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ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO ALUNOS: ANDRÉ BEMFICA; EVERTON RUGGERI LABORATÓRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

ALUNOS: ANDRÉ BEMFICA; EVERTON RUGGERI LABORATÓRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Tutorial com exemplos práticos utilizando os principais recursos do software RSLogix.

O Micrologix 1200 (Rockwell) será o CLP usado nos exemplos, outras marcas usam simbologias e parâmetros diferentes, mas o conceito é o mesmo.

Assim que abrir o programa, crie um novo projeto (file, new ou ctrl+ ) escolhendo adequadamente o

CLP (Micrologix 1200 series c).

escolhendo adequadamente o CLP ( Micrologix 1200 series c ). Figura 1 Feito isso, visualizaremos a

Figura 1

Feito isso, visualizaremos a interface do RSLogix.

adequadamente o CLP ( Micrologix 1200 series c ). Figura 1 Feito isso, visualizaremos a interface

Figura 2

Do lado esquerdo encontramos a árvore do projeto, onde se encontram todos os parâmetros e arquivos do seu projeto.

se encontram todos os parâmetros e arquivos do seu projeto. Figura 3 A próxima figura é

Figura 3

A próxima figura é da barra online, que informa o modo de operação. Nela por exemplo, fazemos o download do programa feito no RSLogix para o CLP.

fazemos o download do programa feito no RSLogix para o CLP. Figura 4 Em seguida visualizamos

Figura 4

Em seguida visualizamos a barra de instruções, que contém todas as instruções numa tabela de categorias.

que contém todas as instruções numa tabela de categorias. Figura 5 Agora vamos dar início às

Figura 5

Agora vamos dar início às funções em linguagem Ladder. No RSLogix 500 as entradas, saídas e os relés internos (memórias), são representados respectivamente por “I” (Input), “O” (Output) e “B3” (Binary). As entradas e saídas estão em áreas de memória divididas em palavras (words). Cada entrada ou saída ocupa um bit, sendo assim, no endereçamento, temos que especificar o bit e em que palavra está.

I:0/0

O:0/0

B3:0/0

Ou seja, “0/0”, significa respectivamente world e bit.

Linha: a instrução marcada na figura serve para adicionar mais linhas ao programa.

na figura serve para adicionar mais linhas ao programa. Figura 6 Paralelo: essa instrução é para

Figura 6

Paralelo: essa instrução é para formação de paralelos no circuito.

instrução é para formação de paralelos no circuito. Figura 7 Entrada NA: adiciona entradas normalmente abertas.

Figura 7

Entrada NA: adiciona entradas normalmente abertas.

Figura 7 Entrada NA: adiciona entradas normalmente abertas. Figura 8 Entrada NF: adiciona entradas normalmente fechadas

Figura 8

Entrada NF: adiciona entradas normalmente fechadas

Figura 8 Entrada NF: adiciona entradas normalmente fechadas Figura 9 Saída: adiciona saídas ao programa. Figura

Figura 9

Saída: adiciona saídas ao programa.

fechadas Figura 9 Saída: adiciona saídas ao programa. Figura 10 Exemplo 1: Contato de selo .

Figura 10

Exemplo 1: Contato de selo. Dois botões de pressão (A e B) e um relé interno (memória), são utilizados para controlar um motor. Quando A for pressionado, o motor deve ligar e permanecer assim até que B seja pressionado.

controlar um motor. Quando A for pressionado, o motor deve ligar e permanecer assim até que

Figura 11

Latch (set): liga uma saída e a mantém ligada mesmo que o contato da entrada deixe de conduzir.

ligada mesmo que o contato da entrada deixe de conduzir. Figura 12 Unlatch (Reset): desliga uma

Figura 12

Unlatch (Reset): desliga uma saída acionada pela função latch (set).

desliga uma saída acionada pela função latch (set). Figura 13 Exemplo 2: Set e Reset .

Figura 13

Exemplo 2: Set e Reset. Um prédio de três andares possui um alarme contra incêndio, o alarme possui três entradas, uma em cada andar, se qualquer uma delas for acionada, o alarme dispara e assim permanece até que outro botão na sala central seja pressionado. Os CLPs da Allen-Bradley (RSLogix 500), não seguem o padrão “S e R”, dando o nome de Latch e Unlatch as instruções equivalentes a “S e R”, respectivamente.

as instruções equivalentes a “S e R”, respectivamente. Figura 14 Borda de subida (OSR - One

Figura 14

Borda de subida (OSR - One Shot Rising): funciona da seguinte maneira: na transição do contato, de desligado para ligado, o bit de saída (output bit) só vai ter o valor 1 no primeiro ciclo de varredura.

de desligado para ligado, o bit de saída (output bit) só vai ter o valor 1
de desligado para ligado, o bit de saída (output bit) só vai ter o valor 1

Figura 15

Borda de descida (OSF – One Shot Falling): é o contrário do OSR, o bit só terá valor 1 na transição de ligado para desligado.

só terá valor 1 na transição de ligado para desligado. Figura 16 Exemplo 3: Borda de

Figura 16

Exemplo 3: Borda de subida (OSR - One Shot Rising). Em um fábrica, deseja-se ligar um motor com apenas um botão normalmente aberto.

ligar um motor com apenas um botão normalmente aberto. Figura 17 Contadores. Contador crescente : quando

Figura 17

Contadores. Contador crescente: quando é detectada a mudança do nível lógico 0 para 1 (borda de subida), o valor acumulado aumenta uma unidade, a saída será energizada quando o valor acumulado for igual ou maior que o do preset. Contador decrescente: parecido com o crescente, porém o valor acumulado diminui uma unidade e a saída será energizada quando o valor acumulado for menor ou igual a zero. Contador Bidirecional: é uma mistura dos dois controladores descritos anteriormente, possui duas saídas, uma que é ativada quando o valor acumulado foi igual ou maior que o do preset e outra que é ativada quando o valor acumulado chega a zero.

CTU (contador crescente):

maior que o do preset e outra que é ativada quando o valor acumulado chega a

Figura 18

CTD (contador decrescente):

CTD (contador decrescente): Figura 19 Counter: endereço do contador (C5:0). Preset: valor desejado de contagem.
CTD (contador decrescente): Figura 19 Counter: endereço do contador (C5:0). Preset: valor desejado de contagem.

Figura 19

Counter: endereço do contador (C5:0). Preset: valor desejado de contagem. Accum: indica o valor atual da contage. O reset do contador é feito externamente ao bloco, numa bobina de reset, figura abaixo:

externamente ao bloco, numa bobina de reset, figura abaixo: Figura 20 Exemplo 4: em uma fábrica

Figura 20

Exemplo 4: em uma fábrica de lápis, pretende-se automatizar um processo de separação. Deseja-se montar um contador automático, separando os lápis em centenas. O sistema é composto por uma espécie de funil, por onde passam os lápis, em sua extremidade mais fina há uma válvula borboleta e um sensor fotoelétrico que gera um pulso todas as vezes que um lápis passa à sua frente. Assim que atingida a contagem de 100 lápis a válvula deve ser fechada.

que um lápis passa à sua frente. Assim que atingida a contagem de 100 lápis a

Figura 21

Temporizador com retardo para ligar (TON – Time On Delay). Quando a entrada muda para nível lógico 1, o temporizador começar a contar, assim que o valor acumulado for igual ao valor do preset, a saída é energizada. Observe que se a entrada for desativada antes do tempo programado a temporização para e o tempo acumulado é reiniciado com o valor zero.

para e o tempo acumulado é reiniciado com o valor zero. Figura 22 Temporizador com atraso
para e o tempo acumulado é reiniciado com o valor zero. Figura 22 Temporizador com atraso

Figura 22

Temporizador com atraso para desligar (TOF – Time Off Delay). Diferente do TON, a contagem começa quando a entrada muda para nível lógico 0. Assim, a saída permanece ativada até que o valor do preset seja alcançado.

ativada até que o valor do preset seja alcançado. Figura 23 Temporizador retentivo (RTO). Parecido com
ativada até que o valor do preset seja alcançado. Figura 23 Temporizador retentivo (RTO). Parecido com

Figura 23

Temporizador retentivo (RTO). Parecido com a instrução TON, é usado para energizar ou desativar um dispositivo, assim que for alcançado o preset. Para que o valor acumulado retorne a zero, deve-se utilizar a instrução de reset (RES).

a zero, deve-se utilizar a instrução de reset (RES). Figura 24 Timer: endereço do temporizador. Time
a zero, deve-se utilizar a instrução de reset (RES). Figura 24 Timer: endereço do temporizador. Time

Figura 24

Timer: endereço do temporizador. Time base: unidade da contagem de tempo em segundos. Assim que energizado o temporizador, o bit T4:0/TT também é energizado, podendo ser utilizado para selar a entrada do temporizador.

Exemplo 5: Em uma fábrica, um motor precisa ser acionado dez segundos após ter sido pressionado um botão liga. Para delisgar usa-se um outro botão desliga.

botão liga. Para delisgar usa-se um outro botão desliga. Figura 25 Exemplo 6: Você como engenheiro

Figura 25

Exemplo 6: Você como engenheiro precisa fazer a partida direta de um motor, porém esse motor, por questão de segurança, não pode partir duas vezes seguidas no período de dez segundos. Durante o tempo de 10 segundos, como o bit T4:0/TT fica em nível 1, impede que o motor seja ligado.

T4:0/TT fica em nível 1, impede que o motor seja ligado. Figura 26 Exemplo 7: Em

Figura 26

Exemplo 7: Em uma fábrica existe um processo envolvendo o acionamento de um motor e a lubrificação de seus mancais. Para iniciar o processo deve ser pressionado o botão liga, antes da partida do motor (O:0/1), seus mancais devem ser lubrificados durante dez segundos, através da ligação de uma bomba de óleo (O:0/0). Depois que o motor partiu, continuar a lubrificar por mais 15 segundos. Quando o motor totalizar três horas de funcionamento, desligar o motor para trocar o filtro. Após a troca, ao dar partida novamente, o tempo total deve ser reinicializado. O motor pode ser desligado através de um botão desliga que é do tipo NA.

Figura 27 Exemplo 8: Automação de um processo de transporte de chapas metálicas através de

Figura 27

Exemplo 8: Automação de um processo de transporte de chapas metálicas através de esteiras. Ao pressionar um botão de partida, é ligado um motor que comanda a esteira 1 transportando as chapas. O sensor detecta as chapas que são depositadas na esteira 2, a cada 20 peças, a esteira 1 para e aciona o motor da esteira 2 por cinco segundos. O contador é reiniciado com valor zero e o processo se repete até que um botão desliga seja pressionado.

O contador é reiniciado com valor zero e o processo se repete até que um botão

Figura 28

Figura 29 INSTRUÇÕES DE COMPARAÇÃO Teste de Limite (LIM): Quando a instrução se torna verdadeira,

Figura 29

INSTRUÇÕES DE COMPARAÇÃO

Teste de Limite (LIM): Quando a instrução se torna verdadeira, ela testa se o valor no campo Test está dentro ou fora de uma faixa especificada em limite inferior e limite superior. O valor da instrução é verdadeiro quando o valor de teste estiver entre os limites.

e limite superior. O valor da instrução é verdadeiro quando o valor de teste estiver entre
e limite superior. O valor da instrução é verdadeiro quando o valor de teste estiver entre

Figura 30

Igual a (EQU): se o valor em Source A é igual ao valor em Source B, esta instrução é verdadeira.

igual ao valor em Source B, esta instrução é verdadeira. Figura 31 Diferente (NEQ): se o
igual ao valor em Source B, esta instrução é verdadeira. Figura 31 Diferente (NEQ): se o

Figura 31

Diferente (NEQ): se o valor em Source A é diferente do valor em Source B, esta instrução é verdadeira.

do valor em Source B, esta instrução é verdadeira. Figura 32 Menor que (LES): Se o
do valor em Source B, esta instrução é verdadeira. Figura 32 Menor que (LES): Se o

Figura 32

Menor que (LES): Se o valor em Source A é menor que o valor em Source B, a instrução é verdadeira.

menor que o valor em Source B, a instrução é verdadeira. Figura 33 Maior que (GRT):
menor que o valor em Source B, a instrução é verdadeira. Figura 33 Maior que (GRT):

Figura 33

Maior que (GRT): se o valor em Source A for maior que o valor em Source B, a instrução é verdadeira.

33 Maior que (GRT): se o valor em Source A for maior que o valor em

Figura 34

Menor ou igual (LEQ): se o valor em Source A for menor ou igual ao valor em Source B, a instrução é verdadeira.

ou igual ao valor em Source B, a instrução é verdadeira. Figura 35 Maior ou igual
ou igual ao valor em Source B, a instrução é verdadeira. Figura 35 Maior ou igual

Figura 35

Maior ou igual (GEQ): se o valor em Source A for maior ou igual ao de Source B, a instrução é verdadeira.

maior ou igual ao de Source B, a instrução é verdadeira. Figura 36 INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS Adição
maior ou igual ao de Source B, a instrução é verdadeira. Figura 36 INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS Adição

Figura 36

INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS

Adição (ADD): soma o valor de Source A e Source B, armazenando o resultado em Dest. Os dados podem ser valores ou endereços que contém valores, mas ambos não podem ser constantes.

em Dest. Os dados podem ser valores ou endereços que contém valores, mas ambos não podem
em Dest. Os dados podem ser valores ou endereços que contém valores, mas ambos não podem

Figura 37

Subtração (SUB): o valor de Source B é subtraído do valor de Source A, armazenando o resultado em Dest.

do valor de Source A, armazenando o resultado em Dest. Figura 38 Multiplicação (MUL): o valor
do valor de Source A, armazenando o resultado em Dest. Figura 38 Multiplicação (MUL): o valor

Figura 38

Multiplicação (MUL): o valor de Source A é multiplicado pelo valor de Source B, armazenando o resultado em Dest.

pelo valor de Source B, armazenando o resultado em Dest. Figura 39 Divisão (DIV): o valor
pelo valor de Source B, armazenando o resultado em Dest. Figura 39 Divisão (DIV): o valor

Figura 39

Divisão (DIV): o valor de Source A é dividido pelo valor de Source B, armazenando o resultado em Dest.

39 Divisão (DIV): o valor de Source A é dividido pelo valor de Source B, armazenando
39 Divisão (DIV): o valor de Source A é dividido pelo valor de Source B, armazenando

Figura 40

INSTRUÇÕES DE MOVIMENTAÇÃO

Movimentação (MOV): move uma cópia do parâmetro Source para o parâmetro Dest.

move uma cópia do parâmetro Source para o parâmetro Dest. Figura 41 Exemplo 9: A cionamento

Figura 41

Exemplo 9: Acionamento de motor trifásico através do CLP (Micrologix 1200). Em uma estufa, precisa-se fazer o controle da temperatura, um sensor ligado a um CLP é o responsável por essa função. Quando a temperatura atinge certo valor (5V), um motor acoplado a um exaustor é acionado. A seguir segue o circuito de acionamento:

é acionado. A seguir segue o circuito de acionamento: Figura 42 Para acionar o motor, utilizaremos

Figura 42

Para acionar o motor, utilizaremos uma contatora e um relé:

A seguir segue o circuito de acionamento: Figura 42 Para acionar o motor, utilizaremos uma contatora

Figura 43

A contatora (K1) terá como função, fornecer as três fases para o motor, porém, o CLP não pode fazer diretamente o acionamento da contarora, pois trabalha até 24V DC, a solução é o uso do relé, ou seja, o CLP (com sua saída devidamente alimentada com 24V DC) aciona o relé, esse por sua vez, aciona a contatora que alimenta o motor trifásico. Uma outra fonte será usada para obter a função do sensor, que será ligado ao módulo analógico de expansão (que trabalha de 0V a 10V) do CLP Micrologix 1200.

(que trabalha de 0V a 10V) do CLP Micrologix 1200. Figura 44 No programa em Ladder,

Figura 44

No programa em Ladder, a instrução MOV move a entrada do módulo analógico (I:1.0) para uma variável, assim as instruções DIV e GRT podem manuseá-la, feito a relação de bits e volts (DIV), GRT compara o valor: se for maior que 5V (sensor), o motor é energizado.

valor: se for maior que 5V (sensor), o motor é energizado. Figura 45 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: GEORGINI.

Figura 45

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

GEORGINI. Marcelo. Automação aplicada – Descrição e implementação de sistemas sequenciais com PLC’s. 4ª Edição. Erica Editora. São Paulo, 2000.