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DEDE VIAGEMVIAGEMCURSOCURSO VIAGEMVIAGEM

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FOTOGRAFIAFOTOGRAFIA DEDE

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ESCRITAESCRITA EE EE FOTOGRAFIAFOTOGRAFIA

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DEDE ESCRITAESCRITA

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CURSOCURSO DEDE

CURSOCURSO DEDE

D E D E ESCRITAESCRITA CURSOCURSO DEDE CURSOCURSO DEDE Tiago Salazar Nasceu em Lisboa, em 1972.

Tiago Salazar

Nasceu em Lisboa, em 1972.

Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. Trabalha como jornalista desde 1991, tendo publicado, entre outros títulos, no Diário de Notícias, Grande Reportagem, Vogue e na revis- ta Egoísta. Foi vencedor do prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de

Cultura, em 1995. Em 2010 foi bolseiro

da Fundação Luso-Americana, em

Washington, ao abrigo da Bolsa José Rodrigues Miguéis. Publicou quatro livros de viagens, Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010) e Endereço Des- conhecido (2011). Actualmente é cro- nista da revista Visão & Viagens e do

suplemento Fugas, do jornal Público,

guia de “Viagens Literárias” e forma-

dor de Escrita de Viagens. É ainda autor

e apresentador do programa

«Endereço Desconhecido», em exibi- ção na RTP2.

Escrita e fotografia de viagem

Este curso destina-se a toda a classe de via- jantes da económica à executiva, dos turistas de sofá aos andarilhos radicais, dos que pre- ferem fazer quilómetros em linhas de papel a embarcar numa estação ou apeadeiro. Aqui não se requer taxas de aeroporto nem se cobra excesso de bagagem. Basta a vontade de chegar aos outros, e sobretudo a disponi- bilidade do olhar.

Tiago Salazar

Inscrições

€ 30,00

Na Biblioteca da ESAS Por e-mail: biblioteca@esas.pt

Até 28 de março 2013

Por e-mail: biblioteca@esas.pt Até 28 de março 2013 Escola Secundária de Alberto Sampaio - Braga
Por e-mail: biblioteca@esas.pt Até 28 de março 2013 Escola Secundária de Alberto Sampaio - Braga

Escola Secundária de Alberto Sampaio - Braga

http://www.esas.pt/

Biblioteca Manuel Monteiro

http://besas.webnode.com/

Formador TIAGO
Formador
TIAGO

4 de abril 2013

SALAZAR

Nota Introdutória

ou uma carta de marear…

Sobre isto de viajar, devia haver nos boletins de entrada

nos países – junto aos quadradinhos de «lazer», «turismo»,

«contrabando»

Dito de uma forma mais sentimental: abrir o coração e deixá-lo pensar livremente sobre o que acontece durante a

viagem. Antes de Heródoto (o pai dos viajantes da era moderna) viajava-se para fazer guerra ou prolongá-la por outros meios. Hoje viaja-se para pagar (ou esquecer) as guerras por outros meios.

– os quadradinhos «unir» e «partilhar».

Diz-se também que quanto mais se viaja, mais se acham as pessoas parecidas. Por exemplo, todos, minhotos ou chi- neses querem ir de férias, e todos secretamente invejam

quem leva uma vida como a minha (um equívoco perdoá- vel, pois nem tudo são nenúfares na vida de um viajante). Neste caso, recomendo que se antecipem aos chineses e

reservem já os toldos

Enquanto

candidatos a viajantes todos temos um sonho comum que é gozar umas férias merecidas – e que não se use a descul- pa da falta de dinheiro, pois há vários vagabundos viajan- tes de nomeada (Kerouac, Lazarillo de Tormes, Fernão Mendes Pinto, to name a few).

imagine-se que um cantão decide

fazer férias em Bazaruto ou na ilha da Boavista

Há depois a parte metafísica, a iniciação. Uma viagem é sempre uma descoberta. Uma peregrinação. Coisa pes- soal. E um caderno de viagens, a escrita de viagens, é sem- pre um palimpsesto. A escrita de artigos ou narrativas de viagem pode abrir caminhos para os exploradores de papel. Diz-se que antes de deixar Palos, em 1492, Cristóvão Colombo estudou a Bíblia e a Geografia de Ptolomeu. Tal- vez quem vos leia vá um dia a Bazaruto jogar à bola com o menino Reis-Pedro, ou trepar montanhas com Pavel Raj- tar, o alpinista eslovaco que escalou o Evereste com Sir Edmund Hillary.

P r o g r a m a

4 de abril, 14h00– 18h00

História da Literatura de Viagens

Grandes autores do mundo: considerações sobre as obras de Heródoto, Gustav Flaubert, Henry Miller, Lawrence Durrell, Orhan Pamuk, entre outros

Autores portugueses do século XVI aos nossos dias

Considerações sobre as obras de Fernão Mendes Pinto, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Raul Brandão, Ferreira de Castro, entre outros

Considerações técnicas da escrita de viagens

Como se escreve um texto de viagens? Da narra- tiva à crónica, da reportagem à poesia

A fotografia de viagem

Noções básicas de fotografia de viagens; o retra- to; paisagens.

C o n t e ú d o s

História abreviada da literatura de viagens ;

Autores portugueses do século XVI aos nos- sos dias;

Considerações teóricas e técnicas de escrita;

Escrita e Fotografia no terreno (UMA VIA- GEM DE BICICLETA PELO BAIRRO);

As fases da escrita (do bloco de notas até ao livro);

linha:

uma

sentimento;

questão

do

pensamento-

Progressão e desenlace;

O que não é a escrita de viagens;

O improviso é premiado;

Escrita, reescrita e revisão (a arte de contar o que se viveu para contar);

Os três “tês”: técnica/talento/trabalho;

Problemas, erros, sintaxe;

Recursos (notas bibliográficas, sites, blogues, etc);

A fotografia de viagem .