceu e o som arranhou suas já sensíveis terminações nervosas. Os dentes dele seguraram seu lábio. —Os irmãos Malinov vieram nos ver antes de partir e quiseram conversar. enquanto deslizavam sob sua camisa para seus seios. —Quero sentir sua pele contra a minha. . aconchegando-a contra ele. Haviam lhe jurado lealdade. Ele devolveu-lhe o beijo. criando precisas chamas que irradiavam de seus seios para o ventre. À volta deles. igual a todos os seus irmãos. tão dolorido que fazia com que queria entrar dentro dele. enquanto sua boca consumia a dela. parecia mais longo. Moldou com a mão a forma da nuca dele e elevou os lábios para os dele. Às escuras íris negras resplandeceram em âmbar… Quase dourados. deixando seu sangue pulsando por ela. Sua mão já estava deslizando já por sua perna. o mundo empalideceu. A sensação e a forma dos lábios e senti-lo quente e dominador. pulsou com força e de forma atrevida em reconhecimento e se inclinou para se aproximar dele. Seus braços a envolveram e ele a trouxe mais perto. segurando com uma mão à parte de trás de sua cabeça enquanto a descia. ainda assim sabia. Precisava do corpo dela. Seus olhos se animaram com a turbulência tão tempestuosa que seu coração acelerou. sua boca na dela. lhe fazer sentir completo e vivo. Tinham sido sua família. Ambos os mundos. para fundir-se a seu sexo já umedecido. mas agora. desejando levá-los a numa viagem de puras sensações. mordiscando e demandando. Sabia que ele respeitava Vlad Dubrinsky apesar da terrível tragédia. não o fizemos. sua pulsação troando em seus ouvidos. Diminutas chamas dançaram por seu pescoço e garganta antes de desceram para seus seios. queria aliviá-lo. Fechou os olhos brevemente. O beijo dele igualou o preguiçoso e lento movimento de suas mãos. Seus polegares acariciando-os com o mesmo ritmo lânguido. Não importava quão gentil ele começasse. lento e suavemente. —sussurrou ele. mais denso inclusive do que recordava. Tomando-o. narcotizando-a com beijos. subindo por sua coxa e para seu interior onde se sentia dolorida. Ele estendeu as mãos para sujeitá-la nos braços. Tomou-a com muito cuidado.e sua língua lhe tocou sua pulsação. é claro que. Ele inclinou a cabeça. retando somente o leito de flores e o perfume do homem e a mulher que chamavam um ao outro. como cada célula a reconhecia. —Deslizou a mão por seu braço. tampouco podiam os Malinov. . desejava.Queriam que nós repudiássemos o príncipe. em instantes sua boca tomava o controle da dela. Por ter essa forte lealdade apesar de gostar tanto dos irmãos Malinov. O calor estalou. Por distinguir o bem do mal. Bem melhor. Estavam unidos. Seu corpo esteve imediatamente escorregadio. Não podíamos. afastando as sombras e a dor das velhas lembranças até que só restou … O sentimento último. Adorava sua boca. longo. sentindo a definição de seus músculos sob a palma. não queria ser. que lhe oferecia refúgio e asilo. contra ele mesmo ou mesmo contra os Malinov desapareceu. talvez porque cada sensação lhe parecia muito mais. Cada terminação nervosa voltou para a vida. roçando sua boca com a dele. Não foi selvagem desta vez. —Era positiva. antes de poder se deter. Glória absoluta. As sombras retrocederam. corpo com corpo. Mais que tudo.

Sua boca a acariciava. Era muito.chamas que a faziam girar num vórtice de necessidade. por ele. Acalmar cada demônio. sussurrante. mas não se deteve. Acendeu um rastro de fogo de seus lábios a seu pescoço. As mãos dele deslizavam por sua pele. cravando as unhas em sua carne.Talvez não matá-la. que colocou o joelho entre suas coxas. aceitando o duro impulso de sua língua. Estale em chamas. alguém altamente sexual. quando tinha coragem para entregar seu corpo a um homem tão dominador como ele. MaryAnn tentou afastar-se dele. tentando se sustentar. que a sobressaltou quando de repente ele lhe rasgou a blusa para abri-la. . Suas pernas estavam ligeiramente abertas. convertendo-a em alguém distinto. que abriu os lábios para ele. com essa língua capturando a sua. quase maior que sua fome de sangue. enquanto ouvia a agitação de seu sangue pulsando em suas veias. abrindo-a ainda mais para ele. Ela começou se esfregar em sua coxa com um pequeno grito de impotência. Só MaryAnn podia fazer isto por ele. o qual só o incitou mais. sua luxúria estava envolta em amor. Era atemorizznte estar fora de controle. sivamet. Ela era sua. A primeira liberação dela foi rápida e dura. baixou o olhar para os seios plenos e túmidos. elevar sua alma. Com um pequeno gemido que retumbou no fundo de sua garganta. aumentando suas necessidades. mas sua força era muita. Ou necessitasse. que seu corpo tomasse o comando e sentir e . Não havia forma de não adorá-la quando ela lhe dava tudo sem reservas. deslizando sobre a superfície sedosa até que pôde sujeitá-la com os braços e lhe rodeando as coxas. deixando-a suspirando por mais. trazer poesia a sua vida em meio à crua realidade. exigentes agora. ela estremecia e tremia com ânsia. sem possibilidade de sobreviver. enviando botões em todas direções. lhe mostrando sua ânsia em lhe agradar de todas as formas que ele quisesse. alguém que necessitaria de suas mãos e sua boca durante toda a eternidade. acariciando seu cabelo. Sugou-lhe o mamilo demoradamente e ela se contorceu sob ele. mas desta vez.Não posso. Estava afogando-se. mas certamente destruiria tudo o que ela tinha sido. tornando-os cada um mais quente e mais aditivo. levantou-a para seus ambiciosos lábios. Grite. Se alguém podia. Tanto que se ela sabia ou não. . muito rápido e seu corpo estava muito sensível.Isso. palpitando num ritmo que igualava o dele.. já tão sensibilizada que quando lhe cobriu o seio. desfez-se de suas roupas. que fazia com que seu próprio sangue se agitasse em resposta. de forma que cada vez que deslizava seu corpo.. para atravessar a ereção dele. Afastou a saia de seu corpo. estava em sua mente. Estava excitado além do que acreditava possível. Seus mamilos estavam duros e ansiosos. tão paciente. Os dentes mordiscavam e a língua acariciava. mordendo o suave arco enquanto sua língua provocava e abria passo. ela arqueou o corpo mais completamente para ele. lutando por aplacar a crescente necessidade. Arqueou para ele. Sob ele. Cobriu sua intrigante e pequena abertura com a boca e sua língua revoou e acariciou seu ponto mais feminino. . baixando a cabeça e cobrindo seus seios com sua boca quente e ambiciosa. Manolito levantou a cabeça para olhar para ela. os dedos acariciando de seus mamilos. tão gentil. Seu coração soava ruidoso. arrastando-a para sua própria boca. enquanto ele aprofundava os beijos. pedindo por mais... os músculos se contrairam até que as sensíveis terminações nervosas arderam. sentindo-as muito pesadas e ajoelhado sobre ela. MaryAnn segurou-lhe os ombros com as mãos. Era belissima oferecendo-se a ele para tornar o passado muito mais fácil. segurando sua cabeça. Ele desceu por seu corpo. deixando ver o umido convite de seu corpo lhe chamando. Uma música completa. Seja completamente minha. Podia sentir a acumulação da sedutora umidade contra sua pele nua onde ela se esfregava agitadamente e se sentia tão sensual que não pôde manter o controle. Flechas de fogo desceram para seu ventre e se acomodaram entre suas coxas. sua pele se esquentou numa lisa e sensibilizada seda. enquanto sua língua a assaltava.. Despertou desejando seu sabor. o som vibrou descendo por sua espinha e envolveu seu sexo. com essas mãos duras e quentes em seu corpo. Gemeu brandamente. Seus gemidos o conduzindo mais longe ainda num frenesi de desejo. sentindo a carne cremosa no calor ardente de sua boca. Seus dentes brincaram com o lábio inferior. até sua pulsação que batia freneticamente. era ela. Você vai me matar. Tudo o que ela pôde fazer foi se agitar sob ele num esforço de escapar de sua travessa investida. baixou a cabeça uma vez mais para ela. Sabia categoricamente. Queime por mim. Sua voz era um áspero sussurro em sua mente. Era música. seus lábios tomando o controle como o faziam suas mãos. As palmas dessas mãos deslizaram de forma possessiva sobre seus seios..

as ondulantes sensações eram tão fortes que gemeu pela necessidade de se controlar. enquanto sentia o membro se elevavar e sua semente quente ser lançada em jorros para suas profundezas de sua companheira. apertando-a contra seu sensivel ponto enquanto se deliciava com o doce mel de seu corpo. Estou lhe dando e tomando tudo o que você é. preso ao dela. . investindo-a com demoradas penetrações. Seu corpo ainda estava duro e formemente dentro. Havia medo na voz em sua mente. Somente via a ele com seus ombros largos que bloquevam tudo que os rodeava. Deixe-me levá-la até as nuvens. Manolito permitiu que suas presas se alongassem. O movimento de seu corpo pressionou seu membro contra o ponto mais sensível. Relaxe-se para mim. Ele ouviu os gemidos de prazer retumbando em sua garganta e compreendeu que o som vibrava através da apertada entrada de seu sexo. Não havia mais vergonha ou dor e nem outros mundos lhe rodeando ou em seu interior. para que parasse ou para que seguisse. lhe sugando. Cada profundo impulso enviava relâmpagos que os percorriam. Por favor faz alguma coisa. As folhas sobre sua cabeça brilhavam como estrelas de prata e os limites de sua visão se estreitaram.Manolito. a ela e a ele. Ela deixou escapar um agudo gemido. Sob ele. . Cada profunda investida enviava ondas eletrizantes que os atravessavam. Honestamente não sabia. O suor brilhava em suas peles enquanto chegavam juntos. por favor. .Não. sob os músculos apertados e inchados pelos orgasmos anteriores.ter sensações intermináveis erigindo-se inexoravelmente. O coração pareceu parar por um momento. Dsta vez empurrou a língua de forma dura e rápida. com o prazer lhe consumindo. Apertou os dentes. Ele lhe levantou os quadris. Sua boca saqueadora a lançou a um terceiro orgasmo. Manolito investiu profundo e com firmeza no fremente sexo que o estrangulava. assim como vibrava através dele. lhe sacudindo. quando cada parte dele queria explodir completamente em outra dimensão. Ela se segurou a seus ombros e suas unhas cravaram-se firmes. de forma que suas mentes realçassem a experiência ainda mais. sua outra metade e o santuário de prazer que ela proporcionava. sentindo que as paredes de veludo se contraíam e o apertavam. Elevou sobre ela. enquanto ele começou a se inclinar para diante com lentidão infinita. em pulsados rítmicos. depois começou a bater tão duramente que o peito lhe doeu. levando-o além de toda prudência. O orgasmo foi muito intenso para suportar. seus olhos se tornaram amolecidos e sua face se contraiu sob o choque. Permitiu que ela visse o que viria a seguir. O segundo clímax a percorreu ela gritou seu nome numa súplica.. que enviavam faíscas que atravessava seu corpo como um raio. O ventre dela se contraiu e ele intensificou sua caricia e exigiu mais. sua cabeça oscilou para frente e para trás enquanto levantava os quadris para enfrentar seu sensual assalto. MaryAnn conteve a respiração. querendo que ela soubesse o que iria fazer.. compartilhando seu próprio prazer. Só existia MaryAnn. Com a cabeça de seu membro pulsante alojada em sua entrada. Não podia haver nada. sivamet. Voe comigo. puxando-a sobre o grosso leito de flores até que ela pôde descansar as pernas sobre seus ombros. e ele entrando nela uma e outra vez. Por favor. ela gritou. que estremeceu com eles.Está a salvo. ainaak enyem. —murmurou quando sentiu seu tremor. sentiu sua ereção aumentar mais ainda imobilizando-o. päläfertül. estou-te amando da única maneira que sei. em sua mente. Deixo-a a salvo. Incrivelmente. cada um querendo o prazer máximo para o outro.Vamos. O feixe de nervos pulsou de antecipação. sem ter noção de seus traços endurecidos pela luxúria e de seus olhos cheios de amor. . com a luxúria e amor que o absorviam de forma tão completa. —Fique quieta. quando viu seus olhos abrirem e mostrarem uma . compartilhando o prazer de seu corpo. . Tudo dentro dela estava concentrado completamente nesse ardente lugar. com seu grosso membro investindo através dos músculos apertados e sedosos. já tão inflamados e inchados que o toque a puxou a uma culminação tão dura que parecia não ter fim. Ele penetrou-a completamente. Ele avançou. Ela tremeu. Não havia nada. Sua liberação a rasgava.Manolito. enquanto seu corpo estremecia com o poder da erupção. que o aroma e a sensação do sexo apertado envolvendo-o. MaryAnn o sentiu então. tentando segurar-se. A combinação quase a desfez. provocou-a deliberadamente. permitindo que as abrasadoras sensações o tomassem completamente.

sentindo a impressão do corpo feminino sobre o seu. passando as mãos no cabelo negro. Jeans. A mandíbula lhe doía pela necessidade. Sua mente se afastou da dela.e a separou dele de um puxão. Ela era suave e úmida. lhe mordiscando outra vez. Explique-me isso Sua voz era baixa e dura. . —O que houve? Lentamente ele a afastou e sentou-se. Nossos corações e pulmões se detêm para rejuvenescer. levantou os joelhos. Voltou-se e colocou-a sobre ele. Não o vestido que ele tinha pedido que vestisse para ele. ele ondeou a mão e ela se encontrou. durante um momento.Nunca te faria mal. sobre o seio. os mamilos pressionados contra seu peito. desejando poder vestir a roupa tão facilmente como ele estava fazendo agora. Foi um lindo sonho. que ela se virou. —Como explica minha tolerância ao sol? Sou incapaz de caminhar sob a luz da manhã há séculos. mas as calças que ele não gostava. muito mais. Estranhamente. deixando-a contra vontade. fechando a diminuta abertura. Engoliu o medo. Acariciou-lhe o ombro com o nariz. . – Nós dormimos o sono dos mortos. Ela gritou enquanto a dor cedia. Mas então chegaram os lobos… —Sua voz se apagou e ela o beijou na garganta. Entretanto. não em suas próprias roupas. mantendo sua cabeça contra ela. tal ameaça. Mesmo com nuvens e graves tempestades. seus dentes cravaram profundamente no mesmo lugar em que ele a havia marcado antes. MaryAnn. —Certamente sonhou quando estava despertando ou quando foi dormir. O momento era perfeito. o sol feria meus olhos e meu corpo tornava-se de chumbo. —Ele recolheu o cabelo para trás e o prendeu com uma tira de couro. Talvez uma vez tenha sua companheira. mas com uma camiseta de algodão e jeans. E então chegaram os lobos… —Tal como acontecera com ela. sentiu os dentes mais longos e mais pontiagudos quando deslizou a língua pelas pontas. . convertendo ao mais puro e intenso erotismo. querendo mais. – Você arruinou os botões. deixando-a trêmula e esfregando as mãos pelos braços.emoção. sentiu o desejo de mordê-la novamente. apertando os lábios sobre esse lugar. Manolito ficou imóvel. dando-lhe tudo o que era. MaryAnn não estava segura do que ele dizia. Sua quietude fez com que voltasse a atenção para ele. Impaciente. Logo. Estava sob ela. sentir o calor entre suas pernas. Ela se sentou como ele havia feito. mesmo com suas curvas exuberantes. Suas mãos lhe rodearam os braços como grilhões. permaneci contigo até quase meio-dia. fustigando-a com uma acusação tácita. Era perfeita. Os dedos enterrados em seu cabelo. Não podemos sonhar. para que o corpo dela o cobrisse como uma manta.Sonhei com seu corpo dentro do meu e eu gritava seu nome. —Como posso eu explicar algo assim? Sei pouco de Cárpatos e companheiras. tudo isso se restaura. Sob ela. Quando finalmente ele passou a língua pelo ponto. ouvir o som de seu sangue precipitando ardentemente pelas veias. apertando-o com um ritmo delicioso. Podia sentir seu coração pulsando. o que está acontecendo? —Sonhei contigo ontem à noite. Nossos cérebros fazem o mesmo. especialmente se estivermos tão conectados? —Os Cárpatos não sonham. levantando a face para lhe acariciar a garganta com o nariz. Os negros olhos continham tal perigo. Envolveu-o nos braços enquanto ele tomava seu sangue. mas sua boca secou e seu coração começou um ritmo mais duro e mais rápido. —Ele pegou sua blusa e a vestiu. Seu corpo pulsava e se umedecia envolvendo-o. Seu olhar voltou para ela. sua voz decaiu. saboreando a sensação da estreira abertura. —Manolito. tentando não chorar enquanto começava a trançar os cabelos. precisando fazer alguma . beijou-a brandamente. —disse ele num tom que a colocou em alerta. plácida como a seda.Sonhei com meu corpo enterrado profundamente no teu. que devia ser medo. retirou-se lentamente dela.Emergi quando havia sol e ainda assim minha pele não ardeu nem encheu de bolhas. . os montículos suaves de seus seios. duro e absolutamente ameaçador. Resistindo. frio. procurando entre as copas das árvores uma razão. Estava faminta de seu sabor. Sua língua brincou sobre sua pulsação e seus dentes lhe beliscaram a pele. —Compartilhar um sonho te incomoda? Por que? Não acha que possa acontecer. com as coisas que lhe fazia e contigo gritando meu nome com prazer. —Ela lambeu-lhe outra vez a pele e sua língua se atrasou no pequeno lugar—. —Sonhei contigo ontem à noite —murmurou ela. de afundar os dentes no ombro sedoso e envolver-se no sabor doce do líquido da vida.

desafiando-o. Ela semicerrou o olhar para ele. — Havia uma emoção escura piscando em seus olhos. Pelo contrário. carrancudo. por que não me reconheceu antes? —Esse assunto de suar sangue era. Cheiro o lobo em você e se fosse honesta contigo mesma..Vi em sua mente. Acabavam de compartilhar algo que poucos. —Você me mordeu. —Não estou louco. Mas então vi que você pretendia o mesmo. —Você me mordeu. Você queria tomar meu sangue e queria que eu tomasse o seu. e não estava se convertendo em Cárpato. se acaso alguém experimentaria um dia na vida. Sei que os Cárpatos mudam de formas. —Você é mulher-lobo e está me infectando com seu sangue. mas agora é diferente porque eu poderia converter você em alguma outra coisa. —O que? —Sou uma mulher de saco cheio. De fato. —E o daí? Queria fazê-lo. Quero saber a verdade. Gostaria muito mais de ser uma loba!. Ele limpou as têmporas. Pequenas luzes âmbar começaram a brilhar no puro negro obsidiana. Ele deu um passo. mas sua risada desvaneceu. —De fato. Eu não. Manolito não parecia nada divertido. e agora ele a rechaçava. . CAPÍTULO XV MaryAnn lhe olhou fixamente durante vários e longos segundos e depois começou a rir. E eu tomei seu sangue em várias ocasiões. Ela colocou as mãos nos quadris. Vivi toda minha vida como ser humano.. Tomou a decisão sem meu consentimento. —Deixe-me esclarecer as coisas. Lembrou-se que os Cárpatos suavam sangue. Você estava totalmente apaixonado por mim e disposto a me converter em Cárpato quando acreditava que eu era humana. Ela inclinou a cabeça. —Ela elevou o queixo. . Ahggg. —Por que essa dúvida quando viu homens-jaguar e vampiros se transformarem? Se reconhece a existência da raça dos Cárpatos? Por que tem problemas para aceitar os homens-lobo? O suor brilhava na testa de Manolito. A fúria a percorreu. tão perto que ela podia sentir o calor de sua ira. —Então onde estão? E se realmente existem e sou uma deles. Ela negou com a cabeça.coisa ara escapar de seu olhar frio. Meus pais não são homens-lobos. —Porque não vi ou tenho ouvido falar dos licántropos há séculos. —Você não reconheceria a verdade nem que eu te mordesse o traseiro. poderia cheirá-lo também sobre mim. afastava-a. —Sabe de uma coisa? Eu não preciso de seu consentimento para nada e vou voltar para a casa. E ficará aqui e ouvirá o que tenho a dizer.Quer dizer que está perfeitamente bem que eu te entregue quem e o que sou. – Ela se levantou. e suas mãos aferraram o corrimão quando ele levantou-se também e ergueu sobre ela. MaryAnn. sua expressão se endureceu mais ainda. Queria me levar completamente para seu mundo e não veio me perguntar. Sentia-se como se ele tivesse lhe dado um tapa. Duvido que tal coisa exista. —E isso é minha culpa? Eu não lhe pedi. —Isto é loucura. sim.você necessita de minha permissão. —Você está totalmente louco. mas é diferente para você? Ele a olhou.Disse ele. sequer me inteirei a primeira vez que o fez. parecendo um predador a cada polegada. . Ela afastou-se dele até que suas costas ficou contra o corrimão. aproximando-se mais dela. Não preciso de seu consentimento. . —Você é minha companheira.

Desejo me lançar diretamente em sua garganta. E por isso nós podemos ficar sob luz do sol da manhã. perdeste todos os direitos que tinha sobre mim como sua companheira. juntos. —MaryAnn. nenhum de nós dois tem opção. com a fisionomia abatida. —Declarou ele. conforme ele suspeitava. Ele desprezou a opinião dela sobre ele. Não forcei sua conformidade. Não podia aceitar o que ele dizia. —Não sou lobo. Não queria um lobo dentro dela. Pedi que me levasse a casa. Não é igual quando eu mudo de forma. A chamada do lobo estava em você. — Sentir-se só a deixava zangada uma vez mais. —Claro! E por isso que me acusou de estar te infectando. —Não o olhou. Deve ter sentido-o perto de ti. —Não . A coisa dentro dela. quando acreditou que eu o mudaria. esforçou por recuperar o controle. O lobo é seu guardião e emerge quando você precisa. —Eu tenho opção. E certamente sou uma idiota em acreditar que uma relação contigo poderia significar algo mais que sexo quente. —Sua voz saiu num sussurro. —Me leve de volta. Tudo tinha sentido. ela lhe tinha dado seu apoio. seus olhos escuros brilharam para ele. Queria tomar o meu. . —Porque quero ir para casa. mas ele a rechaçava. mas tenho que estudar este problema de diversos ângulos. Entre a fúria e o medo deveria encontrar algum tipo de equilíbrio. A mudança já deveria ter começado a surtir efeito. —Você sabia. furiosa. que já não seria um precioso Cárpato. Pressionando a mão contra o estômago. agora é o momento de que emerja. Até onde eu sei.Como se eu fosse uma mancha. o lobo. um estúpido e idiota Neanderthal. não todo meu corpo. onde a vida era normal e não sentia desejos selvagens por nenhum idiota que vivia há vários séculos.Ouviste-me? Pedi a você que me leve de volta. Seu queixo se ergueu. ela empurrou-o para lhe afastar de seu caminho. —Não. Nunca ouvi falar de uma mulher lobo e um Cárpato. Engoliu o repentino medo que bloqueava sua garganta. MaryAnn se afastou dele. uma enfermidade. A cabeça começava a lhe doer e um zumbido. Eu devia estar louca para acreditar que poderia viver com alguém como você. —Somos companheiros. removeu em seu interior. Desejava meu sabor em sua boca. —O lobo vive dentro de você e é parte de você. É obvio que farei o que for necessário para completar a conversão e te trazer para meu lado completamente. Rechaçava-a. —Fechaste-se totalmente para mim. ela e se voltou. Só meus olhos se vêem afetados pela luz do sol. Sentia-se muito só. Você rechaçou-me.Deveria se ouvir agora. . balançando de um lado a outro. Esse não é um comportamento humano.Foi completamente consciente de que tomei seu sangue. olhou para baixo. . Quando ele tivera que confrontar seu pior momento. De verdade acredita que quero passar o resto de minha vida com um homem que não tem nenhuma avaliação por meus sentimentos? —Tenho em conta seus sentimentos. —Furiosa. Quente e doce estalando de vida.Quero retornar agora. com o coração palpitando com força. não podia enfrentá-lo. Retornaria a Seattle. Isso é quem e o que sou. mas agora parecia muito mais alto. Ela foi até a beirada da plataforma e segurando o corrimão. . ela disse: —Você é um hipócrita macho chauvinista. Seria ele de verdade tão obtuso? Respirando profundamente. Não permitirei que minha vida me escape das mãos. – Ela cuspiu a palavra. . com o coração palpitando tão forte. E fui muito educada a respeito. reconhecendo sua fúria. Sentia o crânio muito apertado e seu cérebro começava a pulsar ao mesmo tempo em que uma onda de sangue se apressava por suas veias. Mas não deveria ser assim. Sabe de uma coisa Manolito da Cruz? Você merece que o enviem de uma vez para o inferno.—Nasci para ser Cárpato. Já tinha saltado uma vez. para que ele que pudesse ouvi-lo. Você não se queima ao estar sob o sol apesar do fato de que meu sangue flui por suas veias. —Idiota! —MaryAnn desejou atravessar de um salto à plataforma e lhe dar uma bofetada. —Você me fez desejá-lo. Por isso tem flashs de cor. O sangue do lobo é tão forte como o sangue Cárpato. Ela pressionou a mão contra o estômago revolto. —Acha que eu soube todo o tempo e que de alguma forma teria podido evadi-lo? Se houver um lobo em mim. como milhares de insetos reverberavam através de sua mente. Temos que resolver isto. Nem sequer sabia o que implicava isso ou como era possível. mas tudo o que sentia era desorientação.

. ela se deu conta de que não só tinha pensado. muito mais do que necessitava de sangue para sobreviver.A mim? A seu companheiro? Atreve-se a influenciar minha mente? A me atacar? Com quem ela estava conspirando para tentar lhe prender e matar? Ela o enganara. Ninguém nunca tinha questionado sua coragem. tentando arranhar-lhe a face com suas longas unhas. Mesmo enquanto as palavras saíam sem pensar. A farata cabeleira. uma compulsão e pela primeira vez. a aguda audição. estaria mais preparado para as conseqüências de tomar seu sangue. Estivera usando suas habilidades todo o tempo. Nem tampouco podia persuadi-la das conseqüências de que ela rechaçava associar sua mente com a dele. O zumbido em sua cabeça aumentava cada vez mais. Leve-me a casa agora. porque suspeitava que não havia volta atrás e que mesmo se conseguisse voltar para casa. Quer que me converta em algo desconhecido e aterrorizante e tenho que aceitar só porque de alguma forma o destino decretou que temos que estar juntos. Ao redor dele. Quer que eu assuma todos os riscos. furiosa por seu dobro moralidade. Deveria ter reconhecido os traços do lobo nela. se tornou cinzento e quando olhou para as mãos. tanto que quando despertou necessitava seu corpo envolto ao redor do dele. Sentia a língua grossa e com um gosto de cobre. a meu ver você é um covarde. quando a mente dela se retirava da sua. MaryAnn lutou contra sua natureza. Furiosa consigo mesma por ter deixado ele tomá-la. tão furiosa que poderia bater novamente ou arranhá-lo com suas afiadas unhas. —Como se atreve a me dar ordens? — ela sacudiu-a outra vez. hipnotizando-o até que soube que não poderia sobreviver sem ela. Examinou-o e o ar parou em sua garganta. abrindo a boca com intenção de lhe insultar. falhou por pouco. sem se dar conta do fato. Havia dito. O que estava fazendo e pensando? Teria perdido o julgamento? Era um covarde como ela o chamara? Sempre entrou na batalha com o vampiro sem se sobressaltar. E como ela se retirou. pôde ver através delas. dói-te à cabeça? . Ele olhava para ela e seus escuros olhos brilhavam intensamente ameaçadores. perambulando. Ele estava tão furioso como ela e era bem mais atemorizante. tentando encontrar uma forma para religar totalmente seu espírito e corpo. Ela saltou para ele. o que havia em seu interior resistiria a sossegar Era psíquica. —Não a rechacei.. a exacerbação de seu sentido do olfato. Tinha expulsado a ordem do interior de sua mente. Estivera consumido por ela. Você não vai a lugar nenhum. Não podia entrar em sua mente e ser uma presença perene. Em todos os séculos de sua existência. tal como todos lhe haviam dito. o lobo talvez mais. —De verdade? Bem. Ela estava presente em cada um de seus pensamentos. a possessiva necessidade de conservar sua companheira a seu lado e impregná-la totalmente com sua essência. Era esta sua verdadeira personalidade? Ou era alguma manifestação do lobo ao se misturar com seu sangue Cárpato? Ambas as espécies eram dominadoras.se sentia tão educada agora. Deixou de lado seus sentimentos feridos e forçou sua mente a entrar na razão. mesmo enquanto contemplava a idéia de que ela pudesse lhe fazer mal. de tão ferida que desejava entrar num buraco e jogar terra sobre ela. Sentia o cérebro como se estivesse lhe estalando dentro do crânio e seus ombros sacudidos pela dor. Ambas exigiam obediência instantânea. o outro mundo o invadia e ele se via abandonado em sombras de cinza.. mas ele não arriscará nada de nada. Quem sabia que tipo de segredos guardava essa elusiva comunidade? Obviamente viviam se ocultando e ainda sobreviviam. mas algo nele chamou sua atenção. as cores se esmaeceram e tudo perdeu a intensidade. Foi uma ordem. poderia ter se desligado da dor. Suas unhas lhe cravavam nas palmas das mãos. Não podia obrigá-la a lhe aceitar. —Eu disse que não. —Manolito. mas era impossível. não com ela. Estava furioso consigo mesmo. Pior ainda. pois ele já capturava seus braços e a sacudia duramente. rechaçou imediatamente os pensamentos. Acusava-a de coisas que a inocência em seus olhos e em sua mente desmentia. mas agora intimidava sua companheira quando ela precisava de amor e tranqüilidade. Normalmente. mas ele não tinha forma de compreender o que estava acontecendo. . Bem. Mais assustada do que nunca tinha estado em sua vida. pois me nego a estar com alguém que exige que eu jogue tudo pelo tudo. O interior de sua boca parecia estar recoberto de cobre. isto nunca lhe tinha acontecido. ele já não poderia reter o poder suficiente para manter seu espírito totalmente na terra dos vivos..

Não entendo. para seu corpo. – Ouça-me. mas então captou um som. – Ele beijou a mão dela. Se o matarem ou destruírem meu corpo. Podia ver em seus olhos. —É o não-morto. O zumbido se fez mais forte. Estava lhe fazendo mal. não falhou. mas na primeira prova. só que não tinha sido consciente do que fazia. Não quero correr riscos com sua vida. Não temos idéia do efeito que o lobo teria em mim. —E eu acredito que já estão te matando nesse mundo. se está morto? —O espírito de Maxim ainda está na terra das sombras. Incomodou-me descobrir que estava mudando. —Não deveria experimentar uma dor como esta.Estamos sendo atacados. Eu poderia me tornar perigoso ou morrer. mas agora devia pensar mais nisso. —Não.. Seu corpo humano estava vivo e uma parte de seu espírito tinha retornado para os vivos. mas estão saudáveis e felizes e parecem aceitar suas vidas de bom agrado. . MaryAnn. onde está meu espírito. Posso ouvi-los. Como um milhão de insetos. Posso ver que estou mais agressivo e autoritário e você já tinha me indicado que teria problemas comigo nessa área. —Porque o que fosse que Maxim estivesse fazendo.Diga-me o que quer que eu faça.. Tinha a capacidade de ler as mentes. . Não havia se voltado contra sua companheira. mas se obrigou a se tranqüilizar. A menos que fosse esta mulher. Apunhalando seu cérebro. para me conduzir à destruição. Estão tentando fazer você me matar. Estou bastante segura de saber como fazer. Você está sendo atacado. o que queria dizer que os mortos estariam a par de que ele já não pertencia de todo a seu mundo. —Tudo fazia sentido agora e de certo modo era um alívio saber que não estava louco. temendo que ele a machucasse ainda mais com seus insultos. —disse ela—. O ar ficou preso na garganta. mas não pelas razões que pensa. pressionando com força as têmporas. Ele não vacilou. desejando que ele se sentisse melhor. Deve estar me atacando do interior. É meu privilégio te proteger. —Ele segurou-lhe o queixo. Ou quem. Exalou com força e se estendeu para ele. Não posso acreditar como Maxim pôde alcançar um antigo tão experiente na batalha como se supõe que sou. —Não.Ele assentiu. —Segurou-lhe a mão e a segurou com força. —Tenho que entrar totalmente no mundo dele e meu corpo ficará vulnerável a um ataque. pretendendo fazer-se passar por minha companheira quando na realidade é uma boneca do vampiro. Não espero menos para você. —A menos que fosse o lobo. Ela elevou o queixo. Ela captou tudo e se sobressaltou tanto que esteve a ponto de sair de sua mente. Maxim procura de me prender no outro lado. mas você está viva e ali não há lugar para ti. Um zumbido. Vozes suaves e insistentes estavam engatinhando pela mente dele. Não pelas razões que acredita. só que bem pior do ela estava sentindo em seu cérebro. —Ele puxou-a para perto. Outras mulheres psíquicas se transformaram exitosamente em Cárpatos. estarei perdido. como você está mudando e se convertendo em Cárpato. Eu posso me transportar ao mundo das sombras. muito mais alto em seu cérebro. Não havia nada a temer. —Não me matarão. porque meu espírito esta encravado ali. Seja qual seja a influência de Maxim em mim. . Até que saibamos mais.. fazendo-a sentir-se tão doente que correu para o corrimão e se inclinou sobre ele. fazia com que Manolito sofresse.. me convertendo em lobo. desejando subtrair sua dor e ver o que. Isto é importante. temos que ser precavidos. falhei contigo.Não quero que as últimas lembranças que tenha de seu companheiro sejam de rechaço e fúria. enchendo seus pensamentos dele. Simplesmente não . Eles a veriam no momento em que entrasse. Simplesmente me diga como fazer com que ele pare. —Posso ir lá contigo. . —Como pode ser. neste momento meus pensamentos são claros. MaryAnn. Ele negou. Ele inclinou para depositar um beijo na parte superior de sua cabeça. Não te teria machucado por nada do mundo. agora mesmo. Acredito que podem te matar nesse lugar. mas agüentou decidida a empurrar mais à frente. sua mão envolveu a dela. —Manolito. Devem ter um plano. Não há precedentes. —Descobrir o lobo muda a equação. O instinto lhe dizia que tinha sair dali com rapidez. Não temos nem ideia do que poderia ocorrer se te converto. Foi um processo doloroso. Era psíquica. É muito perigoso. podia senti-lo em sua mente. Caí sob sua influência como um inexperiente pato.Perdoe-Me. Não lhe tinha ocorrido que seria vulnerável na terra das sombras. Somente averiguar como fazia.

sivamet. Havia algo incorreto na forma em que seus olhos enfocavam. Ela olhou fixamente para os escuros e brilhantes olhos. . – Se apresse.Colocou muito mais confiança em sua voz do que na realidade sentia. mas não tinha sentido. .Seu estômago deu um duro nó. precisando tocá-lo. Enviará outros aqui. Seu cérebro insistia em lhe dizer que estava louca. fazendo acariciando a pele sedosa. Ele saberá o que fazer com meu corpo. Ele acreditava que tinha que protegê-la e o faria. seu espírito deslizando-se sigilosamente. mas cela ravou as unhas no corrimão e esperou . compreendendo que não havia nada que pudesse fazer para detê-lo. E teve tempo para planejar. Não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo e combatê-lo. Seu coração . .Estamos voltando agora. . Estaremos de volta.Quanto tempo levará para voltar aqui? . começando a dar asas ao pânico.Riordan. . longe do mundo dos vivos. – Sua primeira tentativa foi indecisa. Se saísse para lhe buscar na terra das sombras.Posso ir a ele quando você estiver aqui e sei que posso lhe trazer de volta. As aves irromperam no céu. Riordan. batendo o ar de forma que pôde ela cheirar os intrusos. confuso. —Fique comigo. O que Maxim está urdindo. – Você é a pessoa mais importante em meu mundo. Tudo o que tinha que fazer era seguir o caminho original que Manolito tinha usado. que ela não entendia. Os macacos nas árvores circundantes gritaram uma advertência. que não podia distinguir se ele falava com seu irmão ou não. —O que te faz pensar que ele tem vantagem. Se levarmos Jasmine e Solange para casa com os outros. Manolito. para longe dela. Faria tudo por ela. Podia se comunicar. Posso ver que está com problemas. Tenho muita necessidade de você. faz no prado das névoas e fantasmas. Pode alcançar Manolito? Pode chegar até ele e lhe segurar neste mundo? MaryAnn percorreu com o olhar o corpo de Manolito. MaryAnn está desprotegida e o vampiro enviará tudo o que disponha para matá-la. —sussurrou-lhe. A voz estava tão deformada. seu corpo ficaria completamente vulnerável. Deve chegar até ela. mas não posso lhe alcançar. Enviarei uma mensagem a meu irmão para que venha imediatamente e a leve a um lugar seguro. O sorriso dele se ampliou. Então isso também desvaneceu e ela ouviu sua chamada. Não posso me preocupar com você e combater Maxim ao mesmo tempo. Eles virão. apegando-se a sua mão. MaryAnn. Meu corpo humano ainda estará aqui desprotegido. —Você não pode. O que está acontecendo com Manolito? Juliette e eu transportamos Solange e Jasmine para o rancho.Riordan. Por favor faz o te digo e espere aqui onde estará protegida por Riordan até que eu retorne. Ele já havia desaparecido e somente restava seu corpo. Aceitar que era psíquica e que podia falar telepáticamente não era fácil. Ele teve tempo para planejar. MaryAnn inalou ar profundamente e o expulsou dos pulmões. csitri? —É mais cruel que você e bem mais ardiloso. Fundira-se com Manolito quando quis e podia fazer o mesmo com Riordan. Não pôde registrar que o falava em outro idioma. Manolito iria aonde o vampiro tinha todas as vantagens. Não acredito que tenhamos muito tempo. E outro mais. Abruptamente Manolito se afastou. MaryAnn se apoiou nele. mas ela o sentiu mover-se e engastar o caminho imediatamente. — Embalou-lhe o rosto entre suas mãos. —Não acredito que tenha que se preocupar com quem seja mais cruel ou ardiloso. Um jaguar e um humano que ela acreditou ser o mago. desvanecido e sem vitalidade.sabemos.MaryAnn. não poderemos te ajudar a tempo. Ele já estava desaparecendo. —Tenho que retornar lá. – Fique comigo. uma concha vazia. mas conta com que eu tentarei permanecer neste mundo. sem importar as conseqüências para ele. Levava em cima a mancha que ela associava com o vampiro. A resposta na cabeça dele soou distorcida e demoníaca. O sorriso dele foi gentil e a ponta de seu polegar lhe roçou o lábio inferior. agüente. batendo as asas com força. Ela engoliu a onda de medo. —Então vou contigo. MaryAnn tentou apegar-se a ele. Ninguém está a salvo aqui. então não saia até que Riordan esteja aqui para te escoltar. Ainda teve força para sentar apoiando as costas contra o corrimão. . Não posso te colocar em perigo. Morreria e mataria por ela.

Podia ver o jaguar emergindo do bosque de samambaias ao longo do riacho. Faria o que fosse preciso para trazê-lo de volta a terra dos vivos. Um mago. o que deixaria o corpo de Manolito vulnerável. O jaguar golpeou um ramo grande e ficou pendurado. MaryAnn observou ao jaguar aproximar. até sem dar conta disso. A . deixando atrás de si profundos sulcos. mas ela era muita lógica para sucumbir um homem por isso. A ele. O vento lhe levou um aroma de decomposição. Seu espírito estava ainda em outro reino. para lhe manter a salvo até que Riordan chegasse para encarregar-se de tudo. Ele parecia tão longínquo que ela teve que lutar para esconder seu pânico. MaryAnn suspirou. Deixou-se vem pelo jaguar. Sim. Como em tão pouco tempo ele se tornara tão importante para ela? Tinha acreditado que era uma simples atração física e nada mais. Debaixo do felino. O felino corria para ela e seus olhos resplandeciam veneno. . Ela passou a mão pela coxa. Não pode enfrentar um vampiro. Queria lutar com ele com as mãos ou… Garras. Riordan está a caminho. Pelo menos Manolito a havia provido de calça jeans. o jaguar grunhiu em resposta. sendo atraída a um vórtice. E um que parecia saber o que fazia. MaryAnn correu para o corrimão. E era o bastante inteligente para se precaver do quanto era perigoso esse matiz machista inerente A sua personalidade. tentando recuperar o ar. enquanto exalava a sensação de ser tragada viva. fosse só ou com um exército. Embaixo. Poderia morrer com bom aspecto.Não acredito que tenha que se preocupar muito por me aproximar muito deles. Podia sentir a essência de quem era. Porque não conseguiriam o corpo de Manolito. . MaryAnn estendeu as mãos. Vampiro? Não estava preparada para lidar com um vampiro. Prescindiu de qualquer fingimento que ocultasse suas intenções e subiu pelo tronco de uma grande árvore. O mago desenredará as salvaguardas e você não poderá enfrentar o jaguar. com as garras estendidas e ela saltou para trás. diminuto. eles deviam segui-la. As pontas de seus dedos começaram a se separar. Os músculos se contraíam. de retorno a ela. mas duvidava que os três a perseguissem. Respirou fundo e considerou suas opções.trovejou com força enquanto seu nariz se enrugava. Certamente o destruiriam e com isso. puxando os galhos mais baixos e começou a correr ao longo dos cipós da canopia. . Sentia como se seu cérebro se inchasse e não coubesse bem dentro da caixa de seu crânio. ofegando. Se corresse. com os flancos inchando-se. revelando seus cruéis e longos dentes. MaryAnn ficou em pé lentamente e apareceu com cautela. Mostrou-lhe os dentes. formando redemoinhos. um homem emergiu entre a espessa folhagem e elevou as mãos no ar. dobrando-se numa curvatura. sua pulsação corria a mesma velocidade que as patas do jaguar quando golpeavam cada árvore. tropeçando com as pernas de Manolito e aterrissando duramente sobre seu traseiro..Você deve ir. vá agora. ele elevou a cabeça e fixou seu olhar nela. Os dentes e a mandíbula lhe doíam atrozmente. formados por grossos galhos superpostos. Já tinha tomado a decisão de se lançar. Ele ra incrivelmente bonito.. Sentiu como se estivesse confinava num compartimento apertado. Usando suas garras. Sua pelagem estava escurecida pela água e enquanto ela olhava para baixo. Manolito era sua outra metade e ia manter-lhe com vida. Suas unhas se afundaram no corrimão da plataforma. . sozinha. E então entraria na terra das névoas e fantasmas ou como é que chamavam o tiraria dali a rastros. Nenhum homem jamais a tinha cuidado como ele. segurando ao corrimão para se ancorar e com um pequeno e apavorado grito. Não lhe importava que ele fosse Cárpato e enquanto ela era… O que fosse. A voz de Manolito soava longínqua e muito frágil. em algum momento. o mago e o vampiro. Mas ele se estrelou contra uma parede invisível e caiu pesadamente. até se tornar pequena. O jaguar saltou diretamente para ela. Indubitavelmente não queria enfrentá-lo. uma de suas roupas favoritas. estava em grandes problemas. num lugar estreito sem saída. rompendo muitos deles a sua passagem passo. O pânico enegreceu sua visão. Encontraria a forma de usar tudo que tivesse a seu alcance. Sentia o peito a ponto de explodir. afastou-se para trás. Amar Manolito da Cruz era o mais parecido a se atirar de um precipicio.Não deixarei seu corpo aqui para eles. procurando se aferrar a tronco ou galhos. qualquer poder que na realidade tivesse. Seus olhos se encontraram. rompendo pequenos galhos enquanto se aproximava.Não pode esperar muito. queria que ele sentisse seu desafio. Muito tensa. arranhando desesperadamente. também atraía as mulheres. encolhendo-se. Talvez ao longo de sua vida tinha prescindido da atração porque isso a mantinha a salvo. MaryAnn. A pele ondeava como se algo estivesse sob ela.

– ela tentou lhe enviar a impressão do mago. O chão ondulou. dirigindo-o desta vez para o rugiente jaguar.Teria que deixar o corpo de Manolito desprotegido. Podia tentar matá-lo. —Ande logo. Coisas grandes. agora faz o que ele te ordena.Esse homem não pertence a seus domínios. Olhe-os realmente como que são. Só queria que ele se fosse. Sentia como se seu corpo não estivesse bem e duros nós apareciam sob sua pele.Na realidade nós não gostamos desse homem mau.. não que esperasse um ataque exaustivo contra os dois. MaryAnn compreendeu que o mago já tinha desenredado a barreira de som que Manolito tinha erguido. Os macacos ficaram enlouquecidos. .Pode sair daí? . em voz alta.. seus olhos tão vazios enquanto seu corpo parecia forte e viril. —Sussurrou.diferencia do outro mago. tornando-se cada vez mais e menor. Concentrou nele. Sentia o peito oprimido. que parecia fazer tentativas enquanto trabalhava. O jaguar grunhiu e saltou para um dos menores. Lancem-lhe coisas. Tiraram-lhe tudo e conduz seu povo a extinção.Riordan. Vêem logo. . Havia muitos deles. mas então olhou para Manolito. No instante em que o mago vencesse as salvaguardas. atirando o mago ao chão. Aspirou profundamente e se conectou ao caldeirão de poder. . Não havia matado-o de propósito. Não acredito que tenha muito tempo antes que o mago rompa e atravesse as salvaguardas. correndo de um lado a outro. uma enorme greta que seguiria cada um de seus passos se tentasse escapar. Por um momento sentiu uma sacudida. Os macacos gritavam para o jaguar e faziam cair galhos sobre ele. Seu elevado número era reconfortante. mas o mais provável é que andasse procurando privacidade.. Joguem-lhe o que tiverem. Era irritante e francamente horripilante. como se tudo em seu interior se expandisse e contraísse. Ele tentou vos escravizar. que partisse. Mas somente podia supor o que estava fazendo. A árvore se sacudiu. Era pequeno a princípio. mas não sabia nada sobre combater vampiros. Sentiu sua repentina tensão. procurando evitar a greta que se abria na terra. detiveram-se quando ela havia ordenado. O que tinha feito a última vez para matar o mago? Não podia se lembrar. . E o mago era perigoso também. Tinha que haver uma forma de distrair o mago. Ele olhou-a fixamente e retrocedeu Engatinhando apressadamente. O vampiro colocou sua marca em você. o desejo de se por a correr. sua expressão e na forma em que seus lábios se moviam enquanto pronunciava o desentranhamento das salvaguardas que Manolito tinha estabelecido. Sua coluna vertebral se contraiu e ela levantou os olhos para os animais na canopia. Como podia detê-lo? Retardá-lo? O que precisava era uma forma de conseguir que a terra sob seus pés se abrisse.. e ela não deixaria por menos. Não deixem que ele mova os braços no ar. Ele estava imóvel. em cada músculo. Ele não fraquejava ao tentar protegê-la. O movimento inquieto dos macacos chamou sua atenção. saltando e sacudindo os galhos das árvores. Eles não têm lugar aqui. inclusive os cambiaformas.. Exalou lentamente. O som era ensurdecedor. Os animais estiveram seguindo-a? Haviam obedecido quando pedira que se fossem? E os homens jaguar. como se estivessem firmemente aliados com ela. Apertou com dureza os lábios e obrigou sua mente a expulsar o pânico. . o jaguar atacaria. mas lhe deu esperança. mas também também no mago. Parece saber bem o que está fazendo. mas por um instante a tinham obedecido também. Atiravam folhas e pequenos galhos não só ao jaguar. tornou-se muito consciente dela. nos galhos mais baixos. Esfregou a cabeça palpitante.. Ela então começou a ser consciente do fluxo de energia. este homem não baixou a velocidade enquanto trabalhava em desentranhar as salvaguardas de Manolito. o vampiro e o jaguar. Quando os animais responderam e a energia se expandiu a seu redor. . embora fossem novatos. Era como se estivesse partindo. Imediatamente toda população de macacos enlouqueceu. mostrando dentes e golpeando o peito com crescente agitação.Manolito terá tecido algumas surpresas. Não os controlara durante muito tempo. enfocando totalmente a atenção em seu rosto. Uma vez foi um homem orgulhoso. Ela estava fazendo isso? Era possível? Podia realmente ter quebrado um galho que se localizava sobre o primeiro mago e havê-lo deixado cair sobre ele? Essa idéia de uma vez a deixou doente. Ela ficou sem fôlego e imóvel. Mas como estava fazendo? Que mais estava fazendo? Que mais era capaz de fazer? Por primeira sentiu uma pontada de esperança. Os invisíveis fios tecidos tão entrelaçadamente começaram a desenredar com tanta rapidez que ela quase pôde senti-los cair diante dela. não é? Ele está tentando me fazer mal.

—Sim. Algo como os vampiros dos filmes. estes se aqueitaram num inquieto silêncio. Na verdade. Apresse-se. a seu turno.. Franziu o cenho. despindo os dentes. Disse uma palavra ao jaguar e ele se deteve. você quer ir. – Ela impregnou alarme e urgência em seus pensamentos. Ele levantou o olhar para ela e sorriu. MaryAnn sentiu o zumbido em sua cabeça e soube que ele tinha inserido uma compulsão em sua voz. Tinha um aspecto atemorizante. —Encontro-me realmente à vontade aqui. O ar ficou preso em sua garganta e ela atacou. mas isto não parecia desconcertar o não-morto. enterrado sob uma montanha de corpos. quando o jaguar mordeu com força e o sangue emanou. Forçou-se a sorrir. . partir. Dê tudo de ti. As salvaguardas não agüentariam muito tempo. Ele rugiu sua fúria e capturou o jaguar nas mãos. jogando ao felino longe de seu corpo com sua enorme força e lhe retorcendo a cabeça. como uma barreira de som. cantarolando enquanto suas mãos desenhavam padrões rápidos diante dele. O mago caiu sob a enorme massa que o golpeava. A selva é sua. uma escura aparição antinatural cheia maldade e inclinada a matá-la… A destruir A Manolito.Cuidado! Ele está tentando usar seu poder contra ti. MaryAnn tocou com a língua os lábios repentinamente secos. . os macacos se equilibraram sobre o mago. Com um movimento casual das mãos para os macacos. Ainda sustentando seu olhar. MaryAnn desejou voltar às costas. Sua cabeça estava aberta. Ataque-o antes que termine. Quer abandonar este lugar. O vampiro piscou. Deu alguns passos para a árvore como se fosse atacá-la ela outra vez. mordendo e golpeando-o. desta vez estendendo a mão para deter o grande felino ameaçador. — ele convidou-a suavemente. Ficou em pé um momento simplesmente olhando-a. para poder lhe devolver sua própria compulsão. caindo sobre ele em grande número. obedecendo a sua ordem. o crânio feito pedaços pela forte mordida do jaguar. Manolito não tinha procurado tanto o amparo.Por que este homem tem que te dizer o que deve fazer? É seu amo? Possui-te? Você é jaguar. Era um vampiro. O vampiro olhou para o mago. Seus dentes afiados estavam manchados de sangue e sua pele parecia estirar e apertar-se contra o crânio. depois esperou vários batimentos do coração para reunir uma quantidade maciça de energia para projetá-la em sua voz e sua mente. Riordan não estava ali para salvá-la. Olhe-o. o terror a paralisou. não ao contrário. A grossa cerca de samambaias douradas e murchas retrocederam enquanto um terceiro homem abria passo entre os arbustos. gesticulando para ela . O jaguar se equilibrou sobre as costas do vampiro. Por um momento. retrocedendo. com um longo e cativante sorriso. belo e grotesco. Quem quer que caminhe por aqui deveria fazê-lo com sua permissão. pelas samambaias. Ele te prenderá com um feitiço. MaryAnn piscou várias vezes. O epítome da maldade. Uma abominação. O mago cedeu terreno. com seus olhos flamejando com fúria. podem ir embora. Acabe com eles antes que o destruam. O mago deu uma ordem e agitou uma mão. O jaguar soltou um grunhido e girou a cabeça para o mago.Agora! Agora ataque-o.. Ele voltou-lhe as costas por um o momento. voou pelos ares e aterrissou no tronco da árvore junta ao qual ela estava e começou a reptar. O jaguar grunhiu ao mago e deu vários passos lentos ele. arranhando-os com suas garras. virando seu corpo para entrar por onde chegara. No momento seguinte era um homem atraente. Começou a falar quedamente. O rangido foi audível para ela. pois a cena lhe revolveu o estômago. Seus olhos brilhavam com chamas laranja-avermelhadas. As aves tomaram o ar. tremendo. tentando enfocar sua verdadeira forma. Ao mesmo tempo.O jaguar agitava sua larga cabeça continuamente. a boca estava totalmente aberta numa careta de ódio. correndo a jorros pela cabeça do vampiro. Nesse instante flexionou os dedos deixando crescer suas unhas até curvarem-se em garras. com sua asas ondulando enquanto zumbiam ao redor dos combatentes. Sacudiu a cabeça como se não pudesse recordar o que estava fazendo . O mago ficou congelado no lugar. Se quisesse . parecia confuso. — Ela injetou poder em sua voz. mas se deteve. —Desça e se se una a nós. até em meio aos chiados e gritos dos macacos e aves. cravando os dentes em seu crânio. Este era. e depois lentamente virou para enfrentá-la.

procurando os lados mais escuros onde os não-mortos se reuniam para lamentar enquanto esperavam saber seu destino. lutando por ela. Imediatamente sentiu a essência de quem era ser sugada. Tentou respirar. pelo caminho. CAPÍTULO XVI Manolito se moveu rapidamente através do estéril mundo de sombras. aterrava-a quase tanto como o vampiro que engatinhava pelo tronco da árvore. mas a alcatéia de lobos caminhando sobre duas pernas. O bombardeio de imagens em sua mente quase a fez vomitar. A idéia de soltar. O lobo grunhindo e o vampiro gritando. não a deixava se entregar. do outro lado do corrimão e trabalhava rapidamente desentranhando as salvaguardas. um casal levantou a mão como se pudessem lhe reconhecer. muito apertada. caminhando entre o enredo de enormes raízes. suas mãos e braços eram transparentes. Sentiu o enorme poder deste. Tinha a ilusão de estar em seu corpo. andando pelo acidentado terreno. Em volta deles a selva inteira estalou em gritos. O que aconteceria se ficasse presa nessa forma? A árvore se sacudiu. Tinha contado com que seu irmão viesse para protegê-la e a seu corpo. O prado parecia separar aqueles que tinham pouco ou nenhum remorso pelas coisas que tinham feito em . Sua pele se estirava tensa. O vampiro gritou e o som percorreu sua coluna vertebral e um terror paralizador invadiu seu coração. de liberar sua própria identidade. O guardião. quando os animais reagiram ao terrível som da batalha. Estava plenamente consciente. Chocaram-se. seu corpo mudando completamente em pleno vôo. Seus tendões e ligamentos estiraram-se enquanto os músculos de seu corpo se retorciam. Foi consciente quando sua pele explodiu. Podia ver a vegetação apodrecendo na terra. teria que fazer algo. Nesse momento o vampiro rasgou e atravessou a barreira e com um vaio de ódio. como se estivesse rendendo sobre si mesma. quase flutuando e quando baixou a vista. bordeada de vermelho e negro. O lobo saltou para interceptá-lo. uma ação involuntária que não podia parar. A sentinela.sobreviver. poder ver claramente os dois tipos de pessoas que povoavam a terra. como se ainda estivesse na selva. Uma vez mais sua cabeça palpitou. e rápido. Parecia-lhe estranho enquanto se deslizava pelos bosques e colinas. Já sentia o poder fluindo por seu corpo. Respirou fundo. mas logo foi ignorado. contraindo-se a tornando pequena. a enorme força de corpo e vontade. Restava-lhe somente alguns instantes para decidir o que fazer. A mandíbula lhe doía. Tudo nela gritava que resistisse. mas agora ela era tudo o que ele tinha. endurecendo em apertados nós de dor que agora eram visíveis sob sua pele. Quando passou entre eles. mas o domínio sobre seu corpo estava minguando rapidamente. Saltou para tomar seu lugar. Sua vista se nublou. Ela havia saltado para a beirada da plataforma. Se não por si mesma. tinha que fazer por Manolito. Como se seu corpo já soubesse a forma e só procurasse sua permissão. Alguns espíritos o olharam com o cenho franzido. Não sentia a sensação de seus ossos e seu corpo deformando ou de seus órgãos mudando. MaryAnn colocou uma mão no ombro de Manolito e tocou seu rosto. equilibrou-se sobre o corpo de Manolito. mas sua mente simplesmente não se rendia. a fúria do lobo brotou. mas não houve dor. Ele estava em alguma outra parte. Uma vez mais seus dedos se curvaram em garras. Quande MaryAnn permitiu que sua essência se retraísse. Aconteciam tão rapidamente que não podia classificá-las ou centrar sua atenção em nenhuma delas. para encaixar-se em seu corpo. ressoando dolorosamente. mas manteve o olhar fixo em Manolito e a visão dele lhe deu a coragem necessária para se render. se quisesse proteger o corpo de Manolito. Uma memória coletiva. somente a sensação de ser protegida e estar a salvo profundamente em seu interior. quando antes não havia notado. Seu estômago se revolveu. Às montanhas de pedras que marcavam a entrada do prado de névoas. A dor estalou através dela. desta vez até mais forte e mais rápido. mas se sentia muito leve. Lutou para aplacar seu pânico. estirando e moldando cada músculo e osso para que ela estivesse de acordo com sua nova e forte estrutura.

—Parece perdido. próximo a se converter. —Não? Aqui é onde esperamos entre mundos. A névoa se estendia pesada sobre o prado. velho amigo. salpicando grandes manchas escuras de lama que gotejavam e se acrescentavam ao vapor crescente. Permaneceu um momento estudando as colunas crescentes de gases quentes e perguntando por que lhe tinha sido tão fácil cruzá-lo em sua primeira visita. Não se atrevia a tocar a mente de MaryAnn e acidentalmente levá-la com ele ao mundo dos espíritos. homens de possuíam a honra morta há tempo. Vlad tinha intervindo para encher o vazio deixado pela morte de seus pais. Xavier indubitavelmente teria informado Maxim se estivesse tentando encontrar uma maneira de formar um exército de não-mortos. Alegria. Poucos haviam ficado perto para recebêlo. sentiu propagar a calma e compreendeu que quando tinha chegado a primeira vez. a primeira vez que seu espírito tinha chegado. estudando a estéril terra. teriam alguém muito poderoso os ajudando. Canas escuras assinalavam os limites. Todos conheciam os guerreiros de Xavier. Entretanto. sem sensação de esperança. Não podia estar ao mesmo tempo em dois lugares. culpa. Antes. Se os vampiros atuavam para invadir a terra dos vivos. Manolito se virou e se encontrou face a face com Vlad Dubrinsky. O lodo tremia e arrebentava. tão perto que até na terra dos mortos. podia ser que tivesse encontrado uma forma de fazer o mesmo com as legiões de não-mortos que esperavam no prado de névoas. Agora seu espírito devia parecer mais brilhante. Tinha que deixar de lado seu medo por MaryAnn e prestar toda sua atenção a este mundo. A mancha crescente de sua alma havia retrocedido devido a MaryAnn. num vapor verde cinzento impregnado de enxofre. Havia guiado Manolito e seus irmãos. não brilhantes. tinham-no repudiado por tentar salvar seu filho quando sabia que não havia esperança. Seria possível que um exército de não-mortos encontrasse a forma de retornar a terra dos vivos? Nesse caso. —Não entendo como pode estar aqui. para fazer sua vontade. Quando seu próprio pai tinha decidido seguir sua companheira na morte. olhando fixamente a extensão de buracos e o cambiante chão. mesmo com sua vida se fosse necessário. com seus espíritos encarcerados pelo perito mago.. agora o ar era até mais opressivo e parecia denso pela tensão. o envolveram. tinha que encontrar uma maneira de detê-los. havia sido considerado mais perto do vampiro que do caçador. Chegando ao prado parou. Vlad Dubrinsky tinha sido mais que um príncipe para ele.. os dois magos mais poderosos que existiam ou talvez ambos. dos que lutavam para entender onde se equivocaram. Manolito. bordeaban lagos de barro ferventes. —Meu príncipe. Razvan ou Xavier. . vergonha. Vacilou. Quando se aproximava de seu destino. uma penetrante comoção que ameaçou sacudir sua confiança. A sobrancelha do Vlad se elevou. Fechou-se a toda emoção e concentrou sua atenção no problema atual. Tinha que mantê-la completamente afastada do perigo a qualquer preço. tinha sido seu mentor e ele respeitara seus conselhos. Sabiam que ele se aproximava. Não esperava te encontrar em tal lugar. Vlad avançou e segurou seus antebraços na eterna saudação de respeito entre guerreiros. ouviu sons de risos zombeteiros e sussurro de vozes que o chamam por seu nome. como se a inquietação andasse sobre a terra. afundou até o tornozelo. mas agora os habitantes pareciam aceitá-lo.. Manolito. assombro e orgulho.sua antiga vida. Só alguns arbustos dispersos e alguns cardos cresciam no centro do pântano. Esperavam-no. Nenhum outro poderia esgrimir esse tipo de poder. chamados das sombras. Quando se aproximou mais do prado. O caminho parecia muito longo e mais pessoas o receberam vacilantes. —Me alegro em vê-lo. dobradas como palha velha. E se Xavier e Maxim eram aliados e trabalhando juntos para derrotar os Cárpatos. a maioria lhe voltara às costas com um gesto rápido para o prado. Parecia um pântano esponjoso e quando o pisou para provar. no final. Se Xavier tinha conseguido subjugar os guerreiros das sombras. por isso a reação não tinha sentido. Onde antes as névoas eram simplesmente cinzas e úmidas. o qual o surpreendeu. Devia-lhe mais do que pensava. o calor e o vapor se elevaram. Turvos. mais normal. Na distância. A atmosfera ao redor do prado não lhe tinha importado e instintivamente a tinha ignorado. e minerais de todas as cores. Teria que confiar em que Riordan tivesse chegado para proteger MaryAnn do perigo.. Seu corpo não tinha verdadeiro peso ali. —Saudou-lhe uma voz à suas costas. A emoção emanou aguda e rápida. seu espírito tinha sido escuro. O vapor se elevava dos buracos de ventilação.

mas não acredito que isso fosse um engano. —O que diz é certo. Foi uma sábia ou mesmo justa decisão? —Você não poderia saber o que aconteceria. Ela estava sob o amparo de Mikhail e Gregori e de vários Cárpatos mais. Desde o começo tinha sentido culpa e vergonha por condenar a decisão de Vlad. Estava perto da mudança quando ouvi a voz de minha companheira. —Foi um desafio para você. Você deveria saber isso melhor que ninguém. —Você não quer ir a terra do descanso. não querem. mas despertei muito cedo. —Mataram-me. Sinto não haver me mostrado ou lhe dado minhas razões para lhe tirar a vida das mãos sem seu consentimento. E Sarantha gostará de vêlo. acionando uma cadeia de acontecimentos que bem podia conduzir à destruição da espécie inteira. Manolito engoliu a apertada bola de condenação que emanava de sua garganta. . —Não foi o melhor para nossa gente. mas podia se lembrar de cada incidente e o pior crime havia sido contra sua própria companheira. Tentei fazer o melhor que pude. Não podem te matar. Eles não podem abandonar este lugar sem aceitar sua própria culpa. Não segui nossas leis e tomei seu sangue sem seu consentimento ou conhecimento. a escuridão havia descido sobre todos eles. —Atravessar suas filas e reclamar o que me pertencia? Sim. Ela tinha sido sua luz. – Concordou Vlad. e apesar de tudo segui adiante porque não podia suportar destruir meu próprio filho. —Estive perto. Amava e respeitava-o e ainda se sentia um traidor por conspirar para lhe derrocar. . afinal de todo esse tempo. Os irmãos Malinov tinham perdido sua querida irmã. Sabia sim. —Meu corpo é vulnerável no outro mundo. Manolito? Cometi muitos. Com sua morte. No momento foram feitas sem emoção. Ivory e também os irmãos da Cruz.e há conspirações que tenho que desentranhar para manter a salvo nossa gente. mas como qualquer homem. Convites para me unir ao nãomorto. Somente o modo em que o fiz. Tentei salvar meu filho masis velho as custas dos outros. O que poderia dizer? Fizera coisas em sua vida.Não foi. com o nó que crescia em sua garganta. Vlad assentiu. mas idearam modos de te torturar e enlouquecer seu espírito. Muito perto. Não quis acreditar. — Engasgou com as palavras. muitas das quais lamentava. Conte-nos as novidades e nos permita te ajudar. Nunca esteve perto de se converter. Não sou nenhuma deidade. Estamos perto e poderemos ser úteis para você. Sou responsável por muitas coisas que nunca deveriam ter acontecido. Somos capazes de grandes males. Meu espírito e meu corpo não tinham tido tempo de se unir. ligando-a a mim. a razão para manter a esperança e a fé em sua gente. Lamento? Não sei a resposta para isso. Baixou a cabeça. —Ainda não entendo como pode estar aqui.. —Seu lugar não está entre os vampiros. mas meus irmãos sujeitaram meu espírito a terra. Acredito que Maxim está levantando um exército de mortos e espera encontrar um portal desta terra para a dos vivos. com tom equilibrado. ela me suplicou que não o deixasse morrer e néscio como era. —Acha. meneando a cabeça. Venha comigo ao acampamento dos guerreiros. No fim. Serviu nossa gente com honra. Nenhum homem dos Cárpatos o é. embora tampouco um com seu corpo. Suspeito que muitos gostaria de cravar os dentes em voce. Conversaremos uma vez mais. o trabalho que devia ter sido meu recaiu nos ombros de meu filho Mikhail. Gregori baixou para me recuperar. mas tinha o dom da premonição. Manolito não podia aceitar o que ouvia. Posso ver por seu espírito que não sucumbiste a nossa mais escura natureza. Vlad parou para olhá-lo com o cenho franzido. escolhi o caminho da destruição para toda nossa gente.—Esperar o que? Eu vim aqui e encontrei só condenação e acusações. —Você não é do tudo um espírito. Quando confessei A Sarantha. esperando julgamento. —Deveria ter adivinhado que ele não tramava nada bom. que alguma vez não cometi enganos.. Logo negou. Venha. Culpam todos a seu redor. Vlad fez um gesto para o prado. —Não. eu tinha meus defeitos. —É obvio que sabia. assim caminho entre os dois mundos. Vlad.

Não mentiria nem fugiria da culpa e a vergonha de sua ação. a exceção de seus irmãos. Na tentativa por salvar meu filho. —Para me derrotar. . Sarantha se voltou. —O mundo mudou muito em sua ausência. embora. —Xavier ainda vive? —Assim acreditam.e Zacarias e Ruslan convieram em que todos nós continuaríamos fiéis e o serviríamos com honra. Querida.Ah. —Seus irmãos e você serviram nossa gente fielmente. uma vez que estão a nossos cuidados. embora tenha ouvido rumores de que caminha em dois mundos.—Nossa gente viveu por muito tempo junto dos humanos e nossas regras são diferentes por algum motivo. Vocês tinham direito de questionar meu julgamento. Não era justo. —Me fale dela. estava impaciente por enfrentar Maxim e voltar para MaryAnn. Maxim trabalha aliado com Xavier. Mesmo aqui nos chegam notícias. Venha.Por favor. É maravilhoso vê-lo. —Empurrando uma parede de samambaias. saúde Sarantha e nos dê notícias de nossos seres queridos. —Sinto muito. Conversamos durante horas. . todas as notícias. mas se fizermos o que pudermos para amar e respeitar nossas mulheres. trabalha com ele para destruir nossa gente. Vlad bateu de leve em seu ombro. Poucos entenderão. quando chegam guerreiros ou vampiros. Sabiam o que eu tinha feito. Era o homem que uma vez tinha considerado seu pai. certamente. – Disse. O corpo do Vlad era menos consistente que o seu. Foi difícil aceitar os novos costumes. —Acha que me surpreende que você e seus irmãos brincassem com a idéia de derrocar o reinado dos Dubrinsky? Sempre fossem inteligentes e viram meu crime. Deram-nos a capacidade de prender nossa companheira porque sem isso nossa gente teria morrido há muito. Deve-me contar tudo.Disse Vlad. colocando-as sempre primeiro lugar. Não há vergonha nisso. . trouxe um convidado. Vlad permaneceu em silencio por um longo momento. simplesmente olhou para Manolito e manteve seu olhar. —Não tínhamos direito de tramar sua queda ou a destruição de todas as espécies das quais éramos aliados. —Realmente tenho pouco tempo. protege meu corpo e acredito que será atacada. o sorriso desapareceu de sua face. E seu neto. Seus olhos iluminando as cores apagadas a seu redor. por muito que quisesse falar com Vlad e inclusive lhe pedir conselho sobre a evasiva espécie do homem-lobo. nossa gente. Como estão meus filhos e suas companheiras? Como esta minha neta? Soube que é bastante encantadora. aqui está Sarantha. Haviaesperado que Vlad o condenasse.Não fazia idéia de que o plano seria colocado em ação. Uma sensação de urgência crescia em seu interior. com a face iluminada por um sorriso. venha conosco um momento. ele chamou: . Vlad virou a cabeça lentamente. Manolito e todos têm que trabalhar para superá-las. Estamos quase seguros que os irmãos do Maxim estão envoltos num complô para destruir Mikhail. —Ela abraçou-o. – Você deve ter uma companheira ou seu espírito não seria tão luminoso. E era o homem cuja queda tinha ajudado a planejar. traí nossa gente. Alguns de nós protegem esta área para impedir os recém chegados de vagar pela terra dos caídos. temos mais possibilidades de que outras espécies nos entendam e nos aceitem. Manolito. — Ele agitou a mão para um pequeno bosque de árvores. teriam tido que derrotar todos eles. . —Não esteja tão seguro. Vlad negou com a cabeça. Manolito igualou seus passos. —Vlad assentiu.Tem sentido. Vlad e com isso. —Não pode encontrar uma forma de sair deste mundo. sinceramente. Fizemos um juramento de sangue. —Manolito se negou a afastar o olhar de Vlad enquanto confessava. um toque tão ligeiro que Manolito mal o sentiu. Talvez teria sido mais fácil fazer frente ao que tinha feito. Este era homem que respeitava acima de todos os outros. Não tinha idéia de que os Malinovs o odiassem tanto. minha companheira. . Razvan. MaryAnn. —Manolito. se seu príncipe estivesse zangado. —Todoss nós temos falhas. Tenho que deter Maxim antes que deduza a forma de abandonar este lugar com um exército de nãomortos. Vlad riu. Um complô que eu ajudei a tramar. com seu corpo ligeiro e insubstancial. Não houve desilusão nem de repugnância em sua face.

Não posso te ajudar. o lobo permanece silencioso dentro deles. Não estive na cerimônia do nome.. Sairemos desta vida para seguinte muito em breve. —E ele sentia. Era um bom amigo. sua neta..Não sei. Ele queria ser imortal. Tentei lhe falar das companheiras. Ela assentiu e levantou a face para roçar dar-lue um leve beijo. —Como podem permanecer ocultos. . me conte o que sabe dos guardiães. desejando informação. —Pode acontecer? —Perguntou Sarantha. —Desejaria tanto poder vê-los. Mas ele se acreditava superior e que devia ter a mesma longevidade que nós. . —intercolocou Sarantha. —disse Manolito. nos reuniremos com nossos seres queridos.—Dê-lhe oportunidade para falar. Sua companheira é perfeita para ele e o ajuda a conduzir nossa gente para uma sociedade mais coesiva.Vlad. Vlad suspirou. Com o passar dos anos acrescentam mais. muito mais do que Manolito podia desejar que visse.. Vulneráveis a ele —Quando eram tão bons amigos… —Ele queria que eu entregasse uma mulher Cárpato.Mikhail é um magnífico líder. —O que aconteceria à pessoa?A seu corpo e sua mente? No que se converteria? Vlad abriu a boca e a fechou bruscamente. mas ele se negou . Jacques e Shea tiveram um filho. . passou muito tempo desde que tive que tomar decisões para minha gente. —E sua companheira. Simplesmente usam uma maior parte do cérebro. Vivem na forma humana a maior parte do tempo. então parecem totalmente humanos. . Feitiços que ele proporcionou. nunca aconteceu. —Me alegro de que não seja uma decisão que eu tenha que tomar. como nós. —É valente e formosa. A maior parte do tempo. A combinação poderia ser letal. —Na verdade. é teoricamente possível.. Poucos podem diferenciá-los dos humanos. Tentei lhe dizer que não havia verdadeira imortalidade. mas a malha de energia é a mesmo e isso nos fez. Você ficaria orgulhosa dele. —Sinto seu dilema. . Manolito? Fale-nos dela.. —Que aconteceria a um lobo ao se converter em Cárpato? —Cruzar as espécies? —Vlad deu uma olhada em Sarantha. Ciúme. que amei como a um irmão.. abraçando-a. se uma ou outra. mas o tiro saiu pela culatra e foram caçados pelos humanos. Desgraçadamente. Posto que os homens lobo são psíquicos. E ainda nos torna. —Manolito franziu o cenho. meu amor. inclusive de nós? —Eles não têm o padrão cerebral diferente dos humanos. embora as lendas abundam. sem dar muita. Os homens-lobo. —Algum dia. Ambas as linhas de sangue são iguais em poder. Agradeço simplesmente existir sem que minhas opções tenham impacto em ninguém mais que minha companheira. Existem em todos os continentes ou o fizeram em épocas passadas. .Mas os seres humanos se converteram com êxito à sociedade Cárpata. Não sei qual sairia vitoriosa.. Acredito que eles iniciaram a maior parte dos mitos. espera gêmeos. É que estou tão excitada de vê-lo.. —disse Vlad. —Pouco se sabe de sua sociedade. —Ela mostrou um lugar junto à fogueira. um menino. para manter as pessoas assustadas e longe deles. Um lobo e um Cárpato. —Não tenho idéia. —Me perdoe. —Por que? —Avareza. por isso não sei como o chamaram. Um amigo no qual acreditei. Ele tem muita pressa. Ouvi dizer que Savannah. Até onde sei. Inclusive falar de Xavier é difícil. —Ou excitante. —E o que sabe do Xavier? Vlad suspirou e procurou a mão de Sarantha. todas as nossas salvaguardas foram fundamentadas em feitiços de magos.Duas espécies de igual poder. —Ele inclinou-se para lhe beijar a face. Nunca ouvi falar de tal coisa. Sarantha se lançou nos braços de Vlad. Pode me dedicar um momento de seu tempo? —É obvio. Vlad sentou com as pernas cruzadas. Traiu-nos como nenhum outro podia ter feito. Afinal. Manolito. na terra. E me faz desejar ser melhor a cada sublevação. nós também podemos morrer.

Não pode aceitar seus enganos. Zacarias enviará uma mensagem aA Mikhail e enviaremos emissários a cada um de nossos aliados e tentaremos detê-los antes que vá mais longe. embora ele tenha mantido as escolas para que nossos jovens aprendessem. com os braços ainda levantados no ar. —Certamente não quis te interromper. Tivemos muitas discussões. —Sabe que não pode. A visão dos dois. Deve ter planejado durante muito tempo. Manolito. nunca acreditaria que passara para seu lado. e até que as repare de algum modo. olhando para trás uma vez mais. diretamente no centro do círculo vampiro. Os vampiros que o rodeavam moveram os pés num padrão hipnótico e começaram a elevar suas vozes num encantamento hipnotizador.—ofereceu Vlad. Não podia haver nenhuma outra resposta. mostrando a deterioração de seus manchados dentes. Rechaça toda responsabilidade. então. Rhiannon era uma de suas melhores estudantes e decidiu ficar.. Ele matou seu companheiro e a tomou. estudando-o de cada ângulo.Acrescentou Vlad. . Estou preso entre dois mundos e não posso viver em ambos. então? — Perguntou Máxim. O que ficava? Vlad havia dito que os não-mortos tinham inventado formas de torturá-lo e enlouquecê-lo. Mas primeiro. Finalmente começamos a separar nossas duas sociedades. você e seus amigos continuem com o que estavam fazendo. . cobrindo suas faces. observando o fluxo . com um fraco e mortífero sorriso de auto-suficiência. tinha que arriscar por sua gente. O canto vacilou. para vislumbrar o líder de sua gente. porque ela era uma Caçadora de Dragões e poucos poderiam tê-la retido contra sua vontade. .Darei lembranças a sua família. Sarantha e Vlad estavam abraçados e seus corpos emitiam um débil brilho que pareceu ficar mais intenso no meio do cinza e úmido mundo. De todo modo.Não houve nada que eu pudesse fazer para detê-lo e agora ele está tentando destruir nossa gente. tão apaixonados. Maxim vaiou sua surpresa e parou em seco. mas não o alcançou. Podia ver as sombras se movendo no lânguido cinza da névoa. Para o bem ou para o mau. – Ele se aliou aos Malinov e esteve colocando em ação o plano que ideamos. evitando as colunas de vapor e os gêiseres repentinos quando cuspiam no ar. tenho que deter Maxim. —Ele segurou os antebraços de seu príncipe a maneira tradicional e logo se inclinou para beijar Sarantha. Maxim. —Irei contigo e verei em que te posso ajudar . com olhos vermelhos resplandecentes e vozes que se elevavam no vapor. Como se conduzia um espírito à loucura? Ou já preso. —Oh. Manolito se levantou. Una-se anossa pequena cerimônia. o fez desejar ter o mesmo com MaryAnn. lhe torturar? Meditou. Como poderia descobrir o plano de Máxim? O vampiro nunca confiaria nele. Temo pela segurança de MaryAnn. Explodiu atravez do véu de névoa.a ater-se a esse raciocinio. —Era malvado antes e também agora. . —Longa vida.—Manolito cruzou os braços sobre o peito.Maxim é tão problemático. Maxim levantou os braços e começou a cantar uma vez mais. lançando mais gradeio escuro em todas as direções. claro que não. Manolito negou. Um vento leve soprou entre as folhas no pequeno arvoredo. Ele conseguiu engravida-la. Cruzou como um raio o espaço. —Cuide-se. Maxim forçou um sorriso.Disse Sarantha. Esta é minha carga senhor. Manolito.. Maxim e seu exército de nãomortos o esperavam do outro lado. até que aprenda. —Não se importa. querido. mas agradeço que queira compartilhá-la comigo. velho amigo. —Sarantha olhou para seu companheiro. —Vejo que voltou. porque temia seu poder. não pode seguir. Uma guerra de engenhosidades. Manolito retrocedeu para as árvores. Este é meu problema. e outros que formavam o circulo ao redor deaxim retrocederam. Soubemos que teve filhos com ela. —Não posso ficar mais tempo. —disse Manolito. . mesmo quando levantou a face para tentar sentir a brisa. —Seus dedos se apertaram ao redor dos de Sarantha. —Não. tão ligados um ao outro. e ele se convenceu de eu estava lhe impedindo de ser imortal deliberadamente. Manolito passeou deliberadamente ao redor do Maxim. Agora que sabemos o que está fazendo. Suspirou e se virou resolutamente para confrontar o caminho para o prado. E por MaryAnn. Foi uma honra ver vocês dois. Se estivesse equivocado… Encolheu de ombros e avançou para o borbulhante e fumegante prado onde o véu de névoa era espesso e as transbordantes poças de barro cuspiam manchas escuras e desagradáveis.

Manolito começou outra vez a lhe rodear. Não o adulo ao lhe recordar isso. Tínhamos um código.Sei que mente. . ainda é um mago poderoso. Jogou a cabeça atrás e uivou. Manolito assentiu com um gesto de cabeça e uma vez mas começou a caminhar em círculos. Ficou sem nada. —replicou Manolito calmamente.de suas mãos. recorda-se? Era um homem brilhante. Senão.Por que acha que ele busca o livro? —Xavier tinha compilado seus feitiços no livro. Nossa memória é longa e você sofrerá por sua traição. Manolito não retrocedeu ante o sujo fedor da respiração de Maxim ou do selvagem ódio em sua face. Não pode abrir o portal para permitir que seu exército de não-mortos retorne. Apesar de que já não faz seus próprios feitiços. —O que acontece? —Continue. O som raspava os nervos como papel de lixa. Ele utiliza os feitiços que foram dela e agora já não tem controle sobre ela. que o façam por ele. Maxim suspirou e deixou cair os braços. —Muito poderoso. . Manolito. Zacarias foi um néscio ao seguir Vlad em vez de Ruslan. Conversamos toda a noite sobre isso. mas não estava destinado a longevidade e sua mente está se deteriorando. uma vez mais rodeando Maxim. Xavier carece de habilidade para idear algo novo. —Isso não importa. Sabe que não nos trairá. Você podia elaborar as coisas. —Nosso juramento de sangue era entre nós e o príncipe. Por isso te deu o antigo feitiço dos guerreiros das sombras. ele fez automaticamente o mesmo. O vampiro segurou sua própria cabeça e agitado gritou. Maxim. —É um homem brilhante. mas não se atreve a deixar que Ruslan e seus irmãos saibam a verdade. Os outros não mortos tinham deixado de cantar uma vez mais e estavam observando. observando como o professor dos não-mortos tratava de seguir os intricados e hipnóticos passos. Quando Manolito se deteve e se inclinou aproximando. estendendo as mãos para pegar os ombros de Manolito com suas garras. agora guardado pelo Príncipe dos Cárpatos. —Sabe que não. Vive do sangue de nossa gente. um juramento de sangue e vocês o romperam. — Ele parou novamente ao lado do vampiro e sussurrou em seu ouvido. Acredito que é um dos primeiros trabalhos de Xavier. —Demos-lhes a oportunidade de se unirem a nós. que se cravaram e rasgaram a carne até correr o sangue. —acusou. Sua face se retorceu de ódio e raiva e aproximou-se olhando fixamente Manolito nos olhos. – Você sempre teve uma inteligência superior. Vocês insistiram em seguir ao príncipe e a seu filho assassino. Confia muito nas coisas que sabia antes e duvido que se recorde da maior parte delas. Ruslan o fez e sempre tem razão. Simplesmente estou pensando onde vi usar este particular feitiço. A família Da Cruz sempre foi leal aos Malinovs. movendo os pés num padrão de dança. seguindo cada movimento com suspicacia. Maxim continuou girando em círculo com ele. – Você merece morrer. —Sabe que a companheira de Vikirnoff pode enviar os guerreiros de volta a seu próprio reino. Maxim. Mas não pode fazer o que prometeu a você e a seus irmãos. Maxim grunhiu e girou a cabeça de um lado a outro. —Traidor. Os outros vampiros explodiram num frenesi. —Maxim cuspiu as últimas palavras. – ele já não pode produzir novos feitiços. Xavier encontrará a forma de me devolver ou terá uma morte longa e dolorosa. quando tentou pela primeira vez se ligar aos guerreiros das sombras. —Já não tanto. —Ele é um homem poderoso. —Você mente! —Vaiou Maxim. correndo para frente num esforço por lamber as . gravando cada movimento em sua memória. Que utilidade ele seria para eles então? —Antes que Maxim pudesse responder. de modo que as chamas vermelhas que ardiam em suas fundas contas fossem claramente visíveis. como estaria aqui? —Você retornou e isso significa que é possível. Estudamos ele. —disse Manolito em desacordo. Sempre. Tem que ter outros magos menores. Xavier não planejou o que fazer. Seus olhos brilhavam com ardentes chamas vermelhas. —De verdade? A fúria de Maxim estalou com tanta força que não houve forma de contê-la. —Já morri. – Ele se aproximou mais de Maxim e baixou o tom da voz para que somente o professor vampiro o escutasse. – Ele está senil.

– Ele disse bruscamente.escuras correntes vermelhas. O professor vampiro aspirou e o ar assobiou entre os rachos de seus dentes. A saliva derramou de sua boca e as chamas de seus olhos se tornaram mais visíveis ainda. Manolito. O alvoroço era horrível. . mesmo que os outros vampiros se tornassem loucos. retorcendo suas vísceras e pulsando em seu cérebro. afogando o som dos vampiros que o rasgavam. Um selvagem chiado que ressoou pela cabeça de Manolito e lhe fez apertar os dentes. —Deixe de brincadeira. Manolito podia vê-lo esforçando-se para manter o controle. luminosa e quente.Tão satisfeito como sempre. rasgando sua carne de seus ossos e tentando comê-lo vivo. Maxim era ardiloso... colocando as mãos nas costas e controlando sua expressão. —Não estou briancando. triturando a carne com suas longas unhas amarelas. tentando ler sob sua sua endemoniada máscara.. A carne parecia voar em todas as direções. Pensou em seu sorriso. ela tinha vindo em seu resgate. como animais enlouquecidos. Foi uma das coisas mais difíceis que tinha feito em sua vida. Manolito manteve o tom muito tranqüilo e ligeiramente desdenhoso que sabia irritar Maxim. Como pôde um homem com um cérebro tão agudo como o teu acreditar numa palavra do que dizia Xavier? Não tem nenhum sentido que você ou Ruslan. Ou qualquer de seus irmãos na realidade. Foi difícil ficar quieto sob o ataque. rogando. a dignidade. —Está equivocado com Xavier. aproximando-se para cravarem os dentes em seus ombros e peito. —Acha poder me enganar tão facilmente? Isto é uma ilusão.. mantendo sua imagem valente entre ele e a loucura. com as faces manchadas de barro. Manteve sua mente fixa em MaryAnn. Manolito manteve os braços relaxados e forçou o sorriso a resistir. tentando levar partes de sua carne as bocas horríveis. Ele afastou. abrindo suas bocas e deixando sair sons que resultavam uma terrível parodia de risada. . Converteste-se em verme por sua própria mão. com o olhar tranqüilo. Maxim. mas Manolito sufocou a reação de seu corpo e permaneceu absolutamente imóvel enquanto os vampiros pululavam a seu redor. Seus saltos vermelhos e suas botas. Ao redor deles. Sua aguda inteligência. Estes néscios querem acreditar. Gritando de raiva. Só sinto compaixão pela criatura que era meu amigo e que uma vez foi um grande homem. —Basta! —gritou Maxim e fez gestos aos vampiros para que se afastassem de Manolito. a dor o atravessou. em seu cabelo. Maxim? Uma vez era um grande homem e agora se derruba como os porcos no chiqueiro. Maxim o golpeou repetidamente na face. —É a isto que se viu reduzido. E perdeste a única coisa que importava. Reprimiu sua repulsão e sorriu a Maxim. O sangue salpicava por toda parte. Por um momento. o som de sua risada era quente e brilhante em sua mente. Agora se contenta mandando sobre estes inúteis. Nada mais. Manolito procurou manter a adulação enquanto devolvia o foco de atenção do vampiro outra vez ao mago. ele tocou um deles com o pé enquanto o não morto arranhava a erma terra. Não tenho nenhum corpo neste lugar.. Ah. impedir sua mente a acreditar que o que acontecia era real. Esbanjassem o tempo com ele.. Ele afastou-os a chutes. mantendo o olhar fixo em Maxim. —Acredita seriamente. nesta terra que não tinha sentido. Realmente acredita que ele pode te fazer retornar? —Você. Ele levará meu exército através do portal e ninguém poderá nos derrotar. Permanecer ali de pé enquanto os não-mortos se reuniam a seu redor num frenesi alimentício. Com desprezo na face. Você vai nos tirar daqui. Não pode matar o que já está morto. Maxim? Acha que Xavier tem o poder de te levar de volta? Ele criou os feitiços dos guerreiros das sombras quando estava em sua glória. seguindo o exemplo de Maxim. Fixou a mente em cada detalhe de seu corpo e no modo em que sua roupa lhe assentava.. Os não-mortos obedeceram relutantemente. —Riu com alegria como se estivesse divertindo muito. Forçou um sorriso. Agora é um velho verme que se alimenta do sangue de crianças pequenas e a magia de novos magos. alguns arrastando-se pela terra tentando apanhar carne e sangue e conseguindo só pedaços de sujeira alcalina. Alguns seguraram as pernas de Maxim e o adularam. outros vampiros começavam a se reunir. mas eles podem unicamente saborear a sujeira da terra enquanto rondam ao redor. A verdade explodiu. Inclusive aqui. Não pode derrotar a morte. soltando grunhidos e vaias. com impaciência e fulminou Manolito com o olhar. O ruído era horroroso enquanto todos tentavam em vão conseguir sangue fresco. na forma em que seus olhos se acendiam quando sorria.

O ácido aterrissou na pele de Manolito. —Será interessante vê-lo fazer isso. Fui um caçador durante mil anos. Maxim queria dizer-lhe. Acha que luta contra nós. —Só há um capaz de seguir cada caminho de comunicação. . cuidando em manter o olhar cheio de desprezo e sem piscar. Ereto. —Acha que seus insultos infantis vão me impressionar como seus ridículos cães? —Deliberadamente seu gesto abrangeu os vampiros desesperados pela atenção de Maxim. poderíamos ter chegado longe. mas saber desenvolveu seu medo por MaryAnn. Manolito saboreava o medo agora. sua mente se acelerava. Vlad Dubrinsky os traiu por seu filho. Você virou um palhaço. Ela virá trás de você. —soltou Maxim. A loba se encontrou com o não-morto no meio do . Atreveu-se a entrar em meu mundo e teve a oportunidade de se unir a nós novamente. Vomitou veneno entre os dentes. Não quer ser pasto para o não-morto. Acreditando em suas mentiras. . As garras da criatura estavam estendidas na tentativa de alcançar o corpo de Manolito enquanto pousava na plataforma no alto da canopia. Nós o queimaremos e não haverá esperança de retorno para ti. Ela te ouvirá gritar e se fundirá contigo completamente como já fez antes. Traiu a todos por seu filho. Ele somente devia ter paciência e conduzi-lo na direção. não é? Quis adular aquele parvo do Dubrinsky. Você também acreditava que seu intelecto era superior ao de todos outros. fazendo migalhas das salvaguardas de Manolito. Seus irmãos sabiam a verdade. Isso é o que realmente é. Manolito se voltou e o filho do Vlad estava atrás dele. —Neste momento meus bonecos cumprem minha ordem. Converteu-se numa marionete para o gosto de Xavier. —Você teria -se unido aA nossas filas e teria me servido. Guardou a emoção em algum lugar profundo e confrontou o professor vampiro. o irmão mais velho de Mikhail. poderemos utilizar seu espírito vivo para retornar. Você é um homenzinho que geme para se fazer importante. Nunca poderá. Manolito encolheu os ombros de modo casual. – Trata-se de Draven Dubrinsky. . Zacarias nos ordenou seguir a esse assassino príncipe chorão. Maxim parecia a ponto de explodir. queria mostrar sua superioridade. Nada. mas não pode. se pudesse encaixar os pedaços do quebra-cabeças. Com seu cérebro. a grandeza em você desapareceu há tempo. mas manteve a mesma expressão. atacando-a enquanto seu corpo permanece vulnerável. CAPÍTULO 17 O vampiro se chocou contra o que restava da barreira que rodeava MaryAnn. —Ela virá por você. Manolito sentiu o poder da mente dele fundindo-se com a sua. Havia esperado ouvir. Diga algo que queira ouvir. não trocou de expressão. —Você não sabe nada. Seus olhos giravam nas conchas profundas. com os braços de lado. brilhando com o poder da herança de sua família. a satisfação brilhava em seus olhos. Manolito sentiu seu coração se sobressaltar. simplesmente olhou para Maxim com o mesmo sorrido de desprezo que continuava conseguindo meter sob a pele do vampiro. —Eu vi o portal. sua bonita face retorcida com malícia. Uma vez esteja aqui. onde chispou e fumegou. Maxim sorriu com satisfação.E ela virá. com seus olhos brilhantes de ódio. Você é o fio condutor. Maxim? Falhaste completamente até agora. no momento em que lhe golpeou. Dubrinsky podia matar uma mulher. —E como se propõe a me fazer gritar. —Ele agitou os braços.homemzinho. nem sequer Zacarias entendeu.Sou um caçador. mas nunca pôde ver a imagem completa. sequer piscou.ele concordou. E nunca entendeu. mas forçou seu coração pulsar com um ritmo tranqüilo. Manolito permaneceu estóico sob o ataque. Manolito se contraiu. —Você queria que eu matasse minha companheira. —Como você faz com Xavier. Duas vezes tiveste a oportunidade. quando te ouvir gritar. mas não seu próprio filho e os irmãos Da Cruz o seguiam como cachorrinhos. A resposta correta estava na frente dele . Você e seus preciosos irmãos.

contra uma árvore. um velho legado que ficava na memória coletiva de uma geração a outra. MaryAnn sentiu as garras. queimando como ácido. O pescoço do vampiro se quebrou e sua cabeça caiu de lado. —Sim. aproveitando a oportunidade para se dissolver em vapor. Em lugar de incinerála. Precisava dele. A dor queimava seu corpo. Desta vez o lobo segurou a cabeça do vampiro entre suas garras e a retorceu. ela conseguiu escalou seu caminho para a plataforma. Ouviu-se gritar. Permitiu-se respirar e se deixou cair junto a ele. saltando de um salto os galhos da árvore com incrível velocidade. mas a loba jogou a cabeça para o lado. Para lhe tocar. Era instintivo. claro. mas ela havia mantido Manolito vivo. enquanto caíam mais ou menos quarenta e cinco metros de altura. mas a guardiã de MaryAnn era implacável e seus dentes procuravam a garganta. arrancando os dentes de seu ombro. ansiando o coração enegrecido e murcho.ar. tremendo pela dor e trauma de suas lesões. a criatura baixou o ombro e empurrou o lobo para trás. A loba poderia ter cegado o vampiro com ele e pelo menos ter dado um alívio temporário à dor provocada pelos terríveis dentes. O sangue banhava o corpo da loba. mas a loba já estava em movimento. O coração de MaryAnn se encolheu dentro do peito. Pôde inclusive ouvir o som da carne e pele sendo rasgada. desesperadamente. Cabeceou para o coração quando este rodou para o corpo do vampiro. sua loba se inclinou para o rangente fluxo de energia. Atirando-o de lado. justo quando o vampiro ficava em pé cambaleante. o trinado de centenas de pássaros. —Riordan estendeu a mão para o céu. as duas formas retorcendo-se e rompendo galhos quando o vampiro a golpeava umas atrás de outras com as costas. atacando-a ferozmente com as garras. Para assombro de MaryAnn. Saltando desde os galhos mais baixos da alta árvore. O vampiro caiu na terra. o focinho escavava para o prêmio que acreditava ser o coração do não-morto. mas a guardiã se negava a parar. Manolito ainda estava sentando. seus flancos se moviam com esforço. Seu estômago se revolveu. chamuscando sua pele e carne. Em seu desespero. Aterrissou sobre o vampiro e logo um rdeava o outro. com os olhos brilhando de ardente ódio. os gritos dos macacos e os grunhidos do vampiro e o rangido da madeira estilhaçando enquanto caíam. à respiração lhe chegava aos bortões. A guardiã cambaleou enquanto lutava para ficar em pé. meio formado. chocando-se. Caíram para o chão da selva. A criatura cheirava a carne podre. mas todo o tempo a loba tinha o controle. até o osso. MaryAnn se estendeu até seu corpo. seu corpo um pouco caído de lado. logo suas unhas desceram arranhando a barriga da loba. tentando dissolver-se sob a loba. Ela conduziu o vampiro para trás com a força de seu impulso. o vampiro se livrou do lobo e os dois aterrissaram duramente na terra. Em torno deles a selva voltou para a vida com o ruído da batalha. Riordan elevou uma sobrancelha. agradecida pela ajuda que ela tinha lhe . MaryAnn se sentiu cair. Igual a uma criança protegendo um cachorrinho. a energia dissolveu o sangue ácido de seus braços e corpo. A loba em cima do não-morto. Logo dirigiu a branca energia candente para o corpo do vampiro. fluindo para cima até a plataforma na canopia. Em seguida o céu buliu com nuvens tormentosas e o trovão retumbou. sentiu o golpe dos galhos contra suas costas. arranhou implacavelmente o vampiro enquanto caíam. Não podia esperar outro momento para lhe inspecionar. agradecendo a sentinela. Grunhindo. No intimo. O vampiro vaiando seu fôlego fétido. correndo atrás do vampiro enquanto este voltava a tomar forma junto ao corpo de Manolito. a guardiã uma vez mais se recostou contra as raízes enredadas de uma árvore. tentando tomar o controle de seu corpo para alcançar Manolito. O vampiro segurou o lobo e o arrojou. ofendendo o agudo sentido do olfato do lobo. ignorando a florescente dor enquanto sangue e carne salpicavam de um extremo a outro das folhas. cobrindo sua surpresa. —MaryAnn? A loba assentiu e estendeu a mão para trás detrás em busca de apoio. girou para enfrentar o lobo. Riordan Da Cruz se materializou no ar. profundamente. se estirar. onde nada podia tocá-la. Cambaleando atrás. suas garras escavavam através da parede do peito do perverso. O relâmpago veteou as nuvens mais escuras e depois golpeou com estrépito o coração e o incinerou. Riordan estampou o punho profundamente no peito do vampiro e arrancou o coração. MaryAnn jurou não sair nunca a nenhuma parte sem seu spray de pimenta. arrojando-o uma vez mais para a beirada do corrimão. mas parecia que estav descansando. O vampiro cravou seus dentes pontiagudos no ombro da loba e rasgou sua carne.

Michael Kors. —Não! Não pode subir aqui. —Sou bem consciente que essa garota precisa de uma séria mudança de imagem. Obrigado por salvar a vida de meu irmão. —Juliette nunca se preocupa com sua roupa.. Ele resmungou algo em tom impaciente e logo ela se encontrou vestida com uma camisa desbotada.proporcionado. com muita mais facilidade da qual havia deixado-a sair. Por alguma razão. —ele tocou sua trança para se assegurar de que ainda estava intacta. . Desta vez o processo foi bem mais rápido.. O brilho estava ali e então desapareceu e seu desespero por estar com o Manolito cresceu.. só a idéia desse lugar espectral lhe dava calafrios. vou subindo. Precisava de roupa. Ouviu-se soluçar. mas não. Podia lutar com vampiros e jaguares. —É a roupa. Seu corpo se reciclou com um mínimo mal-estar. Seu valor. —Não chore. Não tinha roupa. MaryAnn. A loba a fazia sentir-se segura. Toda nossa família a tem. franzindo o cenho. Ela mal ouviu-o. Dolce & Gabbana cor tabaco. Sua roupa era sua armadura.. Permita-me dar uma olhada. Simplesmente desabou sob a pressão. A sinceridade em sua voz foi sua perdição. —Destruí o jaguar e ao mago também. Ele pareceu alarmado e chegou a dar um passopara trás . pareceu seu irmão. pois estava bem mais interessado na mordida do vampiro que em seus problemas de moda. não é. até que olhou para seu corpo. —Sei que não acredita que vou sair por aí vestindo estes… Estes. —Vou ter que curar seus ferimentos. Que é obvio que ele viu. sem roupa. Nunca teria conseguido derrotar o vampiro em seu muito frágil corpo humano. então. jeans e velhos sapatos de lona. Limpei o desastre que o sangue do vampiro causou sobre a terra. Deve te doer os ombros. como se a loba entrasse para sua toca e emergisse. Isto lhe provocou uma sensação de gratidão para as outras espécies que compartilhavam o mundo com ela. Riordan lhe deu uma olhada e seu sorriso fez com que o ar parasse literalmente em seus pulmões. nas árvores e na folhagem. Trapos talvez. —Oh.Troque-a rápido. Por um momento MaryAnn não entendeu a advertência na voz de Riordan. uma voz feminina em seu interior. . Juliette também precisava de umas aulas sobre como lidar com homens dominadors. atraindo a guardiã para as profundezas de sua alma. —Mover o braço. Precisarei dar uma olhada.Disse MaryAnn. A fisionomia dele se aprofundou. Riordan se abaixou para examinar seu irmão. com tiras de couro.Você é a loba. quando remoem. .. Não podia enfrentar vê-lo. Respirou fundo e se imaginou vestindo seu jeans Versace favorito. nesse raio prateado de luz de lua. . Seu sentido da moda fazia com que pudesse com tudo. poderia ter se dirigido com dignidade. Tinha que chegar até ele. espantada.Isto não é roupa. Os vampiros estiveram deixando ultimamente pequenos parasitas atrás deles. Agradecia por eles se preocuparem o bastante para manter todos a salvo como fosse possível. Então. Os acessórios eram tudo. dourado e drapeado seu decote caía distraidamente sobre seus seios e suas botas favoritas. As pontas de seus dedos sustentavam a fralda da camisa enquanto a olhava. a fez fazer uma careta de dor.tranqüilizou-a.. Não comece a chorar. Tenho uma dívida tremenda contigo. quando o sorriso de MaryAnn se murchou de sua face. Em mais de uma forma. Ela não deveria estar soluçando como um bebê quando Manolito estava enfrentando o outro mundo e o que houvesse nele. seu top frente única. . —Trabalhou bem. —Isto se chama roupa. embora no momento em que se sentiu na forma humana. muito ocupada em olhar suas roupas. Então ele lhe adicionou o cinto trançado e um grosso bracelete e o colar que sempre . MaryAnn fechou os olhos e se expandiu. Porque eram tão elegantes e cômodas. Por um só momento. —Me dê uma imagem. – ela soluçou. Se estivesse com sua melhor roupa. mas teria que estar bem. Não estou vestida. erguendo uma das mãos. Riordan se endireitou devagar. Simplesmente veste alguma coisa. quando seu ombro estava já ardendo. Então o teve diante dela. – ela se interrompeu. a dor de seus ferimentos aumentara até que as lágrimas queimaram em seus olhos e ela mordeu com força os lábios para evitar gemer. ele tinha que lhe colocar aquele horrível e miserável conjunto. Ele parecia tão desesperado como ia ela. O pânico se elevou.

não pôde evitá-lo. —Na realidade. É bom manter a ilusão de ser inteiramente humana em todo o momento. uma vez totalmente Cárpato. —Será totalmente Cárpato. Não sabia o que fazer com essa coisa. posssam se curar como vocês. Ele segurou-lhe o braço para estabilizá-la. Agora acredito que são bem mais ardilosos do que acreditávamos. E gostaria de ter a habilidade de produzir roupa com a imaginação. Era dele. —Sentia tão orgulhosa dizendo isso. Manolito é bastante endinheirado e poderá te permitir o luxo de vestir qualquer linha que prefira. Esperava que ele ficasse bravo. Seu coração saltou quando ele disse isso. Não para mim. Mais ainda. Ela sentiu o sorriso estender-se por sua face. —disse Riordan. satisfeita em ficar calada. É obvio que ainda existem e deveríamos ter advinhado. Seus dedos escorregaram pelo longo e espesso cabelo de seu companheiro. Eu acreditava que estava melhor com a outra. —Fez-lhe uma reverência. mas não podia se permitir. Não tem a sensação de perda. mas se precisar. Guardas muitos segredos. Riordan não sabia que seu sangue estava infectando a Manolito com o lobo. ele estudou sua aparência com cuidado. Ficaria louca com sua arrogância e ele ia ter que aprender o que era viver com uma mulher tão teimosa como ela. Ela se apoiou contra o corrimão. encaixando-se como uma luva. Com quanta freqüência . irmãzinha. —Não tinha idéia que ainda restasse nenhum licántropo neste mundo. Juliettenão se incomodou de perder seu jaguar. Ainda tinha que lidar com isso. Meus avós e pais são muito importantes para mim. Pode chamar seu felino. a menos que a compelisse a entrar em ação. também estava acontecendo a ele.. Totalmente Cárpato. A loba. mudando sua forma e pode senti-lo. – Ele não poderia ter encontrado outra melhor. Ela era a loba. Ele disse com respeito e o coração de MaryAnn se aliviou ainda mais. O que estivesse lhe acontecendo. Simplesmente estavamvindo para mim. lhe proporcionando a coragem para enfrentar o próximo desafio. franzindo o cenho. mas essa é demais. —Tenho boas notícias para você. somente que o sangue dele estava lhe dando os traços dos Cárpatos. mas não é o mesmo. —Você está maravilhosa. – Bem. Ela sorriu. sentindo pela primeira vez uma pequena camaradagem com ele. Está perfeito. Riordan. —Entende o que isso significa? —Perguntou Riordan. Riordan a respeitava. Não gosto da idéia de ver meus amigos e minha família morrer. baixando-a até que ela ficou sentada uma vez mais junto a Manolito. aceitavam-na por ser quem e o que era. E a respeitavam. Era a sentinela e os animais a seu redor reconheciam o guardião nela pelo que era. Morava nela. tão segura. MaryAnn. Doía como o inferno e ela se alegrou em poder baixar o olhar para suas botas perfeitas e admirar as pontas quadradas e seu realmente agradável couro. mas eu sei que foi difícil aao princípio quando pensou nisso como uma perda. —Ouviste algo? —Jogou um olhar a seu redor. —Espero que quando sofrerem algum ferimento. não. —A loba? Sai ocasionalmente e chuta traseiros dos lindos. —Você é a companheira de Manolito.. Tanto como lhe pertencia. E queria ficar com Manolito da Cruz para sempre. um cortês gesto de respeito. ele pertencia a ela. Sua loba. Para minha guardiã. —De verdade? Eu me preocupo mais por perder a minha família. A roupa estava sobre sua pele.gostara. —A loba. levantou sua face e olisqueou o ar. Compreendeu o que isso significava. —Obrigado. surgindo quando ela a necessitava. —Agitou a cabeça. poderá fabricar roupas a vontade. Saboreou a palavra e a profundidade de seu significado. silenciosa e a espera. mas na vez disso. Respirou fundo. oscilando um pouco. Há algumas coisas que não posso me permitir o luxo de ter. O que teria Riordan a dizer sobre isso? Como aceitaria o que seria Manolito? Esfregou as palpitantes têmporas. —E cheia qualquer expectativa. Sempre se contentaram ficar em segundo plano. —Obrigado por chegar aqui tão rápido. mas te asseguro que posso me imaginar vestindo-as. Como poderia? —O que ele estava fazendo em seu ombro estava deixando-a sem respiração.

se alegrará do que faça. Raramente se mostram. a cabeça ou os ombros. mas não parecia notar. —Ela separou dele para poder lhe ver os olhos—O que é que te assusta? —Não sei o que acontecerá quando você se converter. Não estavam o bastante perto para se cruzarem e suspeitamos que tentaram se engendrar com os humanos mas não tiveram êxito e finalmente sua espécie morreu. . pelo menos estavam acostumados a preferi-lo. mas ainda assim provavelmente estejam geneticamente aparentados. tinha lutado para romper o feitiço e obedecer. —Manolito converteu Luiz. Inclusive o jaguar. E de algum modo. Tem sentido para ti? MaryAnn se sobressaltou . mas não é o mesmo e embora possam tomar a forma do jaguar. — disse com satisfação. Fundir-se a ele. Seu número começou a minguar mesmo antes que o nosso. Riordan sorriu. não são jaguar. O que pensava? —Num monstro de dentes pontiagudos destroçando adolescentes com suas garras e devorando a família inteira enquanto o menor olhava tudo do armário. as pernas e os braços. mas fosse qual fosse a razão. Era a única oportunidade do jaguar de sobreviver. Não queria ser nenhuma outra coisa. a guardiã tinha estava dentro dela desde o começo. —Pode acontecer. não se isso significasse deixar de ser quem era. a menos que haja um extremo perigo para alguém que esteja sob seu amparo. tiveram sangue de outras espécies também. Todos tinham vindo em sua ajuda quando precisou deles.tinha feito isto e alguma vez tinha compreendido o por que? Com quanta freqüência se colocara na mente das pessoas sem ser consciente do que estava fazendo.Quando converti Juliette. Há uns quantos renegados. mas a sociedade do lobo. —Luiz estava morrendo. —Claro. De repente precisou tocar a mente de Manolito. mas não parecia consciente disso. —A loba é boa. estava cômoda em sua própria pele e não queria mudar. a vacilação de Riordan. Estavam muito dispersos. Vivem como os humanos. embora acabasse de descobri-la. ajudando-a sem seu conhecimento. normalmente perto dos bosques ou da selva e aceitam trabalhos com animais ajudando a protegê-los. Era ela ou ele? Ele estava em dificuldades? —Claro que poderia enlouquecer pela necessidade. Seus dedos se afundavam no cabelo de Manolito como se ele fosse sua âncora. Agora lhe doía por toda parte. mas era difícil quando necessitava tanto de seu toque. Mas poderia renunciar Manolito? Deixá-lo morrer? Deixar que se convertesse em vampiro? —Não pode se tornar vampiro quando se sabe que tem uma companheira. assim como uma pequena parte do jaguar de Juliete vive dentro dela. Gostava de sua loba. jurando que mataria a fera peluda algum dia. Não tinha que renunciar sua recentemente e encontrada loba. Seu breve sorriso. . no passado e suspeito que agora também. —Mas acredita que o sangue do lobo não é tão forte como o sangue Cárpato e que Manolito me converterá sem problemas? Sentiu mais que viu. — Respondeu Riordan honestamente enquanto estendia o braço uma vez mais para examinar a marca da mordida. esforçando-se para encontrar uma forma de atrair ar para seus pulmões. Fará o que seja necessário. —Isso não é o que te perguntei. Não estava segura do que lhe doía mais. talvez não muita. para extrair a informação que necessitava para ajudá-los? E os animais… Olhou ao redor e vviu os macacos nas árvores. se eu não me converter no que vocês são. A área estava queimada pelo sangue e saliva. Lutou contra o impulso. O ferimento do vampiro queimava claramente até o osso. O que era. dando forma a sua vida. Estava orgulhosa dela. Talvez Juliette tivesse razão e a maioria dos humanos tinha uma conexão genética com algumas das outras espécies. —Por que acrecita que seu sangue não pode converter um humano? —Não acreditávamos que o sangue Carpato pudesse converter um humano com êxito. MaryAnn e ao final. sabendo que ele não queria que ela entrasse com ele na terra das sombras. —Sei que deve te converter ou não sobreviverá. Ela estava tremendo. o jaguar lutou duro por viver. Quase não podia respirar. sempre fez um bom trabalho de vigilância de sua própria espécie. murchou tão rápido como tinha aparecido. Uma pequena parte dele vive. É muito pior saber que sua companheira existe e não poder se salvar. como se alguém a tivesse golpeado. também em carne viva e rasgada. gostava do que era. Pensava em si mesmo como humana. Juliette acredita que durante os anos. sob o encantamento do vampiro. As costas. certo?—Seu coração trovejou no ritmo de sua palpitante cabeça. tampouco. mais humanos do que acreditam.

mas tinha cravado ferido-a com seus dentes afiados. Riordan estava de pé diante dela. . —aconselhou. Além de parecer cansada. mais a loba que a ela. Ele estudou sua face. inclusive das companheiras. Permita-me fazer isto. Entrou em seu corpo para avaliar o dano. sentiria as conseqüências de ter se chocado com os galhos até o chão. Era impróprio de MaryAnn fazer uma declaração assim sem refutá-la e nunca teria admitido ante ele sua necessidade de Manolito. Por que Vlad não tinha lhe advertido que seu filho residia no prado de névoas e sombras? Draven. O vampiro tinha ido infligir o maior dano possível. Parecia esgotada e na noite. Ela não era Cárpato. os vampiros eram ardilosos e egoístas. Riordan observou os parasitas enganchados na corrente sangüínea de MaryAnn. Respirou fundo e se reclinou contra Manolito. Tinha que se assegurar de que o sangue corrompido não estivesse se estendendo por seu sistema como um veneno. MaryAnn tivera que suportar muito nos últimos dias. *** Manolito olhou com surpresa Draven Dubrinsky.—Preciso de você. Nenhum vampiro tinha esse tipo de controle durante uma batalha de vida ou morte. que a loba sim. A menos que estivesse programado. —Isto pode levar um pouco de tempo.. O homem estava morto há muito tempo. O coração de Manolito acelerou. Por que? Por que não tinha tentado matá-la? A loba tinha sido algo inesperado. despojando de seu corpo para poder lutar a batalha contra os parasitas que vampiro tinha deixado para trás. da percepção de tê-lo perto. então não sabia nada. Não esmagara e arrancara grandes pedaços de carne. utilizando um movimento serrado para injetar milhares de diminutos parasitas na corrente sangüínea. mas ele manteve sua pulsação firme e forte. quando se elevassem. Apostaria sua vida. mas isso deveria ter empurrado o vampiro a se defender com mais vigor ainda. —Tenho que ir com ele. Algo estava errado. mantendo sua mente longe de MaryAnn. mas somente podia pensar em chegar até ele. . Riordan franziu o cenho. com aflição. Entrou em seu próprio corpo. mas nenhum só ferimento era um mortal. Tinha atacado ferozmente e tinha rasgado a barriga da loba. —Descanse. Isso a traria para dentro deste mundo o bastante para que Maxim pudesse pegá-la? Deixou escapar o fôlego lentamente. Sabia o tom exato. mas lhe sentiu frio e inanimado. teria que se fundir a ela. seu estomago se contraiu. Vou curá-la à maneira de nossa gente. então o vampiro não havia injetado um agente químico letal. em lugar de a matar. Seu espírito a grande distancia de seu corpo físico. Sente-se doente? —Não tinha detectado veneno. Estava seguro disso. o atalho exato. um pedaço do ombro. permitindo seu eu físico se afastar para poder converter-se na necessária luz curativa. Diminutos pontos de sangue salpicavam de sua testa. E quem poderia manipular um vampiro. — Riordan manteve a voz tão tranqüilizadora como foi possível. —Não muito. quando sua vida estava em perigo? Por natureza. Precisando do calor de seu toque. inclusive um vampiro menor. Mas para fazê-lo.. mente a mente. Porque a loba ia ser necessária depois.Admitiu-o e deveria ter se sentido envergonhada. Sua jugular havia ficado intacta. seus traços inexpressivos. Ele gostaria que o fizesse. igual a seu pai e Mikhail. bloqueando-a de forma que se Draven tocasse sua mente. apesar do que lhe fizesse agora. não parecia alarmada. Ele respirou fundo e liberou seu corpo. Draven não poderia procurá-la automaticamente como poderia com uma fêmea de sangue completamente Cárpato. Seu primeiro pensamento foi advertir MaryAnn. —Respire. fosse incapaz de encontrá-la. MaryAnn fechou os olhos e apoiou sua cabeça contra o ombro de Manolito. era um ícone de poder para o povo Cárpato. Temos que ajudar Manolito. —Relaxe. O vampiro tinha infectado o sangue dela intencionalmente. sequer captar um caminho para ela.

. uma mão enredada em seu cabelo. escolhendo manter a batalha entre ele e Maxim. Isto era um jogo mental. — Como acha que sua mulher poderá resistir contra um dos mais poderosos entre os nossos?— Sua risada era baixa e zombeteira. temendo mover. Esperavam que se unisse a MaryAnn para ajudá-la.Não acredito.. Manolito fechou os olhos enquanto o alívio o alagava. Eles não podiam tê-la. degolou a garganta de Manolito onde estava sentado desamparadamente. mas parecia confiar no homem que estava de pé perto dela. como um predador sobre sua presa. —Não pode trazê-la a este mundo através de mim. Riordan. —Um humano não poderia dar conta do perigo. —Não esteja tão seguro de si mesmo. mas o lobo poderia. Manolito franziu o cenho quando a selva se fechou a seu redor e ele viu MaryAnn sentada junto a seu corpo físico. Nesta terra. Disse-se que não era realmente MaryAnn. Ele virou a cabeça e sorriu para Manolito. Ela se afastou e ele a segurou pelo cabelo e a puxou para cima de Manolito. meu irmão Rafael arrancou o coração de Kirja de seu corpo e o lançou nas fossas mais profundas do inferno que estão esperando os que são como ele. no ar. Não havia forma. Manolito sabia. Não importa o que me faça. tinha que sentir cada golpe. —Disse Draven. Manolito não como deter as imagens. Havia sangue em seu ombro e descendo por sua frente. mas ele manteve -se imóvel. sujeitando-a enquanto a obrigava a olhar como lambia o sangue pulsante da garganta de seu companheiro. mas ele se manteve em pé. Maxim. que assim fosse.. O guardião teria saltado imediatamente se um vampiro estivesse atacando MaryAnn. em cada chute e em cada toque no corpo de MaryAnn. A face de Riordan se rabiscou e se converteu na de Kirja. . —Espero que esteja seguro. Maxim ou Draven. impassível. O som das súplicas de MaryAnn e seus gritos. E ele podia pensar em muitas.Qualquer homem teria se quebrado ao ver sua autêntica companheira tratada tão brutalmente. Agitou a cabeça. E as emoções se amplificavam mil vezes. Manolito olhou através dele. para aliviar seu próprio sofrimento. mas o vampiro a puxou para trás pelos tornozelos. O tempo significava pouco neste lugar.. —Não pode amá-la e ficar aí. cada coisa doentia e repugnante que MaryAnn tinha que suportar. —Não acredito. disparar o ataque sobre MaryAnn. Sua camisa estava rasgada. Tudo nele dizia que se estendesse para ela. para adverti-la… Maxim se inclinou perto. Se seu destino era suportar os próximos séculos sentindo a dor dela e presenciando sua tortura. . séculos. então tentou sossegar suas emoções. Fechou os dedos para… Para que? Não tinham corpo. mas havia uma característica furtiva e ardilosa nele enquanto se erguia sobre ela. O coração de Manolito quase parou. Não podia ver sua face. mas seus olhos e seu cérebro se negavam a acreditá-lo. —Um amargo desprezo mordeu a voz de Maxim. desse modo. Kirja golpeou MaryAnn de lado e com um rápido movimento. O corpo de Manolito se sacudiu.. . sua mente e no mais profundo em sua alma. arrancando sua roupa. segurando-o alto. Manolito descobriu que havia coisas muito piores que a tortura física. Não podia compartimentar suas emoções. E se mal me recordo.Negou-se a olhar para o filho de Dubrinsky.. mas o sangue e os gritos eram muito reais. sentia o significado das emoções. Esperavam rompê-lo. enquanto ela gritava. Chutou-lhe as costelas viciosamente e depois se inclinou para dar murros em sua face.. os joelhos elevados. Não importa o que me mostre… Kirja afundou o punho no peito de MaryAnn e lhe arrancou o coração. A tua e a de tudos seus irmãos. —Os humanos são fáceis de enganar. vendo a outra a metade de sua alma sendo forçada a suportar algo concebido por Kirja. seu irmão estava inclinando-se para examinar os ferimentos. Manolito. MaryAnn gritou e tentou se afastar. ou horas. cada atrocidade que Maxim pôde pensar. Conhecia os Malinov e estava mais que disposto igualar seu engenho se disso dependesse a segurança dos Cárpatos. —Nunca te permitirei tê-la. Pensou que Kirja tinha morrido há muito tempo e abandonado o mundo dos vivos. Não com alguém como ele. as imagens de sua tortura ficaram gravadas a fogo para sempre em seu coração. Sentiu que seu estômago se rebelava quando o vampiro cometeu outras perversões nela. Ele deveria parecer protetor.. Suas mãos tremiam. Isso foi sempre sua perdição. Eram tudo. Com isso. Draven Dubrinsky nunca saberia o que era amor. Mas pareceram várias vidas. Estremeceu quando Kirja continuou golpeando-a. Agora já sabia como o não-morto podia deixar louco um espírito. Poderiam ser só minutos. Seus pulmões ardiam procurando ar. um dos irmãos de Maxim. Sentia-o em cada golpe da mão de Kirja.

..Uma ilusão. inclusive a você. A primeira vez no ar com seus irmãos rodeando-a. Maxim e Kirja dos lados. como fez você. . Para ele. Ivory com seu riso e sua alma brilhando luminosa. Dor e pesar. vê-lo ou nenhuma outra coisa que te torne real. era tão limpa e pura como a última vez a tinha visto. Mas ainda assim não teria dado lhe as boas vindas. Pela primeira vez. Devo te mostrar o que havia na mente ddeo Draven? As perversões que teria infligido a Ivory? Manolito nunca teria conseguido fazer algo assim. enquanto Vadim e Sergey rondavam o ar adiante e atrás. apesar de saber que a cena da tortura de MaryAnn era uma ilusão. —disse-lhe. —Acho. a saliva corria por seu queixo enquanto girava a cabeça de lado a lado com gesto ameaçador. Ivory de pé fora da casa Malinov. se convertendo num cão desta suja abominação. A lua iluminando-a com seu brilho enquanto descia correndo os degraus para saudá-los quando retornavam da batalha. Você pode ter lhe abraçado. Jogue comigo e sabe que nunca me romperei. Ele manteve seu olhar fixo em Maxim.Pedaço de lixo é seu amo. —Sou da realeza. Ódio e amargura. —Não. Basta. Seu riso. sua lembrança era tão parte dele que nunca murcharia. a cada lembrança. Ruslan sempre sob ela. Não posso pensar nela. .. Desagradável. ele planejava maldades com quem a tinha traído em última instância. mas era Maxim quem tinha a destreza e o suficiente ódio para retornar e destruir o povo Cárpato. —Olhe para mim. Sentiam tão intensamente como o estalo de um látego ricocheteando por seu caminho autodestrutivo. com os olhos enfaixados no meio do círculo de seus cinco irmãos e os irmãos Da Cruz.Você deveria estar ajoelhado ante mim. Manolito projetou as lembranças amorosas tão implacavelmente como Maxim lhe tinha atormentado com a tortura de MaryAnn. não quando isto… —Deliberadamente ondeou a mão para Draven. os fantasmas podiam sentir cada emoção. Sua deslealdade demonstrou a tempo de que lado está. olhando para Maxim em vez de Draven. isso é tudo um jogo. —Está de pé junto ao homem que fez as mesmas coisas como as que você queria fazer a minha companheira. Maxim. Seu tom gotejava desprezo. em rios de suor. mostrando seus dentes e ondeou a mão desvanecendo a ilusão. Tudo era ilusão. —Este. Queria que soubesse que estava ombro com ombro com o que em último termo. Você caiu mais do que acreditei possível.. Arraste-se de joelhos ante ele.. —Um jogo. Manolito permitiu que um látego de irritação gotejasse em sua voz.. Ele pProvocou a morte de nossa querida irmã. .. Havia sentido intensamente o que não tinha sentido em todos aqueles longos séculos. e açoitou Maxim com ele. Maxim grunhiu. mas eu não desejo passar mais tempo com ele. Forçou um sorriso enquanto podia sentir o sangue correndo por seu corpo. Maxim. Não tenho nada mais a tratar contigo. Lamba suas botas. As emoções entraram em torrentes em sua mente. Há tempo teria dado boas vindas à oportunidade de tomar sua vida. —Basta. Não teria acreditado que frente à perda de alguém como Ivory. furioso por que o homem dos Cárpatos não o olhara. Ivory de menina montando sobre os ombros de Maxim. Ele cobriu o rosto com as mãos e caiu de joelhos. —exclamou Draven. com aespada na mão. Não acredita que temo semelhante desprezo da linhagem Dubrinsky. —Não se atreva a usar o termo desleal quando o assassino de sua irmã está de pé a seu lado. —Não use esse tom condescendente comigo. —Basta! . Enviou ao longo do caminho compartilhado de seu vínculo de sangue. se quer fazê-lo. Maxim.Grunhiu Draven. Você me conhece. pressionando os dedos contra as conchas dos olhos. Por isso Manolito havia sentido tão agudamente a torrente de emoções.. Maxim não tinha mais escolha que sentir amor por sua irmã. também. Ivory jogando seus braços ao redor de Maxim e beijando seu rosto.Gritou Maxim. que escolha passar seu tempo com alguém como este. então siga. No prado das névoas e sombras. lhes tinha arrebatado Ivory. Isso.. enquanto a ensinavam lutar. era uma ilusão. Manolito não se incomodou em esbanjar um olhar com ele. mas parecerá infantil. Maxim grunhiu. se acha que deve. —Não tenho nenhum desejo de falar contigo. igual àqueles que procuram sua aprovação.. Suplico-lhe. mantendo-a a salvo. mas sabia que Maxim as conjuraria em sua própria mente.. O filho de Vlad tinha o poder. Maxim. Manteve o olhar fixo em Maxim enquanto conjurava em sua mente uma imagem de Ivory.

—Estamos contigo sempre. rodeando os tornozelos de Draven. Os vampiros permaneceram hipnotizados.Confio em que ajudará os jaguares como melhor puder e dará. Quando olhou para trás. para seus irmãos e para a vida. Vlad segurou seu antebraço. . alguns com sorrisos. para a malícia em sua face. mas acabou. Não pode me enviar para longe. Fez-se um silêncio. Não deixe que ele me condene. Os fios o seguiam. —Você e seus irmãos foram leais a nossa gente. Sarantha deixou cair sua cabeça sobre o ombro de Vlad. —disse Sarantha. —disse simplesmente.Havia muitas lembranças. mas todos congelados enquanto Draven tentava correr. mas é tudo o que tenho para te dar. filho. Isto não é o bastante. — Passaste muitos anos aqui Draven. Manolito se afastou. —Não deveriam estar aqui. – Vá agora. Manolito podia sentir o puxão de seu próprio mundo o atraindo e se deixou levar. —disse Manolito. —Obrigado. Puxaram fortemente e ele caiu num ninho de garras ávidas que se estendiam pelo chão e sobre ele. Ele sorriu para Riordan. —Destruíste seus planos e conseguiu levar Maxim a compreensão do que tem feito. —Você salvou a vida de Mikhail. encaixando-se pulcra e perfeitamente contra sua figura. Mesmo aqui. Jacques. Num momento estava ali. —Nós o condenamos. Aceitamos sua decisão. Vlad e sua companheira mereciam muito mais. se colocando diante de Shea e aceitando a faca envenenada. Fechou seus dedos e depois abriu a mão uma vez mais. Eu tenho um dever a cumprir e depois nós também iremos. —disse Vlad. soube que Ivory teria querido isto. . em lugar de vingança. essa mesma lealdade com a qual sempre contei. E salvou nosso filho.Isto. como devíamos ter feito há anos. Abandone este lugar. Sou seu filho. —disse Vlad. abanando o rabo como serpentes e depois o açoitaram. e nós contigo. Manolito. Permita-me me ocupar deste assunto como devia ter feito há séculos. —Pela primeira vez. Ele olhou para Draven. com convicção na voz. Vá agora desse lugar para o próximo. Parou por um momento para observar Vlad e Sarantha enfrentar seu filho. Já não pertence a este lugar. Também salvou nosso neto que estava por nascer. . protetoramente. Encontrarei a forma de ajeitar. e quis amassá-lo. numa massa de tentáculos inquietos. Draven gritou quando uma fumaça negra o envolveu. —Não! Não pode.. Amara-a como a uma irmã. Vlad e Sarantha estavam de mãos dadas. vertendo de seu corpo para depois rodeá-lo. é assunto meu. As sombras avançaram pela terra.Conseguiu o que pretendia. —disse Manolito. Já não eram transparentes. Manolito baixou o olhar para suas mãos. .Eu queria lhes economizar a dor de enfrentar o monstro que Draven foi. tudo o que pôde ver foi uma luz chamejante que depois também desapareceu e ele voltou a seu próprio corpo. —Vá agora. nega-te.Seu tempo aqui terminou. Ivory. Tudos eles se viraram para enfrentar o casal que tão silenciosamente tinha chegado as suas costas. protegendo-a contra seu corpo. sobre sua cabeça. Ela iluminarasuas vidas com seu espírito generoso e sua natureza compassiva. tragado por um buraco negro. com a boca aberta num grito silencioso e no seguintem havia desaparecido. Manolito sentia as lágrimas em seu próprio coração. Sarantha se aproximou dele e lhe tocou as cicatrizes. Longa e boa vida. Ele a abraçou.Não permita.De algum modo. . ansiando voltar para própria companheira. o sorriso afetado de Draven desapareceu de sua face. E isso dizia tudo. sabendo que Vlad entenderia que se referia a todos os da Cruz. Draven. . Talvez no próximo lugar aprenda muito mais do que nós nunca pudemos te ensinar. sustentá-la em seus braços e abraçá-la como Vlad abraçava Sarantha depois de séculos juntos. Ele não ajudará seus irmãos.. MaryAnn ofegou e o abraçou. velho amigo. Estendeu-se para MaryAnn. quando te dá a oportunidade de se redimir. Agradeço-lhe imensamente. enredado nos fios. outros com tiques nervosos. . . abraçando suas pernas. a meus filhos. Ele lançou-se para sua mãe.

—Só quero dizer uma palavra. Manolito? Ela lutou contra um vampiro… A frase penetrou na mente de Manolito. Bem.. – Você está livre do mundo das sombras de uma vez por todas. fazendo caso omisso de seu irmão menor. mas não pôde evitar o sorriso que se estendeu por sua face. —disse-lhe lhe emoldurando sua face. estes dois. depois ergueu a camisa para cima para examinar a extensão nua de carne. Uma cascata descia numa piscina natural que alimentava o riacho que corria para o rio que rodeava a ilha. mas de toda forma. Vampiro... . Riordan limpou garganta. podia desfrutar de estar em seus braços. Nunca poderia se acostumar a voar pelo ar. Manolito a puxou outra vez contra ele. —Conheço um lugar que você adorará. para seu surpreendente destino. MaryAnn. — Ela ficou nas pontas dos pés para deixar dúzia de beijos na garganta de Manolito. o sangue os teria. depositando beijos sobre o ombro. . Querem ficar sozinhos. —Riordan tentou novamente. — Eles não pareceram agradecer-lhe.. o coração lhe saltava no peito e depois se quedou num ritmo estável. se por acaso te interessa. —Acho que vou deixá-los a sós. se vós dois. —Olá! Oláá!!! Isso é tão insultante.. —Me leve a algum lugar seguro onde possa respirar.CAPÍTULO XVIII —Você está bem? Fizeram-te mal? —MaryAnn passou a mão ansiosamente pelo peito de Manolito. o mau. que a afastou um pouco e lhe examinou os ferimentos. —Tenho que comprovar. Deixavam-no mau. não é? Riordan coçou a cabeça.Eu posso cuidar de Solange e Jasmine durante a noite. A ilha só tinha duas áreas onde o terreno se erguia e que podia ser chamado de colinas. —Eliminei tudos os parasitas. Eu a vi com sangue no ombro e no ventre. mais atentamente. mas figurando que poderia atormentar seu irmão depois com alguma outra brincadeira. MaryAnn passou as mãos sob a camisa de Manolito. Riordan ergueu os olhos.. Sangue ruim. O grande Manolito. — Tocou-lhe o ombro nu onde se viam as marcas furiosas. chamado. sabem. —Na realidade temos coisas importantes a discutir. Não lhes levou muito tempo encontrar a entrada da caverna subterrânea que Manolito tinha descoberto anos antes. . Xavier poderia ter conseguido um meio de ressuscitar seu exército morto. Nenhum deles o olhou ou reconheceu sua declaração. rapidez e produzindo espuma sobre as grandes pedras redondas e outras .Me assegurar de que nada possa te fazer mal. certo? Maxim tentava te matar. meu amor. irmão. cobertas de espesso arvoredo. – Vocês sabem. afinal. —Seu sorriso se alongou quando nenhum dos dois o olhou. levantando a face para o céu noturno. —Como saiu daquele lugar? Tinha razão. Obstinados como mulas. inspecionar cada polegada de seu corpo para assegurar-se de que não tinham lhe feito mal. MaryAnn escondeu o rosto contra a garganta de Manolito. Ele sacudiu a cabeça e se dissolveu.. —Queria tocá-lo. —Ainda estou aqui. MaryAnn fechou os olhos e pousou a cabeça contra o peito de Manolito. E eu estava precocupado por você. O vento e a névoa lhe refrescavam a face e ela se sentia a salvo enquanto ele a levava sobre a canopia. só tinham olhos um para o outro..— Estava tão preocupada contigo. —disse Riordan. Deveria ter pensado em seu sangue. coisas como o lobo. era doce nas mãos de sua companheira. —Não.. Não tinha sentido tentar tirar nada importante de nenhum dos dois esta noite. mas enquanto ele a abraçasse. Manolito levantou MaryAnn em braços. sabendo que seria em vão. Ouviu-me. —disse Riordan. Se tivessem conseguido atrai-la a seu mundo com o sangue infectado em seu sistema. lhe rodeando o pescoço com os braços. O que passou no mundo dos espíritos. adquirindo força.

Não há aqui um número astronômico de diferentes tipos de insetos nas cavernas? —A voz lhe saiu um pouco alta. Os homens têm os braços ao redor das mulheres e as crianças brincam com os arcos. Dê-se uma oportunidade. lhe acariciando o pescoço com o nariz. —Sacudiu a mão para o que parecia ser uma greta entre as rochas e imediatamente apareceu uma luz que colocou a descoberto um estreito túnel. Lutei a seu lado muitas vezes. Segurou-a e saltou. com cuidado de não tocar nenhum dos lados da rocha. Manolito gesticulou para que fosse na frente dele. então entraria. Ele não era um homem que sorrisse muito. inclinando a cabeça para levantar os olhos para ele. até a água entrar em torrentes em outra extensão maior. —Bom argumento... É meu lugar favorito para descansar e raramente permitimos que alguém saiba onde . aceitaria enquanto ele se conformasse. mas os jaguares e licántropos eram realmente reservados sobre suas sociedades. completamente em sua forma felina. —Sua loba adorará este lugar. mas nunca os vi em seus próprios ambientes. Insetos e morcegos. mas demônios. Manolito sorriu. alguma vez? —Perguntou MaryAnn. —Eu me ocuparei dos insetos por você. florescendo com cada possível cor vibrante..— Há uma fogueira. Você adorará. MaryAnn. Ele riu.. Filas de tochas projetavam sombras bailarinas pelo caminho e iluminavam os desenhos que recobriam as paredes da rocha. —É impressionante.. outros no meio da mudança e outros. É pedir muito? Francamente Manolito. mas deslizou pela greta. Manolito ondeou as mãos para a cascata e a pesada corrente se separou para revelar uma cornija atrás. Nunca se achara assim. tentando estabilizar o desassossego que sentia enquanto olhava a seu redor procurando insetos.. As pinturas representavam à sociedade do jaguar. —Foi um achado incrível. Mary Ann suspirou. — ela resmungou. Parecia um museu de arte. —condordou. MaryAnn olhou a seu redor enquanto ele a colocava de pé. tocando uma das orelhas da pintura do felino. —É certamente formoso. mas eu pensava em algo mais na linha de um hotel cinco estrelas. Manolito retrocedeu para que MaryAnn obtivera uma vista clara das paredes do túnel que conduzia para as profundezas da colina. Ela relaxou contra seu corpo. . —Estou segura de que sim. uma caverna! Pareço uma mulher que vai explorando lugares escuros onde se congregam insetos? Nem mencionara os morcegos e talvez estivesse ficando muito fina com ele.. Bem. Pois não acredito que a loba vá sair de um salto porque eu tenha visto uma coisa horripilante. —Agora entendo onde consegue a mentalidade do Neandertal. mas será que os Cárpatos não acreditavam em hotéis? —E não tenho repelente de insetos suficiente para algo como isto. Estavam perto e o calor de seu corpo a esquentava enquanto estudava os numerosos desenhos de animais nas paredes.. Achava-a bela. levando-a através da espuma até o outro lado. Engoliu o medo e se obrigou a entrar um pouco. Ele encolheu os ombros. com dedos gentis. Uns estavam em forma humana. que e via. —Deveria mostrar isto a Luiz. inclusive parecia um casulo particular onde ninguém os incomodaria. —Sim. Sem importar o quanto atemorizada possa estar. —As flores se aderiam de acima a abaixo pelos troncos das árvores. se passa aqui dentro muito tempo.menores. As figuras de simples cediam o passo a trabalhos mais complicados e detalhados em toda uma exposição de beleza única e emitiam uma sensação eterna.. trabalhado ao longo dos séculos. O som da água se acrescentava à beleza do lugar. Será que alguma vez foi assim? —Nunca os vi dessa maneira e estive a seu redor muito tempo. todos juntos. —Talvez algum dia. Quando ela vacilou. —Eu só luto contra o vampiro. —Acha que viveram assim. Ele estava com aquele sorriso. Estava unida a ele.. ele segurou-a pela mão e brincou. Formosa. justo o bastante para que Manolito pudesse passar também. Deslizando no interior.

.. o ombro e o estômago estão bem.Nos tire daqui. arrancando de MaryAnn um gemido de medo. que a cativou. As tochas tiritaram e dançaram como se fossem se apagar. —Estou fechando a porta. Acreditava que havia convertido-o só porque você me pediu. Tristeza e cautela. Preocupa-me a possibilidade. em sua mente. ela estava batendo ligeiramente com o pé.. —Ela estava com os braços ao redor de sua cabeça. Soltou o fôlego e procurou se acalmar. Confie em mim MaryAnn. Havia algo na voz. Ela o olhou. ..Acredito que esta caverna está a ponto de cair em cima de nós. . Ele sorriu abertamente para ela. —Oh. Não está fazendo. —Se não conseguir. Manolito não discutiu. Tanto se o fez somente por mim. Provavelmente irei ao inferno se existir tal lugar.Tenho que comprovar que o vampiro não tenha deixado nada para trás. —Você está sendo arrogante. E graças a ti. —Não queremos que a luz brilhante atravesse as cataratas. mas agora não estou tão seguro. Isto não tem graça. Manolito colocou seu braço ao redor dela e a baixou de forma que seus pés voltaram a tocar a terra firme. mais do que nunca poderia ter tido. —Bem. Não pôde evitar.. Então eu farei o mesmo. —Está satisfeito? —Sim. O riso se formou até se converter numa gargalhada. Manolito. particularmente sentir medo. Ele beijou-lhe a ponta do nariz e emoldurou-lhe a face com as mãos. A atração física chega até certo ponto. A idéia é estar a salvo aqui. Eu gosto desse homem. já que temo não ter o remorso necessário por minhas ações. —Ele gesticulou para a entrada e a greta nas pedras brutas gemeu e rangeu de tal modo que ela ofegou e quase subiu nos ombros dele. deixe-me te mostrar o lugar. girando a cabeça de um lado a outro. Não quero estar presa numa caverna. diretamente sob o nariz de nossos melhores caçadores. mas além disso. Afinal. com olhos enormes. Estou um pouco dolorida. para se assegurar de que nenhum parasita pudesse ter escapado de Riordan. —Riordan fez um bom trabalho me curando. então quero serviço de quarto. —Que foi isso? —Literalmente. A carícia aveludada de sua voz enviou um tremor por todo seu corpo —Não sei como consegue atravessar todas minhas defesas. Tinha-lhe pendurada dos ombros.dormimos. Temos ar. pode ser inquietante. Ela se virou em seus braços e deslizou a mão por seu cabelo. —Descobri que ter emoções. —Teço armadilhas. que pudesse te danificar. recostando contra ele. como por ele ou porque é um amigo. —Talvez só um pouquinho.. não será tua culpa. Manolito. . Imobilizou-se. você tem que saber que seu cavernícola pode trazer um dinossauro para casa. Ele beijou-lhe o canto da boca. Ele tentou não rir. Os dois lados da grande rocha se uniram com uma horrenda sacudida. —Tem medo de que Luiz não consiga. Roubei você MaryAnn. só deixou que seu corpo físico se rendesse e seu espírito entrasse nela. Mais tarde tenho intenção de inspecionar cada polegada de sua pele. —Tentarei te dar tudo o que queira. Ela sorriu. mas o faz. Eu me ocuparei dos insetos. Um lento sorriso fez com que quase lhe parasse o coração. Uma mulher poderia se afogar no amor absoluto de seus olhos. – E pare de rir. não. Preciso de um minuto. Quando voltou a si. Deste-lhe uma possibilidade. Ele a abraçou. sequer contigo. isto é melhor que um hotel cinco estrelas. —Vamos. no momento.. Manolito. —Bem. ela escalou por seu corpo. Obrigado. virtualmente cegando-o.

Não havia nnum só inseto a vista. para guiá-la pelo longo e tortuoso túnel. encaixando-se perfeitamente.Ela olhou ao redor com receio. Havia duas pequenas mesas dos lados. pelo menos durante muito. —Sua loba está quente.. Trazeiro. afastou. Justamente estava pensando em como será com aqueles saltos altos vermelhos. onde MaryAnn pôde examinar o entalhe. A cama era grande e imperial. Ela ofegou e então ele soube que ela havia visto também. No momento em que a tocou. Muito tempo. beijando-a. . Seus dedos lhe acariciavam o cabelo. Minha loba é absolutamente guardiã. A habitação era ovalada e profunda. MaryAnn reconheceu a indireta desesperada. Como queira descrever essa parte de sua anatomia. —disse Manolito. deslizando a língua em sua boca para reclamá-la novamente. A forma com que facilmente ela se introduzia em sua mente. lutando contra as imagens de sua mente. só fazia com que aumentasse a dor. O teu é bastante bonito. lhe envolvendo com seu amor. que se misturava à fome. como. tentando não ficar olhando seu traseiro. Maxim tentou te enganar. Ela sorriu-lhe. Pressionou sua testa contra a dela e fechou os olhos brevemente. Você me tira a respiração. —O que? —Ela tentou parecer inocente.Sua loba.. Ele colocou a mão no bolso traseiro de sua jeans. As tochas iluminavam o caminho brilhantemente e lhe mostrando que ele mantinha sua promessa... —Seu bumbum ou. —Certamente que sim. para se assegurar de que estava bem. —Ele brincou com os cachos do cabelo dela. Seu corpo se endurecia e inchava a cada passo que dava. Só queria apagar a dor daquelas lembranças. —Melhor deixar de brincar. Agora a sentia onde não estivera antes. Queria lhe tirar a roupa e inspecionar cada polegada de seu corpo. Não sabia o que tinha feito para ganhá-la. Não acontece nada. passando as mãos por uma das colunas. . Não podia voltar lá novamente. ampla e espaçosa. Manolito respirou fundo. com seu corpo brandamente flexível. E não ia deixar que se afastasse de sua vista outra vez. Meus irmãos dizem que é meu vício. alisando o cabelo. Segurou-lhe o queixo e lhe inclinou a cabeça para tomar sua boca. Sua risada foi suave. — Ele conduziu-a para a cabeceira. —Não sabia do lobo. —Como Manolito? Diga-me.Sua loba nos salvou em todos os sentidos. mas tentaram matar minha alma. —Eu estava pensando justamente o mesmo de você. mas o que a . consolar. deslizando pelos os ombros e braços e logo outra vez para cima. —disse ela. —sussurrou. Toda de madeira entalhada e com ferro forjado embelezando-a. soube que era ele que a fizera. Ele deu meia volta e a apertou-a contra ele. Milhares de cristais de cores cobriam as paredes. Não podia se permitir ver como ela fora tratada brutalmente. —Estive pensando muito nessa coisa de Cárpatos e lobos. —O que acontece? Ouviu sua voz. —Eu gosto de trabalhar com as mãos.. dispersando prismas de arco íris que dançavam por todo o quarto. MaryAnn sentiu o involuntário estremecimento que o atravessou. Sua MaryAnn. —Está tudo bem. Ele possuía um traseiro bonito. —Corrigiu-a e a girou. Cada toque pretendia compartilhar. —Fazia mais que isso. Manolito. Com a mente firmemente fundida a dela. —Tome. lhe rodeando de calor e consolo. Não havia ninguém como ela. saber que ela estava pensando nos mesmos termos. Ele assentiu. MaryAnn se aproximou. —Não podiam matar meu corpo físico no mundo espiritual. —Isto é real. Sabia que ela não tinha nem idéia de que seu tom sustentava uma compulsão oculta. Ela se apoiou nele. exótica. As luzes das tochas recolhiam muitas cores. mas estava agradecido. inalando seu aroma.. mulher.

as altas maçãs do rosto. Estudei as novas idéias de cada século. O couro dourado baixou. —Tenho planos para te proporcionar serviço toda à noite. Sabia que ele poderia desejar simplesmente se livrar da roupa. O ar frio contraiu mais ainda os mamilos. Havia símbolos. —Dar e agradar. Ela era formosa. os dedos se atrasaram muito tempo sobre a pele. À parte de acima do top escorregou até a cintura. Percorreu com as mãos os definidos músculos do peito e logo se dirigiu para o abdômen liso e a estreita cintura.Então. —Tire a camisa. mas ela não queria que ele o fizesse e talvez tenha lido em sua mente. o nariz. seus pulmões tinham que trabalhar um pouco mais. —Eu não tenho exatamente toda essa experiência. chamando a atenção sobre sua boca. tão sedutora que tinha sorte de ter bastante controle para lhe dar tudo o que quisesse. aceitaria-o. Manolito não fazia nada pela metade. para acariciar seus ombros largos. —A fusão de mentes é algo maravilhoso. antes de ir ao outro sapato. porque sua vontade. Ele retrocedeu. Se isso a fazia superficial. nela. —E? – Animou-o. MaryAnn umedeceu os lábios e se abaixou para lhe tirar os sapatos. Ela não tinha nenhuma dúvida. Manolito. enquanto ele esperava que ela o despisse. mas ele continuava estudando um ponto sobre sua cabeça. onde está o serviço de quarto?— brincou. Meu amor. Estava a poucos centímetros do grosso vulto sob sua calçs. Deus. Era o sorriso satisfeito. Manolito. semi vestida. Ela tremeu quando o cabelo dele deslizou sobre sua pele. Ela queria o descobrimento sensual de desembrulhar seu corpo. A respiração de Manolito estava suspensa. então bem. Sobre ela. —Terá que traduzir isso também. com os seios livres da blusa. Ela foi feita para você. como seda negra e não pôde menos que invadilos com os dedos. —Para sempre a meu coração conectada. as idéias de cada cultura e aprendi tanto como pude. —Terá que tirar os sapatos antes de poder tirar às calças. olhando acima de sua cabeça enquanto ela se inclinava para pressionar pequenos beijos ao longo de cada delineado músculo. —apontou ele. —apontou ele. hieróglifos esculpidos na madeira e vários pequenos anéis de ferro embutidos através dela. Cada sonho e cada fantasia. Usou as mãos e seus dedos se estenderam sobre seu peito amplo. —Concordo. seus traços eram duros. afastando a camisa. Sua pele brilhava intensamente com a dançante luz. . Sim. o que queria era levantá-la e entranhar-se todo nela. vou gostar da parte de aima. Notou como ela umedecia com a língua o lábio inferior. mas agora os mamilos apareciam para ele. pecaminosamente atraente que parecia queimar lenta e significativamente todo seu corpo. a pantorrilha. —Reiterou ele.intrigava era a cabeceira. deixando os seios expostos. calor e posso te assegurar que o colchão é do melhor em sua linha. Tirou-a e deixou cair. olhando-o da forma em que estava. acariciando seu tornozelo. E ela queria brincar. —O que quer dizer? —Está na antiga língua. num presente. Seu coração palpitou e ela o olhou através dos cílios. de modo que o suave top caísse ainda mais. a meia. —Tire-a para mim. ainaak sivament jutta. Ele mantinha o queixo elevado.num tesouro só para ela. O queixo firme. Haviam roçado os inchados seios. mas MaryAnn achou erótico estar ajoelhada diante dele. Constituído como um homem deveria ser. você gosta do quarto? Temos intimidade. —Os olhos negros pareciam lhe queimar a pele. Você! —Fez esta cama para mim? —Foi feita para a outra metade de minha alma. A idéia era quase espantosa. Pensei em cada maneira em que poderia agradar e de me assegurar de que estivesse pronta para isso. Esposa. Afastou-os e se ergueu para alcançar o cinto da calça. MaryAnn abriu os botões um a um e a cada um deles. Tudo é cinco estrelas. levando as mãos aos botões. Já falei que eu adoro sua blusa? —Suas mãos foram para os cordões de couro que lhe rodeavam o pescoço. Companheira. Ele elevou o pé e deixou que ela lhe tirasse o sapato. Mas. Verti tudo o que sentia por você. sobre o prazer sensual. Ele sorriu. ele era formoso. inclinando a cabeça para acariciar cada mamilo com a língua. . – Oh.

viva e em espera. enquanto o atraía para sua boca. Um batimento do coração. Fechou os olhos brevemente. Isso. aproximando-se ainda mais. Levantou os braços e os colocou para trás. Faça isto por mim. precipitando-se como uma droga por todo o seu sistema. quando o puxava cada vez mais na boca quente e apertada. As luzes do arco íris brincavam meigamente sobre seu corpo. O membro viril saltou quando Manolito sentiu o hálito dela sobre ele. para acariciar seus testículos. compartilhando o fogo. para memorizar a textura e a forma. Podia sentir a umidade acumulando em seu sexo e cada terminação nervosa. deslizando sobre seu membro. enquanto lhe baixava a calça. a garganta arqueada. Seu corpo estremeceu quando o fogo correu por sua coluna. —Mas quero… —Te darei o que quer. os seios empinados para cima. de fazer com que fervesse por ela. com os olhos estavam pousados sobre sua boca. Não podia imaginar sentir esse desejo. Pode tomar mais de mim dessa maneira. observando sua reação. —Deite-se na cama comigo. enquanto ela o sugava. Manolito rodeou a cama para onde ela estava com a cabeça. como se ela lambesse um cone de sorvete. Sua face acariciou a ultrasensivel glande.Separava-lhe do paraíso só o fino tecido. MaryAnn se afundou no colchão. A ereção saltou enorme e palpitante pela necessidade. De tê-lo. o ligeiro apertão de suas mãos. meu amor. Seu membro pleno. Segurou-lhe uma mecha de cabelo. A percepção de suas fortes mãos subindo por suas pernas. Ele a livrou da calça jeans enquanto ela levantava as nádegas e deixava que a tirasse. Ele lhe colocou as pernas do lado da cama e brandamente lhe pressionou o ombro até que lentamente ela se recostou. Ele abriu suas pernas. O ar explodiu explorou em seus pulmões. o pequeno movimento rápido de sua língua. O tempo titubeou e o coração de Manolito acelerou no peito. já estirado ao máximo. MaryAnn estava apresentando seu corpo como um banquete. —Se estire para trás. compartilhando cada onda de sensações que criava. mas a carícia das pontas de seus dedos. olhando-o. similar a um áspero grunhido. Lentamente. arranhando-os suavemente com as unhas. com a cabeça na beirada da cama. . lhe sustentando o olhar. que tinha pensado a princípio. Com a cabeça para trás. porque não podia imaginar outra mulher mais formosa ou sexy. segurou-a pelos ombros até que seu pescoço ficou fora da cama e a cabeça para trás. Com apenas seu olhar. Seus seios se empinaram apetitosamente com seus mamilos tensos e suplicando sua atenção. Seus quadris se sacudiram. O prazer atravessou-o. grosso e longo. Para manter o controle. Sua boca o engoliu como uma luva de seda. suas mãos procurando o longo cabelo encaracolado. com apenas um olhar. Com seu membro na boca dela. O ar abandonou seu corpo com um assobio e ela sorriu. A língua acariciava e dançava rapidamente seu redor. enquanto sentia o baile dos dedos no zíper e vagarosamente ela o segurou. Ele murmurou alguma coisa. provocava excitantes tremores que lhe atravessavam rapidamente a corrente sangüínea. Amor. Manolito a fazia sentir-se sexy e querida. Ela deu outra longa acariciada de cima abaixo em seu membro. mas talvez o amor conduzia sua luxúria por ela. tão intenso como uma tormenta selvagem estrelando contra ele. Seus testículos tensos. ele rodeou a base de seu membro com a mão e empurrou a glande contra a boca que a esperava. quase como focos. urgindo-a a olhar para ele. O ar abandonou repentinamente seus pulmões. —Deslize um pouco mais para baixo. passando a língua pelos dentes. animando-o a sair dela. a parte interna da coxa e depois embalou os testículo em suas mãos. lhe dizia que tinha bem mais poder sobre o corpo dele. tomando posição enquanto se erguia sobre ela. com nada mais. Mais que prazer. Ele queria ter o controle. Seu corpo tremeu com o desejo repentino de agradá-lo. Um som escapou de sua gargante. Isto é o que quero. Os dedos acariciaram a parte posterior das pernas. o cabelo caindo até o chão. O coração de MaryAnn palpitou. Lentamente ele lhe tirou as botas e as colocou junto a seus sapatos. para mim — ele a instruiu. Ficou sobre a cama com o top caído ao redor do tórax. Sua língua o acariciou. Ela o fez esperar. duvidava que deveria ter estar sentindo algo mais que luxúria. Sentiua em sua mente. dois e o mundo se aquietou. Sentia-se um pouco vulnerável e exposta nesta posição.

se ainda tivesse alguma. Seu corpo era o primeiro para ele. MaryAnn. —animou-a. MaryAnn sentiu seu corpo arder em chamas. apertando-a contra ele. quando as sugadas se fizeram mais profundas. apenas audível enquanto ela empurrava-se contra ele na tentativa de obter alívio. —Sua voz era áspera. — Você tem que parar. —Não tenho forças. permitindo-se tomar mais. Resistiu e se retorceu quando a língua a apunhalou profundamente. Seu sexo palpitava e ela estava molhada pelo calor. ser agradado. Sua língua encontrou a quente e escorregadia entrada e se felicitou agradando-a. O estilo do lobo era de dominar e ela levantou o olhar para ele. Sabia que era a loba. Seus braços e pernas lhe pesavam e o corpo tremia depois da série de orgasmos. Não podia se mover. seu longo corpo cobrindo-a e colocou o rosto entre suas coxas. Ele emitia gemidos ásperos de prazer e cada um deles vibrava através dela. a língua lisa enquanto aplicava pressão e logo estimulava a glande rapidamente. esperando seu impulso. —A voz não era a sua. Seus quadris resistiram. enquanto a boca feminina o sugava. Viu-se obrigada a virar a cabeça e liberá-lo. . ele lançou-a ao segundo com o baile de seus dedos em seu interior. presa fortemente no lugar. De onde lhe tinha chegado isso? Por que tinha o desejo de mantê-la imóvel enquanto entrava e saía de sua incrível boca? MaryAnn desejava tudo. cheirava o perfume almiscarado do lobo macho enquanto Manolito empurrava com força seu membro. tomando-o mais profundamente. mas hipnotizante. mantendo a boca apertada. enquanto começava a perder o controle. uma música para ele. Assim. sempre aumentando até que a ouviu suplicar. num longo e lento risco. E estava. Seus olhos permaneciam fixos nos dele. podia ver as raias da luz âmbar nas profundezas negras de seus olhos. quente e cheio. MaryAnn não podia respirar. estremecendo já com o primeiro clímax. Não podia pensar. utilizando sua própria mão para fazer cada movimento curto enquanto lhe enchia a boca. Suas liberações só aumentaram a pressão. Mas as mãos. Ele segurava-lhe o cabelo a cada impulso. por favor. —Mais forte.. provocandoa incessaantemente. úmida e tão apertada. não podia deixar a caverna quente. de tão rouca. Sua língua era um toque de veludo enquanto ela o lambia e logo o sugava outra vez. enquanto a via lhe tragar. observando o cru desejo queimando em seu olhar.Sim. os gemidos lhe saía com soluços. suplicando atenção. MaryAnn sentiu como ele se inchava e soube pelo rouco gemido que estava perto. seus dedos provocando os mamilos. Tudo o que fez ele foi engatinhar por seu corpo e puxar seus quadris para cima. desejando o que ele tinha a oferecer. ele simplesmente se inclinou sobre ela. Mesmo assim. —E não tinha. Em seguida. Sem adverti-la. até que esteve em pé. Ela gritou seu nome. Era um prazer tão carnal que podia se permitir. lhe rasgando o coração e a alma. entrecortado. sacudindo os quentes jorros de sêmen em seu interior. a boca e ao corpo musculoso.Está segura sob meus cuidados. —instruiu-a. inclusive mais à frente. até sua boca. imóvel sob ele. . Arqueou mais o pescoço. curtos e duros. Estava à beira do desespero. sivamet. . um som suave e desigual. Enquanto ele vivesse.. quando o que ele queria era controlar.Suas mãos se aferraram em seus cabelos. enquanto ele a devorava. suas mãos lhe controlando a cabeça. apertou os dedos sobre seus ombros enquanto lhe rodeava o corpo com as pernas. de forma que faíscas se estendessem por sua virilha. por favor. Havia algo terrivelmente erótico em estar estendida.Por favor. Sua visão se turvou. Porque embora a retivesse do modo tradicional de sua espécie. desesperava-se por ele. enquanto o sugava. os movimentos curtos e apertados enquanto movia a boca de cima abaixo por seu membro. — Os impulsos eram mais rápidos agora. Os seios inchados e doloridos. Ele alcançou seus seios. sabendo que o empurrava para o descontrole. puxando seu corpo enquanto a sustentava. Parecia uma mulher a beira da loucura. Modo tradicional de sua espécie.Quero seu coração e sua alma. Seu membro tenso e sacudido. sustentando-a facilmente enquanto tomava o que queria. levantando-a nos braços. . com o fôlego em ofegos ásperos e desiguais. . O sussurro lhe teria roubado sua última defesa.Pare antes que seja tarde. . de modo que as paredes de seu sexo se contraíam e pediam piedade. —Relaxe a garganta para mim. Tomou-o em sua boca. Seu corpo já não lhe pertencia.Você os tem. Porque não podia. Empurrando os quadris para frente. protegeria-a e a amaria. . Manolito levantou a cabeça e a abraçou. —Coloque as pernas ao redor de minha cintura.

acariciando-lhe as costas. ela. MaryAnn cruzou os tornozelos. Sentir-se parte dela. todas as sensações misturadas enquanto a mordida dos músculos fechados a seu redor e as paredes de seda o apertavam até lhe estrangular em algum ponto entre o prazer e a dor. Gentilmente. Escolherei uma vida contigo. —Isso me importa. a luxúria. —Riordan disse que você ainda poderia se converter em vampiro. Havia um débil traço dehumor em sua voz. de se controlar.— Notou? Eu também estou começando a poder ler sua mente a vontade. Mas para MaryAnn não era muito tarde. Não é que queira simplesmente fazê-lo. Só espere. mas cada vez que ele se movia. —Acredito que estou vivo. enquanto o candente prazer arrebentava tudo a seu redor. enquanto raios brancos lhe percorriam o membro e ele explodisse profundamente nela. Manolito ficou sobre ela por um longo momento. levantando-a. Sua segurança e felicidade são mais importantes para mim que qualquer outra coisa. o lobo agora estava nele. Seu sangue Cárpato o impedia de sentir muitos efeitos. lutando para recuperar um controle quando seu corpo já não lhe pertencia. amor. Manolito mudou de posição outra vez. Quente. a cada vez é muito. seu corpo reagia. —O que significa isso? Não entendo. urgindo-o a uma cavalgada mais rápida e mais dura. lhe inclinando as costas sobre a cama enquanto se deitava sobre ela. Esgotada.. seu sexo era veludo. com a boca descendo da garganta para o inchado seio e MaryAnn conteve a respiração quando sentiu que seus incisivos lhe furavam a pele. Manolito a segurou élo cabelo e puxou a cabeça dela para trás. Era muito tarde para ele. utilizando um ritmo suave para incitá-la a lhe montar. com os braços ao redor de seu pescoço. sugando-o e ordenando. —Manolito. mas ele simplesmente deu um toque com a língua em seu seio. sentando-se para poder lhe olhar. a fricção das terminações nervosas já sensíveis a fizeram gritar e esconder a face contra ele. Manolito se moveu contra ela. jorro após jorro pulsando. mas abrasador. Como ia sobreviver se seu corpo já estava preparado para se derreter? Sua necessidade parecia implacável. mais e mais profundamente. mas ainda assim. retirando enquanto rodava. —sussurrou-lhe. se estendendo para cada polegada de seu corpo. Ele fechou os dedos ao redor da nuca. A ampla cabeça de seu membro afundou em seu corpo. Ela se elevou para encontrar cada investida de seus quadris. Suas mãos lhe seguraram o traseiro. a paixão e a excitação. fazendo com que perdesse a capacidade de pensar. —Eu não. ofegando seu nome.— Estamos unidos. sentindo o calor sedoso que lhe atravessava quando seus músculos o sujeitavam. do anseia por seu sangue que estava sempre presente. O coração palpitou em seu peito e a beijou outra vez. A primitiva necessidade de possuí-la era uma escura luxúria que não podia ser detida. os seios pressionandos contra ele. cada impulso e cada onda. até que sentiu sua liberação atravessando-a como uma tormenta de fogo. o corpo ainda estremecendo de prazer. estar em seu interior. Arqueou. atravessando as suaves e apertados dobras. A visão de sua aceitação foi tão erótica que o sacudiu. enquanto o corpo o aferrava. Ela se aconchegou junto a ele. Tinha tomado seu sangue numerosas vezes. O calor. para encontrar sua boca. Tinha que beijála. Só tinha que manter o controle sempre. Examinou seus olhos e viu neles seu desejo quente e ainda assim cheio de amor. — Ele lançou-lhe um sorriso. suas pernas estavam muito fracas para lhe sustentar mais tempo. mas cada um de seus instintos lhe exige isso. Finalmente se apoiou sobre o cotovelo. sivamet.. —Ela estava cansada. ouvindo o ritmo misturado de seus corações. até que explodiu dentro dela. tantas que sabia que ela se estendia por seu corpo. Fazer amor com ela era o momento mais perigoso por causa do desejo. seja aqui ou em sua querida cidade de Seattle. Um fogo abrasador investia como um raio por seu membro. —disse ele. Apanhando-lhe em sua voragem. O instinto tomava o controle e ela queria o que ele lhe oferecia. —Os dedos começaram uma lenta massagem para aliviar sua tensão. —Entendeu errado. . Apertada. . —Não sei se vou poder fazer isto. observando como seu corpo se estendia para lhe acomodar. fechou os olhos e enquanto ele a baixava.—Tenho força para nós dois. ele a levantou da cama e a colocou a seu lado. se aproximando.É muito. a pressão crescia enquanto ele se retirava e seus músculos tratavam de tragar-lhe e mantê-lo dentro dela. estou em sua mente e posso sentir sua necessidade de me converter. Ela ficou em silêncio por um momento. Não posso me converter.

mas Solange. não entendendo que sua palavra foi e continua sendo lei. lhe estudando a face. O que não era. Suspirou. Mesmo quando entrei no outro mundo. —Certamente. . E na verdade MaryAnn. MaryAnn. Minha. Em pouco tempo a escuridão aparece até que já não sabe se poderá resistir ao atraente desejo de sentir. E embora encontrasse sua companheira. Tem que entender que acredito ter direitos. Os licántropos também são idosos. —declarou. Foi ele quem evitou que todos nos convertêssemos em vampiros. Sua sobrancelha se elevou. O que seja. Mas se Solange e Jasmine realmente ficarem no Brasil ou em qualquer lugar que estejam. encontrou. que será um problema. ele amava e respeitava Zacarías acima de tudo. A escuridão está nele e procedemos com prudência para impedir de se empurrar pelo abismo. Acredita que é responsável por todos nós. amo-o e quero ser totalmente tua. Tinha sorte de ter sua loba para que a guiasse. A maior parte de nossas companheiras são humanas ou roçam o humano. —Quem? Seus irmãos e você? —Ela soltou um delicado gemido de incredulidade.. porque esta mulher moderna tomou uma decisão e é minha a decisão. não acredito que deva ficar perto de meu irmão mais velho. —Mas três de vocês encontraram suas companheiras. nos protegendo das matanças para nos permitir mais tempo. Jasmine quer ir para o rancho. que sou um homem muito moderno. —Acha que cedo ou tarde lhe perderá. para tomá-la. eu também farei. Manteve-se ante meus irmãos. pelo menos uma só vez. seria muito difícil para uma mulher de hoje em dia viver com ele. Acredito que deveríamos ter uma casa perto delas e outra nos Estados Unidos. acredito. é muito inteligente e ostenta muito poder. deveria saber bem.. —Vai responder a suas perguntas? —Não sei. —Podem. Riordan e Rafael tentar…? —Ela se interrompeu. —Estou de acordo e é uma solução perfeita. meditada. . Manolito se recostou.. O que estava dizendo? Queria que Manolito caçasse vampiros? Ele negou com a cabeça. não por si mesmo. perto de me converter. Ela ficou em silêncio. —Ele nunca permitiria que fizéssemos isso por ele. outros ocupantes sabiam.—Envelhecerei e morrerei com você. Acho difícil. Não me decidi ainda. meu amor. sondando sua mente. —Zacarías é um grande homem. Cada morte torna nossas almas mais escuras. Em comparação. Isto deveria lhe dar esperança. MaryAnn podia sentir sua dor e preocupação por seu irmão. Zacarias. Cavando profundamente. Eu estava assim. Esta noite. faria de Manolito um homem difícil de dirigir. Isto é importante para mim. mas agora podia sentir sua poderosa presença. a mim. Soubera todo o tempo que ele estava emergindo. —E você será encantador e nada dominador. realmente precisarão ajuda. Jogou o cabelo para trás com dedos suaves e se inclinou para lhe beijar. —disse. Ele é um retrocesso a uma era diferente. —Não tomei nenhuma só decisão em parte momento do caminho. mas não como os Cárpatos.. —Alegra-me muito lhe ouvir dizer isso Manolito. Quando você abandonar a vida. O lobo combinado com as características Cárpato. O lobo. —Qual é a decisão? —Ele soava suspicaz. —Ele não pode sentir esperança. Ele não responde a ninguém e a julgaria severamente. Só pode sentir nossa esperança por ele. —Sempre foi dito que sou um homem encantador. Vejo que a escuridão é forte nele. Não ia liberá-la a de suas obrigações embora fosse possível. E sim. Mas esta é minha. asseguro-te. tem que atuar de forma civilizada e absolutamente como um Cárpato ou um lobo. Havia sombras em seus olhos e o peso de seu coração era mais do que ela poderia suportar. —Quero que me converta. — MaryAnn não fez caso do sentimento que se acumulavam nos olhos dele.Quando formos visitá-los. Obviamente. —Quero retornar a Seattle para ver minha família freqüentemente. Agora. entrelaçou os dedos atrás da cabeça e olhou para os brilhantes cristais que cobriam o teto. Não quero que transtorne minha mãe. sabendo o que faço e o que quero. Era suspicaz. Quero compartilhar totalmente a vida contigo.

—sussurrou. Seu corpo . —Manolito?—Seus dedos lhe percorreram a face.Sempre teremos isso.. Ele simplesmente segurou-os em suas mãos. acredito que a vida será fácil. com um braço ao redor de sua cintura e virando-a até situá-la de frente para ele. sentindo seu cabelo como fios diminutos que os prendessem. jogando-a no chão para poder deslizar a mão por suas suaves costas. Você mesmo disse. A nota provocadora em sua voz foi quase tão excitante como o modo em que suas mãos subiram para cobrir seus seios. obrigando-se a sossegar o repentino medo. —O que quer que seja. Não quando não sabemos o que acontecerá —Está mudando. Ele mordeu-a no pescoço. É realmente estranho encontrar alguém a quem amar e até mais estranho ainda é que esse alguém também a ame. mantendo-a bem perto durante um longo momento antes de deslizar para baixo.. mas era mais complexo do que tinha acreditado. Pensei muito nisso. De repente. Leu-o em sua mente. . Ele acariciou-lhe o pescoço com o nariz. para me impregnar com seu perfume e isso é um traço do lobo. As emoções eram bastante difíceis de suportar. A forma em que o fez. desejo e amor.. —Quando tinha começado? Quando tinha virado do avesso seu mundo? Seu coração se derreteu no momento em que a olhou. Não entro nesta relação com óculos cor de rosa. —Porque seu perfume está sobre voce e sobre mim. Nem podia. Engoliu o nó de sua garganta e virou o rosto para que ela não o visse conter a forma em que o afetava. recordava o emparelhamento entre um lobo e um Cárpato.. —murmurou e a atraiu para ele. Arriscar-se com ela. cheios de amor. . Seu corpo era firme e quente. acariciando com a ponta. Sua língua tocou sua pulsação. Sei que é ele. tirou-lhe a blusa. —Ainda temos isso. enviaram um estremecimento de excitação por sua coluna. então. pressionando contra de sua coxa. — Ela beijou-lhe o queixo. sequer Vlad. Seus irmãos ririam se soubessem. Ninguém. do que recordava. eu quero ser também. Estremecia-se com sua ternura.—Não vê o quanto é importante para mim tomar esta decisão? Tem que ser minha a decisão. Não podia olhar diretamente nos olhos e não lhe dar o que queria. não queria. sentiu-o na forma em que seu corpo estava já grosso e duro. inspirou seu perfume feminino. Gostava que seu perfume permanecesse sobre a pele dela. Ele desejava sua conversão por si mesmo. incitando-a antes de pressionar os lábios para tentá-la. Nunca poderia ter imaginado que o amaria tanto. suaves. Seus dentes eram suaves. Ocorreu-me que poderia ser difícil viver contigo. —Ela tinha lhe roubado o fôlego. Ele poderia estar distraindo-a. Provavelmente seja por isso pelo que é ainda mais autoritário que quando o vi pela primeira vez. Estava orgulhoso do que e quem era. acariciando as maçãs do rosto. Se convertesse MaryAnn e a loba protestasse. —Me peça a lua. —Não vai me distrair. magos e homens jaguar. MaryAnn fechou os olhos.Por isso esfrega seu corpo contra o meu. —Se sempre fazer tudo o que te disser. Manolito. Ser companheiros parecia muito singelo. MaryAnn e encontrarei a forma de lhe dar. Seu coração pulsava com o dele. poderia matá-la. Ela riu e ele sentiu que o som percorria seu corpo como pequenas descargas elétricas. com suas mãos tão fortes e seguras. Esfregou o queixo contra sua cabeça. A dor era tão forte que pensou que poderia morrer pela mistura de necessidade. mas ao mesmo tempo.CAPÍTULO XIX Manolito reprimiu sua primeira reação. Com amor. tentando alcançar minha loba quando fazemos amor. roçando sua pulsação enquanto aspirava e retinha o ar em seus pulmões. duro e dolorido por ela. —É um traço Cárpato. ma isto não. —Não fale como se fosse algo bom. —Sente o lobo dentro de você? —Ela rodou para apoiar a cabeça em seu ombro. Está aí. com seus movimentos decididos. Tive muito tempo enquanto repelia vampiros.

quando me disse que era teimosa. disposta a atender a mínima provocação. MaryAnn. Mas amava mais a Manolito. —disse. pelos ombros e inclinando-se abruptamente para beijá-la. agora que entendia o amparo e a força que esta lhe dava. De cautela. Sinto-me como se tivesse recebido um milagre. com uma sensação palpitante. —Não podemos viver assim. sempre tem importância. Seus lábios acariciaram o ombro dela enquanto sorria.O que está fazendo? . De algo próximo ao desespero. em sua preocupação por Manolito. —É diferente. Seu corpo respondia com o mesmo ardor. Por isso mudou de posição. — ele se voltou. Sorriu-lhe. ao mesmo tempo em que usava a velocidade do lobo para alcançá-lo. enviando pequenos dardos de fogo que percorreram sua pele. Ele a tocava e ela se sentia perdida. mil vezes mais poderosa. Sua língua tocou o ponto onde sua marca permaneceria para sempre e imediatamente ela a sentiu arder e pulsar. —respondeu ele levantando a cabeça. —Quero passar contigo cada instante que possa. Não poderia ir para a terra com ele. —Não acredite que poderá se sair sempre com as suas. tão ofegante pela espera que não podia se reconhecer? —Você e o que você quer. —É algo que está absolutamente segura de querer fazer? Ela fechou os dedos ao redor de sua nuca e atraiu sua cabeça para a dela. Você é esse milagre e me arriscar a te perder… —Por que iria me perder? Juliette conseguiu. Manolito colocara Luiz. Não entendia seus sentimentos recém encontrados. amava-a. Um sorriso suavizou o duro rictus de sua boca. cavando a palma da mão em sua nuca. mas não antes que ela captasse um brilho de desassossego nos olhos dele. desassossegada. afastando-se. ele suspirou. Como você necessita de meu corpo e meu coração. do melhor modo possível. estava faminta por ele uma vez mais. Apesar de tudo. Tem que confiar em mim o suficiente para saber que sei o que é melhor para mim. posso fazê-la feliz. que precisaria freqüentemente se rejuvenescer. —murmurou ele. sivamet. até seus seios. Necessito o mesmo de você. —Assim é como me sinto também. Agora que ela conhecia sua loba. —Preciso disto. aproximando-se para que sua boca pudesse percorrer o montículo suave e firme. para outro beijo. Seus dedos lhe acariciaram o cabelo. —Sou patética no que se refere a você. Simplesmente se evaporou diante de seus olhos. para a entrada. Manolito. —Vejo o que queria me avisar. . —Posso te fazer feliz. —ele se endireitou e passou as mãos pelo cabelo outra vez. Soltou um pequeno gemido e enlaçou o braço ao redor de sua cabeça e o atraiu até ela. esquecendo-se completamente dos insetos ou qualquer outra coisa que pudesse haver na caverna.deveria estar completamente satisfeito. Porque pela primeira vez sei como pode ser a vida compartilhada com alguém mais. —Mas eu não poderia te fazer feliz. mas não. E quero isto por mim.Levantou de um salto e se lançou descalça atrás dele. —É obvio que sim. sofrendo as conseqüências. Sua boca era quente. Era muito singelo. ele se sentiu dolorida e tensa. —Não é questão de confiança. Não haveria dias para ele e umas poucas noites para ela. Queria uma vida completa com ele. jogando-os para trás. não por você. por que é diferente. —Não mais do que eu contigo. seu cabelo se dispersou pelo travesseiro. seus olhos negros cravados nela. Tinha percebido flashes em sua mente do que seria sua existência se não se convertesse em Cárpato. nem ser tão felizes como desejaríamos. —Importa-se que eu queira isto? —Era essa sua voz. . —Como? Explique-me. Enlaçou sua mente com a dele. O coração de MaryAnn bateu fortemente em seu peito. Riordan tinha colocado Juliette em sua forma de vida. fluindo pelo estreito túnel. No momento. Olhava-a e ela estava perdida. MaryAnn. Ela deitou-se de costas. Ele se levantou da cama e desapareceu. Ela estaria na superfície. Ele se voltou para ela. Exasperado. MaryAnn.

Pelo menos façamos isto juntos. Por pensar que voltaria e se dariam uma. completaremos a conversão.É por amor pelo que faço isto. processando cada elemento tão rápido. Amava a noite. sente na cama e me espere.Não a colocarei em perigo. Era isto o que tinha sentido MaryAnn. E ele havia lhe aquietado tudo isso também. Havia sedução em sua voz. sua beleza e seu mistério. mudei que idéia. Só um terrível buraco negro que a engoliria. Ela sentiu seu suspiro na mente e novamente seus dedos pareceram roçar sua pele. estava cômoda e feliz consigo mesma. MaryAnn voltou caminhando para a câmara. saindo de sua mente por sua segurança.Não se atreva! – MaryAnn gritou em sua mente. Não haveria razão para a cólera. A cólera se apagou quando a compreensão a golpeou. MaryAnn sentiu como a terra tremia e soube que a entrada da caverna estava aberta. . empunhou-a e. . A imagem dela sentada na cama nua. Fez outra tentativa. . Não há nada. Afundou-se na cama. O lobo simplesmente estava ali e havia permanecido calado e alerta. confinada e feliz em sua pele? Ele tinha lhe arrebatado isso.Não a colocarei em perigo. ser Cárpato era tudo. Sentiu a carícia dos dedos dele em sua face e logo se afastou. Ela bateu as mãos sobre as rochas. ao saber quem era. Não pode fazer isto. estava em sua mente. Sentiu ao lobo saltar em seu interior. ignorando as lágrimas que deslizavam por sua face.E nem ninguém nesta terra será mais importante para mim. num ataque de fúria. sem saber o que aconteceria. mas o que ocorreria a ele ou ao lobo. Amava todo o mundo Cárpato.Importa-me tanto como eu a você. Seu fôlego saiu num soluço. MaryAnn quis atirar-lhe alguma coisa. Tinha esperado que ela aceitasse seu presente de vida e de amor. não há razão para abrir a porta. na mente dele.Se eu não voltar. Não quero que sinta o fogo da conversão. . não teria absolutamente nada. . jogou-a contra a porta. Ele rompeu a conexão outra vez e ela se sentiu sozinha. . *** Manolito inspirou o ar noturno.. Ou permaneça fundido comigo. Não. entre a fúria e o terror. não estava segura de que se perguntava a ele ou não.. E se algo saía errado…? Se o perdesse agora… Como podia tê-lo feito outra vez? Tinha-lhe tirado a decisão das mãos. com o coração tão pesado que se sentia como se pudesse se romper num milhão de pedaços. antes para saber que pode fazer sem mal nenhum para você. Ela tinha amado sua vida anterior. se o provocasse? Elevou a face para o céu noturno. Ela pressionou a mão contra a boca para reprimir os soluços. sem pensar. . Acelerou. Retorne. . Chorar não ia detê-lo. As paredes da rocha se uniram ruidosamente com um chiado que reverberou em sua mente. Nenhuma razão..implorou ela. Não queria estar com ela no caso de que tudo saísse errado. Se não. Só o vazio. Oh! Meu deus.. furiosa por ele acreditar que ela esperaria docilmente. Jogou para trás a cabeça e uivou.Manolito. ele havia esperado que seu traço Cárpatos o vencesse ou sucumbisse ante ele.Manolito. Deixe-me sair. sem ter realmente em conta o preço para ela. como o faria um Cárpato. É mais que meu coração. Não quero que experimente dor. Inclinou-se para pegar uma pedra solta do chão da caverna. Por favor Manolito.É minha escolha se arriscar. tampouco isso tinha ocorrido. Se ele não retornasse. esperando sua volta. a porta se abrirá ao por-do-sol.. correndo para chegar antes que ele pudesse fechá-la. Não quero mais. empregando tanta compulsão quanto foi capaz de usar. absolutamente.Se de verdade me amar… A risada foi suave em seu ouvido. A compulsão não ia deter lhe. um soluço fluindo em sua garganta.Se não retornar. Pareciam coexistir. Se eu voltar. enchendo completamente os pulmões. Você é minha alma. vá com meus irmãos e os deixe cuidar de ti. . estava certo. Para ele. E não arriscarei sua vida ou sua prudência até que tenha arriscadoa mim mesmo. .Você não entende.Não iria se arriscar com ela. . —No que estava pensando?— Sussurrou em voz alta. MaryAnn o tinha infectado com o sangue de sua loba e o lobo em seu interior se fortaleceu. . O sexo selvagem e desinibido do lobo. .. agitando os braços. Muito sozinha. . mas até agora. Retorne. Simplesmente as deixou cair. Sua determinação era absoluta.

Estou bem. Melhor confrontar o fogo e arder rápida e limpamente. como sempre faziam uns com os outros. rechaçando a possibilidade. impulsionado para o interior. . obrigouse a sentí-lo todo. herméticas e escondidas. . Ele negou com a cabeça. . A criatura estava separada dele. Podiam se comunicar. alimentando o lobo. também é de outras formas. . . Dirigiam organizações para a defesa dos bosques e animais. a menos que a necessidade fosse grande.Nicolas já começou a viagem. O lobo saltou.Manolito? . Ele se retraiu. tome cuidado com suas escolhas.O que faz é perigoso. Se não a convertesse teriam uma vida difícil. Seu maior perigo eram os renegados. incapazes de sair e proteger o corpo de seu anfitrião. Os traços do lobo. para dar a Manolito um sentido de quem e o que era. como os irmãos Malinov. Zacarias. as plantas e o meio ambiente. Pequenas. Começava a pensar no lobo como em outro irmão. Eram poder e inteligência envoltas numa lustrosa pelagem. Dei-me conta de que embora minha forma de fazer as coisas fosse correta. . Seu lobo tinha registrado as lembranças coletivas de todos os lobos e não tinha encontrado nenhum caso de um Cárpato emparelhado com um deles.Zacarias tocou sua mente. A expansão dos dentes quando seu focinho se alongou para acomodar as afiadas presas. Sua mente se expandiu enquanto as lembranças coletivas de geração após geração alagavam sua mente. Não era uma ilusão. . . o lobo olhava diretamente para a água cristalina. Lobos que. seria uma lenta morte em vida.O que está fazendo? Sentiu a intranqüilidade de seus irmãos e soube que inadvertidamente os havia tocado. Nada tinha a ver com os homens-lobo do cinema. lobos que se negavam a ser parte de uma alcatéia. antes de uma grande batalha. Trabalhavam incansavelmente para combater a ignorância sobre a fauna silvestre. Só posso ler perigo nele. Embora não entendesse a união Cárpato e o que suporia a morte de Manolito.Serei feliz. A mudança o percorreu. Tomei decisões que lamento. Um toque para se despedir. inclusive da terra. o enchendo de segurança. Não era o monstro terrível dos filmes. O lobo respondeu. Manolito encolheu os ombros. no caso de que as coisas não fossem bem. Manolito abriu suas lembranças ao lobo. a examiná-lo todo. todas essas coisas tão eram fortes mais no lobo e duplicavam sua necessidade de atuar em conseqüência. acreditavam ter direito a governar. Diferente. a conexão era forte apesar da distância. lhe permitindo ver o que lhe faria a conversão. como Manolito por MaryAnn. de uma ou outra maneira. Raramente se juntavam. Houve um breve silêncio. trabalhando. Suas alcatéias estavam dispersas pelo tudo mundo. O picor da pelagem. Chamou-o. um companheiro e um .. Compartilhavam sentimentos e sensações. enquanto o lobo dava um salto para frente e assumia o controle de seu corpo.Tão disposto como você.Está disposto a fazer isto? . Por favor informe Mikhail de que enfrentamos uma possível destruição de vários frentes. Estava sendo empurrado para trás. — E a noite. talvez a mesma lenta morte em vida. mas sobreviviam profundamente enterrados na comunidade dos humanos. irmão. — ele disse quedamente. mas se afastou antes que Zacarias pudesse obter um indício do que planejava. mas um lobo tão preocupado por sua companheira. Não quero que continue por este caminho que escolheste. MaryAnn o seguiria imediatamente ou se sua loba a pudesse manter com vida. mas tampouco de que o sangue tivesse prejudicado a outro. A lua cheia os fazia débeis. Incapazes de responder a chamada da fera quando seus protegidos estavam em perigo.Não houve vacilação por parte do lobo. vivendo e amando entre eles. a necessidade de conservar sua fêmea protegida e cuidada. . caindo em espiral e encolhendo-se numa sensação claustrofóbica. Com olhos de cor âmbar e uma camada de pelagem negra. Zacarias sempre pudera ver mais além. Seu guardião passou junto a ele. duas personalidades fortes e dominadoras compartilhando o mesmo corpo. Sentiu a agitação do lobo e a elasticidade. desprezando o comentário embora seu irmão não pudesse lhe ver. Ela é minha companheira tanto como a tua. para ela.O que temos feito toda a vida é perigoso. Se tiver oportunidade. lobo. —Só você e eu. A força e o poder fluíram nele eatravés dele. Ela tinha razão.Manolito enviou seu calor e afeto. É o menos que podemos fazer depois de ajudar os Malinov a idear o plano para derrocar o líder de nossa gente. para que não tenha que se arrepender. A onda de vida sob sua pele. compartilhando seus medos pela segurança de MaryAnn.

seu corpo pressionando o dela. para a coxa. lhe permitindo ver cada polegada de seu corpo. a grossa ereção que pressionava contra os duros músculos de seu ventre. Suas mãos eram cálidas. Havia algo extremamente sexy em ser sujeita desse modo. abraçando-a antes que pudesse se machucar ou a ele. perfeitamente razoável. —Se acalme. Sabia que ele gostava de sua pele e com as luzes oscilantes sobre ela. Descendo pelo estreito túnel. contra ele. csitri. pressionado comodamente entre suas nádegas. O que aconteceria se tivesse precisado de mim e eu não pudesse te alcançar? —Tinha que me assegurar de que estava a salvo. agradecida de que ele estivesse vivo e ileso.. Tinha que aceitar o risco pelo bem dos dois. . estudando a crua excitação em sua face. —disse ele. ambos lhe sujeitando os braços dos lados para evitar que ela o golpeasse novamente. sabia?— A palidez alterava a perfeição de sua pele cor café quando ela se jogou sobre ele.. lhe sustentando o queixo. E ele apenas a tocava. sempre protegeria MaryAnn. em lugar de esperar na cama. Sua boca devastou a dela. mas acredito que somos igualmente fortes. enviando pequenos tremores a todo seu corpo. A fome voraz brilhava intensamente em seus olhos quando ele inclinou a cabeça para beijá-la. —Recoste-se na cama. MaryAnn não estava disposta a esquecer do medo e seu aborrecimento. Um de seus braços rodeava sua cintura e o outro sob os seios. zangada uma vez mais. com seus seios bamboleantes e seu traseiro redondo e apertado. mas suas mãos eram suaves quando baixaram até a suave curva de seu ventre. Virou sem se apressar absolutamente. Ele não podia afastar os olhos dela. Ela tremia em espera. Estava furiosa. com uma dolorosa pontada. embora seu coração se aliviasse ante a reação. —Que se machuque. sabendo que ela ouviria o barulho das rochas ao se selarem uma vez mais. sivamet. alagando-a. sua mão deslizando ao longo de sua perna. Quente e suave. Sua mão subiu para lhe segurar um seio. Não se machuque. tão excitado. ileso. muito desejada. assim como Manolito sempre protegeria a loba de MaryAnn. a suave cor café era mais uma vantagem. só te manter a salvo. como ele havia lhe pedido. Seria prejudicial viver sem que MaryAnn experimentasse a conversão. —Sinto muito. Mais que tudo. —Assustou-me. Seu ventre se contraiu. Manteve o sorriso. Conheciam um ao outro e se apoiavam. permitindo o acesso a sua boca. Sua língua encontrou sua pulsação e a provocou com pequenas caricias dos dentes. só com seu escuro olhar. MaryAnn flexionou os músculos dos braços até que cautelosamente o liberou. tão cheio de luxúria. com seu braço prendendo-a estreitamente contra ele. . a confiança e a habilidade para tomar e fazer uma decisão racional. Se não o fizesse esta noite. quando se ajoelhou sobre ela na cama. deliberadamente sensual. cheio de carinho. —O que você fez? Está louco. Acariciou-a em pequenos círculos. Incitante. Seus dedos acariciando o mamilo. Seu ventre se contraiu de excitação e podia sentir as ondas de profunda necessidade no fundo de sua vagina. levada pela adrenalina. Ele segurou seus punhos e a atraiu com força para ele. Não posso acreditar que fizeste isso. não poderia encontrar novamente a coragem. Ondeou a mão para abrir a entrada da caverna. havia conseguido o conhecimento.Meu lobo está muito interessado no seu. E seu lobo sempre.amigo. chorava mesmo quando o golpeava. Envolveu-o e se arqueou para trás. MaryAnn se voltou para confrontá-lo. Ele inclinou a cabeça para a cama e logo ela engatinhou sobre a mesma. Ela deu-lhe um chute. Preocupa-lhe que aconteça algo a ela quando mudar. Acredito que sua pequena fêmea é o bastante forte para experimentar a conversão contigo. seu tenso corpo contra o dela. Ela soubera disso instintivamente e também de forma racional. lançando sobre ele. Manolito emergiu da noite. Não queria te assustar. —Os braços dele se retiraram. não se surpreendeu quando chegou e a encontrou com lágrimas descendo por sua face. lenta e sexy. Seu membro já estava já quente e inchado. —Se acredita que vou deixar que me toque… Ele inclinou a cabeça para encontrar o nicho de seu pescoço. Manolito levantou-a e a puxou para trás. que ela pensou que poderia ter um orgasmo simplesmente pelo toque de seus dedos e o aspecto de sua face. agora que ele estava a salvo. Ele sempre a fazia sentir-se sensual e bela. ouvindo sua rápida inspiração enquanto movia o corpo com a graça de um lobo.

fechando-as e seguiu os rastros. saboreando a sensação de sua pele nua deslizando contra a dela. superando a experiência de sua última união. Fechou os olhos. ele inclinou a cabeça. compartilhado o que sentia. até o vale entre seus seios e mais abaixo. Seu coração retumbava pela grandeza do que estava fazendo. com a mão deslizando entre suas pernas.Manolito cobriu seu corpo com o dele. enquanto ele bebia. esfregando-os. escorregadios. . uma união de sangue que não podia ser quebrada. Sentiu a tensão de suas sedosas paredes fechando a seu redor. pelo que faziam. Levantou a cabeça e observou os dois chorritos gêmeos descendo pela curva inclinada. Suas mãos tentaram lhe segurar os ombros. com seu corpo. Tentou alcançar seu lobo. que adoraria seu corpo com o próprio. enquanto sua mão rodeava a base de seu membro para poder sentar-se lentamente.. Nada saciava a fome. Atraiu-a para ele e rolou. Um doloroso prazer a estremeceu. sugou-os durante um momento. MaryAnn. a seda quente. MaryAnn se agitou em seus braços. E ela então se abaixou. até que ela contra a vontade deu uma deliciosa e muito erótica lambida e logo lhe obedeceu. Sua mágica boca. queria que ela sentisse só prazer. Seus seios se sacudiram incitadores. ela saberia que tinha sido amada em profundidade. com o calor de sua boca. descansando em seu colo enquanto lhe encontrava o peito. como fazia um companheiro. lhe prendendo com cálida excitação. ele introduziu os dedos em sua abertura. Uma vez. Seu sabor era único para ela e afrodisíaco para ele. empurrando-os profundamente. por isso a mínima sensação o percorria com ondas de prazer. Beijou-a de retorno até a curva crescente do seio e lambeu o ponto onde sua pulsação era acelerada. Ela ficou sem fôlego quando seus dedos lhe acariciaram os mamilos e enviaram uma avalanche de sensações a seu corpo. seus quadris se pressionaram contra ele. como se nunca tivesse o bastante. trazendo-a até seu colo. jogou a cabeça para trás. Não estava seguro de que sobreviveria a esta noite.. para seu ventre. Os dentes brincaram. beijando-a repetidas vezes. Que soubesse que sempre estaria com ela e para ela. que se estremeceu com mais agradar. —Venha em mim.. o sabor especial. Atraiu-a e sua boca encontrou a dela. Podia sentir os músculos agrupando sob sua palma. sexual ou física.. sua língua lambeu e acariciou. com olhos confiantes. O cetim suave. que Manolito conteve o fôlego. quando terminassem. —Está segura? Ela assentiu com a cabeça. Seu toque era terno enquanto excitava seu corpo. admirando por sua pura magia. que atravessou como um relâmpago seu corpo. Suas vidas estavam ligadas para sempre e o sangue que vinculava a união era tão aditivo como seu corpo. para perceber sua reação. insistindo-a a se recostar enquanto ele lambia de sua pele. Baixou o corpo várias vezes para beijá-la enquanto a tomava. descendo pela depressão entre os seios para o estômago. Alimentou a excitação de MaryAnn. subindo-a em cima dele. Seus músculos pulsavam ao redor dele. contraindo-se ao redor de seus dedos. enquanto a levava para um agradável clímax. Então cravou os dentes profundamente. Disse-lhe que a amava. engatinhando-se por seu corpo até que o montou. —Já estalava de necessidade outra vez. compartilhando-o com ele. Sem pressa. quando lhe rodeou a cintura. MaryAnn jogou o cabelo sobre o ombro e se elevou sobre ele. Introduziu na mente dela. mas seu corpojoa se contorcia para encontrar a pulsante ereção. Ela saberia. Queria que o lobo de MaryAnn compartilhasse a mesma união. esperou até que seus olhos se encontrassem e então os uniu com uma longa investida. desejando que entendesse. Cada terminação nervosa estava realçada. tão terno e paciente como conseguia. —disse ela brandamente. Era a essência de sua vida. cada resto de sua essência vital. —Segurou sua coxa. Passou a língua sobre as espetadas. tão ardente que era como um anel de fogo e tão suave como seda viva. A necessidade de um companheiro. Esse era um traço Cárpato. Ela estava tão carinhosae tentadora. Sua liberação a conduziu a outro orgasmo que a atravessou. Separou-lhe as coxas com o joelho e a elevou para ele. Queria que ela conhecesse amor. Como se estivesse esperando o sinal. beijando-a repetidas vezes. Uma deliciosa polegada de cada a vez. —Não acredito que possa. Não podia deixar que ela o distraísse e sua boca. Beijou-a novamente e se endireitou. —Suba em mim. Era uma tortura e um prazer doloroso enquanto o introduzia em seu corpo. duas vezes. Seu cabelo deslizou entre as coxas dela. Seu coração acelerou. tão apertado que seu fôlego ficou estrangulado na garganta. Pudesse fazer precisamente isso. com seus cabelos deslizando sensualmente sobre a pele dela.. a crescente umidade. Que sentisse amor. unindo-a aA ele. —Não posso.

Ele sujeitou-lhe os quadris e fez um círculo longo. mas as mãos dele baixaram até seus quadris e a seguraram. então percorreu sua garganta com bequenos beijos e logo apoiou a testa em seu peito e fechou os olhos. quase preguiçosas. Manolito puxou-a de encontro a ele. Não acredito que nenhum de nós acreditava realmente que possa acontecer. Nela e sobre ela. olhando fixamente para o teto de cristal. ameaçando-a a provar Manolito. Quem diria que pudesse saber tão bem? Seu corpo começou a mover dentro dela. doce e cheio de sexo. o repentino inchaço. enquanto sentia a brutal liberação.Manolito levantou as mãos. Manolito da Cruz. não tinha o mínimo acanhamento em deixar ele ver. a fim de que se concentrasse nas ardentes sensações enquanto ele se retirava quase completamente. —É claro que te amo. estremecendo pelo aturdido prazer que estalava em seu corpo. Gemeu e lhe acariciou o peito com a língua. —Talvez poderiam considerar cortejar antes sua companheira. enviando fogosas ondas por todo seu corpo. Seu olhar se cruzou com o dela. com seus olhos mais negros que à noite. Ele não tentava escondê-lo. Tudo combinava a fazer com que sua cabeça desse voltas. a outra metade de sua alma. Seus músculos pulsavam ao redor da ereção enorme e sua respiração se converteu em gemidos. incapaz de se mover. acrescentando o intenso prazer. Seus músculos se contraíram e ele gemeu. ou até de asco. ouvindo o ritmo de seu coração. Sabia o que ele queria. —Vivi durante séculos. Ardente. Excitante. agora pontiagudos. —Seu estômago se contraiu repentinamente. Esperou. conduzindo a lentamente a loucura.. O membro dele respondeu. massageando em pequenos círculos. ela saiu de cima dele. MaryAnn e jamais acreditei que me aconteceria isto. Estava por toda parte. Alagando sua boca. MaryAnn não tinha ar nos pulmões para conversar. notando que seus músculos estavam com cãibras. Com um pequeno gemido. fluiu dele para ela. lambeu um ponto em cima de seu coração. A intensidade enviou outra onda de calor para ela.. obrigá-la a se apaixonar por voces e logo reclamá-la. Ela gritou seu nome e cravou as unhas em seus ombros. Quente. seu corpo pulsando de prazer. excitado e brilhante. Seus músculos se apertaram ao redor dele. lento enquanto a baixava. Seu membro endureceu ainda mais. Rápida. Excitou sua loba. seu corpo. acariciando a larga e aveludada linha entre suas nádegas e logo a urgia para cima outra vez. o presente incrível da vida. ouvindo a constante pulsação em seus ouvidos. Como pode não saber? Doía-lhe a garganta e as lágrimas ardiam em seus olhos. Seu ventre se contraiu pelo ardente estalo e os espasmos. estirando e invadindo-a. Seu perfume masculino. até que ela caiu em seus braços. dominando-a. Destruí muitos vampiros e acredito que se tiver que escolher entre me tornar totalmente perverso. descansando sobre ele. Ela se .. Ele deslizou uma mão sob seu cabelo até que seus dedos puderam lhe rodear a nuca e a puxaram para seu peito. para fechar a pequena abertura. impedindo qualquer movimento. com raias de âmbar e diminutos relâmpagos. As investidas lentas. exausta. O movimento aplicou pressão a seu ponto mais sensível e quase se fragmentou ali mesmo. Ansiosa. Manolito lhe colocou a mão sobre o ventre. envolvendo-a num casulo de amor. provocando a pele dele. Ele estava olhando-a fixamente. Sentada sobre ele. assassinando e perseguindo inocentes ou me arriscar a fazer minha reclamação e dar tempo a que minha companheira chegue a me amar . Acredito que esta a única opção possível para nós. a quente liberação em seu interior que provocou intensos tremores. Aço embainhado em veludo entre suas pernas. E poderia afogar no amor que encontrou neles. Atraiu-a para ele. Baixou a vista até seus olhos. O perfume almiscarado do lobo e a fragrância intoxicante de sexo no ar. A cavalgada foi a mais sensual que já experimentaraais. Logo a forçou a descer. mantendo-a num ritmo lento para que pudesse sentir a mudança. Seus dentes entraram no peito dele e o sabor. Podia notar seus dentes. Suas mãos passeavam por todo o corpo. A idéia deveria tê-la enchido de medo ou temor. Sabia ter poder. e MaryAnn se inclinou para frente para enredar seus dedos aos dele. enterrando os lábios em seu cabelo. tomados pela intensa sensação. A áspera respiração dele se tornou mais profunda. Sua língua saiu novamente. de modo que o fôlego saísse de seu corpo e o apertado nó de seus nervos estalasse. —Procurei em minha alma e em meu coração e honestamente acredito que um homem de nossa espécie esteja disposto a reclamar sua companheira Mesmo que ela não esteja apaixonada por ele. Suas mãos lhe empurraram os quadris para cima. deitando-se de barriga para cima. com o ritmo lento e preguiçoso. mas excitou-a.. O sangue que corria pelas veias dele a chamava.

ela os sentiu tomando a dor. sustentando-a enquanto abria a terra e os levitava para o interior. Fez um esforço supremo e abriu passo para cima. desesperada para aliviar a dor e sua mão se chocou com uma grossa pelagem. Embalando-a. lhe esfregando o focinho pelo corpo. . Seu lobo estava também ali. acalmando-a. nem por um momento. murmurando palavras tranqüilizadoras. Na mente dela. . tornou-se distante. inclinando sobre a lateral da cama. Não suportarei ficar olhando. Foi minha decisão. ela não sobreviverá. segura de que acabaria sucumbindo. Ele se virou. Virou a cabeça e viu que o lobo estava a seu lado. elevando a voz em várias ocasiões. Ele era tão arrogante e protetor. Tem que fazer com que ela se detenha. permitindo ao lobo assumir o controle. Pareceu interminável. .e então Manolito estava ali. . Passaram horas. Gotas de suor dedilharam sua testa. Manolito manteve sua mente firmemente enlaçada a de MaryAnn. inclinando a cabeça. quando Manolito por fim a chamou para emergir a consciencia. afastando com cuidado seu corpo do dela. Seu próprio lobo era parte dele. Mais que isso. . —Como se um maçarico a atravessasse.Não consentirei. enquanto a dor queimava cada órgão de seu corpo e de seu cérebro. A dor se aliviou.Não sei como ajudá-la. Não pode se opor isto. trabalhando conjuntamente um com o outro para tomar tudo o que podiam. E faz calor aqui dentro. Curvou em posição fetal. —ficou sem fôlego. mas as convulsões começaram novamente. —A conversão está começando. vomitando repetidas vezes. Se não o fizer. – Faça com que ele fale com ela. Devia ir para a terra. embora a sensação tenha sido pior. Tentou alcançá-la. Ambos jaziam ofegantes. Ambas necessitam… —Ela se encolheu quando uma convulsão levantou seu corpo e o lançou novamente sobre o colchão. Podia ouvir a loba ofegando e gemendo. Tenho que ser um participante ativo e também meu lobo. tão cansados que não podiam se mover ou responder. mas ela estava ofegando. Depois ficou de joelhos. —Minha loba. O macho alfa deu um empurrão na fêmea. claramente tentando ajudá-la. ela ficou sem fôlego e segurou firmemente o estômago.Solte-a Deixe-a sair. —Ele se aproximou inclinando. Pode sentir sua luta? Nunca aceitará o que lhe ocorre . A loba não pensava só em salvar. já frágeis pela dor. . Manolito a chamava. Não sabia se poderia agüentar a dor nos estreitos limites desse espaço. compelindo-a a que dormisse o sonoho rejuvenescedor . Talvez deveria abrir a porta e deixar entrar o ar da noite. ele fechou a rica e escura terra sobre eles. Deixe-a sair. Ouviu seu próprio grito desesperado. sem um guia. Seus olhos estavam fixos nos dela. MaryAnn. Sentiu o toque tranqüilizador de uma língua de veludo quando seu companheiro lhe facilitava atravessar a conversão.Eu se sei. Devia haver confiança entre eles e ele tampouco queria que sua companheira suportasse tanta dor. Sentirá uma parte do que Luiz teve que suportar. A sua loba não restava muito. como Manolito. Um profundo âmbar com brilhos traços negros que os marcavam. – Você me entende? Ouve-me? Seus olhos estavam totalmente abertos. tentando agüentar enquanto a dor arrasava seu corpo. Manolito não queria deixá-la. Estava acontecendo rápido demais. Obrigou-se a abandoná-la. não tinha uma âncora a qual pegar. a única forma de curar seus corpos. mas ela não quer que eu sofra. —Não estou perguntando. mas ela assentiu com a cabeça. tentando protegê-la. Era a única forma de deter a dor de todos eles. embora pudesse sentir as convulsões arrasando seu corpo. tampouco. tentando alcançar sua mão. em sua mente. Destruirá. Não tinha forças. Formosos olhos e uma bela pelagem. Era uma guardiã e MaryAnn sofria.Ouviu as palavras ressoando em sua mente enquanto se convulsionava outra vez.está tratando de me defender. tomando sua mão na dele. não podia se assegurar em nada.encolheu de medo e afastou seu braço. MaryAnn se agitava.Poderia morrer. enviando calor e amor a sua loba que se retirava. . —Não há necessidade de que passemos por isso. murmurando em seu ouvido. Quero que permaneça enlaçada comigo a todo o momento. mas saiu de seu corpo físico. podia sentir a loba se elevando. Estava exausta. talvez dias. MaryAnn lhes sentia em sua mente outra vez. —É muito pesado. tentando carregar com a agonia ele mesmo. Manolito a acolheu em seus braços. mas não queria dar oportunidade de que sua loba morresse.

Juliette alisou o cabelo de Solange. ultimamente nem sequer a sua família. Estão bem equipados tanto em conhecimento como em armas.Eu me recordo. . Juliette e precisa de cuidados. O irmão menor de Colby e sua irmã vivem com eles.Alguém quer? .MaryAnn sacudiu a cabeça. tampouco.Não sabia. —Nós chamamos o avião. Uma foi construída só para vocês. . Jazz. Sempre que montava. Agora que sabemos que o professor vampiro usa os homensjaguar para tentarem capturar Solange. para lutar contra qualquer vampiro ou qualquer um que tente lhes fazer mal. —Há várias casas no imóvel. não podemos correr nenhum risco. De todo o modo.dos Cárpatos. . Duvido que alguém tentasse outro ataque. Jasmine. não. . Jasmine se voltou. Sei que agora não estou segura em nenhuma parte. mas não quero pô-la em mais perigo do que já está. —disse Jasmine pressionando o ventre de forma protetora. Mas em qualquer caso. a família Chávez reside e trabalha no rancho. Não gostava de ficar em casa sem os homens Cárpatos.Rosa paixão. Ela apertava a mão de sua prima. Provavelmente estaremos mais seguras no rancho que em qualquer outro lugar. MaryAnn permaneceu silenciosa durante um momento. . pela primeira vez interessada na conversa. Agora mesmo. Sustentou o frasco no alto. examinando a selva.Nenhuma vez em minha vida pintei as unhas. . Manolito e MaryAnn terão sua própria casa. com oito Cárpatos para lhes proteger. . —indicou Jasmine. franzindo o cenho como se Solange tivesse cometido uma gafe enorme. — não queremos que você e Solange vão pela selva até o rancho.disse Juliette. Você nunca me disse isso.Quando era mais jovem era acostumada a montar a cavalo. a mente de Manolito a tocava ligeiramente. Juliette falou em voz alta para tranqüilizar tanto sua irmã como sua prima. Solange suspirou.perguntou ansiosa Jasmine. CAPÍTULO XX . .Está bem. —Juliette olhou para sua prima. . Talvez não estejamos seguras lá. —Só quero sair daqui. —assegurou-lhe Juliette.É para acabar. Riordan e eu também temos uma casa lá. os homens não estão longe. parecendo ligeiramente surpreendida. MaryAnn esperou até que Jasmine se sentou no divã junto a Solange. Além disto. —Estão ajudando Luiz. Caminhava de uma janela a outra. E sempre gostei de cavalos. Rafael e Colby são Cárpatos e têm sua própria casa no rancho.Ainda está isolado das pessoas. Pode me imaginar com as unhas vermelhas? . preciso de algum tempo para me recuperar. – Era muito atrevida. Juliette e Jasmine deram um olhar indefeso a MaryAnn. – Essa cor é rosa paixão. Solange tentou parecer despreocupada. Nunca te vi com nada rosa e muito menos rosa paixão.disse Solange. . Eu saberia. o rancho é o lugar mas seguro que poderiam encontrar. Teria gostado de ficar no rancho. —O rancho está a beirada da selva. como se perguntando o que deviam fazer. antes de pegar o vidro de seu esmalte de unhas. Juliette intercambiou um longo olhar com MaryAnn e ambas olharam para Solange.Vermelhas. . Raramente descobria nada sobre si mesmo. Nicolas e Zacarías compartilham a casa principal.Onde vocês estão? . Estamos muito longe e é perigoso. Está grávida. —Não há ninguém. . Não diga a Jasmine. assustava completamente a Mamãe. A luz se apagou nos olhos de Solange. —Tem razão. para que possam ter intimidade. Que se elevou como Cárpato e está muito faminto.

pela moça.. .A arma secreta é . ao baixar a guarda durante um segundo.Jasmine. nos olhos.disse Jasmine. sente mais confiança. . As mulheres são muito mais complicadas que os homens.MaryAnn conseguiu parecer ofendida.Eu pPinto as unhas se você também o fizer. – Ela cortou. para não parecer parentes pobres. mas você é a única que sabe.Você tem mãos formosas.Pintarei suas unhas das mãos e dos pés. Jasmine deuma uma olhada em Solange e logo em sua irmã.Porque não têm esmalte. . .sugeriu Solange. Uma mulher louca pela moda. E me via perfeita bem. .De maneira nenhuma.Ela se interrompeu.Hey! . Jasmine.disse Jasmine com admiração. Juliette lhe lançou um travesseiro. .E só me rompi uma. Solange colocou as mãos atrás das costas.disse MaryAnn. de forma erudita. Realmente acredita que as mulheres se vestem só para os homens? Algumas sim. Nunca serei capaz de te olhar outra vez sem imaginar … . .Agora também eu tenho essa imagem em minha mente.Disse MaryAnn. mas a maioria se veste para ter coragem em qualquer situação. mas iluminou seus olhos.Nos olhos.. tampe os ouvidos.Nunca me pintei com isso... . .Roupa intima? Quem veste roupa intima? Solange lhe lançou o travesseiro. .. .Ficam sobre os olhos. obrigado.Eu sabia.Não estou interessada em que os homens olhem para mim. Solange se obrigaria a sair de sua zona de comodidade. Faz bem se sentir bonita. A chave para a cooperação de Solange e talvez em última instância sua cura era amor por sua jovem prima.Não seja tão. .Perguntou Jasmine. Mostrou suas unhas. . fazendo-o. Jasmine.Tenho que concordar com Solange nisto. Por exemplo. De certo modo é como vestir roupa intima ultra-sexy e que ninguém saiba. Mudou por inteiro sua face. não acha? – Sugeriu Juliette. gargalhando ainda mais forte.Não combinaria com seu tom de pele. acendendo seus olhos e fazendo com que parecesse anos mais jovem. É muita informação.Solange tem medo de que acreditemos que seja uma garota pretensiosa. . A resposta de Solange foi um lento e muito breve sorriso. . à defensiva. . . Juliette lhe deu outra cotovelada. Um sorriso genuíno.Minha mente está bem. Juliette e Jasmine explodiram na risada.Parece-me que Juliette deveria tentar o de pepino.Tola. Solange me deixará pintar suas unhas dos pés. . se você e Jasmine derem um jantar. Poderá tampálos e assim ninguém saberia. desejarão aparecer melhor que o resto das mulheres. .Está muito errada.Que mais faz? MaryAnn olhou para um lado e outro e disse em voz baixa: . . Juliette franziu o cenho. . . Solange . MaryAnn.Jesus.disse Juliette. . Solange se sentou de repente. MaryAnn riu. .. .Suas unhas são longas . Solange sacudiu a cabeça.Ofereceu MaryAnn. . fazendo uma careta.. Enquanto MaryAnn reservasse cada sugestão para Jasmine.Isso. então já é hora de que o faça.As minhas se rompem todo o tempo. .Bem.Estou preocupada com a de MaryAnn. . . . .. . .disse Jasmine. Se você gosta de sua aparência. .Não mencionou que então vestia pelagem nesse momento. Solange realmente sorriu.Por que não vermelho? .Você sempre está com bom aspecto. .. .. .disse Juliette. Era a primeira vez que MaryAnn via um laivo de normalidade em Solange. . Venha.O que tem de errado nisso? Eu chutei o traseiro de um vampiro. . Quer que as pessoas a aprecie.disse Solange.

Puaj! .. . parecendo satisfeita.Não faço nem idéia do que seria de vocês três sem mim. Ela sorriu. MaryAnn deu uma olhada em Solange. . —MaryAnn colocou as espumas em seus pés e os levantou no ar. inclinando-se até que seu nariz estivesse quase dentro da caixa de esmalte de unhas.Hmm. Jasmine riu e estendeu as mãos para MaryAnn. Uma mulher tem que se sentir bem. – Ela tirou duas pequenas peças de espuma. enquanto entrava no quarto.Jasmine e ela intercambiaram um olhar. . – Ele se inclinou e roçou um beijo na cabeça de MaryAnn.Não pode fazer dessa maneira. Fez-se um pequeno e resseioso silêncio. que cor sou eu? Todas esperaram. Ele a alagou com tranqüilidade. .Quantos frascos diferentes de esmalte de unhas você tem? . quem arqueou uma sobrancelha. Solange. . Advirta também Riordan e Luiz.Bonitas unhas.Olhe. Juliette fazia tanto ato. .Havia pânico na voz de MaryAnn. . . MaryAnn encontrou seu esmalte favorito e começou a pintar as próprias unhas. .Tome cuidado com Solange. . Uma vermelha e outra laranja. . Ela parecia relaxada e se permitia divertir. Vê. aconteça o que acontecer. . . Solange retraiu o pé e o escondeu. Solange.Extraiu outro pequeno frasco de sua bolsa. . Consegui incomodar as duas. Não dói absolutamente. . . Eu gosto da cor. Tanto ela como Jasmine precisam de ajuda.É rosa! .Não é. Não passará nada estranho em meu pé. recostando-se contra as almofadas.Perguntou Solange. . Examinou atentamente a bolsa com suas ordenadas filas de esmaltes.. – ele piscou um olho para Jasmine. . enquanto Jasmine soprava as unhas e Juliette permitia que Solange trabalhasse nela. mas permitiu que Juliette as colocasse em seus dedos dos pés.Então minha missão aqui está completa. Riordan está com ele agora.Juliette segurou o rosa paixão. . . enquanto olhava como MaryAnn pintava as unhas de Jasmine. De repente Solange ficou rígida e deu uma olhada para a porta. mê-Me o pé. Era um pequeno passo. por favor. . acredito que seja.Aqui esta. . que provocava risos em Jasmine.É rosa.Emitiu um exagerado suspiro. O vôo e a mudança ao modo de nossa gente não são tão fáceis como parecem.Retroceda prima. Uma mulher nunca sabe o que poderia acontecer.disse Solange. Tem que aprender várias coisas. Separam os dedos do pé.Espere! .Perguntou Jasmine. . . Tome. MaryAnn pegou a bolsa e abriu o vidro de esmalte rosa. Jasmine soltou um grito de prazer. MaryAnn trabalhou felizmente nas unhas de Jasmine. Ela sofreu um trauma.Juliette cruzou os braços. . .Não posso acreditar nisso! Solange. que de vez em quando dava uma olhada nos dedos do pé de Solange.Boa tarde. . Solange ergueu os olhos. fingindo não ver como Solange estremecia por sua cercania.Que mais tem aí? —Quis saber Juliette. olhe isto! – ela segurou rapidamente a bolsa e expôs seu conteúdo. que não podia manter as mãos quietas. Tenho outro par e não são vermelhos. . fizeram uma careta e simultaneamente disseram: .Raramente saio de casa sem pelo menos dezdeles.Se Solange é rosa paixão. . podem estar seguras.Não seja tão menina. Confio em que estejam bem. mas que ainda deveria progredir. presos com laços.Tem que usar isto.Nunca diga nada a ninguém sobre isto..MaryAnn sentia sua presença perto.disse MaryAnn indignada.Ele está bem.Pronunciou Solange.Bem.Como está Luiz? . MaryAnn olhou várias vezes para Solange. num jesto de enfado. são rosas. . .Manolito? . . .. senhoras.Há uma sutil diferença. .Não me pintarei de rosa paixão ou rosa qualquer.

Depois ele se inclinou para soprar os dedos do pé de MaryAnn. Os dedos do pé se moveram. fascinada pela visão do grande macho Cárpato. .e não pude descobrir o homem dentro do felino. MaryAnn quis lançar seus braços ao redor do pescoço de Manolito e abraçá-lo. . . Vi rastros do jaguar no lado norte. – ele falava em tom normal. Solange pigarreou. A MaryAnn. Dessa forma quando patrulharmos. mas era amistoso. . Meu companheiro. O homem que era seu coração e sua alma e se encontrou sorrindo. .Sua voz foi tão casual como a de Solange. pintando delicadamente as unhas do dedo do pé de sua companheira.Eu também te amo. esfrega a bolsa no musgo do tronco ou de algum galho. talvez poderia tomar um tempo para me mostrar isso. Melhor impossível! FIM . .Quando retornarmos ao rancho. leva uma pequena bolsa presa ao redor de seu pescoço. E seguia trabalhando nos dedos dos pés de Juliete. MaryAnn percorreu o aposento com o olhar e olhou para mulheres que se converteram em sua família. Solange.Tenho o sentido de olfato bastante agudo. querendo encolher e ele pintou um dedo em vez da unha.Sua voz era uma carícia que puxou as palavras. lhe elevando os pés em seu colo. como se fosse a coisa mais normal do mundo. Manolito elevou o rosto e seus olhos negros cruzaram com os seus. Não olhava diretamente para Manolito. Como consegue notar a diferença entre um cambiaformas e um jaguar genuíno. . .Parecer atraente e magnífico.perguntou Manolito.De acordo. . Minha companheira..Estou quieta. tratando-a como uma igual. . Meu marido. essencialmente um predador. Seu coração saltava sempre do mesmo modo.acrescentou Manolito. koje. saberemos o que estamos procurando. Solange estava olhando o processo. avio päläfertül. . . quando Manolito fulminou com o seu. Segui-os até o rio. mas uma vez que alguém sabe onde olhar. Parece que entraram nele. obrigando-a a fazer o mesmo com ele. MaryAnn lhe dedicou um sorriso de gratidão por se dirigir a Solange como se não notasse que ela não podia tolerar sua presença ali. embora o rastro fosse de várias horas. . .Que coisa? . . . . . mas também não grunhia ele. Você fez aquela coisa. . – E ela soou como calor em meio a uma chuva torrencial.Fique quieta. Com freqüência. Abriu o vidro de esmalte e franziu o cenho pelo aroma.Quando o homem-jaguar viaja. não cheio de tensão.. avio päläfertül. disse Manolito.Amo-te. .Aprendi alguma coisa de entrar em sua mente. Minha esposa.Manolito pegou casualmente o esmalte de unhas da mão de MaryAnn e se sentou na frente dela.Sua voz soou baixa e rouca como se raramente ela a usasse. quando conseguia se perder em seu olhar.Comporte-se. pode notá-lo. Sua boca se retorceu e ela teve que afastar o olhar. sem poder explodir seu cérebro? Não estavam o bastante perto para recolher suas ondas cerebrais. É muito pequeno. Provavelmente deviam ter passados anos desde que Solange tinha estado na companhia ocasional de um homem. quando ele a olhava. quando ele salta por entre as árvores. Fez-se silêncio.Patrulhei a ilha.

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