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A comprovação de que o sucesso é plural E sta edição especial de E MBALAGEM

A comprovação de que o sucesso é plural

E
E

sta edição especial

de

EMBALAGEM-

MARCA, que sinali-

za o sexto aniversário de lançamento da revista, che- ga às mãos dos leitores com número recorde de páginas, exatamente o dobro da es- trutura da número 1. Isso sem contar a sobrecapa e a cinta que envolve o exem- plar. Costuma-se dizer que o sucesso é plural. Por isso, ao comemorarmos intimamen- te a demonstração material de êxito representada por este alentado volume, en- tendo ser fundamental ex- pressar agradecimentos a diferentes públicos. Primeiramente, agradece- mos aos leitores, que de di- ferentes maneiras testemu- nham seu apreço pela quali- dade da informação que lhes oferecemos todos os meses. Uma parte deles nos envia sugestões de reporta- gens; outra, críticas. Feliz- mente esta parte é bem me- nor, e quero acreditar que não seja por falta de senso crítico dos leitores. Além dessa valiosa contribuição, eles nos prestam, possivel- mente sem atentar para isso, a mais esperada das home- nagens, que é ler aquilo que escrevemos. Essa efetivida-

nagens, que é ler aquilo que escrevemos. Essa efetivida- de de leitura contribui enor- memente para

de de leitura contribui enor- memente para avalizar a afirmação sempre reiterada por nós a nossos anuncian-

tes: a de que, nas páginas de

suas

mensagens publicitárias têm mais visibilidade e dão re- torno. Portanto, mais uma vez nosso muito obrigado aos leitores. Agradecemos, claro, aos anunciantes, que proporcio- nam os meios para o cami- nhar e o aperfeiçoamento constante da publicação. Na condição de fonte exclusiva de nossa receita, eles certa- mente percebem que procu- ramos dar o máximo de nos- sos esforços para mantê-los, ou “fidelizá-los”, para usar

EMBALAGEMMARCA,

o jargão mercadológico. As- sim, jamais descuidamos de aprofundar e adensar a qua- lidade de nosso trabalho. Ao mesmo tempo, temos por norma empenhar-nos em oferecer o mais pronto aten- dimento a qualquer tipo de solicitação que chegue a nós. Se às vezes falhamos, fica registrado, nesta sessão de agradecimentos, o pedi- do de desculpas. No tocante a publicidade, ouso interpretar o volume recorde de anúncios como confirmação de que veicula- ções anteriores deram bom retorno e, ainda, que mais e mais empresas, estreantes em nossas páginas, estão se dando conta disso. Se tal

apoio significar apenas uma homenagem à revista em seu aniversário, é também um excelente motivo para agradecer. Agradecemos a nossos fornecedores, pela presteza e pela qualidade de atendi- mento. Por último, fica aqui registrado um agradecimen- to público aos membros de nossa equipe, apresentados na foto desta página, para os merecidos aplausos. O tra- balho desse conjunto, inte- grado com o apoio de leito- res, anunciantes e fornece- dores, é a razão de nosso su- cesso. Até julho.

Wilson Palhares

3 2 9 6 1 7 8 5 4 10 12 11 13
3
2
9
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7
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13

1 – André Godoy

2 – Marcos Palhares

3 – José Hiroshi Taniguti

4 – Marlene Nogueira

5 – Wagner Ferreira

6 – Karin Trojan

7 – Guilherme Kamio

8 – Marcella Freitas

9 – Flávio Palhares

10 – Carlos Gustavo Curado

11 – Wilson Palhares

12 – Eunice Fruet

13 – Leandro Haberli

FOTO DE CAPA: STUDIO AG - ANDRÉ GODOY

FOTO DE CAPA: STUDIO AG - ANDRÉ GODOY nº 70 • junho 2005 8 16 Entrevista:

nº 70 • junho 2005

8

16

Entrevista:

Alexandre Loures

Gerente de comunicação externa da AmBev analisa segmentação de tipos e de embalagens de cervejas

Perfil

Yamá Cosméticos acentua verticalização produtiva de suas linhas de embalagem

verticalização produtiva de suas linhas de embalagem 20 Reportagem de capa: Transparência Produtoras de

20

Reportagem de capa:

Transparência

Produtoras de embalagens secundárias investem na oferta de soluções com maiores efeitos diáfanos

na oferta de soluções com maiores efeitos diáfanos 28 32 36 Fechamentos Lançado o selo protetor

28

32

36

Fechamentos

Lançado o selo protetor que combina lacre termoenco- lhível com topo auto-adesivo

Logística

Novas soluções de emba- lagem modernizam o setor de hortifrutigranjeiros

Luxepack

Cadeia de embalagem mostra novidades para produtos de prestígio

44

52

FCE Pharma e Cosmetique

Lançamentos e movimentação dos eventos conjuntos refletem bons momentos de seus mercados-alvo

Conveniência

Bandeja com divisiórias removíveis facilita consumo de refeições oferecidas em serviços de entrega

consumo de refeições oferecidas em serviços de entrega 54 70 76 Interpack Pontuada pelas mais recentes

54

70

76

Interpack

Pontuada pelas mais recentes inovações mundiais, edição de 2005 da feira alemã Interpack bate recordes de público e de tamanho

Label Summit

No encontro internacional da de rotulagem, interação, boas idéias e público seleto

Exportações

Cerâmica paulista quebra fronteiras internacionais com redesign das caixas de seus filtros de terracota

com redesign das caixas de seus filtros de terracota 80 Fispal Prejudicada por feriado e alagamen-

80

Fispal

Prejudicada por feriado e alagamen- tos, edição 2005 da feira não decepcionou no quesito novidades

AA ssoobbrreeccaappaa ddeessttaa eeddiiççããoo ffooii iimmpprreessssaa eemm PPVVCC ppeellaa RRiiggeessaa

3

Editorial

A essência da edição do mês, nas palavras do editor

42

Internacional

Destaques e idéias de mercados estrangeiros

90

Display

Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

94

Panorama

Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

96

Painel Gráfico

Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

98

Almanaque

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

Diretor de Redação Wilson Palhares
Diretor de Redação
Wilson Palhares

palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem

Flávio Palhares

flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio

guma@embalagemmarca.com.br

Leandro Haberli Silva

leandro@embalagemmarca.com.br

Diretor de Arte Carlos Gustavo Curado

arte@embalagemmarca.com.br

Assistente de Arte José Hiroshi Taniguti

Administração Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira)

Departamento Comercial

comercial@embalagemmarca.com.br

Karin Trojan

Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas

Marcella de Freitas Monteiro assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 90,00

Público-Alvo

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Filiada ao

serviços relacionados com a cadeia de embalagem. Filiada ao Impressão: C C o o n n

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mitida a reprodução de matérias editoriais pu- blicadas nesta revista sem autorização da Blo-

co de Comunicação Ltda. Opiniões expressas

em matérias assinadas não refletem necessa- riamente a opinião da revista.

entrevista >>> Alexandre Loures

“Bem cobertas no mainstream, oportunidades estão em valor”

A

pós ter visto sua participação no mercado brasileiro de cerveja cair para 62,9% em 2003, quando o Grupo Schincariol celebra- va os bons resultados atrelados à campanha publicitária que ficaria conhecida como “fe-

nômeno experimenta”, a AmBev volta a mostrar seu po- der de fogo. Enquanto a Kaiser sofre com sucessivas per- das de mercado, que fizeram a canadense Molson Coors, dona da marca, rever seu plano de investimento no merca- do brasileiro, a gigante das bebidas fechou março de 2005 com 67,6% das vendas de cerveja no país. Comparado a igual período do ano anterior, o volume de cerveja vendido pela dona das marcas Antarctica, Brahma e Skol cresceu 23,1% nos primeiros três meses de 2005. O resultado serviu até para impulsionar o desempenho da coligada Inbev, que no mesmo período teve vendas consi- deradas fracas em mercados mais maduros, como o euro- peu e o americano. Para decifrar o significado desses ba- lanços, EMBALAGEMMARCA conversou com Alexandre Loures, gerente de comunicação externa da AmBev. Familiarizado também com o segmento de não-alcoólicas, no qual, além de refrigerantes como Pepsi e Guaraná An- tarctica, a companhia distribui chás e isotônicos, Loures fala a seguir sobre as oportunidades que a segmentação do mercado cervejeiro abriu para a cadeia de embalagens, e ainda explica os detalhes da estratégia de internacionaliza- ção da Brahma, hoje uma das três marcas globais da In- bev, ao lado das tradicionais Stella Artois e Beck’s.

Segundo dados da ACNielsen, no primeiro trimestre deste ano o mercado brasileiro de cerveja cresceu 7,3%. A Am- Bev também acaba de divulgar seu balanço trimestral, com expressivo aumento no volume de vendas. Esses nú-

meros podem ser interpretados como indicativo de que o setor, cuja produção e consumo per capta têm apresenta-

do crescimento quase vegetativo nos últimos dez anos, ini- ciou um ciclo de expansão?

O mercado de cerveja obedece a basicamente dois fatores.

Primeiro, a renda disponível. Sempre que há crescimento na economia, há crescimento da renda disponível, que por

sua vez traz impactos imediatos na venda de cerveja. O se- gundo fator diz respeito ao clima. Se fizermos uma com- paração com o ano passado, quando o país estava inician- do o atual ciclo de crescimento econômico, veremos que

o verão de 2005 teve mais calor. Isso também repercutiu

positivamente nas vendas do setor. O volume de cerveja consumido no Brasil será capaz de continuar crescendo na mesma proporção em que esses dois fatores forem conju- gados de maneira favorável. Na verdade, portanto, os nú- meros desse primeiro trimestre nada mais são do que o re- flexo de um clima mais quente e do crescimento do país, da maior renda disponível. Além disso, a participação de mercado da AmBev, na comparação entre os primeiros três meses de 2004 e os primeiros três meses deste ano, subiu dois pontos, o que também impactou no nosso au- mento de vendas.

Na sua opinião, o que tem favorecido o bom desempenho da empresa no setor de cervejas? Um dos destaques é o esforço de desenvolvimento do mercado premium no Brasil. Somos o quarto país em vo- lume de cerveja produzido (atrás apenas da China, Esta- dos Unidos e Alemanha). Porém o país é apenas o 29º em volume per capita, consumindo anualmente cerca de 50 li- tros por habitante. Por outro lado, o mercado super-pre- mium vem crescendo rapidamente. Embora hoje ele repre-

mium vem crescendo rapidamente. Embora hoje ele repre- Alexandre Loures, gerente de comunicação externa da AmBev,

Alexandre Loures, gerente de comunicação externa da AmBev, faz um balanço do mercado de cervejas e comenta a segmentação do setor – e as oportunidades abertas por ela para a indústria de embalagens

88 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> jjuunnhhoo 22000055

entrevista >>> Alexandre Loures

sente apenas 5% do setor, em 2000 não passava de 2,5%. As grandes responsáveis por essa expansão foram as mar-

cas da AmBev, principalmente a Bohemia, que está à fren- te do desenvolvimento do mercado premium no Brasil. Trata-se de um segmento de alto valor agregado, com grande potencial de crescimento no país. A AmBev inves-

te na pavimentação e no crescimento desse segmento es-

pecífico. Fugindo um pouco do as- sunto cervejas, vale destacar que este ano a AmBev também passa a

investir mais em refrigerante. Pep-

si e Guaraná Antarctica têm apre-

sentado resultados excelentes, ga- nhando importantes fatias do mer- cado. Hoje temos 17% do mercado de refrigerante, e pretendemos passar a dar mais atenção ao setor de não-alcoólicos em geral, que in- clui chás, bebidas isotônicas e águas.

de Janeiro. Devido ao bocal ampliado da garrafa, alguns consumidores fizeram essa associação com a boca grande da Daniella. Mas isso partiu dos consumidores e vendedo- res, não da AmBev. Nós nem teríamos direito de usar o nome dela.

Opondo-se aos bons resultados da AmBev, foi divulgado que a Inbev começou o ano com

vendas fracas em mercados mais maduros, como o americano e o europeu. Em termos de potencial de crescimento, o que essa diferen- ça revela? Não analisei os números da InBev a fundo, mas posso dizer que ten- dências de mercado não podem ser traçadas com base nos balanços de um trimestre. Os executivos de lá têm conhecimento mais profundo sobre esses dois mercados. Dessa forma, prefiro não fazer comentá- rios a esse respeito.

Os resultados positivos da AmBev chegaram a ter influência no de- sempenho da Inbev? Na medida em que os resultados

da AmBev são consolidados aos da InBev, eles impactam positiva ou negativamente, conforme a sua performance. Neste primeiro tri- mestre, como as vendas foram po-

“A Skol hoje detém um terço do mercado brasileiro de cerveja. É a marca com mais preferência, fidelidade e conhecimento entre os consumidores. Um dos grandes pilares desse posicionamento privilegiado é a estratégia de inovação em embalagens”

Com diversas estratégias de dife- renciação, a Skol já há algum tempo está consolidada como líder do mercado nacional de cerveja. Assumidamente a AmBev sempre utilizou a marca como plataforma de lançamento de novas embala- gens, como prova, para citar o caso mais recente, a adoção das garrafas Big Neck, no ano passa- do. Em que medida essa estratégia

contribuiu para a consolidação da marca?

sitivas, o impacto foi positivo.

A

Skol hoje tem um terço do mercado brasileiro. É a mar-

ca com mais preferência, fidelidade e conhecimento entre os consumidores. Um dos grandes pilares desse posicio-

Como tem evoluído a operação da AmBev nas Américas? Recentemente foram adquiridas novas marcas na região?

namento privilegiado é exatamente a inovação em emba- lagens, como prova o lançamento das garrafas Big Neck, bem lembrado. Indo mais longe no tempo, percebe-se que

A empresa possui penetração em todos os países sul-ame- ricanos? Estamos presentes em todos os países do América do Sul,

a

Skol foi a primeira cerveja em lata do Brasil, a primei-

à

exceção da Colômbia e das Guianas. Estamos também

ra em lata de alumínio, a primeira cerveja long neck, a primeira cerveja com lata de boca redonda, a primeira Big Neck com tampa de rosca. Trata-se, enfim, de uma marca que reúne características de inovação, que busca

em alguns países da América Central, mais especifica- mente Nicarágua, Guatemala, El Salvador e, brevemente, República Dominicana. A maneira como entramos nesses mercados pode ser resumida de três formas. Uma delas é

trazer coisas novas e lançar tendências. Por isso ela des-

o

green field, quando se instala ou se compra uma fábrica

e

se começa a vender do zero. Outra é por aquisição, como

fruta desse lugar especial no coração e na geladeira dos brasileiros.

Aliás, uma curiosidade é que a Big Neck foi apelidada de “Cicarelli”, numa referência à modelo e apresentadora de TV. Vocês tomaram conhecimento disso? Sim, e ao que sabemos o apelido nasceu nas praias do Rio

aconteceu agora no Equador, onde compramos a marca Biela, a mantivemos no mercado, mas começamos a ven- der Brahma, que já tem 20% de mercado, contra 7% da Biela. Nessa modalidade, compram-se os ativos de uma fábrica e começa-se a vender as suas marcas. A última mo- dalidade é por associação, como aconteceu recentemente

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entrevista >>> Alexandre Loures

na Guatemala, onde nos associamos à engarrafadora de Pepsi local e passamos a atuar naquele mercado. Cada país tem sua história, e, antes de entrar em um novo mer- cado internacional, temos muito clara a necessidade de

respeitar a história e a cultura de cada um deles. A partir dessa premissa, várias combinações de negócio são possí- veis. Com a associação com a Quilmes, na Argentina, por exemplo, os produtos do seu port-

fólio foram mantidos, mas em alguns casos investimos na conso- lidação da marca Brahma.

ciação com o varejo? Desde o surgimento da AmBev, nossos maiores concor- rentes, à exceção da Kaiser, ganharam mercado. Surgiram treze novas marcas de mercado no país, as microcerveja- rias ganharam grande impulso, e nunca houve tanta con-

corrência no setor, como mostram diferentes balanços de mercado, em especial os da ACNielsen, onde a troca de posições é freqüente. Atualmente,

a própria AmBev é menor do que a soma de mercado que as marcas Brahma e Antarctica detinham an- tes da fusão. Além disso, é preciso lembrar que a AmBev forma uma série de know-how de venda e dis- tribuição. Quem for a qualquer ou- tra cervejaria de médio porte do país verá ex-funcionários da Am- Bev, formados aqui. Em vista de tudo isso, acredito que na verdade a AmBev seja muito salutar para o mercado de cerveja, à medida que permitiu que todos os demais pla- yers ganhassem participação, for- mou profissionais para trabalhar em outras cervejarias, e ainda fa- voreceu a chegada de novas mar- cas às gôndolas. Outro ponto ine- gavelmente positivo é que a Am- Bev criou no Brasil algo que não existia: a cultura das marcas seg- mentadas. Cervejas como a Bohe-

mia de trigo e escura permitiram que essa cultura se disseminasse a ponto de hoje haver um boom de pequenas cervejarias no Brasil.

“Desde o surgimento da AmBev, nossos maiores conc0rrentes, à exceção da Kaiser, ganharam mercado. Surgiram novas marcas, as microcervejarias ganharam impulso, e nunca houve tanta concorrência no setor. Acredito que a AmBev seja muito salutar para o mercado de cerveja”

Na AmBev acredita-se que a Quil- mes tem potencial de crescimento no mercado brasileiro? Trata-se de um cerveja pilsen mainstream. Modéstia à parte, es- tamos muito bem servidos nessa categoria. Só na AmBev há Skol, Brahma e Antarctica. A Quilmes é um excelente produto, tem condi- ções de brigar por participação em qualquer país onde eventualmente entrar, mas nesse tipo de produto estamos definitivamente muito bem servidos.

A AmBev fechou março de 2005 com 67,6% das vendas da bebida no país. Esse é o patamar ideal que a empresa espera manter no

Brasil? Ou há espaço para novas expansões? É lógico que a missão de toda a empresa de bens de con- sumo é ganhar mercado. Mas eu diria que estamos mais preocupados em desenvolver o nicho de produtos de alto valor agregado. Trata-se de um setor, como eu já disse, que apresenta enorme potencial de crescimento. Enquanto aqui o segmento premium responde por apenas 5% das vendas, em outros países, como Estados Unidos, ele de- tém 25%. Em muitos países da Europa, tem ainda mais do que isso. Acreditamos ser possível aumentar nossa partici- pação no montante desenvolvendo esse mercado, mas isso não significa que vamos deixar de lutar por cada ponto de mercado. O que ocorre é que quando se chega num certo patamar é necessário diversificar as formas de ampliar o negócio.

Como andam os investimentos que vêm sendo feitos na in- ternacionalização da marca Brahma? Quando foi feita a aliança com a Interbrew, agora Inbev, foram eleitas três marcas globais para a companhia: Stel- la Artois, Beck’s e Brahma. As duas primeiras já têm uma participação global mais consolidada. Nesse sentido, a Brahma seria a terceira nessa lista a consolidar sua posi- ção global, o que na verdade já foi feito.

Qual a importância da Brahma entre as marcas globais da Inbev? Não existe uma hierarquia. Mas a importância da Brahma é muito grande porque globalmente ela veio preencher uma lacuna, como uma cerveja que traz um posicionamen- to de produto brasileiro. O Brasil, sob certos aspectos, é um país muito bem-visto lá fora, e esses atributos positi- vos ligados a nós estão também muito ligados ao mercado

Para alguns dos demais fabricantes de cerveja, a partici- pação da AmBev traz embutido o risco de concorrência desleal. O que a empresa tem a dizer sobre comentários sugerindo a imposição de condições unilaterais de nego-

1122 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> jjuunnhhoo 22000055

entrevista >>> Alexandre Loures

de cerveja. Além disso, o Brasil tem uma escola própria de cerveja, como há uma escola de cerveja norte-americana e outra européia. A internacionalização da Brahma represen-

ta a oportunidade de o Brasil levar para outros países a cul- tura de cerveja brasileira, que existe há mais de 150 anos, desde o lançamento da Bohemia, em 1853. Temos a opor- tunidade de internacionalizar essa escola, e os resultados têm sido surpreendentes. Na Rús- sia, por exemplo, já vendemos o

dobro do que planejávamos.

embalagens retornáveis, isto é, garrafas de 600ml e bar- ris de chope, que hoje respondem por cerca de 70% do mercado brasileiro. Esse paradigma pode ser mudado no Brasil? As vantagens das garrafas retornáveis são inegáveis. A primeira é a econômica. A segunda, a ambiental. Como

podem ser reaproveitadas, as garrafas não são lançadas no meio-ambiente. Além disso, elas são de domínio público, o que ba-

“Estamos preocupados em desenvolver o nicho de cervejas de alto valor agregado. É um segmento com alto potencial de crescimento no Brasil. As microcervejarias têm mostrado importante papel no fortalecimento do mercado super premium”

rateia custos.

A entrada do PET no setor cerve- jeiro é algo muito aguardado pela cadeia de embalagem, e vem ocor- rendo de forma gradual lá fora. Em curto prazo, existe a possibili- dade de a AmBev vir a adotar esse material de embalagem no Brasil? Não existe nenhum plano. Acho que a solução retornável é mais eficaz em função das vantagens já citadas. Além disso, o PET apre- senta uma deficiência no aspecto de conservação da cerveja. Ade- mais, considero temerário o pro- blema de aumento da geração de resíduo sólido ligado a esse tipo de embalagem.

Em quais plantas a Brahma inter- nacional está sendo produzida atualmente? Como é a embalagem do produto? No Brasil, em Jacareí (SP). Ela é produzida também na Rússia e na Bélgica. A fórmula, obviamente, segue um controle de qualidade global. Quanto à embalagem, vale dizer que a Brahma internacional é uma cerveja premium. Ela é vendi- da em embalagem long neck, de consumo individual. Tradicional- mente, nos países da Europa e nos Estados Unidos, essas cervejas são vendidas em embalagens transpa- rentes, incolores. Por isso resolve- mos colocar a Brahma também numa garrafa assim. Acontece que

esse tipo de embalagem é mais sensível à luz. Então foi necessário fazer apenas uma pequena modificação no lúpulo para que a bebida fosse adequada a essa embalagem. Mas não hou- ve mudança de fórmula, apenas uma adaptação para poder ser engarrafada e vendida nessa embalagem.

No caso do mercado de refrigeran-

te, a adoção do PET pela Coca- Cola já foi vista como um tiro-no- pé. Existe a consciência de que a aposta nesse tipo de embalagem plástica pode prejudicar a liderança da Am- Bev em cervejas? Não. Na verdade não cogitamos o PET por não estarmos convencidos de que ele seja uma solução benéfica para o mercado.

Por falar em embalagem, na sua opinião há espaço para novos tipos de acondicionamento de cerveja no Brasil? Ou a eterna pressão por custos ainda vetará por muito tempo a disseminação de embalagens de cerveja realmen- te diferenciadas por aqui? Percebemos que nem sempre é vantajoso perseguir apenas custo. É mais importante trazer benefícios para o consu- midor, fazendo-o perceber que vale a pena incrementar determinado custo ao valor da sua cerveja. Pretendemos ainda este ano trazer duas ou três inovações de embalagem para o mercado brasileiro. Mas por enquanto não é possí- vel adiantar detalhes.

Parte do setor, inclusive o Sindicerv, defende, como forma de preservar as margens de ganho dos fabricantes, as

As cervejas especiais, feitas em fábricas de pequeno por- te, de forma quase artesanal, são as preferidas em vários países europeus, e começam a ganhar, ainda que de for- ma tímida, participação no Brasil. Como a AmBev avalia essa tendência? Como eu já citei, muitas microcervejarias se beneficia- ram, de certa maneira, do poder de fogo da AmBev de lan- çar e popularizar a cultura das cervejas diferenciadas no mercado brasileiro. É um passo natural. Existe até uma simbiose nesse caso. Acho que qualquer concorrência, desde que feita dentro da lei, com pagamento de impostos, é benéfica. As microcervejarias têm seu papel no desen- volvimento do mercado super premium.

seu papel no desen- volvimento do mercado super premium. 1 1 4 4 > > >

1144 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> jjuunnhhoo 22000055

perfil >>> indústria usuária

Quase tudo feito em casa

Yamá Cosméticos opta por equipamentos próprios e agência de design interna

A
A

idéia de que as empresas devem se concentrar em seu core business, ou negócio principal, terceirizando as ati- vidades que não fazem parte de seu

ADAPTAÇÃO – Molde dos frascos da linha Yamafix foi projetado em função de um modelo
ADAPTAÇÃO –
Molde dos
frascos da
linha Yamafix
foi projetado
em função de
um modelo de
tampa de ros-
ca já existente

tipia e do layout dos rótulos e de todas as emba- lagens. Eles também são responsáveis pela cria- ção do design estrutural das embalagens, e ainda cuidam de materiais de comunicação visual, pro- duzindo do site da empresa e ferramentas de apoio a estratégias promocionais, como ban- ners, folhetos e catálogos. Quanto a estes últi- mos trabalhos, quase tudo é feito numa plot- ter própria. “Com uma agência interna, muitos dos projetos são aprovados na tela do compu- tador”, conta Milton Ferreira, gerente de criação da Yamá. “Em alguns ca- sos, de manhã criamos e à tarde os arquivos são enviados para impres- são já com a aprovação dos direto- res e da área de marketing.” Outra vantagem é a economia de custos: a empresa calcula que, com equipamentos próprios e a agência interna, gasta 10% do que lhe custa- riam projetos de embalagem terceirizados. Entre os produtos recentemente desen- volvidos na estrutura verticalizada da Yamá, um dos destaques é a linha de géis para ca- belo Yamafix. Sopradas em PET e impres- sas em serigrafia com uma cor, as embala- gens foram projetadas para se adaptar ao molde de uma linha de tampas de rosca também fabricada internamente, e usa- da em outros itens da empresa. Não

foco de atuação, parece estar em alta no mundo corporativo. Mas, quando o assunto é desen- volvimento de embalagem, essa diretriz- chave de alguns manuais de sobrevivência de mercado apresenta variadas exceções. Empunhando argumentos como a redução de custos e a agilização da aprovação de novos projetos, cada vez mais empresas apostam em es- truturas próprias de produção de seus sistemas de acondicionamento. Não se trata apenas das famosas plantas in-house, em que as máquinas de acondicionamento são insta- ladas junto à linha de produção da indústria usuá- ria. Também ganham mais e mais força os depar- tamentos internos de criação, que muitas vezes fazem todo o trabalho normalmente destinado às agências de design externas. No mercado de produtos de beleza e tra- tamento capilar, caso exemplar desse tipo de estratégia vem da Yamá Cosméticos. Num com- plexo fabril verticalizado de 20 000 metros qua- drados, localizado em Cotia (SP), a empresa, fundada em 1967 com foco em produtos popula- res e atualmente com mais de 200 itens em linha, produz boa parte de suas embalagens. Com inje- toras, sopradoras e equipamentos de gravação se- rigráfica próprios, a Yamá tem capacidade de produzir 30 toneladas de embalagens plásticas por mês. A produção mensal média é de 2 mi- lhões de frascos, saídos principalmente de uma injetora Bekum e de uma sopradora Battenfeld. Como se isso não bastasse, a empresa também é auto-suficiente em caixas de papelão ondulado.

House de criação

Afora o vigoroso parque fabril, a grande vedete na tática de verticalização produtiva das embala- gens da Yamá Cosmésticos é a agência interna de design criada há dois anos. Com estrutura enxu- ta, ela conta com dois profissionais de artes grá- ficas, cujas responsabilidades vão além da logo-

A verticalização em números

CCaappaacciiddaaddee pprroodduuttiivvaa::

30 toneladas de embalagens plásticas por mês PPrroodduuççããoo mmeennssaall::

média de 2 milhões de frascos

NEM TUDO É CASEIRO – Sachês e berços cartonados são de fornecedores externos, mas design estrutural é prata da casa

1166 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> jjuunnhhoo 22000055

AGILIDADE – Muitos projetos são aprovados na tela do computador, sem provas
AGILIDADE –
Muitos projetos
são aprovados
na tela do
computador,
sem provas

obstante a simplicidade, os produtos têm apelo de diferenciação no ponto-de-venda ao explorar através da transparência dos frascos PET as cores reluzentes das diferentes versões dos géis. Apesar do esforço de verticalização, nem to- das as embalagens são criadas 100% internamen- te. A também recém-lançada família Pó Descolo- rante Amônia Free é um exemplo. O produto é vendido em sachês envoltos numa estrutura de papel cartão. Todo o design foi feito pela house de criação interna, inclusive a faca do berço de papel cartão, que tem abas desenvolvidas para dar suporte aos sachês. A impressão dos envoltó- rios, porém, ficou a cargo da gráfica Aquarela, enquanto os sachês são fornecidos pela Grampac.

Mudanças num ícone

“Somos abertos a fornecedores externos, pois queremos estar atentos ao que acontece no mer- cado de embalagem”, conta o gerente de criação da Yamá. Outro caso que mostra essa flexibilida- de é o do Kit Clareador, cujos cartuchos, produ- zidos com papel cartão Hi-Bulky, da Suzano, são impressos em off-set pela Lavezzo. Uma evidência da agilidade que a agência interna proporcionou à Yamá é o fato de a empresa estar cogitando mudanças na emba- lagem do tradicional Creme de Tratamento Yamasterol, um dos seus carros-chefes nas úl- timas duas décadas. “Planejamos outra roupa- gem, e estamos estudando várias possibilida- des, inclusive a adoção de rótulos termoencolhí- veis”, revela Ferreira. Se concretizada, tal mu- dança poderá vir a ser um marco na história da empresa, que há anos mantém os equities de seu líder de vendas, acondicionado em frascos plásti- cos transparentes com impressão em serigrafia e tampa de rosca dotada de bico aplicador.

em frascos plásti- cos transparentes com impressão em serigrafia e tampa de rosca dotada de bico
em frascos plásti- cos transparentes com impressão em serigrafia e tampa de rosca dotada de bico

STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

reportagem de capa >>> transparência

Vale, como nunca, de

2200 >>>>>> EmbalagemMarca >>>>>> jjuunnhhoo 22000055

Favorecendo a comunicação de atributos dos produtos e a diferenciação nas gôndolas, empresas nacionais investem no desenvolvimento e na importação de tecnologias para a fabricação de cartuchos, luvas e outras embalage ns secundárias com plásticos de alta transparência

Por Guilherme Kamio

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uando aplicados nas embalagens, efeitos de transparência costumam preceder aquele estalo na mente do consumidor que, segundos depois, o

faz aninhar os produtos portadores em seu car- rinho de compras. Cabem especulações, não há compêndios definitivos dos porquês, mas essa qualidade, explorada numa série de embala- gens, vende – e disso os longevos sucessos do vidro e de outros materiais com propriedades diáfanas passam recibo. Transparência sugere segurança, enobrece. Por isso, nos últimos anos essa qualidade tem motivado ruidosas movi- mentações de um setor de embalagens a ela até então pouco afeito em seu cabedal técnico: o de cartucharia, produtor de cartuchos, estojos, lu- vas e outras peças semi-rígidas usadas como apresentações secundárias de um sem-número de produtos. Com fins de proporcionar algo mais numa seara cativa da opacidade do papel cartão, exce- ções aos trabalhos com janelas de acetato ou de outros filmes e com lâminas plásticas fechadas por sistemas de encaixe, novas embalagens de chapas plásticas amigas da transparência – ba- seadas em PVC, polipropileno (PP) e PET – vêm sendo ofertadas por determinadas compa-

ixar ser visto

nhias. Conforme elas divulgam, suas capacida- des de impressão e acabamento, de corte e vin- co e de colagem estão avançadas como nunca, combinando policromia em off-set passível de registro nas duas faces do substrato, serigrafia, hot stamping, reduzida memória (a tendência do material plástico retornar ao formato original após dobraduras) e adesivos incolores de alta performance, resistentes a variações de tempe- ratura e umidade. “O mais interessante é permi- tir interações de embalagens secundárias com primárias como nunca se viu no mercado nacio- nal”, aponta Caio Azeredo, da área de marke- ting da Rigesa, verbete das áreas de caixas de transporte e de soluções em papel cartão que,

desde meados de 2003, distribui no país cartu- chos plásticos transparentes, de PVC e de PP, com expertise transferido da AGI Klearfold, di- visão de sua matriz americana, a MeadWestva- co.

A observação faz todo sentido. Ciosas de lançar frascos, potes, garrafas e outros recipien- tes utilizando formatos inusitados, decorações esmeradas, cores atraentes e filigranas mil, in- dústrias devem lembrar que, nos pontos-de- venda, as embalagens secundárias, num para- doxo do jargão, são os primeiros portos da vi- são do consumidor. Com secundárias “sólidas”, o capricho nas primárias não aparece – em ou- tras palavras, um meio de fisgar o consumidor

VISÃO PREMIUM – Gel dental Protta, chás em sticks da Dr. Oetker, linha de esparadrapos
VISÃO PREMIUM – Gel
dental Protta, chás em
sticks da Dr. Oetker,
linha de esparadrapos
for export da Johnson
& Johnson br asileira e
auxiliar da coloração de
cabelos da Lowell aderi-
ram a cartuchos trans-
parentes desenvolvidos
pela Rigesa com tecnolo-
gia importada
FOTOS: DIVULGAÇÃO

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pelo olhar é desperdiçado.

Maior poder competitivo

Na Rigesa, esse lembrete já vem rendendo bons resultados. Comercializado diretamente a pro- fissionais da beleza, o auxiliar para coloração de cabelos Protect Care, da paulistana Lowell, adotou, em meados de 2003, um formato inusi- tado de cartucho de PVC com alta transparên- cia, só quebrada pela impressão em hot stam- ping do logotipo da empresa e do nome do pro- duto. Para estrear na seara dos dentifrícios, a Protta Farmacêutica pediu um cartucho de PVC para o seu Gel Dental com Própolis, acon- dicionado numa bisnaga. “A transparência e a impressão sofisticada aumentaram o poder competitivo do produto nas gôndolas”, assina

Claudia Serra, diretora comercial da Protta. Num casamento com a inovação do lançamen- to de chás instantâneos em stick packs no país, em junho de 2004, a Dr. Oetker encomendou à Rigesa cartuchos transparentes de PVC capa- zes de ficar em pé nas prateleiras (caso repor- tado em EMBALAGEMMARCA nº 61, de setem- bro de 2004). “Percebemos muitas experimen- tações do produto motivadas por eles”, informa Tatiana Turquete, gerente de produto da Dr. Oetker. “O consumidor visualiza não só a novi- dade dos sticks, mas também a quantidade do produto, poupando-lhe o trabalho de procurar essa informação na embalagem”. Recentemente, também com aporte tecno- lógico da AGI Klearfold, a Rigesa lançou um

Novas resinas também apelam à maior visibilidade

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