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Diário Oficial do Estado de São Paulo – Seção 1 Volume 123 • Número 25 • São Paulo, quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

LEI Nº 14.951, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2013 (Projeto de lei nº 682/12, da Deputada Vanessa Damo - PMDB) Altera a Lei nº 13.747, de 7 de outubro de 2009, que obriga os fornecedores de bens e serviços a fixar data e turno para realização e serviços ou entrega de produtos aos consumidores. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º - Os artigos 1º, 2º, 5º e 6º da Lei nº 13.747, de 7 de outubro de 2009, passam a vigorar com a seguinte redação: I - o artigo 1º: “Artigo 1º - Ficam os fornecedores de bens e serviços que atuam no mercado de consumo, no âmbito do Estado, obrigados a fixar data e turno para a realização dos serviços ou entrega dos produtos, sem qualquer ônus adicional aos consumidores”. (NR) II - o artigo 2º: “Artigo 2º - Os fornecedores de bens e serviços deverão estipular, antes da contratação e no momento de sua finalização, o cumprimento das suas obrigações nos turnos da manhã, tarde ou noite, em conformidade com os seguintes horários, sendo assegurado ao consumidor o direito de escolher entre as opções oferecidas: I - turno da manhã: compreende o período entre 7h00 e 11h00 (sete e onze horas); II - turno da tarde: compreende o período entre 12h00 e 18h00 (doze e dezoito horas); III - turno da noite: compreende o período entre 19h00 e 23h00 (dezenove e vinte e três horas). § 1º - No ato de finalização da contratação de fornecimento de bens ou prestação de serviços, o fornecedor entregará ao consumidor documento por escrito contendo as seguintes informações: 1 - identificação do estabelecimento, da qual conste a razão social, o nome de fantasia, o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda (CNPJ/ MF), o endereço e o número do telefone para contato; 2 - descrição do produto a ser entregue ou do serviço a ser prestado; 3 - data e turno em que o produto deverá ser entregue ou realizado o serviço; 4 - endereço onde deverá ser entregue o produto ou prestado o serviço. § 2º - No caso de comércio à distância ou não presencial, o documento a que refere o parágrafo anterior deverá ser enviado ao consumidor, previamente, à entrega do produto ou prestação do serviço, por meio de mensagem eletrônica, fac-símile, correio ou outro meio adequado”. (NR) III – vetado. IV – vetado. Artigo 2º - Acrescente-se o artigo 7º com o seguinte teor: “Artigo 7º - O descumprimento do disposto nesta lei sujeitará o infrator às sanções estabelecidas no Código de Defesa e Proteção ao Consumidor, Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. (NR) Artigo 3º - vetado. Artigo 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 6 de fevereiro de 2013. GERALDO ALCKMIN Eloisa de Sousa Arruda Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania Edson Aparecido dos Santos Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 6 de fevereiro de 2013.

Reconheço na iniciativa o elevado propósito de aperfeiçoar a Lei nº 13. do Senhor Governador do Estado São Paulo.747/2009 como a “Lei da Entrega com Hora Marcada”.347/09 e. informando sobre as prescrições da lei. Reitero a Vossa Excelência os protestos de minha alta consideração. dissociando-se.026. 6 de fevereiro de 2013 Senhor Presidente Tenho a honra de transmitir a Vossa Excelência. de 7 de outubro de 2009. no caso de fornecedores de produtos ou serviços em lojas virtuais ou sítios de venda pela Internet. todavia. Os dois primeiros dispositivos determinam aos estabelecimentos comerciais a afixação de placa. a proposta legislativa visa a alterar a Lei nº 13. torna-se inócuo. os dispositivos impugnados revelam-se em assimetria com a própria Lei federal nº 8. sem que. que obriga os fornecedores de bens e serviços a fixar data e turno para realização de serviços ou entrega de produtos aos consumidores. De fato. de forma clara e ostensiva.747. de 2012. as razões de veto parcial ao Projeto de lei nº 682. em vez de informá-lo corretamente. com precisão. pelos motivos que passo a expor. a redação nele prevista para o aviso e o alerta quanto ao direito que a iniciativa busca assegurar. nos termos do artigo 28. que apenas renumera o articulado. Assim fundamentado o veto parcial que oponho ao Projeto de lei nº 682. seja comprometida a eficácia da lei dela resultante. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado.078. De origem parlamentar. considerou acertadamente inadequada. Faço incidir o veto sobre os incisos III e IV do artigo 1º e o artigo 3º do projeto. em face dos argumentos adiante expendidos. § 1º. compelido a opor veto parcial à propositura. de 2012. nessa vereda. ao se referir à Lei nº 13. o objeto do diploma legislativo em apreço. entretanto. que alça a informação adequada e clara à condição de direito básico. Ocorre que a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – Fundação Procon. de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor. conforme Autógrafo nº 30. combinado com o artigo 47. inciso IV. o que pode confundir o consumidor. o artigo 3º. merece minha acolhida. o aviso deverá ser feito em sua página principal de acesso. . aprovado por essa nobre Assembleia. e. o aviso não reflete. Diante de sua impugnação.VETO PARCIAL AO PROJETO DE LEI Nº 682. em local visível e de fácil acesso. Geraldo Alckmin GOVERNADOR DO ESTADO A Sua Excelência o Senhor Deputado Barros Munhoz. Acrescente-se que. com isso. restituo o assunto para o oportuno reexame dessa ilustre Assembleia. em sua essência. DE 2012 Mensagem A-nº 022/2013. que identificou os inegáveis méritos do projeto no tocante à tutela do consumidor. Vejo-me. o projeto. cartaz ou adesivo. nessa perspectiva. dos salutares desígnios do Legislador. da Constituição do Estado. em razão desse mesmo aspecto.