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Rio de Janeiro, 21 de março de 2013 – Nº 4.585

NEGÓCIOS & FINANÇAS

RelatórioReservado

EDITADO POR INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO

Editores: Claudio Fernandez . Alexandre Falcão Redação: (0xx21) 2509-5399 / Fax (0xx21) 2516-1956 Assinaturas: www.relatorioreservado.com.br / (21) 2549-1173 / atendimento@relatorioreservado.com.br.

Heineken

É curioso que o presi-

dente da Heineken no Bra-

sil,ChrisBarrow,tenhasido

nomeado diretor global de estratégia do grupo. Ás ve- zes, a empresa dá a im- pressão de estar meio per- dida no país. Ora, a priori- dade é aumentar o market share da Kaiser; ora, peda- lar o crescimento da mar- ca Heineken. Neste mo- mento, os holandeses es- tão convictos de que preci- sam aumentar seu portfó- lio, com o lançamento de sucos prontos – diga-se de passagem, algo que a em- presa não fabrica em canto algum do mundo.

Disjuntor

No Ministério de Minas

e Energia, ninguém mais

acredita no projeto de cons- trução de uma hidrelétrica binacional em parceria com

a Bolívia. É tanta aresta,

sobretudo em relação ao orçamento, de US$ 2 bi- lhões, que o governo brasi- leiro já acha melhor virar a página e partir para outra.

“PMDBB”

O PMDB não pode re-

ceber a mão, que já tenta arrancar os dois braços.

O partido quer incluir no

pacote da minirreforma ministerial uma vice-pre- sidência do Banco do Brasil. Um dos alvos é a área de agronegócio, hoje ocupada pelo pedetista Osmar Dias.

Duracell

A pilha da Duracell anda

meio fraquinha. Segundo informações obtidas junto

à própria P&G, o grupo

está revendo o investimen-

to em marketing para os

próximos dois anos, justa- mente o coração do orça- mento da unidade. Con- sultada, a P&G informou

que não "comenta espe- culações de mercado".

Sinopec vê uma porta

escancarada na Petrobras

 

A chinesa Sinopec quer ser

e, sobretudo, acesso privilegia-

PDVSA que deu certo no Bra-

sil. Pretende aproveitar a má fase da Petrobras para extrair vantagens nos negócios de refi- no, notadamente, além de ou- tras operações diretamente liga-

a

do ao BNDES, espécie de quin- tal financeiro da estatal. Procu- radas, Petrobras e Sinopec não quiseram se pronunciar.

 

O

resultado de uma possí-

vel associação entre Petrobras

 

e

Sinopec ainda é um animal a

das à indústria de petróleo e gás. Chama a atenção, contudo, o

apetite pelo refino, cuja parceria com os venezuelanos – uma espécie de Transnordestina do beneficiamento de petróleo – é

triste lembrança. É sabido no

de

ser decifrado, até porque o acor- do abriria a possibilidade de

um sem-número de outras parcerias. Do ponto de vista geoeconômico, a operação jun- taria um dos maiores poten- ciais de suprimento de óleo com um dos maiores merca- dos consumidores do mundo, formando uma espécie de "Pe- tric". E onde, afinal, a empresa

mundo inteiro que o refino de óleo tornou-se o mico preto e viscoso para os investidores. Trata-se de um abacaxi de capi- tal intensivo, com exigência de

logística apurada e taxa de ren- tabilidade cada vez mais baixa.

chinesa estaria disposta a apor- tar seus recursos? A Sinopec

Fosseocontrário,oenigmaseria

já teria demonstrado interesse

o

motivo pelo qual a Petrobras

em se associar às futuras refi- narias da estatal – Abreu Lima, em Pernambuco, Premium I, no Ceará, e Premium II, no Maranhão. Segundo os dize-

não constrói mais uma dúzia.

Aliás, em todos os projetos em que a estatal se meteu, com ênfase ao traumático Comperj,

o

resultado foi o atraso de anos

res da própria Maria das Gra-

anos e a octuplicação dos

custos de construção. Portanto, que se saiba que as refinarias são tão estratégicas para o país quanto o furo que produzem no

e

bolso dos seus investidores. As negociações entre a Si- nopec e a Petrobras caminham

ças Foster, o mês de julho é a chave para essas definições.

 

A

Sinopec enxerga este

movimento como peça-chave para a verticalização de seus negócios no Brasil. Os chine- ses – que já investiram mais de US$ 9 bilhões em exploração e produção no país, sendo US$ 7 bilhões na compra dos ativos da Repsol – querem ter uma operação própria de refino para beneficiar o petróleo extraído de seus blocos. Eles sabem muito bem que a Petrobras é uma porta sem tranca e vive um período de fragilidade financei-

no ritmo lento, cadenciado, po- rém seguro que costuma pau- tar os movimentos dos chine- ses pelo mundo dos negócios. As tratativas se desenrolam há

mais de um ano. Analistas mais maquiavélicos consideram até que a morosidade tem uma se- gunda intenção: tornar a Petro-

brasaindamaisreceptivaàofen-

siva dos mandarins do petróleo. Os chineses entendem que o refino pode ser um pré-saleiri- nho, dado o potencial da opera-

ção. Sobretudo porque a Sino-

ra. A estatal pretende abrir suas refinarias para sócios privados

conforme informou o RR na

edição nº 4.556. Esta opera- ção seria fundamental para a companhia reduzir seus apor- tes em refino e, desta forma, realocar os recursos em outros projetos previstos em seu pla- no estratégico. A construção de Abreu Lima e das unidades Premium I e II está orçada em quase US$ 50 bilhões.

pec vislumbra a oportunidade

de

sangrar a Petrobras em tudo

de melhor que a parceria pode

vir

a oferecer: vantagens fiscais,

melhores taxas de retorno, op- ção de participações societá- rias maiores ao longo do tempo

General Motors

O plano de investimen-

tos da fábrica da GM em Gravataí é um rascunho sem direito a arte-final. A montadora está revendo os valores pela enésima vez. Quanto mais rabisca, mais apagadas ficam as

cifras. Procurada, a GM in- formou que vai criar 1.450

empregos em Gravataí e investiu R$ 1,4 bilhão na fábrica nos últimos dois anos. A empresa, no entan- to, não se posicionou sobre seus projetos futuros.

Brito e Fontana

A Nike está levantan-

do suas chuteiras na ca- nela dos revendedores. A companhia vai abrir seis megalojas, de aproxima- damente 1,5 mil m², cha- madas de brand experien- ce. O investimento deverá chegar a R$ 40 milhões. Difícil para os varejistas jo- gar com um “parceiro” que usa travas tão altas. Procu- rada, a Nike não retornou.

Trator chileno

São Paulo e Amazo- nas disputam a fábrica de tratores que a chilena Gildemeister pretende construir no Brasil. Res- salte-se que o grupo já está presente no país, por meio da fabricante de motocicletas Bramont, instalada em Manaus.

Inovação

Dentro do esforço do governo para estimular se- tores intensivos em tecno-

logia, o BNDES, por meio

da Finep, deverá aprovar até maio uma fornada de dez projetos ligados à ca- deia de fornecimento para a indústria do petróleo.

Iberostar

A espanhola Iberos- tar planeja construir um resort no Rio de Janeiro, lá pelos lados de Angra.

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