ISSN 1948-5456

revista pedagógica Língua portuguesa 5º ano do ensino Fundamental

SAERJ

2011

ISSN 1948-5456

SiStema de avaliação da educação do eStado do Rio de JaNeiRo ReviSta pedagógica
língua portuguesa 5º ano do ensino Fundamental

sAERJ2011

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO Governador do estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Vice-governador Luiz Fernando de Souza Secretário de Educação Wilson Risolia Subsecretário de Gestão de Ensino Antonio José Vieira de Paiva Neto Equipe de Avaliação Vania Maria Machado de Oliveira Edilene Nor onha Rodrigues Jaqueline Antunes Farias Alessandra Silveira Vasconcelos de Oliveira Saladino Correia Leite Messias Fernandes Santos .

5 A ImpORTâNCIA dOs ResULTAdOs 6 Os resultados da sua escola 10 A esCALA de pROfICIêNCIA 11 12 22 A estrutura da escala de proficiência domínios e Competências Como formar um leitor proficiente? 26 pAdRões de desempeNHO esTUdANTIL 27 28 33 37 40 Baixo Intermediário Adequado Avançado Com a palavra. o professor 43 O TRABALHO CONTINUA .

bem como por cada unidade escolar. torna-se possível entender em quais pontos os estudantes estão em relação ao desenvolvimento das habilidades consideradas essenciais ao aprendizado da língua portuguesa. portanto. e o de fornecer subsídios para o planejamento das escolas em suas atividades de gestão e de intervenção pedagógica. nesta revista. prioriza a descrição do desenvolvimento cognitivo ao longo do processo de escolarização. essas informações são muito importantes para o planejamento dos professores. a oportunidade de receber os seus resultados de forma individualizada tem como finalidade prover subsídios para o planejamento de suas ações de aprendizagem. para as escolas. de cada escola. para a interpretação pedagógica desses resultados. capazes de trazer modificações substanciais para o aprendizado dos estudantes com vistas à promoção da equidade. como você verá. também são apresentados. como você. com seus domínios e competên- cias. atendem a dois propósitos principais: o de prestar contas à sociedade sobre a eficácia dos serviços educacionais oferecidos à população. ao relacionar a descrição das habilidades com o percentual de estudantes em cada padrão. a Revista pedagógica. os padrões de desempenho oferecem à escola os subsídios necessários para a elaboração de metas coletivas. apresentado nos domínios e competências da escala. em particular. fazem toda a diferença nas comunidades em que atuam. Nesta Revista pedagógica você encontrará os resultados desta escola em língua portuguesa para o 5º ano do ensino Fundamental. alguns artigos importantes sobre o ensino de língua portuguesa e depoimentos de professores que. foi criada para atender ao objetivo de divulgar os dados gerados pelo SaeRJ de maneira que eles possam ser. com ela. . a escola pode elaborar o seu projeto com propostas mais concisas e eficazes. será fundamental. efetivamente. assim. o detalhamento dos níveis de complexidade das habilidades. utilizados como subsídio para as diversas instâncias gestoras. bem como para as intervenções pedagógicas em sala de aula. a escala de proficiência.5 A importânciA dos resultAdos a s avaliações em larga escala realizadas pelo Sistema de avaliação da educação do estado do Rio de Janeiro (SaeRJ). ao oferecer medidas acerca do progresso do sistema de ensino como um todo e.

Participação informa o número estimado de estudantes para a realização do teste e quantos. participaram da avaliação no estado.net. . você pode comparar a proficiência com as médias do estado. da sua diretoria regional e do seu município. pelo endereço eletrônico www. que se referem aos resultados do percentual de acerto no teste. quatro deles estão impressos nesta revista. resultAdos impressos nestA revistA 1. Evolução do percentual de estudantes por padrão de desempenho permite que você acompanhe a evolução do percentual de estudantes nos padrões de desempenho das avaliações realizadas pelo SaeRJ em suas últimas edições. estão disponíveis no cd (anexo a esta revista) e no portal da avaliação.6 os resultAdos dA suA escolA os resultados desta escola no SaeRJ 2011 são apresentados sob seis aspectos. efetivamente. 3.saerj. os outros dois.caedufjf. na sua diretoria regional. no seu município e na sua escola. 2. o objetivo é proporcionar uma visão das proficiências médias e posicionar sua escola em relação a essas médias. Proficiência média apresenta a proficiência média desta escola.

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voltadas à melhoria do processo de ensino e promoção da equidade escolar.9 4. diretoria regional. na sua diretoria regional. Resultados por estudante Cada estudante pode ter acesso aos seus resultados no SAERJ. isso será fundamental para planejar intervenções pedagógicas. município. no seu município e na sua escola. escola. de seu desempenho escolar. Esses resultados são apresentados por estado. Essas são informações importantes para o acompanhamento. . Percentual de acerto por descritor Apresenta o percentual de acerto no teste para cada uma das habilidades avaliadas. resultAdos disponíveis no cd e no portAl dA AvAliAção 5. é informado o padrão de desempenho alcançado e quais habilidades ele possui desenvolvidas em Língua Portuguesa para o 5º ano do Ensino Fundamental. Percentual de alunos por padrão de desempenho apresenta a distribuição dos estudantes ao longo dos intervalos de proficiência no estado. 6. Nesse boletim. os gráficos permitem que você identifique o percentual de estudantes para cada padrão de desempenho. turma e estudante. pelo estudante e seus familiares.

os resultados dos estudantes em língua portuguesa são dispostos em uma escala de proficiência definida pelo Sistema Nacional de avaliação da educação Básica (SaeB). d11 e d15 d10 d20 d14 d13 processamento do texto estabelece relações entre textos. identifica tema. lê palavras. os educadores têm acesso à descrição das habilidades distintivas dos intervalos correspondentes a cada nível e podem atuar com mais precisão na detecção de dificuldades de aprendizagens. * * * * d1 d6 Descritores apropriação do sistema da escrita Reconhece convenções gráficas. isso significa que o estudante do último ano do ensino médio deve. bem como planejar e executar ações de correção de rumos.10 Domínios Competências identifica letras. as escalas apresentam. do nível mais baixo ao mais alto. . as escalas do SaeB permitem ordenar os resultados de desempenho em um continuum. naturalmente. identifica gênero. assim. d4 e d5. * as habilidades relativas a essas competências são avaliadas nas séries iniciais do ensino Fundamental. A escAlA de proficiênciA u ma escala é a expressão da medida de uma grandeza. e destinatário de um texto. por exemplo. d3. localiza informação. para as avaliações em larga escala da educação básica realizadas no Brasil. estabelece relações lógico-discursivas. os estudantes que alcançaram um nível mais alto da escala. a grande vantagem da adoção de uma escala de proficiência é sua capacidade de traduzir as medidas obtidas em diagnósticos qualitativos do desempenho escolar. mostram que possuem o domínio das habilidades presentes nos níveis anteriores. É uma forma de apresentar resultados com base em uma espécie de régua em que os valores são ordenados e categorizados. identifica marcas linguísticas. ser capaz de dominar habilidades em um nível mais complexo do que as de um estudante do 5º ano do ensino Fundamental. as habilidades presentes naquele ponto. função. manifesta consciência fonológica. com isso. também. d16 e d17 d12 d2. o que é muito importante para o diagnóstico das habilidades ainda não consolidadas em cada etapa de escolaridade. para cada intervalo. estratégias de leitura Realiza inferência. ou seja. identifica elementos de um texto narrativo. distingue posicionamentos.

que vão do zero a 500. da primeira à última linha. . as colunas mostram a relação entre a escala e a matriz. a legenda explicativa das cores informa sobre essa gradação na própria escala. trazendo os descritores que lhes são relacionados. que vão do amarelo-claro ao vermelho. A estruturA dA escAlA de proficiênciA Na primeira coluna da escala são apresentados os grandes domínios do conhecimento em língua portuguesa para toda a educação básica. a cor amarelo-clara indica o primeiro nível de complexidade da habilidade. em tons de verde. por sua vez.11 intermediário adequado 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 avançado 275 300 Baixo 325 350 375 400 425 450 475 500 a gradação das cores indica a complexidade da tarefa. esses domínios são agrupamentos de competências que. por exemplo. passando pelo laranja e indo até o nível mais complexo. representado pela cor vermelha. os limites entre os padrões transpassam a escala. essas cores indicam a gradação de complexidade das habilidades pertinentes a cada competência. estão agrupados os padrões de desempenho definidos pela Secretaria de estado de educação do Rio de Janeiro para a 5º ano do ensino Fundamental. para cada competência. assim. Na primeira linha da escala estão divididos todos os intervalos em faixas de 25 pontos. no sentido vertical. representadas por diferentes cores. estão dispostas nas várias linhas da escala. as habilidades. agregam as habilidades presentes na matriz de referência de língua portuguesa.

pelo amarelo-escuro. desenhos e/ou outros sinais gráficos também utilizados na escrita. identificA letrAs 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 uma das primeiras hipóteses que a criança formula com relação à língua escrita é a de que escrita e desenho são uma mesma coisa. “casa”. Neste domínio. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. por exemplo. encontram-se reunidas quatro competências que envolvem percepções acerca dos sinais gráficos que utilizamos na escrita – as letras – e sua organização na página e aquelas referentes a correspondências entre som e grafia. estudantes com proficiência entre 100 e 125 pontos são capazes de identificar as letras do alfabeto. a criança deverá. com grande precisão. . estudantes que se encontram em níveis de proficiência entre 75 e 100 pontos são capazes de diferenciar letras de outros rabiscos. Quando começa a ter contatos mais sistemáticos com textos escritos. como os números. ApROpRIAçãO dO sIsTemA dA esCRITA professor. contribuirá para a melhoria do processo educativo da escola. observando-os e vendo os ser utilizados por outras pessoas. a criança pode simplesmente desenhar uma casa. a apropriação do sistema de escrita é condição para que o estudante leia com compreensão e de forma autônoma. dois pontos principais: o primeiro se refere ao nível de desenvolvimento obtido no teste e o segundo ao que é esperado dos estudantes nas etapas de escolaridade em que se encontram. representado na escala pelo amarelo-claro. ao longo dos quais se espera que o estudante avance em suas hipóteses sobre a língua escrita. de 0 a 75 pontos. uma vez percebendo essa diferenciação. esse é um nível básico de desenvolvimento desta competência. quando solicitada a escrever. o conjunto dessas competências permite ao alfabetizando ler com compreensão. esse dado está indicado na escala de proficiência pela cor vermelha. de certo. reconhecendo as letras como os sinais que se deve utilizar para escrever. nomeando-as e sabendo identificá-las mesmo quando escritas em diferentes padrões.12 domínios e competênciAs os domínios da escala de proficiência agrupam as competências básicas ao aprendizado de língua portuguesa para toda a educação básica. para chegar a essa percepção. um próximo passo será o de identificar as letras do alfabeto. ao relacionar os resultados de sua escola a cada um dos domínios da escala de proficiência e aos respectivos intervalos de gradação de complexidade da habilidade. mesmo quando escritas em diferentes padrões gráficos. a criança começa a perceber que escrita e desenho são coisas diferentes. o que. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. diferenciar as letras de outros símbolos gráficos. estudantes com nível de proficiência acima de 125 pontos diferenciam as letras de outros sinais gráficos e identificam as letras do alfabeto. essa apropriação é o foco do trabalho nos anos iniciais do ensino Fundamental. na escala. inicialmente. Sendo assim. com esses dados é possível implementar ações em nível de sala de aula com vistas ao desenvolvimento das habilidades ainda não consolidadas. é possível diagnosticar. este novo nível de complexidade desta competência é indicado. por exemplo.

além de participar de jogos e brincadeiras que explorem a sonoridade das palavras contribuem para o desenvolvimento destas habilidades. estudantes com proficiência entre 100 e 125 pontos contam sílabas de uma palavra lida ou ditada. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. esse fato é representado na escala pelo amarelo-claro.13 reconHece convençÕes GrÁficAs 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 mesmo quando ainda bem pequenas. essas convenções incluem saber que a leitura se faz da esquerda para a direita e de cima para baixo ou. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. diferentemente da fala. folheando-o e olhando suas páginas. que leem um livro. que. além de reconhecerem as direções da esquerda para a direita e de cima para baixo na organização da página escrita. mAnifestA consciênciA fonolÓGicA 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 a consciência fonológica se desenvolve quando o sujeito percebe que a palavra é composta de unidades menores que ela própria. de 0 a 75 pontos. Fazem de conta. estudantes que se encontram em níveis de proficiência de 75 a 100 pontos reconhecem que o texto é organizado na página escrita da esquerda para a direita e de cima para baixo. muitas crianças que têm contatos frequentes com situações de leitura imitam gestos leitores dos adultos. de 0 a 75 pontos. os estudantes que se encontram em níveis de proficiência entre 75 e 100 pontos identificam rimas e sílabas que se repetem em início ou fim de palavra. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. essas unidades podem ser a sílaba ou o fonema. se apresenta num fluxo contínuo e na escrita é necessário deixar espaços entre as palavras. ainda. . também identificam os espaçamentos adequados entre palavras na construção do texto. estudantes com proficiência acima de 125 pontos já consolidaram esta competência e esse fato está representado na escala de proficiência pela cor vermelha. as habilidades relacionadas a esta competência são importantes para que o estudante seja capaz de compreender que existe correspondência entre o que se fala e o que se escreve. este novo nível de complexidade da competência está representado pela cor vermelha. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. Na escala. por exemplo. esse é um primeiro indício de reconhecimento das convenções gráficas. este novo nível de complexidade da competência está representado na escala pelo amarelo-escuro. ouvir e recitar poesias. estudantes com proficiência acima de 100 pontos.

em geral. isso porque. o alfabetizando precisa desenvolver algumas habilidades. o amarelo-escuro indica. geralmente. as crianças constroem uma hipótese inicial de que todas as sílabas são formadas por esse padrão. o mais simples. na escala. a cor vermelha indica que estudantes com proficiência acima de 125 pontos já consolidaram as habilidades que concorrem para a construção da competência de ler palavras. é objeto de ensino nas etapas iniciais da alfabetização. quando estão se apropriando da base alfabética. e que. o alfabetizando lê com maior facilidade as palavras formadas por sílabas no padrão consoante/vogal. é a de identificar as direções da escrita: de cima para baixo e da esquerda para direita. bastante elementar. ao iniciar o processo de alfabetização.14 lê pAlAvrAs 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 para ler palavras com compreensão. posteriormente. o amarelo-claro indica que os estudantes que apresentam níveis de proficiência entre 75 e 100 pontos são capazes de ler palavras formadas por sílabas no padrão consoante/vogal. . de 0 a 75 pontos. Na escala de proficiência. tornam-se hábeis na leitura de palavras compostas por outros padrões silábicos. que estudantes com proficiência entre 100 e 125 pontos alcançaram um novo nível de complexidade da competência de ler palavras: a leitura de palavra formadas por sílabas com padrão diferente do padrão consoante/vogal. em função de sua exposição a um vocabulário mais amplo e a atividades nas quais são solicitadas a refletir sobre a língua escrita. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. uma delas. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza.

na escala de proficiência. consequentemente. com o seu desenvolvimento o leitor pode recorrer a textos de diversos gêneros. se materializam na forma de textos de diferentes gêneros. o laranja-claro indica o desenvolvimento desta habilidade. pelo laranja-escuro. por exemplo. desde que o texto se apresente em gênero que lhes seja familiar. conseguem localizá-las. mesmo quando o gênero e o tipo textual lhe são menos familiares. localizam informações em textos curtos.desde localizar informações em frases. os estudantes com proficiência entre 225 e 250 pontos. o desenvolvimento desta habilidade está indicado pelo amarelo-claro. locAliZA informAção 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 a competência de localizar informação explícita em textos pode ser considerada uma das mais elementares. buscando neles informações de que possa necessitar. esta é uma habilidade importante porque mostra que o leitor consegue estabelecer nexos entre as palavras que compõem uma sentença. esta competência pode apresentar diferentes níveis de complexidade . estudantes que se encontram em um nível de proficiência entre 100 e 125 pontos localizam informações em frases. Na escala de proficiência. o domínio “estratégias de leitura” reúne as competências que possibilitam ao leitor utilizar recursos variados para ler com compreensão textos de diferentes gêneros. pequenos avisos. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. encontram-se os estudantes que localizam informações explícitas. mediadas pela linguagem. a partir da leitura de uma fábula. aquela(s) que lhes interesta(m). esses leitores selecionam. o que está indicado. Na escala de proficiência.e se consolida a partir do desenvolvimento de um conjunto de habilidades que devem ser objeto de trabalho do professor em cada período de escolarização. na escala. a partir da leitura de um convite. esses estudantes já consolidaram a habilidade de localizar informações explícitas. os estudantes com proficiência entre 175 e 225 pontos localizam informações em textos mais extensos. por exemplo. até fazer essa localização em textos mais extensos .15 esTRATÉGIAs de LeITURA a concepção de linguagem que fundamenta o trabalho com a língua materna no ensino Fundamental é a de que a linguagem é uma forma de interação entre os falantes. produzindo sentido para o todo e não apenas para as palavras isoladamente. a partir de 250 pontos. na escala de proficiência. um verso. pela gradação de cores. que apresentam proficiência entre 125 e 175 pontos. o texto deve ser o foco do ensino da língua. pela cor vermelha. bilhetes curtos. na escala de proficiência. mesmo quando estas se encontram sob a forma de paráfrases. além de localizar informações em textos mais extensos. de gênero familiar e com poucas informações. esta habilidade está indicada. uma vez que as interações entre os sujeitos. . localizar o lugar onde a festa acontecerá ou ainda. esses leitores conseguem. localizar uma informação relativa à caracterização de um dos personagens. os estudantes. pelo amarelo-escuro. de 0 a 100 pontos. isso está indicado. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. isso está indicado. dentre as várias informações apresentadas pelo texto.

estudantes com este nível de proficiência conseguem identificar o tema em textos que exijam inferências. estudantes com proficiência entre 175 e 225 pontos fazem a identificação do tema de um texto valendo-se de pistas textuais. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. esses estudantes começam a desenvolver a competência de identificar tema de um texto.16 identificA temA 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 a competência de identificar tema se constrói pelo desenvolvimento de um conjunto de habilidades que permitem ao leitor perceber o texto como um todo significativo pela articulação entre suas partes. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. de 0 a 125 pontos. pelo amarelo-claro. de 0 a 125 pontos. o efeito de humor ou ironia em um texto. no processo de produção de sentidos para o que lê. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. o leitor deve conjugar. Na escala de proficiência. Justamente por mobilizar intensamente a experiência de mundo. para realizar inferências. o amarelo-escuro indica este nível mais complexo de desenvolvimento da competência de identificar tema de um texto. à sua experiência de mundo. desde que os mesmos sejam de gênero e tipo familiares. ainda. o que está indicado na escala de proficiência pela cor vermelha. inferir uma informação a partir de outras que o texto apresenta ou. atingindo camadas mais profundas de significação. o laranja-claro indica este nível de complexidade mais elevado da competência. as pistas oferecidas pelo texto aos seus conhecimentos prévios. inferir o sentido de sinais de pontuação ou outros recursos morfossintáticos. esses estudantes já consolidaram a competência de identificar tema em textos. . estudantes que apresentam um nível de proficiência entre 125 e 175 pontos identificam o tema de um texto desde que esse venha indicado no título. estão envolvidas na construção da competência de fazer inferências as habilidades de: inferir o sentido de uma palavra ou expressão a partir do contexto no qual ela aparece. notícias de jornal ou revista e textos instrucionais. fato indicado. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. na escala de proficiência. como no caso de textos informativos curtos. reAliZA inferênciAs 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 Fazer inferências é uma competência bastante ampla e que caracteriza leitores mais experientes. mas é inferido a partir da conjugação destas pistas com a experiência de mundo do leitor. Já os estudantes com nível de proficiência a partir de 275 pontos identificam o tema em textos de tipo e gênero menos familiares que exijam a realização de inferências nesse processo. que conseguem ir além daquelas informações que se encontram na superfície textual. estudantes com proficiência entre 225 e 275 pontos identificam o tema de um texto mesmo quando esse tema não está marcado apenas por pistas textuais.

e. maiores suas possibilidades de perceber a finalidade dos textos que lê. nas quais o texto escrito é utilizado com funções comunicativas reais. bilhetes. de 0 a 100 pontos. de sua experiência de mundo e de leitor e. quanto mais amplo for o repertório de gêneros de que o estudante dispuser. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. além de identificarem uma notícia. além das habilidades relacionadas aos níveis anteriores da escala. a consolidação das habilidades relacionadas a esta competência está indicada na escala de proficiência pela cor vermelha. além de reconhecer o efeito do uso de recursos estilísticos. inferem informações em textos de vocabulário mais complexo e temática pouco familiar. por exemplo. no caso da receita culinária. ainda. quando ela traz inicialmente os ingredientes. esses estudantes conseguem. ainda. estudantes que apresentam um nível de proficiência de 100 a 175 pontos identificam a finalidade de textos de gênero familiar como receitas culinárias. poesias. Na escala de proficiência esse início de desenvolvimento da competência está indicado pelo amarelo-claro. o efeito de sentido produzido pelo uso de determinadas expressões em textos pouco familiares e/ou com vocabulário mais complexo. inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto em que elas se apresentam. função ou destinatário de um texto envolve habilidades cujo desenvolvimento permite ao leitor uma participação mais ativa em situações sociais diversas. . estudantes com proficiência a partir de 275 pontos já consolidaram a habilidade de realizar inferências. esta identificação pode se fazer em função da forma do texto. ainda.17 o nível de complexidade desta competência também pode variar em função de alguns fatores: se o texto apresenta linguagem não verbal. inferir o efeito de sentido produzido por alguns sinais de pontuação e o efeito de humor em textos como piadas e tirinhas. valendo-se das pistas textuais. se o gênero textual e a temática abordada são mais ou menos familiares ao leitor. por exemplo. se o vocabulário é mais ou menos complexo. podendo realizar inferências em textos não verbais como. identificA Gênero. Na escala de proficiência o desenvolvimento destas habilidades pelos estudantes está indicado pelo amarelo-escuro. quando ele se apresenta na forma estável em que o gênero geralmente se encontra em situações da vida cotidiana. pois. o nível de complexidade que esta competência pode apresentar dependerá da familiaridade do leitor com o gênero textual. o amarelo-claro indica esta etapa inicial de desenvolvimento da competência de realizar inferências. Na escala de proficiência. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. aqueles estudantes que apresentam proficiência entre 175 e 225 pontos inferem informações em textos não verbais e de linguagem mista desde que a temática desenvolvida e o vocabulário empregado lhes sejam familiares. dentre outros. É importante destacar que o repertório de gêneros textuais se amplia à medida que os estudantes têm possibilidades de participar de situações variadas. nas quais a leitura e a escrita tenham funções reais e atendam a propósitos comunicativos concretos. essas habilidades vão desde a identificação da finalidade com que um texto foi produzido até a percepção de a quem ele se dirige. de inferir o efeito de ironia em textos diversos. verbal ou mista. ainda. função e destinAtÁrio de teXtos de diferentes Gêneros 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 a competência de identificar gênero. estudantes com proficiência entre 225 e 275 pontos realizam tarefas mais sofisticadas como inferir o sentido de uma expressão metafórica ou efeito de sentido de uma onomatopeia. Na escala de proficiência o desenvolvimento destas habilidades está indicado pelo laranja-claro. seguidos do modo de preparo dos mesmos. estudantes com proficiência entre 125 e 175 pontos apresentam um nível básico de construção desta competência. tirinhas ou histórias sem texto verbal. portanto. inferir o efeito de sentido produzido pelo uso de uma palavra em sentido conotativo e pelo uso de notações gráficas e.

Na escala de proficiência. lugar e modo. as quais serão detalhadas a seguir. por exemplo. tais como: o tipo de linguagem e o apelo que faz a seus leitores em potencial. garantindo sua coesão e coerência. por exemplo. encontramos cinco competências. o grau de complexidade das habilidades associadas a essa competência está diretamente associado a dois fatores: a presença dos elementos linguísticos que estabelecem a relação e o posicionamento desses elementos dentro do texto. preposições.18 aqueles estudantes com proficiência de 175 a 250 pontos identificam o gênero e o destinatário de textos de ampla circulação na sociedade. de tempo. além de perceberem aquelas relações expressas por meio de advérbios ou locuções adverbiais como. chamamos de processamento do texto as estratégias utilizadas na sua constituição e sua utilização na e para a construção do sentido do texto. diversos conteúdos trabalhados no decorrer de todo o período de escolarização contribuem para o desenvolvimento das competências e habilidades associadas a este domínio. estABelece relAçÕes lÓGico-discursivAs entre pArtes de um teXto 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 a competência de estabelecer relações lógico-discursivas envolve habilidades necessárias para que o leitor estabeleça relações que contribuem para a continuidade. para melhor compreendermos o desenvolvimento destas competências. . progressão do texto. considerando que as cores apresentadas na escala indicam o início do desenvolvimento da habilidade. ainda que estes se apresentem em gênero pouco familiar e com vocabulário mais complexo. de 150 a 200. progredindo em grau de complexidade até o final do ensino médio. os estudantes que apresentam proficiência a partir de 250 pontos já consolidaram a competência de identificar gênero. ainda podemos indicar a capacidade de o estudante reconhecer as relações anafóricas marcadas pelos diversos tipos de pronome. valendo-se das pistas oferecidas pelo texto. por exemplo. função e destinatário de textos. os estudantes que se encontram no intervalo amarelo-claro. ao reconhecimento de relações semânticas indicadas por conjunções. começam a desenvolver a habilidade de perceber relações de causa e consequência em texto não verbal e em texto com linguagem mista. não se fixando em nenhum conteúdo específico. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza de 0 a 150 pontos ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. se um pronome está mais próximo ou mais distante do termo a que ele se refere. Na verdade. precisamos lembrar que a avaliação tem como foco a leitura. a maior complexidade desta competência está indicada pelo amarelo-escuro. pROCessAmeNTO dO TeXTO Neste domínio estão agrupadas competências cujo desenvolvimento tem início nas séries iniciais do ensino Fundamental. as gradações de dificuldade e sua consequente consolidação. essas habilidades relacionam-se. esse fato está representado na escala de proficiência pela cor vermelha. advérbios ou verbos. menos comuns no ambiente escolar. Neste domínio.

indicado pelo amarelo-escuro. os estudantes com proficiência acima de 300 pontos na escala estabelecem relações lógico-semânticas mais complexas. ainda. a faixa vermelha indica a consolidação das habilidades envolvidas nesta competência. de 0 a 150 pontos.) como a narrativas de caráter não literário. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência.19 No intervalo de 200 a 250. bem como reconhecem o espaço em que transcorrem os fatos narrados. esses estudantes identificam o fato gerador de uma narrativa curta e simples. a ordem em que os fatos são narrados. acrescente-se que já começam a estabelecer relações semânticas pelo uso de conjunções. observarmos a consolidação das habilidades associadas a esta competência em níveis mais baixos da escala de proficiência. estão começando a desenvolver esta competência. Nessa última habilidade. a partir de 200 pontos. crônicas. os estudantes. esses estudantes também reconhecem. esta competência envolve. ao contrário do que foi visto na competência anterior. os estudantes já conseguem realizar tarefas mais complexas como estabelecer relações anafóricas por meio do uso de pronomes pessoais retos. marcado pelo amarelo-escuro. pois reconhecem relações de causa e consequência sem que haja marcas textuais explícitas indicando esta relação semântica. identificA elementos de um teXto nArrAtivo 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 os textos com sequências narrativas são os primeiros com os quais todos nós entramos em contato e com os quais mantemos maior contato. bem como sob que ponto de vista a história é narrada. ou seja. cuja proficiência se encontra entre 150 e 175 pontos na escala. por pronomes demonstrativos e possessivos. No laranja-claro. por exemplo. identificar os elementos estruturadores de uma narrativa significa conseguir dizer onde. os estudantes atingem um nível maior de abstração na construção dos elos que dão continuidade ao texto. uma notícia. os termos retomados por pronomes pessoais oblíquos. pelo uso de conectivos menos comuns ou mesmo pela ausência de conectores. como as comparativas. e por meio de substituições lexicais. o clímax e o desfecho da narrativa.. .. a cor vermelha indica a consolidação das habilidades associadas a esta competência. os estudantes reconhecem. entre 175 e 200 pontos na escala. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. há um segundo nível de complexidade. a habilidade de reconhecer o fato que deu origem à história (conflito ou fato gerador). quando e com quem os fatos ocorrem. isso pode ocorrer sem que haja marcas explícitas. esses elementos dizem respeito tanto às narrativas literárias (contos. romances. intervalo de 250 a 300 pontos na escala. o qual deve ser construído pelo leitor. É importante ressaltar que o trabalho com elementos de coesão e coerência do texto deve ser algo que promova a compreensão de que os elementos linguísticos que constroem uma estrutura sintática estabelecem entre si uma rede de sentido. Nesse nível. nível marcado pelo amarelo-claro. os estudantes agregam a esta competência mais duas habilidades: o reconhecimento da solução de conflitos e do tempo em que os fatos ocorrem. tanto na oralidade quanto na escrita. fábulas. por exemplo. daí. na estrutura textual. pode ser necessário fazer uma inferência.

os estudantes que se encontram entre 225 e 275 pontos na escala. revelando. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. o amarelo-escuro. encontram-se as habilidades de identificar trechos de textos em que está expressa uma opinião e a tese de um texto. reconhecer. portanto. que a intertextualidade é um fator importante para o estabelecimento dos tipos e dos gêneros. posições contrárias acerca de um determinado assunto. que exigem do leitor uma maior experiência de leitura. os estudantes que ultrapassam esse nível na escala de proficiência são considerados leitores proficientes. de 0 a 225 pontos. Neste nível de proficiência. indica que os estudantes com uma proficiência que se encontra neste intervalo já conseguem realizar tarefas mais complexas ao comparar textos. 275 a 325 pontos. esses estudantes reconhecem diferenças e semelhanças no tratamento dado ao mesmo tema em textos distintos. na comparação entre textos. as habilidades envolvidas nesta competência começam a ser desenvolvidas em níveis mais altos da escala de proficiência.20 estABelece relAçÕes entre teXtos 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 esta competência diz respeito ao estabelecimento de relações intertextuais. também. os estudantes que se encontram no nível indicado pelo amarelo-claro distinguem fato de opinião em um texto narrativo. de 0 a 200 pontos. marcado pelo amarelo-claro. É importante lembrar. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. . além de identificar um tema comum na comparação entre diferentes textos informativos. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza. por exemplo. distinGue posicionAmentos 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 distinguir posicionamentos está diretamente associado a uma relação mais dinâmica entre o leitor e o texto. temos o vermelho que indica a consolidação das habilidades relacionadas a esta competência. encontram-se os estudantes que já se relacionam com o texto de modo mais avançado. esta competência começa a se desenvolver entre 200 e 225 pontos na escala de proficiência. na medida em que os relaciona e os distingue. como. No amarelo-escuro. a partir de 325 pontos. as quais podem ocorrer dentro de um texto ou entre textos diferentes. começam a desenvolver as habilidades dessa competência. ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. de 225 a 275 pontos. por exemplo. tratar-se de habilidades mais complexas.

ainda não desenvolveram as habilidades relacionadas a esta competência. laranja-claro. indica a consolidação das habilidades associadas a esta competência. os estudantes cujo desempenho se localiza neste intervalo da escala de proficiência conseguem reconhecer. . de acordo com as condições sociais. No intervalo de 175 a 225. o desenvolvimento dessas habilidades é muito importante. laranja-escuro. 275 a 325 pontos. regionais e históricas em que é utilizada. indica uma nova gradação de complexidade das habilidades associadas a essa competência. pois implica a capacidade de realizar uma reflexão metalinguística. de 0 a 125 pontos. culturais. a faixa vermelha. marcas de coloquialidade ou formalidade de uma forma linguística e identificar o locutor ou interlocutor por meio de marcas linguísticas. assim. esta competência envolve as habilidades de reconhecer. indica a consolidação das habilidades envolvidas nesta competência. por exemplo. os estudantes que apresentam uma proficiência de 275 a 325 pontos. começam a desenvolver essa competência ao reconhecer expressões próprias da oralidade. posições contrárias acerca de um determinado assunto. os estudantes que se encontram no intervalo amarelo-claro. amarelo-escuro. a partir do nível 325 da escala de proficiência. identificA mArcAs linGuísticAs 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500 esta competência relaciona-se ao reconhecimento de que a língua não é imutável e faz parte do patrimônio social e cultural de uma sociedade. na comparação entre textos. os estudantes apresentam a habilidade de reconhecer marcas de formalidade ou de regionalismos e aquelas que evidenciam o locutor de um texto expositivo. as quais são indicadas por expressões idiomáticas. No intervalo de 225 a 275. os estudantes já conseguem identificar marcas linguísticas que diferenciam o estilo de linguagem em textos de gêneros distintos. de 125 a 175 pontos na escala. o vermelho.21 o laranja-claro. identificar marcas linguísticas significa reconhecer as variações que uma língua apresenta. acima do nível 325. identificam marcas de coloquialidade que evidenciam o locutor e o interlocutor. os estudantes cuja proficiência se encontra na faixa cinza.

apesar da melhoria do desempenho dos alunos em leitura ao longo da última década. a existência do nome ou da logomarca da empresa responsável o s resultados das avaliações externas em língua portuguesa apontam que. Quando construímos sentido para o que lemos. significa construir sentido. no sentido amplo. em 2009. ou seja. ler é uma atividade cognitiva. que docentes e demais atores que . culturais e afetivas. da amostra dos alunos avaliados em língua portuguesa. numa propaganda. não está dado no texto. por exemplo. apenas 34. estão envolvidos no processo educacional na escola tenham clareza do que é a leitura. rádio etc. ao 5° e 9° anos do ensino Fundamental. mas como as habilidades de leitura podem ser desenvolvidas? o que pode ser feito. Para compreender um texto. sempre há várias pistas que nos conduzem ao sentido: o local onde ele é publicado ou veiculado (revista. Mais além da superfície em qualquer tipo de texto. fruto de suas vivências sociais. assim. que exige operações mentais que vão além da decodificação. capaz de mobilizar conhecimentos para construir o sentido. tv. é preciso associar várias informações. é preciso associar várias informações.2% e 26. é preciso ter em mente que ler é uma atividade complexa. Segundo dados do Sistema Nacional de avaliação da educação Básica (SaeB). para compreender um texto.3% apresentaram aprendizado adequado. mais do que isso. o ato de ler e compreender não se resume a passar os olhos pelas páginas de um livro ou um jornal. ter uma postura de leitor ativo. Só é possível ler e compreender quando os leitores relacionam as informações dadas com os conhecimentos que já têm armazenados.22 como formAr um leitor proficiente? Ler é uma atividade cognitiva. que exige operações mentais que vão além da decodificação. Sendo assim. resultantes de sua interação com o mundo. pois o sentido não está nas palavras e frases. apesar dos avanços. então compreendemos. capaz de mobilizar conhecimentos para construir o sentido. antes de tudo. ter uma postura de leitor ativo.). respectivamente. parcelas significativas do alunado permanecem em níveis de proficiência aquém dos esperados para a série/ano ou idade. no âmbito da escola e da sala de aula? essa reflexão exige. cabe perguntar: o que é ler? ao contrário do que se imagina. ler. uma das dificuldades da escola brasileira que persiste é desenvolver habilidades de leitura para a plena participação social dos alunos. ou seja.

Caminhos para ensinar a ler existem alguns procedimentos. ou seja. do mundo que o cerca. as estratégias necessárias para ensinar a ler. habilidades de caráter inferencial. o meio de circulação e o objetivo do texto). é preciso associar uma série de informações. colocando-o em contato com diversos tipos de textos e materiais de comunicação. interpessoais acumulados na memória e que são ativados pela leitura de um texto. para compreender a mensagem. assentando-se não apenas na dimensão linguística (palavras e frases). por exemplo. um iceberg tem na superfície da água apenas uma pequena porcentagem de seu corpo. muitas vezes. como o conhecimento prévio é uma condição para que haja a compreensão. as informações “dadas”. ampliando os sentidos – desde que o leitor do anúncio tenha familiaridade com o repertório de imagens e situações apresentadas. com clareza. propiciando ao aluno uma relação direta com a sociedade. Se a empresa atua na região onde a propaganda é veiculada. cabe ao professor atuar em sala de aula no sentido de desenvolver. apontados em pesquisas. chegar atrasado a uma palestra). por isso. a escola enfoca os aspectos discursivos do texto.23 pelo serviço ou produto ofertado. é fundamental que saibamos. ocorre rapidamente. muito apropriadamente. suas possibilidades de compreensão de textos e. músicas. conhecem diversos tipos de textos. e não meramente de identificação de informações. sociais e científicas. a compreensão é fruto das relações estabelecidas entre as duas partes: a que emerge da superfície e a submersa. pedir uma bebida num bar. contudo. estabelecem uma metáfora para o texto: a metáfora do iceberg. a parte de cima representa o texto. cabe à escola atuar em prol da ampliação do contato com as mais diversas formas de interação por meio da linguagem. a fim de que ele amplie. suas vivências culturais. justamente. a parte “submersa” representa todo o conhecimento prévio acumulado na memória. a compreensão de um texto como um todo. úteis para ampliar e fortalecer a capacidade de leitura dos alunos no contexto de um trabalho pedagógico sério e sistemático de investigação. O professor desempenha um papel central ao promover a circulação do saber. estão ligadas a informações do cotidiano. essa associação é que produz o sentido. conduzindo o trabalho de modo a aguçar o interesse e a curiosidade dos alunos. ademais. para isso. oriundas das interações sociais: as pessoas conhecem ditados populares. expandir a visão de mundo dos alunos. encontrar com pessoas no elevador. Sempre que se lê com compreensão – seja o texto verbal ou não – se está associando informações dadas na superfície do texto com outras já armazenadas. em anúncios impressos é comum se relacionar o texto verbal a imagens. cada vez mais. ou seja. . mas na dimensão discursiva (os interlocutores. alguns autores. ficando imersa uma grande quantidade de massa de gelo. por isso. textual e linguístico. a linguista ingedore grunfeld villaça Koch afirma que a leitura é uma interação entre autor-texto-leitor. dessa maneira. apresentados a seguir: 1. estimulando a interação das crianças e jovens com diversos textos e mídias. o ponto de partida é. uma infinidade de conhecimentos científicos e vivências sociais. só é possível se houver uma preocupação e uma ênfase no letramento do professor: também ele deve ampliar seu conhecimento geral e especifico da área de conhecimento na qual atua. associando-os às atividades de compreensão. é preciso que o trabalho escolar com a língua materna relacione o conhecimento discursivo. esse é o movimento: associar o que o texto traz na sua superfície ao que já temos de conhecimento acumulado. abrir a porta. em seus alunos. poemas. a familiaridade das pessoas com seu nome ajuda na compreensão de que se trata de um anúncio – e não de uma matéria jornalística. conhecem ações típicas realizadas no dia a dia (pegar um ônibus. esse tipo de trabalho. palavras e frases. como consequência. nem sempre apresentadas de maneira explícita no texto. enfim. É importante que a escola amplie o conhecimento do aluno. culturais. além disso. análise e ação na escola.

o subtítulo. como consequência. o pro- . 3. o professor saberá interferir apenas quando necessário. cada vez mais. as vivências extraescolares contribuirão sobremaneira para isso. do mundo que o cerca. o título. fessor desempenha um papel central ao promover a circulação do saber. Neste momento. polícia. ao longo da leitura. nesse momento. para exemplificar. 2. auxiliando-o na compreensão. diante do texto. escola. dentre outras bastante plausíveis para o texto. a fim de que ele amplie. em seguida. fazendo-os sanar suas próprias dúvidas. dentre outras. antes mesmo da leitura do texto. contudo. 4. numa experiência realizada em sala de aula. foi solicitado aos alunos que formulassem algumas hipóteses a partir do título “Barbárie e cidadania”. mas como leitor maduro. essa capacidade de formular hipóteses facilita a leitura. vivências. convivência. abrindo espaço para que o estudante dialogue com o texto de forma cada vez mais autônoma. pois ajuda a prever que tipo de informação pode aparecer no texto. No entanto. fundamentais no momento da leitura. conduzindo o trabalho de modo a aguçar o interesse e a curiosidade dos alunos. violência entre torcidas. então. ficar atento às pistas que emergem do texto. o que levou à modificação do escopo das sugestões: os estudantes passaram a mencionar palavras relacionadas a esportes futebol. o professor pode. o professor pode. além de habilidades mais sofisticadas. Sua capacidade de prever é maior quando já conhece o gênero. confirmando suas hipóteses ou reformulando-as a cada momento em que os gêneros geralmente possuem um certo formato. ampliam-se as possibilidades de compreensão. suas possibilidades de compreensão de textos e. mas ao sentido. o jornal. antecipar o gênero textual que será lido. desse modo. palavras. Há algumas sugestões para ajudar nesse processo: apresentar. aprendizagem. o leitor processa a informação mais rapidamente. deixa que o aluno faça suas próprias descobertas. de pouco vale o acesso a materiais de qualidade sem uma orientação adequada para as atividades. ele faz a mediação entre o aluno e o texto de forma experiente: ao mesmo tempo em que “conduz” a leitura. vai testando. o leitor maduro tem mais possibilidades de acertá-las. enfim. para que sejam lembradas também suas características. colocando-o em contato com diversos tipos de textos e materiais de comunicação. a valorização da cultura da comunidade dos alunos é uma forma de aproximar a escola da realidade e vice-versa. abrindo-se o caminho da compreensão: nessa antecipação são relembrados vários acontecimentos e ocorrências. inclusive. a seção do jornal ou revista. então. essa tarefa não é fácil. a posição política de um autor. ou seja. não se atendo ao visual. é interessante que o leitor monitore sua compreensão. sua capacidade de compreensão e abstração. como num jogo de adivinhação. quanto mais familiarizado com a diversidade deles. deve-se. foi dito à turma que o texto estava alocado na seção esportiva de um jornal. suas hipóteses. esse procedimento permite que o aluno mobilize uma série de conhecimentos. tamanho é o conhecimento que tem sobre o tema. foi informado que se tratava de texto do domínio do argumentar. o que levou a formulação de hipóteses como: o autor vai defender a extinção das torcidas organizadas ou o autor vai sugerir formas de punir os torcedores que geram violência. é preciso fazer uma contextualização. ademais.24 É importante que a escola amplie o conhecimento do aluno. aos poucos. cabe ao professor ativar todo conhecimento prévio do aluno sobre determinado tema. ou seja. alargando esse conhecimento. aos poucos. mais o aluno é capaz de reconhecer as regularidades textuais. inicialmente. punições etc. à medida que o aluno lê. outra dimensão é o acesso a materiais diversos e de qualidade – fundamental para que o aluno desenvolva seu senso crítico. os alunos disseram que poderiam aparecer palavras como sociedade. violência. o objetivo do texto etc. Nessa direção. antes de ler o texto. Não é necessário “acertá-las”. pedir que os alunos formulem hipóteses.

Nessa linha. Da sala de aula para toda a escola em termos do processo pedagógico. já que a leitura permeia todas as áreas do conhecimento. a construção de esquemas envolve a percepção e a organização do conteúdo apresentado.25 encontra informações inusitadas. produzido inclusive a partir dos resultados das avaliações. 5. então. esse conjunto de estratégias evidencia que há uma constante necessidade de se retomar alguns princípios centrais e basilares sobre a leitura. podendo. afinal. de comparar fatos. não basta escrever sobre o que foi lido: o aluno precisa. a adoção dessas estratégias favorece a leitura fluente e compreensão integral do texto. sustentaram sua proposta com comentários plausíveis em relação à sugestão feita. de propor soluções. interferir de maneira mais eficaz no seu desenvolvimento. apresentaram sua própria solução para o problema (sua tese). contra-argumentar. ao se estabelecer um objetivo. em seguida. um gênero textual que focaliza essas reações e tem o objetivo de registrá-las é o chamado “diário de leitura”. as crianças com dificuldades podem ser agrupadas em atividades extraclasse. é um instrumento que propicia ao aluno uma conscientização sobre seus processos de compreensão e de aprendizagem. o desenvolvimento de projetos pode dar bons resultados. ou para um projeto pedagógico em andamento na escola. ademais. em seguida. após a leitura propriamente dita. a interdisciplinaridade também contribui. são aspectos relevantes para a formação do leitor. . os alunos perceberam que o autor apresentou um fato do cotidiano (um confronto entre torcedores). para um trabalho complementar a fim de avançar na direção do leitor proficiente. pouco conhecido em escolas e universidades. a maneira como o currículo se estrutura pode favorecer uma percepção mais ampla dos processos sociais inerentes à leitura. outra estratégia para a formação do leitor proficiente é o momento de reação frente ao texto. referendando alguns conceitos talvez difusos em virtude do uso corrente no cotidiano escolar. muito já foi produzido no campo do ensino de língua e já existe um corpo de conhecimento. mas bastante útil para que o leitor tenha uma atitude ativa e analítica diante da leitura. outro aspecto a se levar em conta é o fato de que a leitura torna-se mais proveitosa quando o professor traça objetivos para ela. de fato. apresentaram algumas soluções propostas pelo senso comum para resolver o problema enfocado. assim. em outras palavras. é possível elaborar uma lista dos tópicos e subtópicos citados no texto. o que colabora para a formação do cidadão crítico e participativo que tanto enfatizamos na educação. fazendo com que as pessoas exercitem o senso de humor. assim. a partir da verificação das habilidades não desenvolvidas. a capacidade de argumentar. pois promove uma integração temática e metodológica entre áreas do conhecimento. 2. a organização do currículo. somada à formação e qualificação docente. São inúmeras as reações que um texto pode provocar. permite que os professores detectem o estado real de cada aluno em relação a esses processos. para além de descrever. na medida em que são desenvolvidas atividades socialmente relevantes e engajadas. é possível focar determinados aspectos de interesse para a atividade que realizada em sala de aula. todas essas atividades fazem com que o aluno cresça intelectualmente. como se constata. analisar e avaliar o texto. por meio de atividades conjuntas do corpo docente. não previamente reconhecidas. mais à frente. No exemplo citado anteriormente (o texto argumentativo sobre esportes). 1. os exercícios de escrita no diário (anotações que se faz durante e depois da leitura) proporcionam um movimento contínuo de reflexão. favorecendo a aprendizagem. outro aspecto decorre da constatação que o desenvolvimento das habilidades de leitura é progressivo. ainda nessa direção. a utilização desse esquema favorece a internalização ao mesmo tempo em que tem uma compreensão global do texto. que pode colaborar fortemente para a construção de uma escola de qualidade. há duas estratégias que podem ser adotadas: a construção de esquemas e a “reação” aos textos.

criam-se mais injustiças. o abismo existente entre aqueles que têm grandes chances de sucesso escolar e. Se apenas um grupo privilegiado consegue aprender com suficiente qualidade o que é ensinado. para cada padrão. culturais e sociais. evasão e abandono escolar. consequentemente. a realização dos objetivos de ensino propostos. nesse sentido. são balizadores dos diferentes graus de realização educacional alcançados pela escola. independente de suas características individuais. necessariamente. certamente. esse é um cenário que. para fazer a diferença na vida de seus usuários. ela deve proporcionar altos padrões de aprendizagem a todos. a distância entre esses extremos representa. * o percentual de brancos e nulos não está contemplado nesses exemplos. por meio deles é possível analisar a distância de aprendizagem entre o percentual de estudantes que se encontra nos níveis mais altos de desempenho e aqueles que estão nos níveis mais baixos. familiares e sociais. elevam-se os indicadores de repetência. o desempenho escolar de qualidade implica. os padrões de desempenho estudantil. e aqueles para os quais o fracasso escolar e a exclusão social podem ser mera questão de tempo.26 pAdrÕes de desempenHo estudAntil p ara uma escola ser considerada eficaz. aumentam-se as desigualdades intraescolares e. como consequência. nenhum professor gostaria de ver em nenhuma escola. ainda que de forma alegórica. . Na verdade. são apresentados exemplos de item* do teste do SaeRJ. ou seja. maiores possibilidades de acesso aos bens materiais. caso a escola não reaja e promova ações com vistas à promoção da equidade.

cena que lembra uma brincadeira na água e que é muito apreciada pelas crianças. OBRIGADA.9% aqueles que marcaram a alternativa a (9. desenvolver habilidades que lhes permitam interagir de modo mais contextualizado. como mostra o primeiro quadrinho.9% C 6. . como bilhetes. C) brincar com o filho. 14 maio 2009. concluindo que o macaco era mesmo o predador e não um amigo brincalhão. os alunos já consolidaram as habilidades relativas à apropriação do código e começam a desenvolver habilidades.0% B 6. possivelmente. Leia o texto abaixo.4% a habilidade avaliada neste item é a de interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso. demonstraram o domínio da habilidade em questão. para realizar essa tarefa. ano 10. fizeram uma leitura superficial dos quadros. podendo. que a intenção da mãe de antoninho não era a de protegê-lo do predador. na sequência das cenas. eles revelam ter desenvolvido algumas habilidades indicativas da participação em eventos sociais e escolares de letramento. isso mostra que ainda não podem ser considerados leitores autônomos. ainda muito elementares. D 75. 24. também.9%).4%) podem ter focalizado sua atenção no segundo quadrinho. eles identificam a finalidade e o gênero de textos que circulam em contextos ligados à vida cotidiana. desconsiderando as demais cenas. localizar informação explícita. reconhecer expressões próprias da linguagem coloquial. mas sim dar-lhe um bom banho. os estudantes que escolheram a opção B (6. cúmplice da mãe anta. São Paulo: Abril. (P050619A9_SUP) A 9. identificar o assunto. o suporte empregado neste item é uma tirinha que apresenta a conjugação de texto verbal e não verbal e na qual o efeito de humor é explorado. relativas à compreensão de textos. de forma semelhante. p. SAMUEL. pensando que essa opção de resposta era a justificativa para a mãe do antoninho ter levado o filho para a água. aqueles que marcaram a letra c (6. em que a mãe dá banho no filhote. (P050620A9) A Recreio. ELE JÁ FOI EMBORA. D) dar um banho no filho.Até 150 Pontos Neste padrão de desempenho. 479. n.0%) podem ter se valido da leitura do primeiro quadrinho. SÓ ASSIM PRO ANTONINHO TOMAR BANHO! LÁ VEM UM PREDADOR! PULE NA ÁGUA! intenção da mãe ao mandar Antoninho pular na água era A) afastá-lo do predador. pois necessitam.27 BAIXO . compreendendo a articiulação entre as cenas que compõem a sequência narrativa. receitas e convites. os estudantes que optaram pela letra d (75. para isso. intenção que se coloca apenas ao final. em textos simples. B) escondê-lo do macaco.9%). MAMÃE? MAIS PODEMOS SAIR UM AGORA? MINUTINHO. os estudantes precisam ler todos os quadros da tirinha para concluírem. Já conseguem. ou gabarito.

B) o macaco fingiu que era predador. para responder corretamente a este item. ano 10. demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item. (P050619A9) Esse Recreio. eles realizam operações relativas à inferência de sentido de palavra ou expressão. leram somente o primeiro quadro da tirinha. SÓ ASSIM PRO ANTONINHO TOMAR BANHO! LÁ VEM UM PREDADOR! PULE NA ÁGUA! texto é engraçado. também. que se apresenta nesse suporte por meio de uma tirinha.7% C 72. assim. ELE JÁ FOI EMBORA. identificam a finalidade de textos. dessa forma. que circula em outras histórias provavelmente conhecidas pelo público infantil. se tratava de uma estratégia da mãe para que seu filhote tomasse banho. gênero que conjuga a linguagem verbal e não verbal. manifestam-se habilidades que evidenciam uma maior autonomia de leitura de textos de alguns gêneros que circulam no contexto escolar e que apresentam temáticas familiares aos estudantes. por substituição lexical e por reconhecimento de relações lógico-discursivas no texto.0% B 13. esses estudantes distanciam-se da habilidade avaliada por pautarem-se em partes do texto. pode ter pautado a escolha desses estudantes. neste padrão.0%) podem ter se baseado nas informações dos dois primeiros quadrinhos. também. constata-se.3%). de uso de pontuação. em ambas as escolhas. p. MAMÃE? MAIS PODEMOS SAIR UM AGORA? MINUTINHO. que induzem o leitor a pensar na existência de um predador e na necessidade de fuga por parte dos outros animais. desconsiderando a sequência narrativa. São Paulo: Abril. quando o leitor percebe que não havia nenhum predador.6%). possivelmente. marcadas por advérbios e locuções adverbiais. D) a mãe fugiu com seu filhote para o lago. provavelmente.7%). Na apropriação de elementos que estruturam o texto. 14 maio 2009.6% D 6. . essa intencionalidade aparece no terceiro quadrinho.3% este item avalia a habilidade de identificar efeitos de humor no texto. n. OBRIGADA. 24. os estudantes que marcaram a opção a (6. (P050619A9_SUP) A 6. procederam os estudantes que escolheram a letra d (6. o gabarito. os estudantes que marcaram a letra c (72. os estudantes precisariam ler as cenas isoladamente. associada ao agradecimento inicial presente na fala da mãe anta. aqueles estudantes que assinalaram a alternativa B (13. pois. Leia o texto abaixo. focalizaram sua atenção no último quadrinho. C) a mãe enganou o filhote para dar-lhe banho.dE 150 Até 200 Pontos Neste padrão. 479. que começam a desenvolver um leque habilidades que lhes permitirá avançar para um nível mais complexo de leitura.28 INTeRmedIáRIO . o que justifica a alternativa escolhida. a imagem do macaco peralta. porque A) o predador queria pegar o filhote. para perceberem que uma ação dá origem a outra e que a intenção do autor é produzir humor. de informações em texto com estrutura simples e de efeitos de humor. manifestam-se operações de retomada de informações por meio de pronomes pessoais retos. Nota-se que. SAMUEL.

na manhã seguinte. com suas águas. depois é o longo verão sem chuvas. as feridas bravas. de junho a janeiro. as galinhas no quintal. de repente.8% B 12. vestido de verde. Rio de Janeiro: José Olympio. VERDE No Nordeste brasileiro. sustentaram a escolha nas informações sobre o cotidiano dos nordestinos. para tanto. Por ali não existem essas doenças dos climas úmidos. só de longe em longe alguns juazeiros. por fins de janeiro. os estudantes que optaram pela letra c (52. B) As doenças dos climas úmidos. os estudantes precisam ler o texto na íntegra. os sertanejos acham que é uma boa vida. as árvores – está tudo coberto de verde! Os galhos secos se encheram de rebentos verdes.1% C 52. Rachel de. que não perdem as folhas. repetida nesses trechos. é o tempo das chuvas. 2006. o gabarito. Todo mundo colheu e guardou o milho e o feijão. D) O povo brasileiro. Assim mesmo. possivelmente.1%).29 Leia o texto abaixo. . o verde já desapareceu dos campos e das árvores. e é a coisa mais linda do mundo.8%) podem ter lido superficialmente o primeiro ou o terceiro parágrafos do texto. de vocabulário próprio da região Nordeste. mas também gosta do tempo seco.5%).4%) e que. o fizeram porque a palavra “brasileiro” aparece tanto no início do texto quanto na alternativa escolhida. a sapiranga nos olhos. o mesmo pode ter ocorrido com os estudantes que optaram pela letra d (12. sendo que. pode ter se constituído em elemento dificultador para a realização da tarefa. Aquele sol de verão parece que purifica. A gente de lá adora o inverno. e a terra está feito um tapete cerrado de brotos verdes que o povo chama babugem. demonstraram ter conseguido estabelecer relação entre o título “veRde” e as informações que permitem reconhecer o clima como ponto central das discussões apresentadas no texto. De agosto a setembro. as folhas secam e caem. para responderem a este item. como impaludismo. C) O clima do Nordeste. as árvores de galhos secos parecem mortas. De outubro em diante. dá uma grande chuva. remeteu-os à ideia contemplada na alternativa. O sertão ressuscita. A 21. Tendo mais uma cabra para dar leite às crianças. D 12. articulando suas partes. descobre um milagre. Mas então. Em julho. (P050213A9_SUP) (P050213A9) Qual 5 10 15 é o assunto desse texto? A) As águas do inverno. nesse caso. as estações do ano são só duas: o inverno. passa um dia e uma noite chovendo. Verdes. a linguagem em prosa poética.4% os estudantes que marcaram a alternativa a (21. que fazem referência às estações do ano no nordeste brasileiro e focalizado a atenção na palavra “chuvas” que. as moitas. de fevereiro a maio. tantas outras. Memórias de Menina. a folha do mato começa a mudar. quando a gente se levanta. QUEIROZ. O chão. E. que aparecem no terceiro parágrafo. É só o chão ruivo e nu. ambas as escolhas apontam para uma apropriação fragmentada do texto. a terra seca do verão não deixa de ser triste e até feia. mandioca para fazer farinha. a fim de identificarem o eixo sobre o qual o texto se estrutura. começo de fevereiro. essa mesma linha de raciocínio pode ter ocorrido entre os que optaram pela letra B (12. o suporte apresenta um fragmento do romance de Rachel de Queiroz.5% este item avalia a habilidade de identificar o tema de um texto.

possivelmente. dessa forma.1% B 62. C) Livros. os estudantes que marcaram a alternativa c (11. mas só uma responde ao comando. essa habilidade solicita que os estudantes busquem informações que vão além do que está explícito e.7% este item avalia a habilidade de inferir informação implícita em um texto. os dados que justificam essa resposta. do sentido atribuído a “tesouros” nesse texto. são estabelecidas relações entre o texto e o seu contexto pessoal.1%). ao buscarem. (P050268EX_SUP) (P050268EX) Segundo esse texto.30 Leia o texto abaixo. os estudantes precisam perceber que algumas das alternativas propostas se encontram no texto. Nesse caso. . deduzindo que o aparecimento do nome Biblioteca Nacional indica que a resposta certa é livRoS. nas entrelinhas do texto. deduzam o que lhes foi solicitado. com essa escolha. ao realizar esse movimento. ao escolherem a letra a (11. o suporte do item é uma reportagem que apresenta informações acerca da admiração de dom pedro ii pela fotografia.7%).2%) realizaram as inferências necessárias e perceberam que o título classifica as fotografias como “tesouros do imperador”. dessa forma. identificaram o gabarito e demonstraram que dominam a habilidade avaliada. o que são os “tesouros do imperador”? A) Cidades. D) Novidades tecnológicas. desconsiderando as demais informações apresentadas no texto. distanciando-se. focalizaram sua atenção na informação que aparece ao final do texto sobre as cidades que o imperador visitava. consideraram-na correta. Já aqueles estudantes que optaram pela letra d (13. que não responde ao comando do item. portanto. B) Fotografias. sendo ilustrado por algumas fotografias do acervo do imperador. A 11. à medida que atribuam sentido ao que está enunciado no texto.5%) podem ter feito uma leitura superficial do texto até a segunda linha. os estudantes. provavelmente. e não sobre as imagens que ele colecionava desses lugares.5% D 13.2% C 11. porque se basearam na informação que aparece no início do segundo parágrafo. os estudantes afastaram-se da habilidade avaliada quando se valeram de uma informação explícita no texto. os estudantes que marcaram a letra B (62. que possibilitariam a inferência da resposta. Neste item. outras remetem à relação do imperador com o mundo da fotografia.

do assunto abordado no texto.5%). o objetivo do texto. Torne as mochilas mais leves. assim. que deve ficar bem ajustada às costas para não balançar. ao relacionarem as opções de resposta às informações trazidas pelo texto. que compõe uma reportagem. possivelmente. por ser o procedimento de enumerar desvantagens de um produto – atitude que não é comum no processo de divulgação de uma mercadoria. E evite os suportes lombares (usados frequentemente por pessoas que carregam muito peso). Carregar 11 quilos pode cortar o fluxo sanguíneo para os braços depois de apenas 10 minutos. não conseguem diferenciar a narrativa de um acontecimento específico de uma apresentação de dados informativos.3% C 53. B) divulgar uma pesquisa. considerando somente os dados numéricos da reportagem e o comentário feito na última linha sobre “um estudo recente”.3%). realizaram uma leitura superficial do texto. Veja como prevenir dores e lesões.4% os estudantes que escolheram a letra a (15. por demonstrar que esses estudantes. os estudantes que marcaram a alternativa B (20. a resolução deste item passa pelo reconhecimento. confundiram a característica que sustenta um texto do gênero informativo. da presença predominante da função injuntiva da linguagem e das informações baseadas na opinião de um especialista do assunto abordado.4% B 20.4%). p. especialmente enquanto se agacha e se ergue. essa escolha afasta-se da habilidade avaliada no item. aqueles estudantes que marcaram a letra d (9. o alerta aos usuários de mochila com excesso de peso. A 15. jan. demonstraram ter domínio da habilidade avaliada pelo item. os estudantes demonstram entendimento do tema central. através da leitura.5% a habilidade avaliada por este item é a de identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. linguagem semelhante àquelas utilizadas em textos para lançamento de produtos no mercado. por parte dos estudantes. . da Universidade do Texas. com os elementos de uma narrativa. ou seja. Kevin Gill. Não carregue mais de 25% do seu peso numa mochila. Um estudo recente mostrou que esses equipamentos não previnem a dor lombar. nos EUA. os estudantes que marcaram a alternativa correta. inferindo tratar-se de uma reportagem que visa a alertar sobre determinada conduta prejudicial. no gênero. Nem você. causando cansaço e perda de mobilidade dos dedos. das características do suporte como o meio de divulgação do texto. essa marcação se afasta da habilidade avaliada.31 Leia o texto abaixo. (P050509B1_SUP) (P050509B1) 5 10 A finalidade desse texto é A) divulgar um produto. o gênero textual presente nesse suporte é uma reportagem que faz um alerta em relação ao peso carregado pelas crianças em suas mochilas escolares. provavelmente. Mantenha o objeto próximo do seu corpo. D) narrar um fato. deduzindo que esse estudo pode ser compreendido como uma pesquisa. 2009. 40. C) fazer um alerta. essa opção afasta-se da habilidade avaliada por pautar-se num fragmento do texto. letra c (53. D 9. diz o Dr. os estudantes precisam perceber.4%) podem ter reconhecido. ainda. Seleções Reader’s Digest. Cuidado com o peso! As crianças têm andado curvadas para a escola por causa do peso das mochilas imensas? Elas não deveriam passar por isso. do Centro de estudos sobre a Coluna.

Folhinha.5% de estudantes que escolheram a alternativa c. os outros 7.0% B 16. Sábado. em que ela assusta o passarinho com suas ameaças de transformação. o gabarito.1%). (P051064RJ_SUP) (P051064RJ) Por que a bruxa queria transformar a andorinha em pássaro? A) Porque a bruxa era malvada. Laerte. C) Porque a bruxa queria se divertir. os estudantes que marcaram a alternativa d (56. leram a história com compreensão. apresentada em seis cenas. atentos às informações apresentadas na sequência narrativa.5% este item avalia a habilidade de interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso.32 Leia o texto abaixo. para resolver este item. D) Porque a bruxa sabia apenas um truque. possivelmente. . D 56. assim como pela negativa insistente da andorinha do segundo ao quarto quadrinhos. na última cena. trata-se de uma história em quadrinhos.1% os estudantes que escolheram a letra a (18. mas sim brincalhona.9% C 7. relacionando suas cenas.0%) podem ter associado essa alternativa à ideia de que as bruxas são personagens de natureza má e à leitura dos quatro primeiros quadrinhos. 2 abr. precisam ler a história. Nesse caso. nos quais permanece implícita a intenção da feiticeira.9%) podem tê-lo feito baseados nas falas da bruxa até a quarta cena. os estudantes devem realizar a conjugação de elementos imagéticos (não verbais) com as falas dos balões para a construção do sentido do texto. articulando seus elementos e concluindo que a bruxa desejava transformar o passarinho em passarinho mesmo. porque era a única mágica que realmente sabia fazer. essa escolha afasta-se da habilidade avaliada por não se sustentar nas falas apresentadas na sequência narrativa. dessa forma. para conseguirem compreender a explicação na fala da bruxa. 2011. A 18. B) Porque a bruxa queria assustar o animal. aqueles estudantes que optaram pela letra B (16. interpretaram que a bruxa não era má.

0% este item avalia a habilidade de inferir uma informação implícita em um texto.33 AdeqUAdO . que. demonstrando. mas estaria garantida a longo prazo. atentos à sequência apresentada. D 35.1% os estudantes que escolheram a alternativa a (21. No campo da variação linguística. Na esperança de encontrar toda a riqueza de uma só vez. A galinha dos ovos de ouro Uma pessoa tinha uma galinha que punha ovos de ouro.2%). devendo. demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item. seguiram a mesma linha de raciocínio. possam realizar uma inferência. Crendo que ela tinha dentro do ventre um monte de ouro. matou-a e viu que ela era igual às outras galinhas. ficou privada até de um pequeno ganho. sendo capazes de interagir com textos de temática menos familiar e de estrutura um pouco mais complexa. além de requerer uma compreensão global do texto. A 21. (P030032A8_SUP) (P030032A8) Essa história ensina que A) a esperança dá riqueza às pessoas.0%) e. esse gênero textual é amplamente utilizado no ambiente escolar.dE 200 Até 250 Pontos os estudantes cujas médias de proficiência estão situadas neste padrão de desempenho ampliam suas habilidades de leitura. uma vez que a realização de uma inferência. Revelam a capacidade de selecionar informações do texto. os estudantes precisam ler o texto na íntegra. a fábula possui características discursivas de uma narrativa literária linear que. possivelmente. os demais estudantes marcaram a opção c (15. ser familiar aos estudantes desta etapa de escolarização. para realizar essa tarefa. limitando-se à leitura da primeira frase do texto. Neide Smolka. com relação às operações inferenciais. o gabarito. identificam interlocutores por meio das marcas linguísticas. uma galinha) e. desconsiderando os demais trechos do texto. os estudantes que marcaram a letra d (35.3%). reconhecem o efeito de sentido de notações em um texto de linguagem mista. transmite um ensinamento. a partir das hipóteses levantadas acerca da moral da história. Trad. No que diz respeito ao tratamento das informações globais. em geral. para que. eles depreendem informações implícitas. dessa forma. de indefinidos. também. as duas escolhas afastam-se da habilidade avaliada. assim como às alternativas propostas. não aparece de forma explícita. C) devagar se vai longe. o efeito do uso da pontuação e de situações de humor. além disso.1%). D) quem tudo quer tudo perde. esses estudantes inferem o assunto de textos de temática do cotidiano. manifestam operações de retomada de informações por meio de pronomes pessoais e. pautando-se nas informações da última frase do mesmo. portanto. . No que diz respeito à percepção de posicionamentos no texto. 1998. marcadas por advérbios e locuções adverbiais e por marcadores de causa e consequência. Esopo.2% B 27. atentaram-se especificamente ao trecho “pequeno ganho”. por substituição lexical e por reconhecimento de relações lógico-discursivas no texto. é apresentado por meio de uma fábula de esopo. é apresentada uma moral. geralmente.3% C 15. aqueles estudantes que optaram pela letra B (27. fizeram uma leitura fragmentada do texto. apresenta animais protagonizando a história (como nesse caso. inferindo que a riqueza do possuidor da galinha se daria aos poucos. Leia o texto abaixo. distinguindo a principal das secundárias. que. no caso desse suporte. geralmente. São Paulo: Moderna. após o desfecho. que não compreenderam a narrativa. relacionando-as aos seus conhecimentos anteriores. Na apropriação de elementos que estruturam o texto. B) as galinhas colocam ovos de ouro. provavelmente. o sentido de palavras ou expressões. provavelmente. esses estudantes conseguem distinguir fato de opinião e identificar a tese e os argumentos que a defende. Fábulas completas.

. Não. refletindo sobre as colocações que permitem pensar no narrador como um dos elementos que compõem esse gênero textual. D) o pequeno bebê. dadá pra lá.. para responderem ao item. o suporte apresenta fragmento de um conto de linguagem simples. gugu pra cá.9% este item avalia a habilidade de identificar os elementos que constroem a narrativa..1% B 18.34 Leia o texto abaixo. possivelmente. sobre os outros irmãos.. Irmão mais velho.6%).1992.9% D 15. p. CISALPINO. pelas pistas textuais – o título. A 18.9%). acha coisas sobre mim. debaixo das pernas da gente – um saco! [. Ele era uma coisica ainda mais estranha do que é hoje. [. era o irmão. provavelmente. passando debaixo dos móveis.. os estudantes que escolheram as alternativas a (18. irmão mais novo. a narrativa em primeira pessoa. sobre a dona da padaria. o gabarito.1%) e B (18. Murilo... na primeira pessoa do singular – características que permitem ao leitor reconhecer pistas textuais que o levam a concluir quem é o narrador do texto. confundiram o narrador com a personagem que dá encadeamento à narrativa.6% C 45. as referên- cias sobre o estranhamento em relação ao bebê – que se tratava do irmão mais velho descrevendo o mais novo. uma percepção fragmentada do texto pode ser percebida na escolha daqueles estudantes que marcaram a letra d (15.um montinho que se mexia também estranhamente. em razão de ainda não dominarem a habilidade de identificar os elementos que compõem uma narrativa e. Rodava pela casa toda. uma vez que se pauta em passagens específicas do texto. atentar-se para as informações apresentadas no decorrer da narrativa. o irmão mais novo. ao lerem o texto.] E um dia que ele engoliu a cabeça de um bonequinho do “Forte Apache”? Ou foi o rabinho de um cavalo? Não lembro exatamente o que foi que ele engoliu. B) a mãe do bebê. In: Ricardo Ramos. C) o irmão mais velho. esperando encontrar um narrador com nome. Eu ficava horas olhando para ele. ou seja. pois. [. fizeram uma leitura com compreensão do texto e perceberam. os estudantes deveriam acionar o conhecimento de que o narrador é quem conta a história e.. Antes ele era. que se manifesta na primeira pessoa do singular em discurso indireto. os estudantes que marcaram a letra c (45. 64-71. São Paulo: Atual. Irmão de enxurrada Fico lembrando dele esperneando no berço. mas lembro do problemão que foi. essa marcação afasta-se da habilidade avaliada..] Minha mãe veio correndo. (P050086EX_SUP) (P050086EX) Nesse texto.. o narrador é A) a dona da padaria. um. focalizaram sua atenção em substantivos como “mãe” e “dona da padaria” e não perceberam que o narrador.] Teve um tempo em que ele engatinhava.9%).. que trata de fatos do cotidiano em discurso indireto. fala. porque eu gritei do meu quarto. muito mais estranha: hoje ele é gente.. .

de água. os estudantes precisam ler o texto. porque apresenta uma articulação posterior ao uso da pontuação. ao usar as reticências. dessa forma. n. o gabarito. D) iniciar uma explicação ao leitor sobre as montanhas. Os nomes dados aos elementos da paisagem tinham função semelhante à de um mapa: serviam para indicar rotas de caça.4%) pode ter sido efetivada em função da presença de uma frase posterior que se refere às montanhas (“. (P050107EX_SUP) (P050107EX) Na primeira linha. jul.4% o uso das reticências. a frase que aparece na sequência das reticências. sem considerar a relação entre a primeira e a segunda frase. os que optaram pela alternativa B (17. para entenderem que a intenção do autor não é falar de cada montanha nem de seu nome isoladamente. 180. Dedo de Deus. essa escolha não atende a habilidade avaliada no contexto. apenas aponta-se a continuidade da sequência de seus nomes com o emprego das reticências. editado em veículo de comunicação. Estas que citamos são apenas uma amostra das mais famosas que estão espalhadas pelo Brasil. as reticências (.0% C 36.5% este item avalia a habilidade de reconhecer efeito de sentido decorrente do uso da pontuação. p. Monte Pascoal. talvez esses estudantes tenham pautado sua escolha na ideia de que o autor poderia escrever o nome de uma montanha em especial. dessa forma. para responder a este item. Fragmento.5% B 17. os estudantes que marcaram a letra c (36. o uso de reticências. Nesse caso. quis realçar o nome das montanhas preferidas. os estudantes que escolheram a alternativa a (28. identificaram umas das funções de uso desse sinal de pontuação. essa opção afasta-se da habilidade avaliada. C) indicar que há outras montanhas além daquelas citadas.5%) se afastaram da habilidade avaliada por demonstrarem que não compreenderam D 16. uma vez que essas não são usadas para citar um elemento.. mas sim abordar o assunto de modo mais abrangente. tem a função de indicar que existem outros nomes de montanhas que não precisam ser citadas.) foram usadas para A) citar uma montanha que é a mais famosa de todas.35 Leia o texto abaixo. FARIA. São muitoS oS NomeS daS moNtaNHaS”). que sintetiza a intencionalidade do autor ao citar o nome de quatro montanhas. Pico das Agulhas Negras. B) destacar algumas montanhas que o autor prefere. 2 ed. 07. São muitos os nomes das montanhas.5%).. Pico da Neblina.. demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item. A 28. que tem como foco esse tipo de informação.0%) podem ter interpretado que o autor.. 2007. Nesse caso. no texto em questão. . desconsiderando. Ciência Hoje.. o suporte apresentado é o fragmento de um texto informativo que traz uma curiosidade acerca das montanhas brasileiras. a escolha pela alternativa d (16.. Antonio Paulo. atentos ao seu conteúdo. de tipos de alimentos ou mesmo de abrigos referentes aos lugares por onde precisariam tornar a passar. No entanto.

mas não conseguiram responder ao que solicita o enunciado. Luís Fernando. confundiram o assunto ou tema do texto com o conflito gerador. limitaram sua leitura às informações iniciais do texto sobre a realização de uma reunião. possivelmente. articulando essas informações com o que a tarefa solicita pelo comando.9% B 21.1% a habilidade avaliada neste item é a de identificar o conflito gerador de uma narrativa. Mas o seu Bruno da farmácia não era de confiança.1%). Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores. B) distração de seu Bruno. Propus o coronel Demétrio que gostava de assistir aos jogos no campinho. C) proposta de nomes. D) reunião dos meninos.36 Leia o texto abaixo. Dava injeção sem dó. e confessava que não gostava de marcar pênalti. os estudantes devem compreender que.] Também foi vetado. mas que não representa o elo desencadeador da crônica. 40-42. como militar. – Duvido que ele ainda possa soprar um apito! – Está certo – concedi. parecia conhecer as regras de futebol e. os estudantes que escolheram a alternativa c (7. para resolução deste item. “Não sou de dar pênalti”. 2010. O coronel Demétrio também foi vetado. Quem seria o juiz? Quem apitava os jogos do Universal. o enredo se constrói pela sequência de ações iniciada pelo fato que desencadeia a história. provavelmente.9% C 7. que sustenta o problema. In: O cachorro que jogava na ponte esquerda. para ir à farmácia dar uma injeção. os estudantes que marcaram a letra a (49. continuem”. pois durante todo o texto pode-se ver a sugestão de vários nomes de candidatos a juiz da partida de futebol. normalmente era o seu Bruno. imporia respeito dos dois lados. da farmácia.5% D 19. demonstrando ter desenvolvido a habilidade avaliada. – O quê?! – disse o Moreirão. três dias antes do jogo. A 49. numa narrativa.9%) devem ter realizado uma leitura atenta da sequência narrativa apresentada. os que optaram pela letra B (21. o suporte apresenta o fragmento de uma crônica de luís Fernando veríssimo. trata-se de uma narrativa informal que aborda com sensibilidade um aspecto ligado à vida cotidiana. . mas não dava pênalti. dizendo “Continuem.5%). O JUIZ Houve uma reunião do Moreirão e do Moreirinha comigo e com o Orlandinho. p. como se fosse uma prova de bom caráter. uma vez saíra no meio do jogo.9%) podem ter focalizado sua atenção no fato de seu Bruno da farmácia andar distraído no exercício de sua função de juiz. essa escolha aponta para um elemento secundário da narrativa. porque se pauta em informações fragmentadas. – E o Lúcio? [. Às vezes se distraía. dizia. Já aqueles que optaram pela letra d (19. (P060158B1_SUP) (P060158B1) 5 10 15 VERÍSSIMO. para tratar de um assunto importante. O que motivou o início dessa narrativa foi a A) busca por um juiz. Fragmento. O seu Bruno da farmácia não servia. a escolha dessa alternativa não contempla a habilidade avaliada.. O juiz. – O coronel Demétrio mal pode caminhar! – Ele não precisa se mexer muito. retirado da coleção de obras do autor..

expressas por advérbios e por conjunções. os estudantes identificam expressões próprias de linguagem técnica e científica. do efeito de sentido decorrente do uso de recursos morfossintáticos. Recuperam. assim. dos textos com os quais irão interagir. pronomes e advérbios estabelecem para que o texto se construa coeso e coerente. também. é feito por esses estudantes pelo reconhecimento do tema do texto. o processo inferencial. identificando. elipse de uma palavra.AcimA dE 250 Pontos Neste padrão de desempenho encontram-se habilidades mais elaboradas. preposições. esses estudantes já interagem com textos expositivos e argumentativos com temáticas conhecidas e são capazes de identificar informações parafraseadas e distinguir a informação principal das secundárias. do efeito de sentido decorrente do uso de notações em textos que conjugam duas ou mais linguagens. exigindo dos estudantes uma autonomia de leitura em face das atividades cognitivas que lhes são exigidas e. com relação à leitura global de textos. do sentido de expressões complexas. Quanto à variação linguística. acrescentem-se os pronomes demonstrativos e os possessivos). . informações referenciais baseadas na omissão de um item. em relação ao conhecimento das relações que conjunções. percebe-se. observa-se. sua finalidade. um sintagma ou uma frase. durante a leitura. pois. uma ampliação das ações inferenciais realizadas pelos estudantes que apresentam um desempenho que os posiciona neste padrão. ainda. No que se refere à intertextualidade. que os estudantes que se localizam neste padrão de desempenho já desenvolveram habilidades a uma leitura autônoma. reconhecem a função social de textos fabulares e de outros com temática científica. fazem a leitura comparativa de textos que tratam do mesmo tema. revelando um avanço no tratamento das informações presentes no texto.37 AVANçAdO . também recuperam informações em textos por meio de referência pronominal (além dos pronomes pessoais e dos indefinidos. produzindo os efeitos de sentido pretendidos pelo autor. ainda. inclusive as de causa e de consequência. os estudantes reconhecem essas relações estabelecidas no texto. os estudantes conseguem identificar a tese e os argumentos que a sustentam.

.2%) podem ter limitado a leitura à primeira linha do texto. com características de curiosidade. Não é para menos. aqueles estudantes que optaram pelas letras c (10..”. o homem não desenvolveu nenhum aparato capaz de controlar o tempo. por pautarem-se em informações pontuais. (P060303B1_SUP) 5 10 Qual é o assunto tratado nesse texto? A) A necessidade de chuva no sertão. 2010. Aprendeu. ao comércio. .”. “tempo feio” é expressão abstrata: pode querer dizer que cai uma chuva das boas.2% B 43. O tempo é soberano – apesar das interferências nos ciclos da natureza que a humanidade vem causando. num país continental como o Brasil. crenças e sabedorias. os estudantes que marcaram a letra B (43. “E o calor? Tá demais.0% C 10. no caso desse suporte.0%) demonstraram o domínio da habilidade avaliada. na roupa do dia ou no trânsito de fim de tarde. a relação de nossas vidas com o clima evidencia-se em todo canto. ao turismo. que discorre sobre a influência climática na produção de alimentos e às expressões populares utilizadas para definir o tempo. Por maiores que sejam os avanços tecnológicos.. ou que não há uma única nuvem no céu. E. Importam à indústria. no Nordeste. no Sudeste.5% este item avalia a habilidade de identificar o tema de um texto que.38 Leia o texto abaixo. veiculado em uma publicação mensal de cultura geral. a principal característica discursiva desse gênero é a objetividade e a clareza das informações. no entanto. “Parece que o tempo vai firmar. possivelmente. seja com suas mandingas. que oportunizam ao estudante leitor a ampliação de conhecimento sobre determinado assunto.0% D 20. B) A relação do homem com o tempo. a lidar com ele – seja com os mais modernos equipamentos. detiveram-se no argumento apresentado no segundo parágrafo do texto. As condições atmosféricas não interferem só no piquenique ou na praia. Faça chuva ou faça sol Apesar de o sertão ser logo lembrado quando se trata do tema. D) O significado de expressões sobre o tempo. De Norte a Sul não há assunto mais recorrente no dia a dia: “Será que chove logo?”. nº 131. à agricultura e à pesca. para que os estudantes identifiquem o tema desse texto. Natália. Almanaque da cultura popular. pois conseguiram as informações fornecidas pelo autor. que remete diretamente à necessidade de chuva. C) O melhor momento para se plantar. (P060303B1) A 25. é necessário que eles relacionem as diferentes informações presentes no suporte para construir seu sentido global.. extraindo do texto o assunto tratado. Mar. a escolha dessas opções afasta esses estudantes da habilidade avaliada.0%) e d (20. PESCIOTTA. apresenta-se por meio de um texto do gênero informativo.5%). à aviação. os estudantes que escolheram a alternativa a (25.

As crianças a chamavam para brincar. mesmo sem saber ler.. era curiosa e adorava usar um vestido de babado branco cheio de rendas. aos três anos de idade da filhota. Na infância.. sol.plenarinho.gov..7% vido a habilidade avaliada pelo item. nem prédios.. ( . ( . mas a avó nunca deixava. o trecho que apresenta uma expressão que indica lugar é: A) “O pai morreu antes do nascimento de Cecília. ao marcarem a letra d (24. ( . montanhas. Os três irmãos também faleceram.br/l/>. marcadas. dentre as alternativas. também.”Na cHÁcaRa da avó JaciNta gaRcia BeNevideS” e desconsideraram a conjunção causal grifada na alternativa. Por isso. A vovó Jacinta morria de medo de sua menina ficar doente. em 7 de novembro de 1901. podem ter confundido o advérbio interrogativo de tempo QuaNdo com o advérbio de lugar.6%).5% C 13. possivelmente.”. aqueles que optaram pela alternativa c (13. pois perceberam que a locução “de dentro” é o lugar do qual saía a voz que cecília imaginava ouvir. nesse caso. Disponível em: <http://www.7%). praias. Era filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles e Matilde Benevides. passou a vida na chácara da avó Jacinta Garcia Benevides. o suporte deste item é um texto biográfico – no qual é narrada parte da infância de cecília meireles – veiculado em um sítio da internet direcionado ao público infantil. os estudantes que escolheram a alternativa a (28. e a mãe. Acesso em: 20 jan. a realização dessa tarefa exige que os estudantes identifiquem os elementos coesivos que promovem o sentido entre as informações dentro do texto. Cecilinha tinha olhos azuis-esverdeados. 2-3) B) “Por isso. de ficar olhando livros. pela presença de advérbio indicativo de lugar. nem supermercados e muito menos shopping center.”.. olhando os desenhos na madeira e pensando que eram florestas. o gabarito. os estudantes que marcaram a letra B (31. Nesse caso. qual das expressões destacadas exprime ideia de lugar.. . basearam-se na indicação explícita de lugar na frase. tudo era diferente.”.5%). sabe? Naquele tempo. porém. rio. passando pelos laços afetivos instituídos com a avó materna até o seu encontro com o imaginário na infância. muito calmo.. a característica discursiva desse gênero é a de relatar informações pessoais. A menina Cecília Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro. no trecho destacado.. Os vendedores andavam nas ruas vendendo mercadorias. sem aviões. nem computador. não havia televisão. por conta de ainda não terem domínio dessa habilidade. sem carros.. 2010. Por isso. provavelmente. Quando criança. 4) C) “Quando criança..6% B 31.4% este item avalia a habilidade de estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. o termo apresenta ideia de tempo.4%). sabe o que a menina fazia para se divertir? Cecília ficava um tempão imaginando histórias no chão. confundiram-se com a noção de espaço que o advérbio aNteS também pode denotar em outros contextos. os estudantes demonstraram ter desenvol- D 24.”. passou a vida na chácara da avó Jacinta Garcia Benevides. Ela via as figuras e imaginava que de dentro dos livros saía uma voz que contava histórias.39 Leia o texto abaixo. selecionando. O pai morreu antes do nascimento de Cecília. ( .. foram escolhidas as informações vivenciadas pela poetisa desde o seu nascimento. 5) D) “Ela via as figuras e imaginava que de dentro dos livros saía uma voz. Gostava. (P060033B1_SUP) (P060034B1) Nesse 5 10 15 texto. Cecilinha tinha olhos azuis-esverdeados. 15) A 28.. O fogão era a lenha. era muito sozinha.

Análise dos resultados os desafios apresentados pelos professores podem ser. de acordo eles.” ela entende que é preciso “tornar o aprendizado da língua mais significativo e contextualizado para o aluno”. para ela. minimizados com a utilização dos resultados das avaliações externas no planejamento pedagógico. em especial no âmbito da leitura e da escrita. Bianca assevera que os dados oriundos do programa avaliativo mostram onde é preciso intervir. o professor acredita que. Já para José luiz. a falta de estímulo dos alunos para participar integralmente do processo de aprendizagem e as jornadas de trabalho extras para complementar sua renda. José luiz afirma . os professores José luiz Barbosa e Bianca maria araújo conhecem bem a realidade da educação nos municípios em que trabalham. oferecer a aprendizagem do nível formal da língua. No entanto. ambos os educadores. Bianca almeja “atualizar o ensino numa perspectiva menos embasada nas regras vazias e evasivas da gramática.40 com A PAlAvRA. “portanto. é a luta que se trava todo dia no chão da escola”. com a superação dessas dificuldades e com uma visão mais humanista. os profissionais da educação poderão experimentar “o quanto o conhecimento fomentado pela informação pode servir para ter sonhos bons. que trabalha numa escola de internato e semi-internato. com formação em letras e especializações.” No processo ensino-aprendizagem da língua portuguesa. defende a concepção de que ler e escrever não são coisas naturais. tais como a precariedade da formação inicial e continuada. atuar ou redirecionar as práticas adotadas no ensino. o uso de sistemas disciplinares antigos. porque subsiste na contemporaneidade um verdadeiro embate entre a gramática normativa e as estruturas sintáticas construídas espontaneamente pelos falantes. condicionada ao respeito pelos dialetos preferenciais de cada aluno. destaca. o PRofEssoR por um ensino conteXtuAliZAdo e HumAniZAdo professores relacionam desafios e superação H á mais de 20 anos lecionando língua portuguesa no estado do Rio de Janeiro. José luiz e Bianca encontram desafios no cotidiano da profissão. a falta de participação da família e a desvalorização da profissão de educar. há ainda outros problemas. os maiores obstáculos são a estrutura deficiente das escolas. atuam no sentido de garantir a aprendizagem dos seus alunos. viver melhor e trabalhar por um mundo mais justo e fraterno. José luiz.

os resultados das avaliações podem contribuir em duas instâncias: na sala de aula. inferir informações e construir seu raciocínio”. tanto no planejamento das aulas. o educador relata que. para aperfeiçoar o trabalho em determinada área do conhecimento. desde que sua capacidade avaliativa esteja comprovada. para subsidiar a elaboração de políticas públicas. haverá uma “promissora revolução na avaliação da aprendizagem”. . e. a meta é que a unidade federativa esteja entre as cinco melhores no ideb em 2013. para ele. No estado fluminense. o professor José luiz esclarece a função de uma escala de proficiência para o seu trabalho pedagógico.41 José luiz Barbosa professor que. a fim de dinamizar as respostas dos alunos e prepará-los para os diversos exames de seleção e avaliação. mas que ainda é necessário. “trabalhar essas questões em sala de aula é orientar e preparar o aluno para. principalmente através do conhecimento de atividades realizadas por outros profissionais”. ambos têm adotado o modelo de múltipla escolha como mecanismo avaliativo. quanto na viabilização da recuperação paralela de alguns estudantes. salienta Bianca. “ao avaliar a aprendizagem de um aluno. esclarece. num panorama mais geral. para José luiz. oferecer aulas de reforço e premiações por desempenho. posteriormente. acerca do modelo de preparação dos testes de múltipla escolha. a respeito das publicações pedagógicas. pensá-las e resolvê-las sozinhos”. a professora declara que sua aplicação em sala de aula “conduz o aluno a refletir sobre o texto. ele narra que melhorias estruturais têm sido implementadas. “sendo utilizadas como forma de atualização da minha prática educacional. é possível perceber quais conteúdos foram bem apropriados ou não. a educadora afirma que elas servem para auxiliar no seu trabalho em sala de aula. por ser um retrato do sistema de ensino. quando os professores aprenderem a formular as avaliações baseadas nesse método. por meio da metodologia empregada para compor os resultados das avaliações. levamos em consideração as habilidades e competências de que ele se apossou num determinado espaço de tempo”. como informa José luiz. os padrões de desempenho determinados pelo estado podem garantir o alcance das metas que forem definidas. Numa perspectiva mais prática.

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a avaliação se insere como forte instrumento provedor de dados sobre a realidade educacional. Para tanto.A consolidação de uma escola de qualidade é uma exigência social. Tanto mais eficazes serão as ações desenvolvidas pelas escolas quanto mais informações acerca de si próprias elas tiveram à disposição. Portanto. Temos certeza que isso já está acontecendo em todas as escolas do Rio de Janeiro. devem ser socializados. Nesse contexto. as unidades escolares devem ser autônomas. os resultados apresentados nesta revista. estudados. capazes de planejar e executar seus projetos com o objetivo de garantir a aprendizagem dos estudantes. . A aprendizagem de todos no tempo e idade certos é um dever dos governos democráticos. para atingir o fim a que se destinam. analisados e debatidos à exaustão em suas múltiplas possibilidades de uso pedagógico.

Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora Henrique Duque de Miranda Chaves Filho Coordenação Geral do CAEd Lina Kátia Mesquita Oliveira Coordenação Técnica do Projeto Manuel Fernando Palácios da Cunha Melo Coordenação da Unidade de Pesquisa Tufi Machado Soares Coordenação de Análise e Publicações Wagner Silveira Rezende Coordenação de Instrumentos de Avaliação Verônica Mendes Vieira Coordenação de Medidas Educacionais Wellington Silva Coordenação de Operações de Avaliação Rafael de Oliveira Coordenação de Processamento de Documentos Benito Delage Coordenação de Produção Visual Hamilton Ferreira Responsável pelo Projeto Gráfico Edna Rezende S. de Alcântara .

Higor Evérson de Araújo.3+373. MARTINS. Conteúdo: 5º ano do Ensino Fundamental – Língua Portuguesa ISSN 1948-5456 CDU 373. TAVARES. PIFANO. Rachel Garcia. v. 3 (jan/dez. Leila Márcia Mafra. Roberta. FULCO. MACHADO. Maria Diomara da. CAEd. Faculdade de Educação. Hilda Aparecida Linhares da Silva.5:371. Juiz de Fora.26(05) . Josiane Toledo Ferreira (coord. SILVA. 2011). Ana Letícia Duin. Maika Som. FINAMORE.Ficha Catalográfica VOLUME 3 – PORTUGUÊS – 5º ano Ensino Fundamental RIO DE JANEIRO. MICARELLO. Camila Fonseca de. OLIVEIRA. Adriana de Lourdes Ferreira de.). Secretaria de Estado de Educação. SAERJ – 2011 / Universidade Federal de Juiz de Fora. 2011 – Anual ANDRADE. SILVA.

SeçõeS a importância dos resultados a escala de proficiência padrões de desempenho estudantil O trabalho continua .

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