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II REUNIÃO DOS BOTÂNICOS DA AMAZÔNIA - BELÉM, PARÁ - 1997

EFEITO DE MICORRIZAS ARBUSCULARES SOBRE O CRESCIMENTO E


COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE CAPIM-ELEFANTE CV. ANÃO (Pennisetum purpureum
Schum.). Newton de Lucena Costa, Rogério S.C. da Costa (Embrapa Rondônia); Valdinei Tadeu
Paulino (Instituto de Zootecnia, São Paulo)

O efeito da inoculação de micorrizas arbusculares (MA) sobre o crescimento e nutrição


mineral do capim-elefante cv. Anão (Pennisetum purpureum Schum.) foi avaliado em
experimento conduzido em casa-de-vegetação na Embrapa Rondônia. Utilizou-se um Latossolo
Amarelo, esterilizado em autoclave à 110oC e reinoculado com população microbiana isenta de
outros fungos MA. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro
repetições. Foram avaliadas oito espécies de MVA: Glomus mossaea, G. fasciculatum, G.
etunicatum, G. macrocarpum, Gigaspora margarita, G. heterogama, Acaulospora muricata e A.
laevis. A micorrização promoveu acréscimos significativos (P < 0,05) nos rendimentos de
matéria seca (MS), teores de fósforo (P), nitrogênio (N) e potássio (K). Houveram diferenças
significativas (P < 0,05) na eficiência dos fungos MA testados, em relação ao crescimento e
composição química do capim-elefante cv. Anão. Os maiores rendimentos de MS foram obtidos
com a inoculação de A. muricata, G. margarita e G. heterogama. Com relação aos teores de P e
K, G. macgarita, G. mossaea e A. laevis foram os fungos mais efetivos. Já, plantas inoculadas
com G. margarita, G. fasciculatum e A. muricata apresentaram as maiores concentrações de N.
As taxas de colonização radicular foram afetadas (P < 0,05) pelas diferentes espécies de MA,
sendo os maiores valores registrados com a inoculação de A. muricata e G. margarita. Os teores
de cálcio e magnésio não foram afetados (P > 0,05%) pelas diferentes espécies de MA. Os
resultados obtidos permitem concluir que as espécies de MA mais eficientes foram G.margarita,
A. muricata e G. heterogama.

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EFICIÊNCIA DE MICORRIZAS VESÍCULO-ARBUSCULARES E DA ADUBAÇÃO


FOSFATADA EM Paspalum coryphaeum. Newton de Lucena Costa, Rogério S.C. da Costa
(Embrapa Rondônia) Valdinei T. Paulino (Instituto de Zootecnia, São Paulo).

O efeito da inoculação de quatro espécies de micorrizas arbusculares (MA) - Gigaspora


margarita, G. heterogama, Glomus mossaea e Acaulospora muricata - e de duas doses de
fósforo (0 e 22 kg de P/ha), sobre a produção de matéria seca (MS), teores de nitrogênio (N) e
fósforo (P) de Paspalum coryphaeum, foi avaliado em experimento conduzido em casa-de-
vegetação na Embrapa Rondônia. Utilizou-se um Latossolo Amarelo, textura argilosa, fase
floresta, esterilizado em autoclave à 110oC e reinoculado com população microbiana isenta de
outros fungos MA. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com três repetições.
As doses de P foram aplicadas quando da semeadura, sob a forma de superfosfato triplo e
misturadas uniformemente com o solo. Independentemente da adubação fosfatada, a inoculação
com G. margarita ou A. muricata proporcionou os maiores rendimentos de MS. A inoculação
com G. mossaea, na ausência de P, mostrou-se ineficiente, apresentando produção de forragem
semelhante à verificada no tratamento testemunha. Os maiores teores de N foram verificados
com a inoculação de G. heterogama e G. margarita, na ausência de P, e com A. muricata,
quando na presença da adubação fosfatada. Já, as maiores concentrações de P foram registradas
com a inoculação de G. heterogama e A. muricata, independentemente da adubação fosfatada. A
colonização radicular foi favorecida pela adição de fosfato, sendo as maiores percentagens
verificadas com a inoculação de G. margarita, A. muricata e G. heterogama. Com base nos
resultados obtidos, as espécies de MA que apresentaram maior efetividade simbiótica foram G.
heterogama e A. muricata.

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RESPOSTA DE Paspalum coryphaeum À INOCULAÇÃO MICORRÍZICA E A


FERTILIZAÇÃO COM FOSFATO DE ROCHA. Newton de Lucena Costa; Valdinei T.
Paulino (Embrapa Rondônia; Instituto de Zootecnia, São Paulo)

As micorrizas arbusculares (MA) estimulam a dissociação do fosfato insóluvel e altera o


equilibrio do fósforo solúvel na solução do solo. A vantagem do uso de fosfato de rocha é que
mesmo em altos níveis de P disponível, a colonização micorrízica não é reduzida como pode
acontecer após a aplicação de fertilizantes fosfatados solúveis. Neste trabalho avaliou-se os
efeitos de níveis de fosfato de rocha (100 e 200 kg de P2O5/ha), em presença ou não de MA
(Scutellospora heterogama) sobre o crescimento e absorção de N e P de Paspalum coryphaeum.
Utilizou-se um Latossolo Amarelo, textura argilosa, fase floresta e de baixa fertilidade natural, o
qual foi esterilizado em autoclave à 110oC. O delineamento experimental foi em blocos
casualizados com três repetições. As doses de fósforo foram aplicadas sob a forma de fosfato
natural de Araxá, por ocasião da semeadura, misturando-as uniformemente com o solo. Na
ausencia de adubação fosfatada, o fungo MA proporcionou, em relação à testemunha,
incrementos de 122; 65 e 98% na producão de MS, absorção de N e P, respectivamente. A adição
de fosfato de rocha, notadamente ao nível de 200 kg de P2O5/ha, estimulou o crescimento e
acumulacão de N e P, sendo seu efeito superior ao obtido com a inoculação da MA isoladamente.
No entanto, os maiores rendimentos de MS e absorção de N e P foram obtidos com a aplicação
conjunta de fosfato de rocha e MA. As taxas de colonização radicular não foram afetadas (P >
0,05) pela adição de fosfato de rocha. Os resultados obtidos evidenciam um efeito sinergístico da
inoculação de MA sobre a eficiência agronômica do fosfato de rocha.

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NUTRIENTES LIMITANTES AO CRESCIMENTO DE Paspalum atratum. Newton de


Lucena Costa; Valdinei T. Paulino; Antônio Neri A. Rodrigues (Embrapa Rondônia; Instituto de
Zootecnia, São Paulo)

Em Rondônia, a maioria dos solos apresentam baixa fertilidade natural, sendo


caracterizados por elevada acidez e altos teores de alumínio trocável, limitando a produtividade e
persistência das pastagens cultivadas e implicando num fraco desempenho da pecuária bovina.
Logo, o conhecimento dos fatores nutricionais limitantes ao crescimento de gramíneas
forrageiras é de grande importância para o estabelecimento, formação e manejo de pastagens.
Deste modo, o presente trabalho teve por objetivo determinar os nutrientes mais limitantes à
produção de forragem de Paspalum atratum BRA-09610. O ensaio foi conduzido em casa-de-
vegetação, utilizando-se um Latossolo Amarelo, textura argilosa, com as seguintes características
químicas: pH = 4,5; Al = 1,6 cmol/dm3; Ca + Mg = 1,3 cmol/dm3; P = 2 mg/kg e K = 56 mg/kg.
O delineamento experimental foi em blocos casualizados com três repetições. Os tratamentos
avaliados foram: 1 - Testemunha; 2 - Completo (Calagem + N + P + S + K + Micronutrientes); 3
- Completo - N; 4 - Completo - P; 5 - Completo - K; 6 - Completo - S; 7 - Completo -
Micronutrientes e 8 - Completo - calagem. Quando pertinentes, as doses dos nutrientes (mg/kg),
aplicadas no plantio e uniformemente misturadas com o solo, foram: N = 40 (uréia); P = 50
(superfosfato triplo); K = 40 (cloreto de potássio); S = 30 (enxofre elementar); Micronutrientes
= 15 (FTE BR-16). O calcário dolomítico (500 mg/kg - PRNT = 100%) foi aplicado 60 dias
antes do plantio, sendo o solo neste período mantido em 80% de sua capacidade de campo.
Durante o período experimental foram realizados quatro cortes a intervalos de 35 dias e a 10 cm
acima do solo. Os maiores rendimentos de matéria seca (MS) foram obtidos com o tratamentos
Completo e Completo - Micronutrientes. A omissão de P promoveu uma significativa redução no
rendimento de MS, o qual foi semelhante ao obtido com a testemunha. Os efeitos decorrentes da
retirada de N e da calagem foram semelhantes (P > 0,05) e bem menos acentuados que os do P.
Já, a ausência de S e K resultou num decréscimo de 66 e 45%, respectivamente, em comparação
ao tratamento Completo. Os teores de macronutrientes não apresentaram uma tendência definida
em função dos tratamentos, a qual pudesse ser explicada pelo efeito de diluição ou concentração.
Os maiores teores de P, N e Ca foram obtidos no tratamento Completo. A omissão de P e da
calagem implicou nos menores teores de P e Ca, ocorrendo fato semelhante quanto ao teor de N
quando da ausência deste nutriente na adubação. Pelos resultados obtidos conclui-se que o P foi
o nutriente mais limitante à produção de forragem, com reflexos negativos em sua composição
química, constituindo-se, portanto, em fator indispensável no estabelecimento de pastagens de P.
atratum BRA-09610. O S e K também mostraram-se limitantes, porém com menor intensidade,
enquanto que os efeitos da omissão de N, micronutrientes e da calagem foram pouco
expressivos.

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NÍVEIS CRÍTICOS INTERNOS DE FÓSFORO EM GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS


TROPICAIS. Newton de Lucena Costa; Valdinei T. Paulino; Antônio Neri A. Rodrigues
(Embrapa Rondônia; Instituto de Zootecnia, São Paulo)

Em Rondônia, a formação de pastagens cultivadas tem como um dos principais fatores


limitantes os níveis extremamente baixos de P disponível. Considerando-se que as plantas
forrageiras apresentam grandes variações quanto aos requerimentos de P, o conhecimento dos
níveis críticos internos (NCI) é muito importante, visando o diagnóstico do estado nutricional ou
o estabelecimento da necessidade de adubação fosfatada. O NCI indica o teor de P no tecido
vegetal abaixo do qual há probabilidade de respostas significativas à adição do nutriente ao solo.
Neste trabalho, determinou-se os NCI de P de três gramíneas forrageiras tropicais (Brachiaria
decumbens CIAT-606, B. humidicola e Andropogon gayanus cv. Planaltina). O ensaio foi
conduzido no campo experimental da Embrapa Rondônia, localizado no município de Vilhena,
em um Latossolo Vermelho-Amarelo, textura argilosa, fase cerrado, com as seguintes
características químicas: pH = 4,2; Al =0,7 cmol/dm3; Ca + Mg = 1,1 cmol/dm3; P = 2,2 mg/kg
e K = 58 mg/kg. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com três repetições.
Os tratamentos constaram de cinco doses de P (0, 25, 50, 75 e 100 kg de P2O5/ha), aplicadas, à
lanço, sob a forma de superfosfato triplo. Quando do plantio, aplicou-se 40 kg de N/ha (uréia) e
60 kg de K2O/ha (cloreto de potássio). Durante o período experimental foram realizados seis
cortes a intervalos de oito semanas e a 20 cm acima do solo. Para B. decumbens e B. humidicola,
a aplicação de 75 ou 100 kg de P2O5/ha resultou na maior produção de MS, enquanto que para A.
gayanus doses entre 50 e 100 kg de P2O5/ha proporcionaram os maiores rendimentos de
forragem, os quais não diferiram entre si (P > 0,05). Para os teores de P da B. decumbens e B.
humidicola, observaram-se efeitos significativos (P < 0,05) com a aplicação de até 50 kg de
P2O5/ha. Já, para A. gayanus, os maiores valores foram obtidos com a aplicação de 100 kg de
P2O5/ha. A eficiência de utilização de P (kg MS/g P) decresceu à medida que se aumentaram as
doses de P. Para as três gramíneas, os efeitos da adubação fosfatada ajustaram-se ao modelo
quadrático de regressão, sendo as doses de máxima eficiência técnica estimadas em 90,3; 89,9 e
95,2 e, 72,9; 86,4 e 74,8 kg de P2O5/ha, respectivamente para os rendimentos de MS e teores de
P de B. humidicola, B. decumbens e A. gayanus. Os NCI determinados através da equação que
relacionou a dose de P necessária para a obtenção de 90% da produção máxima de MS foram de
0,137; 0,140 e 0,135 %, os quais corresponderam a doses de 52,1; 54,9 e 57,9 kg de P2O5/ha,
respectivamente para B. humidicola, B. decumbens e A. gayanus. Estes valores são inferiores aos
comumente reportados para as mesmas gramíneas em diferentes localidades da região
Amazônica.

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CARACTERIZAÇÃO MORFOFISIOLÓGICA DE PASPALUM ATRATUM BRA-9610.


Newton de Lucena Costa; Valdinei T. Paulino (Embrapa Rondônia; Instituto de Zootecnia, São
Paulo)

A utilização de práticas de manejo de pastagens adequadas é uma das alternativas para


minimizar o efeito da estacionalidade da produção de forragem durante o ano. O estádio de
crescimento em que a planta é colhida afeta consideravelmente o rendimento de forragem,
composição química, capacidade de rebrota e persistência das pastagens. Em geral, o aumento do
intervalo entre cortes proporciona maiores produções de forragem, porém, concomitantemente,
observa-se um decréscimo acentuado na sua composição química. Logo, deve-se procurar o
ponto de equilíbrio entre produção e qualidade da forragem, visando assegurar o atendimento das
exigências nutricionais dos animais e garantindo, simultaneamente, a persistência e
produtividade das pastagens. O presente trabalho teve por objetivo determinar, em termos de
produção de forragem, composição química e vigor de rebrota, a melhor idade de corte para
pastagens de Paspalum atratum BRA-9610. O ensaio foi conduzido em casa-de-vegetação da
Embrapa Rondônia, utilizando-se um Latossolo Amarelo, textura argilosa, com as seguintes
características químicas: pH = 5,1; Al = 2,3 cmol/dm; Ca + Mg = 1,4 cmol/dm; P = 2 mg/kg; K =
68 mg/kg e Matéria Orgânica = 3,1%. O solo foi coletado na camada arável (0 a 20 cm),
destorroado e passado em peneira com malha de 6 mm e posto para secar ao ar. O delineamento
experimental foi em blocos casualizados com três repetições. Os tratamentos consistiram de oito
idades de corte (14, 28, 42, 56, 70, 84, 98 e 112 dias). A unidade experimental constou de um
vaso com capacidade para três dm3 de solo seco. Os rendimentos de MS da gramínea foram
significativamente incrementados (P < 0,05) com o aumento da idade das plantas, sendo os
maiores valores obtidos com cortes aos 112 (16,24 g/vaso), 98 dias (15,31 g/vaso)e 84 dias
(14,90 g/vaso). Verificaram-se decréscimos significativos (P < 0,05) dos teores de PB com o
avanço do estádio de crescimento. O maior teor foi verificado aos 14 dias de idade (14,88%), o
qual não diferiu (P > 0,05) apenas do obtido com corte aos 28 dias (13,76%). Já, cortes aos 112
(8,44%) e 98 dias (8,56%) proporcionaram os menores teores de PB. O vigor de rebrota da
gramínea foi significativamente (P < 0,05) afetado pela idade das plantas, sendo os maiores
valores registrados aos 84, 98 e 112 dias. A taxa absoluta de crescimento apresentou o maior
valor no período compreendido entre 70 e 84 dias (365 mg/dia). As maiores taxas relativas de
crescimento foram observadas aos 14 (78,7 mg/g/dia) e 28 dias (50,9 mg/g/dia). A área foliar e a
razão de área foliar foram diretamente proporcionais à idade das plantas, sendo os maiores
valores obtidos aos 112 (913 cm2 e 56,2 cm2/g) e 98 dias (834 cm2 e 54,5 cm2/g). A maior taxa
de assimilação aparente foi observada no período compreendido entre 0 e 14 dias (9,39
mg/cm2/dia). Com base nas características morfofisiológicas da gramínea, a idade de corte mais
adequada para P. atratum, visando conciliar produção e qualidade de forragem, situa-se entre 56
e 70 dias.

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