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O USO DAS TECNOLOGIAS NA ALFABETIZAÇÃO ESCOLAR

1 ALMEIDA, Luciana Aparecida da Fonseca. luciana.aparecida.maria@gmail.com

RESUMO:

VIEIRA, Laura Aparecida. lauraapvieira@yahoo.com.br

2 QUINTAO, Renata Soares. renatasq@gmail.com (orientadora)

O presente trabalho aborda o uso de tecnologias na prática educativa. Reforça a

importância do planejamento pedagógico adequado à tecnologia e aos recursos

utilizados, frente às práticas sociais da escrita e da leitura. Trata-se da criticidade

dos alunos e interação em sala de aula, com a perspectiva do letramento. E a

necessidade da formação continuada do professor. Conclui-se que as tecnologias

não substituem os professores, mas subsidiam sua prática educativa.

PALAVRAS-CHAVE:

Educação Alfabetização Letramento Recursos Didáticos Tecnologia

1 Alunas do 4º período do Curso Normal Superior da Universidade Presidente Antônio Carlos / UNIPAC Conselheiro Lafaiete MG.

2 Mestre em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (USP); Especialista em Coordenação e Supervisão Pedagógica (PUC-MG); Especialista em Tecnologias e Educação a distância (UCB); Coordenadora Pedagógica da Pós-graduação em Cons. Lafaiete (FACREDENTOR/ETTAL); Professora da Graduação dos cursos de Pedagogia e Normal Superior (UNIPAC) e Professora efetiva de Língua Portuguesa da rede estadual.

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INTRODUÇÃO:

Ao longo dos anos, a educação vem buscando desenvolver no aluno competência da leitura e escrita, o que é indispensável para vivermos num mundo onde o acesso às informações é cada vez mais rápido e nossa participação como cidadão cada vez mais exigente. O artigo proposto tem como objetivo identificar o uso das tecnologias no desenvolvimento da alfabetização. Devido às rápidas mudanças ocorridas na sociedade e o grande volume de informações que estão refletindo no ensino, a escola deve se aprimorar, para que não seja mera transmissora de conhecimentos, mas que seja um ambiente estimulante alfabetizador, capaz de desenvolver o pensamento crítico de seus alunos. Para o cumprimento do objetivo proposto, realizamos uma revisão bibliográfica em livros, artigos e periódicos que determinou a escolha considerando-se a relação com o tema e as propostas de leitura que foram apresentadas. Neste artigo destacaremos fundamentos básicos das teorias de KENSKI, SOARES e FERREIRO. Depois faremos algumas reflexões sobre o processo de letramento e as tecnologias de informação bem como a importância da formação do professor, para que se torne um educador capaz de mediar o processo de ensino - aprendizagem. Em seguida apresentaremos alguns recursos didáticos e tecnológicos que devem ser utilizados pelo professor para o desenvolvimento da alfabetização escolar. Logo após serão analisadas algumas propostas educativas: MSN, Orkut e Chats como recurso metodológico. E por fim nas considerações finais enfatizaremos o que de fato é mais relevante no processo do uso das tecnologias para a alfabetização escolar.

1. REFERENCIAL TEÓRICO

As práticas pedagógicas eram concebidas na concepção tradicional, onde a escrita era considerada como um código de representação da fala, um reflexo da língua oral sem reflexão. Eram utilizadas atividades mecânicas para se alfabetizar como a cartilha e as cópias para memorização. Soares (2006, p. 23), diz que:

A natureza complexa e multifacetada do processo de alfabetização e seus condicionantes sociais, culturais e políticos têm importantes repercussões no

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problema dos métodos de alfabetização, do material didático para alfabetização, particularmente a cartilha, da definição de pré- requisitos e da preparação para a alfabetização, da formação do alfabetizador.

Com o surgimento crescente do mundo industrial e capitalista as exigências foram maiores mudando o rumo da sociedade e consequentemente, a educação. Esta agora precisaria se adequar para suprir as demandas do mundo moderno. O mundo tecnológico entra em cena e não diferente a educação amplia seu processo de alfabetização surgindo o termo letramento que é a utilização das habilidades de ler e escrever no contexto social. Há, portanto, uma dimensão social do alfabetismo. As relações entre alfabetismo, sociedade e cultura, as habilidades e conhecimentos de leitura e escrita, não podem ser dissociadas de seus usos(SOARES, 2006, p. 33), daí a ampliação do processo de alfabetização. Nessa perspectiva as práticas educacionais precisariam fazer uma reflexão sobre o uso das tecnologias, das quais, nos fornecem maior agilidade sobre as informações da atualidade. Segundo Ferreiro (2008) O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida, em ambiente social, mas as práticas sociais assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças”. Então tendo em vista a inovação da tecnologia, não poderemos mais nos distanciar delas, pois seu uso aproxima os saberes e organiza a sociedade de forma a sair da sua forma primitiva e passiva. As novas tecnologias surgiram para integrar e ampliar o conhecimento de forma mais acessível, é ai que as propostas educacionais principalmente na alfabetização, precisam orientar sua prática abordando novos caminhos que acabem com o isolamento e

a

verticalização do ensino. Para alguns autores como Ferreiro, Kenski e Soares para as propostas educacionais

o

uso da tecnologia vem somar, pois possibilita emergir o aluno num universo interativo

além de benefícios em aspecto construtivista, proporciona interação de aluno-professor.

A escola precisa assumir o papel de formar cidadãos para a complexidade do

mundo e para os desafios que ele propõe. Preparar cidadãos conscientes para

lidar criticamente com o excesso de informações e mudança, a fim de lidar com

as inovações e as transformações sucessivas dos conhecimentos em todas as áreas. (KENSKI, 2007, p. 64).

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Para Ferreiro (2001, p. 105) “A escola é uma das instituições mais conservadoras que existem na sociedade. As mudanças são lentíssimas”. Daí a necessidade de se repensar a educação e com o uso das tecnologias que de forma alguma vem para substituir o professor, mas para aproximá-lo do aluno e subsidiar na sua prática pedagógica.

2. O processo de LETRAMENTO e as tecnologias de informação

As tecnologias de informação contribuem para a perspectiva do letramento em sala de aula, pois professores e alunos têm contatos durante todo o dia com as mais diversas mídias. As atividades metodológicas propostas para crianças e jovens que utilizam a internet, devem ser calcadas na exploração e problematização de filmes, documentários, letras de música, textos de ficção, de informação, de propaganda, textos em versos, textos de linguagem iconográfica charges, tirinhas. Na perspectiva de alfabetizar letrando, como é uma exigência do mundo moderno,

é importante colocar em prática as vivências do cotidiano das crianças na prática de leitura

e escrita, dando subsídios para usar vários tipos de linguagem em qualquer situação. Cabe ressaltar também os projetos que podem ser concluídos utilizando-se imagens de obras de artes disponíveis nos sites de museus internacionais e de pintores renomados. Músicas antigas podem ser resgatadas pela internet e utilizadas como recurso musical e textual, sendo a internet, um espaço rico de informações educativas. A respeito disso temos as seguintes contribuições:

Mesmo textos ditos de cultura popular, como os raps e funks, retratam a situação vivida pelos membros de determinada sociedade. A utilização desses textos oportuniza a análise de elementos externos como a estrutura de versos e estrofes, a presença de rimas, de ritmo (musicalidade) e sons, bem como questionamentos socioeconômico-culturais desses sujeitos, além das relações de gênero estabelecidas na sociedade. (KENSKI apud MAIA e MENTZ, 2006, p.

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A ação educativa frente às práticas sociais da leitura e da escrita transformam os sujeitos modificando significativamente suas condições de vida cognitivas, linguística, social e culturalmente. Reforçando assim os princípios de Vigotsky e Piaget, a aprendizagem se processa em uma relação interativa entre o sujeito e a cultura em que vive. Sobre este prisma

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podemos dizer que a alfabetização hoje promove a socialização. Com isso, a alfabetização não consiste meramente num processo de codificação e decodificação, numa habilidade mecânica sem criticar, compreender e produzir conhecimento. A necessidade de esclarecer esse procedimento de ensino e de aprendizagem de leitura e escrita em comportamentos e práticas surge o termo letramento saber exercer as práticas sociais de leitura que circula na sociedade. Segundo Ferreiro (2001, p. 67) “letramento é algo que deveria estar dentro do processo de alfabetização”. Assim sendo podemos dizer que letramento é uma ampliação do processo de alfabetização. E só terá sentido quando inserido na prática de contexto social.

Apesar de ainda haver muita polêmica a respeito dos métodos convencionais sobre como ensina e como aprende, Ferreiro (2001) nos ensina a relação de como as crianças aprendem a ler e a escrever. O enfoque agora é tentar compreender como aprendem os que conseguem aprender a ler e escrever sem dificuldade. Com esse novo conceito de escrita agora não será mais possível considerar a transcrição gráfica de códigos desconsiderando os saberes que a criança constrói antes de aprender a ler.

as crianças elaboram ideias próprias a respeito dos sinais escritos, ideias

estas que não podem ser atribuídas à influência do meio ambiente. Desde aproximadamente os quatro anos, as crianças possuem sólidos critérios para admitir que uma marca gráfica possa ou não ser lida, antes de serem capazes de

ler os textos apresentados. (FERREIRO, 2001, p.45)

] [

Quando a criança aprender a ler ela poderá ao mesmo tempo aprender conteúdos como, as características discursivas da língua, em diferentes gêneros através dos quais se realiza socialmente. Por isso o livro didático deverá constituir-se de uma variedade de gêneros textuais, para que o aluno tenha um número maior de informações à sua disposição. Na perspectiva de alfabetizar letrando, como é uma exigência do mundo moderno, é importante colocar em prática as vivências do cotidiano das crianças na prática de leitura e escrita, dando subsídios para usar os vários tipos de linguagem em qualquer situação. Dessa forma observando a evolução do conceito da alfabetização até os dias atuais fica claro o conceito de analfabetismo funcional pessoas que embora dominem as habilidades, do ler e do escrever, não são capazes de utilizar a escrita na leitura e na

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produção de textos na vida cotidiana ou na escola para satisfazer as exigências do aprendizado. Na trajetória da história da alfabetização é importante salientar que eles são conhecimentos que dominam a atualidade sobre os aspectos da aprendizagem do sistema alfabético. Se olharmos para os últimos 20 anos, podemos dizer, com certeza que em nosso país avançamos nas questões que envolvem a alfabetização. Éramos cerca de 18% de alfabetizados, já no início do século XXI, esse índice aumentou para 83% de alfabetizados. Frente à perspectiva do mundo moderno, isso mostra que ampliamos nosso conceito de alfabetização. Segundo Liliana Landsmann citada por Naspolini (1990) ser alfabetizado é:

Desempenhar um conjunto de atividades associadas ao uso prático. Por exemplo: saber ler uma bula, escrever uma lista de compras ou preencher um formulário, atividades que tornam o indivíduo mais adaptado à sociedade. Outra concepção tem aquele que vê na utilização da escrita também uma aquisição do poder político, econômico e mental. Um terceiro modo de ver a questão é entender que o essencial para ser alfabetizado é ter adquirido as formas de expressão contidas nos livros e apreciar seu valor estético.

As contribuições das teorias somadas ao processo de transformação social em busca de uma educação com perspectiva de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos linguísticos é na verdade um caminho longo a ser trilhado, pois ainda é possível ver fracassos na área da alfabetização com alguns avanços na verdade, pois o analfabetismo como se tem verificado diminuiu consideravelmente no nosso país. Soares (2003, p. 95) explica que:

É preciso não ter medo do método diante do assustador fracasso na área da alfabetização, e considerando as condições atuais de formação do professor- alfabetizador, em nosso país, estamos, sim, em busca de um método que tenhamos a coragem de afirmá-lo.

Mas, mesmo com alguns avanços não devemos nos contentar, pois alfabetização é um assunto amplo que exige prática, leitura de mundo, crítica da realidade, competência, discussão, participação, assumindo e vencendo obstáculos. Segundo Ferreiro (2001, p.105), “A escola é uma das instituições mais conservadoras que existem na sociedade. As mudanças no sistema escolar são lentíssimas”. Portanto a prática docente frente à perspectiva de aprendizagem deve direcionar seu trabalho, ampliando sua competência, de observar, ouvir, discutir, participar e aprender juntos, a fim de que sua atuação pedagógica esteja voltada para a necessidade do grupo, pois a exigência que se tem hoje de um professor no século XXI impõe uma

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tarefa que ultrapassa o domínio conceitual e instrumental, é relevante que se faça uma leitura do mundo. Alfabetizar é fazer a diferença, vendo os acontecimentos em nosso redor e tendo atitudes. Pois como diz Freire (1996, p.77) “Ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra”.

3. RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLÓGICOS

Muitos recursos didáticos e tecnológicos como: jogos, brincadeiras, músicas, portadores de textos, jornais, revistas, vídeos, filmes, multimídia, data show, slides, etc., podem ser utilizados. Todavia, por melhores que sejam estes recursos é necessária a realização de planejamento: o conteúdo a ser trabalhado, os objetivos de aprendizagem que se pretende alcançar e se está apropriado ao tipo de aluno. Além disso, é preciso a preparação prévia dos alunos para observarem no filme, por exemplo, os aspectos relacionados com os temas que estão em discussão e que façam uma análise crítica. Para que depois, o intermediador possa canalizar todo o envolvimento dos educandos com as cenas vistas para a formulação de debates, conversas e atividades comunicativas, que orientam a reflexão do que foi visto.

Outras atividades posteriores vão aprofundar estas observações, levando-os ao processo de construção e sistematização de suas próprias aprendizagens. Na trajetória da história de alfabetização é importante salientar que são conhecimentos que dominam a atualidade sobre os aspectos da aprendizagem do sistema alfabético.

Verifica-se, portanto, que a simples apresentação de um filme ou outro recurso, sem nenhum tipo de trabalho pedagógico anterior ou posterior à ação, desloca professores e alunos para uma forma receptiva e pouco ativa de educação, se tornando convencional.

De acordo com Kenski (2007, p.46):

Mais importante que as tecnologias, que os procedimentos pedagógicos mais modernos, no meio de todos esses movimentos e equipamentos, o que vai fazer a diferença qualitativa é a capacidade educacional aos objetivos que levaram você, pessoa, usuário, leitor, aluno, ao encontro desse desafio de aprender.

Pois, dependendo da tecnologia o processo educacional com certeza sofrerá alteração, e tendo em vista a educação sendo utilizada como uma importante ferramenta de

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poder, através do uso das tecnologias a possibilidade de romper com a forma verticalizada de ensino é bem maior, onde tudo é repassado hierarquicamente sem refletir, formando um círculo vicioso de conteúdos. Assim sendo:

A linguagem digital, a imagem, o som e o movimento oferecem informações

mais realistas ao que está sendo ensinado. Quando bem utilizada provocará alterações no comportamento de professore e alunos levando ao melhor conhecimento e maior aprofundamento dos conteúdos estudados. (KENSKI, 2007, p. 45)

Nessa perspectiva, a dinâmica em sala de aula deve ser concebida no pressuposto de que a intervenção do professor junto ao aluno é essencial e altera consideravelmente na utilização do recurso tecnológico e nos resultados.

O distanciamento da pesquisa faz com que essa verticalização dos conteúdos se prolifere, mas com o uso adequado das tecnologias com a intervenção, o ensino seguirá outro rumo, com qualidade, e sua prática, a aprendizagem se dará de forma eficaz, pois o homem é naturalmente, curioso, o que facilita o gosto pela pesquisa e sua prática.

4. PROPOSTAS EDUCATIVAS: MSN, ORKUT E CHATS

Ao nos remetermos ao MSN, Orkut e Chats pensamos inicialmente em diversão. Porém o uso desses recursos em nossas práticas educativas leva-nos a conhecer nossos alunos e sua linguagem como recurso didático-metodológico. Para Soares (2006, p. 20):

O

processo da alfabetização não ocorre da mesma maneira em diferentes regiões

do

país, porque a distância entre cada dialeto geográfico e a língua escrita não é

a mesma (sobre o que se refere à correspondência entre o sistema fonológico e o sistema ortográfico).

Devido à possibilidade de intervenção e mediação linguística, bem como descobertas de novos espaços relacionados ao processo de socialização dos jovens. Infelizmente, em um país como o nosso, com desigualdades sociais, culturais e econômicas significativas, sabe-se que as tecnologias de informação inexistem e são desconhecidas por vários sujeitos de todos os estados que o compõem.

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Outra questão a ser discutida é o analfabetismo digital, tanto de professores quanto de alunos em nossas escolas. Se construirmos conhecimento frente às relações sociais estabelecidas, também devemos aprender a usar o computador. Nas próximas décadas será preciso um avanço na utilização desse recurso devido

ao avanço tecnológico e é possível uma exclusão de quem não os utilizar sendo no campo pessoal ou profissional, cultural e social para interação do indivíduo.

O analfabetismo funcional ligado a uma má qualidade de educação levará o

indivíduo a uma interpretação errônea dos acontecimentos reais da nossa realidade. E isso se relaciona também com aquelas pessoas, que só sabem o básico de um computador tal como ligar e desligar ou acessar a internet e entra num e-mail isso associa-se com as pessoas que sabem escrever, mas não faz o uso na sociedade em diversas situações.

Se o ensino não resistir ao uso das tecnologias a alfabetização/letramento terá um

ganho para as séries iniciais onde a coordenação motora da criança está em desenvolvimento e a curiosidade é mais apurada, eles conseguem aprender o processo de utilização desse recursos com mais rapidez que o próprio adulto, e a aprendizagem poderá

ser através da prática utilizando os diversos textos que circulam na sociedade.

O começo do conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, é o que reforça

Piaget, o conhecimento humano se constrói na interação sujeito-meio e sujeito-objeto.

5. CONSIDERACÕES FINAIS

Com esses novos recursos educacionais, é possível se ter uma interação maior entre professores e alunos, o que torna a aula mais prazerosa e ativa, transformando a escola em um ambiente agradável, evitando-se, assim, a evasão escolar. É importante ressaltar que a escola não se acaba por conta das tecnologias, mas, que estas são suportes a serem aproveitados pela escola, impulsionando a educação de acordo com as necessidades sociais de cada época. Estes aspectos de alteração necessitam de reorganização das políticas educacionais, da gestão e das formas de avaliação da educação e não apenas as mudanças dos métodos pedagógicos e das disciplinas. Ou seja, as mais modernas tecnologias de informação e comunicação exigem uma reestruturação do sistema escolar como um todo.

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que

necessidade de saber lidar pedagogicamente com alunos e situações extremas:

Um dos

grandes

desafios

os

professores

brasileiros

enfrentam está

na

] [

últimas inovações tecnológicas aos que se encontram em plena exclusão tecnológica; das instituições de ensino equipadas com as mais modernas tecnologias digitais aos espaços educacionais precários e com recursos mínimos para o exercício da função docente. O desafio maior, no entanto, ainda se encontra na sua própria formação profissional para enfrentar esses e tantos outros problemas. (KENSKI, 2004, p.78)

dos alunos que já possuem conhecimentos avançados e acesso pleno às

Professores bem formados e criativos conseguem administrar a diversidade de formações entre seus alunos, transformando o isolamento, a indiferença e a alienação com que costumeiramente os alunos frequentam as salas de aula, em interesse e colaboração, passam a ser parceiros de um mesmo processo de construção e aprofundamento do conhecimento.

É necessário capacitar os alunos para a produção e manipulação das informações e

para o posicionamento crítico diante desta nova realidade. Diante dos fatos mencionados, verifica-se, portanto, que o avanço tecnológico

ganhou um espaço muito grande no mundo contemporâneo. Contudo, a ação do professor é de suma importância na formação dos alunos e, consequentemente, da sociedade.

É preciso que os professores se conscientizem do seu papel de educador e busque

nas tecnologias um suporte para seu trabalho e se qualifiquem para atender à nova demanda da sociedade.

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REFERÊNCIAS:

FERREIRO, Emília. Cultura escrita e educação. Porto Alegre: Artmed, 2001.

Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1988.

KENSKI, Vani Moreira. Das salas de aula aos ambientais virtuais de aprendizagem. Métodos e Tecnologias. Educação Continuada em Geral, 2005.

Educação e tecnologias: o novo rumo da informação. Campinas SP:

Papirus, 2007.

MAIA, Christiane Martinatti; SCHEIBEL, Maria Fani. Didática. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2009. p. 174-177.

NASPOLINI, Ana Tereza. Didática de Português: tijolo por tijolo: leitura e produção escrita. São Paulo: FTD, 1996.

SALGADO, Maria Umbelina Caiafa; GLAURA, Vasques de Miranda. COLEÇÃO VEREDAS. Formação superior de professores. Módulo 5- v. 2-4. Belo Horizonte: SEE- MG, 2004.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo; Contexto, 2003.

TEDESCO, Juan Carlos. Educação e tecnologias: Esperanças ou incertezas? São Paulo: Cortez, UNESCO, 2004.