UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL – ULBRA
CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE PSICOLOGIA
ENTREVISTA PSICOLÓGICA
IARA APARECIDA FAGUNDES
TÉCNICAS DE ENTREVISTA
PROFESSORA: ÈLIDE
SÃO JERÔNIMO
2009/2
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------03
2. REVISÃO TEÓRICA ---------------------------------------------------------------------------04
3. ENTREVISTA------------------------------------------------------------------------------------07
3.1 História Pregressa do Entrevistado----------------------------------------------------09
3.2 Relato de Entrevista-------------------------------------------------------------------------09
4. ANÁLISE CRÍTICA REFLEXIVA------------------------------------------------------------10
5. CONCLUSÃO------------------------------------------------------------------------------------12
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS-------------------------------------------------------13
INTRODUÇÃO
Entrevista Psicológica - Historicamente o termo entrevista designava originalmente “um encontro face a face entre indivíduos para uma conferência formal, num determinado tempos.” Bleger (1960) define a entrevista psicológica como sendo “um campo de trabalho no qual se investiga a conduta e a personalidade de seres humanos” (p.21). A entrevista psicológica pode ser também um processo grupal, isto é, com um ou mais entrevistadores e/ou entrevistados. No entanto, esse instrumento é sempre em função da sua dinâmica, um fenômeno de grupo, mesmo que seja com a participação de um entrevistado e de um entrevistador. De forma genérica, diferentes definições de entrevista decorrem da história do uso deste instrumento para obter informações que pressupõem a interação face a face entre duas pessoas, na qual a troca verbal se caracteriza pelo fato de que uma delas, o entrevistado, busca obter informações, opiniões, crenças de outra o entrevistado (Wiens, 1983). Sendo a entrevista um instrumento fundamental do método clínico e é, portanto, uma técnica de investigação psicológica e como técnica tem seus próprios procedimentos ou regras empíricas com os quais se aplica o conhecimento científico. A entrevista psicológica como técnica, inclui dois aspectos: técnica e teoria da técnica da entrevista psicológica.
REVISÃO TEÓRICA
A entrevista psicológica é um processo bidirecional de interação, entre duas ou mais pessoas com o propósito previamente fixado no qual uma delas, o entrevistador, procura saber o que acontece com a outra, o entrevistado, procurando agir conforme esse conhecimento (WIENS apud NUNES, In: CUNHA, 1993). Nesse sentido, Bleger (1960) define a entrevista psicológica como sendo “um campo de trabalho no qual se investiga a conduta e a personalidade de seres humanos” (p.21). Uma outra definição caracteriza a entrevista psicológica como sendo “uma forma especial de conversão, um
método sistemático para entrar na vida do outro, na sua intimidade” (RIBEIRO, 1988, p.154). Enfim, Gil (1999) compreende a entrevista como uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta como fonte de informação (p.117). Os critérios que objetivaram a entrevista em saúde mental, pode-se classificar a entrevista quanto aos seguintes objetivos:
a) Diagnóstica – faz-se necessário uma coleta de dados sobre a história do paciente e sua motivação
para o tratamento. Quase sempre, a entrevista diagnóstica é parte de um processo mais amplo de avaliação clínica que inclui testagem psicológica;
b) Psicoterápica – intervenção psicológica nas diversas abordagens - rogeriana (C. Rogers),
jungiana (C. Jung), gestalt (F. Perls), bioenergética (A. Lowen), logoterapia (V. Frankl) e outras -,
c) De Encaminhamento – Logo no início da entrevista, deve ficar claro para o entrevistado, que a
mesma tem como objetivo indicar seu tratamento, e que este não será conduzido pelo entrevistador.
d) De Seleção – O entrevistador deve ter um conhecimento prévio do currículo do entrevistado, do
perfil do cargo, deve fazer uma sondagem sobre as informações que o candidato tem a respeito da
empresa, e destacar os aspectos mais significativos do examinando em relação à vaga pleiteada, etc.;
e) De Desligamento – Essa entrevista também é utilizada com o funcionário que está deixando a
empresa, e tem como o objetivo obter um feedback sobre o ambiente de trabalho, para providenciais intervenções do psicólogo em caso, por exemplo, de alta rotatividade de demissão num determinado
setor;
f) De Pesquisa – Investiga temas em áreas das mais diversas ciências, somente se realiza a partir da
assinatura do entrevistado ou paciente, do documento:
QUANTO À SEQÜÊNCIA TEMPORAL - a entrevista psicológica pode ser classificadas em: :
entrevista inicial; entrevistas subseqüentes e entrevista de devolução, caracterizadas de forma diferente, e mostrando objetivos distintos conforme o momento em que elas ocorram.
Entrevista Inicial - É a primeira entrevista de um processo de psicodiagnóstico. Semi dirigida, durante a qual o sujeito fica livre para expor seus problemas. Entrevistas Subseqüentes - Após a entrevista inicial, o objetivo das entrevistas subseqüentes é a obtenção de mais dados com riqueza de detalhes sobre a história do entrevistado, tais como: fases do seu desenvolvimento, escolaridade, relações familiares, profissionais, sociais e outros. Entrevista de Devolução ou Devolutiva - Após a interpretação dos dados, o entrevistador vai comunicar-lhe em que consiste o psicodiagnóstico, e indicar a terapêutica que julga mais adequada;
DOIS TIPOS FUNDAMENTAIS
Aberta; o entrevistador tem ampla liberdade para perguntar e para suas interrogações.
Permitindo toda a flexibilidade em cada caso. Permitindo toda a flexibilidade em cada caso. Permite um investigação mais ampla da personalidade do entrevistado. Fechada: é na realidade um questionário. Permite uma comparação sistemática de dados. p.11 A entrevista é sempre um fenômeno grupal, já que mesmo com a participação de um só entrevistado sua relação com o entrevistador deve ser considerada em função da psicologia e da dinâmica de grupo. Segundo Bleger (1980), a entrevista se diferencia de acordo com o beneficiário do resultado:
- A entrevista que se realiza em benefício do entrevistado, a exemplo da consulta psicológica ou
psiquiátrica;
- A entrevista cujo objetivo é a pesquisa, valorizando, apenas, o resultado científico da mesma;
- A entrevista que se realiza para terceiro, neste caso, a serviço de uma instituição; Com exceção do primeiro tipo de entrevista, os demais exigem do entrevistador que desperte interesse ou motive a participação do entrevistado.
DINÂMICA DA ENTREVISTA
O entrevistador, no seu papel de técnico, não deve expor suas reações e nem sua história de vida. Não deve permitir em ser considerado como um amigo pelo entrevistado e, nem entrar em relação comercial, de amizade ou de qualquer outro benefício que não seja o pagamento dos seus honorários. O entrevistado deve ser recebido com cordialidade, e não de forma efusiva. Diante de informações prévias fornecidas por outra pessoa, se deixa claro que essas não serão mantidas em reserva. Em função de não abalar a confiança do entrevistado, estas lhe serão comunicadas. A reação contratransferencial deve ser encarada com um dado de análise da entrevista, não se deve atuar diante da rejeição, inveja ou qualquer outro sentimento do entrevistado. A linguagem que é um meio de transmitir informação, mas poderá ser também uma maneira poderosa de se evitar uma verdadeira
comunicação (BLEGER, bem mais que as palavras.
O silêncio é uma expressão não-verbal que muitas vezes comunica
EXISTEM ALGUNS TIPOS DE SILÊNCIO:
Silêncio de Tensão – É a expressão da ansiedade; Silêncio de Medo –Esse silêncio suscita muita tensão e, como conseqüência, forte descarga psicossomática; Silêncio de Reflexão – Surge normalmente após a intervenção do entrevistador, nele, observa-se a ausência de tensão, há um recolhimento introspectivo de elaboração mental; Silêncio de Desinteresse - Camufla resistência.
TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA
A transferência e a contratransferência são fenômenos que estão presentes em toda relação
interpessoal, inclusive na entrevista. Na transferência o entrevistado atribui papéis ao entrevistador, e se comporta em função dos mesmos, transfere situações e modelos para a realidade presente e desconhecida, e tende à configurar esta última como situação já conhecida, repetitiva.
A questão do confessar ou não, ou confessar/revelar até quando/quanto, os sentimentos
contratransferenciais despertados. A tolerância à contratransferência já seria suficiente, dada, aqui, a dificuldade da diferenciação dos sentimentos envolvidos na dupla. Na contratransferência, salienta Gilliéron (1996), as emoções vividas pelo analista são consideradas reativas às do paciente, vinculando-se, portanto, ao passado deste último, e não dizendo respeito diretamente à pessoa do analista.
CONSULTA, ENTREVISTA E ANAMENESE
Consulta não é sinônimo de entrevista. A consulta consiste numa assistência técnica ou
profissional que pode ser realizada ou satisfeita, entre as mais diversas modalidades, através da entrevista.
A entrevista psicológica funciona como uma situação onde se observa parte da vida do
paciente.
Bleger (1980) compreende que, diferentemente da consulta e da anamnese, a entrevista
psicológica tenta o estudo e a utilização do comportamento total do indivíduo em todo o curso da relação estabelecida com o técnico, durante o tempo que essa relação durar (p.12).
A anamnese, implica numa compilação de dados preestabelecidos, que permitem fazer uma
síntese, seja da situação presente, ou da história de doença e de saúde do indivíduo. Embora, se faça a anamnese com base na utilização correta dos princípios que regem a entrevista, porém, são bem diferenciadas nas suas funções.
ENTREVISTA
Realizada no Posto de Saúde sala de espera pra consulta psiquiátrica
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P |
– Paciente Marli |
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E |
– Entervistadora – Iara |
M – Mãe da paciente - Lílian Méd. Dr Júlio
E – Meu nome é Iara Fagundes, sou estudante de psicologia, e pedi ao Dr. a permissão de
fazer uma entrevista com um dos pacientes da sala.
Como é o seu nome?
M – (Mãe da paciente) Meu nome é Lílian e minha filha é Marli, ela é que vai consultar.
E – Poderia me dizer qual o motivo que fez com que a senhora procurasse o médico?
M- O motivo é ela (apontando pra filha) não sei mais o que fazer e nem o que dizer, ela
chora o tempo todo dá até uma agonia na gente, eu ando muito nervosa por causa disso, não consigo
nem trabalhar mais direito.
E – O motivo principal seria esse então, ou teria algo mais que queira dizer?
M – Quero que o médico diga alguma coisa dê uma luz, não sei o que fazer, ele como
médico deve saber. Quero ter certeza de que não é frescura, como tem gente que diz, apesar que ela
sempre foi muito dengosa.
E – Ela e filha única ou tem mais irmãos?
M – É só ela, acho até que um pouco é isso, sabe como é filha única, né
E – E quando exatamente que ela ficou assim, mais chorona?
M – Desde que tivemos de mudar de cidade e ela acabou tendo de mudar de escola, acho
(risos).
que ela não gosta da escola nova.
E – E como é o relacionamento da Marli com a família?
M – Comigo é normal a gente se entende bem, ela me ajuda sempre nos serviços da casa,
porque eu sozinha não dou conta de tudo, já o pai está sempre viajando ele é motorista, para pouco
em casa, mas se dão bem também. Só reclama de sentir muita tristeza e já não quer mais comer
direito, não deve ser pra emagrecer, pois já é magra, quando pergunto diz que não sabe porque do
choro.
E – Ela já faz algum tratamento?
M – M – Não ela não toma nenhuma medicação, e com o psiquiatra é a primeira vez que ela
vem, até nem queria vir, disse que não é louca.
E – Realmente, a Marli precisa saber que não é preciso ser louca pra se fazer uma consulta
psiquiátrica, ele pode nos ajuda a reagir contra um problema que estejamos sem saber como lidar, trabalho que pode ser buscado junto do psicólogo, também.
E – A Marli faz uso de algum tipo de medicação?
M – Não a saúde da Marli é boa, se alimentava bem, agora é que não quer comer nem se
divertir.
E – Marli que tu gostaria de acrescentar ao que tua mãe está falando, que tu gostaria de
dizer, algo tipo o porque de tanta tristeza?
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P |
– Não. |
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E |
– Tudo bem, mas saiba que falar só te fará bem, prefere falar com alguém em especial, ou |
não desabafa com ninguém?
P – Eu tinha amigas, mas na outra escola, eu não tenho mais ninguém agora, e eu não gosto
de patricinhas, não tenho amigas aqui.
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E |
– Então tu não gosta das patricinhas? |
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P |
– Elas são todas metidas, eu não gosto disso. |
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E |
– Tu te sente mal no meio delas, te sente deslocada do grupo é isso? |
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P |
– Claro, eu não sou como elas e não gosto delas. Não tenho amigas aqui, a mãe está |
sempre trabalhando e o pai está sempre viajando, certas coisas eu não vou falar com minha mãe, tem assunto que a gente fala só com amigos.
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E |
– Então tu não confia na tua mãe? |
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P |
– É claro que eu confio, mas mãe é mãe, né! Tem coisa que a mãe não entende, fica |
puxando as orelhas da gente por nada.
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E |
– E com o teu pai tu conversa mais certos assuntos? |
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P |
– Com ele não, o pai ta sempre viajando fica muitos dias fora. |
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E |
– Então teu problema maior seria este se entrosar mais com o grupo e fazer amigos? |
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P |
– Acho que sim, minha mãe quer que eu saia, mas como vou sair se não tenho onde ir, e |
os amigos meus ficaram noutra cidade e não posso ir vê-los.
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E |
– E tua acredita que se estivesse com teus antigos amigos se sentiria melhor? |
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P |
– Claro, estou morrendo de saudades deles. |
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E |
– E que tu achas da tua mãe te trazer pra consultar? |
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P |
– Eu sei que me trouxe porque se preocupa comigo, mas eu queria era um psicólogo, não |
um psiquiatra.
E – Que bom que pensas assim, com motivação pra buscar ajuda, isso já muito bom, mas já
tentou agendar uma consulta com a psicóloga?
vaga.
P
E
– Já, mas disseram que a agenda está lotada, teria de esperar algum tempo para surgir uma
– O importante é que a Marli aceite ajuda, isso já é um passo para mudar essa situação.
M- Sim no psicólogo ela até aceita, mas com o Dr. Júlio ela disse que é pra louco, pra gente com problemas de cabeça.
E – E a senhora acredita que ela possa ter algum problema dessa ordem?
M – Não, Deus me livre e guarde, isso eu sei que ela não é, mas já me alertaram que ela
poderia estar com depressão, por isso vim ao médico.
E – Então é isso a senhora quer ter certeza do que ela tem realmente?
M – Sim do jeito que ta fica complicado eu não consigo ir trabalhar tranqüila, to sempre
com o pensamento aqui.
E – Bem já está na sua hora, o médico lhe chama, tentarei falar com o pessoal da psicologia,
para caso precisar, boa sorte e obrigada pela sua colaboração, entrarei em contato com a senhora novamente.
HISTÓRIA PREGRESSA DO PACIENTE.
A paciente do sexo feminino de 14 anos de idade, não tem irmãos, convive mais com a mãe,
pois o pai vive em viagem. Estudante com problemas de adaptação por se sentir deslocada do grupo, pois diz sentir-se diferente. Mudou-se de uma outra cidade e teve de trocar de escola e deixar o grupo de amigos. Parece ter um bom relacionamento com os pais, relata sentimentos de tristeza sem explicações, dificuldade de fazer novas amizades, relata solidão e apresenta falta de motivação e de apetite.
Mãe bastante preocupada, com a filha, diz não conseguir trabalhar direito, procura por ajuda para saber e entender o que acontece.
RELATO DA ENTREVISTA
A entrevista inicial aconteceu no dia 19/11/09 na sala de espera da Unidade Sanitária da
Secretaria Municipal de Saúde (Posto Central), na cidade de Butiá, pela aluna do curso de psicologia da disciplina de Técnicas de Entrevista Psicológica.
ANÁLISE CRÍTICA REFLEXIVA
Conforme Nunes in CUNHA. Definições de entrevista, que pressupõem uma interação face
a face entre duas pessoas, onde o entrevistador procura buscar informações, opiniões e crenças sobre
o entrevistado, foi o que foi realizado, também de acordo com Mackinnon (1987) a função mais importante foi ouvir o paciente e tentar entende-lo, foi que ocorreu foram feitas perguntas e escutadas as suas queixas.
A transferência estabeleceu-se de forma positiva, mas não antes de uma certa resistência por
parte da paciente, que aos poucos foi sendo quebrada.
Usando a entrevista como método de investigação, que segundo Bleguer (1980) consiste em método, hipótese e investigação, após a aplicação do método a hipótese, foi de que em fase de transformações e a transição para a adolescência, junto com mudanças físicas e emocionais, abalaram psicologicamente a paciente de forma que não sabendo como lidar ou mesmo tendo dificuldades em aceitar essas novas mudanças naturais do ciclo de vida, passa por um processo de desgaste emocional que a fatigam a tal ponto de leva-la a um processo de depressão caso não tenha a merecida atenção.
A paciente mostrou-se interessada em receber ajuda, que é de fundamental importância para
o tratamento. Não demonstrou contrariedade em se expor e falar de seus problemas, agindo com
naturalidade e discordando do fato de ter de consultar um psiquiatra ao invés de um psicólogo, foi tentado se fazer um agendamento, mas o mesmo ficou em aberto pelo setor de psicologia da secretaria de saúde. Ficou na expectativa de conseguir uma consulta psicológica, e agradeceu pela atenção recebida.
O relacionamento foi apenas de forma profissional sem estabelecimento de vínculo, de
acordo com Craig (1991), pois foi uma interação social entre entrevistador e entrevistado. Já para Benjamin (2004) que fala que a entrevista é organizada em estágios, esta foi de inicio formal, onde procurei saber o motivo que a trazia a consulta, e depois da fase de reconhecimento, poder obter uma idéia de quem é o paciente, nesta parte a entrevista ficou inconclusa pois não poderia diagnosticar nada tendo em vista que a paciente iria passar pelo médico que a avaliaria, apesar de ter direito a um retorno sobre a sua problemática, não sendo assim possível segundo Craig (1991) dar um feedback.
As informações obtidas baseou-se no relato do paciente e de sua mãe, outras fontes significativas de informações adicionais, não foram possíveis, já que a paciente, nunca havia consultado naquela Unidade de Saúde. O tempo foi bastante limitado, tendo em vista a situação da
sala de espera estar lotada e termos de ficar em uma sala ao lado, onde a mãe ficou apreensiva em não perder a hora do médico.
No relato de sua história familiar pude perceber que tem bom relacionamento com os pais, mas encontra dificuldades na formação de novos grupos de amigos, sente-se diferente dos demais colegas de escola, pois se considera dessa forma, está ainda muito ligada ao grupo de antigos colegas e amigos que ficaram na cidade de origem, enfrenta problemas naturais da idade nessa fase de transição, necessitando apenas de alguns ajustes que poderiam ser no âmbito do atendimento psicológico e não como transtorno ou doença propriamente.
CONCLUSÃO
É preciso desenvolver a sensibilidade para entrevistar, aprender ser empático, saber lidar
com a própria subjetividade e com a subjetividade do outro (entrevistando), facilitando assim que seu universo, um tanto livre das “ameaças”, se descortine.
O entrevistador deve habilitar-se em se inscrever na virtualidade da distância e
proximidades ótimas que o trabalho possa fluir. Ser a pessoa na figura do profissional imbuído da intenção singular de realizar uma atividade sem perder sua essência humana.
Para que a Entrevista Psicológica, de fato, se efetive como auxiliar no trabalho do psicólogo, não é o bastante a sua compreensão ou domínio teórico e técnico que fundamenta e norteia sua prática, mas também de experiências que são adquiridas através de estágio, supervisão; laboratório ou oficinas de sensibilidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BLEGER, José. Temas de Psicologia entrevista e grupos. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
SILVEIRA,Maria Aparecida da. Técnicas de Entrevista Psicológica - Cadernos Universitários nº 145, Canoas: Ed. ULBRA, 2003.
SILVA, Valdeci G. A entrevista psicológica e suas nuanças. Disponível em http://www.algosobre.com.br. Acesso em 10/10/2009.
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