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2011

Universidade Católica Portuguesa

Autor: Hélder Bertino Machado

[LIMITES DA LIBERDADE ARTÍSTICA]

Disciplina: Ética e Deontologia das Atividades Artísticas Docente: Dr. Miguel Dias Costa

Índice

Introdução……………………………………………………………………………………………………………p. 2

Ética……………………………………………………………………………………………………………………

p.3

O mal e a violência…………………………………………………………………………………………………p.5

Funções da arte…………………………………………………………………………………………………….p.6

Arte como suporte de violência……………………………………………………………………………

p.7

Conclusão……………………………………………………………………………………………………………p.9

Bibliografia…………………………………………………………………………………………………………p.10

Íntrodução

Violência, do latim violentìa: impetuosidade (do vento), ardor (do sol); refere-se ao uso abusivo ou injusto do poder, assim como o uso da força que resulta em sofrimento. Atualmente somos constantemente convidados a refletir acerca dos limites dos atos humanos. Determinados acontecimentos de cariz social como exposições de arte levam-nos a repensar o papel do juízo ético, como orientador das atitudes do homem em sociedade.

A liberdade de expressão é muitas vezes utilizada como forma de aproveitamento e

justificação para determinadas apresentações de formas de arte. Pegando diretamente no tema, violência utilizada como arte, é perfeitamente legítima a questão: Mas o entendimento de violência pode ter várias interpretações? Violência para o receptor de arte pode não ter o mesmo significado para o produtor dessa mesma arte? Se assim fosse poderia chegar-se no limite a uma grave crise de interpretação de ética e

moral, conduzindo ã umã “ãnãrquiã”!

Ao longo dã históriã, o “comportãmento ético ãceit|vel” foi cãrãcterizãdo como universal, e não no individual.

A nossa sociedade é caracterizada pelas novas tecnologias da informação onde todos

procuram o mediatismo a qualquer preço e isso reflete-se também na arte. É fundamental para o entendimento desta questão referir que vivemos na globalização mas cada um de nós se fecha em casa criando um vazio social que se pode estender de

algum modo à moralidade e à ética (1).

Considerãçoes Íniciãis

Enquadramento teórico

A

questão dos valores é fundamental para a existência da sociedade na medida em que

o

contacto do homem com a mesma sociedade potencia os sentimentos de prazer,

desprazer. Sendo que Valor é tudo o que para nós satisfaz uma necessidade.

O valor então é tudo aquilo que satisfaz um desejo: o que faz com que os seres

humanos, atribuam valores a certas realidades (teoria geral dos valores). Ainda mais, o

homem só existe perante a existência do outro, assim, deve ser capaz de se colocar no

lugar do outro, assim como nós próprios, começando aqui a emergir o conceito de

ética. Se por um lado a palavra ética designa a parte da filosofia que estuda os

fundamentos da moral, por outro, significa um conjunto de regras de conduta (2).

Habermas introduz um novo conceito, o principio em U, em que toda a norma válida

deve satisfazer a condição segundo a qual as consequências resultantes, passam a ser

aceites por todos sem prejuízo de nenhum. Ao nível individual, as pessoas devem agir

para que todas as consequências previstas possam ser aceites por todos (3).

Penso que nem todas as manifestações de arte respeitam este princípio. A questão

centra-se na previsão de todas as consequências que nunca é universal, podendo

muitas vezes servir de refúgio a alguns argumentos. O ideal seria complementar esta

ideiã com o “princípio dã procedênciã de Aristóteles” descendo dã universãlizãç~o ã

casos mais concretos, recorrer à sabedoria prática baseada na experiência. Por vezes é

a solução para problemas em que a ética e a moral entram em conflito, isto porque: a

moral, é factor de coordenação e harmonização da coexistência do homem em

sociedade, através da aceitação de normas; e a ética, herança cultural de uma

determinada comunidade.

Éticã

Pequeno enquadramento histórico da evolução da filosofia nas questões éticas

A ética foi desde sempre uma questão com muita importância para todos os

pensadores. Para Sócrates a missão do homem é cuidar do seu maior valor, a alma, e

que todas as suas ações não visem o bem global. Para Aristóteles, a felicidade é o fim

último dã vidã, e por isso deve contribuir‐se pãrã ã felicidãde particular e de todos.

Para Epicuro, o fim supremo da vida é o prazer sensível; critério único de moralidade é

o sentimento. O único bem é o prazer, como o único mal é a dor. Nenhum prazer deve

ser recusado, a não ser por causa de consequências dolorosas, e nenhum sofrimento

deve ser aceito, a não ser em vista de um prazer, ou de nenhum sofrimento menor.

Trata-se do prazer, refletido, avaliado pela razão, escolhido prudentemente,

sabiamente, filosoficamente. Inicia-se aqui a concepção da ética hedonista.

A religião também assume um papel orientador, quando a sociedade passou a ser

capitalista e estratificada política e economicamente. À medida que o cristianismo foi

ganhando cada vez mais fieis, a ética adquire uma dimensão mais metafísica, o homem deve procurar relacionar-se bem com Deus, encontrando nas virtudes supremas (fé, esperança e caridade) regulação moral para as relações humanas. A partir do séc. XVI, esta forma de organização social, traz uma nova ordem em que tudo passa a ter um valor económico. O desenvolvimento científico, progride lado a lado com um desenvolvimento industrial, concentrado na produção, condições ao desenvolvimento do capitalismo. Surgem assim os grandes Estados Modernos, com o poder centrãlizãdo. A rãz~o sepãrã‐se dã fé e o estãdo sepãrã‐se dã Ígrejã (séc. XIX), levando ao aparecimento de diferentes conceitos éticos. O Homem passa a ser o centro de tudo, ãfirmã‐se nos cãmpos dã ciênciã, dãs ãrtes, dã políticã e dã morãl, surgindo uma nova ética, antropocêntrica. Em 1859 é publicada a obra sobre a liberdade e em 1863 Stuart-Mill publica a obra Utilitarismo. O utilitarismo é o tipo mais conhecido da teoria consequencialista. O utilitarismo baseia-se na crença de que o objectivo de toda a atividade humana é (num dado sentido) a felicidade global. As ações devem ser estudadas no sentido de se prever as suas consequências. Uma ação é considerada boa quando tem mais probabilidade de trazer maior felicidade nas circunstâncias em causa. A questão é que nem todas as consequências são previsíveis.

Pãrã Ímmãnuel Kãnt (1724‐1804), o fim último é a liberdade do sujeito (1). Cumpre teu dever incondicionalmente, "Age sempre de tal maneira que a máxima de tua ação possa ser erigida em regra universal" (primeira regra). O respeito pela razão estende-se ao sujeito racional: "Age sempre de maneira a tratares a humanidade em ti

e nos outros sempre ao mesmo tempo como um fim e jamais como um simples meio"

(segunda regra). A moral de Kant não possui outro fundamento além da razão. Partindo da consciência da obrigação moral, Kant vai postular a liberdade humana. Ser

moralmente obrigado é ter o poder de responder sim ou não à regra moral, é ter a

liberdade de escolher entre o bem e o mal. Esta visão foi no entanto alvo de várias críticas, uma delas é que, é uma ética absolutista, não descendo ao concreto existencial,

é preciso por vezes descer aos valores e às raízes dos povos. Outra das críticas refere que não pensa nas consequências o que é fundamental.

O mãl e ã violenciã

A filosofia moderna tem-se focado bastante na ética. Atualmente e devido à tão citada fragmentação da sociedade em várias esferas, a filosofia, viu-se obrigada a descer do Universal e do Geral para refazer o conceito de Ética. O conceito bãstãnte ãtuãl “subjetividade” tem elevãdo ã “legitimãç~o” pãrã um cãmpo muito “ãmorfo”, i.e., com várias interpretações particulares. Esta tendência é reflexo da crescente divisão dos saberes, que obriga a abandonar certas posições. Um dos temas que tem suscitado mais reflexão atualmente, é a violência. Basta assistirmos a qualquer noticiário para perceber que este é um fenómeno cada vez mais “normãl” nãs nossãs sociedãdes. O estãdo ãpesãr dãs leis cãdã vez mãis rígidas, apostas em boa educação, vê a violência a crescer como nunca, nas escolas, nos bairros, na arte. Para entender melhor a violência é necessário fazer uma ponte com aquilo que é o mal. Tem sido desde sempre um dos enigmas da filosofia e até um dos fracassos da filosofia, por ainda não obter respostas universais convincentes. Para Leibniz, o finalismo é que sustenta o princípio do melhor: Deus calcula vários mundos possíveis, mas faz existir o melhor desses mundos. O critério do melhor é sobretudo moral; com ele Leibniz pretende demonstrar que o mal é a simples sombra necessária do bem. É uma proposta muito redutora e foge ao verdadeiro cerne da questão. As filosofias medievais, com Stº. Agostinho dividem o mal em: mal moral; mar físico e mal metafísico. A solução do enigma baseava-se em olhar para a totalidade, i.e., o mal é uma perspectiva inferior, no global o bem é muito maior, a humanidade beneficia é do bem, (o que é mau para uma gazela, é bom para o leão). Para Ricoeur a violência é a manifestação do mal na humanidade, o lado prático do mal. Esta nunca deixará no entanto, de ser um constante desafio para o pensamento. Têm de se diminuir os índices de violência, é um dever ético. Mais tarde R. Girard, no trãbãlho “Lã violence et le sãcré” diz que ã violênciã est| no corãç~o, no }mãgo de todos nós, não se reduz apenas à agressividade. Nos animais há agressividade intra e extra-especifica. A violência é característica apenas do ser humano, está no coração da religião e depois nas outras instituições inferiores, desporto, teatro, artes, etc., mas tudo são forma de substituição da religião na humanidade. O seu discípulo J. P. Dupuy no trãbãlho “Éticã e Filosofã dã ãcç~o” vem ãcrescentãr que ã economiã e ã políticã s~o também forma de violência. A guerra das maiorias, contra as minorias sacrificadas. O facto de não se reconhecer a existência do mal e da violência entre humanos, é ser

cúmplice do mesmo. A guerra é o maior sinal do mal enraizado na humanidade (Kant). Após alguma relutância, Ricouer acaba mais tarde por concordar com esta posição , “…é por cãusã dã violênciã que se deve pãssãr dã éticã { morãl.” , isto significa que são necessárias normas, regras para que não se caia na violência generalizada. Na arte estas normas também devem ser respeitadas. Para Girard, a violência contagia, reproduz-se, nós como animais miméticos que somos, imitamos. Respondemos continuadamente à violência com mais violência.

Funçoes dã ãrte

As sociedades modernas sofreram grandes mudanças principalmente após a revolução industrial. A emergência de uma sociedade de consumo, globalizada e, simultaneamente fragmentada, permitiu que a comunicação em massa se tornasse num meio propicio a cruzãmento de códigos inter‐culturãis, que d~o origem ã micro- identidades que criam os seus próprios códigos morais (1). O espaço público sofre assim uma metamorfose. Será que se assistiu a uma perda de valores? Pode-se dizer que uma das consequências desta fragmentação foi precisamente a perda ou a

relativização de valores. As consequências mais óbvias da insensibilização do indivíduo s~o ã “normãlizãç~o do mãl”, ão dispor inclusive, das manifestações de artísticas.

A internet funciona como autoestrada para estas inter-realidades". Os indivíduos

querem experimentar, experiências com violência (fruto proibido), numa realidade virtual, sem se aperceberem que estão a transportar o conceito para a realidade

presente. Em síntese, a violência no mundo contemporâneo, está em todos os lugares,

na política, na economia, é mediática, beneficiando de um veículo de legitimação.

A arte desprende-se do entendimento banalizado da norma e das convenções sociais, numa direção em que os artistas surgem como subversivos. Os padrões estéticos e o conceito de arte têm mudado ao longo da história. Obras que, no passado, dificilmente seriam qualificadas como artísticas, hoje são aceitas. É o caso, por exemplo, do belga Jan Fabre que para tratar do tema violência desenha com o próprio sangue, ou do inglês Damien Hirst que expôs animais mortos mergulhados em formol. Para eles, retratar a violência cruamente é uma forma de arte provocativa que leva a refletir sobre a vida contemporânea. Chocar, incomodar e até ofender são indicadores, de que a arte contemporânea está a atingir o público, modificando sua visão das coisas (5).

O principal produto da indústria cultural, a arte, seria consumido como mercadoria. "Se não trabalhar a sensibilidade e não revelar outras realidades, a arte contemporânea, principalmente trabalhos que visam ser objetos de escândalo, perdem sua função artística de aperfeiçoamento da subjetividade". Os artistas contemporâneos já mostraram que a arte é um reflexo de uma época desumana, violenta e de amplificação do medo (Hannah Arendt).

A ãrte como suporte de violenciã

Exposição de corpos “BodyWordls”

Neste ponto irá focar-se a atenção num caso concreto onde se põem em questão os limites do ãrtistã. A exposiç~o “BodyWordls” trãz { discuss~o ã éticã de usãr corpos humanos como forma de arte. A ideia veio de um médico anatomista alemão, Gunter von Hagens, que tem viajado por todo o mundo com a sua exposição gerando muita atenção e controvérsia. Em 1975 ele desenvolveu uma técnica que ainda é considerada inovadora. A técnica denomina-se plastização de corpos, uma espécie de embalsamamento, em que os fluidos humanos são substituídos por polímeros líquidos, eliminando os cheiros, preservando a anatomia e mantendo os cadáveres flexíveis. A exposição mostra várias posições anatómicas, mostrando pormenores do corpo humano através da dissecação dos mesmos. Este autor já tinha antecedentes polémicos. Em 2001 apropriou-se de 56 corpos da Academia de Novosibirsk, que se crê que fossem prisioneiros e sem abrigo. Em termos éticos, a ignorância e a fraqueza, não anulam os deveres ou direitos morais. Em 2002, dissecou ao vivo, durante uma autópsia, um corpo para uma plateia comum, num teatro em Londres. A questão que se coloca á partida é o desconforto que a situação pode originar ao nível espiritual e social. Está enraizado que, o corpo morto deve ser tratado com o máximo respeito e, não me parece que esta seja a forma ideal para isso. Está a ser respeitada a dignidade humana? Os corpos em vez de serem colocãdos no “descanso eterno” s~o colocãdos em exposição! A violência provocada pela remoção da pele ou pelo corte seccional dos corpos pode ser considerado arte?

No meu ponto de vista não. O que aqui está em causa é o exibicionismo mediático que acarreta muitas intensões económicas. Os artistas têm de viver do reconhecimento, do mediatismo, e fazem-no ultrapassando valores e éticas, que estão agora banalizados. Estão-se a passar mensagem através dos mortos. As questões morais são bastante tocadas, pois temos em conflito o significado de vida e morte. Os sentimentos públicos devem ser respeitados pois existem. Von Hagens defende-se com o aspecto didático da exposição ao nível anatómico, não sendo nada de novo, pois as autopsias já utilizam este conceito, mostrando a estrutura histológica dos corpos, mostrando também, o que ele considera o “trãnspãrent mãn” pãrã ã educãç~o. Por isso não acho que seja decisivo para a educação ou ensino de anatomia. Por outro lado, pode colocar-se a questão da plastização poder diluir o factor humano, visto que grande parte dos tecidos é substituída? Não me parece coerente pois nos tecidos restantes ainda temos DNA, que é a identidade de cada um dos corpos anónimos.

A serenidade pública pode igualmente ser abalada na medida em que, se estão a tocar

sentimentos morais que podem levar a uma degeneração moral. As sociedades Cristãs valoram a veneração da vida através de Jesus, e não admitem este tratamento dos

cadáveres, no entanto, também dispõem as relíquias dos seus Santos aos crentes,

lacuna que é claramente aproveitada por von Hagens. A BodyWorlds deveria ser alvo de uma rigorosa inspeção de uma comissão de ética no sentido de avaliar as consequências das problemáticas que estão a ser tratadas.

A história da arte moderna, tem assistido a uma progressiva emancipação da arte em

relação à ética. A arte procurou a sua autonomia. Nos últimos sessenta anos, a tendência da arte foi a de romper com o nível da representação passando a atuar sobre

a realidade e com a realidade. Mas a ação real tem limites éticos. Até que ponto a arte é

perversão? Quais os limites entre o protesto e a perversão? Qual a função da arte quando incorpora violência? Praticar a violência e a crueldade através da arte não é símbolo de uma expressão criativa, mas é, antes, sinal de perversão que o indivíduo, artista, impõe ao colectivo, espectador. Importa aqui refletir sobre as consequências a que, a aceitação de atos como este, podem levar no seio da sociedade globalizada. A este género de arte que procura surpreender, chocar, transgredir, será ilícito colocar limites, apenas porque se diz “ãrte”? Que vãlores s~o mãis importãntes pãrã ã sociedãde em gerãl, pãrã o bem dã maioria: o valor da liberdade de expressão da arte e do artista, ou o atender ao interesse de um bem maior, que procura harmonizar e pacificar a sociedade?

Neste contexto penso existir uma lógica ou intenção pedagógica para a sociedade mas

o efeito de choque e mediatismo está acima dos restantes valores.

Uma alternativa que em meu entender podia ser experimentada com sucesso seria o de expor corpos mas em materiais mímicos do corpo humano. Isso hoje em dia e aproveitando agora o argumento do avanço tecnológico, não seria difícil. Outra hipótese seria a digitalização dos corpos previamente dissecados e exibir imagens em vez dos mesmos. A ãrte n~o poder| excluir‐se dos vãlores humanistas, éticos, porque elã inscreve‐se no que é o ser humãno.

Conclusão

Sem dúvida que a arte é uma forma de expressão, comunicação, composta de

subjetividade, fragmentos, e tem por objectivo a interação entre o artista e os receptores. Esta interação é inseparável de diversas esferas entre elas a moral e a ética.

A

recepção da mensagem alocada à forma de arte, está dependente dos valores, cultura

e

sociedade em que o individuo está inserido. Contudo tem de haver uma aspecto mais

gerais para que se possa mediar toda a subjetividade.

A filosofia, vai ajudando no sentido em que abre algumas portas sobre a sua essência,

que contribuem pãrã ã melhor compreens~o do “outro” e “nós mesmos”. A exposição em estudo, não se constitui de todo uma questão fácil, a exposição de violência na arte, não pode servir um propósito estético passando por cima de outros valores morais. No mínimo deve-se continuãr ã “pensãr” nã buscã do “equilíbrio” ético do ser humano no mundo e para o mundo, aceite por todos. A atual fragmentação, a não referencialidade, ajudou à existência de critérios cada vez mais individuais, deixando surgir a ideia de que tudo pode ser arte.

A função criadora da arte está ligada a funções sociais. Como presença constante, seria

de se esperar que a própria arte, servisse como método eficaz para a consciencialização das pessoas, dado o fato de que ela não proporciona somente o prazer estético, mas também a reflexão crítica, o pensamento transformador, a vontade da mudança. O que muitas vezes assistimos é violência gratuita, a arte exige elaboração mental, raciocínio crítico com o que se faz. Ser polémico simplesmente para ganhar as atenções tem pouco valor como denuncia ou reflexão.

Bibliografia

1. Lipovetsky, Gilles. A Era do Vazio. s.l. : Relógio d'Água, 1989.

2. Ricuoer, Paul. Ética e Moral. Loyola : s.n., 1995.

3. Habermas, Jurgen. Ética da discussão e a questão da verdade. s.l. : Martins Fontes, 1991.

4. Kant, Immanuel. Vida, pensamento e obra, col. "Grandes Pensadores". s.l. : Areal, 2004.

5. Gianvecchio, Adriana. A representação daviolência nas artes visuais. s.l. : Anais do XIX encontro

regional de história: poder, violência e exclusão., 2008.

Outras fontes:

http://www.mundodosfilosofos.com