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Imagens que percorreram o mundo

Imigrantes em Lisboa, estabelecem em plena rua, os seus "contratos" de trabalho com


exploradores de mão-de-obra clandestina.

PORTUGAL COMO DESTINO


Portugal foi durante séculos um país onde a maior parte da sua população se viu
forçada a emigrar para poder sobreviver, o que ainda continua a acontecer. A história de cada
uma das inúmeras comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo espelham esta
dura realidade. Nos vinte últimos anos, Portugal tornou-se também num destino para muito
imigrantes.
Até aos nos noventa, foi sobretudo procurado por habitantes dos países lusófonos, mas
actualmente preponderam os oriundos dos países do leste da Europa.
O grande "boom" da imigração ocorreu a partir de 1999 e só em 2003 abrandou.
O número de imigrantes legais em Portugal, atinge 388.258 pessoas (Meados de
2002). A situação torna-se então extremamente difícil de controlar, sobretudo devido à acção
das redes de imigração clandestina. Em 1980 o seu número era de apenas 50.750.Dez anos
depois eram 107.767. Em 1995 atingiam os 168.216. No ano de 1999, atingiam os 191.143,
para no ano seguinte verificar a existência de 208.198 imigrantes. Continuava a constatar-se
um levado número de estrangeiros em situação ilegal (sem papeis), pelos que em Janeiro de
2001 foi lançado um processo de legalização extraordinário. A situação não melhorou dada a
contínua entrada de novos imigrantes, nomeadamente do Leste da Europa, Brasil e de África
(Angola, Cabo Verde, Guiné, etc.). Em Maio de 2002, contava-se já um total de 388.258
imigrantes legalizados. No final do ano o seu número ascendia a cerca de 438.699. Este valor
continuou a subir ao longo de 2003, representando actualmente cerca de 5% da população
residente em Portugal. Portugal foi durante séculos um país onde a maior parte da sua
população se viu forçada a emigrar para poder sobreviver, o que ainda continua a acontecer. A
história de cada uma das inúmeras comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo
espelham esta dura realidade. Nos vinte últimos anos, Portugal tornou-se também num destino
para muito imigrantes.
Até aos anos noventa, foi sobretudo procurado por habitantes dos países lusófonos,
mas actualmente preponderam os oriundos dos países do leste da Europa.
IMIGRANTES CLANDESTINOS
O último período de legalização extraordinária ocorreu em 20 de Novembro de 2001,
quando segundo o governo teria sido atingido o número de imigrantes necessários para o
mercado português. De acordo com a lei todos os imigrantes que entrassem posteriormente
seriam considerados ilegais, não lhes sendo passada qualquer autorização de residência. A
verdade é que as máfias, sobretudo do leste da Europa, continuaram a conduzir para Portugal
dezenas de milhares de imigrantes clandestinos. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)
acabou por conceder só nos três primeiros meses de 2002, um total de 48.418 novas
autorizações de permanência, quase o dobro dos 27 mil postos de trabalho previstos 30 de
Novembro último. A concessão destas novas licenças foi feita ao abrigo da Lei 4/2001 sendo
justificada pela existência de contratos de trabalho válidos.

Uma coisa é certa, o número de imigrantes ilegais, nos últimos anos, não tem parado
de aumentar. Estimava-se em Abril de 2002 que vivessem em Portugal cerca de 200 mil
imigrantes clandestinos, os números reais ninguém o sabe. Quem lucra com esta situação são
as máfias e todo o tipo de exploradores desta mão-de-obra.

NECESSIDADES
Um dos problemas que Portugal desde há anos é a fraca capacidade do mercado de
trabalho nacional para dar resposta ao crescimento da actividade produtiva. Esta situação é
agravada por diversos factores tais como:

a) A baixa taxa de natalidade;


b) O elevado envelhecimento da população portuguesa;
c) A emigração secular que embora tenha abrandado, ainda não estagnou;
d) A reduzida capacidade de inovação das empresas e do Estado, nomeadamente para
produzir mais e melhor com menos recursos humanos;

É por todas estas e outras razões que se não fossem os imigrantes, muitas das
actividades produtivas do país já tinham entrado em completa regressão, ou mesmo
desaparecido com consequências catastróficas para a economia e a sociedade portuguesa.

INTEGRAÇÃO
Países, como Portugal, Espanha ou a Itália que ainda há pouco tempo eram países
"exportadores" de mão-de-obra, continuam pouco habituados à recepção de imigrantes. Não é
pois de estranhar que os respectivos Estados não tenham programas efectivos de integração e
protecção dos imigrantes, abandonando-os a todos os tipos de exploradores. O Estado
português, nos últimos trinta anos, acabou por comentar os mesmos erros que acusou outros
Estados de praticarem em relação à integração dos emigrantes portugueses.

As novas conjunturas políticas, económicas e sociais alteraram significativamente a


importância da língua portuguesa no mundo e reforçaram o seu estatuto de língua
internacional. Também a consolidação de significativas mutações geopolíticas ocorridas na
Europa, na América e na África Austral, teve particular repercussão no domínio da utilização
das línguas.
Actualmente o Português é a sexta língua materna a nível mundial e a terceira
língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol.
A criação de um estado de língua oficial portuguesa na Ásia poderá favorecer o ensino do
Português em diversos países desse continente e reforçará, certamente, o interesse pela
nossa língua em Goa, Damão, Diu, Malaca e Macau, regiões onde alguns segmentos da
população falam Português ou crioulos de base lexical portuguesa. Também na Austrália se
verifica um crescente interesse pelo ensino do Português.

O desenvolvimento das relações económicas e culturais, associado à presença de


comunidades portuguesas importantes, criou condições favoráveis para a expansão do
ensino da Língua portuguesa quer na Europa, com particular destaque para os países da
União Europeia, quer na América do Norte (EUA e Canadá ).