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7- Lições em Romanos 15.

1-13

Cristo, nosso exemplo de abnegação (NIBB)

(v.1) - Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos
fracos, e não agradar a nós mesmos.
1. Não sei em que momento da vida cristã nós chegamos à
consciência de que ‘somos fortes’. Mas caso saibamos que
chegamos, esse poder adquirido nos fará responsáveis pelos
outros que ainda não chegaram à mesma consciência.
2. O nosso poder (dinatoi) nos faz devedores (opheílomen) aos que
ainda estão sem poder (adinatoi). Paulo tinha isso como uma
dívida dos crentes fortes para com os crentes fracos (Ver Rm
1.14).
3. Um ponto difícil é justamente deixarmos de lado aquilo que nos
agrada, em favor do nosso irmão. Ou seja, abrir mão do nosso de
bem-estar, por conta daquele que ainda não nos alcançou.

(v.2) - Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que


é bom para edificação.
1. A questão não é só deixar de agradar-nos a nós mesmos, mas ser
ativo no sentido de agradar ao próximo.
2. Não se trata de atender às vontades, aos caprichos daquele que
ainda é fraco na fé, mas de atendê-lo naquilo que servirá para o
seu crescimento, naquilo que for bom para a sua edificação
(oikodomén). Consequentemente, todos ganharão com isso.

(v.3) - Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como


está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
1. O exemplo para as atitudes do cristão é o próprio Cristo; razão de
sermos cristãos.

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2. Cristo não agradou a si mesmo. Se por um momento pediu que o
cálice não fosse por Ele tomado, em seguida consentiu que a
vontade a ser feita fosse do Pai (Lc 22.42); podendo apegar-se à
gloria que tinha, não fez isso (Fp. 2.6,7).

(v.4) - Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi
escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes
das Escrituras, tenhamos esperança.
1. Sendo Cristo o nosso exemplo, não é demais pedir aos crentes
que sejam pacientes com os irmãos mais fracos; coisa que o
próprio Cristo fez em relação a todos nós.
2. Quaisquer que sejam as tribulações (até mesmo dentro da
própria igreja), os ensinos trazidos pelas Escrituras nos fazem
avançar mantendo a esperança.
3. A paciência e o consolo que nos vêm das Escrituras nos ajudam
na caminhada cristã.

(v.5) - Ora, o Deus de constância e de consolação vos dê o mesmo


sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.
1. Deus nos fala pelas Escrituras, que é a Sua própria Palavra, e nos
fala também pelo que Ele mesmo é.
2. Não é difícil percebermos que falta tolerância entre os crentes.
Muitos crentes não se suportam. Se aprendermos a tolerância,
certamente saberemos não agradar a nós mesmos.

(v.6) - Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de


nosso Senhor Jesus Cristo.
1. É possível que todos na igreja saibam que devem glorificar a
Deus, mas a falta de unidade (um só coração – NIV) pode ser
obstáculo para a adoração conjunta.

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2. A adoração de crentes em guerra vale o mesmo que uma nota de
três reais. Fazer a paz não é coisa fácil, mas não fica bem aos
adoradores viverem ‘se mordendo e devorando uns aos outros’
(Gl 5.15).

(v.7) - Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos
recebeu, para glória de Deus.
1. Limitamos a questão do acolhimento aos crentes locais; aos que
fazem parte da nossa comunidade. É verdade que Paulo estava
tratando das questões locais, de Roma.
2. Muitas vezes temos dificuldades no acolhimento dos crentes de
outras igrejas, de outras denominações; parece que há uma
dificuldade em acolher o crente que professa a mesma fé, mas
não a mesma prática.
3. “Como também Cristo nos recebeu”. Na verdade, Cristo recebeu
um ‘bando’ de pessoas mortas em delitos e pecados. Em síntese,
ninguém melhor que ninguém.
4. A diferença é que, uma vez acolhidos, por termos sido resgatados
de nossa vã maneira de viver, passamos a viver a vida que
glorifica a Deus, por meio de Cristo Jesus.

(v.8) – Digo, pois, que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por
causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos
pais;
(v.9) - e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia,
como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, e
cantarei ao teu nome.
(v.10) - E outra vez diz: Alegrai-vos, gentios, juntamente com o povo.
(v.11) - E ainda: Louvai ao Senhor, todos os gentios, e louvem-no,
todos os povos.

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(v.12) - E outra vez, diz também Isaías: Haverá a raiz de Jessé, aquele
que se levanta para reger os gentios; nele os gentios esperarão.
1. A salvação é universal, isto é, estendida a todos. Cristo veio para
os que eram seus (judeus) (v.8), mas também para os demais (os
gentios) (v.9).
2. Em Abrão (que é Abraão) todas as nações serão abençoadas
(v.10-12).
3. A igreja em Roma, possivelmente, era constituída de crentes
judeus e gentios, pois havia trânsito de pessoas entre as nações
(Atos 2.8-11).

(v.13) - Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na


vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito
Santo.
1. Paulo termina a seção com uma oração. A sua oração expressa o
seu desejo em relação aos crentes da comunidade em Roma.
2. O seu desejo é que os crentes sejam cheios, sejam plenos de
alegria e paz na fé; sem as discussões próprias daqueles que se
acham melhores que os outros.
3. “Para que abundeis”, ou “Para que sejais ricos”. Caso os crentes
não seguissem os conselhos de Paulo, corriam o risco de
continuarem pobres e sem esperança; mas, se fossem maduros o
suficiente para atendê-lo, os benefícios de uma vida dirigida pelo
poder do Espírito Santo.

PR. Eli da Rocha Silva


08/03/2009 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP