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Ficha Técnica

Jornal A Página da Educação — Publicação Mensal — Publica-se na 1ª segunda-feira de cada mês | Proprietário: Editora Profedições, Lda. | Capital Social: 5.000 Euros |

Director e Coordenador editorial: José Paulo Serralheiro | Editor Gráfico Adriano Rangel

| Redacção: Andreia Lobo e Ricardo Costa | Secretariado: Lúcia Manadelo | Paginação:

Ricardo Eirado | Fotografia: Ana Alvim.

Rubricas e colaboradores

A ESCOLA que (a)prende — Coordenação: David Rodrigues, Universidade Técnica de

Lisboa e Coordenador do Fórum de Estudos de Educação Inclusiva (www.fmh.utl.pt./feei).

Jorge Humberto, Equipa de Coordenação dos Apoios Educativos (ECAE), Torres Vedras. Luzia Lima, Centro Universitário Salesiano (Unisal), Brasil e Instituto Piaget, Portugal. | À LUPA

— António Brotas, Instituto Superior Técnico | AFINAL onde está a escola? — Coorde-

nação: Regina Leite Garcia, Colaboração: Grupalfa—pesquisa em alfabetização das classes populares, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. | CINEMA: Paulo Tei- xeira de Sousa, Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, Porto. | COMUNICAÇÃO e e escola — Felisbela Lopes, Manuel Pinto e Sara Pereira, Universidade do Minho. Raquel Goulart Pinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil | CONSUMAR-SE e consumir-se no consumo — Victor Oliveira Jorge, Faculdade de Letras da Universidade do Porto | CULTURA e pedagogia — Coordenação: Marisa Vorraber Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Luterana do Brasil | DA CIÊNCIA e da vida

— Francisco Silva, Portugal Telecom. Margarida Gama Carvalho, Faculdade de Medicina

de Lisboa e Instituto de Medicina Molecular. Rui Namorado Rosa, Universidade de Évo- ra. | DA CRIANÇA — Raúl Iturra, ISCTE Universidade de Lisboa. | DISCURSO Direc-

to — Ariana Cosme e Rui Trindade, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação

da Universidade do Porto. | DO PRIMÁRIO — José Pacheco, Escola da Ponte, Vila das Aves. | DO SECUNDÁRIO — António Silva Pereira, Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, Porto. Arsélio de Almeida Martins, Escola Secundária de José Estevão, Aveiro. Do- mingos Fernandes, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Fernando Santos, Escola Secundária de Valongo, Porto. Jaime Carvalho da Silva, Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Judite Barbedo, Escola Secundária Fili- pa de Vilhena, Porto. Paulo Melo, Escola Secundária n.º 1 da Maia, Porto. Paulo Pais, Es- cola Secundária do Padrão da Légua, Porto. | E AGORA professor? — José Maria dos

Santos Trindade, Pedro Silva, Ricardo Vieira, Susana Faria da Escola Superior de Educação

de Leiria. Rui Santiago, Universidade de Aveiro | EDUCAÇÃO desportiva — Gustavo Pires e

Manuel Sérgio, Universidade Técnica de Lisboa. André Escórcio, Escola B+S Gonçalves Zarco,

Funchal. | EDUCAÇÃO e Cidadania — Américo Nunes Peres, Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro, Chaves. Miguel Ángel Santos Guerra, Universidade de Málaga, Espanha. Otília Monteiro Fernandes, Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro, Chaves. Xesús R. Jares, Universidade da Corunha, Galiza. Xurjo Torres Santomé, Universidade da Corunha, Galiza. | EM PORTUGUÊS: Leonel Cosme, investigador, Porto. | ENTRELINHAS e rabiscos

— José Rafael Tormenta, Escola Secundária de Oliveira do Douro e Escola Superior de Educa- ção do Porto | ERVA daninha e SUBLINHADOS — Júlio Roldão, Jornalista, Porto | ÉTICA

e educação — Adalberto Dias de Carvalho, Universidade do Porto. Isabel Baptista, Univer-

sidade Católica, Porto. José António Caride Gomez, Universidade de Santiago de Compostela, Galiza. | FORA da escola também se aprende — Coordenação: Nilda Alves, Universida-

de do Estado do Rio de Janeiro UERJ, Brasil. Colaboração: Laboratório Educação e Imagem:

questão de cidadania | FORMAÇÃO e Desempenho — Carlos Cardoso, Escola Superior de

Educação de Lisboa. | FORMAÇÃO e Trabalho — Manuel Matos, Faculdade de Psicologia e

de Ciências da Educação da Universidade do Porto. | IMPASSES e desafíos — Agostinho

Santos Silva, Eng. Mecânico CTT. António Teodoro, Universiade Lusófona de Humanidades

e Tecnologias, Lisboa. João Barroso, Faculdade de Psicologfia e de Ciências da Educação

da Universidade de Lisboa. Manuel Pereira dos Santos, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa | LUGARES da Educação — Almerindo Janela Afonso, Licínio C. Lima, Manuel António Ferreira da Silva e Virginio Sá, Universidade do Minho. | O ESPÍRITO e a Letra: Serafim Ferreira, escritor e critico literário. | O PORTUGAL das edu- cações — Telmo Caria, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, UTAD. | OBSERVA- TÓRIO de políticas educativas — Ana Benavente, Instituto de Ciências Sociais da Univer-

sidade de Lisboa. João Teixeira Lopes, deputado do Bloco de Esquerda. Luísa Mesquita, deputada

do Partido Comunista Português | OLHARES de fora — Beatriz Gonçalves e Silva, Universidade

Federal de São Carlos e Conselho Nacional de Educação, Brasil. José Miguel Lopes, Universidade do Leste de Minas Gerais, Brasil. Maria Antónia Lopes, Universidade Mondlane, Moçambi-

que. Ivonaldo Neres Leite, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Brasil | QUOTI- DIANOS — Carlos Mota e Gabriela Cruz, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real. | RECONFIGURAÇÕES — António Magalhães, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Fátima Antunes, Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Fernanda Rodrigues, Instituto de Solidariedade e Se- gurança Social e CIIE da FPCE Universidade do Porto. Roger Dale, e Susan Robertson, Uni- versidade de Bristol, UK. Xavier Bonal, Universidade Autónoma de Barcelona, Espanha | SO- CIEDADE e território — Jacinto Rodrigues, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. | TERRITÓRIOS & labirintos — António Mendes Lopes, Instituto Politécnico de Setúbal. | TEXTOS bissextos — Coordenação: Luís Souta, Instituto Politécnico de Setúbal. Colaboram: Filipe Reis, ISCTE, Lisboa, José Catarino, Instituto Politécnico de Setúbal, José Guimarães, Universidade Aberta, Lisboa, Luís Vendeirinho, escritor, Lisboa, Paulo Raposo, ISCTE, Lisboa.

A Página respeita as variantes do português, do galego e do castelhano

De acordo com o seu Estatuto Editorial, a Página da educação utiliza os idiomas como forma de promover a aproximação entre os povos de língua oficial portuguesa e destes com os povos que usam as variantes do galego e do castelhano. Assim, os artigos de opinião são publicados

na Página respeitando as várias variantes da língua portuguesa, do galego e do castelhano, usadas pelos nossos colaboradores e leitores. São traduzidos para português os textos dos colaboradores que utilizam, na sua escrita, outros idiomas.

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um sorriso no Afeganistão

significa irritação.

Segundo vários estudos,

os portugueses são o povo

mais irritadiço da Europa.

Desde a falta de condescen-

dência, à falta de consciência

cívica, somos, de acordo

com os observadores,

um povo exacerbado.

somos, de acordo com os observadores, um povo exacerbado. república dos leitores O sorriso O sorriso

república

dos leitores

O sorriso

O

sorriso reaviva o ânimo de quem sorri

mia e corresponder com a mesma frieza

Gui Duarte

e quem recebe o sorriso. Normalmente o

tia, alegria ou felicidade. O sorriso pode-se

ou antipatia.

Meira Pestana

sorriso é utilizado para expressar simpa-

Cada ser humano tem um sorriso diferen- te, e cada sorriso é diferente.

gui_pestana@portugalmail.pt

Coordenador e Docente

utilizar para que as situações de mais ten-

O

sorriso é o nosso grande trunfo, pres-

do Curso de Motricidade

são sejam mais ligeiras. Um sorriso atrai outros sorrisos e é uma forma de nos re-

sagia cortesia, educação, amabilidade, confiança em si mesmo, e abre muitas

Humana Instituto Piaget,

laxarmos, por outro lado, o sorriso tem um efeito terapêutico, pessoas que se sentem deprimidas ou pessimistas, ao imitarem o

portas. Acima de tudo, sorrir rejuvenesce mais que uma cirurgia plástica e é muito mais barato.

ISEIT - Mirandela

sorriso de outras sentem-se mais felizes.

O

sorriso é o principal código da comuni-

O sorriso é influenciado pela relação que

temos com a outra pessoa e é, a maior de- monstração da aceitação do parceiro. Se existe uma linguagem universal, essa

é o sorriso, se não falamos o idioma de

um determinado país, ao sorrirmos para as pessoas, todos compreendem e retri- buem. O sorriso serve pois como forma

de cumprimentar, como pedido de descul-

pas e como observação amável quando

os olhares se cruzam. Ao entramos num determinado ambiente e ao sorrirmos para

os que lá estão, é como se estivéssemos a

dizer-lhes: Estou feliz por vê-los? Mas nem em todos os países é assim, um

sorriso no Afeganistão significa irritação. Segundo vários estudos, os portugueses são o povo mais irritadiço da Europa. Des- de a falta de condescendência, à falta de consciência cívica, somos, de acordo com

os observadores, um povo exacerbado.

cação não verbal que uma pessoa pode ter para transmitir confiança. São diversas as situações em que as mu- lheres sorriem mais do que os homens, o que pode ser interpretado como um gesto de tranquilidade, pois os homens tendem

a exibir, com uma maior frequência, indica-

dores de preponderância. Por outro lado, o sorriso não aparece necessariamente co- mo expressão autêntica de prazer ou ale- gria, pois manifesta-se também em diver- sas situações de tensão ou desconforto. As pessoas sorridentes merecem avalia- ções mais favoráveis do que as sisudas, por exemplo: num restaurante recebem as melhores gorjetas os empregados que mais sorriem. Acreditamos que quem não está sempre somente preocupado com sua própria feli- cidade e dedica-se à procura da felicidade dos outros, acaba por encontrar a sua pró-

Os estudos revelam que só nas crianças

pria felicidade. Por isso, as pessoas que se

se

vêem sorrisos abertos e espontâneos.

esforçam por sorrir mesmo sem terem mo-

O

sonho e a ilusão proporcionam-lhes a

tivos, acabam por ter motivos para sorrir.

dose de optimismo suficiente para não se

deixarem afogar em tristezas, o que não se

Ao sorrimos ou mostramos alegria e felici- dade aos demais, iremos então passar es-

passa com os adultos.

sa

felicidade para eles, que por sua vez re-

O

primeiro sorriso de um bebé assoberba

tribuíram com sorrisos e alegria, o que nos

de alegria e orgulho qualquer mãe ou pai, mesmo quando na realidade este se trata de um pré-sorriso, isto é, uma espécie de reflexo que ele pode demonstrar nas pri- meiras semanas de vida, mas que ainda

provocará um sentimento de felicidade. Um pequeno gesto como é o sorriso: en- riquece quem o recebe sem empobrecer quem o dá; não custa nada e vale muito; dura somente um instante, mas os seus

não tem o significado de um sorriso.

Já um sorriso mais definido acontece no fi-

nal do primeiro mês de vida, quando o bebé começa a elaborar a sua expressividade. Um sorriso consciente, que é aquele que

o bebé brinda somente a quem quer e

com uma intenção bem definida, em ge- ral, acontece por volta do terceiro mês de vida, o bebé nesta altura começa a enten- der os instrumentos de que dispõe para se fazer perceber, isto é, ele aprendeu que se chorar, alguém virá rapidamente, e se quer demonstrar satisfação por algo lindo que tenha visto, ele sorri confiante. As pessoas que são sisudas acabam por absorver uma impressão amarga do Mun- do, e os outros vão reflectir a sua fisiono-

efeitos perduram para sempre; ninguém

é tão rico que não precise dele e tão po-

bre que não mereça um; leva felicidade a todos e a todas as partes; é símbolo de amizade, boa vontade, é um alento para os desanimados, repouso para os cansa-

dos, raio de sol para os amargos, e espe- rança para os desesperados; não se com- pra, não se empresta nem se rouba; não há ninguém que precise mais de um sorriso como aquele que não sabe sorrir. Quan- do nascemos, todos sorriam enquanto nós chorávamos, devemos viver de tal forma que quando morramos, todos chorem e nós sorriamos.

O Mundo é como um espelho, ao sorrir-

mos para ele só veremos sorrisos.

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a página

da educação

fevereiro 2006