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ORIENTAÇÃO TÉCNICA SOBRE VALIDAÇÃO DE APRENDIZAGENS FORMAIS (ESCOLARES E

PROFISSIONAIS) NO CONTEXTO DOS PROCESSOS DE RVCC DESENVOLVIDOS NOS CENTROS

NOVAS OPORTUNIDADES

FAQ’s
A – CONDIÇÕES/REQUISITOS PARA OS CANDIDATOS SEREM ABRANGIDOS
PELA ORIENTAÇÃO TÉCNICA

1 - Os candidatos que iniciaram o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de


Competências (processo de RVCC) no Centro Novas Oportunidades, antes da entrada em
vigor desta a Orientação, também podem ser abrangidos pela mesma?
R: A decisão cabe aos elementos da equipa técnico-pedagógica (Profissional RVC e Formadores)
que se encontram a acompanhar o processo destes candidatos, tendo em consideração o
trabalho já desenvolvido, e ponderando o impacto que o ajustamento da estratégia a meio do
processo possa ter.

2 – Os candidatos que se encontrem a frequentar o sistema regular de ensino e que reúnam as


condições de acesso estabelecidas para o ingresso num processo de RVCC, pode integrá-lo
imediatamente ao abrigo desta Orientação?
R: Não, na medida em que esta Orientação não anula os requisitos de acesso ao processo de
RVCC, conforme definidos na Portaria n.º 370/2008, de 21 de Maio (que regula a criação e
funcionamento dos Centros Novas Oportunidades). Deste modo podem aceder os candidatos
maiores de 18 anos e que, no caso do nível secundário de educação, possuam pelo menos 3
anos de experiência profissional justificada mediante comprovativo de contribuições para a
Segurança Social.

3 - Os candidatos ao abrigo do Decreto-Lei n.º 357/2007, de 29 de Outubro, podem ser


abrangidos por esta orientação?

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R: Não. Estes candidatos devem ser encaminhados para as vias de conclusão do nível secundário
de educação previstas ao abrigo deste Decreto-Lei de acordo com o explicitamente referido
nesta orientação técnica emitida pela ANQ.

4 - Os candidatos detentores de habilitação de nível não superior obtida no estrangeiro


podem ser abrangidos nesta Orientação?
R: Sim, desde que a respectiva habilitação tenha sido primeiro objecto de um processo de
equivalência ao Sistema Educativo Português encontrando-se, deste modo, reconhecida de
acordo com os normativos legais em vigor.

5 - Os candidatos que tenham frequência ou certificação de nível superior obtida através do


acesso pelos “maiores de 23 anos” ou pelo antigo sistema Ad hoc podem ver reconhecidas
competências no âmbito do processo de RVCC nível secundário através da aplicação desta
Orientação?
R: Não. Os Centros Novas Oportunidades não reconhecem competências de nível superior. A
Agência Nacional para a Qualificação, I.P. (ANQ, I.P.) encontra-se neste momento a elaborar
uma solução legislativa para estes casos.

B – PROCEDIMENTOS DE VALIDAÇÃO DE COMPETÊNCIAS-CHAVE

6 - Um candidato que tenha frequentado um percurso flexível no âmbito de um Curso EFA


(após processo de RVCC), sem o ter concluído, pode (re)ingressar no Centro Novas
Oportunidades e ver as suas competências validadas?
R: Não. Os candidatos que realizaram um processo de RVCC tendo validado parcialmente as
suas competências, e que, nesse sequência, tenham sido encaminhados para um percurso flexível
no âmbito de um curso EFA, devem validar as competências definidas no Plano Pessoal de
Qualificação por essa via formativa, e não através de novo processo de RVCC.

7 - De que forma se associa um certificado de habilitações ou de formação a uma


determinada competência para se propor a sua validação?
R: Verificando se existe uma correspondência entre os conteúdos de aprendizagem que cada
certificado atesta e as competências específicas que integram o referencial de competências-
chave do respectivo nível de ensino que serve de referência ao processo de RVCC. É por esta

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razão que esta análise tem que ser feita, necessariamente, com a intervenção dos vários
elementos da equipa técnico-pedagógica do Centro Novas Oportunidades, nomeadamente o
profissional RVC e formadores, que detêm a competência técnica necessária para o efeito. De
facto, os formadores possuem habilitação para a docência em diversas áreas do domínio
científico pelo que, em conjunto com os profissionais RVC, se constituem como os elementos
mais competentes para aferir a possibilidade das validações. De acordo com a Orientação este
trabalho deve ser realizado no âmbito das primeiras sessões de reconhecimento, podendo a
equipa técnico-pedagógica solicitar documentação adicional para completar a informação
disponível e dissipar eventuais dúvidas. As validações propostas devem ser efectuadas de acordo
com os documentos formais apresentados pelos candidatos, definindo-se, assim, percursos de
reconhecimento e validação de competências ajustados a cada situação. Importa salientar que
não se trata da tipificação de percursos RVCC à semelhança do estipulado para os Cursos EFA
de nível secundário.
Caso, após análise dos certificados, subsistam dúvidas sobre a decisão de validação de
competências a tomar, a equipa técnico-pedagógica deve optar pela sua não validação,
orientando o candidato para a demonstração de competências com recurso às metodologias,
técnicas e instrumentos disponíveis no âmbito do processo de RVCC.
Este último procedimento culmina obrigatoriamente numa sessão de validação que terá a
presença de todos os elementos da equipa que acompanham os candidatos nestas condições.

8 - Todos os comprovativos de frequência com aproveitamento de percursos de aprendizagem


formal ou de acções de formação, apresentadas, deverão ser alvo de validação no âmbito
desta Orientação?
R: Não. A equipa técnico-pedagógica deve verificar a correspondência entre certificados e o
respectivo referencial de competências-chave, bem como a validade e relevância dos
certificados, nomeadamente à luz das evoluções que determinadas áreas técnicas/tecnológicas
têm sofrido. Na medida em que uma competência é um “saber em acção” deve, ainda, ser tido
sempre em consideração o percurso de vida do candidato após a obtenção da referida
certificação sendo o mesmo explorado no âmbito das primeiras sessões de reconhecimento de
modo a avaliar se a aquisição dessas competências formalmente se mantêm e se traduzem na sua
posse e utilização no quotidiano.

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9 - Existe um número mínimo de horas por formação que permita a validação de uma
competência e/ou atribuição de um crédito no âmbito do processo de RVCC?
R: Não existe um número mínimo de horas estipulado. Se a equipa técnico-pedagógica
considerar que uma determinada formação/certificado não é suficiente para a validação de
determinada competência, essa validação não deve ser efectuada sendo necessário que o
candidato a evidencie no âmbito das subsequentes sessões de reconhecimento e no respectivo
Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA).

10 - São considerados todos os certificados de formação independentemente da entidade que


os emite?
R: Sim, desde que correspondam à frequência com aproveitamento de uma acção promovida
pela rede pública de escolas e Centros de Formação ou por uma entidade formadora acreditada.
Caso exista dúvida sobre a acreditação da entidade emissora do certificado poderá consultar-se
a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, que tutela a rede de entidades
formadoras (privadas) acreditadas, através do sítio electrónico http://www.dgert.mtss.gov.pt ou
através do telefone 21 844 14 00.

11 - No que diz respeito a candidatos que frequentaram Cursos de Educação e Formação de


Adultos (Cursos EFA) sem os terem concluído, podem ser validadas as competências
certificadas na respectiva carteira pessoal de competências ou certificado de qualificações?
R: Sim, uma vez que o referencial de competências-chave é comum a correspondência e a
validação será directa. Devem neste caso ser acauteladas as mesmas condições enunciadas na
resposta da questão 10.

12 - Os certificados de qualificação correspondentes à frequência de Formações Modulares


(com base no Catálogo Nacional de Qualificações) podem ser alvo de validação no âmbito
desta Orientação?
R: Sim, desde que atestem a sua frequência com aproveitamento. Também neste caso a
correspondência é directa com os actuais referenciais de competências-chave.

13 - Os certificados de participação em colóquios e seminários são passíveis de análise e


validação no âmbito de aplicação desta Orientação?

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R: Não. Apenas podem ser considerados certificados que atestem a frequência com
aproveitamento de uma determinada acção, curso ou sessão de formação entendida como
“formal”, o que não é o caso da participação em colóquios e seminários.
Estas são acções de aprendizagem entendidas como “aprendizagem informal”.

14 - Um candidato que possua um certificado de aprendizagens formais de nível secundário


com aproveitamento à disciplina de Língua Estrangeira, terá à partida competências validadas
na área de competências-chave de Cultura, Língua e Competências (CLC)?
R: Não. As competências enunciadas na área de competências-chave de CLC são integradas e
compreendem as dimensões culturais, linguísticas e comunicacionais. As competências referentes
a uma língua estrangeira estão, no âmbito do RCC-NS, sempre associadas à dimensão linguística
pelo que, de acordo com o preconizado na Orientação da Operacionalização do Sistema de
Créditos, não é suficiente a validação da dimensão linguista para a atribuição de 1 crédito
(validação de uma competência) na área de CLC, mas contribuirá, certamente, se tiver outras
componentes formais de aprendizagem que possam ser associadas à dimensão cultural ou
comunicacional.

15 - É possível que o percurso formal de aprendizagem de nível básico corresponda a


validações de competências inscritas no Referencial de Competências-Chave para a Educação
e Formação de candidatos de nível secundário (RCC-NS)?
R: Não. A Orientação deve ser aplicada para o nível de escolaridade a que os candidatos se
propõem e em relação a esse nível só podem ser validadas aprendizagens formais no âmbito do
mesmo e/ou na área profissional de uma determinada saída profissional.

16 - Existe um número mínimo de sessões de reconhecimento a desenvolver com um


candidato ao abrigo desta Orientação?
R: Não. Um processo de RVCC deve ser orientado tendo por base o percurso individual dos
candidatos, pelo que a equipa técnico-pedagógica deverá planear o desenvolvimento destas
sessões considerando as validações realizadas na fase inicial do processo. Todo o restante
processo de RVCC se desenvolverá em função deste “posicionamento” inicial do candidato face
às suas competências validadas.

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17 - Para os candidatos que validam competências com base na aplicação desta Orientação é
necessário, também, que desenvolvam a sua autobiografia?
R: Sim, claro. Esta Orientação não altera os princípios e a matriz metodológica do processo de
RVCC. Desta forma, todas as competências não validadas têm que ser objecto de demonstração
no âmbito do processo de RVCC mantendo-se, obviamente, a pertinência da autobiografia como
metodologia a utilizar, e como base para a evidenciação das competências a reconhecer, validar
e certificar.

18 - Como deve ser elaborado o PRA dos candidatos que validam competências com base na
aplicação desta orientação?
R: A elaboração do PRA deve ser efectuada do mesmo modo que até agora, pois o que conduz
ao desenvolvimento do PRA é a história de vida do candidato. No contexto desta orientação o
PRA não pode ser reduzido a um repositório de certificados, pelo que, a par destes, é
necessário que dele conste um documento contendo a deliberação da equipa técnico-pedagógica
que justifique e fundamente as validações efectuadas, bem como uma reflexão feita pelo
candidato sobre a ligação das aprendizagens formais validadas por via dos certificados, com o
referencial de competências-chave, e contextualizada na sua experiência de vida.

19 - Quais os elementos da equipa técnico-pedagógica que devem estar presentes na sessão


de validação prevista nesta Orientação?
R: Nesta sessão de validação é obrigatória a presença do profissional RVC e dos formadores que
acompanham o processo de RVCC de cada candidato. O resultado da sessão de validação, e em
particular as deliberações de validação tomadas por parte da equipa devem ser comunicadas ao
candidato e assinaladas nos documentos que compõem o portefólio, sendo a partir daí que se
planeia a continuação do seu percurso de reconhecimento, com recurso às metodologias,
técnicas e instrumentos utilizadas nesse âmbito.

20 - Na Sessão de Júri de Certificação o candidato terá que apresentar o percurso formativo


que permitiu a validação de competências adquiridas por via formal?
R: Esta opção faz sentido se o candidato realizar na sessão de Júri de Certificação a apresentação
do seu PRA. Nestes casos, então, o candidato deverá referir o seu percurso formal e respectiva
validação. Em qualquer caso, dos PRA destes candidatos deverá constar obrigatoriamente, para

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além dos certificados, um documento contendo a deliberação da equipa técnico-pedagógica que
justifique e fundamente as validações efectuadas, bem como uma reflexão feita pelo candidato
sobre a ligação das aprendizagens formais validadas por via dos certificados, com o referencial de
competências-chave, e contextualizada na sua experiência de vida como referido na resposta à
questão 18.

C- RELAÇÃO COM A CARTA DE QUALIDADE E OUTRAS ORIENTAÇÕES DA


ANQ

21 - Como cumprir os indicadores determinados pela Carta de Qualidade dos Centros Novas
Oportunidades no âmbito de processos de RVCC realizados com candidatos ao abrigo esta
Orientação?
R: Estes candidatos que possuem aprendizagens formais relevantes para o processo RVCC não
podem ser trabalhados da mesma maneira, nos mesmos termos e nas mesmas condições que
outros candidatos que para o mesmo nível de ensino não tenham realizado nenhum tipo de
percurso formativo formal. Assim, o único indicador que esta Orientação poderá alterar é o que
respeita à duração das sessões presenciais de reconhecimento, implicando, no caso de
candidatos aos quais se aplica esta orientação, uma diminuição do limite mínimo de horas do
processo, conforme definido pelo indicador D 1.2.
Todos os outros indicadores definidos na Carta de Qualidade dos Centros Novas Oportunidades
mantêm-se.

22 - A Orientação emitida pela ANQ em 21 de Maio sobre o assunto “Orientações – Processo


RVCC” encontra-se revogada por esta nova orientação?
R: Não, a orientação anterior deve ser lida e interpretada em conjunto com esta nova
Orientação tendo em consideração as respostas às perguntas frequentes agora disponibilizadas.
Na orientação de 21 de Maio falava-se em creditações automáticas de acções de formação ou
percursos de formação, e não é disso que esta orientação trata. O que se pretende é posicionar
os candidatos na fase inicial do processo RVCC face aos seus percursos formais de
aprendizagem, garantindo uma reflexão sobre as opções tomadas nesse âmbito e, como tal,
espelhadas no PRA, seguida do desenvolvimento das fases de reconhecimento, validação e
certificação de competências, nos moldes há já muito instituídos. Trata-se por conseguinte de

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definir percursos individualizados de reconhecimento de competências e de acompanhamento
dos candidatos na construção dos seus portefólios.

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