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SUMÁRIO • Fundamento funcional de redutores; • Análise de Aços; • Produção e fundamentos teóricos de

SUMÁRIO

• Fundamento funcional de redutores; Análise de Aços; Produção e fundamentos teóricos de redutores; Dimensionamento de engrenagens cónicas; Dimensionamento de veios; • Escolha de chavetas; • Projecto em software de CAD - Autodesk Inventor; • Conclusões obtidas; • Bibliografia usada

SUMÁRIO • Fundamento funcional de redutores; • Análise de Aços; • Produção e fundamentos teóricos de

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INTRODUÇÃO Redutor de velocidade é um dispositivo mecânico que reduz a velocidade, de rotação, de um

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO Redutor de velocidade é um dispositivo mecânico que reduz a velocidade, de rotação, de um

Redutor de velocidade é um dispositivo mecânico que reduz a velocidade, de rotação, de um motor. Os Seus principais componentes são basicamente: Veio de entrada e saída, rolamentos, engrenagens, cárter e tampa. O redutor de velocidade é utilizado quando é necessária a adequação da rotação do accionador para a rotação requerida no dispositivo a ser accionado. Devido às leis da física, quando há redução da rotação, aumenta-se o binário disponível. Existem diversos tipos e configurações de redutores de velocidade, sendo os mais comuns os redutores de velocidade por engrenagens. Essas engrenagens, por sua vez, podem ser cilíndricas ou cónicas. Pode-se ainda utilizar o sistema coroa e rosca sem fim. Já os dentes das engrenagens podem ser rectos ou helicoidais. Quando há intenção de se reduzir a vibração e ruído utiliza-se, nos redutores, engrenagens de dentes helicoidais, já que a transmissão de potência, nesse caso, é feita de maneira mais homogénea. Por outro lado, as engrenagens de dentes rectos são mais simples de serem fabricadas e por isso apresentam menor custo. Ao analisarmos em nosso redor constatamos que existe uma vasta área de aplicação de redutores. Temos como alguns exemplos as caixas de velocidades dos automóveis, fábricas com tapetes rolantes e até mesmo nos nossos prédios em que são utilizados nos elevadores. Verifica-se a necessidade de uma redução de velocidade de rotação em relação à disponibilizada no veio de entrada ou seja, fornecida pelo motor. Assim garante o funcionamento dessa máquina, cujo motor pode ser um motor de combustão interna ou como é mais frequente um motor eléctrico. Assim para garantir essa redução de velocidade surgiram os redutores de velocidade, que se interpõem entre os motores e a máquina a accionar. O interesse da nossa parte em realizar este projecto surgiu devido à possibilidade de aplicarmos os conhecimentos adquiridos nas aulas, principalmente em redutores, mas também em dimensionamento de veios, elementos de ligação, neste caso as chavetas e o cálculo da vida nominal de rolamentos.

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METODOLOGIA Começou-se por arbitrar o número de dentes assim como o seu módulo, respeitando as condições

METODOLOGIA

METODOLOGIA Começou-se por arbitrar o número de dentes assim como o seu módulo, respeitando as condições

Começou-se por arbitrar o número de dentes assim como o seu módulo, respeitando as condições impostas pelo problema. Em seguida calculou-se os raios primitivos das duas engrenagens assim como todos os parâmetros associados aos mesmos. Depois de dimensionadas as engrenagens calcularam-se todas as forças inerentes ao funcionamento das mesmas (Ft,Fa,Fr,Fn). Em seguida passou-se para um desenho 3d em Autodesk inventor de modo a definir o tamanho que a caixa iria ter, assim como o espaço entre os vários componentes do redutor. Já com as medidas definidas começou-se a calcular as reacções ao longo dos veios atravez das equações da estática, de modo a dimensiona-los com o critério de Von Mises. Neste passo tivemos que optar por aços de alta resistência devido a um elevado momento torçor existente num dos veios. Passada mais esta fase passou-se para o calculo de rolamentos que nos permitissem transmitir a potencia que viemos a encontrar neste projecto, nesta área optamos por rolamentos mais estáveis e ate um pouco mais dispendiosos mas de certeza que muito mais fiáveis para a nossa caixa redutora e mais duradouros. Calculamos a sua vida nominal (Lh) assim como a sua carga dinâmica equivalente. Por último em termos de esforços dimensionamos as nossas chavetas de modo a aguentarem os esforços a que serão sujeitas para não cederem. Agora já com os cálculos todos apenas escolhemos o melhor aço para a nossa caixa e a melhor tinta anticorrosiva.

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FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA Produção de redutores • O cárter e a tampa da caixa redutora
FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA Produção de redutores • O cárter e a tampa da caixa redutora

FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA

Produção de redutores

• O cárter e a tampa da caixa redutora são feitos através de processos de fundição, em que se utilizam geralmente moldes em areia com as formas específicas deste dois componentes; • Em seguida funde-se o metal escolhido para a construção da caixa e vaza-se nos moldes construídos; • Após o vazamento os moldes são deixados arrefecer até atingir a temperatura ambiente; • Procede-se à extracção das peças de dentro dos moldes de areia; • São retiradas as rebarbas e maquinadas as zonas que estarão em contacto com as peças a fixar; • São realizados os furos de fixação da tampa ao cárter, o orifício para a vareta do óleo, os furos na base e de seguida as roscas com os machos correspondentes; • As engrenagens são fabricadas também através de fundição e maquinagem e será utilizado o aço bs 970 en27 para o pinhão e o aço bs 970 en9 para a coroa. • São torneados varões para o fabrico de veios e em seguida são feitos os escateis nos veios para a introdução das chavetas. • Finalmente será dado um acabamento exterior á caixa do redutor com fim anticorrosivo.

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Tipos de Redutores Existem vários tipos de redutores, todos eles com a função de reduzir a

Tipos de Redutores

Tipos de Redutores Existem vários tipos de redutores, todos eles com a função de reduzir a

Existem vários tipos de redutores, todos eles com a função de reduzir a velocidade de rotação à saída.

  • 1 - Redutor de engrenagens cilíndricas Rectas

Os redutores cilíndricos de dentes rectos são o tipo mais comum de engrenagem, são os mais baratos e fáceis de fabricar. Os dentes são dispostos paralelamente entre si em relação ao eixo. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagens em serviço, pois é fácil de engatar. É mais utilizada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação, por causa do ruído que produz.

Tipos de Redutores Existem vários tipos de redutores, todos eles com a função de reduzir a
  • 2 - Redutor de engrenagens cilíndricas Helicoidais

Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada por rolamento. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (normalmente 60 ou 90°).

A) B)
A)
B)

Engrenagens Cilíndricas Helicoidais – A) Eixos paralelos; B) Eixos concorrentes

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3 - Redutor de engrenagens Cónicas Possuem a forma de tronco de cones e é utilizada

3 - Redutor de engrenagens Cónicas

3 - Redutor de engrenagens Cónicas Possuem a forma de tronco de cones e é utilizada

Possuem a forma de tronco de cones e é utilizada quando os veios se cruzam. O ângulo de intersecção é geralmente 90°, podendo ser menor ou maior. Os dentes das rodas cónicas podem ser rectos ou com um formato também cónico, o que dificulta a sua fabricação, diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. A engrenagem cónica e usada para mudar a rotação e a direcção da força, em baixas velocidades.

3 - Redutor de engrenagens Cónicas Possuem a forma de tronco de cones e é utilizada
3 - Redutor de engrenagens Cónicas Possuem a forma de tronco de cones e é utilizada

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4 – Redutor de Parafuso Sem Fim Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão
  • 4 – Redutor de Parafuso Sem Fim

4 – Redutor de Parafuso Sem Fim Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão

Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão são necessárias. Esse tipo de engrenagem costuma ter reduções de 20:1, chegando até a números maiores do que 300:1. Muitas engrenagens sem-fim têm uma propriedade interessante que nenhuma outra engrenagem tem: o eixo gira a engrenagem facilmente, mas a engrenagem não consegue girar o eixo. Isso se deve ao facto de que o ângulo do eixo é tão pequeno que quando a engrenagem tenta girá-lo, o atrito entre a engrenagem e o eixo não deixa que ele saia do lugar. Essa característica é útil para máquinas como transportadores, nos quais a função de travamento pode agir como um freio para a esteira quando o motor não estiver em funcionamento.

4 – Redutor de Parafuso Sem Fim Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão
  • 5 – Redutor Pinhão Cremalheira

É uma barra de dentes destinada a engrenagens em que uma roda deitada. Assim pode se transformar um movimento de rotação rectilínea ou vice-versa. Neste sistema, a coroa tem um diâmetro infinito, tornando-se recta. Os dentes podem ser rectos ou inclinados. O dimensionamento é semelhante às engrenagens cilíndricas rectas ou helicoidais. Consegue-se através deste sistema transformar movimento de rotação em translação.

4 – Redutor de Parafuso Sem Fim Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão

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APRESENTAÇÃO DOS DADOS E SUA ANÁLISE Dimensionamento do par de engrenagens: 1 2 9
APRESENTAÇÃO DOS DADOS E SUA ANÁLISE Dimensionamento do par de engrenagens: 1 2 9

APRESENTAÇÃO DOS DADOS E SUA ANÁLISE

Dimensionamento do par de engrenagens: 1 2
Dimensionamento do par de engrenagens:
1
2

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Arbitrando : Z = 40 Z = 20 m=3 d = m × z Coroa d

Arbitrando :

Z 1 = 40 Z 2 = 20

m=3

d = m × z

Coroa

d 1 = m × Z 1 d 1 = 3 × 40 d 1 = 120 mm

Pinhão

d 2 = m × Z 1 d 2 = 3 × 20 d 2 = 60 mm

Equivalente nos dois

h a = m = 3 h f = 1,25 × m 1,25 × 3 = 3,75 mm h=ha+hf h = 6,75mm

Arbitrando : Z = 40 Z = 20 m=3 d = m × z Coroa d

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Calculo dos ângulos primitivos: i= ; ε =90º × × tan 1 = 2 tan 2

Calculo dos ângulos primitivos:

i= ; ε=90º

Calculo dos ângulos primitivos: i= ; ε =90º × × tan 1 = 2 tan 2
 

×

×

tan 1 = 2 tan 2 = 63,435

=

 

 

=

 

=

   
 

Logo

δ 1 =63,435º

δ 2 =ε-δ 1 δ2 = 90 − 63,435 δ2 = 26,565º

Dimensão das engrenagens:

Para a Coroa:

Diâmetro da cabeça

d a1 = d 1 + 2 × h a × cos δ 1 d a1 = 120 + 2 × 3 × cos 63,435 d a1 = 122,68 mm

Diâmetro do pé:

d f1 = d 1 + 2 × h f × cos δ 1 d f1 = 120 + 2 × 3,75 × cos 63,435 d f1 = 116,65 mm

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Geratriz Primitiva R = δ Largura b ≤ R ⟺ Geratriz Média R = R −

Geratriz Primitiva

Geratriz Primitiva R = δ Largura b ≤ R ⟺ Geratriz Média R = R −

R =

 

δ

 

Largura

 

b

R

 

Geratriz Média

R = R

 

b

 

R =

 

,

,

b

 

R = 67,082 −

Para o Pinhão:

R =

67,082 mm

22 mm

R = 56,082

mm

Diâmetro da cabeça:

d a2 = d 2 + 2 × h a × cos δ 2 d a2 = 60 + 2 × 3 × cos 26,565 d a2 = 65,37 mm

Diâmetro do pé:

d f2 = d 2 + 2 × h f × cos δ 2 d f2 = 60 + 2 × 3,75 × cos 26,565 d f2 = 53,29 mm

Geratriz Primitiva

R =

δ

R =

,

R = 67,082 mm

Largura

b

R

b

,

b

22 mm

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Geratriz Média R = R − ⟺ R = 67,082 − ⟺ R = 56,082 mm

Geratriz Média

Geratriz Média R = R − ⟺ R = 67,082 − ⟺ R = 56,082 mm

R = R

R = 67,082 −

R = 56,082 mm

Folga variável no fundo dos dentes – Ângulo dos dentes:

Comum aos dois:

  • V a

tg V a =

tg V a =

,

  • V f

tg V f =

tg V f =

, ,

tg V a = 0,045

V a = 2,56

tg V a = 0,056

V a = 3,2

Coroa:

δ a1 = δ 1 + V a δ a1 = 63,435 + 2,56 = 65,945º

δ f1 = δ 1 - V f δ f1 = 63,435 - 3,2 = 60,235º

Pinhão:

δ a2 = δ 2 + V a δ a2 = 26,565 + 2,56 = 29,085º

δ f2 = δ 2 -

V f δ f2 = 26,565 - 3,2 = 23,235º

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Cálculos das forças presentes nas engrenagens: Cálculos comuns as duas rodas: = Dados: ; = ×

Cálculos das forças presentes nas engrenagens:

Cálculos das forças presentes nas engrenagens: Cálculos comuns as duas rodas: = Dados: ; = ×
Cálculos das forças presentes nas engrenagens: Cálculos comuns as duas rodas: = Dados: ; = ×

Cálculos comuns as duas rodas:

= Dados:

; =

×

; = ×

P=5,5kw

n=250rpm

α=20°(ângulo de pressão)

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Usando o pinhão: P=W × 2 5500 = 2 × 2 = 210,08 . 2 −
Usando o pinhão: P=W × 2 5500 = 2 × 2 = 210,08 . 2 −

Usando o pinhão:

P=W× 2 5500 = 2 × 2 =

210,08 .

 

2 − × sin 2

=

2

Então:

 

T2

FT =

 

=

rm

=

60 − 22 × sin 26,565

  • 2 = 25,081 = 0,025081

210,08

0,025081 = ,

Fr2 = FT tan α × cos δ2 Fr2 = 8376,3 × tan 20 × cos 26,565 = ,

Como se verifica facilmente pela posição dos vectores Fr2=Fa1

Logo Fa1=2726,87 N

2 = tan × sin 2 2 = 8376,3 × tan 20 × sin 26,565 = ,

da mesma forma se veri ica que =

Logo Fr1=1363,68N

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Cálculos das reacções nos veios e dimensionamento dos mesmos: Reacções no veio do pinhão Cálculos: Reacção
Cálculos das reacções nos veios e dimensionamento dos mesmos: Reacções no veio do pinhão Cálculos: Reacção

Cálculos das reacções nos veios e dimensionamento dos mesmos:

Reacções no veio do pinhão

Cálculos: Reacção no rolamento B
Cálculos:
Reacção no rolamento B

= 0 × 0,05 − × 0,1

= 0 × 0,05 − 8376,3 × 0,1 = 0 =

8376,3 × 0,1

0,05

= 16756

Reacção no rolamento A

= 0 + = 0 = = 16752,6 − 8376,3

= 8376,3

Momento flector no troço BC

= × 0,05 = 16752,6

× 0,05 = 837,63 .

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Reacções no veio da coroa: Cálculos: Reacção no rolamento F = 0 − × 0,075 +

Reacções no veio da coroa:

Reacções no veio da coroa: Cálculos: Reacção no rolamento F = 0 − × 0,075 +
Reacções no veio da coroa: Cálculos: Reacção no rolamento F = 0 − × 0,075 +

Cálculos:

Reacção no rolamento F

= 0 × 0,075 + × 0,15 = 0 −8376,3 × 0,075 + × 0,15 = 0

=

, × ,

,

= 4188,15

Reacção no rolamento D

= 0 + = 0 + 4188,15 − 8376,3 = 0 = 4188,15

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Momento flector em no troço EF = × 0,075 = 314,11 . Dimensionamento do veio para

Momento flector em no troço EF

= × 0,075 = 314,11 .

Momento flector em no troço EF = × 0,075 = 314,11 . Dimensionamento do veio para

Dimensionamento do veio para o pinhão e para a coroa através do critério de

Von Mises (critério da resistência a cedência):

× × ×

Momento flector em no troço EF = × 0,075 = 314,11 . Dimensionamento do veio para

Pinhão:

Vamos usar

um aço de alta resistência devido ao elevado momento torçor e

flector existente:

Aço 4340 (revenido a 480º)

σ Ced =1225 Mpa

Com CS=1,5 (não necessita ser muito alto pois temos um aço muito resistente)

  • 2

× =
×
=

4 × + 3 ×

  • 2 1713,676159 × 2

×

= 0,011

 

1225 × 10

=

1,5

3427,352318

2565634001

4 × 837,63 + 3 × 210,08 ×

3427,352318

×

= 2565634001 =

= 816666666,7

Logo d=0,022m d=22mm

Devido aos eixos dos rolamentos serem normalizados de 5 em 5 mm,

vamos mandar fabricar um veio com ø25mm.

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Coroa: Para começar teremos que ter o T do veio da coroa que será calculado pela

Coroa:

Coroa: Para começar teremos que ter o T do veio da coroa que será calculado pela

Para começar teremos que ter o T do veio da coroa que será calculado pela através

do rendimento do nosso redutor.

n 2 =250rpm, como temos uma relação de i= , temos também que i=

Logo

1 = 125

 

=

=

 

= ×

 

,

,

= = 1

= 0,97 × 0,98 , %

O nosso redutor tem um rendimento de 93%

Assim Pentrada×0,93=Psaida

5500×0,93=Psaida Psaida=5115w

Logo já podemos calcular o T1:

= × 1 5115 = 2 ×

125

  • 60 × 1 = , .

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Para a coroa vamos usar um aço normal, pois não temos esforços muito acentuados como no
Para a coroa vamos usar um aço normal, pois não temos esforços muito acentuados como no

Para a coroa vamos usar um aço normal, pois não temos esforços muito acentuados

como no pinhão

Aço ST 52

σ Ced =345 Mpa

Com CS=1,5 (usamos o mesmo do pinhão pois o aço tem uma boa tensão de cedência para

os esforços exigidos)

× =
×
=

4 × + 3 ×

2

4 × 314,11 + 3 × 390,8 ×

2

345 × 10

=

×

1,5

913,4902752 × 2

×

= 230000000

1846,98

= 722566310,3 =

1846,98

722566310,3

= 0,013

Logo d=0,026mm = 26

Vamos mandar construir um veio com ø30mm

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Cálculos e escolha dos rolamentos a utilizar: Veio que acopla o pinhão: Neste caso iremos optar

Cálculos e escolha dos rolamentos a utilizar:

Veio que acopla o pinhão:

Cálculos e escolha dos rolamentos a utilizar: Veio que acopla o pinhão: Neste caso iremos optar

Neste caso iremos optar por rolamentos diferentes devido a tensão em B ser o dobro

da tensão em A

Rolamento A:

Vamos optar por dois rolamentos de rolo cónico pareados em X com a designação FAG

32005x com as seguintes características (as quais se podem consultar na tabela em

anexo)

C=1,715×

C=1,715× 26,5 = 45,4475

Co=34KN

e=0,43

Y=1,39

Y0=0,77

Vida útil do rolamento

ℎ =

×

×

a-neste caso como é um rolamento não esférico a=

F-Força a que está sujeito o rolamento:

RA=8376,3N

n- numero de rotações que entra n=250 rpm

assim:

ℎ =

× ,

×

,

ℎ = 18711,18635 ℎ

Logo tem uma vida útil de 18711 h

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Carga dinâmica equivalente ≥ . , = 0,67 × + 1,68 × × = 0,67 ×

Carga dinâmica equivalente

.

,

Carga dinâmica equivalente ≥ . , = 0,67 × + 1,68 × × = 0,67 ×

= 0,67 × + 1,68 × × = 0,67 × 8,3763 + 1,68 × 1,39 × 1,36338

= 8,79589

Rolamento B:

Vamos optar por dois rolamentos de rolo cónico pareados em X como fizemos no

rolamento A mas este com uma maior carga dinâmica. a designação deste rolamento é

FAG 33205 com as seguintes características (as quais se podem consultar na tabela em

anexo)

C=1,715×

C=1,715× 49 = 84,035

Co=58,5KN

e=0,35

Y=1,71

Y0=0,94

Vida útil do rolamento

ℎ =

×

×

a-neste caso como é um rolamento não esférico a=

F-Força a que esta sujeito o rolamento: RB=167526N

n- numero de rotações que entra n=250 rpm

22

Assim: ℎ = 60 × 250 16,7526 10 84,035 ℎ = 14404,62729 ℎ Logo tem uma

Assim:

ℎ =

60 × 250 × 16,7526

10

84,035

ℎ = 14404,62729 ℎ

Logo tem uma vida útil de 14404 h

Carga dinâmica equivalente

. , ≥
.
, ≥

Assim: ℎ = 60 × 250 16,7526 10 84,035 ℎ = 14404,62729 ℎ Logo tem uma

= 0,67 × + 1,68 × × = 0,67 × 16,7526 + 1,68 × 1,39 × 1,36338

= 14,41

Veio que acopla a coroa:

Como as reacções aqui são iguais e não são demasiado elevadas vamos optar por

rolamentos de esferas auto compensadores, também devido a falta de apoio no

veio e assim os próprios rolamentos farão uma compensação devido a flexão do

veio.

Rolamento D:

Vamos optar por um rolamento auto compensador com a designação FAG 2206TV

com as seguintes características (as quais se podem consultar na tabela em anexo)

C=25,5

 

Co=6,95KN

e=0,3

 

Y=3,29

Y0=2,23

,

,

23

Vida útil do rolamento ℎ = × × a- neste caso como é um rolamento esférico

Vida útil do rolamento

ℎ =

×

×

a-neste caso como é um rolamento esférico a=3

Vida útil do rolamento ℎ = × × a- neste caso como é um rolamento esférico

F-Força a que estão sujeitos os rolamentos que é igual a RD=4188,13N

n- numero de rotações que sai n=125 rpm

assim:

ℎ =

60 × 125 × 4,18813

10

25,5

ℎ = 30095,23445 ℎ

Logo têm uma vida útil de 30095h

Carga dinâmica equivalente

F=0,65× + × = 0,65 × 4,18813 + 3,29 × 2,72687 = 14,415

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Cálculo das chavetas entre veio e engrenagem: Para os elementos de ligação entre veios e engrenagens
Cálculo das chavetas entre veio e engrenagem: Para os elementos de ligação entre veios e engrenagens

Cálculo das chavetas entre veio e engrenagem:

Para os elementos de ligação entre veios e engrenagens utilizam-se chavetas.

Escolhemos a chaveta isso 2048 pois é uma chaveta plana de pontas arredondadas o

que ajuda a diminuir a concentração de tensões de corte. Em seguida fomos a uma

tabela em busca de medidas que se encaixassem no nosso problema.

Segue a tabela a qual recorremos:

Cálculo das chavetas entre veio e engrenagem: Para os elementos de ligação entre veios e engrenagens

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Seguimos ainda que o L deve estar dentro do intervalo 1,5 × d e 2,0 ×
Seguimos ainda que o L deve estar dentro do intervalo 1,5 × d e 2,0 ×
Seguimos ainda que o L deve estar dentro do intervalo 1,5 × d e 2,0 ×

Seguimos ainda que o L deve estar dentro do intervalo 1,5× d e 2,0 × d

Logo o nosso l devia andar na casa dos 37,5mm ate 50mm para o veio do pinhão, e

45mm ate 60mm.

Ambas as chavetas serãos construídas num aço de alta resistência(4340(revenido a

430)) com σced=1435 Mpa

Força de compressão

F =

  • 2 × T

D

F-força de compressão que evita que a chaveta rode

D-diâmetro do veio

Para o veio de ø30mm

 
  • 2 × T1

  • 2 × 390,8

F =

F

=

 

D1

0,03

F = 26053,33N

Para o veio de ø25mm

 
  • 2 × T2

  • 2 × 210,08

F =

 

F =

D2

0,025

F = 16806,4N

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Já a tensão de compressão da chaveta vem dado por: = 2 × × × ℎ
Já a tensão de compressão da chaveta vem dado por: = 2 × × × ℎ

Já a tensão de compressão da chaveta vem dado por:

=

  • 2 ×

× × ℎ

Para o veio de ø30mm

=

  • 2 × 390,8

  • × 8 = 6513,33

0,03 × 0,5

Para o veio de ø25mm

=

  • 2 × 210,08

0,025 × 0,4

× 7 = 6002,29

Quanto a tensão de corte existente na chaveta vem da expressão:

=

  • 2 ×

× ×

Para o veio de ø30mm

=

  • 2 × 390,08

  • 10 = 5201.07

0,03 × 0,5 ×

Para o veio de ø25mm

=

  • 2 × 210,08

  • × 8 = 5252

0,025 × 0,4

27

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS / CONCLUSÕES Através dos cálculos realizados e dos resultados obtidos verificamos que as
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS / CONCLUSÕES Através dos cálculos realizados e dos resultados obtidos verificamos que as

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS / CONCLUSÕES

Através dos cálculos realizados e dos resultados obtidos verificamos que as

engrenagens se encontram de acordo com os valores calculados no software

Autodesk Inventor.

Verificamos que o esforço nos veios é elevado e num próximo projecto a melhor

solução seria diminuir o comprimento do veio e assim conseguir-se momentos

flectores mais baixos.

Observamos que este é um projecto com algum desgaste referente aos rolamentos,

com um uso diário de 8 horas terão que ser substituídos num intervalo de 6 a 10 anos.

28

ANEXO I DESENHOS DE DEFINIÇÃO DO REDUTOR 29
ANEXO I DESENHOS DE DEFINIÇÃO DO REDUTOR 29

ANEXO I

DESENHOS DE DEFINIÇÃO DO REDUTOR

29

ANEXO II DESENHO 3D EM AUTODESK INVENTOR 30
ANEXO II DESENHO 3D EM AUTODESK INVENTOR 30

ANEXO II

DESENHO 3D EM AUTODESK INVENTOR

30

ANEXO III TABELAS DOS ROLAMENTOS UTILIZADOS 31
ANEXO III TABELAS DOS ROLAMENTOS UTILIZADOS 31

ANEXO III

TABELAS DOS ROLAMENTOS UTILIZADOS

31

ANEXO IV CÁLCULO DAS ENGRENAGENS EM AUTODESK INVENTOR 32
ANEXO IV CÁLCULO DAS ENGRENAGENS EM AUTODESK INVENTOR 32

ANEXO IV

CÁLCULO DAS ENGRENAGENS EM AUTODESK INVENTOR

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BIBLIOGRAFIA • Projecto de órgãos de Máquinas, 2ªedição, Fundação Calouste Gulbenkian, 2008; • Elementos de Máquinas,

BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA • Projecto de órgãos de Máquinas, 2ªedição, Fundação Calouste Gulbenkian, 2008; • Elementos de Máquinas,

• Projecto de órgãos de Máquinas, 2ªedição, Fundação Calouste Gulbenkian, 2008;

• Elementos de Máquinas, Volume 1 e 2 ,Joseph Edward Shigley;

• Moodle: Apontamentos fornecidos pelo docente;

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ÍNDICE SUMÁRIO 2 INTRODUÇÃO 3 METODOLOGIA 4 FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA 5 APRESENTAÇÃO DOS DADOS E

ÍNDICE

ÍNDICE SUMÁRIO 2 INTRODUÇÃO 3 METODOLOGIA 4 FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA 5 APRESENTAÇÃO DOS DADOS E

SUMÁRIO

2

INTRODUÇÃO

3

METODOLOGIA

4

FUNDAMENTO TEÓRICO DA PESQUISA

5

APRESENTAÇÃO DOS DADOS E SUA ANÁLISE

9

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS / CONCLUSÕES

28

ANEXOS

29

BIBLIOGRAFIA

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34