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E NERGIA M ECÂNICA 1. Introdução Nos capítulos anteriores, estudamos problemas que po- diam ser

ENERGIA MECÂNICA

1. Introdução

1.

Introdução

1. Introdução

Nos capítulos anteriores, estudamos problemas que po- diam ser resolvidos com a aplicação das leis de Newton. Nes- sas situações, a aceleração escalar dos corpos se apresentava constante e os demais cálculos decorrentes foram resolvidos com as fórmulas do MUV. Em muitos casos, a aceleração é va- riável e as fórmulas utilizadas até aqui não são mais válidas. Várias dessas questões são resolvidas com base nos conceitos de trabalho e energia que serão estudados a seguir.

2. Trabalho de uma força constante

2.

Trabalho de uma força constante

2. Trabalho de uma força constante
→ F → d
F
d

Consideremos uma força desloca de A para B, sendo

pondente. Seja θ o ângulo formado entre os vetores

Define-se trabalho da força fórmula:

τ F d cos θ O trabalho é uma grandeza escalar. Em função do ângulo θ, o trabalho pode ser positivo, ne- gativo ou nulo.

A

, cujo ponto de aplicação se

o vetor deslocamento

→ F
F
→ F
F

no deslocamento

corres- → e d .
corres-
e
d
.

pelaaplicação se o vetor deslocamento → F → F no deslocamento corres- → e d .

→ F B → d
F
B
d
se o vetor deslocamento → F → F no deslocamento corres- → e d . pela

97

A

→ F →
F

d

0 90° 0 trabalho motor

→ F B A →
F
B A

d

B

90° 0 trabalho nulo

→ F A →
F
A

d

B

90° 180° 0 trabalho resistente

Quando o trabalho é positivo, devemos chamá-lo motor ;

→ F → F
F
F

quando negativo, resistente ; quando a força

cular ao deslocamento

for perpendi-

será nulo .

→ d
d

, o trabalho da força

No SI, a unidade de trabalho é o joule (J).

1

J

1

N m

Ex emp l os

é o joule (J). 1 J 1 N m E x e m p l o

a) Um homem arrasta uma mesa aplicando uma força de intensidade 250 N utilizando uma corda, que forma um ângulo de 60° com a horizontal. Qual será o trabalho da força para um percurso de 8 m?

Solução

τ 250 8 cos 60°

→ F 60°
F
60°

τ 1.000 J

O trabalho desta força é motor.

98

Solução τ 250 8 cos 60° ⇒ ⇒ → F 60° τ 1.000 J O trabalho

b) Uma peça desliza sobre uma superfície plana e sofre a ação de uma força de atrito de intensidade 2 N. Qual será o trabalho da força de atrito para um deslocamento de 2 m?

Solução

→ → F at
F at

O trabalho dessa força é resistente.

τ 2 2 cos 180°

τ 4 J

c) Qual o trabalho necessário para erguer uma carga de 200 kg a 2 m

de altura? Considere g 9,8

m

s 2

.

carga de 200 kg a 2 m de altura? Considere g 9,8 m s 2 .

Solução

Os vetores força aplicada e deslocamento têm mesmo sentido e di- reção; logo, o ângulo entre os vetores é nulo.

τ m g d cos θ τ (200 9,8) 2 cos 0

τ 3.920 J

3. Trabalho de uma força qualquer

3. Trabalho de uma força qualquer

3. Trabalho de uma força qualquer
→ d
d

ça

→ F
F

Já vimos que o trabalho de uma força

vale τ F d cos θ.

no deslocamento

→ F t
F t

Considere a figura a seguir, onde a componente

→ F
F

na direção do deslocamento

→ d
d

da for-

é denominada compo-

nente tangencial.

Assim, o trabalho da for-

no deslocamento de-

pode

→ F
F

ça

finido pelo vetor ser escrito como:

→ d
d

τ F t d

→ F ça finido pelo vetor ser escrito como: → d τ F t d →
→ F → F t
F
F
t
→ F ça finido pelo vetor ser escrito como: → d τ F t d →
→ F ça finido pelo vetor ser escrito como: → d τ F t d →
→ F ça finido pelo vetor ser escrito como: → d τ F t d →

origem

d

A

99

→ F ça finido pelo vetor ser escrito como: → d τ F t d →

No caso de uma força variá- vel, o cálculo do trabalho pode ser feito pelo método gráfico.

Considere o gráfico cartesia- no da força tangencial F t em fun- ção da posição x ao longo do deslocamento. O trabalho da for-

ça

quaisquer é numericamente igual

entre duas posições A e B

→ F
F

à

área determinada entre a curva

e

o eixo horizontal.

Ex emp l o

entre a curva e o eixo horizontal. E x e m p l o → F
→ F t A O A B x d
F t
A
O
A
B
x
d

A |τ| (numericamente)

a) Uma composição ferroviária se desloca sob a ação de uma força motriz, conforme o gráfico a seguir. Determine o trabalho total da força motriz no trecho de 0 a 1.200 m.

F(N) 2,0 10 6 1.100 200 400 600 800 1.000 1.200 x (m) 4,0 10
F(N)
2,0 10 6
1.100
200
400
600
800
1.000 1.200
x (m)
4,0 10 6

Solução

Para x entre 0 e 200 m, temos:

A 1

A 2

200

2 0

,

10

6

2

2,0 10 8 J

Para x entre 200 e 1.000 m, temos MU; logo, o trabalho é nulo.

Para x entre 1.000 e 1.100 m, temos:

100

(,

4 0

10

6

)

2

2,0 10 8 J

100

MU; logo, o trabalho é nulo. Para x entre 1.000 e 1.100 m, temos: 100 (,

Para x entre 1.100 e 1.200 m, temos:

A 3 100 ( 4,0 10 6 ) 4,0 10 8

Portanto, o trabalho da força motriz no trecho de 0 a 1.200 m é dado por:

τ A 1 A 2 A 3

τ 2,0 10 8 ( 2,0 10 8 ) ( 4,0 10 8 )

τ 4,0 10 8 J

4. Trabalho de uma força elástica

4. Trabalho de uma força elástica

4. Trabalho de uma força elástica

A deformação de uma mola é dita elástica quando, retira- da a ação da força que produziu a deformação, ela volta à po- sição inicial.

, a mola res-

, que se opõe à

ponde com uma força reativa dita elástica

deformação, tendendo a trazer a mola para a posição inicial.

Pela lei de Hooke, temos:

→ F
F

Nessas condições, aplicando-se uma força

→ F el.
F el.

F el. k x

N . m
N
.
m

onde k é a constante elástica da mola. A unidade de k no SI é

Sendo a intensidade da força elástica variável, o trabalho é calculado pelo método gráfico:

situação → x F inicial → F
situação
x
F
inicial
F
força F A 0 x deslocamento
força
F
A
0
x
deslocamento

Calculando a área A, temos:

2 k x τ 2
2
k x
τ
2

101

→ x F inicial → F força F A 0 x deslocamento Calculando a área A,

O trabalho da força é motor quando restitui a mola à posi-

ção inicial, e resistente quando a mola é alongada ou compri- mida pela ação de outra força.

Ex emp l os

compri- mida pela ação de outra força. E x e m p l o s N
N m
N
m

a) Uma mola tem k 150

. O comprimento natural da mola é

0,25 m. Determine o trabalho da força elástica quando a mola é alongada até o comprimento 0,35 m.

Solução

τ

150

(0,10) 2

2

τ 0,75 J

, trabalho resistente

b) Supondo que da mola do exercício anterior seja retirada a ação da força que a alongou, qual será o trabalho da força elástica que a restitui ao comprimento original?

da força elástica que a restitui ao comprimento original? Solução τ 0,75 J , trabalho motor

Solução

τ 0,75 J

, trabalho motor

5. Potência

5. Potência

5. Potência

que realiza um trabalho τ em τ em

um intervalo de tempo t. Define-se potência média P m da

força

balho e o intervalo de tempo,

, no intervalo de tempo t, como a relação entre o tra-

Consideremos uma força

→ F
F
τ P m t
τ
P m
t

Outra maneira de representar a potência média é a seguinte:

P m

τ

F

d

t

t

P m F v m

No SI, a potência é medida em watt (W):

1 W 1

J s
J
s

O múltiplo quilowatt (kW) é muito usado na prática:

1 kW 1.000 W 10 3 W

102

Em um gráfico cartesiano da potência em função do tem- po, a área da figura formada entre a curva da potência e o eixo dos tempos é numericamente igual ao valor absoluto do trabalho realizado. Esta propriedade vale para potências cons- tantes ou não, ao longo do tempo.

Ex emp l os

cons- tantes ou não, ao longo do tempo. E x e m p l o s

a) Calcule a potência média de uma força que realiza um trabalho de 2.000 J em 40 s.

Solução

P

m

τ 2 000

.

t

40

P m 50 W

b) Um corpo sobe um plano inclina-

do

ça

cia da força em função do tempo é dada pelo gráfico ao lado. Deter- mine o trabalho realizado pela for- ça no intervalo de tempo 30 s.

paralela ao plano. A potên-

sem atrito, puxado por uma for-

P (w) 100 10 30 t (s)
P (w)
100
10
30
t (s)
→ F
F
atrito, puxado por uma for- P (w) 100 10 30 t (s) → F Solução Considere

Solução

Considere A, a área formada pela figura entre a curva representa- tiva da força e o eixo dos tempos.

τ A ,

A 100 10

100 20 2
100
20
2

τ 2.500 J

τ A , A 100 10 100 20 2 ⇒ τ 2.500 J 1. (UFSC) Um

1. (UFSC) Um homem ergue um bloco de 100 N a uma altura de 2,0 m em 4,0 s, com velocidade constante. Qual a potência, em watts, desenvolvida pelo homem?

2. Um motor de 50 kW de potência aciona um veículo durante uma hora. O trabalho desenvolvido pelo motor é de:

a) 5 kW

c)

5 10 4 J

e) 1,8 10 8 J

b) 50 kW

d)

1,8 10 5 J

103

é de: a) 5 kW c) 5 10 4 J e) 1,8 10 8 J b)

3. (UFSE) Um balde cheio d’água é deslocado

mento vertical, por uma força resultante

é deslocado mento vertical, por uma força resultante para cima, em movi- → F , cuja

para cima, em movi-

F , cuja intensidade va-

ria com o deslocamento, conforme o gráfico abaixo: F (N) 4 2 10 0 123456789
ria com o deslocamento, conforme o gráfico abaixo:
F (N)
4
2
10
0
123456789 E (dm)

Durante o deslocamento de zero dm a 10,5 dm, o trabalho exe- cutado pela força que atua sobre o balde, é, em joules, igual a:

a) 28

b) 19

c) 14

d) 2,8

e) 1,4

6. Energia

6. Energia

6. Energia

Energia é o trabalho que pode ser obtido de um sistema. A energia pode ser classificada em vários tipos. Em mecânica, temos a energia cinética, que é associada ao movimento do corpo, e a energia potencial, que é associada à posição que o corpo ocupa em relação a um referencial. Se um corpo está em repouso a uma altura h qualquer, ele possui energia potencial; ao ser abandona- do, essa energia se transforma em energia cinética, de movimento. A unidade de energia é a mesma do trabalho.

7. Conservação da energia

7. Conservação da energia

7. Conservação da energia

A energia nunca é criada ou destruída. Ela se transforma de um tipo em outro ou outros. Em um sistema isolado, o total de energia existente antes de uma transformação é igual ao total de energia obtido depois da transformação. Esse é o cha-

mado princípio de conservação da energia.

104

obtido depois da transformação. Esse é o cha- m a d o princípio de conservação da

Uma pilha transforma energia química em elétrica; um motor a combustão, energia química em mecânica; um freio, energia mecânica em térmica etc.

8. Energia cinética

8. Energia cinética

8. Energia cinética

A energia cinética é a energia associada a um corpo em movimento. Sendo m a massa do corpo e v sua velocidade num determinado instante, a energia cinética do corpo é dada por:

1 E c m v 2 2
1
E c
m v 2
2
A Hidreletricidade A hidreletricidade é a energia gerada a partir do aproveita- mento da energia
A Hidreletricidade
A hidreletricidade é a energia gerada a partir do aproveita-
mento da energia mecânica de grandes porções de água, o
que pode ser observado no esquema a seguir.
Nesse caso, em particular, temos a energia potencial gravi-
tacional da água acumulada na represa sendo transformada
em energia cinética à medida que ela é conduzida pelo
duto até a turbina.
Atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo é a de
Itaipu, no Rio Paraná.

105

duto até a turbina. Atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo é a de Itaipu, no

8.1. Teorema da energia cinética

O trabalho da força resultante sobre um corpo num deter- minado deslocamento é igual à variação da energia cinética do corpo neste deslocamento. Se o corpo se moveu do ponto A para o ponto B e a força resultante realizou um trabalho τ neste deslocamento, temos:

τ E cB E cA

Ex emp l os

deslocamento, temos: τ E cB E cA E x e m p l o s a)

a) Um corpo de massa m 5 kg desloca-se com velocidade inicial de

. Sob a ação de uma força, sua velocidade passa a 50 m/s.

20

Determine o trabalho realizado por essa força durante o tempo de

m

s

sua atuação.

por essa força durante o tempo de m s sua atuação. Solução E c B E

Solução

E

c

B

E

c

A

τ

τ

τ 5.250 J

1 2
1
2

5 50 2

1 2
1
2

5 20 2

F (N) 3 2 1 5 10 15 20 S (m) 1 2 3
F (N)
3
2
1
5 10
15
20
S (m)
1
2
3

b) O gráfico ao lado representa a ação de uma força sobre um cor- po de massa 3 kg que se move em linha reta. Na posição S 0, ele está em repouso. Calcule sua velocidade em S 20 m.

Solução

2

5

2

5

2

2

1 2
1
2

sua velocidade em S 20 m. Solução 2 5 2 5 2 2 1 2 τ

τ

E c 2 E c 1 20

v 3,6

v 3,6 m s

m

s

⇒ E c 2 E c 1 ⇒ 20 v 3,6 m s O trabalho total

O trabalho total será a soma das áreas no gráfico. Logo:

A T 2 10

A T 20 τ 20 J

1 2
1
2

3 0 2

3 v 2

106

no gráfico. Logo: A T 2 10 ⇒ A T 20 ⇒ τ 20 J 1
9. Forças conservativas

9. Forças conservativas

9. Forças conservativas

Força conservativa é aquela cujo trabalho depende unica- mente dos pontos de partida e chegada, independentemente da trajetória realizada entre os pontos. Como exemplo de forças conservativas, temos a força gravitacional (peso), a força elástica e a força elétrica.

10. Energia potencial

10. Energia potencial

10. Energia potencial

Consideremos um corpo sob a ação de uma força conser-

, posicionado em um ponto A. Um outro ponto, O, é

→ F
F

vativa

considerado referencial para a medida da energia potencial; logo, no ponto O a energia potencial é nula. Caso o corpo se

desloque de A até O, haverá um trabalho τ realizado pela for-

ça

pendendo do ponto onde o corpo se encontra, a força conser- vativa poderá realizar mais ou menos trabalho, tomando O como referencial. O trabalho que fica armazenado no siste- ma, enquanto o corpo está na posição A, denomina-se energia

potencial.

10.1. Energia potencial gravitacional

→ F
F

. Assim, o trabalho que se pode obter depende de A. De-

Consideremos o trabalho da força peso na figura abaixo.

m

v 0 0 A h B
v 0 0
A
h
B

Na posição A, o corpo não possui energia cinética, e sim a capacidade potencial de tê-la. Dessa maneira, na posição A o corpo tem uma energia, relacionada à sua posição, ainda não

107

tê-la. Dessa maneira, na posição A o corpo tem uma energia, relacionada à sua posição, ainda

transformada em cinética. Ela é chamada de energia potencial gravitacional e é medida pelo trabalho realizado pelo peso quando o corpo passa da posição A para a posição B:

E p m g h

10.2. Energia potencial elástica

Uma mola apresenta um comprimento natural. Comprimida

→ F
F

, sofre uma deformação x. O trabalho realiza-

por uma força

do para deformar a mola é dado por:

2 k x τ 2
2
k
x
τ
2

Este trabalho representa a energia potencial armazenada na mola. Tomando como referência a mola em sua posição natural, temos:

Ex emp l os

a mola em sua posição natural, temos: E x e m p l o s 2
2 k x E p 2
2
k
x
E p
2

a) Uma caixa d’água localizada no décimo andar de um prédio está a 32 m de altura. Quando cheia, a caixa tem 4.500 de água. Calcu- le a energia potencial da porção de água em relação ao solo.

energia potencial da porção de água em relação ao solo. Solução E p m g h

Solução

E p m g h E p 4,5 10 3 10 32

E p 1,44 10 6 J

N m
N
m

b) Distendendo uma mola de constante elástica k 80

em 5 cm,

qual será o valor da energia potencial elástica armazenada por

essa mola?

Solução 2 k x E p 2
Solução
2
k
x
E p
2

108

armazenada por essa mola? Solução 2 k x E p 2 108 ⇒ E p 80

E p

80

(,

0 05

)

2

2

E p 1,0 10 1 J

11. Sistemas conservativos

11. Sistemas conservativos

11. Sistemas conservativos

Quando nos referimos a um sistema, estamos falando de uma porção do Universo que está sob observação. Os sistemas em questão são conjuntos de corpos que interagem entre si.

Nos sistemas conservativos, somente forças conservativas realizam trabalho. Nesse tipo de sistema, toda a diminuição de energia potencial corresponde a um aumento de energia cinética, e vice-versa. Dessa maneira, a soma da energia ciné- tica com a energia potencial é constante.

energia

cinética com a energia potencial de um determinado corpo.

Chamamos

de

energia

mecânica

a

soma

da

E m E c E p

Em um sistema conservativo, a energia mecânica é sempre constante.

Ex emp l os

a energia mecânica é sempre constante. E x e m p l o s a) Na

a) Na montanha-russa esquematizada abaixo, o carrinho parte do re- pouso no ponto A. Determine a velocidade do carrinho nos pontos

B e C. Dados: g 10 tema conservativo.

m s 2
m
s 2

, h 1 25 m e h 2 10 m. Considere o sis-

A C h 1 h 2 B Solução v A 0 ⇒ E m A
A
C
h 1
h 2
B
Solução
v A 0 ⇒ E m A E c A E p A ⇒ E m A E p A m g h 1 ⇒
⇒ E m A E m B
E m B E c B E p B ⇒ 0 ⇒ m g h 1
2
m
v
B
2
m
v B 2 2g h 1 2 10 25 ⇒
v B 22,4
s
2
500
m
v c
10 10
v c 17,3
2
2
s

109

2 m ⇒ v B 2 2g h 1 2 10 25 ⇒ v B 22,4

b) Uma esfera é lançada vertical-

mente para

cima, com veloci-

dade de 3,0

m s
m
s

a partir do pon-

to A, como indica a figura ao lado. Considere o sistema conser-

vativo e g 10

altura atingida pela esfera?

. Qual será a

m s 2
m
s 2
B h 3,0 m/s A
B
h
3,0 m/s
A

Solução

   

E

m

B

E

m

A

,

v A 3,0

m , s
m
,
s
 

v B 0

 
   

E

m

B

E

p

B

m g h

E

m

A

E

c

A

 

mgh

 

m

v

2

A

2

v

A

⇒⇒

h

h

,

3 0

2

 

2

2 g

 

2

10

 

h 0,45 m

 

c) Um corpo de massa m atinge uma mola com velocidade v, como mostra a figura ao lado. Determine a deformação da mola até o corpo parar. O siste- ma é conservativo para a cons- tante elástica da mola k.

→ v m
v
m

Solução

Situação A inicial,

 

Situação B final, v 0 e mola comprimida

 

0

EE

cp

A

A
A
E c B
E
c
B

0

E

p

B

⇒⇒ EE

cp

AB

mv

2

2

kx

2

2

 

x

v

m k
m
k
 

110

B ⇒⇒ EE cp AB mv 2 2 kx 2 2 ⇒   ⇒ x v
4. (UFRRJ) Um goleiro chuta uma bola que descreve um arco de parábola, como mostra

4. (UFRRJ) Um goleiro chuta uma bola que descreve um arco de parábola, como mostra a figura ao lado. No ponto em que a bola atinge sua altura máxi- ma, pode-se afirmar que:

a) a energia potencial é máxima;

ma, pode-se afirmar que: a) a energia potencial é máxima; b) a energia mecânica é nula;

b) a energia mecânica é nula;

c)

d) a energia cinética é máxima.

e) nada se pode afirmar sobre as energias, pois não conhecemos

a energia cinética é nula;

a massa da bola.

5. Qual será o trabalho realizado por uma força que age em um

po de massa 2,0 kg, que teve sua velocidade alterada de 1,0

para 5,0

a) 4,0 J

6. (Unesp-SP) Um bloco de ma- deira de massa 0,40 kg, manti- do em repouso sobre uma su- perfície plana, horizontal e perfeitamente lisa, está com- primindo uma mola contra uma parede rígida, como mos- tra a figura.

cor-

m s
m
s

m

s

?

b) 8,0 J

c) 26,0 J

d) 12,0 J

e) 24,0 J

cor- m s m s ? b) 8,0 J c) 26,0 J d) 12,0 J e)

Quando o sistema é liberado, a mola se distende, impulsiona o

bloco e

2,0

distender completamente:

a) sobre o bloco;

. Determine o trabalho da força exercida pela mola, ao se

este adquire, ao abandoná-la, uma velocidade final de

m s
m
s

b) sobre a parede.

111

exercida pela mola, ao se este adquire, ao abandoná-la, uma velocidade final de m s b)

7.

8.

9.

112

(Cesgranrio-RJ) Três corpos idênticos de massa M deslocam-se en- tre dois níveis, como mostra a figura: A caindo livremente, B des- lizando ao longo de um tobogã e C descendo uma rampa, sendo que em todos os movimentos, as forças dissipativas podem ser desprezadas. Com relação ao trabalho (W) realizado pela força peso dos corpos, pode-se afirmar que:

C AB a) W C W B W A d) b) W C W B
C
AB
a) W C W B W A
d)
b) W C W B W A
e)
W C
W C
W B W A
W B W A

c) W C W B W A

Na figura, representamos uma pista em que o trecho final ABC é

um arco de circunferência. Larga-se o carrinho no topo da pista.

m Admitindo-se g 9,8 e a massa do carrinho 1 kg, determine: s 2 B
m
Admitindo-se g 9,8
e a massa do carrinho 1 kg, determine:
s 2
B
0,1 m
C
0,4 m

A

a) a energia cinética no ponto A;

b) o trabalho realizado pelo peso no percurso de A até B.

N , m
N
,
m

(UFPI) Ao colidir com uma mola ideal de constante elástica k 100

em repouso, sobre uma superfície

a 2 kg possui velocidade de 4

horizontal, um corpo de massa igual

. Após comprimir a mola em 50 cm,

m s
m
s
a 2 kg possui velocidade de 4 horizontal, um corpo de massa igual . Após comprimir
m s
m
s

sua velocidade é reduzida para 1

de contato e g 10

as partes em contato corresponde a:

. Supondo ásperas as superfícies

, o valor do coeficiente de atrito cinético entre

m

s

2

4,0 m/s V 0 x 0 → V 1,0 m/s x 50 cm a) 0,25
4,0 m/s
V 0
x 0
V
1,0 m/s
x 50 cm
a) 0,25
b) 0,30
c) 0,35
d)
0,40
e)

0,60

10. (UFMG) Um esquiador de massa m 70 kg parte do ponto P e desce pela rampa mostrada abaixo. Suponha que as perdas de

energia por atrito sejam desprezíveis e considere g 10

m

s 2

.

P Q 5,0 m
P
Q
5,0 m

A energia cinética e a velocidade do esquiador quando ele pas- sa pelo ponto Q, que está 5,0 m abaixo do ponto P, são, res- pectivamente:

a) 50 J e 15

m

s

m s m s
m
s
m
s

d) 3.500 J e 10

e) 3.500 J e 20

m

s

m

s

b) 350 J e 5,0

c) 700 J e 10

113

a) 50 J e 15 m s m s m s d) 3.500 J e 10