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Conceito

Capítulo 11

COAGULAÇÃO

Introdução

Quando há ruptura de um vaso sanguíneo desencadeiam-se uma série de mecanismos para reparar a lesão e parar a hemorragia é a hemostase ou a coagulação.

Fases

Contracção dos vasos lesados – pode parar a hemorragia por algum tempo até os outros factores entrarem em funcionamento. pode parar a hemorragia por algum tempo até os outros factores entrarem em funcionamento. Activação das plaquetas pela trombina para se formar um rolhão plaquetario.
Formação do coágulo. Depois da reparação haverá a dissolução do coágulo pela acção da plasmina.outros factores entrarem em funcionamento. Activação das plaquetas pela trombina para se formar um rolhão plaquetario.

Animação em

Activação das plaquetas

Adesão das plaquetas

Para haver hemostase, as plaquetas devem aderir ao colagénio exposto, libertarem o conteúdo dos seus grânulos e agregarem-seA adesão das plaquetas é mediada pelo factor de von Willebrandt (vWF).

é mediada pelo factor de von Willebrandt ( vWF ). http://www.blobs.org/science/article.php?article=14 Fig.

Fig. 11.1- Consequência da adesão das plaquetas

http://users.rcn.com/jkimball.ma.ultranet/BiologyPages/C/Clotting.html cortesia de John Kimball Fig. 11.2 –

Fig. 11.2 Libertação do factor de vonWillebrandt

Acções do vWF

Ponte entre uma glicoproteina especifica das plaquetas (GPIb/IX) e as fibras colagenias. Este fenómeno é muito rápido e provoca a agregação das plaquetas. As plaquetas activadas libertam substâncias com uma acção agregante como o ADP, adrenalina e nor-adrenalina. Estes elementos vão provocar a agregação plaquetaria. Este factor activa o factor VIII.

É uma glicoproteina sintetizada pelas plaquetas e pelos megacariocitos.

É um polímero com de monómeros iguais.

http://www.blobs.org/science/article.php?article=14 Fig. 11.3 – Acção do factor de von Willebrandt Fases Formação

Fig. 11.3 Acção do factor de von Willebrandt

Fases

Fig. 11.3 – Acção do factor de von Willebrandt Fases Formação do coágulo Formação do activador

Formação do coágulo

Formação do activador da protrombina Conversão da protrombina em trombina Transformação do fibrinogénio em fibrina pela acção da fibrina

Vias

A via intrínseca inicia-se quando começa o contacto entre o sangue e as superfícies

endoteliais lesadas.

A via extrínseca inicia-se quando há contacto com o factor tissular (TF) produzido nos

tecidos lesados.

O factor tissular é uma proteína membranária tendo uma parte extracelular, um

domínio transmembranário e uma curta cauda citoplasmica. As duas vias convergem posteriormente numa via única.

Via intrínseca

Inicia-se quando a precalicreina (PK) e cininogénio de alto peso molecular (HMWK), juntamente com o cálcio e fosfolipidos entram em contacto com uma superfície carregada negativamente (fase de contacto). Desencadeia-se uma cascata de reacções que activará o factor X, activador da protrombina.

http://themedicalbiochemistrypage.org/blood-coagulation.html http://ocw.tufts.edu/Content/24/labs/312447 Copyright 2006,
http://themedicalbiochemistrypage.org/blood-coagulation.html http://ocw.tufts.edu/Content/24/labs/312447 Copyright 2006,

Copyright 2006, Kanchan Ganda, MD. The Clotting Cascade diagram. From Ganda K. "The Clotting Cascade diagram in Section 1.2 The Clotting Pathway OCW Medicine I." Published in Tufts OpenCourseWare (2005-2009). http://ocw.tufts.edu/Content/24/labs/312447. (Retrieved "current date" [ex.: Retrieved 1 30 2009]. Reproduced with permission of the author and publisher. Licensed under the Creative Commons 3.0 license: attribution- noncommercial-sharealike.

Fig. 11.4 Via intrínseca

Via extrínseca

A via extrínseca inicia-se pela libertação do factor tissular, cofactor do factor VII. Inicia-se uma cascata que acabará tambem na activação do factor X.

Via comum

As vias intrínseca e extrínseca convergem numa via comum.

factor X. Via comum As vias intrínseca e extrínseca convergem numa via comum. http://en.wikipedia.org/wiki/Coagulation
http://www.kingsnake.com/toxinology/hemotoxinology.html Fig. 11.5 – Via comum Estrutura do fibrinogenio Tem três

Fig. 11.5 Via comum

Estrutura do fibrinogenio

Tem três pares de cadeias polipeptidicas ligadas por pontes S-S (fig. 11.6).

cadeias polipeptidicas ligadas por pontes S-S (fig. 11.6).

http://tollefsen.wustl.edu/projects/coagulation/coagulation.html Cortesia de Douglas Toleffsen Washington University Medical School

Fig. 11.6 Estrutura do fibrinogenio

Formação dos polímeros de fibrina

Formação dos polímeros de fibrina http://tollefsen.wustl.edu/projects/coagulation/coagulation.html Cortesia de

http://tollefsen.wustl.edu/projects/coagulation/coagulation.html Cortesia de Douglas Toleffsen Washington University Medical School

Fig 11.7 Formação dos polímeros da fibrina

A trombina remove os peptidos de ligação (fibrinopeptidos a e B) formando

monómeros de fibrina.

Os monómeros ligam-se covalentemente formando dimeros.

A trombina activa em seguida o factor XIII que desencadeia a polimerização dos

dimeros.

Os filamentos ligam-se às plaquetas e entrelaçam-se para formarem o esqueleto do coágulo.

A formação do coagulo acaba 3 a 6 minutos após a ruptura do vaso.

Retracção do coágulo

A

actina e miosina das plaquetas ao contraírem-se exercem tracção sobre os filamentos

de

fibrina, expulsando o soro.

O

coágulo condensa-se e os lábios da lesão aproximam-se.

O

factor de crescimento derivado das plaquetas (PGDF) libertado quando da

desgranulação estimula a divisão das células musculares lisas e dos fibroblastos e

favorecem a reconstrução da parede vascular ao mesmo tempo que as células endoteliais

se multiplicam para reparar o endotélio.

Fibrinolise

O activador tecidular do plasminogenio e a urocinase é libertado pelas células

endoteliais a seguir à lesão e em resposta à trombina.

A plasmina cinde a fibrina nos seus D-dimeros e nos produtos de degradação da fibrina,

assim como destrói os factoresVa e VIIIa.

O subendotelio carregado negativamente transforma a precalicreina em calicreina na

presença de de cininogenio alto peso molecular.

A calicreina forma a plasmina e liberta bradicinina a partir do plasminogeno (fig. 59.5).

Biomaterials Research - Manfred Maitz The Fibrinolytic System Clotting Cascade Fibrin Fibrinogen Fibrin-clot
Biomaterials Research - Manfred Maitz
The Fibrinolytic System
Clotting
Cascade
Fibrin
Fibrinogen
Fibrin-clot
degradation products
Plasminogen
Plasmin
T-PA
F XIIa
HMWK
Kallikrein
Urokinase
Streptokinase

Fig. 11.8 - Fibrinolise

Limitação do crescimento do coagulo

Há mecanismos homeostaticos que impedem que os coágulos atinjam dimensões excessivas. Um deles é o desaparecimento rápido dos factores de coagulação. Outros mecanismos estão relacionados com a inibição destes factores.

O endotelio intacto segrega prostaglandina I2 que impede a activação das plaquetas.

A antitrombina III, a serpina (inibidora da serina protease) e a heparina inactiva a

trombina e os factores da via intrínseca.

A proteína C, na presença do seu cofactor activado, a proteína S, inactiva os factores

Va e VIIIa.

A proteína S é uma proteína vitamina K dependente sintetizada no fígado. A sua

deficiência hereditária está associada a trombose.

A trombomodulina é uma proteína membranaria que se liga à trombina e actua como

factor da activação da proteina C. Quando há grandes quantidades de factor tecidular actua uma protease inibidora da via extrínseca. As células endoteliais lesadas libertam o activador do plasminogenio.