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C E A R Á

Rondon

Informativo do Projeto Rondon

Associação Estadual dos Rondonistas do Ceará

N o 25 - 1 o Semestre/2009

®

Rondonistas do Ceará N o 25 - 1 o Semestre/2009 ® N O T Í C

N O T Í C I A S

ProjetoRondon promoveação em Reriutaba

N ovealunosdoscursos de Engenharia Civil e Tecnologia da Cons- trução Civil da Uni- versidadeEstadual

Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, sob a coordenação do professor Valdomi- ro Marques das Neves, retomaram a ação no Campus Marechal Rondon, em Reriutaba, zona norte do Ceará, no sábado, dia 24 de janeiro. As atividades em Reriutaba tinham sido interrompidas em novembro de 2008, quando encerrou um curso de

informática aberto à comunidade. Na

mesmamanhã, Valdomiroconcedeu entrevistaàrádiolocal, quandofalou da importância do Projeto Rondon. Com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Reriu- taba, os estudantes voltaram a fazer o mesmo trabalho desenvolvido em julho do ano passado, ainda sob a co- ordenação do professor Paulo Passos. Foramdistribuídosformulárioscom ficha cadastral de saneamento para melhorias de habitação, no bairro de São José dos Doroteus. Com base nasinformaçõesdosquestionários vai serfeitaseleçãoparaainstalação

vai serfeitaseleçãoparaainstalação >> Trabalho de campo >> Equipe de

>> Trabalho de campo

>> Trabalho de campo >> Equipe de instrutores de kit sanitário nas

>> Equipe de instrutores

de kit sanitário nas residências escolhidas. A ação é fruto de uma parceriaentreaPrefeituraMunicipal de Reriutaba e a Caixa Econômica Federal (CEF). Além da UVA e da Prefeitura de Reriutaba, o Instituto de Estudos e Pesquisa Vale do Acaraú (IVA) participa da operação, cedendo otransporteparaogrupo. A equipe do Projeto Rondon chegouaReriutabaporvoltadas 08:30 horas. Após o café da manhã, realizado no campus Marechal Rondon, ogruposeguiuparaobairro dos Doroteus. Divididos em dupla, os alunos caminharam pelas ruas do bairro batendo às portas e concla- mando os moradores a responder os questionários. Os estudantes da UVA visitaram 60 residências. Seguiu-se almoço em um restaurante e, em seguida, retornaramaSobral. Durante o trabalho de campo, o coordenador Valdomiro – que já foi secretário de Infra-Estrutura e Meio Ambiente de Reriutaba – esteve na Rádio Gem´s, aonde concedeu entrevista para o pároco daquele mu-

nicípio,padreEmídioMouraGomes.

PadreEmídiodestacouaimportância

social do Projeto Rondon. Na opor-

tunidade,Valdomiroafirmouque

as ações continuarão em Reriutaba,

e que – atendendo a solicitação do

presidente da Associação Estadual

dos Rondonistas do Ceará, deputado

estadualProfessorTeodoro–umadas

metasémanteratividadesininter-

ruptas no campus Marechal Rondon.

PadreEmídioenalteceuapercepção

social do Professor Teodoro, que criou ocampusdaquelacidade.Professor Valdomiro não esqueceu de citar o presidente nacional do Projeto Ron- don,cel.SérgioMárioPasquali,com quem trabalhou no início dos anos 80, em Brasília. Segundo Valdomiro,

a filosofia do Rondon “integrar pra

não entregar” está mais viva do que

nunca, referindo-se às ongs que apro-

veitamacausasocialparamonitorar

aAmazônia.Aindasegundoele,o

Rondonéfeitoporuniversitáriosque

têm no Projeto ótima oportunidade paraconhecerarealidadebrasileira.É

a ocasião de juntar a teoria e a prática.

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>> ENTREVISTA

que eu cheguei eu me interessei em Tecnologia. Vim pra cá, fiz cursinho, fiz vestibular, passei e estou aqui hoje, no sexto período.

Ceará Rondon Notícias: E como você soube do Projeto Ron- don? Maria Keila: O Projeto Ron- don eu já ouvia falar porque tem uns meninos de Ipueiras que faziam

curso de Zootecnia – na verdade já se formaram – e que participavam, aí, eu via eles participando. Vi matéria

Na

verdade, quem fez o convite pra eu entrarfoi oCarlinhosMesquita, que é o coordenador do meu curso. Um dia a gente ia pro Centro de Conven- ções, praumapalestralá, eelefalousobreoRondon. Eu me interessei e vim pras reuniões, e estou aqui.

Ceará Rondon Notícias: Keila, como foi participar das primeiras atividades no Jordão, de ter participado das atividades em Reriutaba, comofoi isso? Maria Keila: É um trabalho cansativo, mas é

satisfatório. Você anda muito de casa em casa, aplica

É interessante porque você participa

da vida das outras pessoas, você conhece a realidade,

vocêadquireexperiênciacomisso, também. Pranos-

sa área, você vê as dificuldades que as pessoas passam em suas habitações.

Ceará Rondon Notícias: Olavo, o que mais te chamou atenção durante a Opera- ção do Jordão? O que mais ficou marcado em você? Olavo Rafael: Eu acho que as pessoas, em si, são sempre bem receptivas. Elas gostam de ter alguém pra conversar, de saber o que está acon- tecendo. O Rondon faz isso: ajuda; “integrar para não entregar”. Eu acho que a gente entrega muito

isso: apoio. E isso é muito satisfatório pra gente.

A gente vê que tem pessoas precisando, que tem

questionários

“A gente sai de uma realidade tão técnica, de dentro das paredes da Universidade, e passa a derrubar paredes para evidenciar o mundo, para não ser só técnico, mas humano”

FranciscoElvioMouraRodrigues, filho de pais cearenses, nascido em São Paulo e morador de Forquilha, 23 anos, estuda Engenharia Civil na Universida- de Estadual Vale do Acaraú (UVA) em Sobral.Elvio,comoémaisconhecido, faz parte da mesma sala de aula de Olavo Rafael de Sousa Mota, 24 anos, natural de Crateús. Na mesma turma estuda,também,MartaNéliaAlves Braga, 24 anos, de Amontada. Aluna do curso de Tecnologia da Construção Civil da UVA, Maria Keila Neves Tavares, 24

anos, é oriunda de Ipueiras. Quatro estudantes de quatro luga- res diferentes. Um ponto em comum:

todossãorondonistas.Quandoestão em atividade, os jovens não perdem o bom-humor desde a partida de Sobral até o retorno à cidade em que adotaram para estudar e morar. A ação ocorre em clima de descontração. Nesta entre- vista,buscamosdarvozevezàqueles que–segundoopresidentenacional do Projeto Rondon, cel. Mário Sérgio Pasquali – são o motivo de o Projeto existir: os alunos. Nesta entrevista – realizada na tarde do dia 30 de janeiro, no Memorial da Educação Superior, em Sobral – buscamos os rondonistas maisassíduoseconversamoscomeles sobresuasvidaspessoais,expectativas, sonhos,trabalhosvoluntárioseação rondonista. Com a palavra, os alunos! Nota:Poropçãoeditorial,foimantida

aexpressãocoloquialdosalunosentre-

vistados.

Ceará Rondon Notícias: Elvio, qual a parte da Engenharia Civil e Ambiental que

vocêmaisgosta? Francisco Elvio: É a parte de instalações – tanto elétrica quanto hidráulica – e a parte de pro- jetos arquitetônicos de estrutura, sempre acima de dois pavimentos.

Ceará Rondon Notícias: Quando você ouviu falar do Projeto Rondon? Francisco Elvio: Foi logo no início de 2008, acho que pelo convite do Olavo (colega de turma), nósfomospraprimeirareunião,nosinteressamos eestamosatéhojedefendendoacausa.

Ceará Rondon Notícias: Marta Nélia, quaissãoseusplanosparaofuturo? Marta Nélia: Eu pretendo fazer concurso, como o da Petrobrás, e depois sair.

Ceará Rondon Notícias: E você, Elvio, pretendesairtambém? Francisco Elvio: Minha área não tem por aqui, não. PretendosairproSul.

Ceará Rondon Notícias: Nélia, em que momento apareceu o Projeto Rondon na sua vida? Marta Nélia: Eu tenho interesse pelo Pro- jeto Rondon desde que eu comecei a Geografia (primeiro curso em que ingressou, e que não chegou a concluir). Minha irmã fazia parte da turma dos veteranos aqui do Rondon, na UVA, né?! Sem- pre, no curso de Geografia, eu procurava (por ações do Rondon que incluíssem sua área). Quando os coordenadores (do Rondon) eram a Kátia e o Euclides, elessemprefalavam: ah, praentrartem que montar um grupo e tem que ter um profes- sor que dê respaldo a vocês. Só que eu nunca en- contrava um professor pra isso. Aí, era uma luta em vão, era murro em ponta de faca. Mas sempre eu ficava naquela expectativa por causa da minha irmã. Ela tinha paixão pelo Rondon. Aí, na Enge- nharia deu certo. De repente, quando eu já tinha esquecido, até.

Ceará Rondon Notícias: Nós soubemos que você faz várias outras atividades na sua vidapessoal. Quaissão? Marta Nélia: Eu canto na igreja Betesda, eu sou Gospel. Eu também sou atriz

CearáRondonNotícias: Evocê, Elvio?

FranciscoElvio, MartaNelia, Olavo Rafael eMariaKeila
FranciscoElvio,
MartaNelia, Olavo
Rafael eMariaKeila

Francisco Elvio: Eu já participei da APJ, que é um grupo juvenil da maçonaria, e quer dizer Ação Paramaçônica Juvenil. É um trabalho sem fins lucrativos, e a gente presta serviço na comu- nidade.

Ceará Rondon Notícias: Olavo, fale um pouco da sua trajetória pessoal Olavo Rafael: Eu sempre trabalhei na área

Eu estagiei na Cagece. Eu fazia de tudo: recepção,

atendimento ao público

Eu saí fora; foi na épo-

ca em que meu pai faleceu. Eu fui chamado pra trabalhar lá,

ca em que meu pai faleceu. Eu fui chamado pra trabalhar lá, mas eu não queria

mas eu não queria ser só um funcionário, eu queria me formar, né?! Eu comecei Pedagogia em Crateús mesmo, mas eu não gostei. Foi quando vim pra So- bral pra estudar a área que eu acho legal. Já faz dois anos que eu moro aqui, em Sobral.

Ceará Rondon Notícias: Como o Rondon en- trou em sua vida? Olavo Rafael: Assim como eu chamei o Elvio, acho que ele também me chamou pro Rondon. Foi assim: a gente estava na classe. Eu sempre quis par- ticipar de um projeto social, mas eu nem sabia que

existia o Rondon. Nunca eu tinha ouvido falar. Foi na época que eu conheci o professor Paulo (Paulo Passos, ex-coordenador do Projeto Rondon), um cara muito gente boa, e foi na época que começaram os tremores

de terra

Foi na época que começaram as ações do Jordão, o quefoi muitolegal, eatéhojeestouaqui. (AOperação Tremor de Terra foi a primeira coordenada pelo profes- sor Paulo, com grupo de alunos da área de edificações da UVA. A ação tinha como objetivo verificar os estragos nas residências afetadas pelos terremotos no distrito do Jor- dão, em Sobral, no começo do ano passado).

Ceará Rondon Notícias: Keila, você está aqui, hoje, representando os seus colegas da Tecnologia da Construção Civil. Conte-nos um pouco da sua história Maria Keila: Desde que eu fazia o ensino médio eu sempre falava com os meus colegas e com a minha família que eu tinha vontade de morar aqui e de fazer faculdade. Eu não tinha em mente um curso. Depois

eu sou muito assim, de lidar com o povo

no jornal, na TV Verdes Mares

pessoas mais necessitadas do que a gente. A gente não tem muito, mas o que a gente dá, eu acho, é muito importante pra eles.

Ceará Rondon Notícias: Nélia, qual a re- lação entre a ação do Jordão e o trabalho que começa a ser desenvolvido em Reriutaba? Marta Nélia: Traçando um paralelo entre o

que foi a ação no Jordão e o que está sendo em Reriutaba, a gente encontra pontos que têm uma ligação: questões econômicas, a vivên- cia das pessoas, as casas em que elas residem, questões sanitárias, questões de informação, questões

de educação

pessoas) fazem parte de um mesmo grupo. O interessante é que a gente, quando é acadêmico e está na universidade, a gente considera que está um patamar acima. Atuamos sempre com senso

crítico. Mas quando a gente parte pra visitar es- sas pessoas em cada uma das ações do Rondon, de repente, a gente pensa que a gente está indo ver o que de verdade está acontecendo. A maior parte dessas pessoas não tem condições sanitá-

no caso

da gente, chegamos a nos perguntar “como seria

rias, as casas são feitas sem estrutura

a gente verifica que elas (as

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se chegasse um calculista de estrutura?” Ele fica- ria abismado e perguntaria: “como isso agüenta, como é que não caiu, ainda?” Ao mesmo tempo, quando a gente deixa o lado técnico, a gente vê que a gente está evoluindo, está aprendendo o lado humano. Eu acho que o paralelo que a gen- te traça entre uma ação e outra, é aquele entre tecnicidade e humanidade. Porque a gente sai de uma realidade tão técnica de dentro das paredes da Universidade e passa a derrubar paredes para evidenciar o mundo, para não ser só técnico, mas humano.

Ceará Rondon Notícias: Elvio, como você vê a relação entre a juventude e o volunta- riado? Francisco Elvio: Eu não vou usar palavras tão bonitas quanto a Nélia usou. (Risos do grupo) Eu vou ser bem sincero: eu tenho amigos de todas as tribos. Eu acho que os mais interessados pelas causas sociais são os que estão inseridos dentro da faculdade, do meio acadêmico. Eles estão sem- pre à frente, entendem, e têm uma mente mais aberta pra trabalhar comcausas, necessidades.

Ceará Rondon Notícias: Olavo, qual o pa- ralelo entre o voluntariado e a prática reli- giosa? Existe alguma relação entre o aspecto espiritual e o voluntariado? Olavo Rafael: Eu já fui muito católico e par-

ticipei de outras religiões. Hoje, eu sou de Deus,

é o que posso dizer. O que eu vi muito, indepen-

dente da religião que eu freqüentei, é que existe um bem comum. A bíblia, independente da inter- pretação de um ou de outro, sempre deixou claro que a gente deve fazer o bem. O maior mestre, que foi Jesus, deixa claro que o importante é aju- dar o outro. Todo o domingo eu vou ao abrigo São Francisco. A gente vê ali um monte de velhinho que não tem ninguém. Assim, como não tenho

nenhuma religião, eu não vou à igreja, vou visitar

o abrigo, pois acho que ali é minha igreja, é aju-

dar alguém que tá precisando. É um remédio pra vida. A gente fica grato coma vida, quando ajuda. Quando a gente faz uma pessoa feliz, a gente se sente mais feliz, ainda. A vida – independente de quem acredita em Deus – faz sempre isso: quando

a gente faz uma coisa certa, ela retribui mil vezes. Quando eu me formar, eu vou falar com todo o

mundo sobre o Projeto, levar minha experiência pra toda a parte. Eu acho que o Rondon é isso:

ajudar quem tá precisando, independente de reli- gião. É fazer o bem. Ceará RondonNotícias: Keila, o volunta- riado pode mudar a vida das pessoas? Maria Keila: Acho que pode mudar, sim.

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>>EXPEDIENTE

ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DOS RONDONISTAS DO CEARÁ PROJETO RONDON/CE

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

José Teodoro Soares Presidente

Antônio de Albuquerque Sousa Filho Vice-Presidente

Pedro Henrique Chaves Antero Vice-Presidente

Marcondes Rosa de Sousa Membro

Olga Rubênia da Silva Caminha de Menezes Membro

Eurileny Lucas de Almeida Membro

CONSELHO FISCAL

Domingos Miguel Antônio Gazzineo Presidente

Eduardo Girão Santiago Membro

Geraldo Lúcio Telles do Carmo Membro

COORDENAÇÃO DO PROJETO RONDON/CE

Adyr da Silva Sampaio Coordenador no Ceará

Valdomiro Marques das Neves Coordenador na Zona Norte do Ceará

projetorondonsobral@hotmail.com Tiragem: 300 exemplares

Paulo Passos de Oliveira MTb: 19.553 Editor e redator

Neil Silveira

Editoração eletrônica

Apoio:
Apoio:
e redator Neil Silveira Editoração eletrônica Apoio: R o n d o n C E A

Rondon

C E A R Á

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Antes do Rondon eu nun- ca tinha participado de ação voluntária. Acho que essa ação de visitar, de conversar com as pes-

soas, ir de casa em casa,

a gente se sensibiliza com

aquilo. No Jordão, quando eu chegava numa casa pra olhar a estrutura, o pessoal chegava pra contar a situ- ação, como é que tava, e a gente se sensibilizava com aquilo. Naquele momento eu sentia que estava sendo muito útil pra aquela pessoa. Eu tava levando conforto pra ela, apesar da situação, do mo- mento que ela estava passan- do. Eu acho que isso colabora pro crescimento pessoal meu e da pessoa que precisa de ajuda naquele momento.

Ceará Rondon Notícias: Nélia e Elvio, o que o Rondon pode fazer por vocês? Eu gostaria que vocês sugerissem o que vocês

gostariam de fazer como agentes de trans- formação da realidade. Marta Nélia: Existem inúmeras propos-

tas

A gente, por estudar em um curso voltado

para a construção – não que a gente vá traba-

lhar só por essa causa –, pode oferecer cursos voltados para trabalhadores da construção: pe- dreiros, mestres de obra, cursos de segurança

– é a área em que acontecem mais acidentes no

campo trabalhista. Eu, por ter trabalhos cientí- ficos nessa área, tenho interesse muito grande em tratar da segurança do trabalho com esses profissionais da construção civil. Outra idéia é

a gente ministrar cursos pros vestibulandos em

áreas que a gente entende, comofísica, matemá- tica, química Francisco Elvio: Nós já fizemos reunião colocando idéias, e uma das propostas era um curso de coordenação modular, que é a reutiliza- ção de material do canteiro de obra, né?! Marta Nélia: Seria interessante o Rondon promover projetos culturais, como música, tea- tro, alguma coisa assim

Ceará Rondon Notícias: E você vai can- tar, também, não é?! (Risos)

E você vai can- tar, também, não é?! ( Risos ) dos próprios operários. Eles não

dos próprios operários. Eles não tinham alimentação ade- quada. Acho que as empresas já trabalham de maneira diferente, hoje. Eu gosto muito dessa parte, também. Pretendo fazer uma espe- cialização em segurança do trabalho.

Ceará Rondon No- tícias: E você, Rafael, quais são suas expec- tativas em relação ao futuro? Olavo Rafael: Eu sou muito família, né?! Eu gostaria de ajudar meu povo. Se não der certo de eu ficar

aqui, eu quero voltar para Crateús pra tentar

ajeitar aquela cidade. Fazer projetos

quero largar minha mãe e ir pra longe, porque há duas semanas atrás eu perdi um irmão, e não quero deixar ela só. A gente quer aproveitar muito da vida, mas a sua vida está ali, ao lado da sua família, de quem você gosta. Eu não quero ir muito longe, não. Eu quero fazer o bem na mi- nha região, mesmo.

Ceará Rondon Notícias: E você, Nélia, com relação ao futuro, é possível cantar, atuar e construir prédio? (Risos) Marta Nélia: Dá, sim! Eu tenho uma linha de pesquisadora. Eu pretendo continuar a estu- dar, fazer mestrado, doutorado, mas atuar na minha área – eu gosto muito do setor de estra- das, de transporte

Ceará Rondon Notícias: Você pode tra- balhar como atriz e cantora em um canteiro de obras, o que acha? (Risos) Marta Nélia: Eu pretendo, também, dar aulas. Eu amo fazer isso.

Ceará Rondon Notícias: E você, Elvio, o que pensa para o seu futuro? Francisco Elvio: Como você pode ver, en- trevistando três colegas da mesma área, pode-

mos perceber que a área de atuação é bem ampla. Tem colega que gosta da área de segurança, tem aquele que pensa em voltar e trabalhar em sua

Eu já gosto de

administrar, eu não quero ser sempre um em- pregado, mas ser sempre chefe. Se for o caso de eu voltar à minha cida- de, aí, sim, eu seria um empregado, mas pen- sando em uma Secretaria de Obras, isso se eu pen- sasse em voltar à minha cidade. Mas, como penso em sair, eu penso em tra- balhar na parte ambiental, procurando reutilização de água, novos benefícios para

Eu não

cidade, tem que queira pesquisa

Ceará Rondon Notícias:

cidade, tem que queira pesquisa Ceará Rondon Notícias: Keila, como você se imagi- na profissionalmente, no

Keila, como você se imagi- na profissionalmente, no futuro? Maria Keila: Eu preten- do seguir o mesmo caminho da Marta Nélia. Eu gosto muito dessa área de segu- rança do trabalho. Como ela

já falou, a construção civil

é a área que tem mais pro-

blema de acidentes de tra- balho por falta de mão de obra especializada. Uma vez eu li em um livro – e eu não sei se ainda acon- tece hoje em dia – que di- zia que muitos problemas acontecem em função da subnutrição

a

construção, sempre ligado

à

natureza, tentando evitar

o desmatamento, procuran- do estar na linha de econo- mia de material, entre outros exemplos.

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