ÉTICA

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 02 2. CONCEITOS: ÉTICA, MORAL, VALORES E VIRTUDES ..................................................... 06 3. ÉTICA APLICADA ............................................................................................................. 18 4. CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL ........................................ 29 5. EXERCÍCIOS ..................................................................................................................... 34

Ética

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INTRODUÇÃO
pela sorte do semelhante, assentam-se na perda de valores morais. A insensibilidade no trato com a natureza denota a contaminação da consciência humana pelo vírus da mais cruel insensatez. É paradoxal assistir à proclamação enfática dos direitos humanos, simultânea à intensificação do desrespeito por todos eles. De pouco vale reconhecer a dignidade da pessoa, insculpida como princípio fundamental da República, se a conduta pessoal não consegue pautar se por ela. Somente se vier a ser recomposto o referencial de valores básicos de orientação do comportamento, será viável a formulação de um futuro mais promissor para a humanidade, perplexa diante de um inesgotável incremento das descobertas científicas, a dominar tecnologias mais avançadas mas ainda envolta no drama da incapacidade de superação das angústias primárias. Prometia-se um terceiro milénio de paz, harmonia e ócio saudável. Em lugar disso, o inesperado surge para aturdir. Violência e medo se aliam para trazer desconforto à alma e a sólida sensação de falência da moral. Não foi apenas o 11 de setembro de 2001 a mostrar a vulnerabilidade de todos os esquemas de uma inviável segurança. São Paulo, a unidade mais desenvolvida da Federação, teve o seu dia fatídico em 15 de maio de 2006. Reforçar o aparelho repressivo, construir mais presídios, reduzir a maioridade penal, agravar as penas, tudo isso representa paliativos para os efeitos. Muito mais difícil é combater as causas. Dentre estas, não é menor a insuficiência do papel familiar de transmissão de valores, de formadora da cidadania, de edificação de uma nova elite moral. (A incompetência da educação para incluir a vasta legião daqueles chamados “excluídos” mas que, na verdade, nunca chegaram a ser incluídos na sociedade cidadã, é outro fator de imprescindível enfrentamento.) Permeia todas as análises a carência ética de uma sociedade cada vez mais egoísta, materialista e consumista. Despertá-la para uma responsabilidade individual, cidadã e social é o papel da ÉTICA neste terceiro milénio, que não parece corresponder às expectativas dos otimistas, mas reservar prenúncios nada animadores para a família humana. Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. É uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio, na singela identificação do caráter científico de um determinado ramo do conhecimento. O objeto da Ética é a moral. A moral é um dos aspectos do comportamento humano. A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o sentido de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de sua prática. Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade positiva, ou seja, “o conjunto de regras de comportamento e formas de vida através das quais tende o homem a realizar o valor do bem”. A distinção conceituai não elimina o uso corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem etimológica de Ética no vocábulo grego “ethos”, significa “morada”, “lugar onde se habita”. Mas também quer dizer “modo de ser” ou

A ética está em todos os discursos. A propósito de qualquer acontecimento, levantam-se as vozes dos moralistas a invocar a necessidade de reforço ético. Ética, infelizmente, é moeda em curso até para os que não costumam se portar eticamente. Por isso, é compreensível que muitos já não acreditem no termo ética. Trivializou-se o chamado à ética, para servir a qualquer objetivo. Além disso, a utilização excessiva de certas expressões compromete o seu sentido, como se o emprego freqüente implicasse em debilidade semântica. Isso parece ocorrer com os vocábulos JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE, SOLIDARIEDADE, DIREITOS HUMANOS e também com o termo ÉTICA.

A invocação exagerada a tais palavras, nos contextos os mais diversos, conseguiu banalizar seu conteúdo. Situam-se em todos os discursos, ensaios e manifestações. Não há mais fronteiras ideológicas entre elas: todos se valem do prestígio de seu conteúdo. Ante seu pronunciamento, os ouvidos se amparam em certa insensibilidade, pois acredita-se não mais haver necessidade dessa reiteração. Além de cansativa, seria desnecessária. Os conceitos já teriam sido adequadamente assimilados. O núcleo comum a todas essas palavras é sua evidente carga emotiva. São expressões que se impregnam de sentimento. Distanciam-se do sentido racional. Não guardam enunciado singelo. Encerram a complexidade própria às questões ditas filosóficas. Reforçam a convicção “de que o objeto próprio da filosofia é o estudo sistemático das noções confusas. Com efeito, quanto mais uma noção simboliza um valor, quanto mais numerosos são os sentidos conceituais que tentam defini-la, mais confusa ela parece”. Entretanto, nunca foi tão urgente, como hoje se evidencia, reabilitar a ÉTICA. A crise da Humanidade é uma crise de ordem moral. Os descaminhos da criatura humana, refletidos na violência, na exclusão, no egoísmo e na indiferença

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Ética
“caráter”. Esse “modo de ser” é a aquisição de características resultantes da nossa forma de vida. A reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Dessa forma, “o ethos é o caráter impresso na alma por hábito”. Como os hábitos se sucedem, tornam-se por sua vez fonte de novos hábitos. O caráter seria essa segunda natureza que os homens adquirem mediante a reiteração de conduta. Sob essa vertente, “moral” e “ética” significam algo muito semelhante. Por isso a aparente sinonímia das expressões “valor moral” e “valor ético”, “normas morais” e “normas éticas”. Todavia, a conceituação de ética ora adotada autoriza distinguila da moral, pese embora aparente identidade etimológica de significado. Ethos, em grego, e mós, em latim, querem dizer costume. Nesse sentido, a ética seria uma teoria dos costumes. Ou melhor, a ética é a ciência dos costumes. Já a moral não é ciência, senão objeto da ciência. Como ciência, a ética procura extrair dos fatos morais os princípios gerais a eles aplicáveis. “Enquanto conhecimento científico, a ética deve aspirar à racionalidade e objetividade mais completas e, ao mesmo tempo, deve proporcionar conhecimentos sistemáticos, metódicos e, no limite do possível, comprováveis.” Poder-se-ia mesmo indagar: Por que, aliás, ética e não moral? Impõem-se aqui algumas definições, suficientemente abertas e flexíveis, para não congelar, desde o princípio, a análise. A etimologia não poderia nos guiar em nada nesta tarefa: ta êthé (em grego, os costumes) e mores (em latim, hábitos) possuem, com efeito, acepções muito próximas uma da outra: se o termo ‘ética’ é de origem grega e o moral, de origem latina, ambos remetem a conteúdos vizinhos, à ideia de costumes, de hábitos, de modos de agir determinados pelo uso. A distinção mais compreensível entre ambas seria a de que ética reveste conteúdo mais teórico do que a moral. Pretende-se a ética mais direcionada a uma reflexão sobre os fundamentos do que a moral, de sentido mais pragmático. O que designaria a ética seria não apenas uma moral, conjunto de regras próprias de uma cultura, mas uma verdadeira “metamoral”, uma doutrina situada além da moral. Daí a primazia da ética sobre a moral: a ética é desconstrutora e fundadora, enunciadora de princípios ou de fundamentos últimos. A ética é uma disciplina normativa, não por criar normas, mas por descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra às pessoas os valores e princípios que devem nortear sua existência. A Ética aprimora e desenvolve o sentido moral do comportamento e influencia a conduta humana. Aliás, identificar as tarefas da Ética pode clarear o seu conceito. Para Adela Cortina, “entre as tarefas da ética como filosofia moral são essenciais as que seguem: 1) elucidar em que consiste o moral, que não se identifica com os restantes saberes práticos (com o jurídico, o político ou o religioso), ainda esteja estreitamente conectado com eles; 2) tentar fundamentar o moral; ou seja, inquirir as razões para que haja moral ou denunciar que não as há. Distintos modelos filosóficos, valendo-se de métodos específicos, oferecem respostas diversas, que vão desde afirmar a impossibilidade ou inclusive a indesejabilidade de fundamentar racionalmente o moral, até oferecer um fundamento; 3) tentar uma aplicação dos princípios éticos descobertos aos distintos âmbitos da vida cotidiana”. Se a ética é a doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem por objetivo realizar esse valor, a nossa ciência “não é, senão uma das formas de atualização ou de experiência de valores ou, por outras palavras, um dos aspectos da Axiologia ou Teoria dos Valores”. Assim, o complexo de normas éticas se alicerça em valores, normalmente designados valores do bom. Há conexão indissolúvel entre o dever e o valioso. Pois à pergunta “o que devemos fazer?” só se poderá responder depois de saber a resposta à indagação “o que é valioso na vida?” Toda norma pressupõe uma valoração e, ao apreciá-la, surge o conceito do bom - correspondente ao valioso - e do mau - no sentido de desvalioso. E norma é regra de conduta que postula dever. Todo juízo normativo é regra de conduta, mas nem toda regra de conduta é uma norma, pois algumas das regras de conduta têm caráter obrigatório, enquanto outras são facultativas. As regras a serem observadas para acessar a internet ou para viabilizar um programa de software, por exemplo, são de ordem prática e exprimem uma necessidade condicionada. Elas se incluem no conceito de regras técnicas, ou seja, preceitos que assinalam meios para a obtenção de finalidades. As regras técnicas contrapõem-se as normas e preceitos cuja observância implica um dever para o destinatário. A noção de norma pode precisar-se com clareza se comparada com a de lei natural, lembra Garcia Máynez. As leis naturais, ou leis físicas, são juízos enunciativos que assinalam relações constantes entre os fenómenos. Sob o enfoque da finalidade, as leis físicas têm fim explicativo e as normas têm fim prático. As normas não pretendem explicar nada, mas provocar um comportamento. As leis físicas, ao contrário, referem-se à ordem da realidade e tratam de torná-la compreensível. O investigador da natureza não faz juízos de valor. Simplesmente se pergunta a que leis obedecem os fenómenos. Ao formulador de normas do comportamento não importa o proceder real da pessoa, senão a explicitação dos princípios a que sua atividade deve estar sujeita. A norma exprime um dever e se dirige a seres capazes de cumpri-la ou de violá-la. Se o indivíduo não pudesse deixar de fazer o que ela prescreve, não seria norma genuína, mas lei natural. De maneira análoga, careceria de sentido declarar que a distância mais curta entre dois pontos deve ser a linha reta, porque isso não é obrigatório, senão necessário e evidente. É da essência da norma a possibilidade de sua violação. Outra diferença pode ser apontada entre a norma e a lei natural ou física. A lei física é suscetível de ser provada pêlos fatos e a norma vale independentemente de sua violação ou observância. A ordem normativa é insuscetível de comprovação empírica. “As normas não valem enquanto são eficazes, senão na medida em que expressam um dever ser.” Aquilo que deve ser pode não haver sido, não ser atualmente nem chegar a ser nunca, mas perdurará como algo obrigatório. Torna-se mais fácil compreender a distinção quando se acena com o ideal da paz perpétua ou da absoluta harmonia entre os homens. É quase certo não se convertam nunca em realidade, mas a aspiração a atingi-las é plenamente justificável, pois tendente a concretizar algo valioso. Não há relação necessária entre validez e eficácia da norma. “A validez dos preceitos reitores da ação humana não está condicionada por sua eficácia, nem pode ser destruída pelo fato de que sejam infringidos. A norma que é violada segue sendo norma, e o imperativo que nos manda ser sinceros conserva sua obrigatoriedade apesar dos mendazes e dos hipócritas. Por isso se diz que as exceções à eficácia de uma norma não são exceções à sua validez.” Já as leis naturais, só se validam se a experiência as não desmente.

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à medida do necessário ou do oportuno.é provido de certa bússola natural que o predispõe a discernir.aparentemente vulnerável -. Basta atentar para a sua consciência estimativa. Cada pessoa sabe que tanto pode observar como deixar de atender aos sinais. se descobrem ou se ignoram. A moral como matéria-prima desta ciência do comportamento das pessoas em sociedade.ao menos o humano considerado normal pelo senso comum. Pese embora a multiplicação de maus exemplos. posto se tratar de um fenómeno e não de uma doutrina . moral é a formação do caráter individual. mentira. Mas torne-se à moral como objeto da ética.por integrar a espécie . a pessoa sabe que precisa se definir e optar. para comportar-se eticamente em seu universo. Cada qual saberia estabelecer a sua hierarquia valorativa. Ainda que o índice de espontâneo cumprimento dos ditames éticos não seja o ideal. a humanidade só avança se uma grande maioria se convencer de que o homem pode ser recuperado. a norma ética tem vigência puramente convencional e é mutável. um sinal amarelo a determinar precaução e uma luz vermelha com o significado de vedação. entendendo-a como sensação. Cada pessoa dotada de um mínimo de consciência já se defrontou com esse fenómeno íntimo. A figura do semáforo moral é elucidativa. O absolutismo. É intuitiva a qualquer pessoa considerada normal. Não se poderia falar do bom e do mau. Enquanto isso. não houvesse um critério de estimação e uma instância .a consciência humana . Sem essa noção. A relativista acredita seja de ordem empírica. E essa é sua vocação espontânea. A criatura tende naturalmente para o bem. de acordo com as circunstâncias pessoais. do subjetivismo. Para o absolutista. poupado de qualquer estado patológico . tantos e tão desalentadores os maus exemplos. Uma outra diferença entre ambas: a corrente absolutista proclama o conhecimento da norma ética a priori. da virtude e do vício. senão descobrimento ou ignorância dos mesmos. no terreno epistemológico. não existem homens para os quais careça de sentido a linguagem moral” . cada ser humano . em lugar disso. onde reside o seu sentido de valor. à conclusão de que não há criação nem transmutação de valores. Ainda que aparentemente a prática possa demonstrar o contrário. mais que a moral. mas são palavras cujo conteúdo é condicionado por referenciais de tempo e espaço. A norma de conduta moral provém de um valor objetivo ou decorre de uma fixação arbitrária? Ela é norma válida para todos. infringência ou indiferença perante a ordem do dever ser. não há como prosseguir no estudo da ética. “pode haver homens imorais em relação a determinados códigos vigentes. como justo. Sente-se e identifica-se um sinal verde a indicar passagem livre. Uma das características da contemporaneidade é conferir ao foro íntimo uma supervalia. Esse pressuposto adquire relevância extrema numa era em que as criaturas se comportam em desacordo com as normas. Todos têm uma determinada moral e a qualquer pessoa é importante manter preservado o seu moral. Uma das missões capitais da ética consiste precisamente em afinar no homem o órgão moral que torna possível tal descobrimento. a compreensão do que se pretende dizer quando se pronuncia a palavra moral. A intuição moral é tão presente na consciência humana que se pode sustentar carecer de sentido a expressão amoralismo.pode tornar-se cada dia melhor.Ética A possibilidade de inobservância. fala-se em consciência moral e aceita-se mesmo um tipo de linguagem que pode ser identificada como linguagem moral. na filosofia da consciência. em todos os tempos e 4 . mediante o compromisso íntimo de observá-los na vida individual. a dimensão humana pode ser definida como dimensão moral. Como se todas as escolhas se justificassem diante da irrestrita autonomia da vontade. propõe a moral universal objetiva. A potencialidade de conversão de um ser humano . O homem é um ser perfectível. O resultado dessa contraposição de ideias é que a tese objetivista conduz. a tese subjetivista postula autêntica criação de valores por vontade dos homens. ou seja. mas não existem homens ‘amorais’. fazendo reduzir o nível de inobservância. Para serem racionalmente aceitos pêlos destinatários. Para simplificar. E o grupo tem de atuar no sentido de estimular a boa prática. A luta da parcela sensível da humanidade é ampliar esse espaço de trabalho comunitário e por diminuto possa parecer tal espaço. O empirismo advoga a existência de várias morais e. Em oportunidades múltiplas da existência. Os preceitos éticos são imperativos. De acordo com esta. além de outros fatores condicionantes da opção concreta em cada oportunidade. precisam estes acreditar derivem de justificativa consistente. Estes formulam. Por isso é que. Hemingway conceituou moral de maneira bem compreensível. Na filosofia do ser. Integram essa linguagem expressões de uso corrente. é uma hipótese significativa de trabalho. o bom combate continua válido. À pessoa ética deveria corresponder uma conduta compatível com um núcleo comum de valores consensualmente aceitos e com permanência na história da MORAL ABSOLUTA OU RELATIVA? Moral é expressão que todos conhecem. como aquilo “que nos faz sentir-nos bem depois e imoral aquilo que nos faz sentir-nos mal depois”. se justifica o estudo.capaz de intuir o que vale. ou sua validade é historicamente condicionada? Existem ao menos duas posições antagónicas: uma absolutista e apriorista e outra relativista e empirista. a escala que lhes servirá de parâmetro na conduta inserta naquele momento histórico e de acordo com o estamento a que pertencerem. há sempre possibilidade de sua otimização. lugares.acompanha a vida dos homens e é captado pela reflexão filosófica em várias dimensões”. O papel confiado aos cultores da ciência normativa é reforçar essa tendência. a validez é atemporal e absoluta. Sob esse prisma. Já os relativistas entendem não haver sentido falar-se em valores à margem da subjetividade humana. infringência ou indiferença humana pelas normas não deve desalentar aqueles que acreditam na sua imprescindibilidade para conferir sentido à existência. O bom e o mau não significam algo que valha por si. a crença é a de que todo ser humano . lealdade. É aquilo que leva as pessoas a enfrentar a vida com um estado de ânimo capaz de enfrentar os revezes da existência. entre o que é certo ou errado. Os valores não se criam nem se transformam. a pregação e a vivência ética. Adela Cortina sublinha que “o moral. no auxílio àquele que se afastou do trajeto. O desafio é perene e deve trazer ao menos certa angústia ao homem imerso numa sociedade em que o relativismo abrange dimensões inesperadas. naturalmente. De acordo com a primeira. para reconduzi-lo à senda original. portanto. Ou seja. O bem é fruto de criação subjetiva e a norma moral é mero convencionalismo.

Seria a porta de retorno ao caos e à barbárie. É uma escolha. dentre muitas possíveis. O sentido da separação é tentar facilitar o estudo da Ética. também. ética de bens. com vistas à sua utilidade futura e permanente. O agrupamento das doutrinas morais sob essas quatro denominações tende a considerar sob uma visão particular do autor o desenvolvimento do pensamento moral. A legitimar-se toda e qualquer ação em nome da liberdade de escolha. adotada nos estudos de Eduardo Garcia Máynez elas recebem o nomWe de: ética empírica.Ética Matéria humanidade. a pretensão do classificador é delimitar as áreas do conhecimento e sistematizá-la. As subdivisões atendem ainda a uma finalidade pedagógica: o treino da capacidade de memorização e da estratégia de ordenamento das informações. Aliás. de maneira a tornar mais facilitada a sua localização. Os diferentes tipos se interpenetram e podem se apresentar como formas ecléticas. mediante contemplação do aspecto preponderante a ela conferido por certas doutrinas. Ao se classificar. Não há intenção de se excluir qualquer outra classificação adotada por outros pensadores. se estudar ética. A CLASSIFICAÇÃO DA ÉTICA A Ciência dos deveres admite tantas classificações quantas as escolas. na ortodoxia dos critérios distintivos entre cada classe. em lugar da lassidão extrema dos achismos. Classificar é compartimentar o conhecimento para que ele seja facilmente encontrado nos escaninhos da memória. a advertência serve a qualquer classificação. Ao ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 5 . ética formal e ética valorativa. o mais importante é fazer com que o ser humano se conscientize da necessidade de desenvolver uma consciência moral cada vez mais convicta e exigente do que semear erudição. ideologias ou correntes de pensamento existentes. corresponderá a deslegitimação da normatividade ética e jurídica. reitere-se. quando se mostrar necessária a sua recuperação. A classificação presente leva em consideração as quatro formas fundamentais de manifestação do pensamento ético ocidental. Por isso a arbitrariedade das classificações. Não se deve confiar.

a ordem moral da economia e das organizações). Enquanto a lei física determina o comportamento de um agente puramente natural (lei da gravidade. por exemplo). mas sim por se dirigir à ação. recorrendo aos princípios universais e certos que a razão humana descobre. enquanto livres e ordenados a seu fim último. autoridade e governo. uma vez que seu fim reside na definição das regras gerais da ação. mas para aprender a tornar-se virtuoso e bom. A Ética contempla a natureza. em termos dos atos humanos. que analisa os princípios básicos da 6 . porém. devemos conhecer nosso próprio ser.Ética 2 DEFINIÇÃO CONCEITOS: ÉTICA. A resposta a tais questões conduz a um estudo científico dos atos humanos enquanto bons ou maus. É. seja qual for sua espécie. justificar e manifestar a experiência moral do homem. Baseia-se no que efetivamente ocorre na consciência e na sociedade. No entanto. uma ciência normativa. Puelles traça um diferencial entre a lei natural e a lei civil. não abrange aí o ato concreto de produção de uma obra. haja vista o remorso ou satisfação que se experimenta por ações livremente realizadas. no plano da atividade propriamente humana. buscando o bem do homem. A ordem dos preceitos dessa lei pode ser conhe- ÉTICA COMO CIÊNCIA A filosofia prática visa definir o bem do homem. A Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade dos atos humanos. Voltada para a retidão moral dos atos humanos. ou por que tal ação é boa ou má. ordena ou orienta os atos humanos. a Ética segue o método empírico especulativo. a Ética é uma ciência prática. VALORES E VIRTUDES moralidade dos atos humanos (o fim último. seja porque escapem ao domínio direto da vontade (crescimento. seria um estudo completamente inútil. Constituindo uma inclinação impressa em sua natureza. digestão. a História. as virtudes). 1972) FONTES E MÉTODOS DA ÉTICA Pode-se dizer que a principal fonte da Ética é a realidade humana. Como ciência teórico-prática. mediante ela. entendese que a Ética. na qual a razão encontra e conhece os princípios morais. e os atos que são ações não livres. estão a Psicologia. ou externa e social. que são as ações livres em que o homem decide fazer ou omitir. Cabe uma diferença entre os atos humanos. a obra a produzir e a ação a realizar. a consciência. que aplica tais princípios à vida do homem na sociedade (família. bem comum da sociedade. Em primeiro lugar. quer dizer. e não segundo um valor relativo. para então aplicar estes princípios aos diversos campos em que a atividade do homem se realiza e concretiza (Ética Especial). cumprindo a função de explicar. circulação do sangue). denominada por isso lei natural. seu sentido do dever. seja estudada em dois aspectos: Moral Geral. a lei moral. “Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. Observe-se que a Ética é uma ciência prática. pode-se dizer que. ou seja. tomando por ponto de partida a experiência moral. interna e individual. MORAL. Assim. por esse aspecto. A lei se encontra no ser que a estabelece e que. objeto da ética. por exemplo). mas não em sua aplicação. porém. todo homem conhece em si a existência de tal ordem. a lei encontra-se naquele que é regido por ela. no que diz respeito a seu método e objeto. a Sociologia. técnicas ou morais. ou a Filosofia Moral. Sob esse prisma sabe-se que o conhecer não tem sentido em si. Deles derivam os princípios da Ética. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. Abarca. e procura chegar ao sentido e explicação última de tal experiência ou ato. De modo natural. a qual é de domínio das artes essencialmente práticas. Sabendo que o homem é social por natureza e dirige-se para seu fim último em união com os outros homens. mas em sua aplicação na conduta livre do homem. por nossa natureza racional. seja por falta de conhecimento ou voluntariedade (como são os atos de um deficiente mental. não o fim último (constituem exemplos todas as regras das artes). a Ética não se detém no conhecimento da verdade em si. pode-se provar a existência da lei natural pela experiência. Como fontes secundárias. no entanto. pois nos é dado conhecer nossas inclinações naturais. universais e certos. de acordo com seu valor absoluto. de outra maneira. Além disso. NATUREZA DO HOMEM Pode-se chamar lei a tudo que regule um ato ou operação. no caso em que as ações realizada pelo homem orientam-no para atingir seu bem absoluto e supremo. de um modo participado. Ela é especulativa. uma vez que a própria experiência moral. seu conteúdo (Ética Geral). embora não essencialmente prática. constituindo esta o objeto da moral.” (RODRIGUEZ. Cabe sempre a dúvida. desenvolve-se na sociedade e na história. valores e ideais do homem. suas tendências e inclinações impressas na razão pelo Criador de toda a natureza e ordenadas para seu fim último. a atividade humana pode ser encarada como um fazer uma obra (filosofia da arte). realizados por um fim último. portanto. ou agir (moral ou ética). fornecendo-lhe as normas necessárias para o reto agir. de caráter filosófico. inteligência adverte a bondade ou malícia dos atos livres. e a Moral Especial ou Social. Aristóteles já dizia que não se estuda Ética para saber o que é a virtude. Como a ordem da natureza humana foi disposta por seu Criador. a Ética passa à categoria de arte. Assim. no entanto. A lei moral. as condições universais da atividade moral. Assim. sobre o que é o bem e o mal. é possível falar-se de leis físicas. a lei técnica ordena um ato humano para um fim restrito. como ciência prática. leis civis. regula os atos humanos enquanto humanos.

qual a sua perfeição. é a virtude. ainda que isso constitua apenas um meio para atingir um fim maior. isto é. fama. Em outras palavras. diversos fatores 7 . Com efeito. por natureza. Há diversos tipos de fins e uns estão subordinados a outros de acordo com uma hierarquia de valores. Dotado. ou seja. de forma que a natureza humana atinja sua plenitude. é fundamental conhecer o objeto. fazendo com que os fins subjetivos correspondam aos fins existenciais objetivos. Como a tendência à felicidade pode ser satisfeita com diferentes formas de amor que têm por objeto bens específicos em cada caso (pessoa. portanto. que outras ciências empregam para estabelecer suas leis. se for má (antiética). Dessa relação recíproca entre fins objetivos e subjetivos. Por aí se vê que. é possível que ela não chegue a ser entendida. própria e alheia. Se os aspectos natural e racional da lei moral não forem devidamente conjugados. é importante que o homem tenha o exato conhecimento da escolha dos bens. Aristóteles resumiu todos os bens essenciais da natureza humana em um: a felicidade. a realidade perseguida pelo ato. guardando entre si uma ordem. levando a um necessário obscurecimento das verdades que se referem ao fim último das pessoas. Se os fins forem objetivamente maus. o homem não poderia fazer esta opção pelo bem ou pelo mal. porém é elaborada livremente pelo homem. que lhe confere orientação para o sumo bem. mas o bem do próprio homem. Assim. Por essa razão. É bastante completa a finalidade do agir humano. que o bem está associado à natureza das coisas ou dos seres. portanto. às da lei moral. uma determinação. é uma tendência instintiva. A boa vontade. uma concretização dessa exigência de organizar a sociedade. qualquer cidadão de seu cumprimento. pode-se resumir em três os fatores que dificultam a adesão da vontade ao bem: a ignorância. sua perfeição e os bens necessários a sua própria atuação. Uma vida moral desordenada indica que a vontade decidiu livremente afastar-se do bem. busca a felicidade perfeita. em um afã de auto-justificarse. Sua conduta. apoiada na razão e com vontade livre. desobrigando. dinheiro. Verifica-se. em face de suas más ações. se a ação humana não estiver informada pela reta vontade. e a última para o bem. O homem será tanto mais livre quanto mais sua escolha aproximar-se de seus fins existenciais. A vontade livre adere à ação. conclui-se que os fins não podem justificar os meios. chegando a um embotamento da consciência. o homem tende a corromper a própria ciência moral. desvinculado da lei natural. praticando-a se for boa (ética) ou desprezando-a. Em termos simples. Persistir em uma conduta má dificulta o conhecimento moral concreto. a inteligência. o conhecimento moral sofre forte influência da ordem ou desordem da liberdade do homem. de modo consciente e livre. pois a isso ele está destinado em função da própria lei natural. Se a vontade é a sede do instinto fundamental do homem. Atribuir à lei civil apenas um caráter político. a verdade e o bem. Por isso. A vontade busca os fins que. A lei civil origina-se na necessidade de organizar a sociedade em que o homem vive. é possível e conveniente que se analisem as razões que levam a isso. a ação que não se revista de liberdade está destituída de um dos componentes essenciais das ações éticas. o bem conhecido. temos que a primeira tende para a verdade. Cardona afirma que não é fácil definir o bem. a perfeição essencial de sua vida e sua felicidade. Para qualificar alguma coisa boa. as circunstâncias e a finalidade. A vontade humana procura o que a razão lhe indica como sendo bom. definem a intenção da conduta do homem. muitas vezes complexas. Há. então. De fato.Ética cida pelo homem. a ação poderá ser má. pois o homem almeja fins múltiplos. beleza. subjetivamente. CRITÉRIOS DE ETICIDADE Determina-se a moralidade ou eticidade dos atos humanos com base na consideração de seu objeto. A lei civil é. seguindo a ordem de tais inclinações. Dessa forma. pois sua noção é das mais simples e primárias. procura que os fins subjetivos e objetivos coincidam. Ao se questionar o motivo de determinada ação ser moralmente má. que princípios a toma apetecível a todos. a lei da natureza humana é o modo de agir da natureza do homem. que abrange toda sua vida. Deduzir a lei natural com base na natureza humana é proceder em conformidade com os mesmos princípios de investigação da realidade e da experiência. o homem necessita aprofundar seus conhecimentos na esfera da lei natural moral. a boa vontade é a que se dirige habitualmente para o bem. considera todas as circunstâncias que envolvem a ação. para que haja moralidade na conduta humana. o homem busca. não é fruto de simples instinto ou coação de outrem. Nasce daí a obrigação de todo ser humano de esclarecer toda e qualquer dúvida a respeito de aplicações da lei natural em situações concretas. mas se orienta para o bem. de acordo com o que sua plena realização exige. O específico da pessoa humana é agir consciente e livremente por um fim. Quanto mais o homem conseguir atingir essas realidades. os atos humanos serão maus. o lucro e a formação profissional são meios para alcançar o fim de determinado empreendimento. no que tange a seus fins naturais. a felicidade é procurada por todos os homens. representa seu fim último subjetivo. que o homem age no sentido de alcançar determinado fim. mais perto de alcançar a felicidade. porém. A consciência julga a validade moral dessa ação. é contrariar a Ética. a debilidade e a malícia. A perfeição não é somente o bem. considerando-se autor de uma nova norma. evitando uma ignorância culpável que o levaria a atuar sem liberdade. considerando-se as potências da inteligência e vontade. Quais são. diversões). por isso. É fato da experiência diária. A atuação humana. consciente do que ele é por natureza. Naturalmente. a reta razão. portanto. Uma lei civil que contrarie a ordem natural é moralmente ilícita. os bens que as pessoas almejam? O homem. Assim. A lei natural orienta a conduta humana para a ordem do amor. iluminada pela verdade. a ordem do amor. amado e degustado com plena consciência da sua conveniência para com o fim de sua natureza. Se não houvesse liberdade. na realidade subjetiva. poder. A liberdade confere ao homem a capacidade de escolha. Essa ideia completa-se com a conhecida formulação de Leibniz: a felicidade é para as pessoas o que a perfeição é para os seres. a ordem objetiva dos fins. Outros bens concretos são apenas fontes de felicidade para o homem. com isso. tanto mais próximo estará de sua realização plena e. ou a reta intenção moral. Essa exigência natural de uma ordem que favoreça a convivência social implica a subordinação da lei civil à lei natural. dirige-se para um fim. para acionar a força de sua vontade no sentido do verdadeiro bem. no entanto. de inteligência e vontade.

e o Estado ideal seria aquele propiciador do máximo de liberdade ao homem. espontâneos e ime- A ÉTICA E A VIDA O LUGAR DA ÉTICA NA VIDA O pensamento fïlosófico-jurídico liberal reserva ao direito uma função reduzida. em que é atribuído um lugar a cada fim existencial concreto. cada uma delas podendo nutrir conceito próprio de ordenamento. Mas esse ideal é inalcançável. ciente da oposição nítida entre o que conhece e o que é conhecido. A única forma possível de se limitar o limite é tornar o homem mais consciente de suas responsabilidades. Este não coincide. Este se vê obrigado a ser co-criador da lei. E homem consciente de suas responsabilidades é o homem ético. Isso significa que nenhum valor da vida terá. Exterioriza-se formalmente. Por isso é que a sociedade é uma das fontes produtoras do direito. O direito é monopólio estatal. O produto do processo legislativo longe está. o ato também será mau. feito com a boa intenção de dar o dinheiro para os pobres. Da mesma forma. enquanto intuição que o espírito tem de seus estados e de seus atos. à estrutura igualitária e anti-hierárquica de uma comunidade solidária. Nem sempre reveste legitimidade. todas as infrações. e na ordem social em si. Para se compreender as inter-relações que se estabelecem entre os indivíduos e os grupos sociais. bem mais que à autoridade de um Estado soberano que faz cair do alto seus comandos e suas sanções. Toda sociedade depende dos homens que a integram e dos fatores que lhe dão vida e que causam sua atividade. antes de refletirem querer externo e soberano. pois o embate dos interesses só consegue produzir uma obra inacabada. A liberdade é o grande tema da ética moderna. O caminho para a verdadeira liberdade. Assim não fora e não lograria se converter em lei. A finalidade ou fim é a intenção que move o agente a realizar o ato. atendendo a um determinado grupo ou a um interesse localizado. É preferível. se o homem se utilizar mal de sua liberdade. o homem moderno se considera espírito livre. pois é ser essencialmente livre. O melhor direito seria o direito mínimo. membro necessário e insubstituível. Consciência é expressão de utilização constante. E consciência moral seria “a propriedade do espírito humano de dar juízos normativos. é mister pensar na sociedade como tal. onde. entendendo-se por ascese o exercício e a ação exemplar”. as circunstâncias: quem age. ainda que com intenção pouco reta. espelhassem o interesse humano comum com a racionalidade. hoje. não padecendo de conflitos de ilegitimidade. provida mesmo de certa ambiguidade. Contrapondo-se ao homem do medievo. Por isso o protagonismo aparentemente excessivo dos operadores do direito. ainda que a ação seja boa. as organizações ou instituições são agentes da sociedade que dependem de homens de caráter bem formado. Todos os fins orientam-se para o fim último do homem. já que as empresas. é aquela ditada pela reta consciência. organizada racionalmente e eticamente disciplinada: uma comunidade na qual ele terá o conforto de sentir-se valor absoluto. livres. modernamente. guardadas as devidas proporções. Se qualquer um desses três elementos for caracterizado como mau. heterogéneo em relação àquele nutrido pelas demais. notadamente o juiz. com que meios. sustentar que a lei é a expressão da vontade geral. do que realizar uma ação má com boa intenção. E talvez “o homem do amanhã se sentirá vinculado. sob a forma de lei. embora sempre legal. e de outro. Esta é a razão do estudo da filosofia e da conduta humana. Impregna a consciência. que a intenção é fundamental para caracterizar a ação ética. espiritualmente vinculado. Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar 8 . O cumprimento espontâneo das obrigações deveria ser a regra. configura um ato não ético. A teoria da sociedade e a Ética Social permitem compreender a natureza. muitas vezes se afasta do bem comum.e ninguém por ele . Mesmo porque um Estado se compõe de inúmeras comunidades. como. do próprio Estado. mas a via ascética. que se pratique uma ação boa. faz uma análise do objeto do conhecimento. alimentada por verdadeiro espírito fraterno. se alguém ajuda seu colega de trabalho sem a intenção de prestar ajuda. sua plena realização como ser humano. plurais e antagónicas. Para que um ato seja bom. A lei feita de encomenda. A satisfação dos interesses humanos deve se basear no uso espontâneo da liberdade e autonomia individual. apoiada na ordem essencial da própria natureza humana. A ética é produzida pela reta razão. Dependendo das circunstâncias. ação que é suscetível de constituir modelo para os demais. extirpou-lhe a característica de relação necessária que deriva da natureza das coisas para ser resposta pontual. podendo ou não coincidir com o objeto da ação. A ética poderá conduzir o ser humano à vida solidária que se espera venha a irmanar os ocupantes do mesmo planeta.Ética ou modificações que afetam o ato humano. embora eficiente e eficaz. inteligentes. pessoa entre pessoas. Somente o próprio homem . Liberdade e vontade valem mais do que lei e limite. ou “através do qual a liberdade se liberta e transcende o mundo historicamente dado não é a via revolucionária. não está se comportando bem. quando. Uma comunidade assim poderia vir a ser regulada por leis que. que é a posse do bem supremo. O Direito não é panaceia para todos os problemas. O direito será chamado a intervir quando a esfera da autonomia individual vier a falhar. A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida. Ação exemplar. pela Ética. valor se não vier a ser espiritualmente aceito pelo homem. pode-se agravar ou atenuar a moralidade de um ato. competentes e eficazes. a cuja sorte estão indissoluvelmente encadeados. de corresponder à expectativa da comunidade. É sempre legítima. no entanto. igual entre iguais”. de um lado. O que se afirma do direito poder-se-ia dizer também. É consciência psicológica reflexiva. O roubo de dinheiro do caixa da empresa. por quê. com todas as aspirações em jogo e representadas no Parlamento atual. reduzindo suas incertezas e colmatando as deficiências. efetivamente. o fim e a ordem da vida social. Relevante enfatizar a distinção entre direito e ética. conclui-se que devem ser bons o objeto. as circunstâncias e o fim. Isso significa.poderá convencer-se disso. Assim não fosse e o mundo precisaria ser convertido em um enorme Tribunal. casuística e contingente a uma questão localizada. que o fim não justifica os meios. O critério de moralidade permite definir uma hierarquia de fins. Poucos conseguiriam. Sua produção moderna. A consciência psicológica é espontânea. quando. necessariamente.

E o rico tem deveres éticos muito evidentes para com o pobre. O CAMINHAR ÉTICO Existe uma forma de se aprimorar eticamente? Qual a trilha a seguir se eu quiser crescer eticamente? 9 . dados incontornáveis da realidade brasileira. Não o homem apenas tecnicamente preparado. Outro nome dessa comoção é sensibilidade moral. o apelo das universidades quando conclamam seus ex-alunos a comparecerem. que Von Hildebrand chama “estado de vigília moral” e considera pressuposto indispensável da real capacidade de apreender e possuir valores. o que somos. assim como a miséria. a exclusão social e a iníqua repartição de rendas. Santo Tomás já assinalava a existência de três virtudes em ordem a fazer bem ao necessitado: “A esmola. não tanto regulá-las pelo princípio da rentabilidade. Sem sinalização interior do campo do proibido e do permitido. É só do homem do direito que poderá provir uma contribuição efetiva nesse sentido. um abrigo para o desvalido. ela poderia sugerir imagem não muito favorável à formulação moral nativa. pode se incompatibilizar com certas consciências. Não há homem que não tenha a liberdade de obedecer à sua razão. Nem se fala da ética do jeitinho. Dívida a ser paga de muitas formas. falar-se em ética brasileira. pode se considerar rico. em poucas décadas. com a inversão de suas rendas. hoje contados aos milhões. posição e decoro próprios e de sua família”. emprego. tem sua aplicação para os ricos que gozam de bens supérfluos e pode com eles exercitar-se. a sua profundidade verdadeira. com educação universitária. para se converter em um pobre a mais. mas imbuído de verdadeira responsabilidade moral. Pode-se sustentar. participando do banquete dos mais reconhecidos bens da vida. Em relação a esses irmãos sem teto. recorrendo ao magistério de Kant. mais digno e mais humano. ser viável a vida sem direito. O de aprimorar o sistema. esse “desejo pelo qual cada um se esforça por conservar seu ser sob o exclusivo ditame da razão”. É lição antiga a de que “ao não fazer dos nossos bens o uso que devemos. trabalho aos necessitados e. procurando. espontaneamente. muita vez. Na participação comunitária. como argumento de persuasão. ao fazer suas inversões. Tudo aquilo que contribua para o bem-estar do necessitado. a beneficência e a magnificência. Um deles é o dever de repartir seus dons. portanto. teto e automóvel. Mostra-se imprescindível reverter a tendência brasileira de o privilegiado se não comover com a situação do miserável. Todos devemos à sociedade. Todavia. Para isso. É Spinoza quem chama de firmeza de alma. ou do levar vantagem em tudo. A doação para o pobre não consiste apenas na entrega de bens materiais. Esse dever de repartir não quer dizer abrir mão daquilo que lhe é necessário. por isso. Graças a ela somos.. num país de desvalidos. por ser fruto da liberdade e da consciência. propriedade ou perspectiva de vida. ampliar a legião dos miseráveis. dando. Todos são titulares dessa propriedade do espírito de distinguir entre o bem e o mal. resultante da mescla das três etnias básicas. os favorecidos pelo sistema contraíram dívida moral. Há de se contemplar algo de mais objetivo e palpável. Além do subjetivismo da opção. Poderão ser cumpridas mediante imposição e força. É só mediante essa atitude fundamental de maturidade que tudo ganha a sua plena seriedade. mas pode se manifestar sob a forma de arrumar um emprego para o necessitado. para que o acesso dos excluídos à partilha dos bens da vida seja facilitado. “(. “A melhor e mais curta definição da virtude é esta: a ordem do amor. algumas características nacionais poderiam sugerir peculiaridades suscetíveis de reflexo na conduta do brasileiro. Quem que possui alguma coisa. O Estado brasileiro conseguiu. estimulando o desenvolvimento de sua coragem moral. Não se está a cogitar do caráter nacional. Pois rico é “aquele que em seus bens tem mais do que necessita para o sustento. a responsabilidade ética para com a miséria deve constituir motivo de desconforto. A comunidade jurídica tem outro dever moral. que é fruto de uma vontade exterior e que. Toda pessoa normal possui uma consciência moral. uma palavra de apoio para quem dela necessita. é uma questão de justiça. a intervenção do Estado. E. fazer retornar à sociedade aquilo que lhe foi oferecido. sem os quais não existe existência digna. Assim não fora e seria uma questão de amor. Assim é como a virtude da magnificência tem verdadeiro valor”. E até mesmo através da concessão de auxílio material e donativos.” A ÉTICA E O BRASIL A ética é universal e pertine ao género humano. Possuindo consciência moral. temperada pelos trópicos e pela influência da imigração. Uma tendência altruísta pode ser encontrada em alguns outros países. o sinal indicativo de que se agiu em desconformidade com o bem. em grande parte.. sobretudo. Sobretudo. Na cobrança de atuação mais efetiva de parte do poder público. procurando minorar suas dificuldades financeiras. recusando-se a ceder ao medo e a qualquer coisa outra que não a verdade. O ser humano responsável será incapaz de se não comover com a situação de milhões de semelhantes desprovidos dos bens da vida mais básicos. Na formação de uma consciência coletiva direcionada a minorar a injustiça. O senso de responsabilidade é base indispensável de uma verdadeira vida moral. quase sempre ressoa no vácuo da insensibilidade. é coisa sem valor o fato de os homens viverem na Terra”. que cai admiravelmente aos capitalistas. com base nitidamente empírica. O estado de vigília moral impedirá que as consciências amorteçam e deixem de indignar-se com o embrutecimento do mundo. para que a iníqua repartição de rendas não se perpetue. mas será inviável a aferição de sua conformidade com a consciência e elas não revestirão legitimidade. Somente os anormais não sentem remorso. As duas primeiras se complementam. A ética. Não faz sentido. aprofundando o fosso que separa os possuidores dos despossuídos.) se a justiça desaparece. Mas não haverá vida humana sem ética. Aqui. a pessoa há de pautarse por ela. No empenho concreto para o encaminhamento dos problemas da exclusão. É legítima. mas também a terceira.Ética diatos sobre o valor moral de atos individuais determinados”. E temos a obrigação de convertê-la em algo de melhor. Para alguém privilegiado com uma ocupação remunerada. quanto pelo princípio de fazer o bem. pouco significado moral terão as regras positivas. é uma alternativa eticamente superior ao direito. pecamos contra a sociedade”. mediante correção do ordenamento. nem de.

produzir obras úteis ao seu ensino. na publicidade. Se alguém descobrisse uma vacina para imunizar a conduta de qualquer falha ética. sou eu quem decide o que é bom e o que é mau. Quando ele for alguém a cuja eleição se contribuiu. a única instância julgadora dos próprios atos é o indivíduo mesmo. Ninguém nega. Quase sempre poderá identificar os valores de sua vida nesse exercício. o que lhe dá alegria. que se vê apoiado pela presença contínua das individualidades relevantes nos meios de comunicação”. assegurariam o mínimo de desfrute dos direitos por parte dos despossuídos. eles são crenças. pois crêem numa natural pureza de espírito. nas comunicações. O relativismo moral prega a impossibilidade de se estabelecer com segurança e objetividade os conteúdos de uma moral a ser aceita por todos. deve cuidar de satisfazer os próprios direitos. Procurar pautar-se pêlos valores reais. O sacrifício na intensidade dos valores decorre. a final. ornamental. Regra singela de se atender é a de intransigência com as faltas éticas: próprias. Muita vez. em primeiro lugar. no desempenho das profissões liberais. quando são desprezados os deveres que. senão porque eu decido que é bom em virtude de minhas próprias razões. Ou. A sociedade cobra sucesso. É um ideal narcisista. alheias. Pois progresso não se confunde com civilização. o casamento. com certa assiduidade. Como existe uma crise de valores na sociedade. A causa psicológica é a perda do sentido do dever e o consequente fortalecimento do sentido dos direitos. uma admoestação ética há de ser endereçada ao agente. As pessoas aparentemente não se sentem impelidas a lutar por seus valores. Não se estima aquilo a que se não conhece. Basta mencionar o aborto. para se concluir que nossa era longe está de consensualizar tais questões. a explicação fornecida para justificar-se poderá satisfazer o crítico. da pessoa individual. Assim. As primícias do género humano se devotaram ao aprendizado ético e puderam. da ampliação excessiva no desenvolvimento da personalidade individual. essa postura representará real contributo a seu crescimento ético. o que está bem ou o que está mal. Ao se enfrentar a chamada crise dos valores. é o exame de consciência cuja periodicidade ela mesma ditará. a eutanásia. nem remédios miraculosos. 10 . o depósito dos valores. a virgindade. em cada ato da existência. económico ou poder derivado de se titularizar um ideal de beleza ou de sucesso na sociedade de consumo. mas que ainda padece de enfermidades notórias no seu processo civilizatório. Para identificá-la. na linguagem de Ortega y Gasset. Pensar mais nos outros. cumpridos por todos. ao depois disso. A leitura dos jornais é terreno fértil para se verificar a quantidade de deslizes éticos neste final de milénio. A falta de ética na política. Abandonar o egoísmo cruel e exercer a solidariedade. não se feriu eticamente o semelhante. Não faz mal transigir em alguma coisa com o utilitarismo de Bentham. A recuperação dos valores partirá de uma reformulação de vida. o estudo da ética é necessário. se os valores são elementos justificadores das normas sociais que regulam a vida do grupo. Os outros só entram em cogitação quando possam auxiliar a consecução dos objetivos individuais. não apenas ideias. reconduz ao egoísmo perverso orientador da sociedade contemporânea. cumpre adotar atitude prática. Pois a concepção de êxito “que impera em nossos dias é a do êxito puramente externo. Esta parece a vertente correta. Além de propiciar a discussão. acreditando-se destinado à integral satisfação de suas necessidades e aspirações e. Sempre que possível. Verificar aqueles que foram abandonados por inexata compreensão da realidade ou por egoísmo. que são aquelas que a mim me convencem. embora com alguns pontos positivos. em sã consciência. Humanidade que atingiu tanto progresso. Esses bens da vida não são somente ideias. o adultério. Descobrir que a felicidade interior pode ser conseguida quando se busca a felicidade do outro. Para que esse debate contínuo com a própria retidão tenha proveito. a causa ideológica da crise dos valores é a exacerbação do relativismo moral e da concepção utilitária da felicidade. para isso. E sucesso não é um valor cristão. Ela se caracteriza pela falta de homogeneidade moral em relação a certos temas. Se para algo puder valer. Pode auxiliar o crescimento ético anotar diária ou semanalmente as falhas e as vitórias. Até aqueles que não se detêm sobre a questão e já se acreditam irrepreensíveis. teria aberto uma senda para a transformação da humanidade. para que possa reformular sua conduta. onde está sendo gasto o seu dinheiro. em grande parte. por pequenas possam elas parecer. Por último. Como diz bem Gregorio Robles. Mas não é impossível. O bom não é bom porque seja bom em si. Os valores são bens da vida aos quais emprestamos afeição. os valores individuais também podem estar em crise. há de se percorrer. basta alguém verificar onde está sendo aplicado o seu tempo. com a admiração social obtida por quem possui bens materiais e poder. para quem o ideal social era a obtenção da maior felicidade possível. fazendo-o reformular seu ponto de vista. “substituiu-se o êxito do ideal pelo ideal do êxito”. Cada qual pode adotar a sua própria vereda. o antimilitarismo. o indivíduo se arma.” Já a concepção utilitária da felicidade. Poder político. Fala-se em valor positivo. Redescobrir os próprios valores.Ética Novamente se reafirme: não há receitas infalíveis. não em valor negativo. A primeira delas. a união civil homossexual. ouso fornecer algumas linhas para a busca desse crescimento. para o maior número de pessoas possível . também abrindo espaço para os eventualmente positivos.formulação boa em se com a concepção economicista da vida. Obtém-se destaque na mídia não em virtude de altruísmo. O essencial é que todo ser humano tenha a sua diretriz ética de perfectibilidade. há de se indagar se os valores deixaram de existir ou se o que ocorre é o fato social constatável consistente na perda de fé ou de entusiasmo ante eles por parte de grande número de pessoas. Exercício válido é formar hemeroteca de exemplos. É difícil reverter esse quadro? Sim. É necessário mergulhar nos estudos desenvolvidos pela humanidade em torno ao tema permanente. Psicologicamente. Para o mesmo autor. “Não há instância superior à minha consciência. Pois a concepção atual de felicidade a identifica com o êxito material. a vontade de viver eticamente. O discurso em torno à categoria dos direitos fundamentais não deixa de ser hipócrita. senão por se alcançar dinheiro e poder. Todos se conduzem de acordo com sua escala de valores. em quase todas as atividades humanas. É necessário inquirir a esse juiz interior se.

calcada em hábitos. E sem o primeiro deles. Em síntese. portas cerradas. A resistência a esse descalabro. Revisão da escala de valores. respeitam-se e por isso têm condições de amar aos outros. da conciliação ou reconciliação com tudo e com todos e. Pautar-se pelos valores reais. É hora de trocar o princípio do prazer pelo princípio da responsabilidade.o do progresso técnico e sua crescente complexidade . com repercussões no campo político. O ser humano moderno está perdendo o sentido de pertencer a uma comunidade e com isso sente-se isolado. Não existe princípios éticos materiais. e cuja transformação qualitativa depende exclusivamente de sua vontade. não há. “a metamorfose da pergunta parece obedecer a um dos signos dos tempos . senão procedimentais. precisa investir na educação moral. entretanto. desagregado. Não transigir com os deslizes éticos. VALE A PENA SER VIRTUOSO? Era comum a quem se propusesse a estudar ética indagar-se: a virtude pode ser ensinada! Ou. Mas estará salvo o seu mundo. Todos somos responsáveis pêlos descaminhos da sociedade. não tem o direito de inculcar como universalizável o seu modo de ser feliz. Não um pacto a favor do Estado. “o dom da paz interior. como se fossem singelos mandamentos éticos: 1. Não se está impondo à juventude. Vontade exercida passo a passo. 7. 3. o ombro amigo e. proibitivos e castradores. 2. sem vínculos com o seu próximo. Exame de consciência. será sempre bem-recebido. O abandono dos fins últimos para o treino da sobrevivência estaria destinado a prevalecer num Estado-Nação onde os intelectuais ocupam o humilhante último plano na escala dos valores sociais. em outras palavras. É por isso que o educador. consciente de que para isso necessita contar com outros igualmente estimáveis. “A natureza humana é tão diversa que se poderia duvidar qualquer generalização sobre a classe de caráter que conduz à felicidade que pudesse ser aplicada a todos os seres humanos. 11 . pode ensinar-se o comportamento moral? Sinal dos tempos. Cada qual está muito empenhado em seu próprio micro-universo inexpugnável. senão um pacto a favor da humanidade. Sabe-se apenas que. não se inicia a caminhada. ficção da qual somos elemento concreto. aceno poético do constituinte de 1988. conosco mesmos 3. capazes de relacionamentos fecundos. Ao menos para obter um consenso mínimo. ao menos. integrada por seres humanos capazes de auto-realização? Mais singelamente. até o exaurimento. Ingressa em todos os lugares. O passo é o movimento natural do homem. já que a distinção entre países pobres e ricos não guarda já relação com a riqueza dos recursos naturais. modelos e virtudes. Cumpre indagar: quer-se uma geração de profissionais providos de destreza e prontos a ganhar a vida ou pretende-se edificar uma comunidade solidária. Cabem aqui a exortação e o conselho.Ética Todos esses procedimentos podem colaborar para o retorno à ética. imunes a qualquer dependência. O triunfo da razão instrumental. a pergunta foi substituída por vale a pena ensinar a virtude? A modificação não é destituída de importância. 2. que Adorno e Horkheimer detectaram. aquele espaço físico e temporal em que se desenvolve a sua personalidade. Na análise de Adela Cortina. o seguinte: 1. e ademais. um consenso sobre um núcleo de critérios morais que representem os valores básicos para uma convivência realmente humana. imediatamente após seu surgimento. Reconhecer a urgência no retorno à vida ética. ciosa de seus projetos de auto-realização. 5. um ouvido disponível. Tenha-se presente que não existe um padrão universal de felicidade. da desenfreada busca pelas vantagens e pelos prazeres. os donos passam a ser cultuados na mídia e têm espaço reservado nas relações de figuras carimbadas para as festas dos emergentes. desejosa de projetar. 4. isto é. Moral é desenvolvimento de capacidades em uma comunidade. pode valer a pena. de modo que a pessoa se sinta em forma. O cultivo da auto-estima criará pessoas saudáveis. senão com a capacidade tecnológica”. capaz de levá-los a cabo. ajudar a modelar o caráter. Hoje a ética se transformou em uma necessidade radical. Alguns bastiões da lucidez continuam a pregar a necessidade de uma conversão moral para salvar o mundo. Estudar ética. Chegaria a ser cómico falar-se em comportamento moral para uma sociedade imersa em desfrutar. parece ser um fato indiscutível. neste primeiro sentido. Parece haver crescido o desalento em torno à possibilidade de se insistir numa conduta moral. espiritual. que precisa ser alegre e continuar a colorir o mundo. é mais importante vencer na vida ou ser feliz? Quem optar pela segunda versão. Moral é capacidade para enfrentar a vida frente à desmoralização. 6. A ruptura desse ethos é mortal para a vivência sadia de qualquer pessoa. para começar e para terminar. Vem primeiro o dinheiro e seus detentores. como os modernos. pois são amoráveis. É preciso um novo pacto: o pacto que nos impulsione à contemplação da humanidade como um todo e nos permita salvarmo-nos juntos.” O máximo admissível é a demonstração de que felicidade é um dom. ao treinar o educando para ser feliz. o universo das sensações. pois vive-se uma era em que ninguém dispõe de tempo para ouvir. Dinheiro conseguido sob qualquer forma. pois. Como se isso não mais condissesse com a realidade presente. esta humilde proposta recomenda. onde problema alheio não tem acesso. principalmente. se o crescimento moral deixar de ser perseguido como meta. Aferir objetivamente a observância desses valores. pois sem ela o género humano sucumbirá à destruição. o diálogo e a troca de experiências. tenha ele sido conseguido não se sabe como. a absorção de códigos rígidos. Nasce-se no seio de uma comunidade que é herança de gerações. Educação moral que precisaria recordar. O dinheiro. Moral é busca de felicidade. Não se indaga de onde saem as grandes fortunas. Consequência do asserto anterior. Gostam de si mesmas. Educação moral significa. Não haverá sociedade democrática. Poderá ser pouco para salvar o mundo. Tempos melancólicos de predomínio do egoísmo. como indivíduos.que leva a pais e responsáveis políticos da educação a convencer-se de que mais vale transmitir aos jovens quantas habilidades técnicas sejam capazes de assimilar para poder defender-se na vida e alcançar um nível elevado de bem-estar. voz ou vez. para ele. tão criticado e tão pouco implementado.

Mas só isso não basta. sentir-se irmanado com ele e importar-se pelo destino alheio. liberdade para amar. notadamente os sociais em defesa dos mais fracos: direitos humanos. Também era absurda para os gregos antigos a ideia de uma sociedade sem escravos. Há um padrão ético para os civilizados e outro padrão ético para os emergentes. Cada pessoa consciente precisa se imbuir da certeza de poder transformar o mundo. não há receitas prontas nem modelos definitivos para inculcar no ser humano um compromisso ético. Evidencia que países mais desenvolvidos e providos de doutrina ética pretensamente consolidada e inserida em seus códigos de conduta atenuam os seus pruridos quando negociam com países de desenvolvimento heterogéneo. sobretudo do outro excluído. talvez poucos possam os bem intencionados. divertir-se. Os pais têm o direito de dormir tranquilos. a insensibilidade e a banalização da violência e da vida. enfermidade. guardada em seu bico. É necessário atuar em grupo. E ética solidária. lugar e espaço para se desenvolver. que também é vítima da ação humana. A moral em voga até o momento produziu esse quadro triste com o qual se tem de conviver: o salve-se quem puder.e mais rapidamente do que se pensa . “Estes espaços de convivência solidária podem implodir a lógica do sistema como um todo. os pobres. O que não se justifica é a continuidade dos desvios. Os incêndios nas florestas e à margem das rodovias são apenas o começo. A estória do beija-flor que pretendia apagar o incêndio da floresta mediante água que traria em contínuas viagens. preconceito ou indiferença . com uma velhice hígida e digna. A moral individualista pouco tem a oferecer. continuando a emitir gases que vão comprometer . Cada um está sendo chamado a salvar o mundo. assim como os abandonados e os desvalidos. ainda que imbuída de certa ética. Nós nos humanizamos quando humanizamos o mundo”. constata-se quão deficitária é a responsabilidade ética. cada qual se apoiando no companheiro. Se forem milhões deles. Enquanto houver quem defenda uma árvore. ao menos uma preocupação de. Tais movimentos “atendem não só a uma exigência de pôr em prática nossa indignação ética. os efeitos serão outros. Após dedicar-se à leitura destas reflexões éticas. ecologia. A juventude precisa ter esperança de contar com educação de qualidade. fazendo crescer a fome. combate à fome e à violência. as minorias étnicas. a exclusão. espaço saudável de convívio. procure sanar o mal do mundo . a violência. as certezas. Os enfermos precisam contar com assistência. tarefa das mais fáceis formar uma nova. Ela só defende o interesse pessoal e. A discussão ética não foi interrompida. um animal em extinção. pois a solidariedade implica ação coletiva exprimindo-se em movimentos de toda ordem. as mulheres.seja ele violência. praticamente ausente na consciência dos poderosos. se condoa de uma criança. A ação decorre da opção consciente por um princípio. minorias. Chamas reais estão prestes a surgir. angustiado e necessitado de cuidados. Os infortúnios precisam ser compensados com assistência efetiva. Sem princípio não haverá ação. No momento em que a mais poderosa nação no mundo se recusa a cumprir o Protocolo de Kyoto. se a Providência permitir. produz progressos técnicos que geram injustiças sociais e aplicações cínicas de normas e princípios que pioram ainda mais a situação dos pobres e dos mais fracos”. Não se justifica é o gasto excessivo com propaganda. Cada qual precisa se colocar no lugar do outro. Milhares de novas ONGs estão disponíveis. É dever do Estado e este haverá de ser fiscalizado e cobrado. cada qual poderá imbuir-se de alguns princípios éticos. daqueles que são as maiores vítimas dos processos sociais de exclusão. de milénio. Um grande status de indignidade com o qual se convive. O ser humano tem uma destinação mais nobre do que aquela que está se desenhando neste início de década. a mostrar que esse mal continua a sugar recursos imprescindíveis à redenção dos mais pobres. Continuam os rankings de corrupção elaborados por organizações não governamentais em vários países. o deboche e o acinte. A continuar o festival de insanidades perpetradas contra o ambiente. mas uma ética individual. Pode parecer absurdo acreditar que milhares de movimentos sociais pulverizados pelo mundo todo possam construir uma nova sociedade baseada numa ética da responsabilidade solidária. de século e 12 . um reforço no protagonismo individual e gregário.há sinais de que nem tudo ainda está perdido. o cada um por si. mesmo sabendo que seus filhos ainda não chegaram. dos filhos dos netos. Abandonando-se a postura egoística. a caminhada será exitosa. Há recursos para todos. Sós. o descrédito. poder-se-á caminhar para a ética de responsabilidade solidária. “articulada com a moral essencialista das instituições modernas. despossuído. adquirir-se-á a certeza de que é possível construir um mundo melhor do que este. Se nenhuma delas atender aos objetivos idealizados. quando bens da vida essenciais ainda não foram assegurados a todos os ocupantes deste solo.Ética Reitere-se. Multiplicam-se as organizações não governamentais e 2001 foi escolhido como o ano do voluntariado. da corrupção e da má utilização do Erário. portanto. na companhia dos filhos e netos e. Tem o direito de sonhar com o futuro. se tiver vontade e força. instância privilegiada de reflexão conjunta. diante da criminosa destruição da natureza. Ser solidário significa se colocar no lugar do outro. literalmente.o futuro da Humanidade. ocupação garantidora de subsistência. é bastante ilustrativa. mas também a uma necessidade existencial do ser humano de construção do seu ser. Quem sabe os nossos netos ficarão chocados POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE PLANETÁRIA Torna-se ao ponto de partida. O trabalho voluntário só pode ser alimentado por um denso núcleo de consciência ética. além de viver sem prejudicar o semelhante. Impõe-se. Juntos. na convicção de que ninguém pode alterar o rumo natural das coisas. Milhares de brasileiros já sentiram esse chamamento. carecendo de trabalho voluntário. Impregnando-se de responsabilidade solidária. quando bem administrados. já não haverá muito o que defender dentro de reduzido lapso temporal. Um pássaro apenas talvez seja impotente. Chamas simbólicas queimam os valores. mas recrudesceu. transitar por ruas e praças sem receio de sequestros relâmpagos e de ser vítima da violência. O mundo hoje está imerso num incêndio. A solidariedade mostra-se essencial neste milénio em que se vislumbram sinais de esperança. as gerações futuras e a natureza.

a cifra negra da criminalidade. Parecemos surdos aos seus pedidos de socorro. Os pobres estão abaixo da linha da dignidade humana. Espaço muito curto para caracterizar uma civilização. “7.se aliam para destruir o que resta daquela exuberante reserva transformada em deserto em apenas quinhentos anos. Esse panorama é quase ignorado pela grande mídia. se é difícil compelir o detentor de poder a fazer o bem. consiste no desenvolvimento da fantasia moral. A dificuldade de endereçar as dinâmicas e os êxitos das pesquisas científicas e tecnológicas ao bem comum da humanidade”. “6. Essa atroz inocência da atrocidade não é mais um caso à parte. Os seres humanos lúcidos não estão ainda convencidos de que podem vir a ser acusados amanhã . A crise demográfica. as manifestações e os libelos contra atuação lesiva ao interesse coletivo resultam em retrocesso nas medidas temerárias ou em reexame daquilo que. O meio ambiente vem sendo continuamente lesado. na tentativa de vencer o desnível. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos. A ignorância e a cupidez . rumo a uma ética de solidariedade planetária. implorando uma esmola e servindo-se de qualquer instrumento para ameaçar os transeuntes. “9. Reflete o estado permanente de dissociação e de irresponsabilidade dos homens de nossa época. o trabalho. presente no discurso. O recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais. Enquanto isso.” A advertência de Günther Anders é atual.de uma cegueira moral ou de uma irresponsabilidade ética que pode ser um crime omissivo. As instâncias de poder são confiadas à criminalidade. “2. sem garantia alguma de preservar a vida e o património de seus moradores. A periferia é um outro mundo. para assegurar a opulência a uma parte minoritária da humanidade. tornam-se cada vez mais providos de bens e de poder. para conseguir uma senha de atendimento pelo sistema único de saúde. o grupo de amigos. As cidades vão se transformando em massas cinzentas de população excluída. de onde se pode acessar -por infovia . mesmo assim. quase ausente na prática. somos os sucessores desses esquizofrênicos. acaba-se com a Floresta Amazônica. os esmoleres a cada esquina. o desemprego. Se as coisas estão assim. o dever moral determinante. O monopólio ocidental do sistema informativo-comunicativo e a homologação das culturas sob a liberalidade absoluta do Ocidente. “4. A crise ecológica. a raiz de todos os males . A crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. A invasão e os efeitos perturbadores de uma ordem económica mundial que. no verdadeiro sentido da palavra. A tortura.se houver um amanhã . isto é. A trivialização das chacinas. seria chamada de civilização destruidora. “Aquilo que nos tinha enchido de horror há dez anos foi: o fato de que o próprio homem pudesse ser um encarregado de um campo de extermínio e um bom pai de família. regional. consideradas limpeza de marginais. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra. que esses dois fragmentos não se obstaculizassem mutuamente. ampliados. os problemas do mundo só se tornaram mais sérios e mais urgentes. das discriminações de casta e de sexo. as filas para pedir emprego. Está provado que.qualquer autoridade local. produz para todos os outros a fome. a incerteza de se voltar para casa. Sob a falácia do progresso e do desenvolvimento. quando não atendidos. o subdesenvolvimento. é relativamente fácil impedi-lo de fazer o mal. embora emitida em meados do século passado. elogiando ou recriminando. adequar a capacidade e a elasticidade da nossa imaginação e do nosso sentir às dimensões dos nossos produtos e à imprevisível desmedida daquilo que podemos perpetrar. A conurbação vai criando uma subumanidade enferma.Ética ao saberem que houve um tempo em que crianças morriam de fome. assim como já se sacrificou toda a Mata Atlântica. É urgentíssima a rápida maturação ética da consciência coletiva. está provado. Quem pretender examinar esses dez pontos e circunscrevêlos apenas à realidade brasileira constatará que este belíssimo Brasil possui uma das mais iníquas distribuições de renda em todo o mundo. a corrupção. A expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas. passaria in albis e se converteria em ato irreversível. desvalida e infeliz. Alguns segmentos são ainda mais sacrificados do que os outros. Esta seria uma reviravolta ética global. com a total ausência do Estado. Nós. A blindagem de carros. o clube. Uma globalização moral ou a edificação de uma ética planetária. “a margem de tempo para uma mudança de caminho mostra-se sempre mais exígua. Minorias enfrentam preconceitos e discriminações. “10. mais 13 . transformada em fortaleza e. todos. Desde então. O aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. sugerindo. Até que tais círculos. O medo. a impunidade. “3. Depois da casa. Tudo o que acontece a um ser humano. a degradação do trabalho. atinge a humanidade toda. O clima de guerra civil já existe nas grandes cidades. A nossa. nos dias de hoje. alcançassem uma dimensão planetária. porque já não se reconheciam mais. cobrando. Os ricos. A Terra é um planeta frágil e já está extenuada de emitir sinais de exaustão. A existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países. Os protestos. se não queremos que tudo seja perdido. O crescimento da segurança privada. As feridas mais dilacerantes da contemporaneidade podem ser recapituladas no quadro seguinte articulado em dez pontos: “1. Solidariedade é um tema retórico. “8.” O espaço inicial é o da própria casa. a garotada a limpar os pára-brisas. “5. a escola. estadual ou federal. não fosse a reação adversa da comunidade. com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. os maus-tratos.esta. o flagelo da droga.

Diante dela. Há valores vinculados ao agradável. Na realidade. “A filosofia valorativa separa cuidadosamente o problema da intuição dos valores . e. O valor é mais elevado quanto menor a necessidade de dividi-lo com outrem. suscetível de ser intelectualmente concebido. Por sua mesma índole. Existem bens porque existem valores. A durabilidade do valor tem a ideia de permanência. A noção de valor passa a ser o conceito ético essencial. decisões voluntárias.” É nossa consciência que nos adverte da existência dos valores. indica Scheler os seguintes: “Um valor é tanto mais alto: a) quanto mais duradouro é. Só deve ser aquilo que é valioso e tudo o que é valioso deve ser. Quando se afirma: o todo é maior do que a parte. Assim. Mas não foram criados por ela. a tese da idealidade tem alicerces consistentes. este risco ameaça. intuídos. Existem os valores? Eles existem e isso é facilmente constatável por qualquer pensante. Só pode ser descoberto o que já existe. senão por ela descobertos. entre os direitos fundamentais. Ignorar ou subverter essa hierarquia é fonte de problemas nem pequenos. o clima emocional produzido pêlos esportes. ainda quando seu valor não seja conhecido nem apreciado. “A filosofia atual reconhece dois tipos de existência: o ser real e o ser ideal. portanto. Quase não há espaço para divulgar valores. duas posições primordiais do espírito perante a realidade. ou as vemos enquanto valem. distinguindo-os em: a) valores do agradável e do desagradável. feição nova da sociedade do espetáculo. pode confundi-lo. temos que dizer que o Valor é o que vale. Todos são chamados a esse protagonismo. não com o estado de prazer gerado pela posse do valor. DEVERES E POSTURA PROFISSIONAL A ÉTICA DOS VALORES A classificação Ética dos Valores poderia representar uma aparente inversão da tese kantiana. por isso. Isso é pensamento ingênuo. Na esfera prática têm essa forma de existência os atos humanos. É longeva a distinção entre o mundo da matéria e a ordem do ideal. 14 . à primeira vista. Nesse sentido. A satisfação coincide com a vivência de cumprimento. o imperativo categórico. Não que possam ser eleitos. Todos os demais direitos são bens da vida. Na ordem lógica e matemática. Por que isto? Porque ser e valer são duas categorias fundamentais. Os valores submetem-se a uma hierarquia. Inimaginável repartir-se uma tela em múltiplas peças. o ideal não teria existência. a vida. b) quanto menos participa da extensão e da divisibilidade. espacial e temporalmente localizado. A EXISTÊNCIA DO VALOR As grandes questões da axiologia clássica podem ser resumidas a quatro e são elas que merecerão agora ligeiro exame. porque valem. vive da imagem e da aparência. mais precisamente. Ou vemos as coisas enquanto elas são. Ideal não é só aquilo que é objeto da representação. e) quanto menos relativa seja sua percepção sentimental à posição de seu depositário”. o correto e o bem. A criação de uma consciência ética sensível e desperta para as exigências da contemporaneidade é a alternativa ao caos que adviria da preservação do quadro atual. a consciência incerta e frágil dos mais jovens e aquela que não é estruturada por claras orientações de valor. nesta fundamentados e. O valor fundamentado em outro é sempre inferior ao fundamentante. VIRTUDES. Para a filosofia valorativa. E a escala de relatividade dos valores auxilia a aferir o grau de superioridade dele. as variadíssimas manifestações do agir: intenções. d) valores religiosos. que têm caráter absoluto. devem ser. como os valores morais. Podem ser meramente sentidos ou O CONHECIMENTO DOS VALORES Os valores constituem condição de existência dos bens.Ética interessada em divulgar o exótico. A sociedade do entretenimento. independentemente de alguém imaginá-lo ou pensar assim. no final. b) valores vitais.que é ontológico. Em regra. o postulado continua válido e existente. d) quanto menos fundamentado se acha por outros valores. sentido de responsabilidade. Para Kant. mas dá-se o inverso: todo dever encontra fundamento em um valor. para que cada destinatário detenha uma parcela de seu valor originário. o valor de uma ação depende da relação da conduta com o princípio do dever. é o bem por excelência. Entre os valores também surge a possibilidade de relações de fundamentação. a consciência exposta à mensagem televisiva corre o risco de dar consistência de realidade à ficção do espetáculo e. inferiores à própria vida. Não teria sentido o amante declarar que ama agora ou durante certo tempo. ou. como também o seria confundir-se idealidade com subjetivismo. como já o reconheceu Mestre Reale: “Deveríamos. A obra de arte é indivisível. a sensualidade. ter começado por uma definição do que seja valor. c) quanto mais profunda é a satisfação ligada à intuição do mesmo. Assim. O ser real se encontra. consciência da culpa etc”. Isso explica a simpatia ou antipatia natural diante de uma pessoa ou a emoção perante uma obra de arte. o valor moral não se baseia na ideia de dever. juízos estimativos. pode ser objeto de um conhecimento sensível. do narcisismo e da insensibilidade. porém. há impossibilidade de defini-lo segundo as exigências lógico-formais de género próximo e de diferença específica. não o contrário.que é epistemológico daquele da existência do valor . E valor não arbitrariamente convencionado. sobretudo. nem simples da sociedade contemporânea. Max Scheler esboçou uma classificação dos valores sob enfoque hierárquico. os valores da vida que são relativos aos seres viventes. Pois o que é valioso vale por si. pois implica em nadar contra a correnteza do consumismo. e há valores puros. Um protagonismo verdadeiramente heróico. O perigo é concluir que só existe o que é real. Os valores integram a esfera supra-sensível do mundo imaterial que. Não se vinculam a qualquer forma de exteriorização. Quase impossível conceituar-se o valor. Já os valores não integram a ordem da realidade. Não existe terceira posição equivalente”. Depende de cada um inverter o sentido da trajetória. não relativo. Da mesma forma que dizemos que ‘ser é o que é’. Pertencem ao primeiro todas as coisas e sucessos que ocupam lugar no espaço ou no tempo. situam-se como ideais. Assim. c) valores espirituais. propósitos. O seu ‘ser é o Valer’. VALORES. legítimo que fosse o propósito de uma definição rigorosa. diríamos com Lotze que do valor se pode dizer apenas que vale. ou mantê-la rumo ao desaparecimento da espécie. Entre os critérios determinativos dessa escala. mas a hierarquia é objetiva. não se pode visualizar ou submeter ao tato.

de um juízo. É uma noção kantiana suprema e. justiça. inábeis para a construção lógica ou para a argumentação dialética. Mas como pode o homem realizar o valioso? Realizar o valioso consiste. mas não cria o horizonte. que permanece íntegro. nas coisas ou atos. As variações da intuição estimativa em desvio moral não alteram o valor. Recorda Ortega y Gasset que “o estimar é uma função psíquica real . mas ocorre o inverso: todo dever pressupõe a existência dos valores. o homem adquire uma significação demiúrgica. A história tem sido pródiga em exemplos de cegueira valorativa. não é porque eles não existam. 2. predomina em consideradas altas esferas. A primeira é a intuição. mas característica a toda uma sociedade ou a toda uma época. E o dever impõe uma conduta teleológica.como o enxergar. Todo valor ético deriva da subordinação da vontade ao imperativo categórico. devo converter tal acatamento em finalidade de minha conduta. os valores não existem senão para sujeitos dotados de capacidade estimativa. É elucidativa a ideia de Garcia Máynez do cone de luz projetado no horizonte. predestinada a servir de luzeiro ou de balizas morais para os contemporâneos e para a posteridade. A consciência de cada homem e de cada época descobre sob essa luz alguns valores. convertendo-se deste modo em coparticipe da grande obra de Deus”. de atribuição de uma determinada importância ao objeto a ser avaliado. A realização dos valores se consuma através de um processo de dupla etapa: a determinação primária e a determinação secundária. Já o nexo teleológico admite três momentos: 1. observou Hartmann. Eleição dos meios. os valores compatíveis com essa pauta prévia. úteis. mesmo ignorantes. pode falar-se de certa subjetividade no valor. a verdadeira elite. Nele se realizam múltiplos valores e outros quedam irrealizados. É verdade que o nexo teleológico é mais complexo do que o nexo causal. Para eles. más. A REALIZAÇÃO DOS VALORES O ideal coincide ou não com o real. Mais ainda. nobres ou belas. ela existe em toda sã consciência. do mesmo modo que a igualdade e a diferença só existem para seres capazes de comparar. o pensador é poeta Paulo Bomfim tem uma expressão adequada para essas pessoas privilegiadas: chama-as de elite espiritual. c) a atualização de tal dever (dever ser atual). A intuição dos valores não é completa. agradáveis. portanto.em que os valores se nos fazem patentes. Aqui 15 . à espera da descoberta. A existência dessas primícias do género humano compensam a indigência moral que em aparência. determina o juízo moral. É por isso que existem sábios cegos para os padrões axiológicos e ignorantes sensíveis à autêntica valoração. o dever ser hartmanniano tem os seguintes elementos: a) a existência de um valor. Quando os intui. Nenhuma pessoa é capaz de intuir todos os valores. enquanto valem. Carecessem de valor e não deveriam ser. Adquire especial relevo na doutrina da realização de valores a noção do dever ser. temperança e outras virtudes devem ser. incontrovertível. Não se subestime a capacidade humana de se enganar. Realização. e só neste sentido. pela sua sensibilidade se revelam permeáveis à luminosidade dos valores. É a consciência estimativa que dá o testemunho da atualidade dos valores. o primeiro dos quais. Tal estreiteza. ou um niilista. não se mostram capazes de destruir a doutrina da objetividade dos valores. Na verdade. o sentimento de responsabilidade e a consciência da culpa. para o homem. A insensibilidade dos que amealham poder. Mas é viável o crescimento nessa arte. dinheiro e glória em relação aos semelhantes que não chegaram a ser incluídos no fantástico mundo do consumo caracteriza uma vida ética ou uma inadmissível estreiteza moral. com nitidez. indefinível. 3. Na ordem moral essa relação é bastante peculiar a ser em si dos valores subsiste mesmo se não forem realizados. Caridade. De conferir valor ao que não tem e de negar valor ao valioso. Nem mesmo quando se trata de coisas por quase todos julgadas “valiosas”. d) a existência de um ser capaz de realizar o valioso ao mundo real não é em si plenamente valioso. a grandeza de nossa linhagem. Ela sinaliza o sentido primário do valioso. de que se conhece tão pouco. chamado efeito. A intuição. Neste sentido. Pois para quem se situe a um nível alheado de todo e qualquer dogmatismo. se o que se postula como devido não fosse valioso. E vice-versa.Ética todo ser humano tem a experiência de conferir a determinadas coisas ou ações valoração que as qualifica como boas. nem sempre pode fazê-lo de forma nítida. explica a existência de “homens que. determina de forma necessária a produção do outro. O valor. Se quero acatar uma norma. a deliberação da vontade. ou na índole intuitiva e emocional do conhecimento. ou porque são bons. nem perfeita. Se não atenta para outros. É a projeção interior de seu atuar futuro. Esta a etapa inserta no fluxo do futuro. Postulação do fim. chamado causa. o justo do injusto”. a segunda. perguntará por que razão será benéfico conservar a vida. como o entender . E poderá negar o valor dessas coisas geralmente julgadas valiosas. Esse experimento pressupõe uma escala estimativa. A realização dos fins pressupõe a seleção e emprego de procedimentos a eles conducentes: os meios. porque indispensáveis à conservação da vida. segundo Hartmann. Como administrador dos valores no mundo. os valores são princípios da esfera ética real. Mas há sempre a possibilidade de novas realizações valorativas. O cone de luz ilumina. b) o dever ser ideal do mesmo. nem sempre o reconhecimento de valor será indiscutível. não apenas em relação aos indivíduos. Essa pauta é apriorística e. Hartmann dá a esse fato o nome de estreiteza do sentido do valor. O nexo causal é a relação entre dois fenómenos. São forças determinantes da conduta humana num sentido criador. Um cético. A missão do pedagogo e do moralista é desenvolver a sensibilidade para o conhecimento daquilo que é eticamente relevante. Mas os valores são princípios da esfera ética atual. Porque se sentem atraídos para o que é belo e são capazes de captar os reflexos de uma beleza imperecível. depende de uma estimativa. Por negar também valor à respectiva finalidade”. Alguém se propõe a realizar determinada finalidade. nem completamente desvalioso. a problemática axiológica pode oferecer perplexidade. “A possibilidade que o homem tem de converter as urgências do ideal em forças modeladoras do existente condiciona. não apenas princípios da esfera ética ideal. ou porque a sua sensibilidade distingue. num dever. Já Scheler e Hartmann invertem a proposição: o valor moral não se funda no dever. embora se afirme baseada na imitação. mesmo a cegueira valorativa ou a miopia moral. Ela propiciará identificar. portanto. não haveria sentido dizer que algo deve ser.

conhecimento. dizia Kant. A liberdade jurídica é mais um âmbito espacial de atividade exterior. ao menos dentro de certos limites. É uma questão metafísica. também elas plurais. de excelências. que a lei limita e protege. filha da violação moral e testemunho de existência da liberdade. A liberdade humana revela-se. O que é uma virtude? É uma força que age. Há um aspecto falho: a vontade pode dar a si mesma suas normas. oriunda do reino ideal dos valores. o caminho que daí nos separa. talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer. entre dizer e calar-se? Apenas a anomalia mental priva a pessoa de qualquer possibilidade de escolha. isto é (este é o sentido em grego da palavra areté. O sujeito não pode livrar-se dela. Aquele é capaz de decidir. Mas há outro indício de que existe liberdade moral: a existência da responsabilidade. A liberdade está radicada na autonomia dos princípios. senão que pode ser desviado. Aparece de súbito. Ora. optar por meios e colocá-los em ação para chegar àquelas. sem que se consiga definir o seu sentido. examinadas por Hartmann. Para que sempre acusar. Esta é mero atributo da decisão.Ética existe uma similitude entre o nexo causal e o nexo ideológico. Já a liberdade moral é atributo real da vontade. E quase sempre acompanhada da consciência de culpa. mas não se vê forçada a cumpri-las. Em favor da existência de uma vontade livre. não haveria a possibilidade de estipulação de fins e de sua realização. VIRTUDE Se a virtude pode ser ensinada. ser chamada pessoa. que nem sempre é adquirido pela aprendizagem de índole técnica”. para que um tratado das virtudes? Para isto. e alunos precisam de livros. quando os que têm à mão não os satisfazem ou os sufocam. Se a liberdade existe. ou viver. Esta é faculdade puramente normativa. E obedecê-la é orientar suas forças na direção de nossos desígnios”. Há uma convicção individual de que. tarefa insuficiente. ou de um homem. diante de determinada situação. a rigor. para cada um de nós. é por isso que eles às vezes escrevem livros. Como pessoa. de uma faca. A decisão. ou ser. a pessoa não pode responder por seu comportamento e nem pode. A responsabilidade não é só aparência ou fenómeno. totalmente fechado à intervenção de determinações heterogéneas e mais complexas. Mas também não se pode concluir em sentido contrário. Nada obstante. encontra na consciência da culpa sua forma mais drástica. acha-se casualmente determinado por suas tendências. A LIBERDADE MORAL Liberdade é um desses verbetes surrados pelo uso. que livro é mais urgente. Quanto ao bem. a liberdade só pode ser orientada para o bem. “Se o homem é capaz de propor-se um alvo e alcançá-lo. Pois numa concepção de ordem ética. na moral. Para um estudo sobre a ética. Isto é o que expressa o velho aforismo: à natureza não se domina. ou seja. em que tudo fosse fortuito e contingente. Para desviá-lo só faz falta o conhecimento das relações entre os fenómenos. afetos e inclinações. Esses exemplos.” Nem se confunda livre-arbítrio com liberdade de ação. somente se poderia adotar o ceticismo ético e a negação da moralidade. Se não existisse liberdade humana. e medir com isso. Quem ainda não experimentou a possibilidade de optar entre ir e ficar. É que “a liberdade pressupõe ciência adequada. E a pessoa deve ter consciência de que há um momento inicial de liberdade moral. Se o homem se submete às leis que de sua razão promanam. que excedem todos os livros. A liberdade moral não se confunde com a liberdade jurídica. é portador de outra determinação. insuscetível de ser demonstrada. Poderia ser também não sujeição da vontade própria a qualquer vontade alheia. do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse. de ausência total de liberdade. a criatura deve ter presente que a realização de fins não é um processo inflexível e imodificável. sem o qual nada lhe será possível crescer em termos éticos. então. O meio é causa e o fim é efeito. ou de ser refutada. Na qualidade de ente natural. E o homem não experimenta essa irrupção como algo estranho. não creio haver utilidade em denunciar os vícios. Isso conduz às aporias da liberdade moral. que é querer e agir humanamente. É verdade que da consciência da autodeterminação não se infere a autodeterminação da consciência. Esta determinação lhe permite eleger finalidades. Numa existência sem leis. julgadora. como função ontológica da posição que o homem ocupa ante dois tipos de determinação. o mal. diz Hartmann. ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações. A culpa. Ou seja. que conclui ser indemonstrável a liberdade da vontade. E também educação. é mais pelo exemplo do que pêlos livros. existe a consciência da autodeterminação. É fato real da vida ética. é evidente sua liberdade. Se não existe. Entre causalidade e liberdade inexiste oposição. A experiência da liberdade já foi provada por qualquer pessoa higidamente equilibrada. e das boas disposições. a pessoa pode escolher entre fazer e deixar de fazer. a moral é pensada como um poder capaz de traspassar o linde do permitido. isso se deve a que o acontecer causal não se orienta de maneira inexorável até uma meta estabelecida de antemão. É consequência da ação. negativa. Em seu próprio ser há uma instância que o delata. dominante. que a tradição designa pelo nome de virtudes. a situação interna do tribunal ante o qual o indivíduo comparece. “A jurídica termina onde o dever principia. pelo menos intelectualmente. do que as virtudes? Assim como Spinoza. e uma triste moral. Então. Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres). a liberdade é a ausência de obstáculos postos a quem se proponha a praticar o bem. A lei moral é a auto-legislação da razão prática. dizem suficientemente o essencial: virtude é poder. há quem consiga conceituá-la em termos desvinculados a qualquer ética e por via negativa. Assim a virtude de uma planta ou de um remédio. liberdade para estes seria a ausência de óbices à realização à vontade de cada um. Para bem apreender essa possibilidade. sua realidade interior mais convincente”. que os latinos traduziram por virtus). mas poder 16 . respeito ao semelhante. Só pode ser discutida. depende de cada um. o pecado. A pessoa não está inevitavelmente vinculada à exigência ética. sempre denunciar? É a moral dos tristes. mas sem dúvida menos numerosas. senão obedecendo-a. ou que pode agir. mas necessária. A realização individual de valores só se concebe numa visão de mundo em que coexistam a causalidade e a teleologia. entre comprar e não comprar. que vêm dos gregos. no caso concreto. a conduta humana tem significado moral pleno. que é cortar. que é tratar. Tarefa modesta. “irrompe como uma fatalidade na vida humana. O que na responsabilidade se encontrava já preparado.

no homem virtuoso. e de que. ou. nesse primeiro sentido. Mas ao homem não. O desejo de um homem não é o de um cavalo. repete-se desde Aristóteles. ou a doçura. explicava Aristóteles. que sua virtude não é a nossa. Mas à moral não. pois. A faca não tem menos virtude na mão do assassino do que na do cozinheiro. um remédio excelente. Não. não o Bem em si. “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o homem agir bem e devidamente”. É preciso dizer mais. mais virtude do que a que envenena. a dignidade. ou seja. Toda virtude é. A reflexão sobre as virtudes não torna ninguém virtuoso. Mas a razão não basta: também é necessário o desejo. é para se fazer. perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem. acrescentando. Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem. que os gregos nos ensinaram. sua humanidade (no sentido normativo da palavra). Humano. a virtude. para Spinoza. em que excele ou pode exceler (assim. em todo caso é evidente que não poderia bastar para tanto. diante da evidência de que essas virtudes nos fazem falta. sempre coincidem: a virtude de um homem é o que o faz humano. é a própria essência ou a natureza do homem enquanto ele tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer apenas pelas leis de sua natureza”. é o poder específico que tem o homem de afirmar sua excelência própria. nossa capacidade de agir bem. a vida racional. entre covardia e temeridade. Virtude é poder. entretanto. Isso supõe um desejo de humanidade. entre dois vícios. uma virtude que ela desenvolve: a humildade. como dizia Montaigne. nem os desejos de um homem educado são os de um selvagem ou de um ignorante. sem o qual qualquer moral seria impossível. que define o bem nesse próprio esforço. nem a planta que salva. quase todas. é o que somos (logo o que podemos fazer). do que outro. Trata-se de não ser indigno do que a humanidade fez de si.). A virtude do heléboro não é a da cicuta. histórica. de sua história (mas esta. em espírito e em verdade. há. Sua capacidade específica também comanda sua excelência própria. Pensar sua excelência é pensar nossas insuficiências ou nossa miséria. a virtude da faca não é a da enxada. e é nisso. uma faca excelente.. porém: ela é o próprio bem. o hábito. sem a julgar. a melhor faca será a que melhor corta. A virtude de um ser é o que constitui seu valor. O bem não é para se contemplar. é um valor).. À faca basta cumprir sua função. isto é. assim. Se todo ser possui seu poder específico. que fazem um homem parecer mais humano ou mais excelente. Virtude. Não o Bem absoluto. e o poder basta a virtude. que é o mais geral. em outras palavras.. que é a nossa.. a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra. uma cumeada entre dois abismos: assim a coragem. que bastaria conhecer ou aplicar. nesse sentido. Mas essa normatividade permanece objetiva ou moralmente indiferente. a memória. a educação.. seríamos a justo título qualificados de inumanos. no sentido geral.Ética Matéria específico. desejo evidentemente histórico (não há virtude natural). que Montaigne nos ensinou. sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem. e ambas. o bom veneno é o que mata bem. claro. isto é. quase sempre. mas adquirida e duradoura. ou antes. Toda virtude é um ápice. entre cólera e apatia. sem os outros homens? A virtude ocorre. as virtudes são independentes do uso que delas se faz.. no sentido particular. isto é (já que a humanidade. como do fim a que visam ou servem. A virtude é uma maneira de ser. e de nós. como toda humanidade. Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais. é poder. às vezes. diante da riqueza da matéria e da tradição. Todavia. é nossa maneira de ser e de agir humanamente. como dizia Spinoza. É a própria virtude. dizia Montaigne. tanto intelectual.. nunca humano demais. é uma disposição adquirida de fazer o bem. Uma faca excelente na mão de um homem mau não é menos excelente por isso.. não poderíamos nos resignar à sua ausência nem nos isentar de sua fraqueza. quanto propriamente moral. poder humano ou poder de humanidade. o bom remédio é o que cura bem. enquanto se refere ao homem. porque assim nos tornamos. Isso. no cruzamento da hominização (como fato biológico) e da humanização (como exigência cultural). É o que também chamamos as virtudes morais. A virtude. certamente. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 17 . Mas como. Mas quem pode viver sempre no ápice? Pensar as virtudes é medir a distância que nos separa delas. entre complacência e egoísmo. e sem as quais. também pode ser lido em Spinoza: “Por virtude e poder entendo a mesma coisa. que esse sentido seja privado de todo e qualquer alcance normativo: qualquer que seja a mão e na maioria dos usos. faz parte daquela). Note o leitor que.

significa “obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. dever de conduta ética. estabelecem-se relações de subordinação entre os servidores. em sua vida particular conduzir-se de maneira impecável. O dever de zelo com a rés publica caminha junto com o dever de responsabilidade: grau de compromisso com o trabalho e com os riscos decorrentes de seus atos. SIGILO: Pelo dever de sigilo funcional impõem-se ao servidor reserva sobre assunto e informações de que tomou conhecimento em razão do cargo e que por sua natureza não podem ultrapassar os limites da esfera a que se destinam. cortesia. a habilidade e a presteza do servidor no atendimento às pessoas que demandam seus serviços. com respeito integral às leis e instituições. LEALDADE: O agente público não é um autómato anónimo. é necessário extrapolar a noção de relação empregatícia. é mais adequado dizer deveres do servidor público em lugar de obrigações. na conduta do servidor. deve fazêlo com solicitude. sem qualquer espécie de distinção e conscientes de sua posição de “servidor do público”. Dever. responsabilidade. Os estatutos dos servidores públicos civis. Por ordem legal entende-se a emanada da autoridade competente. sendo o ordenamento jurídico insuficiente para clarear a essência dessa peculiaridade. discernimento e princípios morais. Ao tratarem do tema. mas resguardado do sigilo. em folha adequada e com objetivos lícitos. comparecer habitualmente ao local de trabalho e desempenhar as funções e atribuições próprias do cargo que é titular. Assiduidade. e. característica do que é ligeiro para fazer algo. ZELO COM O PATRIMÓNIO: O dever de zelo. a atenção e iniciativa para encontrar a solução mais adequada para questões problemáticas emergentes no cotidiano do serviço. com a consecução das metas estabelecidas. Acrescente-se a isso o comprometimento com o trabalho. URBANIDADE: O servidor que lida com o público. comprometimento com a missão do órgão ou entidade. finalidade precípua de todo o aparelhamento administrativo. 18 . atenção e disponibilidade. com o conceito da instituição e da Administração Pública como um todo. pontualidade. O grau de comprometimento profissional do servidor com o trabalho. DEDICAÇÃO: Qualidade ou condição de quem se dedica a alguém ou algo. capacidade de iniciativa. apenas enumeram os diferentes deveres: lealdade. NOÇÕES DE ÉTICA EMPRESARIAL E PROFISSIONAL ASSIDUIDADE: O servidor deve ser assíduo. característica daquele que ajuda com boa vontade e prontidão. hoje. obediência. disciplina. nas diversas esferas de governo. Urbanidade. para atingir os objetivos. É um ser humano. em desempenho. seja no exercício do cargo (ou função) ou fora dele. quantidade de trabalho. sempre a serviço da causa pública. evitando qualquer atitude que possa influir no prestígio da função pública. PONTUALIDADE O servidor deve ser pontual. os autores não sistematizam. próprio da Administração.Ética 3 ÉTICA APLICADA PRESTEZA: Qualidade do que é prestes. dotado de liberdade. PROBIDADE OU MORALIDADE: O equilíbrio e sincronicidade entre a legalidade e a finalidade. tempestividade. O dever de guardar sigilo deve ser observado não apenas durante o tempo em que o servidor exercer efetivamente o cargo. Enfim. observar rigorosamente o horário de início e término do expediente da repartição e do interstício para refeição e descanso. OBEDIÊNCIA: Pelo poder hierárquico. O dever de conduta ética decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa e impõe ao servidor a obrigação de observar. também conhecido como dever de diligência ou dever de aplicação. salvo as manifestamente ilegais. Acompanha a disciplina: observância sistemática aos regulamentos às normas emanadas das autoridades competentes. mantendo sempre o esprít de corps. rapidez. faz-se mister recorrer ao ordenamento ético. quando houver. celeridade. mas também quando ele não mais pertencer ao quadro do funcionalismo. Igual postura deve o servidor demonstrar perante os colegas de trabalho. impõem uma série de deveres a seus agentes. o elemento ético. relacionamento e criatividade são alguns dos fatores avaliados. O PADRÃO ÉTICO NO SERVIÇO PÚBLICO DEVERES DO SERVIDOR Para tentar explicar a peculiar posição do servidor perante o Estado e a natureza da relação existente. sigilo funcional. isto é. prestimosidade. sempre. assiduidade. produtividade. obsequiosidade. Portanto. empregando sua energia e atenção no desempenho do cargo. em sua esfera de competência. no sentido genérico. zelando pêlos interesses do Estado como o faria pêlos seus interesses particulares. pode ser definido como a meticulosidade no exercício da função. relacionamento e comunicação definem a cordialidade. pois assim evidencia o caráter preponderantemente ético fundamentado em tal relação. identificando-se com os interesses do Estado. E que se dedique a instituição a qual defende. Para o servidor estar pronto para dar informações. tolerância. comprometimento. é que consagram a moralidade do ato administrativo. urbanidade e zelo. isto é. respeitando a capacidade e limitações individuais dos usuários. O dever de obediência consiste na obrigação em que se acha o servidor subalterno de acatar as ordens emanadas do legítimo superior hierárquico.

sé não for refletido na vida de cada pessoa que ali trabalha. Uma vez que a organização adota um código de ética. adoção de um código de conduta baseado em princípios e valores perenes. que se retrata nas aspirações de seus elaboradores. Não deve necessariamente contemplar os ideais. há quem dispense a implantação de códigos de conduta. por seus colegas. denúncias. em que mostra que o código resulta do clima ético de cada organização. mas fornecer critérios ou diretrizes para que as pessoas descubram formas éticas de se conduzir. Tal conduta não se limita ao mero cumprimento da legislação. é de suma importância que em sua elaboração intervenha o maior número possível de pessoas. responsabilidades de cada stakeholder. as leis estimulam a adoção de princípios éticos. Na realidade. Uma vez implantado o código de ética. os valores individuais podem coincidir ou conflitar com os valores da organização. uso de drogas e álcool. enquanto outros se limitam a fornecer diretrizes gerais. Um código de ética exposto em local de honra de uma empresa não serve para nada. O comité pode ser útil como instrumento de aconselhamento ou de tomada de 19 . bem humorada e agradável de vivenciar todos os seus itens. ou seja. Murphy estudou 80 códigos. contratos governamentais. a visão da empresa. mesmo porque pode haver leis que sejam antiéticas ou imorais. de modo que não deveriam constar novamente dos códigos. para assegurar que será tailormade. Os principais tópicos abordados na maioria dos códigos são: conflitos de interesse. motivação. o que gera uma disposição positiva. educacional e social. todos reconhecidos como pessoas íntegras. os stakeholders. No dia-adia. Cada pessoa. enquanto alguns códigos de ética estabelecem que é proibido presentear os fornecedores ou clientes. A conduta ética dessas empresas é o reflexo da conduta de seus profissionais. atua conforme determinados princípios. é importante estabelecer um comité de ética de alta qualidade. que caracterizam a cultura empresarial. honestidade nas comunicações dos negócios da empresa. importa denunciar o mal que poderá provocar uma empresa cujos empregados. fornecedores e distribuidores. capa citação e. mas deve deixar claro o que é uma afirmação genérica e o que é uma afirmação de caráter regulamentador. essas mesmas pessoas não o vivenciam. fruto das contínuas mudanças inerentes ao desenrolar dos negócios. acionistas transmitam a imagem de que a empresa é ética pelo simples fato de ter um código de ética e. qual a conduta adequada e apropriada. deve servir também como proteção dos interesses públicos e dos profissionais que contribuem de alguma forma para a organização. Cada organização estabelece um sistema de valores. geralmente formado por um número ímpar de integrantes provenientes de diversos departamentos. à qual deve corresponder uma punição. conscientização. para que haja uma homogeneidade na forma de conduzir questões específicas e relativas a seus stakeholders. concorrentes. a empresa ética acaba por consolidar sua imagem no mercado e deixa um lastro decorrente do cumprimento de sua missão e de seus compromissos. ou até mesmo adotam posturas antiéticas. Eis a grande desvantagem do código de ética. é fundamental a existência de padrões e políticas uniformes para que os empregados possam saber. colaboradores. propriedade de informação. Da mesma forma que os códigos relativos às profissões. Isso se materializa no código de ética. governantes e membros da comunidade em que está inserida a empresa. clientes. Os códigos de ética contemplam. conduta ilegal. religiosa. deixando questões pontuais para manuais de procedimentos das diversas áreas funcionais da empresa. deve ser desenvolvido um trabalho de acompanhamento e adequação às circunstâncias internas e externas da organização. É preferível não adotá-lo. Dessa forma.Ética Matéria A GESTÃO DA ÉTICA NOS EMPREGOS PÚBLICOS E PRIVADOS. entretenimento e viagem. embora se apoie neles. assédio sexual. o código de ética das empresas deve ser regulamentador. Os códigos de ética não têm a pretensão de solucionar os dilemas éticos da organização. sendo certo que seu descumprimento implicaria punições já previstas pelas leis. e feita a opção por ele. Outras empresas partem do princípio de que as leis devem ser conhecidas e cumpridas por todos os cidadãos. factível. em qualquer circunstância. os stakeholders. Por essa razão diz-se que deve ser específico. empregados. que compilou em um livro. Alguns códigos de ética descem ao nível concreto dos problemas enfrentados pela organização. é um património dessa organização. as relações dos empregados entre si e com os demais públicos da empresa. segurança dos ativos da empresa. além de possibilitar um trabalho harmonioso. desde a alta administração até o mais simples funcionário braçal. Algumas organizações enfatizam em seus códigos questões já constantes na legislação do país em que operam. todos os públicos que de forma direta ou indireta contribuem para o bom desempenho da empresa: acionistas ou proprietários. Se a consciência ética dos integrantes de uma organização. ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL As sociedades normalmente se regem por leis e costumes que asseguram a ordem na convivência entre os cidadãos. finalmente. Consideradas as vantagens e desvantagens da adoção do código de ética. Aliás. explícito ou não. a missão. atenderá às necessidades e peculiaridades da empresa. O clima ético predominante na instituição deve acompanhar a filosofia e os princípios definidos como básicos principalmente pêlos acionistas. assédio profissional. já que da atuação de cada um emergirá um ambiente ético. desde os altos executivos até o mais simples funcionário. O código de ética. suborno. Assim. passível de avaliação. normalmente. na prática. outros vão ao pormenor: não devem ser oferecidos presentes acima de determinado valor monetário. Programas de ética são desenvolvidos por meio de um processo que envolve todos os integrantes da empresa e que passa pelas etapas de sensibilização. No Brasil. proprietários e diretores. por sua formação familiar. A liberdade de adesão provém da convicção das pessoas. isto é. que nada mais é do que a declaração formal das expectativas da empresa à conduta de seus executivos e demais funcionários.

ou do próprio presidente da organização. a conduta ética. por trás das questões ou condutas analisadas. com sentimentos. Para acesso ao comité de ética. quais sejam: – Respeito – Honestidade – Compromisso – Transparência – Responsabilidade As violações ao Código de Ética são sujeitas à apreciação da Comissão de Ética. como fruto de sua sensibilidade ética. que costuma dirigi-lo. que validou os valores contemplados. e não a pessoa. pois o cerne da questão está na formação pessoal. em conjunto. Muitas empresas nomeiam um profissional de ética. conseguido com análises de casos e discussão de situações relevantes aos participantes e suas áreas funcionais. mas também valorizadas e aplicadas sempre que conveniente. COMISSÃO DE ÉTICA A Comissão de Ética é um órgão autônomo de caráter deliberativo. que os profissionais sejam treinados. analisaram com profundidade e sob diferentes perspectivas o problema colocado. Esse trabalho de acompanhamento pode servir como subsídio para o comité de ética e o treinamento em ética.Ética decisão. a tónica de toda troca de informações e das discussões provenientes do estudo de cada caso ou situação deve ser positiva e construtiva. NORMAS O Código expressa o sentimento ético dos empregados da CAIXA. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética 20 . estão pessoas normais. Os membros do comité de ética devem ter plena consciência de que. podendo. à medida que surgem dentro da empresa. são dotadas de valores e merecem total respeito. em geral as empresas oferecem uma linha direta de telefone e e-mail para receber comunicações. que apresentam questões que Julgam importantes de serem analisadas. e não apenas a frieza das normas impressas em um documento. – CEP – Comissão de Ética Pública. que tem o direito de se retratar. revelando a importância da ética para a organização. apesar de suas fraquezas e dificuldades. O nível de exigência dentro do comité deve ser o mais elevado possível. A orientação de novos funcionários. Cabe ao comité de ética delinear uma política a ser adotada e modernizar o código de conduta de tempos em tempos. Sua principal tarefa é manter vivo e atualizado o código de ética e promover os meios necessários para a formação contínua de todos os funcionários da empresa neste campo específico. no sentido de não se rotularem pessoas. O que se critica é o erro de conduta. anónimas ou identificadas. pode ser útil implementar um sistema de monitoramento e controle dos ambientes interno e externo da organização. investigar e solucionar casos. inclusive do comité. Importa que os executivos sejam bem formados. que suas opiniões não São apenas ouvidas. O comité não pode perder de vista que são os valores e princípios que norteiam seus critérios.e ter capacidade de conquistar a confiança dos membros do comité e dos demais funcionários. Caso contrário. para em dedicação exclusiva ou parcial coordenar os programas de ética. Esse sistema. do ponto de vista da ética. que têm compromissos familiares. Um programa de treinamento em ética predispõe a unia conduta ética e alcança melhores resultados em função de uma experiência em treinamento interativo. e por outros compliance. A conduta ética gera uma visão de perspectiva que provoca um natural desejo de antecipar-se. mas à disposição reta. resultante do esforço de cada stakeholder. – GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos. sua compreensão e clareza por parte de todos os funcionários. O profissional deve estar alinhado com as políticas da empresa . visa ao cumprimento das normas éticas do código de conduta. a intenção (que é muito difícil julgar) e as circunstâncias e consequências provocadas. O caminho mais curto para que a ética passe da teoria à prática é fazer com que qualquer funcionário sinta que tem crédito. Assim. os valores e convicções primários da organização tornem-se parte da cultura da empresa. o componente de confiabilidade gerado envolve todos os integrantes da empresa. o que lhe confere independência de ação. Devem ser avaliadas a gravidade da infração ética.missão. A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética. tal responsabilidade. para detectar pontos que podem vir a causar uma conduta antiética. também. DEFINIÇÕES – CEATI – Centralizadora de Atendimento Integrado. situações ou casos. muitas vezes resultante de formação específica para assumir uma função de. de ter iniciativas para atender às necessidades da empresa e das pessoas que nela convivem. A autoridade conferida ao comité de ética deve ser assegurada pela figura do vice-presidente. Para que se mantenha o alto nível do clima ético. orientar as ações e o relacionamento com os interlocutores internos e externos. A maturidade dos membros do comité não se prende tanto à idade cronológica de seus componentes. visão. externalizado em pesquisa interna realizada. profissionais ou econômicos e. O sigilo das comunicações é um ponto fundamental para o incentivo à participação dos funcionários. SOBRE O CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA OBJETIVO Sistematizar os valores éticos que devem nortear a condução dos negócios da CAIXA. certificando que houve aplicação das políticas específicas. a implantação de códigos de ética ou de conduta será inócua. o que muitas vezes causa irreparáveis prejuízos. compreensiva e exigente. Entre os membros do comité de ética. ligado diretamente à Diretoria da empresa. acompanhando as mudanças e atendendo às necessidades dos stakeholders. valores . O comité garante que as soluções apontadas são frutos de opiniões de pessoas idóneas com diferente formação e experiência e que. dos funcionários. Isso ajudará a desenvolver as habilidades de raciocínio crítico necessárias à resolução de difíceis dilemas éticos na organização. os programas de desenvolvimento gerencial e de supervisores e os de educação ética em geral podem ser esquematizados. denominado por alguns auditoria ética.

controladas. gênero. raça. Respeitamos e valorizamos nossos clientes e seus direitos de consumidores. Os nossos patrocínios atentam para o respeito aos costumes. VALORES • Sustentabilidade econômica. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por 6 membros. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. Temos o compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos nossos clientes. como instituição financeira. das normas e dos regulamentos internos e externos que regem a nossa Instituição. • Transparência e ética com o cliente. idade. Condenamos a solicitação de doações. cumprimento dos prazos acordados e oferecimento de alternativa para satisfação de suas necessidades de negócios com a CAIXA. oferecendo oportunidades iguais nas transações e relações de emprego. com a determinação de eliminar situações de provocação e constrangimento no ambiente de trabalho que diminuam o seu amor próprio e a sua integridade moral. entre os Consultores Técnicos/ Gerentes Nacionais de sua área de atuação. contribuições de bens materiais ou valores a parceiros comerciais ou institucionais em nome da CAIXA. 21 . igualdade e dignidade. sob qualquer pretexto. O apoio administrativo à Comissão é prestado pela GEORH. Não admitimos práticas que fragilizem a imagem da CAIXA e comprometam o seu corpo funcional. coligadas. Não admitimos qualquer relacionamento ou prática desleal de comportamento que resulte em conflito de interesses e que estejam em desacordo com o mais alto padrão ético. empregados e parceiros. conforme indique a situação. Exigimos de dirigentes. com mandato de 2 anos. com a prestação de informações corretas. • Valorização do ser humano. os interesses da CAIXA estão em 1º lugar nas mentes dos nossos empregados e dirigentes. Condenamos atitudes que privilegiem fornecedores e prestadores de serviços. cor. Preservamos o sigilo e a segurança das informações. em qualquer circunstância. • Reconhecimento e valorização das pessoas que fazem a CAIXA.Ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. credo. para assessoramento técnico-operacional. associações e entidades de classe dentro dos princípios deste Código de Ética. A regulamentação da Comissão de Ética está contemplada no Regimento Interno. Gerimos com honestidade nossos negócios. • Eficiência e inovação nos serviços. Repudiamos todas as atitudes de preconceitos relacionadas à origem. empregados e parceiros da CAIXA estão comprometidos com a uniformidade de procedimentos e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. sob qualquer pretexto. sem direito a voto. respeito. pelo bem público. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem. CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA MISSÃO E VALORES MISSÃO Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País. Preservamos a dignidade de dirigentes. HONESTIDADE No exercício profissional. tradições e valores da sociedade. de forma a resguardar a lisura dos seus processos e de sua imagem. na condição de titulares das seguintes áreas. Buscamos a melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. Temos compromisso permanente com o cumprimento das leis. os recursos da sociedade e dos fundos e programas que administramos. VALORES DO CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA RESPEITO As pessoas na CAIXA são tratadas com ética. patrocinadas. produtos e processos. pela sociedade e pelo meio ambiente. religião. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos: – Diretoria de Recursos Humanos – Diretoria de Controles Internos – Diretoria de Serviços Jurídicos – Superintendência Nacional de Auditoria – Superintendência Nacional de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais – Ouvidoria da CAIXA Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. financeira e sócio-ambiental. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro. COMPROMISSO Os dirigentes. • Respeito à diversidade. cortesia. fornecedores. classe social. de grupos ou de terceiros. justiça. empregados e parceiros da CAIXA absoluto respeito pelo ser humano. bem como a preservação do meio ambiente. incapacidade física e quaisquer outras formas de discriminação. Prestamos orientações e informações corretas aos nossos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios. Pautamos nosso relacionamento com clientes. em detrimento de interesses pessoais. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. correspondentes.

Aos nossos clientes. Para a realização das reuniões. direta ou indiretamente. Art. de Controles Internos e de Serviços Jurídicos. 4º. sos Humanos. disseminando informações relevantes relacionadas aos negócios e às decisões corporativas. 10. Zelamos pela proteção do patrimônio público. palestras. quando convocado pelo seu Presidente para exame de matéria específica. como forma de preservar os valores da CAIXA. sua posição na Comissão é automaticamente ocupada por seu sucessor no cargo. com critérios claros e do conhecimento de todos. As matérias a serem incluídas em pauta e examinadas pela Comissão devem estar instruídas de forma fundamentada e completa. conforme indique a situação. criação. 14. III.05. à Comissão atuar como elemento de ligação com a CEP. Art. orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. Como empresa pública. parceiros comerciais. Art. Quando da alteração da estrutura organizacional da Matriz por extinção. Os padrões de conduta ética na CAIXA são norteados pelo Código de Ética. 6º. CAPÍTULO IV DO FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DE ÉTICA REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA DA CAIXA CAPÍTULO I DA NATUREZA E FINALIDADE Art. 12. Oferecemos aos nossos empregados oportunidades de ascensão profissional. dado o dinamismo do contexto social. com a adequada utilização das informações.1999 e de 18. IV. propor a organização e desenvolvimento de cursos. Os assuntos submetidos à Comissão são decididos por maioria simples e registrados em ata. A Comissão deve viabilizar a formalização do Termo de Compromisso de acatamento e observância do Código de Ética pelos dirigentes e empregados da CAIXA. Art. A Comissão de Ética da CAIXA é um órgão autônomo de caráter deliberativo. pelo menos. Art. 8º. uma vez por mês e. propor alterações no Código de Ética. na condição de titulares das Diretorias de Recur- 22 . RESPONSABILIDADE Devemos pautar nossas ações nos preceitos e valores éticos deste Código. Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. Garantimos proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações a este Código. Art. supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP – Comissão de Ética Pública. 1º. Buscamos a preservação ambiental nos projetos dos quais participamos. 2º. 11. fornecedores e à mídia dispensamos tratamento equânime na disponibilidade de informações claras e tempestivas. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA Art. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. TRANSPARÊNCIA As relações da CAIXA com os segmentos da sociedade são pautadas no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. Art. Art. V. Caso algum dos membros deixe de exercer a titularidade das áreas referidas. situações que possam configurar descumprimento de suas normas. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos. sem direito a voto.05. ainda. seminários e debates. mediar e conciliar situações que envolvam questões éticas para as quais o Código de Ética da CAIXA seja omisso. e nos Decretos s/nº de 26. ordinariamente. com mandato de dois anos. titulares ou suplentes. Art.Ética Incentivamos a participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. equipamentos e demais recursos colocados à nossa disposição para a gestão eficaz dos nossos negócios. de 22 06. extraordinariamente. visando à formação da consciência ética dos empregados da CAIXA. estamos comprometidos com a prestação de contas de nossas atividades. Art. em cumprimento ao disposto no Decreto nº 1171. dos recursos por nós geridos e com a integridade dos nossos controles. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas à sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. mudança de nomenclatura e/ou competências das unidades.2001. por entendermos que a vida depende diretamente da qualidade do meio ambiente. 9º. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos a que estamos subordinados. A Comissão reunir-se-á. Art. Compete. II. mantendo-o alinhado à missão e às estratégias organizacionais da CAIXA. 7º. entre os Consultores Técnicos/Gerentes Nacionais de sua área de atuação. para assessoramento técnicooperacional. são mantidas ou incorporadas à Comissão as Diretorias/Superintendências Nacionais que absorverem as atividades anteriormente desenvolvidas por aquelas constantes da atual composição. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por seis membros. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. Compete à Comissão de Ética da CAIXA: I.1994. dos bens. 5º. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. Valorizamos o processo de comunicação interna. 3º. é obrigatória a presença de. das Superintendências Nacionais de Auditoria e de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais e da Ouvidoria CAIXA. 4 membros. 13.

a critério da Comissão. a condição de signatária do Pacto Global. ou por ela levantada. VI. Comunicação de Progresso/2006 “A Caixa Econômica Federal renova. 16. com a finalidade de orientar os demais empregados. 21. Art. 20. passível de ser caracterizado como infringência ao Código de Ética. convocar. cadastro funcional do empregado. O Presidente é substituído. designar um dos membros titulares da Comissão para substituí-lo. a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa. censura ou o seu encaminhamento para avaliação sob a ótica do Regime Disciplinar. _ A busca permanente de excelência na qualidade dos serviços. na análise de qualquer ocorrência submetida a sua apreciação. nos seus impedimentos. bem como por entidades associativas regularmente constituídas. se necessário. 26. A Comissão de Ética pode instaurar. III. Art. Auditoria.gov. devendo. Art. Ao Presidente da Comissão compete: I. designar relator para os processos. não havendo necessidade de depoimento do primeiro se a apuração decorrer de conhecimento de ofício. O tema é reforçado pelo código de ética da empresa. presidir as reuniões. Parágrafo único. II. Art. ouvidos o denunciante e o empregado ou o responsável pelo setor envolvido. As decisões devem ser resumidas em ementa e divulgadas para toda a CAIXA. Art. Todo voto contrário à decisão a ser deliberada pela Comissão deve ser justificado e constar da ata da reunião. ainda. por meio desta comunicação. convocar extraordinariamente a Comissão. estabelecer a pauta.Ética Art. Ouvidoria. VII. A decisão da Comissão. e outros expedientes ou informações necessários à elucidação dos fatos a serem apurados.1 A missão da CAIXA deixa claro. em sendo solicitado pela Comissão. receber demandas a respeito do Código de Ética provenientes de empregados. convocar os envolvidos para esclarecimentos. empregados ou representantes de unidades da CAIXA para auxiliar no exame e apresentação de assuntos específicos. VII. V. se for o caso. IV. 19. denúncias e representações devem ser dirigidas diretamente à Comissão de Ética. 15. emitir voto de qualidade em caso de empate na votação. CAPÍTULO VI DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ÉTICA Art.br: Art. o que a torna grande perseguidora dos compromissos nele assumidos. sendo facultada a sua consignação. nos seus impedimentos. alinhada às prioridades do Governo Federal. Os membros da Comissão são responsáveis solidários por suas deliberações. 17. 23 . São atribuições da GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos: I. 18.’” Maria Fernanda Presidenta PACTO GLOBAL AVANÇOS VERIFICADOS NOS DEZ PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL DIREITOS HUMANOS Princípio 1 – as empresas devem respeitar e apoiar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente dentro de sua esfera de influência Indicador 1 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa 1. em Ata. Comissão de Ética Pública – CEP encaminhadas pela Diretoria de Recursos Humanos. _ Respeito e valorização do ser humano. receber os dossiês devolvidos pela Comissão e comunicar a decisão aos envolvidos. 24. pode resultar em orientação. com justificativa. encaminhar pauta com os respectivos dossiês para apreciação da Comissão de Ética. sendo garantido aos envolvidos a confidencialidade das informações prestadas. Art. de ofício. _ A conduta ética pautada exclusivamente nos valores da sociedade. 22. V. II. montar dossiê contendo os documentos que deram origem à ocorrência. O voto é expresso verbalmente. com a omissão dos nomes das partes envolvidas. As consultas. 25. CAPÍTULO V DO APOIO ADMINISTRATIVO À COMISSÃO DE ÉTICA IV. examinar consultas. Art. por intermédio da Diretoria de Recursos Humanos. disponível no sítio www. clientes ou usuários em geral. VI. Deve ser indicado um relator para cada assunto a ser apreciado pela Comissão.caixa. na sua essência. admitindo-se a oitiva de eventuais testemunhas. A apuração das ocorrências pela Comissão de Ética obedece a rito sumário. e para tanto. Art. por outro membro titular por ele designado. III. 23. parceiros. as datas e os horários das reuniões. Art. na certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento do país e do mundo. promover a triagem das demandas para verificar se o assunto se enquadra nas questões éticas a serem apreciadas pela Comissão. fato ou conduta praticada importar infringência ao Regulamento de Pessoal da CAIXA. conforme se verifica a seguir: _ O direcionamento de ações para o atendimento das expectativas da sociedade e dos clientes. fato ou conduta atribuído a empregado ou a determinada unidade da CAIXA. unidades internas. Todos os assuntos tratados no âmbito da Comissão têm caráter sigiloso. adotar as providências decorrentes da decisão. quando o ato. denúncias e representações formuladas por empregados. procedimento para averiguar qualquer ato.

Consolidará sua posição como o banco da maioria da população brasileira. órgão de caráter propositivo e consultivo. zelo e proteção do patrimônio público. em parceria com o MME – Ministério de Minas e Energia. rentável. externado em pesquisa interna. compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos clientes. compromisso com o cumprimento de leis. UEMA – Universidade Estadual do Maranhão. – Responsabilidade – ações pautadas nos preceitos e valores éticos do código de ética. direta ou indiretamente. relacionamento com os atores envolvidos com a organização pautado nos princípios do código de ética. nos dias 22 e 23 de agosto de 2006. 24 . passando desde a priorização de projetos no planejamento estratégico até a capacitação de empregados para atendimentos aos deficientes. igualdade e dignidade. patrocínio que considere o respeito aos costumes. O evento contou. M Cidades – Ministério das Cidades. UFMA – Universidade Federal do Maranhão. – Comissão de Crédito e Risco. com o objetivo de assegurar a articulação entre as diversas áreas da CAIXA no processo de desenvolvimento. FUNASA – Fundação Nacional de Saúde. avaliação e acompanhamento do Projeto de Responsabilidade Social Empresarial da CAIXA. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem. O comitê criou cinco comissões: – Comissão de Comunicação. ACONERUQ – Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos. sigilo e segurança das informações. governo do Estado. para possibilitar o atendimento de aproximadamente 5. garantia de proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações ao código de ética. adotando os seguintes valores: – Respeito – exige-se tratamento das pessoas com ética. incentivo à participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. – Transparência – relacionamento com os segmentos da sociedade pautado no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. 2. busca da melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas a sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. 1. capacitadas e com desenvolvido espírito público. Para o cumprimento desses princípios e tendo em vista que o tema tem caráter de transversalidade. – Compromisso – dirigentes empregados e parceiros comprometidos com a uniformidade de procedimento e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. socialmente responsável. – Comissão para PCD – Pessoas com Deficiência. equipamentos e serviços oferecidos pela CAIXA. justiça. orientações corretas aos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios.2 Em 28 de novembro de 2006. – acesso às dependências. implantação. normas e dos regulamentos internos e externos que regem a CAIXA.3 Visando arraigar na empresa os valores e princípios de RSE. Será detentora de alta tecnologia da informação em todos os canais de atendimento e se destacará na gestão de pessoas. busca e preservação ambiental nos projetos dos quais a empresa participa.1 Com o objetivo de articular parceiros. 1.2 O Conselho Diretor da CAIXA aprovou política para os portadores de deficiência. Manterá a liderança na implementação de políticas públicas federais e será parceira estratégica dos governos estaduais e municipais. em consonância com sua Visão de Futuro: “A CAIXA será referência mundial como banco público integrado. comprometimento com a prestação de contas de atividades. instalações. a CAIXA disponibilizou na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual) os cursos: Conhecendo a Responsabilidade Social. assim como da sua imagem. várias ações serão efetuadas. ágil e com permanente capacidade de renovação. com a participação de 38 Municípios. MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário. Marketing e Patrocínio. preservação da dignidade de dirigentes. bem como a preservação do ambiente. em qualquer circunstância. empregados e parceiros. respeito e valorização dos clientes. foi instalado o Comitê de Responsabilidade social da CAIXA. alinhada às diretrizes e políticas do Governo Federal. repúdio a todas as atitudes de preconceito. A Política consubstancia a Missão e Valores CAIXA. com relevante presença no segmento de pessoa jurídica e excelente relacionamento com seus clientes. – Honestidade – empregados e dirigentes resguardam a lisura dos processos da CAIXA. cortesia. tratamento equânime aos clientes.000 famílias distribuídas em 194 comunidades Quilombolas no Maranhão. parceiros comerciais. recursos geridos com a integridade dos controles da organização. SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. que prevê: – atendimento aos direitos assegurados por lei. secretários e lideranças comunitárias. Federação dos Municípios. reconhecidas em seu mérito. foi realizado Seminário em São Luís. fornecedores e mídia na disponibilidade de informações claras e tempestivas. A Política CAIXA para os portadores de deficiências e com mobilidade reduzida busca viabilizar o atendimento diferenciado e imediato a este segmento da população e consolidar a imagem da CAIXA como o banco de todos os brasileiros.Ética CÓDIGO DE ÉTICA A Caixa Econômica Federal elaborou o seu Código de Ética fazendo prevalecer o sentimento dos dirigentes e empregados. respeito. eficiente. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos aos quais a empresa se subordina. representados por prefeitos. – Comissão de Gênero. Indicadores de Ações de RSE e Responsabilidade Ambiental nos Negócios. Indicador 2 – sobre a valorização de temas de direitos humanos na rede de relação da empresa 2. MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. como forma de preservar os valores da CAIXA. – Comissão de Relacionamento com Fornecedores. dentre outros. tradições e valores da sociedade. com abrangência no âmbito interno e externo à empresa. ainda.

a CAIXA desenvolve a Inclusão Produtiva para grupos historicamente excluídos . previamente identificados. indígenas e outros grupos informais. verificação no PNUD. resguardando-se os aspectos de sustentabilidade socioeconômica e ambiental. foram realizadas 13 Oficinas de Habitação e Saneamento. a seguir enumeradas.4 Ainda em parceria com o PNUD . Em 22 de agosto de 2006. movimentos sociais e ONGs – Organizações Não-Governamentais que atuam na área habitacional. A partir de janeiro de 2007. além de fortalecer a imagem da CAIXA como o Banco Público responsável pela realização dos programas federais para o desenvolvimento urbano. _ Manual de acessibilidade para agências bancárias. oferecido por empresas de telefonia. a CAIXA ministrará curso presencial de Libras para os empregados. 2. avaliar e diagnosticar suas principais necessidades e planejar soluções para atendê-las.ação destinada a apoiar os municípios com população até 20 mil habitantes.3 A CAIXA. o Acordo de Cooperação para realização do Programa Nacional de Capacitação das Cidades. da preparação do Termo de Referência que vão nortear o fornecimento. dos procedimentos básicos para o processo licitatório. Pela Resolução do Conselho Diretor. econômicas. possibilita melhor desempenho das prefeituras. Em 2005. O SIMBRASIL é uma coletânea de informações fiscais. e Patrocínio. saneamento e habitação. a CAIXA homologou e disponibilizou a nova versão do SIMBRASIL . porém menor. Foram realizados. Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte e a CAIXA. como consultar o limite disponível. atendimento diferenciado para pessoas com deficiência auditiva – sistema gratuito.3 Em parceria com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. sociais e sanitárias que tem como objetivo contribuir para que as comunidades possam identificar.4 A CAIXA adotou. também. assim como a pesquisa juntos às empresas sobre os preços praticados no mercado para o fornecimento do software de gestão e seus componentes. 3. a CAIXA está desenvolvendo a Governança Inclusiva . o acordo foi renovado. com o objetivo de consolidar o compromisso da CAIXA de desenvolver ações para a implantação e integração de programas e projetos voltados para famílias de baixa renda com o intuito de aumentar sua capacidade produtiva e lhes oferecer melhor qualidade de vida. em Belo Horizonte/MG. educacionais. Por meio do sistema. na realização das tarefas sob a sua responsabilidade. foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre a ASMARE – Associação de Catadores de Papel. prioritariamente para aqueles que trabalham em pontos-de-venda. No período de janeiro a julho.Ética Manterá relacionamentos sólidos. em dezembro de 2003. poder legislativo municipal e estadual. demográficas. Indicador 3 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na ação social ou no investimento social privado 3. passou a coordenar as atividades e a apoiar a realização de atividades relativas ao planejamento urbano municipal. para promover a melhoria da administração pública e trazer benefícios para a população residente. os deficientes auditivos podem se comunicar com os operadores por escrito e ler as respostas. 100 municípios com menor IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. urbanas. O acordo. com a participação de Instrutores Educacionais do Uniethos. respeitando a diversidade cultural e o saber local. envolvendo 1. _ Pessoas com deficiência – direitos e deveres. durante o 5º Festival do Lixo e Cidadania. para todos os brasileiros”.Federação Brasileira de Bancos desenvolveu com a CAIXA cartilhas que tratam do relacionamento entre bancos e pessoas com deficiências (empregados e clientes). em dezembro de 2006. instrumento de planejamento financiado pelo PNAFM. Comunicação. a leitura das cartilhas deve ser feita por todo o quadro funcional. _ Gestão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho.Sistema de Informações Socioeconômicas dos Municípios Brasileiros. nos projetos de desenvolvimento urbano. Marketing. de modo a se promover sua crescente inclusão social.2 A CAIXA firmou com o Ministério das Cidades. a data de vencimento ou o valor da fatura. que prevê ações de apoio para inclusão de grupos historicamente excluídos. Encontra-se em fase de seleção dos municípios que participarão da amostra. Em março de 2006. envolvendo cerca de 600 técnicos municipais. priorizando. oferecendo um conjunto de software de controle e gestão. O termo foi firmado no âmbito do convênio entre a CAIXA e o PNUD. seis Seminários Regionais de capacitação em Cadastro Técnico Multifinalitário. terceirizados e prestadores de serviços para proporcionar conhecimento das diferenças individuais. no mesmo período.950 participantes. conselheiros municipais e estaduais de habitação e saneamento. ação que visa a apoiar projetos que envolvam grupos historicamente excluídos. entidades de classe. Ao todo. 3. _ Atendendo bem pessoas com deficiência. em plataforma livre. 3. que se propõe a ser um banco “para você. quilombolas. O aparelho possui um teclado e um pequeno monitor de cristal líquido. capacitados em organização. Os clientes da instituição estarão aptos a realizar todas as operações necessárias para a manutenção do cartão de crédito. minimização dos preconceitos e valorização de todos. gestores e técnicos municipais e estaduais. foram seis cartilhas. disponibilizadas na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual da Universidade CAIXA): _ A ação de Recursos Humanos e a inclusão de pessoas com deficiência. realizou diversos encontros para discussão e formulação de políticas relativas ao Relacionamento com Fornecedores. proposta aderente à imagem adotada pela CAIXA. _ População com deficiência no Brasil – fotos e percepções. 2.” A FEBRABAN . e Crédito e Risco. coesos e inovadores com parceiros competentes e de forte compromisso social. 25 .1 Em parceria com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica. inicialmente.catadores. gestão e atividades produtivas. semelhante ao do computador. de saneamento e do desenvolvimento urbano. que possibilita o acesso a consultas e serviços de cartões de crédito por meio do telefone 0800 adaptado com dispositivo TDD.

3. O protocolo de cooperação objetiva viabilizar projetos de desenvolvimento econômico e social em regiões do Piauí. _ abertura de Contas CAIXA Fácil. além da data-base. desde 2004. 1. 1. Cada adolescente tem um orientador. o respeito à diversidade. auxiliando jovens pelo prazo mínimo de 18 meses e máximo de 24 meses. em comemoração ao Dia Mundial do Laço Branco – Homens pelo fim da Violência Contra a Mulher (06/12). _ disponibilização de informações sobre os programas sociais do Governo. assegura às entidades sindicais o direito de utilização dos quadros de avisos de suas dependências para comunicações oficiais de interesse dos empregados e facilita a essas entidades a realização de campanha de sindicalização a cada 12 meses. empregado CAIXA. a CAIXA firmou Contrato de Prestação de Serviço com a ACMB – Associação de Municípios Brasileiros para o desenvolvimento de consultoria na construção de seminários e no acompanhamento do desenvolvimento dos projetos nos territórios brasileiros.3 A CAIXA mantém grupos de trabalho. para promover e disseminar à sociedade e a seus empregados. local e horário previamente acordados. Úmbria. _ fornecimento de saldo do PIS e do Abono Salarial. desde que haja interesse das partes em pautar assuntos relativos à categoria. sendo a primeira experiência firmada entre a ASMARE e a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. com orientações a respeito de serviços bancários e microfinanças. 3. A CAIXA disponibilizou os seguintes produtos e serviços: _ emissão de CPF de forma gratuita. mobilizou suas unidades em nível nacional para disponibilizar aos empregados fitas brancas para utilização como laços na lapela. em 11 de novembro de 2006. 1.1 A CAIXA tem normatizada a liberação de empregado eleito para exercer cargo de administração sindical em entidade sindical de bancários.1 Por meio do Programa Adolescente Aprendiz. por meio da difusão e adaptação dos instrumentos e estratégias desenvolvidas pelas regiões da Terceira Itália. que reuniu mais de 900 mil pessoas –. em dia. a CAIXA adota o princípio de negociação permanente. TRABALHO Princípio 3 – as empresas devem apoiar a liberdade de associações e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva Indicador 1 – sobre o apoio à liberdade de associação e o reconhecimento do direito a negociação coletiva 1. participou da “Ação Global” – evento voltado às classes menos favorecidas. que além de aplicar os módulos de avaliação quanto ao aprendizado dos serviços bancários e administrativos. em parceria com a Rede Globo e o SESI – Serviço Social da Indústria. crachá ou pulso. está impedida de manter relacionamento com aquelas que praticam o trabalho escravo ou similar e que constem na lista restritiva do Ministério do Trabalho e Emprego. Rio de Janeiro. Princípio 4 – as empresas devem apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório Indicador 1 – sobre a eliminação de todo as formas de trabalho forçado ou compulsório 1. a CAIXA investe na capacitação de adolescentes em serviços bancários e administrativos. de peças têxteis para o campo cirúrgico das referidas Santas Casas. 3. _ emissão de Cartão do Cidadão e cadastramento de senha. Nesse contexto. na sua missão e código de ética. com composição paritária – metade de empregados indicada pela empresa e metade pelas entidades representativas .1 Como signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Emilia Romagna e Marche. reconhece os delegados sindicais eleitos pelos empregados.Ética O projeto proveniente do termo denomina-se Fábrica Social e propõe a celebração de convênios de cooperação comercial com Santas Casas e Hospitais Filantrópicos para o fornecimento por ex-moradores de rua e catadores de resíduos sólidos devidamente qualificados. que tratam das questões de saúde e segurança. _ entrega do cartão do Programa Bolsa Família _ prestação de informações sobre os demais produtos da CAIXA. o que torna prazerosa e de grande responsabilidade a “incumbência” do orientador. lazer.7 A CAIXA. Foi.5 A CAIXA participa do Comitê Gestor Nacional da Cooperação entre a Presidência da República do Brasil com as Regiões italianas de Toscana. deixa claro que preza pelo respeito e valorização do ser humano.2 Desde 2003. saúde. oriundos de famílias cuja renda per capita é igual ou inferior a 50% do salário mínimo. nos saldos e extratos de contas dos clientes.a exemplo dos grupos previstos no Acordo Coletivo vigente. em parceria com entidades especializadas. ou seja. Amazônia e Minas Gerais. veiculada mensagem alusiva à data.1 A CAIXA. Princípio 2 – as empresas devem certificar-se de que não estejam sendo cúmplices de abusos e violação dos direitos humanos Indicador 1 – sobre a monitoração de questões de direitos humanos na cadeia de negócios e na ação social Princípio 6 – as empresas devem eliminar a discriminação com respeito ao emprego e ocupação 26 .6 A CAIXA. educação. na maioria das vezes. com o propósito de contribuir para erradicação do trabalho degradante. também. fomentando a prática. especialmente crédito imobiliário. parceira da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial de Presidência da República (SEPIR). Princípio 5 – as empresas devem apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil Indicador 1 – sobre o apoio à erradicação do trabalho infantil 1. para tratar dos assuntos específicos. cultura e esporte. auxilia o adolescente na condução para a vida cidadã. a CAIXA orientou a todas as suas superintendências informar aos seus clientes – pessoa física ou jurídica – que diante da condição de signatária do pacto. Rio Grande do Sul. São Paulo. e ofereceu serviços gratuitos à população no âmbito da cidadania. tornando-se verdadeiro cúmplice do dia-a-dia do jovem. Foram realizados seminários em diversas regiões do país.

campanha interna para desenvolver atitudes para ecoeficiência no uso de insumos de impressão. Desde a implantação do Comitê. _ Projetos elaboração de projetos vinculados ao desenvolvimento urbano e demais áreas da CAIXA. única do ramo financeiro a figurar entre as 11 empresas homenageadas. _ Capacitação: disponibilização do curso “Responsabilidade Ambiental nos Negócios” na Universidade CAIXA. critérios que considerem o risco ambiental como parte do risco financeiro. • Critérios socioambientais para o crédito.1 A CAIXA formalizou em março de 2006 a adesão ao Programa Pró-Equidade de Gênero com a finalidade de promover a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres. a CAIXA realiza uma série de ações que dão suporte à Política Ambiental e contribuem para a sua sustentabilidade. Foram desenvolvidos instrumentos e procedimentos para prevenção e gerenciamento de riscos por passivos ambientais para vistoriar terrenos objeto de propostas para empreendimentos habitacionais. palestras em eventos externos especializados. e constante em manual normativo próprio. MEIO AMBIENTE _ Acompanhar a implementação do Plano de Ação. Guia de Melhores Práticas e Eventos). prioridades e ações da Política Ambiental Corporativa. elaboração de notícias e artigos de opinião publicados no Jornal da CAIXA. desde maio de 2004. _ Gestão de Riscos por Passivos Ambientais: passivos ambientais por contaminação em terrenos utilizados por indústrias ou próximos a áreas industriais passaram a ser um fator de preocupação. com o respeito à diversidade no mundo do trabalho. • Indicadores de desempenho socioambiental. • Agências Ecoeficientes. que é hoje o principal mecanismo financeiro para investir nas unidades de conservação. _ Integrar ações internas.Ética Indicador 1 – sobre o monitoramento da situação do público interno em relação a mecanismos de discriminação 1. O Comitê é composto por representantes de diversas áreas da CAIXA e se constitui uma importante instância de gestão ambiental e um meio para preservar o princípio da transversalidade. A adesão faz parte do Planejamento Estratégico 2005/2007 e insere-se na Política de Gestão da Diversidade. voltadas à promoção da equidade de gênero. integrando as questões socioambientais aos seus negócios. da representatividade e unicidade de ações decorrentes das diretrizes da Política. contribuindo para a transferência de tecnologias e de métodos de gestão ambientalmente saudáveis. prática de gestão. foi criado em outubro de 2004 o Comitê CAIXA de Política Ambiental Corporativa. _ Novos Negócios: a experiência e o posicionamento ambiental da CAIXA motivaram o desenvolvimento e a atração de novos negócios. Em dezembro de 2006. Embora só o tenha feito nessa data. no âmbito do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos. em solenidade no Palácio do Planalto. tais como: • Metodologia para Prevenção e Gerenciamento de Riscos por Passivos Ambientais. à nossa política de concessão de créditos. de forma ágil e transparente. papel. tais como: _ Fundo de Compensação Ambiental . _ Dispor de produtos e serviços para atender o mercado ambiental. um atributo de destaque e distinção como empresa comprometida. • Eficiência Energética na Habitação. _ Incorporar. fórum de debate e decisão constituído por 22 áreas da CAIXA. _ Buscar eficiência no uso dos recursos. • Sala Verde CAIXA (Disseminação da Educação Ambiental). tais como: _ Divulgação: criação e manutenção do sítio Intranet da Política Ambiental.1 A CAIXA possui Política Ambiental aprovada pelo Conselho Diretor. gerando benefícios econômicos e ambientais por meio da racionalização de processos e redução do desperdício.solução inovadora para viabilizar a gestão financeira e a execução. • Construções Sustentáveis (Pesquisa. inserção das ações ambientais da CAIXA no Balanço Social. o processo de aperfeiçoamento contínuo e a educação dos empregados. _ Considerar a gestão ambiental como uma prioridade corporativa. As diretrizes são as seguintes: _ Cumprir a regulamentação ambiental aplicável às nossas atividades e serviços empresariais. 27 . com os seguintes objetivos específicos: _ Apoiar o desenvolvimento das estratégias. A CAIXA apresentou o plano de ação do Programa Pró-Equidade de Gênero à SPM – Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – e está desenvolvendo ações assumidas com SPM. _ Analisar e divulgar os resultados alcançados. comprometendo-se a elaborar um plano de ação a ser desenvolvido em 2006. dos recursos da compensação ambiental. realização de cinco eventos comemorativos para convidados internos e externos. com o crescimento das cidades e a deficiência de planejamento urbano e gestão ambiental. clientes e fornecedores. Como forma de assegurar a transversalidade do tema. • Coleta Seletiva. atividades e decisões empresariais. buscando sempre o gerenciamento integrado. paulatinamente. _ Programa Emissões Reduzidas – busca aproveitar as experiências da CAIXA em saneamento ambiental para o desen- Princípio 7 – as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais Indicador 1 – Sobre o apoio a uma abordagem preventiva aos desafios ambientais 1. A política tem como objetivos atuar como o princípio da responsabilidade ambiental. água e energia. _ Promover a disseminação dos princípios e diretrizes entre empresas terceirizadas. já em 2005 havia aderido à iniciativa. a CAIXA recebeu da SPM o Selo Pró-Equidade de Gênero.

que visa a elaborar e a desenvolver um plano de ação multissetorial para a melhoria de renda. bem como para a detecção de situações suspeitas. o que contribuirá para uma melhor qualidade de vida dos seus empregados. tendo a energia como vetor de desenvolvimento econômico e social e dar suporte à preparação e financiamento para micro e pequenos empreendimentos nas áreas periurbanas. Princípio 10 – combater a corrupção em todas as suas formas. a busca da CAIXA na inserção de valores e princípios de RSE na gestão empresarial com abrangência e impacto para consecução dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. analisar e comunicar ocorrências suspeitas. com foco em metodologias de gerenciamento de projetos e revitalização de áreas urbanas degradadas.1 A CAIXA adota como conceito de atividade de prevenção à lavagem de dinheiro um conjunto de ações. Visando a dar apoio institucional às iniciativas que induzam melhoria de renda. aquecimento solar de água. CONCLUSÃO Esta comunicação expressa por meio de adesões a pactos e implementação de ações. para o mundo. 1. Princípio 9 – As empresas devem encorajar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis Indicador 1 – sobre o incentivo ao desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis 1. citada no princípio 7. _ Fomento à Eficiência Ambiental de Empresas – financiamento para eficiência energética. _ Revitalização de áreas urbanas degradadas por contaminação – parceria com a Agência de Cooperação Alemã GTZ. comunidade na qual está inserida.2 A CAIXA firmou parceria com o GVEP – Global Village Energy Partnership. _ Acordo de Cooperação e Contrato de Prestação de Serviços para o Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais. bem como de prevenir novos casos. indicador 1. nos dias 20 e 21/10/2005. Princípio 8 – as empresas devem se engajar em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental Indicador 1 – sobre o engajamento em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental 1. numa visão global. por meio da adequação de linhas de crédito e de estratégia de venda para a Rede de Agências.Ética Matéria volvimento de operações e inserção da CAIXA no Mercado de Carbono. _ Agência Alemã GTZ: cooperação no âmbito da gestão ambiental urbana. Assembléia Internacional de Parceiros do GVEP realizado em Brasília/DF. _ Gestão de Parcerias – ação desenvolvida para apoiar o posicionamento ambiental e a implementação da Política Ambiental da CAIXA: _ Ministério do Meio Ambiente: _ Protocolo de Intenções com extensa Agenda de Ações. foi assinado o Memorando de Entendimento entre a CAIXA e GVEP no evento 1ª. presentes. governo e sociedade e. inclusive extorsão e propina. _ Adesão ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). citada no princípio 7. O Vice-Presidente indicado é responsável pela implementação e monitoramento do cumprimento da legislação pertinente. no exercício de suas atribuições. É representada formalmente perante o BACEN e o COAF por um Vice-Presidente indicado pelo Presidente e com a aprovação do Conselho Diretor. A qualificação dos empregados para o adequado monitoramento das movimentações financeiras realizadas na CAIXA. 1.1 Item contemplado pela Política Ambiental. _ Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: Memorando de Cooperação com foco no desenvolvimento de negócios sustentáveis e desenvolvimento urbano e ambiental. visa conhecer os instrumentos urbanísticos e econômicos da revitalização e avaliar a viabilidade de financiar a remediação e recuperação de áreas. tecnologia de produção mais limpa. com o objetivo de convergir esforços para incorporar a sustentabilidade no setor empresarial. conformidade nos Princípios do Pacto Global e Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. É expressamente proibido que empregados da CAIXA. recebam remuneração. comissões. é realizada por meio de treinamento.1 Item contemplado pela Política Ambiental. voltado para os municípios. acesso à energia alternativa e mitigação de impactos ambientais. clientes. aproveitando as fontes de energias renováveis para aplicação em usos produtivos. objetivando capacitá-los para identificar eventuais ações que caracterizem lavagem de dinheiro e atuar no sentido de impedir qualquer utilização da Instituição em operações financeiras com recursos de origem ilegal. É obrigatória a realização constante de treinamento sobre o assunto por todos os empregados. indicador 1. especialmente para fins habitacionais. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 28 . inclusive pela comunicação das ocorrências consideradas suspeitas. processos e sistemas capazes de detectar. favores ou vantagens de qualquer espécie. que agrega os principais bancos e os maiores grupos empresariais brasileiros. uso de energias limpas e mitigação de impactos do aquecimento global.

salvo de autoridades estrangeiras nos casos protocolares em que houver reciprocidade. II – atos de gestão de bens. Art. 5º As alterações relevantes no patrimônio da autoridade pública deverão ser imediatamente comunicadas à CEP. secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS. 3º No exercício de suas funções. sobretudo no que diz respeito à integridade.1º Fica instituído o Código de Conduta da Alta Administração Federal. à moralidade. mediante coordenação administrativa. fundações mantidas pelo Poder Público. a autoridade pública deverá esclarecer a existência de eventual conflito de interesses. com vistas a motivar o respeito e a confiança do público em geral. não lhes cabendo manifestar-se publicamente sobre matéria 29 . de 10 de novembro de 1993. o qual não poderá ter interesse em decisão a ser tomada pela autoridade. autarquias. ascendente. cujo valor possa ser substancialmente afetado por decisão ou política governamental da qual tenha prévio conhecimento em razão do cargo ou função. no prazo de dez dias contados de sua posse. Parágrafo único.Ética CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL Art. 8º É permitido à autoridade pública o exercício não remunerado de encargo de mandatário. destinado a possibilitar o prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta ética do administrador. inclusive investimentos de renda variável ou em commodities. indicando o modo pelo qual irá evitá-lo.00 (cem reais). hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade. cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas estabelecidas neste Código. do controle de empresa. É permitida a participação em seminários. Art.730. Art. Art. ou de empresa que negocie com o Poder Público. não ultrapassem o valor de R$ 100. informações sobre sua situação patrimonial que. III – preservar a imagem e a reputação do administrador público. II – contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos da Administração Pública Federal. nos termos da lei. com as seguintes finalidades: I – tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades da alta Administração Pública Federal. 4 b) aquisição. desde que tornada pública eventual remuneração. nível seis. ou c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na natureza do patrimônio. inclusive as especiais. 11 As divergências entre autoridades públicas serão resolvidas internamente. 2º As normas deste Código aplicam-se às seguintes autoridades públicas: I – Ministros e Secretários de Estado. Não se consideram presentes para os fins deste artigo os brindes que: I – não tenham valor comercial. a partir do exemplo dado pelas autoridades de nível hierárquico superior. enviará à Comissão de Ética Pública . nem receber transporte. II – titulares de cargos de natureza especial. real ou potencialmente. Art. de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses. criada pelo Decreto de 26 de maio de 1999. §1° Em caso de dúvida sobre como tratar situação patrimonial específica. VI – criar mecanismo de consulta. de instituição financeira. congressos e eventos semelhantes. bem como o pagamento das despesas de viagem pelo promotor do evento. serão elas encerradas em envelope lacrado. Art. empresas públicas e sociedades de economia mista. publicado no Diário Oficial da União do dia 27 subsequente. Art. à clareza de posições e ao decoro. Parágrafo único. Parágrafo único. V – minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse privado e o dever funcional das autoridades públicas da Administração Pública Federal. III – presidentes e diretores de agências nacionais. especialmente quando se tratar de: I –atos de gestão patrimonial que envolvam: a) transferência de bens a cônjuge. a autoridade pública deverá consultar formalmente a CEP. a autoridade pública.CEP. direta ou indireta. secretários-executivos. ou II – distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de cortesia. Art. 7º A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei. Art. tornará público este fato. para que a sociedade possa aferir a integridade e a lisura do processo decisório governamental. descendente ou parente na linha colateral. as autoridades públicas deverão pautar-se pelos padrões da ética. possa suscitar conflito com o interesse público. desde que não implique a prática de atos de comércio ou quaisquer outros incompatíveis com o exercício do seu cargo ou função. uma vez conferidas por pessoa designada pela CEP. 10 No relacionamento com outros órgãos e funcionários da Administração. 6º A autoridade pública que mantiver participação superior a cinco por cento do capital de sociedade de economia mista. IV – estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses públicos e privados e limitações às atividades profissionais posteriores ao exercício de cargo público. 4º Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei n° 8. §2° A fim de preservar o caráter sigiloso das informações pertinentes à situação patrimonial da autoridade pública. divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou datas comemorativas. Os padrões éticos de que trata este artigo são exigidos da autoridade pública na relação entre suas atividades públicas e privadas. Art. 9º É vedada à autoridade pública a aceitação de presentes. que somente será aberto por determinação da Comissão. contratos futuros e moedas para fim especulativo. bem como comunicar qualquer circunstância ou fato impeditivo de sua participação em decisão coletiva ou em órgão colegiado. na forma por ela estabelecida. propaganda.

§ 4º Concluídas as diligências mencionadas no parágrafo anterior. interpretativas e orientadoras das disposições deste Código. o período de interdição para atividade incompatível com o cargo anteriormente exercido. • Cometimento formal da responsabilidade por zelar pela efetividade das normas de conduta. independentemente de sua aceitação ou rejeição. Art. valendo-se de informações não divulgadas publicamente a respeito de programas ou políticas do órgão ou da entidade da Administração Pública Federal a que esteve vinculado ou com que tenha tido relacionamento direto e relevante nos seis meses anteriores ao término do exercício de função pública. aplicável às autoridades que já tiverem deixado o cargo. Art. será de quatro meses. Parágrafo único. se entender necessário. para decisão individual ou em órgão colegiado. inclusive sindicato ou associação de classe. a CEP oficiará a autoridade pública para nova manifestação no prazo de três dias. Acerca de eventuais atividades paralelas dos servidores. ou estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica com a qual tenha mantido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. • Incorporação do tema ética e das normas de conduta nos programas de capacitação e treinamento da entidade ou órgão. obrigando-se a autoridade pública a observar. Para os servidores vinculados ao Código de Conduta da alta Administração Federal. 8027/92. 15 Na ausência de lei dispondo sobre prazo diverso. II – censura ética. algumas das práticas: • Exortação sistemática por parte dos dirigentes máximos da entidade ou órgão à observância dos padrões éticos refletidos nas normas de conduta que vinculam os funcionários. Art. Outras proibições e condições para o exercício de atividades paralelas no setor privado constam nas leis 8112/90. assim estabelece o manual de “boas práticas”: Servidor vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal pode desempenhar outras atividades profissionais? Sim. 8429/92. desde que haja indícios suficientes.19 A CEP. II – não intervir. que conforme o caso. § 1º A autoridade pública será oficiada para manifestar-se no prazo de cinco dias. Art. é importante que sejam observadas as restrições específicas que constam nos códigos de conduta. tanto para o público interno da entidade ou órgão quanto ao público externo. exceto quando existir compatibilidade de horários e consistir em dois cargos de professor. bem assim responderá às consultas formuladas por autoridades públicas sobre situações específicas.Ética que não seja afeta a sua área de competência.18 O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado neste Código será instaurado pela CEP. 37. bem assim a CEP. aplicável às autoridades no exercício do cargo. São ações realizadas pelos órgãos da Administração Pública Federal necessárias para que os objetivos estratégicos que norteam a promoção da ética. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela CEP. sejam alcançados. em razão do cargo. 14 Após deixar o cargo. nas entidades que integram o poder Executivo Federal. de ofício ou em razão de denúncia fundamentada. Art. Art. inclusive sindicato ou associação de classe. a autoridade pública não poderá: I – atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica. de ofício. Nos limites da lei e desde que observadas as restrições para atividades que possam suscitar conflitos de interesses. em processo ou negócio do qual tenha participado.17 A violação das normas estipuladas neste Código acarretará. • Ampla divulgação das normas de conduta. § 5º Se a CEP concluir pela procedência da denúncia. junto a órgão ou entidade da Administração Pública Federal com que tenha tido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. adotará uma das penalidades previstas no artigo anterior. Além disso. contados da exoneração. poderão produzir prova documental. Art. neste prazo. na estrutura de administração da entidade ou órgão. 13 As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor privado. A Constituição Federal veda a acumulação de cargos públicos. em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica. e II – do mérito de questão que lhe será submetida. a CEP informará à autoridade pública as obrigações decorrentes da aceitação de trabalho no setor privado após o seu desligamento do cargo ou função.16 Para facilitar o cumprimento das normas previstas neste Código. BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DA ÉTICA A Comissão de ética pública do Código de Conduta da Alta Administração Federal tem exigido e divulgado o que se denomina “boas práticas de gestão”. a Comissão de Ética Pública expediu 30 . § 2º O eventual denunciante. Art. II – prestar consultoria a pessoa física ou jurídica. bem assim solicitar parecer de especialista quando julgar imprescindível. Abaixo. com comunicação ao denunciado e ao seu superior hierárquico. 9790/99 e dos decretos 1171/94 e 4081/02. conforme sua gravidade. deverão ser imediatamente informadas pela autoridade pública à CEP. • Estabelecimento de canais apropriados de comunicação por onde possam fluir a apresentação de dúvidas sobre a aplicação prática de normas de conduta e a prestação de orientações em situações da rotina diária dos funcionários. poderá fazer recomendações ou sugerir ao Presidente da República normas complementares. bem como qualquer negociação que envolva conflito de interesses. um cargo de professor com outro técnico ou científico e dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde com profissões regulamentadas no art. as seguintes regras: I – não aceitar cargo de administrador ou conselheiro. poderá encaminhar sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente superior. estatutos ou regras de pessoal das entidades onde o servidor exerce suas funções. § 3º A CEP poderá promover as diligências que considerar necessárias. a própria autoridade pública. as seguintes providências: I – advertência. 12 É vedado à autoridade pública opinar publicamente a respeito: I – da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade pública federal.

onde a decisão da autoridade pode privilegiar uma pessoa física ou jurídica. como tal considerada. inclusive função de conselheiro de administração ou fiscal. b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja manutenção possa suscitar conflito de interesses. Pode a autoridade. em se tratando de decisão coletiva. a atividade desenvolvida em áreas afins à competência funcional. b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. assim como da personalidade jurídica da entidade. com identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou função pública. mediante instrumento contratual que contenha cláusula que vede a participação da autoridade em qualquer decisão de investimento assim como o seu prévio conhecimento de decisões da instituição administradora quanto à gestão dos bens e direitos. Que tipo de atividade paralela suscita conflito de interesses com o exercício da função pública? Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que: a) em razão da sua natureza. sociedade ou negócio. quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. Que atitude deve tomar a autoridade para prevenir situação que configure conflito de interesses? Conforme o caso. enquanto perdurar a situação passível de suscitar conflito de interesses. Gerir o próprio patrimônio configura conflito com a restrição para que a autoridade participe da gestão de empresa. Contudo tais participações devem ser informadas à Comissão de Ética Pública por meio da Declaração Confidencial de Informações (art. Desde que a participação resulte de indicação institucional da autoridade pública competente. A Comissão deverá ser informada pela autoridade e opinará. cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental. com ou sem finalidade de lucro. inclusive. possua investimento vedado? A autoridade deve tomar uma das seguintes providências: a) manter inalteradas suas posições. O que deve fazer a autoridade que. seja incompatível com as atribuições do cargo ou função pública da autoridade. c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com quem tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras atividades. iii) desempenhe atividade que suscite conflito de interesses com a função pública. pela sua natureza. moralidade. conforme o caso. art. e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas em razão do cargo ou função. deve: a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo. abstendo-se de votar ou participar da discussão do assunto. A ocorrência de conflito de interesses independe do recebimento de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade. A autoridade pública poderá participar em conselhos de administração e fiscal de empresa privada da qual a União seja acionista? Sim. exercer atividade profissional no interesse privado? Desde que observados os limites da lei e o que dispõe a Resolução Interpretativa nº 8 da Comissão de Ética Pública. 5º. que identificou as situações em que o exercício de atividade paralela suscitar conflito de interesses. sociedade civil ou negócio? A gestão do seu próprio patrimônio por parte da autoridade é vedada sempre que o item integrante desse patrimônio seja empresa ou sociedade civil ou ainda investimento em bens. contratos futuros e moedas para fim especulativo. que identifica situações que suscitam conflito de interesses e dis- 31 . O conflito ocorre quando a autoridade acumula funções públicas e privadas com objetivos comuns. Código de Conduta). e) divulgar publicamente sua agenda de compromissos. formal ou informalmente. comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade. b) contratar administrador independente que passe a fazer a gestão desses investimentos. sobre a suficiência da medida adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de interesses. sociedade ou negócio de que participe a autoridade transacione com a entidade pública onde a autoridade exerça cargo de direção de qualquer natureza. ao tomar posse em cargo ou função pública que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. Manter participação em empresa. clareza de posições e decoro da autoridade. d) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório. ii) represente interesses suscetíveis de serem afetados pela entidade pública onde exerce cargo de direção. em cada caso concreto. A autoridade precisa informar a Comissão de Ética Pública sobre as medidas que adotou para prevenir conflitos de interesses? Sim. deve a autoridade observar o seguinte: a) não participar da gestão da empresa. Desenvolver atividade paralela sem remuneração ou para entidade sem fins lucrativos previne eventual conflito de interesses? Não. sociedade civil ou negócio configura conflito com o exercício da função pública? Não. d) possa. Além do mais. inclusive investimento de renda variável ou em commodities. É importante observar nesses casos a vedação para participar de deliberação que possa suscitar conflito de interesses com o Poder Público. 4º do Código de Conduta e Resolução CEP nº 5). de forma equivalente a um blind trust. b) vedação para que: i) a empresa. c) transferir a administração dos bens e direitos que possam suscitar conflito de interesses a instituição financeira ou a administradora da carteira de valores mobiliários autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. subordinando qualquer mudança a comunicação prévia e fundamentada à Comissão de Ética Pública. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público.Ética a Resolução Interpretativa nº 8. (§1º.

a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à competência funcional do agente público. de 12. não deve a autoridade exercer. subsídio ou qualquer tipo de apoio financeiro de entidade pública de cujos quadros faça parte. como tal considerada. nos termos do Decreto 4334. deve o agente público observar a compatibilidade de horários e. É importante notar que ao servidor em licença se aplicam. além de observar as normas aplicáveis do CNPq e CAPES. moralidade. no uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. de 12. Pode a autoridade exercer atividade profissional paralela na área científica ou artística? Sim. com a qual tenha relacionamento institucional relevante. O que deve fazer a autoridade pública associada a organização não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública em que exerce sua função para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A autoridade associada a entidade não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública para a qual tenha sido nomeada deve afastar-se da mesma. de 25/09/2003). b) eventuais atividades profissionais ou políticas que venha a desenvolver no interesse partidário. d) não transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. Que cuidados deve adotar a autoridade pública filiada a partido político para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A atividade político-partidária da autoridade não deve resultar em prejuízo para o exercício da função pública. Vale observar que a autoridade não poderá receber ou participar de evento que receba patrocínio. b) abster-se de receber bolsa do CNPq ou da CAPES sempre que em razão das atribuições do cargo público mantiver relacionamento institucional oficial e relevante com tais instituições. no que couber. mesmo que a autoridade pública não tenha participado de qualquer das fases do processo de contratação. função de direção ou coordenação partidárias.2002. enquanto no exercício de cargo ou função que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal? Em nenhuma hipótese a percepção de bolsa de apoio à pesquisa científica ou tecnológica pode implicar em compromissos que configurem conflito com o exercício da função pública. b) não violar o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. inclusive no que se refere a informações a que tenha acesso e não estejam à disposição do público. pela sua natureza. Pode o agente público receber bolsa de pesquisa do CNPq ou da CAPES. observar a vedação para atuar ou prestar consultoria relativa a processo ou negócio do qual tenha participado em razão do cargo. (Resolução CEP nº 8. Para prevenir-se de situações que possam suscitar conflitos.8. formal ou informalmente. c) não implicar.Ética põe sobre o modo de preveni-los. amparadas pela lei de incentivo fiscal da área cultural? Em nenhuma hipótese o exercício da atividade artística paralela ao desempenho do cargo público deve comprometer o interesse público. observada a compatibilidade de horários e as seguintes condições. devendo. nem implicar na utilização ou aproveitamento das prerrogativas e recursos do cargo postos a sua disposição. 32 . deve a autoridade observar a necessidade de registro dos contatos profissionais e audiências concedidas a representantes da organização não governamental da qual se afastou. nem participar de exame de matéria no âmbito partidário que possa implicar. havendo dúvida. Além disso. é importante consultar a área competente do próprio órgão. Assim. quando investido em cargo público. continuar a desenvolver atividades artísticas de interesse privado. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função sobre quaisquer outras atividades. enquanto no cargo público. moralidade. clareza de posições e decoro da autoridade. ou que tenha interesse que dependa de seu pronunciamento individual ou como parte de colegiado. de acordo com a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. Assim. implicar o uso de informação à qual o agente tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. pode ser admitido o exercício de atividade profissional no interesse privado quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. O desempenho de atividade artística no interesse privado somente é possível quando: a) não for incompatível com as atribuições do cargo ou da função pública. deve a autoridade registrar em agenda de trabalho: a) audiências concedidas. que exige a precedência das atribuições do cargo público sobre qualquer outra atividade. nos termos do art. após deixar o cargo público. na utilização de informação privilegiada a que tem acesso em decorrência do cargo público que ocupa. clareza de posições e decoro do agente público. Pode o artista. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerce suas funções? Suscita conflito de interesses contratar entidade privada de cuja direção participe parente até segundo grau da autoridade. ainda que potencialmente. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. d) não transmitir dúvida à opinião pública a respeito da integridade. pela sua natureza. c) não implicar a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva do agente público ou possa. 14 do Código de Conduta da Alta Administração Federal. inclusive. uma vez que ele mantém o vínculo com o ente público.2002. bem assim para se utilizar dos recursos ou demais condições que são postas à disposição em razão do cargo público. nos termos do Decreto 4334. assim como a Comissão de Ética Pública.8. as normas de ética e disciplina estabelecidas na legislação para o servidor da ativa. ainda: a) a vedação para assumir qualquer compromisso que viole o princípio da integral dedicação ao cargo ou função pública. Para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses.

pois a situação. como usualmente é o caso daquelas que oferecem cursinhos para concursos também não encontra vedação legal. desde que não ocorra em prejuízo do exercício das funções e atribuições inerentes ao cargo público. de qualquer das fases do processo seletivo. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 33 . Pode a autoridade afastar-se temporariamente do cargo ou função. a Comissão de Ética Pública recomenda que se considerem impedidos para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização quando participarem. Pode autoridade publicar livro ou apostila sobre matéria exigida em concurso público? As autoridades vinculadas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal devem considerar-se impedidas para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização pública em que atuam No caso dos servidores não vinculados ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. inclusive do processo decisório que tenha levado à realização do concurso. ou que seja da responsabilidade do órgão público onde exerça sua função. devendo ser observada a compatibilidade de horários e as seguintes limitações. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. moralidade. quando houver compatibilidade de horários. desde que não tenha concorrido direta ou indiretamente para a contratação do parente. do exame de qualquer matéria de interesse da entidade fiscalizada. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. mas vinculados ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Quando se tratar de funcionário não vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. é possível que a autoridade tenha parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerça suas funções. e desde que publicamente se declare impedido para participar. Pode a autoridade ser beneficiária de patrocínio ou contribuição para desenvolver atividade permitida? Sim. formal ou informalmente. pela sua natureza. para atuar em área ou matéria sobre a qual o órgão ou entidade a que serve tem responsabilidade? Não. clareza de posições e decoro da autoridade. poderá se manifestar em sentido contrário. O exercício da atividade docente para entidade privada de ensino. c) possa pela sua natureza. exceto se o patrocínio ou contribuição tiver por origem entidade pública ou privada com a qual se relacione ou potencialmente possa vir a se relacionar em razão do exercício de função ou cargo público. direta ou indiretamente. uma vez que se trata de área afim à competência funcional. examinadas as circunstâncias de casos concretos. sem remuneração. 37 da Constituição Federal. consultoria a pessoa física ou jurídica em projeto cuja análise seja de sua responsabilidade? Não. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade regulada ou fiscalizada pelo órgão ou entidade pública onde exerça sua função? Sim. mas vinculado ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Da mesma forma. desde que a autoridade não participe do processo de identificação e contratação da entidade. Pode o agente público vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal atuar como professor em cursinho preparatório para concurso público? O exercício em paralelo da atividade de docência encontra amparo no inciso XVI do art. que exige a garantia de precedência para o cumprimento dos deveres e responsabilidades do cargo público. Em vista do exposto. pela sua natureza. d) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. aprovado pelo Decreto 1171/94. pois a situação. suscita conflito de interesse.Ética Matéria Quando o grau de parentesco for superior. direta ou indiretamente. com base no que dispõe a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. uma vez que é afim à competência funcional. Pode o agente público prestar. suscita conflito de interesses a autoridade participar como docente de cursinho preparatório para concurso de ingresso de servidores em matéria sob a responsabilidade da organização pública onde exerce sua função. quando o grau de parentesco for até o 4º grau. suscita conflito de interesse. que deverá informar à respectiva Comissão de Ética que. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. ou que tenha interesse em decisão de que participe. recomenda-se que o exercício de atividade de docência em cursinho preparatório para ingresso de funcionários em organização para a qual trabalhe seja objeto de comunicação e autorização prévia da chefia competente. que o cargo ou função pública do servidor ou empregado não seja utilizado para promover o evento por qualquer meio. que permite a acumulação de remuneração mesmo quando se trate de docência em instituição pública de ensino.

Entre os caminhos apontados pelo autor estão: a) exame de consciência e revisão da escala de valores b) pautar-se pêlos valores reais e aferir objetivamente a observância desses valores c) não transigir com os deslizes éticos e reconhecer a urgência no retorno à vida ética. d) Existe desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. José Renato Nalini. d) Todas as alternativas acima estão corretas. b) honestidade. c) Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar todas as infrações.a crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. 02. c) a ambição. com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. 04. b) É um dever derivado do direito natural. 11. Todas as alternativas abaixo contêm alguns destes deveres. São considerados como deveres gerais dos servidores públicos. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. Podemos considerar como grandes virtudes. em seu texto “a Ética e a vida” faz questionamentos acerca da maneira de se aprimorar eticamente. assinale a alternativa correspondente à seqüência CORRETA: 01. De acordo com o livro Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica a melhor definição de ética é: a) Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. quanto ao dever de eficiência do servidor público podemos dizer que: a) Sempre existiu no Direito Brasileiro.A. c) Ética é o estudo ou reflexão da suposta influência dos astros no destino e comportamento dos homens. c) Foi acrescentado à nossa Constituição Federal de 1988 pela emenda Constitucional 45/2004. De acordo com Renato Nalini. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra.a crise demográfica. 05. De acordo com o pensamento do autor é COR- 34 . De acordo com Hely Lopes Meirelles. EXCETO: a) a humildade. d) a avareza. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. correlacione as colunas 1 e 2. b) eficiência e obediência. vários são os deveres do servidor público. 09. c) somente l. b) a justiça. no capítulo referente à Ética e a vida.o recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais.a existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países. d) N. d) saúde. propiciando maior facilidade na fuga dos criminosos. EXCETO: a) a modernização dos meios de transporte. b) a preguiça. Levando em conta os deveres atinentes aos servidores públicos em geral. quer dizer. a ética e o direito relacionam-se mutuamente no mundo atual. Assinale a alternativa CORRETA. a) todas as assertivas estão corretas. III. b) somente II e III estão corretas. IV.D. 07. A seguir. cada vez mais ativos e velozes. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas: I. II. c) lealdade. EXCETO: a) conduta ética e eficiência. c) a inveja. em seu texto “a Ética e vida”. b) O Direito não é panacéia para todos os problemas. 08. Segundo José Renato Nalini. b) a crise ecológica. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos. d) a gratidão. 10. EXCETO: a) assiduidade. II e IV estão corretas.D. c) o aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. 06.Ética 5 EXERCÍCIOS RETO afirmar que: a) A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida.A. d) a expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas. c) generosidade e conduta ética. b) Ética é a visão político científica advinda dos pensamentos pré-concretos do iluminismo Francês. d) todas as alternativas acima estão corretas. De acordo com Hely Lopes Meirelles. Não podemos considerar como virtudes. d) lealdade e obediência. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA: De acordo com Renato Nalini. 03. EXCETO: a) a prudência. existente desde o princípio do Capitalismo Moderno e da automação industrial. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. em seu texto “a Ética e vida”. das discriminações de casta e de sexo. d) N. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas.

(. (. . .. identificando-o com os superiores interesses do Estado. d) 2 – 3 – 5 – 1 – 4. ..) tratar com educação e respeito os colegas de trabalho e o público em geral.. d 08.. c) 2 – 5 – 1 – 3 – 4. d 05. c 06.. . Conduta Ética 3.) exige de todo servidor a maior dedicação ao serviço e o integral respeito às leis e às ins(.) decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa. c 11. de comparecimento ao local de trabalho... a 04.... d 03.. Obediência 4. Lealdade 5.. Assiduidade 2... GABARITO 01. c 02..) imposição.) impõe ao servidor o acatamento às ordens legais de seus superiores e sua fiel execu¬ção.. nos dias e horários determinados. (. a 10. . ao servidor.Ética Matéria 1. a ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 35 . c 09.. a 07. (. tituições constitucionais. b) 4 – 5 – 1 – 3 – 2.. Urbanidade a) 3 – 4 – 2 – 5 – 1...

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