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Esta apostila de textos didáticos foi organizada com o objetivo de subsidiar as discussões da disciplina 3847 – Cinesiologia e Biomecânica, junto

aos alunos do 5º período do Curso de Educação Física do Centro Universitário do Triângulo - UNITRI

PARTE I CINESIOLOGIA

O QUE SIGNIFICA CINESIOLOGIA ? 1 - É uma combinação de dois verbos gregos, kinein que significa mover e logus que significa estudar.”(RASH, 1991)

CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS HUMANOS 1 - QUANTO AO DESLOCAMENTO   ESTÁTICOS DINÂMICOS

2 - QUANTO AO TIPO DE MOVIMENTO  MOVIMENTOS LINEARES

  MOVIMENTOS ANGULARES

Não é uma posição natural. com os pés ligeiramente separados e os braços pendendo relaxados ao lado do corpo. MOVIMENTOS GENERALIZADOS OU MISTOS Conceitos Cinemáticos para Análise dos Movimentos Termos Anatômicos que Descrevem o Movimento REVISÃO ANATÔMICA • Esqueleto: Conjunto de ossos e cartilagem que se interligam para formar o arcabouço do corpo do animal e desempenha várias funções tais como proteção. POSIÇÃO ANATÔMICA DE REFERÊNCIA • É uma posição ereta vertical. Nome dos Segmentos • • • Cabeça. pescoço e tronco – porção axial do esqueleto. sustentação. mas sim uma posição de referência ou ponto de partida quando são definidos os termos relacionados ao movimento. mais de 50% do peso da pessoa Membros Superiores e Inferiores – porção apendicular do esqueleto A união se dá por meio de cinturas (escápula e clavícula) e a pélvica (ossos do quadril). com as palmas das mãos voltadas para frente. • .

(em Zoologia. . Planos Anatômicos de Referência • • Três planos cardinais imaginários dividem a massa do corpo em três dimensões. o termo é sinônimo de cranial) Inferior: mais afastado da cabeça. (ventral) Posterior: para a parte de trás do corpo (dorsal) Medial: para a linha média do corpo.TERMOS DIRECIONAIS • • • • • Superior: mais próximo da cabeça. Um plano é uma superfície bidimensional. (caudal) Anterior: para frente do corpo.

• PLANOS E EIXOS DE MOVIMENTO • SAGITAL • • Superfície plana que divide o corpo verticalmente em metades direita e esquerda. Movimentos corporais ou de seus segmentos ocorrem laterais ao corpo. Seu EIXO de rotação é o LÁTERO-LATERAL • • • FRONTAL • • Superfície plana que divide o corpo verticalmente em metades anterior e posterior. Abdução e adução. extensão e hiperextensão. Os movimentos corporais ou de seus segmentos ocorrem para frente e para trás. Seu EIXO de rotação é o ÂNTERO-POSTERIOR PLANOS E EIXOS DE MOVIMENTO • • • . Flexão. aproximando-o ou afastando-o da linha média do corpo.

Governam essencialmente as capacidades de orientar movimentos corporais.• TRANSVERSAL • • Superfície plana que divide o corpo horizontalmente em metades superior e inferior. Movimentos corporais paralelos ao solo. ABDUÇÃO E ADUÇÃO HORIZONTAL . Seu EIXO de rotação é o LONGITUDINAL • • • MOVIMENTOS ARTICULARES • Articulações: São pontos que governam o que se ligam às extremidades ósseas para capacitação de movimentos. Rotação externa e interna. O potencial de movimento de um seguimento é determinado pela estrutura e função das articulações. HIPERESTENSÃO ABDUÇÃO. ADUÇÃO ROTAÇÃO INTERNA E EXTERNA. • Resumindo: PLANO SAGITAL FRONTAL TRANSVERSO EIXO LÁTERO-LATERAL ANTERO-POSTERIOR LONGITUDINAL MOVIMENTO FLEXÃO. ESTENSÃO. quando o corpo esta na posição ereta.

:saltos em altura. . • Um grau de liberdade ( uniaxial ) . arremessos etc. lançamentos.rádio cárpica • Três graus de liberdade ( triaxial ) .interfalangiana • Dois graus de liberdade ( biaxial ) .joelho . extensão.Graus de Liberdade de movimento São classificados pelo número de planos nos quais se movem os segmentos ou com o número de eixos primários que possuem.cotovelo .ombro Revisão do conteúdo: ANÁLISE DE MOVIMENTO ESCOLHA 5 MOVIMENTOS ESPORTIVOS QUAISQUER E FAÇA UMA ANÁLISE DO MESMO SOB O PONTO DE VISTA: • • • • Do deslocamento DO TIPO DE MOVIMENTO Das ARTICULAÇÕES ENVOLVIDAS Dos EIXOS E PLANOS DO MOVIMENTO Formas de movimentos Movimentos acíclicos . São classificados pelo número de planos nos quais se movem os segmentos ou com o número de eixos primários que possuem.quadril . Ex. mortais e ginásticos.ato motor cujo objetivo pode ser alcançado com uma única fase principal.

: caminhar. remar. Ex.Movimentos cíclicos . correr. pedalar etc. nadar. TERMINOLOGIA BÁSICA DOS MOVIMENTOS MOVIMENTOS DE FLEXÃO E EXTENSÃO .se constituem de muitos ciclos independentes com uma mesma estrutura básica.

ABDUÇÃO E ADUÇÃO TRANSVERSAL . ELEVAÇÃO E DEPRESSÃO.MOVIMENTOS DE FLEXÃO E EXTENSÃO. ABDUÇÃO E ADUÇÃO MOVIMENTOS DE FLEXÃO E EXTENSÃO.

MOVIMENTOS DA COLUNA. ESCÁPULA E TORNOZELO .

Atividade de estudo ANÁLISE DE MOVIMENTO ESCOLHA 3 MOVIMENTOS ESPORTIVOS QUAISQUER E FAÇA UMA ANÁLISE DO MESMO SOB O PONTO DE VISTA: • • • • • • Do deslocamento DO TIPO DE MOVIMENTO Das ARTICULAÇÕES ENVOLVIDAS Da forma do movimento Dos EIXOS E PLANOS DO MOVIMENTO Dos Movimentos articulares Apresentados AÇÕES MUSCULARES DAS GRANDES ARTICULAÇÕES • Cinesiologia do Quadril QUADRIS ADUÇÃO ABDUÇÃO PECTÍNEO SARTÓRIO TENSOR FÁSCIA LATA GLÚTEO MÉDIO FLEXÃO EXTENSÃO ROT.MEDIAL TENSOR FÁSCIA LATA ROT.LATERAL SARTÓRIO RETO FEMORAL SEMITENDÍNEO GRÁCIO ADUTOR MAGNO ADUTOR LONGO ADUTOR CURTO ILIOPSOAS SEMIMEMBRANÁCEO GLÚTEO MINIMO GLÚTEO MÁXIMO PECTINEO??? BICEPS COXA SARTÓRIO TENSOR FASCIA LATA GLÚTEO MÁXIMO Principais Músculos .

• Músculos Glúteos – Glúteo Máximo – Glúteo médio – Glúteo mínimo • Flexores do Quadril – Psoas Maior – Ilíaco – Reto abdominal – Sartório • Adutores da coxa – Pectíneo – Grácil – Adutor longo – Adutor mágno – Adutor curto • Iliopsoas Glúteo Máximo .

em sua face posterior e no trato iliotibial Ação Extensão.Origem Sacro posterior e ílio Inserção Na tuberosidade glútea da diáfise do fêmur. rotação interna Iliopsoas . Glúteo médio Origem Ílio lateral Inserção Trocanter maior Ação Abdução do quadril Glúteo mínimo Origem Ílio lateral Inserção Superfície anterior do trocanter maior Ação Abdução do quadril. hiperextensão e rotação externa do quadril.

compressão do abdômen. Púbis Flexão de tronco. sexta e sétima costelas. superfície ântero-laterais de T12 a L5 Pequeno trocanter Flexão do quadril Reto Abdominal Origem Processo Xifóide e Cartilagens costais da quinta. Sartório Inserção Ação .Origem Inserção Ação Fossa ilíaca.

Origem Espinha ilíaca ânterosuperior Inserção Face próximo medial da tíbia Ação Combinação de flexão. Rotação externa e Abdução do quadril. Pectíneo Origem Ramo superior do púbis Inserção Linha pectínea do fêmur Ação Flexão e adução do quadril .

Grácil Origem Púbis Inserção Superfície ântero-medial da terminação proximal da tíbia Ação Adução do quadril Adutor curto .

Use uma caneleira de 4 ou 5 quilos. tocando levemente a ponta do p movimento. Estenda-o completame glúteos. Repita dez vezes. inicie o movimento com um joelho elevado e flexionado. Desça-a. eleve lentamente uma das pernas estendidas.• EXEMPLOS DE ATIVIDADES ENVOLVENDO A MUSCULATURA DO QUADRIL Na posição de três apoios. EXTENSÃO DE QUADRIL Em quatro apoios. 4 séries de 12x cada perna Cinesiologia do Joelho AÇÕES MUSCULARES DAS GRANDES ARTICULAÇÕES . Retorne à posição inicial.

• • Principais Músculos Extensores do joelho – Reto Femoral – Vasto Intermédio – Vasto Lateral – Vasto Medial • Flexores do Joelho – Semimembranáceo – Semitendíneo – Bíceps da Coxa Reto Femoral Vasto Intermédio .

Vasto medial Vasto lateral Semitendinoso .

Semimembranoso Bíceps femoral: cabeça longa Bíceps femoral: cabeça curta .

• EXEMPLOS DE ATIVIDADES ENVOLVENDO A MUSCULATURA DO JOELHO Cinesiologia da Perna e Pé Principais Músculos • Grupo Posterior Superficial – Gastrocnêmio (gastrocnêmico) – Sóleo – Plantar • Grupo Posterior Profundo – Tibial Posterior – Flexor Longo do hálux – Flexor Longo dos dedos • Grupo Anterior • • • • Grupo Lateral • • Fibular Longo Fibular curto Tibial Anterior Extensor longo do hálux Extensor longo dos dedos .

• Grupo Posterior Superficial Gastrocnêmico Solear Plantar .

Grupo Posterior Profundo Tibial posterior Flexor Longo do Hálux Flexor Longo dos Dedos .

Grupo Anterior Tibial Anterior Extensor Longo do Hálux Extensor Longo dos Dedos .

– Grupo A: Músculos que se originam na escápula e se inserem no braço. são comandados por muitos músculos. .Grupo Lateral Fibular Longo Fibular Curto Extensor dos2 • Cinesiologia e Biomecânica do Tronco Dorso • Articulação do Ombro • Os movimentos dos membros superiores.

inserindo-se no braço. GRUPO A • • • • • Supra-espinhal Redondo maior Infra-espinhal Redondo menor Subescapular Supra-espinhoso Redondo maior .– Grupo B: Músculos que se originam no tronco e se inserem na escápula – Grupo C: Músculos que se originam no tronco.

Infra-espinhoso Redondo menor Subescapular GRUPO B • • • Levantador da Escápula Músculos Rombóides Músculo Trapézio .

Rombóide maior Rombóide menor Elevador da escápula Trapézio Trap ézio Trapé supe zio rior Trap medial ézio inferi or .

GRUPO C • • • • Músculo Peitoral Maior Músculo Deltóide Grande Dorsal Serrátil Anterior Peit oral Peit Mai oral or: Mai Por or: ção Porç cla ão vic este ular rnal .

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• ESTUDO DOS SEGMENTOS DOS MMSS • MEMBROS SUPERIORES .

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Benigni M. Loc. Del Ap.med. 1996. Fornasari V. ed. Cinesiologia Clinica para Fisioterapeutas. Al Acond. Musc. 2.pt/jandrade/muscmembrsuperior. “Biom. Apl..   FR  m  a Características do Centro de Gravidade ele não é fisicamente real em corpos homogêneos ele se confunde com o centro de simetria O cálculo do centro de gravidade corporal (CG) Método analítico . Rio de Janeiro: Revinter..up.com/ap/muscularsystem/menu/menu.getbodysmart.html • LIPPERT.” • • http://users.htm http://www.• • Bibliografia Fucci S. Lynn.

5) 11. Determinar o valor da massa de cada segmento segundo a tabela 2 4. Dividir o valor da massa de cada segmento por 100 (  G). Dividir o somatório de Y. DG (tab.5) 9. marcar as articulações 2. DG pela massa total dividida por coordenada final (tab.5) 7. Determinar as coordenadas X e Y dos CG radiais de cada 4) 6.5) 8.5) 10. Multiplicar a massa de cada segmento G pela coordenada Y (tab. Dividir o somatório de X . Localizar os CG radiais na figura de acordo com a tabela 1 3. Colar a figura sobre o papel milimetrado. tabela 3 5. DG pela massa total dividida por 100 coordenada final (tab. DG (tab.5) 100 para achar a segmento (tabela - - para achar a .- determinação matemática determinação gráfica Método experimental determinação pelo uso de balanças determinação por análise cinematográfica Método do equilíbrio Método da suspensão PROCEDIMENTO PARA O CÁLCULO DO CG (MÉTODO ANALÍTICO) 1. Multiplicar a massa de cada segmento G pela coordenada X (tab. Fazer o somatório de X . Fazer o somatório de Y .

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EXERCÍCIOS

5) CALCULE O CG DE UM GRUPO DE 40 ADULTOS (20 homens e 20 mulheres) PELO MÉTODO EXPERIMENTAL EM DIFERENTES POSIÇÕES. 6) CALCULE O CG CORPORAL PELO MÉTODO ANALÍTICO, DE UMA FIGURA HUMANA À SUA ESCOLHA.

DESVENDANDO A FÍSICA DO CORPO HUMANO

"Nada é permanente, salvo a mudança.". (Heráclito)
CONCEITO DE FORÇA O conceito de força está associado a um empurrão (compressão), puxão (tração). Estas forças servem para produzir, parar ou modificar o movimento dos corpos. Também podem causar deformações. São sempre aplicadas por um corpo sobre o outro. Segundo Newton, força possui uma intensidade, uma direção e um sentido, que juntos caracterizam uma grandeza vetorial.

TIPOS DE FORÇAS Força de contato: são aquelas que colocam dois corpos em contato, como o próprio nome diz. Ex.: Forças exercidas pelos gases num recipiente. Força de campo: são aquelas forças que ocorrem sem o contato direto. Ex.: Forças gravitacionais, elétricas e magnéticas. Estudaremos as forças gravitacional, muscular e atrito, pelo fato das ações exercidas por estas forças acarretarem compressão e tração articular e pressões ou tensões (força por unidade de área) sobre os tecidos do corpo. EXERCÍCIO 1 Pesquise e descreva as leis de força para a interação entre cargas elétricas (Lei de Coulomb) e para a atração gravitacional entre corpos (Gravitação Universal de Newton). Especifique as propriedades que dão origem a tais forças. Discuta como é a relação entre a intensidade de ambas as forças e a distância entre os corpos e por que, no primeiro caso, as forças podem ser de atração e de repulsão e, no segundo caso, só há força de atração. REPRESENTAÇÃO DE FORÇAS: Diagrama de Forças Os vetores de força (F ou em negrito e sem seta, F) podem ser representado tanto gráfica como matematicamente. • Matematicamente são representados por uma seta cuja a HASTE determina a linha de ação da força e o seu comprimento (tamanho) desenhado em escalas e representa a magnitude (intensidade) da força (lbs, N, kg). A PONTA DA SETA determinas o sentido (a direção da força) e a CAUDA (origem) especifica o ponto de aplicação da força. O que é um Vetor? É um ente matemático representado por um segmento de reta orientado. E tem algumas características básicas: Possuí módulo. (Que é o comprimento da reta), Tem uma direção. E um sentido. (Que é pra onde a “flecha” está apontando).

Representação de uma Grandeza Vetorial As grandezas vetoriais são representadas da seguinte forma: a letra que representa a grandeza, e uma a “flechinha” sobre a letra. Da seguinte forma...

Comparação entre vetores

Um Sistema de coordenadas também é utilizado para representar forças, que podem ser dirigidas como no exemplo 2. Nesse caso se aplicam as relações trigonométricas: Tg θ = Fy/Fx, sen θ = Fy/F e cos θ = Fx/F. o módulo de F pode ser obtido com a aplicação do teorema de Pitágoras: F = √F²x + F²y Três vetores com intensidade, direção e sentido específicos.

com mesma direção de . Existem duas regras para fazer a soma vetores. O vetor resultante seria como se todos os vetores envolvidos na soma fossem substituídos por um. sendo T = n . mesma direção e sentido contrário – A multiplicação de por um número real n é um vetor T. FORÇA RESULTANTE • É o resultado produzido por várias forças que atuam num determinado corpo. • Vale algumas observações: – existe o vetor oposto . – Vale a propriedade associativa ( 1 + 2) + 3 = 1 + ( 2 + 3) – Vale a propriedade cumulativa ( 1 + 2) = ( 2 + 1) ADIÇÃO DE VETORES Podemos usar quatro regras ou métodos Regra do Polígono É utilizada na adição de qualquer quantidade de vetores.SOMA VETORIAL Através da soma vetorial encontramos o vetor resultante. com mesmo modo (intensidade ou tamanho). e este tivesse o mesmo efeito.que é o vetor oposto de . e sentido que depende do sinal de n. Exemplo: .

Exemplo: FAZENDO A SOMA ATRAVÉS DA REGRA DO PARALELOGRAMO .Fazendo a Soma através da Regra do Polígono REGRA DO PARALELOGRAMO É utilizada para realizar a adição de apenas dois vetores.

Regra do Paralelogramo: Casos Particulares Método das Componentes É o método onde os vetores são representados em um sistema de coordenadas retangulares e descritos como a soma das componentes (projeções) nas direções x e y. O módulo do vetor soma pode ser obtido pela aplicação do teorema de Pitágoras (F = √F²x + F²y). . O vetor soma resultante dos vários vetores corresponderá a um vetor cuja componente x é a soma algébrica das componentes x de cada vetor e cuja componente y é a soma algébrica das componentes y de cada vetor.

F2 e R. Um objeto imóvel permanecerá assim desde que não haja uma força resultante agindo sobre ele. LEIS DE NEWTON 1ª Lei de Newton Lei da Inércia Todo o corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme.MÉTODO ALGÉBRICO O módulo do vetor soma pode ser calculado a partir da lei dos cossenos aplicada ao triângulo formado pelas forças F1. a não ser que sobre ele atue uma força resultante que altere a velocidade ou a direção do movimento. podemos dizer que: RESULTANTE DAS FORÇAS EXTERNAS = ZERO . . Em outras palavras. Na verdade essa lei implica duas situações de equilíbrio: equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico. Da mesma forma. um corpo movimentando-se com velocidade constante ao longo de uma trajetória retilínea manterá este movimento. exceto se forças externas atuarem nele.

.Segunda Lei de Newton Massa e Aceleração A ação de uma força resultante não nula sobre um corpo produz variação do vetor velocidade. A resultante das forças aplicadas a um ponto material é igual ao produto de sua massa pela   aceleração adquirida: FR  m  a 3ª Lei de Newton (Ação e Reação) Segundo os autores.

ele adquire uma aceleração denominada “aceleração da gravidade g”.a transforma-se em P = m. P=m. quando estimuladas por impulsos nervosos. O PESO P é uma grandeza vetorial e tem direção sempre vertical ( orientada para o centro da Terra ) e sentido de cima para baixo. sendo ambas de campo ou ambas de contato. Consiste num número muito grande de fibras. É BOM LEMBRAR QUE: O Peso e a massa são grandezas distintas.g P = Newtons (N).Toda vez que um corpo A exerce uma força F num corpo B. . Sendo m a massa do corpo . Força Muscular São forças produzidas pelos músculos que tem a função de controlar as posturas e os movimentos dos animais. É a quantidade de força exercida pela terra que atrai os corpos. este também exerce em A uma força F tal que essas forças: • Têm a mesma intensidade (módulo). 2% para mais. pois a resultante FR é o peso P e a aceleração a é a aceleração da gravidade g.g .8m/s² adotaremos 10 m/s². não depende do local onde é medida. isto é. • Têm sentidos opostos. • A massa é uma grandeza constante. • Não se equilibram. Quando um corpo está em movimento sob ação exclusiva de seu peso P. g vale 9. • O peso do corpo depende do local onde é medido. Normalmente é ligado a dois tipos diferentes de ossos por meio de tendões. pois estão aplicadas em corpos diferentes Algumas Forças Especiais FORÇA PESO Quando os corpos são abandonados nas proximidades do solo. indicada por P. cujas células são capazes de contraírem. caem sofrendo variações de velocidade. força peso ou simplesmente peso exercida sobre um corpo. Pode ser denominada de força gravitacional. a equação fundamental F R= m. Afirmamos então que a Terra interage com esses corpos exercendo uma força a qual chamamos de peso. • Têm a mesma direção. • Tem a mesma natureza.

existe quando a força (F) é maior ou menor que a resistência (R). Como o corpo continua em repouso. 2. a superfície reage sobre o bloco. 2.2.2.A força máx. mas com sentido contrário aplicada ao bloco exercida pela superfície da mesa chamada força de contato ou normal N. superar oposições criadas pela ação das leis naturais que regem o universo. Ela atua PERPENDICULAR a superfície. .2-Isotônica .1-Isotônica concêntrica -F>R 2.existe quando a resistência é proporcional a força aplicada e a velocidade do movimento.Dinâmica . produzindo movimento aparente.1-Isocinética . Quando um corpo pressiona uma superfície. em que o corpo se encontra. a superfície deforma-se e empurra o corpo com uma força perpendicular à sua superfície (normal à superfície). Força de Contato ou Força de Reação Normal FORÇA DE ATRITO Consideremos um corpo sobre uma superfície horizontal.F<R Força de Contato ou Força de Reação Normal As forças que agem sobre um bloco em repouso sobre uma mesa são a força peso P exercida pela terra e uma força de igual módulo e direção. exerce sobre essa superfície uma compressão N´. insuficiente para deslocá-lo.é a capacidade de se realizar tensão. respectivamente. a resultante das forças que atuam sobre ele deve ser nula. no qual atua uma força F horizontal. produzindo contrações que levam o segmento ou o corpo a. exercendo sobre ele uma reação normal N.é a capacidade de se realizar tensão muscular sem produzir movimentos aparente (F=R). que um músculo pode exercer depende da área de secção transversal (corte perpendicular) do músculo e é inerente a estrutura dos filamentos musculares. vencendo resistências. • A capacidade de usar a energia mecânica. Se um bloco de peso P. apoiado sobre uma superfície horizontal. FORÇA NORMAL (N) – É a força exercida pela superfície em que o corpo está apoiado. Pode variar de 30 a 40 N/cm². 2. produzindo trabalho positivo ou negativo.2-Isotônica excêntrica .Isométrica . 2. perpendicular à superfície. Classificação de força 1. Essas forças formam um par ação-reação.

Como pode ser observado. isto não poderia acontecer pois aparentemente. só existe a força F atuando no corpo. . Tal força é chamada de FORÇA DE ATRITO Fat. Então somos obrigados a admitir a existência de uma força oposta à tendência do movimento. na direção horizontal.

• Mas a força de atrito não cresce indefinidamente. • Enquanto o atrito for estático. de modo a equilibrar a força motriz e impedir o movimento. . a força de atrito ( Fat ) também aumenta.TIPOS DE FORÇAS DE ATRITO Há dois tipos de forças de atrito: ESTÁTICA e DINÂMICA Força de atrito ESTÁTICA • É aquela que atua enquanto não ocorre movimento. existindo um valor máximo que é chamado de FORÇA DE ATRITO ESTÁTICO MÁXIMA ( Femax ). Força de Atrito Estático Ocorre quando não há deslizamento entre duas superfícies. à medida em que aumentamos a força motriz F. Será sempre contrário à tendência de movimento.

: Quando o plano de apoio for horizontal. também contrária ao movimento. O coeficiente m é adimensional (não tem unidade de medida) e depende apenas das superfícies de contato. e de valor inferior ao da força de atrito estático máxima. o peso P é igual a força normal N. P = N Fat = m . P Fat = m . g ATENÇÃO: A força de atrito independe da área de contato entre as suas duas superfícies. partindo do estado de repouso. é preciso que a intensidade da força motriz F seja superior à intensidade da FORÇA DE ATRITO ESTÁTICO MÁXIMA ( Femax ). μc→Coeficiente de atrito cinético. Força de Atrito Cinético Ocorre quando houver deslizamento entre duas superfícies.N N→Força normal (neste caso tem mesmo módulo do peso).  . Será sempre contrário ao movimento. Também chamado atrito dinâmico. m . Uma vez iniciado o movimento. N Fat = m . Determine a aceleração do corpo. OBS. Depende das duas superfícies em contato. EXEMPLO: Um corpo de massa m = 5 kg é puxado horizontalmente sobre uma mesa por uma força F = 15 N. passando a atuar a força de atrito dinâmica. A força de atrito cinética é dada por FAT = μc. Para iniciar o movimento.2.Força de atrito DINÂMICA ou CINÉTICA É aquela que atua durante o movimento. O coeficiente de atrito entre o corpo e a mesa é μC= 0. a força de atrito estática deixa de existir. Considere g = 10 m/s2.

tanto para determinar a melhor maneira de projetar as bolas e outros implementos como para prever a melhor maneira de apanhar ou rebater bolas projetadas. Quando entendemos como estes fatores interagem no contexto do desporto. negativo ou nulo.U. a Coeficientes de atrito estático µe e de atrito dinâmico µd Deslocamento Definido como sendo a variação da posição durante um certo intervalo de tempo. a velocidade inicial determina tanto a altura quanto o comprimento horizontal da trajetória. FR = m . Velocidade de Projeção Quando o ângulo de projeção e outros fatores são constantes. O deslocamento escalar pode ser positivo. que é o instante entre a subida e a descida. a F . sua velocidade aumenta progressivamente. V. em virtude da aceleração gravitacional.1 Escolha do sistema de referência y é vertical com a trajetória para cima positiva Componentes da acelaração ay = -g e ax = 0 Componentes da velocidade inicial . Verificação da trajetória parabólica. um objecto com o movimento do projetil. define no seu movimento uma parábola Este percurso é chamado trajetória Cinemática do Movimento dos Projéteis No ponto máximo ou ápice do vôo. essas duas grandezas somente coincidem quando o móvel se movimenta no mesmo sentido e a favor da orientação da trajetória.Corpo em repouso ou Movimento Uniforme.Fat = m . Representa-se por x x = xf . Ápice Fatores que Influenciam a Trajetória do Projétil ÂNGULO DE PROJEÇÃO. Se o projétil é projetado para cima a velocidade inicial indica a altura do ápice da trajetória Se o projétil é projetado em um ângulo oblíquo. chamamos de movimento do projetil Podendo ou não utilizarmos um projetil Princípios do movimento de projecteis A aceleração g na queda livre é considerada constante E é direcionada para baixo O efeito do atrito é desprezável Assim. Balística Um objecto pode mover-se simultaneamente nas direcções x e y O tipo de movimento a duas dimensões com que vamos lidar. a velocidade será igual a inicial porém com direção invertida. a medida que o objeto cai. a velocidade vertical é 0. a velocidade de projeção determina o comprimento ou o tamanho da trajetória de um projétil.xi As unidadedes do SI são o metro (m) x pode ser positivo ou negativo Diferente da distância que é o comprimento percorrido pela partícula.Fat = 0 Corpo em M. FR = 0 F . de novo. A VELOCIDADE DE PROJEÇÃO E A ALTURA RELATIVA DE PROJEÇÃO. e nem sempre corresponde à distância efetivamente percorrida pelo móvel.

O efeito da rotação depende da intensidade da força F e da distância d perpendicular ao eixo de rotação.vxi = vi cos q e vyi = vi sin q Verificação da trajetória parabólica. R. Para que haja equilíbrio rotacional de um corpo. está na forma y = ax – bx2 que é a fórmula da parábola Diagrama do movimento do projetil Movimento do projetil – Implicações A componente y da velocidade é zero quando a altura do projetil é máxima A aceleração mantém-se constante durante a trajetória Alcance e máxima altura de um projetil Quando analisamos o movimento de um projétil. TORQUE . é a distância perpendicular entre a linha de ação do músculo e o centro da articulação. final O máximo alcance ocorre para qi = 45o Ângulos complementares dão origem ao mesmo alcance A altura máxima será diferente para cada um dos ângulos complementares O tempo de voo será diferente para cada um dos ângulos Movimento do projetil – Resolução de problemas Seleccione um sistema de coordenadas Equacione a velocidade inicial em termos das suas componentes x e y Analise o movimento horizontal usando técnicas com a velocidade constante Analise o movimento vertical usando técnicas com a aceleração constante Lembre-se que as duas direcções tem o mesmo tempo de percurso Movimentos de projetil não simétricos TORQUE Torque ou momento de Força é a força aplicada perpendicularmente ao objeto T=F. diferentemente da força que se relaciona à translação. é a distância horizontal entre o lançamento e a queda do projetil A máxima altura que o projetil alcança é h Altura de um projetil. inclinação Alcance de um projetil. TORQUE É uma grandeza física importante no nosso dia-a-dia. Está associado à rotação de um corpo ao qual se aplica uma força.d_ Isto quer dizer que o braço de momento é a menor distância entre a linha de execução de força e o eixo de rotação. equação O alcance de um projetil pode ser expresso em termos da sua velocidade inicial por: Só é válido para uma trajetória simétrica Alcance de um projetil. por isto usaremos como positivo (+) o momento de força que leva a rotação de um corpo no sentido anti-horário e negativo (-) aquele que leva à rotação no sentido horário. equação A máxima altura que um projetil pode alcançar em função da sua velocidade inicial é: Esta equação só é válida no movimento simétrico Alcance de um projetil. em relação ao centro de uma articulação. a soma dos torques de todas as forças a ele aplicadas deve ser igual a zero. TORQUE É uma grandeza vetorial. temos duas características de interesse especial O alcance. o braço de momento de um músculo. No corpo humano.2 Deslocamentos xf = vxi t = (vi cos q) t yf = vyi t + ½ay t2 = (vi sin q)t .½ gt2 A combinação das equações dá: Ou seja.

RESISTÊNCIA: peso do próprio segmento.70m). peso extra e força gravitacional. segurando na mão um objeto com massa 2Kg. Grande parte do movimento humano envolve a elaboração simultânea de tensão nos grupos musculares agonistas e antagonistas. Noções de Biomecânica Aplicada SISTEMA DE ALAVANCAS HASTE RÍGIDA QUE GIRA EM TORNO DE UM FULCRO PARA EXECUTAR E EFETIVAR O MOVIMENTO DESEJADO. d| = -mg.5=0. P = 50 N. Sendo grandeza vetorial. À medida que a linha de tração se afasta de 90º em qualquer direção. possui magnitude e direção.d| .m b) T2=2x10x0. b = 15 cm. convencionalmente no sentido anti-horário é positivo e no sentido horário é negativo.INTERPOTENTE . FORÇA: trabalho muscular. c = 30 cm Exemplo 2 Uma pessoa faz um exercício de flexão com levantamento lateral do braço. Ps = 20 N.70m)sen 30º= (0. Equilíbrio estático 1ª condição de equilíbrio: A força resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo deve ser igual a zero. Equilíbrio estático 2ª condição de equilíbrio: O momento resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo em relação a qualquer eixo deve ser igual a zero. o braço de momento torna-se progressivamente menor.35 Portanto. COMPONENTES ALAVANCA: Haste Rígida (ossos) EIXO: ponto de fixação mas que permite mobilidade (parafuso – articulação). O torque resultante em relação a um determinado eixo é a soma dos torques de cada uma das forças que compõem o sistema em relação ao mesmo eixo. F = 400 N a = 5 cm. pode-se determinar o momento resultante de um sistema de forças em relação a um determinado eixo.0. A distância braço-antebraço-metade da mão dessa pessoa mede 70cm. O eixo de rotação esta no ombro. Quando torque efetivo e movimento articular estão na mesma direção é denominado concêntrico.O braço de momento de um músculo é máximo com um ângulo de 90º de tração.d| = -P. Calcule o momento da força peso desse objeto para cada uma das duas situações em que o braço faz um ângulo com a vertical de: RESOLUÇÃO a) T1= F. enquanto o torque na direção oposta ao movimento articular é considerado excêntrico Torque ou momento resultante Da mesma forma que é possível determinar uma força resultante que isoladamente tem o mesmo efeito das forças componentes de um sistema. T1 = 2x10x0.m Equilíbrio estático Um corpo está em equilíbrio estático quando a força resultante E o momento resultante de todas as forças que atuam sobre ele for igual a zero. se d_=(0.7=-14N.35=-7N. TIPOS / CLASSIFICAÇÃO  TIPO I – 1 CLASSE – INTERFIXA  TIPO II – 2 CLASSE – INTER-RESISTENTE  TIPO III – 3 CLASSE . Torque efetivo é a diferença entre tensão dos músculos agonistas e antagonistas. Torques Articulares Resultantes Importantes por produzirem o movimento dos segmentos corporais.

• A vantagem mecânica pode ser maior. Pode-se. • A vantagem mecânica é sempre menor que 1. Refere-se. pois o braço de força é sempre menor que o braço de resistência. pois o braço de força é sempre maior que o braço de resistência. Vantagem mecânica de uma alavanca A eficiência de uma alavanca para mover uma resistência é dada pela vantagem mecânica: braço de força .distância do eixo até a força braço de resistência . os únicos fatores capazes de variação são o peso e sua distância do ponto de apoio. aplicar resistência adicional à ação muscular. • Vm > 1 . • No corpo humano .não existem exemplos análogos. VANTAGEM MECÂNICA Refere-se à vantagem que se obtém ao usar uma alavanca. ao aumento do comprimento do braço da resistência como aumento da força mecânica. Permitindo que uma resistência possa ser vencida com menor esforço. sendo expressa assim: V. • Vm < 1 .distância do eixo até a resistência Vantagem mecânica de uma alavanca • Vm = 1 . portanto. • No corpo humano .  O conhecimento dos princípios das alavancas também é necessário para que se compreenda o método de progressão no fortalecimento de músculos. até o momento que nenhuma progressão posterior seja possível ou desejada. menor ou igual a 1.a força necessária para movimentar uma resistência é menor do que a resistência. a resistência ou peso que devem ser superados também devem ser aumentados.a grande maioria das alavancas do corpo. Alavancas de terceira classe • Força aplicada entre o eixo e a resistência. A Vantagem Mecânica é a proporção da Resistência ao Esforço.ação simultânea dos agonistas e antagonistas em lados opostos de uma articulação. Alavancas . geralmente.a força necessária para movimentar uma resistência é maior do que a resistência Alavancas de primeira classe • Força e resistência aplicadas em lados opostos do eixo. • A vantagem mecânica é sempre maior que 1.  Como as inserções de músculos que constituem fatores de esforços estão situadas em pontos fixos em relação às articulações.a força necessária para movimentar uma resistência é exatamente igual à resistência. tanto pelo aumento do peso a ser superado quanto pelo aumento do comprimento do braço da resistência ou peso.ALAVANCA INTERFIXA Alavanca de Equilíbrio Apresenta ponto de apoio entre a força e a resistência Alavancas de I Classe Ponto fixo entre a Força e a Resistência ALAVANCA INTER-RESISTENTE Alavanca de Força ou de Esforço Apresenta a resistência entre a força e o eixo ALAVANCA INTERPOTENTE Alavanca de Velocidade Apresenta a força entre o eixo e a resistência. Alavancas de segunda classe • Resistência aplicada entre o eixo e a força. • No corpo humano .M.  Conforme a força do músculo aumenta. = BF / BR  Um sistema de alavancas é o meio pelo qual o corpo humano consegue movimento e elasticidade.

Que soluções. mas não esgota o assunto. apresentam baixo rendimento em termos de força. Inércia resistência a ação ou a mudança. Força é o impulso ou tração agindo sobre um corpo. A quantidade de inércia é diretamente proporcional à massa. um pequeno encurtamento do músculo possibilita uma grande amplitude de movimento na extremidade do segmento. direção e ponto de aplicação ou F=m. FORÇAS As forças são grandezas vetoriais. N. que suporta o seu funcionamento. ou utilizaram. as quais possuem ao mesmo tempo magnitude e direção (diferente das grandezas escalares que possuem apenas magnitude). uma velocidade de encurtamento do músculo relativamente baixa acarreta uma velocidade muito maior na extremidade do segmento. Muitas funções derivam do triângulo retângulo – um triângulo que possui um ângulo reto. Determine os tipos de alavancas CONCEITOS CINÉTICOS PARA ANÁLISE DO MOVIMENTO HUMANO Massa é a quantidade de matéria que compõe um corpo. kg) LEIS DE NEWTON Fixação Trigonometria As relações trigonométricas fundamentam-se nas relações existentes entre os lados e os ângulos de triângulos.a F=Newtons (N). tendência de um corpo manter seu estado atual de movimento. Descrever o seu funcionamento. Uma consulta à página do projecto “Dai-me um ponto de apoio” pode ser um bom começo. simples. por serem de terceira classe e apresentarem as inserções dos músculos próximas das articulações. onde: CAUDA DA SETA: indica o ponto de fixação da força em outro corpo PONTA DA SETA: indica a direção da força HASTE DA SETA: linha de ação da força e o seu comprimento desenhado em escalas e representa a magnitude da força (lbs. Da mesma forma. Identificar o princípio. Caracterizada por magnitude. no dia-a-dia e que suportam o seu funcionamento em máquinas simples. encontrou o Homem para reduzir o esforço físico e ajudar nos trabalhos do dia-adia? A proposta de trabalho: Identificar objectos que se utilizam. Álgebra vetorial Grandezas escalares Grandezas vetoriais Vetores Decomposição de vetores Adição de vetores Exercícios . a lei. M (kg). Recolher imagens dos mesmos. FORÇAS VETORIAIS:expressas em gráfico representados por SETA. Alavancas Entretanto.A grande maioria das alavancas do corpo humano.

Velocidade é a distância sobre o tempo. distância e deslocamento são iguais. Geralmente a largura x altura x profundidade.  Magnitude = quantidade de força aplicada. Se preocupa com as forças que agem sobre um sistema. é medido em uma reta da posição inicial à final.g P=Newtons (N). Torque ou momento de Força é a força aplicada perpendicularmente ao objeto T=F.  As forças tem outras características igualmente importantes: Ponto de aplicação – ponto específico onde a força é aplicada ao objeto Linha de ação aplicação – representa uma linha reta de comprimento infinito na direção a qual a força está agindo Distância e Deslocamento São avaliados de forma diferente. A base para a compreensão do movimento linear é o conceito de força. ρ=m/v (K/ m³). Rapidez e Velocidade Rapidez é a distância percorrida sobre o tempo gasto para percorrê-la. velocidade e aceleração são quantidades vetoriais cinemáticas (descrição do movimento. Cinética Linear do Movimento Humano  Características de uma força:  São grandezas vetoriais que possuem ao mesmo tempo direção e magnitude.d Álgebra Vetorial Vetor é uma quantidade que possui magnitude (volume) e direção (orientação). Distância é a medida ao longo da trajetória do movimento Deslocamento é linear. Peso específico é definido como peso por unidade de volume γ= P/V (N/m³). pressão. também pode ser calculada como deslocamento durante determinado tempo. V=cm³ ou m³ Conceitos Cinéticos para Análise do Movimento Humano Densidade é a relação da massa de um corpo com seu volume. Força. a unidade de força é N (Newton). inclui consideração de espaço e tempo) Composição Vetorial Soma de vetores = Vetor único que resulta de um ou mais vetores é conhecido como vetor resultante ou resultante. outra forma seria a posição2 – posição1 sobre tempo 2 – tempo1 Velocidade nadador Velocidade da corrente Aceleração . Pressão é definida como força distribuída por determinada área.Conceitos Cinéticos para Análise do Movimento Humano Peso é a quantidade de força gravitacional exercida sobre um corpo. Distância é uma grandeza escalar e deslocamento é vetorial Quando o deslocamento ocorre em uma linha reta. No sistema internacional (SI) de medidas. 7N + 4N = 11N -7N + 4N = -3N Cinética Linear do Movimento Humano É o ramo da mecânica referente as causas do movimento. P=m. p=F/A p=N/m² Volume é quantidade de espaço que o corpo ocupa. peso específico e torque são quantidades vetoriais cinéticas (ação das forças) Deslocamento.

Equilíbrio estático . sua velocidade aumenta progressivamente. a velocidade será igual a inicial porém com direção invertida. Ps = 20 N. À medida que a linha de tração se afasta de 90º em qualquer direção. é a distância perpendicular entre a linha de ação do músculo e o centro da articulação. que é o instante entre a subida e a descida. Torques Articulares Resultantes Importantes por produzirem o movimento dos segmentos corporais. A VELOCIDADE DE PROJEÇÃO E A ALTURA RELATIVA DE PROJEÇÃO. Grande parte do movimento humano envolve a elaboração simultânea de tensão nos grupos musculares agonistas e antagonistas. F = 400 N a = 5 cm. b = 15 cm. a medida que o objeto cai. TORQUE O braço de momento de um músculo é máximo com um ângulo de 90º de tração. a velocidade de projeção determina o comprimento ou o tamanho da trajetória de um projétil. No corpo humano. enquanto o torque na direção oposta ao movimento articular é considerado excêntrico Torque ou momento resultante Da mesma forma que é possível determinar uma força resultante que isoladamente tem o mesmo efeito das forças componentes de um sistema. TORQUE Torque ou momento de Força é a força aplicada perpendicularmente ao objeto T=F. tanto para determinar a melhor maneira de projetar as bolas e outros implementos como para prever a melhor maneira de apanhar ou rebater bolas projetadas. possui magnitude e direção.  Quando entendemos como estes fatores interagem no contexto do desporto. c = 30 cm Equilíbrio estático Um corpo está em equilíbrio estático quando a força resultante E o momento resultante de todas as forças que atuam sobre ele for igual a zero. a=∆v/∆t a=v₂ – v₁/∆t Cinemática do Movimento dos Projéteis  No ponto máximo ou ápice do vôo. pode-se determinar o momento resultante de um sistema de forças em relação a um determinado eixo. Velocidade de Projeção Quando o ângulo de projeção e outros fatores são constantes. Se o projétil é projetado para cima a velocidade inicial indica a altura do ápice da trajetória Se o projétil é projetado em um ângulo oblíquo. Torque efetivo é a diferença entre tensão dos músculos agonistas e antagonistas.Definida como o ritmo de mudança de velocidade ou como a mudança na velocidade que ocorre durante um determinado período de tempo. Torque ou momento resultante O torque resultante em relação a um determinado eixo é a soma dos torques de cada uma das forças que compõem o sistema em relação ao mesmo eixo. Sendo grandeza vetorial. Quando torque efetivo e movimento articular estão na mesma direção é denominado concêntrico. P = 50 N. em relação ao centro de uma articulação. a velocidade inicial determina tanto a altura quanto o comprimento horizontal da trajetória.d_ Isto quer dizer que o braço de momento é a menor distância entre a linha de execução de força e o eixo de rotação. de novo. o braço de momento torna-se progressivamente menor. Ápice Fatores que Influenciam a Trajetória do Projétil  ÂNGULO DE PROJEÇÃO. o braço de momento de um músculo. a velocidade vertical é 0. em virtude da aceleração gravitacional. convencionalmente no sentido anti-horário é positivo e no sentido horário é negativo.

 A vantagem mecânica pode ser maior.  A vantagem mecânica é sempre maior que 1.ação simultânea dos agonistas e antagonistas em lados opostos de uma articulação. Da mesma forma. A soma de todas as forças verticais deve ser zero – ΣFv = 0 2.  A vantagem mecânica é sempre menor que 1.a força necessária para movimentar uma resistência é exatamente igual à resistência.  No corpo humano . Alavancas de terceira classe  Força aplicada entre o eixo e a resistência. apresentam baixo rendimento em termos de força. Equilíbrio estático 2ª condição de equilíbrio: O momento resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo em relação a qualquer eixo deve ser igual a zero. um pequeno encurtamento do músculo possibilita uma grande amplitude de movimento na extremidade do segmento. uma velocidade de encurtamento do músculo relativamente baixa acarreta uma velocidade muito maior na extremidade do segmento.  Três condições básicas: 1. . Noções de Biomecânica Aplicada Alavancas de I Classe Ponto fixo entre a Força e a Resistência Vantagem mecânica de uma alavanca A eficiência de uma alavanca para mover uma resistência é dada pela vantagem mecânica: braço de força .  No corpo humano .a grande maioria das alavancas do corpo.não existem exemplos análogos. A soma de todas as forças horizontais deve ser zero – ΣFh = 0 3.  Vm > 1 . por serem de terceira classe e apresentarem as inserções dos músculos próximas das articulações. Equações de Equilíbrio Dinâmico  Os corpos em movimento são considerados como encontrando-se em um estado de equilíbrio dinâmico.  Vm < 1 . A soma de todos os torques deve ser zero – ΣT = 0. pois o braço de força é sempre menor que o braço de resistência.distância do eixo até a força braço de resistência .a força necessária para movimentar uma resistência é maior do que a resistência Alavancas de primeira classe  Força e resistência aplicadas em lados opostos do eixo. Alavancas Entretanto. Alavancas de segunda classe  Resistência aplicada entre o eixo e a força.1ª condição de equilíbrio: A força resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo deve ser igual a zero.distância do eixo até a resistência Vantagem mecânica de uma alavanca  Vm = 1 .  As condições de equilíbrio estático são instrumentos valiosos para solucionar os problemas relacionados ao movimento humano. Alavancas A grande maioria das alavancas do corpo humano. com todas as forças atuantes resultando em forças inerciais iguais dirigidas em sentidos opostos. Equações de Equilíbrio Estático  É quando o corpo fica completamente imóvel. pois o braço de força é sempre maior que o braço de resistência. menor ou igual a 1.  No corpo humano .a força necessária para movimentar uma resistência é menor do que a resistência.

Situações em que o aumento do raio é desejado b. ciclos)  W= Fd d = 2πrn W = F2πrn Trabalho ao andar ou correr em uma esteira  W= F d  F = w d = dv= h W = wh  V= d / t V=Vy Vy = Vsen θ Vy = h / t ( V sen θ) = h / t W = w (V senθ)t . Tipo de contração em que um objeto associado a um grupo muscular se move e o músculo altera seu comprimento (BARHAM.1985). As equações de equilíbrio dinâmico podem ser assim enunciadas: ΣFx – m. o comprimento do músculo nem o estado de movimento do objeto (BARHAM.. Aplicação do conceito de Momento angular Aplicação do conceito de Momento angular Trabalho Trabalho em uma bicicleta ergométrica  Deslocamento angular  W= Fd d = rθ W= F rθ  Movimentos cíclicos (contag.ax = 0 ΣFy – m. PARÂMETROS CINEMÁTICOS V = d/t (1) a = Δv / Δt (2) V = Fb x Cb (3) Direção do movimento linear de um corpo em rotação  Efeito do achatamento do arco  Efeito do ponto de soltura na direção  Efeito da variação do tamanho do raio de rotação na quantidade de movimento.ay = 0 ΣTG – Īα = 0 (momento de inércia pela aceleração angular do corpo). Plano e eixo Sagital Plano e Eixo Frontal Plano Eixo Transverso PARÂMETROS CINEMÁTICOS Espaço – área ou volume ocupado por um corpo e a distância ou ângulo através do qual o corpo se desloca durante o movimento PARÂMETROS CINEMÁTICOS Deslocamento linear – relação entre a magnitude da distância percorrida pelo corpo e a sua direção.1978). Quando uma força propulsiva não é suficiente para superar uma força resistiva não alterando assim. Situações em que a alternância entre aumento e diminuição do raio são desejados TIPOS DE CONTRAÇÕES MUSCULARES A) ISOMÉTRICA: Quando o músculo contrai-se e produz força sem nenhuma alteração macroscópica no ângulo da articulação (SMITH et al. B) ISOTÔNICA: Tipo de contração que ocorre quando a tensão desenvolvida no movimento é constante (KREIGHBAUM e BARTELS. 1997). Situações em que a diminuição do raio é desejado c. a.1978).

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