MÓDULO DE

:

INFOVIA E GLOBALIZAÇÃO NA INFORMÁTICA

AUTORIA:

ANGELA DOS SANTOS OSHIRO

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Módulo de: Infovia e Globalização na Informática Autoria: Angela dos Santos Oshiro

Primeira edição: 2008

Todos os direitos desta edição reservados à ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA http://www.esab.edu.br Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 Bairro Itaparica – Vila Velha, ES CEP: 29102-040 Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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A

presentação

Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”, a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais. É o fenômeno conhecido por “Globalização”. Neste contexto, muitos países aumentam suas barreiras tarifárias para proteger suas produções locais enquanto outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais, culturais e sociais. Neste curso temos como principal tema a Infovia, que é o conjunto de recursos utilizados para interligar, conectar, processar, controlar, compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico, com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. Nas unidades I, II, III e IV são apresentados os conceitos de Globalização, Infovia e um pouco da história desses dois novos conceitos modernos, incluindo os principais projetos em curso nos consórcios das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade. São unidades que tratam basicamente da infraestrutura de Infovia no mundo atual. As unidades V, VI, VII VIII e IX descrevem a Sociedade da Informação, seu histórico, e os principais Objetivos do Programa da Sociedade da Informação no Brasil, a Nova Economia e suas relações de negócio; é feita uma breve descrição da Convergência da Base Tecnológica e seus objetivo e ainda, as consequências da Nova Economia da Sociedade da Informação: os novos mercados, novos negócios e novos desafios. As Unidades XII e XIII apresentam o conceito de Ecologia da Informação e a importância de uma gestão consciente do Conhecimento sugerindo sua aplicação em sistemas como o egovernment.

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investimentos. e retorno. Concluída a unidade XXIV. Atualmente. apresentamos as tecnologias chaves viáveis ao país e como elas poderão trazer um diferencial à Sociedade da Informação – no que se refere à tendências. a Sociedade e suas transformações frente às tecnologias. a importância de esclarecer possíveis dúvidas.A partir da Unidade XIV. a Lei de Incentivo à Informática e como ela tem contribuído para o crescimento das atividades produtivas no setor de informática e microeletrônica. a transformação de informações em conhecimento. recomendamos a confecção das listas de exercícios na seguinte ordem: Concluída a unidade IX. com melhor possibilidade de assimilação e compreensão do conteúdo discutido neste curso. comunicação é mais do que troca de informações – envolve a seleção de informações. tornando o estudo mais interativo. bem como as tendências de investimentos referentes ao tema: Infovia. com seu tutor. ampliando a possibilidade de comunicação entre diversos segmentos da sociedade. Ao final de cada bloco de temas. Lembre-se que sua participação no fórum é de extrema importância. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 4 . a lista 2 e ao término do curso. de maneira sucinta. Na Unidade XXX é apresentada. antes de iniciar um novo bloco de estudos (tema). O bjetivo O curso de Infovia fornece uma visão sobre os sistemas de Telecomunicações. a aplicação prática e a tomada de decisões a partir do conhecimento adquirido e o objetivo social de toda a tecnologia desenvolvida. a lista 3. Recomendamos ainda. diante do fenômeno da globalização. Acompanhando esse Copyright © 2007. o aluno estará apto a responder à lista 1 de exercícios.

fenômeno mundial de interação. Mestranda em Educação. Trabalhamos neste curso. Copyright © 2007. tecnologias chaves viáveis ao país. ecologia da informação e a importância de uma gestão consciente do conhecimento. fatores necessários ao profissional que trabalha com Informações. garantindo a padronização das informações. no intuito de desenvolver o espírito crítico e a maturidade. a sociedade da informação. com foco em Tecnologias para EAD. conteúdos técnicos que compõe a grade de seu curso e recomendamos a participação com temas nos fóruns. E menta Infraestrutura da infovia no mundo atual. busca-se a convergência entre as tecnologias disponíveis. seu histórico e as consequências da nova economia da sociedade da informação. S obre o Autor A autora é pós-graduada em Análise de Sistemas pela UNIMEP – Piracicaba Certificações CCNA e CISCO e membro da BICSI e SBC. e Fundação Ubaldino do Amaral – Sorocaba/SP. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 5 . é também professora das faculdades Sumaré – SP. Membro do fórum Centaurus sobre segurança em TI e Ecologia da Informação. Possui diversas publicações sobre os temas – Segurança da Informação. bem como as leituras complementares e contato com seu tutor. EAD e Realidade Aumentada. Tecnologias aplicadas à educação. tendo participação ativa e produção de pesquisas nas áreas de Telecomunicações e Informática aplicada à Educação. Tecnologias Emergentes em TI.

............................................................ 63 UNIDADE 13 .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 44 UNIDADE 9 ................................................................................... 18 Infovia – Benefícios ........................................................................................................................ 68 O Governo Eletrônico .......................................................................................................................................................... 78 Comunicação Celular de Terceira Geração.............................................................................................................S UMÁRIO UNIDADE 1 ................................................................................................................... 39 UNIDADE 8 ........................................................................................................ 82 6 Copyright © 2007................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 58 UNIDADE 12 ............................................................................................................................... 33 UNIDADE 7 ...................................................................................................................................................................... 78 UNIDADE 16 ...................................................................................................................... 23 Redes Metropolitanas de Alta Velocidade ................................................................................................................. 33 Breve Histórico da Sociedade da Informação ...................................................................................................... 8 Infovia – Conceitos ......... 53 As Novas Fronteiras do Conhecimento ............................................................................. 48 UNIDADE 10 ................... 29 UNIDADE 6 .......................................................................................................................................................................................................................................... ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil ......... 48 Emergência da base tecnológica .................................................................................................................................................................................................................................................................................... 8 UNIDADE 2 .......................................................................................................................................................................................................................... 53 UNIDADE 11 ................................................................................. 75 UNIDADE 15 ................................................................................................. 18 UNIDADE 4 ......................................................................................................................................................... 44 Nova Economia ... 63 Ecologia da Informação ................................................................... 58 A importância da Educação na Sociedade da Informação ............... 29 A Sociedade da Informação ........................................................................................................................... 39 Conhecimento X Informação.............................. 68 UNIDADE 14 ........................... 13 Globalização e Infovia................................. 13 UNIDADE 3 ............................................. 23 UNIDADE 5 ............................................................................................................................................................................................................................... 75 Tecnologias e Aplicações .................................................................................................................................................

........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 116 UNIDADE 28 .............. 98 UNIDADE 22 ............................................................................................................................ 124 GLOSSÁRIO .............................................................. 113 UNIDADE 27 .......... 120 UNIDADE 29 ........................................................................................... 95 UNIDADE 21 .......................... 92 Processamento de Linguagem Natural .................................................................................................................................................................................. 82 UNIDADE 17 ........................................................ 92 UNIDADE 20 ............................................................................................................................................................................................................... 88 UNIDADE 19 ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 129 BIBLIOGRAFIA ........................................................................... 122 UNIDADE 30 .................................................................................................................... 113 WiMax .................................................................... 105 UNIDADE 24 ............. 88 Conteúdos para Internet ..................................... 107 Telemedicina ........................................ 95 Robótica e Processamento de Imagens .......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 116 Mobilidade ....................................................................................................... 101 UNIDADE 23 ................................................. 120 Second Life .......................................................................................................................Protocolo de Aplicações sem-Fio – Wireless Application Protocol – WAP ........................................ 133 Copyright © 2007.................................................................................................................................... 85 Global Positioning Service ............................................................................................................................................................................................ ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 7 ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 110 Televisão de Alta Definição......... 124 Política Nacional de Informática ............................................................................................................... 98 Criptografia ............................................... 107 UNIDADE 25 . 85 UNIDADE 18 ......................................................... 122 Tecnologias e Aplicações ...................................................................................................... 110 UNIDADE 26 ................................................................................................................................

em milhões de quilômetros de fibra ótica. Na realidade. Infovia – Conceitos Introdução A infraestrutura. Copyright © 2007. frequências em micro-ondas e canais de satélites. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 8 . Superinformation Highway. Esse conjunto de recursos de telecomunicações e informática chama-se Infovia ou Super Estrada da Informação.chamado de Infovia. essa “rodovia” é formada por caminhos fisicamente instalados que proporcionam o tráfego de qualquer tipo de informação e de conteúdo eletrônico em altas velocidades. cabos de par trançado. de cabos telefônicos.U NIDADE 1 Objetivo: Conceituar esse conjunto de recursos de telecomunicações e informáticas . para compreensão da abrangência do curso. Também já foi chamada de Rodovia da Informação ou Superestrada da Informação. cabos submarinos e muitos canais de satélites. fios de cobre. Nesta unidade apresentaremos alguns conceitos e tecnologias básicas. cabos coaxiais. que a Sociedade da Informação consome e a Nova Economia demanda. Estes termos foram traduzidos do inglês: Information Highway. que suporta e cria condições de oferecer serviços avançados. Conceitos Infovia é: O nome atribuído para uma nova Estrutura da Informação. está baseada em milhares de computadores. Esses caminhos físicos são formados por quilômetros de fibras óticas.

“Com capacidade de transmissão até 1 milhão de vezes maior do que o cabo metálico. Uma fibra ótica tem capacidade de transportar até 26 mil ligações telefônicas simultaneamente.Enquanto as fibras óticas possuem características que permitem a transmissão dos dados em alta velocidade. a fibra ótica é hoje a base das relações de comunicação no mundo. recebendo um sinal de baixa qualidade. Se mantivéssemos somente o cabo metálico como condutor de informações. Além de permitir grandes alcances físicos.com. nuvens. do outro lado. Chuvas. Campos Copyright © 2007. Outras vantagens da fibra óptica são: ela é isenta de interferências eletromagnéticas.br/reporterterra/fibra/materia1. Cristina – repórter terra http://www.htm Fibra ótica Cabo Coaxial Rádio Satélite Par Trançado Sinais Transmissão Feixes de laser Sinais da Informação via Interferências Nenhuma Campos elétricos Ondas Ondas eletromagnéticas eletromagnéticas elétricos Chuva. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 9 . na saída. através de um fotodetector. possui baixo nível de ruído e não é passível de contaminação pela radioatividade. quem está conectado usando a velha linha telefônica e seus fios de cobre passam por um “engarrafamento“ no tráfego de dados. a fibra ótica oferece a vantagem de permitir a transmissão dos dados a uma velocidade de cerca de 1. em cada fibra! Daí a analogia com a estrada.” – Bodas.terra. Os cabos de fibra óptica transportam os dados modulados na frequência da luz e os de modula.7 bilhões de bits por segundo. em alguns casos seria mais rápido enviar um motoboy para fazer uma entrega do que mandá-la via rede.

br/tabela_vantagens. garante a Copyright © 2007.mundivox. o cabo de fibra óptica é flexível e resistente. Tem um tempo de vida maior. cabos outras ondas de manchas solares elétricos.500 metros para que o sinal não enfraqueça. além de muito mais lentos. ionosférica.magnéticos. interferência montanhas.000 metros sem precisar de repetidores. Os cabos tradicionais. motores Segurança contra violação dos dados Qualidade Excelente Pior que espelhos d'água. cabos elétricos. Além de muito rápido. precisam de um repetidor a cada 1.htm 155 Mbps 622 Mbps condições atmosféricas 155 Mbps 8 Mbps O cabo de fibra óptica permite transmitir dados na velocidade de 1 bilhão de bits por segundo e a uma distância de 4. Menos sensível às interferências.com. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 10 . Difícil de interceptar. é adequado à instalação de redes locais de computadores. rádio do Captação sinal motores do Intercepção do trançado par Intrinsecamente Interceptação Captação segura do cabo sinal a Depende banda da Depende de banda da Pior de cabo que fibra ótica frequência e das frequência e das coaxial condições atmosféricas Capacidades 400. magnéticos. inclusive em condições físicas muito adversas.000 Mbps disponíveis no Brasil Fonte: http://www.

independentemente das distâncias. Em geral. Até a popularização da internet. pode ter seu tráfego capturado por um atacante posicionado em um local visualmente distante. se não ficarem bem-alinhados. como não produz descargas elétricas. Um usuário acessando em um aeroporto. em ambientes abertos e no modelo Infraestrutura. Além disso. seu rendimento diminui muito. Usamos redes de fibras ópticas quando assistimos a um filme por televisão a cabo ou temos acesso a redes de computadores. não pode provocar incêndios. pois. por exemplo. As redes sem . Copyright © 2007.fio utilizam frequências de rádio e também são grande aliadas no processo de comunicação atual. de modo praticamente instantâneo. é preciso um equipamento de grande precisão. para ligá-los.segurança de dados confidenciais e. No caso de redes Wi-Fi. Os cabos de fibra óptica são mais caros do que os cabos convencionais. as redes de fibras ópticas eram chamadas de rodovias da comunicação. Por elas circulam todo tipo de informação. E este é um aspecto a ser levado em consideração. São mais flexíveis. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 11 . mas ainda assim suficiente para captar os sinais transmitidos. têm maior possibilidade de receber investimento privado e oferecem um bom desempenho. se perdem. além do próprio risco com a privacidade. de custo mais baixo que as redes por fibra óptica. as frequências podem cobrir distâncias por volta de 500 metros. Os cabos de fibra óptica não podem ser dobrados nem submetidos a uma pressão excessiva. Desta forma uma grande desvantagem desta tecnologia é o alto custo da implementação de segurança. Hoje são conhecidas como infovias. os sinais luminosos que transportam. Quando isso acontece. pois o alcance da rede pode ser um fator de risco.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 12 .br/?art=1962&bd=1&pg=1&lg= http://djmeucci. tornou necessário preparar a cidade para a modernização das telecomunicações. capaz de dotar a cidade uma infovia de telecomunicações.uol.unicamp.sites.br/fo/fibraopt.Case1: Projeto de Infovia – Porto Alegre A ampliação do uso dos espaços públicos.cgi.0225672576/ http://governanca.rnp.br/internet/2007/11/12/idgnoticia. A partir desta constatação. com infraestruturas de serviços.br/noticias/debatedor-defende-criacao-de-infovia-publica http://www.youtube. a Procempa deu início ao processo de constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações.revistapesquisa.2007-11-12.com. sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado. Fonte: http://www.fapesp.br/wrnp2/2000/palestras/remavs/Remav_bsb.htm http://br.uol.com.html Case 2 – Infovia Brasília http://www.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03.pdf Links complementares – http://idgnow. fator imprescindível para alavancar novos empreendimentos na cidade.com/watch?v=vWTtbg1uOf8 Copyright © 2007.

como: democracia. a realidade nos mostra que a globalização está no nosso dia a dia e estamos envolvidos nela e por ela. abrangendo desde a convergência das nações em torno de valores ou princípios básicos. Copyright © 2007. Para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). É um caminho sem volta.U NIDADE 2 seu Objetivo: Conceituar globalização e sua importância para a sociedade e desenvolvimento social. pois descreve diversos fenômenos em um mesmo conceito. sucumbir diante das pressões socioeconômicas oriundas dos mercados internacionais. direitos humanos. globalização é a “interdependência dos mercados internacionais. sendo consequência natural da liberalização do comércio internacional. Globalização e Infovia De acordo com a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP). as nações em desenvolvimento têm uma oportunidade ímpar de encontrar novos mercados ou. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 13 . econômico. o termo globalização é impreciso. onde os países mais desenvolvidos saíram na frente. Independente de qualquer que seja o conceito. Porém. economia de mercado. passando pelos processos de integração regional e da abertura econômica e comercial até o surgimento dos novos paradigmas tecnológicos que têm facilitado todas as formas de comunicação. combinado com o avanço da tecnologia e com a desregulamentação e/ou flexibilização das normas da economia interna de cada país”.

Copyright © 2007. Milão. chegando. atendendo as províncias locais e os arquipélagos do Mar da China e a da Índia. Indonésia e Malásia compunham a “região da seda”. onde as cidades de Gênova. Até os meados do século XV havia apenas 5 economias no mundo: Na Europa A da Europa italiana. com seu imenso mercado de especiarias e tecidos finos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 14 .Globalização – Um pouco de história Alguns historiadores registram que a globalização é um fenômeno antigo. atingia um raio econômico maior. indo do Oceano Índico ao Mar Vermelho. Bruges e Lile. com negócios voltados para o Mar do Norte. indo da Rússia até a Inglaterra. a da Europa alemã. através das cidades de Antuérpia. No sudeste europeu A Turquia dominava a região através do Império Bizantino e sua economia era a dominante na região. por meio das cidades de Hamburgo e Lübeck. Na Ásia China. inclusive aos mercadores árabes. que concentravam suas atividades na região do Mar Báltico. a da Europa francesa. Veneza e Florença dominavam o comércio no Mediterrâneo. a partir da região de Flandres.

no Peru. ou a internacionalização do comércio. Nas Américas A última economia era formada pelas civilizações pré-colombianas: Asteca. sendo autosuficiente. Por isso. como é dita nos dias de hoje. os historiadores consideram a aproximação das culturas um fenômeno recente de “apenas” cinco séculos. no México e a Inca. Todas essas regiões passaram anos sem estabelecerem relações significativas de negócios. Períodos da Globalização Tabela I – Períodos da Globalização Períodos Fases Caracterização Expansionismo mercantilista Industrial-imperialista-colonialista 1450-1850 Primeira fase 1850-1950 Segunda fase Pós-1989 Globalização recente Cibernética-tecnológico-associativa Copyright © 2007. pelo cultivo do milho e na confecção de tecidos. isolada pelas florestas tropicais e pelo deserto do Saara. ficava à mercê de seu próprio comércio. enquanto que a parte ao sul. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 15 .No continente africano O norte da África mantinha relações com os portos europeus.

os transportes marítimos. em busca da posse de colônias e da hegemonia. A ligação dos bancos com as indústrias foi considerada. caracterizaram a entrada no processo mercantil da burguesia industrial e bancária.o expansionismo mercantilista Esta fase foi caracterizada pela intensa procura da rota do caminho às Índias. na tentativa de conquistar “o resto do mundo”. o pai da Economia. beneficiados pelo barco a vapor.Primeira Fase da Globalização . Além do barco e do trem a vapor. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 16 . As nações europeias mais desenvolvidas partiram para as políticas expansionistas. Esta fase também é caracterizada pelo comércio triangular entre a Europa. por meio do fornecimento de produtos manufaturados. aproximando os continentes e seus interesses. Com o advento da aviação. um fenômeno da política econômica moderna. nos lugares dos administradores mercantis. Um exemplo interessante da globalização dessa época acontece com o açúcar brasileiro. Bélgica. através da venda de escravos e a América. este período foi o que conquistou os maiores feitos. o mundo. Segunda Fase da Globalização . verdadeiramente. Globalização recente: A Cibernética Tecnológica Associativa Copyright © 2007. A transição da primeira para a segunda fase ocorre em virtude de inovações no campo técnico e político. A industrialização ocorreu. com a exportação de produtos coloniais. na Inglaterra e em seguida na Alemanha. inicialmente. França e Itália. contribuindo com o desenvolvimento de feitorias europeias na Índia. tornou-se menor. Para Adam Smith.o avanço industrial nas colônias. onde acontecia o refino e a distribuição. Além desses fatores. a África. o telégrafo e o telefone são tecnologias da época que ajudaram a encurtar as distâncias entre os mercados. China e Japão. máquina a vapor. à época. com a expansão das estradas de ferro. a partir do século XVIII. Ele era produzido por escravos nos engenhos e transportado pelos portugueses para os portos holandeses.

obrigando-as a formarem blocos e mercados supranacionais ou intercontinentais. aeroespaciais. a COMUNIDADE ECONÔMICA INDEPENDENTE (ex-URSS) e a APEC (Bloco asiático. da saúde. os barcos a vapor. seja através da educação. temos computadores. criando um verdadeiro fosso tecnológico. A produção de produtos agregados de tecnologia (microeletrônica. liderado pelo Japão). que detêm mais de 50 % da exportação mundial desses produtos. a queda do Muro de Berlim. tais como o MERCOSUL. O trabalho braçal de africanos. dos transportes. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 17 . NAFTA. Se nas fases passadas os mecanismos de integração foram os barcos à vela. indígenas e da classe operária deu lugar à robótica e à informática. Internet. sujeitando o braço ao cérebro. da cultura. o telégrafo e o telefone. medicina e biologia e químicos orgânicos) encontra-se concentrada nos países desenvolvidos: EUA. enfraquecerá as nações. equipamentos científicos de precisão. Japão. Os benefícios dessa fase. a partir da década de 70.Este período é marcado pelo término da Guerra Fria. são vistos em todos os lugares. A China. o trem. Copyright © 2007. Reino Unido e França. Os países ricos que dominam as tecnologias de ponta aprofundam as diferenças entre os países mais pobres. máquinas e robôs. equipamento de telecomunicações. a saída dos soviéticos da Alemanha e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). computadores. ou até onde a tecnologia alcançou. COMUNIDADE ECONÔMICA EUROPEIA. satélites e canais submarinos de comunicação. que também havia iniciado seu processo de modernização. passa a autorizar a implantação de indústrias multinacionais – um contrassenso ideológico ao governo comunista do país. na fase atual. Há quem creia que o prosseguimento da globalização nos atuais moldes. Alemanha.

vamos abordar alguns dos benefícios que as tecnologias de comunicações estão nos proporcionando e. Copyright © 2007. sairmos de casa. negócios. que passava horas e horas trabalhando em silêncio. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 18 .U NIDADE 3 Objetivo: Abordar alguns dos benefícios proporcionados pela tecnologia na comunicação e buscando um aprimoramento desse processo. Dentre várias áreas. O uso dessas tecnologias tem agregado valor aos processos produtivos. Ele ainda não podia imaginar que o processo de comunicação entre as pessoas sofresse tantas modificações. de produtos. Infovia – Benefícios Quando Santos Dumont idealizou sua invenção. Que atualmente. porque é através dele que surgem novos mercados. pretendia aproximar as pessoas entre os continentes. pudéssemos nos comunicar facilmente com qualquer parte do mundo sem nem mesmo. o sistema econômico tem sido um dos mais beneficiados. Os benefícios da Infovia A cada dia novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são incorporadas ao cotidiano da sociedade. Tanto acreditava no processo de comunicação entre os homens. Nesta Unidade. de serviços e até de lazer. buscando um aprimoramento desse processo. que se comunicassem além das palavras – pensassem juntos – num processo de inspiração e criatividade. fomentando melhorias nas condições de trabalho. com o mesmo sonho de Dumont: Que um dia todas as pessoas utilizem essas tecnologias com o intuito de realmente se aproximarem. pois pretendia que sua equipe tivesse uma sintonia tal. promovendo transformações em diversas áreas. transações comerciais e investimentos.

no trabalho. Atenta a todas essas mudanças. Sob este enfoque. E conhecimento. hoje são acessíveis por meio das novas tecnologias. Pessoas e empresas precisam estar preparadas adequadamente para lidar com esse novo paradigma.As atividades produtivas desse sistema. dá-se o nome de conhecimento. atividades. Mercados e empresas. atualmente. as novas tecnologias trazem significativos benefícios aos mercados já consolidados e segmentados. viabilizando a expansão de negócios. Ao processo de agregar valor à informação. venda e compra de produtos e serviços de forma abrangente e globalizada. integram a chamada. Bombardeados por essa onda de informação por todos os lados. integram a chamada Sociedade da Informação. na escola e em qualquer lugar por onde se estendam as novas redes de comunicação. Se por um lado. ágeis e avançadas permitem que empresas. processar e difundir informações necessita de uma infraestrutura compatível aos novos tempos e de pessoal especializado e qualificado afeto aos novos desafios. Obter. Copyright © 2007. não existem mais barreiras físicas ou geográficas. Nova Economia. seja no lazer. Por trás dessas redes circula a mais nova veia de negócios dos dois últimos séculos: A INFORMAÇÃO. organizações e países desfrutem de novas estratégias para seus negócios. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 19 . tem muito valor. a sociedade do século XXI usufrui melhores serviços. coloca em risco a sobrevivência daqueles que não se ajustam aos padrões impostos pela Nova Economia. mesmo sem sentir. seja no dia a dia dentro de casa. antes longínquos. por outro. onde os competentes e visionários partem na frente. baseadas nas Tecnologias de Informação e de Comunicação. os cidadãos modernos. Redes modernas. A nova sociedade passa a consumir e devorar o bem que impulsiona empresas e atividades de negócios: a informação.

aliados aos sistemas de telecomunicações e redes devem resultar em um novo redirecionamento tecnológico das atividades da Sociedade da Informação. Outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional.  Utilização da assinatura eletrônica. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais. Assim é o fenômeno conhecido por “Globalização”. O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”. através do uso intenso da videoconferência. mais serviços. das impressões digitais ou traços físicos).  Livre mercado. do ensino a distância. Essa nova “Superestrada da Informação” tem por finalidade proporcionar um alto fluxo de transmissão de dados. a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais.  Descentralização das atividades. sistemas de biometria (reconhecimento da escrita. da convergência do local de trabalho. A Nova Economia é fruto da expansão da globalização. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 20 . O alcance mundial da informação e a popularização da Internet auxiliam o desdobramento da globalização. seja nas áreas econômicas. mais usuários. Copyright © 2007.Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. mais empregos (?). PACCITTI (2000) enumera algumas novas concepções financeiras advindas do uso da Infovia:  Expansão do dinheiro digital (cartão de crédito. pela possibilidade de menor intermediação. menores tarifas. da voz. Os avanços da computação. culturais ou sociais. Crescimento rápido. cartão de caixa eletrônico e talão de cheque). Alguns países são obrigados a aumentar barreiras tarifárias para proteger suas produções locais da concorrência dos produtos estrangeiros.  Novas formas de comunicação digital.

Isto contribuirá em muito para a redução dos custos com papel e sua tramitação. privada). então. agilizando o andamento de processos e permitindo um atendimento rápido e de qualidade ao cidadão. Case: : BENEFÍCIOS DA INFOVIA-MT Redução do tráfego de documentos impressos entre os órgãos do Estado. Aumentar a utilização de videoconferência: pessoas que estão em locais distantes participarão de conferências em tempo real. na área da educação. Aumentar a utilização de transporte de voz. Os custos de comunicação são drasticamente reduzidos. principalmente na Internet. independente da rede pública. facilitando inclusive a ampliação do número de computadores em uso nos órgãos.  Novas interfaces (mais amigáveis) nas aplicações. Convergência da televisão. enquanto a qualidade dos serviços de comunicação aumenta (o equivalente a uma rede telefônica própria. com um padrão de qualidade e segurança muito superior ao atual. e controle do fluxo da informação pelos países mais ricos. As redes locais passam a contar. poderá ser disponibilizada uma rede de telefonia interna. permitindo reuniões entre órgãos e escritórios regionais sem a necessidade de deslocamento físico. Isto se traduz em um melhor aproveitamento dos recursos existentes. telefone. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 21 . possibilitar debates entre estudantes e Copyright © 2007. aproveitando-se da largura de banda oferecida pela Infovia. Permitir o gerenciamento centralizado de todas as redes locais dos órgãos atendidos pela rede corporativa. em todos os pontos atendidos pela rede corporativa. que serão substituídos por documentos eletrônicos. com os custos de administração reduzidos proporcionados pelo gerenciamento centralizado. entretenimento para a Internet.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 22 . contribuindo para a qualificação da mão de obra. obtém-se redução de custos e melhoria na qualidade do atendimento aos usuários.br/html.br/pressreleases_detalhe. Fonte: Governo do Estado de Mato Grossohttp://www.com. Novamente. e no caso do Estado. permitir o treinamento à distância (formação profissional). esta.cepromat. possibilitando disponibilizar os dados corporativos a quem necessita deles para a tomada de decisões. Flexibilidade na escolha dos equipamentos e grande possibilidade de expansão. php?codigoPagina=151 http://www. oferecer aulas com multimídia. atendendo desde as escolas primárias até a universidade. Aderindo aos padrões abertos. aliás. permitindo um melhor aproveitamento dos quadros docentes e minimizando as dificuldades decorrentes das grandes dimensões do nosso Estado. por princípio.hartz. A rede corporativa do Estado tem.mt. mantém-se a liberdade de escolha de fornecedores.gov.professores. uma necessidade. é uma tendência mundial.php?id=51 Copyright © 2007. oferecendo uma saída moderna e eficiente na substituição das antigas tecnologias. o uso de padrões abertos e a interoperabilidade entre eles.

acesso a bibliotecas virtuais e ensino a distância). públicas e de pesquisa). os serviços de tecnologia multimídia (vídeoconferência. São redes de alto desempenho. a conteúdos educacionais e de pesquisa.U NIDADE 4 Objetivo: Compreender a importância das redes metropolitanas como veículo de acesso a conteúdos educacionais e de pesquisa. destinadas a “promover. Redes Metropolitanas de Alta Velocidade As Redes Metropolitanas de Alta Velocidade mais a Internet2 são a reunião de instituições colaboradoras que visam melhorar o acesso de estudantes e da população. dentre outros. interligadas em nível nacional. Copyright © 2007. As REMAV fazem parte de um consórcio entre diversas Instituições (educacionais. a criação de infraestrutura e serviços de redes de alta velocidade”. Em anexos. em 1997. destinadas a oferecer. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 23 . você irá encontrar indicações sobre temas de pesquisas desenvolvidas por essa rede de colaboradores. O Projeto Remav O Projeto de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV) surgiu a partir da iniciativa do Programa Temático Multiinstitucional de Ciência em Computação (ProTem-CC). em diversas regiões do país. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). diagnóstico médico remoto. Nesta unidade iremos fornecer um panorama geral sobre as pesquisas e projetos em desenvolvimento para ampliação de toda a infraestrutura que compõe a infovia.

As aplicações de telemedicina deverão incluir o INCOR (Instituto de Coração) do Hospital das Clínicas e a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. A Internet 2 brasileira iniciou para atender as necessidades das áreas da Medicina e da Educação. o consórcio da rede paulistana prioriza a telemedicina para. com a finalidade de viabilizar os projetos que demandam redes de alto desempenho. visando a ampliação dos serviços públicos. entre outros avanços.Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (que operam a 155 Mbps) foram o ponto de partida para a criação da RNP2 (a Internet 2 no Brasil). com infraestruturas de serviços. sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado capaz de alavancar novos empreendimentos. RNP e Internet 2 Liderado pela USP (Universidade de São Paulo). possibilitar a troca de imagens resultantes de exames médicos cardiológicos realizados em tempo real. para a modernização das telecomunicações com a constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações. Ainda há muito a ser pesquisado sobre a necessidade dos usuários e o potencial das tecnologias para redes de alto desempenho. As REMAV .Cada consórcio é formado por Estabelecimentos de Ensino Superior e instituições parceiras. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 24 . As de tele-educação mobilizam esforços da PUC-SP e da NET (Operadora de TV a Cabo). atualmente integra diversas áreas de pesquisa acadêmica. Tornou-se necessário preparar as cidades. Não há uma linha de trabalho única e pré-determinada que oriente as pesquisas das novas possibilidades de aplicações que estão sendo desenvolvidas na Internet 2.

pode-se dizer que o foco principal da Internet2 reside no desenvolvimento de aplicações avançadas com uso intensivo de tecnologias multimídia em tempo real. Nos Estados Unidos.De uma forma geral. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . para que se possa trabalhar em pesquisa com estruturas complementares de outras instituições. utilizando equipamentos à distância. 2. como também diversos setores da indústria e até mesmo o governo. Educação à distância. Bibliotecas digitais. Entretanto. para promover atividades em conjunto ao redor do mundo através da rede. Nos principais países do mundo. com intenção de constituir uma grande rede de bibliotecas virtuais. imagens e sons. Brasília. é importante assegurar que as deficiências de conectividade entre cada instituição e o PoP sejam equacionadas. Demonstrações dos novos potenciais da Internet2 vêm sendo apresentadas em vários eventos e workshops promovidos com o intuito de sensibilizar não só a comunidade acadêmica. 25 Copyright © 2007. Tipicamente são necessários equipamentos de comunicação e computação de grande capacidade. incluindo dados em forma de texto. Laboratórios coletivos. são quatro as principais linhas de pesquisa da Internet 2: 1. O alcance de novos grupos de pesquisa em outros estados será resultado da implantação e atualização de novas facilidades em outros PoPs da RNP. Os experimentos e desenvolvimentos de aplicações Internet2 requerem uma conectividade e infraestrutura de maiores requisitos. não se conhece ainda o limite do que é tecnicamente possível. Teleimersão. 4. Estes requisitos são atendidos basicamente nos PoPs localizados no Rio de Janeiro. visando gerar uma grande rede de instituições de ensino onde o usuário tem um vasto leque de opções de formação via Internet. Além disto. as linhas de ação já estão bastante definidas. 3. São Paulo e Belo Horizonte. Atualmente apenas as instituições localizadas em PoPs com este tipo de infraestrutura e banda (GigaPoPs) podem dispor de aplicações Internet2 de forma contínua.

o que facilitou a execução das ações em sua implementação . Copyright © 2007. No entanto. o programa em apenas 2 anos revelou-se de fundamental importância para a inserção do Brasil no grupo das nações efetivamente empenhadas na construção da Sociedade da Informação. indicando novas necessidades. No que tange à implementação cabe ressaltar que. Por se tratar de programa estratégico os recursos foram liberados com fluxo regular e compatível com a programação. em especial nas ações de Processadores de Alto Desempenho . a busca de outras fontes de recursos através de convênios auxiliou na execução desta ação. A proximidade do programa junto ao público alvo garante legitimidade às ações e sintonia com as demandas da sociedade. os recursos foram suficientes.PAD. A manutenção da condição de "Estratégico" do programa Sociedade da Informação – Internet2 .é imprescindível. Dada a dinâmica própria da área de Tecnologia de Informação e Comunicação.2001. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 26 . de uma forma geral. Na ação. pois este atingiu a plenitude operacional que permite a consecução dos objetivos propostos e mesmo o alcance de objetivos. Os Fundos Setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia poderão contribuir no desenvolvimento das aplicações em Tecnologia da Comunicação e Informação. onde são comuns alterações de cenário decorrentes da troca ou incorporação de novos paradigmas. a dotação orçamentária dificultou a organização e o planejamento de projetos de mais longo prazo. Adicionalmente. com claros objetivos econômicos e sociais.Quanto à concepção do programa há necessidade de redimensionamento de metas físicas de algumas ações. havendo necessidade de adequações. Deverá haver ampliação da matriz de fontes de financiamento considerando a abrangência do programa. em especial no âmbito da cooperação Universidade/ Empresa. alguns dos indicadores do programa podem ter se tornado vulneráveis ou obsoletos. Processadores de Alto Desempenho – PAD.

lembra que o CNPq financiou outras iniciativas semelhantes no Brasil. afetaram a continuidade destas iniciativas. Inicialmente. por iniciativa de um grupo de professores da unidade. Outro problema foi a crise de janeiro de 2000. e essas atividades nem sempre receberam a atenção necessária. que assumiu a coordenação do Multicom 21 em 1995. "Existem outras experiências no país.Projeto é alternativa para "ressaca" nas comunicações A Infovia Municipal de Morungaba é uma evolução do Projeto Multicom 21. em 1992. A privatização das comunicações no Brasil. da infraestrutura de transporte de informações até as aplicações. como o projeto de redes metropolitanas (que na região ganhou o nome de Remet-Campinas). que tenha a participação e financiamento de várias 27 Copyright © 2007. Este grupo aderiu à ideia do Projeto Bercom (Berlin Communication) de construir um modelo de interconexão entre laboratórios. "Alguns problemas. afirma o pesquisador. e a FEEC à Politécnica da USP. levou a mudanças de políticas controladoras. mas não com esta envergadura. Neste contexto mundial. por exemplo. Queremos um projeto integrador. que nasceu na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. fazendo despencar a quantidade de recursos e a expectativa de uma grande evolução das tecnologias de Internet e de comunicações". que atingiu todas as empresas de alta tecnologia do mundo. a oportunidade de levar o Multicom 21 a campo. seriam conectados o Hospital das Clínicas da Unicamp ao Instituto do Coração (Incor). único. cidade que abriu os braços para a experiência. O professor Leonardo Mendes. que considera de "ressaca" do setor de comunicações. Estamos construindo um modelo de infovia municipal em sua totalidade. Leonardo Mendes viu em Morungaba. entretanto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .

criou um sistema de gerenciamento do espaço público. O gerenciamento da rede utiliza a tecnologia ATM/IP/MPLS. que utiliza a mais avançada tecnologia de acesso digital. a Prefeitura de Porto Alegre. Fonte: http://www. 7 horas por semana. Na montagem desta rede municipal. É formada por uma rede com 204 km de extensão. inédito no país. mas também os aspectos sociais e econômicos.instituições.rnp. como Campinas e Guarulhos".rnp. explica.php http://www. que permite maximizar as operações. é possível o tráfego de circuitos de dados. com uma quantidade de recursos muito menor". Empresas já acenaram com doações para utilização e aperfeiçoamento de seus produtos. o sistema tem disponibilidade permanente: 24 horas por dia. "Queremos mostrar que é possível ir muito além das limitações da comunicação que temos hoje. A proposta é investigar não apenas as aplicações tecnológicas. Através da Infovia. referência mundial no campo das telecomunicações e informática. os negócios que podem ser estabelecidos na rede. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 28 . finaliza Leonardo Mendes. voz e imagens e acesso Internet. Devido ao anel óptico redundante.html Esta Infovia sustenta um sistema de comunicação de dados confiável e econômico.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03.rnp. A rede experimental de Morungaba vai se conectar à Unicamp. a fim de que pesquisadores do país possam estudar. a distribuição de recursos e de renda.unicamp. empresas e também de outros municípios que manifestaram interesse.br/pd/giga/ http://www. a geração de empregos.br/conexao/instituicoes. sendo 84 km de cabos subterrâneos e 120 km de aéreos. como: o melhor modelo para manter financeiramente o sistema.br/pd/planetlab/ Copyright © 2007. Outras redes com estrutura e objetivos semelhantes:    http://www. implantar e testar equipamentos.

Sociedade da Informação é um estágio de desenvolvimento social caracterizado pela capacidade de seus membros (cidadãos. É conveniente. conforme veremos nesta Unidade. ter sido elaborada uma definição aceita em todo o mundo. então. no âmbito deste estudo. Copyright © 2007.U NIDADE 5 Objetivo: Compreender o significado e importância da sociedade da informação A Sociedade da Informação Nos últimos anos a expressão "Sociedade da Informação" tem sido muito utilizada. telefone e computadores. no qual o controle e a otimização dos processos industriais eram substituídos pelo processamento e manejo da informação como “chave” econômica. foram numerosos os significados atribuídos à "Sociedade da Informação" sem. televisão. Desde então. demonstrar o sentido que se dá à expressão. como rádio. quando se percebeu que a sociedade caminhava em direção a um novo modelo de organização. empresas e administração pública) de obter e compartilhar qualquer informação. o armazenamento. Comportamentos e padrões A Sociedade da Informação está baseada nas tecnologias de informação e comunicação que envolve: a aquisição. o processamento e a distribuição da informação por meios eletrônicos. de qualquer lugar e da maneira mais adequada. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 29 . instantaneamente. contudo. entre outros. No entanto. sua origem remonta aos anos sessenta.

a Sociedade da Informação está inserida num processo pelo qual a noção de espaço e tempo tradicional está em transformação pelo surgimento de um “espaço virtual”. Inúmeros meios de comunicação interligam países. tanto político quanto econômica. esta sociedade pós-moderna ou transparente. criando uma nova comunidade local e global. através da disseminação veloz da informação por meios nunca imaginados. incentiva a participação. trazendo mais benefícios aos usuários desses sistemas e serviços. reconhece e dignifica as diversidades e dá voz às minorias e os valores passariam a ser construídos a partir desta perspectiva participativa. transterritorial. O conceito de Sociedade da Informação surgiu dos trabalhos de Alain Touraine (1969) e Daniel Bell (1973) sobre as influências dos avanços tecnológicos nas relações de poder. que formará uma telecidade em uma tele-sociedade que se sobreporá mesmo aos Estados clássicos. sem transparecer que existem quilômetros de distância separando as partes interconectadas. A Sociedade da Informação é fruto de novos comportamentos e padrões culturais que a revolução tecnológica tem proporcionado. cirando novas formas de inter-relações humanas e sociais ainda que por vezes ocorram conflitos neste processo de transformação. sob as dimensões. Para Javier Echeverria. A definição de Sociedade da Informação deve ser considerada tomando diferentes perspectivas: Segundo Gianni Váttimo. proporcionando o intercâmbio de dados e informações de imediato. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . é plural. continentes. mas são utilizadas pelas pessoas em seus contextos sociais. ditando. transtemporal. qual região ou área é mais capaz de atrair 30 Copyright © 2007. Essa sociedade já é vista como um novo paradigma técnico e econômico. por ser a alavancadora de mudanças nas estruturas das atividades sociais e econômicas. A qualidade dos serviços de transmissão e recepção oferecidos cresce a cada instante. econômicos e políticos. trazendo impactos diretos nas atividades socioeconômicas. múltipla ou até mesmo caótica.Essas tecnologias não transformam a sociedade por si só. identificando a informação como ponto central da sociedade contemporânea. povos e nações.

a cultura e a própria sociedade. pode estreitar o fosso educacional. surge o seguinte questionamento: é possível disseminar informação e tecnologia a pessoas e regiões menos assistidas e desfavorecidas de muitos benefícios? Ao futuro está destinada essa resposta. se bem utilizado. A partir daí. Definitivamente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 31 . de forma seletiva e mais ou menos rudimentar. reduzindo a distância entre elas pela difusão de informação. mas também têm uma capacidade quase ilimitada para acessar a informação gerada pelos demais e potencial para ser um gerador de informação para outros. A Sociedade da Informação é um importante fenômeno que. de comercialização e de consumo de produtos e serviços. Copyright © 2007. Embora em fase inicial de criação de infraestruturas. ao mesmo tempo. resultam em mudanças inclusive na maneira de ser. na medida em que possibilita integrar pessoas e nações. cultural e econômico entre diversos segmentos sociais. Embora essa capacidade sempre tenha existido. fornecendo estratégias e estruturas para criar novas práticas de produção. Essa mudança que permite facilidades no acesso à informação é o principal fator que desencadeia uma série de transformações sociais de grande alcance. as atitudes e o comportamento e. O fator diferencial da Sociedade da Informação é que cada pessoa e organização não só dispõem de meios próprios para armazenar conhecimento. E quando várias formas de atuar sofrem modificações. A disponibilidade de novos meios tecnológicos provoca alterações nas formas de atuar nos processos. com isso. A forma final que a Sociedade da Informação adotará é algo imprevisível nos dias de hoje. O emprego de tecnologia envolve elevados custos. já é percebida e. os primeiros efeitos de sua aplicação nos processos. as novidades tecnológicas chegam a transformar os valores. Suas características também são de elevado valor na dimensão social.vultosos investimentos de novos negócios ou empreendimentos. As novas tecnologias se apresentam como instrumentos capazes de promover a inclusão plena dos menos favorecidos. o peculiar da Sociedade da Informação é o caráter geral e ilimitado de acesso à informação.

que se encontra fora do âmbito tecnológico e deve ser assumido pela sociedade como um todo. ainda é uma incógnita o tipo de sociedade que se quer atingir. também. uma tarefa fundamental. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 32 . além de ser imprevisível. que amplia enormemente as possibilidades de transformação. Existe. não será. a Sociedade da Informação vem revestida do importante papel de acompanhar os passos das nações mais desenvolvidas que já iniciaram e desenvolvem esse processo de compartilhamento de informações entre todos os segmentos da sociedade. a disponibilidade de acesso geral e praticamente ilimitado à informação deve ser considerada como um elemento meramente facilitador. Apesar dos meios tecnológicos atuais serem conhecidos.O impacto final nos valores e atitudes. Copyright © 2007. o reflexo de um mecanismo que deva produzir de forma inevitável um resultado determinado. que é a de decidir o objetivo final. Muito pelo contrário. em absoluto. No Brasil.

Tecnologia Avançada de Software. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . inicialmente destinado ao meio acadêmico. os EUA lançaram como desafio a todos os governos a idéia da Global Information Infraestructure (GII) – Infraestrutura Global de Informações. Breve Histórico da Sociedade da Informação A Sociedade da Informação na América do Norte A Sociedade da Informação (SI) teve origem a partir da década de 90. Em 1994. Rede para Educação e Pesquisa. através do programa High Performance Computing and Communications (HPCC) – Alta Performance de Computação e Comunicações. Infraestrutura Nacional de Informações. o enfoque foi modificado para atender os objetivos da National Information Infraestructure (NII) – Infraestrutura Nacional de Informações. e 33 Copyright © 2007. O Programa de Alta Performance passou a direcionar as atividades da SI sob os seguintes enfoques:     Sistemas de Processamento de Alta Performance.U NIDADE 6 Objetivo: Conhecer o histórico da sociedade da informação e que este programa inicialmente destinado ao meio acadêmico. nos Estados Unidos da América (EUA). cuja abordagem era atender os objetivos da economia e sociedades americanas. Este programa foi voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação. A partir de 1993. foi criado voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação.

A expressão Sociedade da Informação. isto é a plataforma de telecomunicações e computação como meio mais adequado à oferta de serviços e aplicações. A figura 2 exemplifica os estágios de evolução da Sociedade da Informação. destinadas a prover serviços e aplicações em prol da sociedade. para atender demandas multiculturais e linguísticas. onde a privatização das telecomunicações havia sido o foco principal. A Sociedade da Informação na Europa A União Europeia (UE) decidiu que o seu projeto de SI passaria pela informatização da administração pública dos países integrantes. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 34 .  Pesquisa Básica e Recursos Humanos. é a consolidação das iniciativas voltadas à Infraestrutura e à Economia. a UE optou por direcionar estes serviços e aplicações sob a ótica da informação. Figura 2 .Fonte: SocInfo Copyright © 2007. como a que conhecemos hoje. Se por um lado os EUA enfatizavam a infraestrutura.

pilar base da democracia política. Trabalho e Oportunidades. e Infraestrutura Avançada e Novos Serviços. O PSIB foi estruturado para atuar nas seguintes áreas:        Mercado. Educação na Sociedade da Informação. Proposta do Programa de Sociedade da Informação (Livro Verde) e Plano de Execução (Livro Branco). buscando o equilíbrio regional. Pesquisa e Desenvolvimento. chave e aplicações. respeitando as diferenças. Os objetivos do PSI no Brasil são:  construir uma sociedade justa. do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT). observando princípios e metas relativos à preservação da identidade cultural. e  fomentar a participação social. Copyright © 2007. por meio do Grupo de Implantação da Sociedade da Informação.  criar a sustentabilidade de um padrão de desenvolvimento.A Sociedade da Informação no Brasil As iniciativas para o Programa da Sociedade da Informação no Brasil (PSIB) somente tiveram início em 1999. Universalização de Serviços para a Cidadania. Governo ao Alcance de Todos. O planejamento adotado consistiu em definir três fases distintas: estudos preliminares e lançamento formal do Programa. Tecnologias. Conteúdos e Identidade Cultural. fundada na riqueza da diversidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 35 .

em gostos. Em que medida a força dos novos meios tecnológicos não retroage sobre os fins a que servem? Redefinindo a natureza das relações entre global e local. prontas a desenvolver sua paixão e a pesar econômica ou politicamente. de modo pertinente. contudo. Se a tecnologia introduz fatores de ruptura. o que não deixa de ser surpreendente! O espaço não representa mais o desacelerador ou o protetor que até agora ele encarnava. A precisão. qualquer que seja o domínio de aplicação. uma concentração virtual se revela às vezes mais eficaz do que a sua contraparte material. a fim de tirar proveito da convergência tecnológica que se traduz sob a forma de um "coquetel numérico"? Os efeitos Copyright © 2007. global e em tempo real abre-se para novas formas de organização e de concepção da ação em que as redes constituem a base de uma nova logística onde o virtual e o real sofrem um processo de hibridização. Proporções negligenciáveis localmente. representam um aspecto essencial que essa contribuição tem por ambição esclarecer.A Revolução da Precisão Consequências Estratégicas do Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação Pierre Fayard Que mudanças as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) provocam na estratégia. econômica e informacional. O conhecimento disponível no mundo cibernético autoriza uma seletividade crescente nas escolhas fora da limitação das distâncias. Comunidades de valores reúnem-se. a identificação e a integração dos conceitos e dos métodos suscetíveis de tirar proveito disso. sua concentração global torna-as. a ubiquidade numérica fundada sobre uma conectividade planetária cada vez mais refinada. em organizar e em acionar os meios que concretizam os fins que nos propomos a atingir. em inclinações ou em hobbies compartilhados. Como é comum nos períodos de mutação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 36 . Como pensar as novas formas da estratégia. redefinindo as relações entre o local e o global. esta prosa da existência cujo objeto sempre consistiu em conceber. com base em interesses. Articulada estrategicamente. é nas sombras que se desenha e se formaliza a novidade. redesenha a Geografia da utilidade. virtualmente. As TIC provocam um salto quantitativo e qualitativo na precisão do acesso e da mobilização sob medida de fontes espacialmente dispersas.

Até certo ponto. Num mundo veloz e incerto 37 Copyright © 2007. mas a enriquece e a faz crescer. ele se constitui em codefinição evolutiva a partir de potenciais disponíveis. A rede é um instrumento ideal para a extração de sinais fracos pertinentes a partir de uma intenção que não repugna ser a reposta em questão. acabada na sua capacidade e cuja degradação é o destino. Rapidez e precisão se impõem tendo como pano de fundo o apoio necessário de cartografias globais. O desconhecido não desintegra a rede. a velocidade das transmissões e a sua inteligência se traduzem por ganhos de tempo na apreciação das circunstâncias e da consequente tomada de decisão. que. a definição final dos produtos e dos serviços passa por uma interatividade informacional. alimenta de maneira dinâmica as novas formas de relação dialética com os fins. não somente caminha para um alto nível de precisão.) Em 1492. (. Aí a estratégia se preocupa em organizar e garantir o domínio das condições do fluxo muito mais do que dos próprios estoques. É o que permitem precisamente as estratégias da rede. Assim é também a superioridade do cérebro humano sobre a máquina terminada. Sua estrutura e o potencial que ela articula tornam-a apta a enfrentar condições imprevistas apoiando-se em uma leveza adaptativa.ainda fracamente metabolizados desse coquetel nos afastam de uma lógica local de produtos e de estoques pré-definidos para nos conduzir a uma época dominada por uma lógica global de serviços e de fluxo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . As vias e os dispositivos de comunicação conferem vantagens no conhecimento que em geral se traduzem em vantagens temporais e qualitativas. a partir do qual ele perde coerência e dilui-se numa profusão de interesses divergentes. uma vigília ativa sobre os meios e os seus conceitos de uso. mas que é também suscetível de enriquecer as bases de dados dos atores de cada uma das transações. A interconexão planetária permite dispor dos produtos somente onde e quando eles se mostram necessários. Na era do numérico. Cristovão Colombo não deu as costas às Américas sob o pretexto que eram as Índias que ele procurava atingir! Um projeto mecanicamente amarrado à sua definição tem dificuldades em tirar partido de uma vantagem não programada. que mediações criativas e inteligentes calibram em função da natureza das demandas expressas e afirmadas. O produto não pré-existe à demanda.. Ao contrário.. Nas redes.

É professor na Universidade de Poitiers e professor visitante da Universidade Pompeo Fabra (Barcelona).aceitar não saber tudo antes de agir aparece como uma condição de sobrevida e inovação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 38 . na Universidade de Caxias do Sul (RS) – fonte – Revista Consciência – 10/03/2001 http://www.nominuto. Pierre Fayard é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade de Grenoble III (França).com/cultura/pierre_levy_tecnologia_para_qual_educacao_/5196/ Copyright © 2007. O contrário significa domesticar a surpresa e perder o rumo às suas custas. A rede integra uma parte de incerteza dispondo dos trunfos da malha operacional de suas fontes e de uma natureza não finita.

o que nos acontece. Tendo a educação como elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação. ao mesmo tempo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 39 . A cada dia se passam muitas coisas. Não o que se passa. Conhecimento x Informação A “Sociedade da Informação” – com toda a tecnologia e benefícios que nos traz. como nos tem sido ensinado algumas vezes. também apresenta o seu revés . Copyright © 2007. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça”. “Pensar não é somente racionaciar. mas tem por obrigação fomentar e resgatar as potencialidades individuais do ser humano. onde a experiência de um se correlaciona com a vivência de outro1”. a capacitação de docentes e a prática do ensino à distância.conforme cita Jorge Larrosa em notas sobre a experiência e o saber de experiência. porém. quase nada nos acontece. portanto “A experiência é o que nos passa. o que nos toca. no conhecimento e no aprendizado.U NIDADE 7 Objetivo: Compreender o real significado de comunicação e informação e suas possibilidades de utilização para melhorar o nível de relações e saberes. objetivando a construção de um conhecimento coletivo. Nesta unidade. calcular ou argumentar”. Conhecimento X Informação “A educação hoje não assume apenas o dever de repassar informação. mas é sobretudo. vem-se criando diversos projetos e estimulando parcerias que envolvem a informatização do ensino. ou o que toca. iremos tratar dos elementos básicos que integram a Infovia e a Sociedade da Informação. dar sentido.

com essa obsessão pela informação e pelo saber (mas saber não no sentido de “sabedoria”. Sempre está a se perguntar sobre o que pode fazer. podemos dizer também. O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação. cada vez sabe mais. o que mais o preocupa é não ter bastante informação. Tudo é pretexto para sua atividade. a informação não faz outra coisa que cancelar nossas possibilidades de experiência. Por isso a ênfase contemporânea na informação. porém. o que consegue é que nada lhe aconteça. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 40 . Cada vez sabe mais. e toda a retórica destinada a constituirmos como sujeitos informantes e informados.Universidade Federal da Paraíba Copyright © 2007. a informação não deixa lugar para a experiência. tal como se sabe quando se tem informação sobre as coisas. quase uma antiexperiência. que nada nos tocou que com tudo o que aprendemos nada nos sucedeu ou nos aconteceu. O sujeito da informação sabe muitas coisas. 1 Genoveva Batista do Nascimento – Mestranda em Educação . mas no sentido de “estar informado”). E o que gostaria de dizer sobre o saber de experiência é que é necessário separá-lo de saber coisas. ela é quase o contrário da experiência. E mais. Em primeiro lugar pelo excesso de informação. ler um livro ou feito uma visita. O sujeito da informação sabe muitas coisas. cada vez está melhor informado. Após assistir a uma aula. O que acontece é que nada lhe aconteçe. passa seu tempo buscando informação. cada vez está mais bem informado. quando se está informado. porém. A primeira coisa que gostaria de dizer sobre a experiência é que é necessário separá-la da informação. passa seu tempo bucando informação – o que mais o preocupa é não ter bastante informação. ao mesmo tempo. podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos que temos mais informação sobre alguma coisa.Informação não é experiência. É a língua mesma que nos dá essa possibilidade. podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos. em estar informados. A informação não é experiência. com essa obsessão pela informação e pelo saber. Mas ao mesmo tempo. mas.

cultivar a atenção e a delicadeza. os médicos. pensar mais devagar. por não podermos parar. os sindicalistas. parar para escutar. porque estamos sempre mobilizados. abrir os olhos e os ouvidos. nada nos acontece. Nós somos sujeitos ultrainformados. o sujeito moderno está atravessado por um afã de mudar as coisas. parar para olhar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 41 . parar para sentir. suspender a opinião. também. suspender o juízo. os jornalistas. demorar-se nos detalhes. sentir mais devagar. as habilidades e as competências que sustentam hoje Copyright © 2007. os industrialistas. os políticos. a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque. regular algo. transbordantes de opiniões e superestimulados. a sua existência. os arquitetos. olhar mais devagar. porque sempre estamos querendo o que não é. mas também sujeitos cheios de vontade e hiperativos. E nisso coincidem os engenheiros. porque estamos sempre em atividade. os pedagogos e todos aqueles que põem no fazer coisas. não podemos parar. suspender a vontade. As Reformulações na Educação O trabalhador do novo século deve ser alguém capaz de tomar conta de sua própria carreira e de si mesmo.Sempre está desejando fazer algo. ter um perfil de competência que o mercado de trabalho passou a requerer. A experiência. os cientistas. cultivar a arte do encontro. calar muito. produzir algo. Independentemente de este desejo estar motivado por uma boa vontade ou uma má vontade. aprender a lentidão. Os conhecimentos. escutar aos outros. Precisa. e escutar mais devagar. um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar. requer um gesto de interrupção. falar sobre o que nos acontece. suspender o automatismo da ação. E por isso. ter paciência e dar-se tempo e espaço. E.

o desempenho profissional configuram um conjunto de características bastante distintas daquelas que, ao longo de décadas, definiram os perfis profissionais demandados. Nesse sentido, trabalhar significa, cada vez mais, não apenas o domínio técnico associado a uma determinada área de atuação, mas, sobretudo, a capacidade de interagir, ser criativo, trabalhar em equipe, atualizar-se permanentemente e saber gerenciar informações. Dentro dessa perspectiva, a missão de educar para o trabalho e para a cidadania passa a requerer enfoques educacionais sintonizados com tais exigências. Novos paradigmas surgem a todo instante nas várias áreas científicas, que evoluem e se especializam mais e mais para atender o homem moderno. Os avanços tecnológicos tornam as distâncias menores e o trabalho mais leve, desde que o homem saiba administrar seu tempo, para que não se torne escravo do trabalho. Entretanto, o homem precisa acompanhar a corrida desenfreada da globalização. A disputa é injusta, e o tempo parece ficar cada vez mais curto, enquanto a idade avança. E os mais jovens, contemporâneos da modernidade, parecem assimilar com mais facilidade a nova ordem mundial. Não podendo e não devendo esperar. O homem dos novos tempos torna-se o promotor da educação que necessita, pois as armas precisam ser recarregadas a todo instante, nessa luta desleal, onde o saber tem preço de ouro. Escritórios, galpões de fábricas, canteiros de obras, etc., tornam-se salas de aulas de animados grupos ou de solitários estudantes, que não desejam perder o trem da história. Diante de professores, de aparelhos de TV, de computadores, de livros ou de qualquer outro material impresso ou gravado que possa promover a atualização do profissional, a educação se efetiva. Com o tempo insuficiente para o trabalho e para a frequência a uma instituição escolar, o homem moderno recorre aos inúmeros meios de propagação do conhecimento e assim determina como, quando e onde aprender os conteúdos de seu interesse. As instituições que implementam o ensino a distância elaboram cursos nas áreas específicas que o mercado vem exigindo. O aluno trabalhador conta com um tipo de ensino que, apesar

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de ainda não ser aceito pelo conservadorismo dos paradigmas tradicionais, vem sendo a solução para uma boa parte de a população recuperar o tempo perdido. A maioria dos estudantes de cursos a distância já está no mercado de trabalho e dispõe de autonomia para gerenciar seu tempo e disponibilidade financeira quanto à sua formação continuada. De suas atitudes empreendedoras dependerão as mudanças no comportamento social e profissional de uma dada realidade. Cada indivíduo sabe o que gostaria de ser e de ter, mas nem sempre conhece os meios que possam levá-lo ao sucesso pessoal e profissional. O receio de errar e de não chegar ao seu intento, o faz desistir antes mesmo de tentar, e nos dias atuais, alguns minutos de indecisão podem levar a significativas perdas. O acerto é o oposto do erro, e para acertar ou errar primeiro é preciso tentar. Em educação nenhum investimento é perdido, e o trabalhador brasileiro aos poucos vem percebendo a necessidade de se atualizar, fazendo uso do ensino a distância, evitando assim custos com passagens, com alimentação, com hospedagem, além de não se afastar do convívio familiar. Hoje as novas tecnologias estão incorporadas no dia a dia e não há como dissociá-las do processo educativo.

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Objetivo: Entender o conceito”Nova Economia”, que diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações

Nova Economia Tércio Pacitti, falando sobre o Presente e o Futuro, caracteriza esse período de Nova Economia: Para entrar na Modernidade, é preciso existir aqueles que produzem os Produtores da Modernidade (integrantes de um primeiro grupo de Nações mais desenvolvidas) e aqueles que a consomem, os consumidores da Modernidade (integrantes de um segundo grupo de Nações menos desenvolvidas), consequência da infalível lei econômica da oferta e da procura. (PACITTI, 1998, p. 312)

Conceito de Nova Economia O conceito de Nova Economia diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações. Novas regras para a competição globalizada estão sendo impostas às empresas e países, como questão de sobrevivência. Os negócios digitais transformaram a informação em uma nova moeda nesta Nova Economia. O beneficiário deste novo paradigma é o cliente, que passa a desfrutar de novos produtos, serviços e oportunidades. Novos negócios baseados em tecnologia surgem a cada instante, promovendo o amadurecimento e a modernização de empresas e organizações. E ao

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o grande ambiente virtual que mais contribuição tem dado à Nova Economia. As empresas encontraram nela um eficiente meio de comunicação com seus clientes. (TAPSCOTT. Os negócios eletrônicos são transações que envolvem três importantes agentes: os consumidores. próprios das economias mais avançadas. as empresas e o governo. administrativas e contábeis. As empresas da Nova Economia possuem diferentes estratégias de competição. As relações entre esses agentes.mesmo tempo põem em risco as empresas que não têm condições de competir com a mesma tecnologia ou não encontram espaço nesta nova égide. desenvolvem-se em transações comerciais. Copyright © 2007. incentivos fiscais. ágil e inovador. mesmo que o fator segurança ainda iniba a viabilização de muitos negócios. A produção de seus bens não é focada apenas na produção em escala e sim em toda a cadeia produtiva. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 45 . 2000) A Internet é. sem dúvida. onde haja disponibilidade e capacitação de mão de obra. pela Internet. independentemente de fronteiras geográficas. A Nova Economia vive o momento da globalização – expansão das atividades para mercados distantes – em tempo real. Para concorrer nesse novo mercado de produtos e serviços baseados nas tecnologias da informação. baseadas em redes eletrônicas. A produção passa a ser realizada em locais mais vantajosos. O Comércio Eletrônico “O segredo da Nova Economia é inventar modelos de negócios”. é preciso ter o domínio de tecnologias-chave e efetuar grandes investimentos em capacitação de pessoal. onde a distância mais longa está a um clique do computador mais próximo.

1 Descrição das relações dos Negócios Eletrônicos: B2B – Business to Business – transação entre empresas.2 Os 10 princípios da Nova Economia Tabela 2 . ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 46 . C2C – Consumer to Consumer – transação entre consumidores.2.Os 10 Princípios da Nova Economia Princípio Valor Copyright © 2007. Figura 3 . G2C/C2G – Government to Consumer – transação entre governo e consumidor final.Os ambientes de Negócios Eletrônicos estão identificados na figura 3.Fonte: SocInfo 4. 4. G2G – transação entre governo e governo. B2C/C2B – Business to Consumer/Consumer to Business – transação entre empresas e consumidores. B2G/G2B – Business to Government/Government to Business – transação entre empresas e governo.2.

São os elementos mais importantes.Importância Não mais o maior. Significa sobrevivência. Questões exigem respostas imediatas. mas por vantagens e serviços agregados. não há espaço para o menos eficiente. Cresce exponencialmente. Acelerado e sempre à frente das atuais necessidades. Todo produto está disponível em todos os lugares. devemos ir além do tratá-lo como ele espera. Esteja preparado. Usá-la para descobrir cada elemento de informação de seu cliente. O mundo é o seu cliente e seu concorrente. Conhecer o cliente é mais importante que ter o cliente. mas o que o acompanha.visgraphics. Valor não é mais o produto. Está colapsando. Marketing viral e aceitação maciça promovem crescimento instantâneo. Fator determinante do sucesso. o mais sólido ou o mais pesado significa o mais valioso. Fazer o cliente saber que seu produto agrega valor e lhe traz vantagem. O espaço entre querer e Impulso comprar está fechado. Procurar oferecer sempre algo além. serviço e qualidade. Não mais é medido por unidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 47 . A estratégia está em convencer o cliente a apertar o botão “compre”. Na era em que os concorrentes estão a apenas um clique adiante. Fonte: http://www. Mantê-lo cliente é mais difícil que consegui-lo. portanto. As distâncias desapareceram. Motivo de sua existência.com/e-commerce/nova_economia/nova_economia. e eles sabem Espaço Tempo Crescimento Clientes disto. Valor hoje significa: informação. Interatividade instantânea é fundamental. para Valor Eficiência Mercado Informação retornar como serviços e oportunidades. Atitudes e decisões não podem esperar.htm Copyright © 2007.

naturalmente. se tornando uma ponte ou canal de ligação entre entidades geradoras de conhecimento/tecnologia e empresas/instituições consumidoras de tecnologia. tais como universidades e institutos de Pesquisa e Desenvolvimento.U NIDADE 9 A expressão “Base Tecnológica” tem sido usada indistintamente. a microeletrônica e a informatização como novo padrão de tecnologia mundial e oferecem Objetivo: Entender que uma das missões de um empreendimento de base tecnológica é fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. utilizando-os como base de apoio para seus desenvolvimentos tecnológicos e acabam. na década de setenta. Emergência da base tecnológica produtos e serviços modernos. os Empreendimentos de Base Tecnológica normalmente possuem uma forte relação com entidades geradoras de conhecimento. seja técnica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 48 . tem a sua origem ligada às organizações que adotaram uma nova postura no mundo moderno. os Empreendimentos de Base Tecnológica precisam assegurar uma dinâmica de inovação. que possuem seu capital centrado nas instalações e na infraestrutura ou em equipamentos. ao contrário de empresas convencionais de outros setores. produtiva ou financeiramente. Em função desta necessidade. As EBT possuem conhecimento ou capital intelectual. resultantes da geração e adaptação intensiva de conhecimentos científicos e tecnológicos com elevado valor agregado. o que acaba exigindo um alto investimento em Pesquisa e Desenvolvimento. em direção ao desenvolvimento: as Empresas ou Empreendimentos de Base Tecnológica (EBT). mercadológica. no entanto. Copyright © 2007. Essas EBT adotaram. Para cumprir esta missão.

se faz necessário. nações. Todas as atividades e processos desenvolvidos ou baseados em computação. A dinâmica da indústria é a resposta que as EBT oferecem ao passarem a produzir equipamentos de excelente qualidade. A liberação dos mercados. o meio e o produto. contra 13 da televisão. Foram identificados três fenômenos que estão intrinsecamente ligados à operacionalização dos serviços da Sociedade da Informação: a convergência da base tecnológica: a dinâmica da indústria e o crescimento da Internet. oferecendo serviços de grande alcance. Seja qual for a mídia. Para viabilizar os recursos e a infraestrutura necessária para oferecer os serviços e aplicações que a Sociedade da Informação demanda. permitindo a popularização deles. como o computador. Comparativamente a outros meios de comunicação. principalmente computadores. Essa convergência possibilita a existência de inúmeras atividades antes não imaginadas. Copyright © 2007.A partir dos anos oitenta surgiram a produção flexível. devem seguir o padrão digital. a redefinição do papel do Estado e a globalização impulsionaram o crescimento das EBT. organizar e convergir em direção a padrões técnicos e tecnológicos. comunicações. a preços acessíveis. empresas. etc. Extensas malhas de comunicação dão suporte à transmissão e recepção de sinais e dados. a televisão e o rádio. A convergência da base tecnológica diz respeito à representação de qualquer tipo de informação sob o formato digital. que a Sociedade da Informação vai proporcionando a interação entre pessoas. 16 do computador pessoal e 38 do rádio. É por meio dessa convergência. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 49 . O crescimento da Internet é um dos maiores fenômenos tecnológicos do final do século XX e início do século XXI. o aparecimento de redes e as economias especializadas. a Internet atingiu à marca de 50 milhões de usuários em apenas quatro anos. informática. transmissão e recepção de dados e os conteúdos culturais. tudo terá o formato digital.

como foi visto no capítulo 4. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 50 . produtiva ou financeiramente.Dentre os objetivos da convergência da base tecnológica estão:   migrar as mídias impressas e não digitais para as digitais. seja técnica. fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. está fundamentada em novos modelos de negócios advindos da infraestrutura que as novas tecnologias da informação e da comunicação têm proporcionado. Dentre eles. O Surgimento de Novos Mercados Copyright © 2007. Conseqüências da Nova Economia na sociedade da informação A Nova Economia. propor uma arquitetura para implementação de bibliotecas digitais multimídia e distribuídas. destacam-se os negócios de comércio eletrônico (ebusiness). O uso intensivo dessas tecnologias tem acarretado grandes mudanças na forma de se promover negócios.   implementar protótipo de domínio público para validar a arquitetura proposta. mercadológica.

O Surgimento de Novos Negócios O ramo de prestação de serviços também tem se beneficiado das facilidades oferecidas pela Internet. Novas empresas têm sido formadas para oferecer serviços baseados em tecnologia.B2B. As transações que têm proporcionado o maior volume de negócios por meio eletrônico ainda são as realizadas entre empresas. Business – to – Business . a fim de oferecer ganhos de produtividade. implica no oferecimento de novos produtos. A Internet é a grande infraestrutura que viabiliza isso.Não existem mais barreiras físicas ou geográficas que não possam ser ultrapassadas ou vencidas pelas redes eletrônicas disponíveis. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . aos concorrentes devem ser impostas barreiras ou dificuldades e aos investidores o lucro esperado. particularmente o comércio eletrônico. O Surgimento de Novas Formas de Trabalho 51 Copyright © 2007. os processos e atividades precisam estar ajustados e em permanente adequação. busca de novos parceiros e novos mercados para acompanhar a velocidade do e-business. rentabilidade e resultados finais satisfatórios. pois a concorrência na Nova Economia tende a ser mais agressiva e mais intensa. Aos clientes serão oferecidos produtos diferenciados. A complexidade dessa nova modalidade de negócios. onde mudanças ocorrem em várias áreas e em várias frentes. principalmente quando o alvo é o consumidor final. abrangendo mercados globais e locais. As empresas têm visto nessas características vantagens competitivas que lhe permitam abocanhar um filão ainda pouco explorado. mas implica em novos desafios. Os Sistemas de Informação. O Surgimento de Novos Desafios O comércio eletrônico não traz apenas novas oportunidades.

ajustar e controlar novos métodos (hoje. três. A tendência em longo prazo é toda a humanidade deslocar-se para trabalhos de alto nível intelectual. treinadas ou conscientizadas a respeito da nova realidade tecnológica. Profissionais acomodados. destinado a desenvolver.).. (PACCITTI. diz que: “As pessoas desempregadas têm dificuldades em ser reabsorvidas pelo trabalho porque não estavam preparadas para as novas funções que surgem. sempre de mais alto nível. em depoimento a Tercio Pacciti. e que seja uma educação capaz de formar pessoas com maior flexibilidade e adaptabilidade. informática e serviços. 1998.. assistindo a ascensão de outros mais capacitados ou mais esforçados. (. que dirá em dois séculos. automatizados e extremamente técnicos? Novos empreendimentos têm surgido a cada dia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 52 . cujas vagas não são de imediato preenchidas. caracterizando a abertura de mais empregos. Isto requer certa ênfase nos conhecimentos básicos”.). por exemplo..389) Copyright © 2007. correm o risco de perder seus empregos ou de ficarem estacionados.O emprego já não pode ser encarado como o era anteriormente. particularmente nas áreas de comunicações. Confortáveis posições ou empregos vitalícios são cada vez mais escassos no mercado de trabalho.. A solução é proporcionar mais educação para todos. frutos de uma educação antiga e mal-orientada. p. por falta de pessoas preparadas. a quantidade de gente em universidades e laboratórios de desenvolvimento já é incomparavelmente maior que há um século. Luiz Pinto de Carvalho. A rápida evolução tecnológica da atualidade traz em seu bojo uma preocupação cada vez mais constante: como compatibilizar o trabalhador clássico às novas demandas de empregos especializados.

Essa nova visão é frequentemente apontada como uma das possibilidades de ser gerador de uma transformação. que nos transforma e que é transformado por nós. que permita à sociedade superar todos os seus impasses. O resultado mais visível deste processo tem sido a rápida obsolescência do conhecimento. o que vem questionando verdades. derrubando mitos. O acelerado desenvolvimento científico e tecnológico dos últimos anos tem induzido a profundas reflexões sobre o impacto da tecnologia sobre as novas formas de organização da produção e sobre as relações humanas. Esta necessidade de educação permanente consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz. crescer harmoniosamente. Copyright © 2007. construindo novos paradigmas. levando as pessoas a reciclarem-se continuamente. gerando uma multiplicidade de informações de assimilação complexa. alterando os costumes e padrões culturais da sociedade. proporcionar o desenvolvimento econômico equilibrado e com justiça social. promover a disseminação da cultura. Vivemos em um mundo que se transforma. As fronteiras do conhecimento têm sido expandidas. coloca a educação em uma posição estratégica e de um valor altamente desejado pelos diversos setores dessa sociedade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 53 .U NIDADE 10 Objetivo: Entender a necessidade da educação permanente que consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz As Novas Fronteiras do Conhecimento O contexto atual de globalização. ultrapassando os limites dos espaços geográficos e sociais.

estar em condições de participar de vários tipos de trabalho. são valores que proporcionam mais satisfação no trabalho e na convivência social. Na atual sociedade. Vivemos num mundo que caminha para novas ideias e a vida trata as pessoas de acordo com suas atitudes. o profissional precisa ser mais criativo. estarem comprometidas.O Novo Cidadão da Sociedade da Informação O perfil do cidadão moderno. Com a globalização da economia. deverá estar de acordo com o conceito de empregabilidade. na era da globalização. isto é. precisa saber trabalhar em equipe e ter visão global. ter capacidade de inovação. Empregabilidade é a capacidade que um profissional tem de estar empregado. Precisa conhecer a rotina. As pessoas precisam ter iniciativas próprias. mercados são ampliados. É determinada pelos conhecimentos atualizados que tem e pela habilidade para desempenhar várias tarefas e funções. mudanças e transformações são necessárias para gerar novas oportunidades de trabalho. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 54 . identificarem novas oportunidades. Este mundo de experimentação. multiespecializado. onde os bem sucedidos são aqueles que antecipam cenários. não existindo espaço para os demais. terem qualidade. as pessoas com maior empregabilidade estarão fadadas ao sucesso. Planejar. que rege o destino. É exigida versatilidade. Para o mercado de trabalho não basta ser o melhor especialista em determinada área. Copyright © 2007. estamos inseridos numa roda viva. está centrado no poder da realização. mas também estar preparado para sair dela a qualquer momento. agir diferente. Portanto. ser um grande gerador de ideias. A empregabilidade está condicionada ao comportamento do trabalhador na sociedade. atualizar e desenvolver-se profissional e pessoalmente. Hoje.

A universalização. A velocidade das informações. na amplitude da palavra. Precisa trabalhar como máquina. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 55 . expressa o sentido de democratização. mas também saber quando acatar ordens.Precisa ter o desprendimento para fazer parte de uma equipe. ter acesso à Internet e aos serviços disponíveis na grande rede. A este conceito de difusão de acesso às redes e aos serviços on-line. mas também ter a visão do todo. exige que este cidadão. pois para tornar possível o acesso de todos à Internet é necessário incluir a alfabetização digital. e o conhecimento compartilhado. chama-se universalização. Pessoas de diversas regiões e de diversos segmentos sociais devem. Precisa ser bem relacionado. para garantir sua condição de empregabilidade. mas também ser discreto. Precisa saber todos os detalhes. mas também estar preparado para ser líder. a Copyright © 2007. o domínio de diversos idiomas. A universalização dos serviços Um dos maiores problemas enfrentados pela Sociedade da Informação diz respeito à busca de soluções que facilitem ou promovam a inserção ou acesso de todos os indivíduos aos serviços oferecidos pelas tecnologias da informação e da comunicação. também. Precisa ter os pés no presente. mas também ter cuidado para não invadir espaços alheios. Precisa ter iniciativa. Precisa ser criativo. mas também ser humano. Precisa desempenhar bem sua função. mas também os olhos no futuro. mas também desprezar as antigas técnicas. principalmente com o advento da Internet. Precisa estar seguro do que sabe. para não ficar defasado ou obsoleto. mas também estar preparado para aprender mais e mais. esteja em busca do maior acúmulo de informações possíveis. Precisa ser inovador. mas também ser humilde para aprender sempre.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .aquisição de habilidades ao trato com o computador. atender as demandas cada vez maiores por serviços on-line. independentemente de sua localização e condição socioeconômica. no Fórum de Altas Autoridades das Telecomunicações. conceitua que as “obrigações de universalização são as que objetivam possibilitar o acesso de qualquer pessoa ou instituição de interesse público a serviço das telecomunicações. que “a Sociedade da Informação provocará uma transformação muito profunda nas nações e exigirá o estabelecimento de uma estratégia global para que os benefícios das tecnologias da informação cheguem a todos os povos”. Diversos governos têm buscado oferecer a universalização ao acesso à Internet através de três linhas de ação: educação pública. declarou. bem como as destinadas a permitir a utilização das telecomunicações em serviços essenciais de interesse público”. mas 56 Copyright © 2007. informação. no seu artigo 79. Yoshio Utsumi. informação para a cidadania e serviços de acesso público à Internet. Para Utsumi. A Lei Geral de Telecomunicações. Ele acredita ser fundamental pensar nas tecnologias. Cabe ao Estado tomar a iniciativa de atender aos segmentos da sociedade de baixa renda e aos mais desfavorecidos. O presidente da União Internacional de Telecomunicações (UIT). política e cultural das nações. Propor a universalização dos serviços é um desafio constante. Parcerias com o setor privado são bem-vindas e capazes de mobilizar setores em prol das comunidades. capaz de buscar soluções na velocidade em que as novas tecnologias vão se desenvolvendo. em Washington. conhecimento e comunicações são requisitos prévios para o desenvolvimento do ser humano. parágrafo 1º. acompanhar as necessidades de ampliação e melhoria da infraestrutura de telecomunicações e de acesso do cidadão aos serviços disponíveis na Internet. o atendimento a portadores de necessidades especiais e aos interesses individuais e comunitários. em 16 de agosto de 2002. além de ferramentas essenciais para a consolidação social.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 57 . Copyright © 2007. dando-lhes condições de desenvolver novas metodologias que resultem em melhoria na qualidade da educação e do ensino. como a erradicação da pobreza.também nos acessos à informação e suas aplicações. Outros investimentos são dirigidos ao treinamento de professores. para que a sociedade atinja objetivos mais amplos. Na área do ensino público. muitas iniciativas vêm sendo dirigidas no sentido de proporcionar investimentos que viabilizem a rede pública o acesso à Internet.

Para atender as novas demandas.U NIDADE 11 Segundo SILVA (2002). administrativa. além do capital. sendo a razão da abertura de novas oportunidades nos mercados competitivos e globalizados. Os avanços obtidos pelas empresas nas áreas de manufatura. Objetivo: Saber que na “sociedade atual e futura. proporcionaram positivas mudanças na gestão de negócios. cada vez mais as empresas precisam de pessoal qualificado. financeira. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 58 . de especialistas. cada vez mais. Copyright © 2007. cada vez mais. o conhecimento. de pessoas criativas e agentes da nova gestão do conhecimento. bastando às empresas identificarem o que desejam. o conhecimento. Os recursos econômicos básicos passam a contar. bem treinado. tecnológica e de marketing. na “sociedade atual e futura. assume um papel central. dos recursos naturais e da mão de obra. As novidades tecnológicas estão acessíveis em qualquer parte do mundo. as palavras-chave para as empresas alcançarem a sobrevivência no mundo globalizado são: qualidade. assume um papel central e importante para o desenvolvimento pessoal e da sociedade. produtividade e competitividade. A importância da educação na sociedade da informação Nos dias de hoje. A manipulação da informação e do conhecimento incorporado e gerado pela própria organização tem auxiliado na inovação e na gestão dos novos negócios. com o aporte dos conhecimentos necessários aos processos produtivos e de negócios”.

As oportunidades ao desenvolvimento. nas últimas décadas. regiões e países. capacitar os cidadãos a serem competentes em suas atividades e participantes na produção de bens e serviços. capaz de operar habilmente diversos meios de produção e novas ferramentas de trabalho. trabalhar e contribuir com a transformação da base tecnológica é o agente desejado pelas organizações da Nova Economia. onde o número de mestres e doutores aumentou muito. empresas. Essa comunidade científica tem mostrado excelência na produtividade internacional. Esse cidadão. na medida em que forem surgindo e incorporadas ao cotidiano da sociedade. Atualmente. tendo atingido 1.1% da produção científica mundial. matéria-prima do conhecimento. capaz de gerar riquezas a quem o detém. à capacidade de aprender e acesso às inovações são desiguais e muitas vezes injustas. capaz de viver. sendo ainda. O grande desafio para as organizações está em compatibilizar o desnível entre indivíduos. capaz de utilizar novas mídias. A educação na Sociedade da Informação vai além do simples treinamento de pessoas em uma habilidade específica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 59 . sobretudo. conforme dados de um dos principais órgãos de acompanhamento de produção científica do mundo. Copyright © 2007.O profissional que atenda ao perfil dessas novas organizações é dotado de capital intelectual. Ela precisa voltar o foco para o uso intensivo das novas tecnologias da informação e comunicação e também. capaz de participar das tomadas de decisões fundamentadas no conhecimento. demonstrando um acréscimo de cerca de 150%. Esse profissional é o novo personagem da economia no século XXI. o Institute for Scientific Information dos EUA. pois é dotado do principal recurso competitivo das empresas: O conhecimento. o Brasil possui os melhores índices nos cursos de pós-graduação da América Latina. Os profissionais da Sociedade da Informação devem ter um perfil que permitam às suas organizações terem confiança suficiente em sua capacidade de usar adequadamente e interpretar a informação.

A infraestrutura necessária para vencer os desafios é composta de:   -disponibilidade de linhas telefônicas ou conexão direta das escolas com a Internet. nas empresas de base tecnológica e nas indústrias que buscam agregar tecnologia em seus produtos e serviços. ao grande número de usuários. Desafios para o uso intensivo de Tecnologias de Informação na Educação A instalação de uma infraestrutura básica que atenda as necessidades das escolas e instituições de ensino é vista como um dos grandes obstáculos devido a pouca atratividade de investimentos. Copyright © 2007. laboratórios ou salas de aula adequadas ao ensino de informática.A participação dos cientistas brasileiros no desenvolvimento e sequenciamento genético da bactéria Xylella Fastidiosa — responsável pela praga do amarelinho. Disponibilizar e manter essa infraestrutura básica são empreendimentos de alto custo. A dificuldade é absorver todos esses mestres e doutores no mercado de trabalho. que afeta 34% dos pomares de laranja — e os êxitos nos projetos dos genomas da cana-de-açúcar. do câncer e do microorganismo causador da esquistossomose. -computadores e software educacionais. custos dos serviços de comunicação (incluindo o acesso à Internet) e custos para atualização do hardware disponibilizado às instituições (upgrade). o Schistosoma mansoni têm demonstrado que a comunidade científica brasileira tem valor e está apta a enfrentar novos desafios. pois implica em grandes gastos iniciais na aquisição. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 60 . à alta capilaridade de alcance e a uma grande gama de serviços a oferecer.

Os enfoques na área educacional para capacitar os recursos humanos em Tecnologias de Informação são:  promover Alfabetização Digital do ensino fundamental ao ensino superior. se faz necessário apoiar o seu desenvolvimento. Para que essa carência seja resolvida. A disseminação das tecnologias ocorre por meio do uso pelos clientes. nas áreas relacionadas com a Tecnologia 61 Copyright © 2007. No Brasil e nos países em desenvolvimento faltam pessoas capacitadas e aptas a participar da geração e aplicação de tecnologias de informação e comunicação. dos bens e serviços incorporados à tecnologia. em todos os níveis de ensino. será possível treinar e capacitar técnicos que atendam às demandas solicitadas. revistos a partir da década de 90. abrangem uma visão em que as tecnologias de informação e comunicação devem ser baseadas nos seguintes aspectos: Geração. Essas tecnologias são transferidas ao setor produtivo que se encarrega de aplicálas em bens e serviços. em nível de graduação e principalmente em nível de pós-graduação.Fonte: SocInfo O aspecto de Geração de Tecnologias diz respeito às conquistas obtidas através de pesquisas. Aplicação e Uso. Os planos de Capacitação Tecnológica.Desafios da Formação Tecnológica Não existem dúvidas de que a Tecnologia da Informação é um importante meio para alcançar a modernidade e a e a competitividade de todos os setores produtivos da atividade econômica do País e.  produzir a Geração de Novos Conhecimentos. consequentemente. conforme figura 4. incluindo as áreas de especialização e de extensão. Figura 4 . através de novos currículos. somente através da Educação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .

da Informação. Novas formas de interação e comunicação.l tecnologias. também. cursos e treinamentos. desde o Ensino Médio. estendendo. como saúde ou transporte. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 62 . Copyright © 2007.  promover. a Educação só tem a ganhar com o uso de tecnologias no ensino. O e-learning (ensino eletrônico) tem proporcionado significativo aumento de alunos em palestras. facilitada pela Internet. não presencial. por meio de cursos técnicos. aos cursos de graduação e de pós-graduação para a produção ou aperfeiçoamento de bens e serviços.  promover a aplicação de tecnologias. A possibilidade de facultar o estudo continuado. Duas grandes áreas já vêm sendo exploradas na área de Tecnologia Educacional: a multimídia e o uso intensivo das redes para trabalhos colaborativos. em qualquer horário em qualquer lugar. entre tutores e alunos. a aplicação de Conhecimentos em Tecnologias de Informação. Benefícios do uso de Tecnologias de Informação na Educação Vencidos os desafios iniciais. tem sido uma bandeira do Ensino a Distância. Ciências da Informação e outras. A Educação a Distância surge como um novo paradigma a ser vencido. em quaisquer áreas não ligadas à Tecnologia da Informação. particularmente nos cursos de Ciência e Engenharia de Computação Telecomunicações. oferecem interatividade e boa comunicação entre instrutores e instruídos. Os materiais instrucionais também têm sofrido grandes modificações com o advento de ‘. dotando os profissionais daquelas áreas de alfabetização digital habilitando-os a de lidar com o ambiente tecnológico de forma competente.

gerenciar a informação. e os profissionais das diversas áreas do conhecimento. como metáfora. trabalhando de maneira integrada. apresentam-se propostas revolucionárias sobre a forma de administrar os sistemas de informação. . as dificuldades em lidar com os dados disponíveis de maneira produtiva e rentável começam a se tornar preocupantes. foi provocado e impulsionou o avanço tecnológico. são as preocupações da Ecologia da Informação. procurando conviver com esses avanços e adaptá-los aos métodos e rotinas de trabalho. Ecologia da Informação Ao mesmo tempo em que aumenta o volume de informações disponível aos profissionais e empresas. Conceito e Aplicações São inegáveis os benefícios do avanço tecnológico.U NIDADE 12 Objetivo: Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. a informação e o conhecimento são criações humanas. e as grandes organizações só serão bem-sucedidas se perceberem que o fluxo de informações depende das pessoas. Neste cenário. não de equipamentos. vem da experiência dos estrategistas de negócios e estudiosos das organizações. Cada um em seu trabalho. Sob esta ótica. sem sombra de dúvidas. buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. a exemplo de Henry Mintzberg. no lugar da tecnologia e associar os conhecimentos. cada vez mais. A utilização da expressão ecologia. Não sabemos bem se o processo de globalização é tão benéfico quanto alardeado. mas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 63 . Copyright © 2007. das facilidades promovidas pelo processo de comunicação entre as pessoas.

Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. que enfatiza o ambiente da informação em sua totalidade. O conceito de gestão da informação e de informação. hoje se torna mais disponível e de fácil acesso a todos.Se antes convivíamos com os computadores de grande porte. o modo como as pessoas realmente usam a informação e o que fazem com ela (comportamento e processos de trabalho). substituindo a prática de privilegiar pequenos nichos organizacionais independentes. por exemplo) em detrimento de outras e do negócio principal das instituições. o processo de gestão da informação está associado aos princípios fundamentais de gestão organizacional. e tornou-se filosofia de trabalho dos profissionais de desenvolvimento de tecnologias que transferem aos usuários a capacidade de manipular. e quais sistemas de informação já estão instalados apropriadamente (tecnologia). por exemplo. O planejamento do ambiente de informação de uma empresa é tratado em sua totalidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 64 . levando em conta: os valores e as crenças empresariais sobre informação (cultura). extrapolou barreiras e códigos profissionais. O uso eficiente de uma pequena quantidade de informação substitui a preocupação com a geração de enormes quantidades de informação. concentrar esforços em algumas áreas (tecnologia. Por sua vez. associar os conhecimentos. Copyright © 2007. O ponto essencial dessa nova abordagem é que ela procura devolver o homem ao centro do mundo da informação. como poder. controles. ou seja. são as preocupações da Ecologia da Informação. segundo suas necessidades. orçamento. Se antes a informação era privilégio de uns poucos. não assusta nenhum usuário. as armadilhas que podem interferir no intercâmbio de informações (política). gerenciar a informação em vez da tecnologia. colocando a tecnologia a serviço dele (homem) e não no seu comando. hoje estamos familiarizados com os micro-computadores. nem mesmo o bibliotecário. os sistemas por eles desenvolvidos. Navegar nos sistemas de informação disponíveis é questão de tempo.

Algumas instituições efetivamente centralizam o controle da informação. sem definir um plano imutável. O gerenciamento da informação pode ser utilizado tanto para distribuir o poder como para centralizá-lo. uma questão de escolha. outras empregam técnicas similares para promover o acesso às informações e envolver mais pessoas na tomada de decisão. Administrar a informação não é um fato isolado. O lugar da tecnologia da informação está reservado ao processo de arquitetura da informação. Associando-se aos conceitos de cultura e desenvolvimento organizacionais. que se constitui em uma série de ferramentas que adaptam os recursos às necessidades da informação. as pessoas que afetam cada passo. para tanto. identificar todos os passos de um processo informacional – as fontes envolvidas. Não devemos nos esquecer. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 65 . e. qual seja: mudar a maneira como as pessoas usam a informação.A importância do desenvolvimento de uma estratégia global para o uso da informação é condição básica e representa a possibilidade de fazer escolhas. os problemas que surgem – podem indicar o caminho para mudanças que realmente fazem diferença. ou seja. ele aponta o papel principal do ecologista da informação. dosar o nível e quantidade de informação que pode ser percebida e internalizada pelos usuários. Constitui-se um processo completo. estrutura os dados e facilita seu uso. normalmente encontram-se muito dispersas nas organizações. que por mais desenvolvidas que sejam as informações. jamais. Um projeto bem implementado. de fato. distribuem e usam a informação e o conhecimento. um conjunto estruturado de atividades que incluem o modo como as instituições obtêm. A essência da política da informação é formada por quem faz a escolha e pelas consequências que essa escolha determina. É. Copyright © 2007. identificar seu comportamento. e como devem construir uma cultura informacional.

pois rede é "network". a rede é assim um instrumento de captura de informações. Esta referência à malha é mais evidente em inglês. não 66 Copyright © 2007. mais ágeis no processo de adaptação antecipada ou na resposta às diferentes contingências contextuais. novas referências e estratégicas se fazem necessárias assim como. Imediatamente a noção de rede aparece mais dinâmica nesta língua que fala mesmo de "networking". responde uma dinâmica potente de construção de redes de atores. não mais que um anuário de diplomados. Indivíduos. Por transposição. A noção de rede remete primitivamente à de captura. de caça. Sob os holofotes. Uma agenda de endereços. as redes tecnológicas transformam profundamente nossa sociedade da informação e alteram ações estratégicas. de dinamizar ou simplesmente de fazer parte de uma rede. empresas e organizações tecem laços flexíveis que os tornam coletivamente mais inteligentes. novas tecnologias de comunicação e informação misturam-se à cultura de redes. Antes de criar.A prática da gestão de redes: Uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação Ana Cristina Fachinelli . poderão encontrar assuntos de seus interesses e/ou negócios! Evidenciar as relações entre atores não é suficiente para enunciar a existência de uma verdadeira rede. Assim podemos encontrar na capital japonesa um pequeno livro intitulado “Networking in Tokyo". pequenas caças ou peixes. A esta expansão.Christian Marcon . Redes e estratégias entrelaçam-se numa noção mais ampla voltada ao desenvolvimento da capacidade de agir e decidir num universo no qual. perturbam e inquietam nossas sociedades ocidentais mergulhadas numa complexidade turbulenta. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Para compreender esse universo. ou seja.Nicolas Moinet Mais do que nunca as redes fascinam. o domínio de alguns aspectos importantes no que concerne a aplicação de estratégia de rede. é fundamental bem compreender a noção de redes. verdadeiro guia para "fazer redes” e mais precisamente para conhecer as redes de empresas no qual. literalmente uma "rede que trabalha". todas as pessoas que dominem a língua inglesa. A etimologia da palavra indica para o latim retis que designava um tipo de malha para prender pássaros.

Por exemplo. Em resumo a estratégia de rede supõe compartilhar um projeto que se inscreve num campo de ação. cada um é corresponsável. do relativo conforto conferido pela aplicação de medidas decididas em nível superior: a responsabilidade é de outrem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 67 . para adquirir uma dimensão estratégica. é obtida por implicação. Os laços não se auto mantém em razão de uma participação imposta.. Para que a rede ganhe corpo. o mergulho na rede impõe uma ruptura comportamental brutal. Copyright © 2007. deve-se gerar uma dinâmica de aprendizagem. de uma autoridade que lhe solicita ao menos. (. a cada membro. A autoridade não se decreta..constitui rede. proporcione uma dinâmica específica às relações pré-existentes. imaginar novas soluções a novos problemas. dá-se em função do que se recebe e vice-versa. A participação ao projeto não se impõe. Diz-se frequentemente que para receber é preciso dar. é adquirida por adesão. todo subalterno beneficia-se.) Esta aprendizagem permite. As lógicas do management em rede não nos são habituais. coletivo.. mas sim uma matéria-prima relacional. é a lógica da troca direta e condicionada. Além disso.. estar motivado.) Dentro deste mesmo espírito de continuidade e duração. A responsabilidade não se segmenta. Ao escolher regras de organização que rompem com o modelo tayloriano da autoridade hierárquica imposta. deixando a cada um uma margem de iniciativa e de interpretação pessoal. a rede renuncia às referências habituais que condicionam os comportamentos. É preciso implicar os homens mais do que aplicar medidas. (. voluntário. Se o discurso e a realidade da empresa tendem à distanciar-se desta caricatura de organização hierárquica. é necessário que um projeto concreto. geralmente. eles se alimentam da convivência e da confiança que a sociabilidade própria à rede gera. Mas este tipo de postura é ainda mais prudente e implica outros pensamentos por detrás numa situação de estratégia/rede. uma rede deve interagir com o campo de ação no qual ela se inscreve.

este documento apresenta uma proposta de política de governo eletrônico para o poder executivo federal. Consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet. com menores custos e mais qualidade. Para tanto é necessária a conscientização de ter a informação como fator estratégico de construção da base cultural e comportamental de uma nova sociedade e de um novo modelo de gestão pública. a melhoria na gestão e qualidade dos serviços públicos. além de maior transparência e estímulos ao controle social. diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”. O Grupo de Trabalho propôs em 20 de setembro de 2000 uma “Proposta de Política de Governo Eletrônico para o Poder Executivo Federal”. por meio de Decreto Presidencial de três de abril de 2000. Neste ambiente de transformações.U NIDADE 13 Objetivo: “Examinar e propor políticas. cuja finalidade era “examinar e propor políticas. estratégico. socialmente justo e ao mesmo tempo eficiente na prestação de serviços aos seus cidadãos... convergência e integração das redes e dos sistemas de informações do Copyright © 2007. a transparência e a simplificação de processos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 68 . diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”.estabelecer um novo paradigma cultural de inclusão digital. Também a cooperação. Dentre os macros objetivos dessa proposta está o seguinte: . que pretende ser. um agente democrático. no contexto mundial. com a redução de custos unitários. O Governo Eletrônico O Governo Eletrônico (E-Gov) teve início através do Grupo de Trabalho em Tecnologia da Informação – GTTI. focado no cidadão/cliente.

gov. O E-gov envolve três tipos de transações: Government to Government . p. além de maior transparência e estímulos ao controle social. A execução do Programa tem a colaboração de todos os ministérios. 2000. eficiente e transparente.governo são fundamentais. fornecedores e servidores. Government to Business . quando se tratar de uma relação intra ou intergovernos. que permita uma integração das redes de governo. e a responsabilização e credenciamento de gestores da informação. Estas transações ocorrem não apenas por meio da Internet. na promoção da melhoria das condições de vida dos cidadãos.G2C envolvendo relações entre governo e cidadãos. graças à utilização intensiva das novas formas eletrônicas de interação. com independência. o aperfeiçoamento da relação com fornecedores e melhor atendimento ao cidadão são os principais objetivos do E-gov. Neste processo será importante o compartilhamento de recursos do governo.G2B. desempenhando suas funções enquanto organização. A melhoria do trabalho interno do governo. a unicidade e troca de informações entre aplicações. caracterizado por transações entre governos e fornecedores e Government to Consumer . respeitando as peculiaridades setoriais dos órgãos. 5) O Programa Governo Eletrônico consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet.br/acoes-e-projetos E-gov pode ser definido pelo o uso da tecnologia para aumentar o acesso e melhorar o fornecimento de serviços do governo para cidadãos. (GTTI. call centers e outros 69 Copyright © 2007. mas também por meio de telefonia móvel. integrada. televisão digital.G2G.governoeletronico. Conceito de E-Gov https://www. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . A administração pública está voltada para cidadãos. Os trabalhos desenvolvidos no Programa Governo Eletrônico têm partido do pressuposto do aumento da eficiência da Administração Pública. com menores custos e mais qualidade.

  ensino à distância. com transparência e controle social. como licitações públicas eletrônicas.24 horas x 7 dias por semana). bolsas de compras públicas virtuais e outros tipos de mercados digitais para bens adquiridos pelo governo. especialmente para pequenas e médias empresas. através da criação de ambientes de transações seguras. e  estímulo aos E-negócios. aquisição de bens e serviços por meio da Internet. transparência orçamentária.  e-procurement. fomento e preservação de culturas locais. envolvendo principalmente governança. pregões eletrônicos. as funções características do E-gov são:   prestação eletrônica de informações e serviços.  prestação de contas públicas. e monitoramento de execução Metas do Governo Eletrônico Copyright © 2007. com rapidez e resolutividade. de forma integrada. de qualquer ponto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 70 .tipos de aplicações ligadas aos computadores. alfabetização digital e manutenção de bibliotecas virtuais. Em linhas gerais. difusão cultural com ênfase nas identidades locais. certificações e tributação. isto é. O E-gov consiste na oferta de serviços e informações em meio eletrônico e Internet:      de forma contínua (24 x 7 . regulamentação das redes de informação.

da Justiça e do Planejamento. com a implantação inicial de 100 PEP's devendo atender qualquer localidade brasileira com mais de 600 habitantes. da Fazenda. da Indústria e do Comércio). Implantação do projeto piloto: Ponto Eletrônico de Presença (PEP).Para o Cidadão/Cliente e para as Empresas Desenvolvimento e implantação do Cartão do Cidadão Unificado. para pequenas localidades. Ministério do Planejamento e Ministério do Desenvolvimento. com previsão de 250 mil PEP’s em todo o país. Copyright © 2007. Disponibilização na Internet de todos os serviços prestados ao público pelo Governo Federal (todos os ministérios). Desenvolvimento e implantação da opção de pagamentos eletrônicos entre governo. por meio de iniciativas dos Ministérios da Ciência e Tecnologia. empresas e cidadãos. Definição de Políticas de divulgação de informações e serviços de todos os órgãos do Poder Executivo Federal. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 71 . Desenho e implantação de um sistema de “call-center” e Ouvidoria. Incentivos gerais à expansão da Internet. Programa de informatização das ações educacionais (Ministério da Educação). Desenvolvimento Indústria e Comércio e da Fazenda. para o atendimento ao cidadão por número de telefone único. certificação e privacidade nas comunicações (iniciativas do Gabinete de Segurança Institucional. da Saúde. através da coordenação entre os Ministérios da Previdência e Assistência Social. Normatização e implantação da infraestrutura de chave pública (ICP-gov) para garantir a segurança. Normatização e implantação de documentos eletrônicos intra e extra governo. Campanha Publicitária de divulgação das iniciativas em tecnologia da informação e comunicações.

Para a Gestão Interna do Governo Constituição e implantação do Conselho Interministerial de Governo Eletrônico. Desenvolvimento e implantação do diretório e mensageria do Governo Federal. através de iniciativa do Ministério do Planejamento.Implantação da Rede Nacional de Informação em saúde (Ministério da Saúde e DATASUS). para colocar o país em condições de operar a Copyright © 2007. Elaboração e monitoramento de Planos de serviços e investimentos em tecnologia da informação e comunicações.4 bilhões de reais até o ano de 2004. Sistema Iintegrado de Segurança Pública (Ministério da Justiça. Desenvolvimento e implantação de sistemas de informações estratégicas como suporte ao processo decisório no Governo Federal.Br@sil. Rede Multiserviço .”. gov” Implantação do Pregão Eletrônico para a compra de bens e serviços no âmbito do governo federal.gov. Investimentos e Tecnologias de Rede No Plano Plurianual de Investimentos em Ciência e Tecnologia foram planejados.gov. aproximadamente. Integração das Redes Governamentais. Catálogo de aplicações e bases de dados. investimentos de R$ 3. Realização de inventário dos recursos de tecnologia da informação do Poder Executivo Federal (iniciativa do Ministério do Planejamento). Gabinete de Segurança Institucional e Ministério do Planejamento). Projeto Piloto da rede Br@sil. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 72 . “Orientação aos órgãos para o desenvolvimento de páginas web.

e assim por diante. esses sites são reunidos em um portal. além da troca informações. Nelas são realizadas operações como pagamentos de contas e impostos. compras. dados são transferidos. são criados endereços eletrônicos para receber reclamações ou sugestões. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 73 . matrículas. de um departamento para um órgão central. Terceiro estágio As transações se tornam mais complexas. que nesse estágio consiste apenas em uma espécie de catálogo de endereços dos diversos órgãos do governo. A comunicação neste caso torna-se uma via de mão dupla. Estágios de Desenvolvimento do E-gov O e-gov abrange quatro diferentes tipos de estágios: Primeiro estágio Consiste da criação de sites na Internet para a difusão de informações sobre os demais diversos órgãos e departamentos dos diversos níveis de governo. etc. Segundo estágio Os sites passam a também receber informações e dados por parte dos cidadãos. marcação de consultas. Em outras palavras. Grande parte das aplicações do governo eletrônico utiliza a infraestrutura das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV). tanto no que diz a velocidade de transmissão de dados. quanto aos novos serviços e aplicações. empresas ou outros órgãos. usando a Internet. valores são trocados e Copyright © 2007. firmas se cadastram eletronicamente para o fornecimento de serviços. O contribuinte pode enviar sua declaração de imposto de renda. educação à distância.Internet com todos os requisitos técnicos já existentes nos países mais avançados. Eventualmente.

com/watch?v=-hSLnoXKL2Y Copyright © 2007. Recursos Financeiros Parte dos recursos financeiros destinados ao Programa do Governo Eletrônico é oriundo do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 74 . secretarias. O serviço é disponibilizado por funções ou temas. Isto implica adaptação nos processos de trabalho. departamentos. Também foram incluídos no Plano Plurianual e de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Anual do Governo Federal propostas para que a Administração Pública Federal tenha recursos de investimento e de custeio nas áreas de Tecnologia da Informação e de Comunicação.youtube. É possível resolver tudo em um único lugar. ao lidar com o governo. Quarto estágio As adaptações tornam-se mais complexas. etc. sejam em projetos e atividades ou ampliação dos meios existentes. Governo e a implementação de certificação digital: http://br. O desenvolvimento é um portal de convergência de todos os serviços prestados pelo governo. Este fundo foi instituído com a finalidade de prover recursos para o cumprimento das obrigações de universalização dos serviços de telecomunicações.serviços anteriormente prestados por um conjunto de funcionários atrás do balcão. são agora realizados usando uma plataforma de rede e uma interface direta e imediata com o cidadão ou empresa. cidadãos ou empresas não precisam mais se dirigir a inúmeros órgãos diferentes. e não segundo a divisão real do governo em ministérios. Assim.

Tecnologias e aplicações A difusão. a buscarem uma nova estratégia de desenvolvimento. as tendências das aplicações da Infovia sob os aspectos da convergência tecnológica. tecnologia e flexibilidade institucional. tecnologia e flexibilidade institucional constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial. porque é difícil acompanhar a evolução tecnológica em todas as áreas e não há recursos disponíveis para investimentos na geração de todas as inovações que surgem. cada vez mais rápida. As transformações que estão ocorrendo na economia mundial estão forçando os países como o Brasil. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 75 . Veremos nesta unidade. Identificar. encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nas áreas capital humano. baseada na trilogia do capital humano. Copyright © 2007. da tecnologia na Sociedade da Informação coloca os países em desenvolvimento em uma “saia justa”. encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nessas áreas constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial.U NIDADE 14 Objetivo: Identificar. Tecnologias e Aplicações Foi possível identificar nas unidades anteriores a importância e o uso das Tecnologias de Informação e da Comunicação no seio da Sociedade da Informação.

a definição de projetos que apliquem essa tecnologia a médio e longo prazo e que.Para sair dessa “saia justa” é necessário identificar e selecionar um conjunto de tecnologias que permitam a composição de parcerias. Copyright © 2007. são classificadas em dois grupos distintos: as de aplicação em curto prazo em bens e serviços conhecidos como tecnologias capacitadoras e as de aplicação em médio prazo (em torno de 5 anos). chamadas de tecnologiaschave. a França fez o levantamento de 100 (cem) tecnologias-chave para identificar o que seria importante para a indústria francesa e onde deveria haver ênfase de investimentos. Materiais. de impacto médio e ainda não totalmente maduras. Da área de Tecnologias de Informação e Comunicação foram identificadas outras 32 (trinta e duas) tecnologias. propor uma articulação de parceria entre empresas e instituições voltadas às áreas de Pesquisa e Desenvolvimento. isto é passíveis de aplicação imediata. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 76 . Ao Estado compete: ter uma visão coerente das necessidades do país e suas oportunidades tecnológicas. Meio Ambiente. permitam a integração com o parque tecnológico existente. Em 1996. e formular projetos que viabilizem a geração e aplicação dessas tecnologias. também. Instrumentação e Medidas. Energia. Tecnologias Organizacionais e de Gestão e Saúde e Tecnologias de Vida. Tecnologias de Informação e Comunicação. através da identificação de cenários de possíveis futuros para o desenvolvimento tecnológico. Produção. A Alemanha e Grã-Bretanha também tiveram iniciativas de previsão tecnológica (Foresight). Essas tecnologias-chave foram classificadas em nove áreas: Construção e Infraestrutura. As tecnologias consideradas “maduras”.

Espera-se que até o final de 2005 tenham sido aplicados cerca de R$ 5. robótica. nos moldes do Foresight. segurança. Copyright © 2007. no período de 2001 a 2005. etc. através do investimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 77 . conteúdos técnico-acadêmicos disponibilizados na internet.Tecnologias-chaves viáveis ao Brasil No Brasil. de R$ 1. o Ministério da Ciência e Tecnologia iniciou um estudo para identificar. processamento de linguagem natural.8 bilhões em iniciativas de capacitação tecnológica.19 bilhão através dos Fundos Setoriais de Informática e de R$ 880 milhões e de Telecomunicações. Aplicações e redes wireless. Algumas dessas tecnologias cujo desenvolvimento significa um posicionamento diferenciado do Brasil frente ao ranking mundial de produção científica e acadêmica são – Celulares 3G. em 2001. uma estratégia para os próximos 10 anos.

Você pode programar o sistema para as ligações serem direcionadas para o telefone comercial durante o expediente.folha.uol.  http://www1.com. Comunicação Celular de Terceira Geração Telecommunications 2000 (IMT-2000). O serviço permite ainda que mensagens de texto de celular (SMS) sejam convertidas em voz e direcionadas para caixas postais de telefones fixos e vice-versa.shtml Na verdade.br/folha/informatica/ult124u22031. O sistema também é compatível com fax. para a sua casa durante os finais de semana e para o celular em períodos de viagem. a partir da utilização da faixa de freqüência de 1. Dentre os recursos oferecidos está um que permite que outras pessoas encontrem você por meio de um único número. 3G não é uma tecnologia e sim um conjunto delas (cinco para ser mais preciso) que tem por objetivo oferecer acesso móvel à Internet em alta velocidade —leia-se até 40 Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 78 . que prevê e permite a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps (kilobits por segundo) em alta mobilidade e a 2 Mbps (megabits por segundo) em comunicação a partir de um ponto imóvel.U NIDADE 15 A Comunicação Celular de Terceira Geração (3G) é uma nova especificação determinada pela International Mobile Objetivo Permitir a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps em alta mobilidade e a 2 Mbps em comunicação a partir de um ponto imóvel.9 Ghz (gigahertz).9 Ghz . a partir da utilização da faixa de freqüência de 1.

a evolução é a tecnologia chamada CDMA 2000. por sua vez. a terceira geração de celulares GSM é o WCDMA. que são conhecidas como HSDPA. Em outubro de 2000. um consórcio formado por Ericsson. usando o padrão CDMA2000 1xRTT. Com esse intuito. As arquiteturas de hardware e de rede devem encontrar subsídios na plataforma de software. oferecendo serviços multimídia através de celulares que operavam Symbian OS. Atualmente existem mais de 40 fabricantes que fabricam aproximadamente 430 aparelhos compatíveis com a tecnologia 3G na Ásia. tem outras evoluções. Psion. suas velhas conhecidas. são mais de 40 operadoras em mais de 37 países que oferecem as facilidades da banda larga nos dispositivos portáteis. Por exemplo. Tais tecnologias são uma evolução natural das que já existem. a coreana SK Telecom foi pioneira no uso comercial da tecnologia 3G. América do Norte e América Latina. Com relação à serviços. Panasonic. que são TDMA. a SK Telecom inovou novamente ao usar 3G com CDMA2000 1xEv-DO. É evidente que o uso das redes 3G é maior na Ásia do que em qualquer outro lugar porque essa tecnologia nasceu por lá. o desenvolvimento de um sistema operacional que opere nos aparelhos celulares de última geração tem um papel altamente relevante. que. Europa. as chamadas de 2G (ou segunda geração). Nokia. Copyright © 2007.Mbps. usando WCDMA. A japonesa NTTDoCoMo lançou serviços baseados em 3G um ano depois. Em 2002. Neste cenário. Siemens e Sony-Ericsson foi criado em 1998 com o objetivo de suportar os avanços previstos nas tecnologias de hardware e de rede no mercado de computação móvel. A diferença entre elas fica justamente na velocidade de conexão que as tecnologias de terceira geração alcançam na troca de dados e acesso à Internet. CDMA e GSM. ainda em terceira geração. Samsung. No caso dos celulares CDMA. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 79 . HSUPA (traduza a sopa de letrinhas na tabela abaixo).

Existem 650 modelos de terminais WCDMA disponíveis comercialmente. recurso escasso e consequentemente caro e ao seu menor custo por volume de informações transmitido. e já conta com equipamentos operando a até 7. dependendo do terminal usado e da capacidade da rede individual. a tecnologia WCDMA conta com 155 redes em operação comercial.” É importante notar que a adoção generalizada e acelerada da tecnologia de terceira geração não se deve exclusivamente à possibilidade de oferta de novos serviços por parte das operadoras. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 80 . em 68 países.4 Mbps. além de 163 novas licenças concedidas em 57 países. que prevê velocidades de até 14. incluindo alguns de custo bastante reduzido. como demonstram os dados a seguir: Custo da Infraestrutura de rede por usuário por mês Copyright © 2007. conduzida pela GSM Association. com o HSDPA (High Speed Downlink Packet Access). fabricados por 52 fornecedores.2 Mbps. resultantes da iniciativa “3G for All”. mas também ao uso mais eficiente do espectro. O caminho para as redes de banda larga sem fio foi iniciado pelo WCDMA e evoluiu para um novo patamar. com economia de escala e um caminho de evolução definido e seguro.Perspectivas no Brasil Parte 1 para a Tecnologia 3G Newton Cyrano Scartezini Consultor em Telecomunicações Entre as tecnologias de 3G. “A tecnologia 3G é uma tecnologia plenamente estabelecida no mundo.

” Copyright © 2007. permitindo a redução dos preços para acesso em banda larga.“O custo de transmissão de informações ao usuário cai significativamente em relação a tecnologia 2G. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 81 .

estar sempre disponível. Por ser uma "tela" (visor do telefone) pequena e. acessar. usar e sair rapidamente e deve possibilitar. A isto chama-se GIGIGO (get in. mais declarativa e deve ser construída com objetivos claros e diretos. O padrão WAP utiliza a linguagem XML e é um padrão aberto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 82 . o que se conhece por "always on". O desafio a ser vencido diz respeito à quebra do paradigma de transformar o acesso à Internet via celular apenas um modismo e não uma real necessidade. sem muitas imagens e ‘cliques’.U NIDADE 16 Objetivo: Saber que o WAP é mais um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular e o seu paradigma é o de transformar o acesso à Internet via celular a uma real necessidade e não apenas um modismo . Protocolo de Aplicações sem Fio – Wireless Application Protocol – WAP O WAP é um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular. desenvolvido e controlado pelo WAP Fórum (http://www.wapforum. como uma agenda. deve-se criar Conteúdos (funções da aplicação) adequados e específicos. monocromática. também.org). get in. tendo em vista que a conexão da telefonia celular à Internet é uma realidade mundial. Copyright © 2007. Através da programação WML pode-se otimizar aplicações integrando as funções do aparelho celular. utilizando WML é simples. na maioria dos aparelhos. Os chamados sites da WWW são denominados "decks" e as páginas são os "cards". entidade que congrega as principais empresas internacionais de telecomunicações e informática. Há grandes expectativas de realizações empresariais nessa tecnologia. ou seja. get out). como chamadas a partir de opções. A programação dos cards.

Até há pouco tempo. assim como a WWW fez no uso dos computadores pessoais. Para o desenvolvimento WAP é bastante importante que se utilize sempre a especificação WML padrão. em outros browsers pode não funcionar adequadamente. Consultas pelo RENAVAN e outros. DETRAN . Mesmo que o browser ofereça facilidades específicas. Deve-se atentar para o fato de que nem todos os aparelhos WAP têm os microbrowsers implementados com esta característica e muitos testes são necessários durante o desenvolvimento É similar às aplicações para WWW. só era possível acessar a Internet por computador. criaram-se aplicações WAP e hoje algumas estão disponíveis ao Público. Esta aplicação garante acesso rápido. o que garante informações atualizadas e on-line. porém. A partir de estudos e testes. 1. como DETRAN e outras para acesso restrito da Secretaria de Segurança Pública . as aplicações WAP têm muito a oferecer e facilitar a vida das pessoas. pois.2 WAP. além de diversas outras Copyright © 2007.Aplicações de Telefonia Sem Fio). como o Policial On-Line e o DEPEN On-Line. seguro e on-line para qualquer usuário através de um telefone celular WAP e de qualquer lugar. projetando aplicações para situações adequadas. A aplicação está totalmente integrada com a base de dados do DETRAN.é uma aplicação aberta ao Público que provê serviços de Débitos de Veículos. Há discussões sobre a dificuldade em digitar no teclado do telefone celular e tamanho do display. há um risco em se desenvolver aplicações utilizando estas facilidades.SESP. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 83 .Esta possibilidade de fazer chamadas diretamente de um link é parte da especificação do "Wireless Telephony Applications" (WTA . como protótipo. incluído na versão 1. por exemplo. garantindo o funcionamento com qualquer operadora de telefonia. durante uma negociação de carros. mas agora a tecnologia WAP (Wireless Application Protocol) traz a possibilidade de acessar sites no próprio celular.

Algumas das opções que o Policial do Paraná pode ter à mão no seu dia a dia: informações gerais sobre Pessoas. Algumas das opções que a aplicação DEPEN permite: Números contagem .é uma aplicação restrita. Capacidade de Unidades Penitenciárias. POLICIAL ON-LINE . localização de detentos a partir de número do prontuário ou número do Interno na VEP (Vara de Execuções Penais). a partir da placa e/ou chassi. 2. Lotação e Vagas disponíveis. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 84 .de detentos por Unidade Penitenciária. de Diretores das Unidades Penitenciárias do Paraná e de Juízes. DEPEN . vagas disponíveis.é uma aplicação restrita de uso exclusivo da Secretaria de Segurança Pública.possibilidades. que tem por objetivo possibilitar ao Policial ter acesso on-line a informações de indivíduos. informações sobre Veículos (similar a aplicação do DETRAN). Copyright © 2007. Situação. além de outros. de uso exclusivo da Polícia Civil. veículos e outros. informações estatísticas de roubos de veículos e conferência de disponibilização de telefone úteis 3. a partir do nome ou nome da mãe e/ou pai e/ou data de nascimento. unidade com excedentes. para possibilitar acesso on-line às informações de Detentos.

Uma pequena tela de cristal líquido e algumas teclas permitem a interação receptor/usuário O GPS fornece coordenadas de localização geográfica aos terminais com antenas para captar seus sinais. logo foram desenvolvidas técnicas capazes de o tornar útil para a comunidade civil: Copyright © 2007. os receptores são verdadeiros computadores que permitem várias opções de: referências. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 85 .que custam pouco mais de 100 dólares. etc. armazenagem de dados. desde os portáteis pouco maiores que um maço de cigarros . por vezes incorretamente designado de sistema de navegação. Embora o GPS tenha sido desenvolvido para ir ao encontro das necessidades militares. é um sistema de posicionamento por satélite. Global Positioning Service O Sistema de Posicionamento Global. passando pelos que equipam muitos carros modernos. troca de dados com outro receptor ou com um computador. Alguns modelos têm mapas muitos detalhados em suas memórias. até os sofisticados computadores de bordo de aviões e navios. conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global Positioning System). Os receptores fixam a posição calculando o tempo de percurso dos sinais de rádio até pelo menos três de 24 satélites GPS que giram em torno da Terra em órbitas conhecidas. RECEPTORES GPS Existem receptores de diversos fabricantes disponíveis no mercado. sistemas de coordenadas. Além de receber e decodificar os sinais dos satélites. utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita.U NIDADE 17 Objetivo: Entender que GPS é utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita. sistemas de medidas.

A esquadra de salvamento Norte Americana utiliza desde 1992 um receptor Trimble Transpak em ambulâncias com o objetivo de guiar os helicópteros de serviços médicos até elas muito mais rapidamente e em situações onde a visibilidade é reduzida. Alguns serviços de proteção civil já estão também utilizando o GPS. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . efetuar levantamentos. Os dados são continuamente enviados para o equipamento acoplado ao receptor. O GPS é hoje em dia utilizado em todas as aplicações topográficas. Piloto automático: o receptor alimenta continuamente um piloto automático com dados atualizados. a sua precisão milimétrica permite utilizá-lo para determinar ângulos. Primeiro com o aparecimento dos instrumentos eletrônicos de medição de distancias (EDM) e agora mais recentemente com os receptores GPS. Registro automático de dados: transferência de dados obtidos durante o deslocamento para a memória do equipamento acoplado ao receptor. distâncias. Os avanços tecnológicos da informática e da eletrotécnica vieram revolucionar o modo de praticar topografia. Mapeamento: transferência dos dados obtidos durante sua viagem.A ligação do GPS com o SIG (Sistemas de Informação Geográfica) gerou um grande interesse por parte do mundo empresarial ligado ao setor do transporte de mercadorias. que os utiliza para ajustar a direção e permanecer no curso. 86 Copyright © 2007. coordenar pontos. que os utiliza para outras finalidades: Mapa dinâmico: o receptor envia a posição para um computador portátil que a visualiza através de um ícone sobre um mapa da região. etc. Já muitas empresas adotaram sistemas conjuntos GPS/SIG para fazer gestão e monitorização de frotas. Alguns equipamentos úteis apenas recebem informação de um receptor GPS. áreas.

Um piloto automático é um bom exemplo de trabalho associado. O receptor é conectado ao piloto automático e o alimenta continuamente com a presente posição usando dados para ajustar a direção e permanecer no curso. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 87 . esses dados nunca retornam ao receptor. reduzindo o efeito da disponibilidade seletiva.Pós-processamento: uso dos dados para cálculos posteriores. O receptor GPS deve usar uma linguagem que o equipamento a ele associado possa entender.

bate-papo on-line (chat). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 88 . Ao contrário do que normalmente se pensa Internet não é sinônimo de World Wide Web. que utiliza hipermídia na formação básica. etc. A Web é um sistema de informação mais recente que emprega a Internet como meio de transmissão. mensagens instantâneas (ICQ. boletins eletrônicos (news ou grupos de notícias). são o acesso remoto a outras máquinas (Telnet e SSH). Alguns dos serviços disponíveis na Internet. sem regras rígidas e desorganizadamente. tratamento e disseminação de conteúdos para a Internet. além da Web. de forma exponencial.U NIDADE 18 A Internet tem crescido avassaladoramente. MSN Messenger. transferência de arquivos (FTP). Copyright © 2007. Conteúdos para Internet A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. Prevê-se que a experiência de pesquisas na área de processamento de textos pode contribuir na geração. sendo a World Wide Web. Jabber. correio eletrônico (e-mail normalmente por meio dos protocolos POP3 e SMTP). Esta é parte daquela. Objetivo: Compreender que a Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. YIM. Blogs). Grande parte do conteúdo disponibilizado é de textos. um dos muitos serviços oferecidos na Internet.

ou Agência de Pesquisa de Projetos Avançados. Ela foi criada para a guerra. Contudo. os resultados de seus estudos e pesquisas.0 foi lançado. interligando Universidades. com sua interatividade. sigla para Advanced Research Projects Agency. Copyright © 2007. onde os estudantes poderiam trocar de forma ágil. se uma bomba explodisse no campus. dois anos depois de começar a criar o HTML. o HTTP e as poucas primeiras páginas no CERN. Os projetos web deixaram de ser exclusividade de órgãos públicos e grandes corporações. Juntamente com as evoluções da internet. Tim Berners-Lee publicou seu novo projeto para a World Wide Web. a World Wide Web teve um imenso crescimento quantitativo e qualitativo.Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. só se tornou possível pela contribuição do Cientista Tim Berners-Lee e ao CERN.Breve histórico O que hoje forma a Internet começou em 1969 como a ARPANET. referindo-se na maioria das vezes a WWW. principalmente nos países desenvolvidos. Isso evitaria a perda desses dados no caso de. Em Janeiro de 1983. inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde acadêmicas. Em 1996 a palavra Internet já era de uso comum. criada pela ARPA. na Suíça. para a época. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 89 . Em 1993 o Web Browser Mosaic 1. uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimídia. ela foi usada inicialmente pelas universidades. por exemplo. Em seguida. Em 1985 surge o FTP. ao invés de centralizados em apenas um servidor. que criaram a World Wide Web. a rede coletiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 90. a ARPANET mudou seu protocolo de NCP para TCP/IP. pois com essa rede promissora. os dados valiosos do governo americano estariam espalhados em vários lugares. Em agosto de 1991. Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire . e no final de 1994 já havia interesse público na Internet. a Internet como hoje conhecemos.

eletrodomésticos. Copyright © 2007. milhões de sites. O foco no usuário alcançou altos patamares. videogames. Muitos desses são experimentais e ainda necessitam de navegadores para o acesso. Em termos de acesso. Existem agora inúmeros outros. Em relação à qualidade. seja por meio de enquetes e pesquisas de opinião ou por meio de chats ao vivo (voz ou digitação). O computador deixou de ser o dispositivo exclusivo para a navegação na rede. produzido e publicado em tempo real. esse cresce exponencialmente a cada ano. automóveis. não somente em quantidade de conexões como em relação às formas de conexão. etc. principalmente devido à banda larga (broadband). possibilitou esses acréscimos. bases de dados e algoritmos que realizam os trabalhos de analisar e indexar as páginas web. Os sistemas de busca de conteúdo são constituídos de computadores. sendo hoje a web o meio de comunicação com maior possibilidade de personalização e interatividade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 90 . transformando esse procedimento em algo mais natural. como assistir televisão. Ao hipertexto foram agregados recursos de som e vídeo em qualidades inimagináveis há uma década. PDAs. Praticamente todos os conteúdos existentes estão disponíveis para pesquisa na rede em enciclopédias livres como a Wikipedia. estruturais e informativas. índices. essa característica tende a desaparecer. páginas pessoais e blogs são criados. A qualidade da conexão. Ainda são necessárias melhorias. contudo. além das mudanças culturais e de postura.A cada dia. armazenar os resultados dessa análise e indexação em uma base de dados e retornar uma resposta a uma solicitação de um usuário. principalmente na forma de abordagem do usuário (marketing e publicidade online). como os celulares. Ocorreu a transposição do conteúdo estático para o dinâmico. escrita e atualizada pelos próprios usuários do projeto e em sistemas de busca como o Google e o Yahoo!. houve melhorias gráficas.

wanderer. Copyright © 2007. Os mecanismos de busca possuem três componentes: um programa de computador destinado a “visitar” as páginas da internet e fazer delas uma cópia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 91 .bot. spider. ou web .Esses sistemas de busca são classificados em diretórios e mecanismos de busca. são os chamados robôs.

ou seja. Mas o teclado (e o vídeo) não podem encolher muito mais do que já encolheram. o Português. Estas tarefas são. além de unidades de disco. Estas tarefas são. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. interdependentes. o Português. para chegar a eliminarmos por completo outras formas de entrada e saída locais. Entretanto. interdependentes. que se traduz em uma porção de estruturas linguísticas inerentes ao texto original. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. o ponto de discussão é o grau de sofisticação envolvido. se ao invés de acionar teclas ou botões do mouse. O PLN pode ser definido de formas diferentes. Imagine um teclado minúsculo.U NIDADE 19 Objetivo: Fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia-a-dia. o que a Inteligência Artificial chama de Processamento de Linguagem Natural (PLN) ou Linguística Computacional. Esse é um trabalho extremamente complexo. utilizar comandos de voz? Já existem alguns "reconhecedores" e "sintetizadores" de voz. o Inglês. observamos que os computadores estão encolhendo cada vez mais. fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia a dia. teríamos que ter. armazenar e manipular. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 92 . Todas as definições incorporam a noção de armazenamento em computador e manipulação de dados linguísticos. etc. na maioria das vezes. quando se considera que o teclado (e o vídeo. Processamento de Linguagem Natural Atualmente. o Inglês.) são limitantes para a miniaturização do computador. etc. na maioria das vezes. Não é tão absurdo. Mas. Que tal. as quais o sistema pode detectar automaticamente. onde para pressionar as teclas é preciso usar uma pinça ( !?!?! ). etc. Copyright © 2007.

O problema central dos sistemas de processamento de linguagem natural é a transformação de uma sentença de entrada. geração de texto para produção automática de documentos padrões. a maioria dos trabalhos tratam de processamento da língua inglesa. O processamento de linguagem natural é geralmente dividido em seis grandes áreas: (Obermeier. envolvendo principalmente a Psicologia Cognitiva. etc. de uma aplicação para outra. portanto. 5. Porém. a Computação e a Linguistica. em uma forma não ambígua que possa ser usada internamente por um sistema de computador. da transposição de procedimentos e ideias para a língua portuguesa. que traz grande dificuldade no tratamento de alguns elementos da teoria da sintaxe como sujeito nulo.1987): 1. Estas representações internas variam. 2. 6. potencialmente ambígua. A transposição de uma frase potencialmente ambígua para uma representação interna é conhecida como parsing (análise). é claro. morfologia dos verbos. ou programas de indexação inteligentes para sumarização de grandes quantidades de textos. Para se realizar um trabalho sério para a nossa língua há necessidade. interfaces em linguagem natural para bases de dados. sistemas de fala para permitir interação de voz com computadores. E existem muitos trabalhos publicados nas várias abordagens. 93 Copyright © 2007. ferramentas para desenvolver sistemas de processamento de linguagem natural para aplicações específicas. investigação minuciosa de texto. Convém salientar que o PLN é uma área multidisciplinar. flexão do infinitivo. tradução de máquina . ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . 4.Existem várias abordagens para o PLN. 3. de uma linguagem natural para outra. isto é.

Também é considerada uma área de grande interesse. em virtude da maior parte das páginas da Internet possuir conteúdo em língua inglesa. para simular sistemas conversando com usuários. Copyright © 2007. como as que ocorrem em chats. Algumas aplicações envolvem a área de inteligência artificial.Aplicações No Brasil já existem pesquisas voltadas para tradução de conteúdos da Internet para o Português e outras línguas. outras utilizam recursos linguísticos para permitir a tradução simultânea de conversas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 94 .

Experiências de sucesso têm sido observadas no monitoramento de tráfego. Parte das aplicações tecnológicas do cotidiano tem a interessante característica de se locomoverem de forma autônoma. monitoramento de florestas e reservas ambientais. Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados. como áreas externas. basicamente. Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados. dispositivos de captura de imagens (câmeras e frame grabbers para a aquisição e digitalização de imagens) [Kundur (2000)]. inspeção de linhas de oleoduto. planejamento urbano. Os sistemas de navegação autônoma baseados em visão consistem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . está sendo aplicada nas áreas de agricultura de precisão. dentre elas destaca-se a robótica móvel. um geralmente embarcado que é o responsável pela aquisição de imagens e extração das informações subsistema (referenciado também como sistema de visuais importantes que e pode outro ser controle). Robótica e Processamento de Imagens A utilização da robótica e sistemas especialistas. aquático ou subaquático).U NIDADE 20 Objetivo: Compreender que as aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. em conjunto com os Sistemas de Processamento de Imagens. terrestre. O sistema é formado por dois subsistemas. embarcado ou não dependendo das características do robô como sua capacidade de 95 Copyright © 2007. geoprocessamento e monitoramento do meio ambiente. de um veículo robótico (aéreo. As aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. como áreas externas.

DCC – FUA – Universidade do Amazonas Copyright © 2007. nas informações visuais extraídas das imagens. baseado. O sistema de controle deve ser suficientemente hábil para desviar de obstáculos e corrigir a rota do veículo. a tomada de decisões.carga e energia. Aplicações na área de monitoramento ambiental automático podem ser integradas a outros sistemas. O controle. a algum nível. Estes sistemas funcionam de forma cíclica. baseada na informação visual obtida. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 96 . 2 JOSÉ LUIZ DE SOUZA PIO . A principal característica dos sistemas de navegação baseados em visão é a necessidade de extrair informações visuais relevantes da cena imageada em tempo real. em tempo real. O sistema deve ser capaz ainda de prover a posição e orientação do robô com base em imagens captadas por sua câmera. terá de atuar sobre os propulsores do robô de modo a fazê-lo seguir trajetórias pré-programadas. evidentemente. necessitando de um processo que favoreça. Essa tomada de decisões implica na necessidade de um modelo dinâmico do robô que dê ao sistema de controle meios de calcular e prever os comandos a serem enviados aos propulsores2. que gera os comandos apropriados para o veículo descrever uma navegação segura. Estas informações são convertidas em instruções pelo sistema de controle que ativa ações específicas no robô. por sua vez. como o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) e proporcionar informações precisas e oportunas. provendo um fluxo de informações constante em malha fechada [Kundur (2000)].

inpe.com.php?codigo=5585 http://www.dpi.vivaolinux. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 97 .br/artigos/verArtigo.br/spring/portugues/tutorial/introducao_pro.http://www.html Copyright © 2007.

Objetivo: Entender o que é e o sentido da Criptografia. transmitir informações confidenciais pela Internet ou por uma rede local. etc. O interessante dessa jogada é que a partir da chave pública é impossível descriptografar os dados nem tampouco deduzir qual é a chave privada. que qualquer pessoa pode saber. Embora existam algoritmos que dispensem o uso de chaves. Já a chave privada. que só o destinatário dos dados conhece. "abrir" os dados que ficaram aparentemente sem sentido. é usada para descriptografar os dados. levaria cerca de 100. A chave pública. para que pessoas não consigam ter acesso às informações que foram cifradas. A primeira é permitir a utilização do mesmo algoritmo criptográfico para a comunicação com diferentes receptores. uma pública e outra privada (ou secreta). Copyright © 2007. sua utilização oferece duas importantes vantagens. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 98 . Há vários usos para a criptografia em nosso dia a dia: proteger documentos secretos. A criptografia é uma fórmula matemática. é usada para criptografar os dados. mantendo o mesmo algoritmo. Criptografia O método de criptografia mais difundido utiliza a técnica de chave pública/chave privada. apenas trocando a chave. Especialistas estimam que para alguém conseguir quebrar uma criptografia usando chaves de 64 bits na base da tentativa e erro. A segunda vantagem é permitir trocar facilmente a chave no caso de uma violação.000 anos usando um PC comum. fórmula essa que gera duas chaves.U NIDADE 21 Criptografia é o ato de codificar dados em informações aparentemente sem sentido. ou seja. O sistema de criptografia usado atualmente é extremamente seguro.

mais difícil quebrá-la. Por exemplo. que será comparada à primeira. Assinatura digital A assinatura digital consiste na criação de um código. É importante ressaltar que a segurança do método baseia-se no fato de que a chave privada é conhecida apenas pelo seu dono. Se José quiser enviar uma mensagem assinada para Maria. Copyright © 2007. Neste processo será gerada uma assinatura digital. depois de assiná-la.O número de chaves possíveis depende do tamanho (número de bits) da chave. se José quisesse assinar a mensagem e ter certeza de que apenas Maria teria acesso a seu conteúdo. mas em um processo inverso. Também é importante ressaltar que o fato de assinar uma mensagem não significa gerar uma mensagem sigilosa. que será adicionada à mensagem enviada para Maria. pois estamos aumentando o número de combinações. através da utilização de uma chave privada. seria preciso codificá-la com a chave pública de Maria. ele codificará a mensagem com sua chave privada. Maria terá certeza que o remetente da mensagem foi o José e que a mensagem não foi modificada. Desta forma. Para o exemplo anterior. Maria utilizará a chave pública de José para decodificar a mensagem. Ao receber a mensagem. de modo que a pessoa ou entidade que receber uma mensagem contendo este código possa verificar se o remetente é mesmo quem diz ser e identificar qualquer mensagem que possa ter sido modificada. é utilizado o método de criptografia de chaves pública e privada. Se as assinaturas forem idênticas. uma chave de 8 bits permite uma combinação de no máximo 256 chaves (28). Quanto maior o tamanho da chave. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 99 . Neste processo será gerada uma segunda assinatura digital.

br/lpmaia/pub_seg_cripto. Integridade.. O Gabinete de Segurança Institucional.training.com/watch?v=ajniLnQTabw http://www. armazenados ou em trânsito.Investimentos. A Criptografia é a ciência que estuda os princípios e técnicas destinadas a proporcionar às informações ou dados. tem pesquisas e estudos nessa área. A Confidencialidade (ou privacidade ou segredo) é a característica de que os dados não podem ser acessados e nem serem divulgados por usuários não autorizados.youtube. A Autenticidade é um processo que se pode garantir que os dados foram originados por um determinado usuário ou entidade. A Integridade busca garantir que os dados não foram modificados ou destruídos por agentes não autorizados. A evolução tecnológica.com. Autenticidade e Disponibilidade. da Presidência da República. http://br. o uso da criptografia seja por hardware ou software. os serviços de Confidencialidade. O domínio dessa tecnologia é imprescindível à proposição de políticas e ações para a utilização da criptografia no país. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 100 .htm Copyright © 2007. a grande diversidade de equipamentos de acesso às redes e o crescimento de aplicações que demandam níveis de segurança. exigem cada vez mais.. Já a Disponibilidade é a característica que visa ofertar determinados serviços a quem esteja autorizado a recebê-los ou negar a utilização ou ocupação dos serviços a quem não estiver autorizado.

recursos humanos. Por exemplo. quando se observa em um mapa o polígono do limite de um município. programas computacionais e métodos de trabalhos. programas computacionais e métodos de trabalhos. desenvolvimento e uso de informações georreferenciadas. Para se realizar o geoprocessamento são necessários cinco elementos. apenas mapas são insuficientes. armazenamento.U NIDADE 22 Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias de coleta. é necessário que exista também descrições precisas acerca dos elementos cartográficos. Dados geográficos . equipamentos. de acordo com a aplicação do geoprocessamento que se deseja alcançar. tratamento. seja por meio de um endereço ou por coordenadas.Para se realizar análises geográficas sobre uma dada porção da superfície terrestre. Todos esses elementos devem ser modelados ou especificados. equipamentos. uma aplicação de geoprocessamento em meio ambiente necessita de um conjunto de dados. tratamento. tratamento. muito diferente de uma aplicação na área de segurança. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . seja por meio de um endereço ou por coordenadas. ou ainda 101 Copyright © 2007. pessoas. desenvolvimento e uso de informações Objetivo: Definir Geoprocessamento como um conjunto de tecnologias de coleta. isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço. não se consegue obter informações em um mapa acerca da produção agrícola ou comercial ou industrial de um município. As principais técnicas são as de coleta. Geoprocessamento georreferenciadas. sendo eles: os dados geográficos. análise e o uso da informação espacial. isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço.

linhas e/ou áreas.Atualmente todas as etapas do geoprocessamento: entrada. representados por pontos. Equipamentos . Por que investir tanto se o retorno parece ser tão pouco? Softwares computacionais . Por isso. a aplicação que vai se fazer do geoprocessamento é o fator determinante em relação as características. desde então este desenvolvimento não parou e a cada ano. O mapa é o principal método de identificação e representação da localização de objetos geográficos em uma paisagem. qualidade e em tempo desejáveis.As aplicações de geoprocessamento. o geoprocessamento era restrito a laboratórios montados utilizando-se grandes investimentos monetários e temporais. Obviamente. foi criado o dado geográfico.Há alguns anos. quanto por suas características. Recursos Humanos . em relação a um sistema de coordenadas. Mapas são modelos simplificados do mundo real. Cada objeto é definido tanto por sua localização no espaço. pois não se conseguia gerar as informações geográficas necessárias para o processo de gestão. Ficava restrito a especialistas e pesquisadores que muitas vezes não conseguiam suprir suas instituições de informações espaciais em quantidade.sobre a população. processamento e saída de informações são auxiliados por programas computacionais. A legenda é a chave que liga os atributos com os objetos geográficos. geralmente necessitam de uma grande quantidade e diversidade de equipamentos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 102 . que trás as descrições dos elementos espaciais mapeados. a Copyright © 2007. Este cenário crítico ocorreu em todo o mundo e muitas vezes o geoprocessamento não trouxe resultados efetivos. etc. tipicamente referenciado como atributos. Eles representam registro instantâneo da terra em uma escala específica. quantidades e diversidades de equipamentos. iniciou-se o desenvolvimento dos principais programas computacionais atualmente disponíveis. Nas últimas décadas. Um mapa é composto de diferentes objetos geográficos.

indústria disponibiliza programas computacionais cada vez mais rápidos, robustos e completos. Métodos de trabalho e/ou Aplicativos - Em uma aplicação de geoprocessamento, todos os elementos anteriormente apresentados, necessitam serem integrados, a fim de que seja possível gerar informações geograficamente referenciadas na quantidade, qualidade e no tempo viável. Para que isso aconteça, é necessária a formulação de métodos de trabalhos ou ainda a materialização computacional de tais métodos através dos chamados aplicativos. Trabalhar com geoinformação significa, portanto, utilizar computadores como instrumentos de representação de dados espacialmente referenciados. É costume dizer-se que Geoprocessamento é uma tecnologia interdisciplinar, que permite a convergência de diferentes disciplinas científicas para o estudo de fenômenos ambientais e urbanos. Podemos afirmar que o geoprocessamento é uma área estratégica, já que sua aplicação auxilia, de maneira eficaz, o monitoramento ambiental, gerenciamento do solo, controle fiscal, fiscalização agrária, controle de tráfego aéreo e zoneamento urbano, dentre outras. As experiências em curso demonstram que o país já detém a tecnologia, principalmente as de iniciativa da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As parcerias com a iniciativa privada podem incrementar as pesquisas e o desenvolvimento de novas aplicações.

Geoprocessamento aplicado à conservação da natureza O geoprocessamento é uma ferramenta de grande utilidade para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a coleta de dados espaciais relevantes para diversos estudos, como dados temáticos e de distribuição de espécies, permitindo análises mais detalhadas, como a identificação de áreas prioritárias para a conservação, delimitação de corredores de biodiversidade, base para sistemas de suporte a decisão.

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Na análise ambiental, o geoprocessamento é uma das ferramentas mais utilizadas para monitoramento da cobertura vegetal e uso das terras, níveis de erosão do solo, poluição da água e do ar, disposição irregular de resíduos, biopirataria, etc. Da mesma maneira, ele pode ser usado em análises de qualidade de habitat e fragmentação.

http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/ http://www.mundogeo.com.br/ http://www.mundogeo.com.br/revistas-interna.php?id_noticia=10149

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NIDADE

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mundial uma crescente aproximação de grupos de

Objetivo: Alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. Processamento de Alto Desempenho Observa-se no cenário

pesquisa, empresas, operadoras de serviços de telecomunicações e fabricantes de equipamentos de telecomunicações e de informática. Esses grupos buscam definir uma arquitetura padronizada, baseada em tecnologias de sistemas computacionais distribuídos, que permita a introdução rápida e flexível de novos serviços sobre a infraestrutura de telecomunicações, incluindo facilidades para o gerenciamento integrado tanto dos serviços como da própria infraestrutura de redes.

Pesquisas em Processamento de Alto Desempenho O Brasil tem tradição na pesquisa e na prototipagem de hardware e software para aplicações que exigem processamento de alto desempenho. Pesquisadores da USP, UFRJ, UFRGS e UNICAMP já conduzem experimentos com sucesso nessa área. Essas pesquisas são orientadas e têm por objetivos: alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. O Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD) tem por finalidade coordenar a execução de pesquisas e aplicações de serviços de alta tecnologia para o país. É organizado em Centros Nacionais de Aplicações de Alto Desempenho (CENAPAD), Núcleos de Apoio (NAR) e Laboratórios de Serviços Especiais (LSE).

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). a exemplo da visualização de imagens em 3 dimensões de modelos matemáticos complexos (ex. compõe-se de uma estratégia para buscar a solução para demandas que exigem processamento de alto desempenho a custos acessíveis. combinados. em solo brasileiro. o SINAPAD consiste de uma rede de extensão nacional para a prestação de serviços de computação distribuída. Provendo apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico no País. o SINAPAD tem sua ênfase em Processamento de Alto Desempenho (PAD). de recursos computacionais. desenvolvimento de materiais refratários. dimensionamento de pilares em minas de carvão. software. Através dele são disponibilizados. desenho industrial. Algumas aplicações de alto desempenho são: a melhoria da qualidade do aço (lingotamento). tornam possíveis novas aplicações computacionais com desempenho crescente a custos progressivamente menores. etc. distribuída (hardware. uma infraestrutura. pessoal e instalações) integrada com as telecomunicações. A viabilidade da produção de equipamentos para essas aplicações.: meteorológica. produção de catalisadores para a indústria do petróleo. estruturas moleculares. A união entre o processamento de alto desempenho com as redes eletrônicas de alta velocidade estão viabilizando um conjunto de tecnologias e produtos de hardware e software que. moderna.Com o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). a todos os setores interessados. previsão Copyright © 2007. O acesso remoto a sistemas de processamento de alto desempenho através de redes como a Internet permite a utilização econômica destes recursos computacionais para a solução de problemas cada vez mais complexos e de naturezas diversas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 106 . segurança veicular e extração submarina de petróleo dentre outras. análise vibro/acústica em automóveis. O setor privado pode ter uma colaboração expressiva na fabricação desses equipamentos no país.

Com o desenvolvimento tecnológico. na terra. Com o envelhecimento da população européia. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências. no espaço. vídeos e informações sobre os pacientes. interligando pequenas localidades a grandes centros de estudos de universidades. Telemedicina A telemedicina teve início durante a corrida espacial. diminuindo riscos e aumentando o conforto dos pacientes. Infraestrutura A telemedicina é uma das áreas que mais utilizam a infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação. o crescimento da telemedicina auxilia o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. Em alguns países. por médicos da NASA. quando as funções vitais de astronautas. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências. os gastos governamentais e de previdências privadas são reduzidos. a transmissão de dados para diagnósticos já existe desde a década de 70. Por demandar de banda larga para transmitir imagens estáticas ou em movimento. teleconsultas e a obtenção de segunda opinião. transformando-se hoje em redes sofisticadas. No Canadá e Estados Unidos a telemedicina auxiliou as comunidades rurais a ganhar melhores serviços. na década de 60. chegou-se a Europa. como a Itália e a Inglaterra. eram monitoradas. ou a transmissão remota de Copyright © 2007.U NIDADE 24 Objetivo: Auxiliar o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 107 . Com isso. propiciando telediagnósticos. racionalizando custos sem afetar a qualidade dos serviços médicos.

Copyright © 2007. vídeo. até sistemas de redes digitais de alta velocidade na transmissão de imagens e em videoconferências. áudio. os meios de telecomunicações são fundamentais pra viabilizar essas aplicações.dados biomédicos e controle de equipamentos biomédicos à distância. permitem manipular a imagem com rotação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 108 . rurais ou de pequena população. As tecnologias disponíveis para as aplicações específicas de telemedicina já disponibilizam os seguintes serviços:  teleconsulta via Internet. incluindo zonas remotas. a monitoração de pacientes com gravidez de risco ou pacientes deficientes ou ainda imobilizados. quando digitalizadas. por meio de intercâmbio de textos. Para imagens. imagens estáticas de raios-X. tais como a monitoração cardíaca transtelefônica. a informática pode tratá-los estatisticamente e formar bancos de dados. o que permite a troca de grandes volumes de informações em tempo real entre os usuários do sistema. eletrocardiograma.  telediagnóstico. A infraestrutura tecnológica necessária varia de acordo com a complexidade do processo. A telemedicina também tem por meta difundir cuidados na área de saúde às localidades desprovidas dos mesmos ou deficitários de procedimentos ou serviços médicos. Para utilizar os sistemas é importante a obtenção de equipamentos e de softwares específicos. por meio de equipamentos especiais para registrar dados vitais dos pacientes e enviá-los a um centro de interpretação e de alerta. independente da localização da pessoa. a utilização de filtros digitais pode realçar detalhes que normalmente passariam despercebidos. Em relação a dados quantitativos. podem ser processadas de várias maneiras. zoom e edições. por exemplo. podendo-se utilizar desde sistemas de telefonia convencional. etc. através do armazenamento das informações do paciente e disponibilização de informações bibliográficas. acrescentando texto ou indicando uma região de interesse com setas.  telemonitoração.. por exemplo. As informações médicas.

principalmente nas localidades onde os serviços são precários e também na educação continuada de profissionais da saúde. Contando com uma extensa rede de telecomunicações. justificando o investimento em equipamentos. No Brasil. facilitando o acesso a informações e diagnósticos. telecirurgias. A distância entre o tempo de diagnóstico e o tratamento diminui. Copyright © 2007. e dispondo de vários avanços da informática. e  teledidática. facilitadas pelo uso da Internet. possuem um grande potencial atrativo de investimentos. auditivos com cirurgiões especializados em centros de referência. o Brasil pode beneficiar-se muito com a telemedicina que levará assistência especializada a regiões remotas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 109 . através de procedimentos cirúrgicos realizados à distância por médicos guiados e conectados por sinais visuais. as vantagens da telemedicina podem ser muito grandes. utilizada na educação a distância para o treinamento e o ensino na área médica. Essas e outras aplicações. o que aumenta a rapidez e a eficiência dos serviços médicos.

Sua origem veio da idéia de TV de tela larga (wide screen). além dos efeitos especiais e facilidade de edição de imagens. Hoje. um primeiro sistema de alta definição surgiu no Japão. na indústria cinematográfica. Em seguida surgiu o interesse em expandir a televisão de alta definição para a transmissão comercial. escolher o ângulo de visão em partidas de futebol. cuja performance era rica em detalhes como os filmes de 35 mm. Televisão de Alta Definição A Televisão de Alta Definição (High Definition Television – HDTV). possibilidade de usar recursos interativos. ou seja. como fazer compras em supermercados. Trata-se de um Sistema de transmissão de dados por meio de um código binário (a transmissão analógica é feita por ondas eletromagnéticas). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 110 . Nos anos 70. O som e imagem são digitalizados. Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. tornou-se realidade para a sociedade brasileira. ou TV Digital. Copyright © 2007. transformados em séries que combinam os dígitos 0 e 1. se deverá substituir o padrão existente ou ser utilizado simultaneamente com o padrão atual. até que este caia em desuso. melhor qualidade de imagem e som.U NIDADE 25 Objetivo: Entender quais as facilidades de se ter uma televisão de alta definição. a HDTV esbarra nos desafios de se adotar (ou impor) um padrão de definição que seja compatível com os 600 milhões de televisores existentes no mundo. acessar contas bancárias. acessar cenas de capítulos anteriores etc. mesma linguagem utilizada por computadores. maior variedade de canais. são a transmissão sem interferências. desenvolvido pela Sony e NHK.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 111 . que pode ter transmissão com fantasmas ou chuviscos. Além das diferenças técnicas de recepção. É diferente da televisão atual. perde-se qualidade. Nesse caso. mais horizontal e próxima do cinema. escolher o ângulo de visão em partidas de futebol. O aparelho de televisão também pode ser utilizado para mandar e receber emails e acessar a Internet. chamada set top box. No período de transição. A TV digital não tem transmissão falha. a HDTV teve pouca adesão. a analógica. Copyright © 2007. Há duas possibilidades de assistir TV digital: comprar um aparelho digital ou um decodificador que pode ser acoplado a qualquer aparelho analógico. as emissoras devem ser obrigadas por lei a transmitir em digital e analógico. A tela da TV digital tem uma proporção de 16x9. melhor qualidade de imagem e som. Vantagens Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. acessar cenas de capítulos anteriores etc.As informações digitalizadas são transmitidas por via aérea (com uso de satélite) ou terrestre (por ondas ou cabo). na Europa optou-se por utilizar um sistema intermediário. Nos EUA. A analógica é mais quadrada. acessar contas bancárias. Depois serão decodificadas por uma caixa retangular conectada à televisão. com proporção 4x3. o formato do aparelho digital é diferente do analógico. que permite a sobrevida do sistema atual. possibilidade de usar recursos interativos. Este aparelho transforma sinal digital em analógico para ser recebido pelo seu aparelho. maior variedade de canais (até 150 podem ser recebidos). como fazer compras em supermercados. são a transmissão sem interferências. Ou o sinal chega bem ou não chega.

cfm?id_conteudo=926 Copyright © 2007.Veja também: http://oglobo.com/tecnologia/mat/2007/10/22/315123110. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 112 .globo.br/index.htm http://www.br/reportagens/internet/net02.comciencia.com.asp http://www.link.estadao.

Wi-Max.16 da Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). o que não ocorre com outras tecnologias sem. Em teoria. curto alcance. estabelecida pelo grupo de trabalho em padrões de acesso sem-fio de banda larga (Working Group on Broadband Wireless Access Standards). baseado na IEEE 802. O Wi-Fi. espera-se que os equipamentos Wi-Max tenham alcance de até 50 Km e capacidade de banda passante de até 70 Mbps. portanto. também chamado de Wi-MAX ou WiMAX.11. bem como da existência ou não de visada (significa dizer: se a antena de um ponto consegue "ver" a antena de outro. lideradas pela Intel e pela Nokia. se não há obstáculos no caminho.fio. com base na norma 802. por exemplo. montanhas). foi desenvolvido para funcionar em redes locais (LAN). Na prática. Copyright © 2007. Trata-se de uma tecnologia de banda larga sem-fio. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. tendo. alcance e banda dependem do equipamento e da frequência usados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 113 .U WiMax NIDADE 26 Objetivo: Saber que wimax uma tecnologia de banda larga sem-fio. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. construções. é um acrônimo para Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade Mundial para Acesso por Microondas). A tecnologia foi desenvolvida por um pool de empresas. Além de operar em uma ampla faixa de freqüência – de 2 a 66 GHz – as principais vantagens está no tripé banda larga de longo alcance e dispensa de visada.

os usuários poderão se deslocar enquanto têm acesso a dados em banda larga ou a uma sessão de transmissão multimídia em tempo real. ATM e mais.16f e IEEE 802. O nome é a "máscara" da definição técnica da norma 802. O futuro da Wimax Conforme indica a Intel. A emenda IEEE 802.16 estão investiram na evolução da operação fixa à portabilidade e mobilidade. Serviços agregados: pode transmitir Voz sobre IP (VoIP). etc. mesmo que em movimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 114 . dados. Ethernet. Grande largura de banda: uma estação-base pode permitir simultaneamente o acesso de mais de 60 empresas com conectividade do tipo T1/E1 ou centenas de residências com conexões DSL. Compatibilidade: é compatível com as antenas de telefonia de terceira geração (chamadas de "antenas inteligentes") que.    Independência de protocolo: pode transportar IP. Em um cenário totalmente em movimento.16ª. apontam constantemente ao receptor. Copyright © 2007. Todas essas características ajudarão a fazer com que WiMax fosse uma solução ainda melhor para o acesso à Internet nos países em desenvolvimento. Os grupos de trabalho das IEEE 802. os membros do grupo de trabalho do padrão IEEE 802.Alguns detalhes técnicos do Wimax Nome: WiMax vem de Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade mundial para acesso de microondas). graças à emissão de feixe demarcado.16e corrigirá a especificação base para habilitar não apenas a operação fixa mas também a portátil e a móvel.16g se encarregam das interfaces de administração da operação fixa e móvel. vídeos.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 115 .youtube.com/watch?v=00gaWIsaWVM Copyright © 2007.http://www.com/watch?v=F8KNevfeRn4 http://br.youtube.

Esses são. Copyright © 2007. não possíveis ou nem mesmo imagináveis com a tecnologia atual. com o provedor no início de uma sessão e desconectar-se ao final. Mobilidade Quando se comenta o futuro da Internet. ao contrário do que ocorre com o acesso residencial através de uma linha normal de telefone. no sistema GSRM é possível manter-se conectado o tempo todo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 116 .U NIDADE 27 Objetivo: Conhecer os aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. nas mais variadas situações. através de um modem. mesmo com a velocidade e capacidade de transferências atuais. refere-se à capacidade de estar conectado à rede. No entanto. a todo o momento. mas sim pela quantidade de informação trocada. onde á necessário conectar-se. a Internet representa uma novidade tão grande em termos de comunicação que muitos novos usos ainda devem ser inventados. Computação ubíqua Computação ubíqua. No sistema de telefonia GSRM o usuário não paga por conexão. como o nome implica. sem dúvida. Uma vertente interessante nesse sentido é a computação ubíqua. e fazer uso da conexão. constantemente. aspectos importantes que terão grandes impactos no desenvolvimento de novas aplicações para a Internet. muita atenção é dedicada a aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. Assim.

com a esperada proliferação da disponibilização de informações na Web. aqueles que parecem experiências excêntricas desprovidas de finalidade prática. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 117 . e seu depende do usuário fazer uso da Web constantemente. No entanto. etc. pontos de ônibus (para o cliente consultar o tempo de espera até a passagem do próximo ônibus -. A agenda/telefone distribuída. pois em qualquer das situações acima ao invés do botão poderia ser fornecido o endereço da página desejada. Os produtos desenvolvidos atualmente podem ser divididos em duas categorias: 1. portanto uma condição de comercialização evidente. também possuía capacidade de comunicação infravermelha. A ideia é bastante simples. capazes de comunicação infravermelha de curto alcance. aqueles que têm visível utilidade prática. os endereços certamente terão que ser cada vez mais extensos. e o usuário digitaria esse endereço em sua agenda/telefone. tendo. mas que na verdade são apenas casos de teste das possibilidades de novas interfaces. Copyright © 2007. da mobilidade de dispositivos ou da capacidade de desempenhar determinada tarefa. ao lado de quadros de uma exposição ou em museus (para o usuário receber mais informações sobre a obra exposta). e ao passar por um desses botões bastava o usuário apontar o seu telefone para o botão e apertar uma tecla para receber o endereço de uma página Web com alguma informação específica. como já fazem algumas). A ideia da empresa foi espalhar esses botões pelas cidades: em outdoors de propaganda (para o cliente receber maiores informações sobre o produto anunciado ou mesmo adquirir instantaneamente o produto). de baixo custo. assim como a maioria das agendas eletrônicas modernas. não importando o local.A empresa desenvolveu pequenos botões. justificando o uso de botões de acesso.assumindo que a empresa de ônibus detecte continuamente a posição de seus veículos. O mais interessante é que a empresa aposta principalmente na conveniência. e 2.O novo negócio da empresa é baseado nessa possibilidade.

Caso esses dispositivos tenham sucesso em seu desenvolvimento. Esse grupo pesquisava as questões relativas à interface humano/computador. de forma a permitir seu uso de maneira natural ou seja: sem que o usuário se aperceba ou precise dedicar sua atenção à utilização desse tipo de computação. nível e temperatura do café etc. os princípios ali aplicados serão transferidos para dispositivos de evidente utilidade (ou com alto perfil mercadológico).. Tecnologia embarcada Computação ubíqua é um campo da Computação relativamente novo. Richard Bruce e uma equipe multidisciplinar que contava com cientistas da computação. Dessa iniciativa derivaram teclados virtuais para PDAs e computadores ou painéis virtuais holográficos para aviões. localizar a carteira perdida. implementado no projeto MediaCup do MediaLab teve seus resultados portados para dispositivos sensíveis ao contexto e formadores de comunidades dinâmicas usados na “casa inteligente” (Projeto EasyLive® da Microsoft) ou buttons como o IButton® usados para identificação de seu portador a fim de abrir uma porta eletrônica. avisar sua entrada na empresa. A ideia de um copo de café que pode se comunicar com a cafeteira. realidade virtual e agentes inteligentes de software aplicados a periféricos especiais de computador. eles nem sempre agradam esteticamente A partir da ideia de reinventar os displays. muitos dispositivos de visualização têm sido desenvolvidos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . uma vez que os primeiros estudos nessa área datam da década de 80 e ocorreram no conhecido Centro de Pesquisas de Palo Alto (PARC-Palo Alto Research Center) da Xerox. da cognição humana e até da antropologia. passando estados como localização. Bob Sprague. como projeção em paredes ou móveis (projeto “Everywhere Display”® da IBM). 118 Copyright © 2007. Apesar do pequeno tamanho destes equipamentos. da eletrônica digital. informar se um vigia está ativo ou foi imobilizado. carros e casa. através das pesquisas de Mark Weiser (considerado o pai dessa nova tecnologia).

normalmente não tem nada a ver com as tarefas e a área de aplicação desse usuário. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 119 . telefones celulares. ocorreu uma disseminação de dispositivos computadorizados.A justificativa desse trabalho está baseada no fato de que a utilização de computadores e periféricos requer atenção e treinamentos especiais por parte de seus usuários. que se concentram nas operações do computador e num jargão técnico específico que. É como se essa tecnologia (informática) invadisse a área de aplicação. exigindo mais atenção que a própria atividade fim de seus usuários. handhelds[1] e similares. Com o aumento que se previa (e que acabou acontecendo) na utilização da informática. aumentando portanto o ônus de seus usuários de terem que conhecer interfaces diferentes e diferentes formas de operação desses dispositivos como periféricos de computador. Copyright © 2007.

o que importa é viver experimentar. O estudo à distância. por exemplo. ao contrário do que ocorre normalmente no ensino e presencial. iniciativas interessantes estão sendo desenvolvidas no campo comercial e institucional para empresas na Ilha Berrini. mantida e desenvolvida pela Cafeína Estúdio Criativo. esse distanciamento físico não implica um distanciamento humano. de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real. um espaço comum. basta customizar seu avatar na própria ferramenta de navegação. Second Life é uma plataforma virtual 3D. De acordo com os relatórios oferecidos pela empresa criadora e gestora do SL-Second Life. os personagens envolvidos estejam participando das atividades. Copyright © 2007. implica a possibilidade de aprendizado sem que. construir. Na comunidade em que fronteiras e nacionalidades inexistem. todos podem ser fisicamente diferentes. por exemplo. mais de 4 milhões de pessoas povoam o espaço comum da sociedade baseada em poucas regras e nenhuma lei. Em termos de Brasil. no qual avatares customizados vivem sem se importar com as diferentes temperaturas de ambiente e necessidades existenciais biológicas. socializar e brincar. o crescimento do sistema é de ordem progressiva exponencial. Em Second Life.U NIDADE 28 Objetivo: Conceituar Second Life como uma plataforma virtual 3D. Atualmente. no mesmo instante. As aplicações do Second Life em ambientes educacionais têm sido exploradas já com resultados favoráveis importantíssimos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 120 . de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real”. similar aos games 3D. No entanto. comprar. Second Life Trata-se de uma bolha digital. Todos já nascem com a certeza de sua imortalidade e não o envelhecimento.

torna-se mais rica como forma de compartilhar o conhecimento. Ele pode. portanto. Ou seja. então. o aluno se autoprograma para estudar. mas isso não faz parte da definição mais ampla de EAD: pode ocorrer educação a distância. por exemplo. http://blog. professores. dedicar-se com mais energia. Hoje. som e imagens que convergem cada vez mais para o computador. conteúdo e instituições. A tecnologia. O aluno estuda onde e quando quer. a Internet. on-line learning. virtual learning. por diversos motivos. com material impresso enviado pelo correio. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 121 . a EAD passou a utilizar. passar algumas semanas sem se dedicar muito aos estudos. da EAD on-line (uma de suas divisões). e durante uma ou duas semanas. Recentemente.A EAD.joaomattar. tecnologias de telecomunicação e transmissão de dados. de acordo com o seu tempo e a sua disponibilidade. networked learning ou web-based learning. que pode envolver qualquer tipo de tecnologia de comunicação para mediar a relação entre alunos. possibilita a manipulação do espaço e do tempo em favor da educação.com/second-life/ Copyright © 2007. por exemplo. com maior intensidade. onde e quando pode. quando consegue propiciar ambientes de aproximação entre os componentes vivos da educação. A possibilidade de criar locais de aprendizagem mais ricos provoca nos alunos uma interação mais intensa e prazerosa no seu caminho para o saber. Portanto. é importante distinguir a EAD em geral. principalmente. são bastante utilizadas em EAD mídias eletrônicas e. que é também denominada e-learning.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 122 . reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. Copyright © 2007. constitui passo fundamental para a construção de uma política para Ciência. Alguns desses desafios são:  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento.  orientar os esforços de Ciência e Tecnologia (C&T) para resultados de interesse da sociedade e.U NIDADE 29 Objetivo: Conhecer os principais desafios para a construção de uma política para a Ciência. lista os seguintes desafios do Brasil na área de Ciência e Tecnologia:  a dificuldade de acompanhar e contribuir para o avanço do conhecimento científico e tecnológico. O avanço do conhecimento científico e tecnológico no Brasil passa por alguns desafios. que o país está procurando enfrentar com as armas disponíveis. criando melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso. publicação do MCT.  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento. Tecnologia e Inovação” Tecnologias e Aplicações Desafios na Área de Ciência e Tecnologia O Livro Branco. Tecnologia e Inovação”. que define os “objetivos e diretrizes estratégicas que o compõe. ao mesmo tempo.  orientar os esforços de C&T para resultados de interesse da sociedade.

um sistema moderno. tecnológica e empresarial qualificada. pelos fundos setoriais. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 123 . criar melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso.  reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. com apoio decisivo da comunidade científica.  implantar mecanismos eficientes e inovadores do peer-review-system (painéis de avaliação de propostas). e  promover. adequado de administração e revisão. através dos diversos fundos setoriais para o desenvolvimento científico e tecnológico. novos patamares de desenvolvimento econômico e social para o Brasil. dinâmico.  promover.

U

NIDADE

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Objetivo: Conhecer os planos de incentivo e desenvolvimento da produção local de bens de informática.

Política nacional de informática As ações do fim da reserva de mercado para a informática (outubro de 1992), da liberalização do comércio, da remoção de barreiras não tarifárias e a da dispersão das alíquotas do imposto de importação, proporcionaram ao setor de informática brasileiro a possibilidade de explorar adequada e eficientemente as chamadas “janelas de oportunidade”, incentivando e desenvolvendo a produção local de bens de informática. A reestruturação do setor trouxe investimentos externos e viabilizou a formação de parcerias entre as empresas nacionais, facilitando a entrada em vigor de um novo modelo de negócio produtivo na área de tecnologia. Na década de 90, a política de informática no Brasil já sentia os ares de mudanças, através da redução das alíquotas de importação de diversos itens, da abertura do setor, da identificação da necessidade de oferecer suporte à indústria instalada e do modelo de atração do capital externo. O governo brasileiro é o grande incentivador de pesquisa e desenvolvimento (P & D), sendo o maior investidor. No entanto, a interação entre o setor acadêmico e o setor produtivo ainda é acanhada, havendo a necessidade de expandir o parque industrial de informática, através da geração de mais empregos qualificados e do uso da tecnologia da informação como caminho para modernizar outros setores da indústria e de serviços.

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A Lei de Incentivos Fiscais em Informática Regulamentada somente em 1993, e alterada pela Lei nº 10.176, de 11 de janeiro de 2001, a Lei de Incentivos Fiscais em Informática instituiu benefícios para as “empresas de capital nacional, produtoras de bens e serviços de informática e automação”, através de “financiamentos diretos concedidos por instituições financeiras federais ou, nos indiretos, através do repasse de fundos administrados por aquelas instituições para custeio dos investimentos em ativo fixo, ampliação e modernização industrial” (Art 5º).

Além disso, o Art 6º ressalta: “a produção de bens e serviços de informática no país deduzirão, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) do Imposto sobre a Renda e Proventos de qualquer natureza devida, o valor devidamente comprovado das despesas realizadas no país, em atividades de pesquisa e desenvolvimento, diretamente ou em convênio com outras empresas, centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas.” As empresas para fazer jus aos benefícios da Lei 8.248 devem investir, a cada ano, em Pesquisa e Desenvolvimento, no mínimo 5% do faturamento bruto e sendo o percentual mínimo de 2,3 % da seguinte forma: 1%, em convênios com centros e institutos públicos oficiais, cadastrados no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI), 0,8% em convênios com centros e institutos públicos oficiais das regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, cadastrados no CATI; e 0,5% depositado trimestralmente no Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia – Tecnologia da Informação (FNDCT/CTInfo). Em 2001, o ano do “Apagão”, o setor produtivo de informática, incluindo as áreas de telecomunicações, energia, equipamentos industriais e eletrodomésticos cresceu 11%, com expectativa de manter esse crescimento nos anos seguintes.

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Mesmo em meio a uma boa expectativa de crescimento, o setor ainda mantém um déficit anual de cerca de US$ 8 bilhões. Em vista desse acentuado déficit, as parcerias das empresas que recebem os incentivos da Lei de Informática com os centros de pesquisas e universidades são bem vistas e viabilizam a execução de projetos de pesquisa e financiamentos nessas instituições. Muitos países têm considerado como uma visão estratégica à adoção de parcerias na área de tecnologia da informação, permitindo a manutenção de altos investimentos e manter a dinâmica do setor. A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para os bens de informática, ainda privilegia a aquisição de produtos no exterior, em detrimento da produção local. A produção nacional fica prejudicada com as importações, pois se torna mais vantajoso, em alguns casos, importar produtos do que incentivar a fabricação no Brasil. As conseqüências são a menor geração de postos de trabalho e déficit na balança comercial.

Políticas Atuais O Ministério da Ciência e Tecnologia destacou que uma política para o setor de informática no Brasil deve estar fundamentada em três questões:    desenvolvimento de bens finais (hardware), visando a inovação tecnológica; desenvolvimento de software; reestruturação e desenvolvimento do setor de microeletrônica.

Desenvolvimento de bens finais (hardware) A Lei Nº 10.176, “Nova Lei de Informática” é um valioso instrumento para priorizar as atividades de pesquisa e de desenvolvimento, bem como, provê meios para a
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hoje cada vez mais complexos. foi criada uma Política de Projeto de Circuitos Integrados. A produção de bens de elevado valor tecnológico agregado contribui para a oferta de novos serviços e empregos. com a finalidade de se criar uma rede de projetistas que possam comercializar Copyright © 2007. a modernização da infra-estrutura e o desenvolvimento de produtos no Brasil. dinâmico e inovador. Desenvolvimento software O desenvolvimento de software no Brasil tem se destacado como integrante de um setor forte. Esse avanço tem ocorrido. O desenvolvimento desse setor contribui de maneira eficaz na produção de serviços para a Nova Economia. visando dotar o setor de microeletrônica de condições de competir com os produtos importados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 127 . na elevada qualificação de recursos humanos e na existência de núcleos de excelência e de incubadoras de desenvolvimento de software em todo o país. sobretudo. beneficiando o mercado interno. o de eletroeletrônico e o de máquinas industriais (ferramentas). são importantes componentes que agregam conhecimento aos produtos de tecnologia de informação e de microeletrônica. a partir da parceria com a iniciativa privada para a produção de bens destinados a países em desenvolvimento. Desenvolvimento do setor de microeletrônica A necessidade premente de materiais e produtos eletrônicos e circuitos integrados. o de brinquedos. na maioria importados. Os setores produtivos que mais sentem os impactos das inovações eletrônicas são o automotivo. caracterizando o país como um “produtor mundial de software”. no setor de microeletrônica e nos demais setores. obrigou à abertura de uma nova frente de ataque. Os circuitos integrados.descentralização regional do conhecimento. Para atender as necessidades desses setores.

de 23/10/1991 – sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação. e que sejam integrados aos projetos de design das empresas que apóiam os setores mais consumidores de componentes de microeletrônica. O Anexo “A” apresenta a Lei Nº 8248.produtos. protegidos pela Lei de Propriedade Intelectual. conta com a capacitação adequada de pessoal. Copyright © 2007. de 11/01/2001 – sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação. para ter uma visão ampliada sobre as políticas do governo para os setores de Tecnologia da Informação e de Telecomunicações.176. para tornar-se viável. conforme visto no capítulo oito. O Anexo “B” apresenta a Lei Nº 10. O Anexo “C” apresenta um Extrato da Lei Geral de Telecomunicações. Essa política. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 128 . Sugere-se ao aluno ler os anexos com atenção.

tangível. É um serviço de troca de mensagens entre usuários dentro da Internet. É a parte física. a linha de voz utilizada pelas companhias telefônicas. Canal de comunicação direta para obter dados do cliente e para lhe oferecer novos produtos e serviços. Os projetistas de rede variam o número de tranças nos fios contidos em cada cabo. Criptografia – Arte de esconder objetos e símbolos através de um sistema de codificação automatizado. interligadas em nível nacional. um canal duplex de média velocidade e uma POTS (Plain Old Telephony Services). do computador. sendo potencialmente capaz de maiores taxas de transmissão. identificado pelos números 0 (Desligado) e 1 (Ligado). Consórcio composto por 14 instituições destinado a proporcionar infraestrutura e serviços de redes de alto desempenho. Correio eletrônico. baseados no sistema binário. Circuito de linha digital assíncrona. Forma de transmissão de sinais elétricos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 129 . sendo que cada par é isolado do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. Copyright © 2007. Dígito binário.G LOSSÁRIO Banda Larga é um canal de comunicação que tem uma largura de banda maior que a linha para voz. composta de três canais lógicos de alta velocidade para download. a fim de reduzir o acoplamento elétrico e a diafonia entre os pares. composta pela unidade central de processamento (CPU) e seus periféricos. É o cabo composto por pares de fios. Call-center Central de Chamadas.

o que proporciona uma velocidade e uma distância maiores do que as obtidas com cabos de cobre.233. LAN – Local Area Network Largura de banda .Forma de administrar os sistemas de informação.x.x onde x designa um valor de 8 bits (variando de 0 a 255).1.19. processar. Possuem imunidade total contra diafonia e contra interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência. É composto por um número de 32 bits no formato x. E-Gov – Governo eletrônico – serviços e prestação de informação junto ao Governo. Como não transporta eletricidade. E-mail– Eletronic Mail Estes cabos transportam luz. Hardware Infovia: Conjunto de recursos utilizados para interligar. por exemplo 240. com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 130 .Largura de Banda ou Bandwidth é a faixa de frequência necessária para a sinalização. É a diferença entre a frequência mais alta e mais baixa de uma banda. controlar. medida em Hertz. compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico. É também a possibilidade de integração de computadores localizados distantes da rede de modo a operarem como se estivessem localmente conectados à mesma. conectar. Modalidade de acesso a um computador localizado em uma localidade fisicamente distante.Ecologia da Informação . buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. enquanto os de cobre transportam elétrons. A falta de ruídos internos e externos significa que os sinais têm um alcance maior e se movem mais rápido.x. IP – Internet Protocol IP é o endereçamento utilizado para conhecer a localização de um determinado equipamento dentro da Internet. Além disso. utilizando como meio de acesso e divulgação a própria internet. a fibra é o meio mais adequado para conectar prédios com diferentes aterramentos elétricos. Copyright © 2007. os cabos de fibra não atraem raios como cabos de cobre.

Processamento de Alto Desempenho – várias unidades do conhecimento . São redes interligando computadores em locais fisicamente distantes. Copyright © 2007. LAN é um sistema de comunicação de dados confinado a uma área geográfica limitada (em torno de 10 quilômetros).interdisciplinares colaborando na resolução de um mesmo problema.544 Mega bits por segundo) até 10 Giga bits por segundo. Aplicativos e Utilitários. com taxas de transmissão moderada a alta (100 Kbps até 1000 Mbps). Classificam-se em: Sistemas Operacionais.Nova Economia é um novo modelo de negócios. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 131 . Second Life – Ambiente de navegação 3D semelhante à internet. REMAV – Rede Metropolitana de Alta Velocidade – desenvolvida principalmente para fins acadêmicos e de pesquisa. A área servida pode consistir em um prédio apenas. Rede Local de Área. Rede . Ele foi desenvolvido para ser um protocolo roteável. baseado nas tecnologias da informação e de comunicação.Modalidade de Educação a Distância baseada na Internet. e serve como padrão para redes de longa distância (WAN’s) e para acesso a Internet. Modo de Transferência Assíncrono (ATM) é uma técnica de comunicação de pacotes rápidos baseados em célula. Suporta taxas de transferência de dados variando de velocidades subT1 (menos de 1. conectadas por canais de comunicação ou por meio de equipamentos de conexões. Protocolo de Transferência. Nova Economia . um grupo de prédios ou um arranjo tipo campus. As WANs utilizam linhas de transmissão de dados oferecidas por empresas de telecomunicação. Redes de Longa Distância. Programas de Computador.Rede é um grupo interligado de nós ou estações. PLN – Processamento de Linguagem Natural – ramo de estudos da Inteligência Artificial.

traz a noção de uma nova sociedade.Sociedade da Informação – A expressão “Sociedade da Informação”. Copyright © 2007. com possibilidades de maior democratização das relações socioeconômicas intra e internacionais (políticas.). baseada numa economia informacional. É um sistema de busca de informações por hipermídia através de um mecanismo conhecido como hipertexto. de modo a disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação requerida. onde uma determinada informação como um texto ou uma imagem pode servir de elo com outros documentos. WAN – Wide Area Network Rede de acesso – alcance através de ondas de rádio novamente. comerciais etc. TCP – Transfer Control Protocol . Ver WWW. bastante difundida nos discursos acadêmicos de diversas áreas do conhecimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 132 .Teia de Aranha Mundial.

20-28.htm http://cartilha. 33.com.br/folha/informatica/ult124u22031. Byte. n. Kasse. (1987). Jorge Larrosa. S. João .shtml Remav www.com. Tércio – do Fortran à Internet – 1997 – Makron Books Pacitti. Obermeier. 295-308.tecnopole. pages 225-232. K.br/noticias/1999/not-990525.0 na Educação – Novatec Editora Bodas. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 133 .Capacidade de transmissão da fibra é 1 milhão de vezes maior que a do cabo .br/conceitos/sec8. Elsevier Science. Eduardo Massami .uol. Carlos e Mattar.br/reporterterra/fibra/materia1.rnp.rnp.pdf Copyright © 2007.org/artigos/art_internet2. Tércio – Paradigmas do Software Aberto – 2006 – Ed. 2000.htm http://www.asp?proj=88&secao=217&m1=5576 http://www1. Daniel. 19.palegre.B IBLIOGRAFIA BONDÍA. K.terra. pg. N. December Pacitti. Jan-Abr 2002.Second Life e Web 2.folha.Padrões web: a revolução no desenvolvimento de sites KUNDUR. e RAVIV. "Natural Language Processing".com.http://www.cert. Cristina – Repórter terra .br/Default.html Rumo a Internet 2 no Paraná www. Pattern Recognition. LTC Valente.absoluta.br/wrnp2/2000/posters/multimidiapara%20redesdealta. Revista Brasileira de Educação. p.html http://www. “Active Vision-Based Control Schemes for Autonomous Navigation Tasks”.

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