ÉTICA

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 02 2. CONCEITOS: ÉTICA, MORAL, VALORES E VIRTUDES ..................................................... 06 3. ÉTICA APLICADA ............................................................................................................. 18 4. CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL ........................................ 29 5. EXERCÍCIOS ..................................................................................................................... 34

Ética

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INTRODUÇÃO
pela sorte do semelhante, assentam-se na perda de valores morais. A insensibilidade no trato com a natureza denota a contaminação da consciência humana pelo vírus da mais cruel insensatez. É paradoxal assistir à proclamação enfática dos direitos humanos, simultânea à intensificação do desrespeito por todos eles. De pouco vale reconhecer a dignidade da pessoa, insculpida como princípio fundamental da República, se a conduta pessoal não consegue pautar se por ela. Somente se vier a ser recomposto o referencial de valores básicos de orientação do comportamento, será viável a formulação de um futuro mais promissor para a humanidade, perplexa diante de um inesgotável incremento das descobertas científicas, a dominar tecnologias mais avançadas mas ainda envolta no drama da incapacidade de superação das angústias primárias. Prometia-se um terceiro milénio de paz, harmonia e ócio saudável. Em lugar disso, o inesperado surge para aturdir. Violência e medo se aliam para trazer desconforto à alma e a sólida sensação de falência da moral. Não foi apenas o 11 de setembro de 2001 a mostrar a vulnerabilidade de todos os esquemas de uma inviável segurança. São Paulo, a unidade mais desenvolvida da Federação, teve o seu dia fatídico em 15 de maio de 2006. Reforçar o aparelho repressivo, construir mais presídios, reduzir a maioridade penal, agravar as penas, tudo isso representa paliativos para os efeitos. Muito mais difícil é combater as causas. Dentre estas, não é menor a insuficiência do papel familiar de transmissão de valores, de formadora da cidadania, de edificação de uma nova elite moral. (A incompetência da educação para incluir a vasta legião daqueles chamados “excluídos” mas que, na verdade, nunca chegaram a ser incluídos na sociedade cidadã, é outro fator de imprescindível enfrentamento.) Permeia todas as análises a carência ética de uma sociedade cada vez mais egoísta, materialista e consumista. Despertá-la para uma responsabilidade individual, cidadã e social é o papel da ÉTICA neste terceiro milénio, que não parece corresponder às expectativas dos otimistas, mas reservar prenúncios nada animadores para a família humana. Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. É uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio, na singela identificação do caráter científico de um determinado ramo do conhecimento. O objeto da Ética é a moral. A moral é um dos aspectos do comportamento humano. A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o sentido de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de sua prática. Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade positiva, ou seja, “o conjunto de regras de comportamento e formas de vida através das quais tende o homem a realizar o valor do bem”. A distinção conceituai não elimina o uso corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem etimológica de Ética no vocábulo grego “ethos”, significa “morada”, “lugar onde se habita”. Mas também quer dizer “modo de ser” ou

A ética está em todos os discursos. A propósito de qualquer acontecimento, levantam-se as vozes dos moralistas a invocar a necessidade de reforço ético. Ética, infelizmente, é moeda em curso até para os que não costumam se portar eticamente. Por isso, é compreensível que muitos já não acreditem no termo ética. Trivializou-se o chamado à ética, para servir a qualquer objetivo. Além disso, a utilização excessiva de certas expressões compromete o seu sentido, como se o emprego freqüente implicasse em debilidade semântica. Isso parece ocorrer com os vocábulos JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE, SOLIDARIEDADE, DIREITOS HUMANOS e também com o termo ÉTICA.

A invocação exagerada a tais palavras, nos contextos os mais diversos, conseguiu banalizar seu conteúdo. Situam-se em todos os discursos, ensaios e manifestações. Não há mais fronteiras ideológicas entre elas: todos se valem do prestígio de seu conteúdo. Ante seu pronunciamento, os ouvidos se amparam em certa insensibilidade, pois acredita-se não mais haver necessidade dessa reiteração. Além de cansativa, seria desnecessária. Os conceitos já teriam sido adequadamente assimilados. O núcleo comum a todas essas palavras é sua evidente carga emotiva. São expressões que se impregnam de sentimento. Distanciam-se do sentido racional. Não guardam enunciado singelo. Encerram a complexidade própria às questões ditas filosóficas. Reforçam a convicção “de que o objeto próprio da filosofia é o estudo sistemático das noções confusas. Com efeito, quanto mais uma noção simboliza um valor, quanto mais numerosos são os sentidos conceituais que tentam defini-la, mais confusa ela parece”. Entretanto, nunca foi tão urgente, como hoje se evidencia, reabilitar a ÉTICA. A crise da Humanidade é uma crise de ordem moral. Os descaminhos da criatura humana, refletidos na violência, na exclusão, no egoísmo e na indiferença

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Ética
“caráter”. Esse “modo de ser” é a aquisição de características resultantes da nossa forma de vida. A reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Dessa forma, “o ethos é o caráter impresso na alma por hábito”. Como os hábitos se sucedem, tornam-se por sua vez fonte de novos hábitos. O caráter seria essa segunda natureza que os homens adquirem mediante a reiteração de conduta. Sob essa vertente, “moral” e “ética” significam algo muito semelhante. Por isso a aparente sinonímia das expressões “valor moral” e “valor ético”, “normas morais” e “normas éticas”. Todavia, a conceituação de ética ora adotada autoriza distinguila da moral, pese embora aparente identidade etimológica de significado. Ethos, em grego, e mós, em latim, querem dizer costume. Nesse sentido, a ética seria uma teoria dos costumes. Ou melhor, a ética é a ciência dos costumes. Já a moral não é ciência, senão objeto da ciência. Como ciência, a ética procura extrair dos fatos morais os princípios gerais a eles aplicáveis. “Enquanto conhecimento científico, a ética deve aspirar à racionalidade e objetividade mais completas e, ao mesmo tempo, deve proporcionar conhecimentos sistemáticos, metódicos e, no limite do possível, comprováveis.” Poder-se-ia mesmo indagar: Por que, aliás, ética e não moral? Impõem-se aqui algumas definições, suficientemente abertas e flexíveis, para não congelar, desde o princípio, a análise. A etimologia não poderia nos guiar em nada nesta tarefa: ta êthé (em grego, os costumes) e mores (em latim, hábitos) possuem, com efeito, acepções muito próximas uma da outra: se o termo ‘ética’ é de origem grega e o moral, de origem latina, ambos remetem a conteúdos vizinhos, à ideia de costumes, de hábitos, de modos de agir determinados pelo uso. A distinção mais compreensível entre ambas seria a de que ética reveste conteúdo mais teórico do que a moral. Pretende-se a ética mais direcionada a uma reflexão sobre os fundamentos do que a moral, de sentido mais pragmático. O que designaria a ética seria não apenas uma moral, conjunto de regras próprias de uma cultura, mas uma verdadeira “metamoral”, uma doutrina situada além da moral. Daí a primazia da ética sobre a moral: a ética é desconstrutora e fundadora, enunciadora de princípios ou de fundamentos últimos. A ética é uma disciplina normativa, não por criar normas, mas por descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra às pessoas os valores e princípios que devem nortear sua existência. A Ética aprimora e desenvolve o sentido moral do comportamento e influencia a conduta humana. Aliás, identificar as tarefas da Ética pode clarear o seu conceito. Para Adela Cortina, “entre as tarefas da ética como filosofia moral são essenciais as que seguem: 1) elucidar em que consiste o moral, que não se identifica com os restantes saberes práticos (com o jurídico, o político ou o religioso), ainda esteja estreitamente conectado com eles; 2) tentar fundamentar o moral; ou seja, inquirir as razões para que haja moral ou denunciar que não as há. Distintos modelos filosóficos, valendo-se de métodos específicos, oferecem respostas diversas, que vão desde afirmar a impossibilidade ou inclusive a indesejabilidade de fundamentar racionalmente o moral, até oferecer um fundamento; 3) tentar uma aplicação dos princípios éticos descobertos aos distintos âmbitos da vida cotidiana”. Se a ética é a doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem por objetivo realizar esse valor, a nossa ciência “não é, senão uma das formas de atualização ou de experiência de valores ou, por outras palavras, um dos aspectos da Axiologia ou Teoria dos Valores”. Assim, o complexo de normas éticas se alicerça em valores, normalmente designados valores do bom. Há conexão indissolúvel entre o dever e o valioso. Pois à pergunta “o que devemos fazer?” só se poderá responder depois de saber a resposta à indagação “o que é valioso na vida?” Toda norma pressupõe uma valoração e, ao apreciá-la, surge o conceito do bom - correspondente ao valioso - e do mau - no sentido de desvalioso. E norma é regra de conduta que postula dever. Todo juízo normativo é regra de conduta, mas nem toda regra de conduta é uma norma, pois algumas das regras de conduta têm caráter obrigatório, enquanto outras são facultativas. As regras a serem observadas para acessar a internet ou para viabilizar um programa de software, por exemplo, são de ordem prática e exprimem uma necessidade condicionada. Elas se incluem no conceito de regras técnicas, ou seja, preceitos que assinalam meios para a obtenção de finalidades. As regras técnicas contrapõem-se as normas e preceitos cuja observância implica um dever para o destinatário. A noção de norma pode precisar-se com clareza se comparada com a de lei natural, lembra Garcia Máynez. As leis naturais, ou leis físicas, são juízos enunciativos que assinalam relações constantes entre os fenómenos. Sob o enfoque da finalidade, as leis físicas têm fim explicativo e as normas têm fim prático. As normas não pretendem explicar nada, mas provocar um comportamento. As leis físicas, ao contrário, referem-se à ordem da realidade e tratam de torná-la compreensível. O investigador da natureza não faz juízos de valor. Simplesmente se pergunta a que leis obedecem os fenómenos. Ao formulador de normas do comportamento não importa o proceder real da pessoa, senão a explicitação dos princípios a que sua atividade deve estar sujeita. A norma exprime um dever e se dirige a seres capazes de cumpri-la ou de violá-la. Se o indivíduo não pudesse deixar de fazer o que ela prescreve, não seria norma genuína, mas lei natural. De maneira análoga, careceria de sentido declarar que a distância mais curta entre dois pontos deve ser a linha reta, porque isso não é obrigatório, senão necessário e evidente. É da essência da norma a possibilidade de sua violação. Outra diferença pode ser apontada entre a norma e a lei natural ou física. A lei física é suscetível de ser provada pêlos fatos e a norma vale independentemente de sua violação ou observância. A ordem normativa é insuscetível de comprovação empírica. “As normas não valem enquanto são eficazes, senão na medida em que expressam um dever ser.” Aquilo que deve ser pode não haver sido, não ser atualmente nem chegar a ser nunca, mas perdurará como algo obrigatório. Torna-se mais fácil compreender a distinção quando se acena com o ideal da paz perpétua ou da absoluta harmonia entre os homens. É quase certo não se convertam nunca em realidade, mas a aspiração a atingi-las é plenamente justificável, pois tendente a concretizar algo valioso. Não há relação necessária entre validez e eficácia da norma. “A validez dos preceitos reitores da ação humana não está condicionada por sua eficácia, nem pode ser destruída pelo fato de que sejam infringidos. A norma que é violada segue sendo norma, e o imperativo que nos manda ser sinceros conserva sua obrigatoriedade apesar dos mendazes e dos hipócritas. Por isso se diz que as exceções à eficácia de uma norma não são exceções à sua validez.” Já as leis naturais, só se validam se a experiência as não desmente.

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onde reside o seu sentido de valor. fazendo reduzir o nível de inobservância. Enquanto isso. infringência ou indiferença humana pelas normas não deve desalentar aqueles que acreditam na sua imprescindibilidade para conferir sentido à existência. fala-se em consciência moral e aceita-se mesmo um tipo de linguagem que pode ser identificada como linguagem moral. infringência ou indiferença perante a ordem do dever ser. um sinal amarelo a determinar precaução e uma luz vermelha com o significado de vedação. lealdade. Ainda que aparentemente a prática possa demonstrar o contrário. há sempre possibilidade de sua otimização. Hemingway conceituou moral de maneira bem compreensível. Cada pessoa sabe que tanto pode observar como deixar de atender aos sinais. à conclusão de que não há criação nem transmutação de valores. O desafio é perene e deve trazer ao menos certa angústia ao homem imerso numa sociedade em que o relativismo abrange dimensões inesperadas. Adela Cortina sublinha que “o moral. Para serem racionalmente aceitos pêlos destinatários. não existem homens para os quais careça de sentido a linguagem moral” . Em oportunidades múltiplas da existência. a escala que lhes servirá de parâmetro na conduta inserta naquele momento histórico e de acordo com o estamento a que pertencerem. além de outros fatores condicionantes da opção concreta em cada oportunidade. mentira. ou seja. A figura do semáforo moral é elucidativa. no auxílio àquele que se afastou do trajeto. E essa é sua vocação espontânea. mas são palavras cujo conteúdo é condicionado por referenciais de tempo e espaço. precisam estes acreditar derivem de justificativa consistente. A relativista acredita seja de ordem empírica. entre o que é certo ou errado. À pessoa ética deveria corresponder uma conduta compatível com um núcleo comum de valores consensualmente aceitos e com permanência na história da MORAL ABSOLUTA OU RELATIVA? Moral é expressão que todos conhecem. Os valores não se criam nem se transformam. a compreensão do que se pretende dizer quando se pronuncia a palavra moral. é uma hipótese significativa de trabalho. a pessoa sabe que precisa se definir e optar. em lugar disso. posto se tratar de um fenómeno e não de uma doutrina . ou sua validade é historicamente condicionada? Existem ao menos duas posições antagónicas: uma absolutista e apriorista e outra relativista e empirista. O absolutismo. não há como prosseguir no estudo da ética. propõe a moral universal objetiva. a humanidade só avança se uma grande maioria se convencer de que o homem pode ser recuperado. não houvesse um critério de estimação e uma instância . se descobrem ou se ignoram. a dimensão humana pode ser definida como dimensão moral. Para o absolutista. poupado de qualquer estado patológico .por integrar a espécie . naturalmente. De acordo com esta. à medida do necessário ou do oportuno. lugares. A moral como matéria-prima desta ciência do comportamento das pessoas em sociedade. na filosofia da consciência.Ética A possibilidade de inobservância. Mas torne-se à moral como objeto da ética. senão descobrimento ou ignorância dos mesmos. cada ser humano . A intuição moral é tão presente na consciência humana que se pode sustentar carecer de sentido a expressão amoralismo. A luta da parcela sensível da humanidade é ampliar esse espaço de trabalho comunitário e por diminuto possa parecer tal espaço. Sente-se e identifica-se um sinal verde a indicar passagem livre. para reconduzi-lo à senda original. no terreno epistemológico. moral é a formação do caráter individual. Esse pressuposto adquire relevância extrema numa era em que as criaturas se comportam em desacordo com as normas. a pregação e a vivência ética. para comportar-se eticamente em seu universo. O bem é fruto de criação subjetiva e a norma moral é mero convencionalismo. Não se poderia falar do bom e do mau. mediante o compromisso íntimo de observá-los na vida individual. É aquilo que leva as pessoas a enfrentar a vida com um estado de ânimo capaz de enfrentar os revezes da existência. Uma outra diferença entre ambas: a corrente absolutista proclama o conhecimento da norma ética a priori. Pese embora a multiplicação de maus exemplos. Uma das características da contemporaneidade é conferir ao foro íntimo uma supervalia. É intuitiva a qualquer pessoa considerada normal.capaz de intuir o que vale. a norma ética tem vigência puramente convencional e é mutável. Estes formulam. a crença é a de que todo ser humano . Por isso é que. O bom e o mau não significam algo que valha por si.é provido de certa bússola natural que o predispõe a discernir. em todos os tempos e 4 .acompanha a vida dos homens e é captado pela reflexão filosófica em várias dimensões”. Já os relativistas entendem não haver sentido falar-se em valores à margem da subjetividade humana. O empirismo advoga a existência de várias morais e. tantos e tão desalentadores os maus exemplos. O homem é um ser perfectível. mas não existem homens ‘amorais’. mais que a moral. como aquilo “que nos faz sentir-nos bem depois e imoral aquilo que nos faz sentir-nos mal depois”. portanto. “pode haver homens imorais em relação a determinados códigos vigentes. Como se todas as escolhas se justificassem diante da irrestrita autonomia da vontade. Sem essa noção. Sob esse prisma. Ou seja.aparentemente vulnerável -. Os preceitos éticos são imperativos. Todos têm uma determinada moral e a qualquer pessoa é importante manter preservado o seu moral.a consciência humana . O resultado dessa contraposição de ideias é que a tese objetivista conduz. se justifica o estudo. O papel confiado aos cultores da ciência normativa é reforçar essa tendência. da virtude e do vício. Ainda que o índice de espontâneo cumprimento dos ditames éticos não seja o ideal. Uma das missões capitais da ética consiste precisamente em afinar no homem o órgão moral que torna possível tal descobrimento.pode tornar-se cada dia melhor. de acordo com as circunstâncias pessoais. Cada qual saberia estabelecer a sua hierarquia valorativa. a validez é atemporal e absoluta. Na filosofia do ser. E o grupo tem de atuar no sentido de estimular a boa prática.ao menos o humano considerado normal pelo senso comum. A criatura tende naturalmente para o bem. Basta atentar para a sua consciência estimativa. Para simplificar. Cada pessoa dotada de um mínimo de consciência já se defrontou com esse fenómeno íntimo. a tese subjetivista postula autêntica criação de valores por vontade dos homens. De acordo com a primeira. A norma de conduta moral provém de um valor objetivo ou decorre de uma fixação arbitrária? Ela é norma válida para todos. A potencialidade de conversão de um ser humano . como justo. entendendo-a como sensação. Integram essa linguagem expressões de uso corrente. do subjetivismo. o bom combate continua válido.

Os diferentes tipos se interpenetram e podem se apresentar como formas ecléticas. Ao ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 5 . a pretensão do classificador é delimitar as áreas do conhecimento e sistematizá-la. na ortodoxia dos critérios distintivos entre cada classe. Não há intenção de se excluir qualquer outra classificação adotada por outros pensadores. a advertência serve a qualquer classificação. o mais importante é fazer com que o ser humano se conscientize da necessidade de desenvolver uma consciência moral cada vez mais convicta e exigente do que semear erudição. Classificar é compartimentar o conhecimento para que ele seja facilmente encontrado nos escaninhos da memória. também. com vistas à sua utilidade futura e permanente. O sentido da separação é tentar facilitar o estudo da Ética. As subdivisões atendem ainda a uma finalidade pedagógica: o treino da capacidade de memorização e da estratégia de ordenamento das informações. adotada nos estudos de Eduardo Garcia Máynez elas recebem o nomWe de: ética empírica. dentre muitas possíveis. reitere-se. ética de bens. quando se mostrar necessária a sua recuperação. É uma escolha. Aliás. Seria a porta de retorno ao caos e à barbárie. ética formal e ética valorativa. corresponderá a deslegitimação da normatividade ética e jurídica. em lugar da lassidão extrema dos achismos. mediante contemplação do aspecto preponderante a ela conferido por certas doutrinas. se estudar ética. ideologias ou correntes de pensamento existentes. de maneira a tornar mais facilitada a sua localização. A CLASSIFICAÇÃO DA ÉTICA A Ciência dos deveres admite tantas classificações quantas as escolas. Ao se classificar. Não se deve confiar. A classificação presente leva em consideração as quatro formas fundamentais de manifestação do pensamento ético ocidental. O agrupamento das doutrinas morais sob essas quatro denominações tende a considerar sob uma visão particular do autor o desenvolvimento do pensamento moral. A legitimar-se toda e qualquer ação em nome da liberdade de escolha. Por isso a arbitrariedade das classificações.Ética Matéria humanidade.

Ela é especulativa. seja por falta de conhecimento ou voluntariedade (como são os atos de um deficiente mental. A resposta a tais questões conduz a um estudo científico dos atos humanos enquanto bons ou maus. que são as ações livres em que o homem decide fazer ou omitir. objeto da ética. Deles derivam os princípios da Ética.Ética 2 DEFINIÇÃO CONCEITOS: ÉTICA. justificar e manifestar a experiência moral do homem. não o fim último (constituem exemplos todas as regras das artes). de um modo participado. técnicas ou morais. seria um estudo completamente inútil. circulação do sangue). no entanto. devemos conhecer nosso próprio ser. universais e certos. cumprindo a função de explicar. por exemplo). sobre o que é o bem e o mal. realizados por um fim último.” (RODRIGUEZ. “Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. mas para aprender a tornar-se virtuoso e bom. haja vista o remorso ou satisfação que se experimenta por ações livremente realizadas. fornecendo-lhe as normas necessárias para o reto agir. porém. de caráter filosófico. a História. leis civis. desenvolve-se na sociedade e na história. a lei moral. é possível falar-se de leis físicas. Abarca. Puelles traça um diferencial entre a lei natural e a lei civil. Como ciência teórico-prática. regula os atos humanos enquanto humanos. mas sim por se dirigir à ação. 1972) FONTES E MÉTODOS DA ÉTICA Pode-se dizer que a principal fonte da Ética é a realidade humana. por exemplo). a ordem moral da economia e das organizações). ou agir (moral ou ética). e os atos que são ações não livres. Voltada para a retidão moral dos atos humanos. mas em sua aplicação na conduta livre do homem. ou a Filosofia Moral. Cabe sempre a dúvida. bem comum da sociedade. Assim. enquanto livres e ordenados a seu fim último. as condições universais da atividade moral. Como fontes secundárias. por esse aspecto. Sob esse prisma sabe-se que o conhecer não tem sentido em si. não abrange aí o ato concreto de produção de uma obra. É. a Ética segue o método empírico especulativo. as virtudes). a Ética não se detém no conhecimento da verdade em si. Enquanto a lei física determina o comportamento de um agente puramente natural (lei da gravidade. entendese que a Ética. a qual é de domínio das artes essencialmente práticas. portanto. seu sentido do dever. e a Moral Especial ou Social. interna e individual. mediante ela. A ordem dos preceitos dessa lei pode ser conhe- ÉTICA COMO CIÊNCIA A filosofia prática visa definir o bem do homem. recorrendo aos princípios universais e certos que a razão humana descobre. ordena ou orienta os atos humanos. ou externa e social. Assim. pode-se provar a existência da lei natural pela experiência. mas não em sua aplicação. No entanto. Aristóteles já dizia que não se estuda Ética para saber o que é a virtude. no que diz respeito a seu método e objeto. A lei moral. Cabe uma diferença entre os atos humanos. Sabendo que o homem é social por natureza e dirige-se para seu fim último em união com os outros homens. como ciência prática. todo homem conhece em si a existência de tal ordem. ou por que tal ação é boa ou má. Além disso. suas tendências e inclinações impressas na razão pelo Criador de toda a natureza e ordenadas para seu fim último. embora não essencialmente prática. Assim. estão a Psicologia. denominada por isso lei natural. Constituindo uma inclinação impressa em sua natureza. NATUREZA DO HOMEM Pode-se chamar lei a tudo que regule um ato ou operação. autoridade e governo. constituindo esta o objeto da moral. que aplica tais princípios à vida do homem na sociedade (família. digestão. A Ética contempla a natureza. a Ética passa à categoria de arte. pois nos é dado conhecer nossas inclinações naturais. e não segundo um valor relativo. buscando o bem do homem. quer dizer. de outra maneira. inteligência adverte a bondade ou malícia dos atos livres. A Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade dos atos humanos. uma vez que a própria experiência moral. Como a ordem da natureza humana foi disposta por seu Criador. por nossa natureza racional. no plano da atividade propriamente humana. Baseia-se no que efetivamente ocorre na consciência e na sociedade. De modo natural. a Sociologia. tomando por ponto de partida a experiência moral. a consciência. uma vez que seu fim reside na definição das regras gerais da ação. de acordo com seu valor absoluto. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. a atividade humana pode ser encarada como um fazer uma obra (filosofia da arte). seja porque escapem ao domínio direto da vontade (crescimento. uma ciência normativa. para então aplicar estes princípios aos diversos campos em que a atividade do homem se realiza e concretiza (Ética Especial). a obra a produzir e a ação a realizar. no caso em que as ações realizada pelo homem orientam-no para atingir seu bem absoluto e supremo. seja qual for sua espécie. a Ética é uma ciência prática. A lei se encontra no ser que a estabelece e que. VALORES E VIRTUDES moralidade dos atos humanos (o fim último. e procura chegar ao sentido e explicação última de tal experiência ou ato. porém. seu conteúdo (Ética Geral). MORAL. Observe-se que a Ética é uma ciência prática. ou seja. seja estudada em dois aspectos: Moral Geral. que analisa os princípios básicos da 6 . no entanto. pode-se dizer que. valores e ideais do homem. a lei encontra-se naquele que é regido por ela. em termos dos atos humanos. na qual a razão encontra e conhece os princípios morais. a lei técnica ordena um ato humano para um fim restrito. Em primeiro lugar.

A vontade busca os fins que. A lei civil é. é uma tendência instintiva. é importante que o homem tenha o exato conhecimento da escolha dos bens. Há. Quanto mais o homem conseguir atingir essas realidades. Nasce daí a obrigação de todo ser humano de esclarecer toda e qualquer dúvida a respeito de aplicações da lei natural em situações concretas. Uma vida moral desordenada indica que a vontade decidiu livremente afastar-se do bem. o homem tende a corromper a própria ciência moral. portanto. Outros bens concretos são apenas fontes de felicidade para o homem. Aristóteles resumiu todos os bens essenciais da natureza humana em um: a felicidade. Há diversos tipos de fins e uns estão subordinados a outros de acordo com uma hierarquia de valores. considerando-se as potências da inteligência e vontade. apoiada na razão e com vontade livre. diversos fatores 7 . Essa exigência natural de uma ordem que favoreça a convivência social implica a subordinação da lei civil à lei natural. porém. Assim. ainda que isso constitua apenas um meio para atingir um fim maior. então. não é fruto de simples instinto ou coação de outrem. a ação que não se revista de liberdade está destituída de um dos componentes essenciais das ações éticas. que abrange toda sua vida. A atuação humana. considerando-se autor de uma nova norma. temos que a primeira tende para a verdade. no entanto. a lei da natureza humana é o modo de agir da natureza do homem. fazendo com que os fins subjetivos correspondam aos fins existenciais objetivos. a perfeição essencial de sua vida e sua felicidade. pode-se resumir em três os fatores que dificultam a adesão da vontade ao bem: a ignorância. porém é elaborada livremente pelo homem. o lucro e a formação profissional são meios para alcançar o fim de determinado empreendimento. Em outras palavras. Se não houvesse liberdade. a ação poderá ser má. Ao se questionar o motivo de determinada ação ser moralmente má. qualquer cidadão de seu cumprimento. a ordem do amor. conclui-se que os fins não podem justificar os meios. por isso. A lei civil origina-se na necessidade de organizar a sociedade em que o homem vive. subjetivamente. uma determinação. isto é. por natureza. para acionar a força de sua vontade no sentido do verdadeiro bem. A vontade livre adere à ação. Cardona afirma que não é fácil definir o bem. própria e alheia. portanto. em face de suas más ações. mas se orienta para o bem. procura que os fins subjetivos e objetivos coincidam. representa seu fim último subjetivo. pois o homem almeja fins múltiplos. Deduzir a lei natural com base na natureza humana é proceder em conformidade com os mesmos princípios de investigação da realidade e da experiência. é possível que ela não chegue a ser entendida. A boa vontade.Ética cida pelo homem. Assim. no que tange a seus fins naturais. de inteligência e vontade. A perfeição não é somente o bem. que lhe confere orientação para o sumo bem. pois a isso ele está destinado em função da própria lei natural. Essa ideia completa-se com a conhecida formulação de Leibniz: a felicidade é para as pessoas o que a perfeição é para os seres. a debilidade e a malícia. Verifica-se. busca a felicidade perfeita. Se os fins forem objetivamente maus. a felicidade é procurada por todos os homens. fama. considera todas as circunstâncias que envolvem a ação. que princípios a toma apetecível a todos. Quais são. chegando a um embotamento da consciência. que outras ciências empregam para estabelecer suas leis. Com efeito. Dessa forma. A consciência julga a validade moral dessa ação. guardando entre si uma ordem. os atos humanos serão maus. sua perfeição e os bens necessários a sua própria atuação. que o homem age no sentido de alcançar determinado fim. a realidade perseguida pelo ato. iluminada pela verdade. levando a um necessário obscurecimento das verdades que se referem ao fim último das pessoas. a verdade e o bem. o homem busca. Dotado. O homem será tanto mais livre quanto mais sua escolha aproximar-se de seus fins existenciais. Atribuir à lei civil apenas um caráter político. pois sua noção é das mais simples e primárias. desvinculado da lei natural. De fato. se a ação humana não estiver informada pela reta vontade. poder. na realidade subjetiva. Se a vontade é a sede do instinto fundamental do homem. CRITÉRIOS DE ETICIDADE Determina-se a moralidade ou eticidade dos atos humanos com base na consideração de seu objeto. Como a tendência à felicidade pode ser satisfeita com diferentes formas de amor que têm por objeto bens específicos em cada caso (pessoa. muitas vezes complexas. A vontade humana procura o que a razão lhe indica como sendo bom. Dessa relação recíproca entre fins objetivos e subjetivos. com isso. dinheiro. diversões). amado e degustado com plena consciência da sua conveniência para com o fim de sua natureza. mas o bem do próprio homem. desobrigando. tanto mais próximo estará de sua realização plena e. praticando-a se for boa (ética) ou desprezando-a. às da lei moral. Em termos simples. mais perto de alcançar a felicidade. a ordem objetiva dos fins. se for má (antiética). seguindo a ordem de tais inclinações. Uma lei civil que contrarie a ordem natural é moralmente ilícita. a reta razão. o homem não poderia fazer esta opção pelo bem ou pelo mal. Persistir em uma conduta má dificulta o conhecimento moral concreto. que o bem está associado à natureza das coisas ou dos seres. Por aí se vê que. Por essa razão. O específico da pessoa humana é agir consciente e livremente por um fim. Para qualificar alguma coisa boa. o bem conhecido. dirige-se para um fim. Sua conduta. o homem necessita aprofundar seus conhecimentos na esfera da lei natural moral. ou seja. É bastante completa a finalidade do agir humano. em um afã de auto-justificarse. o conhecimento moral sofre forte influência da ordem ou desordem da liberdade do homem. de forma que a natureza humana atinja sua plenitude. uma concretização dessa exigência de organizar a sociedade. de acordo com o que sua plena realização exige. os bens que as pessoas almejam? O homem. evitando uma ignorância culpável que o levaria a atuar sem liberdade. é possível e conveniente que se analisem as razões que levam a isso. Naturalmente. ou a reta intenção moral. A liberdade confere ao homem a capacidade de escolha. beleza. Por isso. A lei natural orienta a conduta humana para a ordem do amor. e a última para o bem. definem a intenção da conduta do homem. portanto. para que haja moralidade na conduta humana. consciente do que ele é por natureza. é a virtude. É fato da experiência diária. Se os aspectos natural e racional da lei moral não forem devidamente conjugados. a boa vontade é a que se dirige habitualmente para o bem. é fundamental conhecer o objeto. de modo consciente e livre. as circunstâncias e a finalidade. qual a sua perfeição. é contrariar a Ética. a inteligência.

com todas as aspirações em jogo e representadas no Parlamento atual. Se qualquer um desses três elementos for caracterizado como mau. guardadas as devidas proporções. quando. pessoa entre pessoas. E homem consciente de suas responsabilidades é o homem ético. igual entre iguais”. valor se não vier a ser espiritualmente aceito pelo homem. do próprio Estado. que o fim não justifica os meios. Para que um ato seja bom. extirpou-lhe a característica de relação necessária que deriva da natureza das coisas para ser resposta pontual. modernamente. é aquela ditada pela reta consciência. Isso significa. Liberdade e vontade valem mais do que lei e limite. O caminho para a verdadeira liberdade. Este não coincide. as circunstâncias e o fim. embora eficiente e eficaz. com que meios. Todos os fins orientam-se para o fim último do homem. O que se afirma do direito poder-se-ia dizer também. A teoria da sociedade e a Ética Social permitem compreender a natureza. Uma comunidade assim poderia vir a ser regulada por leis que. Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar 8 . inteligentes. o ato também será mau. hoje. todas as infrações. em que é atribuído um lugar a cada fim existencial concreto. embora sempre legal.e ninguém por ele . heterogéneo em relação àquele nutrido pelas demais. espontâneos e ime- A ÉTICA E A VIDA O LUGAR DA ÉTICA NA VIDA O pensamento fïlosófico-jurídico liberal reserva ao direito uma função reduzida. Toda sociedade depende dos homens que a integram e dos fatores que lhe dão vida e que causam sua atividade. a cuja sorte estão indissoluvelmente encadeados. A lei feita de encomenda. A finalidade ou fim é a intenção que move o agente a realizar o ato. Isso significa que nenhum valor da vida terá. É consciência psicológica reflexiva. não padecendo de conflitos de ilegitimidade. se alguém ajuda seu colega de trabalho sem a intenção de prestar ajuda. O produto do processo legislativo longe está. sua plena realização como ser humano. pode-se agravar ou atenuar a moralidade de um ato. ou “através do qual a liberdade se liberta e transcende o mundo historicamente dado não é a via revolucionária. antes de refletirem querer externo e soberano. O direito é monopólio estatal. entendendo-se por ascese o exercício e a ação exemplar”. necessariamente. sob a forma de lei. conclui-se que devem ser bons o objeto. já que as empresas. feito com a boa intenção de dar o dinheiro para os pobres. as circunstâncias: quem age. que a intenção é fundamental para caracterizar a ação ética. A ética é produzida pela reta razão. apoiada na ordem essencial da própria natureza humana. o fim e a ordem da vida social. livres. ciente da oposição nítida entre o que conhece e o que é conhecido. pela Ética. A liberdade é o grande tema da ética moderna.poderá convencer-se disso. Sua produção moderna. como. O roubo de dinheiro do caixa da empresa. Contrapondo-se ao homem do medievo. Esta é a razão do estudo da filosofia e da conduta humana. à estrutura igualitária e anti-hierárquica de uma comunidade solidária. de um lado. ainda que a ação seja boa. muitas vezes se afasta do bem comum. O direito será chamado a intervir quando a esfera da autonomia individual vier a falhar. Impregna a consciência. Relevante enfatizar a distinção entre direito e ética. onde. O melhor direito seria o direito mínimo.Ética ou modificações que afetam o ato humano. efetivamente. plurais e antagónicas. Da mesma forma. Assim não fosse e o mundo precisaria ser convertido em um enorme Tribunal. e na ordem social em si. Somente o próprio homem . atendendo a um determinado grupo ou a um interesse localizado. Dependendo das circunstâncias. espelhassem o interesse humano comum com a racionalidade. quando. Nem sempre reveste legitimidade. podendo ou não coincidir com o objeto da ação. casuística e contingente a uma questão localizada. Assim não fora e não lograria se converter em lei. E talvez “o homem do amanhã se sentirá vinculado. mas a via ascética. Por isso o protagonismo aparentemente excessivo dos operadores do direito. se o homem se utilizar mal de sua liberdade. A consciência psicológica é espontânea. por quê. as organizações ou instituições são agentes da sociedade que dependem de homens de caráter bem formado. membro necessário e insubstituível. é mister pensar na sociedade como tal. É sempre legítima. notadamente o juiz. e o Estado ideal seria aquele propiciador do máximo de liberdade ao homem. espiritualmente vinculado. A satisfação dos interesses humanos deve se basear no uso espontâneo da liberdade e autonomia individual. competentes e eficazes. que é a posse do bem supremo. configura um ato não ético. A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida. Consciência é expressão de utilização constante. pois o embate dos interesses só consegue produzir uma obra inacabada. do que realizar uma ação má com boa intenção. O cumprimento espontâneo das obrigações deveria ser a regra. faz uma análise do objeto do conhecimento. E consciência moral seria “a propriedade do espírito humano de dar juízos normativos. Mas esse ideal é inalcançável. organizada racionalmente e eticamente disciplinada: uma comunidade na qual ele terá o conforto de sentir-se valor absoluto. sustentar que a lei é a expressão da vontade geral. É preferível. no entanto. enquanto intuição que o espírito tem de seus estados e de seus atos. Poucos conseguiriam. alimentada por verdadeiro espírito fraterno. de corresponder à expectativa da comunidade. Este se vê obrigado a ser co-criador da lei. bem mais que à autoridade de um Estado soberano que faz cair do alto seus comandos e suas sanções. não está se comportando bem. cada uma delas podendo nutrir conceito próprio de ordenamento. e de outro. Exterioriza-se formalmente. Para se compreender as inter-relações que se estabelecem entre os indivíduos e os grupos sociais. ainda que com intenção pouco reta. Por isso é que a sociedade é uma das fontes produtoras do direito. Ação exemplar. provida mesmo de certa ambiguidade. O Direito não é panaceia para todos os problemas. pois é ser essencialmente livre. o homem moderno se considera espírito livre. ação que é suscetível de constituir modelo para os demais. que se pratique uma ação boa. A ética poderá conduzir o ser humano à vida solidária que se espera venha a irmanar os ocupantes do mesmo planeta. reduzindo suas incertezas e colmatando as deficiências. Mesmo porque um Estado se compõe de inúmeras comunidades. O critério de moralidade permite definir uma hierarquia de fins. A única forma possível de se limitar o limite é tornar o homem mais consciente de suas responsabilidades.

Para isso. Há de se contemplar algo de mais objetivo e palpável. Pode-se sustentar. que é fruto de uma vontade exterior e que. sem os quais não existe existência digna. é uma questão de justiça. Na cobrança de atuação mais efetiva de parte do poder público. um abrigo para o desvalido. procurando minorar suas dificuldades financeiras.. falar-se em ética brasileira. Para alguém privilegiado com uma ocupação remunerada. mas pode se manifestar sob a forma de arrumar um emprego para o necessitado. Em relação a esses irmãos sem teto. a sua profundidade verdadeira. É Spinoza quem chama de firmeza de alma. num país de desvalidos. Poderão ser cumpridas mediante imposição e força. para que a iníqua repartição de rendas não se perpetue. a exclusão social e a iníqua repartição de rendas. os favorecidos pelo sistema contraíram dívida moral. mas também a terceira. em grande parte. Aqui. recorrendo ao magistério de Kant. tem sua aplicação para os ricos que gozam de bens supérfluos e pode com eles exercitar-se. Tudo aquilo que contribua para o bem-estar do necessitado. E o rico tem deveres éticos muito evidentes para com o pobre. a pessoa há de pautarse por ela. A ética. nem de. ser viável a vida sem direito. quase sempre ressoa no vácuo da insensibilidade. esse “desejo pelo qual cada um se esforça por conservar seu ser sob o exclusivo ditame da razão”. Assim é como a virtude da magnificência tem verdadeiro valor”. O de aprimorar o sistema. temperada pelos trópicos e pela influência da imigração. uma palavra de apoio para quem dela necessita. Na participação comunitária. Assim não fora e seria uma questão de amor. mais digno e mais humano. com base nitidamente empírica. Outro nome dessa comoção é sensibilidade moral. portanto. fazer retornar à sociedade aquilo que lhe foi oferecido. Possuindo consciência moral. por isso. Uma tendência altruísta pode ser encontrada em alguns outros países. teto e automóvel. pode se incompatibilizar com certas consciências. O CAMINHAR ÉTICO Existe uma forma de se aprimorar eticamente? Qual a trilha a seguir se eu quiser crescer eticamente? 9 . que Von Hildebrand chama “estado de vigília moral” e considera pressuposto indispensável da real capacidade de apreender e possuir valores. que cai admiravelmente aos capitalistas. participando do banquete dos mais reconhecidos bens da vida. É lição antiga a de que “ao não fazer dos nossos bens o uso que devemos. a beneficência e a magnificência. “A melhor e mais curta definição da virtude é esta: a ordem do amor. Não faz sentido. Graças a ela somos. mediante correção do ordenamento. aprofundando o fosso que separa os possuidores dos despossuídos. pouco significado moral terão as regras positivas. é uma alternativa eticamente superior ao direito. Sem sinalização interior do campo do proibido e do permitido. Esse dever de repartir não quer dizer abrir mão daquilo que lhe é necessário. ou do levar vantagem em tudo. com educação universitária. A comunidade jurídica tem outro dever moral. assim como a miséria. Nem se fala da ética do jeitinho.. dados incontornáveis da realidade brasileira. o que somos. O senso de responsabilidade é base indispensável de uma verdadeira vida moral. procurando. recusando-se a ceder ao medo e a qualquer coisa outra que não a verdade. com a inversão de suas rendas. Somente os anormais não sentem remorso. por ser fruto da liberdade e da consciência. O ser humano responsável será incapaz de se não comover com a situação de milhões de semelhantes desprovidos dos bens da vida mais básicos. é coisa sem valor o fato de os homens viverem na Terra”. Não há homem que não tenha a liberdade de obedecer à sua razão. O Estado brasileiro conseguiu. As duas primeiras se complementam. É só do homem do direito que poderá provir uma contribuição efetiva nesse sentido. Todos devemos à sociedade. trabalho aos necessitados e. Santo Tomás já assinalava a existência de três virtudes em ordem a fazer bem ao necessitado: “A esmola. Sobretudo. Na formação de uma consciência coletiva direcionada a minorar a injustiça. para se converter em um pobre a mais. em poucas décadas. dando. quanto pelo princípio de fazer o bem. hoje contados aos milhões. ela poderia sugerir imagem não muito favorável à formulação moral nativa. algumas características nacionais poderiam sugerir peculiaridades suscetíveis de reflexo na conduta do brasileiro. Toda pessoa normal possui uma consciência moral. Mostra-se imprescindível reverter a tendência brasileira de o privilegiado se não comover com a situação do miserável. “(. ao fazer suas inversões. Dívida a ser paga de muitas formas. No empenho concreto para o encaminhamento dos problemas da exclusão. E temos a obrigação de convertê-la em algo de melhor. estimulando o desenvolvimento de sua coragem moral. O estado de vigília moral impedirá que as consciências amorteçam e deixem de indignar-se com o embrutecimento do mundo. Mas não haverá vida humana sem ética. Pois rico é “aquele que em seus bens tem mais do que necessita para o sustento. A doação para o pobre não consiste apenas na entrega de bens materiais. pecamos contra a sociedade”. a intervenção do Estado.” A ÉTICA E O BRASIL A ética é universal e pertine ao género humano. pode se considerar rico. E. como argumento de persuasão. posição e decoro próprios e de sua família”. o apelo das universidades quando conclamam seus ex-alunos a comparecerem. Um deles é o dever de repartir seus dons. Todavia. E até mesmo através da concessão de auxílio material e donativos. o sinal indicativo de que se agiu em desconformidade com o bem. resultante da mescla das três etnias básicas. Não o homem apenas tecnicamente preparado.) se a justiça desaparece. propriedade ou perspectiva de vida. É legítima. para que o acesso dos excluídos à partilha dos bens da vida seja facilitado. Todos são titulares dessa propriedade do espírito de distinguir entre o bem e o mal. a responsabilidade ética para com a miséria deve constituir motivo de desconforto. Além do subjetivismo da opção. muita vez. mas imbuído de verdadeira responsabilidade moral. mas será inviável a aferição de sua conformidade com a consciência e elas não revestirão legitimidade. É só mediante essa atitude fundamental de maturidade que tudo ganha a sua plena seriedade.Ética diatos sobre o valor moral de atos individuais determinados”. emprego. não tanto regulá-las pelo princípio da rentabilidade. Quem que possui alguma coisa. espontaneamente. ampliar a legião dos miseráveis. Não se está a cogitar do caráter nacional. sobretudo.

em sã consciência. a final. A causa psicológica é a perda do sentido do dever e o consequente fortalecimento do sentido dos direitos. Pode auxiliar o crescimento ético anotar diária ou semanalmente as falhas e as vitórias. A falta de ética na política. A primeira delas. Como existe uma crise de valores na sociedade. para quem o ideal social era a obtenção da maior felicidade possível. assegurariam o mínimo de desfrute dos direitos por parte dos despossuídos. no desempenho das profissões liberais. embora com alguns pontos positivos. para que possa reformular sua conduta. a eutanásia. eles são crenças. Sempre que possível. Os outros só entram em cogitação quando possam auxiliar a consecução dos objetivos individuais. Não faz mal transigir em alguma coisa com o utilitarismo de Bentham. Pensar mais nos outros. Quando ele for alguém a cuja eleição se contribuiu. pois crêem numa natural pureza de espírito. em primeiro lugar. cumpridos por todos. senão por se alcançar dinheiro e poder. se os valores são elementos justificadores das normas sociais que regulam a vida do grupo. senão porque eu decido que é bom em virtude de minhas próprias razões. o que lhe dá alegria. para o maior número de pessoas possível . Ninguém nega. As pessoas aparentemente não se sentem impelidas a lutar por seus valores. é o exame de consciência cuja periodicidade ela mesma ditará.formulação boa em se com a concepção economicista da vida. Esses bens da vida não são somente ideias. ouso fornecer algumas linhas para a busca desse crescimento. a explicação fornecida para justificar-se poderá satisfazer o crítico. Cada qual pode adotar a sua própria vereda. sou eu quem decide o que é bom e o que é mau. É um ideal narcisista. É necessário inquirir a esse juiz interior se. Obtém-se destaque na mídia não em virtude de altruísmo. Todos se conduzem de acordo com sua escala de valores. É necessário mergulhar nos estudos desenvolvidos pela humanidade em torno ao tema permanente. a causa ideológica da crise dos valores é a exacerbação do relativismo moral e da concepção utilitária da felicidade. “Não há instância superior à minha consciência. Abandonar o egoísmo cruel e exercer a solidariedade. As primícias do género humano se devotaram ao aprendizado ético e puderam. o estudo da ética é necessário. Ela se caracteriza pela falta de homogeneidade moral em relação a certos temas. em quase todas as atividades humanas. com certa assiduidade. É difícil reverter esse quadro? Sim. O bom não é bom porque seja bom em si. o antimilitarismo. o indivíduo se arma. na linguagem de Ortega y Gasset. acreditando-se destinado à integral satisfação de suas necessidades e aspirações e. onde está sendo gasto o seu dinheiro. não se feriu eticamente o semelhante. Assim. não apenas ideias. O sacrifício na intensidade dos valores decorre. teria aberto uma senda para a transformação da humanidade. 10 . da pessoa individual. que são aquelas que a mim me convencem. Pois a concepção de êxito “que impera em nossos dias é a do êxito puramente externo. Redescobrir os próprios valores. produzir obras úteis ao seu ensino. da ampliação excessiva no desenvolvimento da personalidade individual. para se concluir que nossa era longe está de consensualizar tais questões. Quase sempre poderá identificar os valores de sua vida nesse exercício. Além de propiciar a discussão. com a admiração social obtida por quem possui bens materiais e poder. Esta parece a vertente correta. em cada ato da existência. Não se estima aquilo a que se não conhece. Regra singela de se atender é a de intransigência com as faltas éticas: próprias. em grande parte. o casamento. nem remédios miraculosos. A recuperação dos valores partirá de uma reformulação de vida. a única instância julgadora dos próprios atos é o indivíduo mesmo. basta alguém verificar onde está sendo aplicado o seu tempo. Pois progresso não se confunde com civilização. Até aqueles que não se detêm sobre a questão e já se acreditam irrepreensíveis. há de se indagar se os valores deixaram de existir ou se o que ocorre é o fato social constatável consistente na perda de fé ou de entusiasmo ante eles por parte de grande número de pessoas. na publicidade. há de se percorrer. económico ou poder derivado de se titularizar um ideal de beleza ou de sucesso na sociedade de consumo. essa postura representará real contributo a seu crescimento ético. Ou. Fala-se em valor positivo. Para que esse debate contínuo com a própria retidão tenha proveito. Como diz bem Gregorio Robles. a união civil homossexual. Ao se enfrentar a chamada crise dos valores.” Já a concepção utilitária da felicidade. Mas não é impossível. Os valores são bens da vida aos quais emprestamos afeição. uma admoestação ética há de ser endereçada ao agente. fazendo-o reformular seu ponto de vista. mas que ainda padece de enfermidades notórias no seu processo civilizatório. o que está bem ou o que está mal. que se vê apoiado pela presença contínua das individualidades relevantes nos meios de comunicação”. Humanidade que atingiu tanto progresso. O discurso em torno à categoria dos direitos fundamentais não deixa de ser hipócrita. a vontade de viver eticamente. o depósito dos valores. Muita vez. não em valor negativo. quando são desprezados os deveres que. “substituiu-se o êxito do ideal pelo ideal do êxito”. Por último. Psicologicamente. Exercício válido é formar hemeroteca de exemplos. E sucesso não é um valor cristão. por pequenas possam elas parecer. Para o mesmo autor. Procurar pautar-se pêlos valores reais. A leitura dos jornais é terreno fértil para se verificar a quantidade de deslizes éticos neste final de milénio. nas comunicações.Ética Novamente se reafirme: não há receitas infalíveis. O essencial é que todo ser humano tenha a sua diretriz ética de perfectibilidade. para isso. A sociedade cobra sucesso. Pois a concepção atual de felicidade a identifica com o êxito material. ornamental. ao depois disso. também abrindo espaço para os eventualmente positivos. Se alguém descobrisse uma vacina para imunizar a conduta de qualquer falha ética. reconduz ao egoísmo perverso orientador da sociedade contemporânea. a virgindade. O relativismo moral prega a impossibilidade de se estabelecer com segurança e objetividade os conteúdos de uma moral a ser aceita por todos. Verificar aqueles que foram abandonados por inexata compreensão da realidade ou por egoísmo. o adultério. Para identificá-la. Se para algo puder valer. Poder político. Descobrir que a felicidade interior pode ser conseguida quando se busca a felicidade do outro. Basta mencionar o aborto. os valores individuais também podem estar em crise. alheias. deve cuidar de satisfazer os próprios direitos. cumpre adotar atitude prática.

é mais importante vencer na vida ou ser feliz? Quem optar pela segunda versão. Não haverá sociedade democrática. Nasce-se no seio de uma comunidade que é herança de gerações. Ao menos para obter um consenso mínimo. neste primeiro sentido. como indivíduos. Não existe princípios éticos materiais. 3. 11 . Exame de consciência. pois vive-se uma era em que ninguém dispõe de tempo para ouvir. voz ou vez. ajudar a modelar o caráter. “o dom da paz interior. pois sem ela o género humano sucumbirá à destruição. Pautar-se pelos valores reais. um consenso sobre um núcleo de critérios morais que representem os valores básicos para uma convivência realmente humana. imediatamente após seu surgimento. esta humilde proposta recomenda. A resistência a esse descalabro. Tempos melancólicos de predomínio do egoísmo. E sem o primeiro deles. O abandono dos fins últimos para o treino da sobrevivência estaria destinado a prevalecer num Estado-Nação onde os intelectuais ocupam o humilhante último plano na escala dos valores sociais. 5. Estudar ética. Em síntese. até o exaurimento. se o crescimento moral deixar de ser perseguido como meta. ciosa de seus projetos de auto-realização. que precisa ser alegre e continuar a colorir o mundo. 7. isto é. tão criticado e tão pouco implementado. Não se indaga de onde saem as grandes fortunas. Todos somos responsáveis pêlos descaminhos da sociedade. pois são amoráveis. capaz de levá-los a cabo. Sabe-se apenas que. da conciliação ou reconciliação com tudo e com todos e. para ele. Moral é capacidade para enfrentar a vida frente à desmoralização. pois. Gostam de si mesmas. o ombro amigo e. Alguns bastiões da lucidez continuam a pregar a necessidade de uma conversão moral para salvar o mundo. conosco mesmos 3. proibitivos e castradores. Cabem aqui a exortação e o conselho. os donos passam a ser cultuados na mídia e têm espaço reservado nas relações de figuras carimbadas para as festas dos emergentes. O dinheiro. para começar e para terminar. sem vínculos com o seu próximo. com repercussões no campo político. Cada qual está muito empenhado em seu próprio micro-universo inexpugnável. Educação moral significa. Poderá ser pouco para salvar o mundo. o seguinte: 1. integrada por seres humanos capazes de auto-realização? Mais singelamente.” O máximo admissível é a demonstração de que felicidade é um dom. Moral é desenvolvimento de capacidades em uma comunidade. É por isso que o educador. Moral é busca de felicidade. e cuja transformação qualitativa depende exclusivamente de sua vontade. o diálogo e a troca de experiências. calcada em hábitos. consciente de que para isso necessita contar com outros igualmente estimáveis. precisa investir na educação moral. O triunfo da razão instrumental. tenha ele sido conseguido não se sabe como. e ademais. respeitam-se e por isso têm condições de amar aos outros. A ruptura desse ethos é mortal para a vivência sadia de qualquer pessoa. 2. onde problema alheio não tem acesso. Hoje a ética se transformou em uma necessidade radical. capazes de relacionamentos fecundos. Como se isso não mais condissesse com a realidade presente. Parece haver crescido o desalento em torno à possibilidade de se insistir numa conduta moral. senão com a capacidade tecnológica”. espiritual. O passo é o movimento natural do homem. entretanto. Na análise de Adela Cortina. desagregado. a absorção de códigos rígidos. Consequência do asserto anterior. principalmente. ficção da qual somos elemento concreto. aquele espaço físico e temporal em que se desenvolve a sua personalidade. senão um pacto a favor da humanidade. O cultivo da auto-estima criará pessoas saudáveis. Mas estará salvo o seu mundo. O ser humano moderno está perdendo o sentido de pertencer a uma comunidade e com isso sente-se isolado. Educação moral que precisaria recordar. será sempre bem-recebido. imunes a qualquer dependência. senão procedimentais. Vontade exercida passo a passo. um ouvido disponível. o universo das sensações. Não um pacto a favor do Estado. em outras palavras. Tenha-se presente que não existe um padrão universal de felicidade. já que a distinção entre países pobres e ricos não guarda já relação com a riqueza dos recursos naturais. Cumpre indagar: quer-se uma geração de profissionais providos de destreza e prontos a ganhar a vida ou pretende-se edificar uma comunidade solidária. Revisão da escala de valores. “A natureza humana é tão diversa que se poderia duvidar qualquer generalização sobre a classe de caráter que conduz à felicidade que pudesse ser aplicada a todos os seres humanos. Ingressa em todos os lugares. Não transigir com os deslizes éticos.Ética Todos esses procedimentos podem colaborar para o retorno à ética. Vem primeiro o dinheiro e seus detentores. desejosa de projetar. portas cerradas. 4. não tem o direito de inculcar como universalizável o seu modo de ser feliz. que Adorno e Horkheimer detectaram. “a metamorfose da pergunta parece obedecer a um dos signos dos tempos . Chegaria a ser cómico falar-se em comportamento moral para uma sociedade imersa em desfrutar. não se inicia a caminhada. 6.que leva a pais e responsáveis políticos da educação a convencer-se de que mais vale transmitir aos jovens quantas habilidades técnicas sejam capazes de assimilar para poder defender-se na vida e alcançar um nível elevado de bem-estar. Dinheiro conseguido sob qualquer forma. não há. ao treinar o educando para ser feliz. modelos e virtudes. pode valer a pena. VALE A PENA SER VIRTUOSO? Era comum a quem se propusesse a estudar ética indagar-se: a virtude pode ser ensinada! Ou. pode ensinar-se o comportamento moral? Sinal dos tempos. da desenfreada busca pelas vantagens e pelos prazeres. parece ser um fato indiscutível. ao menos. a pergunta foi substituída por vale a pena ensinar a virtude? A modificação não é destituída de importância. É preciso um novo pacto: o pacto que nos impulsione à contemplação da humanidade como um todo e nos permita salvarmo-nos juntos. É hora de trocar o princípio do prazer pelo princípio da responsabilidade. como se fossem singelos mandamentos éticos: 1. como os modernos. Aferir objetivamente a observância desses valores.o do progresso técnico e sua crescente complexidade . Reconhecer a urgência no retorno à vida ética. 2. aceno poético do constituinte de 1988. Não se está impondo à juventude. de modo que a pessoa se sinta em forma.

A moral individualista pouco tem a oferecer. os pobres. a caminhada será exitosa. a violência. Chamas simbólicas queimam os valores. sobretudo do outro excluído. daqueles que são as maiores vítimas dos processos sociais de exclusão. A continuar o festival de insanidades perpetradas contra o ambiente. Evidencia que países mais desenvolvidos e providos de doutrina ética pretensamente consolidada e inserida em seus códigos de conduta atenuam os seus pruridos quando negociam com países de desenvolvimento heterogéneo. Um pássaro apenas talvez seja impotente. literalmente. Abandonando-se a postura egoística. produz progressos técnicos que geram injustiças sociais e aplicações cínicas de normas e princípios que pioram ainda mais a situação dos pobres e dos mais fracos”. Enquanto houver quem defenda uma árvore. que também é vítima da ação humana. o deboche e o acinte. “Estes espaços de convivência solidária podem implodir a lógica do sistema como um todo. É dever do Estado e este haverá de ser fiscalizado e cobrado. um animal em extinção. na companhia dos filhos e netos e. angustiado e necessitado de cuidados. Os incêndios nas florestas e à margem das rodovias são apenas o começo. a insensibilidade e a banalização da violência e da vida.e mais rapidamente do que se pensa . Cada um está sendo chamado a salvar o mundo. Tem o direito de sonhar com o futuro. No momento em que a mais poderosa nação no mundo se recusa a cumprir o Protocolo de Kyoto. Os pais têm o direito de dormir tranquilos. de século e 12 . Cada pessoa consciente precisa se imbuir da certeza de poder transformar o mundo.há sinais de que nem tudo ainda está perdido. enfermidade. se a Providência permitir. da corrupção e da má utilização do Erário. Tais movimentos “atendem não só a uma exigência de pôr em prática nossa indignação ética. ainda que imbuída de certa ética. Os infortúnios precisam ser compensados com assistência efetiva.seja ele violência. Pode parecer absurdo acreditar que milhares de movimentos sociais pulverizados pelo mundo todo possam construir uma nova sociedade baseada numa ética da responsabilidade solidária. a exclusão. preconceito ou indiferença . de milénio. Juntos. diante da criminosa destruição da natureza. espaço saudável de convívio. Sós. os efeitos serão outros. carecendo de trabalho voluntário. A ação decorre da opção consciente por um princípio. E ética solidária. notadamente os sociais em defesa dos mais fracos: direitos humanos. procure sanar o mal do mundo . é bastante ilustrativa. A solidariedade mostra-se essencial neste milénio em que se vislumbram sinais de esperança. combate à fome e à violência. liberdade para amar. lugar e espaço para se desenvolver. mas uma ética individual. divertir-se. Impõe-se.Ética Reitere-se.o futuro da Humanidade. continuando a emitir gases que vão comprometer . O ser humano tem uma destinação mais nobre do que aquela que está se desenhando neste início de década. sentir-se irmanado com ele e importar-se pelo destino alheio. Se nenhuma delas atender aos objetivos idealizados. O que não se justifica é a continuidade dos desvios. Se forem milhões deles. Ela só defende o interesse pessoal e. Após dedicar-se à leitura destas reflexões éticas. mas recrudesceu. Continuam os rankings de corrupção elaborados por organizações não governamentais em vários países. A moral em voga até o momento produziu esse quadro triste com o qual se tem de conviver: o salve-se quem puder. Há um padrão ético para os civilizados e outro padrão ético para os emergentes. Milhares de novas ONGs estão disponíveis. Milhares de brasileiros já sentiram esse chamamento. Sem princípio não haverá ação. já não haverá muito o que defender dentro de reduzido lapso temporal. talvez poucos possam os bem intencionados. ecologia. dos filhos dos netos. cada qual poderá imbuir-se de alguns princípios éticos. O mundo hoje está imerso num incêndio. guardada em seu bico. A juventude precisa ter esperança de contar com educação de qualidade. tarefa das mais fáceis formar uma nova. instância privilegiada de reflexão conjunta. fazendo crescer a fome. mas também a uma necessidade existencial do ser humano de construção do seu ser. além de viver sem prejudicar o semelhante. É necessário atuar em grupo. Os enfermos precisam contar com assistência. as mulheres. Multiplicam-se as organizações não governamentais e 2001 foi escolhido como o ano do voluntariado. Mas só isso não basta. cada qual se apoiando no companheiro. as certezas. Não se justifica é o gasto excessivo com propaganda. despossuído. quando bens da vida essenciais ainda não foram assegurados a todos os ocupantes deste solo. as gerações futuras e a natureza. “articulada com a moral essencialista das instituições modernas. na convicção de que ninguém pode alterar o rumo natural das coisas. transitar por ruas e praças sem receio de sequestros relâmpagos e de ser vítima da violência. constata-se quão deficitária é a responsabilidade ética. ao menos uma preocupação de. quando bem administrados. Chamas reais estão prestes a surgir. ocupação garantidora de subsistência. pois a solidariedade implica ação coletiva exprimindo-se em movimentos de toda ordem. se condoa de uma criança. não há receitas prontas nem modelos definitivos para inculcar no ser humano um compromisso ético. Quem sabe os nossos netos ficarão chocados POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE PLANETÁRIA Torna-se ao ponto de partida. se tiver vontade e força. A estória do beija-flor que pretendia apagar o incêndio da floresta mediante água que traria em contínuas viagens. Cada qual precisa se colocar no lugar do outro. um reforço no protagonismo individual e gregário. mesmo sabendo que seus filhos ainda não chegaram. assim como os abandonados e os desvalidos. Há recursos para todos. A discussão ética não foi interrompida. Impregnando-se de responsabilidade solidária. Ser solidário significa se colocar no lugar do outro. Nós nos humanizamos quando humanizamos o mundo”. o cada um por si. Um grande status de indignidade com o qual se convive. as minorias étnicas. minorias. O trabalho voluntário só pode ser alimentado por um denso núcleo de consciência ética. praticamente ausente na consciência dos poderosos. o descrédito. poder-se-á caminhar para a ética de responsabilidade solidária. Também era absurda para os gregos antigos a ideia de uma sociedade sem escravos. com uma velhice hígida e digna. adquirir-se-á a certeza de que é possível construir um mundo melhor do que este. a mostrar que esse mal continua a sugar recursos imprescindíveis à redenção dos mais pobres. portanto.

nos dias de hoje. o trabalho. “7. a garotada a limpar os pára-brisas. Nós. a escola. Depois da casa. As cidades vão se transformando em massas cinzentas de população excluída.” O espaço inicial é o da própria casa. A crise ecológica. isto é. seria chamada de civilização destruidora. o dever moral determinante. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra. Enquanto isso. de onde se pode acessar -por infovia . na tentativa de vencer o desnível. ampliados. A crise demográfica. “9. As feridas mais dilacerantes da contemporaneidade podem ser recapituladas no quadro seguinte articulado em dez pontos: “1. atinge a humanidade toda. tornam-se cada vez mais providos de bens e de poder. “4. A expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas. as manifestações e os libelos contra atuação lesiva ao interesse coletivo resultam em retrocesso nas medidas temerárias ou em reexame daquilo que. se não queremos que tudo seja perdido. Os ricos.Ética ao saberem que houve um tempo em que crianças morriam de fome. rumo a uma ética de solidariedade planetária. porque já não se reconheciam mais. Sob a falácia do progresso e do desenvolvimento. O clima de guerra civil já existe nas grandes cidades. Solidariedade é um tema retórico. A trivialização das chacinas. produz para todos os outros a fome. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos. “10. O monopólio ocidental do sistema informativo-comunicativo e a homologação das culturas sob a liberalidade absoluta do Ocidente. A periferia é um outro mundo. assim como já se sacrificou toda a Mata Atlântica. A ignorância e a cupidez . A invasão e os efeitos perturbadores de uma ordem económica mundial que. adequar a capacidade e a elasticidade da nossa imaginação e do nosso sentir às dimensões dos nossos produtos e à imprevisível desmedida daquilo que podemos perpetrar. Quem pretender examinar esses dez pontos e circunscrevêlos apenas à realidade brasileira constatará que este belíssimo Brasil possui uma das mais iníquas distribuições de renda em todo o mundo. “a margem de tempo para uma mudança de caminho mostra-se sempre mais exígua. mais 13 . embora emitida em meados do século passado. A dificuldade de endereçar as dinâmicas e os êxitos das pesquisas científicas e tecnológicas ao bem comum da humanidade”. os esmoleres a cada esquina. “3. “8. a incerteza de se voltar para casa. “5. regional. presente no discurso. transformada em fortaleza e. Esse panorama é quase ignorado pela grande mídia. “2. para assegurar a opulência a uma parte minoritária da humanidade. “6. alcançassem uma dimensão planetária. a degradação do trabalho. Uma globalização moral ou a edificação de uma ética planetária. acaba-se com a Floresta Amazônica. O crescimento da segurança privada. é relativamente fácil impedi-lo de fazer o mal.se houver um amanhã . o flagelo da droga. Os pobres estão abaixo da linha da dignidade humana. Os protestos. a corrupção. não fosse a reação adversa da comunidade. A conurbação vai criando uma subumanidade enferma. implorando uma esmola e servindo-se de qualquer instrumento para ameaçar os transeuntes. Espaço muito curto para caracterizar uma civilização. Alguns segmentos são ainda mais sacrificados do que os outros. quase ausente na prática. os maus-tratos. os problemas do mundo só se tornaram mais sérios e mais urgentes. É urgentíssima a rápida maturação ética da consciência coletiva.se aliam para destruir o que resta daquela exuberante reserva transformada em deserto em apenas quinhentos anos. Os seres humanos lúcidos não estão ainda convencidos de que podem vir a ser acusados amanhã . no verdadeiro sentido da palavra. as filas para pedir emprego. A existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países.” A advertência de Günther Anders é atual. O medo. com a total ausência do Estado. quando não atendidos. O recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais. para conseguir uma senha de atendimento pelo sistema único de saúde. A tortura. A blindagem de carros. A crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. Minorias enfrentam preconceitos e discriminações. elogiando ou recriminando. sem garantia alguma de preservar a vida e o património de seus moradores. o grupo de amigos.de uma cegueira moral ou de uma irresponsabilidade ética que pode ser um crime omissivo. com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. a cifra negra da criminalidade. passaria in albis e se converteria em ato irreversível. o desemprego. somos os sucessores desses esquizofrênicos. Parecemos surdos aos seus pedidos de socorro. Até que tais círculos. todos. O meio ambiente vem sendo continuamente lesado. cobrando. Reflete o estado permanente de dissociação e de irresponsabilidade dos homens de nossa época. que esses dois fragmentos não se obstaculizassem mutuamente. A Terra é um planeta frágil e já está extenuada de emitir sinais de exaustão. Essa atroz inocência da atrocidade não é mais um caso à parte. Está provado que. o subdesenvolvimento. se é difícil compelir o detentor de poder a fazer o bem. a raiz de todos os males . estadual ou federal.esta. está provado. As instâncias de poder são confiadas à criminalidade. O aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. desvalida e infeliz.qualquer autoridade local. das discriminações de casta e de sexo. a impunidade. Se as coisas estão assim. “Aquilo que nos tinha enchido de horror há dez anos foi: o fato de que o próprio homem pudesse ser um encarregado de um campo de extermínio e um bom pai de família. consiste no desenvolvimento da fantasia moral. mesmo assim. o clube. Esta seria uma reviravolta ética global. Desde então. consideradas limpeza de marginais. Tudo o que acontece a um ser humano. sugerindo. A nossa.

Isso é pensamento ingênuo. não o contrário. é o bem por excelência. diríamos com Lotze que do valor se pode dizer apenas que vale. o clima emocional produzido pêlos esportes. Para Kant. decisões voluntárias. duas posições primordiais do espírito perante a realidade. porque valem.que é epistemológico daquele da existência do valor .” É nossa consciência que nos adverte da existência dos valores. A sociedade do entretenimento. não com o estado de prazer gerado pela posse do valor. sobretudo. Só pode ser descoberto o que já existe. E valor não arbitrariamente convencionado. b) quanto menos participa da extensão e da divisibilidade. Para a filosofia valorativa. no final. o valor moral não se baseia na ideia de dever. A criação de uma consciência ética sensível e desperta para as exigências da contemporaneidade é a alternativa ao caos que adviria da preservação do quadro atual. Na ordem lógica e matemática. Só deve ser aquilo que é valioso e tudo o que é valioso deve ser. nem simples da sociedade contemporânea. Max Scheler esboçou uma classificação dos valores sob enfoque hierárquico. Ou vemos as coisas enquanto elas são. ou mantê-la rumo ao desaparecimento da espécie. Um protagonismo verdadeiramente heróico. Ideal não é só aquilo que é objeto da representação. para que cada destinatário detenha uma parcela de seu valor originário. legítimo que fosse o propósito de uma definição rigorosa. Por sua mesma índole. a tese da idealidade tem alicerces consistentes. propósitos. juízos estimativos. A noção de valor passa a ser o conceito ético essencial. à primeira vista. Pertencem ao primeiro todas as coisas e sucessos que ocupam lugar no espaço ou no tempo. Da mesma forma que dizemos que ‘ser é o que é’. O ser real se encontra. Podem ser meramente sentidos ou O CONHECIMENTO DOS VALORES Os valores constituem condição de existência dos bens. A EXISTÊNCIA DO VALOR As grandes questões da axiologia clássica podem ser resumidas a quatro e são elas que merecerão agora ligeiro exame. a sensualidade. c) valores espirituais. e. o postulado continua válido e existente. Há valores vinculados ao agradável. A obra de arte é indivisível. o imperativo categórico.que é ontológico. mais precisamente. Pois o que é valioso vale por si. Mas não foram criados por ela. e há valores puros. VIRTUDES. Nesse sentido. independentemente de alguém imaginá-lo ou pensar assim. Por que isto? Porque ser e valer são duas categorias fundamentais. Existem os valores? Eles existem e isso é facilmente constatável por qualquer pensante. d) quanto menos fundamentado se acha por outros valores. c) quanto mais profunda é a satisfação ligada à intuição do mesmo. a vida. ter começado por uma definição do que seja valor. inferiores à própria vida. consciência da culpa etc”. O seu ‘ser é o Valer’. o ideal não teria existência. Entre os critérios determinativos dessa escala. Assim. a consciência exposta à mensagem televisiva corre o risco de dar consistência de realidade à ficção do espetáculo e. as variadíssimas manifestações do agir: intenções. Os valores integram a esfera supra-sensível do mundo imaterial que. porém. ou as vemos enquanto valem. Já os valores não integram a ordem da realidade. O perigo é concluir que só existe o que é real. não relativo. e) quanto menos relativa seja sua percepção sentimental à posição de seu depositário”. 14 . Na realidade. Não se vinculam a qualquer forma de exteriorização. Na esfera prática têm essa forma de existência os atos humanos. senão por ela descobertos. É longeva a distinção entre o mundo da matéria e a ordem do ideal. suscetível de ser intelectualmente concebido. portanto. “A filosofia valorativa separa cuidadosamente o problema da intuição dos valores . Diante dela. A satisfação coincide com a vivência de cumprimento. mas a hierarquia é objetiva. Não existe terceira posição equivalente”. há impossibilidade de defini-lo segundo as exigências lógico-formais de género próximo e de diferença específica. que têm caráter absoluto. mas dá-se o inverso: todo dever encontra fundamento em um valor. sentido de responsabilidade. E a escala de relatividade dos valores auxilia a aferir o grau de superioridade dele. b) valores vitais. do narcisismo e da insensibilidade. o correto e o bem. Quase não há espaço para divulgar valores. Existem bens porque existem valores. pode confundi-lo. “A filosofia atual reconhece dois tipos de existência: o ser real e o ser ideal. nesta fundamentados e. situam-se como ideais. a consciência incerta e frágil dos mais jovens e aquela que não é estruturada por claras orientações de valor. Ignorar ou subverter essa hierarquia é fonte de problemas nem pequenos. os valores da vida que são relativos aos seres viventes. entre os direitos fundamentais. pois implica em nadar contra a correnteza do consumismo. ainda quando seu valor não seja conhecido nem apreciado. ou. indica Scheler os seguintes: “Um valor é tanto mais alto: a) quanto mais duradouro é. Depende de cada um inverter o sentido da trajetória. DEVERES E POSTURA PROFISSIONAL A ÉTICA DOS VALORES A classificação Ética dos Valores poderia representar uma aparente inversão da tese kantiana. como já o reconheceu Mestre Reale: “Deveríamos. temos que dizer que o Valor é o que vale. Quase impossível conceituar-se o valor. espacial e temporalmente localizado. O valor é mais elevado quanto menor a necessidade de dividi-lo com outrem. vive da imagem e da aparência. Todos são chamados a esse protagonismo. Isso explica a simpatia ou antipatia natural diante de uma pessoa ou a emoção perante uma obra de arte. Os valores submetem-se a uma hierarquia. por isso. devem ser. VALORES. distinguindo-os em: a) valores do agradável e do desagradável. Entre os valores também surge a possibilidade de relações de fundamentação. O valor fundamentado em outro é sempre inferior ao fundamentante. Inimaginável repartir-se uma tela em múltiplas peças. intuídos. pode ser objeto de um conhecimento sensível.Ética interessada em divulgar o exótico. Não que possam ser eleitos. Todos os demais direitos são bens da vida. Quando se afirma: o todo é maior do que a parte. Em regra. o valor de uma ação depende da relação da conduta com o princípio do dever. Assim. Assim. não se pode visualizar ou submeter ao tato. feição nova da sociedade do espetáculo. Não teria sentido o amante declarar que ama agora ou durante certo tempo. d) valores religiosos. como também o seria confundir-se idealidade com subjetivismo. A durabilidade do valor tem a ideia de permanência. este risco ameaça. como os valores morais.

Não se subestime a capacidade humana de se enganar. temperança e outras virtudes devem ser. Nenhuma pessoa é capaz de intuir todos os valores. não apenas princípios da esfera ética ideal. não se mostram capazes de destruir a doutrina da objetividade dos valores. portanto. embora se afirme baseada na imitação. ou porque são bons. Por negar também valor à respectiva finalidade”. convertendo-se deste modo em coparticipe da grande obra de Deus”. Ela propiciará identificar. nas coisas ou atos. incontrovertível. o dever ser hartmanniano tem os seguintes elementos: a) a existência de um valor. Já o nexo teleológico admite três momentos: 1. segundo Hartmann. Na ordem moral essa relação é bastante peculiar a ser em si dos valores subsiste mesmo se não forem realizados. Como administrador dos valores no mundo. o primeiro dos quais. Mas é viável o crescimento nessa arte. que permanece íntegro. a grandeza de nossa linhagem. nem sempre o reconhecimento de valor será indiscutível. Eleição dos meios. ela existe em toda sã consciência. do mesmo modo que a igualdade e a diferença só existem para seres capazes de comparar. a problemática axiológica pode oferecer perplexidade. Ela sinaliza o sentido primário do valioso. mesmo ignorantes. A missão do pedagogo e do moralista é desenvolver a sensibilidade para o conhecimento daquilo que é eticamente relevante. Alguém se propõe a realizar determinada finalidade.em que os valores se nos fazem patentes. nem sempre pode fazê-lo de forma nítida. chamado efeito.como o enxergar. Mais ainda. de que se conhece tão pouco. É verdade que o nexo teleológico é mais complexo do que o nexo causal. a verdadeira elite. A REALIZAÇÃO DOS VALORES O ideal coincide ou não com o real. Porque se sentem atraídos para o que é belo e são capazes de captar os reflexos de uma beleza imperecível. de atribuição de uma determinada importância ao objeto a ser avaliado. Nele se realizam múltiplos valores e outros quedam irrealizados. mesmo a cegueira valorativa ou a miopia moral. observou Hartmann. Esse experimento pressupõe uma escala estimativa. nem perfeita. enquanto valem. O valor. É elucidativa a ideia de Garcia Máynez do cone de luz projetado no horizonte. ou porque a sua sensibilidade distingue. predestinada a servir de luzeiro ou de balizas morais para os contemporâneos e para a posteridade. A insensibilidade dos que amealham poder. não haveria sentido dizer que algo deve ser. Adquire especial relevo na doutrina da realização de valores a noção do dever ser. Realização. Carecessem de valor e não deveriam ser. dinheiro e glória em relação aos semelhantes que não chegaram a ser incluídos no fantástico mundo do consumo caracteriza uma vida ética ou uma inadmissível estreiteza moral. Tal estreiteza. Neste sentido. Caridade. Aqui 15 . E o dever impõe uma conduta teleológica. “A possibilidade que o homem tem de converter as urgências do ideal em forças modeladoras do existente condiciona. portanto. a segunda. São forças determinantes da conduta humana num sentido criador. As variações da intuição estimativa em desvio moral não alteram o valor. O nexo causal é a relação entre dois fenómenos. É por isso que existem sábios cegos para os padrões axiológicos e ignorantes sensíveis à autêntica valoração. chamado causa. depende de uma estimativa. à espera da descoberta. justiça. não é porque eles não existam. Essa pauta é apriorística e. Pois para quem se situe a um nível alheado de todo e qualquer dogmatismo. como o entender . pode falar-se de certa subjetividade no valor. A existência dessas primícias do género humano compensam a indigência moral que em aparência. Quando os intui. perguntará por que razão será benéfico conservar a vida. predomina em consideradas altas esferas. Na verdade. Já Scheler e Hartmann invertem a proposição: o valor moral não se funda no dever. nobres ou belas. agradáveis. Mas os valores são princípios da esfera ética atual. 2. se o que se postula como devido não fosse valioso. não apenas em relação aos indivíduos. A intuição dos valores não é completa. de um juízo. Esta a etapa inserta no fluxo do futuro. inábeis para a construção lógica ou para a argumentação dialética. Postulação do fim. ou na índole intuitiva e emocional do conhecimento. más. Todo valor ético deriva da subordinação da vontade ao imperativo categórico. Se não atenta para outros. A primeira é a intuição. O cone de luz ilumina. nem completamente desvalioso. Para eles. Mas há sempre a possibilidade de novas realizações valorativas. A história tem sido pródiga em exemplos de cegueira valorativa. mas não cria o horizonte. ou um niilista. determina o juízo moral. num dever. Mas como pode o homem realizar o valioso? Realizar o valioso consiste. 3. o sentimento de responsabilidade e a consciência da culpa. E vice-versa. De conferir valor ao que não tem e de negar valor ao valioso. E poderá negar o valor dessas coisas geralmente julgadas valiosas. determina de forma necessária a produção do outro.Ética todo ser humano tem a experiência de conferir a determinadas coisas ou ações valoração que as qualifica como boas. o homem adquire uma significação demiúrgica. Se quero acatar uma norma. os valores compatíveis com essa pauta prévia. A realização dos fins pressupõe a seleção e emprego de procedimentos a eles conducentes: os meios. devo converter tal acatamento em finalidade de minha conduta. indefinível. A consciência de cada homem e de cada época descobre sob essa luz alguns valores. pela sua sensibilidade se revelam permeáveis à luminosidade dos valores. os valores são princípios da esfera ética real. b) o dever ser ideal do mesmo. Recorda Ortega y Gasset que “o estimar é uma função psíquica real . A intuição. com nitidez. mas ocorre o inverso: todo dever pressupõe a existência dos valores. mas característica a toda uma sociedade ou a toda uma época. d) a existência de um ser capaz de realizar o valioso ao mundo real não é em si plenamente valioso. É a projeção interior de seu atuar futuro. É a consciência estimativa que dá o testemunho da atualidade dos valores. Hartmann dá a esse fato o nome de estreiteza do sentido do valor. os valores não existem senão para sujeitos dotados de capacidade estimativa. A realização dos valores se consuma através de um processo de dupla etapa: a determinação primária e a determinação secundária. Nem mesmo quando se trata de coisas por quase todos julgadas “valiosas”. úteis. e só neste sentido. o justo do injusto”. c) a atualização de tal dever (dever ser atual). a deliberação da vontade. porque indispensáveis à conservação da vida. para o homem. o pensador é poeta Paulo Bomfim tem uma expressão adequada para essas pessoas privilegiadas: chama-as de elite espiritual. Um cético. É uma noção kantiana suprema e. explica a existência de “homens que.

é por isso que eles às vezes escrevem livros. de excelências. do que as virtudes? Assim como Spinoza. mas necessária. Isso conduz às aporias da liberdade moral. Esses exemplos. Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres). o caminho que daí nos separa. É uma questão metafísica. Para que sempre acusar. isto é (este é o sentido em grego da palavra areté. Esta é mero atributo da decisão. Esta é faculdade puramente normativa. mas poder 16 . encontra na consciência da culpa sua forma mais drástica. não haveria a possibilidade de estipulação de fins e de sua realização. oriunda do reino ideal dos valores. Já a liberdade moral é atributo real da vontade. entre dizer e calar-se? Apenas a anomalia mental priva a pessoa de qualquer possibilidade de escolha. O que na responsabilidade se encontrava já preparado. diz Hartmann. julgadora. examinadas por Hartmann. filha da violação moral e testemunho de existência da liberdade. também elas plurais. Para desviá-lo só faz falta o conhecimento das relações entre os fenómenos. Há um aspecto falho: a vontade pode dar a si mesma suas normas. para cada um de nós. Como pessoa. A realização individual de valores só se concebe numa visão de mundo em que coexistam a causalidade e a teleologia. e medir com isso. “Se o homem é capaz de propor-se um alvo e alcançá-lo. que conclui ser indemonstrável a liberdade da vontade. negativa. a pessoa pode escolher entre fazer e deixar de fazer. Para um estudo sobre a ética. a pessoa não pode responder por seu comportamento e nem pode. VIRTUDE Se a virtude pode ser ensinada. ou ser. Para bem apreender essa possibilidade. E também educação. é portador de outra determinação. o mal. Há uma convicção individual de que. Isto é o que expressa o velho aforismo: à natureza não se domina. que é tratar. sua realidade interior mais convincente”. em que tudo fosse fortuito e contingente. que excedem todos os livros. o pecado. Esta determinação lhe permite eleger finalidades. Em seu próprio ser há uma instância que o delata. optar por meios e colocá-los em ação para chegar àquelas. ou de um homem. “irrompe como uma fatalidade na vida humana. ou que pode agir. a liberdade só pode ser orientada para o bem. que livro é mais urgente. como função ontológica da posição que o homem ocupa ante dois tipos de determinação. entre comprar e não comprar. ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações. E obedecê-la é orientar suas forças na direção de nossos desígnios”. Na qualidade de ente natural. totalmente fechado à intervenção de determinações heterogéneas e mais complexas. É que “a liberdade pressupõe ciência adequada. a criatura deve ter presente que a realização de fins não é um processo inflexível e imodificável. quando os que têm à mão não os satisfazem ou os sufocam. que vêm dos gregos. A responsabilidade não é só aparência ou fenómeno. O meio é causa e o fim é efeito. Aquele é capaz de decidir. acha-se casualmente determinado por suas tendências. de ausência total de liberdade. diante de determinada situação. A culpa. ser chamada pessoa. A liberdade está radicada na autonomia dos princípios. não creio haver utilidade em denunciar os vícios. senão obedecendo-a. Mas há outro indício de que existe liberdade moral: a existência da responsabilidade. a rigor. Aparece de súbito. Ora. que a lei limita e protege. talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer. tarefa insuficiente. É verdade que da consciência da autodeterminação não se infere a autodeterminação da consciência. insuscetível de ser demonstrada. ou de ser refutada. existe a consciência da autodeterminação. Se a liberdade existe. a liberdade é a ausência de obstáculos postos a quem se proponha a praticar o bem. de uma faca. O sujeito não pode livrar-se dela. Tarefa modesta. mas não se vê forçada a cumpri-las. afetos e inclinações. sem que se consiga definir o seu sentido. A liberdade moral não se confunde com a liberdade jurídica. ou seja. Poderia ser também não sujeição da vontade própria a qualquer vontade alheia. Só pode ser discutida. que a tradição designa pelo nome de virtudes. Então. Assim a virtude de uma planta ou de um remédio. ao menos dentro de certos limites. para que um tratado das virtudes? Para isto. Se o homem se submete às leis que de sua razão promanam. Mas também não se pode concluir em sentido contrário. A liberdade jurídica é mais um âmbito espacial de atividade exterior. na moral. A liberdade humana revela-se. Se não existisse liberdade humana. somente se poderia adotar o ceticismo ético e a negação da moralidade. que nem sempre é adquirido pela aprendizagem de índole técnica”. e alunos precisam de livros. A lei moral é a auto-legislação da razão prática. a moral é pensada como um poder capaz de traspassar o linde do permitido. que é cortar. A LIBERDADE MORAL Liberdade é um desses verbetes surrados pelo uso. a situação interna do tribunal ante o qual o indivíduo comparece. depende de cada um. é mais pelo exemplo do que pêlos livros. mas sem dúvida menos numerosas. que os latinos traduziram por virtus). a conduta humana tem significado moral pleno. dizia Kant. Quanto ao bem. senão que pode ser desviado.” Nem se confunda livre-arbítrio com liberdade de ação. conhecimento. Em favor da existência de uma vontade livre. É fato real da vida ética. e uma triste moral. E o homem não experimenta essa irrupção como algo estranho. Quem ainda não experimentou a possibilidade de optar entre ir e ficar. É consequência da ação. há quem consiga conceituá-la em termos desvinculados a qualquer ética e por via negativa. isso se deve a que o acontecer causal não se orienta de maneira inexorável até uma meta estabelecida de antemão. dizem suficientemente o essencial: virtude é poder. sem o qual nada lhe será possível crescer em termos éticos. Nada obstante. é evidente sua liberdade. pelo menos intelectualmente. Pois numa concepção de ordem ética.Ética existe uma similitude entre o nexo causal e o nexo ideológico. que é querer e agir humanamente. Se não existe. no caso concreto. Entre causalidade e liberdade inexiste oposição. A decisão. do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse. Ou seja. E quase sempre acompanhada da consciência de culpa. ou viver. e das boas disposições. O que é uma virtude? É uma força que age. respeito ao semelhante. “A jurídica termina onde o dever principia. então. E a pessoa deve ter consciência de que há um momento inicial de liberdade moral. Numa existência sem leis. liberdade para estes seria a ausência de óbices à realização à vontade de cada um. dominante. sempre denunciar? É a moral dos tristes. A experiência da liberdade já foi provada por qualquer pessoa higidamente equilibrada. A pessoa não está inevitavelmente vinculada à exigência ética.

faz parte daquela). é nossa maneira de ser e de agir humanamente. sua humanidade (no sentido normativo da palavra). seríamos a justo título qualificados de inumanos. é o poder específico que tem o homem de afirmar sua excelência própria. a melhor faca será a que melhor corta. as virtudes são independentes do uso que delas se faz.. que Montaigne nos ensinou. entre covardia e temeridade. e é nisso. explicava Aristóteles. ou seja. Toda virtude é um ápice. em todo caso é evidente que não poderia bastar para tanto. porque assim nos tornamos. que é o mais geral. Note o leitor que. é um valor). Isso. em espírito e em verdade. a vida racional. perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem. como dizia Montaigne. Sua capacidade específica também comanda sua excelência própria. Virtude.. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 17 . Trata-se de não ser indigno do que a humanidade fez de si. nesse sentido. a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra. É a própria virtude. entre dois vícios. e ambas. O desejo de um homem não é o de um cavalo. Humano. acrescentando. Não. É preciso dizer mais. é a própria essência ou a natureza do homem enquanto ele tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer apenas pelas leis de sua natureza”.. nunca humano demais. Toda virtude é.. quase todas. sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem. em outras palavras. isto é (já que a humanidade. Pensar sua excelência é pensar nossas insuficiências ou nossa miséria. pois. que fazem um homem parecer mais humano ou mais excelente. o bom veneno é o que mata bem. mais virtude do que a que envenena. dizia Montaigne.. quase sempre. Mas a razão não basta: também é necessário o desejo. nem os desejos de um homem educado são os de um selvagem ou de um ignorante. não o Bem em si. e sem as quais. e de nós. há. entretanto.. a virtude da faca não é a da enxada. A virtude é uma maneira de ser. Todavia. sem os outros homens? A virtude ocorre. em que excele ou pode exceler (assim. Não o Bem absoluto. que os gregos nos ensinaram. ou antes. de sua história (mas esta. e o poder basta a virtude. Mas à moral não.). e de que. A faca não tem menos virtude na mão do assassino do que na do cozinheiro. como dizia Spinoza. nesse primeiro sentido. para Spinoza. Mas ao homem não.Ética Matéria específico. que esse sentido seja privado de todo e qualquer alcance normativo: qualquer que seja a mão e na maioria dos usos. um remédio excelente. certamente. enquanto se refere ao homem. no cruzamento da hominização (como fato biológico) e da humanização (como exigência cultural). entre cólera e apatia. às vezes. uma virtude que ela desenvolve: a humildade. O bem não é para se contemplar. uma faca excelente. entre complacência e egoísmo. do que outro. o bom remédio é o que cura bem. Mas quem pode viver sempre no ápice? Pensar as virtudes é medir a distância que nos separa delas. “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o homem agir bem e devidamente”. é para se fazer. A virtude. a dignidade. o hábito. Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem. assim. desejo evidentemente histórico (não há virtude natural). poder humano ou poder de humanidade. uma cumeada entre dois abismos: assim a coragem.. nem a planta que salva. Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais. claro. À faca basta cumprir sua função. Uma faca excelente na mão de um homem mau não é menos excelente por isso. Mas essa normatividade permanece objetiva ou moralmente indiferente. mas adquirida e duradoura. isto é. A virtude do heléboro não é a da cicuta. isto é. Isso supõe um desejo de humanidade. que sua virtude não é a nossa. quanto propriamente moral. histórica. a memória. Virtude é poder. como toda humanidade. que define o bem nesse próprio esforço. no sentido geral. sem o qual qualquer moral seria impossível. a educação. sem a julgar. porém: ela é o próprio bem. ou a doçura. A virtude de um ser é o que constitui seu valor. é poder. não poderíamos nos resignar à sua ausência nem nos isentar de sua fraqueza. é uma disposição adquirida de fazer o bem. Se todo ser possui seu poder específico. no sentido particular. a virtude. sempre coincidem: a virtude de um homem é o que o faz humano. no homem virtuoso. ou.. que bastaria conhecer ou aplicar. tanto intelectual. é o que somos (logo o que podemos fazer). repete-se desde Aristóteles. Mas como. diante da evidência de que essas virtudes nos fazem falta. também pode ser lido em Spinoza: “Por virtude e poder entendo a mesma coisa. que é a nossa. como do fim a que visam ou servem. É o que também chamamos as virtudes morais. A reflexão sobre as virtudes não torna ninguém virtuoso. diante da riqueza da matéria e da tradição. nossa capacidade de agir bem.

pode ser definido como a meticulosidade no exercício da função. capacidade de iniciativa. sem qualquer espécie de distinção e conscientes de sua posição de “servidor do público”. obsequiosidade. observar rigorosamente o horário de início e término do expediente da repartição e do interstício para refeição e descanso. em folha adequada e com objetivos lícitos. ZELO COM O PATRIMÓNIO: O dever de zelo. próprio da Administração. salvo as manifestamente ilegais. O dever de obediência consiste na obrigação em que se acha o servidor subalterno de acatar as ordens emanadas do legítimo superior hierárquico. O grau de comprometimento profissional do servidor com o trabalho. Acrescente-se a isso o comprometimento com o trabalho. Enfim. respeitando a capacidade e limitações individuais dos usuários. a habilidade e a presteza do servidor no atendimento às pessoas que demandam seus serviços. seja no exercício do cargo (ou função) ou fora dele. evitando qualquer atitude que possa influir no prestígio da função pública. O dever de guardar sigilo deve ser observado não apenas durante o tempo em que o servidor exercer efetivamente o cargo. também conhecido como dever de diligência ou dever de aplicação. Acompanha a disciplina: observância sistemática aos regulamentos às normas emanadas das autoridades competentes. mas resguardado do sigilo. com o conceito da instituição e da Administração Pública como um todo. cortesia. relacionamento e comunicação definem a cordialidade. pontualidade. zelando pêlos interesses do Estado como o faria pêlos seus interesses particulares. e. obediência. É um ser humano. discernimento e princípios morais. finalidade precípua de todo o aparelhamento administrativo. na conduta do servidor. hoje. comprometimento. com a consecução das metas estabelecidas. o elemento ético. Urbanidade. pois assim evidencia o caráter preponderantemente ético fundamentado em tal relação. em sua vida particular conduzir-se de maneira impecável. mas também quando ele não mais pertencer ao quadro do funcionalismo. estabelecem-se relações de subordinação entre os servidores. Para o servidor estar pronto para dar informações. é mais adequado dizer deveres do servidor público em lugar de obrigações. é que consagram a moralidade do ato administrativo. PONTUALIDADE O servidor deve ser pontual. E que se dedique a instituição a qual defende. isto é. Igual postura deve o servidor demonstrar perante os colegas de trabalho. Assiduidade. tolerância. disciplina. quantidade de trabalho. O dever de zelo com a rés publica caminha junto com o dever de responsabilidade: grau de compromisso com o trabalho e com os riscos decorrentes de seus atos. comparecer habitualmente ao local de trabalho e desempenhar as funções e atribuições próprias do cargo que é titular. DEDICAÇÃO: Qualidade ou condição de quem se dedica a alguém ou algo. comprometimento com a missão do órgão ou entidade. Ao tratarem do tema. sigilo funcional. em sua esfera de competência. em desempenho. Por ordem legal entende-se a emanada da autoridade competente. quando houver. sempre. urbanidade e zelo. OBEDIÊNCIA: Pelo poder hierárquico. O dever de conduta ética decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa e impõe ao servidor a obrigação de observar. nas diversas esferas de governo. os autores não sistematizam. no sentido genérico. O PADRÃO ÉTICO NO SERVIÇO PÚBLICO DEVERES DO SERVIDOR Para tentar explicar a peculiar posição do servidor perante o Estado e a natureza da relação existente. empregando sua energia e atenção no desempenho do cargo. sendo o ordenamento jurídico insuficiente para clarear a essência dessa peculiaridade. dotado de liberdade. impõem uma série de deveres a seus agentes. NOÇÕES DE ÉTICA EMPRESARIAL E PROFISSIONAL ASSIDUIDADE: O servidor deve ser assíduo. isto é. mantendo sempre o esprít de corps. apenas enumeram os diferentes deveres: lealdade. PROBIDADE OU MORALIDADE: O equilíbrio e sincronicidade entre a legalidade e a finalidade. sempre a serviço da causa pública. URBANIDADE: O servidor que lida com o público. faz-se mister recorrer ao ordenamento ético. relacionamento e criatividade são alguns dos fatores avaliados. prestimosidade.Ética 3 ÉTICA APLICADA PRESTEZA: Qualidade do que é prestes. SIGILO: Pelo dever de sigilo funcional impõem-se ao servidor reserva sobre assunto e informações de que tomou conhecimento em razão do cargo e que por sua natureza não podem ultrapassar os limites da esfera a que se destinam. assiduidade. deve fazêlo com solicitude. 18 . Portanto. Os estatutos dos servidores públicos civis. é necessário extrapolar a noção de relação empregatícia. Dever. identificando-se com os interesses do Estado. produtividade. LEALDADE: O agente público não é um autómato anónimo. significa “obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. atenção e disponibilidade. rapidez. responsabilidade. com respeito integral às leis e instituições. celeridade. para atingir os objetivos. a atenção e iniciativa para encontrar a solução mais adequada para questões problemáticas emergentes no cotidiano do serviço. dever de conduta ética. característica do que é ligeiro para fazer algo. característica daquele que ajuda com boa vontade e prontidão. tempestividade.

que nada mais é do que a declaração formal das expectativas da empresa à conduta de seus executivos e demais funcionários. atenderá às necessidades e peculiaridades da empresa. propriedade de informação. fornecedores e distribuidores. é importante estabelecer um comité de ética de alta qualidade. para que haja uma homogeneidade na forma de conduzir questões específicas e relativas a seus stakeholders. Uma vez que a organização adota um código de ética. colaboradores. que compilou em um livro. Um código de ética exposto em local de honra de uma empresa não serve para nada. é um património dessa organização. Eis a grande desvantagem do código de ética. assédio sexual. as relações dos empregados entre si e com os demais públicos da empresa. No Brasil. sendo certo que seu descumprimento implicaria punições já previstas pelas leis. isto é. Programas de ética são desenvolvidos por meio de um processo que envolve todos os integrantes da empresa e que passa pelas etapas de sensibilização. os stakeholders. já que da atuação de cada um emergirá um ambiente ético. O código de ética. No dia-adia. todos os públicos que de forma direta ou indireta contribuem para o bom desempenho da empresa: acionistas ou proprietários. Os principais tópicos abordados na maioria dos códigos são: conflitos de interesse. Não deve necessariamente contemplar os ideais. Cada organização estabelece um sistema de valores. mas deve deixar claro o que é uma afirmação genérica e o que é uma afirmação de caráter regulamentador. de modo que não deveriam constar novamente dos códigos. proprietários e diretores. essas mesmas pessoas não o vivenciam. Por essa razão diz-se que deve ser específico. na prática. Da mesma forma que os códigos relativos às profissões. É preferível não adotá-lo. a empresa ética acaba por consolidar sua imagem no mercado e deixa um lastro decorrente do cumprimento de sua missão e de seus compromissos. Cada pessoa. atua conforme determinados princípios. os stakeholders. as leis estimulam a adoção de princípios éticos. outros vão ao pormenor: não devem ser oferecidos presentes acima de determinado valor monetário. honestidade nas comunicações dos negócios da empresa. educacional e social. deve ser desenvolvido um trabalho de acompanhamento e adequação às circunstâncias internas e externas da organização. deve servir também como proteção dos interesses públicos e dos profissionais que contribuem de alguma forma para a organização. denúncias. normalmente. Dessa forma. passível de avaliação. acionistas transmitam a imagem de que a empresa é ética pelo simples fato de ter um código de ética e. Uma vez implantado o código de ética. por seus colegas. todos reconhecidos como pessoas íntegras. conscientização. clientes. ou seja. ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL As sociedades normalmente se regem por leis e costumes que asseguram a ordem na convivência entre os cidadãos. Consideradas as vantagens e desvantagens da adoção do código de ética. geralmente formado por um número ímpar de integrantes provenientes de diversos departamentos. é fundamental a existência de padrões e políticas uniformes para que os empregados possam saber. Murphy estudou 80 códigos. O clima ético predominante na instituição deve acompanhar a filosofia e os princípios definidos como básicos principalmente pêlos acionistas. Outras empresas partem do princípio de que as leis devem ser conhecidas e cumpridas por todos os cidadãos. contratos governamentais. Alguns códigos de ética descem ao nível concreto dos problemas enfrentados pela organização. à qual deve corresponder uma punição. há quem dispense a implantação de códigos de conduta. responsabilidades de cada stakeholder. Os códigos de ética contemplam. enquanto alguns códigos de ética estabelecem que é proibido presentear os fornecedores ou clientes. capa citação e. para assegurar que será tailormade. motivação. em qualquer circunstância. factível. embora se apoie neles. por sua formação familiar. entretenimento e viagem. o código de ética das empresas deve ser regulamentador. O comité pode ser útil como instrumento de aconselhamento ou de tomada de 19 . mas fornecer critérios ou diretrizes para que as pessoas descubram formas éticas de se conduzir. Assim. desde a alta administração até o mais simples funcionário braçal. uso de drogas e álcool. que se retrata nas aspirações de seus elaboradores. assédio profissional. Aliás. mesmo porque pode haver leis que sejam antiéticas ou imorais. deixando questões pontuais para manuais de procedimentos das diversas áreas funcionais da empresa. explícito ou não. a visão da empresa. a missão. Tal conduta não se limita ao mero cumprimento da legislação. que caracterizam a cultura empresarial. qual a conduta adequada e apropriada. os valores individuais podem coincidir ou conflitar com os valores da organização. Os códigos de ética não têm a pretensão de solucionar os dilemas éticos da organização.Ética Matéria A GESTÃO DA ÉTICA NOS EMPREGOS PÚBLICOS E PRIVADOS. importa denunciar o mal que poderá provocar uma empresa cujos empregados. é de suma importância que em sua elaboração intervenha o maior número possível de pessoas. bem humorada e agradável de vivenciar todos os seus itens. concorrentes. A liberdade de adesão provém da convicção das pessoas. ou até mesmo adotam posturas antiéticas. desde os altos executivos até o mais simples funcionário. governantes e membros da comunidade em que está inserida a empresa. sé não for refletido na vida de cada pessoa que ali trabalha. o que gera uma disposição positiva. Se a consciência ética dos integrantes de uma organização. adoção de um código de conduta baseado em princípios e valores perenes. religiosa. Isso se materializa no código de ética. Algumas organizações enfatizam em seus códigos questões já constantes na legislação do país em que operam. e feita a opção por ele. além de possibilitar um trabalho harmonioso. segurança dos ativos da empresa. fruto das contínuas mudanças inerentes ao desenrolar dos negócios. A conduta ética dessas empresas é o reflexo da conduta de seus profissionais. em que mostra que o código resulta do clima ético de cada organização. suborno. Na realidade. conduta ilegal. empregados. finalmente. enquanto outros se limitam a fornecer diretrizes gerais.

conseguido com análises de casos e discussão de situações relevantes aos participantes e suas áreas funcionais. investigar e solucionar casos. O comité não pode perder de vista que são os valores e princípios que norteiam seus critérios. O que se critica é o erro de conduta. externalizado em pesquisa interna realizada. NORMAS O Código expressa o sentimento ético dos empregados da CAIXA. com sentimentos. A orientação de novos funcionários. Esse sistema. Os membros do comité de ética devem ter plena consciência de que. que costuma dirigi-lo. A empresa necessita desenvolver-se de tal forma que a ética. O comité garante que as soluções apontadas são frutos de opiniões de pessoas idóneas com diferente formação e experiência e que. Esse trabalho de acompanhamento pode servir como subsídio para o comité de ética e o treinamento em ética. compreensiva e exigente. revelando a importância da ética para a organização. a implantação de códigos de ética ou de conduta será inócua. muitas vezes resultante de formação específica para assumir uma função de. dos funcionários. também. DEFINIÇÕES – CEATI – Centralizadora de Atendimento Integrado. e por outros compliance. em geral as empresas oferecem uma linha direta de telefone e e-mail para receber comunicações.missão. Assim. pode ser útil implementar um sistema de monitoramento e controle dos ambientes interno e externo da organização. A maturidade dos membros do comité não se prende tanto à idade cronológica de seus componentes. para detectar pontos que podem vir a causar uma conduta antiética. denominado por alguns auditoria ética. ou do próprio presidente da organização. inclusive do comité. anónimas ou identificadas. profissionais ou econômicos e. Muitas empresas nomeiam um profissional de ética. e não apenas a frieza das normas impressas em um documento. que têm compromissos familiares. COMISSÃO DE ÉTICA A Comissão de Ética é um órgão autônomo de caráter deliberativo. por trás das questões ou condutas analisadas. visão. pois o cerne da questão está na formação pessoal. o que muitas vezes causa irreparáveis prejuízos. ligado diretamente à Diretoria da empresa. sua compreensão e clareza por parte de todos os funcionários. O profissional deve estar alinhado com as políticas da empresa .e ter capacidade de conquistar a confiança dos membros do comité e dos demais funcionários. visa ao cumprimento das normas éticas do código de conduta. a conduta ética. que apresentam questões que Julgam importantes de serem analisadas. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética 20 . à medida que surgem dentro da empresa. Isso ajudará a desenvolver as habilidades de raciocínio crítico necessárias à resolução de difíceis dilemas éticos na organização. que os profissionais sejam treinados. que suas opiniões não São apenas ouvidas. analisaram com profundidade e sob diferentes perspectivas o problema colocado. O nível de exigência dentro do comité deve ser o mais elevado possível. resultante do esforço de cada stakeholder. acompanhando as mudanças e atendendo às necessidades dos stakeholders. podendo. que validou os valores contemplados. – GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos. – CEP – Comissão de Ética Pública. a tónica de toda troca de informações e das discussões provenientes do estudo de cada caso ou situação deve ser positiva e construtiva. valores . a intenção (que é muito difícil julgar) e as circunstâncias e consequências provocadas. de ter iniciativas para atender às necessidades da empresa e das pessoas que nela convivem. Entre os membros do comité de ética. que tem o direito de se retratar. e não a pessoa. do ponto de vista da ética. Cabe ao comité de ética delinear uma política a ser adotada e modernizar o código de conduta de tempos em tempos. certificando que houve aplicação das políticas específicas.Ética decisão. os valores e convicções primários da organização tornem-se parte da cultura da empresa. os programas de desenvolvimento gerencial e de supervisores e os de educação ética em geral podem ser esquematizados. apesar de suas fraquezas e dificuldades. A conduta ética gera uma visão de perspectiva que provoca um natural desejo de antecipar-se. Um programa de treinamento em ética predispõe a unia conduta ética e alcança melhores resultados em função de uma experiência em treinamento interativo. mas à disposição reta. A autoridade conferida ao comité de ética deve ser assegurada pela figura do vice-presidente. tal responsabilidade. o componente de confiabilidade gerado envolve todos os integrantes da empresa. o que lhe confere independência de ação. quais sejam: – Respeito – Honestidade – Compromisso – Transparência – Responsabilidade As violações ao Código de Ética são sujeitas à apreciação da Comissão de Ética. Para acesso ao comité de ética. Sua principal tarefa é manter vivo e atualizado o código de ética e promover os meios necessários para a formação contínua de todos os funcionários da empresa neste campo específico. orientar as ações e o relacionamento com os interlocutores internos e externos. em conjunto. como fruto de sua sensibilidade ética. são dotadas de valores e merecem total respeito. Para que se mantenha o alto nível do clima ético. mas também valorizadas e aplicadas sempre que conveniente. Caso contrário. Importa que os executivos sejam bem formados. SOBRE O CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA OBJETIVO Sistematizar os valores éticos que devem nortear a condução dos negócios da CAIXA. O sigilo das comunicações é um ponto fundamental para o incentivo à participação dos funcionários. no sentido de não se rotularem pessoas. O caminho mais curto para que a ética passe da teoria à prática é fazer com que qualquer funcionário sinta que tem crédito. situações ou casos. para em dedicação exclusiva ou parcial coordenar os programas de ética. Devem ser avaliadas a gravidade da infração ética. estão pessoas normais.

Não admitimos qualquer relacionamento ou prática desleal de comportamento que resulte em conflito de interesses e que estejam em desacordo com o mais alto padrão ético. classe social. coligadas. justiça. das normas e dos regulamentos internos e externos que regem a nossa Instituição. VALORES DO CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA RESPEITO As pessoas na CAIXA são tratadas com ética. • Respeito à diversidade. Temos compromisso permanente com o cumprimento das leis.Ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. com mandato de 2 anos. empregados e parceiros da CAIXA absoluto respeito pelo ser humano. fornecedores. Temos o compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos nossos clientes. entre os Consultores Técnicos/ Gerentes Nacionais de sua área de atuação. Condenamos atitudes que privilegiem fornecedores e prestadores de serviços. empregados e parceiros. Exigimos de dirigentes. credo. Respeitamos e valorizamos nossos clientes e seus direitos de consumidores. os recursos da sociedade e dos fundos e programas que administramos. igualdade e dignidade. religião. VALORES • Sustentabilidade econômica. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. associações e entidades de classe dentro dos princípios deste Código de Ética. com a determinação de eliminar situações de provocação e constrangimento no ambiente de trabalho que diminuam o seu amor próprio e a sua integridade moral. patrocinadas. de forma a resguardar a lisura dos seus processos e de sua imagem. oferecendo oportunidades iguais nas transações e relações de emprego. em qualquer circunstância. raça. Pautamos nosso relacionamento com clientes. cor. Condenamos a solicitação de doações. bem como a preservação do meio ambiente. de grupos ou de terceiros. para assessoramento técnico-operacional. COMPROMISSO Os dirigentes. com a prestação de informações corretas. HONESTIDADE No exercício profissional. • Eficiência e inovação nos serviços. Os nossos patrocínios atentam para o respeito aos costumes. respeito. Prestamos orientações e informações corretas aos nossos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios. Não admitimos práticas que fragilizem a imagem da CAIXA e comprometam o seu corpo funcional. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. na condição de titulares das seguintes áreas. produtos e processos. financeira e sócio-ambiental. cumprimento dos prazos acordados e oferecimento de alternativa para satisfação de suas necessidades de negócios com a CAIXA. pelo bem público. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos: – Diretoria de Recursos Humanos – Diretoria de Controles Internos – Diretoria de Serviços Jurídicos – Superintendência Nacional de Auditoria – Superintendência Nacional de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais – Ouvidoria da CAIXA Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. controladas. correspondentes. gênero. • Reconhecimento e valorização das pessoas que fazem a CAIXA. sob qualquer pretexto. Gerimos com honestidade nossos negócios. Preservamos o sigilo e a segurança das informações. Buscamos a melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. pela sociedade e pelo meio ambiente. conforme indique a situação. cortesia. 21 . empregados e parceiros da CAIXA estão comprometidos com a uniformidade de procedimentos e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. Preservamos a dignidade de dirigentes. O apoio administrativo à Comissão é prestado pela GEORH. sob qualquer pretexto. • Valorização do ser humano. como instituição financeira. contribuições de bens materiais ou valores a parceiros comerciais ou institucionais em nome da CAIXA. • Transparência e ética com o cliente. A regulamentação da Comissão de Ética está contemplada no Regimento Interno. os interesses da CAIXA estão em 1º lugar nas mentes dos nossos empregados e dirigentes. incapacidade física e quaisquer outras formas de discriminação. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA MISSÃO E VALORES MISSÃO Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País. tradições e valores da sociedade. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por 6 membros. em detrimento de interesses pessoais. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem. sem direito a voto. idade. agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro. Repudiamos todas as atitudes de preconceitos relacionadas à origem.

RESPONSABILIDADE Devemos pautar nossas ações nos preceitos e valores éticos deste Código. visando à formação da consciência ética dos empregados da CAIXA. 7º. 4º. Os assuntos submetidos à Comissão são decididos por maioria simples e registrados em ata. cabendo a sua presidência ao Diretor de Recursos Humanos. uma vez por mês e. por entendermos que a vida depende diretamente da qualidade do meio ambiente. de Controles Internos e de Serviços Jurídicos. sua posição na Comissão é automaticamente ocupada por seu sucessor no cargo. ainda. supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP – Comissão de Ética Pública. em cumprimento ao disposto no Decreto nº 1171. conforme indique a situação. Art. Art. situações que possam configurar descumprimento de suas normas. direta ou indiretamente. na condição de titulares das Diretorias de Recur- 22 . A Comissão deve viabilizar a formalização do Termo de Compromisso de acatamento e observância do Código de Ética pelos dirigentes e empregados da CAIXA. mediar e conciliar situações que envolvam questões éticas para as quais o Código de Ética da CAIXA seja omisso. II. Zelamos pela proteção do patrimônio público. Para a realização das reuniões. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos a que estamos subordinados. Quando da alteração da estrutura organizacional da Matriz por extinção. titulares ou suplentes. quando convocado pelo seu Presidente para exame de matéria específica. equipamentos e demais recursos colocados à nossa disposição para a gestão eficaz dos nossos negócios. V. Art. Os padrões de conduta ética na CAIXA são norteados pelo Código de Ética. dos bens. seminários e debates.Ética Incentivamos a participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. Art. Compete à Comissão de Ética da CAIXA: I.1999 e de 18. 10. Buscamos a preservação ambiental nos projetos dos quais participamos. 2º. propor alterações no Código de Ética. Caso algum dos membros deixe de exercer a titularidade das áreas referidas. Art. com mandato de dois anos. A Comissão reunir-se-á. mudança de nomenclatura e/ou competências das unidades. com critérios claros e do conhecimento de todos. Compete. CAPÍTULO IV DO FUNCIONAMENTO DA COMISSÃO DE ÉTICA REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA DA CAIXA CAPÍTULO I DA NATUREZA E FINALIDADE Art.2001. fornecedores e à mídia dispensamos tratamento equânime na disponibilidade de informações claras e tempestivas. mantendo-o alinhado à missão e às estratégias organizacionais da CAIXA. Como empresa pública. Art. pelo menos. IV. A Comissão pode convocar empregados ou responsáveis de unidade da CAIXA. extraordinariamente. no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público. Art. Art. Valorizamos o processo de comunicação interna.05. 6º.05. orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. Cada Diretor/Superintendente tem um suplente por ele indicado. A Comissão de Ética da CAIXA é constituída por seis membros. ordinariamente. 9º. criação. das Superintendências Nacionais de Auditoria e de Desenvolvimento e Estratégias Empresariais e da Ouvidoria CAIXA. estamos comprometidos com a prestação de contas de nossas atividades. dado o dinamismo do contexto social. TRANSPARÊNCIA As relações da CAIXA com os segmentos da sociedade são pautadas no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. Aos nossos clientes. palestras. As matérias a serem incluídas em pauta e examinadas pela Comissão devem estar instruídas de forma fundamentada e completa. são mantidas ou incorporadas à Comissão as Diretorias/Superintendências Nacionais que absorverem as atividades anteriormente desenvolvidas por aquelas constantes da atual composição. 12. A Comissão de Ética da CAIXA é um órgão autônomo de caráter deliberativo. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA Art. sem direito a voto. Art. à Comissão atuar como elemento de ligação com a CEP. Oferecemos aos nossos empregados oportunidades de ascensão profissional. 14. propor a organização e desenvolvimento de cursos. parceiros comerciais. sos Humanos. 3º. e nos Decretos s/nº de 26. Art. com a finalidade de orientar e aconselhar sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA. com a adequada utilização das informações. de 22 06. 4 membros. para assessoramento técnicooperacional. dos recursos por nós geridos e com a integridade dos nossos controles. entre os Consultores Técnicos/Gerentes Nacionais de sua área de atuação. como forma de preservar os valores da CAIXA. 5º. 1º. Art.1994. Garantimos proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações a este Código. 13. devendo conhecer fatos de imputação e de procedimento susceptível de censura. disseminando informações relevantes relacionadas aos negócios e às decisões corporativas. 11. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas à sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. 8º. III. é obrigatória a presença de.

18. Os membros da Comissão são responsáveis solidários por suas deliberações. 20. II. com justificativa. designar um dos membros titulares da Comissão para substituí-lo. as datas e os horários das reuniões. sendo garantido aos envolvidos a confidencialidade das informações prestadas. A Comissão de Ética pode instaurar. na certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento do país e do mundo. Art. nos seus impedimentos. 21. As decisões devem ser resumidas em ementa e divulgadas para toda a CAIXA. adotar as providências decorrentes da decisão.Ética Art. Comunicação de Progresso/2006 “A Caixa Econômica Federal renova. por intermédio da Diretoria de Recursos Humanos. receber demandas a respeito do Código de Ética provenientes de empregados. ou por ela levantada. o que a torna grande perseguidora dos compromissos nele assumidos. promover a triagem das demandas para verificar se o assunto se enquadra nas questões éticas a serem apreciadas pela Comissão. denúncias e representações devem ser dirigidas diretamente à Comissão de Ética. III. 15. conforme se verifica a seguir: _ O direcionamento de ações para o atendimento das expectativas da sociedade e dos clientes. V. Art. III. CAPÍTULO V DO APOIO ADMINISTRATIVO À COMISSÃO DE ÉTICA IV. receber os dossiês devolvidos pela Comissão e comunicar a decisão aos envolvidos. ouvidos o denunciante e o empregado ou o responsável pelo setor envolvido. Art. Art. em sendo solicitado pela Comissão. Todo voto contrário à decisão a ser deliberada pela Comissão deve ser justificado e constar da ata da reunião. examinar consultas. empregados ou representantes de unidades da CAIXA para auxiliar no exame e apresentação de assuntos específicos. alinhada às prioridades do Governo Federal. bem como por entidades associativas regularmente constituídas. na sua essência. As consultas. Ao Presidente da Comissão compete: I. presidir as reuniões. Art. admitindo-se a oitiva de eventuais testemunhas. São atribuições da GEORH – Gerência Nacional de Operação de Recursos Humanos: I. a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa. encaminhar pauta com os respectivos dossiês para apreciação da Comissão de Ética. Art. a critério da Comissão. _ A conduta ética pautada exclusivamente nos valores da sociedade.br: Art. procedimento para averiguar qualquer ato. censura ou o seu encaminhamento para avaliação sob a ótica do Regime Disciplinar. por outro membro titular por ele designado. VI. VI. se for o caso. Art. se necessário. V. com a omissão dos nomes das partes envolvidas. em Ata.caixa. 26. VII. clientes ou usuários em geral. quando o ato. na análise de qualquer ocorrência submetida a sua apreciação.gov. e para tanto. 25. fato ou conduta atribuído a empregado ou a determinada unidade da CAIXA. II. pode resultar em orientação. Art. a condição de signatária do Pacto Global. sendo facultada a sua consignação. A apuração das ocorrências pela Comissão de Ética obedece a rito sumário. convocar extraordinariamente a Comissão. Ouvidoria. O voto é expresso verbalmente. 19. designar relator para os processos.’” Maria Fernanda Presidenta PACTO GLOBAL AVANÇOS VERIFICADOS NOS DEZ PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL DIREITOS HUMANOS Princípio 1 – as empresas devem respeitar e apoiar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente dentro de sua esfera de influência Indicador 1 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na gestão da empresa 1. A decisão da Comissão. 17.1 A missão da CAIXA deixa claro. não havendo necessidade de depoimento do primeiro se a apuração decorrer de conhecimento de ofício. devendo. montar dossiê contendo os documentos que deram origem à ocorrência. CAPÍTULO VI DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ÉTICA Art. ainda. denúncias e representações formuladas por empregados. cadastro funcional do empregado. por meio desta comunicação. Art. VII. 16. Auditoria. nos seus impedimentos. convocar. estabelecer a pauta. O Presidente é substituído. passível de ser caracterizado como infringência ao Código de Ética. com a finalidade de orientar os demais empregados. disponível no sítio www. e outros expedientes ou informações necessários à elucidação dos fatos a serem apurados. convocar os envolvidos para esclarecimentos. IV. emitir voto de qualidade em caso de empate na votação. parceiros. _ A busca permanente de excelência na qualidade dos serviços. 23. fato ou conduta praticada importar infringência ao Regulamento de Pessoal da CAIXA. de ofício. 23 . Todos os assuntos tratados no âmbito da Comissão têm caráter sigiloso. Parágrafo único. O tema é reforçado pelo código de ética da empresa. _ Respeito e valorização do ser humano. 22. 24. Comissão de Ética Pública – CEP encaminhadas pela Diretoria de Recursos Humanos. Deve ser indicado um relator para cada assunto a ser apreciado pela Comissão. unidades internas.

alinhada às diretrizes e políticas do Governo Federal. 1. justiça. comprometimento com a prestação de contas de atividades. nos dias 22 e 23 de agosto de 2006. compromisso com o cumprimento de leis. fornecedores e mídia na disponibilidade de informações claras e tempestivas. governo do Estado. com relevante presença no segmento de pessoa jurídica e excelente relacionamento com seus clientes. para possibilitar o atendimento de aproximadamente 5. busca e preservação ambiental nos projetos dos quais a empresa participa. igualdade e dignidade. empregados e parceiros.Ética CÓDIGO DE ÉTICA A Caixa Econômica Federal elaborou o seu Código de Ética fazendo prevalecer o sentimento dos dirigentes e empregados. SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. preservação da dignidade de dirigentes. direta ou indiretamente. secretários e lideranças comunitárias. em consonância com sua Visão de Futuro: “A CAIXA será referência mundial como banco público integrado. MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário. orientações corretas aos clientes para que tomem decisões conscientes em seus negócios. ágil e com permanente capacidade de renovação. M Cidades – Ministério das Cidades. preservando a qualidade de vida dos que nele convivem. 24 . repúdio a todas as atitudes de preconceito. – Honestidade – empregados e dirigentes resguardam a lisura dos processos da CAIXA. 1. representados por prefeitos. A Política CAIXA para os portadores de deficiências e com mobilidade reduzida busca viabilizar o atendimento diferenciado e imediato a este segmento da população e consolidar a imagem da CAIXA como o banco de todos os brasileiros. de forma a resguardar a CAIXA de ações e atitudes inadequadas a sua missão e imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e empregados. implantação. MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. – Comissão para PCD – Pessoas com Deficiência. capacitadas e com desenvolvido espírito público. relacionamento com os atores envolvidos com a organização pautado nos princípios do código de ética. O evento contou. respeito. compromisso de oferecer produtos e serviços de qualidade que atendam ou superem as expectativas dos clientes. órgão de caráter propositivo e consultivo. incentivo à participação voluntária em atividades sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo brasileiro. respeito e valorização dos clientes. 2. em qualquer circunstância. eficiente. UEMA – Universidade Estadual do Maranhão. UFMA – Universidade Federal do Maranhão. instalações. Indicadores de Ações de RSE e Responsabilidade Ambiental nos Negócios. rentável. A Política consubstancia a Missão e Valores CAIXA. passando desde a priorização de projetos no planejamento estratégico até a capacitação de empregados para atendimentos aos deficientes. – Comissão de Crédito e Risco. várias ações serão efetuadas. – Transparência – relacionamento com os segmentos da sociedade pautado no princípio da transparência e na adoção de critérios técnicos. Marketing e Patrocínio. – Comissão de Gênero. adotando os seguintes valores: – Respeito – exige-se tratamento das pessoas com ética. parceiros comerciais.2 O Conselho Diretor da CAIXA aprovou política para os portadores de deficiência. busca da melhoria das condições de segurança e saúde do ambiente de trabalho. externado em pesquisa interna. por meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos normativos aos quais a empresa se subordina. Consolidará sua posição como o banco da maioria da população brasileira. com o objetivo de assegurar a articulação entre as diversas áreas da CAIXA no processo de desenvolvimento.2 Em 28 de novembro de 2006. Indicador 2 – sobre a valorização de temas de direitos humanos na rede de relação da empresa 2. Será detentora de alta tecnologia da informação em todos os canais de atendimento e se destacará na gestão de pessoas. bem como a preservação do ambiente. normas e dos regulamentos internos e externos que regem a CAIXA. com a participação de 38 Municípios. com abrangência no âmbito interno e externo à empresa. em parceria com o MME – Ministério de Minas e Energia. tradições e valores da sociedade.000 famílias distribuídas em 194 comunidades Quilombolas no Maranhão. ACONERUQ – Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos. ainda. reconhecidas em seu mérito. a CAIXA disponibilizou na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual) os cursos: Conhecendo a Responsabilidade Social.1 Com o objetivo de articular parceiros. como forma de preservar os valores da CAIXA. cortesia. – Responsabilidade – ações pautadas nos preceitos e valores éticos do código de ética. FUNASA – Fundação Nacional de Saúde. Manterá a liderança na implementação de políticas públicas federais e será parceira estratégica dos governos estaduais e municipais.3 Visando arraigar na empresa os valores e princípios de RSE. O comitê criou cinco comissões: – Comissão de Comunicação. recursos geridos com a integridade dos controles da organização. zelo e proteção do patrimônio público. garantia de proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar as violações ao código de ética. dentre outros. – Comissão de Relacionamento com Fornecedores. patrocínio que considere o respeito aos costumes. socialmente responsável. – Compromisso – dirigentes empregados e parceiros comprometidos com a uniformidade de procedimento e com o mais elevado padrão ético no exercício de suas atribuições profissionais. assim como da sua imagem. foi instalado o Comitê de Responsabilidade social da CAIXA. avaliação e acompanhamento do Projeto de Responsabilidade Social Empresarial da CAIXA. que prevê: – atendimento aos direitos assegurados por lei. equipamentos e serviços oferecidos pela CAIXA. foi realizado Seminário em São Luís. – acesso às dependências. Federação dos Municípios. sigilo e segurança das informações. Para o cumprimento desses princípios e tendo em vista que o tema tem caráter de transversalidade. tratamento equânime aos clientes.

de saneamento e do desenvolvimento urbano. _ Pessoas com deficiência – direitos e deveres. no mesmo período. seis Seminários Regionais de capacitação em Cadastro Técnico Multifinalitário.3 Em parceria com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. que se propõe a ser um banco “para você. e Patrocínio. a CAIXA ministrará curso presencial de Libras para os empregados. durante o 5º Festival do Lixo e Cidadania. poder legislativo municipal e estadual. a CAIXA desenvolve a Inclusão Produtiva para grupos historicamente excluídos . oferecido por empresas de telefonia. e Crédito e Risco. nos projetos de desenvolvimento urbano. também. na realização das tarefas sob a sua responsabilidade. com a participação de Instrutores Educacionais do Uniethos. oferecendo um conjunto de software de controle e gestão. gestão e atividades produtivas.Sistema de Informações Socioeconômicas dos Municípios Brasileiros. Em 2005. entidades de classe. 3. para todos os brasileiros”. com o objetivo de consolidar o compromisso da CAIXA de desenvolver ações para a implantação e integração de programas e projetos voltados para famílias de baixa renda com o intuito de aumentar sua capacidade produtiva e lhes oferecer melhor qualidade de vida. o acordo foi renovado.1 Em parceria com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica.Ética Manterá relacionamentos sólidos. passou a coordenar as atividades e a apoiar a realização de atividades relativas ao planejamento urbano municipal. a seguir enumeradas. que possibilita o acesso a consultas e serviços de cartões de crédito por meio do telefone 0800 adaptado com dispositivo TDD. foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre a ASMARE – Associação de Catadores de Papel. da preparação do Termo de Referência que vão nortear o fornecimento. semelhante ao do computador. educacionais. Indicador 3 – sobre a inserção de temas de direitos humanos na ação social ou no investimento social privado 3. resguardando-se os aspectos de sustentabilidade socioeconômica e ambiental. demográficas. Comunicação. 25 . a CAIXA está desenvolvendo a Governança Inclusiva . O aparelho possui um teclado e um pequeno monitor de cristal líquido. Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte e a CAIXA. _ Gestão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho.2 A CAIXA firmou com o Ministério das Cidades.ação destinada a apoiar os municípios com população até 20 mil habitantes. coesos e inovadores com parceiros competentes e de forte compromisso social. _ Atendendo bem pessoas com deficiência. _ População com deficiência no Brasil – fotos e percepções. verificação no PNUD.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. de modo a se promover sua crescente inclusão social. O termo foi firmado no âmbito do convênio entre a CAIXA e o PNUD. 2. O SIMBRASIL é uma coletânea de informações fiscais. realizou diversos encontros para discussão e formulação de políticas relativas ao Relacionamento com Fornecedores. 2.4 A CAIXA adotou. a data de vencimento ou o valor da fatura. _ Manual de acessibilidade para agências bancárias. A partir de janeiro de 2007.Federação Brasileira de Bancos desenvolveu com a CAIXA cartilhas que tratam do relacionamento entre bancos e pessoas com deficiências (empregados e clientes). Em março de 2006. No período de janeiro a julho. foram realizadas 13 Oficinas de Habitação e Saneamento. 100 municípios com menor IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. envolvendo 1. disponibilizadas na Universidade Corporativa CAIXA (campus virtual da Universidade CAIXA): _ A ação de Recursos Humanos e a inclusão de pessoas com deficiência. terceirizados e prestadores de serviços para proporcionar conhecimento das diferenças individuais.4 Ainda em parceria com o PNUD . avaliar e diagnosticar suas principais necessidades e planejar soluções para atendê-las. gestores e técnicos municipais e estaduais. possibilita melhor desempenho das prefeituras. ação que visa a apoiar projetos que envolvam grupos historicamente excluídos. proposta aderente à imagem adotada pela CAIXA. Os clientes da instituição estarão aptos a realizar todas as operações necessárias para a manutenção do cartão de crédito. Marketing. O acordo.catadores. previamente identificados. prioritariamente para aqueles que trabalham em pontos-de-venda. o Acordo de Cooperação para realização do Programa Nacional de Capacitação das Cidades. minimização dos preconceitos e valorização de todos. inicialmente. quilombolas. instrumento de planejamento financiado pelo PNAFM. conselheiros municipais e estaduais de habitação e saneamento. capacitados em organização.950 participantes. a leitura das cartilhas deve ser feita por todo o quadro funcional. para promover a melhoria da administração pública e trazer benefícios para a população residente. Foram realizados. econômicas. sociais e sanitárias que tem como objetivo contribuir para que as comunidades possam identificar.” A FEBRABAN . foram seis cartilhas. movimentos sociais e ONGs – Organizações Não-Governamentais que atuam na área habitacional. 3. urbanas. atendimento diferenciado para pessoas com deficiência auditiva – sistema gratuito. em plataforma livre. que prevê ações de apoio para inclusão de grupos historicamente excluídos. como consultar o limite disponível. Encontra-se em fase de seleção dos municípios que participarão da amostra. envolvendo cerca de 600 técnicos municipais. priorizando. saneamento e habitação. em dezembro de 2003. indígenas e outros grupos informais. os deficientes auditivos podem se comunicar com os operadores por escrito e ler as respostas. assim como a pesquisa juntos às empresas sobre os preços praticados no mercado para o fornecimento do software de gestão e seus componentes. dos procedimentos básicos para o processo licitatório. além de fortalecer a imagem da CAIXA como o Banco Público responsável pela realização dos programas federais para o desenvolvimento urbano. Ao todo.3 A CAIXA. porém menor. Pela Resolução do Conselho Diretor. Em 22 de agosto de 2006. respeitando a diversidade cultural e o saber local. 3. em Belo Horizonte/MG. em dezembro de 2006. a CAIXA homologou e disponibilizou a nova versão do SIMBRASIL . Por meio do sistema.

na sua missão e código de ética. fomentando a prática. a CAIXA firmou Contrato de Prestação de Serviço com a ACMB – Associação de Municípios Brasileiros para o desenvolvimento de consultoria na construção de seminários e no acompanhamento do desenvolvimento dos projetos nos territórios brasileiros. Rio Grande do Sul. crachá ou pulso.1 A CAIXA. além da data-base. participou da “Ação Global” – evento voltado às classes menos favorecidas.1 Por meio do Programa Adolescente Aprendiz.1 Como signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.3 A CAIXA mantém grupos de trabalho. Emilia Romagna e Marche. O protocolo de cooperação objetiva viabilizar projetos de desenvolvimento econômico e social em regiões do Piauí. cultura e esporte. A CAIXA disponibilizou os seguintes produtos e serviços: _ emissão de CPF de forma gratuita. para promover e disseminar à sociedade e a seus empregados. empregado CAIXA. reconhece os delegados sindicais eleitos pelos empregados.1 A CAIXA tem normatizada a liberação de empregado eleito para exercer cargo de administração sindical em entidade sindical de bancários. Princípio 2 – as empresas devem certificar-se de que não estejam sendo cúmplices de abusos e violação dos direitos humanos Indicador 1 – sobre a monitoração de questões de direitos humanos na cadeia de negócios e na ação social Princípio 6 – as empresas devem eliminar a discriminação com respeito ao emprego e ocupação 26 . lazer. tornando-se verdadeiro cúmplice do dia-a-dia do jovem. parceira da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial de Presidência da República (SEPIR). o respeito à diversidade.Ética O projeto proveniente do termo denomina-se Fábrica Social e propõe a celebração de convênios de cooperação comercial com Santas Casas e Hospitais Filantrópicos para o fornecimento por ex-moradores de rua e catadores de resíduos sólidos devidamente qualificados. em 11 de novembro de 2006. TRABALHO Princípio 3 – as empresas devem apoiar a liberdade de associações e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva Indicador 1 – sobre o apoio à liberdade de associação e o reconhecimento do direito a negociação coletiva 1. _ abertura de Contas CAIXA Fácil. na maioria das vezes. 1. mobilizou suas unidades em nível nacional para disponibilizar aos empregados fitas brancas para utilização como laços na lapela. _ fornecimento de saldo do PIS e do Abono Salarial. de peças têxteis para o campo cirúrgico das referidas Santas Casas.6 A CAIXA. também. em comemoração ao Dia Mundial do Laço Branco – Homens pelo fim da Violência Contra a Mulher (06/12). Úmbria. Princípio 5 – as empresas devem apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil Indicador 1 – sobre o apoio à erradicação do trabalho infantil 1. _ emissão de Cartão do Cidadão e cadastramento de senha. educação. Nesse contexto. Amazônia e Minas Gerais. saúde. com composição paritária – metade de empregados indicada pela empresa e metade pelas entidades representativas . sendo a primeira experiência firmada entre a ASMARE e a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. 3. e ofereceu serviços gratuitos à população no âmbito da cidadania. com orientações a respeito de serviços bancários e microfinanças. que tratam das questões de saúde e segurança. São Paulo. _ disponibilização de informações sobre os programas sociais do Governo.5 A CAIXA participa do Comitê Gestor Nacional da Cooperação entre a Presidência da República do Brasil com as Regiões italianas de Toscana. Princípio 4 – as empresas devem apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório Indicador 1 – sobre a eliminação de todo as formas de trabalho forçado ou compulsório 1. 1. a CAIXA orientou a todas as suas superintendências informar aos seus clientes – pessoa física ou jurídica – que diante da condição de signatária do pacto.a exemplo dos grupos previstos no Acordo Coletivo vigente. _ entrega do cartão do Programa Bolsa Família _ prestação de informações sobre os demais produtos da CAIXA. em dia. ou seja. nos saldos e extratos de contas dos clientes. que reuniu mais de 900 mil pessoas –. está impedida de manter relacionamento com aquelas que praticam o trabalho escravo ou similar e que constem na lista restritiva do Ministério do Trabalho e Emprego. especialmente crédito imobiliário. Foi. local e horário previamente acordados. 3. o que torna prazerosa e de grande responsabilidade a “incumbência” do orientador. para tratar dos assuntos específicos. Rio de Janeiro. auxilia o adolescente na condução para a vida cidadã. veiculada mensagem alusiva à data. desde que haja interesse das partes em pautar assuntos relativos à categoria.7 A CAIXA. com o propósito de contribuir para erradicação do trabalho degradante. Cada adolescente tem um orientador. assegura às entidades sindicais o direito de utilização dos quadros de avisos de suas dependências para comunicações oficiais de interesse dos empregados e facilita a essas entidades a realização de campanha de sindicalização a cada 12 meses.2 Desde 2003. 3. por meio da difusão e adaptação dos instrumentos e estratégias desenvolvidas pelas regiões da Terceira Itália. em parceria com entidades especializadas. 1. Foram realizados seminários em diversas regiões do país. a CAIXA investe na capacitação de adolescentes em serviços bancários e administrativos. desde 2004. auxiliando jovens pelo prazo mínimo de 18 meses e máximo de 24 meses. a CAIXA adota o princípio de negociação permanente. que além de aplicar os módulos de avaliação quanto ao aprendizado dos serviços bancários e administrativos. deixa claro que preza pelo respeito e valorização do ser humano. oriundos de famílias cuja renda per capita é igual ou inferior a 50% do salário mínimo. em parceria com a Rede Globo e o SESI – Serviço Social da Indústria.

tais como: _ Fundo de Compensação Ambiental . palestras em eventos externos especializados. Desde a implantação do Comitê. com os seguintes objetivos específicos: _ Apoiar o desenvolvimento das estratégias. A política tem como objetivos atuar como o princípio da responsabilidade ambiental. inserção das ações ambientais da CAIXA no Balanço Social. • Eficiência Energética na Habitação. papel. clientes e fornecedores. A CAIXA apresentou o plano de ação do Programa Pró-Equidade de Gênero à SPM – Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – e está desenvolvendo ações assumidas com SPM. paulatinamente. _ Gestão de Riscos por Passivos Ambientais: passivos ambientais por contaminação em terrenos utilizados por indústrias ou próximos a áreas industriais passaram a ser um fator de preocupação. Embora só o tenha feito nessa data. gerando benefícios econômicos e ambientais por meio da racionalização de processos e redução do desperdício. com o crescimento das cidades e a deficiência de planejamento urbano e gestão ambiental. 27 . _ Programa Emissões Reduzidas – busca aproveitar as experiências da CAIXA em saneamento ambiental para o desen- Princípio 7 – as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais Indicador 1 – Sobre o apoio a uma abordagem preventiva aos desafios ambientais 1. Em dezembro de 2006.1 A CAIXA possui Política Ambiental aprovada pelo Conselho Diretor. • Sala Verde CAIXA (Disseminação da Educação Ambiental). _ Dispor de produtos e serviços para atender o mercado ambiental. da representatividade e unicidade de ações decorrentes das diretrizes da Política. já em 2005 havia aderido à iniciativa. As diretrizes são as seguintes: _ Cumprir a regulamentação ambiental aplicável às nossas atividades e serviços empresariais.Ética Indicador 1 – sobre o monitoramento da situação do público interno em relação a mecanismos de discriminação 1. Foram desenvolvidos instrumentos e procedimentos para prevenção e gerenciamento de riscos por passivos ambientais para vistoriar terrenos objeto de propostas para empreendimentos habitacionais. água e energia. um atributo de destaque e distinção como empresa comprometida. e constante em manual normativo próprio. _ Integrar ações internas. _ Analisar e divulgar os resultados alcançados.solução inovadora para viabilizar a gestão financeira e a execução. tais como: _ Divulgação: criação e manutenção do sítio Intranet da Política Ambiental. _ Considerar a gestão ambiental como uma prioridade corporativa. elaboração de notícias e artigos de opinião publicados no Jornal da CAIXA. à nossa política de concessão de créditos. foi criado em outubro de 2004 o Comitê CAIXA de Política Ambiental Corporativa. prática de gestão. O Comitê é composto por representantes de diversas áreas da CAIXA e se constitui uma importante instância de gestão ambiental e um meio para preservar o princípio da transversalidade. • Construções Sustentáveis (Pesquisa.1 A CAIXA formalizou em março de 2006 a adesão ao Programa Pró-Equidade de Gênero com a finalidade de promover a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres. critérios que considerem o risco ambiental como parte do risco financeiro. em solenidade no Palácio do Planalto. atividades e decisões empresariais. _ Projetos elaboração de projetos vinculados ao desenvolvimento urbano e demais áreas da CAIXA. realização de cinco eventos comemorativos para convidados internos e externos. _ Incorporar. Guia de Melhores Práticas e Eventos). _ Novos Negócios: a experiência e o posicionamento ambiental da CAIXA motivaram o desenvolvimento e a atração de novos negócios. o processo de aperfeiçoamento contínuo e a educação dos empregados. Como forma de assegurar a transversalidade do tema. dos recursos da compensação ambiental. buscando sempre o gerenciamento integrado. • Agências Ecoeficientes. voltadas à promoção da equidade de gênero. de forma ágil e transparente. • Coleta Seletiva. _ Buscar eficiência no uso dos recursos. a CAIXA realiza uma série de ações que dão suporte à Política Ambiental e contribuem para a sua sustentabilidade. com o respeito à diversidade no mundo do trabalho. campanha interna para desenvolver atitudes para ecoeficiência no uso de insumos de impressão. fórum de debate e decisão constituído por 22 áreas da CAIXA. que é hoje o principal mecanismo financeiro para investir nas unidades de conservação. contribuindo para a transferência de tecnologias e de métodos de gestão ambientalmente saudáveis. integrando as questões socioambientais aos seus negócios. única do ramo financeiro a figurar entre as 11 empresas homenageadas. • Critérios socioambientais para o crédito. no âmbito do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos. tais como: • Metodologia para Prevenção e Gerenciamento de Riscos por Passivos Ambientais. comprometendo-se a elaborar um plano de ação a ser desenvolvido em 2006. prioridades e ações da Política Ambiental Corporativa. • Indicadores de desempenho socioambiental. desde maio de 2004. _ Promover a disseminação dos princípios e diretrizes entre empresas terceirizadas. MEIO AMBIENTE _ Acompanhar a implementação do Plano de Ação. _ Capacitação: disponibilização do curso “Responsabilidade Ambiental nos Negócios” na Universidade CAIXA. a CAIXA recebeu da SPM o Selo Pró-Equidade de Gênero. A adesão faz parte do Planejamento Estratégico 2005/2007 e insere-se na Política de Gestão da Diversidade.

indicador 1. para o mundo. inclusive extorsão e propina. com foco em metodologias de gerenciamento de projetos e revitalização de áreas urbanas degradadas. visa conhecer os instrumentos urbanísticos e econômicos da revitalização e avaliar a viabilidade de financiar a remediação e recuperação de áreas. especialmente para fins habitacionais. É obrigatória a realização constante de treinamento sobre o assunto por todos os empregados. bem como de prevenir novos casos. objetivando capacitá-los para identificar eventuais ações que caracterizem lavagem de dinheiro e atuar no sentido de impedir qualquer utilização da Instituição em operações financeiras com recursos de origem ilegal. conformidade nos Princípios do Pacto Global e Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. tecnologia de produção mais limpa. bem como para a detecção de situações suspeitas. acesso à energia alternativa e mitigação de impactos ambientais. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 28 . _ Gestão de Parcerias – ação desenvolvida para apoiar o posicionamento ambiental e a implementação da Política Ambiental da CAIXA: _ Ministério do Meio Ambiente: _ Protocolo de Intenções com extensa Agenda de Ações. voltado para os municípios. 1. aquecimento solar de água. Princípio 10 – combater a corrupção em todas as suas formas. _ Fomento à Eficiência Ambiental de Empresas – financiamento para eficiência energética. 1. nos dias 20 e 21/10/2005. uso de energias limpas e mitigação de impactos do aquecimento global. a busca da CAIXA na inserção de valores e princípios de RSE na gestão empresarial com abrangência e impacto para consecução dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. governo e sociedade e. numa visão global. citada no princípio 7. É expressamente proibido que empregados da CAIXA.Ética Matéria volvimento de operações e inserção da CAIXA no Mercado de Carbono.1 A CAIXA adota como conceito de atividade de prevenção à lavagem de dinheiro um conjunto de ações. comunidade na qual está inserida. A qualificação dos empregados para o adequado monitoramento das movimentações financeiras realizadas na CAIXA. recebam remuneração. tendo a energia como vetor de desenvolvimento econômico e social e dar suporte à preparação e financiamento para micro e pequenos empreendimentos nas áreas periurbanas. que visa a elaborar e a desenvolver um plano de ação multissetorial para a melhoria de renda. favores ou vantagens de qualquer espécie. é realizada por meio de treinamento. CONCLUSÃO Esta comunicação expressa por meio de adesões a pactos e implementação de ações.1 Item contemplado pela Política Ambiental. O Vice-Presidente indicado é responsável pela implementação e monitoramento do cumprimento da legislação pertinente. citada no princípio 7. inclusive pela comunicação das ocorrências consideradas suspeitas.1 Item contemplado pela Política Ambiental. processos e sistemas capazes de detectar. Princípio 9 – As empresas devem encorajar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis Indicador 1 – sobre o incentivo ao desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis 1. É representada formalmente perante o BACEN e o COAF por um Vice-Presidente indicado pelo Presidente e com a aprovação do Conselho Diretor. _ Acordo de Cooperação e Contrato de Prestação de Serviços para o Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais. por meio da adequação de linhas de crédito e de estratégia de venda para a Rede de Agências. comissões. _ Agência Alemã GTZ: cooperação no âmbito da gestão ambiental urbana. Visando a dar apoio institucional às iniciativas que induzam melhoria de renda. que agrega os principais bancos e os maiores grupos empresariais brasileiros. indicador 1. no exercício de suas atribuições. aproveitando as fontes de energias renováveis para aplicação em usos produtivos. _ Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: Memorando de Cooperação com foco no desenvolvimento de negócios sustentáveis e desenvolvimento urbano e ambiental. _ Revitalização de áreas urbanas degradadas por contaminação – parceria com a Agência de Cooperação Alemã GTZ. analisar e comunicar ocorrências suspeitas. _ Adesão ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). o que contribuirá para uma melhor qualidade de vida dos seus empregados. presentes. clientes. com o objetivo de convergir esforços para incorporar a sustentabilidade no setor empresarial. Princípio 8 – as empresas devem se engajar em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental Indicador 1 – sobre o engajamento em iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental 1. foi assinado o Memorando de Entendimento entre a CAIXA e GVEP no evento 1ª.2 A CAIXA firmou parceria com o GVEP – Global Village Energy Partnership. Assembléia Internacional de Parceiros do GVEP realizado em Brasília/DF.

real ou potencialmente. nível seis. a autoridade pública deverá consultar formalmente a CEP. secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS. para que a sociedade possa aferir a integridade e a lisura do processo decisório governamental. É permitida a participação em seminários. possa suscitar conflito com o interesse público. que somente será aberto por determinação da Comissão. na forma por ela estabelecida. bem como o pagamento das despesas de viagem pelo promotor do evento. ou II – distribuídos por entidades de qualquer natureza a título de cortesia. 3º No exercício de suas funções. empresas públicas e sociedades de economia mista. IV – estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses públicos e privados e limitações às atividades profissionais posteriores ao exercício de cargo público. Art.CEP. Art. fundações mantidas pelo Poder Público. Parágrafo único. descendente ou parente na linha colateral. tornará público este fato. Não se consideram presentes para os fins deste artigo os brindes que: I – não tenham valor comercial. publicado no Diário Oficial da União do dia 27 subsequente. III – presidentes e diretores de agências nacionais. nos termos da lei. o qual não poderá ter interesse em decisão a ser tomada pela autoridade. à clareza de posições e ao decoro. serão elas encerradas em envelope lacrado. Art. especialmente quando se tratar de: I –atos de gestão patrimonial que envolvam: a) transferência de bens a cônjuge. 4º Além da declaração de bens e rendas de que trata a Lei n° 8. §2° A fim de preservar o caráter sigiloso das informações pertinentes à situação patrimonial da autoridade pública. direta ou indireta. a autoridade pública deverá esclarecer a existência de eventual conflito de interesses. desde que não implique a prática de atos de comércio ou quaisquer outros incompatíveis com o exercício do seu cargo ou função. inclusive as especiais. secretários-executivos. Art. Parágrafo único. cuja conduta esteja de acordo com as normas éticas estabelecidas neste Código. de 10 de novembro de 1993. ou c) outras alterações significativas ou relevantes no valor ou na natureza do patrimônio. nem receber transporte. Art. sobretudo no que diz respeito à integridade. inclusive investimentos de renda variável ou em commodities. Art. não lhes cabendo manifestar-se publicamente sobre matéria 29 . contratos futuros e moedas para fim especulativo. 6º A autoridade pública que mantiver participação superior a cinco por cento do capital de sociedade de economia mista. V – minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse privado e o dever funcional das autoridades públicas da Administração Pública Federal. as autoridades públicas deverão pautar-se pelos padrões da ética. Art. II – titulares de cargos de natureza especial. Art. Parágrafo único. criada pelo Decreto de 26 de maio de 1999. mediante coordenação administrativa. desde que tornada pública eventual remuneração. a autoridade pública. propaganda.Ética CÓDIGO DE CONDUTA DA ALTA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL Art. 10 No relacionamento com outros órgãos e funcionários da Administração. 8º É permitido à autoridade pública o exercício não remunerado de encargo de mandatário. divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou datas comemorativas. 7º A autoridade pública não poderá receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte privada em desacordo com a lei. no prazo de dez dias contados de sua posse. enviará à Comissão de Ética Pública . autarquias. 11 As divergências entre autoridades públicas serão resolvidas internamente. de modo a prevenir eventuais conflitos de interesses. a partir do exemplo dado pelas autoridades de nível hierárquico superior. Art. Os padrões éticos de que trata este artigo são exigidos da autoridade pública na relação entre suas atividades públicas e privadas. salvo de autoridades estrangeiras nos casos protocolares em que houver reciprocidade. não ultrapassem o valor de R$ 100. com as seguintes finalidades: I – tornar claras as regras éticas de conduta das autoridades da alta Administração Pública Federal. bem como comunicar qualquer circunstância ou fato impeditivo de sua participação em decisão coletiva ou em órgão colegiado. II – contribuir para o aperfeiçoamento dos padrões éticos da Administração Pública Federal.730. 9º É vedada à autoridade pública a aceitação de presentes. à moralidade. informações sobre sua situação patrimonial que. do controle de empresa. III – preservar a imagem e a reputação do administrador público. cujo valor possa ser substancialmente afetado por decisão ou política governamental da qual tenha prévio conhecimento em razão do cargo ou função. 5º As alterações relevantes no patrimônio da autoridade pública deverão ser imediatamente comunicadas à CEP. hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade. 4 b) aquisição. indicando o modo pelo qual irá evitá-lo.1º Fica instituído o Código de Conduta da Alta Administração Federal. com vistas a motivar o respeito e a confiança do público em geral. uma vez conferidas por pessoa designada pela CEP. §1° Em caso de dúvida sobre como tratar situação patrimonial específica. destinado a possibilitar o prévio e pronto esclarecimento de dúvidas quanto à conduta ética do administrador. II – atos de gestão de bens. ascendente. Art. congressos e eventos semelhantes.00 (cem reais). VI – criar mecanismo de consulta. de instituição financeira. ou de empresa que negocie com o Poder Público. 2º As normas deste Código aplicam-se às seguintes autoridades públicas: I – Ministros e Secretários de Estado.

poderá fazer recomendações ou sugerir ao Presidente da República normas complementares. deverão ser imediatamente informadas pela autoridade pública à CEP. aplicável às autoridades que já tiverem deixado o cargo. Art. § 5º Se a CEP concluir pela procedência da denúncia. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela CEP. valendo-se de informações não divulgadas publicamente a respeito de programas ou políticas do órgão ou da entidade da Administração Pública Federal a que esteve vinculado ou com que tenha tido relacionamento direto e relevante nos seis meses anteriores ao término do exercício de função pública. de ofício ou em razão de denúncia fundamentada. II – prestar consultoria a pessoa física ou jurídica. II – não intervir. • Cometimento formal da responsabilidade por zelar pela efetividade das normas de conduta. 12 É vedado à autoridade pública opinar publicamente a respeito: I – da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade pública federal. bem assim responderá às consultas formuladas por autoridades públicas sobre situações específicas. nas entidades que integram o poder Executivo Federal. São ações realizadas pelos órgãos da Administração Pública Federal necessárias para que os objetivos estratégicos que norteam a promoção da ética. conforme sua gravidade. adotará uma das penalidades previstas no artigo anterior. 8027/92. Abaixo. sejam alcançados. neste prazo. Art. § 3º A CEP poderá promover as diligências que considerar necessárias. 15 Na ausência de lei dispondo sobre prazo diverso. Art. Acerca de eventuais atividades paralelas dos servidores. Para os servidores vinculados ao Código de Conduta da alta Administração Federal. inclusive sindicato ou associação de classe. • Ampla divulgação das normas de conduta. 37. algumas das práticas: • Exortação sistemática por parte dos dirigentes máximos da entidade ou órgão à observância dos padrões éticos refletidos nas normas de conduta que vinculam os funcionários. tanto para o público interno da entidade ou órgão quanto ao público externo. inclusive sindicato ou associação de classe. Outras proibições e condições para o exercício de atividades paralelas no setor privado constam nas leis 8112/90.19 A CEP. Além disso. II – censura ética. 13 As propostas de trabalho ou de negócio futuro no setor privado.17 A violação das normas estipuladas neste Código acarretará. independentemente de sua aceitação ou rejeição. estatutos ou regras de pessoal das entidades onde o servidor exerce suas funções. 8429/92. com comunicação ao denunciado e ao seu superior hierárquico. § 4º Concluídas as diligências mencionadas no parágrafo anterior. interpretativas e orientadoras das disposições deste Código. assim estabelece o manual de “boas práticas”: Servidor vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal pode desempenhar outras atividades profissionais? Sim. em processo ou negócio do qual tenha participado. poderá encaminhar sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente superior. Art. • Incorporação do tema ética e das normas de conduta nos programas de capacitação e treinamento da entidade ou órgão. 9790/99 e dos decretos 1171/94 e 4081/02. 14 Após deixar o cargo. a Comissão de Ética Pública expediu 30 . § 2º O eventual denunciante. e II – do mérito de questão que lhe será submetida. junto a órgão ou entidade da Administração Pública Federal com que tenha tido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. • Estabelecimento de canais apropriados de comunicação por onde possam fluir a apresentação de dúvidas sobre a aplicação prática de normas de conduta e a prestação de orientações em situações da rotina diária dos funcionários. bem assim solicitar parecer de especialista quando julgar imprescindível. poderão produzir prova documental. BOAS PRÁTICAS EM GESTÃO DA ÉTICA A Comissão de ética pública do Código de Conduta da Alta Administração Federal tem exigido e divulgado o que se denomina “boas práticas de gestão”. Art. para decisão individual ou em órgão colegiado. na estrutura de administração da entidade ou órgão. exceto quando existir compatibilidade de horários e consistir em dois cargos de professor. se entender necessário. as seguintes providências: I – advertência. § 1º A autoridade pública será oficiada para manifestar-se no prazo de cinco dias. obrigando-se a autoridade pública a observar. em razão do cargo. é importante que sejam observadas as restrições específicas que constam nos códigos de conduta. ou estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica com a qual tenha mantido relacionamento oficial direto e relevante nos seis meses anteriores à exoneração. a própria autoridade pública. bem como qualquer negociação que envolva conflito de interesses. a CEP informará à autoridade pública as obrigações decorrentes da aceitação de trabalho no setor privado após o seu desligamento do cargo ou função. a CEP oficiará a autoridade pública para nova manifestação no prazo de três dias. desde que haja indícios suficientes. Parágrafo único. Art. a autoridade pública não poderá: I – atuar em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica.Ética que não seja afeta a sua área de competência. um cargo de professor com outro técnico ou científico e dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde com profissões regulamentadas no art. Art. o período de interdição para atividade incompatível com o cargo anteriormente exercido. Art. será de quatro meses.16 Para facilitar o cumprimento das normas previstas neste Código. A Constituição Federal veda a acumulação de cargos públicos. de ofício. contados da exoneração.18 O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado neste Código será instaurado pela CEP. Nos limites da lei e desde que observadas as restrições para atividades que possam suscitar conflitos de interesses. que conforme o caso. bem assim a CEP. as seguintes regras: I – não aceitar cargo de administrador ou conselheiro. em benefício ou em nome de pessoa física ou jurídica. aplicável às autoridades no exercício do cargo.

sociedade civil ou negócio configura conflito com o exercício da função pública? Não. c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com quem tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. O conflito ocorre quando a autoridade acumula funções públicas e privadas com objetivos comuns. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. enquanto perdurar a situação passível de suscitar conflito de interesses. onde a decisão da autoridade pode privilegiar uma pessoa física ou jurídica. a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas em razão do cargo ou função. sociedade civil ou negócio? A gestão do seu próprio patrimônio por parte da autoridade é vedada sempre que o item integrante desse patrimônio seja empresa ou sociedade civil ou ainda investimento em bens. Desde que a participação resulte de indicação institucional da autoridade pública competente. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras atividades. d) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório. abstendo-se de votar ou participar da discussão do assunto. 4º do Código de Conduta e Resolução CEP nº 5). Manter participação em empresa. art. inclusive. Que atitude deve tomar a autoridade para prevenir situação que configure conflito de interesses? Conforme o caso. pela sua natureza. como tal considerada. de forma equivalente a um blind trust. exercer atividade profissional no interesse privado? Desde que observados os limites da lei e o que dispõe a Resolução Interpretativa nº 8 da Comissão de Ética Pública. clareza de posições e decoro da autoridade. A autoridade pública poderá participar em conselhos de administração e fiscal de empresa privada da qual a União seja acionista? Sim. iii) desempenhe atividade que suscite conflito de interesses com a função pública. e) divulgar publicamente sua agenda de compromissos. formal ou informalmente. inclusive função de conselheiro de administração ou fiscal. que identificou as situações em que o exercício de atividade paralela suscitar conflito de interesses. sociedade ou negócio. d) possa. A ocorrência de conflito de interesses independe do recebimento de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade. conforme o caso. mediante instrumento contratual que contenha cláusula que vede a participação da autoridade em qualquer decisão de investimento assim como o seu prévio conhecimento de decisões da instituição administradora quanto à gestão dos bens e direitos. sobre a suficiência da medida adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de interesses. cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental. É importante observar nesses casos a vedação para participar de deliberação que possa suscitar conflito de interesses com o Poder Público. possua investimento vedado? A autoridade deve tomar uma das seguintes providências: a) manter inalteradas suas posições. A autoridade precisa informar a Comissão de Ética Pública sobre as medidas que adotou para prevenir conflitos de interesses? Sim. com identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou função pública. Desenvolver atividade paralela sem remuneração ou para entidade sem fins lucrativos previne eventual conflito de interesses? Não. (§1º. Contudo tais participações devem ser informadas à Comissão de Ética Pública por meio da Declaração Confidencial de Informações (art. Que tipo de atividade paralela suscita conflito de interesses com o exercício da função pública? Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que: a) em razão da sua natureza. em cada caso concreto. b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. moralidade. assim como da personalidade jurídica da entidade. sociedade ou negócio de que participe a autoridade transacione com a entidade pública onde a autoridade exerça cargo de direção de qualquer natureza. b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja manutenção possa suscitar conflito de interesses. Código de Conduta). deve a autoridade observar o seguinte: a) não participar da gestão da empresa. Pode a autoridade. ao tomar posse em cargo ou função pública que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. em se tratando de decisão coletiva. que identifica situações que suscitam conflito de interesses e dis- 31 . 5º. subordinando qualquer mudança a comunicação prévia e fundamentada à Comissão de Ética Pública. Além do mais. inclusive investimento de renda variável ou em commodities. b) vedação para que: i) a empresa. A Comissão deverá ser informada pela autoridade e opinará. deve: a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo. O que deve fazer a autoridade que. com ou sem finalidade de lucro. b) contratar administrador independente que passe a fazer a gestão desses investimentos. e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. c) transferir a administração dos bens e direitos que possam suscitar conflito de interesses a instituição financeira ou a administradora da carteira de valores mobiliários autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. contratos futuros e moedas para fim especulativo. quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. Gerir o próprio patrimônio configura conflito com a restrição para que a autoridade participe da gestão de empresa. comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade.Ética a Resolução Interpretativa nº 8. seja incompatível com as atribuições do cargo ou função pública da autoridade. ii) represente interesses suscetíveis de serem afetados pela entidade pública onde exerce cargo de direção. a atividade desenvolvida em áreas afins à competência funcional.

nem implicar na utilização ou aproveitamento das prerrogativas e recursos do cargo postos a sua disposição. quando investido em cargo público. clareza de posições e decoro do agente público. deve a autoridade registrar em agenda de trabalho: a) audiências concedidas. Pode o agente público receber bolsa de pesquisa do CNPq ou da CAPES. O que deve fazer a autoridade pública associada a organização não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública em que exerce sua função para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A autoridade associada a entidade não governamental com interesse em matéria sob a jurisdição da entidade pública para a qual tenha sido nomeada deve afastar-se da mesma. Assim. moralidade. (Resolução CEP nº 8. b) abster-se de receber bolsa do CNPq ou da CAPES sempre que em razão das atribuições do cargo público mantiver relacionamento institucional oficial e relevante com tais instituições. ainda que potencialmente. ou que tenha interesse que dependa de seu pronunciamento individual ou como parte de colegiado. Pode o artista. de 12. enquanto no cargo público. Assim. 32 . havendo dúvida. c) não implicar a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva do agente público ou possa. mesmo que a autoridade pública não tenha participado de qualquer das fases do processo de contratação. pela sua natureza. no uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. pela sua natureza.Ética põe sobre o modo de preveni-los. Que cuidados deve adotar a autoridade pública filiada a partido político para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses? A atividade político-partidária da autoridade não deve resultar em prejuízo para o exercício da função pública.2002. as normas de ética e disciplina estabelecidas na legislação para o servidor da ativa. bem assim para se utilizar dos recursos ou demais condições que são postas à disposição em razão do cargo público. de 12. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerce suas funções? Suscita conflito de interesses contratar entidade privada de cuja direção participe parente até segundo grau da autoridade. b) eventuais atividades profissionais ou políticas que venha a desenvolver no interesse partidário. como tal considerada. com a qual tenha relacionamento institucional relevante. deve o agente público observar a compatibilidade de horários e. devendo. na utilização de informação privilegiada a que tem acesso em decorrência do cargo público que ocupa. 14 do Código de Conduta da Alta Administração Federal. c) não implicar. d) não transmitir dúvida à opinião pública a respeito da integridade. moralidade. nem participar de exame de matéria no âmbito partidário que possa implicar. observada a compatibilidade de horários e as seguintes condições. além de observar as normas aplicáveis do CNPq e CAPES. formal ou informalmente. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. Pode a autoridade exercer atividade profissional paralela na área científica ou artística? Sim. implicar o uso de informação à qual o agente tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. continuar a desenvolver atividades artísticas de interesse privado. b) não violar o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. pode ser admitido o exercício de atividade profissional no interesse privado quando em licença não remunerada para tratar de interesses particulares. deve a autoridade observar a necessidade de registro dos contatos profissionais e audiências concedidas a representantes da organização não governamental da qual se afastou. inclusive no que se refere a informações a que tenha acesso e não estejam à disposição do público. Para prevenir-se de situações que possam suscitar conflitos. que exige a precedência das atribuições do cargo público sobre qualquer outra atividade. nos termos do Decreto 4334.8. é importante consultar a área competente do próprio órgão. ainda: a) a vedação para assumir qualquer compromisso que viole o princípio da integral dedicação ao cargo ou função pública. subsídio ou qualquer tipo de apoio financeiro de entidade pública de cujos quadros faça parte. após deixar o cargo público. de 25/09/2003). É importante notar que ao servidor em licença se aplicam. enquanto no exercício de cargo ou função que o vincule ao Código de Conduta da Alta Administração Federal? Em nenhuma hipótese a percepção de bolsa de apoio à pesquisa científica ou tecnológica pode implicar em compromissos que configurem conflito com o exercício da função pública. no que couber. Além disso. não deve a autoridade exercer. função de direção ou coordenação partidárias.8. amparadas pela lei de incentivo fiscal da área cultural? Em nenhuma hipótese o exercício da atividade artística paralela ao desempenho do cargo público deve comprometer o interesse público. O desempenho de atividade artística no interesse privado somente é possível quando: a) não for incompatível com as atribuições do cargo ou da função pública. de acordo com a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função sobre quaisquer outras atividades. nos termos do Decreto 4334. inclusive. a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à competência funcional do agente público. Para prevenir-se de situação que possa suscitar conflito de interesses.2002. Vale observar que a autoridade não poderá receber ou participar de evento que receba patrocínio. assim como a Comissão de Ética Pública. clareza de posições e decoro da autoridade. d) não transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. nos termos do art. observar a vedação para atuar ou prestar consultoria relativa a processo ou negócio do qual tenha participado em razão do cargo. uma vez que ele mantém o vínculo com o ente público.

c) possa pela sua natureza. com base no que dispõe a Resolução CEP nº 8: a) não violar o princípio da integral dedicação ao cargo público. Pode o agente público vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal atuar como professor em cursinho preparatório para concurso público? O exercício em paralelo da atividade de docência encontra amparo no inciso XVI do art. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. Pode a autoridade afastar-se temporariamente do cargo ou função. uma vez que é afim à competência funcional. desde que não tenha concorrido direta ou indiretamente para a contratação do parente. pela sua natureza. e desde que publicamente se declare impedido para participar. desde que não ocorra em prejuízo do exercício das funções e atribuições inerentes ao cargo público. inclusive do processo decisório que tenha levado à realização do concurso.Ética Matéria Quando o grau de parentesco for superior. de qualquer das fases do processo seletivo. b) não implicar a prestação de serviço a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. a Comissão de Ética Pública recomenda que se considerem impedidos para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização quando participarem. do exame de qualquer matéria de interesse da entidade fiscalizada. quando o grau de parentesco for até o 4º grau. direta ou indiretamente. mas vinculados ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. formal ou informalmente. que o cargo ou função pública do servidor ou empregado não seja utilizado para promover o evento por qualquer meio. implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. sem remuneração. aprovado pelo Decreto 1171/94. Quando se tratar de funcionário não vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. ou que tenha interesse em decisão de que participe. quando houver compatibilidade de horários. O exercício da atividade docente para entidade privada de ensino. devendo ser observada a compatibilidade de horários e as seguintes limitações. pela sua natureza. como usualmente é o caso daquelas que oferecem cursinhos para concursos também não encontra vedação legal. é possível que a autoridade tenha parente que trabalhe para entidade que presta serviço ou tem relação de negócio com o órgão público onde exerça suas funções. poderá se manifestar em sentido contrário. pois a situação. para atuar em área ou matéria sobre a qual o órgão ou entidade a que serve tem responsabilidade? Não. Em vista do exposto. Pode a autoridade ter parente que trabalhe para entidade regulada ou fiscalizada pelo órgão ou entidade pública onde exerça sua função? Sim. nos termos do que dispõe a letra “a” do item 1 da Resolução CEP nº 8. que deverá informar à respectiva Comissão de Ética que. clareza de posições e decoro da autoridade. que exige a garantia de precedência para o cumprimento dos deveres e responsabilidades do cargo público. Pode a autoridade ser beneficiária de patrocínio ou contribuição para desenvolver atividade permitida? Sim. uma vez que se trata de área afim à competência funcional. moralidade. Da mesma forma. mas vinculado ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 33 . 37 da Constituição Federal. suscita conflito de interesses a autoridade participar como docente de cursinho preparatório para concurso de ingresso de servidores em matéria sob a responsabilidade da organização pública onde exerce sua função. consultoria a pessoa física ou jurídica em projeto cuja análise seja de sua responsabilidade? Não. suscita conflito de interesse. examinadas as circunstâncias de casos concretos. Pode autoridade publicar livro ou apostila sobre matéria exigida em concurso público? As autoridades vinculadas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal devem considerar-se impedidas para publicar texto de apoio a candidatos para concurso público de ingresso na organização pública em que atuam No caso dos servidores não vinculados ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. Pode o agente público prestar. suscita conflito de interesse. exceto se o patrocínio ou contribuição tiver por origem entidade pública ou privada com a qual se relacione ou potencialmente possa vir a se relacionar em razão do exercício de função ou cargo público. pois a situação. recomenda-se que o exercício de atividade de docência em cursinho preparatório para ingresso de funcionários em organização para a qual trabalhe seja objeto de comunicação e autorização prévia da chefia competente. desde que a autoridade não participe do processo de identificação e contratação da entidade. direta ou indiretamente. ou que seja da responsabilidade do órgão público onde exerça sua função. d) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. que permite a acumulação de remuneração mesmo quando se trate de docência em instituição pública de ensino.

Ética 5 EXERCÍCIOS RETO afirmar que: a) A ética pode tornar dispensável a juridicização da vida. Assinale a alternativa CORRETA. b) a crise ecológica. 03. 07. De acordo com o livro Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica a melhor definição de ética é: a) Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano. d) a gratidão. EXCETO: a) a humildade. no capítulo referente à Ética e a vida. EXCETO: a) a modernização dos meios de transporte. III. quer dizer.A. EXCETO: a) a prudência. b) honestidade. EXCETO: a) assiduidade. 06. d) a expansão das organizações criminais transnacionais e do mercado mundial das drogas.o recurso à guerra como resolução das controvérsias internacionais. Entre os caminhos apontados pelo autor estão: a) exame de consciência e revisão da escala de valores b) pautar-se pêlos valores reais e aferir objetivamente a observância desses valores c) não transigir com os deslizes éticos e reconhecer a urgência no retorno à vida ética. b) O Direito não é panacéia para todos os problemas. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. De acordo com Renato Nalini. 11. existente desde o princípio do Capitalismo Moderno e da automação industrial. c) a inveja. com intoleráveis danos à biosfera e às condições de sobrevivência das diversas formas de vida sobre a terra. em seu Livro de Direito Administrativo Brasileiro. d) todas as alternativas acima estão corretas. a) todas as assertivas estão corretas. d) a avareza. 04. c) lealdade. c) somente l. A seguir. c) Foi acrescentado à nossa Constituição Federal de 1988 pela emenda Constitucional 45/2004. c) Ética é o estudo ou reflexão da suposta influência dos astros no destino e comportamento dos homens. propiciando maior facilidade na fuga dos criminosos. cada vez mais ativos e velozes. d) Todas as alternativas acima estão corretas. 08. EXCETO: a) conduta ética e eficiência. das discriminações de casta e de sexo. com a crescente desproporção entre a população e os recursos disponíveis. Não podemos considerar como virtudes. quanto ao dever de eficiência do servidor público podemos dizer que: a) Sempre existiu no Direito Brasileiro. 10. vários são os deveres do servidor público. De acordo com Hely Lopes Meirelles. 02. II e IV estão corretas.a existência de regimes ditatoriais e o repetir-se da violação dos direitos humanos em muitos países. b) somente II e III estão corretas. Segundo José Renato Nalini.D. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA: De acordo com Renato Nalini. II. b) a justiça. considera os atos humanos enquanto são bons ou maus. b) Ética é a visão político científica advinda dos pensamentos pré-concretos do iluminismo Francês. c) o aguçar-se das tensões étnicas e religiosas. Podemos considerar como grandes virtudes. 05. b) eficiência e obediência. De acordo com o pensamento do autor é COR- 34 . correlacione as colunas 1 e 2. c) Comportar-se eticamente pode ser a receita para evitar que o direito venha a disciplinar todas as condutas e a sancionar todas as infrações. e também a tradução irresponsável do princípio de autodeterminação dos povos.a crise das relações inter-humanas de solidariedade e a exclusão de faixas inteiras da sociedade. d) N. 09. c) a ambição. d) saúde. d) Existe desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas. a ética e o direito relacionam-se mutuamente no mundo atual. José Renato Nalini. IV. b) a preguiça. d) lealdade e obediência. De acordo com Hely Lopes Meirelles. assinale a alternativa correspondente à seqüência CORRETA: 01. d) N. em seu texto “a Ética e a vida” faz questionamentos acerca da maneira de se aprimorar eticamente. em seu texto “a Ética e vida”. são feridas mais dilacerantes da contemporaneidade que devem ser recapituladas: I. Levando em conta os deveres atinentes aos servidores públicos em geral. Todas as alternativas abaixo contêm alguns destes deveres.A. em seu texto “a Ética e vida”. b) É um dever derivado do direito natural.a crise demográfica. c) generosidade e conduta ética.D. São considerados como deveres gerais dos servidores públicos.

GABARITO 01. . identificando-o com os superiores interesses do Estado.. b) 4 – 5 – 1 – 3 – 2. ao servidor. a ANOTAÇÕES ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 35 ... (. c) 2 – 5 – 1 – 3 – 4. Lealdade 5. c 06..) decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa. Urbanidade a) 3 – 4 – 2 – 5 – 1... . a 07. Conduta Ética 3... (. de comparecimento ao local de trabalho.. a 10.. c 02. Assiduidade 2. (.. .) tratar com educação e respeito os colegas de trabalho e o público em geral. a 04. d 08. d 03. (.. c 11. . Obediência 4... d) 2 – 3 – 5 – 1 – 4. tituições constitucionais.. d 05.) imposição.. .) impõe ao servidor o acatamento às ordens legais de seus superiores e sua fiel execu¬ção.) exige de todo servidor a maior dedicação ao serviço e o integral respeito às leis e às ins(.Ética Matéria 1.. c 09.. nos dias e horários determinados...

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