O VERBO DE ENTRUDO Fatia do meu amor Silêncio do peregrino Desfeita a Lua que acha Nesse amor que te ilumina

A vida de um poço de petróleo Ou a vida que já desatina. Vejo nessa imagem tão bela A mulher que me ilumina No alto de seus óculos A sua vida é infinda. Ave face da Clarinda. Morte tão esclarecedora Já a vida é temor E o diabo de seu valor. Amo a Lua e o declaro Como o Deus que me ilumina Pois apenas o desejo E o amor que desatina. Passo de amor E condão de senhor Nada alto que já vi Mas meu segredo é leve A vida que o carregue Pois nada eu disse também Mas quero desse vintém.

Deus o disse e eu o guardo Nada sei mas eu o ouço. Preso estou desde que ouço Sua vida e trem que passa E na cidade que passa O meu amor é dessa raça. Verdade maldito eu seja É real o seu lugar E divindade que amassa Verbo tonto mas desejado Como o tenho Que é já caro.

COISAS DO AMOR Coroação da rainha Cara de coração Seus folhos são apertados E que mais dizer deste dia Que na realidade ela vê. Era surda Mas o povo precisa de acreditar.

A CIDADE ANÃ A cabeça de um burro passou Tenho na sua radiografia A minha fotografia Traço enorme do alto e oblíquo Terminado o bocado a seta Enfim mostrando o palhinhas. Estou noutra cidade Disse eu fechando a pasta. E saiu apressado O momento era rude E caminho apressado.

POSIÇÃO VERTICAL Conheço esse vestido Brincava eu ao desenhar O puz num quadro Como surrealista Leve mais que leve E num estado desolador Com os seios Ainda impressos Numa folha de papel A me dependurar. Será que está ventando Disse eu a acabar.

SAL É A MINHA COMIDA O Universo Que flor maravilha O amar de perto Esse satélite Nessa chama colorida. Nesta foto infinita De minha câmara perdida. Essa flor Que simples sopro De amar assim o meu ver. Que ver de assim o amar. Vago eu por esse caminho E o meu destino é contigo.

CANSAÇO DE TE VER EU Sereno Serei eu Ouço teus passos Leio tua voz. No topo o cabelo De pé Porventura Papel pela frente Escrevia.

VERSO DE ATRÁS Em quem votarias Se da Lua fizessem Uma estátua bem bonita Pêndulo ou chupa-chupa Ou outra quem sabe tua ideia também Espadarte pendurado No seu mundo extasiado. Eu nem votaria Mas a queria ver bem.

É O MUNDO DE OUTRA VEZ Libélula de fora Começo de estação. Inverno por cá Gozo por lá. Avião Começo de panorama De estação. Vida e segredo O mesmo enredo Somente o frio O promete. Nenúfar revisitado. Vida e frio de fora Como conhecer o mundo O mundo de fora Um abraço estranjeiro.

OS VERSOS AZUIS Sempre que eu vi tinha esse avatar De a bola bolão se abrindo No topo desse monumento Lápis para o alto Essa bola se equilibrando. Esse era eu Mas o meu dever que é O mister Não. O pneu. Ver que coisa mais linda e odiada O meu mundo e uma estrada. O meu mundo é uma estrada A ver vamos o azul. O mundo é colorido Não o vejo já bonito Mas depois o vejo pois. Assim é a recordação De o ver e eu também.

A PAIXÃO DOS FILHOS Conheço o teu modo Borboleta do além voando Espaços ultrapassados Viajante grande Vejo-te de novo E sempre estaria. Então tu és amor Ela me dizia E eu agradeço Sua vida E feliz contigo seria Escrevia E sempre me diria. Ria. Aterrando Voando Amando Deus que seria. Deus que amaria eu também.

A VERDADE E A LIBERDADE As patas sobre a água Afirmava o pato sentindo a sua falta neste mundo As patas para trás dizia o outro Os patos assim afirmavam o dia de outro. Porque raio de canto Se viam de guarda-chuva no mundo. A patada sobre o mundo. Paz na liberdade Assim dizia o outro pato. Sim é verdade Eu estudo Dizia o doutor O pato.

A VIDA DE MEU ESPINHO O CÃO Na minha mente A cidade Dessa cidade liberdade. Penso na foto daqui mesmo E de esses mesmos prédios Assim mesmo de repente Se poderiam virar gente Tela ou autocarro chegando. Se encherem de gente acenando Assim mesmo como de repente O mundo deixou de ser ausente. Falam já deste invento novo. Desta foto que eu apregoo Por ser seu divulgador Na metade de seu valor O mundo e o seu desejo de doutor.

VEJO QUE ME SOLTEI Como não falar Desse diamante seguro Por verga de galinheiro à roda E amarrado do anel ao pulso. Como não chorar de tanto me rir Sem mesmo eu sair. Sem nada para fazer Apenas de correr Sim seguro ao pulso Está bem. Adeus está bem.

A VIDA NO AFINAL Sonhos Pois bem sonhos Aqui estão. Dizendo isto eu saia E lia. Me recordei afinal Era eu que estava mal. Desapertei a gravata E escrevia também Algo que lesse Que me doesse afinal.

AMAR A VIDA Olho para o céu Sem ajuda. Passo por um camponês No meio de um campo de arroz. Meu chapéu Nem caiu Desse meu jeito De olhar Nesse seu firmamento azul. Mas um desepero me tomou a vida Por ser diferente também. Uma chuva me poria Mais no mundo De meu trabalho ser lindo.

DO AMOR AO DESENCONTRO

Dito isto que cometi Pensei eu logo escrevo eu. Se as mesmas coisas se movessem Ou se fossem armazém E se outras coisas fossem as mesmas Como arcas de tesouros Por cima de arcas arcas Seriam nuvens ou castelos Inspector ou pintor O perfil Num planeta com anel. Seria mais difícil de se encontrar Mas as coisas sendo loucas Que seria de mim às portas. Nem eu sei Mas eu se as encontrar trarei Desejo de as ver também E o desejo será meu bem. E as trarei de certeza Tenho sim a certeza Estão aqui sobre a mesa E dito isto fugi.

Deus está dito Fugi Fugi de mim Fugi de dentro de mim.

A INOCÊNCIA Alma que eu visitei Sou de uma nota. Música lhe pedi Nada vi apenas a nota. Fruto Seria o fruto ou outro Cereja Ou nabo também Pé Andar talvez Mas vês. Vejo Disse eu discreto.

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