QUESTÕES ABERTAS EM MEDICINA LEGAL INTRODUÇÃO 1. Estabelecer as diferenças entre norma moral e norma jurídica.

OS VALORES DE ORDEM MORAL PROCURAM VALORIZAR AS AÇÕES HUMANAS DENTRO DE UM CONTEXTO DO QUE É BOM E DO QUE É RUIM. A CONDUTA HUMANA É ORIENTADA PELA EDUCACAO NO SENTIDO DA COOPERACAO E DA OBEDIENCIA AO QUE É DADO COMO CORRETO E MORALMENTE VALIDO. NAO PRIVA O INDIVIDUO DA SUA LIBERDADE NEM LHE RETIRA BENS MATERIAIS. É A NORMA MAIS IMPORTANTE DO COMPORTAMENTO. AS NORMAS JURIDICAS SAO GARANTIDAS PELO PODER DO GOVERNO. SAO IMPOSTAS AOS CIDADAOS E TEM QUE SER OBEDECIDAS SOB PENA DE RETALIACAO PROPORCIONAL A INFRACAO COMETIDA. É OBRIGATORIEDADE DO CIDADAO, DE CONTEUDO MORAL. NAO COMPETE AO CIDADAO COMUM NAO CONCORDAR E NAO CUMPRIR A LEI. NORMAIS MORAIS=MORALIDADE. NORMAS JURIDICAS=LEGALIDADE. 2. Fazer um atestado médico fictício. ALBANO SILVA FIDALGO JUNIOR (RADIOLOGISTA) ATESTO, PARA FINS ACADEMICOS, QUE O PACIENTE MARCOS VALLE, CARTEIRA DE IDENTIDADE NUMERO 209878388, ESTEVE SOB MEUS CUIDADOS PROFISSIONAIS DO DIA 16 AO DIA 19 DO CORRENTE MÊS, TENDO LHE RECOMENDADO REPOUSO NO LEITO DURANTE ESSE PERÍODO. RIO DE JANEIRO, 23 DE AGOSTO DE 2012 ALBANO FIDALGO RUA BRIGADEIRO JOSÉ, NUMERO 20 TEL.: 67564578 CRM 20291705 CPF 09809887645

3. Enumerar os casos em que a lei proíbe o médico comum de firmar a declaração de óbito. - EM SE TRATAR DE MORTE EM QUE A CAUSA TENHA SIDO CLARAMENTE VIOLENTA OU TENHA HAVIDO SUSPEITA DE VIOLENCIA. - MORTE NATURAL A QUE NAO TENHA ASSISTIDO - DOENTE INTERNADO POR CURTO PERIODO (<24H), SEM QUE TENHA CHEGADO A UMA CONCLUSAO QUANTO A CAUSA DA MORTE (CABE AO SERVICO DE PATOLOGIA DO HOSPITAL A REALIZACAO DE AUTOPSIA PARA ESCLARECE-LA)

4. Explicar por quê o médico plantonista de pronto socorro deve descrever com detalhes as lesões que o paciente apresenta ao ser examinado inicialmente. PODERA SER A UNICA POSSIBILIDADE DE DETERMINAR O AGENTE CAUSAL SE A VITIMA PERMANECER INTERNADA POR VARIOS DIAS, TEMPO SUFICIENTE PARA DESCARACTERIXACAO DAS FERIDAS PELO PROCESSO CICATRICIAL. NA EVENTUALIDADE DE VIR A FALECER NESSE PERIODO, SEU CORPO TERA QUE SER EXAMINADO POR MEDICO-LEGISTA, O QUAL NAO DISPORA DE ELEMENTOS PARA DIZER QUE INSTRUMENTO OU MEIO TERIA CAUSADO AS LESOES. EVITAR POR DIAGNOSTICOS, EM PRONTUÁRIO DE PRONTO-SOCORRO. 5. Explicar por quê a Medicina Legal deve ser considerada uma especialidade médica. PORQUE HÁ ASPECTOS PECULIARES A DISCIPLINA, E QUE SÓ A ELA DIZEM RESPEITO. EX.: INVESTIGACAO DE PATERNIDADE (DNA), ESTABELECIMENTO APROXIMADO DA HORA DA MORTE SÓ TEM INTERESSE PARA O LEGISTA, DIAGNOSTICO DA DISTANCIA DE TIRO OU O TIPO DE INSTRUMENTO CAUSADOR DE UMA LESAO, A AVALIACAO DA PERICULOSIDADE DE UM DOENTE MENTAL CABE AO PSIQUIATRA FORENSE (IMPUTABILIDADE PENAL E CAPACIDADE CIVIL) 6. Conceituar corpo de delito. CONJUNTO DE ELEMENTOS SENSIVEIS DENUNCIADORES DO FATO CRIMINOSO, QUANDO ESTE PRODUZ ALTERACOES MATERIAIS NO AMBIENTE. EX.; HOMICIDIO E LESAO CORPORAL. 7. Conceituar perícia. EXAME DOS ELEMENTOS MATERIAIS, QUANDO FEITO POR TECNICO QUALIFICADO (PERIDO) PARA ATENDER SOLICITACAO DE AUTORIDADE COMPETENTE. 8. Conceituar direito positivo. O CONJUNTO DE NORMAS JURIDICAS CONSAGRADAS PELO PODER PUBLICO EM UM DETERMINADO PAIS. ESTA ESCRITO EM LEIS ELABORADAS PELO PODER LEGISLATIVO E SANCIONADAS PELO EXECUTIVO. TEM 2 RAMOS: O OBJETIVO E O PROCESSUAL. OBJETIVO- FORMADO PELA NORMA QUE ESTABELECE A CONDUTA LEGÍTIMA. É A CONDUTA EM SÍ. EX.: DIREITO PENAL, CIVIL, TRABALHISTA, ETC. PROCESSUAL- CONJUNTO DE REGRAS SEGUNDO AS QUAIS O PODER PÚBLICO FAZ CUMPRIR AS NORMAS OBJETIVAS. A VIOLAÇAO DELAS REQUER UM PROCESSO. É O MODO DE FAZER.

9. Enumerar as partes de um laudo médico-legal e dizer qual é a mais importante e por quê. DIVIDIDA EM 7 PARTES: PREAMBULO, QUESITOS, HISTÓRICO, DESCRICAO, DISCURSSAO, CONCLUSAO E RESPOSTA AOS QUESITOS. A MAIS IMPORTANTE É A DESCRICAO, PORQUE NAO PODE SER REFEITA COM A MESMA RIQUEZA DE DETALHES EM UM EXAME POSTERIOR. O MELHOR MOMENTO PARA UMA BOA DESCRICAO É O 1 EXAME. 10. Um indivíduo adulto, portador de hemofilia, foi vítima de colisão de veículos, da qual resultou contusão abdominal com pequena laceração hepática. Foi internado em um hospital de pronto socorro, evoluiu com hemoperitônio de formação lenta e morreu dois dias após em choque hipovolêmico. Como deve ser feita a declaração de óbito neste caso? A quem compete o seu preenchimento? A- CHOQUE HIPOVOLEMICO B- HEMOPERITONEO C- RUPTURA DE FÍGADO D- ACAO CONTUNDENTE ABDOMINAL *COMORBIDADE ASSOCIADA: HEMOFILIA COMPETE AO MEDICO LEGISTA O SEU PREENCHIMENTO, POR SE TRATAR DE UMA MORTE COM COMPLICACAO RELACIONADA AO TRAUMA (MORTE VIOLENTA) 11. Esclarecer quando a lei obriga o médico a declarar o óbito fetal em casos de interrupção espontânea da gravidez cujo concepto seja expulso sem vida. A OBRIGATORIEDADE RECAI SOBRE AS PERDAS FETAIS TARDIAS, OU SEJA: - PARA SEPULTAMENTO: >28 SEMANAS, >1000G E >35CM. - PARA DECLARACAO DE ÓBITO: >20 SEMANAS (5 MESES), >500G E/OU ESTATURA >25CM. AS DEMAIS SÃO CONSIDERADAS ABORTO, E O MÉDICO NÃO ESTA OBRIGADO A FAZER A D.O. 12. Em uma sociedade ideal, o campo da moralidade deve coincidir com o da legalidade. Dar dois exemplos de situações concretas em que isto não ocorre. HA SITUACOES EM QUE AS ACOES SAO REALIZADAS DE ACORDO COM A LEI, MAS NAO TRADUZEM COMPORTAMENTO ÉTICO. POR EXEMPLO: 1) LEGISLADORES VOTAREM AUMENTO DE SEUS PRÓPRIOS SALÁRIOS QUANDO O GOVERNO, POR FALTA DE VERBAS, SE RECUSA A APROVAR AUMENTO PARA OS FUNCIONÁRIOS PUBLICOS. HÁ SITUACOES EM QUE A ACAO É MORALMENTE DIGNIFICANTE, MAS CONTRÁRIA À LEI. POR EXEMPLO:

2) PACIENTES COM CANCER AVANCADO E INCURAVEL, EM QUE O MÉDICO DEIXA DE USAR OS MEIOS NECESSÁRIOS A MANUTENCAO DA VIDA, COMO REPOR SANGUE APÓS HEMORRAGIA INTENSA, E OS DEIXAR MORRER. ELE ALIVIA O SOFRIMENTO DO INDIVIDUO, MAS COMETE HOMIICIDIO POR OMISSAO – EUTANASIA PASSIVA. 13. Por que não existe total correspondência entre as normas morais e as normas jurídicas da maioria dos estados? EM UMA SOCIEDADE PERFEITAMENTE ESTRUTURADA, OS CAMPOS DA MORALIDADE E DA LEGALIDADE SE SUPERPOEM, MAIS ISSO É UMA UTOPIA. NA MAIORIA DOS CASOS NAO HA PERFEITA COINCIDENCIA. EM 1 LUGAR, PORQUE AS RELACOES SOCIAIS SAO DINAMICAS E MUDAM RAPIDAMENTE COM O PASSAR DO TEMPO. EM 2 LUGAR, PORQUE A ELABORACAO DAS LEIS SEGUE UM RITO QUE DEPENDE DA FORMA DE GOVERNO, PODENDO SER RAPIDA OU LENTA. A LEGISLACAO DE UMA SOCIEDADE E TANTO AMIS JUSTA QUANTO MAIOR FOR A AREA COMUM AOS DOIS CAMPOS. 14. Estabelecer as diferenças entre norma jurídica objetiva e norma jurídica processual. OBJETIVO- FORMADO PELA NORMA QUE ESTABELECE A CONDUTA LEGÍTIMA. É A CONDUTA EM SÍ. EX.: DIREITO PENAL, CIVIL, TRABALHISTA, ETC. PROCESSUAL- CONJUNTO DE REGRAS SEGUNDO AS QUAIS O PODER PÚBLICO FAZ CUMPRIR AS NORMAS OBJETIVAS. A VIOLAÇAO DELAS REQUER UM PROCESSO. É O MODO DE FAZER. IDENTIFICAÇÃO

1. Enumerar os tipos fundamentais da classificação dactiloscópica de Vucetich e dizer como se distinguem entre si. OS TIPOS FUNDAMENTAIS TOMAM COMO ELEMENTO BASICO A PRESENCA, A AUSENCIA E A POSICAO DO DELTA. SAO 4 OS TIPOS FUNDAMENTAIS: A -1 ARCO – AUSENCIA DE DELTA I - 2 PRESILHA INTERNA – DELTA A DIREITA DO OBSERVADOR E - 3 PRESILHA EXTERNA – DELTA A ESQUERDA DO OBSERVADOR V -4 VERTICILO – DOIS DELTAS LETRAS: POLEGAR NUMEROS: DEMAIS DEDOS

SERIE= MAO DIREITA SECAO= MAO ESQUERDA 2. Citar três características, relativas ao sexo, do crânio de um adulto masculino. PROEMINENCIA DA GLABELA PARA FORA DE LINHA MEDIA SUPRA-ORBITAL, ANGULO FRONTO-NASAL PROEMINENTE, FRONTE INCLINADA, MARGENS SUPRAORBITARIAS ESPESSAS E ROMBAS, CRISTA NUCAL PROEMINENTE (RUGOSIDADE DA SUPERFICIE, FORMA DE GANCHO), PROCESSO MASTOIDE ROBUSTO COM LARGURA > MEATO ACUSTICO EXTERNO, EMINENCIA MENTONIANA MAIOR E MANDIBULA QUADRADA, CONDILO FORMA DE SAPATO, LINHA ZIGOMATICA TERMINA ALEM DO FOREMA AUDITIVO, ARCADA SUPRA ORBITARIA SALIENTE. 3. Citar três características do osso ilíaco de um adulto masculino importantes para caracterização do sexo do esqueleto. PREDOMINIO DAS DIMENSOES VERTICAIS, ARCO SUBPUBICO FORMA ANGULO AGUDO (<90 GRAUS), MAIS FECHADO-ESTREITO, SINFISE PUBICA GROSSA, CURTA E TRIANGULAR; CHANFRADUTA ISQUIATICA ESTREITA (30 GRAUS); AREA AURICULAR PLANA; SULCO PRE AURICULAR AUSENTE; TUBEROSIDADE ILIACA ONDULADA; SACRO LONGO E ESTREITO, COM DIAMETRO TRANSVERSO MAIOR; FORAME OBTURADOR OVALAR. 4. Esclarecer que elementos do esqueleto devem ser estudados para se avaliar a idade entre os 10 e os 20 anos. - SEGUNDA DENTIÇÃO - FECHAMENTO DAS ZONAS DE CRESCIMENTO DOS OSSOS LONGOS (METAFISES) TANATOLOGIA

1. Enumerar os fenômenos cadavéricos já plenamente estabelecidos num indivíduo que morreu há quinze horas e permaneceu ao ar livre sob temperatura ambiente de 25 a 30ºC.

2. Assinalar, pela ordem de aparecimento, as fases da putrefação com as respectivas causas. PUTREFACAO É A DECOMPOSICAO DO CORPO PELA ACAO DE BACTERIAS SAPROFITAS, PRINCIPALMENTE DO INTESTINO GROSSO. SE DIVIDE EM 4 FASES:

1 – COLORACAO (VERAO: 18 A 24H / INVERNO: 36 A 48H) COM APARECIMENTO DA MANCHA VERDE ABDOMINAL NA FID PELA PROXIMIDADE COM O CECO. O GAS SULFIDRICO SE DFUNDE PELO TECIDO E SE COMBINA COM HB FORMANDO SULFOEMOGLOBINA DE COR VERDE; OU TAMBEM TRANSFORMACAO DE HB EM BILIVERDINA. DEPOIS SE ESPALHA PARA O RESTO DO CORPO. HA TAMBEM A HEMOLISE, QUE MODIFICA A COR DOS TECIDOS. 2- ENFISEMA (2 A 3 DIAS) FASE GASOSA, COM PRODUCAO DE GASES PELA FLORA SAPROFITA. A) HA DISTENSAO DO ABDOME E ESPREME GRANDES VASOS E CORACAO, EMPURRANDO O SANGUE PARA AS VEIAS SUPERFICIAIS, FORMANDO UMA REDE VISIVEL (CIRCULACAO POSTUMA DE BROUARDEL). B) O AUMENTO DA PRESSAO ABDOMINAL FAZ PROLAPSO UTERINO E RETAL, E ELEVA O DAFRAGMA. BASES PULMONARES ESPREMIDAS COM ELIMINACAO DE LIQUIDO VERMELHO ESCURO PELAS NARINAS E BOCA. ELIMINA FEZES, URINA, ESPERMA E ATÉ CONCEPTO. C) HÁ DESCOLAMENTO DA EPIDERME ( DERME FICA EXPOSTA, FORMANDO PLACA PERGAMINHADA. NÃO FORMA CROSTA. FICA AMARELADA E ENDURECE) POR BOLHAS (QUEDA DE PROTEINAS) E PERDA DE FÂNEROS. VISCERAS AMOLECEM. 3 – COLIQUAÇÃO (3 SEMANAS) HÁ DELIQUESCENCIA DOS TECIDOS COM PERDAS LIQUIDAS E DESAPARECE ENFISEMA. CORPO MURCHA. 4 – ESQUELETIZACAO PODE DEMORAR ANOS E VARIA CONFORME CONDICOES CLIMATICAS E AMBIENTAIS. 3. Fazer um quadro sinóptico em que constem 4 fenômenos cadavéricos tardios, sua causa principal e o momento em que costumam se iniciar. - DESTRUTIVOS: AUTOLISE E PUTREFACAO. A AUTOLISE SE CARACTERIZA POR UM PROCESSO DE DEMOLICAO MOLECULAR DOS ELEMENTOS ORGANICOS DA CELULA POR ACAO ENZIMATICA. TERMINA QUANDO AS ENZIMAS SE AUTO DESTROEM E SE INICIA A PUTREFACAO, UMA FERMENTACAONUTRIDA DE ORIGEM BACTERIANA 9GERALMENTE APOS 16H) - CONSERVADORES:

A) MUMIFICACAO: OCORRE QUANDO O CADAVER ESTA EM LOCAL MUITO QUENTE E SECO, DESIDRATANDO TAO RAPIDO QUE NAO DA TEMPO DE APODRECER. B) SAPONIFICACAO: OCORRE EM CADAVER RICO EM GORDURA, COLOCADO EM LOCAL MUITO QUENTEE MUITO UMIDO, NAO APODRECE PEO FATO DA GORDURA NAOS E DECOMPOR NESSE AMBIENTE. 4. Dar o valor médico-legal dos livores de hipóstase. PELA COR DOS LIVORES É POSSIVEL SE TER UMA IDEIA DA CAUSA DA MORTE EM ALGUNS CASOS. EXEMPLO: INTOXICACAO POR CO- VERMELHO CARMIM (AUMENTO DA CARBOXIHB) INTOXICACAO POR CIANETO E FLUOROACETATO- VERMELHO VIVO (AUMENTO DA OXIHB) ASFIXIA- VIOLACEA ESCURA (DIMINUICAO DA HB) INTOXICACAO POR OXIDANTES ENERGICOS (CLORATO, NITRATO, ANILINAS) – PARDO-AVERMELHADO AMBIENTES FRIOS – VERMELHO –CLARO - ANEMIA AGUDA - PALIDOS A MUDANCA DE POSICAO PODE SER DENUNCIADA PELA FIXACAO DOS LIVORES, POIS ELES NAO DESAPARECEM ONDE ESTIVEREM FIXADOS E SE FORMAM EM OUTRAS AREAS QUE TENHAM SIDO COLOCADOS EM POSICAO PROXIMA AO SOLO. IMPORTANTE PARA PESQUISAR TENTATIVA DE DISSIMULACAO DE HOMICIDIO. QUANTO A CRONOLOGIA, SEU VALOR É RELATIVO, ASSIM COMO TEMPO DE FIXACAO. ANALISAR CONDICOES QUE ANTECIPAM E RETARDAM A FORMACAO E DIFUSAO DOS LIVORES. AGONIA E COMA PROLONGADO, APARECEM ANTES. 5. Estabelecer a diferença entre o conceito moderno e o tradicional de morte. MODERNO – MORTE COMO ANTITESE DA VIDA. NAO É A AUSENCIA DE VIDA, E SIM A INTERRUPCAO DEFINITIVA. MORTE SÓ EXISTE, QUANDO DEIXAR DE SE TER VIDA. ANALOGIA ENTRE CELULA VIDA E UMA FABRICA. INTEGRACAO E MANUTENCAO DA MEMBRANA CELULAR, METABOLISMO ENERGETICO E SISTESE DE MOLECULAS ESSENCIAIS, PARA QUE HAJA VIDA. O COMPROMETIMENTO DE UM DESSES, ULTRAPASSANDO O PONTO DE NAO RETORNO, LEVA A MORTE. APOPTOSE E NECROSE. TRADICIONAL – CESSACAO IRREVERSIVEL DA CIRCULACAO E RESPIRACAO, EVOLUINDO PARA MORTE CEREBRAL E ENCEFÁLICA. 6. Descrever o período gasoso da putrefação. 2- ENFISEMA (2 A 3 DIAS)

FASE GASOSA, COM PRODUCAO DE GASES PELA FLORA SAPROFITA. A) HA DISTENSAO DO ABDOME E ESPREME GRANDES VASOS E CORACAO, EMPURRANDO O SANGUE PARA AS VEIAS SUPERFICIAIS, FORMANDO UMA REDE VISIVEL DE COR PARDO-ESVERDEADA ESCURA (CIRCULACAO POSTUMA DE BROUARDEL). B) O AUMENTO DA PRESSAO ABDOMINAL FAZ PROLAPSO UTERINO E RETAL, E ELEVA O DAFRAGMA. BASES PULMONARES ESPREMIDAS COM ELIMINACAO DE LIQUIDO VERMELHO ESCURO PELAS NARINAS E BOCA. ELIMINA FEZES, URINA, ESPERMA E ATÉ CONCEPTO. C) HÁ DESCOLAMENTO DA EPIDERME ( DERME FICA EXPOSTA, FORMANDO PLACA PERGAMINHADA. NÃO FORMA CROSTA. FICA AMARELADA E ENDURECE) POR BOLHAS (QUEDA DE PROTEINAS) E PERDA DE FÂNEROS. VISCERAS AMOLECEM. 7. Listar as alterações cadavéricas que decorrem de fenômenos químicos. AUTÓLISE, RIGIDEZ MUSCULAR, ESPASMO CADAVERICO, PUTREFACAO, MACERACAO, SAPONIFICACAO, MUMIFICACAO. 8. Listar as alterações cadavéricas que decorrem de fenômenos físicos. DESIDRATACAO, RESFRIAMENTO (ALGIDEZ CADAVERICA), E LIVORES HIPOSTATICOS. 9. Dar os fatores que interferem no resfriamento do cadáver. POSICAO EM QUE MORREU, ESTADO DE NUTRICAO – BIOTIPO, VESTUARIO, IDADE, CONDICOES CLIMATICAS (VENTO, CHUVA, TEMPERATURA, UMIDADE, SOL), AMBIENTES FECHADOS (CAMA, CHAO, REFRIGERACAO). APOS 18H HA O EQUILIBRIO TERMICO. 10. Enumerar os sinais cadavéricos que costumam estar presentes em corpos de pessoas que morreram cerca de 20 horas antes, em nosso clima. RIGIDEZ MUSCULAR GENERALIZADA, LIVORES HIPOSTATICOS JA FIXADOS, DESIDRATACAO, RESFRIAMENTO, MANCHA VERDE ABDOMINAL. 11.Distinguir os conceitos de morte cortical e de morte cerebral total ( encefálica ) e referir qual foi adotado pelo CFM. - MORTE CORTICAL: PERDA DE FUNCAO SOMENTE DO CEREBRO SUPERIOR, COM PRESERVACAO DAS FUNCOES DO TRONCO CEREBRAL. ESTADO VEGETATIVO, MAS CONTINUA RESPIRANDO.

- MORTE CEREBRAL TOTAL: ENCEFALICA. PERDA DAS FUNCOES DO CEREBRO SUPERIOR E TAMBEM DO TRONCO CEREBRAL. ESTA FOI ADOTADA PELO CFM. 12. Dar as bases do diagnóstico de morte encefálica conforme determina a Resolução nº 1480/97 do CFM. IDENTIFICACAO E REGISTRO HOSPITALAR, COMA DE CAUSA CONHECIDA, AUSENCIA DE HIPOTERMIA, AUSENCIA DE DROGAS DEPRESSORAS DO SNC E AUSENCIA DE HIPOTENSAO ARTERIAL. 13. Distinguir causa médica de causa jurídica de morte.

14. Dar a seqüência e o tempo de instalação da rigidez muscular, esclarecendo quando ela começa a se desfazer. A RIGIDEZ EVOLUI DE FORMA DESCENDENTE, COMECA NA CABECA (MANDIBULA E NUCA) E EM TORNO DE 1H, ATINGE, SUCESSIVAMENTE, MMSS, TRONCO E MMII. TAMBEM SE DESFAZ DE FORMA DESCENDENTE, PODENDO DURAR ATE A FASE DA PUTREFACAO. O FATOR QUE DETERMINA A DURACAO DA RIGIDEZ É O TEOR DE ATP MUSCULAR NA HORA DA MORTE. QUALQUERFATOR QUE REDUZA OXIGENIO NO TECIDO MUSCULAR, DIFICULTE SUA UTILIZACAOOU EXCESSO DE CONSUMO, REDUZ CONCENTRACAOD E ATP, DIFICULTANDO SEPARACAO DO COMPLEXO ACTINA-MIOSINA. INICIO= 1H GENERALIZA= 2 A 3H MAXIMO= 5 A 8H DESAPARECE= 24 A 36H 15. Citar três características que atestam que uma ferida incisa achada em um cadáver foi produzida em vida. PRESENCA DE SANGUE COAGULADO, PRESENCA DE SINAIS INFLAMATORIOS, LABIOS DA FERIDA ENGROSSADOS (POST MORTEM É BRANCO) EXSUDATO SANGUINOLENTO, HEMORRAGIA, EDEMA, RETRACAO DOS TECIDOS DA FERIDA E REABSORCAO DO SANGUE. 16. Explicar como se processa a circulação póstuma de Brouardel. OCORRE NA FASE GASOSA, COM PRODUCAO DE GASES PELA FLORA SAPROFITA. HA DISTENSAO DO ABDOME E ESPREME GRANDES VASOS E CORACAO, EMPURRANDO O SANGUE PARA AS VEIAS SUPERFICIAIS, FORMANDO UMA REDE VISIVEL DE COR PARDO-ESVERDEADA ESCURA (CIRCULACAO POSTUMA DE BROUARDEL).

17. Dizer qual o primeiro fenômeno cadavérico de ordem química a se instalar e dar a sua causa. AUTÓLISE.É A DESTRUICAO DAS CELULAS PELA ACAO DESCONTROLADA DE SUAS PROPRIAS ENZIMAS. ASSIM QUE OCORRE A PARADA CIRCULATORIA, CESSA O APORTE DE O2 AOS TECIDOS. HA ACUMULO DE RADICAIS ACIDOS, COM BAIXA DO PH DO SANGUE E LIBERACAO DAS ENZIMAS CONTIDAS NOS LISOSSOMAS. AS CELULAS AFETADAS MAIS RAPDAMENTE PELA AUTOLISE SAO AS RICAS EM ENZIMAS PROTEOLITICAS (ESTOMAGO, INTESTINO E PANCREAS) 18. Esclarecer a conduta a ser tomada por um médico de pronto socorro e pela direção do hospital ao verificarem que um dos pacientes do CTI está em morte encefálica.

19. Uma pessoa foi baleada na coluna vertebral por um desafeto que a havia jurado de morte. Durante o atendimento de urgência teve que sofrer uma transfusão de sangue. Da lesão na coluna resultou paraplegia. Da transfusão de sangue, uma infecção pelo vírus C da hepatite. Com o passar dos anos, acabou evoluindo para uma cirrose pós-hepatite. No período final, desenvolveu varizes do esôfago e morreu por hemorragia digestiva alta. Pergunta-se: a) Houve morte violenta ou morte natural? b) A quem compete passar a declaração de óbito? c) Como deve ser preenchido o atestado de óbito? d) Quais os documentos necessãrios para o corpo ser sepultado

20. Quais os critérios a serem satisfeitos para que se firme um termo de declaração de morte encefálica? SATISFAZER A CRITERIOS CLINICOS E LABORATORIAIS. 2 EXAMES CLINICOS, POR 2 MEDICOS DIFERENTES, A INTERVALOS OBEDECIDOS DE ACORDO COM SUA FAIXA ETARIA, TANTO MAIS LONGO QUANTO MENOR A IDADE, TEM QUE ESTAR EM COMA APERCEPTIVO DE CAUSA CONHECIDA, SEM ATIVIDADE MOTORASUPRA ESPINHAL, E EM APNEIA. CONFIRMA-SE POR EXAMES COMPLEMENTARES, QUE ESTABELEÇAM AUSENCIA DE ATVIDADE ELETRICA, OU DE PERFUSAO SANGUINEA, OU DE ATIVIDADES METABOLICAS CEREBRAIS. OS RESULTADOS DEVEM SER REGISTRADOS NO TEMPO DE DECLARACAO DE MORTE ENCEFALICA. 21. Explicar o que se deve entender por 'doação presumida de órgãos' e dizer se essa postura prevaleceu na regulamentação da nova lei sobre os transplantes de órgãos. HAVENDO MANIFESTACAO DA VONTADE DO POSSIVEL DOADOR, EM VIDA, ESSA DEVE SER RESPEITADA APOS SUA MORTE. X

- DOACAO PRESUMIDA: SE CONSIDERA DOADOR O INDIVIDUO QUE NAO SE MANIFESTOU EM VIDA SE QUERIA OU NAO SER DOADOR. NAO PREVALECEU, POIS HOJE, PAI, MAE, FILHO OU CONJUGUE PODERAM MANIFESTAR-SE CONTRARIAMENTE A DOACAO, O QUE SERA OBRIGATORIAMENTE ACATADO PELAS EQUIPES DE TRANSPLANTE E REMOCAO. 22. Enumerar os exames complementares que devem ser realizados para confirmar o diagnóstico de morte encefálica. EEG, CINTILOGRAFIA E ARTERIOGRAFIA CEREBRAL, TC COM ARTERIOGRAFIA, PET, DOPPLER TRANSCRANIANA. - AUSENCIA DE ATIVIDADE ELETRICA CEREBRAL – EEG - AUSENCIA DE ATIVIDADE METABOLICA CEREBRAL – CINTILOGRAFIA - AUSENCIA DE DIFUSAO DE SANGUE CEREBRAL - ARTERIOGRAFIA 23. A nova lei de transplantes respeita o princípio bioético da autonomia? Justifique a resposta.

24. Por que a resposta inflamatória aguda não é muito útil na caracterização da reação vital durante o período de incerteza de Tourdes? PORQUE É UM PERIODO DE 6H ANTES A 6H APOS A MORTE EM QUE OS TECIDOS REAGIRAO SEMELHANTE A REACAO VITAL, MESMO QUE ESTEJA MORTO. 25. Feitos os exames neurológicos, quais os critérios relacionados com os exames complementares que devem ser seguidos para o diagnóstico da morte encefálica.

26. Esclarecer o que entende como fixação dos livores de hipostase, dar a sua causa e o seu valor médico-legal. A PRESSAO INTRAVASCULAR CAI A ZERO. TAO LOGO SE DA A PARADA DA CIRCULACAO SG. ATUA A GRAVIDADE, ATRAINDO-A PARA AS PARTES MAIS BAIXAS DO CORPO, PROXIMAS AO SOLO. ESSA MIGRACAO DO SANGUE LEVA AO APARECIMENTO DE AREAS CIRCULARES DE TONALIDADE AVERMELHADA, QUE VAO AUMENTANDOE CONFLUINDO. COM O TEMPO, A PRESSAO DO SANGUE AUMENTA, E VASOS SAO ROMPIDOS FORMANDO AS PETEQUIAS NAS ZONAS DE MAIOR INTENSIDADE DOS LIVORES (MORTES RAPIDAS) DIZ-SE QUE OS LIVORES JA ESTAO FIXADOS SE NAO IRAO DESAPARECER COM A MUDANCA DE DECUBITO DO CORPO. A FIXACAO DECORRE DA IMPREGNACAO DOS

TECIDOS PELA HB LIBERADA DAS HEMACIAS PELA HEMOLISE QUE SE INICIA POUCO ANTES DA PUTREFACAO (INICIA DE 30MIN A 4H COM MAX DE 12H) 27. Na determinação aproximada da hora da morte, pode-se valer da excitação elétrica muscular por meio de eletrodos colocados em regiões da face. Qual o dado mais importante que se utiliza nesse exame para calcular o tempo de morte? A RESPOSTA É GRADUADA DE ACORDO COM A EXTENSAO DA CONTRACAO REALIZADA PELOS MUSCULOS DA FACE. QUANTO MAIS EXTENSA A ONDA DE CONTRACAO, MENOR O TEMPO APOS A MORTE. 28. Descrever os fenômenos cadavéricos que resultam da desidratação PERDA DE PESO, APERGAMINHAMENTO DA PELE, DESSECAMENTODAS MUCOSAS E FENOMENOS OCULARES. O APERGAMINHAMENTO OCORRE NAS AREAS DE ARRANCAMENTO POST MORTEM DA EPIDERME; PELE FICA ENDURECIDA E AMARELADA. O DESSECAMENTO DAS MUCOSAS AUMENTA-LHES A CONSISTENCIA FICANDO PARDO-AVERMELHADA. NO OLHO= FORMA-SE A TELA VISCOSAQUE SUBSTITUI O BRILHO DA CORNEA E RESULTA DA EVAPORACAO DA LAGRIMA. A CORNEA TORNA-SE OPACA E LEITOSA. A MANCHA NEGRA DA ESCLEROTICA (1-3HRS MAX 6H) – SINAL DE SOMMER, CRESCE NA METADE TEMPORAL, SURGINDO TAMBEM NA METADE NASAL DA FENDA. HA TAMBEM HIPOTENSAO DO GLOBO OCULAR. TRAUMATOLOGIA FORENSE GERAL

1. Dar dois exemplos de cada tipo de instrumento que atua por meio da energia cinética. PERFURANTE: PREGO, AGULHA CORTANTE: NAVALHA, BISTURI, CUBO S DE VIDRO, FOLHA METALICA CONTUNDENTE: PEDRA, MARTELO, SOQUEIRA PERFURO-CONTUNDENTE: FACA, PUNHAL, CANIVETE, ESPADA, VERGALHAO PERFURO-CONTUNDENTE: ARMA DE FOGO, VERGALHAO, FLEXAS, GRADES CORTO-CONTUNDENTE: MACHADO, FOICE, ENXADA, FACAO 2. Descrever o mecanismo de ação dos agentes traumatizantes que atuam por meio da energia cinética. OS AGENTES MECANICOS SAO CAPAZES DE LESAR PORQUE TRANSFEREM TODA SUA ENERGIA CINETICA, OU PARTE DELA, A AREA DA SUPERFICIE CORPORAL COM QUE ENTRA EM CONTATO. VARIA COM A MASSA DO AGENTE E COM O QUADRADO

DA VELOCIDADE. A QUANTIDADE DE ENERGIA ANTES DO CHOQUE TEM QUE SER IGUAL A ENERGIA APOS A COLISAO. OS CORPOS PODEM ESTAR EM MOVIMENTO OU NAO, E PODE SER UNIDIRECIONAL OU OBLIQUO. A DINAMICA DA COLISAO DETERMINA O RESULTADO FINAL. O MAIS IMPORTANTE É A QUANTIDADE DE ENERGIA CINETICA TRANSFERIDA. 3. Conceituar trauma e lesão. TRAUMA- ATUACAO DE ENERGIA EXTERNA SOBRE O CORPO DA PESSOA, COM INTENSIDADE PARA PROVOCAR DESVIO DA NORMALIDADE, PODE SER INSUFICIENTE PARA CAUSAR LESAO PERCEPTIVEL, MAS SIM ALTERAR SUA FUNCAO. LESAO- ALTERACAO ESTRUTURAL PROVENIENTE DE UMA AGRESSSAO AO ORGANISMO. 4. Uma pessoa é baleada na cabeça e morre 10 minutos depois. Dizer como se pode determinar que estava viva ao ser atingida pelo projétil. AVALIAR PRESENCA DE REACAO INFLAMATORIA E PROCESSO DE REPARACAO E REGENERACAO. A REACAO INFLAMATORIA AGURA SÓ OCORRE EM VIDA. LOGO, APOS A AGRESSAO A REGIAO APARECE PALIDA, EM SEGUIDA A PELE FICA VERMELHA E QUENTE. A REPARACAO EM CASOS DE FERIDAS CIRURGICAS COMECAM CERCA DE 18 A 24H APOS A LESAO. LESOES GRANDES DEIXAM CICATRIZ. OS MACROFAGOS DOS LINFONODOS PODEM APRESENTAR PARTICULAS FAGOCITADAS DENTRO DO CITOPLASMA, INDICANDO QUE A LESAO FOI FEITA EM VIDA. 5. Dar a importância do fluxo de energia na produção das lesões traumáticas. OS AGENTES MECANICOS SAO CAPAZES DE LESAR PORQUE TRANSFEREM TODA SUA ENERGIA CINETICA, OU PARTE DELA, A AREA DA SUPERFICIE CORPORAL COM QUE ENTRA EM CONTATO. VARIA COM A MASSA DO AGENTE E COM O QUADRADO DA VELOCIDADE. A QUANTIDADE DE ENERGIA ANTES DO CHOQUE TEM QUE SER IGUAL A ENERGIA APOS A COLISAO. OS CORPOS PODEM ESTAR EM MOVIMENTO OU NAO, E PODE SER UNIDIRECIONAL OU OBLIQUO. A DINAMICA DA COLISAO DETERMINA O RESULTADO FINAL. O MAIS IMPORTANTE É A QUANTIDADE DE ENERGIA CINETICA TRANSFERIDA. 6. Diferenciar os conceitos de lesão consolidada e lesão cicatrizada. LESAO CONSOLIDADA É AQUELA QUE PARA DE EVOLUIR. PODE TER HAVIDO CICATRIZACAO OU TER CESSADO DE EVOLUIR SEM TER CICATRIZADO. OU SEJA, ESTÁ CONSOLIDADA A LESAO PORQUE PAROU DE EVOLUIR MAS NAO HOUVE A CURA. CICATRIZACAO PODE SE FAZER COM A CURA OU NAO.

AÇÃO CONTUNDENTE 1. Dar o valor médico-legal das equimoses. ATESTAM QUE HOUVE UMA ACAO CONTUNDENTE, DEMONSTRA QUE HAVIA VIDA NO MOMENTO DE SUA PRODUCAO, PODEM IDENTIFICAR O AGENTE TRAUMATIZANTE E PELA LOCALIZACAO E DISTRIBUICAO, PODEM SUGERIR O TIPO DE AGRESSAO. PELA SUA COR PERMITEM SABER A EPOCA DA AGRESSAO. 2. Dar o valor médico-legal das escoriações. DONFIRMAM A EXISTENCIA DE REACAO VITAL E QUE HOUVE ATUACAO DE UM AGENTE CONTUNDENTE. PELO ASPECTO DE SUA CROSTA, PODEM DAR IDEIA DO TEMPO EM QUE FORAM PRODUZIDAS PELA SUA LOCALIDADE E FORMA, SUGEREM CERTOS TIPOS DE AGRESSAO. 1) FORMA DE SULCO NO PESCOCO – ESTRANGULAMENTO; 2) FORMA UNGUEAL NO PESCOCO – ESGANADURA; 3) IMITANDO ARCADA DENTARIA – MORDEDURA; 4) PRACO, ANTEBRACO E PERNA, CONTENCAO; 5) REGIOES EROGENAS – CRIME DE NATUREZA SEXUAL; 6) LINHAS AO REDOR DOS PUNHAS- ALGEMAS. 3. Descrever a evolução de uma escoriação que atinja a derme profunda. AS ESCORIACOES QUE DESGASTAM APENAS O 1/3 SUPERIOR DA CAMADA ESPINHOSA DA EPIDERME TRADUZEM-SE POR EXUDATO DE LIQUIDO SEROSO INCOLOR, QUE EVAPORA, DEIXANDO PEQUENO COAGULO AMARELADO QUE PRODUZ UMA CROSTA SERICA POR EXAPORACAO. AS QUE PASSAM EM PLANO INTERMEDIARIO ENTRE O APICE E A BASE DAS PAPILAS DERMICAS APARECEM COMO UM PONTILHADO HEMORRAGICO EM MEIO A EXSUDACAOSEROSA E FORMA CROSTA SEROSSANGUINOLENTA. JA AS LESOES MAIS PROFUNDAS, QUE PASSEM EM PLENA DERME POR TODA SUA EXTENSAO, FORMAM UM LENCOL HEMORRAGICO UNIFORME QUE DA ORIGEM A UMA CROSTA HEMATICA. A CROSTA DAS ESCORIACOES PROFUNDAS FICA FORTEMENTE ADERIDA E TEM COR PARDO-AVERMELHADA. COM UMA SEMANA DE EVOLUCAO, TEM CONSISTENCIA BEM FIRME, CONTORNO NITIDO, E COMECA A ESBOCAR UM LEVANTAMENTO NA PERIFERIA (COM 2 SEMANAS PODE JA TER SIDO TOTALMENTE ELIMINADA). 4. Descrever o espectro equimótico de Le Gran du Saulle COM O PASSAR DOS DIAS AS EQUIMOSES SUPERFICIAIS MUDAM DE COR. INICIALMENTE, SAO DE COR VERMELHO-VIOLACEA, SEGUIDA, SUCESSIVAMENTE, PELO AZULADO, ESVERDEADO E O AMARELADO ANTES DE DESAPARECEREM, EX,; UMA EQUIMOSE DE TAMANHO MEDIO 94-5CM), COSTUMA DESAPARECER EM 15 A 20 DIAS. AO LONGO DESSE PERIODO, AS CORES VAO SE SUCENDO NA REFERIDA ORDEM.

5. Descrever uma ferida contusa. É A SOLUCAO DE CONTINUIDADE CAUSADA POR ACAO CONTUNDENTE, QUE INTERESSA TODOS OS PLANOS DA PELE, INCLUSIVE O SUBCUTANEO. SE DA POR COMPRESSAO OU TRACAO. APRESENTA TODAS AS CARACTERISTICAS IRREGULARES. 6. Dar os mecanismos mais comuns de formação de feridas contusas.

7. Definir equimose. É A INFILTRACAO DE SANGUE NAS MALHAS DOS TECIDOS. DEVE-SE A ROTURA DE CAPILARES, VENULAS E ARTERIOLAS, MAS TAMBEM POR DIAPEDESE. DE ACORDO COM SUA FORMA É CHAMADA DE PETEQUIA, SUGILACAO OU SUFUSAO. 8. Deferenciar uma ferida contusa provocada por compressão de uma outra provocada por tração.

9. Esclarecer por que as crostas das escoriações podem apresentar diferentes aspectos. ( Lincoln ) AS ESCORIACOES QUE DESGASTAM APENAS O 1/3 SUPERIOR DA CAMADA ESPINHOSA DA EPIDERME TRADUZEM-SE POR EXUDATO DE LIQUIDO SEROSO INCOLOR, QUE EVAPORA, DEIXANDO PEQUENO COAGULO AMARELADO QUE PRODUZ UMA CROSTA SERICA POR EXAPORACAO. AS QUE PASSAM EM PLANO INTERMEDIARIO ENTRE O APICE E A BASE DAS PAPILAS DERMICAS APARECEM COMO UM PONTILHADO HEMORRAGICO EM MEIO A EXSUDACAOSEROSA E FORMA CROSTA SEROSSANGUINOLENTA. JA AS LESOES MAIS PROFUNDAS, QUE PASSEM EM PLENA DERME POR TODA SUA EXTENSAO, FORMAM UM LENCOL HEMORRAGICO UNIFORME QUE DA ORIGEM A UMA CROSTA HEMATICA. 10. Dizer se é possível a formação de equimoses após a morte do indivíduo. Justificar a resposta. PRINCIPALMENTE EM CASOS DE MORTES RAPIDAS, COM O PASSAR DO TEMPO A PRESSAO DO SANGUE AUMENTA, E PEQUENOS VASOS SE ROMPEM, FORMANDO PETEQUIAS NAS ZONAS DE MAIOR INTENSIDADE DOS LIVORES DE HIPOSTASE, POR EX.; NOS MMII DOS ENFORCADOS.

ARMAS BRANCAS

1. Fazer o diagnóstico diferencial entre ferida contusa e ferida incisa. A FERIDA INCISA É PRODUZIDA POR INSTRUMENTOS CORTANTES, QUE TRANSFEREM A EC POR DESLIZAMENTO E LEVE PRESSAO, ATRAVEZ DA BORDA AGUÇADA. A EXTENSAO PREDOMINA SOBRE A PROFUNDIDADE, SAO SUPERFCIAIS EM GERAL, COM BORDAS REGULARES, VERTENTES PLANAS E ANGULOS MUITO AGUDOS. (1/3 SUPERIOR MAIS PROFUNDO, E TERMINAM EM ESCORIACAO LINEAR=CAUDA DE ESCORIACAO) A FERIDA CONTUSA É A SOLUCAO DE CONTINUIDADE CAUSADA POR ACAO CONTUNDENTE, QUE INTERESSA TODOS OS PLANOS DA PELE, INCLUSIVE SUBCUTANEO. A EPIDERME É ARRANCADA E AS FIBRAS DA DERME SAO DESLOCADAS LATERALMENTE E SE ROMPEM QUANDO A PRESSAOULTRAPASSA SEU LIMITE DE RESISTENCIA. BORDAS ESCORIADAS, VERTENTES ANFRACTUOSAS E INFILTRADAS POR SANGUE, E FUNDO IRREGULAR SUJO. TRACAO OU COMPRESSAO. 2. Descrever as feridas produzidas por instrumentos pérfuro-cortantes ao atuarem de modo típico.

3. Descrever uma ferida de esgorjamento e estabelecer o diagnóstico diferencial entre as de causa suicida e as de causa homicida. QUANDO LOCALIZADAS NO PESCOÇO, NAS FACES LATERAL OU ANTERIOR, A SECCAO DE VASOS DA REGIAO CAROTIDEA PODE LEVARA MORTE POR ANEMIA AGURA E ASFIXIA E TAMBEM EMBOLIA GASOSA. SUICIDIO: MULTIPLOS ENTALHES NOS LABIOS DA FERIDA E ESCORIACOES LINEARES, OU MESMO FERIDAS MENORES E MAIS SUPERFICIAIS PARALELAS A FERIDA PRINCIPAL – LESOES DE HESITACAO. TRADUZEM AS TENTATIVAS DO SUICIDA TESTAR SUA SENSIBILIDADE A DOR. SAO SUCESSIVOS PEQUENOS GOLPES, AOS POUCOS. HOMICIDIO: LESAO FEITA DE UM SO GOLPE, PROFUNDA, BORDAS REGULARES, SEM ENTALHES. 4. Estabelecer o diagnóstico diferencial entre esgorjamento suicida e homicida pelo exame do cadáver. QUANDO LOCALIZADAS NO PESCOÇO, NAS FACES LATERAL OU ANTERIOR, A SECCAO DE VASOS DA REGIAO CAROTIDEA PODE LEVARA MORTE POR ANEMIA AGURA E ASFIXIA E TAMBEM EMBOLIA GASOSA.

SUICIDIO: MULTIPLOS ENTALHES NOS LABIOS DA FERIDA E ESCORIACOES LINEARES, OU MESMO FERIDAS MENORES E MAIS SUPERFICIAIS PARALELAS A FERIDA PRINCIPAL – LESOES DE HESITACAO. TRADUZEM AS TENTATIVAS DO SUICIDA TESTAR SUA SENSIBILIDADE A DOR. SAO SUCESSIVOS PEQUENOS GOLPES, AOS POUCOS. HOMICIDIO: LESAO FEITA DE UM SO GOLPE, PROFUNDA, BORDAS REGULARES, SEM ENTALHES. 5. Fazer desenho esquemático com a forma das feridas produzidas por instrumentos pérfuro-cortantes com um, dois, três e quatro gumes nos golpes dados perpendicularmente à pele, realçando as diferenças.

6. Descrever uma ferida corto-contusa. LESOES PROFUNDAS E GRAVES. EM GERAL RETAS, COM BORDAS AFASTADAS, REGULARES, PORES ESCORIADAS. VERTENTES PLANAS, MAS DEIXAM VER CERTO GRAU DE LACERACAO DOS DIVERSOS PLANOS, ENCONTRAM-SE MUITAS MUTILACOES, CAUSADAS POR MACHADO, FOICE, ENXADA, RODA DE TREM. 7. Enunciar as leis de Filhos e dar a sua importância no diagnóstico diferencial das feridas penetrantes. LEI DA SEMELHANCA DE FILHOS: OBJETOS PERFURANTES DE CALIBRE MEDIO CAUSAM FERIDAS IGUAIS AOS PERFURO CORTANTES DE 2 GUMES. LEI DO PARARELISMO: FERIDAS PERFURANTES SEGUEM, PARALELAMENTE, AS LINHAS DE FORÇA EM UMA MESMA REGIAO. LEI DE LANGER: AS FERIDAS PODEM SER ATIPICAS, NOS LOCAIS DE CONFLUENCIA DAS LINHAS DE TRACAO. ESSAS LEIS SAO UTEIS PARA DIFERENCIARMOS SE UMA FERIDA FOI CAUSADA POR OBJTO PERFURANTE DE MEDIO CALIBRE OU POR UM PERFURO CORTANTE DE 2 GUMES. 8. Um corpo humano é encontrado e apresenta um grupo de oito feridas penetrantes em forma de botoeira na região peitoral esquerda, com ângulos agudos, bordas regulares, direção oblíqua de cima para baixo e de fora para dentro, medindo entre 6 e 8mm de comprimento. Referir o tipo de instrumento que as causou, justificando a resposta. O INSTRUMENTO FOI UM OBJETO PERFURO CORTANTE DE 1 GUME, POIS A FERIDA CAUSADA TEM FORMATO DE BOTOEIRA 9. Fazer o diagnóstico diferencial entre ferida incisa e ferida cirúrgica.

AS FERIDAS TEM MAIOR REGULARIDADE, PROFUNDIDADE, UNIFORMIDADE E SE ANGULO DE SAIDA NAO APRESENTA CAUSA DE ESCORIACAO. AS FERIDAS ENCISAS SE DAO PELOS INSTRUMENTOS CORTANTES (NAOCURIRGICOS), COM BORDAS REGULARES, VERTENTES PLANAS E ANGULOS MUITO AGUDOS. PRODUZEM CAUDA DE ESCORIACAO NO ANGULO DE SAIDA. 10. Fazer o diagnóstico diferencial entre ferida por instrumento perfurante de calibre médio e ferida por instrumento pérfuro-cortante de dois gumes.

11. Dar o valor das leis de Filhos e da de Langer na patologia forense. O ASPECTO DAS FERIDAS CAUSADAS POR INSTRUMENTOS PERFURANTES DE CALIBRE MEDIO, OBEDECE A 3 PRINCIPIOS: 1- TEM ASPECTO SEMELHANE AS PRODUZIDAS POR INSTRUMENTO PERFUROCORTANTE DE 2 GUMES= PRINCIPIO OU LEI DA SEMELHANÇA DE FILHOS 2- TEM SEMPRE A MESMA DIRECAO NUMA MESMA REGIAO DO CORPO- PRINCIPIO OU LEI DO PARALELISMO DE FILHOS 3- PODEM TER FORMA DIFERENTE, BIZARRA, NOS PONTOS DE ENCONTRO DAS LINHAS DE FORÇA= ;EI DE LANGER. DIANTE DA FORMA E DIRECAO DAS LESOES, ATUA PRINCIPALMENTE PARA DIAGNOSTICO DIFERENCIAL COM AS FERIDAS PÉRFURO-CORTANTES DE 2 GUMES 12. Conceituar "lesão de defesa" e dizer suas localizações mais freqüentes. LOCALIZADAS NA MAO E ANTEBRACO, PRINCIPALMENTE BORDA CUBITAL. PODEM NAO SER REGULARES DEVIDO AOS MOVIMENTOS DA MAO E DESLOCAMENTO DA PELE EM RELACAO AS PREGAS NATURAIS. ATESTAM TEM HAVIDO LUTA E RESISTENCIA POR PARTE DA VITIMA. A MULTIPLICIDADE DE GOLPES É IMPORTANTE E FREQUENTE NOS HOMICIDIOS. FERIDAS POR INSTRUMENTOS CORTANTES. 13. Dizer qual o elemento mais importante para se estabelecer o sentido de uma ferida incisa. Justifique. É AVALIADO PELA POSICAO DA CAUDA DE ESCORIACAO, QUE MOSTRA A SAIDA DO GUME. QUANDO HA ENTRECRUZAMENTO DE 2 FERIDAS INCISAS, A ORDEM EM QUE FORAM PRODUZIDAS PODE SER DETERMINADA. NA SEGUNDA FERIDA, O INSTRUMENTO INCIDE SOBRE TECIDO JA SECCIONADO E QUE JA SOFREU ACAO DAS LINHAS DE FORCA GERADAS PELAS FIBRAS COLAGENAS E ELASTICAS QUE REPUXAM AS BORDAS DA PRIMEIRA LESAO. TENTAR A COAPTACAO DAS BORDAS DE UMA DELAS, PARA SABER QUAL FOI FEITA PRIMEIRO. AO SUTURAR A SEGUNDA FERIFA, SERA O TEMPO DE DUAS DIRECOES DEFASADAS, MAS PARALELAS.

14. Enumerar os elementos a serem procurados em uma pessoa morta por arma branca que falam a favor de suicídio. ARMAS DE FOGO

1. Estabelecer o diagnóstico diferencial entre uma ferida por PAF com a arma encostada e outra feita a curta distância, ambas no crânio. A FERIDA POR PAF A CURTA DISTANCIA APRESENTA ZONAS DE ENXUGO, ZONA DE ESCORIACAO, DE EQUIMOSE, DE ESFUMAÇAMENTO E TATUAGEM. A FERIDA COM A ARMA ENCOSTADA APRESENTA LESAO DE ETRADA ESTRELADA (SINAL DE MINA DE HOFFMAN), MAS NAO HA ZONAS DE TATUAGEM E ESFUMAÇAMENTO NA PELE. HÁ O ESFUMAÇAMENTO DO OSSO (SINAL DE BENASSI) E IMPRESSAO DO CANO DA ARMA NA PELE (SINAL DE WARTEGARTNEN) 2.Descrever, sucintamente, as formas possíveis de ferida de entrada de PAF na superfície corporal desnuda.

3. Caracterizar as feridas produzidas por PAF com o cano encostado no crânio e no abdômen. CRANIO: PROJETIL PERFURA A PELE E ABRE CAMINHO PARA OS ELEMENTOS DO CONE DE EXPLOSAO. COMO O DESENVOLVIMENTO DA PRESSAO É MUITO RAPIDO, A PELE NAO RESISTE E ESTOURA DE DENTRO PARA FOR A, CAUSANDO FERIDA DE FORMA ESTRELADA IRREGULAR, COM BORDAS SOLAPADAS, DELIMITANDO UMA CAMARA DE PAREDES ESCURECIDAS – BOCA DE MINA. DE FOR A, VE-SE PORCAO CENTRAL CIRCULAR EM QUE A PELE ESTA ESCURA E QUEIMADA. DO CENTR, IRRADIAM-SE FENDAS RADIAIS E IRREGULARES, EM QUE AS BORDAS NAO ESTAO ESCORIADAS. ABDOMEM: PELE INICIALMENTE RECUA UM POUCO, PERMITINDO ESCAPE DE GASES PARA FOR A DA FERIDA. COM A EXPANSAO DE GASOS NOS PLANOS SUBCUTANEOS E MUSCULAR. ORIFICIO CIRCULAR COM MARGENS QUEIMADAS E ESCORIADAS. A PELE É JOGADA DE VOLTA DE ENCONTRO COM A BOCA DA ARMA. 4. Descrever uma entrada de PAF disparado com o cano encostado no crânio, dando as causas das alterações.

5. Fazer o diagnóstico diferencial entre uma ferida de entrada de PAF disparado a longa distância e uma ferida de saída.

PAF A LONGA DISTANCIA: ENTRADA, ORIFICIO, ORLA DE ESCORIACAO DA EPIDERME, ORLA DE ENXUGO (DERME), ORLA EQUIMOTICA NO SUBCUTANEO (REACAO VITAL) A SAIDA: BORDAS EESTIDAS, MENORES QUE O ORIFICIO DE ENTRADA, GERALMENTE SEM ORLA, ASPECTO ESTRELADO. 6. Descrever uma ferida de entrada de PAF com a boca do cano da arma situada a 5cm da pele, e com direção oblíqua. O CONE DE DISPERSAO É INTERCEPTADO EM UM PLANO NAO PERPENDICULAR A SUA ALTURA. GERA-SE UMA FORMA OVAL, COM ORIFICIO DE ENTRADA EXCENTRICO E MAIS PROXIMO DO POLO DE ONDE VEIO O DISPARO. A CONCENTRACAO DOS COMPONENTES DA ORLA TAMBEM É MAIOR DESSE LADO. 7. Descrever uma ferida de entrada de PAF disparado a curta distância, obliquamente, sem interposição da roupa. O CONE DE DISPERSAO É INTERCEPTADO EM UM PLANO NAO PERPENDICULAR A SUA ALTURA. GERA-SE UMA FORMA OVAL, COM ORIFICIO DE ENTRADA EXCENTRICO E MAIS PROXIMO DO POLO DE ONDE VEIO O DISPARO. A CONCENTRACAO DOS COMPONENTES DA ORLA TAMBEM É MAIOR DESSE LADO. 8. Descrever uma ferida de entrada de PAF disparado com o cano encostado no abdômen. ABDOMEM: PELE INICIALMENTE RECUA UM POUCO, PERMITINDO ESCAPE DE GASES PARA FOR A DA FERIDA. COM A EXPANSAO DE GASOS NOS PLANOS SUBCUTANEOS E MUSCULAR. ORIFICIO CIRCULAR COM MARGENS QUEIMADAS E ESCORIADAS. A PELE É JOGADA DE VOLTA DE ENCONTRO COM A BOCA DA ARMA. 9. Descrever uma ferida de entrada de PAF disparado a curta distância, perpendicularmente à pele. SOMAM-SE AS LESOES, ALTERACOES CAUSADAS PELO CONE DE EXPLOSAO, COM VERTICE NA BOCA DA ARMA, E BASE VOLTADA PARA O ALVO. FORMA-SE A ORLA DE QUEIMADURA, ORLA DE ESFUMACAMENTO OU DE TISNADO, DE COR ACINZENTADA ESCURA PELA FULIGEM, E PODE SER REMOVIDA LAVANDO-SE A PELE COM AGUA E SABAO, E TAMBEM A ORLA DE TATUAGEM, ATRAVEZ DOS GRAOS DE POLVORA EM COMBUSTAO. 10. Dar valor médico-legal das vestes nos casos de morte por projéteis de arma de fogo. O LEGISTA DEVE VERIFICAR QUANTAS SAO AS PERFURACOES E SE SUAS CARACTERISTICAS INDICAM TEREM SIDO PRODUZIDAS RECENTEMENTE, QUAL A

DIRECAO DO DESLOCAMENTO DOS FIOS DO TECIDO, SE HA ORLA DE ENXUGO, SE APRESENTAM SINAIS DE LUTA (RASGOES, SUJIDADES) 11. Estabelecer as bases para um diagnóstico diferencial entre homicídio e suicídio nos casos de morte por projéteis de arma de fogo.

12. Explicar a influência da forma da ponta e da construção dos projéteis de arma de fogo na produção das lesões.

13. Explicar como o médico legista pode ajudar na determinação da causa jurídica da morte de vítima de disparos de arma de fogo.

14. Enumerar os fatores que interferem na porcentagem de energia cinética transferida por um projétil de arma de fogo ao corpo de uma pessoa baleada. FATORES QUE INTERFEREM NA PORCENTAGEM DE ENERGIA CINETICA TRANSFERIDA POR PAF AO CORPO DA PESSOA BALEADA: FORMATO DA PONTA DO PROJETIL, VELOCIDADE DO PROJETIL, DEFORMIDADE DO PROJETIL E CALIBRE DO PROJETIL. 15. Explicar porque algumas lesões de tiro encostado no abdômen apresentam orla de esfumaçamento e outras não.

16. Dar as características dos PAF que favorecem seu poder de penetração. CARACTERISTICAS DO PAF QUE FAVORECER PENETRACAO: CALIBRE, MASSA, VELOCIDADE, PONTO PONTIAGUDO. 17. Fazer o diagnóstico diferencial entre orifício de entrada e orifício de saída de projétil de arma de fogo na calota craniana. NA CALOTA CRANIANA: ENTRADA: SINAL DE BONNET, SENDO QUE O ORIFICIO DE ENTRADA APRESENTA A TABUA EXTERNA DO CRANIO MENOR QUE A INTERNA. O ORIFICIO DE SAIDA TEM A TABUA INTERNA MENOR QUE A EXTERNA. 18. Estabelecer as diferenças entre as lesões de entrada de projétil de arma de fogo a curta distância e com a boca da arma encostada em partes moles.

19. Esclarecer como se pode saber se um dado projétil foi disparado por determinada arma de fogo.

20. Esclarecer se é possível haver um número maior de saídas do que de entradas nas agressões por armas de fogo. Justificar a resposta. ( Virgínia ) O NUMERO DE SAIDAS PODE SER MAIOR DO QUE O DE PPROJETEIS QUE PENETRAM NO CORPO. PODE SER POR FRAGMENTACAO DO PROJETIL, OU FORMACAO DE PROJETEIS SECUNDARIOS AO LONGO DO TRAJETO. O PROJETIL PODE INCIDIR OBLIQUAMENTE SOBRE A PELE QE RECOBRE OSSO E SE FRAGMENTE. OUTRAS VEZES O PROJETIL FRATURA UM OSSO NO LOCAL DE SAIDA E ESQUIRULAS OSSEAS PODEM FAZER ORIFICIO DE SAIDA PROPRIO. 21. Qual a influência da deformabilidade dos projéteis na gênese das lesões por ação de armas de fogo? Que artifícios usam os fabricantes para tornar um projétil mais deformável? AS MODIFICACOES QUE LEVAM A DEFORMABILIDADE DOS PROJETEIS, PODEM SER UTILIZADAS PARA AUMENTAR A CAPACIDADE DE O PROJETIL TRANSFERIR A SUA ENERGIA AO TOCAR O ALVO. SAO CONSTITUIDOS PROJETEIS QUE SE DEFORMEM AMPLIANDO O DIAMETRO DA AREA DE CONTATO, AMPLIA MUITO A TRANSFERENCIA DE ENERGIA E DESTRUICAO DOS TECIDOS, ALEM DE AUMENTAR SEU PODER DE PARADA. PRODUZEM CAVIDADE TEMPORARIAS SIGNIFICATIVAS, AMPLIANDO O DANO (VISA INCAPACITAR O OPONENTE NO IMPACTO) OS FABRICANTES OS FAZEM COM A PONTA FORMADA POR LIGA DE CHUMBO MAIS MOLE, TRUNCADA(SOFT NOISE) OU NAO(SOFT POINT), ORA CO PONTA ESCAVADA (HOLLOW POINT).COSTUMAM SER PARCIALMENTE BLINDADOS, COM A PARTE APICAL NUA, OU TOTALMENTE BLINDADOS. HÁ TAMBEM TIPOS ESPECIAIS DEFORMAVEIS- SILVERTIP(PONTA OCA REVESTIDA DE JAQUETA DE ALUMINIO) E HYDRA SHOCK (PONTA OCA COM HASTE PRESA NO CENTRO DA CAVIDADE FRONTAL) – E TIPOS ESPECIAIS DEFORMAVEIS E FRAGMENTAVEIS – EXPLODER (PONTA OCA COM CARGA DE POLVORA E ESPOLETA) E GLASER (OCOS, COM JAQUETA DE LIGA DE COBRE). GLASER TEM > PODER DE PARADA, E > CAPACIDADE DE DANO, POIS TEM NO SEU INTERIOR BALINS DE CHUMBO NUMERO 12. 22. Qual a diferença entre fuzil e carabina?

23. Dar as características dos projéteis de arma de fogo que aumentam o seu poder de parada.

24. Conceituar poder de parada de um projétil de arma de fogo e explicar até que ponto é válido. QUANTO MAIS PLANA A EXTREMIDADE DO PROJETIL MENOS ELE PENETRA E MAIS TRANSFERE SUA EC PARA O ALVO. CHAMA-SE DE PODER DE PARADA (STOPPING POWER) A CAPACIDADE QUE UM PROJETIL TEM DE INCAPACITAR UM OPONENTE AO ATINGI-LO. OS PROJETEIS QUE TRANSFEREM SUA EC. RAPIDAMENTE TEM MAIOR PODER DE PARADA DO QUE OSQ UE PENETRAM MAIS RAPIDO E CHEGAM A TRANSFIXAR O ALVO. OS DE MAIOR CALIBRE SAO PREFERIVEIS AOS DE CALIBRE PEQUENO. E QUANTO AMIOR A VELOCIDADE, MELHOR O PODER DE PARADA - TIROS DEFENSIVOS. 25. Dar as características dos projéteis de arma de fogo que diminuem seu coeficiente balístico. PROJÉTEIS DE ALTA ENERGIA

1. Descrever o mecanismo de formação da cavidade temporária nos trajetos dos projéteis de alta energia. É O RESULTADO DO ALARGAMENTO DA CAVIDADE PERMANENTE SOB A INFLUENCIA DE ONDAS DE PRESSAO. É TANTO MAIOR QUANTO MAIOR O FLUXO DE ENERGIA. EM SEGUIDA SE RETRAI PELA ELASTICIDADE DOS TECIDOS. QUANTO MAIOR A ENERGIA TRANSMITIDA, MAIOR A POTENCIA DAS ONDAS DE PRESSAO, QUE É TRANSFERIDA AS MARGENS DA CAVIDADE PERMANENTE, DESLOCANDO-A DE MODO CENTRIFUGO DURANTE CERTO TEMPO, GERANDO CAVIDADE MAIS AMPLA QUE A PERMANETE. NAO É CARACTERISTICA EXCLUSIVA DOS PAF DE FUZIL, QUALQUER PAF COM VELOCIDADE >50M PODE CAUSAR 2. Fazer a crítica do uso de meios como o sabão, a gelatina e animais de médio porte no estudo experimental das lesões produzidas por projéteis de alta energia.

3. Esclarecer qual a causa da grande diferença de diâmetro máximo possível nas saídas de projéteis de alta energia do corpo humano

4. Explicar por que nem sempre se acha sinais da cavidade temporária nos trajetos humanos dos projéteis de alta energia. A DISTENÇÃO DOS TECIDOS PELA CAVIDADE TEMPORARA SÓ DEIXA LESOES VISIVEIS A MACROSCOPIA QUANDO A VELOCIDADE DOS PROJETEIS É SUPERIOR A 304 M/S (50M). O SINAL MAIS IMPORTANTE É A INFILTRACAO HEMORRAGICA DOS TECIDOS ADJACENTES AO TRAJETO, CAUSADA PELA ROTURA DE VASOS DE PEQUENO CALIBRE. REPRESENTAM O RESULTADO DA AÇÃO CONTUNDENTE DAS ONDAS DE PRESSÃO. 5. Explicar que relações existem entre as cavidades temporária e permanente nos trajetos dos projéteis de arma de fogo de alta velocidade. NO TRAGETO, QUANDO O PROJETIL COMECA A TOMBAR, HA UM ALARGAMENTO DA CAVIDADE PERMANENTE, QUE ACOMPANHA O GRAU DE TOMBAMENTO, MAS É A CAVIDADE TEMPORARIA QUE SOFRE MAIOR ALARGAMENTO. ALEM DISSO, A DISTENSAO DA CAVIDADE TEMPORARIA DEPENDE DA QUANTIDADE DE TECIDO AO REDOR DA CAVIDADE PERMANENTE, BEM COMO DE SUA COMPLASCENCIA. 6. Dizer qual a causa da grande cavidade temporária que se observa ao longo do trajeto dos projéteis de alta energia no corpo humano. NOS PROJETEIS DE ALTA VELOCIDADE, O FLUXO DE ENERGIA PODE SER TAO INTENSO QUE AS PAREDES DA CAVIDADE EM TUNEL SAO DE TAL MODO DESLOCADAS, QUE O RESULTADO SIMULA O EFEITO DE UMA EXPLOSAO DO PROJETIL DENTRO DO CORPO. DA-SE A FORMACAO DA CAVIDADE TEMPORARIA, SEU DIAMETRO É MAXIMO NO PONTO EM QUE O PROJETL ASSUME POSICAO PERPENDICULAR AO TRAJETO. O DIAMETRO MAXIMO VARIA COM A VELOCIDADE E RESISTENCIA TECIDUAL A DISTENCAO. 7. Explicar por que as lesões por projéteis de alta energia são mais devastadoras no fígado do que no pulmão. A DISTENSAO DA CAVIDADE TEMPORARIA DEPENDE DA QUANTIDADE DE TECIDO AO REDOR DA CAVIDADE PERMANENTE, BEM COMO DA SUA COMPLACENCIA. O PULMAO TEM TECIDOS MUITO ELASTICOS, QUE ABSORVEM VEM A ENERGIA SE GRANDES ROTURAS. JA O FIGADO, POR SER MUITO FRIAVEL, É GRAVEMENTE LACERADO (FORMA ESTRELADA NA ENTRADA E SAIDA, PELA TRANSMISSAO DO IMPULSO DE MODO CENTRIFUGO – ONDAS DE PRESSAO – EM TECIDO CHEIO DE LIQUIDO E RICA REDE VASCULAR) 8. Diferenciar uma ferida de entrada de projétil de arma de fogo comum da causada por um projétil de fuzil.

9. Esclarecer o que acontece com a lesão de entrada dos projéteis de alta energia ao se aumentar muito a sua velocidade.

BAROPATIAS

1. Explicar o mecanismo de formação das bolhas gasosas que aparecem nas vitimas de doença de descompressão O aumento de pressão intra alveolar tende a forçar os gases do ar a se dissolverem mais intensamente no plasma, sendo levado aos tecidos em altas concentrações, deslocando-se o liquido para o intracelular, sempre em concentração superior e proporcional a profundidade .Sendo o gás mais importante nesse contesto o nitrogênio, uma vez que não é metabolizado, e por estra presente na atmosfera em grande quantidade, é o principal responsável pelo surgimento de bolhas na doença da descompressão. Mas também participam o O2, CO2 e até vapor d'água, embora em proporções bem menores em função da sua maior solubilidade e menor pressão parcial 1. Conceituar barotraumas e dar um exemplo É quando há aumento da pressão ambiente e não há aumento da pressão ambiente é não há contrabalanço por elevação da pressão no interior das cavidades e órgãos que contem ar, podendo ocorrer rutura das membranas de separação, ou alterações circulatórias locais com aparecimento de edema e equimoses. Conforme o local do desiquilíbrio barométrico, o barotrauma pode ocorrer no ouvido, médio ou interno, nos seios da face, nos pulmões, na parede do tórax, no tubo digestivo, na região da máscara, ou em dentes que apresentam bolsas de ar 1. Fazer o diagnostico diferencial entre embolia traumática pelo ar e doença de descompressão Embolia traumática pelo ar é igual a barotrauma pulmonar. O quadro clinico da doença da descompressão é polimorfo e de gravidade variável conforme a profundidade e o tempo de permanência submerso, enquanto, no caso da embolia traumática o barotrauma pulmonar ocorre pela subida rápida, e da quantidade do ar contido inicialmente no pulmão e da proximidade da superfície 1. Explicar a fisiopatologia da embolia traumática pelo ar Se o mergulhador subir rápido e não eliminar o ar em excesso, haverá uma hiperdistensão alveolar que poderá chegar ao ponto de romper suas paredes. Ocorrida a rutura, a pressão do ar forçará sua penetração no tecido conjuntivo de sustentação e na

rede vascular. Pelo tecido de sustentação, o ar atinge o mediastino, seguindo pela bainha conjuntiva dos brônquios e dos vasos. Alcança a pleura, a partir dos alvéolos periféricos, penetrando nos capilares e veias pulmonares, alcançando o lado esquerdo do coração e através dele, os grandes troncos artérias. Assim causando a embolia traumática pelo ar 1. Qual a diferença entre barotrauma torácico e barotrauma pulmonar? No barotrauma torácico quando se ultrapassa os valores pressóricos intra alveolares não aumenta mais na proporção ambiente. Os alvéolos, então, não podem mais reduzir seu volume, passam a ter pressão menor que a intra vascular e são inundados por liquido e edema. Enquanto, no barotrauma pulmonar, na hora que o mergulhados sobe não há uma eliminação adequada do ar em excesso, haverá hipertensão alveolar que poderá chegar ao ponto de romper suas paredes 1. Explicar por que ocorre o mal das montanhas Não se sabe o mecanismo desencadeador da doença das montanhas. Contudo, parece que há interferência de fatores distintos da hipoxia, pois há um período de latência entre a chegada à altitude e o surgimento dos sintomas. Uma tendência maior do indivíduo a reter liquido no organismo poderia ter influência por aumentar a distância entre o ar alveolar e o sangue dos capilares alveolares por causa do aumento do espaço intersticial, que dificulta o transporte de O2 para o sangue, com agravamento da hipoxia 1. Dar o mecanismo de formação do chamado barotrauma de descida A casa 10 metros de profundidade temos mais 1 atm de pressão. Conforme ocorre a descida o tórax vai sendo comprimido, numa profundidade de 30 m o volume alveolar teria que diminuir ¼ do normal,a 50 m, a redução volumétrica deverá atingir 1/6 do normal. Isso provoca grande aumento da curvatura costal, com possibilidade de fratura

AÇÃO TÉRMICA

1. Descrever uma queimadura parcial superficial, de acordo com Krizek, e esclarecer como fica a área atingida depois de curada a lesão DESTROEM A EPIDERME ATE A CAMADA BASAL PROVOCANDO EDEMA DA DERME SUPERFICIAL, POR ACUMULO DE LIQUIDO SOB A EPIDERME, CONSTITUINDO BOLHAS. AO REDOR DAS BOLHAS, A PELE ESTA HIPEREMIADA POR QUEIMADURAS SUPERFICIAIS. ALTERACOES DOLOROSAS, SENSIVEIS, NO AR E CALOR. A UNICA SEQUELA QUE DEIXAM, É DISTURBIO DE PIGMENTACAO LOCAL, QUE REGRIDE COM O TEMPO. 1. Fazer o diagnostico diferencial entre queimadura parcial profunda e queimadura total

AS PARCIAIS PROFUNDAS DESTROEM, ALEM DA EPIDERME, A DERME SUPERFICIAL E PARTE DA DERME PROFUNDA, MAS DEIXAM PRESERVADOS OS ANEXOS CUTANEOS LOCALIZADOS NO LIMITE ENTRE A DERME PROFUNDA E A HIPODERME. BOLHAS ROMPEM-SE COM FACILIDADE, DEIXANDO EXPOSTO O CONJUNTO DA DERME, DE ASPECTO CEREO, COR AMARELADA OU AVERMELHADA. AS TERMINACOES NERVOSAS DA CAMADA BASAL DA EPIDERME SAO DESTRUIDAS. SAO SENSIVEIS AO TOQUE SUPERFICIAL E PRESSAO PROFUNDA. 2. Hierarquizar os elementos de valor prognostico quanto à vida, nos grandes queimados HA UM PARALELISMO ENTRE O AUMENTO DA SUPERFICIE QUEIMADA, INCIDENCIA DE LESAL DE INALACAO, IDADE DO PACIENTE. A MORTALIDADE DOS PACIETES COM LESAO DE INALACAO É CLARAMENTE SUPERIOR, AOS PACIENTES SEM ESSE COMPROMETIMENTO PULMONAR. 3. Enumerar os elementos que permitem suspeitar de lesão de inalação nos grandes queimados e dizer como se pode confirmar o diagnostico SE DA PELA ASPIRACAO DA FUMACA COM OS GASES EXALADOS NA COMBUSTAO, CAUSANDO PREJUIZO DA FUNCAO RESPIRATORIA, COM QUEIMADURA QUIMICA DA MUCSA RESPIRATORIA. DEVE SER SUSPEITADA EM VITIMAS DE INENDIO EM RECINTO FECHADO, QUEIMADURAS FACIAIS, SECRECAO FLUIDA NOS BRONQUIOS E ESCARIOS COM CARVAO E CINZA. 4. esclarecer como se pode saber se um corpo achado em local de incêndio é de pessoa que já estava morta ao começar o sinistro INDIVIDUOS QUE SOBREVIVEM POR ALGUMAS HORAS, É POSSIVEL CARACTERIZAR A REACAO VITAL ATRAVEZ DA REACAO INFLAMATORIA. AS BOLHAS PARCIAIS SUPERFICIAIS APARECEM EM MENOS DE 1 HORA. A INALACAO DE GASES TOXICOS EM VIDA, É COMPROVADA PELA DOSAGEM DE CO NO SANGUE (>50%) NA CAVIDADE CARDIACA. EM DISSIMULACAO DE HOMICIDIO ATRAVES DE CARBONIZACAO DO CORPO, GERALMENTE AS VISCERAS ESTAO PRESERVADAS E PODEM SERVIR DE FONTE PARA COLETA DE SANGUE PARA EXAMES (DNA). TAMBEM INSPECAO DA ARVORE RESPIRATORIA E DO CONTEUDO GASTRICO PARA PESQUISA DE FULIGEM. FAZER TAMBEM EXAME DA ARCADA DENTARIA E RADIOLOGICO DE CALOS OSSOS, FRATURAS ANTIGAS E SEIOS DA FACE, PARA IDENTIDADE. HA TRANSFORMACAO DAS PARTTES MOLES SUPERFICIAIS, EM MATERIAL DURO, FRIAVEL, PRETO, E DIMINUICAO DO COLUME CORPORAL E POSTURA COM MEMBROS SMIFLETIDOS. 5. Redefinir dois achados periciais que podem atestar que um corpo parcialmente

carbonizados é de pessoa que morreu por causa do incêndio LESAO DE INALACAO, CO NO SANGUE DAS CAVIDADES CARDIACAS, ARVORE BRONQUICA COM FULIGEM E CONTEUD GASTRICO COM FULIGEM. 6. Dar a classificação de Krisek para as queimaduras O QUE MAIS IMPORTA NAO É O QUE FOI DESTRUIDO, E SIM O QUE PERMANECE INERTE. 1- SUPERFICIAIS (1 GRAU): ERITEMA, NECROSE COAGULATIVA DA EPIDERME, DOLOROSA E NAO DEIXA CICATRIZ. 2- PARCIAL SUPERFICIAL (2 GRAU): NECROSE COAGULATIVA DAS CELULAS DA EPIDERME, EDEMA, BOLHAS, E NAO DEIXA CICATRIZ. 3- PARCIAL PROFUNDA (3 GRAU): DESTRUICAO DA EPIDERME, NAO FORMA BOLHAS, DEIXA CICATRIZES (QUELOIDE), INFECCAO OU NAO, 4- TOTAIS (4 GRAU): LESAO ISQUEMICA, ACOMETE ANEXOS CUTANEOS E VASCULARIZZACAO, CICATRIZ E DEFORMIDADES. 7. Como o uso de cocaína favorece a instalação de quadros clínicos desencadeados pelo calor ambiental como, por exemplo, a insolação? A COCAINA APRESENTA ACAO SIMPATICOMIMETICA. O USO DE COCAINA DURANTE PERIODOS DE ONDA DE CALOR, AUMENTA POSSIBILIDADE DE MORTE PELA ACAO TERMICA, COMO A INSOLACAO. HA VASOCONSTRICAO SUPERFICIAL QUE AUMENTA A DESCOMPENSACAO. 8. Qual o mecanismo mais eficaz de dissipação do calor de uma pessoa em moderada atividade física, sob a temperatura de 34º C e umidade relativa do ar de 60%? Justificar a resposta A sudorese, pois sob temperaturas superiores a 20ºC a evaporação do suor é a forma maior de dissipação do calor, pois cada grama de água consome 0,58 cal para se evaporar. Além disso, o inicio do aumento da sudorese em ambiente der temperatura elevada depende da atividade fisica exercida e da umidade relativa com ar ( temperatura + umidade do ar criam a resultante chamada temperatura efetiva ) 1. Dizer qual a causa principal das câimbras térmicas A hiponatremia que ocorre quando o esforço é intenso e prolongado por muitas horas em função da perda lenta e continua de sódio 1. Que relação existe entre a exaustão térmica e insolação? A exaustão térmica evolui ou para óbito ou para insolação. O diagnóstico diferencial entre exaustão e insolação se dá pela presença de sintomas neurológicos que

indicam insolação ( geralmente Tc maio que 40ºC ). Além disso, se relacionam no tratamento, que é igual para ambos os quadros ( remoção para local mais fresco, redução da Tc e reidratação de acordo com a gravidade) 1. Com que exames se confirma a suspeita de lesão de inalação em grandes queimados de incêndios? Justificar a resposta • vias aéreas superiores : laringoscopia, edema de mucosa com estridor • vias aéreas inferiores : broncoscopia, concentração de monóxido de carbono no sangue • 1. Dizer qual a lesão renal que se encontra mais nos jovens que nos idosos quando vitimas de insolação Se o paciente sobreviver por mais de 2 dias, é possível encontrar focos de rabdomiólise, necrose tubular aguda renal, com depósito de mioglobina nos túbulos distais. Portanto a lesão renal se encontra mas no jovem que no idoso, pois o jovem tem uma quantidade maior de massa muscular que o idoso 1. Quando se inicia o reaquecimento de uma vitima de hipotermia grave, a temperatura central do indivíduo costuma subir gradualmente a partir do inicio do tratamento até atingir valores normais. Esta afirmação esta certa ou errada? Justifique a resposta Afirmativa esta errada, pois quando se começa a reaquecer a vítima de hipotermia, há uma queda ainda maior da Tc denominada fenômeno de Afterdrop que acontece da seguinte forma: Ao iniciar o reaquecimento, as camadas superficiais ficam um pouco mais aquecidas, seus vasos sanguíneos se abrem e o fluxo sanguíneo cutâneo aumenta rapidamente rebaixando temperatura do sangue a uma temperatura menor de que a dos planos profundos. Depois, quando volta para os planos profundos, esse sangue faz com que Tc abaixe um pouco mais do que o valor que apresentava no inicio do reaquecimento 1. Enumerar três condições pessoais patológicas que favorecem a instalação das síndromes causadas pelo calor ambiental 2. Citar três distúrbios agravados ou desencadeados pelo frio ambiente Redução da oxigenação dos tecidos, hipovolemia, fibrilação ventricular 1. Esclarecer como se pode afirmar quem um corpo carbonizado achado em local de incêndio é de uma pessoa que morreu durante do sinistro Coleta de sangue para dosagem de monóxido de carbono e a inspeção da árvore respiratória e do conteúdo gástrico por pesquisa de fuligem

AÇÃO ELÉTRICA

1. Dar os mecanismos de morte possíveis nos casos de eletroplessão conforme a voltagem do circuito • alta voltagem: parada da respiratória central, assistolia, hemorragia tardia • baixa voltagem: fibrilação ventricular • 1. 2. 3. Descrever os mecanismos de morte possíveis pela ação elétrica • Fibrilação ventricular, consiste na contração descoordenada das fibras musculares cardíacas sem o sincronismo necessário para esvaziar os ventrículos • Hemorragia tardia: ação térmica, o aquecimento da parede das artérias pode causar trombose e obstrução • 1. Descrever a lesão conhecida como “maraca de Jellinek” Pode ter forma circular ou elíptica, branco amarelada, firme,que aparece no meio da pele sadia como que incrustada, com bordas elevadas de fundo retraído 1. Enumerar as lesões cutâneas que podem ser causadas pela ação da eletricidade industrial e natural • metalização • carbonização • 1. Um corpo foi encontrado com uma marca elétrica de Jellinek na borda cubital da mão esquerda, cercada por um halo mais avermelhado surgindo hiperemia .Dizer se esse halo tem valor para se afirmar que a lesão foi produzida em vida, justificando a resposta Não pois esse halo indica que não houve tempo para reação vital, porem não permite fazer o diagnóstico diferencial entre a marca com morte imediata e a produzida no cadáver 1. Explicar os mecanismos de morte possíveis em vitimas de eletroplessão por alta voltagem • Fibrilação ventricular, consiste na contração descoordenada das fibras musculares cardíacas sem o sincronismo necessário para esvaziar os ventrículos • Hemorragia tardia: ação térmica, o aquecimento da parede das artérias pode causar trombose e obstrução 1. Esclarecer qual a causa mais provável das alterações neurológicas tardias que são

observadas nos sobreviventes dos acidentes elétricos de alta tensão Eletroperfuração nos nervos do SNC, SNP e SNA, são descritos distúrbios do equilíbrio, da coordenação motora e da fala. Lesões medulares podem levar a paresias ou mesmo evoluir para paraplegia ou tetraplegia 1. Esclarecer qual a a importância do campo elétrico na patogenia das lesões nos acidentes elétricos de alta voltagem As lesões sob ação de campo elétrico são muito maiores pois as forças elétricas que atuam através da membrana celular se multiplicam, com isso levando a grande desnaturação celular e gravidade

TOXICOLOGIA

1. Enumerara as etapas que um perito deve seguir para concluir que a morte de uma pessoa deu-se por intoxicação exógena A sequencia da necropsia inclui exame externo, o exame interno e a coleta de material para exame toxicológico 1. Esclarecer se é possível diagnosticar morte por envenenamento diante de um exame toxicológico negativo feito nas vísceras da vitima. Justificar a resposta Sim, pois na morte por ação química seu diagnostico requer correlação criteriosa entre achados da historia clinica, da necropsia forense e do exame toxicológico 1. Conceituar mitridatismo e esclarecer porque ocorre É a adaptação do organismo a um veneno, que ocorre quando ingere-se pequenas doses do mesmo 1. Esclarecer o que significa vitriolagem É quando se utiliza de substância caustica com intuito de fazer deformidade em face ( deformidade estética grave ) 1. Diferenciar as lesões produzidas por cáustica ácidos das por cáusticos básicos As lesões produzidas por cáusticos ácidos causam desidratação e são mais graves, enquanto, as lesões por cáusticos básicos causam edema mais produzem menor gravidade comparado aos ácidos

1. Dar as características gerais das intoxicações crônicas profissionais Quadros clínicos complexos e de difícil esclarecimento etiológico que surgem com sintomatologia semelhante entre os operários de mesma função. A melhora clínica coincide com as férias ou com os períodos de licença, mas se nota recrudescência de sintomas pela retomada das atividades, um traço comum é a continuidade da lesão 1. Estabelecer a diferença entre conceitos de envenenamento e de intoxicação exógena Todo o envenenamento é uma intoxicação exógena mas nem toda intoxicação exógena é um envenenamento. A diferença é que no envenenamento a substância tem que causar grave pertubação de saúde, ou a morte, em pessoas sadias, em doses pequenas, o que exclui as intoxicações exógenas por excesso de outras substâncias ou por efeitos tóxicos sobre pessoas com doenças capazes de prejudicar o metabolismo ou a excreção da substancia 1. Dar um exemplo de falso positivo e outro de falso negativo nos exames toxicológicos feitos em casos de suspeita de envenenamento • falso negativo: Envenenamento por inspiração de CO, diagnosticado como morte por broncopneumonia e edema pulmonar • falso positivo: suicídio simulado, com dosagem letal de substancias em vísceras devido a difusão do tóxico de um sitio de grande concentração para a víscera – contaminação post mortem

ARTIGO 129- LESÕES CORPORAIS 1. Explicar a quê o legislador se referiu ao colocar a expressão “perigo de vida” no artigo 129 do nosso código penal prognóstico de morte à curto prazo 1. Conceituar e dar dois exemplos de enfermidade incurável de acordo com o artigo 129 do nosso código penal Desvio definitivo da normalidade, alteração permanente da saúde, com impossibilidade, muita dificuldade ou muita demora para a cura • ex. 1 – paralisia ( devido a hemorragia cerebral resultante da sífilis ) • ex. 2 – demência pós traumática • 1. Enunciar os incisos que referem as lesões corporais graves, conforme o paragrafo 1º do artigo 129 do nosso código penal e dar um exemplo de cada um • incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias. Ex. : cirurgia ortopédica

com 30 dias de repouso absoluto • perigo de vida. Ex.: coma por hemorragia epidural • debilidade permanente de membro, sentido ou função. Ex.: lesão de pênis com consequente disfunção erétil • aceleração de parto. Ex.: parto antecipado por agressão física, com nascimento de feto vivo • 1. Enunciar os incisos que referem as lesões gravíssimas, conforme o paragrafo 2º do artigo 129 do nosso código penal • incapacidade permanente para o trabalho • enfermidade incurável • perda ou inutilização de membro, sentido ou função • deformidade permanente • aborto • 1. Esclarecer o significado da expressão “deformidade permanente” no texto do artigo 129 do nosso código penal é o dano estético irreversível de certo vulto aparente, que gera afetação ou repulsa em quem observa, e atinge a auto estima da vítima, causando-lhe vergonha ou prejudicando sua sociabilidade, sem necessariamente atingir os limites da monstruosidade 1. Conceituar “incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias”, de acordo com o artigo 129 do nosso código penal É a impossibilidade de execução, inaptidão para realizar ( total ou parcial ) toda e qualquer atividade de vida do indivíduo, no prazo de 30 dias contínuos contados a partir do dia de fato delituoso que a deu origem 1. Numerar os itens abaixo de acordo com a gravidade seguinte das lesões: 1) leve, 2) grave e 3) gravíssima 2. (3) perda da visão de um olho estando normal o outro (2) choque hipovolêmico (3) marcha claudicante intensa por encurtamento de um membro (2) histerectomia subtotal (3) cicatriz quelóide de 5 cm na face dorsal da mão (2) fratura do rádio 1. (2) esplenectomia em adultos (1) pseudoartrose do cúbito 2. (1)marcas de escoriação extensas na face (2) secção do nervo cubital 1. Estabelecer as diferenças entre “incapacidade para as ocupações habituais por mais de

trinta dias” e “incapacidade permanente para o trabalho”, de acordo com o texto do artigo 129 do nosso código penal No 1º caso, a vitima tem incapacidade para exercer suas atividades por mais de 30 dias, mas conclui recuperação satisfatória que permite a retomada. Já no 2º caso, a incapacidade tem duração indeterminado, e refere-se às atividades com finalidade econômica para viabilização subsistência do indivíduo 1. Discutir os aspectos legais envolvidos nas lesões corporais causadas por animais quando os animais são usados como meio de produção das lesões, acarretam crime de lesão corporal, no qual o dono ou responsável pelo animal são acusados. A gravidade da lesão corporal varia em leve, grave e gravíssima dependendo do grau de acometimento e das consequências gerados à vítima 1. Dar as bases legais que tornam lícitas as lesões corporais causadas pelos cirurgiões As praticas cirúrgicas são protegidas pelos órgãos de classe e pela justiça, licitados por: • lei federal 9.434/97 e portaria 3.407/98 • CFM, em sua resolução 1.652/2002 • lei 9.263/96 1. Explicar o conceito de preterdolo que serve para aumentar a pena de quem causa a lesão corporal seguida de morte Dolo na lesão - culpa no resultado da morte 1. Conceituar “enfermidade incurável” de acordo com o artigo 129 do nosso código penal Desvio definitivo da normalidade, alteração permanente da saúde, com impossibilidade, muita dificuldade ou muita demora para a cura • ex. 1 – paralisia ( devido a hemorragia cerebral resultante da sífilis ) • ex. 2 – demência pós traumática 1. Dizer o que significa “ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem” Prejudicar a saúde,a manutenção da vida e a integridade física e psíquica do indivíduo

1. Esclarecer se a autolesão pode ser enquadrada no artigo 19 do nosso código penal e se há alguma outra forma de pena para quem a pratica Não , pois quando o agressor e vítima são a mesma pessoa, a lesão não se enquadra como crime algum

1. Descrever duas situações em que uma pessoa capaz pode causar lesões corporais em outra sem sofrer as penas da lei Quando ocorre disposição voluntaria do corpo, como em lesões obrigatórias ou eventuais em competições esportivas, colocação de adereços no corpo ( piercing, tatuagens), doação voluntária e gratuita de órgãos e sangue para transplante 1. Explicar as diferenças entre os conceitos de perigo de vida e risco de vida com relação ao crime de lesões corporais Distingue -se perigo de vida e risco de vida. No primeiro, há probabilidade real e objetiva do evento morte. No segundo, mera possibilidade de lesão mortal em determinada situação 1. Um indivíduo é agredido por outro e, em consequência, sofre fratura do rádio. Após ser socorrido, comparece ao IML para exame de corpo de delito. Apresenta aparelho gessado que vai da mão ao cotovelo. Os peritos contatam a fratura através de exame radiológico e não encontram outras lesões a não ser pequenas equimoses e escoriações. Como devem agir para responder se houver incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias? O perito deve informar ao paciente sobre o exame complementar aos 30 dias, o qual deverá ser solicitado oficialmente pela autoridade ( artigo 168 do código de processo penal )

ASFIXIAS EM GERAL

1. Descrever as manchas de Tardieu e das sua localização da mais para a menos frequente São focos puntiformes de hemorragia ( petéquias ) com diâmetro de menos de 1-3 mm, encontrados, tanto na pele e conjuntiva oculares, como nas serosas que revestem as vísceras e as grandes cavidades do corpo. São vistas com maior frequência na pleura visceral ( principalmente na face visceral ) e no epicárdio 1. Dar o valor das manchas de Tardieu Confirma que houve morte por asfixia 1. Descrever os sinais internos mais importantes nas necropsias de pessoas asfixiadas Diante de um cadáver cianótico, com livores violáceos e intensos, sangue liquido e escuro nas cavidades cardíacas, petéquias na pleura visceral e no epicárdio e congestão

polivisceral, o perito tem a obrigação de procurar uma causa por asfixia 1. Conceituar asfixia Deve-se conceituar asfixia como estado de hipóxia e hipercapnia no sangue arterial 1. Classificar a ação do monóxido de carbono de acordo com o conceito de asfixia O aumento de CO2 estimula o centro vasomotor de modo a elevar a pressão arterial e aumentar a frequência cardíaca. Sob tensões muito elevadas o CO2 passa a inibir, não excitar, os centros respiratórios agravando o processo pela formação de um ciclo vicioso. O CO2 muito alto deprime os centros, com diminuição da respiração e maior retenção de gás

1. Escrever, ao lado das modalidades de asfixia abaixo mencionadas, sua causa jurídica mais comum 2. enforcamento - suicídio sufocação direta nos orifícios naturais - acidente 3. estrangulamento - homicídio sufocação indireta – homicídio 4. afogamento - acidente soterramento - acidente 5. confinamento - acidente esganadura – homicídio 6. 7. Conceituar asfixias e citar dois tipos em que a causa seja parada respiratória central Deve-se conceituar asfixia como estado de hipóxia e hipercapnia no sangue arterial. Ex.: traumatismos cranioencefálico, eletroplessão e fulguração, intoxicação por drogas depressoras 1. Explicar mecanismo de formação das petéquias nas asfixias Elas são formados pela rutura de vênulas por aumento brusco da pressão venosa

SUFOCAÇÕES

1. Estabelecer as diferenças entre sufocação direta e indireta Sufocação direta é a modalidade em que o obstáculo à penetração do ar nas vias aereas está situado em algum local desde os orifícios naturais até a traqueia. Já a sufocação indireta é a asfixia violenta causada por compressão do tórax 1. Dar os tipos de sufocação direta mais frequente e referir a causa jurídica mais comum em ambos

• oclusão dos orifícios naturais : acidente ou homicídio ou suicídio • obstrução das vias aéreas superiores: acidental • 1. Conceituar soterramento no sentido amplo e no sentido restrito • sentindo amplo: todas as formas de morte em que o indivíduo fique coberto completamente por escombros de um desmoronamento • restrito: casos de cobertura do corpo por sólidos pulvorulentos como num sepultamento • 1. Dar o mecanismo de formação da mascara equimótica de Morestin, que aparece nos casos de sufocação indireta A compressão torácica impede a inspeção e aumenta a pressão intratorácica com acumulo de sangue no sistema venosos periférico e dificuldade de retorno. Com isso a pequenas ruturas das vênulas e capilares com formação de minúsculos pontos equimóticos

ASFIXIAS: CONSTRIÇÕES CERVICAIS

1. Estabelecer o diagnostico diferencial entre enforcamento e estrangulamento pelo exame do sulco 2. Sulco de enforcamento Sulco de estrangulamento Mais baixo ( topografia da laringe ou Mais alto entre ela e o hióide ) Oblíquo Horizontal Nó fixo ou corrediço Nó fixo Sulco mais profundo na área pressionada Profundidade regular e uniforme pela alça 1. fazer diagnostico diferencial entre enforcamento e estrangulamento pelo exame do cadáver No enforcamento o corpo costuma apresentar outros sinais de violência além dos causados pelo laço, enquanto no esganamento há outros sinais de violência, além disso, o primeiro apresenta geralmente, livores hipostáticos em membros inferiores e nas extremidades doas membros superiores e nas regiões do pescoço acima do laço ( quando completo ). Enquanto no segundo, os livores não seguem a tendência 1. Dar as características do sulco causado pelo enforcamento tipico completo Oblíquo, ascendente (da alça ao nó) incompleto. Localização entre a borda

superior da laringe e a topografia do hióide 1. Dar o valor médico- legal das fraturas do osso hióide nos casos de enforcamento Confirma o enforcamento 1. Explicar os mecanismos de morte possíveis nos casos de enforcamento típico • respiratória: elevação e deslocamento da base da língua para trás e para cima, impedindo a passagem de ar na faringe • circulatório: isquemia cerebral consequente ao fechamento das carótidas • nervoso: compressão dos pressorreceptores dos seios carotídeos que resulta em uma descarga de pulsos parassimpáticos causam parada cardíaca • 1. Dar os elementos periciais que podem caracterizar a reação vital nos casos de enforcamento Estase venosa na cabeça, infiltração equimótica na pele adjacente, presença de hemorragia em torno do foco da fratura, tumefação da língua e dos lábios, edemas e petéquias conjuntivais e cutâneos, equimose retrofaríngea de Browardel 1. Dar as lesões internas mais frequentes nas três modalidades de constrição cervical • enforcamento: fratura do osso hioide, luxação e /ou fratura ao nível de C2-C3-C4, rutura das artérias carótidas primitivas • esganadura: equimoses profundas, lesões viscerais ( decorrente da luta ), focos de infiltração equimótica na base da língua • estrangulamento: manchar de Tardieu, liquido espumoso serossanguinolento na árvore brônquica, focos de hemorragia na laringe • 1. distinguir o enforcamento tipico do atípico e o completo do incompleto enforcamento completo o corpo está totalmente suspenso, no incompleto está parcialmente apoiado sobre o solo. No enforcamento típico o nó está para trás, na nuca, e a alça para diante .Fora dessa posição será atípico 1. Listar as diferenças entre o sulco de enforcamento tipico com nó fixo e o sulco deixado por enforcamento atípico lateral com nó corrediço, ambos completos No 1º, o sulco é mais profundo do que no 2º, no 1º se situa na metade anterior, no 2º na metade lateral. No 1º situa-se estre a borda superior da laringe e a topografia do osso hióide 1. Explicar os mecanismo de morte nos casos de estrangulamento Associação dos fatores respiratório e vascular, tendo sua participação dependendo

da forma de estrangulamento 1. Uma pessoa é encontrada morta, enforcada em uma árvore de um terreno baldio. Dar os sinais cadavéricos que permitem afastar a hipótese de se ter suspendido um cadáver O exame do ponto de suspensão e da orientação dos fiapos da corda pode dizer se houve suspensão, apoio total dos pés no solo, presença de livores hipostáticos distribuídos pelo corpo

ASFIXIAS POR MODIFICAÇÕES DO MEIO AMBIENTE

1. Citar 4 alterações externas comuns no corpo de indivíduos afogados Cogumelo de espuma, escoriações e pequenas feridas nas polpas digitais, corpos estranhos nos sulcos ungueais, folhagens e outros resíduos presos na mão 1. Citar 4 alterações “post mortem” encontradas no corpo de pessoas afogadas Cogumelo de espuma, lesões por arrastamento, manchas de Paltauf, enfisema aquoso 1. Descrever o mecanismo de morte nos casos de afogamento em água doce Fibrilação ventricular pela hiperpotassemia causada pela hemólise, e pela sobrecarga cardíaca causada pela hemodiluição 1. Estabelecer as diferenças entre s manchas de Tardieu e as de Paltauf Manchas de Paltauf são de cor avermelhada, mais ou menos escuras, vistas pro transparencia da pleura. Correspondem as hemorragias visualizadas na superfície de corte, e com a hemólise que ocorre no afogamento de água doce e na putrefação inicial, tornam-se bem mais nítidos mas de contorno esmaecido, Enquanto as manchas de Tardieu situam-se no tecido conjuntivo subpleural não no parênquima pulmonar 1. Dar os sinais mais importantes para o diagnostico de morte por afogamento Presença de cogumelo de espuma,m enfisema aquoso, mancha de Paltauf, corpos estranhos além dos brônquios segmentares, liquido abundante no interior do estomago, ou melhor ainda, nas alças iniciais do intestino delgado 1. Esclarecer por que o tempo de permanência na água dificulta a identificação dos afogados

Conforme prolongue a imersão, vai havendo maceração da derme, sendo que se iniciar a putrefação, esse processo já está tão avançado que a epiderme se destaca facilmente. Assim, a vitima perde sua fisionomia 1. Conceituar os tipos de asfixia que ocorrem por modificações do meio ambiente • Soterramento: todos as formas de morte em que o indivíduo fique coberto completamente nos escombros de um desmoronamento, ou pode ter seu uso restrito aos casos de cobertura do corpo por sólidos pulvorulentos • Afogamento: é a forma de asfixia causada por penetração de enorme quantidade de líquidos nos pulmões através das vias respiratórias • Confinamento: a morte decorre do aprisionamento em espaços sem renovação de ar • 1. Descrever a macroscopia dos pulmões de pessoas mortas por afogamento no mar Os pulmões dos afogados geralmente estão aumentados de volume e de peso. Apresentam focos de hemorragia. Coloração cinza avermelhada. Presença de manchas de Paltauf 1. Conceituar afogamento em geral e o afogamento branco em particular, dizendo qual a proporção média destes no total dos casos • afogamento em geral: há aspiração, que é precedida de uma fase de apnéia voluntaria, de duração variável, na dependência de teor de CO2 e de O no sangue • afogamento branco: é o que não há aspiração, proporção diminuta 1. Dar as diferenças conceituais entre afogamento, quase- afogamento e afogamento branco No afogamento verdadeiro as vitimas aspiram o liquido, e de branco quando a morte se dá sem que tenha havido aspiração. Quando sobrevivem por mais de 24h são chamados semi- afogados 1. Explicar por que os distúrbios hidreletrolíticos verificados nos quase- afogados diferem dos dados experimentais de animais sacrificados por afogamento Os animas não sofrem hemólise e seu principal eletrólito é o sódio. Enquanto o semi – afogado sofre hemólise, tem o principal eletrólito o potássio ( hiperpotassemia ) 1. Dar o fundamento da prova das densidades comparadas usada para o diagnostico de morte por afogamento Seu fundamento é medir a densidade de sangue do átrio direito e do átrio esquerdo e verificar se estão diferentes

1. Descrever os principais mecanismos de morte nos soterramentos Compressão torácica sufocação direta, confinamento, ação contundente, soterramento estrito ( como se a vitima fosse afogada em um meio solido ) 1. Esclarecer como se pode fazer o diagnostico de afogamento em um corpo encontrado boiando no mar em estado de enfisema de putrefação O recurso que resta é a pesquisa de elemento do plâncton, que resiste à decomposição da matéria crônica. Nesses casos, deve ser feito na medula óssea por trepanação da diáfase de um dos ossos longos de preferencia o fêmur

CRIMES SEXUAIS

1. Caracterizar crime de sedução Ação de seduzir com abuso da inexperiência ou justificável confiança da vitima, o desvirginamento sob conjuração carnal, a idade da ofendida entre 14 a 18 anos e dolo 1. Estabelecer as diferenças entre os crimes de estupro e atentado violento ao pudor Ambos tem como meio constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, mas só atentado violento ao pudor, pratica ou permite que com ele se pratique ato libidinoso diversos da conjuração carnal, estupro só mulher sofre, atentado violento ao pudor ambos os sexos sofrem 1. Dar os elementos periciais, na mulher, que comprovam ter havido conjuração carnal Equimoses ou escoriações nos lábios maiores, na comissura labial anterior e posterior, no prepúcio do clitóris e na fossa vestibular. Rutura não cicatrizada do hímen, presença de sêmen na cavidade vaginal, presença de cancro sifilítico no colo uterino 1. Dar as diferenças principais entre crimes de sedução e de estupro Sedução Ambos os sexos Só virgem Dos 14 aos 18 Consensual Estupro Só mulher Não precisa ser virgem Todas idades Não consensual

1. Estabelecer as diferenças entre os crimes de atentado violento ao pudor e posse sexual

mediante fraude 2. Atentado violento ao pudor Homem/mulher Não é obrigatório ter conjuração carnal Não importa o caráter da mulher Tem violência ou grave ameaça 14 aos 18 anos Posse sexual mediante fraude Mulher Tem que ter conjuração carnal Mulher honesta Consecução através de maliciosa provocação ou aproveitamento do erro ou engano Qualquer idade

1. Caracterizar o crime sexual mediante fraude Ter conjuração carnal perante fraude, alguma promessa 1. Conceituar complacência himenal Hímen que tolera a penetração do pênis sem se romper 1. Discutir o conceito de virgindade em uma mulher gravida A gravidez por si só não pode constituir vestígio de desvirginamento quando o hímen integro e incomplacente garante a absoluta, impossibilidade de ter havido conjuração carnal 1. Dar as condições em que a lei presume a violência nos crimes sexuais, e exemplificar quando necessário para melhor compreensão • se a vitima não é maior que 14 anos • se a vitima é alienada ou débil mental, e o agente conhecia essa situação • se a vitima não pode, por qualquer outra causa oferecer resistência • 1. Estabelecer a conduta correta de um médico legista diante de uma paciente que apresente hímen anular de orla estreita e óstio amplo, integro, para responder ao quesito “ a paciente apresentada ao exame é virgem?” 2. 3. Uma moça de 17 anos diz ter sido seduzida pelo noivo. Vai a exame médico – legal e o perito constata hímen complacente integro, mas verifica que ela está gravida. Comente o caso diante do que estabelece o nosso código penal 4. Explicar o que significam os verbos “constranger” e “seduzir”, conforme empregados no texto dos crimes contra os costumes 5. Diferenciar o conceito de atentado violento ao pudor e ultraje publico ao pudor 6. Faze o diagnostico diferencial entre rutura himenal cicatrizada e entalhe 7. Dar o conceito de “mulher honesta”, de acordo com o texto do artigo 215 do nosso código penal ( crime de posse sexual mediante fraude ) 8. Distinguir, conceitualmente, ato obsceno e ato libidinoso

9. Dizer que tipo de crime o medico que , inadvertidamente, rompe o hímen integro de uma jovem durante o exame ginecológico. Justificar a resposta

EMBRIAGUEZ E TOXICOMANIAS

1. Explicar como embriaguez do agente pode modificar a imputabilidade penal Há de se estabelecer nexo da caudalidade entre embriaguez e o delito, ou seja, se o delito foi resultado da alteração de consciência – turvação ou obnubilação – e com ela guarda intima conexão

1. dar as formas de embriaguez que tornam inimputável o autor do crime o caso furtuito – ingestão acidental - e a força maior – ingestão por coação 1. Estabelecer as condições para que a ação de substâncias que causam dependência altere a responsabilidade penal A responsabilidade penal só deve ser questionada se se tratar de dependência física. Há, nesse caso, evidente nexo de causalidade e diminuição ou abolição da capacidade de determinação, ainda que , em geral, esteja preservada a capacidade de entendimento 1. Esclarecer em que situações penais pode ser enquadrado o indivíduo envolvido com o uso de drogas proibidas Crimes contra o patrimônio, tais como furto, roubo, apropriação indébita, receptação .Em se tratando de crimes contra a vida ou de lesão corporal, a causalidade mórbida deve ser bem analisada 1. Conceituar embriagues patológica e dizer como interfere na imputabilidade penal Na embriagues patológica, teremos que avaliar no exame pericial se a ocorrência de fenômeno patopsiquico era inteiramente inesperado pelo agente que, então, não conhecia essa possibilidade 1. Conceituar embriaguez pré-ordenada e dizer como altera a imputabilidade penal Trata-se da situação de alguém colocar deliberadamente em estado de embriaguez para, então cometer o delito. No caso do alcoolismo agudo, ainda que o agente, ao cometer o delito, estivesse em estado de completa embriaguez, com obnubilação de consciência e turvação sensorial, seria responsável, já que, ao se colocar naquele estado,

tinha ciência de que ocorreria embriaguez e que, nesse estado, poderia cometer um ato reprovável 1. Dar o valor de alcoolemia para o diagnóstico de embriaguez segundo nossa legislação 0,6 g/l 1. Explicar como a dependência a drogas influi na imputabilidade penal A responsabilidade penal só deve ser questionada se se tratar de dependência física. Há nesse caso, evidente nexo de casualidade e diminuição ou abolição da capacidade de determinação, ainda que em geral, esteja preservada a capacidade de entendimento. 1. Conceituar toxicomania de acordo com a OMS Uso abusivo de drogas que causam dependência física ou psíquica que acaba levando as pessoas predispostas a se tronarem toxicômanas, viciadas

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful