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Cejunior

Os melhores textos de Carlos Emerson Jr.

Pai, marido, avô, tio, irmão, carioca, friburguense, botafoguense, administrador, advogado, blogueiro, jornalista, hipocondríaco, fotógrafo, veterano de guerra e viciado em eletrônico.

Vamos conversar ?
Sempre achei difícil iniciar uma conversa. Uma boa e descomprometida conversa. Gosto de ouvir o que as pessoas falam. Suas esperanças, medos, trabalhos, idéias. Aprende-se muito conversando... Eu acho que passei a vida quase toda ouvindo. Nunca fui de falar. Quando mais jovem, eu escrevia. Ouvia e escrevia. Com o tempo, cada vez mais ouvia e quase não escrevia... Vou tentar voltar a conversar. Afinal, escrever é sempre uma conversa. Quero falar de qualquer coisa, em qualquer hora e de qualquer lugar. Quero falar de pessoas amigas e desconhecidas, de coisas bobas e coisas sérias, de alegrias e tristezas. Todos são bem vindos neste bate-papo. E por favor, não levem muito a sério não. Conversando a gente vai se entender!

Assuntos de blogs
A Rachel, dona do ótimo Terapia da Palavra resolveu iniciar a sua versão da brincadeira dos 7 e escalou este blogueiro para falar sobre as coisas que mais gosta ou desgosta. Seu pedido é uma ordem, minha amiga. Vamos lá: 07 coisas que tenho que fazer antes de morrer: 1 – morar definitivamente em Nova Friburgo, de preferência numa casa no Cônego 2 – voltar a Paris. E a Barcelona também. Conhecer Roma 3 – ver o Brasil passado a limpo 4 – ouvir um show do IQ. Do Marillion e do Arena também. 5 – tocar baixo em um grupo de rock progressivo 6 – conseguir escrever com regularidade 7 – aprender francês 07 coisas que mais gosto: 1 – ler livros, jornais, revistas, catálogos, etc. 2 – rocks neo-progressivos, progressivos e prog-metal 3 – viajar para qualquer lugar 4 – minhas trilhas e caminhadas 5 – um bom vinho tinto, com ótima companhia 6 – sentar à beira da lareira num dia frio 7 – blogar

07 coisas que mais digo: 1 – heim ? 2 - Oi! 3 – Eita! 4 – né ? 5 - diz 6 - PQP! 7 – obrigado 07 coisas que faço bem: 1 – dirigir 2 – andar de bicicleta 3 – pequenos consertos e “gatilhos” de eletricidade 4 – ouvir 5 - dormir 6 – arrumar meu armário 7 – comer 07 coisas que não faço: 1 – cozinhar (sei fazer ovo cozido e miojo. E descongelar comida…) 2 – acampar 3 – jogos, principalmente os de azar 4 – andar de pé no chão 5 – M.A.P.A. 6 – tomar refrigerantes 7 – comer manga, caqui e mamão 07 coisas que me encantam: 1 a 7 – as pequenas sutilezas que aparecem pela vida 07 coisas que odeio 1 – mentira 2 – preconceito 3 – violência 4 – prepotência 5 – corruptos 6 – gente fumando no elevador 7 – falta de educação em geral Missão cumprida, Rachel!

07 prazeres fúteis: 1 – iPod 30 Gb 2 – tomar um tinto lá no “Bon Vivant Delicatessen”, no Cônego, em Nova Friburgo, de preferência numa noite bem fria (o sistema de aquecimento deles é tudo de bom…) 3 – almoçar no “Allegro Bistrô”, em Copacabana, aqui no Rio, ouvindo o Idriss Boudrioua mostrar o que é jazz 4 – pedômetro que marca distância percorrida, velocidade e calorias gastas 5 – Lost 6 - cameras digitais e fones de ouvido 7 – filmes de guerra e ficção científica das décadas de 50 e 60

Grajaú, Rio de Janeiro
Morei na Avenida Engenheiro Richard em um período muito especial de minha vida: minhas filhas eram pequenas e precisavam de um bom bairro aqui no Rio para morar, estudar, fazer amigos, ter uma história enfim... O Grajaú é como uma cidade pequena dentro de uma metrópole. Não é um bairro de passagem: as pessoas vão ou saem de lá para seus afazeres. Assim todo mundo acaba se conhecendo. Ainda é um local tranquilo, muito arborizado, com muitas casas. Minha irmã e sua família moram em uma casa de vila onde, até hoje, nos reunimos com os amigos em diversas ocasiões para comemorar principalmente o fato de sermos amigos. A foto acima é de autoria de Cecilia Segadas e mostra o trecho da Avenida Engenheiro Richard onde morei

5 dias em Lisboa
Em outubro de 1996, minha mulher foi convidada para participar de uma das edições do Congresso Europeu de Asma, Imunologia e Alergia, que aconteceria em Barcelona. Aproveitamos que o real valia mais que o dólar e ficamos 15 dias naquela cidade e em Madri e mais 5 dias em Lisboa. Nunca tinha ido à Portugal e sequer tenho portuguêses na família. Mas aconteceu uma coisa muito importante. Ao chegamos no aeroporto da Portela, provenientes de Madri, tivemos que passar pela alfândega (Portugal, se bem me recordo, estava entrando na Comunidade Européia). O guarda alfandegário deu o indispensável "Bom Dia" e pediu meu passaporte. Nesse momento, não sei porque, falei bem alto: "- Nossa, como é bom estar de volta em casa!" E eu me sentia feliz e verdadeiramente em casa. Depois de passar duas semanas ouvindo castelhano e catalão, aquele cumprimento do guarda, com sotaque e tudo, soou muito bem. E alí em Lisboa, naqueles 5 dias, eu aprendi que Portugal está irremediavelmente dentro de nós, brasileiros, para o bem ou para o mal. Vendo a Alfama, o centro da cidade, as calçadas, os bares e cafés, a comida tão familiar e gostosa, os vinhos, as pedras portuguesas no calçamento... lembrava-me muito de um Rio de Janeiro de muitos anos atrás, que eu, um menino ainda, mal podia perceber. Aprendi também que eles tem perfeita noção do papel que sua ex-colonia de ultramar representou e representa na sua longa história. A estátua de D.Pedro IV, o nosso D.Pedro I, é simbólica.

Em Lisboa aprendi que o Rio de Janeiro foi, na década de 50 do século passado, a segunda maior cidade portuguêsa, tal a quantidade imigrantes que para lá iam, fugindo da ditadura salazarista e da probreza. E finalmente, aprendi que o menor caminho entre o Brasil e a Europa passa, obrigatóriamente para nós, brasileiros, por Lisboa. O imigrante português sempre foi motivo de piadas e trabalhava duro, já que vinha para cá quase sem nada. Hoje a situação se inverteu e os brasileiros é que correm para lá. Reclamamos do tratamento que nossos compatriotas recebem e nos esquecemos que o importante é por que brasileiros estão tão desesperançados que largam tudo para viver no exterior, sujeitos à racismo e discriminações várias. Logo nós, que somos uma nação feita de imigrantes de todos os continentes e todas as raças. Logo nós, que graças à Portugal, não viramos uma dezena de países sem importância e nos mantivemos unidos. Não deixe de conhecer Lisboa. Alguma coisa você vai aprender.

550 Milhas do Texas
É… não tem jeito mesmo! Ontem fiquei grudado na Bandeirantes assistindo as 550 Milhas do Texas, lá em Fort Worth, corrida em circuito oval e à noite! Sensacional! Sinto muito, meus caros “Massamaníacos”, mas Fórmula 1 hoje em dia não dá nem para dormir…. É aquela fila de carros da primeira até a última volta e as ultrapassagens são feitas nos boxes! Um saco! Oval não. Aquilo é uma loucura. A volta mais rápida foi feita em 24.77 segundos! É, eu falei segundos! E a 342,35 kms/hora! Lá ainda tem vácuo, efeito solo, asa invertida, batidas com mais de seis carros, derrapagens, o que vocês quiserem. E muita, mas muita adrenalina. A corrida foi decida na última volta, em cima da linha de chegada. Sam Hornisch Jr., da Penske venceu, seguido pelo brasileiro Tony Kanaan e a gracinha da Danica Patrick, ambos da Andretti Green. E fico com uma raiva danada quando me lembro que o César Maia mandou acabar com o circuito oval do autódromo de Jacarepaguá. Era o único do Brasil projetado pelo pessoal da Cart/IRL, especialmente para corridas desse tipo no Rio de Janeiro.

Fora Unicard!
No noite de 16 de abril, por volta de uma da manhã, um funcionário da Unicard, operadora de cartões de crédito, telefonou avisando que meu cartão Mastercard havia sido clonado e tentaram sacar em um caixa eletrônico a importância de R$ 500,00. Após confirmar alguns dados, avisou que o cartão havia sido cancelado e que eu podia ficar tranquilo. Pediu que enviasse logo pela manhã, via fax, uma declaração de que não reconhecia o saque daquela importância, o que foi feito. Na quinta-feira passada, mais de um mês após o ocorrido, recebo a fatura do tal cartão, cobrando os R$ 500,00 e mais R$ 73,26, como encargos de saque. Liguei para a central de atendimento e expliquei a situação. Após contar toda a história fui passado para o atendende Alexandre que falou que a orientação que o Unicard me dera, no dia 16, estava errada e pedia desculpas. Eu deveria ir à polícia fazer uma queixa de saque indevido, pegar um Boletim de Ocorrência, redigir uma declaração não reconhecendo esse saque e mandar tudo em até 7 dias para avaliação. Se o Unicard achar que eu tenho razão, aí sim, providencia o reembolso dos R$ 500,00. (É, eu tenho que pagar a fatura toda, inclusive o valor indevido…). Mandei o Alexandre pastar, é claro. Ora essa, se o Unicard me orientou erradamente, eles que consertem a situação. Além do mais, porque não me avisaram que o processo não tinha andado ? Porque colocaram o valor na fatura, na maior cara de pau ?

Contra a propotência de uma empresa do tamanho da Unicard, eu só tenho duas maneiras de me defender: cancelando meu cartão de crédito e espalhando a história na internet. Desculpem o assunto particular, mas não admito que um bando de calhordas meta a mão no meu dinheiro! Já basta o sem-vergonha que clonou, com a maior facilidade, o cartão de crédito. Cuidado com a Unicard. Eles não são sérios. Nem éticos!

Band of Brothers
Eu gosto ver séries assim, tipo maratona mesmo, um ou dois episódios por dia. Por isso comprei a caixa do Band of Brothers, que não pude ver em 2001 e desde domingo é um capítulo atrás do outro.A minissérie da HBO, foi produzida pelo Stevie Spielberg e Tom Hanks, o que já garante a qualidade. Apesar de ser de um gênero meio restrito (em questão de gosto, claro), os filmes são de altíssimo nível, reconstituição primorosa de ambiente e batalhas e atuação homogênea do elenco. As histórias são reais e a visão que o seriado passa é do medo, desespero e loucura de tudo aquilo que foi a 2ª Guerra. Não vemos lá alemão malvado nem americano super-homem e sim gente cansada, apavorada e só pensando em sobreviver. Nos dois últimos epsódios a guerra já acabou. Mas a violência é latente, não conhece armistícios e aí aparece a genialidade da obra, mostrando a brutalidade e o desencanto dos vencedores. Mais real impossível. Em tempo: ganhou o Globo de Ouro e o prêmio do American Film Institute, como minissérie do ano; ganhou 6 troféus Emmy, nas categorias minissérie, melhor edição de imagem, melhor edição de som, melhor mixagem de som, melhor seleção de elenco e melhor direção.

Caminhar na praia
Em 1996 recebi um ultimato do cardiologista: ou passava a fazer alguma atividade física ou... aquele terror que vocês já sabem! Resolvi caminhar. É de graça, divertido, a cara do Rio de Janeiro. E como moro em Copacabana, tenho toda a orla da praia para mim. Nesses dez anos fui me especializando. Comecei andando meia-hora algumas vezes por semana e agora caminho diariamente contra distância e relógio, ou seja, procuro ir o mais longe possível gastando cada vez menos tempo. Uso uma enorme parafernália: monitor cardíaco de pulso com cronômetro, podômetro para marcar a distância percorrida, mp3 player, tênis para corrida, camisetas com tecido anti-suor. Além disso anoto todas as minhas performances num software chamado Runners Log. Faço diáriamente cerca de 8 quilômetros e procuro nunca andar menos do que 6 quilômetros (só não vou se chove muito ou está frio). É fácil entender porque tantas pessoas fazem o mesmo. Depois de um certo tempo, seu organismo se habitua e pede o exercício. Além disso, é um momento que a gente se desliga da mundo e a única preocupação é terminar o trajeto. Ouvindo uma boa música, é claro.

Ajuda a manter o peso e controlar o colesterol e pressão arterial. E se você for bem cedinho, combate também a osteoporose. Só não se esqueça nunca do protetor solar e de procurar um médico antes de iniciar qualquer atividade física. E lembre-se que basta um short confortável, uma camiseta, um bom tênis e disposição! Nos links abaixo tem bastante informação sobre o assunto. Vamos caminhar? Copacabana Runners Cool Running

Botafogo, Campeão do Mundo
Brasil 2, Austrália 0. Hum... É estranho acompanhar uma copa do mundo hoje. Quase todo time brasileiro joga no exterior. Aliás, quase todo time tem dupla nacionalidade. Espanhóis, portuguêses, italianos, franceses... Uma boa seleção brasileira atualmente não tem nada a ver com o futebol jogado no nosso país, principalmente aqui no nosso Rio de Janeiro. Um dos meus grandes orgulhos da juventude era poder dizer na cara dos "inimigos" (vascaínos, flamenguistas e fluminenses) que o meu Botafogo era a base da seleção nacional! Garrincha, Didi, Zagalo, Amarildo, Nilton Santos, Manga,Jairzinho, Paulo César, Gérson e tantos outros... Torciamos pela seleção mas cada vitória era, inconscientemente ou não, comemorada como se fosse nossa, do nosso time, do nosso Botafogo. O mundo mudou e o futebol virou um grande "business". Os atletas ganham em dólar e as seleções nunca mais foram as mesmas. Globalizou-se de tal forma o esporte que temos jogadores naturalizados atuando nas seleções japonesa e espanhola, treinadores em Portugal, Costa Rica e outros. E é assim com todos os demais países. O Brasil vai ganhar essa copa ? Não sei, mas para mim, não faz a menor diferença. As vitórias de 1958, 1962 e 1970 já valeram a pena ser Botafoguense e por que não, Brasileiro.

Dite moda!
E o dia primeiro de dezembro está começando animado. A idéia de uma blogagem coletiva sobre o tema “Dite Moda!” foi da Valérie Roberto sobre um assunto que existe há muito tempo e que exerce influência para o bem e para o mal, principalmente em jovens.

Cabernet Sauvignon Rosé
E para comemorar o sol que ontem finalmente apareceu, resolvi seguir a indicação do Gilrang em seu excelente post Le Rosé e abrir um Cabernet Sauvignon Rosé, da vinícola Leon de Tarapacá, do Chile. Como acompanhamento, queijo moleson (aqui mesmo da Queijaria Escola

Lembro-me que comecei a fumar, lá pelos idos de 1968, porque todo mundo fumava. Era moda. Era bonito. As meninas gostavam. Eu particularmente não via graça nenhuma e ainda gastava um dinheirão com cigarros. Dez anos depois, simplesmente larguei o vício. Claro que observo moda. É impossível ignorá-la, ainda mais hoje, com toda a espécie de informação que a gente recebe. Falo de moda como um todo, de comportamento, não só de roupas não. Moda é maneira de falar, o relógio que você usa, seu celular, o corte de cabelo, livros, filmes, políticos, educação, até doenças (!). Os locais onde você vai, as profissões, os palavrões

Suiça) e presunto “jamon”, da Espanha, fatiado em finas tiras. A dificuldade foi achar um rosé razoável aqui em Nova Friburgo. Apesar de possuir excelentes lojas especializadas, o que vende mesmo é o velho tinto, diminuindo a oferta de brancos e rosés. Para vocês terem uma idéia, em duas lojas, achei apenas três garrafas, sendo que uma delas de “demi-sec”. Bom, seguindo as instruções do Gilrang, o vinho foi servido numa temperatura de mais ou menos 8 graus. A degustação foi feita à noitinha e infelizmente a temperatura ambiente já havia caído, como é normal aqui. Trata-se de um vinho saboroso, leve e refrescante. Sua cor é agradável e o

Hoje acho fácil lidar com isso, mas já estou com 56 anos e alguma coisa a gente aprende nessa vida com o tempo. Mas os jovens ainda estão iniciando seu caminho. E se essa blogagem coletiva atingir essa garotada, vamos poder dizer que valeu o esfôrço. Valérie, parabéns pela idéia e Magui, grato por me deixar participar. E garotada, moda é bonito, bom, mas a vida é muito, muito mais do que isso.

aroma típico dos cabernet. A combinação com o “jamón” ficou interessante. Não provocou efeitos colaterais (rsrsrs) mas ficou a sensação de que seria mais bem aproveitado numa temperatura como a do Rio de Janeiro, ou seja, com mais calor. Resumindo tudo, aprovadíssimo!

Não somos palhaços.
Aumentem suas cargas de trabalho, não seus salários
É… estou com cara de palhaço mesmo. Aliás, estou me sentido um completo palhaço, um otário, um idiota.

Cavalgada de São Jorge
Como hoje não é feriado aqui em Nova Friburgo, ontem foi realizada a 12ª Cavalgada de São Jorge, saindo da Praça Dermeval Moreira, no centro, seguindo por toda a Av. Alberto Braune e dando a volta pela cidade. Por acaso estava caminhando na Alberto Braune na hora e fotografei com o

É com esse espírito que estamos participando da blogagem coletiva organizada pelo amigo Ricardo Rayol, do combativo blog Jus Indignatus para protestar contra o aumento salarial de 91,07%, decidido pela mesa diretora do Congresso Nacional, uma atitude de desrespeito e deboche com a população brasileira. Hoje centenas de blogs pelo Brasil afora mostram o rosto de seus responsáveis com o nariz vermelho do palhaço, nosso estado de espírito após essa sonora bofetada no rosto dos brasileiros. Graças ao STF, o reajuste deverá ser discutido em plenário, com ampla cobertura da mídia e não mais em uma sala fechada, abrigo de quem sabe que faz o que não deve. Por último, minha homenagem ao verdadeiro Palhaço, ser humano íntegro que diverte crianças e adultos e que tambem está chorando nessa hora.

celular. Não conhecia esse evento e olha que já tem uns cinco anos que estamos vindo todo o final de semana… Mais de 500 cavaleiros, muitos com a inseparável garrafa de cachaça nas mãos (é probido beber cavalgando ?) e muita animação. Convidei Mme. Cejunior para participar da festa no ano que vem mas o olhar de reprovação que recebi de volta foi uma resposta eloquente!

Ernesto Che Guevara
Eu era garoto, tinho quase dez anos, quando Fidel Castro, Ernesto "Che" Guevara e outros cubanos puseram o ditador Fulgêncio Batista para correr de Cuba. Na época, garoto como já disse, isso não significou nada. Mas a trajetória do Che, até sua morte na Bolívia, em 1967, foi muito importante. A primeira vez que ouvir falar de Che Guevara foi em 1961, quando recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul pelo Jânio Quadros, então Presidente do Brasil. Depois chamou a atenção definitivamente quando largou Cuba e foi para a África, lutar no Congo. Aí já era um mito para todos nós jovens, esperançosos e sonhadores por uma revolução que nunca viria. Hoje, quase quarenta anos depois, sabemos que sua morte era inevitável. O Che seria um estorvo até para Fidel. Ou não ? Não sei e nem importa mesmo. Estou falando isso porque, nesse período pré-eleitoral, vejo com tristeza que um país do nosso tamanho nunca conseguiu ter um mito como Ernesto Guevara. Políticos, personalidades, esportistas sim, muitos. Mito, ainda está para surgir.

Fim de Semana
O mês está terminando, o inverno foi embora, a semana acabou e vou para Nova Friburgo logo mais, no fim do dia e só volto na segunda-feira, na hora do almoço. E nessa hora, lembro que as eleições estão logo aí e eu, que pretendia votar nulo, já desisti dessa idéia. Na verdade, estou cansado de ouvir que "o Brasil é o país do futuro". Esse futuro já chegou, passou, ninguém prestou atenção e ficamos no passado. Também estou cansado de ver nossas elites políticas cada vez mais "deselitizadas" (no mau sentido mesmo!), nossa população apática e inerte, nossa juventude sem rebeldia ou destino. O Brasil não mudou nada nos últimos cinquenta anos e a essa altura da vida nem sei se temos competência para fazer alguma coisa acontecer por aqui. Resolvi votar em pessoas que, antes de mais nada, tenham espírito público, desapego e um pouco de ousadia e esperar que, se eleitas, possam pelo menos manter esse país andando. Não espero mais do isso mesmo, depois de todos esses anos. Um bom fim de semana para todos e aproveitem o sábado, porque uma frente fria está chegando aqui no Rio no domingo.

Onde estão as passeatas ? E nossa indignação ?

Fico espantado porque era jovem em 1968 e acreditava que aquelas mobilizações, algumas ingênuas até, poderiam nos levar a um futuro melhor. Que engano…. Conseguimos nossa liberdade e não nos mobilizamos, não

Eva Tudor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel abrindo uma passeata em 1968 contra a censura. A foto é do Ziraldo. Cenas como essa existem aos montes na internet, mostrando passeatas, piquetes, comícios, brigas com a polícia, enfim, manifestações populares em uma época que era preciso ter muito cuidado e pensar o mais silenciosamente possível.

reclamamos, não nos indignamos. Aceitamos passivamente essas barbaridades e nos conformamos em ser meros espectadores, cúmplices de facínoras assassinos e corruptos contumazes. E o mais triste, esperando a nossa vez de ir para o abatedouro… Não precisamos nem queremos mais líderes ou políticos para nos conduzir, isso é

Hoje, quase quarenta anos depois, podemos nos reunir à vontade e temos, inclusive, leis garantindo nosso direito de protestar. Ao contrário daqueles anos perdidos, pensar é um bem sagrado. E no entanto nos calamos, vergonhosamente, diante de todos os desmandos que afligem nosso dia a dia. Um menino é brutalizado pelas ruas do Rio e temos que ouvir dois presidentes, o da República e a do STF declarar que o “mal está feito”, “não podemos agir com o calor das emoções”! Uma menina de 13 anos leva uma bala perdida na coluna, que vai lhe deixar sequelas para o resto da vida. abrigado durante mais de 10 anos. Três franceses são torturados e trucidados por orientação de um ex-menor de rua que foi por eles É a completa banalização da vida humana!

bobagem, basta ver o que está no Congresso!

Enquanto ficarmos quietos, esses

bandidos continuarão com suas quadrilhas e muito satisfeitos com o povo brasileiro. Para iniciar uma manifestação basta uma fila inicial com 4 ou 5 pessoas de braços dados. E não ter medo de gritar nossa revolta. Afinal, foi para ter esse Brasil que tanta gente deu a vida naqueles anos de chumbo ?

Políticos mensaleiros, sanguessugas, indiciados pela justiça, corruptos e canalhas de todos os matizes que não tem pudor de subir à tribuna daquela que deveria ser a casa do povo para nos envergonhar com a sua impunidade.

O Blog foi indicado! Filó & Spike! Ô Dodô!
O mais gostoso de blogar é conquistar o amizade dos colegas blogueiros. E disso eu não posso reclamar, tem uma turma enooormme que eu curto muito e tenho a maior admiração pela criatividade, facilidade de escrever e originalidade. Na verdade, todo dia acabam me surpreendendo! E como já disse uma vez, não dá para contra-argumentar quando se é indicado, no caso para o “Blog Activista”, por três amigos de uma só vez: a estimada Adriana, do Blogiana, o sempre original amigo lá de Mato Grosso, Oscar Luiz e o combativo Fábio Mayer.

Mudando de assunto, minha filha quando voltou a morar conosco, trouxe uma companheira, a Maria Filomena, também conhecida como Filó. Uma daschund muito da sem vergonha, mas meiga como ela só e com um olhar pidão que fica impossível resistir! E hoje a casa estava animada. Tivemos a visita do Spike, labrador muito bonito, gordo como ele só, desajeitado e trapalhão como todo labrador dentro de um apartamento. Mas os dois se entenderam muito bem, como se vê na foto abaixo. Reparem que a Filó, ciumenta como todos os da sua raça, emprestou seus brinquedos para o gentil Spike. Para quem nunca conviveu com cachorro em casa como nós, foi uma festa! O fato triste da semana, pelo menos para a imensa torcida do Botafogo (os 18 que

Segundo eles, o blog para ser indicado deverá promover e defender a paz, a liberdade, o socialismo,o meio-ambiente, a igualdade de gênero, os direitos humano e os movimentos sociais. Não sei se satisfaço todas os requisitos mas não vou discutir e aceito a indicação com muito prazer e honra. O regulamento do prêmio determina que deverei indicar cinco outros blogs via e-mail ou comentários. Sinceramente, fico sem jeito de fazer uma seleção para esses prêmios, uma vez que todos, mas todos mesmos que estão na minha lista de Amigos são muito mais merecedores dessa distinção do que eu. E talvez o melhor mesmo seja estender essa bela homenagem à todos eles.

cabem numa van…) foi a acusação de que o Dodô, artilheiro do time, ídolo da torcida e artista da bola, foi pego com a substância femproporex, encontrada geralmente em remédios para emagrecimento, em recente teste anti-dopping. A contra-prova foi positiva. Em entrevista coletiva, o jogador negou usar algum tipo de remédio para emagrecer e a diretoria do clube suspeita de contaminação dos suplementos vitamínicos que são dados aos atletas. Enfim, uma história lamentável, que possívelmente vai abalar a excelente campanha do Botafogo neste campeonato brasileiro (líder isolado, invicto, com 6 pontos a mais que o segundo colocado) Como dizia o Nélson Rodrigues, “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”. Infelizmente!

O que me deixa feliz…
Ao contrário do que dizem a felicidade tem endereço: fica em Curitiba, conforme vocês podem ver na foto acima. Com direito a portal e tudo…. (é, reconheço, essa foi fraquíssima…) Aliás, essas gracinhas absolutamente sem graça me deixam feliz sim. Ainda mais se alguém tiver a piedade de rir! Na verdade e falando sério agora, preciso de muito pouco para ficar feliz. E não tem nada de extraordinário ou incomum aí. Achar um MP3 raro no e-Mule, por exemplo. Pode parecer uma bobagem e é, mas e o prazer de ouvir uma música tão desejada ? Viajar, sem dúvida. Felicidade para mim é sair batendo as pernas por uma cidade diferente, vendo as pessoas, casas, sentindo suas vibrações, apreciando seus hábitos, sua culinária e sua energia. Um bom vinho. Não importa a procedência, marca, preço, nada disso. Basta que eu goste. E que tenha uma boa companhia para acompanhar. É pedir muito ? Ler um bom livro. E de uma enfiada só, de preferência num canto onde não possam me achar. Ler jornais. Adoro jornais, leio compulsivamente as versões de papel, eletrônicas, panfletos, o que vier. Quer coisa melhor do que sentar na poltrona num dia de domingo, esticar as pernas na mesinha da sala e atacar aquela papelada toda, inclusive os encartes ? Subir a serra para Nova Friburgo. O melhor dia da semana sempre é a sexta-feira, quando vamos lá para casa. O prazer de chegar à noite, sentir o friozinho desta época do ano lá no Sans Souci, abrir um tinto decente e apreciar da varanda o céu límpido cheio de estrelas é muito bom.

Caminhar todas as manhãs, não importa onde, não importa o tempo. Mas tenho especial predileção por dois lugares: a Av. Atlântica, em Copacabana e o Parque São Clemente, no Nova Friburgo Country Club. Se o sol quiser me fazer companhia, é sempre bem vindo. Ah sim, e um côco gelado na hora de ir embora! Que mais ? Um filme de guerra no DVD Player. Pode parecer estranho mas tenho uma enorme coleção de filmes do gênero. Cada vez que acho uma daquelas velharias feitas nos anos 50, logo após a 2ª Guerra, aí é que vou à loucura! Este blog, claro. Como é bom ter espaço onde posso escrever, colocar minhas fotos, criar alguma coisa, enfim. E mais felicidade ainda é quando um post recebe comentários (até do Rui/Jandira/Anônimo). E visitar outros blogs é quase um ritual obedecido com muita alegria. Atender convocações dos amigos é de lei, naturalmente, isso a gente nem discute! Ver o Botafogo, de tantas glórias passadas, não deixar o Romário marcar o seu milésimo gol e ainda por cima se classificar para a final da Taça Rio. A gostosa sensação do dever cumprido. De não ter passado pela vida em branco. Não ter inventado a roda nem descoberto o fogo, mas ter encontrado a felicidade com uma companheira e cúmplice há mais de trinta anos e ver uma filha publicitária e outra médica felizes com o que escolheram fazer. Mais do que isso, duas grandes amigas. Felicidade é poder dormir à noite com a consciência absolutamente limpa. Como diria o José Dirceu se me conhecesse, “esse é um Cejunior que não rrrôba nem deixa rrrobar”. (Prá terminar com outra gracinha absolutamente dispensável….) E assim espero ter atendido a convocação da querida amiga lá das Minas Gerais, a nossa “madrasta” Renata. Um beijão, menina!

Pizza à Cejunior
Estou desde quarta-feira aqui em Nova Friburgo, tentando escrever alguma coisa sobre esta cidade para o jornal local e coletando material e fotos para o Blog da Serra. Ainda não consegui terminar nada mas pelo menos acabei sendo convidado para participar de um grupo de fotógrafos daqui, com direito a página no Flickr e futuramente um site, vejam só! Como consigo me virar na cozinha sem precisar ficar ligando de cinco em cinco minutos para Mme. Cejunior, resolvi postar a minha receita da “Pizza à Cejunior”. Tudo bem, quase todos os blogs que conheço postam uma receita ou outra. Até mesmo o David do Aqui não, Genésio já colocou a sua (receita, claro!). Segundo o Wikipédia “a culinária é a arte de cozinhar, confeccionar alimentos. Ou seja, culinária também é cultura e um bom assunto para blogs. E sem mais delongas, vamos à vaca (?) fria: Tutorial da Pizza à Cejunior 1 - vá até o mercado de sua preferência e compre uma pizza congelada. Não se esqueça de escolher um tamanho que caiba na forma que irá ao forno; 2 - ao chegar em casa, você tem duas alternativas: se estiver com fome vá ao ítem 3. Caso contrário, guarde a embalagem no freezer e vá tomar uma cerveja; 3 - você está com fome! Tire a pizza da embalagem (isto é muito importante) e coloque na forma;

4 - ligue o forno do fogão e deixe aquecendo (sem nada dentro) por uns dez minutos (deve ser para aquecer o forno, sei lá!); 5 - passado os dez minutos, coloque a forma com a pizza dentro do forno e aguarde mais uns dez minutos; 6 - Voilá! A pizza deve estar limpinha e cheirosinha, igual à Sen.Heloisa Helena. Aí é só tirar a forma do forno (nunca ponha a mão diretamente lá dentro, use uma luva de cozinha, uma faca, uma chave de fenda ou uma pá); 7 - para tirar a pizza da forma basta usar um talher chamado espátula (acho…), um tipo de pázinha de brinquedo especialmente criada para essas situações; 8 - servir à vontade. Um bom “chianti” ou um “cabernet sauvignon” completa a refeição. Não é fácil ? Existe uma outra opção, mais simples e mais barata, que é ficar assistindo na TV Senado nossos nobres senadores assando a pizza do Renan. Mas esta não mata a fome e dá uma indigestão…!!!!

Praga dos mil camelos tibetanos
“Que as pulgas de mil camelos tibetanos infestem o meio de suas pernas e seus braços estejam amarrados e não possa se coçar.” O Ricardo Rayol, do Jus Indignatus me recrutou e, sob o peso da terrível ameaça acima, não me resta outra saída a não ser relacionar minhas cinco manias preferidas, se é que posso chamá-las assim: 1) Ler jornais de trás para diante. Eu acho que isso vem de criança mesmo. Lembro que gostava dos quadrinhos do segundo caderno do Globo, que ficavam na penúltima página. Depois passei a ler a seção de esportes, sempre na última página. Hoje sou um leitor compulsivo de jornais, leio 2, 3 e até 4 por dia. Sempre da última página para a primeira. (Mas é só jornal, não faço isso com livros e revistas porque ainda não estou louco); 2) Não piso no chão sem um calçado. Isso eu não sei explicar, já que nasci e cresci em Copacabana, indo sempre à praia de pé no chão. De repente não consegui mais andar sem um chinelo, sandália, tênis, qualquer coisa, menos de pé no chão. Acho que Freud explica. Ou então Jung. Será que pisei em cocô de cachorro e fiquei traumatizado ? Vá saber… 3) Minhas roupas são todas arrumadas no armário. É sério! Separo as camisas, por exemplo, por tipo (manga curta, comprida, camiseta) e cores. Calças e bermudas também. Mas isso deve ser porque sem óculos não enxergo nada e dessa maneira posso achar o que quero só pela cor. Ainda bem que não sou daltônico; 4) Detesto filas. Fila de banco, restaurante, cinema, teatro, INSS, Vale-transporte, Vale-Idoso, Correio, Vale-gás, Bolsa Família, o que tiver. Prefiro mudar o programa, chegar mais cedo ou mais tarde, qualquer coisa, desde que não seja obrigado a encarar uma fila; 5) Trocar de celulares. É minha perdição. Estou sempre de olho nos sites e propagandas das operadoras para trocar de aparelho. Só este ano estou no quarto. E não faço questão do modêlo mais avançado. Parece que depois de um certo tempo eu enjôo do bicho e não sossego até passar para outro. Minha mulher brinca que ainda bem que eu não faco isso com ela!!!! Bom, a segunda parte da missão eu termino lá no Rio, onde tem banda larga. Aqui em Nova Friburgo com conexão discada a postagem tem que ser rápida.

Resoluções de fim de ano
O final do ano está chegando e lá vem as benditas resoluções que todos fazemos, ano após ano e nunca cumprimos. Pesquisas indicam que apenas 19 % das pessoas conseguem manter as promessas de Ano Novo por mais de 12 meses. Bom, para ajudar, aí vão algumas determinações, que podem nos ajudar a passar 2007 com algumas preocupações a menos: 1 – LIDAR MELHOR COM O ESTRESSE Estresse é inevitável. Fadiga, dores de cabeça, dores musculares, ansiedade, angústia, distúrbios do sono, abuso de bebidas e remédios são alguns problemas relacionados. Não se deve, entretanto, eliminar o estressse e sim controlá-lo. Técnicas de ioga, meditação, respiração, palavrões, enfim, o importante é canalizar esse estresse para uma atitude positiva. 2 – SAIR DO SEDENTARISMO Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, basta gastar, por semana, 2.000 calorias além das usadas pelo metabolismo normal – para uma pessoa de 70 quilos isso significa andar uma hora por dia. As melhorias ? Logo no primeiro mês há maior eficiência cardiovascular e melhor metabolismo do açúcar. E fica mais fácil subir escadas, por exemplo. 3 -EMAGRECER Não conte os quilos e sim os centímetros. Mais do que o IMC (Índice de Massa Corporal) a preocupação deve ser a gordura visceral, presente no abdomen. Essa gordura gera excesso de ácido graxo, elevando a pressão arterial e aumentando a propensão ao diabetes.

“Para quem emagrece e perde gordura visceral, a conseqüência é brutal. A pessoa deixa de ter propensão ao diabetes e à hipertensão. Em quem já tem esses problemas, é possível até reverter o quadro”, segundo o presidente da ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. 4 – PARAR DE FUMAR Os números impressionam: em 30 dias, o olfato e paladar ficam mais aguçados e se percebe uma melhora na aptidão física. Em quatro meses, o cheiro do fumo e o mau hálito começa a diminuir. Em 1 ano o risco de sofrer um infarto ou um AVC cai cerca de 50%. \ O risco de um câncer de pulmão persite de 15 a 20 anos e quanto antes você parar de fumar melhor vai chegar em 2027! 5 – DORMIR MELHOR Estabeleça horários fixos para se deitar e levantar. Respeite a sua necessidade de sono: tem gente que precisa de seis horas por dia, outros de oito horas e alguns até dez a doze horas (!). O fundamental é saber que quem precisa de oito horas não pode dormir apenas seis. Estabeleça horários fixos para se deitar e levantar. Procure criar uma rotina. Logo no primeiro mês já aparecem os resultados. As dicas acima foram tiradas do Caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo de hoje. A reportagem, de Amarílis Lage, trabalhou com pesquisas e estudos do ISMA-BR (International Stress Management Association). Ah sim, dessas regrinhas aí de cima o dono desse Blog só segue mesmo duas, que é não fumar e não ficar sedentário. O resto a gente se esforça, uai!

Trem do pantanal
Conheço poucas pessoas que fizeram esta viagem de trem: de Baurú, no Estado de São Paulo, até Campo Grande e daí a Corumbá, que ainda faziam parte do velho Mato Grosso. E atravessando o pantanal. Pois muito bem, eu a fiz, em 1968, pela extinta Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, num carro leito bem jeitoso, com chuveiro e tudo que tinha direito! Dois dias e duas noites sacolejando e engolindo terra e fumaça, mas marcou minha vida. Fui até Campo Grande e lá troquei por um ônibus para Cuiabá (mais um dia e uma noite em uma estrada terrível, toda de terra, banheiros de fossa em bares imundos, refeições pavorosas). Viagens, não importa para onde e nem como, são um aprendizado. Uma lição! E quando se é jovem então, vale como uma experiência para a vida toda. Essa foi a minha primeira grande aventura nesse Brasilzão de Deus. E fiquei com o gosto de sair por aí, cruzando esse país afora, de carro, de ônibus, de avião, de barco, com o que fosse possível. O trem do pantanal deixou uma tristeza e uma alegria. A tristeza, foi ver as ferrovias serem estúpidamente extintas, mesmo sendo um transporte muito mais barato e seguro do que o rodoviário. A alegria foi uma cúmplice cuiabana, que me acompanha nessas loucuras todas há mais de trinta anos.

São Pedro da Serra, estamos chegando!
Começou o carnaval e lá vamos nós para o 7º distrito de Nova Friburgo, a charmosíssima São Pedro da Serra, vizinha da famosa Lumiar e acima de Boa Esperança, lugar de cachoeiras incríveis.

Mas, como nem tudo são rosas, não terei acesso à internet (lá não tem nem Lan House). Assim, o Blog se despede de seus fiéis e intrépidos leitores até o dia 26 ou 27 (a data ainda não está fechada) e promete voltar cheio de “causos” para contar, acompanhado de uma cachacinha daquelas bem de casa. Bom carnaval para todos e até a volta!

São Pedro da Serra tem quase a mesma idade de Nova Friburgo, 180 anos. Surgiu por um motivo inusitado: os suiços e alemães acharam que fazia muito frio na colônia, além do solo ser rochoso, ruim para a agricultura. Assim, um grupo resolveu tomar o caminho da serra e se estabelecer neste local, cerca de 300 metros mais baixo, onde o sol ainda bate forte. O distrito ficou muito tempo isolado. Luz elétrica regular só foi instalada em 2000 e telefones fixos só três anos depois. Telefone celular nem pensar, né ? A estrada só foi asfaltada em 2005. O mais curioso é que, por conta desse isolamento, existem bolsões de alemães e suiços, vivendo sua vidinha e conservando alguns de seus hábitos natais. Mas é um lugar anímadíssimo, com bons restaurantes, diversas oficinas de artistas plásticos e músicos que estão sempre expondo suas obras, pousadas bem aconchegantes, trilhas sensacionais para caminhadas e bike, rios que nascem em seus nos morros e vão desaguar em Lumiar e Boa Esperança, formando cachoeiras e corredeiras de águas ainda límpidas. Gostamos tanto de São Pedro da Serra que sempre deixamos vivo o sonho de, um dia, ir morar definitivamente por lá. (Em tempo: como vou ficar longe do Blog por cerca de 10 dias, estou ativando a moderação de comentários, por motivos que todos já conhecemos.)

Racismo
Não sou judeu. Também não sou negro. Nem vermelho ou amarelo. Sou apenas gente, como qualquer outra pessoa. Não acredito em superioridade racial de qualquer espécie. Aliás, de acordo com as últimas descobertas da ciência, o conceito de raças na verdade não existe. Somos todos, de qualquer cor, tamanho, gênero e idade, apenas uma coisa: raça humana! Porisso me causou um profundo mal estar ver a foto acima no Portal G1, objeto de denúncia de estudantes da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul de manifestações racistas contra judeus nas eleições do DCE daquela Universidade. Curiosamente, a chapa 3, objeto dessa violência, é a única que tem coragem de não defender o sistema de cotas, outra idéia de imbecis do governo que só estimula mais rancor e ressentimento. Acho inadmissível qualquer tipo de racismo num país como o nosso, cujo povo foi formado por tantas etnias! Meus caros jovens: - Não se esqueçam nunca dos brasileiros morreram nos campos de batalha da Itália lutando contra animais que resolveram que eram a “raça superior da humanidade”. - Abram os olhos e vejam que amanhã vocês podem ser discriminados no exterior porque são “latinos”! - Tenham vergonha de agir como boçais fanáticos que se escondem atrás de uma suástica para provar que são gente! Mas isso eu acho que vocês já não são…

Suicídio
“…ontem houve um suicídio na estação Cinelândia. Dizem que casos como esse o Metrô abafa para não estimular outros. Talvez seja receio de virar outra Ponte RioNiterói, paraíso dos suicidas. Talvez você me ache mórbida, mas tenho um respeito enorme e muita pena dos suicidas. Não consigo imaginar a dimensão do desespero e do abandono que levam uma pessoa a se matar. O fato aconteceu perto da hora do rush, e quem assistiu e tem acesso à internet está veiculando a notícia em blogs. Até como uma forma de homenagear o falecido, se você se interessar pelo assunto, que tal passear pelos blogs e ver o que se acha alguma coisa? …o que mais me impressionou nesse caso foi que eu estava no metrô, mais ou menos às 16:40hs e, deixando o pensamento divagar, comecei a imaginar como seria o trabalho do maquinista, e pensei que talvez eles ficassem apreensivos ao chegar em cada estação, sem saber o que poderia ocorrer alí, tipo alguém se jogar na frente do trem. Quando cheguei em casa fiquei sabendo alguma coisa tinha acontecido na Cinelândia, e os trens só estavam indo até a Glória…” Recebi esse e-mail e imediatamente iniciei uma pesquisa pelos buscadores da internet. Nada encontrei, o que já era de se esperar. Esse tipo de incidente é prontamente abafado pelas concessionárias para não aumentar os casos já existentes. Também procurei por algum tipo de estatística mas em vão: o assunto é trancado a sete chaves.

Lembrei-me que em 2002 uma amiga e colega de trabalho encerrou suas atividades por volta das 18:30 horas. Avisou as recepcionistas que ia deixar umas fichas em cima da sua mesa já que voltaria na manhã do dia seguinte e ainda precisava terminar algumas anotações. Duas horas depois se atirou da Ponte Rio-Niterói. A única certeza que tivemos é que foi efetivamente um suicídio: as câmeras conseguiram filma-la saindo do carro e pulando para a escuridão. A notícia nunca foi para a imprensa. A segurança da Ponte lamentou que ela tivesse sido tão rápida e decidida: não houve tempo para uma intervenção, que habitualmente eles conseguem fazer. Foi quando fiquei sabendo que o vão central da ponte é monitorado o tempo todo para evitar esse tipo de caso. A palavra suicídio foi utilizada pela primeira vez por Desfontaine em 1737 e significa morte intencional autoinfligida, isto é, quando a pessoa por desejo de escapar de um sofrimento intenso, decide tirar a sua própria vida. Acho que todos nós podemos contar um caso ocorrido com conhecidos, amigos ou familiares. É sempre dolorido e nos deixa perplexos, já que geralmente nunca esperamos que alguém simplesmente acabe com sua vida. Como não sou religioso, não faço nenhum julgamento de valor ou moral mas, acredito que uma pessoa desesperada o suficiente para se jogar embaixo de um trem e ter uma morte horrível, merece sim, respeito e comiseração. E já que não achei nada na internet sobre esse caso, deixo aqui como um pequeno registro de uma vida que resolveu ir embora, procurar abrigo e consolo na morte.

Sonho
Nunca duvidei de sua capacidade. Sua capacidade profissional e de sonhar. Sonhar é muito bom, principalmente quando se é jovem. E sonhar é obrigatório para se ser jovem (e isto vale para qualquer idade!). Aprendi que a vida não é um filme de hollywood com um roteiro todo costurado e final feliz. Não, a vida muda em cada virada de esquina, em cada piscadela que damos. Se você tem um sonho deve ir atrás dêle. Mas não se esqueça ou melhor, perceba que o mundo não é feito só do seu sonho. Jovens tem urgência. Uma decisão hoje vai afetar anos que virão em sua vida. Então, pedir prudência e paciência não é "coisa de velho". Vá atrás de seu sonho mas vá com calma. E, antes de mais nada, tenha certeza que este sonho é, realmente, o seu sonho.

Violência contra as mulheres
Ia usar esta foto (não consegui descobrir o autor) no post da blogagem coletiva de ontem, mas fiquei tão impressionado com sua qualidade, que resolvi aproveitá-la para um rápido comentário sobre violência contra mulheres. Todos conhecemos casos de mulheres espancadas por maridos, companheiros ou seja lá quem for. E também sabemos que é difícil e humilhante reagir ou denunciar as agressões. Mas não deveria ser assim. Hoje já temos delegacias especializadas e legislação adequada, mas ainda persiste, em ambos os sexos, uma cultura que tende a legitimar ou pelo menos, a minimizar essa violência: "Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher"!

Ufa! Chegamos!
A foto não está boa mas dá para ter uma idéia da aventura que foi chegar em Nova Friburgo, logo depois que uma tromba d'água inundou metade da cidade e derrubou um sem número de barreiras na RJ-116, a Rio-Nova Friburgo, em plena serra. Saímos do Rio às 17:00 horas com tempo bom. Na metade da subida da serra começou a chover. Quando cruzamos a divisa, bem na parte mais alta, caiu o mundo. E a estrada também. Na altura do 1º distrito, Mury, o ônibus da 1001 simplesmente parou. Isso às 20:00 horas. E ficaríamos no mesmo lugar a noite toda se os passageiros não tivessem resolvido sair em grupos, caminhando até a Rodoviária Sul, cerca de 5 kms adiante, debaixo do maior toró e na mais completa escuridão (faltava luz, claro). Seguimos em fila indiana, passando por lama, árvores, fios de alta tensão, além de

São inúmeros casos diários que quase sempre terminam numa emergência de hospital com a mulher se recusando a dar queixa, apesar dos pedidos de plantonistas e policiais. Isso quando um idiota não resolve sequestrar um ônibus e pára metade da cidade, como aconteceu aqui no Rio. Até quando a sociedade ainda vai ser condescendente com esse tipo de agressão ?

vários carros e onibus danificados pela enxurrada, tudo bem no estilo Indiana Jones! Para resumir: cheguei à rodoviária por volta das 23:30 horas, onde caí num taxi e vim correndo colocar as fotos no Blog. Como chovia muito e eu estava sem guarda-chuva, acabei não conseguindo nada sensacional, mas dá para ter uma noção de nossa desventura. Bom, dizem que a desgraça de hoje vai ser motivo da chopada de amanhã… Tomara. Minhas férias estão oficialmente iniciadas.

Uma vaia olímpica (final)
Só para encerrar esse assunto, já que a turma do PT e os lulistas elaboram altas teorias conspiratórias, bem ao nível intelectual de cada um, gostaria de ponderar que vaiar ou aplaudir, é um direito individual e deve ser respeitado. Também concordo que a figura do presidente da república deve ser preservada e tratada com respeito. Isto se chama educação!

Um dia de cão
Hoje foi nosso dia de Virginia Tech. Afinal, ouvir bem cedo a rádio BandNews transmitir ao vivo um tiroteio entre traficantes e policiais no morro da Mineira, no bairro do Catumbi, na zona norte do Rio de Janeiro, para mim foi novidade. E de arrepiar! Aquilo não era ficção, estava acontecendo. O repórter narrava a “atividade” com um misto de horror e medo e eu não sabia se continuava com rádio ligado ou sumia dalí… Isso aconteceu na manhã de hoje, dia 17. Só nessa operação 13 pessoas morreram.

Mas e quando o presidente da república não respeita seus eleitores ? Quando o presidente acoberta Severinos, Renans, Berzoinis, Delúbios, Genuínos, Sarneys, almoça com Collor e beija a mão de Barbalho, não está desrespeitando seu país ? Quando o presidente afirma nada saber do que ocorre de errado não está insultando a inteligência de seus liderados ? Quando o presidente patrocina o aparelhamento do estado não está debochando de milhões de informais, vítimas da carga tributária do país ? Quando o presidente se omite, deixando o o transporte aéreo no mais completo caos, esse “apagão aéreo” não é uma vaia ao contribuinte e à economia do país ? E ainda falam em armação! Quem é aqui do Rio sabe muito bem que César Maia hoje, não tem apoio popular para “armar” nada! E aí rola mais um insulto do presidente e sua turma: desqualificar uma manifestação autêntica e espontânea! Ou burrice, já que mais de 15 % da platéia era composta de convidados do Lula e do Sérgio Cabral! Querem saber ? Presidente, respeite o país para ser respeitado!

Um senhor que ia para o trabalho, de ônibus, foi acertado por uma bala perdida. Está internado no HCE. Em Bangú, zona oeste da cidade, de madrugada, seis homens morreram em confronto com a PM, nas proximidades da favela do Rebú. E agora mesmo, aqui no centro da cidade, em frente ao super policiado Consulado dos Estados Unidos da América, dois bandidos tentaram assaltar um contador. Alguém reagiu matando um dos bandidos e ferindo a vítima. O outro ladrão foi preso por populares. Saldo desta terça-feira no Rio, até agora (19:00 horas): 21 mortos. E enquanto isso o governo estadual finge que tem o controle da situação, o governo federal finge que tem uma política de segurança, a Força Nacional de Segurança está apreendendo maconha e animais silvestres nas divisas do estado e o governo municipal age como se não tivesse nada a ver com toda essa tragédia.

Um jovem chorando…e mais um pouco.
E lá estava eu pela altura do Leme, às 06:30 da manhã, na minha caminhada diária no calçadão da Av. Atlântica, quando um rapaz de boa aparência e bem vestido começou a gritar: - “eu quero emprego! Eu quero emprego! Eu preciso de um emprego!!” Não estava agressivo nem, pelo menos não aparentava, bêbado ou drogado. Já tinha cruzado com ele uma vez e me chamou a atenção seu olhar, muito triste. Mas, como dizia, ele gritava que queria emprego. E logo parou perto de um dos novos quiosques e caiu no choro. Um choro convulsivo, agoniado. Algumas senhorinhas se aproximaram e providenciaram um copo de água. Fizeram-no sentar e tentaram consolá-lo. Em vão…. o jovem chorava mais e mais. Alguém telefonou para a ambulância dos bombeiros. A esta altura, uma pequena aglomeração tentava animar aquele jovem. Vi que minha presença ali era desnecessária e continuei minha marcha. E fiquei pensando qual será o futuro de um país onde os mais velhos ainda precisam amparar e apoiar um jovem desesperançado….

Nem vou discutir a atitude dessa brasileira que tirou e vendeu para todo o mundo a foto onde aparece sendo bolinada pelo Principe William, da Inglaterra. Possivelmente ela vai ser deportada para o Brasil e ganhar a fama que merece. O que me deixou incomodado mesmo foi o jornal O Globo, que se diz o “maior do país”, ter publicado a foto com enorme destaque, na primeira página de sua edição de hoje. Desde a morte do Roberto Marinho que O Globo vem enveredando por uma linha furreca e pretensamente popular (coisa que um jornal que custa R$ 2,00 nunca vai ser). Não é possível que sua editoria não tivesse nenhum outro assunto para ocupar o lugar dessa bobagem. Quem gosta desse tipo de notícia, lê jornais escandalosos, que é o caso do The Sun, que comprou as fotos. Acho que o pessoal da Irineu Marinho anda vendo muito BBB… E só mesmo lá em Nova Friburgo é que este cidadão aí pode pousar na varanda da casa da gente e ficar à vontade… Foi na semana passada, pela manhã.

The Police, Spice Girls, Chávez e Renan…
No próximo sábado, dia 8, os ingleses do The Police se apresentam no Maracanã. E é claro que eu não vou! Os caras são um poço de arrogância e pretensão, além de maus músicos e compositores. Aquelas musiquinhas com traços de reggae, ska e outras baboseiras caribenhas podem ser tudo, menos rock! Alíás é isso que nunca vi no Sting, Summers e Coopeland: postura rock! E ainda tem crítico que que acha a banda revolucionária, inteligente, carismática e o diabo a quatro! Eu heim… Na hora do show prefiro fazer compras no Barra Shopping! Tem muito mais adrenalina! E já que estamos falando de reencontros, Mel C., Victória Beckhan, Emma Button, Geri Haliwell e Mel B. se apresentaram em Vancouver, no Canadá, no primeiro show de sua turnê de, digamos, retorno… Como as 5 mocinhas são adeptas do recurso conhecido como “playback” (karaokê de rico), seus fans devem ter ficado satisfeitos! Até onde pude saber, a turnê não passa pelo Brasil! Uêba!!!!!

“El Coronelíssimo” Hugo Chávez dijo la prensa que “pode ser que esses 3,4 milhões ainda não estejam maduros politicamente para assumir um projeto socialista sem temores, sem deixar-se atemorizar pela propaganda adversária, sem dúvidas de nenhum tipo”. O projeto bolivariano de Chávez só perdeu porque 44,11% dos eleitores se abstiveram de votar. O “não”, na verdade, teve pouco mais de 28% dos votos possíveis, segundo Clóvis Rossi, colunista da Folha de São Paulo. O que significa isso: “El Coronelíssimo” continua muito popular mas, até um certo ponto. Perpetuar-se no poder, como aqueles ditadores furrecos latinoamericanos (inclusive os brasileiros, claro) dos anos 40, 50 e 60, não seduz mais ninguém. Os tempos mudaram, mesmo aqui, abaixo do equador. E aliás, enquanto o petróleo jorrar farto e com preços altos, nada muda no quartel de abrantes! Ou em Caracas, se preferirem… Continua a novela digital “Renan Calheiros”. Ninguém aguenta mais esse dramalhão de quinta categoria, estrelado pelos maiores canastrões brasileiros de todos os tempos! Hoje tem votação no Senado, de um dos processos que correram pela Comissão de Ética daquela ínclita (?) casa. Será que ele renuncia ? Vai ser cassado ? Ou vão todos os senadores, situação e oposição, fechar o dia numa pizzaria ? Sei lá… mais tarde eu post por aqui! Mas do jeito que as coisas acontecem em Brasília, acho que vou preferir o show das Spice Girls… UPDATE: Renan acabou de renunciar, conforme informa o Portal G1. (Obrigadão Sam!)

Vale a pena viver
Essa duas são minhas filhas. E me deram dois grandes momentos em minha vida: Quando nasceram e quando se formaram, uma no final de 2004 e a outra há alguns dias atrás. Publicidade e Medicina. E é nessas horas que a gente compreende o que veio fazer nesta vida. Valeu filhas, toda a felicidade do mundo para vocês!

Um velho laptop
A tela do velho laptop de repente acendeu: uma luz branca, fraca, inundou o ambiente escuro. Ergueu-se um pouco da cadeira para ver o que era. Ajeitou os óculos. Era apenas um alerta de bateria fraca. Deve ter cochilado. Sabia que o aviso já estava sendo repetido, constante e preciso. Há quanto tempo ? Agora já não era possível sequer recarregar a bateria. Não havia mais luz. Estava tudo quieto e escuro. A única luz era a do laptop, quando avisava que a bateria ia acabar. E depois disso ? Com as mãos procurou o copo com o whisky barato. O copo vazio. Um maço amassado sem cigarros. Uma embalagem de bala de menta. Um toco de lápis em cima de um bloco sujo de gordura. Levantou-se meio desajeitadamente da poltrona. Tinha caimbras nas pernas e um gosto de sono na boca. Não sentia fome, dor ou medo. Notou isso: não sentia medo. Havia um vazio, apenas um vazio e nada mais. O laptop acendeu novamente. O alerta brilhou, piscou e apagou. A tela escureceu e com um leve clic, o aparelho se desligou completamente. Ficou algum tempo em pé ali no escuro, olhando na direção do velho laptop. Com um gesto suave fechou sua tampa. Pensou em sair e ir embora, mas lembrou-se, resignado, que onde estava, não haviam portas. Carlos Emerson Jr.

Carlos Emerson Jr. 2 anos de blog www.cejunior.com