ÉTICA

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 02 2. CONCEITOS: ÉTICA, MORAL, VALORES E VIRTUDES ..................................................... 06 3. ÉTICA APLICADA ............................................................................................................. 18 4. CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL ........................................ 29 5. EXERCÍCIOS ..................................................................................................................... 34

Ética

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INTRODUÇÃO
pela sorte do semelhante, assentam-se na perda de valores morais. A insensibilidade no trato com a natureza denota a contaminação da consciência humana pelo vírus da mais cruel insensatez. É paradoxal assistir à proclamação enfática dos direitos humanos, simultânea à intensificação do desrespeito por todos eles. De pouco vale reconhecer a dignidade da pessoa, insculpida como princípio fundamental da República, se a conduta pessoal não consegue pautar se por ela. Somente se vier a ser recomposto o referencial de valores básicos de orientação do comportamento, será viável a formulação de um futuro mais promissor para a humanidade, perplexa diante de um inesgotável incremento das descobertas científicas, a dominar tecnologias mais avançadas mas ainda envolta no drama da incapacidade de superação das angústias primárias. Prometia-se um terceiro milénio de paz, harmonia e ócio saudável. Em lugar disso, o inesperado surge para aturdir. Violência e medo se aliam para trazer desconforto à alma e a sólida sensação de falência da moral. Não foi apenas o 11 de setembro de 2001 a mostrar a vulnerabilidade de todos os esquemas de uma inviável segurança. São Paulo, a unidade mais desenvolvida da Federação, teve o seu dia fatídico em 15 de maio de 2006. Reforçar o aparelho repressivo, construir mais presídios, reduzir a maioridade penal, agravar as penas, tudo isso representa paliativos para os efeitos. Muito mais difícil é combater as causas. Dentre estas, não é menor a insuficiência do papel familiar de transmissão de valores, de formadora da cidadania, de edificação de uma nova elite moral. (A incompetência da educação para incluir a vasta legião daqueles chamados “excluídos” mas que, na verdade, nunca chegaram a ser incluídos na sociedade cidadã, é outro fator de imprescindível enfrentamento.) Permeia todas as análises a carência ética de uma sociedade cada vez mais egoísta, materialista e consumista. Despertá-la para uma responsabilidade individual, cidadã e social é o papel da ÉTICA neste terceiro milénio, que não parece corresponder às expectativas dos otimistas, mas reservar prenúncios nada animadores para a família humana. Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. É uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio, na singela identificação do caráter científico de um determinado ramo do conhecimento. O objeto da Ética é a moral. A moral é um dos aspectos do comportamento humano. A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o sentido de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de sua prática. Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade positiva, ou seja, “o conjunto de regras de comportamento e formas de vida através das quais tende o homem a realizar o valor do bem”. A distinção conceituai não elimina o uso corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem etimológica de Ética no vocábulo grego “ethos”, significa “morada”, “lugar onde se habita”. Mas também quer dizer “modo de ser” ou

A ética está em todos os discursos. A propósito de qualquer acontecimento, levantam-se as vozes dos moralistas a invocar a necessidade de reforço ético. Ética, infelizmente, é moeda em curso até para os que não costumam se portar eticamente. Por isso, é compreensível que muitos já não acreditem no termo ética. Trivializou-se o chamado à ética, para servir a qualquer objetivo. Além disso, a utilização excessiva de certas expressões compromete o seu sentido, como se o emprego freqüente implicasse em debilidade semântica. Isso parece ocorrer com os vocábulos JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE, SOLIDARIEDADE, DIREITOS HUMANOS e também com o termo ÉTICA.

A invocação exagerada a tais palavras, nos contextos os mais diversos, conseguiu banalizar seu conteúdo. Situam-se em todos os discursos, ensaios e manifestações. Não há mais fronteiras ideológicas entre elas: todos se valem do prestígio de seu conteúdo. Ante seu pronunciamento, os ouvidos se amparam em certa insensibilidade, pois acredita-se não mais haver necessidade dessa reiteração. Além de cansativa, seria desnecessária. Os conceitos já teriam sido adequadamente assimilados. O núcleo comum a todas essas palavras é sua evidente carga emotiva. São expressões que se impregnam de sentimento. Distanciam-se do sentido racional. Não guardam enunciado singelo. Encerram a complexidade própria às questões ditas filosóficas. Reforçam a convicção “de que o objeto próprio da filosofia é o estudo sistemático das noções confusas. Com efeito, quanto mais uma noção simboliza um valor, quanto mais numerosos são os sentidos conceituais que tentam defini-la, mais confusa ela parece”. Entretanto, nunca foi tão urgente, como hoje se evidencia, reabilitar a ÉTICA. A crise da Humanidade é uma crise de ordem moral. Os descaminhos da criatura humana, refletidos na violência, na exclusão, no egoísmo e na indiferença

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Ética
“caráter”. Esse “modo de ser” é a aquisição de características resultantes da nossa forma de vida. A reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Dessa forma, “o ethos é o caráter impresso na alma por hábito”. Como os hábitos se sucedem, tornam-se por sua vez fonte de novos hábitos. O caráter seria essa segunda natureza que os homens adquirem mediante a reiteração de conduta. Sob essa vertente, “moral” e “ética” significam algo muito semelhante. Por isso a aparente sinonímia das expressões “valor moral” e “valor ético”, “normas morais” e “normas éticas”. Todavia, a conceituação de ética ora adotada autoriza distinguila da moral, pese embora aparente identidade etimológica de significado. Ethos, em grego, e mós, em latim, querem dizer costume. Nesse sentido, a ética seria uma teoria dos costumes. Ou melhor, a ética é a ciência dos costumes. Já a moral não é ciência, senão objeto da ciência. Como ciência, a ética procura extrair dos fatos morais os princípios gerais a eles aplicáveis. “Enquanto conhecimento científico, a ética deve aspirar à racionalidade e objetividade mais completas e, ao mesmo tempo, deve proporcionar conhecimentos sistemáticos, metódicos e, no limite do possível, comprováveis.” Poder-se-ia mesmo indagar: Por que, aliás, ética e não moral? Impõem-se aqui algumas definições, suficientemente abertas e flexíveis, para não congelar, desde o princípio, a análise. A etimologia não poderia nos guiar em nada nesta tarefa: ta êthé (em grego, os costumes) e mores (em latim, hábitos) possuem, com efeito, acepções muito próximas uma da outra: se o termo ‘ética’ é de origem grega e o moral, de origem latina, ambos remetem a conteúdos vizinhos, à ideia de costumes, de hábitos, de modos de agir determinados pelo uso. A distinção mais compreensível entre ambas seria a de que ética reveste conteúdo mais teórico do que a moral. Pretende-se a ética mais direcionada a uma reflexão sobre os fundamentos do que a moral, de sentido mais pragmático. O que designaria a ética seria não apenas uma moral, conjunto de regras próprias de uma cultura, mas uma verdadeira “metamoral”, uma doutrina situada além da moral. Daí a primazia da ética sobre a moral: a ética é desconstrutora e fundadora, enunciadora de princípios ou de fundamentos últimos. A ética é uma disciplina normativa, não por criar normas, mas por descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra às pessoas os valores e princípios que devem nortear sua existência. A Ética aprimora e desenvolve o sentido moral do comportamento e influencia a conduta humana. Aliás, identificar as tarefas da Ética pode clarear o seu conceito. Para Adela Cortina, “entre as tarefas da ética como filosofia moral são essenciais as que seguem: 1) elucidar em que consiste o moral, que não se identifica com os restantes saberes práticos (com o jurídico, o político ou o religioso), ainda esteja estreitamente conectado com eles; 2) tentar fundamentar o moral; ou seja, inquirir as razões para que haja moral ou denunciar que não as há. Distintos modelos filosóficos, valendo-se de métodos específicos, oferecem respostas diversas, que vão desde afirmar a impossibilidade ou inclusive a indesejabilidade de fundamentar racionalmente o moral, até oferecer um fundamento; 3) tentar uma aplicação dos princípios éticos descobertos aos distintos âmbitos da vida cotidiana”. Se a ética é a doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem por objetivo realizar esse valor, a nossa ciência “não é, senão uma das formas de atualização ou de experiência de valores ou, por outras palavras, um dos aspectos da Axiologia ou Teoria dos Valores”. Assim, o complexo de normas éticas se alicerça em valores, normalmente designados valores do bom. Há conexão indissolúvel entre o dever e o valioso. Pois à pergunta “o que devemos fazer?” só se poderá responder depois de saber a resposta à indagação “o que é valioso na vida?” Toda norma pressupõe uma valoração e, ao apreciá-la, surge o conceito do bom - correspondente ao valioso - e do mau - no sentido de desvalioso. E norma é regra de conduta que postula dever. Todo juízo normativo é regra de conduta, mas nem toda regra de conduta é uma norma, pois algumas das regras de conduta têm caráter obrigatório, enquanto outras são facultativas. As regras a serem observadas para acessar a internet ou para viabilizar um programa de software, por exemplo, são de ordem prática e exprimem uma necessidade condicionada. Elas se incluem no conceito de regras técnicas, ou seja, preceitos que assinalam meios para a obtenção de finalidades. As regras técnicas contrapõem-se as normas e preceitos cuja observância implica um dever para o destinatário. A noção de norma pode precisar-se com clareza se comparada com a de lei natural, lembra Garcia Máynez. As leis naturais, ou leis físicas, são juízos enunciativos que assinalam relações constantes entre os fenómenos. Sob o enfoque da finalidade, as leis físicas têm fim explicativo e as normas têm fim prático. As normas não pretendem explicar nada, mas provocar um comportamento. As leis físicas, ao contrário, referem-se à ordem da realidade e tratam de torná-la compreensível. O investigador da natureza não faz juízos de valor. Simplesmente se pergunta a que leis obedecem os fenómenos. Ao formulador de normas do comportamento não importa o proceder real da pessoa, senão a explicitação dos princípios a que sua atividade deve estar sujeita. A norma exprime um dever e se dirige a seres capazes de cumpri-la ou de violá-la. Se o indivíduo não pudesse deixar de fazer o que ela prescreve, não seria norma genuína, mas lei natural. De maneira análoga, careceria de sentido declarar que a distância mais curta entre dois pontos deve ser a linha reta, porque isso não é obrigatório, senão necessário e evidente. É da essência da norma a possibilidade de sua violação. Outra diferença pode ser apontada entre a norma e a lei natural ou física. A lei física é suscetível de ser provada pêlos fatos e a norma vale independentemente de sua violação ou observância. A ordem normativa é insuscetível de comprovação empírica. “As normas não valem enquanto são eficazes, senão na medida em que expressam um dever ser.” Aquilo que deve ser pode não haver sido, não ser atualmente nem chegar a ser nunca, mas perdurará como algo obrigatório. Torna-se mais fácil compreender a distinção quando se acena com o ideal da paz perpétua ou da absoluta harmonia entre os homens. É quase certo não se convertam nunca em realidade, mas a aspiração a atingi-las é plenamente justificável, pois tendente a concretizar algo valioso. Não há relação necessária entre validez e eficácia da norma. “A validez dos preceitos reitores da ação humana não está condicionada por sua eficácia, nem pode ser destruída pelo fato de que sejam infringidos. A norma que é violada segue sendo norma, e o imperativo que nos manda ser sinceros conserva sua obrigatoriedade apesar dos mendazes e dos hipócritas. Por isso se diz que as exceções à eficácia de uma norma não são exceções à sua validez.” Já as leis naturais, só se validam se a experiência as não desmente.

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moral é a formação do caráter individual. A intuição moral é tão presente na consciência humana que se pode sustentar carecer de sentido a expressão amoralismo. Para o absolutista. Para simplificar. A figura do semáforo moral é elucidativa. A potencialidade de conversão de um ser humano . A luta da parcela sensível da humanidade é ampliar esse espaço de trabalho comunitário e por diminuto possa parecer tal espaço. A relativista acredita seja de ordem empírica. Cada pessoa sabe que tanto pode observar como deixar de atender aos sinais. mentira. Mas torne-se à moral como objeto da ética. propõe a moral universal objetiva. O bom e o mau não significam algo que valha por si. do subjetivismo. se justifica o estudo. a dimensão humana pode ser definida como dimensão moral. O resultado dessa contraposição de ideias é que a tese objetivista conduz. O papel confiado aos cultores da ciência normativa é reforçar essa tendência. Cada pessoa dotada de um mínimo de consciência já se defrontou com esse fenómeno íntimo. posto se tratar de um fenómeno e não de uma doutrina . tantos e tão desalentadores os maus exemplos. De acordo com esta. como justo. para reconduzi-lo à senda original. É aquilo que leva as pessoas a enfrentar a vida com um estado de ânimo capaz de enfrentar os revezes da existência. como aquilo “que nos faz sentir-nos bem depois e imoral aquilo que nos faz sentir-nos mal depois”. Na filosofia do ser. na filosofia da consciência. da virtude e do vício. Basta atentar para a sua consciência estimativa. para comportar-se eticamente em seu universo. lugares. Como se todas as escolhas se justificassem diante da irrestrita autonomia da vontade. não existem homens para os quais careça de sentido a linguagem moral” . O empirismo advoga a existência de várias morais e.aparentemente vulnerável -. além de outros fatores condicionantes da opção concreta em cada oportunidade. mediante o compromisso íntimo de observá-los na vida individual. mas não existem homens ‘amorais’. entendendo-a como sensação. Não se poderia falar do bom e do mau. de acordo com as circunstâncias pessoais. À pessoa ética deveria corresponder uma conduta compatível com um núcleo comum de valores consensualmente aceitos e com permanência na história da MORAL ABSOLUTA OU RELATIVA? Moral é expressão que todos conhecem. a pessoa sabe que precisa se definir e optar.capaz de intuir o que vale. Cada qual saberia estabelecer a sua hierarquia valorativa. a compreensão do que se pretende dizer quando se pronuncia a palavra moral. Já os relativistas entendem não haver sentido falar-se em valores à margem da subjetividade humana. não há como prosseguir no estudo da ética. infringência ou indiferença perante a ordem do dever ser. ou seja.ao menos o humano considerado normal pelo senso comum. fala-se em consciência moral e aceita-se mesmo um tipo de linguagem que pode ser identificada como linguagem moral. não houvesse um critério de estimação e uma instância . a validez é atemporal e absoluta. Uma outra diferença entre ambas: a corrente absolutista proclama o conhecimento da norma ética a priori. Esse pressuposto adquire relevância extrema numa era em que as criaturas se comportam em desacordo com as normas. Ainda que aparentemente a prática possa demonstrar o contrário. Integram essa linguagem expressões de uso corrente. a norma ética tem vigência puramente convencional e é mutável. mas são palavras cujo conteúdo é condicionado por referenciais de tempo e espaço. no terreno epistemológico. se descobrem ou se ignoram. Em oportunidades múltiplas da existência. O absolutismo. Ou seja. Sente-se e identifica-se um sinal verde a indicar passagem livre. Uma das características da contemporaneidade é conferir ao foro íntimo uma supervalia.Ética A possibilidade de inobservância. a escala que lhes servirá de parâmetro na conduta inserta naquele momento histórico e de acordo com o estamento a que pertencerem. “pode haver homens imorais em relação a determinados códigos vigentes. a tese subjetivista postula autêntica criação de valores por vontade dos homens. E essa é sua vocação espontânea. O bem é fruto de criação subjetiva e a norma moral é mero convencionalismo. a humanidade só avança se uma grande maioria se convencer de que o homem pode ser recuperado. Uma das missões capitais da ética consiste precisamente em afinar no homem o órgão moral que torna possível tal descobrimento. onde reside o seu sentido de valor. à medida do necessário ou do oportuno. Ainda que o índice de espontâneo cumprimento dos ditames éticos não seja o ideal. entre o que é certo ou errado. Os valores não se criam nem se transformam. lealdade. A norma de conduta moral provém de um valor objetivo ou decorre de uma fixação arbitrária? Ela é norma válida para todos. no auxílio àquele que se afastou do trajeto. mais que a moral. É intuitiva a qualquer pessoa considerada normal. à conclusão de que não há criação nem transmutação de valores.é provido de certa bússola natural que o predispõe a discernir. E o grupo tem de atuar no sentido de estimular a boa prática. infringência ou indiferença humana pelas normas não deve desalentar aqueles que acreditam na sua imprescindibilidade para conferir sentido à existência. Por isso é que. Pese embora a multiplicação de maus exemplos. a pregação e a vivência ética.por integrar a espécie . Todos têm uma determinada moral e a qualquer pessoa é importante manter preservado o seu moral. precisam estes acreditar derivem de justificativa consistente. a crença é a de que todo ser humano . A moral como matéria-prima desta ciência do comportamento das pessoas em sociedade. em todos os tempos e 4 . Os preceitos éticos são imperativos. Para serem racionalmente aceitos pêlos destinatários. O homem é um ser perfectível. Enquanto isso.a consciência humana . poupado de qualquer estado patológico . ou sua validade é historicamente condicionada? Existem ao menos duas posições antagónicas: uma absolutista e apriorista e outra relativista e empirista. o bom combate continua válido. Estes formulam. Adela Cortina sublinha que “o moral. senão descobrimento ou ignorância dos mesmos. Sem essa noção. Hemingway conceituou moral de maneira bem compreensível. em lugar disso. Sob esse prisma. A criatura tende naturalmente para o bem. cada ser humano . portanto. é uma hipótese significativa de trabalho. um sinal amarelo a determinar precaução e uma luz vermelha com o significado de vedação. O desafio é perene e deve trazer ao menos certa angústia ao homem imerso numa sociedade em que o relativismo abrange dimensões inesperadas.acompanha a vida dos homens e é captado pela reflexão filosófica em várias dimensões”. fazendo reduzir o nível de inobservância. há sempre possibilidade de sua otimização. naturalmente. De acordo com a primeira.pode tornar-se cada dia melhor.

Ao se classificar. É uma escolha. As subdivisões atendem ainda a uma finalidade pedagógica: o treino da capacidade de memorização e da estratégia de ordenamento das informações. Seria a porta de retorno ao caos e à barbárie. em lugar da lassidão extrema dos achismos. Não se deve confiar. Ao ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 5 . corresponderá a deslegitimação da normatividade ética e jurídica. Não há intenção de se excluir qualquer outra classificação adotada por outros pensadores. na ortodoxia dos critérios distintivos entre cada classe. reitere-se. ideologias ou correntes de pensamento existentes. com vistas à sua utilidade futura e permanente. Aliás. A classificação presente leva em consideração as quatro formas fundamentais de manifestação do pensamento ético ocidental. o mais importante é fazer com que o ser humano se conscientize da necessidade de desenvolver uma consciência moral cada vez mais convicta e exigente do que semear erudição. A CLASSIFICAÇÃO DA ÉTICA A Ciência dos deveres admite tantas classificações quantas as escolas. mediante contemplação do aspecto preponderante a ela conferido por certas doutrinas. A legitimar-se toda e qualquer ação em nome da liberdade de escolha. adotada nos estudos de Eduardo Garcia Máynez elas recebem o nomWe de: ética empírica. também. Os diferentes tipos se interpenetram e podem se apresentar como formas ecléticas. a advertência serve a qualquer classificação. Classificar é compartimentar o conhecimento para que ele seja facilmente encontrado nos escaninhos da memória. quando se mostrar necessária a sua recuperação. de maneira a tornar mais facilitada a sua localização. a pretensão do classificador é delimitar as áreas do conhecimento e sistematizá-la. ética formal e ética valorativa. ética de bens. O sentido da separação é tentar facilitar o estudo da Ética.Ética Matéria humanidade. Por isso a arbitrariedade das classificações. se estudar ética. O agrupamento das doutrinas morais sob essas quatro denominações tende a considerar sob uma visão particular do autor o desenvolvimento do pensamento moral. dentre muitas possíveis.

entendese que a Ética. embora não essencialmente prática. técnicas ou morais. seja por falta de conhecimento ou voluntariedade (como são os atos de um deficiente mental. a Ética passa à categoria de arte. a Ética não se detém no conhecimento da verdade em si. a consciência. digestão. as virtudes). De modo natural. É. a Ética segue o método empírico especulativo. quer dizer. a atividade humana pode ser encarada como um fazer uma obra (filosofia da arte).” (RODRIGUEZ. e procura chegar ao sentido e explicação última de tal experiência ou ato. de acordo com seu valor absoluto. ou seja. que analisa os princípios básicos da 6 . objeto da ética. a Ética é uma ciência prática. A Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade dos atos humanos. constituindo esta o objeto da moral. por nossa natureza racional. Cabe sempre a dúvida. denominada por isso lei natural. Aristóteles já dizia que não se estuda Ética para saber o que é a virtude.Ética 2 DEFINIÇÃO CONCEITOS: ÉTICA. realizados por um fim último. Enquanto a lei física determina o comportamento de um agente puramente natural (lei da gravidade. por exemplo). na qual a razão encontra e conhece os princípios morais. Cabe uma diferença entre os atos humanos. seja qual for sua espécie. interna e individual. recorrendo aos princípios universais e certos que a razão humana descobre. portanto. Assim. no que diz respeito a seu método e objeto. e não segundo um valor relativo. A ordem dos preceitos dessa lei pode ser conhe- ÉTICA COMO CIÊNCIA A filosofia prática visa definir o bem do homem. Como ciência teórico-prática. que são as ações livres em que o homem decide fazer ou omitir. universais e certos. seu conteúdo (Ética Geral). uma ciência normativa. no caso em que as ações realizada pelo homem orientam-no para atingir seu bem absoluto e supremo. Em primeiro lugar. bem comum da sociedade. como ciência prática. as condições universais da atividade moral. Baseia-se no que efetivamente ocorre na consciência e na sociedade. no entanto. Sob esse prisma sabe-se que o conhecer não tem sentido em si. seu sentido do dever. Ela é especulativa. Como fontes secundárias. ou por que tal ação é boa ou má. sobre o que é o bem e o mal. Deles derivam os princípios da Ética. seja porque escapem ao domínio direto da vontade (crescimento. não abrange aí o ato concreto de produção de uma obra. uma vez que a própria experiência moral. A lei se encontra no ser que a estabelece e que. porém. pode-se provar a existência da lei natural pela experiência. de caráter filosófico. de outra maneira. haja vista o remorso ou satisfação que se experimenta por ações livremente realizadas. pois nos é dado conhecer nossas inclinações naturais. Assim. MORAL. a lei encontra-se naquele que é regido por ela. justificar e manifestar a experiência moral do homem. fornecendo-lhe as normas necessárias para o reto agir. A lei moral. no plano da atividade propriamente humana. No entanto. mas sim por se dirigir à ação. a lei moral. ou externa e social. e a Moral Especial ou Social. e os atos que são ações não livres. VALORES E VIRTUDES moralidade dos atos humanos (o fim último. que aplica tais princípios à vida do homem na sociedade (família. “Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. A Ética contempla a natureza. todo homem conhece em si a existência de tal ordem. cumprindo a função de explicar. a qual é de domínio das artes essencialmente práticas. estão a Psicologia. enquanto livres e ordenados a seu fim último. desenvolve-se na sociedade e na história. a obra a produzir e a ação a realizar. em termos dos atos humanos. buscando o bem do homem. ou a Filosofia Moral. mediante ela. a Sociologia. tomando por ponto de partida a experiência moral. 1972) FONTES E MÉTODOS DA ÉTICA Pode-se dizer que a principal fonte da Ética é a realidade humana. de um modo participado. suas tendências e inclinações impressas na razão pelo Criador de toda a natureza e ordenadas para seu fim último. ordena ou orienta os atos humanos. devemos conhecer nosso próprio ser. inteligência adverte a bondade ou malícia dos atos livres. Voltada para a retidão moral dos atos humanos. a lei técnica ordena um ato humano para um fim restrito. Abarca. circulação do sangue). no entanto. uma vez que seu fim reside na definição das regras gerais da ação. Constituindo uma inclinação impressa em sua natureza. Além disso. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. mas para aprender a tornar-se virtuoso e bom. para então aplicar estes princípios aos diversos campos em que a atividade do homem se realiza e concretiza (Ética Especial). a História. é possível falar-se de leis físicas. a ordem moral da economia e das organizações). Observe-se que a Ética é uma ciência prática. Como a ordem da natureza humana foi disposta por seu Criador. por esse aspecto. por exemplo). seja estudada em dois aspectos: Moral Geral. porém. mas em sua aplicação na conduta livre do homem. ou agir (moral ou ética). A resposta a tais questões conduz a um estudo científico dos atos humanos enquanto bons ou maus. leis civis. pode-se dizer que. seria um estudo completamente inútil. mas não em sua aplicação. valores e ideais do homem. Assim. autoridade e governo. NATUREZA DO HOMEM Pode-se chamar lei a tudo que regule um ato ou operação. Puelles traça um diferencial entre a lei natural e a lei civil. Sabendo que o homem é social por natureza e dirige-se para seu fim último em união com os outros homens. não o fim último (constituem exemplos todas as regras das artes). regula os atos humanos enquanto humanos.

Quanto mais o homem conseguir atingir essas realidades. Persistir em uma conduta má dificulta o conhecimento moral concreto. A liberdade confere ao homem a capacidade de escolha. levando a um necessário obscurecimento das verdades que se referem ao fim último das pessoas. praticando-a se for boa (ética) ou desprezando-a. A consciência julga a validade moral dessa ação. pois o homem almeja fins múltiplos. A lei civil origina-se na necessidade de organizar a sociedade em que o homem vive. os bens que as pessoas almejam? O homem. o homem não poderia fazer esta opção pelo bem ou pelo mal. seguindo a ordem de tais inclinações. iluminada pela verdade. chegando a um embotamento da consciência. portanto. Por aí se vê que. a boa vontade é a que se dirige habitualmente para o bem. os atos humanos serão maus. procura que os fins subjetivos e objetivos coincidam. Como a tendência à felicidade pode ser satisfeita com diferentes formas de amor que têm por objeto bens específicos em cada caso (pessoa. conclui-se que os fins não podem justificar os meios. no entanto. para que haja moralidade na conduta humana. ainda que isso constitua apenas um meio para atingir um fim maior. é fundamental conhecer o objeto. Se os fins forem objetivamente maus. pois sua noção é das mais simples e primárias. se a ação humana não estiver informada pela reta vontade. em face de suas más ações. em um afã de auto-justificarse. Por isso. Essa exigência natural de uma ordem que favoreça a convivência social implica a subordinação da lei civil à lei natural.Ética cida pelo homem. Outros bens concretos são apenas fontes de felicidade para o homem. considerando-se autor de uma nova norma. sua perfeição e os bens necessários a sua própria atuação. A vontade busca os fins que. é a virtude. que abrange toda sua vida. por natureza. então. Naturalmente. e a última para o bem. definem a intenção da conduta do homem. A boa vontade. a perfeição essencial de sua vida e sua felicidade. Sua conduta. Por essa razão. é importante que o homem tenha o exato conhecimento da escolha dos bens. que o homem age no sentido de alcançar determinado fim. Essa ideia completa-se com a conhecida formulação de Leibniz: a felicidade é para as pessoas o que a perfeição é para os seres. Dotado. Assim. Ao se questionar o motivo de determinada ação ser moralmente má. de inteligência e vontade. a verdade e o bem. Cardona afirma que não é fácil definir o bem. com isso. às da lei moral. diversos fatores 7 . é contrariar a Ética. que outras ciências empregam para estabelecer suas leis. o lucro e a formação profissional são meios para alcançar o fim de determinado empreendimento. a debilidade e a malícia. portanto. É fato da experiência diária. Aristóteles resumiu todos os bens essenciais da natureza humana em um: a felicidade. desobrigando. Dessa forma. considera todas as circunstâncias que envolvem a ação. considerando-se as potências da inteligência e vontade. Em termos simples. Para qualificar alguma coisa boa. Dessa relação recíproca entre fins objetivos e subjetivos. Há diversos tipos de fins e uns estão subordinados a outros de acordo com uma hierarquia de valores. A perfeição não é somente o bem. o homem busca. dirige-se para um fim. Nasce daí a obrigação de todo ser humano de esclarecer toda e qualquer dúvida a respeito de aplicações da lei natural em situações concretas. temos que a primeira tende para a verdade. pois a isso ele está destinado em função da própria lei natural. as circunstâncias e a finalidade. a realidade perseguida pelo ato. é possível e conveniente que se analisem as razões que levam a isso. A vontade humana procura o que a razão lhe indica como sendo bom. uma concretização dessa exigência de organizar a sociedade. pode-se resumir em três os fatores que dificultam a adesão da vontade ao bem: a ignorância. A lei natural orienta a conduta humana para a ordem do amor. beleza. não é fruto de simples instinto ou coação de outrem. de modo consciente e livre. Uma lei civil que contrarie a ordem natural é moralmente ilícita. é uma tendência instintiva. Se os aspectos natural e racional da lei moral não forem devidamente conjugados. tanto mais próximo estará de sua realização plena e. evitando uma ignorância culpável que o levaria a atuar sem liberdade. de acordo com o que sua plena realização exige. no que tange a seus fins naturais. de forma que a natureza humana atinja sua plenitude. Uma vida moral desordenada indica que a vontade decidiu livremente afastar-se do bem. que o bem está associado à natureza das coisas ou dos seres. Com efeito. É bastante completa a finalidade do agir humano. O específico da pessoa humana é agir consciente e livremente por um fim. A lei civil é. apoiada na razão e com vontade livre. a ação que não se revista de liberdade está destituída de um dos componentes essenciais das ações éticas. amado e degustado com plena consciência da sua conveniência para com o fim de sua natureza. a inteligência. subjetivamente. fazendo com que os fins subjetivos correspondam aos fins existenciais objetivos. Assim. dinheiro. diversões). representa seu fim último subjetivo. Se a vontade é a sede do instinto fundamental do homem. para acionar a força de sua vontade no sentido do verdadeiro bem. mas se orienta para o bem. o conhecimento moral sofre forte influência da ordem ou desordem da liberdade do homem. De fato. guardando entre si uma ordem. desvinculado da lei natural. CRITÉRIOS DE ETICIDADE Determina-se a moralidade ou eticidade dos atos humanos com base na consideração de seu objeto. a lei da natureza humana é o modo de agir da natureza do homem. A vontade livre adere à ação. uma determinação. Quais são. ou a reta intenção moral. o homem tende a corromper a própria ciência moral. A atuação humana. O homem será tanto mais livre quanto mais sua escolha aproximar-se de seus fins existenciais. que princípios a toma apetecível a todos. é possível que ela não chegue a ser entendida. o homem necessita aprofundar seus conhecimentos na esfera da lei natural moral. muitas vezes complexas. própria e alheia. o bem conhecido. ou seja. porém. mais perto de alcançar a felicidade. que lhe confere orientação para o sumo bem. porém é elaborada livremente pelo homem. a ordem objetiva dos fins. mas o bem do próprio homem. Em outras palavras. Deduzir a lei natural com base na natureza humana é proceder em conformidade com os mesmos princípios de investigação da realidade e da experiência. poder. qual a sua perfeição. busca a felicidade perfeita. Há. Verifica-se. se for má (antiética). fama. a ação poderá ser má. a felicidade é procurada por todos os homens. isto é. qualquer cidadão de seu cumprimento. Se não houvesse liberdade. por isso. a reta razão. consciente do que ele é por natureza. na realidade subjetiva. Atribuir à lei civil apenas um caráter político. a ordem do amor. portanto.

de corresponder à expectativa da comunidade. E talvez “o homem do amanhã se sentirá vinculado. Esta é a razão do estudo da filosofia e da conduta humana. A teoria da sociedade e a Ética Social permitem compreender a natureza. por quê. O direito será chamado a intervir quando a esfera da autonomia individual vier a falhar. modernamente. sustentar que a lei é a expressão da vontade geral. A ética poderá conduzir o ser humano à vida solidária que se espera venha a irmanar os ocupantes do mesmo planeta. É sempre legítima. Toda sociedade depende dos homens que a integram e dos fatores que lhe dão vida e que causam sua atividade. pois é ser essencialmente livre. Se qualquer um desses três elementos for caracterizado como mau. do próprio Estado. se alguém ajuda seu colega de trabalho sem a intenção de prestar ajuda. O Direito não é panaceia para todos os problemas. A satisfação dos interesses humanos deve se basear no uso espontâneo da liberdade e autonomia individual. efetivamente. o fim e a ordem da vida social. conclui-se que devem ser bons o objeto. necessariamente. pois o embate dos interesses só consegue produzir uma obra inacabada. pela Ética. cada uma delas podendo nutrir conceito próprio de ordenamento. embora eficiente e eficaz. o ato também será mau. em que é atribuído um lugar a cada fim existencial concreto. como. plurais e antagónicas. E homem consciente de suas responsabilidades é o homem ético. O que se afirma do direito poder-se-ia dizer também. a cuja sorte estão indissoluvelmente encadeados. quando. entendendo-se por ascese o exercício e a ação exemplar”. Assim não fosse e o mundo precisaria ser convertido em um enorme Tribunal. bem mais que à autoridade de um Estado soberano que faz cair do alto seus comandos e suas sanções. É preferível. do que realizar uma ação má com boa intenção. O direito é monopólio estatal. as organizações ou instituições são agentes da sociedade que dependem de homens de caráter bem formado. Exterioriza-se formalmente. livres. A liberdade é o grande tema da ética moderna. embora sempre legal. espelhassem o interesse humano comum com a racionalidade. e de outro. no entanto. O produto do processo legislativo longe está. à estrutura igualitária e anti-hierárquica de uma comunidade solidária. espontâneos e ime- A ÉTICA E A VIDA O LUGAR DA ÉTICA NA VIDA O pensamento fïlosófico-jurídico liberal reserva ao direito uma função reduzida. organizada racionalmente e eticamente disciplinada: uma comunidade na qual ele terá o conforto de sentir-se valor absoluto. Somente o próprio homem . com todas as aspirações em jogo e representadas no Parlamento atual. O roubo de dinheiro do caixa da empresa. E consciência moral seria “a propriedade do espírito humano de dar juízos normativos. ainda que com intenção pouco reta. Por isso é que a sociedade é uma das fontes produtoras do direito. alimentada por verdadeiro espírito fraterno. Assim não fora e não lograria se converter em lei. mas a via ascética. e na ordem social em si. Por isso o protagonismo aparentemente excessivo dos operadores do direito. Da mesma forma. onde. Para se compreender as inter-relações que se estabelecem entre os indivíduos e os grupos sociais. com que meios. competentes e eficazes. quando. A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida. sua plena realização como ser humano. Impregna a consciência.e ninguém por ele . podendo ou não coincidir com o objeto da ação. todas as infrações. as circunstâncias: quem age. Poucos conseguiriam. não padecendo de conflitos de ilegitimidade. Este se vê obrigado a ser co-criador da lei. o homem moderno se considera espírito livre. que a intenção é fundamental para caracterizar a ação ética. é aquela ditada pela reta consciência. Isso significa. que o fim não justifica os meios. e o Estado ideal seria aquele propiciador do máximo de liberdade ao homem. valor se não vier a ser espiritualmente aceito pelo homem. Mesmo porque um Estado se compõe de inúmeras comunidades. espiritualmente vinculado. sob a forma de lei. ainda que a ação seja boa. provida mesmo de certa ambiguidade. Contrapondo-se ao homem do medievo. é mister pensar na sociedade como tal. Liberdade e vontade valem mais do que lei e limite. A ética é produzida pela reta razão.Ética ou modificações que afetam o ato humano. ou “através do qual a liberdade se liberta e transcende o mundo historicamente dado não é a via revolucionária. O caminho para a verdadeira liberdade. O cumprimento espontâneo das obrigações deveria ser a regra. casuística e contingente a uma questão localizada. de um lado. notadamente o juiz. reduzindo suas incertezas e colmatando as deficiências. não está se comportando bem. Mas esse ideal é inalcançável. Ação exemplar. enquanto intuição que o espírito tem de seus estados e de seus atos. Todos os fins orientam-se para o fim último do homem. A lei feita de encomenda. apoiada na ordem essencial da própria natureza humana. O critério de moralidade permite definir uma hierarquia de fins. Consciência é expressão de utilização constante. Isso significa que nenhum valor da vida terá. antes de refletirem querer externo e soberano. que se pratique uma ação boa. membro necessário e insubstituível. as circunstâncias e o fim. faz uma análise do objeto do conhecimento. pessoa entre pessoas. Relevante enfatizar a distinção entre direito e ética. Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar 8 . Sua produção moderna. A finalidade ou fim é a intenção que move o agente a realizar o ato. É consciência psicológica reflexiva. heterogéneo em relação àquele nutrido pelas demais. igual entre iguais”. atendendo a um determinado grupo ou a um interesse localizado. ação que é suscetível de constituir modelo para os demais. muitas vezes se afasta do bem comum. que é a posse do bem supremo.poderá convencer-se disso. A única forma possível de se limitar o limite é tornar o homem mais consciente de suas responsabilidades. guardadas as devidas proporções. inteligentes. O melhor direito seria o direito mínimo. hoje. Para que um ato seja bom. Este não coincide. ciente da oposição nítida entre o que conhece e o que é conhecido. A consciência psicológica é espontânea. extirpou-lhe a característica de relação necessária que deriva da natureza das coisas para ser resposta pontual. Uma comunidade assim poderia vir a ser regulada por leis que. pode-se agravar ou atenuar a moralidade de um ato. feito com a boa intenção de dar o dinheiro para os pobres. já que as empresas. configura um ato não ético. Nem sempre reveste legitimidade. se o homem se utilizar mal de sua liberdade. Dependendo das circunstâncias.

o apelo das universidades quando conclamam seus ex-alunos a comparecerem. para que a iníqua repartição de rendas não se perpetue. É só mediante essa atitude fundamental de maturidade que tudo ganha a sua plena seriedade. Na cobrança de atuação mais efetiva de parte do poder público. É Spinoza quem chama de firmeza de alma. Para isso. ela poderia sugerir imagem não muito favorável à formulação moral nativa. a responsabilidade ética para com a miséria deve constituir motivo de desconforto. dando. ser viável a vida sem direito. “(. O senso de responsabilidade é base indispensável de uma verdadeira vida moral. mediante correção do ordenamento. Assim é como a virtude da magnificência tem verdadeiro valor”. Para alguém privilegiado com uma ocupação remunerada. Não faz sentido. Outro nome dessa comoção é sensibilidade moral. Quem que possui alguma coisa. A doação para o pobre não consiste apenas na entrega de bens materiais. Tudo aquilo que contribua para o bem-estar do necessitado. hoje contados aos milhões. Sobretudo. por isso. Na formação de uma consciência coletiva direcionada a minorar a injustiça. temperada pelos trópicos e pela influência da imigração. com educação universitária.) se a justiça desaparece. portanto. fazer retornar à sociedade aquilo que lhe foi oferecido. ampliar a legião dos miseráveis. Aqui. pouco significado moral terão as regras positivas. que é fruto de uma vontade exterior e que. é uma alternativa eticamente superior ao direito. Possuindo consciência moral. pode se considerar rico. a pessoa há de pautarse por ela. Todos são titulares dessa propriedade do espírito de distinguir entre o bem e o mal. Mas não haverá vida humana sem ética. posição e decoro próprios e de sua família”. Poderão ser cumpridas mediante imposição e força. a sua profundidade verdadeira. mais digno e mais humano. Um deles é o dever de repartir seus dons. Todos devemos à sociedade. Não se está a cogitar do caráter nacional. No empenho concreto para o encaminhamento dos problemas da exclusão. emprego. dados incontornáveis da realidade brasileira. O de aprimorar o sistema. uma palavra de apoio para quem dela necessita.” A ÉTICA E O BRASIL A ética é universal e pertine ao género humano. falar-se em ética brasileira. em grande parte. pode se incompatibilizar com certas consciências. Mostra-se imprescindível reverter a tendência brasileira de o privilegiado se não comover com a situação do miserável. As duas primeiras se complementam.. Esse dever de repartir não quer dizer abrir mão daquilo que lhe é necessário. algumas características nacionais poderiam sugerir peculiaridades suscetíveis de reflexo na conduta do brasileiro. o sinal indicativo de que se agiu em desconformidade com o bem. o que somos. procurando. E até mesmo através da concessão de auxílio material e donativos. mas imbuído de verdadeira responsabilidade moral. O Estado brasileiro conseguiu. ou do levar vantagem em tudo. Sem sinalização interior do campo do proibido e do permitido. sem os quais não existe existência digna. tem sua aplicação para os ricos que gozam de bens supérfluos e pode com eles exercitar-se. os favorecidos pelo sistema contraíram dívida moral. recorrendo ao magistério de Kant. Uma tendência altruísta pode ser encontrada em alguns outros países. estimulando o desenvolvimento de sua coragem moral. é coisa sem valor o fato de os homens viverem na Terra”. É lição antiga a de que “ao não fazer dos nossos bens o uso que devemos. Não há homem que não tenha a liberdade de obedecer à sua razão. A comunidade jurídica tem outro dever moral. Há de se contemplar algo de mais objetivo e palpável. espontaneamente. E temos a obrigação de convertê-la em algo de melhor. O CAMINHAR ÉTICO Existe uma forma de se aprimorar eticamente? Qual a trilha a seguir se eu quiser crescer eticamente? 9 . quanto pelo princípio de fazer o bem. teto e automóvel. procurando minorar suas dificuldades financeiras. propriedade ou perspectiva de vida. para se converter em um pobre a mais. trabalho aos necessitados e. Além do subjetivismo da opção. mas será inviável a aferição de sua conformidade com a consciência e elas não revestirão legitimidade. Em relação a esses irmãos sem teto. O estado de vigília moral impedirá que as consciências amorteçam e deixem de indignar-se com o embrutecimento do mundo. muita vez. “A melhor e mais curta definição da virtude é esta: a ordem do amor. em poucas décadas. Pois rico é “aquele que em seus bens tem mais do que necessita para o sustento. É só do homem do direito que poderá provir uma contribuição efetiva nesse sentido. por ser fruto da liberdade e da consciência. assim como a miséria. resultante da mescla das três etnias básicas. nem de. O ser humano responsável será incapaz de se não comover com a situação de milhões de semelhantes desprovidos dos bens da vida mais básicos. Graças a ela somos. E o rico tem deveres éticos muito evidentes para com o pobre. a intervenção do Estado. um abrigo para o desvalido. com a inversão de suas rendas. num país de desvalidos. Na participação comunitária. a exclusão social e a iníqua repartição de rendas. é uma questão de justiça. Toda pessoa normal possui uma consciência moral. pecamos contra a sociedade”. com base nitidamente empírica. É legítima. Somente os anormais não sentem remorso. Nem se fala da ética do jeitinho. Todavia. Dívida a ser paga de muitas formas. que Von Hildebrand chama “estado de vigília moral” e considera pressuposto indispensável da real capacidade de apreender e possuir valores. recusando-se a ceder ao medo e a qualquer coisa outra que não a verdade. a beneficência e a magnificência. para que o acesso dos excluídos à partilha dos bens da vida seja facilitado. ao fazer suas inversões. esse “desejo pelo qual cada um se esforça por conservar seu ser sob o exclusivo ditame da razão”. Assim não fora e seria uma questão de amor. mas pode se manifestar sob a forma de arrumar um emprego para o necessitado. Santo Tomás já assinalava a existência de três virtudes em ordem a fazer bem ao necessitado: “A esmola.. quase sempre ressoa no vácuo da insensibilidade. A ética.Ética diatos sobre o valor moral de atos individuais determinados”. não tanto regulá-las pelo princípio da rentabilidade. mas também a terceira. que cai admiravelmente aos capitalistas. aprofundando o fosso que separa os possuidores dos despossuídos. como argumento de persuasão. sobretudo. Não o homem apenas tecnicamente preparado. participando do banquete dos mais reconhecidos bens da vida. Pode-se sustentar. E.

Sempre que possível. nem remédios miraculosos. É um ideal narcisista. É difícil reverter esse quadro? Sim. Quando ele for alguém a cuja eleição se contribuiu. Poder político. O discurso em torno à categoria dos direitos fundamentais não deixa de ser hipócrita. É necessário mergulhar nos estudos desenvolvidos pela humanidade em torno ao tema permanente. Mas não é impossível. também abrindo espaço para os eventualmente positivos. Verificar aqueles que foram abandonados por inexata compreensão da realidade ou por egoísmo. 10 . Quase sempre poderá identificar os valores de sua vida nesse exercício. O sacrifício na intensidade dos valores decorre. embora com alguns pontos positivos. Fala-se em valor positivo. eles são crenças. na publicidade. cumpre adotar atitude prática. sou eu quem decide o que é bom e o que é mau. ornamental. Além de propiciar a discussão. Procurar pautar-se pêlos valores reais. a união civil homossexual. Basta mencionar o aborto. As primícias do género humano se devotaram ao aprendizado ético e puderam. Se alguém descobrisse uma vacina para imunizar a conduta de qualquer falha ética. o adultério. Para identificá-la. Psicologicamente. Descobrir que a felicidade interior pode ser conseguida quando se busca a felicidade do outro. para quem o ideal social era a obtenção da maior felicidade possível. O bom não é bom porque seja bom em si. em grande parte. reconduz ao egoísmo perverso orientador da sociedade contemporânea. para se concluir que nossa era longe está de consensualizar tais questões.” Já a concepção utilitária da felicidade. Obtém-se destaque na mídia não em virtude de altruísmo. o que lhe dá alegria. para que possa reformular sua conduta. Assim.Ética Novamente se reafirme: não há receitas infalíveis. Abandonar o egoísmo cruel e exercer a solidariedade. a única instância julgadora dos próprios atos é o indivíduo mesmo. da ampliação excessiva no desenvolvimento da personalidade individual. o estudo da ética é necessário. com certa assiduidade. produzir obras úteis ao seu ensino. Pois a concepção de êxito “que impera em nossos dias é a do êxito puramente externo. o casamento. Esses bens da vida não são somente ideias. Ou. o depósito dos valores. teria aberto uma senda para a transformação da humanidade. a virgindade. em sã consciência. essa postura representará real contributo a seu crescimento ético. os valores individuais também podem estar em crise. Exercício válido é formar hemeroteca de exemplos. Pode auxiliar o crescimento ético anotar diária ou semanalmente as falhas e as vitórias. E sucesso não é um valor cristão. onde está sendo gasto o seu dinheiro. a explicação fornecida para justificar-se poderá satisfazer o crítico. em primeiro lugar. Cada qual pode adotar a sua própria vereda. As pessoas aparentemente não se sentem impelidas a lutar por seus valores. no desempenho das profissões liberais. ao depois disso. o indivíduo se arma. senão porque eu decido que é bom em virtude de minhas próprias razões. Para que esse debate contínuo com a própria retidão tenha proveito. Por último. na linguagem de Ortega y Gasset. Como existe uma crise de valores na sociedade. Os valores são bens da vida aos quais emprestamos afeição. Não faz mal transigir em alguma coisa com o utilitarismo de Bentham. em quase todas as atividades humanas. ouso fornecer algumas linhas para a busca desse crescimento. com a admiração social obtida por quem possui bens materiais e poder. Pois progresso não se confunde com civilização. para isso. a eutanásia. a vontade de viver eticamente. Ao se enfrentar a chamada crise dos valores. basta alguém verificar onde está sendo aplicado o seu tempo. alheias. cumpridos por todos. Como diz bem Gregorio Robles. não se feriu eticamente o semelhante. a causa ideológica da crise dos valores é a exacerbação do relativismo moral e da concepção utilitária da felicidade. Não se estima aquilo a que se não conhece. Se para algo puder valer. fazendo-o reformular seu ponto de vista. não em valor negativo. que se vê apoiado pela presença contínua das individualidades relevantes nos meios de comunicação”. A sociedade cobra sucesso. Regra singela de se atender é a de intransigência com as faltas éticas: próprias. Pensar mais nos outros. é o exame de consciência cuja periodicidade ela mesma ditará. A primeira delas. deve cuidar de satisfazer os próprios direitos. A falta de ética na política. Ela se caracteriza pela falta de homogeneidade moral em relação a certos temas. Redescobrir os próprios valores. Muita vez. “substituiu-se o êxito do ideal pelo ideal do êxito”. quando são desprezados os deveres que.formulação boa em se com a concepção economicista da vida. Todos se conduzem de acordo com sua escala de valores. Até aqueles que não se detêm sobre a questão e já se acreditam irrepreensíveis. económico ou poder derivado de se titularizar um ideal de beleza ou de sucesso na sociedade de consumo. há de se percorrer. nas comunicações. A recuperação dos valores partirá de uma reformulação de vida. o antimilitarismo. a final. Os outros só entram em cogitação quando possam auxiliar a consecução dos objetivos individuais. para o maior número de pessoas possível . por pequenas possam elas parecer. Pois a concepção atual de felicidade a identifica com o êxito material. da pessoa individual. O relativismo moral prega a impossibilidade de se estabelecer com segurança e objetividade os conteúdos de uma moral a ser aceita por todos. assegurariam o mínimo de desfrute dos direitos por parte dos despossuídos. “Não há instância superior à minha consciência. acreditando-se destinado à integral satisfação de suas necessidades e aspirações e. O essencial é que todo ser humano tenha a sua diretriz ética de perfectibilidade. Humanidade que atingiu tanto progresso. que são aquelas que a mim me convencem. A leitura dos jornais é terreno fértil para se verificar a quantidade de deslizes éticos neste final de milénio. É necessário inquirir a esse juiz interior se. Esta parece a vertente correta. senão por se alcançar dinheiro e poder. Ninguém nega. o que está bem ou o que está mal. em cada ato da existência. se os valores são elementos justificadores das normas sociais que regulam a vida do grupo. há de se indagar se os valores deixaram de existir ou se o que ocorre é o fato social constatável consistente na perda de fé ou de entusiasmo ante eles por parte de grande número de pessoas. A causa psicológica é a perda do sentido do dever e o consequente fortalecimento do sentido dos direitos. pois crêem numa natural pureza de espírito. não apenas ideias. uma admoestação ética há de ser endereçada ao agente. mas que ainda padece de enfermidades notórias no seu processo civilizatório. Para o mesmo autor.

Não transigir com os deslizes éticos. com repercussões no campo político. O dinheiro. um ouvido disponível. Em síntese. Gostam de si mesmas. Consequência do asserto anterior. pois. integrada por seres humanos capazes de auto-realização? Mais singelamente. A resistência a esse descalabro. desejosa de projetar. para ele. Dinheiro conseguido sob qualquer forma. É por isso que o educador. “A natureza humana é tão diversa que se poderia duvidar qualquer generalização sobre a classe de caráter que conduz à felicidade que pudesse ser aplicada a todos os seres humanos. Chegaria a ser cómico falar-se em comportamento moral para uma sociedade imersa em desfrutar. pois vive-se uma era em que ninguém dispõe de tempo para ouvir. Na análise de Adela Cortina. Exame de consciência. 2. 4. portas cerradas. até o exaurimento. Não existe princípios éticos materiais. sem vínculos com o seu próximo. Alguns bastiões da lucidez continuam a pregar a necessidade de uma conversão moral para salvar o mundo. consciente de que para isso necessita contar com outros igualmente estimáveis. não há. a pergunta foi substituída por vale a pena ensinar a virtude? A modificação não é destituída de importância. Não haverá sociedade democrática.” O máximo admissível é a demonstração de que felicidade é um dom. senão com a capacidade tecnológica”. pois sem ela o género humano sucumbirá à destruição. de modo que a pessoa se sinta em forma. 11 . principalmente. parece ser um fato indiscutível. Não se está impondo à juventude. Não se indaga de onde saem as grandes fortunas. Educação moral que precisaria recordar. Moral é busca de felicidade. Ingressa em todos os lugares. O triunfo da razão instrumental. É preciso um novo pacto: o pacto que nos impulsione à contemplação da humanidade como um todo e nos permita salvarmo-nos juntos. O passo é o movimento natural do homem. respeitam-se e por isso têm condições de amar aos outros. o ombro amigo e. um consenso sobre um núcleo de critérios morais que representem os valores básicos para uma convivência realmente humana. como indivíduos. senão procedimentais. imediatamente após seu surgimento. a absorção de códigos rígidos. tenha ele sido conseguido não se sabe como. neste primeiro sentido. Ao menos para obter um consenso mínimo. como se fossem singelos mandamentos éticos: 1.Ética Todos esses procedimentos podem colaborar para o retorno à ética. que precisa ser alegre e continuar a colorir o mundo. não tem o direito de inculcar como universalizável o seu modo de ser feliz. ajudar a modelar o caráter. e cuja transformação qualitativa depende exclusivamente de sua vontade. como os modernos. Mas estará salvo o seu mundo. Moral é desenvolvimento de capacidades em uma comunidade. senão um pacto a favor da humanidade. da desenfreada busca pelas vantagens e pelos prazeres. Pautar-se pelos valores reais. e ademais. pois são amoráveis. Todos somos responsáveis pêlos descaminhos da sociedade. Educação moral significa. Estudar ética. precisa investir na educação moral. que Adorno e Horkheimer detectaram. Tenha-se presente que não existe um padrão universal de felicidade.que leva a pais e responsáveis políticos da educação a convencer-se de que mais vale transmitir aos jovens quantas habilidades técnicas sejam capazes de assimilar para poder defender-se na vida e alcançar um nível elevado de bem-estar. se o crescimento moral deixar de ser perseguido como meta. 6. Vem primeiro o dinheiro e seus detentores. o diálogo e a troca de experiências. ao treinar o educando para ser feliz. “o dom da paz interior. entretanto. para começar e para terminar. calcada em hábitos. é mais importante vencer na vida ou ser feliz? Quem optar pela segunda versão. aceno poético do constituinte de 1988. VALE A PENA SER VIRTUOSO? Era comum a quem se propusesse a estudar ética indagar-se: a virtude pode ser ensinada! Ou. pode ensinar-se o comportamento moral? Sinal dos tempos. tão criticado e tão pouco implementado. Nasce-se no seio de uma comunidade que é herança de gerações. espiritual. ciosa de seus projetos de auto-realização. Vontade exercida passo a passo. os donos passam a ser cultuados na mídia e têm espaço reservado nas relações de figuras carimbadas para as festas dos emergentes. o universo das sensações. Sabe-se apenas que. proibitivos e castradores. É hora de trocar o princípio do prazer pelo princípio da responsabilidade. modelos e virtudes. será sempre bem-recebido. da conciliação ou reconciliação com tudo e com todos e. aquele espaço físico e temporal em que se desenvolve a sua personalidade. Cada qual está muito empenhado em seu próprio micro-universo inexpugnável. O abandono dos fins últimos para o treino da sobrevivência estaria destinado a prevalecer num Estado-Nação onde os intelectuais ocupam o humilhante último plano na escala dos valores sociais.o do progresso técnico e sua crescente complexidade . Cabem aqui a exortação e o conselho. Moral é capacidade para enfrentar a vida frente à desmoralização. Não um pacto a favor do Estado. capaz de levá-los a cabo. em outras palavras. 3. Aferir objetivamente a observância desses valores. isto é. 7. Hoje a ética se transformou em uma necessidade radical. pode valer a pena. “a metamorfose da pergunta parece obedecer a um dos signos dos tempos . Tempos melancólicos de predomínio do egoísmo. já que a distinção entre países pobres e ricos não guarda já relação com a riqueza dos recursos naturais. Parece haver crescido o desalento em torno à possibilidade de se insistir numa conduta moral. capazes de relacionamentos fecundos. O cultivo da auto-estima criará pessoas saudáveis. não se inicia a caminhada. Como se isso não mais condissesse com a realidade presente. imunes a qualquer dependência. 2. Poderá ser pouco para salvar o mundo. 5. ficção da qual somos elemento concreto. conosco mesmos 3. onde problema alheio não tem acesso. esta humilde proposta recomenda. Revisão da escala de valores. ao menos. voz ou vez. desagregado. Cumpre indagar: quer-se uma geração de profissionais providos de destreza e prontos a ganhar a vida ou pretende-se edificar uma comunidade solidária. E sem o primeiro deles. o seguinte: 1. A ruptura desse ethos é mortal para a vivência sadia de qualquer pessoa. Reconhecer a urgência no retorno à vida ética. O ser humano moderno está perdendo o sentido de pertencer a uma comunidade e com isso sente-se isolado.

angustiado e necessitado de cuidados. Mas só isso não basta. assim como os abandonados e os desvalidos. Milhares de novas ONGs estão disponíveis. Se forem milhões deles. Cada pessoa consciente precisa se imbuir da certeza de poder transformar o mundo. Há um padrão ético para os civilizados e outro padrão ético para os emergentes. despossuído. quando bens da vida essenciais ainda não foram assegurados a todos os ocupantes deste solo. a violência. É dever do Estado e este haverá de ser fiscalizado e cobrado. a exclusão. de século e 12 . mesmo sabendo que seus filhos ainda não chegaram. E ética solidária. A discussão ética não foi interrompida. as mulheres. sentir-se irmanado com ele e importar-se pelo destino alheio. Impõe-se. Os infortúnios precisam ser compensados com assistência efetiva. ecologia. lugar e espaço para se desenvolver. se tiver vontade e força. dos filhos dos netos. continuando a emitir gases que vão comprometer . procure sanar o mal do mundo . com uma velhice hígida e digna. fazendo crescer a fome. Os incêndios nas florestas e à margem das rodovias são apenas o começo. “articulada com a moral essencialista das instituições modernas. os pobres. Impregnando-se de responsabilidade solidária. tarefa das mais fáceis formar uma nova. é bastante ilustrativa. da corrupção e da má utilização do Erário. notadamente os sociais em defesa dos mais fracos: direitos humanos. Os pais têm o direito de dormir tranquilos. Também era absurda para os gregos antigos a ideia de uma sociedade sem escravos. o descrédito. Chamas simbólicas queimam os valores. A estória do beija-flor que pretendia apagar o incêndio da floresta mediante água que traria em contínuas viagens. A moral individualista pouco tem a oferecer. ao menos uma preocupação de. A ação decorre da opção consciente por um princípio. A continuar o festival de insanidades perpetradas contra o ambiente. os efeitos serão outros. Milhares de brasileiros já sentiram esse chamamento. Ser solidário significa se colocar no lugar do outro. Ela só defende o interesse pessoal e. poder-se-á caminhar para a ética de responsabilidade solidária.seja ele violência. Quem sabe os nossos netos ficarão chocados POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE PLANETÁRIA Torna-se ao ponto de partida. mas também a uma necessidade existencial do ser humano de construção do seu ser. se condoa de uma criança. A solidariedade mostra-se essencial neste milénio em que se vislumbram sinais de esperança. adquirir-se-á a certeza de que é possível construir um mundo melhor do que este. Juntos. Após dedicar-se à leitura destas reflexões éticas. um reforço no protagonismo individual e gregário. combate à fome e à violência. minorias. O mundo hoje está imerso num incêndio. A moral em voga até o momento produziu esse quadro triste com o qual se tem de conviver: o salve-se quem puder. além de viver sem prejudicar o semelhante. praticamente ausente na consciência dos poderosos. constata-se quão deficitária é a responsabilidade ética. que também é vítima da ação humana. Cada qual precisa se colocar no lugar do outro. daqueles que são as maiores vítimas dos processos sociais de exclusão. o deboche e o acinte. mas recrudesceu. enfermidade. Enquanto houver quem defenda uma árvore. guardada em seu bico. Sem princípio não haverá ação. ocupação garantidora de subsistência. No momento em que a mais poderosa nação no mundo se recusa a cumprir o Protocolo de Kyoto. transitar por ruas e praças sem receio de sequestros relâmpagos e de ser vítima da violência. a insensibilidade e a banalização da violência e da vida. Tais movimentos “atendem não só a uma exigência de pôr em prática nossa indignação ética. Há recursos para todos. Sós. A juventude precisa ter esperança de contar com educação de qualidade. já não haverá muito o que defender dentro de reduzido lapso temporal. É necessário atuar em grupo. as gerações futuras e a natureza. mas uma ética individual. Pode parecer absurdo acreditar que milhares de movimentos sociais pulverizados pelo mundo todo possam construir uma nova sociedade baseada numa ética da responsabilidade solidária. instância privilegiada de reflexão conjunta. carecendo de trabalho voluntário. divertir-se. Um grande status de indignidade com o qual se convive. a caminhada será exitosa. se a Providência permitir. Nós nos humanizamos quando humanizamos o mundo”. quando bem administrados. pois a solidariedade implica ação coletiva exprimindo-se em movimentos de toda ordem. preconceito ou indiferença . Tem o direito de sonhar com o futuro. Não se justifica é o gasto excessivo com propaganda. Chamas reais estão prestes a surgir. Multiplicam-se as organizações não governamentais e 2001 foi escolhido como o ano do voluntariado. literalmente.há sinais de que nem tudo ainda está perdido. as minorias étnicas. de milénio. Evidencia que países mais desenvolvidos e providos de doutrina ética pretensamente consolidada e inserida em seus códigos de conduta atenuam os seus pruridos quando negociam com países de desenvolvimento heterogéneo. “Estes espaços de convivência solidária podem implodir a lógica do sistema como um todo. portanto. espaço saudável de convívio. talvez poucos possam os bem intencionados. a mostrar que esse mal continua a sugar recursos imprescindíveis à redenção dos mais pobres.e mais rapidamente do que se pensa . não há receitas prontas nem modelos definitivos para inculcar no ser humano um compromisso ético. ainda que imbuída de certa ética. Um pássaro apenas talvez seja impotente.Ética Reitere-se. Cada um está sendo chamado a salvar o mundo. um animal em extinção. o cada um por si. liberdade para amar. Abandonando-se a postura egoística. na companhia dos filhos e netos e. O trabalho voluntário só pode ser alimentado por um denso núcleo de consciência ética. O que não se justifica é a continuidade dos desvios. sobretudo do outro excluído. na convicção de que ninguém pode alterar o rumo natural das coisas. Os enfermos precisam contar com assistência. diante da criminosa destruição da natureza. cada qual se apoiando no companheiro. Se nenhuma delas atender aos objetivos idealizados. Continuam os rankings de corrupção elaborados por organizações não governamentais em vários países. cada qual poderá imbuir-se de alguns princípios éticos. produz progressos técnicos que geram injustiças sociais e aplicações cínicas de normas e princípios que pioram ainda mais a situação dos pobres e dos mais fracos”. as certezas.o futuro da Humanidade. O ser humano tem uma destinação mais nobre do que aquela que está se desenhando neste início de década.

Uma globalização moral ou a edificação de uma ética planetária. A expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas. Tudo o que acontece a um ser humano. A blindagem de carros. o subdesenvolvimento. Até que tais círculos. o clube. os esmoleres a cada esquina. Alguns segmentos são ainda mais sacrificados do que os outros. A nossa. O clima de guerra civil já existe nas grandes cidades. “8. consiste no desenvolvimento da fantasia moral. Se as coisas estão assim. mais 13 . com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. atinge a humanidade toda. presente no discurso. Nós.se houver um amanhã . Os ricos. rumo a uma ética de solidariedade planetária. seria chamada de civilização destruidora. produz para todos os outros a fome. embora emitida em meados do século passado. “2. Está provado que. de onde se pode acessar -por infovia . A trivialização das chacinas. a garotada a limpar os pára-brisas. As instâncias de poder são confiadas à criminalidade. das discriminações de casta e de sexo. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra. As feridas mais dilacerantes da contemporaneidade podem ser recapituladas no quadro seguinte articulado em dez pontos: “1. “a margem de tempo para uma mudança de caminho mostra-se sempre mais exígua. Os protestos.se aliam para destruir o que resta daquela exuberante reserva transformada em deserto em apenas quinhentos anos. nos dias de hoje. A dificuldade de endereçar as dinâmicas e os êxitos das pesquisas científicas e tecnológicas ao bem comum da humanidade”. É urgentíssima a rápida maturação ética da consciência coletiva. Solidariedade é um tema retórico. transformada em fortaleza e.” O espaço inicial é o da própria casa. Esse panorama é quase ignorado pela grande mídia. regional. A Terra é um planeta frágil e já está extenuada de emitir sinais de exaustão. as filas para pedir emprego. mesmo assim.de uma cegueira moral ou de uma irresponsabilidade ética que pode ser um crime omissivo. para assegurar a opulência a uma parte minoritária da humanidade. Os pobres estão abaixo da linha da dignidade humana. A ignorância e a cupidez . não fosse a reação adversa da comunidade. Esta seria uma reviravolta ética global. O monopólio ocidental do sistema informativo-comunicativo e a homologação das culturas sob a liberalidade absoluta do Ocidente. “10. Espaço muito curto para caracterizar uma civilização. Quem pretender examinar esses dez pontos e circunscrevêlos apenas à realidade brasileira constatará que este belíssimo Brasil possui uma das mais iníquas distribuições de renda em todo o mundo. adequar a capacidade e a elasticidade da nossa imaginação e do nosso sentir às dimensões dos nossos produtos e à imprevisível desmedida daquilo que podemos perpetrar. tornam-se cada vez mais providos de bens e de poder. A periferia é um outro mundo. Sob a falácia do progresso e do desenvolvimento. A tortura. Minorias enfrentam preconceitos e discriminações. acaba-se com a Floresta Amazônica. implorando uma esmola e servindo-se de qualquer instrumento para ameaçar os transeuntes. a impunidade. porque já não se reconheciam mais. O meio ambiente vem sendo continuamente lesado. a incerteza de se voltar para casa. desvalida e infeliz. “3. Reflete o estado permanente de dissociação e de irresponsabilidade dos homens de nossa época. “6. os problemas do mundo só se tornaram mais sérios e mais urgentes. Enquanto isso. A existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países. consideradas limpeza de marginais.esta. o trabalho. Parecemos surdos aos seus pedidos de socorro. a escola. Essa atroz inocência da atrocidade não é mais um caso à parte. para conseguir uma senha de atendimento pelo sistema único de saúde. O crescimento da segurança privada. assim como já se sacrificou toda a Mata Atlântica. O aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. “5. as manifestações e os libelos contra atuação lesiva ao interesse coletivo resultam em retrocesso nas medidas temerárias ou em reexame daquilo que.Ética ao saberem que houve um tempo em que crianças morriam de fome. a cifra negra da criminalidade. As cidades vão se transformando em massas cinzentas de população excluída. todos. é relativamente fácil impedi-lo de fazer o mal. “7. está provado. Os seres humanos lúcidos não estão ainda convencidos de que podem vir a ser acusados amanhã . sem garantia alguma de preservar a vida e o património de seus moradores. Depois da casa. passaria in albis e se converteria em ato irreversível. somos os sucessores desses esquizofrênicos. estadual ou federal.qualquer autoridade local. se é difícil compelir o detentor de poder a fazer o bem. a corrupção. O medo.” A advertência de Günther Anders é atual. se não queremos que tudo seja perdido. Desde então. A crise ecológica. A crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. “9. a raiz de todos os males . isto é. ampliados. quase ausente na prática. alcançassem uma dimensão planetária. o dever moral determinante. O recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais. “4. A invasão e os efeitos perturbadores de uma ordem económica mundial que. cobrando. na tentativa de vencer o desnível. os maus-tratos. A crise demográfica. quando não atendidos. que esses dois fragmentos não se obstaculizassem mutuamente. o desemprego. com a total ausência do Estado. sugerindo. o flagelo da droga. A conurbação vai criando uma subumanidade enferma. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos. o grupo de amigos. “Aquilo que nos tinha enchido de horror há dez anos foi: o fato de que o próprio homem pudesse ser um encarregado de um campo de extermínio e um bom pai de família. elogiando ou recriminando. no verdadeiro sentido da palavra. a degradação do trabalho.

no final. espacial e temporalmente localizado.Ética interessada em divulgar o exótico. O valor é mais elevado quanto menor a necessidade de dividi-lo com outrem. propósitos. intuídos. Não que possam ser eleitos. DEVERES E POSTURA PROFISSIONAL A ÉTICA DOS VALORES A classificação Ética dos Valores poderia representar uma aparente inversão da tese kantiana. consciência da culpa etc”. distinguindo-os em: a) valores do agradável e do desagradável. Não se vinculam a qualquer forma de exteriorização. como já o reconheceu Mestre Reale: “Deveríamos. c) valores espirituais. Só pode ser descoberto o que já existe. Por que isto? Porque ser e valer são duas categorias fundamentais. ou mantê-la rumo ao desaparecimento da espécie. porque valem. O seu ‘ser é o Valer’. Existem bens porque existem valores. mas dá-se o inverso: todo dever encontra fundamento em um valor. ainda quando seu valor não seja conhecido nem apreciado. Existem os valores? Eles existem e isso é facilmente constatável por qualquer pensante. Quase não há espaço para divulgar valores. Os valores submetem-se a uma hierarquia. a vida. é o bem por excelência. b) valores vitais. VIRTUDES. ou. ter começado por uma definição do que seja valor. não relativo. “A filosofia valorativa separa cuidadosamente o problema da intuição dos valores . não se pode visualizar ou submeter ao tato. Pertencem ao primeiro todas as coisas e sucessos que ocupam lugar no espaço ou no tempo. não o contrário. Max Scheler esboçou uma classificação dos valores sob enfoque hierárquico. Isso é pensamento ingênuo. os valores da vida que são relativos aos seres viventes. o ideal não teria existência. Quando se afirma: o todo é maior do que a parte. A sociedade do entretenimento. Da mesma forma que dizemos que ‘ser é o que é’. Na realidade. E a escala de relatividade dos valores auxilia a aferir o grau de superioridade dele. 14 . feição nova da sociedade do espetáculo. A criação de uma consciência ética sensível e desperta para as exigências da contemporaneidade é a alternativa ao caos que adviria da preservação do quadro atual. juízos estimativos. Assim. há impossibilidade de defini-lo segundo as exigências lógico-formais de género próximo e de diferença específica. Assim. A durabilidade do valor tem a ideia de permanência. portanto. Há valores vinculados ao agradável. Em regra. Não teria sentido o amante declarar que ama agora ou durante certo tempo. e. Mas não foram criados por ela. Pois o que é valioso vale por si. o clima emocional produzido pêlos esportes. para que cada destinatário detenha uma parcela de seu valor originário. Assim. Nesse sentido. e) quanto menos relativa seja sua percepção sentimental à posição de seu depositário”. vive da imagem e da aparência. Um protagonismo verdadeiramente heróico. A EXISTÊNCIA DO VALOR As grandes questões da axiologia clássica podem ser resumidas a quatro e são elas que merecerão agora ligeiro exame. duas posições primordiais do espírito perante a realidade. Não existe terceira posição equivalente”. sentido de responsabilidade. A satisfação coincide com a vivência de cumprimento. a consciência incerta e frágil dos mais jovens e aquela que não é estruturada por claras orientações de valor. O perigo é concluir que só existe o que é real. Podem ser meramente sentidos ou O CONHECIMENTO DOS VALORES Os valores constituem condição de existência dos bens.que é ontológico. legítimo que fosse o propósito de uma definição rigorosa. O ser real se encontra. como os valores morais. situam-se como ideais. inferiores à própria vida. nesta fundamentados e. devem ser. O valor fundamentado em outro é sempre inferior ao fundamentante. as variadíssimas manifestações do agir: intenções. à primeira vista. entre os direitos fundamentais. E valor não arbitrariamente convencionado. porém. b) quanto menos participa da extensão e da divisibilidade. senão por ela descobertos. Para Kant. independentemente de alguém imaginá-lo ou pensar assim. do narcisismo e da insensibilidade. mais precisamente. Para a filosofia valorativa. Quase impossível conceituar-se o valor. o valor moral não se baseia na ideia de dever. pode ser objeto de um conhecimento sensível. Ignorar ou subverter essa hierarquia é fonte de problemas nem pequenos. a sensualidade.” É nossa consciência que nos adverte da existência dos valores. VALORES. Isso explica a simpatia ou antipatia natural diante de uma pessoa ou a emoção perante uma obra de arte. Os valores integram a esfera supra-sensível do mundo imaterial que.que é epistemológico daquele da existência do valor . sobretudo. a tese da idealidade tem alicerces consistentes. o valor de uma ação depende da relação da conduta com o princípio do dever. decisões voluntárias. “A filosofia atual reconhece dois tipos de existência: o ser real e o ser ideal. Na ordem lógica e matemática. A obra de arte é indivisível. Só deve ser aquilo que é valioso e tudo o que é valioso deve ser. ou as vemos enquanto valem. Entre os critérios determinativos dessa escala. Todos os demais direitos são bens da vida. suscetível de ser intelectualmente concebido. d) valores religiosos. Ou vemos as coisas enquanto elas são. Todos são chamados a esse protagonismo. Diante dela. o correto e o bem. Por sua mesma índole. o postulado continua válido e existente. mas a hierarquia é objetiva. como também o seria confundir-se idealidade com subjetivismo. pode confundi-lo. que têm caráter absoluto. nem simples da sociedade contemporânea. não com o estado de prazer gerado pela posse do valor. Na esfera prática têm essa forma de existência os atos humanos. temos que dizer que o Valor é o que vale. A noção de valor passa a ser o conceito ético essencial. diríamos com Lotze que do valor se pode dizer apenas que vale. este risco ameaça. c) quanto mais profunda é a satisfação ligada à intuição do mesmo. o imperativo categórico. por isso. Inimaginável repartir-se uma tela em múltiplas peças. Depende de cada um inverter o sentido da trajetória. a consciência exposta à mensagem televisiva corre o risco de dar consistência de realidade à ficção do espetáculo e. d) quanto menos fundamentado se acha por outros valores. É longeva a distinção entre o mundo da matéria e a ordem do ideal. Já os valores não integram a ordem da realidade. indica Scheler os seguintes: “Um valor é tanto mais alto: a) quanto mais duradouro é. e há valores puros. Entre os valores também surge a possibilidade de relações de fundamentação. Ideal não é só aquilo que é objeto da representação. pois implica em nadar contra a correnteza do consumismo.

nem completamente desvalioso. não haveria sentido dizer que algo deve ser. Mas os valores são princípios da esfera ética atual. Caridade. Para eles. É a consciência estimativa que dá o testemunho da atualidade dos valores. A existência dessas primícias do género humano compensam a indigência moral que em aparência. 3. a verdadeira elite. não é porque eles não existam. A intuição. Ela propiciará identificar. A realização dos valores se consuma através de um processo de dupla etapa: a determinação primária e a determinação secundária. não se mostram capazes de destruir a doutrina da objetividade dos valores. e só neste sentido. os valores são princípios da esfera ética real. os valores não existem senão para sujeitos dotados de capacidade estimativa. nem perfeita. São forças determinantes da conduta humana num sentido criador. o primeiro dos quais. porque indispensáveis à conservação da vida. à espera da descoberta. o dever ser hartmanniano tem os seguintes elementos: a) a existência de um valor. o homem adquire uma significação demiúrgica. As variações da intuição estimativa em desvio moral não alteram o valor. o justo do injusto”. explica a existência de “homens que. chamado efeito. É verdade que o nexo teleológico é mais complexo do que o nexo causal. portanto. O cone de luz ilumina. Postulação do fim. chamado causa. É por isso que existem sábios cegos para os padrões axiológicos e ignorantes sensíveis à autêntica valoração. o sentimento de responsabilidade e a consciência da culpa. do mesmo modo que a igualdade e a diferença só existem para seres capazes de comparar. os valores compatíveis com essa pauta prévia. “A possibilidade que o homem tem de converter as urgências do ideal em forças modeladoras do existente condiciona. que permanece íntegro. E o dever impõe uma conduta teleológica. Esse experimento pressupõe uma escala estimativa. Como administrador dos valores no mundo. Eleição dos meios. Nem mesmo quando se trata de coisas por quase todos julgadas “valiosas”. mesmo ignorantes. Mas é viável o crescimento nessa arte. Mas como pode o homem realizar o valioso? Realizar o valioso consiste. de um juízo. de que se conhece tão pouco. A consciência de cada homem e de cada época descobre sob essa luz alguns valores. Por negar também valor à respectiva finalidade”. É elucidativa a ideia de Garcia Máynez do cone de luz projetado no horizonte. Ela sinaliza o sentido primário do valioso. convertendo-se deste modo em coparticipe da grande obra de Deus”. nem sempre o reconhecimento de valor será indiscutível. enquanto valem. Recorda Ortega y Gasset que “o estimar é uma função psíquica real . Não se subestime a capacidade humana de se enganar. A intuição dos valores não é completa. com nitidez.Ética todo ser humano tem a experiência de conferir a determinadas coisas ou ações valoração que as qualifica como boas. determina de forma necessária a produção do outro. a deliberação da vontade. Carecessem de valor e não deveriam ser. Esta a etapa inserta no fluxo do futuro. Na verdade. mas característica a toda uma sociedade ou a toda uma época. Todo valor ético deriva da subordinação da vontade ao imperativo categórico. predestinada a servir de luzeiro ou de balizas morais para os contemporâneos e para a posteridade. Se quero acatar uma norma. O nexo causal é a relação entre dois fenómenos. perguntará por que razão será benéfico conservar a vida. nem sempre pode fazê-lo de forma nítida. segundo Hartmann. indefinível. nas coisas ou atos. a grandeza de nossa linhagem. É a projeção interior de seu atuar futuro. 2. não apenas princípios da esfera ética ideal. c) a atualização de tal dever (dever ser atual). Neste sentido. ou porque são bons. Porque se sentem atraídos para o que é belo e são capazes de captar os reflexos de uma beleza imperecível. Adquire especial relevo na doutrina da realização de valores a noção do dever ser. d) a existência de um ser capaz de realizar o valioso ao mundo real não é em si plenamente valioso. portanto. úteis. predomina em consideradas altas esferas. depende de uma estimativa. Se não atenta para outros.em que os valores se nos fazem patentes. mesmo a cegueira valorativa ou a miopia moral. pode falar-se de certa subjetividade no valor. O valor.como o enxergar. Quando os intui. a segunda. não apenas em relação aos indivíduos. Um cético. pela sua sensibilidade se revelam permeáveis à luminosidade dos valores. embora se afirme baseada na imitação. o pensador é poeta Paulo Bomfim tem uma expressão adequada para essas pessoas privilegiadas: chama-as de elite espiritual. E poderá negar o valor dessas coisas geralmente julgadas valiosas. ou porque a sua sensibilidade distingue. para o homem. como o entender . ou um niilista. devo converter tal acatamento em finalidade de minha conduta. Aqui 15 . mas ocorre o inverso: todo dever pressupõe a existência dos valores. A REALIZAÇÃO DOS VALORES O ideal coincide ou não com o real. A missão do pedagogo e do moralista é desenvolver a sensibilidade para o conhecimento daquilo que é eticamente relevante. ela existe em toda sã consciência. Realização. De conferir valor ao que não tem e de negar valor ao valioso. A história tem sido pródiga em exemplos de cegueira valorativa. determina o juízo moral. Tal estreiteza. A primeira é a intuição. A insensibilidade dos que amealham poder. Na ordem moral essa relação é bastante peculiar a ser em si dos valores subsiste mesmo se não forem realizados. a problemática axiológica pode oferecer perplexidade. num dever. Mas há sempre a possibilidade de novas realizações valorativas. Essa pauta é apriorística e. Hartmann dá a esse fato o nome de estreiteza do sentido do valor. incontrovertível. agradáveis. mas não cria o horizonte. Já o nexo teleológico admite três momentos: 1. Nenhuma pessoa é capaz de intuir todos os valores. A realização dos fins pressupõe a seleção e emprego de procedimentos a eles conducentes: os meios. más. temperança e outras virtudes devem ser. se o que se postula como devido não fosse valioso. Pois para quem se situe a um nível alheado de todo e qualquer dogmatismo. Alguém se propõe a realizar determinada finalidade. ou na índole intuitiva e emocional do conhecimento. Já Scheler e Hartmann invertem a proposição: o valor moral não se funda no dever. justiça. b) o dever ser ideal do mesmo. de atribuição de uma determinada importância ao objeto a ser avaliado. Nele se realizam múltiplos valores e outros quedam irrealizados. dinheiro e glória em relação aos semelhantes que não chegaram a ser incluídos no fantástico mundo do consumo caracteriza uma vida ética ou uma inadmissível estreiteza moral. É uma noção kantiana suprema e. nobres ou belas. E vice-versa. observou Hartmann. Mais ainda. inábeis para a construção lógica ou para a argumentação dialética.

ao menos dentro de certos limites. encontra na consciência da culpa sua forma mais drástica. E também educação. A responsabilidade não é só aparência ou fenómeno. entre comprar e não comprar. Esta determinação lhe permite eleger finalidades. É verdade que da consciência da autodeterminação não se infere a autodeterminação da consciência. de uma faca. afetos e inclinações. Aparece de súbito. de excelências. a rigor. que é querer e agir humanamente. A experiência da liberdade já foi provada por qualquer pessoa higidamente equilibrada. Mas há outro indício de que existe liberdade moral: a existência da responsabilidade. respeito ao semelhante. existe a consciência da autodeterminação. optar por meios e colocá-los em ação para chegar àquelas. que livro é mais urgente. a moral é pensada como um poder capaz de traspassar o linde do permitido. ou de um homem. “irrompe como uma fatalidade na vida humana. Em seu próprio ser há uma instância que o delata. em que tudo fosse fortuito e contingente. O meio é causa e o fim é efeito. Há uma convicção individual de que. E obedecê-la é orientar suas forças na direção de nossos desígnios”. que a lei limita e protege. Quanto ao bem. O que na responsabilidade se encontrava já preparado. Entre causalidade e liberdade inexiste oposição.” Nem se confunda livre-arbítrio com liberdade de ação. A liberdade está radicada na autonomia dos princípios. para que um tratado das virtudes? Para isto. Para que sempre acusar. pelo menos intelectualmente.Ética existe uma similitude entre o nexo causal e o nexo ideológico. É fato real da vida ética. ou viver. Esta é faculdade puramente normativa. Esses exemplos. diz Hartmann. a situação interna do tribunal ante o qual o indivíduo comparece. sempre denunciar? É a moral dos tristes. senão que pode ser desviado. O que é uma virtude? É uma força que age. mas necessária. isso se deve a que o acontecer causal não se orienta de maneira inexorável até uma meta estabelecida de antemão. ou seja. que os latinos traduziram por virtus). quando os que têm à mão não os satisfazem ou os sufocam. insuscetível de ser demonstrada. sem que se consiga definir o seu sentido. tarefa insuficiente. examinadas por Hartmann. A lei moral é a auto-legislação da razão prática. do que as virtudes? Assim como Spinoza. Aquele é capaz de decidir. que a tradição designa pelo nome de virtudes. Nada obstante. o mal. isto é (este é o sentido em grego da palavra areté. e uma triste moral. no caso concreto. e medir com isso. sua realidade interior mais convincente”. Então. A decisão. Em favor da existência de uma vontade livre. não haveria a possibilidade de estipulação de fins e de sua realização. Na qualidade de ente natural. Ora. é mais pelo exemplo do que pêlos livros. e das boas disposições. mas sem dúvida menos numerosas. a pessoa pode escolher entre fazer e deixar de fazer. na moral. não creio haver utilidade em denunciar os vícios. como função ontológica da posição que o homem ocupa ante dois tipos de determinação. dizia Kant. que é tratar. senão obedecendo-a. o caminho que daí nos separa. A culpa. depende de cada um. Para desviá-lo só faz falta o conhecimento das relações entre os fenómenos. Ou seja. É consequência da ação. o pecado. E o homem não experimenta essa irrupção como algo estranho. é portador de outra determinação. acha-se casualmente determinado por suas tendências. conhecimento. a pessoa não pode responder por seu comportamento e nem pode. A liberdade humana revela-se. ou de ser refutada. Se a liberdade existe. diante de determinada situação. é evidente sua liberdade. somente se poderia adotar o ceticismo ético e a negação da moralidade. do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse. “A jurídica termina onde o dever principia. Pois numa concepção de ordem ética. a criatura deve ter presente que a realização de fins não é um processo inflexível e imodificável. Se não existe. Para um estudo sobre a ética. mas não se vê forçada a cumpri-las. ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações. Mas também não se pode concluir em sentido contrário. e alunos precisam de livros. julgadora. Para bem apreender essa possibilidade. Só pode ser discutida. E quase sempre acompanhada da consciência de culpa. que vêm dos gregos. também elas plurais. a liberdade é a ausência de obstáculos postos a quem se proponha a praticar o bem. ou que pode agir. entre dizer e calar-se? Apenas a anomalia mental priva a pessoa de qualquer possibilidade de escolha. mas poder 16 . É uma questão metafísica. para cada um de nós. E a pessoa deve ter consciência de que há um momento inicial de liberdade moral. oriunda do reino ideal dos valores. então. Há um aspecto falho: a vontade pode dar a si mesma suas normas. Como pessoa. a liberdade só pode ser orientada para o bem. filha da violação moral e testemunho de existência da liberdade. VIRTUDE Se a virtude pode ser ensinada. A realização individual de valores só se concebe numa visão de mundo em que coexistam a causalidade e a teleologia. totalmente fechado à intervenção de determinações heterogéneas e mais complexas. Numa existência sem leis. Isto é o que expressa o velho aforismo: à natureza não se domina. há quem consiga conceituá-la em termos desvinculados a qualquer ética e por via negativa. Tarefa modesta. que conclui ser indemonstrável a liberdade da vontade. dizem suficientemente o essencial: virtude é poder. a conduta humana tem significado moral pleno. sem o qual nada lhe será possível crescer em termos éticos. A liberdade jurídica é mais um âmbito espacial de atividade exterior. negativa. Poderia ser também não sujeição da vontade própria a qualquer vontade alheia. de ausência total de liberdade. A liberdade moral não se confunde com a liberdade jurídica. A pessoa não está inevitavelmente vinculada à exigência ética. que excedem todos os livros. que é cortar. Já a liberdade moral é atributo real da vontade. Se não existisse liberdade humana. liberdade para estes seria a ausência de óbices à realização à vontade de cada um. É que “a liberdade pressupõe ciência adequada. Se o homem se submete às leis que de sua razão promanam. O sujeito não pode livrar-se dela. dominante. talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer. Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres). A LIBERDADE MORAL Liberdade é um desses verbetes surrados pelo uso. Quem ainda não experimentou a possibilidade de optar entre ir e ficar. “Se o homem é capaz de propor-se um alvo e alcançá-lo. Isso conduz às aporias da liberdade moral. que nem sempre é adquirido pela aprendizagem de índole técnica”. é por isso que eles às vezes escrevem livros. Esta é mero atributo da decisão. ou ser. Assim a virtude de uma planta ou de um remédio. ser chamada pessoa.

Mas quem pode viver sempre no ápice? Pensar as virtudes é medir a distância que nos separa delas. é nossa maneira de ser e de agir humanamente. Mas essa normatividade permanece objetiva ou moralmente indiferente. e de que. é o que somos (logo o que podemos fazer).. nem a planta que salva. Toda virtude é um ápice. perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem. porque assim nos tornamos. quase todas. isto é. a melhor faca será a que melhor corta. como toda humanidade. claro. como dizia Spinoza. no homem virtuoso. mais virtude do que a que envenena. sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem. ou a doçura. Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem. e sem as quais. às vezes. A virtude do heléboro não é a da cicuta. ou antes. não o Bem em si. o bom remédio é o que cura bem. não poderíamos nos resignar à sua ausência nem nos isentar de sua fraqueza. de sua história (mas esta. é para se fazer. as virtudes são independentes do uso que delas se faz. é poder. Pensar sua excelência é pensar nossas insuficiências ou nossa miséria. que bastaria conhecer ou aplicar. É preciso dizer mais. e de nós. Isso. Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais. como do fim a que visam ou servem. uma cumeada entre dois abismos: assim a coragem. entre complacência e egoísmo. poder humano ou poder de humanidade. porém: ela é o próprio bem.. a virtude. quanto propriamente moral. desejo evidentemente histórico (não há virtude natural). A virtude é uma maneira de ser. Se todo ser possui seu poder específico. Não o Bem absoluto. que Montaigne nos ensinou. ou. nossa capacidade de agir bem. que é a nossa. A reflexão sobre as virtudes não torna ninguém virtuoso. Mas ao homem não. em espírito e em verdade. A faca não tem menos virtude na mão do assassino do que na do cozinheiro. também pode ser lido em Spinoza: “Por virtude e poder entendo a mesma coisa. em todo caso é evidente que não poderia bastar para tanto. O bem não é para se contemplar. quase sempre. diante da riqueza da matéria e da tradição.). A virtude. isto é.. faz parte daquela). é o poder específico que tem o homem de afirmar sua excelência própria. é a própria essência ou a natureza do homem enquanto ele tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer apenas pelas leis de sua natureza”. a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra. do que outro. isto é (já que a humanidade. Mas à moral não. nunca humano demais. nesse sentido.. a educação. mas adquirida e duradoura.. para Spinoza. diante da evidência de que essas virtudes nos fazem falta. sem o qual qualquer moral seria impossível. assim. em outras palavras. repete-se desde Aristóteles. a virtude da faca não é a da enxada. A virtude de um ser é o que constitui seu valor. pois. que os gregos nos ensinaram. sempre coincidem: a virtude de um homem é o que o faz humano. é uma disposição adquirida de fazer o bem. o bom veneno é o que mata bem. “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o homem agir bem e devidamente”. certamente. que esse sentido seja privado de todo e qualquer alcance normativo: qualquer que seja a mão e na maioria dos usos. Virtude. Mas a razão não basta: também é necessário o desejo. Uma faca excelente na mão de um homem mau não é menos excelente por isso. a dignidade. e ambas. Virtude é poder. tanto intelectual. ou seja. Sua capacidade específica também comanda sua excelência própria. É o que também chamamos as virtudes morais. É a própria virtude. que é o mais geral. é um valor). Toda virtude é. no sentido particular. no sentido geral. seríamos a justo título qualificados de inumanos. que define o bem nesse próprio esforço. que sua virtude não é a nossa. O desejo de um homem não é o de um cavalo. Note o leitor que. entretanto. Trata-se de não ser indigno do que a humanidade fez de si. explicava Aristóteles.. uma faca excelente. entre dois vícios.. Não. nesse primeiro sentido. histórica. nem os desejos de um homem educado são os de um selvagem ou de um ignorante.Ética Matéria específico. um remédio excelente. o hábito. sua humanidade (no sentido normativo da palavra). entre cólera e apatia. e é nisso. há. enquanto se refere ao homem. que fazem um homem parecer mais humano ou mais excelente. entre covardia e temeridade. sem a julgar. acrescentando.. a vida racional. a memória. sem os outros homens? A virtude ocorre. Humano. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 17 . À faca basta cumprir sua função. uma virtude que ela desenvolve: a humildade. no cruzamento da hominização (como fato biológico) e da humanização (como exigência cultural). e o poder basta a virtude. Todavia. Isso supõe um desejo de humanidade. em que excele ou pode exceler (assim. Mas como. dizia Montaigne. como dizia Montaigne.

cortesia. relacionamento e criatividade são alguns dos fatores avaliados. com a consecução das metas estabelecidas. sendo o ordenamento jurídico insuficiente para clarear a essência dessa peculiaridade. salvo as manifestamente ilegais. comprometimento com a missão do órgão ou entidade. 18 . mas resguardado do sigilo. Ao tratarem do tema. LEALDADE: O agente público não é um autómato anónimo. o elemento ético. é mais adequado dizer deveres do servidor público em lugar de obrigações. em sua vida particular conduzir-se de maneira impecável. e. evitando qualquer atitude que possa influir no prestígio da função pública. comparecer habitualmente ao local de trabalho e desempenhar as funções e atribuições próprias do cargo que é titular. dever de conduta ética. zelando pêlos interesses do Estado como o faria pêlos seus interesses particulares. produtividade. finalidade precípua de todo o aparelhamento administrativo. nas diversas esferas de governo. observar rigorosamente o horário de início e término do expediente da repartição e do interstício para refeição e descanso. DEDICAÇÃO: Qualidade ou condição de quem se dedica a alguém ou algo.Ética 3 ÉTICA APLICADA PRESTEZA: Qualidade do que é prestes. comprometimento. rapidez. Assiduidade. quantidade de trabalho. característica do que é ligeiro para fazer algo. SIGILO: Pelo dever de sigilo funcional impõem-se ao servidor reserva sobre assunto e informações de que tomou conhecimento em razão do cargo e que por sua natureza não podem ultrapassar os limites da esfera a que se destinam. os autores não sistematizam. Para o servidor estar pronto para dar informações. OBEDIÊNCIA: Pelo poder hierárquico. em sua esfera de competência. assiduidade. empregando sua energia e atenção no desempenho do cargo. pontualidade. Urbanidade. Os estatutos dos servidores públicos civis. É um ser humano. celeridade. é que consagram a moralidade do ato administrativo. apenas enumeram os diferentes deveres: lealdade. obediência. deve fazêlo com solicitude. com respeito integral às leis e instituições. Portanto. ZELO COM O PATRIMÓNIO: O dever de zelo. O PADRÃO ÉTICO NO SERVIÇO PÚBLICO DEVERES DO SERVIDOR Para tentar explicar a peculiar posição do servidor perante o Estado e a natureza da relação existente. estabelecem-se relações de subordinação entre os servidores. mas também quando ele não mais pertencer ao quadro do funcionalismo. O grau de comprometimento profissional do servidor com o trabalho. também conhecido como dever de diligência ou dever de aplicação. Acompanha a disciplina: observância sistemática aos regulamentos às normas emanadas das autoridades competentes. pode ser definido como a meticulosidade no exercício da função. PROBIDADE OU MORALIDADE: O equilíbrio e sincronicidade entre a legalidade e a finalidade. a atenção e iniciativa para encontrar a solução mais adequada para questões problemáticas emergentes no cotidiano do serviço. pois assim evidencia o caráter preponderantemente ético fundamentado em tal relação. próprio da Administração. significa “obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. O dever de zelo com a rés publica caminha junto com o dever de responsabilidade: grau de compromisso com o trabalho e com os riscos decorrentes de seus atos. atenção e disponibilidade. isto é. no sentido genérico. sempre. E que se dedique a instituição a qual defende. com o conceito da instituição e da Administração Pública como um todo. em folha adequada e com objetivos lícitos. Dever. tempestividade. sempre a serviço da causa pública. Por ordem legal entende-se a emanada da autoridade competente. faz-se mister recorrer ao ordenamento ético. prestimosidade. impõem uma série de deveres a seus agentes. Igual postura deve o servidor demonstrar perante os colegas de trabalho. mantendo sempre o esprít de corps. quando houver. característica daquele que ajuda com boa vontade e prontidão. urbanidade e zelo. disciplina. identificando-se com os interesses do Estado. em desempenho. discernimento e princípios morais. é necessário extrapolar a noção de relação empregatícia. capacidade de iniciativa. dotado de liberdade. O dever de guardar sigilo deve ser observado não apenas durante o tempo em que o servidor exercer efetivamente o cargo. O dever de conduta ética decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa e impõe ao servidor a obrigação de observar. na conduta do servidor. tolerância. responsabilidade. para atingir os objetivos. isto é. hoje. O dever de obediência consiste na obrigação em que se acha o servidor subalterno de acatar as ordens emanadas do legítimo superior hierárquico. Acrescente-se a isso o comprometimento com o trabalho. seja no exercício do cargo (ou função) ou fora dele. PONTUALIDADE O servidor deve ser pontual. sigilo funcional. respeitando a capacidade e limitações individuais dos usuários. Enfim. URBANIDADE: O servidor que lida com o público. NOÇÕES DE ÉTICA EMPRESARIAL E PROFISSIONAL ASSIDUIDADE: O servidor deve ser assíduo. obsequiosidade. sem qualquer espécie de distinção e conscientes de sua posição de “servidor do público”. relacionamento e comunicação definem a cordialidade. a habilidade e a presteza do servidor no atendimento às pessoas que demandam seus serviços.

embora se apoie neles. as leis estimulam a adoção de princípios éticos. É preferível não adotá-lo. o código de ética das empresas deve ser regulamentador. explícito ou não. proprietários e diretores. em que mostra que o código resulta do clima ético de cada organização. Uma vez implantado o código de ética. contratos governamentais. todos reconhecidos como pessoas íntegras. que caracterizam a cultura empresarial. é de suma importância que em sua elaboração intervenha o maior número possível de pessoas. por seus colegas. governantes e membros da comunidade em que está inserida a empresa. O código de ética. Murphy estudou 80 códigos. desde os altos executivos até o mais simples funcionário. ou seja. Os códigos de ética contemplam. sendo certo que seu descumprimento implicaria punições já previstas pelas leis. factível. geralmente formado por um número ímpar de integrantes provenientes de diversos departamentos. desde a alta administração até o mais simples funcionário braçal. Os principais tópicos abordados na maioria dos códigos são: conflitos de interesse. honestidade nas comunicações dos negócios da empresa. Não deve necessariamente contemplar os ideais. Da mesma forma que os códigos relativos às profissões. enquanto outros se limitam a fornecer diretrizes gerais. passível de avaliação. Algumas organizações enfatizam em seus códigos questões já constantes na legislação do país em que operam. à qual deve corresponder uma punição. Programas de ética são desenvolvidos por meio de um processo que envolve todos os integrantes da empresa e que passa pelas etapas de sensibilização. Na realidade. importa denunciar o mal que poderá provocar uma empresa cujos empregados. A conduta ética dessas empresas é o reflexo da conduta de seus profissionais. por sua formação familiar. conscientização. deve servir também como proteção dos interesses públicos e dos profissionais que contribuem de alguma forma para a organização. Os códigos de ética não têm a pretensão de solucionar os dilemas éticos da organização. o que gera uma disposição positiva. há quem dispense a implantação de códigos de conduta. denúncias. enquanto alguns códigos de ética estabelecem que é proibido presentear os fornecedores ou clientes. que nada mais é do que a declaração formal das expectativas da empresa à conduta de seus executivos e demais funcionários. normalmente. Por essa razão diz-se que deve ser específico. as relações dos empregados entre si e com os demais públicos da empresa. a visão da empresa. Assim. é importante estabelecer um comité de ética de alta qualidade. Consideradas as vantagens e desvantagens da adoção do código de ética. os stakeholders. além de possibilitar um trabalho harmonioso. Uma vez que a organização adota um código de ética. é um património dessa organização. fruto das contínuas mudanças inerentes ao desenrolar dos negócios. outros vão ao pormenor: não devem ser oferecidos presentes acima de determinado valor monetário. suborno. bem humorada e agradável de vivenciar todos os seus itens. Eis a grande desvantagem do código de ética. que compilou em um livro. empregados. para assegurar que será tailormade. qual a conduta adequada e apropriada. clientes. Alguns códigos de ética descem ao nível concreto dos problemas enfrentados pela organização. concorrentes. O clima ético predominante na instituição deve acompanhar a filosofia e os princípios definidos como básicos principalmente pêlos acionistas. Isso se materializa no código de ética. atua conforme determinados princípios. deixando questões pontuais para manuais de procedimentos das diversas áreas funcionais da empresa. atenderá às necessidades e peculiaridades da empresa. para que haja uma homogeneidade na forma de conduzir questões específicas e relativas a seus stakeholders. segurança dos ativos da empresa. essas mesmas pessoas não o vivenciam. na prática. todos os públicos que de forma direta ou indireta contribuem para o bom desempenho da empresa: acionistas ou proprietários. Cada pessoa. é fundamental a existência de padrões e políticas uniformes para que os empregados possam saber. Tal conduta não se limita ao mero cumprimento da legislação. sé não for refletido na vida de cada pessoa que ali trabalha. entretenimento e viagem. educacional e social. Aliás. mas deve deixar claro o que é uma afirmação genérica e o que é uma afirmação de caráter regulamentador. e feita a opção por ele. que se retrata nas aspirações de seus elaboradores. Cada organização estabelece um sistema de valores. já que da atuação de cada um emergirá um ambiente ético. fornecedores e distribuidores. motivação. Outras empresas partem do princípio de que as leis devem ser conhecidas e cumpridas por todos os cidadãos. Dessa forma. isto é. A liberdade de adesão provém da convicção das pessoas. os valores individuais podem coincidir ou conflitar com os valores da organização. conduta ilegal. a missão. colaboradores. mas fornecer critérios ou diretrizes para que as pessoas descubram formas éticas de se conduzir. a empresa ética acaba por consolidar sua imagem no mercado e deixa um lastro decorrente do cumprimento de sua missão e de seus compromissos.Ética Matéria A GESTÃO DA ÉTICA NOS EMPREGOS PÚBLICOS E PRIVADOS. acionistas transmitam a imagem de que a empresa é ética pelo simples fato de ter um código de ética e. O comité pode ser útil como instrumento de aconselhamento ou de tomada de 19 . capa citação e. religiosa. de modo que não deveriam constar novamente dos códigos. deve ser desenvolvido um trabalho de acompanhamento e adequação às circunstâncias internas e externas da organização. No Brasil. Um código de ética exposto em local de honra de uma empresa não serve para nada. ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL As sociedades normalmente se regem por leis e costumes que asseguram a ordem na convivência entre os cidadãos. assédio profissional. finalmente. No dia-adia. ou até mesmo adotam posturas antiéticas. adoção de um código de conduta baseado em princípios e valores perenes. responsabilidades de cada stakeholder. os stakeholders. mesmo porque pode haver leis que sejam antiéticas ou imorais. em qualquer circunstância. uso de drogas e álcool. propriedade de informação. Se a consciência ética dos integrantes de uma organização. assédio sexual.

que costuma dirigi-lo. também. COMISSÃO DE ÉTICA A Comissão de Ética é um órgão autônomo de caráter deliberativo. O sigilo das comunicações é um ponto fundamental para o incentivo à participação dos funcionários. à medida que surgem dentro da empresa. visão. a intenção (que é muito difícil julgar) e as circunstâncias e consequências provocadas. denominado por alguns auditoria ética. Para que se mantenha o alto nível do clima ético. Um programa de treinamento em ética predispõe a unia conduta ética e alcança melhores resultados em função de uma experiência em treinamento interativo. A conduta ética gera uma visão de perspectiva que provoca um natural desejo de antecipar-se. que tem o direito de se retratar.missão. muitas vezes resultante de formação específica para assumir uma função de. certificando que houve aplicação das políticas específicas. podendo. NORMAS O Código expressa o sentimento ético dos empregados da CAIXA. Entre os membros do comité de ética. A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética. e por outros compliance. – GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos. resultante do esforço de cada stakeholder. e não apenas a frieza das normas impressas em um documento. investigar e solucionar casos. a tónica de toda troca de informações e das discussões provenientes do estudo de cada caso ou situação deve ser positiva e construtiva. DEFINIÇÕES – CEATI – Centralizadora de Atendimento Integrado. orientar as ações e o relacionamento com os interlocutores internos e externos. Esse trabalho de acompanhamento pode servir como subsídio para o comité de ética e o treinamento em ética. O profissional deve estar alinhado com as políticas da empresa . Assim. Caso contrário. sua compreensão e clareza por parte de todos os funcionários. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética 20 . que os profissionais sejam treinados. acompanhando as mudanças e atendendo às necessidades dos stakeholders. Os membros do comité de ética devem ter plena consciência de que. pode ser útil implementar um sistema de monitoramento e controle dos ambientes interno e externo da organização.Ética decisão. ou do próprio presidente da organização. revelando a importância da ética para a organização. quais sejam: – Respeito – Honestidade – Compromisso – Transparência – Responsabilidade As violações ao Código de Ética são sujeitas à apreciação da Comissão de Ética. estão pessoas normais. dos funcionários. compreensiva e exigente. o que lhe confere independência de ação. de ter iniciativas para atender às necessidades da empresa e das pessoas que nela convivem. apesar de suas fraquezas e dificuldades. Cabe ao comité de ética delinear uma política a ser adotada e modernizar o código de conduta de tempos em tempos. que têm compromissos familiares. SOBRE O CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA OBJETIVO Sistematizar os valores éticos que devem nortear a condução dos negócios da CAIXA. Isso ajudará a desenvolver as habilidades de raciocínio crítico necessárias à resolução de difíceis dilemas éticos na organização. e não a pessoa. no sentido de não se rotularem pessoas. inclusive do comité. com sentimentos.e ter capacidade de conquistar a confiança dos membros do comité e dos demais funcionários. – CEP – Comissão de Ética Pública. visa ao cumprimento das normas éticas do código de conduta. que suas opiniões não São apenas ouvidas. Sua principal tarefa é manter vivo e atualizado o código de ética e promover os meios necessários para a formação contínua de todos os funcionários da empresa neste campo específico. conseguido com análises de casos e discussão de situações relevantes aos participantes e suas áreas funcionais. a implantação de códigos de ética ou de conduta será inócua. tal responsabilidade. profissionais ou econômicos e. a conduta ética. ligado diretamente à Diretoria da empresa. A maturidade dos membros do comité não se prende tanto à idade cronológica de seus componentes. mas também valorizadas e aplicadas sempre que conveniente. Para acesso ao comité de ética. os programas de desenvolvimento gerencial e de supervisores e os de educação ética em geral podem ser esquematizados. que apresentam questões que Julgam importantes de serem analisadas. em conjunto. são dotadas de valores e merecem total respeito. A autoridade conferida ao comité de ética deve ser assegurada pela figura do vice-presidente. valores . Devem ser avaliadas a gravidade da infração ética. O caminho mais curto para que a ética passe da teoria à prática é fazer com que qualquer funcionário sinta que tem crédito. situações ou casos. externalizado em pesquisa interna realizada. em geral as empresas oferecem uma linha direta de telefone e e-mail para receber comunicações. que validou os valores contemplados. Importa que os executivos sejam bem formados. Esse sistema. pois o cerne da questão está na formação pessoal. A orientação de novos funcionários. por trás das questões ou condutas analisadas. o que muitas vezes causa irreparáveis prejuízos. anónimas ou identificadas. o componente de confiabilidade gerado envolve todos os integrantes da empresa. mas à disposição reta. do ponto de vista da ética. analisaram com profundidade e sob diferentes perspectivas o problema colocado. para em dedicação exclusiva ou parcial coordenar os programas de ética. O nível de exigência dentro do comité deve ser o mais elevado possível. O que se critica é o erro de conduta. O comité garante que as soluções apontadas são frutos de opiniões de pessoas idóneas com diferente formação e experiência e que. como fruto de sua sensibilidade ética. O comité não pode perder de vista que são os valores e princípios que norteiam seus critérios. os valores e convicções primários da organização tornem-se parte da cultura da empresa. para detectar pontos que podem vir a causar uma conduta antiética. Muitas empresas nomeiam um profissional de ética.

Temos o compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos nossos clientes. Preservamos a dignidade de dirigentes. • Valorização do ser humano. sob qualquer pretexto. Os nossos patrocínios atentam para o respeito aos costumes. idade. A regulamentação da Comissão de Ética está contemplada no Regimento Interno. de grupos ou de terceiros. com a determinação de eliminar situações de provocação e constrangimento no ambiente de trabalho que diminuam o seu amor próprio e a sua integridade moral. em qualquer circunstância. Condenamos atitudes que privilegiem fornecedores e prestadores de serviços. associações e entidades de classe dentro dos princípios deste Código de Ética. sem direito a voto. Respeitamos e valorizamos nossos clientes e seus direitos de consumidores. como instituição financeira. pelo bem público. cumprimento dos prazos acordados e oferecimento de alternativa para satisfação de suas necessidades de negócios com a CAIXA. tradições e valores da sociedade. pela sociedade e pelo meio ambiente. • Respeito à diversidade.Ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. correspondentes. Exigimos de dirigentes. classe social. O apoio administrativo à Comissão é prestado pela GEORH. financeira e sócio-ambiental. gênero. produtos e processos. em detrimento de interesses pessoais. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por 6 membros. respeito. conforme indique a situação. Preservamos o sigilo e a segurança das informações. empregados e parceiros. empregados e parceiros da CAIXA absoluto respeito pelo ser humano. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. oferecendo oportunidades iguais nas transações e relações de emprego. COMPROMISSO Os dirigentes. bem como a preservação do meio ambiente. credo. Pautamos nosso relacionamento com clientes. VALORES • Sustentabilidade econômica. cor. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos: – Diretoria de Recursos Humanos – Diretoria de Controles Internos – Diretoria de Serviços Jurídicos – Superintendência Nacional de Auditoria – Superintendência Nacional de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais – Ouvidoria da CAIXA Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. empregados e parceiros da CAIXA estão comprometidos com a uniformidade de procedimentos e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. na condição de titulares das seguintes áreas. • Eficiência e inovação nos serviços. controladas. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem. Prestamos orientações e informações corretas aos nossos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios. igualdade e dignidade. os recursos da sociedade e dos fundos e programas que administramos. Gerimos com honestidade nossos negócios. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. Repudiamos todas as atitudes de preconceitos relacionadas à origem. de forma a resguardar a lisura dos seus processos e de sua imagem. coligadas. cortesia. com mandato de 2 anos. CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA MISSÃO E VALORES MISSÃO Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País. Não admitimos práticas que fragilizem a imagem da CAIXA e comprometam o seu corpo funcional. das normas e dos regulamentos internos e externos que regem a nossa Instituição. Não admitimos qualquer relacionamento ou prática desleal de comportamento que resulte em conflito de interesses e que estejam em desacordo com o mais alto padrão ético. incapacidade física e quaisquer outras formas de discriminação. patrocinadas. • Reconhecimento e valorização das pessoas que fazem a CAIXA. Buscamos a melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. os interesses da CAIXA estão em 1º lugar nas mentes dos nossos empregados e dirigentes. 21 . contribuições de bens materiais ou valores a parceiros comerciais ou institucionais em nome da CAIXA. VALORES DO CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA RESPEITO As pessoas na CAIXA são tratadas com ética. Condenamos a solicitação de doações. justiça. • Transparência e ética com o cliente. entre os Consultores Técnicos/ Gerentes Nacionais de sua área de atuação. com a prestação de informações corretas. religião. para assessoramento técnico-operacional. raça. HONESTIDADE No exercício profissional. Temos compromisso permanente com o cumprimento das leis. sob qualquer pretexto. fornecedores. agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro.

1999 e de 18. Buscamos a preservação ambiental nos projetos dos quais participamos. 4º. equipamentos e demais recursos colocados à nossa disposição para a gestão eficaz dos nossos negócios. extraordinariamente. 13. 5º. A Comissão deve viabilizar a formalização do Termo de Compromisso de acatamento e observância do Código de Ética pelos dirigentes e empregados da CAIXA. Os padrões de conduta ética na CAIXA são norteados pelo Código de Ética. 2º. A Comissão reunir-se-á. sua posição na Comissão é automaticamente ocupada por seu sucessor no cargo. IV. sem direito a voto. situações que possam configurar descumprimento de suas normas. com critérios claros e do conhecimento de todos. As matérias a serem incluídas em pauta e examinadas pela Comissão devem estar instruídas de forma fundamentada e completa. uma vez por mês e. para assessoramento técnicooperacional. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. Art. Para a realização das reuniões. Valorizamos o processo de comunicação interna. 8º. 6º. dado o dinamismo do contexto social. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos.2001. 7º. quando convocado pelo seu Presidente para exame de matéria específica. Art. Art. Caso algum dos membros deixe de exercer a titularidade das áreas referidas. 14. fornecedores e à mídia dispensamos tratamento equânime na disponibilidade de informações claras e tempestivas. 3º. como forma de preservar os valores da CAIXA. RESPONSABILIDADE Devemos pautar nossas ações nos preceitos e valores éticos deste Código. entre os Consultores Técnicos/Gerentes Nacionais de sua área de atuação. orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. por entendermos que a vida depende diretamente da qualidade do meio ambiente. propor a organização e desenvolvimento de cursos. Art. visando à formação da consciência ética dos empregados da CAIXA. supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP – Comissão de Ética Pública. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. A Comissão de Ética da CAIXA é um órgão autônomo de caráter deliberativo. Art.1994. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas à sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. mudança de nomenclatura e/ou competências das unidades. V. II. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. 11. dos recursos por nós geridos e com a integridade dos nossos controles. Art. 1º. é obrigatória a presença de. das Superintendências Nacionais de Auditoria e de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais e da Ouvidoria CAIXA. propor alterações no Código de Ética.05. Quando da alteração da estrutura organizacional da Matriz por extinção. com mandato de dois anos. de 22 06. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA Art. estamos comprometidos com a prestação de contas de nossas atividades. seminários e debates. direta ou indiretamente. criação. Compete. CAPÍTULO IV DO FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DE ÉTICA REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA DA CAIXA CAPÍTULO I DA NATUREZA E FINALIDADE Art. são mantidas ou incorporadas à Comissão as Diretorias/Superintendências Nacionais que absorverem as atividades anteriormente desenvolvidas por aquelas constantes da atual composição.Ética Incentivamos a participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. na condição de titulares das Diretorias de Recur- 22 . Oferecemos aos nossos empregados oportunidades de ascensão profissional. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos a que estamos subordinados. Art. Art. palestras. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. mantendo-o alinhado à missão e às estratégias organizacionais da CAIXA. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. disseminando informações relevantes relacionadas aos negócios e às decisões corporativas. titulares ou suplentes. conforme indique a situação. e nos Decretos s/nº de 26. Garantimos proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações a este Código. dos bens. sos Humanos. Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. pelo menos. Compete à Comissão de Ética da CAIXA: I. Como empresa pública. à Comissão atuar como elemento de ligação com a CEP. 9º. com a adequada utilização das informações. 4 membros. Os assuntos submetidos à Comissão são decididos por maioria simples e registrados em ata. de Controles Internos e de Serviços Jurídicos. Art. ainda. Art. Art. TRANSPARÊNCIA As relações da CAIXA com os segmentos da sociedade são pautadas no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. em cumprimento ao disposto no Decreto nº 1171. 10. mediar e conciliar situações que envolvam questões éticas para as quais o Código de Ética da CAIXA seja omisso. III. 12. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por seis membros. parceiros comerciais. Zelamos pela proteção do patrimônio público. ordinariamente.05. Aos nossos clientes.

As decisões devem ser resumidas em ementa e divulgadas para toda a CAIXA. IV. O voto é expresso verbalmente. Ao Presidente da Comissão compete: I. III. na análise de qualquer ocorrência submetida a sua apreciação. receber os dossiês devolvidos pela Comissão e comunicar a decisão aos envolvidos. 17.gov. com a finalidade de orientar os demais empregados. VI. passível de ser caracterizado como infringência ao Código de Ética. convocar os envolvidos para esclarecimentos. emitir voto de qualidade em caso de empate na votação. disponível no sítio www. por meio desta comunicação. O tema é reforçado pelo código de ética da empresa. de ofício. VII. em Ata. ainda. As consultas. Art. Comissão de Ética Pública – CEP encaminhadas pela Diretoria de Recursos Humanos.Ética Art. 19. adotar as providências decorrentes da decisão. 25. presidir as reuniões. II. empregados ou representantes de unidades da CAIXA para auxiliar no exame e apresentação de assuntos específicos. o que a torna grande perseguidora dos compromissos nele assumidos. A decisão da Comissão. _ A conduta ética pautada exclusivamente nos valores da sociedade. VII. II. O Presidente é substituído. 18. 26. unidades internas. denúncias e representações formuladas por empregados.’” Maria Fernanda Presidenta PACTO GLOBAL AVANÇOS VERIFICADOS NOS DEZ PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL DIREITOS HUMANOS Princípio 1 – as empresas devem respeitar e apoiar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente dentro de sua esfera de influência Indicador 1 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa 1. devendo.br: Art. cadastro funcional do empregado. convocar extraordinariamente a Comissão.caixa. encaminhar pauta com os respectivos dossiês para apreciação da Comissão de Ética. quando o ato. Todo voto contrário à decisão a ser deliberada pela Comissão deve ser justificado e constar da ata da reunião. designar um dos membros titulares da Comissão para substituí-lo. sendo garantido aos envolvidos a confidencialidade das informações prestadas. parceiros. e outros expedientes ou informações necessários à elucidação dos fatos a serem apurados. se for o caso. 23. V. CAPÍTULO VI DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ÉTICA Art. ouvidos o denunciante e o empregado ou o responsável pelo setor envolvido. a critério da Comissão. alinhada às prioridades do Governo Federal. Parágrafo único. examinar consultas. Auditoria. A apuração das ocorrências pela Comissão de Ética obedece a rito sumário. Art. Deve ser indicado um relator para cada assunto a ser apreciado pela Comissão. a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa. Todos os assuntos tratados no âmbito da Comissão têm caráter sigiloso. III. São atribuições da GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos: I. nos seus impedimentos. não havendo necessidade de depoimento do primeiro se a apuração decorrer de conhecimento de ofício. Art. 23 . fato ou conduta atribuído a empregado ou a determinada unidade da CAIXA. Art. pode resultar em orientação. admitindo-se a oitiva de eventuais testemunhas. na certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento do país e do mundo. procedimento para averiguar qualquer ato. 20. Ouvidoria. receber demandas a respeito do Código de Ética provenientes de empregados. por outro membro titular por ele designado. em sendo solicitado pela Comissão. a condição de signatária do Pacto Global. Os membros da Comissão são responsáveis solidários por suas deliberações. conforme se verifica a seguir: _ O direcionamento de ações para o atendimento das expectativas da sociedade e dos clientes. 21. fato ou conduta praticada importar infringência ao Regulamento de Pessoal da CAIXA. promover a triagem das demandas para verificar se o assunto se enquadra nas questões éticas a serem apreciadas pela Comissão. com a omissão dos nomes das partes envolvidas. censura ou o seu encaminhamento para avaliação sob a ótica do Regime Disciplinar. na sua essência.1 A missão da CAIXA deixa claro. 24. VI. com justificativa. e para tanto. _ Respeito e valorização do ser humano. CAPÍTULO V DO APOIO ADMINISTRATIVO À COMISSÃO DE ÉTICA IV. bem como por entidades associativas regularmente constituídas. Art. Comunicação de Progresso/2006 “A Caixa Econômica Federal renova. sendo facultada a sua consignação. se necessário. V. ou por ela levantada. _ A busca permanente de excelência na qualidade dos serviços. montar dossiê contendo os documentos que deram origem à ocorrência. Art. nos seus impedimentos. 16. 22. Art. 15. Art. as datas e os horários das reuniões. denúncias e representações devem ser dirigidas diretamente à Comissão de Ética. A Comissão de Ética pode instaurar. por intermédio da Diretoria de Recursos Humanos. estabelecer a pauta. clientes ou usuários em geral. convocar. designar relator para os processos. Art.

000 famílias distribuídas em 194 comunidades Quilombolas no Maranhão. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos aos quais a empresa se subordina. Para o cumprimento desses princípios e tendo em vista que o tema tem caráter de transversalidade. – Honestidade – empregados e dirigentes resguardam a lisura dos processos da CAIXA. foi instalado o Comitê de Responsabilidade social da CAIXA.2 Em 28 de novembro de 2006. ainda. com relevante presença no segmento de pessoa jurídica e excelente relacionamento com seus clientes. A Política CAIXA para os portadores de deficiências e com mobilidade reduzida busca viabilizar o atendimento diferenciado e imediato a este segmento da população e consolidar a imagem da CAIXA como o banco de todos os brasileiros. a CAIXA disponibilizou na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual) os cursos: Conhecendo a Responsabilidade Social. empregados e parceiros. ACONERUQ – Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos. busca e preservação ambiental nos projetos dos quais a empresa participa.Ética CÓDIGO DE ÉTICA A Caixa Econômica Federal elaborou o seu Código de Ética fazendo prevalecer o sentimento dos dirigentes e empregados. compromisso com o cumprimento de leis. – Responsabilidade – ações pautadas nos preceitos e valores éticos do código de ética. Indicador 2 – sobre a valorização de temas de direitos humanos na rede de relação da empresa 2. 24 . direta ou indiretamente. normas e dos regulamentos internos e externos que regem a CAIXA. comprometimento com a prestação de contas de atividades. implantação. Será detentora de alta tecnologia da informação em todos os canais de atendimento e se destacará na gestão de pessoas. avaliação e acompanhamento do Projeto de Responsabilidade Social Empresarial da CAIXA. instalações. equipamentos e serviços oferecidos pela CAIXA. capacitadas e com desenvolvido espírito público. eficiente. Marketing e Patrocínio. igualdade e dignidade. passando desde a priorização de projetos no planejamento estratégico até a capacitação de empregados para atendimentos aos deficientes. MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 1. orientações corretas aos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios. preservação da dignidade de dirigentes. 2. órgão de caráter propositivo e consultivo. recursos geridos com a integridade dos controles da organização. 1. patrocínio que considere o respeito aos costumes. – Comissão de Relacionamento com Fornecedores. parceiros comerciais.3 Visando arraigar na empresa os valores e princípios de RSE. rentável. bem como a preservação do ambiente. alinhada às diretrizes e políticas do Governo Federal. respeito e valorização dos clientes. O evento contou. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas a sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. FUNASA – Fundação Nacional de Saúde. SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos clientes. – Comissão para PCD – Pessoas com Deficiência. governo do Estado. garantia de proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações ao código de ética. – acesso às dependências. que prevê: – atendimento aos direitos assegurados por lei. – Compromisso – dirigentes empregados e parceiros comprometidos com a uniformidade de procedimento e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. socialmente responsável. Consolidará sua posição como o banco da maioria da população brasileira. cortesia. adotando os seguintes valores: – Respeito – exige-se tratamento das pessoas com ética. foi realizado Seminário em São Luís. em qualquer circunstância. M Cidades – Ministério das Cidades. nos dias 22 e 23 de agosto de 2006. com o objetivo de assegurar a articulação entre as diversas áreas da CAIXA no processo de desenvolvimento. Federação dos Municípios. repúdio a todas as atitudes de preconceito. Indicadores de Ações de RSE e Responsabilidade Ambiental nos Negócios. O comitê criou cinco comissões: – Comissão de Comunicação. – Transparência – relacionamento com os segmentos da sociedade pautado no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. zelo e proteção do patrimônio público. com a participação de 38 Municípios. relacionamento com os atores envolvidos com a organização pautado nos princípios do código de ética. respeito. – Comissão de Crédito e Risco. com abrangência no âmbito interno e externo à empresa. fornecedores e mídia na disponibilidade de informações claras e tempestivas. tratamento equânime aos clientes. em parceria com o MME – Ministério de Minas e Energia.2 O Conselho Diretor da CAIXA aprovou política para os portadores de deficiência. incentivo à participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. externado em pesquisa interna. busca da melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. em consonância com sua Visão de Futuro: “A CAIXA será referência mundial como banco público integrado. Manterá a liderança na implementação de políticas públicas federais e será parceira estratégica dos governos estaduais e municipais. para possibilitar o atendimento de aproximadamente 5. dentre outros.1 Com o objetivo de articular parceiros. sigilo e segurança das informações. – Comissão de Gênero. reconhecidas em seu mérito. secretários e lideranças comunitárias. A Política consubstancia a Missão e Valores CAIXA. UEMA – Universidade Estadual do Maranhão. várias ações serão efetuadas. assim como da sua imagem. ágil e com permanente capacidade de renovação. tradições e valores da sociedade. representados por prefeitos. como forma de preservar os valores da CAIXA. justiça. MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário. UFMA – Universidade Federal do Maranhão. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem.

_ Pessoas com deficiência – direitos e deveres. proposta aderente à imagem adotada pela CAIXA. previamente identificados. Em 2005. seis Seminários Regionais de capacitação em Cadastro Técnico Multifinalitário. o acordo foi renovado. em dezembro de 2006. indígenas e outros grupos informais. 100 municípios com menor IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. disponibilizadas na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual da Universidade CAIXA): _ A ação de Recursos Humanos e a inclusão de pessoas com deficiência.4 Ainda em parceria com o PNUD . urbanas. A partir de janeiro de 2007. e Crédito e Risco. os deficientes auditivos podem se comunicar com os operadores por escrito e ler as respostas. sociais e sanitárias que tem como objetivo contribuir para que as comunidades possam identificar. priorizando. verificação no PNUD. ação que visa a apoiar projetos que envolvam grupos historicamente excluídos. minimização dos preconceitos e valorização de todos. econômicas. Por meio do sistema. Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte e a CAIXA. oferecendo um conjunto de software de controle e gestão. porém menor. com a participação de Instrutores Educacionais do Uniethos. avaliar e diagnosticar suas principais necessidades e planejar soluções para atendê-las. resguardando-se os aspectos de sustentabilidade socioeconômica e ambiental. envolvendo 1. em plataforma livre. atendimento diferenciado para pessoas com deficiência auditiva – sistema gratuito.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. e Patrocínio. assim como a pesquisa juntos às empresas sobre os preços praticados no mercado para o fornecimento do software de gestão e seus componentes. 25 . capacitados em organização. Indicador 3 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na ação social ou no investimento social privado 3. Em 22 de agosto de 2006. como consultar o limite disponível. _ Gestão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho. envolvendo cerca de 600 técnicos municipais.3 A CAIXA. que prevê ações de apoio para inclusão de grupos historicamente excluídos. O acordo.ação destinada a apoiar os municípios com população até 20 mil habitantes. _ Manual de acessibilidade para agências bancárias.Ética Manterá relacionamentos sólidos. nos projetos de desenvolvimento urbano. foram seis cartilhas. quilombolas. demográficas. a CAIXA desenvolve a Inclusão Produtiva para grupos historicamente excluídos . movimentos sociais e ONGs – Organizações Não-Governamentais que atuam na área habitacional. o Acordo de Cooperação para realização do Programa Nacional de Capacitação das Cidades. gestão e atividades produtivas. conselheiros municipais e estaduais de habitação e saneamento. _ População com deficiência no Brasil – fotos e percepções. possibilita melhor desempenho das prefeituras. foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre a ASMARE – Associação de Catadores de Papel.Sistema de Informações Socioeconômicas dos Municípios Brasileiros. Comunicação. durante o 5º Festival do Lixo e Cidadania.3 Em parceria com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. gestores e técnicos municipais e estaduais. passou a coordenar as atividades e a apoiar a realização de atividades relativas ao planejamento urbano municipal. a data de vencimento ou o valor da fatura. saneamento e habitação. que se propõe a ser um banco “para você.” A FEBRABAN .2 A CAIXA firmou com o Ministério das Cidades. a CAIXA está desenvolvendo a Governança Inclusiva . com o objetivo de consolidar o compromisso da CAIXA de desenvolver ações para a implantação e integração de programas e projetos voltados para famílias de baixa renda com o intuito de aumentar sua capacidade produtiva e lhes oferecer melhor qualidade de vida. 2. O aparelho possui um teclado e um pequeno monitor de cristal líquido. a CAIXA ministrará curso presencial de Libras para os empregados. além de fortalecer a imagem da CAIXA como o Banco Público responsável pela realização dos programas federais para o desenvolvimento urbano. oferecido por empresas de telefonia.950 participantes. poder legislativo municipal e estadual. entidades de classe. O termo foi firmado no âmbito do convênio entre a CAIXA e o PNUD.1 Em parceria com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica. a seguir enumeradas. 3. Marketing. No período de janeiro a julho. foram realizadas 13 Oficinas de Habitação e Saneamento. Encontra-se em fase de seleção dos municípios que participarão da amostra. 2. em dezembro de 2003.catadores. educacionais. dos procedimentos básicos para o processo licitatório.4 A CAIXA adotou. em Belo Horizonte/MG. realizou diversos encontros para discussão e formulação de políticas relativas ao Relacionamento com Fornecedores. Pela Resolução do Conselho Diretor. 3. coesos e inovadores com parceiros competentes e de forte compromisso social. _ Atendendo bem pessoas com deficiência. Ao todo. a CAIXA homologou e disponibilizou a nova versão do SIMBRASIL . respeitando a diversidade cultural e o saber local. a leitura das cartilhas deve ser feita por todo o quadro funcional. semelhante ao do computador. de modo a se promover sua crescente inclusão social. instrumento de planejamento financiado pelo PNAFM. de saneamento e do desenvolvimento urbano. para promover a melhoria da administração pública e trazer benefícios para a população residente. inicialmente. Foram realizados. 3. no mesmo período. na realização das tarefas sob a sua responsabilidade. também. que possibilita o acesso a consultas e serviços de cartões de crédito por meio do telefone 0800 adaptado com dispositivo TDD. Os clientes da instituição estarão aptos a realizar todas as operações necessárias para a manutenção do cartão de crédito. da preparação do Termo de Referência que vão nortear o fornecimento.Federação Brasileira de Bancos desenvolveu com a CAIXA cartilhas que tratam do relacionamento entre bancos e pessoas com deficiências (empregados e clientes). Em março de 2006. prioritariamente para aqueles que trabalham em pontos-de-venda. O SIMBRASIL é uma coletânea de informações fiscais. terceirizados e prestadores de serviços para proporcionar conhecimento das diferenças individuais. para todos os brasileiros”.

Rio Grande do Sul. auxiliando jovens pelo prazo mínimo de 18 meses e máximo de 24 meses. tornando-se verdadeiro cúmplice do dia-a-dia do jovem. reconhece os delegados sindicais eleitos pelos empregados.7 A CAIXA.5 A CAIXA participa do Comitê Gestor Nacional da Cooperação entre a Presidência da República do Brasil com as Regiões italianas de Toscana. _ abertura de Contas CAIXA Fácil. para promover e disseminar à sociedade e a seus empregados. especialmente crédito imobiliário. 3. _ emissão de Cartão do Cidadão e cadastramento de senha. está impedida de manter relacionamento com aquelas que praticam o trabalho escravo ou similar e que constem na lista restritiva do Ministério do Trabalho e Emprego. oriundos de famílias cuja renda per capita é igual ou inferior a 50% do salário mínimo. lazer. local e horário previamente acordados. deixa claro que preza pelo respeito e valorização do ser humano. em parceria com entidades especializadas. Princípio 2 – as empresas devem certificar-se de que não estejam sendo cúmplices de abusos e violação dos direitos humanos Indicador 1 – sobre a monitoração de questões de direitos humanos na cadeia de negócios e na ação social Princípio 6 – as empresas devem eliminar a discriminação com respeito ao emprego e ocupação 26 . 1.1 A CAIXA. A CAIXA disponibilizou os seguintes produtos e serviços: _ emissão de CPF de forma gratuita. a CAIXA orientou a todas as suas superintendências informar aos seus clientes – pessoa física ou jurídica – que diante da condição de signatária do pacto. desde 2004. cultura e esporte. a CAIXA adota o princípio de negociação permanente. por meio da difusão e adaptação dos instrumentos e estratégias desenvolvidas pelas regiões da Terceira Itália. com orientações a respeito de serviços bancários e microfinanças.2 Desde 2003. auxilia o adolescente na condução para a vida cidadã. Princípio 5 – as empresas devem apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil Indicador 1 – sobre o apoio à erradicação do trabalho infantil 1. que além de aplicar os módulos de avaliação quanto ao aprendizado dos serviços bancários e administrativos. Amazônia e Minas Gerais. Rio de Janeiro. Cada adolescente tem um orientador. de peças têxteis para o campo cirúrgico das referidas Santas Casas.1 A CAIXA tem normatizada a liberação de empregado eleito para exercer cargo de administração sindical em entidade sindical de bancários. a CAIXA investe na capacitação de adolescentes em serviços bancários e administrativos. que tratam das questões de saúde e segurança.6 A CAIXA. desde que haja interesse das partes em pautar assuntos relativos à categoria. e ofereceu serviços gratuitos à população no âmbito da cidadania. Foram realizados seminários em diversas regiões do país. ou seja. 3. a CAIXA firmou Contrato de Prestação de Serviço com a ACMB – Associação de Municípios Brasileiros para o desenvolvimento de consultoria na construção de seminários e no acompanhamento do desenvolvimento dos projetos nos territórios brasileiros. 1. na maioria das vezes. em dia. Emilia Romagna e Marche. saúde. com composição paritária – metade de empregados indicada pela empresa e metade pelas entidades representativas . assegura às entidades sindicais o direito de utilização dos quadros de avisos de suas dependências para comunicações oficiais de interesse dos empregados e facilita a essas entidades a realização de campanha de sindicalização a cada 12 meses.1 Por meio do Programa Adolescente Aprendiz. em comemoração ao Dia Mundial do Laço Branco – Homens pelo fim da Violência Contra a Mulher (06/12). também. na sua missão e código de ética. nos saldos e extratos de contas dos clientes. 1. com o propósito de contribuir para erradicação do trabalho degradante. para tratar dos assuntos específicos. sendo a primeira experiência firmada entre a ASMARE e a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. educação. _ disponibilização de informações sobre os programas sociais do Governo. participou da “Ação Global” – evento voltado às classes menos favorecidas. empregado CAIXA.Ética O projeto proveniente do termo denomina-se Fábrica Social e propõe a celebração de convênios de cooperação comercial com Santas Casas e Hospitais Filantrópicos para o fornecimento por ex-moradores de rua e catadores de resíduos sólidos devidamente qualificados. em 11 de novembro de 2006.1 Como signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. veiculada mensagem alusiva à data. o respeito à diversidade. Nesse contexto. São Paulo.3 A CAIXA mantém grupos de trabalho. TRABALHO Princípio 3 – as empresas devem apoiar a liberdade de associações e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva Indicador 1 – sobre o apoio à liberdade de associação e o reconhecimento do direito a negociação coletiva 1. parceira da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial de Presidência da República (SEPIR). _ entrega do cartão do Programa Bolsa Família _ prestação de informações sobre os demais produtos da CAIXA. fomentando a prática. _ fornecimento de saldo do PIS e do Abono Salarial. o que torna prazerosa e de grande responsabilidade a “incumbência” do orientador. O protocolo de cooperação objetiva viabilizar projetos de desenvolvimento econômico e social em regiões do Piauí. 3. Úmbria. em parceria com a Rede Globo e o SESI – Serviço Social da Indústria. que reuniu mais de 900 mil pessoas –. crachá ou pulso. além da data-base. Foi. Princípio 4 – as empresas devem apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório Indicador 1 – sobre a eliminação de todo as formas de trabalho forçado ou compulsório 1.a exemplo dos grupos previstos no Acordo Coletivo vigente. mobilizou suas unidades em nível nacional para disponibilizar aos empregados fitas brancas para utilização como laços na lapela.

1 A CAIXA possui Política Ambiental aprovada pelo Conselho Diretor. _ Gestão de Riscos por Passivos Ambientais: passivos ambientais por contaminação em terrenos utilizados por indústrias ou próximos a áreas industriais passaram a ser um fator de preocupação. Foram desenvolvidos instrumentos e procedimentos para prevenção e gerenciamento de riscos por passivos ambientais para vistoriar terrenos objeto de propostas para empreendimentos habitacionais. _ Dispor de produtos e serviços para atender o mercado ambiental. gerando benefícios econômicos e ambientais por meio da racionalização de processos e redução do desperdício. • Critérios socioambientais para o crédito. _ Capacitação: disponibilização do curso “Responsabilidade Ambiental nos Negócios” na Universidade CAIXA. com o crescimento das cidades e a deficiência de planejamento urbano e gestão ambiental. clientes e fornecedores. _ Projetos elaboração de projetos vinculados ao desenvolvimento urbano e demais áreas da CAIXA. • Coleta Seletiva. _ Promover a disseminação dos princípios e diretrizes entre empresas terceirizadas. realização de cinco eventos comemorativos para convidados internos e externos. um atributo de destaque e distinção como empresa comprometida. • Construções Sustentáveis (Pesquisa. de forma ágil e transparente. _ Incorporar. • Eficiência Energética na Habitação. contribuindo para a transferência de tecnologias e de métodos de gestão ambientalmente saudáveis. _ Considerar a gestão ambiental como uma prioridade corporativa. A política tem como objetivos atuar como o princípio da responsabilidade ambiental. • Sala Verde CAIXA (Disseminação da Educação Ambiental).Ética Indicador 1 – sobre o monitoramento da situação do público interno em relação a mecanismos de discriminação 1. A CAIXA apresentou o plano de ação do Programa Pró-Equidade de Gênero à SPM – Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – e está desenvolvendo ações assumidas com SPM. O Comitê é composto por representantes de diversas áreas da CAIXA e se constitui uma importante instância de gestão ambiental e um meio para preservar o princípio da transversalidade. única do ramo financeiro a figurar entre as 11 empresas homenageadas. fórum de debate e decisão constituído por 22 áreas da CAIXA. da representatividade e unicidade de ações decorrentes das diretrizes da Política. _ Programa Emissões Reduzidas – busca aproveitar as experiências da CAIXA em saneamento ambiental para o desen- Princípio 7 – as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais Indicador 1 – Sobre o apoio a uma abordagem preventiva aos desafios ambientais 1. critérios que considerem o risco ambiental como parte do risco financeiro. _ Analisar e divulgar os resultados alcançados. _ Integrar ações internas. integrando as questões socioambientais aos seus negócios. com os seguintes objetivos específicos: _ Apoiar o desenvolvimento das estratégias. Embora só o tenha feito nessa data. paulatinamente. tais como: _ Fundo de Compensação Ambiental . que é hoje o principal mecanismo financeiro para investir nas unidades de conservação. • Indicadores de desempenho socioambiental. a CAIXA realiza uma série de ações que dão suporte à Política Ambiental e contribuem para a sua sustentabilidade. Em dezembro de 2006. prática de gestão. comprometendo-se a elaborar um plano de ação a ser desenvolvido em 2006. à nossa política de concessão de créditos. voltadas à promoção da equidade de gênero. Como forma de assegurar a transversalidade do tema. em solenidade no Palácio do Planalto. _ Buscar eficiência no uso dos recursos. com o respeito à diversidade no mundo do trabalho. tais como: • Metodologia para Prevenção e Gerenciamento de Riscos por Passivos Ambientais. tais como: _ Divulgação: criação e manutenção do sítio Intranet da Política Ambiental.1 A CAIXA formalizou em março de 2006 a adesão ao Programa Pró-Equidade de Gênero com a finalidade de promover a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres. dos recursos da compensação ambiental. inserção das ações ambientais da CAIXA no Balanço Social. buscando sempre o gerenciamento integrado. 27 . foi criado em outubro de 2004 o Comitê CAIXA de Política Ambiental Corporativa. As diretrizes são as seguintes: _ Cumprir a regulamentação ambiental aplicável às nossas atividades e serviços empresariais. a CAIXA recebeu da SPM o Selo Pró-Equidade de Gênero. palestras em eventos externos especializados. elaboração de notícias e artigos de opinião publicados no Jornal da CAIXA. papel. Guia de Melhores Práticas e Eventos). prioridades e ações da Política Ambiental Corporativa. o processo de aperfeiçoamento contínuo e a educação dos empregados. atividades e decisões empresariais. Desde a implantação do Comitê. já em 2005 havia aderido à iniciativa. água e energia. _ Novos Negócios: a experiência e o posicionamento ambiental da CAIXA motivaram o desenvolvimento e a atração de novos negócios. e constante em manual normativo próprio. • Agências Ecoeficientes.solução inovadora para viabilizar a gestão financeira e a execução. MEIO AMBIENTE _ Acompanhar a implementação do Plano de Ação. no âmbito do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos. desde maio de 2004. A adesão faz parte do Planejamento Estratégico 2005/2007 e insere-se na Política de Gestão da Diversidade. campanha interna para desenvolver atitudes para ecoeficiência no uso de insumos de impressão.

objetivando capacitá-los para identificar eventuais ações que caracterizem lavagem de dinheiro e atuar no sentido de impedir qualquer utilização da Instituição em operações financeiras com recursos de origem ilegal. CONCLUSÃO Esta comunicação expressa por meio de adesões a pactos e implementação de ações. É representada formalmente perante o BACEN e o COAF por um Vice-Presidente indicado pelo Presidente e com a aprovação do Conselho Diretor. inclusive pela comunicação das ocorrências consideradas suspeitas. comunidade na qual está inserida. governo e sociedade e. aquecimento solar de água. É obrigatória a realização constante de treinamento sobre o assunto por todos os empregados. é realizada por meio de treinamento. com o objetivo de convergir esforços para incorporar a sustentabilidade no setor empresarial. Princípio 8 – as empresas devem se engajar em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental Indicador 1 – sobre o engajamento em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental 1. 1. voltado para os municípios. citada no princípio 7. uso de energias limpas e mitigação de impactos do aquecimento global. bem como de prevenir novos casos. Princípio 10 – combater a corrupção em todas as suas formas. nos dias 20 e 21/10/2005. comissões. clientes. _ Acordo de Cooperação e Contrato de Prestação de Serviços para o Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais. acesso à energia alternativa e mitigação de impactos ambientais. visa conhecer os instrumentos urbanísticos e econômicos da revitalização e avaliar a viabilidade de financiar a remediação e recuperação de áreas. _ Gestão de Parcerias – ação desenvolvida para apoiar o posicionamento ambiental e a implementação da Política Ambiental da CAIXA: _ Ministério do Meio Ambiente: _ Protocolo de Intenções com extensa Agenda de Ações. presentes. Princípio 9 – As empresas devem encorajar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis Indicador 1 – sobre o incentivo ao desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis 1. citada no princípio 7. O Vice-Presidente indicado é responsável pela implementação e monitoramento do cumprimento da legislação pertinente. _ Fomento à Eficiência Ambiental de Empresas – financiamento para eficiência energética. _ Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: Memorando de Cooperação com foco no desenvolvimento de negócios sustentáveis e desenvolvimento urbano e ambiental. analisar e comunicar ocorrências suspeitas. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 28 .1 A CAIXA adota como conceito de atividade de prevenção à lavagem de dinheiro um conjunto de ações.2 A CAIXA firmou parceria com o GVEP – Global Village Energy Partnership. com foco em metodologias de gerenciamento de projetos e revitalização de áreas urbanas degradadas. indicador 1. que visa a elaborar e a desenvolver um plano de ação multissetorial para a melhoria de renda. A qualificação dos empregados para o adequado monitoramento das movimentações financeiras realizadas na CAIXA. processos e sistemas capazes de detectar. numa visão global. tendo a energia como vetor de desenvolvimento econômico e social e dar suporte à preparação e financiamento para micro e pequenos empreendimentos nas áreas periurbanas. no exercício de suas atribuições. Visando a dar apoio institucional às iniciativas que induzam melhoria de renda. por meio da adequação de linhas de crédito e de estratégia de venda para a Rede de Agências. bem como para a detecção de situações suspeitas. _ Agência Alemã GTZ: cooperação no âmbito da gestão ambiental urbana. tecnologia de produção mais limpa.Ética Matéria volvimento de operações e inserção da CAIXA no Mercado de Carbono. a busca da CAIXA na inserção de valores e princípios de RSE na gestão empresarial com abrangência e impacto para consecução dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. para o mundo. _ Adesão ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). conformidade nos Princípios do Pacto Global e Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. que agrega os principais bancos e os maiores grupos empresariais brasileiros. recebam remuneração. inclusive extorsão e propina. especialmente para fins habitacionais. Assembléia Internacional de Parceiros do GVEP realizado em Brasília/DF.1 Item contemplado pela Política Ambiental. _ Revitalização de áreas urbanas degradadas por contaminação – parceria com a Agência de Cooperação Alemã GTZ. o que contribuirá para uma melhor qualidade de vida dos seus empregados. indicador 1. 1. favores ou vantagens de qualquer espécie.1 Item contemplado pela Política Ambiental. aproveitando as fontes de energias renováveis para aplicação em usos produtivos. foi assinado o Memorando de Entendimento entre a CAIXA e GVEP no evento 1ª. É expressamente proibido que empregados da CAIXA.

bem como o pagamento das despesas de viagem pelo promotor do evento. informações sobre sua situação patrimonial que. inclusive investimentos de renda variável ou em commodities. Art. não ultrapassem o valor de R$ 100. direta ou indireta. do controle de empresa. desde que tornada pública eventual remuneração. Art. desde que não implique a prática de atos de comércio ou quaisquer outros incompatíveis com o exercício do seu cargo ou função. de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses. §1° Em caso de dúvida sobre como tratar situação patrimonial específica. real ou potencialmente. que somente será aberto por determinação da Comissão.730. É permitida a participação em seminários. §2° A fim de preservar o caráter sigiloso das informações pertinentes à situação patrimonial da autoridade pública. de instituição financeira. nível seis. Art. 6º A autoridade pública que mantiver participação superior a cinco por cento do capital de sociedade de economia mista. congressos e eventos semelhantes. Os padrões éticos de que trata este artigo são exigidos da autoridade pública na relação entre suas atividades públicas e privadas. cujo valor possa ser substancialmente afetado por decisão ou política governamental da qual tenha prévio conhecimento em razão do cargo ou função. Art. Parágrafo único. contratos futuros e moedas para fim especulativo. II – titulares de cargos de natureza especial. bem como comunicar qualquer circunstância ou fato impeditivo de sua participação em decisão coletiva ou em órgão colegiado. mediante coordenação administrativa. fundações mantidas pelo Poder Público. nem receber transporte. as autoridades públicas deverão pautar-se pelos padrões da ética. com vistas a motivar o respeito e a confiança do público em geral. 11 As divergências entre autoridades públicas serão resolvidas internamente. possa suscitar conflito com o interesse público. não lhes cabendo manifestar-se publicamente sobre matéria 29 .00 (cem reais). II – contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos da Administração Pública Federal. 3º No exercício de suas funções. 10 No relacionamento com outros órgãos e funcionários da Administração.Ética CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL Art. publicado no Diário Oficial da União do dia 27 subsequente. 9º É vedada à autoridade pública a aceitação de presentes. propaganda. Parágrafo único. descendente ou parente na linha colateral. II – atos de gestão de bens. Art. III – presidentes e diretores de agências nacionais. Não se consideram presentes para os fins deste artigo os brindes que: I – não tenham valor comercial. Art. 2º As normas deste Código aplicam-se às seguintes autoridades públicas: I – Ministros e Secretários de Estado. nos termos da lei. sobretudo no que diz respeito à integridade.1º Fica instituído o Código de Conduta da Alta Administração Federal. VI – criar mecanismo de consulta. de 10 de novembro de 1993. ascendente. a autoridade pública deverá esclarecer a existência de eventual conflito de interesses. III – preservar a imagem e a reputação do administrador público. 4º Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei n° 8. à moralidade. ou II – distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de cortesia. para que a sociedade possa aferir a integridade e a lisura do processo decisório governamental. serão elas encerradas em envelope lacrado. ou c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na natureza do patrimônio. destinado a possibilitar o prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta ética do administrador. enviará à Comissão de Ética Pública . o qual não poderá ter interesse em decisão a ser tomada pela autoridade. hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade. salvo de autoridades estrangeiras nos casos protocolares em que houver reciprocidade. Art. divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou datas comemorativas. 5º As alterações relevantes no patrimônio da autoridade pública deverão ser imediatamente comunicadas à CEP. a autoridade pública deverá consultar formalmente a CEP. a partir do exemplo dado pelas autoridades de nível hierárquico superior. Art. secretários-executivos. cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas estabelecidas neste Código. 4 b) aquisição. autarquias. secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS. IV – estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses públicos e privados e limitações às atividades profissionais posteriores ao exercício de cargo público. inclusive as especiais. especialmente quando se tratar de: I –atos de gestão patrimonial que envolvam: a) transferência de bens a cônjuge. Parágrafo único. 7º A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei. a autoridade pública. tornará público este fato. à clareza de posições e ao decoro. Art. com as seguintes finalidades: I – tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades da alta Administração Pública Federal. criada pelo Decreto de 26 de maio de 1999.CEP. empresas públicas e sociedades de economia mista. indicando o modo pelo qual irá evitá-lo. no prazo de dez dias contados de sua posse. na forma por ela estabelecida. V – minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse privado e o dever funcional das autoridades públicas da Administração Pública Federal. ou de empresa que negocie com o Poder Público. uma vez conferidas por pessoa designada pela CEP. Art. 8º É permitido à autoridade pública o exercício não remunerado de encargo de mandatário.

bem como qualquer negociação que envolva conflito de interesses. inclusive sindicato ou associação de classe. é importante que sejam observadas as restrições específicas que constam nos códigos de conduta. Para os servidores vinculados ao Código de Conduta da alta Administração Federal. sejam alcançados. 8429/92. adotará uma das penalidades previstas no artigo anterior. e II – do mérito de questão que lhe será submetida. Art. 8027/92. § 1º A autoridade pública será oficiada para manifestar-se no prazo de cinco dias. com comunicação ao denunciado e ao seu superior hierárquico. conforme sua gravidade. o período de interdição para atividade incompatível com o cargo anteriormente exercido. contados da exoneração. II – não intervir. 14 Após deixar o cargo. a própria autoridade pública. de ofício ou em razão de denúncia fundamentada. Art. bem assim responderá às consultas formuladas por autoridades públicas sobre situações específicas. II – prestar consultoria a pessoa física ou jurídica. § 2º O eventual denunciante.Ética que não seja afeta a sua área de competência. poderá encaminhar sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente superior. • Estabelecimento de canais apropriados de comunicação por onde possam fluir a apresentação de dúvidas sobre a aplicação prática de normas de conduta e a prestação de orientações em situações da rotina diária dos funcionários. aplicável às autoridades que já tiverem deixado o cargo. aplicável às autoridades no exercício do cargo. • Cometimento formal da responsabilidade por zelar pela efetividade das normas de conduta. neste prazo. em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica. Art. Além disso. BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DA ÉTICA A Comissão de ética pública do Código de Conduta da Alta Administração Federal tem exigido e divulgado o que se denomina “boas práticas de gestão”. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela CEP. Abaixo. § 4º Concluídas as diligências mencionadas no parágrafo anterior. Art. ou estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica com a qual tenha mantido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. para decisão individual ou em órgão colegiado. 9790/99 e dos decretos 1171/94 e 4081/02. bem assim a CEP. § 5º Se a CEP concluir pela procedência da denúncia. Art. II – censura ética. a autoridade pública não poderá: I – atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica. as seguintes regras: I – não aceitar cargo de administrador ou conselheiro. 37. deverão ser imediatamente informadas pela autoridade pública à CEP. inclusive sindicato ou associação de classe. Parágrafo único. Acerca de eventuais atividades paralelas dos servidores. um cargo de professor com outro técnico ou científico e dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde com profissões regulamentadas no art. Nos limites da lei e desde que observadas as restrições para atividades que possam suscitar conflitos de interesses. que conforme o caso. • Incorporação do tema ética e das normas de conduta nos programas de capacitação e treinamento da entidade ou órgão. desde que haja indícios suficientes. as seguintes providências: I – advertência. a Comissão de Ética Pública expediu 30 . bem assim solicitar parecer de especialista quando julgar imprescindível. nas entidades que integram o poder Executivo Federal. obrigando-se a autoridade pública a observar. algumas das práticas: • Exortação sistemática por parte dos dirigentes máximos da entidade ou órgão à observância dos padrões éticos refletidos nas normas de conduta que vinculam os funcionários. • Ampla divulgação das normas de conduta. de ofício. 12 É vedado à autoridade pública opinar publicamente a respeito: I – da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade pública federal. poderá fazer recomendações ou sugerir ao Presidente da República normas complementares.17 A violação das normas estipuladas neste Código acarretará. interpretativas e orientadoras das disposições deste Código.16 Para facilitar o cumprimento das normas previstas neste Código. na estrutura de administração da entidade ou órgão. assim estabelece o manual de “boas práticas”: Servidor vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal pode desempenhar outras atividades profissionais? Sim.18 O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado neste Código será instaurado pela CEP. estatutos ou regras de pessoal das entidades onde o servidor exerce suas funções. em razão do cargo. a CEP oficiará a autoridade pública para nova manifestação no prazo de três dias. § 3º A CEP poderá promover as diligências que considerar necessárias. se entender necessário. em processo ou negócio do qual tenha participado. São ações realizadas pelos órgãos da Administração Pública Federal necessárias para que os objetivos estratégicos que norteam a promoção da ética. Outras proibições e condições para o exercício de atividades paralelas no setor privado constam nas leis 8112/90. Art. valendo-se de informações não divulgadas publicamente a respeito de programas ou políticas do órgão ou da entidade da Administração Pública Federal a que esteve vinculado ou com que tenha tido relacionamento direto e relevante nos seis meses anteriores ao término do exercício de função pública. Art. a CEP informará à autoridade pública as obrigações decorrentes da aceitação de trabalho no setor privado após o seu desligamento do cargo ou função. 13 As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor privado. exceto quando existir compatibilidade de horários e consistir em dois cargos de professor. tanto para o público interno da entidade ou órgão quanto ao público externo.19 A CEP. poderão produzir prova documental. 15 Na ausência de lei dispondo sobre prazo diverso. será de quatro meses. Art. junto a órgão ou entidade da Administração Pública Federal com que tenha tido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. A Constituição Federal veda a acumulação de cargos públicos. independentemente de sua aceitação ou rejeição.

b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja manutenção possa suscitar conflito de interesses. A autoridade precisa informar a Comissão de Ética Pública sobre as medidas que adotou para prevenir conflitos de interesses? Sim. Contudo tais participações devem ser informadas à Comissão de Ética Pública por meio da Declaração Confidencial de Informações (art. d) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório. ao tomar posse em cargo ou função pública que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. 4º do Código de Conduta e Resolução CEP nº 5). com ou sem finalidade de lucro. Além do mais. deve a autoridade observar o seguinte: a) não participar da gestão da empresa. cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental. b) vedação para que: i) a empresa. c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com quem tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. A Comissão deverá ser informada pela autoridade e opinará. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras atividades. comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade. como tal considerada. subordinando qualquer mudança a comunicação prévia e fundamentada à Comissão de Ética Pública. 5º. pela sua natureza. O que deve fazer a autoridade que. A ocorrência de conflito de interesses independe do recebimento de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade. a atividade desenvolvida em áreas afins à competência funcional. inclusive. art. (§1º. moralidade. c) transferir a administração dos bens e direitos que possam suscitar conflito de interesses a instituição financeira ou a administradora da carteira de valores mobiliários autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. de forma equivalente a um blind trust. A autoridade pública poderá participar em conselhos de administração e fiscal de empresa privada da qual a União seja acionista? Sim. onde a decisão da autoridade pode privilegiar uma pessoa física ou jurídica. que identifica situações que suscitam conflito de interesses e dis- 31 . seja incompatível com as atribuições do cargo ou função pública da autoridade. exercer atividade profissional no interesse privado? Desde que observados os limites da lei e o que dispõe a Resolução Interpretativa nº 8 da Comissão de Ética Pública. que identificou as situações em que o exercício de atividade paralela suscitar conflito de interesses. sociedade ou negócio. a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas em razão do cargo ou função. b) contratar administrador independente que passe a fazer a gestão desses investimentos. abstendo-se de votar ou participar da discussão do assunto. em cada caso concreto. clareza de posições e decoro da autoridade. Que atitude deve tomar a autoridade para prevenir situação que configure conflito de interesses? Conforme o caso. sociedade ou negócio de que participe a autoridade transacione com a entidade pública onde a autoridade exerça cargo de direção de qualquer natureza. d) possa. inclusive investimento de renda variável ou em commodities. conforme o caso. inclusive função de conselheiro de administração ou fiscal. É importante observar nesses casos a vedação para participar de deliberação que possa suscitar conflito de interesses com o Poder Público.Ética a Resolução Interpretativa nº 8. contratos futuros e moedas para fim especulativo. Desde que a participação resulte de indicação institucional da autoridade pública competente. b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. formal ou informalmente. assim como da personalidade jurídica da entidade. e) divulgar publicamente sua agenda de compromissos. possua investimento vedado? A autoridade deve tomar uma das seguintes providências: a) manter inalteradas suas posições. Desenvolver atividade paralela sem remuneração ou para entidade sem fins lucrativos previne eventual conflito de interesses? Não. Pode a autoridade. em se tratando de decisão coletiva. e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. sociedade civil ou negócio configura conflito com o exercício da função pública? Não. deve: a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo. enquanto perdurar a situação passível de suscitar conflito de interesses. iii) desempenhe atividade que suscite conflito de interesses com a função pública. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. O conflito ocorre quando a autoridade acumula funções públicas e privadas com objetivos comuns. quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. Gerir o próprio patrimônio configura conflito com a restrição para que a autoridade participe da gestão de empresa. sociedade civil ou negócio? A gestão do seu próprio patrimônio por parte da autoridade é vedada sempre que o item integrante desse patrimônio seja empresa ou sociedade civil ou ainda investimento em bens. mediante instrumento contratual que contenha cláusula que vede a participação da autoridade em qualquer decisão de investimento assim como o seu prévio conhecimento de decisões da instituição administradora quanto à gestão dos bens e direitos. Manter participação em empresa. sobre a suficiência da medida adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de interesses. ii) represente interesses suscetíveis de serem afetados pela entidade pública onde exerce cargo de direção. Código de Conduta). Que tipo de atividade paralela suscita conflito de interesses com o exercício da função pública? Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que: a) em razão da sua natureza. com identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou função pública.

b) eventuais atividades profissionais ou políticas que venha a desenvolver no interesse partidário. ainda que potencialmente. de 25/09/2003). nos termos do Decreto 4334. continuar a desenvolver atividades artísticas de interesse privado. deve o agente público observar a compatibilidade de horários e.Ética põe sobre o modo de preveni-los. moralidade. d) não transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. as normas de ética e disciplina estabelecidas na legislação para o servidor da ativa. d) não transmitir dúvida à opinião pública a respeito da integridade. formal ou informalmente. enquanto no cargo público. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. amparadas pela lei de incentivo fiscal da área cultural? Em nenhuma hipótese o exercício da atividade artística paralela ao desempenho do cargo público deve comprometer o interesse público. de acordo com a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função sobre quaisquer outras atividades. nem implicar na utilização ou aproveitamento das prerrogativas e recursos do cargo postos a sua disposição.8. b) não violar o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. observada a compatibilidade de horários e as seguintes condições. bem assim para se utilizar dos recursos ou demais condições que são postas à disposição em razão do cargo público. após deixar o cargo público. Pode o artista. Além disso. que exige a precedência das atribuições do cargo público sobre qualquer outra atividade. pela sua natureza. ou que tenha interesse que dependa de seu pronunciamento individual ou como parte de colegiado. enquanto no exercício de cargo ou função que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal? Em nenhuma hipótese a percepção de bolsa de apoio à pesquisa científica ou tecnológica pode implicar em compromissos que configurem conflito com o exercício da função pública. quando investido em cargo público. com a qual tenha relacionamento institucional relevante. clareza de posições e decoro da autoridade. b) abster-se de receber bolsa do CNPq ou da CAPES sempre que em razão das atribuições do cargo público mantiver relacionamento institucional oficial e relevante com tais instituições. Que cuidados deve adotar a autoridade pública filiada a partido político para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A atividade político-partidária da autoridade não deve resultar em prejuízo para o exercício da função pública. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerce suas funções? Suscita conflito de interesses contratar entidade privada de cuja direção participe parente até segundo grau da autoridade. havendo dúvida. Vale observar que a autoridade não poderá receber ou participar de evento que receba patrocínio. deve a autoridade registrar em agenda de trabalho: a) audiências concedidas. subsídio ou qualquer tipo de apoio financeiro de entidade pública de cujos quadros faça parte. inclusive. de 12. pode ser admitido o exercício de atividade profissional no interesse privado quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. inclusive no que se refere a informações a que tenha acesso e não estejam à disposição do público. mesmo que a autoridade pública não tenha participado de qualquer das fases do processo de contratação. clareza de posições e decoro do agente público. O que deve fazer a autoridade pública associada a organização não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública em que exerce sua função para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A autoridade associada a entidade não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública para a qual tenha sido nomeada deve afastar-se da mesma. nos termos do Decreto 4334. O desempenho de atividade artística no interesse privado somente é possível quando: a) não for incompatível com as atribuições do cargo ou da função pública. moralidade. uma vez que ele mantém o vínculo com o ente público. Assim. assim como a Comissão de Ética Pública. nem participar de exame de matéria no âmbito partidário que possa implicar. implicar o uso de informação à qual o agente tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. não deve a autoridade exercer.2002. c) não implicar. pela sua natureza.8. função de direção ou coordenação partidárias. Pode o agente público receber bolsa de pesquisa do CNPq ou da CAPES. no que couber. Para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses. no uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. observar a vedação para atuar ou prestar consultoria relativa a processo ou negócio do qual tenha participado em razão do cargo. 14 do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Assim. de 12. como tal considerada. é importante consultar a área competente do próprio órgão. ainda: a) a vedação para assumir qualquer compromisso que viole o princípio da integral dedicação ao cargo ou função pública. devendo. na utilização de informação privilegiada a que tem acesso em decorrência do cargo público que ocupa. a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à competência funcional do agente público. (Resolução CEP nº 8.2002. c) não implicar a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva do agente público ou possa. 32 . Pode a autoridade exercer atividade profissional paralela na área científica ou artística? Sim. nos termos do art. Para prevenir-se de situações que possam suscitar conflitos. além de observar as normas aplicáveis do CNPq e CAPES. deve a autoridade observar a necessidade de registro dos contatos profissionais e audiências concedidas a representantes da organização não governamental da qual se afastou. É importante notar que ao servidor em licença se aplicam.

Pode a autoridade afastar-se temporariamente do cargo ou função. consultoria a pessoa física ou jurídica em projeto cuja análise seja de sua responsabilidade? Não. sem remuneração.Ética Matéria Quando o grau de parentesco for superior. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. que o cargo ou função pública do servidor ou empregado não seja utilizado para promover o evento por qualquer meio. suscita conflito de interesses a autoridade participar como docente de cursinho preparatório para concurso de ingresso de servidores em matéria sob a responsabilidade da organização pública onde exerce sua função. ou que seja da responsabilidade do órgão público onde exerça sua função. quando o grau de parentesco for até o 4º grau. suscita conflito de interesse. direta ou indiretamente. uma vez que se trata de área afim à competência funcional. inclusive do processo decisório que tenha levado à realização do concurso. como usualmente é o caso daquelas que oferecem cursinhos para concursos também não encontra vedação legal. uma vez que é afim à competência funcional. poderá se manifestar em sentido contrário. suscita conflito de interesse. do exame de qualquer matéria de interesse da entidade fiscalizada. desde que a autoridade não participe do processo de identificação e contratação da entidade. examinadas as circunstâncias de casos concretos. que deverá informar à respectiva Comissão de Ética que. clareza de posições e decoro da autoridade. recomenda-se que o exercício de atividade de docência em cursinho preparatório para ingresso de funcionários em organização para a qual trabalhe seja objeto de comunicação e autorização prévia da chefia competente. formal ou informalmente. c) possa pela sua natureza. é possível que a autoridade tenha parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerça suas funções. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. com base no que dispõe a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. d) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. para atuar em área ou matéria sobre a qual o órgão ou entidade a que serve tem responsabilidade? Não. moralidade. direta ou indiretamente. pois a situação. Pode o agente público vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal atuar como professor em cursinho preparatório para concurso público? O exercício em paralelo da atividade de docência encontra amparo no inciso XVI do art. mas vinculado ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. ou que tenha interesse em decisão de que participe. pela sua natureza. Pode a autoridade ser beneficiária de patrocínio ou contribuição para desenvolver atividade permitida? Sim. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 33 . devendo ser observada a compatibilidade de horários e as seguintes limitações. exceto se o patrocínio ou contribuição tiver por origem entidade pública ou privada com a qual se relacione ou potencialmente possa vir a se relacionar em razão do exercício de função ou cargo público. O exercício da atividade docente para entidade privada de ensino. Em vista do exposto. Da mesma forma. 37 da Constituição Federal. Pode autoridade publicar livro ou apostila sobre matéria exigida em concurso público? As autoridades vinculadas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal devem considerar-se impedidas para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização pública em que atuam No caso dos servidores não vinculados ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. Pode o agente público prestar. pois a situação. mas vinculados ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Quando se tratar de funcionário não vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. pela sua natureza. a Comissão de Ética Pública recomenda que se considerem impedidos para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização quando participarem. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade regulada ou fiscalizada pelo órgão ou entidade pública onde exerça sua função? Sim. desde que não tenha concorrido direta ou indiretamente para a contratação do parente. que exige a garantia de precedência para o cumprimento dos deveres e responsabilidades do cargo público. aprovado pelo Decreto 1171/94. e desde que publicamente se declare impedido para participar. desde que não ocorra em prejuízo do exercício das funções e atribuições inerentes ao cargo público. de qualquer das fases do processo seletivo. que permite a acumulação de remuneração mesmo quando se trate de docência em instituição pública de ensino. quando houver compatibilidade de horários.

a ética e o direito relacionam-se mutuamente no mundo atual. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA: De acordo com Renato Nalini. De acordo com Hely Lopes Meirelles. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. b) somente II e III estão corretas. no capítulo referente à Ética e a vida. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas: I. 05. c) lealdade. EXCETO: a) a prudência. c) Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar todas as infrações. Assinale a alternativa CORRETA. d) a avareza. d) N. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas. b) a preguiça. a) todas as assertivas estão corretas.Ética 5 EXERCÍCIOS RETO afirmar que: a) A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida. 10. 07. III. b) a crise ecológica. c) generosidade e conduta ética. Todas as alternativas abaixo contêm alguns destes deveres. c) Ética é o estudo ou reflexão da suposta influência dos astros no destino e comportamento dos homens. De acordo com Hely Lopes Meirelles. José Renato Nalini. 11. d) a expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas.a existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países. das discriminações de casta e de sexo. 08. II. em seu texto “a Ética e vida”. c) Foi acrescentado à nossa Constituição Federal de 1988 pela emenda Constitucional 45/2004. b) O Direito não é panacéia para todos os problemas. De acordo com Renato Nalini. c) a inveja.o recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais. 02.D. c) somente l. com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. Não podemos considerar como virtudes. De acordo com o pensamento do autor é COR- 34 . Segundo José Renato Nalini. d) Todas as alternativas acima estão corretas. 09.a crise demográfica. II e IV estão corretas. De acordo com o livro Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica a melhor definição de ética é: a) Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. cada vez mais ativos e velozes. d) saúde. d) todas as alternativas acima estão corretas. em seu texto “a Ética e vida”. propiciando maior facilidade na fuga dos criminosos. IV. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. existente desde o princípio do Capitalismo Moderno e da automação industrial. 03. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra. em seu texto “a Ética e a vida” faz questionamentos acerca da maneira de se aprimorar eticamente. Entre os caminhos apontados pelo autor estão: a) exame de consciência e revisão da escala de valores b) pautar-se pêlos valores reais e aferir objetivamente a observância desses valores c) não transigir com os deslizes éticos e reconhecer a urgência no retorno à vida ética. A seguir. quanto ao dever de eficiência do servidor público podemos dizer que: a) Sempre existiu no Direito Brasileiro. d) Existe desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. b) honestidade. EXCETO: a) a modernização dos meios de transporte. São considerados como deveres gerais dos servidores públicos. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. correlacione as colunas 1 e 2. d) N. assinale a alternativa correspondente à seqüência CORRETA: 01. c) a ambição. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos. d) lealdade e obediência. EXCETO: a) a humildade.D. EXCETO: a) assiduidade. Podemos considerar como grandes virtudes.A.a crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. 06. d) a gratidão. quer dizer. Levando em conta os deveres atinentes aos servidores públicos em geral. c) o aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. 04. vários são os deveres do servidor público.A. b) Ética é a visão político científica advinda dos pensamentos pré-concretos do iluminismo Francês. b) É um dever derivado do direito natural. b) a justiça. EXCETO: a) conduta ética e eficiência. b) eficiência e obediência.

nos dias e horários determinados.. GABARITO 01... . c 09. c 06. .. Obediência 4.. d 08.. .. a 07.) imposição. Lealdade 5. de comparecimento ao local de trabalho.. c) 2 – 5 – 1 – 3 – 4.. d) 2 – 3 – 5 – 1 – 4.) tratar com educação e respeito os colegas de trabalho e o público em geral.. a ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 35 . a 04. c 02..) decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa..Ética Matéria 1. ao servidor. tituições constitucionais.. b) 4 – 5 – 1 – 3 – 2. . . identificando-o com os superiores interesses do Estado.. (. Urbanidade a) 3 – 4 – 2 – 5 – 1.. (. (.. Assiduidade 2. d 03.) impõe ao servidor o acatamento às ordens legais de seus superiores e sua fiel execu¬ção.. c 11. (. Conduta Ética 3...) exige de todo servidor a maior dedicação ao serviço e o integral respeito às leis e às ins(. a 10.. d 05.

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