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CURSO ON-LINE RACIOCÍNIO LÓGICO P/ BACEN PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

Aula 1 – Estruturas lógicas. Associação de informações. Verdade/mentira

I.

PROPOSIÇÕES

2

1.

Reconhecimento de proposições

2

2.

Proposições compostas e conectivos lógicos

8

3.

Tabela verdade dos conectivos

13

4.

Ordem de precedência entre os conectivos

33

5.

Condição necessária e

35

6.

Outros conectivos lógicos

37

II.

TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E

43

1.

Tautologia

43

2.

44

3.

44

III.

EQUIVALÊNCIAS

47

1.

Primeira equivalência: ~(p q) (~p) (~q)

48

2.

Segunda eq u ivalência: ~(p q) (~p) (~q)

49

3.

Terceira equivalência: p q (~p)

50

4.

Quarta equivalência: p q (~q)

53

5.

Outros ex ercícios sobre equivalências

54

IV.

ASSOCIAÇÃO DE

64

V.

VERDADE E

75

1.

Exercícios do primeiro

76

2.

Exercícios do segundo

88

VI.

QUADRO RESUMO

93

VII.

LISTA DAS QUESTÕES DE

94

VIII.

GABARITO DAS QUESTÕES DE

113

 

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I. PROPOSIÇÕES

1. Reconhecimento de proposições

Proposição é um conjunto de palavras (ou símbolos) que exprimem um pensamento de sentido completo e que pode ser julgado em verdadeiro (V) ou falso (F).

Exemplo:

P: A seleção brasileira de futebol é pentacampeã mundial.

Sabemos que esta proposição é verdadeira. É comum utilizarmos letras para representar proposições. Acima teríamos a proposição “P”.

Outro exemplo:

Q: Fernando Henrique Cardoso é o atual presidente do Brasil.

Sabemos que esta proposição é falsa.

Então é isso. Sempre que tivermos um conjunto de palavras e for possível julgar em verdadeiro ou falso, pronto, temos uma proposição.

Uma coisa importante: uma proposição só pode ser julgada em verdadeiro ou falso. Não tem uma terceira opção!

E uma proposição será só verdadeira ou só falsa (não dá para ser verdadeiro e falso ao mesmo

tempo).

É claro que, em contextos diferentes, a mesma proposição pode ter valores lógicos distintos.

Assim, a proposição Q acima, em 1999, seria verdadeira. Em 2011, é falsa. Mas, em um dado contexto, a proposição assume um valor lógico único: ou é verdadeira, ou é falsa.

Mais um exemplo:

A lei Eusébio de Queirós foi assinada em 1850.

A gente até pode não saber se a lei Eusébio de Queirós foi assinada mesmo em 1850 ou não.

Concorda?

Agora, o simples fato de não sabermos isso, não nos impede de afirmar que estamos diante de uma proposição.

Por quê?

Porque é possível julgá-la em verdadeiro ou falso.

Ou é verdade que a lei Eusébio de Queirós foi assinada em 1850 (proposição verdadeira), ou é falso que a lei foi assinada naquele ano (proposição falsa).

Não tem outra opção: ou isso é verdadeiro ou é falso.

E mais: não podemos ter as duas situações simultaneamente.

É impossível que a lei tenha sido assinada em 1850 e, além disso, não tenha sido assinada em

1850.

O mais comum é que a gente relacione proposições a frases. Isso é feito porque, de fato, frases escritas são os exemplos mais corriqueiros de proposições.

Mas, como dissemos no começo, uma proposição pode ser qualquer outro conjunto de símbolos que possua um significado, e que pode ser julgado em verdadeiro ou falso.

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Exemplo:

2 > 6

Estamos afirmando que o número dois é maior que o número 6. Temos símbolos numéricos, o que não nos impede de dizer que isto é uma proposição. No caso, é uma proposição falsa.

De forma geral, as proposições são frases declarativas. Declaramos algo, declaração esta que pode ser verdadeira ou falsa.

Existem alguns tipos de frase que não são consideradas proposições, justamente porque não podem ser julgadas em verdadeiro ou falso.

Exemplo:

Que dia é hoje?

Temos uma pergunta. Não foi feita qualquer declaração. A pessoa apenas quer uma informação, sobre a data atual. Isso não pode ser julgado em verdadeiro ou falso.

Outro exemplo:

Saia do meu quarto!

Temos uma ordem, uma frase imperativa. Também não pode ser julgada em verdadeiro ou falso.

Estes exemplos não são proposições lógicas porque não podem ser nem verdadeiros nem falsos.

Um importante tipo de sentença que não é proposição é a chamada sentença aberta ou função proposicional.

Exemplo:

x 5 = 0

Não dá para julgar esta frase em verdadeiro ou falso, simplesmente porque não é possível descobrir o valor de x. Se x valer 5, de fato, x 5 = 0 .

Caso contrário, se x for diferente de 5, a igualdade acima está errada.

“x” é uma variável, pode assumir inúmeros valores.

Quando a sentença possui uma variável, nós dizemos que ela é uma sentença aberta. Ela tem um termo que varia, o que impede julgá-la em verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

Basicamente é isto: sempre que a frase não puder ser julgada em verdadeiro ou falso, não é uma proposição.

Às vezes, podemos ficar em dúvida se uma sentença é ou não proposição. Isso ocorre por conta das múltiplas funções da linguagem.

O autor Irving Copi, de forma simplificada, aponta três funções básicas da linguagem:

informativa (transmite informações), expressiva (expressa sentimentos) e diretiva (tem o propósito de “causar ou impedir uma ação manifesta”; exemplos: ordens, pedidos).

A nossa matéria trataria apenas da primeira forma de utilização da linguagem (informativa), que se dá por meio de proposições e argumentos lógicos, que podem ser verdadeiros ou falsos, válidos ou inválidos.

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Evidentemente, esta divisão simplória não pode ser mecanicamente aplicada em qualquer caso. É comum que textos tenham, simultaneamente, mais de uma função (pode-se informar e expressar sentimentos ao mesmo tempo; pode-se tentar convencer e informar ao mesmo tempo etc.). Além disso, uma mesma frase, em um dado contexto, pode ter uma função informativa, em outro contexto, uma função expressiva, e em outro contexto, uma função diretiva.

Exemplificando, a frase “Você sabia que João foi aprovado no concurso do ICMS/DF?” poderia, dependendo do contexto, ter uma função informativa. Quem diz a frase, no fundo, poderia estar apenas querendo informar que João foi aprovado. A frase seria, portanto, uma proposição, apesar de se tratar de uma interrogação.

Apesar da complexidade da matéria, as provas de concurso cobram este assunto de maneira bem simplória. A questão típica relaciona diversas frases. Em seguida, temos que identificar quais delas são proposições. Para tanto, seguimos o resumo abaixo:

ATENÇÃO:

Não são proposições: frases exclamativas, interrogativas, opinativas, as expressões de desejo, as expressões de sentimentos, as interjeições, orações

imperativas, e aquelas que contenham variáveis (sentenças abertas).

Ressalva: é possível transformar uma sentença aberta em proposição por meio da inclusão de quantificadores (matéria da aula 2).

Pelo que vimos acima, podemos concluir que este resumo é extremamente simplório e não dá conta das nuances existentes no uso da linguagem, envolvendo o contexto em que é empregada e suas utilizações com funções múltiplas (diretiva, informativa e expressiva). Contudo, para concurso público, este quadrinho é mais que suficiente.

EC 1. MRE 2008 [CESPE]

Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras — V —, ou falsas — F —, mas não cabem a elas ambos os julgamentos.

As proposições simples são freqüentemente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto, e

as

proposições compostas são conexões de proposições simples. Uma expressão da forma A

B

é uma proposição composta que tem valor lógico V quando A e B forem ambas V e, nos

demais casos, será F, e é lida “A e B”. A expressão ¬A, “não A”, tem valor lógico F se A for V, e valor lógico V se A for F. A expressão A B, lida como “A ou B”, tem valor lógico F se ambas as proposições A e B forem F; nos demais casos, é V. A expressão A B tem valor lógico F se A for V e B for F. Nos demais casos, será V, e tem, entre outras, as seguintes leituras: “se A então B”, “A é condição suficiente para B”, “B é condição necessária para A”.

Uma argumentação lógica correta consiste de uma seqüência de proposições em que algumas são premissas, isto é, são verdadeiras por hipótese, e as outras, as conclusões, são obrigatoriamente verdadeiras por conseqüência das premissas.

Considerando as informações acima, julgue o item abaixo.

1. Considere a seguinte lista de sentenças:

I - Qual é o nome pelo qual é conhecido o Ministério das Relações Exteriores?

II - O Palácio Itamaraty em Brasília é uma bela construção do século XIX.

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III - As quantidades de embaixadas e consulados gerais que o Itamaraty possui são,

respectivamente, x e y.

IV - O barão do Rio Branco foi um diplomata notável.

Nessa situação, é correto afirmar que, entre as sentenças acima, apenas uma delas não é uma proposição.

Resolução.

A sentença I é uma pergunta. Perguntas, exclamações, ordens, desejos, expressões de

sentimentos e/ou opinião, tudo isso não pode ser classificado como proposição. São todos exemplos de frases que não podem ser julgados em verdadeiro ou falso, não sendo

classificados como proposição.

Na sentença II temos uma expressão de sentimento, de opinião sobre o Palácio do Itamaraty.

Alguém está dizendo expressando sua opinião de que o Palácio é belo. Novamente, não é proposição.

Na sentença III, temos duas variáveis (x e y).

Quando temos variáveis, estamos diante de uma sentença aberta, que não pode ser julgada em verdadeiro ou falso.

Logo, não é uma proposição.

Como já dissemos, as sentenças com variáveis são chamadas de sentenças abertas. Às vezes,

em vez de variáveis “x”, “y”, “z”, as questões de concursos utilizam palavras que passam a idéia de indeterminação.

Exemplo: “Ele foi eleito, pela FIFA, o melhor jogador de futebol do mundo em 2005”.

A palavra “ele” dá o teor de indefinição. Não sabemos quem é ele. Ou seja, temos uma variável. A sentença acima é aberta, podendo, dependendo de quem for “ele”, ser julgada em verdadeiro (caso ele seja o Ronaldinho Gaúcho) ou falso (caso “ele” seja qualquer outra pessoa). Certamente, se, pelo contexto, “ele” for uma determinada pessoa, não há mais variáveis; passamos a ter uma proposição.

Na sentença IV, temos outra expressão de opinião. Também não é proposição.

Gabarito: errado.

Agora, uma observação. Note que as sentenças II e IV, dependendo do contexto, poderiam ser vistas como proposições.

Para melhor entendimento, vamos focar na sentença II. Temos uma função expressiva, pois a pessoa nos passa o seu sentimento quanto à beleza do palácio. Mas também temos uma função informativa. Somos informados que o prédio foi construído no século XIX.

E agora vem o mais importante: na hora da prova, não é para sair brigando com o enunciado. Não! Faça aquilo que o examinador quer que você faça.

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O adjetivo “bela” não está aí à toa. Este adjetivo está aí justamente para remeter a uma

expressão de sentimento/opinião. Se o examinador fez questão de colocar o adjetivo “bela”, é

porque ele quer que você classifique a frase como “não proposição”. Pronto. Simples assim.

Se ele quisesse que tal frase fosse proposição, ele certamente tiraria o adjetivo “bela”.

Para a sentença IV os comentários são análogos. Somos informados que o Barão foi um diplomata e, além disso, há uma expressão de sentimento/opinião quanto à sua notabilidade.

A palavra “notável” está lá justamente para nos remeter à função expressiva. Logo, não é

proposição.

EC 2.

FINEP 2009 [CESPE]

Acerca de proposições, considere as seguintes frases:

I Os Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia são instrumentos de financiamento de projetos.

II O que é o CT-Amazônia?

III

Preste atenção ao edital!

IV

Se o projeto for de cooperação universidade-empresa, então podem ser pleiteados recursos

do

fundo setorial verde-amarelo.

São proposições apenas as frases correspondentes aos itens

a) I e IV.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) I, II e IV.

Resolução

A frase II é uma pergunta, não podendo ser julgada em V ou F. A frase III é uma ordem, que

também não é proposição. Logo, são proposições as frases I e IV.

Gabarito: A

EC 3.

TRT 17 – 2009 [CESPE]

Julgue o item a seguir:

Na sequência de frases abaixo, há três proposições.

- Quantos tribunais regionais do trabalho há na região Sudeste do Brasil?

- O TRT/ES lançou edital para preenchimento de 200 vagas.

- Se o candidato estudar muito, então ele será aprovado no concurso do TRT/ES.

- Indivíduo com 50 anos de idade ou mais não poderá se inscrever no concurso do TRT/ES.

Resolução

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Observem que a primeira sentença é uma pergunta, que não pode ser julgada em verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

As demais sentenças são proposições, pelo que o item é verdadeiro.

Gabarito: certo

EC 4. BB/2007 [CESPE]

Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma frase que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. Assim, frases como “Como está o tempo hoje?” e “Esta frase é falsa” não são proposições porque a primeira é pergunta e a segunda não pode ser nem V nem F. As proposições são representadas simbolicamente por letras maiúsculas do alfabeto — A, B, C, etc. Uma proposição da forma “A ou B” é F se A e B forem F, caso contrário é V; e uma proposição da forma “Se A então B” é F se A for V e B for F, caso contrário é V.

Considerando as informações contidas no texto acima, julgue o item subsequente.

1. Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente três proposições.

“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

A

expressão X + Y é positiva.

O

valor de

4
4

+ 3 = 7 .

Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.

O que é isto?

Resolução

“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

É uma oração declarativa, mas não pode ser classificada em verdadeiro ou falso.

Suponhamos que a frase seja verdadeira. Neste caso, concluímos que é verdade que a frase dentro das aspas é mentira.

Ou seja, supor que a frase é verdadeira nos leva a concluir que ela é mentirosa.

Diferentemente, se supormos que a frase é falsa, vamos concluir que ela é verdadeira.

Qualquer que seja o valor lógico atribuído, chegaremos a uma contradição.

Portanto, não é possível julgá-la em verdadeiro ou falso. Por este motivo, não é uma proposição.

Vamos para a próxima frase:

A expressão X + Y é positiva.

Temos variáveis. Trata-se de uma sentença aberta. Logo, não é proposição.

Em seguida temos:

O valor de

4
4

+ 3 = 7 .

7

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Estamos declarando que o valor da conta acima é igual a 7. Trata-se de uma proposição. No caso, sabemos que é uma proposição falsa, pois o resultado da soma seria 5 (e não 7).

Na sequencia:

“Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira”

Nova frase declarativa. É uma proposição.

Por fim:

O que é isto?

É

uma frase interrogativa e, portanto, não é uma proposição.

O

item está errado porque há exatamente duas proposições.

Gabarito: errado

2. Proposições compostas e conectivos lógicos

Geralmente simbolizamos proposições por letras do alfabeto.

P: A seleção brasileira de futebol é pentacampeã mundial.

Q: Fernando Henrique Cardoso é o atual presidente do Brasil.

As duas proposições acima são simples. Elas não podem ser divididas em outras proposições menores.

Quando juntamos duas ou mais proposições simples, formamos outra proposição, maior, chamada de proposição composta. Exemplo:

R: Pedro é alto.

S: Júlio é baixo.

Acima temos duas proposições simples. Podemos juntá-las por um conectivo, formando uma proposição composta.

T: Pedro é alto e Júlio é baixo.

Observem que a proposição T é formada pelas proposições simples R e S, unidas pelo conectivo e. Além do conectivo e há diversos outros:

· conjunção: e – símbolo:

· disjunção inclusiva: ou - símbolo:

· condicional: se

· bicondicional: se e somente se – símbolo:

· disjunção exclusiva: “ou

Além disso, é importante saber que existe a negação, que pode ser simbolizada por “~” ou por “¬

então - símbolo:

ou“ – símbolo:

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Várias questões de prova pedem que a gente transforme uma frase escrita para a simbologia lógica, ou vice versa.

EC 5. CGE PB 2008 [CESPE]

A controladoria geral (CG) de determinado estado realizou e concluiu, em 2007, 11 auditorias operacionais e 42 inspeções; emitiu 217 pareceres técnicos, sendo 74 referentes a licitações de obras, 68 referentes a análises de prestação de contas, 71 referentes a análises de rescisão de contrato de trabalho; o restante desses pareceres referiam-se a orientações e outros assuntos.

Considere que letras maiúsculas do alfabeto simbolizam proposições e que os símbolos ¬, ,

então. Nessa situação,

assinale a opção correspondente à expressão que representa simbolicamente a proposição: “O corpo técnico da CG não auxiliou o Ministério Público Estadual e gerou quatro relatórios”.

a) (¬A) B

b) (¬A) B

c) ¬(A B)

d) (¬A) B

e) ¬(A B)

, representam, respectivamente, os conectores não, e, ou, se

Resolução:

Nesta questão, nós temos a seguinte frase:

“O corpo técnico da CG não auxiliou o Ministério Público Estadual e gerou quatro relatórios”

Agora temos que saber qual o conectivo foi utilizado para juntar as proposições.

Vamos colocar parêntesis para delimitar as proposições simples.

(O corpo técnico da CG não auxiliou o Ministério Público Estadual) e (gerou quatro relatórios).

Reparem que as duas parcelas (ou ainda, as duas proposições simples), foram unidas por um “e”.

Além disso, na primeira parcela há uma negação. A alternativa que contempla essa estrutura é a “D”.

Ou seja, caso representemos as proposições simples por:

A: O corpo técnico da CG auxiliou o Ministério Público Estaudal

B: O corpo técnico da CG gerou quatro relatórios

Então teremos que a proposição composta apresentada pode ser indicada por:

(¬A) B

Gabarito: D

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EC 6. STF 2008 [CESPE]

Considere as seguintes proposições lógicas representadas pelas letras P, Q, R e S:

P: Nesse país o direito é respeitado.

Q: O país é próspero.

R: O cidadão se sente seguro.

S: Todos os trabalhadores têm emprego.

Considere também que os símbolos “ ”, “ ”, “ ” e “ ¬ ” representem os conectivos

lógicos “ou”, “e”, “se

Com base nessas informações, julgue os itens seguintes.

1. A proposição “Nesse país o direito é respeitado, mas o cidadão não se sente seguro” pode

ser representada simbolicamente por P (¬R) .

2. A proposição “Se o país é próspero, então todos os trabalhadores têm emprego” pode ser

representada simbolicamente por Q S .

3. A proposição “O país ser próspero e todos os trabalhadores terem emprego é uma conseqüência de, nesse país, o direito ser respeitado” pode ser representada simbolicamente

por (Q R) P .

então” e “não”, respectivamente.

Resolução.

Primeiro item.

Temos:

“Nesse país o direito é respeitado, mas o cidadão não se sente seguro”

Vamos colocar parêntesis para delimitar as proposições simples:

(Nesse país o direito é respeitado), mas (o cidadão não se sente seguro)

As duas parcelas são unidas pela palavrinha “mas”, que acrescenta uma informação. Ela tem um papel análogo ao do “e”. É como se afirmássemos que o direito é respeitado e o cidadão não se sente seguro.

Além disso, vemos que a segunda parcela apresenta uma negação.

Portanto, a proposição mencionada pode ser representada por:

Segundo item.

A sentença é:

P (¬R)

Se (o país é próspero), então (todos os trabalhadores têm emprego).

Em símbolos:

Afirmativa correta.

Q S

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Terceiro item.

A proposição é:

“O país ser próspero e todos os trabalhadores terem emprego é uma conseqüência de, nesse país, o direito ser respeitado”.

Vamos usar parêntesis para delimitar as proposições simples:

((O país ser próspero) e (todos os trabalhadores terem emprego)) é uma conseqüência de, (nesse país, o direito ser respeitado).

A expressão “é uma conseqüência”, remete ao condicional (se

Podemos reescrever a frase assim:

Se (nesse país, o direito é respeitado), então ((o país é próspero) e (todos os trabalhadores têm emprego)).

então).

Em símbolos, ficamos com:

P (Q S)

Não foi essa a simbologia indicada pelo enunciado. Item errado.

Gabarito: certo, certo, errado

EC 7.

Sebrae 2008 [CESPE]

Julgue os itens a seguir:

1. A proposição “Tanto João não é norte-americano como Lucas não é brasileiro, se Alberto é francês” poderia ser representada por uma expressão do tipo P [(¬Q) (¬R)].

Resolução:

Nesta proposição temos um condicional escrito em ordem inversa. Colocando na ordem normal, temos:

Se (Alberto é francês), então ((João não é norte-americano) e (Lucas não é brasileiro).

Vamos dar nomes às proposições simples:

P: Alberto é francês

Q: João é norte-americano

R: Lucas é brasileiro

A simbologia para a proposição composta ficaria:

P [(¬Q) (¬R)]

Que é exatamente o que afirmou o item.

Gabarito: Certo.

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EC 8. TRT 1ª Região 2008 [CESPE]

Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, mas não se admitem os julgamentos V e F simultaneamente. As letras maiúsculas do alfabeto, A, B, C etc., são freqüentemente utilizadas para representar proposições simples e, por isso, são denominadas letras proposicionais. Alguns símbolos lógicos utilizados para construir proposições compostas são: “¬” (não) – usado para negar uma proposição; “ ” (e) – usado para fazer a conjunção de proposições; “ ” (ou) – usado para fazer a disjunção de proposições; “ ” (implicação) – usado para relacionar condicionalmente as proposições, isto

é, “A B” significa “se A então B”. A proposição “¬A” tem valor lógico contrário ao de A; a

proposição “A B” terá valor lógico F quando A e B forem F, caso contrário será sempre V; a proposição “A B” terá valor lógico V quando A e B forem V, caso contrário será sempre F;

a proposição “A B” terá valor lógico F quando A for V e B for F, caso contrário será sempre V.

Considerando as definições apresentadas no texto anterior, as letras proposicionais adequadas

e a proposição “Nem Antônio é desembargador nem Jonas é juiz”, assinale a opção correspondente à simbolização correta dessa proposição.

A) ¬(A B)

B) (¬A) (¬B)

C) (¬A) (¬B)

D)

E) ¬[A (¬B)]

(¬A) B

Resolução:

Reescrevendo a frase:

(Antônio não é desembargador) e (Jonas não é juiz).

Sejam A e B as proposições a seguir:

A: Antônio é desembargador.

B: Jonas é juiz.

Representando a proposição composta em símbolos:

Gabarito: C

EC 9.

SEBRAE 2010 [CESPE]

(¬A) (¬B)

A proposição “Se você é cliente, cadastre-se no sítio www.fgjkh.com.br ou procure a sua

seguradora” estará corretamente simbolizada na forma A [B C], desde que A, B e C sejam

convenientemente escolhidas.

Resolução.

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Sejam:

A: você é cliente

B: cadastre-se no sítio www.fgjkh

C: procure a seguradora.

Em símbolos:

A (B C)

Gabarito: certo.

EC 10.

PETROBRAS 2008/2 [CESGRANRIO]

“O projeto será bem-sucedido se ou o processo de desenvolvimento é o Processo Unificado ou a linguagem utilizada é Java.”

Uma possível tradução da sentença acima para a lógica de predicados de primeira ordem é

(A)

(Sp JI) (Sp Ud)

(B)

Sp (Ud JI)

(C)

Sp

(JI Ud)

(D)

(Ud JI) Sp

(E)

(JI Ud) Sp

Resolução.

Na minha opinião, a questão está imprecisa. Observe que a frase contém a expressão “ou ou”, o que corresponde a um “ou exclusivo”. Só que nenhuma das alternativas traz o “ou exclusivo”. Só podemos concluir que a questão pretendeu trabalhar com o “ou inclusivo”.

A frase pode ser representada assim:

Se (o processo de desenvolvimento é o processo unificado ou a linguagem utilizada é Java) então (o projeto será bem sucedido).

Em símbolos:

(p q)r

Esta estrutura está representada na letra E.

Gabarito: E

3. Tabela verdade dos conectivos

Devemos ter muito claro em nossa cabeça a tabela-verdade de cada conectivo. Uma tabela- verdade é uma tabela em que combinamos todas as possibilidades das proposições simples para ver quais são os resultados das proposições compostas.

Para entendermos como funciona a tabela para cada conectivo, veremos exercícios mais simples, por mim elaborados (exercícios propostos – sigla EP). Em seguida, veremos as questões de concurso.

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EP 1 João vai viajar. Antes de pegar a estrada, passou na oficina para que fosse feita uma revisão nos freios e na suspensão de seu carro.

No dia seguinte, João vai à oficina buscar seu carro. Em cada uma das situações abaixo, como João classificaria o atendimento da oficina?

a) foram checados os freios e a suspensão

b) foram checados só os freios; a suspensão não foi checada

c) foi checada só a suspensão; os freios não foram checados

d) não foi checada a suspensão; os freios também não foram checados

Resolução:

O que João quer é realizar uma viagem segura. Ele só estará seguro se os dois itens mencionados forem checados. Não adianta nada estar com os freios bons e a suspensão ruim. João continuará correndo risco de acidente. Da mesma forma, não é seguro ele viajar com a suspensão em ordem se os freios não estiverem ok.

Deste modo, a única situação em que João vai aprovar o atendimento da oficina será na letra “a”, em que os dois itens são checados. Em qualquer outra hipótese, o atendimento terá sido falho.

João só estará satisfeito com o atendimento quando os dois itens forem checados (suspensão e freios). Ele só estará satisfeito com o atendimento quando for checado o freio e também for checada a suspensão.

Analogamente, uma proposição com o conectivo “e” só será verdadeira quando todas as suas “parcelas” forem verdadeiras. Ou ainda, quando todos os seus termos forem verdadeiros.

ATENÇÃO:

Existe apenas uma situação em que a conjunção é verdadeira: quando todas as suas “parcelas” são verdadeiras (ou ainda, quando todas as proposições

simples são verdadeiras).

Em outras palavras: para que a proposição composta seja verdadeira, as proposições simples devem ser conjuntamente verdadeiras (por isso o nome:

conjunção)

Hoje é feriado e Maria quer fazer um almoço especial. Para tanto, incumbiu José, seu marido, de ir comprar a “mistura”.

EP 2

Como eles moram numa cidade pequena, Maria sabe que muitos estabelecimentos comerciais estarão fechados (ou seja, José pode ter dificuldades para “cumprir sua missão”).

Por isso ela deixou opções para ele: José pode comprar carne ou peixe.

Em cada uma das situações abaixo, como Maria avaliaria o cumprimento da tarefa de José?

a) José comprou a carne, mas não comprou o peixe.

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b) José comprou o peixe, mas não comprou a carne.

c) José comprou a carne e o peixe.

d) José não comprou nem carne nem peixe.

Resolução:

A ideia de Maria é ter algo pra fazer de almoço. Se o José comprar qualquer um dos dois itens

(peixe ou carne), terá cumprido sua tarefa com êxito e Maria poderá fazer o almoço.

Assim, nas letras “a” e “b”, Maria ficará satisfeita com José, tendo em vista que ele comprou pelo menos uma das duas opções de mistura. O almoço estará garantido.

Na letra “c” José teve, igualmente, êxito. Comprou ambos: peixe e carne. Maria não só poderá fazer o almoço de hoje como também já poderá planejar o almoço do dia seguinte.

Só na letra “d” é que Maria ficará insatisfeita com seu marido. Na letra “d”, José voltou para casa de mãos abanando. José voltou sem nada e o almoço ficou prejudicado.

Neste exemplo, José precisava comprar a carne ou o peixe. Isto significa que ele precisava comprar pelo menos um dos dois. Poderia ser só a carne, só o peixe, ou ambos, carne e peixe.

A única situação em que José não cumpre sua tarefa é aquela em que ele não compra nada:

nem carne nem peixe.

Analogamente, uma proposição com o conectivo “ou” só será falsa se todas as suas “parcelas” forem falsas (ou ainda: se todas as proposições simples que a compõem forem falsas).

ATENÇÃO:

Existe apenas uma situação em que a disjunção é falsa: quando todas as suas “parcelas” são falsas (ou ainda, quando todas as proposições simples são

falsas).

Em outras palavras, a proposição composta será verdadeira mesmo que as proposições simples sejam separadamente (ou disjuntamente) verdadeiras, ou seja, mesmo que apenas uma delas seja verdadeira.

EP 3 Augusto contratou um seguro de carro. O seguro protegia contra batidas. Assim, se Augusto bater o carro, então a seguradora paga a indenização.

Como Augusto avaliaria a seguradora em cada situação abaixo:

a) Augusto bate o carro e a seguradora paga a indenização

b) Augusto bate o carro e a seguradora não paga a indenização

c) Augusto não bate o carro e a seguradora paga a indenização

d) Augusto não bate o carro e a seguradora não paga a indenização

Resolução.

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Na letra “a”, temos a situação normal de contrato. Augusto bateu o carro e a seguradora paga

a indenização. A seguradora cumpriu com seu papel e Augusto ficará satisfeito com o serviço prestado pela seguradora.

Na letra “b”, Augusto bateu novamente o carro. A seguradora deveria pagar o seguro. Deveria, mas não o fez. Augusto certamente ficará insatisfeito com a seguradora, podendo acionar o Procon, a justiça, etc.

Na letra “c”, temos uma situação até meio irreal. Augusto nem bateu o carro e a seguradora está dando dinheiro para ele. Ô seguradora boa, hein! Podemos pensar que se trata de um prêmio, ou desconto, alguma vantagem. Seria a situação em que as seguradoras premiam bons clientes. Na letra “c”, novamente o Augusto ficará satisfeito com o atendimento da seguradora. Muito satisfeito, por sinal.

Na letra “d”, Augusto não bate o carro e a seguradora não paga a indenização. Augusto tem o direito de ficar insatisfeito? Não, não tem. A seguradora não tinha obrigação de pagar indenização nenhuma. Afinal de contas, Augusto não bateu o carro.

Na letra “d”, Augusto não tem motivo algum para dizer que a seguradora prestou um mal serviço. Portanto, ele, não tendo motivos concretos para fazer uma avaliação negativa, diria que a Seguradora presta um bom serviço (ou seja, presume-se que seja uma boa empresa, até prova em contrário).

Observe a situação inicial. Temos exatamente uma frase com “se

então”. Se Augusto bater o

carro, então a seguradora paga a indenização. Vamos dividir esta frase em duas “parcelas”. A

primeira parcela se refere a Augusto bater o carro. A segunda se refere à seguradora pagar a indenização.

A única possibilidade de Augusto ficar insatisfeito ocorre quando a primeira “parcela” acontece (ou seja, quando ele bate o carro) e a segunda “parcela” não acontece (ou seja, quando a seguradora não paga a indenização).

De modo análogo, uma proposição: se “p”, então “q”, só é falsa quando “p” é verdadeiro e “q” é falso.

Como os alunos costumam ter um pouco de dúvidas neste conectivo condicional, vejamos outro exemplo.

EP 4

Júlia, hoje pela manhã, disse à sua amiga: hoje, se fizer sol, eu vou ao clube.

Ao final do dia, temos as situações descritas abaixo. Em cada uma delas, avalie se Júlia disse

a verdade ou se Júlia mentiu.

a) fez sol e Júlia foi ao clube.

b) fez sol e Júlia não foi ao clube.

c) não fez sol e Júlia foi ao clube.

d) não fez sol e Júlia não foi ao clube.

Resolução:

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Na letra “a” fez sol. E Júlia disse que, se fizesse sol, ela iria ao clube. Como ela de fato foi ao clube, então ela disse a verdade.

Na letra “b”, novamente, fez sol. E Júlia disse que, se fizesse sol, ela iria ao clube. Como ela não foi ao clube, ela mentiu.

Nas letras “c” e “d”, não fez sol. Ora, Júlia não prometeu nada para o caso de não fazer sol. O compromisso dela era apenas para o caso de fazer sol. Ela assumiu um compromisso de, fazendo sol, ir ao clube.

Ora, se não fez sol, então Júlia está liberada de seu compromisso. Ela não prometeu nada caso chovesse, ou ficasse nublado.

Portanto, não interessa o que ela tenha feito nas letras “c” e “d”. Você não pode dizer que ela mentiu.

Se considerarmos que a situação inicial é composta de duas “parcelas”, teríamos o seguinte:

primeira parcela – fazer sol; segunda parcela – Júlia ir ao clube.

Novamente, a única situação em que dizemos que Júlia mente ocorre quando a primeira parcela acontece (ou seja, faz sol) e a segunda não acontece (Júlia não vai ao clube).

então” só é falsa quando a primeira

De modo análogo, uma proposição com o conectivo “se proposição for verdadeira e a segunda for falsa.

ATENÇÃO:

Existe apenas uma situação em que o condicional é falso: quando a primeira proposição for verdadeira e a segunda, falsa.

RESUMINDO TUDO!

Sejam duas proposições simples P e Q. As tabelas verdades das proposições compostas são:

Tabela verdade do conectivo e:

 

P

Q

P

Q

V

V

 

V

V

F

 

F

F

V

 

F

F

F

 

F

Tabela verdade do conectivo ou:

 

P

Q

P

Q

V

V

 

V

V

F

 

V

F

V

 

V

F

F

 

F

Tabela verdade do conectivo “se

então”:

 

P

Q

P Q

V

V

 

V

V

F

 

F

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F

V

V

F

F

V

Nas tabelas verdades acima, apresentamos qual o valor lógico de cada uma das proposições compostas, conforme o valor lógico de P e Q.

Por fim, falta ver a tabela verdade da negação. A negação tem a propriedade de transformar o que era verdadeiro em falso (e vice versa).

Q ¬Q V F
Q ¬Q
V
F
F V
F V

Por enquanto, vamos ficar só com estes conectivos acima estudados. O bicondicional e a disjunção exclusiva, por serem pouco exigidos em prova, serão vistos posteriormente.

Para praticar, vejamos alguns exercícios.

EC 11. INSS 2008 [CESPE]

Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, mas não como ambas. Se P e Q são proposições, então a proposição “Se P então Q”, denotada por P Q, terá valor lógico F quando P for V e Q for F, e, nos demais casos, será V.

Uma expressão da forma ¬P, a negação da proposição P, terá valores lógicos contrários aos de

P. P Q, lida como “P ou Q”, terá valor lógico F quando P e Q forem, ambas, F; nos demais casos, será V.

Considere as proposições simples e compostas apresentadas abaixo, denotadas por A, B e C, que podem ou não estar de acordo com o artigo 5.º da Constituição Federal.

A: A prática do racismo é crime afiançável.

B: A defesa do consumidor deve ser promovida pelo Estado.

C:

extraditado.

estrangeiro que cometer crime político em território brasileiro será

Todo

cidadão

De acordo com as valorações V ou F atribuídas corretamente às proposições A, B e C, a partir da Constituição Federal, julgue os itens a seguir.

a

proposição B C é V.

2. De acordo com a notação apresentada acima, é correto afirmar que a proposição (¬A)(¬C) tem valor lógico F.

1.

Para

a

simbolização

apresentada

acima

e

seus

correspondentes

valores

lógicos,

Resolução.

Para a resolução da questão, o candidato precisaria lembrar alguma coisinha do artigo 5º da CF. Vamos reproduzir alguns de seus incisos:

XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de

reclusão, nos termos da lei;

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LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.

Deste modo, temos condições de saber se as proposições A, B e C são verdadeiras ou falsas.

A: Falsa

B: Verdadeira

C: Falsa

Vamos ao primeiro item:

Queremos saber o valor lógico do condicional:

Se B então C.

Sabemos que a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa. Esta é a única situação em que o condicional é falso.

Segundo item:

Sabemos que A é falsa. Logo, a negação de A é verdadeira.

Sabemos que C é falsa. Logo, a negação de C é verdadeira.

¬A : verdadeira

¬C : verdadeira

A proposição solicitada foi: (¬A) (¬C).

Temos um “ou” em que as duas “parcelas” são verdadeiras, o que faz com que a proposição composta seja verdadeira.

Gabarito: errado, errado.

EC 12. PRONIMP 2007/1 [CESGRANRIO]

Cada um dos cartões abaixo tem uma letra em uma das faces e um número na outra.

abaixo tem uma letra em uma das faces e um número na outra. Considere a afirmação:

Considere a afirmação: “Se, em algum cartão, houver um número par, então, na outra face, haverá uma vogal.”

Para determinar se a afirmação é verdadeira ou falsa:

(A)

é necessário virar somente o cartão com a letra A.

(B)

é necessário virar somente o cartão com a letra B.

(C)

é necessário virar os dois cartões.

(D)

é necessário virar o cartão com a letra A e, dependendo do que apareça no verso, será

necessário ou não virar o cartão com a letra B.

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(E) não é necessário virar cartão algum.

Resolução.

O condicional é:

“Se, em algum cartão, houver um número par, então, na outra face, haverá uma vogal.”

Este condicional só será falso se a primeira parcela for verdadeira e a segunda for falsa.

Ou seja, esse condicional só será falso se houver alguma carta com um número par de um lado e uma consoante do outro lado.

Deste modo, o único cartão que precisamos virar é o que contém a letra B. Neste caso, a segunda parcela do condicional seria falsa. Caso, do outro lado, exista um número par, a primeira parcela do condicional seria verdadeira. Primeira parcela verdadeira e segunda parcela falsa fazem com que o condicional seja falso.

Caso do outro lado exista um número ímpar, a frase é verdadeira.

Por isso devemos virar a carta com a letra B. A informação sobre o que há do outro lado da carta nos indicará se a proposição é verdadeira ou falsa.

Quanto ao cartão com a letra A, não adianta nada virá-lo. Não interessa o que há do outro lado. A segunda parcela do condicional já é verdadeira (pois temos uma vogal). Isso já garante o condicional verdadeiro. Ou seja, virando o cartão A, nós nunca conseguiríamos apontar que a frase é falsa.

Gabarito: B

EC 13. TCE RO 2007 [CESGRANRIO]

Os amigos André, Carlos e Sérgio contavam histórias acerca de suas incursões futebolísticas. André e Sérgio mentiram, mas Carlos falou a verdade. Então, dentre as opções seguintes, aquela que contém uma proposição verdadeira é:

(A)

Se Carlos mentiu, então André falou a verdade.

(B)

Se Sérgio mentiu, então André falou a verdade.

(C)

Sérgio falou a verdade e Carlos mentiu.

(D)

Sérgio mentiu e André falou a verdade.

(E)

André falou a verdade ou Carlos mentiu.

Resolução.

Letra A.

Se Carlos mentiu, então André falou a verdade.

A primeira parte do condicional é falsa. Logo, de cara, o condicional já é verdadeiro. Pouco

importa o conteúdo da segunda parcela.

Gabarito: A

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EC 14.

PREVIC 2010 [CESPE]

Se a proposição P for falsa, então a proposição será uma proposição verdadeira.

Resolução.

De fato, em um condicional, quando a primeira parcela é falsa, o condicional será verdadeiro, independente do valor lógico da segunda parcela.

Gabarito: certo. (gabarito preliminar)

EP 5

Construa a tabela verdade para a proposição abaixo:

(p q) r

Resolução.

Vamos começar pela proposição p. Ela pode ser verdadeira ou falsa.

pela proposição p. Ela pode ser verdadeira ou falsa. Fixado o valor lógico de p, vamos

Fixado o valor lógico de p, vamos para q. Em cada uma das situações acima, podemos ter q sendo verdadeiro ou falso.

Isto está representado no diagrama abaixo.

ou falso. Isto está representado no diagrama abaixo. E, para cada combinação de valores lógicos de

E, para cada combinação de valores lógicos de p e q, temos duas possibilidades para r:

verdadeiro ou falso. Veja diagrama abaixo:

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– RACIOCÍNIO LÓGICO P/ BACEN PROFESSOR: VÍTOR MENEZES Ou seja, há 8 cominações possíveis de valores

Ou seja, há 8 cominações possíveis de valores lógicos para p, q e r.

Uma forma sistemática de abranger todos eles é assim. Para a proposição r, trocamos o valor lógico de linha em linha.

r

V

F

V

F

V

F

V

F

Pronto. Fomos alternando os valores lógicos. Primeiro V, depois F, depois V, depois F.

Ok, agora vamos para a proposição q. Vamos alternando os valores lógicos de duas em duas linhas.

q

r

V

V

V

F

F

V

F

F

V

V

V

F

F

V

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F F
F F

Primeiro colocamos V e V. Depois F e F. Depois V e V. E assim por diante.

E o jeito de fazer é sempre assim, vamos sempre dobrando.

Vamos agora para a proposição p. Novamente dobramos. Alternamos os valores lógicos de 4 em 4 linhas.

p

q

r

V

V

V

V

V

F

V

F

V

V

F

F

F

V

V

F

V

F

F

F

V

F

F

F

Observem que:

- para “p”, alternamos o valor lógico a cada 4 linhas

- para “q”, alternamos o valor lógico a cada 2 linhas

- para “r”, alternamos o valor lógico a cada 1 linha.

Esta é uma forma sistemática de abranger todos os casos possíveis. No fundo, simplesmente transformamos o diagrama em uma tabela.

E isso ajuda a lembrar que a tabela-verdade de uma proposição composta por n proposições

simples terá

2

n

linhas.

Exemplo: se a proposição for composta por 2 proposições simples, ela terá 2

2 =

Se a proposição for composta por 3 proposições simples, a tabela verdade terá 2

Se a proposição for composta por 4 proposições simples, a tabela verdade terá 2

Viu? Vai sempre dobrando (4, 8, 16, 32,

)

4

3

4

linhas.

=

8 linhas.

=

16 linhas.

ATENÇÃO:

Se uma proposição é composta por n proposições simples, sua tabela verdade terá 2 n linhas.

Agora que já conseguimos relacionar todas as combinações de valores lógicos para p, q e r, podemos continuar montando a tabela verdade.

A

proposição composta é:

(p q) r

O

parêntesis nos indica que devemos, primeiro, fazer o “e”.

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p

q

r

p

q

V

V

V

 

V

V

F

 

V

F

V

 

V

F

F

 

F

V

V

 

F

V

F

 

F

F

V

 

F

F

F

 

Para tanto, consultamos as colunas p e q.

Quando p e q são verdadeiros, a conjunção também é verdadeira.

p

q

r

p

q

V

V

V

 

V

V

V

F

 

V

V

F

V

 

V

F

F

 

F

V

V

 

F

V

F

 

F

F

V

 

F

F

F

 

Em qualquer outro caso, ou seja, quando pelo menos uma das parcelas é falsa, a conjunção será falsa (em vermelho o que preenchemos agora, em azul o que já havia sido preenchido).

p

q

r

p q

V

V

V

V

V

V

F

V

V

F

V

F

V

F

F

F

F

V

V

F

F

V

F

F

F

F

V

F

F

F

F

F

Pronto. Já fizemos a parcela que está entre parêntesis.

Agora podemos finalmente fazer a coluna da proposição composta desejada.

p

q

r

p q

(p q) r

V

V

V

V

 

V

V

F

V

 

V

F

V

F

 

V

F

F

F

 

F

V

V

F

 

F

V

F

F

 

F

F

V

F

 

F

F

F

F

 

Temos um condicional. Suas parcelas são:

1ª parcela: p q

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parcela: r

O

condicional só é falso quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa.

a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa. Em qualquer outro caso, o condicional

Em qualquer outro caso, o condicional é verdadeiro.

p

q

r

p q

(p q) r

V

V

V

V

V

V

V

F

V

F

V

F

V

F

V

V

F

F

F

V

F

V

V

F

V

F

V

F

F

V

F

F

V

F

V

F

F

F

F

V

Pronto. Montamos a tabela-verdade da proposição composta ( p q) r .

Para praticar, vejamos alguns exercícios de concursos.

EC 15.

Sebrae 2008 [CESPE]

Julgue os itens a seguir:

1. Considere o quadro abaixo, que contém algumas colunas da tabela verdade da proposição P

[Q R].

da tabela verdade da proposição P → [Q ∨ R]. Nesse caso, pode-se afirmar que a

Nesse caso, pode-se afirmar que a última coluna foi preenchida de forma totalmente correta.

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2. Considere o quadro abaixo, que apresenta algumas colunas da tabela verdade referente à proposição P [Q R].

verdade referente à proposição P ∧ [Q → R]. Nesse caso, pode-se afirmar que a última

Nesse caso, pode-se afirmar que a última coluna foi preenchida de forma totalmente correta.

Resolução.

Primeiro item.

Note que a tabela-verdade do enunciado tem apenas 7 linhas (faltou uma linha). Este fato, contudo, não fez com que a banca anulasse o item.

A ideia aqui, para ganhar tempo, é não preencher a tabela inteira.

P

Q

R

Q R

P (Q R)

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

   

F

V

F

   

F

F

V

   

F

F

F

   

Antes de iniciarmos, é conveniente frisar a forma como foi construída a tabela. Observem que, para a proposição R, o valor lógico vai alternando de linha em linha. Para a proposição Q, o valor lógico muda de 2 em 2 linhas. Para P o valor lógico muda de 4 em 4 linhas. Isso é uma forma sistemática de abranger todas as combinações de valores lógicos das três proposições. Caso tivéssemos uma quarta proposição, seus valores lógicos seriam trocados a cada 8 linhas. Sempre assim, sempre dobrando.

Isso até ajuda a lembrar que uma tabela-verdade precisa sempre ter 2 n linhas, onde n é o número de proposições simples. Se for uma proposição simples, a tabela terá 2 linhas. Se forem 2 proposições simples, a tabela terá 4 linhas, e assim por diante, sempre dobrando.

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Continuando a questão.

Na última coluna, temos um condicional. Sua primeira parcela é P e sua segunda parcela é

Q R.

O único caso em que o condicional é falso é quando a primeira parcela é verdadeira e a

segunda é falsa. Logo, o condicional só será falso quando:

P: Verdadeiro

Q R : Falso

A segunda parcela do condicional é: Q R . Temos um “ou”. Ele só será falso quando Q e R

forem falsas. Logo, o único caso que o nosso condicional é falso é quando:

P: Verdadeiro

Q : Falso

R : Falso

P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

 

F

 

F

F

V

V

   

F

V

F

   

F

F

V

   

F

F

F

   

Se este é o único caso de falso, todas as demais linhas do condicional são verdadeiras.

P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

V

F

   

V

V

F

V

   

V

V

F

F

 

F

 

F

F

V

V

   

V

F

V

F

   

V

F

F

V

   

V

F

F

F

   

V

A última coluna dada no item foi preenchida de forma correta.

Segundo item.

Novamente, vamos tentar não preencher a tabela inteira.

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P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

   

F

V

F

   

F

F

V

   

F

F

F

   

Na última coluna, temos um “e”, formado por duas parcelas. A primeira é P e a segunda é

Q R .

Quando a primeira parcela é falsa, o “e” ´já é falso. Nem precisamos olhar o que acontece com a outra parcela.

P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

   

F

F

V

F

   

F

F

F

V

   

F

F

F

F

   

F

Para ficar bem claro, vou colocar um tracejado para indicar que não nos interessa o que acontece com Q R quando P é falso.

P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

-----

 

F

F

V

F

 

----

 

F

F

F

V

 

----

 

F

F

F

F

 

----

 

F

Nas demais linhas, P é verdadeiro. Assim, o valor lógico do “e” vai depender da segunda parcela ( Q R ).

Na segunda parcela, temos um condicional. Ele só será falso quando (fazendo com que o “e” seja falso), quando Q for verdadeiro e R for falso.

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P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

F

 

F

 

F

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

-----

 

F

F

V

F

 

----

 

F

F

F

V

 

----

 

F

F

F

F

 

----

 

F

Nos demais casos, a proposição dada na última coluna será verdadeira.

P

Q

R

Q

R

P

(Q R)

V

V

V

   

V

V

V

F

 

F

 

F

V

F

V

   

V

V

F

F

   

V

F

V

V

-----

 

F

F

V

F

 

----

 

F

F

F

V

 

----

 

F

F

F

F

 

----

 

F

A última coluna dada na questão não foi preenchida de forma correta.

Gabarito: certo, errado.

EC 16. STF 2008 [CESPE]

Considere que P, Q e R sejam proposições lógicas e que os símbolos “ ”, “ ”, “ ” e “ ¬ ” representem, respectivamente, os conectivos “ou”, “e”, “implica” e “negação”. As proposições são julgadas como verdadeiras – V – ou como falsas – F. Com base nestas informações, julgue os itens seguintes relacionados a lógica proposicional.

1. A última coluna da tabela-verdade corresponde à proposição (P R) Q

P

Q

R

P R

 

V

V

V

 

V

V

V

F

 

V

V

F

V

 

F

V

F

F

 

V

F

V

V

 

F

F

V

F

 

V

F

F

V

 

F

F

F

F

 

V

2. A última coluna da tabela-verdade abaixo corresponde à proposição (¬P)(Q R)

P

Q

R

¬P

Q R

 

V

V

V

   

V

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V

V

F

F

V

F

V

V

V

F

F

V

F

V

V

V

F

V

F

V

F

F

V

V

F

F

F

V

Resolução:

Primeiro item.

Novamente, a ideia é não preencher a tabela inteira. Vamos preencher o necessário para responder à questão.

P

Q

R

P R

(P

R) Q

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

   

V

F

F

   

F

V

V

   

F

V

F

   

F

F

V

   

F

F

F

   

Na última coluna temos um condicional. O único caso em que ele é falso é quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa.

P R : verdadeira

Q: Falsa

(P R) Q : Falsa

A primeira parcela é composta por um “e”. Para que a primeira parcela seja verdadeira, P e R devem ser verdadeiros.

P: verdadeiro

R: verdadeiro

Q: Falsa

(P R) Q : Falsa

Logo, o único caso em que o condicional é falso é quando P é verdadeiro, R é verdadeiro e Q é falso.

P

Q

R

P R

(P

R) Q

V

V

V

   

V

V

F

   

V

F

V

V

 

F

V

F

F

   

F

V

V

   

F

V

F

   

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PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

P

Q

R

P

R

(P

R) Q

F

F

V

   

F

F

F

   

Deste modo, em todas as outras linhas da última coluna o valor lógico será V.

P

Q

R

P

R

(P

R) Q

V

V

V

   

V

V

V

F

   

V

V

F

V

 

V

 

F

V

F

F

   

V

F

V

V

   

V

F

V

F

   

V

F

F

V

   

V

F

F

F

   

V

Observem que a última coluna não corresponde ao fornecido no enunciado. O item está errado.

Segundo item.

P

Q

R

¬P

Q

R

(¬P)(Q R)

V

V

V

     

V

V

F

     

V

F

V

     

V

F

F

     

F

V

V

     

F

V

F

     

F

F

V

     

F

F

F

     

Na última coluna temos um “ou”. Ele só será falso quando as duas parcelas forem falsas. Ou seja, (¬P)(Q R) é falso se:

¬P é falso (logo P é verdadeiro)

(Q R) é falso

Na segunda parcela do “ou” temos um condicional. Ele só é falso quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda é falsa. Ou seja, o condicional só é falso quando:

Q é verdadeiro

R é falso

Portanto, a proposição (¬P)(Q R) só será falsa se:

P é verdadeiro

Q é verdadeiro

R é falso

P

Q

R

¬P

Q

R

(¬P)(Q R)

V

V

V

     

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