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DELEGADO CIVIL Matéria: Penal Geral Professor: André Estevam Data: 06/08/2012 Aula :01

DELEGADO CIVIL Matéria: Penal Geral Professor: André Estevam Data: 06/08/2012 Aula :01

RESUMO

SUMÁRIO

1.Princípio

O ordenamento jurídico é composto de normas jurídicas, que são comandos diâmicos, surgindo princípios e regras.

1.2. Principais diferenças entre:

Princípios. Expressão de valores fundamentais Enunciados. Alta abstração.

1.3. Princípios Basilares.

1º Dignidade da pessoa humana - CF 1º, III.

2º Legalidade - CF 5º, XXXIX.

3º Culpabilidade

1º Princípio da pessoa humana

Regras. Descrição de condutas e sanções. Prescrição de comportamentos. Acentuada concreção.

“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

III - a dignidade da pessoa humana;”

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;”

Delegado Civil Anotador(a): Daniella Ag. Vila Complexo Educacional Damásio de Jesus

Está elencado entre os princípios da República do Brasil. Reflexos (consequências) no direito Penal. Quanto

Está elencado entre os princípios da República do Brasil.

Reflexos (consequências) no direito Penal.

Quanto ao crime:

É vedado no direito penal incriminar condutas socialmente inofencivas.

É preciso que a conduta traga algum malefício.

Quanto a pena:

É vedada a utilização de penas cruéis, degradantes ou vexatórias ( humilhantes).

RDD- regime disciplinas diferenciado - LEP 52.

É a determinação do isolamento celular ( solitária).

Não há qualquer ofensa a dignidade da pessoa humana, por não se tratar de pena cruel.

O conteúdo do Princípio da Dignidade da pessoa humana deve ser balizado na própria CF.

A CF deve ser interpretada de forma harmônica levando e conta sua unidade. O artigo 5 º,XLVI CF, autoriza a privação da liberdade e não obriga que seja em um ambiente coletivo.

2º Princípio da Legalidade. CF art. 5º XXXIX.

CP art. 1º.

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;”

" Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal."

"nullum crimen, nulla poena sine previa legi." - Feuebach ( doutrinador alemão)

Origem

Mundial. Carta Magna de 1215

No Brasil.

Em todas as nossas Constituições E todos os Códigos Penais:

a) Código Criminal - 1890

b) Consolidação das Leis Penais - 1932

c) CP 1940 - reformada a parte geral em 1984.

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Foi produzida para propiciar segurança jurídica. A doutrina diz que existem desdobramentos do princípio. Princípio

Foi produzida para propiciar segurança jurídica.

A doutrina diz que existem desdobramentos do princípio.

Princípio da anterioridade. Princípio da taxatividade. Princípio da reserva legal / Princípio da exigência de lei em sentido formal.

Na CF são hábies para definir crimes a lei complementar e a lei ordinária. ( art. 59 CF)

Algumas espécies normativas suscitam dúvidas:

Medidas Provisórias - art. 62, p. 1º CF.

Lei delegada .

Decreto Legislativo.

Medidas provisórias.

“Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (“Caput” do artigo com redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre

matéria:

I - relativa a:

a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos,

partidos políticos e direito eleitoral;

b) direito penal, processual penal e processual civil;

c) organização do Poder Judiciário e do Ministério

Público, a carreira e a garantia

de seus membros;

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias,

orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, §

3º;

II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de

poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;

III - reservada a lei complementar;

IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo

Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República.”

Não haverá medidas provisórias em matéria penal. Porém existem MPs que foram concretizadas em lei E tem conteúdo benéfico.

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Exemplo: Estatuto de desarmamento - Lei 10.826/03. A entrega espontânea do armamento ( arma sem

Exemplo: Estatuto de desarmamento - Lei 10.826/03. A entrega espontânea do armamento ( arma sem o devido registro em casa - posse irregular de arma de fogo) gera a extinção da punibilidade - regra benéfica - MP convertida em lei.

Lei delegada.

Não cabe delegação em temas ligados à direitos individuais.

Decreto Legislativo.

Se o Brasil for signatário de um tratado e este for ratificado, esta norma poderá conceituar tipos penais? Não, somente as leis ordinárias e as complementares ( P. da reserva legal) pode conter a definição de crimes e de organização criminosa - lei 12.964/2012. ( Entendimento dos Tribunais Superiores)

Decreto Lei pode conter matérias penal? Sim, desde seja anterior a CF/88 e que tenha sido recepcionado. Decreto Lei 212/67 - Crime de Prefeito. Decreto Lei 2848/40 - Código Penal.

Reflexos.

 

-analogias

Vedação de

para fundamentar ou agravar tipos penais.

 

e costumes

Analogia - Não há lei. - Supri-se uma lacuna.

Analogia " in mallam partem" para fundamentar ou agravar tipos ( vedada). Ex: subtração de sinal de TV a cabo - fato atípico.

Analogia " bonam partem" para beneficia o agente.

Diferente da interpretação extensiva - é VÁLIDA em matéria penal.

Há uma lei, cujo os dizeres são interpretados de maneira extensiva-redação defeituosa. A lei disse menos do que pretendia. " Lex dixid minúsculo quam evolud".

Na interpretação extensiva se dá um significado maior, desde que respeitado e conceito possível.

Costumes - utilização excepcional- São elementos de interpretação. Fonte de normas permissivas.

ex. Trote acadêmicos, uma situação de exercício regular de um direito - excludente de ilicitude.

2º Prévia cominação legal - Princípio da anterioridade.

A CF diz " crime" e " pena" , e a contravenção penal e as medidas de segurança? STF - As duas ficam sujeitas ao Princípio da anterioridade.

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3º Princípio da Taxatividade.

3º Princípio da Taxatividade. A lei deve possuir conteúdo determinado. Admitem-se em direito penal tipos abertos?

A lei deve possuir conteúdo determinado.

Admitem-se em direito penal tipos abertos?

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