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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

Giordano Von Saltiél Lorenci

ANÁLISE DOS ASPECTOS NUMÉRICOS DA ELASTICIDADE EM UM MATERIAL COMPÓSITO

Porto Alegre

dezembro 2011

2

1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste relatório é a determinação dos parâmetros elásticos de um material compósito formado por uma matriz polimérica (componentes orgânicos de elevado peso molecular) em resina epóxi, reforçado com fibras longas unidirecionais em fibra de vidro.

A abordagem utilizada para obtenção destes parâmetros consiste no desenvolvimento de um

modelo numérico em elementos finitos, assim como a validação dos resultados diante dos limites variacionais inerentes ao problema. Para efetuar as analises, foram usadas duas frações

volumétricas de fibras (30% e 70%).

Os compósitos tem atualmente grande importância como elementos estruturais. Podem ser

definidos como a combinação de elementos com características isoladamente diferentes, com

o objetivo de obter um produto final com propriedades não encontradas nos materiais convencionais.

Em geral, o material apresenta fibras, contínuas ou não, que oferecem resistência mecânica, inseridas em uma matriz que dá forma ao produto final. As matrizes têm como função principal, transferir as solicitações mecânicas às fibras e protegê-las do ambiente externo.

As fibras constituem um meio efetivo de reforço porque apresentam um menor número de defeitos, pois à medida que se tornam mais finas, os materiais tendem a apresentar um menor número de imperfeições, que são responsáveis pelo surgimento de falhas. Assim, ao se reduzir o diâmetro das fibras há uma tendência à aproximação da resistência teórica do material. As fibras devem permanecer aglutinadas à matriz, pois do contrário perdem a sua função estrutural.

A vantagem do uso dos materiais compósitos em relação aos materiais convencionais tem

como base o alto módulo de elasticidade e a alta resistência com um baixo peso que os

mesmos apresentam.

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

3

2 PROPRIEDADES DO COMPÓSITO ANALISADO

A matriz do compósito é formada por resina epóxi, material com propriedades superiores às demais resinas usadas em compósitos poliméricos. São utilizadas em elementos de alto desempenho, dentro da classe dos plásticos reforçados. Tem aplicação em diversos setores da indústria, como eletroeletrônica, construção civil e transportes. As aplicações específicas incluem os adesivos, equipamentos para indústria química, compósitos estruturais, etc. A resina epóxi tem como principais características a baixa retração (devido à ausência de

materiais voláteis), o bom comportamento a temperaturas elevadas (até 150ºC) e a resistência

a agentes químicos.

Os elementos de reforço são fibras de vidro, elementos bastante utilizados nos materiais compostos. Apresentam excelente aderência fibra/matriz, possuem boas propriedades

elétricas, alto alongamento na ruptura, boa resistência ao impacto, elevada resistência química

à ação de microrganismos e vantagens no que diz respeito ao custo.

Na analise do modelo numérico, se considera os dois materiais como elásticos lineares isótropos. As fibras têm geometria cilíndrica, com seção transversal circular. É importante salientar que apesar de cada material ter comportamento isótropo, as propriedades macroscópicas do compósito não necessariamente respeitam esta característica. No caso dos compósitos com fibras longas orientadas em uma só direção, podemos definir o problema com ortótropo de revolução em relação ao eixo longitudinal dos reforços fibrosos. Os parâmetros elásticos (módulo de Young E e coeficiente de Poisson – ν) da matriz e das fibras são destacados no quadro 1 a seguir:

Material

Módulo de Young

Coeficiente de Poisson

Matriz Resina epóxi

E m = 10000 MPa

ν m = 0,20

Reforço Fibra de vidro

E f = 86000 MPa

ν f = 0,25

Quadro 1: propriedades elásticas dos matérias formadores do compósito

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

4

3 ASPECTOS PRELIMINARES

O primeiro item a ser definido é a condição de periodicidade do compósito analisado. Esta característica permite que o problema seja analisado através de um volume de material que seja, ao mesmo tempo, grande o suficiente para conter elementos da matriz e das fibras, que sejam representativos do meio como um todo, e pequeno o bastante se comparado às dimensões do meio. Este volume é denominado volume elementar VER, ou ainda célula elementar (SILVEIRA FILHO, 2004). O volume elementar é a menor porção de matéria que representa a estrutura do material completamente (KOVAL JUNIOR, 2004). No caso do compósito estudado, o VER se resume a uma única célula de base, responsável por representar adequadamente todas as características do mesmo; A figura 1 seguir demonstra a condição periódica do meio e a definição do VER.

a condição periódica do meio e a definição do VER. Figura 1: meio periódico e volume

Figura 1: meio periódico e volume elementar (KOVAL JUNIOR, 2003)

3.1 DESCRIÇÃO DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO

Um material considerado ortótropo de revolução em relação ao eixo longitudinal das fibras de reforço tem relação entre tensões e deformações macroscópicas dadas pelo tensor de

flexibilidade

S

hom

, através da lei de comportamento elástica macroscópica:

~

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

5



 



 

1/

t

l

E

t

/

/

E

t

E

l

11

22

33

0

23


13

  12

0

0

Onde:

t

/

E

t

1/

E

t

l

/

0

E

l

0

0

S

~

hom

l

l

/

/

E

l

E

l

1/

E

l

0

0

0

:

0

0

0

1/ 2

0

0

l

0

0

0

0

1/ 2

0

l

ij : deformações macroscópicas;

Σ ij : tensões macroscópicas;

0

0

0

0

0

1/ 2

t

















 

11

22

33

23

13

12

(1)

(2)

E l e E t : módulos de elasticidade longitudinal e transversal à direção das fibras;

ν l e ν t : coeficientes de Poisson;

μ l e μ t : módulos de cisalhamento anti-plano e plano.

É possível demonstrar que, a partir do volume Ω do VER, a regra das médias propõe:

Onde:

do VER, a regra das médias propõe: Onde:        

do VER, a regra das médias propõe: Onde:        

( x ) dV

( x ) dV

(3)

(4)

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

6

ε ij : deformações na escala microscópica, relativas a um ponto específico do material;

σ ij : tensões na escala microscópica, relativas a um ponto específico do material.

O chamado problema de localização elástico consiste na resolução de um problema de condições de contorno, definido sobre o volume elementar, a partir de duas abordagens equivalentes: por tensões ou por deformações (KOVAL JUNIOR, 2003). As condições de contorno devem respeitar a condição de periodicidade do meio.

No caso do VER analisado, considera-se o estado uniaxial de deformação macroscópica

elementar prescrita, definida como:



0

0

0

0

0

0

0

0

0

onde

0

<<1

(5)

Assim, por se tratar de um meio periódico, o problema de localização para um estado de

deformações prescrito consiste em determinar o par (, u ), onde o campo de tensões seja

estaticamente admissível, assim como o campo de deslocamentos u

admissível, da seguinte forma:

seja cinematicamente




div

.

0

n

antiperiód ico

u

.

x

*

u

*

c u periódico

/

c

m

:

m

e

c

f

:

f

~

~

(6)

Sabendo que há proporcionalidade para o problema linear, a relação entre deformações micro e macroscópicas é dada por:

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

7

x A x

(

)

(

~

):

(7)

Onde:

A x

(

~

)

: tensor de localização das deformações;

Assim resolvendo o problema de localização elástico permite a obtenção do tensor de rigidez

elástico

C

hom

, dado pela relação (8):

~

C hom  c : A ~ ~ ~
C hom
 c : A
~ ~
~

(8)

Por se tratar de um meio periódico, alguns pontos devem ser especificados. O primeiro deles diz respeito à condição de antiperiodicidade de .n ( n é o vetor normal à face). Tal situação

representa que o vetor tensão T tem sinais diferentes em lados opostos do VER (figura 2).

T tem sinais diferentes em lados opostos do VER (figura 2). Figura 2: condição de antiperiodicidade

Figura 2: condição de antiperiodicidade do vetor tensão (KOVAL JUNIOR, 2003)

Outro aspecto importante a salientar refere-se à periodicidade da parcela periódica

u

*

do

campo de deslocamentos, que pode demonstrada na figura 3. Estas duas condições devem ser respeitadas para que o meio possa ser considerado periódico.

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

8

8 Figura 3: periodicidade de u * (KOVAL JUNIOR, 2003) 3.2 DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS ELÁSTICOS DO

Figura 3: periodicidade de

u

*

(KOVAL JUNIOR, 2003)

3.2 DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS ELÁSTICOS DO COMPÓSITO HOMOGENEIZADO LIMITES INFERIORES DE HASHIN

Para o problema ortótropo de revolução (em relação ao eixo longitudinal das fibras) é necessária à obtenção de 5 parâmetros elásticos para sua completa determinação. Considerando que os módulos de elasticidade longitudinal (E l ) e de cisalhamento (µ l ) são estimados segundo os limites inferiores de Hashin (equações 9 a 11), é possível encontra a solução considerando um estado plano de deformações EPD (evitando-se a análise tridimensional do VER). Os demais parâmetros (E t , t e t ).

Onde:

E

l

(1

)

E

m

E

f

2

(1

)

(

f

m

)

2

(1

) E E

m f

 

E L

m m

f

f

E L E

f m

f

(1

m

)

l

m

(1

)

 

m

(1

 

)

 

f

(1

)

 

m

(1

 

)

 

f

L

i

2(1

i

)(1

2

i

)

: fração volumétrica das fibras do reforço;

(9)

(10)

(11)

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

9

Considerando EPD e o estado uniaxial de deformação macroscópica elementar :

 0 0  0   0 0 0  com  1 

0
0
0
0
0
0
 com
1
0
0
0
0
 

(12)

A relação entre tensões e deformações é então dada por:

0

0

0

0

0



1/ E

t

t

l

/ E

t

/ E

l

t

1/

l

/

E

t

E

t

/

E

l

 

l

l

1/

/

/

E

l

E

l

E

l

0

0

0

 

0

0

0

0

0

0

1/ 2

l

 

0

 


0

0

0

0

0

0

As equações resultantes são então:

11

t

 

0

0

l

 

1/ 2

0

 

 

22

 

33



0

 

E

t



11

t

E

t

22

 

E

l

33

l

0



11

E

t

t

E

t

 

22

l

E

l

33

0

23

E

1

t

0

E

l

E

l

 
 

2

l

 
 

13

1

0

 

2

l

 

12

1

0

 

2

t

l

0

0

0

0

0

1/ 2

t







11

22





33

23

13

12







 

(13)

(14)

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

10

12 tem valor nulo.

Assim, o problema tem uma solução direta pra a obtenção dos demais parâmetros, como demonstram as equações a seguir:

Analisando as expressões acima, fica evidente que as tensões

23

,

13

e

l

33

 

11

22

(15)

t

2

33

(

 

11

22

)



o

E

l

22

(

 

11

22

)

2

33

(

 

11

22

)



o

E

l

(

  

11

11

22

)

(16)

E

t

E (

l

2

 

11

11 2

)(

 

11

22

)

2

33

(

 

11

22

)



o

E

l

(

  

11

11

22

)

(17)

Assim, fica demonstrado que, para este problema específico, dois parâmetros elásticos (E l e µ l ) são suficientes para caracterizar o material compósito homogeneizado. Aplicando os dados dos materiais e proporção volumétrica de fibras aos limites inferiores de Hashin, os seguintes valores foram obtidos:

 

Fração volumétrica de fibras = 30%

Fração volumétrica de fibras = 70%

Módulo de elasticidade (E l )

32807 MPa

63207

MPa

Módulo de cisalhamento (µ l )

6729 MPa

14300

MPa

Quadro 2: valores numéricos para os parâmetros elásticos do compósito homogeneizado, segundo os limites inferiores de Hashin

Como esperado, os dados do quadro 2 demonstram que o percentual de fibras altera consideravelmente a resistência mecânica do compósito.

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11

3.3 CONDIÇÕES DE CONTORNO APLICADAS

Já foi demonstrado que o problema do VER tridimensional pode ser reduzido a uma análise em estado plano de deformações ao se determinar E l e µ l através dos limites inferiores de Hashin. Considerando a simetria da seção do VER, é viável estudar o comportamento do compósito utilizando apenas um quarto da célula de base.

Considerando EPD, a deformação imposta pode ser escrita como:

   0

0

0

0

  

(18)

O campo de deslocamento, considerando a periodicidade, é dado por:

Ou reescrevendo:

   u u

1

2

 

0

0

0

0



 

x x     u  

*

1

1

2

*

u

2

u

u

1

1



u

0

*

2

x

1

u

*

1

(19)

(20)

A simetria impõe as seguintes condições de contorno:

u

u

1

1

(

(

x

1

x

2

0)

0)

0

0

(21)

A aplicação das condições de contorno implica em:

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

12

u

u

*

1

*

2

0

0

(22)

Assim, as condições a serem aplicadas no contorno são:

   u u

1

2

 



 

0

0

0 

0

 

x

1

x

2

(23)

A figura 4 demonstra a aplicação do conceito de simetria, assim como as condições impostas ao contorno do VER em estado plano de deformações.

ao contorno do VER em estado plano de deformações. Figura 4: simetria do VER e condições

Figura 4: simetria do VER e condições de contorno do problema em um meio periódico

Para um meio não periódico, a diferença da análise consiste na aplicação de uma deformação homogênea no contorno (figura 5). As demais características do contorno se mantem. Na linha superior do modelo é aplicada então uma deformação linear do tipo:

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13

u

1

0,5l

0

x

1

(24)

13 u 1  0,5 l  0 x 1 (24) Figura 5: condições de contorno

Figura 5: condições de contorno aplicadas na célula de base

4 MODELOS NUMÉRICOS PROPOSTOS PARA MEIO PERIÓDICO

Devido às hipóteses feitas para os dois parâmetros elásticos (E l e µ l ), mediante emprego dos limites inferiores de Hashin, a análise numérica da célula de base foi efetuada somente sobre a seção transversal do VER (estado plano de deformações). Para realizar o estudo em elementos finitos, se utilizou o software Ansys, sendo a malha composta por elementos isoparamétricos lineares de quatro nós, com dois graus de liberdade nó.

As condições de contorno aplicadas foram demonstradas no item anterior, considerando o

meio como periódico. A deformação imposta (

0 ) ao VER foi arbitrada em 0,015%.

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

14

4.1 ANÁLISE PARA = 30%

A primeira abordagem do compósito foi feita considerando a concentração de fibras de 30%.

A malha empregada e a geometria deformada são demonstradas nas figuras 6 e 7 a seguir.

deformada são demonstradas nas figuras 6 e 7 a seguir. Figura 6: malha de elementos finitos

Figura 6: malha de elementos finitos aplicada ao problema

Figura 6: malha de elementos finitos aplicada ao problema Figura 7: deformações no VER devido à

Figura 7: deformações no VER devido à solicitação aplicada

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15

Os campos de tensões microscópicas (11 , 22 , 33 e 12 ) são também demonstrados nas figuras 8 a 12 a seguir:

) são também demonstrados nas figuras 8 a 12 a seguir: Figura 8: tensões microscópicas 

Figura 8: tensões microscópicas 11

a 12 a seguir: Figura 8: tensões microscópicas  1 1 Figura 9: tensões microscópicas 

Figura 9: tensões microscópicas 22

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

16

16 Figura 11: tensões microscópicas  3 3 Figura 12: tensões microscópicas  1 2 A

Figura 11: tensões microscópicas 33

16 Figura 11: tensões microscópicas  3 3 Figura 12: tensões microscópicas  1 2 A

Figura 12: tensões microscópicas 12

A partir das médias das tensões microscópicas é possível determinar as tensões macroscópicas

) de

ij

atuantes na célula de base, segundo a equação 25 abaixo, considerando a área (

A

el

cada um dos elementos finitos, e as tensões atuantes (

ij el

) dos mesmos. Como o MEF fornece

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17

valores nodais, para determinar uma única tensão referente a cada elemento, se considerou uma média dos nós que compõem os mesmos.

ij

n

i 1

el

ij

A

el

n

i 1

A

el

(25)

As tensões macroscópicas obtidas das médias são resumidas no quadro 3. Um item

12 . Da solução analítica, tem-se que as

mesmas deveriam apresentar valor nulo. Estes resultados só são alcançados, à medida que se

interessante a destacar, diz respeito às tensões

considera

0

a destacar, diz respeito às tensões  considera  0 1 , conforme o enunciado do

1, conforme o enunciado do problema proposto.

11

(MPa)

22

(MPa)

33

(MPa)

12

(MPa)

 

2,5220

 

0,6133

 

0,6691

 

0,0954

Quadro 3: tensões macroscópicas para VER com = 30%

Com as tensões macroscópicas, e usando as equações 15 a 17, os parâmetros elásticos homogeneizados podem ser calculados, estando os resultados demonstrados no quadro 4.

E l (MPa)

µ l (MPa)

l

t

E t (MPa)

32807

6729

0,2134

0,2164

15479

Quadro 4: parâmetros elásticos homogeneizados via analise numérica, para = 30%

Os tensores de rigidez

S

~

hom

(1/MPa) e de flexibilidade

C

~

hom

(MPa) homogeneizados podem

ser determinados a partir dos parâmetros destacados no quadro anterior.

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

18

S

~

hom

C

~

hom

0,646

1,681

0,139

0,646

SIMÉTRICO

0,408

1,681

SIMÉTRICO

0,065

0,065

0,304

0,446

0,446

3,471

4.2 ANÁLISE PARA = 70%

0

0

0

0,743

0

0

0

0

0

0

0

0,743

0

0

0

1,345 0

1,345

0

0

0

0

0

0,785

0

0

0

0

0

1,272

10

10

4

4

(26)

(27)

A segunda análise da célula de base foi feita considerando a concentração de fibras de 70%. A malha empregada, assim como a geometria deformada são demonstradas nas figuras 13 e 14 a seguir.

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19

19 Figura 13: malha de elementos finitos aplicada ao problema Figura 14: deformações no VER devido

Figura 13: malha de elementos finitos aplicada ao problema

19 Figura 13: malha de elementos finitos aplicada ao problema Figura 14: deformações no VER devido

Figura 14: deformações no VER devido à solicitação aplicada

Os campos de tensões microscópicas (11 , 22 , 33 e 12 ) são também demonstrados nas figuras 15 a 18 a seguir:

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

20

20 Figura 15: tensões microscópicas  1 1 Figura 16: tensões microscópicas  2 2 Giordano

Figura 15: tensões microscópicas 11

20 Figura 15: tensões microscópicas  1 1 Figura 16: tensões microscópicas  2 2 Giordano

Figura 16: tensões microscópicas 22

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21

21 Figura 17: tensões microscópicas  3 3 Figura 18: tensões microscópicas  1 2 As

Figura 17: tensões microscópicas 33

21 Figura 17: tensões microscópicas  3 3 Figura 18: tensões microscópicas  1 2 As

Figura 18: tensões microscópicas 12

As tensões macroscópicas obtidas das médias são resumidas no quadro 5. Novamente

aparecem resíduos numéricos para a tensão

12

.

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

22

11

(MPa)

22

(MPa)

33

(MPa)

12

(MPa)

 

6,1613

 

1,3903

 

1,8131

 

-0,3299

Quadro 5: tensões macroscópicas para VER com = 70%

Com as tensões macroscópicas, e usando as equações 15 a 17, os parâmetros elásticos homogeneizados podem ser resumidos no quadro 6.

E l (MPa)

µ l (MPa)

l

t

E t (MPa)

63207

14300

0,2400

0,1835

37645

Quadro 6: parâmetros elásticos homogeneizados via analise numérica, para = 70%

Os tensores de rigidez

S

~

hom

(1/MPa) e de flexibilidade

C

~

hom

(MPa) homogeneizados podem

ser determinados a partir dos parâmetros acima destacados no quadro 6.

S

~

hom

C

~

hom

0,265

4,107

0,048

0,265

0,037

0,037

0,158

SIMÉTRICO

0,926

4,107

1,208

1,208

6,901

SIMÉTRICO

0

0

0

0,349

0

0

0

2,860

0

0

0

0

0,349

0

0

0

0

2,860

0

0

0

0

0

0,314

10

0

0

0

0

0

3,180

10

4

4

(28)

(29)

Comparando os resultados, como esperado, o compósito com maior teor de fibras apresenta propriedades mecânicas muito superiores, já que as fibras de vidro representam a parcela preponderante no compósito.

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23

5 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS RESULTADOS NUMÉRICOS

Neste item, alguns aspectos interessantes oriundos na análise numérica via método dos elementos finitos são confrontados com teorias clássicas de homogeneização como forma de estabelecer uma validação dos resultados obtidos. São aplicados os limites variacionais e ainda algumas análises considerando o meio sem impor as condições de periodicidade.

5.1 COMPARAÇÃO DO RESULTADO NUMÉRICO COM A APLICAÇÃO DOS LIMITES VARIACIONAIS

Os limites variacionais representam uma importante ferramenta na modelagem micromecânica. Eles proporcionam uma indicação de que os resultados do modelo numérico se encontram em uma faixa aceitável de valores. Considerando o Princípio dos Trabalhos Virtuais, o Lema de Hill e sabendo que o tensor de elasticidade é positivo definido, é possível demonstrar que a solução em tensões maximiza a energia complementar, enquanto a solução por deslocamentos minimiza a energia potencial total. Desta afirmação partem as definições de diversos tipos de limites variacionais propostos por vários autores. Este trabalho se restringe a aplicar os modelos de Reuss e Voigt, assim como a teoria do limite inferior de Hashin-Shtrikman.

5.1.1 Limites de Reuss e Voigt

A célula de base unitária associada ao modelo de Voigt-Reuss pode sofrer dois tipos distintos de carregamento. No primeiro caso se propõe um carregamento segundo a direção paralela à interface das lâminas da matriz e do reforço, assumindo um estado de deformação homogênea (campo uniforme de deformação para a matriz e o reforço). Realizando a minimização da energia potencial do material compósito, se obtém o limite superior de Voigt (PINHO DA CRUZ et al., 2009). Por outro lado, deixando o material compósito submetido a um estado de tensões homogêneas, ou seja, o carregamento da célula de base é perpendicular à interface das lâminas da matriz e do reforço, é possível obter o limite inferior de Reuss (PINHO DA CRUZ et al., 2009).

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

24

Segundo Santos Junior (2008), o modelo de Voigt é um dos mais simples esquemas de homogeneização do material compósito. Ele assume uma deformação uniforme longitudinal às fibras, o que implica em deformações iguais em cada fase do compósito. A principal restrição deste modelo reside no aspecto do mesmo não considerar aspectos da microestrutura do material, como a forma e a orientação das inclusões. Suas estimativas conduzem a rigidezes elásticas sobrestimadas, conforme a equação 30.

C

Voigt

~ sup

 C C

(1

)

m

~

~

f

(30)

Já o modelo de Reuss propõe a igualdade das tensões em cada fase do compósito, onde fibras e matriz são sujeitas a uma tensão normal aplicada nas extremidades material. O modelo também não considera os detalhes da microestrutura do material, e as estimativas das rigidezes elásticas são valores subestimados (SANTOS JUNIOR, 2008), de acordo com a equação 31.

~ inf Re uss

C

((1

S S

)

m

~

~

f 1

)

(31)

É necessário citar que nem a suposição de estados de isodeformação nem de isotensão representam condições reais. Na realidade, as tensões de tração na interface das lâminas da matriz e do reforço não estão em equilíbrio, segundo o modelo de Voigt, assim como a interface das lâminas da matriz e do reforço não consegue manter, segundo o modelo de Reuss (PINHO DA CRUZ et al., 2009).

Ainda segundo os autores, não é conveniente calcular os coeficientes de Poisson sob os estados de carregamento citados acima. De modo geral, para matérias com grandes diferenças de rigidez, os limites de Voigt e Reuss definem intervalos muito amplos.

Assim os valores obtidos para os tensores de Reuss e Voigt, em MPa, considerando = 30%, são os seguintes:

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

25

C

Re uss

~ inf

C

~

Voigt

sup

1,516

3,873

0,384

1,516

SIMÉTRICO

1,226

3,873

SIMÉTRICO

0,384

0,384

1,516

1,226

1,226

3,873

0

0

0

1,131

0

0

0

2,647

0

0

0

0

1,131

0

0

0

0

2,647

0

0

0

0

0

1,131

0

0

0

0

0

2,647

10

4

10

4

(32)

(33)

Comparando os tensores dados acima com o tensor homogeneizado obtido via análise numérica, é possível verificar que todos os termos calculados anteriormente respeitam os limites variacionais, demonstrando que a solução obtida se encontra dentro do intervalo energeticamente possível. E assim como destacado anteriormente, é possível observar que o intervalo entre os limites é realmente amplo, já que matriz e fibras apresentam uma considerável diferença de rigidez.

Para a concentração volumétrica de fibras de 70%, os tensores de Reuss e Voigt são:

C

Re uss

~ inf

2,954

0,788

2,954

SIMÉTRICO

0,788

0,788

2,954

0

0

0

2,165

0

0

0

0

2,165

0

0

0

0

0

2,165

10

4

(34)

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

26

C

Voigt

~ sup

7,557

2,491

7,557

2,491

2,491

7,557

SIMÉTRICO

0

0

0

5,066

0

0

0

0

5,066

0

0

0

0

0

5,066

10

4

(35)

Novamente, os valores de todos os termos C ijkl do estudo em elementos finitos apresentam validade dentro dos limites variacionais propostos pelos autores. E mais o vez, o intervalo entre limite inferior e superior é bastante amplo.

5.1.2 Limites de Hashin e Shtrikman

Ao contrário de Voigt e Reuss, Hashin e Shtrikman (HS) consideram o material compósito como uma fase de partículas aleatoriamente distribuídas e uma fase contínua (matriz). O modelo micromecânico requer a consideração de um único princípio variacional, propondo limites para as constantes elásticas de um material compósito (PINHO DA CRUZ et al.,

2009).

De acordo com Santos Junior (2008), estes limites são baseados em princípios variacionais onde o meio é assumido como infinito, e não são feitas considerações sobre a geometria das inclusões. Na falta de informações sobre a microestrutura do material, os limites de Hashin- Shtrikman são as melhores estimativas analíticas para obtenção das propriedades elásticas do mesmo.

Para compósitos com fibras longas unidirecionais, os limites inferiores de Hashin-Shtrikman costumam fornecer bons resultados. Assim, os demais parâmetros podem também ser determinados segundo estes limites variacionais. As equações 9 a 11 já estabeleceram os limites para E l e µ l . As demais equações usadas para tal seguem abaixo:

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

27

HS

l

K

m

(1

)(

K

f

m

)

K K

(

f

m

m

)

 

(1

)(

K

 

(

K

 

)

f

m

)

m

m

m

1

(1

 

)

 

(

K

m

2

m

)

 

f

m

2

m

(

K

m

m

)

 

K

HS

m

HS

t

(1

)

 

m



f

m

(1

)(

 

f

m

)

1

K

m

1

K

f

  

1

1

m

K

f

K

m

HS 4

E

t

1

1

4(

l

HS

)

2

HS

t

K

HS

HS

E

l

t HS

HS

E

t

2

HS

t

1

(36)

(37)

(38)

(39)

(40)

De posse das equações, é possível estabelecer uma comparação entre os parâmetros obtidos numericamente com aqueles determinado via limite inferior de Hashin-Shtrikman. O quadro 7 resume os valores obtidos.

   

= 30%

 

= 70%

Parâmetro

MEF

H-S

Dif. (%)

MEF

H-S

Dif. (%)

E l (MPa)

-

32807

- -

 

63207

-

µ l (MPa)

-

6729

- -

 

14300

-

l

0,2134

0,2205

+3,32

0,2400

0,2395

-0,20

E t (MPa)

15479

14170

-8,45

37645

29582

-21,41

t

0,2164

0,1565

-27,68

0,1835

0,1880

+2,45

Quadro 7: comparação dos parâmetros elásticos homogeneizados via analise numérica e via limites inferiores de Hashin-Shtrikman

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

28

O quadro 7 acima demonstra que os limites inferiores de Hashin-Shtrikman realmente são boas estimativas para os compósitos com fibras longas unidirecionais. A rigor, os limites deveriam fornecer valores sempre inferiores ao resultado numérico. Mas, como as diferenças encontradas são da ordem de 3%, é possível considerar que os erros inerentes a uma análise numérica conduziram a tal situação.

5.2 VER SUBMETIDO À DEFORMAÇÃO HOMOGÊNEA NO CONTORNO

Se for desconsiderada a condição de periodicidade do VER, uma nova abordagem se faz necessária. A rigor, para um meio não periódico, uma única célula de base não será suficientemente representativa do meio em questão.

Neste item se propõe avaliar o VER composto por uma célula de base, com 70% de concentração de fibras de vidro. A geometria do problema e malha em elementos finitos (figura 13) são idênticas ao caso já calculado anteriormente. A diferença neste caso consiste na modificação das condições de contorno. Pelo fato de não haver a condição de periodicidade, é necessária a aplicação de uma deformação homogênea no entorno do VER. A malha deformada é demonstrada na figura 19.

do VER. A malha deformada é demonstrada na figura 19. Figura 19: deformações no VER devido

Figura 19: deformações no VER devido à solicitação aplicada

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

29

Os campos de tensões microscópicas (11 , 22 , 33 e 12 ) são também demonstrados na figuras 20 a 23 a seguir:

) são também demonstrados na figuras 20 a 23 a seguir: Figura 20: tensões microscópicas 

Figura 20: tensões microscópicas 11

a 23 a seguir: Figura 20: tensões microscópicas  1 1 Figura 21: tensões microscópicas 

Figura 21: tensões microscópicas 22

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

30

30 Figura 22: tensões microscópicas  3 3 Figura 23: tensões microscópicas  12 As tensões

Figura 22: tensões microscópicas 33

30 Figura 22: tensões microscópicas  3 3 Figura 23: tensões microscópicas  12 As tensões

Figura 23: tensões microscópicas 12

As tensões macroscópicas obtidas das médias são resumidas no quadro 8.

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

31

11

(MPa)

22

(MPa)

33

(MPa)

12

(MPa)

 

6,2823

 

1,4522

 

1,8565

 

-0,2248

Quadro 8: tensões macroscópicas para VER com = 70%, para meio não periódico

O quadro 9 traz um comparativo dos valores obtidos para os parâmetros elásticos homogeneizados para o compósito, considerando os dois casos já analisados (meio periódico ou não).

 

E l (MPa)

µ l (MPa)

l

t

E t (MPa)

Meio periódico

63207

14300

0,2400

0,1835

37645

Meio não periódico

-

-

0,2400

0,1880

38264

Quadro 9: comparação dos resultados obtidos

Os resultados encontrados demonstram que, apesar da VER não representar corretamente um meio não periódico, os valores apresentam boa concordância.

Os tensores de rigidez

S

~

hom

(1/MPa) e de flexibilidade

C

~

hom

(MPa) homogeneizados podem

ser determinados a partir dos parâmetros acima destacados no quadro 9.

S

~

hom

0,261

0,049

0,261

SIMÉTRICO

0,038

0,038

0,158

0

0

0

0,349

0

0

0

0

0,349

0

0

0

0

0

0,310

10

4

(28)

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

32

C

~

hom

4,188

0,967

4,181

SIMÉTRICO

1,237

1,237

6,914

0

0

0

2,860

0

0

0

0

2,860

0

0

0

0

0

3,220

10

4 (29)

A comparação dos tensores acompanham o resultado dos parâmetros elásticos, estando já bem próximos dos tensores obtidos segundo a condição de periodicidade do meio.

5.3

VER

COMPOSTO

POR

9

CÉLULAS

DE

BASE

SUBMETIDO

À

DEFORMAÇÃO HOMOGÊNEA NO CONTORNO

A última análise corresponde a realizar a mesma verificação do item anterior (meio não periódico), mas agora usando um VER composto por nove células de base. Novamente, devido à simetria, o modelo numérico se reduz a um quarto do VER completo. A malha usada e geometria deformada são detalhadas na figuras 24 e 25.

e geometria deformada são detalhadas na figuras 24 e 25. Figura 24: malha de elementos finitos

Figura 24: malha de elementos finitos aplicada ao problema

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

33

33 Figura 25: deformações no VER devido à solicitação aplicada Os campos de tensões microscópicas (

Figura 25: deformações no VER devido à solicitação aplicada

Os campos de tensões microscópicas (11 , 22 , 33 e 12 ) são também demonstrados na figuras 20 a 23 a seguir:

) são também demonstrados na figuras 20 a 23 a seguir: Figura 26: tensões microscópicas 

Figura 26: tensões microscópicas 11

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

34

34 Figura 27: tensões microscópicas  2 2 Figura 28: tensões microscópicas  3 3 Giordano

Figura 27: tensões microscópicas 22

34 Figura 27: tensões microscópicas  2 2 Figura 28: tensões microscópicas  3 3 Giordano

Figura 28: tensões microscópicas 33

Giordano Von Saltiél Lorenci. Porto Alegre: PPGEC/UFRGS, 2011

35

35 Figura 29: tensões microscópicas  12 As tensões macroscópicas obtidas das médias são resumidas no

Figura 29: tensões microscópicas 12

As tensões macroscópicas obtidas das médias são resumidas no quadro 10.

11

(MPa)

22

(MPa)

33

(MPa)

12

(MPa)

 

6,2818

 

1,4346

 

1,8524

 

-0,0305

Quadro 10: tensões macroscópicas para VER com = 70%, para meio não periódico composto por nove células de base

O quadro 10 traz um comparativo dos valores obtidos para os parâmetros elásticos homogeneizados para o compósito, considerando os três casos já analisados (meio periódico ou não periódico com VER formado por uma ou por nove células de base).

 

E l (MPa)

µ l (MPa)

l

t

E t (MPa)

Meio periódico

63207

14300

0,2400

0,1835

37645

Meio não periódico (1 célula de base)

-

 

- 0,2400

0,1880

38264

Meio não periódico (9 células de base)

-

 

- 0,2400

0,1854

38208

Quadro 11: comparação dos resultados obtidos

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito

36

Apesar da pequena variação, os resultados demonstram que à medida que o VER de um meio não periódico com número maior de células se torna mais representativo, a solução converge para os valores determinados usando as condições de periodicidade.

Os tensores de rigidez

S

~

hom

(1/MPa) e de flexibilidade

C

~

hom

(MPa) homogeneizados podem

ser determinados a partir dos parâmetros acima destacados no quadro 11.

S

~

hom

C

~

hom

0,261

4,187

0,048

0,261

0,038

0,038

0,158

SIMÉTRICO

0,956

4,187

1,234

1,234

6,913

SIMÉTRICO

0

0

0

0,349

0

0

0

2,860

0

0

0

0

0,349

0

0

0

0

2,860

0

0

0

0

0

0,309

0

0

0

0

0

3,231

10

4

(28)

10

4 (29)

Os tensores assim como os parâmetros elásticos também se aproximam da solução via meio em condições de periodicidade.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos demonstram a importância e a utilidade do método dos elementos finitos, cuja ampla gama de aplicação não se restringe apenas à resolução de problemas típicos de análise estrutural, mas serve também como ferramenta na obtenção dos parâmetros que definem a rigidez de um material compósito.

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37

Além disso, o conhecimento dos limites variacionais são ótimas estimativas para validar os

resultados numéricos na falta de ensaios em laboratório, ou quando não é possível determinar

as propriedades da microestrutura do material.

Por fim, fica evidente a necessidade de aplicar corretamente as condições de contorno do

problema, principalmente quando se considera condições de periodicidade. Para tanto, é

importante estabelecer com clareza as exigências do problema de localização.

REFERÊNCIAS BIBILIOGRÁFICAS

HASHIN, Z. Analysis of composite materials. Journal of applied mechanics, New York, vol. 50, p. 481-505, 1983.

KOVAL JUNIOR, G. Aplicação da teoria de homogeneização em materiais compósitos viscoelásticos. 2003. 180 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) Programa de Pós- Graduação em Engenharia Civil. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

PINHO DA CRUZ, J.; FERREIRA, P. S.; OIVEIRA, J. A.; TEIXEIRA-DIAS, F. Homogeneização de propriedades de materiais compósitos em termoelasticidade linear. Revista Iberoamericana de Ingeniería Mecánica, vol. 13, n.º 2, pp. 03-23, 2009.

SANTOS JUNIOR, A. Um estudo sobre estimativas de erro de modelagem de estruturas de materiais heterogêneos. 2008. 63 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil :

Estruturas) Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas, Centro de Tecnologia, Maceió.

SILVEIRA FILHO, O. T. Dispersão térmica em meios porosos periódicos: um estudo numérico. 2004. 128 f. Tese (Doutorado em Engenharia) Universidade Estadual do Rio de janeiro, Instituto Politécnico, Nova Friburgo.

Análise dos aspectos numéricos da elasticidade em um material compósito