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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto HISTÓRIA DA ENFERMAGEM - Porta de saída: Depois, o microorganismo tem

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

HISTÓRIA DA ENFERMAGEM

-

Porta de saída: Depois, o microorganismo tem que sair

Wanda Horta, enfermeira muito importante na história da enfermagem do Brasil, que elaborou a Teoria das Necessidades Humanas Básicas.

desse reservatório e precisa de uma porta de entrada para penetrar num hospedeiro. Pode ser através da pele, membranas, sangue, aparelho reprodutor, etc.

-

Meios de transmissão: O microorganismo usa uma ‘ponte’

A

enfermagem moderna iniciou-se em 1854 com a atuação de

e ele pode utilizar mais de um meio de transmissão. Por exemplo, o vírus da AIDS pode ser transmitido pelo sangue e pelo sêmen. Os microorganismos podem também utilizar objetos, como agulhas contaminadas, sonda, cateter.

Florence Nightingale.

O

que é Técnico de Enfermagem?

o profissional que atua junto ao paciente, é parte integrante da equipe de saúde, de fundamental importância para o processo de cuidar. Tem atribuições determinadas por lei, de acordo com o COREN que o rege, como por exemplo:

É

-

Porta de entrada: Assim como saiu do reservatório ele tem

que entrar num hospedeiro, e muitas vezes essa porta pode

ser uma solução de continuidade na pele, trato urinário, etc.

Hospedeiro: E por fim o hospedeiro é aquele que vai desenvolver a doença.

-

- Auxiliar o enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência;

-

Prestar cuidados de enfermagem a pacientes graves;

ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES:

Auxiliar na prevenção e controle de danos físicos que possam ser causadores a pacientes durante a assistência.

-

Assepsia - Segundo o Ministério da Saúde, é o processo pelo qual se consegue afastar germes patogênicos de determinado local ou objeto. Antissepsia - É o método que inibe a proliferação de germes, sem, no entanto provocar a sua destruição. É utilizado apenas em relação a tecidos vivos. Ex: utilização de álcool para limpar a pele antes de aplicar uma injeção, lavagem das mãos. Desinfecção - É a destruição de microrganismos patogênicos, não incluindo os esporos. Esterilização - É o processo aplicado a materiais e ambiente com o objetivo de destruição de microorganismo em todas as suas formas, incluindo os esporos. Infecção Hospitalar - A infecção hospitalar é qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a hospitalização.

LAVAGEM DAS MÃOS

Entidades De Classe

ABEN - Associação Brasileira de Enfermagem. Foi a primeira entidade a ser criada pela classe de Enfermagem. Tem sua origem na Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras, fundada em 12 de agosto de 1926. A “semana da enfermagem”, é comemorada de 12 a 20 de maio. Esta semana é utilizada para discussão dos problemas de classe e divulgação da profissão. COFEN - Conselho Federal de Enfermagem CORENS - Conselhos Regionais de Enfermagem São os órgãos disciplinadores do exercício profissional do pessoal de enfermagem. Dizer quais as pessoas que podem exercer a profissão ou ocupação. Sindicatos Os sindicatos têm por objetivo a defesa e representação da classe no âmbito das reivindicações trabalhistas.

ENFERMAGEM

1) Após tocar fluidos, secreções e itens contaminados; 2) Após a retirada das luvas; 3) Antes de procedimentos com paciente; 4) Entre contatos com pacientes; 5) Entre procedimentos num mesmo paciente; 6) Antes e depois de atos fisiológicos; 7) Antes do preparo de soros e medicações.

Em face da Lei 7.498 de 25 de junho de 1986 e ao Decreto-lei 94.406 de 8 de junho de 1987, que dispõe, sobre a “regulamentação do exercício da enfermagem”, a equipe de enfermagem é continuada de :

Enfermeiro: Profissional de nível superior, responsável

 

pela Supervisão e Administração do Serviço de Enfermagem, executando tarefas de maior complexidade.

Material Sabão; Toalha de papel.

Técnico de Enfermagem: Profissional de nível técnico,

subordinado ao enfermeiro, que pode atuar em atividades de supervisão e administração, quando necessário.

Procedimento:

Auxiliar de Enfermagem: Profissional de nível médio

Retirar anéis, relógio, etc.;

que executa tarefas repetitivas e de menor complexidade.

Posicionar-se sem encostar-se na pia

Abrir a torneira;

PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO

Ensaboar as mãos;

Friccionar as mãos;

INFLAMAÇÃO: É uma resposta básica do organismo aos agentes agressivos ao organismo.Os sinais de inflamação são:

Enxaguar as mãos, deixando a torneira aberta;

Enxugar as mãos com papel toalha;

dor, calor e rubor. Quando a inflamação se torna sistêmica, a febre, anorexia, leucocitose, vômitos e outros sintomas tendem a surgir. INFECÇÃO: Para se desenvolver um processo infeccioso há a necessidade da formação da cadeia de infecção, que é composta praticamente por seis componentes:

Fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha, caso não tenha fechamento automático.

Jogar na lixeira, específica, o papel toalha usado.

EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM: é uma forma de registrar toda assistência de enfermagem prestada ao cliente, sua

Agente infeccioso: São as bactérias, fungos, vírus, etc - Reservatório: Os microorganismos necessitam de

-

clínica durante o período e outros dados importantes de serem relatados. ROTEIRO PARA UMA EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM:

reservatórios para se desenvolver. O reservatório mais comum

o organismo. Como exemplos temos as plantas, insetos, objetos, água e outros.

é

1. Queixa do cliente;

2. Nível de consciência;

 

3. Sinais que são observados no cliente;

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto 4. Aceitação da dieta; altamente transmissíveis pelo contato, como é o

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4. Aceitação da dieta;

altamente transmissíveis pelo contato, como é o caso de sarna infectada. Necessita-se de luvas e avental.

5. Fluidoterapia, oxigenoterapia,

6. Curativos;

 

7. Resultados de exames; (glicemia capilar, laboratórios, e outros);

 

ARRUMAÇÃO DA CAMA DO PACIENTE

8. Sinais vitais (valor e características).

TIPOS DE CAMA:

ATENÇÃO: Toda evolução deve conter data, horário, nome legível da pessoa que realizou a evolução, e carimbo ou registro do COREN.

LEITO FECHADO: É a cama que está desocupada aguardando a chegada do cliente. Deve ser arrumada aproximadamente 2 horas após ter sido feita a limpeza geral, permitindo arejamento do ambiente. LEITO ABERTO:É aquela que está sendo ocupado por um

PESO E MENSURAÇÃO Peso: é a medida em quilogramas (massa corporal) de um

paciente que pode locomover-se. Na cama aberta, se o cliente estiver usando colcha e cobertor,

indivíduo. Altura: é a medida em metro (comprimento) de um indivíduo, da extremidade inferior do pé à parte superior da cabeça.

O peso pode ser medido por vários tipos de balanças:

sobre lençol deve fazer uma dobra sobre os mesmos, num ângulo de aproximadamente 90 graus.

o

LEITO OPERADO: É feita para aguardar o paciente que está na sala de cirurgia ou em exame, sob anestesia. -Tem finalidade de:

- Balança de cadeira: usada para pacientes debilitados que

não podem ficar de pé.

Proporcionar conforto e segurança ao paciente;

-

Balança de pedestal: usada para pacientes deambulantes.

Facilitar a colocação do paciente no leito;

Balança digital: quando se deseja um peso mais fidedigno, em gramas.

-

Prevenir a infecção.

Balança de leito: para pacientes que não podem sair do leito, mas não são tão comuns.

-

POSICIONAMENTO NO LEITO

Supina (decúbito dorsal): O cliente nesta posição,

HIGIENE DA UNIDADE DO PACIENTE

encontra-se deitado de costas. As proeminências ósseas e calcâneos necessitam de proteção especial, a fim de evitar o

TIPOS DE LIMPEZA 1. LIMPEZA DIÁRIA OU CONCORRENTE OU DESINFECÇÃO CONCORRENTE

surgimento de úlceras de decúbito. O colchão deve ser firme o suficiente para o suporte da coluna cervical, torácica e lombar.

Pronada (decúbito ventral): Na posição pronada ou

É

aquela feita diariamente para a manutenção da limpeza

 

hospitalar constituindo na arrumação da cama e na manutenção da limpeza do mobiliário e do ambiente. Proporciona conforto, segurança e bem-estar ao cliente, além de minimizar o risco de infecção através de eliminação de microrganismos existentes no ambiente hospitalar. Chamamos também de desinfecção concorrente aquela realizada imediatamente após a expulsão de matéria orgânica do corpo do indivíduo (cliente) com sangue, fezes, vômito, etc. 2. LIMPEZA OU DESINFECÇÃO GERAL OU TERMINAL É feita após a saída do cliente por alta, transferência, óbito ou suspensão das medidas de isolamento e o preparo do leito para que seja recebido outro cliente. A desinfecção terminal pode ser do leito, no caso de alta de um paciente ou do quarto todo. Nesta técnica existe A parte que compete a Enfermagem e a que é da alçada dos funcionários da limpeza, conforme rotina estabelecidas.

Outras barreiras empregadas são os isolamentos:

decúbito ventral, o cliente encontra-se de bruços; ou seja, deitado sobre seu tórax e abdômen. A cabeça pode ficar

voltada para qualquer lado e as orelhas devem ser protegidas. Não esquecer de flexionar discretamente os membros, a fim de evitar hiperextensão que poderá trazer graves conseqüências.

Decúbito lateral direito e esquerdo: Nesta posição, o

cliente pode estar deitado sobre seu hemi-corpo direito ou esquerdo. As curvaturas estruturais devem ser mantidas, a cabeça deve ser apoiada em uma linha mediana do tronco e a rotação da coluna deve ser evitada. Todas as proeminências

ósseas devem ser protegidas para evitar úlceras de pressão.

Fowler, semi-fowler e fowler alto: A cabeceira do

leito do cliente é elevada a um ângulo de 45 a 60 graus e as pernas ficam retas, porém com coxins nos calcanhares e na região posterior do joelho. A posição de fowler é a indicada para clientes com problemas cadíacos e respiratórios, pois permite expansão torácica. Há duas variações possíveis na fowler. A semi-fowler, cuja elevação da cabeceira é a 30 graus, bastante confortável, ficando a cabeça e o tórax do cliente ligeiramente elevada. A outra variação é a posição de

fowler-alta, totalmente sentada, cabeceira elevada a 90 graus.

1) Isolamento total: Destina-se a prevenir a transmissão de doenças altamente contagiosas, como por exemplo: Difteria (neste tipo de isolamento usa-se máscara, luvas e avental); 2) Isolamento respiratório: Usado para prevenção de doenças que se transmitem por via respiratória, como por exemplo a Meningite. Há a necessidade do uso de máscara, somente; 3) Isolamento entérico: Para prevenir infecções que são transmitidas pelo contato direto ou indireto com fezes e/ou urina. Ex: Enterocolite necrosante. Há necessidade do uso de luvas e, às vezes, avental; 4) Isolamento protetor ou reverso: Para pacientes imunodeprimidos como no caso de portadores de HIV. Usa-se máscaras para defesa deles, mas para nossa proteção, às vezes, dependendo do grau da doença, necessita-se de óculos e avental; 5) Isolamento de contato: Para prevenção de doenças

Posição de Sims: É utilizada para exames retais e

tratamentos como lavagem intestinal ou enema. O paciente fica preferencialmente em decúbito lateral esquerdo, com um travesseiro sob a cabeça, com o braço esquerdo para trás e para cima e o direito apoiando confortavelmente, o peso do corpo. O membro inferior direito fica bem flexionado sobre o esquerdo, que é pouco flexionado.

Posição genu-peitoral: É utilizada para exames no reto

e

na vagina, e ainda alguma cirurgia, como hemorroidectomia.

O

paciente fica em decúbito ventral com o joelho apoiado no

peito, e a cabeça, virada para um dos lados, sobre um pequeno travesseiro.

Posição de Trendelemburg: É utilizada em casos de

choque, hemorragia pélvica ou para drenagem torácica. O paciente fica em decúbito dorsal, com o corpo inclinado e a

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto cabeça mais baixa que os pés. É importante sustentar o ombro

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cabeça mais baixa que os pés. É importante sustentar o ombro do paciente para que o mesmo não escorregue para a cabeceira da cama.

Posição Ginecológica: É utilizada para exame e

tratamento vaginal. O paciente fica em decúbito dorsal com as pernas flexionadas e afastadas e os pés apoiados na cama ou nas perneiras.

Posição de Litotomia: É utilizada para exame e

tratamento vaginal. É uma variação da posição ginecológica. O Paciente fica em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, fixadas por faixas, com as nádegas ligeiramente fora do colchão.

AUXILIO NO DIAGNÓSTICO

SINAIS VITAIS

# Temperatura (T): É o grau de calor que atinge um determinado corpo. É o equilíbrio entre a produção e a eliminação deste calor.

Axilar de 36ºC

a

36,8ºC

Bucal de 36,2ºC a

37ºC

Retal de 36,4ºC

a

37,2ºC

Nomenclatura:

-

Eutermia ou normotermia: valor dentro da normalidade =

36°C a 37°C

- Febril ou febrícula: valor de 37,5°C a 38°C

- Febre: valor de 38,1°C a 39°C

- Pirexia: de 39,1°C a 40°C

- Hiperexia ou hipertermia: acima de 40°C

- Hipotermia: abaixo de 36°C

Cuidados de enfermagem para hipertermia:

1. Estimular ingesta hídrica;

2. Estimular banho de água morna quase fria;

3. Colocar compressas frias, não geladas, nas pregas

inguinais e axilares e testa;

4. Diminuir a quantidade de roupas;

5. Proporcionar repouso;

6. Orientar que mantenha alimentação.

Cuidados de enfermagem para hipotermia:

1. Oferecer alimentos quentes ( chocolates, sopas, bebidas

isotônicas);

2. Proporcionar repouso;

3. Aumentar a quantidade de roupas;

4. Oferecer alimentos ricos em vitaminas;

5. Se der, aquecer o ambiente.

Temperatura Axilar: Apesar de não ser a mais precisa, é a maneira mais utilizada para se verificar a temperatura. A temperatura axilar é contra-indicada nas queimaduras de tórax porque a circulação fica alteradas), nas fraturas dos membros superiores, na furunculose axilar e em pacientes muito caquéticos. Temperatura Bucal: É contra-indicada a verificação de

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temperatura bucal nos casos de comprometimento da boca e face, e em todos os clientes impossibilitados de manter o termômetro sob a língua, como crianças, clientes inconscientes

e doentes mentais. O termômetro deverá ser de uso individual. Temperatura retal: O reto é o local de maior precisão

••••

para verificar a temperatura. É contra-indicada a verificação de

temperatura retal nos casos de comprometimento do ânus, do reto e do períneo. O termômetro deverá ser de uso individual.

# Pulso ( P ou FC): É o nome que se dá à dilatação, pequena e sensível, das artérias, produzida pela corrente circulatória. Toda vez que o sangue é lançado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime, moderadamente, a artéria contra uma estrutura dura.

Homens: 60 a 70bpm Mulheres: 65 a 80bpm

Valores de normalidade:

Fatores que alteram a freqüência do pulso:

Fatores Fisiológicos:

Emoções - digestão - banho frio ( porque faz vaso constrição)

- exercícios físicos (aceleram) – algumas drogas como os

digitálicos (diminuem). Fatores Patológicos:

Febre - doenças agudas (aceleram) Choque (diminuem) Classificação do pulso pode ser quanto à:

Regularidade:

a. Rítmico - bate ou pulsa com regularidade, ou seja , o tempo de intervalo entre os batimentos é o mesmo. b. Arrítmico - bate sem regularidade (irregular),o intervalo entre os batimentos é diferente. Amplitude: volume de sangue dentro da artéria.

a) Fraco ou filiforme: redução da força ou do volume sangüineo (facilmente desaparece com a compressão). b) Forte ou cheio: aumento da força ou do volume sangüineo(dificilmente desaparece com a compressão). Tensão: força da parede da artéria.

a) Macio - fraco

b) Duro - forte

Tipos de Pulso:

Bradisfigmico - São os batimentos do pulso abaixo do

(lento)

Taquisfígmico - São os batimentos do pulso acima do normal (acelerado) Dicrótico - dá a impressão de dois batimentos Bradicardia - São os batimentos cardíacos abaixo do normal, em número Taquicardia - São os batimentos cardíacos acima do normal, em número

normal

Observações importantes:

- Evitar verificar o pulso em membros superiores afetados por seqüelas de lesões neurológicas ou vasculares;

- Não verificar o pulso em membro com fístula arteriovenosa (para hemodiálise);

- Nunca usar o dedo polegar na verificação, pois pode confundir a sua pulsação com a do paciente;

- Em caso de dúvida, repetir a contagem;

- Proceder a verificação com as mãos secas e quentes.

# Respiração ( R ou FR):

É o processo no qual ocorre a troca de oxigênio e gás carbônico entre o corpo e o meio ambiente.

- Quanto à freqüência (número de movimentos respiratório por minuto – mrpm). Valores de normalidade:

No homem (15 a 20 mrpm)

- Quanto ao ritmo

Avaliação da respiração:

Na mulher

(18 a 20 mrpm)

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto Regular: quando o intervalo entre os movimentos respiratórios é igual. Irregular:

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Regular: quando o intervalo entre os movimentos respiratórios é igual.

Irregular: quando são diferentes.

- Quanto à profundidade (intensidade da respiração):

Superficial

Profunda

Nomenclatura:

Eupnéia: respiração com freqüência normal

Bradipnéia: quando a freqüência respiratória está abaixo

de 12 mrpm

Taquipnéia: quando freqüência respiratória acima de 24 mrpm

Apnéia: ausência ou parada de respiração por 20 segundos

Dispnéia: respiração difícil, caracterizada pelo aumento do esforço inspiratório e expiratório

Ortopnéia: quando paciente tem dificuldade para respirar

na posição deitada e só consegue respirar bem se estiver sentado

Cheyne Stokes: quando o ritmo respiratório desigual, ou

seja, todo alterado

Estertorosa: respiração com barulho

Kussmaul: respiração profunda e ofegante característica de coma e acidose diabética grave.

Existem fatores que alteram a respiração:

Sono e banho quente: diminuem a respiração

Emoções, exercícios e banho frio: aumentam a respiração.

# Pressão arterial: ( PA ou TA)

É a resistência oferecida pelas paredes das artérias ao fluxo sangüíneo, ocasionado pela força de contração do coração. Ela varia de acordo com a quantidade de sangue que o coração descarrega no sistema arterial e a resistência feita por esse sistema ao fluxo sangüíneo.

contração dos

Pressão sistólica (máxima):

ventrículos para ejetar o sangue nas grandes artérias. Pressão diastólica (mínima): ocorre assim que a musculatura

do coração relaxa. Existem fatores que alteram a pressão arterial:

Fatores que aumentam: esclerose (endurecimento) dos vasos, drogas estimulantes, toxinas das bactérias, doenças renais, exercícios físicos, emoções, processo digestivo, idade avançada, menstruação, gestação, retenção de cloreto de sódio, etc. Fatores que diminuem : choque, hemorragias, sono, repouso, drogas depressoras. # Nomenclatura:

é o resultado da

Normotenso /Pressão Normal = sistólica entre 110 e 130mmHg e distólica entre 60 e

80mmHg

Hipertensão = quando diastólica acima de

110mmHg

Hipotensão = quando sistólica abaixo de

60mmHg

Pressão convergente = quando a sistólica e a diastólica se aproximam Pressão divergente = quando a sistólica e a diastólica se distanciam

Importante:

colocar o manguito no braço e ajustá-lo a 3 cm sempre

acima da prega do cotovelo

NÃO GARROTEAR O BRAÇO

manter o manômetro ao nível dos olhos

o primeiro ruído é a pressão sistólica

quando muda de som é a pressão diastólica

para repetir a técnica é necessário aguardar 30segundos .

APLICAÇÕES DE CALOR E FRIO

Aplicação de calor As aplicações de calor dilatam os vasos sangüíneos facilitando

a circulação; relaxam a musculatura; amenizam a dor local; aumentando a temperatura e apressam a supuração. As aplicações de calor mais comuns são feitas através de:

Compressas – calor úmido (toalha) 3 x ao dia de 10 a

15min.;

Bolsa de água quente.

Aplicação local de calor: Deve-se controlar cuidadosamente a região a ser tratada, para evitar

queimaduras.

Aplicação de Frio As aplicações de frio contraem os vasos sangüíneos,

diminuindo o fluxo da circulação; previnem o edema, baixam a temperatura, diminuem a dor e a hemorragia, prevenindo a formação de hematoma. As aplicações de frio mais comuns são feitas através de:

Compressas – frio úmido.

Bolsa de gelo – frio seco.

MANUTENÇÃO E INTEGRIDADE CORPORAL E CUIDADOS DE HIGIENE E

FINALIDADES DA HIGIENE CORPORAL

- Pele saudável pela prevenção de infecções;

- Melhoria da circulação;

- Proporcionar repouso e sono;

- Melhoria da nutrição pelo aumento do apetite;

- Aumento da auto-estima pela melhora da aparência

- Sensação de bem-estar.

Higiene Oral

A higiene oral compreende a limpeza dos dentes, gengivas,

bochecha, língua e lábios. Em condições normais deve ser feita pela manhã, ao despertar, após as refeições, e à noite, ao deitar.

Material - Bandeja contendo:

Escova de dente (individual) ou espátula envolvida em gaze.

Creme dental.

Copo com água.

Cuba-rim;

Recipiente para desprezar espátulas com gaze;

Lubrificantes para os lábios.

Pacientes com dentaduras - Bandeja contendo:

Escova de dente (individual);

Espátula envolvida em gaze;

Creme dental;

Solução dentifrícia;

Copo com água;

Cuba-rim;

Recipiente para desprezar espátulas e gazes;

Lubrificante para os lábios

Gaze.

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HIGIENE DOS CABELOS E DO COURO CABELUDO

 

Quando o paciente permanece acamado por um longo tempo, é necessário não negligenciar a higiene dos cabelos e do couro cabeludo. Ela deve ser feita semanalmente ou mais vezes, se necessário, proporcionando ao paciente conforto e bem-estar e estimulando a circulação do couro cabeludo. Material - Bandeja contendo:

Os cuidados com as unhas devem ser realizados, de preferência, após o banho. Com o envelhecimento, tornam-se endurecidas, espessas e quebradiças, portanto, deve-se colocá-las de molho em água com sabão por um período de 10minutos, a fim de amolecê-las para facilitar o corte, que deve ser em linha reta, não muito rente. Lixá-las após o corte, dando um acabamento final, enxaguar e secar cuidadosamente entre os dedos. Deve-se evitar tirar a cutícula, para não provocar ferimentos.

Cuba redonda com xampu;

Impermeável grande;

HIGIENE DOS PÉS: Cuidados adequados com os pés são importantes em qualquer idade, pois são eles responsáveis

Impermeável forrado;

Gaze;

pela sustentação do corpo, pela marcha, equilíbrio e postura corporal. Cuidados:

Bolas de algodão; pente de cabelo;

Suporte de soro

Jornais

Biombos

Secar sem esfregar especialmente entre os dedos, para evitar lesões de pele por fungos;

-

Balde

Realizar movimentos de rotação e extensão, estimulando a circulação, prevenindo atrofias musculares;

-

Jarro (2 litros) com água morna

LIMPEZA DO ROSTO E DAS MÃOS Material - Bandeja contendo:

Pode-se usar talco mentolado a fim de evitar transpiração excessiva;

-

-

Usar calçados adequados, confortáveis para evitar formação

Toalha de rosto;

de

calos e lesões;

Saco plástico para lixo;

Sabonete;

Usar meias limpas e folgadas, sem furos e costuras muito duras;

-

luva de procedimentos;

Lixar os calos, não arrancá-los, para evitar infecções. Massagem de Conforto Essa técnica auxilia muito o repouso do paciente, aumenta a circulação do sangue sobre as proeminências ósseas e previne

Pente e escova;

Luva de banho ( se tiver);

Bacia e jarro com água quente.

o aparecimento de escaras.

LAVAGEM EXTERNA OU HIGIENE INTIMA

A massagem é uma compressão metódica manual da pele,

lavagem externa ou higiene íntima proporciona conforto,

evita e combate infecção e alivia sintomas associados às patologias ginecológicas.

A

com fins terapêuticos ou relaxamento. Existem cinco movimentos utilizados durante a massagem.

a)

deslizamento

É

rotineiramente executada junto ao banho de leito ou com

superficiais: cujos movimentos são longos, rítmicos e

mais freqüência, de acordo com determinadas patologias ou

leves;

durante o período menstrual. Material - Bandeja contendo:

Jarro com água morna;

profundos: cujos movimentos são mais fortes, centrípetos,

que tem por finalidade, por exemplo, estimular o peristaltismo intestinal. b) amassamento: segura-se o músculo, amassando-o conforme o contorno da massa muscular.

Cuba redonda com sabão líquido;

Compressas;

Impermeáveis forrados;

c)

fricção: movimento circular em que os dedos se movem

Comadre;

junto com a pele.

Par de luvas de borracha;

d)

percussão: consiste em dar palmadas no tecido, com as

Recipiente para recolher as compressas usadas.

mãos cerradas.

e)

vibração: impulso vibratório e agitante nos tecidos do

BANHO: O banho proporciona bem-estar, estimula a circulação , remove odores, abre os poros, dá oportunidade para observação do estado da pele e verificação de anormalidades como: úlceras de pressão, erupções, edema. Tipos de banho:

cliente.

IMPORTANTE

Nunca massagear sobre a roupa do cliente, para evitar escarificação.

- de imersão;

- de aspersão;

Retirar anéis e pulseiras antes de realizar a massagem no cliente e cortar as unhas.

- de leito.

A massagem deve ser feita por pessoal especializado.

Manter as mãos sempre limpas.

BARBA:

Deixar a unidade em ordem

Finalidades:

-

Remover os pêlos que podem coçar e irritar a pele;

AUXÍLIO AO PACIENTE NA ALIMENTAÇÃO

Promover boa aparência e conforto. Material necessário:

-

NUTRIÇÃO = NECESSIDADE HUMANA BÁSICA

- Toalha de rosto;

A

satisfação

das necessidades nutricionais pode ser

- Barbeador elétrico ou aparelho de barba;

confirmada através de:

- Sabão neutro ou creme de barbear;

bom tônus muscular com reflexos normais;

- Loção ou gel pós-barba;

balanço energético;

- Pincel de barba ( opcional).

ritmo e batimentos cardíacos normais;

pressão arterial normal;

CUIDADOS COM AS UNHAS DAS MÃOS E DOS PÉS:

cliente lúcido e orientado no tempo , lugar e em relação a

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto própria pessoa; • valores laboratoriais normais(albumina sérica, hemoglobina,

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própria pessoa;

valores laboratoriais normais(albumina sérica,

hemoglobina, hematócrito, proteína sérica total, colesterol,

glicose, creatinina, );

fezes moldadas, amolecidas, eliminadas regularmente com mínimo esforço;

velocidade normal de crescimento para a idade

GRAUS DE DEPENDÊNCIA DO PACIENTE:

Pacientes independentes;

Pacientes parcialmente dependentes;

Pacientes dependentes.

ALIMENTAÇÃO POR SONDA: Consiste em oferecer alimentos ao paciente através de uma sonda nasogástrica ( alimeto é depositado no estômago), sonda nasoenteral ( alimento é depositado no intestino) ou por gastrostomia (alimentos líquidos no estômago, por sonda através da parede abdominal).

SONDAGEN NASOGÁSTRICA:

É a introdução de uma sonda, específica, no estômago através

da cavidade oral ou nasal.

Finalidades:

- Drenar conteúdo gástrico;

- Administrar medicamentos e alimentos;

- Fazer lavado gástrico;

- Diminuir a aerofagia e conseqüentemente aliviar a distensão abdominal;

- Obter amostras de conteúdo gástrico para estudos laboratoriais;

- Tratar pacientes com obstrução mecânica e sangramento dentro da cavidade abdominal superior. Pode ser:

Aberta: para drenagem.

paciente

impossibilitado de deglutir.

Fechada:

para

alimentação

ou

medicação

do

SONDA NASOENTÉRICA/JEJUNAL

É o fornecimento de dietas através de uma sonda pelo trato gastrointestinal. Finalidades:

- Remover fluidos e gases do trato gastrintestinal;

- Pesquisar sangramento gastrintestinal;

- Administrar alimentos e medicamentos.

Administração deve ser feita por gotejamento por gravidade

ou bomba de infusão com fluxo constante, assegurando o

controle do volume.

SONDA DE GASTROSTOMIA

É a introdução de alimentos líquidos no estômago por meio de

um tubo de borracha ou silicone introduzido através da parede

abdominal. Esse procedimento é feito pelo médico.

A enfermagem fica responsável pela administração da

alimentação bem como, o cuidado com a ostomia.

Antes de administrar a dieta, fazer aspiração para verificar se

o estômago não está repleto de alimentos, caso esteja, suspender a dieta e comunicar. HGT = HEMOGLICOTESTE Finalidades:

- Verificar a glicemia capilar.

Material:

1. Luvas de procedimentos;

2. Algodão seco;

3. Fita para HGT ou aparelho;

4. Frasco de HGT com tabela de controle;

5. Microlanceta ou agulha de insulina descartável.

Nutrição Parenteral

Se as necessidades nutricionais do cliente não puderem ser

atendidas por via oral ou por alimentação por sondas, pode

ser necessário usar uma infusão venosa de solução nutricional.

Essas necessidades devem ser avaliadas com segurança e precisão a fim de conhecer os seus princípios, os componentes

da

solução nutricional, os procedimentos, a administração e

os

registros importantes, bem como as complicações no uso

da

terapêutica. Quem avalia e prescreve a administração da

nutrição parenteral é o médico.

O uso da nutrição parenteral requer que os clientes

apresentem alguns problemas para que sejam indicadores do

seu uso:

Doença debilitante há duas semanas ou mais,

Perda de mais de 10% do peso habitual antes da doença,

Nível sérico de albumina abaixo de 3,5g/dl

Vômitos ou diarréias crônicas,

Emagrecimento contínuo, apesar da indigestão oral ou

alimentação entérica adequada,

Distúrbio que reduza profundamente ou impeça a

absorção gastrintestinal,

Perda excessiva de nitrogênio pelas feridas infectadas,

Fístulas , abscesso ou insuficiência renal ou hepática, acompanhada de falência do trato gastrintestinal.

EXISTEM

DOIS

TIPOS

DE

ADMINISTRAR

A

NUTRIÇÃO

PARENTERAL:

 

Via

Periférica

(NPP)

Nutrição

Parenteral

Periférica/Parcial

a) Veia Basílica;

b) Veia Cefálica;

c) Veia umbilical (pediatra).

Via Central – (NPT) Nutrição Parenteral Total

a) Veia cava superior e inferior;

b) Subclávia (infraclavicular e supraclavicular);

c) Jugular interna;

d) Femoral.

A Nutrição Parenteral Periférica é usada em veia periférica,

com risco menor de usar o revestimento venoso.

A NPP, não atende as demandas nutricionais por muito tempo,

em geral é usada por duas semanas e que a concentração de

glicose não pode ultrapassar 10%.

A

Nutrição parenteral periférica é uma opção satisfatória para

os

clientes bem nutridos ou com desnutrição leve, que não

tenham, restrições hídricas e que necessitem de suplementos para alimentação entérica. Esses clientes podem ter elevações discretas da taxa metabólica.

A Nutrição Parenteral Total é administrada por veia central, na

qual a hemodiluição maior protege o revestimento venoso. É uma opção adequada a clientes com desnutrição moderada que não pode ser corrigida com alimentação entérica; são usados a indivíduos que precisam seguir restrições hídricas, que não têm veia periférica acessível , ou que necessitem de nutrição por mais de duas semanas. Pode ser usada por meses ou anos , à noite ou durante o dia. Complicações:

Sepse associado ao cateter,

Flebite

Embolia Gasosa,

Disfunção hepática,

Hipercapnia (excesso de dióxido de carbono no sangue)

Hipocalcemia,

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto • Hipotassemia,   h) Deixar o paciente confortável;   •

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

Hipotassemia,

 

h) Deixar o paciente confortável;

 

Hipomagnesemia,

i) Deixar a unidade em ordem;

Hipofosfatemia,

j) Lavar, secar e guardar o material;

 

E

outros

problemas

como:

coagulação

do

cateter,

k) Encaminhar o material que necessitar de esterilização;

rachaduras ou fraturas no equipo e desconecção do cateter.

l) Lavar as mãos e fazer as anotações.

m) Se for sondagem de alívio, após a retirada total da urina,

CATETERISMO VESICAL, LAVAGEM VESICAL E IRRIGAÇÃO VESICAL

retirar o cateter, os campos e a cuba rim, medir o volume

drenado e reposicionar o paciente.

 

CATETERISMO VESICAL

 

IRRIGAÇÃO VESICAL

É

a introdução de uma sonda na bexiga através do meato

É a irrigação contínua de líquidos na bexiga, com o objetivo de prevenir a multiplicação de microorganismos. Para a irrigação vesical é necessária a cateterização vesical com uma sonda Folley de 3 vias.

urinário. Essa é uma técnica que requer muito cuidado, pois existe

grande risco de causar uma infecção no paciente. Normalmente ela é executada por enfermeiro ou médico.

Toda a técnica de cateterismo vesical deve seguir rigidamente

DRENAGEM

DE

URINA

COM

PRESERVATIVO

OU

os princípios assépticos.

 

CONDOM

A sondagem vesical deve ser evitada ao máximo, porém,

existem casos onde ela é necessária, como:

Retenção de urina;

 

Consiste na colocação de um preservativo ou condom no pênis do cliente para drenagem da urina.

Operações de períneo e do abdômen;

É

indicado nos casos em que o cliente possui incontinência

Preparo de cirurgias;

 

urinária, sem a necessidade de um controle preciso diurese.

da

Balanço hídrico em pacientes com incontinência urinária;

ATENÇÃO: Nunca o coletor de urina deverá ficar acima do nível da bexiga do paciente, pois isso causaria o refluxo da urina podendo provocar uma infecção urinária.

Material

Condom ou preservativo;

 

Frasco coletor com intermediário;

 

O

diâmetro dos cateteres a serem utilizados variam de acordo

Esparadrapo;

com o tipo do cliente e pode ser exemplificado como:

 

Gazes;

- crianças: 8-10F

 

Cuba rim;

mulheres: 14-18F

 

Água, sabão, toalha;

 

homens: 18-20F

 

Material para tricotomia, se necessário

 

Na mulher:

LAVAGEM INTESTINAL OU ENTEROCLISMA OU ENEMA

fazer a antissepsia dos grandes lábios, dos pequenos

lábios e do meato urinário com solução antisséptica, no sentido púbis-ânus, utilizando uma gaze ou torunda montada para cada movimento;

colocar gaze no meato urinário;

É

administração de uma solução no intestino grosso, através

do ânus e reto, para remover as fezes. Tem a finalidade de aliviar a distensão e a constipação intestinal; preparar o paciente para cirurgias, tratamentos e exames especializados nos intestinos; e administrar medicamentos. A quantidade de líquido administrado na lavagem intestinal, no máximo, é de 2.000ml.

colocar o campo fenestrado;

 

lubrificar a sonda com xilocaína gel;

 

afastar os grandes e pequenos lábios com uma mão;

com a outra mão, enluvada e sem contaminar, retirar a

gaze que estava sobre o meato urinário e introduzir a sonda, mais ou menos 05 a 07cm, deixando a outra extremidade na cuba-rim para receber a urina;

Procedimentos:

Preparar o material;

 
 

Lavar as mãos;

No Homem:

 

Levar o material até a unidade do paciente;

 

Afastar o prepúcio e fazer a anti-sepsia do meato urinário,

Colocar o material na mesinha de cabeceira;

no

sentido do meato para a glande e prepúcio;

 

Orientar o paciente;

 

Injetar 10ml de lubrificante anestésico na uretra com a

Isolar o paciente;

seringa, pressionando a glande por 2 ou 3 minutos para que não haja refluxo da geléia;

Colocar o paciente na posição de Sims do lado esquerdo;

Forrar a cama com um impermeável forrado ou toalha;

 

Elevar o pênis e introduzir o cateter de 18 a 20 cm;

 

Conectar a sonda no tubo do irrigador ou equipo com

Abaixar o pênis lentamente para facilitar a passagem do cateter na uretra;

solução;

Pinçar o tubo;

Recobrir a glande com o prepúcio;

 

Deixar a solução prescrita no irrigador, observando que a

 

temperatura seja de morna; esta medida previne o surgimento

a) Colher amostra de urina se necessário;

 

de íleo-paralítico ( interrupção do peristaltismo devido ao

b) Inflar o balão, através da válvula existente na

comprometimento

da

atividade

muscular,

acarretando

extremidade do cateter com ar ou soro fisiológico, com o auxílio da seringa;

obstrução intestinal) e proporciona mais conforto ao paciente;

Deixar correr a solução até preencher o tubo e a sonda, pinçando novamente;

c)

Puxar levemente para ver se o cateter está fixo;

 

d)

Conectar ao conjunto de drenagem;

 

Lubrificar a sonda;

 

e)

Retirar as luvas;

 

Calçar as luvas;

f)

Fixar o cateter na perna do paciente para prevenir o risco

Abrir as nádegas do paciente afastando-as, solicitando

de

tracionar e ferir a uretra e a bexiga;

 

que o paciente respire profundamente;

 

g)

Retirar o material da cama do paciente;

Introduzir, aproximadamente, 7 cm da sonda lubrificada

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto no reto; • Abrir a pinça ou roldana e deixar entrar

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

no reto;

Abrir a pinça ou roldana e deixar entrar lentamente, a

solução no intestino do paciente, observando as alterações;

Pinçar o tubo;

Retirar a sonda e colocá-la na cuba rim ou saco de lixo;

Esperar alguns minutos, reter por alguns minutos mais;

Levar o paciente ao banheiro ou colocar a comadre;

Fazer a higiene íntima se necessário;

Retirar as luvas;

Deixar o paciente confortável;

Deixar a unidade do paciente em ordem;

Lavar, secar e guardar o material;

Encaminhar o material que necessitar de esterilização;

Fazer as anotações (tipo e quantidade de solução

empregada, hora da aplicação e efeito, aspectos das fezes, reação do paciente, e anormalidades);

Lavar as mãos;

TIPOS DE LAVAGEM INTESTINAL

Evacuador – Cuja finalidade é estimular o peristaltismo,

provocando o esvaziamento intestinal seja para fins laxativos

ou preparo para exames e cirurgias.

Retentivo – Cuja finalidade é administrar uma solução medicamentosa que deve ser absorvida, pelo intestino e ser administrada gota a gota para evitar o peristaltismo, usando para hidratar, diluir toxinas no intestino, caso infecções e promover escapamento de gazes no colon e reto.

TIPOS DE CLISTER E FINALIDADE

O clister é a introdução de uma pequena quantidade de

líquidos (200 a 500ml), a fim de combater a infecção e aliviar a dor, entre outras finalidades como:

Clister Sedativo: para aliviar a dor; Clister Purgativo: para limpeza do intestino grosso, geralmente é irritante à mucosa intestinal; Clister Antisséptico: para combater infecções utilizando como medida profilática em pré-operatório em cirurgia intestinal potencialmente contaminadas; Clister Adstringente: para contrair o tecido usado em caso de diarréias e para promover o término de hemorragias, devido à vasoconstrição que provoca; Clister Emoliente: usado para amolecimento das fezes, aplicado no caso de constipação severa ou quando uma condição anal dolorosa.

Aspiração de Secreção Orofaríngea e Endotraqueal É o método utilizado para remover secreções da boca e da faringe, através se sucção, desobstruindo a entrada de ar nas vias aéreas superiores, bem como da traquéia e brônquios nos pacientes entubados e traqueostomizados. É indicado nos casos em que o paciente é incapaz de eliminar

as secreções sozinho, na presença de corpos estranhos do

nariz, boca e faringe mantendo as vias aéreas limpas e uma

ventilação eficaz.

# Aspiração de VAS: É a aspiração da boca e nariz.

Procedimento:

1.

Explicar o procedimento ao cliente;

2.

Reunir o material;

3.

Lavar as mãos;

4.

Abrir o pacote da sonda na extremidade distal e adaptá-la

ao

látex, mantendo-a protegida pelo invólucro;

5.

Calçar a luva;

6.

Lubrificar a sonda com a água ,mesmo para não

traumatizar a mucosa;

7. Clampear o látex, introduzir a sonda na boca ou nariz,

desclampear e aspirar com movimentos rotatórios. Cada

aspiração deve ser de, no máximo, 15 segundos, pois neste período o pulmão não recebe Oxigênio;

8. Deixar o cliente descansar por 20 a 30 segundos antes de

nova aspiração, a não ser que ele esteja com muita secreção,

provocando desconforto respiratório;

9. Desprezar a sonda, enrolando-a sobre a mão calçada com

a luva e jogar fora em recipiente próprio;

10. Introduzir a extremidade do intermediário de látex no SF

para fazer a limpeza do mesmo;

11. Fechar a válvula de aspiração;

12. Lavar as mãos;

13. Organizar o material;

14. Registrar os aspectos das secreções e intercorrências.

# Aspiração traqueal: É a retirada de secreções traqueais e pulmonares por sucção. As finalidades são facilitar oxigenação, ventilação e evitar complicações respiratórias.

Procedimentos:

Lavar as mãos;

Preparar o material;

Levar o material até a unidade do paciente;

Colocar o material na mesinha de cabeceira;

Orientar o paciente explicando o procedimento e a

finalidade ao paciente, (assegurando a tranqüilidade), mesmo que ele não esteja consciente;

Isolar o paciente;

Posicionar o paciente em elevação, se não houver contra-

indicação, adaptar a sonda no intermediário, com a mesma ainda dentro do invólucro;

Se o paciente estiver em respirador, ventile-o com ambu, por 3 vezes;

Calçar uma luva estéril ou luva plástica estéril;

Desconectar do respirador, introduzir 1ml de AD no tubo

ou na traqueostomia, para fluidificar as secreções com a mão não enluvada;

Com a mão enluvada, que está com a sonda, faz-se a

introdução da mesma no tubo ou na traqueostomia;

Ligar o aspirador ou desclampear o látex, pois só se

processa aspiração na retirada da sonda, com movimentos

giratórios;

A frequência da aspiração será determinada pelas condições do cliente;

Após a aspiração retorna-se a oxigenação ( respirador ou traqueostomia);

Desprezar luva e sonda;

Organizar o material;

Lavar as mãos;

Fazer os registros necessários;

Trocar frasco coletor, intermediário seringa com AD de acordo com a rotina da instituição.

Observações:

Usar uma sonda para cada via, a ser aspirada;

Se houver necessidade de limpar a sonda, usar gaze estéril;

Se a FC e o ritmo modificarem durante o processo,

interrompa a aspiração e comunique ao Enfermeiro ou Médico;

O intermediário de látex deve ser desprezado no lixo

contaminado e o de silicone deve ser reprocessado no CME;

Uma única sonda poderá ser usada várias vezes durante o procedimento se houver pouca secreção espessa, a qual poderá ser retirada da sonda com gaze estéril.

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto Drenagem Torácica Os pulmões são órgãos onde se realizam as trocas

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

Drenagem Torácica Os pulmões são órgãos onde se realizam as trocas gasosas respiratórias do organismo. Eles estão localizados no tórax e são envolvidos por duas membranas: a interna – pleura visceral e a externa – pleura parietal. Entre as duas pleuras existe uma pequena quantidade de líquido para lubrificação (líquido pleural). A disposição pleural normal permite que a respiração se faça com um mínimo de atrito. Uma das extremidades do tubo de drenagem torácica fica dentro do tórax e a outra é coberta com uma camada de água que permite a saída de ar e líquido do interior do espaço pleural, não permitindo a entrada de ar.

Manifestações clínicas de clientes com derrame pleural:

Geralmente, as manifestações clinicas são aquelas

manifestadas por pneumonias ou outras infecções respiratórias como: febre, calafrios, dor torácica pleurítica, e quando em um derrame pleural por malignidade pode resultar em dispnéia, tosse e sudorese.

A presença de liquido é confirmada pela radiografia

torácica, ultra-sonografia, exame físico e toracocentese.

O liquido pleural é analisado por culturas bacterianas,

hemogramas e leucogramas e estudo de bioquímica sanguínea(glicose , amilase, desidrogenase lática, proteína) e PH.

Procedimento:

Adaptar no vácuo.

Carregar o(s) frasco(s) abaixo do nível do corpo do

paciente.

Avaliar cor, quantidade e aspecto da drenagem.

Ordenha (apertar com a mão látex do dreno para tentar

puxar mais líquido).

A colocação do dreno de tórax é de responsabilidade do

médico e é feito no CC, portanto, cabe à enfermagem auxiliar

no procedimento e na manutenção do mesmo.

Condutas e Cuidados de Enfermagem

Manter o cliente em posição de fowler e observar evolução da dispnéia;

Verificar se as conexões estão bem adaptadas e ajustadas;

O tubo deve ficar cerca de 2,5cm abaixo do nível d´água, abaixo do tórax;

O intermediário interno deve estar sempre mergulhado na solução contida no frasco coletor;

Assinalar o nível de liquido inicial com esparadrapo no lado de fora do frasco de drenagem,(500ml de solução fisiológica);

Certificar-se de que a tubulação não faz alças nem interfere nos movimentos do cliente;

Incentivar o cliente a adotar uma posição

confortável.Estimular o bom alinhamento do corpo;

Certificar-se de que há oscilação do liquido no tubo de vidro;

Realizar a troca do liquido conforme rotina estabelecida pela instituição, mas geralmente é nas 24hs;

Observar e anotar a drenagem quanto a: tipo,

características e a quantidade do volume drenado,

Incentivar o cliente a respirar profundamente e tossir a intervalos freqüentes.

Ao transporte manusear o frasco com muito cuidado e

sempre abaixo do tórax e não deve ser pinçado;

Observar a oscilação da coluna ligada ao dreno que vem do tórax, bem como a drenagem aspecto, quantidade e vazamentos ao logo do dreno ou das conexões;

Cuidar para que não haja quebra do frasco,

Observar e trocar o curativo (oclusivo) do local da

inserção do dreno diariamente ou sempre que necessário

Em caso de retirada acidental do dreno, comprimir imediatamente o local e acionar o médico,

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE ULCERAS DE PRESSÃO

CONCEITO: É uma lesão ocasionada pela pressão não aliviada da pele sobre proeminências ósseas, que interrompe o suprimento sanguíneo e trás como conseqüência o dano de tecidos subjacentes (subcutâneo, muscular, ósseo e articulações)

CLASSIFICAÇÃO DAS ULCERAS DE PRESSÃO

ESTÁGIO-1: Ocorre um eritema em pele intacta que não embranquece após remoção da pressão exercida.

ESTÁGIO-2: Ocorrem perdas parciais da pele envolvendo a epiderme, derme ou ambas.A úlcera é superficial e apresenta-se como uma abrasão, uma bolha ou cratera rasa.

ESTÁGIO-3: É uma perda da pele na sua espessura total, envolvendo danos ou uma necrose do tecido SC que pode se aprofundar, mas não chegando até a fáscia muscular. A úlcera apresenta-se clinicamente como uma cratera profunda.

ESTÁGIO-4: É a perda da pele na sua total espessura

com

ou

ossos

cápsulas.

músculos,

extensa

ou

destruição

de

ou

necrose

dos

estruturas

suporte

como

tendões

FATORES DE RISCO

PRESSÃO + FORÇA DE CISALHAMENTO + FRICÇÃO + UMIDADE

Pessoas suscetíveis:

Pacientes acamados, com dificuldade para se reposicionar, estado nutricional prejudicado, incontinência urinária e fecal e alteração do nível de consciência.

PREVENÇÃO DE ÚLCERAS DE PRESSÃO

1. Cuidados com a pele: Deverá ser limpa no momento que sujar. A freqüência de limpeza da pele deve ser individualizada de acordo com a necessidade ou preferência do cliente.

2. Manter a pele hidratada devendo-se evitar seu ressecamento através do uso de hidratantes e proteção contra o frio.

3. Evitar massagens nas proeminências ósseas, quando zona já hiperemiada, pois podem causar danos teciduais.

4. Evitar a exposição da pele à umidade, devido a incontinência (fraldas), perspiração ou drenagens de feridas.

5. Posicionar o cliente adequadamente no leito. Usar técnicas corretas.

6. Não esquecer de dar/estimular a dieta ao paciente acamado.

7. Realizar a mudança de decúbito de 2 em 2 horas sempre que possível. Fazer o uso de almofadas, travesseiros e luvas com água, protegidas com toalha, para proteger as proeminências ósseas.

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto 8. Manter a cabeceira da cama num grau mais baixo  

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

8. Manter

a

cabeceira da cama num grau mais baixo

 

conforme condições do cliente para evitar a força de cisalhamento.

 

MUDANÇA DE DECÚBITO

 

9. Use e abuse dos colchões piramidais sem capa para redistribuir o peso corporal.

É a técnica que previne a formação de escaras de decúbito e as complicações pulmonares e circulatórias, pois através da movimentação, proporciona conforto físico ao paciente e facilita a circulação sanguínea. Essa movimentação poderá ser feita com o auxílio de um profissional (movimentação ativa) ou pelo próprio paciente (movimentação passiva) sob orientação.

10.

Ao posicionar o cliente em cadeira não se esqueça do alinhamento postural.

A FERIDA

a perda ou a ruptura da continuidade da pele, tecido ou órgão corpóreo. Classificação das Feridas:

É

CURATIVO

De acordo com a presença ou não de microorganismos:

 

O curativo é a remoção mecânica das secreções e de colônias de bactérias presentes na lesão, assim como a proteção de outras contaminações ou traumas.

1. ASSÉPTICA: Sem presença de germes patogênicos;

Ferida limpa. Ex: corte cirúrgico.

 

Princípios

básicos

a

serem

observados

no

cuidado

dos

2.

SÉPTICA: Contaminada ou infectada; com presença de

ferimento:

germes patogênicos; Ex: escara infectada.

 

A pele e as mucosas normalmente contêm

microorganismos;

 

Freqüentemente o trato respiratório do cliente e dos

De acordo com a presença ruptura da superfície:

 

profissionais possue microorganismos que podem disseminar

1. ABERTA: Quando o tecido entra em contato com o meio

para as feridas abertas;

 

exterior, ocorre a ruptura da pele ou tecido.

 

A umidade dos curativos facilita o crescimento do número de microorganismos;

2.

FECHADA: Quando não ocorre ruptura do tecido. Ex:

fratura de colo de fêmur.

 

A umidade dos curativos facilita também a movimentação dos germes;

De acordo como ocorreu a ferida:

As secreções contaminadas movimentam-se através dos

1. INCISAS: Provocadas por objetos cortantes. As bordas

materiais;

apresentam-se lesas e bem delimitadas. O sangramento é abundante, mas fácil de ser contido. Ex: incisões cirúrgicas.

Deve-se considerar sempre que os materiais utilizados em

qualquer curativo que entraram em contato com fluídos orgânicos, portanto, contaminados, e que são permanentes e

2.

CONTUSAS: Causadas por traumatismos como queda e

pancadas. O sangramento é pequeno, mas os danos de

não descartáveis, como as pinças, deverão passar por um processo de descontaminação em solução desinfetante e,

tecidos vizinhos demora a cicatrizar.

 

3.

PERFURANTE: Provocados por objetos pontiagudos. Pode

posteriormente, encaminhados ao preparo e esterilização;

 

atingir órgãos importantes e ocorrer infecção devido à

O lixo resultante do curativo deve ser condicionado em

dificuldade de realização de uma boa anti-sepsia.

 

saco plástico com a identificação de lixo hospitalar e é considerado resíduo contaminado.

3.

LACERADAS: Provocadas por acidentes. Apresentam

grandes rasgões, há pouca tendência a hemorragias, mas sujeita à supuração.

No ar existem microorganismos – não deixar a ferida exposta, não deixar material exposto.

4.

TÓXICAS: Devido à picada ou mordedura de animal. Ex;

 

picada de escorpião, abelha, mordedura de cão raivoso.

   

Etapas do curativo:

5.

PERFURO CONTUSA: arma de fogo.

   
   

1. Abertura – remoção de esparadrapos e gazes;

 

Classificação dos tecidos:

 

2. Limpeza – remoção de secreção;

 
 

3. Tratamento – colocação do anti-séptico e/ou pomadas;

O

processo de cicatrização ocorre, no ferimento, de dentro

4. Fechamento – confecção do curativo conforme suas

para fora. As células da epiderme migram das bordas da

características.

ferida, preparando o local para os fibroblastos (células de regeneração dos tecidos) iniciarem a reconstrução.

Segundo Turner (1982) expressa alguns critérios do curativo ideal:

A

cicatrização, segundo Brunner e Suddarth (1977) pode

ocorrer por:

Manter alta umidade no espaço entre ferida e curativo; Remover o excesso de exsudato e componentes tóxicos; Permite trocas gasosas; Promover isolamento térmico; Dispor de proteção contra infecção secundária; Estar livre de partículas e contaminantes tóxicos; Permitir sua renovação sem trauma na troca; Dispor de vários tamanhos (resistentes) Proporcionar conforto ao cliente

a)

Primeira intenção: quando as bordas da ferida são

aproximadas uma das outras facilitando a cicatrização. Ocorre geralmente com a ferida cirúrgica limpa.

b)

Segunda intenção: quando as bordas da ferida estão

muito distantes e geralmente há presença de secreções; o tecido de granulação começa a ser formado de baixo para cima e a cicatrização somente se completa quando as células da pele (tecido epitelial) crescem sobre este tecido. A cicatrização por segunda intenção é muito mais demorada e

deixa cicatrizes maiores; por isso, sempre que possível sutura-

Fatores que Influenciam na Cicatrização

 

se

os ferimentos.

   

c)

Terceira Intenção: quando as bordas da ferida são

 

Boa nutrição: Principalmente vitamina C;

ingestão de proteínas e

aproximadas uma das outras facilitando a cicatrização, mas

ocorre infecção, pontos retirados precocemente e a ferida torna-se aberta. Cicatriza por segunda intenção.

 

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto • Ausência de infecção: A infecção destrói o tecido e resulta

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

Ausência de infecção: A infecção destrói o tecido e

resulta no tempo mais prolongado na última etapa da cicatrização;

Boa circulação local: Qualquer fator que impeça a

região afetada de receber os nutrientes e oxigenação adequadas para os tecidos.

TIPOS DE CURATIVOS

1. fechado ou bandagem: sobre a ferida é colocada gaze,

pasta ou compressa, fixando-se com esparadrapo ou atadura

de crepe;

2. aberto: recomendado nas incisões limpas e secas,

deixando-se a ferida exposta. As vantagens e indicações para cada tipo de curativo são:

a) Curativo fechado:

Absorver a drenagem de secreções;

Proteger o ferimento das lesões mecânicas;

Promover hemostasia, através de curativo compressivo;

Impedir contaminação de ferimento por fezes, vômito, urina;

Promover o conforto do paciente.

b) Curativo aberto:

Eliminar as condições necessárias para o crescimento de

microorganismos (calor, umidade, ausência de luz solar, etc.);

Permitir melhor observação de detecção precoce de dificuldades no processo de cicatrização;

Facilitar a limpeza;

Evitar reações alérgicas ao esparadrapo;

Ser mais barato.

RETIRADA DOS PONTOS

É a retirada de fios, colocados para aproximar as bordas de uma incisão. Os fios são retirados após a cicatrização do ferimento.

Procedimento técnico - Material:

Material de curativo;

Material de retirada de pontos (pinça anatômica sem

dentes e uma tesoura de ponta fina);

Na falta de material de retirada, usa-se uma lâmina de bisturi presa à pinça Kocher do material de curativo.

Luva e bisturi.

BANDAGENS

As bandagens podem ser feitas com tiras de tecidos, lenços, etc. chamadas bandagens improvisadas e com ataduras. Finalidades:

- manter curativo;

- aquecer uma articulação;

- imobilização;

- controlar hemorragia;

- manter posicionamento funcional de um membro e corrigir deformidade.

Bandagens com ataduras São 5 tipos de voltas básicas usadas com ataduras: circular, espiral, reversa, espica e recorrente.

a) CIRCULAR: As voltas da atadura são feitas uma sobre a

outra. São muito usadas no abdômen.

ESPIRAL: Cada volta cobre a metade ou 2/3 da volta

anterior como mostra a figura abaixo. É usada em dedos,

pernas, braços, antebraços etc.

b)

c)

REVERSA: Usada, principalmente, nos antebraços, coxas

e

pernas. Observe os passos apresentados na figura abaixo.

d)

ESPICA: É muito utilizada em articulações. Acompanhe os

passos na figura abaixo.

e) RECORRENTE: Usada, principalmente, na cabeça, em

cotos (membros amputados), mãos e pés. Na figura abaixo apresentam a volta recorrente e a volta espica.

Restrições de Movimentos

É a limitação dos movimentos do paciente com a finalidade de prevenir acidentes. A restrição de movimentos pode causar

escaras, dificultar o retorno venoso e/ou agravar ferimentos já existentes. Por isso recomenda-se evitar ao máximo a contenção do paciente. É indicada:

para evitar que crianças, pacientes agitados e

inconscientes caiam da cama;

no pós-operatório, principalmente em pacientes agitados;

em doentes mentais agressivos;

para pacientes que não colaboram no tratamento.

A restrição

abdômen, joelho, pulso e tornozelos.

pode

de

movimentos

Material:

lençóis

ataduras de crepe

algodão

ser

feita

nos

ombros,

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

MEDICAMENTOS

É a substância química utilizada no tratamento, prevenção e

diagnóstico de patologias. É toda substância no organismo

vivo, que atenderá a uma finalidade terapêutica podendo auxiliar, melhorar ou inibir a função orgânica. DOSAGEM

É a determinação da dose ou quantidade de um medicamento

ou substância medicamentosa.

DOSE

Inicial – Primeira dose;

Média – Quantidade de medicamento que provou ser

eficaz;

Manutenção – Dosagem mantida após o efeito desejado

da

dose inicial;

Máxima – Maior quantidade de medicamento administrado

sem risco;

Letal – dosagem que pode matar.

Finalidade da Medicação

Curativa – Destruir o agente causador da patologia

Paliativa – Aliviar algum sintoma

Substitutiva – Repor substância encontrada no organismo

Apresentação/Nome

Nome Comercial – O mesmo medicamento pode possuir vários nomes conforme o fabricante do registro.

Nome Químico – O nome químico do medicamento (da substância).

Nome Genérico ou Original – Nome pelo qual o medicamento é catalogado.

Ação dos medicamentos

Os medicamentos podem agir no organismo provocando uma

ação local ou geral (sistêmica). Ação local, como o nome já diz, é a ação da droga no próprio local da aplicação, na pele ou na mucosa, e pode ser:

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto • Adstringente – contrai os tecidos e diminui a luz dos

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

Adstringente – contrai os tecidos e diminui a luz dos vasos;

Antisséptica – inibe o desenvolvimento de

microorganismos;

Emoliente – lubrifica e amolece os tecidos;

Irritante – irrita os tecidos;

Paliativa – diminui a dor.

Ação geral - é a ação da droga que precisa ser ministrada no meio interno do organismo para surtir efeito e pode ser:

Antagônica – corta o efeito de outra droga;

Cumulativa – acumula no organismo;

Depressora – deprime a função de um órgão ou tecido;

Estimulante – estimula a função de um órgão ou tecido;

Sinérgica – reforça o efeito de outro medicamento e vice-versa.

5 CERTEZAS

1. Paciente certo

2. Medicamento Certo

3. Dose Certa

4. Hora Certa

5. Via Certa

Considerações

A) Toda medicação deve ser prescrita pelo médico, exceto

alguns prescritos por enfermeiros ou dentistas no uso de seus direitos legais;

B) Administrar somente medicamentos prescritos e com

assinatura legível do profissional sendo que apenas em

situações de emergência a enfermagem pode atender prescrição verbal, que deverá ser transcrita logo que possível pelo profissional que orientou a administração;

C) As prescrições médicas tem validade por 24 horas;

D) Seguir a padronização dos horários, sempre que possível

pois facilita a execução da prescrição e a administração dos

medicamentos;

E) Manter atenção durante o preparo e em local apropriado;

F) Proteger o medicamento dos raios solares;

G) Transportar a medicação em bandeja, identificando-a com

o nome do cliente

H) Consultar os cartões de medicação,prescrição médica ou

relatório de enfermagem ;

I) Administrar os medicamentos com conhecimento das cinco

certezas:cliente certo, medicamento certo, dose certa, hora

certa, via certa;

J) Não administrar medicamentos preparados por outra

pessoa;

K) Observar, questionar e verificar possíveis alergias;

L) Verificar a data de validade do medicamento;

M)Manter controle rigoroso sobre os medicamentos,

principalmente os psicotrópicos;

N) Não tocar com a mão em comprimidos, cápsulas, drágeas,

pastilhas ou outros;

O) Observar ordens de controle hídrico, dietas, jejum e

suspensão da prescrição, antes de preparar a medicação;

P) Colocar o material perfuro-cortante em recipiente de

paredes rígidas;

Q) Calcular corretamente a quantidade necessária de

medicação, a partir da apresentação da droga disponível;

R) Registrar a administração da droga, checando na

prescrição;

S) Limpar a bancada e as bandejas com álcool a 70% e dispor

os recipientes identificados por seqüência de número e via de

administração;

T) Verificar o estado geral do paciente, efeitos desejados e

colaterais do medicamento. Esclarecer qualquer dúvida antes do preparo (letra legível, rótulo do medicamento);

U) Rotular o medicamento preparado com os dados de

identificação do paciente;

V) Ler o rótulo 3 vezes antes de retirar do recipiente , antes de

aspirar na seringa , antes de desprezar a ampola .

X) Desprezar o medicamento em caso de alteração (cor,

consistência);

Y) Providenciar o medicamento quando faltar no setor;

Z) Não administrar nenhum medicamento com dúvida.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

Via oral Normalmente a absorção da droga ocorre no aparelho digestivo. A medicação por via oral é indicada por ser um método simples, econômico e seguro. Porém, nos casos de distúrbios gástricos, ou quando o paciente não pode deglutir a droga, é preciso substituí-la.

EQUIVALÊNCIA DE MEDIDAS

1 colher de sopa - 15ml

1 colher de sobremesa – 10ml

1 colher de chá – 5ml

1 colher de café – 3ml 1ml – 20 gotas

1 medida – 5ml

1 gota – 3 microgotas

A drogas administradas por via oral devem ser deglutidas com

água, leite, sucos, porém, existem os casos dos medicamentos

que devem ser administrados por via sublingual e via bucal. No primeiro, deixar o medicamento dissolver embaixo da língua e, no segundo, deixar na boca de uma forma geral.

Via sublingual Na via sublingual os medicamentos são colocados sob a língua

e a absorção se dá nos vasos sangüineos existentes no dorso da língua. Cuidados necessários:

Antes de colocar o medicamento sob a língua, o cliente

deve enxaguar a boca.

Orientar para que o cliente abstenha-se de engolir saliva

por alguns minutos, permitindo a absorção da droga.

Via nasogastrica ou gastrostomia

É

quando utilizada em cliente inconsciente e/ou incapacitado de

deglutir. Cuidados necessários:

Dissolver os medicamentos sólidos antes de colocá-los

através da sonda;

Abrir as cápsulas, dissolvendo o pó medicamentoso;

Administrar os medicamentos sempre com líquidos;

Lavar a sonda com 10 a 20ml de água ou soro fisiológico

após a administração do medicamento;

Manter a sonda fechada por 30 minutos, caso esta esteja em sinfonagem ,garantindo a absorção do medicamento.

a administração de medicamentos por sonda nasogástrica,

Via retal

A via retal é a introdução de medicamentos através do ânus,

sob a forma de supositórios e clister medicamentoso. Esta via

é prescrita para drogas que seriam irritativas por outras vias,

ou para clientes inconscientes, que tenham vômitos freqüentes

ou estejam impossibilitados de deglutir. Cuidados necessários:

Garantir a privacidade do cliente;

Lavar as mãos;

Colocar o cliente em posição de sims (em decúbito lateral esquerdo com a perna de cima fletida);

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto • Calçar uma luva; • Separar as nádegas com mão não

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

Calçar uma luva;

Separar as nádegas com mão não enluvada;

Orientar o cliente a respirar fundo ao introduzir o supositório pela parte reta com o dedo indicador, direcionando-o à parede retal, numa profundidade correspondente ao comprimido;

Comprimir as nádegas ou solicitar que o cliente as

contraia, evitando o retorno do supositório;

Retirar a luva, virando o lado interno para fora, para

assim reter os microrganismo;

Orientar para que o cliente retenha o supositório por 15 a

20 minutos. Quando o supositório for aplicado para aliviar os gases intestinais, o cliente pode expelí-lo a qualquer momento;

Lavar as mãos após descalçar a luva.

Via ocular É aplicação de medicamentos nos olhos, sob a forma de colírio ou pomada, tendo como finalidade: dilatar ou contrair as

pupilas, acelerar a cicatrização, combater a infecção, lubrificar os olhos, diminuir a congestão ocular. Cuidados necessários:

Limpar os olhos com uma gaze umidecida com soro

fisiológico, do ângulo interno ao ângulo externo do olho;

Inclinar a cabeça do cliente um pouco para trás e solicitar que o cliente olhe para um objeto no teto;

Puxar para baixo a pele periorbitária com o dedo

indicador, expondo o saco conjuntival, pingando a medicação, sem encostar o frasco no olho;

Pomadas oftálmicas são aplicadas ao longo da crista

inferior do saco conjuntival, do ângulo interno para o ângulo externo do olho, ultilizando preferencialmente gaze ou

espátula;

Solicitar que o cliente feche os olhos e faça movimentos

giratórios do globo ocular após aplicação da medicação (colírio

ou pomada);

Retirar o excesso com gaze ou cotonete, do ângulo

interno para o ângulo externo do olho;

Orientar quanto ao procedimento, solicitando que o

cliente permaneça na posição por algum tempo, para que a medicação penetre;

Ocluir o olho com monóculo, quando indicado.

Via auricular

Nesta via a aplicação do medicamento se dá no ouvido externo, com objetivo de aliviar a dor, a inflamação, a congestão, combater infecções ou amolecer o cerume. Cuidados necessários:

Posicionar corretamente o cliente, solicitando que

permaneça deitado ou sentado com a cabeça inclinada, expondo o ouvido afetado que deve ficar para cima;

Tracionar o pavilhão auricular para baixo e para trás nas

crianças, introduzindo a medicação;

Tracionar o pavilhão auricular para cima e para trás nos adultos, introduzindo a medicação;

Pingar as gotas na face lateral do canal auditivo sem

encostar o frasco na pele;

Solicitar que o cliente permaneça na posição de 3 a 5

minutos, para distribuir a medicação;

Aquecer a medicação que será instilada no ouvido, pois

soluções frias causam desconforto e tonturas. Para aquecer o

medicamento, coloque-o em uma cuba redonda com água quente por alguns minutos, testando a temperatura com algumas gotas na parte interna do punho;

Via nasal

É a aplicação de medicamento pelo nariz, tendo como

finalidade aliviar a congestão nasal, proteger a mucosa nasal, tratar infecções e facilitar a respiração. Cuidados necessários:

Colocar o cliente em posição sentada, com a cabeça inclinada para trás;

Usar um travesseiro sob os ombros para que a cabeça caia para trás;

Orientar o cliente para respirar pela boca;

Direcionar o conta-gotas para a linha média da concha superior do osso etmóide, aplicando a medicação;

Evitar tocar o conta-gotas na mucosa e nos dedos do profissional;

Permanecer na frente do cliente ao administrar o

medicamento;

Solicitar que o cliente permaneça na posição por alguns minutos (2 a 3), para aumentar a distribuição do medicamento;

Oferecer lenço de papel ao cliente com o objetivo de retirar qualquer secreção;

Via vaginal

É a introdução de medicamentos na vagina, sob forma de óvulos, pomadas, geléias, espuma ou lavagem vaginal. Cuidados necessários:

Manter a privacidade da cliente;

Colocar a cliente em posição ginecológica;

Calçar luvas e separar os grandes lábios para visualizar a abertura vaginal;

Introduzir a medicação, com um aplicador individual, na

vagina, mais ou menos 4cm. O aplicador deve ser introduzido lubrificado, no sentido para baixo e para trás;

Empurrar o êmbolo para expelir a medicação na vagina;

Retirar as luvas, puxando-a pela face interna, evitando propagação de microrganismos;

Solicitar para que a cliente permaneça nesta posição para uma melhor distribuição da medicação;

Colocar absorvente higiênico, caso a medicação escorra;

Escolher o horário da noite para aplicar óvulos ou pomadas em clientes ambulantes, para evitar quedas dos mesmos;

Ensinar as clientes independentes a usar e aplicação da

medicação, sendo que a melhor posição é a sentada, apoiada sob as nádegas, com as pernas abertas;

Lavagem vaginal

É a introdução de líquidos ou solução medicamentosa na

vagina com a finalidade de prevenir e combater infecções,

limpar a vagina, diminuir o odor e acelerar a cicatrização. Pontos Importantes:

Colocar a cliente em posição ginecológica;

Calçar luvas;

Introduzir a cânula vaginal para trás e para baixo, cerca de 8 a 10 cm;

Fazer movimentos giratórios com a cânula, durante a

introdução do liquido;

Colocar a cliente sobre a comadre e solicitar que ela tussa para expelir o liquido pela vagina.

Via tópica ou cutânea É a aplicação de medicamento na pele, podendo ter ação local ou geral.

# As formas de medicamentos utilizadas nesta via de administração são:

1. Loções: preparados líquidos, aplicados para proteger, refrescar, suavizar, lubrificar ou amaciar áreas superficiais. 2. Pomadas: são preparadas com base gordurosa, aplicadas

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto na pele ou mucosa, derretendo-se sob ação do calor do corpo,

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

na pele ou mucosa, derretendo-se sob ação do calor do corpo,

da

agulha sob a pele.

sendo então absorvidas. São usadas geralmente como antisséptico ou antimicrobiano. Suavizam a pele, retém o calor corporal e aumentam a região de contato entre medicamento

Injetar lentamente a dose indicada.

Observar se houve formação de pápula (elevação

redondinha), característica da injeção intradérmica.

e

pele.

Caso não ocorra a formação da pápula, conclui-se que a

3.

Antissépticos: líquidos usados para limpeza da pele ou

agulha atingiu a tela subcutânea.

ferimento, como por exemplo: povidine tópico.

4.

Tintura: soluções alcoólicas ou hidroalcóolicas preparadas

Via subcutânea

a

partir de uma droga, por exemplo: tintura de iodo.

É a introdução de droga na tela subcutânea.

5.

Pós: quantidade de dose única de uma droga ou misturas

A absorção dos medicamentos por via subcutânea, é mais

de drogas na forma de pó. Ressecam a pele e evitam fricção

lenta que a via IV e IM. Esta via também é chamada hipodérmica, sendo indicada principalmente para drogas que necessitam de absorção lenta e contínua.

excessiva.

Adesivos: quantidade de drogas em dose apropriada e de

absorção lenta, aplicada à pele com adesivos, como por exemplo: adesivos hormonais, emplastos, calicidas.

6.

É

importante aspirar para verificar se nenhum vaso sangüíneo

 

foi

atingido.

Via parenteral

Essa via é muito usada para administrar insulina, por ser lenta e contínua, permitindo melhor absorção do medicamento. Os locais de aplicação da injeção subcutânea são:

Abdômen;

É

a via em que se administram medicamentos ou nutrientes

diretamente nos tecidos. Estes medicamentos são administrados através de injeções, utilizando-se seringas

agulhas, cateteres, etc.

Face anterior das coxas;

É

uma via de administração que requer muitos cuidados, pois

Face externa dos braços;

necessita de material esterilizado e soluções estéreis, e o seu tempo de absorção é muito mais rápido.

Região glútea.

A

administração por via parenteral pode ser intradérmica (id),

Condições da droga:

subcutânea (sc), intramuscular (im), intravenosa (ev) e intra-

Volume: O volume injetado pode variar de frações de ml até, no máximo, 5ml, porém aplica-se até 3ml. A via subcutânea foi usada, para infusões fisiológicas salinas ou glicosadas, em volumes que variam de 1000 à 1500ml, na qual se introduzia 500ml durante 15 a 30 minutos. A razão do uso da tela subcutânea para infusões se deve á sua grande expansibilidade, como ocorre na gravidez e nos edemas.

Locais de aplicação:

arterial.

Via intradérmica

É

a introdução da droga na derme ou córion. Trata-se de via

específica para auxilio de diagnóstico, verificação da sensibilidade a alérgenos, reações de hipersensibilidade, como por exemplo, provas de ppd(tuberculose), schick (difteria) e outras. Raramente é utilizada para tratamento, porém indicada na dessensibilização e auto-vacinas. Normalmente o local de aplicação é a face mediana do antebraço. A agulha entra no tecido formando um ângulo de 15ºc, com o bisel voltado para cima.

# condições da droga:

Teoricamente toda tela subcutânea se presta para a introdução de drogas, entretanto, de acordo com a menor ou maior inervação local, a acessibilidade e a capacidade de distensão do tecido. Locais mais utilizados, face externa do braço, parede abdominal e para infusões a região inframamaria, parede abdominal sobre a crista ilíaca, face anterior da coxa, nádegas e região infraescapular.

a) Volume: o volume máximo admissível no local é de 0,5ml

. As doses usadas, em geral, são frações de ml até 0,25ml.

b)

Características: drogas em soluções cristalinas e

 

isotônicas.

Postura do cliente: sentado ou deitado, com a região indicada completamente exposta.

c)

Características do material: O tamanho da seringa é

1ml, de insulina, que possui escalas de frações ml. As agulhas indicadas para esta via são pequenas e finas, tais como 10x5 e 15x3. Algumas, as mais recomendadas, apresentam um detalhe: 2 mm após o bizel há um pequeno aumento do diâmetro externo para impedir a penetração da agulha além

Aplicação em indivíduo magros ou caquéticos: Em clientes

nestas condições, variam o modo de segurar a pele e o ângulo

de inserção da agulha, procedendo da seguinte maneira:

levantar a pele, segurando-a e mantendo-a suspensa

entre os dedos indicador e polegar.

de 2 mm de extensão.

introduzir a agulha em posição paralela à pele, nesta dobra, com rapidez e firmeza.

d)

Locais de aplicação: teoricamente, o corpo todo poderia

ser utilizado, entretanto, tendo-se em vista os objetivos que indicam a via, o local deve ser claro, com pouca pigmentação,

Fricção após a injeção: para certos tipos de drogas como a insulina não é conveniente a massagem após a aplicação, justamente para evitar a absorção rápida, faz-se apenas a compressão local.

poucos pêlos, pouca vascularização superficial e de fácil

acesso para a leitura dos resultados das reações aos antígenos injetados. A área que preenche todas estas condições é a face ventral do braço.

e)

Postura do cliente: sentado, com o braço apoiado sobre

Tamanho da agulha: se utilizarmos agulhas de dimensões 10x5 ou 10x6, em indivíduos normais ou obesos, a introdução

a

mesa.

f)

Aplicação:

se

dará perpendicularmente à pele como por via IM (ângulo de

Expor a área de aplicação (face ventral do antebraço),

90 graus).

fazer a limpeza da pele, dependendo do agente administrado não pode usar álcool;

ATENÇÃO:

Espalmar o antebraço e distender a pele do local de

Na aplicação de heparina e insulina alguns cuidados específicos são necessários.

aplicação;

Empunhar a seringa e introduzir a agulha paralelamente à

 

pele, numa extensão de 2mm. O bisel deve ser mantido para cima e nos indivíduos de pele clara será possível ver a haste

Heparina: é um anticoagulante, por isto, ao administrar

esta droga por via SC, não tracionar o êmbolo antes de injetar

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto a medicação, bem como não massagear o local após a aplicação,

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

a medicação, bem como não massagear o local após a

aplicação, pois pode ocasionar lesão tecidual, provocando hematomas no local de aplicação.

Insulina: é um hormônio administrado a clientes

diabéticos. Não se deve massagear o local de aplicação, pois a absorção da insulina deve ser lenta. É necessário também fazer rodízio sistemático do local de aplicação, para evitar abscessos e endurecimento dos tecidos na área de aplicação.

Injeção intramuscular

É a administração dos medicamentos no tecido muscular de

até 10ml, porém recomenda-se apenas a administração

ml de líquidos, num ângulo de 90º.

A aplicação por essa via é indicada nos casos de substâncias

irritantes e de difícil absorção como óleos e metais pesados.

importante aspirar para verificar se nenhum vaso sangüíneo

foi atingido.

Desvantagens:

Possível lesão de nervos, tecidos ou vasos sangüíneos.

Acidentes relacionados com a aplicação de medicação

intramuscular.

Injeções superficiais (no tecido subcutâneo), podendo

provocar nódulos e, às vezes, abscessos;

Lesão no nervo ciático, o que pode provocar paralisia; por este motivo, é importante determinar o local exato de aplicação na região glútea.

É

de 5

# Importante:

Observar a condição da musculatura, presença de

endurecimento local contra indica a administração.

Volume do medicamento: o deltóide é um músculo que

recebe somente volumes pequenos. A região dorso glútea suporta até 10ml injetados.

Tipo de medicação: medicações a base de ferro são

administrado na região dorso glútea.

Evite local com diminuição ou ausência da sensibilidade,

como por exemplo, membros com paralisia, os quais são contra –indicados.

Condições da pele do cliente, que deve estar livre de sinal

de

inflamação, parestesia e cicatrizes.

Fazer rodízio dos locais de aplicação de injeção IM. O

acúmulo de medicamentos no mesmo músculo dificulta e retarda a absorção.

Em caso de substâncias oleosas, aquecer um pouco a

ampola com as mãos, o que deixará a substância menos densa.

Soluções irritantes deverão ser aplicadas profundamente

no

músculo e em locais com grande massa muscular.

A escolha do tamanho e calibre da agulha dependerá da

solução, da espessura da tela subcutânea e do grupo etário.

Registrar a administração do medicamento, com

assinatura e observações sobre reações ao medicamento,

quando houver.

A ordem de preferência no local de aplicação deve ser:

1) Região ventro-glútea(VG) ou Hochstetter - músculo glute médio: indicado em qualquer idade.

2) Região da face ântero-lateral da coxa(FALC) - músculo vasto lateral: contra-indicada para menores de 28 dias e indicada especialmente para lactentes e crianças até 10 anos.

3) Região dorso-glútea(DG) - músculo grande glúteo:contra-indicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e pessoas excessivamente magras.

4) Região deltoidiana(D) - músculo deltóide: contra-

indicada

para

menores

de

10

anos com pequeno

desenvolvimento muscular.

 

OS LOCAIS DE APLICAÇÃO SÃO:

1) REGIÃO VENTRO-GLÚTEA OU LOCAL DE HOCHSTETTER:

É recomendado por não ter grandes nervos ou vasos sangüíneos.

A medicação é injetada no músculo denominado glúteo médio.

Determina-se esta região do seguinte modo: Coloca-se a mão esquerda no quadril direito, do cliente ou vice-versa, apoiando-se a extremidade do dedo indicador sobre a espinha ilíaca antero-superior, estender o dedo médio ao longo da crista ilíaca, espalmando a mão sobre a base do grande trocanter do fêmur afastando-se o dedo médio do indicador, injeta-se a seguir, no centro da área limitada pelos dois dedos

abertos em V. Postura do cliente: decúbito lateral, dorsal ou sentado.

2) REGIÃO LATERAL DA COXA OU FACE ÂNTERO DA

COXA (FALC):

Esta região apresenta grande massa muscular, o que determina extensa área de aplicação e o risco de trauma

tissular é mínimo. Nela se encontra o músculo vasto lateral, que é um dos locais ideais para aplicação intramuscular, tanto em adultos quanto em crianças, embora seja um local bem doloroso. Área de aplicação: Seus limites poderão ser determinados superiormente, respeitando-se a distância de 12 a 15cm acima do joelho, numa faixa de 7 a 10cm de largura. A angulação da agulha deverá ser de 45 graus, com o eixo longitudinal horizontal em direção podálica, se pequena massa muscular. Dependendo da musculatura poderá e da agulha a ser usada, poderá ser em 90°. Postura do cliente: deitado, com o membro inferior em extensão, ou sentado, com flexão da perna, expondo-se da área do joelho à raiz da coxa. Indicada para adultos, adolescentes, lactentes e crianças. Porém ao nascer o RN recebe o Kanakion nesta via, de rotina.

É o local mais dolorido de se administrar medicação pela via intramuscular.

3) REGIÃO DELTÓIDE:

Sua delimitação poderá ser determinada superiormente, respeitando-se a distância aproximada de 3 a 5cm abaixo do acrômio e inferiormente, a de 3 a 3,5cm, acima da margem inferior do deltóide. Postura do cliente:sentado, antebraço flexionado e em exposição do braço e ombro. Indicação: última alternativa mesmo para adultos, somente para soluções pouco irritantes e doses não superiores a 3ml. Desvantagens: acidentes com lesão tissular de ramos de feixe vásculo nervoso, lesão do nervo radial. Recomenda-se que neste músculo, o volume introduzido não ultrapasse 2ml e que não se utilize para grande número de aplicações consecutivas, já que apresenta massa relativamente pequena.

4) REGIÃO GLÚTEA OU DORSO-GLÚTEA:

É indespensável distinguir muito bem a região glútea das nádegas, propriamente dita. A primeira inclui os músculos

glúteo máximo e mínimo estendendo-se desde a margem lateral do sacro e córtex até a espinha ilíaca ântero-superior. Área de aplicação: região dorso glútea: pode ser estabelecida segundo dois processos:

a) Primeiro: traçando-se uma linha que parte da espinha

ilíaca póstero-superior e finalize no grande trocânter do fêmur,

neste caso, a injeção deverá ser aplicada na região central da área.

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto b) Segundo: delimitando-se os quadrantes com o traçado de dois eixos,

ENFERMAGEM

Prof. Paulo Prieto

b) Segundo: delimitando-se os quadrantes com o traçado de dois eixos, um horizontal com origem na saliência mais proeminente na região sacra e outro vertical, originado na

tuberosidade isquiática. Das áreas parciais assim delimitadas,

a utilizável é a superior externa.

Postura do cliente: deitado em decúbito ventral com exposição da cintura à raiz da coxa. O cliente, quando é decúbito ventral, deve manter os braços ao longo do corpo e os pés virados para dentro, visando relaxar mais os músculos dos glúteos. Indicação: indicado para crianças com mais de dois anos de idade, com bom desenvolvimento dos músculos glúteos, adolescentes e adultos, sendo completamente contra-indicado para menores de um ano.

Injeção intravenosa É a administração de medicamentos através de injeção no interior de uma veia.

É um processo quase indolor, sentindo-se apenas a picada da

agulha, no ato da punção intravenosa. O principal objetivo na utilização dessa via e a obtenção da rapidez de efeito. Seu uso permite administração de grande volume de líquidos. Além

disto, pode-se através dela, administrar drogas que seriam contra-indicadas pelas demais vias parenterais e outras vias, por serem irritantes ou sofrerem ação do sulco digestivo. As veias mais utilizadas são as dos membros superiores, para adultos. Na injeção intravenosa é importante observar se o bizel da agulha está na “luz” do vaso, pois do contrário, passará líquido para o tecido subcutâneo, provocando edema e dor no local. Quando aparecer uma sensação de ardência, é necessário mudar um pouquinho a posição da agulha, pois esta pode estar na parede do vaso.

- condições da droga:

As drogas, para serem injetadas no sangue, devem se

apresentar límpidas, perfeitamente diluídas e com pH próximo ao do sangue. Esta é a única via parenteral que tolera, dentro de certos limites, soluções hiper ou hipotônicas. Por causarem embolia, é contra-indicada por esta via, drogas em suspensão, soluções oleosas ou ar.

- Vantagem: Absorção rápida, é útil em situações de

emergência, pois seu efeito é imediato. Evita dor por injeções repetidas.

- Desvantagem: O erro na administração pode ser fatal, pois

seu efeito é imediato. Alergia: devido seu efeito imediato, é muitas vezes fatal em pouco tempo (fulminante). Risco potencial de infecção, pois

cada aplicação rompe as defesas da pele íntegra.

- Cuidados necessários:

A administração da droga deve ser lenta, com avaliação

constante da resposta do cliente.

Utilizar técnica asséptica para reduzir risco de infecção.

Medicação EV pode ser administrada diretamente na veia ou colocada em outro recipiente (por ex: Equipo para microgotas ou macrogotas).

- Locais de aplicação

A escolha é feita observando-se os seguintes aspectos:

Acessibilidade

Mobilidade reduzida

Localização sobre a base mais ou menos dura

Ausência de nervos importantes

Estase fácil

Em geral são utilizadas as veias superficiais da fossa

anticubital, as do dorso da mão e antebraço, podendo-se ainda fazer uso das veias do pescoço, perna e pé (estas últimas, porém, somente em crianças).

de

-

Acidentes

relacionados

com

a

aplicação

medicação endovenosa:

Locais: quando a posição do bizel da agulha for inadequada,

o líquido é injetado fora do vaso, ocasionando dor e,

dependendo do medicamento, até mesmo áreas de necrose.

Hematomas: há lesão da parede vascular devido à falta de técnica, ocasionando um extravasamento sanguíneo,

produzindo hematoma. Neste momento, deve-se interromper

a administração, pressionar o local permitindo a estase venosa e recomeçar o processo de aplicação no outro braço, caso contrário, o hematoma tenderá a aumentar rapidamente.

Flebites: pode ocorrer quando o líquido é irritante para o endotélio, ou em casos de infecções locais.

Tromboflebites: provocada por introdução de coágulo

ou

substância irritante no endotélio.

Edema: provocado por extravasamento de líquidos fora

do vaso.

Necrose: provocado por extravasamento de líquidos

irritantes, havendo morte celular.

Esclerose: irritação crônica do endotélio por injeções

contínuas na mesma veia, levando à diminuição da sua luz, por endurecimento da parede. Gerais: Super-dosagem provocada pela rápida aplicação de injeção podendo levar a morte. Choques (manifestação clínica de insuficiência do retorno venoso ao coração): Pode ser:

- Pirogênico: resultante da aplicação de drogas contendo substâncias pirogênicas, quando a solução injetada está contaminada, portanto, produzem febre. - Anafilático: resultante da reação antígeno-anticorpo que ocorre em indivíduos alérgicos à droga. Podem ser fatais se não forem tratados a tempo. Postura do cliente: o cliente deverá estar deitado ou sentado para receber uma injeção endovenosa, jamais em pé.

SOROTERAPIA OU VENÓCLISE

Recebe o nome de soroterapia todo tratamento feito à base de soro, seja puramente soro fisiológico ou combinação de soro fisiológico com outros nutrientes, como potássio e glicose.

O equipo de soro, como é chamado, pode ser de gotas

normais, correspondendo a 20 gotas para cada 1 ml, ou de microgotas, correspondendo a 60 microgotas para cada 1 ml.

1 =

gota

ml

3 microgotas

1 20 gotas

=

1 60 microgotas

ml

=

A punção venosa, onde correrá o soro, deve seguir algumas regras.

Dar preferência aos membros superiores;

Puncionar, sempre que possível, o membro contrário ao

do

uso do paciente;

Dar prioridade às veias das mãos, depois às do antebraço,

e só por último às da dobra do cotovelo, pois elas dificultam o movimento do paciente;

Observar atentamente para verificar se não está

ocorrendo infiltração;

Tomar cuidado para que a veia não fique obstruída por falta de soro ou diminuição do gotejamento.

CÁLCULO DE VELOCIDADE DE GOTEJAMENTO

1 – Precisamos saber o número de gotas.

Calcular o gotejamento. Poderemos calcular o gotejamento do soro utilizando a

fórmula:

N.º

gotas

=

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ENFERMAGEM Prof. Paulo Prieto   V   Traçado do eletrocardiograma fica plano durante vários minutos,

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V

 

Traçado do eletrocardiograma fica plano durante vários minutos, mesmo que o coração continue pulsando.

Tx3

V = volume T = tempo 3 = constante

 

Os cuidados deverão ter início tão logo o médico constate o óbito. Devem ser feitos para dar uma aparência de conforto, limpeza e serenidade, antes que o corpo entre em rigidez. O paciente morto e seus familiares merecem o máximo de respeito. Todos os orifícios devem ser tamponados (fechados com algodão e álcool) a fim de que os familiares não se sintam constrangidos diante de uma possível saída de líquidos, pelo relaxamento da musculatura, o que ocorre algumas horas após a morte.

CUIDADOS COM O CORPO APÓS A MORTE

A morte é constatada quando:

 

As pupilas encontram-se em dilatação completa, sem

resposta reflexa à luz;

 

Existe ausência total de respiração espontânea depois que

 

o

respirador mecânico cessar por 5 minutos;

A pressão arterial apresenta queda contínua apesar das doses maciças de medicamentos vasopressores;

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