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Francisco rio miceli Fundador 1937 75 anos www.ovilamariana.com.br São Paulo, outubro de 2012 edição n
Francisco rio miceli
Fundador 1937
75 anos
www.ovilamariana.com.br
São Paulo, outubro de 2012
edição n 0 6
ano 1
São Paulo, outubro de 2012 edição n 0 6 ano 1 COnjunTO desPOrTivO COnsTânCiO vaz GuiMarães

COnjunTO desPOrTivO COnsTânCiO vaz GuiMarães

A estrutura do complexo vai muito além do Ginásio Geraldo José de Almeida, conhecido popularmente como Ginásio do Ibirapuera. pág. 15

O TCP recebe a Marinha Brasileira para a inauguração da sala de esgrima Olímpica, sediando a última estapa do Campeonato Brasileiro da Modalidade pág. 10 e11

estapa do Campeonato Brasileiro da Modalidade pág. 10 e11 arTes PlasTiCas De Artista e de Louco
estapa do Campeonato Brasileiro da Modalidade pág. 10 e11 arTes PlasTiCas De Artista e de Louco
arTes PlasTiCas De Artista e de Louco todo mundo tem um pouco. Pois então, é

arTes PlasTiCas De Artista e

de Louco todo mundo tem um pouco. Pois então, é simples. Façamos Arte. pág. 04

M2M

M2M é uma das grandes revoluções da nossa era das comunicações pág. 13

MusiC a As relações interculturais entre o Brasil e a França fizeram muitas travessias pelo Atlântico. pág. 06

França fizeram muitas travessias pelo Atlântico. pág. 06 CríTiCO de arTe A base do desenho é
CríTiCO de arTe A base do desenho é a linha à qual não existe “in-natura”

CríTiCO de arTe

A base do desenho é a linha à qual não existe “in-natura” em sentido algum. pág. 05

CríTiCO de arTe A base do desenho é a linha à qual não existe “in-natura” em
qual não existe “in-natura” em sentido algum. pág. 05 CasadasrOsas ESTALACTITES TIPOGRÁFICAS Exposição de

CasadasrOsas

ESTALACTITES TIPOGRÁFICAS Exposição de Guilherme Mansur. De 25 de setembro a 27 de outubro de 2012. pág. 08

Mansur. De 25 de setembro a 27 de outubro de 2012. pág. 08 Hebe CaMarGO: A

Hebe CaMarGO: A Diva

Vila Mariana, descaso ou momento?

sOs: O que significa bairro para você? Quais as suas sugestões para o desenvolvimento sustentável da nossa Vila Mariana? pág. 18

significa bairro para você? Quais as suas sugestões para o desenvolvimento sustentável da nossa Vila Mariana?

O Vila Mariana - Outubro de 2012

editorial

O Vila Mariana - Outubro de 2012 editorial

CARO LEITOR,

Com muita satisfação, nós, do Jornal O Vila Mariana, recebemos nossos novos anunciantes e continuamos muito felizes com o suces-

so que temos alcançado nas parcerias já existentes através das quais temos desenvolvido um forte laço de compromisso e amizade. A qualidade perseguida por nós é a garantia da fidelidade a vocês, bem como também é a nossa mais forte defesa contra a competição e

o único caminho para o nosso crescimento.

Para nós, a excelência do atendimento aos nossos parceiros não é uma técnica a ser implantada, mas uma postura a ser cultivada. E, falando em postura, vale aqui um pequeno alerta sobre as elei- ções. Lembre, caro leitor, de que seu voto deve ser valorizado. Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que

a política tem em nossas vidas. Vote em candidatos que tenham um

passado limpo e com propostas voltadas para uma melhoria real na

vida da coletividade.

Recebemos com muito pesar no fechamento desta edição a noticia do falecimento de Hebe Camargo, um símbolo de paz e amor para o Brasil. Boa leitura, Deus nos abençoe. Heber Micelli Jr.

Diretor

Boa leitura, Deus nos abençoe. Heber Micelli Jr. Diretor Editor Heber Micelli Jr. Departamento comercial Heber
Editor Heber Micelli Jr. Departamento comercial Heber Micelli Jr. Editor caderno motor Rubens Heredia Representante
Editor
Heber Micelli Jr.
Departamento comercial
Heber Micelli Jr.
Editor caderno motor
Rubens Heredia
Representante Comercial
USA-Miami
Daniel Sossa
Direção de arte
José Américo de Lima
Colaboradores
Aristides Campos Jannini, Bruno Alves,
Cristiane Craveiro, Emanuel von
Lauenstein Massarani, Isis Utsch, João
Soares, Maria Fernanda de Biaggi,
Marília Martins, Marilia Sant’ Ana
Monica Paoletti, Nadia Saad, Nancy
Alves, Rubens Heredia, Vicente Miceli
Impressão OESP Gráfica
Tiragem: 8.000 exemplares
Telefone
(11) 99829-7229
4999-5543
e-mail
contato@ovilamariana.com.br
Publicação mensal
As opinões e o conteúdo emitidos
nas matérias assinadas são de respon-
sabilidade do autor, assim como o
conteúdo dos anúncios é de respon-
sabilidade dos anunciantes.
dos anúncios é de respon- sabilidade dos anunciantes. 12 de outubro dia de Nossa Senhora de

12 de outubro dia de Nossa Senhora de aparecida Padroeira do Brasil

telefonesúteis

Sub-Prefeitura de Vila Mariana

5577-3949

delegacia16 0 d.P.

5571-0133

PolíciaMilitar3 a Cia-12 0 BPM-M

5573-7786

disquedenuncia(sigiloabsoluto)

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Corpo de Bombeiros

193

defesa Civil

199

Polícia Civil

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Polícia Militar

190

Pronto - Socorro

192

inspetoria regional de Vila Mariana

5539-0897 ou 5086-0711

Central de telecomunicções da GCM 3266-5104 ou 3262-2237

A Síndrome da Televisão

Teledrome

A Síndrome da Televisão Teledrome Formado por Má Fer De Biaggi (Diretora de Arte e Performer

Formado por Má Fer De Biaggi (Diretora de

Arte e Performer e Isis Utsch (Roteirista e Di- retora), o Núcleo Ponto

Q é um Coletivo de Ex-

perimentações Artísti- cas que usa a Lingua- gem do Vídeo para criar Filmes + Artes. Toda essa trajetória começou no Teatro Per- formativo, com o Espe- táculo “ Você Tem Fome de Quê ? “, apresentado no TUSP (Teatro da USP) . Com temática

social, politica e forte- mente carregado de me- táforas que pretendiam despertar a reflexão do público sobre a cultura

de massa. O Projeto passou por transformações e seguiu para o campo do Audio- visual, resultando em uma série de filmes cur- tos (Curta - Metragem) . Hoje, o Projeto abor- da a investigação da Identidade Nacional Brasileira e os elemen- tos que formam a Cul-

tura. O processo de pesquisa e laboratórios, aponta a Televisão como

o principal alimento da sociedade. Mas o que

estamos comendo? O

Projeto Teledrome vai discutir o poder da TV e sua influência cultural, contando histórias cur- tas que vão viajar por esse mundo hipnótico. Toda criação é su- blinhada pela intenção dos nossos objetivos, que são: discutir a de- pendência cultural e a submissão, enfatizar a acumulação de expe- riências, incentivar o desenvolvimento de um senso crítico que busque

a transformação da es-

fera pública a partir da autoconsciência do indi- víduo, além da experi- mentação das sensações e do próprio processo reflexivo. Queremos instigar

o apetite por uma nova

cultura, livre de confor- mismos !

o apetite por uma nova cultura, livre de confor- mismos ! Para isso, já está em

Para isso, já está em andamento a criação da Primeira Mostra Por-

tátil de Curtas “Você

Tem Fome de Q ? “, um espaço para a exibição de produtores e realiza- dores independentes de curtas-metragens, que expressem através de suas obras questiona- mentos sociais e políti- cos da sociedade con- temporânea brasileira. A idéia é que os traba- lhos sejam apresentados em diversas comunida- des e pontos de cultura de diferentes bairros, além de serem exibidos simultaneamente em re- des e TV’s online.

O Projeto Teledrome

(A Síndrome da Televi- são), está participando na Web do Movimento Hotspot (Com Patrocí- nio da Vale do Rio Doce

e Riachuelo) e já é o se- gundo Projeto mais cur-

tido da Categoria, tendo inclusive visualização em algumas comunida- des da Europa . Veja o Trailer do Pro- jeto no Site do Movi- mento Hotspot :

http://movimentohots-

pot.com/projeto/tele-

drome/

O Vídeo é a Máquina

de escrever idéias e as

idéias deixam o mundo melhor! www.nucleopontoq. wix.com/nucleopontoq

d i V e r S o S O Vila Mariana - Outubro de 2012

diVerSoS

O Vila Mariana - Outubro de 2012

A importância do abraço!

Que Ser Humano na face da Terra não precisa de um abraço? Se lhe perguntassem qual o melhor

lugar do mundo para se estar, provavelmente você se colocaria diante de cenários paradisíacos,

imagens da infância ou qualquer outro lugar

“dentro de um abraço” ! Não existe lugar melhor para um idoso, para uma criança, para uma pessoa com medo, enferma ou apaixonada. O abraço tem tudo o que situações de medo, tristeza e até mesmo de amor precisam:

CALOR e SEGURANÇA. Como é difícil nos dias de hoje encontrar esses dois elementos funda- mentais para termos o melhor dos dias! Quando nos abraçamos nós podemos levar vida aos nossos sentimentos e reafirmamos nossa capacidade de amar. Muitas vezes

não encontramos as palavras mais adequadas para expressar nossos

sentimentos e o abraço pode traduzir todas as emoções existentes. Um abraço diz muito. É indescritível receber um abraço da pessoa amada. O coração quase sai pela boca! No abraço dois corações se tocam

Permite-nos sentir o calor e a proteção do conforto que

vem de quem nos abraça e nos dá o mundo em poucos segundos! Hoje vivemos numa época em que razão, dinheiro e tecnologia estão exacerbados. Perdemos a consciência dos sentimentos. Porém, quando nos abraçamos valorizamos o amor e a cumplicidade e isso é capaz de aliviar qualquer dor, ansiedade e depressão. Muitas vezes temos medo de abraçar e dar carinho ao outro e sermos rejei- tados. Tocar o outro e ser chamado de “pegajoso”. Essa ideia precisa mudar para o bem de todos.

Toques sutis soltam os bloqueios da mente e do corpo. Já está comprovado através de estudos e pesquisas que todos necessitamos de contato físico para nos sentirmos bem, mesmo que esse gesto venha de um estranho, mas quando feito por uma pessoa querida os resultados são incontáveis e chegam a ter um efeito analgésico! Precisamos com muita urgência estabelecer uma aproximação, de um abraço que encosta cora- ção com coração, e de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos que desejam, sobretudo, fazer o outro se sentir querido e vivo. Tocar o outro é acordar as suas células, é oferecer um alento, uma esperança, um pouco de humanidade, algo tão escasso em nossas relações atuais. Há vezes em que não nos atrevemos a dizer o que sentimos de verdade. Ainda que seja por uma

o abraço é o idioma que

timidez ou por sentimentos avassaladores que nos pertencem, acredite

mas poucas seriam as pessoas que se colocariam

acredite mas poucas seriam as pessoas que se colocariam se encontram todos com seguem entender. Eles

se encontram

todos com seguem entender. Eles provocam alterações emocionais e fisiológicas tanto em quem toca quanto em quem é tocado. Pare por um minuto e pense, onde mais poderia começar o amor senão dentro de um quente e delirante primeiro abraço? Convidamos você, leitor, a partir de hoje, experimentar a terapia do abraço. Você não imagina as maravilhosas que surgirão em sua vida! Abrace Muito! Cristiane Craveiro Terapeuta Aura-Soma criscrav@terra.com.br

Dia do Médico

 

Dia 18 de Outubro - Dia do Médico Agradecemos aos médicos generalistas, especia-

listas, mestres, Doutores, e professores da medicina.

Nosso muito obrigado Valeu por toda dedicação, garra, esforço, sa- bedoria e desempenho na sagrada missão de cuidar. Valeu por vocês não desistirem frente a todas as dificuldades do caminho. Valeu termos conhecido a grande força que

o

Nosso Deus Pai transmite a nós todos os

minutos. Valeu a fé, a intuição, o amor, o carinho, a caridade, a humildade, a força, a direção e a decisão. Valeu esta equipe maravilhosa que o Nosso Pai manda a nós todos os dias para nos proteger, nos ajudar, nos auxiliar em tudo o que fazemos. Valeu o seu corpo cansado. Valeu todas as decisões. Valeu a sua força. Valeu todo o seu carinho, a sua garra e a sua insistência a favor da vida. Valeu a sua luta. Valeu o seu medo. Valeu a sua insegurança

mas

mais do que tudo, valeu a sua vitória. Pois as conquistas são difí-

ceis, mas o mais difícil é lutar contra o tempo, é lutar para trazer de volta o que você estava perdendo. É lutar com a fé, a coragem

e

a determinação. É lutar para vencer, é acreditar que acima de

nós existe este Grande Deus Pai que não nos deixa desistirmos na metade do caminho. Vocês são muito especiais, pois a simplicidade e o modo de serem faz com que seja o que vocês são: estes grandes Doutores. É assim que Deus os fez e nós os amamos. Vocês fazem tudo o que está ao alcance, dentro do que é permitido. Todos os outros recursos pertencem a Deus e à sua equipe.

Feliz dia do Médico Marilia Martins

 
permitido. Todos os outros recursos pertencem a Deus e à sua equipe. Feliz dia do Médico

O Vila Mariana - Outubro de 2012

arteS PlaStiCaS

O Vila Mariana - Outubro de 2012 arteS PlaStiCaS

Fotos: divulgação

De Artista e de Louco todo mundo tem um pouco

Banditi dell’ Arte

Em minha última via- gem à Paris, visitei uma exposição que já pelo tí- tulo me chamou a aten- ção: Banditi dell’ Arte (Bandidos da Arte). Esta exposição, con-

cebida na Itália, está di- vidida em duas partes. No primeiro andar estão expostos os trabalhos de pacientes internados em manicômios italianos do fim do século XIX. Estes trabalho são de uma épo- ca em que pouco se sabia sobre a arte como ferra- menta de suporte para pessoas com problemas psiquiátricos.

E no segundo andar

estão trabalhos de pesso- as autodidatas e de prisio- neiros condenados, já nos

meados do século XX.

A força daqueles tra-

balhos me impressionou. Capturou toda a minha atenção e fez meu ima- ginário “navegar” por mundos extraordinários. Imediatamente me senti atraída pelas obras expos- tas sem saber muito bem por que. Elas falam através de uma linguagem primor-

dial e direta, acessível a todos. É desnecesário o esforço in- telectual para compre -
dial e direta, acessível a
todos. É desnecesário
o esforço
in-
telectual para
compre -
endê-las.
Elas nos
impressionam,
não só pelo as-
pecto estético,
mas também pela
simplicidade da ex-
pressão que se con-
trapõe à intensidade
e exuberância como
nos tocam.
São obras de pes-
soas que represantam
o seu universo par-
ticular de forma

muito pessoal e distanciada dos padrões habi- tuais ou de instituições culturais reconhecidas.

Todas inusitadas e mui- tas de dimensões monu- mentais. É visível que nada foi impedimento para a re- alização daqueles traba- lhos. Qualquer suporte disponível se prestava para a expressão daquela explosão. O material re- cuperado – papel de em- balagem, papel de jornal,

papel higiêni- co, os muros da instituição, ossos bovinos conseguidos na cozinha e habil- mente escul- pidos com ferramentas criadas atra- vés de pequenos peda- ços de metal encontra- dos. Restos de tecidos, fios pacientemente desfiados de toalhas, sucatas, tudo é passível de ser usado. Ver aque- la exposição gera um sentimento li- bertário. Por apre- sentar esta q u a l id a d e “marginal”, por muito tempo, este tipo de traba- lho não foi considerado um trabalho de ARTE. Era tido como um traba- lho amador. Somente nos idos de 1940 o artista plástico Dubufet deu a este tipo do fazer artístico o nome de Arte Bruta. Arte Bruta é cons- tituida pelos trabalhos produzidos por pessoas

é cons- tituida pelos trabalhos produzidos por pessoas não depende de um dom. Mas antes de

não depende de um dom.

Mas antes de uma neces- sidade interna. Depende sim de um pou-

co de coragem

para se “abrir um caminho” fechado por pre- conceitos, me- dos, e resistên- cias. O exercíco da construção destas veredas

para que os nos- sos conteudos encontrem a luz é libertário. O confronto entre

o nosso ima-

ginário, ainda

“ignorantes” da tradição, indife- rentes às críticas. Seus criadores são os únicos destinatários de suas obras. Os criadores de Arte Bruta agem por instinto, por im- pulso, pouco se importando se serão vistas, se carregam algum sentido, e muito menos se serão apreciadas. São expressões libertas de qualquer julgamento. Sendo assim, fazer arte

desconhecido e

invisível, e a sua

materialização

no mundo visível

através de for- mas, palavras, li- nhas, traz à tona

a

riqueza daqui-

lo

que nos cons-

titui. Ao ampliar nossos limites

e contornos ga-

nhamos uma

confiança maior

de

nós mesmos.

Tornar visível

o

sensível invi-

sível nos configura, nos

molda - “A arte não preci- sa, necessariamente, ser para, não se volta para uma finalidade espe- cífica, mas se oferece como trajeto, como me- diadora, como diálogo e como uma das lingua- gens que experimenta simbolizar a experiên- cia humana, inclusive aquilo que às vezes pa- rece não dar certo”. Pois então, é simples:

Façamos Arte. Nadia Saad

nadiasaadsp@yahoo. com.br

que às vezes pa- rece não dar certo”. Pois então, é simples: Façamos Arte. Nadia Saad
que às vezes pa- rece não dar certo”. Pois então, é simples: Façamos Arte. Nadia Saad
C u l t u r a O Vila Mariana - Outubro de 2012

Cultura

O Vila Mariana - Outubro de 2012

Um artista que promete

Viagem através do desenho por Vinicius Pellegrino

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Já no século XIV, Gior- gio Vasari dizia que o de-

ram no seu íntimo e na elaboração de suas idéias.

senho era pai de três artes:

Portanto, o desenho pode

arquitetura, escultura e pintura e que ele, emanan- do do intelecto, conseguia desprender da pluralidade das coisas um julgamento universal. Sendo seme- lhante a uma forma ou a uma ideia sobre todas as coisas da natureza, é for- temente regular em suas dimensões. Não há dúvida que o desenho não é outra coi-

ter um fim em si próprio ou ser a preparação para uma obra de arte pictórica ou plástica. A base do desenho é a linha à qual não existe “in-natura” em sentido algum. Com efeito, o olho percebe manchas de diversas cores e de diversas intensidades lu- minosas cujos limites são expressos no desenho

sa

que a expressão visível

mediante traços linea-

e

a manifestação de um

res com uma abstração

conceito já contido em nossos espíritos e daque-

que pertence aos refle- xos mais espontâneos,

les que outros imagina-

mas não por isso, menos

les que outros imagina- mas não por isso, menos misteriosos à inteligên- cia humana. A exemplo

misteriosos à inteligên- cia humana. A exemplo de cada expressão artís- tica, a expressão gráfica se vale de um ponto de

partida prático, utilitário, mas se torna a seguir um ato totalmente ideal e de- sinteressado quando con- segue exprimir mediante

a forma – numa relativa

proporção de coerên- cia e de intensidade da

personalidade do artista

- um conteúdo válido e

vital pelo próprio tempo ou até mesmo de valor universal. Vale lembrar que Michelangelo foi o desenhista mais vigoro- so enquanto Rafael, o mais natural. Vinicius Pellegrino é um jovem estudante de arquitetura que desde a mais tenra idade mani- festou interesse pelo de- senho, nada, pois, mais agradável que descobrir e acompanhar o desenvol- vimento de suas criações desde os primórdios até nossos dias. Ao examinar seus de- senhos, verificamos a necessidade de expressão

desse artista em suas pri- meiras obras, cujas pro- porções corretas denotam ardor sem hesitações. Cada um de seus traços

revela o elo entre o esti-

lo do artista e seu interior

com sua fértil imagina- ção. Em síntese pode-se

descobrir através de seus desenhos, tudo o que o ar- tista representará a seguir. Não há dúvida que, com

o objetivo de atingir re-

sultados bem precisos, os traços revelam o caminho trilhado pelo autor desde

a fase da pesquisa até as

vel perspectiva tanto geo- métrica quanto intuitiva. Ela exprime os objetos como os vemos, ou como podemos vê-los, com as aparentes alterações sub-

metidas tanto pela ubiqua- ção quanto pela distância da projeção. A forma se desenvolve sobre um úni- co plano, enquanto que na perspectiva sugere-se um espaço, determinado ou

infinito, dentro do qual se desenvolvem e se movem as formas representadas. Ao desenhar antigos

templos gregos, edifícios

e estilos diferenciados

sempre para satisfazer

sua fantasia criativa. De- senhando com vivacida-

de e diligência consegue

provocar, no observador, admiração pelas suas

criações e pelo estilo na qual são executadas. Analisando o conjunto dos seus desenhos, po- demos prever que Vini- cius Pellegrino envolvi-

do com o novo realismo,

conhecido na França por “Nouvelle figuration”, se encaminhe, como con- sequência lógica, para a

se encaminhe, como con- sequência lógica, para a consequentes tentativas. A projeção e a perspec- tiva

consequentes tentativas. A projeção e a perspec- tiva foram fundamentais

para o artista concretizar

a forma através de seus

meios gráficos. A proje- ção consiste em determi- nar sobre uma superfície plana os traços das per- pendiculares que descem de cada um dos pontos do objeto de representação, obtendo-se, por consequ- ência, a exata e mensurá-

romanos, catedrais euro- péias, construções barro- cas brasileiras e históricas embarcações e veleiros,

Vinicius Pellegrino dirige sua atenção tanto ao ele- mento técnico e funcio- nal quanto às necessárias considerações estéticas e emocionais. Inspirando-se, sobre- tudo, na arquitetura do passado, executou inúme- ros desenhos de gêneros

pintura seguindo o per-

curso dos grandes mestres

do passado. É de se aus-

piciar, pois, que o jovem artista se torne um exce-

lente exemplo para as atu-

ais gerações que buscam

o grande retorno na arte. Emanuel von Lauens- tein Massarani Critico de arte e presidente do Ins- tituto de Recuperação do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo

O Vila Mariana - Outubro de 2012

MúSiCa

O Vila Mariana - Outubro de 2012 MúSiCa
Fotos: divulgação
Fotos: divulgação

Tom Jobim e Vinícius de Moraes). A consagração deste filme em Cannes , com a Palma de Ouro,

e

em Hollywood, com

o

Oscar, representaria o

reconhecimento interna-

cional de nossa música lá fora. Quase dez anos depois, Pierre Barouh grava Sam- ba Saravah – sua versão para Samba da Bênção de Vinícius de Moraes, in- cluída no aclamado filme Um homem e uma mulher

do cineasta francês Clau-

de Lelouch, de 1966. O

impacto da música brasi- leira na França pôde ser

por Francis Lai e Pierre Barouh, fora premiada com duas estatuetas do Oscar: melhor filme e me-

lhor trilha sonora. E ainda

por cima, acabou renden- do uma dobradinha ines- quecível: Elis Regina e Pierre Barouh. Em 68, Elis gravou em compacto duplo La Nuit de mon amour versão de Barouh para A noite do meu bem (de Dolores Du- ran) e Nuit de Masques outra tradução do mesmo Barouh para A Noite dos Mascarados, de Chico Buarque, como resultado do grande sucesso alcan- çado no Teatro Olympia

Mas, se francês dá bossa, será que dá samba?

Bossambá: um sotaque francês na música brasileira

samba? Bossambá: um sotaque francês na música brasileira As relações intercul- turais entre o Brasil e

As relações intercul- turais entre o Brasil e a França fizeram muitas travessias pelo Atlântico. Foram muitos encontros musicais inusitados (e às vezes até controverti- dos) de artistas dos dois países ao longo de pelo menos quase um século:

do lado de lá, basta lem- brarmos do sucesso do

conjunto Oito Batutas (grupo de Pixinguinha) em Paris no ano de 1922, que fo- ram para ficar um mês e acabaram permanecendo por meio ano; ou a repercussão es- trondosa da Bos- sa Nova, quando essas canções inesquecíveis fo- ram traduzidas para o idioma francês, algumas delas incluídas em filmes consagrados pela crítica. Isso sem contar a caloro- sa receptividade e o es-

crítica. Isso sem contar a caloro- sa receptividade e o es- pírito sempre aberto dos franceses

pírito sempre aberto dos franceses em relação aos compositores e intérpre- tes contemporâneos como

Caetano Veloso, João Bosco, Rita Lee, Gilberto Gil e Lenine, entre outros. Não foi à toa que o filme A música segundo Tom Jobim, dos diretores Nelson Pereira dos San- tos e Dora Jobim, mostrou, logo de início, as versões da Bossa Nova em francês, como Adieu Tristesse (versão de A

Felicidade de Tom Jobim

e Vinícius de Moraes),

cantada por Jean Sablon,

Aberto todos os dias das 11h a 1h www.barcasadapraia.com.br Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 329
Aberto todos os
dias das 11h a 1h
www.barcasadapraia.com.br
Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 329 / 5082-5002
medido pela inclusão des- te samba no filme, cuja trilha sonora, assinada
medido pela inclusão des-
te samba no filme, cuja
trilha sonora, assinada

ou Ce n’est que l’eau, tradução de Água de be-

de Paris, quando se con- sagraria, aliás, como a primeira artista a se apre- sentar por duas vezes no mesmo ano casa de show! Ainda em 68, Madame Elis Regina registraria magnificamente Samba Saravah, com ginga e di- visão rítmica de deixar qualquer um sem fôlego. Num francês absoluta- mente impecável, sem sotaque, diga-se de pas- sagem. Mas, se francês dá bos- sa, será que dá samba? Isso é o que você vai ficar sabendo no próximo número Nancy Alves é cantora e pesquisadora musical; seu CD, Bossambá, apre- sentando esse repertório de sambas e bossas em francês, será lançado no dia 24 de novembro, às 21 horas no Teatro FECAP em São Paulo.

ber (também de Tom e Vinícius), traduzida e in- terpretada por Pierre Ba- rouh. Sem dúvida, nossos colegas gauleses parecem ter percebido bem antes de todos a novidade so- nora que despontava para

o

mundo: a bossa nova,

em sua fase embrionária. Vale lembrar que o filme Orfeu Negro, do diretor Marcel Camus, de 1958, baseado na peça Orfeu da

Conceição, de 1956, apre- sentou em primeira mão,

a

bem antes do célebre con- certo no Carnegie Hall de Nova York, que é de

dupla Tom e Vinícius,

1962.

gravada por Agostinho dos Santos, figuram Ma-

Na trilha sonora,

nhã de Carnaval e Samba

de

Antônio Maria), além de

O

Felicidade (de autoria de

Orfeu (de Luiz Bonfá e

Nosso Amor, Frevo e A

G a l e r i a OVila Mariana - Outubro de 2012

Galeria

OVila Mariana - Outubro de 2012

Fotos: divulgação

“Tão menos dolorosas suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas bi. Abóboda degenerescente de um sortilégio de absurdos.” Poema de MAICKNUCLEAR “grafitado” no baixo Augusta

Arte no baixo

MAICKNUCLEAR “grafitado” no baixo Augusta Arte no baixo Quem passa destraído pelo baixo Augusta, tre- cho

Quem passa destraído pelo baixo Augusta, tre- cho que fica entre a Av. Paulista e a Praça Franklin Roosevelt da Rua Augus- ta, pode pensar que está apenas em mais uma rua decadente da região cen- tral de São Paulo. Porém, quem olha com um pouco mais de atenção, verá em cada esquina, cada muro, cada poste, uma celebra- ção de uma forma de vida diferente, onde por meio da arte busca-se um olhar mais vivo sobre o coti- diano. Comparada a outros centros urbanos, como Berlim ou Londres, a ca- pital paulista ainda é uma iniciante em relação à arte de rua, mas pode-se afir- mar que o baixo augusta representa um dos pontos mais avançados da capi- tal neste quesito. Nesta rua, os artistas (na maio- ria das vezes anônimos) expressam-se de diversas maneiras, como grafite, poemas escritos com pi- chações ou adesivos. Desta forma, o gra- fite “VERacidade” é um pedido de atenção ao que virá. O panfleto colado na parede diz: “Cobrando ou não, sexo não da direito à AGRESSÃO”, e revela o palco da “marcha das vadias 2012”, manifesto em defesa das mulheres. E, finalmente, a imagem de Adoniran Barbosa es-

mulheres. E, finalmente, a imagem de Adoniran Barbosa es- tampada na pilastra de um prédio anuncia

tampada na pilastra de um prédio anuncia a chegada da música no começo da noite. Se durante o dia a Rua Augusta é mais um centro comercial, durante à noi-

te, nos sete dias da sema- na, é possível encontrar diversão. A sensação de movimento é constante. Como a arte de rua, que

a cada dia é alterada por

grafite e adesivos sobre- postos, as pessoas que passam se contrastam

pois pertencem a diferen- tes tribos, mas se olham

e percebem compartilhar

um interesse comum, não se sabe ao certo qual, e vão se divertir nas dife- rentes opções de bares e baladas.

Por sinal, foram estas opções noturnas que, há menos de dez anos, rea-

tivaram o encontro de pessoas de di- ferentes bairros da cidade na região e revalorizaram este espaço: hoje, além vida noturna, estão sendo construídos diversos empreendi- mentos residenciais. Sem contar com a diver-

sidade cultural, já conhe- cida pelas salas de cinema e os teatros da praça Roo- sevelt. Antes disso, o baixo Augusta passou por um longo período de deca- dência. A rua, inicialmen-

te marcada pela elegância

de suas lojas e pelo con- vívio social, era sinônimo

de casas de prostituição e abandono público. Hoje, pode se afirmar que é exatamente esta di- versidade cultural, – que acolhe sem distinção a

qualquer forma de pen- sar e viver - esse contras-

te entre a vida boêmia, o

comércio e este resquício

decadente que formam

o ambiente ideal para a

expressão de uma arte de rua que não obedece padrões tradicionais e

acadêmicos, mas de uma forma livre mostra outro modo de se pensar a so- ciedade e a cultura. Bruno alves alvsbruno@gmail.com

mas de uma forma livre mostra outro modo de se pensar a so- ciedade e a
mas de uma forma livre mostra outro modo de se pensar a so- ciedade e a

O Vila Mariana - Outubro de 2012

PoeSia & literatura

O Vila Mariana - Outubro de 2012 PoeSia & literatura

Casa das Rosas

Durante o primeiro mês de vigência da programa- ção Poesia Ilimitada na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Po- esia, localizada na Avenida Paulista, 37, exposições e eventos especiais se des- tacam em meio as ativida- des poéticas e educativas que, ao longo do último trimestre de 2012, serão oferecidas gratuitamente ao público.

Estalactites Tipográficas. Em cartaz até 27 de outubro a exposição Esta- lactites Tipográficas reúne poemas do expressionista alemão August Stramm (1874-1915), traduzidos pelo poeta Augusto de Campos no livro Poemas- -estalactites, compostos com tipos móveis digi- talizados por Guilherme

Mansur, responsável pela

outubro, às 14h, o Núcleo

edição de inúmeros autores brasileiros e estrangeiros em sua Tipografia do Fun-

Educativo da Casa das Ro- sas promove o encontro “Tudo o que não invento é

do

de Ouro Preto, destacan-

falso*”, uma atividade lú-

do

a materialidade da poe-

dica que desenha percurso

sia por meio do contraste entre tipos art nouveau e marcas de mídia eletrônica.

por poemas de Manoel de Barros, usando como cami- nho memórias de infância e

Semana do Idoso Em 4 e 6 de outubro, a Semana do Idoso celebra o Dia do Idoso, celebrado

invenções, abrindo espaço para bate-papo sobre coisas desimportantes. *Frase retirada do li- vro Memórias inventadas:

em 1º de outubro, de acor-

as infâncias de Manoel de

do

com a Lei 11.433/2006.

Barros

Performance com poemas de Drummond, cujos te-

mas são o corpo e o amor,

e oficina-sarau onde os

participantes buscam novas

possibilidades de apresen-

tar seus poemas formam o

evento “Entre o amor e o corpo”, com Paulo Farah André, às 15h da quinta- -feira 4. No sábado, 6 de

Dia das Crianças No sábado, 13 de ou-

tubro, a partir das 14h, as crianças ganham eventos especiais em comemora- ção ao dia 12 de outubro, na Casa: é a programação Folclore e cultura popular. A Cia da Fulô, criada em 2010, apresenta o espetá-

Rua Rio Grande, 93 /107 Vila Mariana – São Paulo – SP TELS: 5571-8787 /
Rua Rio Grande, 93 /107
Vila Mariana – São Paulo – SP
TELS: 5571-8787 / 5081-5247
Aberto das 06:00 ás 23:00
E-mail: contato@paofamiliar.com.br
www.paofamiliar.com.br

culo teatral “A Moça de Bambuluá”, às 14h, con- tando a história de João, um andarilho, tocador de viola e viajante que, em

uma de suas andanças, co- nhece a Moça de Bambuluá

em uma de suas andanças, co- nhece a Moça de Bambuluá e seu doce jeito de

e

seu doce jeito de amar e,

Folclore e cultura popular

luá

com o encontro, é desa- fiado a aprender a língua dos pássaros e enfrentar o

histórias escritas por Netho

Sábado, 13 de outubro. 14h – A Moça de Bambu-

medo da morte para che-

Com Cia. da Fulô.

gar a Bambuluá. Às 15h30,

15h30 – Sarauzinho da

Paulo Netho e o Grupo

Casa

Batucantante, formado por Raquel Souza (Quel) e Ro-

Com Paulo Netho e Grupo Batucantante.

naldo dos Santos (Tom) promovem o “Sarauzinho da Casa” com narrações de

Ciclo de saraus na Casa das Rosas em outubro Programação Poesia

– e também recitando poe-

mas e desafios ao público com adivinhas, trocadilhos,

trava-línguas e quadrinhas – e canções de diferentes ritmos brasileiros inter- pretadas pelo Batucantan- te, convidando todos para uma grande brincadeira musical, na qual podem ser experimentados gestos, movimentos e sonoridades do corpo.

SERVIÇO ESTALACTITES TIPOGRÁFICAS Exposição de Guilherme Mansur. De 25 de setembro a 27 de outubro de 2012.

SEMANA DO IDOSO Programação em co- memoração ao Dia do Idoso, com performance e oficinas. Para idosos, seus familia- res e amigos. Performance e oficina:

Entre o amor e o corpo Com Paulo Farah André. Quinta-feira, 4 de outubro,

15h.

Encontro: Tudo o que não invento é falso* Com Núcleo Educativo da Casa das Rosas. Sábado, 6 de outubro, 14h. *Frase retirada do livro Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros.

COMEMORAÇÃO DO DIA DAS CRIANÇAS

Ilimitada Quase todos os dias tem sarau na Casa das Rosas. Participe dos encontros gratuitos dedicados à de- clamação da poesia.

O MENOR SLAM DO MUNDO Baseado nos slams, o sarau propõe um jogo de poesia em que os partici- pantes apresentam, em 10 segundos, suas qualidades poéticas e performáticas.

A PLENOS PULMÕES Inscrições começam uma hora antes. Sábado, 6 de outubro, 19h30.

Dedicado aos amantes da poesia, o objetivo é incen- tivar a literatura escrita e falada. O microfone está aberto.

VERSO REVERSO O diálogo entre diferen- tes estilos poéticos é a proposta desse sarau. Os convidados comentam suas poéticas e respectivas afinidades literárias.

VIA VEREDA

Sarau mensal dos alunos

e ex-alunos das oficinas

de criação da Casa das

Rosas. Os poetas e escri- tores interpretam poemas

e textos, próprios e de diversos autores. CHAMA POÉTICA

A proposta do Chama

Poética é difundir e fo-

mentar a arte por meio da poesia, da literatura e da música.

QUINTA POÉTICA Reúne boa poesia, com diferentes expressões artísticas, como dança, música, artes plásticas e cultura popular envolven- do a leitura dos poemas.

52ª EDIÇÃO Convidados: Ângela Cas- telo Branco, Arildo Cor- reia Lima, Davi Araújo, Marco Aqueiva, Regina Mello, Renato Negrão e Ricola de Paula. Participação especial: En- Canto de Cordas (Letícia Torança: canto; Francisco Andrade: viola brasileira; CauKaram: violão). Quinta-feira, 25 de outu- bro, 19h.

SERVIÇO Programação Poesia Ili- mitada - Ciclo de saraus (outubro) De 6 a 27 de outubro. Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Briga- deiro do Metrô. Horário de funciona- mento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h. Convênio com o estacio- namento Patropi: Alame- da Santos, 74. Tel.: (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447. Blog: www.casadasrosas- -sp.blogspot.com

Twitter: www.twitter. com/casadasrosas Facebook: http://www.fa- cebook.com/casadasrosas

DIA 7 DE OUTUBRO DOMINGO , DEVIDO

A ELEIÇÃO A CASA ESTARA FECHADA.

Motor OVila Mariana - Outubro de 2012

Motor

OVila Mariana - Outubro de 2012

Kawasiki Brasil

Jurados elegem vencedores

Chegou ao fim o Con- curso Cultural Kawasaki

Touring, após o término da vigência de disputas pelo prêmio máximo, uma motocicleta Versys

650 cc e demais prêmios

distribuídos aos internau- tas participantes. Ao todo recebemos mais de 500 inscrições com diversos tipos de tra-

jetos, histórias e roteiros em sua bagagem, sendo

150 dessas, devidamente

validadas pela auditoria

do concurso para a eleição

de um vencedor.

Odil Rodrigues Pereira conquistou o primeiro lu-

gar com o roteiro “Cami- nhos de Pedra”. Partindo da pequena cidade de Re- gistro, no interior paulis- ta, com direção ao ponto

de chegada situado na his-

tórica Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. (veja roteiro completo no site do concurso) Em segundo e tercei-

ro lugares estão: Gregory

Zanon Pereira, de Foz do Iguaçu-PR, com um ro- teiro ligando o Paraná às belezas maravilhosas do Rio de Janeiro e Meyre Bráulio Gonçalves Iwa- moto, de Goiânia-GO, em sua “Aventura na rodovia das Kawasaki’s!”. A tarefa dos jurados não foi nada fácil, com uma vasta opção de rotei- ros passando pelos mais

inóspitos, belos e diferen- tes lugares do nosso país ou até mesmo de alguns longínquos continentes mundo afora; após fazer

a leitura e as anotações

sobre cada um dos rotei- ros participantes, os votos dos jurados finalmente puderam ser contabiliza- dos e levar a um veredito.

Fotos: divulgação
Fotos: divulgação

COM A PALAVRA, O VENCEDOR Em uma breve entre- vista, o ansioso e premia- do Odil disse ter ficado sabendo do concurso através de amigos, meio por acaso, tomando então como desafio sua parti- cipação, para falar sobre um tema que é para ele, o sonho de todo motociclis- ta, as viagens de moto, ele ressaltou ainda o fato de participar “sem me sub- meter a sorte”. Apesar de não fazer uso diário da motocicle- ta, Odil contou que não passa um mês sem fazer ao menos um roteiro pe- las estradas, destacan- do como ponto forte “o prazer de estar do lado de fora, em relação a um veículo de quatro rodas coberto com capota,

risos, o contato direto com as intempéries cli- máticas, a mobilidade sempre com cautela, obedecendo e seguindo os limites impostos pela

sinalização, para resul- tar em uma viagem rápi- da e agradável”. Questionado sobre seu roteiro, se esta ideia já es- tava em seus planos antes mesmo do concurso, Odil respondeu: Não estava em meus planos, foi uma ideia nova para uma von- tade antiga. Após a inscri- ção no concurso resolvi desenvolver o roteiro uti- lizando técnicas de cria- ção de projeto (mania de profissional de TI), para estabelecer as etapas de construção e implementa- ção. Iniciei pelo objetivo, logo de cara, pensei na região sul do país, onde conheço lugares muito bonitos, com povo muito educado e receptivo. A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada no dia 26/09 as 9h30 no Centro de Treinamento da Kawasaki em São Paulo. Informações Adicionais:

kawasakibrasil.com

Rubens Heredia

Veteran Car Clube

A Cinemateca sedia o grande retorno

Veteran Car Clube A Cinemateca sedia o grande retorno Com a anuencia da Cinemateca no bairro

Com a anuencia da Cinemateca no bairro Vila Mariana o Clube passa a se encontrar todo segundo domingo de cada mes, apartir das 8:00hs, e convida os adimiradores do antigomobilismo. Em curto prazo, esta prevista a exibidos de filmes de épocas no anfi-teatro da Cinemateca durante o periodo da exposição com entrada franca.

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or

bu s i
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O Vila Mariana - Outubro de 2012

tCP

O Vila Mariana - Outubro de 2012 tCP

Baile da Primavera

O Tênis Clube Paulista, comemorou seu “Baile da Primavera”

com a banda internacional “The Platters”, na noite de 21 de setembro. Recebeu associados, convidados e personalidades, em uma cerimônia marcada por reencontros, emoções e muita dança.

A tradicional festa aconteceu no Salão Nobre tendo à porta,

uma exposição de automóveis antigos remetendo todos - desde a entrada, aos anos dourados. Raros modelos como o de Malcolm Forest (cantor e compositor), que optou em vir conduzindo uma pérola da industria automobilística, o Mercedes-Benz 1951 “Cabriolet”. Malcolm ainda, foi chamado ao palco para abri- lhantar a condução da cerimônia. Vindo do acervo do museu JORM, Paulo Figueiredo enviou o raro NASH Metropolital “Cabriolet “, e mais, dois veículos que marcaram época em nosso país, as Lambretas – além de nos honrar com sua sempre “animada” presença. Do acervo de Ricardo Leitão (advogado), NÃO poderia faltar, um dos mais emblemáticos - da época e de todos os tempos, um Ford Thun- derbird 1956, com as combinações. Vermelho & branco.

derbird 1956, com as combinações. Vermelho & branco. Subjetivamente, a “cromoterapia” em preto e branco

Subjetivamente, a “cromoterapia” em preto e branco manteve a atmosfera dos anos

cinquenta. Os arranjos florais – desde as escadas, onde todos os tons entre o rosa e lilás representaram a chegada da primavera. Todos recepcionados por um casal devidamente trajados, e a bela e lúdica “Estátua Viva”, desejava “Boas Vindas”. No palco, a banda Pimenta Latina “esquentou” a pista – “en passant”, liderados por ninguém menos, mas,

“Only You”

o –
o

presidente do Conselho Deliberativo - Dr. Mario Vieira Muniz, quando é chegado do

grande momento. Soaram os primeiros acordes de “Only You”. Todos, ficaram estáticos e rendidos pela emoção de estar ouvindo ao vivo - e pelos próprios autores, o som que embalou centenas de milhares por todo o mundo. “The Great Pretender”, canção constante nos “500 Grea-

test Songs of All Time”, eleitas pela especializadíssima revista “ The Rolling Stone Magazi- ne”, então, arrancou suspiros quase que sincrônicos. “IN LOCO” e visivelmente emo- cionado, Paulo Figueiredo comentou. “ Sou fã da banda desde que me entendo por gente”

ainda, “Sou mui grato ao TCP pelo convite. Quando será o próximo ? (risos)”.

Dr. Mario V. Muniz reencontrou B.J. Mitchell e, juntos, relembraram os momentos em que nosso presidente foi “manager” da banda – pelo Brasil.

B.J. Mitchell e, juntos, relembraram os momentos em que nosso presidente foi “manager” da banda –
B.J. Mitchell e, juntos, relembraram os momentos em que nosso presidente foi “manager” da banda –
tCP OVila Mariana - Outubro de 2012

tCP

OVila Mariana - Outubro de 2012

Fotos: Simone Cintra

The End

Ao final da apresentação, o presidente da gestão Dr. Caio Luis de Sousa, propôs: “Em

nome de toda a diretoria, gostaria de agrade- cer a presença de todos e dizer o quanto é bom estarmos reunidos - mais uma vez”, e ofertou

o Champagne. Após, a sessão de fotos com os

próprios “The Platters”, encerrou a noite – e nós, do O Vila Mariana, encerramos com as irretocáveis palavras que seguem:

“ A noite do “The Platters” no Tênis Clube

Paulista suplantou a expectativa de todos,

e demonstrou, ainda, ser um conjunto vocal

para todas as idades, provocando um clima de alegria contagiante. Foi o evento que mais marcou no Calendário Social deste ano”.

“ Mario Vieira Muniz ”
“ Mario Vieira Muniz ”
Calendário Social deste ano”. “ Mario Vieira Muniz ” São Paulo sediou o circuíto nacional de
Calendário Social deste ano”. “ Mario Vieira Muniz ” São Paulo sediou o circuíto nacional de
Calendário Social deste ano”. “ Mario Vieira Muniz ” São Paulo sediou o circuíto nacional de

São Paulo sediou o circuíto nacional de esgrima

Muniz ” São Paulo sediou o circuíto nacional de esgrima O Tênis Clube Paulista recebeu a

O Tênis Clube Paulista recebeu a última etapa do Circuíto Nacional de Esgrima.

A competição reúniu a elite da esgrima brasileira.

O evento marca também o retorno da modalidade olímpica ao clube. No passado, conquistou o título sul americano no florete feminino com a esgrimista Eda Bovino, e retorna através da inauguração de um amplo espaço para a modalidade, para formação de base e alto rendimento.

No final de semana do dia 30/09, recebeu atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpi- cos de Londres 2012 e medalhistas do Campeonato Sul Americano de Esgrima disputado recen- temente em Lima-Peru, no TCP jogaram pelo ranking brasileiro neste novo ciclo olímpico, Rio

2016.

Juntos: Dr. Machado Vice-presidente - CBE, Dr. Caio Luis -TCP e o esgrimista Vilela da
Juntos: Dr. Machado
Vice-presidente - CBE,
Dr. Caio Luis -TCP e
o esgrimista Vilela da
Escola Naval-RJ.
O TCP e a Escola Naval,
aqui representados por Celso
Tadeu, Marcos Paulo, Vilela,
Ainsworth e Mattozinho
trocaram flamulas durante a
solenidade de inauguração.

1º torneio de Muay Thai e graduação

de inauguração. 1º torneio de Muay Thai e graduação Os alunos de Muay Thai do TCP

Os alunos de Muay Thai do TCP ministrada pelo Professor Gilberto (Giba) participaram no último domingo dia 23, da graduação, e 1º torneio interno junto com outras academias.

Caio Sperb e Eduardo de M. Braga (1º graduação), Carlos Felipe S. Alves categoria 58 kg (1º graduação e 2º lugar no torneio), Fouad Nawfal Alssabak categoria 86 kg (1º graduação e 1º lugar no torneio), Ziad Mazin categoria 58 kg (1º graduação

e 1º lugar no torneio); Ally Nawfal Assa

Alssabak categoria 137 kg (1º graduação

e 1º lugar no torneio) categoria absoluta,

Ahmad Nawfal Alssabak (Babu) categoria 110 kg (1º graduação e 1º lugar no torneio)

categoria absoluta, e, Andrey Gonçalves Marins categoria 71 kg (4º graduação e 1º lugar no torneio).

O Vila Mariana - Outubro de 2012

teraPia

O Vila Mariana - Outubro de 2012 teraPia

Depois de um longo tempo de vida dedicado à compreensão e cura da psique humana

Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung nas-

mum de aterramento de

ceu em Kesswil, Suíça em 26 de julho de 1875. Escolheu seguir uma li- cenciatura em medici- na. Jung se casou com Emma Rauschenbauch em 1902 e juntos tiveram cinco filhos. Após a sua graduação na Universi- dade de Basel, Jung de- cidiu se especializar em psiquiatria. Ele aceitou uma posição no hospital

psicologia numa explora- ção em profundidade da vida do indivíduo. Eles também enfatizaram o papel do inconsciente na relação do indivíduo com o mundo interior e exterior. Jung deixou o Burgholzli em 1909 para dedicar-se à sua práti- ca privada e ao estudo de expressões coletivas do inconsciente, como

Burgholzli em Zurique.

o

folclore, mitologia e

Em 1906, Jung come-

religião. A decisão de

çou uma correspondên- cia com Sigmund Freud, que floresceu em uma

publicar este trabalho já clássico foi doloroso para Jung, que efetivamen-

amizade. Embora eles

te

rasgou em pedaços a

tenham vindo de diferen- tes origens intelectuais e eram quase uma geração

sua relação com Freud, porque ele demonstrou claramente seus pontos

distante em tempos, eles

de

vista divergentes dos

tinham nada-a-menos

da

natureza e do papel do

que um interesse em co-

inconsciente, complexos,

do que um interesse em co- inconsciente, complexos, e libido. A ruptura foi Jung. finalizada em

e

libido. A ruptura foi

Jung.

finalizada em 1914, du-

Atra -

rante esse tempo, ele ex-

vés da

plorou as profundezas de

investi-

sua própria psique, a fim

gação do

de encontrar a si mesmo

conteúdo

e

descobrir seu próprio

de sua

mito. Por essas explo- rações, ele desenvolveu um método chamado imaginação ativa. Este meio de auto investiga-

autoria e incons - c i e n t e s de seus pacien -

ção seria a peça central

tes,

e

da abordagem de Jung

para a psique. Jung in- cluiu seus diálogos, jun- tamente com ilustrações em O Livro Vermelho, que ele escreveu duran-

te este período difícil de

sua vida. Ele passou a

elaborar seu pensamen-

to em seus muitos outros

livros e artigos, alguns dos quais publicados em obras completas de C G

conec -

Mundi, são dependentes

tar com

de cada um de nós desen-

a

nossa

volver uma relação mais

natureza

consciente com as partes

instinti-

inexploradas ou rejeitada

va per-

de nós mesmos que se

dida. Ele

escondem no inconscien-

cu

n hou

te e que ele chamava de

o

termo

sombra.

“indivi-

Depois de um longo

duação”

tempo de vida dedicado

c

p

m

à compreensão e cura

da psique humana, Jung morreu em 6 de junho de 1961 em Küsnacht, Suíça. Seus sonhos no final ex- pressam grave preocupa- ção com o bem-estar do mundo, e também confir- mam a realização de uma totalidade pessoal para a qual foi dedicado durante toda a sua vida. Vicente Miceli vicentemiceli@gmail. com

o r a z o

para o processo interior que impulsiona cada um de nós para uma maior ple- nitude. Este processo é dirigido pelo arquétipo de união, o Self, que é, paradoxalmente, tanto o centro como a totalidade da psique. Jung lembrou- -nos que a nossa própria plenitude e a cura da alma do mundo, o Anima

o

a t r a v é s de um minucioso estudo da mitologia, religiões comparadas, antropolo- gia e, finalmente, a al- quimia, Jung concluiu

que o mito atual de nosso tempo não atende às ne- cessidades psicológicas

do indivíduo. O que está faltando em nossa época de hiper-racionalismo é a capacidade de se re-

psicológicas do indivíduo. O que está faltando em nossa época de hiper-racionalismo é a capacidade de
t e C N o l o G i a O Vila Mariana - Outubro

teCNoloGia

O Vila Mariana - Outubro de 2012

t e C N o l o G i a O Vila Mariana - Outubro de

verão chips embutidos em nossas roupas, sapatos e

nos móveis de nossa casa.

A “internet das coisas”

surpreendentes; fará explodir esse núme-

• Do ponto de vista dos

clientes, houve uma gran- de evolução no que diz respeito à conscientização dos benefícios trazidos

pelas soluções de M2M e

a busca por parcerias para

a implementação das mes-

mas. Como se vê, tudo se encaminha para que tec- nologias dessa natureza estejam cada vez mais presentes no nosso coti- diano. Muito em breve farão parte da nossa roti- na dispositivos eletrônicos que se comunicam com os carros para alertar so- bre velocidade, “sentido” da rua, velocidade, etc. E ninguém duvide que ha-

de da história e ficarmos

obsoletos, porque os mais

mas, acredite, é o futuro. Precisamos estar atentos para não perdemos o bon-

Ainda parece ficção,

ras de soluções M2M, que eram meros start-ups em 2001, cresceram a ritmos

• As pequenas provedo-

ro, dando um endereço e

capacidade de comunica- ção a cada objeto, livro

ou peças de arte de nossas

casas, ou peças e compo-

nentes nas indústrias.

jovens têm uma incrível capacidade de absorver essas novas tecnologias,

tudo é muito natural para eles, parece quem têm a tecnologia no “DNA”. Que venha o futuro! Quem vi-

ver verá.

João Soares

Ainda parece ficção, mas, acredite, é o futuro

A revolução nas Comunicações

mas, acredite, é o futuro A revolução nas Comunicações O termo Wireless M2M (Machine-to-Machine, Mobile-to-Machine,

O termo Wireless M2M (Machine-to-Machine, Mobile-to-Machine, Ma- chine-to-Mobile Com- munications) se refere a tecnologias que permitem que os sistemas sem fio e com fio se comuniquem com outros dispositivos da mesma capacidade. M2M usa um dispositi- vo (como um sensor ou metro) para capturar um evento (como temperatu- ra, nível de estoque, etc), que é transmitido através de uma rede (sem fio, com fio ou híbrido) para um aplicativo (software), que traduz o evento capturado em informações significa- tivas (por exemplo, itens que precisam ser reabas- tecidos). Tal comunicação é realizada através de uma rede remota de máquinas que transmitem informa- ções para um hub central para análise, redirecionan- do os dados para um siste- ma, como um computador

central. Essa tecnologia está mais presente no nosso dia a dia do que se imagina. Basta que se atente que atualmente existe uma re- lação de quatro máquinas para cada ser humano. Isto significa que há um mer- cado potencial enorme de comunicação entre pesso- as e máquinas e entre má- quinas e máquinas. M2M é uma das gran- des revoluções da nossa era das comunicações (pessoal e de negócios). Todos os setores da indús- tria já começam a se bene- ficiar dessa tecnologia, in- cluindo varejo, indústrias de base, transporte e lo- gística, serviços públicos, bens de consumo e gover- no, dentre outros.

Algumas das empresas mais inovadoras têm des- coberto novas oportunida- des de geração de receita, ligando os seus disposi- tivos. O M2M como um todo tem o potencial de desencadear significativos ganhos de produtividade e crescimento econômico diferentemente de qual- quer onda da tecnologia anterior. São muitos os nomes usados para definir o mer- cado de M2M. Alguns deles incluem: Pervasive Internet, xInternet, Te - lemetria, Telemática, e Monitoramento Remoto. Hoje, grandes empresas multinacionais líderes do setor como Motorola, Sie- mens, HP e IBM entre ou- tros, estão chamando este mercado emergente de M2M, terminologia que adotamos neste estudo. Pesquisas internacio- nais sobre o mercado de M2M apontam um cres- cimento exponencial deste mercado. Um exemplo disto que vemos todos os dias são os dispositivos utilizados nos estacionamentos e/ou pe- dágios, do tipo Sem Parar, em que um dispositivo na

cancela comunica-se com seu carro, lê os dados do veículo e debita o valor da tarifa na sua conta do Sem Parar e depois efetua a co- brança. Em 2002 existiam aproximadamente 40 mil máquinas comunicando- -se via redes celulares. No final de 2005 este núme- ro chegou a aproximada- mente 500 mil máquinas. Ou seja, um Crescimento Composto Anual (CAGR) de aproximadamente

132%.

O mercado em 2001 era embrionário, atualmente encontra-se claramente em fase de crescimento e a cadeia de valor como um todo se movimenta ao re- dor deste crescimento:

• Fabricantes de mó- dulos celulares criaram recentemente equipes fo- cadas no negócio M2M e acreditam no crescimento do mercado e prevêem o crescimento destas estru- turas; • Operadoras de telefo- nia celular, devido à satu- ração do mercado de voz, se interessam cada vez mais pelas oportunidades no mercado de dados (in- clusive as de M2M);

ração do mercado de voz, se interessam cada vez mais pelas oportunidades no mercado de dados

O Vila Mariana - Outubro de 2012

eCoNoMia

O Vila Mariana - Outubro de 2012 eCoNoMia

Vamos fazer um teste. Vou descrever uma situação e responda sinceramente.

Caso te perguntarem quem quer ganhar dinheiro? Fale que não.

Imagine que você é convidado a ir ao escritó- rio de um desconhecido,

ele disse que isto poderá te

render até mil reais. Lá es- tará outra pessoa, vamos chamá-lo de José só para facilitar a explicação. Ele também ouviu a mesma coisa, ou seja, ele também poderá ganhar mil reais.

O desconhecido explica:

você receberá mil reais e poderá levar a quantia que conseguir, porém você terá que oferecer uma parte do que recebeu ao José. Caso o José aceite o que você ofereceu, os dois

ao José. Caso o José aceite o que você ofereceu, os dois saem com as respectivas

saem com as respectivas partes. Detalhe você só tem uma chance e o José poderá fazer uma única contraproposta. Não acei-

tando a contraproposta, o dinheiro é devolvido ao desconhecido e todos irão embora. Só pra deixar bem

claro a explicação. Você recebeu mil reais virou pro José e ofereceu, por

O

cem reais? Ou diz não?

que você faz? Aceita os

O que você pensou?

base do meio a meio. A desilusão de não ganhar

quinhentos reais é com-

exemplo, trezentos reais.

Não ou sim?

pensado pelo prazer de

O

José concorda e tá fei-

Em caso de não o seu

punir a pessoa que quer os

to,

você acabou de ganhar

raciocínio deve ter sido

novecentos reais, mesmo

setecentos reais e o José trezentos reais. Todos fe- lizes. Quanto você oferece- ria? Pensou? Vamos con- tinuar. Supondo que o José não aceite. Ele diz que só aceita se forem novecen-

tos reais para ele. Aceitan- do o jogo está encerrado,

o

José sai com novecentos

e

você só com cem reais.

o seguinte: não é justo

eu ficar com apenas cem reais e o José ganhar no- vecentos reais. Aceitando, ou seja, dizendo sim você pensou algo parecido com: tudo bem afinal aca- bei de ganhar cem reais sem fazer nada. Agora vamos inverter os papéis, o José te ofe-

recerá o dinheiro e você

fará a contraproposta. Pois bem, o José ofe- rece quinhentos reais, ou seja, cada um sai com quinhentos reais. O que você faria? Acei-

taria ou faria uma contra-

proposta?

Nem irei me alongar. Você aceitou. Em 2002, Daniel Kah- neman ganhou o premio

Nobel de Economia. Ele não é economista e nunca estudou economia, é psi- cólogo. O senhor Kahne- man e seu também colega psicólogo Amos Tversky, aplicaram o teste descrito acima durante anos ge- rando uma pesquisa cien- tifica sólida que explica quase que a totalidade dos grandes movimentos do mercado financeiro. Tver- sky não ganhou o premio, pois havia falecido e o premio Nobel só é dado

às pessoas vivas.

Como um teste como este explica o mercado fi-

nanceiro?

Nos testes verdadeiros todos se comportavam na

que isto signifique deixar de ganhar cem reais. O que foi descrito é o que os economistas cha- mam de “efeito manada”, os indivíduos tendem a correr para onde todos correm. O brilhantismo do teste é provar em uma base cientifica o conceito abstrato do pensamento humano. O comportamento do teste é muito visível na Bolsa de Valores. Quando

o mercado cai, ou seja, o

preço está ficando barato, há um sentimento genera- lizado em todos que ações não prestam. Ninguém quer comprar, mas note comprar algo muito bara- to, essa é a melhor hora de comprar. Quando a Bolsa de Valores sobe o inverso do raciocínio é verdadei- ro.

Esta explicação pode ser usada na moda, nos eletrônicos, nos carros, em tudo. É aquele desejo louco de possuir coisas que todos têm. A Academia Sueca premiou brilhantemente os psicólogos com o pre- mio Nobel de Economia. Como isso ajuda na sua vida? Isto demonstra que

o grande vilão que o im-

pede de ganhar dinheiro, por incrível que pareça reside dentro de você e

chama-se cérebro.

Aristides Campos Jannini

pede de ganhar dinheiro, por incrível que pareça reside dentro de você e chama-se cérebro. Aristides
e S P o r t e S O Vila Mariana - Outubro de 2012

eSPorteS

O Vila Mariana - Outubro de 2012

Foto: divulgação

Ginásio do Ibirapuera

Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães

Inaugurado em 27 de ja- neiro de 1957, o Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães é uma obra do Governo do Estado de São Paulo. Recebe o nome de um dos homens mais res-

peitados do esporte nacio- nal, Constâncio Vaz Gui- marães, atleta, advogado

e procurador fiscal que

dedicou 46 anos de vida ao esporte. Ocupando uma área de aproximadamente 100 mil m², é um dos maiores e mais completos complexos desportivos da América Latina. Palco de inúmeros eventos esportivos, cul- turais e de lazer, também oferece cursos esportivos gratuitos para a população e sedia importantes proje- tos voltados para a forma- ção e desenvolvimento do esporte de base e de alto rendimento. A estrutura do complexo vai muito além do Ginásio Geraldo José de Almeida, conhecido popularmente como Ginásio do Ibirapue- ra. Também abriga o Está-

dio Ícaro de Castro Mello, com campo de futebol e pista de atletismo, conside- rada casa do atletismo na- cional, o Conjunto Aquáti-

co Caio Pompeu de Toledo,

composto por

uma piscina

oficial para

competições

internacio-

por uma piscina oficial para competições internacio- de Excelência Esportiva, desenvolvido pela Secre- taria de

de Excelência Esportiva, desenvolvido pela Secre- taria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo desde 1984. O Projeto atualmente atende atletas oriundos de todos os estados brasileiros em regi- me de internato, nas moda- lidades atletismo e judô. O esporte de base tam- bém é incentivado através do Projeto Centro de Trei- namento Base do Estado de São Paulo, desenvolvido para jovens nas modalida- des futebol de campo, vo- leibol, basquetebol e tênis. Além do incentivo ao esporte de base e de alto rendimento, o Conjunto também oferece cursos esportivos que visam for- necer opções de lazer e recreação e atuar na me- lhoria da qualidade de vida

da população da cidade de

São Paulo. Possui opções para todos os gostos e fai- xas etárias, abrangendo

crianças, jovens, adultos

e veteranos. Atualmente

existem 12 cursos dispo- níveis (atletismo, voleibol, voleibol adaptado, futebol

de salão, karatê, kung fu,

kickboxing, capoeira, alon- gamento, condicionamento

físico, treinamento físico

e musculação), apesar de

não estar operando em sua capacidade total, devido

à reforma de algumas de

suas estruturas, como o Complexo Aquático Caio Pompeu de Toledo. As inscrições para os cursos são gratuitas e su- jeitas ao número de vagas disponíveis no momento. Os interessados a pleitear uma vaga devem se diri-

gir a Secretaria de Cursos, lo- calizada na ad- ministração do Conjunto, de segunda a sex- ta-feira, entre 8h00 e 18h00. Os even- tos esportivos, culturais e de lazer também ocupam lugar de destaque na programação do Conjunto, que tem tradição em rece- ber os mais importantes eventos nacionais e inter- nacionais.

Após a recente reforma do Ginásio Geraldo José de Almeida (Ibirapuera) e do Estádio Ícaro de Castro Mello, já passaram pelo complexo diversos cam- peonatos internacionais (Liga Mundial de Voleibol

2011, Mundial Feminino de Handebol 2011, ATP Challenger Tour 2011,

Meeting Internacional de Atletismo 2011, Sul- -Americano Sub-23 de Atletismo 2012, Seletiva Mundial Indoor de Atle- tismo 2012, entre outros) e nacionais (Troféu Bra- sil de Atletismo 2011 e 2012, Brasil Open de Tê- nis 2012, Grande Prêmio

nais e um tanque de sal-

tos, o Ginásio Poliesportivo Mauro Pi-

nheiro, o Pa- lácio do Judô, dois ginásios

poliesporti-

vos cobertos, três quadras de tênis, duas academais de ginástica (uma exclusi- va para os atletas partici- pantes dos projetos esporti- vos e outra para alunos dos cursos oferecidos), duas salas para aulas de luta, condicionamento físico e ginástica, três alojamentos para atletas, centro médico e fisioterápico e estacio- namento com capacidade para 440 carros. Grandes nomes do es- porte nacional, como os judocas Felipe Kitadai e Rafael Silva, medalhistas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, a campeã olímpica Maurren Mag- gi, maior nome da história do atletismo feminino no Brasil, entre muitos outros, passaram pelo Conjunto,

através do Projeto Centro

Brasil de Atletismo 2011 e 2012 e etc). No quesito espetáculos

de entretenimento, atrações não faltam. Shows dos cantores Roberto Carlos e Xuxa, do maestro inter- nacional André Rieu e da cantora Sade são exemplos recentes, assim como o es- petáculo Disney On Ice, em 2011 e 2012, e o Show Batman Live, em 2012.

A partir desta edição,

iremos utilizar este espaço para divulgar os eventos, cursos oferecidos e demais informações pertinentes

aos leitores da região.

O Conjunto Desportivo

Constâncio Vaz Guima- rães está localizado na Rua Manoel da Nóbrega. 1.361,

sobre a administração da Secretaria de Esportes, La- zer e Juventude do Estado de São Paulo, através do Secretário Benedito Fer- nandes, e sobre a direção geral de Luiz Flaviano Fur- tado.

Marilia Sant´Ana Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Gui- marães, Rua Manoel da Nóbrega, 1.361. Tel: (11) 3887-3500 E-mail: ginasioibirapue- ra@ig.com.br

Venha desfrutar o seu melhor almoço! No melhor ambiente e local da região. Buffet completo
Venha desfrutar o seu melhor almoço!
No melhor ambiente e local da região.
Buffet completo no almoço c/sobremesa. A
noite menu a La Carte Happy Hour, Even-
tos e Confraternizações p/ até 250 pessoas
Rua Abilio Soares, 1251
Fones: 3052-3924 e
3051-7523
Estacionamento no local.

O Vila Mariana - Outubro de 2012

O Vila Mariana - Outubro de 2012

Exportação Cultural: Dia Dos Vampiros X Halloween

Liz Vamp - Cult, Sexy & Benigna

Dos Vampiros X Halloween Liz Vamp - Cult, Sexy & Benigna Em recente entrevista, Liz Vamp

Em recente entrevista, Liz Vamp comenta sobre o sucesso da importação do Halloween, a ser festejado no próximo 31/10, evento cultural sobre o fantastico e traça um paralelo sobre exportação de sua causa social e excencial - O Dia dos Vampiros. Aprovada pela Câmara dos Vereado- res com unanimidade), a atriz Liz Marins, criadora

da personagem que des- mistificou o “tetricismo vampiresco” aparente,

aproveitando-se do impac-

to visual que naturalmente

causam, para impulsionar

o Dia dos Vampiros na

“causa social que está in-

vadindo o mundo”. MASP – palco e pon- to de encontro aos que aderem a nobre, lúdica

e pitoresca proposta que

completou nesta edição de

vimento, tem de berço um

da Fundação

2012, 10 “longos” anos, diz a atriz, escritora e ci- neasta paulistana. “Quan-

currículo invejável. Filha de José Mojica Marins (Zé do Caixão), e a mãe,

Pró-sangue (o beneficiado), porém não

do

iniciei a ação em 2002,

a

atriz e produtora de tea-

eram possíveis

nos criticavam acreditan- do ser esquisitice. “Em 2003, quando consegui

tral Maria Prado. Cresceu em meio a criação, pré e pós-produção e execução.

as performan- ces artísticas. Em 2008, tive

transformar em lei, os in- crédulos foram obrigados a calar-se”. Mesmo assim, por mais pertinente que seja nossa causa (salvar vidas), não chamamos

a atenção da massa da

população,e continuamos

ser – para falar o mínimo,

estranhos. A luta e contra

contra o preconceito e a favor diversidade artísti- ca. “Ou será que alguém crê que eu durma em um caixão e tenha medo de alho?” (Risos)

A embaixatriz do mo-

Já panfletei, fui caixa e até

fiz papel de Tonico (per- sonagem masculino).

Ainda na adolescência, começaram os primeiros convites para modelar,

mas, caras e bocas sem um propósito maior não a completavam. Liz Marins

já apresentou programa na

Gazeta e outro pela REDE Manchete). Como direto- ra, o curta “Aparências “, onde também atuou. De-

pois, o Obituário, o Desti-

no e o Bodas de Prata, que

renderam até participações em festivais internacio- nais. “Comecei um longa de grande orçamento, que deu inicio a saga da perso- nagem Liz Vamp” – ainda não concluído. Em 2001, nasceu a inspiração com o mote vampírico, agregan-

do suas três bandeiras; o social, o preconceito e a di- versidade e acessibilidade

a cultural. “Me encontrei, mas as dificuldades são

enormes. Espero ainda, ter

o apoio da iniciativa priva-

da para poder fazer mais e

melhor”. Em 2002, surgiu

o convite para a partici-

pação da personagem no festival de cinema na Espa-

nha. Na platéia, vasta mídia européia querendo saber o processo de criação da per- sonagem “algo que nunca haviam perguntado”. Óti- mo momento para explanar

a que veio a personagem e

a fonte de inspiração. Á partir de 2003, quan- do a lei foi aprovada, nos reuníamos no hemocentro

quan- do a lei foi aprovada, nos reuníamos no hemocentro evento. Em 2011, realiza- ram ‘O

evento. Em 2011, realiza- ram ‘O dia dos Vampiros”

e convidaram até o ator

Christopher Lee. Pena não terem me avisado, eu teria

ido voando! (mais risos). CURIOSIDADE - “Lá, aproximadamente 400 ur- sos pardos eventualmen-

te freqüentam as cidades

– portanto, se vires um

bicho peludo, enorme e

rosnando - Fuja! NÃO é lobisomem, e ele poderá

te atacar - MESMO.

Em 2011, veio a opor- tunidade de desfilar como destaque pela “Unidos da Tijuca”, no enredo “Esta Noite Levarei sua Alma”, falando sobre o cine-

ma fantástico. “Na campanha deste ano de 2012 - uma moça de nome Carolina Vargas, vinda de Portugal, achegou- -se dizendo ter ado- rado a causa! Dias depois, enviou-me um e-mail, pedindo per-

missão para reproduzir

lá. Dei o maior incentivo para que desenvolvessem

a versão portuguesa para

2013, e ainda mais, por-

que estou sendo contatada para personalizar outras duas versões - no México

e Berlim e, neste último

caso, prestigio em uma só

“dentada” os dois eventos

na Europa”. “O melhor é que a cau- sa não é mais só minha, está voando mundo afora” Liz Marins.

Rubens Heredia

a idéia de usar o MASP,

para maior viabilidade e

ponto estratégico de várias outras ações no calendário da cidade. Lembra ainda da pas- sagem no Festival de Lis- boa – em 2008, quando foi exibir o “Aparências”

e ministrar o Work Shop

de cinema e vídeo, que culminou na realização do curta “Pousada da Paz”, com a participação de to- dos os alunos. Em Thessa- loniki (Grécia), exibiu os curtas “Obituário e Apa- rências” - “Lá, Conheci Willem Dafoe, uma sim- patia”, enquanto partici-

Conheci Willem Dafoe, uma sim- patia”, enquanto partici- pava de festivais no Brasil e no exterior.
Conheci Willem Dafoe, uma sim- patia”, enquanto partici- pava de festivais no Brasil e no exterior.

pava de festivais no Brasil

e no exterior. Ainda, dava

palestras e encenou per- formances no SESC, Casa

das Rosas e Biblioteca Vi- riato Corrêa, entre outros. Made in Brazil - Na ter- ra da própria lenda. Em 2010, como convidada do Grossmann, Fantastic Film & Wine Festval – Eslovênia, a assessora de imprensa do evento – Ur-

ska Majdic (cantora), sur-

preendeu-a quando para- benizou pela iniciativa do Dia dos Vampiros. “Não sabia que conheciam meu

Cultura O Vila Mariana - Outubro de 2012

Cultura

O Vila Mariana - Outubro de 2012

Na terceira edição do Forinho, os adultos debatem a dança contemporânea na educação; para as crianças, o instituto reservou os espetáculos Espalha para Geral!, Um Lugar Que Ainda Não Fui e Meio-dia Panela Vazia, para serem aproveitados por toda a família

A dança dá o tom na comemoração da semana das crianças no Itaú Cultural

Mistérios, fantasias contadas sem palavras, brincadeiras representadas pela dança marcam a pro- gramação do Itaú Cultural para comemorar o Dia das Crianças. Elas são assunto dos adultos no III Fórum:

Forinho – o Brincar, a Im- provisação e a Dança a ser

realizado no dia 10 (quarta- -feira) às 19h, em parceria com a Balangandança Cia.

E se tornam o público prin-

cipal do Dança para Crian- ças que, de 12 a 14 (sexta- -feira a domingo), sempre às 16h, leva ao palco do

instituto as historinhas coreografadas de Denise Stutz e Felipe Ribeiro, da Meia Ponta Cia. de Dança e da Companhia Giz de Cena. No próprio Dia das Crianças, (sexta-feira, 12) Denise Stutz e Felipe Ri- beiro brindam o público mirim com o espetáculo interativo Espalha para Ge-

ral! Por meio da poesia, da música, do vídeo e da dan- ça, eles convidam a plateia

a participar da aventura do

menino que não sabe dan- çar e da menina que não conhece o mar. Para contar

a história desses persona-

gens, os artistas descem do palco e invadem a plateia munidos de folhas de jor- nal, rabiolas, material esco-

lar, jogos de video games, objetos reciclados, e con- taminam as crianças com

a alegria que a experiência

cênica pode criar. No dia seguinte, (sába- do, 13) a Meia Ponta Cia. de Dança, de Belo Hori- zonte, apresenta Um Lugar Que Ainda Não Fui, inspi-

rado no livro Um Mundo

Foto: divulgação
Foto: divulgação

de Coisas, de Marcelo Xa-

vier. Dirigido por Marisa Pitanga Monadjemi, com

coreografia de Tuca Pi- nheiro e música especial- mente composta por Kiko Klaus, o espetáculo abre mão das palavras para en-

trar no mundo da fantasia, utilizando alegorias e obje- tos para contar sua história. O mundo que esses mineiros levam à boca de cena traz mistérios, surpre- sas e improvisação. Uma caixa enorme e quadricu- lada, por exemplo, tanto pode sair navegando por mares desconhecidos como

se fosse um barco, quanto

pode se tornar um simpá-

tico boi-bumbá. Cartolas, barbantes e papel de jornal

ganham funções surpreen- dentes. Nesse universo, os bailarinos se tornam crian- ças e ensinam que elas po-

dem dominar o ambiente e decidir as regras. A Companhia Giz de Cena, de São Paulo, encer-

ra a programação do Dança

para Crianças no domingo, dia 14. O grupo apresen-

ta Meio-dia Panela Vazia,

produzido com elementos essenciais à brincadeira

para explorar o mistério,

o suspense, o desafio, o

susto, a coragem, o medo e a euforia do brincar com fogo. Nessa história, cinco meninas se arriscam e se

auto desafiam brincando de dançar e cantar para buscar maneiras de desco-

brir onde foi parar a polen-

ta que estava na panela e

sumiu. O FORINHO A terceira edição do Fo- rinho: o Brincar, a Impro- visação e a Dança inicia as atividades no meio da semana (quarta-feira, 10, 19h). Voltado para profis- sionais e estudantes das áreas de dança, arte, cul- tura, infância e educação,

o encontro pretende dis-

cutir a relação da criança com o brincar e os sonhos,

seus processos criativos e brincadeiras e como trans- formar tudo isso em ma- triz para um processo de criação em dança com as crianças. O evento tem parceria

e idealização da Compa- nhia Balangandança, de São Paulo, e promove um espaço de reflexão sobre temas relevantes na dança

contemporânea e na edu- cação como o brincar e a improvisação. Esse fórum

integra o projeto Álbum de Figurinhas, Danças para

Colecionar, contemplado pelo XII Edital do Progra-

ma Municipal de Fomento

à Dança – 2012, e traz para

o debate Cristiane Paoli

Quito, diretora da compa- nhia Nova Dança 4, que

fala sobre improvisação; o artista visual Gandhy Pior- ski, cujo tema é brincar, e a professora de dança Uxa Xavier para contar sobre a dança para crianças. Ge- orgia Lengos, diretora e coordenadora dos projetos da Balangandança Cia, é a mediadora.

Sala Vermelha (70 lugares)

Os ingressos serão distri- buídos com meia hora de antecedência. Dança para Crianças Espalha pra Geral! Com Denise Stutz e Felipe Ribeiro 12 de outubro (sexta-feira) Às 16h 50 minutos Classificação: livre

PROGRAMAÇÃO

Dança Com Cristiane Paoli

13

de outubro (sábado)

III Fórum: Forinho: o Brincar, a Improvisação e a

Quito, Gandhy Piorski e

Um Lugar que Ainda Não Fui Com a Meia Ponta Cia. de Dança Às 16h 60

minutos

Uxa Xavier.

Classificação: livre

Mediação de Georgia Len-

14

de outubro (domingo)

gos (Balangandança Cia.) 10 de outubro (quarta- -feira) Às 19h

Meio-dia Panela Vazia Com a Companhia Giz de Cena Às 16h 55 minutos

Classificação: a partir de 4 anos Sala Itaú Cultural (202 Lugares) Entrada franca (retirar ingresso com 30 minutos de antecedência) Estacionamento com manobrista: R$ 10 uma hora; R$ 5 a segunda hora; e mais R$ 4 p/ hora adicional

Estacionamento gratuito para bicicletas Acesso para deficientes físicos Ar condicionado

Itaú Cultural Avenida Paulista, 149, Es- tação Brigadeiro do Metrô Fones: 11. 2168-1776/1777 www.itaucultural.org.br

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O Vila Mariana - Outubro de 2012

VilaMariaNa

O Vila Mariana - Outubro de 2012 VilaMariaNa

Um bairro que se expande sem planejamento

SOS Vila Mariana – nosso bairro em risco de extinção

E quem não sente uma certa ponta de tristeza ao percorrer as ruas de nos-
E quem não sente uma
certa ponta de tristeza ao
percorrer as ruas de nos-
so bairro e constatar a
galopante destruição?
Sabemos que com o
tempo tudo se modifica,

olhar pra ela de um jeito diferente. Veja que situa- ção. É um absurdo o que as construtoras querem impor nas pessoas com seu poder econômico.” Fiquei bastante inte- ressada em conhecer a Da. Ana e ouvir dela a sua história no bairro e sobre o assédio que vem sofrendo. E que história

é essa dos vizinhos olha-

rem feio prá ela?? Da.Ana atendeu ao te- lefone com uma voz bem fraquinha. Me apresentei

e falei do nosso interesse em conhecer sua história como moradora antiga do bairro: “mais de 40 anos”, ela disse.Da. Ana pede que marquemos a conversa para outro dia – estava acamada, com pneumonia. Falei sobre o movimento de preserva-

ção do bairro e das casas

e ela disse, num lamento

:” ah minha filha, minha

casa está sendo destruída neste momento!” Perplexa, perguntei:

“mas a senhora vendeu

a casa? e Da. Ana, pe-

sarosa, respondeu “eu não queria,mas fazer o quê? todo mundo ven-

deu, a pressão foi mui-

ta”, “agora moro num

apartamento”

Entrevista adiada.Não desistimos de conhecer

Da. Ana e sua história,

vamos apenas respeitar

o seu tempo de luto.Se-

gundo a Medicina Chi-

nesa o pulmão é o órgão que filtra a tristeza e a pneumonia reflete uma agudização desse estado emocional. Perdas como

a que Da. Ana sofreu não tem reparação.

mas alguns bairros não perdem sua história, ar- quitetura tradicional, be- leza, cultura. Sua poesia. Seu dia a dia

Um bairro que se ex- pande sem planejamen- to, por meros interesses comerciais, é um bairro fragmentado onde as personalidades, necessi-

dades e desejos do mora- dor são ignorados. Os desejos e neces- sidades de Da. Ana foram atropelados e derrubados:é isso que queremos ver em nosso bairro?

O que significa bairro

para você? Quais as suas

sugestões para o desen-

volvimento sustentável da nossa Vila Mariana? Envie sua contribui- ção para esta coluna. O futuro de nosso bairro depende de todos nós! Monica Paoletti psico-

terapeuta – monicapao- letti@uol.com.br

O artigo publicado na edição de setembro

(Reflexão sobre a des-

teve uma boa

repercussão. Não ótima. Precisamos de mais pes- soas sensibilizadas por esta causa porque, neste ultimo mês, mais casas foram derrubadas. Al- guns leitores escreveram comentários sobre o arti- go, como a leitora Maria Antonia Vargas de Faria, que disse:

truição

ra, muito simpática, que mora na Rua Pelotas, per- to da Amâncio de Car- valho. Há uma placa na frente da casa dela: “Ana Costureira”. Fica defron- te a um colégio chamado Capítulo I. Contou-me que não aguenta mais receber os mensageiros dos incorporadores que querem comprar a casa dela. Os vizinhos topam vender, mas ela não. É viúva, sozinha, não teve filhos,gosta da casa, é feliz, quer continuar vivendo nela, fazendo suas costuras. Não quer mudar de vida. Não am- biciona nada. Mas a in- sistência é tanta, que os vizinhos já passaram a

)

“Parabéns pela maté- ria tão bem escrita pu- blicada no jornal “O Vila Mariana”. Penso da mes- ma forma.devemos lutar para salvar a memória da cidade. Conheço uma senho-

jornal “O Vila Mariana”. Penso da mes- ma forma.devemos lutar para salvar a memória da cidade.
C i N e M a t e C a & t e a t

CiNeMateCa & teatro

OVila Mariana - Outubro de 2012

03 a 18 de outubro de 2012

Ciclo lideranças políticas e cinema

18 de outubro de 2012 Ciclo lideranças políticas e cinema Em parceria com o NEAMP –

Em parceria com o NEAMP – Núcleo de Es- tudos em Arte, Mídia e Política da PUC/SP, a Ci- nemateca promove neste mês um ciclo de filmes e debates sobre a represen- tação cinematográfica da política e suas lideranças. Em tempos de eleição, o evento cumpre um papel importante ao investigar, por meio de documentá- rios e filmes de ficção, e com o apoio de vários estudiosos, a construção da imagem dos gover- nantes, o significado das lideranças, as crises e escândalos, e as manifes- tações de personalismo típicas da cultura política brasileira. Cobrindo um

amplo período da história do Brasil, da Era Vargas à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidên- cia da República, passan- do ainda pela queda de João Goulart em 1964 com o golpe militar, a programação de filmes inclui desde clássicos do cinema novo como O de- safio, de Paulo César Sa- raceni, e Terra em tran- se, de Glauber Rocha, a produções como Linha de montagem, de Renato Tapajós, documentário sobre o movimento sindi- cal paulista, Entreatos, de João Moreira Salles, pro- dução sobre os bastidores da campanha de Lula à Presidência, e Vocação

do poder, de José Joffily

e Eduardo Escorel, uma

investigação sobre o pro- cesso eleitoral de verea- dores no Rio de Janeiro. Obras menos conhecidas como Getúlio Vargas, de Ana Carolina, Céu aberto, de João Batista

de Andrade, também se-

rão apresentadas. Além

de reunir encontros com

estudiosos da política, o evento conta com a par- ticipação dos cineastas João Batista de Andrade, Toni Venturi, diretor de

O Velho – a história de

Luiz Carlos Prestes, e de Renato Tapajós, autor de

Linha de montagem. Ao longo da mostra, os três diretores conversam com

o público sobre a realiza- ção de seus filmes.

CINEMATECA BRASILEIRA Largo Senador Raul Cardoso, 207 próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações:

(11) 3512-6111 (ramal

215)

www.cinemateca.gov.br Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada) Maiores de 60 anos e

estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação de documento.

“Ao Vencedor, as Batatas!”

Inspirada em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a peça fica em cartaz de 04 de outubro a 29 de novembro, às quintas-feiras no Teatro Ruth Escobar

a 29 de novembro, às quintas-feiras no Teatro Ruth Escobar Endereço: Rua dos Ingleses, 209 Bela

Endereço: Rua dos Ingleses, 209 Bela Vista – São Paulo DIA 22/Nov haverá apresentação com audiodescrição para cegos Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia Idade Recomendada: 12 anos Duração: 50 minutos

audiodescrição para cegos Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia Idade Recomendada: 12 anos Duração:
audiodescrição para cegos Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia Idade Recomendada: 12 anos Duração: