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NORMA DE DISTRIBUIÇÃO UNIFICADA – NDU-007 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE REDES DE
NORMA DE DISTRIBUIÇÃO UNIFICADA – NDU-007 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE REDES DE

NORMA DE DISTRIBUIÇÃO UNIFICADA – NDU-007

CRITÉRIOS BÁSICOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREAS RURAIS

NDU-007

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF

VERSÃO 2.0

MARÇO/2010

SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 1 2. APLICAÇÃO 1 3. TENSÕES DE FORNECIMENTO 1 4. DEFINIÇÕES 1

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

1

2. APLICAÇÃO

1

3. TENSÕES DE FORNECIMENTO

1

4. DEFINIÇÕES

1

4.1. Alimentador

de Distribuição

1

4.2. Alimentador

Exclusivo

1

4.3. Carga Instalada

2

4.4. Concessionária ou Permissionária de Distribuição de Energia Elétrica

2

4.5. Consumidor Atendido

2

4.6. Demanda

2

4.7. Demanda

Diversificada

2

4.8. Demanda

Máxima

2

4.9. Derivação de Distribuição

2

4.10. Fator de Agrupamento de Medidores

3

4.11. Fator

de

Carga

3

4.12. Fator

de

Coincidência

3

4.13. Fator

de

Demanda

3

4.14. Fator

de

Diversidade

3

4.15. Fator

de

Potência

3

4.16. Fator

de

Utilização

4

4.17. Ramal de Alimentador

4

4.18. Rede Primária

4

4.19. Tensão Primária de Distribuição

4

4.20. Tronco do Alimentador

4

5. TIPOS DE

PROJETOS

4

5.1. Projetos de Rede Nova

4

5.2. Projeto de Extensão de Rede de Distribuição Primária

5

5.3. Projetos de Reforma / Melhoramento de Rede

5

5.4. Projetos

de Reforço

5

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6. OBTENSÃO DE DADOS PRELIMINARES 5 6.1. Planejamento Básico 5 6.2. Traçado Preliminar 6 6.3.

6. OBTENSÃO DE DADOS PRELIMINARES

5

6.1. Planejamento Básico

5

6.2. Traçado Preliminar

6

6.3. Traçado

Definitivo

6

6.4. Levantamento de Carga e Estimativa de Demanda

9

6.5. Previsão de Crescimento de Carga

12

7. LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO ESTADIMETRICO

12

7.1. Lançamento do

Traçado

12

7.2. Planta do Traçado

12

7.3. Levantamento e Nivelamento

13

7.4. Determinação da Altura de Condutores Transversais

19

8. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO

19

8.1. Configuração Básica

19

8.2. Níveis de Tensão

20

8.3. Dimensionamento dos Condutores

20

8.4. Desequilíbrio de Carga

21

8.5. Transformadores

22

8.6. Controle de Tensão e de Compensação de Reativos

22

8.7. Proteção contra Sobrecorrentes

22

8.8. Proteção contra Sobretensões

25

8.9. Aterramento

26

8.10. Seccionamento

26

9. DIMENSIONAMENTO MECÂNICO

27

9.1. Esforços Mecânicos

28

9.2. Determinação das Estruturas

30

9.3. Características Gerais

33

10.

RELAÇÃO DE MATERIAL E ORÇAMENTO

35

10.1. Relação de Materiais

35

10.2. Mão-de-Obra

37

11.

APRESENTAÇÃO DO PROJETO

37

11.1. Documentos do Projeto

37

11.2. Desenho do Projeto

37

11.3. Formato e Tipo de Papel

39

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11.4. Cálculo de Queda de Tensão 39 11.5. Cálculo de Flecha de Tensão 39 11.6.

11.4. Cálculo de Queda de Tensão

39

11.5. Cálculo de Flecha de Tensão

39

11.6. Tabela de Locação

40

11.7. Simbologia

41

11.8. Dados que Devem Constar no Projeto

41

11.9. Relação de Materiais e Determinação da Mão-de-Obra

42

11.10. Desenhos e Informações Complementares

42

11.11. Atualização Cadastral da RDR Construídas

43

11.12. Travessia, Aproximação de Aeroportos e Casos Especiais

44

12. PROJETO DE RDR ELABORADO POR TERCEIROS

45

13. NOTAS

COMPLEMENTARES

46

14. ANEXO I – AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM

47

15. ANEXO II – PEDIDO DE APROVAÇÃO DE PROJETO

48

16. ANEXO III – CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE SERVIDÃO

49

17. ANEXO IV – TERMO DE AUTORIZAÇÃO E DE RESPONSABILIDADE MÚTUA.51

18. ANEXO V – INSPEÇÃO DA OBRA

53

19. TABELAS

54

20. DESENHOS

82

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1. INTRODUÇÃO

1. INTRODUÇÃO Essa norma tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos necessários para elaboração de projetos

Essa norma tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos necessários para elaboração de projetos de linhas aéreas de distribuição rural, na classe de tensão de 15kV e 25 kV, na área de concessão da ENERGISA, de modo a assegurar as condições técnicas, econômicas e de segurança necessárias ao adequado fornecimento de energia elétrica.

2. APLICAÇÃO

Aplicam-se aos projetos de redes novas, extensões, reformas/melhoramentos e modificações. São apresentados os critérios básicos para levantamento de carga, dimensionamento elétrico e mecânico, proteção, interligação, seccionamento, além de metodologia para elaboração e apresentação de projetos. Aborda também os aspectos que devem ser observados quando da apresentação do projeto para aprovação da ENERGISA.

3. TENSÕES DE FORNECIMENTO

TENSÃO PRIMÁRIA

TENSÃO (kV)

 

ENERGISA

 

22/12,7

   

Minas Gerais

   

13,8/7,96

Borborema

   

Sergipe

Paraíba

11,4/6,58

 

Nova Friburgo

Minas Gerais

   

4. DEFINIÇÕES

4.1. Alimentador de Distribuição

Parte de uma rede primária numa determinada área de uma localidade que alimenta, diretamente ou por intermédio de seus ramais, transformadores de distribuição da concessionária e/ou de consumidores.

4.2. Alimentador Exclusivo

Alimentador de distribuição sem derivações ao longo de seu percurso que atende somente a um ponto de entrega.

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1

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4.3. Carga Instalada

4.3. Carga Instalada Somatório das potências nominais de uma unidade consumidora, excluindo-se os equipamentos de

Somatório das potências nominais de uma unidade consumidora, excluindo-se os equipamentos de reserva.

4.4. Concessionária ou Permissionária de Distribuição de Energia

Elétrica

Agente titular de concessão ou permissão Federal para prestar o serviço público de energia elétrica, referenciado, doravante, apenas pelo termo Concessionária (Energisa Nova Friburgo, Energisa Minas Gerais, Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa Paraíba).

4.5. Consumidor Atendido

Titular de Unidade Consumidora atendida diretamente por sistema da Concessionária, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL.

4.6. Demanda

Soma das potências elétricas instantâneas médias solicitadas por consumidores, durante um período de tempo especificado.

4.7. Demanda Diversificada

Demanda média de um consumidor em um grupo de consumidores de mesma classe, tomando em conjunto a soma das demandas máximas individuais, dividida pelo número de consumidores considerados.

4.8. Demanda Máxima

Maior demanda verificada durante um período de tempo especificado.

4.9. Derivação de Distribuição

Ligação feita em qualquer ponto de uma rede de distribuição para um alimentador, ramal de alimentador, transformador de distribuição ou ponto de entrega.

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4.10. Fator de Agrupamento de Medidores Esse fator leva em consideração a diversificação das cargas

4.10. Fator de Agrupamento de Medidores

Esse fator leva em consideração a diversificação das cargas e a coincidência das demandas máximas dos consumidores individuais da edificação de uso coletivo, que definirão a demanda dessa edificação.

4.11. Fator de Carga

Razão da demanda média pela demanda máxima ocorrida no mesmo intervalo de tempo especificado.

4.12. Fator de Coincidência

É o inverso do fator de diversidade.

Fc

=

1

/

Fdi

4.13. Fator de Demanda

Razão da demanda máxima pela carga instalada do sistema ou da instalação considerada:

FD

=

D máx.

/

C inst

4.14. Fator de Diversidade

Razão entre a soma das demandas máximas individuais de um determinado grupo de consumidores e a demanda máxima real total desse mesmo grupo, a razão entre a demanda máxima de um consumidor e a sua demanda diversificada.

Fdi

=

D máx. indiv.

/

Dd

4.15. Fator de Potência

Razão entre a potência ativa (kW) e a potência aparente (kVA) da instalação:

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FP

=

P ativa /

P aparente

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4.16. Fator de Utilização Razão da máxima demanda verificada pela capacidade nominal de um sistema.

4.16. Fator de Utilização

Razão da máxima demanda verificada pela capacidade nominal de um sistema.

4.17. Ramal de Alimentador

Parte de um alimentador de distribuição que deriva diretamente do tronco do alimentador.

4.18. Rede Primária

Parte de uma rede de distribuição que alimenta transformadores de distribuição e/ou pontos de entrega sob a mesma tensão primária nominal.

4.19. Tensão Primária de Distribuição

Tensão

disponibilizada

no

sistema

elétrico

da

concessionária,

padronizados iguais ou superiores a 1 kV.

4.20. Tronco do Alimentador

com

valores

Parte de um alimentador de distribuição que transporta a parcela principal da carga total. Normalmente é constituído por condutor de bitola mais elevada, caracterizado por um dos seguintes fatores:

Transporte do total ou de parcela ponderável da carga servida pelo alimentador;

Alimentação ao principal consumidor do alimentador;

Interligação com outro alimentador, permitindo transferência de carga entre os alimentadores.

5. TIPOS DE PROJETOS

5.1. Projetos de Rede Nova

São aqueles que visam a implantação de todo o sistema de distribuição para o atendimento a uma determinada localidade (vila, assentamento, povoado, distrito, conjunto habitacional).

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5.2. Projetos de Extensão de Rede de Distribuição Primária Novo circuito de rede primária ou

5.2. Projetos de Extensão de Rede de Distribuição Primária

Novo circuito de rede primária ou acréscimo de um trecho de rede primária de distribuição, inclusive adição de fases, construído a partir de um ponto da rede existente.

5.3. Projetos de Reforma / Melhoramento de Rede

São aqueles que visam a substituição de parte ou mesmo total da rede existente, por motivo de segurança, evolução tecnológica, qualidade de serviço, saturação ou adequação das instalações ao meio ambiente.

5.4. Projetos de Reforço

São aqueles que visam a mudanças das características físicas da rede existente visando aumentar a sua capacidade.

6. OBTENÇÃO DE DADOS PRELIMINARES

Consiste na obtenção de dados necessários à elaboração do projeto tais como:

mapas, plantas, definição dos pontos de saída e chegada, traçado preliminar, análise das condições locais, levantamento de dados característicos do sistema elétrico de alimentação, etc.

6.1. Planejamento Básico

A elaboração do projeto deverá ser precedida de uma análise das condições locais pela Concessionária, a partir de levantamentos de dados característicos do sistema elétrico de alimentação e da obtenção de elementos básicos tais como: mapas e plantas atualizadas, projetos em andamento ou ainda não construídos, traçado preliminar, definição do tipo de projeto, ponto de alimentação, aquisição de linhas e ramais pela Concessionária, passagem em terrenos de terceiros definindo a faixa de servidão conforme desenho 49 da NDU - 005.

No caso de projetos para ligação de consumidores rurais deverão ser analisadas as possibilidades de eletrificação a curto prazo das propriedades da área, devendo ser feito o levantamento de carga de acordo com os critérios estabelecidos no item 6.4.

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Deverão ser verificados, também, se existem planos diretores para a área, oriundos dos respectivos órgãos

Deverão ser verificados, também, se existem planos diretores para a área, oriundos dos respectivos órgãos da Administração Pública.

6.2. Traçado Preliminar

Ainda, nesta fase, devem ser avaliadas todas as condições existentes e futuras, do projeto e do terreno, para definir os possíveis traçados para a linha, de forma que se proceda a escolha da melhor solução levando em consideração aspectos mecânicos, elétricos e econômicos.

6.3. Traçado Definitivo

Consiste em definir o traçado ideal da linha, a partir do estudo preliminar, definindo- se os pontos de chegada nos consumidores e identificando os terrenos pelos quais o traçado da linha foi definido. Atendidos os requisitos estabelecidos para elaboração do traçado preliminar, esses devem ser confirmados no local, fazendo-se um reconhecimento do caminhamento, embandeiramento dos ângulos, derivações e dos pontos de saída e chegada da linha em cada consumidor. Devem ser relacionados também, os nomes dos proprietários dos terrenos em que a linha vai passar, obtendo dos mesmos a assinatura da “Autorização de Passagem”, Anexo 01, permitindo a Concessionária ou suas empreiteiras a realizarem o levantamento topográfico, construção e manutenção da linha. O traçado da linha deverá ser escolhido, procurando atender, ainda a uma média de fatores que, aliados ao bom senso do explorador, devem proporcionar a melhor solução. O traçado ideal é o que apresenta o menor custo global, observando-se os requisitos ecológicos, proteção ambiental, técnicos e de segurança, necessários à elaboração do projeto. Os fatores a considerar na escolha do traçado são:

a) Não existindo rodovias para serem tomadas como diretriz do traçado, deve-se optar o mais possível pela linha reta;

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b) Existindo rodovias para serem tomadas como diretrizes do traçado, ele deve ser, em princípio,

b) Existindo rodovias para serem tomadas como diretrizes do traçado, ele deve ser,

em princípio, o mais próximo e paralelo possível de uma das margens das referidas rodovias;

c) Nos casos em que as rodovias que forem escolhidas apresentarem as faixas

bem definidas, o traçado deverá, em princípio, desenvolver-se totalmente dentro das

respectivas faixas, caso em que deve ser obtida previamente a “Autorização de Passagem”. Neste caso deverão ser obedecidas as normas próprias de ocupação dos órgãos responsáveis pelas faixas;

d) Nos casos em que as rodovias que forem escolhidas não apresentem faixas

bem definidas ou apresentem faixas muito estreitas, o traçado deverá observar um afastamento mínimo da margem das mesmas, para permitir a colocação de estais, sem o risco de obstrução das respectivas pistas de rolamento. No caso do traçado fazer ângulo, observar o recomendado no item “m” adiante;

e) Havendo necessidade, o traçado poderá afastar-se da diretriz escolhida. No

caso da diretriz ser uma rodovia, o traçado poderá de ela afastar-se ou mesmo cruzá-la a

fim de cortar as curvas ou desviar de obstáculos;

f) No caso da diretriz ser uma rodovia deve-se evitar que, o afastamento da rede

fique superior a 50 m, para facilitar o acesso à construção, operação e manutenção futuras;

g) O traçado deve contornar os seguintes tipos de obstáculos naturais ou artificiais:

- Mata densa;

- Áreas de preservação ambiental;

- Reserva florestais;

- Pomares, culturas muito valorizadas, canaviais;

- Áreas sujeitas a inundações;

- Lagoas, lagos, represas, açudes, nascentes d’água, manguezais;

- Locais impróprios para fundação, afloramento de rochas;

- Erosões;

- Casas ou qualquer tipo de edificação;

- Terrenos com inclinação transversal superior a 50%;

- Locais com alto índice de poluição atmosférica;

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- Locais onde normalmente são detonados explosivos; - Terrenos muito valorizados; - Benfeitorias em geral;

- Locais onde normalmente são detonados explosivos;

- Terrenos muito valorizados;

- Benfeitorias em geral;

- Aeródromos.

h) Manter uma distância suficiente para a segurança da linha em relação a

pedreiras, fornos de cal, usinas ou fábrica de produtos químicos etc.;

i) Caso o traçado tenha que, forçosamente, atravessar loteamentos ou terrenos

muito valorizados, ele deve aproveitar, ao máximo, os arruamentos procurando, dessa forma, minimizar as desapropriações. Nestes casos a RDR deve ter características de RDU;

j) No caso específico das benfeitorias serem edificações, o mesmo deverá

contornar ou desapropriar a benfeitoria para dar continuidade ao traçado, o que for técnica

e economicamente mais viável;

k) Caso o traçado tenha que se aproximar muito de aeródromos, deverão ser

observadas as normas de proteção ao vôo conforme desenho 01;

l) Os ângulos deverão ser limitados ao mínimo indispensável, visando a

otimização do traçado, já que, nos casos de ângulos é necessário o uso de estruturas especiais, o que onera, sobremaneira, o custo dos projetos;

m) Deverão ser evitados ângulos com valores compreendidos entre 60° e 90° e

ângulos reversos;

n) Para cada trecho em alinhamento deverá ser fornecido um rumo azimute;

o) Deve-se cuidar também para que as travessias sobre ferrovias, rodovia, e etc.,

tomada como diretriz, restrinjam-se ao mínimo possível, principalmente as travessias que implicarem em estruturas especiais que oneram o custo do projeto, e sejam o mais próximo possível de 90° conforme desenhos 02 a 05;

p) No caso de travessias de linhas em geral, o traçado deve ser lançado de modo a

permitir que a linha de tensão mais alta fique sempre em nível superior ao da tensão mais baixa e que possam ser satisfeitas as distâncias mínimas de segurança. Caso a linha a ser transposta tenha cabo muito leve (telefônica, telegráfica, etc.) deve ser considerada a possibilidade de inversão de flecha, ocasionada pelo vento;

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q) No caso de travessias de rios, canais, córregos, etc., deve-se, de preferência, lançar o

q) No caso de travessias de rios, canais, córregos, etc., deve-se, de preferência,

lançar o traçado por locais pouco afetados por inundações, para não onerar o custo da obra.

r) O lançamento do traçado deve ser tal, que permita a existência de uma faixa

livre com 7,5 m para cada lado, perfazendo 15 m de largura. Eventualmente, desde que

exista alguma razão especial, a largura da faixa poderá ser alterada a critério da

Concessionária;

s) No caso de ocupação de faixas de rodovias, o lançamento do traçado deverá

atender rigorosamente as normas próprias dos órgãos responsáveis pelas mesmas. Na prática, a faixa ocupada, normalmente não garante os 7,5 m livres de cada lado do traçado, sendo necessário complementá-la à custo das propriedades à beira da estrada;

t) No caso de ocupação de faixa de linhas de transmissão da própria

Concessionária, em especial nas proximidades de subestações congestionadas, deverão

ser consultados previamente os órgãos responsáveis pelas mesmas;

u) No caso de paralelismo com outras linhas existentes, deverá ser previsto um

afastamento mínimo de 15m entre o traçado e o eixo da linha existente. Excepcionalmente, este afastamento poderá ser reduzido, quando houver justificativa técnica e econômica para isso;

v) No caso de paralelismo com linhas de transmissão existentes deverá ser

previsto um afastamento mínimo de 7,5m entre o traçado e o limite da faixa de segurança da linha de transmissão existente, e no mínimo 15m do eixo das linhas. Eventualmente, se houver necessidade de reduzir esta distância, deverão ser feitas consultas ao órgão responsável pela linha de transmissão;

w) A distância vertical mínima dos condutores à superfície de águas navegáveis, na

condição de flecha máxima, será de H + 2m, onde H corresponde à altura do maior mastro

e deve ser fixada pela autoridade responsável pela navegação na via considerada.

6.4. Levantamento de Carga e Estimativa de Demanda

Consiste no levantamento ou medições de cargas, quando necessário, verificação

das condições locais para estimativa de crescimento e determinação das demandas atuais

e futuras dos consumidores.

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Esta etapa consiste no levantamento da carga e estimativa das demandas atuais e futuras de

Esta etapa consiste no levantamento da carga e estimativa das demandas atuais e futuras de tal modo a possibilitar o dimensionamento elétrico da RDR. Estão indicadas nos itens seguintes as técnicas a serem empregadas para o caso de levantamento de carga e estimativa das demandas. No atendimento a uma nova localidade, o levantamento de carga e a determinação das demandas dos consumidores a serem ligados no secundário e deverão ser definidos conforme critérios de projeto de redes de distribuição aéreas urbanas.

6.4.1 - Levantamento de Carga

A consideração de carga em projetos de RDR está associada à necessidade de

atendimento a uma carga concentrada ou a uma série de cargas distribuídas ao longo da RDR ou ainda a ambos os casos simultaneamente. Em caso de melhoria no sistema existente, com previsão de novos consumidores, a carga será definida em função das cargas existentes, com prováveis aumentos expressivos adicionadas às previsões de crescimento vegetativo, mais a parte planejada em função dos novos consumidores. Quando o projeto da RDR se destinar a atender consumidores individuais, devem ser consideradas as cargas de acordo com o cadastramento das propriedades. Além dos dados básicos no cadastro da RDR, deverá ser anotada a existência de aparelhos que possam ocasionar oscilações de tensão na linha ou outro tipo de influência considerada anormal.

6.4.2 - Estimativa de Demanda

6.4.2.1 - Consumidores já Ligados

A demanda da Rede Primária será determinada de acordo com os dados elétricos

dos circuitos de Média Tensão existentes, levantados em campo, ou no caso da Concessionária através do Sistema de Gestão da Distribuição - SGD e Medições.

a) Cargas Distribuídas Determinar a demanda a partir do fator de demanda médio e a capacidade instalada de transformadores, conforme estabelecido a seguir:

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∑ Obter medição do alimentador, ou parte da RDR; ∑ Obter o fator de demanda

Obter medição do alimentador, ou parte da RDR;

Obter o fator de demanda médio das cargas distribuídas pela fórmula:

Fd

=

D d / C id

Fd = fator de demanda médio; D d = demanda máxima coincidente das cargas distribuídas; C id = carga instalada distribuída.

Multiplicar o valor total em kVA dos transformadores de cada carga distribuída

pelo fator de demanda para obter a respectiva demanda.

b) Cargas Concentradas Determinar a demanda coincidente com a ponta de carga do alimentador através de conversão kWh para kW, ou ainda através da demanda faturada em kW. Nos dois últimos casos a demanda coincidente é estimada a partir do regime de funcionamento das cargas do consumidor.

6.4.2.2 - Novos Consumidores A determinação da demanda pode ser feita por três processos:

No caso de consumidores similares aos existentes, considerar, como referência,

o valor da demanda apurada de acordo com o no item anterior.

Determinação da demanda aplicando-se o fator de demanda (ver tabela nº 1)

pelo valor total dos kVA dos transformadores previstos.

Determinação da demanda através da conversão kWh para kW, adotando-se o

kWh de consumidores similares na região, e na falta de conhecimento do fator de carga,

adotar 30% (trinta por cento).

No caso de consumidores com carga concentrada deve ser adotada a demanda máxima prevista, dividida pelo fator de coincidência, estimado a partir do regime de funcionamento das cargas do consumidor.

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Na falta destas informações, adotar um fator de demanda típico, já levando em consideração o

Na falta destas informações, adotar um fator de demanda típico, já levando em

consideração o regime de funcionamento das cargas.

A determinação da demanda final poderá ser obtida aplicando-se os fatores de

multiplicação contidos na tabela n.º 2, em função da taxa de crescimento para o horizonte considerado. Caso o horizonte de projeto adotado seja diferente dos valores da tabela, os

fatores de multiplicação deverão ser recalculados com base no horizonte considerado.

O procedimento para a determinação da demanda para possibilitar o

dimensionamento da RDR no secundário será conforme definido na norma Critérios de Projetos de Redes de Distribuição Aéreas Urbanas.

6.5. Previsão de Crescimento de Carga

Em todos os projetos torna-se necessário estimar o crescimento da carga para

efeito de dimensionamento da RDR. A estimativa da taxa anual de crescimento será

baseada em estudos de planejamento existentes, ou no índice de crescimento de consumo característico da região. No caso de novas extensões, a previsão da carga será baseada nas necessidades atuais, expandidas ao horizonte considerado.

7. LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO ESTADIMÉTRICO

Consistem no levantamento topográfico pelo processo estadimétrico e respectivos desenhos planialtimétricos.

7.1. Lançamento do Traçado

O lançamento do traçado no terreno é da competência exclusiva do topógrafo e

deve atender às exigências e diretrizes do projetista.

7.2. Planta do Traçado

Concomitantemente à locação física, o topógrafo deverá ir lançando o traçado em planta. Essa planta deve ser posteriormente desenhada a nanquim ou digitalizada, em papel de boa qualidade, na escala 1:25.000 indicando os detalhes necessários à atualização da planta detalhe de linha rural. Na referida planta deverão ser indicadas a direção do norte magnético, detalhes de saída e de chegada e os acidentes principais existentes nessa faixa, tais como: casas

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(com nome do proprietário), córregos, estradas de ferro e de rodagem, linhas telefônicas, telegráficas e

(com nome do proprietário), córregos, estradas de ferro e de rodagem, linhas telefônicas, telegráficas e de energia elétrica existentes, cercas, etc.

7.3. Levantamento e Nivelamento

7.3.1 - Considerações Gerais O levantamento da faixa e o nivelamento dos perfis correspondentes ao traçado serão executados concomitantemente com o lançamento deste último no terreno. A faixa a ser levantada deverá ter, salvo instrução em contrário, 15 m de largura, sendo 7,5 m para cada lado do traçado.

7.3.1.1 - Requisitos Mínimos Colocação de piquetes e estacas numeradas seqüencialmente em todos os pontos de estação, a intervalos próximos a 100m, de preferência em saliências do terreno, e obrigatoriamente nas divisas de propriedades e nos pontos de mudança de tipo de vegetação ou cultura, sendo dispensáveis nos fundos das grotas e gargantas. Em ramais, a numeração das estações deve ser iniciada a partir de zero. Os piquetes deverão ser fincados firmemente no terreno, devendo ser confeccionados com madeira de boa qualidade, conforme desenho 06, mod.01. Nos pontos de partida e chegada, em todos os ângulos e em trechos retos, superiores a 1,5 km de traçado, deverão ser fincados piquetes maiores, amarrados a detalhes bastante visíveis e irremovíveis, tais como árvores isoladas, grandes pedras, postes, quinas de casas, etc., a fim de facilitar a localização do traçado mesmo decorrido algum tempo após o levantamento, conforme desenho 06, mod.02. Cada piquete deverá possuir uma estaca testemunha que deverá ser fincada, no máximo, a 80 cm de distância dos mesmos. A testemunha deverá ser fincada no máximo 30 cm no solo e de modo que a numeração fique voltada para o piquete correspondente, conforme desenho 06, mod.03. A numeração crescerá no sentido do encaminhamento, ou seja, do ponto de partida para o ponto de chegada. As estações consecutivas serão amarradas entre si, tanto nas distâncias como nas cotas, por visadas diretas ou inversas.

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As visadas intermediárias deverão estar afastadas em média de 50m, segundo a natureza do terreno,

As visadas intermediárias deverão estar afastadas em média de 50m, segundo a natureza do terreno, sendo mais próximas umas das outras nas cumeadas dos morros e dispensáveis nos fundos das grotas e gargantas.

7.3.2

- Levantamento de Travessias

7.3.2.1

- Travessias de Rodovias e Ferrovias

Deverão constar todos os detalhes planialtimétricos, dados para identificação da estrada, inclusive rumos e nomes das localidades mais próximas por ela servidas, posição quilométrica a mais exata possível do ponto de cruzamento, cotas do eixo da estrada e das cristas dos cortes ou pés de aterro, ângulos do cruzamento e posições relativas das cercas e postes das linhas telefônicas existentes e indicação do norte magnético.

7.3.2.2 - Travessias de Linhas

Deverão constar situação de paralelismo ou pontos de cruzamento, posição e cotas relativas dos postes ou estruturas próximas, inclusive croqui com as dimensões principais,

sua altura e as dos cabos e fios mais baixos no ponto de cruzamento, tensão de operação e as localidades mais próximas por ela servidas e a quem pertence (nome do concessionário ou proprietário no caso de ramal particular) a indicação do norte magnético e a numeração das torres de transmissão.

7.3.2.3 - Travessias de Águas Navegáveis ou Não

O ângulo mínimo entre o eixo da linha e o curso da água será de 15°.

7.3.3 - Levantamentos Complementares

Os levantamentos complementares de acidentes na faixa ou nas suas imediações que possam interessar ao projeto da linha deverão ser executados com precisão de detalhamento compatíveis com cada caso. A seguir estão enumerados os casos mais comuns com respectivos requisitos mínimos:

Acidentes isolados importantes

Entram nesta categoria as edificações, os blocos de pedra, etc.; e deverá constar

posição relativa, contorno aproximado, cota do topo e indicações de sua natureza.

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Curso d’Água

∑ Curso d’Água Entram nesta categoria, rios, córregos, ribeirões, etc., deverão constar, direção da correnteza,

Entram nesta categoria, rios, córregos, ribeirões, etc., deverão constar, direção da correnteza, sua denominação, nível d’água por ocasião do levantamento, bem como estimativa do nível máximo provável.

Terrenos impróprios para fundação

Entram nesta categoria, brejos, pântanos, erosões, terrenos pouco consistentes, rochas, etc., deverão constar: posição relativa, delimitação e indicação de sua natureza.

Tipo de vegetação e cultura

Entram nesta categoria, vegetação de pequeno porte, caatinga, capoeira, pasto, pinheiral, cafezal, milharal, etc., deverão constar tipos de divisas e sua posição dentro da faixa.

Tipo de divisas de propriedades

Entram nesta categoria, muros, cercas e valas divisórias, etc., deverão constar tipo de divisa e sua posição dentro da faixa.

Nomes de proprietários

Entre duas divisas consecutivas qualquer deverá constar sempre o nome do

proprietário do trecho de faixa a ser levantada.

Outros acidentes

Qualquer outro acidente de importância que interferir no desenvolvimento do traçado deverá ser levantado. De modo geral, deverão constar, posição e cotas relativas, altura, delimitação e indicação de sua natureza conforme a importância que possa ter para

o desenvolvimento do traçado.

Levantamento especial

Toda vez que houver necessidade de reproduzir um determinado acidente com maior fidelidade, deve-se lançar mão de levantamento com maior precisão, em escala apropriada.

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7.3.4 - Caderneta de Campo Durante o levantamento topográfico, deverão ser anotados os seguintes dados:

7.3.4 - Caderneta de Campo Durante o levantamento topográfico, deverão ser anotados os seguintes dados:

Valor dos respectivos ângulos;

Altura do aparelho;

As observações ao sol, cálculo do norte magnético e os rumos verdadeiros das

tangentes;

O levantamento planimétrico (planta baixa) do traçado e também o dos detalhes,

quando necessários, indicando cercas, rios, córregos, vales, erosões, brejos, matas, tipos de cultura, lagoas, estradas de rodagem e de ferro, edificações, rede telefônica, telegráfica

e de energia elétrica (transmissão e distribuição). Nas indicações de cercas deve ser incluído o número de fios e se o arame é farpado ou liso;

Limites de propriedades e seus respectivos nomes, natureza do terreno e tipo de

vegetação;

Todos os demais elementos colhidos no terreno, para estabelecimento do

traçado. Em caso de travessias que necessitem de desenho, deverão ser anotados outros detalhes, a saber:

Altura dos condutores que se encontram no nível mais alto e no mais baixo em

relação ao solo, das linhas de distribuição ou de transmissão existentes;

Distância entre trilhos (bitola) da estrada de ferro;

Largura das estradas de rodagem;

Denominação do órgão envolvido;

Quilometragem da interferência considerada;

Indicação de referência da localidade anterior e posterior à travessia;

Ângulo da travessia, entre eixos;

Número dos postes ou das estruturas anterior e posterior à travessia;

Distância do eixo da linha às estruturas;

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∑ Deverá ser dada especial atenção em travessias sobre grandes rios, áreas vazantes e alagadiças

Deverá ser dada especial atenção em travessias sobre grandes rios, áreas

vazantes e alagadiças nas quais no perfil do trecho correspondente deverá ser indicada a

cota nível de Água, na condição de cheia máxima;

O nome completo do responsável, número de registro no CREA da Região, a

data dos trabalhos e o tipo de aparelho utilizado.

7.3.5 - Desenho da Planta Baixa e do Perfil Uma vez concluído em campo o levantamento da faixa e o nivelamento do perfil do

traçado, o topógrafo deverá, utilizando os dados levantados em campo, desenhar a planta

e o perfil do levantamento executado, procurando seguir as exigências mínimas seguintes:

7.3.5.1 - Tipo de Papel e Tinta

O perfil e a planta baixa do levantamento executado deverão ser desenhados em

traço cheio, com tinta nanquim, em papel vegetal de boa qualidade de preferência

milimetrado na parte referente ao perfil e liso na parte referente à planta, ou digitalizado

através de software específico.

7.3.5.2 - Dimensões do Papel

Deverão ser utilizados os formatos padronizados pela ABNT, conforme a extensão

da linha.

7.3.5.3 - Escalas Adotadas

As escalas adotadas serão sempre:

Horizontal

1:5.000

Vertical

1:500

No caso do perfil ser muito inclinado serão permitidas mudanças de referência de

cota para que o traçado possa ficar todo contido no papel.

Não serão, portanto, aceitas modificações nas dimensões do papel que deverão

estar de acordo com o item anterior.

No caso de travessia e/ou detalhes poderá ser utilizada escala mais conveniente

ou, a indicada pelo órgão responsável pelo elemento a ser atravessado.

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7.3.5.4 - Detalhes do Perfil

7.3.5.4 - Detalhes do Perfil Deverá constar do desenho do perfil o número de piquetes de

Deverá constar do desenho do perfil o número de piquetes de estação (estacas), as cotas, pontos quilométricos e a divisão dos quilômetros de 100 em 100 metros.

Serão indicadas também as saídas de ramais e de eventuais deflexões da linha com seus respectivos ângulos.

7.3.5.5 - Detalhes da Planta

Deverão constar no desenho da planta todos os acidentes geográficos levantados na faixa, todas as legendas, simbologias e anotações relativas às técnicas de construção e montagem da linha em consonância com as condições do perfil do terreno ao longo do trajeto.

7.3.5.6 - Articulação das Folhas

Cada folha, exceto a primeira e a última, deverá conter no início 200 m do perfil anterior e no fim 200m do perfil seguinte, em linha tracejada, para permitir a articulação das folhas, exceto quando o projeto for digitalizado.

7.3.5.7 - Cortes do Perfil

No caso de cortes do perfil, deverão ser desenhados, 100 m de perfil em linha tracejada para cada referência de cota.

7.3.6 - Entrega dos Trabalhos Topográficos Os trabalhos topográficos a serem entregues para o projetista são:

Planta definitiva do traçado, inclusive detalhes planimétricos da interconexão às

subestações e/ou RD’s e das faixas das construções ou benfeitorias existentes na faixa, original em papel vegetal, a tinta nanquim e normógrafo ou digitalizada, através de software aceito pela CONCESSIONÁRIA;

Dados do Levantamento;

Desenho da planta e do perfil do levantamento da faixa;

Eventuais levantamentos especiais na escala 1:1.000.

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7.4. Determinação da Altura de Condutores Transversais Existindo cruzamento com outras linhas de qualquer natureza,

7.4. Determinação da Altura de Condutores Transversais

Existindo cruzamento com outras linhas de qualquer natureza, deverá ser feito um levantamento de perfil para determinar a altura dos condutores em relação ao solo.

8. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO

Consiste na definição do tipo do sistema, bitola dos condutores, localização e potência dos transformadores, equipamentos de proteção e seccionamento, equipamentos de regulação de tensão e compensação de reativos, etc.

8.1. Configuração Básica

As linhas de distribuição terão uma configuração radial e serão constituídas preferencialmente de troncos trifásicos a quatro fios e ramais trifásicos ou monofásicos, com neutro, sendo este multiaterrado e conectado à malha de terra da subestação, quando a origem da RDR for a subestação, ou às malhas de terra a intervalos regulares ao longo da linha, quando no ponto de derivação ainda não se dispuser de neutro para a conexão com o neutro contínuo do sistema.

O tronco dos alimentadores deverá passar o mais próximo possível dos centros de carga, e seus traçados deverão observar as recomendações do item 6.3. Os traçados dos ramais devem ser planejados de forma a evitar extensões desnecessárias, observando também as recomendações do item 6.3, na escolha do traçado. Os “flying taps”, caso necessários, serão projetados conforme desenho n.º 07.

A seqüência de fases na saída da subestação, considerando-se o observador de costas para o pórtico de saída, será da esquerda para a direita:

Fase A

placa vermelha

Fase B

placa azul

Fase C

placa branca

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A confirmação do faseamento deverá ser feita observando-se as placas indicativas nas saídas dos alimentadores,

A confirmação do faseamento deverá ser feita observando-se as placas indicativas

nas saídas dos alimentadores, dos pórticos das subestações, uma vez que em algumas subestações a seqüência de fases poderá estar invertida em relação à indicada acima. Os ramais monofásicos deverão ser projetados de modo a se conseguir o melhor equilíbrio possível entre as três fases e indicando no projeto a fase de onde se deve derivar.

A extensão máxima da RDR deve ser tal que não comprometa a qualidade do

serviço prestado, no que diz respeito aos níveis de tensão e confiabilidade.

8.2. Níveis de Tensão

A tensão nominal da rede primária será de 13.800 / 7.960 V; 22000/12702V e 11400

/ 6582V. O fornecimento em tensão primária, conforme legislação em vigor; admite uma variação no ponto de entrega, em relação à tensão nominal de + 5 % e –7 %. Quando uma RDR alimenta uma localidade, a máxima queda de tensão primária será a soma das quedas de tensão na RDR e na RDU da localidade. O ramal monofásico, com comprimento superior a 26km e/ou que possua carga instalada maior que 75kVA, deverá ser submetido à análise e aprovação da CONCESSIONÁRIA, através do estudo e emissão da viabilidade técnica. Para o cálculo de queda de tensão deverá ser usado o formulário próprio, conforme modelo da tabela 3. Os coeficientes de queda de tensão a serem usados estão indicados na tabela 4.

O limite máximo de queda de tensão para projeto é de 3%.

8.3. Dimensionamento dos Condutores

Os condutores a serem utilizados nos projetos de linha rural primária serão em cabos de alumínio com alma de aço, CAA, nas bitolas 1/0, 4/0 AWG e 336,4MCM, cujas características elétricas e mecânicas, estão na tabela 5. A utilização do cabo CAA 4 e 2 AWG , será feita apenas em ramais de eletrificação rural.

O alimentador rural (tronco ou ramal) deverá ser dimensionado, observando-se os

seguintes detalhes:

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∑ Crescimento de carga no horizonte de projeto considerado, através da área de planejamento da

Crescimento de carga no horizonte de projeto considerado, através da área de

planejamento da concessionária;

Máxima queda de tensão permitida;

Corrente admissível pelo condutor;

Custo global mínimo, que inclui a análise dos custos de instalações e das

perdas.

A queda de tensão deve ser considerada para horizonte de projeto, em condições

normais e de emergência, já considerando a instalação de equipamentos de regulação de tensão.

A capacidade térmica dos condutores (corrente admissível) deve ser considerada

em função do carregamento em condições de emergência.

8.4. Desequilíbrio de Carga

O

desequilíbrio máximo permissível em qualquer ponto da RDR será de 15%.

O

desequilíbrio deve ser calculado como se segue:

I

I

I

M

Id % =|

F

Id % = | F M | 100

M

| 100

I

M 3

=

I

A

+

I

B

+

I

C

I M = Corrente média das fases;

I F = Corrente da fase;

I d %= Índice de desequilíbrio por fase.

Nos projetos de reforço e reforma/melhoramento, quando o desequilíbrio verificado for superior ao valor máximo permissível, deve, sempre que possível, ser ajustado de forma que seja atendido o limite de desequilíbrio.

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8.5. Transformadores

8.5. Transformadores relações de tensão e potência definidas na tabela 6 . Os transformadores devem ser

relações

de tensão e potência definidas na tabela 6. Os transformadores devem ser instalados o

mais próximo do centro de carga do consumidor em local de fácil acesso para veículos.

Deverão ser utilizados transformadores trifásicos e monofásicos com

as

8.6. Controle de Tensão e de Compensação de Reativos

Nos grandes projetos de reforma, melhoramentos e extensão, juntamente com o dimensionamento do condutor, deverão ser analisadas as seguintes alternativas:

Troca de taps nos transformadores;

Mudança de bitola de condutores;

Conversão de RDR monofásica ou bifásica, em trifásica;

Instalação de banco de capacitores;

Instalação de reguladores de tensão.

Sob o aspecto técnico, a análise deve ser feita para atender aos critérios de máxima queda de tensão permitida e máximo carregamento permitido.

Sob o aspecto econômico, devem ser abordados os custos dos investimentos e das perdas. A instalação de reguladores de tensão e banco de capacitores deverá ser conforme determinação da Concessionária.

8.7. Proteção Contra Sobrecorrentes

As diretrizes detalhadas de proteção, incluindo critérios de instalação, dimensionamento, ajustes e coordenação de equipamentos de proteção, constam na Norma de Proteção contra sobrecorrente em Sistema de Distribuição. As principais diretrizes critérios de instalação estão resumidas a seguir:

Na saída dos alimentadores nas SE de distribuição (conforme tabela 7):

- Religadores ou equipamentos com proteção de terra.

Nos troncos dos alimentadores:

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- Em troncos interligáveis normalmente não devem ser previstos dispositivo de proteção. ∑ Nos arborizadas:

- Em troncos interligáveis normalmente não devem ser previstos dispositivo de

proteção.

Nos

arborizadas:

ramais

e

sub-ramais

com

extensão superior a

150m, ou

em

áreas

- A proteção de ramais que derivam do tronco dos alimentadores deve ser feita

mediante o emprego de chaves fusíveis cujos elos são definidos de acordo com os

estudos de coordenação da proteção. Para os casos em que o estudo de coordenação do

alimentador ainda não tenha sido elaborado, os elos dos ramais devem ser determinados

preliminarmente da seguinte forma:

Demanda do ramal (sub-ramal).

Produto da extensão total do ramal (sub-ramal) pela demanda;

Dispositivo de proteção de retaguarda;

Coordenação com a proteção de retaguarda.

8.7.1- Chaves - fusíveis

8.7.1.1 - Local de instalação

Serão instaladas chaves fusíveis nos seguintes casos:

Em princípio, em todos os ramais derivados do alimentador tronco;

Após cargas cuja importância recomende maior continuidade;

Em todos os ramais particulares, identificando a derivação (desenho n.º 8).

Em alguns sub-ramais derivados de ramais longos, ou derivados de ramais

protegidos por religadores ou seccionalizadores, ou ainda quando tenham, em sua

derivação, chaves de faca.

Ramal com transformadores monofásicos (fase/neutro).

Ramais (sub-ramais) com extensão inferior a 150 m.

Neste caso não serão instalados dispositivos de proteção de derivação,

excetuando-se o caso de ramais monofásicos derivados de circuitos trifásicos, ou em

áreas arborizadas.

Nas derivações para atendimento a clientes em MT

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Poderão ser instaladas chaves fusíveis, sendo os elos dimensionados a partir da demanda do cliente,

Poderão ser instaladas chaves fusíveis, sendo os elos dimensionados a partir da demanda do cliente, de acordo com a tabela 11, exceto quando se tratar de alimentador exclusivo para um cliente.

Nos transformadores de distribuição

Deverão ser sempre instaladas chaves fusíveis, sendo os elos dimensionados a partir da capacidade do transformador, de acordo com as tabelas 8 e 9.

Nos bancos de capacitores

Deverão ser instaladas chaves fusíveis, com o elo dimensionado de acordo com

a tabela 10.

No início dos ramais com extensões até 500m, que possuem apenas um

transformador, dispensando a instalação da chave no ponto de transformação, desde que

exista visualização do ponto de transformação a partir do ponto de derivação.

OBS.: Em princípio não deverão ser instalados mais que 3(três) chaves fusíveis em série (sem considerar a chave fusível do transformador). Em derivação de ramal que não necessita a instalação de chave fusível, deverá ser instalado o grampo de linha viva.

8.7.1.2 - Escolha das Chaves

Os tipos de chaves fusíveis, projetadas, deverão ser conforme NDU-010, des. N.°

42 e 43, observando-se os seguintes aspectos:

Deve ser seguido o mesmo critério na escolha da tensão nominal de isolamento

que o utilizado para as chaves seccionalizadoras.

8.7.1.3 - Determinação dos Elos-Fusíveis

Na proteção de ramais devem-se utilizar elos fusíveis, conforme tabela 11;

Em ramais exclusivamente com transformadores de distribuição e/ou prédios

residenciais ligados em MT, os elos serão determinados de acordo com a carga instalada

no ramal (kVA) e a demanda (kW);

Ramal com transformadores trifásicos, conforme tabela 9 e notas abaixo:

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Notas:

Notas : Para determinação do elo fusível, considerar: ∑ Carga: para 3 anos. I N (

Para determinação do elo fusível, considerar:

Carga:

para 3 anos.

I N(ELO) > I carga , considerar sempre que possível a evolução do sistema

Coordenação: Os elos fusíveis deverão coordenar entre si para o valor da

máxima corrente de curto circuito no ponto de instalação do elo fusível protetor.

Sensibilidade: A corrente nominal do elo fusível deve ser menor ou igual à

quarta parte da corrente curto-circuito fase-terra mínimo no fim do trecho protegido pelo

fusível.

O elo fusível deve suportar a corrente transitória de magnetização durante, pelo

menos, 0,1 segundo.

8.8. Proteção contra Sobretensões

A proteção contra sobretensões na rede será feita através de pára-raios polimérico ZnO, de tensão nominal, conforme NDU – 010, classe 71 desenho 01. Deverão ser projetados nos seguintes pontos:

Em estruturas que contenham reguladores, religadores, seccionalizadores e

banco de capacitores e transformadores;

Em pontos de transição de rede aérea para subterrânea ou vice-versa;

Em estruturas em final de circuito primário que contenham transformadores de

distribuição ou não;

Os pára-raios devem ser instalados o mais próximo possível da bucha primária

do equipamento a ser protegido;

Em pontos de transição de rede aérea convencional para rede aérea protegida

ou vice-versa;

Na transição de RDR para RDU ou vice-versa, instalados dos dois lados;

Em chaves normalmente abertas, instalar nos dois lados.

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8.9.

Aterramento

8.9. Aterramento O aterramento da rede de distribuição obedecerá aos seguintes critérios: ∑ Deverão ser aterrados

O aterramento da rede de distribuição obedecerá aos seguintes critérios:

Deverão ser aterrados com haste conforme NDU-005, item 7, todos os pára-

raios e carcaças dos religadores, seccionalizadores, reguladores, capacitores, chaves a óleo e dos transformadores com uma malha de no mínimo 3 hastes, conforme desenhos 52 e 53 da NDU - 005. O valor da resistência de terra no local de aterramento deverá ser menor ou igual a 20 ohms.

A ligação do condutor neutro, dos pára-raios e das carcaças dos equipamentos

a serem protegidos à terra, deverá ser comum e estar conectada ao condutor de

aterramento.

O condutor neutro deverá ser contínuo, multiaterrado e conectado à malha da

subestação.

Em redes de distribuição da Energisa Nova Friburgo e Energisa Minas Gerais, o

neutro deve ser em cabo # 4 AWG CAA quando as fases forem em cabo # 4 AWG CAA, # 2 AWG CAA quando as fases forem em cabo # 2 AWG CAA e # 1/0 AWG para as demais, estar a um metro abaixo das fases, e aterrado em intervalo de aproximadamente 300 m,

através de 03 hastes, conforme desenho n.º 52 da NDU-005, de modo que nenhum ponto da rede se distancie mais de 200 m de um ponto de aterramento.

Em redes de distribuição da Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa

Paraíba, o neutro deve ser em cabo # 4 AWG CAA quando as fases forem em cabo # 4

estar a um metro abaixo das fases, e

AWG CAA e # 2 AWG CAA para as demais,

aterrado em intervalo de aproximadamente 300 m, através de 1(uma) haste, conforme desenhos n.º 52 e 53 ( Energisa Borborema e Energisa Paraíba ) e n.º53 ( Energisa

Sergipe ) da NDU-005, de modo que nenhum ponto da rede se distancie mais de 200 m de um ponto de aterramento.

Todo fim de rede, de MT, terá o seu neutro aterrado com uma malha.

Conectar o estai ao condutor neutro.

8.10. Seccionamento

O seccionamento deve ser encarado como um complemento aos recursos operativos, e seu projeto executado depois de concluído o estudo da proteção. Deve-se

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proceder a uma análise criteriosa da localização e dos tipos de chaves a serem utilizados,

proceder a uma análise criteriosa da localização e dos tipos de chaves a serem utilizados, de modo a assegurar maior eficiência na continuidade e segurança no fornecimento de energia. Serão utilizadas as chaves seccionadoras unipolares de 400 A, para 15 kV e 25 kV com gancho para abertura em carga tipo “loadbuster”, chaves a óleo e chaves de transferência automática comandadas à distância. As chaves com isolamento para 15 kV só poderão ser utilizadas após o limite de 0,5 km da orla marítima. A localização das chaves deve permitir a minimização do tempo e das áreas afetadas pela interrupção, durante os serviços de manutenção ou situações de emergência, bem como nos casos de transferência de carga de um alimentador para outro nas interligações. As chaves seccionadoras devem ser previstas onde não for possível a instalação de dispositivo de proteção, seja por problema de nível de curto-circuito ou de coordenação, nos troncos de alimentadores, nos pontos de interligação e ao longo dos mesmos, de tal forma a dividi-los em quatro ou seis trechos, de cargas aproximadamente iguais. Devem- se instalar as chaves em locais de fácil acesso e identificação. Os critérios e o esquema básico de seccionamento e proteção estão mostrados nos desenhos n.º 19 e 20. Ramais longos, de uma forma geral, deverão ser seccionados aproximadamente de

5 em 5 km por chaves tipo faca, ou outros equipamentos, conforme estudos específicos.

9. DIMENSIONAMENTO MECÂNICO

Consiste na locação e dimensionamento dos postes e definição do tipo de estruturas, em função do vão, do vento, temperatura, ângulo de deflexão, bitola dos condutores e tipo da linha. Uma vez definido o melhor traçado da RDR, tronco, ramais, pontos de derivação e realizado o levantamento topográfico, deverão ser locadas, com o auxílio do gabarito, nos desenhos de perfil e planta as estruturas necessárias ao suporte da linha ou através de programas específicos. A fim de que durante a construção não surjam motivos que obriguem a modificação nas posições das estruturas, o que refletiria no custo final da obra, essa locação deverá ser feita atendendo a possíveis fatores restritivos, que poderão estar presentes na locação

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dos postes no campo, como por exemplo: locais de difícil acesso, cruzamento de rodovias, ferrovias,

dos postes no campo, como por exemplo: locais de difícil acesso, cruzamento de rodovias,

ferrovias, linhas aéreas, pontos de derivação, localização dos pontos de carga (transformadores), instalação de chaves e etc. Esses fatores devem ser identificados e se possível eliminados na exploração preliminar e no anteprojeto.

A estrutura é considerada como o conjunto dos seguintes elementos básicos ou

suas combinações: postes, cruzetas, isoladores, ferragens, equipamentos e acessórios.

A configuração e dimensionamento das estruturas dependem basicamente dos

seguintes fatores:

Espaçamento mínimo entre as partes energizadas e destas com as

desenergizadas ou aterradas;

Afastamento mínimo entre condutores e outros circuitos;

Instalação de equipamentos;

Existência de circuitos físicos de telecomunicação ou sua previsão;

Esforços mecânicos sobre a estrutura e nos condutores.

9.1. Esforços Mecânicos

As solicitações a que estarão submetidas as estruturas de suporte da linha serão devidas: aos esforços de tração dos condutores, à ação do vento sobre as estruturas e os condutores, ao peso dos cabos, próprio e eventualmente de equipamentos. Considerando-se as curvas de vento máximo e temperatura mínima, as redes de distribuição, na área da Concessionária, serão dimensionadas para valores regionais das velocidades de ventos e temperaturas conforme descrito abaixo:

Velocidade dos

Ventos Máximos

(km/h)

Energisa Minas Gerais / Energisa Nova Friburgo

Energisa Paraíba / Energisa Borborema

Energisa Sergipe

105

95

105

Temperatura

 

Energisa Minas Gerais / Energisa Nova Friburgo

Energisa Paraíba / Energisa Borborema

Regional

Energisa Sergipe

(°C)

Mínima

15

5 / 0

15

Média

25

20

25

Máxima

60

60

60

C/ Vento Máximo Coincidente

20

15

20

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As trações máximas de esforço axial nos cabos recomendadas em Norma deverão ser as seguintes:

As trações máximas de esforço axial nos cabos recomendadas em Norma deverão

ser as seguintes:

1) Na hipótese de velocidade máxima de vento, o esforço de tração axial nos cabos não poderá ser superior a 50% da carga nominal de ruptura dos mesmos.

2) Na condição de temperatura mínima, o esforço de tração axial nos cabos não deverá ultrapassar 33% da carga de ruptura dos mesmos.

3) Na condição de trabalho de maior duração (EDS), caso não tenham sido adotadas medidas de proteção contra efeitos da vibração, o esforço de tração axial dos cabos máximo deverão ser conforme tabela n.º 16.

A resultante dos esforços calculada será transferida para 10cm do topo do poste e comparada com sua resistência nominal, devendo ser, no máximo, igual a esta. Os esforços excedentes a esse valor deverão ser absorvidos através de estais (limitados a 20% do esforço nominal do poste).

O esforço resultante deve ser calculado pelo processo gráfico ou vetorial, nas

seguintes situações:

Diferenças de tração;

Em ângulos;

Fins de rede;

Mudança de bitolas de condutores;

Mudança de quantidade de condutores;

Esforços resultantes de cabos de telecomunicação telefônicos.

Redução de Tração nos Condutores

O método de redução de tração nos condutores pode ser adotado para qualquer

tipo ou bitola de condutor, desde que observadas as condições locais e normas vigentes. Este método consiste em reduzir a tração de montagem. Aplica-se quando os esforços

resultantes exigem postes com carga nominal acima das padronizadas.

NDU-007

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 29 -

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Tr

V

2

=

  

r

V

b

=       r V b T b

T

b

Tb = Tensão para o vão básico (kgf) Vb = Vão básico (m) Tr = Tensão para o vão reduzido (kgf) Vr = Vão reduzido (m)

9.2. Determinação das Estruturas

Vr = Vão reduzido (m) 9.2. Determinação das Estruturas 9.2.1 - Tipos de Estruturas e Critérios

9.2.1 - Tipos de Estruturas e Critérios de Utilização As estruturas primárias a serem utilizadas em RDR e os critérios de utilização estão definidos na tabela 17, e na NDU-005. Os gráficos para escolha de estruturas conforme desenhos 17 a 21 ( Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa Paraíba ) e desenhos 22 a 28 ( Energisa Nova Friburgo e Energisa Minas Gerais ) determinam para as situações de tangência e em ângulos, a limitação máxima de cada estrutura de acordo com o vão, a bitola dos condutores e o ângulo de deflexão da linha. Sendo inevitável o emprego de vãos ou ângulos superiores aos previstos nos gráficos, deverá ser especificada estrutura especial, cujo desenho deve fazer parte do projeto, de preferência constando da própria folha do perfil onde está projetada.

Tipos e Comprimento de Postes:

Os postes a serem utilizados deverão ser de concreto duplo T. A tabela n.º 12 mostra os comprimentos e resistências dos postes e contra-postes normalmente utilizados. Em extensões com rede secundária, deverão ser observados os critérios definidos na norma de para Projetos de Rede Urbana. O comprimento dos postes nos projetos de RDR é determinado pelo perfil do terreno e pelo gabarito. Os comprimentos de postes mais usuais empregados são: 10 e 11

NDU-007

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 30 -

VERSÃO 2.0

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m. Eventualmente, poderão ser empregados postes de maior altura de modo a atender uma das

m. Eventualmente, poderão ser empregados postes de maior altura de modo a atender

uma das seguintes condições:

Travessias sobre rodovias, ferrovias e hidrovias;

Quando o perfil do terreno exigir poste mais elevado e, economicamente for

mais vantajoso que intercalar outra estrutura.

O comprimento e a resistência mínima dos postes para sustentar equipamentos estão definidos na tabela n.º 13.

9.2.2 - Gráficos de Escolha de Estruturas

Os gráficos para escolha das estruturas, desenhos n.º 17 a 21 ( Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa Paraíba ) e desenhos n.° 22 a 28 ( Energisa Nova Friburgo e Energisa Minas Gerais ), foram calculados segundo os seguintes parâmetros:

Tração de projeto calculada para condição de vento máximo e temperatura

mínima;

Pressão do vento atuando sobre a superfície dos condutores e estruturas;

Resistência mecânica do solo, poste, estais, isoladores e ferragens em geral;

Resistência mecânica do engastamento;

Vão máximo devido ao balanço dos condutores;

Velocidade do vento, para efeito de projeto, adotado o valor máximo.

9.2.2.1 - Engastamento A profundidade de engastamento em função do comprimento do poste será:

E =

L / 10 + 0,6

E

= Engastamento (m)

L

= Comprimento nominal do poste (m)

NDU-007

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Nota : Na área de concessão da Energisa Sergipe, os postes com resistência nominal =>600daN

Nota: Na área de concessão da Energisa Sergipe, os postes com resistência nominal =>600daN deverão ter sua base concretada ou reforçada.

9.2.2.2 - Estaiamento

Os critérios de estaiamento de estruturas estão mostrados nos desenhos n.º 17 a 21 (Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa Paraíba) e desenhos n.° 22 a 28 (Energisa Nova Friburgo e Energisa Minas Gerais), nos gráficos para escolha de estruturas. Para redes monofásicas utilizar estai com cabo 6,4mm e para as redes trifásicas o cabo 9,5mm. Por questão de segurança, as estruturas com equipamentos só poderão ser projetadas com estais sob consulta e aprovação escrita da concessionária.

9.2.3 - Emprego de Gabaritos

Os gabaritos para definição de altura e localização das estruturas deverão seguir os seguintes requisitos:

Calculados para os tipos e seções de condutores empregados nos projetos, para

os seguintes vãos básicos de 150 m para vãos reguladores até 250 m e 400 para vãos

reguladores superiores a 250 m;

Cálculo do vão regulador

O vão regulador deve ser calculado para toda a linha. Os vãos reguladores, cujos limites são as estruturas de ancoragem, são calculados através da seguinte fórmula:

VR =

 

3

3

3

3

a

1

+ a

2

+

a

3

+

+

a

n

a

1

+ a

2

+

a

3

+

+

a

n

3 a 1 + a 2 + a 3 + + a n a 1 +

Os gabaritos são construídos em material transparente de plástico, indeformável. As curvas do gabarito serão traçadas considerando-se as escalas 1:5.000 na horizontal e 1:500 na vertical, conforme definido a seguir:

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ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 32 -

VERSÃO 2.0

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∑ A curva do condutor (superior) representa a catenária do condutor calculada para a temperatura

A curva do condutor (superior) representa a catenária do condutor calculada

para a temperatura de 60° C.

A curva de linha de solo (inferior) que define a distância mínima de 6m do

condutor fase ao solo, a qual deverá no máximo tangenciar o perfil. Deve ser paralela a

curva do condutor.

Curva de arrancamento para vãos contínuos, correspondente à catenária do

condutor para uma temperatura mínima de 15° C. Considera-se que haverá arrancamento

da estrutura, quando a curva estiver acima do topo do poste, conforme mostrado no desenho n.º 29.

O manuseio do gabarito deve ser sempre na vertical sobrepondo-o ao perfil, o

desenho n.º 29 ilustra sua utilização.

9.3 Características Gerais

9.3.1 - Disposição dos Condutores

Nos circuitos trifásicos, os condutores fase serão dispostos num mesmo plano horizontal ou na disposição triangular.

9.3.2 - Altura Mínima dos Condutores

Os afastamentos mínimos entre o condutor e o solo, na condição de flecha máxima, constam na tabela 18. Em travessias com rodovias, ferrovias e áreas navegáveis deverão ser projetadas e aprovadas conforme Normas específicas dos respectivos órgãos.

9.3.3 - Seqüência para o Dimensionamento Mecânico

Durante o desenvolvimento do projeto deverão ser observados ainda os seguintes critérios:

Definir as estruturas nos pontos forçados, na saída de derivação e nos ângulos;

Determinar o tipo e a altura da estrutura em função do maior vão entre o anterior

e o posterior consultando o gráfico correspondente;

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∑ Existindo diversas alternativas de projeto, em caso de trechos duvidosos, deverá ser feita uma

Existindo diversas alternativas de projeto, em caso de trechos duvidosos, deverá

ser feita uma análise econômica com os custos comparativos das estruturas;

Sendo inevitável o emprego de vãos e ângulos superiores aos previstos,

poderão ser utilizadas estruturas especiais, devendo, entretanto, serem observados os

seguintes detalhes:

- Vão máximo devido ao balanço dos condutores;

- Esforços atuantes sobre os estais laterais e longitudinais.

Quando for necessário o emprego de estruturas em situações de arrancamento,

deverá ser usada estrutura de ancoragem com os estais correspondentes ou estrutura de apoio, mais alta;

No caso de estrutura de apoio, deverão ser respeitados os ângulos de deflexão

vertical;

O comprimento máximo entre estruturas ancoradas deverá ser de 1,5 km para

condutor de bitola até 1/0 AWG e 1,0 km para os condutores de bitola maior;

Em caso de derivação da linha tronco sem a utilização de estai, o primeiro vão

do ramal deverá ser com tração reduzida e possuir comprimento máximo de 80m;

Aterrar e secionar as cercas transversais e paralelas à RDR nos limites da faixa

conforme desenhos 050 e 051 da NDU - 005;

Aumentar a distância do condutor fase à linha de solo em 0,50 m quando for

projetada com vãos acima de 300 m, porque nestas condições, o neutro da estrutura deverá ser rebaixado em 0,50 m;

A distância entre os cabos fase e o neutro, em qualquer condição vento e

temperatura, não poderá ser inferior a 0,50m;

Deve-se evitar projetar transformadores nos postes dos troncos das RDR;

A última estrutura do ramal não deverá ser U2, N2 e T2 para cabos com alma;

Para condutores a partir de 1/0 AWG, deve ser projetada uma estrutura de

ancoragem na penúltima estrutura, utilizando-se tração reduzida entre esta e a última estrutura, desde que o vão não ultrapasse 80 m;

Indicar no desenho do projeto a posição dos postes ao longo da RDR nas

diversas situações, conforme desenho n.º 32;

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∑ Tipo de todas as estruturas; ∑ Número, seção, tipo dos condutores e tensão nominal;

Tipo de todas as estruturas;

Número, seção, tipo dos condutores e tensão nominal;

Distância entre vãos;

Numerar seqüencialmente todas as estruturas;

Distância da estaca mais próxima ao local da estrutura;

Indicação do vão regulador calculado conforme item 9.2.3 desta norma;

Corrente nominal das chaves fusíveis;

Potência dos transformadores;

Título e número da RDR;

Aterramento de estruturas e cercas;

Notas que se fizerem necessárias.

10. RELAÇÃO DE MATERIAL E ORÇAMENTO

Consiste em relacionar os materiais necessários à construção da linha e elaborar o orçamento correspondente.

10.1. Relação de Material

10.1.1 - Material Orçado Na elaboração da lista de materiais devemos observar os seguintes tópicos:

Na relação de materiais deverão ser previstos todos aqueles necessários para a

execução da obra, já descontados os itens e (ou) quantitativos dos materiais da rede existente, em condições de serem reaplicados. Também devem ser relacionados, à parte,

todos os materiais retirados da rede existente, que não serão aproveitados na mesma obra.

No caso dos condutores, acrescentar 2,5% no total do comprimento encontrado.

A tabela 20 de constantes dos condutores já inclui esse percentual. (No caso de se estar

utilizando o programa SIAGO, o mesmo já prevê o citado acréscimo).

Os materiais necessários para concretagem da base de postes e recomposição

de calçadas não devem ser relacionados.

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ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 35 -

VERSÃO 2.0

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10.1.2 -

Material Salvado

10.1.2 - Material Salvado Devem ser observados os seguintes critérios nos projetos que envolvam retiradas de

Devem ser observados os seguintes critérios nos projetos que envolvam retiradas de materiais da rede existente:

Materiais aproveitáveis e devolvidos ao almoxarifado

São os materiais retirados e não aproveitados na mesma obra, mas em bom estado de conservação e devolvidos ao almoxarifado. O valor unitário destes materiais deve ser depreciado de acordo com a Resolução em vigor. Tomar como referência a data de fabricação dos materiais de concreto e data de instalação dos equipamentos. Devem ser incluídos neste caso, também, os materiais fora de padrão em bom

estado de conservação e em condições de reutilização.

Materiais não aproveitáveis

São materiais em mau estado de conservação, que entram no almoxarifado como

sucata. Estas sucatas são separadas em:

- Sucata de CA nu;

- Sucata de CA isolado;

- Sucata de CAA;

- Sucata de cobre nu;

- Sucata de cobre isolado;

- Sucata de ferro (cinta, parafuso, armação, sela, etc.);

- Sucata de madeira (cruzeta, contra-poste, poste);

- Sucata de porcelana (isoladores);

- Sucata de concreto (poste, cruzeta, vigas, defensas, etc.).

Estas sucatas devem ser também relacionadas no formulário resumo de orçamento, especificando somente a quantidade dos materiais. Não devem ser considerados os materiais de difícil retirada (haste de terra, tora de madeira, etc) que serão abandonados no local em que estão instalados.

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10.2. Mão-de-Obra

10.2. Mão-de-Obra O cálculo de mão-de-obra é feito identificando-se os diversos tipos de serviços previstos na

O cálculo de mão-de-obra é feito identificando-se os diversos tipos de serviços previstos na execução da obra, conforme tabela da Concessionária.

11. APRESENTAÇÃO DO PROJETO

11.1. Documentos do Projeto

Os seguintes documentos devem fazer parte de um projeto:

Desenhos do projeto assinados pelo responsável técnico;

Demonstrativo do levantamento do(s) circuito(s);

Folha de cálculo de queda de tensão e corrente;

Relação de material;

ART do projeto;

Memorial descritivo;

Diagrama unifilar;

Autorização de passagem, quando for o caso;

Desenhos e informações complementares, quando for o caso;

Travessias;

Desenhos especiais;

Licença dos Órgãos competentes para construções em áreas de proteção

ambiental, ou atividades que necessitem de autorização dos mesmos.

11.2. Desenho do Projeto

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Deverá constar do projeto, a planta geral ou mapa chave, a planta do traçado, o

Deverá constar do projeto, a planta geral ou mapa chave, a planta do traçado, o desenho do perfil e planimetria do terreno com a linha projetada, desenhos especiais e de travessias.

11.2.1 - Planta Geral ou Mapa-Chave

Deverá ser desenhada na escala 1:25.000 e tem como finalidade dar uma visão global do traçado da RDR, sua localização geográfica e interligação do sistema.

Serão indicadas a direção norte e os principais obstáculos que podem influir na escolha do traçado. Apresentar o traçado da rede de distribuição rural indicando:

Ponto de derivação, linha ou subestação existente e suas características;

Características dos condutores e tensão de operação;

Localização dos equipamentos de proteção e manobra;

Assinalar os consumidores previstos e/ou prováveis;

Determinar as localidades (vilas e povoados) ou grupo de consumidores a serem

atendidos.

11.2.2 - Planta do Traçado Conforme o item 7.

11.2.3 - Perfil e Planimetria

O desenho do perfil e planimetria deverão ser executados conforme item 7.

Em

uma planilha à parte, tabela 14, deverão ser relacionados: numeração seqüencial das estacas, distância intermediária, distância progressiva e cotas das estacas, número do projeto e nome dos consumidores.

11.2.4 - Desenhos Especiais

Serão apresentados sempre que se fizerem necessários, por imposição de circunstâncias especiais, quando o simples desenvolvimento planimétrico não for suficiente para definir com precisão a montagem das estruturas, a disposição dos

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condutores,

subestações, etc.

dos

estais,

estruturas

11.2.5 - Desenho de Travessia

não

padronizadas,

estruturas 11.2.5 - Desenho de Travessia não padronizadas, saída de alimentadores em Conforme as necessidades e

saída

de

alimentadores

em

Conforme as necessidades e as escalas recomendadas pelos órgãos envolvidos. Ver itens 11.9, 11.10 e desenhos n.º 02 a 05.

11.2.6 - Desenhos Complementares

Deverão ser apresentados, desde que haja necessidade para melhor elucidação:

Detalhe da chegada e saída;

Detalhes de seccionamento e aterramento de cercas, etc

11.3. Formato e Tipo de Papel

A nanquim ou plotado, o desenho do projeto deve ser feito nos formatos A1, A2, A3 ou A4 em papel vegetal. No caso de projetos para atendimento a novas localidades, grandes loteamentos e grandes reformas, deve ser usada cópia reproduzível do mapa semi-cadastral para o desenho do projeto. Havendo complexidade no projeto de reforma ou modificação, dois desenhos devem ser feitos, sendo um para a situação de “retirar” e outro para “a instalar”.

11.4. Cálculo de Queda de Tensão

Deve constar do projeto o cálculo de queda de tensão obedecendo aos limites fixados anteriormente. Este cálculo será efetuado utilizando os “Coeficientes Unitários de Queda de Tensão” (% para MVA x km), correspondentes às bitolas dos condutores, conforme indicado na tabela 4, e levando em conta o horizonte do projeto. Os cálculos deverão ser feitos utilizando-se a tabela 3.

11.5. Cálculo de Flecha e Tensão

Deverá ser apresentado conforme tabela 15.

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11.5.1 - Forma de preenchimento

11.5.1 - Forma de preenchimento ∑ Trecho de Ancoragem Deverão ser anotados os trechos com estruturas

Trecho de Ancoragem

Deverão ser anotados os trechos com estruturas de ancoragem.

Vão Regulador

Anotar o valor do vão regulador calculado para o referido trecho de ancoragem.

Vãos Básicos

Deverá ser anotado o valor do vão básico (gabarito) utilizado no trecho.

Tensões

Nas colunas de tensões correspondentes a cada temperatura, os valores a serem

preenchidos serão aqueles existentes em tabela para o vão adotado (tabelas 21e 22).

Estruturas

Nesta coluna deverão ser anotados os tipos de estruturas existentes nos intervalos

de ancoragem. Caso não exista será o próprio trecho de ancoragem.

Vãos

Preencher nesta coluna os comprimentos reais entre vãos.

Flechas

Para determinação das flechas que não existam nas tabelas, utilizar a expressão

abaixo:

a

a 1

2

F

2

=

F

1

F 2 = F  1  2  

2

 

F 1 – Flecha do vão básico adotado (m)

F 2 – Flecha a calcular (m)

a 1 – Vão básico adotado (m)

a 2 – Vão desejado (m)

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11.6. Tabela de Locação

Deverá ser apresentada conforme tabela 14.

11.6.1 - Forma de preenchimento

conforme tabela 14 . 11.6.1 - Forma de preenchimento Nesta tabela, deverão ser colocados em seqüência:

Nesta tabela, deverão ser colocados em seqüência: a numeração das estruturas consideradas no perfil, tipo da estrutura, existência de aterramento, número de estais longitudinais e laterais e valor do ângulo. Na coluna de locação deverá ser colocado o número da estaca mais próxima ao perfil e sua distância com relação à estaca que neste caso deverá ser notificado se a distância é para mais ou para menos.

11.7. Simbologia

Deverá ser usada a simbologia constante nos desenhos nº 31 a 33, bem como os detalhes construtivos apresentados no desenho nº 34.

11.8. Dados que Devem Constar nos Projetos

Devem constar no desenho do projeto todos os detalhes mencionados nos itens 8 e 9 ( Dimensionamento Elétrico e Dimensionamento Mecânico ), ou seja:

Comprimento e resistência dos postes;

Especificação das estruturas;

Especificação de estaiamento;

Indicação dos vãos, em metros;

Tipo dos condutores;

Número de fases e potências dos transformadores;

Número de fases, bitola e tensão do primário e neutro;

Especificação das fases;

Indicação do vão regulador, quando existir mais de um vão contínuo;

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∑ Número seqüencial das estruturas; ∑ Corrente nominal das chaves-fusíveis dos ramais; ∑ Especificação dos

Número seqüencial das estruturas;

Corrente nominal das chaves-fusíveis dos ramais;

Especificação dos elos-fusíveis dos ramais;

Corrente nominal das chaves seccionadoras;

Pára-raios e aterramento;

Corrente nominal das bobinas série e terra, seqüência de operação e ajustes de

religadores e seccionalizadores;

Capacidade e ajustes de reguladores de tensão;

Capacidade, tipo de ajustes do comando do banco de capacitores;

Título e número do projeto;

Observações que se fizerem necessárias;

Assinatura do responsável técnico e número de registro no CREA.

11.9. Relação de Materiais e Determinação da Mão-de-Obra

Devem ser preparados para todos os projetos, segundo os critérios descritos no item 10.

11.10. Desenhos e Informações Complementares

Desenho na Planta Detalhe da Linha Rural:

Critérios para Elaboração

Para fins de cadastramento, todas as extensões ou modificações devem ser

desenhadas na planta detalhe, escala 1: 25.000.

Formatos e Tipos de Papel

O desenho do projeto deve ser feito a tinta nanquim, em papel vegetal no original

em formatos padronizados ou digitalizado em papel de tamanho adequado.

Simbologia

Deve ser usada a constante nos desenhos 31 a 33.

Dados a Constar

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Devem constar no desenho da planta detalhe de rede rural os seguintes dados: - Usinas

Devem constar no desenho da planta detalhe de rede rural os seguintes dados:

- Usinas geradoras, subestações e linhas de transmissão, todas elas com indicação de nome e propriedade e tensão de operação das linhas de transmissão;

- Rede de Distribuição, com indicação da propriedade, caso seja particular;

- Tensão de operação;

- Número de condutores fase e neutro e bitola dos mesmos;

- Especificação das fases do primário.;

- Indicação de todos os postes e tipo de estruturas;

- Número de fases e potência do transformador;

- Corrente nominal e número operativo das chaves-fusíveis de derivações;

- Especificação dos elos-fusíveis das derivações;

- Corrente nominal de chaves seccionadoras, número operativo e indicação de operação (NA ou NF);

- Capacidade da bobina série e bobina terra, seqüência de operação e ajustes de religadores e seccionalizadores;

- Pára-raios e aterramento, inclusive de transformadores;

- Capacidade e ajustes de reguladores de tensão;

- Potência e tipo de ajustes do comando de banco de capacitores;

- Indicação de especificações especiais;

- Notas que se fizerem necessárias;

- Indicação do nome de todo consumidor novo no lugar reservado para os mesmos.

11.11. Atualização Cadastral das RDR Construídas

Projetos Elaborados pela Concessionária

Ao ser vistoriada a obra, após sua conclusão, o setor de fiscalização deverá verificar se a construção foi executada conforme o projeto. Nesse caso dar o certificado de “como construído” na cópia do projeto e enviá-la ao setor de mapeamento e cadastramento. Caso contrário, mas aprovada a obra, anotar na cópia, todas as

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VERSÃO 2.0

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modificações efetuadas no projeto indicando o “como construído” e enviar a cópia ao setor de

modificações efetuadas no projeto indicando o “como construído” e enviar a cópia ao setor de mapeamento e cadastramento, para atualização.

Projetos Elaborados por Empreiteiros e Aprovados pela CONCESSIONÁRIA

Os procedimentos para apresentação e aprovação desses projetos na Concessionária estão descritos no item 12. Da mesma forma, o setor de fiscalização, ao vistoriar a obra, após sua conclusão, deverá verificar a conformidade desta com o projeto. Em caso positivo, dar o certificado “Como Construído” na cópia do projeto e enviá-la

ao setor de mapeamento e cadastramento. Caso contrário, o empreiteiro deverá atualizar

o projeto, conforme construído e enviar para a Concessionária para que a mesma o envie ao setor de mapeamento e cadastramento, para atualização.

11.12. Travessias, Aproximação de Aeroportos e Casos Especiais

Deverão ser preparados os detalhes relativos a projetos de travessias sempre

que estas ocorrerem sobre ou sob estradas de rodagem federal e estadual, estradas de

ferro, rede de telecomunicações, linhas de transmissão, de distribuição, oleodutos, gasodutos, etc.

Os critérios vigentes para elaboração dos desenhos de travessias constam nos

desenhos n.º 02 a 05. A aprovação dos desenhos de travessias será feita pelo setor de projetos, que o encaminhará para as providências legais pertinentes. Quando o projeto não for elaborado pela Concessionária, os desenhos das travessias deverão ser apresentados para análise já aprovados pelo respectivo órgão.

Onde houver cruzamento da rede de distribuição com cerca de arame esta

deverá ser aterrada e o seccionamento deverá localizar-se próximo ao limite da faixa de

servidão, 7,5 m de cada lado do eixo da rede, conforme desenho 51 da NDU-005. Quando a cerca de arame for paralela à rede de distribuição, a uma distância de até 20 m,

a cerca deverá ser aterrada a cada 250 m, conforme desenho 50 da NDU-005.

Não serão permitidas emendas no vão da travessia.

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∑ No caso de águas não navegáveis a distância mínima nas condições do item anterior

No caso de águas não navegáveis a distância mínima nas condições do item

anterior deverá ser de 6 m.

Para a execução da travessia deverá ser previamente solicitada licença ao

órgão responsável.

No caso de projetos nas proximidades de aeroportos, deverá ser observado o

plano básico de zonas de proteção a Aeródromos, conforme desenho 01.

12. PROJETO DE RDR ELABORADO POR TERCEIROS

Os procedimentos a serem

seguidos, depois de mantidos os entendimentos

preliminares com os consumidores, deverão ser os descritos a seguir:

A

empreiteira

deverá

elaborar

o

projeto

da

RDR,

para

atendimento

aos

consumidores, conforme os critérios estabelecidos nesta norma.

Apresentar o projeto ao setor competente da Concessionária, para análise e

aprovação. O projeto deve ser apresentado conforme o disposto no item 11 dessa norma, em duas vias impressas ou em arquivos eletrônicos, através de carta solicitando a aprovação de projeto (2 vias) impressas ou em arquivo eletrônico, mostrada no anexo 2 .

O setor competente da Concessionária terá o prazo de 30 (trinta) dias corridos

para analisar e devolver o projeto ao solicitante. Caso o projeto seja aprovado e haja necessidade de reforma, modificação e/ou instalação de equipamentos na rede existente, para absorver as novas cargas, sua execução fica condicionada ao atendimento dos prazos exigidos pela legislação. Caso o projeto seja reprovado, o setor competente indicará os motivos da reprovação para providências do solicitante, que deverá representá-

lo, depois de corrigido, conforme indicado no item “b” anterior.

Anexo ao projeto deverá ser entregue, devidamente preenchido e registrado em

Cartório o termo de “Constituição Amigável de Servidão” (anexo 3), quando a rede tiver

que atravessar por propriedades de terceiros.

Quando a rede a ser construída derivar de rede particular, deverá ser entregue

com o projeto o “Termo de Autorização e Responsabilidade Mútua”, anexo 4, devidamente registrada em Cartório.

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Após

a

∑ Após a conclusão da obra a empreiteira deverá entrar com o “Pedido de Inspeção”, conforme

conclusão da obra a empreiteira deverá entrar com o

“Pedido de

Inspeção”, conforme anexo 5.

13. NOTAS COMPLEMENTARES

Em qualquer tempo e sem necessidade de aviso prévio, esta Norma poderá

sofrer alterações, no seu todo ou em parte, por motivo de ordem técnica e/ou devido a

modificações na legislação vigente, de forma a que os interessados deverão, periodicamente, consultar a Concessionária.

Os casos não previstos nesta norma, ou aqueles que pelas características

exigirem tratamento à parte, deverão ser previamente encaminhados à concessionária, através de seus escritórios locais, para apreciação conjunta da área de projetos / área de estudos.

É parte integrante desta norma a NDU-021 (Adendo às Normas de Distribuição

Unificadas da ENERGISA à Norma Regulamentadora Nº010 – NR 010).

NDU-007

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MARÇO/2010

14. ANEXO I – AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM Pelo presente instrumento de AUTORIZAÇÃO

14. ANEXO I – AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM

AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM

Pelo presente instrumento de AUTORIZAÇÃO DE PASSAGEM, Eu,

, proprietário do imóvel ,

denominado

localizado no

, autorizo de forma irretratável e irrevogável

que a CONCESSIONÁRIA, ou através da firma empreiteira autorizada para execução de tal serviço, venha a utilizar o terreno de minha propriedade para a passagem de rede elétrica, renunciando a qualquer forma de indenização financeira ou material, comprometendo-me ainda a não plantar qualquer forma de vegetação cuja cultura venha a atingir os condutores elétricos, e não utilizar o método de queimada de vegetação dentro da faixa de 7,5 m de cada lado do eixo da rede de distribuição elétrica destinado a passagem da mesma, bem como, na hipótese de alienação da propriedade, comunicar ao eventual comprador, sobre a presente transação, de forma tal a mantê-la de forma boa, firme e valiosa qualquer tempo, inclusive com herdeiros.

, no Município de

,

de

de

Assinatura

RG:

CPF:

CÔNJUGE:

RG:

CPF:

TESTEMUNHAS:

CPF:

NDU-007

Assinatura

CPF:

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 47 -

Assinatura

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15. ANEXO II – PEDIDO DE APROVAÇÃO DE PROJETO (Modelo) TIMBRE DA EMPREITEIRA   ,

15. ANEXO II – PEDIDO DE APROVAÇÃO DE PROJETO

(Modelo) TIMBRE DA EMPREITEIRA

 

,

de

de

A Concessionária:

 

DEPD:

Assunto: Pedido de Aprovação de Projeto

 

Prezado Senhor:

 

Vimos

pelo

presente

solicitar

a

Vossa

Senhoria

a

 

aprovação

do

projeto

 

para

atender ao(s)

cliente(s)

Ramal Urbano

Trifásico

(

)

Monofásico

(

)

Ramal Rural

Trifásico

(

)

Monofásico

(

)

Projeto n.º

(

)

Obra da CONCESSIONÁRIA

(

)

Obra de Terceiros

 

(

)

N.º da ART Localidade:

(

)

Endereço:

Atenciosamente,

Responsável Técnico CREA N.º

NDU-007

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16. ANEXO III – CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE SERVIDÃO CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE SERVIDÃO OUTORGANTE: CPF:

16. ANEXO III – CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE SERVIDÃO

CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE SERVIDÃO

OUTORGANTE:

CPF:

PROPRIEDADE:

REG. INCRA:

REGIÃO:

MUNICÍPIO:

OUTORGADO:

CPF:

PROPRIEDADE:

REGIÃO:

REG. INCRA:

MUNICÍPIO:

Pela presente “Constituição Amigável de Servidão”, e na melhor forma de direito, fica justo e combinado entre as duas partes acima, o seguinte:

1. O OUTORGANTE declara que, na qualidade de senhor e possuidor do imóvel acima citado, foi solicitado pelo OUTORGADO para lhe permitir utilizar-se de parte do aludido imóvel a fim de sobre ele atravessar e construir uma linha de distribuição elétrica, ligando a linha de distribuição da (Empresa Energética de Sergipe – CONCESSIONÁRIA) a sua propriedade rural, ao que ele OUTORGANTE aquiesce, estabelecendo-se, como estabelecida fica, em favor do OUTORGADO uma servidão predial.

2. A servidão ora constituída, será exercida sobre o imóvel do OUTORGANTE em uma faixa de terreno de 15 (quinze) metros de largura, e cujo comprimento será igual ao da rede elétrica, sendo vedado qualquer tipo de construção ou plantação de elevado porte na referida faixa.

Parágrafo Único: Fica contratado ainda que, os OUTORGANTES, continuarão utilizando da área objeto da presente servidão, abstendo-se em conseqüência de erguerem quaisquer benfeitorias ou fazerem plantações de porte elevado na área objeto do presente contrato e, em paralelo à faixa de servidão, de árvores cujo porte seja maior que a referida faixa, tais como Eucalipto, com o intuito de evitar a projeção das mesmas sobre a rede.

3. Dentro da área da faixa de servidão referida, o OUTORGADO poderá, por seus propostos, atravessar e construir a linha mencionada, ampliá-la quando julgar conveniente, e fazer todas as obras necessárias à conservação da linha.

NDU-007

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4. Fica estabelecido entre as duas partes, que o contido neste instrumento é de caráter

4. Fica estabelecido entre as duas partes, que o contido neste instrumento é de caráter irrevogável, independente de outros entendimentos e será garantido para cada um, seus herdeiros e sucessores.

E, por haverem ajustado e combinado, mandaram elaborar este instrumento em 04(quatro) vias de igual teor, que depois de lidas e achadas conforme, irão assinadas pelas partes juntamente com as testemunhas abaixo, a tudo presentes.

Este instrumento será isento de imposto pelo Decreto-Lei n.º 2.281, de 05.06.40. Dão à este, para efeitos legais, o valor de R$

OUTORGANTE

OUTORGADO

TESTEMUNHAS:

NDU-007

CPF:

,

de

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 50 -

de

ESPOSA

ESPOSA

CPF:

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- RESPONSABILIDADE MÚTUA

ANEXO

17.

IV

TERMO

- RESPONSABILIDADE MÚTUA ANEXO 17. IV TERMO DE AUTORIZAÇÃO E DE TERMO DE AUTORIZAÇÃO E DE

DE

AUTORIZAÇÃO

E

DE

TERMO DE AUTORIZAÇÃO E DE RESPONSABILIDADE MÚTUA

CEDENTE:

CPF:

PROPRIEDADE:

REG. INCRA:

REGIÃO:

MUNICÍPIO:

CESSIONÁRIO:

CPF:

PROPRIEDADE:

REG. INCRA:

REGIÃO:

MUNICÍPIO:

Pelo presente “Termo de Autorização e de Responsabilidade Mútua” e na melhor forma de direito, fica estabelecido, entre as partes acima, o seguinte:

1. O CEDENTE possuidor de uma linha condutora de energia elétrica, que serve a sua propriedade acima citada, concorda e autoriza ao CESSIONÁRIO a ligar na referida linha, um ramal para fornecimento de energia à sua propriedade.

2. O CEDENTE desde já concorda e autoriza que sejam feitas em sua linha as modificações que se fizerem necessárias inclusive troca de postes e acessórios para a saída do novo ramal que irá servir a propriedade do CESSIONÁRIO.

3. O CESSIONÁRIO, ao receber, como de fato recebe, esta concordância e autorização do CEDENTE, por sua parte concorda que todas as despesas decorrentes de serviços de manutenção, reparos, acidentes, danos a terceiros, ou qualquer outro tipo de despesa que hajam no trecho da linha do Cedente, que vai do ponto de partida do seu ramal até a derivação do ramal na rede da Concessionária, sejam divididas em partes iguais entre o CEDENTE e o CESSIONÁRIO.

4. Ambas as partes concordam que o fornecimento de energia elétrica à propriedade de uma das partes seja suspenso pela CONCESSIONÁRIA, caso a mesma constate defeito na linha de distribuição e/ou ramal, ou mesmo quando na instalação interna de uma das partes, se estiver prejudicando a outra.

5. Ambas as partes concordam em que a linha serve ao CEDENTE e a que servirá ao CESSIONÁRIO ficarão definitivas como intermediárias de transporte de energia

NDU-007

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elétrica, ainda que aos mesmos não mais interesse, por qualquer motivo, que as obrigações e

elétrica, ainda que aos mesmos não mais interesse, por qualquer motivo, que as obrigações e responsabilidades relativas ao novo ramal ficarão a cargo do CESSIONÁRIO. 6. Fica estabelecido entre as partes que o contido no presente TERMO é de caráter irrevogável, independente de outros entendimentos e será garantido por si, seus herdeiros e sucessores.

E, por haverem ajustado e combinado, mandaram elaborar este instrumento em 4 (quatro) vias de igual teor, que depois de lidas e achadas conforme, irão assinadas pelas partes juntamente com as testemunhas abaixo, a tudo presentes.

 

,

de

de

CEDENTE

ESPOSA

CESSIONÁRIO

ESPOSA

TESTEMUNHAS:

NDU-007

CPF:

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 52 -

CPF:

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18. ANEXO V – INSPEÇÃO DA OBRA

(Modelo) TIMBRE DA EMPREITEIRA

,

de

A Concessionária:

Setor:

Assunto: Inspeção da obra

Prezado Senhor:

de

Setor: Assunto: Inspeção da obra Prezado Senhor: de Vimos pelo presente, solicitar a V. S.a a

Vimos pelo presente, solicitar a V. S.a a inspeção dos serviços referentes ao

projeto,

Responsável pela Obra:

Solicitante da Obra:

Local da Obra:

N.º do Projeto:

Descrição da Obra:

N.º ART de Construção:

Atenciosamente,

NDU-007

Responsável Técnico:

CREA Nº :

ESE/EPB/EBO/EMG/ENF - 53 -

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19.

TABELAS

19. TABELAS TABELA 01 - Fatores de demanda TABELA 02 - Fatores de multiplicação TABELA 03

TABELA 01 - Fatores de demanda TABELA 02 - Fatores de multiplicação TABELA 03 - Cálculo de queda de tensão TABELA 04 - Coeficiente unitário de queda de tensão (%MVA x km) TABELA 05 - Características dos cabos de alumínio CAA/CA TABELA 06 - Características dos transformadores TABELA 07 - Critérios orientativos para instalação de dispositivos de proteção em RDR TABELA 08 - Elos fusíveis para transformadores monofásicos TABELA 09 - Elos fusíveis para transformadores trifásicos TABELA 10 - Elos fusíveis para bancos de capacitores TABELA 11 - Dimensionamentos dos elos fusíveis TABELA 12 - Postes padronizados TABELA 13 - Comprimento e resistência mínimos de poste para instalação de equipamentos TABELA 14 - Tabela de locação TABELA 15 - Tabela de regulação de cabos TABELA 16 - Condição de EDS(%) máxima por tipo de cabo TABELA 17 - Critério de utilização de estruturas TABELA 18 - Distâncias entre os condutores e o solo TABELA 19 - Distâncias entre os condutores de circuitos diferentes TABELA 20 - Pesos dos cabos TABELA 21 - Flecha, tensão e esforço em postes (Energisa Borborema, Energisa Sergipe e Energisa Paraíba) TABELA 22 - Flecha, tensão e esforço em postes (Energisa Nova Friburgo e Energisa Minas Gerais)

NDU-007

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TABELA 1 FATORES DE DEMANDA NÚMERO DE TRANSFORMADORES F.D. (%) 1 100 2 70 3

TABELA 1

FATORES DE DEMANDA

NÚMERO DE TRANSFORMADORES

F.D. (%)

1

100

2

70

3

60

4 a 5

50

6 a 10

40

ACIMA DE 10

30

TABELA 2

FATORES DE MULTIPLICAÇÃO

TAXA DE CRESCIMENTO (%)

 

ANOS

5

10

1

1,051

1,105

2

1,104

1,219

3

1,159

1,344

4

1,217

1,480

5

1,276

1,629

6

1,388

1,791

7

1,403

1,967

8

1,469

2,159

9

1,539

2,367

10

1,611

2,594

NDU-007

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TABELA 3 - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO ORGÃO: TÍTULO

TABELA 3 - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO

CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO ORGÃO: TÍTULO DO PROJETO : FOLHA: NÚMERO : PRIM. :
CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO
ORGÃO:
TÍTULO DO PROJETO :
FOLHA:
NÚMERO :
PRIM. :
F.T.
DATA:
(Alimentador)
PROJETISTA :
TRECHO
CARGA
QUEDA DE TENSÃO
Distribuída
CONDUTOR
Descrição
Comprimento
Acumulada
no fim do
Trecho
Total
Unitária
No Trecho
TOTAL
no Trecho
A
B
C
D
E=(C/2+D) B
F
G
H =E x G
I
Primário
km
MVA
MVA
MVA x km
AWG
%
%
%
Secundário
100m
kVA
kVA
kVA x 100m
DEMANDA :
NDU-007
ESE/EPB/EBO/EMG/ENF
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TABELA 4 ( TRIFÁSICO ) COEFICIENTES UNITÁRIOS DE QUEDA DE TENSÃO ( % PARA MVA

TABELA 4 ( TRIFÁSICO )

COEFICIENTES UNITÁRIOS DE QUEDA DE TENSÃO ( % PARA MVA x km ) MT TRIFÁSICO

   

SISTEMA TRIFÁSICO

 

BITOLA

 

V = 11,4 kV

 

= 1,322 m

 

-

e . e.

DO

CONDUTOR

CONDUTOR CA

   

CONDUTOR CAA

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

4

1,240

1,216

 

1,317

1,294

2

0,781

0,841

 

0,866

0,935

1/0

0,491

0,600

 

0,574

0,699

4/0

0,245

0,392

 

0,303

0,461

336,4

0,154

0,309

 

0,157

0,306

   

SISTEMA TRIFÁSICO

 

BITOLA

 

V = 13,8 kV

 

= 1,322 m

 

-

e . e.

DO

CONDUTOR

CONDUTOR CA

   

CONDUTOR CAA

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

4

0,846

0,830

 

0,899

0,883

2

0,533

0,574

 

0,591

0,638

1/0

0,335

0,410

 

0,392

0,477

4/0

0,167

0,267

 

0,207

0,315

336,4

0,105

0,211

 

0,107

0,223

   

SISTEMA TRIFÁSICO

 

BITOLA

 

V = 22 kV

 

= 1,322 m

 

-

e . e.

DO

CONDUTOR

CONDUTOR CA

     

CONDUTOR CAA

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

 

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

4

0,333

0,327

   

0,354

0,348

2

0,210

0,226

   

0,233

0,251

1/0

0,132

0,161

   

0,154

0,188

4/0

0,066

0,105

   

0,081

0,124

336,4

0,041

0,083

   

0,042

0,082

NDU-007

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TABELA 4 ( MONOFÁSICO ) COEFICIENTES UNITÁRIOS DE QUEDA DE TENSÃO ( % PARA MVA

TABELA 4 ( MONOFÁSICO )

COEFICIENTES UNITÁRIOS DE QUEDA DE TENSÃO ( % PARA MVA x km ) MT MONOFÁSICO

SISTEMA MONOFÁSICO

BITOLA

DO

CONDUTOR

V = 6,58 kV

-

e . e.

=

0,8 m

CONDUTOR CA

CONDUTOR CAA

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

COS Ø = 1

COS Ø = 0,8

4

7,442

7,192

7,904

7,660

2

6,062

6,063

6,551

6,582