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9/12/2012

Boas Práticas para Execução de Estruturas de Concreto

Boas Práticas para Execução de Estruturas de Concreto DOSAGEM, DURABILIDADE, EXIGÊ NCIAS DE NORMA Prof. Mauricio

DOSAGEM, DURABILIDADE, EXIGÊNCIAS DE NORMA

Prof. Mauricio Mancio

mancio@unisinos.br

Dosagem de Concretos: relação água cimento x consistência de pastas a/c = 0,3 a/c =
Dosagem de Concretos:
relação água cimento x consistência de pastas
a/c = 0,3
a/c = 0,4
Fck = 60MPa
Fck = 40MPa
a/c = 0,5
a/c = 0,6
Fck = 30MPa
Fck = 20MPa
DEFINIÇÃO Proporcionamento dos materiais para atender as propriedades do: Concreto Fresco Concreto Endurecido
DEFINIÇÃO
Proporcionamento dos materiais para
atender as propriedades do:
Concreto Fresco
Concreto Endurecido
⇓CUSTO ⇓
Ao menor custo possível
DEFINIÇÃO Proporcionamento dos materiais para atender: TRABALHABILIDADE Concreto Fresco
DEFINIÇÃO
Proporcionamento
dos materiais para
atender:
TRABALHABILIDADE
Concreto Fresco

Concreto Endurecido

Concreto Endurecido RESISTÊNCIA f ck

RESISTÊNCIA

f ck

DURABILIDADE Vida útil

Concreto Endurecido RESISTÊNCIA f ck DURABILIDA DE Vida útil
Concreto Endurecido RESISTÊNCIA f ck DURABILIDA DE Vida útil
Concreto Endurecido RESISTÊNCIA f ck DURABILIDA DE Vida útil
fc (MPa) 110 CPV ARI - Idade: 28 dias GRÁFICO DE 100 fc = exp(-2,57522
fc (MPa)
110
CPV ARI - Idade: 28 dias
GRÁFICO DE
100
fc = exp(-2,57522 * a/c
DOSAGEM
R2 = 0,999669
90
fc = exp(-2,49474 * a/c)
MÉTODOS:
80 R2 = 0,954673
IPT/EPUSP Convencional
fc = exp(-2,17017 * a/c)
70 R2 = 0,965317
IPT/NORIE Alta Resistência
60
Mehta-Aitcin
- 120,0 Kg
50
40
474
354
30
C(k /m³)
g
800
700
600
500
400
300
0.20
0.30
0.40
0.50
0.60
2
m = 16,598
R2 = 0,995
3
m
= 5,4534
R2
= 0,999
4
m
= 21,283
R2
= 0,9932
5
6
Abati
7
Abati
m(kg/kg)

9/12/2012

NBR 6118

9/12/2012 NBR 6118 Requisitos de qualidade da estrutura: CAPACIDADE RESISTENTE DESEMPENHO EM SERVIÇO DURABILIDADE TAXA

Requisitos de qualidade da estrutura:

CAPACIDADE RESISTENTE

DESEMPENHO EM SERVIÇO

DURABILIDADE

TAXA DE ABSORÇÃO DE ÁGUA 23 Sílica ativa 0% obs. 0% 20 5% obs. 5%
TAXA DE ABSORÇÃO DE ÁGUA
23
Sílica ativa
0%
obs. 0%
20
5%
obs. 5%
10%
obs. 10%
18
15%
obs. 15%
20%
obs. 20%
15
13
10
8
5
3
0,30
0,40
0,50
0,60
0,70
0,80
Relação água/aglomerante
Taxa de abso rção - S (mm/h 1/2 )
água/aglomerante Taxa de abso rção - S (mm/h 1/2 ) DURABILIDADEDURABILIDADE DEPENDEDEPENDE

DURABILIDADEDURABILIDADE DEPENDEDEPENDE PRINCIPALMENTEPRINCIPALMENTE::

RELAÇÃO a/c

TIPO DE AGLOMERANTE

NBR 6118

:: RELAÇÃO a/c TIPO DE AGLOMERANTE NBR 6118 Exigências de durabilidade DURABILIDADE “Conservar a

Exigências de durabilidade

DURABILIDADE

“Conservar a segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período de VIDA ÚTIL, sob as condições ambientais previstas na época do projeto”

PROFUNDIDADE DE CARBONATAÇÃO Tempo para frente de carbonatação atingir 15 mm 1800 1560 Sílica ativa
PROFUNDIDADE DE CARBONATAÇÃO
Tempo para frente de carbonatação atingir 15 mm
1800
1560
Sílica ativa
1500
1396
0%
1249
1200
10%
20%
900
600
338
290
249
300
73
60
49
0
0,40
0,55
0,70
Relação água/aglomerante
Tempo ( dias)
80 Penetração de cloretos 70 CP IV POZ 60 CP V ARI CP V ARI
80
Penetração de cloretos
70
CP IV POZ
60
CP V ARI
CP V ARI + CCA 5%
CP V ARI + CCA 10%
50
CP V ARI + CCA 15%
CP V ARI + CCA 20%
40
30
20
10
0
baixa
moderada
alta
0
1000
2000
3000
4000
5000
Carga passante (Coulombs)
(AZEVEDO e DAL MOLIN, 1999 - NORIE)
Resistência à com pressão - 180 dias (MPa)

9/12/2012

PENETRAÇÃOPENETRAÇÃO DEDE CLORETOSCLORETOS 7000 6000 5000 alto ARI 4000 POZ 3000 CP I moderado CPB
PENETRAÇÃOPENETRAÇÃO DEDE CLORETOSCLORETOS
7000
6000
5000
alto
ARI
4000
POZ
3000
CP I
moderado
CPB
2000
1000
baixo
0
0.3
0.35
0.45
0.6
0.8
relação a/agl
(STOLFO, AZEVEDO e DAL MOLIN, 1997 - NORIE)
(MATTOS e DAL MOLIN, 2002 - NORIE)
carga to tal (Coulombs)
 

NBR 6116 Classe de agressividade e

  NBR 6116 Classe de agressividade e

qualidade do concreto

 
   

Classe de agressividade

 
 

Concreto

Tipo

I

II

III

IV

 

Relação

CA

0,65

0,60

0,55

0,45

água/cimento

CP

0,60

0,55

0,50

0,45

 

Classe do

CA

C20

C25

C30

C40

concreto

CP

C25

C30

C35

C40

NBR 6118

CP ≥ C25 ≥ C30 ≥ C35 ≥ C40 NBR 6118 Características do concreto Atender NBR

Características do concreto

Atender NBR 12655

Trabalhabilidade Dosagem Consumos mínimos de cimento Controle

Qualquer tipo de cimento normalizado

NBR 6118 Classes de agressividade

NBR 6118 Classes de agressividade

Classe

Agressividade

Tipo de

Risco de

ambiente

deterioração

   

Rural

 

I

Fraca

Submersa

Insignificante

II

Moderada

Urbana

Pequeno

III

Forte

Marinha

Grande

 

Industrial

   

Industrial

 

IV

Muito forte

Respingos

Elevado

de maré

Classe de agressividade e cobrimento nominal

Classe de agressividade e cobrimento nominal
   

Classe de agressividade

Tipo de

Componente

I

II

III

IV

estrutura

 

Cobrimento nominal (mm)

Concreto

Laje

20

25

35

45

armado

         

Viga/Pilar

25

30

40

50

Concreto

         

Protendido

Todos

30

35

45

55

NBR 12655 – Concreto:

preparo, controle e recebimento

55 NBR 12655 – Concreto: preparo, controle e recebimento Fixa as condições exigíveis para o preparo,

Fixa as condições exigíveis para o preparo, controle e recebimento de concreto simples, armado e protendido

9/12/2012

NBR 12655 Responsabilidades

NBR 12655 Responsabilidades

Projetista estrutural Especificação do fck por etapas Especificação dos requisitos de durabilidade

Executor

Escolha da modalidade de preparo do concreto

Responsável pelo preparo

Escolha do tipo de

 

- Consumo mínimo de cimento

concreto (consistência,

dimensão máxima do

 

agregado, etc)

 

- Relação a/c

- Ec na idade de desforma

Aceitação do concreto

Execução

EstudoEstudo dada dosagemdosagem dodo concretoconcreto Cálculo do fcj: fcj = fck + 1, 65 Sd
EstudoEstudo dada dosagemdosagem dodo
concretoconcreto
Cálculo do fcj:
fcj = fck + 1, 65 Sd
fck - resistência característica do concreto à
compressão (definida quando da elaboração do
projeto estrutural)
Sd - desvio padrão de dosagem
Condições de preparo do concreto Correção Condição Classes Cimento Agregados Água água Massa Umidade C10
Condições de preparo do concreto
Correção
Condição
Classes
Cimento
Agregados
Água
água
Massa
Umidade
C10 a
A
Massa
Massa
ou
dos
C80
dosador
agregados
Massa
C10 a
combinada
Massa
Dosador
Umidade
C25
com
B
dos
volume
agregados
C10 a
Massa
Volume
Dosador
C20
Estimativa
C10 a
C
Massa
Volume
Volume
ou
C15
consistência

NBR12655NBR12655

EstudoEstudo dada dosagemdosagem dodo

NBR12655NBR12655 EstudoEstudo dada dosagemdosagem dodo concretoconcreto Cálculo da resistência de dosagem f c k

concretoconcreto

Cálculo da resistência de dosagem

f ck = resistência característica à compressão do concreto (MPa)

f cj = resistência média à compressão prevista para “j” dias (MPa)

 

NBR 12655

  NBR 12655

Fixação do desvio-padrão (Sd)

 
 

Desvio-padrão conhecido

Concreto produzido nas mesmas condições Sd é fixado com no mínimo 20 resultados consecutivos obtidos no intervalo de 30 dias

 

imediatamente anterior Sd 2,0 MPa

 

Desvio-padrão desconhecido

Função das condições (A, B e C) de preparo

NBR 12655 Fixação do desvio-padrão (Sd) Condição Sd (MPa) Fcj (MPa) A 4 0 ,
NBR 12655
Fixação do desvio-padrão (Sd)
Condição
Sd (MPa)
Fcj (MPa)
A 4 0
,
fck + 6 6
,
B 5,5
fck + 9,07
7,0
C (consumo mínimo
fck + 11,55
350 kg/m3)

9/12/2012

fc (MPa) 80 Fck = 20 MPa 70 Fcj A = 26 MPa 60 CP
fc (MPa)
80
Fck = 20 MPa
70
Fcj A = 26 MPa
60
CP V - ARI
50
7 dias
Fcj B = 29 MPa
7 dias
28 dias
28 dias
40
Fcj C = 31 MPa
30
20
330 kg
300 kg
270 kg
10
C(kg/m³)
a/c
600
500
400
300
200
0.40
0.50
0.60
0.70
0.80
3
4
Abatimento = 80 ± 20 mm
5
6
7
8
m(kg/kg)

Definições das responsabilidades - NBR 12655

Definições das responsabilidades - NBR 12655

Aceitação do concreto

exame sistemático do concreto, conforme o estabelecido em Norma, de forma a verificar se às especificações foram atendidas.

Aceitação do concreto fresco

verificação da conformidade das propriedades estabelecidas para o concreto no estrado fresco, realizada imediatamente após a saída do concreto do misturador.

 

Profissional responsável pelo projeto estrutural - responsabilidades

responsável pelo projeto estrutural - responsabilidades explicitadas nos contratos definidas em todos os desenhos e

explicitadas nos contratos definidas em todos os desenhos e memórias que descrevem o projeto:

registrar em todos os desenhos e memórias o fck estabelecido; especificar o fcj para as etapas construtivas como

retirada de cimbramento (escoras);

aplicação de protensão; manuseio de pré-moldados;

especificar os requisitos correspondente à durabilidade durante sua vida útil, inclusive da classe de agressividade adotada no projeto

da estrutura de elementos pré-moldados

ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES Cabe ao proprietário da obra e ao responsável técnico por ele designado
ATRIBUIÇÕES E
RESPONSABILIDADES
Cabe ao proprietário da obra e ao
responsável técnico por ele designado
garantir o cumprimento da NBR 12655 e
manter a documentação que comprove a
qualidade do concreto produzido na obra
ou recebido de empresa de serviço de
concretagem.

Definições das responsabilidades - NBR 12655

Definições das responsabilidades - NBR 12655

Aceitação definitiva do concreto

verificação do atendimento a todos os requisitos estabelecidos para o concreto.

Recebimento do concreto

verificação do cumprimento da Norma, através da análise e aprovação da documentação

correspondente, no que diz respeito às etapas de preparo do concreto e sua aceitação.

Profissional responsável pelo projeto estrutural - reponsabilidades especificar os requisitos correspondentes as
Profissional responsável pelo projeto
estrutural - reponsabilidades
especificar os requisitos correspondentes as
propriedades especiais do concreto, durante a fase
construtiva e vida útil da estrutura;
definir o módulo de deformação mínimo na idade
de desfôrma
da movimentação de elementos pré-moldados
da aplicação de protensão.

9/12/2012

9/12/2012 Profissional responsável pela execução da obra Cabe a este profissional: escolher a modalidade de preparo

Profissional responsável pela execução da obra

Cabe a este profissional:

escolher a modalidade de preparo do concreto; escolher o tipo de concreto a ser empregado em função da resistência requerida e da trabalhabilidade adequada às condições disponível. Cabe, portanto, a ele a definição da

consistência dimensão máxima característica do agregado e demais propriedades, de acordo com o projeto e com as condições de aplicação;

definir os materiais a serem utilizados;

retirar o escoramento das formas de acordo com os requisitos do projeto estrutural e de acordo com as peculiaridades dos materiais empregados, especialmente, do cimento e das condições ambientais.

Resistência

do cimento e das condições ambientais. Resistência Curva de Abrams construída com o mesmo cimento e

Curva de Abrams construída com o mesmo cimento e mesmos agregados que serão utilizados na fabricação do concreto. Relação água/cimento

k

1 65 Sd

fcj = fc + ,

Fck - resistência característica do concreto à compressão

(definida quando da elaboração do projeto estrutural) Sd - desvio padrão de dosagem

O desvio padrão de dosagem poderá ser conhecido se a obra possuir no mínimo 20 (vinte) resultados consecutivos dentro de um mês, em período anterior ao que se deseja fazer novo traço. Neste caso não considerar Sd inferior a 2 MPa.

ACEITAÇÃO DO CONCRETO

não considerar Sd inferior a 2 MPa. ACEITAÇÃO DO CONCRETO Duas etapas – ensaios de aceitação

Duas etapas – ensaios de aceitação do concreto

Aceitação do concreto fresco (Provisória) Aceitação definitiva

Aceitação provisória

Verificação no concreto em descarga Propriedades para o estado fresco

Aceitação definitiva

Requisitos para o concreto endurecido

Durabilidade

Durabilidade

Para que esta condição seja atendida deve-se

 

tomar conhecimento do projeto e das condições

de exposição das peças de concreto.

Escolher o menor a/c em função de durabilidade e

 

resistência!

CONTROLE DO RECEBIMENTO Verificação → cumprimento norma NBR 12655/2006 (mantida quase igual à de 1996,
CONTROLE DO
RECEBIMENTO
Verificação → cumprimento norma NBR
12655/2006 (mantida quase igual à de 1996,
com pequenas alterações em relação às
atribuições de responsabilidades)
Como?
Análise e aprovação da documentação correspondente às
etapas de execução do concreto e sua aceitação

Ensaio de consistência

Ensaio de consistência

O ensaio para verificação do concreto fresco é, em geral, o do abatimento do tronco de cone (Slump), que deverá ser feito na seguinte freqüência:

 

a) Concreto preparado pelo executante da obra

na primeira amassada ao reiniciar a fabricação do concreto após uma interrupção da jornada de concretagem durante, pelo menos, 2 horas; na toca dos operadores da betoneira cada vez que forem moldados corpos-de-prova

b) Concreto preparado por empresa de serviço de concretagem

a cada betonada (caminhão betoneira)

9/12/2012

Ensaio de Resistência à compressão O ensaio para a verificação do concreto endurecido - moldagem
Ensaio de Resistência à compressão
O ensaio para a verificação do concreto endurecido
- moldagem de corpos-de-prova - será feito com
o concreto no estado fresco, com as seguintes
considerações:
Cada EXEMPLAR será constituído de dois corpos-de-prova
da mesma amassada, para cada idade de rompimento,
moldados no mesmo ato.
Toma-se como resistência do EXEMPLAR o maior dos dois
valores obtidos em cada ensaio.
O LOTE será constituído de uma amostra formada por um
número mínimo de exemplar de acordo com o tipo de
controle, representativa de uma parte da obra, que será
analisada estatisticamente

Conceitos importantes 1) LOTE

Conceitos importantes 1) LOTE

É um determinado volume de concreto. O concreto que compõe o lote deve ser HOMOGÊNEO

 

Produzido nas MESMAS condições, com os MESMOS materiais, mesmo TRAÇO, mesma TRABALHABILIDADE, mesma equipe de preferência

Limites para formação de LOTES

Tabela 2 NBR 12655:2006

1) LOTE Formado por um determinado número de unidades de produto GUARDAR!!! Cada lote →
1) LOTE
Formado por um determinado número de
unidades de produto
GUARDAR!!!
Cada lote → 1 amostra
Cada amostra → ‘n’ exemplares
Cada exemplar → constituído por 2 corpos-de-
prova
Resistência à compressão Adotada para o dimensionamento – segurança da estrutura Sensível à alterações do
Resistência à compressão
Adotada para o dimensionamento –
segurança da estrutura
Sensível à alterações do processo
construtivo
(materiais, a/c, execução)
Tendo sido considerados aspectos de
durabilidade e trabalhabilidade, pode ser
considerado um indicativo da qualidade do
concreto
Valores para formação dos lotes de concreto NBR 12655 - Tabela 1 Solicitação principal dos
Valores para formação dos lotes de concreto
NBR 12655 - Tabela 1
Solicitação principal dos elementos
estruturais
Limites Superiores
Compressão ou
compressão e flexão
Flexão simples
Volume de
50
m
³
100
m
³
concreto
Nº de pavimentos
1
1
Tempo de
3 dias de concretagem (*)
concretagem
*Este período deve estar compreendido no prazo total
máximo de sete dias, que inclui eventuais interrupções
para tratamento de juntas.

Conceitos importantes

Conceitos importantes

2) UNIDADE DE PRODUTO (UP)

Corresponde sempre a uma betonada (amassada, mistu independente do volume da betoneira

Exemplos: 1 UP = 1 caminhão betoneira de 7m³ 1 UP = 1 betoneira de 150 litros

 

O concreto de uma UP é considerado uniforme.

9/12/2012

Conceitos importantes 3) EXEMPLAR

9/12/2012 Conceitos importantes 3) EXEMPLAR Conjunto de 2 corpos-de-prova “irmãos” para cada idade, moldados

Conjunto de 2 corpos-de-prova “irmãos” para cada idade, moldados simultaneamente de uma mesma UP, pelo mesmo operador.

7 dias

28 dias

de uma mesma UP, pelo mesmo operador. 7 dias 28 dias Moldados segundo NBR 5738:03 Ensaiados

Moldados segundo NBR 5738:03 Ensaiados segundo NBR 5739:94

Adota-se o valor mais alto da resistência à compressão.

Por quê?

Logo, a freqüência de moldagem

Logo, a freqüência de moldagem

É função do Grupo do concreto e da formação dos Lotes.

 

Grupo I (C10 até C50) - mínimo de seis exemplares

Grupo II (C55 até C80) - mínimo de doze exemplares

 

NBR 8953/92 Concreto para fins estruturais – classificação por grupos de resistência

CONTROLE DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO

CONTROLE DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO

Para o controle da resistência do concreto considera-se dois tipos de controle

 

o

controle estatístico por amostragem PARCIAL

o

controle estatístico por amostragem TOTAL

casos EXCEPCIONAIS

 

Conceitos importantes 4) AMOSTRA

EXCEPCIONAIS   Conceitos importantes 4) AMOSTRA Conjunto de exemplares, repr esentativos de um lote. NBR

Conjunto de exemplares, representativos de um lote.

NBR 12655/2006 A amostra DEVE ser constituída no mínimo

Grupo I (C10 até C50) - 6 exemplares

Grupo II (C55 até C80) - 12 exemplares

As amostras devem ser coletadas aleatoriamente durante a concretagem, conforme a NBR

5750:1992.

Rastreabilidade do concreto
Rastreabilidade do concreto
O QUE SE QUER? verificar fck est ≥ fck proj fck est Resistência à compressão
O QUE SE QUER?
verificar
fck est ≥ fck proj
fck est
Resistência à compressão característica
estimada do concreto, correspondente ao
concreto de um lote que se supõe homogêneo.
É o valor obtido a partir de ensaios de
corpo-de-prova e aplicação de fórmulas
Estatísticas conhecidas por estimadores.

9/12/2012

Controle Estatístico do Concreto por Amostragem Parcial Quando o número de exemplares (n) for maior
Controle Estatístico do Concreto
por Amostragem Parcial
Quando o número de exemplares (n) for
maior ou igual a seis e inferior a vinte (6
≤ n < 20), o valor estimado da resistência
característica à compressão (Fck est ), na
idade especificada, é dada por:
f
+
f
+ L ⋅+
f
1
2
m − 1
fck
=× 2
− f
est
m
m
− 1
Quando são retirados exemplares de
algumas betonadas
Tabela 7 – Valores de ψ6 Número de exemplares (n) Condição 2 3 4 5
Tabela 7 – Valores de ψ6
Número de exemplares (n)
Condição
2
3
4
5
6
7
8
10
12
14
16
A
0,82
0,86
0,89
0,91
0,92
0,94
0,95
0,97
0,99
1,00
1,02
B ou C
0,75
0,80
0,84
0,87
0,89
0,91
0,93
0,96
0,98
1,00
1,02
Os valores de n entre 2 e 5 são aplicados para os concretos em
casos excepcionais

Controle do Concreto por Amostragem Total

excepcionais Controle do Concreto por Amostragem Total Neste caso todo o concreto (100%) foi amostrado. a)

Neste caso todo o concreto (100%) foi amostrado.

a) Fck est = f1 para n 20

b) Fck est = fi para n > 20,

onde i = 0,05n, quando o valor de i for fracionário adota-se o inteiro imediatamente superior.

Ex: 30 exemplares (ensaios) i = 0,05 x 30 = 1,5 adotando 2 teremos: Fck est = f2

f + f + L ⋅+ f 1 2 m − 1 6 ≤ n
f
+
f
+ L ⋅+ f
1
2
m − 1
6 ≤ n < 20
fck =× 2
− fm
est
m
− 1
m = metade no número de "n" exemplares
Para determinação de "m“:
- despreza-se o valor mais alto de "n" se este número for
impar,
-f1< f2 <
<
fm
<
fn são as resistências dos
exemplares.
Os valores de resistência são organizados em ordem
crescente.
Limitação
Não se deve tomar para fck est valor menor que ψ 6 .f1
Psi
Quando o número de exemplares for superior ou igual a 20 (n ≥ 20), o

Quando o número de exemplares for superior ou igual a 20 (n 20), o valor estimado da resistência característica à compressão (Fck), na idade especificada,

é dada por:

(n ≥ 20)
(n ≥ 20)

fck

est

= f 1,65S

cm

n

   

fcm - é a resistência média dos exemplares para a idade do ensaio, em MPa.

Sn - desvio padrão dos resultados para n elementos, calculado com grau de liberdade d a menos[(n-1) no denominador da fórmula], em MPa.

ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA A estrutura será aceita automaticamente quando todos os lotes possuírem o Fck
ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA
A estrutura será aceita automaticamente quando
todos os lotes possuírem o Fck est maior que o
Fck esp .
Caso algum lote não possuir o Fck est maior que o
Fck
deve-se:
esp ,
a) fazer uma revisão no projeto estrutural
b) realizar ensaios não destrutivos;
c) realizar ensaios especiais;
d) prova de carga;
Se em nenhum desses casos o lote for aceito a
estrutura será rejeitada.

9/12/2012

EVOLUÇÃOEVOLUÇÃO DOSDOS CIMENTOSCIMENTOS CP (CP I 32) CP II 32 F MudançasMudanças nosnos cimentoscimentos porpor
EVOLUÇÃOEVOLUÇÃO DOSDOS CIMENTOSCIMENTOS
CP (CP I 32)
CP II 32 F
MudançasMudanças nosnos cimentoscimentos porpor melhoriasmelhorias nono processoprocesso industrial:industrial:
–– aumentoaumento dada finurafinura (moagem,(moagem, granulometriagranulometria)) ee teorteor dede C3C3SS
fc (MPa) 80 70 60 CP V - ARI 50 7 dias 7 dias 28
fc (MPa)
80
70
60
CP V - ARI
50
7 dias
7 dias
28 dias
28 dias
40
30
F cj = 35 MPa
20
CPIV e CP V
10
C(kg/m³)
a/c
600
500
400
300
200
0.40
0.50
0.60
0.70
0.80
3
4
Abatimento = 80 ± 20 mm
5
6
7
8
m(kg/kg)
USO DE ADITIVOS PLASTIFICANTES E SUPERPLASTIFICANTES
USO DE ADITIVOS PLASTIFICANTES
E SUPERPLASTIFICANTES

ATENDIMENTOATENDIMENTOATENDIMENTOATENDIMENTO ÀÀÀÀ NBRNBRNBRNBR 6118611861186118

ATENDIMENTO ATENDIMENTO ATENDIMENTO ATENDIMENTO ÀÀ ÀÀ NBRNBR NBRNBR 61186118 61186118
 

OsOs cimentoscimentos brasileirosbrasileiros atuaisatuais

 
 

fck (fc28)

(MPa)

 

Relação água/cimento

 

CP I 32

CP II

CP II

CP III

CP III

CP IV

CP V

CP V

 

32

40

32

40

32

ARI/RS

ARI

 

20

(26,6)

0,67

0,61

0,67

0,60

0,66

0,63

0,71

0,74

 

25

(31,6)

0,61

0,54

0,60

0,54

0,60

0,55

0,63

0,67

 

30

(36,6)

0,55

0,48

0,54

0,49

0,55

0,49

0,56

0,61

 

35

(41,6)

0,50

0,42

0,49

0,45

0,51

0,45

0,50

0,55

 

AsAs exigênciasexigências dada NormaNorma (NBR(NBR 6118/03)6118/03)

 
   

Classe de agressividade

 
 

Concreto

Tipo

I

 

II

III

 

IV

 

a/c

   

CA

< 0,65

 

< 0,60

< 0,55

 

< 0,45

 

CP

< 0,60

 

< 0,55

< 0,50

 

< 0,45

 

Classe de

 

CA

> C20

 

> C25

> C30

 

> C40

Concreto

         

(NBR 8953)

 

CP

> C25

 

> C30

> C35

 

> C40

   
DOSAGEM DURABILIDADE Concretos com baixa a/c TRABALHABILIDADE ? ADITIVOS REDUTORES DE ÁGUA
DOSAGEM
DURABILIDADE
Concretos com baixa
a/c
TRABALHABILIDADE ?
ADITIVOS REDUTORES DE
ÁGUA
USO DE ADITIVOS PLASTIFICANTES E SUPERPLASTIFICANTES
USO DE ADITIVOS PLASTIFICANTES
E SUPERPLASTIFICANTES

9/12/2012

fc (MPa) 70 60 50 40 - 90 Kg/m 3 30 20 415 Kg/m 3
fc (MPa)
70
60
50
40
- 90 Kg/m 3
30
20
415 Kg/m 3
505 Kg/m 3
10
C(kg/m³)
a/c
600
500
400
300
2
0.30
0.40
0.50
0.60
0.70
3
4
5
6
sem SP
7
8
com SP
9
m(kg/kg)
Abatimento = 70 ± 10 mm
fc (MPa) 70 60 Cimento CP II-F 50 28 dias - 0% sílica ativa 40
fc (MPa)
70
60
Cimento CP II-F
50
28
dias - 0% sílica ativa
40
28
dias - 8% sílica ativa
30
20
10
a/c
C(kg/m )
³
600
500
400
300
0.30
0.40
0.50
0.60
0.70
0.80
3
8% sílica ativa
4
5
0% sílica ativa
6
7
Abatimento = 80 ± 10 mm
8
m(kg/kg)
DOSAGEM DURABILIDADE Cimentos inadequados ? ADIÇÕES POZOLÂNICAS
DOSAGEM
DURABILIDADE
Cimentos inadequados ?
ADIÇÕES POZOLÂNICAS
“ A PRÁTICA DA ENGENHARIA ESTÁ MUDANDO E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR
“ A PRÁTICA DA ENGENHARIA ESTÁ MUDANDO E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR
“ A PRÁTICA DA ENGENHARIA ESTÁ MUDANDO E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR
“ A PRÁTICA DA ENGENHARIA ESTÁ MUDANDO E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR

A PRÁTICA DA ENGENHARIA ESTÁ MUDANDO E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO”

E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE
E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE
E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE
E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE
E É NECESSÁRIO ACOMPANHAR A EVOLUÇÃO DO SETOR PARA GARANTIR UM MELHOR DESEMPENHO DAS ESTRUTURAS DE