Possessão Sombria - Christine Feehan Série Sombria - Livro 18

CAPÍTULO I Manolito da Cruz despertou sob a terra escura com o coração palpitando no peito e com lágrimas de sangue sulcando o rosto, afligido pelo pesar. O grito desesperado de uma mulher fazia eco em sua alma, rasgando-o, lhe repreendendo, lhe afastando da beira de um grande precipício e estava morrendo de fome. Cada célula de seu corpo implorava sangue. A fome lhe roia com garras desumanas, até que uma vermelha neblina lhe cobriu a visão e sua pulsação bateu forte pela necessidade de conseguir alimento imediatamente. Desesperado, explodiu as cercanias de seu lugar de descanso, procurando a presença de inimigos sem encontrar nenhum, então atravessou como um foguete às ricas camadas de terra, para o ar. O coração trovejava nos ouvidos enquanto sua mente gritava. Aterrissou em meio a densos arbustos e espessa vegetação e lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor. Por um momento tudo pareceu equivocado... macacos estavam em algazarra, pássaros em alvoroço numa advertência, a exalação de um predador maior, inclusive o arrastar dos lagartos através da vegetação. Supunha que não deveria estar ali. Na selva tropical. Seu lar. Sacudiu a cabeça, tentando esclarecer sua fragmentada mente. Do que recordava com claridade era

interpor diante de uma mulher grávida dos Cárpatos, protegendo tanto a mãe quanto o filho em seu ventre, de um assassino. Shea Dubrinsky, a companheira de Jacques, cujo irmão era o príncipe dos Cárpatos. Naquele momento estava nas Montanhas dos Cárpatos, não na América do Sul, que agora chamava de seu lar. Repassou as imagens em sua cabeça. Shea entrara em trabalho de parto na festa. Ridículo! Como podiam manter as mulheres e crianças a salvo em meio a semelhante loucura? Manolito tinha pressentido o perigo, o inimigo movendo entre a multidão, espreitando Shea. Distraiu, deslumbrado por cores, sons e emoções que se vertiam sobre ele chegando de todas as direções. Como era possível? Os antigos caçadores Cárpatos não sentiam emoções e viam tudo em tons de cinza, branco e negro… ainda assim... recordava claramente que o cabelo de Shea era vermelho. De um brilhante vermelho. As lembranças se dispersaram quando a dor explodiu atravessando-o, fazendo com que se dobrasse sobre si mesmo, enquanto ondas de debilidade o golpeavam. Encontrou no solo sobre as mãos e os joelhos, com o estômago encolhido em duros nós e as vísceras pesadas. Um fogo queimava em seu interior como veneno. As enfermidades não atacavam a raça dos Cárpatos. Não podia haver contagiado com enfermidade humana. Isto era provocado por um inimigo. Quem teria me feito isto? Apertou os brancos dentes numa amostra de agressividade, com os incisivos e caninos afiados e letais enquanto olhava com ferocidade a seu redor. Como tinha chegado aqui? Ajoelhando na terra fértil, tentou decidir o que fazer. Outro raio de dor fustigou suas têmporas, enegrecendo a verdade. Por que estava na selva quando deveria estar nas montanhas dos Cárpatos? por que tinha sido abandonado por sua gente? Por seus irmãos? Sacudiu a cabeça em negação, embora lhe custou muitíssimo, já que sua dor se incrementou e parecia que estavam cravando pregos na cabeça. Estremeceu quando as sombras se arrastaram aproximando, rodeando-o, tomando forma. As folhas rangeram e os arbustos se moveram, como tocados por mãos invisíveis. Os lagartos saíram disparados sob a vegetação podre e se afastaram correndo assustados. Manolito se ergueu para trás e novamente olhou cautelosamente a seu redor, desta vez examinando sobre e clandestinamente, esmiuçando a região. Havia somente sombras. Nada de carne e sangue que indicasse que havia um inimigo perto. Tinha que se controlar e averiguar o que estava acontecendo antes que se fechasse a armadilha… E estava seguro de que havia uma armadilha e de que estava a ponto de ficar completamente preso. Em tudo o tempo que caçara ao vampiro, Manolito tinha saído ferido e envenenado em muitas ocasiões, mas tinha sobrevivido porque sempre usava o cérebro. Era hábil, sagaz e muito inteligente. Nenhum vampiro ou mago ia superar-lhe, estivesse doente ou não. Se estava se alucinando, tinha que encontrar a maneira de romper o feitiço para proteger -se. As sombras se moveram em sua mente, escuras e malignas. Olhou a seu redor, ao nascimento da selva e em vez de ver um lar acolhedor, viu as mesmas sombras movendo… Tentando alcançá-lo… tratando de apanhá-lo com suas ambiciosas garras. As coisas se moviam, gemiam e criaturas desconhecidas se reuniam entre os arbustos, no passar do terreno. Não tinha sentido, não para um de sua espécie. À noite lhe deveria ter lhe dado boas vindas… reconfortando-o. Envolvendo-o em seu rico manto de paz. À noite sempre lhe tinha pertencido, a ele… A sua gente. Deveria ter lhe enchido de informação a cada respiração que tomava em seu corpo, mas na vez disso, sua mente lhe jogava coisas passadas, via coisas que não deveriam estar ali. Podia ouvir uma escura sinfonia de vozes que o chamavam, os sons aumentaram de volume até que sua cabeça palpitou com gemidos e lastimosos gritos. Dedos ossudos roçaram sua pele, patas de aranha se arrastaram sobre ele, fazendo com que se retorcesse, sacudindo os braços, golpeando o peito e esfregando-a costas vigorosamente num esforço em afastar as invisíveis teias de aranha que pareciam grudadas em sua pele. Estremeceu novamente e forçou ao ar a entrar em seus pulmões. Tinha que estar se alucinando, cativo na armadilha de um professor vampiro. Se esse fosse o caso, não podia chamar seus irmãos pedindo ajuda até que soubesse se ele era o chamariz que os atrairia também a teia da aranha. Segurou a cabeça com força e forçou a sua mente a acalmar. Recordaria. Era um antigo Cárpato enviado longe pelo anterior Príncipe, Vlad, a caçar o vampiro. Fazia séculos que o filho de Vlad, Mikhail, tinha assumido o governo de seu povo. Manolito sentiu uma das peças encaixar enquanto uma parte de sua memória voltava para seu lugar. Estivera longe de seu lar na América do Sul. Havia sido convocado pelo para uma reunião nas Montanhas dos Cárpatos, uma celebração da vida já que a companheira de Jacques ia dar a luz a um

menino. Embora agora parecia estar de retorno à selva tropical, num lugar que lhe resultava familiar. Poderia estar sonhando? Nunca tinha sonhado antes, não que recordasse. Quando um homem dos Cárpatos ia para a terra, fechava seu coração, seus pulmões e dormia como se estivesse morto. Como podia estar sonhando? Uma vez mais se arriscou a um olhar pelos arredores. Seu estômago se revolveu quando as brilhantes cores o deslumbraram, fazendo com que lhe doesse à cabeça e sentisse náuseas. Depois de séculos de ver em branco e negro com sombras de cinza, agora a selva circundante luzia numa raivosa cor, tons de vívidos verdes, num desenfreio de flores de cores derramando pelos troncos das árvores junto com as trepadeiras. Sua cabeça pulsava e lhe ardiam os olhos. Escapavam gotas de sangue como lágrimas, percorrendo seu rosto, tanto que entortava os olhos na tentativa de controlar a sensação de vertigem, enquanto examinava a selva tropical. As emoções o alagaram. Saboreou o medo, algo que não tinha conhecido desde que era menino. O que estava acontecendo? Manolito lutou por concentrar sobre o amontoado de pensamentos em sua mente. Esforçou em manter a raia o lixo e em concentrar no que sabia de seu passado. Colocou diante de uma senhora idosa, possuída por um mago justo quando ela empurrava uma arma envenenada para Jacques e o filho nonato de Shea. Sentiu a comoção quando a arma entrou em sua carne, a torção e o rasgo que provocou a lamina serrada ao cortar através de seus órgãos, lhe rasgando o estômago. O fogo ardeu em seu interior, estendendo rapidamente enquanto o veneno abria passo por seu sistema nervoso. O sangue tinha deslocado em rios e a luz se desvaneceu rapidamente. Ouvira vozes chamando-o, cantarolando e tinha sentido seus irmãos estendendo para ele para tratar de retê-lo neste mundo. Recordava tudo muito claramente, o som das vozes de seus irmãos lhe implorando… Não… Lhe exigindo que ficasse com eles. Encontrou -se num reino tenebroso, com sombras flutuando e estirando. Esqueletos. Ameaçadores dentes pontiagudos. Garras. Aranhas e baratas. Víboras vaiando. Os esqueletos aproximando cada vez mais até que… Fechou sua mente ao que lhe rodeava, A todos os caminhos mentais compartilhados, para não dar oportunidade a ninguém de alimentar de seus próprios medos. Tinha que ser uma alucinação provocada pelo veneno que recobria a lamina da faca. Não importava que tivesse conseguido evitar que entrasse em seu cérebro… Algo malicioso já estava presente. O fogo o rodeou, as chamas crepitaram estirando avidamente para o céu e estendendo para ele como línguas obscenas. Saindo da conflagração, emergiram mulheres. As mulheres que tinha utilizado para alimentar durante os séculos passados, há muito mortas para o mundo. Começaram a amontoar a seu redor, com os braços estirados, as bocas abertas desmesuradamente, enquanto se inclinavam para ele, mostrando seus atributos através de vestidos que aderiam a seus corpos. Sorriam e lhe faziam gestos, com os olhos totalmente abertos, sangue correndo pelo flanco de seus pescoços… Tentando-o... Tentando-lhe. A fome ardeu, rabiou. Cresceu até converter num monstro. Enquanto olhava, elas o chamavam sedutoramente, gemendo e retorcendo como em êxtase sexual. Tinha muitos pecados pelos quais responder, muitos atos escuros que manchavam sua alma, mas este não. Não deste, do quais estas mulheres sensuais e de bocas ambiciosas o acusavam. Grunhiu-lhes, levantou a cabeça com orgulho e enfrentou diretamente seus frios olhos. Sua honra estava intacta. poderiam dizer muitas coisas dele. Poderiam julgá-lo por outras mil coisas distintas e lhe encontrar culpa, mas nunca havia meio tocado uma inocente. Nunca tinha permitido que uma mulher pensasse que talvez poderia apaixonar por ela. Tinha esperado fielmente sua companheira, ainda sabendo que as possibilidades de encontrá-la alguma vez eram muito pequenas. Não tinha havido nenhuma outra mulher Apesar do que pensava tudo mundo. E não haveria nunca. Sem importar suas outras faltas, não trairia sua mulher. Nem de palavra, nem de fato e nem sequer com o pensamento. Apesar de que duvidasse que ela nasceria algum dia. - Manolito. Elevaste logo. Devia ter permanecido na terra umas semanas mais. Gregori disse que nos assegurássemos que não se elevasse muito cedo. Os olhos de Manolito se abriram de repente e olhou cautelosamente ao seu redor. A voz tinha o mesmo timbre que a de seu irmão mais jovem, Riordan, mas estava distorcida e lenta, cada palavra se alongava de modo que a voz, em vez de ressonar com familiaridade, parecia demoníaca. Manolito sacudiu a cabeça e tratou de levantar. Seu corpo, normalmente elegante e poderoso, sentia fraco e estranho enquanto caía outra vez sobre seus joelhos, muito fraco para se levantar. Seu estômago se contraiu, revolveu. O ardor se estendeu por seu sistema. - Riordan. Não sei o que me está acontecendo. - Utilizou o atalho mental que só usavam seu irmão mais

de um num e lutando com seu intelecto e habilidade superior. Sua viagem não se completou. mas estava ainda distorcida e lenta. Um golpe mortal. E sua companheira? Deveria ter viajado com ele. deslizando através de árvores e arbustos. . uma cicatriz trincada e feia.. Tudo enquanto matava seus próprios irmãos. como se a emoção esteve acumulando através dos longos séculos. Sentia amor por seus irmãos. Matou uma e outra vez. Caçar e matar eram necessário.Manolito. A dor lhe pressionou com força. Mas as palavras. sem importar o risco par-se. . Não cabia nenhuma dúvida de que era real. . Não pode te elevar.. Pertence-nos. Tão intenso que lhe deixou sem fôlego.Gritou um. caçando cada vampiro. A voz de Riordan era exigente em sua cabeça. e alguns muito velhos. de qualquer maneira que pôde. Havia só uma pessoa no mundo que poderia ter restaurado as emoções para ele. Pressionou a mão firmemente contra o peito. E agora? Desta vez sentiu o perigo quando as formas começaram a perfilar num círculo a seu redor.. Alguém o assinalou com um dedo acusador. Sua companheira. profundamente nas conchas. Poderia ser verdade? Tinha morrido e haviam lhe trazido de volta ao mundo dos vivos? Nunca tinha ouvido falar de uma proeza semelhante. Manolito levantou a cabeça de uma vez e seu corpo tremia. Os Cárpatos raramente luziam cicatrizes.. Reconheceu-os. mas charcos resplandecentes de ódio. Aquela a qual estava esperando há séculos. Tinha que fazer. E ele não estava morto. Cada músculo de seu corpo se contraiu. O pânico afiou sua confusão. E como podia ser. Como uma máquina. Não podia ir até o reino das almas A menos que estivesse morto. envoltas em sangue vermelho. Vampiros cada um deles. Manolito se retirou imediatamente ante o toque de seu irmão. Não eram olhos absolutamente. sem nenhum pensamento para o que deixava para trás. Irrefreável e real. A idéia fez com que seu coração se detivesse. Olhos vermelhos ardendo com ódio e maliciosa intenção. Dúzias deles. Tinha que estar. Tinha matado. A dor o afligia. não atrairia Riordan a ela. Viajaste longe. E não havia sentido nada enquanto o fazia. centenas. Manolito. no reino das almas. não havia nenhuma possibilidade de escapar. As sombras se moveram outra vez.Você deve voltar para a terra. Então por que não podia recordar a mulher mais importante de sua vida? por que não podia visualizá-la? E por que estavam separados? Onde estava ela? . A voz seria a mesma se não a ouvisse em câmara lenta. Fizera-o rápida e brutalmente. para isso. Oscilavam como se seus corpos fossem muito transparentes e finos para resistir a leve brisa que açoitava as folhas da canopia sobre deles.jovem e ele. mas não sabia que fosse possível. Nos olhe. Corriam rumores é obvio. Sabia que o veneno ardia ainda Através de seu sistema. ruidosamente. Seus olhos. de sentir emoções. A dor de seu corpo era real. . ganhando força atrás de uma sólida barreira onde não podia acessar.É como nós. A ferimento estava sobre seu coração. Amor. Todos os sentidos que tinha perdido nos primeiros duzentos anos de sua vida haviam sido restaurados por causa dela. se tinha sido curado apropiadamente? Gregori era o maior curador que os Cárpatos já tiveram. Seu coração batia forte. Se isto fosse uma elaborada armadilha. O que ele pensava sobre o tema não importava o mínimo. Tinha matado a cada um deles sem compaixão ou remorso. forçando seu corpo a permanecer reto enquanto suas vísceras se . Era o atalho correto. Alguns eram amigos da infância e outros professores ou mentores. Ficou em pé em toda sua estatura.Acha-se melhor que nós. A culpa lhe carcomia. A explicação estava errada. Alguns eram relativamente jovens para os padrões Cárpatos.Tão seguro de ti mesmo. Outro vaiou e cuspiu com raiva. A capacidade de ver cores. Tomou cuidado de evitar que sua energia mostrasse por esse atalho. Deve te dar mais tempo. milhares inclusive. Manolito arrancou a camisa do corpo e baixou o olhar para as cicatrizes de seu peito. Queria a seu irmão demais. Tinha sido envenenado. . que dizia tudo. Una-te a nossas filas. Não teria permitido que o veneno permanecesse em seu corpo. Muito ruidosamente. Por um momento o coração de Manolito palpitou tão forte em seu peito que temeu que pudesse lhe explodir através da pele.

. . Ouviu-os lhe chamando. sentiu que os tremores começavam. . Tecendo um véu sobre sua mente.. Sabia em seu coração que estava acabado. Manolito grunhiu. Necessita de sangue fresco.. Sentia o corpo diferente.Negou Riordan. ressecados e enrugados. Havia muitos para matar. É só questão de tempo para ti. .contraiam. Uma vez. Permita-lhes sentir medo e o poder não se parecerá com nada que haja sentido antes.Vamos lá então. Vá com seu professor de marionetes e lhe diga que não sou tão fácil de apanhar.. Manolito.Olhe-se. Mas levaria com ele. maligno. Sobre eles. Uma artimanha de vampiro. Tem que sobreviver. Vejo suas imundas abominações em cor.Matei estes há séculos passados. mas me rodeiam com seus olhos acusadores. rasgadas e puídas pela idade. dançem comigo como tem feito tantas vezes. liberando o mundo de criaturas tão perigosas e imorais.Não tem companheira. .Una-se a nós. Tem fome. Zacharias enviaria uma advertência ao príncipe anunciando que exércitos de mortos estavam elevando-se uma vez mais contra eles. A pele de . concentrou em seu inimigo. . Sacudiu a cabeça para esclarecê-la. O som sacudiu seu corpo. . . Cambalearam. e os uivos rasgaram o ar. soou como o amado irmão de Manolito. irmão.O mago deve ter encontrado um modo de ressuscitar os mortos. . mais a sensação de insetos arrastando sobre a pele o alarmou.Como faz você? Cometeste um terrível engano. Riordan ofegou e pela primeira vez. .. .Sangue fresco. A adrenalina no sangue é o melhor.Sussurrou a informação em sua cabeça. De uma grande distancia. Uma única prova e o medo. Encontrei minha companheira e Rafael encontrou a dele. inclusive. Se os vampiros estão jogando contigo. Enquanto se apoiava sobre as pontas dos pés. morto. Só uma prova. . pesado e fraco.Uma-se a nós. Manolito encontrou sobre o chão. irmão.Una-se a nós! – Clamavam. jogando a cabeça para trás com um rugido de raiva. Zumbidos. . As cabeças se inclinaram para trás sobre os longos e finos pescoços. . . atraindo-me como se eu fosse um deles. observe sua face. Podemos sentir como gagueja seu coração.Não pode me confundir com tal engano. girou. . . estava seguro.Impostor. A súplica ganhou volume até converter numa onda que se chocou contra ele. Sinta. mais claras. elevando o vôo ante a horrível cacofonia de chiados que aumentavam de volume. enquanto as vozes cresciam em intensidade. os pássaros se elevaram da canopia. mas o som estava mais em sua mente que fora dela. Ele rompeu a conexão mental imediatamente e fechou todos os caminhos. roçando contra sua pele. Tenho companheira.. Estou indo para ti a toda pressa. Rodeiam-me com seus dentes vis manchados de sangue e seus corações enegrecidos. a saliva corria por suas faces e os buracos que eram seus olhos resplandeciam com ódio. A primeira linha de vampiros. Morre de fome. Pode senti-la. seus pés levavam a cabo o estranho e hipnótico padrão do não morto. Deve agüentar. Deixa que o vejam. particulars e comuns a sua mente. Eu somente fui o instrumento de justiça. . Girando. Precisava que Riordan contasse a seus irmãos mais velhos. mais próxima a ele riu. . .Não pode escolher lhes entregar sua alma. mas não havia sentido o empurrão. Estamos perto. que tinha tomado a forma de tantas faces de seu passado que soube que se estava enfrentando a morte.Escolheu seu destino.Manolito! O que diz? É obvio que sou seu irmão. fazendo com que seu interior amolecesse.Está seguro disso? .Só tnum sonho sobre ela. Não é meu irmão. mas os sons persistiam. Ficou olhando fixamente para a enorme quantia de água que se estendia ante ele. Você está doente. Estou chegando. Sussurros.Ordenou e lhes fez gestos com os dedos. tentando manter o inimigo a vista. sobre as mãos e joelhos como se o tivessem empurrado. É um dos nossos. Os vampiros se aproximaram mais e agora podia sentir a ondulação das andrajosas roupas. A tentação fez com que sua fome crescesse até que não pôde pensar além da vermelha neblina de sua mente. tantos como fosse possível.

Podia sentir a adrenalina correndo através de sua corrente sangüínea. Quem o ajudou? Seus irmãos? Os humanos? Nós lhe trouxemos sangue quente para te alimentar. Se tivesse que permanecer com vida. Está morto de fome.... a risada se desvaneceu e ela jogou o cabelo para trás com frustração. Em sua mente. Mas todas as tentações do mundo não poderiam lhe fazer mudar de opinião.. Ela riu e se retorceu.Vaiou um. até que o pequeno corpo foi quase tragado pelo seu.. afastando a mulher de seu corpo. sua boca estava preenchida com seus alongados dentes e a necessidade de arrastar os lábios contra a calidez do pescoço feminino. Ainda a aproximou mais. Seu coração pulsava freneticamente. Precisava disto. Atrás dele. Seu coraçãsua pulsaçãou ao ritmo do dele. Só tem que me saborear. doce e vivo. . Estava morto de fome. Sua pulsação em seu pescoço saltou rapidamente e ele cheirou seu medo.Necessito de minha companheira. Ela gritou. Não podia falar para tranqüilizá-la. baixando mais ainda. Não se recordava. que assim . . acrescentando luxúria a sua fome. Sou tua. só o som da garota lutando por tomar ar e o trovejar de seu coração enchiam o ar. Fez-lhe a boca água. haveriam… . Merecia viver. .. Tão faminto que não havia nada a fazer exceto caçar. do arrastar de seus pés. seu estômago. Sua boca se em protesto e não só seus incisivos mas também também seus caninos se alongaram e afiaram com espera. girando. . lhe dando a vida. Não podia pensar em nada que não fosse a terrível fome inflamando.. Estava desesperado. Podia ouvir o sangue correr por suas veias. Olhe o que lhe têm feito. lhe chamando como nada o fizera antes. enchesse cada célula e se espalhasse através de seus órgãos e tecidos e alimentasse a tremenda força e poder dos de sua raça.Porque tinha chegado muito longe e talvez não pudesse se deter. A face da mulher mudou. Você a traiu e merece ficar aqui. Una-se a nós . Manolito grunhiu. E se tivessem conhecide Manolito. humanos que temiam os de sua tipo… Manolito fechou seus olhos e bloqueou o som desse doce e tentador batimento de coração. . tropeçou e caiu contra Manolito. atraído pelo aroma do sangue.Sai daqui! Vá com seus amigos e fique longe de mim.Una-se a nós. Parecia assustada. Empurraram a mulher para diante. voltou-se. fios de saliva gotejavam de suas bocas enquanto seus desumanos olhos brilhavam com selvagem regozijo. O que era ela afinal? Débil e assustada. Manolito era consciente de que os vampiros estavam se aproximando. até lhe acariciar.. Baixou a cabeça.Não sou tão inocente.Sussurravam eles e o som se elevava num hipnótico canto. . É um de nós. empurrando a garota pata trás dele. Ela virá a mim e se ocupará de minhas necessidades. Sentiu-a cálida e viva contra seu frio corpo. ..sua face estava colada sobre seus ossos. irmão.. Seus olhos escuros eram poços de terror. Os sussurros em sua cabeça. . E inocente. em corpo e alma. Tinha passado séculos defendendo os humanos. O ar escapava de seus pulmões em aterrorizados ofegos. . Tinha que morder um suave e quente pescoço de modo que o sangue quente entrasse em sua boca. A seu redor. Humanos que desprezavam o que ele era. Una-se a nós.Tome-a. Chamando-lhe. Necessitava do escuro e rico sangue para viver. Merecia. Tinha que encontrar uma presa.Não o farei! É uma inocente e não será utilizada desta maneira. Manolito. .Torture-a. Ouviu o batimento de um coração.Não pode escapar deste lugar. Atraindo-lhe. Sem sangue seria incapaz de se defender. Para te manter com vida.Vaiou outro. de suas bocas cavernosas amplamente abertas com espera. sem se alimentar durante séculos. Não sabia. suportando a tortura.. Posso fazer com que tudo isso se acabe. Teria que lutar com todos eles. quente. A noite se tornou silenciosa.Necessita-me. . tocando -se. as mãos deslizaram por seu peito. Forte e firme. a mulher envolveu os braços ao redor de seu pescoço. . pressionando o luxurioso e feminino corpo firmemente contra o seu. Sou tua. O batimento do coração aumentou em intensidade e lentamente ele girou a cabeça enquanto uma mulher era empurrada para ele. ela podia salvar a raça humana dos monstros? Os humanos não acreditavam em sua existência. mas talvez ainda poderia salvá-la. elevando igual à maré para lhe consumir.Mate-a.

Devia ter feito algo terrível... com sua vida e mais além. as enormes e frondosas plantas pareciam tragá-los. mas não o levaram para a fazenda. E com ela dentro. Numa ilha tropical em algum lugar em meio ao rio Amazonas. Só que ela dizia que não queria ter nada a ver com um homem Cárpato.Teria que fazer algo melhor que me tentar a traí-la. Os vampiros vaiaram. . Certamente nenhum pecado teria cometido contra ela. Com sua superioridade numérica teriam conseguido destruí-lo facilmente. embora quando presenciara sua morte.. Nunca permanecerei com vocês.. Entretanto. arruinando uma sociedade e um estilo de vida. Levantou a cabeça e mostrou os dentes a centenas de homens dos Cárpatos que tinham escolhido renunciar suas almas. Isso não era uma traição. em vez que suportar com honra. Recordava sua voz. Levaram seu corpo de volta no mesmo jato particular que tinham utilizado para voltar para seu rancho no Brasil. Sabia que eles estavam desolados. Era a segunda acusação deste tipo e o fato de que ela não estivesse lutando a seu lado falava por si só. . E podia colocar uma marca em falta de apetite. Todo sussurro de vida cessou a seu redor. Sentiu um formigamento na nuca e se voltou.. Seu coração havia sido quebrado silenciosamente em pedaços.Renego seu julgamento. Seu estômago ardia e seu corpo gritava pedindo alimento. . MaryAnn Delaney limpou as lágrimas que pareciam não ter fim e que corriam por sua face enquanto repassava a lista de sintomas. como a de um anjo cantando aos céus.. Só ela pode me julgar indigno. Podia sentir na calma total. Parecia estar mais aflita que sua família. Em vez de suportar com a lembrança da esperança de uma companheira.. Os vampiros retrocederam mais entre os arbustos.. E em vez de dar a Manolito um enterro adequado. mas estava no livro e tinha que acrescentá-la a crescente lista de indicadores. O que podia ter feito? Nunca havia tocado outra mulher. pelo golpe de sentimentos.. Ainda de joelhos. Estava tão incrivelmente triste que não podia parar de chorar. não a vocês e deixarei que ela dite se meus pecados podem ser perdoados. Posso ter manchado minha alma. Não havia revoadas de asas. elevou as mãos quando o enorme jaguar saltava para ele. Mas não atacaram. se fosse possível. porque a mera idéia de comer a deixava doente.. mas estava mais confuso que nunca... Não era capaz de dormir desde… Fechou os olhos e gemeu. um amparo para o macho quando a fêmea era arisca.. mas não trairia sua companheira. Só minha companheira pode me condenar.. porque recordava muito pouco dela. O instinto.. Não tinha sentido. Manolito da Cruz era um desconhecido. CAPÍTULO II A depressão clínica era um monstro insidioso que se aproximava sigilosamente e deslizava sobre e dentro de uma pessoa antes que esta tivesse oportunidade de ser consciente dela e ficar em guarda.Disse. Seu coração deu um salto. fazendo com que fosse difícil distinguir entre os não mortos e as sombras na escuridão da selva tropical. A teria protegido como teria feito com a companheira de Jacques.. Pode ser que seja tudo o que dizem.fosse.. mas nunca a entregaria por gosto ou renunciaria minha honra como fizeram vocês. Assim está escrito em nossas leis. O avião tinha aterrissado. Estavam lhe julgando e até agora não parecia estar indo muito bem e talvez era por isso que não recordava. Seu assassinato. mais que o autêntico som o alertou e Manolito se virou.. Não podia chamá-la.. mas darei a face a minha companheira. dedos ossudos lhe assinalaram em tom acusador. Havia ela negado sua reclamação? Teria unido-a a ele sem seu consentimento? Isto era aceitável em sua sociedade. mas não mostraram grande emoção e certamente não falavam dele. suave e melodiosa.. suas formas se faziam menos sólidas e pareceram titubear. Os vampiros o pegaram. dizimando sua própria espécie. nem roçar. Nunca havia conversado com esse homem. seus irmãos tinham levado o corpo para algum . talvez além de toda redenção. Tristeza não era a palavra que utilizaria para descrever o horrível e enorme vazio ao qual não parecia poder sobrepor. O perigo o rodeava.

Não queria falar com ninguém. na selva tropical. que por certo devia ainda estava escondida na selva. . —Sinto interromper seu descanso. uma vez mais limpando as lágrimas que corriam por sua face. Como conselheira que era. mas não parecia poder parar. formoso ou divertido do qual desfrutar. mas ela sabia que isso se considerava de má educação quando se estava sob o amparo dos Cárpatos. Saberiam que era uma mentira. Não havia modo de esconder a evidência das lágrimas. Necessitava de ajuda. tinham-no atribuído ao acanhamento. vampiros e jaguares. Conseguira ocultar a princípio. junto a ele. —Ainda estou com sono. sabia. Cárpatos. Riordan e Juliette eram ambos os Cárpatos e poderiam lhe ler a mente se quisessem. . Tentar dominar seu cabelo. Era a paranóia entrando também sigilosamente em sua mente ou estava certa ao se preocupar por ter sido levada a uma ilha que ninguém havia mencionado quando estava sua melhor amiga. Chorara tanto que sua garganta estava em carne viva e lhe ardiam os olhos. Poderiam não lhe ler a mente. mas não podiam evitar sentir as ondas de aflição que emanavam dela e enchiam a casa. com horror. Tinha que se acalmar. Duvidava que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem snum mapa e um guia blandendo um facão.lugar sem revelar. Ou se o notaram. se o deixasse solto. nas Montanhas dos Cárpatos? Juliette e Riordan lhe tinham pedido que fosse com eles. vítima de violência sexual e tinham mencionado com freqüência o rancho.. Destiny. Nem sequer podia sair às escondidas e visitar seu tumulo. enquanto viajavam durante o dia. E sem dúvida alguma não havia remedio para seu cabelo. MaryAnn. para aconselhar a irmã caçula de Juliete. com seu cabelo indomável e seus olhos de um vermelho brilhante. Não tinha sentido. sempre podia olhar a seu redor e encontrar algo gracioso. Abra a porta. Todos estavam tão ocupados se preparando para deixar as Montanhas dos Cárpatos e voar para casa. podia lhe chegar até a cintura. Que ridículo e desesperado soava isso? Visitar o túmulo de um desconhecido em altas horas da noite porque não podia superar sua morte. e agradecia tal consideração. —A voz de Juliete parecia desconcertada e um pouco alarmada—. Juliette sacudiu o trinco da porta. lavar o rosto e escovar os dentes. A idéia de tentar ajudar os outros. estava tão deprimida que não podia funcionar para nada. Não queria se levantar da cama. MaryAnn deixou escapar o fôlego. Estava ridícula. Cambaleou para o espelho e se olhou fixamente. A casa estava rodeada pela espessa selva. Queria encontrar o túmulo de Manolito da Cruz e se aconchegar nela. Juliette. Definitivamente algo estava acontecendo. fazendo com que seu coração saltasse e começasse a bater forte. Riordan está comigo e temos que falar contigo. ou a horrível e inexplicável angustia pela morte de Manolito. as emoções não desapareciam. mas nunca uma casa de veraneio numa ilha particular. Sem importar o muito que tentasse expulsar seu medo e seu receio. MaryAnn concordara em ir para o Brasil com a esperança de ajudar a irmã de Juliete antes que se desse conta do problema emocional no qual estava. quando não podia suportar a idéia de sair da cama. mas a dor estava crescendo e enchendo sua mente de perigosas e atemorizanteas idéias. Era a segunda vez que Juliette tinha utilizado a palavra “necessitar”.. mas isto é importante. que não tinham notado seu silêncio. —Um momento. Tinha um trabalho a fazer e a família Da Cruz esperava que o fizesse. estava dormindo. era atemorizantea. Não poderia dormir embora sua vida dependesse disso. mas não tinha pensado em fazer tranças e a umidade tinha trabalhado em seu cabelo além de toda ajuda. mas ela se sentou sozinha junto ao ataúde e tinha chorado. Era conselheira. Tudo o que podia fazer era chorar. Eles tinham dormido no avião. Sem importar as circunstâncias. Um golpe na porta a sobressaltou. endireitou. E o ataúde. —MaryAnn. Tinha viajado com a família Da Cruz em seu jato particular. Deveria haver dito algo. mas desde noite em que tinha ido a celebração dos Cárpatos com Destiny. mas seguiu pensando que a tristeza remeteria. Não queria explrar a opulenta casa ou a exuberante selva. Provavelmente Juliette tinha localizado sua irmã. pelamor de Deus! Mas não podia encontrar a disciplina necessária para sobrepor ao crescente desespero e desconfiança. E estar assustada.Mentiu. Era longo. Que demônios estava acontecendo com ela? Normalmente era uma pessoa que acreditava na filosofia do copo meio cheio. Nem sequer queria voltar para avião e ir para casa. A sua amada cidade de Seattle. Às vezes se sentia como Dorothy no Mago de Oz. Precisamos falar contigo.

conheceu meu irmão Manolito? —Riordan olhou a MaryAnn com olhos frios e calculadores. as lágrimas a tomavam novamente. Sentiu o sangue abandonar sua face. MaryAnn inspirou profundamente e voltou A sentar no beirada da cama. Acredito que está tendo uma reação ao que aconteceu com Manolito. De verdade. recordando em MaryAnn sua linhagem jaguar. Não sabia por que um desconhecido lhe importava tanto. —Juliette manipulou o trinco. MaryAnn piscou diante dela. num ataúde. e nada tinha sentido desde que tinha presenciado a morte de Manolito. —Só dizer em voz alta já era difícil. Ela parecia muito importante. de ombros longos e pecaminosamente arrumado. Estava tão envergonhada. Profundamente em seu interior. Morreu e todos estavam mais preocupados com a mulher grávida. Não enquanto sentia o coração como uma pesada pedra no peito. e por um momento foi difícil respirar—.O sinto. Eles tinham poderes que poucos humanos podiam compreender. Riordan ama seu irmão e está usando um atalho. Manolito está em apuros e necessitamos de informação rápidamente. Vi-o morrer. enquanto permanecia obstinadamente em silêncio. Tinha crédulo nesta gente. só que tinha sido tão nobre. tinha ouvido o rumor de que tinha feito o mesmo pelo príncipe dos Cárpatos. Suas suspeitas estavam bem sustentadas. —Sentiu morrer Manolito? —Sim. não só pelo fato de que seu cabelo tivesse crescido até converter numa massa do tamanho de uma bola de praia. MaryAnn e não tão fáceis de matar. Lamento-o. ou que Riordan.. algo que resulta automático para nossa espécie. —Sei que não parece. tentando lhe manter neste mundo.Objetou Juliette—. E trouxeram seu corpo conosco no avião. umedeceu os lábios com a língua—. Não podia acrescentar. mas não muito resseioso.—MaryAnn. Sem lhe importar seu próprio amparo. embora apenas o conhecesse. mas também porque não podia controlar a dor que estava ameaçando sua vida mesma. —Somos Cárpatos.. em seus pulmões—. tinha gritado seu protesto. Apressaram-se para a mulher grávida. —Ela jogou para trás a selvagem massa de cabelo e se balançou brandamente—. —Isso não tem sentido. Ouvi as pessoas dizerem que sequer Gregori podia lhe trazer de volta da morte. Mais ainda. —É importante. Juliette deslizou Através do aposento até a cama. onde ninguém podia ouvi-la. . —Sua mão se moveu para a garganta. Sua boca se secou e apertou os lábios. mas ele morreu. Algo não ia bem. Está deprimida e aflita. Senti-o morrer. você não está bem. —Ele está morto. —É só por que estou foara de casa muito tempo. fosse alto. Era uma mulher forte. Sei que prometi que trabalharia com sua irmã. MaryAnn sentiu o impulso de sua pergunta na mente. Seu último fôlego. Não os entendo A nenhum de vocês e nem a este lugar. —Tinha estado em sua garganta. Juliette lançou a seu companheiro um olhar represora. o último fôlego que tomou. uma mão revoou para seu peito onde um ponto pulsava e ardia. E A nenhum deles parecia sse importar. e agora estava presa e era vulnerável. MaryAnn tentou um sorriso. abandonando o guerreiro caído. MaryAnn. seu olhar concentrado e alerta. . . E senti o veneno estendendo através dele. seu corpo compacto e gracioso. —Vi-o morrer. —Tinha gritado. Juliette lançou a seu companheiro outro longo e eloqüente olhar. —Não acredito que seja o calor. MaryAnn. mas esteve alguma vez a sós com ele? MaryAnn negou com a cabeça. como seus irmãos. —MaryAnn. desviando a face enquanto eles atravessavam a porta. mas o calor está me deixando doente. Tenho que ir para casa. E então seu coração deixou de pulsar. É é uma emergência. Tinha-lhe dado um empurrão mental. tão absolutamente heróico ao inserir seu corpo entre o perigo e uma mulher grávida. apesar de sua resolução. mas vamos entrar. Sou mais uma garota de cidade e tudo isto é novo para mim. Não ajudava que Juliette fosse formosa. sacrificou pelo Mikhail Dubrinsky também. com seus olhos felinos e seu cabelo perfeito. —Quando estávamos nas Montanhas dos Cárpatos. Sei que está morto. —Seu próprio coração tinha vacilado em resposta como se não pudesse pulsar sem que o dele marcasse o ritmo. Juliette suspirou.

. esperando que o barulho da água dissuadisse Juliette de segui-la. MaryAnn sentiu um duro empurrão. —Não posso respirar. Atrás de Juliete estava seu companheiro. —Passou junto a Juliette e foi cambaleando para o banheiro. A verdade era que não sabia. fora quem a colocara sob seu amparo e lhe tinha proporcionado algumas salvaguardas. não de Juliete. com voz agudizada por uma súbita ira. Ouça seu coração. Molhando a face com água fria esperava esclarecer sua mente. Juliette. Era despótico e arrogante. fechando a porta. para a opulenta riqueza. Considerava -se uma mulher muito sensível. florescendo até converter num terror absoluto. Não seria fácil escapar dos Cárpatos. longe de toda ajuda possível. esta vez olhando-a nos olhos. mas haviam a trazido para um lugar de calor e opressão. Vou pedir a Riordan que saia e nós podemos conversar sobre o que te está incomodando.Estamos assustando-a. mas de Riordan.Quero ir para casa. E tinha visto muitas mulheres maltratadas para considerar sequer estar com um homem que tinha uma atitude dominador com as mulheres. posso ver que está muito alterada. ela está assustada demais e nós temos que fazer algo. mas além disso.Bom.Se for sua companheira. ela não poderia viver com um homem como Manolito da Cruz. Gregori o imobilizou na terra. MaryAnn podia ver diminutas chamas nas profundezas daqueles olhos turquesa. assustada ante a idéia do que tinha que fazer.Pode o vínculo entre companheiros anular uma ordem do curador ou do cabeça de nossa família? Riordan esfregou o queixo. embora estivesse tremendo. Agora o medo estava crescendo em seu interior. mesmo sabendo que Manolito da Cruz era o último homem no mundo com o qual alguma vez pudesse ter uma relação. Uma caçadora dentro do corpo de uma formosa mulher. levamos-o ao terreno mais rico da selva e Zacharías se assegurou de que permanecesse na terra. Sempre tivera um sexto sentido para o perigo. uma vez mais pressionando para conseguir transpassar suas barreiras naturais e encontrar suas lembranças. e soube que se encontrava numa armadilha de seda. Sabia que os Cárpatos só tinham um companheiro. Mas. . agora parecia estar atuando de um modo nada típico nela. Olhou a seu redor. Não podia funcionar pelo terror. —Alguma vez esteve a sós com ele? Nem sequer por um curto período de tempo?— Perguntou Juliette. Não conheço ninguém mais poderoso. Olhos de gata. Foi a toda velocidade para o lavabo e abriu a água. com sua beleza. monstros à espreita sob a fachada tranqüila e civilizada. ainda lhe tinha admirado. era uma mulher muito independente criada numa família do tipo médiaalta nos Estados Unidos. um cenho se acomodou em sua face. e quando o trouxemos para casa. A enorme fazenda. Não deveria haver se elevado. MaryAnn sempre lhe tinha parecido uma mulher forte e valente. Juliette levantou a mão. Ele podia tê-la utilizado para alimentar. É possível que o que queira que esteja afetande Manolito. não havia esperança de nada mais. Precisava de ajuda e tudo mundo estava muito longe. —MaryAnn. Mas até sabendo tudo isso. Inclusive tinha se repreendido l quando se deu conta de que lhe estava olhando embevecida como uma adolescente. Embora não a conhecia muito bem. Como é possível que Manolito se elevasse antes de sua hora? . esteja afetand-a também? Riordan guardou silêncio um momento. —Era tão belo que teria sido impossível não notá-lo. e nada absolutamente podia ocultar o predador nele. e agora estavam acossando-a. Não eram absolutamente o que pareciam. era . Tinham jurado protegê-la. Está muito assustada. mas Gregori. como ela pode ser sua companheira? Por que ele não fez sua reclamação e a colocou sob o amparo de nossa família? Não tem sentido. Riordan. Tudo estava errado. Deixa de empurrá-la. Tinha pouca defesa contra eles. Não podia confiar nestas pessoas. além do que seria normal. —Pare! — Disse. por outro lado. o segundo ao comando e guardião do príncipe. . .—Vi-o poucas vezes entre a multidão. Só tinha que usá-las e evitar ceder ao pânico até que pudesse encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem. Em qualquer caso. pode ser. um antigo macho Cárpato influenciado do pior modo Neandertal possível por séculos de viver na América do Sul. mesmo assim isto não o tinha visto vir. Ela. mas esse homem lhe tinha roubado o fôlego. Podia ver o assassino em ambos. MaryAnn a ignorou e correu os últimos poucos passos até o enorme banheiro. Juliette respirou fundo para acalmar. bloqueando-a. —Não confiava em nenhum deles.

mas Juliette tinha ido a ela com uma história sobre sua irmã pequena.para atrair os incautos às mãos dos monstros. Destiny ou do companheiro de Destiny. Era uma enorme conspiração? Estariam todos implicados? Não. Teria que improvisar. pulsava e ardia. sabia que era forte e inquebrável. Os jardins eram muitos selvagens. A conselheira que havia nela deu um passo atrás para tentar dar sentido à torrente de emoções que chegavam em avalanche. Olhou-se no espelho.Estaria morta em cinco minutos ao entrar na selva. e de algum modo conseguiria avisar Destiny e Nicolae de que neste ramo de Cárpatos eram traidores. pressionando a mão contra o palpitante coração enquanto se voltava. a fúria a alagou e reinou a confusão. Do primeiro momento tinha havido algo diferente neles. Estava com os olhos vermelhos inchados. Tinham que ser advertidos. mas a conselheira que havia nela estava sempre reunindo informação e lhe buscando sentido. Não morreria neste lugar. —MaryAnn. . Deveria ter visto Através de todos eles. Uma parte dela acreditava que estavam loucos. e pelo bem de ambos temos que averiguar o que é. encontrar o caminho de volta a pista de aterrissagem e de algum modo conseguir que o piloto a levasse a um aeroporto onde pudesse pegar um vôo para casa. tentando deliberadamente desconcertá-la. A marca no peito que nunca se curara. o cunhado de Juliete e sua companheira. desesperada. Nicolae. —Temo pela segurança de meu irmão assim como por sua vida. Seria uma carreira curta. Acreditamos que Manolito a vinculou a ele a maneira de nossa gente. por Destiny. Tinha-a desde que tinha estado nas Montanhas dos Cárpatos. MaryAnn aspirou e deixou escapar o ar lentamente. MaryAnn tremeu e retrocedeu até que ficou contra o parapeito da janela. Talvez já estavam em problemas. Espiões em terreno Cárpato. Ele está num perigo terrível. Ele olhou-a com os olhos imperturbáveis de animal selvagens. O medo se puxou velozmente por sua coluna quando se deu conta do que tinha que fazer. que MaryAnn tinha sido incapaz de deixar de lado. Juliette junto à porta. e embora não entendesse o vínculo. Nada. Um vapor entrou por debaixo da porta e através do pequeno buraco da fechadura. a selva tropical se arrastava até a casa como um insidioso invasor. desesperada por afastar da violência do mundo Cárpato. Juliette lhe tendeu a mão. Não confia em ninguém salvo em sua companheira. Não se recorda mesmo de ter ficado a sós com o . Estava presa. Era uma lutadora. aflita por um homem ao qual diz que não ter conhecido. Desejava ir para casa. Talvez Juliette ou Riordan ou Rafael Da Cruz a tinham marcado de algum modo. Sabia bastante sobre companheiros. Percorreu apressadamente a enorme habitação com o olhar. mas Colby e Rafael. Riordan esfregou as têmporas como se lhe doessem. matreiros e atemorizantees. nunca acreditaria nisso. como se o som estivesse sendo reproduzido muito lento. —Volte para o quarto e tentemos solucionar isto. um lugar onde durante o dia muita gente lhes rodearia. Ele parecia confuso e ninguém pode estar confuso na selva tropical. Havia preocupação em seus olhos. Temos inimigos poderosos. embora sua dor e desespero tinham sido entristecedoras. Somos responsáveis por sua segurança. Gregori deveria ter visto através de todos eles. seus olhos negros brilhavam de fúria. quase saltando fora de sua própria pele. Sua voz parecia lenta A seus ouvidos. um som reverberante que recordava os demônios que tinha visto nos filmes.sei que está confusa pelas coisas que está sentindo. tentando imaginar o que podia levar com ela. —Aonde acredita que vai? — Exigiu Riordan. Gemeu. Riordan se estendeu para ele por seu vínculo comum e mesmo assim Manolito lhe resistiu. de seu melhor amiga. Riordan junto à janela. Não havia nada. desceram do avião num aeroporto particular e MaryAnn tinha contínuado com o Riordan e Juliette para uma ilha. —disse Juliette brandamente. ardilosos. Foi para a janela e olhou para fora. ou talvez somente era a família Da Cruz a qual se aliara aos vampiros. Não deveria ter acreditado neles. mas acreditamos ter uma explicação. Juliette e Riordan resplandeceram até sua forma humana. Estava já a algum tempo ao redor dos Cárpatos. mas agora temia que fosse muito mais. temendo que seja um vampiro. Tem isso sentido para você? Algo está acontecendo aqui. Ele reclama ter uma companheira e aqui está você. Segurou-se na beirada da janela e tentou elevá-la. Seria Jasmine real? MaryAnn duvidava. os sinais da dor fazendo estragos em sua face. com trepadeiras e arbustos estendendo-se para o pátio. tal como você nos teme . junto com o irmão e a irmã de Colby. Escapar para a selva. Estiverasegura de que fosse uma picada de algum tipo de inseto do qual era alérgica. Acreditava que estariam num enorme rancho de gado no Brasil. Se você for essa mulher é a única que pode lhe salvar. O medo a golpeou. —MaryAnn.

ele veria em cores e suas emoções teriam sido restituídas. Ele estava do outro lado. . como tinha movido seu irmão. Sabia que os Cárpatos não eram humanos.Pôde ter pensado que não era necessário. Se você for sua companheira.. .Disse Riordan. Piscou várias vezes. Por alguma razão. Sua alma já tinha abandonado seu corpo. depois voltou para a normalidade com um bater constante. MaryAnn abriu a boca para protestar e depois a fechou bruscamente. porque. MaryAnn seguiu Juliette para fora. Eu não saberia? Ele não saberia? —Ele saberia. —Assim quer dizer que a mulher não pode lhe rechaçar. —Não foi real. Tinha visto coisas que teria acreditado impossíveis somente há algumas semanas antes. Negou com um gesto de cabeça. como se pudesse estar caçando-a.. inclusive com o curador. Ninguém acreditava que pudéssemos trazê-lo de volta. . Juliette inspirou profundamente. —Sonhei com ele. — Ela já estava sob o amparo do Gregori assim como de Nicolae e Destiny. como se pudesse ajudar a encontrar a solução. que não se curava e reteve a calidez com ela. —Disse que não foi real. Tinha permitido a Nicolae tomar seu sangue para proteger melhor Destiny.Teria acreditado que era imperativo… A menos… . A marca pulsou e ardeu. mas estava morto. Precisava de ar e o quarto parecia quente e opressivo como a selva tropical. Ela tinha esperado que seus olhos estivessem apagados. tinha considerado o . até seu seio. Em vez de se assustar como ocorria agora. O que está acontecendo? Algo horrível está ocorrendo ou ele estaria aqui.Como uma precaução para que a espécie continue. no momento em que falou. —Ele está realmente vivo? —perguntou. e passou o braço ao redor de sua cintura enquanto lhe beijava a têmpora. afinal era uma fantasia. . uma vez.Mas nos teria dito e teria sido colocada imediatamente sob o amparo de nossa família. —. Só um sonho. sem saber. verto? Tinha sonhado com ele viera a ela. A casa estava bem isolada e o ar condicionado estava deixando tudo num agradável frescor. . e se você for a escolhida. É mais provável que a tenha prendido através de um intercâmbio de sangue. Sem pensar. Riordan foi imediatamente para seu lado. a rica terra e todo mundo trabalhando para lhe manter neste mundo.Manolito? Recordaria-o. . . quando de repente ele estava de volta conosco. Sequer o conheci.Disse Riordan.Explicou Juliette. consciente de que Riordan rondava atrás dela como um grande felino. mas parecia… Perigoso. Isso tampouco tinha sentido. —Oh! Riordan. o fato de que Riordan a tivesse incluído. — Se sentiria atraído por sua companheira. frios e vazios como os de tantos caçadores. —Dá no mesmo. Ele atraiu-a em seus braços e sua boca deslizou por sua pele. —Mas por que não sei se sou sua companheira? —São nossos homens que têm as palavras rituais vinculantes gravadas. aliviou algo da tensão que havia em MaryAnn. inspirando profundamente para tentar ver além da estranha imagem do vampiro superposta sobre o casal. Entre nós três podemos resolver isto e o encontraremos. —Franziu o cenho. deslizando tão rapidamente que pareceu um borrão.Riordan interrompeu seu pensamento e estudou a face de MaryAnn. Seu coração saltou novamente. Pode ter retido um pedaço de sua alma a salva. Riordan assentiu. Os incisivos retrocederam um pouco. colocou sua palma sobre a marca pulsante. —Todos nós tentamos mante-lo conosco. segundo nossos parâmetros. sem se atrever a acreditar. —MaryAnn está aqui. Não teria sido capaz de permanecer muito longe de ti. igual aos humanos. Movia-se em silêncio. mas na realidade nunca falei com ele.Lhe recordou Juliette. O que quis dizer com isso? A cor se puxou sob sua perfeita pele. deixandoos com dentes brancos normais. mas nunca. —Não vejo como posso ser sua companheira. pode ser a explicação. havia se sentido secretamente encantada. — E duvido que te tenha vinculado com as palavras rituais. na estalagem nas Montanhas dos Cárpatos. nunca. As mesmas regras não se aplicavam a suas espécies. Um sonho.

Não é isso.Para que estejamos sentindo as mesmas emoções. Nem o teria induzido a acreditar que sou algo que não sou. Não pensara em afastá-lo. Como foi esse sonho de que falou?—Perguntou Riordan. . . Qualquer outro lugar. . —É óbvio. sacudindo a cabeça. —O que explica porque não disse nada. mas mais intensa e crua. Foi só um sonho. sabe disso. —Esta marca indica que é sua companheira. mas pelo menos agora sabe porquê estiveste tão afetada. Não foi real. Juliette! . não é? Não foi um sonho. Nunca teria tomado voluntariamente seu sangue. Se fosse sua companheira. Natalia. —Não foi real. MaryAnn pressionou a mão firmemente contra o seio. —Não fez nada errado. Também é a melhor amiga de Destiny. ignorando o olhar de advertência de Juliete. Este não é meu ambiente.intercâmbio de sangue. —Ele mordeu-me. Eu não namoro e não faço promessas que não posso manter. Estava fora e estava nevando.. não teria que ser o vínculo incrivelmente forte? Seu irmão nunca falou em comigo. obviamente tampouco gostaria estar com um homem tão exigente como é seu irmão. Eu não teria intercambiado sangue com ele. Ainda podia sentir a boca contra a pele. Ainda estou lutando por entender e acreditar em seu mundo.Disse Riordan. com voz amável. e por favor não levem isso para o lado errado. não por um dos irmãos Da Cruz. Nem sequer cheguei a falar com esse homem. Seus lábios tinham sido quentes. Não queria mostrar Juliette. Toda a idéia era absurda. —É por isso.. Não é sua marca. —Não. não foi real.Disse Juliette.Disse Riordan. MaryAnn franziu o cenho. Juliette e Riordan intercambiaram outro longo olhar. . Eu não teria feito algo assim. Não sou companheira. —Não o fez. Nicolae e seu irmão Vikirnoff assim como sua companheira. Ela negou com a cabeça. Depois mais tarde. Duas reveladoras punções debruadas de vermelho. . suaves e sensuais. Manolito nunca teria aceitado seu rechaço. Eu não teria feito isso.. Umedeceu os lábios e reuniu toda sua coragem. Os únicos vi e dos quais ouvi falar diariamente não são muito agradáveis. São muito difíceis. Você fez o que nenhum outro podia ter feito. mas em embalar sua cabeça enquanto ele bebia e então… E então… MaryAnn soltou um grito afogado e cobriu a face com ambas as mãos. É atemorizante. —Pode significar que tomou meu sangue e eu era alérgica ao anticoagulante. Riordan lhe lançou um breve sorriso.Pôde ocultar suas intenções.— Como sua companheira está sob o amparo de minha família. —Tem sua marca em ti? — Perguntou-lhe Juliette. Naturalmente teria me negado.. —E se o tinha feito. muito parecida com uma mordida de amor. . —Não sou a companheira de ninguém. —Utilizou as palavras. Não só Mikhail e Gregori a teria apoiado. Os companheiros não podem ficar longe um do outro muito tempo sem tocar suas mentes. pelo menos? —Não se acreditasse que você recusaria sua reclamação. MaryAnn engoliu com força. afastando o tecido para revelar a grande mancha em forma de morango. Uma irmã tem que ser amada e cuidada. .Sequer gosto muito dos homens. . —Não vamos tirar conclusões preciptadas. mas está sob o amparo do príncipe e de Gregori. pelo que estou aqui quando deveria estar… Em algum outro lugar. . Poderia ser a picada de algum inseto. Estenda-te para ele. . por que se sentia mais excitada que traída? —Você é quem mantém meu irmão vivo. mas estava começando a acreditar. mas particularmente. com seus olhos negros fixos na marca.É inesperado para todos nós. MaryAnn não pôde devolver o sorriso. suas mãos foram com relutância para a blusa.Disse MaryAnn. não era real. Negou com a cabeça. Tenho uma vida em Seattle que é importante para mim. —Teria me negado. mas isto não podia estar ocorrendo. não teria se apresentado.Protestou MaryAnn—.. Deixe-me ver a marca. —Compensamos o fato de outras maneiras. Agora pulsava com calor. — Ela quase grunhiu ante a desesperada e absurda sugestão. mas também o companheiro de Destiny. quando voltaram para a casa e ficou sozinha… Sentiu frio e ele tinha afastado sua roupa. A marca era dela..Reiterou Riordan.

Manolito teria esperado o momento adequado, permanecendo perto e esperando até que já não estivesse rodeada por seus protetores. MaryAnn esfregou as palpitantes têmporas. —Sinto-me doente e enjoada. Tudo arde. É ele? Ou sou eu? —Acredito que é ele que está sentindo-se doente. Ainda sente os efeitos do ferimento e o veneno. Necessita de ajuda e rápido. Toquei sua mente e ele está muito confuso. Não sabe onde está ou o que é real ou não. Não acredita que eu seja seu irmão porque não sei nada de sua companheira. Isso quer dizer que não recorda o que fez ou como os prendeu sem seu consentimento. Provavelmente esteja se perguntando o que te ocorreu e por que não foste lhe ajudar. MaryAnn se afundou no colchão e inspirou profundamente. Era uma mulher prática. Bem, pelo pelo menos gostava de pensar que era. Tudo era um enorme desastre, mas se fosse verdade, então Manolito da Cruz estava vivo e com problemas. Necessitava dela. Companheiros à parte, não podia deix-lo só e ferido na selva, assim como não teria podido abandonar a irmã de Juliete. —Diga o que devo fazer. —Se estenda para ele. – Disse Juliette —Se estenda para ele? — Ela repetiu. - Está louco? Não tenho nenhuma capacidade telepática. Nenhuma, absolutamente. Nem sequer sou psíquica. Você terá que tentar falar com ele. Juliette sacudiu a cabeça. —Não pode ser uma companheira sem ser psíquica, MaryAnn. Gregori e Destiny reconheceram seu potencial. Com o intercâmbio de sangue, Manolito terá estabelecido um vínculo particular de comunicação. —Capaz... O que quer dizer com meu potencial? — De repente ela estava furiosa. Tremendo. A traição era amarga em sua boca. - Está dizendo que me manipularam para que fosse com eles as Montanhas dos Cárpatos porque pensaram que provavelmente fosse a companheira de um dos homens? Destiny? Gregori? Juliette enviou a seu companheiro uma prece silenciosa de ajuda. Sentia como se estivesse caminhando por um campo minado e tropeçando freqüentemente. Ele encolheu os ombros de forma prática. - Duvido que Destiny tivesse a mais ligeira idéia, mas Gregori compartilhou o sangue de MaryAnn. Ele teria sabido. Não podemos permitir perder a nenhum mais de nossos homens. Sabe que a situação é desesperadora. Naturalmente Gregori a levaria a uma reunião esperando que fosse a salvação de alguém. Juliette resistiu o impulso de ofende-lo, ante sua despreocupada admissão. - Ela desenvolverá amor por ele se está destinada a estar com ele. Esse é nosso modo de vida. Você resistiu a estar comigo. Que eu recorde, que se escondeu profundamente dentro de seu jaguar e tentou escapar de seu destino? É feliz comigo, Juliette, como ela será com Manolito. O tempo se encarrega de muitas coisas. - Ainda assim é injusto que um homem possa ditar o destino de uma mulher. - É igual de injusto para o homem. Ele tampouco tem escolha lhe recordou Riordan. E se muito mais que perder. —Sinto-me tão traída —disse MaryAnn—. Acreditei que Destiny me conhecia, que me entendia. Não lhes faz isto Aos amigos. —A dor coloria sua voz, mas não pôde evitá-lo. Tinha crédulo no Destiny, tinha-a ajudado A superar seu passado de modo que pudesse encontrar uma nova vida com seu companheiro escolhido. Inclusive tinha abandonado a excitação e sofisticação de sua amada cidade de Seattle e se dirigira aos remotos e bárbaros bosques das Montanhas dos Cárpatos só para se assegurar de que Destiny encontrasse a felicidade. Juliette negou com a cabeça. —Destiny é nova na sociedade Cárpato. Duvido que soubesse e muito menos que tivesse permitido que você fosse colocada em semelhante posição. Gregori haverá sentido que seu amparo asseguraria de que não fosse incomodada contra sua vontade. A maioria dos homens acredita que uma mulher se apaixonará por seu companheiro. O elo entre ambos é forte e a atração física formidável. —Houve alguma mulher ou homem que não se apaixonasse por seu companheiro? —Porque se Manolito era o seu, podia se ver indo para a cama com ele, mas viver com ele era um assunto totalmente distinto. —Como em qualquer espécie, temos alguns que não nascem de todo bem. Ninguém sabe por que ou como ocorre, mas sim, já houve aberrações. - Admitiu Riordan. - Manolito está dedicado a sua companheira. Nunca a desonraria com outra mulher. Espegalhos muito mais tempo do que possa alguma vez compreender por nossas mulheres e, embora possa nos acreditar despóticos e prepotentes, apreciamos e colocamos nossas

mulheres acima de tudo o resto. A sinceridade em sua voz a fez sentir-se um pouco melhor. E Juliette não era um boneco de pano. Era somente que MaryAnn achava toda essa testosterona um pouco irritante. Os irmãos Da Cruz exigiam completa submissão em todos os aspectos. Não podia vê-los se comprometendo tanto. Até o tom de suas vozes a colocava no limite. Não podia se imaginar com nenhum deles como marido. Podiam ser bonitos, mas ela provavelmente desenvolveria úlceras tentando viver com um deles. —Isso é admirável, Riordan, de verdade. - Ela também podia ser sincera, - mas não estou segura de que seja certo o que significo para seu irmão. Se colocou sua marca em mim, - ela lutou por não se ruborizar, recordando o calor de sua boca e a reação de seu corpo ante ele, - então o fez sem meu consentimento. Não sei por que sua sociedade acreditaria que isso é certo, mas na minha está errado. —Já não vive em sua sociedade. - Disse ele sem rastro de remorsos. - Nossas regras são de sobrevivência. Só temos uma oportunidade de sobreviver após séculos vivendo tão honradamente como nos é possível. Essa oportunidade jaz em encontrar nossas companheiras. Sem nossas mulheres, nossa espécie não pode existir e nossos homens devem se suicidar ou converter-se em vampiros. Não há outra escolha para nós. MaryAnn suspirou. Sem a dor e o desespero corroendo-a, deveria ter sido capaz de pensar mais claramente, mas agora a confusão reinava sobre todo o resto. Devia culpar suas próprias emoções ou era Manolito? E se fosse Manolito, como poderia ele sobreviver na selva tropical sem saber o que estava lhe acontecendo? —Como me estendo até ele? Nunca tentei nada como isto antes. Riordan e Juliette intercambiaram um longo e surpreendido olhar. Nunca tinham tido que explicar o que parecia lhes vir naturalmente. —Imagine-o em sua mente. Utilize detalhes, até a mínima coisa que dele a recorde, incluindo aroma e sentimento. - Aconselhou Riordan. Genial. Ela recordou a sensação de que ele era o homem mais sensual que já havia visto em sua vida. O calor se estendeu através de seu corpo. Sentia os lábios dele viajando realmente por sua garganta até seu seio? Sentia seus dentes se cravando na pele para introduzir seu sangue vital nele? A idéia lhe deveria ser repulsiva. Qualquer mulher cordata teria achado repulsivo. Fechou os olhos e pensou nele. Seus ombros eram longos, seus braços poderosos. Sua cintura e seus quadris eram estreitos e seu peito musculoso. Os músculos se ondulavam sob a pele como um grande felino predador quando se movia. E se movia absolutamente silêncio. Sua face… MaryAnn respirou fundo. Sua fisionomia era... Belíssima. Ele era o homem mais bonito que tinha visto. Escuros e misteriosos olhos, brilhantes cabelos negros acentuando os fortes ângulos e planos de sua face, um nariz reto e masculino que qualquer modelo invejaria, seu queixo forte, com apenas uma sombra ligeira sobre ela. Mas era sua boca a qual não tinha sido capaz de deixar de olhar. Sensual, com um indício de perigo, mas justo para deixar louca uma mulher. Estendeu-se para ele e para seu assombro sentiu sua mente expandir, como se somente estivesse esperando, como se o caminho já fosse familiar. Sentiu-lhe, só por um momento, tocando-a, estendendo-se para ela, mas então… Seus olhos se abriram com terror e suas mãos se dispararam defensivamente. Um enorme e feroz felino saltou entre eles com intenções assassinas. Os dentes explodiram fora do focinho, dirigindo-se para a garganta de Manolito. Ela gritou e jogou seu corpo na frente do dele, sentindo o hálito quente em sua face. Era um Jaguar.

CAPÍTULO III

Manolito se voltou, ainda de joelhos, levantando as mãos instintivamente para o enorme e pesado felino, enquanto este se lançava A sua cabeça. A força e o poder do jaguar eram tremendos, derrubou-o e fez com que caísse sobre de costas. Era real ou uma ilusão como tinham sido os vampiros das sombras? Seus dedos se afundaram na espessa pelagem. Garras arranharam seu estômago, rasgando pele e músculos. Um hálito quente e fétido golpeou sua face, e dentes maliciosos arranharam seu braço quando

utilizou a força bruta para evitar que a fera chegasse a sua garganta e cabeça. Por um momento, enquanto jazia sob o felino, mantendo a enorme cabeça longe dele, sentiu alguém... Ela... Sua companheira... Movendo-se em sua mente. Ela gritou de terror e o grito ressoou em sua mente, substituindo a fome e a confusão por uma concentração que não poderia ter encontrado de outro modo. Viu-a estender-se para o felino, tentando lhe ajudar. Não desejando arriscar sua vida, rompeu o contato telepático entre eles e se dissolveu. Seu corpo se converteu em vapor, sobrevoando e rodeando o felino para retomar a forma de um jaguar macho de ampla e pesada cabeça e corpo grande e musculoso da cor das sombras mais escuras. Gotas de sangue caíram como névoa, salpicando as folhas e raízes enquanto tomava a forma de um estranho jaguar negro. Grunhiu um desafio e saltou. Os dois felinos colidiram pesadamente, rodando através de raízes e galhos, enquanto os sons da batalha perturbavam a noite. Muitos felinos utilizavam o estrangulamento para matar, mas o jaguar, com mua mandíbula excepcionalmente poderosa, mordia diretamente na cabeça entre os ossos temporários, matando a presa instantaneamente. Como o Amazonas tinha sido seu lar durante muitos anos, os irmãos Da Cruz viviam em contato contínuo com os felinos. Os jaguares eram extraordinariamente fortes, com corpos musculosos e compactos e amplas cabeças. Sigilosos e quase invisíveis, viviam uma vida solitária num mundo sombrio de crepúsculos e amanhecer. Com sua incrível visão noturna, letais garras retráteis, caninos pontiagudos e corpos bem musculosos, eram feitos para a emboscada e o sigilo reinavam na selva, mas se mostravam suspicazes na hora de brigar. A úmida espessura era um perfeito campo abonado para as infecções. O primeiro pensamento de Manolito foi matar em defesa própria. Estava fraco pela fome e já perdendo um sangue precioso. O curso de ação mais sábio e seguro era terminar com a batalha rapidamente, mas o respeito pelo predador mais forte da selva o conteve. Seus irmãos e ele sempre tinham vivido em harmonia com as criaturas da selva. Não tomaria a vida deste animal se tinha alternativa. Grunhiu uma advertência, indicando claramente ao macho que retrocedesse. Provando o ar, não pôde encontrar o aroma remanescente de uma fêmea que pudesse ter dado ao felino um incentivo para lutar. O jaguar rodeou o poderoso corpo coberto de pelagem de Manolito, mostrando os dentes e grunhindo brandamente com desafio. Esperando dobrar ao animal, Manolito saltou. O jaguar se apressou a ir a seu encontro, esfaqueando-o com garras como estiletes, enquanto Manolito se estendia procurando a mente da fera. A selva estalou com uma explosão de som quando os dois felinos se encontraram. Os pássaros no alto da canopia chiaram e elevaram o vôo. Os macacos gritaram e lançaram galhos e folhas nos dois jaguares enquanto estes rodavam sobre a vegetação. Os galhos se quebraram sob os pesados corpos, pulverizando escombros numa densa nuvem a seu redor. Manolito passou através da raiva vermelha da mente do felino e tentou encontrar o espírito do animal enquanto evitava que as presas letais se afundassem nele. Os jaguares possuíam uma espinha dorsal extremamente flexível que lhes permitia girar e se retorcer, mover suas patas lateralmente e inclusive mudar de direção no meio do ar. Os músculos de seus corpos lhes davam uma força tremenda. Manolito recebeu outro arranhão cruel no flanco enquanto tentava concentrar em tranqüilizar o felino. Empurrou com força, rompendo o muro de raiva e encontrou... Um homem! Não era um jaguar. Era um dos estranhos e solitários homens jaguar que ainda tinham seu lar na selva. Os Cárpatos e a gente do jaguar sempre tinham vivido em harmonia, evitando uns aos outros, mas este o tinha atacado deliberadamente. Manolito se dissolveu e tomou sua forma humana, desta vez da relativa segurança de uma certa distância. Os felinos podiam cobrir distâncias assombrosas de um só salto e a gente do jaguar tinha uma astúcia e força além do normal. Ficou em pé, respirando com dificuldade, procurando sinais de agressão no felino que lhe enfrentava com os lados em movimento e um grunhido na face. —Sei que é um homem. Morrerá se continuar. Não pode utilizar meu respeito pelo jaguar para me derrotar. Por que tem quebrado nosso pacto tácito?— Deliberadamente deu a sua voz um tom suave, tranqüilizador e hipnotizante para ajudar a serenar o temperamento do felino. O jaguar despiu os dentes, mas se manteve firme, seus olhos abandonaram a face de Manolito, como se só estivesse esperando um momento de debilidade que lhe desse vantagem. E Manolito estava débil. Manteve a dor de seus ferimentos a raia e ignorou a fome raivosa que quase o consumia. O aroma do sangue era pesado no

nenhum músculo se movia. O homem se revolvia dentro do animal gritando algo ininteligível. O animal se contraiu. sentia-se doente novamente. eram de constituição musculosa e enormemente fortes. Cravou os dentes profundamente na jugular e bebeu. se assim o desejavam. Não pare. Não havia dúvida de que tinha matado tantas vezes que já não se recordava de todas os rostos. o ruído não diminuiu. . preparado para tudo.. como se um terremoto estivesse acontecendo. Eram dificeis de encontrar e. quando lhe tinha perdoado a vida. Ou por causa dela. tendo passado tanto tempo sem ela. e as gotas salpicavam as folhas como brilhantes pontos carmesim. Era proibido tomar uma vida. Nada para alguém como você. Manolito ouviu várias vozes sussurrando a tentação. o suficientemente sigilosos e muito familiarizados com a selva parmasem vistos. O sangue quente bombeou em seu corpo faminto. Envolveu um braço ao redor do grosso pescoço numa meia chave. Os galhos golpeavam como ossos brancos e quebradiços. Vêem conosco. Passou a língua sobre as espetadas para selá-los e se dissolveu em vapor. Saltou sobre as costas do animal. Cada gota.É só um felino. Estava errado. Sinta o poder. Os homens. Tome-o todo. irmão. Não há nada como isto no mundo. Ambos os animais saíram feridos. com os olhos intensamente enfocados em Manolito. que estava tentando conseguir que matasse. para recordar a Manolito o tanto que apontou. Mas sentiu a diferença em seu corpo. com dedos estirados dos mortos que assinalavam acusadoramente. Mas não assim.. O que é. . para reaparecer a certa distancia. Por um momento ele ficou flutuando na euforia. . Rasgar-lhe a garganta. O jaguar rugiu. resistindo. uma fúria gelada lhe alagou ante a insultante burla.. . sinta o poder absoluto de uma vida desvanecendo sob suas mãos. e como sua parte animal. rejuvenescendo seus músculos. O jaguar lambeu deliberadamente as gotas de sangue. —Tem o sabor de meu sangue em sua boca. A seu redor o chão se ondeou. Requereu disciplina tomar só o que necessitava para sobreviver. Sei o que sempre deveria ser. provocando estremecimentos em sua espinha dorsal. Não. ruidosos e irritados. Tem a informação que procuro.Está boa. Onde estava? Olhou ao redor e por um momento a selva desapareceu e esteve rodeado de formas escuras. estando tão perto de converter. E eu tenho o sabor do teu. Ele atacou-o.. o qual não tinha sentido. Ainda estava disposto a matar. Não podia matar enquanto se alimentava. O felino está ferido e você necessita de sangue para se curar . Tinha matado. as pernas quase esmagaram o animal enquanto cruzava os tornozelos sob a barriga. compreendendo que Manolito podia. mas quando desejou que se afastassem.. Goze do poder. afundando profundamente os joelhos nos músculos dos lados. O felino permaneceu imóvel.Necessita de força. algo humano. empapando os tecidos e células. fosse quem fosse. Una-se a nós. mas o homem dentro do felino forçou sua imobilidade. como o animal.. o sangue era cheio da tão rica e aditiva adrenalina. Autodefesa era uma coisa e havia justiça e honra em despachar um irmão cansado quando este tinha entregado sua alma ao mal. Manolito entrou em ação. Um felino. sim. o felino começou a estremecer. cuidando em examinar as sombras a seu redor. Beba. . Manolito forçou um sorriso despreocupado. Não pare. Sinta-o. para lhe jogar a cabeça para trás. mas matar enquanto se alimentava ia contra tudo no qual ele acreditava. As pessoas do jaguar era tão elusiva e sigilosa como os grandes felinos.. aparecendo através das folhas e saindo do chão? Havia vampiros à espreita? Ficou nas pontas dos pés. irmão. Preferiam a selva densa perto de riachos e ribanceiras. Rasgue-lhe a garganta. E faria. inclusive agora.ar..Humano não. Por que lhe perdoar a vida quando ele teria te matado? A tentação era forte.. como se seu estômago tivesse com cãibras. Humano. Tentou me matar e não te devo nada. atraindo sua atenção para o perigo mais iminente.Os sussurros persuasivos continuaram. O que era? Um assassino? Sim. Estavam entre as sombras. Fosse o que fosse. Sob ele. Tinha uma . de ter a oportunidade. Seu estômago se revolveu com ele. irmão. não era um amigo. O zumbido de sua cabeça se fez mais forte até que foi quase doloroso. O felino tinha atacado primeiro.. Zumbiam insetos em seus ouvidos. com toda probabilidade. Cálido e rico sangue e ele estava faminto. Bebe-o todo. só o que necessitava para transpassar as barreiras da fera e acessar a mente do homem que havia dentro...

ambas. mas se formavam anéis ao redor. estava perdendo a batalha pela existência igual à dos Cárpatos. mas tampouco inimigos. E Manolito temia que os irmãos Da Cruz involuntariamente tinham tido grande parte de culpa na destruição da gente jaguar. A espécie do jaguar. esticando os músculos e atraindo a atenção instantânea de Manolito. As sombras nas quais sua visão não penetrava de todo. Foi muito mais difícil do que esperava. sobre eles. O sangue que Manolito tinha tirado do homem-jaguar o capacitou para seguir o padrão cerebral. algo estranho. num esforço por escapar. Assombrado. Manolito atacou a mancha. mas Manolito se sentia compelido a ajudar. O homem permaneceu calado dentro do jaguar. apesar da suavidade do toque utilizado. tão atento ao perigo como o Cárpato. A mancha escura no cérebro do homem-jaguar recuou como se fosse feita de vermes se retorcendo. O homem estava começando a perder a batalha por controlar a fera. Manolito pôde sentir seu alarme. o caçador lançou outra lento e cauteloso olhar ao redor. exalando com ele tudo exceto a tarefa que tinha entre as mãos. escaneando. profundo e violento contra os Cárpatos. Era um risco. urgindo-o a matar. homem-gato e não terei piedade de ti. A seu redor as sombras se incharam e tomaram forma. homem e fera. Não quero essa coisa dentro de mim. Havia um toque ali nas lembranças. A maior parte da água era branca e borbulhante. deslocando terra enquanto se movia. Preso a ele por sangue. Ele retrocedeu. mas sempre as tinham conseguido respeitar a sociedade dos outros. Os diminutos parasitas tentaram entrar mais fundo no cérebro. . As vozes não se sossegaram de todo. Manolito se introduziu mais fundo. Examinou-o cuidadosamente. quando seu espírito entrou no corpo banhando o cérebro de uma branca e ardente energia.tremenda visão noturna e excelente audição. Dentro do cérebro do jaguar a mancha se removeu. O ar estava espesso pela umidade e os rios e riachos estavam inchados além das margens. sua voz era baixa e carregava um traço de verdade. Enquanto se dispersavam.Disse Manolito. de uma cor mais leve. agora que podia sentir emoção e lhe importava seguir vivo. não queria provocar ainda mais a ira do felino. Não tinha tempo para a piedade. A necessidade de encontrá-los e destrui-los. Duvidou. As nuvens se moviam pelo céu escuro trazendo a promessa de mais chuva.Faça-o. Manolito respirou fundo e afastou seu olhar da água da cor do sangue. Quanto mais se aproximava Manolito mais se estendeu à descoloração e mais agitado e irritado ficava o jaguar. Posso tentar te ajudar a te liberar da venenosa influência. Séculos de caçar em situações perigosas mantiveram sua face inexpressiva. Sua boca lhe secou. —E não a teria. nem sequer necessário. — E isso o deixaria vulnerável a um ataque. mas ela lutará por se manter em ti. agachando um pouco mais. Não era um homem jovem. com a pele úmida e escura enquanto os lados se moviam pesadamente. —Se atreva a atacar. os olhos duros e frios e a boca um pouco cruel. —Foste tocado pelo vampiro. Uma sensação de traição e justa cólera. As duas espécies nunca tinham sido grandes amigos. sob a superfície. O animal estava tremendo. Tinha que abandonar seu corpo físico. sentiu ao mal remover e tornar consciente dele. Era o bastante para conhecer o perigo que supunha o vampiro. pareciam conter milhares de segredos. inclusive do jaguar. O jaguar se moveu. perturbada. arrogante e imprudente. estendendo-se para abranger o cérebro inteiro do homem-jaguar. A água vertia sobre rochas saindo pelas margens e formava quebradas onde nunca antes tinha havido. . o olhar passou de Manolito aos arredores. mas sussurravam em seu ouvido. tornando-se incrivelmente vulnerável a um inimigo potencial e tomado pelo vampiro. No momento em que Manolito se fundiu. as folhas sussurravam amenazadoramente. Não com vampiros lhe cercando. Ódio. empurrando Através dos últimos escudos para extrair informação. O felino se abaixou mais e assentiu com a ampla cabeça. Manolito pôde ver o núcleo do homem-jaguar. Defendiam diferentes valores. Antes de explorar profundamente a mente do jaguar. uma mancha escura. temendo ferir o guerreiro. e estava questionando o que era o que estava ocorrendo a sua raça há algum tempo. Eram bons escalando árvores e eram fortes nadadores. O ponto era muito escuro no centro. Na canopia. e deixou escapar o ar. abrindo uma brecha nos anéis exteriores e limpando-os com luz curadora. Pouco se sabia de sua sociedade. embora Manolito soubesse que tinham mau gênio quando despertava. Os parasitas tentavam manter a luz fora das lembranças do . Algo reptou pelo chão. a água estava manchada de ácido tánico e parecia uma beberagem marrom avermelhada. mas nas beiradas das pedras. não se quisesse viver. Manolito ouviu o jaguar rugir e ao homem vaiar uma advertência.

A tristeza o alagou pouco a pouco. . Era um plano brilhante. Permitiu que um homem mais fraco reinasse. Manolito respirou fundo novamente e bloqueou tudo exceto a tarefa que tinha nas mãos. Obviamente um ou mais dos irmãos Malinov tinham decidido em algum momento colocar em prática o plano.Não podia manter a energia para ficar muito tempo dentro do corpo do homem-jaguar. Seu mundo se tornou ao reverso. O que somente havia sido um debate intelectual uma vez. A criatura mais vil na face da terra. tinham ideado muitas formas. derramou-se sobre o centro da escura mancha com terrível decisão. Ele e seus irmãos tinham conhecido os irmãos Malinov. sua parte no complô idealizado tantos anos atrás. Quando seu príncipe os enviara ao mundo exterior.Não há necessidade de sentir culpado. Durante muitos anos tinha trabalhado em restaurar a força minguante de sua espécie. pura energia. . Manolito tinha presenciado de primeira mão as tentativas de assassinar o príncipe. o inimigo também tinha colocado em marcha um plano para acabar com a raça do jaguar. sendo caçados pela mesma gente que protegem.As vozes sussurravam novamente em sua cabeça. Abriu suas lembranças para Manolito e o alagou com tanta informação como foi possível. Com os irmãos Malinov. Agora tudo tinha sentido. deste pequeno modo. Os irmãos Malinov faziam o mesmo. Somente em falar de trair ao príncipe já tinha sido bastante ruim e estava envergonhado disso. longe de sua terra natal para proteger os humanos. Seu nome era Luiz. mas também pela raça inteira. Saiam onde eu possa ve-los. o homem-jaguar uniu suas forças as de Manolito. mas cada vez mais e mais homens se uniam aaos bandos de rebeldes. A idéia de tê-los perdido era inquietante. instalara-se com furiosas possibilidades. Vampiro. aliados do príncipe. As vozes do mundo das sombras teriam que esperar. A possibilidade de destruir espécies inteiras.Você e seus irmãos deveriam ter seguido seu próprio caminho. Ao princípio. e depois de matar as mulheres e crianças dos Cárpatos. o tema tinha surgido outra vez. nenhum Da Cruz nunca voltaria atrás. Você tinha razão hoa anos atrás. Havia tentando convencer os outros de que seguissem o caminho dos Cárpatos e se unissem por vida. Os da Cruz tinham jurado servir o príncipe e sua gente. Tal e como tinha feito a sociedade jaguar. Não se escondam entre as sombras. proporcionando um lar e uma família. muitos concordaram com suas idéias e tinham começado a abandonar sua forma de vida solitária. Desde quando tentavam matar toda uma raça? Manolito sabia. enquanto se produzia uma mudança lenta e sutil. mas recentemente. Agora parecia que todos eles se converteram em vampiros. que conduzisse nossa gente por um caminho de destruição. não só porque era o que devia fazer. Manolito deixou escapar o fôlego num longo vaio de desafio. uma razão para qual as mulheres ficassem com eles. Uma vez dada sua palavra. – Mostrem-se. Manolito guardou cuidadosamente a informação par-se. Que mulher gostaria de estar com um homem que tivesse feito coisas tão terríveis? Tinha ouvido que algumas mulheres estavam agora resgatando as que estavam em cativeiro. e Luiz nunca tinha considerado a idéia de que um vampiro pudesse estar por trás disso. Zacarías teria reinado e o povo Cárpato teria prosperado. A ardente luz branca. utilizando suas bem desenvolvidas habilidades telepáticas e o recente e estabelecido vínculo de sangue. mas porque queria compensar. tinha sido um tópico recorrente nas conversas. capitalizar as debilidades da espécie. Temia não só pelas mulheres. Uma nova ordem de jaguares tinha começado a procurar mulheres de sua raça para violá-las num esforço de gerar filhos de sangue puro. Agora que podia sentir emoções. ao que parecia. resolvendo assim a questão. Nunca antes havia se sentido culpado e era uma emoção incômoda. Os cinco irmãos Malinov tinham sido os melhores amigos de sua família. procurando companheirismo e amor com os humanos em vez do descuidado abandono de seus próprios machos. O homem-jaguar estava cansado de sujeitar a fera. Agora. . mas Manolito acreditava que tinham descartado toda noção de traição e sabotagem. Muitas de suas mulheres partiram. . não teriam se afundado no ódio e no medo. Grupos de homens tinham começado a cometer crímenes terríveis contra as mulheres. tinham mudado a forma de pensar. . de evitar que saltasse sobre Manolito e rasgasse seu corpo desprotegido. Afinal. Luiz só soube desses horrores através de rumores sem confirmar durante os primeiros anos. arriscando tudo. No debate intelectual.homem-jaguar e ocultar o que o vampiro tinha feito. mas inesperadamente. Tinha que liberar o homem da mancha do vampiro e voltar para seu próprio corpo desprotegido. e uma tinha sido os influenciar para um comportamento autodestructivo. Manolito concentrou toda sua atenção na tarefa. tinha passado muitas horas discutindo como tomar o controle dos Cárpatos.

sentia cômodo com sua nudez. Havia um homem abaixado no chão onde antes estivera o felino. E ouvidos. . como você. Manolito se inclinou ligeiramente em reconhecimento. . sem saber qual era real ou imaginário. Como todos os homens-jaguar. Manolito sabia que era melhor não negar. Não podia mostrar vulnerabilidade. Nenhum companheiro podia estar separado muito tempo do outro e sobreviver. Foi um trabalho árduo e exaustivo. queimando-os em seus esconderijos. ou que alguém dissesse tal coisa. . —Num tempo fui. Ela ia a ele. – Ele suspirou. As folhas sussurraram e ambos os homens se viraram para o som. Se voltasse e tentasse falar com outros sobre isto. Sua anterior necessidade de sangue se viu satisfeita. —Sabia que algo estava errado e o ódio para com sua raça se inflamava. O coração de Manolito saltou.Você eliminou a mancha do vampiro de mim. A seu lado. —O que seja que há aí fora. ou deixar ver que estava procurando em dois níveis distintos. mas agora não o tem. . procurando mulheres de nosso sangue. tão silenciosamente como qualquer felino enquanto ficavam costas contra costas. e utilizar tanta energia o tinha drenado. É possível fazer o mesmo com meus irmãos? Manolito podia sentir o homem-jaguar estendendo para sua mente. inclusive enquanto gesticulava para o sangue que gotejava sem parar pelo corpo do caçador. procurando o perigo com todos os seus sentidos. —Desculpe-me por tentar tomar sua vida. seguindo-os enquanto corriam através do cérebro do homem-jaguar na tentativa de fugir do ataque. o jaguar se desfigurou. Insistiu em que se a encontrávamos. Eram metades do mesmo todo e necessitavam que o outro o completasse. está longe de nós. hoje já não. enquanto mantinha todos os sentidos alerta em prevenção a outro ataque. Estava seguro disso. —Nenhum homem é responsável pelo que faz sob a influência do vampiro. Luiz se endireitou lentamente até que ficou em diante de Manolito. absolutamente. um de sangue puro que pode mudar rapidamente e lutar tão dura e incansavelmente como um homem.Suas mulheres fogem. de encontrar a mancha do vampiro e extrai-la. . —Tenho uma grande dívida contigo por ajudar a me liberar dele. Não podemos deter o que não podemos ver. A maioria dos homens que restam também. . Não recordo haver encontrado com um vampiro. Minha gente já não é de confiar agora que o vampiro chegou a eles.Disse Luiz. A mudança na raça do jaguar era diferente da dos Cárpatos. Ele deve te ter escolhido porque é um líder. Pele e músculos apareceram. Luiz assentiu em sinal de acordo. Sua companheira. Os homens estão disseminados. O vampiro deve ter plantado a semente entre nós. Podia estar caminhando em dois mundos de uma só vez? . A pelagem ondeou e os músculos se estiraram e alongaram. por necessidade e o vampiro lhes destrói de dentro.Nesse momento pareceu ter muito sentido. . levássemos ao Instituto Morrison para suas investigações de duplicação do DNA. —Se não o fizer. não teria provas. — Ele falava com grande dignidade. —Conheço a diferença entre o bem e o mal. Tinha que ser ela. correndo em grupos. seus olhos se moviam inquieta e incessantemente. —Deve ser difícil viver com algo assim quando trabalhaste tão duro para salvar sua gente da mesma coisa que o infectou. Olisqueaba o ar. Manolito cambaleou e quase caiu. seus olhos se encontraram com os de Manolito sem piscar. Só uma disciplina férrea o manteve sobre seus pés. Os homens dos Cárpatos roubam nossas mulheres. esfregando as têmporas enquanto tentava evocar o que lhe haviam dito. ouvia. Quando voltou para seu próprio corpo. Nem que sequer sabia se o mundo de sombras era uma ilusão. O homem-jaguar deslizou para Manolito com movimento fluido e sigiloso. mas sabia há algum tempo que não estava pensando com claridade.Embora outros entraram na selva. —Subestimou sua força. .Assinalou Manolito. Não tenho a capacidade. Manolito procurou em suas lembranças a informação que evitava. O homem-jaguar estava rígido de orgulho e sua face mostrava culpa e preocupação. —Luiz franziu o cenho.Manolito utilizou cada onça de energia para lutar com os pequenos fluxos contorneantes de parasitas. mas o vampiro é como uma enfermidade. com o corpo musculoso e o cabelo alvoroçado.Há olhos na selva. longo cabelo escuro com nervuras douradas cobriam uma nobre cabeça.Acredito que o vampiro quer uma mulher específica. não há esperança para sua espécie.

mas quanto o rodeava. Ao contrário de outras terras da selva. Não. Pensar numa mulher e desejar afundar seu corpo para sempre no dela. sem saber o que era real ou ilusão. . Lançou outro olhar ao redor. como seda sob seus lábios. Manolito se sentia em casa num lugar que muitos consideravam ameaçador e opressivo. Não podia evocar uma imagem completa dela. num lamento frenético por sua outra metade. Fora breve. o homem-jaguar se moveu. Manolito se abaixou lentamente. Sentia-a. Justo como esperara. as grandes folhagens que pareciam de renda estavam escurecidas. algum terreno rico e rejuvenescedor que os ajudasse. foi difícil para ti. mas Manolito sabia que ainda estava em perigo. O coração trovejou em seus ouvidos. estava ainda ali. procuraram na selva brasileira durante os primeiros séculos. E se sua companheira estivesse morta? Deixaria de ver em cor? A selva era capaz de afligir os recém chegados com a pura intensidade de suas vívidas e brilhantes cores e de sua crua beleza. tirar o vampiro de meu corpo. Fechou os olhos para reter suas lembranças. Encontrar a preciosa terra tinha sido um fator decisivo na decisão de sua família de comprar a ilha. como se estivesse metade em seu mundo e metade no outro? Enterrou a mão na terra. Perto dele. esperando e observando. Podia isso significar que ela estava morta? Era por isso que não estava com ele? Por um momento o tempo pareceu parar. Pele. Talvez tinha explorado tantos outros homens que simplesmente tinha sido uma ilusão até este mesmo instante. já que suas pernas se negavam a lhe sustentar muito mais. Ainda com a terra em suas mãos. de um vívido verde a um cinza apagado..Vêem a mim. Ou talvez nunca tinha conhecido realmente a sensação. Não quando não distinguia amigo de inimigo.. com sua companheira tendo restaurado suas emoções e sua capacidade de ver em cor. —Cárpato. selvagem e especial como a mulher mesma. Os irmãos Da Cruz tinham compreendido que a terra era a chave para a sobrevivência e a esperança.Ofereceu Luiz. O homem-jaguar não podia ver nem sentir o outro mundo. Era uma ordem. enfrentando o homem. outros tinham entrado na selva. Fértil terra negra que se encontrava entre a argila mais pobre e a areia branca da selva. Manteve a voz baixa e amigável. vendo a súbita labareda de calor nos olhos do caçador Cárpato. Na distância. São terríveis seus ferimentos? Manolito sacudiu a cabeça. torná-los um só. a luxúria. longe de sua terra natal. a terra era terra preta. Agora seu corpo reconhecia a mulher que necessitava e era exigente quanto a ser satisfeito em todos os sentidos. tão longe do príncipe e sua gente e sem companheiras que os sustentassem. Mas não conhecia seu nome. O fôlego ficou preso na garganta quando lhe ocorreu uma idéia. a terra preta mantinha sua fertilidade. mas sua mente tinha tocado a dele. Sua pulsação se acelerou e seu fôlego se tornou rouco. com um pequeno cenho na face. Num momento a selva parecia vívida com brilhantes cores e os sons familiares e reconfortantes da noite e ao seguinte estava . —Me deixe te ajudar. forçou seu corpo a ficar novamente em pé. mas Manolito estava mais alerta que nunca. mas não parecia poder evitar. —Luiz fez uma declaração. Você cambaleia de cansaço. Tudo parecia ser translúcido. Tinha esquecido o que era o desejo. mas fosse o que fosse o que se enfrentava no mundo de sombras.. cuidando em aparentar manter o controle. Aos galhos que jaziam rotas na terra e ver as faces sombrias do mal o olhando. Ela estava viva. Sem sua terra nativa. a tensão se afrouxou nele. mais suave que nenhuma outra coisa que houvesse tocado jamais.. —Sim. um véu cinza e insalubre que caía sobre as brilhantes cores da selva. Uma súplica. seu corpo se contraiu inesperadamente. para evitar perder mais sangue. Havia-a tocado mente a mente. Agora.Mas era mais difícil olhar as folhas dos arbustos e samambaias. isso era certo. deveria estar cego pelas vívidas cores. Recordava sua incrível pele. O que fez. . Deixou escapar o fôlego. esperando que isso o ancorasse e o mantivera longe das sombras. flutuava entre cor e sombras. Ou talvez o mundo de sombras era na realidade uma ilusão e estava perdendo a cabeça. na qual tinha dormido. mas que tambem lhes desse a força que necessitavam para manter a honra. Não podia permitir vagar entre os dois mundos. Pegou punhados da preciosa terra e tapou com ela os ferimentos de seu estômago e os lados. franzindo o cenho enquanto observava o brilho da pele de Manolito. não só a curar seus ferimentos e dormir.. Seu sabor. Sentindo-se vulnerável. Por que estava vendo tudo através de um véu. O homem-jaguar relaxou. Isso só o colocava em mais perigo que nunca. atraindo para si a atenção de Manolito novamente. Nas numerosas cascatas havia olhos como se tratasse de um túmulo aquoso.

As sombras estavam aproximando-se mais e mais. Os Cárpatos não estavam acostumados a revelar seus nomes aos inimigos. Os irmãos Da Cruz protegeriam Juliette com suas vidas. Detesta os homens. rido com eles e lutado a seu lado. somente sua segurança. Provém de uma linhagem antiga e pura que pode ser rastreada para trás. Luiz respirou fundo. Ela é jaguar. manchado somente pelos insetos noturnos. —Conhece a mulher. — Manolito. —Eu a protegerei. Resta poucos puro-sangue entre nossos homens. Um tremendo favor. Havia crescido com eles. a extrair tanta informação como fosse possível enquanto tivesse oportunidade. Dê-me seu nome. dificil de derrotar. Manolito trocou o peso ligeiramente sobre as pontas dos pés. —Ninguém seria tão estúpido. Esse não é seu estilo. a companheira de Riordan. Você e eu sabemos que seus homens chegaram muito longe para entregá-la sem mais. —Teria que tomar sangue dele para fazer tal coisa. Buracos negros em lugar de olhos. não estou seguro de que possa fazer. —O vampiro já se aproximou de ti uma vez e você não o notou. —Faz muito tempo que ela resgata mulheres de nossa raça e luta contra nossos guerreiros.. A ilha era selvagem e três lados da casa estavam protegidos pela selva. Dentes manchados e pontiagudos. Um dos irmãos Malinov sem dúvida. — Você fala d Solange . É quase tão forte como qualquer de nossos guerreiros e igualmente boa lutadora. Não a menos que possa destruir a influência do vampiro entre nós. há centenas de anos. se deslocado com eles.. Não se contentará sendo protegida. Pele estirada firmemente sobre ossos. – Admitiu.. de forjar uma amizade e obter que nos aconselhe sobre o que terá que fazer para trazer as mulheres de volta a nós. com as cores amortecidas e nebulosas. mas se for tão difícil como foi contigo. preparando -se para o inevitável ataque. E de linhagem aristocrática. —Não há outra como ela que nós saibamos. tem que me dizer quem é a mulher para que possamos colocá-la sob nosso amparo. consideraria o eliminar a mancha do vampiro? Fez um silêncio cheio. —Não estou seguro. prima de Juliete. Se isto fosse algum plano elaborado para recapturar Juliette. Jasmine. Manolito sabia o que ele lhe pedia. Luiz assentiu. Não gostará nada de ter algo a ver conosco. . negavam em ir ao rancho Da Cruz para visitar Juliette. Manolito sabia que Solange e a irmã caçula de Juliete. mas concordaram em permanecer na casa dos Da Cruz na retirada ilha. —Meu irmão caçula encontrou sua companheira. —Peço-te ajuda para assistir meus irmãos. Piscou e as imagens desvaneceram. a sombra viva um pouco.Este é um professor vampiro. Manolito não lhe tinha dado seu sobrenome porque se mostrava cuidadoso. Podia ve-las entre as folhas. Poderia tentar curar sem o vínculo. A tratarão brutalmente. ao Laboratório Morrison. —Essa outra mulher está em perigo. mas agora não tenho mais possibilidades. —Ela não se renderá tão facilmente a ti. Luiz inclinou a cabeça em reconhecimento da cortesia. estará morta de qualquer modo. —Manolito lançou outro olhar ao redor. Cárpato. Perguntou-se por que Muiz estava em sua propriedade. forçando sua submissão e finalmente a quebrarão. mas tampouco morto. —Tinha reconhecido o toque do vampiro. a qual busca o vampiro? Imediatamente a expressão do homem-jaguar se tornou cautelosa. Se trouxer um deles . —Talvez se o fazemos discretamente. —Se desejas que ajude sua gente. E inclusive menos mulheres e só um ou dois de sangue nobre. Cuidamos dela como o que é. —Não procuro sua rendição. Tentei convencer os outros para falar com ela. e todo Cárpato faria o mesmo. Tinham sido amigos. Está se referindo A ela? —Manolito queria colocar as cartas sobre a mesa de uma vez. vacilou e depois assentiu.. não alertemos o vampiro do que está fazendo para nos ajudar. Mas também uma enorme demonstração de confiança. E se por algum milagre não o fazem e a entregam ao vampiro. o futuro de nossa espécie. Caminha entre vós sem ser visto. não . As mulheres a ouvem. Fez um esforço em obrigar sua mente a voltar para a situação atual. mas Luiz não precisava saber isso. Talvez minha gente possa ajudar. os homens-jaguar teriam uma guerra nas mãos.numa versão apagada.

De couro marrom escuro e envelhecido e de bico fino. Luiz. Solange.Disse Manolito com alarme. Tomou forma novamente sobre uma grande pedra em frente a uma barulhenta cascata branca que vertia sobre as rochas e caía. mas seu coração saltou e palpitou. Evite-o de todo jeito. – Ele esfregou a testa. mas então te cheirei e fiquei muito confuso.Disse Luiz. e o leito dos rios nunca era impedimento. CAPÍTULO IV MaryAnn colocou um pé com cuidado fora do veículo e suas amadas botas de couro afundaram profundamente no barro. mas ainda não tinha saído do veículo e já estava afundada no barro. a pelagem ondeou enquanto seu focinho se alongava para acomodar uma boca cheia de dentes. mas confortáveis para a selva tropical. —Acha que meu amigo está morto? —Se não morto. por sua ajuda. sabia que era por aqueles a quem amava e não por si mesmo. —Veio a ilha controlado. Só para estar seguro. . eram elegantes com seus saltos altos e grossos. sequer seu irmão Riordan estava a salvo. suave como a manteiga. . Tinham assombrosas capacidades para nadar. mas sobretudo. Quando tirou a bota. —Não sei. —Sim. Acreditei que devia conversar com ela. Sabíamos que não iria a seu rancho. —Obrigade Manolito. Esperava encontrá-la antes que os outros. Última moda. Saboreá-la. —Vieste aqui a procurando. abraçá-la. Necessitava de sua companheira. Em absoluto silencio deslizou entre a folhagem e desapareceu.Onde você está? O lamento ressoou em sua mente. Isso significava que o professor vampiro estava perto. Sua fome havia retornado. Precisava tocá-la. escapou ileso. Você deve te-lo encontrado aqui. como um passeio pela selva. faziam jogo com a jaqueta de couro da mesma cor. Manolito manteve sua expressão em branco. transformando-se num rio caudaloso. —E sabiam que a mulher mais jovem estava com ela. perdido e solitário.Comecei a pensar que estava aqui para tomar nossas mulheres e quis vê-lo morto. Inclusive os tinha impermeabilizado cuidadosamente para qualquer ocasião. As botas tinham sido um querido achado. Era muito melhor errar a favor da cautela com o homemjaguar. em algum lugar da ilha e ninguém sabia. indubitavelmente poluído. Somente com um velho amigo. Acreditamos que havia uma possibilidade de que pudesse estar aqui. . e pela primeira vez pareceu derrotado. ouviu um som de sucção acompanhado pelo desagradável aroma adocicado de flores . Tinha vindo aqui em busca de refúgio e partia ao compreender que a casa estava ocupada pela família Da Cruz. —E o que teria feito com ela? — Exigiu Manolito. . Luiz sacudiu a cabeça. A que Juliette e Solange recuperaram das garras de seus homens. Mais ainda. Luiz desviou o olhar por um momento. Ofegou com horror. Não posso controlá-los. Jasmine e Juliette. O medo era uma emoção incrível e agora que o sentia. Ele encontrou-se com um professor vampiro e só porque tinha um plano e precisava de você. Tinha vindo totalmente preparada. Adorava suas botas. mas então aconteceu algo.Com quem se encontrou? —Com nenhum vampiro. trazendo com ela confusão. . precisava que sua companheira o ancorasse. seus olhos negros brilhavam perigosamente. —Seu amigo há muito despareceu. —Não são meus homens. até os tornozelos.que a raça do jaguar não considerasse a selva inteira como seu domínio. Seu corpo se encurvou. num movimento rápido e gracioso. Manolito se dissolveu em névoa e se uniu ao vapor baixo e cinza que vagava entre os troncos das árvores a alguns centímetros do chão. Precisava advertir sua família do perigo que os espreitava na ilha.

que não se incomodava em ocultar. Prefiro permanecer completamente ignorante. Juliette. Sabia que estava lerda. . Juliette ia atrás dela e parecia pequena. —Depressa. A selva não era como esperara... O ar era pesado pela umidade. não se convertam num enorme gato ou algo assim. Depente estava diante dela. tentando não soar irritado. A selva era úmida e implacavelmente escura. Eles têm o olhar fixo e cravam suas garras na gente. Por alguma razão tinha pensado que a selva seria ruidosa. . . . mas os gatos domésticos me assustam. com espera. Não era a razão pela qual se obrigava a ir A um lugar que sabia ser extremamente perigoso para ela. . Tornou para trás no assento para examinar o dano. —E isso já era bastante quando bem pensava em um luxuoso hotel de cinco estrelas. Agitando o frasco de repelente. temerosa de se mover em qualquer direção. E se resultar que alguém esteja nos espreitando. Procurando tranqüilidade. MaryAnn não se afundou no chão. MaryAnn pegou com cautela sua mochila e apareceu pela porta aberta. O zumbido dos insetos e os incessantes gritos dos pássaros eram o único som que se ouvia. nunca tivera. apegando-se a qualquer razão para permanecer na relativa segurança do Jipe. mas os insetos se agruparam a seu redor.Disse Juliette. Era patético e um pouco embaraçoso.Lhe recordou Riordan. Acreditei que levariam a irmã de Juliete até lá. . Colocou pulcramente o frasco numa das reentrancias do cinturão. orvalhou os insetos de forma metódica e acidentalmente. mas conseguiria por si mesmo. Sou uma garota de cidade.Corrigiu MaryAnn. Deixei muito claro.Disse. Ela mordeu o lábio e se absteve heroicamente de dizer algo enquanto dava um cauteloso olhar ao redor. – Então já sabem. embora imóvel. tocou os dois pequenos spray de pimenta enganchados junto ao frasco de repelente de insetos em seu cinturão sob a jaqueta. mas não lhe preocupava. —Ops.Não disseram uma palavra sobre uma ilha ou de estar em meio à selva. com a música das ruas cantando para ela e o burburinho de pessoas por toda parte. Seus medos estavam profundamente enraizados e nunca tinha sido capaz de se sobrepor a eles. seguindo contra vontade seu guia.Acredita que queremos lhe fazer mal —Mencionei que alguma vez acampei. ignorando o fulminante olhar. com os milhões de sons bonitos. —Está bastante enlameado. como se milhares de olhos a observassem. Era escura e um pouco atemorizantea. Temos que andar a partir daqui. Que estava fazendo nesse lugar? Teria que estar numa cafeteria. Um calafrio desceu por suas costas e MaryAnn limpou a garganta. Gatos domésticos. certo? —Disse MaryAnn. MaryAnn. . Seria realmente a companheira de seu irmão? Não encaixava em nada com seu estilo de vida.misturado com vegetação podre. . Não podia concordar a idéia de andar tranqüilamente dentro dessa opressiva escuridão. Não tinha nada que provar a ninguém. para o interior estranhamente tranqüilo do bosque. não só de pássaros e o sussurro dos insetos. segurou-a pela cintura e a depositou a curta distancia do veículo. Movia com graça e facilidade através do surpreendentemente e espaçoso solo da selva.Disse Riordan. sua boca era um conjunto de linhas cruéis. Sua opinião sobre ela batia todo o tempo num ponto baixo. o pescoço de Riordan.Disseram uma fazenda de gado nos perto da selva tropical. Vinha preparada para os homens-jaguar. não fazem? —Ele não responderá. Me dê um assaltante e um beco em qualquer dia da semana. A selva a aterrorizava de tal forma que nunca poderia explicar a ninguém. . Seu coração começou a palpitar. —Manteremos-lhe a salvo. provavelmente o melhor é não me dizer. Fazem esse tipo de coisas.Disse Riordan. Manolito a comeria viva. —Rancho de gado. —Devo ter esquecido de lhes falar de minha estranha ojeriza com gatos. E podia ler a expressão de Riordan. não para os jaguares. como um cordeiro para o sacrifício. Não sei se é tambem com os de qualquer outro tipo. Ceder ao impulso infantil lhe tinha proporcionado uma pequena onda de satisfação. Riordan fez um gesto com os dedos e MaryAnn forçou um pé diante do outro. —Três vezes. Em algum lugar na distância um jaguar rugiu. . —Talvem posssam chamá-lo e lhe dizer que estamos aqui. esquadrinhando o chão em busca de um lugar seco. —Acreditava que sabia que vínhamos para a selva. Sinto muito. MaryAnn engoliu com força e permaneceu imóvel. – Ela estava balbuciando e não podia parar. não neste estranho e silencioso mundo de… Natureza.Assegurou Juliette. mas podia ver cores . Havia um pouco de impaciência no toque de seus dedos. franzindo o nariz com repugnância. não deixaria que ninguém lhe apressasse. compacta e alerta.

A jaqueta bordada era curta e estava na moda. surpreendeu-a a ausência de animais. tivesse ali. —Isso você não sabe . Enquanto caminhava. . O bordado das costas era muito entranhado para descrevê-lo e as linhas franzidas proporcionavam um elegante aspecto renascentista. teria admitido em voz alta. Não podia ter melhor aspecto. Piscou para conter as lágrimas e seguiu caminhando. . não devia levar em conta seu cabelo.—MaryAnn respondeu. que o solo fosse uma impenetrável selva. unindo as árvores e formando um caminho na canopia. retorcendo-se através do chão. Riordan e Juliette pareciam sombrios. houve somente uma ondulação ocasional de asas acima de suas cabeças. tentando se valorizar.. tentou recolhê-lo numa grossa tranca. As árvores se elevavam por toda parte a seu redor em gigantescos ou suaves troncos elevando-se sem galhos. Seguiu caminhando atrás de Riordan. porque era o que fazia quando alguém precisava ajuda. Com desespero. —Pressionou a mão sobre seu estômago como se estivesse ferida. —Ele está vivo. As cepas se arrastavam pelos troncos. Penduravam-se cipós por toda parte. em couro marrom envelhecido. .Disse Juliette silenciosamente. Tinham virtualmente a jogado na caminhonete. Ergueu a mão para apalpá-lo.que não deveria ser capaz de ver. de cós abaixo do umbigo e sua camisa favorita. Não tinha sentido. Não se tinha incomodado em ficar nada mais que uns pendentes de incrustações porque se figurava que algo mais seria um estorvo. desejando dar a volta e correr para a segurança da caminhonete. Em pé entre o Manolito e uma morte segura. dourados e transparentes. Isto deve ser difícil para ti. Destiny. . galhos caídos e raízes retorcidas que se estendiam em todas as direções como tentáculos através do chão do bosque. Algumas árvores pareciam se sustentar no alto por uma miríade de pernas de pau. Riordan quase rudamente.. Na selva. mas enquanto andavam em fila. Bem. gritando uma advertência. Vestiu-se com suas roupas mais confortáveis. onde estaria? Por que não pudera alcançá-lo depois do momento horrível quando a tinha golpeado o conhecimento de que um jaguar estava lhe atacando? Tinha tentado detê-lo. não até agora. mas o correto não importava. Esperava também. Senti as garras rasgando sua carne..Estava atacando-o. Se Manolito estava vivo. Sempre tinha acreditado que as criaturas estavam por toda parte na selva. Não ficava assim tão assustada desde que um homem tinha irrompido em sua casa e quase a tinha matado. sementes. —Riordan saberia. deu-se conta de que nadava desesperada em águas muito profundas e estava vestida de forma totalmente inapropriada. Doía-lhe o peito.O jaguar… — Deteve-se tratando de recuperar o controle antes de falar. Passou sobre folhas mortas. Precisava vê-lo. mas nunca realmente rude. mas não tinham proporcionado respostas a suas temerosas perguntas. Combinando a jaqueta com seu jeans. - . aterrorizada de fato. . mas era espaçoso e fácil de andar por ele.Mas podia se ajeitar. quase até a canopia. mas estava começando a ter dúvidas sobre se Manolito estava vivo ou não. Se sua melhor amiga. Enquanto seus saltos se afundavam na vegetação. MaryAnn estava um pouco impressionada pela vasta variedade de tons. fazia jogo com as botas e lhe dava confiança.Admitiu MaryAnn. que por um momento estivera ali. tecendo seu caminho através de orquídeas e sobre os arbustos. Sempre lhe parecera intimidante. Não podia respirar pelo desejo de lhe ver vivo e bem. Como se lesse seus pensamentos. Tocar-lhe. E não ia abandonar Manolito da Cruz na selva tropical com um jaguar lhe atacando. As raízes estalavam fora das bases como serpentes. samambaias e musgo brotavam dos galhos. ela saberia. —Sinto muito. para interpor em seu caminho. esperando para cair sobre os imprudentes visitantes. MaryAnn estava muito assustada. Ouvir-lhe. Tinha que estar com ele ou não ia sobreviver. estirando as mãos para pegá-lo. sentia o coração como uma pedra e seus olhos ardiam constantemente pela necessidade chorar sua morte. —Juliette lançou um olhar rápido e preocupado a seu companheiro enquanto mantinha o passo com MaryAnn. Era uma loucura.. porque os irmãos Da Cruz saberiam se estivesse morto e através deles. Mas não conhecia esta gente e estava totalmente fora de seu elemento e era só sua intensa necessidade de ajudar os outros que a empurrava para frente. falado disso e talvez teria rido de si mesma. Embora tentasse duramente manter seu rosto afastado de Juliete. —Não é o meu mundo. Não sabia por que. com decote baixo e bordada com intrincadas miçangas em turquesa. Juliette se aproximou a seu lado. era consciente dos olhares ansiosos que esta lhe lançava. como seus irmãos. mas ninguém tinha entendido e como podia explicar sem parecer uma louca.

. MaryAnn roçou a cabeça com a mão enquanto continuava caminhando e Riordan sentiu o golpe psíquico. com suas botas de saltos altos e não tocava o solo do bosque. nenhum ramo estala. mantendo o toque ligeiro e tranqüilo. Não se voltou para olhar Juliette. Riordan respirou fundo. – Ele está vivo.Minha gente é da raça do jaguar. de repente confusa. Não confiava o bastante neles. afrouxando o passo só um pouco para que MaryAnn não se desse conta.Riordan. Deliberadamente. MaryAnn quase corria. como faria um autêntico companheiro. como se ela tivesse golpeado-o. seu coração palpitava. Seria a mulher parte da armadilha? O que sabiam dela afinal? Manolito nunca a reclamara abertamente. Estendeu para Zacarias seu irmão mais velho. Ele também sentia dor e um irracional temor pela vida de seu irmão. Guiando-a pelo caminho errado? Não queria encontrá-lo? Por que a mantinham a distancia? As sementes da suspeita estavam crescendo e não podia suprim-las.Por que me sinto como se tivesse dor? . . especialmente companheiras potenciais. Tem necessidade de mim? Zacarias estava no rancho com o resto da família e Riordan desejava que ele ficasse por lá. MaryAnn era bem consciente do escrutínio de Riordan. A sensação era tão forte que ela se deteve. Parecia totalmente desconjurada mas… .Sente Manolito? Pode me dizer se ainda vive? Passou-se um momento enquanto Zacarias tocava Manolito. o que não era tão fácil se tinha companheira. —Este é o caminho errado. como qualquer companheiro faria. realmente.O que estava fazendo Riordan. sinceramente surpreso. realmente o que sabia sobre eles? Juliette aguilhoou Riordan. Riordan.Não atenda a estupidez. Não faz nenhum som quando se move. Não havia dito a seus irmãos que a protegessem.Acredito que é a mulher transmitindo. mas se protege. afinal. já não podia discernir a verdade. Juliette? MaryAnn tinha sido protegida por não menos que três poderosos caçadores Cárpatos. O homem se escondia. Ele… — Ela gesticulou. Juliette nunca o perdoaria. Aqui fora. Ele elevara-se e estava provavelmente mais perto da fértil cama de terra rica. mas se move como alguém nascido e criado aqui. depois de dar sua opinião e esperando que Riordan seguisse seu conselho.Não há nenhum ruído. virou pelo caminho errado. . Riordan. Riordan suspirou e tratou uma vez mais de alcançar Manolito. Virou longe da direção aonde Riordan se dirigia.É melhor que ninguém esteja aqui quando contatarmos Jasmine e Solange. Riordan mediu-a gentilmente. Não é aqui. afastando-se de onde sabia que seu irmão havia sido enterrado. Zacarias desapareceu. Retirou bruscamente e lançou um rápido olhar a sua companheira. Deve ser uma psíquica muito mais poderosa do que nos fizeram acreditar. Se fosse vampira. Se um deles atacou Manolito. Não podia entender porque acreditava saber onde . . . certamente a teriam detectado. Dou-me conta de que deve fazer feliz sua companheira.Com o que estamos lidando. Também estou sentindo suas emoções. mas não a custo de colocar em perigo as mulheres. A raça do jaguar sempre deixou os Cárpatos estritamente em paz. sente-se fraca. Com isso. É possível que seja jaguar? Juliette inalou o aroma de MaryAnn e observou os movimentos de seu corpo atentamente. MaryAnn deu três passos e imediatamente tudo nela mudou e se estirou na outra direção. temo que Riordan e seus irmãos se vinguem. Solange lutaria com ele até a morte por sua liberdade e se levasse um só arranhão. Insistiria em levá-las de volta ao rancho para protegê-las e nenhuma delas iria de boa vontade e o isso não deteria Zacarias. somente para se sentir seguro. Ele governava com um vislumbre de seus dentes nus e seu enorme poder e esperava e conseguia imediata obediência de qualquer um. Nenhuma folha range. necessitaria da rica terra negra para sobreviver. Zacarias não permitiria a liberdade da irmã de Juliete e sua prima. . a única pessoa em quem sempre podiam confiar. mas sabia que eles estavam conversando telepaticamente sobre ela. Deveria ser fraca. Riordan conteve o fôlego. Juliette precisava que seu companheiro a tranqüilizasse. Um simples arranhão pode resultar numa infecção mortal. a gente escolhe as batalhas. Ferido gravemente como estava. Mas não é jaguar. . está seguro que Manolito está vivo? Sinto dor e uma terrível sensação de opressão e terror. Jasmine necessita da ajuda de MaryAnn e nem ela e nem sua prima irão voluntariamente se você ou Nicolas estiverem aqui.

A sensação de terror e medo era esmagante. Uma pequena rã arbórea. respirou fundo e começou a caminhar outra vez.Acha que o vampiro está aqui? . pegou o ritmo até que se viu virtualmente correndo. mas detestava andar entre o barro e folhas podres. deu outro passo longe dos Cárpatos e tropeçou com as raízes de apoio de um das emergentes árvores mais alta. sua mão fechando ao redor do pequeno spray de pimenta. Riordan lhe lançou um pequeno sorriso. . vagando pela superfície do solo. saltando de uma árvore a seguinte. para pedir à rã que deixasse MaryAnn. aterrissando perto de outras duas pequenas rãs. Algo a empurrava para frente enquanto por toda parte o bosque obscurecia e o sussurro sobre sua cabeça . MaryAnn fechou os olhos.Afaste-se de mim! – Gemeu MaryAnn em sua mente. Confusa. No alto. a um lânguido cinza. saltou de um ramo particularmente grosso para aterrissar sobre o ombro de MaryAnn. Manolito pode ocultar sua presença até mesmo a nossos melhores caçadores e não há maneira de detectar Zacarias. mas não ia sair da selva até que encontrasse o homem ou seu corpo.Onde você está? Encontre-me. . é um professor em ocultar sua presença.Porque não era uma mulher feita para rãs arbóreas e mosquitos. com a opressiva escuridão e o silêncio fechando a seu redor. . por mais que soubesse que não era psíquica. deu-se conta de que o verde já não eram tão vívido. mas neste caso. Juliette lhe segurou por braço e gesticulou para as árvores que os rodeavam. a rã se moveu para mais perto do pescoço de MaryAnn.estava Manolito. Na canopia. embora era com sua mente com a qual se estendia.Seu laço de sangue deveria te manter informado de seu paradeiro. Podia se arrumar com a escuridão de um beco da cidade em qualquer dia da semana. e agora estava vendo sombras quando não deveria. Ela sente-se atraída para Manolito e provavelmente possa lhe encontrar mais rápido que nós. então teremos que estar alertas a todos os perigos para ela. Sei que são muito ardilosos em tais situações. Pequenas rãs dedilhavam os troncos e os galhos.Agora mesmo! —Vá! — Gritou em voz alta.Onde está você? Preciso de você. . as pontas sondando em busca de nutrientes. e saltou para o tronco da árvore mais próxima. . Sua mente se infestou de sussurros enquanto começava a correr. Tentava repetidamente alcançá-lo.Ordenou.. os macacos utilizavam trepadeiras para convergir e seguir a mulher enquanto esta avançava pela selva .Perguntou Juliette. roçar a mente dele com a sua. Sentia olhos observando cada passo que dava. na canopia. Mesmo assim. Juliette sussurrou brandamente. . Quando entrou mais fundo na selva. Saia de mim. —Vá. Por mais que tentasse. um pequeno macaco jogou folhas no trio de anfíbios. seguindo o progresso de MaryAnn. mas se encontrava apressando-se pelo bosque num esforço por chegar a Manolito. MaryAnn se deu conta de que lhe corriam lágrimas por sua face. As sombras cresciam onde antes não havia nenhuma. já que defende sua presença de mim.Se for assim. O terror moveu através dela. agora mesmo. . não tinha nenhum talento e nenhuma habilidade para ser a companheira de ninguém. Por favor que esteja vivo. mas não podia.Continuava tentando chamar Manolito mentalmente. As raízes estavam retorcidas de forma elaborada e ardilosa. Uma árvore de enorme altura que estalava através da canopia. As folhas e os arbustos pareciam ter um véu de névoa sobre eles. que parecia atônito. . de cor verde brilhante. Juliette franziu o cenho enquanto começavam a seguir MaryAnn. Desta vez. . embora claramente não tinha os dons psíquicos que todos acreditavam que possuía. apesar dos altos saltos de suas botas. incapaz de esperar a que a rã obedecesse à ordem de Juliete. e mesmo os répteis e anfíbios respondiam as vezes. mudando a vibrante cor. Quando começou a segui-la.. Primeiro havia visto brilhantes cores na escuridão. grudando nela com suas patas pegajosas. Evidentemente a criatura já tivera bastante dos humanos. . Não corria ou fazia qualquer atividade física. Ela conteve um grito e ficou congelada. Juliette tinha uma afinidade com animais. Juliette e estudamos muitas coisas ao longo dos séculos. mas não podia parar. não podia lhe encontrar. temia que o homem estivesse em problemas e tinha que chegar até ele.Somos antigos. Ela não fazia cooper. Riordan fez um bem mais cuidadoso e completo escaneio do bosque circundante. para dominar outras. Passou junto a Riordan. quando ele não quer que se saiba que está perto.

Mas macacos eram pequenas feras peludas com mãos quase humanas e dentes grandes. MaryAnn lançou a Riordan um pequeno sinal. —Sim e além disso. provando o couro de sua jaqueta. – Ela admitiu. Eu não gosto. mas não sou mais essa garota da grande cidade. para que fossem embora. como se dúzias de rãs saltassem para a segurança dos galhos mais altos. Depressa antes que o grande Cárpato mau as frite. é melhor destruí-las. E ela escolheu omitir a parte do veneno. Os nativos as usaram durante anos para envenenar as flechas. Riordan colocou Juliette atrás dele.Silenciosamente insistiu para elas cooperarem. —O que ia fazer? Convertê-las em carvão? Pobres coisinhas. . E está zombando de mim. Estou falando sério. elas ignoram até o mais forte dos toques.o cenho para Riordan. Suas unhas cresciam anormalmente rápidas. essa onda de poder? Ela fez com que as rãs fossem embora. olhe os macacos! . mas ele não precisava saber. Eram brilhantes. Não é normal ver tantas rãs num só lugar e certamente não deveriam nos seguir. Sabia disso porque uma vez.Confirmou Juliette. Tropeçou e quase caiu. com lunares no ventre e unhas verdes. Nunca tinha visto as rãs se congregam em semelhante número antes e tinha passado a maior parte de sua vida na selva. —Não trate de me assustar com as rãs.Vão embora. As línguas saíram como uma flecha. MaryAnn quadrou os ombros e elevou o queixo. despindo enormes dentes para ela. sempre acontecia assim. —Tem alguma idéia do por que estas criaturas não se comportam com normalidade? . . Franziu. Não quero que as mate. As rãs a olhavam fixamente com imensos olhos negros e verdes. o movimento enviou uma estranha onda de verde sobre as raízes enredadas. Não queria matá-las. só uma vez. Uma unha quebrada. mas havia pequenas coisas peludas balançando-se sobre sua cabeça e isso a fez sentir-se enjoada e ligeiramente doente.É uma conduta incomum. têm que se mover. cruzando os braços sobre seu peito e assinalando a canopia com um gesto do queixo. – Pelamor de Deus. —Quando as criaturas não atuam como devem. É obvio que então estariam ocultas na folhagem. Sacudiu a cabeça.. olhando automaticamente para sua unha quebrada. apoiando a mão para evitar a queda. Uma dúzia de rãs verdes saltou em seu braço e se aderiram com suas pegajosas patas.Havia alarme em sua voz e em sua mente. ardia e sentia um formigamento enquanto a unha se regenerava. Provavelmente estivam tão assustadas como eu. . como se estivessem polidas. arriscou a olhar para cima. . avaliando Às rãs com suspeita. Sempre acontecia isto quando quebrava uma unha. MaryAnn deu um olhar para as rãs que os rodeavam. — Era sim.se tornava mais pronunciado. —Não. As rãs voltaram para as árvores. mas agora o esmalte ia ficar danificado! E doía como o inferno. —São venenosas de verdade.. . enquanto mentalmente erguia os olhos num gesto de enfado.Riordan. Seu dedo pulsava. . mas queria que fossem embora. Uma vez. . não tão ruim como este.Sentiu. – Ela fez um gesto com sua mão livre. —Estão-nos seguindo? -A idéia a deixou nervosa. Juliette.Voltem para suas casas. —Não sei. Ela se congelou. MaryAnn se endireitou lentamente. O fôlego de MaryAnn ficou pereso na garganta. tinha ido ao zoológico e os macacos se tornaram loucos. mas se prometera não voltar nunca mais ao zoológico. —Essas rãs são venenosas. – Ele teria que revisar suas idéias sobre da companheira de seu irmão. MaryAnn estremeceu e olhou atrás. – Ele não pôde resistir de acrescentar. olhando fixamente com seus olhos gigantescos como todo o resto na selva pareciam estar fazendo.. Fora de sua vista. As rãs eram uma coisa. MaryAnn tinha medo de olhar. para Juliette. que pensou parecer sorrisos.Disse Riordan. Sua unha alongada. .Riordan está dizendo a verdade. cravou no úmido musgo. gritando e saltando ao redor. —Por que fazem isso? Juliette não tinha uma resposta para ela. com uma formosa manicure.. provavelmente sentem curiosidade por minha jaqueta. quanto mal podiam fazer umas diminutas e inocentes rãs arbóreas? Não queria ver Riordan fazer algo como lançar uma chuva de fogo sobre essas indefesas criaturas. parpados. . Tinha sido um dia horrível.

aparentemente alheios às raízes que os mantinham no chão. não era psíquica.admitiu Riordan. tornava-se inepta e temerosa. Seu coração saltou quando ouviu a palavra “vampiro”. – Estivera esperando desde que tinha entrado na escura opressão da selva. mas isso não importava. uma ariranha era atraída por outra. a ondulação de asas eram pássaros assentando-se na noite. As unhas de Juliete se cravaram no braço de Riordan enquanto caminhavam. mais ao que parecia. alagando-a.A questão principal é se for ou não um perigo para Manolito. Logo que o pensamento foi completado. quando antes não podia alcançá-lo. mas não sei o que é. O sussurro nas folhas eram insetos.Acredito que ela esteja muito confusa a respeito de tudo isto. Ela era inteligente e valente para um humano. tentando recordar se tinha visto alguma vez semelhante transformação. Compadeço-me dela. Desejava a normalidade das pessoas alavancadas nas esquinas de uma cidade. mas uma manada de rãs ou macacos dirigidos por vampiros… Dizia-se manada? Sequer sabia como dizia. ela sabe exatamente onde ele está e se dirige diretamente para ele. Seus ombros largos e em seu peito. Corre tão brandamente. os macacos sobre sua cabeça perturbavam as folhas enquanto mantinham seu passo. muito mais alto que ela. “Vêem a mim”. Sentia-lhe agora. nas linhas de dor e fadiga gravadas profundamente em seus atraentes traços. a urgência a dirigia. mas agora não estou tão seguro. O mundo pareceu se estreitar ou provavelmente se expandiram seus sentidos. Nunca vi nada como ela. tornando seu ouvido mais agudo. mas sua valia não era do tipo necessário para ser a companheira de um caçador Cárpato como Manolito. Ele tinha problemas. quando se aproximou delas. Embora havia um coração de aço nela. que não era exatamente pequena. Não podia abandonar este terrível lugar até que encontrasse Manolito. só pensando nele. Podia intimidar tipos duros da rua com um olhar. Ele era alto. a dor emanou. Com pouca lua e a grossa canopia em cima. Não tentou conectar mente a mente. sem ranhuras suaves que o toanasse mais aceitável para uma mulher como MaryAnn. Sabia que ele estava ferido e confuso.Acreditei que talvez um vampiro estava utilizando seus olhos e ouvidos para reunir informação. sem dúvida nenhuma. Era difícil ver MaryAnn como algo mais que o bonito manqeuim de moda que sempre lhe parecia. Atalhou por uma série de trilhas que margeavam um riacho de bom tamanho. Seu fôlego se fez mais agudo e ela acelerou o passo. criando cascatas em toda parte. arrepioulhe e fez com que seu estômago se apertasse de excitação. os grossos nós e galhos como serpentes pareceram escuras fortalezas que escondiam segredos. A água e vertia por cada saída concebível. de dois homens. por vê-lo. inclusive… Um jaguar. Queria desesperadamente voltar para casa. A uma milha a sua esquerda. por que a conexão é tão forte que ela sabe melhor que você onde está seu irmão? Porque. mas ainda assim não estava preparada. de forma que seu cérebro processasse cada som individual. o rastro de uma anta sobre a vegetação. Ela esgrimia poder e energia sem deliberação consciente. e em algum lugar no furioso rio. O irmão de Riordan era dominador e duro. cobrindo o enredo de raízes de apoio. MaryAnn sentia um zumbido na cabeça.—Acreditava ter. Não é um jaguar. O som era alto na imobilidade da selva. muitas criaturas. Mais que dor. – Olhe MaryAnn! Olhe-a. mas ela se move com rapidez para quem nunca esteve numa selva em toda sua vida. A névoa baixa tecia um rastro de vapor cinza entre as árvores. . sem ver nada. . Precisando dela. a compulsão de seguir movendo-se depressa. Ele está há umas boas seis milhas. Se foi só um intercâmbio. Os Cárpatos falavam entre si outra vez. Virou a cabeça de um lado a outro. perto. Girou para longe de Riordan e Juliette. Onde ele estava? Podia ouvir o agudo som de morcegos chamando uns aos outros. Ouvia sua ordem sussurrada flutuando no ar. Estavam utilizando-a para chegar a Manolito? Se Riordan queria realmente . Os imensos trocos se elevavam além da névoa. MaryAnn caminhava rápido. A voz brilhou tenuemente em sua mente. a umas seis milhas de distância e reconheceu o sensual tom de Manolito. Riordan. sempre lhe tinha concedido isso. . no momento em que pensava nisso. . sentia a necessidade. indiferente aos galhos mais baixos que se enganchavam em seu cabelo. Sabia. para a direção onde à compulsão era mais forte. Ouvia o som de vozes. O laço de sangue com Manolito é forte. E havia muito mais que o que entrava pela visão. Os aromas explodiram através de seu cérebro. como se revoassem insetos em torno dela. Detestava isso. pois não pertencia ao reino animal. o interior era escuro e misterioso. E você? Riordan lutou com suas lembranças.

Fechando o punho. calada e certamente avaliando tudo o que a rodeava com anormal velocidade. que as espécies finalmente se . mas ela sim. MaryAnn. ambas sabemos. se estendia para ele? Por que não haviam simplesmente enterrado seu corpo na fazenda.Ela sabe que estamos falando em particular. —Quero ir para casa. O caso é… Os humanos viveram durante séculos lado a lado com outras espécies. sua palma cobrindo a marca sobre o seio que pulsava e ardia. . onde Manolito se elevasse entre os membros da família que o ajudariam? Por que não tinham mencionado uma segunda casa? E por que a irmã e a prima de Juliete muito medo de ir à casa dos Da Cruz? Algo estava muito errado. o mais provável é que fez um intercâmbio de sangue. .E isso a irritou. Você não é Cárpato. Retrocedeu para longe deles. sua mente estava silenciosa.Ela é mais que psíquica. Tropeçou.O que acham que ele me fez? Devem ter uma idéia.encontrar seu irmão. . mas segurou o ritmo facilmente. quando temê-lo seria algo mais do que natural? MaryAnn colocou uma mão na cabeça. —Isto é uma loucura.. E é reversível? Porque sou humana e minha família é humana e eu gosto de ser humana. Sua visão era definitivamente mais aguda. Sua visão era estranha. dando outro passo atrás. —Não sabemos exatamente o que fez Manolito. . Enquanto corria. tentando afastar os insetos. que sempre precisava ajudar e consolar os outros.provavelmente dois. E ela não teve medo dele. não até que encontrasse Manolito da Cruz e se assegurasse de que estava vivo e bem e não em algum tipo terrível de problema. O vibrante verde e vermelho das folhas e flores se misturou.. Mas a voz de Manolito deslizou outra vez em sua mente. assustada. como melhor amiga. ela mesma não sabia e isso assustava Juliette. Podia sentir profundamente em seu interior. Maldita sua natureza. Havia algo diferente.. frágil e que toma sangue. Não como tem agora. Esgrime poder sem esforço. mas mais importante ainda. . chamava-lhe. Seu coração se retorceu em resposta. Elevou sua mão trêmula. Riordan e Juliette quase a atropelaram. . captou o movimento de insetos e lagartos. Se voltasse a vê-la. Juliette lançou a Riordan outro olhar ansioso.. como se seus outros sentidos estivessem tão desenvolvidos que lhe tivessem roubado a visão normal. como um animal encurralado. E talvez o teria feito. Riordan reconheceu em sua mente. algo em seu interior a urgia a se apressar. Ele não via MaryAnn frágil e perdida. Nem sequer acredita que ser psíquica. Não era uma atleta.E se perguntaste como ela sabe? Não deveria. . —E teria algumas palavras com Destiny quando a voltasse a vê-la. o brilho das rãs arbóreas e os macacos enquanto corriam no alto. apesar do cinza apagado. saltando por cima dos troncos de árvores caídas como se tivesse nascido com reflexos.Estou mudando em algo mais. tentando ser honesta. enquanto corria.Acrescentou Juliette em voz alta. —Mas Nicolae tomou meu sangue para proteger melhor Destiny.. Não sabiam como reagiria MaryAnn. para longe deles. . podia identificar um espectro mais longo das coisas.Advertiu Riordan. —Sinto muito. Se soubesse o que acontece. um medo muito real em seus olhos e cautela. sabia. MaryAnn. bem mais rápido inclusive do que o normal a sua velocidade acelerada. Era estimulante ter todos os sentidos tão agudizados. —O que me fez? — Sussurrou.Onde você está? Ela soava tão perdido e solitário. por que não se aproximava dele diretamente. MaryAnn sabia que não podia. embotou que foi difícil distinguir cores. .. mas agora parecia bem melhor. . Profundamente em seu interior algo selvagem se desdobrou e se estirou. Em todos esses anos. para provar -se. assim não se converteu. A unha já havia crescido. diria-lhe. Por que não teve medo de que Nicolae tomasse seu sangue. O fluxo vazante do sangue em suas veias. Isto é o que acontece por ter uma garota branca. Algo estava terrivelmente errado. — Juliette inspirou profundamente. Sua visão noturna sempre fora excelente. Juliette.Nem Riordan nem eu sabemos o que te fez. MaryAnn conteve o fôlego. O medo crescia a cada fôlego que tomava. —Mesmo enquanto dizia. Estava começando a duvidar do que era real e o que ilusão. cravou as unhas profundamente na palma. sem cores que deslumbrassem e cegassem.. Podia ouvir sair precipitadamente o ar dos pulmões de Juliete.. O fato deveria tê-la assustado. dolorido por ele. .Ou o conhecimento de que o está fazendo. . Juliette segurou a mão de Riordan e apertou fortemente para evitar que dissesse algo errado.

seu pai. —Mas… —Juliette se interrompeu impotentemente. passou algo que não sabemos. Quantas vezes havia aconselhado mulheres a não falar ou andar com desconhecidos. Pressente o que cada pessoa quer ouvir e diz.Ela poderia ser maga? . Os pássaros fizeram algazarra e se elevaram das árvores. O vento açoitava com força sua face e pescoço. E eles quiseram. sacudindo-a roupa. isso é seguro e a maioria são boa gente. – Odeio isto! .Aventurou Juliette. A névoa formou redemoinhos ao redor dela.Explicou Riordan. O relâmpago crepitou e estalou.Chiou tão forte em sua cabeça que sentiu o eco através dos dentes cerrados. Quer que sejam felizes. .Não podemos abandoná-la. — assegurou Riordan. interceptando-a. Não temos mais escolha que fazê-lo. retrocedendo outra vez. O ar ao redor deles se carregou de eletricidade. Fechou os dedos ao redor do pequeno spray de pimenta. Não a menos que queigalhos lhe provocar a entrar em batalha. O coração de MaryAnn estava acelerado. Não parece que ela esteja fazendo isso. O trovão ressoou.Os magos retêm o poder. Sem querer insiste a se sentirem melhor. furiosa com ele. Seus olhos ardiam pelas lágrimas contidas. Seus pés abandonaram o solo e ela se encontrou voando através das copas das árvores tão rapidamente. . Outra vez estavam falando claramente um com o outro. MaryAnn sacudiu a cabeça. Permita-me ajudá-la a se levantar. —Eu não. —Isto soava errado. Girou sobre os saltos muito altos e correu entre a árvores. —Era Manolito e nos lançou uma clara advertência para que retrocedamos. e Riordan se deixou cair do céu. estendendo sua mão para ela. Não havia nenhuma mancha em sua família e nenhuma pessoa que vivia de sangue. Funcionaria com Cárpatos? Ou com vampiros? Ninguém lhe mencionara tipos de autodefesa.. Caiu duramente sobre o traseiro. golpeando a terra num desdobramento de energia cegadora. Talvez há séculos. atirando malévolamente seu cabelo. MaryAnn gritou e se afastou para trás. franzindo o cenho. Sentia-se enjoada e doente. Faria frente a um milhão de formigas e rãs arbóreas antes de fazer isto outra vez. avós e bisavôs. . mas nela é inconsciente. —advertiu Riordan. Igual a várias mulheres que são psíquicas. que fez com que o pêlo de seus braços se arrepiasse. mas teria que tecer feitiços. Se acreditara que a selva tropical era má. —Proteja-se! . O solo tremeu. Está sentada no chão. —MaryAnn. para fechar seus frios dedos ao redor de sua pele. esquecendo-se que eles podiam voar se quisessem. Ela chutou-lhe. sentindo o enxame de insetos em seus braços e pernas. MaryAnn sentiu braços fortes deslizar ao redor de seu corpo e uma mão pressionou sua face contra um peito largo e musculoso.. mas que não conheciam elas mesmas. olhando-o enquanto ele se erguia sobre ela. e infiltrando-se sob a jaqueta de couro. pensando que poderia deixá-los para trás. . Eu tenho sangue jaguar. Sabia que há um milhão e meio de formigas por meio acre na selva tropical? MaryAnn suprimiu um uivo de medo e ficou de pé sem ajuda. Pessoas que conheciam pela Internet ou através de amigos. que se sentiu enjoada. Essa é a razão da qual é tão boa conselheira. Os macacos gritaram. voar sobre a canopia era mil vezes pior. CAPÍTULO V MaryAnn rodeou o pescoço de Manolito com os braços e escondeu o rosto em seu ombro.Não podemos fazer nada mais aqui. Reúne energia como fazemos nós e a utiliza. Ele cuidará dela. e seu estômago dava curiosos movimentos. . . mas principalmente zangada consigo mesma por estar numa posição tão vulnerável. —Não temos escolha.misturaram.Gritou Riordan e saltou para trás. então eles são. —Este caminho é perigoso. os saltos se engancharam numa das muitas raízes que serpenteavam no solo. Ela é sua companheira e não temos direito de interferir.Não seja tola. Riordan soltou uma imprecação e segurou o braço de Juliette. . Conhecia sua mãe. Sentiu a rajada de ar deslocado ao redor dela.

Seu estômago se contraiu juntamente com seu coração e ela saboreou o aroma e o gostp de sexo em sua boca. por mais real. . Seu coração palpitava e o medo entrou silenciosamente em seu intimo. —Porque o desejo de saltar sobre ele era provavelmente um efeito por estar na selva abafada e o suor. mas um aguaceiro forte e duro. Talvez fosse arma secreta dos Cárpatos contra as mulheres. Nenhuma vez. Não podia pensar com claridade com ele olhando-a fixamente e seu cérebro em curto circuito. com um aspecto tão magnífico e ardente no meio de uma selva. como se os céus se abrissem sem mais. —Considere-se salvo e vamos embora daqui. o que agradeceu porque começou a chover imediatamente. Seus olhos ardiam com uma sensualidade escura. Não medo dele. sob a pressente circunstância. nem total e entregue. E já que não tinha a menor capacidade telepática ou psíquica. Seu coração voltou a se acelerar. Ele sorriu. Quem possuía esse aspecto? Honestamente. O olhar dele a percorreu e ela notou uma posse escura brilhando nas negras profundezas. mas se refreou e lhe dirigiu um longo cenho. Este homem exigiria submissão e entrega absoluta de sua companheira. Tinha que se controlar. .. O pensamento a fez ruborizar. —Resmungou as palavras antes de pensar. Provavelmente estava programada para o sexo na selva e quanto antes saísse dali. Por si mesma. . seu útero se contraiu e seus mamilos… Apertou a jaqueta contra o corpo e convocou um olhar a ele. mas baixou o tom da ordem fazendo com que sua voz parecesse o toque aveludado de uma língua deslizando sobre sua pele. Não se sentia assim há muito. —disse Manolito. para descarregar um oceano neles. Tinha lido muitos livros do Tarzán em sua juventude. disse que venha aqui comigo.Seus olhos negros ardiam com tão puro pecado que ela quase se derreteu. O problema era que ele estava olhando-a. sequer a endureceu. mais rapidamente voltaria para a normalidade. e a estava olhando como se pudesse devorá-la de uma só absoluta e deliciosa mordida. Era difícil não olisquear e introduzi-lo em seus pulmões. Certamente. consciente de cada uma delas. ou sequer uma constante. Ele acenou com um dedo para ela. apertando seu corpo contra o dele. Posse. Não simplesmente. —Estou perfeitamente bem aqui. não poderia ter se movido nem se quisesse. mas olhando-a fixamente. Oh! Deus. que lhe recordava por que não lhe interessavam o mínimo os homens. e apertou as espirais de seu cabelo já encaracolado. Não só ardente.. Apertou os dedos. Não uma garoa suave. vieste. Estava sozinha com um Cárpato que acreditava ter todo o direito sobre ela.. mas abrasador. Eu gosto de meus pés firmemente na terra. —Vim te resgatar. —A pele dele cheirava tão bem. Seu corpo respondeu. —Vêem aqui. Um sorriso lento e sensual que arrepiou.Repetiu as palavras enquanto sua língua acariciava um ponto que lhe pulsava freneticamente no pescoço. mas o cérebro gritou-lhe uma advertência. Aproximou-se um passo antes de poder se conter e braços firmes a rodearam. Como demônios se colocara em semelhante apuro? —Eu a chamei. . Que podia controlar sua mente e persuadi-la a fazer o que ele quisesse.. Ele era duro e musculoso e ela toda curvas suaves. – Afinal. Ela ficou com a boca seca. algo suave e absolutamente sensual. Com suas botas favoritas fundas no barro. Ele sussurrou algo em seu próprio idioma. Propriedade e crua sensualidade.Quando menina. pressionando os lábios contra sua garganta. Seus olhos negros a compeliam a obedecer. obrigado. E ela não era uma mulher comum. De rãs e formigas e tornando-a totalmente consciente de ser mulher. Nãamor.. não era nem a metade.Avio-te päläfertülam. —Então.. por mais estúpida que tivesse sido a observação. Este homem era uma ameaça. desejara aprender a voar? Estava segura de que ele estava lendo sua mente com facilidade e podia sentir a superioridade e diversão. Manolito os pousou numa área relativamente protegida. mas sim de si mesma. —Nunca. Não estava lidando com um homem humano que vivia sob as regras da sociedade. Encaixava-se a ele como uma luva.. fazendo-a esquecer de tudo. O estômago ainda lhe revolvia e ela juraria que seu nariz enrugou desejando outro bom olfato. Se é que havia se sentido assim alguma vez. Ele era a coisa mais sexy em que já havia pousado os olhos. MaryAnn se afastou dele no momento em que seus pés começaram a funcionar. —Ele não elevou a voz. Ele exalava. porque estava funcionando com ela. respondeu-lhe em voz alta. os homens não ficavam de verdade.

A mão se deslizou dentro de sua jaqueta.—É minha companheira. empurrando-se contra sua coxa firme. Seuas pernas amoleceram e se ancorou a ele. porque nada na vida a tinha feito . Estava quase desmaiada de desejo. mas agora. . Uma vez mais lhe capturou os lábios. lhe sujeitando contra ela enquanto o longo cabelo negro se espalhava sobre os braços e ela enterrava a face em seus sedosos fios. apegando-se a grossa tranca no puho. Não. Sua língua dançava. para o interior de outro reino completamente distinto. que se moveu com abandono contra ele. Ele elevou a cabeça e seu olhar mostrava uma hipnótica posse. kacad. puxando a barra de sua camisa e se fechou sobre seu seio. marcando-a como dele. O fogo queimou. sempre. enredando a pernas a seu redor. atraindo o sensível mamilo a sua boca. ancorando-a a ele enquanto explorava a pele acetinada. Desejando-o. O sabor era aditivo. Arqueou para ele. Sentiu a impaciente umidade em seu sexo e sua mente nublou com a ardente paixão. Sentia deslizar-se mais e mais longe da mulher que conhecia. minha lealdade. mas esses lábios não pareciam com nada que tivesse experimentanto antes. Seus seios doíam e incharam. —Pertenço a você. Ainaak terad vigyazak. kojed. quando os lábios dele encontrou o outro seio. Combinados. desejando encher-se com ele. A sensação estalou através dela fazendo com que o sangue palpitasse em seu coração e lhe trovejasse nos ouvidos. Sentiu como seu coração e sua alma se estendiam para os dele. Ele murmurou algo mais em seu idioma. cada uma provocando uma onda de ardente e que sua humidade se intensificasse. . Sua boca deixava um rastro de chamas da garganta ao seio e seus dentes acariciavam com pequenas e minúsculas mordidas. fazendo com que ofegasse e atraísse a cabeça dele para ela.lhe tirando seu fôlego. Encontrou a elevação em seu seio. Sugou-o com vontade. necessitando-o. Dou-te meu amparo. Sivamet kuuluak kaik etta A Ted. a dor relampejou através dela como uma tormenta. —Sua vida estará acima de tudo. acaricianco-o até que já não pôde mais pensar com claridade.Os lábios sussurravam sobre sua pulsação enquanto os dentes beliscavam gentilmente sua pele e a língua fazia outra carícia.Você elidet ainaak pede minam. que jogou de um lado a pequena advertência que lhe surgiu na mente e manteve a face enterrada em seu cabelo.Avio-te päläfertülam.Ainaak olenszal sivambin. Pensou que seu corpo lhe arderia em chamas. fazendo com que se pressionasse mais contra ele. minha alma e meu corpo. . envolvendo-lhe a cabeça. Sielamt andam. Quase choramingando. .Entolam kuulua. pelo puro prazer erótico. Quase perdeu as palavras suaves que roçaram as paredes de sua mente e ficaram encaixadas ali. —Sua vida será sempre apreciada. Elevou a cabeça. . nesse preciso momento. Sivamet andam. alinhando seus corpos de forma que pudesse pressionar-se firmemente contra ele. roubando seu fôlego à vontade. o sinal que havia deixado ali. Ainaak sivamet jutta oleny. Uma ínfima parte de sua mente tentou salvá-la. E o beijo se aprofundou e ela desabou queimando para dentro de Manolito da Cruz. . Tomo em mim os teus para protegê-los. mas a dele tomou. Seus dentes cravaram-se profundamente nele. Gritou quando sua boca pousou sobre seu seio. porque sabia que não era psíquica. intercambiandoo pelo seu. depois o prazer a seguiu tão doce. Uskolfertülamet andam. Levantou a cabeça e uma vez mais encontrou o ponto onde a tinha marcado. Ofereço-te minha vida. através da renda dourada do soutien.Ted kuuluak. Pesamet andam. As palavras vibraram através dela. desejou que assim fosse. tão erótico. sua língua acariciando e seus dentes mordiscando. insuflando fogo em suas veias. Ainamet andam. aliviando o terrível vazio. Elidamet andam. Não podia ser verdade. abrindo a boca para protestar. Tudo enquanto ouvia sua voz lhe murmurando na mente. meu coração. Queria sentir a sensação de pertencer a este homem. avio päläfertülam. —É minha companheira e está unida a mim por toda a eternidade e sempre a meus cuidados. rodeando-lhe as coxas com uma perna enquanto enredava a língua com a dele numa dança lenta. Os lábios dele desceram por sua garganta enquanto a mão se hospedava no cabelo. Nunca tivera uma reação física semelhante a outro ser humano em sua vida. —Reclamo-te como minha companheira. uma pequena porção não afetada de seu cérebro que ondeou uma bandeira vermelha. com uma voz tão sensual.

quando um homem tinha irrompido em seu lar e ameaçado mata-la. abriu a pele de Manolitoe pressionou voluntariamente a boca contra seu peito. mas era o que fizera sua companheira. Neste momento Destiny chegara matara o homem. Como se soubesse exatamente o que fazer. Elevou a mão para sujeitá-la. —Esposa. E não qualquer bofetada. no canto da boca. porque ninguém poderia ouvi-la e ninguém conhecia o terror com o qual vivia. Mas se afastou de um salto. Tinha encontrado o que sempre procurara. em êxtase misturado a paixão. Desejava agradá-lo e que ele fizesse o mesmo por ela. Sua língua encontrou a pulsação que estava procurando. feio e fora de controle se elevara. Ele gemeu e jogou a cabeça para trás. Tinha tomado controle total dela e ela simplesmente se deixou levar como se ele pudesse controlar sua vida com sexo. Manolito cambaleou. quanto a aceitar o ardente e aditivo intercâmbio. tentando manter adormecida a fera que morava profundamente em seu interior. fazendo-a tremer de desejo. algo selvagem. Nunca ninguém o esbofeteara psíquicamente antes. mas que afirmava ser seu marido? E que demônios havia lhe acontecido para se deixar hipnotizar até o ponto de fazer coisas que eram totalmente contra suas crenças? Manolito a tornava vulnerável. —Beijou-a na ponta do nariz. Para sua surpresa.Por um terrível momento não soube se estava gritando com Manolito ou com o que vivia dentro dela. . cobrindo-as com a palma. tentando esclarecer idéias. salvando a vida de MaryAnn e talvez sua alma. Econtrou -se de pé ao lado. Que estava fazendo. Compartilharia tudo com ele.Päläfertül. . Ele sorriu-lhe e seu coração se tornou louco. seu marido. Segurou-lhe o traseiro e a levantou para alinhar seus corpos de modo que ficasse pressionado contra seu ponto mais íntimo. . A sensação de pertencer a alguém. Não parecia ter repulsão ou dúvida. Sua mão deslizou sobre as terríveis marca das garras. pulsando e gemendo de desejo. num convite a muito mais. observando como passava as mãos sob a camisa de Manolito e a levantava. MaryAnn era uma mulher que aborrecia a violência e nunca poderia perdoar-se. Ele jogara-a fora da cama. atirando-a ao chão e chutando-a. . revoando a A um fôlego de distância. enroscada ao redor de um homem do que sequer sabia seu nome. Tinha escolhido abster do sexo simplesmente porque não queria compartilhar seu corpo com um homem em quem não confiasse ou amasse. sempre tinha assumido que envelheceria e morreria com a comodidade que tinha alcançado. os olhos escuros e excitados. Sentira como se seus músculos lhe encolhiam e se atavam e uma força descomunal a tomou. soube que Manolito da Cruz era sua outra metade. entre surpreso e sobressaltado.Diga-me seu nome para que seu Koje.Afaste-te de mim. ao mesmo tempo em que gritava em sua mente. Colocou cada grama de medo e ódio em suas próprias ações no grito. mas agora o que estava acontecendo era um presente. sua voz sussurrava novamente e aconteceu algo incrivelmente estranho. tão sexy que não podia acreditar que fosse ela. revelando os músculos definidos que fluíam sob a pele e os ferimentos em seu ventre onde o jaguar o havia arranhado. Quando ela esfregou seu corpo pelo volume grosso e duro que estava pressionado contra seu ventre. Um homem com o qual não ia passar o resto de sua vida. o batimento firme e forte do coração. íntimas e possessivas. disposta a fazer tudo o que Manolito lhe pedisse. Seu corpo se arquava contra o dele. Afastou A suas roupas. Pertencia-lhe. estava impaciente por fazê-lo. MaryAnn passou a língua sobre o pequeno corte e elevou a cabeça para olhar os hipnotizadores olhos negros. Ele não teria feito pior se lhe tivesse atirado um jorro de água fria. os lábios curvados e voluptuosos. . Uma fúria que só havia sentido uma vez antes. MaryAnn ofegou quando as palavras impregnaram em sua mente. Paixão e excitação. tropeçando contra o tronco de uma árvore. Porque fosse o que fosse o que havia em seu interior. reagindo tão poderosamente como seu corpo. Seu corpo se contraiu em espera. Sua língua lhe percorria o seio.sentir-se tão bem. Satisfeita com sua vida. olhandoa nos olhos. urgindo-a a tomar mais. Suas mãos eram ágeis. . Não havia nada de timidez em MaryAnn. Se via diferente. A mão deslizou sobre a pulsação e ela olhou fixamente a unha que havia quebrado antes. Esta se alongou até formar uma garra afiada. Piscou e sacudiu a cabeça. Viu a si mesmo lhe pressionar o ventre e o peito num ponto sob o coração. num sensual deslizamento de curvas. mas neste momento. embora agora sentisse um indescritível desejo de dar uma bofetada tão forte como pudesse nessa face atraente. golpeando-a viciosamente antes que pudesse se defender. A fúria estalou através dela. insuflando-lhes calor. Quando a lâmina da faca entrara na carne. Era toda dele. assustara-a mais que seu atacante. desejando a pele nua contra a sua. ele estremeceu e murmurou sua aprovação. possa se dirigir a você. E ela o fez. E ele a aceitou.

Esta mulher que agora o renegava. Sentia-se duro. E depois a deitaria e a saborearia.. —Olhe. Ele tinha caído. Havia tornado a confirmar a união de suas almas com o antigo ritual porque sua mente tinha insistido nisso. Ela era dele. um que pudesse me assegurar de que a última instância gostaria.. —Seja do que está falando. Tinha direito à distração de seu corpo sempre que desejasse. Ela não tinha nenhum direito de negar ou de desafiá-lo. Um homem malcriado e arrogante. A quem obviamente tudo mundo tinha agradado em tudo na vida. bebendo cada gota dela. —Eu nunca faria mal a minha companheira. preenchê-la. descobrindo o que a levava a loucura até que ela lhe suplicasse perdão. que a faria voar as alturas com Manolito.. sua boca. E seu nome era MaryAnn.. Embebeu-se com sua imagem. mas conhecia o sabor aditivo dela. Deteve-se quando ela retrocedeu afastand-se dele e olhou ao redor como se fosse correr. Mordeu o lábio com força para evitar lhe dizer que se fosse para o inferno. ardente e louco de desejo. Em qualquer caso. Sexo inesquecível. Precisava esconder o rosto nos abundantes cachos negros. Precisava do calor de seus braços e do som de sua risada.. Que mulher não gostaria? —E ela tinha alcançado o ponto de estar endemoniadamente segura de que nunca iria experimentar um sexo tão ardente como o inferno. fazer com que gritasse seu nome.. Vim aqui com a intenção de aconselhar a irmã de Juliete e Riordan me disse que você estava . Mais inclusive. se arrastar não figurava em seus planos. A sensação era pior.. Não queria que ela tivesse medo dele. Obviamente tormentosa. Sua pele era suave ao toque. Proporcionaria. embora nada do que lhe tinha acontecido desde que entrara na selva havia sido normal. até que ela soubesse realmente quem era seu companheiro. Mas primeiro seu corpo precisava ser saciado. muito pior que qualquer fome por alimento. que dizia tudo. de ouvir suas suplicas sem fôlego e de ver seus olhos nublados de êxtase. MaryAnn não sabia exatamente o que tinha acontecido. Nós dois. E ele devia ter dado muitas ordens. Ninguém havia se atrevido a lhe tratar dessa maneira em todos os seus séculos de sua existência. de repente. por sua beleza. Imaginou seus dedos nela. E depois a levaria uma e outra vez ao limite do prazer. Sou grandinha para ser castigada. Sentia uma urgente necessidade de dominar. – Sobre todo esse assunto de companheira. seu corpo o envolvendo firme e ardente. As mulheres deviam ter feito tudo que dissesse. Ele parecia furioso. Ela era uma mulher adulta e acreditava na responsabilidade. .. Ela era toda curvas cheias e luxuriosas e uma boca que não podia deixar de olhar. não querer arrasá-la. Seu corpo era dele. Tenho algo a dizer sobre isso. Não podia olhar para ela e não desejar estar dentro dela. mas já esquecer da parte que se arrastasse lhe pedindo perdão. Mas encontraria um castigo prazeroso. sou tão culpada como você. deveria saber. Manolito estudava a face de sua companheira. porque… MaryAnn estendeu as mãos para frente.. E o faria. maliciosa e tão tentadora que seu corpo endureceu dolorosamente.. Uma cólera escura o tomou. os olhos negros ardiam com uma fúria escura. Estava a ponto de explodir. tão forte que não podia evitar o frenesi no qual estava. que admitisse que lhe desejava.Exclamou. memorizando cada curva deliciosa. cometemos um engano. Que precisava dele. Estava confuso com os detalhes.. Era algo que teria o maior prazer de fazer. medo talvez. Desejava-a ajoelhada perante ele. Confusão. por exemplo quando e onde haviam estado juntos pela primeira vez. —Não ia culpar somente ele. pode esquecer.e perigoso e em conjunto muito atraente para seu próprio bem.mas uma o suficientemente forte para lhe derrubar. embora um pouco de saudável medo poderia lhe brindar um pouco de cooperação.. Podia sentir a atração para ela. queria que admitisse que pertencia a ele e a ninguém mais. declarava-o culpado. ao mesmo tempo sondando gentilmente seu cérebro para fazer uma idéia de como tinha sido sua relação. O sangue palpitava e corria através de suas veias. mas somente havia gritado.. Está… Bem… Muito bom. que lhe doíam os dedos da necessidade de percorrê-la. colocá-la sobre os joelhos e dar a esse incrivelmente formoso traseiro uma lição. MaryAnn Delaney. ele parecia um homem que poderia. Sem dúvida. —Poderia fazer com que se arrasta até mim e suplicasse perdão por isso. não de verdade. de deslizar seu corpo sobre o dela. Olhe. Manolito deu um passo para ela e algo se mostrou em sua face. quando ordenava. asno arrogante. Oh! Sim. que lhe proporcionasse o prazer último de seu corpo. E pedir perdão não era exatamente seu estilo. Tinha esperado fielmente por centenas de anos. MaryAnn franziu o cenho. lhe matando de prazer. pecaminosa. inalar sua fragrância e mantê-la para sempre em seus pulmões.. Mas ela era uma mulher que precisava uma mão dura de despi-la.

. implacável e constante. A ponta do polegar deslizou ao longo das maçãs do rosto com pesar.. Minha alma reconhece a tua. Os vampiros eram muito pior. olhando em todas as direções. mas nunca fomos apresentados. não Cárpato. até se fosse verdade que estava perdendo a cabeça. Estava cômodo neste mundo. Não. Podia ser certo? —Impossível.. antes que eu perca minha resolução. Retorne aonde se sinta mais segura. — Mostre-me o que vê. sentindo que seu coração rompia por ele. já se fundindo.. Afaste-te de mim. mas se você não ouve a vozes. —Podemos resolver isto juntos. —O que acontece? —Não ouviu nada? — Ele sabia o que havia ali fora. Pensava que você… — Ele se interrompeu. Ela tinha que estar a salvo. E por sua segurança.Vê-os. gemendo brandamente e cobrindo-a face com as mãos. Na realidade nunca nos apresentaram. Vi-o nas Montanhas dos Cárpatos na festa de Natal. rapidamente. Você não é uma estranha para mim. mas temo por minha prudência. Não deveria nunca.. Saltou a distância que os separava. E ela estava reocupada com o jaguar. Estava fora de seu elemento na selva. E vejo vampiros na terra. Não tenho habilidades psíquicas.. adicionando as quebradas que se vertiam das pedras e o lodo. mas a terra ondulava sob seus pés e ela não via os rostos entre as folhas nem a perturbação do solo. Você me pertence e eu a ovce. —Conte-me. — Queria que ele fosse feliz. . mas por causa da chuva. risadas zombeteiras. Seus dedos se fecharam ao redor dos dela e um tremor percorreu seu corpo. seus olhos uma vez mais fiscalizando ao redor. Não recordo dascoisas. colocandoa atrás dele. Não era isso. Parecia inconsciente para ela. significa que não estou de tudo bem. aproximando-a. sem a mínima idéia do que fazer. Pode fazê-lo.. Estou perdendo a cabeça. Suas necessidades já não importavam. A mente feminina deslizou fácil e rapidamente dentro da sua.. Quem sabia o que diziam tão ruidosamente. Sua liberdade. Ele estava tentando avaliar o perigo para ela. mas a fusão tinha sido iniciada por ela. – Ele levou a mão impaciente através do longo e sedoso cabelo e depois o jogou para trás. Crédulo e poderoso. Não vejo e ouço coisas que você é capaz de ver. fechou os dedos ao redor do spray de pimenta.. Manolito desejava que fosse certo. É minha outra metade. Os vampiros emergiam lentamente das sombras para olhar fixamente com olhos desumanos. A selva tropical era escura e sombria.É verdade então. Sua linguagem corporal mudou para um gesto protetor. encontrando novos caminhos e convergindo em riachos amplos e precipitados. gravando-a nas profundas rugas de seus olhos e lábios.. Inclusive dele. Ficou em pé quieto um momento antes de elevar a cabeça. fazendo com que se voltasse. Manolito. —Sou humana. nas árvores. —Deve me deixar. baixando o olhar para a inocente durante um longo e interminável minuto. Levantou uma mão até sua face.com problemas. Especialmente dele. para atá-lo com uma tira de couro que tirou de seu bolso.. Olhou a seu redor. Estava por tudos lados. Sacudiu a cabeça.. estirando-se a encontro. enquanto a chuva caía firmemente. Estamos selados como um só ser.. Manolito sentiu-a mover-se dentro de sua mente. Ali estava. A água se espalhava.. Manolito.. Estas ouvindo vozes agora? —Sim. Parece tão triste. antes que o atacassem e várias vezes quando estava ao longe. tentando avaliar o perigo para eles. MaryAnn ouvia mas só ouvia a irritante chamada das cigarras e outros insetos. Vá logo. Respirou fundo e deslizou sua mão na dele. segurando-a pelos antebraços. MaryAnn. Não sei porque acredito que me pertence. Manolito sacudiu a cabeça. MaryAnn fechou os olhos brevemente. Sou um ser humano normal que aconselha mulheres necessitadas. Simplesmente genial. da água. Uma risada maníaca deslizou no interior de sua mente. Estão-nos rodeando. Estendendo a mão livre. —Acabo de te encontrar. não é? Abrir sua mente à minha. formando grandes e pequenas cachoeiras.. . Não tenho idéia de em quem confiar. assinalando com seus dedos ossudos e acusadores. Porque não podia suportar a idéia de que estivesse fora de sua vista? Até esse momento não se deu conta de quanto precisava dela. Então ele se voltou. . Manolito parecia o oposto. Nunca nos tínhamos visto antes. Que voltasse a ficar furioso e ardendo em vez de parecer tão perdido e sozinho. nos arbustos.

—Não fazem nenhum ruído. —O significado literal é prado de noites. Antes que este tocasse seu rosto. nem mentiras entre eles. com movimento laborioso. —Eu não sou o que mantém a união. E se estivesse equivocado. porque esse horrível vampiro a nossa esquerda se está aproximando. —Confia em mim? — Perguntou. Preparou-se para ouvir a tradução. mas evidentemente que MaryAnn não. . Ele estava preso no mundo de sombras. ordenando-lhe. . Manolito podia ter que seguir os ditos do prado das noites. Ele a segurou pelo queixo e a obrigou a erguer olhar. envolvendo-os numa espessa névoa. segurando firme o frasco de spray de pimenta. – Ele traduziu. —murmurou para Manolito. Há tanto silêncio aqui. —Ao inferno com isto. enterrado a face contra seu peito e aconchegando seu corpo contra o dele. —Temia que pudesse ser algo assim. —Saia de minha mente e eu conseguirei que saiamos daqui. mas ela era mortal e estava caminhando por um lugar ao qual não pertencia. . chamando-a. com olhos desumanos e olhavam golosamente seu pescoço. Não posso te liberar. Sua horrível boca se abriu de par em par expondo dentes manchados e afiados como navalhas. Para sempre minha. — ele respondeu prontamente. mas ela se negava a considerar a ideia. A mistura saiu do injetor como um estranho vapor verde cinzento. para evitar que ela visse os monstros enquanto se aproximavam. em vez de deixar que o vampiro lhe golpeasse a face com sua respiração venenosa. —Estamos encantados de te-la entre nós. mas temos que encontrar a saída. Apesar disso. como um animal. para lhe proteger.MaryAnn olhou fixamente os rostos horríveis que os rodeavam. O vampiro se aproximou.Os insetos. Nem sequer via filmes de terror. —E tanto que não pertencia a este mundo. escondendo a cabeça dela. A terra se movia e mais rostos olhavam fixamente para eles. kinta. Pelo menos acreditava que estavam em sua mente. Um murmúrio de júbilo se elevou e um dos vampiros se aproximou. —Tudo estará bem. Só teria que desejar ir embora sem ele e ficaria livre. Os vampiros se olharam uns aos outros.Bem. Fechou os braços ao redor de seu pescoço. .Urgiu MaryAnn. —Ela tentou se colocar diante dele. —Não falo seu idioma. Imediatamente as cabeças dos ghouls se viraram e olhos brilhantes pousaram nela. Soava demoníaco. —E fosse o que fosse que ele havia dito não podia ser muito bom. de forma que se estrelou contra suas costas. Manolito girou. Manolito a puxou para seus braços. —Urgiu-o para o ar. —explodiu MaryAnn. – Você voou antes.Não permitirei que lhe façam mal enquanto vivamos em lamti ból jüti. voando ao redor de sua face e de cada polegada de pele exposta. registrando surpresa. e depois outra vez para ela. ja szelem. De um cinza fosco e velado com fios de névoa pendurando-se como musgo. ainaak enyem. preparada para a batalha com o que fosse se interpor em seu caminho. O mundo era cinza. Coloque seu traseiro em marcha e nos tire daqui. assim poderia lhe manter a salvo. —Com minha alma. trevas e fantasmas. MaryAnn se aproximou mais dele. flutuando lentamente e espessando-se. E havia insetos por toda parte. que assim fosse. Tirou o spray de insetos e os orvalhou com uma explosão do jato. Seu som foi um assobio lento. Não se surpreendia que Manolito não distinguisse entre realidade e ilusão. me diga o que faremos. diretos para ela. um habitante pela metade. Um vapor se elevou ao redor deles. Estou limitado pelas leis da terra da névoa.Faz muito tempo desde meu último jantar. —Este seria um bom momento para voar. excessivamente ruidoso na repentina quietude do mundo. cobrindo os galhos das árvores. MaryAnn se contraiu quando um longo dedo ossudo a assinalou e a criatura encolheu os dedos. . morreria protegendo-a. —vaiou o vampiro. Não estou seguro como ocorreu ou do por que. atraída e retida por sua alma compartilhada. —Eu não posso estar sustentando a união. Acreditava que ela era sua companheira e não poderia haver traição. MaryAnn sentiu os afiados filetes de gelo perfurar o corpo de Manolito. Só você pode fazê-lo. Não sou psíquica. Seu pestilento hálito chegou a pele de MaryAnn. —Não posso neste mundo. É você. Os vampiros eram muito reais ali em sua mente. Estava começando a conhecer sua mente e compreender . Parecemos estar parcialmente em nosso mundo e de certa medida entre dois mundos. Um sopro asqueroso de ar tão frio como o gelo soprou para ela.

—disse gentilmente. Ele fazia com que tudo soasse assim. sobre o coração. Marido. Possa imaginar.. atrasando-se contra a quente maciez de sua pele. Deslizou para baixo.Sei que pode. consciente de cada respiração que percorria os pulmões de Manolito. —Todas as mulheres gostam de seu aspecto. levando-a ao peito. que poderia esquecer sem mais de todas as suas dúvidas e tentar uma gloriosa noite com ele. lhe acariciando o joelho. Seus dentes brancos eram deslumbrantes e seu sorriso tão sensual que seu corpo se se excitou antes de dar conta. quando o polegar dele deslizava sobre o dorso de sua mão numa carícia hipnótica e sua coxa produzia calor suficiente para esquentar meio mundo. MaryAnn.Além de ser bonito e me deixar um pouco louca. Se qualquer outro falasse dessa maneira. —Acredito que para alguém tão antigo como você. Ela havia nascido numa raça e um tempo no qual os homens protegiam e dominavam as mulheres. Ele era muito bonito para ela. É obvio que sentiria que tinha direito a ela. —Que mal me fez? —Agitou a mão. não você. Manolito levou sua mão aos lábios e mordisco seus dedos. Era a aveludada aspereza de sua voz. como se não tivesse ossos e se sentou. se não em voz alta. mas com Manolito se sentia tentada a colocar em prática algumas de suas mais escandalosas fantasias. Condenar-me por qualquer que seja o mal que tenha te feito. Sou a responsável por meus próprios hormônios estarem excitados. esta potente química era o menos que a preocupava. Não pode evitar ter o aspecto que tem.. não como Destiny pertencia a Nicolae. Ela estava a ponto de chorar. seu estômago se agitava e em tudo o que podia pensar era em pressionar seus lábios contra os dele para ver se voltavam a explodirem foguetes. adaptaste-se. Encontrou um pequeno refúgio de pedras e baixou até pousá-los em terra. Seus dentes enviaram pequenas descargas através de seu sangue. agradá-la e ela deveria ter fé o bastante em que me ocuparei de suas necessidades igual a cada prazer que ela. É um começo. longe do lamento e rilhar de mil dentes. MaryAnn se aferrava a ele e seu corpo tremia quando seus pés tocaram a pedra. tentando sentir como uma mulher sábia. Não tem problemas nesse sentido. temia que nenhum lugar fosse seguro. Vivia num país onde se conservavam as mesmas normas sociais. —Ainda vive na idade média —disse. como protegê-la. Com as pontas dos dedos jogou para trás os fios de cabelo enfacaracolado. consciente de me deixar aqui. —Você pode abandonar este mundo.. esperando que estivessem a salvo. Ela pareceu genuinamente desconcertada. com os joelhos encolhidos e balançando-se. a forma em que podia fazer com que se deslizasse sobre sua pele como uma carícia. mesmo sua ridícula sugestão de castigo. —Só sei o que é correto para minha mulher. —Pelo menos você gosta de meu aspecto. Era difícil pensar no que objetava exatamente. ela riria. —Como? Levantou o olhar para ele e o coração lhe encolheu dolorosamente no peito. Não deveria ser erótico. Seus dentes lhe mordiscavam a sensível ponta dos dedos. . Saboreou a palavra. suas coxas tocando-se e estendeu uma mão procurando a dela. . Deveria ser embaraçoso. movendo-se rapidamente longe dos rostos que olhavam para cima. mas no meio da neblina do estranho mundo no qual se encontrava. —Só tem que tomar a decisão. —E talvez fosse certo. Não podia imaginar o que seria pertencer realmente a este homem. mas como não sabia nada do reino antinatural em que estava parcialmente. Mas ele continuava olhando-a com os negros e cheios de desejo puro. Mas seu coração estava disparado. mas podia sonhar e fantasiar. MaryAnn sorriu. Ela lançou-lhe um pequeno sorriso travesso. não fez nada para me ferir. por seu corpo. Não pôde evitar. —Então é minha personalidade a qual objeta. pelo menos interiormente. . Porque estava segura de não querer pensar em estar sozinha quando saísse o sol e ele ia tocar no assunto a qualquer momento.que sua companheira possuia nervos de açoE encontrou-se no ar com ela. Ou eu. quando ele soou tão surpreso. se acreditava que era sua companheira. Parecia não lhe custar muito estar a seu redor. —Idade média? Eu acreditava que tinha me adaptado há este século bastante bem. Ele se sentou a seu lado.. mas era. muito selvagem e muito dominador.

mesmo enquanto conversa comigo. —Para ser aventureira. —Reconsideraria os términos? Como não ficar me dando ordens? Poderia me esforçar em ser aventureira. o lento e sexy sorriso que a queimava através da pele e encontrava seus selvagens desejos ocultos que não deveria estar considerando. É minha companheira. —Não sei como partir e não sei se poderia. —Não ia se ruborizar. —Isso é uma opção contigo? —Não há opção. Sua língua brincou até que ela desejou gritar sua rendição. É como conheci Destiny. -Me diga que o que está errado e o arrumarei para ti. com a calidez de seu corpo e fazê-la sentir feminina e protegida. São somente fantasias. Primeiro tenho que averiguar como cheguei a este lugar de fantasmas e sombras. Ele franziu o cenho. A água surgia dentre as rochas e baixava a costa. Diga-me päläfertül. Está se estendendo tão . Os seios lhe doíam. mas você não teve oportunidade de me ofender.. Não posso te perdoar por algo que possa ter me feito? — Ela olhou ao redor para o cinza fosco daquele mundo.. O queixo dele se esfregou contra o dorso de sua mão. Ser despida e atormentada até suplicar era francamente sexy. Não sem ti. Tornamos-nos amigas e através dela. mas sem as vibrantes cores e sons. Vivo em Seattle e aconselho mulheres maltratadas. afinal. lhe mordendo ligeiramente o dedo antes de levá-lo ao calor de sua boca. honestamente. Diz que é humana. Pareciam estar na selva tropical. —rebateu ele. tem que estar disposta a se entregar aos meus cuidados. —Bem. Outra vez. como se o sombreado queixo tivesse lhe roçado a pele.. com um homem que estava empurrando-a a absoluta e completa rendição. embora a realidade poderia ser igual à imaginação. Sempre havia uma resposta. —Mas se entregar na cama não é o mesmo que entregar fora dela. Estava tentando pensar e não necessitava que seu cérebro se entrasse em parafuso. CAPÍTULO VI Fantasmas e sombras. —Tentador. Encontraremos a forma porque e assim que funcionam com os companheiros. E ele só estava lhe beijando os dedos. Beijou-lhe os dedos e levou sua mão uma vez mais ao coração. Não sou Cárpato. —O sorriso decaiu em sua face. —Posso te prometer que desfrutará de cada momento comigo. -Isso não pode ser. não sei que está acontecendo. Sei que nunca fui infiel. Apenas te conheço. corria escura. É a única que há. Não sou do tipo de mulher que entregaria sua vida a um completo desconhecido. Mas não.. Não posso diferenciar o que é real ou ilusão e com nossos corpos num mundo e nossos espíritos em outro somos vulneráveis em ambos os lugares. Não posso sair daqui por mim mesmo.Disse ele brandamente— e temos que nos concentrar em como sair daqui. MaryAnn. Talvez subestimasse a realidade. —Não acredito que seja tão simples. O bastante para envolvê-la com seu aroma puramente masculino. mas em vez de correr clara e límpida. MaryAnn esfregou o queixo com a parte superior dos joelhos. Manolito se aproximou inclinando-se.—Estou lendo sua mente . MaryAnn. Lançou-lhe um olhar ligeiramente irritado. Sinto-o emanar de ti. Havia tanto dor e preocupação em sua voz que o coração de MaryAnn bateu forte no peito. e farei o que for. Abanouse. mas pode fazer coisas que só um Cárpato pode fazer.Não pode ficar aqui comigo. Não faria mal a você por nada do mundo. Você tem muito poder. -Manolito. mas nunca iria ofender minha companheira. Não gostava muito como soava isso. O sorriso dele fazia com que um pulso elétrico estalasse através de seu corpo. É muito perigoso. terminei viajando para as Montanhas dos Cárpatos. somente teria que utilizar o cérebro. —assegurou-lhe ele. o que falta para te desagravar.

– Ele parecia assombrado. no bom sentido. ainaak sivamet jutta e eu encontrarei a forma de te tranqüilizar. – “E pensei que foi tão bonito que doía”.Não posso respirar. . está em boas mãos. não assim. Era. cruzando os escassos centímetros que os separavam até que seus lábios se toçaram.. Ele envolveu-a em seus braços e a terra estremeceu. tudo o que tinha que fazer era inclinar-se e beijar essa boca pecaminosamente sensual. – Ele lançou-lhe um pequeno sorriso enviesado. Vi você. girou junto com seu estômago. mesmo seu sorriso malicioso. Manolito deslizou os braços A seu redor. Bem. -admitiu MaryAnn. Ele estava tão perto. -Sei que sente nossa conexão. -Então. Tudo lhe doía. Por favor.. .Por que te daria medo? É a outra metade de minha alma. na maioria.Só tem que me falar de seus medos. Não havia nenhuma só célula de seu corpo que não fosse consciente dele. no meio do perigo e do mistério. Só uma vez. Não. Não se permitia fantasias selvagens e nem obsessões. Sua voz era hipnotizadora. -Devemos ir para a terra. Saboreou o vício e o desejo.. É melhor ficar aqui onde a terra tem possibilidade de nos rejuvenescer. não teremos que nos preocupar tanto de que algo ataque nossos corpos. seu tato. -Calma. -Estou totalmente perdida contigo. em certos aspectos.. honestamente. acaba de me conhecer hoje. A terra mais rica é a terra preta. Não tanto que não pudesse respirar ou pensar de tanto desejá-lo. Tentava respirar. sexy como sua boca. Não vou a terra.. e Manolito indubitavelmente estava catalogado como obsessão. Ele era pura tentação sentado ali.Assustou-me demais. . Saboreou a fome e a mordida crua e carnal do sexo. pensou que poderia estar a ponto de ter um orgasmo só por seu beijo. bem podia saborear o céu já que estava tão perto. Se estivermos lá. nem dentro e nem fora da cama. consciente de desejaá-lo. Ela negou com um meneio de cabeça. Nesse momento soube que nenhum outro poderia satisfazê-la.Tenta me reconfortar. O beijo dele foi o mais ligeiro toque de lábios sobre sua face. . sivamet.. já que o sol se eleva. . Porque se ia morrer ou ficar no inferno. Por um momento de terrível e puro êxtase. Tudo em ti é atemorizante. MaryAnn sentiu o amalucado impulso de apagar as linhas de expressão que marcavam os traços dele. Era uma aterrorizante certeza de que sua vida já não lhe pertencia e de que com ele. Tudo em mim é. . nos leve a sua casa. . Seu coração bateu ruidosamente no peito.consoladora para mim. com os pés firmemente plantados no chão. sempre. De precisar dele. Minha família é humana. Um lento saborear. Manolito a avaliou através de seus longos cílios. -Sou humana.Não se importava que ele soubesse o quanto o desejava. Temos que ser rápidos. Posso ler seus pensamentos a maior parte do tempo. De verdade. acreditaria estar realmente experimentando um ataque de pânico. E ela não pôde resistir. Simplesmente MaryAnn. mas não podia fazer com que seus pulmões funcionassem. Extranhamente. Nem tanto que desejasse fazer tudo que lhe pedisse. lhe desejando.Você não entenderia. . Não era aventureira. Sonharia com ele e ficaria acordada a noite. Desejaria o sabor deste homem. mas porque você está projetando-os para mim. acredite em mim! Não sou Cárpato. me assegurando que tudo ficará bem. Fechou os olhos e apoiou a cabeça contra o ombro dele. seu rosto e seu corpo. Morrerei se a terra me cobrir. Posso sentir sua energia me envolvendo como braços quentes. MaryAnn se pressionou contra ele. fazendo-me sentir melhor.. não porque invada sua privacidade. Tirarei você daqui. . Gostava de sua vida tranqüila e controlada.. -Não sou Cárpato.. me acariciando. mas abraçava-a e as sustentava protetoramente como se soubesse que sua reação desinibida para com ele a assustasse. Não imaginava que alguém pudesse beijar assim. Quando nossos corpos estão no reino dos vivos e nossas almas no vale das trevas é difícil nos proteger em plena selva. tinha muito pouco controle.Porque ela não se sentia atraída pelos homens. Se fosse possível. ele não estava aproveitando-se dela. mas ela o sentiu alojar-se diretamente em seu coração. A boca dele simplesmente tomou a sua. Meu coração não se detém como o seu. Uma malvada e surpreendente tentação.. mas resistiu fechando os dedos com força. estava ofegante.

-Foi muito valente de sua parte tentar intervir. Luiz. Tentei detê-lo. Nós três juntas. não muito longe daqui.. Uns poucos arranhões foi tudo o que pôde conseguir. Atacou-me. Ele estava segurando a outra ou teria usado-a também. -Não acredito que os homens sejam. Muito mais atemorizante e estranhamente imóvel. também estava escaneando a área em busca de inimigos. mas por este homem que deveria estar com alguma glamourosa estrela de cinema ou uma modelo e que estava olhando-a como se só tivesse olhos para ela.Ele elevou a camisa para mostrar o estômago absolutamente musculoso. Mais pútrido. Deveríamos estar a salvo lá. .Aí estava. não. Os vampiros não podem sair de dia. A gentileza de sua voz sussurrou sobre sua pele. -Estou lendo sua mente outra vez. mas diferente. estava pensando em lhe arrancar a roupa e dar. mas estava bem perto das lágrimas. As serpentes reptavan pelo solo da selva e se enroscavam sobre os galhos retorcidos. Porque tinha uma fixação com seus ondulantes músculos e como podia não notar o impressionante vulto que marcava a frente de sua calça jeans? Ele nem sequer tentava ocultálo. apagada e escura. Ou a ele. . devemos ficar a salvo. exalando ar a seus pulmões. mas realmente desejava ter a oportunidade de tentar. bem podia chegar até o final. mas ao caminhar. quando piscava rapidamente ou pensava em Manolito e em o quanto era bonito. mas lhe dava esperança de que só com um pouco de tempo.resmungou e depois cobriu o rosto com uma das mãos. constituídos como você. embora nunca deva se colocar em perigo. -admitiu ela-. Queria te matar. os sons dos pássaros. Em outras circunstâncias. -Não. – Nós dois estamos numa situação pouco habitual. Era muito superficial. o vento e a chuva na canopia. Não ia ser capaz de resistir que ele lhe fizesse amor se ficasse a sério. com grossos e duras carapaças e os mosquitos sempre presente.. Não se atreveu a voltar a conversar sobre o assunto. . Riordan e Juliette têm que ir para a terra como você. Tente encontrar algum sentido nisto. A tranqüila e imperturbável MaryAnn estava perdendo o controle por um homem. Está? . -Conheci um deles hoje. mas tinha soltado. Os escaravelhos eram grandes. Superficial. sanguessugas e aranhas faziam com que a vegetação se contorsionasse e movesse como se estivesse viva. quando entrara pela primeira vez na selva. Confie em que eu cuide de nós. Mas algumas vezes. e amenazadoramente tranqüila. notara que era mais silenciosa do que acreditara que seria. MaryAnn se umedeceu os lábios. abraçando. Um pouco lento em chegar. Vermes. podem? -Não. Ela desejou rir ante a declaração. em sua busca interminável de sangue. a selva tinha parecido ruidosa e cheia de ocupantes. A selva os rodeava. começara a ouvir as cigarras e outros insetos. O que ele te fez? – Ela franziu o cenho. -disse ele. Isso era indubitavelmente apropriado. em pé entre o felino que saltava e ele e havia fechado a mente de repente para evitar nenhum dano a ela. Os homens jaguar foram poluídos por ele. poderia desentranhar o segredo que tiraria ambos das sombras. então não havia se sentido tão sozinha. -Senti quando ele te atacava. -Muito bem. -Como sabe? -MaryAnn lançou um cauteloso olhar ao redor. Baixou o olhar mais uma vez. porque a mim não está muito bem.Havia diversão na voz de Manolito. Quando me estendi para sua mente para acalmá-lo.. roçou sua boca sensual uma última vez e respirou fundo -Tentemos voltar para a casa. da parte dela. Na realidade não era um homem ruim. consciente de que todo o momento em que Manolito estivera beijando-a. na realidade.Havia sentido-a por um momento. Não sempre tinha sido superficial ou provavelmente era a estranha terra de sombras em que pareciam estar. Mas já que estava nisso. E Você está bem?”. Estava totalmente fora de seu mundo. para suas formosas botas. Deveria estar pensando em ferimentos e em “Oh.e nem sequer havia uma irmã por perto com quem conversar.. mas se sentira orgulhoso dela e sobre tudo. mas com freqüência utilizam marionetes que fazem o trabalho sujo por eles. a água ainda emanava das pedrase fluía em rios.por um beijo. não é você. soube que o vampiro estava lhe influenciando. Agora parecia menos vívida. Mas não. Talvez necessitasse de saltos mais altos e um bom chicote para controlar-se. As flores emitiam uma fragrância pútrida e o aroma de morte parecia aferrar-se a tudo. Não tinha sentido. Ele beijou-a de novo. reconfortando e acalmando-a. Elevando o queixo. Não pelo perigo. mas Juliette me disse que sua irmã e sua prima usam a casa durante o dia quando não há ninguém. . Depois de um tempo. talvez poderíamos ter sido amigos. .. Antes. a selva voltava a mostrar vibrantes cores.. Tudo parecia igual.

. Cortava-as com freqüência... não tinha sido sua boca sobre a pele. avaliando suas lembranças. Destiny me disse que em sua sociedade o homem pode casar-se com a mulher sem seu consentimento e uni-los. mas isto ela podia superar.Requerem-se três intercâmbios de sangue se não já forem Cárpatos. Algumas vezes era um problema. É parte de mim. -aventurou-se ela. Todas as suas unhas haviam crescido. Espere um minuto. -Quantas vezes intercambiou sangue comigo? – MaryAnn perguntou e deslizou a mão sobre a marca do peito. Por que podia imaginar-lhe de repente? Por que estava tão segura de que a boca dele estivera ali? Por que podia sentir seus lábios queimando como fogo contra sua pele. Ou como desejava. Ela inalou bruscamente. Ele havia beijado-a. Saberia se tivesse dormido na terra.. Talvez o sangue Cárpato acelerasse o crescimento. -Isso não pode ser. Sua garganta se inchou até que o ar mal pôde chegar a seus pulmões. se alguma vez seus lábios estiveram ali? Não pele com pele. Baixou o olhar para sua unha. de ter nos unido. Se for certo que intercambiaste sangue comigo.. Eu não sou Cárpato. Lembro-me de ter tomado seu sangue. mas se negou a ceder ao medo. sei que não passei pela conversão. Sentia uma sensação pesada no fundo do estômago. As coisas que Riordan e Juliette haviam lhe dito começavam a ter sentido. -Vejo tudo em cores.. na Califórnia. -Dizia-te a verdade quando disse que não nos conhecíamos. É isso. atrasando-se um pouco no que encontrou de um homem irrompendo a casa dela e atacando-a. Pode encontrar o caminho? -Não quero atrair o perigo para os outros. -A idéia de que ele a deixasse sozinha provocou um pânico instantâneo. Ela já tinha o suficiente e se de algum modo havia trazido-a para este estilo de vida sem seu conhecimento. -Se o que diz é certo MaryAnn. Ainda sou só eu. -Na realidade não sabe. Não posso pensar em nenhuma outra mulher exceto em ti. Nasci em Seatle. não é? Manolito. – Talvez não estamos realmente conectados. Não desejo nenhuma outra mulher. Sinto-me fisicamente atraída. MaryAnn esfregou a mão no rosto. Manolito guardou silêncio. então por que a lembrança era de repente tão forte? -Imagino que muitas vezes. poderemos ter um autêntico problema.. -E acredita que sou a outra metade de sua alma. especialmente se você não vais estar conosco. MaryAnn ficou rígida.. Esperava que sim. mas nunca nos apresentaram formalmente. Cuidadosamente. MaryAnn abriu sua mente e as lembranças que tinha dele. A que havia se quebrado antes na selva. Somos companheiros. suponho que sabe tudo sobre os outros.. Sinto emoções.. Ele era Cárpato e ela humana.Você tomou meu sangue? -É obvio. Não pode haver engano. -Se um vampiro anda rondando.. Por mais sexy que tivesse sido. -Espere um minuto. Ainda pulsava e ardia como se sua boca estivesse sobre ela. . deslizado sua boca sobre a dela e ainda possuía uma marca quente e úmida sobre o seio. mas não te conheço.. Reconheço sua alma. Aí estava outra vez o assombro. – Está verto que sinto uma atração física selvagem. certo? Você fez isso conosco? -É obvio. -Talvez cometeu um engano.. A memória voltava para ela.Leme-me de volta para casa. . No número há segurança.. Tomar o sangue para converter uma pessoa em Cárpato? . Tudo estava se encaixando em seu lugar. É certo que te vi em uma festa nas Montanhas dos Cárpatos. Fui a escola lá e depois a Berkeley. -Quantas vezes terá que fazer isso. ocultou sua reação. Tinha crescido até alcançar a longitude das outras e pouco mais.Sua voz era firme e não admitia . se você não souber e eu também não. como é que somos companheiros? Pronunciar as palavras rituais não pode conectar duas pessoas que não estão se afinam. porque nem sempre tinha estado a salvo só pioraria as coisas. MaryAnn mordeu-se com força a ponta do dedo. Seu coração bateu firme. absolutamente. Poderia dizer a cada mulher que conhecesse. com as palmas para fora como se pudesse bloquear a informação que fluía para ela. como se talvez ela não fosse tão brilhante como ele tinha esperado. mas isso não me faria nenhum bem. mas não diariamente. Sentiu como se alongavam seus dentes e o demônio de seu interior rugia procurando liberar-se.Elevou as às mãos.

Quando lhe sussurrou. – Pode ter certeza. -Posso dizer que lamento ter reclamado minha companheira. MaryAnn respirou fundo. Um sorriso que provocou que látegos de desejo percorressem seu corpo tão facilmente como sua mão acariciante provocava. .Lançou-lhe um olhar fulminante sob as pálpebras. . -Essa poderia ser a ofensa. ainda não.discussão. Sabia o bastante para ver que a possibilidade era forte. a outra metade de minha alma. Embora era verdade que não sabia tudo da forma de vida dos Cárpatos. sobre os dela. -Faz muito. Horrorizada. É um ato natural para os homens dos Cárpatos. Essa estranha e selvagem “coisa” oculta profundamente em seu interior começava a despertar e estirar-se. -Certo. deixando pequenas carícias sobre sua pele.Não ia desculpar se.Porque vários homens acreditavam que não era nada errada. –Ele inclinou-se para mais perto. certo? Houve outras mulheres? Talvez seja esse seu grande engano. . Concentrarei toda minha atenção nessa direção. Deveria saber se te fiz algo errado. Estava em problemas. Ele não a conhecia. Soprando por baixo.Ela obrigou-se a fitar os olhos dele. afastou seu olhar do dele. Os olhos dele eram muito negros. Se quisermos sair deste mundo de sombras e você me ofendeu de algum modo. Havia chorado por ele. mas não seria certo. -Não está colocando muito espírito nisso. -De dor? Sequer o conheço. Ninguém tem direito de colocar vida de outro de pernas para o ar sem o consentimento dessa pessoa. calor líquido. Um de nós tem que nos tirar daqui. E além disso. -Bem. . -Só há um homem para ti. Tinha que admitir que era provável. sentiu o toque de seus lábios. päläfertül. recuperando rapidamente sua mão. -Você é letal. a julgar por sua reação a ele somente. Não sobreviveria. embora fosse uma tolice. Digamos que somos companheiros. Tinha uma vida antes que você chegasse e eu gostava dela.Mas ficara muito triste por ele. Estivera clinicamente depressiva e agora se sentia quente e ardente apesar do fato de estar rodeada de ghouls. Ser a companheira de um homem que não conhecia. tornando-a do reverso e roubando-lhe a razão e a capacidade de respirar. -Sentia como se estivesse sendo julgado por algo que tinha feito a você. Estou tentando pensar. que eu poderia ser casada. Estamos destinados a estar juntos. Grandes problemas. Como um gesto tão pequeno podia fazê-la sentir no fundo de seu estômago? Não havia forma de que pudesse deixar nunca que este homem a tocasse entre quatro paredes. Tentou de novo lhe fazer entrar na razão.E se eu fosse casada? Sequer esperou para averiguar. Por que acredita nisso? O polegar dele deslizava pelo dorso de sua mão. . mas ele somente lhe sorriu. Seu coração enlouqueceu. insetos e aranhas do tamanho de pratos. O gesto foi automático e sexy. Uma . . palpitando e batendo tão forte que ela pensou que sofreria um ataque. como eu sou a tua. Talvez tenha que sentir remorsos para nos tirar daqui. exatamente. arranhando-a com afiadas garras.E a idéia a fez rilhar os dentes. . . Que nos uniu e tomou meu sangue sem meu conhecimento. decidida a encontrar uma forma de liberá-los. MaryAnn se levantou de um salto. O inexistente mundo de sombras.concedeu ela tentando não reagir a sensação de seus dentes arranhando eróticamente seu polegar. -Estou lendo sua mente novamente. . talvez chegasse tarde. Manolito.Não te amo. A questão é. ainaak enyem. firmes e tentadores. O ruim seria não unir nossas almas. mas a razão não parecia ter nada a ver com suas emoções. -Pode ser. É minha companheira. . não deve ser certo segundo os padrões de ninguém. Ele inclinou a cabeça para mordiscar-lhe a ponta do polegar enquanto pensava no que ouvia. fazendo com que ela sentisse a calidez de seu hálito sobre a pele. não deveríamos averiguar o que fez? -O equívoco não pôde ser nos unir. Devo encontrar uma forma de fazer com que se apaixone por mim. Estava aceitando tudo isto. suaves. Eu poderia ser casada. Ela suspirou. Manolito.Deixe de ser tão sexy. Disse que me tinha ofendido de alguma forma e que por isso estava preso aqui. Os dedos dele se fecharam ao redor dos dela e diminutas chamas brilharam em seus olhos. Que eu tivesse me convertido em vampiro e você cedo ou tarde tivesse morrido de dor. -Eu deveria sabê-lo também. mas isso pode mudar. sem mais. esquentando-a com facilidade. MaryAnn não tinha argumentos.

-disse Manolito com alivio na voz. Posso te proteger completamente mesmo com meu espírito preso neste mundo. Quando o fez.Pperguntou ela. Estendeu a mão para Manolito. -Nunca te abandonaria. tentando olhar a seu redor. . Dentes a mordiam através da bota. mas o que o atacava nesse outro mundo ela não podia enfocá-lo. . Os braços dele desvaneciam. onde a chuva caía para limpar o ar e o mundo estava bem. -Não posso permitir que fique em perigo. olhando fixamente aquela coisa. . segurando-o. O galho acima se sacudiu e ela inclinou a cabeça para olhar. Não importava o quanto desejasse que desaparecesse. Aterrissou a três metros da ansiosa planta. Sua figura se tornou quase transparente. -Cuide o chão MaryAnn. Ofegou. . para tentar consolá-la. – Advertiu ele. O som a golpeou então. com a boca seca e o coração palpitante. como se ele estivesse sendo empurrado mais para o interior do outro mundo. Um forte puxão no tornozelo a devolveu à realidade. Por um momento não pôde se mover. Seus sentidos não funcionavam muito bem no mundo das sombras.Temos que te colocar a salvo antes que saia o sol. mas estar sozinha neste era atemorizante. mas algo não estava bem com sua resposta. mas já não estava mais. . MaryAnn sentiu os dedos deManolito rodear sua mão. Temerosa. chamando-o. explorando rapidamente em volta para captar sinais do inimigo. -O que é isto? – Ela gritou. mas temia que o que fosse que lhe ocorresse aqui. como se parte dele estivesse ocupada em outra coisa. perto de seus pés. igual na canopia acima. mas uma serpente com uma cabeça enorme a retinha enquanto seu longo e roliço corpo se enroscava ao redor de seu tornozelo. -Acredito que acabo de fazer algo. MaryAnn olhou a seu redor.Me diga o que está acontecendo. estava cinza. Pode ser que não seja Cárpato MaryAnn.Não quero me separar de ti.Tornaste completamente aonde pertence. Fechou os dedos firmemente ao redor do frasco de spray de pimenta e o tirou de um puxão do cinturão. -O que está acontecendo? –Ela examinou o chão com olhos atentos. impedindo que se movesse. Juraria que o sangue congelou em suas veias. Manolito a aproximou de seu corpo. especialmente quando o perigo nos rodeia. . pudesse ser um reflexo do que aconteceria no outro mundo. Folhas e vegetação aquática ocultavam um canal superficial que acidentalmente tinha pisado. Seus olhos escuros estavam cheios de ansiedade. A ansiedade em sua voz fez com que Manolito sentisse o coração acelerar. mas com pelo menos dois intercâmbios de sangue. Nem sequer tinha sabido que ele estava ali. girando em círculos. a selva era vívida e luminosa. Tentáculos reptaron pela terra. Engoliu a saliva com força e olhou ao redor. insubstancial e estranho. o roçar de folhas e o movimento de animais através da densa folhagem. A água era pura e fresca e se precipitavam com suficiente força para soar como um trovão. surpreendendo-se quando baixou o olhar para a mão dele. um pouco de pesadelo. Engoliu com força e retrocedeu alguns passos. Não era mais que uma sombra vacilante que entrava e saía dentre os arbustos. tentando instintivamente tirar a bota da água. . Queria estar em Seattle.espécie que lidava com vampiros e magos. Via-o como uma sombra nebulosa. Estará mais a salvo onde está enquanto me ocupo disto. abraçando-a e saltando para trás. A seu redor. seus saltos afundaram na água enlodada. até que desapareceu e ela ficou sozinha. -Não me deixe! -Tentou segurar sua camisa. Sua visão agudizou tanto que quase sentiu como se estivesse vendo de uma forma completamente distinta.Não havia gostado do outro mundo. mas o sentiu soltar sua mente. Havia água e barro por toda parte. mas ele já desaparecia. implorando. A chuva caía forte através da canopia. Podia ver Manolito. procurando-o enquanto a vulva no meio se abria e uma boca totalmente aberta revelava um grupo de tentáculos coroados de estigmas venenosos e ventosas pegajosas ondeavam para ele.Sussurrou em voz alta. -Grande momento para desaparecer. chegando a sua pele. a selva a rodeava. sofreria os efeitos do sol. Não sabemos o que pode acontecer neste reino. a terra sob ele se inchou e uma enorme planta estalou através do solo. Nada tinha sentido neste mundo e não queria estar nele. o zumbido contínuo de insetos. tentando tocar sua pele. As folhas sussurravam e algo se movia na água. Piscou forte. as cores eram tão brilhantes que quase danificavam os olhos. temendo perdê-lo. Sua figura parecia bastante sólida. Pôde ver uma serpente lhe devolvendo o olhar através das folhas. -E se eu não posso te proteger? . hipnotizada.

. A dor a atravessou como uma lança. sequer durante um minuto. Deixe-me dar uma olhada. mas sujeitava sua presa enquanto seus musculosos corpos a esmagavam e esta não ia se render com facilidade. .A ordem foi aguda. os jaguares e outros predadores patrulham por aí. esta noite. -Sou Luiz. Humano ou não.Onde está? Não quero te deixar. -Não tem sentido que ele tenha deixado-a. havia muitas possibilidades de que fosse um homem jaguar e a irmã de Juliette tinha sido capturada e atacada brutalmente pelos homens da raça jaguar. Deixe-me te levar de volta para casa e Manolito nos seguirá quando puder.admitiu ele. . Não quiz lhe fazer danifico. Não tinha notado. MaryAnn inalou agudamente.Gritou de puro terror. A preocupação em sua voz lhe provocou uma pequena sensação de tranqüilidade. mas não podia abandonar Manolito. -O que está fazendo aqui? Está perdida? Ela virou-se para encontrar um homem tirando tranqüilamente uma calça jeans de uma pequena mochila que levava ao redor do pescoço. Manolito está por aqui em alguma parte. Viu a mão esfaquear seguidamente a serpente. -Agüente firme! Não lute.Estendeu-se para ele. respirando profundamente para tentar acalmar o pânico. Se ele corria nu pela selva e tinha conhecide Manolito essa noite. o perigo é a infecção.-Não queria que ele pensasse que estava sozinha. Não podia olhar para o corpo da serpente. -Esta ilha é propriedade privada. -Não quero que ele volte e veja que já fui. MaryAnn aferrou o spray de pimenta e obrigou seu corpo a abandonar a luta.. As sobrancelhas dele se arquearam. -Poderia dizer que sim.. retrocedeu. Possuía um rosto forte e apesar ter vestido o jeans. . especialmente quando sabia que algo estava acontecendo e temia confiar neste homem. esperando ter uma oportunidade de orvalhar o spray de pimenta. obviamente lendo sua intranqüilidade. . MaryAnn mordeu o lábio com força. Segurou-se ao tronco de uma árvore. A urgência de rir ou de chorar era muito forte. -Obrigado. Não podia tocar sua mente nem lhe sentir e muito menos vêlo. MaryAnn procurou Manolito nas sombras. Deixasse-a sozinha. Tentou freneticamente chegar a cabeça do réptil. MaryAnn saiu engatinhando da água.ele disse simplesmente. Ele estava totalmente nu. mas tampouco morrer ali. musculoso e cheio de cicatrizes aqui e ali. Ele estudou sua face por um longo tempo. Sacudindo a cabeça. Quem a trouxe aqui? -Hospedo-me com a família Da Cruz. são? Porque ela me mordeu. O amanhecer se aproxima e muitos animais caçam junto às ribeiras ao amanhecer. quando os dentes apertaram procurando um melhor agarre em seu tornozelo. . .Manolito me prestou um grande favor hoje. MaryAnn aferrou firmemente o frasco de spray de pimenta. tudo nela se rebelava contra a idéia de que o homem a tocasse. Nunca encontraria o caminho de saída da selva e a aterrorizava ficar sozinha. Tenho uma pomada antibiótica que posso usar. mas o corpo parecia interminável. numa ação irrefletida que não teria conseguido evitar nem se quisesse. Ser consumida por uma sucuri não estava em sua lista de formas favoritas de passar para outro mundo. tão cauteloso quanto ela. -Obrigado pelo conselho. . mas só encontrou um negro vazio. mas não. Simplesmente estou lhe devolvendo o favor. -Conhece Manolito? -Conheci-o antes. a selvageria que mantinha tão firmemente contida em seu intimo começava uma vez mais a desdobrarse. O pânico não estava muito longe e profundamente em seu interior. Ele se preocuparia. mas a voz desconhecida. Já podia senti-la esmagando seus ossos.Não queria que a única pessoa que havia ali. Seu corpo era forte. sem cabeça ou cauda. Essas serpentes não são venenosas. As sucuris não mastigavam. -Não. podia ver que era bem dotado. Nem em seus sonhos mais selvagens havia sido nunca atacada por uma sucuri. Sugiro-te que fique longe de rios e canais. As sucuris. arrastando-se de lado para que a perna se soltasse enquanto fugia para longe da serpente. Seus olhos sérios a estudavam ela e o frasco de spray que tinha na mão.Para variar era musculoso...E você costuma caminhar nu pela selva? -Algumas vezes. . Uma mão segurando uma faca de aspecto ruim surgiu no raio de sua visão. abraçando-o com força. .

-Pode caminhar com o salto do sapato quebrado? Posso cortar fora. De fato parecia muito firme. Luiz elevou a mão e lhe fez sinal que ficasse calada... Era difícil. -As rãs emigravan? Talvez fossem como os gansos. -Não faça isso. Ela olhou fixamente para os anfíbios brilhantemente coloridos. Parte dela queria apressar-se a voltar onde o tinha deixado e esperar até que voltasse. -Talvez se sentem atraídos por meu perfume. Levar a faca significava aproximá-lo suficiente dele como para que a pegasse. Certo. Luiz se voltou para ela. -Pode caminhar mais rápido? . Não era muito tarde para resgatá-las. esperando que algumas das habilidades psíquicas de Juliette e Riordan realmente tivessem com ela. seu nariz se enrugou. -Rãs arbóreas? . Era certo. . As criaturas da selva eram complicadas. . -disse Luiz.Tinha o spray de pimenta e não temia usá-lo. esperando que o homem jaguar estivesse equivocado. Parte dela estava zangada com ele por abandoná-la e outra parte.Perguntou Luiz. A que estava contando mais. MaryAnn suspirou.. -Lançou um rápido olhar as árvores. Ela havia salvado-a da serpente. para que ela pudesse avançar livremente pelo atalho. -Verdade? – Ela tentou soar inocente enquanto vaiava para as rãs. sim. MaryAnn conseguiu dar uma risadinha.. elevando uma silenciosa prece para que Manolito a encontrasse logo.Deve estar equivocado. gesticulando com os braços para que voltassem para trás. -Parecem estar te seguindo. -Não. -Estou tremendo em meu par favorito de botas.Não tenho idéia. Os mosquitos zumbiam junto a sua face e ela e tirou tranqüilamente o spray para insetos e orvalhou o ar a seu redor. Já havia bastante do que se . Elevava continuamente o rosto para olisquear o ar em todas as direções. O homem começou a descer por um atalho quase inexistente.Que parte de mandar que vão emvora. -Congregam uma multidão. Estúpida. obrigado. Caminharam em silencio durante alguns minutos. . Podia se notar que tinha sido utilizado por um animal. Não acredito que valente seja a palavra que eu usaria. -É uma mulher muito valente. eles poderia encontrar Manolito e ajudálo. Provavelmente estejam emigrando na mesma direção em que vamos nós. explorando a canopia acima e observando o caminho por trás. Provavelmente iria onde estavam Riordan e Juliette. . . Continuavam saltando alegremente junto a ela. Se quiser. porque devia estar meio doido da cabeça para que lhe ocorresse uma ação tão escura. Isso soava ameaçador e francamente. MaryAnn tentando evitar que sua mente se desviasse para Manolito. pode levar a faca com você. ela seguiu adiante. Os macacos começaram a gritar e lançar folhas e galhos. Preciso saber o que é provável que estejamos enfrentando. mas ela tinha o pressentimento de que ele estava esperando problemas. Não parecia nervoso. Não pode ficar sozinha. mas as rãs ignoraram suas queixas. -Esse pestilento fedor entorpece minha capacidade de captar aromas.MaryAnn se mordeu o lábio e olhou ao redor.|Por que nos seguem as rãs? . Isso era um sacrilégio. -Fique com ela.-Os homens dos Cárpatos se preocupam com muito pouco. . -Manteve-se cortês. -Ele soava divertido enquanto afastava cortesmente os arbustos para trás. de tronco em tronco.Perguntou Luiz. Estava aterrada por ele. Ele sorriu-lhe. estava cansada de ter medo. elas não entendem? Estão me fazendo ficar mal. mas merecia o spray de pimenta por contemplar sequer cortar os saltos de suas botas favoritas. Luiz se virou. -Os mosquitos me picam por toda parte. se fisse um movimento falso e definitivamente se opunha a essa idéia.Vêem comigo. Respirando fundo. As rãs saltavam das raízes e galhos. . Também significava que poderia apunhalá-lo.Tentou a telepatia mente a mente. Estaria a salvo em Seattle se não fosse o tipo de idiota salvadora do mundo que estou acostumado a ser.

assustar sem que um amigo aumentasse seu medo. Suspirou e devolveu a seu lugar o spray para insetos, recorrendo a golpear os insetos com a mão e manter a posse do spray de pimenta com a outra. Sairia dali no momento em que pudesse conseguir um telefone. Bem, depois de assegurar-se de que Manolito estava bem. Estava começando a sentir-se doente de preocupação e isso só fazia com que se enchesse com ele. As lágrimas rabiscaram sua visão e ela e tropeçou numa raiz retorcida em forma de serpente, quase caindo, estendeu ambos os braços para sustentar-se antes de acabar com a cara plantada no barro... E isso lhe salvou a vida. O enorme jaguar falhou e golpeou o solo a escassos centímetros de sua cabeça. Grunhindo, Voltou-se, tentando arranhá-la, mas Luiz chegou primeiro, já mudando, sua face e o focinho alargando-se para acomodar os dentes. Os dois felinos chocaram, arranhando e rasgando-se. A selva explodiu num frenesi de ruídos. Empurrada além de sua resistência, MaryAnn se levantou de um salto, deu duas longas passadas para o felino atacante e dirigiu um jorro de spray de pimenta diretamente nos olhos e narinas do jaguar em várias rajadas curtas. A fúria fazia tremer sua mão, mas sua pontaria foi perfeita. -Já basta. Já tive o bastante desta tolice da selva. Talvez seja uma mulher urbana, demônios, mas posso com tudo o que este horrível lugar me lance. Saia daqui agora mesmo! – Gritou a plenos pulmões, enviando outro jorro diretamente na cara do jaguar, para assegurar-se. A ordem atravessou seu cérebro e se espalhou no ar enquanto disparava vários jorros curtos. O jaguar se afastou correndo como se o tivesse mordido. Luiz caiu sobre seu traseiro, com a calça jeans meio rasgada. -Que demônios foi isso? -Spray de pimenta, - ela disse e se sentou junto a ele, pondo-se a chorar.

CAPÍTULO VII

Manolito evitou os tentáculos que o procuravam, enquanto estudava o bulbo fibroso. Seu corpo estava na selva com MaryAnn. Se estive preso no mundo dos espíritos, tal como estava seguro agora, só um espírito poderia residir neste lugar. Seu corpo não estava ali, então o ataque era simplesmente uma distração. Isto devia ter a ver com MaryAnn. Ela não só havia trazido até ali seu espírito, mas também também seu calor e vitalidade. Os vampiros haviam sentido o sangue quente e a luz em sua alma. Tinha que conduzir o ataque para longe dela, no caso de que sem querer voltasse a entrar no mundo de sombras onde ele estava preso. Afastou-se dela devagar. As vagas figuras que o atraíam, que o acusavam e queriam ajuizá-lo, não pareciam ser capazes de ver através do véu até o mundo dos vivos. Talvez se pudesse afastá-los o suficiente para que não pudessem senti-la, ela estaria a salvo. Podia deixar um rastro falso, retornar e escoltá-la a segurança antes da alvorada. Não deveria ter sido capaz de sentir a sensação, mas quanto mais se afastava de MaryAnn, mais frio sentia. —Vamos nos unir. Compartilhe-a. Ela já o condenou a meia vida. A voz brilhou tenuemente no ar, suave e persuasiva, tornando-se mais forte quanto mais ele se afastava de MaryAnn. —Seu lugar sempre foi entre nós, não com os cordeiros, seguindo a um mentiroso. Maxim Malinov, morto na batalha nas Montanhas dos Cárpatos, assassinado pelo próprio príncipe, saiu dentre as sombras e se aproximou de Manolito. —Por que foi dar sua vida pelo príncipe quando ele não se preocupa absolutamente por você ou os teus? Sabe que você está no prado das névoas, e vigia sua companheira? Protege seu corpo enquanto vagas por este mundo? É egoísta e pensa só em si mesmo, não em sua gente. Manolito conteve o fôlego. Havia passado muito tempo desde que tinha visto seu amigo de infância. Parecia jovem e forte, como sempre, com inteligência brilhando em seus olhos. Haviam crescido juntos, desfrutado de debates e conscienciosas discussões pelas noites, falando do que acreditavam ser melhor para sua gente. Seguir a Mikhail, o atual príncipe, não tinha sido o que nenhum deles considerava melhor ideia.

—Equivocamo-nos, Maxim. Mikhail afastou A nossa gente da raias da extinção. Os Cárpatos começam a serem poderosos outra vez, mas o que é mais importante, convertemo-nos numa sociedade cheia de esperança em vez de desespero. Outra planta estalou pela da superfície, largas heras se estenderam como braços para ele. Ele saltou à árvore mais próxima, mais por reflexo que por necessidade. Pôde sentir o penetrante frio quando uma chuva de lanças de gelo começou a cair, mas o ferimento agudo das punhaladas que lhe atravessavam não era mais autêntico que a planta. Concedeu-se um momento para forçar sua mente a aceitar que se tratava de uma ilusão. A planta deslizou sob o chão, mas o gelo agudo seguiu caindo. Quando saltou ao chão outra vez, Maxim sacudiu a cabeça. —Nos velhos tempos não teria se conformado olhando um pedaço tão pequeno da imagem real. Ocultamos-nos das pessoas que deveriam nos servir. Escondemo-nos com medo, quando são eles que deveriam tremer ante nós. —E por que deveriam tremer, Maxim? —Não são nada mais que ganho. —Por isso você não nos lidera e eu não te seguiria se o fizesse. São pessoas com esperanças e sonhos. Gente boa e trabalhadora que luta cada dia para fazer todo o possível por suas famílias. Não são diferentes de nós. Maxim respondeu, com ironia. —Têm-lhe feito uma lavagem cerebral. Tomaste uma humana por companheira e já corrompeu sua capacidade de julgar. Somos nobres, a melhor raça, os merecedores desta terra. Poderíamos governar, Manolito. Nosso plano era certo. Cedo ou tarde dominaremos e os humanos se inclinarão ante nós. - Seu sorriso era totalmente perverso e chamas vermelhas brilhavam em seus olhos com ardor demoníaco. Manolito negou com um gesto de cabeça. —Não os quero inclinados ante nós. Como todas as espécies, muitos deles se misturaram com nossos antepassados. É mais que provável que Cárpatos, magos, homens-jaguar e inclusive homens lobo se integraram na sociedade humana. As chamas vermelhas ondularam e o vampiro vaiou sua incredulidade. —Os homens-jaguar corromperam sua linhagem, é certo. Desprezaram sua herança e sua grandeza porque rechaçaram cuidar de suas mulheres e crianças. Merecem ser varridos da terra. Foi você quem disse. Você e Zacarías. Manolito se manteve imóvel quando outro grande pedaço de gelo lhe atravessou o ombro. A sensação foi feroz, mas desapareceu quando rechaçou dar-lhe crédito. —Eu era jovem e estúpido, Maxim. E me equivoquei. Todos nós o fizemos. —Não, tínhamos razão. —Os homens-jaguar cometeram enganos e esses enganos tiveram um custo, mas eles não são Cárpatos e suas necessidades são diferentes dasnossas. Decidiu não esperar sua companheira, Maxim. Ao fazê-lo, perdeste toda possibilidade de ter uma esposa e filhos e ajudar a criar uma sociedade duradoura. Já viu o poder da linhagem do príncipe. Ele é a liderança e a guia para toda nossa gente. —Seu poder é falso, um engodo. Olhe a cicatriz de sua garganta, Manolito. Quantas vezes estará disposto a morrer por ele? Sacrificaste a vida duas vezes por ele e uma vez pela companheira de seu irmão. Está aqui, neste mundo de sombras, para ser julgado por seus atos escuros. Que atos escuros? Viveu com honra e serviu a sua gente, ainda assim está aqui. - A voz se tornou fantasmagóricamente formosa, cheia de verdade e entusiasmo, hipnotizante. - Todas as antigas raças são mitos agora, esquecidos pelo mundo. A raça do jaguar, uma vez poderosa, encontra-se agora só nos livros. Cobrem-se a si mesmos de vergonha. Tratam brutalmente suas mulheres. Quer que aconteça o mesmo a nossa espécie? —Se realmente acredita no que diz Maxim, deveria escolher outro caminho. Por que se converter em vampiro? Por que assassinar por poder? Por que não reunir seu exército e partir contra Mikhail abertamente? —Não era esse o plano. —Converter-se em não-mortos não era parte do plano tampouco. Nossas famílias viveram com honra, Maxim. Caçamos o vampiro, não o abraçamos. Maxim o ignorou. —Meus irmãos e eu estudamos como fazê-lo. Se nos acercagalhos do príncipe diretamente, seríamos

derrotados. Sabe que a maioria dos Cárpatos acredita nos velhos costumes. É ganho. Manolito curvou os lábios. —Humanos e jaguares são ganho para ti. Agora os Cárpatos. Certamente se elevaste em sua própria estima. Contradiz-se repetidamente. Maxim cruzou os braços. —Tenta me enfurecer Manolito, mas não pode. Uma vez foi um grande Cárpato, de uma família poderosa, mas entregou sua lealdade a pessoa equivocada. Deveria ter se unido a nós. Ainda pode fazê-lo. Já está perdido para o outro mundo. Pela primeira vez a pulsação de Manolito se acelerou em resposta a lógica retorcida do vampiro. Os vampiros eram enganosos, mas freqüentemente entreteciam verdade em seu discurso. O que tinha feito a sua companheira? Por que não podia recordar seu crime? MaryAnn não parecia zangada com ele. De fato o tinha protegido ou ao menos o tinha tentado. Pensar em sua companheira o esquentou, expulsando os fragmentos de gelo que haviam perfurado seu corpo e congelado seu sangue. Piscou e olhou suas mãos. Elas estiveram quase transparentes, mas agora uma sombra mais profunda crescia, como se seu corpo recuperasse a substância e a forma. —Vejo que há perigo aqui depois de tudo. - Disse. —Maxim, você sempre foi ardiloso, mas nunca acreditou em companheiras ou sequer no conceito delas. Equivocou-se então e mais ainda agora. Não estou perdido enquanto tenha minha companheira. —E o que acha que faz sua companheira agora, enquanto você mora no mundo das sombras? Acredita que ela vive sem o contato de um homem? Anseia ao homem-jaguar e se deitará com ele. Manolito sentiu um nó retorcer-se em seu ventre. Não sabia que que o ciúme fossem uma coisa tão escura e feia até que encontrou sua companheira. —Ela não me trairá. Retém a outra metade de minha alma. Você não pode me atrair totalmente a este mundo, porque ela sempre me ancorará ao outro. Desta vez Maxim grunhiu e seus olhos brilharam com ferocidade, seus dentes se afiaram enquanto vaiava seu desgosto. —Realmente, ela retém a outra metade de sua alma. Só temos que consegui-la e então nos pertencerá. Você é um traidor Manolito, a nossa família e a nossa causa. O plano foi idéia tua e de Zacarías, mas na primeira prova nos falhou. —Acordamos, nessa infantil e estúpida conversa de dar procuração e governar o mundo. Seus irmãos, meus irmãos e nós dissemos muitas coisas ridículas que tomaram forma e se converteram num caminho de destruição para muitas espécies. Há companheiras que nos esperam entre os humanos, Maxim. Pense além de seu ódio e compreenda que os humanos aão a salvação de nossa gente. —Sangue misturado. – Zombou Maxim. – É sua salvação? Manolito suspirou com pesar. Lembrava-se de Maxim como um amigo. Mais que um amigo, como a um querido irmão e agora estava perdido além de qualquer salvação. —Tenho minhas emoções honra e um futuro, Maxim. Você tem morte e desgraça e nada que te sustente na outra vida. Responderei de bom grado por qualquer engano que tenha cometido, mas não te ajudarei a prejudicar nosso príncipe. Além de minha própria honra, nunca desonraria minha companheira me convertendo em traidor de nossa gente. —Nós mataremos sua preciosa companheira. Não só a mataremos, seremos brutais com ela. Sofrerá muito antes que lhe demos morte. Esse é o engano que cometeste com sua companheira. Já a traíste ao entregar sua vida pela de seu príncipe. O medo quase o aturdiu. O terror ao que esse monstro poderia fazer a MaryAnn. Ela era luz e compaixão e nunca entenderia o que um ser tão perverso e horrível como Maxim poderia lhe fazer. O ar abandonou seus pulmões em uma rajada de medo e de pânico. Nunca antes tinha conhecido o pânico, mas este quase o consumiu ante a idéia de MaryAnn nas mãos de seus inimigos. Havia caído numa armadilha depois de tudo? Maxim o havia afastado de MaryAnn para que um de seus irmãos pudesse matá-la? Ela estava sozinha na selva. Quanto tempo havia passado? O tempo era o mesmo no reino das sombras? Era possível para alguém rasgar o véu e ajudar a tramar um assassinato ou Maxim estava incitando deliberadamente seu medo? O medo conduzia a enganos. E os enganos conduziam a morte. Simplesmente não aceitaria a morte de sua companheira.

Manolito manteve seus traços inexpressivos, seu olhar fixo e cheio de desprezo. —Não importa o que faça Maxim, não prevalecerá. O mal não triunfará sobre esta terra, não enquanto viva um só caçador. — Dissolveu-se em névoa e correu por entre as torturadas e retorcidas árvores. Uma vez fora da vista de Maxim, lançou-se através do ar, voltando para lugar onde tinha deixado MaryAnn. Podia sentir o sangue palpitar em suas têmporas e trovejar em seus ouvidos enquanto mudava de forma antes de descer no chão. Ela não estava. O tempo parou. Seu coração pulou um batimento. A fera em seu interior rugiu e tentou se liberar. Os dentes se alongaram em sua boca e suas unhas se converteram em garras afiadas como navalhas. - Ela trai-te com o homem-jaguar. As vozes encheram sua mente. A cólera e o ciúme empurravam a razão parde lado. Manolito levantou a cabeça e cheirou o ar. Sua mulher estivera ali e não estava sozinha. Conhecia aquele aroma. Havia tomado o sangue do jaguar. - Ela está sob ele, gemendo, retorcendo-se e gritando seu nome. O nome dele, não o teu. Ele a roubou e ela só pensa no toque dele. Sua boca se retorceu numa linha cruel e seus olhos brilharam ameaçadores. Estudou os rastros, viu a serpente morta e o padrão de rastros. Luiz havia se aproximado dela na forma de jaguar, mas tinha mudado para sua forma humana. Isso significava que havia ficado nu frente a MaryAnn. A fúria quase o cegou. Deveria ter matado esse demônio traidor quando teve oportunidade. Os homens-jaguar eram famosos por suas correrias atrás de mulheres. Luiz tinha movido um dedo e o havia seguido, como uma marionete hipnotizada. Tanto os jaguares masculinos como os femininos eram seres muito sexuais. MaryAnn assegurava não ser jaguar, mas se uma pequena quantidade de seu sangue corresse por suas veias, a presença de Luiz a ativaria? Poderia entrar em “fase” e então precisaria de um homem para atendê-la. - Ela partiu com ele. Ele precisa dela para lhe que um filho. Derramará sua semente nela. A encherá. Tomará-a seguidamente até se assegurar de que está grávida. Manolito permitiu que um rugido de cólera escapasse em sua mente. A idéia de outro homem tocando sua suave pele enfurecia a fera. Ninguém tocaria sua mulher e viveria para contar. Ninguém a separaria dele. Luiz ia atrás de MaryAnn por motivos pessoaisou havia sido enviado pelo vampiro para matá-la. De qualquer modo, o homem-jaguar seria morto. - Mate-o. Mate-a. Manolito negou. Mesmo que MaryAnn lhe traísse com outro, nunca podia lhe fazer mal. Moveu-se rápido, precipitando-se pela selva, evitando golpear-se com as árvores por escassas polegadas. Se Luiz se atrevesse a tocá-la, a lhe danificar um só fio docabelo, despedaçaria-o membro a membro. Logo os encontrou. MaryAnn estava sentada chão, com lágrimas rolando por sua face e Luiz de pé na frente dela. Ela estava despenteada, zangada e assustada, tanto que lhe doeu. Seu coração se encolheu ao ver sua angústia. Aumentou a velocidade e seu corpo se esfumou, surgindo por entre os arbustos quande Luiz se voltava. Manolito golpeou o homem-jaguar com força, fazendo-o retroceder, Logo o levantou, lhe jogando com tanta força contra o chão, que se abriu uma fenda na branda terra. Em algum lugar da mente, na distância, ouviu o grito de MaryAnn. Amassou o rosto de Luiz, sem lhe dar tempo para mudar para sua forma felina. Seu braço retrocedeu e dirigiu o punho para a caixa torácica dele, para penetrar e arrancar o negro coração do monstro. —Pare!!! - MaryAnn gritou a ordem. Novamente, com uma surpreendente fúria silenciosa, enviou Manolito voando para trás pelo ar. – Eu disse pare! Ele encontrou-se estendido no chão, com os ouvidos zumbindo pela força da ordem psíquica. Ela tinhalhe arrojado para trás, longe do homem-jaguar, que permanecia imóvel no barro. O golpe telepático tinha sido mais duro que qualquer golpe físico que já recebera. Olhou-a piscando, a fúria mesclada a admiração. —Está louco? — Exigiu MaryAnn, em pé em frente a ele, com as mãos nos quadris, expressão furiosa e seus olhos brilhavam perigosamente. Desejava-a. Foi tudo o que pôde pensar naquela fração de segundo. Desejava toda essa paixão e fúria sob ele, lutando com ele, rendendo-se a ele. Ela era assombrosa, com suas exuberantes curvas e seu rosto incrível. Normalmente parecia tranqüila no exterior, apresentava uma imagem elegante, mas em seu interior era toda

—Eu? —Voltou o olhar para aonde Luiz começava a se sentar. Ele a afastou. Precisava de tempo para pensar. sentindo seus seios contra o peito. Ela inspirou. Sentira medo por ele e isso o fazia pior. surpreendida pela facilidade com que ele a controlava. O sangue correu. —Maldito seja por isso. com aspecto suave e desejável e acreditando ser dura e tudo o que ele queria fazer era abraçá-la e consolá-la. Você não estava aqui para brincar de herói. porque não era mulher de renunciar a sua independência. Ela tinha obtido o que nenhum homem tinha conseguido. mas a ardente paixão flamejava quente e ávida em seu interior. Sinto coisas que nunca antes havia sentido. —Tem um bom gancho. Era dependente quando nunca tinha sido. Afastou-se. —Não pertenço a ninguém mais que a mim mesma. enquanto a outra a agarrava pelos quadris e a conduzia mais perto dele. Com uma mão segurou seus cabelos. – Você deve uma desculpa a este homem. Mas. Não sei o que faço aqui. deslizando-se no interior de sua boca e tomando o controle. Cautela e desafio se misturavam a sua fúria. O nocauteara com um pensamento. Uma enorme desculpa. O beijo foi rude e os restos de seu medo e fúria ainda dominavam. O homem se balançou irregularmente e conseguiu lhe dirigir um meio sorriso. Seu coração encontrou o ritmo do dele. através de seus longos cílios. um milagre chamado mulher. Perigoso e faminto do sabor e do toque dela. Estou acostumada a ter o controle em minha vida. como ele a ela. . Uma corrente de sangue quente o encheu e ele fechou os olhos para absorver melhor a sensação e a textura dela. A luxúria se elevou aguda. Sofria por ele. lhe consumindo com o desejo de dominá-la. Aproximou-se dela. Enchendo cada lugar vazio de seu coração e sua alma. simplesmente estar tranqüila. atravessou o terreno e se abaixou a fim de erguer Luiz. embora não pudesse suportar a idéia de ficar longe dele. escuros pela fome e pela excitação. Ela abriu a boca para protestar e ele tomou posse da mesma. E ele me salvou a vida. inclinando sua cabeça para trás. Ele parecia totalmente um predador. Seus lábios eram firmes e quentes. profundo e quente. Seu calor e seu aroma a rodearam. Sempre tinha imaginado que o sexo com o homem de seus sonhos seria terno e lento. Sua ereção quente e grossa pressionava contra seu estômago. a marca que ele havia deixado. Excitação mesclada com temor. Manolito conteve as palavras que ardiam para serem soltas. Ele salvou-me a vida duas vezes e não merece ser moído a golpes por me escoltar de volta para casa. movendo-se contra ele como a seda. tratando de apagar o desesperado e doloroso desejo. Introduziu a língua profundamente. E isso era o mais atemorizante. Ela estava ali em pé. Olhou-o de soslaio. Seus olhos estavam semicerrados. que nunca pensasse em lhe negar nada. Não sei o que acontece.fúria e garras. enfocados e sem piscar. Mordeu-lhe brandamente o lábio inferior e segurou-o entre os dentes. mas o sabor e o toque dele permaneceram. espreitou-a através do acidentado terreno. Suave e flexível. de um puxão. Com um pensamento! O desejo o tomou. O coração lhe pulsava ruidoso e com força. palpitou e chamas diminutas lamberam sua pele. —Ficou com medo sem mim. A necessidade era tão forte que a fez deslizar a mão sob a camisa para tocar sua pele nua. O olhar dele se suavizou. dando-lhe uma palmada quando tropeçou e ele a segurou. Seu corpo se converteu em calor líquido e ardente. um som rouco de desejo que provocou em seu corpo uma dor forte e aguda. Sem dizer nada. Levantou-se devagar. tão selvagem como seu entorno. Seu corpo ardia. Seus músculos se contraíam e esticavam. —Tem sorte de que não o matasse. olhando-a com seus cintilantes olhos negros. Beijou outra vez. . Ela teve a sensatez de retroceder alguns passos. de lhe dar tanto prazer que nunca pensasse em abandoná-lo. com os olhos fixos nela. Olhou-o piscando.Ele sabia que me pertencia. — Limpou a boca. Depois acariciou sua pulsação e deixou um rastro de beijos por seu pescoço. — MaryAnn horrorizou-se ante a acusação de sua voz. Engoliu com força e estendeu as mãos. Realmente Ela lhe pertencia. —Olhe. Assombrou-a poder falar. rabiando contra o peito dele. utilizando a natureza apaixonada dela a seu favor. seu beijo brusco e excitante. forçando-a a elevar os olhos para ele. sentir seu coração palpitando. —Não volte a interferir. Mas a confusão e o cansaço em sua face lhe abrandaram o coração.

Cárpato. Luiz riu dele. —As mulheres não podem menos que ficar impressionadas. Um retiro. Já lhe disse isso. mas não no dela. Assim é como funciona. inclusive hipnotizante. Quando tivesse sexo apaixonado e selvagem sexo com este homem. – Você está bem? Uma advertência suave retumbou na garganta de Manolito. . —Ele não te reconheceu como jaguar e se tivesse embora só um pequeno rastro de seu sangue. — Ele olhou além de Manolito. Sobretudo por me salvar a vida. —Duvido que sente bem que arranquem seu coração do peito.. Estaria mais que contente em compartilhar contigo. . – Virá com o tempo. —Você aprenderá a me amar. também podia decifrar coisas na selva que outros não podiam. Gostasse ou não. Gostasse ou não. E divisavam outro de sua raça imediatamente… Alcançou MaryAnn. supõe-se estar apaixonados. Nada do que faz é encantador. . Estava ainda entre os mundos. —Eu acredito que sim. E mantenha suas calças. Manolito encolheu de ombros quando a sobrancelha de Luiz se arqueou. —Não posso evitar te achar atraente. O cavernícola podia segui-la ou não. com a confiança impressa em sua formosa face. para que a tocasse. mas o achava fascinante. Podia segui-lo. Os escuros olhos dela eram tempestuosos. Seu coração quase parou. . Quem se retirava a um lugar do tamanho de um edifício? Parou bruscamente na porta. Suspirou e esfregou as têmporas. Porque sabia que não se tratava de sua falta de maneiras ou seu arrogante e ridículo comportamento. Era um insólito palácio. Esta mulher era constituída como deveria ser. — Estou muito zangada contigo agora.sim. . . —É muito boa me provocando. —Não conte com isso. A fisionomia de Manolito se obscureceu. de volta ao mundo real. Admitisse-o ou não. —É porque tem boas maneiras. desvanecido o breve brilho de humor. Ele acreditava que ela aprenderia a lhe amar. E não deveria ser aceitável. esfregando o queixo. Ele ficou atrás para dar uma boa admirada em seu seu traseiro revestido ajustadamente pelos jeans. a diversão brilhou em seus olhos. Assim funcionavam as coisas em seu mundo. Tratava-se de seu próprio comportamento..Disse Luiz. toda curvas e tentação.Muito obrigado por sua ajuda. —Não o faça. Luiz. O sorriso de Luiz se alargou.. Ainda não havia lhe perdoado. — Por um momento. Profundamente em seu interior. Suas desagradáveis maneiras dominadors deveriam lhe provocar rechaço. Porque era assim tudo com ele. jaguar. O sexo não é o mesmo que amor Manolito e os casais. mas se quiser posso dar jeito. —Então ela se voltou e se afastou. Captei-o. —vaiou ela e lhe lançou outro olhar provocador sobre o ombro. para ter em seu interior.É assombrosa. – Ela murmurou. —Basta. quando estou aqui. — Olhar para você põe idéias em minha cabeça. —Não é necessário perguntar por seu estado.Respondeu ele. para que o averigue. —disse MaryAnn bruscamente. —Sim. Senhor. ela era diferente. maridos e noivos ou companheiros. —Tenho o pressentimento de que precisará ser.. para o MaryAnn. Sim. . precisava estar em casa.Luiz assentiu. —Pode ser que ela seja que te arranque coração.Disse Luiz. percorrendo com passo firme o caminho sobre seus inseguros saltos. —Não tem que achá-la assombrosa.Protestou Manolito. —Não sou jaguar. ele saberia. já que estava o bastante perto da casa para reconhecer o rastro de Jipe. mas via tudo bem mais claramente e sua forma era mais substancial que antes. queria que fosse ele que a amasse. Tome cuidado. Manolito baixou o olhar para sombra velada de sua mão. Luiz não tinha notado e sua gente jaguar não só era observadora. Ardia e sofria por este homem. Estava a metade do caminho da porta quando realmente se fixou no impressionante palácio que ele e seus irmãos chamavam de casa de veraneio. a luxúria despiu suas garras e o arranhou com dureza.

Situado em meio à parte alguma. Manolito a olhou de cima a baixo. Manolito. que não acreditava na violência. Não entraria.. —Porque ele pensava em abandonála. MaryAnn. —Não vou entrar aí. Suas formosas botas estavam arruinadas e lamacentas e o salto esquerdo frouxo e cambaleante. entrando no frescor da casa.A ideia era completamente mortificante. A comoção sumiu no silêncio e depois pura cólera correu por suas veias. mas ninguém.Disse. . – Estou falando sério. tinha-lhe dado ordens. ele não ia ficar dando ordens a seu redor. —Esta demonstração de machismo era realmente necessária? —Disse destilando sarcasmo. Magníficos sapatos. Ela era dolorosamente formosa com sua perfeita . usaria-os. Ainda não sabia como. Uma piscada de fúria floresceu nos negros olhos de Manolito e ele a segurou e a lançou sobre o ombro. MaryAnn endireitou a jaqueta e a blusa com grande dignidade. além disso. —Foi uma gentil ajuda para que ajudasse a entrar em minha casa. palácio ou não palácio. —Por favor entre em minha casa. com os braços e pernas penduradas como espaguete. Se não podia golpeá-lo como merecia. Ninguém. . O profundo e áspero tom a envolveu em veludo e pareceu acariciá-la.Riordan e Juliette devem estar com sua prima e irmã na selva.Ele assegurou. Deve ter outra casa. como obviamente pensava que poderia. Sua casa inteira de Seattle poderia caber no saguão. Não ia arriscar a riscar o brilhante chão de mármore que se estendia por metros. A fúria era uma coisa. Outra vez. Ficaria só em meio à selva em uma ilha.. para um enorme aposento de mármore e cristal. parecia um palácio de da Idade Média. mas Luiz poderia. Nela.. que na realidade advogava contra a violência. afastando-se da porta. enquanto o olhava airada sobre o ombro. Manolito pressionou uma mão em sua cintura e lhe deu um pequeno empurrão para frente. além da entrada e das escadas duplas. Que se danasse. Se alguém me vir assim. Empurrar não funcionava com ela muito mais que sua inclinação a emitir ordens. —Não colocarei um pé sobre este solo. E já que me pede isso tão amavelmente. Algo mais. ele poderia ajudar a localizar a pista de aterrissagem e poderia enrolar o piloto para que a devolvesse a civilização. sacudindo sua larga e grossa tranca.Disse bruscamente. já que parecia ter problemas para entrar. Seu corpo se negava a ouvir seu cérebro que gritava o alerta “macho idiota”. Ninguém podia ter olhos ou uma boca tão pecaminosamente sensual. .Manolito se adiantou para abrir a sólida porta e lhe fez um gesto para que entrasse. Ela não vivia na opulência e a decadência. Foi um engano olhar para ele. —Bem.. Era muito boa no cruzamento de espadas verbais. MaryAnn respirou fundo e deu um passo para trás. . até o rosto furioso.. Ele tentou-a com o escuro atrativo do sexo. cada vez que seus dedos a roçavam. Atrás dela. olhando fixamente o brilhante mármore do saguão. Uma menor. E certamente não estava com os homens ardentes e arrogantes que davam ordens com tanta naturalidade como outras pessoas respiram. Ou uma casa como esta. – Gritou aferrando as costas de sua camisa. Era absolutamente humilhante ser transportada sobre seu ombro. cada nervo de seu sistema simplesmente se contorcia. A voz deslizou sob sua pele e encheu cada lugar vazio dentro dela. E tinha bons sapatos. trouxera-a para este… Este… Palácio e ia deixá-la ali. . —Desça-me agora mesmo. Golpeou suas costas só para enfurecer-se mais quando ele nem sequer se sobressaltou. vivia assim. Além de sublinhar o fato de que era o maior imbecil sobre a face da terra. que nunca recorria a violência... Não estava impressionada nem cômoda com isso. —Manolito a depositou no chão e se afastou com um suave e fluido movimento no caso dela o golpear. Permaneceu em meio a enorme porta. comportou-se como um idiota. vou me zangar muito. Havia esquecido como era a casa ou talvez não a tinha notado ao chegar à primeira vez porque estava muito aflita. Embora não pudesse deter o tremor de excitação e o lento ardor que se estendia por suas veias como uma droga cada vez que a tocava. aborrecido pela angústia de sua voz. Podia ler em sua cara. —Não há ninguém na casa. Retrocedeu empurrando a mão de Manolito. não era algo que fosse passar outra vez. mas não a angústia. negando com a cabeça. Se houvesse um piloto e um avião. —Sei que não acaba de me empurrar. Já havia deixado-a ardente e preocupada. sapatos adequados para andar por um piso assim. Talvez se encontrasse Luiz outra vez. Certo.. —Entre. Seu olhar fixo ardia sobre ela. desejou golpear aquele homem até reduzi-lo a uma mancha sanguinolienta no chão. podia derrubá-lo com palavras.

Manolito estava sentado na cadeira junto à janela sujeitando suas botas. Como se ela fosse tudo. inocentes e vulneráveis. certo.. . Ela elevou uma sobrancelha. Algo suave e aprazível. —Olhe minhas botas. —Não. Lágrimas de alegria desta vez. —A água quente te relaxará e te ajudará a dormir. Durante um momento. E o medo estava começando a invadi-la. Saiu sentindo-se cansada e perdida. Deixou-a aprofundar em sua mente.. Ele se ajoelhou diante dela e com cuidado afastou suas mãos para lhe tirar as botas ele mesmo. Podia fazê-la desejar coisas que nunca tinha sonhado e isso a assustava quase tanto quanto a idéia de ficar ali sozinha. que combinariam com um vestido que aderisse como uma segunda pele a cada curva. . mas algo mais se arrastava até seu coração. obviamente lendo sua aflição. não é? — MaryAnn tentou manter seu aborrecimento. É a última coisa que desejo. mas estava decidida a não chorar mais. mas era quase impossível quando ele a olhava de modo tão estranho. nunca tinha considerado entregar seu corpo a um homem e lhe permitir fazer o que quisesse com ele. Ele deu um passo para ela. Você as adora. Estava ali em pé a sua frente. Não podia ir com ele e isso queria dizer que ficaria sozinha. —Agora? Estou envolvida numa toalha e meu cabelo está molhado. Mas não podia evitar depois de tudo o que tinha passado. Não tenho outra escolha que ir a terra. MaryAnn. não me deixará mais opção que te converter agora e te levar comigo. segurando a toalha enquanto explodia de alegria. Saboreou a palavra. —Nem pense nisso. Não olhou para trás. com suas botas na mão. O desejo avançou lentamente por seu corpo como garras selvagens. —Tem bom gosto. porque podia sentir a resolução de partir em sua mente. não se permitiria olhar atrás. —Pareceu-me um modo certo de sair do sol do amanhecer. O xampu acabou com o encrespado de seu cabelo e o aparelho de ar condicionado o alisou outra vez. E ele era somente dela e a teria para sempre. deixando-a fluir sobre seus doloridos e cansados músculos enquanto chorava. uma pequena fera de mulher com seus brilhantes cachos negros e seus olhos cor chocolate. porque se ele a tocasse. Nacera para ele. —Ele deixou as botas e levantou um par de brilhantes sapatos vermelhos de salto alto. E não tinha nem idéia do que representava para ele. MaryAnn engoliu um protesto e o deixou ali ajoelhando no chão. quando fazia muito tempo que havia esquecido a ternura. Ela olhou sua cabeça. a necessidade de gritar. mas ele rodeou seu tornozelo com fortes dedos e a reteve. Era tolo. mas Manolito podia fazer facilmente o que desejasse. Não quero te deixar sozinha. – Disse para evitar chorar e sentou-se na cadeira para tirá-las.Eu adorava estas botas. Sempre foram minhas favoritas. Dele. Ela havia lhe devolvido as cores e as emoções depois de centenas de anos. —Sua mãe não te ensinou nada sobre boas maneiras. —Vá tomar um banho. desejando que Manolito mais do que nunca tinha. pareciam novas. O coração de MaryAnn saltou quando ele tocou os lábios com a língua e dirigiu o olhar para sua boca. não sabia como reagiria. —Coloque-os para mim. só pôde olhar para ele emocionada. mas as engoliu e tentou dirigir um assentimento indiferente para as botas. —Porque ela pensava nisso e se assustava demais. —É obvio. . seu cabelo sedoso e negro como a meia noite caindo em desordem ao redor de sua face. desumanas e perigosas. Nunca. Tentou afastar o pé. MaryAnn levantou uma mão para detê-lo. Cuidarei das botas para você. mas de todos os modos seu coração se sentia triste. Se continuar tão aflita. Uma válvula de escape. Novas lágrimas arderam. E ele só a ajudava a tirar as botas. de ir para a terra. mesmo que estivesse segura de que ele teria partido quando saísse.pele cor de café e tão suave que se encontrava acariciando-a sempre que tinha possibilidade. Deixou a água tão quente como pôde suportar. —Arrumou-as. Ele elevou a cabeça e seu escuro olhar se encontrou com o dela. até os ombros. Envolveu-se numa toalha e entrou no quarto para encontrar onde dormir. Estavam limpas e brilhantes.Adoro estes. mas de algum modo o pequeno gesto lhe pareceu sexual. Ela pertencia-lhe. Não pôde evitar tocá-lo quando os dedos dele deslizaram por sua pantorrilha e enviaram tremores por sua perna. – Ele ordenou.

Sua mulher. com uma fome afiada. —Você é linda. Colocou a mão sobre o ombro dele e deslizou o pé em um sapato. Sua voz era baixa e convincente. Calor líquidsua pulsaçãou entre suas coxas. Como não poderiam? Com toalha ou sem ela. acariciando-a. sobre sua pulsação. O calor emanava dele em ondas. Manolito tirou a toalha e esta caiu. reclamando-a para si. CAPÍTULO VIII Manolito deslizou a mão sobre a curva de seu quadril. Traçou um caminho de beijos por sua face até seu pescoço. Inclinou-lhe a cabeça e a beijou. No que faria contigo. Sua língua brincou com o lóbulo da orelha. Faminto.Era consciente de estar com uma toalha nos cabelos. —Parecem perfeitos para um vestido que tenho. Manolito inalou sua fragrância amadurecida. Arriscaria-se a tudo para ficar com ela. sentia uma espécie de marca. Ela era toda mulher. Foi um beijo doce e lento. deixando cada polegada dela nua ante seu faminto olhar. A que respondia fisicamente A toda tudo nele. Tudo o que importava era que não podia afastar os olhos dele. . numa fácil e casual ondulação de músculos. Retrocedeu. A que exigia ser liberada. que sabia que nunca encontraria paz até que se introduzisse profundamente dentro dela. com o olhar ardente enquanto inclinava a cabeça para seu pescoço. Estava lhe seduzindo? Ou ele a ela? Não podia dizer e não importava. E seu toque era pura magia. sua boca sensual. Calçou o outro sapato e retrocedeu um passo com confiança. atraindo a atenção a seus seios cheios e firmes. com hálito quente e a boca persuasiva. brandamente tentadoras. . Num andar felino até alcançá-la. Ele a fazia se a mulher mais sexy do mundo. Os músculos do estômago de MaryAnn se contraíram. seu corpo desejava o dele. o vulto de seu membro sob a calça jeans era impressionante. Ele traçou uma linha desde seu queixo até o umbigo. Seu polegar acariciou o sensível mamilo e ela ofegou em resposta. quase fazendo com que lhe detivera o coração. que nunca tive uma visão mais formosa em todos meus séculos de vida. mas não estou muito segura do efeito que terão com uma toalha. Ele a olhava hipnotizado. Os olhos dele se tornaram ardentes e possessivos. as pontas de seus dedos brincavam com alguma criatura selvagem de seu interior. Obrigou-se adeixar que sua mão deslizasse para longe do braço dela. mas a sinceridade a convertia em veludo. estendendo-se por seu estômago e brincando com seus seios. tão grossa. sua ereção estava tão dura. Sua mão segurou seu rosto e seu polegar deslizou sobre ele. As pontas de seus dedos se atrasaram ligeiramente na pele. Ansiava-a. Em que quantas formas te daria prazer.. Pequenas chamas de excitação avançaram tremulamente por suas coxas. olhando seu rosto. Seu corpo estava duro e tenso. Afastou-se para admirá-la. Não tenho nem ideia do que fiz para te merecer. Os saltos faziam que suas pernas parecessem magníficas.. O sangue trovejou em seus ouvidos quando a boca quente e sedutora vagou para a curva de seu seio. para que desse um passo para ele. Mal podia conter o fôlego. Dele. Puxou-a.Pensava em ti. Em qualquer lugar que tocasse seu olhar. deslizou-lhe a mão pelo braço até que seus dedos se entrelaçaram com os dela. —Esperei-te por várias vidas. Caminhou para a cama que havia e se deixou cair sobre a grossa colcha. tinha uma boa estampa e ele definitivamente a apreciava. Ele se levantou. —A luxúria tornava áspera sua voz. —Quero olhar para você. dentro dela. Admirar a extensão de pele acetinada e as curvas cheias e exuberantes. beliscando-a com os dentes e provocando-a com sua língua. —confessou ele. Iria aproveitar cada segundo que tivesse com ela e vivê-lo. Pouco lhe importava que o amanhecer se aproximava e de que fosse incapaz a algum tempo de tolerar a luz da manhã. Sua respiração se acelerou. um hipnótico e erótico tom áspero que endureceu seus mamilos e os fizeram doer de necessidade. —Agora—. —Juro MaryAnn. mas você me deixa sem fôlego.

Ela deu um passo com os sexys sapatos vermelhod de salto altos e o desejo se abateu sobre ele com um golpe brutal. até que o sangue palpitou em seu corpo e cada célula rabiou por ela. Manolito.Quero saber o que te faz gritar e quero fazer com que suplique. Sua mulher. fazendo com que diminutas chamas a lambessem e subissem pelas coxas e mais ainda. ver o escuro desejo esculpido profundamente em sua face. Nunca tinha desejado nada como a desejava. —Muito. A luxúria estava profundamente esculpida em sua fisionomia. O duro prazer de desejá-la sacudiu os alicerces de sua existência. muito mais. ele apertou sua garra como advertência. seus dedos se introduziram. inclinando para frente para lhe rodear o tornozelo nu com os dedos. acaricialo.. sua respiração chegava em ofegos. a fome incrementava. E a desejava. da forma em que seus mamilos endureciam. Quando nada em seus longos séculos de existência tinha sido para ele. Ele era tão bonito que não podia respirar ao lhe olhar. Uma das mãos traçou a forma da perna. E por que a excitava? Por que gostava de se mostrar a ele. brincar e adorar com suas grandes e cálidas mãos. a visão dela era demais para acreditar. A nota parecia dançar sobre sua pele e acariciar como dedos. Seu brinquedo. Seus pés incitantes.Não sou um brinquedo. . Manolito se inclinou e com a língua. Nunca tinha necessitado de nada. MaryAnn. movendo-se pelo aposento com seus saltos altos. sua beleza lhe roubava o fôlego. agradá-lo e fazer o que fosse necessário para satisfazer essas chamas bailarinas de fome nas profundezas de seus olhos. —Suas mãos traçavam círculos ao longo da parte interna de suas coxas. de necessidade que poderia colocá-lo de joelhos estivesse em pé. Isso é exatamente o que tenho intenção de fazer. Pela primeira vez em sua vida. Um calor úmido se acumulava em seu sexo. lhe arrancando um gemido. Era consciente do doloroso formigamento de seus seios. acariciando. percorrendo-a de cima a baixo sua pantorrilha e depois as afastando gentilmente até que ela ficou com as pernas abertas para ele. mais perto do limite de seu controle. sim. Dele. —Mais? Acredita que há muito mais? —Não estava segura de poder suportar lhe desejar mais do que já o desejava. . —Era essa sua voz. com a mão no quadril e o cabelo fluindo por suas costas. Os pés dele penetraram entre suas pernas. Possui-la. Sentia o corpo ardente. Olhar não era suficiente. Seu corpo é um formoso lugar de diversão e eu quero conhecer cada centímetro dele. mostrando a cama a seu lado. Seu corpo estava vivo pelas sensações. te ouvir gemer e choramingar por mais. Respirou fundo e permitiu que a intensidade da luxúria o tomasse. —Ele esfregou o polegar sobre sua escorregadia e úmida entrada e observou seus olhos ficarem amolecidos. roçando. —Vêem aqui. Cada suave centímetro dela desejando ser explorado. Ele a chamou. tenso e estalando pela necessidade de entrar nela. lhe deu uma longa e lenta caricia.Quero te comer viva. sabendo que cada passo que dava a levava a Manolito da Cruz. Oh. —Não. Corriam imagens por sua mente.. subindo até seus quadris e depois baixando para acariciar as nádegas. Tudo porque ele a olhava com feroz e possessivo desejo. .. Ou nada disto seria real. Seu útero se contraiu. vê-lo como seus olhos se tornavam escuros. MaryAnn. Ele desejava-a. —Não estou segura de que possa suportar muito mais. a intensidade alimentava suas próprias necessidades. Sua voz era era aveludada mas com um pequeno grunhido se acrescentava a ela. ver a reação de seu corpo a ela e sentir-se mais poderosa a cada momento? —É obvio que é. ser tocado. A cada passo que ela dava. dela estendida ante ele como um presente. Seu corpo para tocar. —Mas assim se sentia. com essa nota sensual recobrindo cada nota? Por que era tão sexy estar de pé completamente nua enquanto ele estava totalmente vestido? Que cada centímetro de sua pele estivesse sendo explorado por suas mãos vagabundas? . A fome iluminava seus olhos escuros. Quero saber exatamente que te faz responder e te dá mais prazer. Quando ela ia se mover. mas seu toque enviava correntes elétricas por sua corrente sangüínea e não podia evitar tremer. -É realmente formosa. Ela era toda para ele. Teria que tocá-la.Ali em pé. imprimindo a forma e textura dela em sua mente. Lentamente passou a palma da mão por sua perna. MaryAnn se sentia total e absolutamente sensual e sem inibições. Desejava esfregar seu corpo pelo dele.. me banquetear contigo. subiu para o joelho. Ela tentou ficar quieta. A forma e textura. Era revigorante vê-lo respirar com dificuldade. mas de repente o corpo dela era tudo. Manolito semoveu.

de forma que seu corpo encaixasse firmemente contra o dele. Segurou-lhe com os dentes o lábio inferior. seus dentes lhe mordiscaram novamente a pele. Quanto mais tentava encontrar um modo de atá-la a ele. sivamet. Seus seios se elevavam e baixavam com sua respiração que se tornava mais dificultosa. convidativo. surpreendida pelas coisas que desejava que ele lhe fizesse. atraindo sua fragrância feminina os pulmões. Seus olhos pareciam escuros e cheios de mistérios. de forma que ficassem pele a pele. rijo além de seus limites. carinho. não é? — Sussurrou. estendendo-a sobre seu colo. tão grossa. gentil a princípio. somente de sentir. sim. ouvindo seu coração trovejar nos ouvidos. O tecido de suas calças esfregou contra sua pele quando a aproximou dele. A selvageria nela cresceu e todas as suas inibições normais desapareceram rapidamente. deixando seu corpo nu. Manolito a beijou novamente. de cravar os dentes nela se fazia mais forte a cada momento que se passava. mas não iria se apressar. —Adorava tudo nela. amadurecida e pronta. como se aparentemente o chamasse. A cascata do cabelo dela caía sobre ele com um roçar sensual.Suas mãos lhe moldaram as nádegas e os dedos deslizaram habilmente para seu centro. E esse era o problema. Seus gemidos eram suaves e ele tragava cada um deles. saboreando o sabor especial enquanto sua língua se entrelaçava com a dela. Estava amando observar como crescia sua excitação. A necessidade de cobri-la. MaryAnn. E tudo isso te agradará mais do que nunca imaginou. de dominá-la. Seus dentes arranharam gentilmente sua pulsação. ela pensava que isso se referia somente a ele. Atraiu-a para seus braços. Notou que elevava sua pulsação. assim que se aconchegou mais contra ele. tomando-a até se sentir satisfeito. sentindo a suave pele. sabendo que somente poderia ter uma parte dela. Ela relaxou a seu lado. – Oh. Seus beijos eram longos e embriagadores. Queria conduzi-la além de sua zona de conforto e levá-la a um lugar de puras sensações. sua língua deslizou com um calor áspero sobre sua pele antes de sussurrar seu nome. as coxas abertas e a umidade cintilando. desejando seu coração e alma. E seu corpo nunca teria bastante do dele. inclinando a cabeça para lhe proporcionar um melhor acesso a sua garganta. do fato de que era sexy como o inferno. Ela não era consciente do quanto era atraente. saber que era por ele. —Adoro sua boca. Ouviu-a suspirar e seu corpo se tornou flexível. Inalou-a. Sentia-a pequena e suave. aceitando-os em seu corpo para sempre. Queria que seus olhos brilhassem com emoção maior que luxúria e desejo.Está molhada e disposta para mim. Saber que ele tinha colocado esse aturdido e absoluto desejo em seus olhos. num lento ataque a seus sentidos. surpreendida pelo muito que lhe importava que ele a tocasse e a saboreasse. sua luxuriosa textura sedosa e teve que resistir a urgência de colocá-la sob ele. Seu membro pulsava e ardia. com o corpo estirado e os seios empinados. Ela era uma mulher que gostava pelo menos de ter a ilusão do controle. Ela virou a face. sem lhe dar oportunidade de pensar. e pequenos arrepios a percorriam. seu corpo confiava nele. Manolito teve que resistir contra o desejo de atirá-la ao chão e tomá-la como seu corpo exigia. memorizando sua forma. como plumas acariciando-a. ela podia imaginar muito. esfregando o nariz em seu queixo. duro e rapidamente. Tomou sua boca. O calor emanava dela. fazendo com que sua ereção. —Manolito. . Ela reagiu com outro gemido quase ofegante. O cabelo caía como uma cascata a seu redor e ele desejou a sensação de senti-lo contra sua pele. Conteve o fôlego. Sua pele era cálida e doce como mel. mais a desejava. deixando pequenas labaredas de fogo por seu corpo. —Sempre há mais. de se assegurar que ela nunca desejasse deixá-lo. —sussurrou enquanto a movia em seus braços. movendo-se contra ele. Nunca teria o bastante de seu corpo. Nesse momento. A suave chamada ofegante endureceu seu corpo ainda mais. lhe inclinando o rosto para que seus olhos se encontrassem. sua língua consolou a pequena ardência com uma caricia gentil. adorando sua curva. Era formosa com seu corpo luxurioso e seus olhos de gama brilhavam com uma mistura de medo e excitação. Não pôde resistir a uma pequena mordida. Definitivamente você gosta. sacudindo-a deliberadamente. Isso o deixava estar mais decidido que nunca a prendê-la a ele sexualmente. Sua fisionomia franziu com concentração e suas roupas se dissolveram em redemoinhos de névoa. dura e dolorida pressionasse firmemente contra o curvilíneo . —Você gosta disto. Mordiscou seu caminho pelo queixo até a garganta. —Tentação. brincando e mordiscando-o.

capturando seus quadris e empinando seu traseiro para ele. O prazer estalou através dela com a força de um vulcão em erupção. Não podia deter as ondas de êxtase. Assustada de que fosse muito. MaryAnn. Mas MaruAnn não podia evitar a forma em que seus músculos se fechavam ao redor dele. tentado desesperadamente encontrar algo a que se apegar. —Você é apertada. Arqueou o corpo e acariciou com o hálito. —Você é muito grande. Mas a língua dele já se pressionava contra seus clitóris e seu corpo se derreteu. mantendo-a sob ele com um braço sob seus quadris enquanto crava os dentes profundamente em seu ombro. ardente. seu longo corpo -se sobre o dela. Os dedos dele se afirmavam com força em seus quadris. enquanto se cravava nela seguidamente. arqueava os quadris desejando mais. aprofundando sua invasão. Sentiu o fio da dor quando ele cresceu. encaixando-se dentro dela e começou a tomá-la num ritmo forte. —É isto o que necessita.. Quero que sinta cada toque de minha língua. pressionando com a mão suas costas. sivamet. numa aguda súplica. mas de repente ele gemeu. incapaz de se deter quando o prazer entumecedor a tinha girando completamente fora de controle. mantendo-a imóvel. juntamente com a apertada invasão e o ardor que a acompanhava. enquanto penetrava o ardente e estreito canal. A ação lançava dardos de fogo por seu corpo. temendo pela primeira vez não poder acomodar seu corpo. Uma dor inesperada a alagou. Sua boca se moveu sobre ela com fome.. que estava oferecendo seu corpo a ele. percorrendo suas veias num fluxo vazante de vida. Podia ouvir e sentir como seu sangue o chamava. que o rodeava como paredes vivas formadas da mais pura seda. enviando relâmpagos que se estenderam por cada parte de seu corpo. Ele era muito grande e grosso. os tensos brotos. . enquanto se conduzia incessante e implacavelmente em seu canal apertado.. saturando-o do fluido de boas vindas. levando-a ao desejo de sair engatinhando dele. Quieta. MaryAnn se deu conta de que estava cantarolando. sivamet? — Sussurrou roucamente. Um relâmpago lhe atravessou o corpo quando ele começou a invadi-la. o gemido retumbava em sua garganta. Ele levou-a além de qualquer limite que houvesse conhecido. —Quédata quieta. enchendo-a e estirando-a.corpo feminino. cada toque de meus dedos e lábios. o atrito quente e selvagem. para mante-la no lugar e encostou a cabeça de seu membro contra a apertada entrada. estendendo-se como lava ardente. Não faça isso. fazendo com que inclusive seus seios sentissem as ferozes chamas que a lambiam e seu corpo pulsasse. Sentiu-o penetrá-la mais profundo. enterrando os dedos na colcha. mas ele a deteve elevando a cabeça. Seu coração seguia o ritmo do dele. estirando-as e queimando. precisando de mais. Seu sussurro era um som gutural. . num som animale se inclinou para frente. —Não posso suportar. ele voltou-a. Manolito a mantinha completamente sob seu controle. enviando vibrações através de seu corpo inteiro. fundindo com as raias deslumbrantes de prazer enquanto ele a tomava. O não morto. observando a excitação que ardia em seus olhos. Empurrou-se com força contra sua boca. meu amor. quase chorando quando o prazer se estendeu sobre ela. sua língua acariciou a pulsação. Mesmo protestando. Inclinou mais sobre ela. arrancando gritos de surpresa a cada investida. sem pressa. —Sua voz era rouca. Os quadris o conduzindo através das suaves dobras. apegando-se. Na posição dominador. Somente ela tinha o poder de lhe salvar. Não havia nada mais poderoso ou erótico. tão duro como uma lança de aço invandindo suas suaves dobras. Não quando ele a segurava pelos quadris e puxava seu traseiro para ele. Seus lábios traçaram um caminho ao longo das suaves e eróticas colinas e baixando ao vale. Manolito ergueu-se sobre ela. suave como o veludo. Antes de poder recuperar o fôlego. e o milagre era. sob seus seios. – Você tem que parar. Seus dentes brincaram enquanto dava total atenção aos tensos mamilos. pulsar a pulsar. ergueu os braços. colocando a de joelhos enquanto seu corpo tremia sob ondas de puro prazer.. até que seus músculos se apertaram cruelmente.Não se mova. — ofegou ela. Ela tentou se mover. que ele provocava. seu corpo se contraiu e lanças de fogo percorreram sua coluna e seus seios. —Porque lhe acabava o controle. Sobre a pele de cor café com leite. MaryAnn se inseria entre ele e o monstro no qual poderia se converter. aterrada em perder-se. —ofegou. mas não aliviavam a tortuosa dor.

encostado contra seu corpo numa arruda carícia enquanto ele continuava penetrando furiosamente seu sexo. passando a língua ao longo de sua coluna vertebral. Quando ele a tocava. No momento em que estava em sua companhia tudo em seu interior simplesmente se hospedava. cada vez que roçava os sensíveis mamilos. cada uma mais forte que a última. Medo talvez. Manolito ouviu sua respiração ofegante. —Como sabe. seu corpo cobrindo-a enquanto deixava que a urgência passasse. Surpreendentemente. Seu corpo arqueou e seus quadris se empurravam mais para trás.. de joelhos. As sensações a rasgaram num espasmo poderoso. —Não acredito que possa me mover. MaryAnn mordeu o lábio e tentou conter o selvagem palpitar de seu coração. desejaria seu toque durante o resto de sua vida. —Você fundiu-se comigo. não tinha inibições de nenhum tipo. Múltiplos orgasmos rasgaram seu corpo. enquanto o sexo incrivelmente apertado dela se contraía. mas não do que ele pudesse fazer. estava nele. levando-a com ele de forma que seu corpo lhe servisse de travesseiro. Nada voltaria a lhe parecer bom com qualquer outro. desejava seu sabor. Ela se aplicara tanto na sedução como ele e isto era puramente físico. Ouviu seus próprios gritos. embora assuatada do que ele poderia lhe dar. sugando os disparos do sêmen quente de seu corpo. Era impossível conseguir ar.Mesmo respirando ofegante. Nunca em sua vida tinha imaginado que poderia entregar seu corpo tão completamente a outra pessoa. Oos gritos roucos dele ressoavam com os dela. respirava com força. — Ele beijou-lhe a linha suave das costa. Muito gentilmente a deixou sobre a cama antes de se virar. . —Eu sei que não posso. Queime por mim. Passou a língua sobre os caninos. ouvindo os batimentos de seus corações. tentando controlar o selvagem tamborilar de seu coração. A liberação dele foi brutal. somente de poder perder-se na absoluta loucura do prazer físico. temendo prendê-la junto a ele no prado de fantasmas e sombras.O que quis dizer com o que não saberei se é amor para você? —Como poderia não amar a mulher que enfrenta todos seus medos para me salvar do desconhecido? Como poderia não te amar quando te coloca entre a escuridão e eu? Como poderia não te amar quando me agrada mais do que alguma vez tinha sonhado que fosse possível? — Não disse que lhe dava paz. mantendo-a imóvel. os músculos dela se fecharam sobre ele. até que temeu explodir num milhão de pedaços. sujeitando-a a ela. lhe acariciando os seios. Sentiu-o inchar. Sua ereção continuava grossa e dolorosa. . Ficou junto a ele. se acalmava e ele voltava a . Sujeitava-a contra ele o corpo menor e suave. no limite. Isso. Sentiu como seus próprios músculos se estiravam para recebê-lo. Era aditivo. A urgência de tomar seu sangue. Ele era aditivo. Ainda assim. precisando de mais. mas lutou por contê-la. Não podia se mover. Não havia volta atrás. enquanto se inundava nela uma e outra vez. Ninguém poderia lhe fazer sentir as coisas que ele podia. No momento em que se moveu. o prazer pulsado continuava enquanto as apertadas paredes a seu redor estremeciam. Nem sequer podia culpar Manolito. Seu corpo ainda estremecia tomado de pequenos tremores. o som de seus corpos se encontrando e sentiu seu escroto. enviando novas sensações a ambos. ardiam-lhe os pulmões e ardia seu corpo. —sussurrou. —sussurrou MaryAnn. entrando através de cada parte dela numa onda gigantesca. então a reteve sob ele. Sentiu a explosão da raiz dos cabelos as pontas dos pés. ouviu suas súplicas e soube que estava onde queria. Chegue a mim. —A verdade era que não queria fazê-lo. mas seu corpo se negava a sentir-se completo. incapaz de fazer muito mais que elevar a cabeça. quando estava perto dela.Tranqüilize-se cstri. Mas isto não era amor. tentando evitar que seus incisivos se alongassem. Fechou os olhos e tentou não sentir o palpitar em seu sangue. lhe puxando os quadris de forma que seu traseiro encostasse firmemente contra ele e investiu tão profundamente que quase se alojou em seu útero. de trazê-la completamente a seu mundo. Seu braço a apertou mais. sivamet? Como sabe que não é amor para mim? —Você está em minha mente. sua força era enorme. crescendo ardente e rora de controle e se retorceu acochegando-se ele. —Poderia te manter assim para sempre. Manteve o braço firmemente ao redor de sua cintura e deixou que seu corpo abandonasse-a contra vontade o dela. O fogo tomou seu corpo. Sentiu uma tempestade de fogo. Deveria estar satisfeito. saboreando o selvagem sabor dela.. aberto e vulnerável a ele. desfrutando do ardente líquido que umidecia seu dolorido membro. seus caninos já o tinham feito e ele cravara os dentes no ombro dela. vou deixar-te sobre a colcha.Estava tremendo tanto que temia cair se seu corpo abandonasse o dela. sivamet.

mas ele se perguntou por que tinha necessitado ser tão dominador com ela. não quando poderia fazê-la queimar. que você mesma.. sabia que seria quase impossível não desejar estar com ele. . Tinha desejado. Deveria estar lhequeimado os olhos. mas algo nele tinha necessitado marcá-la. tomando meu sexo em sua ardente e sexy boca. —disse ele. —Não é seguro. deixar seu aroma. Era uma mudança de personalidade muito grande e precisava que a considerasse. Devia ter sido feita por seus caninos. Fazer tudo o que ele lhe pedisse. —Acredito que é ao contrário. Ele percorreu o quarto com o olhar. —Talvez eu saiba mais de você. pressionando . —Sua mão lhe acariciou a garganta. —Fez? —Perguntou suspicaz. acreditou que desejaria um prazer tão simples. Envolveu os braços ao redor de seu corpo trêmulo e a abraçou com força. o quente hálito contra a orelha. Pertencer-lhe completamente. . A luz já se arrastava através das janelas. Manolito estudou seu rosto. . a prova de seu emparelhamento. mas desejava banhar-se no brilho cedo da manhã. —Não posso pensar com claridade contigo ao redor. Seu corpo endureceu novamente ante a idéia. —Não quer que fique. Seus olhos novamente estavam totalmente negros. O coração de MaryAnn deu um salto. Você tem que ir para a terra. aconchegando-se contra ele. . Podemos cobrir as janelas. Não havia censura em sua voz. . concentrou o olhar nela. Ainda desejava. Afastou o cabelo do ombro dela e tocou o pequeno ferimento dali. Inclusive se não o fizesse. ardia e o desejava outra vez e isso era simplesmente. Gostar de era uma palavra suave para o que havia sentido. Seria uma mentira. que enroscar seu corpo e dormir com ela em seus braços. Você tem que partir. com as pontas de seus dedos acariciadores. perguntando se era certo. —Não dormiremos. —Funda-se comigo novamente e olhe o tipo de influência que tenho. —Talvez fique aqui.Quero ficar aqui contigo e dormir o sono dos humanos. —Por que o sono dos humanos? —Perguntou ela. estava seguro de que poderia fazer com que ela se apaixonasse por ele.estar bem. Entrar nas mentes e influenciá-las. . —Não. com um pequeno cenho na face. MaryAnnengoliu a urgência de negar sua acusação.Estou em sua mente e procuro as coisas que lhe agradam. Ele apoiou a cabeça numa mão e baixou o olhar para ela. quase brutal em sua posse sobre ela. não é? — Ele disse com súbita inspiração. esfregando o nariz contra seu pescoço. mas somente uma declaração prática. mas agora não havia nada que desejasse mais. O corpo de MaryAnn pulsava. Ela fechou os olhos brevemente. Tão total? —Quase cuspiu a palavra. Era um homem dominador. Inclusive eu sei isso. tanto que não tinha que provar nada a ninguém. E isso a assustava a um nível totalmente diferente. O ferimento do ombro era algo totalmente diferente. mas aprenderá. Os homens dos Cárpatos deixavam pequenas marcas. Assombrado. nenhuma vez vez em toda sua existência. Não. Ela estava assombrada com o próprio comportamento.Nunca..Quer que eu vá. Não podia lhe culpar por suas próprias ações. acredito que farei com que se ajoelhe a meus pés. Tinham gostado das coisas que ele havia feito. Acha que sempre atuo de forma tão..Não com submissão. Ficar dormindo e despertar contigo a meu lado. —Ele escondeu a face na riqueza de seu cabelo. Manolito.É você quem não sabe ainda se me ama. . Por que a achava tão sexy quando a sustentava assim? —Acredito de deve ter me feito um feitiço. categoricamente atemorizante. Ele tinha confiança em si mesmo. MaryAnn esfregou-se contra ele como um gato..Porque Destiny pode fazer esse tipo de coisas.É estranho que diga isso. talvez uma mancha e ele tinha deixado uma marcha em seu peito na primeira vez que tinha tomado seu sangue.. —Quero sonhar contigo.. Desta vez. MaryAnn virou a cabeça para olhar também a pequena marca. —Não? —A tensa agressão em sua voz se atenuou pelo ronronar gutural de satisfação. . Desejara-o rápido e duro. Sua mão lhe segurou um peito e seu polegar deslizou sobre o mamilo fazendo com que ela estremecesse sob seu toque. —Não acha que isto é um pouco assustador? —Está a salvo comigo.

estendendo os dedos amplamente.Além de fazer alarde de seu formoso corpo com uma vantagem extrema. coloque algo feminino.Poderia não sobreviver isso. Manolito penetrou-a diretamente.. aço encapsulado por veludo. Ela ofegou. E sem prudência. mas seu corpo ardia e pulsava por ele. ultrajada. para suas nádegas. Começou uma lenta e rítmica massagem. mordiscando-o com os dentes. Olhar-te e desejar deslizar minha mão sobre sua pele. —Talvez seja eu que influencio você. encontrando uma cálida e acolhedora umidade esperando-o. se entendeu que modo equivocado. Não posso acreditar que me insulte assim. de conduzi-lo ao limite. Reconheceu que era perigoso para ele ficar fora tanto tempo. guiando o enorme membro para ela. —Suas mãos deslizaram pelo estômago dela. Seus dedos que acariciavam e brincavam começaram uma íntima exploração. A diversão brilhou em seus olhos. já fechando os olhos. aonde pertencia. —Quero seu corpo disponível a meu toque. Não há nada como isto no mundo. —disse. Seus roucos sussurros no ouvido aumentaram seus sentidos e terminações nervosas e incrementaram sua necessidade dele. mas não menos prazeroso.Sempre está dizendo que me fundo contigo.. . — Suas mãos lhe seguraram os seios e brincaram com os mamilos antes de deslizar pelas curvas de seu corpo. mas o sol estava alto. provocou uma excitação em seu corpo. de que lhe ordenasse a lhe dar aula de prazer e lhe roubasse o controle. fazendo-a ofegar. . MaryAnn estava exausta quando Manolito a deixou. Seus dedos deslizaram mais abaixo ainda. . para que ela pudesse sentir cada investida quando estava tão sensível. Seus dedos deslizaram sobre seu sexo. e seu corpo respondia com ligeiros tremores que se estendiam por seus seios. Os raios do sol da manhã atravessaram a janela e a luz iluminou a sombria excitação na face de Manolito que girou sobre a cama e simplesmente a elevou de forma que ela estivesse sobre ele. Parecia impossível que pudesse colocá-lo em seu interior. Acariciou-a em círculos gentis. mas estou mais que disposto a me sacrificar pela experiência. .Quando eu vier amanhã a noite. enquanto começava a se mover. Sou antiquado e preferiria que vestisse um vestido ou uma saia. enchendo-a. os dentes brancos que brilhavam para ela e olhos intensamente negros reluziam com algo próximo a alegria enquanto a postava sobre ele. —É obvio que me influencia. Toda ideia de resistir desapareceu. facilmente. Suas coxas se apertaram e o ventre se contraiu. desta vez lento e sem pressa. —Desculpe-me meu amor. poderia te tocar assim. Ela ofegou enquanto baixava o olhar para sua ereção. Sua língua já estava lambendo-lhe o ombro. Seu próprio corpo estava tão cansado que não pôde fazer mais que lhe devolver o beijo e ondear uma mão débil enquanto ele a cobria com as mantas e a deixava sozinha. movendo-se através dos apertados e tensos músculos até que o atrito a deixou sem fôlego. Não registrou sua ordem sussurrada para que dormisse. Estou lendo cada uma de suas fantasias e compartilho as minhas contigo. Colocou as pernas dos lados de seus quadris. Era diferente da selvagem posse de antes. Estirou-a lentamente. Tenho o melhor dos gostos em questão de roupa. enquanto sua voz se tornava rouca.firmemente contra o dela. E havia algo decadente em sentar-se sobre ele enquanto seu olhar seguia o balanço de seus seios e seus olhos se concentravam nela com tanta luxúria e apreciação. MaryAnn deveria se sentir alarmada. Levou a mão a seus ombros para que se segurasse a ele. CAPÍTULO IX . Seu sorriso era genuíno. —Eu sempre uso roupas femininas. através das apertadas dobras até que se assentou profundamente em seu interior. tomado pela fantasia erótica. Ela começou a se mover em seu próprio ritmo enquanto as mãos dele a guiavam para lhe montar de forma lenta e sensual. mas a idéia de explorar seu corpo. e imediatamente ele era dela. Sempre está impecavelmente vestida.

Tinha armas que MaryAnn não tinha visto antes. Tem direito a dizer o que pensa. Tenho um acusado sentido de olfato. Enquanto MaryAnn confiava num spray de pimenta. Juliette fala muito bem de ti. Não havia um só centímetro de seu corpo que ele não tivesse reclamado ou que não tivesse dado livremente. Estivemos rondando em forma de jaguar e isso me torna ultrasensivel. diretos e receosos. como fazia freqüentemente quando precisava de segurança e sentir que tinha o controle. mas ficava bem a forma de sua face. Deslizava em lugar de caminhar. profunda e forte. Não cederia.. Gemeu e se virou. —disse a seu reflexo no espelho. Ele poderia não amá-la. —Ela lançou a sua prima um olhar de advertência e esticou o braço para dar a mão a MaryAnn. Uma ducha só potencializaria as susurrantes sensações de sua pele. —MaryAnn lhe lançou um rápido e apreciativo sorriso. . Elevou a vista com um sorriso indeciso que não era autêntico e seus olhos esmeraldas a olhavam cautelosamente. Não poderia ser ninguém mais.Tem fome? Estávamos a ponto de jantar. com movimentos suaves e nada ameaçadores. com curvas cheias. Doíam-lhe os seios e os sentia pesados. enrugando o nariz. Solange usava facas e armas com familiar desenvoltura. Porque ele a contemplaria com aquele olhar de fome obscura. seus rápidos e inquietos movimentos eram graciosos e ágeis. com gentis curvas e cabelo solto. Jasmine sorriu e elevou uma mão. —Isto não é natural. Amor é a questão e ele não a quer. Juliette disse que ia vir? Aproximou-se da garota lentamente. Seu cabelo longo lhe descia em cascata pelas costas. absolutamente.Também tenho um ouvido excepcional. MaryAnn se virou para se encontrar face a face com Solange. pequenas e afiadas e na aparência muito eficientes. Viu-se trêmula. ambarinos. Sentou-se e secou mais lágrimas. Estava com o cabelo despenteado. então vestiu uma calça e uma brusa de seda. —Ela estava chorando nos sonhos. se não o ajudasse? MaryAnn se vestiu com cuidado. desejando ter colocado um vestido porque isso lhe agradaria. Sinto se a despertamos. Enquanto Jasmine era etéreamente formosa e magra. Sua boca enlouquecendo-a de ânsia. Não havia chorando tanto desde que era uma pequena.Disse outra voz. Está bem? . —É um prazer te conhecer. Poderia deixá-lo sabendo que era provável que não voltasse. que acreditaria ter? A única solução segura era partir e já era muito tarde para isso. caráter nos olhos e paixão estampada em sua boca. . . e aquilo não tinha lógica. —Foi só sexo. Uma moça estava sentada no assento da janela.Embora diga que presto. Poderia ir embora? Seria possível voltar para sua vida em Seattle? Manolito ainda estava preso entre dois mundos.MaryAnn despertou ao sentir lágrimas deslizando por sua face e o suave som de vozes femininas do outro lado da porta. entrou na sala. esperando tranqüilizá-la. Solange era terrestre. —Ela se presta a macho Cárpato. .Solange não queria dizer isso.Disse em voz alta. Ardia-lhe entre as coxas. —Deixe para lá. não —disse Jasmie. com o tom cheio de desdém. utilizando a roupas como escudo. o qual não poderia resistir. se examinando. Ela teria feito tudo o que ele tivesse pedido e não sabia que isso era possível. afinal. Por um momento. ficando em pé. Ela era a razão pela qual tinha vindo em primeiro lugar. mas logo se obrigou a baixar as mãos. Ela era formosa de uma forma selvagem e indomável . Solange vestia calça folgada de cordões e um cinturão ao redor dos quadris. cada curva e cada covinha. . Isso foi uma grosseria. Esta jovem com olhos muito velhos e a dor já gravada em sua face. nem a si mesma e nem a ele. —Sério? Tomei uma ducha. mas era dono de seu corpo. —Oh. real ou imaginária. Vibrava e palpitava de desejo cada vez que pensava nele. para ajudá-la a relaxar. Ela tinha visto muitos horrores para voltar a ser inocente. Sua perda de controle tinha sido terrível. MaryAnn podia distinguir a raiva em seu interior. . pelo menos poderia lhe fazer frente. suas mãos foram aos pequenos botões em forma de concha da blusa. Solange se deteve meio passo.Não é normal desejar alguem desta forma e temer que volte ou temer ainda mais que não o faça. Ela era uma mulher prática que raciocinava as coisas. Acabamos de levantar a alguns minutos. Possuía olhos de gata. As lembranças de seus dedos acariciando e marcando cada parte de seu corpo. —Você deve ser Jasmine. —Sinto muito. Elevando o queixo. Não deveria ter dito isso.. Eu sou MaryAnn Delaney. . Se não podia deixá-lo. Como podia desejar seu corpo a ponto de deixar que a levasse além de qualquer fronteira. —MaryAnn sorriu a mulher. devido à barba dele. . Manolito havia dito colocasse um vestido. Seu corpo lhe doía em lugares que não sabia que existiam. —disse Solange.Ele não te quer.

Lutaria até a morte por esta garota e usaria até seu último fôlego para reconfortá-la. Já estava apressando-se para a janela para escanear o exterior. —Não volte a me deixar sozinha. mas serve o chá para cada uma. mas era leal e carinhosa com sua família. —Foi atacada por um jaguar? Está segura disso? MaryAnn assentiu. Suponho que nenhuma de vocês se sente assim.Não posso recordá-lo. —É obvio que sim. . Jasmine estava pálida sob o dourado de sua pele. Juliette disse que é da cidade e que tudo isto é difícil para ti. —Esteve perto de um jaguar macho? Um homem. As mãos de Jasmine tremiam tanto que as xicaras tamborilavam. tranqüilizá-la e confortá-la. Jazz. MaryAnn acariciou mentalmente a garota como se fosse um bebê. recorda-se? Jasmine engoliu saliva e assentiu. Enquanto permaneçamos aqui. Voltar a arrumar sua vida de alguma forma. Obrigado. Por que não consegue um pouco de comida para MaryAnn? Está faminta. Ela guardava algo mais. —acrescentou.Já estou aqui. Maryann viu angústia nos olhos ambarinos de Solange. É óbvio que te quer bem. —Estão aqui? Na ilha? —Tudo ficará bem. com o rosto virado para a porta. . —assentiu MaryAnn brandamente e a envolveu com um braço reconfortante. acrescentou leite e se sentou em frente a MaryAnn. agarrando-a com força pelo braço. a jovem estava tremendo. Solange podia ser dura como uma pedra. carinho. —Agora que diz. Tudo passou muito rápido. Ela se sentará contigo e eu voltarei em seguida. É obvio que conseguirei algo para comer. suas sobrancelhas escuras se uniram. desejando lhe fazer entender que tinha alguém com quem falar.MaryAnn manteve um sorriso sereno. —Tento não ser uma carga para ela. Tudo ficará bem. Jasmine – Ela não tinha saído da adolescência e seu mundo já estava cheio de violência e medo. Os dedos de Jasmine se apertaram ao redor dos seus. levantando a cabeça e olisqueando. —MaryAnn sustentava a mão de Jasmine na sua. —Sou uma garota de cidade. mas seguiu caminhando pelo amplo salão até a enorme e aberta cozinha. ansiava eliminar a dor de seus olhos e afastar o medo e o terror. Não quero ficar sozinha. não se preocupe. Solange deu voltas ao redor dela. —Me alegro tanto de que tenha vindo. Só vou olhar escada acima. Embora tenha usado meu spray de pimenta com um jaguar a noite anterior quando me atacou. obrigado. —MaryAnn está aqui. algum escuro segredo que não compartilhava com Juliette nem com Solange. Jasmine. talvez sim. – Ela voltará em seguida. Farei com que tudo fique bem. —Sim. para me assegurar de que os balcões e as janelas estão fechados. MaryAnn desejou atrai-la para seus braços e embalá-la como um bebê. Você é forte e podemos com isto. os olhos lhe alongaram de medo. com calidez e preocupação em sua mente. MaryAnn podia ler isto em ambas as mulheres.Um chá seria perfeito. esperando sua prima. A garota estremeceu. —Estive bastante perto dele. Sua jovem face pareceu angustiada e só por um momento. deveremos estar bem. Só vou lá encima. —lhe assegurou Solange.Eu posso te proteger.— disse MaryAnn brandamente. —Tinha algum colar no pescoço ou um vulto de algum tipo que pudesse ver? — Prosseguiu Solange. concentrando-se em relaxar a jovem. mas não posso dormir a maior parte do tempo e ela tem que sentar comigo. Jasmine assentiu. —Estou segura de que ela não se importa. . além do Cárpato? Jasmine ofegou e cobriu a boca. As janelas têm barrotes. A chuva e a selva me assustam um pouco. Solange farejou outra vez o ar. Ela colocou os braços ao redor de sua prima e a puxou. —Deve ser difícil ter Solange longe do alcance de sua vista . . mas Jasmine estava mais do que assustada por causa de sua terrível experiência. Jasmine se apressou para ela. Ansiava fazer com que Jasmine se sentisse bem. E Juliette tem a casa rodeada de salvaguardas. Jasmine inspirou profundamente. . Você gosta do chá? — Ela observou Solange abandonar a cozinha. Sinto muito.

o vampiro está acabando deliberadamente com uma espécie inteira Solange mordeu o lábio e se serve um chá. —O que aconteceu com ti foi particularmente brutal —disse MaryAnn. MaryAnn se virou quando a mulher entrava na cozinha. Escolheu suas palavras cuidadosamente. MaryAnn viu a semelhança entre Jasmine e sua prima. Seja o que for. conectando-as. Está se devorando por dentro. A Jasmine não seria possível lhe ocultar algo assim. Ela já tem feito bastante e seria uma pessoa a mais com quem teria que preocupar. —sussurrou Jasmine que baixou a cabeça e deixou a xícara. —Não tenho tempo.. —O que está dizendo? — Exigiu Solange. —As palavras morreram em seus lábios e ela olhou MaryAnn através dos dedos. carinho.. — Ela voltou a olhar para a porta— Solange… — Ela se interrompeu. sem importar o que acreditasse..Que saiba o que aconteceu o torna mais fácil. Atravessou a cozinha até ficar junto a Jasmine e passou um braço ao redor dela. poderemos com isso. Nunca. . de alguma forma. eles também são vítimas. Garotas como eu.Tem que se dar tempo. Ela era uma jaguar puro sangue.foi muito difícil para ela.Está bem. Simplesmente soube e não pude fazer nada. Sei o que faço. carinho. MaryAnn conteve o fôlego. Confia em mim. —Não. Já sabe. —Nunca lhes entregarei meu bebê . —Só que se um vampiro está influenciando aos homens jaguar para caçar suas mulheres... fulminando MaryAnn com o olhar. mas vou ter que fazê-lo logo. Pode confiar em mim. não? — Perguntou Jasmine. . —Há uma planta que podemos usar. embora seja um menino. mas MaryAnn não trairia sua confiança. o alarme se estendeu por seu rosto. desejando que a garota se acalmasse. que nunca trairia sua confiança. Agora nunca pararão. Desejava encontrar a forma de transmitir a Jasmine que a ajudaria. com seu corpo perfeitamente equilibrado.MaryAnne encolheu os ombros. Solange me deu. —Ficará com o bebê? Os olhos de Jasmine brilharam com algo parecido ao fogo e pela primeira vez... mas não pude. É uma tragédia horrível para todos. Teme ter feito algo errado? —É complicado. Algo a assustava e queria contar a Maryann sem que Solange estivesse perto. Esses homens. Não disse a ninguém ainda. No momento em que aconteceu... Ela se movia absolutamente silêncio. . Confie-me à carga que leva em cima dos ombros e nós duas a administraremos. disposta a que a garota deixasse de papos insunstanciais e lhe dissesse o que fosse que estava a ponto de dizer. Compartilhe-o. dando uma olhada para a porta para assegurar de que Solange ainda estava lá encima. Jasmine ficou rígida. com tudos os sentidos do animal.. Jasmine cobriu a face com as mãos. —Está grávida. fez-lhes frente e tomou sua própria decisão. . fazendo com que os homens cometessem crímes contra suas mulheres. Os pés nus não produziam nenhum som sobre o frio piso de mármore. baixando a voz. Virão atrás de nós não importa onde estejamos. Jasmine. —MaryAnn tomou um gole de seu chá e olhou para garota. não querendo que ela revelasse seu segredo.. Dirigiu a MaryAnn um rápido e nervoso movimento de cabeça. Se Solange quiser que eu mevá farei. Estou aqui e não a trairei. . Colocou sua mão sobre a de Jasmine.Se o que Manolito descobriu é certo. para se assegurar. —Arrepende-se de sua escolha? —Não sei como me sinto e não posso suportar que Solange se desgoste comigo. . MaryAnn suspeitava que Solange já sabia.Já sabia. Vim desde muito longe para te ajudar. o mesmo que me salvou a vida ontem quando outro jaguar me atacou.. Se for assim. é obvio que não. —Manolito me disse que se encontrou com um dos homens jaguar.. pouco mais que uma adolescente e sua vida já estava aos pedaços.. — Vamos. mas não lhes darei meu bebê. —Você não fez nada errado. O que esses homens fizeram foi criminoso. Disse que um vampiro havia os poluído. Esses homens a despojaram de toda escolha. Jasmine. . —Já falaste com outras garotas. Seu coração palpitava com força. — Ela manteve a voz moderada e tranqüila. Queria chorar pela garota. Vivemos uma existência difícil e eu a tornei ainda pior.

—Para ser justa. a espécie não deveria sobreviver. Ela vira muito. Não podia assegurar a Jasmine. Se fosse como MaryAnn suspeitava. as coisas que faz para ela não. Era mais jovem que MaryAnn e isso era chocante. não é. mas a forma em que ele a olha. ela sabia da gravidez e gostaria levar a . passou por muitas coisas e também estava traumatizada. acredito. Não posso me imaginar querendo fazer coisas por um homem. Solange nunca daria as costas a Jasmine nem ao bebê. tão perto de outras pessoas. Não havia policiais a quem chamar. Parecia mais velha com sua face séria e adulta em vez de inocente. Solagen assentiu. —Surpreendentemente Solange. . os quais tomariam seu papel muito a sério.Não há outra forma de dizer. Se nossos homens forem capazes de fazer as coisas que fazem. deixou cair na cadeira. —Alguma vez desejaste uma família? —Perguntou MaryAnn. mas mais que isso. Solange estava preocupada com Jasmine.—Talvez a idéia do vampiro seja acertada. Sofremos necessidades de emparelhamento um pouco mais urgentes que a maioria das mulheres. MaryAnn era muito hábil em ler as pessoas. Ela aceitaria o bebê. vejo o pior dos homens. —Juliette diz que Riordan tem uma casa em seu rancho para nós. —disse Solange com voz casual. —Talvez tenha razão. a luta com os homens jaguar marcava cada aspecto de suas vidas. Mas vemos só uma pequena parte. carinho. Estar sob a mão de um homem. embora pensasse que era verdade. Solange encolheu os ombros. Mas isso colocaria as duas mulheres sob o amparo e os olhos dos irmãos Da Cruz.—conveio MaryAnn. mas não estou disposta a viver o tipo de vida de uma mulher para ter uma família. mas devia ter somente alguns anos a mais que Jasmine. talvez não. Tinha visto muita brutalidade e morte. —Que tipo de vida é essa? — Perguntou MaryAnn. estava tendo dificuldades para beber-lhe e a comida na mesa lhe revolvia o estômago. —Solange. Nunca ocultei meu desprezo pelos homens.Desejou poder afastar todas aquelas lembranças horríveis. igual a você suponho. às vezes. Quando estou só no meio da noite ou quando estou em zelo. Havia muito dor em Solange. Suspirando. —Falamos disso —admitiu Jasmine. —Já sabe o que penso. Era lógico. MaryAnn queria fazê-la compreender e ver o que ela via. Era uma luta de vida ou morte na selva e Solange conseguiu não só sobreviver. —protestou Jasmine. mas também salvar outras mulheres. —Aqui não é o melhor lugar para Jasmine . toda a tragédia que tinha caído na vida das duas. Já nos conhecem e conhecem nossa reputação. —É assim que acha que são a maioria dos matrimônios? É assim o matrimônio de Juliete? Ela é obrigada a fazer as coisas do modo de Riordan? Solange abriu a boca. . Jazz? — Ela alvoroçou o cabelo de sua prima. mas se seguirmos com este combate.mas aonde podemos ir? Nenhuma de nós duas poderíamos viver na cidade. matarão-nos finalmente. —Havia curiosidade em sua voz—. tomou ar e a fechou. MaryAnn captou a dor em seus olhos e desejou poder reconfortá-la. Jasmine ficou tensa e sacudiu a cabeça sem dizer nada. Jazz. —Claro. Há muitos homens bons aí fora. . —Renunciar a liberdade. Sabíamos há algum tempo que teríamos que procurar outro lugar para viver. Acredito que Juliette tem tanto a dizer como ele. Não tinha ingerido nada em mioto tempo e deveria estar morrendo de fome. porque Solange estava amargurada e a amargura arruinava vidas com o tempo. Solange estivera resgatando mulheres cativas dos homens jaguar há algum tempo. colocando uma colher de mel no chá. — Ela deixou cair uma mão sobre o ombro de Jasmine. —concordou Solange. — Poderíamos provar. que têm mulheres que os querem e as que tratam com amor e respeito. Desconfiava muito dos homens e o lar principal dos Da Cruz era um rancho ativo com homens por toda parte. Parece simples a vista. É meu lar e eu gosto daqui. Ela quer lhe fazer feliz. eu me senti igual durante muito tempo. mas sequer a fruta lhe chamava a atenção. Por alguma razão. – Você é uma mulher muito boa para viver dessa maneira. —Eu sei. Por causa de meu trabalho. . como se ela sustentasse um grande peso sobre os ombros.Cheguei a pensar que Jasmine e eu deviamos abandonar este lugar. Não pretendia dizer dessa maneira. Solange não queria ir para o racho.

mas tentaria por Jasmine. E ainda retam um par de horas para o por-do-sol. se você o fizesse. . Paul e Ginny vivem no racho. Juliette sente o mesmo.Tenho feito coisas que não posso apagar da mente ou da vida. Solange levantou a mão. —disse Solange.Aqui vivemos segundo as leis da selva. —E eu também fiz a minha. MaryAnn se deu conta de que se alegrava em ter vindo. Merece uma boa vida. —disse Solange e seus ambarinos olhos se tornaram escuros e duros. Tenho claustrofobia a espaços fechados. Jasmine franziu o cenho. talvez. Solange lhe lançou um sorriso agradecido. A tudo. —Não sou boa com pessoas. porque se os homens jaguar conhecem esta casa e sabem que a maior parte do tempo os irmãos Da Cruz não a usam. De repente. —Não sinta por mim. a garota tinha garra e não ia renunciar a Solange. Jasmine colocou as mãos sobre as de Solange. Se atreverem a vir aqui a lhes fazer mal… —Eles nos violarão e matarão. —Leve MaryAnn a um lugar seguro. Jasmine pressionou uma mão contra a boca para suprimir um grito de alarme. —disse MaryAnn brandamente. Não havia arrependimento em sua voz nem em sua face. Jasmine nunca ficaria se não ela não ficasse. Tentarei ficar. —Não sou uma boa pessoa. —disse Solange. .Fiz minha escolha. . Solange permaneceu calada tanto tempo que MaryAnn temeu que ela não responderia. .MaryAnn o dirigó a Jasmine um sorriso de aprovação. .— estou segura disso. Parece que gostam de verdade. Não tive ninguém que me dissesse o que fazer desde que tinha doze anos e não posso imaginar vivendo num lugar com regras.Bem por ti. Ela tinha nascido conselheira. —Conheceste Rafael e Colby? —Perguntou MaryAnn. ajudava as pessoas a encontrarem seu caminho e era boa nisso. . Jazz.Não vou ao rancho sem você. Ginny particularmente é louca por cavalos. –disse Solange com voz dura. . em ondas. . Isso é tudo o que posso prometer. ficou de pé com o corpo rígido. . —Ginny ainda é bem jovem não? Ouvi Juliette falar dela. . —Eles estão aqu. Solange não acreditava nem por um momento ser capaz de permanecer no rancho.Não vou esconder me desses homens. – Lá fora. Somos uma família e ficaremos juntas. —Está tudo bem carinho. Solange —disse Jasmine. —Não vai funcionar.Jasmine para a relativa segurança do rancho. Não pode se unir a nós durante o dia. afinal. Fiz o que quis durante muito tempo e não possome encaixar em nenhuma parte. estava orgulhosa de sua habilidade. Era uma caçadora e já não restava nenhum lugar no mundo para uma mulher comSolange. Solange. As duas mulheres precisavam dela. Regras de outra pessoa. matar ou morrer. Isso é o que farão. Solange parecia mais perdida que Jasmine porque tinha renunciado a sua vida as pessoas. Solange se reclinou na cadeira e olhou Jasmine com face grave. . —Eu iria também. —asseverou Jasmine. mas não ficaria lá e sabe disso. —E as tirei.Disse MaryAnn.Fico contigo aqui ou no rancho ou onde seja. mas está sempre que pode. virão atrás de nós. Deixaria-me com Juliette e voltaria para a selva para tentar trabalhar sozinha. . Talvez devessemos ir com Juliette e Riordan quando voltarem.Me Esperem lá. Onze ou doze anos. —Eu disse que iria contigo e o farei. . Tentarei ficar. mas MaryAnn pôde sentir a tristeza que emanava dela. . —lhe assegurou Solange. E você tem que se preparar para fazer justamente isso. —E você também. Jasmine lhe dirigiu um pequeno e conspirador sorriso. também.E está se alimentando como um passarinho. Vá com o Jasmine. . MaryAnn captou a ansiedade subjacente. —MaryAnn estará muito bem ajudando aqui fora. Coma. Acredito que estaremos a salvo lá.Os irmãos mais novos de Colby. —Você salvou vidas. Especialmente com os homens. —Você iria ao racho. —O que é que tanto teme do rancho? —Ela apoiou o queixo sobre a mão e estudou a face de Solange. —sussurrou Jasmine.Não quero ver isso acontecer a ti. —Ela olhou para Jasmine. —ordenou Solange.

Jasmine empurrou para trás a cadeira e alongou a mão sob a mesa em busca da arma. MaryAnn abriu os olhos, enormes. Obviamente, elas estavam se preparando para o ataque. —Irei para cima, —disse Jasmine. - Você defende a parte de baixo, Solange. MaryAnn, eles não poderão abrir nenhuma brecha na casa, mas se e as coisas ficarem feias, lutaremos para abrir caminho para lá, então a deixe sem fechar, o tempo que puder. —Ficarei com vocês, —disse MaryAnn. - Sei como disparar uma arma. —Riordan e Juliette colocaram salvaguardas na casa, —disse Solange, sem se preocupar em esbanjar tempo discutindo com elas. - Jasmine, comprove as janelas. Mantenha-se oculta. Se a virem e a reconhecerem, pode tentar fazer alguma loucura para entrar, mas se romperem às janelas, dispare para matar. Entende-me? Sem vacilar. —Não vacilarei, —lhe assegurou Jasmine. —Irei com ela. - Acrescentou MaryAnn. Jasmine parecia tão jovem e assustada. Sua gravidez a deixava ainda mais vulnerável. Solange atraiu Jasmine para ela e a olhou nos olhos. —Mantenha-se a salvo, priminha. —Você também. —Jasmine deu um ligeiro beijo na fave de Solange e depois se apressou escada acima. MaryAnn a seguiu, mas fez uma pausa parar observar como se movia Solange pela enorme cozinha, para o salão. A mulher parecia um lince, formoso, poderoso e mortal. Era impossível não admirá-la ou confiar nela. —Ela nos tirará desta, —lhe assegurou Jasmine. —Não duvido. Ainda assim, sempre era bom ter um plano de emergência. Tinham que resistir até que Manolito, Riordan e Juliette pudessem despertar e chegar até eles. Deu uma olhada no relógio. Em pouco menos de duas horas o sol entraria. As salvaguardas deveriam agüentar até então. —Oh! —Disse Jasmine, olhando pela janela e empurrando-a contra a parede. - Tem alguém aí fora e parece que sabe o que faz. MaryAnn arriscou um rápido olhar. O homem não era um jaguar, sua compleição não era a adequada. Era baixo e magro, o cabelo era loiro e ele estava de pé em frente à casa, com as mãos no ar, desenhando graciosos padrões com as mãos. Só tinha visto algo assim uma vez e se congelou até os ossos. —Um mago, —sussurrou a palavra. —Ele está derrubando as salvaguardas, não é? —disse Jasmine. —É o que parece. Solange soltou um palavrão. Havia voltado, para deslizar atrás delas. —Contei quatro homens-jaguar. Reconheço um deles. É um lutador poderoso, Jazz. Conhece nosso aroma. Nunca tinha visto o que identificaste como feiticeiro. Deve ter sido chamado especificamente para desentranhar as salvaguardas cárpatas. —O que significa que estão aqui por uma razão, —disse Jasmine, afogando-se no medo, a voz lhe tremia. - Vieram aqui, apropósito de nós não é certo, Solange? Por mim. —Se acalme, carinho. - Disse Solange. - Sabe que eles dão caça a qualquer mulher com sangue jaguar, particularmente aquelas que podem transformar. Nós duas estamos em idade de ter filhos e levamos a linhagem de sangue puro e podemos mudar. Jasmine negou com a cabeça. —Eu não... Não posso. —Não quer fazer. Não é o mesmo. Dê-me a arma, Jasmine. —Solange estendeu a mão. Jasmine negou com a cabeça, desta vez com mais energia. —Não. Precido dela. —Falo sério. Dêe-me isso. MaryAnn estremeceu ante o aço na voz de Solange. —Jasmine, não há necessidade de se deixar levar pelo pânico. O mago levará algum tempo para desentranhar as salvaguardas. Depois que Juliette e Riordan as pusessem, Manolito veio comigo pela manhã e acrescentou as salvaguardas dele. Dê a Solange a arma e vamos procurar algo frio para beber, esperaremos lá embaixo, perto de um lugar seguro. Se colocarmos algum tipo de alarme nas escadas, não terão que vigiar. Poderemos nos concentrar em defender a parte baixa, uma área menor. Será mais fácil e poderemos deixar um

caminho espaçoso até um lugar seguro. Sem importar como, estaremos bem até que cheguem os Cárpatos. Ela manteve a voz tranqüila e os traços da face serenos, dissolvendo a tensão que se elevara. Solange lhe sorriu. —Tem razão. Deixemos que brinquem um pouco sob o ardente sol. Nós estamos aqui dentro, onde temos comida, água e proteção da chuva. Está começando a cair outra vez. O pobre mago parece um cachorro molhado. O sorriso de Jasmine foi fraco, mas conseguiu sorrir enquanto colocava a arma na mão de sua prima. —O que é exatamente um mago? E por que está aqui? As duas mulheres olharam para MaryAnn. Ela se mordeu o lábio e encolheu os ombros. —Não estou totalmente segura. Só posso te dizer que aprendi um pouco daqui e ali quando estava nas montanhas dos Cárpatos. Juliette e Riordan poderão explicá-lo melhor. Por isso eu sei que os magos são parecidos aos humanos, mas com poderes psíquicos e a habilidade de tecer magia. Eram amigos dos Cárpatos e compartilhavam grande parte de seu conhecimento. Algo aconteceu e houve uma guerra entre os Cárpatos e os magos. —Isso foi há anos, —admitiu Solange. - Ouvi algo sobre o assunto quando era pequena, mas acreditei que há tempo que se foram deste mundo. —Aparentemente não, —disse MaryAnn. —E todos estão contra a espécie Cárpato? —perguntou Jasmine. - Isso significa que estão os jaguares também? —Por isso observei, Jasmine —disse MaryAnn. - Nenhuma raça é por completo boa ou má. Muitos não odeiam simplesmente porque outros o façam. Conheci um homem jaguar que me salvou a vida e estava muito preocupado pelo que estava acontecendo a sua gente. Estou segura de que há magos que não aprovam o que está acontecendo. É provável que muitos nem saibam. Os vampiros são completamente perversos e uma vez se infiltraram e influenciado a todos, alteram o equilíbrio natural. —Então os vampiros usam as tendências violentas de nossos machos para corrompê-los e terminar com nossa espécie, —disse Solange, com um tom sarcástico na voz. —Nem todos os machos são maus Solange, e recalcar que o são, influenciando a Jasmine para que tema uma vida normal, não é legal. —Não viu o que fazem esses homens. —Sou honesta, não é só uma pequena parte? Um grupo pequeno? Acredito que os outros homens-jaguar estiveram tentando detê-los. Se esse for o caso, está condenando os mesmos homens que estão trabalhando para deter tudo isto. —Nunca conheci nenhum desses míticos homens, —disse Solange, logo olhando para Jasmine, - mas talvez os haja. —Muitos homens se sacrificam pelo bem comum. Eu mesma vi Manolito ficar diante de uma mulher grávida e receber uma facada envenenada por ela. Ele morreu, q-quase morreu. —As emoções chegaram com rapidez e a afligiram antes que pudesse dete-las. Não estava preparada para a pena e a dor que se precipitaram sobre ela, acabando com toda lógica e razão. Voltou-se, piscando para conter as lágrimas, olhando o mago pela janela. Suas mãos seguiam um padrão e ele parecia triunfante, como se soubesse exatamente que salvaguarda foi usada e como desentranhá-la. Se não somente se cansasse de estar de pé sob a chuva. Cansado e molhado, sentindo os braços pesados como chumbo. Tão cansado que não pudesse ver bem ou pensar para recordar as palavras antigas e lhes fluiam movimentos. MaryAnn observou o mago Através da janela, imaginando sua fadiga, desejando que estivesse exausto de permanecer em pé, com a chuva caindo sobre sua desprotegida cabeça. Ele sentia-se débil e cansado e necessitava desesperadamente sair dali. Se tivesse sorte, estaria um pouco assustado pelos homens-jaguar e imaginaria ele atacando-o, rasgando seu corpo com seus terríveis dentes, devorando sua carcaça com uma única mordida… O mago cambaleou para trás, levantando uma mão até sua cabeça e lhe devolvendo o olhar através da janela. Assinalou-a, dizendo algo que ela não pôde ouvir, mas estava claro que era uma acusação. —Ali, nas árvores, —disse Solange. - Os atraíste. MaryAnn observou a pesada canopia onde o bosque se encontrava com a ampla extensão do pátio. Um

jaguar formado pela metade se movia entre os galhos. Era um homem grande e forte, com o cabelo desgrenhado e a crueldade gravada em seu rosto. Jasmine retrocedeu até pegar o braço de Solange. —Esse é o que chamam Sergio. É terrível. Todos o escutam. Solange assentiu. —Lembro-me dele. É um bom lutador. Poderia ter me matado, mas sabia que eu podia me transformar e não quis correr o risco. – Ela irigiu a Jasmine um pequeno sorriso sem humor. - Isso nos dá uma pequena vantagem. —Por que disse que eu os atraí? —Perguntou MaryAnn, levando a mão à garganta num gesto defensivo. O mago estava olhando-a e outra vez movia suas mãos em padrões fluídicos. Tinha a sensação de que não estava desembaraçando as salvaguardas mas que tentava fazer algo A ela. Solange a empurrou fora da janela. —Sabe que você o deteve. Devemos descer. —Eu não o detive. Só desejei que se sentisse um pouco cansado. —Bem, seus desejos o atrasaram, mas não por muito tempo. Quero que Jasmine e você vão a um lugar seguro. – Ela abriu caminho escada abaixo—. Acaba de se etiquetar como objetivo. Sergio saberá que não é jaguar e que é perigosa. —Não sou perigosa. —Se pode romper a concentração de um mago, você é perigosa. Ele irá te matar. Fique atrás de Jasmine. Essa era a última coisa que MaryAnn tinha intenção de fazer. Jasmine parecia decidida, mas muito assustada e MaryAnn queria abraçá-la e consolá-la. —Eu também tenho um par de armas, - disse, e sustentou no alto o spray de pimenta. - Não o esperarão. —Não deixarei que me levem desta vez, —disse Jasmine. - Não outra vez, Solange. —Terão que me matar para chegar até voce, carinho, —assegurou-lhe Solange. Sua voz era tranqüila e controlada. - Acredite-Me, não vou deixar que isso aconteça. Se tivermos sorte, MaryAnn nos terá dado tempo suficiente para que entre o sol e Juliette volte para nos ajudar. MaryAnn se deu conta de que Solange não tinha renomado nenhum dos homens Cárpatos, como se não pudesse, ou quisesse, contar com seu apoio. Solange estava mais machucada do que parecia estar Jasmine. MaryAnn sorriu para Jasmine. —Não se preocupe. Manolito se apressará em nos ajudar e Riordan também, embora vocês o conheçam mais que eu e provavelmente são bem conscientes de que ele nunca deixaria que lhes acontecesse nada se pudesse evitar. . Jasmine baixou o olhar para suas mãos. —Não perdi tempo em conhecê-lo. Passei uma época de difícil adaptação depois do ataque. —Agüentaremos sozinhas, —disse Solange. Encontrou o olhar de Mary Ann e entendeu a repreensão, aceitando-a com um lento assentimento de cabeça e uma profunda inspiração. - Entretanto, é provável que não seja a melhor forma de levar as coisas. Acredito que temos que ir ao racho e tentar nos dar uma vida nova e diferente. —De verdade, é o que pensa, Solange? — |Perguntou Jasmine e pressionou uma mão contra o ventre, com medo nos olhos. MaryAnn compreendeu que o olhar era de temor em decepcionar Solange com a decisão de ter o bebê, um menino jaguar com sangue quase puro. Solange tinha visto muitas situações horríveis para ser capaz de olhar alguma vez para um homem jaguar sem prejuízos e Jasmine sabia disso. Ainda assim, tinha sido o bastante forte para tomar sua própria decisão, isso era bom sinal. —Claro que sim. Não podemos viver na selva para sempre, agora que os homens jaguar sabem quem somos e estão nos caçando. Acredito que já é hora de ir. Solange segurou o braço de Jasmine e lhe deu um pequeno empurrão. —Se mova. Eles vão entrar a qualquer momento. MaryAnn, venha. —Ela deslizou até a janela com passo determinado, a faca numa mão e a pistola na outra. Logo se virou, amaldiçoando. —Já vêm. Estejam preparadas! As portas dianteiras se abriram de repente e entrou uma enorme figura, metade jaguar metade homem,

—Alto! — Pare agora mesmo! . profundamente dentro dela. deixando marcas de sangue no mármore. com as garras de um lado a outro enquanto procurava sua presa cegamente. golpeando a perna de MaryAnn que ofegou de dor. usando o peso de seu corpo tanto como a força de seu felino. golpeando Sergio com uma garra afiada. golpeou Solange pelas costas. Antes que pudesse alcançá-la chegou o mago. O peso dele a esmagou e os dentes lhe afundaram na garganta. o jaguar a atraiu para ele já lenando os dentes para seu crânio. atrás arma que se deslizou pelo chão. Os dois machos se encontraram. Manteve-a imóvel sob ele. Uma garra lhe rasgou a pantorrilha. chutando a arma fora de seu alcance e empurrando-a contra a parede com tanta força que lhe tirou o fôlego. A perna de MaryAnn cedeu sob ela que caiu batendo no duro mármore. arranhando para sair. O ataque tinha sido obviamente organizado. O primeiro homem-jaguar caiu com força. tirando a arma e disparando enquanto corria para ele. enquanto ele utilizava seu tamanho para mantê-la sob ele. Um segundo jaguar. . Fúria e um algo mais escuro. . mas suas unhas se alongaram e lhe cortavam as Palmas. o corpo rígido e tenso. para Solange. Estalou num frenesi assassino. lhe golpeando nos olhos. lutando por matar uns aos outros. O mago a tinha prendido pelos cabelos e estava tirando-a da casa. na boca e no nariz repetidas vezes. com o focinho cheio de dentes. Cravando os saltos. com um abajur na cabeça. CAPÍTULO 10 Jasmine gritou e colocou a mão sobre a boca para amortecer o som. O salto de Jasmine a tinha mandado sobre o enorme macho. seus adversários tinham estudado as habilidades de Solange. MaryAnn afastou sua perna da luta. Lançou seu corpo no ar. Foi diretamente a Solange para ajudar Sergio a submetê-la. atiçando-o. golpeando duramente. selvagem e perigoso. Arranhou-lhe o focinho e lhe rasgou o ventre. MaryAnn deu um murro na garganta do felino e o frasco de spray na mão tornou mais sólido o golpe. unhas encontraram seu tornozelo e com um vitorioso rugido. completamente transformado e feroz. fustigando pelo aposento caçando seus atacantes. procurando encontrar a porta. direto para elas. de aspecto perverso e mãos curvadas em garras afiadas. Solange aterrissou em suas costas. se afastou para trás como os caranguejos tratando de permanecer fora do alcance das garras de ferro que rasgavam. Afastou-se para trás. aterrissando entre MaryAnn e Solange. Seu rosto estava úmido pelas lágrimas. o nariz e o focinho jorravam. Como afiadas puas. A boca e os dentes lhe doíam. Solange deu um murro na garganta de Sergio. justo quando outro aparecia. com os olhos ambarinos e desafiantes. de onde a tinha espreitado sem ser visto nem ouvido. Suas mãos se apertaram em punhos. com uma mordida enormemente forte. toda felino agora. atravessando suas calças e rasgando pele e músculos quase até o osso. mas ainda era perigoso. A fúria atravessou MaryAnn. MaryAnn o orvalhou com o spray de pimenta. Jasmine saltou através do aposento. chocando-se tão forte que fizeram tremer as paredes. O jaguar se esqueceu completamente de MaryAnn. utilizando jatos curtos. O ruído era estrepitoso enquanto móveis e abajures se chocavam contra o mármore. grunhindo. O primeiro jaguar cambaleou movendo-se pesadamente enquanto o sangue gotejava constantemente pelos dois ferimentos de bala. com os olhos brilhantes. Quatro jaguares rodavam pelo chão.atravessando correndo o frio mármore. Solange se lançou para o jaguar sem vacilação. Eles rodaram. O jaguar ferido rugiu com raiva. jogando-o para trás. Esquivou Jasmine e golpeou Sergio afastando-o de Solange. Sentiu-o perto. lhe tirando a arma da mão de um golpe. rodando na tentativa de se livrar de Solange.Já é suficiente. os dentes fechando sobre a larga cabeça. Os ossos lhe doíam.MaryAnn ficou em pé de um salto. Sem piedade ela arranhou o ventre do animal enquanto o sujeitava com os dentes. Jasmine a seguiu na luta. Segurava a cara dando alaridos e rodando de um lado e a outro. selvagem e furiosa. Derrubou-a golpeando-a contra o chão.. que Jasmine tinha identificado como Sergio. mas o animal continuou avançando. O grito de Jasmine a tirou de sua neblina de medo e dor. Solange mudando parcialmente para colocar a força do jaguar em ação.

Emergiu da rica e escura terra. incontrolada. rasgando a garganta do outro jaguar. Estavam e não. Eu não posso pará-lo. Como Manolito estava tocando a mente de MaryAnn. Sua mente devia estar aberta a ele a seu desejo e entretanto não podia penetrar nessa densa paragem sem importar o quanto tentasse. ela tinha fortes barreiras em sua mente. Soube. chocando contra o chão. Deveria ter se convertido numa massa de bolhas e a fumaça normalmente se misturou ao o vapor enquanto mudava. Que começava lentamente a se ocultar no céu. mas havia algo.Apesar de ter tomado seu sangue e saber exatamente onde estava. poderia ajudá-la de longe. A selva que a rodeava ondulou. —Alto ou a matarei. cabeças suspensas. agora extinto da conexão. Jasmine já tinha suportado o bastante e isto tinha que acabar neste mesmo minuto. Era um antigo. Ferroadas formigavam de acima a abaixo por seu corpo e milhares de pequenas espetadas que picavam e ardiam. perdeu as brilhantes cores. Sentia arder sua perna ferida. que o sol. Não tinha sentido esse aceso.. ao igual a todos os Cárpatos. Tinha vindo à selva tropical para ajudar esta garota e não falharia. os quatro jaguares deixaram de se mover. para a casa. MaryAnn estava num apuro desesperado. Sua sensação de determinação.MaryAnn. MaryAnn desejou ter as habilidades de um Cárpato. para um canto da mente e cambaleou atrás de Jasmine e o mago. mas ainda assim durante um segundo foi alcançado pelos raios. Solange golpeou outra vez. Posso te ajudar. que ainda não se colocara. Podia sentir seu medo por Jasmine. numa repentina onda dentro de seu cérebro. . rodeou os felinos lutavam e empurrando a agonia de sua perna. com um braço sobre os olhos enquanto se convertia em vapor e ao mesmo tempo ordenava as nuvens cobrir o sol. como se sua conexão com a outra mulher fosse inclusive mais forte que a conexão sangüínea entre Cárpatos. A fúria a abrasou como fogo e a marca sobre seu seio pulsava ao ritmo de seus batimentos. Se conseguisse ter acesso a seus olhos. Tinha que encontrar a forma de se esquivar do escudo para conseguir acesso a sua mente. A energia. Só o mago continuou se movendo. Sob ele. A eletricidade crepitava e corria. Agora que estavam eretas em seu lugar. mas estava ignorando-o. um pequeno bloqueio em sua mente que não podia identificar e que talvez tinha impedido que sua ordem funcionasse como deveria. Seu coração começou um forte e continúo galope e sua pulsação lhe troava no ouvido. O vento ululou. Afastou para um lado a dor e atravessou como um raio a canopia. conectados. mas só seus olhos arderam. MaryAnn semicerrou os olhos quando o mago se virou para enfrentá-la. instável e muito perigosa. As mãos e os pés lhe doíam. seus ossos rangiam e sua mandíbula lhe alongava. apesar de estar suando e tremendo. MaryAnn era plenamente consciente do firme propósito de Jasmine e redobrou seus esforços em encontrar uma forma de salvar a jovem. com o olhar preso em MaryAnn enquanto arrastava Jasmine para fora da casa e fechava a porta. Ele se referia ao mago? Ou a algo feroz que se desdobrava em seu interior? Não sabia.MaryAnn. Deveriam ter deslocado chamas por sua pele. constituíam uma parede de aço que não podia penetrar. . colocando Jasmine na frente a ele.Manolito. Conecte-se comigo agora. Deixe-me que te ajude. Profundamente sob a terra. Os dois machos se estrelaram um contra o outro. MaryAnn ficou em pé. Imediatamente. convertendo-a num inferno. completamente capaz de colocar seres poderosos sob seu controle. O som da porta ao fechar provocou os jaguares a voltassem a entrar em ação. Estava sofrendo. Sentiu as emoções de Jasmine através de MaryAnn. sacudindo-o e enviando folhas e galhos girando como mísseis através do ar. um galho se rompeu numa árvore e se precipitou através da canopia. Não parecia que ela estivesse fechando-a deliberadamente para ele. Não podia esperar. Pressionou a mão sobre o lugar. vibrava atravessando a região. pesar e absoluta convicção de fugir ou morrer. sentiu a acumulação de energia. ofegantes e com as línguas saindo fora da boca. com a fúria fluindo num nó duro e decidido. mas não podia entrar. Os relâmpagos vetearam as nuvens.. Terror. uma forma de conseguir que o vento selvagem a elevasse no ar e a subisse ao topo da árvore mais alta. mas não sua própria companheira. Deixara-a com uma ordem para dormir. deixando-o de lado enquanto sua mente trabalhava freneticamente num plano para recuperar Jasmine das mãos do mago. . . Ela deteve seu avanço. mas seu sentido de olfato se incrementou agudamente. Jasmine não se renderia. Sentiu todas estas emoções e mais. com o estômago revolto. Podia . com os dedos cravados profundamente nela. Manolito despertou com uma explosão de dor e medo.Para seu assombro. A densa abóbada ajudou. O ar ao redor dele se tornou instável. todos dentes e garras.

mas não de medo. Centenas de macacos lançavam folhas e galhos e saltavam agitadamente. MaryAnn sentiu suas palavras como um zumbido lhe pressionando a cabeça. tossindo repetidas vezes como se algo tivesse se agasalhado em sua garganta. Se ele atacava com sua mente. Segurou a mão de Jasmine e começaram a retornar para casa. os macacos começaram a gritar em advertência. prestando-lhe sua enorme força. O ar se tornou pesado pela rangente energia. com lágrimas correndo por sua face e turvando sua visão. —engasgou o mago. endurecendo-se para enfrentar um ataque. Os dedos do mago se apertaram mais sobre sua garganta. . Jasmine assentiu seu acordo. chamando seu felino. O ar abandonou os pulmões de seu atacante. mas se fosse um engano. endireitando-se e afastando um passo de MaryAnn. lutando por se liberar. registrando a canopia sobre elas. Estava bastante segura de que o felino que tinha atacado Sergio tinha sido Luiz. O mago retrocedeu dois passos e levantou as mãos. saltando por cima dos galhos caídos e raízes enredadas. Mantinha Jasmine firmemente em frente a ele como se seu magro corpo pudesse protege-lo de MaryAnn. Olhou para o imenso galho caído. mas a enfurecia que ele estrangulasse Jasmine com tão pouca preocupação por sua vida. MaryAnn envolveu-a em seus braços e a sustentou com força. desejando instintivamente empurrar a intensa força de volta para ele. —Seus olhos. seu couro cabeludo formigava. um grosso galho caiu do alto como uma pedra. — ele vaiou. Olhou para cima e eles estavam ali flutuando em preguiçosos círculos.Olhe seus olhos. E por que acreditaria ele que ela podia lhe fazer alguma coisa? Tinha seu frasco de spray de pimenta. MaryAnn a segurou pela mão e a empurrou atrás dela. O olhar do mago seguiu o seu e ele reconheceu a reunião de pássaros e empalideceu visivelmente. As folhas ocultavam a maior parte do homem cansado. Fixou seu olhar nele. mas o animal lhe respondeu.cheirar o medo que exsudava do mago. descobrindo os dentes para um grupo de árvores próximas da casa. Sentiu-o então. —sussurrou. O vento uivava e os relâmpagos cintilavam. – Ela cooperará. querendo que ele se desse conta de que estava disposta a lutar até a morte por Jasmine. suas unhas se chocavam contra a o bico de seus sapatos como se estes fossem muito estreitos. tentando pensar em como manter Jasmine a salvo dos dois homensjaguar que esperavam dentro. Mas se ele não afastasse a outra mão da garganta de Jasmine. era pouco o que ela podia fazer. Duvidava que o segundo frasco agüentasse muito mais. arrastando Jasmine com ele. Ela se afastou. . Solange estava lutando sozinha por sua vida. sentia a coceira por toda parte. Jasmine tentou parar e agitou a cabeça de um lado a outro. algo estranho para ela. Jasmine lutava desesperadamente. Talvez tivessem sorte e seu estúpido feitiço pudesse lhe sair pela culatra e fazer um nó em sua traquéia. O mago cambaleou para trás. Antes que pudesse tecer um feitiço. —sussurrou Jasmine. —Deixe-a ir. —Há outro. —Sabe que é homem morto. soube que o despedaçaria membro a membro. —Não podemos deixar Solange brigando sozinha contra o jaguar. As diminutas faíscas explodiram e rangeram. Pare já! Estava tão furiosa que estendeu a mão para ele. —Detenha Solange. rodeando-os. pelo atalho que conduzia a casa. que lhe desse dificuldade para respirar. Correram de volta através das árvores. mas estava quase vazio. —disse MaryAnn. Não ficaria nada de seu corpo para os abutres. Sua visão se turvou até que o via através de um véu amarelado. correndo para MaryAnn. —MaryAnn estava tremendo. Jasmine gritou e enterrou a face no ombro de MaryAnn. —Acha que está realmente morto? —Agora não me importa muito. Ela não sabia nada de magos e seus poderes. a adrenalina fluía por seu corpo. Jasmine cravou o cotovelo no estômago do mago. —Detenha-se. —exclamou. chamas laranjas e amarelas crepitavam pelo ar. O mago segurou a garganta com horror como se pudesse ler sua mente. . —Falou com voz monótona. estrangulando-a. O trovão se fez forte e as árvores estremeceram sob a força acumulada. a tempestade elevando-se em seu interior. Enquanto elas corriam. simplesmente esperando. surpreendida de que fosse verdade.Tenho que retornar e ajudá-la. tecendo um feitiço de sujeição para evitar que ela lutasse contra ele. jogando o homem ao chão.

—É isso o que chama de sorte? Eu acredito que sua pontaria foi excelente. Jasmine. As nuvens buliram obscurecendo-se. Engoliu a ardente dor da perna e tentou sorrir. salvo uma rapidamente para se certificar de que estava bem. —É algo bom. deixando MaryAnn do outro lado. sustentando-a contra seu peito enquanto cobria a distância a velocidade imprecisa. – Achei que poderiam ser Riordan e Juliette. Uma tormenta de fúria se reuniu em seus olhos enquanto tocava os ferimentos abertos de sua perna. As pontas de seus dedos lhe roçaram a pele. O som do trovão ao golpear a árvore foi vibrante. assim se nos separarmos virão atrás de mim. piscando enquanto o alto Cárpato vinha andando rapidamente para elas. MaryAnn segurou Jasmine e a jogou ao chão. posso ver parte da pele.—É obvio que há. sabendo que ela estava viva. . —admitiu Jasmine. não nos separaremos. Querem-me viva. Seu olhar passou sobre Jasmine para encontrar MaryAnn. O calor colocou um lado o gelo e seus olhos eram ardentes quando MaryAnn se sentou. Movendo-se rápidamente. —Sabia que tinha que ser um Cárpato. movendo-se rapidamente entre a fumaça e as ruínas de um campo de batalha. —Não posso te deixar assim. . Seus flancos inchavam enquanto tentava fazer entrar ar em seus pulmões e com cada movimento o sangue saía a jorros. —MaryAnn respirou fundo. — ele disse seu nome. porque teria sido muito fácil ter três deles atrás de nós. Sua face estava cinzelada e marcada. O cabelo longo fluía atrás dele. Era de verdade tão intenso que se tornava difícil não responder a sua atenção absoluta. Havia sangue e pele por toda parte. absorvendo seu tato e textura. —sussurrou. Tentava . Seu olhar registrou as marcas de dedos em seu pescoço. Jasmine engoliu visivelmente e se incorporou devagar. Um mero fluido de som. Afastou-a no último momento. tentando tranqüilizar À garota.Ali na árvore. piscando para ele. Ele nos ajudará. A coberta de nuvens ajudava e o sol estava terminando de entrar. —Eu não fiz. Acredito que Luiz está lá também. talvez tenhamos sorte novamente.Se tivemos sorte com o mago. —Pode se esquecer disso. enquanto segurava o braço de Jasmine e a levantava do chão. seus cabelos rangiam. Sua sua pelagem estava coberta de sangue e saliva. Podia respirar outra vez. —Eu vou contigo. mas ele o convertia em poesia. Solange está em problemas. ele inclinou para pegála nos braços. Parecia um guerreiro da antigüidade. Olhos que guardavam muitos segredos. — Estão nos espreitando. De qualquer forma. segura de que ele a seguiria. O relâmpago golpeou o galho e o desviou ou o vento o jogou. —Obrigado por vir tão rápido. Temos ajuda. Solange está lá dentro lutando contra outros mais. MaryAnn segurou seu braço. como se ela fosse tudo em seu mundo. cobrindo seu corpo o melhor que pôde com o próprio. Temos que tirá-la de lá. Os dedos na pele de Jasmine fossem impessoais e ele nem a olhou. vidros quebrados e cadeiras reduzidas a pedaços. Os músculos ondulavam sob a dourada pele e seus olhos gelados eram desolados e escuros. convertendo-se em vapor e passando sob a porta. Empurrou-o para passar e começou uma fraca carreira para a casa. —MaryAnn não ia discutir. MaryAnn a abraçou mais forte. não quando ele tinha essa linha teimosa marcando sua fisionomia. —MaryAnn. Os olhos de Jasmine se rregalaram. móveis derrubados. mas façamos o que façamos. o tronco se partiu e o jaguar uivou. Uma fêmea jaguar jazia de lado. —Esse é Manolito. —Tem que ir ajudar lhes. Jasmine tiritava incessantemente. tentando ajudar. não é? —Sim. Manolito a segurou nos braços e correu. O rugido terminou bruscamente com o aroma de carne e pele queimada. Ele se inclinou para examinar os arranhões de sua perna. Respirou. Ela tentou não reagir. ajudounos e isso é tudo o que importa. assim que tudo fiquebem. —respondeu MaryAnn. mas depois passou a fazer uma inspeção completa de MaryAnn. bordeadas de uma luz relampejante. —disse Jasmine. o que lhe permitia mover-se com mais liberdade. O ar se carregou de repente de eletricidade.

Escute-me agora. . sente-se antes que caia. MaryAnn ouvia o estertor da morte na garganta do felino. Jasmine com muita dificuldade ainda pôde afastar de seu caminho quando ele passou correndo. . mas o grito de Jasmine o deteve. Encontrou contendo a respiração. deixando-se cair de joelhos para pressionar forte a mão sobre o sangue que saía. Ajoelhou-se junto ao jaguar e passou as mãos sobre a trêmula felina. não há nada que possa fazer por ela. Quande Manolito entrou. . Solange mostrou os dentes e virou a cabeça. Sergio deixou Luiz cair e saltando. com a língua fora da boca. O esforço lhe custou as forças que restaram e um geiser de sangue brotou do ferimento de sua garganta. Era áspera e cortante. —Teria que selar seus ferimentos e lhe dar meu sangue. com os olhos chorosos e queimados. ele não vai morrer. destroçado por marcas de garras e coberto de ferimentos. quando foi arrojado para trás bruscamente. Havia uma sensação de perigo. Não pode se adaptar a viver em outro lugar e não quer ter parte de sangue Cárpato. Manolito apertou forte. Manolito suspirou. Ela escutou a voz claramente. Ajudarei-te num minuto. – Sinto muito irmãzinha. Soltou um pequeno grito quando viu Solange e correu para seu lado. MaryAnn se deixou cair junto a Luiz. . Sergio segurou Luiz pela garganta.MaryAnn pensou a pergunta para enviar a Manolito. Não me deixe sozinha. que sua mente se afundou na de Solange antes que esta pudesse formar um escudo protetor o bastante forte para detê-lo .Curea-a e lhe dê sangue. Era uma ordem clara sem opção a discussão. conectou realmente com ele. olhando para Manolito. O aposento esfriou e as paredes vibraram quando o poder fluiu em seu interior. —Solange! —Jasmine se deitou no chão junto a felina. Manolito tinha dado dois passos para a porta para seguir Sergio.corajosamente ir a ajuda a um macho que lutava contra os outros dois. Voltouse. Não há necessidade de acariciar sua pele. —Bem.Por favor. —Pode fazer alguma coisa? —perguntou Jasmine ansiosamente. com um braço ao redor da cintura de MaryAnn para lhe oferecer apóio enquanto entravam. Você o salvará. —MaryAnn.Havia uma clara reprimenda em sua voz. Deixe-lhe te ajudar. mas era muito forte para se render e um dos outros machos estava quase cego. Sua respiração cessou instantaneamente. que seus dias na selva terminaram. . —disse Manolito.Manolito.Acreditei que viria. como se tivesse os dentes a descoberto e apertados. O outro macho saltou nas costas de Luiz. mas virão. Estava por toda parte e o jaguar jazia como se já estivesse morto. — Golpeou duro e rápido. . —Onde está Juliette? —perguntou Jasmine. Deixe-me examinar os ferimentos e ver o que posso fazer. Este estava num canto. mas também a agressividade. seus traços marcados com linhas duras e desumanas e os olhos sem emoções. tentando deter sua perda de sangue com as mãos. lhe provocando não só a inevitável fome. a minha oferta de sangue. Ele não pareceu desconcertado pela intensidade do poder e somente encolheu os ombros casualmente —Zacarías deu uma ordem e deve ser cumprida.Agora fala comigo como fazem os companheiros. O aroma de sangue estava por toda parte. Ela vai morrer. . Ouviu-se um rangido audível e o homem-jaguar desabou no chão. atravessou a porta com estrépito e correu para a segurança da selva. Ela resiste ainda a meu tato e muito mais ainda.Quem é? . Ele está morrendo. —Faça alguma coisa. Não pode haver outra opção. a morte dançava nas profundezas escuras de seu olhar. —Manolito sacudiu a cabeça. Ficou na porta. Manolito levantou a cabeça e olhou para Sergio. —Ela sente que não tem nada pelo que viver. surpreendendo-o. o caçador o segurou pelo pescoço. —Não sei. mas antes que pudesse aterrissar. de uma força e uma inteligência com a qual ela não havia nunca tropeçado e nem desejava tropeçar. fechando as fortes mandíbulas e rasgando-o. A companheira de Riordan está angustiada. mas para sua surpresa.

A perna lhe doía tanto que acreditava que desmaiar talvez fosse uma boa idéia.Fique conosco. Ele não teria sabido se não tivesse intercambiado sangue com ela. Como abandonar tudo o que alguém era e converter-se num instrumento de cura? Tinha visto Manolito sacrificar sua vida por uma mulher e uma criança que não nascera ainda. reparando cada ferimento tão rapidamente quanto foi possível. não fora tão cuidadoso. mas não poderia fazer o que Manolito fazia. tão leve que quase como se não estivesse lá. curar. viu que seu temor era que Juliette e Jasmine se dessem conta de que era uma assassina. MaryAnn sustentava a cabeça do jaguar macho em seu colo. de aventuras e de amor. para salvar seu príncipe. —disse ele. decidiu que seus ferimentos eram pequenos. negando-se a permitir que seu espírito escapasse enquanto ele abandonava seu corpo físico e se introduzia no dela. MaryAnn faria a missão de sua vida. Ele lutava para respirar. Soltou tudo o que era e se converteu só em energia curadora. A princípio pensou que era por causa de sua desconfiança para com os homens. . mas se ela não tivesse tão gravemente ferida. Solange se tornou mais cooperativa. Não sabia se poderia parar. Reconheceu o toque de MaryAnn instantaneamente. Não poderia recordar que ninguém jamais o tivesse olhado assim. murmurando brandamente para mantê-lo com ela. Quando lhe lançou um olhar rápido. Ela possuía uma vontade de ferro e lutava duramente para afastá-lo. Branda e correntemente fundida a Solange. Foi difícil abandonar as reconfortantes ondas de carinho e procurar os quebrados e sangrantos órgãos para repará-los. de ajudar Solange e Jasmine atrás de todos os sacrifícios que elas tinham feito resgatando mulheres. a mulher trataria de rasgar o pescoço de Manolito. Quase esqueceu de si mesmo. talvez tivesse que recorrer a um métudo mais perigoso e violento para manter sua mente prisioneira. além de toda salvação. mas quando uniu sua mente firmemente a dela. mas estava muito fraca. – Faça com que deseje viver. temerosa de que a tivesse perdendo. ajudando-as a encontrar um lugar seguro. E então sentiu uma suave calidez fluindo gentilmente na mente de Solange. Sabia o que significava. os pulmões estavam enchendo-se de sangue. Faça o que tem que fazer. mas ela lutara duro e quando o segundo jaguar a tinha atacado. tentando alcançar a outra mulher. relaxando no tranqüilizador refúgio de sua calidez. —Estou bem. tudo podia melhorar. imantando Solange com seu calor e com a crença absoluta de que esta vida era boa. E confiança também. dependendo de MaryAnn para manter a cooperação de Solange. para fazê-la saber que por mais negras que parecessem as coisas neste momento. MaryAnn lhe devolveu um pequeno e decidido sorriso. quando os Cárpatos raramente ficavam marcados. Em algum momento. de forma que não houvesse modo de saber que tinha penetrado. via a faísca apagar em seus olhos e tudo o que podia fazer era olhar impotente. . seus olhos brilhavam com tal emoção que fez com que seu coração derretesse. precisavam de sangue. além de toda esperança. o que tinha que fazer para salvar sua vida. entretanto serenava e acalmava numa sensação de tranqüilidade e esperança. cruzara a linha e não havia como voltar. mas quando viu a quantia de sangue a seu redor. Seguiu falando com Solange também. E agora conseguia abandonar seu ser a fim de . Manolito tinha que curar Solange e depois Luiz e por último sua perna. temendo que se a deixasse. —Mantenha-o vivo então. Ele acabava de se elevar e se havia uma coisa que sabia dos Cárpatos era que despertavam famintos e que quando usavam energia para curar. de onde estava e o que estava fazendo. Podia ver como sua vida escapava. Sujeitou-a na terra. Sob a influência de MaryAnn. com lágrimas descendo pela face. tentando lhe expulsar. Jasmine sustentava toalhas sobre os ferimentos de Solange e lhe sussurrava. acariciando o pelo macio.MaryAnn rezou em silêncio. Luiz morria. da mesma forma que fazia com que Solange tivesse esperança e vislumbrasse um futuro. Manolito voltou sua atenção para Solange. Tinha ouvido dizer que tinha uma cicatriz ao redor da garganta. Solange. Tudo ficaria melhor. nenhuma vez em todos os seus longos séculos de existência. Era uma situação espantosa. Era antigo e poderoso. O fazia desejar viver. Ela lutava contra ele com sua mente. Não restava nenhuma outra forma de vida. Parece ser capaz de conseguir que as pessoas façam quase tudo. A artéria estava quase destroçada e o corpo de jaguar estava cheio de sangue. com duas pessoas ao beira da morte e só Manolito para salvá-los. Seu toque era luz e enchia a mente de Solange de esperança e convicção. em comparação. tomado pela admiração pela mulher que era sua companheira. Manolito permitiu contra vontade que seu espírito viajasse pelo corpo da felina.Havia absoluta convicção em sua voz. Sergio não tinha pretendido matá-la. cheia de beleza. Quis fazê-la sentir orgulhosa dele e queria conservar esse olhar para toda a eternidade.

Sei que está cansado.Viva. talvez na realidade desejos de protegê-las? Sua espécie. escuros ornamentados de cílios absurdamente longos. E ela seguia pensando que tudo isso era por causa dele. sua cabeça. Ele te salvará a vida. conectada a ele e era consciente exatamente de tudo o que ele tinha que renunciar para chegar a se converter em espírito. De amor e de integridade. verdadeiramente entesourava mulheres e crianças. mas era muito mais que isso. forte e constante. O tempo pareceu parar. como se não pudesse evitar que sua mente de desviar de volta para a terra das sombras. Talvez tivesse descartado o Cárpato por impossível se não tivesse conhecido seu outro lado bem mais suave. o de Luiz e o de Solange. Tudo a seu redor desvaneceun restou somente ele com seus olhos. O corpo ficara vulnerável a tudos os ataques. Ele soava cansado. lhe dar o que necessitasse para ajudá-lo a continuar. Não podia mais que admirálo. fraquejando pelo cansaço. Uma vez que tenha tomado meu . Não parecia se importar que Shea fosse a companheira de Jacques. . Não farei um intercâmbio com ela. Estavam todos unidos num só homem. Manolito tinha dado um passo para ficar adiante e assumir o ataque mortal sem vacilação. Luiz. Estava em sua mente quando ele abandonou tão rapidamente suas opiniões e idéias. num gesto absorto enquanto examinava a face de Manolito. MaryAnn viu a bondade nele. Que tipo de autêntico caráter estava escondido sob toda essa arrogância? E eram suas maneiras aparentemente dominadoras com as mulheres. Deveriam parecer femininos. Luiz vivia ainda porque o mantinha unido a terra. tão completamente absorto na cura que não pensava em mais nada. sua verdadeira personalidade e havia se tornado desinteressado em seu esforço em salvar Solange. aliviá-lo. Estava em sua mente e podia ver sua absoluta resolução de manter Solange com vida. Isso a curará mais depressa e a fará mais forte. tocou a mente de MaryAnn e descobriu instantaneamente que esses dedos acariciavam na realidade. a fé absoluta que brilhava em seus olhos era um presente que ele nunca esqueceria. todo o ego. Manolito estava tão centrado. Não soube se sorria ou se simplesmente pegava MaryAnn e saia dali antes que pudesse averiguar que ele era uma fraude. E as brilhantes cores a seu redor se desbotavam em espectros mais apagados. . algo que talvez perderia de sentir e ver. —Apresse-se. mantendo um constante fluxo de absoluta convicção pela vida. Solange ainda estava viva porque MaryAnn lhe dera uma razão pela qual se aferrar. Em um homem incrível. Jasmine deixou escapar um pequeno som de angústia e afastou a cabeça. Quis envolvê-lo nos braços e sustentá-lo. se não estivessem conectados pelo intercâmbio de sangue e pela primeira vez se permitiu pensar nesse intercâmbio como algo bom.Una-se a nós. Tinha que dar sangue a Solange e precisaria ter forças para obrigá-la. Dedicou-lhe um rápido sorriso antes de abrir a mão e forçar a fêmea jaguar a engolir sua oferenda. —Está tudo bem. negando-se a considerar sequer lhe permitir partir. Era ele que ocupava seus pensamentos.salvar uma vida. Manolito emergiu do corpo de Solange. Já estava faminto. As linhas de sua face estavam profundamente marcadas. O olhar de MaryAnn encontrou o seu e por um momento ele não pôde se mover nem respirar. A confiança e a crença. Vê se pode conseguir que ela aceite o que lhe ofereço. —Tenho que dar sangue a Solange. mas Luiz não pode agüentar muito mais. As sombras retrocederam. todas as esperanças e os sonhos. Agüente firme até que ele possa te ajudar. compartilhando a força. E o tinha feito com gosto. Afastou para trás o cabelo de Luiz. com o queixo firme e o nariz reto. ouviu vozes que o chamavam. Manolito. suas próprias necessidades. Fracamente. O olhar de Manolito revoou à mão que acariciava a cabeça de Luiz.Tremendo. Manolito tinha abandonado sua personalidade. mas ela estava com ele. mas sua fisionomia era muito masculina. Mantivera a todos conectados. Poucos podiam saber o que isso era realmente. procurando sua companheira com o olhar. Una-se a nós. .Era positiva. Seu coração. Teve sabor de cinza na boca e uma vez mais as sombras o chamaram. . Ela nunca deixava de olhá-lo assim. Manolito tinha uma forte personalidade. deixara-as imediatamente de lado. A todos eles. Por um momento um laivo de negro ciúme lhe roeu as vísceras. simplesmente lhe darei o suficiente para sobreviver. Sentiu a respiração dele entrando e saindo de seu corpo. com crenças firmes sobre as mulheres e apesar de tudo isso. Leu a determinação nele. Sentiu o batimento de seu coração. Manolito. o dele. Ela não se converterá em outra coisa. irmãzinha.

Gostaria de tê-las por perto.Você tirou o vampiro de sua mente. . —Não. Não o deixe morrer simplesmente porque é um homem. Merece a pena salvá-lo? CAPÍTULO 11 —Não sabe o que está pedindo. igual a você. não podia imaginar o que era para um Cárpato conhecer o quanto eram escassas as probabilidades de encontrar sua companheira. A longevidade não é sempre algo bom. Viu suas lembranças. —Mas você sim. Ela não tinha vivido séculos. Ela tinha razão. Ele salvou Solange. mas mesmo assim. Por favor. onde todos os irmãos Da Cruz e sua gente pudessem ajudar a protegê-las. —Sinto muito. —disse Jasmine. O sangue enchia seus pulmões e o homem estava morrendo lentamente. Pude ler em sua mente. Mesmo se reparasse o dano e lhe desse sangue. tecidos e ossos. Respeitava Luiz. a origem de muitas habilidades psíquicas? —Você não entende. sozinha. —É obvio que pode lhe salvar. Solange sobreviverá e será forte novamente. mas o que fez é muito importante. Levou-lhe um pouco mais de esforço abandonar seu corpo. que seu corpo fraquejava. —Não conhece o coração deste homem. —assegurou-lhe com voz amável. Se não tivesse chegado a tempo. Só me sinto um pouco doente. Não será fácil. —Não preciso de agradecimento. Manolito fechou os olhos brevemente. A vida de um homem dos Cárpatos é extremamente difícil. O corpo do homem-jaguar parecia pedaços. Solange era um membro da família e como tal seria protegida com todo o esmero. Obrigado por fazer isto. as poderosas mandíbulas haviam atravessado pelos. não o salvaria.Está tudo bem. Piscou rapidamente para se manter centrado. MaryAnn. É uma grande perda para a gente jaguar. Ela teria que prover para ele e a fé inocente que lia em seus olhos. Recorda-se dela? Trabalhava para o príncipe tentando dar com uma solução. uma luz para tantas crianças mortas. não posso lhe salvar. Se for meu irmão como diz. um dos homens salvou sua vida convertendo-a.Salve-Lhe. —Ele estava tão débil. Ambas estão dispostas a contribuir? Porque não posso fazer isto . peço-lhe isso por favor. MaryAnn. Solange estaria morta ou esses horríveis homens a teriam em seu poder agora. as cores se empanaram. ela não pode te mostrar seu agradecimento. você moveria céus e terra para lhe salvar a vida. indiferente ao custo que era para ele. deve ser psíquico. Zacarías emitiria um decreto para as mulheres e estas seriam obrigadas a obedecer. Quando a feriram gravemente. —O que entendo é que se Luiz fosse uma mulher com habilidades psíquicas.sangue misturado ao dela. O jaguar acariciou a mão de MaryAnn com o nariz. Manolito suspirou. Pode estar pedindo algo que ele não deseja. já que a fome se convertera numa alarmante necessidade. Fechou ele mesmo o corte da mão e desviou sua atenção para Luiz. Ela está sob o amparo de nossa família. Mas como é um homem não tem valor para ti. —Como diferente? Se Luiz é jaguar. päläfertül. Não podia permitir pensar nisso. . —disse de repente Jasmine. nem vacilar em sua obrigação de tornar sua própria vida mais fácil. —disse MaryAnn. Nunca a deixaríamos morrer se pudermos salvá-la. pequena. —Isso foi diferente. Estou só cansado. Ela era humana. No momento em que o fez. Conversei muito com Gabrielle quando estive nas Montanhas dos Cárpatos. Manolito era prático. Manolito retornou a seu próprio corpo e sacudiu a cabeça com pena. —Terei que me alimentar. Depois deste fiasco. —Então lhe pergunte. eu sei. mesmo se ela quisesse ou não. . —Sei. Realmente. mas sua visão se turvava. viu como ele era. Teria convertido Solange se tivesse sido necessário. talvez decaísse para sempre. Estava mais preocupado pelo custo para MaryAnn. Não é a espécie do jaguar. Não podia manter seus dentes sob controle e o aroma de sangue era um tortura constante.

A fome queimou e arranhou. . Permitiu o acesso de Luiz a suas lembranças. qualquer. Sentiu-se tenso além da resistência. Nunca mais voltará a ser jaguar. das lembranças da honra. Ele estava morto de fome. Estou grávida. Não havia modo de descrever ao homem jaguar como seria. Precisará sangue para sobreviver. . Imediatamente começou a RCP. Se nos trair. apoiando-se sobre o longo peito para ouvir o batimento do coração. confiantes. antes de escolher. Ele seria responsável para sempre por tudo que Luiz decidisse fazer. Este não era um assunto comum. MaryAnn o olhou com seus enormes olhos escuros. Esqueci-lhe de dizer . Se não encontrar a outra metade de sua alma. . Deve ter muito cuidado para proteger a criança. Tem a escolha de ir para outro lugar e procurar a paz ou permanecer neste mundo e continuar sua luta. O aposento silenciou. . quanto mais se retraía o espírito de Luiz. Muito doloroso.Ainda não acabei com minha luta para salvar minha gente..Será doloroso. deslizaram pelas paredes e pelo chão. Inspirou profundamente e assentiu.Não posso permitir que os vampiros continuem acossando e caçando minha gente. Suaves e insidiosos.. Seu sangue será dos Cárpatos. Jasmine estendeu lentamente seu braço. mais para se confortar que para mantê-la calma. Tinha muita fé nele.Diga-Me o que fazer. MaryAnn olhou para os brilhantes olhos de Manolito. . mesmo quando lhe pedia que fizesse coisas que não eram absolutamente humanas. Está seguro de que entende no que está se colocando. estavam cinzas e tornando-se transparentes. Deve compreender que este presente é escuro. posso te tornar um Cárpato. lhe rasgando cada célula e órgão do corpo. . Ele estava se apagando.sem sangue. Serei capaz de tocar sua mente a vontade e te encontrar sem importar onde esteja. As vozes se fizeram mais fortes. Os jaguares o evitarão.. matarei-o sem remorsos tão rápido como é possível. Era a tentação lhe mordendo. —Ele estava desesperado para se alimentar. Seu olhar se tornou negra obsidiana. Não pode deixá-lo morrer. naquele longo. Antes que Jasmine pudesse replicar. com os sussurros empurrando-se no fundo de sua mente e seu próprio corpo debilitando. Não. Os dedos de Manolito se fixaram a seu redor como um grilhão. O mundo a seu redor estava se apagando rapidamente. Sempre esquecia que ele não era humano. Ela engoliu em seco e tentou soltar-se de um puxão. Somos os mesmos. A garota estava sentada no chão. As sombras se moviam por toda parte no aposento. Era uma obrigação que poucos homens desejavam. os séculos de caça e espera dependendo só da honra e logo depois.adicionou sem lhe olhar. com o tempo perderá as emoções e as cores e viverá só com as lembranças. embora viverá e poderá mudar.Eles já não serão mais sua gente. Manolito. —Faça algo. Estranhamente. — Me dê sua mão. mesmo sua vida. vendo as diminutas chamas vermelhas e sentiu seu coração saltar. só podia lhe mostrar o desvanecimento das emoções. Ela não tinha nem idéia do que estava pedindo. Manolito fez um esforço para se concentrar só em Luiz. Não tomarei seu sangue. . Terei sua vida em minhas mãos. Sombras de peles tensas e bocas abertas e dentes como pregos afiados. —Espere. Os sussurros começaram em sua cabeça. sua boca se congelou numa linha firme. lutando para encontrar uma vida e vivê-la bem. Foi tão honesto como foi capaz. Espere.Escute-me. Luiz resfolegou ofegante e o jaguar mudou. mais claro se tornava o mundo de sombras ao redor de Manolito. —Acredito que posso. Mais do que ele tinha em si mesmo. . MaryAnn soltou um suave e alarmado soluço e se ajoelhou. Luiz estava muito longe. Piscou e se obrigou a concentrar. tanto se meu sangue for Cárpato. e aparentemente corredor sem fim de escuridão.. Manolito voltou sua atenção para Jasmine. Esgotado. Isto fará mal a meu bebê? Manolito deixou cair sua mão como se o queimasse. mas se aferrava À vida. Terá que viver sob as regras de nosso príncipe e jurará sua lealdade e amparo. como humana ou jaguar. a ele e a nossa gente. homem-jaguar. Escolho a vida. acariciando a pele salpicada de Solange. —Não tem direito a oferecer sangue ou lutar com jaguares. Quando baixou o olhar para suas mãos. Conheciam os riscos e sabiam o que era caçar e matar antigos amigos. O outro mundo estava tão perto. Os ossos rangeram e seu corpo se retorceu enquanto a morte o alcançava.

mas era impossível. haviam lhe despertado. Seus dentes cravaram-se profundamente nela e o sabor e a essência de MaryAnn flutuaram até ele. Ele não tentou disfarçar ou dissimular o que sentia por ela. captou o significado em sua mente. Ninguém. Este homem só podia ser dela. Tentação. numa íntima exploração. O modo em que a última palavra fluiu de sua língua resultou sensual e sedutora. Confiava nele com sua vida. Um sensual sabor de MaryAnn. Queria-a para sempre. os padrões eram cada vez menos diferentes com o passar dos séculos. Nem sequer sabia se podia viver com ele e com o que era. Seu sentido da honra para Solange e para ela. —Seus lábios sussurraram sobre os dele. Foi para seus braços de boa vontade e acariciou com o nariz sua garganta. —Não posso fazer isto sem sangue. Não o tinha reclamado. Tinha-lhe dado vida novamente. O ar se prendeu em sua na garganta. mantendo o coração de Luiz pulsando e o ar movendo-se através de seus pulmões. como Manolito tinha a plena certeza que acontecia a ele. pegar sua companheira e ir embora. Ela mais que isso. estava fazendo um bom trabalho simplesmente sendo ele mesmo. ja szelem. Ela era cálida. A dor devia ter enfraquecido seu pensamento e afetado sua capacidade de manipular a energia. Nunca tinha visto esse padrão antes e ele era um antigo. Podia sentir a fome golpeando-o. sua debilidade. Manolito colocou uma mão dissuasiva no ombro de MaryAnn para lhe impedir de continuar a RCP.E MaryAnn seria testemunha. deixou que uma mão vagasse pelas curvas do corpo dela. Agora sabia como sentia e como era. mesmo com as chamas vermelhas cintilando nas profundezas dos olhos escuros. sivamet. homem ou mulher. mas confiava nele. jaguares e humanos como sustento uma vez ou outra e como as espécies se misturavam. Ao mesmo tempo. ele a envolveu com seu braço e a aproximou dele. Tentação. para ficar hipnotizada e perdida nas escuras profundezas de seus olhos. mas correndo como tinha feito esta manhã na selva. Meu amor. Simplesmente fez cargo com sua mente. Queria assegurar-se de que estaria sempre a seu lado. Perdida na sedução da severa necessidade e a da fome selvagem. completando seu corpo e sua alma. Era atemorizante estirar o braço e oferecer a mão.. Sentia-a. Os braços a aconchegaram e ele fechou os olhos para saboreá-la melhor. seda viva em seus braços. não sentada como ela estava agora. Passou as mãos sobre sua coxa. Ignorando sua mão. —Nunca poderia te fazer mal. para honrar suas mulheres. Se ele estava cortejando-a. . Suas emoções estiveram congeladas tanto tempo num profundo lugar em seu interior. sabendo o tipo de homem que era e a dura luta que tinha levado a cabo para salvar sua gente. kinta. Ela estava aninhada em seus braços. e ela era dele. Manolito não podia abandoná-lo ao lamti ból jüti. Estava esmagado entre dois mundos e permanecer no dela o consumia. estiveram enterradas tão profundamente. A dor estava ali em sua mente. deu-se conta de que compartilhar lembranças e a incapacidade de esconder um do outro tornava a relação muito mais íntima do que poderia ter imaginado. o som de sua voz.Escolho a vida. Seu tato. MaryAnn podia ver que Manolito estava fraco e pálido. névoas e fantasmas e tampouco podia esperar muito mais ou o homem se tornaria meio vivo. cada fôlego. sua pele quase cinza e cambaleava de debilidade. com as pernas em seu colo e ele podia encontrar facilmente a dor em sua carne. Não depois de se fundir tão profundamente com Luiz. sentir ou conhecer o prazer que as formas de uma mulher podiam levar ao corpo de um homem. Ele lhe inclinou o rosto de modo que seu olhar se encontrasse com o dele e ela fosse capturada. Sabia que a tentação era uma mulher e que teria que usar cada grama de seu controle para evitar levar-lhe a um lugar onde pudessem ficar sozinhos. o prado da noite. Seu coração amoleceu curiosamente enquanto seu corpo se convulsionava e seu útero se contraía. —Tome o que necessite. a tentação que sem querer ela estava lhe oferecendo. Oh! Senhor. . até sua perna. mas o admirava e respeitava. Sua língua foi como um toque de seda sobre sua pulsação. mas a empurrava para o centro de seu cérebro com o qual ele não estava familiarizado. Era seu amor? Ele já sentia mais que necessidade física por ela? Tendo estado em sua mente. Ela tremeu em seus braços. Ninguém possuia pele mais suave. só tinha aumentado sua carga. seu corpo movendo intranqüilo contra o dele. que acreditou impossível poder saborear. Tinha usado magos. deveria ser capaz de deixar de lado a dor e atender os outros. Como podia não assustá-la? Tudo nele pedia para parar..

E estava nu. de não se deter. se a levasse completamente a seu mundo. Não podia parar. seus braços a apertaram possessivamente e seu corpo a empurrou para trás de modo que a inclinou sob ele. tratando-as brutalmente. Toma o que te pertence. Podia desfrutar quando e onde quisesse. feita para ele. quando havia tão poucas companheiras. Estava faminto. Sua mão deslizou ao longo de sua coxa.. . . Seus piores traços. Medo de não poder controlar o vício de seu sabor. Queria-a em seus próprios termos e sabia que podia controlá-la através da relação sexual. Fará tudo para afastá-la de ti. cresceram.Ele defendeu-lhe. É seu direito. como ela pertencia a ela.Tome-a.. com seu corpo preparado para o dele. metendo-se sigilosamente em sua mente e alimentando seus piores medos e seus piores traços. Conhecia seus desejos e fantasias. Tinha esperado uma eternidade na escuridão e no inferno e agora ela estava ali. Tomea antes que o jaguar a tome. mas também arruinaria qualquer oportunidade que tivesse de ganhar o afeto de MaryAnn. Não pode parar agora que está tão perto. e sabia como obter cada resposta erótica. A terrível necessidade de lhe impor sua vontade. Queria ouvir seu nome gritado numa tormenta de desejo.Por que trazer de volta o homem-jaguar? Só se converterá em vampiro e você terá que lhe caçar e matar como tem feito com tantos outros. Ela não pode te rechaçar. Os sussurros cresceram e as vozes se uniram. quente sangue estalando por seu sistema com a urgência da droga mais poderosa. se tomava seu sangue e seu corpo. Queria ver seus olhos se tornarem frágeis pela paixão. esfomeado. Sabia exatamente o que a agradaria. salvo sua companheira. Sua necessidade de dominar. Tome-a agora antes que seja muito tarde e a perca. Prenda-a seu lado por toda a eternidade. A fome o deixava louco. com seu sangue confundindo com o próprio. Seu corpo se curvava suave e flexível em seus braços de modo que saberia como seria ter seu corpo profundamente no dela e conduzi-los ao limite até o êxtase. . Tocou sua mulher. Era uma loucura se expor em trazer o outro homem a seu mundo. Atraíam as mulheres e as mantinham cativas.Ele a deseja. Viu sua marca. . Ela pertencia-lhe de corpo e alma. Mas por controle. De não poder parar. Viu-lhe erguendo-se sobre ela. Não por prazer. Ela lhe pertencia. queria ouvi-la rogar para que se unissem. Rica. saciando o desejo que o deixava tão duro e quente e além de qualquer preocupação. Algo que ela lhe deseje deve proporcionar isso. salvo afundar-se profundamente nela. Tome o suficiente para convertê-la e ela não poderá te deixar. Não só se desonraria e a tudo pelo qual havia suportado. de modo que ela não só quisesse mas também necessitasse tudo o que ele desejasse. Dela ou dele. O que acha que estava tentando obrigá-la a fazer? . Ele a deseja. . . As vozes se tornaram mais altas. Mostrando-lhe seu corpo para que ela te deixasse. Tudos os homens-jaguar tinham demonstrado ser embusteiros. Precisava de seu corpo rendido ao dele. nele.Sim. Ela era sua outra metade. E estava nu. movendo-se para o calor.. Ela disse que ele tinha salvado sua vida... Por um momento. mas as vozes eram insidiosas..Ele a tocou. Para que? Tomaria ali mesmo com o Luiz a seu lado? Com Jasmine e Solange como testemunhas de sua loucura? . Moldada para ele....Foi feita para ti. Não deveria estar ouvindo.. cheirou sua essência por toda ela e mesmo assim a tocou. Não era assim que funcionavam os companheiros. O medo cresceu dentro dele. Naturalmente que sim. Precisava isto. Faça-a tua. Nada podia saciá-lo.. mais persuasivas. .Ela era dele Sim.É seu direito. As sombras a seu redor aumentaram. Ele podia tentar lhe roubar MaryAnn. em seus braços. A necessidade de que ela o visse e a ninguém mais..Ele esteve a sós com ela. Era dele. Tome-a agora. . Sim. Tinha todo o direito sobre seu corpo. Seu calor. o que a levaria a um frenesi febril da necessidade sexual. todo calor e fogo. Ele era seu companheiro e o seria em todo o sentido da palavra. Estava enlouquecendo e ia ferir a única pessoa que tinha jurado cuidar.

mas ela se moveu em sua mente. Por um momento acreditou que vomitaria. Podia ver seu perfil. era sexual. Ouço-lhes e eles falam falsamente. sua pele suave e sua total aceitação. O que fosse que estivesse acontecendo era real. dda carne rasgada e o músculo exposto pelo ferimento. Eles estão alimentando de seus instintos. acreditando nele ao longo de todo o proceso. isolada de seu consciente. O fôlego ficou preso na garganta de MaryAnn. .. não tinha lhe afastado. seu corpo estava fazendo e pensando coisas que não deveria. a conexão de suas almas. Mesmo trançado. Os dedos dele deslizaram sobre os machucados da pantorrilha. Manolito. sua perna tinha profundas marcas. mas apresse-se. . O bom era que. Tinham sido as vozes algo mais que uma tentação para lhe fazer mal? Haviam sentido aquelas sombras. . humilhava-o com sua confiança nele.Não deixaria que o levassem. —Mas Luiz… —Estou mantendo-o vivo. . Examinou com consternação sua elegante calça. Permita-me fazer isto. Uma perna da calça estava rasgada e a bonita prega talhada em tiras. —Ele achou interessante. . E mesmo assim estava rodeado pelas sombras. Sou a outra metade de sua alma.. Ele inclinou a cabeça para sua pantorrilha. tentava se converter numa cabeleira selvagem. Não ia abandonar lhe até que ele estivesse a salvo na terra dos vivos. —A voz lhe saiu estrangulada. com seu corpo quente. os longos cílios e o contorno dos lábios. . Ttão profundas que o músculo saía pelos cortes. dando um rápido olhar em Jasmine e Solange. Porque francamente. quando um Cárpato podia controlar a temperatura do corpo. desta vez com cuidado de não deixar marca.Segurou os braços de MaryAnn. Ela tinha sido consciente de seus pensamentos. Passou a língua pelas diminutas aberturas. mas não tinha lutado contra ele. Sustentou-a por um momento. A ação atraiu sua atenção para as manchas de sangue de sua blusa de seda. que no momento em que sua mente se tornou consciente do ferimento. Sua fé o aterrava. as vozes e o frio que não podia se sacudir. —Não podia suportar ver as marcas nela. Ela era uma dura garota de cidade e podia dirigir todo o lixo que queriam jogar nela ou a seu homem. A dor explodiu e roubou-lhe o fôlego. com o coração palpitando. MaryAnn apertou os lábios para não protestar. com os dedos dele passeando abaixo e acima por sua coxa. Levantou a mão para seu próprio cabelo desgrenhado. Como seu. sivamet.Claro que os ouço. Não podia pensar e muito e menos falar. mantendo a atenção absoluta de Jasmine. enquanto via o cabelo negro e sedoso caindo como uma cascata ao redor de seus ombros. numa tranqüilizadora calidez. —Adiante então. com os dedos rodeando seu tornozelo para mantê-la imóvel. não imaginário. . Seu ser se sobressaltou.Dói. Já estava pensando nele como seu homem. onde poderia matá-la? —Deixe-me te curar perna. Ele era muito bonito para ser real. mas você é mais forte que eles. ela tinha debilitado as vozes o suficiente para fazer dormir a fera que se elevava para reclamá-la e para deixá-lo raciocinar novamente. sem vampiros e demônios rondando-o. —Sei.Pode ouvi-los? – Ele estava desesperado por que sabia que caminhava em dois mundos. —Pronunciou seu nome com voz entrecortada. E se falhasse? E se o homem que ela acreditava que era não existia? Ela sensibiliava-o. Ela estava sofrendo muito enquanto ele ajudava outros. Manolito tentou acalmar seu acelerado coração e a onda de sangue quente que corria através de seu corpo diretamente a seu membro. —Manolito. Solange jazia sem mover. Sou sua companheira.. Já não estava compartimentada em seu cérebro.Não é assim. com os olhos fechados. havia sentido a carga inteira da dor aguda. preparado-a para afastá-la dele. As lágrimas encheram seus olhos. numa sensação de bem-estar. Uma vez já era suficiente e se assegurou que ela ainda estivesse ali para lhe recordar em sua ausência. Havia esperado que ele se esclarecesse. Sob ela. Claro que sente que sou tua. Parecia inverossímil. Nós somos mais fortes que eles. mas posso acabar com isso também. MaryAnn agradecia a Destiny que teve paciência de lhe explicar o laço entre os companheiros Cárpatos.Claro que me quer completamente em seu mundo. esperando que não fossem testemunhas de sua reação ante a atenção de Manolito. Em meio ao sangue e o caos. que ela estava conectada a ele e Maxim tinha tentado atrai-la ao mundo das brumas. surpreendida ante a dor que a queimava.

Suas capacidades eram diferentes das de qualquer pessoa que tivesse conhecido. Algo que ameaçava sua prudência. MaryAnn. com dedos persistentes. prontos para escavar sua confiança nela. Os três estavam fundidos através de MaryAnn. voltou para seu corpo e se inclinou para inspecionar a perna de MaruAnn. Em seu próprio couro cabeludo. Cortando a mão. para tornar sua transição mais fácil.. Depois reunia e processava a informação sobre as pessoas. Os Cárpatos não compartilhavam suas mulheres e Manolito definitivamente era do tipo ciumento. Ela fechou os olhos quando sentiu sua língua passar sobre o ferimento. ele levantou a dele. Era simplesmente uma energia diferente. —Temos que nos concentrar em Luiz. E ela dava a Luiz sua compaixão. Seus dedos eram hipnotizantes e Manolito sentia o toque em seu próprio cabelo. empurrando-se contra ele para chegar até sua irmã e sua prima. Um pequeno soluço escapou quando viu a quantia de sangue no chão e nas paredes. Mas. Uma aproximação diferente. deu a ordem de beber e Luiz. seus problemas e usava a energia para lhes dar o que precisavam em modo de esperança ou consolo. Juliette parecia ilesa. . com o Juliette um passo atrás. Ele estava provocando-a com as pontas de seus dedos. Temo que seu felino seja forte e não renunciará a ele facilmente. mas ele já estava firmemente fundido com o homem jaguar e o sabor do medo era amargo para um homem que tinha lutado tantas batalhas e trabalhado tão duro por sua gente. Escolheu olhar sua mão. Estava começando a figurar que era ela. MaryAnn mordeu o lábio e continuou acariciando o cabelo de Luiz. Mas antes que pudesse perder a cabeça. Quando as lacerações estiveram seladas e livres de toda infecção. Confiar nela e não nas vozes.. mas o corpo de Riordan a protegeu de qualquer possível dano enquanto assimilava a cena. submerso tão profundamente. —A voz rouca estava densa pela emoção. mas agitada. Ele atraiu a vida.. qualquer pessoa que sofresse ou sentisse necessidade de consolo. Os dois são o mesmo. . Estendia para aqueles que estavam a seu redor. Permitiu -se unir completamente. trabalhando com tanta energia para lhe proteger e lhe salvar do mundo das sombras em que vivia. Sabia que ele tinha um agente curador na saliva e isso deveria ser fator asqueroso para ela. As vozes eram demônios horrendos. ela os sentia sem sequer saber que o fazia. Ele escolheu te salvar de modo que você possa salvar sua gente. —Pode ajudar Solange a ir para o quarto? — Perguntou. Não foi fácil obrigar-se lhe pedir. Ela assentiu. Isto permitirá que ambos vivam. para acalmar o homem. —Diga-me o que fazer para te ajudar. Havia marcas leves no braço e na face esquerda de Riordan. sangue e o espírito de Luiz e os tomou em suas mãos. mas o felino sentiu o que estava para acontecer e se enfureceu. Não o seguia como ele sentia que uma mulher devia fazer. sem estar segura de que o jaguar estava inconsciente ou simplesmente imóvel. Um talho de sangue.Manolito carregou a dor e começou a tarefa de curar os ferimentos de dentro para fora. um milhão de asas de mariposa revoaram em seu estômago e seus músculos se enrijeceram. Reunia energia e a utilizava tão automaticamente como respirar. Como poderia ser de outro modo? Foste parte de Luiz durante muitos anos. tentando imaginar como melhorar a situação. mas seu coração se compadeceu por Luiz ao perceber sua apreensão quando Manolito se inclinou para sua garganta. como a que ele usava para protegê-la. —Solange precisa de mais ajuda? — Ele perguntou a Jasmine enquanto se afastava para permitir sua . Ela estava obviamente nervosa.O mesmo homem que estava com ela antes. .Tente mantê-lo contigo. mas ele estava seguro de que ela não tinha nem idéia do que fazia. não lutou. Companheirismo. Não sabia o que esperar. A porta se abriu de repente e Riordan entrou. MaryAnn acariciou o cabelo do homem. mas não era. incapaz de falar. . Manolito não queria que Luiz passasse de uma vida a outra num estado de ansiedade. tranqüilizando e acalmando-o. sentir sua intenção. Estava a seu lado. O jaguar soltou um rugido de protesto e logo permitiu que MaryAnn o acalmasse.. mas não queria que Jasmine estivesse perto se algo errado acontecesse.Ainda existirá.Ela toca outro homem. no interior de sua coxa. mas a ele dava algo totalmente diferente. O calor pulsou entre suas pernas. acariciantes. como uma carícia quente. com os olhos semicerrados e embaciados de desejo.

—Temos que levá-la ára o quarto e lhe permitir mudar de volta a forma humanam. Estava poluído pelo vampiro e é muito provável que possa ser utilizado novamente. . – Tentamos chegar até aqui. . ela teria sido capturada ou assassinada. não. —Ela falou de ir.companheira se apressar ao lado de sua prima.Vou desfazer-me do desastre aqui e limpar tudo. —ordenou Riordan. atacaram-nos. Se ele não tivesse vindo em ajuda de Solange. mas nossos inimigos estão perto. Quando nos sentávamos no círculo do conselho. . com a face pálida. —Que plano? — Perguntou MaryAnn. .Acredito que podemos persuadi-la.Temos que levá-la ao rancho. Manolito lançou um rápido e duro olhar a seu irmão.Desta vez usaremos só proteções nunca tecidas por magos. —Manolito facilitou a informação. Juliette se volrtou. Devem ter averiguado nosso lugar de descanso e quando tentamos nos elevar. .Disse Jasmine. . —Juliette estava perto das lágrimas. Não era Juliette humana com um pouco de sangue jaguar? O olhar de Riordan foi rapidamente para sua face e logo baixou até enfocar em sua perna rasgada. —Jasmine e eu podemos levar a Solange para o quarto. Não reagi e nem neguei. . Ele permaneceu inexpressivo. Poucos caçadores eram melhores que nós. —Um mago estava com eles. Acreditei que em Juliette ou Jasmine a princípio.Está tranqüila agora. —Queime o jaguar que matei. para capturála e entregá-la. . mas não sei por que. Você está bem?—Jasmine assentiu. Foi Riordan quem respondeu. Juliette negou com a cabeça. . —Oh. —advertiu Manolito. sua fisionomia estava congelada em lúgubres linhas enquanto interrompia a alimentação de Luiz. —O que acontece. —Solange é de sangue puro e da linha real. mas Luiz me disse que Solange é o objetivo. – Ele desentranhou as salvaguardas para permitir entrar o jaguar na casa e logo entrou atrás deles e segurou Jasmine. tal como falávamos quando éramos jovens.disse Riordan. . —Mas não estava atrás de mim. —Solange não pode permanecer na ilha. . —Ela não irá. . – Todos nós tínhamos cérebros velozes e reflexos rápidos.enquanto você ajuda Manolito. era sempre Zacarías que apresentava estratégias para as batalhas. Na realidade me chamou por seu nome. —Éramos muito jovens e nos víamos como intelectuais. —Por que? —Desafiou MaryAnn. deixando uma mancha de sangue. Só que não queria acreditar que fosse verdade.Perdeste a cabeça? Não podemos convertê-lo a um homem jaguar. Os irmãos Malinov estão colocando em marcha o plano para obter o controle. Nesse momento sua expressão se suavizou.—corrigiu Manolito. mas com dor. Não será capaz de viajar. Estão destruindo a raça jaguar de dentro. —Subam para o querto.Não quero que nossos inimigos o utilizem. examinando a face de Manolito atentamente. . para assegurar-se de que o homem não tinha ferimentos que precisassem de atenção imediata. —Riordan? —Jasmine atraiu sua atenção de volta a ela. embora já soubesse. —Luiz tinha sido poluído por um vampiro. —contou Jasmine. Estão procurando o sangue real. Jasmine. Riordan negou com a cabeça para lhe tranqüilizar. mas estava definitivamente atrás dela. Ele enviou a seu irmão uma rápida recapitulação de tudo o que tinha ocorrido. —disse Juliette. Ele acreditou que eu era Solange. —O que está fazendo? —Perguntou Riordan. era uma armadilha! Temíamos isso quando pegamos um jaguar observando a batalha. Sempre era um de nós quem possuía as idéias que evitassem que nossa gente se dirigisse para o desastre.Não têm problemas convertendo mulheres. Acreditávamos que podíamos fazer do mundo um lugar melhor. Manolito se sentou afastando-se de Luiz e passou o dorso da mão pela testa. mas deu um rápido olhar para seu irmão. Um vampiro colocou uma compulsão nos homens da raça jaguar. —Acreditávamo-nos superiores a todos os que nos rodeavam.Disse Juliette. irmãzinha? —Eu pedi a Manolito que salvasse o jaguar. —Sinto tanto.

Se pudéssemos.. Manolito. —Agora me dou conta de que os pensamentos de todo o mundo fluíam juntos. os homens-lobo e os jaguares. —Fosse o que fosse que pensavamos então. . Antes que pudesse pensar sequer em objetar. Manolito segurou MaryAnn e a separou do homem-jaguar. —Ele estendeu as mãos a sua frente e as olhou. Ele se moveu mais rápido do que esperava. MaryAnn franziu o cenho. Tínhamos que tirar os Cárpatos das sombras da extinção e de volta ao mundo. então nos sentamos com nossos amigos e traçamos planos para tomar o controle. enlaçando seus dedos aos dela. Riordan negou com a cabeça. Luiz se removeu. a outra metade de nossas almas. —disse o mais brandamente que pôde. Reconforto as pessoas. Seu corpo foi um borrão enquanto a envolvia nos braços firmes. que tinha um pouco de valor com que contribuir. mas a maioria se extinguiu e o mesmo estava ocorrendo em todas as partes onde olhávamos. — Já naquela época havia pouca esperança de encontrar uma companheira. Manolito suspirou e passou ambas as mãos pelo cabelo. Algo escuro e perigoso cintilou nas profundezas de seus olhos. É o que faço. Ele não gostaria que você fosse testemunha de sua conversão. —Isto vai ser duro. — adivinhou. Não me arriscarei a isso. Não posso me arriscar a que possa ficar bloqueada com ele e que seu corpo falte antes que a luta esteja completa. os músculos se contraíram e se contorsionavam. Um músculo tremulou em seu queixo. MaryAnn se inclinou sobre o corpo convulso. —disse Manolito. Havia várias espécies de cambiantes. —Quem são os irmãos Malinov? —Interveio MaryAnn.É um risco muito grande. Estávamos nos tornando um mito junto com todos outros. —Francamente acredito que posso lhe ajudar com a transição. Muitos se resentían em serem liderados por conversas de velhos e antigos. MaryAnn.Seu corpo terá que expulsar as toxinas enquanto o felino luta pela supremacia. Os magos.. Riordan anuiu. aainak enyem. com um pequeno som de angústia. Sequer por nossas avio päläterfül. Era questão de tempo. —Queríamos salvar nossa gente. —Não está funcionando. —Posso lhe ajudar. Mas naquela época acreditávamos saber a direção que nossa gente podia seguir e não era a mesma que tinha decretado Vlad Dubrinsky. Ele era o príncipe então e nossas mulheres já tão poucas. igual a todo mundo. —Não é você quem se arrisca. Ela elevou o queixo. —A conversão de Juliete foi extremamente difícil. Seus olhos se abriram de repente e ele deixou escapar um grito afogado. meu amor. Qualquer que seguisse os Dubrinsky e lutasse a seu lado tinha que ir. —Sinto muito. .—O que ocorreu? —Animou-o a continuar. Nossos dons permitiam nossos cérebros a trabalhar rápido para desenvolver as respostas que necessitávamos. Poucas crianças sobreviviam e nenhuma era fêmea. mas não podemos. Seu corpo se retorceu. os irmãos Malinov estavam implementando esse exato plano. Ele imediatamente a tomou. Ele ignora seus dons e se funde com a gente sem sequer saber. Com isso era com o que contribuíamos ao conselho. —Manolito. . tão fortes que não houve oportunidade dela lutar. Manolito. MaryAnn estendeu a mão para Manolito. —Não quer que eu seja testemunha da conversão. —Ninguém pode ajudar. porque não quer que eu saiba o que ocorre. —Também. mas sua face permaneceu absolutamente inexpressiva. ele estava . como se pudesse ver o sangue de sua própria gente nelas. MaryAnn manteve o olhar fixo no de Manolito. olhando de um irmão a outro. —Eram debates intelectualmente estimulantes. Todos nós podíamos ver que a extinção de nossa espécie estava perto. —Eu dito que não. Então trabalhamos com idéias sobre como poderia ser feito. você não pode me dizer o que posso ou não posso fazer. —acrescentou Riordan. —concedeu Manolito. —acrescentou Riordan.Não pensávamos em fazer nada com eles. suportaríamos a maior parte da dor. nos enchendo de informação.

com as lágrimas correndo pela face e o corpo retorcendo-se na dor compartilhada dos homens. mas como uma parte dela seguia com Luiz e com Manolito. MaryAnn lhe deu um chute. sentia sua agonia. enfrentando uma horrível ordalía. MaryAnn ouviu o urgente grito de Riordan a seu irmão. tentando morder enquanto se defendia do ataque do sangue Cárpato. A gentileza que ele escondia ao resto do mundo. murmurando um feitiço de sujeição para manter a porta fechada embora ela conseguiria tirar as dobradiças. Mas agora parecia impossível. o alarme crescendo até se converter em pânico. Podia ser capaz de chegar a Luiz.. com tudo o que havia em seu interior. Enterrou a face no travesseiro. agora lhe conhecia melhor. mas também a Manolito. com o estômago revolto. . sentindo-se doente. nunca ninguém a tinha dominado fisicamente. sabendo que Luiz estava sofrendo e Manolito precisava dela seu lado. Havia uma agonia em estar sozinha. cada um completamente consciente do outro. Não abandonaria Luiz nesta etapa. Para sempre unida a meu coração. Nas camadas de sua mente. se alguma mulher era. mas sentia que seria traumático para ele e para os dois Cárpatos. de ser testemunha da mudança. precisando relaxar as cãibras de seus músculos. . E então ficou solidamente em sua mente e na mente de Luiz e viu por si mesma os verdadeiros horrores da conversão. A conexão entre eles era incrivelmente forte. Ela leu isso em sua mente enquanto deslisavam través da casa para o quarto e a depositava na cama. Concentrou nele. Não podia conter sua ira. sobre mãos e joelhos pelo chão do banheiro. Captava impressões de convulsões do corpo de Luiz.entrando rapidamente na casa. Se apresse. . Não havia modo de detê-lo. mas a força dele era enorme e sua vontade de aço. preferia que não fosse testemunha do que estava para acontecer. Ela estava bem zangada. ainaak sivamet jutta. A agonia que retorcia ao homem-jaguar enquanto a morte o chamava. mas soubesse ele ou não. Tinha demorado um pouco notar o truque a sua conexão e a maioria do tempo quando tentava simplesmente não era muito boa. Sim. Ela ficaria furiosa. experimentando tanta dor como a natureza permitia. sentia como ele se estendia para lhe acalmar. não quando mais ele precisava.. Manolito estava tentando defendê-la e protegê-la. Deixou escapar o ar lentamente e continuou imaginado Manolito sustentando o homem-jaguar. Manolito tinha sido inflexível. Furiosa. retorcendo-se no ar e caindo com força. porque nesse momento em que tinha se conectado com ele. Caiu de joelhos. proibindo-lhe como se ela fosse uma menina. Ela era absolutamente capaz de tal coisa. Nesse momento. Captou Manolito sobressaltado ao se dar conta de que ela estava com ele e uma vez mais a afastou com firmeza. Por mais que o acreditasse arrogante. Na sensação e textura. Seus lábios lhe roçaram o cabelo numa carícia e ele a deixou. Sentiu o felino arranhar e rasgar. Entrou no banheiro e abriu a torneira de água quente na banheira. mas agora os tinha abandonado. Engatinhou. Luiz estava sozinho. Na intimidade do vínculo entre eles. Um presente inesperado. Havia sido uma imprudente ao empurrá-los a isso. de que o que estava pedindo que fosse contra sua natureza. sentindo as lágrimas descerem. Não sabia o que era. havia sentido sua luta com o mundo das sombras. Ela via sua compaixão enquanto sustentava Luiz. Em toda sua vida. —Manolito. mas não podia fazer nada para ajudar a nenhum deles. talvez houvesse uma razão para isso. Manolito suportava bem. Um sapato ressoou contra a porta. ofegando para respirar enquanto a dor a atravessava em ondas.Isso vai ser ruim. Inspirou profundamente e deixou sair o ar. Tinha sido ela a exigir que Manolito salvasse Luiz. Seu estômago parecia um nó. Ambos os homens estavam estóicos. —Sinto muito. Podia perceber somente brilhos e se deu conta de que Manolito estava lhe impedindo de fundir-se com ele. Captou uma pequena onda de compaixão de Riordan e Manolito e logo o felino novamente. enquanto o felino lutava. Queria reter a fúria ante sua arbitrariedade ao encerrá-la no quarto. Uma vez mais afastou o medo e se concentrou em Manolito. sem dar conta ou talvez sim. mas pelo bem de Luiz e de MaryAnn. Manolito permaneceu fora um momento. lutando para sobreviver e logo a sensação desapareceu. Uma boa razão. Luiz ia sofrer e de algum modo sabia que Manolito sofreria junto com ele. Luiz tentando suportar tudo com grande dignidade. fechando a porta firmemente atrás dele. soube que poderia amar Manolito completamente. Segurou o travesseiro e o sustentou contra seu estômago. ele precisava dela também. Manolito esforçando-se em ser compassivo e lhe reconfortar enquanto permitia ao homem-jaguar seu respeito.chamou Riordan. e logo outro. Alguma vez antes teriam convertido um homem? Se nunca acontecera. Sentia a necessidade.

com saltos agulha. onde deveria estar o rosto dele. Antes que ela perdesse sua natureza doce que a tudo o perdoava para sempre. Não se atreveu a usar a palavra. escura e exótica.. A forma em ele que sorria. Talvez teria que idear outro castigo muito mais selvagem. Ia matá-lo com suas mãos nuas. quando discutissem os prós e os contra de sua relação. porque o que tinha aprendido ali era que Manolito da Cruz era muito mais que um homem magnífico com uma atitude muito arrogante e que já estava a mais de meio caminho de se apaixonar por ele. com pequenos botões de pérolas na frente. E um bom golpe não seria o bastante. E isso não ia acontecer. E logo. Andou a espreita pelo quarto e bateu na porta. Seus irmãos acreditavam que estava louco. Seu cabelo negro. significa suficiente. com mãos peritas na tarefa familiar. tinha visto seu verdadeiro caráter. mas os minutos passavam. Sua saia chegava até quase o tornozelo e caía em ondas de tecido.A atração podia ter começado com algum antigo ritual. Soubera que ela estava ali. Seria melhor que viesse..Gritou para a porta e a golpeou com a palma da mão. imediatamente. Completamente. O que precisava era da bofetada de sua vida. —Retrato-me de cada coisa boa que pensei alguma vez de você.. de cada arma que pudesse conseguir. ainda mais brilhante e luxurioso do que tinha notado na noite anterior. Esses horríveis shows de televisão com homens lutando em jaulas e um deles dando . Os acessórios eram tudo e ela possuia muitos. Colocou a tanga de renda negro azulado. Podia ouvir o barulho do relógio. como uma adolescente voluntariosa. numa queda de azul marinho que era dinamite com suas botas azuis até os joelhos. – Você precisa que alguém bata nessa cabeça dura.. apaziguando-o o melhor que podia e teria tomado alguma atitude para lhe economizar isso. Ele acreditava que talvez estivesse. Deixe-me sair daqui. consolando-se quando na realidade queria chorar pelo que Manolito e Luiz tinham passado. com o punho. senhor! Esses olhos ardentes e exigentes e a boca perversamente sensual e por que demônios estava se vestindo para seduzilo? Estava tentando conseguir uma calma para suas emoções e estava definitivamente vestida para conseguir que ele se endireitasse e tomasse nota. Estava brincando com fogo e sabia o bastante sobre a vida para saber que não poderia chorar quando se queimasse. Seus dentes se chocaram quando o. Deixou escapar o fôlego lentamente e se afundou na cama para esperá-lo. Chega. Seu soutiem combinava com a tanga. Ele viria logo. mas só a tinha feito sentir-se mais perto dele. O silêncio respondeu sua demanda. A tensão na casa havia desaparecido. Estranhamente.. Ele não a deixaria presa no quarto. dando a suas curvas um agradável encanto e realçando a renda de sua curta blusa azul marinho sem mangas. Sabia o que Manolito pensava. embora não tinha esse tipo de imaginação.. —Vêem. vendo o que Luiz tinha passado e não estava tão seguro antes de querer arriscá-la com ela. mas enfim. mas assim tinha dirigido o homem-jaguar com grande cuidado e respeito e tinha sofrido muito por isso. Gritou.. ajudando Luiz. homem da selva. da diminuta argola de ouro em cada quadril que a fazia sentir sexy e valente nas piores circunstâncias. porque ele não merecia. Podia ter estado obcecada fisicamente por ele. Elas moldavam seus pés como sapatilhas e sussurravam ao andar. Enquanto colocava os braceletes no pulso. ficavam obsoletas com o homem da selva. . uma escura morte e renascimento. Esperou. Porque tinha decidido que iria tentar. sua melhor arma e ela ia precisar com o Manolito. Oh. A saia ressaltava seu traseiro empinado e arredondado. evocou sua imagem. Os olhos. firme e interminável. meias de renda e um bustier de couro. Fez uma trança francesa. Chicotes e cadeias.. CAPÍTULO 12 A conversão era a coisa mais espantosa que ela podia imaginar. o sorriso debilitou em sua face. Ele estava aberto a ela enquanto trabalhava sem descanso para ajudar Luiz a entrar completamente em seu mundo e seu coração respondeu do único modo que MaryAnn conhecia. pela primeira vez considerou em arriscar tudo. Mas isso evocava botas de couro negras. Suas crenças não violentas se esgotaram na selva e definitivamente...

. A recente batalha com eles deveria nos ter ensinado que devemos levá-los em conta sempre quando protegermos nossos lares e câmaras do sono. Sua singela declaração tinha um selo de verdade e atravessou cada defesa que possuía. bem resguardado. —Conseguiu se esgotar. quando chegar o momento. —Não.murros no outro. Mary Ann colocou as mãos nos quadris e olhouo da cabeça aos pés. mas não queria pensar nisso agora. ela colocou a mão na dele. Desta vez usamos salvaguardas que nenhum mago deverá ser capaz de penetrar.. por ver o olhar de gratidão na face de uma mulher. Queria encher sua mente só com sua companheira. – Ele crescentou. quando se elevar. Manolito teria que despachá-lo rápido e eficientemente. Ela abriu a boca para atravessá-lo com palavras. com um olhar interrogador na face. Um débil sorriso suavizou a dura boca de Manolito e expulsou as profundas sombras de seus olhos. levando seu aroma profundamente aos pulmões. —Aonde? —Tenho uma surpresa para você. Mary Ann. Luiz tinha anos de instintos de jaguar e despertaria faminto. Podia sentir o calor e o toque de sua conexão espalhando sobre e dentro dela. Se cedesse a necessidade de matar sua presa. Ele estava em de pé. Esse seria o caminho a seguir. . Imediatamente ele fechou os dedos e a atraiu para o calor de seu corpo. Ela desejava seriamente ficar a sós com ele. Está a salvo. mas agora que ele estava diante dela. —Está seguro de que não deveria comprovar Jasmine e Solange? Vim aqui para tentar ajudá-las e não tenho feito muito. esfregando o queixo lastimosamente. Sentiu sua fadiga como um grande peso sobre seus ombros. deu um passo atrás. forçando-se a enfrentar quem e o que ele era. não estava segura de que estar a sós fosse a idéia mais inteligente. Seu irmão lhe mais sangue? — Sentiu valente fazendo a pergunta. —Eu fiquei esgotado e você parece formosa. Demorou muito desde que tivemos entendimentos com outras espécies e ao longo dos séculos fomos nos descuidando. chicote e botas. depois a fechou abruptamente. como se simplesmente a saboreasse. mas na dúvida.. Não houve ordem. Ele parecia exausto. Seu coração deu um curioso salto.. Mais que tudo. . Deixando escapar o fôlego. —Não pode sentir dor. não couro. Sabia pelo que ele tinha passado e sabia por que tinha tentado economizar-lhe. —Levantou uma mão. queria estar com ele. ou no mundo real. seu olhar fixo em seus olhos. - . com melhor aspecto do que qualquer homem tinha direito a ter. — E Luiz? —Está na terra. —De nada. MaryAnn.Solange descansa e Juliette está com sua irmã. A porta abriu e os ombros de Manolito encheram o marco. Permanecerá na terra duas ou três noites antes de se elevar e eu estarei lá para ajudálo tanto como possa. Tudo está tranqüilo. Não queria se relacionar só fisicamente e seus novos sentimentos a faziam sentir-se mais vulnerável que nunca. Não houve empurrão para que ela o visse a sua maneira. Não queria pensar mais no mundo das sombras. não agressivo. certo? Manolito colocou a mão dela sob seu queixo e seuc polegar deslizou sobre sua pele numa lenta carícia. Quero te levar para longe daqui e te ter somente para mim por algum tempo. – Manolito espirou. atraindo-a brandamente sob seu ombro. Vestira-se com cuidado e cercionado em parecer mais bonita que nunca para ter o valor de enfrentar a ele e o que fosse que havia entre eles.Vêem comigo. Veremos como se sente Luiz a respeito.A casa está limpa e protegida. Ele inclinou-se para lhe roçar os lábios. Manolito teria que controlar os instintos naturais de Luiz de se alimentar. —Acredito que será melhor que somente tenha pensamentos agradáveis sobre mim. Sobre os próprios. —Ajudou a lhes salvar a vida. nem petição. Totalmente esgotado e fatigado por seu vôo para salvar duas vidas. ou na confusão em que se colocara.. – Ele manteve o braço estendido para ela. . Um olhar para voce e todo o resto empalidece. —Ele esfregou os dedos contra seu queixo. piscando para ela.ele disse. Tal engano não voltará a acontecer. – Preciso. curá-la e manter separados os dois mundos aonde existia. sem se acovardar por suas necessidades. —E Solange? —Juliette e Riordan estão com ela. —Acho minha companheira absolutamente fascinante e eu gostaria muito chegar a te conhecer. Ele era muito sexy e atraente. num toque suave e lento. —Obrigado pelo que fez por ele.

Estaria pedindo problemas se fosse. tê-lo amando-a. —Não está me permitindo entrar em sua mente. porque ainda podia saboreá-lo em sua boca e sentir suas mãos em seu corpo e lhe doía por dentro. Ela assentiu. Em cada olhar e gesto. mas suspirou. —Nenhum dano te sobrevirá. por ele.. E agora aqui estava. Mary Ann. cada fantasia com a qual sempre tinha sonhado.. Havia dor em sua voz? A última coisa que queria era lhe ferir. resignou a nada de nada. O que menos precisava era que lesse suas fantasias. —Você. então teria mais problemas do que podia imaginar. Fantasiava uma relação com um homem que pudesse lhe inspirar ardentes e eróticos toques de eletricidade. E essa fome crua fazia com que seu coração palpitasse e que seu corpo se derretesse. . O vento era forte demais e um galho rompeu e caiu sobre ele. andar com ele em público senada absolutamente sob o vestido ou dançando com ele sob uma neblina sensual numa festa. Tenho esta louca reação a ti. Como poderia? De algum jeito estava muito agradecida de que ele não pudesse entrar em sua mente. Mary Ann estava quase segura de que Manolito da Cruz era o homem. sabendo e necessitando. as mãos movendo sobre sua pele. na postura de seus ombros. na largura de seu peito. Queria que ele lhe ensinasse todas as coisas com as quais tinha sonhado. não só imaginárias. permitir que saíssem as palavras. fazendo-a sentir dolorida. delineando seus lábios com uma carícia de calor. —Não estava se saindo bem porque honestamente não podia pensar com ele olhando-a assim. mas seu olhar estava ainda em seus lábios. A verdade era. Possuía uma imaginação muito vívida quando se referia a sexo. Iria porque tinha perdido o juízo. ofegando quando o olhar masculino seguiu atentamente a ação. ia fazer todo o possível para seduzi-lo ou simplesmente lhe rogar que a empurrasse contra a parede mais próxima e a tomasse. .Não enquanto esteja comigo. —Se for sozinha contigo outra vez Manolito. Porque também ela desejava essas coisas. lhe mostrando que as coisas que havia em sua mente podiam ser reais.Sua voz resultou áspera pela fome.. —Não sei como te deixar entrar ou sair de minha mente. —Não te farei nada com o qual não possa viver. —Regras? —Suas sobrancelhas se arquearam interrogativamente. Uma coisa sem a outra não era aceitável para ela. – Você. É obvio que iria com ele. —Agradeço suas regras. Como podia explicar que se sentia como se sua dignidade e anos de contenção estivessem a ponto de sair voando pela janela? Se ficasse a sós com ele. Gostaria de sentir uma paixão que a consumisse toda ou nada absolutamente.. Não deveria ir. ondulando os músculos e endurecendo seus mamilos. —Levarei o spray pimenta. queria pertencer a ele. Seus olhos estavam semicerrados e nublados de luxúria. que em cada fantasia. com a ponta do polegar traçndo o atalho que sua língua tinha seguido. Seus olhos negros ardiam carregados de luxúria. Sua pulsação parecia martelar através de todo o seu corpo. na forma em que seus quadris se estreitavam e a evidente e impressionante protuberância de sua calça jeans. Ele exudava sensualidade. o homem havia sido selvagem com ela e profundamente apaixonado. Você não é seguro. Deixe-me te mostrar meu mundo. ele esperava lhe fazer coisas sem as quais não poderia viver e isso era exatamente o que temia. —Para mim e para os homens.. Nunca tinha desejado uma relação com um homem que fosse cômoda. Um débil sorriso enviou diminutas chamas de excitação a seu corpo. Eu não fiz aquilo.. que só lhe acrescentava encanto. Pelo som de sua voz. Sua boca secou e ela tocou os lábios com a língua. —prometeu ele. com o coração palpitando com força. Honestamente não tenho a menor ideia de por que todos vocês acham que sou psíquica. que não poderiam chegar em casa antes de sucumbir ao desejo de um pelo outro. Simplesmente não me deito com nenhum. Nunca entraria se ela tinha algo a dizer a respeito. —Vêem comigo. —MaryAnn não podia respirar. Os olhos escuros de Manolito vagaram possessivamente por sua face. —Não estou segura que seja seguro. —Era melhor ser honesta e deixar que ele soubesse. Jasmine acredita que a salvei do mago. Então. que lamberam seus seios e desceram . não estou segura de que possa viver comigo mesma depois.O caso é que estabeleci regras para mim há muito tempo. Havia uma débil curva em sua boca.

Manteve a face enterrada no pescoço dee sentindo-se segura enquanto se moviam através do céu. Um estremecimento desceu por sua espinha quando compreendeu que eles pressentiam um predador. Queria ver insetos insetos desagradáveis que picavam e sanguessugas. Seu pescoço era quente e convidativo e afastou a camisa dele com o nariz.Igual a você. Só seu coração. Ela se sentia quente.. sentindo-se como se acabasse de pular de um precipício. Era boa nisso e gostava de sua independência. por que nenhum outro traço num homem poderia atraí-la tanto.Não terá medo. Medo de amar este homem e mudar sua vida.. podia ouvir que todos os sons cessavam. Aqui. A tentação de saborear o proibido era tão forte que permitiu que as mãos se enredassem por um momento em seu sedoso cabelo. que criava energia.. Deixou escapar o fôlego. Seus lábios se moveram contra ele. saboreando-o. —Coloque os braços ao redor de meu pescoço e suas pernas ao redor de minha cintura. que esquecia ser Mary Ann a conselheira e se convertia inteira e completamente na Mary Ann. absorvendo a textura. Havia uma nota terrivelmente íntima no tom aveludado de sua voz. essa “coisa” permanecia calada e sob controle. que abre sua mente a minha. Existia para ele. como se estivesse envolvida em veludo. prometo-lhe. mas por que ele era um bom homem e seu coração respondia com a mesma paixão que seu corpo. ele envolveu-a nos braços e a atraiu lentamente contra seu corpo. Se ainda tem medo de voar. exceto ela nesse momento. A noite era surpreendentemente cálida. Na cidade. A pequena nota de humor. Entregaria-o rapidamente. Nada. olhares e sensualidade. . —Verdade? Se abria. —Não esperaria nada menos que o spray pimenta.. Mas se sentia atraída por este homem. só lhe acrescentou encanto. O duplo sentido enviou um tremor de desejo por seu corpo. E ela não se atrevia a deixála livre. dançando pelo interior de suas coxas até que sentiu um calor abrasador queimar seu cantinho mais feminino. Uma vida pela qual havia trabalhado duro. sacudindo-a. Ele era absolutamente honesto em tudo e isto a atraía também. Mary Ann era toda controle. E esta.. podia senti-la estirando e estendendo-se dentro dela. não tinha pensado no perigo de expor sua mente. Era exatamente o que temia. Porque quando o fazia.. Com deliciosa gentileza. e este homem iria descontrolála. sensual e excitante. que suspeitava ser estranha nele. Mary Ann. não colocava maior risco para sua virtude. MaryAnn fechou os olhos brevemente e se apertou mais contra ele. —respondeu ele com a voz matizada de diversão. Mary Ann. Por ela. Levantou o olhar e se perdeu na absoluta intensidade do que viu nos olhos dele. Seu cabelo negro lhe acariciou a face enquanto a levantava.. Para sempre. deslizando o corpo contra o dele para que ela pudesse sentir sua ereção pressionando firmemente seu corpo suave.Olhe agora. Sabia que ajudava os outros. porque podia. Fechou os olhos quando seus pés deixaram o chão. Mostrava-lhe vulnerabilidade quando lhe contava que via e ouvia coisas de outro mundo. Não queria ver a beleza da selva tropical. Sua pele estava quente e cheirava.. Confie em mim para cuidar de você. com este homem. Permitia-lhe entrar em seu interior. Sua pulsação seguia o ritmo da dele. pássaros e insetos se advertissem de sua presença. . Verá meu mundo com meus olhos. Ele tirava-lhe o fôlego tão facilmente.. pressione sua face contra meu pescoço para que não possa ver nada. para poder descansar a face contra sua pele. um estremecimento de prazer sacudia seu o corpo forte. . sem pensar nas conseqüências. —Tenho medo de alturas. Enquanto ele a levava através da selva. ansiosa por liberdade. Seu coração seguia o mesmo pulsar. Ninguém. Tinha medo de que se encatasse com o que ele estava lhe mostrando. como se os animais. rodeada de pessoas... Tão espantosa dentro dela.. Os lábios dele lhe roçaram a cabeça. sobretudo perigosa e a envolvia em seu voraz apetite sexual e sua necessidade elevava suas próprias necessidades e desejos. O maior risco era lhe permitir entrar em seu coração. sem reservas. de pressa e do ciclo da vida. sentindo sua sacudida. a mulher. que a aterrorizava e que mantinha fechada. prometendo e comovendo-a completamente. . como se o pecado vivesse e respirasse nele e a envolvesse com nada mais que paixão. Mas tudo isso. Realmente desfrutava de seu pequeno ninho.para seu ventre. Era impossível não se sentir viva com ele.

—Por que está com o cabelo recolhido numa trança tão apertada? É formoso. Levantou a cabeça cuidadosamente e olhou ao redor. observando-a virar o rosto para o céu. Negou com a cabeça. Um senhor ou um príncipe.. Olhe as estrelas enquanto conversamos. Deitou-se com cautela na cama de folhas e flores. mas não faz frio e minhas roupas não estão úmidas. flutuando ao redor de sua face e ombros. Obrigado por me trazer aqui. Seu coração bateu forte. Estavam na copa de uma enorme árvore. Voaram tão alto. Posso controlar essas coisas. Só conseguiu soar ofegante. De repente era difícil respirar. folhas brilhando prateadas em vez de verdes. diminutos cristais brilhavam por toda parte aonde olhasse. os raios de lua captando as cores das plumas enquanto os pássaros pousavam para passar a noite. enviou outra onda de excitação a seu corpo. Manolito. Não estava segura de que pudesse falar quando se deitou na cama. Cruzou o corrimão. gordo e que chupava sangue. Não sem balbuciar. —Tenho cachos naturais. acrescentando um sólido corrimão para que pudessem caminhar nas copas das árvores e sentir-se como no telhado de sua casa da cidade. —Sou Cárpato. —Era essa sua voz? Soava mais sedutora que ele e não queria isso. —É selvagem e formoso. Era a única forma que lhe ocorria de ficar a salvo. Ele pertencia à noite. — Tentou soar dura. acrescentando mistério e beleza. que sentia como se pudesse tocar a lua. Tudo. enquanto o polegar dele acariciava sua orelha e provocava um calafrio em sua espinha. Ele era perigo e paixão. mas a névoa os faria cair em meu rosto e meus olhos.Tinha sanguessugas também. —É formoso. —Deite-se comigo. A névoa parecia diamantes caindo de um céu de meianoite. mas não podia ser menos honesta do que ele era. galhos formando caminhos para animais. mas também a fazia sentir-se sexy e desejável. Ficaria com sérios problemas. Esta não estava perto de ficar cheia. —Sinto a névoa. As trepadeiras continuaram retorcendo-se e escalando. Lentamente ele a deixou sair de seus braços. apegando-se firmemente com as duas mãos e olhou para baixo. Deixe-o. Sorriu-lhe. como se saboreasse a sensação. sabia. Não havia aroma de sangue ou morte e nem horror nos olhos de uma jovenzinha. não poderia deixar de pensar nelas. encrespado e sem estilo. tentando manter a imagem das sanguessugas em sua . As estrelas se dispersavam e brilhavam. mas era uma visão mágica. com sua cor brilhando a luz da lua. sem implorar seu toque. Estavam somente. Armada com a imagem de um inseto enorme. formando uma sólida. —Dói-te a perna? A lembrança de sua boca na perna. E ela havia colocado para ele. Virou-se para ele. Selvagem o descreve muito bem. Brincos de névoa dentro e fora dos troncos das árvores. —Seus dedos já estavam ocupados soltando-os. ondulação de asas. Manolito. Estava revelando muito de si mesmo. Queria que ele a visse assim. Pressionou a mão contra o estômago para acalmar as sensações de asas de mariposa que a tomava. Ele estendeu a mão por baixo do cabelo para lhe alcançar a nuca e seu polegar deslizou sobre a pele. Podia sentir o calor por todo seu corpo. mas era impossível com a sensação de seus dedos lhe soltando o cabelo da trança. A saia e a blusa não eram só bem femininas. Mary Ann recuperou o fôlego e olhou ao redor. As trepadeiras se cruzavam rapidamente sob eles. Seu cabelo estava livre da trança. Havia uma inesperada ternura em seu toque. a sensação de sua língua lhe acariciando a pele.. masculina e a boca cinzelada tinha um toque de sensualidade ao mesmo tempo que crueldade. Quando olhasse. —É uma de minhas favoritas. Com este tempo meu cabelo ficaria imenso. Formaria uma confusão imensa. descansando contra o corrimão enquanto bebia-o. —Você não entende. com espera. para formar uma plataforma sólida. Solte-os. suave e convidativoa cama. Os ossos fortes davam a sua face uma aparência nobre. Obrigado por vestí-la para mim. com todos esses cachos e ondas. temerosa de falar. — Ele ondeou uma mão e as folhas começaram a emaranhar-se com as flores. —Eu gosto de sua saia. noite e Manolito. Queria uma oportunidade para. Poderia usar toneladas de produtos para mantê-lo em seu lugar. Queria conhecê-lo. Viu copas de outras árvores.

assim pôde encolher os joelhos. acariciando-a através da fina seda azul marinho. A selva. Isso e mais. —Riu brandamente . para romper o silêncio.. Como seu cabelo e sua pele e o que seja que more dentro de ti. Por um momento ela pensou que ele ia dizer que não a desejava. Umedeceu os lábios secos com a língua. Ele estava deitado como uma oferenda. —Não sou humano. Ele lançou-lhe um sorriso débil e zombeteiro e se estirou na cama. seu marido. —Não o conheço o bastante bem para te dar esse tipo de confiança. enlaçando os dedos atrás da cabeça. —Temo que levará algum tempo. mas a seda quente contra sua pele fazia com que os músculos reagissem em reação. Coxa com coxa. em hipnotizadoras carícias. Faria tudo o que ele lhe pedisse. Simplesmente permitiu que lhe tirasse as botas e as colocasse de lado. sentou-se. Mas isto era muito. —Acreditei que teria medo daqui de cima —Ela admitiu. a ondulação de músculos e a protuberância que ele não se incomodava em esconder. Como tinha medo. a fazenda de gado. Não há necessidade de temer as coisas que quero de ti. —Havia um débil sorriso em sua voz. —Talvez eu não queira isso. não há razão para negar o que quer. É o que mais teme. Quadril com quadril. —Você gosta de viver aqui? —Cheguei a chamar esta terra de meu lar. Olhou fixamente para o céu e observou a névoa cintilando sobre eles e procurou um assunto que lhes permitisse uma verdadeira conversa. —Bastante justo. —Ainda não estou preparada. sivamet e mais que nenhuma outra coisa desejo dar prazer a minha mulher. continuavam deslizando abaixo e acima. Seus olhos negros brilhavam com posse. —Seu toque era ligeiro. Esfregou o queixo com os joelhos. preguiçosa e enganosa quando ela podia sentir o calor irradiando de seu corpo. brincando por seu corpo como acarícia hipnotizadora de seus dedos. —Não pedi. —Olhou-o por cima do ombro. Mary Ann. Para encontrar um assunto seguro. Foi um engano. Uma mulher como eu precisa confiar num homem completamente para entregar-se a ele como você me está pedindo. —É uma situação incomum. Ela não se opôs. —Deite-se a meu lado. Quando estiver sob de mim. A cor subiu por seu pescoço até sua face antes dela poder controlar. Ou necessita. mas se encontrou –deitada a seu lado. pelo menos ela não acreditava. baixou o ziper da bota e a tirou. Seus traços estavam marcados com um cru desejo. —Tem medo. o que há entre nós é tão natural como respirar. seus olhos a devoravam. mas também o que mais deseja.. casual. Sua risada foi baixa e sexy. —Deve também ficar cômoda. Ele mostrou o colchão de flores. as pessoas e inclusive os cavalos. Conversaremos. mas as flores exalavam um perfume tão maravilhoso e a cama era tão suave como o melhor colchão no qual já se deitara. —Sou seu companheiro Mary Ann. O que tem de mau nisso? — Ele soava genuinamente desconcertado. então. Ele não era o melhor dos cavaleiros quando começam com o rancho. Como sei que está sob meus cuidados.. confiará em mim mais que quando estamos separados. Manolito segurou sua perna entre as mãos. Mary Ann. quando meu corpo estiver dentro do teu.mente. Não havia nenhuma compulsão em sua voz.. mas gentileza em sua voz. com crua luxúria. fechando os dedos contra sua coxa. que pudesse revelar mais quem e o que era ele. Sua resposta foi tão inesperada que ela virou para olhá-lo. Não podia negar. Os dedos ao longo de sua coxa coberta pela saia. Adoro tudo nela. contemplando a possibilidade de instruí-lo nas leis humana. Ele baixou um braço a seu lado. Havia uma ordem no firme toque de seus dedos. —Mas você quer. —Não acredito. mas então se deu conta que queria dizer que exigiria o que queria dela.

Poderia usar um pouco de instinto agora mesmo. Fui para universidade por muito tempo. . então não utilizei minha mente para controlar o cavalo. Se realmente tinha algum talento. embora não tenho idéia de por que pensa que tenho habilidades psíquicas. mas não posso fazer muito mais. seus seios cheios. quente e úmida. – Admitiu ele e sua voz desceu de tom. seu olhar negro queimava através do fino material de sua blusa. sim. o bastante para que ela o sentisse em seu couro cabeludo. até chegar a seu sexo já abrasivo. Poucas pessoas podem fazer . Queria ser todo macho como os irmãos Chavez.Foi uma boa sacudida. Ela riu. . Expulsa pessoas de sua mente a vontade. Sou treinada e tenho muita experiência. Trabalhamos juntos após. um calor que não podia negar ou controlar. – Ele levou sua mão aos lábios e a mordiscou levemente. —Não acredito que a habilidade psíquica seja boa se não souber como usá-la. verdade? —Disse. —É na realidade bastante poderosa. —Alegra muito que não estivesse. Como seu cabelo. —Sua mão deslizou até os intrigantes cachos. seria genial. mas não se não pudesse esgrimi-lo apropriadamente.Não tinha pensado nesse assunto há anos. .—Não podia acreditar que fizesse. —Ele girou sua mão e lhe mordeu suavemente os dedos. Não sabíamos nada de nada.ante as lembranças. —Porque as tem. enquanto estes subiam e desciam sob ritmo rápido de sua respiração. —Não passei muito tempo na sela. . Pode ler as pessoas e sabe exatamente o que lhes dizer para ajudá-las a encontrar seu caminho. não tem nada a ver ser psíquica. então é normal para ti. Realmente quero averiguar como posso ser psíquica. psiquicamente? Os dedos uma vez mais começaram uma carícia tranqüilizadora através da seda da saia. —Porque estava perdendo rapidamente a capacidade de pensar.Posso me conectar contigo por essa coisa do sangue. tínhamos a família Chavez para nos ajudar. —Se soubesse isso. Você Acha que é instinto e talvez essa seja outra palavra para definir seu talento. aliviando a diminuta mordida. —Eu não faço isso. além disso. —Esperava uma autêntica revelação. nunca teria que voltar a me preocupar em vê-la jogando-me sobre meu traseiro. . a risada borbulhando. Felizmente. Ela relaxou um pouco. päläfertül. Manolito. Lambeu os lábios e suprimiu um gemido quando a olhou para sua boca. fechada firmemente sobre seu dedo provocou chamas que dançaram sobre sua pele. —Muito. Completamente natural. Atua com muita intuição. —Não o fiz. Acredito que esteve fazendo assim durante toda sua vida. para chegar a ser conselheira. como é que não sou consciente disso. —Oxalá eu tivesse aqui. As pontas dos dedos dele acariciavam a forma de sua coxa. —A língua dele acariciava a palma de sua mão. não uma fantasia. —Faz muito bem com seu poder. Ele não a soltou e a sensação da boca dele. —Alto aí. —É muito oral. provavelmente desde que era menina. Acariciou brandamente.Protestou ela. —É obvio que você é psíquica. tirando sua mão. —Teria sido interessante e muito tentador.Como usaria algo que não conheço? Como funcionaria? A mão dele deslizou de seu cabelo até seu braço e a mão. —É capaz de se introduzir em suas mentes. —Eu teria gostado de ver seu primeiro passeio a cavalo. mas outros sim? O que faço exatamente. . Rodeou-a ligeiramente como se seus dedos fossem um bracelete vivo. Se for ou não boa. Ela sentiu o toque através de seu corpo. logo que assimilei o fato de que minha mulher tinha me esbofeteado. Senti-me orgulhoso de ti. —Se as tenho. na realidade. Reúne energia e a usa quando precisa. mas queríamos aparentar sermos humanos. —Fez. Nós tínhamos dinheiro e eles o conhecimento. A menos que tivesse controlado o animal para mim.

Você tem a pele muito suave. É duro não tocar em você. Queriam manter seus instintos animais e viverem livres. Um milagre. pelo que podia ver. Outra maravilha da vida. Os outros cambiaformas desapareceram tão rápido que agora não são mais que uma lembrança. Tinha visto o pior da vida. moldando suas curvas. Nunca o faria. Saberemos o que é e se podemos nos . Os dentes brancos cintilaram à luz da lua. Cada músculo se apertava em resposta ao esse toque ligeiro.. olhando as estrelas. Freqüentemente e com grande risco ajudava os outros. —Foi difícil viver através de tantas mudanças? Ele devia ter visto tanto. —Acredito que deveríamos começar com algo bom. — Ele virou a cabeça e seu escuro olhar era líquido à luz da lua. para se mover através de sua coxa e quadril. embora seus olhos fossem velhos. mas se negava a perder a esperança. Ele não se estava esforçando muito. Os outros permaneciam longe de nós ou uns dos outros. olhando a névoa brilhante e a revoada e o baile dos morcegos enquanto caçavam insetos no céu noturno. Permanecia junto a ela. Algumas espécies eram mais fortes que outras. Cárpatos. Isso nunca antes tinha importado. —Aceitação. Ela ficou quieta durante um longo momento. especialmente se estavam com um Cárpato que podia fazer com que os insetos e a chuva jamais os tocassem. que a cidade. —A longevidade é uma maldição e uma bênção. Ela era para ele. Não fazia nem idéia. Mary Ann. Tudo nela o chamava. mas sua mão deslizava sob o material de seda. Umideceu os lábios outra vez e tentou se concentrar na conversa. Ou um talento assombroso ou nenhum absolutamente. Queria permanecer de pé diante dela com todos os seus defeitos e saber que ainda assim ela poderia aceitar quem era. Não entendia porquê um homem como ele podia olhar para ela ou se permitisse desejar passar uma eternidade com ela... —Diga-me seu pior defeito. Pobreza. Nunca havia sentido nada tão suave e convidativo. os dedos lhe segurando a saia. —De onde vem? —De muitas fontes. Deitada ali.isso. completo. Ela era valente. Tudo nela estava imóvel. Precisava isso. É uma habilidade intrigante. Ficar a seu lado com as estrelas no alto e conversar tranqüilamente. seria impossível a continuação da espécie. Mas há tantas maravilhas. Agora a aceitação era tudo. —O que está fazendo? —Te memorizando. Fazia sentido. ambição e avareza. Não tinha idéia de sua própria tração. Que ela pudesse lhe ver. mas uma vez que começaram a se misturar. —O que está procurando?—Inclinou o queixo para ele.. foram sempre sociedades reservadas. não de sua companheira. Sentia as pontas acariciadoras de seus dedos que recolhia a saia mais acima para expor a pele da perna próxima a ele. Acredito que todas as sociedades tinham alguns poucos que possuíam habilidades para manipular energia. especialmente os jaguar ou os homens-lobos. Há maravilhas que fazem que o resto valha a pena. Todos tínhamos uma vida e a vivíamos com a filosofia de viva e deixe viver. Mary Ann. —Não pensava esconder. A guerra é igual. Ser capaz de tocá-la como fazia. Mantinham-se por si mesmos. —Conheceu a gente do jaguar quando ainda havia muitos deles? —Os cambiaformas. uma maravilha. Era óbvio que se a sociedade não cuidava de suas mulheres e crianças. Havia inocência nela. magos e humanos estavam muito unidos. Você vê pessoas que lhe importam vir e partir enquanto você permanece inalterável. embora não se visse assim. Possuia mais compaixão que qualquer outra pessoa que conhecera. com o passar dos anos. Então não nos misturávamos a menos que alguém cometesse crimes em nossos territórios. podia entender porquê algumas pessoas preferiam a selva. Esfregou a ponta dos dedos pela pele resplandecente. da luz com a qual brilhava. Aprendido e sofrido tanto. mas os jaguares se negaram a reconhecer ou aprender com os enganos que outras espécies cometeram. —Deixou cair sua mão entre os dois outra vez. Captou um brilho de seus pensamentos quando ele lhe abriu sua mente. —Se começarmos com o pior acabaremos com isso rápidamente. Parecia um milagre. encontra ambos os casos. Havia uma espécie de beleza e paz no estranho balé que eles realizavam.

— Ela podia sentir sua preocupação. Podia ver pequenos corpos peludos reunindo-se para passar a noite nas árvores. separando-se ligeiramente dele. Não posso vê-lo. Cheguei a pensar que é um grande nome. você se irrita que o chamem Manolito em vez de Manuel? Sei que o diminutivo se usa freqüentemente para jovens em vez de homens.ocupar disso. —Isso é o que você acha. Tinha esquecido ou talvez nunca o tinha experimentado o perfeito prazer de estar com uma mulher que podia lhe excitar como ela fazia. mas lutava por encontrar as palavras para algo que sabia ou suspeitava e inclusive. Incomoda-te? —Manolito em outros países é um nome muito comum. Meus pais eram geniais. com um formoso som. —Sua mão lhe acariciou a face—. luminosa. —Me fale de sua infância. —Talvez não me veja tão bem como deveria. —Já que estamos contando segredos. tentando encontrar uma forma de ajudá-la a confiar nele. que não estava pronta para isso. Não me importa e nunca me importou o que pensem os outros. somente que aqueles que amo e me aceitam. Não só um pouquinho. —Eu sempre tenho razão. MaryAnn. —Por teria que ter medo do que há dentro de ti? Posso ver sua luz brilhante. em alguns países. Diga-Me que acontece. Manolito. enquanto alguns poucos macacos se assentavam em galhos ao lado de Manolito. Podia ouvir sua risada todo o tempo e nunca se cansar. apertando os lábios. nada mais. Posso ver que está incomodada. Nunca deve temer nenhuma parte de ti. Você acreditaria que foi aborrecida. Sou realmente teimosa. Ela parecia incomoda. Seu escuro olhar a sustentou e a voz foi aprazível. —Sei. Eu não tenho. Eu sou teimosa. —Nicolas e Zacarías não encontraram suas companheiras. —Não se o que te dizer. —Então me conte. Era seu desejo. Moveram sombras nas profundezas dos olhos dele. —disse Manolito. Ela pensou. Eu não gosto que me mandem. A maioria deles se congregavam num lado da árvore. Segurou o queixo com dedos gentis. —É obvio. Não que o escondesse intencionadamente. ainaak enyem. porque tem razão. Galhos se balançaram por algo mais que os pássaros. somente sinto e isso assusta demais. —Tive uma infância normal. É agradável saber que seus irmãos brincam contigo. Só têm lembranças de emoções e é mais difícil mantê-las a cada noite que passa. Cresci trabalhando ali e ganhando a . —E esperas que todos façam o que você diz. Como explicá-lo. em frente dela. com afeto. —Agüentarão porque devem. Ela baixou a cabeça para que a massa de cabelos caísse ao redor de seu rosto. mas a desfrutei. Nunca tenha medo do que há dentro de ti. —Sinto muito. CAPÍTULO XII Manolito sentiu sua repentina tensão. —Não pode ser nada mas que o que é. Seus olhos se encontraram. Manolito ficou em silêncio um momento. A suave risada excitou seu membro como uns dedos acariciadores. depois suspirou. —O que há dentro de mim me assusta como o inferno. —Deveria. Minha mãe era médica e meu pai tinha uma pequena confeitaria. Ela envolveu uma mecha de seu cabelo ao redor do dedo. —É um apelido afetuoso de meus irmãos.

onde quer que olhasse o cinza consumia as cores. como se estivesse mais perto do mundo em que MaryAnn vivia. quase tudos. Não queria pensar nesses momentos. Ela estava pendente de cada seu detalhe nesse momento e ela tinha muito medo. quando estava no Instituto. Manolito permaneceu em silêncio. Seu olfato era agora mais agudo.— Ela deixou escapar o fôlego. Bom. O que mais sentiu? Obviamente foi algo que te impressionou. a pulsação frenetica em seu pescoço. O olhar dele vagou por seu rosto. Não tinha sido vagamente consciente da terra. mas mesmo assim captava o movimento imediatamente. Sua visão parecia diferente. sentindo sua repentina retirada. Era uma garota muito feminina. necessitando pelo menos que alguém soubesse que não estava louca. Manolito permaneceu imóvel. Quanto mais ficava na terra das sombras. as articulações a ranger e . Manolito apertou sua mão em gesto consolador. seus ouvidos e nariz lhe proporcionavam a informação. Não sentia nenhuma dor. A princípio só podia pensar em que ia cair ou me tropeçar e humilhar mim mesma. se por acaso podia lê-la. mas então comecei a notar coisas. para impedir que ele visse. Ele levou sua mão aos lábios e beijou as pontas dos dedos. Ouvia seu coração. como seu ouvido. sem sua mente conectada a dela. mas também conhecia suas posições exatas.. As cargas pesam menos quando são compartilhadas. —A princípio foi maravilhoso. e houvera grande quantidade de incidentes inexplicáveis. Simplesmente não gostava dos tons cinzas. – Meus ossos começaram me doer. Tinha insistido em ficar com ele. mordendo com força o lábio e tratou de empurrar a verdade para o abismo profundo que nunca enfrentou. familiar como quando se convertia num animal. só uma espécie de euforia. mas ela havia ficado na distância. As cores a seu redor decaíram significativamente e o ruído da selva desapareceu até que o silêncio lhe rodeou. esperando-a que ordenasse seus pensamentos para que lhe contasse a história completa. mais agudos se tornavam seus sentidos. .Não era consciente do que fazia. Não só podia detectar a posição dos animais e pássaros a seu redor. como se fosse para que ela o visse. observando as sombras cruzar sua face. —Houve uma vez. – Ela retirou sua. negando-o a lhe deixar sozinho no prado de névoa. Queria que ela soubesse que não faria menos por ela. obviamente não desejava recordar o incidente ou falar dele em voz alta. —Não se detenha. obviamente recordando a sensação. Qualquer que seja seu medo compartilhe-o comigo. Ela havia voltado a fechar de repente a barreira impenetrável entre eles. então era um pouco solitária..Precisa de mim? O que acontece? MaryAnn ofegou. mas deixei para trás todos e corri sem pensar.maior parte do dinheiro para minha educação. não podia já seguir contendo esse outro ser que se desdobrava em seu interior. —Cheguei à pista de corridas e me pus a correr. mas meu pai pensava que se eu me interessasse pelo esporte. Ela sacudiu a cabeça como se fosse começar a falar. Não precisava se conectar com suas mentes para ver o que o rodeava. sem mover um só músculo. embora não estava seguro de quem pretendia tranqüilizar. Não tive irmãos nem irmãs. fui ao ginásio de esportes. mesmo insegura a respeito dele. mas tinha muitos amigos na escola. Fechou seus dedos ao redor dos dela e os sustentou com força. notando seus olhos. me sentiria menos inclinada a seguir as últimas tendências da moda. Sentiu que algo mudava em seu interior. Meus pais queriam que praticasse algum esporte. O coração começou a trovejar em seus ouvidos. No momento em que ela o retirou de sua mente foi consciente daquele outro mundo no que ainda estava. sempre tinha sido. Eles lhe recordavam muito os séculos de escuridão. Mas então se esqueci de quão incômoda me sentia correndo e me senti… Livre. mas quase se sentia compelida a compartilhar. não só dele. sivamet. via o frenético batimento de seu coração e de sua pulsação. —Aconteceram coisas inexplicáveis. Fale-me disso. algo que se movia e a acotovelava. mas tambem de algo que havia estado o bastante perto. mas eu não tinha interesse. onde tudo era selvagem e era matar ou morrer e enfrentava inimigos que lhe eram desconhecidos em seu mundo seguro. na selva. Fora. Agora. como se não suportasse despir sua alma enquanto ele a tocava.. da névoa reptando até sua mente e sua visão desde que tinha enviado a Luiz para a terra. —Está a salvo aqui comigo. não a versão abreviada. MaryAnn se afastou para ele não tocar seu corpo.. . Sentia que o ar ficava preso em seus pulmões.

arrebentar. Ela não entendia que se agitava e que seu estado mental afetava os macacos nas árvores circundantes. —Inglês não. Como poderia lhe explicar o que tinha acontecido esse dia? Como havia sentido algo mudando. sem olhar. Onde estavam exatamente. Cada sentido estava vivo em mim. Visões que não podia deter ou lhes dar sentido. tentando afogar a comoção do que isso poderia implicar. —Um homem chamando uma mulher. Aceitava o que ela mesma não podia aceitar. Manolito levou a mão dela até o peito num esforço em reconfortá-la. as luzes cintilavam ao redor da mulher e de mim. O homem me beijou também e depois a ela uma ultima vez e abriu uma trampilla no chão.Queriam nos matar. de férias. uma hipnotizante carícia sobre sua pele. mais e mais. —Fui diferente naquele momento. Deslizou a ponta do polegar sobre o dorso da mão dela e sentiu os duros nós sob a pele enquanto sua tensão crescia. tentando nos conhecer. mas não era minha mãe. absorvendo seu calor e fortaleza. Asas se deslocavam ar no alto enquanto os pássaros permaneciam nos galhos.Não. Quem quer que tenha incendiado a casa. . Pude ouvir suas vozes e ver as luzes dançando fora das janelas. Ouvi como se algo passasse perto. nos queria mortos. – Ela esfregou-os recordando claramente a sensação. Podia sentir como se ele flutuasse sobre e dentro dela. colocando sua cabeça no ombro. lhe dizendo que pegasse o bebê e corresse. Sabia que ela estava desesperada para atravessar o bosque até a casa de um vizinho. Estava num berço e ela me agasalhou com uma manta.. um assobio e então a mulher se encolheu. Ele estirou a mão e puxou dela até apoiá-la contra ele.. muito assustada. Corria tão rápido que tudo a meu redor se tornou impreciso. é uma bonita noite e estamos simplesmente conversando. —O que viu? —Fosse o que fosse a tinha aterrorizado. —Não tem que me contar nada mais. gorjeando com ansiedade. mas eu sabia que algo estava errado. Por ser conhecido e reconhecido. Não posso explicar como me sentia. podia cheirar o suor e ouvir os corações pulsando. Ouvi seu lamento silencioso e este ecoou com o meu. o peito lhe oprimia. Não era capaz de respirar. cheirando os outros e lembrando das estrelas estalando ao redor. Não sondava sua mente. o ar sair e entrar de seus pulmões. E depois começaram a fluir em minha mente. Umedeceu os lábios e apertou com mais força sua mão. Não sei. mas lhe enviava sua absoluta compreensão e aceitação. Cada sentido bem aberto e recolhendo informação. o bebê do bosque. seu coração palpitava. MaryAnn. sabia até mesmo sendo uma menina. Não tinha ritmo e respirava em ofegos. Um arrepiou a percorreu e Manolito a aproximou mais.E cada vez que entrava num bosque. Nós duas soubemos o momento exato em que o homem que ficou na casa foi assassinado. mas eles estavam lá. Ela lambeu os lábios secos. completamente diferente e mesmo assim igual. o ouvido e o olfato eram muito agudos. A dor a consumiu e depois a mim.. os dedos me doíam. ouvindo meu coração. Desejava sair.. Mas na realidade não brilhavam a meu redor na escola. . como se estivesse vivo pela primeira vez. Minha visão mudou. A todos. .Acalme-Te.Minha mandíbula vibrava e eu tive a sensação de me estirar. beijou o homem e o abraçou. Podia saltar obstáculos sem me deter. não se for muito doloroso. . Podia ouvir os tendões e ligamentos estalarem. Acredito que sabíamos que era a última vez que nos veríamos. minhas pegadas. Estou muito interessado. O bebê era… Eu. sivamet —Sua voz era suave. —A menina estava rodeada pelo bosque enquanto eu corria pela pista. quase como se compartilhássemos as mesmas emoções. —A mulher correu muito. —Não se desgoste. O bebê. Meu corpo estava… Cantando. Estava assustada. O lugar normalmente estava vazio. Acha que ocorreu realmente? Que idade acha que tinha quando aconteceu a viajem pelo bosque? E onde estava? Nos Estados Unidos? Na Europa? Que idioma falava? MaryAnn inspirou e ficou quieta.. Sua pele estava fria como o gelo e ele colocou o corpo ao redor do dela. não sei quem era. tropeçando.. como se Manolito compartilhasse quem e o que era com ela. —A mulher era sua mãe? —Não! — Gritou MaryAnn mais para negar que para conter-se. podia dizer onde estava cada um dos corredores atrás de mim. Respirava com dificuldade. —Porque ele estava seguro de . Senti-me assustada e temerosa. Não queria me deixar e tampouco ela. Podia ouvir suas respirações. esse medo ameaçava afogá-la. inclusive a mim. crescendo e lutando para sair dela. No momento seguinte soube é que estava correndo sobre a pista ao mesmo tempo em que a mulher corria através das árvores comigo.

. perturbando todas as criaturas. quando toda sua . A declaração a comocionou. Recordo-me de seu rosto assustado e preocupado. Não há amor maior. —Era minha avó.. Surpreendentemente. igual ao homem. Suplicou a mulher que me salvasse. forçando-se a cobrir as milhas até que chegamos a uma casa. quase como se sua essência fosse sugada para um pequeno e escuro lugar.. sem lhe permitir o acesso a sua mente. As emoções. mas seu nível de angústia estava subindo e com isso. As pontas de suas unhas cravaram na pele dele. Como poderia conhecê-la? Seu coração pulsava grosseiramente e sua respiração chegava em ofegos desiguais.. Ela se emocionou quando viu sangue por toda parte. notou com interesse. Contaria tudo a ele. E suspeitava que havia mais. A mulher me ofereceu ela e lhe disse que estavam tentando nos matar. simplesmente abraçando-a enquanto ela olhava para as estrelas e ignorava os animais os rodeavam. seu valor para vir ajudar Solange e Jasmine. que os animais nas árvores circundantes se agitavam mais. enquanto ela chorava em seus braços. Que o assaltaram. Viu-se sacudido pela aguda intensidade da sensação que corria não através de seu corpo.. —A mulher abriu caminho através dos arbustos. perdida e muito vulnerável. Ou inclusive a suas lembranças. A senhora saiu. os dedos movendo entre o cabelo gentilmente enquanto lhe massageava a nuca para acalmá-la.. Desejava agitar os braços e espernear para provar-se que ainda estava em seu próprio corpo e não encerrada numa caixa. Era a casa de férias de uma senhora e seu marido que eram amigos da mulher que me levava em braços. A sua dor. —Muitos pais sacrificariam voluntariamente suas vidas por seus filhos. que me matariam. Estávamos sendo perseguidas e ela soluçava.MaryAnn pressionou uma trêmula mão sobre seu coração.. enterrando-se nele sem ser sequer consciente de que o fazia. MaryAnn. Essa mulher… Eu a conheço. Manolito permaneceu em silêncio.Dói-me pensar nela. . A admissão saiu dela sem seu consentimento e sem sua permissão. não se sentia ameaçada por eles. Precisava sentir a força de sua figura forte. Nunca tinha esperado os sentimentos. por que estava absolutamente segura de que tinha ocorrido e era a única maneira real de encará-lo.A vizinha que me pegou era…É… Minha avó. – Ele passou a mão pelo cabelo. em busca de ar. sinto-a aqui. Nunca mais voltei a fazer. mas uma espécie de parentesco.. – Ela se afogou. Ele envolveu-a nos braços e a aproximou dele. —MaryAnn. —Como puderam me fazer isto? Esperou. sua mão subiu para pescoço dele e seus dedos fecharam ao redor da nuca. —Tentei contar a minha mãe e ela me disse que era um sonho… Um pesadelo que talvez tinha recordado enquanto corria. —Por que isso disparou a lembrança? —A sensação de terror e ser incapaz de respirar. protetoramente. A pressão de seu peito aumentava. Seu pesar era tão grande que se estrelava contra ele em ondas e se dispersavam através da selva. Queria que ela confiasse nele o suficiente para lhe dar detalhes. O medo de estar encerrada e ser incapaz de sair — MaryAnn umedeceu os lábios ressecados. e fazendo tranqüilizadores círculos em suas costas. Ela teve que parar por que a garganta lhe fechava novamente e havia uma terrível constrição em seu peito que se tornava cada vez mais forte. não este suave vulto que se enroscava destroçado em seus braços. MaryAnn nunca havia contado a ninguém e desejava contar a ele. Eu sabia que estava ferida. Respirou fundo e deixou o ar sair. para ficar aprisionada em seus pequenos limites. MaryAnn era uma mulher confiante. a sensação de ser arrastada era terrível. Ela ainda mantinha a barreira firmemente em seu lugar. —Meus pais deviam me dizer. mas se aferrava em mim. Murmurou-lhe suavemente numa mistura de Cárpato e português. Sacrificou sua vida para me salvar. E nunca fui ao bosque depois disso.. Uma mão embalando sua cabeça. Sentia-a pequena. Reconheceu a senhora? A vizinha? Ela era familiar? Não sabia. .. . uma corrente de simpatia e preocupação por ela. Não desejava que eu voltasse a correr e eu tampouco. para procurar Manolito e tentar lhe tirar de onde quer que sua mente o tivesse encerrado. Sua coragem estava decaindo e ela desejava o consolo de seu lar. O calor de seu corpo e o batimento firme de seu coração. —Havia necessitado de todoa sua coragem. Mantinha-a agasalhada em calor e segurança da única forma em que podia. — Ele manteve a voz aprazível e hipnótica Apesar de que cuidadosamente evitava empurrá-la ou acrescentar uma compulsão.que conhecia o resto da história. mas de seu coração e mente. Escondeu o rosto contra ele e um estremecimento percorreu seu corpo.

. Seu coração alcançou o dela instintivamente. —Isto não esta ocorrendo com você. estou me convertendo em algo mais. ela disse. que não há razão para se preocupar. Ao crescer. —Amo meus pais.. – Ela arrancou sua mão da dele e se sentou ereta. Foi difícil suprimir o instinto de dominá-la. Manolito. Manolito esfregou o queixo contra sua cabeça e deixou pequenos beijos em seu cabelo. . tirando cuidadosamente com os dentes até que a unha que perfurava sua pele se levantou e ela relaxou um pouco mais. mas se converter num Cárpato é tão terrível? —Ele passou a mão pelo cabelo. Não os julgue tão duramente quando não têm todos os fatos. Ele pôde ver seus pais a abraçando. MaryAnn. sensação de traição. mas as mudanças não ocorreriam a ele. sem contemplar as dramáticas mudanças em sua vida. Como acha que se sentiria se estivesse acontecendo com você? —Não sei. . Inclusive a química de seu corpo seria diferente. Uma delas sem esmalte. Me reclamar não muda sua vida em nada. felizes com ela. —Eles me amam. Somos uma família normal. Desejava provar a ele. Estivera rodeada da felicidade e amor sua vida inteira. Seus pais lhe quiseram e a criaram rodeada por esse amor. Poderá ver. . —Minha vida inteira foi construída sobre uma mentira. . —Não sei o que acho que devo pensar. Dor e fúria.Parece pouco razoável estar zangada por algo que não pode mudar.Sua voz foi aprazível. Os galhos tocando-se. Podia ver os cipós na canopia. —É óbvio que a amavam. Sua vida inteira não ficou destroçada. —Não importa qual for seu passado.concordou e atraiu a mão dela ao calor de sua boca. Não seria a pessoa que sempre tinha sido. — Ela lançou-lhe um olhar fugaz sobre o ombro e se virou novamente. Abriu novamente sua mente a ele e imagens de sua infância assaltaram seu cérebro. A fúria ardeu dentro dela —Razoável? Não deveria me preocupar em ser obrigada Aa sair de meu próprio corpo? Diz-me o que tenho que fazer e eu tenho que te acompanhar somente por que você diz. . Havia satisfação em sua voz. desejando ter suas lembranças completas. Manolito baixou o olhar para seus dedos entrelaçados e pôde ver os duros nós sob a pele dela. pressionando os lábios sobre os nódulos. que as lembranças de crescer em sua família eram reais e verdadeiras e tudo o resto uma ilusão ou um pesadelo ruim. Ele falava como se estivessem tendo uma discussão filosófica. balançando-a no ar. Emoção que podia sentir porque ela lhe tinha dado de presente. Manolito seguiria sendo o homem que sempre fora. quando ma realidade era muito importante. Inclusive seus amados avós. Não tenho a história que meus pais me deram. Ele não tinha entendido a enormidade do que tinha feito ao uni-los. seus pais. grossas e duras. Não possuo a estabilidade de toda a estrutura que pensei que tinha.. Você é você. E agora. Ele podia acreditar que tudo seria perfeito com o tempo. a curva de suas unhas. Ela teria que ver sua família morrer. com emoção.Seria capaz de fazer muitas coisas que não pode fazer agora. Culpa por pensar sequer por um breve momento que alguém mais podia ter dado a luz a ela. Uma mistura de emoções brotava dela. —Sabe que há mais que isso.E então chega você e complica tudo me reclamando. não é assim? —Muda tudo. nos atando num ritual no qual eu não tenho opção. dando as costas às árvores. Ele a faria perfeita.inclinação o empurrava a tranqüilizá-la e ajeitar tudo para ela. Ou o que sou. Como podia alguém decidir arbitrariamente sobre sua vida sem seu consentimento? Sem lhe perguntar? Manolito. mas ela aferrava sua mão e as unhas cravavam profundamente em sua carne. suavizando-os. às vezes tinha flashs de lembranças e cada vez que acontecia. isso não muda absolutamente o fato. sivamet. com o tempo. servindo como longos caminhos de árvore em árvore onde inclusive os animais grandes podiam andar rapidamente. —Sua vida e a de sua companheira seriam perfeitas. Todo seu mundo mudaria e ela não teria escolha a respeito. só que teria a cor e as emoções restauradas. —Talvez tivessem suas razões. Não parecia entender sequer como sua vida se veria tão afetada. soando vulnerável e perdida. Que agradável para você viver em sua cômoda pele e saber quem e o que é. Não sei quem sou. Engoliu o nó da garganta que ameaça afogá-la. A adrenalina bombeou por seu corpo e com isso… A fúria. beijando-a. Ela não era uma mulher que pudesse ser dominada. meus pais o despachavam como banal. Se não são seus pais biológicos. Sua voz era tão tranqüila que a fez rilhar os dentes.

Não merecia estar tão satisfeito por havê-la reclamado. As sombras se moviam. Agora precisava lhe dar algo mais. abaixada numa postura de luta. entretanto. . Pela primeira vez. Essa era a última coisa que esperaria de um homem tão crédulo como Manolito. brilhando negro azulado como se uma cascata descesse por seus ombros e suas costas. Ela piscou afastando as lágrimas e o olhou. Retrocedeu enquanto se colocava frente a ela. rodeiou-o com brilhantes cores e sua consoladora personalidade. Seus pais lhe ocultaram a verdade durante anos. As salvaguardas estavam em seu lugar. —A verdade. Poderia necessitar da fria e chuvosa cidade tanto como ele necessitava da selva. Ela se moveu de uma vez. saltou atrás dela. . . Ralentizou sua descida para estudá-la. não só visualizá-las. Ele parecia nervoso. saltando sobre os pés e sobre o corrimão antes que ele soubesse o que tentava. Manolito continuou andando. para que também ela fosse completamente Cárpato. – Prometo a você csitri. —olhou para cima. Manolito olhou a seu redor às variadas folhas. MaryAnn se afastou. —Não se como cheguei aqui. —Ele estendeu a mão. desejaria que assim fosse. enviando ar para mantê-la flutuando enquanto descia como um raio. levando-os para o amparo da armação que construíra. —Quero ir para casa. —Deste-me verdade. mas ela já estava no solo. sacudindo a cabeça. mas você seguiria resistindo. —Promete-me? — Dou-te minha palavra e nunca a quebrei em tudos os séculos de minha existência. Sua compaixão natural se precipitou e ela colocou a mão sobre seu ombro alagando-o com sua calidez e valor. Tenho algo a te dizer. Eu não tenho segredos que compartilhar contigo. mas MaryAnn empurrou para longe esse súbito pensamento e lhe dirigiu um olhar de apoio. com as mãos ao redor de seu pescoço. —Não me ajude com isto. Algo que me envergonha e não só a mim. mas também a minha família inteira. mantendo fora os inimigos para que pudesse passar tempo com ela. Não podia nem ver a plataforma que ele tinha construído. O cabelo era espesso.Como tinham decidido o que era o melhor para ela e não só a deixavam fora das decisões. assim que ela deitou-se entre as .Sinto não entender o que está acontecendo. tremendo com a verdade. —Já sei. Em lugar disso a tinha forçado a despir sua alma. Levarei-a para casa assim que possa. longo e ondulado. tentando introduzi-la em seu mundo. como também sequer tinha conhecimento delas? Levantou de um salto antes que Manolito tivesse idéia de que ela se moveria. Passeou intranquilamente pelos pequenos limites do lugar. compreendeu que ela poderia precisar estar Seattle. MaryAnn tomou um profundo e entrecortado fôlego. . que quando puder abandonar completamente a terra das sombras.. Com o coração na garganta. Tivera a intenção de levá-la completamente a ele. MaryAnn. de igual valor. Algumas amplas. para poder assimilar-se com o que ocorria. Ela sabia que estava em boas mãos. Ela tinha sido o bebê que alguém tinha perseguido pelo bosque e quase assassinado. mas não queria que Manolito lhe jogasse a verdade de sua vida. umas pequenas.MaryAnn! . a arriscar tudo por ele.Chamou-a enquanto a seguia. Em suas mãos e mesmo assim sua voz tremia e ela a via tão assustada que se sentiu fatal. com o rosto enterrado contra seu ombro. Estavam a quinze metros do chão.Como fiz isso Manolito? Ele manteve a mão estendida para ela. Sabia qual era a verdade. As folhas sussurravam a seu redor. MaryAnn colocou sua mão na dele. quando isso te custava. A queda a mataria. Os alicerces de seu sólido mundo tinham sido sacudidos e e ela devia encontrar a forma de acalmar essa coisa crescente em seu interior. mas uma vez que ela lhe abriu sua mente. MaryAnn olhou a seu redor. Ela ficou de pé na plataforma. —protestou ele. algumas diáfanas. —Se lhe abrisse sua mente. —murmurou ele brandamente. ele não podia doar-lhe menos. Deu um passo para se aproximar.Não a mereço. a escoltarei a seu lar. poderia sentir suas emoções. que a segurou nos braços e se elevou no ar.. As mãos curvadas em garras e a surpreendente estrutura óssea de seu rosto destacando sob a tensa pele. outras grandes e todas de um prateado apagado em vez de brilhar como deveriam. Ela dera-lhe a verdade. Não houve um leve movimento de seu corpo que indicasse que ela se moveria. MaryAnn. O que há dentro de ti é nobre e forte e duvido que deva temê-lo. para a canopia. —E compreendeu que era certo.

esperando que ele continuasse. pensando. sem interrompê-lo. Fomos treinados como guerreiros mas nos deram tanta educação como foi possível em outras artes. Agora como guerreiro e vendo o que aconteceu a nossa gente. mas nos criamos juntos. Poderíamos ter ficado. Cinco de nós com nossas emoções se debilitando e a lembrança de nossa gente e nossa pátria diluindo junto com as cores a nosso redor. MaryAnn pôde ver imediatamente os problemas que conduzia tal proximidade. Haviam. a selva tem ouvidos. – Ela disse insistente. enchendo o ar com sua suave essência. olhando para trás. Tudo se perdeu quando tentaram defender seus aliados humanos. concordado em partir. —Mas escolheu. Suspirou enquanto olhava para baixo da copa das árvores. —Às vezes. certamente o príncipe precisava de nós para lutar. MaryAnn mordiscou o lábio inferior. Morriam muitas crianças. quando o príncipe chamou seus guerreiros mais antigos. —O príncipe lhes permitiu escolher abandonar as Montanhas Cárpatos? Ou simplesmente os enviou aqui? —Deram-nos a escolha. As vidas que tínhamos conhecido como Cárpatos se acabara. Nossa família era considerada como a de mais habilidades na luta. em particular com moços que sentiam o sabor do poder pela primeira vez. mas raramente. Manolito apoiou os cotovelos no corrimão e olhou para o chão da selva sob eles. —Talvez sim. Estávamos acima da média em inteligência e todos sabiam. Ele disse a todos os guerreiros aonde tinham que ir e por que era necessário. a maioria das famílias nunca tinham filhos com menos de cinqüenta ou cem anos de distância um de outro. —Acredito que podia ser. apoiando o queixo nelas.Concordou Manolito. sim. —O príncipe estava preocupado e todos nós sabíamos. Só ocasionalmente provávamos nossas habilidades contra o inimigo. tem que se lembrar que havia muito pouco ou quase nenhuma pessoa. Meus pais tiveram cinco de nós com não mais que um intervalo de quinze anos. desta vez envolvendoos dentro de uma barreira de som. . que o príncipe conhecia o futuro. Manolito lançou um lento e cuidadoso olhar ao redor e colocou mais salvaguardas. —Quando chegamos aqui pela primeira vez. Elevou os joelhos e as rodeou com os braços. talvez eram mais necessárias nossas habilidades para a luta. Produziu-se um breve silêncio enquanto ele o assimilava. para maior privacidade. Ele é quase cem anos mais velho. que havia razões para esse ressentimento?— Perguntou. Ouvimos muitas vezes de nosso pai assim como de outros homens. —Até então já nasciam mais homens que mulheres? Ele assentiu. que sabia o que era melhor para sua gente. . Quando suas filas minguaram e os inimigos chegaram. surpreendida novamente quando liberaram sua fragrância.. —Você acha. Pensamos que isso era errado. —Considerando o ocorrido. Pela primeira vez ele saboreou a amargura em sua boca. —Você tem uma mentalidade de turma. outros sim. mas em algum lugar em sua mente. —Minha família foi sempre um pouco diferente da maioria dos guerreiros que nos rodeava. E então começamos a enfrentar cada vez mais a velhos amigos que se converteram. Naquele momento nos pareceu isso. . O ressentimento começou a crescer em nós quando a outros não tão inteligentes.Suas habilidades de luta deviam ser necessárias lá também. Nunca tinha pensado em Manolito ou seus irmãos sendo crianças. crescendo em tempos incertos. Éramos velozes e aprendíamos rapidamente e ouvíamos também. os músculos em suas costas se ondularam. que nossos cérebros. Os vampiros cresciam em número e para proteger nossa espécie assim como as demais.. começava A acreditar que o que ele ia dizer-lhe era de uma monumental importância para ambos. mas a honra nunca teria permitido isso. MaryAnn franziu o cenho. enquanto errávamos treinando para o que seria nosso dever. É obvio que ocorria. Estavam mudando as coisas e a tensão aumentava. davam mais oportunidades de aprender enquanto nós tínhamos que afiar nossas habilidades no campo de batalha.flores. Ela assentiu. As mulheres começaram a ter que sair para a superfície para dar a luz e algumas crianças não podiam tolerar a terra na infância. Estávamos sozinhos. o príncipe se aliou aos humanos. acreditando. além de Zacarías. Ele encolheu os ombros. Por algum motivo.

Seus irmãos eram todos iguais e desfrutavam de seus debates sobre como servir melhor a seus compatriotas.Havia traição em seus corações e mentes quando discutiam ou simplesmente tentavam encontrar a forma de melhorar a vida de sua gente? —Talvez começasse dessa maneira. inclusive amava. . —Manolito.disse Manolito. enquanto crescia.O que disse você mesmo. mas sempre animava os guerreiros a falar no conselho. a extinção. Não estaríamos abandonados a deriva com tão poucas mulheres e crianças. —Fiz muito mais que questionar as decisões de meu príncipe. Vlad ouvia a todos. tanto física como intelectualmente.ele passou as mãos por seu cabelo. que muitos outros lutadores. . Sabia o que ele ia dizer antes mesmo que dissesse. somente no que devia ter sido feito. com tão poucas probabilidades que tornam impossível manter nossa gente viva. . —Traí Vlad. —Era meu dever. Não precisamos ter premonições. . com o rosto carrancudo. . As mudanças já estavam se produzindo. —É isso o que pensa? —Não sei o que pensar. Não tinha idéia de que estava zangado com ele. Você não é um homem que siga as cegas.disse ela. Riordan e eu lhe contamos algo disso antes. mas sim. Ele não o via assim e isso a fascinou. por decidir lutar numa terra remota por uma gente que não se preocupava com os Cárpatos. E não teria levado a nossa gente a batalha. Os sentimentos tinham invalidado sua razão? Se assim fosse. Ele não compreendia quanto admirava Vlad Dubrinsky e o quanto estava aborrecido pela última derrota do príncipe e a morte deste nas mãos do inimigo. —Como cabeça de nossa família Zacarías o fez. .apontou ela tão gentilmente como foi possível. —Ouviu-o seu príncipe? Deve ter ido a ele. Estou. mas acreditava nele e deve acreditar em seu filho ou nunca teria entrado em batalha com ele. alguém em quem não acredita. —Se acha isso. Fizemos uma disso uma arte. não compreendia que sua cólera era si mesmo. mas foi uma versão muito abreviada de nossas conversas. Depois de centenas de anos. MaryAnn observou as cruas emoções em seu rosto. Por que se incomodar? Manolito cruzou os braços no peito e a olhou. o medo de ter traído o príncipe. nenhum da Cruz cometeria tal engano. séculos depois. ele revelaria-lhe sua mais profunda culpa. . sentindo as ondas de seu antagonismo cair sobre ela. Ele havia se sentido superior.Não estaria entre os caídos. ou Por Deus. notou a carência de mulheres e que os bebês não sobreviviam. —Você está zangado. por que salvou a vida de Mikhail? Ouvi falar disso. ele ouviu. Agora. Ele virou para apoiar os quadris contra o corrimão.ele disse. o brilho tormentoso nas profundezas de seus olhos. . que mesmo jovem. mas ele nos respeitava. Pode ter duvidado da decisão de seu príncipe. . que nós sabíamos mais que ele. porque a mente dele se misturara profundamente com a dela e ela pôde ver sua culpa. Separando cada ordem do príncipe e examinando-a de cada ângulo. Tudos falavam do que você fez por ele nas cavernas quando o atacaram. Acreditávamos que ele devia nos ouvir. —Sabia tudo isso porque suas emoções então estavam muito fortes. —Ninguém quer pensar que sua espécie está condenada pela natureza. até em desacordo e não entendia como Vlad pôde cometer tal engano. Mais importante ainda.Agora. Manolito encarava vampiros e magos. se já me tinha visto e sabia que tinha uma companheira. Se não acha que ele seja capaz de liderar o povo Cárpato. por que arriscar sua vida por ele? Por que morrer por ele? Sobretudo. —Sabe que não foi isso o que dizimou sua gente. é obvio. nem teria lhe prometido sua lealdade ou dado sua vida pela dele. quando podia sentir novamente. de sua superior altura. ainda estava zangado por essa decisão. Podíamos ser jovens. que admirava e respeitava profundamente. ainda culpo o príncipe por ir a uma batalha que não podia ganhar. somente nossos cérebros e era irritante que outros não pudessem ver o que nós víamos. a cada vez que me sentei com meus irmãos e questionei seus julgamentos e decisões. —Como poderia ter sido diferente o resultado? —Vlad ainda estaria vivo. isso é ridículo. facas . Ela viu as sombras percorrer sua face. Acrescente isso nossos inimigos e estamos perdidos. —Sim. Liderava-nos.Sei que vimos claramente o destino de nosso povo quando muito poucos podiam ver o futuro. Agora estavam chegando a algum lugar. Certamente. —Você era jovem e até imaturo e ainda capaz de sentir emoções. sobre como dirigir o povo Cárpato através dos perigos de cada novo século.

Crescemos juntos. Era difícil matar um Cárpato. Tampouco mereço os sentimentos que tenta plantar em minhas lembranças. E o plano não só era brilhante e possível. Mas isso era tudo. agora estava zangado.Não mereço a calma que me envia. Não sei como nem por que começou a ser um verdadeiro plano para derrocar nosso príncipe.Não! . incapaz de ler sua mente. mas isso não significa que sejamos traidores de nosso país ou de nossa gente. tentara se lembrar. —Tínhamos um plano.Honestamente não sei como começamos a desenvolver os detalhes. —Não entendo seus pensamentos. Inclusive o sentimento de traição. CAPÍTULO XIV MaryAnn respirou várias vezes. mas mais tarde. que nesse momento ele estava mais no reino do outro mundo que com ela. Sua voz se rompeu na última palavra e ele baixou a cabeça.envenenadas e facções pétreas. Ela piscou. A maioria das crianças . Encerrada como estava dentro de uma bolha que impedia que o som escapasse. Tem que resolvê-lo. Não acreditaria nem por um momento que estivesse envolto num complô para destruir a família Dubrinsky. mas também está sendo utilizado contra nosso príncipe enquanto conversamos. Éramos diferentes dos outros Cárpatos. Surpresa começou a notar. Vira seu heroísmo. mas a todos os inimigos dos Cárpatos. MaryAnn. MaryAnn não podia ouvir os pássaros ou os insetos. —Conte-. os sentimentos corretos… . enquanto baixava o olhar para suas mãos. E verdadeira. então tinha que compartilhar tudo com ela. Mesmo assim. – Ordenou-o. seus irmãos haviam tentado se recordar. Isto te está destruindo. O vínculo entre nossas famílias era muito próximo. . para debater os prós e os contras de todas as decisões que Vlad havia tomado. falávamos disso como algo real. sobressaltada por ele poder pensar que se tratava de plantar algo na mente de alguém. mas só podia o olhar com incredulidade. Ela queria que ele entendesse que as lembranças de sua juventude não eram uma traição. — Ele colocou a cabeça entre as mãos e esfregou as têmporas como se lhe doessem. onós. Sua desdita era cansativa. uns dos outros. Procurou as palavras adequadas. —Havia só outra família com filhos tão. quando nos zangávamos. Manolito. mas alguém tentou. —Manolito. Se era sua companheira como ele reclamava.. Talvez porque tenhamos nascido muito seguido. —Nem meus irmãos nem eu. enquanto ele estivera protegendo o príncipe. Segurou-lhe da mão e o fez a sentar-se a seu lado no leito de flores. —Como resolve umatraição? Apertou os dedos dele. Era estranho que não pudesse ler sua mente mas sentia suas emoções. Só conversávamos. Meus amigos e eu conversamos de política todo dia e freqüentemente não estamos de acordo com nosso governo. Manolito da Cruz era leal a Mikhail Dubrinsky. debatendo certamente. Brincamos juntos quando crianças e lutamos juntos como homens. —Ideou um plano para derrocar seu príncipe? —Não! —Sua negação foi forte e instantânea. Os Cárpatos governariam todas as espécies. Quando nossa mãe dava a luz a um de nós. Pôde ouvir o halo de honestidade em sua voz. Todos eles. . Os Malinov. Podia ver a cicatriz na garganta que quase o matara. fortes e profundas. Tínhamos um plano não só para destruir a família Dubrinsky. meus irmãos e os Malinov. Em nossa arrogância e superioridade.. Não sabia se quem havia se afastado ela ou ele. nos queixando talvez. também a mãe deles. Seu passado estava muito perto da superfície. A vergonha a ira e a culpa. Desde que seu irmão Rafael matara Kirja. em nossa crença de que sabíamos mais que nenhum outro. envergonhado.A ordem foi aguda e empurrou para as paredes de sua mente. A princípio se sentavam em silêncio ao redor do fogo. decididamente. O silêncio parecia ensurdecedor. Como nós.

mesmo passadas as emoções elas estivessem incrementadas e intensamente vivas para eles. A habilidade de aprender a matar nos chegou muito rápido. Estava ainda ali. precisando sentir sua cercania. uma necessidade de poder sobre o outro sexo. disse-lhe que ela podia ir. —Quando são jovens. Uma menina. foram ver Vlad . liso e espessos. o caçula das crianças. —Mais escuros. se a houvesse tocado. Teríamos matado-o. o mais velhos dos Malinov. Na realidade balançou seu corpo. Nobreza em cada linha de seu corpo. Manolito pressionou a mão de MaryAnn contra o . A loucura reina se não o faz a disciplina. Queríamos vê-la a salvo. MaryAnn viu uma menina. MaryAnn sentiu a dor nele. . Nós dez nos convertemos em seus pais. Um estremecimento atravessou o corpo dele. Talvez haja uma razão para isso. Era suficientemente brilhante e poderia urdir feitiços que poucos conseguiam romper. Dor que não tinha diminuído através dos séculos apesar do transcurso dos anos nos quais não tinha sentido emoções. —Por que não o deteve? —Não acredito que muitos queriam acreditar que o filho do príncipe podia levar a enfermidade em suas veias. muito antes que abandonássemos nossa infância normal. ela levou sua súplica ao príncipe. Era jovem e se criara sob o jugo de dez irmãos que lhe diziam o que fazer. Mas. MaryAnn.Os irmãos Malinov tiveram sorte. —O que lhe aconteceu? —Porque isso. oprimindo-lhe o peito.Cárpatos nascem pelo menos com cinqüenta anos de diferença. —O príncipe não tinha direito de usurpar nossa autoridade. mas nós sabíamos. Não havia um estudante que pudesse superá-la. Zacarias. que não nomearei. mas MaryAnn o sentiu e soube que a ardência da dor era mais profundo que ela pudesse conceber. era o que tinha levado a amargura que freqüentemente sentia nos confusos sentimentos de Manolito para com seu príncipe. Perguntou-se. alguns olham e há uma enfermidade em outros. enquanto estávamos longe numa batalha. Sua risada era tão contagiosa que ainda os caçadores que há muito tinham perdido suas emoções. Era tão nossa como nós dela. todos nós. corroendo-o. Era uma beleza pela qual lutávamos e que nos esforçávamos por proteger. —Sua voz decaiu até um murmúrio e ele apertou mais a mão dela contra o peito. que os corrompe. embora não fosse seu companheiro. Desgraçadamente. para que quando os homens pudessem senti-las outra vez. Eu mesmo esgrimi a espada em duas ocasiões quando ele e abalroou perto do mercado. —Ivory —Manolito sussurrou seu nome—. Fomos rebeldes. alta. mais rápidos e mais fortes. Deveríamos tê-la mantido a salvo. —Diferentes de que forma? Sacudiu a cabeça. embora usasse o cérebro. —Queria ir a escola de magos. sorriam quando ela estava perto. A tensão chegava a ser evidente cada vez que ele retornava a nossa aldeia. Isso não nos importava. Todos conheciam nossos desejos e nunca deveram ter intervindo. seus irmãos e meus. O tempo certamente não tinha curado a ferida. assim que tivesse oportunidade. —Por que ele faria algo assim? —Acreditam que seu filho mais velho. Os olhos imensos e brilhantes numa face doce. É um tipo de loucura que freqüentemente afeta aos mais poderosos. Mesmo sabendo que a tínhamos proibido. Nasceu um formoso bebê. que nasceu em sua família uns cinqüenta anos depois de Maxim. Era estritamente proibido tocar uma mulher que não fosse sua companheira. —Suspirou e se inclinou para esfregar o queixo contra a riqueza de seu cabelo. se a perda de emoções todos esses anos tinha mantido a dor. já mostrava sinais de sua enfermidade. Podia lutar como um guerreiro. mas isso suporta a necessidade de controlar um poder tão vasto. como se aliviasse a terrível dor que sentia aí. que a sua companheira. —Proibimos-a de ir a escola e estudar com os magos até que pudéssemos estar com ela e protegê-la. tão forte que pôde senti-lo bater contra sua palma. não lhe permitíamos ir sem acompanhante a nenhum lugar. Mas nós. Uma boca feita para rir. A família Dubrinsky tem capacidade para esgrimir um grande poder. com brilhantes cabelos negros. O filho mais velho de Vlad observara Ivory. Indubitavelmente estava qualificada. mas o fez. mas não havia dúvida do que era o que ele tinha em mente fazer. Ela era brilhante e feliz e aprendia tudo rápidamente. caindo correntemente para uma cintura estreita. meu irmão mais velho e Ruslan. Nossa espécie não está livre de anomalias. sua mãe não sobreviveu muito tempo ao nascimento e seu pai a seguiu ao próximo mundo. estrangulandoo. —Eu acreditava que os homens dos Cárpatos não olhavam a outra mulher.

era possível que a loucura . Ruslan e Zacarias pela primeira vez não tiveram as cabeças frias que sempre tinham tido. Mas nenhum de vocês pôde seguir seu rastro. – Já basta dizendo que só os mortos vão lá.E obviamente pode fazer. embora todos e cada um de nós a tivéssemos seguido com gosto. um companheiro. —Assim permitiu que ela se fosse. —Sim. O mundo das sombras. Vlad deveria ter assumido a enfermidade de seu filho e ter dado ordem de matá-lo. A perdemos para sempre e começamos a questionar seriamente o julgamento de Vlad Dubrinsky. teria que encontrar uma forma de trazê-lo completamente a este mundo novamente. forçou-se a levantar a cabeça e olhá-la nos olhos. Terá que aprender a viver com meus pecados e devo te confessar o pior de todos. porque não tinham seu corpo. Ele não tinha direito de interferir em assuntos de família. Desdenhou nos mandar um recado além disso. Seu amor para com Ivory tinha sido forte. Falhar deve ter sido intolerável. envolvendo-o nos braços. O que Manolito estava parcialmente preso. Pior. então. invadiu-nos uma fúria assassina. Com um pequeno suspiro de resignação. para Vlad. —Os rumores dizem que só os maiores guerreiros ou curadores têm essa proeza ou um apaixonado. Ela manteve seu olhar. Pensou que sem ela ali. —Na realidade tinha outras razões. Sem Ivory ali. mas qualquer de nós teria ido gosto. —Não sabia o que fazia. De outro modo nossos inimigos podem nos apanhar no outro mundo para sempre. O príncipe mandou seu filho para longe. MaryAnn e me conheço bem. O coração de MaryAnn bateu forte. Se seu filho estava louco e ele não fazia nada. . . homens tão fortes e protetores deviam ter sentido que era seu dever e seu prazer proteger e servir aquela garotinha. aproximando o rosto contra o calor de sua pele. Sou muitas coisas. tinha mais tempo para estudar o problema e dar talvez com uma solução diferente. Isso estava muito além de sua experiência. Enviou-a para longe sem nenhum de nós para protegê-la. —Se o espírito abandonar o corpo. Com tão poucas mulheres. Queriam matar o príncipe. —Ele encolheu os ombros. mas não tivemos essa oportunidade com Ivory. Ela não se deu conta do que fazia ao entrar nesse outro mundo. seu filho ficaria bem. O filho de Vlad ia voltar e quando Ivory pediu permissão para ir a escola. Às vezes ainda não queria acreditar que fosse real. Ele estava frio e não parecia poder conseguir calor. Ela se moveu. Manolito passou uma mão pelo cabelo. Se assim era. para aproximá-lo. Não te deixarei partir. para tentar. Tudos nós queríamos. O destino decretou o que há entre nós. O culpávamos por revogar nossas ordens e acabar causando a morte de Ivory. —Sim. tentando entender. —O que aconteceu? Por um momento ele deixou cair à cabeça sobre seu ombro. O motivo deve ser muito importante para que uma pessoa viva tente. terra de névoas.Reiterou MaryAnn. Ele estava ainda parcialmente ali. Não tinha sentido para nós. —Foi o que Gregori e seus irmãos fizeram. já que sabia que teríamos voltado imediatamente.e lhe falaram do perigo que corria Ivory. —Quando nos chegou mensagem de que um vampiro a tinha atacado e matado. o lugar aonde os Cárpatos iam atrás de sua morte.Nem sequer pudemos encontrar seu corpo para recuperá-la do mundo das sombras. —Aparentemente é perigoso para qualquer que não esteja morto ainda. Gregori o fez e depois você. — Manolito sacudiu lentamente a cabeça. Seguiram-no a terra das névoas e das sombras e trouxeram de volta seu espírito. este deve ser protegido até que o espírito volte e entre novamente. Dedicou-lhe uma pequena reação de sorriso. —Como podem seguir alguém a um lugar assim? Seu olhar vacilou. e tivemos paz durante um tempo. . todos nós ficamos devastados. —Talvez foi bom que não soubesse. como o do resto dos membros das duas famílias. lendo nod dele mais dor que traição. —Você é minha companheira. foi uma maneira singela dele se desfazer de um problema imediato.

Então planejamos como nos desfazer de todos os outros. MaryAnn se tornou para trás e ua respiração se fez áspera e entrecortada. prestando todo o tempo seu calor tranqüilizador e tratando de sufocar a crescente onda de desejo. fizeram? —O aroma masculino estava em seus pulmões. dividir e conquistar. são muito poucos para salvá-los. Quando nosso príncipe fez uma chamada para viajar para outras terras. Uma coisa levou a outra. mas não fizemos nada para ajudar o jaguar a ver sua própria destruição. que por certo foi tramado racionalmente observando o que já acontecia. Desejava… Não. para a América do Sul e eles fossem enviados a Ásia. os irmãos Malinov aplicaram o plano e ajudaram a empurrar os jaguares a sua própria extinção. abrir uma brecha entre as espécies. Se fizeram isso. que todos nós perdemos nossas emoções bem mais rápido do que devíamos. tão sexy como sua hipnótica voz aveludada. para compartilhar o que podíamos de nossas lembranças de carinho e honra e assim temos feito. As mulheres já estavam se unindo com humanos e escolhendo permanecer nessa forma. —É pior. estava crescendo fazendo com que observasse o subir e descer de seu peito. seus dedos acariciando a . mas não podia evitar a excitação de ter seu aroma no corpo. As lendas saíram de algum lugar. Confiar-lhe sua maior vergonha. Os homens-lobo eram evasivos de todos os modos. MaryAnn se inclinou aproximando-se a fim de inalar mais dele. sem palavras. deixando-a nervosa. o único aliado que conhecíamos podendo nos deter. Quando a dor decaiu e pudemos raciocinar. —Não. Sabíamos que o que estávamos fazendo estava errado. o que outras partes do plano puseram em marcha? MaryAnn esperou. mas não podia evitar a força de sua emoção por ele ao ver que ele tentava fazê-la compreender. é claro que não. mas algo mais. Os cochichos e os rumores de matanças e o ódio e o temor cresceram até que os Cárpatos não voltaram a ser mais os aliados dos humanos. pelas rugas ao redor de seus olhos. Talvez fosse a barreira de som que ele tinha erguido. Agora somos caçados e assassinados. Havia uma nova nota em sua voz. precisava lhe oferecer consolo. rodeando-a em cada respiração que tomava. o suave retumbar de um gemido. isso não significa que seja responsável pela destruição da espécie. Começamos a pensar em formas de acabar com seu governo.estivesse presente também nele? Quanto mais discutíamos o ele que tinha feito. Ele assentiu. As notas provocaram sua pele. Porque falou de um plano. Deixamos-os sozinhos. mais forte se tornava nossa fúria. MaryAnn. a leve mudança em sua expressão. Era sua segunda natureza. por lhe tirar suas opções e por não entender a enormidade do que tinha feito. Finalmente alguém teria que dar um passo na base do poder para esclarecer a confusão. Demos-nos conta de que outras espécies que eram nossas aliadas lutariam junto a Dubrinsky para mantê-lo como dirigente e os Cárpatos se dividiriam. —A evolução pode ter jogado seu maior papel do que acredita. —Não. algo selvagem. O que era tão diferente nele? Sua confissão de perversidade? Teria-a feito simpatizar mais ainda com ele? Ou o fato de que ainda chorasse pela perda de sua pequena… Irmã…? Estivera zangada com ele por introduzi-la em sua vida sem seu consentimento. vendo como as sombras marcavam sua face. a forma que sua boca cinzelada. —Que é o que finalmente aconteceu. porque temem os vampiros. —Não fizeram essas coisas. E enquanto o fazíamos. Os Malinov fizeram o mesmo. E com o homem-lobo. Quande Manolito estendeu a mão para afastar uma mecha de cabelo de sua face. —Os humanos temem os Cárpatos. seria bastante fácil fazer o mesmo. nem a forma em que seus músculos se esticavam e seu sangue bulia som em se aproximar dele. Os homens-jaguar não estavam nunca com suas mulheres. respondemos. Fizemos um pacto de proteger uns aos outros. vendo como ele dobrava os dedos como se lhe doessem. Embora dez casais sobrevivessem. Deixamos de falar disso e nos lançamos a caça do não-morto. Não seria difícil se voltar para as mulheres que ficavam contra seus homens e enfatizar a brutalidade de sua forma animal. talvez até mais. Fomos enviados para cá. Queria reagir com a objetividade de um conselheiro. E sabia que era isso o que ele estava lhe dando. que ela estivesse morta. E levando-os a clandestinidade ou erradicandoos secretamente em matanças organizadas minguaríamos lentamente sua população. Não há esperança de salvar a raça jaguar. Não é um deus. Chegamos ser demônios a tal ponto. soubemos que não era mais culpa de Vlad que nossa.

e sua língua lhe tocou sua pulsação. Bem melhor. narcotizando-a com beijos. ainda assim sabia. Sabia que ele respeitava Vlad Dubrinsky apesar da terrível tragédia. lhe roubando o fôlego. desejando provar cada centímetro da pele dela. Glória absoluta. que lhe oferecia refúgio e asilo. contra ele mesmo ou mesmo contra os Malinov desapareceu. sua boca na dela. desejava-o. Seus polegares acariciando-os com o mesmo ritmo lânguido. Estavam unidos. parecia mais longo. talvez porque cada sensação lhe parecia muito mais. lento e suavemente. Seu corpo esteve imediatamente escorregadio. E ela o amava por isso. Não podíamos. Seu cabelo era bonito. longo. —Não. Às escuras íris negras resplandeceram em âmbar… Quase dourados. como cada célula a reconhecia. desejando senti-lo pele com pele. deslizando a língua na sedosa calidez de sua boca. Qualquer fúria que ainda sentisse contra seu príncipe. enquanto sua boca consumia a dela. numa sedução que não tinha acreditado possível. MaryAnn estendeu uma mão para afastar para trás. À volta deles. A sensação e a forma dos lábios e senti-lo quente e dominador. Precisava do corpo dela. que trair o príncipe era trair sua gente. Ambos os mundos. Por distinguir o bem do mal. ela estremeceu. Os dentes dele seguraram seu lábio. . Seus braços a envolveram e ele a trouxe mais perto. quente e já ansioso pelo seu. sua pulsação troando em seus ouvidos. subindo por sua coxa e para seu interior onde se sentia dolorida. Haviam lhe jurado lealdade. essa parte que nunca quis reconhecer. mas agora. retando somente o leito de flores e o perfume do homem e a mulher que chamavam um ao outro. Ele estendeu as mãos para sujeitá-la nos braços. Por ter essa forte lealdade apesar de gostar tanto dos irmãos Malinov. roçando sua boca com a dele. —Sua voz enrouqueceu e o som arranhou suas já sensíveis terminações nervosas. Moveu os dedos em pequenos círculos contra seu úmido sexo. enviando . Ele inclinou a cabeça. Não importava quão gentil ele começasse. Diminutas chamas dançaram por seu pescoço e garganta antes de desceram para seus seios. As sombras retrocederam. O calor estalou. —Os irmãos Malinov vieram nos ver antes de partir e quiseram conversar. pulsou com força e de forma atrevida em reconhecimento e se inclinou para se aproximar dele. aconchegando-a contra ele. lhe fazer sentir completo e vivo. luxurioso e espesso cabelo. tê-lo no interior de seu corpo e encher o vazio que sentia dentro dele.sensível pele. Tomou-a com muito cuidado. Não foi selvagem desta vez. afugentando o frio de sua pele. Ele devolveu-lhe o beijo.Queriam que nós repudiássemos o príncipe. queria aliviá-lo. segurando com uma mão à parte de trás de sua cabeça enquanto a descia. desejava. em instantes sua boca tomava o controle da dela. tomando a adrenalina em seu próprio corpo. mente a mente e MaryAnn sentiu a repentina mudança nele. deixando seu sangue pulsando por ela. tão dolorido que fazia com que queria entrar dentro dele. Adorava sua boca. corpo com corpo. Moldou com a mão a forma da nuca dele e elevou os lábios para os dele. —Não. afastando as sombras e a dor das velhas lembranças até que só restou … O sentimento último. igual a todos os seus irmãos. Queria seduzi-lo. criando precisas chamas que irradiavam de seus seios para o ventre. tampouco podiam os Malinov. Duros. —Deslizou a mão por seu braço. não o fizemos. Tinham sido sua família. o mundo empalideceu. —Quero sentir sua pele contra a minha. Fechou os olhos brevemente. Seus mamilos endureceram sob a fina blusa e seu corpo se sentia suave e flexível. sentindo a definição de seus músculos sob a palma. Essa ferocidade. lhe afastando o cabelo do ombro.E nesse momento. O beijo dele igualou o preguiçoso e lento movimento de suas mãos. mordiscando e demandando. desejando levá-los a numa viagem de puras sensações. —Sua voz continha uma absoluta convicção. Cada terminação nervosa voltou para a vida. antes de poder se deter. como um manto denso pelo qual queria passar a mão e acariciar e no qual queria esconder o rosto. Sua mão já estava deslizando já por sua perna. mais denso inclusive do que recordava. Tomando-o. Seus olhos se animaram com a turbulência tão tempestuosa que seu coração acelerou. o sedoso. respirando por ele. enquanto deslizavam sob sua camisa para seus seios. é claro que. para fundir-se a seu sexo já umedecido. —sussurrou ele. —Mas vocês não o fizeram. —Era positiva. não queria ser. Mais que tudo. Tomando sua necessidade e seus desejos. antes de poder pensar. . necessitava.

Ela era sua. o som vibrou descendo por sua espinha e envolveu seu sexo. por ele.. o qual só o incitou mais. Você vai me matar. sentindo-as muito pesadas e ajoelhado sobre ela.. para atravessar a ereção dele. estava em sua mente. com essa língua capturando a sua. Queime por mim. aumentando suas necessidades. sussurrante. tão paciente. ela estremecia e tremia com ânsia. Despertou desejando seu sabor. baixando a cabeça e cobrindo seus seios com sua boca quente e ambiciosa. Só MaryAnn podia fazer isto por ele. . exigentes agora. enquanto sua língua a assaltava. Podia sentir a acumulação da sedutora umidade contra sua pele nua onde ela se esfregava agitadamente e se sentia tão sensual que não pôde manter o controle. Ou necessitasse. seus lábios tomando o controle como o faziam suas mãos. Sob ele. As palmas dessas mãos deslizaram de forma possessiva sobre seus seios. As mãos dele deslizavam por sua pele.. Flechas de fogo desceram para seu ventre e se acomodaram entre suas coxas. enquanto ouvia a agitação de seu sangue pulsando em suas veias. Seja completamente minha. os músculos se contrairam até que as sensíveis terminações nervosas arderam. quase maior que sua fome de sangue. quando tinha coragem para entregar seu corpo a um homem tão dominador como ele. Tudo o que ela pôde fazer foi se agitar sob ele num esforço de escapar de sua travessa investida. MaryAnn tentou afastar-se dele. que a sobressaltou quando de repente ele lhe rasgou a blusa para abri-la. Sugou-lhe o mamilo demoradamente e ela se contorceu sob ele. Seus gemidos o conduzindo mais longe ainda num frenesi de desejo. era ela. MaryAnn segurou-lhe os ombros com as mãos. que abriu os lábios para ele. Grite. Estava afogando-se. Era muito.Não posso. deixando-a suspirando por mais. sem possibilidade de sobreviver. Uma música completa. deixando ver o umido convite de seu corpo lhe chamando. Não havia forma de não adorá-la quando ela lhe dava tudo sem reservas. tornando-os cada um mais quente e mais aditivo. arrastando-a para sua própria boca. até sua pulsação que batia freneticamente. baixou a cabeça uma vez mais para ela. tentando se sustentar. Se alguém podia. Seus mamilos estavam duros e ansiosos. Os dentes mordiscavam e a língua acariciava. baixou o olhar para os seios plenos e túmidos. Suas pernas estavam ligeiramente abertas. Manolito levantou a cabeça para olhar para ela. mordendo o suave arco enquanto sua língua provocava e abria passo. aceitando o duro impulso de sua língua. elevar sua alma. os dedos acariciando de seus mamilos. Estale em chamas. Sabia categoricamente. enviando botões em todas direções. palpitando num ritmo que igualava o dele. levantou-a para seus ambiciosos lábios. Com um pequeno gemido que retumbou no fundo de sua garganta. sentindo a carne cremosa no calor ardente de sua boca.Talvez não matá-la. Ele desceu por seu corpo. alguém altamente sexual. . Cobriu sua intrigante e pequena abertura com a boca e sua língua revoou e acariciou seu ponto mais feminino. mas desta vez. mas sua força era muita. Estava excitado além do que acreditava possível. segurando sua cabeça. Seu coração soava ruidoso. de forma que cada vez que deslizava seu corpo. alguém que necessitaria de suas mãos e sua boca durante toda a eternidade. Era atemorizznte estar fora de controle. tão gentil. ela arqueou o corpo mais completamente para ele.. Era belissima oferecendo-se a ele para tornar o passado muito mais fácil. sivamet. já tão sensibilizada que quando lhe cobriu o seio.chamas que a faziam girar num vórtice de necessidade. acariciando seu cabelo. lhe mostrando sua ânsia em lhe agradar de todas as formas que ele quisesse.. mas certamente destruiria tudo o que ela tinha sido.. Arqueou para ele. trazer poesia a sua vida em meio à crua realidade. Afastou a saia de seu corpo. desfez-se de suas roupas. com essas mãos duras e quentes em seu corpo. muito rápido e seu corpo estava muito sensível. convertendo-a em alguém distinto. mas não se deteve. sua pele se esquentou numa lisa e sensibilizada seda. que fazia com que seu próprio sangue se agitasse em resposta. pedindo por mais. Seus dentes brincaram com o lábio inferior. que colocou o joelho entre suas coxas. Sua boca a acariciava. Tanto que se ela sabia ou não. cravando as unhas em sua carne. . Acendeu um rastro de fogo de seus lábios a seu pescoço. deslizando sobre a superfície sedosa até que pôde sujeitá-la com os braços e lhe rodeando as coxas. A primeira liberação dela foi rápida e dura. que seu corpo tomasse o comando e sentir e . Ela começou se esfregar em sua coxa com um pequeno grito de impotência. lutando por aplacar a crescente necessidade. sua luxúria estava envolta em amor. Sua voz era um áspero sussurro em sua mente.Isso. Era música. Gemeu brandamente. abrindo-a ainda mais para ele. Acalmar cada demônio. enquanto ele aprofundava os beijos.

ter sensações intermináveis erigindo-se inexoravelmente. enquanto sentia o membro se elevavar e sua semente quente ser lançada em jorros para suas profundezas de sua companheira. Sua liberação a rasgava. O feixe de nervos pulsou de antecipação. Seu corpo ainda estava duro e formemente dentro. Não havia mais vergonha ou dor e nem outros mundos lhe rodeando ou em seu interior. assim como vibrava através dele. Estou lhe dando e tomando tudo o que você é. . apertando-a contra seu sensivel ponto enquanto se deliciava com o doce mel de seu corpo. Elevou sobre ela. com o prazer lhe consumindo. O orgasmo foi muito intenso para suportar. Por favor faz alguma coisa. Havia medo na voz em sua mente. levando-o além de toda prudência. . por favor. permitindo que as abrasadoras sensações o tomassem completamente. já tão inflamados e inchados que o toque a puxou a uma culminação tão dura que parecia não ter fim. MaryAnn conteve a respiração. Cada profundo impulso enviava relâmpagos que os percorriam. Ele avançou. ainaak enyem. tentando segurar-se. provocou-a deliberadamente. A combinação quase a desfez. compartilhando o prazer de seu corpo. As folhas sobre sua cabeça brilhavam como estrelas de prata e os limites de sua visão se estreitaram. Não havia nada. enquanto seu corpo estremecia com o poder da erupção. Ela deixou escapar um agudo gemido. que enviavam faíscas que atravessava seu corpo como um raio. com seu grosso membro investindo através dos músculos apertados e sedosos. Apertou os dentes. Ela tremeu. lhe sacudindo. puxando-a sobre o grosso leito de flores até que ela pôde descansar as pernas sobre seus ombros. enquanto ele começou a se inclinar para diante com lentidão infinita. Ele penetrou-a completamente.Vamos. ela gritou. O suor brilhava em suas peles enquanto chegavam juntos. quando cada parte dele queria explodir completamente em outra dimensão. que estremeceu com eles. Sua boca saqueadora a lançou a um terceiro orgasmo.Está a salvo. —Fique quieta. as ondulantes sensações eram tão fortes que gemeu pela necessidade de se controlar. O segundo clímax a percorreu ela gritou seu nome numa súplica.. Não podia haver nada. Ele ouviu os gemidos de prazer retumbando em sua garganta e compreendeu que o som vibrava através da apertada entrada de seu sexo. sua outra metade e o santuário de prazer que ela proporcionava. . Com a cabeça de seu membro pulsante alojada em sua entrada. —murmurou quando sentiu seu tremor. investindo-a com demoradas penetrações. Relaxe-se para mim. O ventre dela se contraiu e ele intensificou sua caricia e exigiu mais. päläfertül. sentindo que as paredes de veludo se contraíam e o apertavam. Deixe-me levá-la até as nuvens. sem ter noção de seus traços endurecidos pela luxúria e de seus olhos cheios de amor. sentiu sua ereção aumentar mais ainda imobilizando-o. Permitiu que ela visse o que viria a seguir. de forma que suas mentes realçassem a experiência ainda mais. . MaryAnn o sentiu então. e ele entrando nela uma e outra vez. Somente via a ele com seus ombros largos que bloquevam tudo que os rodeava. Voe comigo. Manolito investiu profundo e com firmeza no fremente sexo que o estrangulava. com a luxúria e amor que o absorviam de forma tão completa. querendo que ela soubesse o que iria fazer.Manolito. em sua mente. seus olhos se tornaram amolecidos e sua face se contraiu sob o choque. depois começou a bater tão duramente que o peito lhe doeu. Só existia MaryAnn. sob os músculos apertados e inchados pelos orgasmos anteriores. O movimento de seu corpo pressionou seu membro contra o ponto mais sensível. Ele lhe levantou os quadris. Honestamente não sabia. Sob ele. . quando viu seus olhos abrirem e mostrarem uma . compartilhando seu próprio prazer. O coração pareceu parar por um momento. Dsta vez empurrou a língua de forma dura e rápida.Não. Ela se segurou a seus ombros e suas unhas cravaram-se firmes. Manolito permitiu que suas presas se alongassem. estou-te amando da única maneira que sei. Deixo-a a salvo. em pulsados rítmicos. sivamet..Manolito. Por favor. lhe sugando. Tudo dentro dela estava concentrado completamente nesse ardente lugar. que o aroma e a sensação do sexo apertado envolvendo-o. Incrivelmente. sua cabeça oscilou para frente e para trás enquanto levantava os quadris para enfrentar seu sensual assalto. preso ao dela. para que parasse ou para que seguisse. Cada profunda investida enviava ondas eletrizantes que os atravessavam. cada um querendo o prazer máximo para o outro. a ela e a ele.

—Como posso eu explicar algo assim? Sei pouco de Cárpatos e companheiras. desejando poder vestir a roupa tão facilmente como ele estava fazendo agora. – Nós dormimos o sono dos mortos. Estava faminta de seu sabor. Seu corpo pulsava e se umedecia envolvendo-o. tal ameaça. fustigando-a com uma acusação tácita. Nossos corações e pulmões se detêm para rejuvenescer. Entretanto. —Como explica minha tolerância ao sol? Sou incapaz de caminhar sob a luz da manhã há séculos. A mandíbula lhe doía pela necessidade. convertendo ao mais puro e intenso erotismo. O momento era perfeito. Logo. Sua língua brincou sobre sua pulsação e seus dentes lhe beliscaram a pele.Sonhei com meu corpo enterrado profundamente no teu. os mamilos pressionados contra seu peito. deixando-a trêmula e esfregando as mãos pelos braços. —Ele pegou sua blusa e a vestiu. – Você arruinou os botões. Sua mente se afastou da dela. —Compartilhar um sonho te incomoda? Por que? Não acha que possa acontecer. Nossos cérebros fazem o mesmo. plácida como a seda. retirou-se lentamente dela.e a separou dele de um puxão. o que está acontecendo? —Sonhei contigo ontem à noite. Estranhamente. procurando entre as copas das árvores uma razão. permaneci contigo até quase meio-dia. frio. sentindo a impressão do corpo feminino sobre o seu. levantou os joelhos. o sol feria meus olhos e meu corpo tornava-se de chumbo. Impaciente. sentir o calor entre suas pernas. Era perfeita. tentando não chorar enquanto começava a trançar os cabelos. Os dedos enterrados em seu cabelo. para que o corpo dela o cobrisse como uma manta. precisando fazer alguma .Nunca te faria mal. E então chegaram os lobos… —Tal como acontecera com ela. sobre o seio. especialmente se estivermos tão conectados? —Os Cárpatos não sonham. Estava sob ela. —Ele recolheu o cabelo para trás e o prendeu com uma tira de couro. passando as mãos no cabelo negro. ouvir o som de seu sangue precipitando ardentemente pelas veias. dando-lhe tudo o que era. seus dentes cravaram profundamente no mesmo lugar em que ele a havia marcado antes. Voltou-se e colocou-a sobre ele. —Certamente sonhou quando estava despertando ou quando foi dormir. ele ondeou a mão e ela se encontrou. que devia ser medo. Engoliu o medo. Suas mãos lhe rodearam os braços como grilhões. Talvez uma vez tenha sua companheira. sentiu os dentes mais longos e mais pontiagudos quando deslizou a língua pelas pontas. Não podemos sonhar. Mas então chegaram os lobos… —Sua voz se apagou e ela o beijou na garganta. mas as calças que ele não gostava. Sua quietude fez com que voltasse a atenção para ele. apertando os lábios sobre esse lugar. Resistindo. . deixando-a contra vontade. Foi um lindo sonho. MaryAnn. Os negros olhos continham tal perigo. não em suas próprias roupas. —disse ele num tom que a colocou em alerta. mantendo sua cabeça contra ela. saboreando a sensação da estreira abertura. Acariciou-lhe o ombro com o nariz.Sonhei com seu corpo dentro do meu e eu gritava seu nome. os montículos suaves de seus seios. Explique-me isso Sua voz era baixa e dura. . . Mesmo com nuvens e graves tempestades. beijou-a brandamente. lhe mordiscando outra vez.Emergi quando havia sol e ainda assim minha pele não ardeu nem encheu de bolhas. Seu olhar voltou para ela. —O que houve? Lentamente ele a afastou e sentou-se.emoção. sentiu o desejo de mordê-la novamente. sua voz decaiu. muito mais. —Manolito. duro e absolutamente ameaçador. Envolveu-o nos braços enquanto ele tomava seu sangue. MaryAnn não estava segura do que ele dizia. Quando finalmente ele passou a língua pelo ponto. mas com uma camiseta de algodão e jeans. durante um momento. de afundar os dentes no ombro sedoso e envolver-se no sabor doce do líquido da vida. —Ela lambeu-lhe outra vez a pele e sua língua se atrasou no pequeno lugar—. mas sua boca secou e seu coração começou um ritmo mais duro e mais rápido. Ela gritou enquanto a dor cedia. apertando-o com um ritmo delicioso. Manolito ficou imóvel. mesmo com suas curvas exuberantes. tudo isso se restaura. querendo mais. Não o vestido que ele tinha pedido que vestisse para ele. que ela se virou. . com as coisas que lhe fazia e contigo gritando meu nome com prazer. levantando a face para lhe acariciar a garganta com o nariz. Ela se sentou como ele havia feito. Sob ela. Jeans. Podia sentir seu coração pulsando. Ela era suave e úmida. fechando a diminuta abertura. —Sonhei contigo ontem à noite —murmurou ela.

Ele limpou as têmporas.. Ela afastou-se dele até que suas costas ficou contra o corrimão. —Por que essa dúvida quando viu homens-jaguar e vampiros se transformarem? Se reconhece a existência da raça dos Cárpatos? Por que tem problemas para aceitar os homens-lobo? O suor brilhava na testa de Manolito. se acaso alguém experimentaria um dia na vida. Acabavam de compartilhar algo que poucos. Quero saber a verdade. —Deixe-me esclarecer as coisas. —Não estou louco. carrancudo. MaryAnn. Você estava totalmente apaixonado por mim e disposto a me converter em Cárpato quando acreditava que eu era humana. Pequenas luzes âmbar começaram a brilhar no puro negro obsidiana. Lembrou-se que os Cárpatos suavam sangue. Gostaria muito mais de ser uma loba!. sim. —Sabe de uma coisa? Eu não preciso de seu consentimento para nada e vou voltar para a casa. mas é diferente para você? Ele a olhou. —Então onde estão? E se realmente existem e sou uma deles.coisa ara escapar de seu olhar frio. CAPÍTULO XV MaryAnn lhe olhou fixamente durante vários e longos segundos e depois começou a rir. por que não me reconheceu antes? —Esse assunto de suar sangue era. Sentia-se como se ele tivesse lhe dado um tapa. —Ela elevou o queixo. —Você me mordeu. e agora ele a rechaçava. sequer me inteirei a primeira vez que o fez. . Ahggg. E eu tomei seu sangue em várias ocasiões. Mas então vi que você pretendia o mesmo. . De fato. sua expressão se endureceu mais ainda. Duvido que tal coisa exista. e não estava se convertendo em Cárpato. Pelo contrário. tão perto que ela podia sentir o calor de sua ira. —Isto é loucura. —E isso é minha culpa? Eu não lhe pedi. aproximando-se mais dela.Disse ele. —Você é mulher-lobo e está me infectando com seu sangue. Tomou a decisão sem meu consentimento. Manolito não parecia nada divertido. —E o daí? Queria fazê-lo. poderia cheirá-lo também sobre mim. —Você me mordeu. Vivi toda minha vida como ser humano. —Você não reconheceria a verdade nem que eu te mordesse o traseiro. . parecendo um predador a cada polegada. Sei que os Cárpatos mudam de formas.você necessita de minha permissão. afastava-a. Ela semicerrou o olhar para ele. Você queria tomar meu sangue e queria que eu tomasse o seu. mas agora é diferente porque eu poderia converter você em alguma outra coisa. A fúria a percorreu. Queria me levar completamente para seu mundo e não veio me perguntar. e suas mãos aferraram o corrimão quando ele levantou-se também e ergueu sobre ela. . — Havia uma emoção escura piscando em seus olhos. Ela inclinou a cabeça. —Porque não vi ou tenho ouvido falar dos licántropos há séculos. Cheiro o lobo em você e se fosse honesta contigo mesma. desafiando-o. —De fato.Quer dizer que está perfeitamente bem que eu te entregue quem e o que sou. Eu não.Vi em sua mente. Ela negou com a cabeça. Meus pais não são homens-lobos.. E ficará aqui e ouvirá o que tenho a dizer. —Você está totalmente louco. mas sua risada desvaneceu. —Você é minha companheira. – Ela se levantou. Ela colocou as mãos nos quadris. —O que? —Sou uma mulher de saco cheio. Ele deu um passo. Não preciso de seu consentimento.

perdeste todos os direitos que tinha sobre mim como sua companheira. Eu devia estar louca para acreditar que poderia viver com alguém como você. onde a vida era normal e não sentia desejos selvagens por nenhum idiota que vivia há vários séculos. seus olhos escuros brilharam para ele. agora é o momento de que emerja. —Idiota! —MaryAnn desejou atravessar de um salto à plataforma e lhe dar uma bofetada. Não podia aceitar o que ele dizia. Queria tomar o meu. Quente e doce estalando de vida. Não forcei sua conformidade. Engoliu o repentino medo que bloqueava sua garganta. Ele desprezou a opinião dela sobre ele. E certamente sou uma idiota em acreditar que uma relação contigo poderia significar algo mais que sexo quente. Sentia o crânio muito apertado e seu cérebro começava a pulsar ao mesmo tempo em que uma onda de sangue se apressava por suas veias. não todo meu corpo. — Sentir-se só a deixava zangada uma vez mais. Isso é quem e o que sou. É obvio que farei o que for necessário para completar a conversão e te trazer para meu lado completamente. que já não seria um precioso Cárpato. Você rechaçou-me. —Não sou lobo. Não é igual quando eu mudo de forma. . conforme ele suspeitava. —Porque quero ir para casa. —Furiosa.Quero retornar agora. Quando ele tivera que confrontar seu pior momento. Até onde eu sei. . Ela pressionou a mão contra o estômago revolto. —MaryAnn. – Ela cuspiu a palavra. esforçou por recuperar o controle. uma enfermidade. reconhecendo sua fúria. —Declarou ele. balançando de um lado a outro. não podia enfrentá-lo. Sentia-se muito só. Entre a fúria e o medo deveria encontrar algum tipo de equilíbrio. Já tinha saltado uma vez. ela empurrou-o para lhe afastar de seu caminho. —Claro! E por isso que me acusou de estar te infectando. com o coração palpitando tão forte. Ela foi até a beirada da plataforma e segurando o corrimão. —Não . mas agora parecia muito mais alto. Seu queixo se ergueu. —O lobo vive dentro de você e é parte de você. Rechaçava-a. Desejava meu sabor em sua boca.Ouviste-me? Pedi a você que me leve de volta. Por isso tem flashs de cor. ela lhe tinha dado seu apoio. Seria ele de verdade tão obtuso? Respirando profundamente. A cabeça começava a lhe doer e um zumbido. Nunca ouvi falar de uma mulher lobo e um Cárpato. —Não o olhou. E por isso nós podemos ficar sob luz do sol da manhã. —Acha que eu soube todo o tempo e que de alguma forma teria podido evadi-lo? Se houver um lobo em mim. ela disse: —Você é um hipócrita macho chauvinista. —Somos companheiros. Retornaria a Seattle. Não queria um lobo dentro dela. —Você me fez desejá-lo.Deveria se ouvir agora. um estúpido e idiota Neanderthal. —Eu tenho opção. removeu em seu interior. Deve ter sentido-o perto de ti. como milhares de insetos reverberavam através de sua mente. Só meus olhos se vêem afetados pela luz do sol. A chamada do lobo estava em você. —Você sabia. —Fechaste-se totalmente para mim. mas tudo o que sentia era desorientação. Nem sequer sabia o que implicava isso ou como era possível. nenhum de nós dois tem opção. quando acreditou que eu o mudaria. Você não se queima ao estar sob o sol apesar do fato de que meu sangue flui por suas veias. Esse não é um comportamento humano. Tudo tinha sentido. o lobo. —Sua voz saiu num sussurro. . mas ele a rechaçava.Foi completamente consciente de que tomei seu sangue. ela e se voltou. Sabe de uma coisa Manolito da Cruz? Você merece que o enviem de uma vez para o inferno. Mas não deveria ser assim. com o coração palpitando com força. MaryAnn se afastou dele. O sangue do lobo é tão forte como o sangue Cárpato. olhou para baixo.Como se eu fosse uma mancha. furiosa. Temos que resolver isto. para que ele que pudesse ouvi-lo. De verdade acredita que quero passar o resto de minha vida com um homem que não tem nenhuma avaliação por meus sentimentos? —Tenho em conta seus sentimentos. Desejo me lançar diretamente em sua garganta. A mudança já deveria ter começado a surtir efeito. —Não. E fui muito educada a respeito. O lobo é seu guardião e emerge quando você precisa. A coisa dentro dela. com a fisionomia abatida. juntos. —Me leve de volta. Pedi que me levasse a casa. Pressionando a mão contra o estômago. .—Nasci para ser Cárpato. mas tenho que estudar este problema de diversos ângulos. Não permitirei que minha vida me escape das mãos. .

mas ele não tinha forma de compreender o que estava acontecendo. Furiosa consigo mesma por ter deixado ele tomá-la. O zumbido em sua cabeça aumentava cada vez mais.. Você não vai a lugar nenhum. muito mais do que necessitava de sangue para sobreviver. pôde ver através delas. rechaçou imediatamente os pensamentos. de tão ferida que desejava entrar num buraco e jogar terra sobre ela. Deixou de lado seus sentimentos feridos e forçou sua mente a entrar na razão. Mais assustada do que nunca tinha estado em sua vida. Nem tampouco podia persuadi-la das conseqüências de que ela rechaçava associar sua mente com a dele. —De verdade? Bem. O que estava fazendo e pensando? Teria perdido o julgamento? Era um covarde como ela o chamara? Sempre entrou na batalha com o vampiro sem se sobressaltar. sem se dar conta do fato. Quer que me converta em algo desconhecido e aterrorizante e tenho que aceitar só porque de alguma forma o destino decretou que temos que estar juntos. não com ela. Ninguém nunca tinha questionado sua coragem. Sentia a língua grossa e com um gosto de cobre. hipnotizando-o até que soube que não poderia sobreviver sem ela. Estivera consumido por ela. abrindo a boca com intenção de lhe insultar. pois me nego a estar com alguém que exige que eu jogue tudo pelo tudo. O interior de sua boca parecia estar recoberto de cobre. Havia dito.. . Acusava-a de coisas que a inocência em seus olhos e em sua mente desmentia. poderia ter se desligado da dor. Era esta sua verdadeira personalidade? Ou era alguma manifestação do lobo ao se misturar com seu sangue Cárpato? Ambas as espécies eram dominadoras.. Não podia entrar em sua mente e ser uma presença perene. Ambas exigiam obediência instantânea. ele já não poderia reter o poder suficiente para manter seu espírito totalmente na terra dos vivos.A mim? A seu companheiro? Atreve-se a influenciar minha mente? A me atacar? Com quem ela estava conspirando para tentar lhe prender e matar? Ela o enganara. perambulando.se sentia tão educada agora. E como ela se retirou. tanto que quando despertou necessitava seu corpo envolto ao redor do dele. mesmo enquanto contemplava a idéia de que ela pudesse lhe fazer mal. Ao redor dele. Quer que eu assuma todos os riscos. Bem. tão furiosa que poderia bater novamente ou arranhá-lo com suas afiadas unhas. A farata cabeleira. as cores se esmaeceram e tudo perdeu a intensidade. mas era impossível. porque suspeitava que não havia volta atrás e que mesmo se conseguisse voltar para casa. Tinha expulsado a ordem do interior de sua mente. a meu ver você é um covarde.. isto nunca lhe tinha acontecido. tentando encontrar uma forma para religar totalmente seu espírito e corpo. uma compulsão e pela primeira vez. —Como se atreve a me dar ordens? — ela sacudiu-a outra vez. —Manolito. Ele estava tão furioso como ela e era bem mais atemorizante. pois ele já capturava seus braços e a sacudia duramente. furiosa por seu dobro moralidade. quando a mente dela se retirava da sua. Examinou-o e o ar parou em sua garganta. Ela saltou para ele. Leve-me a casa agora. —Eu disse que não. mas ele não arriscará nada de nada. Normalmente. ela se deu conta de que não só tinha pensado. estaria mais preparado para as conseqüências de tomar seu sangue. Suas unhas lhe cravavam nas palmas das mãos. Sentia o cérebro como se estivesse lhe estalando dentro do crânio e seus ombros sacudidos pela dor. Ele olhava para ela e seus escuros olhos brilhavam intensamente ameaçadores. Estava furioso consigo mesmo. Ela estava presente em cada um de seus pensamentos. Pior ainda. a aguda audição. Deveria ter reconhecido os traços do lobo nela. Mesmo enquanto as palavras saíam sem pensar. mas agora intimidava sua companheira quando ela precisava de amor e tranqüilidade. o outro mundo o invadia e ele se via abandonado em sombras de cinza. MaryAnn lutou contra sua natureza. o lobo talvez mais. Quem sabia que tipo de segredos guardava essa elusiva comunidade? Obviamente viviam se ocultando e ainda sobreviviam. tentando arranhar-lhe a face com suas longas unhas. falhou por pouco. mas algo nele chamou sua atenção. o que havia em seu interior resistiria a sossegar Era psíquica. Estivera usando suas habilidades todo o tempo. tal como todos lhe haviam dito. Não podia obrigá-la a lhe aceitar. a possessiva necessidade de conservar sua companheira a seu lado e impregná-la totalmente com sua essência. se tornou cinzento e quando olhou para as mãos. a exacerbação de seu sentido do olfato. dói-te à cabeça? . —Não a rechacei. Em todos os séculos de sua existência. Foi uma ordem.

Era psíquica. —Posso ir lá contigo. Posso ouvi-los. Eu posso me transportar ao mundo das sombras. estarei perdido. Somente averiguar como fazia. —E eu acredito que já estão te matando nesse mundo. sua mão envolveu a dela. Maxim procura de me prender no outro lado. Ele inclinou para depositar um beijo na parte superior de sua cabeça. agora mesmo. —disse ela—. pretendendo fazer-se passar por minha companheira quando na realidade é uma boneca do vampiro. Acredito que podem te matar nesse lugar. desejando que ele se sentisse melhor. —Como pode ser. Estou bastante segura de saber como fazer. Não posso acreditar como Maxim pôde alcançar um antigo tão experiente na batalha como se supõe que sou. fazia com que Manolito sofresse. —Segurou-lhe a mão e a segurou com força. onde está meu espírito. Estão tentando fazer você me matar. Posso ver que estou mais agressivo e autoritário e você já tinha me indicado que teria problemas comigo nessa área. —Não deveria experimentar uma dor como esta.Não quero que as últimas lembranças que tenha de seu companheiro sejam de rechaço e fúria.. só que não tinha sido consciente do que fazia. Ela captou tudo e se sobressaltou tanto que esteve a ponto de sair de sua mente. Você está sendo atacado. Ou quem. Exalou com força e se estendeu para ele. porque meu espírito esta encravado ali. —Porque o que fosse que Maxim estivesse fazendo. neste momento meus pensamentos são claros. Não quero correr riscos com sua vida. Eu poderia me tornar perigoso ou morrer. —A menos que fosse o lobo. —Tudo fazia sentido agora e de certo modo era um alívio saber que não estava louco. mas estão saudáveis e felizes e parecem aceitar suas vidas de bom agrado.Estamos sendo atacados. . Ele não vacilou. falhei contigo. O ar ficou preso na garganta. desejando subtrair sua dor e ver o que. É meu privilégio te proteger. para seu corpo. fazendo-a sentir-se tão doente que correu para o corrimão e se inclinou sobre ele. Simplesmente me diga como fazer com que ele pare. Caí sob sua influência como um inexperiente pato. – Ouça-me. mas não pelas razões que pensa. pressionando com força as têmporas. me convertendo em lobo. mas agüentou decidida a empurrar mais à frente. Seu corpo humano estava vivo e uma parte de seu espírito tinha retornado para os vivos.Diga-me o que quer que eu faça.. Tinha a capacidade de ler as mentes. Foi um processo doloroso. Como um milhão de insetos. Um zumbido. Estava lhe fazendo mal. MaryAnn. enchendo seus pensamentos dele. Não havia se voltado contra sua companheira. podia senti-lo em sua mente. Vozes suaves e insistentes estavam engatinhando pela mente dele. Simplesmente não . Outras mulheres psíquicas se transformaram exitosamente em Cárpatos. —Ele segurou-lhe o queixo. —Ele puxou-a para perto. Não temos nem ideia do que poderia ocorrer se te converto. Devem ter um plano. para me conduzir à destruição. —Não me matarão. mas se obrigou a se tranqüilizar. —Não. Não há precedentes. Isto é importante.Perdoe-Me.Ele assentiu. Ele negou. —Tenho que entrar totalmente no mundo dele e meu corpo ficará vulnerável a um ataque. . Apunhalando seu cérebro. muito mais alto em seu cérebro. o que queria dizer que os mortos estariam a par de que ele já não pertencia de todo a seu mundo. – Ele beijou a mão dela. Não espero menos para você. Não temos idéia do efeito que o lobo teria em mim. —Não. Não te teria machucado por nada do mundo. Seja qual seja a influência de Maxim em mim. Não pelas razões que acredita. mas agora devia pensar mais nisso. O instinto lhe dizia que tinha sair dali com rapidez. É muito perigoso. MaryAnn.. se está morto? —O espírito de Maxim ainda está na terra das sombras. —É o não-morto. Ela elevou o queixo. Eles a veriam no momento em que entrasse. como você está mudando e se convertendo em Cárpato. . O zumbido se fez mais forte. temendo que ele a machucasse ainda mais com seus insultos. Se o matarem ou destruírem meu corpo. só que bem pior do ela estava sentindo em seu cérebro. —Manolito. Não lhe tinha ocorrido que seria vulnerável na terra das sombras. não falhou. —Descobrir o lobo muda a equação. Deve estar me atacando do interior. Não entendo. Incomodou-me descobrir que estava mudando. temos que ser precavidos. mas então captou um som. . mas na primeira prova. Até que saibamos mais. mas você está viva e ali não há lugar para ti. Podia ver em seus olhos.. A menos que fosse esta mulher. Não havia nada a temer.

Manolito iria aonde o vampiro tinha todas as vantagens. MaryAnn se apoiou nele. MaryAnn inalou ar profundamente e o expulsou dos pulmões. Ainda teve força para sentar apoiando as costas contra o corrimão. —Fique comigo. Ele já havia desaparecido e somente restava seu corpo. agüente. sivamet. Eles virão.sabemos. Posso ver que está com problemas. E teve tempo para planejar. Então isso também desvaneceu e ela ouviu sua chamada.Posso ir a ele quando você estiver aqui e sei que posso lhe trazer de volta. Seu cérebro insistia em lhe dizer que estava louca. começando a dar asas ao pânico. Levava em cima a mancha que ela associava com o vampiro. — Embalou-lhe o rosto entre suas mãos. Faria tudo por ela. confuso. MaryAnn tentou apegar-se a ele. mas conta com que eu tentarei permanecer neste mundo. Ele saberá o que fazer com meu corpo. precisando tocá-lo. fazendo acariciando a pele sedosa. —Não acredito que tenha que se preocupar com quem seja mais cruel ou ardiloso.Colocou muito mais confiança em sua voz do que na realidade sentia. Ele já estava desaparecendo. seu espírito deslizando-se sigilosamente. . Tudo o que tinha que fazer era seguir o caminho original que Manolito tinha usado. MaryAnn está desprotegida e o vampiro enviará tudo o que disponha para matá-la. Não pôde registrar que o falava em outro idioma. Se levarmos Jasmine e Solange para casa com os outros. que não podia distinguir se ele falava com seu irmão ou não. —O que te faz pensar que ele tem vantagem. Um jaguar e um humano que ela acreditou ser o mago.Estamos voltando agora. uma concha vazia. MaryAnn. Por favor faz o te digo e espere aqui onde estará protegida por Riordan até que eu retorne. Podia se comunicar. —sussurrou-lhe. então não saia até que Riordan esteja aqui para te escoltar. que ela não entendia. csitri? —É mais cruel que você e bem mais ardiloso. —Você não pode. . —Então vou contigo. Não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo e combatê-lo. O sorriso dele foi gentil e a ponta de seu polegar lhe roçou o lábio inferior. – Sua primeira tentativa foi indecisa. desvanecido e sem vitalidade. mas ela o sentiu mover-se e engastar o caminho imediatamente. . apegando-se a sua mão. Não posso te colocar em perigo. Havia algo incorreto na forma em que seus olhos enfocavam. O que está acontecendo com Manolito? Juliette e eu transportamos Solange e Jasmine para o rancho. Morreria e mataria por ela. A resposta na cabeça dele soou distorcida e demoníaca. Ela engoliu a onda de medo.Quanto tempo levará para voltar aqui? . Pode alcançar Manolito? Pode chegar até ele e lhe segurar neste mundo? MaryAnn percorreu com o olhar o corpo de Manolito. Ninguém está a salvo aqui.Seu estômago deu um duro nó. Seu coração . Manolito. não poderemos te ajudar a tempo. Fundira-se com Manolito quando quis e podia fazer o mesmo com Riordan. . mas não tinha sentido.Riordan. O que Maxim está urdindo.MaryAnn. Tenho muita necessidade de você. – Fique comigo. – Você é a pessoa mais importante em meu mundo. faz no prado das névoas e fantasmas. —Tenho que retornar lá. Não posso me preocupar com você e combater Maxim ao mesmo tempo. Não acredito que tenhamos muito tempo. . O sorriso dele se ampliou. mas não posso lhe alcançar. Meu corpo humano ainda estará aqui desprotegido. Abruptamente Manolito se afastou. batendo as asas com força. Se saísse para lhe buscar na terra das sombras. longe do mundo dos vivos. . A voz estava tão deformada. Ele teve tempo para planejar.Riordan. batendo o ar de forma que pôde ela cheirar os intrusos. sem importar as conseqüências para ele. seu corpo ficaria completamente vulnerável. – Se apresse. mas cela ravou as unhas no corrimão e esperou . Deve chegar até ela. compreendendo que não havia nada que pudesse fazer para detê-lo. Riordan. para longe dela. Aceitar que era psíquica e que podia falar telepáticamente não era fácil. Ele acreditava que tinha que protegê-la e o faria. Enviarei uma mensagem a meu irmão para que venha imediatamente e a leve a um lugar seguro. Os macacos nas árvores circundantes gritaram uma advertência. Estaremos de volta. Enviará outros aqui. Ela olhou fixamente para os escuros e brilhantes olhos. As aves irromperam no céu. E outro mais.

. o mago e o vampiro. com os flancos inchando-se. Queria lutar com ele com as mãos ou… Garras. Respirou fundo e considerou suas opções. Mas ele se estrelou contra uma parede invisível e caiu pesadamente. dobrando-se numa curvatura. MaryAnn. tentando recuperar o ar. Seus olhos se encontraram.. puxando os galhos mais baixos e começou a correr ao longo dos cipós da canopia. Pelo menos Manolito a havia provido de calça jeans. rompendo pequenos galhos enquanto se aproximava. Ele parecia tão longínquo que ela teve que lutar para esconder seu pânico. A voz de Manolito soava longínqua e muito frágil. O jaguar saltou diretamente para ela. formados por grossos galhos superpostos. sozinha. Nenhum homem jamais a tinha cuidado como ele. O mago desenredará as salvaguardas e você não poderá enfrentar o jaguar. E era o bastante inteligente para se precaver do quanto era perigoso esse matiz machista inerente A sua personalidade.Você deve ir. A ele. O jaguar golpeou um ramo grande e ficou pendurado. sua pulsação corria a mesma velocidade que as patas do jaguar quando golpeavam cada árvore.Não pode esperar muito. Talvez ao longo de sua vida tinha prescindido da atração porque isso a mantinha a salvo. O vento lhe levou um aroma de decomposição. A . Os músculos se contraíam. Os dentes e a mandíbula lhe doíam atrozmente. MaryAnn suspirou. Prescindiu de qualquer fingimento que ocultasse suas intenções e subiu pelo tronco de uma grande árvore. Encontraria a forma de usar tudo que tivesse a seu alcance. mas duvidava que os três a perseguissem. rompendo muitos deles a sua passagem passo. Amar Manolito da Cruz era o mais parecido a se atirar de um precipicio. Se corresse. MaryAnn correu para o corrimão. num lugar estreito sem saída. Sua pelagem estava escurecida pela água e enquanto ela olhava para baixo. E então entraria na terra das névoas e fantasmas ou como é que chamavam o tiraria dali a rastros. Usando suas garras. fosse só ou com um exército. sendo atraída a um vórtice. Podia sentir a essência de quem era. queria que ele sentisse seu desafio. A pele ondeava como se algo estivesse sob ela. procurando se aferrar a tronco ou galhos. . diminuto. Riordan está a caminho. com as garras estendidas e ela saltou para trás. Certamente o destruiriam e com isso. para lhe manter a salvo até que Riordan chegasse para encarregar-se de tudo. Indubitavelmente não queria enfrentá-lo. Sentia como se seu cérebro se inchasse e não coubesse bem dentro da caixa de seu crânio. em algum momento.trovejou com força enquanto seu nariz se enrugava. tropeçando com as pernas de Manolito e aterrissando duramente sobre seu traseiro. Debaixo do felino. deixando atrás de si profundos sulcos. uma de suas roupas favoritas. formando redemoinhos. . Manolito era sua outra metade e ia manter-lhe com vida.Não acredito que tenha que se preocupar muito por me aproximar muito deles. As pontas de seus dedos começaram a se separar. ele elevou a cabeça e fixou seu olhar nela. Mostrou-lhe os dentes. qualquer poder que na realidade tivesse. Não pode enfrentar um vampiro. Poderia morrer com bom aspecto. até se tornar pequena. Sentia o peito a ponto de explodir. MaryAnn ficou em pé lentamente e apareceu com cautela. O felino corria para ela e seus olhos resplandeciam veneno. o jaguar grunhiu em resposta. Deixou-se vem pelo jaguar. mas ela era muita lógica para sucumbir um homem por isso. eles deviam segui-la. Sim. Embaixo. de retorno a ela. enquanto exalava a sensação de ser tragada viva. Suas unhas se afundaram no corrimão da plataforma. Sentiu como se estivesse confinava num compartimento apertado. Como em tão pouco tempo ele se tornara tão importante para ela? Tinha acreditado que era uma simples atração física e nada mais. Faria o que fosse preciso para trazê-lo de volta a terra dos vivos.. revelando seus cruéis e longos dentes. O pânico enegreceu sua visão. Ela passou a mão pela coxa. MaryAnn estendeu as mãos.Não deixarei seu corpo aqui para eles. Não lhe importava que ele fosse Cárpato e enquanto ela era… O que fosse. Podia ver o jaguar emergindo do bosque de samambaias ao longo do riacho. Seu espírito estava ainda em outro reino. o que deixaria o corpo de Manolito vulnerável. arranhando desesperadamente. encolhendo-se. ofegando. estava em grandes problemas. vá agora. Já tinha tomado a decisão de se lançar. . Muito tensa. segurando ao corrimão para se ancorar e com um pequeno e apavorado grito. também atraía as mulheres. um homem emergiu entre a espessa folhagem e elevou as mãos no ar. afastou-se para trás. Vampiro? Não estava preparada para lidar com um vampiro. Ele ra incrivelmente bonito. Porque não conseguiriam o corpo de Manolito. MaryAnn observou ao jaguar aproximar. Um mago. até sem dar conta disso. E um que parecia saber o que fazia.

O vampiro colocou sua marca em você. dirigindo-o desta vez para o rugiente jaguar. —Ande logo. No instante em que o mago vencesse as salvaguardas. embora fossem novatos. Era pequeno a princípio.Manolito terá tecido algumas surpresas. Concentrou nele. mas então olhou para Manolito. E o mago era perigoso também. —Sussurrou. sua expressão e na forma em que seus lábios se moviam enquanto pronunciava o desentranhamento das salvaguardas que Manolito tinha estabelecido. . O movimento inquieto dos macacos chamou sua atenção. mostrando dentes e golpeando o peito com crescente agitação. em voz alta. Mas como estava fazendo? Que mais estava fazendo? Que mais era capaz de fazer? Por primeira sentiu uma pontada de esperança. o desejo de se por a correr. O chão ondulou. tornando-se cada vez mais e menor. O que tinha feito a última vez para matar o mago? Não podia se lembrar. Sentia como se seu corpo não estivesse bem e duros nós apareciam sob sua pele. Não deixem que ele mova os braços no ar. Seu elevado número era reconfortante...Teria que deixar o corpo de Manolito desprotegido. mas também também no mago.Riordan. Os macacos gritavam para o jaguar e faziam cair galhos sobre ele. Apertou com dureza os lábios e obrigou sua mente a expulsar o pânico. Ele não fraquejava ao tentar protegê-la. mas por um instante a tinham obedecido também. . agora faz o que ele te ordena. Lancem-lhe coisas. tornou-se muito consciente dela. . que parecia fazer tentativas enquanto trabalhava. procurando evitar a greta que se abria na terra. e ela não deixaria por menos. mas o mais provável é que andasse procurando privacidade.. Ela então começou a ser consciente do fluxo de energia. saltando e sacudindo os galhos das árvores. Vêem logo. Imediatamente toda população de macacos enlouqueceu. Os macacos ficaram enlouquecidos. – ela tentou lhe enviar a impressão do mago.diferencia do outro mago. o vampiro e o jaguar. Coisas grandes.. Sua coluna vertebral se contraiu e ela levantou os olhos para os animais na canopia. Ele estava imóvel. enfocando totalmente a atenção em seu rosto. Não acredito que tenha muito tempo antes que o mago rompa e atravesse as salvaguardas. Havia muitos deles.Na realidade nós não gostamos desse homem mau. Eles não têm lugar aqui. Não os controlara durante muito tempo. Atiravam folhas e pequenos galhos não só ao jaguar. Ele olhou-a fixamente e retrocedeu Engatinhando apressadamente. mas lhe deu esperança. em cada músculo. este homem não baixou a velocidade enquanto trabalhava em desentranhar as salvaguardas de Manolito. Os animais estiveram seguindo-a? Haviam obedecido quando pedira que se fossem? E os homens jaguar. Quando os animais responderam e a energia se expandiu a seu redor. Mas somente podia supor o que estava fazendo. não que esperasse um ataque exaustivo contra os dois. nos galhos mais baixos. Tinha que haver uma forma de distrair o mago. Era irritante e francamente horripilante. inclusive os cambiaformas. Tiraram-lhe tudo e conduz seu povo a extinção. que partisse. Aspirou profundamente e se conectou ao caldeirão de poder. o jaguar atacaria. seus olhos tão vazios enquanto seu corpo parecia forte e viril. . A árvore se sacudiu.Pode sair daí? . Sentiu sua repentina tensão. Só queria que ele se fosse. Olhe-os realmente como que são. Podia tentar matá-lo. Sentia o peito oprimido.. Joguem-lhe o que tiverem. O jaguar grunhiu e saltou para um dos menores. Os invisíveis fios tecidos tão entrelaçadamente começaram a desenredar com tanta rapidez que ela quase pôde senti-los cair diante dela. detiveram-se quando ela havia ordenado. Ele tentou vos escravizar. uma enorme greta que seguiria cada um de seus passos se tentasse escapar. Parece saber bem o que está fazendo.Esse homem não pertence a seus domínios.. Por um momento sentiu uma sacudida. MaryAnn compreendeu que o mago já tinha desenredado a barreira de som que Manolito tinha erguido. Era como se estivesse partindo. Ela ficou sem fôlego e imóvel. Exalou lentamente. Não havia matado-o de propósito. . O som era ensurdecedor. como se estivessem firmemente aliados com ela. Uma vez foi um homem orgulhoso. atirando o mago ao chão. correndo de um lado a outro. . Ela estava fazendo isso? Era possível? Podia realmente ter quebrado um galho que se localizava sobre o primeiro mago e havê-lo deixado cair sobre ele? Essa idéia de uma vez a deixou doente. não é? Ele está tentando me fazer mal. Como podia detê-lo? Retardá-lo? O que precisava era uma forma de conseguir que a terra sob seus pés se abrisse. Esfregou a cabeça palpitante. como se tudo em seu interior se expandisse e contraísse. mas não sabia nada sobre combater vampiros.

Franziu o cenho. O mago cedeu terreno. O rangido foi audível para ela. virando seu corpo para entrar por onde chegara. O epítome da maldade. Tinha um aspecto atemorizante. voou pelos ares e aterrissou no tronco da árvore junta ao qual ela estava e começou a reptar. e depois lentamente virou para enfrentá-la.Cuidado! Ele está tentando usar seu poder contra ti. Ataque-o antes que termine. Ele te prenderá com um feitiço. O ar ficou preso em sua garganta e ela atacou. correndo a jorros pela cabeça do vampiro. pois a cena lhe revolveu o estômago.. Forçou-se a sorrir. As salvaguardas não agüentariam muito tempo. parecia confuso. Riordan não estava ali para salvá-la. mas se deteve. quando o jaguar mordeu com força e o sangue emanou. mordendo e golpeando-o. desta vez estendendo a mão para deter o grande felino ameaçador. MaryAnn sentiu o zumbido em sua cabeça e soube que ele tinha inserido uma compulsão em sua voz. enterrado sob uma montanha de corpos. Ele rugiu sua fúria e capturou o jaguar nas mãos. Manolito não tinha procurado tanto o amparo.. não ao contrário. Deu alguns passos para a árvore como se fosse atacá-la ela outra vez. obedecendo a sua ordem. O mago caiu sob a enorme massa que o golpeava.O jaguar agitava sua larga cabeça continuamente. tremendo. você quer ir. O mago deu uma ordem e agitou uma mão. mas isto não parecia desconcertar o não-morto. . Com um movimento casual das mãos para os macacos. No momento seguinte era um homem atraente. arranhando-os com suas garras. Este era. O vampiro piscou. Algo como os vampiros dos filmes. caindo sobre ele em grande número. Dê tudo de ti.Por que este homem tem que te dizer o que deve fazer? É seu amo? Possui-te? Você é jaguar. Acabe com eles antes que o destruam. Ele levantou o olhar para ela e sorriu. O vampiro olhou para o mago. a boca estava totalmente aberta numa careta de ódio. gesticulando para ela . As aves tomaram o ar.Agora! Agora ataque-o. MaryAnn desejou voltar às costas. Apresse-se. pelas samambaias. despindo os dentes. com seus olhos flamejando com fúria. O jaguar se equilibrou sobre as costas do vampiro. com um longo e cativante sorriso. Na verdade. A selva é sua. depois esperou vários batimentos do coração para reunir uma quantidade maciça de energia para projetá-la em sua voz e sua mente. Seus dentes afiados estavam manchados de sangue e sua pele parecia estirar e apertar-se contra o crânio. uma escura aparição antinatural cheia maldade e inclinada a matá-la… A destruir A Manolito. Nesse instante flexionou os dedos deixando crescer suas unhas até curvarem-se em garras. cantarolando enquanto suas mãos desenhavam padrões rápidos diante dele. Ao mesmo tempo. tentando enfocar sua verdadeira forma. com sua asas ondulando enquanto zumbiam ao redor dos combatentes. Sua cabeça estava aberta. Seus olhos brilhavam com chamas laranja-avermelhadas. — Ela injetou poder em sua voz. belo e grotesco. . Se quisesse . O jaguar grunhiu ao mago e deu vários passos lentos ele. os macacos se equilibraram sobre o mago. como uma barreira de som. MaryAnn tocou com a língua os lábios repentinamente secos. O mago ficou congelado no lugar. Ficou em pé um momento simplesmente olhando-a. Uma abominação. Ele voltou-lhe as costas por um o momento. Ainda sustentando seu olhar. —Desça e se se una a nós. Quer abandonar este lugar. — ele convidou-a suavemente. Começou a falar quedamente. Olhe-o. A grossa cerca de samambaias douradas e murchas retrocederam enquanto um terceiro homem abria passo entre os arbustos. Quem quer que caminhe por aqui deveria fazê-lo com sua permissão. jogando ao felino longe de seu corpo com sua enorme força e lhe retorcendo a cabeça. O jaguar soltou um grunhido e girou a cabeça para o mago. retrocedendo. Disse uma palavra ao jaguar e ele se deteve. —Encontro-me realmente à vontade aqui. Sacudiu a cabeça como se não pudesse recordar o que estava fazendo . podem ir embora. até em meio aos chiados e gritos dos macacos e aves. para poder lhe devolver sua própria compulsão. Por um momento. —Sim. Era um vampiro. partir. o terror a paralisou. cravando os dentes em seu crânio. a seu turno. – Ela impregnou alarme e urgência em seus pensamentos. MaryAnn piscou várias vezes. estes se aqueitaram num inquieto silêncio. o crânio feito pedaços pela forte mordida do jaguar.

A dor estalou através dela. Sua pele se estirava tensa. Foi consciente quando sua pele explodiu. como se estivesse rendendo sobre si mesma. endurecendo em apertados nós de dor que agora eram visíveis sob sua pele. estirando e moldando cada músculo e osso para que ela estivesse de acordo com sua nova e forte estrutura. Ele estava em alguma outra parte. Lutou para aplacar seu pânico. ressoando dolorosamente. Como se seu corpo já soubesse a forma e só procurasse sua permissão. Quande MaryAnn permitiu que sua essência se retraísse. Tentou respirar. tinha que fazer por Manolito. CAPÍTULO XVI Manolito se moveu rapidamente através do estéril mundo de sombras. Uma vez mais seus dedos se curvaram em garras. quando antes não havia notado. Seu estômago se revolveu. um casal levantou a mão como se pudessem lhe reconhecer. Em volta deles a selva inteira estalou em gritos. procurando os lados mais escuros onde os não-mortos se reuniam para lamentar enquanto esperavam saber seu destino. caminhando entre o enredo de enormes raízes. quase flutuando e quando baixou a vista. seu corpo mudando completamente em pleno vôo. Estava plenamente consciente. de liberar sua própria identidade. bordeada de vermelho e negro. teria que fazer algo. para encaixar-se em seu corpo. desta vez até mais forte e mais rápido. mas logo foi ignorado. O bombardeio de imagens em sua mente quase a fez vomitar. mas a alcatéia de lobos caminhando sobre duas pernas. Sua vista se nublou. Tinha a ilusão de estar em seu corpo. O lobo grunhindo e o vampiro gritando. muito apertada.sobreviver. A sentinela. do outro lado do corrimão e trabalhava rapidamente desentranhando as salvaguardas. O vampiro gritou e o som percorreu sua coluna vertebral e um terror paralizador invadiu seu coração. contraindo-se a tornando pequena. Se não por si mesma. Nesse momento o vampiro rasgou e atravessou a barreira e com um vaio de ódio. Quando passou entre eles. MaryAnn colocou uma mão no ombro de Manolito e tocou seu rosto. se quisesse proteger o corpo de Manolito. mas manteve o olhar fixo em Manolito e a visão dele lhe deu a coragem necessária para se render. Tudo nela gritava que resistisse. A mandíbula lhe doía. mas o domínio sobre seu corpo estava minguando rapidamente. e rápido. A idéia de soltar. mas agora ela era tudo o que ele tinha. Já sentia o poder fluindo por seu corpo. mas se sentia muito leve. O lobo saltou para interceptá-lo. pelo caminho. Às montanhas de pedras que marcavam a entrada do prado de névoas. lutando por ela. mas sua mente simplesmente não se rendia. não a deixava se entregar. uma ação involuntária que não podia parar. suas mãos e braços eram transparentes. Alguns espíritos o olharam com o cenho franzido. O guardião. quando os animais reagiram ao terrível som da batalha. O prado parecia separar aqueles que tinham pouco ou nenhum remorso pelas coisas que tinham feito em . Saltou para tomar seu lugar. Parecia-lhe estranho enquanto se deslizava pelos bosques e colinas. como se ainda estivesse na selva. andando pelo acidentado terreno. Ela havia saltado para a beirada da plataforma. a enorme força de corpo e vontade. Uma vez mais sua cabeça palpitou. a fúria do lobo brotou. equilibrou-se sobre o corpo de Manolito. poder ver claramente os dois tipos de pessoas que povoavam a terra. Restava-lhe somente alguns instantes para decidir o que fazer. Respirou fundo. Aconteciam tão rapidamente que não podia classificá-las ou centrar sua atenção em nenhuma delas. Seus tendões e ligamentos estiraram-se enquanto os músculos de seu corpo se retorciam. somente a sensação de ser protegida e estar a salvo profundamente em seu interior. mas não houve dor. Sentiu o enorme poder deste. Tinha contado com que seu irmão viesse para protegê-la e a seu corpo. Não sentia a sensação de seus ossos e seu corpo deformando ou de seus órgãos mudando. O que aconteceria se ficasse presa nessa forma? A árvore se sacudiu. Podia ver a vegetação apodrecendo na terra. Imediatamente sentiu a essência de quem era ser sugada. aterrava-a quase tanto como o vampiro que engatinhava pelo tronco da árvore. Chocaram-se. Uma memória coletiva.

Poucos haviam ficado perto para recebêlo. Só alguns arbustos dispersos e alguns cardos cresciam no centro do pântano. Quando seu próprio pai tinha decidido seguir sua companheira na morte.sua antiga vida. Vlad Dubrinsky tinha sido mais que um príncipe para ele. Turvos.. —Parece perdido. Havia guiado Manolito e seus irmãos. Tinha que mantê-la completamente afastada do perigo a qualquer preço. Todos conheciam os guerreiros de Xavier. A sobrancelha do Vlad se elevou. Não se atrevia a tocar a mente de MaryAnn e acidentalmente levá-la com ele ao mundo dos espíritos. os dois magos mais poderosos que existiam ou talvez ambos. a maioria lhe voltara às costas com um gesto rápido para o prado. Manolito. estudando a estéril terra. Seria possível que um exército de não-mortos encontrasse a forma de retornar a terra dos vivos? Nesse caso. Entretanto. Quando se aproximava de seu destino.. —Meu príncipe. o envolveram. assombro e orgulho. tinham-no repudiado por tentar salvar seu filho quando sabia que não havia esperança. Permaneceu um momento estudando as colunas crescentes de gases quentes e perguntando por que lhe tinha sido tão fácil cruzá-lo em sua primeira visita. teriam alguém muito poderoso os ajudando. O vapor se elevava dos buracos de ventilação. num vapor verde cinzento impregnado de enxofre. seu espírito tinha sido escuro. Seu corpo não tinha verdadeiro peso ali. uma penetrante comoção que ameaçou sacudir sua confiança. —Não? Aqui é onde esperamos entre mundos. Sabiam que ele se aproximava. mas agora os habitantes pareciam aceitá-lo. Quando se aproximou mais do prado. Se Xavier tinha conseguido subjugar os guerreiros das sombras. e minerais de todas as cores. Tinha que deixar de lado seu medo por MaryAnn e prestar toda sua atenção a este mundo. a primeira vez que seu espírito tinha chegado. Vlad tinha intervindo para encher o vazio deixado pela morte de seus pais. —Saudou-lhe uma voz à suas costas. A névoa se estendia pesada sobre o prado. Onde antes as névoas eram simplesmente cinzas e úmidas. tão perto que até na terra dos mortos. A atmosfera ao redor do prado não lhe tinha importado e instintivamente a tinha ignorado. E se Xavier e Maxim eram aliados e trabalhando juntos para derrotar os Cárpatos. Alegria. Nenhum outro poderia esgrimir esse tipo de poder. salpicando grandes manchas escuras de lama que gotejavam e se acrescentavam ao vapor crescente. dobradas como palha velha. Vacilou. culpa. por isso a reação não tinha sentido. no final. Não podia estar ao mesmo tempo em dois lugares. mesmo com sua vida se fosse necessário. —Não entendo como pode estar aqui. vergonha. tinha sido seu mentor e ele respeitara seus conselhos. Se os vampiros atuavam para invadir a terra dos vivos. não brilhantes. A mancha crescente de sua alma havia retrocedido devido a MaryAnn. Xavier indubitavelmente teria informado Maxim se estivesse tentando encontrar uma maneira de formar um exército de não-mortos. Chegando ao prado parou. Vlad avançou e segurou seus antebraços na eterna saudação de respeito entre guerreiros. o qual o surpreendeu. Não esperava te encontrar em tal lugar. com seus espíritos encarcerados pelo perito mago. havia sido considerado mais perto do vampiro que do caçador. Devia-lhe mais do que pensava. Teria que confiar em que Riordan tivesse chegado para proteger MaryAnn do perigo.. Antes. próximo a se converter. Razvan ou Xavier. homens de possuíam a honra morta há tempo. sem sensação de esperança. O caminho parecia muito longo e mais pessoas o receberam vacilantes. velho amigo. afundou até o tornozelo. . tinha que encontrar uma maneira de detê-los. sentiu propagar a calma e compreendeu que quando tinha chegado a primeira vez. Esperavam-no. chamados das sombras. mais normal. olhando fixamente a extensão de buracos e o cambiante chão. o calor e o vapor se elevaram. Parecia um pântano esponjoso e quando o pisou para provar. —Me alegro em vê-lo. como se a inquietação andasse sobre a terra. podia ser que tivesse encontrado uma forma de fazer o mesmo com as legiões de não-mortos que esperavam no prado de névoas. bordeaban lagos de barro ferventes. Canas escuras assinalavam os limites. O lodo tremia e arrebentava. Fechou-se a toda emoção e concentrou sua atenção no problema atual. para fazer sua vontade. agora o ar era até mais opressivo e parecia denso pela tensão. Manolito. Manolito se virou e se encontrou face a face com Vlad Dubrinsky. Na distância. ouviu sons de risos zombeteiros e sussurro de vozes que o chamam por seu nome.. dos que lutavam para entender onde se equivocaram. Agora seu espírito devia parecer mais brilhante. A emoção emanou aguda e rápida.

Gregori baixou para me recuperar. . Meu espírito e meu corpo não tinham tido tempo de se unir. com o nó que crescia em sua garganta. —Não. mas idearam modos de te torturar e enlouquecer seu espírito. Não sou nenhuma deidade. Venha comigo ao acampamento dos guerreiros. assim caminho entre os dois mundos. Desde o começo tinha sentido culpa e vergonha por condenar a decisão de Vlad. mas podia se lembrar de cada incidente e o pior crime havia sido contra sua própria companheira. Tentei salvar meu filho masis velho as custas dos outros. e apesar de tudo segui adiante porque não podia suportar destruir meu próprio filho. mas despertei muito cedo. Foi uma sábia ou mesmo justa decisão? —Você não poderia saber o que aconteceria. escolhi o caminho da destruição para toda nossa gente. Manolito não podia aceitar o que ouvia. Sabia sim. Posso ver por seu espírito que não sucumbiste a nossa mais escura natureza. a escuridão havia descido sobre todos eles. Vlad assentiu.Não foi. Nunca esteve perto de se converter. Nenhum homem dos Cárpatos o é. Não quis acreditar. Conversaremos uma vez mais. embora tampouco um com seu corpo. Suspeito que muitos gostaria de cravar os dentes em voce. Sou responsável por muitas coisas que nunca deveriam ter acontecido. Baixou a cabeça. mas não acredito que isso fosse um engano. No momento foram feitas sem emoção. com tom equilibrado. —Você não é do tudo um espírito. Vlad. Somos capazes de grandes males. Eles não podem abandonar este lugar sem aceitar sua própria culpa. —Meu corpo é vulnerável no outro mundo.. Serviu nossa gente com honra. — Engasgou com as palavras.—Esperar o que? Eu vim aqui e encontrei só condenação e acusações. o trabalho que devia ter sido meu recaiu nos ombros de meu filho Mikhail. Manolito engoliu a apertada bola de condenação que emanava de sua garganta. Tentei fazer o melhor que pude. Estamos perto e poderemos ser úteis para você. —Deveria ter adivinhado que ele não tramava nada bom. a razão para manter a esperança e a fé em sua gente. Quando confessei A Sarantha. Estava perto da mudança quando ouvi a voz de minha companheira.e há conspirações que tenho que desentranhar para manter a salvo nossa gente. meneando a cabeça. —Não foi o melhor para nossa gente. esperando julgamento. Conte-nos as novidades e nos permita te ajudar. Ela tinha sido sua luz. —Acha. mas como qualquer homem. Ivory e também os irmãos da Cruz. —É obvio que sabia. afinal de todo esse tempo. . Culpam todos a seu redor.. ligando-a a mim. Acredito que Maxim está levantando um exército de mortos e espera encontrar um portal desta terra para a dos vivos. —Atravessar suas filas e reclamar o que me pertencia? Sim. Ela estava sob o amparo de Mikhail e Gregori e de vários Cárpatos mais. Sinto não haver me mostrado ou lhe dado minhas razões para lhe tirar a vida das mãos sem seu consentimento. Venha. —Você não quer ir a terra do descanso. Você deveria saber isso melhor que ninguém. Vlad fez um gesto para o prado. Muito perto. —Foi um desafio para você. – Concordou Vlad. Manolito? Cometi muitos. Não podem te matar. —Ainda não entendo como pode estar aqui. —Mataram-me. ela me suplicou que não o deixasse morrer e néscio como era. eu tinha meus defeitos. Amava e respeitava-o e ainda se sentia um traidor por conspirar para lhe derrocar. No fim. Com sua morte. Somente o modo em que o fiz. E Sarantha gostará de vêlo. mas meus irmãos sujeitaram meu espírito a terra. muitas das quais lamentava. Não segui nossas leis e tomei seu sangue sem seu consentimento ou conhecimento. Convites para me unir ao nãomorto. —Estive perto. que alguma vez não cometi enganos. Lamento? Não sei a resposta para isso. —O que diz é certo. mas tinha o dom da premonição. acionando uma cadeia de acontecimentos que bem podia conduzir à destruição da espécie inteira. não querem. Os irmãos Malinov tinham perdido sua querida irmã. Logo negou. —Seu lugar não está entre os vampiros. O que poderia dizer? Fizera coisas em sua vida. Vlad parou para olhá-lo com o cenho franzido.

colocando-as sempre primeiro lugar. —Me fale dela. —Sinto muito. —Empurrando uma parede de samambaias. —Ela abraçou-o. —Acha que me surpreende que você e seus irmãos brincassem com a idéia de derrocar o reinado dos Dubrinsky? Sempre fossem inteligentes e viram meu crime. Na tentativa por salvar meu filho. Como estão meus filhos e suas companheiras? Como esta minha neta? Soube que é bastante encantadora. Vlad e com isso. estava impaciente por enfrentar Maxim e voltar para MaryAnn. ele chamou: . Haviaesperado que Vlad o condenasse. . Venha. mas se fizermos o que pudermos para amar e respeitar nossas mulheres. Deve-me contar tudo. temos mais possibilidades de que outras espécies nos entendam e nos aceitem. Vocês tinham direito de questionar meu julgamento. Querida. nossa gente. embora. teriam tido que derrotar todos eles. venha conosco um momento. Uma sensação de urgência crescia em seu interior. certamente. . a exceção de seus irmãos. Não há vergonha nisso. aqui está Sarantha. Talvez teria sido mais fácil fazer frente ao que tinha feito. Vlad permaneceu em silencio por um longo momento. Era o homem que uma vez tinha considerado seu pai. Vlad bateu de leve em seu ombro.—Nossa gente viveu por muito tempo junto dos humanos e nossas regras são diferentes por algum motivo. —Para me derrotar. —Não pode encontrar uma forma de sair deste mundo. Seus olhos iluminando as cores apagadas a seu redor. Não houve desilusão nem de repugnância em sua face.Disse Vlad. saúde Sarantha e nos dê notícias de nossos seres queridos. Razvan.Não fazia idéia de que o plano seria colocado em ação. protege meu corpo e acredito que será atacada.e Zacarias e Ruslan convieram em que todos nós continuaríamos fiéis e o serviríamos com honra. —Realmente tenho pouco tempo. —Vlad assentiu.Por favor. Maxim trabalha aliado com Xavier. minha companheira. trouxe um convidado. Alguns de nós protegem esta área para impedir os recém chegados de vagar pela terra dos caídos. É maravilhoso vê-lo. trabalha com ele para destruir nossa gente. traí nossa gente. Mesmo aqui nos chegam notícias. sinceramente. com a face iluminada por um sorriso. Não tinha idéia de que os Malinovs o odiassem tanto. quando chegam guerreiros ou vampiros.Ah. —Xavier ainda vive? —Assim acreditam. —Manolito se negou a afastar o olhar de Vlad enquanto confessava. . – Você deve ter uma companheira ou seu espírito não seria tão luminoso. E seu neto. Estamos quase seguros que os irmãos do Maxim estão envoltos num complô para destruir Mikhail. o sorriso desapareceu de sua face. . —Seus irmãos e você serviram nossa gente fielmente. Deram-nos a capacidade de prender nossa companheira porque sem isso nossa gente teria morrido há muito. . —Não esteja tão seguro. Sarantha se voltou. – Disse. por muito que quisesse falar com Vlad e inclusive lhe pedir conselho sobre a evasiva espécie do homem-lobo. Vlad virou a cabeça lentamente. Um complô que eu ajudei a tramar.Tem sentido. Manolito e todos têm que trabalhar para superá-las. MaryAnn. Foi difícil aceitar os novos costumes. Poucos entenderão. Manolito igualou seus passos. E era o homem cuja queda tinha ajudado a planejar. Fizemos um juramento de sangue. embora tenha ouvido rumores de que caminha em dois mundos. —Manolito. Sabiam o que eu tinha feito. Conversamos durante horas. —Não tínhamos direito de tramar sua queda ou a destruição de todas as espécies das quais éramos aliados. simplesmente olhou para Manolito e manteve seu olhar. se seu príncipe estivesse zangado. O corpo do Vlad era menos consistente que o seu. Não era justo. Não mentiria nem fugiria da culpa e a vergonha de sua ação. uma vez que estão a nossos cuidados. todas as notícias. Vlad negou com a cabeça. um toque tão ligeiro que Manolito mal o sentiu. Tenho que deter Maxim antes que deduza a forma de abandonar este lugar com um exército de nãomortos. — Ele agitou a mão para um pequeno bosque de árvores. com seu corpo ligeiro e insubstancial. —Todoss nós temos falhas. —O mundo mudou muito em sua ausência. Manolito. Este era homem que respeitava acima de todos os outros. Vlad riu.

. —Na verdade. um menino. —disse Manolito. —Pode acontecer? —Perguntou Sarantha. então parecem totalmente humanos. —E sua companheira. Você ficaria orgulhosa dele. Não estive na cerimônia do nome. muito mais do que Manolito podia desejar que visse. Poucos podem diferenciá-los dos humanos. É que estou tão excitada de vê-lo. —Algum dia.Não sei. —Desejaria tanto poder vê-los. —Por que? —Avareza. —Me perdoe. Vivem na forma humana a maior parte do tempo. Sarantha se lançou nos braços de Vlad.. —Pouco se sabe de sua sociedade. —Ela mostrou um lugar junto à fogueira. nós também podemos morrer. que amei como a um irmão. Mas ele se acreditava superior e que devia ter a mesma longevidade que nós. Ele tem muita pressa. Inclusive falar de Xavier é difícil.. Desgraçadamente. nunca aconteceu. Jacques e Shea tiveram um filho. Ambas as linhas de sangue são iguais em poder. Ouvi dizer que Savannah.. Um lobo e um Cárpato.Vlad. o lobo permanece silencioso dentro deles.. Manolito? Fale-nos dela. . Os homens-lobo. Posto que os homens lobo são psíquicos. Afinal. —Que aconteceria a um lobo ao se converter em Cárpato? —Cruzar as espécies? —Vlad deu uma olhada em Sarantha. —Sinto seu dilema. Ele queria ser imortal. embora as lendas abundam. . —disse Vlad. Tentei lhe falar das companheiras. —Ou excitante. E me faz desejar ser melhor a cada sublevação. . Acredito que eles iniciaram a maior parte dos mitos.—Dê-lhe oportunidade para falar. . por isso não sei como o chamaram. Traiu-nos como nenhum outro podia ter feito. Vulneráveis a ele —Quando eram tão bons amigos… —Ele queria que eu entregasse uma mulher Cárpato. passou muito tempo desde que tive que tomar decisões para minha gente. Pode me dedicar um momento de seu tempo? —É obvio. Vlad suspirou. se uma ou outra.. Ela assentiu e levantou a face para roçar dar-lue um leve beijo. Sua companheira é perfeita para ele e o ajuda a conduzir nossa gente para uma sociedade mais coesiva.Não posso te ajudar. para manter as pessoas assustadas e longe deles. Com o passar dos anos acrescentam mais. mas o tiro saiu pela culatra e foram caçados pelos humanos. Simplesmente usam uma maior parte do cérebro.Duas espécies de igual poder. . mas ele se negou . sua neta. E ainda nos torna. desejando informação. .Mikhail é um magnífico líder. Até onde sei. —E ele sentia. Sairemos desta vida para seguinte muito em breve.. Agradeço simplesmente existir sem que minhas opções tenham impacto em ninguém mais que minha companheira. sem dar muita. —É valente e formosa.Mas os seres humanos se converteram com êxito à sociedade Cárpata. abraçando-a. é teoricamente possível. A combinação poderia ser letal. Manolito. —Como podem permanecer ocultos. na terra. —O que aconteceria à pessoa?A seu corpo e sua mente? No que se converteria? Vlad abriu a boca e a fechou bruscamente. mas a malha de energia é a mesmo e isso nos fez. Vlad sentou com as pernas cruzadas. —intercolocou Sarantha. meu amor. todas as nossas salvaguardas foram fundamentadas em feitiços de magos. Feitiços que ele proporcionou. A maior parte do tempo. inclusive de nós? —Eles não têm o padrão cerebral diferente dos humanos. Nunca ouvi falar de tal coisa. —Não tenho idéia. me conte o que sabe dos guardiães. espera gêmeos.. —Me alegro de que não seja uma decisão que eu tenha que tomar. Tentei lhe dizer que não havia verdadeira imortalidade. Não sei qual sairia vitoriosa. Um amigo no qual acreditei. —Manolito franziu o cenho. Existem em todos os continentes ou o fizeram em épocas passadas. nos reuniremos com nossos seres queridos. —E o que sabe do Xavier? Vlad suspirou e procurou a mão de Sarantha. Era um bom amigo. —Ele inclinou-se para lhe beijar a face. como nós. Ciúme.

Esta é minha carga senhor. Não pode aceitar seus enganos. Maxim forçou um sorriso.. Manolito passeou deliberadamente ao redor do Maxim.Disse Sarantha. tinha que arriscar por sua gente. —Não. diretamente no centro do círculo vampiro. Suspirou e se virou resolutamente para confrontar o caminho para o prado. . querido. Temo pela segurança de MaryAnn. —Sarantha olhou para seu companheiro.Acrescentou Vlad.—ofereceu Vlad. tenho que deter Maxim.—Manolito cruzou os braços sobre o peito. —Ele segurou os antebraços de seu príncipe a maneira tradicional e logo se inclinou para beijar Sarantha. . Como se conduzia um espírito à loucura? Ou já preso.Maxim é tão problemático. Como poderia descobrir o plano de Máxim? O vampiro nunca confiaria nele. nunca acreditaria que passara para seu lado. —disse Manolito. Mas primeiro. Para o bem ou para o mau. com os braços ainda levantados no ar. Manolito. Maxim levantou os braços e começou a cantar uma vez mais. Este é meu problema. Finalmente começamos a separar nossas duas sociedades. O que ficava? Vlad havia dito que os não-mortos tinham inventado formas de torturá-lo e enlouquecê-lo. . não pode seguir. mesmo quando levantou a face para tentar sentir a brisa. O canto vacilou. Manolito negou. —Irei contigo e verei em que te posso ajudar . você e seus amigos continuem com o que estavam fazendo. Não podia haver nenhuma outra resposta. —Era malvado antes e também agora. mas agradeço que queira compartilhá-la comigo. Se estivesse equivocado… Encolheu de ombros e avançou para o borbulhante e fumegante prado onde o véu de névoa era espesso e as transbordantes poças de barro cuspiam manchas escuras e desagradáveis. —Vejo que voltou.Darei lembranças a sua família. evitando as colunas de vapor e os gêiseres repentinos quando cuspiam no ar. – Ele se aliou aos Malinov e esteve colocando em ação o plano que ideamos.Não houve nada que eu pudesse fazer para detê-lo e agora ele está tentando destruir nossa gente. então.a ater-se a esse raciocinio. Sarantha e Vlad estavam abraçados e seus corpos emitiam um débil brilho que pareceu ficar mais intenso no meio do cinza e úmido mundo. Um vento leve soprou entre as folhas no pequeno arvoredo. . tão apaixonados. Uma guerra de engenhosidades. mostrando a deterioração de seus manchados dentes. Zacarias enviará uma mensagem aA Mikhail e enviaremos emissários a cada um de nossos aliados e tentaremos detê-los antes que vá mais longe. Soubemos que teve filhos com ela. observando o fluxo . Podia ver as sombras se movendo no lânguido cinza da névoa. Foi uma honra ver vocês dois. claro que não. com um fraco e mortífero sorriso de auto-suficiência. tão ligados um ao outro. lhe torturar? Meditou. com olhos vermelhos resplandecentes e vozes que se elevavam no vapor. Manolito se levantou. Maxim. Tivemos muitas discussões. Una-se anossa pequena cerimônia. cobrindo suas faces. Agora que sabemos o que está fazendo. estudando-o de cada ângulo. até que aprenda. então? — Perguntou Máxim. —Não se importa. o fez desejar ter o mesmo com MaryAnn. Estou preso entre dois mundos e não posso viver em ambos. A visão dos dois. e outros que formavam o circulo ao redor deaxim retrocederam. —Não posso ficar mais tempo. porque ela era uma Caçadora de Dragões e poucos poderiam tê-la retido contra sua vontade. Manolito. porque temia seu poder. De todo modo. Maxim vaiou sua surpresa e parou em seco. E por MaryAnn. para vislumbrar o líder de sua gente. e ele se convenceu de eu estava lhe impedindo de ser imortal deliberadamente. velho amigo. Rechaça toda responsabilidade. mas não o alcançou. Rhiannon era uma de suas melhores estudantes e decidiu ficar. lançando mais gradeio escuro em todas as direções. Deve ter planejado durante muito tempo. —Longa vida. Os vampiros que o rodeavam moveram os pés num padrão hipnótico e começaram a elevar suas vozes num encantamento hipnotizador. Ele conseguiu engravida-la. e até que as repare de algum modo. —Seus dedos se apertaram ao redor dos de Sarantha. Explodiu atravez do véu de névoa. —Cuide-se. embora ele tenha mantido as escolas para que nossos jovens aprendessem. Manolito retrocedeu para as árvores. —Sabe que não pode.. Maxim e seu exército de nãomortos o esperavam do outro lado. Cruzou como um raio o espaço. olhando para trás uma vez mais. Ele matou seu companheiro e a tomou. —Certamente não quis te interromper. . —Oh.

que o façam por ele. Maxim.Sei que mente. agora guardado pelo Príncipe dos Cárpatos. – Ele se aproximou mais de Maxim e baixou o tom da voz para que somente o professor vampiro o escutasse. Xavier encontrará a forma de me devolver ou terá uma morte longa e dolorosa. ele fez automaticamente o mesmo. Manolito. Conversamos toda a noite sobre isso. Jogou a cabeça atrás e uivou. Os outros não mortos tinham deixado de cantar uma vez mais e estavam observando. Sua face se retorceu de ódio e raiva e aproximou-se olhando fixamente Manolito nos olhos. gravando cada movimento em sua memória. —Sabe que não. Maxim grunhiu e girou a cabeça de um lado a outro. —É um homem brilhante. quando tentou pela primeira vez se ligar aos guerreiros das sombras. Xavier não planejou o que fazer. Ruslan o fez e sempre tem razão. —replicou Manolito calmamente. Você podia elaborar as coisas. . Quando Manolito se deteve e se inclinou aproximando. Por isso te deu o antigo feitiço dos guerreiros das sombras. observando como o professor dos não-mortos tratava de seguir os intricados e hipnóticos passos. —Demos-lhes a oportunidade de se unirem a nós. Sempre. – Ele está senil. – Você merece morrer. — Ele parou novamente ao lado do vampiro e sussurrou em seu ouvido. —Sabe que a companheira de Vikirnoff pode enviar os guerreiros de volta a seu próprio reino. Não pode abrir o portal para permitir que seu exército de não-mortos retorne. uma vez mais rodeando Maxim. como estaria aqui? —Você retornou e isso significa que é possível. Vocês insistiram em seguir ao príncipe e a seu filho assassino. Estudamos ele.de suas mãos. —acusou. estendendo as mãos para pegar os ombros de Manolito com suas garras. O vampiro segurou sua própria cabeça e agitado gritou. mas não se atreve a deixar que Ruslan e seus irmãos saibam a verdade. Não o adulo ao lhe recordar isso. Ele utiliza os feitiços que foram dela e agora já não tem controle sobre ela. —Muito poderoso. Vive do sangue de nossa gente. seguindo cada movimento com suspicacia. correndo para frente num esforço por lamber as . Acredito que é um dos primeiros trabalhos de Xavier. que se cravaram e rasgaram a carne até correr o sangue. Senão. ainda é um mago poderoso. Manolito não retrocedeu ante o sujo fedor da respiração de Maxim ou do selvagem ódio em sua face. —Você mente! —Vaiou Maxim. Tínhamos um código. —Maxim cuspiu as últimas palavras. Seus olhos brilhavam com ardentes chamas vermelhas. de modo que as chamas vermelhas que ardiam em suas fundas contas fossem claramente visíveis. O som raspava os nervos como papel de lixa. —disse Manolito em desacordo. Maxim. Maxim suspirou e deixou cair os braços. —Traidor. —Ele é um homem poderoso. —Já morri. Confia muito nas coisas que sabia antes e duvido que se recorde da maior parte delas. Ficou sem nada. Maxim continuou girando em círculo com ele. Zacarias foi um néscio ao seguir Vlad em vez de Ruslan. Mas não pode fazer o que prometeu a você e a seus irmãos. Apesar de que já não faz seus próprios feitiços. —Isso não importa. – Você sempre teve uma inteligência superior. Nossa memória é longa e você sofrerá por sua traição. um juramento de sangue e vocês o romperam. Que utilidade ele seria para eles então? —Antes que Maxim pudesse responder. movendo os pés num padrão de dança. —De verdade? A fúria de Maxim estalou com tanta força que não houve forma de contê-la. Manolito assentiu com um gesto de cabeça e uma vez mas começou a caminhar em círculos. Sabe que não nos trairá. —O que acontece? —Continue. A família Da Cruz sempre foi leal aos Malinovs. Manolito começou outra vez a lhe rodear. —Já não tanto. Tem que ter outros magos menores. recorda-se? Era um homem brilhante.Por que acha que ele busca o livro? —Xavier tinha compilado seus feitiços no livro. mas não estava destinado a longevidade e sua mente está se deteriorando. Os outros vampiros explodiram num frenesi. Simplesmente estou pensando onde vi usar este particular feitiço. Xavier carece de habilidade para idear algo novo. —Nosso juramento de sangue era entre nós e o príncipe. . – ele já não pode produzir novos feitiços.

Seus saltos vermelhos e suas botas. Maxim o golpeou repetidamente na face. Ele levará meu exército através do portal e ninguém poderá nos derrotar. . ela tinha vindo em seu resgate. ele tocou um deles com o pé enquanto o não morto arranhava a erma terra. retorcendo suas vísceras e pulsando em seu cérebro. Maxim. Maxim? Acha que Xavier tem o poder de te levar de volta? Ele criou os feitiços dos guerreiros das sombras quando estava em sua glória. luminosa e quente. com impaciência e fulminou Manolito com o olhar. em seu cabelo. Reprimiu sua repulsão e sorriu a Maxim. Manolito procurou manter a adulação enquanto devolvia o foco de atenção do vampiro outra vez ao mago. Fixou a mente em cada detalhe de seu corpo e no modo em que sua roupa lhe assentava. Manteve sua mente fixa em MaryAnn. a dignidade.. Você vai nos tirar daqui. Os não-mortos obedeceram relutantemente. Ah.. Converteste-se em verme por sua própria mão. —Basta! —gritou Maxim e fez gestos aos vampiros para que se afastassem de Manolito. Ao redor deles. Manolito. —Acha poder me enganar tão facilmente? Isto é uma ilusão. Alguns seguraram as pernas de Maxim e o adularam. afogando o som dos vampiros que o rasgavam. Ele afastou. A verdade explodiu. —Está equivocado com Xavier. rogando. como animais enlouquecidos. Manolito podia vê-lo esforçando-se para manter o controle. O ruído era horroroso enquanto todos tentavam em vão conseguir sangue fresco. Manolito manteve os braços relaxados e forçou o sorriso a resistir. tentando ler sob sua sua endemoniada máscara. na forma em que seus olhos se acendiam quando sorria. com o olhar tranqüilo. Por um momento.. tentando levar partes de sua carne as bocas horríveis. Ou qualquer de seus irmãos na realidade. Gritando de raiva. Foi uma das coisas mais difíceis que tinha feito em sua vida. —Deixe de brincadeira. Como pôde um homem com um cérebro tão agudo como o teu acreditar numa palavra do que dizia Xavier? Não tem nenhum sentido que você ou Ruslan. Maxim? Uma vez era um grande homem e agora se derruba como os porcos no chiqueiro. Não tenho nenhum corpo neste lugar. rasgando sua carne de seus ossos e tentando comê-lo vivo. Inclusive aqui. Realmente acredita que ele pode te fazer retornar? —Você. Não pode derrotar a morte. —Riu com alegria como se estivesse divertindo muito. .. A carne parecia voar em todas as direções. soltando grunhidos e vaias. com as faces manchadas de barro. mantendo o olhar fixo em Maxim. O sangue salpicava por toda parte. mas Manolito sufocou a reação de seu corpo e permaneceu absolutamente imóvel enquanto os vampiros pululavam a seu redor. Só sinto compaixão pela criatura que era meu amigo e que uma vez foi um grande homem. —Acredita seriamente. Com desprezo na face. —Não estou briancando. Não pode matar o que já está morto.Tão satisfeito como sempre. o som de sua risada era quente e brilhante em sua mente. mantendo sua imagem valente entre ele e a loucura. Ele afastou-os a chutes. abrindo suas bocas e deixando sair sons que resultavam uma terrível parodia de risada. colocando as mãos nas costas e controlando sua expressão.. Estes néscios querem acreditar. Maxim era ardiloso. Agora se contenta mandando sobre estes inúteis. seguindo o exemplo de Maxim. – Ele disse bruscamente. alguns arrastando-se pela terra tentando apanhar carne e sangue e conseguindo só pedaços de sujeira alcalina. impedir sua mente a acreditar que o que acontecia era real. A saliva derramou de sua boca e as chamas de seus olhos se tornaram mais visíveis ainda. Foi difícil ficar quieto sob o ataque. O alvoroço era horrível. aproximando-se para cravarem os dentes em seus ombros e peito. Esbanjassem o tempo com ele. mesmo que os outros vampiros se tornassem loucos. —É a isto que se viu reduzido.escuras correntes vermelhas. mas eles podem unicamente saborear a sujeira da terra enquanto rondam ao redor. Forçou um sorriso.. a dor o atravessou. Permanecer ali de pé enquanto os não-mortos se reuniam a seu redor num frenesi alimentício. Sua aguda inteligência. E perdeste a única coisa que importava. Manolito manteve o tom muito tranqüilo e ligeiramente desdenhoso que sabia irritar Maxim. O professor vampiro aspirou e o ar assobiou entre os rachos de seus dentes. Nada mais. triturando a carne com suas longas unhas amarelas. Um selvagem chiado que ressoou pela cabeça de Manolito e lhe fez apertar os dentes. outros vampiros começavam a se reunir. nesta terra que não tinha sentido. Pensou em seu sorriso. Agora é um velho verme que se alimenta do sangue de crianças pequenas e a magia de novos magos..

sua mente se acelerava. Zacarias nos ordenou seguir a esse assassino príncipe chorão. Isso é o que realmente é. onde chispou e fumegou. com seus olhos brilhantes de ódio.homemzinho. A loba se encontrou com o não-morto no meio do . mas forçou seu coração pulsar com um ritmo tranqüilo. Diga algo que queira ouvir. o irmão mais velho de Mikhail. E nunca entendeu. Ereto. —Eu vi o portal. não é? Quis adular aquele parvo do Dubrinsky. —Será interessante vê-lo fazer isso. Manolito se voltou e o filho do Vlad estava atrás dele. mas nunca pôde ver a imagem completa. Nunca poderá. —Ele agitou os braços. Fui um caçador durante mil anos. a satisfação brilhava em seus olhos. —soltou Maxim. Seus irmãos sabiam a verdade. simplesmente olhou para Maxim com o mesmo sorrido de desprezo que continuava conseguindo meter sob a pele do vampiro.E ela virá. O ácido aterrissou na pele de Manolito. Uma vez esteja aqui. Manolito saboreava o medo agora. no momento em que lhe golpeou. Manolito sentiu o poder da mente dele fundindo-se com a sua. Ela virá trás de você. mas manteve a mesma expressão. quando te ouvir gritar. CAPÍTULO 17 O vampiro se chocou contra o que restava da barreira que rodeava MaryAnn. cuidando em manter o olhar cheio de desprezo e sem piscar. Converteu-se numa marionete para o gosto de Xavier. mas saber desenvolveu seu medo por MaryAnn. Você e seus preciosos irmãos. Maxim parecia a ponto de explodir. A resposta correta estava na frente dele . com os braços de lado. Manolito sentiu seu coração se sobressaltar. Maxim queria dizer-lhe. se pudesse encaixar os pedaços do quebra-cabeças. atacando-a enquanto seu corpo permanece vulnerável. Duas vezes tiveste a oportunidade. —Acha que seus insultos infantis vão me impressionar como seus ridículos cães? —Deliberadamente seu gesto abrangeu os vampiros desesperados pela atenção de Maxim. Manolito permaneceu estóico sob o ataque. Nada. Maxim? Falhaste completamente até agora. . a grandeza em você desapareceu há tempo. . —Você teria -se unido aA nossas filas e teria me servido. Dubrinsky podia matar uma mulher. Acha que luta contra nós. Manolito se contraiu. Havia esperado ouvir. Ela te ouvirá gritar e se fundirá contigo completamente como já fez antes. —Neste momento meus bonecos cumprem minha ordem. Você é um homenzinho que geme para se fazer importante. Traiu a todos por seu filho. . Ele somente devia ter paciência e conduzi-lo na direção. Acreditando em suas mentiras. mas não pode. Vomitou veneno entre os dentes. —Você queria que eu matasse minha companheira. Você é o fio condutor. Atreveu-se a entrar em meu mundo e teve a oportunidade de se unir a nós novamente. Vlad Dubrinsky os traiu por seu filho. —E como se propõe a me fazer gritar. —Só há um capaz de seguir cada caminho de comunicação. —Como você faz com Xavier. Manolito encolheu os ombros de modo casual. Você também acreditava que seu intelecto era superior ao de todos outros. —Ela virá por você. —Você não sabe nada. mas não seu próprio filho e os irmãos Da Cruz o seguiam como cachorrinhos. Nós o queimaremos e não haverá esperança de retorno para ti. Você virou um palhaço. Não quer ser pasto para o não-morto.Sou um caçador. As garras da criatura estavam estendidas na tentativa de alcançar o corpo de Manolito enquanto pousava na plataforma no alto da canopia. nem sequer Zacarias entendeu.ele concordou. Com seu cérebro. brilhando com o poder da herança de sua família. sequer piscou. Maxim sorriu com satisfação. não trocou de expressão. Guardou a emoção em algum lugar profundo e confrontou o professor vampiro. poderemos utilizar seu espírito vivo para retornar. – Trata-se de Draven Dubrinsky. fazendo migalhas das salvaguardas de Manolito. queria mostrar sua superioridade. Seus olhos giravam nas conchas profundas. poderíamos ter chegado longe. sua bonita face retorcida com malícia.

arranhou implacavelmente o vampiro enquanto caíam. MaryAnn se estendeu até seu corpo. Aterrissou sobre o vampiro e logo um rdeava o outro. agradecida pela ajuda que ela tinha lhe . Cambaleando atrás. O vampiro segurou o lobo e o arrojou. chamuscando sua pele e carne. Era instintivo. ela conseguiu escalou seu caminho para a plataforma. fluindo para cima até a plataforma na canopia. à respiração lhe chegava aos bortões.ar. Para lhe tocar. A loba em cima do não-morto. Para assombro de MaryAnn. as duas formas retorcendo-se e rompendo galhos quando o vampiro a golpeava umas atrás de outras com as costas. meio formado. Em lugar de incinerála. justo quando o vampiro ficava em pé cambaleante. aproveitando a oportunidade para se dissolver em vapor. —MaryAnn? A loba assentiu e estendeu a mão para trás detrás em busca de apoio. ignorando a florescente dor enquanto sangue e carne salpicavam de um extremo a outro das folhas. Cabeceou para o coração quando este rodou para o corpo do vampiro. seus flancos se moviam com esforço. A dor queimava seu corpo. o vampiro se livrou do lobo e os dois aterrissaram duramente na terra. a criatura baixou o ombro e empurrou o lobo para trás. O coração de MaryAnn se encolheu dentro do peito. Riordan estampou o punho profundamente no peito do vampiro e arrancou o coração. MaryAnn jurou não sair nunca a nenhuma parte sem seu spray de pimenta. tremendo pela dor e trauma de suas lesões. agradecendo a sentinela. logo suas unhas desceram arranhando a barriga da loba. queimando como ácido. O vampiro cravou seus dentes pontiagudos no ombro da loba e rasgou sua carne. A criatura cheirava a carne podre. Riordan elevou uma sobrancelha. mas ela havia mantido Manolito vivo. Ela conduziu o vampiro para trás com a força de seu impulso. suas garras escavavam através da parede do peito do perverso. tentando dissolver-se sob a loba. Igual a uma criança protegendo um cachorrinho. o focinho escavava para o prêmio que acreditava ser o coração do não-morto. atacando-a ferozmente com as garras. Manolito ainda estava sentando. a energia dissolveu o sangue ácido de seus braços e corpo. —Riordan estendeu a mão para o céu. Pôde inclusive ouvir o som da carne e pele sendo rasgada. O pescoço do vampiro se quebrou e sua cabeça caiu de lado. o trinado de centenas de pássaros. Em torno deles a selva voltou para a vida com o ruído da batalha. onde nada podia tocá-la. MaryAnn se sentiu cair. O sangue banhava o corpo da loba. Atirando-o de lado. com os olhos brilhando de ardente ódio. correndo atrás do vampiro enquanto este voltava a tomar forma junto ao corpo de Manolito. O relâmpago veteou as nuvens mais escuras e depois golpeou com estrépito o coração e o incinerou. arrojando-o uma vez mais para a beirada do corrimão. os gritos dos macacos e os grunhidos do vampiro e o rangido da madeira estilhaçando enquanto caíam. Precisava dele. até o osso. Riordan Da Cruz se materializou no ar. girou para enfrentar o lobo. Seu estômago se revolveu. A guardiã cambaleou enquanto lutava para ficar em pé. mas parecia que estav descansando. tentando tomar o controle de seu corpo para alcançar Manolito. chocando-se. profundamente. contra uma árvore. ofendendo o agudo sentido do olfato do lobo. seu corpo um pouco caído de lado. Logo dirigiu a branca energia candente para o corpo do vampiro. —Sim. sua loba se inclinou para o rangente fluxo de energia. cobrindo sua surpresa. No intimo. O vampiro vaiando seu fôlego fétido. mas a loba já estava em movimento. desesperadamente. A loba poderia ter cegado o vampiro com ele e pelo menos ter dado um alívio temporário à dor provocada pelos terríveis dentes. Grunhindo. a guardiã uma vez mais se recostou contra as raízes enredadas de uma árvore. se estirar. Permitiu-se respirar e se deixou cair junto a ele. Ouviu-se gritar. ansiando o coração enegrecido e murcho. um velho legado que ficava na memória coletiva de uma geração a outra. Saltando desde os galhos mais baixos da alta árvore. claro. sentiu o golpe dos galhos contra suas costas. saltando de um salto os galhos da árvore com incrível velocidade. mas a loba jogou a cabeça para o lado. mas todo o tempo a loba tinha o controle. Desta vez o lobo segurou a cabeça do vampiro entre suas garras e a retorceu. MaryAnn sentiu as garras. enquanto caíam mais ou menos quarenta e cinco metros de altura. Caíram para o chão da selva. Em seu desespero. Não podia esperar outro momento para lhe inspecionar. mas a guardiã se negava a parar. O vampiro caiu na terra. mas a guardiã de MaryAnn era implacável e seus dentes procuravam a garganta. Em seguida o céu buliu com nuvens tormentosas e o trovão retumbou. arrancando os dentes de seu ombro.

—Mover o braço. Em mais de uma forma. Ela não deveria estar soluçando como um bebê quando Manolito estava enfrentando o outro mundo e o que houvesse nele. Os vampiros estiveram deixando ultimamente pequenos parasitas atrás deles. —Me dê uma imagem.Disse MaryAnn. —Trabalhou bem. jeans e velhos sapatos de lona.Isto não é roupa. Seu sentido da moda fazia com que pudesse com tudo. Riordan se endireitou devagar. O pânico se elevou. Toda nossa família a tem. Podia lutar com vampiros e jaguares. poderia ter se dirigido com dignidade. MaryAnn. como se a loba entrasse para sua toca e emergisse. então. Riordan se abaixou para examinar seu irmão. sem roupa. Desta vez o processo foi bem mais rápido. Deve te doer os ombros.Você é a loba. As pontas de seus dedos sustentavam a fralda da camisa enquanto a olhava. Por um momento MaryAnn não entendeu a advertência na voz de Riordan. —É a roupa. Tinha que chegar até ele.. . Isto lhe provocou uma sensação de gratidão para as outras espécies que compartilhavam o mundo com ela. A loba a fazia sentir-se segura.tranqüilizou-a. Juliette também precisava de umas aulas sobre como lidar com homens dominadors. a dor de seus ferimentos aumentara até que as lágrimas queimaram em seus olhos e ela mordeu com força os lábios para evitar gemer. Dolce & Gabbana cor tabaco. —Não! Não pode subir aqui. Riordan lhe deu uma olhada e seu sorriso fez com que o ar parasse literalmente em seus pulmões... . Se estivesse com sua melhor roupa. Ela mal ouviu-o. Então o teve diante dela. muito ocupada em olhar suas roupas. mas não. com muita mais facilidade da qual havia deixado-a sair. Limpei o desastre que o sangue do vampiro causou sobre a terra. até que olhou para seu corpo. Agradecia por eles se preocuparem o bastante para manter todos a salvo como fosse possível. Que é obvio que ele viu. Os acessórios eram tudo. —Juliette nunca se preocupa com sua roupa. ele tinha que lhe colocar aquele horrível e miserável conjunto. —Isto se chama roupa. Por um só momento. quando o sorriso de MaryAnn se murchou de sua face. Seu valor. Obrigado por salvar a vida de meu irmão. Não estou vestida. atraindo a guardiã para as profundezas de sua alma. A sinceridade em sua voz foi sua perdição. Porque eram tão elegantes e cômodas. Respirou fundo e se imaginou vestindo seu jeans Versace favorito. uma voz feminina em seu interior. O brilho estava ali e então desapareceu e seu desespero por estar com o Manolito cresceu. Trapos talvez. quando remoem. . seu top frente única. – ela soluçou. pareceu seu irmão. embora no momento em que se sentiu na forma humana. Michael Kors. Precisava de roupa. Simplesmente desabou sob a pressão. MaryAnn fechou os olhos e se expandiu. Sua roupa era sua armadura. Então ele lhe adicionou o cinto trançado e um grosso bracelete e o colar que sempre . dourado e drapeado seu decote caía distraidamente sobre seus seios e suas botas favoritas. —Oh. A fisionomia dele se aprofundou. —ele tocou sua trança para se assegurar de que ainda estava intacta. Ele pareceu alarmado e chegou a dar um passopara trás . Então.. Ele parecia tão desesperado como ia ela.. não é. nas árvores e na folhagem. . Tenho uma dívida tremenda contigo. —Não chore. mas teria que estar bem. Ouviu-se soluçar. Precisarei dar uma olhada. —Sou bem consciente que essa garota precisa de uma séria mudança de imagem. Não tinha roupa. erguendo uma das mãos. Seu corpo se reciclou com um mínimo mal-estar.. espantada. a fez fazer uma careta de dor. Simplesmente veste alguma coisa.proporcionado. Não comece a chorar. franzindo o cenho. Ele resmungou algo em tom impaciente e logo ela se encontrou vestida com uma camisa desbotada. nesse raio prateado de luz de lua. Por alguma razão.Troque-a rápido. quando seu ombro estava já ardendo. só a idéia desse lugar espectral lhe dava calafrios. pois estava bem mais interessado na mordida do vampiro que em seus problemas de moda. —Sei que não acredita que vou sair por aí vestindo estes… Estes. —Vou ter que curar seus ferimentos. – ela se interrompeu. com tiras de couro. Não podia enfrentar vê-lo. —Destruí o jaguar e ao mago também. Permita-me dar uma olhada. vou subindo. . Nunca teria conseguido derrotar o vampiro em seu muito frágil corpo humano.

—Fez-lhe uma reverência. Está perfeito. Manolito é bastante endinheirado e poderá te permitir o luxo de vestir qualquer linha que prefira. Riordan a respeitava. sentindo pela primeira vez uma pequena camaradagem com ele. —A loba. É obvio que ainda existem e deveríamos ter advinhado. Riordan. silenciosa e a espera. E queria ficar com Manolito da Cruz para sempre. Era dele. —Sentia tão orgulhosa dizendo isso. poderá fabricar roupas a vontade. Juliettenão se incomodou de perder seu jaguar. Agora acredito que são bem mais ardilosos do que acreditávamos. —Você está maravilhosa. mas te asseguro que posso me imaginar vestindo-as. um cortês gesto de respeito. —Você é a companheira de Manolito. Há algumas coisas que não posso me permitir o luxo de ter. posssam se curar como vocês. somente que o sangue dele estava lhe dando os traços dos Cárpatos. Sua loba. Não sabia o que fazer com essa coisa. Meus avós e pais são muito importantes para mim. Esperava que ele ficasse bravo. mas eu sei que foi difícil aao princípio quando pensou nisso como uma perda. Não gosto da idéia de ver meus amigos e minha família morrer. baixando-a até que ela ficou sentada uma vez mais junto a Manolito. —Tenho boas notícias para você. uma vez totalmente Cárpato. ele pertencia a ela. mas se precisar. —Na realidade. Não para mim. Ficaria louca com sua arrogância e ele ia ter que aprender o que era viver com uma mulher tão teimosa como ela. ele estudou sua aparência com cuidado. —Espero que quando sofrerem algum ferimento. satisfeita em ficar calada. mas na vez disso.gostara. mas não podia se permitir. franzindo o cenho. Pode chamar seu felino. lhe proporcionando a coragem para enfrentar o próximo desafio. —Obrigado por chegar aqui tão rápido. mas essa é demais. Não tem a sensação de perda. —A loba? Sai ocasionalmente e chuta traseiros dos lindos. —Obrigado. – Ele não poderia ter encontrado outra melhor. Ela se apoiou contra o corrimão. encaixando-se como uma luva. —disse Riordan. levantou sua face e olisqueou o ar. E gostaria de ter a habilidade de produzir roupa com a imaginação. Morava nela. irmãzinha. A roupa estava sobre sua pele. O que teria Riordan a dizer sobre isso? Como aceitaria o que seria Manolito? Esfregou as palpitantes têmporas. tão segura. Ele segurou-lhe o braço para estabilizá-la. Tanto como lhe pertencia. Era a sentinela e os animais a seu redor reconheciam o guardião nela pelo que era. Ainda tinha que lidar com isso. A loba. surgindo quando ela a necessitava. E a respeitavam.. Seus dedos escorregaram pelo longo e espesso cabelo de seu companheiro. MaryAnn. Ela sentiu o sorriso estender-se por sua face. O que estivesse lhe acontecendo. mudando sua forma e pode senti-lo. —E cheia qualquer expectativa. —Ouviste algo? —Jogou um olhar a seu redor. Com quanta freqüência . Simplesmente estavamvindo para mim. Respirou fundo. Como poderia? —O que ele estava fazendo em seu ombro estava deixando-a sem respiração. —Agitou a cabeça. É bom manter a ilusão de ser inteiramente humana em todo o momento. —Entende o que isso significa? —Perguntou Riordan. Totalmente Cárpato. mas não é o mesmo.. —De verdade? Eu me preocupo mais por perder a minha família. aceitavam-na por ser quem e o que era. Ela era a loba. Sempre se contentaram ficar em segundo plano. Saboreou a palavra e a profundidade de seu significado. Ele disse com respeito e o coração de MaryAnn se aliviou ainda mais. Compreendeu o que isso significava. não pôde evitá-lo. Guardas muitos segredos. Seu coração saltou quando ele disse isso. Ela sorriu. —Será totalmente Cárpato. —Não tinha idéia que ainda restasse nenhum licántropo neste mundo. – Bem. Doía como o inferno e ela se alegrou em poder baixar o olhar para suas botas perfeitas e admirar as pontas quadradas e seu realmente agradável couro. Para minha guardiã. não. oscilando um pouco. também estava acontecendo a ele. Riordan não sabia que seu sangue estava infectando a Manolito com o lobo. Eu acreditava que estava melhor com a outra. Mais ainda. a menos que a compelisse a entrar em ação.

Lutou contra o impulso. —Sei que deve te converter ou não sobreviverá. o jaguar lutou duro por viver. mas ainda assim provavelmente estejam geneticamente aparentados. sabendo que ele não queria que ela entrasse com ele na terra das sombras. Era a única oportunidade do jaguar de sobreviver. Vivem como os humanos. Há uns quantos renegados. pelo menos estavam acostumados a preferi-lo. .tinha feito isto e alguma vez tinha compreendido o por que? Com quanta freqüência se colocara na mente das pessoas sem ser consciente do que estava fazendo. assim como uma pequena parte do jaguar de Juliete vive dentro dela. mais humanos do que acreditam. As costas. mas a sociedade do lobo. Fará o que seja necessário. Mas poderia renunciar Manolito? Deixá-lo morrer? Deixar que se convertesse em vampiro? —Não pode se tornar vampiro quando se sabe que tem uma companheira. ajudando-a sem seu conhecimento. Não estavam o bastante perto para se cruzarem e suspeitamos que tentaram se engendrar com os humanos mas não tiveram êxito e finalmente sua espécie morreu. Uma pequena parte dele vive. embora acabasse de descobri-la. murchou tão rápido como tinha aparecido. Não queria ser nenhuma outra coisa. O ferimento do vampiro queimava claramente até o osso. se alegrará do que faça. Seu número começou a minguar mesmo antes que o nosso. dando forma a sua vida. esforçando-se para encontrar uma forma de atrair ar para seus pulmões. também em carne viva e rasgada. E de algum modo. O que pensava? —Num monstro de dentes pontiagudos destroçando adolescentes com suas garras e devorando a família inteira enquanto o menor olhava tudo do armário. como se alguém a tivesse golpeado. mas não parecia consciente disso. não se isso significasse deixar de ser quem era. —Pode acontecer. no passado e suspeito que agora também. Fundir-se a ele. Talvez Juliette tivesse razão e a maioria dos humanos tinha uma conexão genética com algumas das outras espécies. —Luiz estava morrendo. Raramente se mostram. Não tinha que renunciar sua recentemente e encontrada loba. Juliette acredita que durante os anos. talvez não muita. sob o encantamento do vampiro. mas era difícil quando necessitava tanto de seu toque. estava cômoda em sua própria pele e não queria mudar. Agora lhe doía por toda parte. a guardiã tinha estava dentro dela desde o começo. — disse com satisfação. . —Claro. —Mas acredita que o sangue do lobo não é tão forte como o sangue Cárpato e que Manolito me converterá sem problemas? Sentiu mais que viu. De repente precisou tocar a mente de Manolito. tiveram sangue de outras espécies também. Seus dedos se afundavam no cabelo de Manolito como se ele fosse sua âncora. MaryAnn e ao final. Gostava de sua loba. as pernas e os braços. Era ela ou ele? Ele estava em dificuldades? —Claro que poderia enlouquecer pela necessidade. —A loba é boa. Pensava em si mesmo como humana. —Isso não é o que te perguntei. O que era. A área estava queimada pelo sangue e saliva. mas não parecia notar. se eu não me converter no que vocês são. jurando que mataria a fera peluda algum dia. Ela estava tremendo. tinha lutado para romper o feitiço e obedecer. para extrair a informação que necessitava para ajudá-los? E os animais… Olhou ao redor e vviu os macacos nas árvores. não são jaguar. Riordan sorriu. a vacilação de Riordan. Não estava segura do que lhe doía mais. Tem sentido para ti? MaryAnn se sobressaltou . —Ela separou dele para poder lhe ver os olhos—O que é que te assusta? —Não sei o que acontecerá quando você se converter. —Por que acrecita que seu sangue não pode converter um humano? —Não acreditávamos que o sangue Carpato pudesse converter um humano com êxito. mas fosse qual fosse a razão. —Manolito converteu Luiz. gostava do que era. sempre fez um bom trabalho de vigilância de sua própria espécie. Seu breve sorriso. a menos que haja um extremo perigo para alguém que esteja sob seu amparo. normalmente perto dos bosques ou da selva e aceitam trabalhos com animais ajudando a protegê-los. certo?—Seu coração trovejou no ritmo de sua palpitante cabeça. Estavam muito dispersos. tampouco. Todos tinham vindo em sua ajuda quando precisou deles. — Respondeu Riordan honestamente enquanto estendia o braço uma vez mais para examinar a marca da mordida. Estava orgulhosa dela. Inclusive o jaguar. a cabeça ou os ombros.Quando converti Juliette. Quase não podia respirar. mas não é o mesmo e embora possam tomar a forma do jaguar. É muito pior saber que sua companheira existe e não poder se salvar.

Tinha que se assegurar de que o sangue corrompido não estivesse se estendendo por seu sistema como um veneno. Por que? Por que não tinha tentado matá-la? A loba tinha sido algo inesperado. Ele gostaria que o fizesse. MaryAnn tivera que suportar muito nos últimos dias. Por que Vlad não tinha lhe advertido que seu filho residia no prado de névoas e sombras? Draven. Parecia esgotada e na noite. Porque a loba ia ser necessária depois. —Descanse. com aflição. O vampiro tinha infectado o sangue dela intencionalmente.Admitiu-o e deveria ter se sentido envergonhada. Estava seguro disso. os vampiros eram ardilosos e egoístas. Era impróprio de MaryAnn fazer uma declaração assim sem refutá-la e nunca teria admitido ante ele sua necessidade de Manolito. Mas para fazê-lo. mente a mente. inclusive das companheiras. não parecia alarmada. E quem poderia manipular um vampiro. A menos que estivesse programado. Ele estudou sua face. Seu primeiro pensamento foi advertir MaryAnn. Respirou fundo e se reclinou contra Manolito. Isso a traria para dentro deste mundo o bastante para que Maxim pudesse pegá-la? Deixou escapar o fôlego lentamente. —Isto pode levar um pouco de tempo. mas lhe sentiu frio e inanimado. mas nenhum só ferimento era um mortal. Vou curá-la à maneira de nossa gente. O coração de Manolito acelerou.. mas isso deveria ter empurrado o vampiro a se defender com mais vigor ainda. Seu espírito a grande distancia de seu corpo físico. . seus traços inexpressivos. Algo estava errado. Não esmagara e arrancara grandes pedaços de carne. sentiria as conseqüências de ter se chocado com os galhos até o chão. —Não muito. —Tenho que ir com ele. mais a loba que a ela. O vampiro tinha ido infligir o maior dano possível. quando se elevassem. era um ícone de poder para o povo Cárpato. Ela não era Cárpato. Riordan estava de pé diante dela. Entrou em seu próprio corpo. sequer captar um caminho para ela. —Relaxe. Apostaria sua vida. Riordan franziu o cenho. Sabia o tom exato. Diminutos pontos de sangue salpicavam de sua testa. Sua jugular havia ficado intacta. o atalho exato. Sente-se doente? —Não tinha detectado veneno. —Respire. Riordan observou os parasitas enganchados na corrente sangüínea de MaryAnn.—Preciso de você. MaryAnn fechou os olhos e apoiou sua cabeça contra o ombro de Manolito. em lugar de a matar. —aconselhou. despojando de seu corpo para poder lutar a batalha contra os parasitas que vampiro tinha deixado para trás. Permita-me fazer isto. teria que se fundir a ela.. que a loba sim. Draven não poderia procurá-la automaticamente como poderia com uma fêmea de sangue completamente Cárpato. então o vampiro não havia injetado um agente químico letal. mas tinha cravado ferido-a com seus dentes afiados. Nenhum vampiro tinha esse tipo de controle durante uma batalha de vida ou morte. Além de parecer cansada. inclusive um vampiro menor. Tinha atacado ferozmente e tinha rasgado a barriga da loba. fosse incapaz de encontrá-la. Entrou em seu corpo para avaliar o dano. então não sabia nada. mas ele manteve sua pulsação firme e forte. O homem estava morto há muito tempo. apesar do que lhe fizesse agora. utilizando um movimento serrado para injetar milhares de diminutos parasitas na corrente sangüínea. igual a seu pai e Mikhail. mantendo sua mente longe de MaryAnn. quando sua vida estava em perigo? Por natureza. — Riordan manteve a voz tão tranqüilizadora como foi possível. . seu estomago se contraiu. mas somente podia pensar em chegar até ele. Ele respirou fundo e liberou seu corpo. Precisando do calor de seu toque. Temos que ajudar Manolito. *** Manolito olhou com surpresa Draven Dubrinsky. permitindo seu eu físico se afastar para poder converter-se na necessária luz curativa. um pedaço do ombro. da percepção de tê-lo perto. bloqueando-a de forma que se Draven tocasse sua mente.

Mas pareceram várias vidas. seu irmão estava inclinando-se para examinar os ferimentos. Esperavam que se unisse a MaryAnn para ajudá-la. mas parecia confiar no homem que estava de pé perto dela. mas o lobo poderia. Disse-se que não era realmente MaryAnn. mas seus olhos e seu cérebro se negavam a acreditá-lo. Não importa o que me mostre… Kirja afundou o punho no peito de MaryAnn e lhe arrancou o coração. —Não esteja tão seguro de si mesmo. sujeitando-a enquanto a obrigava a olhar como lambia o sangue pulsante da garganta de seu companheiro. Maxim ou Draven. sua mente e no mais profundo em sua alma. disparar o ataque sobre MaryAnn. para adverti-la… Maxim se inclinou perto. Havia sangue em seu ombro e descendo por sua frente. Ele virou a cabeça e sorriu para Manolito. —Um humano não poderia dar conta do perigo. Agitou a cabeça. então tentou sossegar suas emoções. Manolito..Não acredito. que assim fosse.. mas ele manteve -se imóvel. mas havia uma característica furtiva e ardilosa nele enquanto se erguia sobre ela. Não podia compartimentar suas emoções. no ar. Poderiam ser só minutos.. Chutou-lhe as costelas viciosamente e depois se inclinou para dar murros em sua face. O guardião teria saltado imediatamente se um vampiro estivesse atacando MaryAnn. uma mão enredada em seu cabelo. Conhecia os Malinov e estava mais que disposto igualar seu engenho se disso dependesse a segurança dos Cárpatos. —Não acredito. mas o sangue e os gritos eram muito reais. Não com alguém como ele. em cada chute e em cada toque no corpo de MaryAnn. E as emoções se amplificavam mil vezes. Sentia-o em cada golpe da mão de Kirja. Nesta terra.. O tempo significava pouco neste lugar. Sentiu que seu estômago se rebelava quando o vampiro cometeu outras perversões nela. Isso foi sempre sua perdição. cada atrocidade que Maxim pôde pensar. A face de Riordan se rabiscou e se converteu na de Kirja. —Espero que esteja seguro. Draven Dubrinsky nunca saberia o que era amor. —Não pode amá-la e ficar aí. mas o vampiro a puxou para trás pelos tornozelos. E se mal me recordo. segurando-o alto.. degolou a garganta de Manolito onde estava sentado desamparadamente. Kirja golpeou MaryAnn de lado e com um rápido movimento. — Como acha que sua mulher poderá resistir contra um dos mais poderosos entre os nossos?— Sua risada era baixa e zombeteira. cada coisa doentia e repugnante que MaryAnn tinha que suportar. Manolito franziu o cenho quando a selva se fechou a seu redor e ele viu MaryAnn sentada junto a seu corpo físico. Eram tudo. Ele deveria parecer protetor. meu irmão Rafael arrancou o coração de Kirja de seu corpo e o lançou nas fossas mais profundas do inferno que estão esperando os que são como ele. enquanto ela gritava. as imagens de sua tortura ficaram gravadas a fogo para sempre em seu coração. . séculos.. Manolito olhou através dele. Seus pulmões ardiam procurando ar. Manolito não como deter as imagens.. sentia o significado das emoções. Com isso. O som das súplicas de MaryAnn e seus gritos. Riordan. como um predador sobre sua presa. O corpo de Manolito se sacudiu. —Os humanos são fáceis de enganar.Qualquer homem teria se quebrado ao ver sua autêntica companheira tratada tão brutalmente. vendo a outra a metade de sua alma sendo forçada a suportar algo concebido por Kirja. desse modo.Negou-se a olhar para o filho de Dubrinsky. O coração de Manolito quase parou. —Disse Draven. mas ele se manteve em pé. Não podia ver sua face. Manolito fechou os olhos enquanto o alívio o alagava. Eles não podiam tê-la. MaryAnn gritou e tentou se afastar. ou horas. Estremeceu quando Kirja continuou golpeando-a. para aliviar seu próprio sofrimento. impassível. . Maxim. —Não pode trazê-la a este mundo através de mim. Manolito descobriu que havia coisas muito piores que a tortura física. Se seu destino era suportar os próximos séculos sentindo a dor dela e presenciando sua tortura. Tudo nele dizia que se estendesse para ela. . Pensou que Kirja tinha morrido há muito tempo e abandonado o mundo dos vivos. escolhendo manter a batalha entre ele e Maxim. Manolito sabia. —Um amargo desprezo mordeu a voz de Maxim. os joelhos elevados. Ela se afastou e ele a segurou pelo cabelo e a puxou para cima de Manolito. Não importa o que me faça. Não havia forma. tinha que sentir cada golpe. A tua e a de tudos seus irmãos. Esperavam rompê-lo. arrancando sua roupa.. Agora já sabia como o não-morto podia deixar louco um espírito. Isto era um jogo mental. temendo mover. Suas mãos tremiam. —Nunca te permitirei tê-la. E ele podia pensar em muitas. Fechou os dedos para… Para que? Não tinham corpo. Sua camisa estava rasgada. um dos irmãos de Maxim.

A primeira vez no ar com seus irmãos rodeando-a. Pela primeira vez. se convertendo num cão desta suja abominação. —Um jogo. enquanto a ensinavam lutar. se quer fazê-lo. Havia sentido intensamente o que não tinha sentido em todos aqueles longos séculos.Grunhiu Draven.. Maxim.. Maxim.. Seu tom gotejava desprezo. furioso por que o homem dos Cárpatos não o olhara.. mas era Maxim quem tinha a destreza e o suficiente ódio para retornar e destruir o povo Cárpato. Enviou ao longo do caminho compartilhado de seu vínculo de sangue. então siga. Ruslan sempre sob ela. Ódio e amargura. —Não se atreva a usar o termo desleal quando o assassino de sua irmã está de pé a seu lado. Suplico-lhe. e açoitou Maxim com ele. olhando para Maxim em vez de Draven. Ivory jogando seus braços ao redor de Maxim e beijando seu rosto.. era tão limpa e pura como a última vez a tinha visto. Maxim. Há tempo teria dado boas vindas à oportunidade de tomar sua vida. —disse-lhe. Sua deslealdade demonstrou a tempo de que lado está. também. Maxim. Tudo era ilusão. apesar de saber que a cena da tortura de MaryAnn era uma ilusão. mas parecerá infantil.Você deveria estar ajoelhado ante mim. . a cada lembrança. Manolito não se incomodou em esbanjar um olhar com ele. a saliva corria por seu queixo enquanto girava a cabeça de lado a lado com gesto ameaçador. pressionando os dedos contra as conchas dos olhos. inclusive a você. Jogue comigo e sabe que nunca me romperei. não quando isto… —Deliberadamente ondeou a mão para Draven. —Não. igual àqueles que procuram sua aprovação. O filho de Vlad tinha o poder. —Não tenho nenhum desejo de falar contigo. Maxim não tinha mais escolha que sentir amor por sua irmã. A lua iluminando-a com seu brilho enquanto descia correndo os degraus para saudá-los quando retornavam da batalha. com aespada na mão. Maxim grunhiu. Manteve o olhar fixo em Maxim enquanto conjurava em sua mente uma imagem de Ivory. Ivory com seu riso e sua alma brilhando luminosa. Por isso Manolito havia sentido tão agudamente a torrente de emoções. mas eu não desejo passar mais tempo com ele. —Basta! . Forçou um sorriso enquanto podia sentir o sangue correndo por seu corpo. Maxim grunhiu.. —Basta. —Sou da realeza. Basta.. —Acho. como fez você. vê-lo ou nenhuma outra coisa que te torne real.. Manolito projetou as lembranças amorosas tão implacavelmente como Maxim lhe tinha atormentado com a tortura de MaryAnn. Você caiu mais do que acreditei possível. mas sabia que Maxim as conjuraria em sua própria mente. Mas ainda assim não teria dado lhe as boas vindas. lhes tinha arrebatado Ivory. Sentiam tão intensamente como o estalo de um látego ricocheteando por seu caminho autodestrutivo. isso é tudo um jogo. Não posso pensar nela.. Você pode ter lhe abraçado. . sua lembrança era tão parte dele que nunca murcharia. Você me conhece. —Este. ele planejava maldades com quem a tinha traído em última instância. Para ele. —Olhe para mim.Gritou Maxim.Uma ilusão. em rios de suor. Dor e pesar. Manolito permitiu que um látego de irritação gotejasse em sua voz.Pedaço de lixo é seu amo. No prado das névoas e sombras. —Não use esse tom condescendente comigo. —exclamou Draven. Maxim e Kirja dos lados. Não acredita que temo semelhante desprezo da linhagem Dubrinsky. Ivory de pé fora da casa Malinov. . mantendo-a a salvo. com os olhos enfaixados no meio do círculo de seus cinco irmãos e os irmãos Da Cruz. Ele cobriu o rosto com as mãos e caiu de joelhos. Seu riso. Devo te mostrar o que havia na mente ddeo Draven? As perversões que teria infligido a Ivory? Manolito nunca teria conseguido fazer algo assim. Ele pProvocou a morte de nossa querida irmã. Não teria acreditado que frente à perda de alguém como Ivory. que escolha passar seu tempo com alguém como este. —Está de pé junto ao homem que fez as mesmas coisas como as que você queria fazer a minha companheira. Desagradável. Arraste-se de joelhos ante ele. era uma ilusão. Ivory de menina montando sobre os ombros de Maxim.. As emoções entraram em torrentes em sua mente. Ele manteve seu olhar fixo em Maxim. Isso.. mostrando seus dentes e ondeou a mão desvanecendo a ilusão. Queria que soubesse que estava ombro com ombro com o que em último termo. se acha que deve. Não tenho nada mais a tratar contigo. os fantasmas podiam sentir cada emoção. enquanto Vadim e Sergey rondavam o ar adiante e atrás. Lamba suas botas.

vertendo de seu corpo para depois rodeá-lo. Manolito sentia as lágrimas em seu próprio coração. – Vá agora.Não permita. se colocando diante de Shea e aceitando a faca envenenada. . Isto não é o bastante. nega-te. Sarantha se aproximou dele e lhe tocou as cicatrizes. Sarantha deixou cair sua cabeça sobre o ombro de Vlad. —disse Sarantha. —Você salvou a vida de Mikhail. sustentá-la em seus braços e abraçá-la como Vlad abraçava Sarantha depois de séculos juntos. Manolito podia sentir o puxão de seu próprio mundo o atraindo e se deixou levar.Havia muitas lembranças. numa massa de tentáculos inquietos. Num momento estava ali. protetoramente. . Já não eram transparentes. ansiando voltar para própria companheira.. soube que Ivory teria querido isto. Sou seu filho. —disse Vlad. Eu tenho um dever a cumprir e depois nós também iremos. a meus filhos. Manolito. Manolito se afastou. Ele não ajudará seus irmãos. Vlad e sua companheira mereciam muito mais. Manolito baixou o olhar para suas mãos. tragado por um buraco negro. em lugar de vingança. Permita-me me ocupar deste assunto como devia ter feito há séculos. . Parou por um momento para observar Vlad e Sarantha enfrentar seu filho. filho. velho amigo. encaixando-se pulcra e perfeitamente contra sua figura. e quis amassá-lo. . para seus irmãos e para a vida. protegendo-a contra seu corpo. . Ivory. MaryAnn ofegou e o abraçou. enredado nos fios. Longa e boa vida. —Estamos contigo sempre. quando te dá a oportunidade de se redimir. como devíamos ter feito há anos. Mesmo aqui. mas todos congelados enquanto Draven tentava correr. — Passaste muitos anos aqui Draven. Talvez no próximo lugar aprenda muito mais do que nós nunca pudemos te ensinar. —Nós o condenamos. sobre sua cabeça. abanando o rabo como serpentes e depois o açoitaram. com convicção na voz. Tudos eles se viraram para enfrentar o casal que tão silenciosamente tinha chegado as suas costas. mas é tudo o que tenho para te dar. Vlad segurou seu antebraço. Abandone este lugar. —disse Manolito. Ele olhou para Draven. tudo o que pôde ver foi uma luz chamejante que depois também desapareceu e ele voltou a seu próprio corpo.De algum modo.. Draven.Seu tempo aqui terminou. —disse Vlad. —Obrigado. Vlad e Sarantha estavam de mãos dadas. Estendeu-se para MaryAnn. —Você e seus irmãos foram leais a nossa gente. Não deixe que ele me condene. . As sombras avançaram pela terra. Ele a abraçou. —Não deveriam estar aqui. E salvou nosso filho. —disse simplesmente. essa mesma lealdade com a qual sempre contei.Isto. com a boca aberta num grito silencioso e no seguintem havia desaparecido. o sorriso afetado de Draven desapareceu de sua face. para a malícia em sua face. Fechou seus dedos e depois abriu a mão uma vez mais. Puxaram fortemente e ele caiu num ninho de garras ávidas que se estendiam pelo chão e sobre ele.Confio em que ajudará os jaguares como melhor puder e dará. Ele sorriu para Riordan.Conseguiu o que pretendia. abraçando suas pernas. —disse Manolito. e nós contigo. Quando olhou para trás. Vá agora desse lugar para o próximo. Ele lançou-se para sua mãe.Eu queria lhes economizar a dor de enfrentar o monstro que Draven foi. Ela iluminarasuas vidas com seu espírito generoso e sua natureza compassiva. rodeando os tornozelos de Draven. —Vá agora. Agradeço-lhe imensamente. —Não! Não pode. mas acabou. . . Jacques. Os fios o seguiam. —Destruíste seus planos e conseguiu levar Maxim a compreensão do que tem feito. Já não pertence a este lugar. Draven gritou quando uma fumaça negra o envolveu. Fez-se um silêncio. sabendo que Vlad entenderia que se referia a todos os da Cruz. é assunto meu. Encontrarei a forma de ajeitar. alguns com sorrisos. Também salvou nosso neto que estava por nascer. Amara-a como a uma irmã. outros com tiques nervosos. E isso dizia tudo. Não pode me enviar para longe. Aceitamos sua decisão. Os vampiros permaneceram hipnotizados. —Pela primeira vez.

. Querem ficar sozinhos. —disse Riordan. meu amor. que a afastou um pouco e lhe examinou os ferimentos. —Conheço um lugar que você adorará. . —disse Riordan. mas não pôde evitar o sorriso que se estendeu por sua face. MaryAnn fechou os olhos e pousou a cabeça contra o peito de Manolito. Xavier poderia ter conseguido um meio de ressuscitar seu exército morto. Deveria ter pensado em seu sangue. —Acho que vou deixá-los a sós. Uma cascata descia numa piscina natural que alimentava o riacho que corria para o rio que rodeava a ilha. chamado.CAPÍTULO XVIII —Você está bem? Fizeram-te mal? —MaryAnn passou a mão ansiosamente pelo peito de Manolito. cobertas de espesso arvoredo. mas figurando que poderia atormentar seu irmão depois com alguma outra brincadeira. só tinham olhos um para o outro. estes dois. —disse-lhe lhe emoldurando sua face. o sangue os teria. Ouviu-me. —Queria tocá-lo. afinal. levantando a face para o céu noturno. irmão. certo? Maxim tentava te matar. depositando beijos sobre o ombro. fazendo caso omisso de seu irmão menor. rapidez e produzindo espuma sobre as grandes pedras redondas e outras . — Eles não pareceram agradecer-lhe. —Não. — Ela ficou nas pontas dos pés para deixar dúzia de beijos na garganta de Manolito... Riordan limpou garganta.. sabem. lhe rodeando o pescoço com os braços. —Como saiu daquele lugar? Tinha razão. —Olá! Oláá!!! Isso é tão insultante. o mau. A ilha só tinha duas áreas onde o terreno se erguia e que podia ser chamado de colinas. —Só quero dizer uma palavra. Não tinha sentido tentar tirar nada importante de nenhum dos dois esta noite. —Me leve a algum lugar seguro onde possa respirar... Vampiro. o coração lhe saltava no peito e depois se quedou num ritmo estável. —Ainda estou aqui. MaryAnn escondeu o rosto contra a garganta de Manolito. Manolito levantou MaryAnn em braços. para seu surpreendente destino. não é? Riordan coçou a cabeça. se vós dois. — Tocou-lhe o ombro nu onde se viam as marcas furiosas. podia desfrutar de estar em seus braços. Deixavam-no mau. MaryAnn passou as mãos sob a camisa de Manolito. Não lhes levou muito tempo encontrar a entrada da caverna subterrânea que Manolito tinha descoberto anos antes. Riordan ergueu os olhos. coisas como o lobo. depois ergueu a camisa para cima para examinar a extensão nua de carne. inspecionar cada polegada de seu corpo para assegurar-se de que não tinham lhe feito mal. mais atentamente... Manolito? Ela lutou contra um vampiro… A frase penetrou na mente de Manolito. —Na realidade temos coisas importantes a discutir.Eu posso cuidar de Solange e Jasmine durante a noite. E eu estava precocupado por você. se por acaso te interessa. Ele sacudiu a cabeça e se dissolveu. —Riordan tentou novamente. Obstinados como mulas. – Vocês sabem. Bem. O vento e a névoa lhe refrescavam a face e ela se sentia a salvo enquanto ele a levava sobre a canopia. Se tivessem conseguido atrai-la a seu mundo com o sangue infectado em seu sistema.Me assegurar de que nada possa te fazer mal. —Tenho que comprovar. Sangue ruim. —Seu sorriso se alongou quando nenhum dos dois o olhou.. MaryAnn. mas de toda forma. Eu a vi com sangue no ombro e no ventre. – Você está livre do mundo das sombras de uma vez por todas. Manolito a puxou outra vez contra ele.. Nenhum deles o olhou ou reconheceu sua declaração. sabendo que seria em vão. era doce nas mãos de sua companheira. mas enquanto ele a abraçasse. adquirindo força. . Nunca poderia se acostumar a voar pelo ar. O grande Manolito. —Eliminei tudos os parasitas. O que passou no mundo dos espíritos.— Estava tão preocupada contigo.

. Uns estavam em forma humana. Pois não acredito que a loba vá sair de um salto porque eu tenha visto uma coisa horripilante. Lutei a seu lado muitas vezes.. Manolito ondeou as mãos para a cascata e a pesada corrente se separou para revelar uma cornija atrás. mas os jaguares e licántropos eram realmente reservados sobre suas sociedades. mas nunca os vi em seus próprios ambientes. —É impressionante. Mary Ann suspirou. As figuras de simples cediam o passo a trabalhos mais complicados e detalhados em toda uma exposição de beleza única e emitiam uma sensação eterna.. florescendo com cada possível cor vibrante..Não há aqui um número astronômico de diferentes tipos de insetos nas cavernas? —A voz lhe saiu um pouco alta. Ele não era um homem que sorrisse muito. mas será que os Cárpatos não acreditavam em hotéis? —E não tenho repelente de insetos suficiente para algo como isto. aceitaria enquanto ele se conformasse. Manolito sorriu. É meu lugar favorito para descansar e raramente permitimos que alguém saiba onde . MaryAnn olhou a seu redor enquanto ele a colocava de pé.. mas eu pensava em algo mais na linha de um hotel cinco estrelas. As pinturas representavam à sociedade do jaguar. Ele riu. Achava-a bela. Você adorará. Manolito retrocedeu para que MaryAnn obtivera uma vista clara das paredes do túnel que conduzia para as profundezas da colina. mas deslizou pela greta. Os homens têm os braços ao redor das mulheres e as crianças brincam com os arcos. Será que alguma vez foi assim? —Nunca os vi dessa maneira e estive a seu redor muito tempo. Formosa. —Eu só luto contra o vampiro. —Sua loba adorará este lugar. —É certamente formoso. que e via. Ele encolheu os ombros. —Sacudiu a mão para o que parecia ser uma greta entre as rochas e imediatamente apareceu uma luz que colocou a descoberto um estreito túnel. então entraria. tentando estabilizar o desassossego que sentia enquanto olhava a seu redor procurando insetos. Dê-se uma oportunidade. levando-a através da espuma até o outro lado. —Agora entendo onde consegue a mentalidade do Neandertal. trabalhado ao longo dos séculos. com cuidado de não tocar nenhum dos lados da rocha. Nunca se achara assim. tocando uma das orelhas da pintura do felino. outros no meio da mudança e outros. —Bom argumento. É pedir muito? Francamente Manolito. . Manolito gesticulou para que fosse na frente dele. Filas de tochas projetavam sombras bailarinas pelo caminho e iluminavam os desenhos que recobriam as paredes da rocha.. mas demônios. Estavam perto e o calor de seu corpo a esquentava enquanto estudava os numerosos desenhos de animais nas paredes. —As flores se aderiam de acima a abaixo pelos troncos das árvores. Ele estava com aquele sorriso. —condordou. uma caverna! Pareço uma mulher que vai explorando lugares escuros onde se congregam insetos? Nem mencionara os morcegos e talvez estivesse ficando muito fina com ele. Bem. se passa aqui dentro muito tempo. justo o bastante para que Manolito pudesse passar também. Sem importar o quanto atemorizada possa estar. Engoliu o medo e se obrigou a entrar um pouco. —Talvez algum dia. —Foi um achado incrível.. — ela resmungou.. até a água entrar em torrentes em outra extensão maior. ele segurou-a pela mão e brincou. Quando ela vacilou. Ela relaxou contra seu corpo. Insetos e morcegos.. completamente em sua forma felina. —Eu me ocuparei dos insetos por você.— Há uma fogueira. —Acha que viveram assim. Deslizando no interior. —Sim. MaryAnn. Parecia um museu de arte. —Estou segura de que sim. alguma vez? —Perguntou MaryAnn. inclusive parecia um casulo particular onde ninguém os incomodaria.menores. O som da água se acrescentava à beleza do lugar. lhe acariciando o pescoço com o nariz. com dedos gentis. —Deveria mostrar isto a Luiz. Segurou-a e saltou. Estava unida a ele. inclinando a cabeça para levantar os olhos para ele.. todos juntos.

que a cativou. —Tentarei te dar tudo o que queira. A atração física chega até certo ponto. Não quero estar presa numa caverna. – E pare de rir. Mais tarde tenho intenção de inspecionar cada polegada de sua pele. diretamente sob o nariz de nossos melhores caçadores. pode ser inquietante. ela escalou por seu corpo. você tem que saber que seu cavernícola pode trazer um dinossauro para casa. Ele tentou não rir. Acreditava que havia convertido-o só porque você me pediu. Então eu farei o mesmo. —Não queremos que a luz brilhante atravesse as cataratas. —Você está sendo arrogante. isto é melhor que um hotel cinco estrelas. Ele beijou-lhe o canto da boca. Ele beijou-lhe a ponta do nariz e emoldurou-lhe a face com as mãos. mas além disso. Manolito. Tinha-lhe pendurada dos ombros. —Oh. . Preciso de um minuto. Uma mulher poderia se afogar no amor absoluto de seus olhos. —Ele gesticulou para a entrada e a greta nas pedras brutas gemeu e rangeu de tal modo que ela ofegou e quase subiu nos ombros dele. Isto não tem graça. Eu gosto desse homem. deixe-me te mostrar o lugar. ela estava batendo ligeiramente com o pé. Ele sorriu abertamente para ela.Nos tire daqui.. —Descobri que ter emoções. —Riordan fez um bom trabalho me curando. —Bem. em sua mente. —Está satisfeito? —Sim. —Talvez só um pouquinho.Acredito que esta caverna está a ponto de cair em cima de nós.. Um lento sorriso fez com que quase lhe parasse o coração. Os dois lados da grande rocha se uniram com uma horrenda sacudida. —Que foi isso? —Literalmente. então quero serviço de quarto. Confie em mim MaryAnn. As tochas tiritaram e dançaram como se fossem se apagar. como por ele ou porque é um amigo. com olhos enormes. girando a cabeça de um lado a outro. particularmente sentir medo. Manolito. E graças a ti. A carícia aveludada de sua voz enviou um tremor por todo seu corpo —Não sei como consegue atravessar todas minhas defesas. .. arrancando de MaryAnn um gemido de medo. Obrigado. virtualmente cegando-o. Havia algo na voz. mas agora não estou tão seguro. o ombro e o estômago estão bem.Tenho que comprovar que o vampiro não tenha deixado nada para trás. não será tua culpa. Temos ar. —Tem medo de que Luiz não consiga. O riso se formou até se converter numa gargalhada. Ela se virou em seus braços e deslizou a mão por seu cabelo. —Ela estava com os braços ao redor de sua cabeça. Manolito. Eu me ocuparei dos insetos. Quando voltou a si. que pudesse te danificar. não. . Manolito não discutiu. Tanto se o fez somente por mim. recostando contra ele. . Não está fazendo. A idéia é estar a salvo aqui.. Deste-lhe uma possibilidade. Manolito colocou seu braço ao redor dela e a baixou de forma que seus pés voltaram a tocar a terra firme. mais do que nunca poderia ter tido. Tristeza e cautela. Afinal. Roubei você MaryAnn. Ela sorriu. para se assegurar de que nenhum parasita pudesse ter escapado de Riordan. Ele a abraçou.dormimos. —Estou fechando a porta. Soltou o fôlego e procurou se acalmar. —Bem. Estou um pouco dolorida. —Vamos. Imobilizou-se. sequer contigo.. —Se não conseguir. só deixou que seu corpo físico se rendesse e seu espírito entrasse nela. já que temo não ter o remorso necessário por minhas ações. no momento. Não pôde evitar. —Teço armadilhas. Preocupa-me a possibilidade. Ela o olhou. Provavelmente irei ao inferno se existir tal lugar.. mas o faz.

—Tome. Minha loba é absolutamente guardiã. soube que era ele que a fizera. tentando não ficar olhando seu traseiro. que se misturava à fome. pelo menos durante muito. Com a mente firmemente fundida a dela. MaryAnn se aproximou. —Fazia mais que isso. — Ele conduziu-a para a cabeceira. Agora a sentia onde não estivera antes. Você me tira a respiração. E não ia deixar que se afastasse de sua vista outra vez. inalando seu aroma. Ele colocou a mão no bolso traseiro de sua jeans. afastou. Trazeiro... —Não sabia do lobo. —Está tudo bem. onde MaryAnn pôde examinar o entalhe. As tochas iluminavam o caminho brilhantemente e lhe mostrando que ele mantinha sua promessa. —Estive pensando muito nessa coisa de Cárpatos e lobos.Sua loba. —Ele brincou com os cachos do cabelo dela. lhe rodeando de calor e consolo. exótica. Ela sorriu-lhe. —Seu bumbum ou. —O que acontece? Ouviu sua voz. Seu corpo se endurecia e inchava a cada passo que dava. —sussurrou. Sabia que ela não tinha nem idéia de que seu tom sustentava uma compulsão oculta. —Certamente que sim. Não podia voltar lá novamente. . consolar. Ela se apoiou nele. Não podia se permitir ver como ela fora tratada brutalmente. só fazia com que aumentasse a dor. Havia duas pequenas mesas dos lados. MaryAnn sentiu o involuntário estremecimento que o atravessou. para guiá-la pelo longo e tortuoso túnel. como. . —Isto é real. —Não podiam matar meu corpo físico no mundo espiritual. encaixando-se perfeitamente. Não sabia o que tinha feito para ganhá-la. Meus irmãos dizem que é meu vício. —Melhor deixar de brincar. Sua MaryAnn. ampla e espaçosa. Como queira descrever essa parte de sua anatomia. mas estava agradecido. —Como Manolito? Diga-me. mas tentaram matar minha alma. O teu é bastante bonito.Ela olhou ao redor com receio.. Não acontece nada. Ela ofegou e então ele soube que ela havia visto também. Muito tempo. —Sua loba está quente.Sua loba nos salvou em todos os sentidos. Manolito. deslizando a língua em sua boca para reclamá-la novamente. A forma com que facilmente ela se introduzia em sua mente. Segurou-lhe o queixo e lhe inclinou a cabeça para tomar sua boca. saber que ela estava pensando nos mesmos termos. Cada toque pretendia compartilhar. Só queria apagar a dor daquelas lembranças. Sua risada foi suave. —Eu estava pensando justamente o mesmo de você. dispersando prismas de arco íris que dançavam por todo o quarto. Maxim tentou te enganar. lhe envolvendo com seu amor. Toda de madeira entalhada e com ferro forjado embelezando-a. Não havia ninguém como ela. alisando o cabelo. com seu corpo brandamente flexível. Pressionou sua testa contra a dela e fechou os olhos brevemente. MaryAnn reconheceu a indireta desesperada. Ele possuía um traseiro bonito. lutando contra as imagens de sua mente. Queria lhe tirar a roupa e inspecionar cada polegada de seu corpo. mulher. —Eu gosto de trabalhar com as mãos. No momento em que a tocou. Milhares de cristais de cores cobriam as paredes. —Corrigiu-a e a girou. A habitação era ovalada e profunda. passando as mãos por uma das colunas. Seus dedos lhe acariciavam o cabelo.. Justamente estava pensando em como será com aqueles saltos altos vermelhos. —O que? —Ela tentou parecer inocente. —disse Manolito. Manolito respirou fundo. deslizando pelos os ombros e braços e logo outra vez para cima. —disse ela. para se assegurar de que estava bem. A cama era grande e imperial. beijando-a. Não havia nnum só inseto a vista. Ele assentiu. Ele deu meia volta e a apertou-a contra ele. As luzes das tochas recolhiam muitas cores. mas o que a ...

tão sedutora que tinha sorte de ter bastante controle para lhe dar tudo o que quisesse. —E? – Animou-o. Você! —Fez esta cama para mim? —Foi feita para a outra metade de minha alma. Ela queria o descobrimento sensual de desembrulhar seu corpo. Afastou-os e se ergueu para alcançar o cinto da calça. —Tire a camisa. calor e posso te assegurar que o colchão é do melhor em sua linha. —Tire-a para mim. Pensei em cada maneira em que poderia agradar e de me assegurar de que estivesse pronta para isso. Havia símbolos. como seda negra e não pôde menos que invadilos com os dedos.intrigava era a cabeceira. —Dar e agradar. E ela queria brincar. os dedos se atrasaram muito tempo sobre a pele. hieróglifos esculpidos na madeira e vários pequenos anéis de ferro embutidos através dela. Tudo é cinco estrelas. num presente. Sua pele brilhava intensamente com a dançante luz. as altas maçãs do rosto. —Terá que traduzir isso também. . a pantorrilha. À parte de acima do top escorregou até a cintura. aceitaria-o. deixando os seios expostos. você gosta do quarto? Temos intimidade. —Terá que tirar os sapatos antes de poder tirar às calças. com os seios livres da blusa. enquanto ele esperava que ela o despisse. Seu coração palpitou e ela o olhou através dos cílios. Constituído como um homem deveria ser. para acariciar seus ombros largos. sobre o prazer sensual. Já falei que eu adoro sua blusa? —Suas mãos foram para os cordões de couro que lhe rodeavam o pescoço. o nariz. inclinando a cabeça para acariciar cada mamilo com a língua. Ele retrocedeu. —apontou ele. olhando acima de sua cabeça enquanto ela se inclinava para pressionar pequenos beijos ao longo de cada delineado músculo. Ela não tinha nenhuma dúvida. vou gostar da parte de aima. —O que quer dizer? —Está na antiga língua. O couro dourado baixou. Estava a poucos centímetros do grosso vulto sob sua calçs. Manolito. Notou como ela umedecia com a língua o lábio inferior. Percorreu com as mãos os definidos músculos do peito e logo se dirigiu para o abdômen liso e a estreita cintura. Ele elevou o pé e deixou que ela lhe tirasse o sapato. —Tenho planos para te proporcionar serviço toda à noite. semi vestida. Usou as mãos e seus dedos se estenderam sobre seu peito amplo. Haviam roçado os inchados seios. Estudei as novas idéias de cada século. seus pulmões tinham que trabalhar um pouco mais. Verti tudo o que sentia por você. Deus. ainaak sivament jutta. Tirou-a e deixou cair. MaryAnn umedeceu os lábios e se abaixou para lhe tirar os sapatos. mas ela não queria que ele o fizesse e talvez tenha lido em sua mente. Meu amor. Esposa. ele era formoso. onde está o serviço de quarto?— brincou. —Concordo. —apontou ele. Ela foi feita para você. Ele mantinha o queixo elevado. —Reiterou ele.num tesouro só para ela. —Eu não tenho exatamente toda essa experiência. Manolito não fazia nada pela metade. as idéias de cada cultura e aprendi tanto como pude. . Ele sorriu. antes de ir ao outro sapato. chamando a atenção sobre sua boca. A respiração de Manolito estava suspensa. A idéia era quase espantosa. seus traços eram duros. o que queria era levantá-la e entranhar-se todo nela. acariciando seu tornozelo. levando as mãos aos botões. Sim. nela. a meia. de modo que o suave top caísse ainda mais. Cada sonho e cada fantasia. afastando a camisa. – Oh. —Os olhos negros pareciam lhe queimar a pele. Sabia que ele poderia desejar simplesmente se livrar da roupa. porque sua vontade. Ela era formosa. Manolito. Mas. Era o sorriso satisfeito. Se isso a fazia superficial. O ar frio contraiu mais ainda os mamilos. pecaminosamente atraente que parecia queimar lenta e significativamente todo seu corpo. —A fusão de mentes é algo maravilhoso. então bem. olhando-o da forma em que estava.Então. MaryAnn abriu os botões um a um e a cada um deles. Sobre ela. Ela tremeu quando o cabelo dele deslizou sobre sua pele. —Para sempre a meu coração conectada. mas agora os mamilos apareciam para ele. mas ele continuava estudando um ponto sobre sua cabeça. mas MaryAnn achou erótico estar ajoelhada diante dele. O queixo firme. Companheira.

De tê-lo. Isto é o que quero. Manolito a fazia sentir-se sexy e querida. compartilhando o fogo. Um som escapou de sua gargante. Ele abriu suas pernas. os seios empinados para cima. mas a carícia das pontas de seus dedos. Ele murmurou alguma coisa. animando-o a sair dela. MaryAnn estava apresentando seu corpo como um banquete. A língua acariciava e dançava rapidamente seu redor. Faça isto por mim. a parte interna da coxa e depois embalou os testículo em suas mãos. Lentamente. Sua face acariciou a ultrasensivel glande. para mim — ele a instruiu. já estirado ao máximo.Separava-lhe do paraíso só o fino tecido. O ar abandonou seu corpo com um assobio e ela sorriu. tão intenso como uma tormenta selvagem estrelando contra ele. com os olhos estavam pousados sobre sua boca. tomando posição enquanto se erguia sobre ela. precipitando-se como uma droga por todo o seu sistema. lhe dizia que tinha bem mais poder sobre o corpo dele. . porque não podia imaginar outra mulher mais formosa ou sexy. MaryAnn se afundou no colchão. O membro viril saltou quando Manolito sentiu o hálito dela sobre ele. o pequeno movimento rápido de sua língua. deslizando sobre seu membro. Não podia imaginar sentir esse desejo. como se ela lambesse um cone de sorvete. similar a um áspero grunhido. lhe sustentando o olhar. dois e o mundo se aquietou. Manolito rodeou a cama para onde ela estava com a cabeça. Sentia-se um pouco vulnerável e exposta nesta posição. Ficou sobre a cama com o top caído ao redor do tórax. Lentamente ele lhe tirou as botas e as colocou junto a seus sapatos. Ele queria ter o controle. observando sua reação. duvidava que deveria ter estar sentindo algo mais que luxúria. Mais que prazer. olhando-o. Sua boca o engoliu como uma luva de seda. enquanto sentia o baile dos dedos no zíper e vagarosamente ela o segurou. com nada mais. O coração de MaryAnn palpitou. A ereção saltou enorme e palpitante pela necessidade. Com seu membro na boca dela. A percepção de suas fortes mãos subindo por suas pernas. —Deslize um pouco mais para baixo. Seus quadris se sacudiram. O tempo titubeou e o coração de Manolito acelerou no peito. Com apenas seu olhar. enquanto ela o sugava. passando a língua pelos dentes. Seus testículos tensos. o ligeiro apertão de suas mãos. ele rodeou a base de seu membro com a mão e empurrou a glande contra a boca que a esperava. grosso e longo. quase como focos. para acariciar seus testículos. meu amor. compartilhando cada onda de sensações que criava. Para manter o controle. segurou-a pelos ombros até que seu pescoço ficou fora da cama e a cabeça para trás. provocava excitantes tremores que lhe atravessavam rapidamente a corrente sangüínea. enquanto lhe baixava a calça. de fazer com que fervesse por ela. Sua língua o acariciou. com a cabeça na beirada da cama. Levantou os braços e os colocou para trás. Podia sentir a umidade acumulando em seu sexo e cada terminação nervosa. Segurou-lhe uma mecha de cabelo. O ar abandonou repentinamente seus pulmões. enquanto o atraía para sua boca. —Deite-se na cama comigo. urgindo-a a olhar para ele. —Mas quero… —Te darei o que quer. Amor. Seu corpo estremeceu quando o fogo correu por sua coluna. Fechou os olhos brevemente. Seus seios se empinaram apetitosamente com seus mamilos tensos e suplicando sua atenção. que tinha pensado a princípio. Ele lhe colocou as pernas do lado da cama e brandamente lhe pressionou o ombro até que lentamente ela se recostou. Com a cabeça para trás. Ela deu outra longa acariciada de cima abaixo em seu membro. com apenas um olhar. Pode tomar mais de mim dessa maneira. o cabelo caindo até o chão. Isso. As luzes do arco íris brincavam meigamente sobre seu corpo. para memorizar a textura e a forma. Sentiua em sua mente. arranhando-os suavemente com as unhas. quando o puxava cada vez mais na boca quente e apertada. aproximando-se ainda mais. viva e em espera. Seu corpo tremeu com o desejo repentino de agradá-lo. O prazer atravessou-o. Seu membro pleno. —Se estire para trás. Um batimento do coração. O ar explodiu explorou em seus pulmões. suas mãos procurando o longo cabelo encaracolado. Os dedos acariciaram a parte posterior das pernas. Ela o fez esperar. a garganta arqueada. Ele a livrou da calça jeans enquanto ela levantava as nádegas e deixava que a tirasse. mas talvez o amor conduzia sua luxúria por ela.

—instruiu-a. sabendo que o empurrava para o descontrole. permitindo-se tomar mais. de modo que as paredes de seu sexo se contraíam e pediam piedade. Sua visão se turvou. presa fortemente no lugar. até que esteve em pé. Porque não podia. sacudindo os quentes jorros de sêmen em seu interior. —animou-a. mas hipnotizante. . . uma música para ele. MaryAnn. por favor. esperando seu impulso. a boca e ao corpo musculoso. utilizando sua própria mão para fazer cada movimento curto enquanto lhe enchia a boca. Tomou-o em sua boca. por favor. Seu corpo era o primeiro para ele. tomando-o mais profundamente. enquanto começava a perder o controle. Em seguida. enquanto ele a devorava. mantendo a boca apertada. . entrecortado. —A voz não era a sua. lhe rasgando o coração e a alma. Ele alcançou seus seios. Ela gritou seu nome.. apertou os dedos sobre seus ombros enquanto lhe rodeava o corpo com as pernas. num longo e lento risco. Mesmo assim. de tão rouca. O sussurro lhe teria roubado sua última defesa.Sim. Seu corpo já não lhe pertencia. Empurrando os quadris para frente. imóvel sob ele. enquanto a via lhe tragar. Ele emitia gemidos ásperos de prazer e cada um deles vibrava através dela. um som suave e desigual. apenas audível enquanto ela empurrava-se contra ele na tentativa de obter alívio.Quero seu coração e sua alma. protegeria-a e a amaria. Sua língua encontrou a quente e escorregadia entrada e se felicitou agradando-a. Os seios inchados e doloridos. ele lançou-a ao segundo com o baile de seus dedos em seu interior. —Sua voz era áspera. O estilo do lobo era de dominar e ela levantou o olhar para ele. sustentando-a facilmente enquanto tomava o que queria. MaryAnn sentiu como ele se inchava e soube pelo rouco gemido que estava perto. úmida e tão apertada. Seus braços e pernas lhe pesavam e o corpo tremia depois da série de orgasmos. seu longo corpo cobrindo-a e colocou o rosto entre suas coxas. Seus quadris resistiram. Sabia que era a loba. até sua boca. ele simplesmente se inclinou sobre ela. a língua lisa enquanto aplicava pressão e logo estimulava a glande rapidamente. —Relaxe a garganta para mim. curtos e duros. Seus olhos permaneciam fixos nos dele. quente e cheio.Suas mãos se aferraram em seus cabelos. Modo tradicional de sua espécie.. Parecia uma mulher a beira da loucura. os gemidos lhe saía com soluços. . —E não tinha. — Os impulsos eram mais rápidos agora. —Não tenho forças. observando o cru desejo queimando em seu olhar. Seu sexo palpitava e ela estava molhada pelo calor. não podia deixar a caverna quente. enquanto a boca feminina o sugava. ser agradado. estremecendo já com o primeiro clímax. enquanto o sugava. inclusive mais à frente. Não podia se mover. desejando o que ele tinha a oferecer. De onde lhe tinha chegado isso? Por que tinha o desejo de mantê-la imóvel enquanto entrava e saía de sua incrível boca? MaryAnn desejava tudo. levantando-a nos braços. . quando o que ele queria era controlar. . — Você tem que parar. provocandoa incessaantemente. Manolito levantou a cabeça e a abraçou.Por favor. quando as sugadas se fizeram mais profundas. —Mais forte. Ele segurava-lhe o cabelo a cada impulso. com o fôlego em ofegos ásperos e desiguais. —Coloque as pernas ao redor de minha cintura. se ainda tivesse alguma. Mas as mãos. MaryAnn sentiu seu corpo arder em chamas.Você os tem. sivamet. suas mãos lhe controlando a cabeça. Estava à beira do desespero. Arqueou mais o pescoço. Não podia pensar. de forma que faíscas se estendessem por sua virilha. Porque embora a retivesse do modo tradicional de sua espécie. Viu-se obrigada a virar a cabeça e liberá-lo. os movimentos curtos e apertados enquanto movia a boca de cima abaixo por seu membro. puxando seu corpo enquanto a sustentava. suplicando atenção.Pare antes que seja tarde. seus dedos provocando os mamilos. sempre aumentando até que a ouviu suplicar. Suas liberações só aumentaram a pressão. Era um prazer tão carnal que podia se permitir. cheirava o perfume almiscarado do lobo macho enquanto Manolito empurrava com força seu membro. Sua língua era um toque de veludo enquanto ela o lambia e logo o sugava outra vez. desesperava-se por ele. apertando-a contra ele. Havia algo terrivelmente erótico em estar estendida. E estava. MaryAnn não podia respirar. Tudo o que fez ele foi engatinhar por seu corpo e puxar seus quadris para cima. Seu membro tenso e sacudido. podia ver as raias da luz âmbar nas profundezas negras de seus olhos. Sem adverti-la. Enquanto ele vivesse.Está segura sob meus cuidados. Assim. . Resistiu e se retorceu quando a língua a apunhalou profundamente.

Tinha que beijála. Era muito tarde para ele. —Eu não.— Estamos unidos. seu corpo reagia. enquanto o candente prazer arrebentava tudo a seu redor. mas cada um de seus instintos lhe exige isso. seu sexo era veludo. O coração palpitou em seu peito e a beijou outra vez. Sentir-se parte dela. A primitiva necessidade de possuí-la era uma escura luxúria que não podia ser detida. estar em seu interior. sivamet. A visão de sua aceitação foi tão erótica que o sacudiu. mas cada vez que ele se movia. lutando para recuperar um controle quando seu corpo já não lhe pertencia. Não é que queira simplesmente fazê-lo. urgindo-o a uma cavalgada mais rápida e mais dura. Suas mãos lhe seguraram o traseiro. a pressão crescia enquanto ele se retirava e seus músculos tratavam de tragar-lhe e mantê-lo dentro dela. —Os dedos começaram uma lenta massagem para aliviar sua tensão. O calor.É muito.— Notou? Eu também estou começando a poder ler sua mente a vontade. Manolito se moveu contra ela. estou em sua mente e posso sentir sua necessidade de me converter. . sugando-o e ordenando. sentando-se para poder lhe olhar. a fricção das terminações nervosas já sensíveis a fizeram gritar e esconder a face contra ele. o corpo ainda estremecendo de prazer. Ele fechou os dedos ao redor da nuca. Arqueou. —disse ele. até que sentiu sua liberação atravessando-a como uma tormenta de fogo. A ampla cabeça de seu membro afundou em seu corpo. tantas que sabia que ela se estendia por seu corpo. fechou os olhos e enquanto ele a baixava. O instinto tomava o controle e ela queria o que ele lhe oferecia. do anseia por seu sangue que estava sempre presente. ouvindo o ritmo misturado de seus corações. Havia um débil traço dehumor em sua voz. mas abrasador. jorro após jorro pulsando.. Só espere. Manolito a segurou élo cabelo e puxou a cabeça dela para trás.—Tenho força para nós dois. —Acredito que estou vivo. Ela ficou em silêncio por um momento. Esgotada. . acariciando-lhe as costas. Examinou seus olhos e viu neles seu desejo quente e ainda assim cheio de amor. a luxúria. lhe inclinando as costas sobre a cama enquanto se deitava sobre ela. enquanto raios brancos lhe percorriam o membro e ele explodisse profundamente nela. —O que significa isso? Não entendo. a cada vez é muito. —Entendeu errado. —Isso me importa. de se controlar. Manolito mudou de posição outra vez. —sussurrou-lhe.. Ela se elevou para encontrar cada investida de seus quadris. a paixão e a excitação. mas ele simplesmente deu um toque com a língua em seu seio. enquanto o corpo o aferrava. mais e mais profundamente. se estendendo para cada polegada de seu corpo. Um fogo abrasador investia como um raio por seu membro. MaryAnn cruzou os tornozelos. utilizando um ritmo suave para incitá-la a lhe montar. o lobo agora estava nele. —Manolito. os seios pressionandos contra ele. —Ela estava cansada. atravessando as suaves e apertados dobras. observando como seu corpo se estendia para lhe acomodar. suas pernas estavam muito fracas para lhe sustentar mais tempo. cada impulso e cada onda. Tinha tomado seu sangue numerosas vezes. com os braços ao redor de seu pescoço. seja aqui ou em sua querida cidade de Seattle. Manolito ficou sobre ela por um longo momento. com a boca descendo da garganta para o inchado seio e MaryAnn conteve a respiração quando sentiu que seus incisivos lhe furavam a pele. Apertada. fazendo com que perdesse a capacidade de pensar. Finalmente se apoiou sobre o cotovelo. Gentilmente. amor. Seu sangue Cárpato o impedia de sentir muitos efeitos. mas ainda assim. Mas para MaryAnn não era muito tarde. ele a levantou da cama e a colocou a seu lado. ela. — Ele lançou-lhe um sorriso. Apanhando-lhe em sua voragem. ofegando seu nome. levantando-a. —Riordan disse que você ainda poderia se converter em vampiro. retirando enquanto rodava. Só tinha que manter o controle sempre. Ela se aconchegou junto a ele. Quente. para encontrar sua boca. Não posso me converter. Sua segurança e felicidade são mais importantes para mim que qualquer outra coisa. se aproximando. todas as sensações misturadas enquanto a mordida dos músculos fechados a seu redor e as paredes de seda o apertavam até lhe estrangular em algum ponto entre o prazer e a dor. Fazer amor com ela era o momento mais perigoso por causa do desejo. sentindo o calor sedoso que lhe atravessava quando seus músculos o sujeitavam. Escolherei uma vida contigo. —Não sei se vou poder fazer isto. Como ia sobreviver se seu corpo já estava preparado para se derreter? Sua necessidade parecia implacável. até que explodiu dentro dela.

E na verdade MaryAnn. meu amor. Vejo que a escuridão é forte nele. O lobo. Manolito se recostou. Só pode sentir nossa esperança por ele. Sua sobrancelha se elevou. —Alegra-me muito lhe ouvir dizer isso Manolito. Manteve-se ante meus irmãos. Soubera todo o tempo que ele estava emergindo. —Qual é a decisão? —Ele soava suspicaz. —Quero retornar a Seattle para ver minha família freqüentemente. que será um problema. Esta noite. Riordan e Rafael tentar…? —Ela se interrompeu. Minha. porque esta mulher moderna tomou uma decisão e é minha a decisão. Era suspicaz. que sou um homem muito moderno. Obviamente. —Acha que cedo ou tarde lhe perderá. Cada morte torna nossas almas mais escuras. Tinha sorte de ter sua loba para que a guiasse. Isto deveria lhe dar esperança. Cavando profundamente. Suspirou. outros ocupantes sabiam. Não ia liberá-la a de suas obrigações embora fosse possível.. . MaryAnn podia sentir sua dor e preocupação por seu irmão. nos protegendo das matanças para nos permitir mais tempo. Jogou o cabelo para trás com dedos suaves e se inclinou para lhe beijar. não acredito que deva ficar perto de meu irmão mais velho. mas agora podia sentir sua poderosa presença. —Zacarías é um grande homem. Quando você abandonar a vida. —Podem. Acho difícil. Acredito que deveríamos ter uma casa perto delas e outra nos Estados Unidos. meditada. —Estou de acordo e é uma solução perfeita. —Mas três de vocês encontraram suas companheiras. Isto é importante para mim. Em pouco tempo a escuridão aparece até que já não sabe se poderá resistir ao atraente desejo de sentir. Havia sombras em seus olhos e o peso de seu coração era mais do que ela poderia suportar. —Ele não pode sentir esperança. MaryAnn. Eu estava assim. Ele não responde a ninguém e a julgaria severamente. — MaryAnn não fez caso do sentimento que se acumulavam nos olhos dele.. —disse. não por si mesmo. Jasmine quer ir para o rancho. mas não como os Cárpatos. —Quero que me converta. A escuridão está nele e procedemos com prudência para impedir de se empurrar pelo abismo. O que não era. —declarou. acredito.Quando formos visitá-los. Mas esta é minha. Quero compartilhar totalmente a vida contigo. tem que atuar de forma civilizada e absolutamente como um Cárpato ou um lobo. deveria saber bem. —Certamente. O que seja. amo-o e quero ser totalmente tua. Foi ele quem evitou que todos nos convertêssemos em vampiros. é muito inteligente e ostenta muito poder. Não me decidi ainda. sondando sua mente. Mas se Solange e Jasmine realmente ficarem no Brasil ou em qualquer lugar que estejam.. Os licántropos também são idosos. Ele é um retrocesso a uma era diferente. para tomá-la. faria de Manolito um homem difícil de dirigir.. —E você será encantador e nada dominador. O lobo combinado com as características Cárpato. lhe estudando a face. Tem que entender que acredito ter direitos. não entendendo que sua palavra foi e continua sendo lei. —Não tomei nenhuma só decisão em parte momento do caminho. Agora. Zacarias. —Quem? Seus irmãos e você? —Ela soltou um delicado gemido de incredulidade. —Ele nunca permitiria que fizéssemos isso por ele. Mesmo quando entrei no outro mundo. seria muito difícil para uma mulher de hoje em dia viver com ele.—Envelhecerei e morrerei com você. ele amava e respeitava Zacarías acima de tudo. —Vai responder a suas perguntas? —Não sei. a mim. Acredita que é responsável por todos nós. entrelaçou os dedos atrás da cabeça e olhou para os brilhantes cristais que cobriam o teto. pelo menos uma só vez. E sim. Ela ficou em silêncio. E embora encontrasse sua companheira. realmente precisarão ajuda. . perto de me converter. mas Solange. sabendo o que faço e o que quero. eu também farei. asseguro-te. O que estava dizendo? Queria que Manolito caçasse vampiros? Ele negou com a cabeça. Em comparação. A maior parte de nossas companheiras são humanas ou roçam o humano. encontrou. —Sempre foi dito que sou um homem encantador. Não quero que transtorne minha mãe.

Nem podia. tentando alcançar minha loba quando fazemos amor. Ninguém. ma isto não.Por isso esfrega seu corpo contra o meu. Seu corpo . Ele simplesmente segurou-os em suas mãos. —Não vai me distrair. Arriscar-se com ela. Com amor. Engoliu o nó de sua garganta e virou o rosto para que ela não o visse conter a forma em que o afetava. —Ela tinha lhe roubado o fôlego. sentiu-o na forma em que seu corpo estava já grosso e duro. jogando-a no chão para poder deslizar a mão por suas suaves costas. Não entro nesta relação com óculos cor de rosa. com um braço ao redor de sua cintura e virando-a até situá-la de frente para ele. Ser companheiros parecia muito singelo.Sempre teremos isso. Estremecia-se com sua ternura. Tive muito tempo enquanto repelia vampiros. Esfregou o queixo contra sua cabeça. então. acredito que a vida será fácil. —Porque seu perfume está sobre voce e sobre mim. MaryAnn fechou os olhos. —Se sempre fazer tudo o que te disser. Ele poderia estar distraindo-a. Não podia olhar diretamente nos olhos e não lhe dar o que queria. Ocorreu-me que poderia ser difícil viver contigo. duro e dolorido por ela. recordava o emparelhamento entre um lobo e um Cárpato. Leu-o em sua mente. Ela riu e ele sentiu que o som percorria seu corpo como pequenas descargas elétricas. —Me peça a lua. Está aí. Sei que é ele. —Quando tinha começado? Quando tinha virado do avesso seu mundo? Seu coração se derreteu no momento em que a olhou. É realmente estranho encontrar alguém a quem amar e até mais estranho ainda é que esse alguém também a ame. —Sente o lobo dentro de você? —Ela rodou para apoiar a cabeça em seu ombro. mas era mais complexo do que tinha acreditado. desejo e amor. mantendo-a bem perto durante um longo momento antes de deslizar para baixo. para me impregnar com seu perfume e isso é um traço do lobo. Ele acariciou-lhe o pescoço com o nariz. incitando-a antes de pressionar os lábios para tentá-la. obrigando-se a sossegar o repentino medo. — Ela beijou-lhe o queixo. —Manolito?—Seus dedos lhe percorreram a face. —É um traço Cárpato. As emoções eram bastante difíceis de suportar. Gostava que seu perfume permanecesse sobre a pele dela. Não quando não sabemos o que acontecerá —Está mudando. Ele desejava sua conversão por si mesmo.. com suas mãos tão fortes e seguras. eu quero ser também. Você mesmo disse..—Não vê o quanto é importante para mim tomar esta decisão? Tem que ser minha a decisão. Seus irmãos ririam se soubessem. com seus movimentos decididos. roçando sua pulsação enquanto aspirava e retinha o ar em seus pulmões. —murmurou e a atraiu para ele. Ele mordeu-a no pescoço. acariciando as maçãs do rosto. Provavelmente seja por isso pelo que é ainda mais autoritário que quando o vi pela primeira vez. poderia matá-la. A nota provocadora em sua voz foi quase tão excitante como o modo em que suas mãos subiram para cobrir seus seios. suaves. —O que quer que seja. Pensei muito nisso. mas ao mesmo tempo. Se convertesse MaryAnn e a loba protestasse. Seu coração pulsava com o dele. —Ainda temos isso. —Não fale como se fosse algo bom. tirou-lhe a blusa. cheios de amor. Estava orgulhoso do que e quem era. sentindo seu cabelo como fios diminutos que os prendessem.CAPÍTULO XIX Manolito reprimiu sua primeira reação. De repente. Sua língua tocou sua pulsação. do que recordava. sequer Vlad. . Seus dentes eram suaves. —sussurrou. MaryAnn e encontrarei a forma de lhe dar. inspirou seu perfume feminino. pressionando contra de sua coxa. A dor era tão forte que pensou que poderia morrer pela mistura de necessidade. enviaram um estremecimento de excitação por sua coluna. Nunca poderia ter imaginado que o amaria tanto. acariciando com a ponta. A forma em que o fez. Seu corpo era firme e quente. Manolito... não queria. . magos e homens jaguar.

Ela deitou-se de costas. afastando-se. Necessito o mesmo de você. amava-a. —Não mais do que eu contigo. Não poderia ir para a terra com ele. sofrendo as conseqüências. com uma sensação palpitante. Ele se voltou para ela. jogando-os para trás. —Preciso disto. Sorriu-lhe. Manolito colocara Luiz. Olhava-a e ela estava perdida. . Tinha percebido flashes em sua mente do que seria sua existência se não se convertesse em Cárpato. —murmurou ele. Seus lábios acariciaram o ombro dela enquanto sorria. não por você. —Vejo o que queria me avisar. Não haveria dias para ele e umas poucas noites para ela. —Mas eu não poderia te fazer feliz. mas não antes que ela captasse um brilho de desassossego nos olhos dele. Como você necessita de meu corpo e meu coração. Era muito singelo. —respondeu ele levantando a cabeça. No momento. —Não é questão de confiança. Porque pela primeira vez sei como pode ser a vida compartilhada com alguém mais. Seus dedos lhe acariciaram o cabelo. Manolito. nem ser tão felizes como desejaríamos. Um sorriso suavizou o duro rictus de sua boca. —Posso te fazer feliz. do melhor modo possível. disposta a atender a mínima provocação. MaryAnn. agora que entendia o amparo e a força que esta lhe dava. posso fazê-la feliz. ao mesmo tempo em que usava a velocidade do lobo para alcançá-lo.O que está fazendo? . Seu corpo respondia com o mesmo ardor. seus olhos negros cravados nela. pelos ombros e inclinando-se abruptamente para beijá-la. Sinto-me como se tivesse recebido um milagre. desassossegada. Mas amava mais a Manolito. Ele se levantou da cama e desapareceu. esquecendo-se completamente dos insetos ou qualquer outra coisa que pudesse haver na caverna.Levantou de um salto e se lançou descalça atrás dele. Não entendia seus sentimentos recém encontrados. Apesar de tudo. —Não acredite que poderá se sair sempre com as suas. Você é esse milagre e me arriscar a te perder… —Por que iria me perder? Juliette conseguiu. até seus seios. —Como? Explique-me. que precisaria freqüentemente se rejuvenescer. sempre tem importância. De algo próximo ao desespero. estava faminta por ele uma vez mais. para outro beijo. —É obvio que sim. seu cabelo se dispersou pelo travesseiro. De cautela. —Assim é como me sinto também. —Sou patética no que se refere a você. Sua língua tocou o ponto onde sua marca permaneceria para sempre e imediatamente ela a sentiu arder e pulsar. ele se sentiu dolorida e tensa. —Importa-se que eu queira isto? —Era essa sua voz. para a entrada. Queria uma vida completa com ele. Enlaçou sua mente com a dele. —ele se endireitou e passou as mãos pelo cabelo outra vez. —disse. Tem que confiar em mim o suficiente para saber que sei o que é melhor para mim. Exasperado. . Por isso mudou de posição. Ele a tocava e ela se sentia perdida. O coração de MaryAnn bateu fortemente em seu peito. mas não. —É diferente. fluindo pelo estreito túnel. por que é diferente.deveria estar completamente satisfeito. tão ofegante pela espera que não podia se reconhecer? —Você e o que você quer. enviando pequenos dardos de fogo que percorreram sua pele. Riordan tinha colocado Juliette em sua forma de vida. ele suspirou. MaryAnn. mil vezes mais poderosa. em sua preocupação por Manolito. — ele se voltou. Sua boca era quente. quando me disse que era teimosa. E quero isto por mim. Simplesmente se evaporou diante de seus olhos. —É algo que está absolutamente segura de querer fazer? Ela fechou os dedos ao redor de sua nuca e atraiu sua cabeça para a dela. —Quero passar contigo cada instante que possa. Agora que ela conhecia sua loba. —Não podemos viver assim. aproximando-se para que sua boca pudesse percorrer o montículo suave e firme. Soltou um pequeno gemido e enlaçou o braço ao redor de sua cabeça e o atraiu até ela. MaryAnn. sivamet. Ela estaria na superfície. cavando a palma da mão em sua nuca.

Não há nada. na mente dele. A cólera se apagou quando a compreensão a golpeou. . estava certo. . se o provocasse? Elevou a face para o céu noturno. . Sentiu a carícia dos dedos dele em sua face e logo se afastou. um soluço fluindo em sua garganta. As paredes da rocha se uniram ruidosamente com um chiado que reverberou em sua mente. empunhou-a e. . Pelo menos façamos isto juntos. estava cômoda e feliz consigo mesma. Jogou para trás a cabeça e uivou. sua beleza e seu mistério. Se não. Para ele. Por pensar que voltaria e se dariam uma.Se de verdade me amar… A risada foi suave em seu ouvido. Ela tinha amado sua vida anterior. ser Cárpato era tudo. absolutamente. Não quero que experimente dor. ignorando as lágrimas que deslizavam por sua face. como o faria um Cárpato. O sexo selvagem e desinibido do lobo. mas o que ocorreria a ele ou ao lobo. confinada e feliz em sua pele? Ele tinha lhe arrebatado isso. Tinha esperado que ela aceitasse seu presente de vida e de amor. mudei que idéia. MaryAnn o tinha infectado com o sangue de sua loba e o lobo em seu interior se fortaleceu. Era isto o que tinha sentido MaryAnn. sem saber o que aconteceria.. —No que estava pensando?— Sussurrou em voz alta. A imagem dela sentada na cama nua.Não a colocarei em perigo. saindo de sua mente por sua segurança.Não a colocarei em perigo. agitando os braços. mas até agora. Afundou-se na cama. Retorne. Não quero mais.Manolito. . Havia sedução em sua voz.. Ele rompeu a conexão outra vez e ela se sentiu sozinha. Seu fôlego saiu num soluço. Ela bateu as mãos sobre as rochas. É mais que meu coração. E ele havia lhe aquietado tudo isso também. Não pode fazer isto. Você é minha alma. Oh! Meu deus. ele havia esperado que seu traço Cárpatos o vencesse ou sucumbisse ante ele. não estava segura de que se perguntava a ele ou não. Muito sozinha. sem ter realmente em conta o preço para ela. . com o coração tão pesado que se sentia como se pudesse se romper num milhão de pedaços. E não arriscarei sua vida ou sua prudência até que tenha arriscadoa mim mesmo.. enchendo completamente os pulmões. Ou permaneça fundido comigo.Se não retornar. Só o vazio. *** Manolito inspirou o ar noturno. Simplesmente as deixou cair. Chorar não ia detê-lo. vá com meus irmãos e os deixe cuidar de ti. .implorou ela.Manolito. antes para saber que pode fazer sem mal nenhum para você. Não.Importa-me tanto como eu a você.É minha escolha se arriscar. MaryAnn voltou caminhando para a câmara. . Se eu voltar. Inclinou-se para pegar uma pedra solta do chão da caverna. correndo para chegar antes que ele pudesse fechá-la. não teria absolutamente nada. O lobo simplesmente estava ali e havia permanecido calado e alerta. A compulsão não ia deter lhe. Deixe-me sair.Você não entende. MaryAnn quis atirar-lhe alguma coisa. completaremos a conversão. processando cada elemento tão rápido.É por amor pelo que faço isto. . Não queria estar com ela no caso de que tudo saísse errado.Não iria se arriscar com ela. Se ele não retornasse. esperando sua volta. Ela pressionou a mão contra a boca para reprimir os soluços. Por favor Manolito. Amava todo o mundo Cárpato. sem pensar. Não haveria razão para a cólera. sente na cama e me espere. Ela sentiu seu suspiro na mente e novamente seus dedos pareceram roçar sua pele. Fez outra tentativa. a porta se abrirá ao por-do-sol. Sua determinação era absoluta. Nenhuma razão. . tampouco isso tinha ocorrido. Retorne. Pareciam coexistir. furiosa por ele acreditar que ela esperaria docilmente. empregando tanta compulsão quanto foi capaz de usar. MaryAnn sentiu como a terra tremia e soube que a entrada da caverna estava aberta.E nem ninguém nesta terra será mais importante para mim.Não se atreva! – MaryAnn gritou em sua mente... Não quero que sinta o fogo da conversão. jogou-a contra a porta. E se algo saía errado…? Se o perdesse agora… Como podia tê-lo feito outra vez? Tinha-lhe tirado a decisão das mãos. Amava a noite. Sentiu ao lobo saltar em seu interior. . ao saber quem era. não há razão para abrir a porta.. num ataque de fúria. Só um terrível buraco negro que a engoliria. entre a fúria e o terror. . Acelerou. . .Se eu não voltar. estava em sua mente.

Manolito abriu suas lembranças ao lobo. o enchendo de segurança. antes de uma grande batalha. Ele se retraiu. compartilhando seus medos pela segurança de MaryAnn. Zacarias sempre pudera ver mais além. acreditavam ter direito a governar. como os irmãos Malinov. Suas alcatéias estavam dispersas pelo tudo mundo. impulsionado para o interior.Nicolas já começou a viagem. incapazes de sair e proteger o corpo de seu anfitrião. MaryAnn o seguiria imediatamente ou se sua loba a pudesse manter com vida. tome cuidado com suas escolhas. Ela tinha razão. Dirigiam organizações para a defesa dos bosques e animais. lobos que se negavam a ser parte de uma alcatéia. Começava a pensar no lobo como em outro irmão. . A expansão dos dentes quando seu focinho se alongou para acomodar as afiadas presas. Lobos que. Seu maior perigo eram os renegados. talvez a mesma lenta morte em vida. O lobo saltou. — ele disse quedamente.Manolito enviou seu calor e afeto. para que não tenha que se arrepender. Houve um breve silêncio. . Ele negou com a cabeça.Manolito? . Por favor informe Mikhail de que enfrentamos uma possível destruição de vários frentes. para ela. mas se afastou antes que Zacarias pudesse obter um indício do que planejava. a necessidade de conservar sua fêmea protegida e cuidada. A lua cheia os fazia débeis. herméticas e escondidas. como Manolito por MaryAnn. Incapazes de responder a chamada da fera quando seus protegidos estavam em perigo. —Só você e eu.. vivendo e amando entre eles. Podiam se comunicar. Se não a convertesse teriam uma vida difícil. desprezando o comentário embora seu irmão não pudesse lhe ver. trabalhando. Sua mente se expandiu enquanto as lembranças coletivas de geração após geração alagavam sua mente. Com olhos de cor âmbar e uma camada de pelagem negra.Tão disposto como você. A força e o poder fluíram nele eatravés dele. Melhor confrontar o fogo e arder rápida e limpamente. O lobo respondeu. . Eram poder e inteligência envoltas numa lustrosa pelagem. Sentiu a agitação do lobo e a elasticidade. todas essas coisas tão eram fortes mais no lobo e duplicavam sua necessidade de atuar em conseqüência. É o menos que podemos fazer depois de ajudar os Malinov a idear o plano para derrocar o líder de nossa gente. a menos que a necessidade fosse grande. duas personalidades fortes e dominadoras compartilhando o mesmo corpo. lhe permitindo ver o que lhe faria a conversão. mas sobreviviam profundamente enterrados na comunidade dos humanos. Não era uma ilusão. a examiná-lo todo. . irmão. A criatura estava separada dele. Manolito encolheu os ombros. Os traços do lobo.Zacarias tocou sua mente. inclusive da terra. Seu lobo tinha registrado as lembranças coletivas de todos os lobos e não tinha encontrado nenhum caso de um Cárpato emparelhado com um deles. rechaçando a possibilidade. . Não quero que continue por este caminho que escolheste. Compartilhavam sentimentos e sensações. Seu guardião passou junto a ele. um companheiro e um . o lobo olhava diretamente para a água cristalina. . Um toque para se despedir. Trabalhavam incansavelmente para combater a ignorância sobre a fauna silvestre. Ela é minha companheira tanto como a tua. O picor da pelagem. . . para dar a Manolito um sentido de quem e o que era. no caso de que as coisas não fossem bem. Nada tinha a ver com os homens-lobo do cinema. Diferente. Chamou-o.O que está fazendo? Sentiu a intranqüilidade de seus irmãos e soube que inadvertidamente os havia tocado. — E a noite. Estava sendo empurrado para trás. enquanto o lobo dava um salto para frente e assumia o controle de seu corpo.O que temos feito toda a vida é perigoso. Zacarias. alimentando o lobo. lobo. Embora não entendesse a união Cárpato e o que suporia a morte de Manolito. Raramente se juntavam.Está disposto a fazer isto? . de uma ou outra maneira. seria uma lenta morte em vida. A mudança o percorreu. . Pequenas. como sempre faziam uns com os outros. Só posso ler perigo nele. mas um lobo tão preocupado por sua companheira.Não houve vacilação por parte do lobo. Se tiver oportunidade. caindo em espiral e encolhendo-se numa sensação claustrofóbica. mas tampouco de que o sangue tivesse prejudicado a outro.Serei feliz. também é de outras formas.Estou bem. Não era o monstro terrível dos filmes. Tomei decisões que lamento. obrigouse a sentí-lo todo. as plantas e o meio ambiente. Dei-me conta de que embora minha forma de fazer as coisas fosse correta.O que faz é perigoso. A onda de vida sob sua pele. a conexão era forte apesar da distância.

Seu ventre se contraiu de excitação e podia sentir as ondas de profunda necessidade no fundo de sua vagina. zangada uma vez mais. Sua mão subiu para lhe segurar um seio. com seu braço prendendo-a estreitamente contra ele. Ela deu-lhe um chute. Manolito levantou-a e a puxou para trás. E ele apenas a tocava. ouvindo sua rápida inspiração enquanto movia o corpo com a graça de um lobo.. Se não o fizesse esta noite. Quente e suave. Não posso acreditar que fizeste isso. Não se machuque. Preocupa-lhe que aconteça algo a ela quando mudar. alagando-a. —Sinto muito. sua mão deslizando ao longo de sua perna. abraçando-a antes que pudesse se machucar ou a ele. para a coxa. sabia?— A palidez alterava a perfeição de sua pele cor café quando ela se jogou sobre ele. sempre protegeria MaryAnn. csitri. —Assustou-me.Meu lobo está muito interessado no seu. mas suas mãos eram suaves quando baixaram até a suave curva de seu ventre. com uma dolorosa pontada. havia conseguido o conhecimento. Manolito emergiu da noite. sabendo que ela ouviria o barulho das rochas ao se selarem uma vez mais. lançando sobre ele. Suas mãos eram cálidas. a grossa ereção que pressionava contra os duros músculos de seu ventre. tão cheio de luxúria. permitindo o acesso a sua boca. chorava mesmo quando o golpeava. Ela tremia em espera. —Recoste-se na cama. A fome voraz brilhava intensamente em seus olhos quando ele inclinou a cabeça para beijá-la. que ela pensou que poderia ter um orgasmo simplesmente pelo toque de seus dedos e o aspecto de sua face. Um de seus braços rodeava sua cintura e o outro sob os seios. Ondeou a mão para abrir a entrada da caverna. O que aconteceria se tivesse precisado de mim e eu não pudesse te alcançar? —Tinha que me assegurar de que estava a salvo. Virou sem se apressar absolutamente. Seu ventre se contraiu. Havia algo extremamente sexy em ser sujeita desse modo. Seria prejudicial viver sem que MaryAnn experimentasse a conversão. só com seu escuro olhar. perfeitamente razoável. Sua língua encontrou sua pulsação e a provocou com pequenas caricias dos dentes. Acredito que sua pequena fêmea é o bastante forte para experimentar a conversão contigo. com seus seios bamboleantes e seu traseiro redondo e apertado. lhe permitindo ver cada polegada de seu corpo. Estava furiosa. quando se ajoelhou sobre ela na cama. a confiança e a habilidade para tomar e fazer uma decisão racional. enviando pequenos tremores a todo seu corpo. . Ele segurou seus punhos e a atraiu com força para ele. assim como Manolito sempre protegeria a loba de MaryAnn. Acariciou-a em pequenos círculos. —Se acredita que vou deixar que me toque… Ele inclinou a cabeça para encontrar o nicho de seu pescoço. Incitante. Descendo pelo estreito túnel. Ele sempre a fazia sentir-se sensual e bela. ileso. seu corpo pressionando o dela. Tinha que aceitar o risco pelo bem dos dois. Seus dedos acariciando o mamilo. Sua boca devastou a dela. Mais que tudo. como ele havia lhe pedido. cheio de carinho. só te manter a salvo.amigo. —Que se machuque. —O que você fez? Está louco. Não queria te assustar. levada pela adrenalina. contra ele. MaryAnn se voltou para confrontá-lo. E seu lobo sempre. a suave cor café era mais uma vantagem. não se surpreendeu quando chegou e a encontrou com lágrimas descendo por sua face. em lugar de esperar na cama. mas acredito que somos igualmente fortes. Ela soubera disso instintivamente e também de forma racional. MaryAnn flexionou os músculos dos braços até que cautelosamente o liberou. —disse ele. Envolveu-o e se arqueou para trás. MaryAnn não estava disposta a esquecer do medo e seu aborrecimento. ambos lhe sujeitando os braços dos lados para evitar que ela o golpeasse novamente. seu tenso corpo contra o dela. muito desejada. .. —Os braços dele se retiraram. sivamet. tão excitado. estudando a crua excitação em sua face. Sabia que ele gostava de sua pele e com as luzes oscilantes sobre ela. agora que ele estava a salvo. lenta e sexy. lhe sustentando o queixo. agradecida de que ele estivesse vivo e ileso. embora seu coração se aliviasse ante a reação. Ele não podia afastar os olhos dela. não poderia encontrar novamente a coragem. Seu membro já estava já quente e inchado. Ele inclinou a cabeça para a cama e logo ela engatinhou sobre a mesma. —Se acalme. Manteve o sorriso. Conheciam um ao outro e se apoiavam. deliberadamente sensual. pressionado comodamente entre suas nádegas.

desejando que entendesse.. Era uma tortura e um prazer doloroso enquanto o introduzia em seu corpo. Ela ficou sem fôlego quando seus dedos lhe acariciaram os mamilos e enviaram uma avalanche de sensações a seu corpo..Manolito cobriu seu corpo com o dele. trazendo-a até seu colo. —Venha em mim. Fechou os olhos. com olhos confiantes. Seu toque era terno enquanto excitava seu corpo. duas vezes. Uma vez. beijando-a repetidas vezes. descansando em seu colo enquanto lhe encontrava o peito.. Sem pressa. Podia sentir os músculos agrupando sob sua palma. cada resto de sua essência vital. empurrando-os profundamente. Atraiu-a e sua boca encontrou a dela. Separou-lhe as coxas com o joelho e a elevou para ele.. Seus músculos pulsavam ao redor dele. A necessidade de um companheiro. Cada terminação nervosa estava realçada. tão apertado que seu fôlego ficou estrangulado na garganta. esperou até que seus olhos se encontrassem e então os uniu com uma longa investida. sexual ou física. seus quadris se pressionaram contra ele. engatinhando-se por seu corpo até que o montou. —Não posso. Alimentou a excitação de MaryAnn. Então cravou os dentes profundamente. até o vale entre seus seios e mais abaixo. admirando por sua pura magia. Esse era um traço Cárpato. com seu corpo. Não podia deixar que ela o distraísse e sua boca. Passou a língua sobre as espetadas. como fazia um companheiro. descendo pela depressão entre os seios para o estômago. —Segurou sua coxa. mas seu corpojoa se contorcia para encontrar a pulsante ereção. Que soubesse que sempre estaria com ela e para ela. insistindo-a a se recostar enquanto ele lambia de sua pele. até que ela contra a vontade deu uma deliciosa e muito erótica lambida e logo lhe obedeceu. Baixou o corpo várias vezes para beijá-la enquanto a tomava. ele introduziu os dedos em sua abertura. . Sua mágica boca. Seu cabelo deslizou entre as coxas dela. —Já estalava de necessidade outra vez. Era a essência de sua vida. Introduziu na mente dela. queria que ela sentisse só prazer. Atraiu-a para ele e rolou. Que sentisse amor. com o calor de sua boca. o sabor especial. Queria que o lobo de MaryAnn compartilhasse a mesma união. beijando-a repetidas vezes. a crescente umidade. subindo-a em cima dele. Ela saberia. Seus seios se sacudiram incitadores. saboreando a sensação de sua pele nua deslizando contra a dela. Levantou a cabeça e observou os dois chorritos gêmeos descendo pela curva inclinada. Sua liberação a conduziu a outro orgasmo que a atravessou. Seu sabor era único para ela e afrodisíaco para ele. Queria que ela conhecesse amor. Sentiu a tensão de suas sedosas paredes fechando a seu redor. quando terminassem. compartilhando-o com ele. sua língua lambeu e acariciou. enquanto sua mão rodeava a base de seu membro para poder sentar-se lentamente. que atravessou como um relâmpago seu corpo. escorregadios. para seu ventre. Uma deliciosa polegada de cada a vez. esfregando-os. —Não acredito que possa. para perceber sua reação. quando lhe rodeou a cintura. Suas vidas estavam ligadas para sempre e o sangue que vinculava a união era tão aditivo como seu corpo. Tentou alcançar seu lobo. —Suba em mim. a seda quente. Pudesse fazer precisamente isso. Seu coração acelerou.. Ela estava tão carinhosae tentadora. —disse ela brandamente. E ela então se abaixou. Nada saciava a fome. MaryAnn. MaryAnn jogou o cabelo sobre o ombro e se elevou sobre ele. Suas mãos tentaram lhe segurar os ombros. superando a experiência de sua última união. Não estava seguro de que sobreviveria a esta noite. que Manolito conteve o fôlego. Beijou-a novamente e se endireitou. Seu coração retumbava pela grandeza do que estava fazendo. enquanto ele bebia. Um doloroso prazer a estremeceu. contraindo-se ao redor de seus dedos. com seus cabelos deslizando sensualmente sobre a pele dela. tão terno e paciente como conseguia. Os dentes brincaram. Como se estivesse esperando o sinal. jogou a cabeça para trás. O cetim suave. MaryAnn se agitou em seus braços. uma união de sangue que não podia ser quebrada. que adoraria seu corpo com o próprio. tão ardente que era como um anel de fogo e tão suave como seda viva. —Está segura? Ela assentiu com a cabeça. Disse-lhe que a amava. como se nunca tivesse o bastante. que se estremeceu com mais agradar. enquanto a levava para um agradável clímax. Beijou-a de retorno até a curva crescente do seio e lambeu o ponto onde sua pulsação era acelerada. compartilhado o que sentia. sugou-os durante um momento. com a mão deslizando entre suas pernas. unindo-a aA ele. lhe prendendo com cálida excitação. ela saberia que tinha sido amada em profundidade. ele inclinou a cabeça. por isso a mínima sensação o percorria com ondas de prazer. fechando-as e seguiu os rastros. pelo que faziam.

As investidas lentas. Sabia ter poder. —Seu estômago se contraiu repentinamente. MaryAnn e jamais acreditei que me aconteceria isto. O perfume almiscarado do lobo e a fragrância intoxicante de sexo no ar. —É claro que te amo. Suas mãos passeavam por todo o corpo. Destruí muitos vampiros e acredito que se tiver que escolher entre me tornar totalmente perverso. agora pontiagudos. ela saiu de cima dele. Ela gritou seu nome e cravou as unhas em seus ombros. Excitante.. fluiu dele para ela. O sangue que corria pelas veias dele a chamava. Tudo combinava a fazer com que sua cabeça desse voltas. com seus olhos mais negros que à noite. Ele sujeitou-lhe os quadris e fez um círculo longo. acrescentando o intenso prazer. deitando-se de barriga para cima. enquanto sentia a brutal liberação. a quente liberação em seu interior que provocou intensos tremores. Sua língua saiu novamente. Seus músculos se apertaram ao redor dele. MaryAnn não tinha ar nos pulmões para conversar. Gemeu e lhe acariciou o peito com a língua. Ansiosa. ameaçando-a a provar Manolito. Quem diria que pudesse saber tão bem? Seu corpo começou a mover dentro dela. mas as mãos dele baixaram até seus quadris e a seguraram. A áspera respiração dele se tornou mais profunda. Manolito lhe colocou a mão sobre o ventre. enterrando os lábios em seu cabelo. E poderia afogar no amor que encontrou neles. obrigá-la a se apaixonar por voces e logo reclamá-la. a fim de que se concentrasse nas ardentes sensações enquanto ele se retirava quase completamente. Não acredito que nenhum de nós acreditava realmente que possa acontecer. exausta. Seu ventre se contraiu pelo ardente estalo e os espasmos. assassinando e perseguindo inocentes ou me arriscar a fazer minha reclamação e dar tempo a que minha companheira chegue a me amar . Seu membro endureceu ainda mais. Seus músculos se contraíram e ele gemeu. quase preguiçosas. Aço embainhado em veludo entre suas pernas. lento enquanto a baixava. Como pode não saber? Doía-lhe a garganta e as lágrimas ardiam em seus olhos. Acredito que esta a única opção possível para nós. de modo que o fôlego saísse de seu corpo e o apertado nó de seus nervos estalasse. enviando fogosas ondas por todo seu corpo. estirando e invadindo-a. e MaryAnn se inclinou para frente para enredar seus dedos aos dele. Esperou. não tinha o mínimo acanhamento em deixar ele ver. incapaz de se mover. com raias de âmbar e diminutos relâmpagos. Com um pequeno gemido. impedindo qualquer movimento. Podia notar seus dentes. Seus dentes entraram no peito dele e o sabor. conduzindo a lentamente a loucura. seu corpo. para fechar a pequena abertura. Ela se . A intensidade enviou outra onda de calor para ela. Excitou sua loba.. Suas mãos lhe empurraram os quadris para cima. Seu perfume masculino. dominando-a. O membro dele respondeu.. —Talvez poderiam considerar cortejar antes sua companheira. Ele deslizou uma mão sob seu cabelo até que seus dedos puderam lhe rodear a nuca e a puxaram para seu peito.. até que ela caiu em seus braços. olhando fixamente para o teto de cristal. Baixou a vista até seus olhos. A cavalgada foi a mais sensual que já experimentaraais. Sentada sobre ele. Sabia o que ele queria. ouvindo o ritmo de seu coração. descansando sobre ele. lambeu um ponto em cima de seu coração. massageando em pequenos círculos. notando que seus músculos estavam com cãibras. Seus músculos pulsavam ao redor da ereção enorme e sua respiração se converteu em gemidos. ou até de asco. a outra metade de sua alma. mas excitou-a. ouvindo a constante pulsação em seus ouvidos. seu corpo pulsando de prazer. provocando a pele dele. Logo a forçou a descer. doce e cheio de sexo.Manolito levantou as mãos. Alagando sua boca. Ardente. Rápida. —Vivi durante séculos. Quente. mantendo-a num ritmo lento para que pudesse sentir a mudança. Atraiu-a para ele. Ele não tentava escondê-lo. com o ritmo lento e preguiçoso. Ele estava olhando-a fixamente. Manolito da Cruz. —Procurei em minha alma e em meu coração e honestamente acredito que um homem de nossa espécie esteja disposto a reclamar sua companheira Mesmo que ela não esteja apaixonada por ele. o repentino inchaço. O movimento aplicou pressão a seu ponto mais sensível e quase se fragmentou ali mesmo. Estava por toda parte. Nela e sobre ela. então percorreu sua garganta com bequenos beijos e logo apoiou a testa em seu peito e fechou os olhos. tomados pela intensa sensação. excitado e brilhante. envolvendo-a num casulo de amor. estremecendo pelo aturdido prazer que estalava em seu corpo. o presente incrível da vida. Seu olhar se cruzou com o dela. A idéia deveria tê-la enchido de medo ou temor. acariciando a larga e aveludada linha entre suas nádegas e logo a urgia para cima outra vez. Manolito puxou-a de encontro a ele.

Manolito a acolheu em seus braços. acalmando-a. mas não queria dar oportunidade de que sua loba morresse. Pode sentir sua luta? Nunca aceitará o que lhe ocorre . – Faça com que ele fale com ela. permitindo ao lobo assumir o controle. —Não há necessidade de que passemos por isso. a única forma de curar seus corpos. Virou a cabeça e viu que o lobo estava a seu lado. inclinando sobre a lateral da cama. Passaram horas. tentando protegê-la. sustentando-a enquanto abria a terra e os levitava para o interior. Se não o fizer. quando Manolito por fim a chamou para emergir a consciencia. Tentou alcançá-la. enviando calor e amor a sua loba que se retirava. Curvou em posição fetal. em sua mente. tentando carregar com a agonia ele mesmo. – Você me entende? Ouve-me? Seus olhos estavam totalmente abertos. Tenho que ser um participante ativo e também meu lobo. sem um guia. —A conversão está começando. —Como se um maçarico a atravessasse. mas saiu de seu corpo físico. Sentiu o toque tranqüilizador de uma língua de veludo quando seu companheiro lhe facilitava atravessar a conversão. Ambos jaziam ofegantes. embora a sensação tenha sido pior. tentando agüentar enquanto a dor arrasava seu corpo. Manolito não queria deixá-la. . Podia ouvir a loba ofegando e gemendo. tomando sua mão na dele. compelindo-a a que dormisse o sonoho rejuvenescedor . Estava exausta. Ele se virou. elevando a voz em várias ocasiões. Quero que permaneça enlaçada comigo a todo o momento. Não sabia se poderia agüentar a dor nos estreitos limites desse espaço. Manolito a chamava. tão cansados que não podiam se mover ou responder. mas ela não quer que eu sofra. MaryAnn lhes sentia em sua mente outra vez. —Minha loba. tentando alcançar sua mão. Fez um esforço supremo e abriu passo para cima. Um profundo âmbar com brilhos traços negros que os marcavam.Não sei como ajudá-la. MaryAnn. Não pode se opor isto. Não suportarei ficar olhando. como Manolito. afastando com cuidado seu corpo do dela. Gotas de suor dedilharam sua testa.encolheu de medo e afastou seu braço. —Ele se aproximou inclinando. —Não estou perguntando. claramente tentando ajudá-la. . A loba não pensava só em salvar. Não tinha forças. lhe esfregando o focinho pelo corpo. talvez dias. —ficou sem fôlego. não podia se assegurar em nada. .e então Manolito estava ali. Era uma guardiã e MaryAnn sofria. Na mente dela. Ele era tão arrogante e protetor.Ouviu as palavras ressoando em sua mente enquanto se convulsionava outra vez. vomitando repetidas vezes. . A sua loba não restava muito. nem por um momento. Mais que isso. —É muito pesado.está tratando de me defender. não tinha uma âncora a qual pegar.Solte-a Deixe-a sair. mas ela estava ofegando. segura de que acabaria sucumbindo. Foi minha decisão. mas ela assentiu com a cabeça. Devia ir para a terra.Eu se sei. Sentirá uma parte do que Luiz teve que suportar. trabalhando conjuntamente um com o outro para tomar tudo o que podiam. E faz calor aqui dentro. embora pudesse sentir as convulsões arrasando seu corpo. Devia haver confiança entre eles e ele tampouco queria que sua companheira suportasse tanta dor. desesperada para aliviar a dor e sua mão se chocou com uma grossa pelagem. . . A dor se aliviou. Tem que fazer com que ela se detenha. murmurando em seu ouvido. ela os sentiu tomando a dor. Seu próprio lobo era parte dele. Seus olhos estavam fixos nos dela. MaryAnn se agitava. tampouco. Pareceu interminável.Poderia morrer. Ouviu seu próprio grito desesperado. Seu lobo estava também ali. Talvez deveria abrir a porta e deixar entrar o ar da noite. inclinando a cabeça. Deixe-a sair. Destruirá. Manolito manteve sua mente firmemente enlaçada a de MaryAnn. tornou-se distante. ela ficou sem fôlego e segurou firmemente o estômago. já frágeis pela dor. ela não sobreviverá. mas as convulsões começaram novamente. Ambas necessitam… —Ela se encolheu quando uma convulsão levantou seu corpo e o lançou novamente sobre o colchão. podia sentir a loba se elevando. ele fechou a rica e escura terra sobre eles. Depois ficou de joelhos. Estava acontecendo rápido demais.Não consentirei. murmurando palavras tranqüilizadoras. Embalando-a. O macho alfa deu um empurrão na fêmea. . Era a única forma de deter a dor de todos eles. enquanto a dor queimava cada órgão de seu corpo e de seu cérebro. Formosos olhos e uma bela pelagem. Obrigou-se a abandoná-la.

Além disto. mas não quero pô-la em mais perigo do que já está.disse Solange. —indicou Jasmine. E sempre gostei de cavalos.Quando era mais jovem era acostumada a montar a cavalo.Vermelhas. Juliette alisou o cabelo de Solange. tampouco. . . – Era muito atrevida. examinando a selva. Provavelmente estaremos mais seguras no rancho que em qualquer outro lugar.Rosa paixão. Sustentou o frasco no alto. não. —Juliette olhou para sua prima. ultimamente nem sequer a sua família. para lutar contra qualquer vampiro ou qualquer um que tente lhes fazer mal. De todo o modo. . Ela apertava a mão de sua prima. Estamos muito longe e é perigoso. MaryAnn esperou até que Jasmine se sentou no divã junto a Solange. para que possam ter intimidade. Você nunca me disse isso. Jasmine se voltou. Teria gostado de ficar no rancho. Está grávida. Rafael e Colby são Cárpatos e têm sua própria casa no rancho. Nunca te vi com nada rosa e muito menos rosa paixão. —Não há ninguém. A luz se apagou nos olhos de Solange.Nenhuma vez em minha vida pintei as unhas. Sei que agora não estou segura em nenhuma parte. —Estão ajudando Luiz. – Essa cor é rosa paixão.disse Juliette. Solange suspirou.Onde vocês estão? . assustava completamente a Mamãe. Agora que sabemos que o professor vampiro usa os homensjaguar para tentarem capturar Solange. Duvido que alguém tentasse outro ataque. Que se elevou como Cárpato e está muito faminto. Uma foi construída só para vocês. —assegurou-lhe Juliette. a mente de Manolito a tocava ligeiramente.Está bem. . — não queremos que você e Solange vão pela selva até o rancho. preciso de algum tempo para me recuperar. Sempre que montava.dos Cárpatos. Estão bem equipados tanto em conhecimento como em armas. os homens não estão longe.Eu me recordo.Alguém quer? . pela primeira vez interessada na conversa. a família Chávez reside e trabalha no rancho. O irmão menor de Colby e sua irmã vivem com eles. Caminhava de uma janela a outra. . . Nicolas e Zacarías compartilham a casa principal. —Tem razão. . Não gostava de ficar em casa sem os homens Cárpatos.Não sabia. —O rancho está a beirada da selva. com oito Cárpatos para lhes proteger. CAPÍTULO XX . Pode me imaginar com as unhas vermelhas? . Raramente descobria nada sobre si mesmo.perguntou ansiosa Jasmine. . Juliette e Jasmine deram um olhar indefeso a MaryAnn. Agora mesmo. . Talvez não estejamos seguras lá. —Nós chamamos o avião. —disse Jasmine pressionando o ventre de forma protetora. . Juliette intercambiou um longo olhar com MaryAnn e ambas olharam para Solange.Ainda está isolado das pessoas. MaryAnn permaneceu silenciosa durante um momento. Mas em qualquer caso.MaryAnn sacudiu a cabeça. Manolito e MaryAnn terão sua própria casa. Solange tentou parecer despreocupada. —Há várias casas no imóvel. o rancho é o lugar mas seguro que poderiam encontrar. —Só quero sair daqui. Eu saberia. Juliette falou em voz alta para tranqüilizar tanto sua irmã como sua prima.É para acabar. como se perguntando o que deviam fazer. não podemos correr nenhum risco. Riordan e eu também temos uma casa lá. parecendo ligeiramente surpreendida. Jasmine. Juliette e precisa de cuidados. . Não diga a Jasmine. . antes de pegar o vidro de seu esmalte de unhas. franzindo o cenho como se Solange tivesse cometido uma gafe enorme. Jazz.

Jasmine. Mudou por inteiro sua face. Por exemplo. .A arma secreta é .disse Juliette. De certo modo é como vestir roupa intima ultra-sexy e que ninguém saiba. ao baixar a guarda durante um segundo. A chave para a cooperação de Solange e talvez em última instância sua cura era amor por sua jovem prima. Nunca serei capaz de te olhar outra vez sem imaginar … . .Solange tem medo de que acreditemos que seja uma garota pretensiosa. . . Uma mulher louca pela moda. . . Solange .sugeriu Solange.Agora também eu tenho essa imagem em minha mente.E só me rompi uma. desejarão aparecer melhor que o resto das mulheres. se você e Jasmine derem um jantar. Era a primeira vez que MaryAnn via um laivo de normalidade em Solange.Tenho que concordar com Solange nisto.MaryAnn conseguiu parecer ofendida. não acha? – Sugeriu Juliette.Suas unhas são longas ... Solange colocou as mãos atrás das costas. acendendo seus olhos e fazendo com que parecesse anos mais jovem. fazendo uma careta.Jasmine.Ficam sobre os olhos. Quer que as pessoas a aprecie. Solange me deixará pintar suas unhas dos pés.disse Jasmine.Roupa intima? Quem veste roupa intima? Solange lhe lançou o travesseiro.Parece-me que Juliette deveria tentar o de pepino.Isso.Estou preocupada com a de MaryAnn.Está muito errada.De maneira nenhuma. Um sorriso genuíno. Jasmine. Juliette e Jasmine explodiram na risada.Por que não vermelho? .Nunca me pintei com isso.. . obrigado. mas você é a única que sabe.O que tem de errado nisso? Eu chutei o traseiro de um vampiro. MaryAnn. . .... .Minha mente está bem. . Realmente acredita que as mulheres se vestem só para os homens? Algumas sim. É muita informação. à defensiva. Juliette lhe lançou um travesseiro.Porque não têm esmalte.. . mas iluminou seus olhos. nos olhos. Solange sacudiu a cabeça. . fazendo-o. A resposta de Solange foi um lento e muito breve sorriso.Tola. tampe os ouvidos. então já é hora de que o faça. .Disse MaryAnn. .Não mencionou que então vestia pelagem nesse momento. Poderá tampálos e assim ninguém saberia. As mulheres são muito mais complicadas que os homens. . . .Que mais faz? MaryAnn olhou para um lado e outro e disse em voz baixa: . mas a maioria se veste para ter coragem em qualquer situação.Pintarei suas unhas das mãos e dos pés.Eu pPinto as unhas se você também o fizer. Juliette lhe deu outra cotovelada. – Ela cortou. E me via perfeita bem.Ela se interrompeu.Não combinaria com seu tom de pele. .Ofereceu MaryAnn. . . pela moça. ..Não seja tão. Juliette franziu o cenho. .Não estou interessada em que os homens olhem para mim. . de forma erudita. . . Venha. para não parecer parentes pobres. MaryAnn riu. Enquanto MaryAnn reservasse cada sugestão para Jasmine. . Solange se sentou de repente. .Bem.Hey! .Você tem mãos formosas. . Mostrou suas unhas.disse Solange. .Você sempre está com bom aspecto.. . .Eu sabia. Solange se obrigaria a sair de sua zona de comodidade. Jasmine deuma uma olhada em Solange e logo em sua irmã.As minhas se rompem todo o tempo.Nos olhos. .disse Jasmine com admiração. Solange realmente sorriu. .Perguntou Jasmine. Se você gosta de sua aparência. ..Jesus.disse MaryAnn. . Faz bem se sentir bonita.disse Jasmine.disse Juliette. . . sente mais confiança. . gargalhando ainda mais forte.

. . por favor. . Tem que aprender várias coisas. De repente Solange ficou rígida e deu uma olhada para a porta.Não me pintarei de rosa paixão ou rosa qualquer.Aqui esta. . .Não faço nem idéia do que seria de vocês três sem mim. são rosas. . .Bem. . Fez-se um pequeno e resseioso silêncio.Nunca diga nada a ninguém sobre isto. .Perguntou Jasmine. Advirta também Riordan e Luiz.Ele está bem. . .Hmm. .Raramente saio de casa sem pelo menos dezdeles. Uma vermelha e outra laranja. . O vôo e a mudança ao modo de nossa gente não são tão fáceis como parecem. Jasmine soltou um grito de prazer. inclinando-se até que seu nariz estivesse quase dentro da caixa de esmalte de unhas. num jesto de enfado. Confio em que estejam bem. Não dói absolutamente. recostando-se contra as almofadas. Riordan está com ele agora. Era um pequeno passo. que provocava risos em Jasmine.Bonitas unhas.Juliette cruzou os braços.Perguntou Solange. . Separam os dedos do pé.Manolito? . . fingindo não ver como Solange estremecia por sua cercania.. . presos com laços. .Tome cuidado com Solange.MaryAnn sentia sua presença perto. Ela sofreu um trauma.Retroceda prima. . .Jasmine e ela intercambiaram um olhar. .Se Solange é rosa paixão. .Não seja tão menina.. fizeram uma careta e simultaneamente disseram: . . Uma mulher tem que se sentir bem. Eu gosto da cor. que cor sou eu? Todas esperaram.Olhe. . – Ele se inclinou e roçou um beijo na cabeça de MaryAnn. aconteça o que acontecer. que não podia manter as mãos quietas. . mê-Me o pé. Examinou atentamente a bolsa com suas ordenadas filas de esmaltes. .Como está Luiz? . Tanto ela como Jasmine precisam de ajuda.Não é.Não posso acreditar nisso! Solange.Extraiu outro pequeno frasco de sua bolsa.disse Solange. Jasmine riu e estendeu as mãos para MaryAnn. . Não passará nada estranho em meu pé.disse MaryAnn indignada. . MaryAnn trabalhou felizmente nas unhas de Jasmine. . acredito que seja. Solange. Solange ergueu os olhos. enquanto entrava no quarto. Solange. Consegui incomodar as duas. Solange retraiu o pé e o escondeu.Puaj! . – Ela tirou duas pequenas peças de espuma. Vê. quem arqueou uma sobrancelha. senhoras. . .Pronunciou Solange.Quantos frascos diferentes de esmalte de unhas você tem? . . Tenho outro par e não são vermelhos.É rosa. Ele a alagou com tranqüilidade.Havia pânico na voz de MaryAnn. mas que ainda deveria progredir. enquanto Jasmine soprava as unhas e Juliette permitia que Solange trabalhasse nela.Então minha missão aqui está completa. – ele piscou um olho para Jasmine. MaryAnn encontrou seu esmalte favorito e começou a pintar as próprias unhas. Ela sorriu. Ela parecia relaxada e se permitia divertir.. Uma mulher nunca sabe o que poderia acontecer. Juliette fazia tanto ato.Tem que usar isto. MaryAnn pegou a bolsa e abriu o vidro de esmalte rosa. Tome. podem estar seguras. que de vez em quando dava uma olhada nos dedos do pé de Solange.É rosa! . MaryAnn olhou várias vezes para Solange.Emitiu um exagerado suspiro.Não pode fazer dessa maneira. olhe isto! – ela segurou rapidamente a bolsa e expôs seu conteúdo. mas permitiu que Juliette as colocasse em seus dedos dos pés. —MaryAnn colocou as espumas em seus pés e os levantou no ar. MaryAnn deu uma olhada em Solange. parecendo satisfeita. .Boa tarde.. .Há uma sutil diferença.Juliette segurou o rosa paixão. enquanto olhava como MaryAnn pintava as unhas de Jasmine.Que mais tem aí? —Quis saber Juliette.Espere! . .

– ele falava em tom normal. pintando delicadamente as unhas do dedo do pé de sua companheira.Sua voz soou baixa e rouca como se raramente ela a usasse. quando ele a olhava. Melhor impossível! FIM . Sua boca se retorceu e ela teve que afastar o olhar.Amo-te.De acordo. sem poder explodir seu cérebro? Não estavam o bastante perto para recolher suas ondas cerebrais. . . MaryAnn lhe dedicou um sorriso de gratidão por se dirigir a Solange como se não notasse que ela não podia tolerar sua presença ali. Solange estava olhando o processo. . É muito pequeno. Parece que entraram nele. mas era amistoso. . lhe elevando os pés em seu colo. querendo encolher e ele pintou um dedo em vez da unha. .Patrulhei a ilha. ..e não pude descobrir o homem dentro do felino. MaryAnn quis lançar seus braços ao redor do pescoço de Manolito e abraçá-lo. Minha companheira.Comporte-se. mas também não grunhia ele. Fez-se silêncio. Solange pigarreou.Que coisa? . embora o rastro fosse de várias horas. . fascinada pela visão do grande macho Cárpato. Solange. – E ela soou como calor em meio a uma chuva torrencial. A MaryAnn. avio päläfertül. Meu companheiro. Os dedos do pé se moveram. MaryAnn percorreu o aposento com o olhar e olhou para mulheres que se converteram em sua família. leva uma pequena bolsa presa ao redor de seu pescoço.Sua voz era uma carícia que puxou as palavras.Quando o homem-jaguar viaja. Seu coração saltava sempre do mesmo modo. Vi rastros do jaguar no lado norte. como se fosse a coisa mais normal do mundo. E seguia trabalhando nos dedos dos pés de Juliete. Minha esposa. .perguntou Manolito. Provavelmente deviam ter passados anos desde que Solange tinha estado na companhia ocasional de um homem. quando ele salta por entre as árvores.Tenho o sentido de olfato bastante agudo.Aprendi alguma coisa de entrar em sua mente. . mas uma vez que alguém sabe onde olhar. talvez poderia tomar um tempo para me mostrar isso. quando conseguia se perder em seu olhar. saberemos o que estamos procurando. Meu marido.Estou quieta.Manolito pegou casualmente o esmalte de unhas da mão de MaryAnn e se sentou na frente dela. Abriu o vidro de esmalte e franziu o cenho pelo aroma. . Depois ele se inclinou para soprar os dedos do pé de MaryAnn.Eu também te amo. não cheio de tensão. essencialmente um predador. avio päläfertül. pode notá-lo.acrescentou Manolito. Manolito elevou o rosto e seus olhos negros cruzaram com os seus. O homem que era seu coração e sua alma e se encontrou sorrindo.. Dessa forma quando patrulharmos. Com freqüência. Como consegue notar a diferença entre um cambiaformas e um jaguar genuíno. obrigando-a a fazer o mesmo com ele. tratando-a como uma igual. . Não olhava diretamente para Manolito. . .Sua voz foi tão casual como a de Solange. Segui-os até o rio. . . koje. quando Manolito fulminou com o seu. . disse Manolito. .Quando retornarmos ao rancho. . Você fez aquela coisa.Fique quieta. esfrega a bolsa no musgo do tronco ou de algum galho. .Parecer atraente e magnífico. .

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