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EEC328 – Sistemas Prediais 2

AULA 5

 QUARTO MÓDULO – INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS

Professora: Elaine Garrido Vazquez

elaine@poli.ufrj.br
Monitora: Thais Hartmann Viégas thaishv@poli.ufrj.br

EEC328 – Sistemas Prediais 2 INFORMAÇÕES

Ano/Semestre Disciplina Dia

2012/2 EEC328 - Sistemas Prediais II Terça – Feira

Local
Horário

D217
13:00 às 16:00 Elaine Garrido Vazquez elaine@poli.ufrj.br

Professora

27/01/13

Elaine Garrido Vazquez

2

EEC328 – Sistemas Prediais 2 MONITORIA

Ano/Semestre Disciplina Dia

2012/2 EEC328 - Sistemas Prediais II Sexta - Feira

Local
Horário

D204 – Sala de Monitoria
10:00 às 12:00 Thais Hartmann Viégas thaishv@poli.ufrj.br

Monitora

27/01/13

Elaine Garrido Vazquez

3

EEC328 – Sistemas Prediais 2 DATAS IMPORTANTES Data 22/01/2013 Semana 12 Conteúdo Água Pluvial (Conceitos e Dimensionamento) / Entrega Parcial T2 29/01/2013 05/02/2013 26/02/2013 13 14 15 Instalações de Gás (Conceitos. Dimensionamento )/Entrega Final T2 2a Prova / Entrega (T3) Prova Final .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 QUARTO MÓDULO INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS .

públicos e privados que tenham área impermeabilizada igual ou superior a quinhentos metros quadrados. industriais comerciais ou mistas. quando couber. 1º . nos empreendimentos novos. públicas ou privadas que apresentem área do pavimento do telhado igual ou superior a quinhentos metros quadrados.EEC328 – Sistemas Prediais 2 RESOLUÇÃO CONJUNTA SMG/SMO/SMU nº 001 DE 27 DE JANEIRO 2005 Art. Art. pelo menos um ponto de água destinado a essa finalidade. será obrigatória a existência do reservatório de acumulação de águas pluviais para fins não potáveis e. sendo a capacidade mínima do reservatório calculada somente em relação às águas captadas do telhado. e no caso de residenciais multifamiliares com cinquenta ou mais unidades. 2º .No caso de novas edificações residenciais multifamiliares. a construção de reservatório de retardo destinado ao acúmulo das águas pluviais e posterior descarga para a rede de drenagem e de um outro reservatório de acumulação das águas pluviais para fins não potáveis.Fica obrigatória. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 6 .

por meio de um orifício. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 7 . 15 – Os principais termos técnicos utilizados nesta Resolução Conjunta têm como definições as que se seguem:  Reservatório de acumulação de águas pluviais – é uma estrutura de armazenamento que tem a finalidade de receber as águas de chuva captadas nos telhados para fins de uso não humano. deixando escoar.EEC328 – Sistemas Prediais 2 RESOLUÇÃO CONJUNTA SMG/SMO/SMU nº 001 DE 27 DE JANEIRO 2005 Art. uma vazão que acontecia antes da impermeabilização.  Reservatório de detenção/retardo – é uma estrutura de armazenamento que tem a finalidade de acumular o escoamento adicional causado pela impermeabilização de uma área.

etc. Art. tais como estacionamentos. só podendo serem utilizadas em lavagens de automóveis.80 metros do piso acabado. 6º .As águas captadas nos telhados terão destinação menos nobre.As águas pluviais provenientes de pavimentos descobertos impermeáveis. em nicho com portinhola com fecho. pátios.As águas pluviais provenientes do extravasamento do reservatório destinado à acumulação de águas pluviais deverão ser encaminhadas ao reservatório de detenção/retardo. perfeitamente identificada e com a seguinte inscrição: “ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO HUMANO” USAR SOMENTE PARA REGA DE JARDIM.O ponto de água destinado a utilização das águas reservadas. § 1º . deverão ser diretamente encaminhadas ao reservatório de detenção/retardo. pisos e regas de jardins. 10 . 9º . LAVAGEM DE PISOS EXTERNOS E AUTOMÓVEIS Art. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 8 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 RESOLUÇÃO CONJUNTA SMG/SMO/SMU nº 001 DE 27 DE JANEIRO 2005 Art. deverá estar localizado a uma altura de 1.

correspondente a 0. h = altura de chuva (m). 2 e 4 e a 0.07m nas Áreas de Planejamento 3 e 5. correspondente a 0. K = coeficiente de abatimento. Ai = área do telhado (m²).A capacidade do reservatório de acumulação deverá ser calculada com base na seguinte equação: V = K x Ai x h V = volume do reservatório (m³). 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 9 .06m nas Áreas de Planejamento 1.EEC328 – Sistemas Prediais 2 RESOLUÇÃO CONJUNTA SMG/SMO/SMU nº 001 DE 27 DE JANEIRO 2005 § 1º .15.

visando garantir níveis aceitáveis de funcionalidade. segurança. pátios e similares.EEC328 – Sistemas Prediais 2 NBR 10844 – INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS  Esta norma fixa exigências e critérios necessários aos projetos das instalações de drenagem de águas pluviais. durabilidade e economia.  Esta norma se aplica à drenagem de águas pluviais em coberturas e demais áreas associadas ao edifício. tais como terraços. higiene. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 10 . conforto.

e) Quando passivas de choques mecânicos. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 11 . i) j) Resistir às pressões a que podem estar sujeitas. c) Permitir a limpeza e desobstrução de qualquer ponto no interior da instalação. g) Nos componentes em contato com outros materiais de construção. d) Absorver os esforços provocados pelas variações térmicas a que estão submetidas. b) Ser estanques. Ser fixadas de maneira a assegurar resistência e durabilidade. utilizar materiais resistentes às intempéries. f) Nos componentes expostos. utilizar materiais compatíveis.EEC328 – Sistemas Prediais 2 INSTALAÇÕES DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS a) Recolher e conduzir a Vazão de projeto até locais permitidos pelos dispositivos legais. h) Não provocar ruídos excessivos. ser constituídas de materiais resistentes a estes choques.

 A instalação predial de águas pluviais se destina exclusivamente ao recolhimento e condução das águas pluviais. não se admitindo quaisquer interligações com outras instalações prediais.  Quando houver risco de penetração de gases. líquidos domésticos ou industriais).EEC328 – Sistemas Prediais 2 INSTALAÇÕES DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS  As águas pluviais não devem ser lançadas em redes de esgoto usadas apenas para águas residuárias (despejos. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 12 . deve ser previsto dispositivo de proteção contra o acesso destes gases ao interior da instalação.

coberturas. Condutor Vertical: tubulação vertical destinada a recolher águas de calhas.EEC328 – Sistemas Prediais 2 DEFINIÇÕES Área de Contribuição: soma das áreas das superfícies que. Caixa de Areia: caixa utilizada nos condutores horizontais destinados a recolher detritos por deposição. Calha: canal que recolhe a água de coberturas. conduzem as águas para determinado ponto da instalação. terraços e similares e a conduz a um ponto de destino. Condutor Horizontal: canal ou tubulação horizontal destinado a recolher e conduzir águas pluviais até locais permitidos pelos dispositivos legais. interceptando chuva. terraços e similares e conduzi-las até a parte inferior do edifício. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 13 .

para a mesma duração de precipitação. Ralo: caixa dotada de grelha na parte superior. Período de Retorno: número médio de anos em que. destinada a receber águas pluviais. Intensidade Pluviométrica: quociente entre a altura pluviométrica precipitada num intervalo de tempo e este intervalo.EEC328 – Sistemas Prediais 2 DEFINIÇÕES Duração de Precipitação: intervalo de tempo de referência para a determinação de intensidades pluviométricas. Perímetro Molhado: linha que limita a seção molhada junto às paredes e ao fundo do condutor ou calha. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 14 . uma determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez.

27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 15 . Vazão de Projeto: vazão de referência para o dimensionamento de condutores e calhas.EEC328 – Sistemas Prediais 2 DEFINIÇÕES Ralo Hemisférico: ralo cuja grelha tem forma hemisférica. Seção Molhada: área útil de escoamento em uma seção transversal de um condutor ou calha. Tempo de Concentração: intervalo de tempo decorrido entre o início da chuva e o momento em que toda a área de contribuição passa a contribuir para determinada seção transversal de um condutor ou calha.

devem ser empregados tubos e conexões de ferro fundido. PVC rígido. canais de concreto ou alvenaria. fibrocimento. chapas de cobre. aço galvanizado. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 16 . aço inoxidável. fibrocimento. cerâmica vidrada. fibra de vidro.devem ser feitas de chapas de aço galvanizado.. concreto ou alvenaria. fibrocimento.devem ser empregados tubos e conexões de ferro fundido. Condutores Verticais . aço galvanizado. PVC rígido. alumínio. concreto. chapas de aço galvanizado.EEC328 – Sistemas Prediais 2 MATERIAIS Calhas . PVC rígido. cobre. cobre. Condutores Horizontais . alumínio ou fibra de vidro. chapas de cobre. aço inoxidável.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 MATERIAIS 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 17 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 SIMBOLOGIA Águas Pluviais Tubo de Águas Pluviais Tubulação Descendente Tubulação Ascendente 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 18 .

 Em sua extremidade superior o tubo de águas pluviais recebe diretamente o ralo hemisférico e em sua extremidade inferior o tubo termina em uma caixa de areia (CA). terraços ou através de canaletas.  Os tubos de águas pluviais (AP) devem ter diâmetro uniforme e os ralos que eles atendem estão situados em áreas descobertas.EEC328 – Sistemas Prediais 2 RESUMO  As águas pluviais são encaminhadas aos ralos pelo caimento da laje em varandas. que tem a finalidade de fornecer uma visita à rede horizontal de AP. A grelha desses ralos deve ser do tipo hemisférico ou “abacaxi” para evitar a entrada de detritos na canalização. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 19 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 DIMENSIONAMENTO  Intensidade pluviométrica “I”.  Condutores Horizontais 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 20 .  Condutores Verticais.  Vazão de Projeto e Áreas de Contribuição.  Calhas.

 A duração de precipitação deve ser fixada em t = 5min 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 21 . onde empoçamentos possam ser tolerados.  O período de retorno deve ser fixado segundo as características da área a ser drenada. para coberturas e áreas onde empoçamento ou extravasamento não possa ser tolerado. • T = 5 anos.EEC328 – Sistemas Prediais 2 FATORES METEOROLÓGICOS . • T = 1 ano. para áreas pavimentadas. • T = 25 anos.INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA A determinação da intensidade pluviométrica “I”. deve ser feita a partir da fixação de valores adequados para a duração de precipitação e o período de retorno. para coberturas e/ou terraços. Tomam-se como base dados pluviométricos locais. para fins de projeto.

INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 22 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 FATORES METEOROLÓGICOS .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 FATORES METEOROLÓGICOS .INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 23 .

INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 24 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 FATORES METEOROLÓGICOS .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 FATORES METEOROLÓGICOS .INTENSIDADE PLUVIOMÉTRICA 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 25 .

devem-se considerar os incrementos devidos à inclinação da cobertura e as paredes que interceptam água de chuva. que também deve ser drenada pela cobertura.EEC328 – Sistemas Prediais 2 VAZÃO DE PROJETO A vazão de projeto deve ser calculada pela fórmula: Q = I x A / 60 Q = vazão de projeto (L/min) I = intensidade pluviométrica (mm/h) A = área de contribuição (m²) No cálculo da área de contribuição. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 26 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 ÁREAS DE CONTRIBUIÇÃO 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 27 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 ÁREAS DE CONTRIBUIÇÃO 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 28 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 OBSERVAÇÃO .  As superfícies horizontais de laje devem ter declividade mínima de 0. para evitar grandes percursos de água.COBEETURAS HORIZONTAIS DE LAJE  As coberturas horizontais de laje devem ser projetadas para evitar “empoçamento”.  Os ralos hemisféricos devem ser usados onde os ralos planos possam causar obstruções.  As drenagem devem ser feitas com mais de uma saída. em virtude do caimento. de modo que garanta o escoamento das águas pluviais. devem ser dotados de calha.5%.  Quando necessário. a cobertura deve ser subdividida em áreas menores com caimentos de orientações diferentes. até os pontos de drenagem previstos. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 29 .  Os trechos de linha perimetral da cobertura e das eventuais aberturas na cobertura que possam receber água.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Calcular a vazão de projeto para o telhado abaixo. CALHA 1 . Considerar a altura de 1.5 m para o telhado e localizado no Rio de Janeiro – Praça XV.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO ÁREA 1 ÁREA 2 ÁREA 3 ÁREA 4 ÁREA 6 ÁREA 5 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Intensidade Pluviométrica (mm/h): Rio de Janeiro – Praça XV .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Q = I x A / 60 Sendo I = 174 mm/h  Q(n) = 174 x A(n) / 60 ÁREA A1 A2 A3 A (m²) I (mm/h) 174 174 174 VAZÃO Q1 Q2 Q3 Q (L/min) A4 A5 A6 174 174 174 Q4 Q5 Q6 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 33 .

747 m² 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 34 .25 x 6.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Cálculo das áreas de contribuição: ÁREA 1 a = 1.90 x 5.13 m A2 = 1.18 m A1 = 1.725 m² ÁREA 2 a = 1.18 = 7.90 m b = 5.13 = 9.25 m b = 6.

747 I (mm/h) 174 174 174 VAZÃO Q1 Q2 Q3 Q (L/min) 22.725 9.40 28.27 A4 A5 A6 174 174 174 Q4 Q5 Q6 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 35 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Q = I x A / 60 Sendo I = 174 mm/h  Q(n) = 174 x A(n) / 60 ÁREA A1 A2 A3 A (m²) 7.

31) / 2 = 33.31 m (6.18 + 5.EEC328 – Sistemas Prediais 2 DIMENSIONAMENTO – VAZÃO DE PROJETO Cálculo das áreas de contribuição: ÁREA 3 a = 5.95 x 11.13) A3 = (5.647 m² 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 36 .95 m b = 11.

747 33.27 97.40 28.647 174 174 174 174 174 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 22.58 A6 174 Q6 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 37 .725 9.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Q = I x A / 60 Sendo I = 174 mm/h  Q(n) = 174 x A(n) / 60 ÁREA A (m²) I (mm/h) VAZÃO Q (L/min) A1 A2 A3 A4 A5 7.

95 m b = 15.975 m² 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 38 .50 = 68.00 m A4 = (3.50 m h = 1.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Cálculo das áreas de contribuição: ÁREA 4 a = 3.00/2) x 15.95 + 1.

747 33.27 97.40 28.647 68.03 A6 174 Q6 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 39 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Q = I x A / 60 Sendo I = 174 mm/h  Q(n) = 174 x A(n) / 60 ÁREA A (m²) I (mm/h) VAZÃO Q (L/min) A1 A2 A3 A4 A5 7.975 174 174 174 174 174 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 22.58 200.725 9.

920 m² ÁREA 6 a = 1.82 = 6.51 + 0.50 m A6 = (1.723 m² 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 40 .EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Cálculo das áreas de contribuição: ÁREA 5 a = 1.82 m h = 0.51 m b = 4.50 = 7.50/2) x 4.51 m b = 3.50 m h = 0.50/2) x 3.50 m A5 = (1.51 + 0.

723 174 Q6 19.03 22.975 7.747 33.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Q = I x A / 60 Sendo I = 174 mm/h  Q(n) = 174 x A(n) / 60 ÁREA A (m²) I (mm/h) VAZÃO Q (L/min) A1 A2 A3 A4 A5 7.647 68.920 174 174 174 174 174 Q1 Q2 Q3 Q4 Q5 22.97 A6 6.50 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 41 .725 9.58 200.27 97.40 28.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CALHAS O dimensionamento das calhas deve ser feito através da fórmula de ManningStrickler: Q = vazão de projeto (l/min) S = área da seção molhada (m2) n = coeficiente de rugosidade (Tabela 2) R = raio hidráulico (m) i = declividade da calha (m/m) K = 60.000 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 42 .

 A Tabela 3 fornece as capacidades de calhas semicirculares.011) para alguns valores de declividade. Os valores foram calculados utilizando a fórmula de Manning-Strickler.EEC328 – Sistemas Prediais 2 CALHAS  A Tabela 2 indica os coeficientes de rugosidade dos materiais normalmente utilizadas na confecção de calhas. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 43 . com lâmina de água igual à metade do diâmetro interno. usando coeficiente de rugosidade (n = 0.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CALHAS 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 44 .

012).27 97.97 19. com declividade de 0. ÁREA 1 ÁREA ÁREA 3 Q (L/min) 22.58 200.40 A1 A2 A3 A4 A5 A6 TOTAL 28.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Dimensionar a calha para o telhado abaixo. Considerar calha retangular de concreto liso (n=0.75 45 ÁREA 2 ÁREA 4 ÁREA 5 ÁREA 6 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez .50 390.03 22.5%.

60 m Logo: a = 0.30 m b = 0.40 A2 A3 28.03 22.60 m b = 0.20 m 27/01/13 200.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO ÁREA A1 Q (L/min) 22.75 46 Elaine Garrido Vazquez .20 m A6 TOTAL 19.50 390.27 97.58 A4 A5 Pela Tabela: a = 0.97 Dimensões mínimas: a = 0.

 O diâmetro mínimo dos condutores verticais deve ser 70 mm. H = altura da lâmina de água na calha (mm). L = comprimento do condutor vertical (m)  O diâmetro interno do condutor vertical é obtido através dos ábacos da Figura 3.EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONDUTORES VERTICAIS  Os condutores verticais devem ser projetados. sempre que possível. devem ser usadas curvas de 90o de raio longo ou curvas de 45o e devem ser previstas peças de inspeção. em uma só prumada.  O dimensionamento dos condutores verticais deve ser feito a partir dos seguintes dados: Q = vazão de projeto (L/min). 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 47 . Quando houver necessidade desvio.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONDUTORES VERTICAIS  Para calhas com saída em aresta viva deve-se utilizar o ábaco (a) 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 48 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONDUTORES VERTICAIS  Para calhas com saída em aresta com funil de saída deve-se utilizar o ábaco (b) 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 49 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO
Dimensionar os condutores verticais, supondo calhas com saída em aresta viva, com altura da lâmina d’água igual à metade do diâmetro interno e comprimento do condutor vertical de 12,45 m.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO

ÁREA
A1
Dados: Q (L/min) = H (mm) = L (m) = 12,5 m Incógnita: D (mm)

Q (L/min)
22,40

A2
A3

28,27
97,58

A4
Calha: a = 0,60 m b = 0,20 m

200,03
22,97 19,50 390,75

A5 A6 TOTAL

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO

ÁREA
A1
Dados: Q (L/min) = 390,75/2 = 195,375 L/min H (mm) = b/2 = 0,20/2 = 0,10 m = 100 mm L (m) = 12,5 m Incógnita: D (mm)

Q (L/min)
22,40

A2
A3

28,27
97,58

A4
Calha: a = 0,60 m b = 0,20 m

200,03
22,97 19,50 390,75

A5 A6 TOTAL

10 m = 100 mm L (m) = 12.5 m Incógnita: D (mm) Procedimento: a) levantar uma vertical por Q até interceptar as curvas de H e L correspondentes (no caso de não haver curvas dos valores de H e L.75/2 = 195.20/2 = 0. interpolar entre as curvas existentes).EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO L = 12.5 m Dados: Q (L/min) = 390. c) adotar o diâmetro nominal cujo diâmetro interno seja superior ou igual ao valor encontrado. . b) transportar a interseção mais alta até o eixo D.375 L/min H (mm) = b/2 = 0.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO L = 12.5 m Incógnita: D (mm) Como Q não intercepta H nem L.5 m Dados: Q (L/min) = 390.20/2 = 0.375 L/min H (mm) = b/2 = 0.75/2 = 195.10 m = 100 mm L (m) = 12. é utilizado o diâmetro mínimo: D (mm) = D mín = 70 mm .

com declividade uniforme. com inspeção ou caixa de areia. sempre que possível.  A ligação entre os condutores verticais e horizontais é sempre feita por curva de raio longo.5 %. estando o condutor horizontal aparen-te ou enterrado 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 55 .  O dimensionamento dos. com valor mínimo de 0.EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONDUTORES HORIZONTAIS  Os condutores horizontais devem ser projetados. As vazões para tubos de vários materiais e inclinações usuais estão indicados na Tabela 4.condutores horizontais de seção circular deve ser feito para escoamento com lâmina de altura igual a 2/3 do diâmetro interno (D) do tubo.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONDUTORES HORIZONTAIS 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 56 .

supondo declividade 1% e coeficiente de rugosidade n = 0.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Dimensionar os condutores horizontais para escoar a vazão calculada no projeto.011. Cobertura .

011.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Dimensionar os condutores horizontais para escoar a vazão calculada no projeto. Pavimento Tipo . supondo declividade 1% e coeficiente de rugosidade n = 0.

PUC . supondo declividade 1% e coeficiente de rugosidade n = 0.011.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO Dimensionar os condutores horizontais para escoar a vazão calculada no projeto.

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO PUC .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO PUC .

375 L/min Q (L/min) = 390.75 / 2 = 195.75 L/min D = 100 mm D = 125 mm .CP Q (L/min) = 390.EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO CA1 – CA3 / CA2 – CA3 CA3 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 PROJETO PUC .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 CONSIDERAÇÕES PARA O TRABALHO  Capacidade do reservatório  área de planejamento 3.  Ralos ou grelhas na área descoberta do PUC. quando mais de uma calha contribuir para um condutor vertical.011.  Calha retangular de concreto liso (n=0. calcular condutores horizontais (desvios) no telhado e no PUC.  Condutores verticais com saída em aresta viva.012). se necessário.  Condutores horizontais com n=0.  Intensidade pluviométrica da Praca XV – RJ. considerar as duas vazões para dimensionamento. 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 64 .

EEC328 – Sistemas Prediais 2 ENTREGA PRÓXIMA AULA – 22/01  Concepção  Dimensionamento • • Capacidade dos Reservatórios Intensidade Pluviométrica  Plantas • Cobertura • • • Tipo PUC Esquema Vertical • • • • Vazões de Projeto e Áreas de Contribuição Calhas Condutores Verticais Condutores Horizontais  Croquis • Áreas de Contribuição 27/01/13 Elaine Garrido Vazquez 65 .

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