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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ALÍVIO DA DOR DO RECÉM-NASCIDO

Webartigos.com - Publicação de artigos e monografias Título: ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ALÍVIO DA DOR DO RECÉM-NASCIDO Autor(a): Andressa S. Silva Endereço da publicação: http://www.webartigos.com/artigos/atuacao-do-enfermeiro-no-alivio-da-dor-do-recem-

nascido/62897/

Publicado em 04 de abril de 2011, às 00h00min em Saúde e Beleza

ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ALÍVIO DA DOR DO RECÉM-NASCIDO

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial de saúde, em 1961, definiu que deve ser considerado recém-nascido (RN) toda

criança, desde o nascimento até o vigésimo oitavo dia de vida. Esta criança encontra-se em um período de

transições rápidas e necessárias. Necessita de afeto e cuidados específicos, para que passe por este período sem complicações ou traumas maiores.

Quando há alguma alteração ou disfunção, esta criança pode ficar institucionalizada, a depender da decisão do médico responsável. A hospitalização pode atrapalhar a formação do vínculo mãe-filho pela necessidade de controle de práticas que possam causar infecções. Assim, a criança, que já tem sentimentos e maturidade neurológica, sente-se isolada e carente de afeto.

O enfermeiro neonatologista deve atuar para garantir a segurança física e emocional deste RN, detectando

complicações e sanando-as de maneira eficaz. Mesmo quando está fora do seu alcance, deve comunicar a quem seja necessário a complicação detectada e solicitar auxílio para a solução do problema.

1. DOR

A dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesões reais,

potenciais ou descritas em termos de tais lesões (Silva, Silva e Viana, 2009). A sensação de dor é sempre subjetiva. Também pode ser entendida, pela equipe de saúde, como um sinal de advertência, uma sensação desagradável que tem origem no tronco, raiz ou terminação de algum nervo da rede sensorial. Este conceito

é aceito, também, por Larson (1999).

1.1 DOR NO RN Até a década de 1970, acreditava-se que o RN não sentia dor, pela imaturidade do Sistema Nervoso Central (SNC) e ausência de memória da dor. Levetown (2000) garante que pesquisas posteriores a este período demonstraram que o córtex do feto tem seus neurônios funcionantes a partir da vigésima semana gestacional, e então já ocorre a percepção cutâneo-mucosa e sensorial.

O

RN prematuro possui plena capacidade de percepção, mas pequena capacidade de inibição da dor (Gaíva

e

Gomes, 2003). Por estas características, é mais sensível à dor do que o RN a termo e adultos.

2.

RESPOSTAS DOS NEONATOS EM SITUAÇÕES DE DOR

De acordo com Gaíva e Gomes (2003) e Gardner (1994), as respostas dos neonatos podem fornecer subsídios para a avaliação da dor do RN, e podem ser:

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2.1 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS FISIOLÓGICAS

Aumento da Frequência Cardíaca (bradicardia), Frequência Respiratória, Pressão Arterial, Pressão Intracraniana;RECÉM-NASCIDO 2.1 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS FISIOLÓGICAS Redução da Respiração profunda (bradipnéia, apnéia);

Redução da Respiração profunda (bradipnéia, apnéia);Respiratória, Pressão Arterial, Pressão Intracraniana; Palidez ou rubor, sudorese, dilatação de pupilas. 2.2

Palidez ou rubor, sudorese, dilatação de pupilas.Redução da Respiração profunda (bradipnéia, apnéia); 2.2 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS HORMONAIS E METABÓLICAS

2.2 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS HORMONAIS E METABÓLICAS

Aumento da atividade renal, níveis de catecolaminas, níveis séricos de glicose, lactose e cetonas;2.2 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS HORMONAIS E METABÓLICAS Redução da secreção de Insulina. 2.3 RESPOSTAS

Redução da secreção de Insulina.níveis séricos de glicose, lactose e cetonas; 2.3 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS COMPORTAMENTAIS Vocalização:

2.3 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS COMPORTAMENTAIS

Vocalização: choro, soluço, resmungo;de Insulina. 2.3 RESPOSTAS COMPENSATÓRIAS COMPORTAMENTAIS Expressões faciais: caretas, franzimento de sombrancelhas,

Expressões faciais: caretas, franzimento de sombrancelhas, tremor de queixo e olhos apertados;COMPORTAMENTAIS Vocalização: choro, soluço, resmungo; Movimentos corporais: retração de membros, agitação,

Movimentos corporais: retração de membros, agitação, hipotonia ou hipertonia, aversão ao toque;de sombrancelhas, tremor de queixo e olhos apertados; Estado geral: alteração no ciclo sono/alerta,

Estado geral: alteração no ciclo sono/alerta, irritabilidade, letargia, não-resposta ao estímulo sonoro.agitação, hipotonia ou hipertonia, aversão ao toque; 3. AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM Considerando os

3. AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM

Considerando os sinais e sintomas acima relacionados, é possível observar o RN buscando a detecção de

alterações e, a partir daí, sugerir e elaborar os seguintes diagnósticos de enfermagem, segundo a proposta

da Associação Norte-americana de Diagnósticos de Enfermagem (NANDA, 2006):

Adaptação prejudicada;de Diagnósticos de Enfermagem (NANDA, 2006): Capacidade adaptativa intracraniana diminuída; Padrão

Capacidade adaptativa intracraniana diminuída;de Enfermagem (NANDA, 2006): Adaptação prejudicada; Padrão ineficaz de alimentação do lactente; Amamentação

Padrão ineficaz de alimentação do lactente;prejudicada; Capacidade adaptativa intracraniana diminuída; Amamentação ineficaz; Ansiedade; Risco de aspiração;

Amamentação ineficaz;diminuída; Padrão ineficaz de alimentação do lactente; Ansiedade; Risco de aspiração; Comportamento infantil

Ansiedade;de alimentação do lactente; Amamentação ineficaz; Risco de aspiração; Comportamento infantil desorganizado;

Risco de aspiração;do lactente; Amamentação ineficaz; Ansiedade; Comportamento infantil desorganizado; Débito cardíaco

Comportamento infantil desorganizado;Amamentação ineficaz; Ansiedade; Risco de aspiração; Débito cardíaco diminuído; Dor aguda; Síndrome do

Débito cardíaco diminuído;Risco de aspiração; Comportamento infantil desorganizado; Dor aguda; Síndrome do estresse por mudança; Processos

Dor aguda;infantil desorganizado; Débito cardíaco diminuído; Síndrome do estresse por mudança; Processos familiares

Síndrome do estresse por mudança;desorganizado; Débito cardíaco diminuído; Dor aguda; Processos familiares interrompidos; Risco de infecção;

Processos familiares interrompidos;diminuído; Dor aguda; Síndrome do estresse por mudança; Risco de infecção; Integridade da pele prejudicada;

Risco de infecção;estresse por mudança; Processos familiares interrompidos; Integridade da pele prejudicada; Interação social

Integridade da pele prejudicada;Processos familiares interrompidos; Risco de infecção; Interação social prejudicada; Medo; Padrão respiratório

Interação social prejudicada;Risco de infecção; Integridade da pele prejudicada; Medo; Padrão respiratório ineficaz; Padrão de sono

Medo;da pele prejudicada; Interação social prejudicada; Padrão respiratório ineficaz; Padrão de sono perturbado;

Padrão respiratório ineficaz;da pele prejudicada; Interação social prejudicada; Medo; Padrão de sono perturbado; Risco de sufocação; Risco de

Padrão de sono perturbado;social prejudicada; Medo; Padrão respiratório ineficaz; Risco de sufocação; Risco de desequilíbrio da temperatura

Risco de sufocação;Padrão respiratório ineficaz; Padrão de sono perturbado; Risco de desequilíbrio da temperatura corporal; Troca de

Risco de desequilíbrio da temperatura corporal;ineficaz; Padrão de sono perturbado; Risco de sufocação; Troca de gazes prejudicada. 4. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM

Troca de gazes prejudicada.Risco de desequilíbrio da temperatura corporal; 4. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM AO RN COM DOR Ao realizar

4. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM AO RN COM DOR

Ao realizar o trabalho de enfermagem sistematizado, pretende-se atuar de maneira eficaz buscando a

resolução das alterações e disfunções dos pacientes. Baseado neste preceito e nos diagnósticos anteriores,

são sugeridas as seguintes prescrições de enfermagem, elaboradas a partir dos trabalhos de Gaíva e

Gomes (2003) e Gagliazzi, Urasaki e Gonçalves (2000):

Registrar as respostas positivas e negativas da terapia analgésica e/ou de alívio da dor;e Gomes (2003) e Gagliazzi, Urasaki e Gonçalves (2000):

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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ALÍVIO DA DOR DO RECÉM-NASCIDO

Avaliar e registrar características da dor (duração percebida);ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ALÍVIO DA DOR DO RECÉM-NASCIDO Avaliar prejuízos nas atividades rotineiras (dor,

Avaliar prejuízos nas atividades rotineiras (dor, irritabilidade, etc.);e registrar características da dor (duração percebida); Verificar alterações nos Sinais Vitais e saturação de

Verificar alterações nos Sinais Vitais e saturação de oxigênio na dor aguda;nas atividades rotineiras (dor, irritabilidade, etc.); Avaliar o que melhora ou piora a dor (posição,

Avaliar o que melhora ou piora a dor (posição, medicamentos, esforços);nos Sinais Vitais e saturação de oxigênio na dor aguda; Manter RN confortável; Medicar conforme prescrição

Manter RN confortável;melhora ou piora a dor (posição, medicamentos, esforços); Medicar conforme prescrição médica; Associar

Medicar conforme prescrição médica;medicamentos, esforços); Manter RN confortável; Associar procedimentos não invasivos para alívio da dor

Associar procedimentos não invasivos para alívio da dor (massagem, aplicação de calor/frio, etc.);RN confortável; Medicar conforme prescrição médica; Diminuir o excesso de luz; Reduzir níveis de ruídos dos

Diminuir o excesso de luz;alívio da dor (massagem, aplicação de calor/frio, etc.); Reduzir níveis de ruídos dos equipamentos; Reduzir

Reduzir níveis de ruídos dos equipamentos;aplicação de calor/frio, etc.); Diminuir o excesso de luz; Reduzir manipulação do RN; Limitar procedimentos

Reduzir manipulação do RN;excesso de luz; Reduzir níveis de ruídos dos equipamentos; Limitar procedimentos dolorosos; Realizar contenção em

Limitar procedimentos dolorosos;de ruídos dos equipamentos; Reduzir manipulação do RN; Realizar contenção em "ninho". Especialmente, ante

Realizar contenção em "ninho".manipulação do RN; Limitar procedimentos dolorosos; Especialmente, ante necessidades maiores, pode-se recorrer

Especialmente, ante necessidades maiores, pode-se recorrer à sucção:

Sucção não-nutritiva: chupeta, dedo do bebê ou dedo mínimo do enfermeiro, com a polpa voltada para palato do RN. Pode ser utilizada durante pequenos procedimentos, como coleta de sangue, pois aumenta a oxigenação, aclama e reduz o choro;ante necessidades maiores, pode-se recorrer à sucção: Sucção nutritiva: é recomendada a utilização de 1 ml

Sucção nutritiva: é recomendada a utilização de 1 ml de solução glicosada a 25% ou 2 ml de solução glicosada a 12,5%, oralmente, cerca de um a dois minutos antes da realização de pequenos procedimentos, como punções capilares e venosas.sangue, pois aumenta a oxigenação, aclama e reduz o choro; A administração de glicose mostra-se eficaz

A administração de glicose mostra-se eficaz na redução proporcional do tempo de choro após

procedimentos dolorosos simples, e reduz indicadores comportamentais e fisiológicos da dor (Gaíva e

Gomes, 2003).

5 REFERÊNCIAS

GAFLIAZZI, MT; URASAKI, MBM e GONÇALVES, R. Intervenções de enfermagem. São Paulo: EPU, 2000.

GAÍVA, MAM e GOMES, MMF. Cuidando do neonato: uma abordagem de enfermagem. Goiânia, AB, 2003.

GARDNER, SL. Pain and Pain relief in the neonate. MCN, v. 19, p. 85-90, 1994.

LARSON, BA. Pain management in neonates. Acta paediatr., v.88, p. 1301-10, 1999.

LEVETOWN, M. Atitudes, crenças e ética. In: Nestlé Nutrition Services. A dor na Infância. Anais Nestlé, v.

59, p. 32-40, 2000.

NANDA. Diagnósticos de enfermagem da Associação Norte-americana de Diagnósticos de Enfermagem.

Trad. Cristina Correa. Porto Alegre: Artmed, 2006.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Public health aspects of low birth weigth. (Technical report, series, 217).

1961.

SILVA, CRL; SILVA, RCL e VIANA, DL. Compacto dicionário ilustrado de saúde e principais legislações de

enfermagem. 4. ed. São Caetano do Sul, SP: Yendis, 2009.

Por Andressa S. Silva

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