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DIREITO À PRIVACIDADE NAS REDES SOCIAIS

Simone Terezinha Roder Costa Acadêmica do Curso de Direito. 2º Período. simoneroder_17@hotmail.com Mariangela Pontes Vale Especialista em Direito Civil. Direito Civil. Faculdade de Balsas - UNIBALSAS

INTRODUÇÃO

Houve um tempo em que o hábito de se comunicar era feito através de conversas presentes ou quando distante através de cartas ou telegramas. Hoje com

a grande evolução digital podemos afirmar que esses meios foram deixados de lado

dando lugar principalmente para o grande crescimento das redes sociais na internet.

A utilização desses novos meios de comunicação trouxe vários benefícios

para sociedade, porém, veio acompanhada de vários problemas, incluindo a exposição da vida das pessoas que utilizam desses meios para comunicar-se e a invasão de privacidade.

DESENVOLVIMENTO A cada dia que passa a invasão de privacidade nas redes sociais na internet se tornam mais frequente. Tem crescido aceleradamente a exposição da vida das pessoas na rede, onde muitas deixam sua família, hábitos, preferências e dados ao olhar de todos. Com o descuido nas postagens de informações, várias pessoas despertam o interesse em grupos que se especializam cada dia mais no roubo e tráfico dessas informações, causando enormes prejuízos aos usuários. Um exemplo recente dessa situação foi divulgado no Fantástico, onde um cara se passava por vidente e sua equipe buscava informações das pessoas em redes sociais. Isto ocorre quando

alguém informa na rede toda sua vida particular, por isso tem se tornado frequente a divulgação de matérias que visam conscientizar a sociedade sobre o uso imoderado da internet.

O direito à privacidade é assegurado por nossa Constituição Federal - 1988

e tem extrema importância, pois mesmo que a própria pessoa, ainda que deseje,

não pode renunciar ou recusar dele. No entanto se tratando de preservação à privacidade nas redes sociais, sabemos que esse direito em muitos casos será

impossível de se efetivar, deixando o poder judiciário de mãos atadas, sem condições de controlar, ou mesmo impedir que determinadas informações sejam veiculadas ou depois sejam retiradas da internet, pois no momento em que a informação é lançada na rede, a mesma se propaga rapidamente fazendo com que se perca o controle de divulgação. A falta de moderação da sociedade na divulgação de informações pessoais tem contribuído fortemente para que o direito à privacidade, mesmo irrenunciável, seja esquecido e rejeitado nesse contexto. Podemos afirmar com segurança que a exposição virtual da vida particular alcançou um caminho sem volta, pois mesmo que deseje retomar a uma vida mais reservada, não terá meios para alcançar essa pretensão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisando as medias cabíveis para a minimização da violação do direito a privacidade nas redes sociais, os usuários deverão ter cautela na divulgação de dados particulares ou privados, analisando e filtrando de maneira que as informações postadas não sejam utilizadas por terceiros de maneira ilícita. Portanto é necessário que o problema com a privacidade nas redes sociais seja acompanhado mais de perto pelo judiciário, não só por envolver um direito com base constitucional e sim por se tratar de um momento que não estaciona só evolui, nesse sentido os operadores de direito mesmo sendo um contexto de difícil acompanhamento, deverão estar o mais próximo possível dessa grande evolução digital.

BIBLIOGRAFIA BRASIL. Constituição Federal da República Federativa do Brasil: promulgada em 05 de outubro de 1988. 39ª ed. São Paulo: Editora Saraiva. 2006. COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL. Cartilha de Segurança para Internet, versão 4.0. 2ª ed. São Paulo: Equipe do CERT. br. 2012 BRASIL. Código Civil: promulgado em 10 de janeiro de 2002. 4ª ed. São Paulo:

Editora Revista dos Tribunais. 2012.