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DIREITO PENAL patriciavanzolini@uol.com.br 1° aula 10.03.08 – LER cap. 1 e 2 Livro APLICAÇÃO DA LEI PENAL I – Princípios da lei Penal 1.

Princípio da Legalidade 1.1. Princípio da estrita legalidade ou reserva legal 1.2. Princípio da taxatividade 1.3. Princípio da proibição analógica 2. Princípio da Anterioridade II – Lei penal no tempo 1. Tempo do Crime 2. Conflitos de Lei no tempo

Art. 1, CP Art. Art. Art. Art. Art. 2, 3 e 4 , CP Art. Art.

APLICAÇÃO DA LEI PENAL I – PRINCÍPIOS DA LEI PENAL 1. Princípio da Legalidade 1.1. Princípio da estrita legalidade ou reserva legal Definição: Apenas a lei em sentido estrito (lei ordinária e lei complementar) pode criar direito penal. • Atos normativos (ex. medida provisória, decretos, regulamentos) NÃO podem criar direito penal. • Este princípio vale para tudo: Para os crimes e para as penas. Medida provisória não pode veicular direito penal,. Hot! hot! Art. 62, CF/88 e EC 32/01 §1° . • A lei é a única fonte formal imediata do direito penal.

É competência privativa de a União legislar sobre o direito Penal – art. 22, parágrafo único, CF.
• A União pode delegar para os Estados através de lei Complementar.

1.2.

Princípio da taxatividade Definição: A lei Penal tem completa, taxativa, detalhada, marcando exatamente a conduta incriminada. Duas situações relativizam a taxatividade: Hot! hot! a) Norma penal em branco Conceito: É a norma cujo preceito primário é incompleto, e, portanto, precisa de complementação por outro ato normativo.

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Duas espécies de norma penal em branco: Hot! hot!

Norma penal em branco heterogênea – ou EM SENTIDO ESTRITO É aquela cujo complemento é um ATO INFRALEGAL. Ex. Lei de Drogas, n° 11.343/06 Art. 269, CP

Norma penal em branco homogênea – ou EM SENTIDO LATU É aquela cujo complemento é outra LEI Ex. Art. 236, CP (Erros essenciais previstos no CC)

b) Tipo penal aberto Conceito: É aquele que possui elementos normativos. o Elementos normativos são aqueles que precisam de um juízo de valor do aplicador da norma. o Ex. Art. 233, CP – Praticar ato obsceno (depende de interpretação). Art. 244, CP - Não pagar pensão alimentícia, ... “Deixar, SEM JUSTA CAUSA....” é o elemento normativo. o Elemento normativo é DIFERENTE de elemento subjetivo. Este é todo elemento relativo ao dolo, a intenção do agente.

1.3.

Princípio da proibição analógica Conceito: É a proibida a analogia em direito penal, salvo para beneficiar o réu.

2. Princípio da anterioridade Conceito: Significa que a lei penal tem que ser anterior ao fato incriminado.

II – LEI PENAL NO TEMPO 1. Tempo do crime – art. 4°, CP ° Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado, é a TEORIA DA RELATIVIDADE, adotada pelo art. 4°. • A Teoria da Relatividade não se aplica na PRESCRIÇÃO, porque o legislador no art. 111, CP, determinou que o PRAZO PRESCRICIONAL começa a correr da data em que o crime se CONSUMOU.

2. Conflitos de lei no tempo (Direito Penal Intertemporal) são 03 regras: 2.1. Irretroatividade da lei MAIS severa/ gravosa Ex. A lei 11.464/02 que entrou em vigor 29.03.07, passou a permitir progressão de regime dos crimes hediondos após o cumprimento de 2/5 da pena. Anteriormente, no entanto, o STF já havia declarado a inconstitucionalidade do Regime Integral Fechado e permitindo a progressão após o cumprimento de 1/6 da pena. (Não podia agora pode, para o réu é maléfica a lei).

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STJ: CRIMES HEDIONDOS. PROGRESSÃO. REGIME. LAPSOS TEMPORAIS. LEI N. 11.464/2007. Trata-se de habeas corpus substitutivo impetrado contra ato do Tribunal a quo por ocasião do julgamento do anterior writ em favor do paciente que afastou o óbice à progressão de regime imposto na sentença condenatória de 4 anos e 8 meses de reclusão por tráfico de entorpecentes, mas impondo a observância do lapso temporal previsto na Lei n. 11.464/2007. Explica a Min. Relatora que essa lei baniu expressamente a vedação à progressão de regime prisional em casos de condenados por crimes hediondos, contudo estabeleceu lapsos temporais mais gravosos para os condenados desses crimes, constituindo-se nesse ponto verdadeira novatio legis in pejus, cuja aplicação retroativa é vedada pelo art. 5º, XL, da CF/1988 e art. 2º, do CP. Assim a novel legislação deve incidir apenas nos crimes hediondos e assemelhados praticados após 29 de março de 2007. Ressalta que este Superior Tribunal adotou o mesmo posicionamento quando do advento da Lei n. 8.072/1990, ficando sua aplicação restrita aos crimes cometidos após sua vigência por também se tratar de norma mais prejudicial ao condenado. Com esse entendimento, a Turma concedeu a ordem para afastar a incidência dos lapsos temporais previstos na Lei n. 11.464/2007, para que o juízo das execuções criminais analise os requisitos objetivos e subjetivos do paciente para a obtenção da progressão de regime de acordo com o regramento do art. 112 da Lei de Execuções Penais. HC 83.799MS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 25/9/2007.

STF: PROGRESSÃO DE REGIME: LEI 11.464/2007 E LEI PENAL MAIS GRAVOSA Considerada a garantia da irretroatividade da norma penal mais gravosa (CF, art. 5º, XL e CP, art. 2º), os critérios de progressão de regime estabelecidos pela Lei 11.464/2007 somente se aplicam aos fatos ocorridos a partir de 29.3.2007. Com base nesse entendimento, a Turma deferiu, de ofício, habeas corpus para que o juízo das execuções criminais aprecie novamente o pleito de progressão de regime formulado pelo paciente, como entender de direito, mas observando os critérios de progressão estabelecidos no Código Penal e na Lei de Execução Penal - LEP, vigentes à época da prática criminosa. Preliminarmente, tendo em conta a eficiência na instrução, a Turma não conheceu de writ impetrado contra acórdão do STJ que julgara prejudicada, ante a perda de objeto, idêntica medida ao fundamento de que o tribunal de origem afastara o óbice à progressão de regime prisional imposto ao paciente, condenado pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei 6.368/76, art. 12). No mérito, enfatizou-se que a defesa objetivava, também, a não submissão do paciente às regras estabelecidas pela Lei 11.464/2007, que deu nova redação ao art. 2º da Lei de Crimes Hediondos, e não a mera superação do empecilho à progressão. Asseverou-se que o reconhecimento da inconstitucionalidade do óbice à progressão de regime contido na redação original do § 1º, do art. 2º, da Lei 8.072/90 impediria que esse dispositivo legal fosse utilizado como “parâmetro de comparação” para o exame da norma penal aplicável ao caso. Assim, afirmou-se que essa verificação deveria ocorrer a partir da apreciação das demais normas validamente existentes no ordenamento jurídico e que tiveram vigência desde a prática do fato pelo qual o paciente fora condenado, a saber: a LEP e a Lei 11.464/2007, que entrou em vigor posteriormente, em 9.3.2007. Aduziu-se, entretanto, que esta última, no ponto em que disciplinou a progressão de regime, estabeleceu lapsos temporais mais gravosos do que os anteriormente fixados na LEP, constituindo-se, pois, verdadeira novatio legis in pejus. Concluiu-se, nesse sentido, que se o fato ocorreu antes de 29.3.2007, como na espécie, incidem as regras previstas na LEP, exigindo-se para a progressão, o cumprimento de, ao menos, 1/6 da pena (LEP, art. 112). HC 91631/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 16.10.2007.

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b) A lei posterior. a) Quanto ao tempo do crime. pois. b) O sistema constitucional brasileiro autoriza que se apliquem leis penais supervenientes mais gravosas a fatos delituosos cometidos em momento anterior ao da edição da lex gravior. Crime de Sedução e Crime de Adultério. a elaboração das normas incriminadoras e das respectivas sanções constitui função exclusiva da lei. Com relação à aplicação da lei penal. a) A lei posterior. pela qual considera-se praticado o crime no momento da ação ou do resultado. Ex. art. aplica-se aos fatos anteriores.ES .58 . cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. durante esse período.GO . continua como crime embora não tenha pena privativa de liberdade.52. a intervenção penal deve ter o caráter fragmentário. 2007 .Assinale a opção correta acerca da lei penal. assinale a opção incorreta. d) A missão do direito penal moderno consiste em tutelar os bens jurídicos mais relevantes. Hot! hot!. 2.39. criou uma situação peculiar. c) A lei excepcional ou temporária é inaplicável após o período de sua duração ou após cessadas as circunstâncias que a determinaram. b) Considera-se que um crime foi praticado no lugar em que ocorreu a ação ou a omissão. embora cometidos no estrangeiro. não se levando em conta onde se produziu ou deveria se produzir o resultado. o Código Penal adotou a teoria da ubiqüidade. 2004 . Em decorrência disso. c) Ocorre a abolitio criminis quando a lei nova deixa de considerar determinado fato como crime. § único. Relativamente a jurisprudência do STJ e do STF. duas formas: A) ABOLITIO CRIMINIS – É a lei nova que deixa de considerar o fato como criminoso. d) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixou de considerar crime. os crimes contra a administração pública. que de qualquer modo favoreça o agente. a conduta de possuir arma de fogo deixou de ser considerada típica. 2°. por quem estiver a seu serviço. c) O Estatuto do Desarmamento. • O porte de drogas não foi descriminalizado. protegendo apenas os bens jurídicos mais importantes e em caso de lesões de maior gravidade. ocasionando a extinção da punibilidade dos fatos ocorridos anteriormente à edição da lei nova. Retroatividade da lei mais benéfica – art. CP ° Alcance: A lei mais benéfica retroage aplicando-se inclusive aos fatos decididos por sentença transitada em julgado. 2 °. que de qualquer modo favorecer o agente. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Espécies de Lei mais benéfica. 4 . no todo ou em parte. d) Ficam sujeitos à lei brasileira. ao estabelecer o prazo de 180 dias para que os possuidores e proprietários de armas de fogo sem registro regularizassem a situação ou as entregassem à Polícia Federal. desde que ainda não tenham sido decididos por sentença condenatória transitada em julgado. aplica-se aos fatos anteriores. a) Segundo o princípio da legalidade. assinale a opção incorreta.3 .2.Questões CESPE 2006.

SFT – Aplica-se a lei mais severa ao crime permanente e continuada desde que tenha entrado em vigor antes de cessada a continuidade ou permanência. C) ULTRATIVIDADE DA LEI EXCEPECIONAL OU TEMPORÁRIA • São chamadas leis de vigência temporária porque. Abolitio criminis extingue todos os efeitos penais da sentença condenatória Ex. Hot! hot 2° aula 12.tempo A – atividade (momento da ação ou omissão) 5 . Execução. CP Art. ao contrário da maioria das normas. territorialidade e extraterritorialidade com relação ao LUGAR DO CRIME – TEORIA DA UBIQUIDADE. • • Súmula 711.08 III – Lei penal no espaço IV – Prazos Penai V – Frações de pena VI – Conflito aparente de normas Art. Parou a aula neste ponto. a Lex mitier é uma causa porque lei melhor retroage. 1) TEORIA DO LUGAR DO CRIMEE (teoria mista) : LUTA L .8 e 9 CP Art.7. reincidência. A LEI EXCEPCIONAL é a lei que só vigora durante determinada situação excepcional e depois de encerrada a situação ela se auto-revoga.08 B) NOVATIO LEGIS IN MELLIUS – Não vai abolir o crime.LEI PENAL NO ESPAÇO: TERRITORIALIDADE / EXTRATERRITORIALIDADE • É a aplicação da lei penal no tempo e no espaço. não tem vigência indeterminada. 12.03. • 2° aula 12.03. CP III ... 10.ubiquidade T .lugar U . antecedentes criminais. mesmo após a auto-revogação.• Abolitio criminis trata de causa de EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. no aguardo de que norma posterior as revogue. 11.6. 5. CP Art. A ULTRATIVIDADE (sempre irradiam efeitos mesmo após o final do prazo de sua vigência) – Ambas as Leis continuam aplicando-se aos crimes cometidos na sua vigência. mas irá melhorar a situação do réu.

. Duas espécies de território: 1) Território Físico – O território nacional é formado pela superfície terrestre entre fronteiras. mar territorial (12 milhas marítimas) e a coluna aérea correspondente. 47). ainda que seja outro o lugar da ação ou omissão. quanto no lugar em que se produziu ou deveria produzir-se resultado.Navios e aeronaves públicos ou à serviço do governo brasileiro. 2) CONFLITO DE LEIS NO ESPAÇO – DIREITO PENAL INTERNACIONAL o Direito Penal Internacional – São as regras de direito interno que disciplinam a Lei Penal no espaço. Lugar do crime – 3 teorias Atividade – Considera-se lugar do crime o da ação ou omissão. CP. em que a conduta ocorre em um país e o resultado noutro. 2. . Ler art. ou aquele em que o resultado deveria ocorrer. Tempo do crime – 3 teorias . • Justificativa – Crimes a distancia. no todo ou em parte.Ubiqüidade – Considera-se o momento do crime tanto aquele da ação ou omissão quanto do resultado. 6°. pg. Convenção de Viena. Duas regras regem o Direito Penal Internacional a) PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA OU RELATIVA Aplica-se a Lei Brasileira ao crime cometido no Brasil. águas territoriais e espaço aéreo correspondente. sub-solo. 2) Território por extensão (Não é físico) . 6°. onde quer que se encontrem. SALVO o disposto em tratados e convenções Internacionais. CP. Ou seja. art.Considera-se momento do crime o momento do resultado. CP. Brasil adota a TEORIA DA UBIQUIDADE.Resultado . Direito Internacional Penal – São as regras de direito internacional (Tratados e Convenções) que tratam da temática penal. o momento da ação ou omissão. (ler Livro Prima. Ex. 4. São consideradas extensões do território nacional: 2.Atividade – Considera-se tempo do crime o momento da ação ou omissão.Considera-se lugar do crime o do resultado. 6 .1 Embarcações e aeronaves . Ou. .Resultado . (ler Livro Prima..o Ubiquidade (Teoria Mista) – Considera-se praticado o crime tanto no lugar que ocorreu a ação ou omissão. pg. . 47). Brasil adota a TEORIA DA ATIVIDADE.É o território jurídico ou território flutuante. 1963 – prevê imunidades diplomáticas. é o solo..2 Embarcações e aeronaves privadas em alto mar ou espaço aéreo correspondente. ainda que seja o local do resultado. Hot! hot! . art. Conceito de TERRITÓRIO NACIONAL – Concidera-se território nacional todo o lugar sobre o qual um estado Soberano exerce a sua jurisdição.Ubiqüidade – Considera-se lugar do crime tanto aquele da ação ou omissão quanto do resultado.

: Regra do art. autarquias ou fundações instituídas pelo poder Público).2. é um bem jurídico público nacional: Embaixada. praticados fora do Brasil serão julgados pela Lei Brasileira. de estados.. 1. de Territórios. 7°. CP) serão abertos 02 processos (lá e cá) Pode ser a extraterritorialidade: Incondicionada ou Condicionada. do Distrito federal.3 Embarcações e aeronaves estrangeiras privadas quando em territórios brasileiro. Tortura – qualquer país pode punir. São 03 casos de extraterritorialidade incondicionada: a. corpo diplomático e suas famílias b) PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE – art. Trafico Internacional de Drogas. Nos crimes contra a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (contra o patrimônio ou fé pública da União. Nos crimes contra PRESIDENTE DA REPÚBLICA. para crimes praticados fora do Brasil (artigo 7°. Crimes de Genocídio. É a exceção do bis in idem. Obs. Presidente da República c. Observação: Consulados e embaixadas não são considerados território de origem. de empresas públicas.1) EXTRATERRIRORIALIDADE INCONDICIONADA • • Aplicação da lei brasileira ao crime cometido fora do território nacional. • Tem imunidade: chefe da missão. Ex. Obs. CP • Não é território brasileiro. Estão previstos em tratados e convenções. 7 . Não é o crime contra a honra do Presidente da República. Hot! hot! b. • Princípio da Defesa – Um bem jurídico atacado. (Princípio da justiça Universal) • Princípio da Universalidade – A lei penal brasileira será aplicada no país em que o crime foi praticado. de sociedades de economia mista. de Municípios. sendo que há uma hipótese com condições especiais (art. Nos crimes de GENOCÍDIO quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. 8. CP – Pena cumprida no estrangeiro (ler). 7. Aplica-se a lei brasileiro mesmo que o agente já tenha sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro – crime no esterior. são os crimes CONTRA A VIDA ou a LIBERDADE do Presidente. b. §3°CP).

(art. Fato culpável – o Culpabilidade Menor mata alguém – não é culpável.Bandeira brasileira . será aplicado medida de segurança. Ex. . Trafico Internacional de Drogas. B – Brasileiro – Crime cometido por brasileiro ou contra brasileiro. antijurídico. Fato punível – Se o crime prescreveu não tem pena.PRINCÍPIOS Princípio da Justiça Universal Princípio da representação Princípio da nacionalidade P A G T A B Princípio da Defesa – Um bem jurídico atacado. • 8 . Princípio da Nacionalidade – Complemento TEORIA DO CRIME • No Brasil é a TEORIA FINALISTA = Fato típico + Antijurídico + Culpável + punibilidade. 7° §2° CP ). . 121. A – Aeronaves ou embarcações – Crime cometido em aeronave ou embarcação brasileira privada quando ocorrido no Estrangeiro e aí não for julgado. Princípio da Universalidade – A lei penal brasileira será aplicada no país em que o crime foi praticado. desde que estejam presentes determinadas condições. e é fato típico. é um bem jurídico público nacional: Embaixada. mas perante a lei ele é inimputável. Crimes de Genocídio.2) EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA • Nesses casos só se aplica a lei brasileira subsidiariamente. Ex. típico. • • Princípios da Extraterritorialidade PAG – PRINCÍPIOS Principio de Defesa Principio de Defesa Princípio da Justiça Universal TAB . Quais casos: • • • • T – Tratados e Convenções A – Aeronaves ou embarcações B – Brasileiro • T – Tratados e Convenções – Crimes que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir. • • Fato antijurídico – Comete o crime contra a lei. Porém se for legítima defesa é jurídico a lei permite. Principio da representação .b. Tem fato e previsão penal. CP o Subsunção – Verifica qual a conduta e encaixa no tipo penal. Presidente da República. O crime é composto de 04 pedaços: • Fato típico – Análise fria. Tortura – qualquer país pode punir. matar alguém – art.

dependem da CONSTATAÇÃO do juiz. rinha de galo • SP a coletividade indeterminada. 312 – Crimes praticados por funcionário público contra a administração. Ex. Abandono de recém –nascido C) Crime de mão própria – É o crime que só pode ser praticado diretamente pelo sujeito ativo estabelecido na lei. Tipo penal fechado Só tem elementos descritivos. Lei 11. Para o STJ não pode haver responsabilidade da pessoa jurídica sem a responsabilização da pessoa física (responsável quando diretamente comete o crime ambiental de uma empresa).605/98 é a única responsabilidade de PJ. Infanticídio – só a mãe pode praticar Abandono intelectual – Pai que deixa de prover a educação do filho. artigo 319A – Crime do celular – agente público ou diretor de presídio.. art. relacionamento afetivo. crueldade com animais.Classificação das infrações penais • As infrações dividem-se em crimes e contravenções. • Classificação dos crimes quanto ao sujeito ativo: A) Crime comum – é o crime praticado por qualquer pessoa B) Crime próprio – exige uma qualidade especial do sujeito ativo.099/95 . 28 NL de Drogas é CRIME. Objetos do delito 9 . Sujeito por exemplo na Lei Maria da Penha • Quanto ao sujeito ativo – Crime comum praticado por qualquer pessoa. • Este crime não admite co-autoria nem autoria mediata (quando comete crime através de outra pessoa). Tipo penal aberto É aquele que possui elemento normativo e depende da VALORAÇÃO do juiz. nos crimes de vilipêndio do cadáver. • Quanto ao sujeito passivo – É só a mulher (tem que ser violência doméstica. A diferença é quanto a gravidade • Infração de menor potencial ofensivo – Lei 9.466/2007.Julgados pelo JECRIM CRIMES LICP • • • PPL – pena privativa de liberdade PPL e MULTA PPL ou MULTA • • • • CONTRAVENÇÕES PPL PPL e MULTA PPL ou MULTA MULTA PPL – Reclusão ou detenção Regra: admitem tentativa Sentença condenatória por crime SEMPRE gera reincidência STF – ART. nos crimes ambientais. chamado de CRIME VAGO.. • Admite PARTÍCEPE Sujeito PASSIVO do crime Para ser vítima do crime tem que ser titular de direito • SP a sociedade. mesmo sem PPL PPL – prisão simples de 15d a 3meses NUNCA admitem tentativa Sentença condenatória por contravenção gera reincidência para outra contravenção Sujeito ativo do crime É a pessoa que comete a infração penal • Pessoa jurídica – Crimes ambientais – Lei 9.

03. 2. Alínea “b” – dever contratual. ação impensada. • OBS. o OBS. crimes econômicos e crimes ambientais.• • Objeto jurídico . 3° aula 19. independentemente de resultado. a pessoa jurídica só pode ser responsabilizada se também for a pessoa física nos crimes ambientais. Nexo Causal d. 10 .: Responsabilidade penal da pessoa jurídica – a pessoa jurídica só pode ser criminalmente responsabilizada em caso de crime ambiental.ato reflexo o Ação de curto circuito – dou um tapa. uma intenção. dever legal dos pais com relação aos filhos. Objeto material – É a pessoa ou coisa sobre a qual recai a ação criminosa. somente os crimes ambientais foram regulamentadas por lei infraconstitucional.: salva-vidas. babá. Formas de Conduta: Ação – crime comissivo Omissão – crime omissivo – Art. 135/269/246. Crimes contra a vida.: Os crimes omissivos impróprios se consumam com o resultado – admitem tentativa. no entanto. toda ação tem um fim. 13. existe voluntariedade. Conduta: Conceito – é toda ação ou omissão humana voluntária e consciente tendente a um fim. Próprios – são aqueles em que a lei já prevê a forma omissiva. Impróprios ou comissivos por omissão (equiparação por força do art. §2º.é o bem jurídico protegido pelo crime. quando quem se omite tinha o dever de agir para impedi-los. Excludentes da Conduta – todo movimento ou paralisia corporal que não forem voluntários ou conscientes não representa conduta em face do direito do penal. Tipicidade A. o O STJ entende que.08 Faltei – Digitação da Ana Augusta 1) FATO TÍPICO – Elementos do fato típico a. palpável. crime de furto. Alínea “a” – dever legal do policial pela segurança pública. • Na Teoria finalista. CP: 1.S. Conduta b. Causas de exclusão da conduta: Não tem movimento humano corporal voluntário. é objeto concreto. exclui culpabilidade.: Coação moral. enfermeira. mas que podem ser punidos a título de omissão.. Não admitem tentativa. pela tipificação. Ex. Alínea “c” – produção anterior do risco – quem com seu comportamento anterior criou o risco do resultado. CP) – são crimes comissivos. segurança particular.. porém. o Coação física irresistível exclui a conduta uma vez que não há voluntariedade) o Coação moral irresistível (sonambulismo /hipnose) o P. o Atos refletivos . Se consumam com a mera omissão. • A CF prevê duas possibilidades de crimes cometidos pela pessoa jurídica. logo devido a esta ausência não tem fato típico. Resultado c.

de consumação cortada ou Tipo incongruente A lei prevê um resultado. Ex.. Todo crime tem resultado (jurídico – processo – condenação) Naturalístico Nem todo crime tem resultado naturalístico. Mera Conduta Crime de Mera Conduta A lei não prevê qualquer resultado. CP – violação de domicílio P.: O crime formal e o de mera conduta admitem tentativa quando o agente tiver iniciado a execução da conduta. Ex. Art. CP – se consuma com a exigência.S. mas não conseguir terminá-la. CP. 316.” Não dependem de resultado Se consumam pela omissão Não admitem tentativa Crime IMPRÓPRIO ou Comissivo por omissão São os crimes cometidos por quem tinha o dever de agir B.. Conduta: matar Resultado: morte Ex. Com intuito de.: homicídio. ART. 150. Matar alguém . 14. Conduta: SEQUESTRAR Resultado: VANTAGEM INDEVIDA Com o fim de. extorsão mediante seqüestro. Todos os crimes contra a honra são formais: Caluniar (art. Só se consuma com o resultado. Resultado É a modificação da situação anterior provocada pela conduta.Crime PRÓPRIO omissivo “deixar de. Mas não exige que o resultado ocorra para o crime estar consumado. Se consuma com a conduta.. • C. CP. 138) 11 . Material Crime Material A lei prevê um resultado. Nexo Causal Conceito: Pelo resultado do qual depende a existência do crime.É considerado causa tudo àquilo sem o que não teria ocorrido o resultado. 13. roubo Formal Crime Formal C de consumação antecipada ou C.: Art. CP – se consuma com o seqüestro – arrebatamento da vítima/ Art. PORTE DE ARMA Ex.: Art. Teoria Conditio sine qua non/Equivalência dos antecedentes causais . Jurídico ou normativo É a modificação do mundo jurídico. somente é imputável (punível) quem lhe deu causa. 159.. Se consuma com a conduta.morte Exige que o resultado ocorra para o crime estar consumado. Ex.. mas independente dela. caput.. Ex.

Dolosa – Os tipos são em regra dolosos e por isso se diz que o dolo está implícito nos tipos do Código Penal Culposa – A culpa por outro lado precisa de previsão expressa o que é raro na legislação penal: é a regra da excepcionalidade do crime culposo. Ex. Tipicidade TIPICIDADE: é a perfeita adequação do fato ao modelo da lei. art. culpável. Elimina-se mentalmente um evento. CP. se com isso o resultado desaparecer há nexo causal. Ex. art. Relativamente independente. no entanto.Continuação a. §1º. 13.Tudo o que contribua com o resultado são considerados causa. 13. CP o o Participação – É considerada uma norma de extensão espacial da figura típica. 14. Resultado c. Método de eliminação hipotética. Os fatos anteriores.03.08 – Professor Gustavo Junqueira Crime: fato típico. Exceção – Causa superveniente relativamente independente – Art. CP – a causa superveniente relativamente independente exclui a imputação quando por si só tiver provocado o resultado. 12 . • CAUSA SUPERVENIENTE : Exclui a imputação quando por si só tiver produzido resultado.: O Princípio da Insignificância torna o fato materialmente atípico Adequação do fato a norma A tipicidade pode ser: dolosa e culposa. Nexo Causal d. Conduta b. imputam-se a quem os tenha praticado. 4° aula – 20. • Por adequação indireta ou mediata o fato não enquadra-se diretamente no tipo penal. – É aquela que precisa de uma norma de extensão da figura típica prevista na parte geral. Tipicidade Formal Tipicidade material É a ofensa a um bem jurídico protegido Obs. antijurídico. o Método para a verificação do nexo causal é o método de eliminação hipotética. 29. Tentativa – É uma norma de extensão temporal da figura típica. Formas: (complemento da aula) • Por adequação direta ou imediata o fato enquadra-se diretamente no tipo penal. Fato Típico – Dentro do fato típico tem-se: .

Culpa: A essência do crime culposo é a quebra de um dever objetivo de cuidado. O dolo se divide em: Dolo direto – o sujeito prevê e quer o resultado. que seria normalmente previsível. o atropelamento é inevitável. (ex. uma pessoa está correndo a margem da rua e. mas tem certeza que irá evitá-la. temerário. culpa ou preterdoloso. não havia como saber que pretendia atravessar. Como a pessoa estava se exercitando. Formas de quebra do dever de cuidado: Negligência – é o descuido omissivo. ex. manda construir um prédio com areia do mar e. A culpa pode ser classificada em: Culpa consciente: o agente prevê o resultado. Imperícia – é a falta de talento ou conhecimento específico para profissão. sobre a faixa de pedestre resolve atravessar a 1 metro de distância do veículo. o prédio cai) Não há diferença essencial entre as três formas. Desta forma. Semelhança entre dolo eventual e culpa consciente 13 . na pressa de ir para casa esquece-se de diminuir a velocidade ao passar por uma escola e acaba atropelando uma criança. TIPICIDADE DOLOSA Dolo direto Dolo eventual (assume o risco) TIPICIDADE CULPOSA Imprudencia Negligencia Imperícia Crime Inconsciente – O AGENTE não prevê o resultado que era previsível Crime Consciente– O AGENTE prevê o resultado TIPICIDADE PRETER DOLOSA Dolo no antecedente Dolo no conseqüente Dolo é consciência e vontade. depois de construir. viajar com o pneu careca. então o resultado não era previsível. bem como a previsibilidade objetiva (a partir do descuido a lesão deve ser o normalmente previsível) Ex. a diferença é lingüística. arte ou ofício. E é chamado também de dolo natural ou psicológico. de repente.Espécie de tipicidade – Todos os tipos penais têm que ter um desses: dolo. Ex. Normalmente antes de uma imprudência vai haver uma negligência. Imprudência – é o descuido comissivo. É o agir descuidado. Ex. Ex. não verificou o pneu antes de viajar. faltou a previsibilidade objetiva. Dolo eventual – o sujeito prevê o resultado e tolera o risco de sua ocorrência. que o CP adota. atravessar o sinal vermelho. Culpa inconsciente: é aquele em que o sujeito sequer prevê o resultado. é o não tomar o cuidado devido antes de agir.

vai evitar o resultado CRIME PRETERDOLOSO: é aquele em que após a previsão de um crime doloso. a diferença é que no dolo eventual ele aceita/tolera o risco do resultado. Um homem mata uma mulher pensado que era um jacaré. Erro de tipo pode ser: Erro de tipo essencial Erro de tipo acidental A) O ERRO DE TIPO ESSENCIAL Recai sobre o elemento essencial do tipo. Dolo direto Dolo eventual Culpa consciente Culpa inconsciente Previsão Previsão Previsão Não prevê Quer o resultado Tolera o resultado Não tolera. Ex. não tem dolo. É aquele que tem dolo no antecedente e culpa no conseqüente. 14 . O erro pode ser classificado como erro inevitável ou evitável. enquanto que na culpa consciente o sujeito não aceita/tolera tendo a certeza que é capaz de evitá-lo. O erro de tipo sobre a elementar SEMPRE EXCLUI O DOLO (porque quem erra não tem consciência. O agente não percebe que está praticando um fato típico. o sujeito tem uma errada compreensão dos fatos que estariam narrados nas elementares do tipo. o sujeito prevê o resultado. Art. o legislador faz previsão de um resultado culposo capaz de influir na dosagem da pena. Erro inevitável é aquele que com o cuidado comum não se evitaria. (preter dolo – além do dolo) Complemento DOLO E CULPA NA TEORIA DO CRIME Teoria Causalista Teoria Finalista (Brasil) FT + ANT + CULPAB Intencional. É o fazer sem perceber. O ERRO SOBRE A ELEMENTAR. Pode incidir sobre: o Elementar é o que está no caput do artigo. A culpabilidade era psiconormativa – Teoria A culpabilidade é puramente normativa normativa pura da culpabilidade TEORIA DO ERRO DE TIPO Erro é a equivocada compreensão/percepção de uma realidade. não inclui o ilicitude conhecimento da ilicitude. 121 – Matar alguém e o Descriminante (descriminante vem de descriminalizar).A semelhança do dolo eventual com a culpa consciente é que em ambos. ao analisar a conduta tem que analisar a intenção COND+ RESP+ NC + TIPIC Dolo e culpa fazem parte da CULPABILIDADE Dolo e culpa fazem parte da TIPICIDADE Dolo é psiconormativo inclui o conhecimento da O dolo é puramente psicológico ou natural. Ex. Erro evitável é aquele que seria evitado com o cuidado comum. logo não tem dolo). logo faço sem querer.

significa que não houve cuidado. § 3º) Erro na execução (art. Se inevitável exclui a culpa e se evitável permite a punição por culpa se houver previsão. 2. se previsto em lei. 73) aberratio ictus Resultado diverso do pretendido (art. mas permite a punição por crime CULPOSO. Hot! hot! • Culpa – Exclui a culpa porque era inevitável Em suma: O Erro de tipo EXCLUI SEMPRE O DOLO. Quando o cuidado normal evita. mas comete outro. mas outro.. O erro recai sobre a pessoa.o o Pode-se afirmar que o erro inevitável AFASTA A CULPA (erro de tipo).. Erro sobre a pessoa (art. o sujeito. o Na descriminante putativa por erro de tipo. Estado de necessidade. pode ser: o Erro de tipo essencial o Erro de tipo acidental B) O ERRO DE TIPO ESSENCIAL Quer cometer um crime.03 F – Digitação Luciana ERRO DE TIPO cont. Significa que eu NÃO queria praticar este crime.. imagina situação que se verdadeira fosse tornaria a sua conduta acobertada por uma excludente de antijuridicidade. Conseqüência ET Essencial EVITÁVEL ET Essencial INEVITÁVEL Faltou cautela • Dolo – Exclui o dolo • Art 20. A conseqüência do erro de tipo sobre descriminante é a mesma de erro de tipo sobre elementar: Sempre exclui o dolo.28. O ERRO SOBRE DESCRIMINANTES: Sinônimo de excludente de antijuridicidade Legitima defesa. imagina-se que está num naufrágio sobre uma tábua de salvação e ele morre ou outro morre. Descriminante errada. por equivocada compreensão da realidade. neste caso PUNE-SE POR CULPA SE HOUVER PREVISÃO. CP – Exclui o dolo mas admite a punição por crime culposo se previsto em lei. 74) aberratio criminis ou aberratio delictus 15 . Estrito dever legal e Exercício regular de direito Descriminante putativa: putare – significa errar. 20. 03 espécies: 1. Ex. 3. o 5°aula .

mas não acerta o pai e acerta o tio no braço.. por erro de representação (confusão) atinge pessoa diversa da pessoa pretendida. o tiro atinge B (comparsa).” é latrocínio..1.2.. 73) . logo. A para se defender usando moderadamente dos meios necessários para evitar ser estrangulado por B.” se tivesse atingido B. 74) aberratio criminis ou aberratio delictus a) Conceito: o agente. Homicídio Doloso. na confusão. PERGUNDA “E SE? É um erro de pontaria. vejo os dois e atiro. não RESPONDE POR NADA. b) Conseqüência: “e se. (Pessoa coisa) Ex. B (forte). Ex. Homicídio Doloso Privilegiado ou crime algum? Aplica-se a técnica do “se. NÃO confundo o meu pai com meu tio. atira nele para roubar e. EX. Erro sobre a pessoa (art.: A (fraquinho).3. Contudo C reage e A para roubar o relógio do C. atinge-o com uma pedra. Se queria matar é tentativa de homicídio.. o João saiu perseguindo o Mario. Ex. ERREI. 2. PERGUNDA “E SE? Respondo pelo que queria e não pelo que aconteceu.. Ex.” o agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. Ocorre que a pedra não atinge B e acerta C.ABERRATIO ICTUS Conceito: o agente por erro na execução atinge pessoa diversa da pessoa pretendida. Resultado diverso do pretendido (art. § 3º) a) Conceito: o agente. 16 . não responde por crime algum.1.1: João acabou de ter sua filha estuprada pelo Mario. acertei meu tio. 20. Qual o crime que A pratica? Aplica a técnica do “se. está em legitima defesa. a) Conseqüência: o agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. Queria matar alguém e atingi uma janela (crime de dano). o que importa é o dolo. “A”para defender-se de “B”atira e acerta em “C “. usando dos meios necessários. por qual crime o João deveria responder? É caso típico de homicídio privilegiado. matando-o.: Quer matar o pai. Por qual crime responde? Não tipifique a conduta pelo resultado. o qual fica incapacitado por mais de 30 dias.1: Queria matar meu pai e matei meu tio. Crime de homicídio agravado. Nesta hipótese responde por tentativa de homicídio com agravante. Responde pelo que queria. mas como entardecia ele perdeu o Mario e acabou confundindo e atingido Lucio. EX. Por qual crime o A deve ser culpado? Homicídio Culposo.. ele não comete crime algum. o resultado apenas irá agregar um complemento. moderadamente.: A e B estão assaltando C. Erro na execução (art. Ex. por erro na execução atinge bem jurídico diverso do pretendido (muda o tipo). porque agir um legítima defesa e aberratio ictius 3. Complemento LEGITIMA DEFESA PUTATIVA: É uma situação que não há necessidade de defender-se.

salvo quando constituírem crime autônomo.Ocorre entre a execução e consumação TENTATIVA BRANCA – nesta a vítima não sofre lesão. 14 Não é punível Não é punível. Brasil adota a Esta consumada quando nele se Teoria objetivo formal Considera iniciada a reúnem todos os execução com o início elementos do tipo do verbo do tipo legal art.b) Conseqüência: o agente responde pelo crime cometido a título culposo que tiver cometido. na hipótese de o tipo penal não admitir a modalidade culposa? A doutrina entende que quando o crime cometido não prevê a modalidade culposa só resta a solução de punir-se o agente pelo crime pretendido na FORMA TENTADA do que queria cometer. Exaurimento: é aquele que depois de consumado atinge a sua máxima potencialidade lesivo. SALVO quando constituírem crime autônomo. PUNIÇÃO DA TENTATIVA Em regra é punido com a mesma pena do CRIME CONSUMADO. TENTATIVA . 1) COGITAÇÃO 2) ATOS PREPARATÓRIOS 3) EXECUÇÃO 4) CONSUMAÇÃO 5) EXAURIMENTO TENTATIVA . só respondo pelo que COMETI. CRIME TENTADO Passos do ITER CRIMINIS 1. É o que acontece com os crimes formais quando o agente obtém o resultado. concurso CONSUM AÇÃO E TENTATIVA . Observação final sobre o erro: Tanto no aberratio ictus quanto no aberratio criminis SE O AGENTE OBTIVER DUPLO RESULTADO Se for atingida a pessoa ou coisa pretendida (+) uma pessoa ou coisa não pretendida formal. Execução: o Brasil adota a teoria objetivo formal. E. segundo a qual a execução se inicia com a realização do verbo do tipo. diminuição de 1/3 a 2/3 – art.hot! hot! hot! Responde por ambos os crimes em concurso FORMAL (uma só conduta dá origem a + de um resultado). 14. CP.Ocorre entre a execução e consumação – O CRIME NÃO SE CONSUMA O crime não se consuma por O crime não se consuma por O crime não se consuma por MOTIVOS ALHEIOS A VONTADE do agente Porque era impossível Porque o agente mudou de idéia (PRÓPRIA VONTADE) 17 . 3. Cogitação: não é punível 2. 4. Não respondo pelo que QUERIA. Consumação: considera-se consumado o crime quando se reúnem todos os elementos do tipo legal 5. Atos preparatórios: os atos preparatórios não são puníveis.

CRIME DE TENTATIVA Art. 14, CP Antes de Depois de erminar terminar a a execução execução Tentativa Tentativa Imperfeita Perfeita O agente não O agente termina termina a a execução execução (Crime falho) (É impedido) REGRA: A punição do crime tentado será igual ao consumado diminuída 1/3 a 1/3. O CRITÉRIO PARA A DIMINUIÇÃO É a proximidade da consumação.

Crime IMPOSSÍVEL TENTATIVA INIDÔNEA

Desistência Voluntária - DV O agente desiste de terminar a execução por que NÃO QUER MUDA DE IDÉIA INTERROMPE

Arrependimento Eficaz - AE O AGENTE TERMINA A EXECUÇÃO E IMPEDE A CONSUMAÇÃO

Absoluta improprieda de do objeto

Absoluta ineficácia do meio

A punição do crime impossível NÃO SE PUNE SEQUER A TENTATIVA

Nestes casos DV e AE, o agente só responde pelos atos já praticados, (art. 15) ou seja, pelo resultado obtido. Pode ser típico ou atípico NUNCA TENTATIVA

*** O legislador em determinados casos prevê a mesma pena para a forma consumada e tentada do crime. O critério para a redução da pena é a proximidade do momento consumativo. Tentativa branca é aquela na qual a vítima não sofre qualquer lesão. Tentativa vermelha é aquela na qual a vítima sofre lesão. É chamada de tentativa vermelha ou cruenta. O agente responde pelo resultado efetivamente obtido e não pela tentativa de nada.

Obs1.: CRIME IMPOSSÍVEL: o crime impossível não se pune a tentativa quando por absoluta ineficácia do meio ou absoluta impropriedade do objeto é impossível consumar-se o crime. o Ex. ao invés de colocar veneno, coloca açúcar. Roubo com arma de brinquedo não é possível matar, mas é possível roubar.

Obs2.: ARREPENDIMENTO POSTERIOR (art. 16): É o arrependimento após a consumação trata-se de uma causa obrigatória de redução de pena que se aplica ao crime já consumado, desde que, 04 requisitos: 1. 2. 3. 4. Crime sem violência ou grave ameaça; Reparação integral do dano; Por ato voluntário do agente (aconselhado pelo advogado é válido); Antes do recebimento da denúncia ou queixa.

Obs3.: INFRAÇÕES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA: hot! hot! hot! 1. Contravenções penais ( a lei diz que não se pune com tentativa) Infração de menor potencial ofensivo não é sinônimo de contravenção penal e sim inclui CONTRAVENÇÕES E CRIMES COM PENA MAXIMA IGUAL OU MENOR QUE 2 ANOS. Culposos / preterdolosos (porque o resultado não é pretendido) Salvo a culpa imprópria porque esta admite tentativa.

2.

18

3. 4.

Crimes omissivos próprios (deixar de...) ou puros - descritos em lei. (CO Impróprio admite tentativa) Crimes unissubsistentes (crimes que se realizam num único ato – ex. injúria verbal) (plurissubsistentes admitem tentativa) Crimes habituais (é aquele crime que exige a repetição de uma conduta típica, há a necessidade da repetição, caso contrário conduta atípica). Ex. Rufianismo, Casa de prostituição, curandeirismo.

5.

Complemento: Crime de atentado (previstos na Lei de Segurança Nacional) Crime de induzimento, instigação e auxílio ao suicídio Não admitem tentativa: Ou sobrevivem com lesão corporal grave ou morte – já se consumou. Ou não sobrevivem lesão corporal grave ou morte - é fato atípico.

STF: CRIME MILITAR E PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA Por falta de justa causa, a Turma deferiu habeas corpus
para trancar ação penal promovida contra militar acusado da suposta prática do delito de abandono de posto (CPM, art. 195). Tratava-se, na espécie, de writ impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de cabo da marinha que, diante da necessidade de socorrer seu filho que fora internado, em caráter de urgência, para a retirada de rim, afastara-se por algumas horas de seu posto de serviço (vigiava bomba de gasolina fechada a cadeado). No caso, ante o reduzido grau de reprovabilidade da conduta e considerando seus motivos determinantes, aplicou-se o princípio da insignificância e entendeuse configurada, ainda, causa excludente de ilicitude, qual seja, o estado de necessidade. Ademais, ressaltou-se a jurisprudência da Corte no sentido da aplicabilidade, ao processo penal militar, do aludido princípio da insignificância. Ordem concedida para determinar a extinção definitiva do procedimento penal instaurado contra o paciente, que tramita perante o Juízo da 4ª Auditoria Militar da 1ª Circunscrição Judiciária Militar do Rio de Janeiro. HC 92910/RJ, rel. Min. Celso de Mello, 20.11.2007.

STF: RE CRIMINAL: DESCAMINHO E PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA Por ausência de prequestionamento, a Turma não conheceu de recurso extraordinário criminal, mas concedeu habeas corpus, de ofício, para anular o título judicial condenatório formado contra o recorrente pela prática do crime de descaminho (CP, art. 334, caput e § 1º, c). No caso, o TRF da 4ª Região, embora tivesse considerado de pequena monta os tributos iludidos, negara aplicação ao princípio da insignificância, ao fundamento de restar caracterizada a habitualidade criminosa do agente. Asseverou-se que a incidência do mencionado princípio está relacionada com a envergadura da lesão ao bem jurídico tutelado pela norma penal, excluindo, em conseqüência, a própria tipicidade da conduta. Entendeu-se que, na espécie, a Corte de origem não poderia ter levado em conta circunstâncias alheias às do delito em tese verificado para afastar a aplicação do princípio da insignificância. Assim, reputou-se inadequada a consideração de antecedentes criminais do réu (2 processos em curso) para se apreciar se o fato imputado seria ou não típico, assim como se a lesão provocada teria ou não expressão suficiente para preencher o tipo penal em sua acepção material, e concluiu-se pela atipicidade da conduta. Precedentes citados: AI 559904 QO/RS (DJU de 26.8.2005); HC 92364/RJ (DJU de 19.10.2007); HC 89624/RS (DJU de 7.12.2006); HC 88393/RJ (DJU de 8.6.2007). RE 550761/RS, rel. Min. Menezes Direito, 27.11.2007.

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Complemento:
STJ: PRINCÍPIO. INSIGNIFICÂNCIA. SURSIS PROCESSUAL. SUBSTITUIÇÃO. PENAS. Trata-se de tentativa de furto de trinta e duas cartelas de pilhas. Para que se aplique o princípio da insignificância, é necessário que se verifiquem dois critérios: o valor de pequena monta e o seu ínfimo caráter para a vítima. Na espécie, o valor da res furtiva ultrapassou o salário mínimo vigente à época do fato, logo não há que se falar em crime de bagatela. Quanto ao sursis processual, deve o magistrado verificar se o réu está sendo processado, além de observar as condicionantes dispostas no art. 77 do CP. Assim, o fato de já ter se submetido a uma anterior suspensão processual não desestimulou o ora paciente, que voltou a delinqüir, motivo que inviabiliza uma nova concessão. Para que o condenado tenha a pena privativa de liberdade substituída pela restritiva de direitos, é necessário que preencha os requisitos do art. 44 do CP. Logo a Turma denegou a ordem. HC 53.139-PB, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 31/10/2007.

2006.3 - 58. O princípio da insignificância considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, entre os quais não se inclui a) a mínima ofensividade da conduta do agente. b) nenhuma periculosidade social da ação. c) reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento. d) expressividade da lesão jurídica provocada.
STJ: PRINCÍPIO. INSIGNIFICÂNCIA. FURTO TENTADO. Cuidou-se de furto entado de duas camisetas e uma bermuda no valor aproximado de sessenta e cinco reais. Diante disso, o Min. Relator, ao buscar as lições de Welzel, Roxin, Assis oledo e Luís Greco, vislumbrou, no caso, a excepcionalidade do princípio da insignificância, entendimento acompanhado também pela Min. Maria Thereza de Assis Moura. Porém, ao final, a Turma, por não acolher a aplicação do princípio ao caso, entendeu por dar provimento ao especial do MP. REsp 724.468-RS, Rel. originário Min. Nilson Naves, Rel. para acórdão Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 16/8/2007.

2004 - ES - 40. Assinale a opção correta. a) No crime preterdoloso, há resultado diverso do pretendido, havendo dolo direto no antecedente e dolo eventual no conseqüente. b) O dolo eventual ocorre quando o agente não assume o risco de produzir o resultado do crime, mas age com imprudência. c) Ocorre culpa consciente quando o agente, embora preveja o resultado do crime, acredita sinceramente que ele não se produzirá. d) O dolo eventual é punido com a pena do tipo doloso, reduzida de um a dois terços. 2006.2 - 49. Se, durante os atos de execução do crime, mas sem esgotar todo o processo executivo do delito, o agente desiste, voluntariamente, de nele prosseguir, ocorre a) arrependimento eficaz. b) desistência voluntária. c) arrependimento posterior. d) tentativa perfeita. 2006.3 - 44. O ato em que o sujeito esgota, segundo seu entendimento, todos os meios, a seu alcance, de consumar a infração penal, que somente deixa de ocorrer por circunstâncias alheias à sua vontade, é denominado a) tentativa imperfeita. b) crime consumado. c) crime falho. (ou tentativa perfeita ou arrependimento eficaz) d) tentativa branca.

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60.2 . d) arrependimento posterior. 21 . (sem violencia) c) lesão corporal dolosa.03. I. art. NÃO pode argüir LD. EXCLUDENTES DE ILICITUDE (fato típico permitido. 23. Nessa hipótese. justificativa. CP Estrito cumprimento do dever legal. b) furto. 2007. Posso matar o ladrão que invade minha casa para garantir meu patrimônio. Nunca contra agressão passada. 23. mas não é crime) = descriminantes – LEEE Legitima defesa.3 .31. 23. depois de esgotar todos os meios disponíveis para chegar à consumação da infração penal. CP Estado de necessidade. Ex. Exculpante: É excludente de culpabilidade DISCRIMINANTES . d) homicídio. argumento de defesa estado de necessidade. evitando a produção do resultado inicialmente por ele pretendido. Considere-se que. o Todo FATO TÍPICO presume-se antijurídico (Teoria indiciária – não preciso provar). III.08 Crime: fato típico. que está acontecendo ou prestes a acontecer. art.LEEE LEGITIMA DEFESA: Age em LD quem pratica o fato típico usando moderadamente meios necessários (proporcionalmente entre ataque e defesa) para REPELIR INJUSTA AGRESSÃO atual ou iminente a direito próprio ou de outrem.2006. Requisitos da LD: o A) Agressão: É sempre uma conduta humana. antijurídico e culpável ILICITUDE ou ANTIJURIDICIDADE (ou injusto.50. (ou arrependimento eficaz) b) desistência voluntária. Não há LD contra ataque espontâneo de animal irracional. É cabível o arrependimento posterior no crime de : a) roubo. art. 23. o A ilicitude é presumida. Ex. autorizado pelo legislador) sinônimos = excludente de antijuridicidade = causas de justificação (justificam o FT ou a conduta típica) = justificantes (comete o FT. III. CP Exercício regular do direito. mato o cachorro. cp Justificante: É causa de exclusão de ilicitude. configura-se a) arrependimento eficaz. c) crime impossível. art. o agente arrependa-se e atue em sentido contrário. É crime de dano (fato típico). ou ilegal) Conceito: É a relação de contrariedade (proibido) ao direito. 6°aula .1: Um cachorro me ataca. II. a menos que exista uma causa de excludente de antijuridicidade.

ataque de animal ou mesmo outra conduta humana. B) Injusta: A agressão tem que ser injusta. I Conceito: Age em EN quem pratica o fato típico para salvar de PERIGO ATUAL.2: Se o animal estiver sido comandado por um ser humano. ou quando forem usados meios necessários de forma imoderada. o Ex. Ele pode fazer isto em decorrência ao perigo eminente. Pode ocorrer de força da natureza. ESTADO DE NECESSIDADE. não deve ser punido. o médico avisou os pais da criança. 23. usado como arma. Requisitos: o A) PERIGO: É diferente da agressão que depende de conduta humana. 22 . que NÃO PROVOCOU VOLUNTARIAMENTE E NEM PODIA DE OUTRO MODO EVITAR. LD Sucessiva: É a LD contra o excesso de outra LD Injusta ou excessiva: Haverá excesso quando forem usados meios mais lesivos do que os necessários para a defesa. CABIMENTO Só CABE LD NÃO CABE LD NÃO CABE LD CABE LD CABE LD CABE LD contra X X X X X X AGRESSÃO Agressão Injusta Hot! Hot! Agressão Justa Hot! Hot! Agressão amparada por causa de justificação (LEEE →LD/EM/ERD/ECDT) Excesso de causa de justificação Descriminante putativa Agressão de inimputável (menor. LD Subjetiva: É o nome doutrinário para o excesso inevitável da LD (qualquer pessoa naquela situação faria daquela forma). art. daí sim cabe LD. puramente imaginária. que não tem culpabilidade – não tem pena) LD PUTATIVA Agressão passada Só CABE LD real NÃO CABE LD X X o C) Atual ou iminente: que esta acontecendo ou prestes a acontecer NÃO cabe LD contra agressão passada Espécies de LD LD Real ou Putativa: O agente imagina que está agredindo e não está. louco. LD Própria ou de terceiros: qualquer direito pode ser defendido. não cabe legitima defesa contra agressão justa. direito próprio ou alheio cujo sacrifício não seria razoável. (O médico na defesa justifica/alega EM de terceiro) 02 características do PERIGO 1º) NÃO PROVOCADO VOLUNTARIAMENTE PELO AGENTE E IMPOSSÍVEL DE SER EVITADO: Quem provocou dolosamente o perigo não pode alegar EN.1: Ama de leite portadora de doença infecto contagiosa.o Ex.

Requisitos: EN Real ou putativa: Ex. • Agressivo – Um agente lesa um bem de um terceiro inocente. • Ex. Agora. Alarme de incêndio irreal. cachorro. (O dono do cachorro não poderia ser responsabilizado penalmente) 23 . o perigo deve estar instaurado. . Conceito: Age em ERD quem/o agente que pratica o fato exercendo atividade autorizada pelo Estado. se o bem salvo for menor haverá somente uma redução de pena de 1/3 a 2/3. ponta de lança no muro. QUEM TINHA O DEVER DE ENFRENTAR O PERIGO. SE O PERIGO PODERIA TER SIDO EVITADO DE OUTRA FORMA / MODO. OBS. 2º) Só se admite EM contra perigo atual e não iminente. Cerca eletrificada.: LD com aberratio ictios – Não faz coisa julgada na esfera civel EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO: Atividade autorizada. EN Defensivo X agressivo: • Defensivo – O agente lesa um bem do próprio causador do perigo. NÃO PODE SER ALEGADO EN. Ofendículos Ofendículos – São aparatos de defesa pré-dispostos. isto é não impede ação de indenização. o B) DIREITO CUJO SACRIFÍCIO NÃO SEJA RAZOÁVEL Só haverá a exclusão de ilicitude se o bem salvo for maior ou no mínimo igual ao bem sacrificado. 02 posições da doutrina do ofendículo • Parte da doutrina considera que os ofendículos são justificados pelo ERD (o Estado autoriza estes aparatos de defesa) • Outra parte considera que os ofendículos são justificados pela LD pré-ordenada. existindo na hora. • Sem o consentimento é CRIME. caco de vidro no muro. EN Própria ou de terceiros: qualquer direito pode ser defendido. Ex.NÃO PODE SER ALEGADO EN. Ambos vão ter sentença absolutória EN agressivo: Não faz coisa julgada na esfera civil. Exemplos: Violência na prática esportiva Atividade médica (tem que ser consentida) • Quando a intervenção médica SEM consentimento do paciente é realizada para salvá-la de perigo atual a justificativa será EN de Terceiros.

Ex. é um pressuposto e a medida da pena.passível de responsabilização É uma prerrogativa do sujeito É a capacidade (ter consciência) por ser responsável pelo que cometeu (fato típico e antijurídico). ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL: É o ato de ofício. Erro de proibição Ninguém me avisou.04.ES . podem diminuir. funcionários públicos.08 Crime: fato típico. mesmo tendo cometido o crime. 7º aula .• • Hot! hot! NÃO HAVERÁ ILICITUDE (todos concordam) se os ofendículos tiverem sido devidamente colocados e sinalizados.. Agentes públicos. Policial e bombeiro. NEGLIGÊNCIA E IMPERÍCIA.ERD 2004 .03. Conceito: Age com ECDL quem pratica o fato típico no cumprindo um dever de ofício. o Código Penal brasileiro adotou a teoria diferenciadora alemã. CONCEITO: É o juízo de reprovação que recai sobre a conduta. policial. Ex. “possa” configurar crime culposo.36. • Culpa quer dizer IMPRUDENCIA. A emoção e a paixão não isentam de pena. Com relação às causas de exclusão de ilicitude.. bombeiros. se ladrão mata cachorro para entrar na casa. atenuar. a) Quanto ao estado de necessidade. • Existe um crime. a fim de justificar se o estado de necessidade é exculpante ou justificante. ELEMENTOS DA CULPABILIDADE: IPE (Para ser culpável preciso de 03 atributos): • I – IMPUTABILIDADE • P – POTENCIAL CONHECIMENTO DA ILICITUDE • E – EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA ELEMENTOS IMPUTABILIDADE • É a capacidade psicológica de entender o caráter ilícito do fato EXCLUDENTES da CULPABILIDADE Menoridade – 18 a Embriaguês acidental e completa Doença Mental • Obs. assinale a opção correta. não sabia que era proibido POTENCIAL CONHECIMENTO DA ILICITUDE • Não é psicológica é social. furto qualificado com rompimento de obstáculo. a ação somente deve ser praticada por funcionário público no exercício de suas funções. Ex. possibilidade de ser punido pelo que fez. b) Não há possibilidade de haver legítima defesa real recíproca. c) Ocorre legítima defesa sucessiva quando o sujeito age em legítima defesa em relação a dois agressores. Caso contrário. d) Para que seja excluída a ilicitude de conduta nos casos de estrito cumprimento de dever legal e exercício regular do direito. antijurídico e culpável CULPABILIDADE . • Mata bandido – Policial ECDL Segurança . 24 . • Sem culpabilidade não tem pena. que leva em consideração os bens em conflito.

........... e o juiz ao receber a denúncia o que faz? RECEBE A DENÚNCIA......EMBRIAGUÊS ACIDENTAL Completa ............. ф Isenta pena Incompleta........ < 21anos ..... ф Isenta pena ↓Atenuante ф Isenta pena ↓Atenuante INIMPUTÁVEL........ 26.......EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA • Possibilidade de agir da forma correta Coação moral Obediência Hierárquica DIRIMENTES DA CULPABILIDADE o IMPUTABILIDADE Embriaguez acidental completa o INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA o ERRO DEPROIBIÇÃO INEVITÁVEL MEDECO + INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA (Excludentes de culpabilidade) M – MENORIDADE Absoluta......... • Sistemas de aplicação de Medida de Segurança o Sistema Vicariante (alternativo) – É o sistema adotado no Brasil..IMPUTÁVEL – Perde parcialmente a capacidade de entender o ato ilícito o Conseqüência: O semi-imputável que pratica fato típico e antijurídico é CONDENADO e recebe OU PENA REDUZIDA (1/3 a 2/3) OU MS.... o inimputável que pratica fato típico e antijurídico recebe MS..... Evitável..... CP – Perde a total capacidade de entender o ato ilícito. o MP é obrigado a denunciar.... por meio de uma SENTENÇA DE ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA SEMI........... MEDIDA DE SEGURANÇA (abriu um parênteses na matéria) • • É uma espécie de sanção penal de caráter curativo que busca o fim da periculosidade (para que o sujeito deixe de ser perigoso).................... o Conseqüência: MEDIDA DE SEGURANÇA............ Resistível........................ <18 anos – ф Isenta pena Relativa. ↓Atenuante D – DOENÇA MENTAL Completamente incapaz. o processo segue e aplica a MS........ Fundamento: PERICULOSIDADE Crime + CULPABILIDADE = PENA Crime + PERICULOSIDADE = MS Sujeito inimputável..... Irresistível.... ou se impõe pena ou se impõe MS..... ↓Atenuante E – ERRO DE PROIBIÇÃO C – COAÇÃO MORAL O – OBEDIENCIA HIERÁRQUICA Inevitável ........ ler art.......↓Atenuante E .................. já consta no IP....... 25 . ф Isenta pena Relativamente incapaz...................................

.. 115. Vencido o prazo deve ser feito exame para verificar a cessação da periculosidade.. B) Jurisprudência: Apesar a letra da Lei.. 27... No crime permanente se o agente alcança a maioridade deve se considerado imputável..: O prazo mínimo é um prazo IMPRÓPRIO.INIMPUTÁVEL = 18 anos – IMPUTÁVEL < 21 anos – MENORIDADE RELATIVA . • Liberação da Medida de Segurança: o A liberação da MS é condicional.atenuante • É imputável.. < 18 anos . mas no prazo de 01 ano não pode praticar ato que demonstre ser perigoso sob pena de retorno a MS.. Fim do prazo sem retorno extingue-se a MS. CP.. o Conseqüência: O agente menor de 18 anos será considerado inimputável... Se persistir perigoso o exame será renovado a cada ano. ou seja pode ser antecipado pelo Juiz se houver motivos para tanto.EMBRIAGUEZ • Conceito: É a intoxicação por álcool ou por substâncias de efeitos análogos..Em casa com consulta 2x por semana... No caso de MS decorrente de superveniência de doença mental durante o cumprimento da pena o prazo máximo será o que restava de pena para cumprir....... no momento da conduta critério puramente psicológico.. E nos crimes punidos com DETENÇÃO a MS caberáao juiz escolher qual delas é a mais adequada...... 65... IGUAL OU MAIOR DE 70 A – NA SENTENÇA. a MS deve ser de internação.. o Duração máxima Para a doutrina tradicional não há prazo máximo... CP e 228 CF . CP: atenuante e art. o Como se escolhe os critérios: A) Lei: Nos crimes punidos com RECLUSÃO.... O STF entende que não pode ultrapassar 30 anos. .<18 anos o Conceito: É o agente menor de 18 anos (um minuto do dia anterior ao do aniversário).. porque MS é um bem. e o prazo prescricional pela metade..o • Sistema do Duplo Binário (No Br até 1984) – Aplicava pena E MS – hot! hot! Espécies de Medida de segurança: o Internação (detentiva).. tem 02 benefícios: art.Hospitais Psiquiátricos o Tratamento ambulatorial (restritiva).... • Obs. hoje prevalece na jurisprudência a revelia da espécie de pena deve ser aplicada a MS adequada AP caso. • Prazo da Medida de Segurança o Duração mínima: de 01 a 3 anos. um tratamento. 26 . Se finda a periculosidade o sujeito é liberado. 1) M – MENORIDADE – art... mesmos benefícios 2) E ..

para tomar coragem. 28. trote na faculdade). aplicável -MS. Desenvolvimento mental retardado: Imbecil. E na embriaguez culposa é aquela que o sujeito se embriaga por descuido. 26. Erro sobre o caráter ilícito do fato: O fato já aconteceu. após indagar se havia ou não álcool) ou força maior (imposta. “O réu confessa que bebeu para matar”. o Conseqüência do EP inevitável: Exclui potencial conhecimento da ilicitude. Conseqüência: A embriaguez pré-ordenada é uma CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE. o O erro de proibição pode ser classificado em: EP inevitável: Significa que o sujeito não sabia que o que estava fazendo era crime e nas suas condições de vida não poderia saber da proibição. Pode ser a embriaguez acidental: • COMPLETA – Afasta a culpabilidade • INCOMPLETA – Diminuição da pena o Embriaguez PATOLÓGICA . o advogado do mesmo tem que orientá-lo das conseqüências do ato. Conseqüência Completamente incapaz – INIMPUTÁVEL – MS .Isenta de pena Relativamente incapaz – SEMI-IMPUTÁVEL o Pena reduzida 1/3 a 2/3 = Pode ser substituída por MS. CP o Conceito: É também patologia mental grave. a ação era livre na sua causa (actio libera in causa). ex.• Classificação: o Embriaguez PRÉ-ORDENADA – O sujeito que se embriaga para praticar o crime.É oriunda da doença de alcoolismo. logo era livre na causa. CP. esta tomando determinado remédio e bebe um coquetel de frutas. 3) D – DOENÇA MENTAL – art. o Embriaguez ACIDENTAL – É aquela que decorre de caso fortuito(ex. Não afeta porque ele era livre para beber ou não. equipara-se a doença mental e leva para as mesmas conseqüências desta: Inimputabilidade. conforme o art. 4) E – ERRO DE PROIBIÇÃO o Conceito: É a equivocada compreensão do que é proibido e do que é permitido. NÃO AFETA A CULPABILIDADE. mas não sabia ser proibido. ele era livre no momento em que ingeriu as substâncias ou seja. eleva a pena. o Embriaguez VOLUNTÁRIA OU CULPOSA – Na embriaguez voluntária o sujeito se embriaga porque gosta. o A diferença está no POTENCIAL (não sabia e nem podia saber – o EP é inevitável. Conseqüência: Não afeta a culpabilidade. Teoria da “Actio libera in causa” – Na embriaguez voluntária ou culposa não é afastada a culpabilidade. 27 . o sistema chama VICARIANTE (substituto). responde normalmente. mas o desconhecimento da lei é inescusável. Débil mental Desenvolvimento Incompleto: Silvícola ou o inadaptado o Oligofrenia: Idiota. aqui é feita a presunção contra o réu de que ainda que no momento do crime ele não seja capaz (livre) de bem coordenar suas ações. Exclui a culpabilidade e isenta a pena.

.... <18 anos – ф Isenta pena Relativa.............04....... o Acham que é e na verdade não é..... DESCRIMINANTES PUTATIVAS : Todas a discriminantes podem ser putativas.... dou uma bolsada nele e este morre... Lei – Isento de pena quem por erro plenamente justificável pelas circunstâncias...... O sujeito tenta me assaltar.. houve o crime...... ф Isenta pena ↓Atenuante 28 ..... 21.... Conseqüência..... ↓Atenuante D – DOENÇA MENTAL Completamente incapaz..... Tentativa em crime culposo – Erro evitável – No ponto de ônibus alguém vem pedir informação.1: A existência da lei continua sendo de conhecimento presumido de todos. Não dado em aula EXCESSO: Todas as discriminantes podem apresentar EXCESSO.. < 21anos .... excesso exculpante (excludente de punibilidade).....Tipo objetivo – decorrente de LF putativa (evitável) responde por crime culposo...... e vc pensa que é um assalto..... tenta se defender e atira para matar......... No erro de proibição o sujeito presumidamente sabe que a lei existe mas erra sob o conteúdo proibitivo que ela contêm.... • Quando for inevitável. deve ser punido por crime culposo que tiver cometido.. ↓Atenuante E – ERRO DE PROIBIÇÃO Inevitável ... • Inevitável – Isenta a pena....... qualquer pessoa teria agido da mesma forma que o agente... O excesso pode ser de duas formas : EXCESSO PUNÍVEL OU IMPUNÍVEL • EXCESSO PUNÍVEL: Quando for dolosa ou culposo.. Ex1. o Se o erro deriva de culpa. Todas as LEEE admitem DP... Culpa imprópria É o crime culposo decorrente de uma discriminante putativa por erro evitável – admite tentativa.EP evitável: O sujeito não sabe que o que faz é crime..↓Atenuante E .EMBRIAGUÊS ACIDENTAL Completa ........ o Conseqüência do EP evitável Reduz a pena de 1/6 a 1/3 Obs.. mas por suas condições de vida poderia saber da proibição....... • 8º aula – 04..... • EXCESSO IMPUNÍVEL ou excesso exculpante ou seja exclui a punibilidade... haverá crime.. Art..... Tentativa de homicídio culposo . ф Isenta pena Relativamente incapaz. Ex.. é a culpa imprópria derivada de uma discriminante putativa......... Responde pela I I N............ DP podem ser EVITÁVEL ou INEVITÁVEL • Evitável – O erro de execução (houve excesso)........ Evitável.... Ex2. isenta a pena... porém sou isento de pena... ф Isenta pena Incompleta.......... presume situação de fato que se existisse tornaria a ação legítima......08 – Patrícia MEDECO + INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA (Excludentes de culpabilidade) M – MENORIDADE Absoluta.

2007. ou nos dias úteis. a inexigibilidade de conduta diversa. restabelecer a sentença que absolvera o recorrente por inexigibilidade de conduta diversa. Ademais. em domingos e feriados.. pois em relação a esta última mesmo que ocorre a limitação constitucional.. Para o coator: RESPONDE PELO CRIME. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador... Marco Aurélio.”). a citação.. 25. Agora se a ordem É manifestadamente ilegal.. da CF (“a casa é asilo inviolável do indivíduo. RE 460880/RS... em horário diverso daquele estabelecido no caput —. A ordem ao subordinado É manifestadamente ILEGAL. pena reduzida.. Só há obediência hierárquica em crimes envolvendo funcionários públicos.. rel. o Conseqüências: Para o subordinado: A ordem NÃO é manifestadamente ilegal – ISENTA DE PENA. o Conseqüências : Para o coagido: Coação moral irresistível – ISENTA DE PENA... ф Isenta pena ↓Atenuante ф Exclui a culpabilidade ↓Atenuante 5) C – COAÇÃO MORAL o Conceito: O agente pratica o fato típico obrigado por terceiro (coator).. exclui a conduta. mediante violência. é atenuante. ou seja. Resistível. portanto. asseverou-se que a Constituição preconiza a inviolabilidade noturna do domicílio. pouco importando a existência de ordem judicial.. em situações excepcionais e mediante autorização expressa do juiz. Min. num sábado à noite... ou para prestar socorro...... reformando acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.. No caso. 172 do CPC — que permite. ingressar no domicílio daquele para intimar o seu cônjuge.. 29 .. oficial de justiça que pretendia... o esforço a evidenciar.. que é um dos elementos do FT.. A ordem ao subordinado NÃO é manifestadamente ILEGAL..C – COAÇÃO MORAL O – OBEDIENCIA HIERÁRQUICA Irresistível.... salvo em caso de flagrante delito ou desastre.. Agora se a coação moral resistível – ATENUANTE... 5°... durante o dia.. reduz a pena........ ou. por determinação judicial.. Aduziu-se que o acórdão impugnado colocara em plano secundário a defesa do próprio domicílio e..9..... Para o superior hierárquico: RESPONDE PELO CRIME STF: INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA Por entender caracterizada a ofensa ao art... XI. não há obediência hierárquica em relações privadas ou familiares. exclui a culpabilidade. desacatara. uma vez que o recorrente. exclui a culpabilidade. desprezando a existência de mandado judicial expedido nos moldes do § 2º do art.. conforme registrado na sentença.. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para.... Coação física: Comete o crime usando o corpo do coagido (segura a mão do sujeito e o faz apertar o gatilho) o Conseqüência: Exclui a tipicidade (não tem voluntariedade).. 6) O – OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA o Conceito: O agente comete o crime em atendimento à ordem de superior hierárquico. a Corte a quo reputara configurado o crime de resistência.

b) os surdos-mudos inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.2 . ao tempo da ação ou da omissão.37. No Brasil – “um por todos. 30 e 31 CP (encerra a Teoria do Crime) I. d) os menores de 18 anos. todos por um”. 29.Conceito: Todo aquele que contribui para o memo evento lesivo. 2006. CONCURSO DE PESSOAS – art. o CONTRABANDO (art. CP) . isentando de pena. Teoria relativa ao Concurso de pessoas Requisitos do Concurso de pessoas Espécies de Concurso de pessoas Participação de menor importância Cooperação dolosamente distinta Circunstâncias incomunicáveis Ajuste impunível Teoria relativa ao Concurso de pessoas o Teoria Monista.51 . d) O erro de proibição.2004 . VII. b) É isento de pena o agente que. exclui a potencial consciência da ilicitude. CP) – O particular que realiza o contrabando ou descaminho responde por um crime e o funcionário público que facilita responde por outro. c) embriaguez fortuita completa. 334 x 318. V. na medida de sua culpabilidade. As hipóteses excludentes de imputabilidade penal não incluem a a) menoridade penal. c) oligofrênicos e esquizofrênicos. Exceções: o ABORTO (art.De acordo com o Código Penal.46. II.2 . proveniente de caso fortuito ou força maior. o Requisitos do Concurso de pessoas o Pluralidade de condutas o Relevância causal de condutas 30 . 124) e o terceiro que pratica o aborto com seu consentimento responde por outro (art. IV. c) A emoção ou a paixão não excluem a imputabilidade penal. ainda que evitável.ES .A gestante que consente com o aborto responde por um tipo penal (art. levando em consideração os elementos da culpabilidade. o agente. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. CP . VI. art. Assinale a opção incorreta. III. são imputáveis: a) os silvícolas inadaptados. a) O Código Penal brasileiro adotou o critério biopsicológico para aferição da imputabilidade do agente. 124 x 126. 2007. por conseqüência. responde pelo mesmo crime. era. por embriaguez completa. d) dependência toxicológica comprovada. 126). 29. b) emoção ou paixão.

30.1: “A” e “B”.responde sozinho MEDECO (longa manus). Ex. responde por homicídio consumado. (é diferente de autor intelectual que é participe).Existe participação por omissão (se não impeço o crime). o Liame subjetivo – É a unidade de propósitos (os dois agentes tem que ter a mesma intenção).tese de defesa – hot! hot! o Se um dos concorrentes quis participar de crimes menos grave ser-lhe-á aplicado a pena deste. porque pode realizar o ato de constrangimento da vítima. mas não dá para saber de qual arma partiu a bala (é impossível de saber) que matou “C” – Respondem por homicídio tentado. combinados. CO-AUTORIA E PARTÍCIPE Obs. se “A” atira e acerta. sem saber. Quando na autoria co-lateral é impossível descobrir-se quem de fato consumou o crime ambos os autores devem responder pela forma tentada. resolvem matar “C”. o A participação pode ser: o Participação moral – são os atos de induzimento e instigação o Participação material – Se dá através de auxílio (o partícipe material é o CÚMPLICE). §2º . independentemente de quem matou. Cada um só responde pelo que efetivamente realizara.2: AUTORIA CO-LATERAL – quando várias pessoas agem sem liame subjetivo (sem unidade de propósitos.Significa contribuir SEM REALIZAR o verbo do tipo.2: “A” e “B”. sem saber. respondem os dois por homicídio consumado. PARA COMETER O CRIME o o Mulher pode responder por Crime de Estupro como: AM. Só existe quando o emitente tinha o dever de agir para impedir o resultado. mesmo que “C” estivesse morto. §1º o Quando o juiz concluir que um dos concorrentes teve participação de menor importância a pena pode ser diminuída de 1/6 a 1/3. que diz “só é considerado auto/co-autor quem pratica o verbo do tipo” o Para a teoria restritiva o MANDANTE (autor intelectual) deve ser considerado como PARTÍCIPE. a mulher pode ser tanto participe como co-autora do crime. cada um age por si). não responde pelo crime. (partícipe de menor importância) Cooperação dolosamente distinta . resolvem matar “C” – cada um responde por sua respectiva conduta. Circunstâncias incomunicáveis . 29.art. e se “B” atira e acerta na parede responde por tentativa de homicídio.1: AUTORIA MEDIATA (AM) – mediato –meio – O autor mediato é aquele que usa “alguém” que age sem culpabilidade ou induzido a erro para cometer o crime. Se “A” e “B”. é a chamada autoria incerta em autoria co-lateral. 29. AM (usa alguém). CP – hot! hot! 31 .art. o o Crimes com + de um verbo – Estupro. o Unidade do crime Espécies de Concurso de pessoas Co-autoria / autoria (mesma coisa) – O Brasil adota a Teoria RESTRITIVA. Se o resultado mais grave era previsível esta pena pode ser aumentada até a metade. neste crime os verbos são constranger e conjunção carnal. o Participação de menor importância – art. o Obs. conseguem matar. Participação . o Ex.

Crime Peculato. • PM – Pena de Multa PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE: • ESPÉCIES DE PENA: RECLUSÃO. art.04. o Crimes próprios admitem concurso de pessoa.08 . CP o Salvo disposição em contrário o ajuste / o induzimento a instigação.: A LEI só permite o cumprimento do PAD (Prisão em albergue domiciliar) em 04 casos: a) Condenada gestante b) Mãe de filho menor ou deficiente c) maior de 70 anos OBS. OBS. não entendi???) Ajuste impunível art. DETENÇÃO E PRISÃO SIMPLES • Crimes • Contravenção • PRISÃO SIMPLES: Esta só é aplicada as CONTRAVENÇÕES PENAIS e NUNCA pode ser cumprida em REGIME FECHADO. RECLUSÃO: A pena de reclusão pode começar a ser cumprida em REGIME FECHADO. devido ao art. RDD FECHADO Penitenciária de: • Segurança máxima • Vigilância máxima Trabalho comum diurno Isolamento noturno SEMI-ABERTO Cumprido em casa de albergado ou Estabelecimento similar Trabalho livre e desvigiado. 31. (reler.: É permitido o trabalho externo em serviços ou obras públicas ou entidades privadas com a devida vigilância. o Ex. funcionário público é a elementar do crime. SALVO quando elementares do crime. • PRD – Pena restritiva de direito.: São admitidas saídas temporárias para visitas à família. freqüência de cursos e outras atividades de reABERTO Colônia agrícola ou industrial Trabalho comum diurno 32 .Gustavo PENAS • PPL – Pena privativa de Liberdade. ABERTO E SEMI ABERTO.o As circunstâncias pessoais não se comunicam. Recolhimento nos períodos de folga OBS. o Circunstâncias pessoais são detalhes que afetam a dosimetria da pena mas não afetam o tipo). REGIMES: FECHADO . 30. DETENSÃO: Não pode começar a ser cumprida (pode vir a ser) em REGIME FECHADO. o auxílio não são puníveis se o crime não chega sequer a ser tentado. 9º aula – 07. 312.

mais severo do que permitido pela pena aplicada (este fato concreto foi excepcionalmente grave). Não pode o juiz estabelecer regime de cumprimento de pena mais rigoroso baseando-se apenas na gravidade abstrata do crime. em parte. Celso de Mello. HC 84766/SP. Rejeitou-se. asseverou-se que o tempo de partida para a unificação seria.hot! hot! o Súmula STF 719 – A imposição de regime mais severa do que o permitido segundo a pena aplicada exige motivação idônea (pode mas tem que ter um bom motivo).”). habeas corpus impetrado em favor de condenado a um total de 54 anos de prisão pela prática de diversos delitos. PENA. CUMPRIMENTO.Critérios objetivo e subjetivo Critério objetivo. PROGRESSÃO DE REGIME . socialização.9. mas a época em que ele iniciara efetivamente o cumprimento das penas. REGIME INICIAL. como se houvesse perda do tempo anteriormente cumprido. Considerou-se que a fuga do paciente não poderia configurar-se como meio interruptivo do cumprimento da pena privativa de liberdade. como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. cuja execução da pena unificada (30 anos) deveria ser iniciada a partir da data de sua recaptura. desprezando-se o período de tempo de pena por ele já cumprido. Min. Min.927-SP. determinado pelo art. nessa hipótese. Rel. No ponto. rel.2007. STJ: FIXAÇÃO. A JURISPRUDÊNCIA admite o cumprimento em domicílio nos lugares em que não há casa de albergados. o Súmula STF 718 – A mera opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não é motivação idônea para a imposição de regime. 33 . hot! hot! Pena > 8 anos – REGIME FECHADO 4< P< 8 REGIME SEMI-ABERTO P<4 ABERTO Pena > 8 anos – REGIME FECHAD 4< P< 8 REGIME FECHADO P<4 REGIME SEMI-ABERTO réu primário réu REINCIDENTE NÃO PODE INICIAR EM REGIME ABERTO Critério subjetivo ART. não é considerada para a concessão de outros benefícios. não a data em que o sentenciado fora recapturado. com a conseqüência de acarretar novo cômputo do período de prisão. AgRg no HC 83. 59. HC parcialmente deferido para que o período de pena cumprido anteriormente à fuga do paciente seja computado para o efeito de cumprimento da pena unificada. A Turma deferiu. Para aplicar regime mais severo. Nilson Naves. 11. REGIME INICIAL: SÚMULA 718 E 719 DO STF . ainda. a Turma negou provimento ao recurso.hot! hot! • O Brasil adota o regime progressivo de cumprimento de pena. porquanto colidiria com o Enunciado da Súmula 715 do STF (“A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento. CP . Assim. 30/10/2007 STF: FUGA DO RÉU E CUMPRIMENTO DA PENA UNIFICADA. 75 do Código Penal.d) portador de enfermidade grave. a pretensão de que os demais benefícios legais fossem calculados com base no máximo unificado.

porque é 2/5 e 3/5 (pacífico nos Tribunais Superiores) • Obs2: O cumprimento de parte da pena (1/6. Obs1: Crime hediondo (3/5) a Lei a partir de 2007 diz que cabe progressão de regime. mas ele irá cumprir 30 porque esta é a pena máxima. LIVRAMENTO A) Reparação do dano é condição para livramento. 34 . Requisitos Objetivos para a Mundo Jurídico F →SA→A Subjetivos Mundo dos fatos F→A progressão de regime: • hot! hot!. SALVO se reincidente em Crime hediondo (considerado por crime da mesma espécie).Hediondo primário 3/5 C Hediondo reincidente SUBJETIVO MÉRITO (exige a comprovação do mérito) PROGRESSÃO Atualmente o mérito do condenado deve ser avaliado em regra.• • PROGRESSÃO – é a passagem de um regime de cumprimento de pena + grave para um + ameno. • Requisitos OBJETIVOS Cumprimento 1/6 para crime comum-regra 2/5 C.464/07 que passou a permitir progressão em crime hediondo é novatio legis in pejus (não retroage) PROGRESSÃO LIVRAMENTO Sempre depois da progressão Pena ≥ 2 anos cumprimento: 1/3 – se não reincidente em crime comum doloso. Crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada (exige) a reparação do dano B) Não exige (é mais necessário) exame criminológico ou parecer do conselho penitenciário ESPECIAL Criado em 2003 • Crimes cometidos com violência e grave ameaça é preciso da comprovação de que o condenado não voltará a delinqüir. 2/5 e 3/5) da pena aplicada (pena original) e não da pena unificada (é pacífico e simulado pelo STF). Entendimento STF e STJ – Decidiram que o exame é continua sendo faculdade do juiz embora não sirva isoladamente para a abnegação do benefício. o Crime hediondo praticado em 2007 – nova lei é mais maléfica ao réu. o Obs. do RF para o RA. Apenas se houver motivo especial expresso na decisão fundamentada é que o juiz pode determinar o exame criminológico.: A unificação só serve para dizer quando termina a pena.A Lei 11. como atestado de conduta Carcerária. Os Tribunais não aceitam a progressão POR SALTO. ou seja. Condenado a 300 anos que é a pena aplicada.Se for reincidente em crime doloso • 2/3 – Hediondo. mas: o Crime praticado antes da vigência da Lei/07 → Antes desta data não podia progredir. o Ex. • 1/2 . lei inconstitucional – 1/6 de progressão.

11.4. • ½ .LEP aplicável ao preso provisório (art. pedido subsidiário que. REGIME PRISIONAL. Com base nessa jurisprudência. rel. 2º. Para a concessão de progressão de regime prisional. Assim. A Lei n. DJ 4/9/2006. Aduziu-se que. Ademais. uma coação. A) Reparação do dano é condição para livramento. Cármen Lúcia. Rel.268-SP.2007). RHC 92872/MG.298-SP. se o recorrente preenche os requisitos objetivos e subjetivos para a concessão do benefício. admitida a execução provisória. por questões administrativas. Alguns precedentes citados: HC 85237/DF (DJU de 29. que o recorrente não se limitara a solicitar ao STJ a progressão de regime. inexistiria empecilho para que o Supremo o fizesse.5. SALVO se reincidente em Crime hediondo (considerado por crime da mesma espécie).Se for reincidente em crime doloso • 2/3 – Hediondo. Assim.Entendimento STF e STJ • • • Passagem de um regime +mais ameno para um regime mais grave. REGRESSÃO (Hipóteses de) .Hediondo primário 3/5 C Hediondo reincidente Não exige (é mais necessário) 35 . STF: PROGRESSÃO DE REGIME E TRÂNSITO EM JULGADO. a Turma concedeu a ordem e assegurou a transferência do paciente para o regime semi-aberto. a Turma proveu recurso ordinário em habeas corpus para que o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais providencie a expedição da Guia de Recolhimento Provisório e a remeta imediatamente ao Juízo da Execução Criminal competente. A regressão pode ser por SALTO (fez uma bobagem irá de A →F). as providências para que a execução fosse processada. não examinado. HC 90893/SP (DJU de 23. afirmou-se ser a Lei de Execução Penal . também. Min. 10. poderia cessá-lo de imediato e não devolver o tema ao tribunal omisso. ao afastar o óbice à progressão.790-SP. Min. a Resolução 19/2006 do Conselho Nacional de Justiça CNJ. embora o STJ não tivesse se manifestado sobre a matéria. parágrafo único). resultara no presente recurso para que fossem providenciadas as medidas administrativas necessárias à execução provisória da pena.2005). o A condenação a uma pena que somada a anterior acarreta um regime mais severo. reputando evidenciado o constrangimento ilegal. julgado em 14/8/2007. de início.• Obs3: Para a progressão nos crimes contra administração pública é necessário que se repare o dano ao erário. na espécie. 27. que o recorrente obtivesse benefícios a que teria direito. REQUISITOS OBJETIVO E SUBJETIVO. a fim de que este decida. como entender de direito. basta a satisfação dos requisitos objetivo (temporal) e subjetivo (atestado de bom comportamento carcerário firmado pelo diretor do estabelecimento prisional). Ressaltou-se.art. Formulara. HC 76.2007 STJ: PROGRESSÃO. Quando o réu pratica falta grave (Crime doloso) ou tiver uma nova condenação que torne incompatível o regime de regressão o Cometimento de crime doloso ou falta grave acarreta a regressão de regime (não é necessário o transito em julgado). Entendeu-se que.792/2003 afastou a exigência de o condenado se submeter a exame criminológico para progressão de regime. LIVRAMENTO CONDICIONAL . permitindo ao recorrente a formulação das benesses eventualmente cabíveis. deveria ter tomado.2006). Invocara. em si mesmo. Nilson Naves. A progressão no regime de cumprimento de pena independe do trânsito em julgado da condenação. no ponto. atendendo ao requisito temporal e havendo atestado de bom comportamento carcerário. uma vez que a omissão sobre um fundamento posto seria. e o tribunal superior. se fosse o caso de execução definitiva. e HC 45.11. de ofício. 83 e ss PROGRESSÃO LIVRAMENTO Sempre depois da progressão Pena > maior ou igual 2 anos cumprimento • 1/3 – se não reincidente em crime comum doloso. Precedente citado: HC 61. OBJETIVO Cumprimento 1/6 para crime comum 2/5 C. considerou-se que o TJ-MG. não se poderia impedir. HC 87801/SP (DJU de 12.

A remissão pelo estudo é ADMISSÍVEL. haja vista que transcorrera período inferior a 2 anos entre o retorno do paciente à prisão (18. Crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada (exige) a reparação do dano B) Não exige (é mais necessário) exame criminológico ou parecer do conselho penitenciário Crimes cometidos com violência e grave ameaça é preciso da comprovação de que o condenado não voltará a delinqüir. mais benéfico ao reeducando.hot! hot! Condenação transitada em julgado por CRIME a uma PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE É a sentença condenatória IRRECORRÍVEL por crime na pena privativa de liberdade. mas é facultado ao juiz pedir o exame de forma excepcional e fundamentada. em 14. do CP (“Art. Considerou-se não ofender a Constituição o entendimento jurisprudencial adotado pelo Tribunal a quo.Se o livramento é revogado em virtude de crime cometido durante o livramento. STF: FALTA GRAVE E PRESCRIÇÃO DE INFRAÇÃO DISCIPLINAR A Turma indeferiu habeas corpus em que recapturado sustentava a prescrição para aplicação de medida disciplinar pela sua fuga do estabelecimento prisional. em virtude de crime cometido anterior ao LC.11. • STJ . nos regimes fechado e semi-aberto. do dia em que cessou a permanência.12. Descumprimento de uma condição imposta. 13. 111. deve-se utilizar. REMIÇÃO • É o desconto do tempo de pena pelos dias trabalhados na razão de (abatimento de) 01 um dia de pena a cada 03 dias trabalhado. por analogia. Min.2. seria razoável fixar.SUBJETIVO MÉRITO (exige a comprovação do mérito) ESPECIAL Criado em 2003 exame criminológico ou parecer do conselho penitenciário. 36 . 111. tomando-se de empréstimo o art. III . III. asseverou-se que. o disposto no art..nos crimes permanentes. Ademais.Profº Flávio. computa-se a pena o tempo de liberdade. a data da recaptura. pena NÃO privativa de liberdade. 109. levando-se em conta o menor lapso previsto. no sentido de que.”). • Verificar material de Direito Processual Penal . HC 92000/SP. Perda dos dias remidos – A remissão é perdida se o sujeito pratica crime doloso ou falta grave acarreta a perda dos dias remidos – PERDE TUDO. antes de transitar em julgado a sentença final.2000. começa a correr: . 2 anos. mas não é regime. em se tratando de fuga de preso (infração permanente). da última vez. Conseqüências da revogação • STJ – O livramento condicional é revogado. VI. como termo inicial da contagem do prazo prescricional. não se computa na pena o tempo de liberdade e nem se concede em relação a ela novo livramento. concluiu-se pela inocorrência da prescrição no caso concreto.11. REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO – RDD • É chamado de regime. Revogação do livramento: hot! hot! Revogação obrigatória .2005) e a condenação administrativa (11. Ricardo Lewandowski. Revogação facultativa É a sentença condenatória IRRECORRÍVEL POR CRIME OU CONTRAVENÇÃO.2007. Assim.2006). sob a alegação de que o termo inicial da prescrição seria a data da prática de falta grave. qual seja. rel. do CP. A prescrição.. • • Posição STF é pacífico . embora o paciente tivesse se evadido. É uma punição disciplinar. ante a inexistência de norma específica quanto ao prazo prescricional para a aplicação de sanção disciplinar de natureza grave.

DJ 9/4/1999. Min.20. TEMPO REMIDO. A Turma. no entanto é obrigatório o regime inicial fechado. PERDA.• Hot! hot! E os direitos adquiridos? Segundo os tribunais Superiores “a perda dos dias remidos não viola o direito adquirido e nem tem qualquer limite temporal. DJ 3/10/2005. Súmula STF 717 – O mesmo tratamento deve ser concedido para o preso em prisão especial. HC 72. SALVO por motivo de acidente de trabalho (preso sofreu acidente de trabalho. DJ 10/4/2006.499-SP.706-SP. mas o rapaz tem 18 anos e a menina tem 13 e não é mais virgem. Requisitos – hot!hot! – Só pode se a pena for superior a 6 meses (P>6). DJ 6/5/2002. é possível a detração em processos distintos. HC 78. tenha sido anterior a prisão ou desde que a prisão injusta.. REsp 769.037-SP. DJ 12/3/1999..592-SP.568-SP. tenha sido posterior ao crime. A progressão de regime em crime hediondo é permitida. o Súmula STF 716 – É permitida a progressão de regime e a aplicação de regime menos severo mesmo antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. o o UNIFICAÇÃO DE PENAS • As penas deverão ser unificadas para atender ao limite de 30 anos. perde tudo”. HC 77. Estupro com violência presumida é hediondo. mesmo antes do transito em julgado da sentença. livramento da condicional ou imposição de regime aberto ou semi-aberto. • 37 . DJ 17/11/2000. contando-se novo período a partir da data da infração disciplinar (art.511-SP. DJ 26/6/2006. Precedentes citados do STF: HC 78. OBSERVAÇÃO FINAL: Progressão antes do trânsito em julgado Explicação da súmula 716/717 . • STJ: REMIÇÃO. perde os dias remidos já adquiridos. por maioria.30. Súmula STF 715 – A pena unificada não serve como base para o cálculo dos benefícios como progressão de regime e livramento condicional. Firmou-se.178-SP. descaber alegação de afronta a direito adquirido ou coisa julgada. HC 42. HC 21. na razão de 1hora de serviço para cada dia de cumprimento de pena. 127 da LEP). Rel. do STJ: REsp 819. dada a própria natureza do instituto da remição. Remissão por dias trabalhados o STF e STJ entendem que o preso não faz jus a remissão se não tiver trabalhado.395-RS. também. É o desconto na pena privativa de liberdade ou na medida de segurança do tempo de prisão provisória ou de internação provisória.Pode haver progressão de regime. e HC 20. DJ 7/11/2005. • STF e STJ: A jurisprudência ADMITE.376-RS. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS (penas alternativas) Espécies: a) Prestação de serviços a comunidade – Consiste na prestação gratuita de serviços em Ente Público ou Conveniado. FALTA GRAVE. inequivocamente. desde que o crime no qual se quer a detração. DETRAÇÃO • É a contagem do tempo de Prisão Processual (são 05 espécies) no tempo da pena a cumprir. Hamilton Carvalhido. todos os dias remidos: 10. entendeu que o condenado que comete falta grave no curso da execução de sua pena. o O objetivo é impedir a conta corrente de pena. julgado em 16/8/2007.

4. advogado.. 171) — cuja pena privativa de liberdade fora substituída por restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária em favor da vítima — pleiteava a declaração da prescrição da pretensão punitiva ao argumento de que já transcorrido período superior a 2 anos entre a data do recebimento da denúncia e a sentença condenatória. no caso. quando a multa for a única cominada ou aplicada. 109 do CP que. fazendo cursos. reputou-se incabível a alegação de que a mera substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos de caráter reparatório alteraria a própria natureza da reprimenda.”). 109. se cumprir 2 horas cumprirá a pena em 1 ½ . 10 º aula – 14. ouvindo palestras. uma vez que tal dispositivo refere-se à pena de multa. 114. STF: PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS E PRESCRIÇÃO A Turma indeferiu habeas corpus em que condenada pela prática do crime de estelionato (CP.2002). A PSC não pode ferir a dignidade da pessoa humana.• P< 1 ano→ o réu pode dobrar a jornada e cumprir a pena na metade (1/2) do tempo. 109 do mesmo diploma) para a contagem do prazo prescricional. tendo em conta que a paciente fora condenada à pena de 1 ano de reclusão e pagamento de multa. rel. Nestes 03 casos tem que haver vinculação entre o crime e a pena. médico) • Dirigir • Freqüentar determinados lugares. c) Interdição temporária de direitos – Alguns direitos do sujeito serão suspensos. ou seja. art. I. Entendeu-se que. art. HC 92224/SP.5. Min. quando esta for a única cominada ou aplicada.. concluiu-se pela não ocorrência da extinção da punibilidade. assim deverá ser adequada a vocação do próprio sujeito.08 Gustavo PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS (penas alternativas) Espécies: • • • • • • Prestação de serviços a comunidade Limitação de Final de semana Interdição temporária de direitos Limitação de final de semana Perda de bens e valores Prestação Pecuniária e) Perda de bens e valores • É a decretação da perda de bens e valores do condenado no limite do prejuízo ou lucro alcançado com o crime.04..8. 114 do CP (e não do art. Precedentes citados: RHC 81923/SP (DJU de 21. em seu parágrafo único..6.2004). • Profissão que exija autorização (ex. Por fim. estende “às penas restritivas de direitos os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade”.2002).2007). bem como entre esta última e a data da sentença condenatória (31. (No Br só dão prestação desagradável) • b) Limitação de Final de semana – Durante feriado e finais de semana o sujeito teria que passar 5 horas de cada dia em Casa de Albergado ou similar. a prescrição da pretensão punitiva deveria ser calculada com base nos parâmetros descritos no citado art. na espécie. Ex. Sustentava. presta serviços de 01 hora. Assim.10.2. 20. 38 . do CP (“A prescrição da pena de multa ocorrerá: I -em 2 anos. HC 86619/SC (DJU de 14. afastou-se a pretendida incidência do art. Carlos Britto. só pode ficar suspenso no cargo se exercer a função.2007. porquanto não ultrapassado lapso superior a 4 anos (CP. que a pena restritiva de direito que ostenta feição reparatória teria a mesma natureza jurídica da pena de multa. Prevalece que a perda deve recari sobre os bens LÍCITOS do condenado. • Mandato..2001) e a data do recebimento da denúncia (8. RHC 90114/PR (DJU de 17. Pena de 3 anos. hipótese distinta da presente. V) entre a data do fato (18. Por conseguinte.2005). cargo ou função. o que implicaria a aplicação do art.11.

que torne impossível o cumprimento da restrição. Circunstâncias subjetivas favoráveis 39 . Não pode ser reincidente no mesmo crime doloso D.: de 10 a 360DM e seguirá 02 critérios: a) circunstâncias do crime e b) capacidade econômica do condenado.: O valor será de 1/30 salário mínimo até a 5 vezes o salário mínimo. Requisitos para a substituição das penas: PPL → PM A. conforme a lei de Execuções Penais. o Prescrição – Pena de multa isoladamente prescreve em 2 anos. se culposo não há limite. previstas na Lei Penal. B.: É necessário preencher os 04 requisitos para a substituição: PPL → PRD Hipóteses de conversão PRD → PPL • São 02 hipóteses para converter (voltar) a ser pena privativa de direitos A. o que acontece? R. • Ex. • Exceções: Lei de Drogas Código de Trânsito Brasileiro Requisitos para a substituição das penas: PPL → PRD A.multa ao Fundo Penitenciário. o Dias-multas – Quantos DM? Qual o valor de cada DM? o Quantos dias-multa alguém pode ser condenado? R.f) Prestação Pecuniária • Consiste no pagamento de 1 a 360 salários mínimos para a VÍTIMA ou para entidade beneficente conveniada. O VALOR será inscrito na DA-dívida ativa e cobrado BA Vara de Fazenda Pública. Superveniência de condenação a uma PPL-pena privativa de liberdade. Qual o valor de cada DM? R. B. O critério a ser seguido será somente o da capacidade econômica. C. Não pode haver violência ou grave ameaça à pessoa. Descumprimento injustificado da restrição (PRD) imposta. Não pode haver violência ou grave ameaça à pessoa. o O não pagamento da PM o Se o sujeito não paga os DM. PENA DE MULTA – PM • A PM consiste no pagamento de quantia certa calculada em dias. Não pode ser reincidente no mesmo crime doloso D. porém posteriormente foi condenado há 10 anos em regime fechado. B. se culposo não há limite. PPL ≤ 4 anos – a pena privativa de liberdade que não supere 4 anos se o crime for doloso. O inadimplemento da PM NÃO resulta em PRISÃO.: “X” cumpre 02 anos de prestação de serviços a comunidade. Abre-se para o contraditório. PPL ≤ 1 ano – a pena privativa de liberdade que não supere 1 ano se o crime for doloso.: NÃO será PRESO. C. o que tornará impossível o cumprimento da restrição. Se o pagamento for para vítima o valor será descontado em eventual futura indenização civil. Circunstâncias subjetivas favoráveis Obs. SUBSTITUIÇÃO DAS PENAS • As PRD-penas restritivas de direitos são em regra substitutivas das PPL-penas privativas de liberdade.

Homicídio qualificado – pena 12 a 30.São circunstâncias que sempre agravam a pena. ou mediante dissimulação. ⅓. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. l) em estado de embriaguez preordenada.APLICAÇÃO DA PENA • Primeiro vamos analisar a classificação das circunstâncias para depois passarmos a aplicação da pena. Termo técnico tem que estar expresso. CP – Circunst6ancias que sempre agravam a pena.. na 40 . descendente.. 61/62) e atenuantes (art. CP. ter o agente cometido o crime por motivo fútil ou torpe. §2º .comportamentos da vítima Circunstâncias Legais – Qualificadoras Agravantes (art. j) em ocasião de incêndio.culpabilidade 5 . o Ex1: Ser o agente menor de 21 na data do fato. de emboscada.. naufrágio. ofício. quando não constituem ou qualificam o crime: I . d) com emprego de veneno. velho. 61/62. inundação ou qualquer calamidade pública. o Ex1: Reincidência. enfermo ou mulher grávida. são 08 1 .personalidade do agente 8 .3 . b) para facilitar ou assegurar a execução.a reincidência. ou de que podia resultar perigo comum.ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe. i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade. c) à traição. g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. e) contra ascendente. 61 . Art. ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido. 121 – Homicídio simples – pena de 6 a 20 Art. • Agravante – art.). ter desconhecimento da lei.conseqüências circunstâncias 4 . na data do fato. irmão ou cônjuge. h) contra criança. 65 .conduta social antecedentes 6 . 59. • Classificação das circunstâncias o Circunstâncias Judiciais – art.: É necessário preencher os 04 requisitos para a substituição: PPL → PRD DOSIMETRIA ou DOSAGEM DE PENA .os motivos do crime o 2 .. II . 65 e 66. fogo. ou maior de 70 (setenta) anos. Art. a impunidade ou vantagem de outro crime. 121.7 .. 65/66) Causas de aumento e diminuição de pena Circunstâncias Legais • Qualificadora – hot!hot! – É a circunstância que trás NOVO limite mínimo e máximo expresso para a pena (não pode ser fração – ½.Obs. ou de desgraça particular do ofendido. o Ex1: Art. CP – Circunstâncias que sempre atenuam a pena. f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. • Atenuante – art.São circunstâncias que sempre atenuam a pena: I . a ocultação. explosivo. ministério ou profissão. de coabitação ou de hospitalidade.ser o agente menor de 21 (vinte e um).

o limite mínimo e máximo será fornecido no “caput” do tipo ou pela qualificadora se houver. §1º . II . É necessário que elas não sejam constituídas do crime e que tampouco o qualifiquem ou o tornem privilegiado.o desconhecimento da lei.diminui a pena em de 1 a ⅔. depois da Parte Geral. Retornando ao SISTEMA TRIFÁSICO 1º fase: PENA BASE Com base nas circunstâncias Judiciais 2º fase: MODIFICADORAS GENÉRICAS MODIFICADORAS ESPECÍFICAS 3º fase: CAUSAS DE AUM E DIM DA PENA 1º fase: PENA BASE • Nesta fase o objetivo é descobrir a pena base. A incidência de circunstâncias judiciais influencia a pena de acordo com o prudente arbítrio do juiz. o Juiz aplicará as CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES. 61 e 62 Atenuantes – Art. perante a autoridade. ou sob a influência de violenta emoção. • Causas de aumento ou diminuição da pena – São as causas que aumentam ou diminuem a pena em FRAÇÃO. aqui a lei estabelece o quanto a pena aumentará ou diminuirá. 3º fase: CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DA PENA • Na 3º fase incidem as CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DA PENA. antes do julgamento. ou ter. d) confessado espontaneamente. por sua espontânea vontade e com eficiência. b) procurado. Também aqui a mudança da pena se faz de acordo com o prudente livre arbítrio do Juiz. 155. 61/62 ATENUANTES Art. logo após o crime. 65 e 66 Devem ser computadas depois da fixação da pena-base obrigatoriamente. provocada por ato injusto da vítima. Art. III . ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. se o criminoso é primário. dentro dos limites estabelecidos o Juiz fixará a pena de acordo com as CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. 65/66 2º fase: MODIFICADORAS GENÉRICAS e ESPECÍFICAS • Na 2º fase partindo do resultado da 1º fase. 68 Doutrina e JurisprudênciA AGRAVANTES Art. não podendo ultrapassar os limites mínimos e máximos fixados. 155. reparado o dano. DOSIMETRIA OU DOSAGEM DA PENA Resumo: Fragoso Circunstâncias Legais : Agravantes – Art.data da sentença. partindo sempre da pena mínima. evitar-lhe ou minorar-lhe as conseqüências.ter o agente: a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral. §2º . • Ainda na 1º fase.aumenta a pena em ⅓ se o crime é praticado no repouso noturno. se não o provocou. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto. c) cometido o crime sob coação a que podia resistir. a autoria do crime. 41 . SISTEMA TRIFÁSICO ART. • Primeiramente são aplicadas as causas de aum e dim da Parte Especial.. e ainda permite que a pena ultrapasse os limites mínimos e máximos anteriormente fixados. o Ex1: Art.

: Os motivos não destacados para constituir FORMAS QUALIFICADAS DE HOMICÍDIO (motivo fútil e motivo torpe). 7) Conseqüências: Efeitos da ação delituosa que estão além do evento. Concurso FORMAL • No concurso formal com 01 conduta o sujeito realiza + de 1 crime. aquele que não são elementos constitutivo do tipo. • Conseqüência: Penas serão somadas • Pode ser classificado o concurso formal em 02 tipos: Concurso formal Concurso formal PRÓPRIO ou PERFEITO IMPRÓPRIO OU IMPERFEITO Quando NÃO tem Quando TEM + de 01 DESÍGNIO + de 01 DESÍGNIO Obs1: Desígnios é a intenção do resultado. porque são circunstâncias agravantes legais a serem computadas em fase posterior CONCURSO DE CRIMES – • Concurso MATERIAL.Circunstâncias Judiciais – art. 2) Antecedentes: Comportamento anterior do acusado. mas não a reincidência. 8) Comportamento da vítima: O comportamento da vítima será considerado para avaliar a contribuição por ela dada ao fato punível. • OBS. 3) Conduta social: Relação do acusado com sua família. (critérios norteadores da ação do julgador). e sua adaptação ao trabalho. inerente ao tipo (não pode fazer parte do tipo). ao estudo. 59 – São 8 Não estão especificadas na lei. Próxima aula: • CRIME CONTINUADO 42 . ou seja. não podem ser considerados na pena base. de modo a influir a reprovabilidade da ação.. 1) Culpabilidade: A culpabilidade da conduta. • O sujeito com 02 ou + condutas realiza 2 ou + crimes • Conseqüência: As penas serão cumuladas (somadas) • É a hipótese residual. Motivo Fútil e Motivo Torpe. 6) Circunstâncias de um crime: São os elementos acidentais do delito. quando se trata de crime de outra espécie. Tem que analisar o fato dentro dos valores do coletivo. fora do crime cometido. ou da reprovabilidade é medida pelo quão responsável o agente fez para a sociedade. O juiz tem que dosar a pena sob os aspectos informativos de valores e conduta que ele tem. apreciações discricionárias do Juiz.. porque esta é a circunstância legal. ou seja. só aplicamos o Concurso Material quando incabível o concurso formal ou crime continuado. 4) Personalidade do agente 5) Motivos do crime: É a causa primária de um acontecimento criminoso. São de particular relevo na maior ou menor gravidade da ação. qualificadora (causa especial de modificação). Não pode ser : Agravante ou atenuante. • Concurso FORMAL e • CRIME CONTINUADO Concurso MATERIAL. é a sua conduta perante a sociedade.

quando não constituem ou qualificam o crime: I . e mantida pelo STJ. sem.97). assinale a opção correta. entender absolutamente necessária sua confecção para a formação de seu convencimento. c) O condenado à pena privativa de liberdade é obrigado a realizar qualquer trabalho que lhe for conferido. Com relação à execução penal. neste ponto. retirar do juiz a faculdade de requerer sua realização quando. sustentava que a sua utilização. 61 do CP (“São circunstâncias que sempre agravam a pena. notadamente a conveniência da segurança pública. que afirmava a configuração de concurso material. Esta Corte já assentou o entendimento de que as férias forenses suspendem a contagem dos prazos recursais. RECONHECIMENTO DE CONTINUIDADE DELITIVA. cuja pena fora majorada em razão da reincidência. pela CF/88. quando praticados de forma independente. 43 . rel. a teor do artigo 66 da LOMAN. do inciso I do art. o Relator. com base em interesses administrativos. assinale a opção correta no que se refere à execução penal. b) São permitidas as sanções coletivas. b) O agravo em execução possui efeito suspensivo. Reconhecida a inconstitucionalidade do impedimento da progressão de regime na execução das penas pelo cometimento de crime hediondo.43.3 . de forma que não lhe seja cerceado o direito a visitas dos familiares. a Turma indeferiu habeas corpus em que condenado pela prática do crime de roubo. d) O exame criminológico pode ser considerado isoladamente como fator para a denegação de benefícios. impõe-se a concessão da ordem para afastar a vedação que se impôs ao paciente.”). Vencido. a) É permitido o emprego de cela escura.2 . Eros Grau. PRATICADOS DE FORMA INDEPENDENTE. STF: CRIMES DE ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. O fato de o réu encontrar-se preso não altera tal entendimento. anteriormente imprescindível para fins de progressão do regime prisional.( HC 89827 / SP SÃO PAULO. desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.2007.3 . conflitaria com o aludido princípio constitucional.8.97). a) Lei de Execuções Penais deixou de exigir a submissão do condenado a exame criminológico. b) É compatível com o cumprimento das penas em regime fechado a autorização para saídas temporárias que consistam em visitas periódicas ao lar ou em trabalho extramuros. 2006.49.HC 91688/RS. 7-04-2007) 2007. De acordo com jurisprudência do STJ e do STF. assinale a opção correta. 2006. c) Na execução penal. d) O trabalho externo será admissível para os presos em regime fechado somente em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da administração direta ou indireta. Considerou-se que o acórdão do STJ estaria em consonância com a orientação pacificada nesta Corte. ou entidades privadas. Min. Acerca da execução penal. Contudo isso não constitui direito subjetivo do preso. a) A transferência de penitenciária pode ser decidida no interesse do condenado. 2. Writ parcialmente deferido. de forma fundamentada e excepcional. independentemente de suas aptidões e de sua capacidade.a reincidência. como causa obrigatória de agravamento de pena. Precedentes citados: HC 73394/SP (DJU de 21. HC 74746/SP (DJU de 11.STF: REINCIDÊNCIA E “BIS IN IDEM” A majoração da pena resultante da reincidência não configura violação ao princípio do non bis in idem. A turma entendeu pelo reconhecimento de continuidade delitiva entre os delitos de estupro e atentado violento ao pudor. independentemente do cometimento de falta grave. pois o aparato judiciário em funcionamento em tais períodos tem como escopo evitar abusos e ilegalidades irreparáveis. 14.56. Com base nesse entendimento e assentando a recepção. porquanto estabeleceria como regra a punição a fato já punido.4. cabendo a decisão ao juízo da execução. 1. Ressalve-se que pretendida progressão dependerá do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos que a lei prevê. o condenado tem direito adquirido ao tempo remido. tudo a ser aferido pelo Juízo da execução.3. no entanto. 3.

(hj correta Lei do Celular vigor março 2007) d) Cabe à autoridade estadual dispor sobre as faltas disciplinares de natureza grave.c) A posse de aparelho celular ou de seus componentes.04. art. O STJ criou um requisito novo. não precisa) de manifestação prévia do conselho penitenciário. A perda dos dias remidos em virtude do cometimento de falta grave durante o cumprimento da pena a) viola o princípio da individualização da pena. b) Ofende o direito adquirido a decretação da perda dos dias remidos em ocorrência de falta grave.2 . 2006.1 . por lei. etc. 4) Mesmo modo de execução – não pode haver grande disparidade entre a forma que foi praticado um crime e outro. c) Caso um presidiário não possa receber a devida assistência médica nas dependências do estabelecimento prisional. maior o aumento na pena. élhe garantido. Conseqüência do crime continuado: Ao invés de somar as penas será aplicada a pena do crime mais grave. c) ofende ao princípio da isonomia. d) não significa ofensa ao direito adquirido. como a fuga. Exasperada (aumentada) de 1/6 a 2/3. o direito à assistência de médico particular e à realização dos exames necessários. 81) Duas observações sobre concurso de crimes: 44 . Assinale a opção incorreta relativamente à execução penal. furto simples.47. Há posição minoritária no sentido que crimes da mesma espécie são aqueles que atentam contra o mesmo bem jurídico. não é possível que seja furto e depois roubo). desde que presentes os requisitos da Lei. segundo a qual dois ou mais crimes serão punidos como se fossem um só. d) O cometimento de falta grave. 2) Que tenham as mesmas condições de tempo – são aqueles que tenham um intervalo de no máximo 30 dias entre um e outro crime. Quanto maior o número de crimes. 11 º aula – 17. enseja o reinício da contagem de período necessário à concessão de nova progressão de regime. 3) Mesmas condições de lugar – a jurisprudência aceita até cidades vizinhas. Basta que os crimes sejam semelhantes. no interior do estabelecimento prisional. a concessão de livramento condicional prescinde (dispensa. Mas aqui o aumento será de 1/6 ao triplo. caracteriza falta grave.o 10. 2007. b) viola o princípio da dignidade da pessoa humana.08 – Gustavo Junqueira CRIME CONTINUADO • Conceito – é uma ficção jurídica. (parágrafo único.45. estando a critério do juízo de execuções. Requisitos do Crime continuado: 1) Sejam crimes da mesma espécie – aqueles que estão no mesmo tipo (furto qualificado. que não está na lei: • Unidade de desígnio (entendido o desígnio como um plano único de vários crimes) • Crime continuado específico: Se os crimes são praticados com violência ou grave ameaça a pessoa contra vítimas diferentes pode ser reconhecido o crime continuado.792/2003. a) Após a Lei n.

Acórdão que confirma a pronúncia. 3. Réu citado por edital que não comparece e não constitui advogado – Art. começa a correr do dia em que o fato se torna público. 4.No caso de concurso de crimes as penas de multa serão aplicadas distinta e integralmente. Decisão de pronúncia. Se o for. 4. PRESCRIÇÃO: hot! hot! cai a parte teórica É a perda do poder de punir do Estado em razão do decurso do tempo. CPP. 2. Qual o prazo da PPP? Tabela do art. Causas suspensivas da PPP: 1. despreza-se o aumento em fração em favor da soma. 4. serão sempre somadas. Publicação da sentença condenatória recorrível e do acórdão condenatório. começa a correr do momento em que cessa a permanência ou habitualidade. 3.1: PPP em abstrato – sendo esta calculada entre os marcos interruptivos e que levam em consideração no cálculo do prazo prescricional junto ao Art. Período de prova da suspensão condicional do processo (sursi processual). 109 do CP. 109. 45 . Consumação do crime – do dia em que o crime se consumou. 1) PRESCRIÇÃO DA PUNIÇÃO PUNITIVA – é a perda do poder de punir do Estado que não consegue no prazo determinado em lei a certeza da culpa (trânsito em julgado da sentença). A prescrição pode ser classificada em: Prescrição da punição punitiva (PPP) Prescrição da pretensão executória (PPE). 2. (ATENÇÃO!!! não é oferecimento) 2. 366. É o RECEBIMENTO da denúncia ou queixa. Termo inicial da PPP: 1. 3. CP – o menor prazo prescricional é 2 anos e o maior é 20 anos. OBS. Causas interruptivas da PPP: (para contar volta ao ZERO) 1. ou seja. 109 do CP a maior pena em abstrato prevista para o crime. Se o crime for permanente ou habitual. Nos crimes de bigamia e falsificação de assentamento em registro civil. Enquanto é resolvida em outro processo questão prejudicial. O aumento da pena em fração decorrente do concurso formal próprio e do crime continuado não pode ser mais gravoso ao réu do que seria a soma das penas. Enquanto o sujeito cumprir pena no estrangeiro. Se for tentado começa a correr do último ato de tentativa. É o que chamamos concurso material benéfico. Enquanto não se sabe a pena concretamente aplicada ao sujeito deve ser utilizada a pena máxima em abstrato para o cálculo na tabela no art.

46 .Crime de constrangimento ilegal Fato consumado 1 2 RECEBIMENTO DA DENÚNCIA/QUEIXA 1 ANO INTERROMPE Pena max. Leva em consideração para o cálculo do prazo prescricional a pena em concreto e por isso exige para seu reconhecimento o trânsito em julgado para a acusação. EM 4 ANOS em abstrato INTERROMPE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA RECORRÍVEL EM 4 ANOS PPP em ABSTRATO Para dar prescrição (não soma pq interrompe) Não deu 4 a – não conseguiu prescrever Prescreve em 4 anos OBS.2: PPP em concreto retroativa – é aquela que ocorre entre o termo inicial e o recebimento da denúncia ou dentre os outros marcos interruptivos anteriores à sentença.

PPE – NÃO DEU 2004 . 47 . São imprescritíveis o racismo e a ação de grupos armados contra o Estado Democrático. a) Ocorre o concurso material de crimes quando o agente. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que o agente haja incorrido. e maior de 70 anos na data da sentença. a acusação é a primeira a ser intimada. assinale a opção incorreta. Houve o Transito em julgado para a acusação com base na pena in CONCRETO (3m → 2 a) deu prescrição? PPP EM CONCRETO RETROATIVO Prescreveu em 2 anos OBS. b) Ocorre o concurso formal quando o agente. No caso de concurso de crimes a prescrição deve ser contada para cada crime separadamente. mediante mais de uma ação ou omissão. maneira de execução e outras semelhantes. o prazo prescricional cai pela metade. TRANSITOU EM JULGADO PARA A DEFESA. c) No concurso material. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. NÃO RECORRE (desiste do recurso).1 2 RECEBIMENTO DENÚNCIA/QUEIXA 1 ano 3 Transitou em julgado 2 anos TERMO INICIAL (PRESCREVE EM 02 ANOS) 1 ano SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA RECORRÍVEL Juiz fixou a PENA MÍNIMA EM 03 MESES Intima as partes.ES . pratica dois ou mais crimes. 1 2 3 Sentença transitada em julgado 1 ANO 1 ANO Sentença Penal Condenatória recorrível PPP em CONCRETO SUPERVENIENTE OU INTERCORRENTE ATENÇÃO!!! Observações super importantes: Ao menor de 21 anos na data do fato. o promotor toma ciência. lugar. Com relação ao concurso de crimes.41.3: PPP em concreto superveniente/intercorrente – é aquele que ocorre após a sentença condenatória recorrível levando em consideração para o cálculo do prazo prescricional a pena em concreto. idênticos ou não. pelas condições de tempo. mediante uma só ação ou omissão. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e.

o sujeito mata o comparsa para ficar com todo o produto do crime. a ocultação. em regra.: O homicídio privilegiado JAMAIS será hediondo. Assegurar a execução. fogo. asfixia. 121. CP: a. dissimulação ou outro recurso que dificulte/impossibilite a defesa da vítima. O homicídio qualificado e privilegiado não é hediondo. modos motivos Traição. §1º. Complemento Crimes contra a vida I) Homicídios Especiais 48 . insidioso. concurso formal ou continuidade delitiva.d) De acordo com o entendimento do STJ. Pode ser: 1. II e V) será impossível a combinação da qualificadora com o privilégio. impunidade e a vantagem de um outro crime. explosão.04. Se tem privilégio não tem hediondez. IMPORTANTE!!! O homicídio qualificado é.08 – Flávio Martins Crimes contra a vida HOMICÍDIO • Conceito de morte = conceito de morte encefálica – Lei de Transplantes. por exemplo. cruel. meios e modos previstas nos incisos III e IV. ou seja. seja pela incidência da majorante. OBS. c. Veneno. 2. 12 º aula – 21. d. Relevante valor social – é a morte provocada na defesa do interesse de um grupo social.: briga de transito. motivos b. hediondo. ultrapassar o limite de um ano. perigo comum. tortura. P. O Homicídio qualificado e privilegiado é possível quando as qualificadoras são objetivas. Domínio de violenta emoção logo após injusta provocação da vítima. Paga promessa de recompensa ou outro motivo torpe. Homicídio Privilegiado – Art. P. Na impunidade a morte busca livrar o sujeito das conseqüências ainda que se saiba que houve crime. Relevante valor moral – crime aprovado pela moral prática – Ex. b. a. Se a qualificadora for subjetiva (motivos como as previstas nos incisos I. 121. o benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material.: Na ocultação a morte ocorre para que não se saiba que houve crime. CP – causa de diminuição de pena. emboscada. Na vantagem. e. quando a pena mínima cominada.: matar o chefe do morro. Motivo fútil – é o flagrantemente desproporcional – Ex. briga de torcida. Ex.: Diferença de homicídio mediante tortura e tortura com resultado morte – no primeiro o meio objetivo é a morte e o meio escolhido é a tortura. Homicídio Qualificado – Art. seja pelo somatório.S.S.: eutanásia. §2º. c. No segundo o objetivo é a tortura e a morte um resultado que vem do excesso.

pois se cuida.. de dever legal do agente causador do delito. desde que. 3. emboscada ou dissimulação SUBJETIVO TORPE FÚTIL PAGA OU PROMESSA DE RECOMPENSA. podendo configurar nos dois casos o crime de aborto. VÍTIMA. sim. a ausência de imediato socorro à vítima é causa de aumento de pena (art. 49 . 126. • • • Homicídio Culposo • Perdão judicial o HC admite quando as conseqüências do crime tornam a punição desnecessária.971-PR. CP – Auto-aborto – a gestante que provoca ou consente. • HC no CBT – A jurisprudência admite perdão judicial neste crime. explosivo. HC 65. Art. 125. Rel. Espécies: 1. b. 65. 124. CP – Aborto com consentimento. a Turma entendeu que. Eutanásia o Sob o domínio de violenta emoção (logo após injusta provocação) o Entendimento jurisprudencial é que o homicídio privilegiado é obrigatório. daquele mesmo código quando tal socorro for efetivamente prestado.. do CP) e que não há que se cogitar na aplicação da atenuante genérica do art. no homicídio culposo. asfixia MODO: traição.• Homicídio Simples o O HS não é hediondo salvo quando cometido em ação típica de grupo de extermínio. ou quando o agente tentar reparar as conseqüências dos seus atos. o Pode ser ao mesmo tempo HP e HQ? Pode. Homicídio Qualificado o Sempre hediondo. Napoleão Nunes Maia Filho. Art. Min. diz respeito ao motivo e é sempre subjetivo.. Ao registrar inicialmente que o fato em questão ocorreu antes da vigência do Código Brasileiro de Trânsito (CBT). anotado que seu cumprimento não importa mitigação da sanção. OBJETIVO MEIO: fogo. tortura. SOCORRO. III. • STJ: HOMICÍDIO CULPOSO. Homicídio Privilegiado o É uma diminuição de pena. ABORTO • • É interrupção da gestação com o resultado morte do feto. o Hipóteses de privilégio o Relevante valor social o Relevante valor moral Ex. CP – Aborto sem consentimento. julgado em 13/9/2007. 2. 121. Art. Não importa se a morte do feto ocorre dentro ou fora do ventre materno. o STF – HQP não é hediondo. Aumento de pena – doloso Circunstanciado e culposo o Quando o Homicídio doloso tem pena aumentada? Menor de 14 e maior de 60 o Quando o Homicídio culposo tem a pena aumentada? Quando foi cometida com desobediência a regra técnica. veneno. § 4º.

Fábio emprestou-lhe um revólver. só a mãe. Espécies previstas são 03: A) Auto aborto – Crime próprio. B) Aborto Provocado . Hipóteses: a. P. Quando? No momento do rompimento do saco amniótico. o Aborto Legal . Somente feito por médico. não parteira ou outro profissional da saúde. após Marília ter aderido à idéia. 126. B instigação a suicídio. C auxílio a suicídio. Sentimental – gravidez que decorre de estupro e tem que ter o consentimento da gestante. o Concurso de pessoas – Admite concurso SIM. 128.: A pena do Art. Aborto sentimental – é aquele que ocorre em decorrência de estupro com a autorização da paciente. Questões Cespe A) Fábio induziu Marília. b. mas esta tem que ter consciência do que esta fazendo. o Sujeito passivo – Filho neo-nato ou nascente o Momento – Durante o parto ou logo após.Quando praticado por médico. Necessário – para salvar a vida da gestante. Excludentes de ilicitude (Aborto considerado legal). 50 . vindo ela a se matar.praticado por TERCEIRO com o consentimento • • Formas qualificadoras (pena maior) o Se decorrer lesão grave ou morte. • Tentativa: não admite. Art.só se aplica nos crimes do artigo 125 e 126. com a conseqüente morte do feto • É uma exceção a Teoria Monista. 125 e 126 é aumentada se da ação abortiva resulta lesão grave ou morte da gestante. Nessa situação. CRIME DE ABORTO • É a interrupção da gravidez. • Consumação: hot! hot! Só se consuma com a lesão grave ou morte (mesmo quando o ato de suicídio não se consuma. • Quais os elementos? o Sujeito ativo – Mãe em ESTADO PUERIPERAL (não se presume este estado. CRIME DE INDUZIMENTO AO SUICÍDIO (AUXÍLIO AO SUICÍDIO) • Condutas: INDUZIR.S. Em dois casos: Aborto Necessário – aquele praticado para salvar a vida da paciente. CP – Aborto legal.4. • • Complemento INFANTICÍDIO • É um crime privilegiado em relação ao homicídio. porque a Gestante responde pelo Crime do art. portadora de desenvolvimento mental retardado — síndrome de Down — a praticar suicídio. STF e STJ não admitem o aborto Eugênico. Posteriormente. 124 e o terceiro pelo Crime do art. tem que ser feito um exame). INSTIGAR e AUXILIAR • Sujeito passivo: Hot! hot! É qualquer pessoa.Praticado por TERCEIRO sem o consentimento C) Aborto Consensual . Fábio responderá por A induzimento a suicídio.

E pequeno valor a coisa (salário mínimo). 3) Qualificadora do furto – Art. Móvel é aquilo que dá para se deslocar sem destruir. C corresponde ao delito de aborto provocado pela gestante. P. Alheia é aquilo que é de terceiro. b. CAI!!! Prevalece nos Tribunais Superiores que o emprego de arma de brinquedo NÃO aumenta a pena do crime de roubo. escalada (entrada por via anormal em prédio no sentido de construção – tem que ter esforço) e a fraude (a mentira é utilizada para afastar a vigilância da vítima. tendo valor relevante. CORRETA FURTO Subtrair coisa alheia móvel para si ou para outrem. d. Concurso de agentes – prevalece que conta o menor DICAS DO ROUBO: 1. abuso de confiança (não basta a relação de emprego). P. Diminui a pena de 1 a 2/3. solida.S. Emprego de chave falsa – é o que abre o mecanismo de segurança de forma normal. Deve ser interpretada da seguinte forma: 3. Destreza (habilidade do punguista – “mão leve” – a vítima não percebe a subtração – só qualifica quando é necessária). Converte em multa. haja vista a inexistência de previsão legal para a modalidade culposa de aborto. Para si ou para outrem – ânimo de tirar a coisa de forma definitiva do patrimônio da vítima para que integre outro patrimônio.S. b. 2. Rompimento de obstáculo – o obstáculo é o objeto exterior a coisa que deve ser vencido para a subtração – necessário violência contra o obstáculo. FURTO PRIVILEGIADO: 1) Requisitos: a. sóbria. Coisa é todo objeto móvel passível de apreensão. culposamente. c. que entrega a coisa de forma definitiva). 155. em que a mentira é utilizada para iludir a vítima. a conduta da gestante A corresponde ao delito de homicídio. D não gera responsabilidade. Não precisa parecer chave.: O furto de coisa comum – Art. 51 . b. c. com um poste. em razão do impacto sofrido. o aborto. Nessa situação. estando na direção de seu veículo automotor. Reclusão pode ser convertida em detenção. §4º. ou. Primário – não reincidente. CP – é crime de ação penal condicionada. É diferente do estelionato. Subtrair é tirar de forma clandestina. A privação de liberdade da vítima aumenta a pena no crime de roubo. 156. CP: a.D homicídio. B corresponde ao delito de lesão corporal culposa.: Furto famélico – é o praticado em estado de necessidade para satisfazer necessidade alimentícia e imediata. 2) Efeitos: a. Prevalece nos Tribunais Superiores que não é necessária a posse tranqüila para consumação do crime de roubo. causando. CORRETA B) Considere que uma gestante.

cessada a clandestinidade ou a violência. STJ: COMPETÊNCIA.2001). Marco Aurélio que. No caso. 3. Com esse entendimento. BANCO. a Seção declarou competente o Juízo Federal suscitante. A Turma. a contacorrente da vítima estava situada em Porto Alegre-RS. o critério de saída da coisa da chamada “esfera de vigilância da vítima” e se contenta com a verificação de que. configurando crime de furto qualificado por fraude e não estelionato. Carlos Britto. informara à autoridade local. por maioria. CONTA-CORRENTE. 29.a. e que a vítima. a fraude foi usada para burlar o sistema de proteção e vigilância do banco sobre os valores mantidos sob sua guarda. inicialmente. rel. A privação de liberdade relevante e necessária configura a causa de aumento do inciso V do §2º. pela perseguição imediata. ao argumento de que não houvera a cessação da ameaça/violência a legitimar a sua consumação. Min. Maria Thereza de Assis Moura. O cerne da questão consiste em se determinar o juízo competente para processar e julgar crime de transferências eletrônicas bancárias sem consentimento do correntista para outra pessoa via internet em detrimento da CEF. que. No caso dos autos. HC 89959/SP. em seguida. Min. julgado em 8/8/2007. HC 89653/SP (DJU de 23. CC 72. ao restabelecer a sentença que condenara os pacientes por roubo consumado. FRAUDE ELETRÔNICA. § 4º. no momento em que o bem subtraído sai da esfera de disponibilidade da vítima. (HC-89959 Crimes contra o patrimônio 1) FURTO – art. uma vez que foram surpreendidos no instante em que a ação ocorria e sofreram interceptação imediata. ou seja. que. A privação de liberdade irrelevante não influência a pena. 155.2007. os pacientes deixaram o local caminhando.8.5. local da consumação do delito (art. ainda que retomada. após a subtração da coisa. O estelionato por meio de cheque pré-datado descaracteriza o crime. por sua vez. Aplicou-se o entendimento firmado pelo STF. 155. Assim. não tinha condições de ser conhecido. HC 89958/SP (DJU de 27. do CP). Precedente citado: CC 67. II. que dispensa. Esclareceu-se.2007). salientando a transcrição do depoimento da vítima a revelar que não perdera os agentes de vista.4. percebendo a direção que tomavam. em sintonia com o parecer do MPF e a jurisprudência deste Superior Tribunal.738-RS. prostituição) não configura crime. O uso de cheque sem fundo para pagar dívida inexigível (dívida de jogo. Vencido o Min. Precedentes citados: RE 102490/SP (DJU de 16. indeferiu habeas corpus em que se pleiteava a tipificação da conduta dos pacientes na modalidade tentada do crime de roubo.343-GO. Rel. INTERNET. considerou que o recurso especial. o agente tenha tido a posse da res furtiva. CP 52 . considera-se consumado o crime de furto no momento em que o agente torna-se possuidor da resfurtiva. A reparação do dano até o recebimento da denúncia torna o fato irrelevante penal.3. b. A privação de liberdade desnecessária e relevante configura crime de roubo em concurso com crime de seqüestro. STF: ROUBO E MOMENTO CONSUMATIVO.2207). efetivara a prisão dos mesmos. para a consumação do roubo. c. 2. DICAS DO ESTELIONATO POR MEIO CHEQUE: 1.

610 – Latrocínio.. admite tentativa. CP • Crime complexo em sentido estrito (conjugado 02 tipos penais autônomos). é o horário em que habitualmente se encontram repousando. arma ineficaz e simulação de arma não permitem a causa de aumento de pena. tem outros.. 5) DANO 6) APROPRIAÇÃO INDÉBITA – art. Só se aplica ao furto simples. DEPOIS A SUBTRAÇÃO. parágrafo 2): Emprego de arma (mais importante. Roubo Impróprio – A retirada da coisa da esfera da vítima depois que terminou a violência. é latrocínio consumado. consuma-se com o constrangimento da vítima (com o seqüestro). 157. CP o Apropriar-se de coisa alheia móvel.• • Espécies: o Furto Simples: Subtrair sem o consentimento da vítima.Repouso noturno: (causa de aumento de pena em 1/3). 168. permanente. • Espécies o Roubo Próprio (caput) : PRIMEIRO VEM A VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA. • Furto Privilegiado ou mínimo: Quando a “coisa”for de pequeno valor 01 sal min) e o criminoso for primário. O juiz pode: Diminuir a pena de reclusão pela de detenção Diminuí-la de um a dois terços Aplicar somente pena de multa. o Roubo Impróprio (parágrafo primeiro): PRIMEIRO VEM A SUBTRAÇÃO. 159. de que tem a posse ou a detenção. a ele confiada pelo sujeito passivo passa a se comportar como se fosse dono. Pode ser produzido de forma dolosa ou culposa o Momento consumativo: Roubo Próprio – a mera detenção da coisa já configura a consumação. CP o É crime formal. 53 . Consuma com a realização da violência. • Furto Qualificado: Rompimento do obstáculo Furto mediante fraude Escalada Destreza Abuso de confiança Chave falsa Subtração de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o Exterior. Se a vítima entrega o bem não é furto é Apropriação indébita.) Posição STF/STJ – arma de brinquedo. o Furto Noturno . 2) ROUBO art. DEPOIS A VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA. Se tentado o latrocínio é tentado. morte consumada. o Causa de aumento de pena (157. Momento consumativo do furto: o STF. 3) EXTORSÃO 4) EXTORSÃO mediante seqüestro – art. o Formas qualificadoras: Roubo seguido de Lesão Grave ou Roubo seguido de Morte (há o crime de Latrocínio) – só este é hediondo • Súmula STF . STJ – É o momento em que a coisa sai da esfera de disponibilidade da vítima. o Sujeito ativo – O sujeito ativo tem a posse ou a detenção desvigiada.

INSS. 155. por intermédio de cola eletrônica. Precedentes citados: REsp 540. STJ: HABEAS CORPUS. do CP). circunstância por si só. 157. Napoleão Nunes Maia Filho. art. caracterizadora da real possibilidade lesiva da arma. Carlos Fernando Mathias (Juiz convocado do TRF 1ª Região). FURTO. sob pena de violação ao comando disposto no art. o reconhecimento de benefício previdenciário. que trata do aumento de pena no crime de roubo. Min. haja vista que o delito fora cometido em 4. Min. Inicialmente. Tendo em conta que a pena aplicada seria inferior a 2 anos e que já transcorrido o prazo prescricional de 4 anos (CP. segunda figura. TRANCAMENTO.10. a sanção deverá ser sempre agravada. do CP). ARMA DE FOGO. não são necessárias a apreensão e a perícia na arma de fogo utilizada no roubo.99. foram disparados tiros para o alto no intuito de intimidar as vítimas durante o assalto. Tratava-se de writ impetrado contra decisão do Presidente do STJ que negara seguimento a recurso ordinário ao fundamento de não restar atendida a exigência constitucional estabelecida pelo art. V). HC 86467/RS.998-RS. Rel. DJ 18/12/2006. não obstante tenha repercutido no tempo e beneficiado terceiro. pois o ofendido não deixou claro tratar-se de cheques sem suficiente provisão de fundos. fez uma outra compra a prazo e deu em garantia cheques que acabaram sendo objeto do procedimento criminal instaurado (art. cuidar-se de decisão colegiada de Tribunal Superior — v. 54 . Posteriormente. a.600-GO. mediante fraude e na qualidade de servidor do Instituto Nacional do Seguro Social .274-RS. 61. STJ: ROUBO. Considerou-se que a fraude perpetrada pelo agente consubstancia crime instantâneo de resultados permanentes. ao crime de furto qualificado.2007. 157.818-SP. falou-se até em pagamento a prazo. E. Rel. ESTELIONATO. (HC-86467).11. em razão de ter despendido quantia em dinheiro na tentativa de obter. por maioria. Nilson Naves. CP o Receptação qualificada o Receptação culposa STJ: ROUBO. I.977-RS. a aprovação de sua filha e amigos dela no vestibular de universidade federal.154-RS. e HC 18. RHC 20. na espécie. informou-se que o paciente fora condenado por haver viabilizado. do CP pretendia a declaração de extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição retroativa. AÇÃO PENAL O paciente comprou grande quantidade de milho. mormente em razão do concurso de agentes (CP. PERÍCIA. REINCIDÊNCIA. Quanto à prescrição. julgado em 9/10/2007. 171. CONCURSO. Na espécie. 180. PENA. o Tribunal. DJ 24/11/2003. 23. Relator observou pairar dúvidas quanto à emissão dos mencionados cheques em garantia de dívida. seria cabível agravo contra o ato individual do relator indeferindo o habeas. AGENTES. a pretensão punitiva. 171. e os primeiros cheques para pagamento foram devidamente compensados. II. deferiu-se a ordem para fulminar.4. conduta essa tipificada pelo Ministério Público Federal como crime de estelionato (CP. rel. quando as demais provas constantes dos autos são firmes sobre sua efetiva utilização na prática da conduta criminosa. IV). REsp 822. Marco Aurélio. não havendo clareza quanto a se tratar de ordens de pagamento à vista.161-RS. Precedente citado: HC 80349/SC (DJU de 4. § 4º. Precedentes citados: REsp 838. Min. DJ 4/8/2003.o Dolo Subseqüente - 7) APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA 9) RECEPTAÇÃO – art. I. REsp 916. §º 2º. STF: NATUREZA DO CRIME DE ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA A Turma concluiu julgamento de habeas corpus em que condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão e multa pela prática do crime previsto no art. AGRAVANTE. § 3º. Mas o Min. REsp 965. 109. diante disso. qual seja. de ordem de pagamento à vista. Para configurar a causa especial do aumento de pena (art.5. julgado em 16/10/2007. art. VI. e REsp 401. § 2º. STF: COLA ELETRÔNICA E TIPIFICAÇÃO PENAL Em conclusão de julgamento. restando comprovada no momento da dosimetria da pena a reincidência. INDIVIDUALIZAÇÃO. rejeitou denúncia apresentada contra Deputado Federal. salientou-se que a interposição de recurso ordinário pressupõe decisão de Tribunal Superior formalizada por colegiado e que. DJ 15/4/2002. CP. 102.94 e a denúncia recebida em 23. ANALOGIA. do CP. A Turma deu provimento ao recurso ordinário com a finalidade de extinguir a ação penal. Min.2001). julgado em 25/9/2007. ante a prescrição retroativa. Ademais. II. Informativo 461.768-RS. Rel. § 2º. DJ 30/10/2006. Descabida a aplicação analógica do art.

em face do princípio da reserva legal e da proibição de aplicação da analogia in malam partem. Vencidos os Ministros Carlos Britto. DJ 3/11/2003.554RN. Precedentes citados: RHC 20. rel. Salientou-se. porquanto. Min. e RHC 13. § 2º. Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública em favor de paciente condenada. em favor de terceiro. considerando a jurisprudência do STJ e do STF. n. D O STJ não admite extinção da punibilidade pela prescrição em perspectiva. Outrossim. como incursa na sanção do art. assinale a opção correta. B O STF nega a possibilidade de se atribuir à pessoa jurídica capacidade para a prática de crime ambiental. O agente que. C Cultivar plantas destinadas à preparação de entorpecentes é crime. DANO. a fraude não estaria na veracidade do conteúdo do documento. art. o pagamento integral dos débitos oriundos da falta de recolhimento de contribuições sociais. a aplicação da Súm. CORRETA D corrupção passiva. (Inq-1145).928-SP. pois a Súm n. também. 395 e 448. o que autoriza. B O crime de extorsão consuma-se com a obtenção da vantagem indevida. orig. mas sim na utilização de terceiros na formulação das respostas aos quesitos. 171. Assinale a opção correta. B causa de extinção da punibilidade. 554-STF só tem aplicação para o crime de estelionato na modalidade de emissão de cheques sem fundos (art. caput. tal conduta não se enquadraria nos tipos penais em vigor. que. A O STJ não admite a aplicação do princípio da bagatela no crime de furto. aduziu ser inviável a aplicação do art. a reparação do dano foi posterior à consumação do estelionato. Por último. ARREPENDIMENTO. CORRETA D A condenação por extorsão mediante seqüestro. obtém de forma indevida a concessão de benefício previdenciário junto ao INSS. 19. Rel. na qualidade de servidor do INSS. CORRETA C indiferente penal. VI. p/ o acórdão Min. Ricardo Lewandowski. à pena de um ano de reclusão. segundo a Lei de Tóxicos. Gilmar Mendes. que recebiam a denúncia. Postula seja declarada a extinção da punibilidade ao alegar que não houve prejuízo decorrente da conduta. a Turma denegou a ordem de habeas corpus.387-BA. deve ser cumprida em regime integralmente fechado. pratica o crime de A peculato-furto. Questões Cespe De acordo com a legislação penal e a jurisprudência pátria. 9. do CP).art. HC 61. delito tido como hediondo. 171. 9. Min. e posteriormente alterada para falsidade ideológica (CP. Com esse entendimento. 299) — v. rel. Relator que o estelionato consumou-se no momento em que a paciente obteve a vantagem ilícita e a vítima experimentou o prejuízo.249/1995 ao crime de estelionato. na espécie. 171). Inq 1145/PB.249/1995. Explicou o Min. ainda. Solicita. C O uso de arma de brinquedo justifica aumento de pena no caso de roubo. Entendeu-se que o fato narrado não constituiria crime ante a ausência das elementares objetivas do tipo. ainda que seja insignificante o valor dos bens furtados. substituída por restritiva de direito. a qual determina a extinção da punibilidade quando há o pagamento dos tributos devidos antes do recebimento da denúncia. pois a paciente restituiu à vítima os valores obtidos ilicitamente. a reparação do dano anteriormente ao recebimento da denúncia exclui o crime de estelionato em sua forma base. do CP. Joaquim Barbosa e Marco Aurélio. DJ 30/4/2007. tão-somente. C estelionato. apesar de seu grau de reprovação social. sobretudo do STJ e do STF. 34 da Lei n. julgado em 4/9/2007. D circunstância atenuante. é A causa de exclusão da tipicidade.12.2006. 34 da Lei n. CORRETA. Assim. A O arrependimento posterior é compatível com o delito de roubo. No crime de apropriação indébita previdenciária. Informativos 306. 16 do CP. o reconhecimento da causa de redução da pena prevista no art. efetuado posteriormente ao recebimento da denúncia. B apropriação indébita. estando vedada a progressão de regime. 554-STF e o disposto no art. Maurício Corrêa. STJ: ESTELIONATO. REPARAÇÃO. Felix Fischer. 13 º aula – CRIME DE LESÃO CORPORAL 55 .

DIFAMACÃO Imputar um FATO determinado desabonador à reputação. Não precisa ser falso ou criminoso Protege a honra OBJETIVA INJÚRIA Ofender a dignidade ou o decoro. Protege a honra SUBJETIVA . Injúria e Difamação – São todos crimes formais CALÚNIA Imputar falsamente FATO definido como crime. Se consuma quando chegar ao conhecimento da vítima NÃO admite retratação Posso reparar a honra objetiva Retratação – o agente que desdiz o que disse até o momento da sentença. tem extinta a punibilidade. Se consuma quando chegar ao conhecimento de terceiro Admite retratação Se consuma quando chegar ao conhecimento de terceiro Admite retratação Admite em regra a EXCEÇÃO DA VERDADE para demonstrar que o fato imputado não é falso: EV não é cabível . o Opinião desfavorável emitida por funcionário público no exercício da função (ele que ofende) o Crítica artística ou literária AÇÕES PENAIS (ver em Processo penal) • 56 .Exceções: . • Calúnia.HS HS – É o juízo que determinada pessoa faz acerca de seus atributos. NÃO . Trata-se da imputação de qualidade negativa a alguém. salvo quando o ofendido for funcionário público em exercício da função (é de interesse público) Protege a honra OBJETIVA (HO). HO – Pode ser compreendida como o juízo que terceiros fazem acerca dos atributos de alguém. possibilidades: o Ofensa rogada em juízo pelas partes e seus procuradores.Quando o ofendido for Presidente da República ou Chefe de Governo Estrangeiro Admite em regra a EXCEÇÃO DA VERDADE • Excludente de ilicitude só DIFAMAÇÃO OU INJÚRIA.o Lesão dolosa pode ser: • Leve • Grave • Gravíssima Crimes contra a honra (dignidade humana) • Vem previsto também no Código Penal Militar e na Lei de Imprensa.Admite em regra a EXCEÇÃO DA VERDADE.

a ofensa em sua honra objetiva e subjetiva ao afirmar. que é sempre incondicionada e de atribuição exclusiva do parquet. No caso. DJ 28/11/1997. ASSÉDIO SEXUAL 6. a Turma deferiu habeas corpus para trancar ação penal instaurada contra sargento do Exército acusado pela suposta prática do crime de calúnia contra superior hierárquico (CPM. 218. assentou-se a legitimidade do Ministério Público Militar para propor a ação penal militar. o que afastaria a configuração do elemento subjetivo essencial à caracterização do tipo penal em causa. 30. ESTUPRO 2. não se pode inferir das expressões utilizadas pelo querelado. 41 da Loman. advogado. desembargador relator de exceções de suspeição.10. Ressaltou o Min. ferindo. CORRUPÇÃO DE MENORES 7. suscitando alegações infundadas e omitindo a realidade dos fatos”. o paciente. imputou ao querelado. Min. do CP. No caso concreto. ADVOGADO. em apreciação ou informação prestada no cumprimento de dever de ofício. A A calúnia é a falsa imputação a alguém de fato definido como crime. HC 86466/RS. rel. Em decorrência disso. CORRETA CRIMES CONTRA OS COSTUMES 1. a reputação do indivíduo. entendeu-se que o comportamento do paciente não revelaria intenção de caluniar. em sessão de julgamento. Salientando. 214. HONRA. MAGISTRADO Trata-se de queixa-crime em que o querelado. no exercício da função jurisdicional e como fundamento de decisão. Questão Cespe Assinale a opção incorreta no que se refere aos crimes contra a honra. Humberto Gomes de Barros. Ademais.STF: INTENÇÃO DE CALUNIAR E FALTA DE JUSTA CAUSA. não constitui injúria ou difamação punível o conceito desfavorável emitido por funcionário público. Diante do exposto. mas se formulam juízos de valor. D A imunidade processual. perante a justiça castrense. II). o desembargador atentou para a conduta do causídico porque os argumentos utilizados não se sustentavam na exceção de suspeição. na espécie. c/c o art. a Corte Especial rejeitou a queixa-crime. que “o causídico que patrocinava o excipiente tenta induzir em erro este Tribunal. Aduziu-se. pouco importando que o fato imputado seja ou não verdadeiro. Menezes Direito. B Na injúria. art. O querelado. CASA DE PROSTITUIÇÃO 8. asseverou-se que a busca do direito perante o Poder Judiciário não poderia acarretar a presunção da existência do ânimo de calúnia. TRÁFICO INTERNO DE PESSOAS 57 . no estrito cumprimento do dever legal.2007. Ademais. nem houve excesso de linguagem ou conduta ofensiva. apresentara queixa-crime contra oficiais superiores. III. 142. representaram ao Ministério Público Militar. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR 3. julgada em 17/10/2007. exteriorizando-se qualidades negativas ou defeitos que importem menoscabo. Por ausência de justa causa. Min. Inicialmente. considerando-se vítima do crime de abuso de autoridade. esses oficiais. conferida aos advogados pela Constituição da República e pelo Código Penal. relacionadas com o mérito da decisão. Relator que. Precedentes citados do STF: QC 501-DF. Acrescentou que. ultraje ou vilipêndio de alguém. não pode ser punido ou prejudicado pelas opiniões que manifestar ou pelo teor das decisões que proferir. abrange o delito de calúnia. no exercício de suas funções. a desnecessidade de exame aprofundado dos elementos de prova e tendo em conta as informações contidas na denúncia e na sentença condenatória. portanto. TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOAS 10. RUFIANISMO 9. não se imputa fato determinado. que propusera a citada ação penal por delito contra a honra. caput. C O crime de difamação consiste na imputação de fato que incide na reprovação éticosocial. a teor do art. ATENTADO AO PUDOR MEDIANTE FRAUDE 5. (HC-86466) STJ: OFENSA. do STJ: APn 256-PE. DJ 1º/8/2006. Rel. que a insistência do paciente em buscar a punição de seus superiores por eventual delito de abuso de autoridade não deveria ser tida como intenção de praticar o crime. nesse sentido. APn 482-PA. POSSE SEXUAL MEDIANTE FRAUDE] 4. nos termos do art. a vontade de injuriar ou difamar o querelante.

2. CORRETA B assédio sexual. no caso. Letícia concordou em ter com ele conjunção carnal. a Turma deferiu habeas corpus impetrado em favor de condenado pela prática dos crimes de estupro e de atentado violento ao pudor para determinar a unificação das penas pelo reconhecimento de crime continuado. Em face de empate na votação. Rejeitou-se. Por unanimidade. deferiu-se o writ para afastar o óbice legal do art. não configuram modalidades de crime hediondo. aproveitando-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício do emprego. Marcelo induziu Letícia em erro. Entendeu-se que a circunstância de esses delitos não possuírem tipificação idêntica não seria suficiente a afastar a continuidade delitiva. CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA 1. a prova de participação do inimputável em crime juntamente com agente maior de 18 anos. pelo agente. no sentido de que o estupro e o atentado violento ao pudor. corresponde ao delito de A estupro. D No caso de crime cometido no âmbito de uma empresa. de modo a que o juiz das execuções analise os demais requisitos da progressão do regime de execução. HC 89827/SP. C O bem jurídico protegido na falsidade ideológica é o patrimônio público. ainda que praticados contra a mesma vítima.STF: ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: CRIME CONTINUADO. declarado inconstitucional. 27. a alegação de intempestividade do recurso especial do Ministério Público. da inocência do acusado. no ponto. em sua forma simples. CORRETA D constrangimento ilegal. bastando. (HC-89827) Questões Cespe Assinale a opção correta segundo o STJ. Nessa situação hipotética. C assédio sexual. a causa de aumento de pena prevista na Lei dos Crimes Hediondos incide somente se do crime resultar lesão corporal de natureza grave ou morte. D atentado ao pudor mediante fraude. consoante assentado pela jurisprudência do STF. mesmo se não restar comprovada a mínima relação de causa e efeito entre as imputações e a condição de dirigente da empresa. os Ministros Carlos Britto.2007. rel. B ameaça. Min. caracterizam hipótese de concurso material. D No crime de atentado violento ao pudor. a teor do art. § 1º. 2º.072/90. Vencidos. ainda. B Há como reconhecer-se a continuidade delitiva entre os crimes de estelionato e de receptação. Carlos Britto. foram praticados no mesmo contexto fático e contra a mesma vítima. relator. A O delito de corrupção de menores prescinde da efetiva corrupção do menor. fazendo que ela se enganasse sobre a identidade pessoal dele. CORRETA A conduta de constranger alguém com o intuito de obter favorecimento sexual. C O crime de denunciação caluniosa dispensa a ciência. QUADRILHA OU BANDO 2. C atentado violento ao pudor. e Cármen Lúcia que aplicavam a orientação da Corte. Devido ao ardil. uma vez que ambos são crimes contra a liberdade sexual e. para a sua configuração. 66 da LOMAN. APOLOGIA AO CRIME 58 . Assinale a opção correta acerca do direito penal. o simples fato de o réu ser administrador da empresa autoriza a instauração de processo criminal pelo crime. ao fundamento de que. da Lei 8. as férias forenses suspendem a contagem dos prazos recursais. A Há como reconhecer-se a continuidade delitiva entre os crimes de roubo e de extorsão. CORRETA B Os delitos de estupro e de atentado violento ao pudor. a conduta de Marcelo é classificada no direito penal como A posse sexual mediante fraude.

6.. FALSIDADE IDEOLÓGICA 2. Precedentes citados: HC 81260/ES (DJU de 14.6. PECULATO 2. atendendo os requisitos do art. C falsidade ideológica. HC 88978/DF. RESISTÊNCIA 7. a alegação de que os fatos imputados ao paciente seriam inverídicos. Afastou-se. a Turma indeferiu habeas corpus em que requerido o trancamento de ação penal. DESOBEDIÊNCIAA] 8. NÃO vantagem indevida 59 . salientou-se a complexidade do caso. CONCUSSÃO 3. A A sentença penal condenatória com trânsito em julgado torna certa a obrigação de reparar o dano causado pelo crime. RHC 88144/SP (DJU de 2. DESACATO 9. que sabe ou devia saber se indevido ou não .6. 4.9.96). pratica o crime de A falsificação de documento particular. HC 81260/ES (DJU de 14.2002). art. HC 72992/SP (DJU de 14. no ponto. HC 89433/MG (DJU de 6. Cezar Peluso. falta de justa causa. 41 do CPP. C O objeto jurídico tutelado pelo delito de corrupção de menores é a proteção da moralidade do menor e visa a coibir a prática de delitos em que existe sua exploração.11. permitindo o amplo exercício de sua defesa. rel. FALSIDADE DOCUMENTAL Questão Cespe O sujeito que empresta seu nome para terceiro abrir empresa de fachada. HC 84768/PE (DJU de 27. por ser delito autônomo e formal. CORRUPÇÃO ATIVA CORRUPÇÃO PASSIVA CONCUSSÃO O funcionário EXIGE a vantagem Exigir vantagem Consuma-se Vantagem indevida EXCESSO DE EXAÇÃO Solicitar Receber ou Aceitar promessa Vantagem indevida Exigir tributos ou contribuição social.2005). D A apologia de contravenção penal satisfaz o elemento constitutivo do delito de apologia de crime ou criminoso. EXCESSO DE EXAÇÃO 4. por não descrever a sua conduta. assinale a opção incorreta. bem como não apontaria indícios mínimos de autoria.5. CORRUPÇÃO PASSIVA 5. uma vez que o seu exame demandaria análise aprofundada das provas. PREVARICAÇÃO 6. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. ainda.2002). 288). Aplicando o entendimento firmado pela Corte no sentido de que o crime de quadrilha ou bando (CP.. com a descrição individualizada da conduta delituosa supostamente praticada pelo paciente. B O crime de quadrilha ou bando é um delito de natureza permanente. (HC-88978) Considerando a legislação penal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). CORRETA D falso reconhecimento de firma.2007.2006).STF: QUADRILHA E MOMENTO DA CONSUMAÇÃO. incabível na via eleita. Ademais. se consuma no momento em que se concretiza a convergência de vontades e independe da realização ulterior do fim visado.CORRETA CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA 1.11. B falsidade documental. Min.2006). na espécie. a envolver 12 acusados e vários processos incidentes. Alegava-se. pois o feito estaria embasado em meras suposições de que o paciente integraria organização criminosa e de que a inicial acusatória seria genérica. sabendo que não será a empresa estabelecida para realizar o objeto social declarado. Considerou-se que a denúncia oferecida estaria formal e materialmente apta para dar ensejo à persecução penal.

371-RJ. No nosso sistema penal. omitir ou retardar ato de ofício. no âmbito deste Superior Tribunal. julgado em 6/11/2007.172-SP. Com esse entendimento. julgado em 13/9/2007. SOLICITAÇÃO. tal como no caso. Rel. ao prosseguir o julgamento. DJ 31/3/2003. PECULATO • Doloso – peculato próprio “caput” – peculato-apropriação Peculato. No caso. TESTEMUNHO INDIRETO.Se houver violação do dever haverá uma corrupção passiva qualquer . sendo forçoso o trancamento da ação penal por manifesta atipicidade da conduta do paciente. sujeito ativo próprio. anotado que. Em verdade. aceitar o testemunho indireto. Questão Cespe Considerando os crimes contra a administração pública.CP STJ: CORRUPÇÃO ATIVA. CORRETA B O sujeito que atribui a si mesmo a prática de crime inexistente ou que foi cometido por terceiro pratica denunciação caluniosa. A O agente que. Rel. STJ: DESOBEDIÊNCIA. para determiná-lo a praticar. 60 . em princípio. lhe promete ou oferece vantagem indevida. próprio. Art 319ª – Prova – Crime omissivo. daí concluir-se pela inexistência de ordem.Não configura corrupção ativa sujeitar-se a pagar a propina exigida pela autoridade policial. valendo-se das atribuições de um assessor de funcionário público. DJ 26/3/2007. não houve obtenção de vantagem indevida com o pagamento da quantia. n. assinale a opção correta. HC 62. ou mesmo a genérica cláusula de “sob as penas da lei”. 312. deixar de praticar ou praticar contra lei um ato de ofício. 330 do CP) ora imputado pressupõe necessariamente a existência de uma ordem inequívoca exarada por funcionário público e comunicada ao destinatário de forma legal.desvio Peculato Impróprio – ou peculato-furto . os ofícios expedidos pelo juízo solicitavam (e não ordenavam ou determinavam) que se agendasse dia e hora para que o paciente. porém não se obsta. habeas corpus para combater liminar em outro writ (Súm. 313. LIMINAR. Porém certo é que o teor do referido enunciado pode ser mitigado enquanto presente flagrante violação de direito subjetivo. DJ 14/12/2001. Ex. não outorgou a tutela mandamental evidentemente cabível frente à atipicidade da conduta objeto da ação penal. HC. do STJ: HC 49.429-SP. o crime de desobediência (art. .949-RJ.908-SE. para o preso é considerado falta grave. Precedentes citados do STF: HC 90. o que não se confunde com ordem judicial para fins de incidência do art. Min.x. parágrafo 2 e 3 – se o funcionário concorre culposamente com crime de outro. A regra é que não se aceite. Precedentes citados do STF: HC 80. uma vez caracterizado o delito. 330 do CP. então deputado federal detentor dessa prerrogativa processual. em que o relator. • Motivo: em atendimento a sentimento ou interesse pessoal • Tipo misto alternativo: É aquele composto por diversos verbos que praticados isoladamente já configura crime. ou por ouvir dizer. Min.x. DJ 17/8/2007. PROPINA EXIGIDA. não se aceita a confissão extrajudicial obtida mediante depoimento informal (sabidamente classificado como prova ilícita). na espécie. PAGAMENTO. no Tribunal a quo. 691-STF). em decisão monocrática.subtrair Concorrer para a subtração • Culposo – Art. Laurita Vaz. a Turma. prestasse depoimento. não há que se falar em elisão por ulterior acatamento da determinação. o Mediante erro de outrem – peculato – estelionato – art. concedeu a ordem. HC 86. sobretudo se. comete crime de corrupção ativa. Note-se que os ofícios sequer continham o clássico alerta ao destinatário de que seu descumprimento importaria em crime. do STJ: HC 22. PREVARICAÇÃO • Retardar. Napoleão Nunes Maia Filho.517-PI.

habeas corpus para cassar a sentença que condenara o paciente por suposta infração do art. abalroarem o carro da vítima. se perpetrado em sua forma simples ou com violência presumida. negou provimento a agravo de instrumento por ausência de prequestionamento. porquanto a ele. com infração de dever funcional. FALSO TESTEMUNHO 2. C participação em falso testemunho. configurado pela vontade de realizar a conduta típica. pode ser sujeito ativo do delito de concussão. o sujeito visa tornar seguro o proveito do delito. CORRETA C O assalto praticado por policiais militares que. do Decreto-lei 201/67 (3 vezes). mas. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA 1. a Turma. 1º. é crime militar. previsto no Código Penal. cedendo à influência de Daniele. o objetivo é tornar seguro o autor do crime antecedente. DO DECRETO-LEI 201/67 E DEMONSTRAÇÃO DO DOLO Em recurso criminal. concedeu. de: A tráfico de influência. deixou de praticar ato de ofício. que traduz o conhecimento dos elementos objetivos do tipo. Com base nesse entendimento. no real. B patrocínio infiel. a conduta do advogado que ilicitamente instrui a testemunha a mentir em juízo incide no tipo penal denominado A fraude processual. Nessa situação hipotética. a conduta de Pedro se amolda ao tipo de crime. o afastamento do animus rem sibi habendi porque. A O recolhimento à prisão domiciliar somente será admitido aos apenados submetidos aoregime aberto. utilização de artifício. D Aplica-se a atenuante da confissão espontânea quando a confissão extrajudicial efetivamente sirva para alicerçar a sentença condenatória. LEGISLAÇÃO ESPECIAL DECRETO LEI 201/67: CRIMES DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITOS E VEREADORES STF: ART. apenas coincidentemente policial militar. A No peculato. 1º. B corrupção passiva. por si só. de ofício. na qualidade de prefeito. resolvendo questão de ordem. em trajes civis e com carro civil. D concussão. de acordo com o ordenamento penal brasileiro. I. D O crime de estupro. por ser considerado funcionário público para efeitos penais. B A doutrina penal brasileira instrui que o dolo. e o volitivo. caberia verificar os atos administrativos praticados pelos servidores e secretários 61 . a ausência de prequestionamento não impede a concessão de habeas corpus de ofício quando a ilegalidade é flagrante e implica constrangimento à liberdade de locomoção. ainda que eventual. mas também em traje e carro civil. D No favorecimento pessoal. I. não é considerado crime hediondo.C Há corrupção ativa no caso de o sujeito. deve ser compreendido sob dois aspectos: o cognitivo. CORRETA C A consumação do crime de estelionato se dá independentemente da efetiva obtenção de vantagem ilícita. pedir-lhe que “dê um jeitinho” em sua situação perante a Administração Pública. para a caracterização desse tipo penal. CORRETA D advocacia administrativa. funcionário público. Pedro. sem oferecer ou prometer qualquer utilidade ao funcionário público. a restituição do valor desviado importa. quando então anunciarem e consumarem o delito. Assinale a opção correta. o acórdão recorrido concluíra pela responsabilização do paciente por desvio de rendas públicas em favor de empreiteiros. conquanto constitua elemento subjetivo do tipo. B O médico de hospital credenciado pelo SUS que presta atendimento a segurado. é necessária a efetiva obtenção da vantagem ilícita. FAVORECIMENTO PESSOAL 3. em detrimento de outrem. em continuidade delitiva. desde que não haja retratação em juízo. FAVORECIMENTO REAL Questão Cespe De acordo com a jurisprudência do STJ. sem exceções. ardil ou fraude. Assinale a opção correta acerca do direito penal. mediante sua indução ou manutenção em erro. sua namorada. CORRETA C prevaricação. No caso.

parágrafo único). de norma claramente benéfica ao usuário e dependente de drogas. decorrente do fato de ter sido preso em flagrante quando fumava e portava cigarro de maconha no interior de unidade militar. 1º. Ademais. o que afastaria a aplicação da legislação penal comum. Precedentes citados: HC 11. (HC-91767) 62 . DJ 10/5/2004. I). e que. Ademais. e c) o lugar do crime — quartel. Min. Rel. ressaltou-se que a referida norma prevê que a distinção entre usuário de drogas e traficante deve ter por base o caso concreto e que o primeiro precisa ser recuperado ao invés de penalizado. não bastaria o fato de o agravante deixar de fiscalizar seus subordinados. que pressupõe o conhecimento e a vontade de realizar os elementos da figura típica. b) o tempo do crime — revista da tropa.343/2006) deveria incidir na hipótese. Por fim. nos termos do art. (HC-92961). reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão jurídica causada. tratando-se.9. ínsito na própria conduta incriminada. Eros Grau. necessário que se faça a regular instrução criminal. 25.899-MA. ausência de periculosidade social da ação.6.2007. CONTAS. asseverou-se que novos critérios legais que passem a reger com menor ou maior rigidez o crime comum de porte ilegal de substância entorpecente não afastam a incidência integral das normas penais castrenses. estando o dolo. sanção suficiente para que restassem preservadas a disciplina e a hierarquia militares. Tendo em conta o cuidado constitucional do delito militar (CF. dessa forma. Não caberia. Arnaldo Esteves Lima. 11. na espécie. deu provimento ao recurso e reiterou o entendimento de que o simples atraso na prestação de contas pelo prefeito é suficiente para configurar o delito previsto no art. e REsp 416. do DL 201/67 somente se configura quando presente o dolo. asseverou-se que seria imprescindível a demonstração de que o agravante tivesse conhecimento das condutas praticadas pelos servidores e de que quisesse o resultado ou assumisse o risco de produzi-lo (CP. rel.2007. RESPONSABILIDADE.233-MA. PRESTAÇÃO.343/2006 E CRIME MILITAR A Turma indeferiu habeas corpus em que militar condenado à pena de reclusão pela prática do crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração castrense (CPM. sendo de um ano a pena máxima cominada ao referido crime.municipais. que apresentam circunstâncias especiais relativas aos agentes e objetos jurídicos protegidos para a aferição da tipicidade dos crimes militares. 28 DA LEI 11. Cármen Lúcia. Min. 28 da Lei 11. 18. do DL n. HC 91767/SP. ressaltou-se que. art. CÓDIGO PENAL MILITAR STF: ART. 41 do CPP e. Sepúlveda Pertence. (AI516429) STJ: PREFEITO. I. A denúncia atende os requisitos do art. na espécie. No ponto. Min. por maioria. na fase de recebimento ou rejeição da denúncia. Por fim. art. julgado em 6/9/2007. ATRASO. a Turma. rel.343/2006 E CRIME MILITAR A Turma deferiu habeas corpus para absolver militar condenado pela prática do crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração castrense (CPM.343/2006 ou a anulação da decisão proferida pelo STM. Ademais. porquanto preenchidos seus requisitos objetivos. 28 DA LEI 11. pois. 4. Assim. AI 516429 QO/RS. VI. 290).355-BA. REsp 795. Tratava-se. a saber: mínima ofensividade da conduta. 201/1967. Entendeu-se que o delito previsto no citado art. rel. sendo irrelevante para sua configuração que a prestação tenha sido feita antes da denúncia.543-MA. uma vez que. inevitável o reconhecimento da prescrição. DJ 12/3/2001. Min. na hipótese. Nesse sentido.12. salientou-se ser irrelevante cogitar-se de qualificar o fato imputado ao agente como peculato culposo. 1º. considerou-se legítimo o tratamento diferenciado conferido ao tipo penal militar de posse de entorpecente. bem como a especialidade da legislação penal e da justiça militares. salientou-se que o paciente já fora punido com exclusão das fileiras do Exército. com o contraditório e a ampla defesa assegurados. DJ 11/9/2006. 290) pleiteava a aplicação de pena alternativa. art. Concluiu-se pela aplicação desse princípio. art. a verificação da existência do elemento subjetivo do crime.2007. REsp 448. a despeito do princípio da especialidade e em atendimento ao princípio da dignidade da pessoa humana. para a elucidação dos fatos em tese delituosos nela descritos. considerou-se que a Nova Lei de Drogas (Lei 11. respeitado o procedimento da nova lei de drogas. na hipótese. situação esta não afirmada pelas instâncias de mérito. a especialidade do foro militar para processar e julgar o paciente seria incontroversa. não obstante tal possibilidade não tivesse sido examinada pelo STJ. STF: ART. CRIME. de writ impetrado pela Defensoria Pública da União contra acórdão do STJ que mantivera entendimento do STM quanto à inaplicabilidade do princípio da insignificância no âmbito da justiça militar. 124. HC 92961/SP. haja vista estarem presentes três elementos de conexão militar do fato: a) a condição funcional do paciente — ex-atirador do Exército. determinando-se nova instrução do feito.

VI). do CPM (“§ 2º. nessa qualidade. CORRETA (artigo 22) C a ordem econômica. reputou-se hígida a pretensão punitiva. Além disso. do dia em que cessou a permanência.. rel. a inépcia da denúncia e a impossibilidade de seu recebimento. Joaquim Barbosa. assentara que a prescrição somente ocorreria quando cessada a permanência. art. da prisão dela advinda. entendeu-se que no crime de deserção. de acordo com o disposto no art. De igual modo. c/c o art. o que. aduziu-se que. depósitos não declarados à repartição federal competente pratica crime contra A as relações de consumo. 4º. Tratava-se. tendo em conta que o crime de deserção prevê pena de 6 meses a 2 anos de detenção. na espécie. Ademais. a denúncia descrevera suficientemente a conduta do paciente ao imputar-lhe a participação no crime de gestão fraudulenta. embora decorrido o prazo da prescrição.”). por ser elementar do mencionado crime. a denúncia fora recebida antes do prazo prescricional em abstrato de 4 anos (CPM. em decorrência do fato de haver avalizado. consoante demonstrado no acórdão recorrido. B o sistema financeiro. esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de 45 (quarenta e cinco) anos. § 2º. porquanto. (HC89364) Questão Cespe O agente que mantém. por si. Nesse sentido. o final da permanência ocorre com a apresentação voluntária ou captura do agente.STF: DESERÇÃO E TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO A Turma indeferiu habeas corpus em que militar. Sustentava-se. se oficial. protraindo-se no tempo. não constituindo pluralidade de crimes a repetição de atos. por conseqüência. diretor ou gerente de instituição financeira. afastada. c) nos crimes permanentes. 23. 125 do CPM. caput. dessa forma. empréstimo reputado irregular que beneficiaria sua própria empresa. rejeitou-se a alegação de necessidade de reiteração de condutas para a caracterização do mencionado delito. por considerar a deserção crime permanente. asseverou-se que a condição pessoal de controlador. tornando-se civil para todos os efeitos. não poderia cometer o delito de gestão fraudulenta e que a concessão de um único aval não seria apta a configurar o tipo. no caso.2002). Alegava a impetração que. recebera o benefício da “menagem”.069/90: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 63 . salientou-se que o paciente. art.2007. pleiteava o reconhecimento da prescrição da pretensão unitiva. sendo possível. Min. ao ser capturado.10. em que uma única ação tem relevância para configurar o tipo. a permanência do crime de deserção vincula a extinção da punibilidade ao atingimento de certa idade. o que inviabilizaria a aplicação da redução pela metade dos prazos prescricionais. significaria a sua reinclusão aos quadros militares. art. No ponto. não mais subsistiria o delito.”). A prescrição da ação penal começa a correr: . 125. Inicialmente. Daí a razão de ser da regra especialíssima do art. haja vista tratar-se de crime habitual impróprio. a existência da figura do partícipe do crime de gestão fraudulenta. independentemente da fluência dos prazos estabelecidos pelo art. LEI 7492/86: CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO STF: PARTICIPAÇÃO EM CRIME DE GESTÃO FRAUDULENTA A Turma indeferiu habeas corpus em que se pretendia o trancamento de ação penal instaurada contra denunciado como suposto partícipe do crime de gestão fraudulenta (Lei 7. cuja consumação tem como início o término do prazo de graça. HC 89364/PR. a de 60 (sessenta). asseverou-se que. A impetração argumentava que o avalista. ao argumento de que o crime de deserção pelo qual fora condenado (CPM. bem como a respectiva prisão. no exterior. 132 do mesmo CPM (“No crime de deserção. comunicar-se-ia ao paciente. sob a alegação de atipicidade da conduta. administrador. à época do fato menor de 21 anos de idade. porque excluído do serviço ativo. 187) configuraria delito de mera conduta. Entendeu-se que. consumado o crime propriamente militar e excluído o paciente do serviço ativo. rejeitou-se a alegação de que a deserção consumara-se quando o paciente era menor de 21 anos de idade. a afirmação de que. c. Por fim. 125. na espécie. de writ impetrado pela Defensoria Pública da União contra acórdão do STM que. assim. na modalidade retroativa. mostrar-se-ia logicamente impossível a manutenção do crime e.. Precedentescitados: HC 84238/BA (DJU de 10.2004) e HC 81852/RS (DJU de 14. o militar fora recapturado após completar essa idade e este fato servira de fundamento para que não fosse reconhecida a prescrição.492/86. em prejuízo de instituição financeira. 25). ou acidentalmente habitual. LEI 8. D a ordem tributária. e.6.9. Desse modo.

julgado em 12/12/2007. penas. § 1º. é irrelevante. o fato de o legislador. atingira a maioridade penal. artigos 112 a 121).069/1990). HC 90248/RJ. Min. que.ECA não cominar abstratamente limite máximo de duração da medida sócio-educativa de semiliberdade (art. por fim. ter disciplinado de forma idêntica apenas as restritivas de liberdade (semiliberdade e internação). 121. Maria Thereza de Assis Moura. com base no art. do ECA (“§ 5º . 121. salvo na hipótese de prosseguimento da internação. que estão relacionados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) (Lei n.ECA. ainda que já tenha completado 18 anos. abstraída a internação. § 3º). Min. quanto ao prazo máximo de internação —. Inicialmente. A consumação do crime previsto no art. 121. Aduziu-se. dá-se no ato da publicação das imagens. também. (HC-90129). indeferiu habeas corpus em que se pleiteava a extinção da medida sócio-educativa de semiliberdade aplicada ao paciente que.2007.STF: MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE LIBERDADE E MAIORIDADE A Turma denegou habeas corpus em que se pretendia a extinção de medida sócio-educativa de semiliberdade imposta ao paciente. Considerou-se que a projeção da medida sócio-educativa de semiliberdade para além dos 18 anos decorre da remissão às disposições legais atinentes à internação. Eros Grau. Ricardo Lewandowski.2007. § 5º. tecnicamente. No caso.368/76 e ao art. § 5º). 70 do CPP. vindo a referência aos 21 anos de idade ser revogada com o advento do novo Código Civil. HC 90129/RJ. 64 . protegendo-o dos rigores das sanções de natureza penal. que a aplicação dessa medida para além dos 18 anos decorre de texto normativo expresso. entendeu-se correta a manutenção do paciente no regime de semiliberdade. e que não poderá ter duração superior a 3 anos.826/2003 e progredira para a semiliberdade. no ponto. Marco Aurélio que deferia o writ por vislumbrar no art. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. as disposições relativas à internação. implicando liberação compulsória quando o sócio-educando atingir a idade de 21 anos. e promover a sua reinserção no convívio social. Min. para fins de fixação de competência. tem como limite temporal a data em que o adolescente completa 21 anos (art. 121. Alegava-se. Rel. no que couber. estrutura e sistemática distintos do Código Penal e visa preservar a dignidade do menor infrator.o 8. 10. 16 da Lei 10. a medida de semiliberdade. independentemente de o adolescente atingir a maioridade civil.4. regime no qual completara 18 anos. sob a alegação de que. ressaltou-se que a incidência do ECA dependerá da idade do agente no momento do fato e que o princípio da legalidade estrita não se aplica às medidas sócio-educativas. no caso de imposição de medida de internação. Essa é solução que mais se coaduna com o espírito do legislador insculpido no art. que regem o instituto da internação. § 2º) — com exceção do disposto no art. bem como aos princípios da brevidade. a localização do provedor de acesso à Internet onde as imagens estavam armazenadas ou mesmo o local da efetiva visualização pelos usuários.A liberação será compulsória aos 21 (vinte e um) anos de idade. que não poderia ser imposta medida sócio-educativa aos maiores de 18 anos. que pode perdurar até a liberação compulsória aos 21 anos. Questão Cespe Julgue os itens seguintes. 241 do ECA (publicar cena pornográfica que envolva criança ou adolescente). no que se refere às medidas sócioeducativas (ECA. o adolescente poderá ser transferido para o regime de semiliberdade. Entendeu-se que. por maioria. tendo em conta. atingido o período máximo de 3 anos (art. Ressaltou-se.886-SP. durante seu cumprimento. STJ: COMPETÊNCIA. sob pena de afronta ao princípio da reserva legal estrita. em observância ao que prevê o art. Salientou-se. por ter atingido a maioridade penal. asseverou-se que o ECA possui objetivos. cuja duração tem como limite os 21 anos de idade. rel. INTERNET. CC 29. PORNOGRAFIA.3. que o paciente não estaria mais sujeito às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente . Asseverou-se. que reduziu a maioridade civil. rel. (HC-90248) STF: MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA E ADVENTO DA MAIORIDADE A Turma. não existir no ECA norma expressa no sentido da extinção da medida sócio-educativa de semiliberdade quando adolescente completa 18 anos. Assim. Nesse sentido. o paciente fora condenado ao cumprimento de internação por ofensa aos artigos 12 e 14 da Lei 6. Vencido o Min. em razão de o Estatuto da Criança e do Adolescente . por não serem. Dessarte. § 3º e no art. na espécie. que a medida de semiliberdade não comporta prazo determinado. 13. aplicando-se. para tal fixação. 122. 121. principalmente. a medida sócio-educativa de liberdade não poderia ir além da maioridade penal — 18 anos. Sustentava-se. assim como se dá no caso da internação. 121 do ECA.”). PEDOFILIA. ademais. § 5º do ECA dispositivo consentâneo com Código Civil vigente à época em que editado o ECA. 120.

IV A medida socioeducativa de internação deve ser aplicada quando presente uma das circunstâncias do rol taxativo previsto no ECA. HC 84. AgRg no REsp 762. DJ 29/4/2005. As medidas que podem ser aplicadas pela autoridade competente ao adolescente que pratique ato infracional não incluem a A inserção em regime de semi-liberdade. ao fundamento de que. buscando. 150. DJ 1º/2/2006. DJ 16/4/2007. CORRETA C obrigação de reparar o dano. formação de quadrilha (CP. LANÇAMENTO. salvo para efeito de confrontação. STF: CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA E DELITOS AUTÔNOMOS Salientando a existência de situação jurídica distinta entre três pacientes.069/1990 é conferir proteção integral à criança e ao adolescente. Rel. B O prazo da internação. reeducar e corrigir rumos de comportamento. pode ser determinada por prazo máximo de 65 dias. DJ 20/5/2005. ao prosseguir o julgamento. por não vislumbrar manifesto constrangimento ilegal apto a afastar a incidência do Enunciado da Súmula 691 do STF. antes da sentença. será ela aplicada se houver outra medida adequada. art. 65 . A consumação dos crimes insertos no art. CORRETA D A aplicação de medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade sem a devida instrução probatória. A O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais. CORRETA B Não é assegurado ao adolescente infrator o direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. a Turma. desde que assim seja necessário. concedeu a ordem de habeas corpus. uso de documento falso (CP. do STJ: REsp 747. Acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). contudo também ressalva que.137/90.I A finalidade precípua da Lei n.799-SP. Com esse entendimento. A quantidade de itens certos é igual a A 1. consoante documentos e informações prestadas pelo juízo de origem. pode exceder a três meses. por força da fluência do prazo decadencial qüinqüenal (art. No caso. de proteção e judiciais.137/1990 depende do lançamento definitivo do crédito tributário. 304).137/90: CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. não conheceu de habeas corpus impetrado em favor de dois deles. havendo dúvida fundada. D A internação. Esses são tidos por crimes de resultado ou materiais. C 3. ECONÔMICA E RELAÇÕES DE CONSUMO STJ: SONEGAÇÃO FISCAL. DJ 13/3/2006.829-PR. LEI 8.611-DF. 1º. Precedentes citados do STF: HC 81. falsidades material e ideológica (CP. 8.º 8. apenas com base na confissão do adolescente. os pacientes foram denunciados pela suposta prática dos crimes de sonegação fiscal (Lei 8. a Turma. B 2. e HC 56. é de se concluir que a ausência de lançamento do crédito fiscal pela Administração. impede a condenação pela prática do crime de sonegação fiscal.262-DF. I e II). indiscutivelmente. do CTN) contado do fato gerador do tributo. julgado em 13/9/2007. assinale a opção correta. por descumprimento reiterado e injustificado de medida socioeducativa anteriormente imposta. Arnaldo Esteves Lima. no tempo fixado pela própria norma especial. a denúncia fora oferecida quando já encerrado o procedimento administrativo fiscal. D liberdade assistida. art. C O ECA permite a aplicação da medida socioeducativa da internação por prazo indeterminado quando se tratar de ato infracional praticado com grave ameaça ou violência contra pessoa. DECADÊNCIA. Logo. Min. B prestação de trabalhos forçados. III O delito de auxiliar na prática de ato ilícito com o escopo de enviar criança ou adolescente ao exterior sem a observância das formalidades legais (adoção) ou com o fito de obter lucro é crime material. C Os crimes definidos no ECA são de ação pública condicionada.986-MS. mesmo que autor de ato infracional. CORRETA D 4. A A aplicação de medida socioeducativa cumulada com remissão enseja necessariamente o reconhecimento da autoria e da materialidade do ato infracional.144-PR. 1º da Lei n. em nenhuma hipótese. que. é também o interesse da sociedade como um todo. não viola os princípios constitucionais relativos ao devido processo legal e à ampla defesa. HC 77. no interesse maior do adolescente. II O ECA prevê que as medidas de proteção impostas podem ser substituídas a qualquer tempo. artigos 297 e 299). Assinale a opção correta acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). § 4º.

8.4. 9º da Lei 10. assevera que a constitucionalidade do art. e nos arts.2007. Min. Aplicou-se.137. encerrara as investigações. tendo em conta a articulação de inconstitucionalidade de preceito normativo.12. O recorrente sustenta. Assinale a opção correta acerca do direito penal. julgado em 8/11/2007. afastou-se o argumento do Ministério Público no sentido de que a substituição de decisão liminar impugnada por acórdão de mérito proferido em habeas corpus ensejaria o prejuízo do writ. 1º. § 1º A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. a quem compete estabelecer os requisitos a serem preenchidos pelos sentenciados. Rel. ser possível. o provimento do recurso para a retomada das investigações policiais.art.PAES. e § 2º. 9º da Lei 10. rel. IX. (RE-462790) STJ: VENDA. deliberou afetar ao Plenário julgamento de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal contra acórdão do TRF da 4ª Região que indeferira correição parcial. Ademais. HC 85207/RS (DJU de 29. da Lei n.11. sabidamente. para trancar a ação penal por falta de justa causa. a orientação firmada no julgamento do HC 81611/DF (DJU de 13. D A circunstância de estar a arma municiada ou não é relevante para a configuração do delito de porte ilegal de arma de fogo. CONDIÇÕES IMPRÓPRIAS. em tese. RE 462790/RS. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. enquanto pendente decisão definitiva do processo administrativo. conceito que. A Constitui.2. Por conseguinte.”). ao menos em tese. IMÓVEL. em que fixado o entendimento de que.2007.2004). LEI N.683-DF. em matéria criminal. Considerou-se. 168A e 337A do Decreto-Lei nº 2.2006). enquanto perdurasse a inclusão dos investigados no Programa de Parcelamento Especial .684/2003 está sendo questionada na ADI 3002/DF e que o acórdão recorrido ofende o princípio da proporcionalidade. e determinara. o parquet requisitara a instauração de inquérito e a oitiva dos responsáveis pela empresa. 7º. 6. Min.137/1990. II). rel. que a magistrada não poderia ter impedido a continuidade das investigações por ele requisitadas. pois o objeto material do tipo penal contido nessa norma restringe-se à matéria-prima ou mercadoria destinada ao consumo. e que a adesão ao mencionado programa não obsta o prosseguimento do inquérito. não alcança os imóveis. 8. Precedentes citados: HC 87353/ES (DJU de 19. deferiu-se a ordem unicamente em favor de um dos pacientes e no que se refere ao crime de sonegação fiscal. HC 88162/MS. assinale a opção correta.684/2003: PARCELAMENTO ESPECIAL E DILIGÊNCIA INVESTIGATÓRIA A Turma.848. no ponto. ao fundamento de inexistência de erro na condução de processo pela 1ª instância. (HC-88162) STF: LEI 10. É suspensa a pretensão punitiva do Estado. Gilmar Mendes. A conduta de vender imóvel em condições impróprias para o fim que se destina não é a tipificada no art. REsp 955. delito contra as relações de consumo colocar no mercado refrigerantes em condições impróprias para consumo.864/2003 (“Art. 6. após o recebimento de representação fiscal para fins penais oriunda da delegacia da Receita Federal. durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. C O benefício da comutação de pena é ato privativo e discricionário dos congressistas.5. na qualidade de dominus litis. na espécie. Felix Fischer. considerando a existência de parcelamento de débito fiscal. I.2005). No caso. 1º da Lei 8. ADI 1571/DF (DJU de 30. e lavagem de bens e valores (Lei 9.613/98. § 1º. sem prejuízo de que a persecução penal perdure em relação aos demais tipos imputados. Ricardo Lewandowski. ainda. referente aos crimes previstos nos arts. Ocorre que a autoridade policial. Preliminarmente.137/1990. a ação penal pela prática do delito tipificado no art. o Juízo Federal Criminal de Novo Hamburgo/RS aplicara o disposto no § 1º do art. porquanto inexistentes elementos que indiquem a constituição definitiva de crédito tributário. de 27 de dezembro de 1990. Acerca do direito penal. Por outro lado. Requer. art. 288). 9º.137/90 carece de justa causa. o trancamento do inquérito policial. CORRETA B O ordenamento jurídico permite a concessão de indulto aos condenados por homicídio qualificado. 66 . na espécie.4. que o STF aprecie alegado constrangimento ilegal decorrente de decisão de mérito que apenas reitera os fundamentos do indeferimento de medida liminar originariamente impugnada perante esta Corte. Min. VII. 1º e 2º da Lei nº 8.2006). ao final.

A Turma conheceu.605/98: CRIMES AMBIENTAIS Assinale a opção incorreta de acordo com o STJ e o STF. não configurando crime. disposição. nessa parte. exigida a mesma obediência aos padrões normais de comportamento e de respeito à ordem legal. Pesa contra ela a colaboração efetiva e relevante no suposto esquema engendrado para fraudar os procedimentos licitatórios realizados pela prefeitura municipal. 8. é crime material. peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais. teria emitido pareceres jurídicos considerando lícitos os aditamentos contratuais tidos como ilegais pelo Ministério Público. D É impossível atribuir a pessoa jurídica capacidade penal para a prática de crimes ambientais. a tão-só figuração de advogado como parecerista nos autos de procedimento de licitação. tipo. HC 78. porquanto. STJ: FRAUDE. PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. CORRETA B O crime de quadrilha ou bando possui natureza de delito instantâneo. Atribui-se à paciente a prática do crime previsto no art.613/98: LAVAGEM DE DINHEIRO A conduta do agente que oculta ou dissimula natureza. denegou a ordem por entender que. em proveito próprio. não retira da sua atuação a possibilidade de prática de ilícito penal. de coisa que se sabe ser produto de crime configura o delito de condescendência criminosa. RHC 18. Rel. LICITAÇÃO. ao revés.101/05: LEI DE LICITAÇÕES STJ: ADVOGADO. ou pelo uso de petrechos proibidos. julgado em 6/11/2007. o ordenamento jurídico não lhe confere absoluta liberdade para praticar atos contrários à lei. ANULAÇÃO. 90 da Lei de Licitações porque. TIPICIDADE. Rel. em parte. IMUNIDADE.553-SP. D de responsabilidade fiscal. mas de efeitos permanentes. a direção de veículo sem habilitação é apenas infração administrativa. 90 da Lei n. sendo-lhe.CORRETA B contra o sistema financeiro. havendo favorecimento nos meios empregados. Min. LEI 11. D A ocultação. especificação. por si só.666/1993. FRAUDE. mas. Maria Thereza de Assis Moura. Laurita Vaz. a pena será aumentada se o agente possuir relação de parentesco ou autoridade com a vítima. na medida em que altera a sustentabilidade da ordem jurídica: a igualdade perante a lei. Min. origem. movimentação ou propriedade de bens provenientes.A Constitui crime contra as relações de consumo vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem. 67 . A defesa voltada especialmente à consagração da imunidade absoluta do advogado esbarra em evidente dificuldade de aceitação. localização. direta ou indiretamente. C A pesca proibida pelo local ou época da atividade. C contra a administração pública. B A calúnia e a difamação atingem a honra objetiva da vítima.598- RS. A No crime de estupro. mesmo que as formalidades legais tenham sido atendidas no seu ato. é possível o comprometimento ilegal do agir. julgado em 9/10/2007. LEI 9. O tema central diz respeito à afirmação por parte da impetrante de que a consulta da paciente revestia-se de legalidade e se encobria pelo estrito cumprimento do dever profissional. Ademais. da impetração. A anulação de licitação devido a evidente ajuste entre os licitantes não afasta a tipicidade da conduta descrita no art. na qualidade de procuradora. C Não havendo risco de dano concreto à pessoa. CORRETA LEI 9. do crime de terrorismo corresponde a crime A de lavagem de dinheiro. embora seja reconhecida a imunidade do advogado no exercício da profissão. ou que não corresponda à respectiva classificação oficial.

2. geralmente explicitando prazos e procedimentos administrativos. tráfico ilícito de entorpecentes ou crimes hediondos (CF. 21 da Lei 10. ainda. X. 17 (comércio ilegal de arma de fogo) e 18 (tráfico internacional de arma de fogo). em parte. em relação ao art. (ADI-3137) ADI 3198/DF. que dispõe sobre registro. 61. em razão disso. rel. Ricardo Lewandowski. rel. 5º. a natureza concorrente da iniciativa em matéria criminal e processual. ADI 3112/DF. Ricardo Lewandowski. 5º. XLIII). (ADI-3586) ADI 3600/DF. ainda. art. 2. relativamente aos parágrafos únicos dos artigos 14 e 15 da Lei 10. 2. Marco Aurélio. Min. 11. (ADI-3518) ADI 3535/DF. como também não desbordam do poder de apresentar ou emendar projetos de lei. §§ 1º. Min. 15 e. Ricardo Lewandowski. julgou. Vencidos.5. revogada pela lei em comento. de crimes de mera conduta que.5. Ricardo Lewandowski. Min. 16. nem sobre sua extinção. encaminhados ao Congresso Nacional pela Presidência da República. apenas quanto à referência ao art. Ressaltou-se.2007. funções ou empregos públicos.2007. Gilmar Mendes e Sepúlveda Pertence. Asseverou-se. 25. Min.5.826/2003 foi aprovada depois da entrada em vigor da EC 32/2001. da criação. 2. a Constituição não permite a prisão ex lege. no ponto. Min. considerou-se desarrazoada a vedação.5. posse e comercialização de armas de fogo e munição. 2. 2.2007. Ricardo Lewandowski. Ricardo Lewandowski. ou são consentâneos com o que nela se dispunha. 21 da lei impugnada. 10. Salientou-se. (ADI-3600) ADI 3788/DF.191/2005).5. na verdade. não obstante a interdição à liberdade provisória tenha sido estabelecida para crimes de suma gravidade. não podem ser igualados aos crimes que acarretam lesão ou ameaça de lesão à vida ou à propriedade. improcedente o pedido quanto aos artigos 2º. 35. Min. Inicialmente.2007. considerou-se que os seus dispositivos não versam sobre a criação de órgãos.5. de iniciativa do Poder Executivo.Sinarm. 12.826/03: ESTATUTO DO DESARMAMENTO STF: ADI E ESTATUTO DO DESARMAMENTO. que suprimiu da iniciativa exclusiva do Presidente da República a estruturação e o estabelecimento de atribuições dos Ministérios e órgãos da Administração Pública.5. Min. O Tribunal. que o julgava improcedente quanto ao parágrafo único do art.2007. Salientando-se que a Lei 10. e declarou o prejuízo da ação em relação ao art.Estatuto do Desarmamento. a qual viola. Ricardo Lewandowski. embora impliquem redução no nível de segurança coletiva. todos da Lei 10. que julgavam improcedente o pedido formulado quanto aos parágrafos únicos dos artigos 14 e 15. Min.867/2004. os princípios da ampla defesa e do contraditório (CF. Quanto ao art. (ADI-3263) ADI 3518/DF. (ADI-3814) 68 . são prescrições normativas que em nada interferem com a iniciativa do Presidente da República. Ricardo Lewandowski. por fim.2007. julgou procedente. 2. a e e. e o Min. Ricardo Lewandowski. Min.PTB e outros para declarar a inconstitucionalidade dos parágrafos únicos dos artigos 14 e 15 e do art. que proíbem o estabelecimento de fiança. LV). parágrafo único.5. rel. 2. cargos. § 1º. os Ministros Carlos Britto. entendeu-se haver afronta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal (CF. rel. modificação ou extensão de tipos penais e respectivas sanções. 23. (ADI-3788) ADI 3814/DF. II. parcialmente. Asseverouse que a maior parte desses dispositivos constitui mera reprodução de normas contidas na Lei 9. art. §§ 1º.5. rel. (ADI-3198) ADI 3263/DF. sobre o Sistema Nacional de Armas . cuidar-se.2007. ou. Min. 2º e 3º. Ricardo Lewandowski. 29 e ao parágrafo único do art. da CF. Em seguida. Ressaltou-se que os demais consubstanciam preceitos que mantêm relação de pertinência com a Lei 9. que.826/2003 . rel.LEI 10.826/2003.868/2003. por unanimidade. rel. 11. LVII e LXI). rel.073/99. que prevê serem insuscetíveis de liberdade provisória os delitos capitulados nos artigos 16 (posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito). bem como o estabelecimento de taxas ou a instituição de isenções pela lei impugnada. 32. 10. O Tribunal. 21. 2.2007. ao fundamento de que os dispositivos do texto legal impugnado não violam o art. 2º e 3º. sem motivação. para os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de disparo de arma de fogo. rel. art. prática de tortura. ademais. define crimes e dá outras providências. respectivamente. (ADI-3112) ADI 3137/DF. e a possibilidade.884/2004. (ADI-3535) ADI 3586/DF.2007. ainda que resultantes de emendas ou projetos de lei parlamentares. o Tribunal rejeitou as alegações de inconstitucionalidade formal. ao fundamento de que tais delitos não poderiam ser equiparados a terrorismo.5. pedido formulado em várias ações diretas ajuizadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro . 28.2007. rel. II.437/97. 2. 5º. liberando-se a franquia para os demais delitos. 5º. ainda. que o texto constitucional atribui aos congressistas.118/2005 e 11. ou foram introduzidos no texto por diplomas legais originados fora do âmbito congressual (Leis 10. por maioria.437/97 ou com o projeto de Lei 1.

tiver em depósito.943-MG. A Min. por atipicidade da conduta.. da Lei 10. possuir ou transportar a arma com a supressão ou alteração do número de série ou de outro sinal de sua identificação.826/2003 (“Art. de 3 (três) a 6 (seis) anos. em face da ausência de lesividade da arma desmuniciada apreendida — v.437/97. transportar.826/2003 não encontraria paralelo no inciso IV do parágrafo único deste último dispositivo.2005). ceder. 9. nas condutas descritas no referido inciso.”). IV. parágrafo único. Rel. caput. tipificando o portar. ARMA. 10 da Lei 9. na parte conhecida. tendo por objeto jurídico. 69 .. esclareceu que ter-se-ia.CORRETA D medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. transportar ou trouxer consigo. Felix Fischer. a arma seria de uso permitido. guardar. Nas mesmas penas incorre quem: .portar. Min.869-RS.reclusão.219-MG. daí a irrelevância de. Diante disso. naquela ocasião. já que se tratara. não se exigiria como elementar do tipo a arma ser de uso permitido ou restrito. ainda que gratuitamente. relatora. 16 da Lei 10. concluiu ser impertinente a discussão acerca da inadequação da conduta descrita na denúncia e tipificação pela qual fora o recorrente condenado. ênfase especial dada ao controle pelo Estado das armas de fogo existentes no país. 16. deter. REsp 930.343/06: LEI DE DROGAS As penas submetidas a quem adquirir. no caso. no qual se pretende a nulidade da condenação. C detenção. (RHC-89889) LEI 11. Min. no sistema jurídico pela norma do art. tendo sido comprovada a supressão do seu número de série por abrasão. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato.STJ: PORTE ILEGAL. 16. e multa. substituído. STF: PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO SEM MUNIÇÃO COM SINAL DE IDENTIFICAÇÃO SUPRIMIDO O Tribunal iniciou julgamento de recurso ordinário em habeas corpus. suprimido ou adulterado. julgado em 8/11/2007. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração.RHC 89889/DF. possuir. dela podendo lançar mão o recorrido a qualquer tempo. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. do art. pelo que o relevo ao municiamento ou não da munição da arma que se põe nos tipos previstos no caput dos artigos 14 e 16 da Lei 10. portar. art. a nova figura teria introduzido cuidado penal inédito do tema. nos autos. 10. proibido ou permitido.10. parágrafo único. na Lei 9.. Enfatizou que. hipótese diversa da analisada quando do julgamento do RHC 81057/SP (DJU de 29. Quanto ao argumento de atipicidade da conduta em face da ausência de lesividade da arma de fogo apreendida por estar ela desmuniciada e não haver. Afirmou que o tipo do inciso IV do parágrafo único do art. rel. adquirir. 14 da Lei 10. ter em depósito. a arma estar armazenada dentro de uma bolsa. B advertência quanto aos efeitos das drogas. puniase aquele que suprimisse ou alterasse marca.. o julgamento foi suspenso para que se colha informação junto ao Juízo das Execuções Penais do Distrito Federal quanto ao cumprimento da pena imposta ao recorrente. além da incolumidade. Após.826/2003. IV). DJ 16/9/2002. e REsp 292.. receber.2007. já que. comprovação de munição portada pelo recorrente. fornecer.826/2003 é um tipo novo. adquirir. quanto mais que ela era capaz de efetuar disparos. a demonstração de efetivo perigo à coletividade. acessório ou munição de uso proibido ou restrito.437/1997 apenas exige o porte de arma de fogo sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regular. Pena . negou-lhe provimento. da revogada Lei n. Informativo 447. para consumo pessoal. independentemente de a arma de fogo ser de uso restrito. PERIGO CONCRETO. afetado ao Pleno pela 1ª Turma.437/97.4. a segurança pública. DJ 1º/7/2005. Assim. Possuir. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. no caso. remeter. conheceu em parte do recurso e. emprestar.. Parágrafo único. impetrado em favor de condenado pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo com numeração de identificação suprimida (Lei 10. para sua configuração. IV . na espécie. . Cármen Lúcia. 29.826/2003. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar não incluem A prestação de serviços à comunidade. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:. empregar. por considerar que os fatos descritos na denúncia amoldam-se ao tipo previsto no art. 16. e que.O delito tipificado no art. Precedentes citados: REsp 666. Cármen Lúcia. Mostra-se desnecessária.

de pena fundada de uma relação de parentesco. pois esta posição acarretaria sérias conseqüências.2007. (RE-430105) Complemento ESCUSA ABSOLUTÓRIA • São causas pessoais de uma . • Artigo 182 – Não prevê escusa absolutória. não se poderia partir da premissa de mero equívoco na colocação das infrações relativas ao usuário em capítulo chamado “Dos Crimes e das Penas”. 28 DA LEI 11. e a dificuldade na definição de seu regime jurídico... uma vez que esse dispositivo apenas estabelece critério para a distinção entre crime e contravenção. cuja característica marcante seria a exclusão de penas privativas de liberdade como sanção principal ou substitutiva da infração penal. que. reconheceu-se a extinção da punibilidade do fato e. Por outro lado. 13. 30 da Lei 11. Afastou-se. julgou prejudicado recurso extraordinário em que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro alegava a incompetência dos juizados especiais para processar e julgar conduta capitulada no art. RE 430105 QO/RJ. do rito processual estabelecido pela Lei 9. constituir-se-ia infração penal sui generis. 28 da Lei 11. rel. • Escusa absolutória – art. tendo em conta que o art. Min. concluiu-se pela perda de objeto do recurso extraordinário. agora.343/2006 (Nova Lei de Tóxicos) não implicou abolitio criminis do delito de posse de drogas para consumo pessoal. mas somente a necessidade de representação da vítima. então previsto no art. pessoa que não é do CAD.é auxiliar o autor de crime a se subtrair a ação da justiça. 70 ..099/95. em conseqüência. Por fim... ascendente e descendente. 181 – crime contra o patrimônio se quem comete o crime é o CAD (cônjuge na Constancia do casamento. Não se aplica a escusa absolutória • Nos crimes com violência ou grave ameaça • Ao estranho que participa do crime. isto sim. • Se a vítima é maior ou igual a 60 anos. Ademais. • • É isento de pena se quem comete o crime é o CAD. 16 da Lei 6. (é auxiliar a tornar seguro o produto do crime). sem qualquer causa interruptiva da prescrição. o Não há escusa absolutória quando o crime é de favorecimento REAL. Aduziu-se. Sepúlveda Pertence. resolvendo questão de ordem no sentido de que o art.368/76. o que não impediria que lei ordinária superveniente adotasse outros requisitos gerais de diferenciação ou escolhesse para determinado delito pena diversa da privação ou restrição da liberdade. ainda. salientou-se a previsão. Considerouse que a conduta antes descrita neste artigo continua sendo crime sob a égide da lei nova. o Cônjuge separado judicialmente o Irmão o Sobrinho Artigo 348 – Crime de favorecimento pessoal .343/2006 fixou em 2 anos o prazo de prescrição da pretensão punitiva e que já transcorrera tempo superior a esse período. uma despenalização. já que não seria crime nem contravenção penal. embora os termos da Nova Lei de Tóxicos não sejam inequívocos.914/41 (Lei de Introdução ao Código Penal e à Lei de Contravenções Penais) seria óbice a que a novel lei criasse crime sem a imposição de pena de reclusão ou de detenção. o entendimento de parte da doutrina de que o fato.STF: ART.343/2006 E DESPENALIZAÇÃO A Turma. tendo ocorrido. rejeitouse o argumento de que o art. 16 da Lei 6. também. 1º do DL 3. tais como a impossibilidade de a conduta ser enquadrada como ato infracional.368/76.2. como regra geral.