V.

8, N0 3 | Maio/Junho 2011 ISSN 1678-6661

Latino-americana

Implantodontia 2011
Bases científicas multidisciplinares para uma prática clínica de sucesso.

Nesta Edição:
Caderno Científico Eventos TrendMarking Mercado In

Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui.

Vol. 8 • No 3 • Maio/Junho • 2011

Qualificação: Qualis Nacional B3 – Medicina I Qualis Nacional B4 - Odontologia e Interdisciplinar Qualis Nacional B5 - Medicina II e Engenharias II e III Indexação: BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde

ImplantNews - Vol. 8, n.3 (maio/junho/2011) - São Paulo: VM Comunicações - Divisão Cultural, 2004 Periodicidade Bimestral ISSN - 1678-6661 1. Implantes dentários. 2. Cirurgia de implantes. 3. Prótese sobreimplantes. I. VM Comunicações - Divisão Cultural II. Título

CDD 617.6005 Black D74

Ponto de Vista

Gestão de Clínicas - Implantodontia

N

a atualidade, a Implantodontia, com todos os procedimentos implicados em sua execução, é a responsável pela maior parcela do faturamento de clínicas de Odontologia. Temos

de considerar, neste universo, aquelas que oferecem esses procedimentos em seu portfólio de produtos. As alternativas reabilitadoras, mesmo as mais complexas, têm se valido dos implantes como auxiliares importantes, muitas vezes essenciais, para atingir os resultados planejados. Com essa performance eficaz na parte técnica é de se esperar, igualmente, um alto desempenho no que diz respeito à receita por eles gerada. O retorno evidenciado vem balizado por uma gestão de excelência, em que o planejamento do tratamento deve ser cumprido à risca, com uma margem de erros mínima e com o tempo correto previsto para a execução do mesmo. Fala-se muito em concorrência, mas, muitas vezes, a maior delas está dentro de
C l O h Celso Orth

nossas próprias instalações, quando não se consegue enxergar uma equipe que não se comunica bem e, consequentemente, trabalha mal. Esses problemas podem ter início na agenda mal programada ou com tempos menores que o necessário e, às vezes, com encaixes de pacientes feitos sob pressão com rótulo de emergência. Isso, por sua vez, traz consigo vários vícios de origem no diagnóstico, em que variáveis são subdimensionadas também por escassez de tempo, tornando-se obstáculos para um planejamento correto. Essa falta de integração traz transtornos, gerando custos e despesas desnecessárias. A falta de tempo adequado aumenta as chances de retrabalho, um grande concorrente de nossos resultados e que está cada vez mais inserido nas organizações pela falta de objetividade e equilíbrio do responsável pela logística. Os nossos orçamentos podem vir com margem para algumas das possibilidades de complicações, mas, com certeza, não cobrem sempre todas as implicações originadas pelo não cumprimento do plano de tratamento. A falta de zelo em algumas questões burocráticas pode ser a causa da diminuição da receita da clínica. Vamos observar a integração, a comunicação e o entrosamento da equipe nas questões estratégicas do agendamento, do atendimento, do desperdício de materiais, de tempo e de retrabalhos. Teremos, se observadas e aprimoradas estas questões, motivos para comemorar melhores resultados.

Celso Orth é clínico em tempo integral, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e presidente do evento Estação Novo Horizonte.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011;8(3):289

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Editor Científico: Prof. Dr. Paulo Rossetti (editorcientifico.implantnews@vmcom.com.br) Conselho Científico: Profs. Drs. – Alemanha: Markus Hürzeler. Argentina: Guillermo Rafael Cagnone; Sergio Luis Gotta. Bolívia: Luis Guillermo Peredo-Paz. Brasil: Alberto Noriyuki Kojima (Unes-SJC/SP), Antônio Pinheiro (UFBA-Salvador/BA), Antônio Wilson Sallum (FOP-Unicamp/SP), Arthur Belém Novaes Jr. (Forp-USP-Ribeirão Preto/SP), Carlos dos Reis Pereira Araújo (FOB-Bauru/SP), Carlos Eduardo Francischone (FOB-Bauru/SP), Carlos Nelson Elias (IME/RJ), Cimara Fortes Ferreira (NSU College of Dental Medicine/USA), Cláudio Luiz Sendyk (Unisa/SP), Edevaldo Tadeu Camarini (UEM-Maringá/PR), Eduardo Saba Chujfi (SLMandic/SP), Elcio Marcantonio Jr. (Unesp-Araraquara/SP), Flavia Rabello de Mattos (Fapi/SP), Guaracilei Maciel Vidigal Junior (Unigranrio-Rio de Janeiro/RJ), Hugo Nary Filho (USC-Bauru/SP), Israel Chilvarquer (Fousp-São Paulo/SP), Jamil A. Shibli (UnG- Guarulhos/SP), Luciano Lauria Dib (Unip/SP), Marco Antonio Bottino (Unesp-São José dos Campos/SP), Marco Aurélio Bianchini (UFSC/SC), Marco Antônio Brandão Pontual (Ufes/ES), Maurício G. Araújo (UEM-Maringá/PR), Paulo Sérgio Perri de Carvalho (Unesp-Araçatuba/SP), Renato Mazzonetto (FOP-Unicamp/SP), Ronaldo Barcellos de Santana (UFF/RJ), Thomaz Wassall (SLMandic-Campinas/SP), Waldemar Daudt Polido (ABO-Porto Alegre/RS), Wellington Cardoso Bonachela (FOB-USPBauru/SP), Wilson Roberto Sendyk (Unisa/SP). EUA: Luiz A. Meirelles; Michael A. Pikos; Paulo G. Coelho; Sascha A. Jovanovic; Stephen J. Chu. França: Franck Renouard. Israel: Moshe Goldstein; Zvi Artzi. Itália: Luigi Canullo; Massimo Del Fabbro; Paolo Trisi. Suécia: Ann Elisabeth Wennerberg; Ingemar Abrahamsson; Tomas Albrektsson. Avaliadores: Profs. Drs. Alberto Noriyuki Kojima, Antônio Wilson Sallum, Carlos Nelson Elias, Cimara Fortes Ferreira, Edevaldo Tadeu Camarini, Elcio Marcantonio Jr., Flavia Rabello de Mattos, Guaracilei Maciel Vidigal Junior, Jamil A. Shibli, Marco Antonio Bottino, Marco Aurélio Bianchini, Marco Antônio Brandão Pontual, Renato Mazzonetto, Ronaldo Barcellos de Santana. Conselho Consultivo: Profs. Drs. Aldo Brugnera Junior (Univap/SP), Antonio Vicente de Souza Pinto (São Paulo/SP), Carlos Alberto Dotto (ABO-SP), César Arita (Aorp-Ribeirão Preto/SP), Fábio José Barboza Bezerra (ABO-BA), Fernando Santos Cauduro (PUC-Porto Alegre/RS), Francisco Fernando Todescan (Fundecto-USP/SP), Hamilton Navarro (Fousp-São Paulo/SP), Hiron Andreaza da Cunha (ABO-GO), Ivete Sartori (Ilapeo-Curitiba/PR), José Cícero Dinato (UFRGS/RS), Laércio W. Vasconcelos (P-I Brånemark Institute-Bauru/SP), Luiz Fernando Martins André (Unimes-Santos/SP), Luís Ronaldo Picosse (Fousp/ SP), Mário Groisman (SLMandic/RJ), Milton Miranda (SLMandic-Campinas/SP), Pedro Tortamano Neto (Fousp-São Paulo/SP), Rander Pereira Avelar (UNB/ DF), Ricardo Curcio (Hospital Heliópolis/SP), Sérgio Jayme (Instituto Sérgio Jayme-São Paulo/SP). Conselho de Tecnologia Aplicada: Profs. Drs. Adolfo Embacher Filho (Itu/SP), Ariel Lenharo (Inepo-São Paulo/SP), Aziz Constantino (São Paulo/SP), Cláudio Chedid (Ciodonto-São Paulo/SP), Dráuseo Speratti (Boston-EUA), Fernando Cosso (São Paulo/SP), Fernando Pastor (São Paulo/SP), Geninho Thomé (Ilapeo-Curitiba/PR), Jorge Mulatinho (APCD-São Paulo/SP), Luiz Antonio Gomes (São Paulo/SP), Maurício Motta (São Paulo/SP), Mauro Tosta (Cetao-São Paulo/SP), Nilton de Bortolli Jr. (Fundecto-São Paulo/SP), Paulo Zaidan Maluf (APCD/SP), Pedro Velasco Dias (Instituto Velasco-São Paulo/SP), Reginaldo Migliorança (ABO-Campinas/SP), Rodolfo Candia Alba Jr. (São Paulo/SP).

Capa: perspectiva artística que expressa visão multidisciplinar.

Publicação bimestral dirigida aos cirurgiões-dentistas, especialistas ou com interesse em Implantodontia clínica.

Compromisso com nossos leitores
Facilitar o acesso a conteúdos baseados em pesquisas clínicas testadas e comprovadas. Publicar conteúdos de vanguarda, visando trazer mais perto possibilidades futuras. Promover a discussão de temas polêmicos e fazer consenso para melhor orientar e proporcionar segurança nas várias práticas clínicas. Incentivar a produção científica de jovens talentos, criando prêmios de mérito para ampliar o número de pesquisadores no Brasil. Crescer continuamente o volume de artigos clínicos publicados por edição, buscando aumentar a base de informação. Disponibilizar canal on-line de consultas para solucionar eventuais dúvidas em práticas clínicas seguras. Garantir circulação da revista na data certa, evitando a quebra do fluxo regular de atualização científica neste campo.

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sumário

289. Ponto de Vista
Gestão de Clínicas - Implantodontia

Celso Orth

295. Editorial
A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011

297.

Caderno Científico
Um registro da produção dos autores nacionais

401. Temas em Debate
Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença?

409

IN 2011 está pronto para o sucesso.

405. TrendMarking
Os lançamentos do mundo da Implantodontia

407.

A Vez dos Editores
Clássicos da década

412
Anthogyr inaugura filial brasileira.

408. Eventos
Com quase 4.000 pré-inscritos, IN 2011 será o maior do mundo

412. Mercado In • Anthogyr - dos Alpes franceses para o Brasil • Em junho acontece o II Congresso Internacional
da Neodent

• Livro mostra como obter melhores resultados
nas restaurações

419. Responsabilidade Civil
O consentimento informado

421. Normas de Publicação

417

Odontologia Restauradora é tema de livro.

CADERNO CIENTÍFICO
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES
297. Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer, Bella Luna Colombini-Ishikiriama, Thais Marchini de Oliveira, Ana Lúcia Pompéia Fraga de Almeida, Flávio Monteiro-Amado, Carlos Ferreira dos Santos, Caio Márcio Figueiredo 307. Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini, Maristela Barbosa Portela, Daniel de Moraes Telles, Eduardo José Veras Lourenço 315. Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg 323. Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screwretained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu, Paulo Fukash Yamaguti, Rafael Calçada Bastos Vasconcelos, Laércio Wonhrath Vasconcelos, Paloma Gomes de Azevedo 331. Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso, Luiz Gustavo Nascimento Melo, Egilson Rosa Oliveira, Ricardo Alexandre Zavanelli, Adérico Santana Guilherme, Adonai Peixoto Cheim Jr. 339. Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação, Carolina Enith Medina Bullen, Maria Del Piñal Luna, Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto, Ernesto Barquero Cordero, Alberto Eduardo Bullen Cabrera, Ricardo de Souza Magini 347. Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade, Cláudio Ferreira Nóia, Monokuame M’Petelo Vemba Cidade, Rafael Ortega Lopes, Henrique Duque de Miranda Chaves Netto, Renato Mazzonetto 355. Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati, Mauricéa de Paula Assis 363. Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade, Gabriel Portela Paulo, Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos, José Renato Cavalcanti de Queiroz, Renato Sussumu Nishioca 371. Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable, injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros, Duílio de Souza, Guilherme Costa Carvalho Silva, Cláudia Silami de Magalhães, Allyson Nogueira Moreira 377. Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva, Wilson Pogere, Estevo D`Agostini Derech, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Rafael Manfro 383. Implantes temporários em caráter definitivo. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto, Marcos Barbosa Salles, José Cássio de Almeida Magalhães, Gabriela Traldi Zaffalon 390. Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed- and cemented, implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo, Élton Gonçalvez Zenóbio, Antônio Henrique Corrêa Rodrigues, Paulo Roberto Gomes do Nascimento, Marcos Dias Lanza

Isto é fundamental para que os cirurgiões-dentistas possam dominar os vários tipos de procedimentos. uma das áreas mais promissoras da Odontologia. denominado este ano de IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress. O IN 2011 está pronto e preparado com muito carinho para você. o IN 2011 reunirá um time seleto de especialistas estrangeiros e brasileiros que discutirão a melhor prática clínica e as tendências da Implantodontia para os próximos anos. assim. leitor. o Encontro Internacional de Leitores ImplantNews. com isso. seguindo pedido e orientação do professor P-I Brånemark. Serão quatro dias de uma programação científica de qualidade. Além disso. Buscamos. está mais abrangente. A constante evolução na Implantodontia.Editorial A Implantodontia sem fronteiras no IN 2011 E Os melhores implantodontistas da América Latina estarão aqui. requer acompanhamento e aprendizado permanentes. segurança e satisfação aos seus pacientes. poderão conferir as novidades tecnológicas que serão apresentadas na ExpoIN 2011. Boa leitura! Os editores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. na qual os participantes terão a oportunidade de compartilhar experiências e vivências clínicas de destacados professores e pesquisadores.8(3):295 295 . abrindo fronteiras para promover a integração da reabilitação oral com implantes na América Latina. m sua quarta edição. Dessa forma. que oferecerá excelentes negócios. proporcionar uma padronização da especialidade no âmbito latino-americano. garantindo. Não deixe de fazer parte do evento que ficará na história da Implantodontia mundial.

****Professora doutora do Departamento de Prótese. uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. therapies could be applied aiming the treatment success of peri-implant lesions. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. conditioning with chemical agents. Peri-implantite. The treatment for periimplantitis aims to eliminate the cause and to reestablish the original health condition. ******Professor associado do Departamento de Ciências Biológicas. Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo. Ainda que não haja um consenso de tratamento a ser estabelecido. The selection of the therapeutic technique to be employed depends on bone defect type and size. Ortodontia e Saúde Coletiva. as well as topic and antibiotic systemic therapy. *******Professor de Implantodontia e Periodontia. Peri-implantitis. O tratamento da peri-implantite visa eliminar a causa e restabelecer a condição original de saúde dos tecidos peri-implantares. terapias cirúrgicas. Therefore. Diversas terapias têm sido propostas com esta finalidade. flap surgery. The aim of this study was to review the literature on the several alternatives used for peri-implantitis treatment.8(3):297-304 297 . Portanto.Implantes dentários. either individually or associated. Diante disso. ***Professora doutora do Departamento de Odontopediatria. all therapeutic modalities showed benefits for peri-implantitis treatment within the limitations of each study. Although there has not been a treatment consensus established. utilizadas de forma individual ou associadas. ABSTRACT Peri-implantitis is an inflammatory process in the adjacent tissues of osseointegrated dental implants. Universidade de São Paulo. besides different laser therapies. as terapias podem ser aplicadas visando o sucesso no tratamento das lesões peri-implantares. dentre as quais se incluem debridamento mecânico. Key Words . none of these therapies have been established as totally safe and efficient. extensão e severidade das lesões peri-implantares. *****Professor de Implantodontia.Dental implants. em virtude da variedade de morfologia. use of antiseptic agents. nenhuma terapia foi estabelecida. measurement. como alternativa totalmente segura e eficaz. Universidade de São Paulo. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. ainda. dentro de suas limitações. Tratamento. Due to the variety of peri-implant lesion morphology. which can result in bone loss support and consequently in implant failure. **Doutoranda do Departamento de Ciências Biológicas. Universidade de São Paulo. além de diferentes tipos de laser. Seção de Reabilitação Clínica Integrada – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. Universidade de São Paulo. Disciplina de Prótese – Faculdade de Odontologia de Bauru. Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de Bauru. No entanto. Universidade de São Paulo. A seleção da terapia a ser aplicada depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. bone regeneration procedures. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. todas as modalidades terapêuticas se mostram benéficas no tratamento da peri-implantite. Treatment. Several therapies have been proposed to restore peri-implant tissues. *Especialista em Periodontia – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. Unitermos . among these mechanical debridement. and severity.Revisão da Literatura Caderno Científico Peri-implantite: alternativas de tratamento Peri-implantitis: treatment alternatives – a literature review Stephania Kisser Furrer* Bella Luna Colombini-Ishikiriama** Thaís Marchini Oliveira*** Ana Lúcia Pompéia Fraga Almeida**** Flávio Monteiro-Amado***** Carlos Ferreira Santos****** Caio Márcio Figueiredo******* RESUMO A peri-implantite é um processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e pode resultar em perda de suporte ósseo e consequentemente na perda do implante. Disciplina Farmacologia – Faculdade de Odontologia de Bauru. este trabalho teve como objetivo revisar na literatura as diversas alternativas utilizadas para o tratamento da peri-implantite.

O risco de desenvolver peri-implantite é determinado por fatores específicos do paciente. Figura 1a) e peri-implantite (processo inflamatório que ocorre nos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados e resulta em perda óssea. após a instalação dos mesmos e das próteses. a presença de outros fatores de risco. Figuras 2 Classificação de Spiekermann de peri-implantites. resposta imune individual e qualidade e quantidade óssea ao redor do implante5. Os defeitos fechados possuem paredes ósseas preservadas (Figura 3a) e defeitos abertos têm ausência de no mínimo uma parede óssea. extensão e severidade das lesões peri-implantares. sendo que estes podem ser ainda subclassificados conforme o número de paredes ósseas remanescentes em: contato com o pescoço do implante em supra. Figuras 1 Mucosite peri-implantar (A) e peri-implantite (B) são processos inflamatórios e infecciosos. Diferenciam-se principalmente pela presença de perda óssea. diferentes propostas de classificação das peri-implantites foram realizadas por diversos autores para auxiliar na escolha do tratamento. a morfologia dos defeitos e os divide em dois tipos: defeitos fechados e defeitos abertos. padrão oclusal. 298 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 1b)2-4. preexistência de cárie.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Introdução A utilização de implantes osseointegráveis revolucionou os procedimentos de reabilitação oral. tais como tabagismo. na qual o aumento progressivo da reabsorção óssea horizontal e/ou vertical é representado de Classe I a IV. prevenção e tratamento de doenças peri-implantares3. doença periodontal e padrão de higiene inadequado estão intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença e são. em virtude da variedade de morfologia.8(3):297-304 . No entanto. A seleção da terapia depende do tipo e do tamanho do defeito ósseo apresentado. Entretanto. Uma delas considera o aumento progressivo da reabsorção óssea de Classe I a IV (Figuras 2)6. Outra. portanto. fundamentais para diagnóstico. como microbiota patogênica presente. patologias nos tecidos peri-implantares podem colocar em risco a osseointegração e o sucesso de alguns casos¹. As doenças peri-implantares são classificadas em: mucosite (reação inflamatória localizada e reversível na mucosa adjacente ao implante com ausência de perda óssea. intra e extraósseos (Figuras 3b a 3g)7. Além disso.

Revisão da Literatura Diferentes terapias têm sido sugeridas. defeito ósseo aberto supraósseo (B). subtipos de defeitos abertos intraósseos (C. E e F). é imprescindí- Figura 4 Raspagens mecânicas para remoção da placa bacteriana. A descontaminação total destas superfícies é difícil de ser alcançada com qualquer método de debridamento mecânico individualmente13. Para o tratamento destas diferentes lesões periimplantares. ultrassônicos e jatos de bicarbonato têm se mostrado insuficientes na remoção completa da placa nas rugosidades dos implantes16. Sem superioridade de um método sobre outro. dentre outros microrganismos8. vel a descontaminação das superfícies implantares com soluções como soro fisiológico. a remoção desta placa por meio de raspagens é fundamental nos tratamentos peri-implantares cirúrgicos e não cirúrgicos (Figura 4)12. nos quais as setas vermelhas representam paredes ósseas em contato com pescoço do implante. incluindo Agregatibacter actinomycetemcomitans. D. além de diferentes tipos de lasers8-11. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. uso de antimicrobianos tópicos e/ou sistêmicos. instrumentos sônicos. Assim. Portanto. o objetivo do presente trabalho consistiu na realização de uma revisão da literatura pertinente sobre as principais alternativas para o tratamento destes processos inflamatórios.8(3):297-304 299 . algumas alternativas associadas ao debridamento vêm sendo investigadas.Revisão da Literatura Caderno Científico Figuras 3 Classificação de Bogaerden: defeito ósseo fechado (A). O uso de curetas de plástico. sendo as principais: debridamento mecânico. Por este motivo. Debridamento mecânico das superfícies dos implantes A microbiota da peri-implantite assemelha-se a da doença periodontal crônica. Porphyromonas gingivalis. Após a raspagem. diversas terapias têm sido propostas na literatura. defeito aberto com parte do implante extraósseo (G). peróxido de hidrogênio14 e ácido cítrico15. para o tratamento das infecções dos tecidos peri-implantares. na literatura. O uso de curetas plásticas é importante para que não haja agressão às superfícies de titânio. terapias cirúrgicas.12-13. deve-se considerar o papel etiológico da placa bacteriana aderida à superfície dos implantes nos quadros de peri-implantite3. Alguns autores compararam o debridamento mecânico realizado com ultrassom com as curetas de fibra de carbono e não observaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos17.

mas não a profundidade de sondagem como a minociclina13. como por exemplo. dos quais fazem parte os utilizados no tratamento das peri-implantites22. quando outros autores compararam a aplicação tópica subgengival de clorexidina a 1% com a de esferas de minociclina. Considerando que microrganismos patogênicos como T.21. podem ser empregados por via sistêmica como adjuvantes da terapia mecânica com a finalidade de otimizar o resultado terapêutico20. ambas à 0. como metronidazol e amoxicilina.2%. Suas propriedades terapêuticas estão relacionadas a essa composição e principalmente a intensidade da energia utilizada. antibióticos sistêmicos também têm sido investigados para o tratamento das peri-implantites. Figura 6 Irrigação do sulco peri-implantar é uma das formas de utilização de compostos antimicrobianos no tratamento das peri-implantites. a clorexidina é a mais usada como enxaguatório. No entanto. Graças as suas propriedades bactericidas e de descontaminação da camada superficial dos implantes. Laser Diversos sistemas de luz laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) com diferentes comprimentos de onda têm sido experimentados na Odontologia. Além do uso tópico. sendo o primeiro usado cirurgicamente e o último na laserterapia ou biomodulação. gingivalis são encontrados nas periodontites e peri-implantites. Assim. como GaAlAs. em irrigações e géis tópicos subgengivais nos sítios infectados4. Sua utilização na forma de irrigação ou gel. Tais terapias incluem uso de antissépticos e/ou antibióticos (Figura 5). 300 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM Antimicrobianos A utilização de antimicrobianos associados ao debridamento mecânico têm sido proposta no tratamento de peri-implantites4. Os vários sistemas de laser diferenciam-se pelo tipo de material que os compõem. as fibras contendo tetraciclina e a doxiciclina de liberação lenta. não apresentou melhoras clínicas e microbiológicas quando comparada ao debridamento utilizado sozinho18. esta se mostrou capaz de reduzir o sangramento. complementando o debridamento mecânico nos tratamentos peri-implantares (Figura 6)10-11. CO2. forsythia e P. ambas associadas ao debridamento mecânico e instruções de higiene oral. A clorexidina associada ao debridamento mecânico foi efetiva no tratamento da mucosite.8(3):297-304 .19. a administração de antibióticos específicos. Estudos com doxiciclina obtiveram ganhos do nível de inserção e diminuição da profundidade de sondagem em defeitos ósseos maiores que 50% do comprimento dos implantes15. Er:YAG.8-9. Segundo alguns trabalhos. estes sistemas funcionam como adjuvantes. nos primeiros seis meses de acompanhamento em estudo clínico10. Outros antibióticos tópicos também têm sido propostos para o emprego na terapia das peri-implantites. reduziu a profundidade de sondagem e obteve ganhos nos níveis de inserção clínica. a utilização de laser de Figura 5 O laser como adjuvante ao debridamento mecânico no tratamento de peri-implantite. o laser pode ser de alta ou de baixa potência. Dentre os antissépticos disponíveis. porém.

nem danos ao tecido conjuntivo ou inibição das células de adesão na área irradiada24. in vitro. Áreas de inflamação crônica peri-implantar. ambos tratamentos foram eficazes na redução da profundidade de sondagem (PS) e ganho de nível clínico de inserção (NI). uma técnica na qual se realizam o alisamento e o polimento das roscas das superfícies implantares. indicando que quando há exposição das ros- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A utilização do laser de CO2 também foi testada in vitro. mostrou-se efetivo na eliminação dessas bactérias sem causar alterações na superfície do implante. Figura 8 Nivelamento ósseo com cinzel de Ochsenbein pode ser necessário em pequenos defeitos peri-implantares durante cirurgia a retalho após completa remoção de tecidos inflamados e agentes infecciosos. CO2 e GaAlAs pode levar à melhores resultados clínicos como adjunto ao tratamento da peri-implantite. os valores de PS e NI para ambos os grupos não se alteraram significantemente quando comparados aos valores do primeiro semestre. outro estudo avaliou o efeito do laser de XeCl. com bolsas maiores que 4 mm e evidências radiográficas de perda óssea. Após seis meses. em lesões avançadas.8(3):297-304 301 . a polida e a SLA (superfície tratada com jateamento e ataque ácido). ou a terapia ressectiva isoladamente. Técnicas ressectivas são caracterizadas por elimina- ção da bolsa. podendo ser de dois tipos: ressectivas e/ou regenerativas4. os resultados apontaram que ao contrário dos de onda contínua de diodo e de CO2. a implantoplastia. dificultam a descontaminação efetiva da superfície implantar por meio de terapia não cirúrgica10. aplicados em dois tipos de superfícies de implante muito utilizadas clinicamente. sobre microrganismos aeróbios e anaeróbios e observou que não houve crescimento de ambos microrganismos. Em contrapartida. quando submetidas à cirurgias ressectivas associadas a implantoplastia. Ainda na tentativa de diminuir a contaminação superficial dos implantes. Em estudo in vitro com três tipos de laser (diodo. o laser pulsátil de Er:YAG provocou alterações estruturais nas superfícies polida e de SLA com energias utilizadas por dez segundos acima de 500 mJ/10Hz e 300 mJ/10Hz. Terapias cirúrgicas As perdas ósseas ao redor de implantes. Desta forma. A conduta do debridamento mecânico dos tecidos afetados e das superfícies contaminadas dos implantes é primordial. sanguis e P. houve maior redução do sangramento a sondagem (SS) com o uso do laser em relação ao grupo controle.Revisão da Literatura Caderno Científico Er:YAG. sugerindo que o laser teve sua eficácia limitada nos primeiros seis meses10. Quando aplicado sobre os implantes de titânio contaminados com S. Uma das preocupações que o clínico deve ter com os diferentes tipos de laser é a possibilidade de danos gerados pelas diferentes potências nas irradiações. para o tratamento das peri-implantites. comparado ao debridamento com curetas plásticas associado com clorexidina a 0. dificultando a cicatrização e o tratamento da doença peri-implantar. respectivamente23. torna-se mais uma alternativa no tratamento destes quadros inflamatórios. debridamento em campo aberto. Em muitas cirurgias ressectivas. após seis anos. com exposição de roscas e colonização microbiológica. a posição final do retalho expõe as roscas do implante. Após 12 meses de acompanhamento.21. Figura 7 Terapia cirúrgica a retalho. nivelamento dos defeitos ósseos peri-implantares e/ou posicionamento apical do retalho quando necessário (Figuras 7 e 8). mostraram. Em 2006. CO2 e Er:YAG).23. que tendem a acumular placa bacteriana. o laser de Er:YAG foi testado em estudo clínico de lesões de peri-implantite moderadas e avançadas. Portanto. tendo sido considerado suficiente para descontaminação da superfície do metal21.2%. gingivalis.16. responder melhor a combinação das terapias. embora não estejam totalmente esclarecidos os efeitos biológicos em função dos diferentes comprimentos de onda e níveis de energia testados10-11. terapias cirúrgicas tornam-se necessárias dependendo da extensão e da morfologia da lesão peri-implantar.12. enquanto os escores de SS aumentaram levemente do 6o ao 12o mês. em forma de crateras.

c/ placa e c/ sangramento PS  4 mm. PS  5 mm. c/ sangramento e c/ perda óssea  2 mm PS  5 mm.8(3):297-304 . como ilustrado na Tabela 16. algumas recomendações foram propostas na literatura.000 mg/24h ou Metronidazol 250 mg/8h ou Amoxicilina 375 mg/8h + Metronidazol 250 mg/8h. s/ placa e s/ sangramento PS  3 mm. um autor preconizou. das realizações das enxertias28-29. respectivamente. ainda. Terapia A + Terapia B + C: terapia antibiótica sistêmica por dez dias (Ornidazol 1.27. das terapias e de seus prognósticos. As técnicas de preenchimento do defeito ósseo podem ser realizadas utilizando osso autógeno ou material sintético. enxertos de hidroxiapatita nanocristalina ou ainda de osso mineral natural bovino associado a membrana absorvível. enxertos sintéticos como o de fluorhidroxiapatita associados. Terapia inicial + cirurgias ressectivas e/ou regenerativas + terapia antibiótica sistêmica (tetraciclina e metronidazol).2% / solução de clorexidina 0. Em 2000. eliminação de bolsas e. proposto também pelo mesmo autor e citada na introdução deste trabalho.2%/ 10mL/ 30s) ou irrigação com gel de clorexidina 0.25. um protocolo de tratamento baseado na classificação dos defeitos peri-implantares. de defeitos peri-implantares preexistentes4. Da mesma forma. TABELA 2 – CIST (TERAPIA DE SUPORTE CUMULATIVO E INTERCEPTIVO) Condição clínica dos implantes PS  3 mm.2% (duas vezes/dia – três a quatro semanas). Terapia A + B: bochechos com Clorexidina (0. mostraram-se eficazes na redução da PS e no ganho de inserção clínica em lesões com defeitos ósseos apenas circunferenciais sem deiscências ósseas por vestibular e em lesões ósseas moderadas após seis meses e dois anos. Vários estudos foram realizados na tentativa de se identificar o melhor tipo de material a ser utilizado neste tipo de terapia. em longo prazo. também. A: debridamento mecânico das superfícies do implante + Polimento. também demonstraram redução na profundidade de sondagem (PS) e um ganho de preenchimento ósseo em lesões peri-implantares moderadas após um ano da enxertia14. Protocolos de tratamento A padronização de protocolos de tratamento para as doenças peri-implantares é complexa devido à variedade de morfologia das lesões. III e IV Terapia sugerida Terapia inicial conservadora para eliminação dos fatores etiológicos. Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares são aquelas que visam formação de novo tecido ósseo sadio. c/ sangramento e s/ perda óssea Modalidade de tratamento Sem necessidade de tratamento. a membrana reabsorvível sintética.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM cas do implante ao ambiente da bolsa o alisamento destas pode ser uma terapia adjuvante efetiva a longo prazo6. Terapia antibiótica local: fibras de tetraciclina ou microesferas de minociclina. Como alternativa ao osso autógeno. o tratamento regenerativo com osso autógeno pode ser utilizado de forma satisfatória no preenchimento. Terapia A + Terapia B + Terapia C + D: cirurgia ressectiva ou regenerativa (osso autógeno + membrana). Ainda assim. Figura 9 Cirurgias ósseas regenerativas peri-implantares podem ser realizadas com membranas presas ao implante pelo parafuso de cobertura associadas ao material de preenchimento (enxerto) em determinadas situações. em seu livro. Segundo alguns autores. ou não. Sem melhora do caso: terapia cirúrgica. posicionamento coronal do retalho para recobrimento dos defeitos (Figura 9)26. c/ sangramento e c/ perda óssea > 2 mm 302 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. TABELA 1 – PROTOCOLO DE TRATAMENTO PRECONIZADO BASEANDO-SE NA CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE DEFEITO ÓSSEO APRESENTADO Classificação do defeito peri-implantar Classe I Classes II.

Revisão da Literatura Caderno Científico O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13. Por outro lado. pela capacidade reduzida de agir por tempo prolongado.18. Esta proposta baseia-se em taxas de sobrevivência e complicações dos implantes e determina quatro modalidades de tratamento conforme extensão e morfologia das lesões. após debridamento a campo aberto.13. As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro. tem apresentado resultados pobres quanto à redução de sangramento e das profundidades de sondagem em lesões de peri-implantite de variados graus13. a indicação de terapias antibióticas deve ser cuidadosa. tais terapias podem ser consideradas importantes alternativas de preenchimento dos defeitos ósseos11. além da maioria dos trabalhos serem casos clínicos ou pesquisas sem grupo controle negativo de lesões tratadas com nenhuma medicação9.29. ainda que muitos tenham sido estatisticamente significantes mesmo com amostras pequenas de pacientes. Os estudos apresentados mostraram períodos de controle variados. Nota-se ainda que os efeitos da clorexidina são melhores a curto prazo10. Outra proposta terapêutica. associação com terapias antimicrobianas10. Portanto. ilustrado na Tabela 24. Por outro lado.27. Ambos diminuíram as profundidades das bolsas peri-implantares tratadas. além de enxaguatórios. Enxertos ósseos com e sem o uso de membranas. em 2004.8. de meses a poucos anos. Discussão O tratamento da peri-implantite visa eliminar as causas e restaurar a condição de saúde dos tecidos adjacentes aos implantes osseointegrados12-13. não existem estudos que utilizam somente cirurgia a retalho para o tratamento da periimplantite30. uma vez que essa modalidade sempre vem associada à outras.8. apesar de não resolverem completamente a doença. provavelmente. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6. Os antibióticos tópicos subgengivais minociclina13 e doxiclina de liberação lenta19 promoveram.18 e de algumas situações incipientes de peri-implantites13. O debridamento a campo aberto associado às implantoplastias pode ter influência positiva nas taxas de sobrevivência dos implantes com superfície rugosa e melhora parâmetros clínicos como supuração. lesões de peri-implantites moderadas e avançadas não foram sensíveis a essas terapias conservadoras10. devido a variação no tipo de antibiótico testado e suas ações far- macológicas.4. Entretanto. Reduções de sangramento. alguns estudos podem ser tendenciosos quanto a seus resultados. suficientes de acordo com a baixa ocorrência de peri-implantites e altas taxas de sucesso REVISTA IMPLANTNEWS 2011. profundidade e sangramento a sondagem25. a Cist (Terapia de Suporte Cumulativo e Interceptivo) foi publicada por outros autores. Neste contexto. resultaram em vários graus de sucesso14. A morfologia dos defeitos ósseos pode ou não favorecer os procedimentos regenerativos conforme a quantidade de paredes ósseas presentes7.29. são preconizadas sucessivas irrigações e aplicações tópicas subgengivais em gel4. Contudo. A seleção da terapia depende de tipo e tamanho do defeito ósseo6. porém. diminuição do sangramento a sondagem e ganhos do nível de inserção. Até o momento. profundidade de sondagem e ganhos no nível de inserção foram obtidos em mucosites e peri-implantites incipientes.19 e mais recentemente com laser10. ainda que sem adicionar melhoras clínicas e microbiológicas ao debridamento mecânico utilizado sozinho18.29.10. Estudos têm avaliado os efeitos de tratamentos não cirúrgicos utilizando ultrassom ou curetas de fibra de carbono17. As antibioticoterapias sistêmica20 e tópica9 também podem ser usadas para erradicação de patógenos periimplantares8 e descontaminação das superfícies dos implantes.8(3):297-304 303 . Todos esses tratamentos podem ser efetivos no tratamento de lesões de mucosite4. O uso da clorexidina mostrou-se efetivo em mucosites. As diferentes terapias descritas na literatura são fundamentadas em tratamentos periodontais que tentam deter a progressão da doença e nenhuma ainda foi estabelecida como padrão ouro. jatos de bicarbonato16. respectivamente.

extensão e severidade das lesões peri-implantares.73(10):1118-25. Lasers Med Sci 2007.15(1):125-38. Bone regeneration around titanium dental implants in dehisced defect sites: a clinical study. 1994. A maioria dos trabalhos revistos. Periodontol 2000 1998. Submerged healing following surgical treatment of peri-implantitis: a case series. 2. Two year clinical results following treatment of peri-implantitis lesions using a nanocrystalline hydroxyapatite or a natural bone mineral in combination with a collagen membrane. Bogaerde LV. Nonsurgical treatment of moderate and advanced Peri implantitis lesions: a controlled clinical study. Caffesse R. Kotsovilis S. Guarulhos: Universidade de Guarulhos. Becker J. Lang NP. Porras R. Behneke N. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Roos-Jansaker AM. Roos-Jansaker AM. Sennerby L.4. Renvert S.br Conclusão Essa revisão demonstra a utilização de importantes modalidades de tratamento da peri-implantite. Mombelli A. 19. 28. Clin Oral Implants Res 2005. Schwarz F. Lindahl C.8(3):297-304 .29(Suppl 3):213-25. talmente eficaz.22(4):223-7. Clínica Odontológica Integrada – Biodonto 2004. Re-osseointegration after treatment of Peri-implantitis at different implant surfaces. Persson LG. Treatment of Peri-implantitis defects with autogenous bone grafts: six-month to 3-year results of a prospective study in 17 patients.24(3):264-71. Spiekermann H. Jansen B. Götz H. 18. 20.365-9. Renvert S. Effect of Nd:YAH. Claffey N. Utilização do metronidazol associado à amoxicilina no tratamento das peri-implantites [dissertação]. Karring T. Int J Oral Maxillofac Implants 1992. Clin Oral Impl Res 2005. Co2 and GaAIAs Laser irradiation on surface properties of endosseous dental implants. Karoussis IK. Becker J. Salvi GE. & Kleinheinz J. London: Quintessence Publishing. Clin Oral Implants Res 2007. 10. 304 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.35(1):80-7. 15.Furrer SK • Colombini-Ishikiriama BL • Oliveira TM • Almeida ALPF • Monteiro-Amado F • Santos CF • Figueiredo CM dos implantes1. todas se mostram benéficas.J Clin Periodontol 2010. Haczek C.42(5):439-44. Clinical response to 2 different therapeutic regimens to treat peri-implant mucositis. Clin Oral Implants Res 2001. J Clin Periodontol 2007. Surgical tratment of peri-implantitis using a bone substitute with or without a resorbable membrane: a prospective cohort study. Sahm N. Non Surgical treatment of Peri-implant mucositis and peri-implantitis: a literature review. 21. Joos U. Claffey N. Sustained release of doxycycline for the treatment of peri-implantitis: randomised controlled trial. Hoshino E. 13. Trejo PM. 23. Laserterapia na odontologia. Spiekermann H. Br J Oral Maxillofac Surg 2004. Renvert H. Schwarz F. Rothamel D.30. que individualmente podem não ser totalmente eficazes para a resolução total da periimplantite. Lang N. Horch HH. Berglundh T.77(3):437-44. Garcés MAS. em conformidade com outras revisões. outros estudos clínicos e histológicos são necessários para determinar o sucesso. Hoedt B. 9. Schrödl V. Ellegaard B. Lops D. 7. 11. Bactericidal efficacy of carbon dioxide laser against bacteria-contaminated titanium implant and subsequent cellular adhesion to irradiated area. J Biomed Mater Res 2006. Vogel G.16(1):36-43. In Lang NP. dentro de suas limitações. Ho:YAG.associated bacteria – an in vitro investigation. 16. Stavropoulos A. Epub 2010 Mar 24. Consensus report of session IV.35(7):621-9. Becker J. J Clin Periodontol 2008. editors. Influence of plaque biofilm removal on reestablishment of the biocompatibility of contaminated titanium surfaces.17(2):202-11. 4. Polyzois I. Surgical treatment of peri-implantitis. Berglundh T.19(Suppl):150-4. Ainda que não haja uma terapia estabelecida na literatura como to- Referências 1. Götz H. Becker J. 3-20 17012-900 – Bauru – SP Tel. J Clin Periodontol 2002. Richter EJ. Kohnen W. 24. A systematic review of the effect of anti-infective therapy in the treatment of Peri-implantitis. Treatment of peri-implantitis by the Vector system. Int J Periodontics Restorative Dent 2004. Zablotsky NH. Albrektsson T. propõe terapias capazes de impedir a evolução clínica da doença e de devolver saúde ao tecido peri-implantar. Part II: radiographic outcome. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2004. Rothamel D. Portanto. Kusakari H. Beck B.16(3):228-93. em virtude da variedade de morfologia. 5. In vitro evaluation of the biocompatibility of contaminated implant surfaces treated with an Er:YAG laser and an air powder system.1:154-8. 3. Karring T.10:279-88. 29. J Periodontol 2002. 26. Sanz M.34(8):723-7. Ferrari D. An experimental study in the dog. Bieling K.37(5):449-55. Kreisler M. J Clin Periodontol 2008. Romeo E. Proceedings of the 1st European Workshop on Periodontology. as terapias podem ser aplicadas visando sucesso no tratamento a curto prazo das lesões peri-implantares. Kato T. Miethke T. Meyere U. Schwarz F. Detoxificacion of endotoxincontaminated titanium and hydroxyapatite-coated surfaces utilizing various chemotherapeutic and mechanical modalities. Berglundh T. Fourmousis I.9. 17. Behneke A. Therapy of peri-implantitis: a systematic review.34(8):625-32. A proposal for the classification of bony defects adjacent to dental implants. Pjetursson BE. a longo prazo. Bieling K. 22. 14. individuais ou associadas. Vitussi TRC.7(2):233-45. Jovanovic SA. Implant Dent 1992. Kruse-Löser B. Gustafsson A.35(Suppl 8):305-15. Lasers Surg Med 1998.17:63-76. 1994. Schwarz K. J Clin Periodontol 2008. J Clin Periodontol 2007. Impact of defect configuration on the clinical outcome following surgical regenerative therapy of peri-implantitis. Renvert S. Implantologia. Deppe H.18(2):179-87. A 3-year clinical trial on rough screw-shaped oral implants. Sculean A. Clarke E. Anderson GB. Chiapasco M. Assim. Papanicolau P.25(Suppl 8):316-32. Trianti M.23(5):299-309. 30. Lindhe J. 2006. 25. Duschner H. Heitz-Mayfield LJ. Lindahl C. peri-implantitis. das terapias e se a osseointegração conseguida com a aplicação dos diferentes métodos afeta a sobrevivência dos implantes e controla o processo de doença4. Roos-Jansaker AM. 27. The diagnosis and treatment of peri-implantitis. Renvert S. Schwarz F. 8.12(6):595-603. Int J of Oral Maxillofac Implants 2000. Duschner H et al. Almeida-Lopes L. Kreisler M. Diedrich DL. Clin Oral Invest 2006. Renvert H. Recebido em: out/2010 Aprovado em: nov/2010 Endereço para correspondência: Caio Márcio Figueiredo Rua Silvio Marchione. p. Consensus statements and recommended clinical procedures regarding implant survival and complications. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 12. Klinge B. Christoffers AB. 6. os resultados dos estudos revistos no presente trabalho devem ser considerados no planejamento de tratamentos. Narendran S. Karring ES. Herten M. Therapy of Peri-implantitis with resective surgery. Logo. Meffert RM. Effect of 308-nm excimer laser light on peri-implantitis .69(Suppl 9):63-74.: (14) 3235-8095 – Fax: (14) 3234-7818 caiofigueiredo@usp. Ghisolfi M. Escoda CG. Latz T.1(1):1-89. 2000. Bonsmann M. J Clin Periodontol 2008. Isidor F. Büchter A. Int J Oral Maxillofac Implants 2004.

tal superfície deve possuir propriedades que minimizem a colonização por microrganismos patogênicos da cavidade oral ao mesmo tempo em que permita boa adesão dos tecidos bucais. proliferação. ***Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj.Revisão da Literatura Caderno Científico Influência das propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e formação de biofilme The influence of implant surface properties with soft tissue response and biofilm formation Martinna de Mendonça e Bertolini* Maristela Barbosa Portela** Daniel de Moraes Telles*** Eduardo José Veras Lourenço**** RESUMO Uma conexão estável entre a superfície de titânio do implante e os tecidos bucais a sua volta é um importante pré-requisito para o seu sucesso a longo prazo. ****Professor adjunto do departamento de Prótese Dentária – FO-Uerj. *Especialista em Prótese Dentária – FO-Uerj. orientation. It was also described that the surface roughness and wettability. nota-se que a otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária. Mestranda em Prótese Dentária – FO-Uerj. It is therefore important to systematically evaluate the role of different surface properties (chemical composition as well as microstructure) and to assess the biological performance of different implant materials. Unitermos . Biofilme. Tornando-se importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura. Biofilm. Foi descrito também que a rugosidade superficial e a molhabilidade têm um impacto significativo na formação de biofilme. Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP. but the influence of roughness was said to be more significant than the wettability. and metabolism of epithelial cells and connective tissue.Surfaces implants. Microbiologia – UFRJ. metabolismo das células epiteliais e células de tecido conjuntivo. Estudos in vitro e in vivo indicaram que a rugosidade e a textura de superfície do implante influenciam em adesão. ABSTRACT A stable connection between the titanium surface and the oral tissue around them is an important prerequisite for long-term dental implant success. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura que buscasse relacionar as diferentes propriedades de superfícies dos implantes e suas características com as respostas dos tecidos moles peri-implantares. Disciplina de Odontopediatria – FO-UFF. Key Words .Superfícies de implantes. Mestre e doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP. Doutorado em Ciências. In vitro and in vivo studies indicated that the roughness and texture of the implant surface influences the adhesion. **Professora do Departamento de Odontoclínica. proliferation. it appears that an optimization of implant surfaces is still necessary. this surface should minimize the bacterial colonization while allowing a good adhesion of the oral tissues. Soft tissue integration. sendo que a influência da rugosidade foi dita como sendo mais significativa do que a molhabilidade. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. In summary. Sendo assim. bem como com a formação de biofilme sobre sua superfície. as well as the biofilm formation on its surface. Thus. have a significant impact on the biofilm formation. avaliando o desempenho biológico dos diferentes tratamentos de superfícies e as propriedades químicas que eles promovem na superfície dos implantes dentários.8(3):307-12 307 . The aim of this study was to review the literature and to relate the properties of implant surfaces and their characteristics with the responses of oral soft tissues around implants. Assim. orientação. Integração de tecido mole.

0 µm (implantes tradados com spray de plasma)12. as propriedades superficiais dos implantes passaram a ser cada vez mais estudadas. interação célula/superfície e desenvolvimento celular e tecidual na interface entre o organismo e o biomaterial7. mais relatado nos implantes maxilares em relação aos mandibulares6. em grande parte. moderadamente áspera Ra 1. alta resistência à corrosão e estado termodinamicamente estável em valores de pH fisiológico9. Pode-se considerar que uma textura superficial rugosa do implante promove maior acúmulo de biofilme. há evidências consideráveis suportando uma relação de causa e efeito entre a colonização microbiana e a patogênese das falhas dos implantes1. possam surgir após as suas instalações. sugere-se que uma otimização das superfícies dos implantes ainda é necessária.0 à 2. este é o parâmetro que tem sido mais amplamente investigado11. as superfícies mais hidrofílicas permitem Revisão da Literatura A previsibilidade dos implantes dentários tem sido variável em diferentes pacientes e em diferentes áreas da cavidade oral. geralmente. ela também é influenciada pelas propriedades de sua superfície. enquanto materiais altamente polidos e com reduzida rugosidade superficial limitam a formação inicial de biofilme in vivo. a parte transmucosa do implante. Principais propriedades de superfície dos implantes O titânio é normalmente coberto por uma fina película protetora de óxido. Visto que isto pode levar à pesquisas futuras. atualmente. trabalhos vêm sendo desenvolvidos para investigar a adesão dos tecidos moles à diferentes tipos de materiais e rugosidades dos implantes dentários e a influência destas sobre a colonização microbiana nestas superfícies. a interface entre os tecidos ósseo e conjuntivo com a superfície do implante é. Portanto. Considerando-se estas características supracitadas. Em particular. presumivelmente. uma superfície transmucosa do implante ideal deve não só minimizar a adesão de microrganismos. A película de óxido é.8(3):307-12 . porosa ou microtexturizada para auxiliar na osseointegração2. As propriedades de superfícies dos implantes mais citadas na literatura como sendo as que mais influenciam nas respostas teciduais e acúmulo de biofilme são: rugosidade de superfície. com este estudo. Ela determina. por outro lado. as propriedades de superfície de um implante.0 µm (implantes torneados). vez que. Portanto. como resultado de baixo nível de condutividade elétrica. tem sido relatado que diferentes materiais e tratamentos de superfícies de implantes promovem uma adesão seletiva durante a formação do biofilme precoce3. nos últimos anos. tal rugosidade tende a ajudar na adesão microbiana e subsequente formação de biofilme. quando apresenta certa rugosidade de superfície. assim. energia livre de superfície (relacionada a molhabilidade) e características químicas do material. por ventura. Objetiva-se. Deste modo. Já a molhabilidade está relacionada com a hidrofilia do material. Com relação à integração com os tecidos moles. Por outro lado. tais como. avaliando o desempenho biológico de diferentes materiais utilizados para a fabricação dos implantes dentários9. geralmente. Assim. demonstrou-se que o tratamento de superfície dos materiais de implantes têm influência significativa na resposta dos tecidos moles peri-implantares. Um exemplo disso é o menor índice de sucesso.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV Introdução Atualmente. a chamada superfície SLA active. tanto para a estrutura dos implantes como também para as abordagens clínicas em Implantodontia. que é reconstruído em milésimos de segundos após qualquer dano. Uma vez que a adesão celular ao titânio é influenciada pelas propriedades do material como um todo. Assim. em investigações sobre as respostas teciduais aos implantes dentários. Visto isso. influenciando na adesão dos fibroblastos orais4 bem como das células epiteliais5. molhabilidade e composição química10. A partir disso. tais como adsorção de proteínas. portanto. presente na superfície SLA hidroxilada e hidratada. representada por Ra. tende a promover melhor adaptação entre o material e os tecidos peri-implantares. jateamento ou anodizado) e áspero Ra > 2. topografia. uma 308 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. por ter um ângulo de contato inicial com a água próximo a 0°. responsável pela excelente biocompatibilidade dos implantes de titânio. Os diferentes tratamentos de superfície removem as camadas de óxido presentes na superfície e causam diferentes distribuições de carga abaixo da fina camada de óxido recém-formada9. um aumento de atenção tem sido dado aos problemas que. mas ao mesmo tempo permitir uma adesão estável dos tecidos epitelial e conjuntivo8. realizar uma revisão da literatura que vise relacionar as propriedades de superfícies dos implantes com as respostas dos tecidos moles e com a formação de biofilme. Uma superfície minimamente áspera é aquela definida no intervalo de Ra 0. Uma superfície hidrofílica apresenta maior molhabilidade superficial. A topografia está relacionada a rugosidade média de superfície. elas estão relacionadas com processos relevantes para a funcionalidade do implante. é importante analisar o papel das propriedades de diferentes superfícies com relação à composição química e à microestrutura.5 à 1. os implantes dentários estão ganhando mais importância como um método bem-sucedido para a reabilitação oral.0 µm (implantes com superfície condicionada por ácido.

um pré-requisito para o sucesso a longo prazo dos implantes dentários. têm a orientação das fibras colágenas anexadas ao tecido conjuntivo supracrestal paralela a superfície do implante e. Autores enfatizam que os métodos de preparação da superfície do implante durante a fabricação e esterilização podem afetar de forma significativa as propriedades da superfície e posteriormente as respostas biológicas necessárias para o sucesso que se iniciam em sua superfície13. ao redor dos implantes. de fato. às suas propriedades biomecânicas. Isso se deve ao fato de que o acúmulo de biofilme microbiano na superfície implan- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A adesão dos tecidos moles à superfície do material é. mais importante. sendo diferentes em aspectos como composição do tecido conjuntivo. conforme foi mostrada anteriormente. então. Relação da formação de biofilme com as superfícies dos implantes A adesão inicial e a colonização microbiana à superfície do implante são consideradas como responsáveis por desempenhar um papel-chave na patogênese de infecções relacionadas aos biomateriais2. com cerca de 2 mm de comprimento15. dando origem ao epitélio juncional. Com a maturação do epitélio juncional.8(3):307-12 309 . a adesão do tecido conjuntivo ao implante apresenta pobre resistência mecânica quando comparada à do dente natural. assim como pela facilidade para procedimentos de esterilização. direcionamento das fibras colágenas e número de vasos sanguíneos20. é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. observa-se que a conexão dos tecidos moles à parte transmucosa é de crucial importância no que se refere à estabilidade dos tecidos peri-implantares14. possibilidades de tratamento e acabamento do implante. a gengiva no implante pode dificilmente ser classificada como gengiva aderida19. dentre outros fatores. Sugerindo. como as dos dentes naturais fazem no cemento18. localizada entre a barreira epitelial e a crista óssea.Revisão da Literatura Caderno Científico A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. próxima a superfície de titânio. migração de células epiteliais na superfície do coágulo de fibrina/tecido de granulação5. Estes podem se formar durante um período de dois a três dias16. da molhabilidade e da composição química do biomaterial10. Em comparação com os dentes naturais. Em outras palavras. A interface da superfície do implante e do tecido mole supracrestal. ele se move em direção coronoapical. Relação dos tecidos moles com as superfícies dos implantes Uma vez que a superfície transmucosa do implante estabelece uma ligação entre o meio bucal e os tecidos subjacentes. Uma vez que as células do epitélio chegam à superfície do implante. como é chamada nos dentes naturais. Essa camada de tecido conjuntivo é estruturalmente semelhante a um tecido de cicatrização17. similarmente ao tecido dentogengival. o titânio comercialmente puro (titânio CP) e o de liga de titânio. Com relação à composição química do material utilizado para fabricar os implantes. mas rica em fibras de colágeno. Isso se deve. E. sua união ocorre diretamente via lâmina basal (< 200 nm) e a formação dos hemidesmossomos. maior adsorção de proteínas. constituído por uma unidade fisiológica estável semelhante àquela encontrada ao redor dos dentes. Como consequência. esta adesão é dependente da topografia. adsorção de proteínas de matriz extracelular e subsequentemente de células de tecido conjuntivo para a superfície do implante. Devido à sua capacidade de proliferar e se mover em superfícies. deste modo. Estudos recentes apontam a existência de um espaço biológico. onde as fibras se encontram. células e microrganismos em sua estrutura1. aderidas ao cemento. Esta fina barreira com fibroblastos. similarmente ao tecido dentogengival. elas não se inserem na superfície implantar. ele atravessa a ponte do coágulo de fibrina/tecido de granulação que rapidamente começa a se formar após a instalação do implante/pilar. a porção de tecido conjuntivo. Após a instalação do componente transmucoso. O epitélio juncional origina-se a partir do epitélio encontrado na borda da incisão cirúrgica para a instalação do implante. transformação do coágulo em tecido de granulação. Ao atingir a superfície do componente implantado. que o tecido gengival e a mucosa peri-implantar apresentam algumas características comuns. implantes. é formada pelo epitélio juncional e pelo tecido conjuntivo15. alumínio e vanádio (Ti6Al4V) são os mais utilizados atualmente. a cicatrização do tecido conjuntivo envolve quatro processos distintos: formação e adesão de um coágulo de fibrina a superfície do implante. provavelmente desempenha o papel de manutenção de um vedamento apropriado entre o ambiente oral e o tecido ósseo peri-implantar. é dita como sendo pobre em células e estruturas vasculares. por não possuírem cemento.

Com isso. a interação molecular e física que governam a adesão microbiana aos biomateriais ainda não foi entendida detalhadamente21. Adicionalmente. Em contrapartida. Com relação à composição química dos implantes. De forma análoga. Os autores observaram que os resultados corroboraram com achados anteriores. porcelana dental e óxi- Discussão O estudo da interação das células do hospedeiro ao titânio. Com relação à topografia de superfície e sua molhabilidade. sugere-se a necessidade da formulação de materiais específicos para implantes que promovam adesão mais seletiva durante a formação do biofilme precoce menos patogênico3. através de uma revisão da literatura. a topografia da superfície dos biomateriais têm um impacto significativo na formação de um biofilme precoce. No entanto. Prevotella sp e Capnocytophaga sp. que se ligam ao Streptococcus. autores mostraram. e também são conhecidos por estarem envolvidos em infecções periodontais e serem capazes de colonizar superfícies de implantes8. mostrou que. a adesão de microrganismos à superfície do biomaterial é um passo crucial para a patogênese da infecção.8. a rugosidade foi considerada como tendo maior influência na formação do biofilme2. a influência da molhabilidade. e com condicionamento ácido (superfície SLA). se o implante possuir superfícies com relevo muito acidentado ou com grande extensão de superfície lisa. esse resultado pode estar relacionado ao fato de que a superfície utilizada neste estudo era polida. titânio Ti6Al4V. na maioria dos artigos analisados. Porém. embora não tenha havido significância estatística12. quando comparadas às superfícies lisas ou rugosas. ao comparar estes resultados com a formação de biofilme na superfície de dentes naturais. Assim. tende-se a observar que os abutments feitos de titânio CP ou cerâmica de Al2O3 altamente sintetizada induzem a formação de um tecido firmemente aderido que inclui porção epitelial e porção de tecido conjuntivo26.8(3):307-12 . é de suma importância para melhorar o entendimento do comportamento dos implantes dentários nos diferentes pacientes. aspereza e energia livre24. dentre as superfícies lisas (usinadas). em humanos. tal disposição das fibras colágenas ligadas ao titânio poderia assumir um sentido radial17. acima do limiar de Ra de 0. alteração funcional e proliferação estão extremamente associados as propriedades físicas da superfície do implante como morfologia. Isso foi demonstrado.0 e 2. a fabricação de implantes. Propriedades de superfície versus resposta tecidual Com relação a rugosidade de superfície e a resposta tecidual apresentada pelo tecido conjuntivo. Muitos autores3. especialmente. Um estudo in vitro. No entanto. mudança morfológica. Por outro lado. após biópsia local. moderadamente rugosas e rugosas. liga de ouro dental. Dentre os colonizadores tardios destacam-se as seguintes bactérias: Fusobacterium sp. expondo diferentes materiais de implantes a comunidade microbiana oral. as superfícies moderadamente rugosas (Ra entre 1. um recente estudo demonstrou in vivo e in vitro a formação de biofilme sobre titânio polido e sobre titânio jateado. relacionado a sua topografia. já que as células peri-implantares necessitam de pontos de ancoragem na superfície do implante para iniciar sua proliferação e garantir a biofixação. Caso esta apresentasse diferentes graus de rugosidade. há autores que demonstram que o aumento na rugosidade da superfície.2 mm e/ou a energia livre de superfície facilitam a formação de biofilme em materiais restauradores. utilizado como material de primeira escolha para 310 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. as células. mostrou que o Streptococcus é o microrganismo colonizador predominante.22 mostraram que parâmetros como molhabilidade e. In vitro. para alguns autores. poderá ocorrer ausência de sítios de fixação. Comportamentos celulares como adesão ao biomaterial. algumas vezes responsáveis pela perda do mesmo. Para que os implantes dentários produzam resultados positivos. Nos casos onde a superfície apresenta rugosidade muito aquém do tamanho celular. quando estas características de superfície foram analisadas separadamente. o nível de rugosidade deve ser controlado.Bertolini MM • Portela MB • Telles DM • Lourenço EJV tar pode levar a reações inflamatórias no tecido ao redor do implante. representada pela energia livre de superfície não mostrou relevância estatística na indução à formação de um biofilme sobre estas superfícies23. não poderão se fixar25. Um estudo que buscou relacionar a topografia do implante com as respostas teciduais geradas in vivo. indicando que a adesão in vitro e in vivo de bactérias ao titânio com diferentes tratamentos de superfícies da sua superfície é principalmente influenciada pelo grau de rugosidade da superfície. igualmente. é sabido que o gênero Streptococcus e algumas espécies de Actinomyces são considerados os colonizadores primários de preparar o ambiente para receber os colonizadores ditos tardios que exigem condições de crescimento mais específicas22. é necessário que a sua superfície estimule uma resposta desejável das células humanas que formam os tecidos que circundam os implantes. pesquisadores observaram que células epiteliais se aderiram a superfície de cinco materiais dentários com diferentes composições químicas (titânio CP liga de . através de cortes histológicos e da construção de um modelo gráfico em três dimensões da orientação das fibras em relação à superfície do abutment. Todavia.0 µm) foram descritas como sendo as que apresentam maior vantagem clínica. de forma geral. que na presença de uma superfície lisa forma-se um sistema predominantemente circular de fibras colágenas ao redor do abutment.

que o aumento da molhabilidade inde vidro cobertas com TiN e ZrN foram aparentemente fluencia de modo positivo na adesão e no espalhamento menores do que a atividade bacteriana nas superfícies de fibroblastos28. no seu sucesso clínico. que a atividade metabólica das bactérias nas superfícies Concluindo. No entanto. e mostrou ganismos bem como a área coberta por este2. onde o Ra variou interagiram e proliferaram mais avidamente em superfícies entre 0. com película de saliva. Concluiue óxido de alumínio). células foram significativamente maiores nas superfícies o que sugere que as células hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. que essa adesão é primariamente influenciada pela rugoConclusão sidade da superfície em diferentes superfícies de titânio texturizadas. condicionamento com ácido e jateado e.00 µm. recentemente. tem impacto importante na A adesão bacteriana ao titânio liso e ao titânio rugoso formação do biofilme. um estudo in vivo cesso de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada realizado três anos depois pelos mesmos autores29. Além disso. visto que o epitélio estudo que mostrou que a ligação e a proliferação dessas formado apresentava menor adesão focal no titânio áspero. a influência da energia livre Há grande variedade de tratamentos de superfície de superfície mostrou-se menos importante23. Em contraste. mostraram maior taxa de proliferação em A composição do biomaterial poderia também influenciar Al2O3 rugoso4. polido. proliferacobertas por titânio. autores avaliaram adesão.14 e 1. Recentemente. nos materiais metálicos se que alguns dos tratamentos de superfície (coberturas foram encontrados pré-hemidesmossomos bem organizade TiN e ZrN) resultam em clara redução da aderência dos.Revisão da Literatura Caderno Científico do de alumínio). Propriedades de superfície versus formação de biofilme associadas a molhabilidade. Concluindo. também. porém. aumentando o número de microrfoi avaliada in vitro e in vivo. os resultados mostraram perfícies hidrofílicas do que nas superfícies hidrofóbicas. consequentemente. fato esse não observado nas superfícies de porcelana bacteriana. autores avaliaram os efeitos das caractetro grupo de pesquisadores observou que houve inibição da rísticas do material e/ou da topografia no desenvolvimento aderência e disseminação das células epiteliais. que o aumento da molhabilidade influencia de modo gosas são mais suscetíveis à remoção mecânica25. enquanto de biofilme. A influência da molhabilidade da superfície no proCorroborando com estes resultados. onde foi utilizado o método de polymerase chain reaction (PCR) em um estudo que mostrou que a ligação e a proliferação para analisar a adesão bacteriana em diferentes superfícies dessas células foram significativamente maiores nas sude implantes na cavidade oral. com saliva e todos receberam culturas bacterianas de dental) do que em superfícies cerâmicas (porcelana dental Streptococcus mutans e Streptococcus sanguis.8(3):307-12 311 . as células epiteliais animais diferentes topografias de superfícies. Os resultados demonstraram um efeito negativo do titânio A influência da molhabilidade da superfície no processo rugoso sobre crescimento e espalhamento das células de adesão do implante aos fibroblastos foi avaliada em um epiteliais. Esses variam em REVISTA IMPLANTNEWS 2011. nesta formação. onde se concluiu que a rugosidade da superhumanos se aderem mais a pilares de óxido de alumínio fície tem impacto significativo na formação de biofilme. liga de ouro . ouSendo assim. Seus dados mostraram que o aumento da rugosidade da superfície e da superfície livre de energia. jateado com partículas grossas. um outro estudo mostrou que os fibroblastos gengivais = 0. Já ao comparar a aderência de células epiteliais e fibroblastos as superfícies de titânio jateadas com areia. epiteliais em superfícies ruassim. independente de terem sido cobertos ou não e de óxido de alumínio27. Com relação à adesão e proliferação dos fibroblastos. Nesse estudo in vivo foi comparada a formação que para os fibroblastos tais características foram reforçade biofilme em superfícies rugosa (Ra = 2 µm) e lisa (Ra das5. Isso mostra que o tratamento da sução e crescimento de células epiteliais sobre titânio com perfície do implante influencia diretamente na colonização diferentes topografias superficiais. condicionamento ácido (SLA). Foram utilizados titânio microbiana de sua estrutura29 e. assim. positivo na adesão e no espalhamento de fibroblastos28. Alguns dos discos foram cobertos metálicas (titânio CP liga de titânio Ti6Al4V. polido. 8 Um estudo in vitro utilizou discos de titânio com disponíveis para implantes dentários.1 µm).

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avaliando os princípios e os resultados do tratamento reabilitador com implantes em pacientes periodontalmente comprometidos.8(3):315-9 315 . O presente trabalho teve como objetivo discutir estas questões. em relação à perda óssea. assessing the principles and results of rehabilitation of periodontally compromised patients with dental implants. Dental implants.Periodontal treatment. à peri-implantite e quanto ao posicionamento ético dos periodontistas. periimplantitis. nos confrontamos com um questionamento: quando devemos optar por implantes em pacientes com doença periodontal? Como se comportam os implantes a longo prazo em pacientes periodontalmente comprometidos? A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar. Unitermos . a lot of issues on the peri-implant microbiota in relation to bone loss. durante a fase do planejamento. However. and on the ethical positioning of periodontology still prevail.Tratamento periodontal. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. This paper aims to discuss these issues. *Especialista em Periodontia – Odontoclínica Central do Exército – OCEx.Revisão da Literatura Caderno Científico Tratamento periodontal ou implantes? Periodontal treatment or dental implants? Eleanor Mobley Scofield Sardenberg* RESUMO Com o advento dos implantes dentários. Especialista em Implantodontia – IBPG/Funorte. ABSTRACT With the advent of dental implants. Key Words . Entretanto. a reabilitação em pacientes desdentados parciais ou totais passou a ser uma realidade dentro dos consultórios. Implantes. rehabilitation of partially and/or totally edentulous patients has become a reality. during the treatment planning phase. clinicians are faced with a challenging question: when should we use implants in patients with periodontal disease? How is the long-term implant behavior in periodontally compromised patients? Also.

em longo prazo. passam a ser um grande questionamento do paciente. A doença periodontal e a idade não aparecem como empecilho para tratamento com implantes. quando comparado às cirurgias de hemissecção de raízes. Essas desconfianças sempre interferem na decisão final nas opções de tratamento de um periodontista2.8-9.13-14. na etapa do planejamento é que vem o grande questionamento: quando condenar um dente periodontalmente comprometido e optar por implante? Essa questão é frequentemente debatida e a desconfiança gera em torno de como se comportam os implantes.8(3):315-9 . A possibilidade de reabilitar pacientes total ou parcialmente desdentados. redução na função mastigatória3-5? Do outro lado. perda óssea. Com isso. quais sejam inflamação. muitas vezes com a condenação de elementos dentários. pacientes fumantes. desencadeando mecanismos que conduzem o tecido periodontal a manifestar lesões características da doença. função e estética do paciente2. ao longo das últimas três décadas. pois.6. procedimentos heroicos são oferecidos na tentativa de reter dentes periodontalmente comprometidos por um período mais longo4. com potencial de comprometer forma. ele executa. permaneceram com alto índice de patógenos anaeróbicos10. Para evitar uso de próteses fixas ou removíveis. bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. peri-implantite e também quanto aos resultados estéticos. porém. Dentes afetados periodontalmente possuem perdas ósseas acentuadas e contorno gengival alterado. formação de bolsa periodontal. consequências. associada a bactérias patogênicas específicas. Mas. a opção por implantes se faz devido à remuneração financeira1. Os achados microbiológicos demonstram a presença de P.11-12. como qualquer outro procedimento protético ou periodontal. intermedia. Foi relatado que o sucesso e a satisfação do paciente alcançam grau de 90% e poderia ser um tratamento mais interessante. aumento dos espaços interdentais com perdas de papilas. muitas vezes. Junto com o advento dos implantes dentários surgem muitas dúvidas em torno. perda de tecido conjuntivo de inserção e perda de tecido ósseo alveolar de suporte9. o retorno financeiro tem pesado na decisão pela eleição dos implantes. principalmente Fusobacterium spp e Bacteroides spp10. Concluiu-se que pacientes submetidos ao tratamento periodontal convencional antes da avaliação para os procedimentos com implantes. colocados em pacientes periodontalmente comprometidos. tratamento com radioterapias e higiene oral deficiente. antes aceitáveis para a preservação dos dentes. muitas vezes. Contudo. pois a flora bacteriana peri-implantar é semelhante à localizada ao redor dos dentes de pacientes parcialmente edêntulos. também. não seja a melhor indicação4. A dúvida paira também em relação à microbiota peri-implantar9-11. as áreas com insucesso aparecem com grande proporção de Gram-negativos anaeróbicos. diminuição da estética. Em relação à microbiota peri-implantar.Sardenberg EMS • Introdução O sucesso dos implantes osseointegrados representa a grande revolução da Odontologia. A peri-implantite é uma infecção específica e pode estar relacionada à perda dos implantes. A Academia Americana de Periodontia publicou um artigo com a intenção de orientar e informar os periodontistas sobre a utilização dos implantes. onde a solução através da colocação de implantes parece ser mais objetiva e com resultados mais rápidos. Entretanto. A maioria dos periodontistas já pratica/indica o tratamento com implantes. gerando também uma frustração para o profissional. P. A falha nos implantes tem sido atribuída em diabetes descompensado. pois a prática dos implantes. nucleatum associados aos casos de peri-implantite com perda dos implantes4. gingivalis e F. mesmo que. vem aumentando a previsibilidade em resultados estéticos e funcionais. De um lado. Além disso. Como contornar os efeitos pós-tratamento como aparecimento de sensibilidade radicular. Apesar de mencionarem a aparência estética e o fator funcional como critérios de seleção.8. ainda nos confrontamos com um grande paradigma. no dia a dia. periodontistas com ideais de não iniciar uma geração de exterminadores de dentes. do posicionamento dos periodontistas. na prática. faz-se necessário tratamentos regenerativos ósseos e enxertos gengivais para um resultado mais satisfatório7. possibilita aos periodontistas habilidade para prover um tratamento da mais alta qualidade a seus pacientes através. porém. o paciente precisa estar emocionalmente estável e consciente da importância do controle da higiene oral e da manutenção do tratamento.6-7.15-16. associados com larga experiência cirúrgica reconstrutiva e regenerativa. Muitos profissionais demonstraram contradição entre o que consideram como fator determinante e o que. A combinação de conhecimentos biológicos. nenhum Aa foi 316 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. comparados aos pacientes considerados periodontalmente saudáveis5. facilmente transmitidos aos implantes11. justamente. Revisão da Literatura A doença periodontal é uma doença inflamatória. o paciente submetido a um tratamento periodontal severo que necessita passar por várias modalidades de procedimentos ressectivos e regenerativos. da opção de reabilitação por implantes dentários4. o que deve ser bem avaliado previamente ao tratamento reabilitador com implantes. Mesmo quando a opção é a exodontia do elemento dentário há a necessidade do tratamento periodontal prévio. afeta drasticamente a filosofia da terapia periodontal1-2. muitas vezes.

não em inserção conjuntiva. porém. O fumo é citado como grande fator de risco. sugerindo que o uso de antibioticoterapia poderia ser um recurso a mais para controle e tratamento das peri-implantites16. esses índices se apresentam significativamente maiores nos pacientes que perderam dentes por doença periodontal5. gingivalis e P. O índice de sucesso ainda pode ser considerado satisfatório no grupo periodontalmente comprometido (100% nos pacientes saudáveis contra 83. Estudo longitudinal em pacientes com histórico de doença periodontal. afetadas pela doença periodontal. Não há diferença significativa quanto às falhas dos implantes em ambos os grupos24-25. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. comumente utilizados em terapia periodontal. nucleatum. principalmente quando associados aos implantes curtos25-26. Porém. Avaliando em longo prazo. não há estudos com caso-controle e as reações adversas dos medicamentos também não foram consideradas nos estudos anteriores17. P. porém. assim como nos dados microbiológicos. Aliás. amoxicilina com clavulanato e amoxicilina-metronidazol apareceram como eficientes para diminuição de microrganismos como F. peri-implantites e perda óssea periimplantar quando comparados a um paciente periodontalmente saudável. amoxicilina. muitas vezes. A perda óssea nos implantes (implantes. ou seja. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença. a osseointegração pode ser observada em 95% dos pacientes com histórico de periodontite nos estudos em longo prazo e os autores afirmam que a doença periodontal (tratada) não pode ser considerada contraindicação para terapia com implantes19. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante. Estudos mostram que. A causa-efeito do acúmulo de placa mostrou-se igualmente danoso em estudos experimentais para o tecido peri-implantar com aparecimento clínico de gengivites e mucositis12. A osseointegração aparece presente em todos os casos estudados18. o uso deve ser limitado. assim como a profundidade de bolsa quando comparada ao grupo saudável. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. onde apresentou maior número de cocos e motile rods e filamentos. sem muita carga de oclusão. Isso porque. Em regiões maxilares posteriores. a quantidade de osso não inviabilizou a instalação dos implantes. em relação à perda óssea peri-implantar. sim em perda óssea) do grupo de doença periodontal teve maior taxa de perda. houve maior incidência de peri-implantites e perda óssea peri-implantar entre os pacientes com perda dentária associada à doença periodontal10. Entretanto. detectado11. devido ao advento dos implantes curtos. que não respondem ao tratamento periodontal tradicional e que continuam evoluindo o percurso da doença. com total de dez anos de avaliação. Esse mesmo estudo foi acompanhado por mais cinco anos. porém. Sua influência é significativa na perda óssea marginal peri-implantar. em alguns casos. estando relacionado diretamente à perda de implantes dentários24-25. ou seja. a reabilitação protética deverá ser bem planejada. Não devemos esquecer-nos do controle rigoroso de manutenção periodontal aos quais todos os pacientes foram submetidos21. demonstraram saúde peri-implantar. A opção por implantes. faz-se necessário realizar cirurgias prévias de levantamento de seio. porém. em alguns casos. intermédia. nas peri- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos. até que mais estudos comprovem sua eficácia.33% nos pacientes periodontalmente comprometidos) sendo um tratamento reabilitador possível de ser executado23.20. É frequente a questão se pacientes que perderam dentes por doença periodontal correm risco maior de perda de implantes. também são bastante satisfatórios nos pacientes comprometidos3. Diferente do que aconteceu no primeiro estudo. A maioria das falhas ocorreu em pacientes periodontais fumantes associados com implantes curtos (8-9 mm)3. à formação de bolsas periodontais e ao índice de sangramento.24-25. os resultados não apresentaram diferenças signi- ficativas.8(3):315-9 317 . acompanhado por 3-5 anos. a condição peri-implantar nos pacientes periodontalmente comprometidos aparece com um aumento significativo de peri-implantite. mesmo depois de finalizado o tratamento. houve um aumento na profundidade de bolsa e perda óssea após o terceiro ano22. Avaliando os antibióticos. se dá em pacientes com periodontite recalcitrante.21. mesmo depois de finalizado o tratamento. no que diz respeito à perda óssea marginal e à peri-implantites. sem muita carga de oclusão. penicilina G. Avaliando os resultados com implantes nesses pacientes comprometidos.Revisão da Literatura Caderno Científico A opção por implantes. devido ao advento dos implantes curtos.

paira entre os periodontistas. coterapia. também. Porém.20-23 mesmo tratando-se de casos com periodontite recalcitrante (periodontite refratária)18 ou motivando esses profissionais para que passem a incluir nos casos em que a perda do dente deu-se pela doença20. A microbiota peri-implantar Fumo.20. eficientes na diminuição desses miPorém. gengivalis e F. A doença periodontal é uma pacientes fumantes O uso de antibioticoterapia poderia doença inflamatória que promove comparados aos não ser um recurso a mais para controle destruição dos tecidos de supor2 das peri-implantites. pois penicilina te9. Porém. bolsas residuais nos eleNenhuma diferença mentos dentários adjacentes aos implantes devem receber redobrada foi apresentada entre atenção. uma dúvida. um comportamento crorganismos16.26. transmitidos aos implantes11. a osseointegração fiadora1.7-8.22.27. Nesses casos. tanto ao para tratamentos redor dos dentes remanescentes quanto ao redor dos implantes12. ser considerados fatores de risco para tratamentos com implantes. além dos efeitos adversos dessas medicações17. os procedimentos com implantes como parte integrante da 4 A longo prazo. diabetes e periodontite foram avaliados quanto a poderem. Os patógenos presentes com mais assim como entre frequência nos pacientes portaos pacientes com dores de peri-implantites foram P.8(3):315-9 . que se deparam com o conflito da quebra de paradigmas Considerando a doença periodontal como fator de e dos questionamentos em relação a uma situação desarisco para o sucesso dos implantes.10-11. comprometido e se a melhor opção de insucesso entre os geralmente. reforçando a possibilidade resultados apontaram da peri-implantite estar inter-reladurante a fase do planejamento cionada com a perda dos implande um paciente periodontalmente para um maior índice tes4-5.16. Para obtenção de um trafumantes . efetivamente. diabetes e subgengival é caracterizada pela periodontite foram mesma colônia indígena anterior avaliados quanto a ao tratamento16 e não há diferenças significantes na distribuição entre poderem. parece não haver diferenças significativas terapêutica adotada .13-14. como satisfatória3-4. os resultados apontaram para um maior índice de insucesso entre os pacientes fumantes comparados aos não fumantes2. Para incentivar os periodontistas é relatado que sunos pacientes periodontalmente comprometidos aparece cesso e satisfação do paciente alcançam um grau de 90%.Sardenberg EMS • mais periodontistas tem realizado este tipo de tratamento1. Porém. o profissional dos implantes em pacientes com histórico da doença é faz a escolha pela condição financeira do paciente15 e. com implantes.14.25. 318 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. intermedia. aparecem associados seria o tratamento com implantes. a maxila posterior aparece como área mais comprometida pela perda do implante e a região anterior da mandíbula como área de maior sucesso26. Fumo. Embora a implantites e na própria sobrevida dos implantes quando instalados em pacientes comprometidos periodontalmente24-25.20. A placa bacteriana mostrou-se fatores de risco igualmente prejudicial.16.7. P. tamento periodontal satisfatório. contudo. Analisando a região atingida. com a chegada dos implantes.8. amoxicilina com muitos procedimentos arrojados são clavulanato e amoxicilina associada oferecidos para manutenção dos com metronidazol têm-se mostrado elementos dentários na arcada6.26. G. apesar dos resultados também mostrarem que o sucesso a recomendação de implantes. efetivamente. os esclarecer dúvidas que surgem cos11. apesar das questões estéticas e funcionais serem consideradas como critérios para em relação à sobrevida dos implantes em até dez anos5.3.27. à perda óssea peri-implantar5. dentes e implantes nos pacientes ser considerados com periodontite após longo prazo22.16. não existem trabalhos suficientes com grupo controle que comprovem a eficácia da antibiotiincongruente. Nenhuma diferença foi apresentada entre os pacientes diabéticos e não diabéticos. nuhistória de periodontite cleatum. ou seja. devido à remuneração financeira alcançada que inferior quando comparado aos saudáveis23.10. Inclusive. pois os microrganismos os pacientes diabéticos nelas depositados poderiam ser e não diabéticos. a microflora dos e os pacientes Discussão pacientes com histórico de doença periodontal permanece com alto periodontalmente A proposta desta revisão foi índice de patógenos anaeróbisaudáveis. assim como entre os pacientes com história de periodontite e os pacientes periodontalmente saudáveis. amoxicilina. na prática.

A restrospective 5-year study. long term cohort study . Kolsen-Petersen J.year results of prospective. Kloury F. Schürch Jr. • A microflora peri-implantar é constituída pelos mesmos patógenos indígenas.5:254-9. Flores-De-Jacoby L.14:216-48. Clin Oral Impl Res 1997. Newman M. Karoussis I. Referências 1. Journal of Oral Rehabilitation 2008. Blieden T. Flores-De-Jacoby L.2:145-51. 23. os resultados também aparecem animadores. Lisa JA. Chuang S. Hardt CR. Nyman SR. Alves J. Klokkevold Pr. Grondahl K. intermedia. Esposito M. Clin Oral Impl Res 2007. Han. estando relacionado diretamente à perda dos implantes. Peri-implant conditions in periodontally compromised patients following maxillary sinus augmentation. Current Status of Dental Implants: a Periodontal Perspective. Clin Oral Implants Ver 1994. gingivalis e F.br Conclusão • A doença periodontal tratada não aparece como contraindicação para tratamentos com implantes dentários. podendo ser um indício no comprometimento à longevidade dos implantes. The successful use of osseointegrated implants for the treatment of the recalcitrant periodontal patients. J Prosthet Dent 1999. Behie M. 27. Osseointegrated implants in subjects treated for generalized aggressive periodontitis: 10. 16. J Periodontol 2004. 20. Haffajee AD. 13.75:1402-4.):128-39. Koele P.39 (Suppl. 5. Schou S. pois bolsas residuais ao redor dos dentes adjacentes ao implante podem funcionar como depósitos ativos de microrganismos. A comprehensive and critical review of dental implant prognosis in periodontally compromised partially edentulous patients. Seymour GJ. Outcome of implant therapy in pacients with previous tooth loss due to periodontitis. Ellegaard B. 4. 14. Mcdermont N. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Buchamnn R.81:476-80. Dodson T. Implant treatment in periodontitis susceptible patients: a systematic review. J Periodontol 1995. • O fumo aparece como principal fator de risco. Langer B. Advances in the pathogenis of periodontitis: summary of developments. Quando o paciente apresenta perda óssea acentuada.18:848-55. Int J Oral Maxillofac Surg 1993. • Mais trabalhos em longo prazo são necessários para avaliarem a sobrevida dos implantes nos pacientes periodontalmente comprometidos. Smith C. sendo que a osseointegração mostrou-se satisfatória nos pacientes envolvidos pela doença. 10. Lang N. Carnevale G.72:977-89.18:766-75. A clorexidina no controle de placa dos pacientes internados: estudo piloto. Clin Oral Implants Res 1997. Journal of Periodontology 1991. 22.80.8:305-15. Baelum V.22:124-30. Holmstrup P. J Periodontol 2007. Mengel R. Schroder T. Cohen R. Sbordone L.18:660-79. J Periodontol Guest Editorial 1996. Faust C. Sinclair G. J Periodontal 2001. Journal of the Zealand society of Periodontology 1996. Bain CA. 18. Wennstrom Jl. Lekholm U.24.17:106-23. Dental implants in periodontal therapy.19(Suppl. The microbiota associated with successful or failing osseointegrated titanium implants. A judgment analysis. Journal of Oral & Maxillofacial Implants 2000. Ellegaard B. Recebido em: set/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Eleanor Mobley Scofield Sardenberg Condomínio Solar de Athenas – Módulo G – Casa 5 – Grande Colorado – Sobradinho 73105-903 – Brasília – DF Tel. Klokkevold P. 3. The microbiota of osteointegrated implants in pacients with a history of periodontal disease. 11.266:69-74. 15. Karring T. 8. E. Periodontology 2000 1999.66:150-7. Machado WAS. Komman KS. Baelum V.8:609-15. Iacono V. Osseointegrated implants in patients treated for generalized chronic periodontitis and generalized aggressive periodontitis: 3-5 year results of a prospective long term study. o índice de sucesso ainda é bastante elevado. principalmente P. 19. Nevins M. Worthington HV. Mombelli A. Antimicromial susceptibility os periodontopathic bacteria associated with failing implants.22(Suppl):173-98. Gaberthüel T. Grunder U.15:1. Mombelli A. 24. Mombelli A. 17. estando geralmente envolvido nos casos estudados com perdas de implantes2. diabetes. Woo VV. consequência de uma doença periodontal e que necessita de levantamento de seio prévio à reabilitação com implantes.10:103-10. Ramaglia L. and periodontites affect outcomes os implants treatment? Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Clin Oral Implants Res 2002.Int J Oral MaxxiloFac Implants 2004. clinical implications and the future directions.13:488-94. facilmente transmitidos aos implantes. Ellegaard B. Maxer M. Lang NP.Revisão da Literatura Caderno Científico peri-implantite seja frequente. A clinical study in humans. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.59:390-3.26-27. 26.J Clin Periodontol 1995. Hoogstraten J. J Periodontol 1995. • A manutenção e o controle de placa devem fazer parte integrante do tratamento para aumento da sobrevida dos implantes. 9. 21.Clin Impl Res 2006. Mayfield H. 2. Intern. o que justificaria sua utilização com acompanhamento e manutenção periodontal7-8. J Periodontol 2000. Iacono V. 25. Pontoriero R. Lange DE. Page RC. Lang LP. 6. Implant Therapy involving maxillary sinus lift in periodontally compromised patients. Karoussis S.78:2229-37. How do smoking. Implant therapy in periodontally compromised patients. Outcome of implant therapy in relation to experienced loss of periodontal bone support. Mengel R. P. • A maioria dos profissionais opta pelo tratamento por questões financeiras. Schroeder HE. Offenbacher S. 12. A influência do fumo aparece como fator de risco diretamente ligado a longevidade dos implantes. Oral Microbial Immunol 1987.21. • Nenhum trabalho avaliou a questão psicológica do paciente em substituir seu dente por implante. • Detectar os fatores de risco como fumo e má higiene previamente ao tratamento e modificá-los poderá aumentar a sobrevida dos implantes. Epstein S. Moy PK. nucleatum. Fourmousis I. Clin Oral Impl Res 1999. Dibart C. Experimentally induced peri-implant mucositis. Determinants of dentists` decisions to iniciate dental implant treatment.8:180-8. Barone A. Socransky SS.8(3):315-9 319 .71:19-34-42. Tj. Chair D. Periodontal treatment options or implants? A discussion illustrated by four cases. The association between the failure of dental implants and cigarettes smoking . Relation of counts of microbial species to clinical status at sampled site. com alto índice de anaeróbicos entre os pacientes com doença periodontal. frequency and associated risk factors. Complications of dental implants: identification. Schou S. • A peri-implantite é uma situação frequente nos pacientes com histórico de doença periodontal. Periodontists and implants.67:636-9. Ciaglia R. Sardenberg E. Lang NP et al.: (61) 3297-7022 esardenberg@yahoo. 7. Van Oosten MAC. Bouwsma O. Tonelli MP.com. Antimicrobial treatment of peri-implant diseases . não contraindicando este recurso nos pacientes com história de periodontite3. Revista Brasileira de Odontologia 2002. Implant survival in periodontally compromised patients. Damoulis P et al. Kahn S. 1):9-12. Baelum V.

Por isso. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP. Dental prosthesis. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5.8(3):323-8 323 . Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplante influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. the use of porcelain insets to seal the accesses represents a good option in cases of high esthetic demands. This problem is more evident in the mandibular arch with occlusal surfaces exposed on smiling. a fact aggravated by the abutment screw of wide-platform implants (WD). the screw-access hole (SAH) is an issue that compromises esthetic results. Unitermos – Prótese dentária fixada por implante. Frequently. Esse problema é ainda mais frequente na arcada inferior onde a oclusal dos dentes é mais evidente durante o sorriso. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa uma boa alternativa para casos de grande exigência estética. Key Words – Implant-supported dental prosthesis. Diretor do Brånemark Osseointegration Center São Paulo. *****Especialista em Prótese – Inepo/São Paulo-SP. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. Doutor em Implantodontia – Unesp/ Araçatuba-SP. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. gerando prejuízos à estética nessas regiões. apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações. Estética dentária. those are sealed with composite resins with color changes over time due to marginal leakage resulting in poor outcomes. ***Especialista em Implantodontia – Impar/Londrina-PR. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Opção estética na reabilitação de dentes posteriores com coroas implantossuportadas parafusadas: fechamento do canal de acesso ao parafuso protético com incrustração de porcelana Esthetic option for posterior tooth replacement with screw-retained implant-supported crowns: sealing of the screw access role with porcelain insets Daniel Afonso Hiramatsu* Paulo Fukash Yamaguti** Rafael Calçada Bastos Vasconcelos*** Laércio Wonhrath Vasconcelos**** Paloma Gomes de Azevedo***** RESUMO Em próteses sobreimplantes. Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica restabelecendo a anatomia oclusal. Dental esthetics. Membro adjunto do Brånemark Osseointegration Center – São Paulo. ABSTRACT For screw-retained. Thus. The clinical cases presented here ilustrate an esthetic way of sealing the access hole with ceramic inlay insets to reestablish occlusal anatomic characteristics. Esses orifícios. Prótese dentária. implant-supported prostheses. frequentemente.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior. ****Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – Universidade Estadual do Rio de Janeiro/RJ. Its influence is significant because the screw hole diameter reaches 3 mm corresponding to 50% of the molar occlusal table and more than 50% for lower premolars. **Mestre em Prótese Dentária – Unesp/Araçatuba-SP. um grande problema relacionado às coroas parafusadas é a presença do orifício de acesso ao parafuso protético que compromete a estética dessas coroas. *Mestre em Reabilitação Oral – FOB-USP/Bauru-SP.

Os casos clínicos a seguir mostram uma opção estética para o fechamento dos orifícios de acesso aos parafusos protéticos de coroas parafusadas com a cimentação de incrustrações (inlays) em cerâmica. essas incrustrações podem oferecer vantagens mecânicas pois ajudam a reforçar a porcelana nos locais mais frágeis da incisal de coroas anteriores. a utilização de incrustrações de porcelana para o fechamento desses canais representa boa alternativa para casos de grande exigência estética1. normalmente. além da função estética. principalmente. Porém. que deixa transparecer o metal da infraestrutura e do parafuso protético. quando o orifício localiza-se muito próximo à vestibular desses dentes. a escolha do sistema de retenção (cimentada ou parafusada) está relacionada a vários fatores. é insuficiente dependendo da exigência do caso. oclusão e estética relacionada à presença do orifício de acesso ao parafuso nas coroas parafusadas. Nestes casos (Figura 3). muitas vezes. existe a opção de fazê-la mesmo estando as coroas já instaladas. 324 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. gerando prejuízos à estética nessas regiões (Figuras 1 e 2). sem a necessidade de removê-las. uma atenção maior deve ser dada às reabilitações com coroas parafusadas sobreimplantes nas regiões posteriores. mas também na região de pré-molaress e molares. Neste caso. Assim. como as siliconas de adição. os orifícios de acesso ao parafuso protético frequentemente apresentam-se fechados com resinas compostas cuja coloração se altera com o passar do tempo devido à infiltrações.8(3):323-8 . Atualmente. opta-se pelas coroas parafusadas cuja estética. tais como: passividade de assentamento. Figura 3 Reabilitação de maxila com coroas sobredentes individualizadas e prótese fixa parafusada sobre os implantes 22 a 26. de maneira geral. principalmente na arcada inferior que é a mais visível durante o sorriso. Figura 2 Escurecimento da oclusal de coroas parafusadas devido a opacidade insuficiente do material utilizado. reversibilidade. o apelo estético que recai sobre as reabilitações protéticas. Relato de Caso Clínico Caso 1 – coroas múltiplas parafusadas sobreimplantes (moldagem dos orifícios para confecção das inlays sobre o modelo de gesso). especialmente devido ao espaço interoclusal insuficiente na região de molares e pré-molares. atinge também as reabilitações sobreimplantes não só na região anterior. Por isso. Quando a incrustração não é confeccionada juntamente com as coroas sobreimplantes. em alguns casos não é possível a confecção de coroas cimentadas. o material que preenche o orifício é removido (Figura 4) e é feita uma moldagem com um material de boa precisão. quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. restaurações unitárias têm sido utilizadas principalmente para manter a aparência e a função em pacientes que possuem espaços protéticos com dentes adjacentes íntegros. Além disso. Notar a pigmentação das bordas da restauração com resina composta utilizada no fechamento do orifício oclusal. Figura 1 Deficiência estética em coroas parafusadas de molares. restabelecendo a anatomia oclusal dessas coroas. Sobre o modelo de gesso é então confeccionado o fragmento (Figura 5) que posteriormente é cimentado sobre o orifício (Figura 6). Por essa razão. Assim. A ausência desses orifícios é uma grande vantagem quando se utilizam próteses cimentadas.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG Introdução Nas próteses sobreimplantes. como no caso dos elementos 22 e 23.

uma opção para otimizar a estética em coroas parafusadas é a confecção de uma infraestrutura em Zircônia (Zirkonzahn) para eliminar a possibilidade de escurecimento da oclusal da coroa pela coloração do metal da infraestrutura e translucidez da porcelana (Figuras 9). o parafuso protético da coroa fica muito próximo à superfície oclusal. podendo ficar aparente mesmo após a cimentação do fragmento. a adaptação do fragmento à coroa é favorecida já que ele é feito diretamente sobre o local onde será cimentado. Figura 7 Coroa após instalação. Caso 2 – coroa unitária parafusada sobre o implante (segundo molar inferior). Outra opção é confeccionar a incrustração junto com a coroa do dente. Nesses casos. recomenda-se que a cimentação não seja feita no mesmo dia da instalação da coroa. Figura 6 Vista oclusal dsa coroas após cimentação dos fragmentos com cimento resinoso (Variolink). Figura 8 Vista oclusal após cimentação adesiva do fragmento. Assim. torque e proteção do parafuso. Em algumas situações (como no Caso 2).0 mm). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Ainda assim. em casos onde a altura interoclusal é pequena. quando se utiliza implantes de plataforma larga (5. acabamento e polimento.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4 Fragmentos de porcelana confeccionados sobre o modelo após moldagem dos orifícios das coroas – notar os orifícios oclusais nos dentes posteriores e posicionamento quase incisal do orifício das coroas 22 e 23. Nestes casos. o maior diâmetro do parafuso protético exige um orifício maior na oclusal da coroa. Caso 3 – coroa unitária parafusada com infraestrutura em Zircônia (primeiro molar inferior). Observar o maior diâmetro do parafuso em função da utilização de implantes de plataforma larga 5. Na região de molares.8(3):323-8 325 . sendo ainda mais indicado o fechamento com incrustração (Figuras 7 e 8). mesmo após a cimentação do fragmento.0 mm (WP). Figura 5 Proteção dos parafusos protéticos com fita de teflon previamente à cimentação. É necessário ter a certeza de boa adaptação da coroa aos tecidos adjacentes antes de proceder com a cimentação do fragmento. consegue-se perceber um escurecimento dessa região através da translucidez da porcelana que não é suficiente para esconder a coloração do metal da infraestrutura e do parafuso protético.

Como no caso clínico a seguir. a incrustração tem pouca espessura (Figura 11). muito cuidado deve ser dado no ajuste oclusal para que se evite contatos excessivos nas áreas de união entre o fragmento e a coroa que são as regiões mais frágeis da restauração. Figura 10 Vista. sobre a cabeça do parafuso é aplicada uma fina camada de opacificador. do posicionamento do orifício na oclusal da coroa. onde a cabeça do parafuso foi jateada com óxido de alumínio para criar rugosidades em sua superfície (Figura 10). o hexágono central do parafuso protético é protegido com algum material de fácil remoção e. aplicação de silano e cimentação com cimento resinoso.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG A B Figuras 9 Coroas parafusadas com estrutura em zircônia (Zirkonzahn) e inlays de porcelana. 326 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Observar a uniformidade de forma e cor do fragmento e a continuidade dos sulcos na oclusal da coroa. no modelo. Nesses casos.8(3):323-8 . devemos tomar alguns cuidados durante a cimentação. Depois procede-se o condicionamento da porcelana na parte interna do orifício e no fragmento com ácido fluorídrico. então. por isso. geralmente. Após a instalação e o torque final da coroa na boca. Observar o detalhe da cabeça dos parafusos que foram jateados para melhor adesão do opaco. Diante dessa situação. Figura 11 Fragmento em posição na coroa.

foto oclusal das coroas parafusadas (B). o que já diminui os custos da Discussão Os implantes osseointegrados do sistema Brånemark foram originalmente utilizados para prover retenção de próteses dentais em pacientes edêntulos. Esse custo pode variar de 20% a 30% do valor total da coroa. giões-dentistas a se encorajarem no sentido de utilizar este meio de suporte no edentulismo parcial e até mesmo unitário em outras regiões da cavidade bucal2-6. especialmente na região anterior de mandíbula. Casos de coroas unitárias multiplas parafusadas também podem ser bem resolvidas através das incrustrações de porcelana. orifícios das coroas evidenciados durante o sorriso e a fala (A). vista oclusal. normalmente. notar a anatomia oclusal restabelecida e a continuidade dos sulcos oclusais (B). Assim. especialmente por se tratar da arcada inferior. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Isto levou os cirur- A B Figuras 12 Análise do sorriso. Outro fator a ser considerado é que normalmente as coroas parafusadas unitárias já possuem um custo reduzido em relação às coroas cimentadas. A cimentação das inlays favorece a estética considerando que dá às coroas um aspecto de naturalidade. a ausência de orifícios de acesso ao parafuso é uma grande vantagem quando se utiliza próteses cimentadas sobreimplante5.8(3):323-8 327 . acréscimo que se justifica pelo aperfeiçoamento estético trazido pela técnica e por possibilitar estética semelhante ao das coroas cimentadas. ao mesmo tempo que mantém as vantagens desse tipo de prótese. Quando se trata de casos onde a estética é uma prioridade. a deficiência estética causada pelos orifícios das coroas fica evidente quando fazemos uma análise do sorriso (Figuras 12). Pesquisas sobre implantes nesta região estão bem documentadas e seu prognóstico a longo prazo tem se mostrado seguro2-4.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso 4 – coroas unitárias parafusadas múltiplas na região de pré-molaress e molares inferiores. a que mais mostra a oclusal dos dentes e por ser um caso de várias coroas nos dois quadrantes da mandíbula. Uma das limitações da técnica apresentada neste artigo é o custo laboratorial adicional advindo da confecção dessas inlays de porcelana. deixando-as muito semelhantes aos dentes naturais e imperceptíveis durante o sorriso (Figuras 13). porque são feitas diretamente sobre a plataforma do implante. aumentando-se então as indicações para o uso de implantes. sem a necessidade de confecção de um munhão. A B Figuras 13 Sorriso após a cimentação das inlays. Neste caso. a restauração para o vedamento do orifício de acesso ao parafuso com porcelana representa uma solução para a deficiência estética das coroas parafusadas. notar o completo mascaramento dos orifícios e naturalidade das coroas (A).

3i Innovations Journal 1999. a opção entre o tipo de coroa Referências 1. Gionso L. os autores deste trabalho. J Prosthet Dent 2007. Sorensen JA. Odontologia Integrada: Atualização multidisciplinas para o clínico e o especialista. Torrado E.15:239-46.12 citam como uma vantagem das coroas cimentadas um menor comprometimento estético e oclusal. Caputo AA.Hiramatsu DA • Yamaguti PF • Vasconcelos RCB • Vasconcelos LW • de Azevedo PG confecção desse tipo de coroa. por exemplo. Karl M. As desvantagens relacionadas às coroas retidas por cimentação baseiam-se no fato de que elas não proporcionam a possibilidade de recuperação da restauração em casos de fraturas ou falhas e. Heckmann SM. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Heckmann SM. Dent Mater 2007. Graef F.com. 328 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 3. Próteses parafusadas x próteses cimentadas: uso de incrustração em cerâmica para obturação do canal de acesso do parafuso de retenção oclusal. Rio de Janeiro: Pedro primeiro. nem trabalhamos como testemunha especializada. Traini T.11:448-57. Graser GN.br 8.versus cement-retained porcelain fused to metal single crowns: SEM fractographic analysis. 1999.8-10. Karl M.3:6-10. Felton DA. 4. Taylor TD. que a impossibilidade de remoção sem destruição da coroa dificulta a manutenção no consultório visto que. 12. Zarone F. Chee W. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: a ser utilizado. Fracture resistance of implantsupported screw. An in vitro study on compensation of mismatch of screw versus cement-retained implant supported fixed prostheses.14:369-78. Fato este que não ocorre quando se utiliza os métodos e materiais descritos neste artigo.15:66-75. In vitro effect of load cycling on metal-ceramic cement. se o paciente já possuir outras restaurações metálicas que não o incomodem talvez não faça diferença a utilização das inlays. Cemented versus screw-retained implant prostheses: which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. até o condicionamento da porcelana. 2. Cement-retained implant-supported fixed partial dentures: a 6-month to 3-year follow-up. justamente porque consideravam que o orifício de acesso ao parafuso protético das coroas parafusadas comprometia a estética devido ao material. Hebel KS.6.13. Alguns autores descrevem que as próteses parafusadas apresentariam maior dificuldade para obtenção de resultados estéticos6. a deficiência estética das coroas parafusadas causadas pelo orifício de acesso ao parafuso não deve mais ser um fator de contraindicação das coroas parafusadas. Bezerra FJB RP. Miller BH.11:645-9. Cordaro L. não pode ser removida para a realização de uma profilaxia mais apurada ou uma sondagem dos tecidos peri-implantares7. Ou mesmo os anseios de cada paciente irão servir como parâmetro para o uso da técnica descrita. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Wichmann MG. achieving optimal occlusion and esthetics in implant dentistry. Além disso.0 mm cujo diâmetro do parafuso protético é ainda maior. fato que se agrava quando se utiliza implantes de plataforma larga (WP) de 5. Passivity of fit and marginal opening in screw. Woody RD. Quaglini V. 5. Além disso.77:28-35. ou os membros de nossas famílias. de estética inferior. Sorrentino R. a indicação deve levar em conta a exigência estética de cada caso. Ercoli C. Em prótese sobreimplante. Agradecimentos: Uriel de Andrade (TPD) e Francisco Farias (TPD). Quando se compara as próteses implantossuportadas com relação aos seus sistemas de retenção (cimentada ou parafusada) observa-se que a presença do orifício de acesso ao parafuso possibilita maior incidência de fraturas da porcelana2. influem grandemente na estética dessas coroas porque seu diâmetro mínimo mede 3 mm e corresponde a aproximadamente 50% da mesa oclusal de um molar e mais de 50% da mesa oclusal de um pré-molar inferior7. Marginal discrepancy of screwretained and cemented metal-ceramic crowns on implants abutments. Os orifícios de acesso ao parafuso protético em coroas parafusadas sobreimplantes. Di lorio D. já que além do risco de fratura da coroa. Simion M.8(3):323-8 . muitos profissionais optam por realizar uma prótese unitária cimentada em vez de parafusada. Por isso. Serfaty V. Daí a importância de se realizar uma cimentação adequada que envolve desde o forramento adequado do conduto e proteção do parafuso protético. Nós. Pietrabissa R.97:137-40. Implant prosthodontics: current perspective and future directions. Higginbottom FL.and screw-retained implant restorations. 10. Clin Oral Implants Res 2000.or cement-retained implant fixed partial denture designs. Guichet DL. J Prosthet Dent 2008. Sullivan DY. por exemplo. Graef F. 65 – Vila Rica 11055-050 – Santos – SP daniel@branemark. Taylor TD. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Daniel Afonso Hiramatsu Rua Azevedo Sodré. Di Martino E. Int J Oral Maxillofac Implants 2000. Caputi S. 13.91:532-7. J Prosthet Dent 1997. Cada uma possui vantagens e desvantagens que devem ser consideradas de acordo com cada situação clínica para que a escolha seja a mais adequada possível. Vogiatzi T. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Keith SE. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. 11.14:137-41. A comparison of the porcelain fracture resistance of screw-retained and cement-retained implant-supported metal-ceramic crowns. 9. silanização e cimentação resinosa do fragmento para que não haja bolhas ou espaços vazios que possam fragilizar a restauração durante a oclusão.99:19-24.11-13. Vasconcelos L. existe o risco de fratura do fragmento de porcelana utilizado no fechamento do orifício. utilizado para o seu vedamento. Singer A. Johnson PF. Em vista disso. Próteses parafusadas x próteses cimentadas sobre implantes osseointegrados: vantagens e desvantagens. Agar JR. Choi H. o ajuste desse tipo de coroa deve ser criterioso. também. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. Francischone CEIS. J Prosthet Dent 2004. Al Mardini M. a condição dos dentes vizinhos e da boca como um todo. Conclusão Com a técnica descrita no presente trabalho. depende de vários fatores. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 7. cimentada ou parafusada. 6. Nota de esclarecimento Nós. alguns autores2. Gajjar RC. Tallents RH. The effect of load cycling on metal ceramic screw-retained implant restorations with unrestored and restored screw access holes.23:296-301.

It allows the operator to manage fixtures with safe and predictability on surgical intervention.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Uso da prototipagem para lateralização do nervo alveolar inferior Prototyping use for lateralization of the inferior alveolar nerve Leandro de Carvalho Cardoso* Luiz Gustavo Nascimento Melo* Egilson Rosa Oliveira** Ricardo Alexandre Zavanelli*** Adérico Santana Guilherme*** Adonai Peixoto Cheim Jr. em pacientes com atrofia óssea em altura. Unitermos . Conclui-se que a utilização do recurso da prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico. The aim of this paper was to report a clinical case using prototyping technique.8(3):331-6 331 . ***Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – FO/UFG. planning. Cirurgia bucal. O propósito deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do nervo alveolar inferior para a colocação dos implantes com auxílio do recurso da prototipagem. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. and execution. Uma das formas de contornar esta limitação é a realização da técnica de lateralização do nervo alveolar inferior previamente à colocação dos implantes. Mandibular nerve. Nervo mandibular. the use of tomographic and prototyping techniques are essential for correct diagnosis. ABSTRACT Rehabilitation with dental implants at posterior quadrants in patients with bone height atrophy is complicated due to the presence of the inferior alveolar nerve canal.**** RESUMO A reabilitação bucal com implantes osseointegrados na região posterior de mandíbula. Key Words . One possible solution is the lateralization of the inferior alveolar nerve (Lian). planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador ter segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica. to perform the Lian technique.Dental implants. **Especialista em Implantodontia – EAP/Goiás. torna-se limitada ou dificultada devido à presença do nervo alveolar inferior.Implantes dentários. ****Estagiário do Curso de Especialização Implantodontia – EAP/Goiás. Lateralization of the inferior alveolar nerve. *Professores do Curso de Especialização em Implantodontia – EAP/Goiás. Oral surgery. It was concluded that.

Foi proposto para a paciente duas possibilidades de reabilitação da área com implantes: enxerto ósseo em altura ou lateralização do NAI. procurou o consultório odontológico queixando-se da ausência dos dentes 35 e 36 (Figura 1). Diante da atrofia. como um exame complementar para diagnóstico. evitando ou diminuindo eventuais complicações durante o procedimento cirúrgico6. Um importante recurso auxiliar nesta técnica é a prototipagem. que revelou 6 mm em altura na região do 35 e 5 mm na região do 36. proporcionando assim boa estabilidade primária. Após explanações. Exames complementares. Figura 2 Aspecto radiográfico da região posterior esquerda. que inclui localização e mapeamento do NAI e a relação deste com a crista óssea alveolar1. produzindo os chamados biomodelos. obtidas por meio de exames como tomografia computadorizada (TC). planejamento e execução da técnica. cuja tecnologia possibilita a duplicação morfológica de estruturas anatômicas em escala real de 1:1. A utilização dos biomodelos torna o planejamento e a execução de cirurgias de implantes osseointegráveis mais precisos. algumas opções de tratamentos são relatadas na literatura. Através dos protótipos é possível a análise da condição anatômica do paciente e a simulação real do procedimento. O objetivo deste trabalho foi de relatar um caso clínico de lateralização do NAI para a colocação de implantes osseointegráveis. a lateralização do NAI permite a colocação de implantes longos e com travamento bicortical. com presença de pouco osso em altura (Figura 2). incluindo localização e mapeamento do forâmen mentoniano e do canal mandibular. 42 anos. Para a reabilitação bucal com implantes nestas áreas. 332 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 3 Aspecto do mapeamento sobre o protótipo. a paciente optou pela técnica de lateralização do NAI. principalmente nos casos de atrofias ósseas severas. Figura 1 Aspecto clínico da ausência do dente 35 e 36. foi solicitada prototipagem mandibular a partir da tomografia computadorizada (Figura 3). com vantagens e desvantagens das opções. tais como radiografias periapicais. ágeis e seguros.Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. em pacientes com reabsorção óssea muito acentuada no sentido vertical. realização de enxertos ósseos para aumentar a altura do osso mandibular e a lateralização do nervo alveolar inferior (NAI)2-3. foi solicitada tomografia computadorizada (cone-bean). fator este essencial para a osseointegração4-5. AP Introdução A colocação de implantes na região posterior de mandíbula atrófica. No exame clínico e radiográfico a paciente apresentava atrofia óssea da região. tais como: utilização de implantes curtos ou orientação de posicionamento do implante ao lado do nervo alveolar inferior. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino.8(3):331-6 . Para realização do completo planejamento. panorâmicas e tomografias computadorizadas são essenciais para diagnóstico e planejamento cirúrgico da técnica de lateralização de nervo. utilizando-se do recurso da prototipagem. Dentre estas opções. torna-se uma operação complicada ou mesmo limitada pela presença do nervo alveolar inferior1.

com aplicações de 48 em 48 horas. Osteotomias monocorticais foram realizadas iniciando-se da área distal do forâmen mentoniano. Através da fita cardíaca. realizou-se uma incisão sobre a crista do rebordo com uma relaxante na região do canino e deslocamento do retalho com exposição do forâmen mentoniano. Figura 6 Exposição e lateralização do nervo com fita cardíaca. mensurações. estendendo-se até a região do segundo molar. Primeiramente. comprimidos ao dia durante 15 dias. Na fase cirúrgica. A paciente apresentou parestesia referente à área de inervação do NAI esquerdo (Figura 8). seccionamento da peça (Figura 4a) e simulações de algumas opções terapêuticas para colocação de implantes. A cortical externa removida foi triturada e utilizada para o preenchimento do espaço entre os implantes e o nervo. realizou-se duas osteotomias horizontais. Após 30 dias.75-10 mm. formando um retângulo ou uma janela óssea. permitindo-se fresagem do osso e instalação de dois implantes da marca 3i de medidas 3. Figura 4b Simulação da colocação de um implante 3. tais como: implante curto (Figura 4b) e implante inclinado (Figura 4c).75 por 13 mm (Figuras 5 a 7). A cortical externa (retangular) foi removida (Figura 5) e o osso esponjoso que recobre o canal foi cuidadosamente removido. associado ao medicamento núcleo CMP quatro . REVISTA IMPLANTNEWS 2011. São Carlos. Figura 4c Simulação da colocação de um implante 3. a estrutura neurovascular foi delicadamente manipulada para a região vestibular. Os implantes colocados apresentaram boa estabilidade primária.8(3):331-6 333 . por 15 dias. devido o travamento bicortical. uma 2 mm acima e a outra 2 mm abaixo do canal mandibular. a janela óssea com a estrutura do feixe neurovascular vestibularizado foi recoberta com membrana de colágeno e o retalho mucoperiosteal suturado. O feixe neurovascular foi exposto em toda extensão da janela.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 4a Mensuração da quantidade óssea em altura após seccionamento sagital do protótipo. Neste protótipo foi realizado estudo. lateralizada. após a anestesia infiltrativa local e troncular do NAI. com auxílio de curetas. Posteriormente. Brasil) vermelha e infravermelha. Ambas osteotomias foram unidas com osteotomias monocorticais verticais. tornando-se possível a sua liberação sem tensão.75-13 mm inclinado. houve Figura 5 Mensuração da janela óssea osteotomizada. A parestesia foi tratada com laserterapia (DMC.75 por 15 mm e 3.

iniciou-se os passos protéticos: instalação dos componentes protéticos. grande inclinação do implante e impossibilidade de reabilitação protética (Figura 4c). sem estudo longitudinal. têm sido apresentados por algumas empresas de implantes. Neste caso relatado. Após três meses realizou-se a reabertura e a instalação de cicatrizadores. de 5 a 4 mm. exigindo.Cardoso LC • Melo LGN • Oliveira ER • Zavanelli RA • Guilherme AS • Cheim Jr. moldagem e instalação de duas coroas metalocerâmicas parafusadas (Figuras 10 a 13). conforme planejamento prévio no protótipo. Discussão Existem três diferentes abordagens terapêuticas com implantes que podem evitar a cirurgia de lateralização do feixe neurovascular na região posterior de mandíbula com deficiência em altura óssea. considerada segura somente quando há utilização da cirurgia virtual guiada através dos programas de computadores e guias cirúrgicos específicos para tal. 3. implantes curtos não foram apresentados. AP melhora significativa do quadro de parestesia (Figura 9) e após 55 dias a paciente não sentia mais os sinais e os sintomas da parestesia.8(3):331-6 . pois no período de realização da cirurgia não havia no mercado de Implantodontia implantes curtos de 5 mm. todavia. No entanto. Decorrido o período de cicatrização gengival. Esta opção não foi considerada no caso citado. Outra opção para área posterior atrófica é a vestibularização ou a inclinação dos implantes em relação ao nervo. Figura 7 Aspecto transcirúrgico após a instalação do implante e o reposicionamento do nervo alveolar inferior. Figura 10 Aspecto radiográfico dos implantes 3i. 334 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Implantes com tamanhos inferiores. Figura 8 Mapeamento da parestesia no pós-operatório de três dias. dentre as opções de planejamento. Figura 9 Mapeamento da parestesia após 30 dias. estes relatos restringemse a implantes de 8.75 por 15 mm e 3. considerada a opção mais conservadora e relatada na literatura com grande sucesso7. A primeira opção é o uso de implantes curtos. 7 e 6 mm de comprimentos8-9. pois o nervo alveolar inferior posicionava-se na porção média do corpo mandibular.75 por 13 mm após três meses.

densidade do osso medular e medidas precisas da posição do canal mandibular em todo seu trajeto. Recebido em: nov/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Leandro de Carvalho Cardoso Rua 3. bom planejamento e execução da técnica cirúrgica. opção escolhida pela paciente neste trabalho. como apresentado neste caso. distúrbios neurossensitivos prolongados2. perda de implantes. Figura 11 Vista lateral das coroas definitivas. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.11-15 apesar das possíveis complicações. o cirurgião pode simular o procedimento cirúrgico a ser realizado. porque se pode conhecer com fidelidade de imagem.15-16 e fraturas mandibulares11-18.8(3):331-6 335 . nem sempre é a opção mais aceita pelo paciente. A técnica de lateralização do NAI. o que condiz com a abordagem do caso apresentado neste artigo. foi descrita pela primeira vez na década de 198010 e tem se apresentado como alternativa viável para reabilitação em regiões posteriores de mandíbulas atróficas1-2. que é a utilização de enxertos ósseos autógenos para ganho em altura. com frequentes deiscências de sutura e exposição dos enxertos no pós-operatório. Logo. 691 – Setor Oeste 74115-050 – Goiânia – GO leandroccardoso@hotmail. Através do estudo dos protótipos. Em vários estudos têm sido reportadas taxas de recuperações neurossensitivas de quase 100%. ao índice de sucesso baixo. devido à morbidade pós-operatória. o curso do canal mandibular19. O uso da prototipagem associado à tomografia computadorizada é uma grande vantagem para planejamento20 e execução da técnica cirúrgica. viável e de aprovação pelos pacientes2. a lateralização do nervo pode ser considerada um procedimento seguro. A tomografia computadorizada facilita o planejamento e reduz as injúrias ao NAI.21-23. osteomielite. planejamento e execução da técnica de lateralização do NAI para colocação de implante e permite ao operador segurança e previsibilidade à intervenção cirúrgica.com Figura 13 Aspecto radiográfico final após dois anos. concluiu-se que a prototipagem é um exame auxiliar de importância para diagnóstico.Relato de Caso Clínico Caderno Científico A terceira opção. com indicação correta. Figura 12 Vista oclusal das coroas definitivas. Nas tomografias podem ser avaliadas espessura das corticais. como hemorragia intensa2. A melhor forma de prevenir complicações é a realização de um planejamento ideal do caso com auxílio de exames específicos como tomografia computadorizada e prototipagem. vivenciando de maneira antecipada grande parte das complicações cirúrgicas6. Conclusão Baseando-se no desenvolvimento do caso clínico. como também relatado neste caso.

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o objetivo desta revisão da literatura é avaliar e discutir os resultados encontrados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal.Enxerto ósseo. **Mestranda em Prótese – Universidade Federal de Santa Catarina. but an extended healing period must be respected. Coordenador do Programa da Pós-graduação em Odontologia – Universidade Federal de Santa Catarina.Revisão da Literatura Caderno Científico Aumento horizontal com osso xenógeno em bloco: alternativa viável ao uso do ósseo autógeno Horizontal augmentation with xenogenic bone: a viable alternative to autogenous bone Isis Carvalho Encarnação* Carolina Enith Medina Bullen** Maria Del Piñal Luna*** Armando Rodrigues Lopes Pereira Neto**** Ernesto Barquero Cordero***** Alberto Eduardo Bullen Cabrera****** Ricardo de Souza Magini******* RESUMO Uma nova apresentação do osso xenógeno está disponível na forma de bloco para reconstruções ósseas dos rebordos alveolares. Xenogenic bone. um período de reparo maior deve ser respeitado. the purpose of this review is to evaluate and discuss the results with this biomaterial for horizontal bone augmentation. Diante das vantagens desse material. como a integração do enxerto. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. ******Especialista em Periodontia – Funbeo. Unitermos .8(3):339-43 339 . Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Bauru. Implante. ABSTRACT New presentation of xenogenic graft is available in block form for bone reconstruction at alveolar ridges. *Especialista em Implantodontia – ABO/SP. *******Mestre e doutor em Periodontia – FOB-USP. Key Words . and maintenance of peri-implant tissues. o enxerto ósseo xenógeno mineral em bloco mostra-se uma alternativa viável para a reconstrução horizontal dos rebordos alveolares. Among the studies reviewed. Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. Horizontal augmentation. Aumento horizontal. ***Mestranda em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. Osso xenógeno. A respeito dessa técnica. *****Mestre e doutorando em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina. Dental implants. Doutor em Implantodontia – Universidade Sagrado Coração. implant installation. porém. pesquisas têm demonstrado bons resultados clínicos.Bone grafting. Given the advantages of this material. ****Especialista em Periodontia – FOB-USP. a instalação dos implantes e a manutenção dos tecidos peri-implantares. Research has demonstrated good clinical results such as graft integration. the xenogenic bone graft mineral block appears to be a viable alternative for horizontal reconstruction of alveolar ridges. Entre os estudos analisados.

as amostras histológicas demonstraram que houve pouca formação de novo osso e que sua formação estava entre o parafuso de fixação e a base do osso receptor. do trauma causado na área doadora. adesão e proliferação de células osteoprogenitoras e à maturação destas em osteoblastos para a produção de matriz extracelular11. devido a suas vantagens biológicas e potencial osteogênico. possuem diferentes propriedades mecânicas e biológicas3. aguardaram-se entre nove e dez 340 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Além disso. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. seja em espessura. a variedade de procedimentos e produtos disponíveis constitui um problema para o cirurgião/implantodontista. dos riscos de contaminação. Wolhusen. mostraram que houve maior formação de osso naqueles grupos nos quais foram recobertos com membrana. em dois anos de função. Em um relato de 12 casos. Em um estudo in vivo. o osso bovino inorgânico é mantido como material de preenchimento inativo e é reabsorvido quando o tecido passa por uma extensa remodelação12. que vão desde aloplásticos particulados até blocos autógenos de áreas intrabucais. Estudos experimentais em cães. eliminação do defeito ósseo e integração do enxerto até o nível ósseo dos dentes adjacentes com excelente integração às margens da área receptora. Geistlich Biomaterials. pouco se sabe sobre o potencial desse tipo de material como enxerto em bloco. como maior período de convalescência. As técnicas reconstrutivas estão relacionadas ao volume ósseo perdido.5 mm2. aliam-se suas propriedades biológicas anteriormente citadas à redução do tempo operatório. A configuração do osso bovino inorgânico em bloco. Suíça) e recobrimento com membrana de colágeno (Bio-Guide. morbidade e susceptibilidade a infecções no sítio doador e reabsorção progressiva e contínua. tendo-se aguardado também seis meses para a cirurgia de segundo estágio e reabilitação protética. Várias técnicas têm sido sugeridas para preparar o local para receber os implantes osseointegrados. de origem bovina. Quando incorporado ao tecido ósseo. Porém. esses blocos não mostraram alterações dimensionais. a parte mais externa do material enxertado estava preenchida com tecido conjuntivo14. obviamente. o enxerto de osso bovino mineral desproteinizado particulado foi muito utilizado e estudado para regeneração tecidual guiada com o uso de membranas e levantamento de seio maxilar. Em um relato de caso com a utilização de bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. que o enxerto xenógeno é uma alternativa a ser considerada em procedimentos reconstrutivos para reabilitação de defeitos ósseos4-5. o objetivo desta revisão da literatura foi avaliar e discutir os estudos realizados com esse biomaterial para o aumento ósseo horizontal. que tem a responsabilidade de recomendar a técnica cirúrgica mais indicada e com baixos riscos de complicações e morbidade ao paciente. maior que 3. Ao utilizar esse tipo de material em bloco para aumento ósseo horizontal. embora algumas pesquisas já demonstrem bons resultados4-5. Aumento ósseo horizontal é qualquer procedimento que tem como objetivo aumentar a espessura do rebordo alveolar para receber implantes de diâmetro adequado. em altura ou em ambos. Revisão da Literatura O uso de materiais inorgânicos. o material apresenta vantagens como fácil manuseio intraoperatório. servindo como arcabouço osteocondutor9-10. normalmente. além de ser um material de custo reduzido7-8. a partir de resultados promissores. pois o prognóstico no longo prazo é afetado negativamente por um volume ósseo inadequado1. Ante as vantagens desse material em bloco e de seus resultados promissores. Geistlich Biomaterials). com 15 áreas receptoras utilizando bloco de osso mineral bovino (Bio-oss spongiosa block. mas. particulados para levantamento do assoalho do seio maxilar e regeneração tecidual guiada está bem documentado e utilizado6. empregando osso bovino inorgânico em bloco para aumento ósseo vertical e comparando a formação óssea com ou sem o uso de barreiras de membrana. Inicialmente. Wolhusen. Além disso. estavam principalmente preenchidos por tecido conjuntivo e somente uma quantidade mínima (26%) de novo osso formado era observada na base do enxerto8. aguardou-se um período de cicatrização de seis meses previamente à instalação do implante. Diversas pesquisas têm demonstrado. não foram observadas modificações adicionais5. quando utilizadas para técnica de enxerto horizontal onlay sem o uso de membranas. houve perda óssea marginal menor que 1 mm. Geistlich Biomaterials). Com um ano de controle após a instalação dos implantes. Esses materiais. O enxerto ósseo autógeno é o mais utilizado e tido como padrão ouro. Geistlich Biomaterials. clinicamente. A propriedade de osteocondução refere-se à habilidade de servir como arcabouço para migração. disponibilidade em grande quantidade e custos acessíveis5. motivos pelos quais se tem procurado alternativas de substitutos ósseos como os enxertos alógenos. mas. em contraste.8(3):339-43 . Em um relato de caso em humanos observou-se a formação de novo osso em contato íntimo com as partículas residuais do substituto. Porém.13. Durante a instalação do implante foi observada.Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Introdução O sucesso do tratamento com implantes depende de volume ósseo adequado para a sua instalação. por suas propriedades osteocondutoras e biocompatibilidade6. xenógenos e aloplásticos. tem menores propriedades osteocondutoras quando aplicada para reconstrução lateral8 ou vertical13. apresenta desvantagens.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Revisão da Literatura Caderno Científico meses previamente à instalação do implante e quatro meses para a cirurgia de segundo estágio. Figura 2 Osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen. Baumer). O uso de membranas absorvíveis evita uma nova exposição cirúrgica para remoção de membranas não absorvíveis e também os riscos de deiscências e contaminações. Figura 4 Reconstrução com dois blocos de osso bovino mineral desproteinizado em bloco (OrthoGen. necessitando de reconstrução para a futura instalação dos implantes. Baumer). Geistlich Biomaterials. com contato íntimo do osso lamelar à superfície das partículas16.8(3):339-43 341 . que poderiam comprometer o enxerto4. Os resultados deste estudo mostram que a combinação deste biomaterial e a membrana de colágeno é uma opção de tratamento efetivo para aumento ósseo horizontal previamente a instalação de implantes com redução da morbidade ao paciente15. já fixados em posição e preenchido com osso particulado na região de 22 a 12. Switzerland). observe a espessura do rebordo alveolar. Genius Biomaterials. Figura 1 Osso bovino mineral desproteinizado particulado (Bio-oss Spongiosa small granules. A hidroxiapatita é integrada ao novo osso formado. Um comportamento semelhante é observado no material com configuração em bloco17. Figura 3 Defeito ósseo horizontal na região de 22 a 12. O uso do osso bovino desproteinizado mineral particulado utilizado isolado ou associado a osso autógeno e/ou membranas tem mostrado baixas taxas de reabsorção. Genius Biomaterials.

absorvíveis ou não. mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca). Porém. o número de procedimentos e exposição a esse tipo de material tem aumentado. área doadora escolhida23. o resultado do tratamento. A presença dessas proteínas pode explicar a impressão clínica de que esse material é mais efetivo do que os substitutos que apresentam somente a estrutura tridimensional semelhante à do osso10. osteoindução e osteocondução promovem rápida integração do material enxertado. já que poderia ocasionar uma reação imune às proteínas bovinas em indivíduos sensíveis a elas20.8(3):339-43 .15. A capacidade dos enxertos autógenos em manter seu volume original é variável. está baseado no fato de isolar a área de reparo (enxerto) para evitar a migração e proliferação de células indesejadas (nesse caso. o que pode comprometer sua utilização. O osso bovino inorgânico é um osso natural desproteinizado com alto grau de biocompatibilidade28. que inclui função mastigatória. a taxa de reabsorção varia de um material para outro.18. nenhum dos biomateriais disponíveis comercialmente combina todas as características definidas como ideais para os materiais de enxerto22. permitindo o povoamento do enxerto com células ósseas30. seguido de neutralização. mas comprovou-se que um tratamento acima de 300ºC ou com álcalis. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. a quantidade da área doadora é limitada e há maiores riscos de complicações20. assim como do osso enxertado24. O recobrimento dos enxertos com membranas. A instalação dos implantes parece inibir a reabsorção do osso residual. uso ou não de próteses totais sobre as áreas reconstruídas. os estudos que avaliam essa variação mostram resultados contraditórios devido aos fatores relevantes nos períodos em que as áreas enxertadas são observadas. promovendo maior estabilidade da altura do osso interproximal. O comportamento ideal dos materiais de enxerto é que ocorra sua reabsorção e completa remodelação para o novo osso. em algumas amostras pesquisadas10. Apesar de não provocar resposta imunológica Uma preocupação com respeito ao uso desse tipo de material era o contágio de encefalopatia espongiforme (doença da vaca-louca).Encarnação IC • Bullen CEM • Luna MDP • Pereira Neto ARL • Cordero EB • Cabrera AEB • Magini RS Discussão Dentre as técnicas disponíveis para o aumento da espessura do rebordo alveolar. Esse substituto sofre um processo lento de remodelação ao longo do tempo e se torna incorporado ao osso nativo29. como TGFb e BMP-2.5. Enxertos ósseos autógenos em bloco são a escolha mais comum para reconstruir rebordos deficientes para futura reabilitação com implantes osseointegrados19. o que justifica a manutenção do volume do enxerto. entretanto. que é crítica em áreas estéticas e defeitos ósseos extensos. Uma reabsorção relativamente rápida dos enxertos ósseos autógenos tem levado à procura por substitutos ósseos mais estáveis ao longo do tempo21. Essa manutenção pode ser a responsável por maior previsibilidade nos tecidos peri-implantares. em último caso. entretanto. O sucesso do aumento ósseo horizontal pode também ser baseado na taxa de sucesso/sobrevivência dos implantes instalados nesses locais. Existem dados que reportam variação da reabsorção óssea horizontal do enxerto de 10% a 50%24-25. suas partículas devem estar ausentes de proteínas. a antigenicidade se torna mais crítica10. existem dados que indicam a presença desses fatores bioativos. 342 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. As taxas de sobrevivência de implantes colocados em regiões que receberam reconstruções horizontais são elevadas2-3. porque reflete. principalmente em áreas estéticas20. saúde e estética ao paciente26. Suas propriedades de osteogênese. Porém. como: tipo e local de reconstrução. seguido de neutralização. células do tecido conjuntivo). Uma característica dos biomateriais xenogênicos é ter sua estrutura tridimensional semelhante à do osso. remove praticamente qualquer príon que porventura exista na amostra27. o osso é reabsorvido em uma porcentagem considerável. a utilização de blocos de osso autógeno com ou sem membranas resulta em maiores ganhos em largura de crista e menores taxas de complicações que o uso de materiais particulados com ou sem membrana3. até que os implantes recebam cargas e a remodelação natural aconteça5. consequentemente. tempo de carregamento dos implantes. crônica.

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Chiapasco M.5:63-70. bone grafts. 28.10:278-88. 20. Healing of dehiscence type defects in implants placed together with different barrier membranes: a comparative clinical study. Albrektsson T.8(3):339-43 343 . Chadha V. Darby I. Cestari TM. Periodontology 2000 2008:47:172-92. 12. 25. Fontana F. Int J Periodontics Rest Dent 2002. S. 9. Consensus statements and recommended clinical procedures regarding surgical techniques. demanda tempo de reparo maior previamente a instalação dos implantes em relação aos enxertos autógenos. Nemcovsky CE.13:558-62. Int J Oral Maxillofac Implants 1997.24:243-50. 203 – Bloco A 88037-000 – Florianópolis – SC isisencarnacao@hotmail. Mischkowski RA. 26. Melloning JT. Proussaefs P. Hallman M. Petrovic L.24(Suppl):237-59. Clin Oral Implants Res 1999. Sanada JTR.22:567-73. Scarano A. Zaniboni M. 19. Taga GR.12:194-9. Santoro F. 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REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Conclusão Verificou-se que o uso do osso bovino mineral desproteinizado em bloco para aumento ósseo lateral é uma opção de tratamento viável e segura para a reconstrução óssea horizontal.27:799-805. Thor A. Int J Periodontics Rest Dent 2006. Lang NP. Dellavia C.81:672-6. Chen JB.Revisão da Literatura Caderno Científico Embora a literatura não apresente estudos comparando in vivo a formação óssea dos enxertos xenógenos em blocos associados ao uso das membranas para aumento ósseo horizontal. 7. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. 3. Slots J. ao potencial de formação óssea no enxerto e ao comportamento dos implantes instalados nessas áreas no longo prazo. Jensen SS. 4. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Scwartz Z.14:835-40. Adell R.28(1):73-80. Sager M et al. A clinical and histologic evaluation of a block onlay graft in conjunction with autogenous particulate and inorganic bovine mineral (Bio-Oss): a case report. 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Pompermaier G. Assis GF. Recebido em: dez/2010 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Isis Carvalho Encarnação Rua João Pio Duarte SIlva. J Periodontol 2000.24(Suppl):272-8. Analysis of the risk of transmitting bovine spongiform encephalopathy through bone grafts devired from bovine bone. Bone repair and augmentation using block of sintered bovine-devired anorganic bone graft in cranial bone defect model. Orsini G. Cardaropoli G. por revelar propriedades osteocondutoras e organização a um nível equivalente ao enxerto autógeno e que. Cestari GV. J Clin Periodontol 1986. Carmagnola D. porém. The efficacy of horizontal and vertical bone augmentation procedures for dental implants: a Cochrane systematic review. Bone substitutes and growth factors as an alternative/complement to autogenous bone for grafting in implant dentistry. 24. Clin Implant Dent Relat Res 2003. Buzalaf MA. Hammerle CHF. 2. Maiorana C. Young C. a sua combinação com membranas de colágeno não mostrou diferenças significativas quanto ao resultado do tratamento17. Clin Oral Impl Res 2009.19(7):30-42. Ability of deproteinized cancellous bovine bone to induce new bone formation. Por isso. Simion M. Nikolaos D. Jensen SS. 16. radiographic and imunoglobuline profile analysis after implantation blocks of demineralized bovine cancellous bone graft in muscle of rats. Coulthard P. mais pesquisas devem ser realizadas em relação ao papel das membranas absorvíveis associadas ao enxerto. Yaman D. Taga. Esposito MGG. 29.29:1122-31. Pitaru. Ridge augmentation by applying bioresorbable membranes and deproteinized bovine bone mineral: a report of twelve consecutive cases. 180 – Apto. A bovine-bone mineral block for the treatment of severe ridge deficiencies in the anterior region: a clinical case report. Felice P.2(3):167-84.

Unitermos . No presente trabalho. or aloplastic materials have been described. These conditions usually are seen after tooth extraction. Aumento vertical. alógeno e aloplástico e regeneração óssea guiada tem sido frequentemente descrito. ***Mestre e doutor em CTBMF – FOP-Unicamp. **Especialista em Implantodontia e mestrando em CTBMF – FOP-Unicamp. relatou-se um caso clínico mostrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. Despite the need of a donor site. onde as deficiências verticais moderadas podem ser corrigidas. cáries. There are several treatment options for alveolar ridge augmentation. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional em Implantodontia Segmental Osteotomy with interpositional bone allograft in Implantology: clinical considerations Valdir Cabral Andrade* Cláudio Ferreira Nóia* Monokuame M’Petelo Vemba Cidade* Rafael Ortega Lopes** Henrique Duque de Miranda Chaves Netto*** Renato Mazzonetto**** RESUMO A insuficiência óssea.Bone graft. proporciona uma reabsorção local que impossibilita a reabilitação com implantes endósseos. Key Words .Unicamp. autologous bone grafts remain the most predictable material available. com índice alto de sucesso. providing compromised sites for implant placement. Entre os procedimentos de reconstrução temos a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional. Vertical augmentation. The use of autologous. or dental traumas. periodontitis. Segmental osteotomy. Apesar da necessidade de sítio doador e mobilidade cirúrgica.8(3):347-52 347 . allogenic.Enxerto ósseo. o enxerto ósseo autógeno continua sendo o mais previsível e com maiores índices de sucessos. *Mestrandos em CTBMF – FOP-Unicamp. que tem se tornado uma opção viável de tratamento para a obtenção de altura óssea adequada. Pós-doutorado em CTBMF – Carolina do Norte/USA. Têm sido relatadas inúmeras técnicas para aumento do rebordo alveolar. being this technique safe and predicable to treat vertical bone defects. Ela constitui um procedimento seguro. Esta condição que normalmente ocorre após a perda dentária. Osteotomia segmentar. tanto em altura como em espessura. por problemas periodontais. ABSTRACT Horizontal or vertical alveolar ridge deficiencies are a problem for placing dental implants. This paper reports a case of segmental osteotomy with interpositional autogenous bone graft from mandibular ramus to vertically reconstruct the posterior mandibular body. ****Professor titular em CTBMF – FOP. One of the techniques for bone reconstruction is the segmental osteotomy with interposition bone graft. O uso de materiais autógeno. traumas e outros. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. é apresentada com uma dificuldade para reabilitações com implantes dentários osseointegráveis.

mas. Uma incisão linear localizada aproximadamente a 3 mm abaixo da linha mucogengival. O descolamento deverá ser executado somente no aspecto vestibular. evitando o descolamento na região lingual para que a vascularização do segmento osteotomizado oriunda da mucosa lingual fosse preservada. mediante a utilização de lidocaína a 2% com vasoconstritor 1:100 000. relatamos um caso clínico demonstrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula. realizou-se o descolamento mucoperiosteal da região. tendo como área doadora a região do ramo ascendente da mandíbula. principalmente as isoladas da arcada superior5-6. Inicialmente descrita por Schettler em 1976. Figura 1 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando a deficiência em altura na região posterior direita de mandíbula. tem como desvantagem a necessidade de uma área doadora do próprio paciente para se obter o enxerto que ficará interposto. permitindo a elevação do segmento de uma forma passiva (Figura 3). tanto em altura como em espessura. No presente trabalho. A osteotomia deve ter um formato quadrangular com leve divergência dos lados verticais. O procedimento exige a presença de pelo menos 4 mm de osso acima do nervo alveolar inferior para que a osteotomia possa ser realizada3-6. Cuidado especial nesse caso é com um sensível descolamento e manipulação do nervo mentual. Esta técnica relativamente simples apresenta vantagens e desvantagens sobre a distração osteogênica. proporcionando local inadequado para a instalação de implantes endósseos. procurou a Faculdade de Odontologia de Piracicaba. O procedimento planejado para este caso foi o enxerto interposicional. Em seguida. assim como do nervo bucal. utilização de materiais aloplásticos. com a finalidade de aumentar a retenção de uma prótese total inferior. foi realizada. 58 anos. utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula. a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional vem ganhando destaque entre os enxertos realizados em Implantodontia3-4. Foi realizada anestesia local do nervo alveolar inferior e lingual.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Introdução e Revisão da Literatura Um dos problemas mais comumente encontrados na reabilitação de pacientes parcial e totalmente desdentados é a quantidade insuficiente de tecido ósseo. Idealmente. Sua indicação inclui pacientes com reabsorções verticais moderadas (entre 4 e 8 mm) que impossibilite a reabilitação protética ou a inserção de implantes em locais edêntulos da região anterior da maxila e anterior ou posterior da mandíbula. procurando-se realizar um corte linear e contínuo. com a utilização de uma lâmina de bisturi n° 15. como regeneração óssea guiada. a osteotomia deve ser realizada com serra sagital. Relato de Caso Clínico Paciente DG. gênero feminino. distração osteogênica alveolar. podemos citar o custo mais baixo e a ausência da haste de ativação do distrator na cavidade bucal durante o período de tratamento. queixando-se de perda dentária na região posterior e dificuldade mastigatória. para permitir a instalação de implantes osseointegráveis. apresentava perda dentária posterior bilateral de mandíbula. com altura da crista do rebordo à cortical superior do canal mandibular de 8 mm e reabsorção do processo alveolar de aproximadamente 7 mm (Figura 1). disco diamantado. Para a resolução deste problema existe uma diversidade de tratamentos propostos na literatura. preservando-se a aderência por lingual. Ao exame clínico. da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp). em contrapartida. (prémolares a molares). além de evitar o desprendimento do disco de transporte (Figura 2). Figura 2 Incisão vestibular para acesso ao corpo mandibular. Esta condição ocorre após a perda dentária. podendo ainda ser utilizada para a correção de implantes mal posicionados e correção de deformidades dentofaciais. 348 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):347-52 . Dentre as vantagens. enxertos ósseos autógenos e vascularizados1-2. leucoderma. fresa carbide esférica n° 5 ou troncocônica n° 701.

REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Neste caso foi utilizado somente um bloco ósseo. Figura 4 Segmento ósseo mobilizado com cinzel e somente mantido por adesão do tecido mole lingual. Uma vez terminadas as osteotomias com brocas na cortical vestibular. tendo-se o cuidado de posicionar a porção cortical para vestibular. caso contrário. Depois da mobilização do segmento ósseo. Figuras 5 Enxerto ósseo autógeno removido do ramo mandibular do mesmo lado da área a ser reconstruída. a complementação foi realizada com a utilização dos cinzeis de Wagner em todo o contorno osteotomizado até a região lingual. para evitar a laceração da mucosa lingual (Figura 4). o enxerto deverá ser dividido em dois segmentos. Este bloco córtico-medular foi inserido com a porção Figura 6 Enxerto ósseo autógeno posicionado.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Osteotomia composta por um componente horizontal e dois verticais. adaptou-se o bloco ósseo previamente obtido do ramo mandibular do lado contralateral (Figuras 5). podendo ser utilizados dois blocos quando necessário. com cautela. A espessura do enxerto deve ser aproximadamente ao ganho ósseo planejado.8(3):347-52 349 . realizada no sentido de mobilizar o segmento ósseo no sentido cervical. Cuidado especial em manter uma distância segura de 2 mm da raiz do dente adjacente ao defeito.

A presença da cortical nessa direção diminui a reabsorção do enxerto e a porção medular interposta entre eles permite vascularização e incorporação adequada (Figura 6).Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R fixação em posição. Figura 8 Aspecto clínico após a colocação de uma membrana de colágeno reabsorvível. Nota-se a incorporação do enxerto nos segmentos ósseos nativos. momento este onde serão inseridos os implantes. 350 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. estando a área apta para ser suturada. recomenda-se a utilização de placas e parafusos de titânio dos sistemas 1. cortical voltada para vestibular. onde se evidenciou um excelente ganho em altura (Figura 9).5 mm.2 mm. Estes permitem estabilidade suficiente ao conjunto para que ocorra reparo ósseo adequado e incorporação do enxerto (Figura 7). Após cuidadoso descolamento mucoperiosteal. foi evidenciado o sistema de Figura 10 Pós-operatório de cinco meses.5 ou 1. em um pós-operatório de 15 dias. a paciente retornou com uma radiografia panorâmica. Após 15 dias. a paciente foi submetida a novo procedimento cirúrgico visando a instalação dos implantes dentários. bem como uma incorporação do bloco ósseo interposto e o excelente ganho em altura alcançado (Figura 10). Para finalizar o procedimento realizouse a colocação de uma membrana de colágeno absorvível (Figura 8) e sutura por meio de pontos simples com fio de sutura reabsorvível. Figura 11 Implantes já instalados na região enxertada. Figura 7 Conjunto contendo o enxerto ósseo autógeno e o segmento ósseo mobilizado foram fixados por meio de placas e parafusos do sistema 1. dando estabilidade ao conjunto. O sistema de fixação foi removido e procedeuse com a instalação de três implantes dentários (Ankylos. Depois da adaptação do enxerto ósseo procedeu-se sua fixação.8(3):347-52 . Figura 9 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando o enxerto interposicional fixado com placas e parafusos. Dentisply-Friadent) de acordo com o guia cirúrgico e o planejamento reverso (Figuras 11 e 12). Decorrido o período de cinco meses da cirurgia.

planejamento e execução da técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional como forma de tratamento. 2. A técnica da osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional.8. podendo estes serem confirmados4 em estudo com dez pacientes. há maior fonte vascular quando comparada ao enxerto inlay/onlay. ressalta-se a importância de planejamento adequado para maior previsibilidade quando a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional está indicada3-5. o que acarretaria problemas estéticos e biomecânicos da futura reabilitação. existem algumas desvantagens relatadas na literatura em relação a esta técnica. uma vez que a fonte do suprimento sanguíneo é mantida. Porém. O procedimento cirúrgico deve ser realizado respeitando os limites biológicos. além do comprometimento estético devido a projeção gengival4. com o uso de instrumentais adequados de modo a evitar lesões as estruturas nobres.8(3):347-52 351 .br REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Os exames radiográficos são fundamentais para avaliação. No presente relato apresentamos uma técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar. uma vez que o osso autógeno é usado como material interposicional11-12. utilizando um enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula com a finalidade de restabelecer a dimensão vertical e possibilitar a instalação de implantes osseointegrados5.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 12 Vista parcial da radiografia panorâmica mostrando os implantes posicionados sobre a área previamente enxertada. o avanço das tecnologias e principalmente os bons resultados obtidos com essa técnica. entretanto. Diante disso. Conclusão 1. sua principal indicação é a região anterior da maxila. bem como a reabilitação do paciente. Para a região anterior de maxila. Discussão As atrofias que acometem o rebordo alveolar em pacientes desdentados é uma situação clínica corriqueira na prática implantodôntica. onde sem a realização desta técnica. como a necessidade de uma área doadora. Deslocamentos maiores possuem risco de prejudicar a fonte de suprimento sanguíneo periosteal interferindo no suprimento vascular. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Valdir Cabral Andrade Avenida Limeira. teríamos implantes colocados apicalmente e dentes com coroas clínicas longas. a principal vantagem desta técnica ocorre em relação à distração osteogênica. No entanto. 901 – Caixa Postal 52 13414-903 – Piracicaba – SP Tel.7. além de permitir o uso da prótese por parte do paciente no período pós-operatório3.9-10. apresentando resultados satisfatórios em termos de estética e estabilidade4. mas com o passar dos anos. De acordo com estudos realizados com a presente técnica.: (19) 2106-5325 valdirandrade@fop. Estudos demonstram que a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional tem apresentado resultados clínicos previsíveis. 3. os quais foram acompanhados em um período de cinco anos. possibilitaram o manejo desta técnica em Implantodontia para os pacientes com defeitos ósseos verticais1. foi inicialmente proposta com o intuito de aumentar a retenção de uma prótese total inferior.unicamp.3. descrita por Schettler em 1976. Outra intercorrência é a possibilidade do paciente ficar com um vestíbulo raso e de ocorrer injúrias ao nervo alveolar inferior. pois a mesma apresenta menor incidência de infecções e deiscência de sutura. Esta técnica permitiu ganho vertical satisfatório que possibilitou a instalação dos implantes osseointegráveis. Este procedimento cirúrgico tem sua utilização indicada tanto na região anterior da maxila como na região anterior/posterior da mandíbula. o movimento vertical máximo para o enxerto interposicional é de aproximadamente 5 mm.

10. Triplett RG. Reconstruções em Implantodontia: Protocolos clínicos para o sucesso e previsibilidade. Plast Reconstr Surg 1984. Lewinstein I. 3.32:51-4.17:136-59. Misch CE. Augmentation procedures for the rehabilitation of deficient edentulous ridges with oral implants. Robiony M. Misch CM.64:471-5. 5. 352 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 12.36:290-5. 11. Zaniboni M. The influence of the recipient site on bone grafts to the face. Batenburg RHK. Autologous bone grafts and endosseous implants: complementary techniques. Use of the sandwich osteotomy plus an interpositional allograft for vertical augmentation of the alveolar ridge. J Oral Maxillofac Surg 2006. Clin Oral Implant Res 2006. White D. Interpositional bone grafting technique to widen narrow maxillary ridge. Bedard JF.73:371-81. Huh JY.4:261-7. Alveolar segmental “sandwich” osteotomies for posterior edentulous mandibular sites for dental implants.64:290-6. The repair of localized severe defects for implant displacement using mandibular bone graft. 9. Kuhlke L. Politi M. Raghoebar GM. Zins JE. Jensen OT. Chiapasco M. Lustmann J. Lee SHR. Reconstruction of the extremely resorbed mandible whith interposed bone grafs and placement endosseous implants.54:486-94.10:568. Implant Dent 1995.250-66. J Oral Maxillofac Surg 1999. Han SG. 2. Br J Oral Maxillofac Surg 1998. Schow SR. Choi BH. Alveolar segmental sandwich osteotomy for anterior maxillary vertical augmentation prior to implant placement.57:1380-2. 8. J CranioMaxillofac Surg 2004. Ridge augmentation using mandibular ramus bone graft for the placement of dental implants: pretesentation of a technique. Meijer HJA. 7. Misch CM. Boisco M.8(3):347-52 . Whitaker LA.Andrade VC • Nóia CF • Cidade MMV • Lopes RO • Chaves Netto HDM • Mazzonetto R Referências 1. 4. Pract Periodontics Aesthet Dent 1996. Int J Oral Maxillofac Implants 1995. Kusiak JF. São Paulo: Napoleão. Localized alveolar sandwich osteotomy for vertical augmentation of the anterior maxilla. 6. J Oral Maxillofac Surg 2006.8:127-35. Jensen OT. 2008. J Oral Maxillofac Surg 1996. Stellingsma C. Mazzonetto R.p.

desde que o planejamento adequado seja realizado. Bone grafting. without jeopardizing the final result provided that proper planning is made. com controle clínico de quatro anos. com melhora na estética e redução do tempo de tratamento graças ao protocolo de instalação e carregamento imediato. Key Words – Dental implants. Enxerto ósseo. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Conclui-se que os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Temporização imediata associada ao enxerto particulado – quatro anos de acompanhamento Immediate implant placement and loading associated with particulate bone graft – four-year follow-up results Euro Luiz Elerati* Mauricéa de Paula Assis** RESUMO A reabilitação unitária com implantes é hoje uma realidade. **Aluna de graduação em Odontologia – Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. ABSTRACT Single-tooth implant rehabilitation is a reality. Unitermos – Implantes dentários. sem prejuízo no resultado final da restauração. We conclude that surgical and prosthetic procedures can be simultaneous successfully through proper planning and accurate surgical technique. Este trabalho demonstra um caso clínico onde a implantação em alvéolo fresco é utilizada seguida de enxerto ósseo e carga imediata. *Mestre em Reabilitação Oral e especialista em Implantodontia – Universidade Veiga de Almeida/RJ. This paper demonstrates the four-year follow-up results of a case where the implant was placed in a fresh extraction socket with a bone graft and immediate loaded. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada. Immediate placement.8(3):355-60 355 . Carga imediata. improving aesthetics and reducing treatment under immediate placement and loading. Immediate loading.

com osso removido com coletor da região de fossa canina (Figuras 7. geralmente. O objetivo do presente estudo foi discutir a colocação de implante imediato em alvéolo fresco. Após a exodontia. numerosos estudos têm demonstrado a viabilidade e a previsibilidade dos implantes imediatos com carga ou restauração imediatas. A reabsorção óssea marginal nos implantes carregados imediatamente. estéticas e de saúde peri-implantar (Figuras 20 e 21).8(3):355-60 . Para otimizar a estética. Com a seleção cuidadosa do paciente e o planejamento adequado do tratamento. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. além da técnica cirúrgica4. é igual ou ligeiramente reduzida quando comparado às mudanças do nível ósseo ao redor de implantes com carregamento tardio5. A colocação de implantes em alvéolos frescos. sobre pilar do tipo Ucla. onde foi realizado enxerto ósseo autógeno particulado. O retalho foi suturado (Figura 15) e a paciente acompanhada periodicamente por oito meses (Figuras 16 e 17). imediatamente após a extração do dente. onde a perda dentária foi decorrente de fratura radicular. o que pode ser um problema para a colocação do implante futuro. O grau de estabilidade primária alcançada depende de vários fatores. a aplicação imediata de carga através de implante cônico com superfície tratada é um tratamento bem-sucedido a longo prazo1. os resultados publicados indicam que o desempenho global pode ser semelhante ao documentado para o implante tradicional1. o padrão natural de reabsorção óssea geralmente resulta em cristas deficientes. Em geral. especialmente na Implantodontia. para redução do número de intervenções cirúrgicas e da duração total do tempo de tratamento. evitando a condição de desdentado e aumentando a aceitação do paciente quanto a reabilitação após a extração do dente7. e ilustrar um caso clínico onde estes procedimentos foram realizados. buscou atendimento para reposição de coroa no elemento 14 (Figuras 1 Figura 2 Radiografia inicial. o estabelecimento de uma boa estabilidade primária do implante é fundamental. Para protocolos de carga imediata. coberto por membrana de colágeno (Figuras 13 e 14). plataforma 4. é considerada um tratamento previsível e aceitável2. 47 anos. com carregamento imediato. inclusive em locais onde a perda dentária decorreu de complicação endodôntica e fratura radicular3. incluindo a densidade e a qualidade óssea. a forma. 8. 356 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. os níveis ósseos marginais de implantes carregados imediatamente são melhores que dos convencionais6. Ao exame clínico-radiográfico. melhorando assim a aceitação do paciente. apesar da ausência da tábua óssea vestibular. Figura 1 Caso inicial. o design e as características da superfície do implante. Uma excelente estabilidade primária foi alcançada. e 2). O caso está em conrole clínico semestral há cinco anos.3. Anteriormente ao enxerto. Em ossos macios. sendo este portador de tratamento endodôntico e núcleo metálico fundido intrarradicular (Figuras 3 e 4). Após um ano de função. mostrando boas condições funcionais. a coroa sobreimplante em Empress foi cimentada sobre pilar de zircônia preparado (Figuras 18 e 19).Elerati EL • Assis MP Introdução Na Odontologia atual busca-se a simplificação dos protocolos clínicos. Estes protocolos beneficiam os pacientes através da redução de procedimentos cirúrgicos e do período de cura. 9 e 12). Procedeuse a exodontia da raiz fraturada e a fixação de implante imediato de desenho cônico. instalação de coroa provisória em resina acrílica. a colocação de implantes e/ou restauração imediata têm mostrado resultados promissores na prestação de reconstrução do complexo dentoalveolar em uma abordagem de estágio único. foi constatada fratura longitudinal da raiz do primeiro pré-molar superior direito. Assim. parafusada sobre o implante (Figuras 10 e 11). momento em que a restauração definitiva foi confeccionada. hexágono interno Conexão Sistemas de Prótese (Figuras 5 e 6).

Figura 9 Osso autógeno congelado. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 4 Fratura longitudinal da raiz. Figura 5 Preparo do sítio. Figura 10 Coroa provisória imediata. Figura 6 Implante colocado. Figura 7 Coletor de osso.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 3 Raiz fraturada. Figura 8 Coleta do enxerto.8(3):355-60 357 .

8(3):355-60 .Elerati EL • Assis MP Figura 11 Coroa provisória parafusada instalada. Figura 15 Sutura. Figura 17 Controle após oito meses. Figura 12 Enxerto colocado. Figuras 13 e 14 Cobertura com membrana de colágeno. 358 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Figura 16 Controle após três meses.

Porém. dificultando o posicionamento do implante10. o osso autógeno promove melhores resultados que o osso sintético2. desde que seja realizado desbridamento e limpeza completa13. pela proximidade do local da cirurgia. Figura 19 Caso finalizado. As características do implante podem influenciar na aquisição de estabilidade primária e na tensão na crista óssea peri-implantar4. diminui o risco de necrose óssea e favorece a cicatrização. Discussão O tratamento com implantes dentários objetiva reabilitar o paciente de forma segura e previsível8. Figura 20 Controle de cinco anos. É evidente que a questão central para observar é o estabelecimento de boa estabilidade primária do implante4. A instalação de implantes imediatos em sítios frescos de extração com uma lesão perirradicular e defeito ósseo pode ser bem-sucedida. ocorre remodelação óssea e consequente mudança no contorno do tecido gengival9. A colocação de um implante imediatamente após a extração dentária modifica o padrão da remodelação ao nível da crista óssea e a instalação de restauração provisória imediata favorece a manutenção da papila e do contorno da margem gengival. Tradicionalmente. após um período de cura. evitando maior invasão cirúrgica. a carga imediata pode ser realizada com sucesso6. durante este período. Em casos onde há fratura radicular é recomendada a instalação de implante imediato. segue-se a colocação de um implante. a fossa canina foi utilizada como área doadora.8(3):355-60 359 . pois o alvéolo fresco é rico em células periodontais.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 18 Pilar estético. Implantes cilíndricos parecem ser contraindicados para protocolos de carga imediata. Em alvéolos frescos. quando um dente é extraído. otimizando os resultados estéticos da reabilitação11. não comprometendo o resultado final14.15. elas tendem a induzir a formação de uma espessa camada de tecido conjuntivo abaixo da barreira e acima da regeneração óssea. Além disso. a colocação imediata de um implante dentário após a extração mantém a dimensão horizontal e vertical do tecido ósseo e mantém os implantes na angulação do dente natural preexistente12. Relata-se a perda de 40% a 60% do osso alveolar remanescente e afinamento da crista óssea. No caso ilustrado. devido à diminuição da estabilidade primária e menor resistência para movimento vertical e REVISTA IMPLANTNEWS 2011. além da vantagem de ser reabsorvível e não necessitar de ato cirúrgico para remoção. Há uma resposta biológica significativa pelos tecidos moles e duros para o carregamento imediato de implantes dentários. Figura 21 Radiografia de controle de cinco anos. Para a correção de defeitos ósseos em cirurgias de implantes imediatos. A membrana de colágeno pode ser utilizada com sucesso para cobertura de material de enxertia.

Os procedimentos cirúrgicos e protéticos podem ser realizados simultaneamente com sucesso. Degidi M. 18. a prótese cimentada pode ser a opção de escolha em casos onde a estética é relevante. The role of primary stability for successful immediate loading of dental implants. Lirette D. Ogaly AURA.50:375-89. Block MS. 21. Park DS et al. Immediate implant placement into infected and noninfectedextraction sockets: a pilot study. 10. Effects of immediate loading with threaded hydroxyapatite-coated root-form implants on single premolar replacements: a preliminary report. Schifferle RE. Javed F. os autores deste trabalho. 3. em detrimento da reversibilidade.Elerati EL • Assis MP tensão de cisalhamento16. Mercante DE. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Kan J. Kassim A. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Bottino Ma. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. Journal of endodontics 1996. A utilização das cerâmicas odontológicas livres de metal em procedimentos restauradores apresenta uma excelente alternativa à infraestrutura metálica por suas propriedades estéticas e mecânicas20. J Prosthet Dent 2004. Hong JR.17:567-72. Andreaza H. Proussaefs P. New directions in surgical endodontics. 5.8(3):355-60 . Os implantes cônicos foram inicialmente projetados. Shin SY. São Paulo: Editora Artes Médicas. Immediate implant surgery: a three-year retrospective evaluation of 50 consecutive cases. Ulm C. Beagle JR. Immediate loading of hydroxyapatite-coated implants in the maxillary premolar area: Three-year results of a pilot study. Pecora G. 12. Int J Oral Maxillofac Implants 1986.D. Prótese parafusada versus prótese cimentada. 2002. Nós. Lima JHC. favorecendo a estabilidade1. principalmente.8:169-77. A osseointegração ocorre pela mineralização gradual do tecido ósseo em torno do titânio18. Prospective Evaluation of Immediate and Delayed Provisional Single Tooth Restorations.22(3):135-9. Lozada J. 17. nem trabalhamos como testemunha especializada. Meredith N. 15.107:197-203. Histologic and histomorphometric analysis of three types of dental implants following 18 months of occlusal loading: a preliminary study in baboons. Quando há necessidade de enxerto ósseo simultâneo. Conclusão De acordo com o caso apresentado e a literatura consultada. 13. Nota de esclarecimento: Nós. 4.38:612-20. 14. assim como a aplicação de carga imediata. Oliveira CA. e maior vantagem das próteses parafusadas21.Watzek G. J Dent Sci 2009. 6. Assim.213-328.588 – Sala 1405 – Centro 36016-311 – Juiz de Fora – MG Tel. Schifferle RE. Yoo YM. Farnos A. Covani U. 9.91:228-33. Immediate provisionalization of singletooth implants in fresh-extraction sites at themaxillary esthetic zone: up to 6 yearsof follow-up.Yeung TC. Materiais Cerâmicos. Proussaefs P.: (32) 3215-3763 euro@euroelerati. The Immediate Placement of Endosseous Dental Implants in Fresh Extraction Sites. ou os membros de nossas famílias. De Leonardis D. Andreana S. Gelb DA. On the bone response to oxidized titanium implants. Oshidab Y. Andreana S. para instalação logo após a extração do dente. No presente caso. que pode favorecer a estética pela manutenção do contorno do tecido gengival.1:1234-42. 7. Albrektsson T. Sul Y. especialmente nos implantes de hexágono interno.18:326-33. ZechnerW. Gianini V. J Oral Maxillofac Surg 2009. Castellon P. Immediately loaded titanium implants with a porous anodized surface with at least 36 months of follow-up. Lai YL. Relationship between surface properties (roughness. Windisch S.Kao SY. Int J Oral Maxillofac Implants 1993. No caso apresentado.22:135-9.4(1):1-6. A comparative evaluation of immediate dental implant with autogenous versus synthetic guided bone regeneration. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. Five-year results of implants with na oxidized surface placed predominantly in soft quality bone and subjected to immediate occlusal loading. Perotti V. Mijiritsky E. Estes fornecem maior grau de compactação do osso cortical em regiões de osso pobre17. Covani U. Sennerby L. Rapid implant therapies: immediate implant placement and immediate restoration. Clinical Oral Implant Research 2004. Tangl S.wettability and morphology) of titanium and dental implant removal torque. Vieira IB. Zembic A.106:8-15. Mardinger O. uma coroa metal free no sistema Empress foi cimentada sobre pilar estético em zirconia. Clinical Oral Implants Research 2005. journal of dentistry 2010.15:474-80. 11. o implante cônico com superfície tratada foi utilizado com a aquisição de excelente padrão de estabilidade primária. Elias CN. Com a evolução do design das fixações. 16. 2. além de apresentarem melhor assentamento passivo. O’Sullivan D. Götenborg University. Tepper G. Rev ImplantNews 2007. Kleinman A. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. Lozada J. Mohamed W. Journal of the Mechanical Behavior of Biomedical Materials 2008. immediate implantation into an extraction site. J Prosthet Dent 2007. Dent Clin N Am 2006. Glauser R. In: Estética em Reabilitação Oral Metal Free. Implant Dentistry 2009. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009.8:388-99.1(1):11-25. 8. podemos concluir que a instalação de implantes em alvéolos frescos é um procedimento viável e previsível. Piatelli A. 2001. Chang SW. Hassan KS. Ryser M. A literature review. Miyashita E. Barão do Rio Branco. favorecendo a estética final da prótese. Romanos GE. Clin Implant Dent Rel Res 2006. New Directions in Surgical Endodontics: Immediate Implantation into an Extraction Socket. Thesis.br Referências 1. Ruhstaller P. J Endod 1996.p.16:408-16. Ericksson AR. Ph.Lee SY.67(3):89-107. Influence of implant taper on the primary and secondary stability of osseointegrated titanium implants. Cruz RM. O tratamento de superfície dado ao implante minimiza o tempo de mineralização19 e melhora o contato entre osso e implante. Mazor Z. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 19. Pecora G. 20. 2.4(2):193-7. mediante correto planejamento e técnica cirúrgica apurada. de Leonardis D. Yang SM. Worthington P. Recebido em: fev/2011 Aprovado em: fev/2011 Endereço para correspondência: Euro Luiz Elerati Av. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Quinta Saf. Watzak G. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Muller CA. 360 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.com. The long term efficacy of currently used dental implants: A review and proposed criteria of success. Zarb G.97:59-68. Chaushu G. melhorias consideráveis têm ocorrido na retenção dos parafusos dos intermediários e das coroas. o osso autógeno pode ser utilizado com melhor prognóstico.

and restorations have been the challenge of current Implant Dentistry. pode-se constatar que em condições clínicas favoráveis a instalação de implante imediato. seguida de instalação de coroa provisória imediata.8(3):363-9 363 . que permite ao cirurgião-dentista realizar reabilitações protéticas totalmente cerâmicas. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. dental implant. a perfect integration between tissue. O tratamento reabilitador consistiu na realização da cirurgia de extração do dente 22 e de colocação de implante imediato. Implant-supported dental prosthesis. Prótese dentária. Estética. *Mestre em Reabilitação Oral – Faculdade de Odontologia de Araraquara – Universidade Estadual Paulista – Araraquara/SP. which combines factors such as resistance and aesthetics. observou-se que o uso do pilar de zircônia associado a coroa também livre de metal permitiu ao cirurgiãodentista alcançar o resultado estético e funcional desejado. An alternative is the use of high-strength ceramic abutments. adjunto da disciplina de Prótese Parcial Fixa – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Unesp. Dental prosthesis. no qual uma fratura radicular inviabilizou a manutenção do dente na arcada dentária. o tratamento protético foi realizado por meio da confecção de coroa unitária implantossuportada sobre pilar de zircônia. Clinicamente. Este artigo relata um caso clínico na região anterossuperior. Ceramics. such as zirconia. implante e coroa tem sido um dos principais desafios da Implantodontia atual. *****Prof. utilizando-se o sistema In-ceram Alumina. The authors observed that treatment with zirconia abutment provided the desired functional and aesthetic outcomes.Implante dentário. representa uma opção de tratamento viável. This article reports a clinical case in where an anterior tooth loss was reestablished with an immediate implant.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Pilar de zircônia em implante unitário imediato anterior Zirconia abutment for single-tooth immediate implant restoration: a case report Flávia Zardo Trindade* Gabriel Portela Paulo** Luis Gustavo Oliveira de Vasconcellos*** José Renato Cavalcanti de Queiroz**** Renato Sussumu Nishioca***** RESUMO Com a crescente busca pela estética. ****Doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . excelente estética e satisfação do paciente. Unitermos . ABSTRACT With the increasing quest for aesthetics. Cerâmica. using the In-Ceram alumina system. envolvendo o dente 22. Além disso. uma integração final invisível entre tecido.Dental esthetics. com perfeita integração entre tecido gengival e coroa. **Mestrando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . além de adequada performance mecânica. seguido de instalação de coroa provisória imediata na região. Key Words . Doutoranda em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . pilar protético e coroa. followed by immediate temporary implantsupported zirconia abutment. Uma alternativa recente é a utilização do pilar protético de zircônia. ***Mestre e doutorando em Odontologia Restauradora – Especialidade Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos/SP . combinando fatores como resistência. Em seguida.

seguido de colocação de coroa provisória imediata e coroa unitária implantossu- B A C Figuras 1 Exame clínico e radiográfico demonstrando a fratura do elemento 22. em que o dente não oferece mais condições para permanecer em função. Dessa forma. comprometendo seriamente a aparência esteticamente agradável da restauração6. Exames clínico e radiográfico foram realizados. apesar de propiciarem subestruturas biocompatíveis. Nesses casos. Com a crescente busca pela estética. a zircônia permite ampla variedade de aplicações clínicas. Para a reposição do elemento 22. apresentou-se com suspeita de fratura radicular no elemento 22. a cerâmica apresenta características inerentes de translucidez com melhores propriedades óticas e capacidade de mimetização com os dentes naturais14. próteses parciais fixas e pilares de implante8. Além disso. São confiáveis6 e apresentam excelente estabilidade e resistência9. muitas vezes. Dentre os materiais cerâmicos. implante e coroa tornou-se um dos principais desafios para implantodontistas e protesistas4.8(3):363-9 . a realização de uma réplica exata da dentição natural para a reposição de um único elemento dentário. a instalação de implantes unitários imediatamente após a exodontia associada a colocação de coroa provisória imediata tem sido uma modalidade de tratamento viável10-11. exodontia e posterior reposição do elemento dentário por meio de implante. oferecendo a combinação de resistência adequada a estética ideal13. 35 anos. deve-se ressaltar que os pilares de titânio. Estudos clínicos têm relatado excelentes taxas de sobrevivência para os pilares de zircônia após um16. tais como coroa total. três9 e quatro anos de função8. leva a colorações azulada ou acinzentada dos tecidos circundantes. a promessa de boa performance clínica da zircônia como material para confecção de pilares protéticos em reabilitações implantossuportadas tem sido suportada por alguns estudos13. Relato de Caso Clínico Paciente do sexo feminino. Além disso. foi planejada a instalação de implante imediato na região. tem sido uma abordagem amplamente empregada5-9. Esta conduta oferece ao paciente não só uma redução do tempo de tratamento e do número de abordagens cirúrgicas. entretanto. Considerando a estética como um dos aspectos mais importantes para a obtenção da satisfação do paciente. Este artigo relatou um caso clínico em que a perda de um dente anterior foi restabelecida com a instalação de implante imediato associado ao uso de pilar de zircônia e coroa livre de metal. Em contraste às ligas metálicas. Recentemente. pois exibe maior resistência a fratura dentre as cerâmicas dentais13. poucos são os casos clínicos publicados17-18. constatando-se a fratura e indicando a remoção desse elemento dentário (Figuras 1). como também condição estética e funcional mais satisfatória durante a execução do tratamento e na finalização do caso12. pois sua cor cinza metálico. Por apresentar propriedades mecânicas superiores. possíveis recessões dos tecidos moles peri-implantares podem conduzir à exposição do pilar de metal. com manutenção de uma arquitetura harmoniosa dos tecidos2-3 e uma integração final invisível entre tecido. 364 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS Introdução A ocorrência de fraturas radiculares representa uma das principais causas das perdas dentárias1. sua biocompatibilidade e capacidade de proporcionar excelente estética tem feito da zircônia um material cerâmico popular. a zircônia é uma excelente alternativa para a confecção de pilares em cerâmica pura15. Visando contornar tais problemas inerentes aos pilares metálicos e obter melhores resultados estéticos das restau- rações implantossuportadas. pilares protéticos cerâmicos foram introduzidos no mercado13. podem prejudicar a estética em regiões anteriores.

Devido a angulação do implante e. foi confeccionada uma coroa provisória pela técnica do dente de estoque. durante a exodontia do dente 22. conforme as Figuras 7. usinado e posicionado sobre o implante. sendo ela parafusada. Em seguida. por 3. Após a seleção da cor. tomou-se o cuidado de manter a integridade do alvéolo.75 mm de diâmetro (Máster Porous. e contatos oclusais uniformes foram estabelecidos (Figuras 4). para que os procedimentos de moldagem fossem realizados (Figuras 5). utilizando-se o sistema InCeram Alumina. consequentemente. Conexão Sistema de Prótese).Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B Figuras 2 Integridade do alvéolo demonstrada em vista frontal e oclusal. Após um período de seis meses para cicatrização e osseointegração do implante. As provas funcionais e os ajustes oclusais foram realizados previamente a cimentação convencional da coroa. A B Figuras 3 Implante hexágono externo (15 mm x 3. sendo utilizada uma infraestrutura de In-Ceram Alumina (Figuras 6). MS 3. Sobre este. observou-se que a gengiva ao redor do implante apresentava-se com um contorno adequado. optou-se pela confecção de coroa cimentada. Após a instalação do implante.75 (Conexão Sistema de Prótese) foi selecionado. O resultado final pode ser observado nas Figuras 8. As provas funcionais do pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) e da infraestrutura de In-Ceram Alumina foram realizadas. Dessa forma. em seguida. por meio de moldagem com moldeira aberta associada a silicone de adição (Elite H-D. o modelo de trabalho foi obtido. e sobre ele foram realizadas todas as fases laboratoriais necessárias para a obtenção da coroa definitiva.75 mm) instalado no alvéolo em vista frontal (A) e oclusal (B). uma loja cirúrgica foi realizada no alvéolo com a finalidade de instalar um implante hexágono externo de 15 mm de comprimento. o pilar de Zircônia (Conexão Sistema de Prótese) selecionado foi usinado. que foi inserido com auxílio de catraca manual e obtendo-se torque acima de 45 Ncm (Figuras 3). REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Sendo assim. pelo orifício de entrada do parafuso de retenção.8(3):363-9 365 . a qual foi aferida por meio de uma sonda periodontal e de curetas (Figuras 2). com torque de 20 Ncm. portada sobre pilar de zircônia. foi realizada a aplicação da cerâmica de cobertura. Zhermack). um pilar provisório Ucla Hex.

C D E E A B Figuras 5 Coroa provisória posicionada (A e B) e removida (C e D).Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 4 Pilar provisório Ucla Hex. Observe a saúde periodontal periimplantar após seis meses de cicatrização.75 posicionado sobre o implante em vista frontal (A) e oclusal (B).8(3):363-9 . MS 3. Coroa provisória instalada em vista frontal (C) e oclusal (D) e exame radiográfico com a provisória em posição (E). C D 366 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

A B C D Figuras 7 Provas funcionais do pilar de Zircônia e da infraestrutura de In-Ceram Alumina. Infraestrutura de In-Ceram Alumina confeccionada sobre o pilar (D).8(3):363-9 367 . REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Relato de Caso Clínico Caderno Científico A B C D Figuras 6 Modelo de trabalho obtido (A) e pilar de Zircônia selecionado (B) e usinado (C).

Dessa forma. promovem uma performance estética excelente nos sórias posicionadas imediatamente após a inserção do casos de reabilitações unitárias24.21-22 têm proposto implantes imediatos. alguns autores7. semelhante a do titânio8. alguns de pré-molares demonstrou total ausência de fratura nesses fatores devem ser considerados no diagnóstico e no plano pilares durante um período de quatro anos de uso8. boa higiene bucal e ausência comprovando o excelente desemdo hábito de fumar são os principais aspectos a serem penho mecânico da zircônia. visto que as propriedades te. tração de dentes tem apresentado alto índice de sucesso Outro aspecto a ser considerado para ideal restafuncional e estético19. Além de tratamento. Além disto.8(3):363-9 . e com luz. para preservar o nível ósseo sociados a coroas em cerâmica pura têm contribuído para durante o processo de cicatrização e manter um excelente a obtenção de um melhor resultado estético. Observe a mimetização desse tipo de restauração com os dentes adjacentes. Entretanto. Ausência de infecção. verificar a presença de alvéolo intacto.8% a 100%9 das restaurações.Trindade FZ • Paulo GP • de Vasconcellos LGO • de Queiroz JRC • Nishioca RS A B Figuras 8 Aspecto final da infraestrutura de zircônia e da coroa de In-Ceram Alumina. com presença de cortical vestibular e de boa compatibilidade. estudos clínicos têm demonstrado relataram uma taxa de sobrevivência de 100% dos implanque a zircônia apresenta bom sucesso clínico. ópticas favoráveis da cerâmica. Outra vantagem observada observados. implantes refere-se à seleção adequada do pilar protético ocorrendo severa modificação da arquitetura dos tecidos e da. para que a instalação de imsobreimplantes8-9. podendo tes com resultados clínicos e radiográficos semelhantes ao ser utilizada tanto em infraestrutura sobredentes como protocolo padrão. demonstrou excelente taxa de sobrevivência de 97. quando comperfil estético dos tecidos ao redor da prótese sobreimplanparados aos pilares de titânio. Um estudo recente mostrou que a orientação das fibras colágenas Discussão 368 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. juntamente com a cor semelhante a dos dentes natucarga imediata (carga oclusal aplicada em coroas provirais. Pilares cerâmicos asduro e mole20. Quanto ao desempenho implante) na região de pré-molar a pré-molar. com presença de cortical vestibular e de boa estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico A instalação de implantes imediatamente após a exfavorável para o restabelecimento da função e da estética24. verificar a presença de alvéolo na zircônia refere-se a sua biointacto. pois apresenta uma resposta favorável dos tecidos estabilidade inicial do implante propiciam um prognóstico moles. Um estudo prospectivo utilizando pilares plantes unitários imediatamente após a exodontia seja uma de zircônia em implantes unitários nas regiões anterior e modalidade de tratamento com sucesso previsível23. Além disto. A extração dentária induz reabsorção belecimento da estética e da função no tratamento com de 23% da crista óssea. utiliausência do hábito de fumar são os principais aspectos a zando a zircônia como infraestrutura de próteses fixas. serem observados. Estes autores mecânico da cerâmica. subsequente. Ausência de infecção. outro estudo prospectivo (três a cinco anos). boa higiene bucal e disso. após um período de seis meses. favorável para o restabelecimento da função e da estética24. tais como a transmissão de em alvéolos onde os dentes foram recém-extraídos. coroa protética.

quiz 700. Taylor A. Já a prótese implantossuportada parafusada possui a vantagem de reversibilidade da restauração. A clinical report. Jr. J Periodontol 2010. Barone A. 21-2. Immediate restoration of implants placed into fresh extraction sockets for single-tooth replacement: a prospective clinical study. Entretanto. Gherlone E. treatment planning and treatment steps/or successful outcomes. Cappare P.19(4):395-406. Além disso. Quaranta A. Clin Oral Implants Res 2009.81(3):378-83. Reconstruction of the lost interproximal papilla-presentation of surgical and nonsurgical approaches. 20.22(4):623-30.to 3-year multicenter study. Int J Periodontics Restorative Dent. devido a posição e angulação do implante não estar adequada para a realização de coroa parafusada. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. material comprovadamente biocompatível. 777 – Jardim São Dimas 12245-000 – São José dos Campos – SP Tel. Jung RE. 5. 4.25(4):343-9. 19. associado a coroa também livre de metal. Covani U. tais vantagens não garantem que uma estética ideal seja alcançada no resultado final. Immediate restoration of single implants placed immediately after tooth extraction. Bechor R. Zembic A.74(2):268-73. Studer S. Andersson B.trindade@fosjc. Int J Oral Maxillofac Implants 2009.126(3):319-25. Single-tooth zirconia implant located in anterior maxilla. Cornelini R. Para isso. por propiciar menor acúmulo de placa sobre os mesmos6.13(9):691-8. Cangini F. Kan JY.br Referências 1. An histologic and histomorphometric study of bone reactions to unloaded and loaded non-submerged single implants in monkeys: a pilot study.5(2):63-8. 23. Oliva JD. J Oral Maxillofac Surg 2009.20(3):219-25.22(3):430-5.20(8):802-8. Immediate placement of implants into extraction sockets: implant survival.: (12) 3307-7753 flavia. Crespi R. 15. Bucco-lingual bone remodeling around implants placed into immediate extraction sockets: a case series. optou-se pela retenção por cimentação da coroa sobre o pilar protético de zircônia. Hammerle CH. este tipo de retenção pode interferir no resultado estético e no esquema oclusal devido a presença do orifício de entrada do parafuso de retenção16. seguido de colocação de coroa provisória imediata. Ruggeri A. 11. Dessa forma. 14. Gomes AL. Scheller H. Int J Prosthodont 2001. Sorensen JA. One-year follow-up of first consecutive 100 zirconia dental implants in humans: a comparison of 2 different rough surfaces.25(5):439-47. 2. Tete S.11(2):205-9. Entretanto. 8. o uso do pilar de zircônia. Immediate load and esthetic zone considerations to replace maxillary incisor teeth using a new zirconia implant abutment in the bone grafted anterior maxilla. a zircônia apresenta-se superior ao titânio quanto a formação de placa bacteriana na superfície dos pilares protéticos.19(4):314-20. J Calif Dent Assoc 2005. Strub JR. Block MS. Sandler V. Collagen fiber orientation around machined titanium and zirconia dental implant necks: an animal study. Rosenquist B. 7. 12. Hasegawa H. Hammerle CH. Siegenthaler D. J Oral Implantol 2008. A reabilitação com implantes imediatos associados a pilares e coroas protéticas livres de metal apresentam algumas vantagens estéticas. 6. Sadan A. Oliva X. Sailer I. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. Zirconia abutments for single-tooth implants-rationale and clinical guidelines. Tais aspectos comprovam que a zircônia se equipara ao titânio. Ata SO. Scharer P. Int J Periodontics Restorative Dent 1999. Alumina ceramic implant abutments used for single-tooth replacement: a prospective 1. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Oates TW. Hurzeler MB. Clinical considerations for densely sintered alumina and zirconia restorations: part 2. Analysis of factors related to extraction of endodontically treated teeth. West JD. Conclusão Pode-se concluir que a estratégia de instalação de implante imediato. Lang B. Zizzari V. Holst S. N Y State Dent J 2010. 24. Cornelini R.76(1):30-3. Holderegger C. Grenthe B. Recebido em: ago/2010 Aprovado em: nov/2010 Endereço para correspondência: Flávia Zardo Trindade Rua Engenheiro Franscisco José Longo. 2005. Piattelli A. Kois JC. J Oral Implantol 1993. Além dos aspectos já relatados para a realização de reabilitações implantossuportadas com o resultado desejado. como anteriormente relatado. os autores observaram semelhante adesão do tecido conjuntivo tanto para a superfície de titânio quanto a de zircônia.unesp. Mastrangelo F. Vozza I. Montero J. Wilson TG. 17. Randomized controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for canine and posterior single-tooth implant reconstructions: preliminary results at 1 year of function.106(5):31-5.35(Suppl 1):33-43.34(5):259-67.17(3):285-90. 9. Blatz MB. Salehrabi R. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. Part II. Lee CY. J Am Dent Assoc 1995. 16. 13. J Periodontol 2006. além de ser facilmente fixada ao implante. The esthetic dental implant: letting restoration be the guide. Aydin C. Trisi P. representa uma opção de tratamento viável em áreas em que a estética é exigida. Bianchi A. Jung RE. Rispoli L. Sailer I. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Clin Oral Implants Res 2009.Relato de Caso Clínico Caderno Científico ao redor do pilar de titânio e de zircônia é semelhante25. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. Covani U.24(1):52-8. Glauser R.77(11):1914-20. Ingber A. Garber DA. Além disso. Oliva J. Pract Proced Aesthet Dent 2001. No presente caso clínico. et al. J Periodontol 2003. J Esthet Dent 1993. Yilmaz H. 25. Zembic A. Becker W. Contudo. Sailer I. Scarano A. 18.67(11 Suppl):74-81. pôde proporcionar a excelente estética e a função desejada. Lang BR. Timing of implant placement relative to tooth extraction. Predictable peri-implant gingival aesthetics: surgical and prosthodontic rationales. a seleção do tipo de retenção da coroa ao implante também é um importante fator a ser considerado. no que se refere a biocompatibilidade. Franchi M. Barone A. Int J Prosthodont 2004. Int J Periodontics Restorative Dent 2005. 2010. Blatz MB. Schropp L. Wohlwend A. Bergler M. 10. Zadik Y. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008. pois pode ser um aspecto determinante na estética final. Esthetic high-strength implant abutments. 21.14(5):432-8. A localização adequada dos implantes nem sempre é possível e as coroas quando cimentadas proporcionam maior liberdade para localização e alinhamento do implante. Isidor F. Identification of stability changes for immediately placed dental implants. quando coroas cimentadas são a opção de tratamento. 3. Fresh-socket implants in periapical infected sites in humans. Immediate implant placement: diagnosis. J Oral Rehabil 2008. promovendo excelente resultado estético. Covani U. Blatz MB.33(4):303-10. Scharer P. um protocolo de tratamento apropriado e adequado domínio de técnica são importantes fatores a serem considerados para que o emprego da técnica seja bem-sucedida. Zirconia implant abutments: A review.8(3):363-9 369 . 22. o mal posicionamento do implante não irá interferir no resultado estético final. Romasco N. Schibli M. Prestipino V.

um pilar em zircônia foi sobre-encerado e posteriormente incluído para injeção de cerâmica prensada. No entanto. Unitermos . Professor associado do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG.Implant-supported prosthesis. Com isto. Aiming for an adequate emergence profile and finishing margins that provide hygiene access. Pressable ceramics. Doutor em Periodontia – Universidad de Buenos Aires. Dental implants. os princípios biológicos. O objetivo do presente estudo foi relatar um caso clínico onde a reanatomização de um pilar préfabricado em zircônia foi realizado por meio de cerâmica injetada. Key Words . Doutorando em Clínica Odontológica – FO-UFMG. ****Mestre e doutora em Clínica Odontológica – FOP-Unicamp. Implantes dentários. mecânicos e estético foram alcançados para a resolução do caso. o custo de tais pilares protéticos pode limitar sua aplicação rotineira na clínica. Zircônia. ***Especialista e mestre em Implantodontia – FO-PUC-MG. Patologia e Cirurgia – FO-UFMG.8(3):371-5 371 . com custo reduzido. Cerâmica prensada. Buscando perfil emergente adequado e margens subgengivais que permitissem acesso à higienização. The aim of this paper was to report a clinical case in which recontouring of a standard zirconia abutment was performed using pressable.Prótese dentária suportada por implantes. and the biological. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. injection-molded ceramic. Professor adjunto. *****Especialista em Dentística – FOB-USP.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Personalização de pilar em zircônia por meio de cerâmica injetada: alternativa para casos estéticos Customized zirconia abutment using pressable. Then. considerable costs of such custom zirconia abutments may limit their daily clinical use. Zirconia. **Professor convidado do Curso de Aperfeiçoamento em Prótese sobre Implantes – FO-UFMG. Major do Quadro da Saúde da Polícia Militar de Minas Gerais. *Mestre e doutor em Dentística – FOB-USP. the clinical case could be finalized. Professora associada do Departamento de Odontologia Restauradora – FO-UFMG. However. a standard zirconia abutment was waxed-up and then pressed with fluorapatite glass-ceramic ingot. ABSTRACT The use of zirconia customized abutments allows the possibility of the esthetic rehabilitation on implant-supported restorations. principalmente na região anterior. injection-molded ceramics: an alternative for esthetic cases Ivan Doche Barreiros* Duílio de Souza** Guilherme Costa Carvalho Silva*** Cláudia Silami de Magalhães**** Allyson Nogueira Moreira***** RESUMO A utilização de pilares personalizados em zircônia permite a possibilidade da reabilitação implantossuportada funcional e estética. and esthetic principles reached. mechanical. Departamento de Clínica.

SP) na região do dente 22. Inicialmente. resultando em uma estrutura com alta resistência mecânica. observou-se que o término do pilar encontrava-se em posição extremamente subgengival (Figura 3) demandando. foi preparada uma restauração provisória parafusada (Figura 2). especialmente dos personalizados. São Paulo/SP) se adequava às propriedades físico-químicas da zircônia do pilar. confeccionados de acordo com a especificidade de cada caso por meio das tecnologias CAD-CAM (computer aided design – computer aided manufacturing) ou MAD-MAM (manually aided design – manually aided manufacturing). que se deu em quatro meses. buscado a máxima mimetização dos dentes adjacentes da jovem paciente. Após cirurgia para reabertura e instalação do pilar cicatrizador. Desde a disponibilização do pilar em alumina CerAdapt (Nobel Biocare. tornando-se uma alternativa viável aos pilares tradicionais em ligas metálicas. principalmente nos casos unitários anteriores11. São Paulo/SP).max ZirPress. obteve-se um pilar personalizado em zircônia (Figuras 5 e 6) respeitando todos os princípios biológicos e mecânicos. No modelo de trabalho. Devido a isto.. sendo este reanatomizado com acréscimo de cerâmica prensada/injetada. o custo dos pilares em zircônia. uma vez que o acesso ao parafuso de fixação da coroa se posicionaria próximo à região incisal. considerou-se a personalização do pilar pré-fabricado em zircônia utilizando-se a injeção de uma cerâmica pela técnica da cera perdida. estando pronto para inclusão e injeção da cerâmica. Sucessivos acréscimos de resina acrílica na região do perfil emergente da coroa foram realizados até se alcançar uma arquitetura gengival satisfatória. São Paulo/ SP) que permite a personalização. estético e biológico da restauração foram alcançados. Gotemburgo. sendo esta desenvolvida para a injeção sobre as estruturas em zircônia. verificou-se a necessidade da utilização de uma coroa do tipo cimentada. São Paulo.. aguardou-se três semanas para o início do procedimento restaurador (Figura 1). A pastilha vitro/cerâmica de fluorapatita selecionada (IPS e. por desgaste.. uma coroa cerâmica livre de metal estratificada foi confeccionada e cimentada (Figura 7). com custo reduzido. o que deixaria a cerâmica na região sem suporte adequado no caso da opção por uma prótese aparafusada. algumas vezes. o objetivo deste trabalho foi relatar um caso de personalização de pilar pré-fabricado em zircônia. 28 anos. O implante fora instalado previamente na mesma instituição. desenvolvimento e utilização de pilares cerâmicos para confecção de próteses implantossuportadas livres de metal são uma realidade atual4-7. Relato de Caso Clínico Paciente do gênero feminino. Com isto. Conexão Sistemas de Próteses Ltda. muitas vezes a reabilitação com componentes metálicos acaba sendo a escolhida por motivos financeiros. Portanto. Tais pilares protéticos podem ser pré-fabricados. normalmente. diversos sistemas emergiram. Sobre o mesmo. sendo ultimamente os pilares em zircônia (óxido ou dióxido de zircônio estabilizado por ítrio) os mais populares6. Também estão disponíveis os pilares personalizados. ou seja. onde a estética é fator primordial. A integração harmônica da estrutura protética junto aos tecidos mole e duro. Um pilar cicatrizador foi aparafusado ao implante durante o período de presa do gesso. Em seguida. Apesar de indicado para restaurações implantossuportadas anteriores. pode ser um fator limitante ao seu uso. utilizando-se de pilar em titânio preparável tipo Ucla (Conexão Sistemas de Próteses Ltda. a fim de se obter a precisa reprodução da gengiva peri-implantar. Utilizou-se a coroa provisória como o transferente.10. o uso de um pilar personalizado. portanto. como também dificulta a reprodução na prótese de translucidez e opalescência natural do dente1-3.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN Introdução A exigência estética dos pacientes que buscam a reprodução fiel das estruturas dentais e gengivais faz com que a reabilitação da região anterior com o uso de implantes osseointegrados seja desafiadora. Suécia)8 no início dos anos 1990. são disponibilizados pelos fabricantes em dimensões estandardizadas. apresentou-se na Faculdade de Odontologia da UFMG para reabilitação protética sobre um implante de conexão externa e plataforma estreita de 3. permanecendo submerso durante o processo cicatricial por quatro meses.9. sendo passíveis de adequação ao caso por desgaste por meio de fresas ou abrasivos. Por fim. O pilar em zircônia foi então preparado por desgaste na região incisal e sobre-encerado (Figura 4). A presença da estrutura metálica interna à prótese pode deixar evidente um sombreado cinza em pacientes com fenótipo gengival fino. os objetivos funcional. propriedades ópticas adequadas.3 mm de diâmetro (Master Porous. Após estabilização e manutenção do contorno gengival. Na oportunidade. revestido diretamente por resina acrílica autopolimerizável.. Como alternativa. Opções de pilares protéticos personalizados fabricados por meio de CAD-CAM ou MAD-MAM foram descartadas pela paciente por questões de custo. realizou-se a moldagem de transferência para obtenção do modelo de trabalho. como também compatibilidade biológica excelente6-7. visando o condicionamento dos tecidos moles peri-implantares. 372 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):371-5 . adequando-se aos princípios biológicos e mecânicos dos preparos cavitários. Entretanto. adaptou-se ao modelo um pilar estético pré-fabricado em zircônia (Conexão Sistemas de Próteses Ltda. Ivoclar Vivadent Ltda. Planejou-se a confecção de uma coroa livre de metal. pode ser dificultada pelo pilar protético metálico. Os pilares em zircônia apresentam alta resistência mecânica.

8(3):371-5 373 . Notar suave isquemia na margem gengival.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Figura 1 Aspecto clínico do tecido mole peri-implantar após remoção de pilar cicatrizador. Figura 7 Coroa cerâmica livre de metal cimentada sobre o pilar personalizado. Figura 4 Pilar desgastado e término reanatomizado com cera. que deve cessar em até cinco minutos. com as paredes interproximais acompanhando a anatomia das papilas. evidenciando adequada posição do término. desrespeitando princípios biológicos. Figura 2 Condicionamento gengival por meio de restauração provisória em resina acrílica. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. preparado para inclusão e prensagem. Figura 3 Término do pilar pré-fabricado em posição muito subgengival. Figura 6 Pilar personalizado em boca. Figura 5 Pilar personalizado.

preferencialmente naturalidade da restauração é o perfil emergente. como também mente. desgaste. A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com resultados satisfatórios. Tensões externas podem causar trincas na estrutura a transformação da plataforma do implante circular em cerâmica. atualmente. um fator crucial para se alcançar a naturalidade fisiológicas da mastigação na região anterior5. há um aumento na va interproximal. atualregiões posteriores. um pilar protétiestudo revelou que pilares metálicos personalizados com co não metálico e da cor do dente seria interessante para Discussão 374 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. como também pode afetar para agir como base de pilar quando aplicada em grandes as propriedades ópticas da restauração1. Do ponto de vista riais demonstraram resistência à fratura superior às forças estético. Contudo. Se necessário o prótese. As paredes axiais e ao redor do orifício de acesso gengival compatível com a capacidade de higienização do ao parafuso devem apresentar espessura mínima entre 0. Uma alternativa simples para a personalização seria perfil adequado. uma vez que o atrito gerado entre implantes osseointegrados tem se mostrado altamente previsível a superfície de zircônia e a em longo prazo12. como também Em termos de propriedades mecânicas. Portanto.15-16.7. modificando a estrutura cristalina tetragonal um perfil emergente natural será estabelecido pelo pilar parcialmente estabilizada em uma forma monoclínica. um fator crucial para se alcançar a de corte. um estudo por meio do acréscimo de cerâmica prensada de fluorapaclínico controlado randomizado concluiu que restaurações tita.5 paciente. Este perfil começa a se desenhar nova forma monoclínica possui uma expansão volumétrica logo na plataforma do implante. e com intensa irrigação devem ser utilizadas20. Com isto. em posição subgengival. devido à homogeneidade semelhante aos dentes adjacentes quando comparadas às 2 e baixíssima porosidade em sua forma de pastilha. Portanto. Entretanto. gerando uma tensão de compressão que retarda respeitando a arquitetura gengival e atentando-se à gengia propagação das trincas. para resistir ao assentamento e ao torque do parafuso7.8(3):371-5 . A da restauração é o perfil emergente. com micropartículas de diamante fundidas à base metálica. Um restaurações metalocerâmicas .7 mm. brevivência do complexo implante/prótese. o término do preparo do tomados na utilização e na personalização de pilares em pilar protético deve se posicionar em uma profundidade zircônia. não se mensura a taxa de sucesso apenas pela sofoi observada ótima saúde gengival peri-implantar11. (3% a 5%). pontas diamantadas com altíssimo poder Do ponto de vista estético. Embora esta volumes. No presente relato. a metálico pode provocar sombras na gengiva marginal em cerâmica feldspática possui resistência flexural limitada pacientes com fenótipo fino.19. cujos valores de resistência mecânica são superiores implantossuportadas livres de metal apresentaram cor mais aos da cerâmica feldspática. Em próteses cimentadas. com margens em posições biologicamente com acréscimo de uma cerâmica feldspática de cobertura. O custo pode ser um de cimento14. Entretanto. em algumas situações. O torque recomendado do parafusamento A reabilitação de perdas dentárias na região anterior com uso de deve ser respeitado. Esta ou pela coroa protética. favoráveis nas próteses cimentadas. Outro aspecto estético Trata-se de prática relativamente comum. a personalimitante para o uso de um pilar personalizado em zircôlização do pilar torna-se obrigatória para se alcançar um nia.10. sobretudo. inclusive em altamente previsível em longo prazo . Os pilares em zircônia personalizados têm sido utilizados largamente nos casos em que a estética é fundamental. mas também com relatos de personalidos dentes adjacentes na coroa protética. ensaios laboratose consideram os aspectos estéticos13. também possibilitando a remoção dos excessos e 0.17-18. que preferencialmente estará mais para resistência à fratura do material4. como também se consideram os aspectos estéticos13. cas). Estudos clínicos avaliando cocom uso de implantes osseointegrados tem se mostrado 12 roas sobre pilares personalizados em zircônia. Um pilar protético zação em pilares de zircônia pré-fabricada21.Barreiros ID • de Souza D • Silva GCC • de Magalhães CS • Moreira AN minimizar estes fatores complicadores à estética. optou-se pela personalização percepção estética possa parecer subjetiva. sobre importante é a necessidade de se mimetizar cor e textura pilares metálicos. Como os níveis da zircônia apresenta uma característica única descrita como plataforma do implante e da junção amelocementária dos active crack resistance (resistência à propagação de trindentes adjacentes diferem em relação à margem gengival. não se mensura a taxa plataforma metálica do implante pode induzir trincas de sucesso apenas pela sobrevivência do complexo implante/ no pilar19. Cuidados devem ser coronal. não reportaram fraturas.

19:119-30. Jung RE.com. Adatia ND. Experimental zirconia abutments for implant-supported single-tooth restorations in esthetically demanding regions: 4-year results of a prospective clinical study. previsibilidade e estética. Nothdurft F. chega-se a um valor aproximadamente 40% e 25% menor quando comparado. Clin Oral Implants Res 2010.627 31270-901 – Belo Horizonte – MG Tel. ou os membros de nossas famílias. Esthetic index for anterior maxillary implant-supported restorations. o planejamento cirúrgico-protético de cada caso ainda é o fator mais fundamental para o sucesso clínico e estético na terapia com implantes.. Milleding P. J Oral Maxillofac Surg 2009. Aboushelib MN. Kim S. In: Francischone CE. A systematic review of the 5-year survival and complication rates of implant-supported single crowns. Rossi Iommetti P. Brewer JD.Part I. São Paulo: Editora Santos. Tan PL. Apesar dos pilares personalizados em zircônia apresentarem vantagens estéticas sobre os pilares protéticos metálicos. Pjetursson BE. 10. Juodzbalys G. Clinical outcome study of customized zirconia abutments for single-implant restorations. 11. Fracture resistance of yttria-stabilized zirconia dental implant abutments. Schärer P. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.35:819-26. Nakamura K. Doppler KE. Int J Prosthodont 2009. Cooper LF. Kanno T.11:68-9. J Prosthet Dent 2006. 3. de Carvalho PSP.67:74-8. 20.90:325-31. Jung RE. Conclusão A personalização do pilar pré-fabricado em zircônia por meio de acréscimo de cerâmica prensada proporcionou a resolução protética do presente caso clínico. Edelhoff D. Holderegger C. 5.20:802-8. Erdelt KJ. Studer S. Próese sobre implantes – planejamento. Raffaelli L. Sumaré/ SP) ou MAD-MAM Zirkonzahn (Zirkonzahn GmbH. J Periodontol 2010. Randomized-controlled clinical trial of customized zirconia and titanium implant abutments for single-tooth implants in canine and posterior regions: 3-year results. Eur J Esthet Dent 2007. Somando-se o custo do pilar pré-fabricado ao procedimento laboratorial de desgaste.81:34-42.Relato de Caso Clínico Caderno Científico cerâmica prensada alcançaram níveis de resistência à fratura significativamente maiores que pilares em zircônia. Recebido em: jan/2011 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Allyson Nogueira Moreira (Faculdade de Odontologia UFMG) Av. biológicos e de estética. Single-tooth implant reconstructions: esthetic factors influencing the decision between titanium and zirconia abutments in anterior regions. Romberg EE. Manicone PF. Yildirim M. Thomas GW. Glauser R. Clin Oral Implants Res 2008. Gais. Glauser R. a um pilar personalizado pelo sistema CAD-CAM Lava (3M Espe do Brasil Ltda. Zembic A.8(3):371-5 375 . Nota de esclarecimento Nós. os autores deste trabalho. 21.18:17-22. respeitando os princípios mecânicos. 7. Nothdurft FP.5:29-36. Itália). Sailer I. não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Int J Oral Maxillofac Implants 2010.25:991-8. Ingber A.23:299-309. Driscoll CF. Khraisat A. Dunne JT Jr. J Prosthet Dent 2004. Esthetic high-strength implant abutments . J Esthet Dent 1993. The effect of all-ceramic and porcelain-fused-to-metal restorations on marginal peri-implant soft tissue color: a randomized controlled clinical trial. J Prosthet Dent 2009. Prestipino V. J Prosthet Dent 2003. não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties. 18. Pospiech PR. Zirconia as a dental implant abutment material: a systematic review. Ortengren U. 4. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Thompson JY.95:444-9.2:296-310. Park SW. 12. Pilares estéticos cerâmicos. 14. 2008.17:285-90. Int J Periodontics Restorative Dent 2008.86. Zwahlen M. Wang HL. respectivamente. Hämmerle CH. 15. Sailer I. Keenan AV. Sailer I. 6. Ceramic implant abutments: cutting efficiency and resultant surface finish by diamond rotary cutting instruments.28:357-65. Siegel S.p. Antonio Carlos. Levenson D. ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área. não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. 2. por exemplo. Marx R.: (31) 3409-2456 dangelogatil@terra. Jung RE. An esthetic comparison of a metal ceramic crown and cast metal abutment with an all-ceramic crown and zirconia abutment: a clinical report.20:489-93. sobre-enceramento e injeção da cerâmica. The positive relationship between excess cement and peri-implant disease: a prospective clinical endoscopic study. 9.101:226-30. O sistema MAD-MAM é extremamente sensível à técnica. Suter A.21:857-65.80:1388-92. Bergler M. J Prosthodont 2009. 19. Salienta-se ainda que alguns sistemas CAD-CAM necessitam de uma base (adaptador) metálica que é silicatizada e cimentada adesivamente ao pilar cerâmico. Knauber AW. Prefabricated zirconium dioxide implant abutments for singletooth replacement in the posterior region: evaluation of peri-implant tissues and superstructures after 12 months of function. com custo reduzido quando comparado aos pilares personalizados pelo sistema CAD-CAM. J Periodontol 2009. sendo dependente de qualidade e treinamento do técnico. Holst S. 8. Hämmerle CH. Salameh Z. Influence of artificial aging on the load-bearing capability of straight or angulated zirconia abutments in implant/tooth-supported fixed partial dentures. Int J Prosthodont 2007. Sailer I. Lang NP. Fischer H. Canullo L. Schibli M. Are ceramic and metal implant abutments performance similar? Evid Based Dent 2010. In vivo fracture resistance of implantsupported all-ceramic restorations. Comparison of fracture resistance of pressable metal ceramic custom implant abutments with CAD/CAM commercially fabricated zirconia implant abutments. Mattiola A. Blatz MB. não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Zirconia abutments for single-tooth implantsrationale and clinical guidelines. 13. 17. Block MS. Monaco EA Jr. Zembic A.br Referências 1. 6. 22. nem trabalhamos como testemunha especializada. Thompson G. sendo que em nenhum espécime houve fratura prematura entre o metal e a cerâmica injetada22. Faria R. Kim HI. Jung RE. Bayne SC. Wohlwend A. Bottino MA. J Dent 2007. Clin Oral Implants Res 2009. An overview of zirconia ceramics: basic properties and clinical applications. 16. Int J Prosthodont 2004.91:215-8. Zirconia implant abutment fracture: clinical case reports and precautions for use.22:616-9. Nós. Int J Prosthodont 2010. Hämmerle CH. Zembic A. Pospiech P.

thereby later achieving the secondary stability as a consequence of the osseointegration process. nove apresentaram ausência de osseointegração resultando em um índice de sucesso de 97. *Especialista em Implantodontia – Funorte/Soebrás/Passo Fundo/RS. Unitermos – Implantes osseointegrados.8(3):377-80 377 . Key Words – Dental implants. alcançando-se assim a estabilidade secundária e. através de contratorque de 25 Ncm2 no momento da cirurgia de reabertura para colocação de cicatrizadores.57%. This study aimed to evaluate the presence of secondary stability of 370 implants placed in the postgraduation course of Implantology. **Especialista em Implantodontia – Unoesc/Joaçaba/SC. Unoesc/ Joaçaba/SC and Funorte-Soebrás/Passo Fundo/RS. Lages/SC e Passo Fundo/RS. Mestre em Implantodontia – Unisa/SP. Dos 370 implantes.57%. O presente trabalho visou avaliar a presença de estabilidade secundária em 370 implantes instalados nos Cursos de Especialização em Implantodontia (Unoesc/JBA e Soebrás-Funorte/Passo Fundo). Lages/ SC e Passo Fundo/RS. Success evaluation was made through the counter-torque movement of 25 Ncm. representa um dos mais importantes fatores para que os mecanismos de reparação óssea sejam processados. The implants that could stand the movement were considered osseointegrated. Osseointegration. *****Coordenador dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. ***Especialista em Implantodontia – PUC/RS. denominada de estabilidade primária. Secondary stability. ****Coordenador das disciplinas de Cirurgia Bucomaxilofacial e Patologia Bucal do Curso de Graduação em Odontologia – Unoesc/SC. Doutor em Estomatologia – PUC/RS. Estabilidade secundária. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Osseointegração. ABSTRACT Dental implant stabilization at the time of surgical placement. represents one of the most important factors for bone repair mechanism.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Avaliação da estabilidade secundária de 370 implantes consecutivos do Sistema Conexão Evaluation of secondary Stability of 370 dental implants – Conexão System Luciele Boiaski da Silva* Wilson Pogere** Estevo D`Agostini Derech*** Marcelo Carlos Bortoluzzi**** Rafael Manfro***** RESUMO A estabilização dos implantes osseointegrados no momento de instalação cirúrgica. como consequência desse processo. called primary stability. Doutorando em Implantodontia – SLMandic/SP. Nine of the 370 implants showed no osteointegration resulting in a success rate of 97. Professor dos cursos de especialização em Implantodontia – Soebrás Funorte/Florianópolis/SC. seja alcançada a osseointegração.

Das nove perdas.Impladent . 46 implantes foram instalados com auxílio de técnicas de levantamento de seio maxilar e 32 foram instalados após reconstruções com enxerto em bloco. Os que não suportaram o torque foram removidos e submetidos a um novo tratamento de acordo com as necessidades de cada caso. ausêncolocação cia de estabilidade secundária11.4-7. da remodelação óssea e da superfície dos implantes1. O paciente mais idoso apresentava 77 anos e o mais jovem 19 anos. além de discutir fatores como comprimento e 151 retornaram diâmetro dos implantes. e outro na Funorte/Soebrás em Passo Fundo/RS.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R Introdução A estabilidade primária e a secundária são resultados da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados e. Nenhum destes implantes foi perdidos. Metodologia Seleção dos pacientes Entre março de 2007 e fevereiro de 2010. Análise estatística Os resultados foram avaliados com o programa Bioestat 5-0. da região a ser reabilitada e da estabilidade primária. A estabilidade primária depende fundamentalmente da qualidade óssea. Os implantes aguardaram o período de osseointegração que variou de 60 a 180 dias dependendo da superfície do implante. fundamentais para a realização da reabilitação protética1. qualidade óssea e suas repercussões nos resultados. e o Curso de Especialização em Implantodontia da Unoesc/Joaçaba/ SC e que apresentavam perdas dentárias com indicação para reabilitação com implantes osseointegrados foram incluídos no estudo. Diversos fatores devem ser levados em consideração para obtenção do sucesso destas fases de tratamento8. A secundária depende da estabilidade primária. Estes pacientes foram submetidos a 370 implantes. Destes pacientes. utilizando o Teste do Qui-quadrado Partição. Após enceramento progressivo foi realizado um planejamento cirúrgico-protético. observou-se presença ou ausência de mobilidade do implante através de torque de 25 Ncm2 com torquímetro protético e chave de catraca para instalação dos implantes. Para avaliar esta estabilidade. Foram realizadas radiografias periapicais de todos os implantes previamente a reabertura. os implantes. 108 eram do sexo feminino e 43 do masculino. Os implantes foram selecionados baseados na disponibilidade óssea de cada caso e no espaço mésiodistal para realizar a reabilitação. seguida da análise de resíduos. Após este período foi realizada a reabertura e os implantes submetidos a um contratorque de 25 Ncm2.4. Isto se Dos pacientes deve ao fato que este osso permite menor estabilidade primária. Implantes que suportaram a força foram considerados portadores de estabilidade secundária e. núcleo Passo Fundo. com sucesso. 151 retornaram para a realização das próteses sobre os implantes. sete ocorreram em pacientes do Procedimentos cirúrgicos e protéticos Após avaliação sistêmica foram requisitados modelos e exames por imagens. localização da instalação para a realização das fixações. clinicamente. já que diversos trabalhos mostram índices de sucesso inferiores em osso Tipo IV1-2. Casos que necessitavam reconstrução em bloco foram realizados com enxertos autógenos e casos que necessitavam de levantamento de seio maxilar foi utilizado hidroxiapatita reabsorvível (Osteogen . pacientes que procuraram o Curso de Especialização em Implantodontia no Instituto da Ciência e da Saúde – ICS – Funorte/Soebrás. fumantes de mais de 20 cigarros/dia e diabéticos descompensados foram excluídos da pesquisa.9-10. portanto. Cerca de 32% dos implantes que realizaram que mostraram estabilidade inicial baixa não cirurgia para apresentaram osseointegração. Sinais clínicos como dor e infecção relacionadas ao implante também foram avaliadas. das próteses sobre de preenchimento. portanto. portanto. Resultados Dos pacientes que realizaram cirurgia para colocação de implantes nos Cursos de Especialização em Implantodontia. Este trabalho teve como objetivo avaliar a de implantes estabilidade secundária dos implantes do Sisnos Cursos de tema Conexão instalados pelos alunos de dois cursos de especialização em Implantodontia. A qualidade óssea parece ser o principal. sendo que nove não apresentaram osseointegração durante a reabertura. Avaliação dos resultados Os resultados tiveram como objetivo avaliar a estabilidade secundária dos implantes osseointegrados. Pacientes que apresentavam contraindicação absoluta ao tratamento. Especialização em um deles realizado na Unoesc em Joaçaba/SC Implantodontia.8(3):377-80 . da técnica cirúrgica e do implante1-3.EUA) como material 378 REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

0 mm). Quanto a idade.57% Diâmetro do implante 3. enquanto que os implantes foram classificados por diâmetro e comprimento.98% 92.00% 97. Discussão Com relação aos pacientes atendidos.001. que é composta por uma sucessão de eventos biológicos. e pela superfície do implante. também foram utilizadas como critérios de sucesso. maxila posterior. é determinada pela formação. resultando em índice de sucesso de 95. seguida da análise de resíduos). respectivamente). Foram também classificados quanto a qualidade óssea em Tipo I. A Tabela 3 apresenta os resultados de acordo com o local de instalação dos implantes. além de radiolucidez peri-implantar. todos os implantes que falharam foram instalados em pacientes entre 37 e 43 anos.0 e 4. A Tabela 1 apresenta a descrição dos implantes referentes ao diâmetro e seus respectivos números de perdas. 4.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico TABELA 1 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR TAMANHO E DIÂMETRO ALÉM DO NÚMERO DE PERDAS.56% 100% 99.75 4. região de instalação e qualidade óssea.005. é dependente da qualidade óssea.87%. convencionais (10. A estabilidade secundária. regular (3.57% R iã t i d Região posterior da maxila apresentou perda significantemente maior que as d i regiões il t d i ifi t t i demais iõ (Teste do Qui-quadrado Partição p = 0. Maxila anterior Maxila posterior Mandíbula anterior Mandíbula posterior Total 98 94 46 132 370 1 7 0 1 9 98.3 5. pois se o implante resiste a um torque dessa magnitude ele poderá receber uma reabilitação protética. A estabilidade primária e a secundária são o resultado da primeira fase do tratamento com implantes osseointegrados. Atualmente. que é exclusivamente mecânica4.8(3):377-80 379 .3 mm) e largo (5. Em relação aos tamanhos. Deve-se levar em consideração o pequeno número instalado em cada um dos diâmetros.3 3. que por sua vez é influenciada pelos fatores locais e sistêmicos inerentes ao paciente. Os implantes convencionais e longos apresentaram índice de sucesso de 97.0 4. A ausência de dor e infecção. III e IV. seguida da análise de resíduos).6. A Tabela 2 apresenta os resultados referentes aos implantes e a qualidade óssea durante a instalação cirúrgica. II.57%. mandíbula anterior e mandíbula posterior). a literatura apresenta implantes curtos com índice de sucesso semelhante aos de maior comprimento12-16. No momento em que foi analisado o diâmetro dos implantes.25% 97. cone-morse. O principal critério para avaliação da estabilidade secundaria foi a aplicação de um contratorque de 25 Ncm2 com auxílio de torquímetro protético. Vários autores afirmam que para se obter estabilidade secundária é determinante que se tenha estabilidade primária e o sucesso de ambas é a condição necessária para a realização da reabilitação protética1-2. implantes de diâmetro reduzido foram apenas cinco. os implantes foram classificados pelas regiões de instalação (maxila anterior. Neste trabalho foram instalados 23 implantes de 8.89% 98. que pode aumentar a interface osso/implante1. 151 retornaram para realizar a prótese permitindo assim a avaliação da osseointegração secundária durante a reabertura.84% 98. 11. A li- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. A estabilidade primária.5 mm de comprimento). calcificação e remodelação óssea. Este critério foi utilizado. formatos cilíndricos e cônicos e apresentaram sucesso de 97. Os pacientes foram classificados quanto a idade e o gênero. foram classificados também em curtos (8.5 e 13 mm) e longos (15 e 18 mm). há diâmetros pequeno (3.78% Total 100% 100% Diferença significativa do osso Tipo IV em relação aos demais grupos (Teste do Qui-quadrado Partição p < 0.5 mm de comprimento com apenas uma perda.4. Quanto à localização. hexágono interno.64% 80.6. Este fato deve-se principalmente a evolução da geometria e da superfície dos implantes. enquanto que os de diâmetro largo foram 11. técnica cirúrgica e desenho do implante1-4.66%.75.27% 97. TABELA 3 – IMPLANTES LOCALIZADOS POR REGIÃO E SEUS ÍNDICES DE SUCESSO gênero feminino e duas no gênero masculino. SEPARADOS PELO DIÂMETRO DOS IMPLANTES TABELA 2 – DESCRIÇÃO DOS IMPLANTES POR QUALIDADE ÓSSEA E SEU RESPECTIVO ÍNDICE DE SUCESSO Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV 24 179 147 20 370 1 2 2 4 9 95. tanto os de diâmetro reduzido quanto de diâmetro largo apresentaram 100% de sucesso. tinham conexões de hexágono externo.4.3 mm). Os implantes avaliados apresentavam superfície tratada por ataque ácido e por anodização (Poruos e Vulcano Active.0 Colocados 5 256 90 8 11 Perdidos 0 7 2 0 0 Índice de sucesso 100% 97.

11:1-9. Ann Periodontol 2000. Clin. QuirynenM.22:736-42. J Oral Maxilofac Surg 2010. Jaffin RA. Sahlholm S. Sanz M. os índices de sucesso teriam mudado. 6. Res 2010. 24. 25.22:743-54. 4. Periodontology 2000 2008. Sennerby L.21:296-307.18:894-904. Jemt T. Diagnosis of implant stability and its impact on implant survival: a prospective case series study. Além do pequeno número de implantes. Five-year clinical evaluation of short dental implants placed in posterior areas: A retrospective study. Lima JHC. Private practice results of dental implants. Buchler P.da Silva LB • Pogere W • Derech ED • Bortoluzzi MC • Manfro R teratura demonstra índices de sucesso entre 97 e 99%17-20.44%. Berg KHL. Friberg B.78:52-8. Sotiriadou S. Jaffin.25:321-8. Improving osseointegration of dental implants. na maxila. Grossmann Y. Bone density at implant sites and relationship to assessment of bone quality and treatment outcome. Oral Impl. Osseointegrated implants in the treatment of partially edentulous patients: a preliminary report study on 876 consecutively placed fixtures. Lewis E. deve-se considerar que três dos quatro implantes perdidos foram no mesmo paciente e na mesma região posterior da maxila. Santos MV.: (49) 3521-3080 manfroimplante@hotmail. Tawil G. Neugebauer J. 2. Estes resultados são compatíveis com os relatados por outros autores8. Res 2010. Biological factors contributing to failures of osseointegated oral implants.001 89600-000 – Joaçaba – SC Tel. Local risk factors for implant therapy. 8. Int J Oral Maxillofac Implants 2007. Koh KJ. Younan R. pois na maioria das vezes as perdas são multifatoriais. XV de novembro. 17.24(Suppl):28-38.106:527-51. Multicenter retrospective analysis of wide-neck dental implants for single molar replacement. State of the art of oral implants. enquanto que outros trabalhos relatam que implantes de diâmetro largo apresentam índices entre 73% e 99%19. Andía I. Park SH.47:15-26. bastante inferior quando comparado com os de melhor qualidade. Thomsen P. Kraut RA. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. 10.4:211-7. Aracil L. Ersanli S. Bergkvist G. Beagle JR. 380 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Também permitiu concluir que tamanho e diâmetro dos implantes não influenciam no sucesso. Morris HF. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Albrekson T. Se compararmos os maxilares.24:1083-92. Corpas L. 14.21:255-61. Ozdemir T. Wang HL Methods used to assess implant stability: current status. A qualidade óssea também demonstrou resultados semelhantes aos observados na literatura. Lekholm U. Moraes M. Adell R. Bolukbasi N. 5. 7. Oral Impl. 11. o índice de sucesso foi de 95. fatores individuais pertencentes ao paciente podem ter interferido no resultado. Influence of diameter and length of implant on early dental implant failure. Evaluation of 316 narrow diameter implants followed for 5–10 years: a clinical and radiographic retrospective study. 9. Apesar da pequena estabilidade inicial obtida durante a instalação dos implantes. Keller W. 16. J Periodontol 2008. Anitua E. and radiological evaluation of an experimental implant design with a high insertion torque. Olate S. enquanto que na mandíbula foi de 99. Elias CN. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Implant Dent 2004. 23. Klintstrom E. Piatelli A Lezzi G. Berman CL. Int J Oral Maxillofac Implants 1991. Nicol A. 12. 13. Histological. Aguirre JJ. Early failures in 4641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage I surgery to the connection of completed prostheses. Arisan V.21-22. Lindh C. Degedi M. Moreira RWF. Orive G. Analisando os dados pode-se observar que se o paciente em que foi perdido três implantes fosse descon- siderado do estudo. Hirsch JM. Duyck J. Implant survival to 36 months as related to length and diameter. Elias CN. Levin L. Mechanical stability of immediately loaded implants with various surfaces and designs: A pilot study in dogs. Clem DS.24:1006-14. Piatelli A. Carinci F. Ganeles J.67:713-7. Vermeiren S. Weinlander M. Eur J Oral Sci 1998. Martin W. Mazzonetto R. Quantifying the influence of bone density and thickness on resonance frequency analysis: An in vitro study of biomechanical test materials. Vandamme K et al. Oral Impl.com Referências 1. Ochi S. Int J Oral Maxillofac Implants 1989. Lekovic V. Outcomes of placing short dental implants in the posterior mandible: A retrospective study of 124 cases. Zoeller JE. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Lyrio MCN. Lekholm U. Degidi M. 15.77:2080-3. Wide-diameter implants: Anlysis of clinical outcome of 304 fixtures. machined-surface implants followed for 12 to 92 months.79:49-54. Res 2010. Kourtis SG. Jemt T. J Oral Maxillofac Surg 2009. Int J Oral Maxillofac Implants 2007.68:414-9.79:42-8. 21. Int J Oral Maxillofac Implants 2010. Clinical of narrow diameter implants: A retrospective study of 510 implants.84%. Clin. Sader P.6:142-6. Voliotis S. Grant BT. 19. Clin. Winkler S. The excessive loss of Branemark fixtures in type IV bone: a 5. 22. Ogawa T. Challas A.23-25.62:2-4. Esse fato deve-se a uma qualidade óssea inferior nesta região.year analysis. Expert Rev Med Devices 2010. Meirelles L. enquanto que osso de baixa qualidade apresentou o maior índice de perda. Recebido em: set/2010 Aprovado em: mar/2011 Endereço para correspondência: Rafael Manfro Av. Atsumi M.7:241256. Carinci F. 18. Conclusão Este estudo permitiu concluir que os implantes Conexão permitiram um índice de osseointegração semelhante aos descritos na literatura. Levine RA. 20. A retrospective evaluation of 1387 single-tooth implants: A 6 year follow-up. Hallermann W. Implantes instalados em osso Tipo IV apresentaram índice de sucesso de 80%. Estes implantes apresentaram estabilidade primária entre 10 e 15 Ncm2.8(3):377-80 . Wennerberg A. principalmente no que se refere a qualidade óssea e a localização. Martin C.21:877-84. Pancko FX. J Periodontol 2006. Rodrigo D. J Periodontol 1991. Esposito M. Clinical evaluation of short. Clinical Implant Dentistry and Related Research 2009. 3. J Periodontol 2008. A região posterior da maxila apresentou índice de sucesso menor que as demais regiões. histomorphometrical.13:373-85. Bardyn T. Definir com precisão as causas das perdas é quase impossível. 371-1. Lekholm V. J Periodontol 2007. Gedet P. The effects of superficial roughness and design on the primary stability of dental implants.5:22-31.

the surgical procedure itself remains traumatic and economically not available to certain patients. **Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. definindo o conceito da Osseointegração. Carga imediata. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Cirurgia atraumática. However. Uma alternativa social Long-term use of temporary dental implants: a social alternative Marcelo Yoshimoto* Marcos Barbosa Salles** José Cássio de Almeida Magalhães*** Gabriela Traldi Zaffalon**** RESUMO A Implantodontia experimentou grandes avanços ao longo de mais de 40 anos quando o professor Brånemark orientou a primeira cirurgia em paciente. ***Doutor em Radiologia – Fousp. zygomatic fixations. Professora Coordenadora do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP. cirurgias guiadas por computador e outras inovações. este trabalho objetivou relatar três casos clínicos com a utilização de implantes temporários em caráter definitivo para estabilização imediata de prótese total inferior. Atraumatic surgery. reestablishing confidence to completely edentulous patients immediately after the implant placement. diminishing surgical trauma and treatment costs. observou-se novas metodologias como carga imediata. *Pós-doutorado em Biomateriais – Centro de Ciências e Tecnologia de Materiais do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen-USP. o procedimento cirúrgico em si continua cirurgicamente traumático e economicamente inacessível para certas camadas da população. implantes zigomáticos. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. Edentulous patients. diminuindo o trauma cirúrgico e o custo do tratamento. the “All-on-four” concept. São Leopoldo Mandic e Unib/SP. Neste contexto. Edentulismo. Mestre e doutor em Ciências – ICB/USP. ****Mestre em Periodontia – SLMandic. all on four. Unitermos – Implantes dentais temporários. Professora de Periodontia – Unicastelo e Universidade São Francisco/Bragança Paulista. Professor do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. new methodologies as immediate loading. Professor coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia – Unicastelo. Since then. ABSTRACT Implantology has experienced a great technological advance in the latest 40 years since Professor Brånemark oriented the first surgical procedure in a patient defining the concept of Osseointegration. computer-guided surgery and other innovations have been presented. devolvendo a segurança e a confiança de pacientes totalmente edêntulos imediatamente após a instalação dos implantes. Entretanto. Professor do Mestrado em Bioodontologia – Unib. This article aims to relate three clinical situations with temporary implants used as long-term implants for immediate stabilization of inferior full denture prostheses. Desde então. Key Words – Temporary dental implants.Relato de Caso Clínico Caderno Científico Implantes temporários em caráter definitivo. Professor coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia – Unicastelo/SP. Immediate loading.8(3):383-7 383 .

a satisfação da paciente. diminuindo o número de inferior. especialmente aqueem caráter definitivo oferecendo estabilidade imediata à le portador de uma prótese total mucossuportada inferior. sendo desnecessária a utilização de componentes protéticos e consequentemente não requer uma supraestrutura metálica. O objetivo deste trabalho foi apresentar três casos clínicos onde os mini-implantes temporários foram utilizados em caráter definitivo Figura 2 como pilares de estabilização de sobredentaRadiografia panorâmica de cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo duras inferiores. Foram instasegurança na utilização de sua prótese3. as maiores Caso clínico 1 Paciente AGO. portadora de edentulismo total superior e tratamento1-3. se depara com a falta de estabilidade que o leva a buscar A paciente fez opção pelos implantes temporários em alternativas pouco eficazes.5 mm A melhor opção para o quadro clínico destes pacienx 13. 384 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. menor custo reembasamentos na tentativa de obter maior conforto e e rapidez em se obter estabilização da prótese. Entretanto. 3) implantes temporários O paciente totalmente edêntulo. pois na maior parte das vezes não Nesta figura observam-se os mini-implantes instalados requer incisões no tecido mole e seu diâmetro na cavidade oral da paciente. Notar o bom aspecto do tecido mole ao redor dos implantes. conferindo estabilidade imediata da prótese melhor estabilidade das reabilitações protéticas. requer a abertura de retalho5-6. foram consultórios1. tornando este tipo de implante extremamente atrativo à população de baixa renda. como o uso de adesivos e caráter definitivo pelo menor trauma cirúrgico.8(3):383-7 . leucoderma.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais tes é a utilização de implantes que vão assegurar maior e (Figuras 1 e 2). Desta forma.Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT Introdução e Proposição Relato de Caso Clínico No contexto atual da Implantodontia. 2) implantes para as camadas mais pobres da população. protocolo ou uma sobredentadura. fixas ou removíveis. mas tal procedimento continua apresentando ofertadas à paciente três possibilidades de tratamento: 1) certo grau de morbidade e é financeiramente inacessível implantes em protocolo de carga imediata. O custo de sua execução é menor. na maior parte das vezes. por se tratar de um implante de corpo único. sexo feminino. Os implantes temporários desenvolvidos na década de 19907 têm recebido a autorização de entidades reguladoras de biomateriais para serem utilizados em períodos mais prolongados2.5 mm x 13. Após avaliação clínica e radiográfica. sejam elas total inferior e. impossibilitando o acesso ao paciente. dificuldades enfrentadas pelos pacientes continuam sencom saúde estável de acordo com anamnese e exames do a morbidade do procedimento cirúrgico e o custo do complementares. compareceu a clínica munida de uma radiografia consultas e consequentemente o tempo de espera nos panorâmica. o que torna o procedimento mais traumático e o custo dos implantes e da estrutura protética são igualmente elevadas. 81 anos. é menor do que a maioria dos implantes disponíveis no mercado. Este trabalho obedece às normas do Comitê de Ética em pesquisas da Unicastelo segundo o protocolo Nº 2130-2350/08. Os implantes de carga imediata4 trouxeram uma nova inferior. Ø 2.0 mm de comprimento entre os forâmenes mentuais. descontente com a estabilidade de sua prótese total perspectiva para os pacientes. lados cinco implantes MDL (Intra-lock) medindo Ø 2. especialmente se este for idoso e aposentado. prótese total inferior da paciente. em protocolo de carga tardia. a instalação de implantes O pós-operatório transcorreu satisfatoriamente sem dor ou para a reabilitação oral por meio de uma prótese fixa tipo edema. aumentando o índice de satisfação da paciente. estes implantes se apresentam como uma alternativa menos Figura 1 invasiva. consequentemente.

. Radiografia Panorâmica inicial da paciente denotando boa altura óssea. Figura 5 Instalação de quatro implantes de Ø 2. por ser um procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1. porém. por meio de uma fresa única Ø 1. infiltrações complementares em vestíbulo e sobre a crista da margem óssea. para a instalação de quatro implantes (Figura 5) de Ø 2. Descrição da técnica Após anamnese. onde lhe foram apresentadas as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior. exame clínico auxiliado por radiografias panorâmicas. para a instalação de quatro implantes (Figura 4) de Ø 2. compareceu à clínica munida de radiografia panorâmica. satisfeita com sua prótese total superior. c) implantes temporários em caráter definitivo. compareceu com uma radiografia panorâmica (Figura 3) à clínica. confecção de novas próteses totais superiores e inferiores e medicação pré-operatória dos pacientes. Após a antissepsia. é agendado o procedimento cirúrgico. b) protocolo inferior com carga tardia.0 mm de comprimento MDL(Intra-lock).Relato de Caso Clínico Caderno Científico Caso clínico 2 Paciente DP 82 anos. com carga imediata.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). o que se mostra de fundamental importância para garantir a manutenção do eixo de inserção da prótese e a axialidade das forças mastigatórias. com saúde estável. b) protocolo inferior com carga tardia. em terceiro.5 mm x 13.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). com carga imediata. sempre observando o paralelismo entre os pilares. transmucoso a “céu fechado” (sem incisão). procedimento rápido com a utilização de uma única fresa de Ø 1.2 mm. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos. ansiosa com relação aos tratamentos Odontológicos. Os nichos são realizados inicialmente pelos implantes distais. Procede-se a confecção do nicho cirúrgico dos implantes. para uma melhor distribuição dos mesmos entre os forâmenes mentuais. Os implantes apresentam corpo único maciço com Figura 4 Quatro implantes instalados de Ø 2. descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior.000 (DFL). onde lhe foram apresentadas Caso clínico 3 Paciente EMGF.2 mm. seguidos pelos implantes medianos. c) implantes temporários em caráter definitivo.8(3):383-7 385 .5 mm x 13. utilizando articaína 4% com epinefrina 1:100. A opção da paciente foi pelos implantes temporários em caráter definitivo.2 mm (Sistema MDL. sexo feminino.5 mm x 13. sexo feminino.0 mm de comprimento MDL (Intra-lock). em segundo pelo fato de ser menos traumático pela não necessidade de incisões e suturas. descontente com a estabilidade de sua prótese total inferior. satisfeita com sua prótese total superior. em primeiro lugar pelo menor custo. porém. as possibilidades de tratamento: a) protocolo de carga imediata inferior. em segundo pelo fato de ser menos invasivo pela não necessidade de incisões e suturas. 60 anos. em primeiro lugar pelo menor custo.5 mm x 13. com saúde estável. leucoderma. Figura 3 Segundo caso. leucoderma. realiza-se a técnica anestésica de bloqueio na emergência dos forâmenes mentuais. Intra-lock). A paciente optou pelos implantes temporários em caráter definitivo. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

retida por implantes. sem dor.Yoshimoto M • Salles MB • Magalhães JCA • Zaffalon GT tratamento de superfície e conexão protética do tipo “bola” para próteses removíveis com retenção em o’rings. sem edema ou ocorrência de hemorragias. É importante ressaltar que a maior indicação para este tipo de terapia se dá na região anterior da mandíbula sendo que a experiência obtida. porém. O caso supracitado tem acompanhamento médio de três anos onde os pacientes têm apresentado boa evolução clínica com a manutenção da estabilidade de suas próteses. não apresenta bom Figura 6 Captura das cápsulas metálicas contendo os o’ rings. para que não haja extravasamento da resina para a ferida cirúrgica que muito embora não tenha sido incisada ainda assim apresenta uma solução de continuidade. conferindo uma topografia de superfície dos implantes que propiciam melhor e mais rápida interação do tecido ósseo em relação à superfície dos implantes8-10. O fato de ser um implante de corpo único com uma cabeça portando uma conexão tipo attachment bola dispensa o uso de outros componentes protéticos e a confecção de uma estrutura de prótese. Inovações têm ocorrido em termos de tratamentos de superfície. que oferece vantagens sobre as outras técnicas por dispensar retalhos cirúrgicos6. mas muito embora algumas técnicas preconizem a não necessidade de se realizar um retalho6. A simplicidade da técnica deste tipo de implantes resulta em pós-operatório tranquilo. diminuindo o tempo de permanência na cadeira do cirurgião-dentista4. na captura. de estabilização da prótese. todas as cirurgias foram realizadas sem maiores intercorrências. A captura das cápsulas pode ser realizada por meio de resina acrílica quimicamente ativada do tipo Duralay (Figura 6). Uma vez instalados os implantes e. os mini-implantes temporários podem ser apresentados como uma alternativa segura11. o’rings. Neste aspecto. Na instalação dos implantes dos casos ilustrados. o correto posicionamento em oclusão de ambas as próteses (Figura 7). aqueles que mais sofrem com próteses totais sem estabilidade. Figura 7 Estética obtida pela prótese. 386 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. verificada a estabilidade inicial dos mesmos. realiza-se a prova da prótese inferior para se verificar a posição exata dos implantes e desgaste da área chapeável da prótese total. estes procedimentos são caros e estão fora do alcance socioeconômico de pacientes das classes mais pobres que são. por meio de resina acrílica quimicamente ativada. É importante que durante a captura das cápsulas seja realizado um isolamento da mucosa por meio de lençol de borracha. de forma a permitir a inserção dos implantes e a captura das cápsulas metálicas contendo os anéis de borracha.8(3):383-7 . barateando desta forma o tratamento do paciente. Todos os implantes tiveram boa estabilidade clínica durante sua instalação. Discussão A Implantodontia tem caminhado a passos largos em termos de desenvolvimento tecnológico e científico. As cirurgias guiadas por programas de computador6 conferem maior precisão na instalação de implantes. na maior parte das vezes. em casos de maxilas edêntulas. Outro passo importante durante a captura das cápsulas metálicas é a utilização da prótese superior para garantir. relatado pelos pacientes. devolvendo maior confiança ao paciente.

Full team approach for provisional stabilization of the edentulous implant patients. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Bressiani AHA et al. de Wild M. Brånemark Novum.Relato de caso clínico. Singer G. Akkaya M.15(1):1-4.com Conclusão Conclui-se através deste trabalho que os mini-implantes temporários. Protocolo para reabilitação bucal com carga imediata (Same Day teeth). Histomorphologic evaluation of Ti13nb-13Zr alloys processed via powder metallurgy. Journal of Oral Implantology 2001.24:137-42. Madow MI. Gottehrer NR. Biomed Mater. Uma perspective global.8(3):383-7 387 .20(7):1-4. Terzioglu H. W. ImplantNews 2008. V 2008. Trevisan Jr. Arcangeli P. 8. Prótese protocolo imediata sem barra . Optimização da energia livre da superfície e da hidrofilia através da modificação química das superfícies de implante miscroestruturadas de titânio. Bottino MC. Okabayashi S. custo quando comparados com alternativas de tratamento do edentulismo inferior. B. Scheideler L. Rupp F. 10. The use of a computadorized tomagraphy-based software program with a flapless surgical technique in Implant Dentistry: a case report. 280 – Jd. How to profit from implants. 3. Int J Oral Maxillofac Implants 2009. Rodrigues MR. Res. 5. The Richards Report 2002. Materials Science and Engineering C. Yoshimoto M. Coelho PG. Dentistry Today 1996. 6. Naval F.5(1):67-72. e se apresentam como uma alternativa socialmente viável. 9.: (11) 3735-8390 marcelo. quando utilizados em caráter definitivo. Henriques VAR. 2001. 2000. Olshanska N. Marotti J. Dentistry Today 2001. Brånemark. Scremin EI. Geisgerstorfer J. Adventures in Dentures. PI. Quintessence Editora.76(2):323-34. Mini dental implant insertion with the auto-advance technique for ongoing applications. de acordo com o consenso do grupo. Gillespie ES. Steflik DE. Ozan O. oferecem boa retenção e estabilidade de próteses totais acrílicas na mandíbula. 4. devolvendo confiança e segurança para pacientes totalmente edêntulos.28:223-7. Balkin BE. Revista ImplantNews 2007. 2. Vantagens do tratamento de superfície a laser em implantes dentais osseointegráveis. Pinheiros 05596-000 – São Paulo – SP Tel. A study in rabbits.yoshimoto@gmail. Mini dental implants: Enhancing Patient Satisfaction and Practice Income. König Jr.10(1):1-3.. Marechal Fiúza de Castro.4(5):537-41. Wieland M. por apresentar menor Referências 1. Bulard RA. A 2006. 11. J. Recebido em: jun/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência Marcelo Yoshimoto Av. Maluf PSZ. One case per day can equal $625. 7. Komatsu J.Relato de Caso Clínico Caderno Científico índice de sucesso devido à menor densidade óssea.27(1):32-7.000 per year! Dental Economics.

and cemented. sobretudo. clara divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. Unitermos – Implantes dentários. no que diz respeito à resistência a fratura. ABSTRACT Clinically. Necessitam-se investigações futuras para determinarmos se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas poderiam evoluir para alterações maiores comprometendo a longevidade dessas restaurações. the type of occlusal contact and the type of surface material antagonist with the occurrence of changes in screwed prostheses. Mestre em Materiais Dentários – FO/UFMG. no correlation between the location of AHPS. objetivando-se: identificar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses analisadas. **** Professor coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária – PUC/MG. The results of this investigation indicated: no statistical difference between the changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses. 390 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. determine if there was any relationship between the location of the accesses hole of prosthetic screw (AHPS) and type of occlusal contact regarding the strength of the crown. screwed and cemented prostheses have their proven success. embora trabalhos in vitro demonstrem a superioridade das próteses cimentadas. comparar os achados clínicos com os resultados dos testes laboratoriais revisados. *** Mestrado em Odontologia – Boston University/USA. Professor adjunto de Pós-graduação – FO-PUC/MG. especially regarding its resistance to fracture. a médio e longo prazos. Future investigations are necessary to determine whether the presence of irregularities in the occlusal surface of screwed implant-supported restorations could evolve to greater changes and compromise the longevity of these restorations at medium or long-term periods. implant-supported fused-to-metal prostheses Paulo César Rodrigues Véo* Élton Gonçalvez Zenóbio** Antônio Henrique Corrêa Rodrigues*** Paulo Roberto Gomes do Nascimento**** Marcos Dias Lanza***** RESUMO Clinicamente. Professor adjunto II – PUC/MG. and determine if there is agreement among those questions. tanto as próteses aparafusadas quanto as cimentadas apresentam sucesso comprovado. Dental prostheses retention. Prostheses and implants. determinando se existe concordância entre os mesmos.8(3):390-9 . Próteses e implantes.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Avaliação clínica da integridade da superfície oclusal em próteses metalocerâmicas aparafusadas e cimentadas Clinical evaluation of occlusal surface integrity in screwed. * Mestrando em Implantodontia – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Os resultados obtidos nesta investigação indicaram: não haver diferença estatística entre as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. ***** Doutor em Reabilitação Oral – USP/Bauru. de alterações oclusais em próteses aparafusadas. ** Professor adjunto III e coordenador do Mestrado em Implantodontia – PUC/MG. determinar se houve alguma relação entre a localização do orifício de acesso ao parafuso protético(OAPP) e o tipo de contato oclusal no que se refere à resistência da coroa. although some authors report in in vitro studies the superiority of cemented prosthesis. Este estudo avaliou 43 pacientes com um total de 116 próteses sobreimplantes (54 aparafusadas e 62 cimentadas) por um período de quatro meses a nove anos. clear divergence between our results and those presented in vitro studies reviewed. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do antagonista influenciou na ocorrência de alterações das próteses aparafusadas. This study evaluated 43 patients with a total of 116 prostheses (54 screwed and 62 cemented) during a period of 4 months to 9 years. Key Words – Dental implants. compare ours clinical findings with the results of laboratory tests. não haver correlação entre localização do OAPP tipo de contato oclusal e tipo de material da superfície do antagonista com a ocorrência . aiming to: identify and compare the prevalence (number and type) of changes in the occlusal surfaces of the analyzed prostheses. Retenção em prótese dentária. determine whether the type of occlusal material surface of the antagonist had any influence on the occurrence of changes in the occlusal surface of the screwedprosthesis.

tornouse necessário o conhecimento microscópico da interface osso/implante capaz de elucidar a efetividade da técnica. Sabe-se que são vários os motivos que podem contribuir para a fratura da porcelana no sistema metalocerâmica em geral. até a década de 1980. um dos principais problemas relacionados às próteses aparafusadas passa a ser o orifício de acesso ao parafuso protético já que. Estudos pioneiros realizados na Suíça. em contraposição ao único sistema de retenção existente até esse momento (retenção por parafusos). teve início a utilização de implantes dentários para suporte de próteses totais inferiores. em meados de 1970. No início dos anos 1990. Apesar dos resultados dos testes laboratoriais mencionados acima. houve grande opção por próteses implantossuportadas do tipo aparafusada. seja em próteses convencionais ou sobreimplantes. fratura nessa região. Revisão da Literatura O uso de implantes dentários em titânio foi descrito inicialmente em 1969 através de estudo realizado em cães8. Com sucesso clínico comprovado. segundo alguns autores6. Sendo assim. dois sistemas de união protética sobreimplantes encontravam-se disponíveis no mercado. contribuiu sumariamente para a utilização majoritária desses componentes durante longo período. Desde então. Com o passar dos anos e mediante a necessidade de reabilitações orais em pacientes parcialmente desdentados. encontramos as primeiras alternativas de retenção por cimentação no mercado mundial. com a introdução dos implantes ITI (Straumann. comparar os achados clínicos dessa avaliação com os resultados dos testes laboratoriais revisados neste estudo e determinar se existe concordância ou divergência entre os mesmos. maior sucesso clínico em pacientes totalmente edêntulos11. A partir da comprovação da viabilidade dos implantes osseointegráveis. alta resistência à compressão. Tal superioridade. no qual a ponta da cúspide do dente antagonista pode vir a ocluir no bordo do OAPP causando . O primeiro ser humano recebeu implantes na clínica do professor Per Ingvar Brånemark em Gotemburgo. novos desafios apresentavam-se relacionados à necessidade de reabilitação protética em Implantodontia. acelera o processo de fratura7. contraindicações. baixa resistência a forças de tração e cisalhamento e isso. Por esse motivo. as fraturas em próteses metalocerâmicas apresentam-se como a segunda maior causa de complicações pós-reabilitação protética em Implantodontia. As características químicas e físicas da metalocerâmica são amplamente conhecidas. novos conceitos restauradores REVISTA IMPLANTNEWS 2011. no ano de 19659. vantagens e desvantagens das próteses aparafusadas e cimentadas. historicamente. A utilização de próteses retidas por parafusos apresenta. esse material apresenta. associado a presença de irregularidades (frinchas) na superfície. a despeito de todos esses argumentos. Autores9 afirmam também que a apresentação do sistema de retenção por parafusos em reuniões científicas mundialmente reconhecidas. boa estabilidade química e biocompatibilidade7. A partir de então. resultados de estudos in vitro3-5 indicam a superioridade das próteses cimentadas quando comparadas com as aparafusadas. Esse aspecto é de grande relevância clínica. Waltham. fica clara a presença de divergência entre resultados de testes laboratoriais e as análises de estudos clínicos. como a Conferência de Toronto no Canadá em 1982.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Introdução Os altos índices de sucesso e previsibilidade das próteses aparafusadas e cimentadas1-2 fizeram da utilização desses dois tipos de restaurações opções confiáveis para a substituição de dentes ausentes. acredita-se que somente a presença do OAPP pode não ser o suficiente para ocasionar problemas na integridade da superfície oclusal das próteses aparafusadas. culminaram com a comprovação histológica da osseointegração e tornaram a utilização de implantes em titânio cientificamente aceitável10. Essas características explicam a grande preocupação com o padrão oclusal. pois pode influenciar de forma significativa os conceitos básicos de indicações e contraindicações. ainda segundo os autores mencionados anteriormente. com particularidades relacionadas a indicações. Evolutivamente. Contudo. determinar se o tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista influenciou ou não na ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas. vantagens e desvantagens pertinentes a cada tipo9. ao passo que a presença do orifício de acesso ao parafuso protético (OAPP) na superfície oclusal das aparafusadas tem sido associada a fraturas e considerada como um ponto fraco dessa modalidade. na Suécia. Todavia.8(3):390-9 391 . Este trabalho teve os seguintes objetivos: identificar e comparar a prevalência (número e tipo) de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas. determinar se houve alguma relação entre a localização do OAPP e o tipo de contato oclusal existen- te entre o dente antagonista e a prótese aparafusada no que refere à resistência da coroa. já que esse era o sistema de retenção preferencialmente demonstrado em cursos oferecidos por empresas pioneiras dos principais centros de pesquisa europeus (Nobelpharma e IMZ)9. estudos in vivo demonstram um desempenho similar quanto aos dois tipos de próteses1-2. como principal desvantagem. Embora ambas as formas de retenção apresentassem bom desempenho. deve-se ao fato de próteses cimentadas terem a superfície oclusal íntegra. Mass) no mercado norte-americano e dos componentes tipo cera-one produzidos pela companhia sueca Nobel Biocare. Porcelanas odontológicas são utilizadas como materiais restauradores em Odontologia devido à excelente qualidade estética.

agindo de forma a anular as melhores discrepâncias entre as superfícies protéticas superpostas. presença de custos compodemos citar: parativamente menores na obtenção de elementos. pela presença da película de cimento componentes. quando comparadas às próteses aparafusadas1. tendenciosamente. foram claramente observados maiores índices de fratura em espécimes cuja retenção era realizada por parafusos. incluindo. além facilidade de de melhor passividade de fabricação de encaixe3. já que esses chegam a ocupar dimensão superior a 50% de toda superfície oclusal3. pesquisadores afirmam que a capacidade de remoção encontrada nos sistemas protéticos retidos por parafusos proporciona grande vantagem no processo de manutenção das subestruturas. porém.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD sobreimplante foram implementados. Não houve correlação significativa entre a posição do orifício e o diâmetro protético com a resistência à fratura dos dois sistemas de retenção. é responsável pelo decréscimo na resistência estrutural da prótese aparafusada causando dúvidas quanto à durabilidade e confiabilidade clínica relativa à utilização deste tipo de retenção protética em Implantodontia4-5. o que pode comprometer grandemente o sucesso de tal sistema. a utilização de próteses cimentadas12-13. por proporcionarem menor desconforto ao paciente. suavizando problemas biológicos na interface osso/implante3. O primeiro grupo possuía próteses aparafusadas com orifício de acesso localizado na fossa central. No entanto. observouse a interferência ocorrida nos contatos cêntricos. através de análises clínicas. o último grupo. próteses cimentadas e mesa oclusal de 4 mm. comprometendo grandemente o bom prognóstico3. relatam a dificuldade na manutenção dos contatos oclusais ideais em próteses aparafusadas devido ao desgaste dos compósitos utilizados no selamento do OAPP especialmente .8(3):390-9 . Cada grupo foi submetido à carga axial e os valores máximos no momento da fratura protética foram obtidos. a presença do OAPP . Sobre esse aspecto. Como resultado. contatos também são citados como oclusais pontos positivos em próteses e melhor cimentadas. monstraram a capacidade de absorção de tensões pela camada de cimento em que os abutments cimentados apresentavam melhor capacidade de dissipação de forças axiais através do longo eixo do implante. a presença do orifício de acesso é um ponto de fragilidade oclusal e está diretamente correlacionado com o maior número de fratura ocorrido em próteses aparafusadas. Tendo em vista os resultados. confirma-se grande superioridade das próteses cimentadas. Dessa forma. a utilização de próteses cimentadas vem crescendo e tornando-se. as próteses cimentadas apresentam documentação científica relativamente pequena. Devido à introdução posterior do sistema de retenção por cimentação. dessa forma. sobretudo. proporcionando retenção ideal sem comprometimento dos princípios oclusais. quando a porcelana é o material de contato oposto. Nesse estudo. pesquisadores utilizaram 40 espécimes divididos em quatro grupos. opção de reabilitação de elementos unitários. segundo trabalhos in vitro. próteses aparafusadas com orifício de acesso ao parafuso 1 mm lingualmente a essa fossa. Assim. mecânicos e oclusais. os pesquisadores concluíram que os grupos 1 e 2 (próteses aparafusadas) apresentaram valores máximos de fratura muito menores do que aqueles encontrados nos grupos 3 e 4 (próteses cimentadas). Devido as necessidades estéticas e as vantagens relacionadas à integridade da superfície oclusal. alguns autores12 salientam que a dificuldade de remoção da prótese para possíveis reparos representa a principal desvantagem. como afirmam os autores dessas pesquisas. Como melhores contatos oclusais vantagens do e melhor estética12. Além de interferências oclusais. Em estudo laboratorial4. Após a promoção dos ciclos. os espécimes foram analisados através de observação microscópica e de forma tátil mediante o uso de sonda exploradora. Outros fatores. Por fim. laterais e protrusivos quando estão presentes irregularidades na superfície oclusal em razão da existência dos orifícios de acesso ao parafuso. Cada PPF foi submetida a 20 mil ciclos de carga axial. o segundo. mantém-se uma correta distribuição de forças paralelas ao longo do eixo do implante. em detrimento das próteses aparafusadas. Outras pesquisas5 testaram dois grupos de próteses parciais fixas (PPF) com cinco elementos suportados por três implantes (um grupo de dez próteses utilizando retenção por parafusos e o outro retido por cimentação). Pesquisas laboratoriais avaliaram o desempenho das duas modalidades protéticas no que se refere à integridade oclusal. Como vantagens do sistema de cimentação. As próteses aparafusadas seriam preferíveis ao se reabilitarem arcos totais. a falta de passividade entre os componentes e a presença do orifício de acesso podem causar problemas estéticos. cimentação. o terceiro apresentava próteses cimentadas e coroa com mesa oclusal de 5 mm. caso seja necessária a sua remoção16. 392 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Em estudo auxiliado por técnicas de computação foi demonstrada a grande interferência na mesa oclusal causada pela presença dos orifícios dos parafusos protéticos. Estudos in vitro 14 de12 estética . Outros autores15. tais como menor núsistema de mero de consultas clínicas. po demos citar: facilidade de fabricação de componentes.

43 pacientes (17 homens e 26 mulheres). Brasil). sendo que uma cópia ficou de posse do paciente e outra com o pesquisador.8(3):390-9 393 .Critérios utilizados para a exclusão de próteses Todas as restaurações que tiveram instabilidade na interface implante/intermediário (afrouxamento de parafusos). na eventualidade de um mesmo paciente ter mais de uma restauração no mesmo arco e/ou restaurações tanto no arco superior como no inferior.Critérios utilizados para a seleção das próteses Foram selecionadas próteses fixas (unitária e/ou parcial). Todo o processo de avaliação foi feito por um único avaliador e os seguintes materiais foram utilizados: • Instrumental clínico: sonda exploradora nº 5 (SSWhite/ Duflex.inc. . conforme o número de próteses existentes. Caso um mesmo paciente possuísse mais de uma prótese. 4 . dupla face.Avaliação dos pacientes e suas respectivas próteses Tomando como base os critérios de inclusão e exclusão citados anteriormente. foram chamados para terem a integridade da superfície oclusal de suas próteses avaliadas. Todos os pacientes receberam um termo de consentimento livre. com idade variando entre 29 e 66 anos. 6 . fio-dental (Johnson-Johnson. Na eventualidade de uma prótese parcial apresentar diferenças na análise dos dados clínicos (localização do orifício de acesso ao parafuso protético. Os pacientes foram cadastrados (dados referentes a sexo e a idade) e numerados de acordo com a sequência com que foram examinados e classificados. A classificação dos pacientes adotou o seguinte critério: pacientes apresentando uma prótese (CL1). somente as posteriores foram incluídas na avaliação. Parkell. Os seguintes critérios foram adotados para a seleção desses pacientes e de suas respectivas próteses: 1 . pinça Müller (Golgran. portadores de próteses de arco completo. SP Brasil) . padrão oclusal e/ou material da superfície dos antagonistas) entre seus elementos. • Material clínico: papel carbono interoclusal. tratados com próteses sobreimplantes. na eventualidade das próteses parciais englobarem coroas no quadrante anterior. tratados com próteses implantossuportadas fixas em metalocerâmica (unitárias e/ou parciais) e retidas por meio de parafuso e/ou cimento. as informações foram coletadas individualmente para cada prótese. ou seja.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Material e Métodos Os pacientes do Departamento de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG). para carbono e espelho clínico. foram triados para terem suas próteses avaliadas. Consideraram-se somente as restaurações cujos OAPP foram obturados com resina composta fotopolimerizável encontradas na região posterior da boca (molares e prémolares) e. as informações eram coletadas individualmente para cada prótese. 3 . O exame dos pacientes foi realizado na clínica de mestrado em Implantodontia do Departamento de Odontologia da PUC/MG. RJ. • Modalidade de retenção da prótese: a modalidade de retenção foi identificada como sendo aparafusada ou cimentada. 21 micra de espessura (AccuFilm. sendo que elas poderiam estar no mesmo arco ou em arcos opostos.USA). Todas as próteses foram numeradas e avaliadas individualmente. com ausência de dente(s) antagonista(s) ou apresentando perda da osseointegração não foram consideradas. 2 .Critérios utilizados para exclusão de pacientes Pacientes apresentando arco(s) totalmente edêntulo(s) (superior e/ou inferior). de forma clara. Nesse termo constaram. todos os esclarecimentos relativos a esta pesquisa. • Padrão de contato oclusal: a localização dos contatos oclusais foi avaliada com base nos seguintes critérios: cúspide antagonista ocluindo diretamente sobre o ori- REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 5 . a saber: molares e/ou pré-molares. SP Brasil).Critérios utilizados para inclusão de pacientes Pacientes com pelo menos um arco na região posterior da boca parcialmente edêntulo. essa prótese será considerada e desmembrada em elementos unitários. • Localização do orifício de acesso ao parafuso protético: a localização do OAPP foi classificada de acordo com o seguinte critério: coincidindo com o sulco central (Figura 1) ou fora do sulco central (Figura 2). pacientes apresentando duas próteses (CL2). • Localização da(s) prótese(s) no(s) arco(s): a localização das próteses no arco foi determinada de acordo com a região na qual se encontravam. NY. da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. • Modalidade protética: os seguintes critérios foram utilizados para a classificação da modalidade protética: prótese unitária e prótese parcial fixa (PPF). pacientes apresentando três próteses (CL3) e assim por diante. sendo conduzido por meio de avaliação clínica intraoral e preenchimento de formulário. esclarecido de acordo com a aprovação prévia do Comitê de Ética em Pesquisa – CEP (CAAE00380213000009).Parâmetros utilizados para exame e avaliação dos pacientes Os seguintes parâmetros foram utilizados para exame e avaliação dos pacientes: • Arco tratado: as próteses existentes foram classificadas de acordo com o arco na qual as mesmas foram instaladas (superior ou inferior).

as mesmas foram classificadas como: presença de irregularidades (critério utilizado somente para a avaliação das próteses aparafusadas) e presença de fratura (próteses aparafusadas e cimentadas). quando comparado com o restante da superfície oclusal (Figura 7). Figura 4 Padrão de contato oclusal fora do orifício de acesso ao parafuso protético. superfície alterada (situação na qual a ponta da sonda detecta um desnível entre a superfície da porcelana e a superfície da resina e/ou qualquer tipo de alteração sugerindo modificação na anatomia da coroa). 394 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. ou alterações que provoquem um desnível (afundamento) do material Figura 5 Padrão de contato oclusal na transição porcelana/resina. Figura 2 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético fora do sulco central. Alterações na cor ou percolação não foram consideradas como irregularidades. utilizado para vedar o orifício de acesso ao parafuso protético. fício de acesso ao parafuso protético (Tipo 1 – Figura 3) e cúspide do dente antagonista ocluindo fora do orifício de acesso ao parafuso protético (Tipo 2 – Figura 4).8(3):390-9 .Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD Figura 1 Prótese aparafusada com orifício de acesso ao parafuso protético no sulco central. esse foi considerado como Tipo 1. dentro do OAPP (Figura 5). ou seja. Na eventualidade do ponto de contato encontrar-se no limite de transição porcelana/material selador (resina). Figura 6. • Integridade da superfície oclusal da prótese: a avaliação da integridade da superfície oclusal das próteses foi feita deslizando-se a ponta da sonda exploradora sobre a superfície oclusal das mesmas e os seguintes critérios foram adotados para a coleta das informações: superfície inalterada (situação na qual a ponta da sonda desliza livremente sobre a interface porcelana/resina). Figura 6 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando abrasão na superfície da resina seladora. Figura 3 Padrão de contato oclusal sobre o orifício de acesso ao parafuso protético. a) Presença de irregularidades: foram classificadas como irregularidades a presença de qualquer tipo de desgaste (abrasão). Na ocorrência de alterações.

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b) Presença de fratura: entendeu-se por fraturas as alterações da anatomia da coroa devido ao desprendimento de material que reveste a superfície oclusal. Para as próteses aparafusadas foi especificada a região de ocorrência das fraturas, a saber: associada ao orifício de acesso ao parafuso (F1 – Figura 8), fora do orifício de acesso ao parafuso (F2 – Figura 9). liados quanto à presença de hábitos parafuncionais. Aqueles que apresentaram parafunção foram divididos em dois grupos: paciente utilizando placa (G1) e pacientes sem placa miorrelaxante (G2). 7 - Análise estatística O teste Exato de Fischer foi utilizado para se avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de fratura entre os grupos (prótese parafusada versus prótese cimentada). O teste G foi utilizado para avaliar a existência de diferença em relação à presença ou ausência de alterações na superfície oclusal entre os subgrupos de próteses aparafusadas, divididos de acordo com o material da superfície oclusal do antagonista e respectivos pontos de contato oclusal. Os testes estatísticos foram executados pelo software BioEstat versão 5.0 (Belém, Brasil).

Figura 7 Orifício de acesso ao parafuso protético apresentando perda parcial de material selador.

Resultados
Foram examinados 43 pacientes, com 120 próteses em função, por um período variando entre quatro meses e nove anos. Quatro próteses foram excluídas por não possuírem dente antagonista. Um total de 116 próteses (54 aparafusadas e 62 cimentadas) foi avaliado. Alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas e cimentadas Do total das 116 próteses examinadas, 105 tiveram a superfície oclusal sem modificações e 11 próteses (dez aparafusadas e uma cimentada), apresentaram alterações na superfície oclusal (Tabela 1). Das dez próteses aparafusadas com alterações, sete foram classificadas como sendo do tipo irregularidade (três coroas com abrasão e quatro com perda de parte do material obturador ou afundamento do mesmo) e três apresentaram fraturas. Nenhuma das fraturas estava relacionada com o OAPP Apenas uma prótese cimentada . teve fratura em sua superfície oclusal (Tabela 2). Todas as fraturas identificadas, tanto nas próteses aparafusadas como nas cimentadas, ocorreram na porcelana em si e em nenhum caso a estrutura metálica foi exposta. Influência da localização do orifício de acesso ao parafuso protético e padrão de contato oclusal na resistência das próteses aparafusadas A avaliação da localização do orifício de acesso ao parafuso protético na superfície oclusal das próteses aparafusadas mostrou que, das 54 próteses aparafusadas, 39 possuíam o orifício de acesso localizado no sulco central e 15 apresentaram esse orifício fora da região central da coroa. Já no que se refere ao padrão oclusal, das 54 próteses aparafusadas, dez apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no OAPP) e 44 do Tipo 2 (contatos fora do OAPP).

Figura 8 Fratura relacionada com o orifício de acesso ao parafuso protético.

Figura 9 Fratura fora do orifício de acesso ao parafuso protético.

Para o registro de fraturas nas próteses cimentadas foi adotado o código F3. • Material presente na superfície oclusal do antagonista: o tipo de material presente na superfície oclusal do antagonista foi classificado da seguinte forma: dente natural (1), metal (2), porcelana (3), resina acrílica (4) e outros (5). • Tempo de utilização da prótese (data de inserção da prótese): o tempo foi especificado de acordo com o número de meses em que as próteses se encontravam em função. • Presença de parafunção: todos os pacientes foram ava-

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TABELA 1 – MODALIDADE PROTÉTICA E CARACTERÍSTICA DA SUPERFÍCIE OCLUSAL

TABELA 2 - MODALIDADE PROTÉTICA E TIPO DE ALTERAÇÃO OCLUSAL

Tipo de alteração oclusal Modalidade protética Fraturas Irregularidades F1 F2 3 F3 1 Aparafusadas (10) 7 0 -

Superfície oclusal Modalidade protética Inalterada (105) Aparafusadas (54) Cimentadas (62)
* Teste Exato de Fischer p > 0,05.

Alterada (11) 10 1 Cimentadas (1)

44 61

F1: fratura relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F2: fratura não relacionada ao orifício de acesso ao parafuso protético; F3: fratura ocorrida em qualquer região da superfície oclusal de próteses cimentadas.

TABELA 3 – PRÓTESES APARAFUSADAS / LOCALIZAÇÃO OAPP E PADRÃO DE CONTATO OCLUSAL

Padrão de contato oclusal Localização do OAPP Tipo 1 (10) Cêntrico (39) Excêntrico (15) 8 – alterações ocorridas: uma 2 – alterações ocorridas: zero Tipo 2 (44) 31 – alterações ocorridas: seis 13 – alterações ocorridas: três

TABELA 4 – MATERIAL DA SUPERFÍCIE OCLUSAL DO DENTE ANTAGONISTA E ALTERAÇÕES NA SUPERFÍCIE OCLUSAL DAS PRÓTESES APARAFUSADAS E CIMENTADAS

Tipo de prótese e material da superfície oclusal Prótese aparafusada Dente natural Metal Porcelana Outros Prótese cimentada 10 2 5 3 0 1 0 0 1 0

Alterações oclusais

Ausência de alterações oclusais 44 8 24 14 1 61 8 26 25 0

OAPP: orifício de acesso ao parafuso protético; Tipo 1: padrão de contato oclusal diretamente sobre o OAPP; Tipo 2: padrão de contato oclusal fora do OAPP. * Valor de p obtido através do teste exato de Fisher; p > 0,05.

Das 39 próteses cujo orifício de acesso localizava-se no sulco central, oito apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e nessa categoria ocorreu apenas uma alteração (irregularidade) na superfície oclusal. Nas 31 próteses restantes com OAPP centralizado e padrão oclusal Tipo 2 (contatos fora do orifício) foram observadas seis alterações (quatro do tipo irregularidade e duas do tipo fratura). Nas 15 próteses em que o orifício de acesso estava localizado fora do sulco central, duas apresentaram o padrão oclusal do Tipo 1 (contatos diretos no orifício) e não foi observada nenhuma alteração nessa categoria. Nas 13 próteses restantes com padrão oclusal Tipo 2 (fora do OAPP) foram observadas três alterações (duas alterações do tipo irregularidade e uma fratura). Conforme mencionado anteriormente, não foi observada irregularidade do tipo fratura associada ao OAPP em nenhuma das próteses aparafusadas (Tabela 3). Estatisticamente, não houve diferença entre os grupos, confirmando, dessa forma, a inexistência de correlação entre a localização do OAPP e o padrão de contato oclusal com a presença de alteração de superfície protética. Influência do tipo de material existente na superfície oclusal do dente antagonista e as alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas A Tabela 4 resume os tipos de próteses avaliadas e as características da superfície oclusal dos dentes antago-

Dente natural Metal Porcelana Outros
* Valor de p obtido através do teste G.

nistas juntamente com o número de alterações ocorridas nas próteses aparafusadas e cimentadas. Observa-se uma ausência de correlação estatisticamente significativa entre o número de alterações oclusais e os materiais presentes na superfície dos dentes antagonistas. Desempenho das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação quando comparadas com os resultados de testes laboratoriais Ao se comparar o desempenho (presença de fraturas associadas ao OAPP) das próteses aparafusadas avaliadas nesta investigação com os resultados de estudos laboratoriais, pode-se constatar clara divergência entre os resultados deste estudo com os referidos testes laboratoriais. Tal fato pode ser explicado pela ausência de fraturas relacionadas ao OAPP .

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A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes.

Discussão
A ocorrência de alterações na superfície oclusal das próteses aparafusadas tem sido uma das principais preocupações dessa modalidade protética. Sabe-se que a presença de fraturas na porcelana que reveste a estrutura metálica no sistema metalocerâmica está relacionada com três fatores: características relacionadas ao processo de produção da porcelana17-20; diferenças no módulo de expansão do material de suporte (metal)21; presença de forças externas incidentes. Além desses fatores, o desenho da estrutura metálica também exerce grande influência na resistência do sistema como um todo, pois a porcelana apresenta baixa resistência às forças de cisalhamento e, caso o desenho não proporcione suporte adequado para a cerâmica, as chances de fratura desse material aumentam significativamente. Diante desses fatos, é compreensível a grande apreensão com o OAPP sobretudo, quando o material utilizado , para vedar este acesso não resiste às forças da mastigação ocasionando, assim, um desnível entre a superfície oclusal e o material obturador. Tal situação faz com que a porcelana na borda do orifício oclusal fique vulnerável e com risco de ser fraturada quando as forças da mastigação incidirem nessa região. Esse aspecto torna-se bastante relevante principalmente devido à carência de estudos clínicos nas regiões posteriores da boca22, onde forças oclusais podem atingir níveis máximos de até 652 N23. Justamente por esse motivo, foi dada uma ênfase especial na avaliação das próteses localizadas nas regiões posteriores da cavidade bucal. Além das forças oclusais normais, são também motivo de preocupação aqueles pacientes que apresentam parafunção. Sabe-se que a presença desse hábito pode influir na incidência de fraturas na porcelana devido ao possível

aumento da intensidade de forças oclusais24. Pesquisadores24 analisaram 2.181 próteses metalocerâmicas por um período de sete anos e constataram falha em 2,38% na amostra avaliada, com maiores taxas de insucesso concentradas no primeiro ano após a instalação da prótese. O bruxismo foi o fator de maior importância relacionado ao fracasso protético, correspondendo ao insucesso de 42% de todas as falhas encontradas. Outras comparações25 entre próteses parciais fixas (PPF) metalocerâmicas convencionais (dentossuportadas), PPF mistas (dentoimplantossuportadas) e PPF implantossuportadas demonstraram índices de fracasso semelhantes, sendo o bruxismo, novamente, correlacionado com o maior índice de fraturas. Além de hábitos parafuncionais, o gênero também deve ser considerado, já que existem diferenças na aplicação de forças oclusais entre homens e mulheres, sendo que o sexo masculino apresenta valores maiores23,26. Nesta pesquisa, o período de tempo decorrido entre a instalação da prótese e o exame clínico no qual as próteses foram avaliadas parece não ter influenciado o número de alterações ocorridas. Sabe-se que as maiores taxas de insucesso concentram-se, sobretudo, no primeiro ano após a instalação da prótese24. No corrente trabalho, 75% das próteses analisadas tiveram tempo de estresse clínico superior a 12 meses. Com base nos resultados obtidos nesta investigação, observou-se que, do total de 54 próteses aparafusadas, dez coroas (18,5%) apresentaram alterações em suas superfícies oclusais. Embora o procedimento adotado para a avaliação de irregularidades na superfície oclusal (utilização da sonda exploradora) possa ser considerado um tanto quanto subjetivo, o fato de toda a avaliação ter sido conduzida por apenas um investigador facilita a padronização desse procedimento. Cabe também salientar que

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o número de alterações ocorridas na superfície oclusal das próteses aparafusadas foi maior quando comparado com as cimentadas. Logo. Estudos27 relatam enfraquecimento da porcelana dental no meio úmido. Os dados obtidos nessa avaliação indicam a ocorrência de maior número de alterações em situações de padrão oclusal Tipo 2 e sugerem. como antagônico. caso todos os outros fatores estejam sob controle. Não foi possível estabelecer uma relação direta entre localização do OAPP tipo de padrão oclusal e material da . maiores serão as chances de sucesso clínico. Embora não tenha sido objetivo principal deste trabalho. Tornam-se necessárias investigações futuras para determinar se a presença de irregularidades na superfície oclusal das próteses aparafusadas pode vir a evoluir para alterações maiores comprometendo. observou-se que. Neste trabalho não houve correlação estatisticamente significativa entre este fator e a presença de alterações na superfície de próteses aparafusadas e cimentadas. O maior número de dentes antagônicos analisados apresentava metal em sua superfície (55 dentes). de forma que houvesse uma cinta metálica na borda. 3. a técnica e a resistência dos materiais utilizados para o vedamento do orifício oclusal passam a desempenhar um papel extremamente importante. não sendo observada nenhuma fratura associada ao OAPP . Conclusão Dentro das limitações deste estudo.163 – Apto. pois.8(3):390-9 . os contatos oclusais foram direcionados para fora dessa região. 44 possuíam padrão oclusal do Tipo 2 (contato oclusal não coincidente com o OAPP). fato que poderia explicar a maior quantidade das alterações ocorridas. De acordo com essas considerações. 5. também. que a localização do orifício no sulco central não foi um fator determinante para a resistência das coroas metalocerâmicas. apesar de não terem sido observadas fraturas associadas ao OAPP fica . todos os orifícios foram obturados com resina composta obedecendo aos critérios estabelecidos pelo departamento de dentística da PUC/MG. Entretanto. no que se refere à resistência das próteses aparafusadas. Outro fator de grande importância no estudo da resistência em próteses metalocerâmicas aparafusadas tem relação com o material presente na superfície do dente antagonista. Ficou evidente a divergência entre os resultados deste estudo e aqueles apresentados em estudos in vitro revisados. Por esse motivo. sendo que o maior número de alterações encontradas possuía metal (cinco próteses). 703 – Funcionários 30140-061 – Belo Horizonte – MG Tel. ambas modalidades tiveram desempenho similar.br 398 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. pode-se observar ainda a ausência de correlação entre bruxismo e alterações na superfície oclusal. O motivo da menor ocorrência do padrão oclusal Tipo 1 pode estar relacionado à influência que os resultados de trabalhos in vitro4-5 exercem sobre os profissionais em geral. principalmente quando a camada de glaze superficial é removida. a longevidade dessas restaurações a médio e longo prazos. Recebido em: out/2010 Aprovado em: dez/2010 Endereço para correspondência: Paulo César Rodrigues Véo Rua Timbiras. das 54 próteses aparafusadas. 2. na tentativa de não causar danos à porcelana na borda do orifício. seguido de porcelana (quatro próteses) e dentes naturais (duas próteses). recomenda-se cautela na extrapolação direta de resultados obtidos em estudos in vitro4-5 já que em algumas situações tais resultados podem não refletir o desempenho observado clinicamente. Ao se comparar esta investigação clínica com testes laboratoriais4-5 fica bastante evidente a divergência existente entre os resultados das duas modalidades de estudo.: (31) 3379-1123 pauloveo@yahoo.Véo PCR • Zenóbio EG • Rodrigues AHC • do Nascimento PRG • Lanza MD não foi constatada a presença de fraturas associadas ao OAPP em nenhuma das próteses.com. quanto mais eficaz for a técnica utilizada para o vedamento do orifício oclusal. 4. De forma geral. 2. ou seja. superfície do antagonista. o ponto fraco das próteses aparafusadas concentra-se na interface porcelana e material obturador. pois nesta investigação não foi constatada nenhuma diferença entre o desempenho das próteses aparafusadas e cimentadas. também. Esse fato pode ocorrer na presença de irregularidades ou microabrasões ocorridas na borda do orifício durante a incidência de forças da mastigação. inclusive em pacientes que apresentavam parafunção. Esse tipo de preocupação fez com que alguns autores28 recomendassem a utilização da superfície metálica nas próteses aparafusadas ou a modificação do desenho da estrutura no local do orifício. Em relação à ocorrência de fraturas. assim. difícil prever como essas irregularidades se comportariam a médio e longo prazos e. No corrente estudo. até que ponto a longevidade das próteses aparafusadas ficaria comprometida. pode-se concluir que: 1. Ao se avaliar a possível influência da localização do OAPP e o tipo de padrão oclusal na resistência das coroas aparafusadas.

Torrado E. 988. Ercoli C. Proposed fracture theory of a dispersion-strengthened glass matrix. J Prosthet Den 2007. Schroeder A. Beagle J. Int J Oral Maxillofac Implants 1996.11:372-8.9(6):627-35. Int J Oral Maxillofac Implants 1996. 17. J Dent Res 1998. Bite force and electromyography during maximum unilateral and bilateral clenching. Twenty years of progress in implnat prosthodontics. Håmmerle CHF. Brose MO. Intra-osseous Anchorage of dental protheses. Stich H. 28. Michalakis KX.448-57. In: Perspectives in Dental Ceramics.. One-Year Prosthetic Outcomes with Implant Overdentures: A Randomized Clinical Trial. Herrmann I. J Am Cer Soc 1966. Proceedings of the Forth Internatioanal Symposium on Ceramics. conective tissue and epithelium to endosteal implants with titanium-sprayed surfaces. Taylor TD. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Cordaro L. Pryszlak MC. R. In vitro effect of load cycling on metal-ceramic cement. Hansson BO.97(3):137-40. Ohlsson Å. Solnit G et al. 1993. Cemented versus screw-retained implant prostheses: Which is better? Int J Oral Maxillofac Implants 1999. Ganeles J. The Journal of Prosthetic Dentistry 1986.Trabalho de Pesquisa Caderno Científico Referências 1. Bilt VD. Levine RA. 18. Lekholm U. J Dent Res 1974. 19. Rangert B. Experimental studies. Heckmann SM. Hebel KS. Lee A. Lindstöm J. Gardner FM Agar JR. In: Phillips.56:416-21. 10. Eur J Oral Sci 2008.53-64. 4. J Dent Res 1998.116:217-22. Lang NP.11. Zypen E. Wang HL. MacEntee MI. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Pietrabissam. Martino E. Breine U. Baslshi TJ. Singer A. Fulrath RM. Hasselman DPH. Ekfeldt A. Bürgin W. Gionsi L. Johnson PF.77(4):583-8.18(5):719-28. Occlusal contact wear of prosthodontic materials.6:227-31.11(5):645-9. 8. 3. mismatch of screw versus cemented-retained implant supportes fixed prostheses. Mackert JR. 14. 9. An in vitro study on compensation of 15. Glick. Br Dent J 1984.49-72.51(3):338-42 Brägger U. Brånemark PI. Brånemark PI. Porcelanas Odontológicas. A comparative study of one implant versus tuo replancing a single molar. Serfaty V. 20.17(3):391-8. Scand J of Plastic and Rec Surg 1969. O’Brien WJ. Felton DA. Rosentel SF. Walton JN. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. J Maxillofac Surg 1981. Øilo G.77(1):28-35.46:159-69. Denry IL.91(6):532-7. 6. Sherill CA. J. Adell R. 27. de Boever. Bolender C. 13. RW et al. Osseointegrated implants in the treatment of partially edentulous jaws: a prospective 5-year multicenter study. Hirayama H. Agar JR. The reactions of bone. Clem D. Taylor TD. Graef F. Effects of thermally induced changes on porcelain-metal compatibility. Failures in full crown retained dental bridges. Zang NZ. Coornaert JA. J Prosthet Den 1997.9:15-25. 2. Ten-year survival rates of fixed prostheses on four or six implants admodum Brånemark in full edentulism. 24.p. An in vivo study. A comparison of the porcelain fracture resistance of screw-retained and cement-retained implant-supported metal-ceramic crowns. 23. Biological and technical complications and falilures with pixed partial dentures(FDP) on implants and teeth after four to Five years of function. Clin Oral Implants Res 1995. Steenberghe DV.12:26-34.p. A survey of crown and fixed partial denture failures: length of service and reasons for replacement. Multicenter retrospective analysis of the solid-screw ITI implant for posterior single-tooth replacements. 26. Skinner EW. Clin Oral Implants Res 2000. Walton JN. 1988. Long-term clinical study of porcelain-fused-to-gold restorations. Simon M. Skiner Materiais Dentários. Preston J D-Quintessence Publishing Co.157:61-3. Gajjar RC. J Prosthet Den 2004.291-304. Acta Odontol Scand. Anusavice KJ.17(4):550-6. Tekamp FA. Effect of ion Exchange on the microsturture. Screw.14(1):137-41. 21. Gunne J et al. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Svensson B. Van der Glas HW. 25. I. Cement-retained implant-suppoted fixed partial dentures: A 6 month to 3 year follow-up. Chicago: Ed. 11. Mardini MA.Vesus Cement-Retained Implant Restorations: Current Concepts.53:683-90. Implant Dent 2010.8(3):390-9 399 .and screw-retained implant restorations. Chemical durability of dicor and fluorocanasite-based glassceramics. 12. Chee W. strength and thermal expansion behavior of a leucite-reinforced porcelain. Garefis PD. Clin Oral Implants Res 2001. 7.3:81-100. Steenberghe BV.88(1):89-95. Karl M. Int J Oral Maxillofac Implants 2002. Aeschlimann S.19(1):8-15. Johnson P. 5. Abbink JH. Int J Oral Maxillofac Implants 1994. 22. Tallents RH. 16. Okayasu K. Hollowey JA. Reuter JE. Transverse Strength of aluminous and feldspathic porcelain. Int J Oral Maxillofac Implants 2003. Folmer T. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: a critical review. J Prosthet Den 1984.77(7):1553-9. Graser GN. Sutter FJ. Cement-retained versus screw-retained implant restorations: achieving optimal occlusion and esthetics in implant dentistry. Hernandez RE.

Referências 1. Meredith N. Assesment of implant stability as a prognostic determinant. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.6:164-71. Sennerby L. até mesmo. a diferença que faz um adequado preparo do leito receptor associado à seleção do design e do tratamento superficial do implante é otimizar a estabilidade primária.br Para que a técnica cirúrgica de preparo do leito receptor para a instalação de implantes osseointegráveis seja adequada. Lekholm U. Friberg B. autores3 avaliaram em mandíbulas e maxilas de cadáveres a resistência que as fresas tinham ao corte em várias regiões de mandíbula e maxila. em média.6:142-6. Kallus T. 1/3 maior em comparação à maxila e que havia a tendência de diminuir a resistência ao corte. Lindén U. o que poderá provocar osteocompressão e necrose óssea4. Lekholm U. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1991. Assim. Jemt T. Roos J. a sensibilidade do profissional durante a fresagem é soberana para a definição da sequência de fresas do desenho do implante e. Early failures in 4. Paulo Sérgio Perri de Carvalho Professor titular – Unesp/Araçatuba e USP/Bauru. Bergendal T. como também: otimizar a estabilidade inicial. International Journal os Oral and Maxillofacial Implants 1991. Matsuki M. A retrospective multicenter evaluation of osseointegrated implants supporting overdentures. Tanto a alta como a baixa densidade. Evaluation of bone density using resistance measurements and microradiography. Ueda M.Temas em Debate Preparo do leito receptor para os implantes: o que faz a diferença? Dois professores especialistas em Implantodontia e Periodontia falam de suas experiências e seus conhecimentos no assunto. Johansson P.6:442-7. Relationship between insertion torque and removal torque analysed in fresh temporal bone. informadas pela radiografia/tomografia ou pela clínica. psperri@foa. 3. Engquist B. é importante que haja o diagnóstico da qualidade óssea antes de definir a sequência de fresagem. à medida que a osteotomia era realizada nas regiões posteriores. 5. International Journal of Oral and Maxillofacial Implants 1988. Friberg B. determinar a dimensão do implante e o período de reparo necessário para a osseointegração3.8(3):401-2 401 . An study in pig ribs. O objetivo de identificar a qualidade óssea antes da fresagem tem por objetivo avaliar o risco do paciente.2:129-34. Tjellstrom A. Com relação a densidade óssea. Nos casos de osso de baixa densidade é preconizado usar a técnica da subfresagem4. Int J Prosthodont 1998. 2. Clin Oral Impl Res 1995. na seleção do tipo de tratamento superficial. tanto na mandíbula como na maxila. Muito embora os exames de imagem possam oferecer dados para a determinação da qualidade óssea e a literatura científica mostre resultados de estudos relacionando didaticamente as diferentes regiões da cavidade bucal com a densidade óssea. que é um dos pré-requisitos para a obtenção da osseointegração5.641 consecutively placed Branemark dental implants: a study from stage 1 to the connection of completed prostheses.unesp. Concluíram que a resistência ao corte na mandíbula foi. Strid CG. têm sido duas possíveis razões de perda de implantes1-2.11:491-501. Jacobsson M. esta técnica requer experiência clínica significante para não gerar forças compressivas excessivas no osso adjacente ao implante. Entretanto. Coordenador do Mestrado Profissionalizante em Implantodontia – Faculdade São Leopoldo Mandic de Campinas. 4.

a novidade é a cirurgia ultrassônica.br No preparo do leito receptor para os implantes. específicas ao formato do implante e ao sistema. enfatizarmos o papel da estabilidade inicial. A primeira consideração de relevância é a utilização do recurso de tomografia computadorizada que auxilia o cirurgião e o protesista à visualização das imagens dos cortes vestíbulo-linguais de maxila e mandíbula. Isto possibilita verificar a disponibilidade óssea para seleção adequada de diâmetro e comprimento do implante a ser instalado. FOB-USP .Paulo Martins Ferreira Mestre em Periodontia – Boston University. no entanto. vários são os fatores a serem considerados para se fazer a diferença que se traduz em sucesso. O profissional deve ter conhecimento não somente específico da técnica cirúrgica. Adicionalmente. assim. densidade) do processo alveolar ou rebordo residual. Encontram-se no mercado implantes com alto travamento que requerem a utilização. nas porções mais apicais a histologia – mostras em experimentos com animais. que não podem ser generalizados aos outros sistemas. As radiografias periapicais e panorâmicas não oferecem informações relativas à anatomia interna (altura. para a sua remoção (reverso). Quando da sua utilização. evitamos torque elevado de instalação. é um dos fatores onde talvez se encontre bom número de respostas aos problemas decorrentes da não estabilidade inicial e de perdas precoces.8(3):401-2 . precaução deve ser tomada. que pode ser utilizado como guia cirúrgico no momento da instalação do implante.com. A utilização das brocas novas deve-se ao fato de encontrar-se na literatura – evidências de que mesmo com irrigação profusa e constante. considerando-se inclusive as expectativas do paciente. Partindo-se do suposto que todo o planejamento multidisciplinar foi minuciosamente estudado. Doutor em Reabilitação Oral – FOB-USP. pode-se então partir especificamente para o preparo do leito cirúrgico. estas radiografias não permitem um posicionamento preciso tridimensional de uma matriz radiopaca. Para que a osseointegração ocorra. Para evitar o superaquecimento. Há sistemas que suprimem certos passos. deve-se ter o cuidado de reduzir a velocidade indicada. as células morrem em função do aquecimento. mais pesquisas são necessárias para se tornar uma rotina na clínica diária. Estes cuidados são importantes para instalação dos implantes que sabemos que são de alto travamento. consultp. assim como ter alternativas às dificuldades inerentes ao procedimento. permitindo que o mesmo saia espontaneamente para não romper as roscas feitas. com isto. Professor adjunto – Departamento de Prótese.martins@uol. Essas imagens são perpendiculares ao longo eixo do rebordo alveolar com uma precisão de 95%. 402 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. se o plano de tratamento protético é compatível com o osso residual da maxila ou mandíbula. O que acontece é que temos no mercado opções que não são adequadas àquele sistema que estamos utilizando. osso com osteoplastos (cavidades que abrigam os osteócitos) vazios. o implante deve estar posicionado em uma quantidade de osso para promover estabilidade durante a cicatrização e. A sequência de brocas utilizadas no preparo do leito cirúrgico (receptor) para implantes. ou seja. As brocas utilizadas devem ser novas. por recomendação técnica do macho de rosca.

média. O Dia-pen possui três intervalos de temperatura: baixa. permite que a placa seja facilmente removida auxiliando na higiene bucal e oferece bastante conforto aos pacientes contra o desgaste. reduzindo a exposição à radiação em até 60-70%. oferecendo fácil manuseio e eliminando a necessidade de polimento. As pontas codificadas por cores estão disponíveis em cinco tamanhos. Seu design sem fio. Isolite Sistema de isolamento para realização de restaurações em ambos os quadrantes. Possui cinco tamanhos de isolamento que são muito flexíveis.solutions.com. travando magneticamente o feixe de raios X na fonte de aquisição. estética otimizada e estabilidade de cor.com. Dia-pen cordless warm vertical compaction instrument Este é um dispositivo desenhado para compactar e selar todos os canais.idixray. Fornece excelente tenacidade e alta resistência à fratura. incluindo os canais laterais. alta (170oC. Disponível em: http://www. Disponível em: DiaDent Group International. Possui um sistema LED lase para alinhamento.3m.TrendMarking Os lançamentos do mundo da Implantodontia Orientações de mercado para a melhor prática da Implantodontia. Tru-align É um dispositivo criado para auxiliar na realização de radiografias. reduzindo os tempos operatórios em até 30%.com. Protemp plus temporization material É um material resinoso com nanotecnologia que inclui uma nova geração de cargas sofisticadas. O material oferece cinco matizes luminescentes. Disponível em: http://www. eliminando halos e repetições. ergonômico e leve torna fácil o manuseio. a limpeza e o armazenamento. 200oC e 220oC) e um ponto que atinge aquecimento rápido em um segundo. Disponível em: http://www. acompanha um iluminador e uma ponta para manutenção do campo seco.isolitesystems. Ainda. A diferença está na colimação retangular. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):405 405 . Este produto realmente pode substituir o uso do lençol de borracha e do rolete de algodão. Ainda.

trazendo a hipótese da sobrecarga como o motivo principal de falha do implante após o período de osseointegração. na maioria dos casos. aguardando 12 semanas para cicatrização e. as densidades ósseas foram de 73% para os implantes tratados e 63% para os implantes usinados. na qual. ativados sequencialmente em incrementos de 0. um grupo sem tratamento superficial (usinado). apenas os implantes usinados mostraram defeitos ósseos angulares quando submetidos às forças de expansão lateral. Os implantes possuíam distância de 10 mm entre si. Berglundh T.3 mm x comprimento 8. Nesta edição. A study in the dog (I). o nível ósseo estava na primeira rosca. Lindhe J. As coroas definitivas sobre os implantes foram esplintadas por meio de parafusos expansores. Na segunda parte. induzindo sobrecarga nos implantes e verificando as possíveis reações (em grande parte pela necessidade de um comitê de ética que aprove estes estudos).A Vez dos Editores Clássicos da década Esta coluna tem como objetivo apresentar aos leitores mais novos (e fazer com que os mais experientes recordem) os princípios que consagraram a Implantodontia como ciência que melhora a qualidade de vida dos nossos pacientes.8(3):407 407 . REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Atualmente. Ainda. Aqui. Após análise dos cortes histológicos. Na primeira parte. concluíram que a densidade óssea e o contato osso/implante foram maiores em áreas adjacentes aos implantes com carga lateral estática do que nos sítios controle não ativados. os autores selecionaram cães beagle. não existem estudos em seres humanos. os dentes não mais exercem esta função. Entretanto. Lindhe J.0 mm) tipo parafuso oco e superfície tratada com plasma de titânio. apresentamos dois trabalhos pioneiros envolvendo o problema das forças laterais e a perda óssea peri-implantar. Clin Oral Implants Res 2001.12:196-201. Clin Oral Implants Res 2001. posteriormente. sugerindo uma adaptação estrutural do osso peri-implantar e não a perda óssea catastrófica como se esperava. já nos implantes usinados. também. A study in the dog (II). colocando quatro implantes (diâmetro 3. com amostras consideráveis. os autores adicionaram implantes com mesmo formato e diâmetro e. desde aquela época. os pesquisadores ainda não têm a explicação exata sobre os mecanismos que levam à perda óssea pós-osseointegração. utilizando o mesmo modelo em cães labradores.2 mm a cada quatro semanas. Bone reactions adjacent to titanium implants subjected to static load.12:2-8. extraindo o terceiro e o quarto pré-molares inferiores. Gotfredsen K. Bone reactions adjacent to titanium implants with different surface characteristics subjected to static load. Gotfredsen K. Berglundh T. Ao final do experimento. As análises histológicas mostraram que o nível ósseo nos implantes tratados estava próximo da área de transição lisa/rugosa. parte deste mecanismo de remodelagem óssea é usado para ancoragem ortodôntica.

em 2005. mesas-redondas e minicursos sobre Tecnologia Aplicada. 100 painéis clínicos e científicos.8(3):408-11 . A programação contará com 16 cursos internacionais de imersão. A grandiosidade do evento pode ser expressa pelos números do IN 2011. de 27 estados do Brasil e de outros nove países. com 70 atividades. P-I Brånemark Presidente de Honra 408 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. workshops. com ele. 19 cursos nacionais de imersão. que se iniciou com os 40 anos da Osseointegração. trará a visão internacional e nacional de grandes mestres para a melhor prática da Implantodontia. IN 2011 será o maior do mundo Julho está chegando e. 70 conferências especiais. é o terceiro da trilogia orientada por Brånemark. em 2009.Com quase 4. Corporate Session – ciclo de palestras.000 pré-inscritos. Dr. Seguindo orientação do professor Per Ingvar Brånemark para a integração de protocolos no campo latino-americano. o IN 2011 – Latin American Osseointegration Congress. CPP – Centro de Planejamento Protético e 80 estandes na ExpoIN 2011. que acontece de 2 a 5 de julho próximo. Em 30 de março.000 participantes. já haviam registrado a participação no IN 2011. em São Paulo. e depois os 20 anos da Osseointegração no Brasil.000 especialistas. cerca de 4. O evento. que está estruturado para receber até 6. Prof. oito mesas-redondas consensus. no Expo Center Norte. a maior realização sobre Implantodontia no âmbito da América Latina.

o congressista poderá também participar de palestras sobre enologia e comprar embalagens de vinhos por preço de atacado. No local. São 35 cursos. Emfils. Dentoflex. Confira no site do evento a programação completa por empresa: www. O Corporate Session contará com apresentações da Biomet 3i.sede do IN 2011.implantnews. da vinícula Mayu do Chile. Baumer. um grupo de especialistas que passarão em detalhes o fruto de suas experiências clínicas. Nobel Biocare. P-I Brånemark Philosophy. Paulo Rossetti (coordenador da programação científica internacional). um momento de integração e congraçamento entre os participantes. .br/in2011 – secretariain2011@implantnews. o evento já conta com mais de 90 ministradores confirmados.implantnews. Implacil De Bortoli. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.8(3):408-11 409 . no Auditório Expo Center Norte. entre eles Biomanipulação tecidual – procedimentos estéticos reconstrutivos em Periodontia e Implantodontia. ITI. Dentsply e SIN. como Ann Wennerberg (Suécia).com. que cobrem os mais diversos campos da Implantodontia.: (11) 2168-3400 – www. Carlos Eduardo Francischone e Paulo Perri de Carvalho (coordenadores de mesas-redondas). No evento – e com o apoio da Driller – haverá um espaço destinado à degustação de vinhos produzidos com a uva Carmenère. é outro destaque da programação.com. OUTRAS ATIVIDADES O Corporate Session – Ciclo de Conferências sobre Tecnologia Aplicada. cuja renda será destinada à assistência de moradores de rua da Aliança de Misericórdia. Elcio Marcantonio Jr. pela primeira vez. Intra-Lock. Dos palestrantes internacionais. INP Dabi Atlante. (coordenador da programação científica nacional). Waldyr Janson (patrono). os ministradores confirmados). que mostrará como as empresas pensam e formatam produtos e quais as indicações clínicas ideais de seus sistemas cirúrgico-protéticos. Conexão. encontram-se importantes expoentes de pesquisa na área. Driller. O grande destaque da edição são os cursos de imersão. Esta atividade acontecerá no primeiro dia do evento e terá apresentações com três. Sérgio Jayme (coordenador de conferências especiais) e Frederico Nigro (coordenador de atividades paralelas). Vasconcelos (presidente da comissão científica). No dia 4 de julho será realizado o Jantar Oficial IN 2011. entre nacionais e internacionais. Joseph Kan (EUA). seguida de um coquetel de confraternização. Sascha Jovanovic (EUA) e Tomas Albrektsson (Suécia). Mais informações e adesões: VM Eventos – Tel. Laércio W. reunindo alguns dos principais pesquisadores e clínicos do país (veja no box da página a seguir. A solenidade de abertura oficial acontecerá no dia 2 de julho. e que terá lugar no Buffet Rosa Rosarum. atividades essenciais com 4 h/aula cada. quatro e oito horas de programação.com. de autoria de Zulene Alves Ferreira e colaboradores. Entre os nacionais. Franck Renouard (França). A comissão organizadora do evento é composta por Hugo Nary Filho (presidente). em Pinheiros. Neodent. No IN 2011 serão lançados mais de 15 livros de autores.br.br/in2011. Eles reúnem.Eventos Expo Center Norte .

Muglia • Vitório Campos da Silva • Wagner de Oliveira • Waldemar Daudt Polido • Wellington C. Shibli • Jan Peter Ilg • José Alfredo Gomes de Mendonça • José Carlos Martins da Rosa • José Cícero Dinato • José Flávio R. Torezan • José Geraldo Malaguti • José Ranali • Julio César Joly • Julio Cezar Sá Ferreira • Laura Guimarães P Paleckis • Leopoldino Capelozza . Pinto • Antonio Wilson Sallum • Arthur Belém Novaes Júnior • Aziz Constantino • Carlos Eduardo de Almeida Ferreira • Carlos Eduardo Francischone • Carlos Nelson Elias • Carolina Martinelli • Cassiano Kuchenbecker Rösing • Cássio Edvard Sverzut • César A. Filho • Luís Antonio Violin • Luís Guilherme Scavone de Macedo • Luiz Antonio Salata • Luiz Fernando Martins André • Marcelo Abla • Márcio Borges Rosa • Marco A. • Hiron Andreaza • Humberto Schwartz • Israel Chilvarquer • Jamil A. Vasco • Marco Antonio Bottino • Marco Antonio Compagnoni • Marco Aurélio Bianchini • Marcos Alexandre Fadanelli • Marcos Motta • Mário Francisco Real Gabrielli • Mário Groisman • Maurício Motta • Mauro Pedrine Santamaria • Milton E. Bonachela • Wilson R. Barbara • Alberto Consolaro • André Luís Vilela • André Luís Zétola • André Vilela • Antonio Carlos Cardoso • Antonio Vicente S. Ayub • Eduardo Dias de Andrade • Eduardo Hochuli Vieira • Eduardo Miyashita • Eduardo Piza Pellizzer • Élcio Marcantonio • Élcio Marcantonio Junior • Elton G. Jayme • Valdir A. Arita • Cintia Mussi Milani Contar • Clarindo Mitiyoshi Yao • Cláudio Luiz Sendyk • Daniel Afonso Hiramatsu • Daniela Palioto • Darceny Zanetta Barbosa • Darcymar Martins da Rosa • Dario Augusto O. • Oswaldo Scopin • Paulo Fukashi Yamaguti • Paulo Martins Ferreira • Pedro Velasco • Reginaldo Migliorança • Renata Faria • Ricardo Magini • Roberto Elias Villela Miguel • Roberto Sales e Pessoa • Rogério G. Miranda • Nilton de Bortoli Jr. Sendyk • Zulene Alves Ferreira REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Zenóbio • Enilson Antonio Sallum • Estevam Augusto Bonfante • Fábio Gastaldo • Glécio Vaz de Campos • Guaracilei Maciel Vidigal Jr.8(3):408-11 .Velasco • Ronaldo Hirata • Rubens Spin Neto • Samy Tunchel • Sebastião Alves Ribeiro Filho • Sérgio J.Ministradores nacionais 410 • Adilson dos Santos Torreão • Alber B. Miranda • Eduardo A.

Meirelles (EUA) • Mario Roccuzzo (Itália) • Markus Hürzeler (Alemanha) • Massimo Del Fabbro (Itália) • Maurício Tinajero (Equador) • Michael A. Jovanovic (EUA) • Sergio Luis Gotta (Argentina) • Stephen J. Chu (EUA) • Tomas Albrektsson (Suécia) • Ulf Wikesjö (EUA) • Zvi Artzi (Israel) • 3M ESPE • Activeware • Anthogyr • Arti-Dente • Baumer • Bicon • Bio Art • Biomet 3i • Bitufo • Colgate • Conexão • Cubo • Dental Aragão • Dental Press • Dent-Flex • Dentoflex • Dentscler • Dentsply • DFL • DMC • Durr Dental • Eionco Bio • Emfils • ERO Prótese • Geistlich Biomateriais • Globtek • Hospital de Ensino e Pesquisa Centrinho – USP • ICE • Implacil De Bortoli • INP • Instituto Velasco • Intra-Lock System • Ivoclar Vivadent • JHS Laboratório Químico • Komet • Kopp • Kota • Labordental • Lafaiete Decorações • Lumindent • M Plus Surgical • Maximus-DhPro • Micro Imagem • Nacional Ossos • Neodent • Nobel Biocare • Norbi • Nova IM3 • Odonto Atual • Olsen • Osseocon • Pec Lab • P-I Brånemark Philosophy • Pross-Dabi Atlante • Q2 Tec • Sedcare Fashion • Serson Implant • Signo Vinces • SIN • Sirona • Sispack • SP Odonto • Straumann Brasil • Systhex • Talladium Internacional Implantologia • Titaniumfix • Tri Hawk • Unioss • VK Driller • Welfare • Wilcos • Zimmer REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Coelho (EUA) • Sascha A. Pikos (EUA) • Moshe Goldstein (Israel) • Paolo Trisi (Itália) • Paulo G.8(3):408-11 411 .Caderno Científico Eventos Ministradores internacionais Empresas (confirmados) (confirmadas) • Alejandro Maddalena (Argentina) • Ann Wennerberg (Suécia) • Arturo Meijueiro (México) • Carlos Aparício Magallón (Espanha) • César Guerrero (Venezuela) • Drauseo Speratti (EUA) • Esther Flores Mubarak (Peru) • Franck Renouard (França) • Guilhermo Cagnone (Argentina) • Héctor Cantoni (Argentina) • John Schulte (EUA) • Jorge Luis Garcia (Argentina) • José Luis Calvo (Espanha) • José Valdívia (Chile) • Joseph Kan (EUA) • Juan Carlos Abarno (Uruguai) • Julio Garcia (Argentina) • Luigi Canullo (Itália) • Luis Guillermo Peredo-Paz (Bolívia) • Luiz A.

fabricante dos contra-ângulos Mont Blanc. 412 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. pesquisa e desenvolvimento. . desde então. a Anthogyr deverá lançar toda a sua linha de implantes Axiom no Brasil. Empresa familiar e independente. Vista panorâmica do parque industrial da Anthogyr. a mais alta montanha dos Alpes franceses e um dos picos mais altos da Europa. empresa especialista em design. inaugura filial brasileira e traz o seu sistema de implantes Axiom. chegou ao Brasil. design de produto. No início deste ano foi inaugurada a filial brasileira na cidade de São Bernardo do Campo. com 8. a Anthogyr foi fun- dada em 1947. A Anthogyr. o primeiro implante nestas dimensões já fabricado no planeta). vem apresentando crescimento contínuo que culminou com a implantação de uma nova e moderna planta industrial. onde funcionam os departamentos estratégicos.000 metros quadrados. A fábrica atual possui 8. industriais e operacionais. linhas de produção. em Sallanches. E.000 metros quadrados.Anthogyr: dos Alpes franceses para o Brasil A Anthogyr. em Sallanches na França.8(3):412-7 Fotos: Divulgação. departamentos científicos e clínicos. em breve. No local trabalham 220 funcionários. na grande São Paulo. sala limpa de esterilização. cujo destaque são os implantes de diâmetro 2. fabricação e comercialização de soluções para implantes dentários há mais de 60 anos. departamento de marketing e um centro de formação para profissionais. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. no sudeste da França. aos pés do Mont Blanc.8 mm (segundo a empresa. E. consolidando assim a participação em 85 países.

garantindo aos clientes atingir a excelência em suas práticas.5 mm de comprimento. da Universidade de Genebra. Equipe da filial brasileira: Filemon Oliveira (coordenador de vendas). por meio do Anthogyr Implants Institute. com apenas três fresas para a instalação do implante. há também implantes para alvéolos frescos. A preocupação com o controle de qualidade dos produtos Anthogyr é prioridade na empresa. ideais para regiões de pouca altura óssea. simples e de alta previsibilidade cirúrgico-protética. composto por sala de reuniões. Valéria Roma (consultora comercial) e João Bosco (gerente comercial). na Suíça. além dos implantes de diâmetro 2. sala de aula. Jean-Pierre Bernard. Dentro da linha de implantes Axiom. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. o instituto conta com o apoio da CITC – Clinical Implant Training Concept – e o trabalho do Pr. recepção e sala de relaxamento. Alta tecnologia e máquinas de última geração presentes no processo de fabricação dos produtos. encontra-se o sistema Axiom. que trata-se de uma filosofia inteligente. com infraestrutura adequada. dois consultórios. Na linha de produtos. casos clássicos e exemplares curtos de 6.8 mm. O corpo docente internacional do Anthogyr Implants Institute é composto por 40 especialistas em Implantodontia. Com uma abordagem inovadora. Vista panorâmica interna da fábrica de implantes e equipamentos da Anthogyr. projetada especificamente para os iniciantes em Implantodontia.8(3):412-7 413 .Caderno Científico Mercado In Treinamentos A empresa organiza continuamente trainning sessions na França e em todo o mundo. que podem comportar 50 pessoas. Em Sallanches é feito um treinamento on-site.

há quase dois anos. diretor geral da filial Brasil e consultor científico nacional e internacional da Anthogyr. “Além do mais. garantindo uma Osseointegração segura e previsível. ressaltando sua alta qualidade e. com o sistema. apenas três fresas possibilitam a instalação do implante. a começar pelo kit cirúrgico compacto (um dos menores do mercado). até o momento. Nós. “a equipe Francischone sente-se honrada em participar e trabalhar. Desejamos sucesso nessa nova empreitada.8(3):412-7 . simples e de alta previsibilidade cirúrgicoprotética. oferecendo o que chamamos de Solução Global. a nossa equipe está desenvolvida por meio de um RH estratégico para ser líder do mercado nacional e latino-americano nos próximos cinco anos. Podemos ainda encontrar implantes para alvéolos frescos. Endodontia e Materiais Dentários – FOB. Devido às suas características geométricas. ideais para a região de incisivos inferiores e laterais superiores. Segundo Carlos Eduardo Francischone Junior. A visão da empresa prima por qualidade e respeito ao cliente. que também está chegando ao Brasil. Trata-se de uma filosofia inteligente. Veja opiniões sobre a Anthogyr: Para Éric Genève. casos clássicos e exemplares curtos de 6. que certamente premiará os cirurgiões-dentistas e os pacientes com mais uma opção de implantes de procedência séria e de ótima qualidade”. afirma. hoje mundial. acreditamos no país como um futuro promissor para o nosso negócio de implantes. consagrada principalmente pela excelência dos instrumentos e motores utilizados na Endodontia. CEO da Anthogyr. sempre respaldada por investigações científicas e clínicas de altíssimo nível. da Anthogyr. 414 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. reforça. mestre e doutor em Implantologia USC/Bauru e consultor técnico nacional e internacional da Anthogyr.5 mm de comprimento. Acreditamos no Brasil. pudemos realizar vários tratamentos baseados na filosofia Axiom. A abertura da filial brasileira é reflexo dessa vivência que vem se intensificando no decorrer dos anos. temos muito orgulho em estar presente em um país como o Brasil”. investir no Brasil é acompanhar uma tendência. acrescenta. ressalta. Nos últimos dois anos. Universidade de São Paulo – e professor titular de Implantologia – Universidade Sagrado Coração/Bauru.8 mm. professor titular de Dentística. nas pessoas e no trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos 15 anos com presença marcante. destaca que a empresa conta com mais de 20 anos de experiência na fabricação de implantes e todos os seus componentes. proporciona estabilidade inicial elevada. Uma frase resume nosso empreendimento: Anthogyr do Brasil – nós entendemos nossos clientes e buscamos as melhores soluções!”. Vitor Troncoso. como os primeiros implantologistas da América Latina. com índices de sucesso de 100%”. “Isso possibilita maturidade para inovar com segurança e responsabilidade. além de equipamentos para Odontologia. “a Anthogyr é uma empresa francesa de renome internacional. por isso. ideais para regiões de pouca altura óssea.Qualidade comprovada A Anthogyr acumula uma experiência de mais de 60 anos na fabricação de instrumentais para Odontologia e 25 anos em Implantodontia. Dentro da linha de implantes Axiom encontramos os de diâmetros 2. Conforme Carlos Eduardo Francischone. Iniciou há pouco a fabricação de implantes osseointegráveis.

especialista. como em incisivos inferiores e incisivos laterais superiores. Em casos onde a limitação de espaço fica mais evidente. os maiores atrativos foram. presença em 85 países. hoje é fazer com que estas reabilitações tenham caráter estético e fun- 1947 1980 Criação da empresa e a fabricação do primeiro contra-ângulo. para mim.anthogyr. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Chegada oficial ao Brasil com equipe de vendas local própria e com sua linha de implantes Axiom.000 metros quadrados industrial. Linha do tempo da Anthogyr 1995 2000 2007 2009 2010 2011 Lançamento da linha Axiom. que outrora era obter e criar protocolos definidos e reprodutíveis para se alcançar a osseointegração.8. destaca as qualidades do Sistema Axiom: roscas de implante retangulares e progressivas. Lançamento do Axiom 2.5 mm cone-morse e o implante de 2.8 mm. Isso comprova a capacidade da empresa em desenvolver usinagens de precisão. como o Axiom 2.Mercado In Para Renato Savi de Carvalho. a utilização de implantes de dois estágios com diâmetros reduzidos. Aniversário dos 60 anos: novo site de 8. Finalmente. garante. Cirurgia Avançada e Pós em Implantodontia pelo Cetao. Mais de 220 funcionários. “Nos últimos anos. mestre e doutorando em Implantodontia e coordenador dos cursos de Especialização em Implantodontia. permitindo melhores resultados em casos limítrofes”. “Dentro do estágio atual da ciência. característica presente em seus produtos desde 1947”. segurança e credibilidade alicerçam este novo e surpreendente conceito de reabilitação implantossuportada”. Equipe de 40 funcionários. Lançamento do primeiro implante sob a marca Anthogyr. conexão morse e componentes protéticos que permitem trabalhar de forma simplificada. a partir de cooperação e intercâmbio de nossa equipe junto à Anthogyr – empresa consagrada na Implantologia mundial pelos ideais de modernidade e qualidade – adquirimos a certeza de que este sistema muito acrescentará à Odontologia. representa um grande avanço. um investimento de 20 milhões de euros. “Entretanto.8(3):412-7 415 . Marcelo Abla.8 mm locker tapped. mestre e doutor em Implantologia – USP/ Bauru – e professor – Universidade Sagrado Coração USC/Bauru. exporta para 20 países. sentese satisfeito de ter participado do desenvolvimento de um produto como o novo implante Axiom. mestre em Implantodontia e professor do curso de Implantodontia – SL Mandic/RJ e Clínica Integrada-UFF/RJ. dois produtos que dificilmente vemos em linhas comerciais de empresas: o implante de 6. Mais informações sobre a empresa em: www. pondera.com. Primeiro centro de formação Anthogyr Implant Institute. Simplicidade. o projeto dos implantes da Anthogyr da linha Axiom representa uma ferramenta muito importante nesta busca pela excelência estética. finaliza. Já Glauco Velloso.br. cional assemelhando estas à dentição natural. lembra que o grande desafio das reabilitações orais com implantes osseointegrados.

para secretárias e Simpósio Neoortho. 12 workshops. realizado em é que estamos cuidando para que o 2009. destaca. quisador. confecção de provisórios e escolha de cor) e como contornar estes problemas. informa Geninho Thomé. foi um grande sucesso. vários casos clínicos e situações no dia a dia do consultório são evidenciadas com fotografias coloridas de alta definição. Como é um livro voltado para a clínica de Odontologia Restauradora.8(3):412-7 417 . Um requintado redondas. Geninho Thomé: abordar os temas mais atuais da Odontologia. ”Selecionamos temas que são científica. tendo como meta a obtenção de resultados previsíveis e trabalhos duradouros. quatro OBC (Odontologia Baseada em Evidência jantar festivo de confraternização terá como cenário o Científica). de autoria de Luzi Ramos Junior e Milton Edson Miranda.5 mil participantes para a segunda grade científica reúne profissionais edição do seu Congresso Internacional. comodidade e entretenimento. Também. 15 plantões de dúvidas teórico. o livro é direcionado ao clínico geral e aos especialistas em prótese e tem como objetivo principal relatar as principais dificuldades encontradas pelos clínicos nas etapas (preparos. atividades teórica e prática. O fazendo a tecnologia de ponta aconevento terá extensa e diversificada programação tecer. três simpósios. Estamos trabalhando congressista tenha um atendimento para que esta edição seja ainda melhor. 65 conferências preocupação de oferecer aos congressistas maior nacionais. moldagens. mas que fazem parte da algumas das principais empresas do setor odonrotina profissional. Outro diferencial tológico. em Estão previstas nove conferên“edição ainda melhor”. Com 244 páginas e ricamente ilustrado. em Curitiba/PR. que será do mais alto gabarito e que estão realizado no Expo Unimed. Renomavoltado para sua comodidade e condos conferencistas nacionais e internacionais vão forto”. O tema central do Congresso será “Recursos tecnolódez atividades para graduandos em Odontologia. 30 painéis científicos. além de uma feira comercial reunindo relevantes. 50 Programas de Apoio ao Pesdente do grupo Neodent. que considero bastante importante “O nosso primeiro Congresso. Livro mostra como obter melhores resultados nas restaurações A Editora Santos/Grupo Gen lançou o livro Restaurações cerâmicas e metalocerâmicas – detalhes para obtenção da estética e previsibilidade. dez atividades para TPD. a Neodent espresidente da Comissão Científica. Complexo Industrial”. presi50 Neodent Experience.Mercado In Em junho acontece o II Congresso Internacional da Neodent Entre os dias 16 e 18 de junho. a pera receber 2. tivemos a cias internacionais. atividade gicos atuais na Odontologia”. De acordo com Ivete Sartori. duas mesasconforto. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.

conquanto expressa manifestação de vontade do paciente relativamente quanto à terapêutica a ser utilizada. comunicação bucosinusal. em linguagem clara e objetiva a ele acessível. Nossa casuística tem apontado que o fundamento primordial das discussões judiciais relacionadas às reabilitações dessa natureza diz respeito à falta de osseointegração dos implantes. A ciência. assessoramento e defesa dos cirurgiõesdentistas nas questões profissionais de ordem judicial. é a clareza do conteúdo. em particular cirúrgica. embora lido e assinado. em particular nos dias de hoje. o objetivo de dar conhecimento ao paciente sobre a indicação e a natureza do tratamento e os riscos a ele inerentes. sintomatologia dolorosa. já que não afasta o dever profissional de diligência. o paciente não entendeu o real sentido do que estava escrito. migração do pino para o seio maxilar.com. fratura. a fim de orientar o paciente. não só do ponto de vista legal. Regina Célia Dalle Nogare (dallenogare@terra. em síntese. Comumente utilizado na área de atuação médica. Regina Célia Dalle Nogare é advogada e atua há mais de 19 anos em orientação. Aspecto que deve ser considerado. no qual discorremos sobre a questão da documentação odontológica. o termo deve conter informações que permitam ao paciente entender quais os procedimentos em que será submetido. mas também ético. Assim. Considerando que qualquer procedimento envolve riscos. é extremamente dinâmica. REVISTA IMPLANTNEWS 2011. Dúvidas e orientações enviar e-mail à dra. envolvendo especialmente implantes. visto ser dirigido ao paciente quase sempre leigo. Ainda na linha do texto anterior. com relação ao termo propriamente dito.Responsabilidade Civil O consentimento informado Dra. não se pode afastar a sua relevância nas demais especialidades. como parestesia. daí reputar-se relevante o termo. seguido dos mais variados questionamentos. exposição das espiras. como dever de cuidado ético do profissional. como também é extensa a literatura relacionada a eventuais intercorrências clínicas que poderão advir dos procedimentos. Outro aspecto de grande importância a ser ressaltado é que não se pode atribuir valor absoluto ao termo. o termo tem. cuidaremos em específico do termo de consentimento informado.8(3):419 419 . sem o uso de expressões altamente técnicas que possam levar a eventual alegação de que. edema etc.br). De indiscutível importância para a área odontológica.

2. possuímos ações ou investimentos em organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu recebi honorários de apresentações vindos de organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Você está empregado pela entidade comercial que patrocinou o estudo? Você possui patentes ou royalties. 3 imagens com legendas concisas. total ou parcial. Estas deverão ser acrescentadas ao final do artigo. Não repita no texto todos os dados das tabelas e ilustrações. 2. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais: [Local e data] Eu (nós).1. Especifique patrocinadores. O CD deve estar com a identificação do autor responsável. 2. unitermos/key words. Cecilia Felippe Nery (Editora) Rua Gandavo. As informações contidas nos trabalhos enviados são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores. nome(s) e titulação do(s) autor(es). Introdução: resumir o princípio e o propósito do estudo. telefone e e-mail do autor responsável). em forma de texto. Resultados: apresente em ordem sequencial no texto. Importante: Envie seu trabalho apenas pelo correio.9. 2. à menos que hajam modificações. fornecendo apenas as referências pertinentes. Contendo CD identificado (com todo o material do artigo). Desde janeiro de 2011. Indique os métodos estatísticos. que os direitos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se propriedade exclusiva da revista ImplantNews a partir da data de sua submissão. Em caso de dúvida. como Nota de Esclarecimento. OBJETIVO A revista ImplantNews. ou os membros da minha família. em formato DOC ou RTF (Word for Windows). Compare suas observações com outros estudos relevantes. material e métodos. Revisão/edição: os trabalhos serão revisados pelo editor científico e um parecerista do Conselho Científico. por meio deste suficiente instrumento. essa cessão de direitos autorais será automaticamente revogada após a devolução definitiva do citado trabalho. que decidirá sobre a sua aceitação. introdução e/ou proposição. Limites: texto com. A revista ImplantNews receberá para publicação trabalhos Aderência às Normas de Publicação: trabalhos não preparados de acordo com as normas serão devolvidos aos autores antes do processo de revisão. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente via correio. o qual submeto(emos) à apreciação da revista ImplantNews para nela ser publicado. em qualquer outra parte ou meio de divulgação de qualquer natureza. O editor se reserva o direito de editar os trabalhos para melhorar a clareza e compreensão dos leitores. Para a publicação deverão ser observados os itens das “Normas de Publicação”. Agradecimentos: pessoas com contribuições substanciais ao trabalho. 2. Termo de Cessão de Direitos Autorais/Formulário de Conflito de Interesse NOTAS PRÉVIAS devidamente preenchidos e Termo de Consentimento do Paciente.7. especialista na área do artigo. mediante o recebimento.3.8(3):421-2 421 . Declaro(amos) serem verdadeiras as informações do formulário de Conflito de Interesse.br>. assinado pelo(s) autor(es) ou pelo autor responsável. redigidos em português. NORMAS DE PUBLICAÇÃO 1. tabela e ilustrações. no máximo. Métodos publicados deverão ser referenciados e discutidos brevemente. Material e métodos: apresente detalhes suficientes para permitir a confirmação das observações. não será devolvido. bem como artigos de atualização. as referências são de inteira responsabilidade dos autores. destina-se à publicação de trabalhos inéditos de pesquisa aplicada. em sua face não gravável. agências de fomento (citando número do processo). quando aplicável. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto referências à aprovação pelo Comitê de Ética. 2. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o Termo de Cessão de Direitos Autorais. 2. Os trabalhos enviados para publicação devem ser inéditos. de periodicidade bimestral. Mostre claramente a hipótese testada.8.6. trabalhou como testemunha especializada.1.4. Inclua uma declaração se existe ou não interesse ou vínculo comercial dos autores com o trabalho. 2. uma vez publicado o trabalho. conclusão e referências bibliográficas. enfatize apenas observações importantes. 2.000 caracteres (com espaços). Discussão: enfatize os aspectos novos e importantes e as conclusões que se seguem. Conclusão: faça de forma a reforçar ou refutar a hipótese. No caso de não aceitação para publicação. acompanhados de uma cópia em papel.7. APRESENTAÇÃO A Nota Prévia deverá conter: título em português e inglês. 5. NORMAS 2. sendo vedada qualquer reprodução. A revista ImplantNews é um periódico científico que adota o sistema de revisão por pares para seleção dos trabalhos a serem publicados e segue em suas normas de publicação o estilo de Vancouver (Sistema Numérico de Citação). ou realizou atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área? (forneça uma descrição resumida) Não [Assinatura] Importante: autores e coautores deverão preencher individualmente o formulário com informações próprias. O autor deverá enviar o Termo de Cessão de Direitos Autorais de acordo com o item 2. 70 – Vila Clementino 04023-000 – São Paulo – SP ATENÇÃO: para o envio de Notas Prévias. quando necessário. com etiqueta ou caneta retroprojetor (própria para escrever na superfície do CD). não sendo permitida a sua apresentação simultânea em outro periódico. material que passa a fazer parte do Termo de Cessão de Direitos Autorais. visando à padronização universal de expressões científicas nos trabalhos publicados. 2. autor(es) do trabalho intitulado [título do trabalho].com. discussão.5. [Assinatura(s)] Conflito de Interesse Sim Eu recebi apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu. indique por fora do envelope “Seção Nota Prévia”. por parte do autor. A revista ImplantNews reserva todos os direitos autorais do trabalho publicado. para: ImplantNews Att. declaro(amos) concordar.1. entre em contato com a redação: (11) 2168-3400 – <secretaria@implantnews.2. relatos de casos clínicos e revisão da literatura na área de Implantodontia e de especialidades multidisciplinares que a envolvam. gravados em CD. ou os membros da minha família. aponte as implicações e limitações. Não repita em detalhes dados ou outro material fornecido na Introdução ou nos Resultados. todos os trabalhos deverão ser enviados com o formulário de Conflito de Interesse preenchido. impresso completo do trabalho a ser submetido. A revista ImplantNews submeterá os originais à apreciação do Conselho Científico.7. com informações para contato (endereço. 2. Referências bibliográficas: siga rigorosamente as normas de citação numérica Vancouver. recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho Eu. [nome(s) do(s) autor(es)]. resumo/abstract. de ofício específico para esse fim. uma tabela pequena e 5 referências bibliográficas. O material enviado. REVISTA IMPLANTNEWS 2011.Normas de Publicação Como enviar seus trabalhos Os trabalhos enviados que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação serão devolvidos automaticamente. 2.1. sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada e obtida junto à revista ImplantNews. Os nomes dos relatores/avaliadores permanecerão em sigilo e estes não terão ciência dos autores do trabalho analisado.

: 7. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. introdução e/ou proposição. 5. resumo. Artigo em periódico on-line/internet: Tanriverdi et al. conclusão. The biology of tooth movement. No texto. Illinois: Quintessence. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de acordo com o “List of Journals Indexed in Index Medicus” (www. São Paulo: EVM. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): Brånemark P-I. As referências devem ser numeradas em ordem de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores. Tipo de fonte: times new roman b. APRESENTAÇÃO 3. revisão da literatura.5. nome(s) do(s) autor(es). [cited 30-6-1998]. Oliveira MF. Unitermos e key words: máximo de cinco.html>. Exemplos 4. nota de esclarecimento. introdução e/ou proposição.. utilizando o recurso de resolução máxima do equipamento/câmera fotográfica.5. Alinhamento do texto: justificado e. nome e número de registro de pacientes.1. Braz Dent J 1997. 3. Exemplos: Errado: “Bergstrom J. que devem ser seguidos pelos seus prenomes abreviados.6. 4. Capítulo de livro: Baron. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4. 5. Burstone CJ. 4.7.4. Meyer DH.28:402-4. nota de esclarecimento. deverão conter cópia do Formulário de Consentimento do Paciente. 4 gráficos e 16 figuras. 1989. Devem ser autoexplicativos e.4.. Prosthet Dent 1992. nos formatos TIF ou JPG e largura mínima de 10 cm.7.1. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas.1. o qual deve acompanhar o trabalho enviado. curva ou outra forma gráfica devem vir acompanhadas dos respectivos valores numéricos para permitir sua reprodução com precisão.9. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1. Devem possuir boa qualidade técnica e artística. As páginas devem ser numeradas 3.5. 4 tabelas ou quadros. relato do(s) caso(s) clínico(s).8. 6.7. 6. são indicados no texto.6.7.html) e impressos sem negrito. 4. 6. Organização ou sociedade como autor: Clinical Research Associates..5. 3.8. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser numeradas com algarismos arábicos. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais e. 7.8 avaliaram que a saúde geral e local do paciente é necessária para o sucesso do tratamento”.25 cm f. Cure opin microbial. Revisão da literatura – Deverão conter título em português. “Outros autores1-3 concordam. Dissertação e tese: Molina SMG.7. material(ais) e método(s).1997.2. Quantidade máxima de 30 referências bibliográficas por trabalho.2. Resumos em português e inglês: máximo de 250 palavras cada f.7. Anais. a expressão latina et al. Artigo citado por outros autores apud: Sognnaes RF. 12. 4. caso seja estritamente necessária sua citação.11. O paciente não poderá ser identificado ou estar reconhecível em fotografias. no máximo. números aleatórios devem ser separados por vírgula (ex. J Periodontal 1994. conclusão. Bergstrom J. 6. Deve-se evitar a citação de comunicações pessoais.3.43(4):419-22. titulação do(s) autor(es).000 caracteres (com espaços). 2 tabelas ou quadros. Nas publicações com sete ou mais autores. Estrutura 3. [Online] Available from Internet <http://www. setor. Oral pathogens: from dental plaque to cardiace disease. Absenteísmo odontológico. faces etc. discussão.17:1-2.5 linhas g. 422 REVISTA IMPLANTNEWS 2011. 2002. conclusão. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posicionada abaixo deste. trabalhos em andamento e os não publicados. 4. 4. titulação do(s) autor(es). as informações não devem ser incluídas na lista de referências. unitermos. 4. c.1.1.1997. 269-73.10. discussão. obrigatoriamente. J Prosth Dent 1980. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado h.41:735-37 apud Dent Abstr 1978. Preber H. nome(s) do(s) autor(es).2. resumo em inglês (abstract). nota de esclarecimento. sem ponto ou vírgula. Rev Odont Unesp 1988. 4. APCD . 25. Artigo sem indicação de autor: Fracture strenght of human teeth with cavity preparations. Limites: texto com.org) no “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas. Lorato DC. Formatação de página: a. 4. Influence of a composite resin restoration on the gengival. no máximo. 3. citam-se os seis primeiros e. resumo.1. Livro: Brånemark P-I.5. A vírgula só deve ser usada entre os nomes dos diferentes autores. 3. Tobaco use as a risk factor. unitermos.1. 6. ser enviadas incorporadas a arquivos de programas de apresentação (PowerPoint). 6. resumo em inglês (abstract). Devem constar sob as denominações “Tabela” ou “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em algarismos arábicos. Florida: CRC.gov/tsd/serials/lji. 10 páginas de texto. Lindstrom J.7. p. Formatação de texto: a.8(3):421-2 . 6. resumo em inglês (abstract). Clin Res Assoc Newsletter 1993.8(2):67. Na in vitro test model for investigation of desinfection of dentinal tubules infected whith enterococcus faecalis. p. ISSN 0103-6440. resultados. volume. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma clara e objetiva no texto ou em documento anexo. GRÁFICOS 7. TABELAS OU QUADROS 5.5 cm b. LA.4.5.São Paulo. título em inglês.4. Mechanics and regulation on ostoclastic boné resorption. a menos que expresse por escrito o seu consentimento. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade única e exclusiva dos autores. 35. A apresentação das referências bibliográficas deve seguir a normatização do estilo Vancouver. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em sua legenda.br/decs/) 3.. número (fascículo) e páginas do artigo logo após o título do periódico.usp. Scan J Plastic Rec Surg 1977. Avaliação do desenvolvimento físico de préescolares de Piracicaba. preferencialmente. FIGURAS/IMAGENS 6.3. Não citar os nomes dos autores e o ano de publicação.icmje. et al. Fives-Taylor PM. 4.000 caracteres (com espaços).3. citam-se todos. Craniofacial prostheses: anaplastology and osseointegration. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua legenda.7. Preber H2 (1994). Hallen O.5. Números sequenciais devem ser separados por hífen (ex. assinado por este. 3.6. 4. Espaçamento entre linhas: 1. editores de texto (Word for Windows) ou planilhas eletrônicas (Excel). 6.1. obrigatoriamente. artigos e teses) – Deverão conter título em português.br/bdj/t0182. seguir o Sistema Numérico de Citação.23(8):408-9. proposição. Estética em implantes de um ponto de vista cirúrgico. Trabalho apresentado em evento: Buser D.1.72. mas citadas em notas de rodapé.3. 4. 4 gráficos e 16 figuras/imagens. titulação do(s) autor(es).” 4.000 caracteres (com espaços). unitermos em inglês (key words) e referências bibliográficas.7. 18. Adell R.16:1-13. editors. Devem constar sob a denominação “Gráfico”.” 4. 4. 7. citados no corpo do texto.2. 5.7. Incluir ano. com identificação ou não.forp.3. 7. In: Norton. conforme orientações fornecidas pelo International Committee of Medical Journal Editors (www. 2. As grandezas demonstradas na forma de barra. 7. com resolução mínima de 300dpi. 21). J Dent Res 2000. 4. J Dent Educ 1977.2.nlm.79:1002. 4. itálico ou grifo/sublinhado.4 Citações de referências bibliográficas a. unitermos. introdução e/ou revisão da literatura. com largura mínima de 10 cm. Limites: texto com. 4 tabelas ou quadros.4. nome(s) do(s) autor(es). em arquivo à parte. Limites: texto com. em hipótese alguma. Devem ser enviadas gravadas em CD. Margens superior e inferior: 2. b.10. ser citadas no corpo do texto na ordem de sua numeração. Sá JR. Nas publicações com até seis autores.17(1/2):183-9.3. Glass ionomer-resin: state of art. na ordem de sua numeração. Margens esquerda e direita: 3 cm c. numerados com algarismos arábicos e fornecidos. 7. em seguida. 2 gráficos e 32 figuras. obrigatoriamente. Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter título em português. título em inglês. Não devem.1. citados no corpo do texto na ordem de sua numeração. Título em português: máximo de 90 caracteres d.2.. SP [tese]. 4. título em inglês. no qual somente os números índices das referências. deve-se evitar o uso de iniciais. Devem ser.2. Consultar Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www.” Correto: “Vários autores1. Breine U. Tamanho da fonte: 12 c. Campinas: Universidade Estadual de Campinas. dentes. 1998:88-95.: 4-5). resumo. Devem. Hansson BO.2. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em arquivo ou folha impressa à parte. In: 3º Congresso Internacional de Osseointegração: 2002. Experience form a 10-year period. no máximo. na forma sobrescrita. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzidos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/quadro ou em sua legenda. lábios. R. A behavioral courses in dental school.7. Todos os trabalhos com imagens de pacientes. Trabalhos científicos (pesquisas. Na apresentação de imagens e texto.bireme. nih.65:545-50.7.2.7. discussão. 5. Tamanho do papel: carta d. 18.7. Artigo de periódico: Diacov NL.3. 4. Exemplo: “1. Marginal adaptation of composite restoration with and without flowable liner [resumo]. Resumo: Steet TC.1.

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