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UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - FESURV Faculdade de Medicina Disciplina de Medicina Interdisciplinar em Saúde

UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - FESURV

Faculdade de Medicina

Disciplina de Medicina Interdisciplinar em Saúde Coletiva

MISCO nº 1

Projeto interdisciplinar de políticas públicas de saúde

A INFLUÊNCIA DAS ATIS NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELITUS E OBESIDADE.

Acadêmicos: Joaquim Dias da Costa Neto

Júlia Brito Bueno

Júlia Medeiros

Kassandra Barros

Milena Albino Chagas

Preceptor (a): Lara Cândida de Sousa Machado

Rio Verde, 2012, 1º semestre.

UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - FESURV Faculdade de Medicina Disciplina de Medicina Interdisciplinar em Saúde

UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - FESURV

Faculdade de Medicina

Disciplina de Medicina Interdisciplinar em Saúde Coletiva

MISCO Nº 1

Projeto interdisciplinar de políticas públicas de saúde

Joaquim Dias da Costa Neto, Júlia Brito Bueno, Júlia Medeiros, Kassandra Barros e Milena Albino Chagas.

A INFLUÊNCIA DAS ATIS NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELITUS E OBESIDADE.

Projeto apresentado ao MISCO I sobre a orientação da professora Lara da Universidade de Rio Verde - FESURV

Rio Verde, 2012, 1º semestre

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

05

OBJETIVOS

08

2.1. Objetivo geral

08

2.2. Objetivos específicos

08

REVISÃO DE LITERATURA

09

3.1. ENVELHECIMENTO HUMANO

09

3.1.2.

Envelhecimento populacional

10

3.2. ACADEMIAS DA TERCEIRA IDADE (ATI’S)

12

3.3. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA

14

3.3.1. Conceito e fisiopatologia

14

3.3.2. Fatores de risco da hipertensão arterial

15

3.3.3. Diagnostico

17

3.3.4. Tratamento

18

3.3.5. Epidemiologia

19

3.4. OBESIDADE

21

3.4.1. Conceito e transmissão

21

3.4.2. Fisiopatologia

22

3.4.3. Fatores de risco e diagnostico

23

3.4.4. Tratamento

24

3.4.5. Epidemiologia

25

3.5. DIABETES MELLITUS

26

3.5.2.

Fisiopatologia

27

3.5.3. Fatores de risco

28

3.5.4. Diagnostico

29

3.5.5. Tratamento

30

3.5.6 Epidemiologia

32

3.6. RELAÇÕES

33

3.6.1. Relação da hipertensão arterial com a obesidade

33

3.6.2. Relação da hipertensão arterial com diabetes mellitus

34

METODOLOGIA

37

CRONOGRAMA

39

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

40

5

INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e recente que se

processa de forma gradual, contínua e irreversível afetando todos os setores da vida humana. Os determinantes da boa qualidade de vida na velhice variam de idoso para idoso, porém a região na qual reside, os hábitos alimentares, práticas de exercícios físicos e outros aspectos determinam a condição de saúde dos idosos.

Atualmente há uma maior expectativa de vida e longevidade. Partindo disso o envelhecimento esta se dando de forma cada vez mais sedentária diminuindo progressivamente a capacidade funcional com prováveis prejuízos na qualidade de vida dos indivíduos, portanto exercícios físicos são de extrema importância. Sabendo disso criou-se as Academias da Terceira Idade (ATI’s) que são padronizadas em praticamente todo o país, contam com aproximadamente 10 equipamentos de ginástica destinados a alongar, fortalecer e desenvolver a musculatura, além de trabalhar a capacidade aeróbica, que vai sendo perdida de acordo com o envelhecimento. Com o acompanhamento de um educador físico um grupo basta de apenas 30 minutos diários para um bom desempenho. É um projeto novo que desde 2006 está ‘invadindo’ o país.

À medida que envelhecemos, aumenta a prevalência de hipertensão, por

exemplo, podendo esta acometer 54% da população acima de 65 anos e 65% dos pacientes acima de 70 anos. Indivíduos entre 55 e 65 anos têm 90% de chance de desenvolver hipertensão arterial ao longo da vida, com o aumento da idade, o estilo de vida começa a mudar, a refeição se torna uma obrigação e acaba o prazer de se alimentar bem. A atividade física já não é uma constante e os demais fatores ambientais que interferem para a instalação dessa patologia. Parte considerável dos pacientes hipertensos apresenta morbidades como diabetes e obesidade, além de outros fatores de risco, como sedentarismo.

A hipertensão arterial é uma doença caracterizada pela elevação crônica da

pressão arterial sistólica de 120 para a cima de 139 mmHg e/ou da pressão arterial diastólica de 80 para a cima de 89 mmHg. É uma doença crônica e não transmissível ocasionada por vários fatores como a hereditariedade, os desequilíbrios fisiológicos e os hábitos de vida; os fatores de risco para a hipertensão arterial são a idade, sedentarismo, obesidade, etilismo, ingestão em excesso de alimentos hipercalóricos e/ou com sódio,

tabagismo, estresse, envelhecimento e o baixo consumo de frutas e hortaliças. Existem

fatores biológicos e físicos que influenciam o aparecimento da hipertensão arterial como

o gênero masculino, a idade, a etnia negra, influência genética, obesidade, baixa

escolaridade, diabetes, entre outros. O diagnostico é feito com o uso de um estetoscópio e de um esfigmomanômetro, aferindo as pressões (sistólica e diastólica) e comparando com os valores de normalidade. O tratamento é feito principalmente com o uso de medicamentos. É uma doença que deve ser levada com extrema importância afinal é fator de risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas e cerebrovasculares. Dados do Framingham Heart Study sugerem que ao ganho de peso está associado ao desenvolvimento de hipertensão em 78% dos homens e 65% das mulheres. A redução do índice de massa corporal (IMC) faz com que os níveis tensionais apresentem quedas expressivas, sendo este um dos pilares da abordagem não farmacológica da doença. A prevalência da obesidade e do sobrepeso vem aumentando

ao longo dos anos em todas as faixas etárias em várias partes do mundo. A obesidade é definida como um acumulo excessivo de gordura corporal que acarreta prejuizos à saúde. É considerada uma Doença Cronica Não-Tranmissível e com altos índices de prevalência. A alimentação inadequada, falta de atividades físicas, fatores sociais e genéticos, vícios, entre outros são alguns dos fatores responsáveis pelos altos índices. Como prevenção e tratamento aconselha-se uma alimentação saudavel e atividades físicas. Sabe-se tambem que a prevalência de hipertensão em indivíduos diabéticos é duas vezes maior que numa população de não diabéticos, estima-se que 35% a 75% das complicações do diabete possam ser atribuídos à hipertensão. A diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível caracterizada por hiperglicemia e associada a complicações decorrentes da falta de insulina e/ou capacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos. Algumas dessas complicações podem ser observadas em disfunções e insuficiência de vários órgãos. Ela atinge mais de 7% da população

brasileira e seu tratamento é principalmente insulina injetável. Através das atividade práticas realizadas pelos acadêmicos de medicina da Universidade de Rio Verde FESURV, na Unidade Básica de Saúde do bairro Veneza,

onde se encontra uma Academia da Terceira Idade (ATI) e também levando em consideração a gravidade e a alta prevalência de hipertensos na terceira idade, observou-

se a necessidade de um estudo que além de mostrar a importancia dos cuidados com a

pressão arterial leva em consideração outras morbidades que estao associadas a doença, como diabetes e obesidade. Pretende-se avaliar o grupo de idosos que frequentam a Academia da Terceira Idade em relação à pressão arterial relacionando com seus Indices de Massa Corporea (IMC) e diabetes, instruindo-lhes de forma necessária para além do tratamento uma melhor qualidade de vida. Com isso estes idosos poderão ficar cientes se são portadores de algumas dessas morbidades, como trata-las e além de serem incentivados a continuar com as atividades nas ATI’s saberão os benefícios de estarem ali. Portanto, com o intuito de levar informações e beneficiar os idosos visa-se sobretudo uma melhor qualidade de vida daquela populção.

8

2.1. Objetivo geral:

OBJETIVOS

- Avaliar as características morfofuncionais dos idosos da Academia da Terceira Idade

2.2. Objetivos específicos:

- Relacionar o perfil funcional com o antropométrico (Pressão arterial e Índice de Massa Corpórea)

- Demonstrar a importância das Academias da Terceira Idade no controle das doenças crônicas (Hipertensão Arterial e Diabetes Melitus)

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REVISÃO DE LITERATURA

3.1. Envelhecimento humano

Levando em consideração os aspectos sociais, comportamentais, morfológicos, fisiológicos ou celulares, o envelhecimento pode ser definido de várias maneiras. Mas em seu sentido mais amplo, envelhecimento é um fenômeno contínuo, durante o qual ocorre o declínio progressivo dos processos fisiológicos de um indivíduo. (LATA, Hem, ALIA, Lily 2007)

A idade cronológica está diretamente ligada ao envelhecimento, e pode ser usada como referência para esse, sendo que, consensualmente são designados idosos os indivíduos que possuem mais de 65 anos de idade. (BOTELHO, MA, 2007)

Todos os processos fisiológicos envolvidos na manutenção da homeostase, como: controle da temperatura; controle do pH; controle da glicose; manutenção do balanço eletrolítico e de flúido, tornam-se menos efetivos com o avanço da idade. Comumente um indivíduo idoso é capaz de exercer suas atividades normais quando exposto a condições basais e de repouso, contudo o déficit relacionado à idade é visível quando essa pessoas é levada a algum tipo de stress. (LEE, KS et al, 1991)

No Sistema Cardiovascular, o envelhecimento está ligado a: hipotrofia do músculo estriado esquelético cardíaco, principalmente no ventrículo esquerdo; calcificação das válvulas do coração; perda da elasticidade na parede das artérias (arteriosclerose) e acúmulo de material gorduroso nas artérias, como o colesterol (aterosclerose); diminuição da frequência cardíaca máxima, levando a um decréscimo do fluxo sanguíneo, que resulta na diminuição da capacidade física, da função hepática e renal, e da nutrição celular em geral (LATA & ALIA, 2007).

Constata-se que no Sistema Respiratório, o aumento da idade pode causar:

aumento da calcificação dos ossos da costela, principalmente nas áreas próximas ao esterno, levando a uma progressiva rigidez da parede torácica, e consequentemente à redução da capacidade máxima respiratória; diminuição das células ciliadas e produtoras de muco do trato respiratório, aumentando o risco de infecções por microrganismos presentes no ar; perda gradual de elasticidade do pulmão, causando

diminuição da área superficial dos alvéolos pulmonares, podendo gerar um enfisema senil. (KNIGHT, NIGMA, 2008)

Tem-se que no Sistema Musculoesquelético a sarcopneia (perda da força e massa muscular) está relacionada diretamente com o envelhecimento. Com o acréscimo da idade, a diminuição do número de proteínas nas unidades contráteis do músculo, a degeneração das placas motoras, e a desnervação são os fatores que levam ao decréscimo da potência e massa muscular. Uma pessoa aos 70 anos de idade, pode ter tido um decréscimo de 30% da sua potência muscular, e de 40% de sua massa muscular, essa hipotrofia muscular pode levar a redução da capacidade de respirar profundamente, redução da atividade gastrointestinal e consequente constipação, e também a incontinência urinária. Na velhice, também é verificado diminuição na densidade óssea, queda do teor mineral ósseo e maior porosidade óssea, o que pode levar a doenças como osteoporose, e aumentando também o risco de fraturas ósseas. Também pode ocorrer calcificação da coluna vertebral, resultando em uma mudança de postura. A articulações também podem sofrer alterações, sendo que a artrite é a condição crônica mais comum em idosos ( ALVES JUNIOR, 2009; LATA & ALIA, 2007).

3.1.2. Envelhecimento Populacional

Nos últimos anos o envelhecimento vem sendo observado não apenas de maneira individual, mas também de maneira coletiva, passando assim a ser chamado de envelhecimento populacional. O aumento da proporção de idosos é um fenômeno mundial, quase todos os países encontram-se em algum estágio desse processo. Este aumento não e algo repentino ou Inesperado, mas, resulta de transformações demográficas que aconteceram nas últimas décadas. (RAMOS, VERAS et al 1987)

Uma determinada população torna-se mais velha quando sua proporção de indivíduos idosos cresce mais que sua proporção de pessoas jovens, ou seja, o envelhecimento populacional é resultado da constante diminuição da taxa de fertilidade, aliado ao aumento da expectativa de vida. Esse processo de transição demográfico foi primeiramente observado na Europa, durante a Revolução Industrial, onde se observou uma grande queda na taxa de fertilidade. O aumento da expectativa de vida ocorreu

vagarosamente, e graças a melhorias em condições de saneamento e ao surgimento de vacinas e antibióticos. (NASRI, 2008)

O Brasil, assim como outros países da América Latina vem apresentando um

declínio progressivo em suas taxa de natalidade, semelhante ao observado na Europa, contudo, nos países europeus, essa transição demográfica foi acompanhada por aumento de renda e desenvolvimentos sociais significativos, melhorias essas que no Brasil não são expressivas. (CARVALHO; GARCIA, 2003)

O grupo etário de pessoas acima dos 65 em 1970 era de 3,5% da pulação

brasileira, enquanto em 2000 esse grupo cresceu para 5,5% da população brasileira, e estudos estimam que em 2050 esse grupo será de 19% da população brasileira. Essa transição leva à uma mudança na pirâmide etária brasileira, que passa a ter seu topo alargado (Figura 1). (NASRI, 2008)

leva à uma mudança na pirâmide etária brasileira, que passa a ter seu topo alargado (Figura
leva à uma mudança na pirâmide etária brasileira, que passa a ter seu topo alargado (Figura

12

12 Fonte: IBGE – Projeção da População do Brasil: 1980-2050.

Fonte: IBGE Projeção da População do Brasil: 1980-2050.

Figura 1 - Projeções da pirâmide etária brasileira em 2010, 2020 e 2050

3.2. ACADEMIAS DA TERCEIRA IDADE (ATI’s)

Atualmente, embora a qualidade de vida venha aumentando associada a maior expectativa de vida, o envelhecimento, em especial ainda acontece de forma sedentária, diminuindo progressivamente a capacidade funcional, com prováveis prejuízos na qualidade de vida dos indivíduos. De acordo com Macedo, os exercícios físicos melhoram as habilidades funcionais das pessoas, como caminhar, subir escadas, carregar mantimentos, entre outros. Sabe-se que a partir dos 50 anos perde-se 15% da capacidade muscular por década, e depois dos 70 anos de idade esse percentual passa a ser de 30%. Portanto, recomenda-se a musculação como a atividade mais adequada para a terceira idade. (LETTA, 2000; MACEDO, 2003).

Sabe-se que 54% das mortes por problemas cardiovasculares estão relacionadas aos hábitos diários, como alimentação e atividade física, por exemplo. A prática regular de exercícios físicos podem contribuir para o aumento da capacidade aeróbia e redução da gordura corporal e estes, quando associados a uma alimentação saudável, servem para o controle de doenças como a hipertensão, o diabetes e a obesidade, fatores determinantes que podem indicar qualidade de vida e longevidade. (CABRAL, 2006; MACEDO, 2003)

Partindo disso, Baseada em uma experiência chinesa, a Prefeitura de Maringá

lançou um projeto que está servindo de modelo para o país: a Academia da Terceira Idade (ATI). Partem de um modelo único, ou seja, é padronizada em praticamente todo

o país e contam com aproximadamente 10 equipamentos de ginástica destinados a

alongar, fortalecer e desenvolver a musculatura, além de trabalhar a capacidade aeróbica. Com o acompanhamento de um educador físico, o grupo que pratica exercícios nas ATI’s bastam 30 minutos de atividades físicas, acumulados ou não, em pelo menos 3 dias da semana para seu melhor desempenho. (MOLITERNO, 2010; FIGUEREDO, 2010.)

As ATI’s contam com aparelhos como:

- Rotação dupla diagonal: Aumenta a mobilidade das articulações dos ombros e dos cotovelos.

- Flexor e extensor de pernas, twister sentado, rotação vertical, supino reto sentado e supino inclinado sentado: um só aparelho que fortalece, alonga e aumenta a flexibilidade dos membros superiores e inferiores.

- Simulador de caminhada: Aumenta a mobilidade dos membros inferiores e desenvolve

a coordenação motora.

- Esqui: melhora a flexibilidade dos membros inferiores, quadril, membros superiores e

a função cardiorrespiratória.

- Twister: promover a flexibilidade, agilidade e relaxamento dos músculos do quadril e região lombar.

- Rotação vertical: fortalece os membros superiores e melhora a flexibilidade das articulações dos ombros.

- Surf: melhora a flexibilidade, a agilidade dos membros inferiores, quadris e região lombar.

- Alongador: Estimula o sistema nervoso central através do alongamento e fortalecimento dos grandes grupos musculares.

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3.3. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTEMICA

3.3.1. Conceito e Fisiopatologia

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica e não transmissível, estabelece-se devido alterações metabólicas, hormonais, hipertrofia cardíaca e vascular. Sendo assim, sua presença pode ser constatada pelos elevados patamares da pressão sanguínea arterial. Como foi conceituado pelo III Consenso Brasileiro de Hipertensão (SALGADO & CARVALHAES, 2003).

Os determinantes da hipertensão arterial sistêmica (HAS) podem ser ambientais

e genéticos, ou seja, é decorrente da combinação de diversos fatores. Sendo, portanto,

um distúrbio fisiológico que não é curável, mas que pode ser controlada com tratamento medicamentoso e/ou com mudanças nos hábitos diários, os quais trazem benefícios à saúde (BARRETO-FILHO & KRIEGER,2003).

A hipertensão, segundo Stamler (1970) é uma doença que promove o aumento da pressão arterial sanguínea diastólica e, geralmente, a sistólica. Tendo como parâmetro de normalidade para a pressão sistólica o valor de 120 e 180mmHg e para a diastólica o valor de 80 e 110mmHg . Portanto, o referencial numérico que determina um estado clinico de pré-hipertensão é a sistólica variando de 120-139 mmHg e a diastólica entre 80-89 mmHg (CONCEIÇÃO, et al 2005; CORDEIRO, et al 1993 ).

Segundo Neder e Borges (2006) existem fatores biológicos e físicos que determinam, ou melhor, que influenciam o aparecimento da hipertensão arterial, tais

como o gênero masculino, a idade, o consumo excessivo de álcool, a etnia negra, genética, obesidade, baixa escolaridade, nível socioeconômico, diabetes, baixa estatura

e baixo peso ao nascer. Dentre todos esses fatores que podem levar a um quadro clínico

de hipertensão arterial sistêmica o de maior relevância é a hipertrofia das paredes das

arteríolas ou quando a uma diminuição do diâmetro da circunferência das arteríolas sem sofrer qualquer alteração na musculatura (MOACYR KRIEGER, et al 1999).

Os fatores que predominam na determinação da elevação da pressão arterial nos

jovens é o gasto cardíaco (frequência cardíaca multiplicado pelo volume sistólico) e nos adultos é a pressão periférica total( diferença entre pressão arterial venosa e o fluxo médio de sangue. Já nos idosos, em especial, o processo natural de envelhecimento traz alterações significativas que se correlacionam com o desenvolvimento da hipertensão. Tendo em vista que ocorrem alterações fisiopatológicas na artéria aorta, como o aumento do diâmetro, diminuição da complacência e seu enrijecimento(MIRANDA, et al 2002; MOACYR KRIEGER, et al 1999).

As elevações da pressão arterial sistêmica deve-se aos desequilíbrios entre os fatores pressores, supressores sendo mais intensificados com os fatores ambientais. Os fatores pressores são o Sistema Nervoso Autonômico que controla o nível de vasoconstrição da circulação sistêmica; Sistema renina-angiotensina na qual promove a clivagem do Angiotensinogênio obtendo como produto a Angiotensina II e esta sim controla a homeostase cardíaca; Vasopressina que irá atuar no sistema nervoso autônomo, no sistema cardíaco e apresenta efeitos vasoconstritor; Endotelinas que apresentam-se como mediadores de vasoconstrição parácrina e mediadores nas células endoteliais. Enquanto os fatores supressores são Oxido nítrico que apresenta efeito vasodilatador, neurotransmissor, antiagregante e um mediador da secreção de renina; Prostaciclina atua como um agente antiagregante e um vasodilatador; Peptidio natriurético atrial que reduz a pressão arterial e o volume intravascular (FRANCHINI et al,1996; IRIGOYEN et al, 1999).

3.3.2. Fatores de risco

É importante ressalvar que a dinâmica do mundo tecnológico e capitalista

requereu transformações nos hábitos alimentares e de vida da sociedade brasileira expondo-os cada vez mais aos riscos cardiovasculares. A ingesta excessiva de alimentos hipercalóricos, o aumento do número de pessoas com sobrepeso ou com obesidade aliados ao sedentarismo apresentam uma influência considerável no quadro hipertensivo, além de outras doença cardíacas(JARDIM, et al 2006).

A hipertensão arterial, uma doença crônica e degenerativa, apresenta como

fatores de riscos os genéticos e ambientais. Os quais se pode citar o desequilíbrio dos

fatores pressóricos, mencionados anteriormente, sobrepeso ou obesidade, ingesta excessiva de sódio, bebidas alcoólicas, alimentos hipercalóricos e gorduras saturadas, tabagismo, sedentarismo e o estresse mental exacerbado e rotineiramente (NOBREGA, et al 2007; CASTRO, et al 2005).

Segundo Jardim, et al (2007), o surgimento da hipertensão recebe influência direta da idade, pois o processo de envelhecimento origina alterações fisiológicas que afetam a saúde do idoso, e da circunferência da cintura. Além disso, o pouco consumo de frutas e hortaliças também representam fatores de risco para doenças cardiovasculares(MONTEIRO, et al 2004).

Sem sombra de dúvidas, é fundamental determinar os fatores de risco, além dos estudos de prevalência da hipertensão para que sejam adotadas as devidas politicas de saúde. A hipertensão apresenta considerável prevalência entre as pessoas que praticam intensa ou moderada atividade física no trabalho, consome regularmente bebidas alcoólicas, apresentam algum nível de excesso de peso, os ex-fumantes e os que apresentam a circunferência da cintura aumentada(JARDIM, et al 2007; PICCINI & VICTORA).

É importante ressalvar que o uso de anticoncepcionais, tabaco e drogas ilícitas como as anfetaminas, cocaína e esteroides anabolizantes são fatores de ricos para a elevação da pressão arterial. A dependência do álcool cada vez mais precoce tem sido um fator preocupante para o desenvolvimento da hipertensão(FREITAS, et al 2012).

Sendo a hipertensão um fator de complicação para doenças cardiovasculares observou-se que 10% da população adulta que a apresenta tem sua expectativa de vida diminuída. Na América Latina e no Caribe o estado clinico hipertensivo alcança a prevalência de 60% na população idosa(FREITAS, et al 2011; PESSUTO & CARVALHO, 1998).

Lembrando ainda que devido as mudanças de hábitos das mulheres elas tem desenvolvido com mais frequência a hipertensão se comparado com os homens. Além disso, as mulheres que fumam, com mais de 30 anos e que fazem uso de

anticoncepcionais

CARVALHO, 1998).

são

as

mais

3.3.3. Diagnóstico

atingidas

por essa doença

crônica

(PESSUTO &

Os sons de Korotkoff auscultados através do estetoscópio, com o auxilio do esfignomanômetro, é fundamental no diagnóstico precoce e tratamento da hipertensão e na estimativa dos fatores de risco para outras moléstias cardiovasculares. É fundamental obter o diagnóstico de hipertensão precocemente, pois assim evita-se as possíveis consequências das crises hipertensivas com o controle dos fatores de risco( SIMONETTI, et al 2002; ARCURI, et al 2006).

A classificação e definição da hipertensão nos idosos equivale ao dos adultos. Todavia, devido a fatores que influenciam na pressão como a hipertensão do avental branco, hipotensão ortostática, hiato auscultatório, HSI e pseudo-hipertensão deve-se fazer uso de novas técnicas para aferir a pressão, sendo que os mais recentes são MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) e a MRPA (monitorização residencial da pressão arterial) (MIRANDA, et al 2002).

As crises hipertensivas sejam elas emergência ou urgência podem trazer agravos a saúde, por exemplo, no caso da emergência pode lesionar órgãos-alvo, trazendo riscos a vida do paciente. Portanto o diagnóstico irá determinar o tratamento, no caso de urgência a pressão arterial pode ser reduzida lentamente, já a de emergência ela pode sofrer uma rápida diminuição (MARTIN, et al 2004).

É importante observar que as lesões de órgãos alvos nos idosos devem-se ao prolongamento do tempo do quadro hipertensivo ou pela soma dos fatores de risco. Essas lesões podem ser a aterosclerose periférica, insuficiência renal, doença cerebrovascular, HVE e alterações no fundo do olho (MIRANDA, et al 2002).

Os sintomas mais citados para se descobrir a hipertensão é a cefaleia, tontura, dor no corpo e cansaço. Sendo que o estudo clinico epidemiológico requer primeiramente questionamentos ao paciente sobre sintomas, se tem conhecimento sobre

as formas de tratamento, as razões que o levaram a aderir ou não o tratamento e se tem esclarecimento sobre a hipertensão, em segundo lugar anotar os valores da pressão arterial aferidos pelo medico ( PÉRES, et al 2003; LESSA, 1997).

Para aferir a pressão arterial sem que haja alterações nos valores deve-se esperar por 5 a 10 minutos que o paciente fique em repouso e relaxe. Em seguida o paciente sentado, com o braço sobre um apoio fixo, á altura do coração com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente flexionado. É necessário aferir nos dois braços, direito e esquerdo(MARIATH, et al 2007).

3.3.4. Tratamento

O III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial recomenda que o hipertenso

com pressão arterial igual ou superior 140/90 mm Hg receba a devida assistência, mas hoje devido a falta de conhecimento sobre a própria doença o indivíduo não adere ao tratamento(PERÉS, at al 2003; MION JUNIOR, at al 2001).

Ainda que o tratamento tenha resultados positivos, pois tem como intuito reduzir

a mortalidade e morbidade cardiovasculares, poucos controlam a pressão arterial. Os

infrequentes sintomas e desconforto físico da hipertensão é também uma das causas que levam as pessoas a não terem o conhecimento que são portadores da doença e

consequentemente não controlarem a pressão arterial, dados revelam que hoje dos 30 milhões de hipertensos 50% desses não sabem que são hipertensos(SANTOS, et al 2005; STRELEC & MION JR., 2003).

O controle da pressão arterial pode seguir duas vias uma com o uso de medicamentos e a outra sem medicamentos, mas para a melhor escolha é avaliado

basicamente o grau da pressão e o estado físico do paciente. Sendo que o paciente necessitará do apoio de uma equipe multidisciplinares formada por nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, educadores físicos e fisioterapeutas (MION JR.,

et al 2001; PIMENTA, et al 2007).

O |||Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial indica, mais especificamente, o

tratamento não farmacológico, aos hipertensos leves, por um período de 12 meses que

não apresentem fatores de risco e nem lesões nos órgãos alvo e para pacientes que apresentem fatores de risco, exceto diabetes mellitus, e não apresentem lesões nos órgãos alvo um período de 6 meses. É fundamental convencer o paciente sobre a importância de aderir o tratamento para controle da hipertensão(MION JR., et al 2001; LESSA, 2006).

Caso após as medidas anteriores o paciente não apresente resultados positivos deve-se associar o tratamento medicamentoso. Para fazer uso dos medicamentos o paciente necessita apresentar lesões nos órgãos alvo ou doenças cardiovasculares ou diabete mellitus. Deve-se entender que o tratamento medicamentoso inadequado é a maior causas de hipertensão não controlada por isso é necessário a devida atenção do medico(MION JR., et al 2001; PIMENTA, et al 2007).

O tratamento farmacológico para hipertensivos leves é necessário o uso de seis anti-hipertensivos os diuréticos, betabloqueadores, antagonistas dos canais de cálcio, simpatolíticos de ação central, inibidores da enzima conversora da angiotensina e antagonistas do receptor da angiotensina ||. Nos tratamentos farmacológicos de longa duração para controle da HAS a adesão é de apenas 50% dos pacientes, um valor considerado muito baixo. Um melhor entendimento sobre os fatores que levam os pacientes a não seguirem o tratamento de hipertensão rigorosamente permitiriam encontrar soluções para ter a adesão efetiva ao tratamento( ANDRADE, et al 2002; MION JR., et al 2001).

Para que o tratamento da HAS tragam resultados benéficos é necessário a participação ativa de programas de saúde, dos profissionais da saúde e dos familiares. Lembrando que os efeitos colaterais do tratamento medicamentoso tem sido um fator para a pouca adesão por parte dos paciente(LESSA, 2006; MION JR., et al 2001).

3.3.5. Epidemiologia

Este tópico tem por objetivo apresentar a distribuição, a influência a dinâmica de risco e o controle da hipertensão. Uma vez que a hipertensão é um fator de risco para uma série de problemas cardiovasculares e a sua prevalência recebe influencias de uma

série de fatores como a etnia, o sexo, o peso corporal, a idade, a ingesta de sal, álcool, e o nível socioeconômico(PASSOS, et al 2006; OLMOS & LOTUFO, 2002).

Porém, mesmo com esses dados e a hipertensão sendo a morbidade mais frequente nas unidades de saúde os estudos epidemiológicos já existentes priorizam as regiões Sul e Sudeste. Enquanto a região Norte não apresenta informações da base populacional(LESSA, 2001).

Segundo as pesquisas da Organização Mundial da Saúde a prevalência da hipertensão, mundialmente, quanto ao gênero é de 9% a 34% nos homens e nas mulheres de 12% a 30%, na faixa etária de 25 a 64 anos de idade; quanto as regiões de 1% na zona rural e de alguns países africanos e em torno de 30% em operários urbanos de São Paulo(OLMOS & LOTUFO, 2002).

O estado clinico hipertensivo atinge no continente americano 140 milhões de pessoas, sendo que metade por não apresentar os sintomas, consequentemente não procuram assistência medica e os níveis da pressão ficam descontrolados . E cerca de 30% da sociedade composta por adultos seja nos países desenvolvidos ou subdesenvolvidos apresentam HAS(PINTO, et al 2011).

Observa-se que 40% dos AVE (acidentes vasculares encefálicos) e em media 25% dos infartos ocorridos em hipertensos poderiam ser reduzidos com terapia anti- hipertensiva indicada. A prevalência nacional de hipertensão nos adultos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, varia de 22,3% a 43,9% (TOSCANO, 2004; PINTO, et al 2011).

Acredita-se que a grande maioria dos casos de hipertensão, em torno de 95% a 99%, esta classificada em primaria ou essencial, ou seja, suas causas não são evidentes. Já para os demais casos a hipertensão é secundaria e requer o uso de drogas para seu controle(LOLIO, 1990).

Apesar de Goiânia-GO apresentar poucos estudos sobre a prevalência da hipertensão sabe-se que a maior causa de morbidade e mortalidade deve-se as doenças cardiovasculares. Além disso, os estudos existentes demonstram que Goiânia se

21

comparada a outras cidade como Catanduva-SP, Aracajú SE, Campos-RJ, Salvador-BA, Formiga-MG e Cuiabá-MT apresenta uma maior porcentagem de hipertensos, cerca de 36,4%(ROSÁRO, et al 2009).

3.4. OBESIDADE

3.4.1. Conceito e transmissão

A obesidade é definida como um acúmulo excessivo de gordura corporal, tal que acarrete prejuízos para a saúde. É considerada uma Doença Crônica Não-Transmissível (DCNT) e relaciona-se, mesmo que indiretamente com outras patologias contribuintes da mortalidade e morbidade, como doenças neoplásicas e cardiovasculares, além de fatores psicológicos. 7% da população mundial é obesa, contra 14-20% da população que apresenta sobrepeso, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) (BURINI, 2005).

Esses dados mostram um problema da sociedade moderna, atingindo elevadas proporções na população. Alimentação inadequada, falta de atividades físicas, fatores sociais e genéticos, vícios, entre outros, são alguns dos fatores responsáveis pelo alto número de indivíduos obesos. Portanto, intervenções para prevenção e tratamento da obesidade devem ter como foco, orientações para prática de uma alimentação saudável e de atividade física (CABRERA & FILHO, 2001).

Tem se verificado que a urbanização e a globalização atuaram de maneira significativa transformando o cotidiano da sociedade atual, tendo sua parcela de culpabilidade no sedentarismo e na mudança de hábitos alimentares, com a introdução de alimentos hipercalóricos como os fast food e com o advento das tecnologias que colocaram os indivíduos a um estilo de vida regrada de comodidade e pouca mobilidade. A rotina, aumento do número de tarefas e pouco tempo contribuem para o relapso no cuidado com a saúde, afetando diretamente hábitos alimentares e prática de atividades físicas (OLIVEIRA & SOUZA, 2008).

A mídia tem seu papel importante nesse contexto, já que tem uma força significativa na sociedade, construindo e desconstruindo hábitos alimentares. Porém,

não são esses apenas os principais motivos. Questões de predisposição genéticas, ou até biológicas, como o metabolismo, também influenciam nessa questão, além de carregar uma alta influência familiar na criação e formação de um indivíduo como um todo (OLIVEIRA & SOUZA, 2008).

TABELA 1 - Demonstração de forma mais ampla os fatores de transmissão da Obesidade.

de forma mais ampla os fatores de transmissão da Obesidade. Fonte: DAMINI, DAMINI, OLIVEIRA, 2002. 3.4.2.

Fonte: DAMINI, DAMINI, OLIVEIRA, 2002.

3.4.2. Fisiopatologia

O acúmulo de gordura no organismo se deve quando há um desequilíbrio entre a ingestão e o consumo energético. Quando toda a glicose ingerida não é consumida, o organismo faz um mecanismo de estoque, transformando-a em glicogênio e o armazenando sob a forma de triglicérides, no tecido adiposo (ESCRIVÃO & LOPEZ & OLIVEIRA & TADDEI, 2000).

Um indivíduo obeso tem uma alta predisposição a inúmeras doenças, como a diabetes, hipertensão, certos tipos de neoplasias, certos tipos de câncer, aterosclerose, trombose venosa, coronariopatias, dislipidemias, afecções renais, entre inúmera outras. Isso se deve ao acúmulo de gordura em locais inadequados no corpo e de forma excessiva, como no caso da aterosclerose (DAMINI; DAMINI; OLIVEIRA, 2002).

Ao haver depósito de placas de gordura no interior dos vasos sanguíneos, a artéria fica parcialmente ou totalmente entupida, dificultando o fornecimento de oxigênio para as células locais. A ausência, total ou parcial de atividade física é um contribuinte para a probabilidade dessa deposição lipídica. Em quase todas as doenças citadas acima, o acúmulo de gordura atua de forma direta ou indiretamente no processo patogênico. A obesidade abdominal visceral caracteriza-se pelo acúmulo de gordura na região abdominal e é um grave fator de risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, fibrinólise além de fatores psicossociais. (A também presença de obesidade centralizada a um ou mais distúrbios metabólicos caracteriza uma síndrome metabólica (MARINHO & MARTINS, 2003).

3.4.3. Fatores de risco e diagnóstico

A obesidade foi descrita pela OMS, em 2004 como um dos problemas de maior prioridade de Saúde Pública dos países industrializados e seus fatores de risco são consequência de sua evolução e negligência. O principal fator de risco da obesidade é sem sombra de dúvidas a diabete mellitus, já que essa tem o mesmo modo de transmissão da obesidade. Porém não podemos descartar as doenças cardiovasculares, as afecções renais, pulmonares, neoplasias como grandes concorrentes. As doenças cardiovasculares, mais perigosa em idades mais precoces, geralmente progridem silenciosamente durante anos, e aparecem subitamente, habitualmente de modo já avançado e de difícil tratamento (ARAÚJO JUNIOR; KALINOWSKI; RECH, 2006; DAMIANI; DAMIANI; OLIVEIRA, 2002).

Os dois métodos mais simples e utilizados de diagnóstico são através do teste da dobra, em que a pele abdominal é pinçada para ver a espessura do tecido adiposo e o teste de impedância bioelétrica que consiste na medida da resistência da gordura à passagem de uma corrente elétrica (500 a 800 microA mono ou multifrequencial); isso porque os diferentes componentes do corpo oferecem diferentes resistências (BUONANI et al., 2007).

Essa avaliação é essencial para o diagnóstico, pois uma pessoa com muita massa muscular pode ter o IMC muito alto, mas não ser obeso, porém é dificultada pela necessidade de aparelhos, ao passo que o IMC não exige nenhum aparelho, portanto é comumente utilizado para calcular a obesidade na prática clínica (CABRERA & FILHO, 2001).

Um teste rápido e simples de diagnóstico de obesidade é o da medição dos indicadores antropométricos, onde se é medido a relação entre a medida das circunferências da cintura e do quadril. A circunferência da cintura é apontada como o melhor indicador para o diagnóstico de obesidade abdominal. Já a medida da circunferência do quadril aponta um melhor diagnóstico para casos associados a resistência à insulina (MARINHO & MARTINS, 2003).

3.4.4. Tratamento

O chamado Índice de massa corpórea, o IMC é o método mais utilizado para

auxiliar no diagnóstico e tratamento da obesidade. É calculado dividindo-se o peso pela altura elevada ao quadrado. O IMC normal é considerado de 18,5 até 24,9; de 25 até 29,9 considera-se sobrepeso. Já o IMC superior a 30 é considerado obesidade. Essa obesidade é classificada em três tipos segundo o IMC: tipo I (IMC entre 30 e 34.9 kg/m²), tipo II (IMC entre 35 e 39,9 kg/m²) e a tipo III, dita de alto risco, cujo IMC é maior ou igual a 40 kg/m² (CARNEIRO et al, 2003).

O tratamento indicado pode ser por fármacos, cirúrgico ou apenas por orientação

clínica depende do IMC. Outro método para diagnosticar obesidade é pela medicação da gordura corpórea; homens com mais de 25% e mulheres com mais de 30% de gordura são considerados obesos. A tabela 2 mostra a prevalência dos principais fatores de risco de acordo com o IMC e da relação cintura-quadril (CZEPIELEWSKI, 2001).

TABELA 2 Prevalencia dos fatores de risco para doença cardiovascular em

obesos.

dos fatores de risco para doença cardiovascular em obesos. Fonte: CARNEIRO et al, 2003 Primeiramente é

Fonte: CARNEIRO et al, 2003

Primeiramente é necessário mudar os hábitos alimentares, aumentar a prática de exercícios físicos, de modo que o gasto deva superar a ingestão. A farmacoterapia em alguns casos é recomendada, e são fármacos como anfetaminas que agem diretamente no centro da fome, ou o orlistate, um fármaco que inibe a lípase, principal enzima responsável pela ingestão de gordura no intestino. Para casos mais graves, dois tipos de cirurgias são mais comumente realizadas: cirurgia de derivação gástrica e cirurgia de bandagem gástrica (HALPERN & MANCINI, 2000).

3.4.5. Epidemiologia

A obesidade ainda é relativamente incomum em alguns países da África e da Ásia, sendo prevalente no mundo ocidental, como nos EUA, onde é considerada a sua patologia nutricional mais comum. Em outro aspecto, é mais encontrada em populações urbanizadas (OLIVEIRA & SOUZA, 2008).

No mundo, aproximadamente 300 milhões de pessoas são obesas, segundo estudo realizado pela OMS, que considera essa doença como um dos dez maiores problemas de saúde do mundo, e como uma epidemia. O maior índice de obesidade e

26

sobrepeso está dos 20 aos 60 anos. Já no Brasil, aproximadamente 17 milhões de pessoas são obesas, o que corresponde a 9,6% da população. O Brasil é considerado como país primeiro mundo em relação à obesidade, pois além de o número de obesos crescer a cada ano que passa, este número está excedendo o de desnutridos, característica presente em países desenvolvidos (CZEPIELEWSKI, 2001).

Em Goiás, cerca de 5% da população é diagnosticada com obesidade, sendo que o Centro-Oeste é a região de maior proporção de obesos mórbidos no país. Consequentemente, é uma das regiões com o maior número de profissionais especializados em cirurgias de obesidade, sendo que no dia doze de agosto de 2008 foi fundada a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica Capítulo Goiás (SBCBM-GO).

O

propósito

da criação

dessa

sociedade

foi

fomentar o

desenvolvimento,

aperfeiçoamento e difusão da cirurgia bariátrica no estado de Goiás. (MARRA, 2008).

3.5. DIABETES MELITUS

3.5.1. Conceito

O diabetes e tolerância à glicose são frequentes na população adulta e estão associados a um aumento da mortalidade por doenças cardiovascular e complicação microvascular. O Diabetes hoje se configura como uma epidemia mundial. Tonando-se um desafio para o Sistema de Saúde de todo o mundo. Os fatores que mais interferem para essa ocorrência seria o envelhecimento da população, dieta inadequada, obesidade, crescente urbanização e o sedentarismo, aumentando assim a sua incidência e sua prevalência em todo o mundo (PETERS; MCLNTSOH et al, 2007)

Quando se trata de tolerância à glicose, aumenta-se um grande risco de desenvolver diabetes. Em estudos realizados recentemente foi demonstrado que é possível reduzir a incidência de diabetes através de exercício físico e redução de peso, através de uma alimentação balanceada (KENNY; WASSERMAN et al, 2006).

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica, que atinge mais de 7% da população brasileira, caracterizada por hiperglicemia e associadas às complicações decorrente da

falta de insulina e/ou da capacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos. Algumas dessas complicações podem ser observadas em disfunções e insuficiência de vários órgãos, como olhos, rins, nervos, vasos sanguíneos, cérebro e coração (DUNCAN, SCHMITD MI et al, 2004).

O Diabetes Mellitus (DM) não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo

de distúrbios metabólicos que apresentam em comum à hiperglicemia. O DM é classificado atualmente com DM tipo 1 (autoimune e idiopático), DM tipo 2, Diabetes Mellitus gestacional e outros tipos específicos de DM (CASTANEDA-SCEPPA et al

2006).

O Diabetes Mellitus tipo 1, leva a deficiência absoluta da insulina, através da

destruição das células β do pâncreas. Ocorre em aproximadamente 5%-10% dos casos de diabetes, que geralmente é causada por fatores autoimunes ou de forma desconhecidas, chamadas de idiopáticas (O’KEEFFE, KHUNTI K et al, 2008).

Jà o Diabetes Mellitus tipo 2 causa deficiência na secreção de insulina e variados

graus de resistência insulínica. Ocorre em 90%-95% dos casos de diabetes tipo 2, que caracteriza por defeitos na ação e na secreção da insulina. O inicio da DM tipo 2, geralmente acomete por volta dos 40 anos de idade, tendo seu pico de incidência aos 60

anos. Diferente da DM tipo 1, essa apresenta a maioria dos seus pacientes com obesidade(WASSERMAN et al, 2006).

O diabettes gestacional geralmente ocorre durante a gestação, e é definida como

qualquer tipo de intolerância a glicose de intensidade variável. Em hipótese alguma pode ocorrer antes da gravidez. Na grande maioria dos casos é reversível após o parto, tendo uma grande chance de existir diabetes mellitus tipo 2 dentro de 5-16 anos após o

parto (DIABETES TRIALS UNIT, 2005).

3.5.2. Fisiopatologia:

A insulina é o principal hormônio que regula a absorção de glicose do sangue

para a maioria das células (principalmente células musculares e adiposas, mas não células do sistema nervoso central). Portanto, deficiência de insulina ou a insensibilidade de seus receptores desempenha um papel central em todas as formas de diabetes mellitus. (National Institute for Clinical Excellence. 2006)

A maioria dos carboidratos nos alimentos são convertidos em poucas horas no monossacarídeo glicose, o principal carboidrato encontrado no sangue e usada pelo corpo como combustível. As exceções mais significativas são a frutose, a maioria dos dissacarídeos (exceto a sacarose e lactose em algumas pessoas), e todos os polissacarídeos mais complexo, com a exceção notável de amido. A insulina é liberada no sangue pelas células beta, encontrados em ilhotas de Langerhans no pâncreas, em resposta ao aumento dos níveis de glicose no sangue, geralmente depois de comer. A insulina é usado por cerca de dois terços das células do organismo de absorver a glicose do sangue para uso como combustível, para a conversão em outras moléculas necessárias, ou para o armazenamento (Diabetes Trials Unit, The Oxford Center for Diabetes, 2006).

A insulina é também o sinal de controle principal para a conversão de glicose em glicogênio para armazenamento interno nas células hepáticas e musculares. Os níveis de glicose baixou resultado tanto na versão reduzida de insulina pelas células beta e na conversão reversa de glicogênio a glicose quando os níveis de glicose caem. Isto é principalmente controlada pelo hormônio glucagon, que age de forma oposta à insulina. Glicose, assim, recuperado pelo fígado re-entra na corrente sanguínea (HUTCHINSON et al, 2010).

Se a quantidade de insulina disponível é insuficiente, se as células respondem mal aos efeitos da insulina (insensibilidade ou resistência à insulina), ou se a insulina está com defeito, então a glicose não é absorvida adequadamente pelas células do corpo que precisam dele, nem serão ser armazenada corretamente no fígado e músculos. O efeito líquido é persistente altos níveis de glicose no sangue, síntese protéica pobre e outros distúrbios metabólicos, como acidose (ARMERO et al, 2001).

3.5.3. Fatores de risco:

Idade maior que 40 anos; Histórico familiar ( pais, filhos, irmãos, etc. ) de DM ; IMC maior que 27 kg/m2; Aumento da RCQ(circunferência da cintura e do quadril para cálculo da RCQ Relação Cintura-Quadril, (RQC normal: homens, até 1 m; mulher, até 0,80 m); Hipertensão Arterial; Presença de doença vascular aterosclerótica antes dos 50 anos; Histórico prévio de hiperglicemia e/ou glicosúria; Mães de recém-nascido com mais de 4 kg; Mulheres com antecedentes de abortos frequentes, partos prematuros, mortalidade perinatal, polidrâmnio, diabetes gestacional; HDL-colesterol menor ou

igual a 35 mg/dl; Triglicérides maior ou igual a 200 mg/dl; Uso de medicamentos diabetogênicos ( corticóides, anticoncepcionais, dentre outros ); Sedentarismo (UKPDS risk engine. Diabetes Trials Unit, The Oxford Center for Diabetes et al,2006).

3.5.4. Diagnóstico:

No diabetes mellitus tipo 1 (DM1) o início geralmente é súbito, com sintomas indicando de maneira sólida a presença da doença. Já na diabetes mellitus tipo 2 (DM2), ocorre ao longo do tempo em período variável, passando por vários estágios intermediários, tendo a denominação de tolerância à glicose diminuída e glicemia de jejum. Esses estágios seriam decorrentes de uma combinação de resistência à ação insulínica e disjunção de células beta (Current Medical Diagnosis and Treatment et al,

2001).

Exames laboratoriais para o diagnóstico de diabetes:

Glicemia de jejum: nível de glicose sanguínea após um jejum de 8 a 12 horas;

Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g): o paciente recebe uma carga de 75g de glicose, em jejum, e a glicemia é medida antes de 120 minutos após a ingestão.

Glicemia causal: tomada sem padronização do tempo desde a última refeição. (GROOP

et al, 2000).

Feito o diagnóstico de diabetes, antes de mais nada é importante determinar se existe um problema associado que requeira tratamento imediato ou investigação mais detalhada. A hemoglobina glicada, também conhecida como glicohemoglobina e pelas siglas A1C e HbA1C, é um teste muito importante para avaliar o controle glicêmico de médio prazo. Como a glicose circulante liga-se a algumas proteínas do organismo, numa média que é diretamente proporcional aos níveis de glicemia (“glicação”); quanto

maiores forem os níveis de glicose circulante, maior será o percentual de ligação dessa glicose com a hemoglobina. O resultado do teste é expresso em porcentagem, indicando

o percentual de hemoglobina quase encontra ligada à glicose. No entanto, como ele

reflete os níveis médios de glicemia ocorridos nos últimos 2 a 3 meses, está havendo um

esforço internacional para que os valores sejam expressos em termos de glicemia média,

o que poderá ocorrer de forma padronizada nos próximos 2 a 3 anos (DECKER et al, 2000) .

Na consulta inicial é necessário classificar o tipo de diabetes, o que é feito, via de regra, pela história clínica. Para classificar o diabetes tipo 1, o traço clínico mais relevante é a tendência à hiperglicemia grave e cetoacidose. Casos suspeitos devem ser monitorados de perto ou encaminhados prontamente ao especialista (STAHL et al,

2001).

Para classificar o diabetes tipo 2, um dos traços mais marcantes é a ocorrência em adulto com longa história de excesso de peso. O início é em geral insidioso e os sintomas clássicos mais brandos. Pode evoluir por muitos anos antes de requerer insulina para controle (ATKINSON et al, 2001).

3.5.5. Tratamento:

Como o diabetes é uma doença evolutiva, com o decorrer dos anos, quase todos os pacientes requerem tratamento farmacológico, muitos deles com insulina, uma vez que as células beta do pâncreas tendem a progredir para um estado de falência parcial ou total ao longo dos anos. Entretanto, mudanças positivas no estilo de vida alimentares e de atividade física - são de fundamental importância no alcance dos objetivos do tratamento quais sejam o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações agudas e crônicas (CHIASSON et al, 2003).

O tratamento no idoso obedecem os mesmos princípios utilizadas em faixas etárias mais jovens, entretanto o médico assistente deve estar atento a importantes particularidades, como dificuldade na diferenciação entre os tipos 1 e 2, diferença nas metas de controle glicêmico e restrições ao uso de vários antibióticos orais (STRATTON et al, 2000).

Podem ser divididos em: Diabetes do idoso tipo 1 ou tipo 2: Uma das dificuldades enfrentadas pelo endocrinologista é a determinação precisa do tipo de diabetes, 1 ou 2, com óbvias implicações na escolha dos agentes terapêuticos. Aqueles com obesidade e outros estigmas da síndrome metabólica (dislipidemia e hipertensão) deverão ser catalogados como tipo 2 e tratados como tal. Pacientes magros com início súbito de hiperglicemia importante (> 300mg/dl), perda de peso e anticorpos positivos

(principalmente anti-GAD) deverão ser diagnosticados como diabéticos do tipo 1 e tratados com insulina (GOMIS et al, 2004).

Recomenda-se que mudanças no estilo de vida (dieta, atividade física e redução de peso) sejam utilizadas antes da introdução da farmacoterapia. Se tal conduta não lograr um controle glicêmico adequado, considera-se então o uso de medicamentos, iniciando-se com a menor dose possível e aumentando-a, lentamente, até a obtenção do controle desejado (RASTAS et al, 2003).

Alguns princípios básicos na terapia medicamentosa devem ser ressaltados antes do seu início, tais como: a hipoglicemia no idoso é mais frequente e de maior gravidade do que nos indivíduos mais novos, portanto controle glicêmico rígido que envolva esse risco deve ser evitado e também lembras que o idoso frequentemente é portador de outras enfermidades como insuficiências renal, hepática, respiratória, circulatória e cardíaca, às vezes sem expressão clínica, limitando a prescrição de alguns ou mesmo todos os antidiabéticos orais, restando a insulina como única opção terapêutica, o que comumente desagrada o paciente e seus familiares (HAMALAIEN et al, 2001).

Inúmeros estudos epidemiológicos e de intervenção têm demonstrado o benefício da atividade física aeróbica no tratamento e na prevenção do diabetes tipo 2. Pesquisas sobre os efeitos do exercício resistido no controle glicêmico são escassas e geralmente possuem importante componente aeróbico, o que torna a atividade física de difícil tolerância para os idosos com vida sedentária. A prescrição da atividade física deverá ser guiada pelas condições gerais do paciente, por condicionamento físico, preferências, habilidades, limitações, como osteoartroses, artrites, tremores, sequelas de AVC, DAC, etc (TUOMILEHTO et al, 2001).

Pacientes com hiperglicemia acima de 280mg/dl acompanhada de poliúria, polidipsia, perda de peso e astenia devem imediatamente iniciar terapia insulínica. Inúmeras vezes, com a normalização da glicemia, haverá o desaparecimento da glicotoxicidade, podendo então a insulina ser suspensa e a euglicemia ser mantida com antidiabéticos orais. Se nos pacientes tratados com associação de dois ou três antidiabéticos orais houver, mesmo assim, persistência de glicemias elevadas, deve-se iniciar a insulinoterapia. Inicia-se quase sempre com insulina de ação intermediária (neutral protamine hagedorn [NPH]) ao deitar, ou com os análogos de ação prolongada (glargina ou detemir) pela manhã, na dose de 10 a 20 unidades. O reajuste das doses

deve ser feito em intervalos de três a quatro dias, com base principalmente nos resultados das glicemias capilares e na presença de hipoglicemias. Na persistência de hiperglicemia, uma segunda dose de NPH antes do café da manhã ou de detemir à noite deve ser utilizada, e, no caso da glargina, a dose matinal deve ser titulada. Nos pacientes com bom controle da glicemia de jejum, mas com elevação das pós-prandiais, deve-se adicionar insulina de ação rápida (regular) ou ultra-rápida(lispro ou aspart) antes das refeições. Raramente haverá necessidade de esquemas mais complexos envolvendo três ou mais injeções (MANLEY et al.2000).

3.5.6. Epidemiologia:

Uma epidemia de diabetes mellitus (DM) está em curso. Em 1985 estimava-se que existissem 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número cresceu para 135 milhões em 1995, atingindo 173 milhões em 2002, com projeção de chegar a 300 milhões no ano 2030. Cerca de dois terços desses indivíduos com DM vivem nos países em desenvolvimento, onde a epidemia tem maior intensidade, com crescente proporção de pessoas afetadas em grupos etários mais jovens (CHIASSON et al, 2003).

O diabetes apresenta alta morbi-mortalidade, com perda importante na qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal, amputação de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou em 1997 que, após 15 anos de doença, 2% dos indivíduos acometidos estarão cegos e 10% terão deficiência visual grave (MATTEW et al, 2004).

O número de indivíduos diabéticos está aumentando devido ao crescimento e ao envelhecimento populacional, à maior urbanização, à crescente prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como à maior sobrevida do paciente com DM. Quantificar a prevalência de DM e o número de pessoas diabéticas, no presente e no futuro, é importante para permitir uma forma racional de planejamento e alocação de recursos. A influência da idade na prevalência de DM e na tolerância à glicose diminuída foi bem evidenciada pelo Estudo Multicêntrico sobre a Prevalência do Diabetes no Brasil, no qual se observou variação de 2,7% para a faixa etária de 30-59 anos e de 17,4% para a de 60-69 anos, ou seja, um aumento de 6,4 vezes (LOUHERANTA et al, 2003).

33

No mundo, o número de mortes atribuídas ao DM está em torno de 800 mil;

entretanto é fato bem estabelecido que essa quantidade de óbitos é consideravelmente

subestimada. Frequentemente o DM não é mencionado na declaração de óbito pelo fato

de serem suas complicações, particularmente as cardiovasculares e cerebrovasculares,

as causas da morte. E são essas causas que figuram nas estatísticas de mortalidade. Uma

figura mais realista sugere cerca de 4 milhões de óbitos anuais relacionados à presença

dessa doença, com importante contribuição de complicações cardiovasculares. Isso

corresponde a aproximadamente 9% do total mundial de mortes (JOSSE et al, 2003).

3.6. RELAÇÕES

3.6.1. Relação da hipertensão arterial sistêmica com a obesidade

A prevalência de sobrepeso/obesidade na população brasileira tem-se elevado e

tornou-se um dos mais importantes problemas de saúde publica . A obesidade é um fator de risco para varias doenças como a hipertensão podendo trazer complicações macro e microvasculares (CHIARA, et al 2003; FARIA, et al 2001).

Em âmbito histológico a obesidade é o acumulo de tecido adiposo no corpo e é uma patologia crônica que tem relação com problemas cardiovasculares, osteomusculares e neoplásicas. Até a distribuição da gordura pelo organismo correlaciona-se com determinadas patologias(CABRERA & JACOB FILHO, 2001).

A presença de um quadro clínico hipertensivo recebe uma direta influencia da

obesidade, notadamente nas mulheres. Do mesmo modo, a obesidade é um fator de risco para a hipercolesterolemia, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e

determinadas formas de câncer(GIGANTE, et al 1996; GUS, et al 1998).

A hipertensão é muito comum em pacientes obesos e que apresentam uma distribuição central da gordura corporal. Sendo assim, o individuo com índice de massa corpórea (IMC), em que se divide a massa corporal pela altura ao quadrado, maior ou igual a 27Kg/M2 apresenta maior risco de desenvolver hipertensão(FARIA, et al 2001 GUS, et al 1998).

A obesidade altera a qualidade de vida do individuo além de provocar alterações

na saúde do organismo. Essas alterações podem se, por exemplo, distúrbios sociais,

psicológicos, aumento de mortes prematuras e doenças cardiovasculares, hipertensão, dislipidemia e câncer(CABRERA & JACOB FILHO, 2001).

A hipertensão atinge jovens adultos de 20 a 45 anos, mas apresenta uma maior

prevalência, cerca de seis vezes mais, em obesos se comparado com os não obesos. A Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgou que 80% da população adulta é sedentária sendo que no Brasil 52% dos adultos estão acima do peso, sendo que 11% desses são obesos(MARIATH, et al 2007).

Os problemas com a obesidade se iniciam desde a infância que traz resultados como a deposição precoce de placas de gordura nas artérias coronárias, trazendo como consequência para a vida adulta a elevada incidência de mortalidade prematura por causas cardiovasculares. No Brasil, em 2003, a obesidade afetava 40% das mulheres e nos homens 41,1% (SINAIKO, 2007; MARIATH, et al 2007).

3.6.2. Relação Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus

Hipertensão arterial e diabetes mellitus são condições clínicas que

frequentemente se associam. No diabetes tipo 1, existe evidente relação entre

hipertensão e desenvolvimento de nefropatia diabética, sendo que a primeira raramente

ocorre na ausência do comprometimento renal. A pressão arterial tipicamente começa a

se elevar, mesmo dentro da faixa normal, cerca de três anos após o início da

microalbuminúria. Os achados diferem em pacientes com diabetes tipo 2, sendo que

cerca de 40% já se encontram hipertensos por ocasião do diagnóstico de diabetes

(SCHOEN et al, 2005).

A Hipertensão Arterial (HA) e o Diabetes Mellitus (DM) são apontados como os

principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que por sua vez constituem

a principal causa de morbimortalidade na população brasileira, motivo pelo qual

representam agravos à Saúde Pública, dos quais 60% a 80% dos casos podem ser

tratados na rede básica (Ministério da Saúde et al, 2001).

O tratamento da hipertensão arterial é particularmente importante nos pacientes

diabéticos, tanto para a prevenção da doença cardiovascular (DCV) quanto para

minimizar a progressão da doença renal e da retinopatia diabética. A terapêutica inicial

inclui métodos não-farmacológicos, como redução de peso, prática de exercícios físicos,

moderação no consumo de sal e álcool e abandono do fumo. Entretanto, por serem

pacientes considerados de alto risco para eventos cardiovasculares, todos os indivíduos

diabéticos com pressão arterial acima de 130/80mmHg devem também iniciar o uso de medicação anti-hipertensiva (GROOP et al, 2001).

A redução da pressão arterial com a utilização de pequenas doses de um diurético tiazídico tem se mostrado eficaz no que diz respeito à proteção cardiovascular. Isso foi demonstrado no Antihypertensive and Lipid Lowering Treatment to Prevent Heart Attack Trial (ALLHAT), que comparou a ocorrência de eventos cardiovasculares em três grupos de pacientes tratados com três agentes anti-hipertensivos diferentes. O objetivo do tratamento consistia em reduzir a pressão arterial a níveis inferiores a 140/90mmHg. Os resultados mostraram que, de forma semelhante, tanto o uso da clortalidona como o da anlodipina e do lisinopril resultaram em redução da mortalidade por doença arterial coronariana (DAC) e da ocorrência de infarto do miocárdio não-fatal em pacientes diabéticos e não-diabéticos que apresentavam hipertensão arterial associada a outros fatores de risco para DCV. A clortalidona, entretanto, administrada em doses que variaram de 12,5 até um máximo de 25mg, provocou pequenas alterações nos níveis circulantes de glicose. Entre os pacientes não-diabéticos houve uma elevação mais freqüente da glicemia a níveis iguais ou superiores a 126mg no grupo clortalidona (11,6%) do que nos grupos anlodipina (9,8%) e lisinopril (8,1%). Esse efeito metabólico adverso não resultou em aumento da mortalidade ou morbidade cardiovascular durante o período de estudo, mas o impacto dessas alterações metabólicas sobre a frequência de eventos cardiovasculares no longo prazo permanece desconhecido (STRATTON et al,

2003).

Embora haja certa preocupação relativa à possibilidade de mascarar episódios de hipoglicemia ou de exacerbar a doença vascular periférica, os betabloqueadores constituem agentes eficazes para tratamento da hipertensão em pacientes diabéticos. No UKPDS, que incluía pacientes com diabetes tipo 2, o atenolol se mostrou tão eficiente quanto o captopril no que diz respeito à redução da pressão arterial e à proteção contra o desenvolvimento de doença microvascular(4). No estudo LIFE, entretanto, no subgrupo de pacientes diabéticos, o uso do losartan resultou em maior proteção cardiovascular quando em comparação com o do atenolol (UKPDS risk engine. Diabetes Trials Unit, The Oxford Center for Diabetes et al, 2006).

A combinação de vários agentes antihipertensivos, na maioria das vezes um diurético e um IECA ou um AAII, é necessária em praticamente todos os pacientes com

hipertensão e diabetes para que se possam atingir os objetivos relativos aos níveis pressóricos. Medicamentos anti-hipertensivos usualmente utilizados em combinação normalizam os níveis da pressão arterial em mais de 80% dos pacientes. Pessoas diabéticas com pressão arterial de 130 a 139/80 a 89mmHg em geral requerem também medicação anti-hipertensiva para atingir os objetivos pressóricos recomendados (ROUQUAYROL et al 2006).

37

METODOLOGIA

A implementação do projeto de extensão MISCO na ATI será realizado na

Estratégia de Saúde da Família do Bairro Veneza, situado no município de Rio Verde

Goiás.

Tendo como sujeitos os idosos cadastrados no programa de hipertensão e diabetes da UBS/ESF e que também fazem parte do grupo de atividades físicas da ATI. Atualmente possui cadastrado no programa uma média de 140 idosos, distribuídos em três grupos que frequentam essa unidade e participam de reuniões mensais.

momento:

Todos

participantes

do

projeto

deverão

seguir

os

seguintes

critérios:

Ser cadastrado como Hipertenso e Diabético na UBS/ESF;

Ter disponibilidade de tempo e desejo de participar do projeto;

Aceitar a participar do projeto;

Permitir ser fotografado;

Permitir a divulgação dos resultados obtidos em eventos científicos;

Aceitar a realização de exame médico prévio para avaliação clínica do estado

físico. O projeto também contará com a participação de outros profissionais, tais como:

(01) Médico Geriatra e/ou Cardiologista, (01) Nutricionista, (01) Educador Físico e (01) Psicólogo.

2º momento: Será realizada uma palestra nos três grupos de Hipertensos e

Diabéticos cadastrados na UBS/ESF que fazem parte do grupo da ATI, para explicar o objetivo e a metodologia do presente projeto. Será enfatizado o programa de exercícios

físicos a ser realizado junto com uma dieta equilibrada, a necessidade de mudanças de hábitos, atitudes e comportamentos em relação ao estilo de vida e os possíveis resultados ao seu estado de saúde (P.A, Glicemia e IMC), levando assim a uma melhor qualidade de vida.

Essa palestra será realizada pelos acadêmicos de medicina juntamente com o coordenador da ATI.

Para despertar o interesse do grupo e auxiliar na compreensão da temática será realizado também dinâmicas e teatros como fator de sensibilização.

3º momento: Após a sensibilização anterior será agendado com os sujeitos

participantes o dia e horário para entrevista individual.

A entrevista individual realizada pelos acadêmicos de medicina, seguirá um

roteiro de entrevista (em construção) que irá demonstrar os hábitos alimentares. Ainda

nessa consulta também será realizado coleta de dados antropométricos, o Índice de Massa Corporal, aferição da pressão arterial (P.A) e glicemia em jejum, os dados dos valores obtidos serão lançados numa ficha (em construção) específica para essa finalidade.

4º momento: Será traçado pelo educador físico exercícios específicos para cada sujeito e pela nutricionista a elaboração de cardápios de acordo com a realidade de cada um.

5º momento: Após a entrevista individual esses dados antropométricos, a aferição da P.A e a glicemia será realizada sempre uma vez por semana antes das atividades físicas e anotados nas fichas individuais de cada participante durante quatro meses.

6º momento: Em todos os momentos de atividades com os grupos os acadêmicos de medicina, a nutricionista e o educador físico, estará realizando orientações e esclarecendo possíveis dúvidas dos participantes, bem como incentivando nas atividades e frequência dos mesmos.

7º momento: Após quatro meses de funcionamento do projeto os dados coletados serão analisados pelos acadêmicos e profissionais envolvidos. Será avaliado se houve progressos alcançados nos exercícios físicas, as dificuldades relatadas pelos sujeitos em realizar os exercícios e seguir a dieta, os resultados dos valores da pressão arterial, os valores de glicemia, o peso corporal, bem como modificações observadas nas atitudes, comportamentos e hábitos em relação a alimentação e qualidade de vida de cada sujeito.

39

CRONOGRAMA

Data

Local de

Conteúdo

Objetivos

Recurso educativo

ação

(tema)

específicos

15/09/2012

ATI

da

A influencia das ATIS no controle

Demonstrar a importância das Academias da Terceira Idade no controle das doenças crônicas avaliando o perfil funcional antropométrico.

Datashow

para

a

Estratégia de

palestra; Balança, esfigmonanômetro e estetoscópio para a avaliação antropométrica.

Saúde

da

da hipertensão arterial, diabetes

Família

do

Bairro

melitus

e

Veneza

obesidade.

40

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