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Psicologia cognitiva – mente e cognição

A psicologia cognitiva estuda os processos de aprendizagem e de


aquisição de conhecimento. Actualmente é um ramo da psicologia dividido
em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes
entre si. Deriva da psicologia cognitiva em que pode haver, pelos indivíduos,
uma visão unitária dos processos mentais, onde o aprendizado se dá pela
apreensão dos dados e do conhecimento imediato de um objecto mental. A
cognição é derivada da palavra latina cognitione, que significa a aquisição
de um conhecimento através da percepção. É o conjunto dos processos
mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação,
reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio
para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De
uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o
cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada
através dos cinco sentidos. Mas a cognição é mais do que simplesmente a
aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação
ao meio, mas é também um mecanismo de conversão do que é captado
para o nosso modo de ser interno. Este é um processo pelo qual o ser
humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem
perder a sua identidade existencial. Começa com a captação dos sentidos e
logo em seguida ocorre a percepção. É portanto, um processo de
conhecimento, que tem como material a informação do meio em que
vivemos e o que já está registado na nossa memória.

A memória é a capacidade para adquirir, codificar, conservar e


recuperar informação. É uma função dinâmica e interactiva ligada a toda a
actividade psíquica no seu conjunto. Existem três tipos de memória:
memória sensorial, a curto prazo e a longo prazo. A memória a longo prazo
é aquela que mais se aproxima do que é vulgar. A memória a longo prazo
armazena o conhecimento que puxamos de nós mesmos e do que nos
rodeia durante bastante tempo. Por exemplo, nomes, rostos, experiências
que vivemos, aprendizagens, episódios, entre outros. Esta memória é
constituída a partir de todas as modalidades sensoriais.

Até às últimas décadas, a maioria dos psicólogos considerava que a


memória a longo prazo era um sistema relativamente unitário. Nas décadas
de 70 e 80, esta visão começou a ser contestada por alguns investigadores:
a memória não é monolítica, mas um processo que envolve sistema
interactuantes. Embora os diferentes sistemas compartilhem uma função
comum – reter e recuperar informação – codificam e armazenam
informação diferente de modo distinto. Ainda não existe concordância
relativamente ao número de sistemas da memória humana, mas algumas
propostas são hoje relativamente consensuais. Além destes tipos de
memória podemos considerar duas grandes formas de memória; memoria
filogenética (memória ligada a espécie ou seja, um conjunto de dados
herdados pelos progenitores) e por outros lado memória individual (diz
respeito a tudo o que vai acumulando ao longo da vida, da experiência e do
meio). Os Processo cognitivo baseiam se na realização das funções
estruturais da representação (ideia ou imagem que concebemos do mundo
ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado objecto.
Constitui na execução em conjunto das unidades do saber da consciência,
que foram baseados nos reflexos sensoriais, representações, pensamentos
e lembranças, com o processo mental que consiste em escolher ou isolar
um determinado aspecto de um estado de coisas relativamente complexas,
a fim de simplificar a sua avaliação, classificação ou para permitir a
comunicação do mesmo através da abstracção.

Elaborado por:

Adriana Destapado

Ana Tecedeiro

Hugo Morais

Miguel Carreira

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