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Marilene & William

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Rua Padre Cícero, 730, sala 102 Juazeiro do Norte/CE – CEP 63.010020 Fones: (88) 9955-6368 – 9728 6128 –

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A)

VARA DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL

PREVIDENCIÁRIO DE JUAZEIRO DO NORTE – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADIO DO CEARÁ – 5ª REGIÃO

FEDERAL DA

AÇÃO ORDINÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA

FRANCISCO GOMES VIEIRA, brasileiro, casado, aposentado, portador da cédula de identidade/RG Nº 97029142221, SSP-CE e inscrito no CPF (MF) sob o Nº 171.894.033-53, residente e domiciliado na Rua Santa Luzia, 935, Bairro Centro, CEP 63.010-459, na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, por seus advogados infra-assinados, com endereço profissional na rua Padre Cícero, 730, sala 102, CEP 63.010-220, Centro, na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, onde recebem as intimações de estilo (instrumento procuratório anexo), vem respeitosamente à presença de V. Exa., ajuizar AÇÃO REVISIONAL DA RENDA MENSAL INICIAL – RMI - COM A INTEGRAÇÃO DAS RESPECTIVAS DIFERENÇAS DECORRENTES DA MAJORAÇÃO DOS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO INTEGRANTES DO PERÍODO BÁSICO DE CÁLCULO (PBC) EM VIRTUDE DE TERMO DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, autarquia

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federal situada na Rua Santa Luzia, 285, Bairro Centro, CEP 63.010-230, nesta urbe, que deverá ser citada na pessoa de seu procurador legal, pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:

DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA Requer os benefícios da JUSTIÇA GRATUITA por ser pobre na forma da lei, não podendo, portanto, arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, com fulcro na Lei 1.060/50, acrescida das alterações da Lei 7.115/83.

FATOS Do Benefício Concedido pela Autarquia Federal O Autor percebe benefício de Aposentadoria por Tempo de Contribuição desde 01/11/2011, sob nº NB 157.197.573-7, sendo o valor mensal pago atualmente (02/2013) na ordem de R$ 990,00 (novecentos e noventa reais), conforme assim pode demonstrar o Detalhamento de Crédito, obtido no site do Ministério da Previdência Social, documento anexo. Quando da concessão do benefício em 01/11/2011, foi a renda mensal inicial concedida no valor de R$ 914,95 (novecentos e quatorze e noventa e cinco centavos), conforme atesta a Carta de Concessão, documento anexo. Do cálculo da RMI com a integração de parcelas salariais reconhecidas em Reclamação (RT - nº 0034100-72.2003.5.07.0028) – art. 29, § da Lei nº

8.213/91.

Como informado, o Autor foi aposentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS (Aposentadoria por Tempo de Contribuição), em 11/03/2003, recebendo desde então o benefício de número NB 157.197.573-7, com a renda mensal inicial apurada pela Autarquia

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Ré correspondente a R$ 914,95 (novecentos e quatorze reais e noventa e cinco centavos). O Autor ingressou com reclamatória Trabalhista na data de 23.04.2003, anterior à data da DER no INSS (24.08.2011), tendo a COELCE recolhido a título de contribuições previdenciárias o valor de R$ 41.186,70 (quarenta e um mil, cento e oitenta e seis reais e setenta centavos), conforme 02 (dois) Guias da Previdência Social – GPS (Doc. Anexo), sendo um no valor de R$ 30.081,60 (trinta mil, oitenta e um reais e sessenta centavos) e outro no valor de R$ 11.105,10 (onze mil, cento e cinco reais e dez centavos). As parcelas salariais reconhecidas em reclamação trabalhista, após a concessão da aposentadoria, devem integrar os salários-de-contribuição utilizados no período base de cálculo, com vista à apuração da nova renda mensal inicial, pois o trabalhador aposenta levando-se em consideração para o cálculos da Renda Mensal Inicial – RMI - as contribuições do segurado, contribuições estas que integram o Período Básico de Cálculo – PBC. As parcelas salariais, juntamente com seus valores, que devem integrar os salários de contribuições do Autor são as que se seguem adiante:

Salário, FGTS + 40%, Adicional de Periculosidade, Diferença de FGTS em face de Adicional de Periculosidade, Restituição de Descontos Indevidos, 13º salário, Diferença de 13º salário em face de Adicional de Periculosidade, FGTS em face de 13º salário, Férias em dobro, Férias e Férias Proporcionais, Aviso Prévio Indenizado, FGTS em face de Aviso Prévio Indenizado e Multa do Art. 477 da ClT, todas constantes de Planilha de Cálculo elaborada pela secretaria da Vara do Trabalho de Juazeiro do Norte. Vejamos o conceito do salário-de-contribuição descrito no artigo 28 da Lei 8.212/91:

“Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:

I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração

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auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados

a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o

trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).”

Pertinente, também, para o exame da controvérsia, a transcrição do artigo 29, caput e § 3º da Lei 8.213/91, vejamos:

“Art. 29. O salário-de-benefício consiste: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26/11/99)

I - para os benefícios de que tratam as alíneas b e c do inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo,

multiplicada pelo fator previdenciário; (Incluído pela Lei

9.876, de 26/11/99)

II

- para os benefícios de que tratam as alíneas a, d, e e h

do inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26/11/99)

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§ 3º Serão considerados para cálculo do salário-de- benefício os ganhos habituais do segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o décimo terceiro salário (gratificação natalina). (Redação dada pela Lei nº 8.870, de 1994.”

Portanto, no cálculo do salário-de-contribuição deve ser considerada a remuneração efetivamente recebida ou creditada a qualquer título, inclusive os valores pleiteados e reconhecidos em Sentença Trabalhista e Termo de Conciliação Trabalhista, como é o caso em tela. É necessário se levar em conta a situação fática real implementada pelos segurados, em cada caso concreto, no que se refere à base de cálculo do salário-de-contribuição, salário-de-benefício, e renda mensal inicial, que só vem a se concretizar com o trânsito em julgado da sentença trabalhista que reconhece os valores das diferenças salariais em favor dos atuais beneficiários do INSS ou por intermédio de Termo de Conciliação Trabalhista.

Desta forma, se o trabalhador aposenta-se levando em conta, para o cálculo da renda mensal inicial, determinados valores a título de salário- de-contribuição, e, posteriormente, a Justiça do Trabalho entende que devem ser acrescidos de outros valores, impõe-se ao INSS rever aquele benefício, para que a legislação previdenciária seja observada, diante da realidade fática ora constatada judicialmente, aplicando-se a legislação vigente à época em que preenchidas as condições.

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É o que ocorre com os salários de contribuição do Autor, que sofrerão incidência das verbas salariais acima descritas e indicadas na cópia da Sentença Trabalhista que acompanha a presente inicial. Além disso, frisem-se os recolhimentos previdenciários que foram realizados pela COELCE em prol do Autor e que foram objeto de cálculo pelo departamento competente da Vara do Trabalho de Juazeiro do Norte, a qual demonstrou em tabela (Doc. Anexo) os valores das contribuições previdenciárias correspondentes ao período de maio do ano 2000 até dezembro de 2002. Nesse sentido, vejamos o entendimento jurisprudencial acerca deste assunto:

"PREVIDENCIÁRIO E PROCESSO CIVIL. REVISÃO DA RMI DE BENEFÍCIO CONCEDIDO NA VIGÊNCIA DA LEI 8.213/91. INTEGRAÇÃO DE PARCELAS RECONHECIDAS EM RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. POSSIBILIDADE. SALÁRIODE- CONTRIBUIÇÃO. OBSERVÂNCIA DO ART. 28 DA LEI 8.212/91. JUROS DE MORA. HONORÁRIOS. SÚMULA 111 DO STJ. 1. Havendo reconhecimento de parcelas salariais em sentença trabalhista , transitada em julgado, com o correspondente recolhimento das contribuições previdenciárias, impõe-se a revisão da renda mensal inicial do benefício previdenciário com a integração daquelas parcelas aos salários-

de-contribuição utilizados no período base de cálculo, observado

o que dispõe o art. 28 da Lei n. 8.212/91. [

AC 20013300020263/BA, Rel. Desembargador Federal Catão

Alves, DJ de 07/07/2004, p. 14)”

]"

(TRF, 1ª Região,

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"PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. INÉPCIA DA INICIAL. SALÁRIOS-DE- CONTRIBUIÇÃO. RECONHECIMENTO DE DIFERENÇAS SALARIAIS NA JUSTIÇA DO

TRABALHO. [

trabalhista , no que pertine ao reconhecimento de diferenças salariais (horas extras e adicional de periculosidade), atribui-lhe

o direito de postular a revisão dos salários-de-contribuição

componentes do período básico de cálculo do benefício . 3. Devem ser excluídos do cálculo do salário-de-contribuição as parcelas

sobre as quais não tenham incidido contribuições previdenciárias (art. 29, § 3º, da Lei8.213/91)." (TRF4, AC 2002.71.12.006867-

0, Sexta Turma, Relator João Batista Pinto Silveira, publicado

em 06/07/2005)” “PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. SENTENÇA TRABALHISTA. RECONHECIMENTO DE VERBAS SALARIAIS. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. DIFERENÇAS DEVIDAS. CORREÇÃO. JUROS. HONORÁRIOS. 1. Todos os ganhos

habituais do segurado empregado, a qualquer título, sob forma

de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido

2. O êxito do segurado em reclamatória

]

contribuições previdenciárias devem ser considerados para o cálculo do salário-de-benefício, exceto o décimo-terceiro salário (Lei 8.213/91, art. 29, § 3º). 2. Reconhecida, em ação trabalhista,

a existência parcelas remuneratórias não consideradas no cálculo do salário-de-benefício e recolhidas as contribuições respectivas,

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o segurado tem direito à alteração do valor do salário-de- contribuição, com recálculo do salário-de-benefício e, conseqüentemente, alteração da renda mensal inicial de seu benefício de aposentadoria e o pagamento das diferenças devidas. 3. A correção monetária deve ser aplicada desde a data em que cada parcela se tornou devida (Súmula 19 deste Tribunal), com a utilização dos índices constantes do Manual de Cálculos da Justiça Federal. 4. Juros moratórios de 1% a partir da citação, tendo em vista o caráter alimentar do benefício. 5. Honorários advocatícios mantidos em 10% sobre o valor da condenação, devendo ser calculados apenas sobre as parcelas vencidas, não incidindo sobre as parcelas vincendas (Súmula n. 111 do STJ). 6. Apelação parcialmente provida. (TRF 1ª R., AC - APELAÇÃO CIVEL – 200138000231247, DESEMBARGADOR FEDERAL ANTÔNIO SÁVIO DE OLIVEIRA CHAVES, DJ DATA: 15/5/2006 PAGINA: 16)”

DO ÔNUS DO RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO Com relação à integração de parcelas salariais reconhecidas em reclamação trabalhista, restou comprovado que é perfeitamente cabível tal pleito.

Convém, agora, analisar a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições aos cofres previdenciários. Cabe lembrar que a obrigação do recolhimento das contribuições dos segurados empregados é da empresa empregadora.

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Razão pela qual se a empresa deixa de recolhê-las, o segurado não pode ser penalizado, consoante os art. 30, inciso I, alíneas a e b e art. 43, ambos da Lei 8.213/91, vejamos:

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 8.620, de 5/1/93) I - a empresa é obrigada a: (Vide Medida Provisória nº 351, de 2007) a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração; b) recolher o produto arrecadado na forma da alínea a deste inciso, a contribuição a que se refere o inciso IV do caput do art. 22 desta Lei, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço até o dia 10 (dez) do mês seguinte ao da competência; Alterado pela Lei nº 11.488 - de 15/6/2007 - DOU DE 15/5/2007 - Edição extra Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.(Redação dada pela Lei nº 8.620, de 5.1.93)

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Desta forma, o recolhimento das contribuições aos cofres do INSS é matéria que refoge à responsabilidade do segurado empregado porque a Lei elegeu a empresa contribuinte de parte da contribuição social em foco, sendo ainda responsável pela arrecadação da parte do empregado, vejamos a jurisprudência dominante:

“Processual Civil. Previdenciário. Matéria dissociada. Não conhecimento. Art. 514, II, do CPC. Remessa oficial. Revisão de Benefício. Decisão trabalhista. Inclusão de parcelas remuneratórias nos cálculos do valor do benefício. Possibilidade. Contribuição a cargo do empregador. Não se conhece da apelação da autarquia previdenciária por não preencher o requisito formal de admissibilidade estabelecido no inciso II do artigo 514 do Código de Processo Civil.”

Se a decisão trabalhista impõe o cômputo do tempo de serviço por ela reconhecida, em nada obsta a inclusão no salário-de-contribuição das parcelas remuneratórias tidas como devidas pelo empregador ao segurado, que restou condenado pela mesma.

É cabível a revisão do benefício de sua aposentadoria, com base nas referidas parcelas salariais que não foram computadas no salário-de- contribuição, refletindo tal ausência no cálculo do respectivo salário-de benefício.

O caso vertente cuida da possibilidade de revisão de aposentadoria pautada no prejuízo que teve o Autor, que não obteve tais adicionais computados no salário-de-benefício por não terem servido de base de cálculo para os recolhimentos.

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Tratando-se de verbas trabalhistas, tem-se que devem compor o salário-de-contribuição para fins de cálculo do benefício previdenciário, mesmo que o reconhecimento em sentença trabalhista de tais verbas tenha sido posterior à concessão do benefício. O artigo 28 da Lei nº 8.212/91, antes das alterações introduzidas pela Lei nº 9.528/97, definia o salário-de-contribuição para o empregado como sendo a remuneração efetivamente recebida ou creditada a qualquer título, durante o mês em uma ou mais empresas, inclusive os ganhos habituais em forma de utilidades. Ainda, os adicionais, nos termos do §3º do art. 29 da Lei nº 8.213/91, sendo ganho habitual do trabalhador, integra o salário-de-contribuição do empregado e compõe o cálculo do salário-de-benefício. Ao compulsar os autos, Vossa Excelência verificará que os documentos aqui apresentados demonstram satisfatoriamente o trânsito em julgado da sentença trabalhista. Assim, os adicionais e demais verbas trabalhistas reconhecidos devem estar incluídos no salário de-contribuição, sendo devida a pretendida revisão do benefício de aposentadoria para considerar no cálculo do salário-de- benefício os valores acrescidos, sendo devido os atrasados desde o ajuizamento desta ação.

Há nos autos tabela demonstrando o valor dos novos salários de contribuição (maio de 2000 a dezembro de 2002) que deverão repercutir no cálculo da Renda Mensal de Aposentadoria a ser revisada pelo Réu.

O recolhimento das contribuições previdenciárias foi fielmente realizado pela empresa COELCE, que efetivou o pagamento em duas guias do INSS – GPS, uma no valor de R$ 30.081,60 (trinta mil, oitenta e um reais e

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sessenta centavos) e outra no valor de R$ 11.105,10 (onze mil, cento e cinco reais e dez centavos). Desta forma resta demonstrado o direito do autor, haja vista os prejuízos econômicos que vem sofrendo, ocasionados em razão da defasagem acarretada na percepção de seu benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, razão pela qual recorre à Justiça, e requer que seja revisado seu benefício de acordo com os novos valores integrados através da Reclamatória Trabalhista nº 0034100-72.2003.5.07.0028. É bom que se atente para o fato de que todas as verbas rescisórias deferidas ao Autor encontram-se disciplinadas e demonstradas em cópia de sentença trabalhista que ora segue a exordial, bem como em cópia de Termo de Conciliação da Justiça do Trabalho.

DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL Outrossim, necessária se faz a Antecipação dos Efeitos da Tutela vez que o autor se encontra com profunda dificuldade financeira, dependendo de ajuda de terceiros para seu sustento e de sua família. Dispõe o artigo 273 do Código de Processo Civil, que:

“O juiz poderá, a requerimento das partes, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação”. (grifo nosso)

Completam os incisos I, e II, respectivamente:

“I – haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; II – fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu”. (grifo nosso)

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Enfim, para a concessão da tutela antecipada exige a Lei uma das situações alternativas:

a) ou a exigência do periculum in mora; b) ou a existência do abuso de direito de defesa do réu, independente da existência do periculum in mora. No caso, está presente o periculum in mora, visto que há restrição irreparável de direitos intrínsecos à pessoa do autor. Outrossim no caso em tela, há mais do que a possibilidade do pleito; há sim, a certeza da sua procedência e a ineficiência do provimento final quanto às dificuldades financeiras a que o autor tem passado. Assim, requer o autor, como institui o artigo 273, e seus incisos do CPC, c/c artigo 84, parágrafo 3º da Lei 8.078/90, seja concedida a tutela antecipada, no sentido de que seja a RMI, referente à aposentadoria do Autor, seja revisada nos termos dos novos salários de contribuição a serem integrados ao PBC. A verossimilhança das informações aqui destacadas estão consagradas na farta documentação que acompanha a presente inicial (Doc. Anexa: Cópias de Sentença Trabalhista, Termo de Conciliação Trabalhista, Cálculos da Secretaria da Vara do Trabalho de Juazeiro do Norte-CE e Guias de Recolhimento de Valores).

DO REQUERIMENTO

Ante o exposto, requer:

a) A procedência da ação;

b) A revisão da RMI com a integração das respectivas diferenças decorrentes

da majoração dos salários-de contribuição integrantes do período básico de

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cálculo (PBC) em virtude de Termo de Conciliação Trabalhista (R.T. n° 0034100-72.2003.5.07.0028) desde a data da DER (24.08.2011);

c) que seja concedido o benefício da assistência gratuita ao autor, nos termos

do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 1.060/50, considerando-se que o benefício em questão, que está defasado, é sua única fonte de renda e subsistência, considerando-se ainda a natureza alimentícia do benefício; d) a citação do réu, através de sua Procuradoria local, no endereço

apresentado na sua qualificação, para querendo, apresentar contestação, dentro do prazo legal e sob pena das conseqüências previstas no art. 285, CPC;

e) que o INSS apresente extrato de pagamentos do benefício do autor desde

11 de novembro de 2011 do benefício, para que se possa apurar com precisão

as diferenças devidas;

f) a condenação do réu a:

g) o INSS a pagar as prestações vencidas e vincendas, aquelas acrescidas de

juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação (Súmula 03 do TRF/4ª) e corrigidas monetariamente, desde o respectivo vencimento;

h) A condenação do réu ao pagamento de eventuais custas e despesas processuais, bem como honorários de sucumbência, a serem fixados em 20% sobre o valor da condenação, além de outros consectários legais.

i) Pede a V.Exa. que sejam antecipados os efeitos da tutela na sentença

(Artigo 330, I, do CPC), determinando que o INSS conceda a aposentadoria especial ao autor; Protesta pela produção de provas por todos os meios em direito admitidos, especialmente a pericial contábil, se necessária. h) O autor renuncia aos valores que por ventura ultrapassarem 60 salários mínimos.

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Estima-se o valor da causa em R$ 40.680,00 (Quarenta mil,

setecentos e oitenta reais), para os devidos efeitos legais. Termos em que, Pede deferimento.

Juazeiro

do

Norte,

CE,

04

de

março

de

2013.

reais), para os devidos efeitos legais. Termos em que, Pede deferimento. Juazeiro do Norte, CE, 04