UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

USO DO SENSORIAMENTO REMOTO E GEOPROCESSAMENTO NO ESTUDO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO CANABRAVA NO MUNICÍPIO DE GUARACIAMA, MG

CÉSAR VINÍCIUS MENDES NERY

2010

CÉSAR VINÍCIUS MENDES NERY

USO DO SENSORIAMENTO REMOTO E GEOPROCESSAMENTO NO ESTUDO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO CANABRAVA NO MUNICÍPIO DE GUARACIAMA, MG

Dissertação apresentada à Universidade Estadual de Montes Claros, como parte das exigências do Programa de PósGraduação em Produção Vegetal no Semiárido, área de concentração em Produção Vegetal, para obtenção do título de Mestre.

Orientador Prof. Dr. Marcos Koiti Kondo

JANAÚBA MINAS GERAIS - BRASIL 2010

Ficha Catalográfica Preparada pela Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Setorial da UNIMONTES

CÉSAR VINÍCIUS MENDES NERY

USO DO SENSORIAMENTO REMOTO E GEOPROCESSAMENTO NO ESTUDO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO CANABRAVA NO MUNICÍPIO DE GUARACIAMA, MG

Dissertação apresentada à Universidade Estadual de Montes Claros, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal no Semiárido, área de concentração em Produção Vegetal, para obtenção do título de Mestre.

APROVADA em ___de ________de 2010.

Prof. Dr. Marcos Koiti Kondo UNIMONTES (Orientador)

Prof. Dr. Luiz Henrique de Souza UFMG (Co-Orientador)

Prof. Dr. Luiz Henrique Arimura Figueiredo UNIMONTES (Co-Orientador)

Profa. Dra. Gleyce Campos Dutra UFVJM

JANAÚBA MINAS GERAIS – BRASIL

pelo inestimável apoio. e aos meus pais.À Elisângela. esposa e amiga. imprescindíveis. incentivo e paciência. à Vitória pelos momentos de alegria e felicidade. . ao longo deste percurso. dedico este trabalho.

Ao Dr. pela orientação e pela amizade demonstrada no transcorrer do trabalho.AGRADECIMENTOS Ao Dr. Ao Dr. pela amizade e disponibilidade demonstrada durante do trabalho. pela ajuda e empenho nas análises de solos. A todos que. Marcos Koiti Kondo pela orientação. Aos colegas Murilo César Osório Camargos. pela orientação. contribuíram para esse trabalho. Guilherme Barbosa Vilela e Otávio Diniz Lopes pela troca de experiências que tanto me enriqueceu de conhecimento e sabedoria. . experiência e pelas valiosas discussões durante a elaboração do trabalho. Luiz Henrique Arimura Figueiredo. de forma direta ou indireta. Luiz Henrique de Souza. Ao Dr. Rodinei Facco Pegoraro (responsável pelo Laboratório de Solos da Unimontes) e ao Técnico Universitário Ismael de Jesus Ferreira Amorim.

.........................................................2 5............................................................................................ 16 A Área em Estudo.....................2...............................7 5 5...................................... 34 Geologia .....................................................................3 3.................................. 9 Mapeamento de Solos ..... 28 Orientação das vertentes ........ 31 A Forma do Terreno .............................5 5............... i RESUMO ...............................5 4........... 1 JUSTIFICATIVA ...................MDT ................SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS .........4 5............................................... 17 Geologia ............................ 25 Variáveis Morfométricas Locais...........................................1 3................. 13 Perdas de solo por erosão laminar ........................................1 5................................................................3 4.......................................... 18 Geomorfologia........... 20 Erosão laminar .................. 4 Modelo Digital de Terreno .......................................................................iii 1 2 3 3...........3 5......................2.......................................................................................3 INTRODUÇÃO ..................... 3 REVISÃO DE LITERATURA.................. 19 Uso e ocupação do solo..................2 5.........2 3. 38 ..................................... 25 O Delineamento da Bacia e suas variáveis morfométricas .......1 5.......................................... 14 MATERIAL E MÉTODOS .. 4 Imagens de Sensoriamento Remoto .....................................................................................................................................................................................4 4.............. 21 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................................... 30 Curvatura Horizontal .....................1 4...4 4 4.2........................ 30 Curvatura Vertical .................. 18 A Caracterização dos solos .................................................2....................................................................................................2 4...........................................................................2...............ii ABSTRACT ....................................6 4........................................... 16 O Delineamento da Bacia e suas variáveis morfométricas .................. 26 Declividade ...

............. 41 Solos ............................5................................................................. 62 ............ 55 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................4 5...........................................................................................................6 5..............7 6 Geomorfologia... 49 Erosão Laminar ................ 56 ANEXOS ............................................................. 41 Mapa de Uso do Solo ........................................... 52 CONCLUSÕES ........................5 5...............................................................................................................................

Instituto de Geociências INPE .Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais LANDSAT .LISTA DE ABREVIATURAS ADD .Companhia Mineradora de Minas Gerais EMBRAPA .Normalized Difference Vegetation Index TM .Modelo Digital de Elevação MDT .Equação Universal de Perdas de Solo GPS .Modelo Digital de Terreno MLME .Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais COMIG . Divisores e Drenagem CBERS .Sistema de Posicionamento Global IGC .Enhanced Tematic Mapper EUPS .Land Remote Sensing Satellite LEGAL .Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico MDE .World Geodetic System 1984 i .charge-coupled device CETEC .Azimute.Vegetação Secundária em Estágio Inicial VSEM .Níveis Digitais NDVI .Modelo Linear de Mistura Espectral NASA .Agência Espacial Norte-Americana ND .Satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres CCD .Vegetação Secundária em Estágio Médio WGS 84 .Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ETM .Shuttle Radar Topographic Mission VSEI .South American Datum 1969 SIG .Thematic Mapper SAD 69 .Sistema de Informação Geográfica SRTM .

Dr. a modelagem da EUPS e caracterização dos solos. também foram modeladas a partir desses dados. os dados SRTM e as imagens TM do satélite Landsat 5 proporcionaram um detalhado estudo da microbacia do córrego Canabrava. a delimitação da bacia. Dr. Gleyce Campos Dutra (UFVJM). MG. Este trabalho teve como objetivo. Em suma. 52p. elevação. ii . Dr. a extensão rural e demais partes interessadas. MG. Prof. mais especificamente na microbacia do córrego Canabrava. Dra.TM a bordo da satélite Landsat 5 para o estudo de variáveis morfométricas como: declividade. município de Guaraciama. MG. Uso do sensoriamento remoto e geoprocessamento no estudo da bacia hidrográfica do córrego Canabrava no município de Guaraciama. Janaúba. César Vinícius Mendes. Luiz Henrique Arimura Figueiredo (UNIMONTES) (Co-Orientador). curvaturas vertical e horizontal e Canais de Drenagem. Profa. Foram utilizados dados da Shuttle Radar Topographic Mission – SRTM e as imagens do Sensor Thematic Mapper .Universidade Estadual de Montes Claros. Os dados SRTM permitiram a derivação de variáveis morfométricas. O uso do solo por meio do índice de vegetação NDVI e a erosão laminar por meio da equação universal de perdas de solo – EUPS. o estudo de alguns parâmetros geomorfológicos na região dos cerrados do norte de Minas Gerais. Prof. 2010. comprimento de rampa.RESUMO NERY. do sensoriamento remoto por meio das imagens de sistemas orbitais e dos modelos digitais de terreno criados a partir das imagens de radar. bem como o seu uso. Luiz Henrique de Souza (UFMG) (Co-Orientador). 1 Comitê de Orientação: Prof. visando fornecer subsídios para a comunidade. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal no Semiárido) . As imagens do sensor TM possibilitaram comparar o comportamento espectral dos solos em áreas de solo descoberto a sua caracterização e discriminação de classes. Marcos Koiti Kondo (Orientador).1 A obtenção de informações para o estudo de bacias hidrográficas foi alavancado com o advento da informática e seus sistemas de informações geográficas.

Minas Gerais State. of the remote sensing by the orbital systems images and the digital terrain models created from the radar images. vertical and horizontal bendings and drainage canals. Prof. the modeling of the USLE and the soil characterization. Dra.USLE had been also shaped from these data. César Vinícius Mendes. Dr. the delimitation of the watershed.1 The attainment of information for the study of watersheds was enhanced with the advent of computer science and its geographic information systems. Marcos Koiti Kondo (Advisor). the agricultural extension and others stakeholders. 52p. Janaúba. aiming to supply subsidies to community. Remote Sensing and Geoprocessing in the study of Canabrava River Watershed. Dr. Profa. Minas Gerais. slope’s length. Data SRTM had allowed the derivation of morfometrics variables. Gleyce Campos Dutra (UFVJM). Guaraciama county. specifically in the Canabrava watershed. In short. Brazil. The application of the Shuttle Radar Topographic Mission – SRTM data and the Thematic Mapper-TM Sensor images had been used to the study of morfometrics variables as: declivity. The potential soil use by means of the vegetation index NDVI and the laminar erosion by means of the Universal Soil Loss Equation . SRTM data and TM images had provided the detailed study of the Canabrava watershed. the study of geomorfologics parameters in the region of the cerrados of the north of Minas Gerais state. Brazil. Guaraciama County. altitude. 2010. Luiz Henrique de Souza UFMG (Co-Advisor). Luiz Henrique Arimura Figueiredo UNIMONTES (Co-Advisor).ABSTRACT NERY. Dissertation (Master’s Degree in Vegetal Production in Semiarid) – State University of Montes Claros. This work had as objective. Advisors committee: Prof. Prof Dr. 1 iii .

pois é nelas que se dá o processo produtivo. foram as imagens de sensores orbitais. Outros dados. como TM-Landsat. conciliar produtividade com preservação do solo e da água. permitiram a modelagem de dados morfométricos para estudo das bacias hidrográficas. o processamento foi facilitado em sobremaneira. As imagens de satélite possibilitaram o estudo do uso atual dos solos. facilitando assim o acesso a computadores de maior capacidade. Além desse objetivo geral temos os seguintes objetivos específicos: 1 . Os sistemas de informações geográficas (SIG) facilitaram as operações de processamento com uso de linguagens de programação e algoritmos. CCD-CBERS e outras mais. a capacidade de processamento aumentou e o custo de equipamentos diminuiu. A partir de 2000. entre outros aspectos. Com o advento da informatização. Nessa busca.1 INTRODUÇÃO A sustentabilidade dos cultivos agrícolas busca. É nesse contexto que se desenvolve o presente trabalho com o objetivo de estudar a aplicação de dados SRTM e de imagens TM do satélite Landsat 5 no estudo da microbacia do córrego Canabrava. Esse estudo sempre foi dificultado pelo custo e demora na aquisição e processamento de dados topográficos para sua consecução. com a disponibilização dos dados de sensoriamento remoto do programa Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM) associados às tecnologias do SIG e computadores com maior capacidade de processamento. de sensoriamento remoto que permitiram um grande avanço no estudo das microbacias. de seus atributos e sua classificação. o estudo das microbacias se torna fundamental.

Caracterizar e comparar o comportamento espectral dos solos pelo sensor TM do satélite Landsat. Verificar a possibilidade de discriminar classes de solos por sensores orbitais.• Explorar o potencial de aplicação dos dados SRTM nas diversas etapas da modelagem de erosão em microbacias utilizando a Equação Universal de Perdas de Solo (EUPS). Avaliar o potencial das variáveis topográficas derivadas de dados SRTM como subsídio à preparação dos dados morfométricos. 2 . • • • • Aplicar a análise dos dados SRTM no traçado das redes de drenagem e na delimitação de microbacias.

onde cerca de 90 famílias de pequenos agricultores exploram propriedades de 10 a 15 ha. O desafio para a pesquisa atualmente é estudar e correlacionar os atributos. as classes e os diversos usos do solo.500 ha. Esse projeto tem como objetivo estudar esses parâmetros na região dos cerrados do norte de Minas Gerais. município de Guaraciama. diminuindo os custos relativos à obtenção de informações para a construção de modelos que auxiliem no estudo das bacias hidrográficas. em média. portanto a necessidade de orientação no uso e conservação dos solos se torna cada vez mais necessária. utilizando mão-de-obra familiar. mais especificamente na microbacia do córrego Canabrava. O estudo das microbacias como unidade de manejo e conservação tem encontrado barreiras no custo para obtenção de dados para mapeamento.2 JUSTIFICATIVA A pressão econômica e a busca pela lucratividade podem levar os agricultores à degradação dos solos que exploram em suas atividades agrícolas. bem como a sua cobertura vegetal. que ofereçam algo novo à extensão rural e aos próprios agricultores. construindo modelos mais adequados.MG com área de aproximadamente 4. Com o advento do sensoriamento remoto aumentou-se a coleta e disponibilização desses dados. 3 .

Nos procedimentos para cálculo da grade regular podem ser utilizados interpoladores para estimar valores em locais não amostrados. onde cada elemento se encontra relacionado a um valor numérico. surgiu uma nova técnica. a modelagem digital. demanda dados topográficos. A técnica clássica de representação do relevo. Segundo Felgueiras (1998) o MDT é uma representação da distribuição de um fenômeno espacial em forma matemática. a partir de um levantamento topográfico ou fotos aéreas.MDT A análise de bacias hidrográficas. Segundo Rocha (2007) as grades regulares (Figura 1) são representações matriciais. que podem ser obtidos por meio dos modelos digitais de terreno (MDT) ou modelos digitais de elevação (MDE).1 Modelo Digital de Terreno . utilizada durante muito tempo foi o traçado manual de curvas de nível. que permitiu a automatização desse procedimento (ROCHA. 4 . além da interpretação visual. 2007). Entre os interpoladores mais usados temos: Vizinho mais próximo. Inverso do quadrado da distância e Krigagem com uso de geoestatística.3 REVISÃO DE LITERATURA 3. O MDT serve para descrever o comportamento do fenômeno por meio de grades regulares ou triangulares. Com a informática.

5 . denominada interferometria. gerou em apenas onze dias uma base de dados da superfície do planeta. Os dados foram coletados com resolução de um e três arcos segundo (VALERIANO. Na missão realizada em 11 a 22 de fevereiro de 2000. restituição fotogramétrica. Os dados para preparação do MDT podem ser adquiridos por sensoriamento remoto de sensores orbitais.FIGURA 1. como os dados da Shuttle Radar Topographic Mission (SRTM) obtidos quando a nave espacial Endeavour orbitou a terra realizando uma missão topográfica. inclusive de outros países como Alemanha e Itália. por uma técnica de sensoriamento remoto por radar. Para isso a nave foi equipada com um braço de 60 metros (Figura 2) cuja extremidade foram instalados os mesmos sensores para criar um efeito de paralaxe. levantamentos de campo e sensoriamento remoto. o veículo espacial sobrevoou a terra a 233 km de altitude com inclinação de 57º coletando medidas tridimensionais da superfície. que podem ser adquiridos por digitalização. A missão liderada pela Agência Espacial Americana (NASA) em parceria com outras instituições. Modelo de superfície gerada por uma grade regular Fonte: Namikawa (1995) Na preparação de um MDT há necessidade de aquisição de dados.

834). Os mapas de altimetria. Fonte: Araújo (2006) 6 . Os dados foram distribuídos para toda América Latina com resolução espacial de 90 x 90 metros. FIGURA 2. Valeriano (2005) estudou a correlação de dados SRTM com dados cartográficos obtidos por meio da digitalização de cartas topográficas na escala 1:50. elaboradas pelo Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC). Ônibus Espacial Endeavour utilizado para a missão SRTM.2005). A declividade apresentou uma maior dispersão (R2 = 0. sendo que os dados de altimetria do SRTM apresentaram diferenças imperceptíveis quando comparados com os dados cartográficos. as diferenças de resolução e o próprio algoritmo.998). declividade e orientação de vertentes foram obtidos com os mesmos processos. devido principalmente a dois fatores.000. com uma alta correlação (R2 = 0.

Limites de classes de declividade para avaliação de terras. representando uma importante perspectiva em levantamentos do meio físico para diagnósticos. TABELA 1.Para o primeiro caso. CLASSES DE DECLIVIDADE RELEVO FAIXA DE DECLIVIDADE % Plano Suave ondulado Ondulado Forte ondulado Montanhoso Escarpado 0a3 3a8 8 a 20 20 a 45 45 a 75 Acima de 75 7 .000. podendo-se adotar diversos intervalos conforme a metodologia adotada. Segundo Valeriano (2005) a comparação entre os dois modelos permitiu verificar a possibilidade de uso dos dados SRTM em escalas em torno de 1:25. os dados originais apresentam uma resolução de 90 metros. A declividade geralmente é agrupada em classes. e planejamento de uso do solo. segundo EMBRAPA (1999). A Embrapa (1999) propõe os seguintes intervalos de classes para análise da declividade (Tabela 1). O desempenho do algoritmo pode ser modificado com algumas adaptações. apesar do modelo ter sido elaborado com uma resolução de 20 metros.

entre elas Valeriano (2008a) destaca: • • Declividade: é o ângulo de inclinação da superfície em relação ao plano horizontal. • Comprimento de rampa: tem relação com o escoamento superficial. Faz parte da equação universal de perdas de solo (EUPS) como fator LS. com incertezas menores que 25 metros e erro médio quadrático de 11 metros.O uso do MDT obtido dos dados SRTM permite a extração de variáveis morfométricas para o estudo das bacias. • Canais de drenagem e divisores de água: é o ponto de partida para o traçado das microbacias e a organização funcional de seus elementos para modelagem da hidrologia fluvial.99. Medeiros et al. Pode ser expressa em graus ou porcentagem. Orientação das vertentes: é uma medida de ângulo horizontal da direção do escoamento superficial. minerais e matéria orgânica do solo. 8 . • Curvatura horizontal: refere-se ao caráter convergente/divergente dos fluxos de matéria sobre o terreno. minerais e matéria orgânica do solo. também está relacionada com acúmulo de água. (2008) avaliou a qualidade altimétrica dos dados SRTM em comparação com curvas de nível do Mapeamento Sistemático Nacional na escala 1:100. concluindo-se que os dados SRTM constituem uma excelente fonte de informação altimétrica. expressa em graus de azimute em relação ao norte verdadeiro. determinando velocidade do fluxo e grau de confluência.000 para os Estados de Goiás e Distrito Federal. O MDE dos dados SRTM apresentou coeficiente de determinação (R2) acima de 0. A rede de drenagem é uma das importantes variáveis na caracterização dos tipos de rochas e solos das bacias. • Curvatura vertical: auxilia na identificação das unidades homogêneas do relevo que por sua vez está relacionada com acúmulo de água.

2 Imagens de Sensoriamento Remoto Além dos dados SRTM o sensoriamento remoto fornece imagens de grande utilidade no estudo de bacias hidrográficas. Os sensores óticos dependem da energia solar ou do calor emitido pela terra para registrar dados. a utilização de sensores para aquisição de informações sobre objetos ou fenômenos sem que haja contato direto entre eles. mais precisamente nos estados de Pernambuco e Ceará. Quando 9 . absorvida e reemitida. O sensoriamento remoto é. declividade e formas do terreno em dados SRTM com resolução espacial de 30 m extraídas automaticamente. a Reflectância. Foi executada a aplicação das variáveis morfométricas.Santos et al. segundo Novo (1992). A radiância pode ser medida para cada comprimento de onda (Lλ) (PONZONI e SHIMABUKURO. sendo refletida. a radiância pode sofrer oscilações. originado de todas as intensidades provenientes de cada um dos infinitos pontos existentes na superfície é denominada de Radiância (L). A Reflectância é uma propriedade de determinado objeto em refletir a radiação eletromagnética nele incidente e é expressa por meio dos fatores de reflectância (ρ). A intensidade média do fluxo radiante refletido. A energia eletromagnética pode interagir com o alvo. 3. transmitida. Para uma mesma fonte de radiação e um mesmo comprimento de onda. que podem ser expressos em termos espectrais (ρλ). assim se torna necessário um conceito novo que pode servir de parâmetro comparativo entre imagens de diferentes sensores ou de imagens de datas diferentes. altimetria. 2007). A intensidade da energia eletromagnética registrada por um sensor é apenas uma porção da energia refletida pelo alvo. (2009) aplicaram dados SRTM no estudo da microbacia leste do Araripe no interior do Nordeste Brasileiro.

de distribuição gratuita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. solo seco e água limpa. As imagens de sensoriamento remoto necessitam passar por processamento para melhor fornecer informações a cerca dos alvos a serem estudados. conferindo assim uma “assinatura espectral” aos alvos (Figura 3). Esse processamento deve ser realizado em software específico. FIGURA 3. Fonte: Pizarro (1999) 10 .existem duas geometrias envolvidas (zenital e azimutal) dizemos que a reflectância é bidirecional (PONZONI e SHIMABUKURO. Curvas típicas de reflectância espectral para vegetação verde. 1996). 2007). Estudando as curvas de reflectância dos alvos verifica-se que os alvos apresentam características imutáveis para dados comprimentos de onda. sendo uma das alternativas o Sistema de informações Georreferenciadas – SPRING (CÂMERA et al.

O georreferenciamento das imagens para a correção geométrica pode ser realizado. adquirindo amostras representativas para cada uma das classes que deseja identificar na imagem. por meio da análise de seu histograma. consiste na extração e identificação de feições com padrões espectrais comuns associados a uma determinada classe. registro com base em outra imagem ortorretificada. na qual o usuário tem conhecimento prévio das feições. As técnicas de realce têm como objetivo a melhoria na qualidade visual das imagens para facilitar a interpretação. técnicas de realce e técnicas de classificação. adição. na qual o usuário não tem nenhum tipo de conhecimento prévio sobre as classes a serem geradas. usando dados de reflectâncias espectrais da radiação eletromagnética.Segundo Florenzano (2008) as técnicas de processamento de imagens digitais podem ser agrupadas em três conjuntos: técnicas de pré-processamento. Dentre as operações aritméticas com imagens destaca-se o cálculo de índices de vegetação. Nas técnicas de pré-processamento são realizadas operações de remoção de ruído. calibração radiométrica e correção das distorções geométricas. segundo Crosta (1992). 11 . Para Palmeira (2004) a classificação pode ser supervisionada. como. segundo Crosta (1992). podem ser realizadas nas imagens a fim de realçar similaridades espectrais. e a classificação não-supervisionada. A técnica mais importante nesse grupo é a aplicação de contraste linear visando distribuir linearmente os níveis de cinza da imagem. subtração. por exemplo os mosaicos da NASA . Segundo Liu (2006) esses índices servem para monitorar e quantificar as condições e distribuições espaciais das vegetações. com aquisição de pontos de controle com GPS (Sistema de posicionamento global) em campo ou. (2005). A técnica de classificação. multiplicação e divisão. atenuação de efeitos atmosféricos. As operações aritméticas. como descrito por Mello et al.

sendo essa diferença normalizada pela soma das faixas NIR e VIS (LIU. solo e sombra (ou água). a. Dos procedimentos usados na estimativa das proporções dos componentes de um dado pixel.Dentre os diversos índices existentes o mais popularizado é o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI). que pode ser obtida a partir da aplicação do Modelo linear de Mistura Espectral (MLME). O modelo de mistura espectral pode ser escrito como: ri = a*vegei + b*soloi + c*sombrai + ei. que é calculado pela diferença de reflectância entre a faixa do infravermelho próximo (NIR) e o visível (VIS). onde ri é a resposta do pixel na banda i. O NDVI pode ser usado tanto para identificação de áreas sem qualquer cobertura vegetal como para classificar os diferentes usos do solo. o mais aceito atualmente utiliza o método dos mínimos quadrados para a solução de um sistema de equações lineares. baseado na sua refletância. 2006). 1998). 12 .. A descrição do método dos mínimos quadrados para modelo linear de mistura espectral é detalhada em Shimabukuro e Smith (1991). a partir da resposta espectral nas diversas bandas. segundo Ponzoni e Shimabukuro (2007). ei é o erro na banda i e i indica a banda (SHIMABUKURO et al .75 a 1. segue a mesma tendência e guarda alta correlação com a imagem fração vegetação. tendo em vista que. b e c são as proporções de vegetação. NVDI = NIR − VIS NIR + VIS Onde: NIR é a reflectância entre a faixa do infravermelho próximo (0. O modelo linear de mistura espectral visa estimar a proporção dos componentes solo.7 µm).1 µm) e VIS é a reflectância entre a faixa do visível (0. gerando as imagens-fração solo. para cada pixel. vegetação e sombra.4 a 0. vegetação e sombra.

3. as propriedades químicas e físicas dos mesmos. O mapeamento de solos pode ser realizado com base na correlação entre as classes de solo e as classes de declividade. a reflectância diminui devido à umidade e matéria orgânica. concluindo que seu uso dinamiza 13 . as técnicas de sensoriamento remoto têm sido usadas para identificar de maneira mais rápida. Segundo os autores Silva et al. que por sua vez guarda uma correlação direta com o carbono do solo. Geralmente agregados maiores. Concluindo que é viável chegar numa classificação mais detalhada para os solos. delinear limites de tipos de solos. Com a crescente preocupação ambiental. (2003) realizou o mapeamento das classes de solos da região de Machado. tendo obtido bons resultados. Em solos argilosos com textura fina. mas superfícies mais uniformes formadas por areias mais finas tem uma reflectância mais alta. com base nessa correlação. 2006). que por sua vez.) da região. o estudo dos solos também tem sido realizado por meio do sensoriamento remoto. Segundo Liu (2006) o tamanho das partículas de solo influenciam a reflectância. hipsometria. no Estado do Acre. MG. comprovados por campanhas de campo para a checagem do modelo. (2007) o uso dos dados SRTM possibilitou a geração do mapa de unidades fisiográficas da área em estudo. por meio de cruzamento com outros planos de informação (geologia. etc. Dados SRTM foram utilizados por Silva et al. foi utilizado para produzir um modelo pedológico preliminar e direcionar o processo de amostragem a campo. com superfícies irregulares e grande número de espaços intra-agregados têm menor reflectância.3 Mapeamento de Solos Além da vegetação. classificá-los e mapeá-los visando o planejamento de ações de conservação e preservação (LIU. (2007) na realização do levantamento pedológico do Projeto de Assentamento Favo de Mel. Marques et al.

. Segundo os autores foram utilizados: .o processo metodológico como um todo. 3. reduzindo o tempo de execução. Concluíram que o conjunto de métodos pode ser aplicado para fazer esse detalhamento pedológico em caráter preliminar. Para a confecção do mapa de solos. na determinação das perdas de solos. Domingues et al. sendo essencial para validar esse detalhamento. vem se tornando prática indispensável para o planejador conservacionista. com o mesmo sistema de coordenadas geográficas.A Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo. foram sobrepostos. proposta por Wichmeier e Smith (1978) pode ser usada como guia. 14 . A EUPS pode ser sistematizada em sistemas de informações geográficas – SIG com finalidade de quantificar as perdas de solos.EUPS. o mapa de litologias da área.O mapa de solos na escala 1:500. nos municípios de Rincão e Jaboticabal – SP. No planejamento conservacionista a equação universal de perdas de solo . o MDE e o mapa de declividade. principalmente pela erosão laminar. diminuindo custos financeiros e aumentando a qualidade e a precisão do mapa. determinando práticas mais adequadas à conservação do solo para uma determinada área.Os dados da Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) e .4 Perdas de solo por erosão laminar O uso de equações empíricas.A imagem do LANDSAT 7 ETM+. . segundo Bertoni e Lombardi Neto (2008).000 obtido por meio da Embrapa (1999). (2007) estudaram a aplicação de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento na elaboração de mapa de solo com aumento de resolução espacial. aumentando a eficácia das coletas de dados de campo.

principalmente no processo de aplicação das equações presentes na metodologia utilizada.Tomazoni e Guimarães (2005) utilizaram o SIG SPRING para sistematizar e quantificar as perdas de solo por erosão laminar na Bacia do Rio Anta Gorda no Paraná. utilizando o SPRING. Brito et al. que foram feitas na interfase LEGAL. MG. Os autores concluiram que o uso do sistema de informações geográficas SPRING na avaliação e no monitoramento ambiental em bacias hidrográficas. concluindo que o sistema de informações geográficas se mostrou como uma ferramenta muito valiosa na integração dos dados de perda de solo por erosão laminar e na geração de produtos cartográficos para avaliar e monitorar a sustentabilidade ambiental do sistema agroalimentar dos cerrados. 15 . concluindo que o software. Amorim e Silva (2009) estudaram a modelagem do processo de vulnerabilidade à erosão do Solo. mostrou-se uma ferramenta de grande eficiência no que concerne à caracterização das áreas em seus aspectos físicos e na quantificação da erosão laminar. No trabalho a EUPS foi sistematizada por meio de uma linguagem de programação específica denominada linguagem de programação espacial para geoprocessamento algébrico – LEGAL. apresentou-se satisfatório para o desenvolvimento de todo o trabalho. (1998) utilizaram a EUPS sistematizada no SIG Idrisi para estimar a perda de solo por erosão laminar em Iraí de Minas.

destacando a produção de milho. em todos os meses do ano com uma estação seca bem definida e precipitação abaixo de 60 mm no mês mais seco. constitui-se num grave problema para a região. arroz e feijão. dessa maneira. uma remuneração satisfatória. não tendo. fertilizantes e defensivos. O tipo climático na região da microbacia segundo a classificação de Köppen é Aw com temperaturas médias mensais acima de 18 ºC. perdeu suas áreas vegetadas. para dar origem principalmente a plantios de eucalipto e lavouras de milho. que utilizam tecnologias tradicionais com pequenas quantidades de insumos como corretivos.4 MATERIAL E MÉTODOS 4. A degradação do solo e da qualidade da água na microbacia do córrego Canabrava que se tornou intermitente. 16 .1 A Área de Estudo A área de estudo compreende a microbacia do córrego Canabrava. A base da mão-de-obra é familiar com uma produção de subsistência e colocação o excedente no mercado local. Com seu relevo ondulado. etc. A microbacia está compreendida entre as coordenadas geográficas 17º10’59’’ e 17º04’56’’ de latitude Sul e 43º38’28’’ e 43º34’56’’ de longitude Oeste. arroz e feijão para subsistência. A população da microbacia do córrego Canabrava é composta em sua grande maioria por agricultores familiares. MG (Figura 4). da bacia do córrego Jequitinhonha. A atividade econômica predominante é a agropecuária. localizada no município de Guaraciama.

Projeto Topodata (VALERIANO. com resolução espacial de 30 metros. Este modelo expressa uma característica básica das bacias sedimentares. Os ângulos de inserção entre os canais de drenagem secundários e os principais são os mais variados. sendo convertidos para o Datum SAD 69. 2005). 4. A rede de drenagem possui disposição na forma dendrítica. com pouca resistência à erosão.2 O delineamento da bacia e suas variáveis morfométricas Os dados para construção do MDT foram obtidos do site do Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE. .FIGURA 4. Esses dados foram importados no Sistema SPRING. apresentando ramificações irregulares de cursos de água em todas as direções. Localização da área de estudo. - 17 .Declividade.Altimetria. no sistema de coordenadas UTM. referenciados ao Datum WGS 84. As variáveis topográficas extraídas do modelo foram descritores locais do terreno: .

conforme metodologia proposta por Valeriano.Talvegues e Divisores de água utilizando metodologia desenvolvida por Valeriano (1999). . 2008a. sendo as devidas áreas calculadas como descrito anteriormente. foram elaborados histogramas de frequência das variáveis elevação e declividade.Curvatura vertical. 4. Divisores e Drenagem) serviu de base para o delineamento da bacia. O mapa temático foi criado a partir da vetorização da matriz de dados e a área de cada classe calculada por meio da ferramenta medidas de classes do SPRING. Para um melhor conhecimento da bacia. Os mapas foram gerados por meio do aplicativo SCARTA.. que constituiu no delineamento dos canais de drenagem e dos divisores de água baseado na derivação da forma de seções transversais. Sendo as imagens convertidas para o formato shape file e posteriormente importados como um plano de informação (PI) no sistema. 4. A partir da imagem da declividade foi realizado o fatiamento da mesma conforme Embrapa (1999) para o estabelecimento dos limites de classes. . Após a definição da linha perimétrica da bacia foi possível o cálculo da área da mesma. .Orientação de vertentes.3 Geologia Os dados geológicos foram obtidos a partir do Mapa Geológico do Estado de Minas Gerais de 2003 (Pinto et al.Curvatura horizontal. utilizado as ferramentas métricas do sistema SPRING. 2003). O produto das variáveis morfométricas denominado ADD (Azimute.4 Geomorfologia 18 . em que se buscam mínimos (drenagem) e máximos (divisores) locais.

) e análise textural (argila. nas profundidades de 0 a 20 cm. capacidade de troca de cátions a pH 7 (T). soma de bases (SB). 4. fósforo disponível (Mehlich-1) (P). Foi elaborado um perfil transversal da bacia de modo a permitir uma melhor visualização de suas características geomorfológicas. (2009). saturação por alumínio (m). cujos procedimentos de amostragem foram executados de forma aleatória em cada tipo de solo levantado. com três repetições em distâncias variadas entre si. Os dados obtidos foram relacionados com a sua resposta espectral. com abertura de trincheiras e retirada de amostras. O. silte e areia). 2009). potássio disponível (K). obtidos por meio da transformação dos níveis digitais (ND) em dados de reflectância utilizando metodologia e coeficientes propostos por Chander et al. As amostras de solo foram submetidas às seguintes análises: pH em água. dados hipsométricos e forma do terreno foram definidas de acordo com o modelo de correlação abaixo (Tabela 2). A acurácia das informações obtidas foi verificada por meio de um levantamento pedológico expedito. saturação por bases (V). cálcio (Ca) e magnésio (Mg) trocáveis. acidez potencial (H+Al). mapa de declividade e mapa de forma do terreno.5 Caracterização dos solos A caracterização dos solos foi realizada a partir do cruzamento de fontes de informação como: Mapa de solos do estado de Minas Gerais (CETEC. capacidade efetiva de troca de cátions (t). matéria orgânica (M. dados hipsométricos.O estudo da geomorfologia da área foi realizado a partir do modelo natural do terreno (MNT) gerado a partir dos dados SRTM. acidez trocável (Al3+). As classes de declividade. 20 a 40 cm e 40 a 60 cm. fósforo remanescente (P-rem). Os coeficientes de calibração obtidos foram introduzidos em uma 19 .

(2005).6 Uso e ocupação do solo As imagens do sensor TM do LANDSAT 5 com data de 26/05/2009.planilha eletrônica proposta por Gürtler et al. (2005) e seus resultados foram utilizados na programação em linguagem LEGAL. obtidas por meio do catálogo de imagens do INPE foram registradas. – Modelo de correlação entre classes de declividade. TABELA 2. Na fase de processamento das imagens. forma da terra e grupamento de solos da microbacia do córrego Canabrava. elevação. Classes de Declividade (%) 0a3 Elevação (m) Entre 740 e 850 Forma da Terra Convergente côncavo e Convergente Retilíneo Classes de Solo Gleissolo Háplico Tb Distrófico (GXbd) 0a3 Abaixo de 815 Divergente Retilíneo e Planar Retilíneo Cambissolo Háplico Tb Distrófico (CXbc) 0a3 8 a 20 Acima de 815 Acima de 780 Divergente Retilíneo e Planar Retilíneo Divergente Retilíneo. Planar Retilíneo e Divergente Convexo Indiferente Latossolo Vermelho Distrófico (LVd) Neossolo Litólico Distrófico (RLd) Neossolo Litólico Distrófico (RLd) 45 a 75 Indiferente Indiferente Neossolo Litólico Distrófico (RLd) 20 a 45 Indiferente 4. a partir dos mosaicos da NASA. foram realizados os seguintes procedimentos: 20 . utilizando a metodologia proposta por por Mello et al.

Os coeficientes de calibração obtidos foram introduzidos em uma planilha eletrônica proposta por Gürtler et al. . 4. vegetação secundária em estágio médio (VSEM). vegetação secundária em estágio inicial (VSEI).Cálculo do índice NVDI. . solo descoberto e pastagem. solo e vegetação detalhada em Shimabukuro e Smith (1991). com extração de no mínimo quatro amostras de cada tema.Classificação supervisionada. fração sombra. por meio da linguagem de programação LEGAL no sistema SPRING. 2000). . As classes.Aplicação do modelo linear de mistura espectral (MLME) gerando imagens fração sombra. em anexo. .. (2009). lavoura. solo e vegetação e comparação por meio testes de médias utilizando o sistema SISVAR (FERREIRA.Segmentação da imagem escolhida utilizando o algoritmo crescimento de regiões e os coeficientes de similaridade 16 e área 25.Conversão da imagem (matriz) em um mapa temático (vetorial). . . identificadas após o processamento da mesma foram vegetação secundária em estágio avançado (VSEA). cujo teor é o seguinte: 21 .7 Erosão laminar Para o cálculo de perdas de solo por erosão foi utilizada a equação universal de perdas de solo (EUPS) proposta por Wischmeier e Smith (1978). (2005) e seus resultados foram utilizados na programação em linguagem LEGAL.Extração de amostras de pixels das imagens NDVI.Transformação dos níveis digitais (ND) em dados de reflectância utilizando metodologia e coeficientes propostos por Chander et al.

Os dados de erosividade (fator R) para o cálculo das perdas de solo foram obtidos por meio do software Neterosividade MG (MOREIRA et al. • C (uso e manejo) é a relação entre as perdas de solo de um terreno cultivado em dadas condições e as perdas correspondentes de um terreno mantido continuamente descoberto. São utilizadas tabelas referentes às práticas conservacionistas. admensional. K (erodibilidade do solo) é a intensidade de erosão por unidade de índice de erosão da chuva. admensional. • P (práticas conservacionistas) é a relação entre as perdas de solo de um terreno cultivado com determinada prática e as perdas quando se planta morro abaixo. em t ha-1 R (erosividade) é o índice de erosão causada pela chuva (MJ mm ha-1 h-1).C. • L (comprimento do declive) é a relação de perdas de solo entre o comprimento de declive qualquer e um comprimento de rampa de 25 m para o mesmo solo e grau de declive. 22 .A = R. tendo como referência. mas sofrendo as operações culturais normais em t ha-1/(MJ mm ha-1 h-1).P Onde: • • • A é a quantidade de terra removida.L. 2008).K. admensional..S. uma coordenada localizada em um ponto central da microbacia. para um solo específico que é mantido continuamente sem cobertura. • S (grau de declive) é a relação de perdas de solo entre um declive qualquer e um declive de 9% para o mesmo solo e comprimento de rampa. admensional.

Fator CP é a relação esperada entre as perdas de solo em áreas com cultivos e vegetação.L0. A redução da erosão depende do tipo de cultura e manejo adotado. (2000).0263 0. Latossolo Vermelho Distrófico (LVd).A erodibilidade (fator K).18 Onde: LS = Fator Topográfico. Neossolo Litólico Distrófico (RLd).0368 Solos: Cambissolo Háplico Tb Distrófico (CXbd). Conforme tabela 3. foi obtida por meio da associação dos valores encontrados em Reatto et al.0355 0. O fator topográfico (LS). A declividade foi obtida no SIG. 63 . que reflete a suscetibilidade à erosão para determinado tipo de solo. que relaciona a intensidade de perdas esperadas de solo em função do comprimento de rampa e da declividade. pelo cálculo da primeira derivada da elevação em relação à distância horizontal. com áreas descobertas. – Valores de erodibilidade K. foi obtido por meio da Equação de Bertoni (1959). A técnica usada para o cálculo de L consistiu na aplicação de um buffer no SIG. L = Comprimento de rampa/encosta (m). LS = 0. cujas combinações apresentam diferentes 23 . Classes de Solo1 CXbd GXbd LVd RLd 1 Fator K 0.0094.S 1.0237 0. TABELA 3. S = Declividade média da rampa/encosta (%). da quantidade de chuvas. Gleissolo Háplico Tb Distrófico (GXbd). da fase do ciclo vegetativo entre outras variáveis. segundo Reatto et al. para geração de um mapa de distâncias. (2000).

0 1.0 0. – Valores de C e P.0 0.0 VSEM:Vegetação secundária em estágio médio VSEI: Vegetação secundária em estágio inicial. adaptado de Bertoni e Lombardi Neto (1985) e Pinto (1995). Classes de Uso do Solo1 Solo descoberto Reflorestamento Pastagem VSEM VSEI 1 Fator C 1.003 0. 1987). conforme tabela 4. TABELA 4.0 1. 24 .0001 0..007 Fator P 1. As classes de uso e ocupação do solo.5 1.efeitos na perda de solo (STEIN et al. que serviram de base para o cálculo do fator CP foram obtidas por meio do mapa temático de uso e ocupação do solo cujas áreas foram quantificadas e seus pesos atribuídos de acordo com Bertoni e Lombardi Neto (1985) e Pinto (1995).001 0.

ou seja. em torno de 1000 metros de altitude. No estudo da microbacia podemos notar pelo histograma de elevação (Figura 5) que a mesma possui uma distribuição bimodal com uma área de baixada e uma área de relevo mais elevado. e a variável z o valor de altitude do pontos. MG.z). MG. Os dados SRTM que serviram de fonte de dados para esse projeto foram obtidos do Projeto Topodata.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5. FIGURA 5. cujos dados foram krigados com uso de geoestatística e uma nova grade retangular criada. Os valores de declividade (Figura 6) denotam valores mínimos e valores máximos. Distribuição de frequência dos dados de declividade da microbacia do córrego Canabrava. Os Modelos digitais são grades retangulares que podem ser obtidas a partir dos dados SRTM. com resolução de 1”arco. Distribuição de frequência dos dados elevação da microbacia do córrego Canabrava.y. Município de Guaraciama. sendo as variáveis x e y as coordenadas que definem a localização dos pontos. 2008a). comuns na ocorrência de relevos escarpados (VALERIANO. Município de Guaraciama. 30 x 30 metros (VALERIANO. 2008b). FIGURA 6. Os dados após importação em software SIG serviram para a definição de 25 .1 O Delineamento da bacia e suas variáveis morfométricas Os Modelos Digitais de Terreno – MDT são matrizes cujos pontos assumem a forma (x.

Divisores e Drenagem) (Figura 7).Declividade. . A área da bacia encontrada foi de 4547. O cálculo das isolinhas ou curvas de nível da bacia também puderam ser executados. Das variáveis morfométricas que serviram de base para o delineamento da bacia.2 Variáveis morfométricas locais Após o cálculo das isolinhas e do delineamento da área da bacia foram obtidas as seguintes variáveis morfométricas: .Curvatura horizontal e – Curvatura vertical. 26 . 5. 2008).Orientação das vertentes. para isso adotou-se uma equidistância de 10 m. .variáveis morfométricas e em seguida para o correto delineamento da microbacia. que constitui no delineamento dos canais de drenagem e dos divisores de água baseado na derivação da forma de seções transversais. em que se buscam mínimos (drenagem) e máximos (divisores) locais (VALERIANO.9414 ha. a principal foi o produto denominado ADD (Azimute.

município de Guaraciama. MG. Delineamento da microbacia do córrego Canabrava. 27 .FIGURA 7.

04 0. segundo critério da EMBRAPA (1999).05 0.2. considerando a distância entre os pixels.5. CLASSES DE DECLIVIDADE FAIXA DE DECLIVIDADE (%) 0a3 3a8 8 a 20 20 a 45 45 a 75 Acima de 75 3465. a resolução da imagem. Classes de declividade da microbacia do córrego Canabrava. pois essa variável entra como input do cálculo de perdas de solo além de ter uma estreita relação com os processos geomorfológicos. A declividade pode ser definida como o ângulo de inclinação da superfície terrestre em relação a um plano horizontal.20 9. Os resultados encontrados constam na tabela 5.73 425.00 ÁREA (ha) ÁREA (%) 28 .35 3.1 Declividade A declividade é uma variável muito importante quando se trata de levantamentos conservacionistas. ou seja.36 11.17 138. Após o cálculo da declividade o seu fatiamento de acordo com Embrapa (1999) os mapas matriciais foram convertidos em mapas vetoriais (Figura 8) para facilitar o cálculo de áreas por faixa de declividade. No cálculo da declividade a partir do MDT são analisados os desníveis entre os pixels vizinhos. podendo ser expressa em graus ou em percentagem.67 516.72 0.00 76.65 1. TABELA 5.

município de Guaraciama.FIGURA 8. MG. Mapa de declividade da microbacia córrego Canabrava. 29 .

1 Orientação das vertentes A orientação das vertentes pode também ser chamada de exposição. sendo essa exposição um fator a ser considerado na implantação dessas culturas. podendo ser expressa em (º m-1). 5. sendo que as áreas acima de 45% de declividade devem ser destinadas à preservação. conforme previsto no Código Florestal Brasileiro (Lei 4771. refletindo no processo de carreamento e acúmulo de água e matéria orgânica nos solos. Solos em curvatura côncava tendem a uma maior umidade.2 Curvatura Vertical A curvatura vertical (figura 9) é a variação da declividade pela distância.37 ha com alta declividade (20 a 75%) que não permitem a mecanização agrícola. podendo ser medida em graus (0 a 360º).2. sendo caracterizada pelo caráter côncavo e/ou convexo do terreno.2. A exposição está relacionada com a quantidade de radiação recebida por culturas agrícolas. 15 de setembro de 1965). maior resistência à seca e um maior teor de matéria orgânica do 30 . por meio de janelas móveis. áreas com baixas declividades (0 a 8%) que permitem a mecanização no seu cultivo. No SIG o cálculo da curvatura é feito baseado na diferença de declividade de pixels vizinhos. principalmente em áreas de grande latitude.A bacia apresenta em sua maior parte (85%). 5. Apresenta também uma área de 140. é o ângulo azimutal da superfície em relação ao norte. As curvaturas se caracterizam em retas (curvaturas nula) e côncavas e convexas (curvaturas positivas ou negativas). Para Valeriano (2008b) a principal utilização da orientação das vertentes está relacionada com a descrição da hidrologia local.

75 ha. por serem menos úmidas e de solo pouco profundo.26 % da área. As áreas de curvatura vertical côncava. de forma suplementar. As classes de curvatura horizontal encontradas na microbacia encontram-se na figura 10. A curvatura é importante por nos orientar sobre o fluxo de água e matéria orgânica sobre o solo. Os solos com curvatura vertical convexa ou muito convexa representam 37. sendo o sinal negativo para divergente e o sinal positivo para convergente. sendo que essas áreas devem ser incluídas como áreas prioritárias no processo de recuperação. estão localizadas as residências dos pequenos agricultores.2. nessas áreas que geralmente. podendo se expressa em graus por metro.3 Curvatura Horizontal A curvatura horizontal é a variação da orientação das vertentes pela distância.48 ha) são terrenos de curvatura vertical retilínea. 31 . tendo como ponto central a classe planar. 5. 1694.solo. ou seja. Pode ser dividida em classes que variam de convergente a divergente. geralmente são exploradas apenas como áreas para extração de lenha ou como áreas de pastejo. são mais antropizadas. por serem mais férteis e úmidas.28 % da área.71 ha. Na bacia. tendo sua área ocupada com pequenas lavouras e pastagens. Nas áreas de curvatura vertical convexa. É também. os terrenos de curvatura côncava ou muito côncava representam 44. principalmente na estação chuvosa. O restante da área (839. ocorre uma excessiva exposição do solo aos processos erosivos. ou seja. 2013. Solos com curvatura convexa tendem a ser mais secos e de menor profundidade. O seu cálculo é realizado analisando-se a variação da orientação entre pixels vizinhos. Devido à retirada da vegetação primária nessas áreas convexas.

MG.9% da área. Mapa de curvatura vertical da microbacia córrego Canabrava. a classe de curvatura horizontal de maior representatividade é a classe planar com 27. Na bacia. ou seja.FIGURA 9.67ha. município de Guaraciama. seguida pelas classes 32 . 1267.

com 1179. As áreas de exposição aberta (39.44ha. 17. de disposição do tipo anfiteatro. principalmente quando associados a solos de curvatura vertical convexa ou muito convexa. Nessas áreas o uso do solo é mais intenso. principalmente com pequenas lavouras e pastagens. A curvatura horizontal apresenta características de ocupação semelhante à curvatura vertical. 33 .1%) são áreas menos úmidas e geralmente de solos mais rasos. com relação aos processos erosivos.1% da área.2ha.9% da área.57ha. Esses solos merecem um maior cuidado.1% da área. Devido a essas características são pouco utilizados com exploração agrícola.1%). 25.divergente. 13. ocorrem mais intensamente os processos de acúmulo de água. 15. pois nas curvaturas do tipo convergente e muito convergente (33. minerais e matéria orgânica no solo. muito convergente 724. convergente 779.9% da área e muito divergente com 597.03ha.

4 A Forma do Terreno As curvaturas verticais e horizontais podem ser combinadas de forma a produzir um mapa da forma do terreno (Figura 11). 5. Mapa de curvatura horizontal da microbacia córrego Canabrava.FIGURA 10. município de Guaraciama. MG.2. A forma do terreno apresenta características locais interessantes a serem estudadas devido à sua 34 .

FIGURA 11. morfogênese. 35 . município de Guaraciama.relação com os processos de pedogênese. Mapa de forma da terra da microbacia córrego Canabrava. hidrológicos e ecologia (VALERIANO 2008a). MG. A legenda das classes de forma do terreno se encontra na figura 12.

de baixa fertilidade. em altitudes menores que 850 m. (2008). concordando com Sirtoli et al.87 ha) e convergente retilíneo (818. Ocorre também nessas áreas uma maior diversidade da fauna e da flora.29 ha) correspondem aos locais de maior umidade. As áreas planares e divergentes. Essas áreas. e geralmente solos de maior fertilidade. maiores teores de matéria orgânica. A sua ocupação por cultivos de subsistência e pastagens se deu principalmente devido a sua relação com a água e a fertilidade dos solos. deram origem a solos mais profundos (LVd). temos a classe divergente convexo (441. São áreas menos úmidas. com solos da ordem RLd.48 ha). estão associadas à ocorrência de solos da ordem Gleissolos (GXbd). Essas classes de forma da terra. de mais alta altitude. 36 . associadas à unidade estratigráfica cobertura dendrítico laterítica. geralmente associada à presença de água. Legenda do Mapa de Forma da Terra Na tabela 6 temos a tabulação dos dados de forma da terra para a microbacia do córrego Canabrava. As áreas cuja forma do terreno pertencem à classe convergente côncavo (501. que se associa principalmente aos topos de morro. destinadas principalmente à preservação. Nessas áreas da bacia se deu a ocupação pela cultura do eucalipto. constituem de áreas de preservação permanente (APP). em sua maior parte.FIGURA 12. Num outro extremo.

Dados da forma da terra da microbacia do córrego Canabrava Classes Convergente Côncavo Convergente Retilíneo Convergente Convexo Planar Côncavo Planar Retilíneo Planar Convexo Divergente Côncavo Divergente Retilíneo Divergente Convexo TOTAL Área (ha) 501.TABELA 6.29 111.7 18.19 208. A declividade varia de 0.87 818.39 167.4 3.94 Área (%) 11. metassiltitos e diamictitos.48 4547. refletindo o relevo suave em sua maior porção.6 4.7 100 Um resumo das principais variáveis morfométricas da microbacia. com amplitude altimétrica de 302 m. sedimentação sub-aquosa formando quartzitos.09 441.3 9.0 2. 37 .76 850. mas 76.27 %.2 % da área da bacia apresenta declividade de 0 a 3 %. importantes na caracterização da bacia podem ser encontradas na tabela 7.86 116. A microbacia apresenta um padrão de drenagem do tipo dendrítico. com a presença de escarpas de alta declividade. com densidade de drenagem acima de 10 km km-2 o que reflete uma menor capacidade de infiltração devido a formação geológica da região.01 1332.0 18.7 2.6 29.34 % a 82. A altitude da bacia varia de 742 m a 1044 m. o que mostra que a bacia apresenta um relevo colinoso à oeste e chapadas ao leste com vertentes escarpadas.

Os metadiamictitos apresentam grande espessura. Trata-se de uma sedimentação gravitacional subaquosa. 1977..(1997) no mapeamento geológico realizado pela UFMG/COMIG. As unidades estratigráficas encontradas na bacia (Figura 13). Dados morfométricos da microbacia do córrego Canabrava Dados Mínimo Área (ha) Perímetro (m) Drenagem (m) Altitude (m) Declividade (%) Valores Encontrados Médio 4.27 5..44 47. A Formação Serra do Catuni. são: . inferir uma idade de sedimentação de cerca de ~800 a 750 Ma para a Formação Serra do Catuni (SALLUN et al. 1992. da ordem de 150 a 2000 metros. constituída por metadiamictitos.TABELA 7.34 1044 82. com predomínio de fluxos de detritos e com intercalações lenticulares de turbiditos. geralmente maciços.. 2003).6 Máximo 742 0.798. Pedrosa Soares et al. então. uma subdivisão da unidade foi apresentada por Noce et al..Coberturas dendrítico lateríticas (ENdl) formadas no período Neogeno a cerca de 23. 2008). de acordo com o Mapa Geológico de Minas Gerais (PINTO et al. A formação Serra do Catuni.94 38. um rifte neoproterozóico que se desenvolveu nos limites da faixa de dobramentos Araçuaí (Almeida.5 milhões de anos e – Formação Serra do Catuni (NP2sc) formadas por 38 . que podem ser correlacionados aos sedimentos glaciomarinhos pouco espessos da Formação Jequitaí. Uhlein. 1991. às vezes mostrando intercalações lenticulares de quartzitos e filitos ou metarritmitos. 2001). Pedrosa Soares et al.547.296 840 10.3 Geologia A área da microbacia é caracterizada como pertencente à unidade estratigráfica do grupo Macaúbas. Pode-se.

cuja ocupação atual varia entre os demais usos. solos mais profundos e permeáveis que atualmente são ocupados.quartizitos. principalmente com a cultura do eucalipto. metassiltitos e diamictidos de aproximadamente 850 milhões de anos. A Formação Serra do Catuni (NP2sc) deram origem aos Cambissolos (CXbd) e aos Solos Litólicos (RLd). As coberturas dendrítico lateríticas (ENdl) deram origem aos Latossolos (LVd). 39 . do período Cryogeniano. ou seja.

município de Guaraciama. Fonte: Adaptado de Pinto et al. Mapa Geológico da microbacia córrego Canabrava. (2003) 40 .FIGURA 13. MG.

5.4

Geomorfologia O padrão de drenagem observado na área é do tipo dendrítico. O relevo

apresenta-se, a oeste, como um relevo colinoso com vertentes suavizadas e formas arredondadas, declividade dominante de 0 a 15% e amplitude altimétrica menor que 100 m, ao leste, ocorrem as chapadas, com vertentes escarpadas, principalmente do tipo convexa com a formação de ravinas (Figura 14).

5.5

Solos Os solos da microbacia foram mapeados a partir do Mapa de Solos do

Estado de Minas Gerais (CETEC, 2009), imagens TM do satélite Landsat 5 e levantamento pedológico expedito. Os perfis foram classificados pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, levando-se em consideração as características físicas, químicas e mineralógicas. Amostras de solo foram analisadas em laboratório encontrando-se os dados, referentes à fertilidade abaixo (Tabela 8).

41

43 FIGURA 14. Perfil topográfico da microbacia do córrego Canabrava, município de Guaraciama, MG. 42

TABELA 8. Dados médios dos atributos de fertilidade dos solos na camada 0-60 cm. Solos1 P (Mehlich) mg dm-3 0,3 0,3 0,3 0,3

pH 5,2 5,5 4,7 5,4

CXbd GXbd LVd RLd
TABELA 8. Continuação. Solos1 CXbd GXbd LVd RLd Al 1,45 0,22 1,14 0,63

P remanescente K -1 mg L mg dm-3 20,3 23,3 20,2 51,7 12,9 14,3 20,7 104,4

_____

Ca Mg -3 _____ cmolc dm 1,0 0,4 3,2 1,1 0,6 0,3 2,1 0,9

H+Al 4,36 4,43 6,95 4,19

_____________________________

T SB t -3 _____________________________ cmolc dm 1,86 3,31 5,80 4,46 4,68 8,89 0,88 2,02 7,83 3,23 3,86 7,42

m
_____

V %
_____

51,3 6,2 56,7 20,9

24,3 49,6 11,3 42,3

M. O. dag kg-1 1,57 2,52 4,37 4,49

44

1 Solos: Cambissolo Háplico Tb Distrófico (CXbd); Gleissolo Háplico Tb Distrófico (GXbd); Latossolo Vermelho Distrófico (LVd); Neossolo Litólico Distrófico (RLd).

43

A análise textural dos solos da bacia foi realizada, sendo que seus dados se encontram na tabela 9 abaixo.

TABELA 9. Dados médios dos atributos de textura dos solos na camada 0-60 cm. Solos CXbd GXbd LVd RLd Areia
_______________

307,5 138,3 195,5 325,7

Silte Argila -1 _______________ g kg 160,7 531,8 272,5 589,1 482,9 321,6 322,6 351,8

A reflectância das diferentes classes de solos foram estudadas por meio dos sensores TM do satélite LANDSAT 5. Os seus resultados foram submetidos ao teste de médias Scott-Knott a 5% de probabilidade, sendo apresentados na tabela abaixo (Tabela 10). Analisando os valores de reflectância (Figura 15) notamos que as diferentes classes de solos foram discriminadas pela sua reflectância, sendo o CXbd o que apresentou a melhor diferenciação pelas bandas do TM. O GXbd apresenta valores menores de reflectância devido principalmente aos altos valores de umidade, associadas à matéria orgânica , proporcionando uma absorção da energia eletromagnética, resultados similares aos encontrados por Nani (2000). A matéria orgânica promove uma diminuição da reflectância na faixa de 0,5 a 2,3 µ m (LIU, 2006), podendo assim explicar o comportamento similar da reflectância dos solos LVd e RLd.

44

05248 0.06403 0.16353 0.04697 Ab Aa Aa Aa A TM2 0.02730 0.06052 Bc Aa Ab Ab B TM3 0.19654 d Ba 0.09715 0.14830 0.25225 0. Solos CXbd GXbd LVd RLd Média TM1 0.13473 0.07278 0.14098 0.21991 Ed Ca Cb Dc E TM5 0. Valores médios de reflectância a partir das bandas do sensor TM Landsat.04073 0.14830 0.22890 0.25338 0.TABELA 10.13455 Letras maiúsculas na linha diferem entre-si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade 46 Letras minúsculas na coluna diferem entre-si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade 45 .24767 Fc Da Db Eb F TM7 0.02820 0.07853 Cd Aa Ab Bc C TM4 0.06480 0.04708 0.34328 0.09003 0.06425 0.12784 b Cb 0.13879 c D 0.20928 0.25418 0.02533 0.07502 a Bb 0.15369 Média Dc 0.27795 0.

46 .1%). Curvas espectrais médias dos solos da microbacia do córrego Canabrava. As áreas de curvatura vertical côncava.FIGURA 15. Os Latossolos representam 9. deram origem à solos da classe Gleissolos. em sua maioria (69. Com base no modelo de correlação adotado foi gerado um mapa de solos da bacia (Figura 16). MG. formadas nas áreas de drenagem da bacia.7% da área e situam principalmente nas áreas planas de maior elevação. Os solos da bacia (Tabela 11) são. município de Guaraciama. solos pouco profundos das classes dos Cambissolos e Neossolos Litólicos.

7 9.29 1475. Latossolo Vermelho Distrófico (LVd).7 32.55 440.TABELA 11.2 36.4 100 Solos: Cambissolo Háplico Tb Distrófico (CXbd). Neossolo Litólico Distrófico (RLd). 47 . Classes1 CXbd GXbd LVd RLd TOTAL 1 Área (ha) 964. MG. Classes de solo da microbacia do córrego Canabrava.94 Área (%) 21.44 1667.66 4547. Gleissolo Háplico Tb Distrófico (GXbd). município de Guaraciama.

Mapa de solos da microbacia do córrego Canabrava. município de Guaraciama. MG. 48 .FIGURA 16.

5. O mapa de uso do solo resultante da classificação supervisionada da imagem NDVI apresentada abaixo (Figura 18) foi dividido em cinco classes: 49 . Na comparação das imagens podemos notar que a imagem NDVI apresenta valores bem próximos para as classes VSEM e pastagem podendo causar confusão entre essas duas classes. fato que pode comprovado quando amostragem de pixels das classes ao submetidas a um teste de médias (Tabela12).6 Mapa de uso do solo O mapa de uso do solo pode ser obtido por meio da segmentação das imagens fração obtidas a partir do MLME. ou a partir da segmentação da imagem gerada a partir do NDVI. sendo que as demais podem ser perfeitamente distinguidas. FIGURA 17. Na figura abaixo há uma comparação entre essas imagens. Curvas de resposta espectral das diferentes classes de uso dos solos nas imagens fração e NDVI.

0 Bb 167.4 137. Valores médios de reflectância.9 119.8 Sombra 106.0 114.6 196.8 VSEI 187.6 D 138.0 Cd Aa Cc Cb Dc Aa Cd Ab Bc Bc Ab Aa Bd Ac Ab c a b b b 173.8 99.0 Cc 150. NDVI Reflorestamento 229.0 Ba 141. convertidos para imagens (256 níveis) obtidas a partir do NDVI e do MLME.0 143. Vegetação Secundária em Estágio Médio (VSEM) e Vegetação Secundária em Estágio Inicial (VSEI).0 VSEM 173.6 Pastagem Média Solo 101.2 A Letras maiúsculas na linha diferem entre-si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade Letras minúsculas na coluna diferem entre-si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade 50 . TABELA 12.3 B 110.0 Solo Descoberto 81.Pastagem.2 78.8 Vegetação 190. Solo descoberto. Reflorestamento. Os resultados encontrados após a quantificação das áreas mapeadas encontram-se na tabela abaixo (Tabela 13).7 143.1 146.0 123.4 Bb 137.9 148.8 131.0 C Média 156.8 Bd 114.6 143.6 206.

Analisando os dados da tabela acima encontramos um alto percentual de solo descoberto (26.88 ha. Por fim as atividades de pecuária (pastagem) com 5.0 % da área total da bacia. MG. município de Guaraciama.64 ha) aos processos erosivos do solo. Há de se chamar atenção para o fato de que. A área ocupada com o cerrado. áreas ocupadas com pastagens degradadas podem ser 51 . ou seja. Mapa de uso do solo da microbacia córrego Canabrava.76%) indicando uma alta suscetibilidade de uma grande área da bacia (1214.FIGURA 18.5 da área e reflorestamento com 13.8% da área total. perfaz um total de 2453. nos estágio inicial e secundário. 54.

Classes de uso do solo da microbacia córrego Canabrava.8 26. TABELA 13. foi estimada conforme metodologia descrita.64 807. 5.80 1214.7 17.62 628. município de Guaraciama. MG Classes Pastagem Reflorestamento Solo Descoberto VSEM VSEI Área ha 250.77 1646. sendo seus resultados agrupados em nove classes (Tabela 14).11 Área % 5.classificadas como solo descoberto. e áreas ocupadas com pastagens com alta incidência de plantas invasoras podem ser classificadas como vegetação secundária. importante processo a ser quantificado no estudo de uma bacia.2 52 .7 Erosão Laminar A erosão laminar.5 13.8 36.

95 68. 53 .25 t ano-1 ocasionando a perda de fertilidade dos solos agrícolas e danos ambientais devido ao assoreamento dos pequenos córregos que compõem a bacia.08 1340.64 29. município de Guaraciama.25 Área % 52. Classes t ha-1 ano-1 <2 2a4 4a6 6a8 8 a 10 10 a 12 12 a 15 15 a 20 > 20 Área ha 2405. Para redução desses problemas deve-se adotar ações de recomposição da flora nativa nas áreas de maior declividade.43 27.99 3.11 29.62 0. o que pode ser considerado de maneira geral como acima da tolerância. O fator mais preocupante da perda de solos por erosão laminar na microbacia é a sua associação com altas declividades. segundo Bertoni e Lombardi Neto (2008). inadequadas para produção agrícola.TABELA 14. construção de terraços e bacias de captação em áreas de menor declividade. A ocorrência dessas áreas (Figura 19) está associada principalmente às elevadas declividades e a baixa cobertura do solo.04 53.38 454. A quantidade de solo total perdida na bacia é de aproximadamente 32507.89 9.47 Aproximadamente 30% da área da Bacia está sujeita a graves processos erosivos. MG. Classes de erosão laminar da microbacia córrego Canabrava.17 0. recuperação das pastagens de forma a melhorar a cobertura do solo e plantio em nível.60 0.50 1.24 141. com perdas acima de 12 t ha-1 ano-1.46 28.12 1.

54 . Carta de erosão laminar do solo da microbacia córrego Canabrava.FIGURA 19. MG. município de Guaraciama.

As classes de solo foram discriminadas pelos sensores orbitais em área de solo descoberto. O sensor TM do satélite Landsat permitiu caracterizar e comparar o comportamento espectral dos solos. Os dados SRTM possibilitaram uma adequada modelagem da erosão laminar. relacionadas aos elementos físicos da paisagem e a ocupação da terra 55 . na microbacia. Há diversos problemas ambientais na microbacia.6 CONCLUSÕES Os dados SRTM foram adequados para o traçado das redes de drenagem e na delimitação de microbacias. utilizando a Equação Universal de Perdas de Solo (EUPS). Os dados SRTM permitiram a derivação de variáveis morfométricas úteis no estudo e caracterização da Bacia. destacando as perdas de solo por erosão. Os dados SRTM e as imagens TM do satélite Landsat 5 proporcionaram um detalhado estudo da microbacia do Córrego Canabrava.

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ima2. IV255 = Novo (Nome = "IV255". Numerico re1("Numerico").tm4. Programação em linguagem LEGAL para conversão de ND em reflectância // Exemplo de conversão de Imagem-ND paraImagem-Reflectância aparente pela equação //geral proposta por Markham &Baker (1986).Max=5 0).Escala=100000.Max=5 0).Escala=100000.tm7.Max=5 0).ResX=30. ima4. re7=Novo(Nome="tm7_refl".re3("Numerico"). tm3 = Recupere (Nome="Banda3").re7("Numerico").Min=0.Min=0.Min=0.Min=0. ResY =30).ResY=30.IV2("Landsat"). ResY =30).ResY=30. 62 .ResX=30.Escala=100000.ResY=30.ResX=30.tm1. SAVI255 = Novo (Nome = "SAVI255". ResX = 30.ResX=30. tm7=Recupere(Nome="Banda7"). tm5=Recupere(Nome="Banda5").ANEXOS ANEXO A ANEXO 1A.ResX=30.Min=0.Max=5 0).tm5.Min=0.Min=0. IVNAl=Novo(Nome="IV_Refalg". re5=Novo(Nome="tm5_refl".Escala=100000. IVNAl ("Numerico").ResY=30.re4("Numerico").ResY=30.ima7. SAVI ("Numerico") .Escala=100000.Min=0.Max=5 0). re1=Novo(Nome="tm1_refl". ResX = 30. Max=50). ima3. tm1=Recupere(Nome="Banda1").ResY=30.ResY=30.tm2.ima1.tm3. ResX = 30.Max=5 0). IV255.re5("Num erico").Escala=100000. tm2=Recupere(Nome="Banda2"). re4=Novo(Nome="tm4_refl".Escala=100000.ResX=30.ResY=30. re2=Novo(Nome="tm2_refl".Max=5 0).Escala=100000. SAVI=Novo(Nome="SAVI". re3=Novo(Nome="tm3_refl". ResY= 30).ResX=30. //Cálculo do NDVI { Imagem SAVI255.ima5. IV2 = Novo (Nome = "IVDN_RefAlg". tm4 = Recupere (Nome="Banda4").ResX=30.re2("Numerico").

re7 = Digital (0. ima5 = Novo (Nome = "ima5reflect". ima2= Imagem (re2 * 252.28)). ima7 = Novo (Nome = "ima7reflect". ima2 = Novo (Nome = "ima2reflect". ResY= 30). ResY= 30). } 63 .re3)/(re4 + re3).re3) / (re4 + re3))).5) * 1. ResX = 30.5) * 1. IV2= Imagem ((re4 .2370459).10)).4)). ResX = 30. ResY= 30). ima1= Imagem (re1 * 527. ima7= Imagem (re7 * 259. re3 = Digital (0.00268646 * (tm5 . IV255 = Imagem (255 * ((re4 . ResY= 30).2103918). ResY= 30).00333765 * (tm3 . IVNAl = (re4 . ima3 = Novo (Nome = "ima3reflect".004172521 * (tm4 .5).re3)/(re4 + re3)). re1 = Digital (0.003959682 * (tm2 .7)). ResX = 30.4)). ima4 = Novo (Nome = "ima4reflect". ima5= Imagem (re5 * 372.3)). re2 = Digital (0. ima4= Imagem (re4 * 239. ResX = 30.6119823). re5 = Digital (0. SAVI255 = Imagem (255* ((re4-re3)/(re4+re3+0.001896484 * (tm1 . re4 = Digital (0. ima3= Imagem (re3 * 299. SAVI = ((re4-re3)/(re4+re3+0.663271). ResX = 30.5455552).00385787 * (tm7 .2915409).5)). ResY= 30). ResX = 30.ima1 = Novo (Nome = "ima1reflect".

ResY = 30. Digital LS ("Indices"). Digital L ("Altimetria"). Max= 3000). Programação em linguagem LEGAL para cálculo do fator LS { //Declaração Digital S ("Declividade"). //Instanciação S= Recupere (Nome="Declividade1").ANEXO 2A. Escala = 20000.63*S^1. L= Recupere (Nome="Comprimento_Rampa1"). //Operação LS =(0.18). ResX = 30. } 64 .0094*L^0. Min= 0. LS = Novo (Nome ="LS".

ResY = 30.007).Declaracao // Definição de Variaveis Tematico Uso ("Uso_do_Solo"). // Parte 3 . "Solo Descoberto" : 1.Operacao de Ponderacao Usopeso = Pondere (Uso. Tabela tabpeso (Ponderacao).0. "VSEI" : 0. } 65 .003. Escala = 100000). // Criacao do novo mapa de uso do solo ponderado Usopeso = Novo (Nome = "UsoPond". Programação em linguagem LEGAL para conversão do fator C { // Parte 1.0001. // Definicao da Tabela de Pesos tabpeso = Novo (CategoriaIni = "Uso_do_Solo". tabpeso).Instanciacao // Recuperacao do mapa de Uso do solo Uso = Recupere (Nome = "Mapa_Uso_Solo"). Numerico Usopeso ("UsoPond").01. // Parte 2 . "Reflorestamento" : 0.ANEXO 3A. "Pastagem" : 0. ResX = 30. "VSEM" : 0.

Digital LS ("Numerico"). Max= 3000). } 66 . EUPS = Novo (Nome ="EUPS". //Instanciação CP= Recupere (Nome="CP"). //Operação EUPS =(K*CP*LS*3441). Min= 0. K= Recupere (Nome="K"). Programação em linguagem LEGAL para cálculo da Erosão Laminar (EUPS). ResX = 30. LS= Recupere (Nome="LS").ANEXO 4A. { //Declaração Digital CP ("Numerico"). Escala = 10000. Digital K ("Numerico"). Digital EUPS ("Numerico"). ResY = 30.

ANEXO 5A.0368).0263. // Criacao do novo mapa de uso do solo ponderado Solopeso = Novo (Nome = "K". ResX = 30.0355.Declaracao // Definição de Variaveis Tematico Solo ("Solo"). "RL" : 0.Instanciacao // Recuperacao do mapa de Uso do solo Solo = Recupere (Nome = "Solo1"). } 67 . Numerico Solopeso ("Numerico"). "LVd" : 0. Escala = 100000). // Parte 2 . // Definicao da Tabela de Pesos tabpeso = Novo (CategoriaIni = "Solo". ResY = 30. // Parte 3 . Programação em linguagem LEGAL para conversão do fator K { // Parte 1.0237. Tabela tabpeso (Ponderacao). tabpeso).Operacao de Ponderacao Solopeso = Pondere (Solo. "CX" : 0. "GX" : 0.

0. // Parte 2 . "VSEI" : 1.5. // Definicao da Tabela de Pesos tabpeso = Novo (CategoriaIni = "Uso_do_Solo". tabpeso). "Reflorestamento" : 0. // Parte 3 .Instanciacao // Recuperacao do mapa de Uso do solo Uso = Recupere (Nome = "Mapa_Uso_Solo"). } 68 . ResX = 30. ResY = 30.ANEXO 5A. Tabela tabpeso (Ponderacao).Operacao de Ponderacao Pratpeso = Pondere (Uso. "Pastagem" : 1.Declaracao // Definição de Variaveis Tematico Uso ("Uso_do_Solo"). "Solo Descoberto" : 1.0. Programação em linguagem LEGAL para conversão do fator P { // Parte 1. // Criacao do novo mapa de uso do solo ponderado Pratpeso = Novo (Nome = "PratPond". Numerico Pratpeso ("UsoPond"). Escala = 100000). "VSEM" : 1.0).0.

Escala=25000). Solo = Novo(Nome="Solo". Solo ("Solo").Classe == "Divergente Côncavo"|| FT.ResX=30.Classe == "Planar Retilíneo") && alt > 850. "RL" : decl.Classe == "Divergente Convexo" || FT.Classe == "Divergente Convexo" || FT.Classe == "Convergente Convexo" || FT. Programação em linguagem LEGAL para Modelagem das Classes de Solos // Programa para determinação das classes de solos. Solo = Atribua(CategoriaFim = "Solo") { "GX" : decl.Classe == "20-45" || decl. } 69 . // Dados os mapas de declividade.Classe == "Divergente Côncavo"|| FT. // Instanciacoes das variáveis temáticas decl = Recupere(Nome="Declividade1").Classe == "8-20" && (FT. FT = Recupere(Nome="Forma_do_Terreno1").Classe == "Convergente Convexo" || FT.Classe == "Planar Convexo") && alt > 780.Classe == "Planar Retilíneo") && alt < 850.Classe == "Planar Retilíneo" || FT. "RL" : decl.Classe == "0-3" && (FT. Numerico alt("Dados_Morfometricos"). "RL" : Outros }. "CX" : decl. alt = Recupere(Nome="Altitude1").Classe == "Divergente Retilíneo" || FT. "RL" : decl.Classe == "Planar Convexo" ) && alt > 780.Classe == "0-3" && (FT.Classe == "0-3" && (FT. Hipsometria e Forma da terra.Classe == "3-8" && (FT. { // Declaracao das variaveis temáticas Tematico decl ("Declividade").Classe == "Convergente Retilíneo") && alt < 850.Classe == "Divergente Retilíneo" || FT.Classe == "Divergente Retilíneo" || FT. "LVd" : decl.ANEXO 6A.Classe == "Convergente Côncavo" || FT.Classe == "Planar Retilíneo" || FT.ResY=30.Classe == "Divergente Retilíneo" || FT. FT ("Forma_Terreno").Classe == "45-75".

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