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ASPECTOS DO PROJETO ESTRUTURAL DA CÚPULA INVERTIDA DA CÂMARA, UMA ANÁLISE 3D

Leonardo S. P. Inojosaa, Marcio A. R. Buzar,b
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PPG-FAU, Programa de Pós Graduação, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília - CEP 70910-900 , DF, Brasil, http://www.unb.br – email:leonardo@inojosa.com.br PPG-FAU, Programa de Pós Graduação, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília - CEP 70910-900 , DF, Brasil, http://www.unb.br – email: buzar@unb.br

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Palavras Chave: Projeto estrutural, Casca, Elementos finitos. Resumo. A Cúpula invertida da Câmara foi mais um desafio proposto por Niemeyer ao calculista Joaquim Cardozo. Conhecido como o "Engenheiro da Poesia", Cardozo é considerado um pioneiro do Movimento Moderno e se destaca como calculista das principais obras de Oscar Niemeyer, como o Conjunto da Pampulha e os edifícios de Brasília. Joaquim Cardozo é responsável por uma verdadeira revolução técnica na engenharia brasileira, estimulado e inspirado pelos projetos de grandes arquitetos com quem trabalhou durante toda sua carreira. Este trabalho retoma o tema e faz uma análise em 3 dimensões do projeto estrutural da cúpula da Câmara dos Deputados buscando-se mostrar elementos de criatividade do projetista para equilibrar a estrutura. Faz-se uma análise numérica qualitativa da solução estrutural com as ferramentas computacionais disponíveis.

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INTRODUÇÃO

As obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer se destacam pelo arrojo das formas e a plasticidade escultural, dentre elas os edifícios públicos de Brasília, projetados em um período em que, segundo seu próprio depoimento, sua carreira passava por um processo de revisão em que o arquiteto começa uma “procura constante de concisão e pureza” (Niemeyer apud Xavier, 1987). Com essa mudança Oscar Niemeyer passa a produzir uma arquitetura onde a monumentalidade aparece na simplificação do número de elementos que cumprem de forma racional seu papel funcional, estabelecendo um “real comprometimento entre forma e estrutura” (Müller, 2003). A relação com a estrutura sempre marcou o trabalho de Niemeyer, ele sempre exigiu muito de seus calculistas, desenvolvendo a cada projeto novas formas para a estrutura (Ohtake, 1987). A fase que mais expõe a importância da estrutura em seu trabalho é a fase de Brasília. Nos edifícios monumentais da Capital a utilização do potencial técnico do concreto armado permite a criação de grandes edifícios que pousam levemente sobre o solo. A unidade de pensamento entre os técnicos do concreto armado e o arquiteto foram fundamentais para o sucesso dos projetos, a integração da equipe, inclusive do Engenheiro Joaquim Cardoso com a leveza arquitetural e a proposta de buscar a beleza e não somente solucionar os aspectos funcionais, criando espaços amplos e flexíveis levou o arquiteto e o calculista a intervirem nos sistemas estruturais, fazendo com que muitas vezes o sistema estrutural definisse e caracterizasse a arquitetura. (Moreira, 2007). Dentre as obras de Oscar Niemeyer em Brasília, podemos destacar a Cúpula invertida que forma o plenário da Câmara dos Deputados. Esse trabalho, sequencia do artigo apresentado nesse congresso em 2009, faz uma análise mais profunda, em 3 dimensões da complexa estrutura dessa obra. 1.1 Joaquim Cardozo Joaquim Cardozo foi um homem muito culto, segundo Oscar Niemeyer, o homem mais culto que já conheceu (Niemeyer, 2000). Foi poeta, escritor, engenheiro, caricaturista, topógrafo, professor, teórico de arquitetura e calculista de estruturas. Joaquim Cardozo teve suma importância para a viabilização dos principais projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, incluindo os edifícios monumentais de Brasília, como o Congresso Nacional. Joaquim Cardozo é considerado um dos pioneiros do movimento moderno da arquitetura brasileira e sua carreira se mistura com a história da Arquitetura Moderna Brasilira. Um dos momentos em que a carreira de Joaquim Cardozo se mistura com a história da Arquitetura Moderna Brasileira é o período entre 1956 a 1964, época da construção de Brasília, quando Cardozo é integrado à equipe da NOVACAP por Niemeyer como diretor da Seção de Cálculo Estrutural e é o responsável pelos projetos estruturais dos principais edifícios da nova capital nacional. Brasília foi construída em três anos e meio, de Novembro de 1956, quando foram iniciadas as fundações para o Brasília Palace Hotel e para o Palácio da Alvorada, a 21 de Abril de 1960, data de sua inauguração. Isso se deve graças ao talento, criatividade e ousadia de três grandes nomes da Arquitetura Brasileira, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Joaquim Cardozo (Gallindo, 2004).

tive a oportunidade de colaborar com arquitetos que não somente mostraram nos seus projetos o mais perfeito conhecimento de adaptação dos materiais plásticos modernos ao caso brasileiro. Os projetos de Brasília trouxeram desafios e exigiram que Joaquim Cardozo trabalhasse. Para escolher o projeto da nova cidade foi feito um concurso nacional que contou com a participação dos principais nomes da arquitetura e do urbanismo brasileiro e consagrou .. com problemas e soluções estruturais complexas. muito antes de se consagrar como o engenheiro de Brasília. destacando ao projeto da Catedral de Brasília e a Cúpula da Câmara dos Deputados. Joaquim Cardozo é responsável por uma verdadeira revolução técnica na engenharia brasileira. Em quatro de Novembro de 1978. continha como “meta síntese” a construção da nova capital brasileira. aos 81 aos veio a falecer em uma clínica em Olinda – PE.” (Cardozo apud Santana. do Presidente Jucelino Kubitschek. como antecipa. estimulado e inspirado pelos projetos de grandes arquitetos com quem trabalhou durante toda sua carreira. 2002).Figura 1: Construção das Cúpula do Senado e da Câmara dos Deputados Esse período na carreira do engenheiro é marcado pelos maiores desafios estruturais. 1998). como ainda chegaram a incutir nos mesmos um caráter bem pernambucano (. Brasília. Joaquim Cardozo encerrou suas atividades em 1972. Já nos outros palácios o desafio eram os reduzidos pontos de apoio das colunas e a esbeltez dos perfis e das grandes e finas lajes desenhadas por Niemeyer.) conseguindo ao mesmo tempo os melhores efeitos plásticos do concreto armado. concebido para ser cumprido em 4 anos. durante uma aula de Teoria e Filosofia da Arquitetura na Escola de Belas Artes de Pernambuco. sendo necessárias investigações imediatas e as vezes até antecipadas (Santana. que o levou para o Rio para que pudesse freqüentar o escritório do arquiteto diariamente (Niemeyer. não mais como abóbodas. abaixo do equador” da cúpula da Câmara dos Deputados” (Cardozo. 1965). que além de cálculos extremamente complexos e sem referências na arquitetura vigente tinham prazos mínimos para serem resolvidos. mas escorando-se entre si” da Catedral. 2 O EDIFÍCIO DO CONGRESSO NACIONAL 2. ou “uma casca limitada pela superfície de uma zona de elipsóide de revolução... Passou ainda um período no Rio de Janeiro ao lado do amigo Oscar Niemeyer. 1998). como os “verdadeiros arcobotantes.. em 1939. quase que ao mesmo tempo.. dizendo: “.1 Histórico O arrojado “Plano de Metas”.. aos 75 anos.

Um volume horizontal. 2000). Essa volumetria sugerida por Lúcio Costa possuía apenas uma torre ou bloco vertical e uma cúpula. como um prato emborcado. . Esse nivelamento da cobertura do palácio com as avenidas se deve a intenção do arquiteto de integrar o Congresso Nacional na Praça dos Três Poderes. 2. é possível enxergar. que foram construídos para serem os mais altos edifícios do Plano Piloto. por entre as cúpulas. porém destacam-se elementos arquitetônicos e conceitos que diferenciam completamente as idéias dos dois arquitetos. típica cúpula de cobertura que cobre um vão de 39 metros. que contou com a valiosa colaboração do Engenheiro Joaquim Cardozo. responsável pelo cálculo estrutural. criando cinco volumes. e nela a posição do Congresso Nacional. retrata um local de reflexão. 2007). ponderação e equilíbrio. A Cúpula da Câmara. representando um plenário aberto ao povo (Moreira. interligados por passarelas. conhecidos como “H”. Senado e Câmara dos Deputados. com 28 andares. 2007). que fica abaixo do nível das vias do Eixo Monumental. os anexos principais do congresso. A cúpula do Senado. fazendo isso visualmente. Além disso.70 metros na base que se apóia sobre a laje do volume horizontal.vencedor o projeto do arquiteto e urbanista Lúcio Costa (Meyer. 6).2 Arquitetura Figura 2: Congresso Nacional É possível observar semelhanças na volumetria inicial de Lúcio Costa e no projeto elaborado por Oscar Niemeyer para o Congresso Nacional. o Congresso Nacional foi projetado por Oscar Niemeyer. que exigiu soluções estruturais jamais vistas nos mais completos manuais de estrutura da época (Othake. Dentro desse plano de Lúcio Costa já existia a previsão da localização da Praça dos três poderes. aberta. virada para cima. a praça. virada para baixo. serenidade. Oscar Niemeyer optou por separar as duas casas. 2007). Como todos os edifícios da nova sede do governo federal. com uma leveza impressionante. já que ao se aproximar do Congresso. Dois volumes verticais e estrutura metálica. inclusive com uma proposta volumétrica para tal edifício (Fig. Ela tem 62 metros na cobertura e 30. essa solução permitiu liberar a vista do horizonte e destacar os dois principais elementos do projeto: as cúpulas – demonstrando a hierarquia que Niemeyer queria imprimir ao conjunto (Niemeyer.

Ao vencer mais esse desafio e encontrar a forma de fazer a cúpula do congresso funcionar. 2000). A inventividade nas formas das grandes cúpulas do Congresso Nacional também impressiona grandes nomes da arquitetura mundial. 2000). Foram utilizados anéis de aço. como o Conjunto da Pampulha e os edifícios de Brasília. que podem ser observados na Fig. consegui a tangente que vai fazer a cúpula da Câmara. 3 O SISTEMA ESTRUTURAL A Cúpula invertida da Câmara foi mais um desafio proposto por Niemeyer ao calculista Joaquim Cardozo. Cardozo. abaixo do equador” (Cardozo. como Le Corbusier. 2004). pelo porte das torres. limitada pela superfície de uma “zona de elipsóide de revolução. . no centro visual do Eixo Monumental e pelo arrojo estrutural da Cúpula Invertida da Câmara dos Deputados. pela localização. se achou que o projeto era bom. que tinha visto antes coisa parecida” (Niemeyer.Figura 3: Croqui de Oscar Niemeyer para o Congresso Nacional O Congresso Nacional é o monumento de maior destaque dentre os edifícios de Brasília. 1965) onde está apoiada a arquibancada da galeria do plenário. mas nunca podia dizer. Esse sistema forma a primeira casca da cúpula. Conhecido como o “Engenheiro da Poesia”. que ao subir a rampa do Congresso disse a Ítalo Campofioríto: “Aqui há invenção!” (Niemeyer. 4. Cardozo é considerado um pioneiro do Movimento Moderno e se destaca como calculista das principais obras de Oscar Niemeyer. chegou a telefonar para o arquiteto para dar a notícia: “Oscar. solta como você queria!” (Gallindo. Certo de que ela podia ter gostado ou não. Niemeyer parece concordar com esse destaque ao falar do monumento: “Quando alguém vai à Brasília eu pergunto se viu o congresso nacional e pergunto depois se gostou. com o uso de vergalhões embutidos no concreto. as mais altas do Plano Piloto. como conta o próprio Niemeyer.

. apóiase a terceira casca. Figura 5: O ponto de tangencia entre a primeira e a segunda casca visto externa e internamente Exatamente na junção desses dois elementos. que por apoiar-se no ponto de tangência do elipsóide de revolução da primeira casca cria uma continuidade visual perfeita aparentando ser um só elemento estrutural. uma calota esférica côncava extremamente rebaixada – “relação flecha / corda = 1/14” – esta terceira casca ainda suporta 2 lajes. uma superfície de um tronco de cone invertido. O que indica ser essa a “tangente” a qual se referia Joaquim Cardozo ao telefonar para Oscar Niemeyer. plana e com um vazio circular no centro. um forro horizontal (laje de forro) e a laje superior.Figura 4: Foto da Construção da Cúpula da Câmara Sobre essa primeira casca apóia-se uma segunda. em um anel de concreto intermediário.

que apóiam a laje superior na terceira casca e sustentam nesta. Essa estrutura de fechamento superior da Cúpula vence um vão de 62 metros de diâmetro. como tirantes. deixando todo o plenário livre. sem nenhum obstáculo visual para os congressistas ou para o público e imprensa (Fig. 10). 6 a 9). (Fig. laje forro e laje superior – está interligado através de uma série de pilares de concreto armado de seção quadrada 10x10cm.Figura 6: Vão entre a laje forro e a terceira casca Figura 7: Furo na laje forro para instalações. Figura 8: Detalhe da junção do pilar na laje forro e detalhe da junção do pilar na terceira casca . a laje de forro. detalhe da espessura da laje Esse sistema – terceira casca.

Esta laje é sustentada por um conjunto de pilares visíveis nos salões do nível do plenário (Fig. As vigas de sustentação da grande laje de cobertura do volume horizontal possuem altura variável. que também formam a ampla laje horizontal. chamada de esplanada por Niemeyer e que corresponde ao teto do edifício horizontal do palácio onde se apoiam as cúpulas do Senado e da Câmara. . Senado e Câmara. 11) e. por paredes de concreto que fazem o fechamento do plenário – cortinas de concreto. logo abaixo da cúpula da Câmara dos Deputados.4 metros nas extremidades até 2 metros de altura na base onde se apóia o anel de compressão. Nesse ponto é interessante observar que a altura da viga é aproveitada para formar as galerias de imprensa do plenário e os corredores que interligam as duas casas. de 0.Figura 9: Pilares entre terceira casca e a laje superior e aberturas na terceira casca que permitem uma excelente ventilação Figura 10: Plenário da Câmara dos Deputados Toda essa estrutura da cúpula invertida está apoiada em um grande anel de concreto (anel de compressão) e este está engastado a uma grande malha de vigas de sustentação.

Vigas de Sustentação da grande laje.Figura 11: Corte Longitudinal do Congresso Nacional Figura 12: Planta Nível Túnel O corte a seguir (Fig. Enumerando os elementos temos: 1. 2. que formam as paredes do salão do Plenário. onde apóia-se a estrutura da cúpula e abre-se o vão na grande laje para o plenário. 13) – desenhado a partir dos dados coletados das cópias heliográficas dos projetos originais do acervo da Câmara dos Deputados – mostra o sistema estrutural criado pelo engenheiro Joaquim Cardozo para dar vida à inventividade de Oscar Niemeyer. no mesmo nível dos pilares inferiores. 3. Anel Inferior de compressão. Cortinas de Concreto. 4. Pilares Inferiores que sustentam a grande laje de cobertura do volume horizontal que une as duas casas – Senado e Câmara dos Deputados. .

Anel Intermediário. 8. Pilares Superiores. 11. 12. 7. Segunda Casca. uma superfície de um tronco de cone invertido. no ponto de tangência entre a primeira e segunda casca. 13. Laje Forro. Figura 13:Corte Transversal da Câmara dos Deputados Figura 14:Imagens do Projeto de Estrutura da Cúpula Invertida . onde esta se liga à laje superior. 10. onde apóiase a estrutura de cobertura.5. uma cúpula côncava formada por uma calota esférica. que apóiam a laje superior na terceira casca. Pilares do Forro. Terceira Casca. que funcionam como tirantes de sustentação da laje forro. limitada pela superfície de uma “zona de elipsóide de revolução. 6. 9. Laje Superior. Anel Superior. abaixo do equador” onde está apoiada a arquibancada da galeria do plenário. uma laje circular plana com um vazio também circular em seu centro. Primeira Casca. um reforço na extremidade da segunda casca. por onde aparece a terceira cúpula.

tomaremos como ponto de partida o corte . Os elementos contínuos.58 0.1.2.Figura 15: Detalhe do Projeto de Estrutura da Cúpula Invertida 3.12 0.40 Cor A: Base (vigas e lajes) ou Lado A (pilares) B: Altura (vigas e lajes) ou Lado B (pilares) Para uma análise qualitativa do sistema estrutural da “cúpula invertida” da Câmara dos Deputados no Palácio do Congresso Nacional.25 0. Laje de Forro 9. Pilares Inferiores 2. Assim como nos casos das duas lajes (forro e superior). Primeira Casca 6. intermediário e superior).10 0. Anel Inferior (trecho 1) 4. Anel Superior 13. Vigas de Sustentação (trecho 2) 3.10 0.38 0.10 0.00 2.58 0. os Anéis (inferior.10 1.2. Terceira Casca (trecho 2) 11. Anel Intermediário (trecho 1) 6.68 0. Laje Superior 14.15 0.1 Análise Estrutural – utilizando padrões atuais de modelagem As dimensões adotadas para esta análise estão na Tabela 1 e foram extraídas dos desenhos originais do acervo da Câmara e de medidas tomadas no local.32 0.2.79 1. Vigas de Sustentação (trecho 1) 3.10 0. Pilares da Laje de Forro 10. segunda e terceira).2.35 0.1.66 1 0. Balanço da Galeria A (m) 1. Anel Inferior (trecho 2) 5.Terceira Casca (trecho 1) 10.50 0. Tabela 1: Dimensões levantadas para análise estrutural Elemento 1. Segunda Casca 8. o balanço da galeria e a cortina de concreto possuem apenas uma dimensão. Anel Intermediário (trecho 2) 7.15 0.20 1. que são estruturadas com um sistema de vigas em duas direções.1. Vigas de Sustentação (trecho 3) 4.1.15 0.40 1.15 0.38 0. Pilares Superiores 12. Cortinas de Concreto 3. que completam os 360 graus da Cúpula – as Cascas (primeira.10 0.12 - B (m) 0.3. sua espessura.

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Cúpula Invertida do Congresso Nacional de forma mais completa. Programa SAP 2000. A Fig. 34. na sequência temos passo a passo a construção do modelo estrutural no programa SAP 2000 (Fig. considerando a tridimensionalidade das cascas de concreto e sua influência no sistema estrutural e no resultado final da forma arquitetônica. Programa SAP 2000. Figura 34: Sistema Estrutural completo da Cúpula Invertida da Cãmara dos Deputados. Desenho do autor.35). mostra o sistema estrutural completo da cúpula invertida. . Figura 35: Montagem passo a passo do sistema estrutural da Cúpula Invertida da Cãmara dos Deputados. abaixo. Desenhos do autor.

Desenho do autor. mostrando os esforços na Laje Forro. pois a tridimensionalidade do sistem estrutural contribui para o resultado final. Podemos notar também que os valores observados no sistema completo são baixos.Podemos observar no diagrama de Forças Normais do sistema completo (Fig. 36) uma concentração de forças (região mais azulada) na primeira casca.37) também mostra o diagrama de forças normais. que tangencia a primeira no ponto onde se encontra o anel intermediário. Programa SAP 2000. porém de uma vista diferente. esses esforços são bem menores na região da segunda casca (verde). . base da cúpula invertida. Podemos assim observar as forças atuantes nessa laje e a concentração de esforços no anel intermediário. A figura abaixo (Fig. Figura 36: Diagrama de Forças Normais da Cúpula Invertida da Camara dos Deputados – Vista externa das cascas de concreto.

laje forro. As figuras seguintes (Fig. suportando a laje superior. Figura 38: Diagrama de Forças Normais dos pilares da laje forro e superiores.Figura 37: Diagrama de Forças Normais da Cúpula Invertida da Camara dos Deputados – Vista interna. Desenho do autor. 38) temos em destaque o diagrama de Forças Normais dos pilares da laje forro e pilares superiores. Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. estão sob tração (amarelo). Programa SAP 2000. pilares da laje forro sob a cúpula de cobertura. Na seqüência (Fig. onde notamos que os primeiros. funcionando como tirantes para suportar a laje forro. Programa SAP 2000. respectivamente. Desenho do autor. 39 e 40) mostram os diagramas de Momento Fletor nas direções X e Y. estão sob tração. apoiados na cúpula. Nesses diagramas podemos observar que o momento é maior na primeira casca (de lilás para vermelho) e que diminui consideravelmente na segunda casca . Já os pilares superiores.

onde essa encontra-se com o anel inferior. Desenho do autor. Notamos também que o momento aumenta consideravelmente próximo ao encontro das duas cascas (azul). Figura 39: Diagrama de Momento Fletor na direção X.(amarelo). Figura 40: Diagrama de Momento Fletor na direção Y. Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. Programa SAP 2000. onde está o anel intermediário e também na base na primeira casca (lilás). Desenho do autor. Na Fig. onde podemos verificar melhor o momento nos aneis inferior e intermediário. . 41. Programa SAP 2000. temos uma vista interna do diagrama de momento fletor.

Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. Nesses diagramas notamos que os resultados obtidos com o sistema estrutural completo. Nas Fig. Desenho do autor. . Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. Figura 42: Diagrama de Momento Fletor nas vigas da laje forro. Programa SAP 2000. Programa SAP 2000. Desenho do autor.Figura 41: Diagrama de Momento Fletor vista interna. em três dimensões são condizentes com os resultados obtidos no corte simplificado vistos anteriormente. Anéis inferior e intermediário. 42 e 43 temos os diagramas de Momento Fletor para as vigas da laje forro e para as vigas da laje superior (de cobertura).

Programa SAP 2000. conforme visto. praticamente desprezível para um vão de mais de 60m de diâmetro.9cm.8cm no sistema simplificado e com o sistema completo é de apenas 4. Desenho do autor. No ponto extremo do anel superior (indicado na figura) a deformação é de 1. Isso ocorre. Figura 44: Diagrama de deformações. Cúpula Invertida da Camara dos Deputados.5cm. Cúpula Invertida da Camara dos Deputados. que os deslocamentos no sistema estrutural completo são ainda menores que os observados no corte simplificado. . podemos observar no diagrama de deslocamentos na figura 44. Por último. Programa SAP 2000. Desenho do autor.Figura 43: Diagrama de Momento Fletor nas vigas da laje superior. pois a forma e a tridimensionalidade do sistema estrutural influenciam diretamente no resultado obtido.5cm enquanto que no sistema simplificado era de 9. Já na laje forro o deslocamento na direção y era de 21.

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