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SUMÁRIO TABLE OF CONTENTS Capítulos Chapters I. ARQUEOLOGIA BÍBLICA (PERSPECTIVA HISTÓRICA) ....................................... 1 BIBLICAL ARCHEOLOGY (HISTORICAL OVERVIEW) ......................................... 7 por Ruben Aguilar, Ph.D. II. CONTRIBUIÇÕES ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA PARA A ARQUEOLOGIA BÍBLICA (PERSPECTIVA HISTÓRICA) ................................. 13 SEVENTH-DAY ADVENTIST CONTRIBUTION FOR BIBLICAL ARCHEOLOGY (HISTORICAL OVERVIEW) ..................................................... 19 por Lloyd A. Willis, Ph.D. III. EXPERIÊNCIAS PESSOAIS NO CAMPO ARQUEOLÓGICO (TESTEMUNHO PESSOAL) .... .......................................................................... 25 LIFE EXPERIENCES IN FIELD ARCHEOLOGY (PERSONAL TESTIMONY) ..................................................................................................... 35 por Paulo F. Bork, Ph.D. IV. MUSEU DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA PAULO BORK: BREVE HISTÓRICO ........................................................................................................ 44 PAULO BORK ARCHEOLOGICAL MUSEUM: A BRIEF HISTORY .................... 47 por Alberto R. Timm, Ph.D. V. COLEÇÃO DO MUSEU DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA PAULO BORK (FOTOS E LEGENDAS) ..................................................................................... 50 PAUL BORK ARCHEOLOGICAL MUSEUM COLLECTION (PHOTOGRAPHS AND CAPTIONS) ................................................................. 63 por Rodrigo P. Silva, Th.D. VII. A ARQUEOLOGIA E O EVANGELHO DE JOÃO: COMO RESTOS DO PASSADO PODEM AJUDAR A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA NO PRESENTE ............................................................................. 75 ARCHAEOLOGY AND THE GOSPEL OF JOHN: HOW ANCIENT REMAINS CAN HELP MODERN INTERPRETATION OF THE BIBLE ................................................................................................. 88 por Wilson Paroschi, Ph.D.

Apêndice Appendix
PAULO F. BORK (1924): RESUMO BIOGRÁFICO ......................................................... 100

o qual no texto sagrado é considerado como “povo de Deus”. Os peregrinos que desde a época do imperador Constantino visitavam a Palestina o faziam sem ter um registro preciso dos lugares a serem visitados. atualmente ocupada pela Turquia e a Grécia. a Ásia Menor.) surge o interesse por parte dos cristãos. A composição etimológica da palavra Arqueologia é formada por dois vocábulos gregos: archaios: “antigo” e logos: “estudo”. remover escombros à procura de vestígios de outras civilizações. Assíria. a Síria. cujos eventos históricos guardam relação com o registro bíblico. tiveram algum tipo de relacionamento histórico ou social com o povo de Israel. localizada além do rio Tigre. Esse estudo inclui a prática de preservar todo objeto que fornece informações do passado. isso permite defini-la como a “ciência que estuda os vestígios e a interpretação histórica de civilizações passadas”. e outras atividades similares.CAPÍTULO I O DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA por Ruben Aguilar É natural no ser humano o desejo de conhecer a sua origem e o passado dos seus ancestrais. documentos escritos em pedras ou argila e outros artefatos. região denominada Mesopotâmia. Considerando a Arqueologia como uma prática. mas. Aqui cabe mencionar que os povos antigos. cujos nomes estão registrados na Bíblia. que escreveu uma obra intitulada Onomasticon.C. na qual descreve pouco mais de mil lugares 1 . Um trabalho sério elaborado naquela época foi o efetuado por Eusébio de Cesárea. ou seja. as pessoas procuram preservar objetos dos seus antepassados. pesquisar sobre usos e costumes dos tempos anteriores. no sul da Europa. mas as nações que mais sobressaíram são: o Egito. Dessa maneira começa o estudo que mais tarde denominou-se “Arqueologia Bíblica”. alguns dos quais construíram museus e bibliotecas onde preservaram estátuas. visitar lugares que foram cenários de eventos importantes. É vasto o número de povos estrangeiros que tiveram contato de amizade ou de conflito bélico com Israel. na parte norte entre os rios Tigre e Eufrates. o estudo dos vestígios de povos e civilizações antigas. de conhecer os lugares sagrados localizados na Palestina. Para satisfazer esse desejo. a Pérsia. nem contar com uma base de pesquisa histórica. Essa prática deu origem à ciência chamada Arqueologia. a Babilônia que ocupava o sul da Mesopotâmia. afirmavam ter descoberto vestígios do passado do povo de Israel e de lugares relativos ao ministério de Jesus que raramente eram confirmados. figuras votivas. estabelecido geograficamente na região da Palestina. O Despertar da Arqueologia Bíblica Na época do imperador romano Constantino (312-336 d. ao norte da Palestina. verificamos que essa atividade já era desempenhada por governantes assírios e babilônios. mediante peregrinações de fiéis. estimulados pela devoção e guiados pela superstição. no norte da África.

perto da área onde se ergue o imponente vulcão Vesúvio. Na primeira metade do século XVIII. esposa do rei Carlos de Bourbon. acidentalmente haviam sido encontradas algumas estatuetas e imagens antigas que despertaram o interesse da rainha Maria Cristina. um poliglota por natureza. mas sem a qualidade científica de que seria necessária. realizou cópias de documentos antigos. o nome de Ciriaco de Pizzicolli (século XIV). por exemplo. il Pellegrino. os diferentes estilos arquitetônicos. de Pompéia. descobriu-se um corredor subterrâneo no qual estava uma inscrição: “Theatrum Herculanense”. que realizou muitos desenhos das ruínas das cidades antigas ressaltando. Essa onda destruidora foi detida com a intervenção dos exércitos libertadores patrocinados pelo papado e denominados de “Cruzadas”. 2 . publicou um relatório das suas viagens na obra Viaggio de Pietro della Valle. A permissão obtida possibilitou que nos anos seguintes aparecessem peregrinos com sérias intenções de realizar estudos de pesquisa arqueológica. principalmente na Mesopotâmia. No século XVI destaca-se Johann Zuallart. Vários personagens com tendências literárias propuseram-se a descrever os achados das ruínas daquelas cidades. mas também causou terror e destruição como as provocadas pelo califa Abu Ali Al Manzur (996-1020 d. dez anos mais tarde. A rainha solicitou que se fizessem trabalhos naquele lugar. na erupção de 79 d. à procura de mais peças antigas. editado em 1650. um comerciante italiano interessado em moedas e objetos de arte.C. permitia-se a visita aos lugares sagrados da Palestina a todo cristão que assim o desejasse. o rei da Inglaterra Ricardo Coração de Leão e o sultão do Egito Saladino. publicou a primeira obra descritiva Sobre as Descobertas de Herculano.). firmou-se a paz entre o comandante da terceira expedição. Depois de várias derrotas sofridas pelos “cruzados”. Na região de Nápoles. aconteceu um dos primeiros achados resultante de um trabalho que poderia ser chamado de escavação arqueológica. O resultado foi que após efetuar escavações. complementada dois anos mais tarde. Por esse acordo. um relato sem precedentes da evolução das características dos monumentos antigos. Winckelmann. dos quais uma boa parte já foi confirmada em escavações efetuadas por arqueólogos modernos. que mandou queimar a Igreja da Ressurreição e destruir o Santo Sepulcro e outros monumentos do cristianismo. Outro pesquisador que deu sua contribuição ao estudo dos vestígios arqueológicos foi o italiano Pietro della Valle. Johann J. Deve-se mencionar. conforme seu interesse. Em 1762. A ocupação islâmica não somente determinou a diminuição do fluxo de peregrinos. As peregrinações de cristãos sofreram severa interrupção quando a Palestina foi invadida pelas forças islâmicas a partir do movimento religioso propiciado pelos seguidores de Maomé.considerados sagrados. quando as ruínas da antiga cidade de Herculano foram encontradas e. duas cidades romanas que haviam sido sepultadas pelas lavas do Vesúvio. Mas sua obra prima foi a História da Arte da Antigüidade. que após visitar e observar lugares das civilizações passadas. Era dezembro de 1738. criando um método sistemático para classificar seus achados.C.

formas de governo. Outro aporte ao conhecimento da escrita cuneiforme foi a de Henry Rawlinson (1810-1895). A escrita era o cuneiforme. e dessa maneira ter maior esclarecimento sobre os temas bíblicos. mas.. após a capitulação do exército francês diante dos ingleses do general Nelson. a economia. pode-se conhecer a organização social. costumes. Uma dessas cópias foi utilizada por um jovem francês. Descobrindo Cidades nas Terras Bíblicas O século XIX foi um período fértil para o conhecimento da Arqueologia Bíblica. Quase simultaneamente ao trabalho realizado por Champollion. transcrevendo e traduzindo documentos antigos. Esse objeto arqueológico recebeu o nome de “Pedra de Roseta”. processos de transferência de bens. Quem criou um método para interpretar essa escrita foi um jovem professor de escola. em Göttingen. crenças etc. logo descobriram vários monumentos e colunas de palácios e templos que venceram o tempo. ficaram deslumbrados ao contemplar as imponentes pirâmides de Saqqara. fragmentos de cerâmica. mas o que o tornou famoso foi a interpretação do texto encontrado na rocha de Behistun. erudito em línguas antigas por vocação. esse valioso conjunto de peças foi entregue aos vencedores e conduzido à Inglaterra. chamado Georg Friedrich Grotefend (17751853).É Revelado o Mistério das Escritas Antigas No final do século XVIII. que passou grande parte da sua vida copiando. oficiais e soldados franceses do exército de Napoleão. documentos epigráficos e outros que estavam sumidos 3 . sarcófagos. Grotefend trabalhou sobre cópias de textos cuneiformes de Persépolis e. perto do Cairo. dos povos do passado cuja história é compartilhada com a história de Israel. imagens sagradas. Em 1801. vestígios de palácios. revolucionário por convicção. que na ocasião invadiram o Egito. recuperar monumentos. chamada assim porque seus sinais são representados com traços semelhantes a cunhas. Jean François Champollion (1790-1832). baseado nos conhecimentos adquiridos na sua formação como professor. Várias cópias do conteúdo da “Pedra de Roseta” foram espalhadas pelos museus e bibliotecas da Europa. conseguiu diferenciar o cuneiforme persa do babilônico. O espírito genial de Champollion permitiu-lhe descobrir um método de dar valor fonético e gráfico aos sinais hieroglíficos e dessa maneira poder interpretar a escrita sagrada do antigo Egito. porque o interesse de pesquisadores e a contribuição financeira de instituições acadêmicas fizeram com que fosse possível desenterrar cidades antigas sepultadas debaixo de densas camadas de areia. sendo que esse acervo compreendia várias estátuas. leis sociais. com três tipos de escrita: hieroglífico. sendo seu destino final o Museu de Londres. pedra de formato triangular e faces lisas. no território da Pérsia. ritos religiosos. outra escrita antiga era decifrada e sua interpretação era dada a conhecer. documentos escritos. demótico e grego. Encontraram também relíquias culturais do passado remoto dessa terra. Sendo possível ler documentos antigos. mas o que ressaltava era uma “estela”. Não é fácil imaginar os alcances que a interpretação das escritas hieroglífica e cuneiforme vem outorgando ao conhecimento da Arqueologia.

Ai. localizado 15 km mais ao norte. Fazer uma lista desses achados é tarefa difícil porque sempre será incompleta ou simplesmente omissa. entre os quais. em Tell el Duweir. segundo habitantes do lugar. Hormuzd Rasham. Em 1811. pedras com inscrições e outros artefatos. Ashur. iniciou escavações na colina Kuyunjik onde presumivelmente estariam as ruínas de Nínive. é preciso mencionar alguns descobrimentos para se ter uma idéia do avanço e utilidade dos estudos da Arqueologia Bíblica. esta última. Seus achados foram relatados no seu livro Memórias sobre as Ruínas da Babilônia. Hazor. Em 1845. onde encontrou vestígios da antiga Khorsabad. de significado parecido ao hebraico bíblico. Mari. Na região da Mesopotâmia: Nippur. na colina Tell el Qedah. Ur. Em 1842. na região norte da Galiléia. eram Kuyunjik e Nebi-Yunus. Em 1851. Registros Arqueológicos de Eventos Bíblicos As escavações arqueológicas realizadas nesse período. Tiro e Sidon. na colina de Tell Mardique. Nuzi. antiga capital assíria. na atual colina de Ras Shamra. também foram descobertas as ruínas de Biblos. ele mudou seu projeto de escavações para Dur Sharrukin. O relato de C. os colossais monumentos de Beth Shan. Como seus primeiros esforços não foram bem sucedidos. relacionada. Gibeon. além de possibilitarem o descobrimento das ruínas de cidades relacionadas com a história 4 . e recentemente as ruínas do antigo império de Ebla. Eridu. Na região da Palestina. A partir dessa época. Na região da Síria: a antiga cidade de Ugarite. identificou as ruínas do palácio de Ashurbanipal II e muitos tesouros que logo foram transportados para o Museu Britânico. apesar dessa deficiência. o médico francês Paul Emile Botta. cujos nomes. pelos nativos. Acade. assistente de Layard descobriu a biblioteca de Ashurbanipal. Ali desenterrou as ruínas do palácio de Sargão II. Essa obra estimulou outros pesquisadores a realizar escavações no território das antigas civilizações. em Tell el-Qadi. e muitos outros lugares do passado bíblico. dependendo dos critérios que se adotem. cujo florescimento ocorreu no período patriarcal. com a pessoa do profeta Jonas.aguardando o tempo do seu afloramento. contendo milhares de “tabletes” com escrita cuneiforme cujos conteúdos são de valor incalculável para o estudo da Arqueologia Bíblica. não deixaram de ser objeto de escavações e pesquisa. como: Jericó na colina Tell el Sultan. os relatos da criação e o dilúvio na visão mesopotâmica. Austen Henry Layard continuou as escavações onde Botta havia abandonado e em pouco tempo achou indícios da cidade de Nínive. onde foram encontrados milhares de “tabletes” com escrita de caracteres cuneiformes. debaixo de Et Tel. Pouco tempo depois. em Tell beit Mirsim. etc. Rich fazia menção a duas colinas localizadas na margem esquerda do rio Tigre. mas. Debir. em Tell el Jib. Dã. importante rei assírio. Claudius James Rich visitou as ruínas da antiga Babilônia e ali realizou escavações que lhe permitiram desenterrar vários “tabletes” de argila com escrita cuneiforme. Laquis. Nimrode. agente consular em Mosul. embora muitas ruínas estivessem semidescobertas. Mas. muitos sítios arqueológicos foram estabelecidos permitindo o re-descobrimento de cidades antigas soterradas debaixo dos estratos de areia.

que relatam costumes e tradições semelhantes aos praticados pelos patriarcas hebreus. porém. Dessa maneira não podia ser efetuada a reconstituição das características da cultura ou civilização representada nesses vestígios. utilizando mais a perspicácia do pesquisador e as sugestões dos seus assistentes e voluntários que trabalhavam nessa tarefa. que permitem uma compreensão melhor do aramaico. rei de Israel. requerem um processo metodológico e diversas técnicas que possibilitem uma melhor compreensão e análise. que dá pormenores sobre a destruição da Babilônia e decreto de retorno dos cativos judeus a Jerusalém. O método de escavação de trincheiras ainda é utilizado em alguns sítios arqueológicos. no qual aparecem em baixo relevo as figuras de reis conquistados entre os quais está Jeú. Já fizemos menção aos “tabletes” encontrados na biblioteca de Ashurbanipal. Esses métodos e técnicas de pesquisa usados na arqueologia surgiram paulatinamente no transcurso dos estudos e escavações efetuados por vários pesquisadores vocacionados. entre os quais encontram-se relatos comparáveis aos encontrados no livro do Gênesis. os papiros de Elefantina. a confirmação da veracidade Bíblica se faz mais patente e ao mesmo tempo se fortalece a fé nas Escrituras Sagradas. abandonada totalmente. A técnica de perfuração de corredores verticais também está em desuso. dependendo das condições do lugar e das vantagens que esse método oferece. favoreceram também o achado de documentos que auxiliam na confirmação da veracidade dos relatos da Bíblia. a lista de reis sumerianos escrita num prisma de pedra. em Nínive. rei do antigo império Babilônico. visitando o Egito. mostrando um semita de nome Ibsha. o Cilindro de Ciro. Métodos que Auxiliam o Estudo da Arqueologia Bíblica As primeiras escavações arqueológicas foram realizadas mediante procedimentos pouco convencionais. da mesma forma como se extrai o rico mineral das profundezas de uma mina. que se relacionaram de alguma maneira com Israel. Com essa gama de documentos e vestígios das nações antigas. que contém os anais de Senaqueribe. na atualidade. O sistema de perfuração de túneis foi uma técnica praticada nas primeiras escavações e. as vantagens 5 . relatando sua invasão a Palestina na época do rei Roboão. o famoso Código de Hamurabi. do período patriarcal. os “tabletes” de Mari e Nuzi. que dá maior contribuição ao período do rei Onri de Israel. escavação de trincheiras e perfuração de corredores verticais. no entanto. impedia o estudo da relação dos vestígios da cidade descoberta com o meio ambiente. a pedra Moabita. o prisma Taylor. incluindo os nomes de governantes pré e pós-diluvianos. Esse método favorecia a extração de objetos do interior de uma colina. Outros documentos importantes são: as cartas de Tell el-Amarna que evidenciam a invasão das forças israelitas a Canaã. no qual se verifica a invasão sobre Jerusalém na época do rei Ezequias. o obelisco de Shalmanassar III. Entre esses métodos podemos assinalar a perfuração de túneis. Esse procedimento ajudava a preservar as características originais da colina e era útil na recuperação de artefatos que estavam soterrados no seu interior. a inscrição do faraó Sisaque. a pintura encontrada em Beni Hasan. com leis semelhantes às prescritas por Moisés. Mas. A descrição e interpretação dos achados.bíblica.

seguindo uma orientação vertical. análise da composição química de materiais não comuns encontrados entre as ruínas e. ocorre uma deficiência no uso dessa técnica. Essa técnica consiste na separação das camadas que conformam a estrutura de um sítio arqueológico permitindo dessa maneira a observação e análise dos vestígios encontrados em cada nível de ocupação. na análise das características arquitetônicas das ruínas. tradições. que consiste em remover parcialmente os estratos de uma colina. No entanto. Mas. na documentação fotográfica de cada parte do sítio arqueológico. permitindo a observação dos vestígios que caracterizam uma determinada civilização. datação de objetos antigos por meio de métodos de radiometria. sistematização dos restos de cerâmica. A solução proposta para eliminar essa deficiência é o uso do método estratigráfico modificado. Uma técnica que diminui as deficiências que os primeiros métodos apresentam e oferece algumas vantagens para análise e interpretação das características culturais de um sítio é o método estratigráfico. o arqueólogo precisa da assistência de especialistas em diversas áreas. o maior recurso que auxilia e dá orientações precisas para a interpretação das ruínas de civilizações passadas é a Bíblia Sagrada. pois ao remover totalmente uma camada.oferecidas pela utilização dessa técnica eram limitadas e assim foi necessário idealizar outro método de escavação. Entre nesse cenário e faça parte dos eventos dessa história. Durante décadas tem sido a única orientação para encontrar os vestígios das cidades antigas e a única revelação dos costumes. Efetuando a separação de camadas dessa maneira. de tal maneira a dar sua contribuição na descrição geológica das camadas. Outros recursos técnicos também são utilizados e. leis e epopéias do passado. O estudo da arqueologia bíblica é como desvendar a cortina que cobre o maravilhoso cenário onde ocorreram os eventos da história do povo de Deus. para isso. principalmente. não poderá ser reconstituída para novo estudo. os níveis de ocupação são preservados em formas de degraus de uma escada lavrada na colina. para o pesquisador dedicado ao estudo da arqueologia bíblica. 6 . mas cuidando de manter os níveis de ocupação. Essa remoção é semelhante ao corte de uma fatia de bolo.

in the north of Africa. documents written in stones or clay and other workmanships. Is vast the number of foreign people that they had contact of friendship or of warlike conflict with Israel. the people try to preserve their ancestors' objects. we verified that activity was already carried out by Assyrian and Babylonians rulers. located besides the river Tigris. The Awakening of the Biblical Archeology At that time of the Roman emperor Constantine (312-336 A. made it without having a necessary registration text of the places to be visited. to visit places that were scenery of important events. they affirmed to have discovered tracks of the past of the people of Israel and of relative places to Jesus' ministry that they were rarely confirmed. to research on uses and habits of the previous times. it allows defining it as the "science that studies the tracks and the historical interpretation of last civilizations". by pilgrimages of faithful men. Here. where it describes little more than a thousand places considered sacred. To satisfy that desire. In that way it begins the study that later was called: "Biblical Archeology". nor to count with a base of historical research. Minor Asia. The etymological composition of the word Archeology is formed by two Greek words: archaios: "old" and logo: "study". now occupied by Turkey and Greece. stimulated by the devotion and guided by the superstition. votives figures. to the north of Palestine. but the nations that more they stand out are: Egypt. A serious work elaborated in that time. area denominated as Mesopotamia. it was made by Eusebius of Caesarea. some of them built museums and libraries where preserved statues. in the south of Europe. established geographically in the area of Palestine. the study of the tracks of people and old civilizations. whose names are registered in the Bible.) the interest appears on the part of the Christians. Assyria. had some type of historical or social relationship with the people of Israel. who wrote a work titled Onomasticon. Considering the Archeology as a practice. That practice created the science of the Archeology. whose historical events keep relationship with the biblical registration. 7 . in other words. The pilgrims that visited Palestine from emperor Constantine's time. Persia. of knowing the located sacred places in Palestine. and other similar activities. is necessary to mention that the old people. which are considered as "people of God" in the sacred text.D. Syria. but. in the north part among the rivers Tigris and Euphrates. to remove debris in order to search of tracks of other civilizations. That study includes the practice of preserving every object that supplies information of the past. Babylon that occupied the south of Mesopotamia.CHAPTER I DEVELOPMENT OF THE STUDY OF THE BIBLICAL ARCHEOLOGY by Ruben Aguilar It is natural in the human being the desire to know its origin and the past of their ancestral ones.

published a first descriptive work "On Herculano's Discoveries”. Another researcher that gave his contribution to the study of archeological tracks. his most important works was: "History of the Art of the Antique". Johann J. il Pellegrino. searching for more old pieces. It should be mentioned. was an Italian man Pietro della Valle. but without the scientific quality that it would be necessary. complemented two years later. In the area of Naples. but it also caused terror and destruction as provoked them by caliph Abu Al Manzur (996-1020 A. the peace was firmed between the commander of the third expedition. The queen requested the continuity of excavations in that place. Winckelmann. accomplished copies of old documents. for instance. In 1762. according to his interest. close to the area where rises the imposing volcano Vesuvius. the different architectural styles. 1738. in the eruption of the year 79 DC. an underground corridor was discovered. in which was a registration: "Theatrum Herculanense". the name of Ciriaco de Pizzicolli (XIV century). two Roman cities buried by the lavas of Vesuvius. who accomplished many drawings of the ruins of old cities standing out. married with king Charles of Bourbon. a report unprecedented of the evolution of the characteristics of the old monuments. the king of England Richard Heart of Lion and Saladin's Egypt sultan. when it was found the ruins of Herculano's old city. a polyglot by nature. and they woke up the interest of the queen Mary Christina. For that agreement was permitted the visit to the sacred places of Palestine to all Christians that wanted to do that. some statues and old images were found by accident. one of the first discoveries was result from a work that could be called archeological excavation. mainly in Mesopotamia. who ordered to burn the Church of the Ressurrection and to destroy Sacred Sepulchre and other monuments of the Christianity. After several defeats suffered by the "crusaders". In the first half of XVIII century. But. The pilgrimages of Christians suffered severe interruption when Palestine was invaded by the Islamic forces starting from the religious movement propitiated by the followers of Mohammed. published a report of his trips in a work titled: Viaggio of Pietro della Valle. edited in 1650. The Mystery of the Old Writings Is Revealed 8 .D. That destructive wave was stopped with the intervention of the armies liberators sponsored by the papacy and denominated of "Crusades". After making excavations. who after visiting and observing places of the last civilizations. In the XVI century stands out Johann Zuallart. The Islamic occupation not only it determined the decrease of the pilgrims' flow. and ten years later Pompeii.of which a good one leaves it was already confirmed in excavations made by modern archeologists. an Italian merchant interested in coins and art objects. It was December. Several peoples with literary tendencies intended to describe the discoveries of the ruins of those cities.). creating a systematic method to classify their discoveries. The obtained permission allowed that the following years appeared pilgrims with serious intentions of accomplishing studies of archeological research.

called so because their signs are represented with lines similar to wedge. they were dazzled when contemplating the imposing pyramids of Saqqara. Being possible to read old documents. Almost simultaneously to the work accomplished by Champollion. social laws. in the territory of Persia. But. but what turned him famous it was the interpretation of the inscription found in the rock of Behistun. government's forms. Who created a method to interpret that writing was a youth school teacher. erudite in old languages for vocation. why the researchers' interest and the financial contribution of academic institutions made that it was possible to exhume old cities buried under dense layers of sand. the social organization. tracks of palaces. officials and French soldiers of Napoleon's army. written documents. stone of triangular format and flat faces.In the century end XVIII. who passed great part of his life. That archeological object. sarcophaguses. other old writing was deciphered and its interpretation was given to know. The collection understood several statues. but the one that emphasized was a "stele". in spite of that deficiency. revolutionary for conviction but. after the capitulation of the French army before the English of the general Nelson. and in that way to have larger explanation on the biblical themes. sacred images. Demotic and Greek. A numbers of copies of the content of the "Rosetta Stone" were dispersed for the museums and libraries of Europe. To do a list of those discoveries is difficult task because it will always be incomplete or simply omitted. The brilliant spirit of Champollion allowed to discover him a method of giving phonetic and graphic value to the hieroglyphic signs and of that he sorts out to interpret the sacred writing of old Egypt. ceramic fragments. transcribing and translating old documents. can be known processes of transfer of goods. In 1801. One of those copies was used by a French youth. Grotefend worked on copies of cuneiform texts of Persepolis and based on the acquired knowledge in his formation as teacher. where their final destiny was the Museum of London. It is not easy to imagine the reaches that the interpretation of the hieroglyphic writings and cuneiform is granting to the knowledge of the Archeology. to recover monuments. with three writing types: Hieroglyphic. that valuable group of pieces had to be given to the winners and driven to England. that in the occasion they invaded Egypt. habits. The writing was the cuneiform. Discovering Cities in the Biblical Lands The century XIX went a fertile period to the knowledge of the Biblical Archeology. copying.. it is necessary 9 . got to differentiate the Persian cuneiform of the Babylonian. in Göttingen. religious rites. faiths. of the people of the past whose history is shared with the history of Israel. received the name of “Rosetta Stone". They also found cultural relics of the remote past of that earth. the economy. soon they discovered several monuments and columns of palaces and temples that won the time. Another contribution to the knowledge of the writing cuneiform was Henry Rawlinson's work (1810-1895). called Georg Friedrich Grotefend (1775-1853). close to Cairo. depending on the criteria that are adopted. epigraphic documents and others that were disappeared awaiting the time of its blooming. Jean François Champollion (1790-1832). etc.

There it exhumed the ruins of the palace of Sargão II. were Kuyunjik and Nebi-Yunus. in Tell el Jib. In the area of Syria: the old city of Ugarith in the current hill of Rãs Shamra. Claudius Rish visited the ruins of old Babylon and there he accomplished excavations that allowed to exhume several clay "tablets" with cuneiform inscriptions. Archeological Documents of Biblical Events The archeological excavations accomplished in that period. in Tell el Duweir. As their first efforts were not well happened. Eridu. as: Jericho in the hill Tell el Sultan. in the hill Tell el Qedah. Other important documents are: the Tell el Amarna’s letters that evidence 10 . Ai. Little time later identified the ruins of the palace of Ashurbanipal II and many treasures that soon were transported to the British Museum. also the ruins of Biblos. in Nineveh. the ruins of the old empire of Ebla.to mention some discoveries to have an idea of the progress and usefulness of the studies of the Biblical Archeology. Beth Shan's colossal monuments. etc. in Tell beit Mirsim. this last one. Nimrode. That work stimulated other researchers to accomplish excavations in the territory of the old civilizations. stones with writings and other workmanships. among the ones. consular agent in Mosul. In 1842. In the area of Mesopotamia: Nippur. in Tell Mardick's hill. whose names according to inhabitants of the place. in the north area of Galilee. In 1845. Mari. Gibeon. In 1811. assistant of Layard discovered the library of Ashurbanipal containing thousands of "tablets" with written cuneiform whose contents are of incalculable value for the study of the Biblical Archeology. Hazor. Austen Henry Layard. besides making possible the discovery of the ruins of cities related with the biblical history. the French doctor Paul Emile Botta. In 1851. and recently. Dan. where they were found thousands of "tablets" with writing of cuneiform characters but. and other many places of the biblical past. related for the native ones. it also favored the discovery of documents that they aid in the confirmation of the truthfulness of the reports of the Bible. they didn't stop being object of excavations and research. whose apogee happened in the patriarchal period. C. in Tell el-Qadi. Debir. Starting from that time many archeological ranches they were established allowing the reverse-discovery of old cities buried under the sand strata. We already made mention to the "tablets" found at the library of Ashurbanipal. Hormuzd Rasham. continue the excavations where Botta had abandoned and in little time digging he founded indications of the city of Nineveh. Nuzi. important Assyrian king. although a lot of ruins were partly covered. Acade. Ur of the chaldees. Ashur. In the area of Palestine. it changed his project of excavations for Dur Sharrukin. Rish's report made mention to two located hills in the left margin of the Tigris river. Laquis. located 10 miles to the north. began excavations in the hill Kuyunjik where presumably they would be the ruins of Nineveh. old Assyrian capital. Their discoveries were told in his book "Memoirs on the Ruins of Babylon". among which are reports comparable to the found in the book of Genesis. where he found tracks of old Khorsabad. the reports of the creation and the flood in the mesopotamian vision. under Et Tel. of similar meaning to biblical Hebrew. with prophet's Jonas person. Tyre and Sidon were discovered.

was a technique practiced in the first excavations and at the present time. With that range of documents and tracks of the old nations that they linked somehow with Israel. that tell habits and traditions similar to the practiced by the Hebrew patriarchs. the famous Code of Hammurabi. using more the researcher's perspicacity and their assistants' suggestions and volunteers that worked in that task. that they allow better understanding of the aramaic. the painting found in Beni Hasan. the "tablets" of Mari and Nuzi. Methods that Aid the Study of the Biblical Archeology The first archeological excavations were accomplished by procedures a little conventional. and perforation of vertical corridors. that gives larger contribution to the king's Onri of Israel period. The description and interpretation of the discoveries. where the figures of conquered kings appear. That procedure aided to preserve the original characteristics of the hill and it was useful in the recovery of workmanships that they were buried in its interior. it is still used at some archeological ranches. Among those methods we can mark the perforation of tunnels. in low relief. including the names of rulers before and after the flood. the Moabite stone. among them is Jehu king of Israel. A technique that the deficiencies that the first methods present decreases and offers some advantages for analysis and interpretation of the characteristics 11 . with prescribed similar laws them for Moses. however. Those methods and research techniques used in archaeology. king of the old Babylonian empire. the registration of the pharaoh Shishak. the Taylor prism. The system of perforation of tunnels. excavation of trenches. showing a group of semites guided by a man named Ibsha. The method of excavation of trenches. of the patriarchal period. it impeded the study of the relationship of the tracks of the city discovered with the environment. they request of a methodological process and of several techniques that make possible better understanding and analysis. Ciro's Cylinder. But. The technique of perforation of vertical corridors is also in disuse. the advantages offered by the use of that technique were limited and so. the confirmation of the Biblical truthfulness is made more patent and at the same time strengthens the faith in the Sacred Deeds. in the same way as the rich mineral of the profundities of a mine is extracted. depending on the conditions of the place and of the advantages that that method offers. the Sumerian King List written in a stone prism.the invasion of the Israeli forces to Canaan. the obelisk of Shalmanassar III. In that way it could not be made the rebuilding of the characteristics of the culture or civilization acted in those tracks. however. that of the details on the destruction of Babylon and return ordinance of the Jewish prisoners to Jerusalem. totally abandoned. they appeared gradually in the course of the studies and excavations made by several researchers of natural vocation to do that. that contains the annals of Sennacherib where the invasion is verified on Jerusalem at that time of king Hezekiah. telling his invasion to Palestine at that time of king Rehoboam. the papyruses of Elephantine. it was necessary to idealize another excavation method. That method favored the extraction of objects of the interior of a hill. visiting Egypt.

the analysis of the architectural characteristics of the ruins. the largest resource that aids and gives necessary orientations for the interpretation of the ruins of last civilizations is the Sacred Bible. it is the stratigraphical method. it cannot be reconstituted again for new study.cultures of a ranch. However it happens a deficiency in the use of that technique. for the researcher dedicated to the study of the Biblical archeology. in such a way to give his contribution in the geological description of the layers. the occupation levels are preserved in steps shape of a stairway engraved in the hill. but taking care of maintaining the occupation levels. laws and epic poems of the past. During decades it has been the only orientation to find the tracks of the old cities and the only revelation of the habits. Come in to that scenery and be part of the events of that history. That removal is similar to the cut of a cake slice. The study of the Biblical Archeology is as unmasking the curtain that copper the wonderful scenery where happened the events of the history of the people of God. Other technical resources are also used and for this the archeologist needs the specialists' attendance in several areas. because when removing a layer totally. systemization of the ceramic remains. allowing the observation of the tracks that characterize a certain civilization. But. That technique consists of the separation of the layers that conform the structure of an archeological ranch allowing of that sorts out the observation and analysis of the tracks found in each occupation level. analysis of the chemical composition of materials no common found between the ruins and mainly the photographic documentation of each part of the archeological ranch. traditions. dating of old objects through radiometrich methods. Making the separation of layers of that sorts things out. 12 . following a vertical orientation. The solution proposed to eliminate that deficiency is the use of the stratigraphical method modified that it consists of removing the strata of a hill partially.

já que este foi também um período dramático no crescimento de teorias críticas questionando a inspiração e a exatidão da Bíblia. W. onde trabalhou como avaliador e desenhista em duas expedições ao Sul da região. 13 . por simplesmente descrever as terras bíblicas e adicionar contextos às histórias relatadas nas Escrituras. também na Universidade de Chicago. artigos sobre arqueologia tornaram-se mais proeminentes em periódicos adventistas como a Adventist Review. Esses primeiros artigos arqueológicos incluíam muitos que foram cedidos ou adaptados de outras fontes. publicou The Spade and the Bible: Archaeological Discoveries Support the Old Book. Tanto a análise crítica do Pentateuco de Julius Wellhausen quanto a abordagem da História das Religiões em relação às Escrituras de Hermann Günkel. não é surpreendente descobrir que publicações adventistas começaram a mostrar maior interesse em artigos arqueológicos por volta do início do século 20. No entanto. Sua tese doutoral exerceu grande influência na área de cronologia do Antigo Testamento. pois apoiava a idéia de que a Bíblia era historicamente precisa. Lynn Wood (1887-1976). No entanto. pois não havia escritores adventistas com experiência nessa área. incluíam pressuposições da teoria evolucionista de Darwin. Edwin Thiele (1895-1992) passou 14 anos na China em trabalho editorial e de publicação antes de prosseguir com seus estudos. Entre esses artigos arqueológicos existiam também artigos ocasionais que tratavam indiretamente de temas da arqueologia. que naquela época era sem dúvida o mais qualificado para escrever sobre o assunto. em 1933. também formado em arquitetura. Adventistas do Sétimo Dia e o Preparo para a Arqueologia Profissional Os dois primeiros adventistas a receberem títulos doutorais em arqueologia ou áreas correlatas serviram como missionários da igreja em outros países.CAPÍTULO II ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA E A ARQUEOLOGIA por Lloyd Willis No início do adventismo houve muitas outras preocupações que impediram qualquer tipo de enfoque à arqueologia. Assim. Prescott. O caminho agora estava aberto para que outros adventistas obtivessem melhores qualificações e contribuíssem ainda mais com a área (a Prescott foi outorgado um título de bacharelado e um de mestrado pelo Dartmouth College em “estudos clássicos”). serviu na Austrália e na Inglaterra antes de seus estudos na Universidade de Chicago o levarem à Palestina. A Arqueologia era vista como tendo algumas respostas para essas influências. W.

e foi diligente na busca desses interesses bíblicos e profissionais durante os seis anos e meio em que esteve no internato (19401946). 8). O mais influente deles foi sem dúvida o SDA Bible Dictionary (SDA Bible Commentary. Escavou em Siquém (1960. pois fez muito para inspirar e levar outros jovens a excelência na arqueologia e estudo da Bíblia. nas 14 . e América do Sul que teve sua fé em Deus e nas Escrituras fortalecida tanto por suas apresentações orais quanto escritas. O número de artigos escritos por Horn atingiu a marca de 250. após servir como missionário nas Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia). Alguns estudaram com ele. 1959. O próximo nome de destaque é Siegfried Horn (1908-1993). Horn havia desenvolvido seu amor pela arqueologia e a Bíblia muito antes disso. No entanto. Após esse período. Ele é conhecido como “deão dos arqueólogos adventistas”. com um enfoque mais antropológico no Projeto da Planície de Madaba. quando o projeto se expandiu. Ele também teve a arqueologia como segunda carreira. sem contar os demais livros. Outro de seus discípulos foi William Shea. realizaram escavações. Dentre os muitos ao redor do mundo que foram direta ou indiretamente inspirados por Horn estão Siegfried Schwantes e Paulo Bork. 1971. mas após alguns anos. atuou como professor no Seminário Teológico Adventista. Na realidade ele foi o editor da obra. Geraty passou adiante seu entusiasmo pela arqueologia e sua dedicação e método meticuloso. e teve períodos intensivos de estudo e viagens às terras bíblicas. ele deixou de ter vínculo empregatício com a denominação. que como sucessor de Horn. Geraty. e. O círculo mais amplo de influência de Horn em países de língua inglesa foi refletido por seus associados mais jovens que realizaram escavações. 1973). e isso somente em inglês. Entre eles está Lawrence T. e guiou três visitas de pastores e professores ao Oriente Médio (1957. Outro foi Daniel Dupuy. estudaram e aprenderam com ele. vol. O manto também caiu sobre Oystein LaBianca. Ele foi diretor do Seminário Teológico de setembro de 1973 até sua aposentadoria em 1976. e foi professor no Seminário por aproximadamente 15 anos. e dirigiu as escavações de Hesbom. assumiu a direção das escavações de Hesbom. do Projeto da Planície de Madaba. mas escreveu grande parte do volume. na Jordânia. além de Randall Younker e David Merling. além de gastar um ano revisando a nova edição de 1979. 1966). ambos brasileiros. outros foram inspirados por seus escritos e exemplo. cujo amor pela pesquisa e pela publicação influenciou o mundo acadêmico na área bíblica e do antigo Oriente Médio. Tanto nas escavações quanto em sala de aula. Ele regularmente passava tempo nas terras bíblicas. nas três primeiras temporadas (1968. Esses três homens estudaram no Seminário Teológico Adventista. Geraty escavou em diversos outros sítios antes de Hesbom. 1962. Horn ainda estava envolvido ativamente em escavações até o final de 1984 (em Tall al-Umayri) e continuou a escrever e lecionar até bem próximo de seu falecimento. da Suíça.Holger Lindsjo foi outro erudito com talentos similares e do mesmo período de Wood. Seria difícil estimar a influência e as realizações de Siegfried Horn. fez um doutorado em Egiptologia. 1964).

1 15 . do Walla Walla College tem sido um hábil assistente de Herr e de muitas formas tem aliviado ele de alguns de seus compromissos. Geraty e a equipe do Horn Archaeological Institute. assim como pistas dos atuais habitantes. LaBianca teceu os interesses antropológicos numa complexa análise e comparação entre os sistemas de alimentação e utilização de recursos antigos e modernos. Este último confirmou e deu evidências contextuais. pois se compunha de especialistas de diversas áreas. provando “seriedade onde outros foram frívolos. da Universidade Andrews. um pequeno objeto impressionava os arqueólogos. mas rapidamente se reconheceu que a eficácia desse método poderia fazer desse sítio um modelo de escavação para toda a Jordânia. e Tel para sítios de nomes hebraicos. mas envolveu todo o contexto. é devido a sua supervisão e participação. incluindo uma variedade de especialistas com interesses antropológicos. pertencente ao Canadian University College. Isso fez com que o trabalho nos níveis bíblicos fosse lento. Entre os períodos de escavações. Ele escreveu que “o projeto da planície de Hesban-Madeba encontra-se nos padrões mais elevados”. Desde o início. Dessa forma. Principais Contribuições de Adventistas do Sétimo Dia Nota do tradutor: Utiliza-se o termo Tell (e mais recentemente Tall) quando a referência é a sítios arqueológicos com nomes árabes. Desde 1984 ele tem sido o especialista em tipologia de cerâmicas do Projeto da Planície de Madaba. tem sido de forma a lidar responsável e completamente com cada período representado na colina escavada junto com seus arredores. responsabilidade onde outros foram irresponsáveis. zoólogos e muitos outros. A equipe de escavação seguia pela abordagem contextual (conhecida atualmente como “a nova arqueologia”). como geólogos. e também a de Lawrence T. o crédito pelo instigante programa de escavações e pela persistente e constante publicação dos períodos de escavações e seus resultados. assim como proveu a forma correta do nome “baalis” de Jeremias 40:14.1 Larry Herr é um arqueólogo em tempo integral. como o “selo de Baalis” descoberto em Tall al-Umayri em 1984. Dever expressou em 1993 seu reconhecimento sobre o projeto em Tell Hesban. Douglas Clark. pois significava uma escavação séria e um registro de todos os níveis islâmicos em Tell Hesban (e subseqüentemente em outros sítios). do Walla Walla College e Herr do Canadian University College têm trabalhado na reconstituição de cerâmicas e em outros aspectos da publicação e pesquisa. incluindo pistas dos habitantes do passado. o método arqueológico utilizado em Tell Hesban e em todo o Projeto da Planície de Madaba. Descobertas significativas foram feitas.escavações de Tell Jalul. Clark. maio-agosto de 1993. pp. que formou o volume inicial da série de 14 volumes de uma publicação detalhada sobre o trabalho em Tell Hesban. A eficácia desse método tem sido muito apreciada. Algumas vezes. todo o método arqueológico não ficou só na superfície. Em grande parte. e mais amplamente. 290-291. do Projeto da Planície de Madaba. e tem atuado como diretor do sítio de Tall al-Umayri. 127-130). perseverança onde outros desistiram” (Bulletin of the American Schools of Oriental Research. botânicos. Michigan. o renomado arqueólogo William G.

A cronologia bíblica sempre foi de especial interesse para os estudiosos adventistas. Convicto da precisão da Bíblia. em razão de seu interesse pelas profecias e também porque eles têm um elevado conceito de inspiração das Escrituras. A organização sempre foi aberta a participantes de outros países e de outras denominações religiosas. era utilizado o sistema de contagem onde o primeiro ano não completo de reinado não era computado. Entende-se que a precisão da Bíblia como a Palavra de Deus é extensiva a seus detalhes cronológicos. assim como na antiga Babilônia. o que causou um significativo impacto no preparo da igreja e como forma de alcançar o público em geral. Mas em Judá. os adventistas têm de tempos em tempos escavado em outros sítios. David Down. Em Israel. etc. mas seu professor o desencorajou. assim como a de outros evangelistas.Os arqueólogos adventistas contribuíram claramente por meio de suas áreas de pesquisa. Thiele foi capaz de resolver a maior parte dos 16 . Ao longo dos anos. Edwin Thiele propôs pesquisar a cronologia dos reis hebreus em sua dissertação de mestrado. mas também muitos dos principais arqueólogos da Jordânia e membros do Departamento de Antiguidades da daquele país. Geraty. e isso tem sido extremamente enriquecedor. Younker e Merling em Gezer (em períodos diferentes). muitos evangelistas daquela Divisão têm feito viagens às terras bíblicas e obtido ilustrações que utilizam nas reuniões públicas. Além disso. leva excursões ao Oriente Médio e edita uma revista sobre arqueologia bíblica. mesmo após ter se aposentado. e não é surpreendente notar que os adventistas têm sido proeminentes no lançamento de bases para a compreensão da cronologia das descobertas antigas. A expansão do conhecimento a respeito do contexto bíblico e a experiência do contexto bíblico tem sido de grande benefício. Acaz e Ezequias. não apenas gerações sucessivas de escavadores adventistas. Suas palestras. O envolvimento inter-religioso tem sido muito significativo para jovens adventistas e não adventistas. ele pôde mostrar que havia conseguido solucionar muitos dos problemas relacionados ao tema e trabalhou esse assunto em sua tese doutoral. têm sido lançadas em vídeo pelo Centro de Mídia Adventista da Divisão Sul do Pacífico. Herr trabalhou em vários projetos em Israel. Ele conseguiu demonstrar que os reis de Israel e Judá utilizaram dois esquemas diferentes para registrar as cronologias. e sabendo que ocorreram períodos ocasionais de co-regência (onde o pai compartilhou o trono com seu filho antes de sua própria morte. Na Jordânia eles treinaram. O Projeto da Planície de Madaba tem contribuído e muito nesse sentido. e o impacto total sobre a denominação tem sido muito enriquecedora. assim como no antigo Egito. mas os jovens também têm feito desse projeto um trampolim para conhecer outros sítios e países vizinhos. Um evangelista. como no caso de Josafá e Jeorão. o sistema de contagem computava o primeiro ano mesmo que fosse um período inferior a doze meses. e um grupo de Loma Linda trabalhou em Cesaréia por algumas temporadas. Em lugares do mundo. Horn escavou em Siquém. Mais tarde. os evangelistas têm utilizado tradicionalmente a arqueologia como porta de entrada.). Compreendendo essa diferença. Eles apresentam descobertas para fortalecer a fé nas Escrituras e depois ilustram outras palestras com um contexto mais espiritual. Outros indivíduos obtiveram experiência em alguns outros lugares. como na Divisão Sul do Pacífico.

do outro lado do mundo. Richard A. Ele ficou intrigado em descobrir que um erro cancelava o outro. verbete “Elephantine Papyri”) Horn forneceu alguns detalhes dos papiros aramaicos de Elefantina. com exceção de um. que confirma a data do decreto de Artaxerxes. atual.. Lynn Wood aparentemente era fascinado pela cronologia egípcia. como demonstrado na tese Mysterious Numbers of the Hebrew Monarchy (Chicago: University of Chicago Press. Apesar disso. O artigo foi publicado na edição revisada do International Standard Bible Encyclopedia (vol. O resultado foi o livro The Chronology of Ezra 7 (Washington. 1980) e no SDA Bible Dictionary (ed. e também de forma mais específica em um artigo. Essa data de 1991 a. os problemas que Thiele ainda não havia solucionado. tendo por base o conceito de precisão da Bíblia. Esse mesmo interesse pela cronologia. é ainda amplamente reconhecida como “a mais antiga data fixada da história”. 1951). chegou a conclusões similares e até mesmo resolveu.” JNES 13 (1954) 209-230). 3. As complexidades da cronologia desse período da história persa a tornaram controversa. O livro sobre a cronologia de Esdras 7 era um pouco menos arqueológico. os danos de cada um não eram no mesmo lugar. Em seu livro. que também coincidia com a evidência bíblica de Juízes 11:26 e 1 Reis 6:1. Em 1953. e assim eles se complementavam. The Spade Confirms the Book (Washington. Embora os tabletes estivessem bastante danificados. Horn foi responsável por publicar essa lista junto com outra encontrada 20 anos antes (ver I. e a maneira pela qual eles esclareceram os sistemas de cronologia em uso no tempo de Esdras. a teoria do 15º e a teoria do 13º séculos. e discutia as duas principais teorias para a data do êxodo. Incrivelmente. 1957. Ele fez cálculos baseados em antigas observações astronômicas que o levaram a estabelecer o início da 12ª dinastia do Egito no ano de 1991 a. rev.C. 1953. “Two Assyrian King Lists. em sua tese de doutorado. considerando as evidências bíblicas. 1979. É interessante notar que outro pesquisador. DC: Review and Herald. com o auxílio de Julia Neuffer. J. Siegfried Horn. 1970). Shea era mais favorável da teoria do 15º século. egípcias e arqueológicas. Horn adquiriu um tablete em Mosul que reconheceu como sendo uma lista de reis assírios. confirmou a data de Wood. 230-238). 2ª ed.C. e foi fruto do trabalho de Wood e Horn.questionamentos sobre o período monárquico hebreu. e ampl. em um campo de prisioneiros. tornando possível vários sincronismos entre os reis hebreus e assírios. a esclarecer o assunto e sugerir soluções para a data do êxodo de Israel do Egito.. O tablete publicado por Horn foi chamado de “Lista de Reis do Seminário ASD” e essa descoberta foi de grande importância para a compreensão dos reis assírios e sua cronologia. Gelb. rev. mesmo tendo descoberto dois erros de cálculo em seu trabalho. Parker. Egito. DC: Review and Herald.. Publicações 17 . parece ter levado William Shea. sua importância como fundamento para o cálculo do início das 70 semanas da profecia de Daniel 9 deu especial ênfase no reinado de Artaxerxes I e o seu decreto do sétimo ano.

mais recentemente. e outros como Herr. abençoado por Deus. O Andrews University Seminary Studies publicou longos relatórios sobre as escavações desde o início dos trabalhos em Tell Hesban. e palestras. produziram um forte impacto no conhecimento sobre o período bíblico do início da Idade do Bronze (período pré-abraâmico e abraâmico). As escavações na Jordânia. Seus amigos e ex-alunos também têm feito um trabalho similar. escritores adventistas ao redor do mundo também publicaram muitos livros por editoras denominacionais ou particulares. têm laboratórios para a reconstituição de cerâmica e outros projetos de pesquisa. Algo impressionante é a grande quantidade de relatos detalhados das escavações na Andrews University Press. Museus Arqueológicos O maior museu arqueológico da denominação é o Museu Arqueológico Horn. O Instituto de Arqueologia e o Museu Arqueológico Horn também publicam um periódico indexado relatando as recentes descobertas.Os vários periódicos adventistas do sétimo dia publicaram durante o século 20 artigos trazendo interpretações arqueológicas e atualizações. a Idade do Ferro (do fim do período dos juízes em diante. o Projeto da Planície de Madaba influenciou os métodos arqueológicos utilizados no mundo todo. Talvez as mais significantes contribuições de adventistas foram por meio das publicações e da influência mundial de Siegfried Horn. localizado na Universidade Andrews. e em diversas línguas. tiveram seus artigos publicados em grandes periódicos da área bíblica e arqueológica. fundos. Novos detalhes e respostas emergem de tempos em tempos e o trabalho é sempre instigante. Michigan. como o Seminário de Zaoksky na Rússia. têm coleções de objetos significativas e planos para expô-las brevemente. por todo o tempo da monarquia em Israel). O Walla Walla College (Estados Unidos) e o Canadian University College. também nos Estados Unidos. Além disso. No entanto. etc.). e a Southwestern Adventist University. e com certeza. nos Estados Unidos. 18 . As revistas Ministry e Advent Review publicaram com certa freqüência artigos e séries sobre ou envolvendo a arqueologia. O Southern Adventist University e a La Sierra University. detalhes das escavações. e o período persa (época pós-exílica). Horn e Shea de forma acentuada. em particular. Idade do Bronze Médio (período de José. Idade do Bronze Tardio (provavelmente o tempo de Moisés e do Êxodo). Os vários periódicos missionários da igreja freqüentemente também incluíam artigos a fim de fortalecer a fé nas Escrituras ou explicar aspectos da profecia. É importante ter objetos em exposição que sirvam como testemunhas visíveis da importância da Bíblia e como um encorajamento para que os professores dêem vida à Bíblia utilizando-se de cada meio disponível. Outras instituições adventistas têm pequenos museus ou exposições.

who had an architectural background. since Adventists did not have writers trained and experienced in the field. who at that time was undoubtedly the best qualified to write on the subject.CHAPTER II SEVENTH-DAY ADVENTISTS AND ARCHAEOLOGY by Lloyd Willis In the early days of Adventism there were too many other concerns to allow much focus on archaeology. However. However. It supported the idea that the Bible was historically accurate.A. Julius Wellhausen’s critical analysis of the Pentateuch and Hermann Gunkel’s history of religions approach to Scripture both included presuppositions in Darwinian evolutionary theory. SDA’s: Professional Training in Archaeology The first two Adventists to receive doctoral degrees in archaeology or related areas had both served the church as foreign missionaries. Lynn Wood (1887-1976). degree from Dartmouth College in “classical studies”). since this was also a period of dramatic growth of critical theories undermining the inspiration and accuracy of the Bible. and so archaeological articles became more prominent in Adventist periodicals such as the Adventist Review.A. Prescott. simply describing the Bible lands and adding some context to the Bible stories. which were indirectly archaeological.W. These early archaeological articles included many that were borrowed or adapted from other sources. His doctoral dissertation was to have wide influence in the field of Old Testament Chronology. Archaeology was seen to have some answers to these influences. and an M. W. served in Australia and England before his University of Chicago studies took him to Palestine. Edwin Thiele (1895-1992) spent 14 years in editorial and publishing work in China. Holger Lindsjo was another scholar of similar attainments at the same time as Wood. He also came to archaeology as a second career after serving as a missionary in the Dutch East Indies (now Indonesia). The stage was now set for other Adventists to attain better qualifications and contribute even more to the field (Prescott had been awarded a B. in 1933. However. it is not surprising to find that Adventist publications began showing more interest in archaeological articles by the early 20th Century. Horn had developed a love for archaeology and biblical 19 . but after a few years he dropped from denominational employment. There he served as surveyor and draftsman on two expeditions in the southern region. before also working on his advanced studies in Chicago. The next name of prominence is Siegried Horn (1908-1993). Scattered among these archaeological articles there were also occasional articles. published The Spade and the Bible: Archaeological Discoveries Support the Old Book.

and learned from him. vol. Some studied under him or dug with him. who as successor of Horn assumed direction of the Heshbon excavations and as that project expanded. The most influential book was undoubtedly the SDA Bible Dictionary (SDA Bible Commentary. and he taught at the Seminary for about 15 years. He excavated at Shechem (1960. 1971. 1962. 8). Douglas Clark at Walla Walla College has been an able assistant to Herr and in many ways has 20 . The number of articles written by Horn reached about 250 written in English alone! This was in addition to his books. who were both born in Brazil. Geraty passed on his enthusiasm for archaeology and his meticulous method and dedication. His internment was followed by work on a PhD in Egyptology. Since 1984 he has led out in the pottery typology for the entire Madeba Plains Project and has been the Field Director at Tell el-Umeiri (Tall al-Umayri). The widest circle of Horn’s influence in the English speaking world is reflected in his younger associates who dug with him. studied with him. He was Dean of the Theological Seminary from September 1973 to his retirement in 1976. but in fact he wrote about five-eighths of the volume himself and spent a year revising it for the new edition of 1979. 1959. Geraty. 1966). Another was Daniel Dupuy of Switzerland and South America who built up faith in God and Scripture through both oral and written presentations. and the extensive contributions of Lawrence T. 1973). This includes Lawrence T. others were inspired by his writings and example. He regularly spent time in the Bible lands and led three tours of the Near East for ministers and teachers (1957. He may be referred to as the “Dean of Adventist Archaeologists” because he did so much to inspire and train other young men and women to excellence in archaeology and biblical studies. Among many around the world who received direct or indirect inspiration from Horn were Siegfried Schwantes and Paul Bork.studies much earlier and was diligent in pursuing these biblical and professional interests during six and a half years of internment (1940-1946). He was the editor. Geraty and the team of scholars at the Horn Archaeological Institute at Andrews University in Michigan. Credit for the exciting ongoing program of excavation and the persistent publication of the seasons of excavation and their results without long delay has been largely due to his supervision and participation. All three of these men studied at the Adventist Theological Seminary. It would be hard to overstate the influence and accomplishments of Siegfried Horn. Both in field work and at the seminary. professorship at the SDA Theological Seminary and intensive periods of study and travel in the Bible lands. Another younger associate of Horn is William Shea whose love for research and prolific writing have impacted the entire field of biblical and Ancient Near Eastern scholarly interests. The mantle has also fallen on Oystein LaBianca with anthropological emphasis in the Madeba Plains Project and Randall Younker and David Merling digging at Tell Jalul. the Madeba Plains Project. Horn was still actively involved in excavation as late as 1984 (at Tell el-Umeiri) and continued some writing and lecturing until near the end of his fruitful life. 1964) and was director of the Heshbon (Hesban) excavations in Jordan for the first three seasons (1968. Geraty dug at several other sites before Heshbon. Larry Herr is a full time archaeologist based at Canadian University College.

and many others including a variety of specialists with anthropological interests. The organization has always welcomed participants from other ethnic and denominational backgrounds. as well as the original spelling of the name of “Baalis” of Jeremiah 40:14. In Jordan they have trained not only succeeding generations of Adventist excavators but also many of the national leaders in excavation and members of the Jordanian Department of Antiquities.relieved him of some responsibilities. May-August. but it was quickly recognized that the thoroughness of this approach could make the site a model for excavation throughout Jordan. He wrote that “the Hesban-Madeba Plains Project measures up to the very highest standards”. The increase of knowledge concerning Bible backgrounds and the experience of the biblical context have been of great benefit. Dever gave impressive commendation of the Tell Hesban Project and the wider Madeba Plains Project in general in 1993. This made the approach to biblical levels slower since it meant serious excavation and recording of all of the Islamic levels at Tell Hesban (and subsequently at the other sites). renowned archaeologist William G. pp. but young people have also made that project a springboard for acquainting themselves with other sites and neighboring countries. Major SDA Contributions Adventist archaeologists have clearly made a major contribution through their field work. having proven “serious where others have been frivolous. LaBianca wove the anthropological interests into a complex analysis and comparison of ancient and modern food systems and resource utilization which formed the initial volume of the 14 volume series of detailed publication on the work at Tell Hesban. Thus the entire approach to archaeology was not superficial but involved the entire context. responsible where others have been irresponsible. In fact. Significant discoveries have been made. The excavating team reflected the broad range approach (now known as ‘the new archaeology”) since it contained experts from many disciplines such as geologists. botanists. The latter gave confirmation and contextual evidence. perseverant where others have given up” (in Bulletin of the American Schools of Oriental Research. and this has been extremely and mutually enriching. Sometimes a small treasure has almost overwhelmed the archaeologists as with the tiny “Baalis Seal” impression found at Tell el-Umeiri in 1984. 127-130). including clues from the ancient inhabitants as well as clues from the modern surviving inhabitants. In 21 . The Madeba Plains project has contributed the most in this way. 1993. This thoroughness has been greatly appreciated. zoologists. From the very beginning the archaeological approach at Tel Hesban and throughout the Madeba Plains Project has been to deal responsibly and extensively with every period represented in the tell being excavated together with its environs. Its ecumenical impact has therefore been significant and enrichment to Adventist and non-Adventist young people of college age and younger has also been of importance. 290-291. Between excavating seasons Clark at Walla Walla and Herr at Canadian University College have worked on pottery reconstructions and other aspects of the publishing and research.

They have thus featured discoveries to build faith in the Scripture and at the same time have illustrated other lectures with a more contextual feel for the Bible messages. J. and in a prisoner of war camp. In 1953. and the over-all impact on the denomination has been greatly enriching. Younker and Merling at Gezer (in different periods). He was able to demonstrate that the kings of Israel and Judah used two different schemes for recording their chronology (the accession year system in Israel. but he was deliberately discouraged by his professor. Horn dug at Shechem. the damage to each did not completely coincide so that they complemented each other.” JNES 13(1954) 209-230). Ahaz and Hezekiah. he was able to show that he had already solved many of the problems involved and so worked on the project for his doctoral dissertation. such as the South Pacific Division. Horn discovered a tablet in Mosul which he recognized as an Assyrian King list. even past retirement. Herr has worked on various projects in Israel and a group from Loma Linda worked at Caesarea for some seasons. One evangelist. as in ancient Babylon where the first incomplete year of a king was not counted as his first year. Over the years many evangelists from the division made tours of the Bible lands and acquired illustrations that they used to advantage in public meetings. and so it is not surprising to note that Adventists have been prominent in laying the foundation for understanding and appreciating the chronological side of ancient discoveries. This may be because of their interest in prophecy and also because of their high concept of inspiration of Scripture. He was instrumental in having the list jointly published together with another list found twenty years before (See I. Geraty.) Thiele was able to solve most of the chronological questions of the Hebrew monarchy period. 1951). came to similar conclusions and even solved all but one of the problems still confronting Thiele. With this understanding and with the recognition of occasional coregencies (where a father shared the throne with his son before his own death. on the other side of the earth. and the nonaccession year system in Judah as in ancient Egypt where the first year was counted even though less than a calendar year). “Two Assyrian King Lists. evangelists have traditionally used archaeology as an entering wedge. Amazingly. His lectures as well as those of some other evangelists have been issued in video format by the Adventist Media Center of the South Pacific Division and these have had a significant impact in educating the church and in reaching out to the public. Although each tablet was badly damaged. Siegfried Horn. etc. Biblical chronology has always been of particular interest to Adventist scholars. Under conviction of biblical accuracy. The tablet found by Horn was named the “SDA Seminary King List” and the discovery was of great 22 . as with Jehoshaphat and Jehoram. as demonstrated in his Mysterious Numbers of the Hebrew Monarchy (Chicago: University of Chicago Press. The accuracy of the Bible as God’s Word was believed to extend to its chronological details. Other individuals have also gained experience in other places. takes tour groups to the Middle East and personally edits a magazine on Biblical archaeology. David Down. Gelb.addition Adventists have from time to time dug at other sites as well. Later. Edwin Thiele proposed working on the chronology of the Hebrew kings at Master’s level. In some parts of the world.

importance in that it enabled the understanding of the Assyrian kings and their chronology and thus made possible various synchronisms between Hebrew and Assyrian kings. This same interest in chronology based on the concept of biblical accuracy seems to have prompted William Shea in his PhD. dissertation and eventually in a more specific way in an article, to clarify the issues and suggest the solutions to the dating of the Exodus of Israel from Egypt. The article was published in the revised edition of the International Standard Bible Encyclopedia (vol. 3, 230-238), and canvassed the two main theories for the exodus date, the 15th and 13th Century theories, considering the biblical, Egyptian and archaeological evidences. Shea eventually made a reasonably strong case for the 15th Century dating which also coincided with the biblical evidence of Judges 11:26 and 1 Kings 6:1. Lynn Wood was apparently fascinated with Egyptian chronology and made calculations based on ancient astronomical observations which led him to locate the beginning of the 12th Dynasty of Egypt in the year 1991 B.C. It is intriguing to note that another scholar, Richard A. Parker, confirmed Wood’s date, even though he discovered two errors of calculation in Wood’s work. He was intrigued to discover that the two errors cancelled each other out. The date 1991 is still quite widely recognized as the “earliest fixed date in history”. A book on the chronology of Ezra 7 was less directly archaeological. It was the work of Wood and Horn, with the assistance of Julia Neuffer. The complexities of the chronology of this period of Persian history have made it controversial. Nevertheless, its importance as the basis for the calculation of the commencement of the 70 week prophecy of Daniel 9 called for special focus on the reign of Artaxerxes I and the decree of his seventh year. The result was the book, The Chronology of Ezra 7 (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1953; 2nd rev ed, 1970), which reaffirms 457 B.C. as the date for Artaxerxes’ decree. In his book, The Spade Confirms the Book (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1957; Updated and enlarged, 1980), and in the SDA Bible Diction (rev ed, 1979, article “Elephantine Papyri”) Horn gave some of the details of the Elephantine Aramaic Papyri from Egypt and the manner in which they clarified the dating systems in use at the time of Ezra. Publications The various journals of the Seventh-day Adventist Church have included archaeological interpretations and updates quite frequently through the 20th Century. Ministry magazine and the Adventist Review have frequently carried articles and series about or involving Archaeology. The various missionary journals of the church have frequently included articles to bolster faith in Scripture or explain aspects of prophecy. Andrews University Seminary Studies has given lengthy reports of the excavations ever since the commencement of the work at Tell Hesban. Most impressive have been the large volumes of detailed reports of excavation from the Andrews University Press. The Institute of Archaeology Horn Archaeological Museum also publishes a Newsletter which contains news items of recent discoveries and details of excavations, funds, and 23

lectureships. However, Adventist writers around the world have also published many books both denominationally and privately and in a number of languages. Horn and Shea on a large scale, and others such as Herr more recently have been able to have their articles published in major journals of the biblical and archaeological world. Archaeological Museums The largest archaeological museum in the denomination is Horn Archaeological Museum located at Andrews University, in Michigan. A number of other Adventist institutions have smaller museums or display cabinets in class rooms. These include such institutions as Zaoksky in the Russian Federation, and Southwestern Adventist University. Southern Adventist University and La Sierra University have significant collections of objects and plans to put them on display soon. Walla Walla College and Canadian University College have workrooms or laboratories for reconstruction of pottery, and other research projects. It is regarded as important to have objects on display as a visible witness to the importance of the Bible and as an encouragement to the teachers to bring the Bible to life through every available medium. Perhaps the most significant contributions of Adventists have been through the writings and worldwide influence of Siegfried Horn. His friends and proteges are also doing a similar work. The excavations in Jordan in particular have made a strong impact on our knowledge of the biblical periods from the Early Bronze Age (pre-Abraham and Abrahamic period), Middle Bronze Age (time of Joseph, etc.), Late Bronze Age (probable time of Moses and the Exodus), Iron Age periods of the late judges and on through the monarchy periods of Israel), and the Persian period (post-exilic period). In addition, the Madeba Plains Project has influenced archaeological methods around the world. New details and answers emerge from time to time and the work is always interesting and has certainly been blessed by God.

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CAPÍTULO III EXPERIÊNCIAS DE VIDA NUMA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA Paulo F. Bork Durante minha infância, meus pais incutiram em mim um grande amor pela Bíblia e interesse pelos seus eventos históricos. Em 1939, quando ingressei no ginásio, no Colégio Adventista Brasileiro, o estudo das línguas fascinou-me. Em nossa casa, falávamos português e alemão, e na escola aprendemos latim, inglês e francês. A professora, Albertina Simon, nos ensinou a ver a relação entre essas línguas, o que deixou uma profunda e durável impressão em minha mente. Mais tarde estudei grego e hebraico na Universidade Andrews e hieróglifo na Universidade de Londres. Outra influência, ainda no ginásio, que muito contribuiu para meu interesse pelos estudos históricos, foram as aulas de Geografia, dadas pela professora Ruth Oberg Guimarães, e de História da Civilização, pelo professor Renato Oberg. Estes talentosos professores tinham a habilidade de trazer vida a esses assuntos. E, mesmo sequer tendo ainda ouvido falar do termo “arqueologia”, estas influências de minha infância conduziram-me para este destino. É maravilhoso olhar para trás e ver como Deus conduz nossas vidas! Foi apenas mais tarde, quando tive aulas sobre História da Bíblia e Arqueologia Bíblica na Universidade Andrews, que tudo começou a se encaixar. Apaixonei-me por esta área científica, na qual empenhei-me durante toda a minha vida. Mas algo que deve ser lembrado é que estudar Arqueologia e trabalhar em um sítio arqueológico são duas áreas completamente diferentes. A dúvida que estava perante mim agora era como eu poderia algum dia tomar parte em escavações arqueológicas, uma experiência que me revelaria a história da Bíblia, e mais tarde também aos meus alunos? Então um dia, enquanto estava lendo em um periódico sobre algumas escavações que estavam ocorrendo no Oriente Médio, deparei-me com um artigo do arqueólogo William Dever, que estava conduzindo explorações em Tell Gezer, Israel. O assunto fascinou-me, e eu desejei tomar parte naquela empreitada. Escrevi uma carta para o professor Dever explicando-lhe que gostaria de fazer parte da equipe no local das escavações. Ele respondeu-me, oferecendo uma subvenção do Instituto Ford e um convite para que eu me unisse a ele no sítio bíblico-arqueológico em Gezer, em 1971. Não fiz pergunta alguma, apenas respondi “sim”. A Escavação em Gezer Quando cheguei no sítio em Gezer, descobri que fazia parte de uma equipe de mais de cem voluntários e profissionais vindos de diferentes países. Eu era o único 25

esse fato é muito importante. Era uma cidade extremamente bem fortificada. mas não era o único adventista. pois nos ajuda a traçar um paralelo no que se refere ao desenho arquitetônico. Permaneceu sob o domínio dos cananitas por um grande período depois da conquista da terra por Israel (Jz 1:29). quando temos muita sorte. Por causa do seu tamanho. e os banheiros não são nada sofisticados. o governante egípcio decidiu destruir a cidade e dá-la como presente de casamento (1Rs 9:16 e 17). significado histórico. há palestras de especialistas e discussões em torno do assunto. R. Quando trabalhei nesse sítio arqueológico. Tínhamos também o auxílio de alguns beduínos. Macallister conduziu escavações periódicas em Gezer de 1902 a 1909. Síria. e próxima ao Vale de Saron. sementes. armamentos. Tempos depois dessa conquista. não só Gezer. Após um descanso. Às vezes. Do ponto de vista arqueológico. como diversas outras cidades. havia paleontólogos. É um trabalho meticulosamente lento e é feito com grande cuidado. botânicos. pesquisadores. é agora um local desabitado. zoólogos. A. com uma parada para o desjejum às oito horas. e os longos períodos em que esteve sob a mão de invasores. que um dia foi uma próspera cidade. ou um tablete de barro. podemos encontrar um jarro com alças que contenha alguma inscrição. onde antigas caravanas costumavam viajar do Egito para os países do norte e leste. com muros sólidos e que desafiavam qualquer exército. o trabalho prossegue até uma da tarde. temos fartura de alimentos. entomólogos. não muito longe da cidade de Tel Aviv. Gezer. exceto por alguns beduínos e seus rebanhos. Após uma cuidadosa avaliação de todos os achados significativos. mas normalmente com pás. Juntamente com arqueólogos profissionais. no qual um estudante possa ter praticado alguma forma de escrita no passado. geólogos. É localizada numa colina entre Jerusalém e o Mar Mediterrâneo. S. a seção não pode mais ser refeita. Moramos em tendas e. O clima é geralmente muito quente.brasileiro/americano. O trabalho num sítio arqueológico não é feito com escavadeiras. e escovas e até mesmo instrumentos ortodônticos. À noite. porque uma vez destruída. Quando Salomão casou-se com a filha do Faraó do Egito. A maior parte da equipe era de estudantes e professores universitários. As aulas são ao ar livre. Gezer tem sido escavada por muitos anos. nos reunimos para discutir as descobertas. 26 . como a Fenícia. como lâmpadas. fotógrafos. a Bíblia relata que Salomão reconstruiu. eles são registrados. Assíria e Babilônia. quando o almoço é servido. O dia-a-dia numa escavação é muitas vezes primitivo. Outras áreas escavadas da cidade sugeriam períodos de ocupação que datavam de vários séculos antes. de 1971 a 1973. depois disso. e o trabalho é árduo. apesar da simplicidade. estudar os artefatos que possam ter sido encontrados. ossos. que viviam em tendas próximas ao local. etc. catalogados e guardados para futuros estudos. Gezer foi uma das cidades mais antigas da região (Js 10:33). espátulas. há muita poeira. As atividades se iniciam às cinco da manhã. posição estratégica. estávamos escavando em níveis de ocupação que datavam dos séculos 10 a 13 antes de Cristo.

uma cananita e uma do período de Salomão. Uma segunda descoberta. É necessário lembrarmos que nos tempos bíblicos o portão de uma cidade era muito mais que uma simples porta. e que era a fonte adicional de água de Gezer. Por causa de seu interesse. que data do século 10 antes de Cristo. Os trabalhos em Gezer têm produzido abundantes informações sobre os períodos cananita e israelita. construída numa colina. Embora a população local dependesse em grande parte de água pluvial. a população de Gezer cavou fundo em busca de água. Isso sugere que tanto animais quanto seres humanos poderiam ter sido sacrificados ali. seus muros. conforme o original. ficando muito impressionado com a instituição e com o Museu Arqueológico Siegfried Horn. foi o portão de Salomão. tornou-se bem familiarizado conosco e com o sistema educacional adventista. assim como mencionado na Bíblia (Ez 20:27-31). Um aspecto muito importante é o que se refere à adoração nos “lugares altos”. Visto que Macallister estudou uma parte da área. ou do tempo de Salomão. Escavações arqueológicas geralmente não são realizadas em todo o conjunto de uma antiga cidade. descreverei apenas dois achados feitos durante a nossa expedição arqueológica. defesas e técnicas de construção. 27 . Era normalmente uma grande estrutura. Ele também escavou as fontes de água usadas. que até é mais imponente do que a primeira. Essas informações ajudaram a compreender o porquê Israel hesitou em atacar esta cidade. 60 anos depois Dever trabalhou em outro local diferente. que era provavelmente o altar onde os sacrifícios eram oferecidos. Macallister localizou um túnel cavado na rocha que leva a um poço de aproximadamente 40 metros de profundidade abaixo da superfície. a disponibilidade de água sempre foi um elemento crítico para a sua sobrevivência. Mais tarde. Por essa razão. alguns estudantes da Andrews escolheram continuar sua graduação orientados pelo professor Dever. você desenvolve um grande senso de camaradagem. você imediatamente nota um conjunto de altas pedras dispostas na vertical.Ao trabalhar numa escavação. já que a média pluviométrica é de 15 ml por ano. com aproximadamente 2 a 3 metros de altura e com quase 1 metro de largura. e ao redor da base foram encontrados ossos queimados de animais e seres humanos. deve ser levado em conta que uma vez a área tendo sido escavada. ele visitou a Universidade Andrews. uma placa de calcário contendo informações sobre o cultivo da terra e os períodos de plantio e colheita. Os muitos adventistas que trabalharam em Gezer deram uma contribuição significativa. a mesma era insuficiente. O diretor das escavações do sítio arqueológico. será inutilizada para o estudo com objetivos históricos. pois não poderá nunca mais ser recomposta. professor Dever. Apenas para mencionar alguns exemplos: Macallister descobriu alguns aspectos referentes à fortificação da cidade. Os aspectos religiosos dos cananeus são com muita freqüência citados no Antigo Testamento. Outra significativa descoberta de Macallister é o que agora chamamos de Calendário de Gezer. Ao se entrar em Gezer. A não ser que a nova equipe queira encontrar informações adicionais no antigo sítio. Em frente a essas pedras há uma plataforma também de pedra. Para o propósito deste estudo. localizado naquele campus. Para uma cidade como Gezer. na Universidade Estadual do Arizona. Essas pedras apresentam sinais de fogo.

Jerusalém.). As explorações que foram conduzidas em Ebla. Mesmo assim. mas também tinha outros propósitos.300 anos antes de Cristo. Desde o princípio da minha carreira como professor. como costumes funerários. casas. foi uma das escavações na parte antiga de Jerusalém. os muros eram levantados de acordo com o número da população e sua habilidade para realizar a tarefa. eu decidi que não iria me aprofundar na arqueologia sozinho. provavelmente utilizados por soldados que guardavam a entrada.bem fortificada. e a descoberta de doenças humanas por meio da análise dos ossos. No final da década de 1970. visto que algumas pesavam 28 . A Bíblia relata muitas passagens referentes a esse costume (Am 5:10-15. revelaram que Ebla tinha laços comerciais com Jerusalém (Ursalima) já em torno de 2. mas iria também envolver tantos dos meus alunos quanto possível. Em Jerusalém. materiais bélicos. na Síria. como armamentos. Podemos claramente identificar o portão como tendo sido construído por Salomão. Infelizmente. por conseguinte. ao invés de reconstruir no mesmo local. os muros eram quase sempre destruídos quando o inimigo não queria que a cidade fosse reconstruída. o povo retornou e reconstruiu os muros. local e importada. e o povo era lento na execução do trabalho. sua construção e destruição. Dt 22:15. e outros onde os anciãos da cidade se encontravam para discutir negócios concernentes à própria cidade. ossos de animais domesticados e selvagens da região. Outros itens também foram encontrados. Jr 39:3 etc. Jerusalém foi destruída e reconstruída 17 vezes fazendo com que o estudo de suas muitas camadas e demais partes dos muros seja um importante registro. muralhas da cidade. A remoção das enormes pedras pertencentes aos muros anteriores and its ruble era algo quase impossível de ser realizado. Muitas outras descobertas feitas em Gezer lançaram luz sobre passagens da Bíblia. e do Instituto de Arqueologia. como no caso do período de Neemias. vegetação. curador do Santuário do Livro. tornando a experiência rica tanto para o professor como para os alunos. por causa da notável similaridade com outros portões reconhecidos por terem sido construídos ou reconstruídos por ele (ver 1Rs 9:17 e 18). uma das mais antigas cidades da História. assim como em outras cidades antigas. toda a terra de Israel está entre as áreas mais intensamente escavadas. restos humanos. sementes e pólen. seus pontos fortes e fracos. O propósito era certificar-se onde os muros de Jerusalém estavam nos vários períodos da história da cidade. O profeta menciona que foi uma tarefa extremamente difícil. e. no Museu de Israel. às vezes. em razão de minhas atividades como professor nos Estados Unidos. Escavações em Jerusalém Outra fascinante experiência arqueológica da qual tive o privilégio de tomar parte. diferentes tipos de cerâmica. A estrutura do complexo do portão de Gezer tinha alguns cômodos. não pude acompanhar os grupos até o fim das atividades. Nesse caso. e onde as decisões importantes eram tomadas. aprendi muito sobre os muros de Jerusalém. Mas. também chamada de Tel Mardihk. fiz parte de um pequeno grupo dirigido por Magen Broshi. e que servia não somente como uma das entradas principais da cidade.

Outra tarefa interessante em que meus alunos e eu nos empenhamos era na reparação e reconstrução.C. e Jerusalém não era exceção. Essa experiência foi tão bem recebida e apreciada por nossos alunos que nós decidimos repeti-la com outros grupos de estudantes durante vários anos. A Bíblia tornou-se viva para esses jovens de uma forma vital e pessoal. Cada camada de destruição e reconstrução contribui com informações valiosas. Assim. Essas pedras enormes poderiam ser removidas. mas adjacente ao muro da cidade. Essa falta de evidências é tão impressionante que os críticos dizem que tal cidade nunca existiu. Ela tinha vistas para o Vale de Cedrom e o Monte das Oliveiras. ou mesmo incorporadas no novo muro. deveria preocupar-se com um suprimento de água suficiente em caso de ataque de inimigos. de forma estranha. Ele visitou a Missão. onde eu era professor. que vivia fora. também conhecida como cidade de Davi. Nosso grupo. Infelizmente. Mas são necessárias mais escavações para que surjam evidências mais claras e conclusivas. ele enfrentou uma invasão 29 . próxima à cidade velha. quando Davi e Salomão construíram a capital de Israel. Quando o rei Ezequias governou sobre Jerusalém. uma das histórias de sucesso de nossa escavação veio quando encontramos as ruínas de uma casa que aparentemente pertencia a uma rica família cananita. Os planos foram cuidadosamente preparados junto ao Pacific Union College. mas também se envolveram na recuperação de detalhes sobre a história da antiga Jerusalém. O professor Shiloh teve um maior contato com o nosso grupo. se alojou na Missão Adventista. Como mencionado anteriormente. é raro um momento de tédio para quem a escava. onde os locais para hospedagem eram limitados. quando estudamos os muros da cidade naquele local podemos datá-lo em um período pré-salomônico. No entanto. realizei o sonho antigo de dar a meus alunos a oportunidade de participar em uma escavação arqueológica em Jerusalém. Para uma cidade que foi tantas vezes destruída e reconstruída como Jerusalém. No início da década de 1980.C. formado por 12 estudantes. Todo arqueólogo aprende que nem todas as escavações produzem todos os resultados esperados. Nossos alunos não apenas aprenderam métodos e procedimentos de escavação. era ele jebusita? Possivelmente. uma cidade construída sobre um monte. e fui convidado a fazer parte do grupo junto com meus alunos. esses muros atingiam 30 metros de altura e 6 metros de largura. como a maioria das cidades antigas. Em alguns lugares. a antiga cidade jebusita havia sido totalmente demolida. explicou os objetivos e procedimentos nas escavações e então ajudou nossos alunos a se encaixarem na equipe que somava mais de 100 arqueólogos voluntários e profissionais. em cooperação com a Universidade Hebraica e o Instituto de Arqueologia.quase 200 toneladas. O arqueólogo israelense Yiigal Shiloh estava naquela época conduzindo uma das maiores escavações já realizadas na cidade velha. e os arqueólogos têm procurado algum vestígio dela. Como sabemos a época em que essa casa foi destruída? Porque não encontramos nenhum objeto datável depois de 586 a. Mas. na Califórnia. E o triste é que a escavação na cidade de Davi novamente não conseguiu resgatar nenhuma evidência histórica conclusiva. A casa foi destruída durante a invasão babilônica a Israel e a destruição total de Jerusalém em 586 a.

as explorações concentraram-se no sul da Arábia. ao contrário do que era antes. Por que eu contei esta história bem conhecida? Esse famoso túnel e poço ainda existem e os jerusalemitas têm orgulho disso. Isso é o que chamamos de restauração arqueológica. Ele foi maravilhosamente renovado e é seguro conhecê-los. no período jebusita. não deixe de conhecer o túnel e o poço. Até meados do século 20. Eles também 30 . Parte da parede com a inscrição foi retirada e está hoje num museu arqueológico em Istambul. também da cidade onde a rainha governava. historiadores e outros eruditos relegaram a história bíblica da rainha de Sabá à categoria de lenda. afirmavam haver feito algumas descobertas impressionantes sobre a localização da terra de Sabá. e até mesmo antes. minha esposa e eu decidimos fazer uma viagem de exploração ao Iêmen. esses estudiosos começaram a atribuir mais credibilidade à história. foi feita a canalização da água da mesma fonte (fonte de Giom) por uma extensão de 10 metros sob o muro e a ligação a um poço. Nos dias de Davi. Em 1981. Uma das razões para a demora em apontar o local da famosa terra da rainha é porque a mesma é dentro de uma área de instabilidade política e quase inteiramente fechada para explorações científicas arqueológicas. Havia água em abundância na fonte de Giom. O túnel ainda existe e é possível caminhar por ele. Ele ordenou a um de seus soldados para que entrasse na cidade pelo túnel. Arqueólogos agora acreditam estarem no rastro da terra de “Sabá”. Em Busca da Terra de Sabá Por séculos. No entanto. muitos estudiosos acreditavam que o norte da Arábia deveria ser o misterioso domínio da rainha. e abrisse os portões para que seus soldados entrassem (2Sm 5:8). Lembre-se. mas ela estava fora dos muros da cidade. no sul da Arábia. A forma como essa incrível façanha se realizou foi gravada na parede dentro do túnel. pois é um símbolo da proeza de Davi ao conquistar a cidade da mão dos jebusitas. e seu valor estratégico no caso dele precisar entrar na cidade quando os portões estivessem fechados. Os arquitetos de Ezequias o incentivaram a construir um túnel sob a cidade de Jerusalém que pudesse levar água para dentro da cidade (2Rs 20:20). Se um dia você visitar Jerusalém. DC. os estudantes adventistas ajudaram a restaurá-lo. onde arqueólogos da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Smithsoniano de Washington. Esse túnel que ele construiu tinha aproximadamente 600 metros de comprimento. mas suas buscas por evidências conclusivas foram mal sucedidas. E isso aconteceu. Após 1950. Davi devia estar familiarizado com este túnel e com o poço. possivelmente. e. pelo fato da arqueologia revelar dados interessantes que dão subsídio ao relato. nos últimos 50 anos. concebida na mente fértil dos israelitas da idade de ouro. a fim de que as pessoas que estivessem mais acima pudessem utilizar a água em caso de necessidade. quando ele tentava conquistar a cidade dos jebusitas. Terra esta que foi por algum tempo governada por uma rainha não identificada que visitou Salomão. Foi um sucesso.assíria e um suprimento de água suficiente tornou-se uma grande preocupação. subisse o poço.

As ruas são estreitas e têm pequenas lojas nas quais uma grande variedade de objetos é exposta. decidimos explorar a fascinante cidade de Sanaa. Estranho. com tempo nas mãos. Embora apreensivos. Passamos um tempo muito agradável e recompensador com esses descendentes de Abraão. restaurantes. Ela foi projetada para deixar os cômodos claros pela luz do sol. mas. quando demonstrei meus 31 . que o povo do Iêmen diz serem os primeiros arranha-céus do mundo. caminhões de entrega. para nossa consternação. nosso destino. Mulheres com véus carregam seus bebês. indicada como a cidade real de Sabá. são singulares. O povo parecia orgulhoso de sua antepassada real de três mil anos. mas uma fina camada de alabastro. Havia hotéis com o seu nome. Mas.500 anos. tudo ocorreu bem. e que os cidadãos do Iêmen – na sua maioria mulçumanos chiitas – levavam muito a sério a regra de não comer nem beber nada entre o nascer e o pôr do sol. de um visto e a recomendação de alguém naquele país que pudesse se responsabilizar por nós. levando os estudiosos a questionar sua dependência. que nos levou do Cairo para Saana. Também descobrimos que. nós. o Iêmen do Sul com um regime comunista. eles foram muito desencorajadores. O povo é muito amigável. No entanto. em torno de cinco. Nosso problema era como chegar lá. a Yemeny Airlines. a cerca de 150 km a leste de Sanaa. a capital do Iêmen do Norte. e gostam muito quando se dá atenção a eles. arqueólogos são normalmente pessoas que assumem riscos. Nos disseram que o vidro dessas janelas não é exatamente vidro. Assim. e o Iêmen do Norte. pelo menos em público. fomos para aquele país. Fomos alertados de que estaríamos por nossa conta e que os riscos eram consideráveis. Aquela era uma zona de conflitos tribais e era conhecida por ser especialmente perigosa para estrangeiros. lojas. Isso seria suficiente para desencorajar a maioria das pessoas. mas bem. deixando os cômodos frescos do lado de dentro. Todos eles têm janelas muito decoradas. Soubemos que eles também esperavam que seus convidados. tentamos obter auxílio da Embaixada Americana. Isso coincide com a informação encontrada no Corão. Mas. Como último recurso. nosso objetivo era conhecer as ruínas de Marib. e sendo assim. ao mesmo tempo. Naquele tempo. os transportes públicos e outros serviços aos visitantes estavam paralisados. A princípio. Infelizmente. Viajamos pela companhia aérea que voava naquela época. e não se pode comparar uns com os outros. Se havia qualquer indagação em nossa mente se de fato estávamos na terra da rainha de Sabá – rainha Bilkis – essa dúvida logo se dissipou. se orgulham em mostrá-los. Durante o Ramadã não havia nenhum meio disponível de transporte. as ruínas da antiga cidade de Marib. o Iêmen era um país dividido em dois.achavam ter localizado a cidade de onde a rainha governava. Alguns prédios. seguíssemos esse costume. e até mesmo uma montanha recebeu o seu nome. o Corão está separado no tempo de Salomão por aproximadamente 1. Para entrar no Iêmen do Norte precisávamos de um passaporte. e que também menciona que o nome da rainha era Bilkis. Mas não havíamos antecipado que chegaríamos durante o mês sagrado do Ramadã. manter o calor dos raios de sol do lado de fora. Essa não é uma viagem de férias comum que se faz para o Canadá ou Europa.

Ficamos apreensivos. 2Cr 9) Algo como 120 talentos de ouro (4 toneladas e meia). O governo temia que eles pudessem levar embora tesouros enterrados.500 anos (1500 a. Que país maravilhoso! Alguns a chamam de Suíça da Arábia. Os romanos a chamavam de “Arabia Felix” ou Arábia Feliz. mas tentamos não demonstrar. está escavando esta antiga cidade. conhecida no passado como Cuxe e Pute. sob um rigoroso controle. logo percebemos que a antiga cidade real se estendia além da pequena cidade que visitávamos. Mas podíamos ver por quilômetros ao redor ruínas brotando da areia. após alguns dias de viagem chegamos a Marib onde guardas armados pararam nosso veículo. Eles também parecem convencidos de que esta é realmente a antiga capital do reino de Sheba. Depois de mais algumas palavras elogiosas. demonstrando uma típica hospitalidade árabe. Existem algumas evidências de que elas se estendiam ao longo de toda a região costeira do sul da Arábia. Esses guardas eram garotos de 14 anos que impunhavam orgulhosamente armas russas. De forma hesitante. Lindos castelos no topo de montanhas. Essa região ainda hoje é produtora de especiarias.C. além do Mar Vermelho. 32 . um novo grupo de arqueólogos internacionais. 500 anos antes de Salomão. fazendeiros cuidando de suas plantações. e sentindo que não tinham nada a temer. havia pequenas vilas pitorescas no alto de íngremes colinas cultivadas que também eram cultivadas em terraços. que governou no décimo século antes de Cristo. A rainha Hatshepsut. Partes do Iêmen são extremamente secos nos dias de hoje. arqueólogos cavaram até serem impedidos de continuar e convidados a se retirar. Estávamos no local considerado a capital de onde a “rainha de Sabá” governaria. incluindo o que hoje é Omã. Poderia esse deserto árido ser realmente o local de uma cidade e um reino tão rico. Canadá. eles baixaram suas armas e. tinha em seu templo mortuário cenas de navios viajando para essa área em busca de incenso e perfume. como descrito na Bíblia por meio dos presentes da rainha a Salomão? (1Re 10. nos convidaram a tomar Coca-Cola morna. que se tornou o rei da Etiópia. Foi aqui que. A viagem foi fascinante.). e que alcançava. o que hoje é a Etiópia. Dissemos a eles que éramos visitantes da América e que viajamos uma longa distância para conhecer sua bela cidade. eles deixaram a decisão por nossa conta. Embora a atual cidade de Marib não tivesse um aspecto majestoso. dessa forma.parcos conhecimentos da língua árabe. que governou o Egito por volta do século 15 antes de Cristo. estando. o que mostrava que no passado estas foram parte de uma magnífica metrópole. em 1950. As rodovias construídas pelos comunistas chineses eram estreitas. As evidências descobertas indicam que a cidade tem em torno de 3. eles nos apresentaram uma família americana que possuía um jipe. financiados pela Universidade de Calgary. É claro que não sabemos onde ficavam as fronteiras da terra de Sabá. A tradição etíope também menciona que um dos resultados da visita da rainha de Sabá a Salomão foi a geração e nascimento de um filho dela e de Salomão. dentro do período da cronologia bíblica para a visita da rainha a Salomão. e que já existia num período anterior aos dias de Salomão. Atualmente. Finalmente. mais especiarias e pedras preciosas que juntos dariam o valor em torno de muitos milhões (talvez bilhões?) de dólares em moeda atual? O sul da Arábia tem um dos mais áridos desertos do mundo. e assim pudemos seguir nosso rumo. olíbano e mirra.

Ruínas muito elaboradas ainda existem próximas a Marib. Egito. Salomão. Uma caravana real. Mesopotâmia. As paredes das barragens foram construídas de forma inteligente com enormes pedras que se interligavam. Após testemunhar as glórias de Jerusalém e da corte de Salomão. deve ter sido composta por centenas de camelos e centenas de soldados e servos necessários para a viagem em meio a um território difícil e perigoso. descreve em detalhes os dispendiosos hábitos desse povo. Israel e outras nações usavam olíbano e mirra para uso pessoal ou religioso. também parece ter reconhecido o valor comercial da região. localizada na atual Jordânia. Índia. A história termina dessa maneira: “O rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo quanto ela desejou e 33 . pois eles eram adoradores do deus Lua. E se você desejar. teu Deus!” Essa declaração deve ter sido significativa para o povo de Sabá. Não havia rios próximos a Marib. Um método similar de conservação de água era também usado na cidade edomita de Petra (Sela). Eles eram usados também como remédio e. Plínio. o templo e o seu povo. África e outros países passavam pela região. o Velho. por um preço salgado! A viagem de visita da rainha a Salomão não foi pequena. A distância de ida e volta de Marib a Jerusalém é algo em torno de 3. Diodorous Siculus. as barragens guardavam a água pluvial que caía no curto período chuvoso. A competição desenvolvida entre esses dois países poderia ter tornado desejável e até mesmo necessária a visita da rainha a Salomão? Os habitantes de Sabá também eram bem conhecidos por sua pompa. esse país tinha uma enorme vantagem comercial. Seu país situava-se estrategicamente próximo às antigas rotas comerciais tanto terrestres como marítimas. Não apenas Roma. A viagem foi aparentemente um grande sucesso. Evidências adicionais sugerem que o povo de Sabá era um povo mercador. como incenso e perfume. o que significa que tinham que conservar cada gota de chuva e guardar até quando fosse necessário. Tanto Petra como Marib recebem uma escassa quantidade de chuvas.000 km e deve ter durado no mínimo três meses. mas também todas as provisões. descreve os habitantes do sul da Arábia como a raça mais abastada do mundo. revelando como essas pessoas projetavam e construíam enormes barragens capazes de represar grandes quantidades de água. um perspicaz homem de negócios. eles ainda hoje estão disponíveis na terra de Sabá. trazendo não apenas a rainha.Também é interessante que o povo de Sabá era formado por hábeis hidrólogos. a rainha exclamou: “Bendito seja o Senhor. e é certo que esse povo não perdeu essa oportunidade de ouro. mas também Grécia. nos sepultamentos. os dispendiosos presentes. Ele se apressou em construir uma frota que cruzava as águas do Mar Vermelho (1Rs 9:26-28). Ele também queixa-se que metade do dinheiro de Roma era gasto em exóticas mercadorias árabes. mas sabemos que ela não retornou de mãos vazias. em torno de 10 a 20 cm por ano. Deve ter sido uma exaustiva jornada no dorso de camelos. Mercadores da China. regando assim os grandes campos quando necessário e também suprindo a população com água potável. um historiador do primeiro século antes de Cristo. Como Sabá estava situada na estreita entrada do Mar Vermelho. Não sabemos quanto tempo durou sua estada. em caso de morte. A água acumulada poderia ser então solta lentamente. do primeiro século depois de Cristo. Egito.

34 . voltou e se foi para a sua terra. afora tudo o que lhe deu por sua generosidade real. com os seus servos” (1Rs 10:13). Assim.pediu.

Later on. The question now before me was how could I ever become personally involved in archeological excavations. I was the only Brazilian/American. At home we spoke Portuguese and German. and hieroglyphic at the University of London. and extended an invitation for me to join him in the excavation of the biblical site of Gezer in 1971. Bork During my childhood my parents instilled in me a love for the Bible and an interest in its historical background. But it must be remembered that studying archeology and working as a field archeologist are two very separate areas. offered me a Ford Foundation grant. Another influence. In 1939 when I entered secondary school (ginásio) at the Colégio Adventista Brasileiro the study of language fascinated me. but not the only Adventist. English and French. I fell in love with an area of studies that I pursued for the rest of my life. These talented teachers had the ability to make these subjects come alive. For the most part the team consisted of students and university professors. The Excavation of Gezer When I arrived at the biblical site of Gezer I found that I was part of a team of over one hundred volunteers and professional personnel coming from several countries. although I had never yet heard of the term “archeology” these early influences were leading me in that direction. I wrote a letter to Professor Dever and explained to him my great desire to be part of a team to do field work. when I started taking classes in biblical backgrounds and biblical archeology at Andrews University. Along with professional archeologists 35 . I asked no questions. still on the secondary level (ginásio). I studied Greek and Hebrew at Andrews University. He called me. I said – Yes. In school we learned Latin.CHAPTER III LIFE EXPERIENCES IN FIELD ARCHEOLOGY by Paulo F. that it all started to fall in place. It is marvelous to look back and see how God leads in our lives! It was not until later. It fascinated me and I longed to become part of it. And. which added enormously to my interest in historical studies were classes in Geography taught by Ruth Oberg Guimarães and World History (História da Civilização) by Renato Oberg. Albertina Simon taught us to see the relationship of these languages which made a deep and lasting impression on me. an experience that would open up the history of the Bible to me? And from me to my students? It was while I was reading professional journals on excavations taking place in the Middle East that I came across an article by archeologist William Dever who was conducting excavations at Tell Gezer in Israel.

It was a strongly fortified city with massive walls that defied any army. Assyria and Babylon. if we are lucky. photographers. When Solomon married an Egyptian princess her father the Pharaoh decided to destroy the city and give it to her as a wedding present (I Kings 9:16. When I worked there from 1971 to 1973 we were excavating levels of occupation dating back from the tenth to thirteenth centuries BC. but usually with dustpans.they were paleontologists. to say the least. catalogued and stored for future study. The several Adventists who worked at Gezer made a significant contribution. He later visited Andrews University and was very impressed with the institution and with the Siegfried Horn Archeological Museum located there. surveyors. trowels. Sometimes. In the evenings there are professional lectures and discussions. after this conquest. The weather is usually very hot. became well acquainted with us and with the Adventist system of education. Later. Syria. and building techniques. Excavations at Gezer have produced abundant information of the Canaanite and Israelite periods. Gezer was one of the oldest cities in that region (Josh. bones. It is located on a hilltop between Jerusalem and the Mediterranean caravans traveled between Egypt and northern and eastern countries such as Phoenicia. It is painstakingly slow and is done with great care. We also had some Bedouins helping us. the director of the excavation. This is very important from an archeological point of view for it help us to compare the architectural design. its strategic position. geologists. Macalister conducted excavations in Gezer periodically from 1902-1909. After a rest we get together to discuss our finds and study the artifacts we may have found. not with bulldozers. Life on a dig is sometime primitive. at eight we stop for breakfast. and bathrooms are unsophisticated. brushes and even dentists tools. entomologists. Because of the large size of Gezer. classrooms are in the open air. Work on a dig is done. 10:33). This 36 . which once was a thriving city is now an unoccupied site except for a few roaming Bedouins and their flocks. These lived in tents in adjacent fields. its walls. Gezer. and continue our work until one o’clock when the cooks call us for lunch. the Bible speaks of Solomon rebuilding not only Gezer but several other cities. Let me mention a few examples: Macallister brought to light aspects of the strongly fortified city. Other excavated areas of the city suggested periods of occupation dating back several centuries earlier. seeds etc. for once a section is destroyed it can never be reconstructed again. 17). We live in tents. Work starts at five in the morning. we may find a jar handle with an inscription or a student’s clay tablet on which he practiced writing. food is plentiful but simple. ballistics. ramparts. It remained in the hands of the Canaanites long after the conquest of the country by Israel (Judges 1:29). historical significance and long periods of occupation it has been under excavation for many years. Because of his interest some students from Andrews chose to pursue graduate study under Professor Dever at Arizona State University. S. and the work is hard. A. After evaluation and careful drawings of all significant finds they are then recorded. conditions are dusty. zoologists. botanists. R. When you work on excavations you develop a strong camaraderie. such as lamps. Professor Dever.

The Cannaanite religion is often times spoken of in the Old Testament. etc. These stones bear signs of fire. such as burial customs. that once as area has been excavated. though. 22:15. diseases affecting people as noticed on bones. Macallister located a tunnel. leading a well at a depth of about 120 feet (40 meters) below the surface. A second finding. 15. For. It was often an enormous structure. it was rarely enough and was not always sufficiently dependable as the average rainfall is about eight inches (15cm) per year. Although people there depended heavily on rain water for their subsistence. Around these stones. bones of domesticated and non-domesticated animals of that region. It must always be remembered. and even more imposing. strongly fortified. One Canaanite and one Solomonic. even as the Bible suggests (Ezekiel 20:27-31). sixty years later Dever worked in a different area. Other items were also found as ballistics. houses. It can never be reconstructed again. Archeological excavations usually do not take place on the whole site of the former city. seed and pollen.helped explain why Israel hesitated to attack this city. at their base. The Bible has several references to this custom (Amos 5:10.” As one enters Gezer today one immediately notices a set of tall standing stones about eight feet tall (2 to 3 meters). different types of local and imported pottery. was the Solomonic gate of the city. a city built on a hill. This was Gezer’s source of added water. unless the new team wishes to find additional information from the old site. cut through rock. It dates back to the 10th century BC. it is thus destroyed for historical study. Whereas Macallister worked in one area. For the purpose of this study I will describe only two finds of our archeological expedition. and about three feet (1 meter) wide. The Gezer "gate" complex had several adjacent rooms probably used for soldiers guarding the entrances and also rooms where the city elders met to discuss city business and where important matters were decided. This is a plaque of limestone rendering advice on farming operations. Another one of Macallister’s significant finds was what we now call the Gezer Calendar. That is. 39:3. Many other findings at Gezer have shed light on biblical passages. He also excavated the sources for water the people used. vegetation. human remains. city walls. of animal and human source. One major aspect of it is referred to as worship at the “high place. or Solomonic times. The reason we can quite clearly identify this as a Solomonic gate is that the architecture is strinkingly similar to other gates in cities known to have been built or rebuilt by Solomon (see 1 Kings 9:17. It must be remembered that in biblical times a city gate was much more than a door. were found charred bones. 18). For this reason the people of Gezer dug deep into the ground to find water. such as the times of the year for planting and harvesting. such as Gezer. Excavations at Jerusalem 37 . It suggests that not only animals but humans may have being sacrificed here. Jer. warfare. the availability of water was always a critical element for survival.). that served not only as one of the main entrances into the city but had many other purposes as well. Deut. In front one of these stones is a stone platform with was probably an altar upon which sacrifices were offered.

sometimes. and. in Syria. Excavations carried on at Ebla. At such times rather than rebuild in the same place. Nevertheless I became well acquainted with the wall of Jerusalem. also known as Tel Mardihk. curator of the Shrine of the Book. Israel Museum. In Jerusalem. as in other ancient cities. I was not always able to stay with a team until the completion of its task. or if so desired. Unfortunately. Prof. The purpose was to certify where the walls of Jerusalem were in the various periods of the city history. Our group of 12 students took up the residence at the Adventist Mission near the Old City where limited housing was available. Removal of the enormous stones of the previous walls and its ruble was an almost impossible task as some of the stones weighed as much as 200 tons. Early in my teaching experiences I decided not only to become immersed in archeology myself but to involve as many of my students as possible. The Bible came alive for these young people in a vital and personal way. and I was invited to join his team with my students. where I taught. the people would return and rebuild the walls. their construction and destruction. in California. due to my teaching responsibilities in the Unites States. Our students not only learned excavations methods and procedures but became personally involved in retrieving details about the history of old Jerusalem. and the Institute of Archeology. Plans were carefully laid with Pacific Union College. 38 .Another fascinating archeological experience I was privileged to be part of was one of the excavations in the old city of Jerusalem. This experience so well received and appreciated by our students that we decided to repeat it with other student groups over several years. as in the case of Nehemiah’s days. Late in 1970s I joined a small team directed by Magen Broshi. These enormous stones would have to be moved. one of the oldest cities in existence. be incorporated in the new wall. But. a rich rewarding experience for professor and students alike. explained the goal and procedures of the excavations and then helped our students to fit in with the team which numbered over 100 volunteers and professional archeologists. Jerusalem was destroyed 17 times and rebuilt as many times making the study of its many layers and locations of its walls an important record. in cooperation with Hebrew University and the Institute of Archeology. called The City of David. Shiloh became well acquainted with our group. walls were usually destroyed when the enemy did not want the city to be rebuilt. for that matter. He visited at the Mission. walls would be built according to the size of the population and their ability to perform the task. have revealed that Ebla had commercial ties with Jerusalem (Ursalima) as early as 2300 years BC. Israeli Archeologist Yiigal Shiloh was at that time conducting one of the largest excavations ever carried out in the Old City. their strengths and weakness. In the early 1980s I realized the dream I had had for years. that of giving my students the opportunity to participate in an archeological excavation at Jerusalem. In some places these walls reached a height of 100 feet (30 meters) and 20 feet (6 meters) wide. Currently about 20 archeological excavations take places in Israel each year. The prophet admits that it was an incredibly difficult task. and the people were slow to respond. Jerusalem. the whole country of Israel is among the most intensely and thoroughly excavated areas.

This is what is called restorative archeology. the City of David excavation again failed to produce any conclusive historical evidence. In the days of David. but adjacent to. when he was trying to conquer the city from the Jebusites. David must have been familiar with this channel and the well. Why do I tell this well known story? This famous channel and well are still there and present-day Jerusalemites are very proud of it as a symbol of David’s prowess when conquering the city from the Jebusites. and even before in the Jebusite period. was channeled for about 30 feet (10 meters) under the wall and linked up with a well so that people at a higher level could let their buckets down to bring water up in case of a necessity. In a hasty manner Hezekiah’s architects urged him to build a tunnel under the city of Jerusalem that could bring the water to a place inside of the city (2 Kings 20:20). one of the success stories of our dig came when we found the ruins of a house which apparently belonged to a wealthy Canaanite family who lived outside. It is beautifully renovated and it is safe to see. 39 . How do we know when this house was destroyed? Because we failed to find any datable objects beyond 586 BC. a city built on a hill. It was a success. Plenty of water was available at the Gihon Spring. The manner in which this remarkable feat was accomplished was recorded on the wall inside the tunnel. Every archeologist learns that not every excavation produces all the desired results. Jerusalem was no exception. the city wall. Sadly. This tunnel which he built was almost 1800 feet long (600 meters). he urged one of his soldiers to enter the city through this channel. Seventh-day Adventist students helped to restore it. Unfortunately when David and Solomon built the Israelite capital the old Jebusite city had been so totally demolished that archeologists are at a loss to find anything at all. So amazing is this lack of evidence that critics say that such a city never existed at all. It overlooked the Kedron Valley and the Mount of Olives. If you should ever go to Jerusalem don’t miss seeing this channel and well. Remember. For. This inscription was chiseled out and is today in the archeological museum at Istanbul. But strangely enough when we studied the city wall in that place it could be dated back to pre-Solomonic times. But more excavation needs to be done so that clear. that is. The tunnel is still there and it is possible to walk through it today. climb up the well. water from the same source. It was not always so.For a city that has been destroyed and rebuilt as often as Jerusalem was there is rarely a dull moment for the excavator. and open the gate for his soldiers to enter (2 Sam. must always be concerned with an adequate supply of water in case of enemy attack. As mentioned before. Another interesting task in which my students and I engaged was repair and reconstruction. 5:8). So. the Gihon Spring. The house was destroyed during the Babylonian invasion of Israel and the total destruction of Jerusalem in 586 BC. When King Hezekiah ruled over Jerusalem he was faced with an invasion by the Assyrians and sufficient water became a major concern. Each layer of destruction and rebuilding contributes valuable information. as most cities were in antiquity. was this Jebusite? Possibly. However. convincing evidence may be produced. but it was outside of the city wall. and its strategic value in case he needed to penetrate the city when the gates were closed.

which the people of Yemen claimed were the world’s first skyscrapers. us. They also felt that they had located the capital city from which the queen ruled.In Search of the Land of Sheba For centuries historians and others scholars relegated the biblical story of the queen of Sheba to the category of a tale conceived in the fertile minds of Israel’s golden age. the ruins of the ancient city of Marib. South Yemen which had a Communist regime. in time. with time on our hands. After 1950 explorations concentrated in South Arabia. So. In 1981 my wife and I decided to make an exploration trip to the country of Yemen in South Arabia where archeologist from Johns Hopkins University and the Smithsonian Institute of Washington. To enter North Yemen we needed a passport. and North Yemen. claimed to have made some startling discoveries in locating the land of Sheba. we were told. Yemen at that time was a country divided in two parts. or Saba. which at one time was ruled by a nameless Queen who visited Solomon. This coincided with the information found in the Koran and which also mentions that the name of the queen was Bilkis. our destination. DC. as archeology has unfolded interesting facts that seem to substantiate the account. and possibly also the city where the Queen ruled. we decided to explore the fascinating city of Sanaa. which took us from Cairo to North Yemen’s capital of Sanaa. We traveled with the only airline serving the country at that time. This would be enough to discourage most people. They all had highly decorated windows. But. that public transportation and others visitors services came to a virtual standstill. causing scholars to question its dependability. We also found out. scholars have begun to attribute more credibility to it. The glass in these windows. but their search for tangible clues was unsuccessful. We learned that they also expected their guests. The four and five storied buildings. What we had not anticipated was that we would arrive during the holy month of Ramadan which Yemeny citizens – mostly Shiite Moslems – take very seriously eating and drinking nothing between sunrise and sundown. visa and recommendation by someone in that country who would vouch for us. much to our dismay. In the last fifty years. Yemeny Airlines. were unique each one seemed to defy comparison with the other. Strange but well. not only finding the country of “Sheba”. however. at least in public. while still permitting the sun light to 40 . was not actually glass. Until the middle of the twentieth century many scholars believed that North Arabia might be the setting of the mysterious Queen’s domain. from Solomon by about 1500 years. to follow this custom. so we went. Archeologists now believe that they are on the track of. Although apprehensive all went well. but a thin pane of alabaster which was designed to keep the hot sun rays out and to keep the rooms cooler. archeologists are usually people who are willing to take risks. One reason facts have been slow in coming is that the modern setting of the famous queen’s land is within an area of political instability and almost entirely closed to scientific archeological exploration. Unfortunately the Koran is separated. We were warned that we would be entirely on our own and that the risks were considerable. This was not the usual vacation trip one takes to Canada or Europe.

What a delightful country! Some call it the Switzerland of Arabia. If there had been any question in our mind as to whether we were indeed in the land of the Queen of Sheba – Queen Bilkis – this was quickly dispelled. is excavating this old city.brighten the inside. It was here that archeologists in 1950 worked until they were asked to leave. But when I displayed my. tiny picturesque villages clinging to steep. But. As a last resort we tried to get the help of the American Embassy. We told them that we were visitors from America and that we had come a long distance to see their beautiful city. For miles around we were able to see ruins protruding from the sand that hint that this was once a magnificent metropolis. At first they were very discouraging. well within the period of biblical chronology for the Queen’s visit to Solomon. knowledge of Arabic. terraced cultivated hills. After a few more pleasantries. Stores and delivery trucks and even mountains bore her name. We had an interesting and rewarding time with these descendants of Abraham. after about half a days journey we arrived at Marib where armed guards stopped our vehicle. They too seem convinced that this is indeed the ancient capital of the land of Sheba. They. So. We were apprehensive. under stricter control. The people were friendly. introduced us to an American family who had a jeep. plus spices and precious stones all of which may have amounted to many millions (billions?) of dollars in today’s value? South Arabia has 41 . hesitatingly. Today. Hotels were named for her. The people seemed proud of this famous royal lady of nearly three thousand years ago. Narrow roads built by the Communist Chinese. This was a zone of tribal rivalry and was designated as especially dangerous for foreigners. seeing that they had nothing to fear. Canada. they put their guns down. Although the present city of Marib does not display a majestic appearance it quickly becomes clear that the old royal city extended much beyond the smaller. The streets were narrow with little shops where the most varied goods were displayed. a new team of international archeologists. It was feared that they might carry away buried treasures. Veiled women carrying their babies were proud to exhibit them and were appreciative of any attention we gave them. and displaying typical Arab hospitality. Could this barren desert indeed be the place of a city and a kingdom as rich as the Bible portrayed by the Queen’s gifts to Solomon? (1 Kings 10. Uncovered evidence traces the city back 3500 years (1500 BC) long before the days of Solomon who ruled in the tenth century BC. Finally. Fast food restaurants displayed her name prominently. The Romans called it “Arabia Felix” or Happy Arabia. sponsored by the University of Calgary. farmers tending their crops. beautiful castles on mountain tops. they left the decision up to us. Fourteen-year-old boys proudly displayed their Russian-made weapons. and we were on our way. our goal was to go to the ruins of Marib. they invited us in for warm bottles of Coca Cola. No mode of transportation seemed open to us during Ramadan. We were now in what is believed to have been the royal capital from which the “Queen of Sheba” may have ruled. claimed to be Sheba’s royal city about one hundred miles (150 km) to the east of Sanaa. but tried not to display it. The trip was fascinating. cramped city of today. 2 Chronicles 9) 120 talents of gold (4 ½ tons). though limited. Our problem was how to get there.

a historian of the first century BC goes into great detail when describing the wealthy habits of these people. Parts of Yemen are extremely dry today. Not only Rome. carrying not only the Queen. There are no rivers near Marib. Further evidence suggests that the Sabeans were great merchants. Diodorous Siculus. a shrewd and wise businessman. plus 42 . He also complains that half of Rome’s budget was spent on exotic Arabian merchandise such as incense and perfume. Situated at the narrow entrance of the Red Sea. meaning that they had to conserve every drop of rain and hold it in storage until needed. five hundred years before Solomon. So he hastened to build a navy to traverse the waters of the Red Sea (1 Kings 9:26-28). A similar method of water conservation was also used in the Edomite city of Petra (Sela) located in today’s country of Jordan. And. Of course we don’t know where all the borders of the land of Sheba were. the country had an enormous commercial advantage. Could competition have developed between these two countries and thus made it desirable and even necessary for the Queen to pay a royal visit to Solomon? The Sabeans were well known for their wealth. The walls of the dams were ingeniously built of huge interlocking stones. frankincense and myrrh today. Ethiopian tradition also claims proudly that as the result of the Queen of Sheba’s visit to Solomon a son was born to her fathered by Solomon and that this son became the king of Ethiopia. India. it is still available in the land of “Sheba” today. It is certain that the Sabeans did not miss this golden opportunity. Solomon. Their country was ideally situated to take advantage of ancient trade routes whether by land or sea. Egypt. It must have been an exhaustive trip on the back of a camel. and myrrh for personal and religious purposes. The distance from Marib to Jerusalem and back measures well over two thousand miles (3000 km) and must have taken at least three months. for a hefty price! The Queen’s trip to visit Solomon was no small undertaking. A royal caravan.some of the most barren deserts on earth. enormous wealth. Pliny the Elder of the first century AD described the inhabitants of South Arabia as the wealthiest race in the world. There is some evidence that they extended over the whole coastal region of South Arabia including today’s country of Oman and that they reached over the Red Sea into the country of Ethiopia which was anciently known as Cush and Punt. It is also of interest that the people of Sheba were ingenious hydrologists. Egypt. Israel and other nations used frankincense. They were also used as medicine as well as in death and for burial. but Greece. Africa and other countries traversed the region. Mesopotamia. if you wish. The dammed up water would then be released slowly and efficiently watering large fields when needed and also supplying the population with drinking water. Both Petra and Marib have a scant rain fall of about 4 to 8 inches (10 to 20 cm) per year. had depicted on her mortuary temple scenes of ships traveling to this area in search of incense and perfume. also seemed to have recognized the commercial value of the region. the dams held back rivers of rain water which fell in the short rainy season. Elaborate ruins remain near Marib that reveal how the people engineered and built enormous dams capable of holding back great quantities of water. Merchants from China. This area still produces spices. Queen Hatshepsut who ruled over Egypt at about the fifteenth century BC. as Sheba was.

So she returned to her own country. We do not know how long her visit lasted. besides his gifts to her from his royal bounty. whatever she asked. After witnessing the glories of Jerusalem and Solomon’s royal court. 43 . the Queen exclaimed: “Blessed be the Lord thy God!” this statement may have been significant for Sheba’s people. The trip was apparently a great success. for they were worshipers of the Moon God. the temple and its people.” (1 Kings 10:13). The story ends in this manner: “King Solomon gave the queen of Sheba all she wanted.all the provisions must have been composed of hundreds of camels and hundreds of soldiers and servants needed for the trip through difficult and dangerous territory. she and her servants. We do know that she did not return empty handed.

em História. que me inspiraram na compreensão do processo de formação de palavras e das línguas. bem como a sua coleção pessoal de objetos arqueológicos. bem como de aquisições de vendedores de objetos antigos." Em 1993 o pastor Walter Boger. House. diretor geral do IAE – Campus 2 (IAE-C2). Timm O Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork é o primeiro núcleo adventista brasileiro destinado a colecionar e expor achados arqueológicos relacionados com o mundo da Bíblia. que Ihe falou a respeito de sua intenção de doar ao IAE-C2 a maior parte de sua biblioteca técnica em arqueologia. ex-diretor de campo da expedição babilônica da Universidade de Chicago. Banks. em reconhecimento por tudo o que a instituição fez por ele durante o tempo em que ele estudou (1939-1945). Nessa mesma época. enquanto que os objetos foram guardados na caixa forte do Centro de Pesquisas Ellen G. do período patriarcal (ca. um importante símbolo do compromisso da Igreja Adventista no Brasil com a autoridade normativa das Escrituras. onde os referidos objetos pudessem ser expostos à visitação. o pastor Boger encarregou o pastor Ruben Aguilar Santos. No início de 44 . Oberg. arqueólogo adventista brasileiro. encontrou-se nos Estados Unidos com o doutor Bork. ao longo dos anos. professor de Arqueologia Bíblica do IAE-C2 e exímio desenhista. Minas Gerais. na Califórnia. por muitos anos. Mas por anos. a venda de uma valiosa coleção de tabletes babilônicos. diretor do Departamento de Religião do PUC. Os livros foram logo incorporados ao acervo da Biblioteca Universitária Dr. Composto por cerca de 200 peças. nascido em Cristina. e. Enoch de Oliveira.C. da professora Ruth Oberg Guimarães. para fins didáticos. as dois tabletes foram dados posteriormente ao doutor Paulo F. por meio de doações arqueológicas. e do professor Renato E. Dois deles. o doutor Bork acalentava o sonho de contribuir com o Instituto Adventista de Ensino (IAE) nessa área. Referindo-se ao período em que foi aluno do Curso Ginasial daquela escola. professor de Teologia do Pacific Union College (PUC). acabaram sendo adquiridos pelo PUC. sem dúvida. Como a PUC não possuía um museu arqueológico. e já no ano seguinte (1994) cerca de 200 livros e aproximadamente 110 peças chegaram ao IAE-C2. White. Edgar J. Bork (1924. o doutor Bork declara: "De especial importância para mim foram as classes da professora Albertina Simon. ofereceu a Benjamin L. de elaborar o projeto de um museu de arqueologia. e que já vinha colecionando objetos arqueológicos.CAPÍTULO IV MUSEU DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA PAULO BORK Breve Histórico por Alberto R.). em Geografia. Essas classes proveram a motivação inicial para a carreira acadêmica que depois eu seguiria. Nos idos de 1924. O doutor Bork foi ampliando sua coleção. ele é. As negociações prosseguiram. 2200-2000 a. aguardando o tempo oportuno para serem expostos.). Mas por trás desse projeto há uma história que merece ser conhecida.

do tempo de Cristo. Schwantes e Milton S. acabariam postergando a conclusão do projeto. pela colaboração no preparo das etiquetas de identificação das peças. como diretor/curador também do futuro museu de arqueologia. Assim. a elaboração de suportes e placas identificativas para as peças. Os desenhos dos móveis foram então entregues ao chefe da marcenaria do IAE-C2. surgiu a idéia de que o projeto do museu poderia se transformar mais facilmente em realidade. Milton Afonso. Silva. a Kênia Ismara Alves. A fase final de implantação do museu contou com a participação e o apoio. vidros e trancas nos móveis. Merecem destaque especial os pastores Daniel Baia e Lauro Grellmann. Egito e outros países. "Pela beleza dos seus contornos e o atrativo das suas formas". pelas instalações elétricas. "senti alegria incontida. A coleção do futuro museu contava. diz ele. Diante disso. o professor Aguilar não pode conter a sua imensa satisfação. coordenadora do Curso de Tradutor 45 . o doutor Alberto R. de acordo com as medidas da sala. respectivamente diretor vicepresidente e diretor financeiro do IAE-C2. nessa época. com as 110 peças doadas originalmente pelo doutor Bork. No final de 1999. secretária do Centro White. e pelo doutor Paulo Bork. Ao vê-los prontos. mas também desenhos minuciosos de cada uma das peças a serem expostas. em consulta com o pastor Boger (que já se estava hospitalizado).1996. não apenas novos desenhos para os móveis. e o professor Aguilar começou o demorado processo de desenhar os móveis. mas também de várias outras pessoas. Siqueira. uma sala do Centro de Comunicação Dr. e a contratação de uma secretária de tempo integral para cuidar da visitação ao museu. Quando os desenhos dos móveis estavam quase prontos. não apenas dos curadores acima mencionados. se presente. luzes. Em julho de 1997. que com sua equipe dispuseram de toda a sua habilidade para confeccionar os respectivos móveis. Mas algumas dificuldades. Timm. e com base em idéias colhidas em suas visitas a museus de Israel." Para que o projeto original fosse concluído. Imaginei que o mesmo sentimento seria expresso pelo pastor Boger. de Limeira. Milton Afonso foi designada para o museu. seriam necessários ainda a colocação de veludo. a administração do IAE-C2 decidiu nomear ao diretor do Centro White. uma vez que esse Centro é responsável também pelo museu do Centro Nacional da Memória Adventista (estabelecido em 1988). Mas em julho de 1998. especialmente de ordem financeira. como curadores adjuntos. os desenhos estavam prontos. diretora do Centro de Comunicação Dr. White – Brasil. pela contribuição na parte de decoração do ambiente. pela confecção dos suportes de acrílico e placas de identificação das peças. doadas pelos doutores Siegfried J. que. e o projeto foi encaminhado ao doutor Flavio Pasini. Afonso. aprovou a sua execução. a professora Edna de Oliveira Bergold. bem como com várias moedas. o professor Aguilar foi informado de que a sala não seria mais a mesma. pelo apoio administrativo-financeiro. Rodrigo Silva e Reinaldo W. senhor Deusdedith Dantas Muniz. recebeu a doação de 46 peças de cerâmica e quatro de metal do Museu Rockefeller de Jerusalém. o pastor Rodrigo P. e aos professores Ruben Aguilar. da Carisma Comércio e Indústria de Brindes e Presentes. professor da Faculdade de Educação do IAE-C2. se tanto sua implantação quanto sua manutenção fossem coordenadas pelo Centro de Pesquisas Ellen G. com suas respectivas dimensões. ao doutor Elias Visotto e sua equipe. e a professora Ruth Bork Castellani. ele preparou. ao senhor Darci Jose Bertoni. se em vida. do tempo de Moisés. e sim outra com dimensões menores. e dois vasos e uma lâmpada. que enriqueceriam o acervo do futuro museu de arqueologia do IAE-C2.

uma filial local da Rede Globo na região de Campinas. Em de dezembro de 2001. os convidados especiais foram até a entrada do museu. Foi em 14 de maio de 2000. Alves expressou algumas palavras honrosas a Paulo e Norma Bork. transmitiu nacionalmente uma entrevista que o apresentador Jô Soares fez com Rodrigo Silva. Mas em abril de 2002 as peças foram reordenadas de uma disposição geográfica para uma seqüência mais cronológica. cortaram a fita inaugural. Tais notícias e entrevistas chamaram a atenção de muitas pessoas que vieram visitar o museu. a mais popular e prestigiosa revista evangélica brasileira. durante a celebração do 17º aniversário do Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus 2 (o antigo Instituto Adventista de Ensino – Campus 2). White. São Paulo. Os visitantes do museu incluem não somente professores e estudantes do próprio campus e outras instituições de ensino. tesoureiro da União Central Brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia. 46 . Pasini. Algumas outras peças foram acrescentadas posteriormente à coleção por meio de doações de alguns amigos daquela instituição de ensino. fez a oração de dedicação. e Ruben Aguilar e Rodrigo Silva coordenaram a visita ao museu. o museu tinha sua coleção disposta nas seguintes cinco regiões geográficas do mundo antigo: Mesopotâmia. A despeito de seu pequeno número de peças. Uma outra entrevista com Rodrigo Silva sobre o museu foi transmitida em de abril de 2002. E temos a certeza que o Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork há de se tornar. reitor do Centro Universitário Adventista de São Paulo. Débora Siqueira. pela graça de Deus. seguido por um breve histórico do museu e algumas palavras de agradecimento por Alberto R. Israel. A cerimônia de inauguração foi noticiada em um artigo intitulado “Quando as pedras clamam”. mas também muitas outras pessoas de diferentes contextos religiosos e culturais. Timm. trouxe um artigo de quatro páginas sobre o museu. A edição de março de 2002 da Eclésia. A cerimônia iniciou-se na sala de estudos do Centro de Pesquisas Ellen G. com fotografias coloridas de várias peças. tanto em sala de aula como em suas escavações nos próprios sítios arqueológicos das terras bíblicas. Nevil Gorski. na Revista Adventista (Brasil). de julho de 2000. nesta cerimônia de inauguração do museu. Cristo declarou. Rodrigo Silva tem coordenado de forma entusiasmada a maioria das visitas de grupos ao museu e ajudado a tornar o museu conhecido fora do Centro Universitário Adventista. pela EPTV. Bork." O doutor Paulo Bork contribui significativamente para que as descobertas arqueológicas falassem aos seus alunos. que o Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork foi oficialmente inaugurado. Digno de menção é o fato de que o museu tem recebido atenção da mídia brasileira. Egito e Roma. com algumas palavras de abertura e uma oração por Daniel Baía. no talk-show “Programa do Jô”.e Intérprete do IAE-C2. em Lucas 19:40: "Asseguro-vos que. o museu impressionou positivamente seus visitantes pelo conhecimento que obtiveram com a exposição. por sua vez. e Paulo Bork. um testemunho eloqüente em favor das Escrituras. leu uma pequena biografia de Paulo Bork que. Kênia I. doutora Norma Bork. a Rede Globo de Televisão. onde apareceu também uma entrevista com Paulo F. as próprias pedras clamarão. a maior rede de televisão brasileira. Síria. se eles se calarem. secretária desse Centro de Pesquisas. apresentou o discurso inaugural. Desde sua inauguração em 2000. Após algumas instruções dadas por Ruben Aguilar. onde André M. cujos préstimos foram indispensáveis para tornar possível a presença do doutor Bork e de sua esposa.

But for many years Bork was dreaming about the possibility of contributing to Brazil Adventist College in the area of Archeology. Bork (1924. were purchased by PUC for didactic purposes. Back in 1924.C.). which helped me to understand the formative process of words and languages. President of Brazil Adventist College – Campus 2. Aguilar 47 . House. Those classes provided me the initial motivation for the academic career I would pursue later on. is the first Brazilian Adventist depository to collect and display archeological findings related to the world of the Bible. Two of those tables. located at the São Paulo Adventist University College – Campus 2 (formerly known as Brazil Adventist College). of Ruth Oberg Guimarães. Professor of Theology at Pacific Union College (PUC). as well as through acquisitions from antiquity salesmen. Minas Gerais. Oberg. an Adventist archeologist born in Cristina. waiting for the right time to be displayed. Egypt. from the Patriarchal period (ca. When the drawing process was almost done. Boger asked Ruben Aguilar Santos. met in the United States Dr. Since PUC did not have an archeological museum.CHAPTER IV PAULO BORK MUSEUM OF BIBLICAL ARCHEOLOGY A Brief History por Alberto R. a room of the Milton Afonso Communication Center was set apart to hold the museum. who told him about his personal intention of donating to that College the majority of his technical library in the area of Archeology. in the field of History. 2200-2000 B. the tablets were given eventually to Paulo F. Meanwhile. Timm The Paulo Bork Museum of Biblical Archeology. Referring to the period he attended the former Gymnasium of that institution. and other countries. In early 1996. as well as his private collection of archeological artifacts. former Field Director of the Babylonian Expedition of the University of Chicago. Professor of Biblical Archeology at Brazil College and an outstanding drawer. Discussions went on. Edgar J. to prepare the project of an archeological museum where those pieces could be displayed for the public. and of Renato E. "Of special significance for me were the classes of Albertina Simon. offered for sale to Benjamin L. and in the next year (1994) Bork sent about 200 books and around 110 pieces to Brazil College. Comprising more than 200 pieces.)." In 1993 Pastor Walter Boger. in the area of Geography. California. the pieces were kept in the vault of the Brazilian Ellen G. Bork declared. Bork expanded his private collection over the years through donations received as a reward for his work in archeological diggings. Brazil. who chaired for several years the Religion Department of PUC and who was already collecting archeological objects. White Research Center. according to the shape of the room and some basic ideas he got from visiting several museums in Israel. as a honorarium for what that institution had done for him during the time he studied there (1939-1945). Bork. But there is a worthwhileknowing history behind this project. and Aguilar began to process of drawing its furniture. Banks. this museum is a symbol of the commitment of the Seventh-day Adventist Church in Brazil to the normative authority of the Scriptures. While the books were added to the stakes of the Enoch de Oliveira University Library. a valuable collection of Babylonian tables.

Darci José Bertoni. glasses. who with his team of workers make the furniture. for manufacturing the acrylic stands and metal identifying plates of the museum. So. manager of the Joinery of that campus. White Research Center with a few opening words and a prayer by 48 . Professor at the School of Education of Brazil College – Campus 2. the participation and support not only of the above-mentioned curators but also of several other people. "For the beauty of their outline and the attractiveness of their shapes. da Silva. some difficulties. The drawings were then taken to Deusdedith Dantas Muniz. Bork at the inauguration ceremony of the museum. he had to prepare new drawings for the furniture. for the administrative-financial support. and Ruben Aguilar Santos. during the celebration of the 17th Anniversary of the São Paulo Adventist University College – Campus 2 (former Brazil Adventist College – Campus 2). The establishment of the museum had. Rodrigo Silva. I imagined that the very same feeling would take over Pr. which he donated to enrich the future Paulo Bork Museum of Biblical Archeology. and by Dr. Bork if he would be here. for the electric wiring.was informed that the room for the museum would no longer be the same. from Carisma Comércio e Indústria de Brindes e Presentes. and padlocks to the furniture. in its final phase. The original collection of the future museum comprised at that time only the 110 pieces donated by Paul Bork. Director of that Research Center. donated by Siegfried J. Coordinator of the Translator-Interpreter Study Program of Brazil College . Elias Visotto and his team. The ceremony began in the reading-room of the Ellen G. of preparing stands and identifying labels to the pieces to be displayed. Schwantes and Milton S. Edna de Oliveira Bergold. as coordinator/curator of the future archeological museum. Yet. approved the project. for helping to arrange the visit of Paulo Bork and his wife Norma and son Paul K. 2000. as well as several coins from Christ's days and two vases and a lamp from the time of Moses. Time went on and by the end of 1999 it was suggested that the project of the museum could be carried out more easily if both its implementation and its maintenance would be coordinated by the Brazilian Ellen G. "I felt unlimited happiness.Campus 2. received 46 pieces of clay and 4 of metal from the Rockfeller Museum of Jerusalem. Afonso. Coordinator of the Milton Afonso Communication Center. It was on May 14." he stated. and of hiring a full-time secretary to supervise the visits to the museum. for that center was already responsible for the National Adventist Heritage Center (established in 1988). Secretary of the Ellen G. In July 1997 the drawings were ready and the whole project was sent to Flávio Pasini. he was much satisfied. Kênia Ismara Alves. When Aguilar saw the furniture. that the Paulo Bork Museum of Biblical Archeology was officially inaugurated. Rodrigo P. Besides this. Ruth Bork Castellani. Siqueira. who in consultation with Boger (who was already at the hospital in his final illness). located in the nearby town of Limeira. Timm. he reproduced the basic shape of each of the archeological pieces to be displayed. White Research Center. Of special help were Daniel Baia and Lauro Grellmann. as adjunct curators. So the Administration of Brazil College – Campus 2 choose Alberto R. mainly of a financial order. but reader another one smaller in size. for preparing the identifying labels for the pieces. respectively Vice-President and Financial Manager of Brazil College – Campus 2. Administrative Assistant of Brazil College – Campus 2. and Reinaldo W. would postpone the conclusion of the project. for the decoration of the room. spot lights. White Research Center. Boger if he would still be alive." But in order to implement the original project there was still the need of adding velvet. But in July 1998.

2001. Despite its limited number of pieces. by EPTV. A few more pieces were added later on to the collection through donations from some friends of that University College. But in April 2002 the display was changed from its original geographical display into a more chronological sequence. and Paulo Bork opened the inaugural ribbon. Visitors of the museum include not only the professors. Israel. where Andre M. Egypt. Secretary of that Research Center. to make archeological discoveries speak more effectively to his students. Noteworthy also is the fact that the museum has received some attention of the Brazilian media. and students from that University College and other educational institutions. Treasurer of the Central Brazil Union Conference of Seventh-day Adventists. Débora Siqueira. Bork. the museum has impressed positively its visitors with the didactic insights they received from its displays. not only in his class-room settings but also in his diggings in the archeological sites of the Bible Lands. Such news and interviews have called the attention of the many people who come to visit the museum. the special guests who attended the ceremony went to the entrance of the museum. Rodrigo Silva has enthusiastically coordinated most of the group visits to the museum and helped to make the museum known beyond the ranks of the São Paulo Adventist University College. teachers. Bork. the largest Brazilian TV network. with color-photographs of several of its pieces. the Rede Globo de Televisão. Alves gave a special word of honor to Paulo and Norma Bork. a local TV station of Rede Globo for the region of Campinas. The March 2002 issue of Eclésia. State of São Paulo. 49 . Kênia I. For instance. The Paulo Bork Museum of Biblical Archeology will continue likewise to witness in favor of the trustworthiness of the Scriptures. through his academic career. broadcasted nationally an interview Jô Soares made with Rodrigo Silva in the late-night talk-show called "Programa do Jô. but also many other people from different religious and cultural backgrounds. came off the press with a four-page article about the museum. the museum had its collection displayed into the following five geographic regions of the ancient world: Mesopotamia. who by his turn presented the inaugural speech. After some visit-directions by Ruben Aguilar. Nevil Gorski. followed by a brief history of the museum and some words of thanks by Alberto R. 2002. President of the São Paulo Adventist University College. Since its opening in 2000.Daniel Baia. read a short biography of Paulo F. Syria. Timm. the most popular and prestigious Brazilian Evangelical magazine. which published at that time also an insightful interview with Paulo F. Rome. the inauguration ceremony was report in an article titled "Quando as pedras clamam" [When the stones cry out] in the Revista Adventista (Brazil) of July 2000. Pasini. On December." Paulo Bork contributed. Christ declared in Luke 19:40 (RSV) that His disciples would become "silent. the very stones would cry out. offered the dedication prayer. and Ruben Aguilar and Rodrigo Silva coordinated the visit to the museum." A follow-up interview with Rodrigo Silva about the museum was broadcasted on April.

para a arqueologia.D. Th. 5 A data do Êxodo e a identificação do Faraó que perseguiu os hebreus no deserto não têm um consenso entre os estudiosos. 4 O período do Êxodo. Grécia e antigo Oriente Médio.) Os termos “Antigo Oriente Próximo” e “Oriente Médio” se referem à mesma região geográfica. Neste capítulo você vai conhecer alguns dos materiais mais importantes da coleção. estatuetas. Por meio de doações de diversas pessoas e instituições. Síria. isso significa que a coleção do Museu Paulo Bork abrange um período de mais de 4. A data apresentada acima é apenas sugestiva.500 anos. como segue: 1) Período Patriarcal (2350 a 1800 a. Silva. subdividindo dessa forma os artefatos em sete coleções menores. Jordânia. é de uso mais recente. atualizados até a presente publicação. a coleção do Museu está em constante processo de crescimento. O objetivo de seus coordenadores foi de criar uma coleção de objetos de cerâmica. cobre o período da escravidão de Israel no Egito durante aproximadamente 400 anos e a saída em direção à Terra Prometida. incluindo a invasão islâmica em Israel e sobre a cristandade da Idade Média. Organização e Exposição A estrutura e organização do Museu é muito simples. De fato.C. moedas. do chamado Bronze III (2600 a.C. existem aproximadamente 300 peças em exibição permanente provindas do Egito.CAPÍTULO V COLEÇÃO DO MUSEU DE ARQUEOLOGIA PAULO BORK Fotografias e Legendas Rodrigo P. 3 Todas as datas são aproximadas. Egito.)5 3) Período dos Juízes ou da Conquista de Canaã (1400 a 1050 a. Na terminologia arqueológica.2 relacionada à narrativa bíblica e à origem da história do cristianismo.C. 2 50 . Itália. também correta. Iraque e Israel. Professor de Filosofia e Novo Testamento Unasp-EC O Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork foi estabelecido a fim de prover o melhor meio de apresentar a cultura da Europa (antes da Idade Moderna). Inglaterra. O primeiro é usado na literatura especializada. mas a segunda. Líbano. Grécia. Neste capítulo. inscrições e outros objetos que pudessem servir como amostras representativas dos diferentes períodos da história bíblica e do período pósapostólico. A coleção está disposta em ordem cronológica e geográfica. não usaremos o segundo apenas por conveniência literária.C) até o século 15 d.)3 2) Período do Êxodo4 (1800 a 1400 a.C.

13.) 7) Período Pós-apostólico. O mesmo é verdade em relação à Geografia. Ela trata. perguntar: “Por que incluir elementos póscanônicos. acima de tudo.C. 1999). o visitante pode ver uma seqüência de artefatos do período patriarcal. Nessa primeira parte encontram-se peças contendo formas antigas de escrita encontradas na Mesopotâmia e Egito. de escavações e descrições dos vestígios dessas antigas civilizações do mundo bíblico. os vestígios arqueológicos de todas essas áreas podem ser vistos como materiais legítimos para estudo por um arqueólogo bíblico. O sumário de cada coleção é apresentado a seguir.6 Em inglês. na coleção do Museu?” A razão é que. tendo em vista a grande flexibilidade no uso desse termo.. no entanto. incluindo o Período Bizantino (100 a 1400 d. que é. Dessa forma. enquanto os limites geográficos e cronológicos possam ser pequenos. de acordo com Alfred J. Assim. Plano de Visitação Para uma melhor compreensão da seqüência histórica das peças. Archaeology & The Old Testament (Grand Rapids. a Arqueologia Bíblica Histórica é o estudo científico de qualquer cultura que se relaciona com a história da Bíblia.C. o visitante é convidado a seguir a mesma direção das coleções citadas acima. Hoerth. a Arqueologia baseada na narrativa das Escrituras abrange também a própria história da teologia.) 6) Período Romano. J. justifica e interpreta o fenômeno da inspiração literária profética. principalmente os da história da igreja cristã. que explica. é bom deixar claro seu escopo neste capítulo. Alguém pode. uma palavra evasiva. Já que os eventos narrados na Bíblia ocorreram não apenas no Oeste da Ásia e Egito. No entanto.C.4) Período da Monarquia Unida e Dividida de Israel (1050 a 600 a.C.) A justificativa para essa disposição está baseada na compreensão do termo “Arqueologia”. Na segunda coleção. mas também na Grécia e Itália.) 5) Período do Cativeiro Babilônico e do Pós-cativeiro incluindo o Período Helenístico (600 a 63 a. de Jesus e Apostólico (63 a. Para nosso propósito (que trata de fatos relacionados às Escrituras Sagradas).C. a Arqueologia Bíblica abrange basicamente esses sete períodos acima mencionados cobrindo a narrativa histórica das Escrituras e algo a mais. À esquerda. MI: Baker Book House. a 100 d. 51 . que foram as primeiras civilizações a desenvolver esta forma de arte. A. seu escopo deve ser ampliado e incluir o contexto histórico “pré” e “pós” imediato. são encontradas peças egípcias do tempo da 6 Hoerth. ao se entrar e seguir ao redor do expositor (ver esquema acima) começa a primeira coleção. ela inclui alguns artefatos mais recentes das diversas dominações árabes na região da Palestina e da igreja cristã antes da Era Moderna. Depois disso. se definidos pelo adjetivo “bíblico”. Assim. ela tem duas formas de se soletrar e diversas definições.

Essa coleção e a próxima podem ser vistas como tendo um paralelismo didático com Daniel 2 e 7. Há uma representação especial do período da dominação romana (também descrita na visão de Daniel) e do tempo de Jesus.) Algumas delas foram escavadas na Síria. período da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos. encontram-se as peças mais recentes correspondentes aos períodos pós-apostólico. 7 e 2 a. Na seqüência encontra-se uma descrição detalhada das peças mais importantes de cada coleção. algumas delas encontradas na península do Sinai e Canaã antes e durante a ocupação hebraica.) 52 . a conquista de Canaã e. Por um propósito didático. composta por peças do período monárquico de Israel (1050 a 600 a.). Seguindo em frente e contornando o último lado em direção à porta de saída.). cada período exibe diferentes tipos de evidências arqueológicas.escravidão de Israel e do período do Êxodo. lâmpadas de óleo. Contornando (ver novamente o esquema acima). As únicas exceções são as cópias do Selo de Faestus. bizantino e islâmico. Essa coleção inclui estatuetas.C. As primeiras peças são três fragmentos de tijolos babilônicos (com traços de escrita cuneiforme). Finalmente. o visitante encontra a terceira coleção. Primeira Coleção – Período Patriarcal (2350 a 1800 a. Essas duas primeiras coleções cobrem juntas um período de aproximadamente 900 anos.C. e mostram a cultura dos povos vizinhos do antigo Israel. principalmente. os visitantes encontram a quarta coleção. No entanto. É evidente que a quantidade de peças da coleção do museu varia de acordo com cada período. pode-se visualizar a sexta coleção que se inicia aqui e continua até o último expositor localizado no centro do Museu (em um semicírculo). dispostas no expositor no centro do Museu. Encontramos aqui exemplares representativos de quase todos os grandes impérios mundiais descritos na profecia. Um pouco mais adiante. Israel e Síria durante o Império Romano e o período de ocupação árabe. Seguindo em direção ao centro da exposição. sementes carbonizadas e cerâmicas. como os fenícios e os filisteus. o período dos juízes (1400 a 1200 a. Antes de sair. Essas sete coleções menores foram assim divididas a fim de facilitar a compreensão da seqüência histórica como um todo. Essas peças são datadas do segundo ao século 15 d. fechando a exposição. e que são parte da sétima coleção. de 2300 a 1400 a.C. de papiros com escrita demótica. e são provenientes especialmente da Europa. o visitante ainda pode ver algumas ferramentas utilizadas em escavações arqueológicas. (quando a América foi descoberta). Nela podem ser observados alguns artefatos do tempo da jornada de Israel pelo deserto. Jordânia e Líbano. O período da coleção se estende até a segunda metade do primeiro século.C. Como se pode notar. essas peças foram colocadas junto às peças com inscrições a fim de mostrar aos visitantes alguns exemplos de antigas formas de escrita.C. e a pedra de Roseta (cujos originais são dos séculos 13. exceto a Medo-Pérsia. todas elas oferecem bons exemplos para uma melhor compreensão do relato bíblico. encontra-se a quinta coleção.C.

mais deteriorado. O primeiro é um recibo de uma oferta para o templo e o segundo.).C. Como resultado. Nessa seção.C. há uma concordância entre os estudiosos de que a cidade de Abraão era grande e muito bem organizada. Sua escrita intricada descreve aproximadamente 40 das mais antigas leis documentadas da história. Fotos 3 e 4 A Mesopotâmia possuía diversos governadores e reis. Esta é uma reprodução detalhada do original que se encontra no Museu de Bagdá. governador de Lagash no tempo de Abraão. o visitante tem a noção de quão sofisticada era a vida no período patriarcal vendo os objetos relacionados às civilizações sumerianas e acadianas (de antes de 2000 a. e encontra-se no Museu da Universidade da Pensilvânia. A Bíblia não relata detalhes de Ur (período pré-patriarcal). existem poucas evidências diretas sobre eles. No entanto. ou cunhas). Os originais datam de aproximadamente 2700 a. Foto 1 Esses tabletes estão entre as mais antigas formas de escrita conhecidas como “pictográficas”.A Mesopotâmia foi o local de origem de Abraão e outros patriarcas.C. os relatos dos patriarcas se encaixam muito bem à vida e costumes de seu tempo.C. mas desde as escavações de Sir Leonard Wooley (19221934). O tijolo à direita foi escavado em Ur e demonstra o costume de se escrever em tijolos queimados. Ele tinha o controle político.C. A despeito de Gudea nunca ter se declarado rei. A segunda foto mostra a estátua de Gudea. e demonstram o desenvolvimento da escrita ainda nos dias de Abraão. A primeira foto mostra uma reprodução de um antigo código de leis sumerianas datado de cerca de 1868 a 1857 a. Tell Mardik (Ebla) e outras. Data de cerca de 2000 a. em oposição à dinastia de Akkad. conhecida como cuneiforme (porque as formas eram feitas com cuneus. Mas.C.C. Mas os próprios patriarcas eram em sua maioria nômades que viviam em tendas e que deixaram quase poucos vestígios de sua existência. Iraque.). A inscrição cuneiforme é um pedido por vida eterna. respectivamente em Nippur e Babilônia. 53 . econômico. e também do primeiro império babilônico (2000 a 1750 a. no Iraque. sua força foi enfraquecida na Mesopotâmia. Lagash foi uma grande cidade-estado na segunda metade do terceiro milênio a. Foto 2 Podem ser vistos aqui alguns objetos contendo outro tipo de escrita. Durante o período patriarcal existiam grandes cidades como Ur. ele pode ser considerado um verdadeiro monarca da antiguidade. nos Estados Unidos. O original foi escavado em Nippur. contém informações de uma transação comercial. e se referem a regulamentos sobre propriedades. e religioso sobre outras cidades. escravos e direitos hereditários e contratos de casamento. Ambos são de cerca de 2350 a. Os tabletes menores foram encontrados.

F. 2050 a. casas.7 No entanto. Albright. Mas a 7 Av-Yonah. 1:49. o que está de acordo com Gênesis 11:3. Fora da cidade existe um grande cemitério com aproximadamente 500 mil pessoas sepultadas. Foto 5 A torre de Babel é uma conhecida história bíblica. e o betume. Menções são feitas às cidades do vale de Sidim. Desde a infância ouvimos falar sobre os construtores que pretendiam desafiar a Deus fazendo uma torre que tocasse os céus. Os fundamentos da cidade e do cemitério revelaram depósitos de cinzas com muitos metros de largura.” Foto 6 Após o episódio de Babel. Sodoma e Gomorra. Esse forte incêndio em Bab dh-Dhra implica a presença de algo maior que um vulcão. tais como o famoso W. Na foto acima.. numerosos cemitérios e artefatos espalhados. Babel poderia ser uma delas ou uma torre semelhante a essas. Gênesis relata sobre outra pessoa que desafiou as leis de Deus. O nome dessas torres-templos era zigurate e. Os tijolos serviram-lhes de pedra. Ele expandiu novamente as fronteiras de Lagash para aproximadamente 64 km em todas as direções. de argamassa. é claro. Gudea assumiu o governo de Lagash (ca. já que a região é rica em depósitos de asfalto. os arqueólogos encontraram mais de 20 torres sumerianas ou pirâmides erigidas na antiguidade com finalidade de culto. sofreu Sua ira. 54 . colunas e vigas queimadas e tijolos avermelhados por um intenso fogo. que diz a respeito de Babel: “Vinde. façamos tijolos e queimemo-los bem. M. transformando-a em uma verdadeira metrópole de seu tempo. você vê um antigo fragmento de tijolo encontrado na torre de Ur datado de ca. e por essa razão. Na antiga região da Mesopotâmia. Distante a apenas 51 km de Ur. Próximo ao grande lago salgado existe um local conhecido em árabe como Bab dh-Dhra. é possível que Gudea conhecesse Abraão ou Terá e tivesse feito negócios com eles. Este lugar contém vestígios de uma comunidade muito bem fortificada com muralhas e uma extensa área a céu aberto. Escavações arqueológicas modernas têm trazido à tona algumas descobertas que confirmam a veracidade dessa narrativa bíblica. Encyclopedia of Archaeological Excavations in the Holy Land (ver editora.C. ano).C. o aspecto mais intrigante desse sítio é a evidência de uma extensa destruição pelo fogo. Ele contém vestígios de betume que era utilizado como argamassa.De origem humilde. petróleo e gás natural. escreveram sobre a possível localização dessas cidades na região do Mar Morto. Mas Deus confundiu sua língua e os puniu por sua desobediência. Vários arqueólogos. 2050 a. apenas as fundações existem ainda hoje.) e a tornou novamente uma das mais poderosas cidades da Mesopotâmia.

imagens de deidades. A mulher com cabeça de leão é Sekhmet.ausência de causas naturais para essa destruição pelo fogo faz de Bab dh-Dhra um mistério e torna a teoria de Sodoma algo muito plausível. a se julgar pelos exemplares encontrados dentro de potes enterrados junto com os mortos e dos encontrados em túmulos durante o período do rei Den da I Dinastia. Nela se incluem papiros.C. A cabeça de leão simboliza sua força e o disco solar sobre a cabeça sua 55 . uma deusa confundida freqüentemente com um deus. Acreditava-se que o pequeno objeto mágico tinha poderes que protegiam contra o mal e proviam boas coisas para quem o possuísse. A parte de baixo ou parte reta do abdômen dos escaravelhos era normalmente gravada com o nome do faraó e oficiais.C. Isso era especialmente verdade quando utilizados no lugar do coração ou como um escaravelho voador. principalmente quando costurados nas bandagens das múmias. pinturas e escaravelhos sagrados. a fim de prover uma viagem segura no além-mundo dos deuses. Muitos escaravelhos eram feitos para os vivos. fórmulas mágicas. Foto 7 Na parede temos exemplos de lindos e coloridos papiros trazidos do Cairo. animais sagrados e símbolos religiosos. As almas deveriam trazer seu coração perante a deusa Ma’at para que fosse pesado na balança da justiça. simbolicamente tão sagrado para os egípcios quanto a cruz é para os cristãos. um dos quais é original. o período do Êxodo cobre todos os elementos relacionados à escravidão e libertação dos hebreus do cativeiro egípcio que durou 400 anos. a 100 d.) Para os arqueólogos. O maior retrata a cena do juízo final na visão egípcia. tanto nesta quanto na outra vida. Foto 8 Com certeza. estatuetas.C. Era utilizado por ricos e pobres e já era conhecido no Antigo Império. desenhos em espiral e outras formas. Foto 9 Esse grupo de estatuetas representa alguns dos vários deuses egípcios. nomes particulares. o mais importante amuleto no antigo Egito era o escaravelho. Nessa coleção egípcia você pode ver peças originais e réplicas de várias datas de 800 a. O que é muito estranho (e que nos faz lembrar da história do endurecimento do coração de Faraó) é que acreditava-se que corações de pedra ou metal poderiam ajudar a livrar da condenação a despeito dos pecados cometidos durante a vida terrestre. Segunda Coleção – Período do Êxodo (1800 a 1400 a. A descrição completa dessa cena chamada “Julgamento do Coração” é encontrada no famoso “Livro dos Mortos”. Os escaravelhos eram insetos sagrados e provavelmente exerciam um papel na antiga adoração de animais.

O gato representa Bast. e Osíris. Seu estudo arqueológico mostra que ele foi violento e incerto e que os israelitas gradualmente subjugaram seus inimigos. que foi a primeira forma de governo dos hebreus. mas o mais provável é que ele tenha sido influenciado pela teologia deixada por Moisés e os hebreus no Egito. A despeito dos quase 3. e por isso era adorada no Egito. Foto 9A Encontramos aqui um arenito egípcio esculpido e pintado que representa o grande faraó Akhernaten adorando o deus Rá ou o sol. sementes carbonizadas (possivelmente destruídas pela guerra). segurando Ankh. O falcão representa Hórus. deusa que se acreditava concedia vida. que. É maravilhoso imaginar que os últimos usuários dessas lâmpadas poderiam ter conhecido pessoalmente alguns dos hebreus que foram libertos do Egito pelo poder de Deus. a deusa da natureza. Na sua frente está Toth. Hórus era pessoalmente identificado com o rei. os egípcios criam que ela poderia trazer saúde aos doentes. Ele era o filho da deusa Isis. pratos de terracota. concedia sabedoria aos sábios. Alguns desses objetos são mostrados na foto acima.200 anos. felicidade a seus adoradores e segurança para seus povo (gatos).) O início da ocupação israelita de Canaã geralmente era estudado em conexão com o período dos juízes. os gatos eram mumificados com eles e os gatos reais eram colocados nas tumbas com seus donos. saúde. Ao longo de todo o império. Terceira Coleção – Período dos Juízes ou a Conquista de Canaã (1400 a 1050 a. como frascos de perfume. Foto 11 Observe essas lâmpadas a óleo do período dos juízes. ou serem eles mesmos 56 . Esse período é muito confuso e marcado por violência e mudanças. é ainda possível ver as marcas de fogo nelas. pode ser vista uma foto de um arenito egípcio esculpido e pintado. retratando o deus chacal Anúbis. E por fim. já que cada faraó usava o nome de Hórus como o primeiro de seus títulos. Alguns acreditam que ele era o verdadeiro Moisés.C. que era o símbolo da vida. Era um grande crime torturar gatos no Egito. Esse é o famoso rei que proclamou o retorno do monoteísmo ao Egito. o deus do submundo. no pensamento egípcio. deus da morte. Foto 10 Desse período (Êxodo e juízes) o Museu tem algumas peças interessantes. O pássaro divino era considerado como o mais proeminente dentre os deuses egípcios. No entanto. e outras. Com a morte de seus donos. deus dos escribas. Sekhmet poderia trazer guerra e destruição aos inimigos pelo fogo.proteção. que ilustram a vida desse período.

8 57 . Raquel queria ter a posse das terras de seu pai! Esses ídolos cananitas na foto são originais e são de ca 1800 a. A pedra da direita poderia ser parecida com a que Davi usou para matar Golias. 44-59. Isso aconteceu durante o período do Bronze Antigo I (1400 a. A experiência do pequeno Davi tem servido de encorajamento para muitas pessoas ao redor do mundo. no norte da Mesopotâmia. Foram encontradas próximas aos muros de Jerusalém. foi acusada de ter furtado os ídolos de seu pai. Davi foi o rei mais amado.). e que se harmoniza com o período do Êxodo aceito por muitos estudiosos. um garoto ruivo que com grande fé se opôs firmemente ao gigante Golias e o derrotou pelo poder de Deus. mostram que a posse dos ídolos da família era algo como a escritura da propriedade. ele enfrentou a ira do seu sogro. E ela realmente havia roubado! Mas por quê? Por causa de um sentimento religioso? Por que o pai estava tão zangado com essa atitude? Tabletes encontrados em Eshunna (ver a réplica acima). Essas pedras da foto são balísticas usadas em artefatos de guerra. Quarta Coleção – Período da Monarquia Unida e Dividida de Israel (1050 a 600 a. Wood.C. e possivelmente eram usados com esse mesmo propósito.membros daquela multidão que presenciou o grande milagre em frente ao Mar Vermelho! Foto 12 Essas cerâmicas cananitas são da Terra Santa antes da conquista de Josué. porque Raquel.. a cidade cujos muros caíram pelo poder de Deus. 16:2 (março-abril de 1990). Sua história começa quando ele. No entanto. As muralhas fortificadas daquela cidade foram destruídas por um abalo sísmico que não deu oportunidade para os habitantes escaparem. Foto 15 Bryant G.C. sua esposa.C. “Did the Israelites Conquer Jericho? – A New Look at the Archaeological Evidence” Biblical Archaeological Review. Evidências reunidas pelo arqueólogo Bryant Wood mostram hoje que os dados arqueológicos de Jericó confirmam o relato bíblico. Os pedaços vieram de Jericó.) Do início do reinado dos grandes reis de Israel em diante existem muitos detalhes que confirmam a integridade da narrativa bíblica do período.8 Foto 13 Gênesis 31:34-42 nos relata um estranho incidente na vida de Jacó. Foto 14 Saul foi o primeiro rei de Israel. Vindo da casa de Labão.

A mais importante evidência do período exílico e pós-exílico provém desse lugar e de sítios persas.). (New York: Doubleday. perdeu sua fé durante a iminente invasão do exército de Senaqueribe. Mais tarde. ele deveria ter em mente vasos como estes. por um tempo. o que significa “pertencente ao rei”. Foto 16 Esses vasos de cerâmica e jóias são típicos do período da monarquia dividida em Israel (ca 931 a. Foto 17 Os profetas condenavam os israelitas por se prostituírem com outros deuses (Os 9:1. 9 58 . Quando Jeremias usou a metáfora do vaso para esclarecer sua mensagem profética (Jr 18:1-12). Astarte/Astarote era também conhecida como rainha do céu. o que parece ser.C.9 O estranho é que esse selo na alça da jarra pertence ao rei Ezequias. deusa dos Sidônios” (1Re 11:5). seu esposo. encontradas em escavações na Síria. Essas estatuetas. Amitai. Não só o povo pecou ao cair em idolatria. feminina e masculina. os lugares de culto a essas divindades foram destruídas por Josias. provavelmente são da deusa Astarte (também conhecida por Astarote) e de Baal. as jarras eram estampadas com selos ilustrando. 1990). Archaeology of the Land of the Bible. Quinta Coleção – Período do Cativeiro Babilônico e do Pós-cativeiro incluindo o Período Helenístico (600 a 63 a. provavelmente usadas como tornozeleiras. 10. pulseiras ou anéis nasais.) A antiga cidade de Babilônia tem sido escavada completamente em muitos lugares.C. o símbolo pagão do “disco solar alado” ou de um “escaravelho de duas asas”. A soma de escritos bíblicos sobre a história de Israel nesse período é pequena se comparada aos escritos sobre o período real. 23:30). mas até mesmo o grande rei Salomão. As argolas de bronze e ferro. Alguns autores identificaram esse símbolo como um “pergaminho voador”. “seguia a Astarote. Ele era o mais conhecido ou principal concorrente ao culto de Jeová e ela era a mais famosa deidade feminina do Oriente Médio. são do mesmo tipo das condenadas por Isaías 3:19. e livros importantes como os de Daniel foram mais bem esclarecidos pelas descobertas desse período e lugares. Talvez o selo seja de um período quando o rei. descrito na Bíblia como um bom rei. Antes de irem ao forno. Existe uma considerável riqueza de detalhes em termos de inscrições babilônicas e decretos persas. Ez 6:9. A inscrição sob o selo menciona “LMLK”. as quais eram usadas pelas filhas de Sião.000-586 B.C. 455-458. assim como faziam as prostitutas. Ver Mazar. a quem os cananitas costumavam queimar incenso e oferecer libações (Jr 44). e o povo falhou muitas vezes por não cumprir a ordem do Senhor.Este é um bem preservado exemplo de centenas de alças encontradas em vários sítios em Judá.

provedor dos templos de Ezágila e Ézida e primogênito de Nebupolasar. é de 100 a. ele trouxe a peça para o Brasil apenas como suvenir daquele país e a doou a um professor adventista chamado Paulo Barbosa. Nessa mesma coleção há ainda um tijolo (parcialmente quebrado) que contém o próprio nome de Nabucodonosor como sendo rei da Babilônia. o Grande tornou-se um dos mais famosos reis cujo reinado foi predito na profecia de Daniel. No reverso é possível ver Zeus sentado num trono segurando uma águia e um cetro. rei de Babilônia. Com a morte de alguém. a 100 d.). Mas em 2002. Durante esse período. feito de vidro. o qual é o último período importante antes do período do Novo Testamento. Depois disso. que traduziu a inscrição e encontrou o seguinte: “Eu sou Nabucodonosor. e o segundo.E não podemos deixar de considerar os achados do período helenístico. recolheste as minhas lágrimas no teu odre”. Eles são aparadores de lágrimas.C. A moeda no topo é uma tetradracma grega de prata mostrando Alexandre como sendo Hércules. em terracota. Esta peça em especial foi acidentalmente encontrada no Iraque por um engenheiro brasileiro durante obras realizadas na década de 1980. os críticos da Bíblia costumavam dizer que esse rei nada mais era do que uma lenda de algum escritor bíblico. A inscrição grega diz: “Basileuj Alexandrou” (Alexandre. o tijolo foi finalmente doado ao Museu. Tendo permissão. Barbosa mostrou a peça a um professor do Unasp-EC.C. ninguém teve conhecimento do significado das letras em acádio estampadas no tijolo. a arqueologia mostrou que eles estavam errados! Foto 19 Os objetos vistos aqui são todos do período helenístico. Mas durante todo o tempo. incluindo o selêucida. onde permanece até hoje e é uma das peças mais preciosas da coleção. de Jesus e Apostólico (63 a. Foto 18 Você pode ver acima dois fragmentos de tijolos babilônicos com traços de escrita cuneiforme do tempo de Nabucodonosor (600 a. Era comum no mundo antigo os reis escreverem seus nomes em tijolos e pedras de edifícios públicos.C.) 59 . O primeiro. Antes dessa e de outras evidências arqueológicas. o Rei). Foto 19 O Salmo 56:8 diz: “Contaste os meus passos quando sofri perseguições.C. novamente. Alexandre. é de 800 a. parentes e amigos costumavam guardar as lágrimas nesses aparadores e colocá-los próximos ao cadáver.C. Nabucodonosor foi um dos que colocaram seu nome em milhares de tijolos usados nas construções. Sexta Coleção – Período Romano. O que Davi quis dizer em sua última frase é identificado por esses estranhos objetos encontrados em sepulturas. rei de Babilônia”. Mas. Isso significava a dor pela perda do ente querido.

Apenas imagens de objetos ou natureza eram aceitos! a) Lepton ou quadrante (oferta da viúva de Marcos 12:42).C. que era considerado o filho de Baal (64 a. Esta moeda. rei de Tiro.C). c) Série Judea Capta. Nela encontramos moedas romanas e judaicas. Após a destruição de Jerusalém e do segundo templo em 70 d. Essas moedas mostram o cumprimento da predição de Jesus em Mateus 24 sobre o cerco de Jerusalém. Na frente. lâmpadas de óleo. que significa “Judéia Conquistada”. O verso tem uma águia carregando uma palma.C. b) Dracma (Lc 15:8). aparece o imperador Cláudio (45 d. Na frente há um curioso guarda-chuva e no reverso três ramos de milho ou cevada. os judeus não colocavam imagens ou rostos de homens ou animais na face das moedas. Por causa de seu metal de baixa qualidade é difícil encontrar essa moeda bem preservada. o Grande (37-4 a. que são uma abreviação de Senâtuscônsultum. c) Moeda de bronze do rei Agripa I (6-42/3 d.C. simbolizando o império romano. e o reverso uma trípode com a inscrição grega “Basilewj Hrwdou” ([propriedade] do rei Herodes). o mesmo governador que assinou a sentença 60 . é possível que esta moeda de prata ainda estivesse em uso no tempo do apóstolo Paulo.) com a inscrição latina: “TICLAVDIVS CAESAR AVGPMTRTTMI” ou “Cesar Claudius Tiberius Augustus” (I need some help to translate this final Latin date) e as letras S e C. Na frente há uma figura do sol e no reverso uma âncora. Em respeito ao costume judaico de não estampar rostos humanos nas moedas. Essa moeda de prata era do mesmo tipo da que Judas recebeu para trair Jesus (Mt 27:3).). figurando na face do deus Herácles. foi cunhada por Pôncio Pilatos. a) Asse ou penny (Mt 10:29).C. eles as fizeram sem o rosto do imperador ou do governador. Vespasiano mandou cunhar moedas com a imagem do seu rosto na frente e a inscrição em latim “Judea Capta” no verso.C.Essa coleção contém peças do início da Era Cristã. Na frente aparece o rosto de Melqart. a 26-27 d. por exemplo. vasos e outras evidências que ilustram a vida diária e os costumes do período do Novo Testamento.C. Foto 20 Aqui estão algumas das moedas da coleção com suas respectivas descrições.. Moedas romanas ou estrangeiras: Essas moedas foram cunhadas provavelmente na Antioquia e mostram o rosto dos governadores misturado com deidades pagãs. e) O governador romano mandou cunhar pequenas moedas de bronze para as pessoas da Judéia. Na frente vemos a deusa Atena e no verso o cavalo divino Pégasus. que significa “Com a Autorização do Senado”.. A inscrição diz: “Turou Ier[aj kai asi]lon” (Tiro: Santuário e Asilo). b) Moeda de bronze de Herodes.) A frente tem uma tiara com estrelas e duas palmas. Embora essa cunhagem seja do século 4 a. d) Estáter ou tetradracma de Corinto. Moedas judaicas: Em obediência ao segundo mandamento.

temos uma coleção de lâmpadas de óleo do período bizantino.de morte de Jesus. claramente as identificam como sendo do período pós-Constantino. que mesmo respeitando a tradição judaica. incluindo o Período Bizantino (100 a 1400 d. a coleção do museu tem esse exemplar de um epitáfio encontrado na Síria. Isso possivelmente significa que ele era membro do cristianismo ou que a imagem era apenas um símbolo do seu trabalho. o deus sol no verso. Ele tem uma inscrição abreviada e uncial grega (egyuckrisoto). Filho de Deus e Salvador”. representado pelas letras gregas X e P. As lâmpadas de óleo foram citadas diversas vezes por Jesus ao ilustrar a parábola das dez virgens (Mt 25:1-13) ou para ensinar os discípulos sobre seu papel como luz do mundo (Mt 5:14). Esse artefato era propriedade de alguma família cristã do período bizantino ou anterior. A imagem esculpida em pedra é de um homem (chamado Krisoto?) segurando um peixe. Sétima Coleção – Período Pós-apostólico.C. que significa “Jesus Cristo. Foto 22 Do mesmo período temos essa preciosa lâmpada que contém as letras alfa e ômega. disso!” Foto 21 Esses objetos eram tipicamente usados no cotidiano de Jerusalém e região no tempo de Jesus. A tampa de pedra do jarro é do período herodiano e é mencionada no evangelho de João 2:6. também um acróstico da sentença “Iesous Xristos Theos Yuos Sôter”. ele tenha colocado uma bengala em um dos versos. Foto 24 Esta moeda de Constantino é do século 4 e mostra o rosto do imperador na frente e do deus Mitra. finalmente. os vasos para vinho e ungüentos usados para guardar óleos perfumados. tais como o usado por Maria Madalena para ungir Jesus em Betânia (Jo 12:1-7). É curioso. não se esqueçam. que significa literalmente “Eu sou o espírito de Krisoto”. Dentre os itens. mas que é. que significa peixe. O formato de “navio” e o símbolo do cristianismo. Por meio da suposta “conversão” de 61 . E. Os judeus a usavam para a cerimônia de purificação.) Esta última coleção de artefatos antigos do período pós-apostólico tem o propósito de fazer com que os estudantes da origem do cristianismo tenham acesso a materiais que os levem a ter uma impressão profunda da situação cultural. religiosa e histórica na qual o cristianismo surgiu. seguidas pela palavra “IXTYS”. Foto 23 Das catacumbas. no entanto. significando “Eu sou o governador.

Constantino a igreja cristã tornou-se a religião oficial do Estado. a lista iria além do escopo deste livro. Essas moedas de barro foram feitas durante esse período e vendidas na Europa como relíquias sagradas. Elas ocorreram dos séculos 11 ao 13 d. Esperamos que o breve relato sobre a coleção do Museu encoraje os leitores a explorar o assunto mais profundamente. visto que acreditava-se que o barro tivesse vindo da Terra Santa. modificando assim muitos dos ensinamentos apostólicos originais. Foto 25 As Cruzadas foram a mais conhecida expedição militar à Terra Santa. Conclusão Os exemplares que você viu neste capítulo são apenas representativos da grande contribuição que a arqueologia tem dado para o estudo da Bíblia. Na frente vemos João Batista batizando Jesus (por aspersão) e no verso a cruz dos cruzados.C. 62 . Se incluíssemos os objetos de outros museus.

Iraq. cover the bondage of Israel in Egypt during approximately 400 ears and the exit toward the Promised Land. The aim of its coordinators was to build up a collection of pottery. Professor of Philosophy and New Testament Studies Unasp-EC The Paulo Bork Archaeological Museum was established to provide the best possible introduction to the culture of Europe (before Modern Ages). Through donations from several people and institutions the Museum is in constant process of growing up. is of more recent usage. and Israel. from the called Early Bronze III (2600 BC) until the 15th century AD. as follows: 8) Patriarchal Times (2350 to 1800 BC)11 9) Exodus Times12 (1800 to 1400BC)13 10) Judges Times or the Conquest of Canaan (1400 to 1050 BC) The terms “Ancient Near East” and “Middle East” refer to the same geographical area. For this book. for archaeological data. Actually. The collection is disposed in a chronological and geographical arrangement. Egypt. 11 All the dates are approximately. Greece and Ancient Near East10 related to the biblical narrative and the origin of the Christian History. including the Islamic invasion over Israel and the Christianity of the Middle Ages.CHAPTER V THE PAULO BORK ARCHEOLOGICAL MUSEUM COLLECTION Photographs and Captions Rodrigo P. but the second. you will be acquainted with some of the most important artifacts from the collection updated until the present publication. 13 The date of the Exodus and the identification of the Pharaoh that persecuted the Hebrews into the wilderness has not a harmonious opinion among the scholars. In archaeological terminology it means that the Paul Bork’s collection covers a period of more than 4. we will not use the latter just for literary convenience. Lebanon. Organization and Exhibit The structure and organization of the Museum is very simple. also correct. which subdivides the artifacts in seven minor collections. there are about 300 pieces in permanent exhibition coming from Egypt. Greece. 12 Exodus Times. The first has a traditional usage in technical literature. Jordan. England. Syria. 10 63 . Th. figurines. and other objects that could be representative samples of the different periods of Bible History and Post-apostolic times. The date presented above is only suggestive. coins. inscriptions. Italy.D. Here in this chapter. Silva.500 years.

Since the events mentioned in the Bible took place not only in the Western Asia and Egypt.14 In English. according to Alfred J. the Archeology based on the Scriptures narrative embraces also the History of Theology itself. On the left. but also in Greece and Italy. J. 13. So.11) Israel’s United and Divided Monarchy (1050 to 600 BC) 12) Babylon Captivity and Post-captivity Times including Helenistic Period (600 to 63 BC) 13) Rome. 1999). above all. MI: Baker Book House. it is appropriate to make clear what is its scope in this chapter. which were the earliest civilizations to develop this art. manly the ones from the Christian Church History. if defined by the adjective “Biblical”. A. someone may ask. the archaeological remains of all these areas may be seen as legitimate material for the study of the Biblical archaeologist. The summary of each collection will be presented as follows. including the Byzantine Times (AD 100 to 1400) The justification for this display is based on our understanding of the term “Archaeology”. So it must extend its scope to include the immediate “pre” and “post” historical context that explains. as one enters and follows around the display (see the plan above). Then. It deals. Biblical Archaeology embraces basically these seven periods above covering the historical narrative of Scriptures and something else. which is. the first collection begins. Archaeology & The Old Testament. Hoerth. For our aim (which deals with data related to the Holy Scriptures) History Biblical Archaeology is the scientific study of any culture that is related to the Bible History. The same is truth in relation to Geography. it has two spellings and several definitions. However. At this first part we have artifacts with ancient forms of writing found at Mesopotamia and Egypt. and interprets the phenomenon of prophetic literary inspiration.. The Plan of Visitation For a better understanding of historic sequence of the pieces. Jesus’ and Apostolic Times (63 BC to AD 100) 14) Post-Apostolic Times. there are Egyptian artifacts from the time of 14 Hoerth. the visitor can see in the following sequence the artifacts from Patriarchal times. an elusive word. in view of the great flexibility in use of this term. the visitor is invited to go in the same direction of the collections mentioned above. justifies. 64 . “Why post-biblical elements are included. In the second collection. However. it includes some more recent artifacts from the several Arab dominations over the region called Palestine and from the Christian Church before Modern Ages. Therefore. (Grand Rapids. into the Museum’s collection?” The reason is that while the geographical and chronological limits may be very short. with excavations and descriptions of the remains from these ancient civilizations of the biblical world.

Israel’s bondage and Exodus. These two first collections cover together a period of approximately 900 years, from 2300 to 1400 BC. The only exceptions are the copies of the Seal of Faestus, of demotic papyrus and the Rosetta Stone (whose originals are from the13th, 7th and 2nd century BC). For a didactical purpose, these pieces were put amongst the writings to show the visitors some exemplars of ancient forms of writing. Following to the center of the exhibition, the visitor will see the third collection. We can see some artifacts from the time of the journey of Israel in the wilderness, the conquest of Canaan, and mainly, the Judges’ age (1400 to 1200 BC). This collection includes figurines, oil lamps, carbonized seeds, and potteries, some of them found at Sinai Peninsula and Canaan, before and during the Hebrew occupation. Going around the corner (see again the plan above), the visitor finds the fourth collection with artifacts from the Israelite Monarchy (1050-600 BC). Some of them were excavated at Syria, Jordan, and Lebanon, and show the culture of bordering countries of ancient Israel, as the Phoenicians and Philistines. A little more ahead there is the fifth collection. The first artifacts are three fragments of Babylonic bricks (with traces of cuneiform writing). This collection and the next one may be seen as a didactical parallel to Daniel chapters 2 and 7. Here we have representative exemplars from almost all the Great World Empires described in the prophecy, except Media-Persia. Going ahead and turning the last corner toward to the exit door, we can see the sixth collection, which begins here and continues till the last display at the center of the Museum (in a half circle form). There is a special representation of the time of Roman domination (also described in Daniel’s vision) and the time of Jesus. The period of this collection is until the second half of the 1st century, at the time of Jerusalem’s destruction by Roman armies. Finally, closing the exhibition, there are more recent pieces from PostApostolic, Byzantine and Islamic Times, which form the seventh collection, all displayed on the central display of the Museum. These pieces are dated from the 2nd to the 15th century AD (by the time of America’s discovery), and come especially from Europe, Israel and Syria during the Roman Empire and the Arab Occupation. Before leaving, the visitor still can see some tools used in archaeological digs. These seven smaller collections were divided in this way just to facilitate the comprehension of the historical sequence as a whole. As it was seen, each period shows different types of archaeological evidence. Of course, the quantity of material from the Museum’s collection vary according to each period. However, all of them offer good examples for a better understanding of Biblical account. In the sequence of this chapter you will find a detailed description of the most important pieces of each collection. First Collection – Patriarchal Times (2350 to 1800 BC) Mesopotamia was the original root place of Abraham and other patriarchs. At this section the visitor may have a notion of how sophisticated was life in patriarchal 65

times and see the objects related to the Sumerian and Acadian Civilizations (from before 2000 BC), and, also, the First Babylonian Empire (2000-1750 BC). During the Patriarchal Times there were great cities such as Ur, Tell Mardikh (Ebla) and others. But the Patriarchs themselves were mostly nomads who lived in tents and left little trace of their passing. As a result, there is little direct evidence about them. However, the accounts of the Patriarchs fit very well into the life and customs of their time. <photo 1> These tablets are among the earliest form of writing known as “pictographic”. The originals date from about 2700 BC and demonstrate the development of writing already before Abraham Times. The Bible is silent about the pre-patriarchal Ur, but since the excavations of Sir Leonard Wooley (1922 – 1934), there is an agreement among the scholars that the city of Abraham was a great and very organized civilization. <photo 2 (tijolo e recibos)> Here you can see some objects containing another kind of writing named cuneiform (because they were made by cuneus, means wedge). The smaller tablets were respectively found in Nippur and Babylon. The first is a receipt of a temple offering and the second, more deteriorated, contains information of a business transaction. Both are from c. 2350 BC. The brick on the right was excavated in Ur and represents a custom of writing in burnt bricks. It dates from circa 2000 BC. <photos 3 and 4 > The Mesopotamian people had also several rulers and kings. The first picture shows us a hand-crafted reproduction of an old Sumerian law code dated circa 1868-1857 BC. It was excavated at Nippur, Iraq and is now in the University of Pennsylvania Museum. Its intricate writing depicts approximately 40 of the oldest documented laws in history, referring to real estate regulations, servitude, and the rights of inheritance and marriage. The second picture has the statue of Gudea, ruler of Lagash at the time of Abraham. The cuneiform inscription is a request for eternal life. This is a detailed reproduction of an original that is in the Baghdad Museum. In spite of Gudea never having declared himself as a king, he can be considered a truly monarch of antiquity. Lagash was a great city-state in the second half of III millennium BC. It was on political, economical and religious control over other cities. But, as opposed to the dynasty of Akkad, it enfeebled its power in Mesopotamia. Coming from a humble origin, Gudea assumed the government of Lagash (ca. 2050 BC) and made it again one of the most powerful cities of Mesopotamia. He reextended Lagash borders to approximately forty miles in all directions, turned it in a real metropolis of that time. Living just 32 miles from Ur, it is possible that Gudea knew Abraham or Terah and engaged in business with them. <photo 5> The Tower of Babel is a well known biblical story. Since childhood we have heard about the builders that intended to defy God by making a tower going into heaven. But God confused their tongues and punished them by their disobedience. 66

Now archaeological excavation has been bringing to light some discoveries that confirm the reality of this biblical account. In the ancient Mesopotamia region, archaeologists have found more than 20 Sumerian towers or pyramids erected in antiquity for worship purposes. Ziggurat was the name of these Sumerian temple towers and, of course, only the foundations exist today. Babel may have been one of these or one like these. At this picture above, you have an early brick fragment found at the tower of Ur dated circa 2050 BC. It has a rest of bitumen used as mortar and this is right according to Gen. 11:3, which says about Babel: “and they said to one another, ‘Come, let us make bricks, and burn them thoroughly’. And they had brick for stone, and bitumen for mortar.” (RSV). <photo 6> After the episode of Babel, Genesis tells us about another people that defied God’s Law and, on account of that, suffered His anger. Reference is made to the cities at Siddim’s Valley, Sodom and Gomorrah. Various archaeologists, such as the famous W. F. Albright, wrote about the possible localization of these cities in the region of Dead Sea. Near to the Great Salt Lake there is a site known in Arabic as Bab dh-Dhra. This site has the remains of a heavily fortified and settled community with walled buildings, an extensive open-air settlement, houses, numerous cemeteries, and scattered artifacts. Outside the town side there is a great cemetery with near 500.000 buried people15. However, the most intricate aspect of this site is the evidence of an extensive destruction by fire. The foundation of the city and cemetery revealed ash deposits many feet in thickness, charred posts and roof beams, and bricks turned red by an intense heat. This severe burning of Bab dh-Dhra implies the presence of something bigger than a volcano, since the region is full in deposits of asphalt, petroleum, and natural gas. But the absence of natural causes for this fire destruction turns Bab ed-Dhra a mystery and made the Sodom-theory very plausible. Second Collection – Exodus Times (1800 to 1400BC) For the archaeologists, Exodus period covers all elements related to the bondage and deliverance of the Hebrews from the 400-years captivity under the Egyptians. In this Egyptian Collection you can see originals and non-originals pieces of several dates from 800 BC to 100 AD. They include papyrus, figurines, paintings, and sacred scarabs, one of which is original. <photo 6A> In the wall we have samples of beautiful colored papyrus bringing from Cairo. The major one brings the scene of last judgment in Egyptian vision. The entire
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Av-Yonah, M., Encyclopedia of Archaeological Excavations in the Holy Land, ver editora… Vol. I,

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the nature goddess. Because of this. images of deities.description of this scene is found in the famous Book of the Dead at the title of “The Weighting of the Heart”. symbolically as sacred to the Egyptians as the Cross is to Christians. It was used by both the rich and the poor and was already known in the Old Kingdom. the god of the underworld. Finally. The cat is Bast. gave knowledge to the wise men. Scarabs were a sacred insect and probably had a role in the early worship of animals. Most scarabs were made for the living ones. Throughout all the empire. He is the famous king who proclaimed the return of Monotheism in 68 . judging from the real beetles that were found stored in jars buried with the deceased and from those found in graves during the time of King Den of Dynasty I. The strange in this (that remember us the story of the hardness of Pharaoh’s heart) is that hearts of stone or metal would believed bring safely escape from condemnation in spite of the sins committed during the earth’s life. magical mottos. formulae. the cats were mummified with them and the royal cats were placed in tombs with their royal owners. in the Egyptian imagination. a goddess believed to give life. happiness to worshippers and safety to her people ( cats ). By the death of their owners. The underside or flat side of the scarabs’ abdomen was usually inscribed with the names of pharaohs and officials. the Egyptians believed that she could bring health to one's illness. <photo 8 (divindades)> This group figurines represents some of the vast number of Egyptian Deities. Sekhmet could bring war and destruction to enemies with fire. private names. cats were worshipped in Egypt. holding the Ankh. However. and Osiris. you can see also in the photo an Egyptian sandstone carving and painting that portrays the jackal god Anubis. <photo 7> So far. The lion's head symbolizes her strength and the solar disk over the head her protection. god of the dead. The souls must to bring their hearts before the Goddess Ma’at to be weight in the balance of justice. He was the son of Isis. which was the symbol of life. the god of scribes who. In front of him is Thoth. particularly when sewn on mummy wrappings. the visitor can see also in the Collection an Egyptian sandstone carving and painting that portrays the great Pharaoh Akhernaten worshipping the God Rá or the Sun. The small magical object was believed imbued with particular protective powers that warded off evil and provided good things for the owner for this life and also for the next. This divine bird was considered the preeminent among the Egyptians gods. and religious symbols. a goddess often mistaken for a god. Horus was personally identified with the king since each succeeding pharaoh used the name of Horus as the first of his titles. The Falcon represents Horus. the most important amulet in ancient Egypt was the scarab. sacred animals. volute designs and other patterns. It was a high crime to torture a cat in Egypt. health. This was especially true when worn as a heart scarab or winged scarab to provide a safe journey into the Afterworld of the gods. The Woman with Lion’s head is Sekhmet. <photo 8A> Finally.

which was the first form of government of the Hebrews. terracotta plates. carbonized seeds (possibly destroyed by fire war). Coming from the house of Laban. which harmonizes with the Exodus time assumed by many scholars. the city whose walls felt down by the power of God. In spite of its 3200 years approximately. he faced the wrath of his father-in-law. Its archaeological study shows that it was violent and uncertain and that the Israelites gradually subdued their enemies. This happened during the Late Bronze I period (1400 BC). The broken pieces came from Jericho. And she really had! But why? For a religious feeling? Why washer father was so anger about that action? Tablets found at Eshnunna (see the replica above). They are from circa 1800 BC and possibly were used for these same property purposes. Third Collection – Judges Times or the Conquest of Canaan (1400 to 1050 BC) The beginnings of Israelite occupation in Canaan generally are studied in connection to the period of Judges. and others that illustrate the life of this period. Evidence collected by the archaeologist Bryant Wood shows today that the archaeological data from Jericho confirm the biblical account.Egypt. Some thought that he was the real Moses. This period is very confusing and marked by both violence and change. It is wonderful to imagine that the last users of these lamps could know personally some of the Hebrews that were delivered from Egypt by God’s power. Bryant G. Wood. The fortified walls of that city were destroyed by earthquake activity which gave no opportunity to the inhabitants to flee. pp 44-59. in the north of Mesopotamia. <photo 10 (lâmpadas)> See these oil lamps from the Judge Times. it is possible to see the mark of fire on its point. 16 69 . In the picture above. themselves.16 <photos 12 and 12A> Genesis 31:34-42 tell us about a strange incident in the life of Jacob. some of these objects are displayed for your observation. members of that multitude which saw the great miracle in front of Read Sea! <photo 11> These Canaanite ceramics are from the Holy Land before Joshua’s conquest. or be. demonstrate that the possession of the family’s idols was just like a document of property. “Did the Israelites conquer Jericho? – A new Look at the Archaeological Evidence” Biblical Archaeological Review 16:2 (March/April 1990). Rachel wanted to have rights over the lands of her father! These Canaanite idols in the picture above are originals. <photo 9 (objetos vários)> From those times (Exodus and Judges) the Museum has some interesting pieces as perfume potteries. but the most probable is that he was influenced by the theology left by Moses and Hebrews in Egypt. because his wife Rachel was accused of having stolen the idols of her father.

Prior to firing. but even the Great King Solomon.Fourth Collection – Israel’s United and Divided Monarchy (1050 to 600 BC) From the start of the reigns of the great kings of Israel onwards there is a wealth of detail which confirms the whole of the Biblical narrative of that time. 10. These stones seen in the picture are ballistics used in sling warfare. are of the same kind of those ones condemned by Isaiah 3:19. The bronze and iron rings. 44). which were used by the daughter. 1990. but the people failed many times to fulfill this commandment from the Lord. Stone on the right side may have been just like that one used by David to kill Goliath. However.. See Mazar. These male female figurines found in the excavations of Syria is probably the goddess Ashtarte (also called Astoreth). etc. probably anklets. 9:1. The stone on the right side may have been just like that one used by David to kill Goliath. p. When Jeremiah used the metaphor of the potter to clarify his prophetic message (Jer. New York: Doubleday. <photo 14 (jarros. and Baal his husband. 455-458. <photo 13A (selo de Ezequias)> That is a well preserved example of hundreds handles found at various sites in Judah. Little David’s experience has been an encouragement for many people around the world. "went after Ashtoreth the goddess of the Sidonians" (I Kings 11:5). 6:9. <photo 13 (pedras de funda)> Saul was the first king of Israel. jóias. Some authors have identified this symbol as a “flyng scroll”. making them just like the harlots. David was the beloved king.C. The strange is that this seal at the jar handles belong the king Hezekiah described at Bible as a good king. Astarte/Ashtoreth was also known as the Queen of Heaven. Amitai. 23:30). He was the most knowing or main competitor god of Jehowa’s worship and she was the most famous female deity of Near East. 18:1-12). The inscription under the seal reads LMLK that means “belonging to the King”.000-586 B.E. Later the cult places to these deities were destroyed by Josiah. bracelets or nose jewels. His story began with a little red-haired boy that in great faith opposed firmly against the giant Goliath and defeated him by the power of the Lord. Archaeology of the Land of the Bible. the jars were stamped with seals picturing what seems to be a pagan symbol of “winged sun disk” or a “two winged scarab”17. to whom the Canaanites used to burn incense and pour libations (Jer. Ezek. 17 70 . May be the seal is from the period when the king last for a while his faith during the imminent invasion of Sennacherib’s arm. They were found near the walls of Jerusalem. <photo 15 (Astarte e Baal)> The prophets condemned the Israelites for whoring after other gods (Hos. Not only the people sinned falling into idolatry. he just might have in mind such vessels as these ones. of Zion.)> This group of pottery vessels and jewels is typical of the period of the Divided Monarchy in Israel (ca 931BC).

important books as Daniel had their texts clarified by the discoveries of this time and places. which is the last important period before the New Testament Times. The Greek inscription says: Basileuj Alexandrou (Alexander. With permission he brought the piece to Brazil just as a souvenir from that country and donated it to an Adventist Teacher named Paulo Barbosa. There is a considerable wealth of details in terms of Babylonian inscriptions and decrees of Persian kings although. nobody knew the meaning of the Acadian letters printed at the brick. King of Babylon”. the King). But in 2002 Barbosa showed the piece to a professor of UNASP who translated the material and found the follow translation: “I am Nebuchadnezzar. After that the brick was finally donated to the Museum where is remaing until now as one of the most precious piece of the Collection. king of Babylon. In the reverse it is possible to see Zeus seated on the throne holding an eagle and a scepter. They were tear drops. during all this time. once again. The first made in terra cotta is from 800 BC and the second (made in glass) is from 100BC. The amount of biblical writing about the history of Israel in this period is small compared to the writing about the regal period. During this time. The coin at the top is a Greek silver tetradrachm showing Alexander as Hercules.Fifth Collection – Babylon Captivity and Post-captivity Times including Helenistic Period (600 to 63 BC) The ancient city of Babylon has been thoroughly excavated in many places. By 71 . the critics of the Bible used to said that this king was nothing else than a legend from the mind of biblical writer. archaeology showed that they were wrong! <photo 17 (objetos gregos)> The objects observed here are all from the Helenistic Period. But. Before the finding of this and other archaeological evidence. It was common in the Ancient world kings write their names at bricks and stones of public buildings. The main evidence from Exilic and Post-Exilic Period is from here and Persian sites. <photo 16 (tijolos)> Above you see two Babylonian brick fragments with traces of cuneiform writing from the time of Nebuchadnezzar (600BC). <photo 18 (aparadores de lágrimas)> Psalm 56:8 says: “Thou [oh Lord] hast count of my tossings. And we cannot leave without consideration the findings of the Helenistic Period. including the Seleucids. put thou my tears in thy bottle!” What David meant in this last phrase is identified by these strange objects found at many tombs. But. Alexander the Great became one of the most famous kings. Nebuchadnezzar was one of that whose name is stamped on thousands of bricks used to construct buildings. This special piece was accidentally found at Iraq by a Brazilian engineer during building works at 80’s. whose kingdom was predicted in Daniel’s prophecy. provider of the Temple of Ezagila and Ezida and first born son of Nebupolazzar. In this same Collection we have yet another brick (partially broken) that contains the proper name of Nebuchadnezzar as the king of Babylon.

B) Drachma (Lk 15:8). At the reverse there are the letters S and C. Jesus’ and Apostolic Times (63 BC to AD 100) This collection contains pieces from the beginnings of Christian Era. was minted by Pontius Pilate. Jewish coins. vessels and some other evidence that illustrates the daily life and customs of the New Testament Times. Although its coinage is from the 4th century BC. Roman and Foreign Coins. the Great (37-4BC). 10:29). symbolizing the Roman Empire. which are an abbreviation of Senâtuscônsultum.the death of someone. for example. The reverse has an Eagle catching a palm. even respecting the Jewish tradition. E) The roman governors made little coins of bronze to the people of Judea. B) Bronze coin of Herod. That signified the pain of losing someone beloved. the divine horse Pegasus. the Jews did not put images or faces of men and animals on the surface of coins. A) Assarion or penny (Mt. do not forget it!” 72 . These coins have their coinage probably in Antioch and show the face of human governors mixed with pagan deities. In the verse we see the goddess Athena and at the reverse. After the destruction of Jerusalem and the second Temple in AD 70. who was considered the son of Baal (64BCAD26/27). figuring in the face of god Heracle. Just pictures of objects or nature plants were accepted! : A) Lepton or the mite of the widow (Mark 12:42). Claudius Emperor (AD 45) with the Latin inscription: TICLAVDIVS CAESAR AVGPMTRTTMI or Cesar Claudius Tiberius August <I need some help to translate this final Latin date>. parents and friends usually keep the tears into drops and put it next to the dead. It is curious that. The verse has a Tiara with a star and two palms. The inscription brings: Turou Ier[aj kai asi]lon (Tyre: Sanctuary and Asylum). oil lamps. which means: “Judea conquered”. These coins show the fulfillment of Jesus’ prediction in Matthew 24 about the siege of Jerusalem. In the verse there is a figure of the sun and at the reverse. <photo 19> Here are some of the coins’ collection with its respective description. In the verse. which means “By Senate authorization”. In respect to the Jewish custom to avoid human faces on coins. Because its inferior metal. The reverse has a tripod with the Greek inscription: Basilewj Hrwdou ([property] of the King Herod). Sixth Collection – Rome. Vespasian made coins with his own face in the verse and the Latin phrase Judea Capta at the reverse. The verse has the face of Melqart. it is hard to find this coin well preserved. C) Judea Capta Series. This coin. they used to make the coins without the face of the Emperor or the Governor. it is possible that this silver coin was still used still by the time of Apostle Paul. he put a crook in one of the face what means “I am the ruler. C) Bronze coin of Herod Agrippa I (AD 6-42/3). this silver coin was of the same kind of that one Jude received to betray Jesus (Mt 27:3). king of Tyre. In the verse is a curious open umbrella and at reverse three branches of corn or barley. the same governor that assigned the death sentence against Jesus. D) Stater or tetradrachma of Corinth. In respect to the second commandment. There are Roman and Jewish coins. the anchor.

“I am the soul of Krisoto”. Seventh Collection – Post-Apostolic Times. in the reverse. also. Among the items. God’s Son and Savior”. <photo 22 (catacumbas)> From the catacombs the museum collection has this exemplar of an epitaph found at Syria. This possibly means that he was a member of Christianity or it may be just a sign of his job. The oil lamps were quoted several times by the Savior to illustrate the parable of the ten maidens (Matt. <photo 21 A> From the same time we have this precious oil lamp that brings the letters Alfa and Omega. and historical situation in which Christianity arose. vasos. And finally. This artifact was a property of some Christian Family from the Bizantine times of before.” clearly identifies its Post-Constantine Age. Conclusion 73 . represented by the Greek letters “X” and “P. the cross of the crusaders. <photo 24 (moeda dos cruzados)> The Crusades were one the most known military company into the holy land. 5:14). an acrostic word to the sentence Iesous Xristos Theos Yuos Sôter which means: “Jesus Christ. follows by the word IXTYS that means “fish” but is.” the sun deity. They endured from the AD 11th to the 13th century. The Jews used it because the ceremonial law of purifications. These clay coins were made during this period and sold in Europe as a Sacred Relic. The figure carved in the stone is a man (called Krisoto?) holding a fish. 25:-13) or to teach the disciples about their role as the light of the world (Matt. Through the presumed “conversion” of Constantine the Christian Church became a State Roman Church.<photo 20 (lâmpadas. etc)> These objects were typically used on a daily basis in Jerusalem and region in Jesus’ Times. It has an abbreviated and uncial Greek inscription (egyuckrisoto) that means lit. religious. since the clay was believed to have come from the Holy Land). including the Byzantine Times (AD 100 to 1400) This last collection of ancient artifacts of the Post-Apostolic Period has been developed out of a sense of the importance of placing in the hands of students of Christian origin those materials that will help to provide them with a quite deep sense of the cultural. the vases for wine and unguentarium used for holding perfumed oils such as that one used by Mary Magdalene to anoint Jesus in Bethany (John 12:1-7). The stone jar cover is from the Herodian period and is mentioned in the gospel of John 2:6. At the verse we see John the Baptist baptizing Jesus (by aspersion) and at reverse. changing many of the original apostolic teachings. we have this collection of oil lamps from Byzantine period <photo 21> the navy format of them and the symbol of Christianity. <photo 23 (moeda de Constantino)> This coin of Constantine is from the 4th century and shows the emperor’s face in the verse and the god “Mitras.

74 .These exemplars that you saw in this chapter are only a few representatives of the great contribution archaeology is giving to the study of the Bible. It is hoped that this brief summary of the Museum collection will encourage some readers to explore the issue more fully. If we included the objects of other museums the list would go beyond the scope of this entire book.

conforme o próprio Coogan admite. (3) o Altar de Gezer próximo a Tel-Aviv datado de 1600 a. do oitavo século a. Síria. ed. Biblical Archaeology Review (a partir de agora. em um vol.18 Todas essas são realmente grandes descobertas.C.20 Outros achados surpreendentes. contendo o nome Yahweh. Michael D. Unasp-EC Por ocasião do vigésimo aniversário da revista Biblical Archaeology Review. (9) Masada na costa sudoeste do Mar Morto. 3 (1995): 36-47. representando uma caravana asiática vindo para realizar negócios e dando uma idéia de como eram os ancestrais dos israelitas. A lista. inclui: sinagogas judaicas na Palestina.. localizado nove quilômetros ao norte de Jerusalém. 20 Veja. (Downers Grove: InterVarsity. inclui: (1) o tablete XI do Épico de Gilgamesh de Nínive. Professor de Novo Testamento SALT.. (5) o pendente de ouro da deusa da fertilidade de Rá Shamra. que é basicamente relacionada com os estudos sobre Jesus. e (10) o mapa em mosaico da Palestina em Madaba. (6) o tanque de Gibeão.C. (4) o cabo de faca de 25 cm esculpido em marfim descoberto em Megido e datado do décimo terceiro ou décimo segundo século a. os tanques de Betesda do lado de fora da Porta das Ovelhas. Coogan. (2) o mural do décimo nono século a. 19 Coogan. do décimo primeiro século a. especialmente em anos Michael D. material nas proximidades do Pretório de Pilatos em Jerusalém.C. os ossos de um 18 75 . que certamente não eram muito diferentes da corte de Salomão em Jerusalém. 61-65. (8) o amuleto de prata na forma de rolo do sétimo século a. no. do décimo quarto ou décimo segundo século a. datada do segundo século a.C.C.. e. BAR) 21. Coogan foi convidado para listar as dez descobertas mais significativas do antigo Oriente Médio.C. Sua seleção. encontrado em Ketef Hinnon. a seleção de James H. onde os exércitos de Davi lutaram contra as forças de Isbosete.D. mostrando em um de seus lados o luxo das cortes reais cananitas. filho de Saul (2 Sm 2:12-17). um paralelo da história bíblica do dilúvio. de Beni Hasan..C.C. Jordânia. et al. nas proximidades de Jerusalém. Walter C.D. Charlesworth dos sete mais importantes achados arqueológicos do século vinte até a década de 1980. no Egito. cf... os muros e as distintas portas de Jerusalém. A lista.g. que está organizada em ordem cronológica e busca dar uma visão geográfica das terras bíblicas. “10 Great Finds”. porém.CAPÍTULO VII A Arqueologia e o Evangelho de João: Como Restos do Passado Podem Ajudar a Interpretação da Bíblia no Presente Wilson Paroschi. do sexto século A. Kaiser Jr. 36. é “arbitrária e subjetiva”19 e outros autores poderiam sugerir uma seleção diferente. Hard Sayings of the Bible. (7) o altar de Berseba ao sul de Israel. Ph.. os patriarcas. descobertas no Monte do Templo dos dias de Jesus. 1996).

1987). Tannenbaum. pois ambos os estilos eram correntes na Palestina do primeiro século. Embora o ossuário propriamente dito seja sem dúvida do período herodiano. que diz haver comprado o ossuário de um comerciante de antigüidades na década de 1970). Domeris e Simon M. M. 5 (1992): 38-44. idem.21 (2) uma inscrição aramaica da metade do nono século a. 16:14. Com relação à pátina. Charlesworth (Grand Rapids: Eerdmans. "The Balaam Texts from Deir Allā: The First Combination”. “Burial Box of James. em Jesus e Archaeology.25 e (6) a inscrição de Afrodísias no sudoeste da Turquia trazendo pela primeira vez uma evidência indireta das referências de Lucas aos “tementes a Deus” (At 10:2. ed. O suposto ossuário de “Tiago. Iscrizioni greche e latine per lo studio della Biblia (Brescia: Paideia. filho de José. são: (1) um texto em gesso em Tell Deir-`Alla.23 (4) a primeira evidência arqueológica de Pôncio Pilatos.C. Muitos eruditos ainda estão convencidos de que a inscrição é provavelmente genuína (e. anunciado com entusiasmo em 2002 como a mais antiga referência histórica já encontrada sobre Jesus (veja André Lemaire. 5 (1992): 28-36. 26 J. tem gerado muito controvérsia. F. Israel Exploration Journal (a partir de agora. n. 18:7).. Jews and Godfearers at Aphrodisias. BAR 28. não são conclusivos. cidade da residência de Pilatos em Israel. 1994). “An Aramaic Stele Fragment from Tel Dan”. Jerusalem Perspective 4 (1991): 13-21.recentes. irmão de Jesus”. Rendiconti dell’Istituto Lombardo 95 (1961): 419-434. 76.26 homem crucificado chamado “Jehohanan” e crescente evidência para o local da crucifixão (Jesus within Judaism: New Light from Exciting Archaeological Discoveries [Nova York: Doubleday. relatando a visão de Balaão. na Jordânia. “Ossuary Inscriptions from the Caiaphas Tomb”. P. "The Prophet Balaam in a 6th Century Aramaic Inscription”. provavelmente o mesmo sumosacerdote que interrogou Jesus.C. 6 [2002]: 25-33.. tais como pigmentos modernos. da metade do século oitavo a. James H.g. incluindo referências bibliográficas dos relatórios originais e outros artigos. Os argumentos. 103-130). sua proveniência desconhecida (ele pertence a um colecionador de antigüidades de Tel-Aviv. Bulletin of the American Schools of Oriental Research 239 (1980): 49-60. Kyle McCarter. n. aparentemente o mesmo Balaão de Números 22-24. 25 Veja Zvi Greenhut. Journal of Theology for Southern Africa 89 (1994): 50-58. 22 Avraham Biran e Joseph Naveh. mencionando a “casa de Davi”. 24 Antonio Frova. “Caiaphas Name Inscribed on Bone Boxes”. como não o faz o fato de a inscrição mostrar indícios de duas gravações. 76. Long. Veja também Laura Boffo. IEJ 45 (1995): 1-18. O fato de o ossuário não haver sido encontrado no local por si mesmo não compromete a autenticidade da inscrição. 145-166. Hershel Shanks e Ben Witherington III. porém. 23 Para informação atualizada sobre as excavações. The Brother of Jesus: The Dramatic Story and Meaning of the 76 . William R. descoberta em 1961 em Cesaréia Marítima. veja Rami Arav. de Tel Dan.22 (3) a localização de Betsaida na costa nordeste da Galiléia de onde vieram vários dos discípulos de Jesus. e a ausência quase completa de pátina recobrindo a inscrição têm levantado a suspeita de que a referência a Jesus nada mais é senão uma fraudulenta adição posterior. a pátina não contém nenhum elemento moderno. the Brother of Jesus”. “Burial Cave of the Caiaphas Family”. 1988]. inscrição anômala (as palavras “irmão de Jesus” parecem haver sido escritas num estido diferente e proceder de uma camada social diferente). “The Recently Excavated Tomb of Joseph Bar Caipha and the Biblical Caiaphas”. idem. BAR 18. 70). 22. Cambridge Philological Society Supplementary Volume 12 (Cambridge: Cambridge University Press. “The Tel Dan Inscription: A New Fragment”. Biblical Archaeologist 39 (1976): 11-17. IEJ) 43 (1993): 81-98. filho de Beor. os poucos resíduos encontrados em algumas letras são consistentes com a que existe na superfície do ossuário e é a mesma pátina que se desenvolve num ambiente de caverna. no sopé do Monte Hermon. n. “Bethsaida”. 24 (5) dois ossuários. Reynolds e R. Ronny Reich. BAR 18. contendo o nome de “Caifás”. 217-233. 2006). 21 Jacob Hoftijzer. “L’iscrizione di Ponzio Pilato a Cesarea”. A ausência de pátina em várias letras pode se dever tão-somente ao fato de a inscrição haver sido lavada.

Elas não demonstram. 28 Veja Eusébio História Eclesiástica 6. o exorcismo de demônios e a agonia no Getsêmani. A última ceia e o discurso profético também estão faltando. Cada evangelista apresenta um retrato diferente de Jesus. 2003). 1 (1985): 6. Sobre ossuários judaicos do período do Novo Testamento. mas as diferenças entre João e os outros Evangelhos dizem respeito a inúmeros assuntos. Marcos e Lucas. principalmente a Judéia. a veracidade das mensagens religiosas nem a historicidade dos eventos específicos registrados na Bíblia. pois isso tem a ver com a fé e não pode jamais ser objeto de investigação científica. uma nos outros Evangelhos). a arqueologia tem muito a dizer sobre a interpretação dos escritos bíblicos. a duração de Seu ministério (três Páscoas em João. As diferenças entre os três primeiros Evangelhos. portanto. por exemplo. Marcos e Lucas compartilham um volume considerável de tradições comuns sobre Jesus. veja Craig A.7. ciente de que os detalhes externos haviam sido registrados nos Evangelhos.14. breves parábolas e declarações). tais como o lugar do ministério de Jesus (em João. e certamente o mais controverso do Novo Testamento. e que “depois de todos. mas não da mesma forma.”28 Não está claro exatamente o que Clemente quis dizer com essa expressão. 27 Veja esp. Um exemplo é o Evangelho de João. João. e isso tem sido reconhecido desde os primórdios do cristianismo. porém. Marcos e Lucas] foram escritos primeiro”. foi persuadido por seus discípulos e divinamente movido pelo Espírito a compor um evangelho espiritual. 2003]). “The Relationship of Archaeology to the Bible”. principalmente a Galiléia). n. O Jesus First Archaeological Link to Jesus and His Family [Nova York: HarperCollins. 77 . Importantes ênfases em João como a plena divindade de Jesus e Sua pré-existência estão virtualmente ausentes em Mateus. e por extensão sobre a religião bíblica. não são tão significativas quanto as diferenças entre eles e o Quarto Evangelho. mas o mesmo não pode ser dito acerca de João. o estilo dos ensinos de Jesus (em João. o número de Páscoas das quais Jesus participou em Jerusalém e. Mesmo uma leitura casual dos Evangelhos revela que Mateus. o batismo. A Moderna Interpretação de João Todos os quatro Evangelhos no Novo Testamento contam a história de Jesus. João. Isso significa dizer que a arqueologia não estabelece a religião bíblica sobre um alicerce de informações comprováveis. em Mateus. BAR 11. em Mateus. a transfiguração. Marcos e Lucas. Jesus and the Ossuaries: What Jewish Burial Practices Reveal about the Beginning of Christianity (Waco: Baylor. O debate vai certamente continuar. Marcos e Lucas. um dos livros mais controversos na Bíblia.Essas e muitas outras descobertas muito ajudam a esclarecer o cenário tanto histórico quanto cultural do texto bíblico. porém.27 Ao lançar luz sobre os cenários histórico e cultural da Bíblia. David Noel Freedman. porém. Outra diferença é o próprio retrato de Jesus. Na virada do terceiro século. longos discursos. não menciona o nascimento de Jesus. Evans. Clemente de Alexandria é descrito como tendo dito que os Evangelhos “com genealogias [Mateus. e o conteúdo propriamente dito.

5-9. pensava-se em geral que seu relato sobre Jesus era mais pessoal e. 32 Robert H. 1-11. K. John among the Gospels: The Relationship in Twentieth-Century Research (Minneapolis: Fortress. e Mateus. uma vez separado. e leva consigo a idéia de que eles podem ser dispostos ou vistos lado-a-lado. verdade. os quais. suas diferenças e peculiaridades vieram à tona bem na época em que o Iluminismo estava começando a impactar a interpretação bíblica.g. The Synoptic Problem: An Introduction (Grand Rapids: Baker.”31 Até meados do oitavo século. como em colunas paralelas. veja C.. que em João parecem ser mais extraordinários que aqueles registrados em outros Evangelhos. Griesbach. Barrett. 33 Na pesquisa neotestamentária. especialmente por causa da velha teoria da inspiração verbal e inerrância Para uma lista completa das diferenças de vocabulário e outras. testemunhar) e Ele também gosta de falar de Si mesmo metaforicamente como o pão do céu. 1525. 29 78 . trad. Em sua Synopsis dos Evangelhos publicada em 1776.30 O erudito neotestamentário Ernst Käsemann está substancialmente correto quando afirma sobre o Quarto Evangelho: “Julgado pelo conceito moderno de realidade.29 Mais importante. a videira verdadeira. uma vez que eles fornecem o mesmo esboço geral da história de Jesus. são os milagres de Jesus. Marcos e Lucas. nunca alcançou a mesma proeminência que João. tais diferenças não representavam nenhum problema para a maioria dos intérpretes bíblicos. julgar. particularmente com relação ao uso e o tratamento das evidências históricas. The Testament of Jesus: A Study of the Gospel of John in the Light of Chapter 17. era então possível harmonizar os Evangelhos e assim minimizar suas diferenças. ele ignorou quase completamente o Evangelho de João e colocou junto para efeito de comparação apenas os relatos paralelos de Mateus. Moody Smith. e ser facilmente comparados por meio de uma sinopse. que argumentou que os quatro Evangelhos não podem ser tratados conjuntamente. 1992). 45. eram completamente distorcidos. nosso Evangelho é mais fantástico do que qualquer outro escrito do Novo Testamento. 1968). mas. The Gospel According to St. mundo. (Philadelphia: Westminster. Sendo obra de João. habitar. mesmo sendo um dos doze. porém. O equívoco dessa abordagem foi primeiramente reconhecido por J. veja D.32 Foi assim que o termo “Sinótico” veio a ser usado como referência aos três primeiros Evangelhos tãosomente. by Gerhard Krodel (Philadelphia: Fortress. o bom pastor e a luz do mundo. Por um lado. enviar. 2d ed. J. abordagens bíblicas mais atualizadas e criteriosas eram necessárias.33 A separação do Evangelho de João dos outros Evangelhos não foi em si mesma hermeneuticamente incorreta. o discípulo amado e figura de destaque na igreja apostólica. Marcos e Lucas não foram testemunhas oculares dos eventos que relataram. portanto. para não dizer coisa pior. 30 Para mais detalhes sobre as diferenças entre João e os demais Evangelhos. Tomando João como ponto de partida. amar. 31 Ernst Käsemann. Stein. Marcos e Lucas. 1978). amor. John: An Introduction with Commentary and Notes on the Greek Text. 1987). mais autorizado que os dos outros. verdadeiro. saber. trabalhar. o termo “Sinótico” se refere aos Evangelhos de Mateus.joanino está constantemente usando palavras que raramente aparecem nos outros Evangelhos (e.

Understanding the Fourth Gospel (Oxford: Clarendon. 1978). a Bíblia tornou-se nada mais que um antigo documento a ser estudado como qualquer outro documento antigo. Sendo assim. D. se é que elas podem de fato ser chamadas de evidências. Em 1835. Para o impacto do Iluminismo sobre a interpretação do Novo Testamento. no sentido de que foi escrito para promover a idéia de uma igreja unificada. na Igreja Católica. 36. “Diferentemente dos demais”. veja Gerhard F. histórias como das bodas de Caná e da ressurreição de Lázaro não poderiam ser verdadeiras. Strauss introduziu o termo “mito” para descrever o conteúdo de João. 35 Veja John Ashton. de modo que. e seu relato não deveria ser aceito historicamente. “o Evangelho de João não é um relato histórico. o Evangelho de João não era nem um documento judaico nem gentílico. filho de Zebedeu. 38. 1991). Hasel. outros termos que foram usados no século dezenove e início do século vinte incluíam “idéia”. afirmou ele. 34 79 . o que era então? Não demorou muito para as alternativas começarem a surgir. a autenticidade do Evangelho de João passou a estar sob um fogo pesado. a interpretação bíblica tornou-se refém de um racionalismo radical. Baur viu um conflito entre o cristianismo judaico de um lado e o cristianismo paulino ou gentílico de outro. o mais amado dos discípulos de Jesus. sua influência sobre a erudição neotestamentária subseqüente seria marcante. em meados do século dezenove.. “filosofia”.”36 Qualquer que fosse o termo. Um dos primeiros ataques veio já em 1792 com Edward Evanson. para ele. C. ou seja. a rejeição de toda e qualquer forma de sobrenaturalismo e o conseqüente abandono da própria noção de inspiração. apenas uns poucos intérpretes conservadores ainda mantinham a posição tradicional de que este Evangelho era o testemunho de João. F.”37 Embora os argumentos de Baur se baseassem apenas em evidências circunstanciais. “alegoria”. não era historicamente confiável. 15-16. Por outro lado.de cada parte da Escritura. A idéia de que o Evangelho de João não é história mas que foi escrito para comunicar uma idéia teológica repercutiu fortemente em F. Ele então classificou os escritos do Novo Testamento de acordo com essa visão e. Baur. sugerindo que o quarto evangelista não poderia ter sido uma testemunha ocular dos eventos por ele descritos. mas “católico”. que se referiu ao milagre em Caná como “inacreditável” e “indigno de fé”. é claro.34 Como resultado. A mente moderna não mais poderia aceitar como estando num nível histórico aquilo que se acreditava não ser nada mais a expressão de alguma idéia em forma concreta da parte de um escritor antigo. em última instância. Na virada do século vinte. ele não poderia ter sido escrito antes da segunda metade do segundo século e. e então a reconciliação de ambos. no segundo século. a idéia era a mesma: o Evangelho de João não era o testemunho pessoal de uma testemunha ocular. Em sua reconstituição do primeiro século cristão. 37 Citado por Ashton. e “teologia.35 Se o Quarto Evangelho não era história (biografia) ou um relato historicamente confiável. 36 Ibid. Aos olhos dos teólogos racionanalistas. New Testament Theology: Basic Issues in the Current Debate (Grand Rapids: Eerdmans.

Hans Werner Bartsch. para ser entendido. Montgomery. ed. 1:1). dos eventos triviais e atividades comuns. lugar de tormento. A crítica radical de Bultmann foi tão arrasadora que. Rudolf Bultmann menciona especificamente que “o Evangelho de João não pode em absoluto ser levado em conta como fonte para os ensinos de Jesus e não é referido neste livro” (17). Como tal. O submundo é o inferno. no final do século dezenove. a interpretação de Bultmann do Evangelho de João foi devastadora: a linguagem de João. Otto Pfleiderer. mas a fusão de vários documentos anteriores. Na tentativa de ligar o surgimento e o crescimento de todas as religiões a conexões meramente naturalistas e históricas. O céu é a residência de Deus e dos seres celestiais — os anjos. o céu acima e o submundo abaixo. então as Otto Pfleiderer. trad. 38 80 . o dualismo luz/trevas. como as religiões de mistério e o gnosticismo. o cenário da atividade sobrenatural de Deus e Seus anjos e. de modo que precisa ser reorganizado. 4:2. 41 Sobre a interpretação de Bultmann do Evangelho de João. o fundador da escola história das religiões. por outro. 39 De acordo com Bultmann. Em outras palavras. parecia que o Evangelho de João jamais se recuperaria. onde quer que reflita categorias sobrenaturais. se é que alguma coisa. Ela é. Smith e E. de Satanás e seus demônios. o Redentor que veio do céu fora inspirado no mito gnóstico. dos eventos diários. mas é o resultado de um processo de composição no qual vários editores ou redatores estiveram envolvidos. H. (Londres: Williams & Norgate. “New Testament and Mythology”. o tema do descenso/ascenso e o termo grego kyrios (“Senhor”) são apenas alguns exemplos de conceitos que teriam sido assimilados quando o cristianismo migrou da Palestina e seu ambiente judaico para o grande mundo helenista. L. O mundo é visto como uma estrutura de três andares. em Kerygma and Myth: A Theological Debate. o texto como o temos não faz sentido. W. 1953-1962]. trad. [Londres: SPCK.38 O Logos joanino. veja Ashton. por um lado. Fuller. mas aos seus escritos doutrinários helenistas”.. Brilhante em seu raciocínio e absolutamente consistente na aplicação do método histórico. afirmava que o Evangelho de João não pertencia “aos livros históricos do cristianismo primitivo. Primitive Christianity: Its Writings and Teachings in Their Historical Connection. Reginald H. Ainda utilisando o esquema básico provido por Baur. 40 Em seu livro Jesus and the Word (trad. Mesmo a terra é mais que o cenário do natural. Estas idéias foram levadas ainda mais longe por Rudolf Bultmann. essa escola afirmou que o cristianismo pode ser compreendido apenas no contexto de seu ambiente histórico como um fenômeno entre muitos fenômenos religiosos do mundo helenista. 44-66. mas gnóstico. com a terra no centro. Essas forças sobrenaturais interferem no curso da natureza e em tudo o que o homem pensa. “a cosmologia do Novo Testamento é de caráter essencialmente mítico.40 seu mundo conceitual não era judaico. era inteiramente mitológica. o Evangelho não era original. na primeira metade do século vinte.Outro golpe veio com o surgimento da escola história das religiões.41 Mas. quase nada. 4 vols. 1906-1911). ele não foi escrito por um único autor. a teologia e os conceitos de João passaram a ser explicados à luz de outras religiões contemporâneas. deseja e faz” (Rudolf Bultmann. ele precisa ser desmitologizado por meio de uma interpretação existencial. 2 vols. e.39 ela não deve ser tomada no nível histórico como fonte de informação sobre a vida e os ensinos de Jesus. restou da compreensão tradicional de João. 1958]. Lantero [Londres: Scribner. que consiste num estudo dos Sinóticos. por um período. P.

Não é de todo impossível. MacRae (Atlanta: Scholars. na primeira metade do século vinte. como tal. vários eruditos conservadores continuaram a manter uma visão mais tradicional quanto à data e autoria de João. F. Roberts datou o fragmento da primeira metade do segundo século. portanto. Albright chamou a atenção Veja D. a importância desse papiro para a interpretação de João não tem como ser superenfatizada: é uma evidência incontestável de que este Evangelho já estava circulando no Egito no início do segundo século e. por C. Encountering New Testament Manuscripts: A Working Introduction to Textual Criticism (Londres: SPCK. teve que depender de fontes. entre outras coisas. 85-90. 44 “Por causa do Papiro Rylands (P52) em particular. Moody Smith. ele foi identificado e publicado apenas em 1934. Epp e George W. quão inadequada é a descrição de Baur do cristianismo primitivo. “Johannine Studies”. (2) que seu contexto não era judaico.44 Isso evidencia. 1974). 37-38 do outro. 31-33 de um lado e dos vss. ele não seria necessariamente distante do mundo e do contexto nele reproduzidos. H. a data de João é geralmente aceita como sendo não-posterior ao ano 110. “Johannine Studies”. medindo apenas 8. Na verdade. ed. A primeira descoberta arqueológica a impactar a interpretação do Evangelho de João foi um pequeno fragmento de papiro. Apesar de haver sido adquirido no Egito em 1920 por Bernard P. W. isto é. apesar de todos os desafios. 1989). 43 Veja Jack Finegan. Inglaterrra. e provavelmente uma ou duas décadas mais cedo” (Smith. Usando técnicas paleográficas. não apenas João mas todos os documentos neotestamentários são agora geralmente atribuídos ao primeiro século. mesmo entre os eruditos joaninos mais radicais. portanto. conhecido como Papiro 52. Mas.43 A despeito de seu tamanho. que o Quarto Evangelho tenha sido escrito por uma testemunha ocular de Jesus. ele demonstra a falácia das teorias segundo as quais João não foi escrito senão apenas na segunda metade do segundo século. Grenfell pela Biblioteca de Rylands em Manchester. 271-273. Eldon J. a maioria dos eruditos defende uma data não posterior a 125 A. Nesse caso.42 Também é berdade que. A Arqueologia e o Evangelho de João É verdade que nem todas idéias de Bultmann tiveram uma ampla aceitação.9 x 6 cm e contendo uns poucos versos de João 17: partes dos vss. em The New Testament and Its Modern Interpreters.D. havia um amplo consenso quanto a pelo menos três pontos: (1) que o quarto evangelista não era uma testemunha ocular direta e que. Roberts. Ainda na primeira metade do século vinte. 42 81 . ele consiste numa expressão teológica de fé da igreja do final do segundo século projetada retroativamente na vida de Jesus. várias outras descobertas arqueológicas na Palestina pareciam desafiar algumas das hipóteses sustentadas naquele tempo pela maioria dos eruditos joaninos.coisas começaram a mudar e a arqueologia exerceu um importante papel nesse processo. e (3) que seu Evangelho não era na verdade sobre o Jesus histórico mas sobre o Cristo da fé. 272-273).

Albright argumentou que as várias referências topográficas no Evangelho dificilmente poderiam ter sido feitas sem um certo grau de familiaridade com a situação da Palestina e particularmente da Judéia antes da Primeira Revolta (66–70 A. “uma cidade samaritana” (4:3-6). “Some Observations Favoring the Palestinian Origin of the Gospel of John”. Albright apresenta apenas três exemplos de locais que eram considerados como tendo sido positivamente identificados pela arqueologia: o lugar aonde Pilatos levou Jesus. em The Background of the New Testament and Its Eschatology: In Honour of Charles Harold Dodd. bem como a maioria dos nomes próprios em João.49 É interessante notar as duas primeiras dessas identificações. em Sicar. porém. idem. “Fiktive Orte der Johannestaufe”. Davies e D. From the Stone Age to Christianity (Baltimore: John Hopkins Press. onde João Batista estava realizando seu trabalho batismal. Gabbatha (João 19:13). o Grande. idem. 153-171.46 Segundo Albright. e o poço de Jacó. a sinagoga. 46 Para um exemplo. tais referências eram tratadas como simbólicas em vez de lembranças históricas. Caná (2:1. “Enon.D. provavelmente como reminiscências de tradição oral na Palestina antes da Primeira Revolta (ibid.. seriam contestadas por descobertas arqueológicas posteriores. Monte Gerizim (4:20). que ele identificou com Shechem. 4:46. dado o grau da devastação causada pelo exército romano na Palestina e especialmente em Jerusalém e também dada a quase completa descontinuidade da presença cristã nessas áreas após a guerra. Palavras tais como rabbi (“meu mestre”) ou seu equivalente grego didaskalos (“professor”). Numa época em que a maioria dos intérpretes pensava que João era fictício.D). 11. 24. Daube (Cambridge: Cambridge University Press. 1949). e se detalhes não mencionados nos Sinóticos forem incluídos. a localização de Sicar W. o poço de Jacó (4:4-6). Urban C. ed. Cafarnaum (2:12. Harvard Theological Review 17 (1924): 189-195. “Recent Discoveries in Palestine and the Gospel of John”. e se tornaram muito comuns no antigo uso cristão. que em grego era chamado Lithostroton e em hebraico. “porque havia ali muitas águas” (3:23). o porto.3. 45 82 . tais como Maryam (Maria). eram característicos do período entre Herodes.48 Em seu artigo de 1956. o número aumenta para vinte. Albright. idem. 239-248. 4:46-54.para isso em diversas publicações entre 1924 e 1956. 156. 292-300. Martâ (Marta). F. 1940). perto de Salim”. bem como a exata localização exata de Sicar. D. Na verdade. 6:59). 157158). 6:24-25.45 Entre outras coisas. qualquer informação correta que possa ser confirmada arqueologicamente ou topograficamente deve ter sido conduzida à diáspora de forma oral pelos refugiados cristãos. 1956). a quantidade das referências topográficas em João é bem distinta no Novo Testamento. dezesseis já foram identificadas com certeza.47 e a tradição cristã posterior de fato fala da fuga de alguns cristãos de Jerusalém para Pela. La‘zar (Lázaro). Zeitschrift für die neutestamentliche Wissenschaft 45 (1954): 121-123. 47 Albright. “Recent Discoveries in Palestine”. veja Norbert Krieger. Numa recente e ampla análise do status arqueológico de todas as referências topográficas em João. 21:2). 158-160. The Archaeology of Palestine (Harmondsworth: Penguin. “Recent Discoveries in Palestine”. Existem treze referências. 6:17. Albright usou o mesmo argumento para as inúmeras palavras aramaicas do Evangelho. von Wahlde indica que das vinte localidades joaninas. 48 Eusébio História Eclesiástica 3. 49 Albright. ou seja aramaico.5. W. São elas: Betsaida (1:44). Elisheba‘ (Elisabete) e Shalôm (Salomé). e 70 A. na Transjordânia.

ao passo que as outras duas são ainda bastante discutidas: Enom perto de Salim (3:23) e Betânia além do Jordão (1:28. Embora reconhecendo a possibilidade de alguns locais terem um significado simbólico secundário. o tanque de Siloé (9:1-9). diz ele. Von Wahlde conclui que “a historicidade e a precisão intrínsecas das referências deveriam estar acima de qualquer a dúvida. 21:2).(4:5). “Archaeology and John’s Gospel”. O primeiro foi no final de 1945. Visto que os códices parecem refletir tradições do segundo século e combinam elementos gnósticos e do cristianismo primitivo. Chegou-se a dizer que dispomos agora de uma evidência incontestável da influência gnóstica sobre o Quarto Urban C. 19:9). “as contribuições arqueológicas de Abright forçaram os eruditos bíblicos a considerar novamente significantes aspectos da historicidade joanina.”53 A década de 1940 testemunhou dois importantes achados arqueológicos pertinentes à interpretação do Quarto Evangelho. o Vale de Cedrom (18:1). 556-559 (Sicar) e 572-575 (o Lithostroton). “Recent Discoveries in Palestine”. 583. A primeira é que a arqueologia tem confirmado a notável exatidão da informação topográfica em João. von Wahlde. em Jesus and Archaeology. João em particular. 590. veja especificamente as páginas 555-556 (Enon perto de Salim). Efraim (11:54). “Aspects of Historicity in the Gospel of John”. foi totalmente reaberto. 20. duas podem ser situadas numa área relativamente pequena: o lugar no templo onde eram guardados os animais (2:13-16) e o Lithostroton (19:13). “que podem ser identificados com maior certeza. mesmo em face do grande número de detalhes fornecidos em alguns casos. as quais necessariamente favorecem a autenticidade de seu conteúdo. o assunto do impacto do gnosticismo sobre o Novo Testamento. “é precisamente aqueles lugares descritos com o maior índice de detalhes”. 12:1-11). Anderson.50 Em suas observações finais. Isso significa que em vez de criações do segundo século completamente desvinculadas do tempo e dos lugares dos eventos que descreve. provavelmente por meio da tradição oral.52 Como afirma Paul N. Betânia perto de Jerusalém (11:1-17. 53 Paul N. Anderson. 523586.”51 A despeito das identificações errôneas endossadas por Albright. Na verdade. 23. 158. 50 83 . o tanque de Betesda (5:2). quando treze códices de pergaminho do quarto século escritos em copta e contendo nada menos que quarenta e nove tratados foram descobertos dentro de um pote sob um grande pedra em Nag Hammadi. em Jesus and Archaeology. seu principal argumento permanece válido: as primitivas referências topográficas palestinas e judéias de João devem ser ter se originado com os cristãos da diáspora no mundo greco-romano. Das quatro restantes. 10:40). 41) e a tumba de Jesus (19:41-42). a Porta das Ovelhas (5:2). 33. depois de ter sido evitada por um século ou mais de erudição crítica. 51 Von Wahlde. o Evangelho de João contém reminiscências antigas e de boa qualidade. o Pretório (18:28. Tiberíades (6:1. 52 Albright. o Gólgota (19:17-18.” A segunda declaração é que “não há nenhuma evidência confiável que sugira que qualquer dos vinte locais seja simplesmente fictício ou simbólico”. von Wahlde faz duas importantes declarações. como no caso dos tanques de Betesda e os locais da crucifixão e da tumba de Jesus. Para sua análise da evidência arqueológica do três lugares mencionados por Albright. nas proximidades da vila egípcia de al-Qacr.

2 vols. em sua maioria fragmentários.). 56 A. mas também para os estudos neotestamentários. E uma vez que exames paleográficos e de carbono 14 mostraram que eles datam do período das origens cristãs (200 a.D. 37-50. 13-76. A. os rolos consistem num grande número de manuscritos bíblicos. gregas e mesmo pré-gnósticas eram combinadas numa forma que se acreditava ser exclusiva de João e do segundo século em diante. Nock. The Complete Dead Sea Scrolls in English (Nova York: Penguin. Descobertos por acaso em 1947 em Khirbet Qumran. Eles são bastante evidentes no Manual de Disciplina ou Regras da Comunidade. “filhos da luz”. Journal for the Study of the New Testament Supplement Series 89 (Sheffield: Sheffield Academic Press. 54 84 . porém. esses documentos são de grande interesse não apenas para a pesquisa do Antigo Testamento e da história do judaísmo. “verdade”. por exemplo. 57 A tradução é de Geza Vermes.C. principalmente o Evangelho de João. 55 Veja especialmente Craig A. 98-117.. “paz”. Há também expressões como “praticar a verdade”.57 Apenas nas colunas 3 e 4. Há vários exemplos nos rolos do vocabulário teológico dualista encontrado tanto na literatura joanina quanto na literatura gnóstica subseqüente. Se esses documentos permitiram pela primeira vez com que eruditos bíblicos conhecessem os gnósticos em suas próprias palavras e não apenas como eles são retratados pelos antigos heresiologistas cristãos. D. 1972). “alegria” e “eterno”. “falsidade”.56 A segunda e última descoberta que ajudou a resgatar o Evangelho de João da interpretação crítica radical foram os Rolos do Mar Morto.–70 A. conforme descrito por Bultmann e vários outros. em Arthur Darby Nock: Essays on Religion and the Ancient World. ed. 2:956. 1993). Robinson. Os rolos tornaram claro que mesmo antes da era cristã já existia na Palestina um cenário literário onde idéias religiosas judaicas. “The Trimorphic Protennoia and the Prologue of the Fourth Gospel”. E. (Sonoma: Polebridge. Goehring. D. Nock afirma que os escritos de Nag Hammadi confirmam aquilo que já está implícito nos pais da igreja. “Gnosticism”. Evans. James E. Gesine Robinson. et al.54 Cuidadosa investigação.g. “luz”. que pode ter influenciado a teologia e a literatura das igrejas gentílicas. tem levado a maioria dos eruditos a rejeitar esta hipótese. “Príncipe de Luz”. em Gnosticism and the Early Christian World: In Honor of James M. próximo às ruínas de um antigo monastério judaico. “o Espírito da Verdade”. ou seja. Word and Glory: On the Exegetical and Theological Background of John’s Prologue. particularmente com relação ao contexto de João.55 Em rápidas palavras. além de outros documentos. eles também testificam da distância que existe entre as idéias gnósticas e nosso Novo Testamento. 1990). “filhos das trevas”. “escuridão”. os documentos de Nag-Hammadi não fornecem nenhuma evidência de um redentor gnóstico pré-cristão. ed. Tais palavras são típicas da literatura cristã primitiva. Zeph Stuart (Oxford: Clarendon. que o gnosticismo foi de fato uma heresia cristã do segundo século com raízes no pensamento especulativo. das quais o Evangelho de João seria o melhor exemplo. encontramos palavras tais como “mundo”. 1997).Evangelho.

60 John A. 1990). Kurt Aland et al. 59 Stephen S. veja James H. apelar para um eventual contexto helenístico ou gnóstico do segundo século para se explicar o caráter distinto deste Evangelho.59 Os rolos do Mar Morto provocaram o que ficou conhecido como “a nova perspectiva sobre o Quarto Evangelho”. “A Critical Comparison of the Dualism in 1QS 3:13-4:26 and the ‘Dualism’ Contained in the Gospel of John”. ed. 35. ao final do artigo. ele falou o que lhe parecia serem indícios..63 De maneira que a pergunta quanto a se João é historicamente fidedigno ou teologicamente condicionado. ed. T. 1962). John: Evangelist and Interpreter.61 Ao se referir especificamente aos rolos e outros achados arqueológicos que vindicavam o conhecimento de João da topografia e as instituições da Palestina antes da guerra judaica. mas remontava aos primórdios do cristianismo. “The New Look on the Fourth Gospel”. 76-106. porque todos eles estavam apontando na mesma direção. Esse é precisamente o título de um artigo publicado originariamente em 1959 por John A. Charlesworth. se o autor pode ser considerado uma testemunha do Jesus histórico ou apenas do Cristo da fé. H. reprinted in John A. 62 Ibid.60 As pressuposições eram tão amplamente aceitas e o consenso tão forte que Robinson podia inclusive falar do que ele chamou de “ortodoxia crítica”. T. Dodd já havia 58 85 .62 Então. Smalley. Twelve New Testament Studies.58 Numerosos são os paralelos e pontos de contato entre Qumran e João. Twelve New Testament Studies. 106. Nas suas Sarum Lectures. C. Não é mais necessário. Embora as diferenças conceituais e teológicas entre João e Qumran não devam ser negligenciadas. Charleswoth (Nova York: Crossroad. mas que ele estava inclinado a encarar com seriedade. 1957.. “andar em trevas”. ele expressou sua convicção de que a tradição joanina não era resultado de um desenvolvimento tardio. Robinson não foi o primeiro a reintroduzir o debate sobre a historicidade de João. Studies in Biblical Theology (Naperville: Allenson.. 94. New Testament Profiles (Downers Grove: InterVarsity. 1998). ou seja.. ele tem ao menos o direito de ser ouvido – em relação tanto à história quanto à teologia”.“a luz da vida”. “a ira de Deus” e “as obras de Deus” que são usadas de maneiras que claramente lembram as de João. 63 Ibid. Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur 73 (Berlin: Akademie. T. nem correto. 102. Robinson. 64 Ibid. no qual ele questionou cinco velhas pressuposições relacionadas à fidedignidade da tradição joanina que havia determinado a pesquisa do Quarto Evangelho principalmente nos cinqüenta anos anteriores.64 Para mais informação. Oxford. as similaridades quanto ao vocabulário e imagens são de grande importância para se determinar a natureza da tradição joanina: agora é possível demonstrar que essa tradição está muito mais próxima à do cristianismo propriamente dito do que era antes se admitia. em Studia Evangelica: Papers Presented to the International Congress on “The Four Gospels in 1957” Held at Christ Church. encara a história mais seriamente que qualquer outro. teologicamente falando. 61 Robinson. 2nd ed. 338-350. 1959). James H. em John and the Dead Sea Scrolls. a reposta de Robinson foi clara: “Porque ele [João] é o escritor do Novo Testamento que. Robinson. 94-106. e isso foi decisivo para se estabelecer as origens judaicas fundamentais do Quarto Evangelho. Robinson. proferidas em 1954-1955 na University of Oxford.

Carson. mas talvez a única abordagem realmente objetiva e segura. A. Em relação ao seu ambiente conceitual. sobre um firme alicerce. como a crítica da redação. Dodd expandiu suas palestras e as publicou no livro entitulado Historical Tradition in the Fourth Gospel (Cambridge: Cambridge University Press. o filho de Zebedeu. também exerceram um papel importante com relação à historicidade de João ao revelar o cenário histórico do livro. Anderson analisa reivindicações retóricas de conhecimento de primeira-mão. são reconhecidamente poucos os estudiosos que ainda operam dentro das limitações impostas pela escola história das religiões. embora muitos intérpretes ainda evitam identificar o discípulo amado com João. aspectos de familiaridade pessoal. “porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3:16) e “Jesus é o Cristo. veja D. então podemos dizer que tal abordagem é na verdade equivocada. ou episódios como o milagre em Caná (2:1-11).67 Quanto à autoria. aspectos de espacialidade e incidentes topográficos. bem como sua antigüidade e mesmo fidedignidade. 31. o Filho de Deus” (Jo 20:31). 86 . The Gospel according to John (Grand Rapids: Eerdmans. Do ponto de vista hermenêutico. pondera Anderson. que embora tendo mais material arqueológico e topográfico que todos os três Sinóticos juntos. embora não na mesma proporção que a arqueologia. Muito embora a pá do arqueólogo nunca será capaz de demonstrar a veracidade de declarações tais como “e a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:1). ele argumenta que “ao passo que muito de João é teológico. Que este Evangelho não foi escrito após o final do primeiro século ou início do segundo não pode ser mais contestado. 65 Anderson. aceita-se hoje que “sempre existe uma chance de que o apóstolo João possa discutido a nova situação. Além das referências topográficas. a abordagem ou um/ou outro é absolutamente desnecessária.66 Conclusão A pesquisa joanina deve muito à arqueologia. Poucos anos mais tarde. Nesse caso. como explicar esse material? De onde veio e por que foi incluído? Foi apenas para efeito retórico ou para dar um senso de realismo à narrativa?65 Uma coisa que precisa ser enfatizada é que tomar esse material como uma evidência positiva quanto ao caráter e à origem da tradição joanina não é em absoluto falta de senso crítico. ela tem contribuído mais que qualquer outra coisa para colocar as origens judaicas de João. 67 Para exemplos. É estranho. ainda há aqueles que consideram João como sendo inteiramente não-histórico. a multiplicação de pães (6:1-15) e a ressurreição de Lázaro (11:17-44). dizer todo o seu conteúdo — ou mesmo a maior parte dele — deve ser atribuído ao cânones da a-historicidade e imaginação é mais que o pesquisador realmente crítico desejaria fazer” (618). e se a arqueologia significa alguma coisa. argumentando em favor do helenismo em vez do do judaismo como a principal fonte das idéias João. 34. 596. utilizando argumentos não muito diferentes dos de Robinson. Outras disciplinas.É de fato um grave erro assumir que porque João tem um teor mais teológico ele não seja de caráter histórico. 1963). 1991). referências cronológicas e o fato do detalhe empírico (597-613). Concluindo seu artigo. 66 Deveria ser lembrado que também existem várias outras linhas de evidência da historicidade de João.

Moloney. a despeito do fato de que sua mensagem sempre será uma questão de fé (cf. 8. isso é mais o resultado de uma pressuposição que simplesmente rejeita qualquer forma de sobrenaturalismo que a conclusão de um argumento sustentado. 69 68 87 . 283. Francis J. 20:29). é verdade que. 1998). Sacra Pagina 4 (Collegeville: Liturgical.69 Por outro lado. Craig L. Ele acrescenta: “É arrogância excluir essa possibilidade”. The Historical Reliability of John’s Gospel: Issues and Commentary (Downers Grove: InterVarsity.de alguma forma ser o ‘autor’ do Evangelho que nós tradicionalmente chamamos ‘de João’”. principalmente com o auxílio da arqueologia. The Gospel of John. mas. Blomberg. como declara Francis J. como observa Craig L. 2001). é possível argumentar em favor da historicidade e confiabilidade geral deste Evangelho. Blomberg.68 No que diz respeito à sua fidedignidade histórica. Moloney. para a maioria dos críticos. a maior parte do conteúdo de João ainda se mostra suspeito.

which is basically related to the study of Jesus. (2) the Beni Hasan mural from nineteenth-century Egypt.C.. however. Unasp-EC At the occasion of the twentieth anniversary of the Biblical Archaeology Review. 71 Coogan.”71 and different authors may come up with a different selection. et al. includes: Jewish synagogues in Palestine.C..C. the pools of Bethesda outside the Sheep Gate.72 Other amazing finds.. one-vol. Walter C. (5) the fertility goddess gold pendant from Ras Shamra. (8) the seventhcentury B. (6) the Gibeon Pool.g. especially of recent years. which is arranged in chronological order and intended to give a geographical overview of the lands of the Bible. includes: (1) the Gilgamesh Epic tablet XI from Nineveh.. e. James H.D. Charlesworth’s selection of the top seven archaeological finds in the twentieth century up to the 1980s. the walls and distinctive gates of Jerusalem. near Jerusalem. material near Pilate’s Praetorium in Jerusalem. (9) Masada on the southwestern shore of the Dead Sea from the second century B.C. (3) the Gezer High Place near Tel Aviv from 1600 B. (4) the ten-inch long carved ivory knife handle from Megiddo in the thirteenth or twelfth century B. where David’s forces fought against the forces of Saul’s son Ishbosheth (2 Sam 2:12-17).C. Hard Sayings of the Bible. a parallel with the biblical flood story. cf. Syria.” Biblical Archaeology Review (hereafter BAR) 21. Michael D. B.. portraying in one of its sides the luxury of Canaanite royal courts which certainly was not very different from life in Solomon’s court in Jerusalem. showing a caravan of Asiactics coming to trade and depicting what the Israelites’ ancestors—the patriarchs—may have looked like. Kaiser Jr. discoveries at the Temple Mount at the time of Jesus. Coogan. 1996). is “arbitrary and subjective. and (10) the sixth-century A. from the eleventh century. 36. The list. The list.. six miles north of Jerusalem. with the name Yahweh on it. Professor of New Testament SALT.CHAPTER VII Archaeology and the Gospel of John: How Ancient Remains Can Help Modern Interpretation of the Bible Wilson Paroschi. Coogan was invited to list the ten most significant archaeological discoveries in the ancient Near East. are: (1) a plaster References: Michael D.D. from the fourteenth or twelfth century B. the bones of a crucified man named 70 88 .. His selection.C. 72 See. silver scroll amulet from Ketef Hinnom. (Downers Grove: InterVarsity. “10 Great Finds.C.70 These were all great discoveries indeed. mosaic map of Palestine from Madaba. ed. Jordan. as Coogan himself admits. no. 61-65.. 3 (1995): 36-47. Ph. (7) the Beersheba Altar in southern Israel from the eighth century B.

" Bulletin of the American Schools of Oriental Research 239 (1980): 49-60. 16:14. See also Laura Boffo. Evans. 74 Avraham Biran and Joseph Naveh.” Israel Exploration Journal (hereafter IEJ) 43 (1993): 81-98. 73 Jacob Hoftijzer. the patina does not contain any modern elements. The Brother of Jesus: The Dramatic Story and Meaning of the First Archaeological Link to Jesus and His Family [New York: HarperCollins.” announced with enthusiasm in 2002 as the earliest historical reference to Jesus yet found (see André Lemaire. 145-166. Long. 76. Hershel Shanks and Ben Witherington III. 217-233. F. “An Aramaic Stele Fragment from Tel Dan. idem.g. 89 . The absence of patina from several letters may only be due to the fact that the inscription was cleaned. idem. see Rami Arav. n. Many scholars are still convinced that the inscription is likely to be genuine (e. for both writing styles were current in first-century Palestine. 1987). the city of Pilate’s residence in Israel.C. however. “The Tel Dan Inscription: A New Fragment. brother of Jesus. son of Beor. 2003]). Jews and Godfearers at Aphrodisias.text at Tell Deir-`Alla in Jordan from the mid-eighth century B. son of Joseph." Biblical Archaeologist 39 (1976): 11-17. Charlesworth (Grand Rapids: Eerdmans. Domeris and Simon M. Tannenbaum. 70). however. has generated much controversy..77 and (6) the inscription from Aphrodisias in southwestern Turkey mentioning for the first time indirect evidence for Luke’s references to “God-fearers (Acts 10:2. 22. such as modern pigments. are not conclusive. 18:7). 2003). 76 Antonio Frova. neither does the fact that the inscription shows signs of two hands. Reynolds and R. “Burial Box of James. P. “Bethsaida. 77 See Zvi Greenhut.” probably the same high priest who tried Jesus. ed. "The Prophet Balaam in a 6th Century Aramaic Inscription. apparently the same Balaam of Num 22–24. at the foot of Mount Hermon. see Craig A. n. and it is the same patina known to be developed in a cave environment. The arguments. Iscrizioni greche e latine per lo studio della Biblia (Brescia: Paideia. including bibliographic references to the original reports and other essays.” BAR 18. mentioning the “House of David”. anomalous inscription (the words “brother of Jesus” seem to have been written in a different style and be from a different social strata). recording a vision of Balaam. They do not prove. M. the little remains that were found within some letters are consistent with the one found on the surface of the ossuary.” BAR 28. “The Recently Excavated Tomb of Joseph Bar Caipha and the Biblical Caiaphas. the veracity of the “Jehohanan. or bone boxes. 76.”78 These and many other discoveries clarify significantly both the historical and the cultural setting of the biblical text. 1994). James H.” in Jesus and Archaeology. 1988]. “Ossuary Inscriptions from the Caiaphas Tomb. The fact that the ossuary was not found in situ does not by itself compromise the authenticity of the inscription.75 (4) the first archaeological evidence for Pontius Pilate. On Jewish ossuaries from the New Testament period.73 (2) the mid-ninthcentury B. the Brother of Jesus.” Jerusalem Perspective 4 (1991): 13-21. As for the patina.C. Kyle McCarter.76 (5) the two ossuaries. 78 J. “Caiaphas Name Inscribed on Bone Boxes. 75 For updated information on the excavations. 5 (1992): 38-44. “L’iscrizione di Ponzio Pilato a Cesarea. bearing the name of “Caiaphas. 6 [2002]: 25-33.” Rendiconti dell’Istituto Lombardo 95 (1961): 419-434. The debate will certainly continue.” and growing evidence for the site of the crucifixion (Jesus within Judaism: New Light from Exciting Archaeological Discoveries [New York: Doubleday. its unknown provenance (it belongs to a collector of antiquities in Tel-Aviv who says he bought the ossuary from an antiquity dealer in the 1970s).” IEJ 45 (1995): 1-18. Jesus and the Ossuaries: What Jewish Burial Practices Reveal about the Beginning of Christianity (Waco: Baylor. Ronny Reich.” BAR 18. discovered in 1961 at Caesarea Maritima. n. Cambridge Philological Society Supplementary Volume 12 (Cambridge: Cambridge University Press. William R. and the almost completely absence of patina covering the inscription have raised the suspicion that the reference to Jesus is nothing but a fraudulent later addition. 2006). 5 (1992): 28-36. Aramaic inscription from Tel Dan.74 (3) the location of Bethsaida on the northeastern shores of Galilee from where several of Jesus’ disciples came. 103-130). “Burial Cave of the Caiaphas Family. The supposed ossuary of “James. Although the ossuary itself is undoubtedly from the Herodian time.. "The Balaam Texts from Deir Allā: The First Combination.” Journal of Theology for Southern Africa 89 (1994): 50-58.

to witness) and he also likes speaking of himself metaphorically as the bread of heaven. however. see C. The Johannine Jesus is constantly using words that are scarcely used in the other gospels (e. John 80 90 . exorcism of demons. which in John seem to be more extraordinary than those reported in the other gospels. are the miracles of Jesus. one in the other gospels). archaeology does have a lot to say about the interpretation of the biblical writings. 2d ed. and the content itself. Another difference is the portrait of Jesus himself. mainly Judea.81 Most important. in Matthew. and thus the length of His ministry (three Passovers in John. and by extension about biblical religion. “The Relationship of Archaeology to the Bible. in Matthew. 1978). world. and Luke share a considerable amount of common traditions about Jesus. are not as significant as the differences between them and the Fourth Gospel. and Luke] were written first. the style of Jesus’ teachings (in John.82 New Testament scholar Ernst Käsemann is substantially correct 79 See esp. The Gospel According to St. and this has been recognized since the time of early Christianity. Mark. Even a casual reading of the gospels reveals that Matthew. are virtually absent from Matthew. Mark. the door. The differences among the first three gospels. to abide. to judge. for example. see D. Modern Interpretation of John All four gospels in the New Testament tell the story of Jesus.” and that “last of all. to know.. John.14. archaeology does not establish biblical religion on the foundation of verifiable data. and Luke. David Noel Freedman. mainly Galilee). one of the most controversial writings in the Bible. for that has to do with faith and can never be the object of scientific investigation. does not mention Jesus’ birth. Mark. and the light of the world. but the same cannot be said of John. the number of Passovers attended by Jesus in Jerusalem. John: An Introduction with Commentary and Notes on the Greek Text. such as the place of Jesus’ ministry (in John. An example is the Gospel of John. the true vine. however. to send.7.” BAR 11. but the differences between John and the other gospels relate to a number of issues. 1 (1985): 6. love. 82 For more details on the differences between John and the Synoptics. aware that the external details had been recorded in the gospels. transfiguration. Each evangelist presents a different portrait of Jesus. The last supper and the prophetic discourse are also missing. true. and certainly the most one in the New Testament. n.”80 It is not clear exactly what Clement meant by this expression. That is to say. however. truth. Mark. Barrett. the good shepherd.79 By throwing light on the historical and cultural setting of the Bible. to work. and Luke. K. For a full list of vocabulary and other literary differences.g. At the turn of the third century. and agony in Gethsemane. short parables and sayings). was urged by his disciples and divinely moved by the Spirit to compose a spiritual gospel. Mark. baptism.religious message nor the historicity of particular events recorded in the Bible. but not the same way. 5-9. Clement of Alexandria is reported to have said that the gospels “with genealogies [Matthew. John. Moody Smith. long discourses. and Luke. to love. such as Jesus’ full divinity and preexistence. 81 See Eusebius The Church History 6. Important emphases in John. (Philadelphia: Westminster.

the rejection of any form of supernaturalism and the consequent abandon of the very notion of inspiration itself. who contended that all four gospels cannot be treated together. trans. and be easily compared by means of a synopsis. The frailty of this approach was first realized by J. never achieved the prominence that John did. but once separated. by Edward Evanson. it was then possible to harmonize the gospels and so to minimize their differences. The Synoptic Problem: An Introduction (Grand Rapids: Baker. 1987). Mark and Luke were not eyewitnesses of the events they recorded. F. J. so that ultimately the Bible became nothing more than an ancient document to be studied as any other ancient document. In his Synopsis of the gospels published in 1776. and conveys the idea they can be arranged or viewed side by side. One of the first attacks came already in 1792. by Gerhard Krodel (Philadelphia: Fortress. though being one of the twelve. Understanding the Fourth Gospel (Oxford: Clarendon. 86 For the impact of Enlightenment in New Testament interpretation. In 1835. and Matthew. which were entirely distorted. like in parallel columns. who referred to the miracle in Cana as “incredible” and “unworthy of belief.”87 If the Fourth Gospel was not history (biography) or an account historically reliable. 1978). 1968). 45. particularly in relation to the use and handling of historical evidence. For another thing. 83 Ernst Käsemann. what was it then? It did not take too long for the alternatives to appear. for they report the same general outline for the story of Jesus. the authenticity of John’s Gospel came under heavy fire. Stein. 87 See John Ashton. Mark. implying that the fourth evangelist could not have been an eyewitness of the events he describes. see Gerhard F. that is. New Testament Theology: Basic Issues in the Current Debate (Grand Rapids: Eerdmans. Hasel. The Testament of Jesus: A Study of the Gospel of John in the Light of Chapter 17. its differences and peculiarities came to the fore right at a time when Enlightenment was starting to impact biblical interpretation. and Luke for the purpose of comparison. 15-16.85 The separation of John’s Gospel from the others was not in itself hermeneutically wrong.”83 Until mid-eighteen century. Taking John as the starting point. the term “Synoptics” refers to the Gospels of Matthew. other terms among the Gospels: The Relationship in Twentieth-Century Research (Minneapolis: Fortress. 84 Robert H. our Gospel is more fantastic than any other writing of the New Testament. D. 1991). he ignored the gospel of John almost completely and simply placed together the parallel accounts of Matthew. newer and more critical approaches to the Bible were necessary. Mark. For one thing. Griesbach. the beloved disciple and a leading figure in the apostolic church. Being the work of John. 85 In New Testament studies. 91 .when he says of the Fourth Gospel: “Judged by the modern concept of reality. stories like the marriage-feast of Cana and the raising of Lazarus could not be true. biblical interpretation was made hostage of a radical rationalism. 1992). 15-25. to say the least. it was generally thought that his account of Jesus was more personal and therefore more authoritative than the others’. In the eyes of rationalist Bible scholars. Strauss introduced the term “myth” to describe the content of John.84 This is how the term “Synoptics” came to be used as a reference to the first three gospels only. 1-11. such differences represented no problem for most Bible interpreters. especially because of the old theory of verbal inspiration and inerrancy of every part of Scripture. and Luke.86 As a result.

the descent/ascent motif. and the Greek term kyrios (“Lord”) are only some examples of concepts which would have been assimilated when Christianity moved from Palestine and its Jewish environment to the broader Hellenistic world. maintained that the Gospel of John did not belong “to the historical books of primitive Christianity. In his picture of first-century Christianity. 4:2. Still using the basic scheme provided by Baur..that were used in the nineteenth century and beginning of the twentieth included “idea. Another blow was struck with the arrival of the religio-historical school. and the underworld 89 88 92 . but to its Hellenistic doctrinal writings. At the turn of the twentieth century. this school affirmed that Christianity can be understood only within the context of its historical environment as one phenomenon among the many religious phenomena of the Hellenistic world. These ideas were taken even farther by Rudolf Bultmann in the first half of the twentieth century. the idea was the same: the Gospel of John was not the personal testimony of an eyewitness. 38. W. with the earth in the centre. 36. Attempting to tie the rise and growth of all religions to purely naturalistic and historical connections. John’s Gospel was neither Jewish nor Gentile.” Baur said. and then the reconciliation of both. Montgomery. As such. of course.”90 The Johannine Logos. the founder of the religio-historical school. “is not a historical account. Otto Pfleiderer. the best loved of Jesus’ disciples. it was not historically reliable. the son of Zebedee. “the cosmology of the New Testament is essentially mythical in character. like mystery religions and Gnosticism. As such. it could not have been written before the second half of the second century.” and “theology. “John’s Gospel. in the sense that it was written to promote the idea of a unified church. and. 90 Otto Pfleiderer. his influence on subsequent New Testament scholarship would be remarkable. but a “Catholic” document. if they can be called evidence at all. the light/darkness dualism. trans. Modern mind could no longer accept at the merely historical level what was felt to be nothing else but the expression of some idea in concrete forms by an ancient writer. whenever it reflects supernatural categories.91 it is not to be taken on the historical level as a source of information on Ibid.”89 Although Baur’s arguments rested only on circumstantial evidence. the heaven above. 4 vols. He then classified the New Testament writings according to this view and. Quoted by Ashton. Primitive Christianity: Its Writings and Teachings in Their Historical Connection. Brilliant in his reasoning and absolutely consistent in the application of the historical method. Bultmann’s interpretation of John’s Gospel was devastating: John’s language. and its account should not be taken historically. only a few.” “allegory. C. 1906-1911).”88 Whatever the term. Baur. conservative interpreters still held the traditional position that this gospel was the testimony John. in the late nineteenth century.” “philosophy. 91 According to Bultmann. in the second century.. for him. (London: Williams & Norgate. The idea that John’s Gospel was not history but was written to convey a theological idea found a powerful expression in F. in mid-nineteenth century. John’s theology and concepts were explained in the light of other contemporary religions. in the Catholic Church. unlike the others. was entirely mythological. Baur saw a conflict between Jewish and Pauline or Gentile Christianity. The world is viewed as a three storied structure.

the life and teaching of Jesus. Heaven is the abode of God and of celestial beings—the angels. Archaeology and John’s Gospel It is true that not all of Bultmann’s ideas gained universal acceptance. Roberts. H. Hans Werner Bartsch. 93 On Bultmann’s interpretation of John’s Gospel. and of Satan and his demons on the other. that is. but Gnostic. in the first half of the twentieth century. MacRae (Atlanta: Scholars. 1974). “Johannine Studies. things began to change. 125. 1958]. 1989). several conservative scholars continued to maintain a more traditional view on John’s authorship and date. L. Grenfell for the John Rylands Library in Manchester. and (3) that his Gospel was actually not about the historical Jesus but about the Christ of faith. Moody Smith. It is the scene of the supernatural activity of God and his angels on the one hand. the place of torment. Encountering New Testament Manuscripts: A Working Introduction to Textual Criticism (London: SPCK.” in The New Testament and Its Modern Interpreters. trans. ed. The underworld is hell. These supernatural forces intervene in the course of nature and in all that men think and will and do” (Rudolf Bultmann. the text as we have it does not make sense and so it needs to be reorganized. it was identified and published only in 1934. there was a widespread consensus on at least three points: (1) that the fourth evangelist was not a direct eyewitness and therefore had to depend on sources. the Redeemer that came from heaven was inspired by the Gnostic myth. (2) that his background was not Jewish. but is the result of a composition process in which several editors or redactors were involved. listed as Papyrus 52. and to be understood. everyday events.92 its conceptual world was not Jewish. Bultmann’s radical criticism was so overwhelming that. Lantero [London: Scribner. 31-33 on the recto. of the trivial round and common task. England. it needs to be demythologized by means of an existential interpretation. almost nothing if any of the traditional understanding of John was left. 44-66. “New Testament and Mythology.D.95 beneath. Smith and E. Although it had been acquired in Egypt in 1920 by Bernard P. The first archaeological discovery to impact the interpretation of John’s Gospel was a small fragment of papyrus. but a conflation of several previous documents. Using paleographical techniques. 92 In his book Jesus and the Word (trans. by C.93 But. it was not written by a single author. 93 . Even the earth is more than the scene of natural. and archaeology played an important role in that. Rudolf Bultmann specifically notes that “the Gospel of John cannot be taken into account at all as a source for the teaching of Jesus. despite all the challenges. 2 vols. Epp and George W. 37-38 on the verso. and it is not referred to in this book” (17). measuring only 2 ½ by 3 ½ inches and containing a few verses from John 17: parts of vss. the Gospel is not original. it is a theological expression of the church’s faith late in the second century and read back into the life of Jesus. for a while. H. ed. But. even among more radical Johannine scholarship.94 It is also true that. 94 See D. most scholars argue for a date no later than A. 1953-1962]. Roberts dated the fragment of the first half of the second century. [London: SPCK. 95 See Jack Finegan. Fuller. Reginald H. Eldon J. it appeared the Gospel would never recover from it. see Ashton. 85-90. In other words. and of vss. 271-273.” in Kerygma and Myth: A Theological Debate. P. 1:1). which is a critical study of the Synoptics. then.

3. “Recent Discoveries in Palestine and the Gospel of John. idem.. Albright in a number of publications between 1924 and 1956.97 Among other things. 66–70). 98 For an example. not only John but all New Testament documents are now generally assigned to the first century. F.” Zeitschrift für die neutestamentliche Wissenschaft 45 (1954): 121-123. Albright used the same argument for the numerous Aramaic words in the Gospel. In fact. From the Stone Age to Christianity (Baltimore: John Hopkins Press. In this case. as such. “Some Observations Favoring the Palestinian Origin of the Gospel of John. 97 W.99 and later Christian tradition does tell of the escape of some Christians from Jerusalem to Pella in Transjordan.” Harvard Theological Review 17 (1924): 189-195. 100 Eusebius The Church History 3. The Archaeology of Palestine (Harmondsworth: Penguin. La‘zar (Lazarus). any correct data which could be validated archaeologically or topographically must have been carried into Diaspora in oral form by Christians refugees. There are thirteen such references.96 This shows. F. “Johannine Studies. it would not be necessarily removed from the world and context it portrays. ed. the amount of John’s topographical references is rather unique within the New Testament.100 In his 1956 article. see Norbert Krieger. the inadequacy of Baur’s description of earliest Christianity. 153-171. however. it demonstrates the fallacy of those theories according to which John as not written but in the second half of the second century.D. 157-158). 96 94 . among other things.” 272-273). Still in the first half of the twentieth century. Attention to this matter was called by archaeologist W. and Shalôm (Salome). thus. and probably a decade or two earlier” (Smith. In a time when most interpreters believed John was fictional.Despite its size. 1940). 239-248. Martâ (Martha). “Recent Discoveries in Palestine. Words such as rabbi (“my master”) or the Greek equivalent didaskalos (“teacher”). 1956). considering the degree of the devastation created in Palestine and especially in Jerusalem by the Roman armies and also the almost complete break in the continuity of Christian presence in those areas after the war. the significance of this papyrus for the interpretation of John cannot be overemphasized: it is indisputable evidence that this Gospel was circulating in Egypt already at the beginning of the second century. In fact. and. 99 Albright. Albright argued that the several topographical references in the Gospel could hardly have been made without some degree of familiarity with the Palestinian and particularly the Judean situation before the First Revolt (A. the number increases to twenty.D. were characteristic of the period of Herod the Great to A. It is not altogether impossible. as well as most personal names in John. Albright. Daube (Cambridge: Cambridge University Press. these references were treated as symbolic rather than historical recollections. idem.” 156. idem.98 According to Albright. W. “Fiktive Orte der Johannestaufe. 1949). John is generally thought to date no later than 110. 292-300. Davies and D. Albright discusses only three examples of locations that were considered to have been positively identified by archaeology: the place where “Because of the Rylands Papyrus (P52) particularly. several other archaeological discoveries in Palestine seemed to challenge some of the assumptions held at that time by most Johannine scholars.” in The Background of the New Testament and Its Eschatology: In Honour of Charles Harold Dodd. and if details not mentioned in the Synoptics are included. Elisheba‘ (Elisabeth).5. D. 70 and became rather current in early Christian usage probably as reminiscences of oral tradition in Palestine before the First Revolt (ibid. such as Maryam (Mary). that the Fourth Gospel was authored by an eyewitness to Jesus.

12:1-11). 33. 590. “Aenon near Salim. Mount Gerizim (4:20). his main contention remains valid: John’s early Palestinian and Judean topographical references must derive from Diaspora Christians in the Greco-Roman world. would be contradicted by later archaeological discoveries.” 158-160. In an updated. 4:46. Of the remaining four. 21:2). 523-586. 103 Von Wahlde. “Recent Discoveries in Palestine. the pool of Siloam (9:1-9).102 In his concluding observations. Ephraim (11:54). Urban C. which necessarily favors the authenticity of its content. von Wahlde indicates that of the twenty Johannine sites.”103 Despite the erroneous identifications endorsed by Albright. the pool(s) of Bethesda (5:2). Bethany near Jerusalem (11:1-17. which was called Lithostroton in Greek and Gabbatha in Hebrew. Tiberias (6:1. as well as the exact location of Sychar. 104 Albright. von Wahlde.104 As Paul N. “a Samaritan city” (4:3-6). “Recent Discoveries in Palestine. 6:59). the Praetorium (18:28. 11. von Wahlde concludes that “the intrinsic historicity and accuracy of the references should be beyond doubt. “that can be identified with the greatest certitude. “Aspects of Historicity in the Gospel of John. the place of crucifixion.”105 101 102 Albright. Urban C.” The second statement is that there is “no credible evidence to suggest that any of the twenty sites is simply fictitious or symbolic. 4:46-54. 95 . the Sheep Gate (5:2).” in Jesus and Archaeology. “Albright’s archaeological contribution forced biblical scholars to consider again significant aspects of Johannine historicity.” Though acknowledging the possibility of some sites having a secondary symbolic meaning. the Gospel of John does contain good. “Archaeology and John’s Gospel. see specifically pages 555-556 (Aenon near Salim). 23. he says.Pilate brought Jesus.101 Interestingly. This means that instead of a second-century creation completely detached from the time and places of the events it describes. the harbor. the first two of these identifications. and the tomb of Jesus (19:41-42). sixteen have been identified with certainty. Capernaum (2:12. probably by means of orally conveyed tradition. ancient reminiscences. comprehensive survey of the archaeological status of all topographical references in John. the Kidron Valley (18:1). and the location of Jesus’ tomb.” as in the case of the pools of Bethesda. 21:2). For his survey of the archaeological evidence of the three places mentioned by Albright. 556-559 (Sychar). “it is precisely those places described in the greatest detail. having been sidestepped by the previous century or more of critical scholarship. The first is that archaeology has confirmed the remarkable accuracy of the topographical information in John.” in Jesus and Archaeology. Cana (2:1. the location of Sychar (4:5). As a matter of fact. and the other two are still highly controversial: Aenon near Salim (3:23) and Bethany beyond the Jordan (1:28. 20. the synagogue.” 158. 105 Paul N. Golgotha (19:17-18. 19:9). in Aramaic (John 19:13). 6:24-25. 583. two can be narrowed to within a relatively restricted area: the place in the temple precints for the keeping of animals (2:13-16) and the Lithostroton (19:13). 6:17. that is. Jacob’s well (4:4-6). even in face of the great number of details provided in some instances. and 572-575 (the Lithostrotos). and Jacob’s well. which he identified with Shechem. von Wahlde makes two important statements. “because there was much water there” (3:23). at Sychar. Anderson. 24. 41). 10:40). These are Bethsaida (1:44). Anderson declares.” where John the Baptist was conducting his baptismal work.

D. Nock says that the Nag Hammadi writings confirm what is already implicit in the church fathers. 70). Nock. It has been claimed that there is now indisputable evidence of Gnostic influence on the Fourth Gospel. Word and Glory: On the Exegetical and Theological Background of John’s Prologue.The years of 1940s witnessed two other important archaeological finds bearing on the interpretation of the Fourth Gospel. Discovered by accident in 1947 at Khirbet Qumran. If these documents let for the first time Bible scholars to meet the Gnostics in their own words and not only as they are depicted by early Christian heresiologists. Since the codices probably reflect second-century traditions and combine Gnostic and early Christian elements. (Sonoma: Polebridge. when thirteen fourth-century leather bound codices written in Coptic and containing no less than forty-nine treatises were discovered in a storage jar beneath a large boulder in Nag Hammadi. and of other documents as well.” “truth. the whole question of the impact of Gnosticism upon the New Testament. 107 See especially Craig A. Greek. particularly John. of which John’s Gospel would be the finest example. 106 96 . “The Trimorphic Protennoia and the Prologue of the Fourth Gospel. The Complete Dead Sea Scrolls in English (New York: Penguin. that Gnosticism was indeed a second-century “Christian heresy with roots in speculative thought. a site near the Egyptian village of al-Qacr. Goehring. 1997).” “light. 3 and 4. Gesine Robinson. we find words such as “world. et al. “Gnosticism.” and E. 37-50. namely. 1990). these documents are of great interest not only to Old Testament research and the history of Judaism. The first was in late 1945. for instance. Journal for the Study of the New Testament Supplement Series 89 (Sheffield: Sheffield Academic Press. ed. near the ruins of an ancient Jewish monastery.”108 The second and last discovery to help rescuing John’s Gospel from radical criticism was the Dead Sea Scrolls.107 Simply put. D. was reopened. mostly fragmentary. 2:956. however. 98-117.109 Only in cols. James E. they also witness to the distance that exists between their ideas and our New Testament. the Nag Hammadi documents do not furnish any evidence at all of a pre-Christian Gnostic redeemer. has led most scholars to reject this hypothesis. These are mainly evident in the Manual of Discipline or Community Rule. 109 The translation is from Geza Vermes. 2 vols. ed.” “joy. There are several examples in the Scrolls of the dualistic theological vocabulary found in Johannine and later Gnostic literature. 1972). D. Zeph Stuart (Oxford: Clarendon. as described by Bultmann and several others. And since they have been shown on the basis of paleography and carbon-14 tests to date from the period of Christian origins (200 B. particularly in relation to John’s background. the Scrolls consist of a large number of biblical manuscripts..” in Arthur Darby Nock: Essays on Religion and the Ancient World.C. but also to New Testament scholarship. Evans. The Scrolls have made it plain that even before the Christian era there already existed in Palestine a literary setting in which Jewish. and even pre-Gnostic religious ideas were combined in a way that once was thought to be unique to John and of the second century onwards.” “peace. 13-76. Robinson. 1993).g.” “darkness.” “falsehood.” in Gnosticism and the Early Christian World: In Honor of James M. A.106 Careful investigation. 108 A. that might have influenced the theology and literature of the Gentiles churches.–A.

whether the author should be regarded as a witness to the Jesus of history or only to the Christ of faith.. to appeal to an eventual second-century Hellenistic or Gnostic milieu to explain the distinctiveness of this Gospel.” These are typical of early Christian literature. T. Smalley. particularly the Gospel of John. 110 97 . “The New Look on the Fourth Gospel.” “sons of darkness. that is.” in John and the Dead Sea Scrolls. 1990). 94. 114 Ibid. 102. Twelve New Testament Studies. Robinson. 1998). 338-350. Also expressions such as “practicing the truth. New Testament Profiles (Downers Grove: InterVarsity. 1959). in which he questioned five old presuppositions related to the reliability of Johannine tradition that had underlain the Fourth Gospel research mostly in the previous fifty years.115 So the question whether John’s material is historically reliable or theologically conditioned.. Oxford.” “Prince of Light. 94-106.111 The Dead Sea Scrolls prompted what became known as “the new look on the Fourth Gospel. Robinson. but goes back to the earliest days of Christianity. 76-106.” This is the precise title of an article published originally in 1959 by John A. the similarities in vocabulary and images are of great importance to determine the nature of Johannine tradition: it is now possible to demonstrate that this tradition is much closer to that of Christianity itself than it had previously been thought possible. Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur 73 (Berlin: Akademie. Kurt Aland et al. ed. It is no longer necessary.” “the light of life. T. Robinson was not the first to raise anew the issue of the historicity of John. theologically speaking. and this has been decisive to establish the fundamental Jewishness of the Fourth Gospel.114 Then.” “sons of light. H. reprinted in John A. Robinson. 2nd ed.” and “the works of God” are used in ways that clearly reminisces that of John. 1957.112 The presuppositions were so widely accepted. but which he was inclined to take seriously..“eternal. Dodd had already spoken of the new situation. Charleswoth (New York: Crossroad. 112 John A. In the Sarum Lectures. C.”116 See further James H. 115 Ibid. 111 Stephen S. neither correct. Robinson’s answer was clear: “Because he [John] is the New Testament writer who. 113 Robinson. delivered in 1954-1955 at the University of Oxford. Studies in Biblical Theology (Naperville: Allenson. 1962). he spoke of what appeared to him to be straws in the wind. “A Critical Comparison of the Dualism in 1QS 3:13-4:26 and the ‘Dualism’ Contained in the Gospel of John.”113 By explicitly referring to the Scrolls and other archaeological finds that vindicated John’s knowledge of the topography and institutions of Palestine prior to the Jewish war.” in Studia Evangelica: Papers Presented to the International Congress on “The Four Gospels in 1957” Held at Christ Church.” “the wrath of God. John: Evangelist and Interpreter.” “walk in the darkness. the consensus so strong that Robinson could even speak of what he termed “critical orthodoxy.110 Parallels and points of contact between Qumran and John are numerous. 106. he has at least the right to be heard—on the history as well as on the theology. takes history more seriously than any other. 35.” “the Spirit of Truth. Twelve New Testament Studies. Charlesworth. 116 Ibid. Though the conceptual and theological differences between John and Qumran should not be overlooked. James H. because all of the straws were blowing in the same direction.. T. ed. at the end of the article he expressed his conviction that Johannine tradition is not the result of a later development.

“God so loved the world that He gave His only Son” (3:16). In this case. 1963). A. or episodes such as the miracle at Cana (2:1-11). are admittedly few. A few years later. 1991). 1998). thus arguing for Hellenism rather than Judaism as the main source of John’s ideas.It is indeed a gross error to assume that because John is mostly theological in its tone it is not historical in its character. 118 It should be remembered that there are also several other lines of evidence for the historicity of John. chronological references and the fact of empirical detail (597-613). it is true using arguments not much unlike those used by Robinson. With regard to its conceptual background. 120 Francis J. Sacra Pagina 4 (Collegeville: Liturgical. Moloney says. the either/or approach is already absolutely unnecessary. Though the archaeologist’s shovel will never be able to demonstrate the veracity of statements such as “the Word was made flesh and dwelt among us” (John 1:14). In addition to topographical references. Dodd’s lectures were expanded in a book titled Historical Tradition in the Fourth Gospel (Cambridge: Cambridge University Press. From the hermeneutical standpoint. then it can be said that such an approach is in fact mistaken. The Gospel of John. scholars who still operate within the constraints of the religio-historical school. 8. have also played an important role in pointing to the historicity of John by uncovering its historical situation. the Son of God” (20:31). he argues that “while much of John is theological. 596.’” as Francis J. 117 Anderson. the feeding of the five thousand (6:1-15). but not to the same extent as archaeology.119 In relation to authorship. ponders Anderson. He adds: “It is arrogant to rule any possibility out of court. though many interpreters still refrain themselves from identifying the Beloved Disciple with John the Son of Zebedee. Other disciplines. and even reliability on a firm foundation. there are still those who consider John to be entirely non-historical. 31. That this Gospel was not written later than the turn of the first century cannot be disputed anymore. 34. earliness. that though having more archaeological and topographical material than all three Synoptics combined. and “Jesus is the Christ. Concluding his article. Moloney. 98 . it is acknowledged today that “there is always the chance that the apostle John may have been in some way ‘author’ of the Gospel we traditionally call ‘of John. and if archaeology means something. 119 For examples. to claim that all of its content— or even most of it—must be ascribed to canons of ahistoricity and concoction is more than the authentically critical scholar will want to claim” (618). it has helped more than anything else to put John’s Jewishness. aspects of spatiality and topographical incidentals. aspects of personal familiarity. such as redaction criticism. and the resurrection of Lazarus (11:17-44).118 Conclusion Johannine research is deeply indebted to archaeology. how to account for that material? Where did it come from and why was it included? Was it only for rhetorical effect or to lend a sense of realism to the narrative?117 One thing that needs to be highlighted is that it is not lack of critical sensibility to take that material as a positive sign of the character and origin of the Johannine tradition. Carson.”120 As for the historical reliability. It is puzzling. Anderson lists rhetorical claims to firsthand knowledge. see D. The Gospel according to John (Grand Rapids: Eerdmans.

121 Craig L. but. Blomberg. 20:29). 99 . 283. 2001). despite the fact that its message will always be a matter of faith (cf. mainly with the help of archaeology it is possible to argue for the overall historicity and the general trustworthiness of this Gospel. as Craig L. this is more the result of a presupposition that simply rejects any form of supernaturalism than the conclusion of a sustained argument. The Historical Reliability of John’s Gospel: Issues and Commentary (Downers Grove: InterVarsity.that in the eyes of most critical scholars more of John’s material still proves suspicious than not. Blomberg remarks.121 On the other hand.

SP (1943). em 1950 e 1951. onde reside até hoje. chegava ao Brasil o casal alemão Max e Helena Bork com seus três filhos. com o objetivo de localizar os muros e portões de Jerusalém. e na Universidade de Londres. Bork. Bork fez cursos em várias universidades: na Pacific School of Religion. de 1975 a 1978. Irã. mudaram-se com a família para uma fazenda próxima ao Colégio Adventista Brasileiro (CAB). na Universidade Hebraica. Israel. o título de Doutor pela California Graduate School of Theology (1970-1971). SC (1944). Foi também professor de Bíblia na Academia de Loma Linda de 1960 a 1967. como pastor na igreja alemã de Nova York e departamental de jovens na Greater New York Conference (1953-1956). Estudou no Emmanuel Missionary College. o Dr.Participou também da pesquisa patrocinada pelo Museu Arqueológico de Jerusalém. ainda. desejando que todos os filhos tivessem uma educação adventista. da escavação arqueológica chamada The City of David (A Cidade de Davi). Jerusalém. No campo da Arqueologia. nas cidades de Assis. MG. México e Guatemala. Logo após seu nascimento.) Resumo Biográfico Em 1922. durante os verões de 1971 a 1975. posteriormente. DC e. Alcançou. atual Centro Universitário Adventista – Campus 1. e Joinville. e nos dois anos seguintes estudou no Pacific Union College. também foi pastor nas igrejas inglesa e portuguesa da Southern New England Conference (1956-1959). que na época localizava-se em Takoma Park. . no Pacific Union College até 1989. Esta pesquisa foi também um estágio arqueológico para os alunos do Dr. e concluiu. em Tel Gezer. Para auxiliar nas despesas dos anos posteriores. Jordânia. Grécia.Escavação arqueológica. Líbano. Egito. Califórnia. Participou ainda das seguintes pesquisas: . No ano seguinte. Presidente Prudente. sendo nos dois últimos lugares sobre a civilização maia. Iraque. fez o Mestrado em Divindade na Universidade Andrews (1959 e 1960). Turquia. nas férias de verão. Inglaterra. e em seguida lecionou História e Arqueologia Hebraica na Faculdade de Teologia. Cursou. Itália. 100 . Paulo Bork fez o curso primário. SP (1942). No ministério. o Mestrado em História da Igreja no Seminário Teológico Adventista. patrocinada pelo Departamento de Antiguidades de Israel.APÊNDICE A PAULO FRANZ BORK (1924. ainda no CAB. onde nasceu. patrocinada pela Fundação Ford. Iemen. . inicialmente. Bork. de 1939 a 1942. em 8 de janeiro de 1924. os pais. instalando. decidiu ir para os Estados Unidos. o filho mais novo.E por último.se na cidade de Cristina. onde bacharelou-se em Teologia. de 1946 a 1948. atual Universidade Andrews. onde. Esta cidade foi destruída pelas tropas egípcias e outorgada como presente à filha de Faraó que casou-se com Salomão. o curso de Contabilidade em 1945. Realizou também outras pesquisas na Síria. Paulo Bork atuou. Washington. Paulo Bork colportou. Paulo F.

e também diversos artigos publicados na Adventist Review. e o Dr. White da Universidade de Loma Linda. Bork. Terry A. em inglês. em inglês e traduzido para o português pela Casa Publicadora Brasileira. O Dr. o Dr. Ministry e Revista Adventista. Bork jubilou-se formalmente. e em processo de tradução para o português por alunas do curso de Tradutor e Intérprete do Centro Universitário Adventista – Campus 2. A History of the Seventh-day Adventist Church in Southern California. escreveu também Out of the City. Suas publicações foram as seguintes: The World of Moses (resultado de sua pesquisa para tese doutoral). viajando e ministrando palestras e ainda.De 1987 a 1989 foi diretor da Faculdade de Teologia no Pacific Union College e nesse mesmo período deu início a uma extensão da faculdade em Jerusalém. em Foniatria. Ph. Across the Sand. O casal possui dois filhos: Paul K. em inglês. funcionário do Centro Médico de Loma Linda. professora universitária e empresária.D. Bork é casado com a Dra. Norma Bork. promotor de justiça no condado de Los Angeles. Bork. que posteriormente passou aos cuidados da Associação Geral para estudos bíblicos e arqueológicos. Em 1989. (A Viagem da Promessa). 101 . dando assistência à pesquisas no Centro de Pesquisas Ellen G. holandês. mas continua em intensa atividade.

102 .