Rio Jucu

Um estudo sobre a fauna de peixes
1a Edição Clube de Autores

Edson Perrone 2013

Rio Jucu - Edson Perrone

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Esse trabalho tem como objetivo divulgar o estudo da ictiofauna feito no Rio Jucu, Vila Velha, Espírito Santo, Brasil. Esse estudo foi base para a defesa do curso de pós-graduação no Nupelia - Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquacultura da Universidade Estadual de Maringá, Paraná, no ano de 1990.

Título original Alguns aspectos sobre a biologia de peixes associados à vegetação marginal em um trecho do Rio Jucu, Espírito Santo, Brasil.

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Dedico esse estudo à Angela por toda paciência e compreensão.

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Agradecimentos
Agradeço aos amigos e colegas que contribuíram para a conclusão desse estudo, em especial ao Dr. Angelo Antonio Agostinho (Nupelia) pela confiança, orientação e apoio. Aos amigos do curso pela amizade e pelos momentos de convivência. Aos professores e funcionários do Nupelia pela paciência e constante apoio. Ao amigo Sidnei Magela Thomaz pelas sugestões. Aos professores José Luiz Helmer e Claudio Zamprogno do Departamento de Biologia da Ufes, pelo apoio constante. Aos companheiros Adriano Perrone, Eduardo Santana, Fabio Vieira, João Gasparini e Rogério Luiz Teixeira pela ajuda nos trabalhos de campo. Ao Luiz Carlos Spagnol pela ajuda na utilização dos dados computacionais. Ao professor Oberdan José Pereira e ao biólogo Luiz Claudio Fabris, do Departamento de Biologia da Ufes, pela identificação das macrófitas aquáticas. Ao Dr. Geraldo de Souza (Denaee) pelo fornecimento dos dados referentes às cotas médias diárias referentes ao Rio Jucu. Ao Departamento de Biologia da Ufes e ao Colégio Salesiano de Vitória, pela minha liberação para defender a tese que gerou esse livro. À Sub-reitoria de Pós-graduação e ao Centro de Estudos Gerais da Ufes, pela liberação de passagens. A Gislaine Cristina Spagnol pela correção ortográfica.

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Índice Apresentação Introdução 11 15 17 21

Caracterização da área de estudo Materiais e métodos
1.1 - Peixes 21 23

1 - Coleta, preservação, identificação e obtenção de dados. 21
1.2 - Vegetação marginal

2 - Análise dos dados

23 23 24 24 26

2.1 - Constância de ocorrência 2.2 - Análise de similaridade 2.3 - Diversidade específica

2.4 - Análise do conteúdo estomacal

Resultados
1 - Ictiofauna

27
27
27 28 29 31 31 33 33 36 36 41

1.1 - Relação das espécies 1.3 - Abundância relativa 1.4 - Distribuição temporal 1.4.1 - Frequência nas capturas 1.4.3 - Diversidade específica

1.2 - Constância nas amostragens

1.4.2 - Similaridade entre as amostras 1.5 - Estrutura e comprimento

1.6 - Frequência de jovens e adultos 1.7.1 - Espectro alimentar 41

1.7 - Alimentação das principais espécies de peixes

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1.7.2 - Similaridade entre as espécies 43

2 - Espécies da vegetação marginal
2.1 - Relação das espécies 2.2 - Distribuição temporal 44 45

44

Discussão e Conclusão
1 - Distribuição temporal 47

47
48 52

2 - Constância e abundância de espécies de peixes 3 - Análise de similaridade e diversidade 50 4 - Alimentação das principais espécies de peixes

Resumo Anexos

55 57
61

Referências bibliográficas 61
62 67 71

1 - Nomes populares das espécies de peixes 2 - Imagens dos peixes 3 - Imagens da vegetação 4 - Resumos relacionados 6 - Livros publicados 97

5 - Outras publicações, comunicações e projetos científicos

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Apresentação
O estudo de peixes no Espírito Santo foi marcante nas décadas entre 1970 até 1990. Nessa época, vários pesquisadores desenvolveram estudos de grande importância para a ictiofauna nacional e, principalmente, para o estado do Espírito Santo. Foi montada uma coleção de peixes que era exemplar e fonte de consultas para todas as pesquisas realizadas nesse estado e no Brasil. Nosso acervo contribuiu para a ampliação da distribuição de espécies, inclusive com várias espécies novas para a ciência, sendo, após São Paulo e Rio de Janeiro, o mais organizado. Com tantos dados, a biologia de muitas espécies pôde ser conhecida e são, até hoje, referências para os trabalhos realizados. Infelizmente, o Departamento de Biologia da Ufes, após a saída das pessoas que desenvolviam estudos com peixes, não viu a importância do acervo e decidiu doá-lo ao Museu de Biologia Mello Leitão, localizado em Santa Teresa, Espírito Santo. O Rio Jucu é um manancial de grande importância para o nosso estado, sendo vital para a Grande Vitória, como fornecedor de água para o abastecimento da população e manutenção de vários ecossistemas. Atualmente, existem organizações e grupos que defendem esse rio e, para suas discussões, precisam de bases científicas concretas. Esse estudo foi a partida para o conhecimento sobre a fauna de peixes associados às plantas aquáticas marginais.

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Rio Jucu - Edson Perrone Como esse estudo ficou somente restrito a uma tese e vários colegas pesquisadores solicitam cópias para embasar outros estudos, decidi escrever esse texto e divulgar como um pequeno livro. Aqui, vou manter a descrição da metodologia adotada, todos os resultados e a discussão original da tese. Como o estudo foi feito há mais de vinte anos, acho adequado adicionar e melhorar algumas imagens para ilustrar melhor o estudo, bem como algumas correções ortográficas. Portanto, o objetivo principal desse livro é divulgar os dados obtidos no Rio Jucu para servir de consulta para os mais diversos estudos que possam necessitar de dados biológicos, principalmente, sobre a fauna de peixes. O autor

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Alguns aspectos sobre a biologia de peixes associados à vegetação marginal em um trecho do Rio Jucu, Espírito Santo, Brasil.

Maringá, 1990.

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Introdução
Em comunidades de peixes tropicais, é comum encontrar um grande número de espécies utilizando um mesmo habitat (LoweMcConnell, 1975), sendo necessária para a compreensão dos fatores que determinam a existência de uma densidade de espécies, uma análise da estrutura dos nichos ecológicos (Pianka, 1978). Em rios de regiões tropicais, o regime estacional parece ser fundamental tanto para a comunidade de peixes (Zaret & Rand, 1971; Lowe-McConnell, 1975; Welcome, 1979; Perrone e Vieira, 1990), como para a organização da vegetação marginal. As macrófitas aquáticas, segundo o Programa Internacional de Biologia (IBP), são consideradas vegetais que habitam brejos até ambientes verdadeiramente aquáticos (Esteves, 1988). Desempenham um importante papel no metabolismo do ecossistema, devido às suas altas taxas de produtividade (Wetzel, 1984, 1981; Davies, 1970; Rich et al, 1971) e atuam como fonte de proteínas e carboidratos solúveis para os animais aquáticos (Gaevskaa, 1969 In: Camargo, 1984). Em relação à fauna de peixes, a comunidade de macrófitas atua como fonte de alimento (Machado, 1976; Padua, 1978; Esteves, 1988), formando microbiótopos para a desova e refúgio (Paula, 1978; Esteves, 1988) e na dispersão de algumas espécies (Lowe-McConnell, 1975; Achaval et al, 1979; Sazima e Zamprogno, 1985).

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Rio Jucu - Edson Perrone A distribuição de espécies no ambiente é pouco estudada. Alguns desses estudos (Lowe-McConnell, 1964; Saul, 1975; Bussing & Lopez, 1979; Garutti, 1983) analisam as preferências de habitat de diferentes espécies, levando em conta características ambientais de distintos locais em uma mesma região. Dos trabalhos consultados, somente os de Zaret e Rand (1971), Uieda (1983) e Teixeira (1989) tratam detalhadamente das relações entre espécies sintópicas. No presente estudo, foram analisadas as influências estacionais (seca e cheia) na ocorrência e abundância de espécies de peixes associados à vegetação marginal, principalmente, aquelas relacionadas às macrófitas aquáticas em um trecho do Rio Jucu, Vila Velha, Espírito Santo. Foi, também, analisada a dieta das principais espécies de peixes e as similaridades que apresentam na composição alimentar.

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Caracterização da área de estudo
O Rio Jucu
Esse rio é formado por dois braços denominados, respectivamente, de Braço Norte do Rio Jucu e Braço Sul do Rio Jucu. Ambos nascem na Serra do Castelo, Espírito Santo. Os dois braços são rios de montanha, encachoeirados e com encostas íngremes. Depois da confluência, o Rio Jucu apresenta pequena declividade, até que, no meio de sua extensão, passa a ser um rio de planície, formando meandros divagantes até a sua foz no mar (Moraes, 1974).

A área amostrada
As atividades de campo foram desenvolvidas em um trecho de aproximadamente 100 metros nas margens do rio. Esse trecho localiza-se próximo à Rodovia do Sol e distancia-se cerca de dois quilômetros do mar (Figura 01 e Foto 01). O local de estudo apresenta uma vegetação marginal composta predominantemente por gramíneas e macrófitas aquáticas. As gramíneas, com ramos pendentes sobre a água e outros parcialmente correnteza submersos, lenta, formam a trechos instalação de remansos com favorecendo dessa vegetação,

predominando as flutuantes. O Rio Jucu, durante o período de estudo, apresentou água barrenta, principalmente no período de cheia, com visibilidade

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Rio Jucu - Edson Perrone bastante reduzida (média de 15 cm). O substrato da margem foi caracterizado como arenolodoso e a água com uma profundidade média de 80 cm.

Figura 01 - Local de coleta no Rio Jucu, Vila Velha, ES.

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Foto 01 - Local de coleta no Rio Jucu - Foto não incluída na tese.

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Rio Jucu - Edson Perrone A variação diária do nível da água do rio está representada na Figura 02. Para a confecção do gráfico de variação das cotas médias diárias do Rio Jucu, foram utilizados dados hidrológicos referentes às cotas médias diárias da Estação Fazenda Jucuruaba, cedidas pelo 5o Distrito do Denaee. Com base nessas informações, foram determinados os períodos de seca (final de fevereiro até outubro) e cheia (novembro até o início de fevereiro).

Figura 02 - Variação diária do nível de água do Rio Jucu (cotas médias) entre os meses de outubro de 1987 e agosto de 1988 (dados fornecidos pelo 5o Distrito do Denaee).

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Materiais e Métodos
As coletas foram realizadas bimestralmente de outubro de 1987 a agosto de 1988, no período entre 9 e 12 horas. Os peixes coletados junto com amostragem de macrófitas aquáticas foram analisados no laboratório.

1 - Coleta, preservação, identificação e obtenção de dados.
1.1 - Peixes Em cada coleta foram realizadas 16 amostragens utilizando-se uma peneira revestida com malha de nylon com abertura de 3 mm, ao longo das margens do rio (Foto 02). Imediatamente, após as coletas, os exemplares foram fixados em formalina a 10% e, posteriormente, conservados em álcool a 70%. Dos exemplares coletados de cada espécie, foi medido o comprimento padrão em milímetros e identificados o sexo e o estádio de maturação (jovens ou adultos) pelo exame macroscópico das gônadas. Para a identificação dos peixes foram utilizadas as seguintes chaves de identificação: Figueiredo e Menezes (1980, 1985); Britski (1972); Dawson & Varri (1982); Rivas (1986). A análise do conteúdo estomacal foi realizada nas espécies consideradas constantes. O conteúdo estomacal de cada exemplar foi

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Rio Jucu - Edson Perrone analisado sob lupa estereoscópica e os itens identificados até a menor categoria taxonômica possível. Representantes da ictiofauna amostrada foram depositados na Coleção Zoológica da Universidade Federal do Espírito Santo (Zufes).

Foto 02 - Método utilizado para a coleta de peixes nas margens do Rio Jucu utilizando a peneira manual. Foto não incluída na tese.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1.2 - Espécies da vegetação marginal A quantidade de macrófitas foi avaliada visualmente no campo, de acordo com o seguinte critério: ausência (S), as margens apresentavam apenas gramíneas pendentes sobre o rio; pouca quantidade (P), a área possuía apenas alguns grupos isolados de macrófitas aquáticas; quantidade média (M), quando toda a margem possuía exemplares, mas em número reduzido; e quantidade abundante (A), quando as margens apresentavam-se cobertas por uma área relativamente grande de macrófitas aquáticas.

2 - Análise dos dados
2.1 - Constância de ocorrência A constância de ocorrência (c) das espécies de peixes coletadas foi determinada pela seguinte fórmula (Dajoz, 1978): c = p.100/P Onde: p = Número de coletas contendo a espécie estudada P = Número total de coletas De acordo com o valor de "c", podemos ter:    espécies constantes, quando c > 50%; espécies acessórias, quando 25% <= c >= 50%; espécies acidentais, quando c < 25%.

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Rio Jucu - Edson Perrone 2.2 - Análise de similaridade Para estabelecer a similaridade entre os bimestres quanto à abundância das capturas, utilizou-se o índice de similaridade de Cekanowki (Brower & Zar, 1984). O mesmo índice foi empregado para analisar a semelhança entre as espécies quanto ao espectro alimentar. Esse índice pode ser expresso pela seguinte equação: S = 2W/A+B Onde: S = Índice de Cekanowki W = Soma das menores ocorrências A = Total da amostra A B = Total da amostra B Os valores obtidos foram agrupados utilizando a Análise de Cluster. 2.3 - Diversidade específica O índice de diversidade de Shannon é relativamente independente do tamanho da amostra e possui distribuição normal para números inteiros, permitindo a sua aplicação em métodos estatísticos para detectar diferenças entre as médias (Odum, 1985). Esse índice relaciona-se ao conceito de incerteza. Em uma comunidade com alta diversidade, pode-se ter menor certeza da

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Rio Jucu - Edson Perrone identidade da espécie em uma amostragem ao acaso. O índice de diversidade de Shannon aqui utilizado na análise das capturas durante o período pode ser expresso pela equação recomendada por Margalef (1977) e Odum (1985). H' = -∑(ni/N).log(ni/N) Onde: H' = Índice de diversidade de Shannon Ni = Número de indivíduos da espécie i N = Número total de indivíduos A equitabilidade, um dos componentes do índice de Shannon, representa a uniformidade do número de exemplares em cada espécie. Pode ser determinada utilizando-se a razão entre o índice de diversidade calculado e o máximo. A equitabilidade é máxima quando o número de indivíduos é o mesmo para todas as espécies. Assim: E = H/Hmáx. Onde: E = Equitabilidade H = Índice de diversidade de Shannon Hmáx. = Log de S S = Número de espécies Quando a equitabilidade é grande, esse valor se aproxima de 0, quando é mínima o valor tende a 1.

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Rio Jucu - Edson Perrone O componente riqueza de espécies foi determinado pelo índice de Margalef (D), por que incorpora em sua fórmula o número de indivíduos capturados, sendo: D = (S-1)/log N Onde: D = Riqueza de espécies S = Número de espécies N = Número total de indivíduos 2.4 - Análise do conteúdo estomacal O método utilizado para a análise foi o de frequência de ocorrência (FO), conforme Hyslop (1980). Assim:

A similaridade da dieta entra as espécies foi estimada pela aplicação do índice de similaridade de Czekanowki, segundo Brower & Zar (1984) e interpretada através da análise de Cluster.

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Resultados
1 - Ictiofauna
1.1 - Relação das espécies No Rio Jucu foram amostrados um total de 524 exemplares de peixes, distribuídos em 16 espécies e 11 famílias. Na listagem abaixo estão os nomes das famílias e espécies estudadas. A listagem segue a ordenação proposta por Nelson (1984). Ordem Characiformes Família Erythrinidae

Hoplias malabaricus (Bloch, 1794)
Família Characidae Subfamília Characidiinae

Characidium cf. fasciatum (Reinhardt, 1866)
Subfamília Tetragonopterinae

Astyanax cf. fasciatus (Cuvier, 1819)
Ordem Cyprinodontiformes Família Poeciliidae

Poecilia vivipara (Bloch e Schneider, 1801)
Ordem Syngnathiformes Família Syngnathidae

Oostethus lineatus (Kaup, 1856) Pseudophallus mindii (Meek & Hildebrand, 1923)

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Rio Jucu - Edson Perrone Ordem Synbranchiformes Família Synbranchidae

Synbranchus marmoratus (Bloch, 1975)
Ordem Perciformes Família Centropomidae

Centropomus parallelus (Poey, 1860)
Família Gerreidae

Eucinostomus sp.
Família Cichlidae

Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824)
Família Mugilidae

Mugil curema (Valenciennes, 1836)
Família Eleotridae

Dormitator maculatus (Bloch, 1790) Eleotris pisonis (Gmelin, 1789)
Família Gobiidae

Evorthodus lyricus (Girard, 1858) Gobionellus boleosoma (Jordan & Gilbert, 1882) Gobionellus oceanicus (Pallas, 1770)
1.2 - Constância nas amostragens Através da análise do índice de ocorrência "c", foi possível verificar que cinco espécies são constantes, três são acessórias e oito acidentais, contribuindo, respectivamente, com 91,6%, 5,7% e 2,7% do total amostrado. A ocorrência dessas espécies é mostrada na

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Rio Jucu - Edson Perrone Tabela I. Esses dados compreendem o número de exemplares de cada espécie por bimestre e o total coletado. As espécies consideradas constantes foram: Eleotris pisonis e Oostethus lineatus com 100% da ocorrência do total amostrado,

Centropomus parallelus, Poecilia vivipara com 83,3% da ocorrência e Dormitator maculatus com 66,7% da ocorrência. As espécies
consideradas acessórias foram:

Geophagus

brasiliensis,

Eucinostomus sp. e Gobionellus boleosoma com 33,3%. As demais
espécies foram consideradas acidentais: Pseudophallus mindii,

Evorthodus lyricus, Synbranchus marmoratus, Astyanax cf. fasciatus, Mugil curema, Hoplias malabaricus, Characidium cf. fasciatum e Gobionellus oceanicus com frequência de 16,7% do total amostrado.
1.3 - Abundância relativa A distribuição de frequência de captura por espécie mostra serem as espécies constantes também as mais abundantes. Entre estas destacam-se Eleotris pisonis e Oostethus lineatus (Figura 03), contribuindo, respectivamente, com 48,8% e 28,4% do total amostrado. As demais espécies tiveram frequências relativas inferiores a 10%. Destaca-se, por outro lado, que Eucinostomus sp. e

Geophagus brasiliensis apesar de terem abundância similares às de
algumas espécies consideradas constantes, ocorreram essencialmente nos meses de outubro e dezembro, respectivamente (Tabela I).

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Rio Jucu - Edson Perrone Tabela I - Relação dos peixes coletados em associação com macrófitas aquáticas marginais flutuantes em um trecho do Rio Jucu.
ESPÉCIES Constantes OUT DEZ FEV ABR JUN AGO TOT

Eleotris pisonis Oostethus lineatus Centropomus parallelus Poecilia vivipara Dormitator maculatus
Acessórias

43 39 10 04 -

43 11 02 -

28 30 01 03

52 26 10 03 05

45 30 10 05 04

45 13 14 01 03

256 149 45 15 15

Eucinostomus sp. Geophagus brasiliensis Gobionellus boleosoma
Acidentais

14 01

01 11 -

-

-

01 02

-

15 12 03

Pseudophallus mindii Evorthodus lyricus Synbranchus marmoratus Astyanax cf. fasciatus Mugil curema Hoplias malabaricus Characidium cf. fasciatum Gobionellus oceanicus
TOTAL

01 112

03 02 02 01 76

01 63

96

02 02 101

76

03 02 02 02 02 01 01 01 524

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60 50
48,8

Frequência (%)

40

30
20 10 0

28,4

8,59 2,9 2,9 2,9 2,3 0,6 0,6 0,4 0,4 0,4 0,4 0,2 0,2 0,2

Espécies

Figura 03 - Frequência de captura das espécies de peixes sob a vegetação marginal do Rio Jucu. Legendas:
Ep - Eleotris pisonis Ol - Oostethus lineatus Cp - Centropomus parallelus Pv - Poecilia vivipara Dm - Dormitator maculatus E - Eucinostomus sp. Gbr - Geophagus brasiliensis Gb - Gobionellus boleosoma Pm - Pseudophallus mindii El - Evorthodus lyricus Sm - Synbranchus marmoratus Af - Astyanax cf. fasciatus Mc - Mugil curema Hm - Hoplias malabaricus Cf - Characidium cf. fasciatum Go - Gobionellus oceanicus

1.4- Distribuição temporal 1.4.1 - Frequência nas capturas Durante o período de seca (Figura 04), foi coletado um maior número de peixes, principalmente nos meses de outubro (n = 112) e

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Rio Jucu - Edson Perrone junho (n = 101). As menores capturas ocorreram no mês de fevereiro (n = 63) (Tabela I).

Figura 04 - Número de indivíduos coletados durante o período estudado. As espécies acessórias e, principalmente, as acidentais tiveram suas presenças registradas no período de seca ou no período de cheia. Assim, Pseudophallus mindii, Synbranchus marmoratus,

Astyanax cf. fasciatus, Hoplias malabaricus e Characidium cf. fasciatum ocorreram apenas no período de cheia. Geophagus brasiliensis, apesar de ter ocorrido no mês de junho, foi registrado
também durante as cheias. Outras espécies como Gobionellus

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Rio Jucu - Edson Perrone

boleosoma, Evorthodus lyricus, Mugil curema e Gobionellus oceanicus
só ocorreram durante o período de seca. Entre as espécies identificadas como constantes, Eleotris pisonis apresentou uma distribuição regular durante o ano, enquanto que Centropomus

parallelus e Dormitator maculatus foram capturadas essencialmente
durante o período de queda nos níveis fluviométricos (Figura 05).

Poecilia vivipara e Oostethus lineatus, apesar de terem sido mais
abundantes nas amostragens realizadas, quando o nível do rio estava baixo ou decrescendo, mostraram frequências similares em dezembro e agosto, meses típicos de cheia e seca, respectivamente. 1.4.2 - Similaridade entre as amostras A similaridade entre as capturas bimestrais analisadas pela aplicação do índice de Czekanowki e pelo resultado da análise de Cluster apresentadas é apresentada na Figura 06. A maior similaridade foi verificada entre os meses de abril e junho (0,89), enquanto que a menor similaridade ocorreu entre os meses de dezembro e fevereiro (0,56). 1.4.3 - Diversidade específica Os maiores valores de diversidade de espécie (Figura 07a e 07b) foram registrados nos meses de outubro (0,614), dezembro (0,613) e junho (0,654) e os menores valores foram obtidos durante os meses de fevereiro (0,430), abril (0,514) e agosto (0,481).

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Rio Jucu - Edson Perrone

Figura 05 - Frequência de ocorrência das espécies constantes sob a vegetação marginal do Rio Jucu, durante o período de estudo.

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Rio Jucu - Edson Perrone

DEZ FEV ABR JUN AGO

0,61 0,67 0,79 0,83 0,71 OUT 0,56 0,65 0,64 0,72 DEZ 0,73 0,76 0,65 FEV 0,89 0,84 ABR 0,81 JUN

Figura 06 - Dendograma e os valores obtidos de similaridade de Czekanowki, relativo ao número de indivíduos por períodos de coletas.

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Rio Jucu - Edson Perrone A equitabilidade do número de exemplares de cada espécie é mostrada na Figura 07a e 07b. Nos meses de outubro (0,726) e abril (0,735) observou-se uma maior uniformidade do número de exemplares, enquanto em fevereiro (0,642) este se apresentou menor. Os valores estimados para a riqueza de espécies estiveram maiores durante os meses de dezembro (4,254) e junho (3,991) e menores nos meses de fevereiro (2,223), abril (2,018) e agosto (2,127). 1.5 - Estrutura e comprimento A amplitude de comprimento e a porcentagem de indivíduos jovens e adultos para cada uma das espécies estudadas é mostrada, respectivamente, nas Tabelas II e III. 1.6 - Frequência de jovens e adultos Do total de peixes coletados, 65% foram identificados como jovens e 35% como adultos. A análise da proporção entre jovens e adultos, considerando-se as espécies constantes e acessórias (Figura 08), revelou que todos os exemplares capturados de Poecilia vivipara eram adultos, enquanto aqueles de

Centropomus Oostethus

parallelus, lineatus,

Eucinostomus sp. e Gobionellus boleosoma eram jovens. As demais
espécies, nominalmente

Eleotris

pisonis,

Dormitator maculatus e Geophagus brasiliensis, foram registradas nas
formas jovens e adultas, com predomínio de jovens. Para as espécies

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Rio Jucu - Edson Perrone acidentais, cuja captura foi reduzida, todos os exemplares foram identificados como jovens (Tabela III).

Figura 07a - Índice de diversidade de Shannon (H'), equitabilidade (E) e riqueza de espécie (D) durante o período de estudo no Rio Jucu.

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Rio Jucu - Edson Perrone OUT H' E D 0,614 0,726 2,928 DEZ 0,613 0,642 4,254 FEV 0,430 0,615 2,223 ABR 0,514 0,735 2,018 JUN 0,654 0,685 3,991 AGO 0,481 0,689 2,127

Figura 07b - Valores referentes aos do índice de Shannon (H'), de equitabilidade (E) e da riqueza de espécie (D). Tabela II - Valores da amplitude de comprimento entre os peixes coletados sob a vegetação marginal em um trecho do Rio Jucu.
ESPÉCIES N Cp. médio Var. Cp.

256 41 149 108 45 24 15 30 15 31 15 16 12 36 Gobionellus boleosoma 03 24 Pseudophallus mindii 03 Evorthodus lyricus 02 Synbranchus marmoratus 02 Astyanax cf. fasciatus 02 Mugil curema 02 Hoplias malabaricus 01 Characidium cf. fasciatum 01 Gobionellus oceanicus 01 (*) Os valores relativos ao Cp. médio (comprimento

Eleotris pisonis Oostethus lineatus Centropomus parallelus Poecilia vivipara Dormitator maculatus Eucinostomus sp. Geophagus brasiliensis

14-109 82-163 15-45 22-48 20-118 14-18 15-98 22-26 45-85 22-24 35-37 21-24 22-44 148 20 30 médio) foram

calculados apenas para as espécies constantes e acessórias.

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Rio Jucu - Edson Perrone Tabela III - Relação dos indivíduos jovens e adultos pertencentes às espécies constantes e acessórias coletadas sob a vegetação marginal do Rio Jucu.
Jovens ESPÉCIES N 256 149 45 15 15 15 12 03 03 02 02 02 02 01 01 01 524 n 164 77 45 12 15 11 03 03 02 02 02 02 01 01 01 341 % 64 52 100 83 100 92 100 100 100 100 100 100 100 100 100 65 n 92 72 15 03 01 183 Adultos % 36 48 100 17 08 35

Eleotris pisonis Oostethus lineatus Centropomus parallelus Poecilia vivipara Dormitator maculatus Eucinostomus sp. Geophagus brasiliensis
Gobionellus boleosoma

Pseudophallus mindii Evorthodus lyricus Synbranchus marmoratus Astyanax cf. fasciatus Mugil curema Hoplias malabaricus Characidium cf. fasciatum Gobionellus oceanicus
TOTAL

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Rio Jucu - Edson Perrone

100 90 80 70

Porcentagem

60 50 40 30 20 10

0
Ep
Jovens

Ol
Adultos

Cp

Pv

Dm

E

Gbr

Gb

Espécies

Figura 08 - Frequência de peixes jovens e adultos pertencentes às espécies constantes e acessórias. Legenda: Ep-

Eleotris

pisonis,

Ol-

Oostethus

lineatus,

Cp-

Centropomus parallelus, Pv- Poecilia vivipara, Dm- Dormitator maculatus, E- Eucinostomus sp., Gbr- Geophagus brasiliensis e GbGobionellus boleosoma.

[ 40 ]

Rio Jucu - Edson Perrone 1.7 - Alimentação das principais espécies de peixes 1.7.1 - Espectro alimentar Entre as cinco espécies consideradas constantes, apenas quatro apresentaram alimento no estômago:

Eleotris pisonis,

Oostethus lineatus, Centropomus parallelus e Dormitator maculatus.
Para essas espécies foram analisados um total de 182 estômagos distribuídos da seguinte forma: Eleotris pisonis (n = 68), Oostethus

lineatus (n = 62), Centropomus parallelus (n = 40) e Dormitator maculatus (n = 20). Para a análise do conteúdo estomacal de Dormitator maculatus, foram adicionados cinco indivíduos obtidos em
uma coleta extra. Os valores obtidos sobre a frequência de ocorrência de cada item alimentar são mostrados na Tabela IV e na Figura 09. Os principais alimentos encontrados foram: insetos, crustáceos e peixes. A espécie Eleotris pisonis teve sua dieta composta por insetos (68%), principalmente dípteros (46%); crustáceos de insetos (58%), (71%), principalmente carídeos (28%) e brachyura (12%); e peixes (12%).

Oostethus

lineatus

alimentou-se

principalmente plecópteros (54,8%), dípteros (25,8%), efemerópteros (14,5%) e hemípteros (11,3%); crustáceos (43,5%), principalmente carídeos (33,9%) e copépodos (14,5%); e peixes (12%).

Centropomus

parallelus

utiliza

crustáceos

(46,7%),

principalmente carídeos (55,6%) e copépodos (11,1%); insetos (35,6%), principalmente dípteros (28,9%); e peixes (17,8%).

[ 41 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Dormitator

maculatus

apresentou

sua

dieta

composta

principalmente por detritos (88%); crustáceos (ostrácoda 68%); vegetais (macrófitas aquáticas, Eichhornia sp. 28%); poliquetas (12%); e insetos (dípteros 4%). Tabela IV - Itens alimentares encontrados nos estômagos de quatro espécies constantes entre a vegetação marginal do Rio Jucu.
Frequência de ocorrência (%)

Alimento
INSETOS Díptera Plecóptera Efemeróptera Odonata Hemíptera Restos CRUSTÁCEOS Ostrácoda Copépoda Isópoda Anfípoda Decápoda Macrura (Macrobrachium sp.) Brachyura (Sesarna sp.) Cladócera Restos PEIXES (Teleostei) MOLUSCOS (Gastrópoda) VEGETAIS Gramíneas Macrófitas (Eichhornia sp.) POLIQUETAS DETRITOS Legenda: EP -Eleotris pisonis, OL -Oostethus

EP
68,0 46,0 6,0 58,0 4,0 6,0 6,0 28,0 12,0 4,0 2,0 12,0 2,0

OL
71,0 25,8 54,8 14,5 1,6 3,2 11,3 43,5 14,5 1,6 -

CP
35,6 28,9 6,7 46,7 11,1 -

DM
4,0 4,0 68,0 68,0 -

33,9 55,6 9,7 8,9 8,1 17,8 2,0 28,0 12,0 88,0 lineatus, CP -Centropomus parallelus e

DM - Dormitator maculatus.

[ 42 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Figura 09 - Frequência de ocorrência dos itens alimentares utilizados por quatro espécies constantes sob a vegetação marginal do Rio Jucu. 1.7.2 - Similaridade entre as espécies A partir da análise de Cluster, com base no índice de similaridade de Czekanowki (Figura 10), foi evidenciada maior semelhança alimentar entre Eleotris pisonis e Centropomus parallelus (0,64) e a menos similaridade foi verificada entre Dormitator

maculatus e Eleotris pisonis (0,06).

[ 43 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Ol Ep Ol Cp 0,49

Cp 0,64 0,61

Dm 0,06 0,10 0,09

Legenda: EP -Eleotris pisonis, OL - Oostethus lineatus, CP - Centropomus parallelus e Dm - Dormitator maculatus.

Figura 10 - Dendograma e índices de similaridade de Czekanowki relativo à alimentação de quatro espécies de peixes constantes sob a vegetação marginal do Rio Jucu.

2 - Vegetação marginal
2.1 - Relação das espécies Entre as macrófitas aquáticas marginais foram consideradas comuns sete espécies pertencentes a seis famílias: PONTEDERIACEAE - Eichhornia crassipes e E. azurea NYMPHAEACEAE - Nymphaea sp. ARACEAE - Pistia stratiotes

[ 44 ]

Rio Jucu - Edson Perrone LENTIBULARIACEAE - Utricularia foliosa SALVINIACEAE - Salvinia auriculata HALORAGACEAE - Myriophyllum brasiliensis Uma gramínea marginal não identificada pendente sobre o rio funciona como base para a fixação das macrófitas aquáticas marginais flutuantes. 2.1 - Distribuição temporal A quantidade de macrófitas aquáticas marginais (ausência, pouca, média e abundante) é mostrada na Figura 11. A abundância de macrófitas só foi observada no mês de outubro, no período de seca. A quantidade média ocorreu nos meses de junho e agosto, durante o período de seca e pouca quantidade durante os meses de dezembro e abril. No mês de fevereiro, após o período de maior cheia, não foram encontradas macrófitas na área e a vegetação marginal ficou composta exclusivamente por gramíneas pendentes sobre o leito do rio.

[ 45 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Figura 11 - Variação das cotas médias mensais, quantidades de macrófitas aquáticas e número de indivíduos de peixes durante o período de estudo no Rio Jucu.

[ 46 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Discussão e Conclusão
1 - Distribuição temporal
Poucos estudos ictiológicos apresentam informações sobre a distribuição de espécies no ambiente (Uieda, 1984). Alguns desses estudos analisam a preferência de habitat de diferentes espécies, levando em conta características ambientais como o volume da água (Lowe-McConnell, 1975) e a velocidade da corrente (Bussing & Lopez, 1977). Dos trabalhos consultados, somente os de Zaret & Rand (1981), Uieda (1983, 1984) e Garutti (1988) tratam detalhadamente das relações entre espécies de peixes na exploração dos recursos do ambiente. Segundo Lowe-McConnell (1975), em rios tropicais as comunidades de peixes são afetadas por mudanças estacionais devido à contração e à expansão do meio aquático durante os períodos de cheia e seca. Esse regime estacional reflete, principalmente, em mudanças na alimentação, reprodução e tamanho das populações (Lowe-McConnell, 1967). Segundo Whiteside & McNatt (1972), o aumento do volume da água propicia maior diversificação das espécies. Garutti (1988) relata que um dos fatores que influenciam a ocorrência das espécies é a modificação sazonal dos fatores ambientais. A região estudada caracteriza-se por um regime estacional moderado. As mudanças estacionais não se apresentam tão marcantes, mas podem ser notados os efeitos do ciclo estacional

[ 47 ]

Rio Jucu - Edson Perrone (seca e cheia) sobre a composição de espécies de peixes associados à vegetação marginal, principalmente, pelo aumento da velocidade da corrente durante o período de cheia. Durante o período de seca, as gramíneas pendentes sobre o leito do rio criam um ambiente favorável à instalação e ao aumento da área de cobertura pelas macrófitas aquáticas marginais, favorecendo o aumento do número populacional de algumas espécies de peixes, principalmente, de jovens, onde conseguem abrigo e alimento. Durante o período de cheia, o aumento do volume da água induz um aumento na velocidade da corrente provocando uma desorganização na estrutura da vegetação marginal, principalmente, pelo carreamento de grandes quantidades de macrófitas aquáticas marginais flutuantes, reduzindo o ambiente e o número de exemplares de peixes. Esse carreamento de macrófitas aquáticas sob forma de "ilhotas" pode levar a uma dispersão de peixes (Sazima & Zamprogno, 1985) e de outros animais (Achaval et al, 1979).

2 - Constância e abundância de espécies de peixes
Entre os peixes estudados, cinco espécies tiveram sua presença registrada na maioria das amostragens. Essa espécies representam 31% do total coletado e parecem constituir a comunidade residente. Entre essas, as mais abundantes foram:

Eleotris pisonis e Oostethus lineatus.

[ 48 ]

Rio Jucu - Edson Perrone O gênero Eleotris geralmente é encontrado no baixo curso dos rios, próximo ao mar (Figueiredo e Menezes, 1985), onde frequentemente é capturado em associação com a vegetação flutuante, principalmente, o aguapé (Nordlie, 1979, 1981; LoweMcConnell, 1975). A espécie Oostethus lineatus também habita a vegetação marginal, principalmente, sob as macrófitas aquáticas (Perrone, 1989), podendo penetrar em água doce (Dawson, 1970; Figueiredo e Menezes, 1980). Essa população, segundo Dawson & Varri (1982), é considerada como Oostethus brachyurus lineatus. Segundo Lowe-McConnell (1975), outro fator que modifica a composição da comunidade de peixes, além do período estacional, é a presença de espécies migrantes. Esses peixes juntam-se aos residentes por algum tempo para se alimentar, reproduzir ou apenas passar pela comunidade (Lowe-McConnell, 1975). Essas migrações se devem a fatores ambientais influenciados, provavelmente, pelo regime estacional (Uieda, 198; Garutti, 1988). No Rio Jucu, essas migrações são favorecidas pela topografia da região. As espécies consideradas acessórias ou acidentais, provavelmente, constituem os peixes migrantes que, de acordo com a distribuição estacional, podem ser divididas em três grupos: a) peixes coletados no período de seca; b) peixes coletados no período de cheia; e c) peixes coletados tanto no período de seca quanto no de cheia. Durante o período de seca, as espécies

Gobionellus

boleosoma, Gobionellus oceanicus, Evorthodus lyricus e Mugil curema,

[ 49 ]

Rio Jucu - Edson Perrone que são geralmente encontradas em locais de água salobra de regiões estuarinas, foram coletadas entre as macrófitas aquáticas marginais, provavelmente, devido a maior estabilidade do ambiente em relação à salinidade e à pouca velocidade da corrente do Rio Jucu. Durante o período de cheia, as espécies Pseudophallus mindii,

Synbranchus marmoratus, Astyanax cf. fasciatus, Hoplias malabaricus
e Characidium cf. fasciatum foram coletadas. Essas espécies, típicas de ambientes de água doce, durante a cheia, provavelmente, são arrastadas pela correnteza para as regiões mais baixas do rio, onde foram coletadas. Entre estas, apenas Pseudophallus mindii não é típica de água exclusivamente doce, podendo habitar regiões estuarinas. Entre as espécies acessórias e acidentais na área de estudo, apenas as espécies Eucinostomus sp. e Geophagus brasiliensis foram coletadas tanto no período de seca quanto no de cheia. Assim, pode-se concluir que no Rio Jucu existe uma fauna de peixes permanentes, representada por espécies que resistem às alterações da vegetação marginal, da salinidade e da correnteza, e outras migrantes, que dependem diretamente do período estacional.

3 - Análise de similaridade e diversidade específica
O índice de similaridade de Czekanowki tem como finalidade mostrar a semelhança na ocorrência das espécies de peixes entre os bimestres amostrados. Desta forma, as modificações que ocorrem no ambiente durante os períodos estacionais, principalmente pela

[ 50 ]

Rio Jucu - Edson Perrone presença de espécies migrantes que ocorrem no período de seca e de cheia, fornecem a principal diferença nos índices obtidos. As maiores similaridades entre os bimestres foram obtidas no período de seca e a menor no período de cheia. Esse fato demonstra que a vegetação marginal, principalmente, as macrófitas aquáticas, que foram abundantes durante o período de seca, são fundamentais para a constância de determinadas espécies estando intimamente ligadas à velocidade da corrente e ao aumento do nível da água do rio. Os valores relativos ao índice de diversidade de Shannon, a equitabilidade e a riqueza de espécies evidenciaram a influência do período estacional sobre a comunidade de peixes. O índice de diversidade de Shannon mostrou dois valores distintos: uma baixo índice no mês de fevereiro, consequência do período de cheia que ocorreu de novembro ao início de fevereiro, acarretando grandes alterações no ambiente, principalmente pela redução da vegetação marginal, diminuindo o abrigo para espécies de peixes. Outro período de alto índice de diversidade ocorreu durante o período de seca no mês de junho. Esse índice maior deve-se, provavelmente, à maior estabilidade do ambiente devido à organização da vegetação marginal. A equitabilidade entre as espécies de peixes mostrou valores semelhantes ao obtido no estudo de diversidade de espécie. Esse fato confirma a influência estacional na estrutura da comunidade de peixes.

[ 51 ]

Rio Jucu - Edson Perrone Da mesma forma, a riqueza de espécies mostra dois valores altos, um durante a cheia e outro durante a seca, demonstrando sofrer influência do período estacional. Esse resultado deve-se às espécies migrantes que por certo período habitam sob a vegetação marginal. Esse revezamento de espécies está relacionado, provavelmente, com a salinidade e com a velocidade da corrente, Já que durante a seca espécies estuarinas são coletadas e, durante a cheia, cedem lugar às espécies típicas de ambiente de água doce, provavelmente, por serem carregadas das partes altas do rio.

4 - Alimentação das principais espécies de peixes
Os estudos da utilização dos recursos alimentares fornecem importantes informações sobre a ecologia das espécies que coabitam, fornecendo algumas evidências sobre o papel de cada uma no ecossistema (Teixeira, 1989). A vegetação marginal composta por gramíneas e macrófitas aquáticas, tanto pode ser utilizada como alimento (Nordlie, 1981), como pode servir de abrigo para uma fauna variada que é utilizada na dieta de alguns peixes. Alguns estudos foram realizados nessa área do Rio Jucu sobre alguns aspectos da alimentação de Oostethus lineatus (Perrone, no prelo*) e de Eleotris pisonis (Perrone e Vieira, manuscrito**), sendo os resultados obtidos semelhantes aos aqui apresentados e mostram ser a alimentação desses peixes constituída por insetos, crustáceos e peixes.

[ 52 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Os trabalhos (*) e (**) citados acima foram publicados posteriormente à apresentação dessa tese, portanto, aqui vamos apenas fazer uma citação complementar: Perrone (1990) e Perrone e Vieira (1991). Resumos destes artigos serão apresentados no final dessa tese.
A espécie Centropomus parallelus cultivada em viveiros da região de Itamaracá, Pernambuco, apresentou sua alimentação composta, principalmente, por crustáceos, peixes e insetos (Vasconcelos Filho & Galiza, 1980). No Rio Jucu foi observado uma inversão na utilização desses itens, preferindo crustáceos, insetos e peixes. Essa alteração deve estar relacionada ao ambiente em que foram coletados e à fase de vida (jovem) dos peixes aqui estudados.

Dormitator maculatus é uma espécie que possui hábito
alimentar bem diferente das demais espécies aqui analisadas. Alimenta-se essencialmente de detritos e vegetais, apresentando uma baixa similaridade (0,10) entre as demais. Essa espécie ingere detritos do fundo do rio, provavelmente, à procura de poliquetas, ostrácodas e outros organismos. Além de insetos que deve ter obtido entre a vegetação marginal flutuante, utiliza partes das macrófitas, principalmente o bulbo Eichhornia sp., como fonte de alimento. Mesmo utilizando alimentos semelhantes, Eleotris pisonis e

Oostethus lineatus, observando a análise de Cluster, apresentaram
uma similaridade não muito alta (0,61). Esse fato deve estar relacionado com a preferência por presas diferentes entre os itens

[ 53 ]

Rio Jucu - Edson Perrone alimentares citados. Outro fator muito importante é o tipo de boca, bem diferente entre essas espécies. Eleotris pisonis possui uma boca ampla e Oostethus lineatus uma boca muito pequena. A maior similaridade alimentar ocorre entre as espécies

Eleotris pisonis e Centropomus parallelus (0,64). Embora não muito
diferente da similaridade com Oostethus, esse fato deve-se ao comprimento reduzido dos espécimes de C. parallelus aqui analisados.

[ 54 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Resumo
Foram analisados alguns aspectos sobre a influência de fatores estacionais (seca e cheia) na ocorrência e abundância de espécies de peixes que vivem associados à vegetação marginal em um trecho do Rio Jucu, Vila Velha, Espírito Santo. Foi, também, analisada a dieta das principais espécies de peixes e as similaridades que apresentaram na composição alimentar. Um total de 524 exemplares de peixes foram analisados e esses estão distribuídos em 16 espécies e 11 famílias. Das espécies coletadas 5 foram consideradas constantes, 3 acessórias e 8 acidentais no local de coleta. Os principais fatores que provavelmente modificaram a composição da ictiofauna foram as alterações no volume das águas do rio, e da velocidade da correnteza, e a ocorrência de espécies migrantes. As alterações do volume da água e da velocidade da corrente do rio, durante os períodos estacionais estudados, modificaram a estrutura da vegetação marginal, principalmente, a quantidade de macrófitas aquáticas, alterando, consideravelmente, o habitat de várias espécies de peixes, em especial a de jovens. As espécies migrantes, por sua vez, foram encontradas ou no período de seca, onde espécies da região estuarina penetram rio acima, ou no período de cheia, onde espécies tipicamente de água

[ 55 ]

Rio Jucu - Edson Perrone doce foram carregadas pela velocidade da corrente até o local estudado. A alimentação entre as espécies consideradas constantes foi composta, principalmente, de insetos, crustáceos e peixes ( Eleotris

pisonis, Oostethus lineatus e Centropomus parallelus). A espécie Dormitator maculatus
utiliza recursos alimentares diferentes, principalmente, detritos e vegetais superiores. A maior similaridade alimentar foi observada entre E. pisonis e C. parallelus e a menor entre E. pisonis e D. maculatus.

[ 56 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

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[ 60 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Anexos
1 - Nomes populares das espécies de peixes
Eleotris pisonis Oostethus lineatus Centropomus parallelus Poecilia vivipara Dormitator maculatus Eucinostomus sp. Geophagus brasiliensis
Gobionellus boleosoma Emborê, moreia Peixe-cachimbo Robalo Barrigudinho Emborê, moreia Carapeba Cará amoré, moreia, moré-de-areia Peixe-cachimbo Maria da toca Mussum Lambari, piaba Tainha Traíra Canivete Amoré, moréia, moré-de-areia

Pseudophallus mindii Evorthodus lyricus Synbranchus marmoratus Astyanax cf. fasciatus Mugil curema Hoplias malabaricus Characidium cf. fasciatum Gobionellus oceanicus

[ 61 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

2 - Imagens dos peixes

http://www.discoverlife.org/mp/20q?search=Microphis

Oostethus lineatus

http://www.nossacasa.net/biobahia/default.asp?menu=1504

Eleotris pisonis

http://tintorero-wwwartesdepesca.blogspot.com.br/2011/05/vamos-pescar-chucumiteo-robalo.html

Centropomus parallelus

[ 62 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

http://soesic.foroactivos.net/t147-poecilia-vivipara

Poecilia vivipara

http://www.eacichlid.co.uk/showthread.php?5917-Colombia-Shipment

Dormitator maculatus

Eucinostomus sp.
http://nas.er.usgs.gov/queries/factsheet.aspx?SpeciesID=705

[ 63 ]

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Geophagus brasiliensis
http://www.seriouslyfish.com/species/geophagus-brasiliensis/

Gobionellus boleosoma
http://www.nicholls.edu/biol-ds/biol348/fishsets/darter%20goby.htm

Pseudophallus mindii
http://www.fishbase.us/identification/SpeciesList.php?famcode=258&genus=&areacode =31&c_code=&spines=&fins=

[ 64 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Evorthodus lyricus
http://www.fishesoftexas.org/taxon/evorthodus-lyricus

Synbranchus marmoratus
http://camiloaparecido.blog.terra.com.br/2008/08/18/mucum-peixe-do-rio-ribeira-deiguape/

Astyanax cf. fasciatus
http://fishbase.mnhn.fr/photos/PicturesSummary.php?StartRow=3&ID=8080&what=sp ecies&TotRec=9

[ 65 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Mugil curema
http://www.mexfish.com/fish/whtmul/whtmul.htm

Hoplias malabaricus
http://www-man.blogspot.com.br/2012/08/traira-hoplias-malabaricus.html

Characidium cf. fasciatum
http://www.elacuarista.com/atlas/C/characidium.htm

[ 66 ]

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Gobionellus oceanicus
http://nl.wikipedia.org/wiki/Bestand:Gobionellus_oceanicus.jpg

3 - Imagens da vegetação

Eichhornia crassipes
http://www.floridata.com/ref/e/eich_cra.cfm

[ 67 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

http://www.flickriver.com/photos/shyzaboy/sets/72157607145060786 /

Eichhornia azurea

Nymphaea sp.
http://rufino-osorio.blogspot.com.br/2011/05/nymphaea-odorata.html

[ 68 ]

Rio Jucu - Edson Perrone

Pistia sp.
http://www.hear.org/Pier/imagepages/singles/pistrp2.htm

Utricularia foliosa
http://www.sarracenia.com/faq/faq1740.html

[ 69 ]

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Salvinia auriculata
http://fichas.infojardin.com/acuaticas/salvinia-auriculata-oreja-de-agua-helechomariposa.htm

Myriophyllum brasiliensis
http://www.knuppernursery.com/aquatics-gallery/myriophyllum-brasiliensis.php

[ 70 ]

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4 - Resumos relacionados
A partir do estudo feito para fornecer dados para concluir a tese, amostragens foram continuadas no trecho do Rio Jucu que fomentaram vários trabalhos científicos. Para facilitar a consulta, resumos de quatro trabalhos serão apresentados a seguir.

DISTRIBUIÇÃO SAZONAL E ÉPOCA DE REPRODUÇÃO DO PEIXE-CACHIMBO Oostethus lineatus (PISCES: SYNGNATHIDAE) EM UM TRECHO DO RIO JUCU - ES EDSON CAMPOS PERRONE Departamento de Biologia - CEG - Ufes RESUMO Foram analisados aspectos ecológicos e reprodutivos de um total de 158 exemplares de Oostethus lineatus capturados em 6 coletas bimestrais de outubro de 1987 a agosto e 1988, entre macrófitas aquáticas marginais, em um trecho do Rio Jucu, município de Vila Velha, Espírito Santo. Essa espécie foi considerada constante, sendo encontrada em todas as coletas realizadas. No mês de outubro foi capturado o maior número de exemplares e, no mês de agosto, o menor. Essa espécie possui dois períodos reprodutivos: um no verão, provavelmente no mês de dezembro, e outro no inverno, em menor escala, provavelmente, no mês de junho. Vitória, 1989. Revista de Cultura da Ufes (41/42): 127-129

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ASPECTOS DA ALIMENTAÇÃO E REPRODUÇÃO DE Oostethus

lineatus (KAUP, 1856) (PISCES - SYNGNATHIDAE) NO RIO
JUCU (ESPÍRITO SANTO - BRASIL). EDSON CAMPOS PERRONE Departamento de Biologia - CEG - Ufes RESUMO O peixe-cachimbo, Oostethus lineatus (Kaup, 1856), é eurialino habitando águas regiões litorâneas estuarinas. de pouca profundidade, coletados 300 preferencialmente Foram

exemplares no Rio Jucu, Espírito Santo, Brasil, entre setembro de 1985 e fevereiro de 1988, para análise do conteúdo estomacal e determinação dos comprimentos da primeira maturação sexual de fêmeas e do aparecimento da "bolsa incubadora" nos machos. Dos estômagos analisados, 80% continham insetos, 69% crustáceos e 17% peixes. A primeira maturação sexual de fêmeas inicia-se aos 109 mm e o aparecimento da "bolsa incubadora" nos machos aos 112 mm. Maceió, 1990. Anais da Sociedade Nordestina de Zoologia, 3: 249-260.

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Rio Jucu - Edson Perrone OCORRÊNCIA E PERÍODO REPRODUTIVO DE Eleotris pisonis (TELEOSTEI: ELEOTRIDIDAE) NA REGIÃO ESTUARINA DO RIO JUCU, ESPÍRITO SANTO, BRASIL. EDSON CAMPOS PERRONE e FÁBIO VIEIRA Departamento de Biologia - CEG - Ufes RESUMO Foram analisados 253 exemplares de Eleotris pisonis quanto à ocorrência e à reprodução. O maior número de exemplares foi coletado no mês de abril e o menor no mês de fevereiro. O período reprodutivo iniciou-se após o pico do período de cheia, com a primeira maturação sexual ocorrendo quando as fêmeas atingem um comprimento médio de 35 mm; a partir de 45 mm todas estão adultas.

Eleotris pisonis

mostrou-se

intimamente

associado

à

comunidade de macrófitas aquáticas marginais, evidenciando a importância dessas pelo menos em parte do seu ciclo de vida.

São Paulo, 1990. Ciência e Cultura - SBPC - 42(9): 707-710

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Rio Jucu - Edson Perrone HÁBITO ALIMENTAR DE Eleotris pisonis (TELEOSTEI: ELEOTRIDIDAE) NA REGIÃO ESTUARINA DO RIO JUCU, ESPÍRITO SANTO, BRASIL. EDSON CAMPOS PERRONE* e FÁBIO VIEIRA**
* Departamento de Biologia, CEG, Ufes ** Departamento de Zoologia, ICB, Ufmg

RESUMO A alimentação de Eleotris pisonis constituiu-se basicamente de dípteros (larvas e pupas), crustáceos (brachiúros e carídeos) e peixes. Díptera foi o principal item alimentar utilizado por exemplares com até 40 mm de comprimento padrão (jovens), enquanto exemplares de maior tamanho (adultos) utilizaram, principalmente, peixes e crustáceos. Essa diferenciação no hábito alimentar entre jovens e adultos evidencia o amadurecimento sexual como um dos prováveis fatores que influenciam a ontogenia trófica da espécie. Mudanças qualitativas e quantitativas foram constatadas no hábito alimentar de E. pisonis durante os períodos de seca e cheia. Essas alterações podem estar relacionadas com as mudanças que ocorrem na estrutura da vegetação marginal, principal sítio de refúgio e alimentação da espécie. Canibalismo foi registrado com baixa frequência (0,6%), evidenciando ser um hábito pouco comum à espécie. São Paulo, 1991. Revista Brasileira de Biologia, 51(4): 867-872.

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5 - Outras publicações, comunicações e projetos científicos.
Ordem cronológica 1985 - "Ictiofauna do Espírito Santo II - Ordem Anguilliformes". a) 1º Seminário de estudos sobre biologia, Belo Horizonte, de 18 a 23 de abril de 1983; b) III Seminário Interno de Pesquisas da Ufes, Vitória, de 23 a 25 de maio de 1983; c) XII Congresso Brasileiro de Zoologia, Campinas.

1985 - "Levantamento e diversidade específica da ictiofauna do estuário do Rio Piraque-açú (Aracruz-ES) a) III Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória, de 23 a 25 de maio de 1983; b) XII Congresso Brasileiro de Zoologia, Campinas. 1985 - "Ocorrência de colônias de reprodução de Sterna eurygnatha e Sterna hyrundinacea (Aves: Lariidae) no Espírito Santo". Nome do encontro: XII Congresso Brasileiro de Zoologia, Campinas. 1986 - "A informática na organização da Coleção Zoológica da Ufes". V Seminário Interno de Pesquisa na Ufes. 1986 - "Manguezais da baía norte de Vitória-ES. III. Análise da ictiofauna do Estuário do Rio Santa Maria". XIII Congresso Brasileiro de Zoologia, Cuiabá. 1986 - "Manguezais da baia norte de Vitória-ES. VI- Relação da ictiofauna do Estuário do Rio Santa Maria" XIII Congresso Brasileiro de Zoologia, Cuiabá. 1987 - "Composição da ictiofauna na área de influência da represa Duas Bocas, Cariacica, ES". VI Seminário Interno de Pesquisa NA Ufes. 1987 - "Distribuição longitudinal e composição da ictiofauna do Rio Jucu, ES". VI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1987 - "Tamanho médio da primeira maturação sexual de fêmeas e a formação da bolsa incubadora" nos machos de Oostehus lineatus (Pisces: Syngnathidae) no ES". VI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes. 1988 - "Adaptações de nadadeiras pares de Characidium fasciatum (Pisces: Characiformes) e sua importância durante a transposição de quedas de água". a) VII Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória, de 20 a 22 de setembro de 1988; b)Nome do encontro: XVI Congresso Brasileiro de Zoologia, João Pessoa. 1988 - "Dieta do Peixe-cachimbo, Oostethus lineatus (Syngnathidae) no Rio Jucu, ES". VII Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória.

1988 - "Dieta, comprimento da primeira maturação de fêmeas e do aparecimento da "bolsa incubadora" nos machos de Oostethus lineatus (Pisces: Syngnathidae) no Rio Jucu, Vila Velha, ES". VII Encontro de Zoologia do Nordeste, Maceió. 1988 - "Ictiofauna do Espírito Santo III - Família Syngnathidae". VII Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória.

1988-1989 - Coordenador do projeto "Alguns aspectos sobre a alimentação e reprodução dos peixes do reservatório da Reserva Florestal de Duas Bocas, Cariacica, ES". Instituto de Terras Cartografias e Florestas / Universidade Federal do Espírito Santo. 1989 - "Biologia alimentar de Eleotris pisonis (Pisces: Eleotrididae) no Estuário do Rio Jucu, ES". XVI Congresso Brasileiro de Zoologia, João Pessoa. 1989 - Distribuição e época de reprodução Oostethus lineatus (Pisces: Syngnathidae) em um trecho do Rio Jucu, ES. Rev. Cult. Ufes (41/42): 121-126.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1990 - "Alguns aspectos sobre a biologia dos peixes associados à vegetação marginal em um trecho do Rio Jucuú, ES". 1° EPEB, Vitória. PALESTRA. 1990 - "Composição da ictiofauna da Praia do Iate, Vitória, ES. (Nota preliminar)". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Constância e abundância da ictiofauna da Praia do Iate, Vitória, ES". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Diversidade específica da icitiofauna da Praia do Iate, Vitória, ES." IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Diversidade específica da ictiofauna associada às macrófitas aquáticas marginais do Rio Jucu, ES". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Estudo do ictioplâncton com relação a alguns parâmetros físicos-químicos em uma lagoa costeira (Marapendi) do Rio de Janeiro". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Migração de indivíduos jovens de Astyanax bimaculatus (Teleostei: Tetragonopteriinae) no Rio Paraná, PR". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "MSXEC-II. Um programa para estudos sobre dinâmica de populações.". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Ocorrência e distribuição estacional dos peixes associados à macrófitas aquáticas marginais em um trecho do Rio Jucu, ES". XVII Congresso Brasileiro de Zoologia, Londrina.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1990 - "Ocorrência e distribuição estacional dos peixes associados às macrófitas aquáticas marginais no Rio Jucu, ES". IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - "Ocorrência e período reprodutivo de Eleotris pisonis (Teleostei: Eleotrididae) na região estuarina do Rio Jucu, ES". a) VIII Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória, de 13 a 15 de setembro de 1989; b) XVII Congresso Brasileiro de Zoologia, Londrina. 1990 - "Relação trófica entre espécies de peixes associadas às macrófitas aquáticas marginais no Rio Jucu, ES." IX Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1990 - Aspectos da alimentação e reprodução de Oostethus lineatus (Pisces: Syngnathidae) no Rio Jucu, ES. Anais Soc. Nord. Zool. 3 (3): 249-260. 1990 - Ocorrência e período reprodutivo de Eleotris pisonis (Teleostei- Eleotrididae) na região estuarina do Rio Jucu, Espírito Santo, Brasil. Ciência e Cultura, 42 (9): 707-710. 1990 - Participante do Estudo: “Subsídios para o plano diretor de recursos naturais do Complexo Tubarão - CVRD Companhia Vale do Rio Doce”. Superintendência de Pelotização da CVRD e Centro de Pesquisa do Mar. 1990 - Participante do levantamento faunístico objetivando fornecer subsídios ao EIA/RIMA - Meio Biológico da CST Companhia Siderúrgica Tubarão - Jakko Poyry Engenharia e Centro de Pesquisa do Mar. 1990 - Participante do levantamento faunístico para o EIA/RIMA da fábrica de chumbo da CHESA S.A., Cariacica, ES. Realizado pela Aquaconsult - Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda. 1990 - Participante do levantamento faunístico para o EIA/RIMA do Complexo de Aroaba. Companhia Vale do Rio Doce, Superintendência da Estrada. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1990 - Pesquisador do "Estudo Básico Ambiental na Bacia do Rio do Peixe para a Implantação da Ecoestação Rio do Peixe". Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos e Prefeitura Municipal de Afonso Cláudio. 1990 - Pesquisador do "Estudo Básico Ambiental na Bacia do Rio São José para a Implantação da Ecoestação Cachoeira da Cobra". Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos e Prefeitura Municipal de São Gabriel da Palha. 1990-1992 - Pesquisador do Projeto Sapé do Norte "Caracterização e Estrutura de Comunidade a Ictiofauna e Herpetofauna das Áreas AI-155, AI-161 e AI-167 da Aracruz Celulose S.A., nos Municípios de São Mateus e Conceição da Barra, ES". Universidade Federal do Espírito Santo/ Aracruz Celulose S.A./ Fundação Ceciliano Abel de Almeida. 1991 - "Estudo ao microscópio óptico e eletrônico de varredura da bolsa incubadora de Oostethus lineatus (Teleostei: Syngnathidae) durante a fase incubadora". IX Encontro Brasileiro de Ictiologia, Maringá. 1991 - "Estudo ao microscópio óptico e eletrônico de varredura da bolsa incubadora de Oostethus lineatus (Teleostei: Syngnathidae)". IX Encontro Brasileiro de Ictiologia, Maringá. 1991 - "Regeneração de nadadeira caudal em Oostethus lineatus (PISCES: SYNGNATHIDAE)". X Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1991 - "Reprodução de Dormitator maculatus (Pisces: Eleotrididae)- Dimorfismo e primeira maturação sexual". X Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1991 - Composição preliminar da ictiofauna do litoral da Ilha do Frade, Vitória, Espírito Santo. Rev. Cult. Ufes (44/45): 6977.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1991 - Hábito alimentar de Eleotris pisonis (Teleostei: Eleotrididae) na região estuarina do Rio Jucú, Espírito Santo, Brasil. Rev. Bras. Biol. 51 (4): 867-872. 1991-1992 - Pesquisador do projeto "Caracterização de fatores físico-químicos e biológicos do reservatório Águas Claras: I-água, II-Plâncton e III-Ictiofauna". Universidade Federal do Espírito Santo/ Aracruz Celulose S.A. / Fundação Ceciliano Abel de Almeida. 1991-1993 - Coordenador geral do Projeto "Ecoestação Rio do Peixe" - Afonso Cláudio. Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos, Secretaria de Estado para Assuntos de Meio Ambiente, Prefeitura Municipal de Afonso Cláudio. 1992 - "A diversidade da ictiofauna do Rio do Peixe, município de Afonso Cláudio, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Caracterização do Rio do Peixe, município de Afonso Cláudio, ES (Avaliação preliminar)". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Ictiofauna do Rio do Peixe, município de Afonso Cláudio, ES - Listagem preliminar das espécies". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "PAA-1.0: Um programa suporte para análises de parâmetros abióticos da água". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Águas Claras - Análise da captura com rede de emalhar no Reservatório de Águas Claras, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Águas Claras - Caracterização da fauna de peixes no Reservatório de Águas Claras, Aracruz, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Águas Claras - Semelhança alimentar entre 7 espécies de peixes do reservatório de Águas Claras".

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Rio Jucu - Edson Perrone XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória, novembro de 1992. 1992 - "Projeto Águas Claras - Diversidade específica da ictiofauna no Reservatório de Águas Claras, Aracruz, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Águas Claras". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Sapé do Norte - A diversidade da ictiofauna de água doce em três localidades no norte do ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Sapé do Norte - Ictiofauna de um trecho do Rio Preto, São Mateus, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Sapé do Norte - Ictiofauna de um trecho do córrego São Domingos, São Mateus, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Sapé do Norte - Ictiofauna de um trecho do Rio Itaúnas, Conceição da Barra, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Projeto Sapé do Norte". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "REP 1.0 - Um programa para estudo sobre a reprodução em peixes". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Reprodução do cascudo vassoura Corymbophanes sp. (Peixes: Loricariidae) no Rio do Peixe, Afonso Claudio, ES" XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1992 - "Reprodução do cascudo viola Hartia sp. (Peixes: Loricariidae) no Rio do Peixe, Afonso Cláudio, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1992 - "Variação da temperatura, pH, oxigênio dissolvido e transparência da água do Rio do Peixe, Afonso Cláudio, ES". XI Seminário Interno de Pesquisa na Ufes. 1992 - Pesquisador do "Projeto Itaúnas: Caracterização da carcinofauna e ictiofauna no Rio Itaúnas, Conceição da Barra - ES". Aracruz Celulose S.A. 1992-1993 - Coordenador geral e responsável pelo Diagnóstico Faunístico do "Estudo Básico Ambiental para a Implantação da Ecoestação da PAES". Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos / Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania. 1993 - "A diversidade específica de três localidades no norte do Espírito Santo". X Encontro Brasileiro de Ictiologia, São Paulo. 1993 - "A fauna ictiológica associada às macrófitas aquáticas marginais do Rio Jucu, ES" III Simpósio de Ecossistemas da Costa Brasileira. Subsídios a um gerenciamento ambiental, Serra Negra - SP. 1993 - "A ictitiofauna do reservatório de Águas Claras Aracruz - ES". X Encontro Brasileiro de ictiologia, São Paulo. 1993 - "A macrofauna de invertebrados do estuário do Rio Santa Maria da Vitória, Vitória, ES. III Simpósio de Ecossistemas da Costa Brasileira. Subsídios a um gerenciamento ambiental, Serra Negra - SP. 1993 - "Coletor 1.0 - Programa para microcomputadores que determina a curva de importância de espécies". XII Seminário Interno de Pesquisa na Ufes, Vitória. 1993 - "Hábitos alimentares de uma comunidade de peixes do Reservatório Águas Claras, Município de Aracruz, ES". X Encontro Brasileiro de Ictiologia, São Paulo. 1993 - "Projeto Águas Claras: Estudos limnológicos em um reservatório próximo ao litoral do Espírito Santo". III

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Rio Jucu - Edson Perrone Simpósio de Ecossistemas da Costa Brasileira. Subsídios a um gerenciamento ambiental, Serra Negra - SP. 1993 - "Projeto Ecoestação"- A ictiofauna como elemento de comunicação ambiental. X Encontro Brasileiro de Ictiologia, São Paulo. 1993 - "Projeto Sapé do Norte"- Ictiofauna do córrego São Domingos, Rio Preto e Rio Itaúnas - Espírito Santo. X Encontro Brasileiro de Ictiologia, São Paulo. 1993 - "Uma contribuição ao Parque Estadual de Itaúnas, ES. Caracterização da ictiofauna e carcinofauna. Fase preliminar". III Simpósio de Ecossistemas da Costa Brasileira. Subsídios a um gerenciamento ambiental, Serra Negra - SP. 1993 - A fauna ictiológica associada às macrófitas aquáticas no Rio Jucu, Vila Velha, Espírito Santo. Simpósio de Ecossistemas

da Costa Brasileira. Subsídios a um gerenciamento ambiental, 3 (1): 39-45.

1993 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do Estudo Ambiental do Complexo Lacunar Jacuném/Juara, município da Serra, ES. Realizado pelo Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos e Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra. 1993 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental do Relatório de Controle Ambiental para a ampliação do sistema de tratamento de esgoto sanitário em Nova Carapina, Município da Serra - ES. Realizado pela Proplaco - Projetos, Planejamentos e Consultoria/Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos. 1993 - Macrofauna de invertebrados do estuário do Rio Santa Maria da Vitória, Vitória, ES. Simpósio de Ecossistemas da

Costa Brasileira. Subsídios a um ambiental, 3 (1): 305-314.

gerenciamento

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Rio Jucu - Edson Perrone 1993 - Participante do levantamento faunístico do Projeto "Estudos Ecológicos Integrantes dos Estudos Ambientais do Programa de Despoluição dos Ecossistemas Litorâneos do Espírito Santo" - Listagem de Fauna. Realizado pela SIGMA Engenharia Ltda. 1993 - Participante do Projeto "Canal de Adução: Estudo Biológico na água do canal artificial para a fábrica da Aracruz Celulose S.A. - Aracruz Celulose S.A.". Realizado pela Aracruz Celulose S.A. 1993-1994 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico (ictiofauna) do EIA/RIMA do TIMS: Terminal Industrial Multimodal da Serra - ES. Realizado pelo Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos. 1993-1994 - Pesquisador do "Projeto Fazenda Lagoinha: Estudo biológico em área de Aracruz Celulose S.A. no município de Mucuri - BA". Aracruz Celulose S.A. 1993-1994 - Pesquisador do Projeto Sapé do Norte II: "Caracterização e estrutura de comunidades da ictiofauna e herpetofauna das áreas AI-034 e AI-126 da Aracruz Celulose S.A., no município de Conceição da Barra - ES". Universidade Federal do Espírito Santo/ Aracruz Celulose S.A. 1994 - "A similaridade ictiofaunística entre seis mananciais hídricos do norte do Estado do Espírito Santo", 46ª Reunião da SBPC - Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência, Vitória. 1994 - "Estudo biológico no canal artificial de abastecimento de água para a Aracruz Celulose, Aracruz, ES". 46ª Reunião da SBPC - Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência, Vitória. 1994 - A fauna associada ao plantio de eucaliptos. Ecologia e Desenvolvimento, 41: 20-21.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1994 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do EIA/RIMA para a ampliação da Estação Aduaneira Interior/Vitória - Coimex Armazéns Gerais. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1994 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental do Relatório de Controle Ambiental para a implantação do sistema de tratamento de esgoto sanitário no município de Ibiraçu - ES. Realizado pela Proplaco - Projetos, Planejamentos e Consultoria. 1994 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental do Estudo Básico de Impacto Ambiental, relativo ao Projeto Executivo do Prosege Viana, que abrange obras de rede coletora de esgotos sanitários e de sistemas de tratamento. Realizado pela Proplaco - Projetos, Planejamentos e Consultoria. 1994 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental do Estudo Básico de Impacto Ambiental, relativo ao Projeto Executivo do Prosege Piúma, que abrange obras de rede coletora de esgotos sanitários e de sistemas de tratamento. Realizado pela Blokos - Projetos e Engenharia Ltda. 1994 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Estudo Básico Ambiental para a Implantação da Unidade Armazenadora da Coimex - Armazéns Gerais. Realizado pelo Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos. 1994 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental para a implantação da Unidade Armazenadora da Silotec. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1994 - Participante do Plano de para a neutralização de expectativas com relação à geração de empregos nas áreas de impacto do TIMS - Terminal Industrial Multimodal da Serra, Espírito Santo. Realizado pelo

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Rio Jucu - Edson Perrone Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos e pelo Núcleo de Assessoria e Pesquisa Social. 1994 - Participante do Relatório Técnico do Projeto de Aterro Sanitário Desenvolvido para a Disposição Final dos Resíduos Sólidos Domiciliares do Município de Cariacica, ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1994 - Pesquisador do Projeto "Estudo da biologia alimentar e reprodutiva do robalo, Centropomus spp. (Teleostei: Centropomidae) no Estado do Espírito Santo Subsídios à definição do período de defeso". Universidade Federal do Espírito Santo, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Empresa Capixaba de Pesquisa Agrícola, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural. 1994 -

Silvicultura, 53: 20-23.

Projeto

Sapé

do

Norte,

Realidade

Interinstitucional.

1994 - Responsável pelo Diagnóstico Faunístico componente dos Estudos Ambientais do Sistema de Abastecimento de Água para a SUPEL - CVRD. Realizado Pelo Centro de Pesquisa do Mar. 1994 - Responsável pelo Diagnóstico Faunístico do EIA/RIMA para a implantação da Bragussa - Peróxido de Hidrogênio. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar. 1994-1995 - Coordenador geral do Plano de Monitoramento da Qualidade de Água do Brejo Grande, TIMS - Terminal Industrial Multimodal da Serra. Realizado pelo Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos. 1994-1995 - Coordenador geral do Plano de Resgate de Fauna na Área do TIMS - Terminal Industrial Multimodal da Serra. Realizado pelo Centro de Estudos de Ecossistemas Aquáticos.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1995 - "A ictiofauna do Parque Estadual de Itaúnas, Conceição da Barra - ES". XI Encontro Brasileiro de Ictiologia, Campinas - SP. 1995 - “Estrada do contorno uma opção locacional para os empreendimentos na Grande Vitória - ES”. XIII Seminário de Pesquisa e Extensão da Ufes, Vitória. 1995 - “Resgate de fauna da área do TIMS - Terminal Industrial Multimodal da Serra. XIII Seminário de Pesquisa e Extensão da Ufes, Vitória. 1995 - Composição da ictiofauna do reservatório Águas Claras, Aracruz, Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão (N.Ser.) 2: 23-33. 1995 - Coordenador do “Plano de Controle Ambiental de Aroaba”, da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Coordenador geral e responsável pela caracterização faunística do diagnóstico ambiental para a implantação da Rodovia de contorno de Jacaraípe, trecho: Manguinhos (ES-010) - Castelândia. Realizado pela Prefeitura Municipal da Serra e pela Enefer. 1995 - Coordenador geral e responsável pela caracterização faunística do diagnóstico ambiental para a implantação da Rodovia de contorno de Jacaraípe, trecho: Av. Minas Gerais - ES-010 (Capuba). Realizado pela Prefeitura Municipal da Serra e pela Enefer. 1995 - Coordenador geral e responsável pela caracterização faunística do diagnóstico ambiental para a implantação da Rodovia Civit II - CICS com acesso ao Civit I, trecho: Av. Manguinhos - Rodovia Serra/Jacaraípe. Realizado pela Prefeitura Municipal da Serra e pela Enefer. 1995 - Coordenador geral e responsável pela caracterização faunística do diagnóstico ambiental para a implantação do Novo traçado da rodovia Serra/Jacaraípe, trecho:

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Rio Jucu - Edson Perrone Roncador (BR-101) - Loteamento Centro da Serra. Realizado pela Prefeitura Municipal da Serra e pela Enefer. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do Diagnóstico Ambiental para a Implantação da Brasif Unidade Armazenadora. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do Diagnóstico Ambiental para a exploração de granito pela Pedregulho Comércio e Indústria de Pedras Ltda., no município da Serra, ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do Diagnóstico Ambiental do Parque Residencial Laranjeiras II - INOCOOP-ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo diagnóstico faunístico do “Projeto Quintas de Ybapuã” da Cristal Empreendimentos Imobiliários Ltda. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do EIA/RIMA para a implantação da Brasif Siderúrgica. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental para a implantação do Parque da Lagoa - Condomínio Ecológico. Realizado pela Cristal Empreendimentos Imobiliários Ltda. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental para a implantação da estrada de rodagem Castelândia - Av. Minas Gerais, em Jacaraípe, Município da Serra, ES. Realizado pela Prefeitura Municipal da Serra e pela Enefer. 1995 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do “Diagnóstico Ambiental para a implantação do

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Rio Jucu - Edson Perrone Residencial Monte Verde, município da Serra, ES”. Realizado pela Cristal Empreendimentos Imobiliários Ltda. (1995). 1995 - Participante do Projeto “Sistema de tratamento de efluentes industriais provenientes da pasteurização e beneficiamento de leite da Cooperativa de Laticínios Selita Ltda., Cachoeiro de Itapemirim, ES”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1995 - Participante do Relatório Técnico - Sistema de tratamento de efluentes líquidos industriais provenientes da unidade de produção de leite cru resfriado, localizado em Presidente Kenedy”. Selita - Cooperativa de Laticínios Selita Ltda. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Participante do Relatório Técnico “Sistema de tratamento de efluentes líquidos industriais provenientes da unidade de resfriamento e esterilização de leite localizada em Rio Novo do Sul”. Selita - Cooperativa de Laticínios Selita Ltda. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Pesquisador do Projeto: "Inventário da Flora e Fauna no Parque Ecológico da CST. Companhia Siderúrgica Tubarão". Universidade Federal do Espírito Santo e Companhia Siderúrgica de Tubarão. 1995 - Responsável pelo Diagnóstico Faunístico do EIA/RIMA para a implantação do Projeto Jacuhy. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar. 1995 - Responsável pelo Diagnóstico Faunístico do EIA/RIMA para a implantação do autoforno 2 da CST- Companhia Siderúrgica de Tubarão. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar. 1995 - Responsável pelo Diagnóstico Faunístico do EIA/RIMA para a implantação da Usina 7 da CVRD- Companhia Vale do Rio Doce. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1995 - Responsável técnico junto ao Centro de Estudos Ambientais pelo relatório técnico para o cumprimento da condicionante 07 - Impactos da Contratação de mão de obra - da licença de operação 065/95 da Aracruz Celulose S.A., referente ao processo de modernização. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Responsável técnico junto ao Centro de Estudos Ambientais pelo relatório técnico para o cumprimento da condicionante 08 - Impactos do Sistema Viário - da licença de operação 065/95 da Aracruz Celulose S.A., referente ao processo de modernização. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Responsável técnico junto ao Centro de Estudos Ambientais pelo relatório técnico para o cumprimento da condicionante 09 - Ações de Segurança Pública e de Policiamento da licença de operação 065/95 da Aracruz Celulose S.A., referente ao processo de modernização. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995 - Responsável técnico junto ao Centro de Estudos Ambientais pelo relatório técnico para o cumprimento da recomendação 01 - Estudos Qualitativos dos Possíveis Efeitos do

Projeto de Modernização da Aracruz Celulose na População Indígena do Município de Aracruz - da

licença de operação 065/95 da Aracruz Celulose S.A., referente ao processo de modernização. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1995-1996 - Participante do Projeto de Recuperação Ambiental do Complexo Lacunar Jacuném-Juara. Programa de Execução Descentralizada do Ministério do Meio Ambiente. 1995-1996 - Responsável Técnico pelo monitoramento “Criação e experimentação de um processo de acompanhamento da ictiofauna do Rio Mucuri - BA”. BAHIA SUL CELULOSE SA. Realizado pelo Centro de Pesquisa do Mar.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1996 - “Estudo de viabilidade para a ampliação da APA de Praia Mole”, município da Serra - ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST. 1996 - Consultor da Fundação Ceciliano Abel de Almeida para a análise de ecossistema terrestre (fauna) do Relatório de Controle Ambiental da Pequena Central Elétrica de Bicame, localizada no município de Conceição do Castelo, ES. Realizado pela Engevix Engenharia S/C, para a Escelsa. 1996 - Consultor da Fundação Ceciliano Abel de Almeida para a análise de ecossistema terrestre (fauna) do Estudo de Impacto Ambiental para o Aproveitamento da Hidrelétrica de São João, localizada no município de Castelo, ES. Realizado pela Engevix Engenharia S/C, para a Escelsa. 1996 - Coordenador Geral do Projeto “Estudo Ambiental na área de brejo da Brasif Unidade Armazenadora”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1996 - Coordenador Geral do Projeto “Projeto de recuperação da mata ciliar do antigo leito do Rio Santa Maria”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Brasif Unidade Armazenadora. 1996 - Coordenador geral e responsável pelo levantamento faunístico do “Estudo e Relatório de Impacto Ambiental para a implantação do Terminal Privativo de Vila Velha”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1996 - Coordenador Geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental para a Implantação do Parque Residencial Laranjeiras III, município da Serra, ES. Realizado para o INOCOOP-ES, pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1996 - Coordenador Geral e responsável pelo levantamento faunístico do Diagnóstico Ambiental para a Implantação

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Rio Jucu - Edson Perrone do Parque Residencial Morada de Laranjeiras, município da Serra, ES. Realizado para o INOCOOP-ES, pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1996 - Coordenador Geral e responsável pelo levantamento faunístico do Estudo de Viabilidade Ambiental para a Implantação de um Teleférico no Morro do Convento da Penha, Vila Velha, ES. Realizado para a Prefeitura Municipal de Vila Velha pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1996 - Coordenador Geral e responsável pelo Levantamento Faunístico do Diagnóstico Ambiental “Chácaras Recanto das Estrelas” localizado no município de Domingos Martins ES. 1996 - Responsável Técnico do Projeto “Complexo Armazenador e Industrial Tangará”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1996 - Responsável Técnico do Projeto “Estudos de tratabilidade do efluente na Oficina de Santana”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Companhia Vale do Rio Doce - CVRD. 1996 - Responsável Técnico do Projeto “Levantamento batimétrico das lagoas de tratamento de efluentes líquidos da Aracruz Celulose” - Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Aracruz Celulose S.A.

1996 - Responsável Técnico do Projeto “Monitoramento da qualidade de água e biota aquática do Rio Mucuri, estuário e região marinha costeira de influência da Bahia Sul Celulose S.A.”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1996 - Responsável Técnico pela elaboração do Relatório Técnico do Conisc - Condomínio Industrial e de Serviços de Cariacica, ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Brasif.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1996 - Responsável Técnico pelo Projeto “Condicionantes relativas à Licença de Instalação do Parque da Lagoa Condomínio Ecológico”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Cristal Empreendimentos Imobiliários Ltda.

1996 - Responsável Técnico pelo Projeto de Arborização e Paisagismo da Estrada de Contorno do Centro de Jacaraípe, Município da Serra, ES - Trecho Castelândia à Av. Minas Gerais. Realizado para a Contek Engenharia S.A. pelo Centro de Estudos Ambientais Ltda. 1996 - Responsável técnico pelo Projeto de Arborização e Paisagismo do Parque da Lagoa - Condomínio Ecológico, localizado no município da Serra - ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1997 - “Levantamento preliminar da avifauna no Parque Ecológico da CST”, VI Congresso Brasileiro de Ornitologia, Belo Horizonte, MG. 1997 - “Destinação final para resíduos sólidos do município de Aracruz”. Realizado pela Talento Reciclagem Industrial de Materiais Ltda. para o município de Aracruz - ES. 1997 - Coordenador do Projeto “Estudo do fator de condição para quatro espécies de peixes do Reservatório da Reserva Biológica de Duas Bocas, Cariacica, ES. IDAFInstituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES. 1997 - Coordenador do Projeto “Condicionantes 03 - Projeto de acesso público ao Morro do Penedo, contendo trilha de baixa declividade e mirante e 15 - Mapa em papel e digital (formato DXF) nas áreas de preservação permanente e área de proteção ambiental existentes na área do Terminal Privativo de Vila Velha”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Coordenador do Projeto “Condicionantes 06 - Estudo do tráfego e ruído gerado nas vias de acesso do Terminal

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Rio Jucu - Edson Perrone Privativo de Vila Velha”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Coordenador do Projeto “Condicionantes 08 - Estudos do nível de ruído na área do empreendimento do Terminal Privativo de Vila Velha”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Diretor do Projeto “Condicionante 05 - Projeto de delimitação (com sinalização), recuperação paisagística e proteção do Parque Municipal da Manteigueira, conforme solicitado na Licença de Instalação 062/96 do Terminal Privativo de Vila Velha”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Diretor do Projeto “Estudo de correntes de marés na área do Porto de Vitória” - Terminal Privativo de Vila Velha. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Diretor Técnico do Projeto Vivendas do Sol, localizado no município de Guarapari, ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Cristal Empreendimentos Imobiliários Ltda. 1997 - Elaboração do Laudo Técnico pela Análise dos Impactos Ambientais Decorrentes do Lançamento de Licor Preto Fraco no Córrego do Engenho e Mar da Barra do Riacho”, realizado para a Aracruz Celulose SA. 1997 - Participante do Anteprojeto “Proposta de Projeto para Destinação Final dos Resíduos Sólidos para o município de Mucuri, BA”. Realizado pelo Talento Reciclagem Industrial de Materiais para a Prefeitura de Mucuri - BA. 1997 - Pesquisador do Projeto de extensão “INFAM- Informativo Ambiental da Universidade Federal do Espírito Santo”. Departamento de Biologia - Ufes.

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Rio Jucu - Edson Perrone 1997 - Responsável Técnico do Projeto “Caracterização físicoquímica e biológica das Lagoas interiores da CST”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST. 1997 - Responsável Técnico do Projeto “TA - Distribuidora de Petróleo Ltda.”, município de Vila Velha. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais. 1997 - Responsável Técnico pela “Proposta de Projeto para o Reassentamento da População Residente em Área do Manguezal”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Prefeitura Municipal de Mucuri - BA. 1997 - Responsável Técnico pela Avaliação do Monitoramento dos Recursos Hídricos de Influência da Aracruz Celulose no Sul da Bahia. Realizado pela Universidade Federal do Espírito Santo - Departamento de Biologia. 1997 - Responsável Técnico pelo “Diagnóstico Ambiental para a implantação das Chácaras Retiro do Congo”, Barra do Jucu, Vila Velha - ES. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para VIDHA Assessoria Imobiliária Ltda. 1997 - Responsável Técnico pelo “Projeto de recuperação paisagística com espécies nativas no Morro do Penedo”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária de Vila Velha Ltda. 1997 - Responsável Técnico pelo Projeto “Diagnóstico de Impacto Ambiental para a Implantação de uma ponte sobre o Rio Mucuri”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Prefeitura de Mucuri - BA. 1997 - Responsável Técnico pelo Projeto “Estudo ambiental para avaliação de impactos da iluminação do Morro do Penedo e Pedra dos Ovos”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Portuária Vila Velha Ltda. 1997 - Responsável Técnico pelo Projeto “Matadouro Municipal de Mucuri, município de Mucuri, BA”. Realizado pelo

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Rio Jucu - Edson Perrone Centro de Estudos Ambientais para a Prefeitura Municipal de Mucuri - BA. 1997- Responsável Técnico pelo Projeto “Proposta de Otimização das Condicionantes 16, 17, 18, 19, 21 e 24 da Licença de Instalação 055/96 da Usina VII Kobrasco”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para Companhia Vale do Rio Doce - CVRD. 1998 - Responsável Técnico pelo Projeto “Proposta de Otimização do Parque Ecológico da CST”. Realizado pelo Centro de Estudos Ambientais para a Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST.

2002 - Peixes-cachimbo do Brasil, com alguns aspectos sobre a biologia de Oostethus lineatus. Habitat (3).

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Rio Jucu - Edson Perrone

6 - Livros publicados
1 - Livros didáticos
GLOSSÁRIO DE BIOLOGIA Livro com mais de 16 mil verbetes sobre os mais diversos campos da biologia. 2010.

BIOLOGIA - ESCREVENDO E APRENDENDO Ferramenta fundamental para evitar os erros durante provas discursivas. 2012.

CURSO DE EMBRIOLOGIA Livro com texto simples facilitando a compreensão do assunto para a realização das provas de vestibular. 2012.

FISIOLOGIA ANIMAL E HUMANA Livro de resumos com afirmativas que facilitam o aluno a entender o assunto de forma fácil e simples. 2012.

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Rio Jucu - Edson Perrone BIOLOGIA 4 - EMBRIOLOGIA, PROTOZOÁRIO E ZOOLOGIA. Livro contemplando toda a matéria de biologia 4 ministrada no Centro Educacional Charles Darwin. Adequada para o Enem, com mais de 400 exercícios. 2013.

2 - Livros paradidáticos
ENTRE O CÉU E A TERRA Origem do Universo, da Terra, da Lua e do Tempo, sob o ponto de vista das mitologias e da ciência. 2011.

O OUTRO LADO DA MOEDA Livro com 34 artigos divulgados e discutidos através da internet. Trata do radicalismo religioso e suas consequências. 2011.

DOGMA É uma versão simples do livro "O outro lado da moeda", contendo os mesmos artigos na versão livro de bolso. 2011.

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Rio Jucu - Edson Perrone 2012 - O ANO DAS PROFECIAS Livro que discute as profecias de fim do mundo na história até o ano de 2012. 2012.

CHARLES DARWIN- O HOMEM E SUA TEORIA Livro resumindo a vida de Darwin, antes e depois da sua viagem no navio Beagle. 2013.

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