NOVO PARADIGMA DA SEGURANÇA - PÚBLICA E PRIVADA

PEDRO CLEMENTE

NOVA AGENDA DE SEGURANÇA!
NOVOS ACTORES E RUMOS…

PORQUÊ?
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Sair da UEM ou incumprir o pagamento da dívida pública.  Solução reflectir-se-á no sistema de produção de segurança pelas entidades públicas e privadas 3 . Atrair investimento estrangeiro vultuoso ou descobrir recursos valiosos.PORTUGAL ENCRUZILHADA FINANCEIRA DO ESTADO • • • Passar a região subsidiada da Europa.

 Incrementar a eficiência do serviço policial e a  Dimensão excessiva do reengenharia do processo Estado face à capacidade produtivo público – rumo. 4 .  Sociedade dependente do Estado.  Sistema de segurança pública subsidiado.  Fomentar a sinergia público/privada – devir. económica: défices desde 1974.DIAGNÓSTICO E PROVIR • Quadro factual • Soluções em aberto  Aumentar o subsídio público – improvável.

) FACTO SOCIAL ASSOCIAL NORMA DESVIO ANTI-SOCIAL CRIME .“Conhece o teu inimigo e conhece-te a ti próprio e podes combater uma centena de batalhas sem desastre” Sun Tzu (500 a. C.

• Segurança é a primeira das liberdades.Constantes da história • Não há sociedade sem crime. • Segurança é um bem público. • Há sempre um mínimo de autodefesa • Segurança é um fim permanente do Estado. 6 . • Securização do espaço público a cargo do Estado e do espaço privado a encargo do particular. • Nem Estado sem Polícia. • Nem todo controlo social é público.

7 . de espaço privado aberto ao público pelo sector empresarial privado. carga e correio nos aeroportos está a cargo de empresas de segurança privada. associando factor humano e novas tecnologias e a gestão integrada de riscos (não apenas criminais):  Desde 2004. o rastreio de bagagens.Novíssima constante • Securização de espaço público e. sobretudo.

As novas catedrais do consumo A representação do espaço público e do privado aberto ao público deriva da percepção de (in)segurança. . indexada à demanda de bem-estar.

no sentido em que a sociedade procura no Estado é o que este já não pode oferecer. mas sim do desastre. ” Francis Fukuyama “divergência entre a oferta do Estado e a procura da sociedade é irreconciliável. ” Joaquim Aguiar .“o declínio do Estado não é um prelúdio da utopia.

NOVO PARADIGMA CO-PRODUÇÃO DE SEGURANÇA: ASSOCIAÇÃO DOS FACTORES HUMANO E TECNÓLOGO – PROSSECUÇÃO DA FUNÇÃO PÚBLICA DE SEGURANÇA POR PRIVADOS – CONCENTRAÇÃO PESSOAS E BENS NO DOMÍNIO PRIVADO .

SECTOR PRIVADO ESTADO POLÍCIA HETEROTUTELA Legítima defesa do particular ACTOS ABLATIVOS AMPLIATIVOS .

agência pública mais visível de regulação social coactiva Polícia .principal actor da segurança pública Polícia .SEGURANÇA URBANA – CENTRALIDADES  TRADICIONAIS: Polícia .monopólio da coacção  EMERGENTES: Privatização crescente da função policial Expansão da segurança privada Vigilância electrónica .

Autodefesa – autotutela • Estado-providência • Estado-regulador emergente • Proibição (quase) absoluta • Supletiva e proactiva da autotutela • Acto de polícia praticado por órgão ocasional do Estado – o • Excepção limitada – particular representa o Estado na resquício medieval prossecução do interesse público • Monopólio estadual do uso (ex. aeroportos e policiamento desportivo) da força para garantir a justiça .

quando não seja possível recorrer à autoridade pública.º (Direito de resistência) Princípios subjacentes • Primado do Estado e subsidiariedade do direito privado de coação.Autodefesa – princípio da complementaridade CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA Artigo 21. • • . liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão. Direito de não ceder diante do não direito. Sem o exclusivo do exercício efectivo da regulação ou limitação de comportamentos. O Estado tem o monopólio da regulação das condições de aplicação da coacção. mas não o exclusivo da aplicação da força . • • Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos.é o só principal actor.

alínea b).º1. n.Poder de substituição Detenção em flagrante delito do autor por particular Artigo 255. Código do processo Penal • Exercício de uma função • Exercício de um acto público por um pública ocasionalmente particular atribuída a uma entidade privada .º.

Defesa de terceiro Poder público delegado! ou direito privado? • Legítima defesa policial de terceiro – arquétipo actual • Legítima defesa particular/singular de terceiro – excepção tradicional • Legítima defesa particular/empresarial de terceiro – emergência .

Geral do Sistema de Segurança Interna estabelecer ligação com estruturas privadas.º 53/2008. de 29 de Agosto: Compete ao Secretário .SEGURANÇA PRIVADA PARTE DA SEGURANÇA INTERNA Lei de Segurança Interna • Artigo 16.º. . incluindo designadamente as empresas de segurança privada. Lei n. alínea g).º 3. n.

Protecção de pessoas e bens no Metro de Lisboa) . segurança aos espectadores) (ex. revista pessoal de prevenção e cidadã.Segurança privada parte da segurança pública • Exercício privado de • Actividade de limitação uma função pública em supervisionada. prol da segurança (ex.

º Dever de colaboração • 2 . . discotecas e boîtes. Espectáculos em recintos desportivos.REGIME JURÍDICO DA ACTIVIDADE DE SEGURANÇA PRIVADA Decreto-Lei n. estas devem colocar os seus meios humanos e materiais à disposição e sob a direcção do comando daquelas forças.º 35/2004. Os estabelecimentos de restauração e de bebidas que disponham de salas ou de espaços destinados a dança -bares. de 21 de Fevereiro Artigo 17.Em caso de intervenção das forças ou serviços de segurança em locais onde também actuem entidades de segurança privada. Obrigatoriedade de adopção de sistema de segurança privada • • • Banco de Portugal. as instituições de crédito e as sociedades financeiras.

Regulação social • Coactiva Polícia – agência social mais visível/ mediática de controlo coactivo • Persuasiva • Mitigada indústria de segurança privada privatização de tarefas policiais porvir: insourcing/renting/outsourcing .

945 SEGURANÇA PRIVADA • VIGILANTES EM 2009 – 40.111 21 .APONTAMENTO FINAL – EVOLUÇÃO DO FACTOR HUMANO – SEGURANÇA PRIVADA EFECTIVO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA EM 2010 • GNR – 26.523 (+4% em relação a 2008) • TOTAL: 50.166 • PSP – 23.

VIGILANTES 40523 34461 2005 2006 35541 2007 2008 2009 38874 38928 22 .

o APROFUNDAR E ALARGAR O REGIME DE EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE DE SEGURANÇA PRIVADA.  INSTITUCIONALIZAR AS REPRESENTAÇÕES ASSOCIATIVAS COMO PARCEIROS PERMENTES. .IDEIAS MOTRIZES  INCREMENTAR A AUTO-REGULAÇÃO DA ACTIVIDADE DE SEGURANÇA PRIVADA E A CERTFIFICAÇÃO DE QUALIDADE. CONVERGINDO COM A EUROPA: • Fiscalização de bilhetes nos transportes públicos ou portarias electrónicas de controlo remoto.

OXALÁ  A CONSOLIDAÇÃO DO SECTOR PRIVADO PRODUTOR DE SEGURANÇA VAI CONTRIBUIR PARA A RESOLUÇÃO DO DEFICITE FINANCEIRO DO ESTADO. .  DIRECTAMENTE FOMENTA A TRANSFORMAÇÃO DA SEGURANÇA PRIVADA EMPRESARIAL NUM SECTOR TRANSACCIONÁVEL – VIA EXPORTAÇÃO . PORQUE:  INDIRECTAMENTE POTENCIA O TURISMO.  A CRISE É TAMBÉM UM DESAFIO DE OPORTUNIDADE.

Mais sociedade. maior seguridade! .META DA SEGURANÇA: Menos Estado. melhor Estado.

obrigado pela vossa atenção! .