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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.194.264 - PR (2010/0086419-0)

RELATOR

: MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO

RECORRENTE

: WALDEMIR CARLOS LACERDA PEREIRA

ADVOGADO

: DANIELE ARAÚJO AGNER E OUTRO(S)

RECORRIDO

: SAN RAFAEL SEMENTES E CEREAIS LTDA

ADVOGADO

: HELDERLIANE MACHADO DA LUZ RICKLI

EMENTA

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 334 E 335, I DO NOVO CÓDIGO CIVIL; 535 E 890 DO CPC E DISSÍDIO PRETORIANO. PRETENSÃO DE DEPOSITAR DINHEIRO NO LUGAR DE COISA DEVIDA: SACAS DE SOJA. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO.

1. 2. 3.
1.
2.
3.

Não há violação ao artigo 535, II do CPC quando o acórdão

examinou as questões controvertidas na lide, expondo os fundamentos que o levaram às conclusões assumidas.

A consignação em pagamento visa exonerar o devedor de sua

obrigação, mediante o depósito da quantia ou da coisa devida, e só poderá ter força de pagamento se concorrerem "em relação às pessoas, ao objeto, modo e tempo, todos os requisitos sem os quais não é válido o pagamento" (artigo 336 do NCC).

Celebrado contrato entre as partes para a entrega de 372 sacas

de soja de 60kg, a US$9,00 cada uma, sem estipulação de outra forma alternativa de cumprimento dessa obrigação, não é possível o uso da ação de consignação em pagamento para depósito em dinheiro daquilo que o devedor entende devido.

4. A consignação exige que o depósito judicial compreenda o

mesmo objeto que seria preciso prestar, para que o pagamento possa extinguir a obrigação, pois "o credor não é obrigado a receber a prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa" (art. 313 do NCC)

5. Recurso especial não-provido.

Superior Tribunal de Justiça

ACÓRDÃO

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Aldir Passarinho Junior e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator.

Brasília (DF), 1º de março de 2011(Data do Julgamento)

MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO Relator
MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO
Relator

Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.194.264 - PR (2010/0086419-0)

RECORRENTE

: WALDEMIR CARLOS LACERDA PEREIRA

ADVOGADO

: DANIELE ARAÚJO AGNER E OUTRO(S)

RECORRIDO

: SAN RAFAEL SEMENTES E CEREAIS LTDA

ADVOGADO

: HELDERLIANE MACHADO DA LUZ RICKLI

RELATÓRIO

O SR. MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO:

LUZ RICKLI RELATÓRIO O SR. MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO: 1. Cuidam os autos de ação de

1. Cuidam os autos de ação de consignação em pagamento proposta por

Waldemir Carlos Lacerda Pereira em face de San Rafael Sementes e Cereais Ltda., com

quem celebrou contrato para entrega de 372 sacas de soja. Alega que adquiriu os

produtos indicados na inicial, sendo que, quanto à nota fiscal n. 30.409, ocorreu a

devolução de mercadorias, no importe de R$ 90,00, restando o valor de R$ 744,00, que

apenas poderia ser cobrado ao fim da colheita (maio/junho/99), na forma do acordo

celebrado em 17/03/1999, de venda de 372 sacas de 60 kg de soja pelo preço de US$

9,00 (nove dólares) cada, tendo sido entregues em 21/04/99 e 22/04/99, 7.964 kg e 3.996

kg respectivamente. Reclama que, após, buscou a realização do acerto de contas junto à

ré, o que não foi possível porque esta pretendeu ficar com toda a soja pelo valor das

"notas fiscais", elevando sobremaneira o valor, o que provocou o pedido de consignação

do débito remanescente de R$ 1.245,16.

Sobreveio sentença às fls. 80/83, dando pela improcedência do pedido.

Interposto recurso de apelação (fls. 106/111), foi-lhe negado provimento,

nos termos de acórdão (fls. 192/196), assim ementado:

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE SACAS DE SOJA. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. DESVIRTUAÇÃO DO OBJETO DO CONTRATO. BEM DIVERSO DO CONTRATADO. AFRONTA DO ARTIGO 890 DO CPC. CARÊNCIA DA AÇÃO. RECURSO IMPROVIDO.

Opostos embargos de declaração (fls. 199/207), foram rejeitados (fls.

213/216).

Irresignado, o autor interpõe recurso especial pelas alíneas "a" e "c" do

permissivo constitucional, sustentando violação aos artigos 972 e 973 do Código Civil de

1916, correspondentes aos artigos 334 e 335, I do Novo Código Civil; 535 e 890 do CPC,

além de dissídio pretoriano.

Superior Tribunal de Justiça

A ofensa ao artigo 535 do CPC ocorre porque o acórdão não corrigiu a contradição apontada pelo recorrente, apesar de instado mediante embargos de declaração.

No mérito, o recorrente alega que, diversamente do que entendeu o Tribunal de origem, não se busca substituir a entrega do produto contratado - soja -, por consignação em dinheiro. A consignatória é para pagamento das notas fiscais, em face de a recorrida recusar receber o valor devido, por ser credora de crédito decorrente de outro negócio onde se pactuou a possibilidade de compensação.

Afirma não poder subsistir o entendimento exarado pelo acórdão, acerca da impossibilidade de utilização da ação consignatória para o fim pretendido pelo recorrente, pois não é necessária a análise das relações obrigacionais existentes entre as partes e, ainda que fosse "a interpretação de tal dispositivo na doutrina e jurisprudência é pela possibilidade de discussão de todos os pontos relevantes, inclusive quanto à relação obrigacional, apesar de o provimento final ser meramente declaratório de liberação ou não da dívida" (fl. 225).

Contrarrazões às fls. 254/261. É o relatório.
Contrarrazões às fls. 254/261.
É o relatório.

Negado seguimento ao recurso especial às fls. 274/280, dei provimento ao agravo de instrumento interposto pelo recorrente (Ag 792.246/PR), determinando a subida do recurso especial.

Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.194.264 - PR (2010/0086419-0)

RELATOR

: MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO

RECORRENTE

: WALDEMIR CARLOS LACERDA PEREIRA

ADVOGADO

: DANIELE ARAÚJO AGNER E OUTRO(S)

RECORRIDO

: SAN RAFAEL SEMENTES E CEREAIS LTDA

ADVOGADO

: HELDERLIANE MACHADO DA LUZ RICKLI

EMENTA

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 334 E 335, I DO NOVO CÓDIGO CIVIL; 535 E 890 DO CPC E DISSÍDIO PRETORIANO. PRETENSÃO DE DEPOSITAR DINHEIRO NO LUGAR DE COISA DEVIDA: SACAS DE SOJA. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO.

1. 2. 3.
1.
2.
3.

Não há violação ao artigo 535, II do CPC quando o acórdão

examinou as questões controvertidas na lide, expondo os fundamentos que o levaram às conclusões assumidas.

A consignação em pagamento visa exonerar o devedor de sua

obrigação, mediante o depósito da quantia ou da coisa devida, e

só poderá ter força de pagamento se concorrerem "em relação às pessoas, ao objeto, modo e tempo, todos os requisitos sem os quais não é válido o pagamento" (artigo 336 do NCC).

Celebrado contrato entre as partes para a entrega de 372 sacas

de soja de 60kg, a US$9,00 cada uma, sem estipulação de outra forma alternativa de cumprimento dessa obrigação, não é possível

o uso da ação de consignação em pagamento para depósito em dinheiro daquilo que o devedor entende devido.

4. A consignação exige que o depósito judicial compreenda o

mesmo objeto que seria preciso prestar, para que o pagamento possa extinguir a obrigação, pois "o credor não é obrigado a receber a prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa" (art. 313 do NCC)

5. Recurso especial não-provido.

VOTO

Superior Tribunal de Justiça

O SR. MINISTRO LUIS FELIPE SALOMÃO (Relator):

2. De início, afasta-se a dita infringência ao artigo 535 do CPC, pois o Eg.

Tribunal a quo dirimiu as questões pertinentes ao litígio, afigurando-se dispensável que venha examinar uma a uma as alegações e fundamentos expendidos pelas partes. Além disso, basta ao órgão julgador que decline as razões jurídicas que embasaram a decisão, não sendo exigível que se reporte de modo específico a determinados preceitos legais.

Outrossim , releva assinalar que o conhecimento do recurso fundado na alínea “c” do permissivo constitucional pressupõe a demonstração analítica da alegada divergência. Para tanto, faz-se necessário a transcrição dos trechos que configurem o dissenso, mencionando as circunstâncias que identifiquem os casos confrontados, ônus do qual não se desincumbiu o recorrente.

3. 3.1.
3.
3.1.

Não obstante toda a discussão suscitada pelo recorrente, afirmando que

pretende apenas pagar as notas fiscais, a questão se resume, na verdade, em estabelecer a possibilidade de, em contrato para entrega de coisa certa, utilizar-se da via consignatória, para depósito de dinheiro - com força liberatória de pagamento.

Conforme consigna a tradicional doutrina, a ação consignatória serve

para prevenir a mora, e como salientado na sentença às fls. 82/83, "liberta o devedor do cumprimento da prestação a que se vinculou e, para que tenha força de pagamento, é mister que concorram todos os seus requisitos em relação às pessoas, objeto modo e tempo", não se prestando a "solucionar dúvidas e divergências sobre o contrato firmado que surgiram entre as partes".

3.2. Não é o que se verifica no caso concreto, em que o recorrente pactuou

a entrega de 372 sacas de soja de 60kg, a US$9,00 cada uma, a serem pagas mediante duplicatas, sem estipulação de outra forma alternativa de pagamento.

Do total de 22.320 kg, entregou 11.960 kg, e agora pretende se desonerar dos 10.360kg restantes, mediante o depósito de R$ 1.245,00, valor que pela via unilateral entendeu devido, e depositá-lo com força de pagamento liberatório da dívida.

4. Ao discorrer sobre as causas justificadoras do pagamento em consignação, ensina Judith Martins Costa ("Comentários ao Novo Código Civil", Vol. V, Tomo I, Editora Forense, p. 433):

Tendo com ponto de partida que a prestação devida, compondo o adimplemento satisfatório, é aquela prestada no modo, tempo e forma estatuídos, é evidente que não é por qualquer razão que o devedor pode prestar diferentemente, mediante consignação. O Código, nesta medida,

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arrola onze (11) causas justificadoras da extinção da relação obrigacional por

meio do depósito em consignação (

).

As causas justificadoras da consignação em pagamento, como se vê, estão arroladas no artigo 972 do CC/1916 e no artigo 335 do NCC/2002, sendo a primeira delas a que diz respeito a recusa injustificada do credor em receber o pagamento e dar-lhe quitação.

Assim, tomando-se como ponto de partida que o cumprimento da obrigação apenas se dá quando realizada no modo, tempo e lugar avençados,"é evidente que não é por qualquer razão que o devedor pode prestar diferentemente, mediante consignação" (Judith Martins; op. cit. p. 433).

consignação" (Judith Martins; op. cit. p. 433). 5. Por outro lado, dispõe o artigo 896 do

5. Por outro lado, dispõe o artigo 896 do Código de Processo Civil que, na contestação, o réu poderá alegar, que "foi justa a recusa" (inciso II).

Pontes de Miranda sustenta que "a justa recusa" (Código Civil, art, 335, I), "é, não só a que se refere à solução da dívida, mas também a que nega a causa da obrigação, podendo o contestante argüir o que entender, como se estivesse a contestar ação ordinária" ("Tratado de Direito Privado" Em conformidade com o Código Civil de 2002; Bookseller; Tomo 24, p.310).

Na espécie, não houve recusa injusta do credor, vez que a oferta de depósito foi estranha à origem e a qualidade da relação jurídica travada, isto é, não coincidiu com o objeto contratado, a saber a entrega de sacas de soja.

Nesses termos, a doutrina de Adroaldo Furado Fabrício: (Comentários ao Código de Processo Civil; Vol. VIII, Tomo III; Forense; ps. 89/90):

Preferimos crer, por isso tudo, e em sintonia com as posições tomadas sobre a extensão da ação consignatória, que toda e qualque r "justa causa" para a recusa, inclusive as relacionadas com a substância da relação jurídica de Direito Material, pode ser alegada e debatida. Pode-se alegar que a recusa foi justa por inexistir a relação jurídico-material invocada; ou que o contestante nunca foi credor, ou foi, mas já não era ao tempo de oferta; ou que ocorreu a novação ou outra causa extintiva da obrigação; ou que a oferta foi anterior ao vencimento ; ou que o ato jurídico é nulo de pleno direito (aliter, se é anulável, sem ter sido promovida a anulação) e assim por diante.

Na hipótese vertente, não é possível ao autor/recorrente fazer uso da ação de consignação em pagamento, pois alheia à esfera de discussão sobre as dúvidas contratuais suscitadas pelas partes.

A consignatória só se presta a liberação da obrigação, quando está em perfeita consonância com o celebrado entre as partes.

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De fato os artigos 972, 973 do CC/1916 (334 e 335 do NCC) e 890 do CPC, são expressos em afirmar, respectivamente:

Art. 972. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação o depósito judicial

da coisa devida, nos casos e formas legais.

Art. 973. A consignação tem lugar:

I - se o credor, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;

II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condições devidas;

III - se o credor for desconhecido, estiver declarado ausente, ou residir em

lugar incerto, ou de acesso perigoso ou difícil;

IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; V
IV
- se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do
pagamento;
V
- se pender litígio sobre o objeto do pagamento;
VI
- se houver concurso de preferência aberto contra o credor, ou se este for
incapaz de receber o pagamento.
Art. 890. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer,
com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida.
Leciona Humberto Theodoro Júnior:
“Assim não pode o devedor impor ao credor um
pagamento, parcial, também não pode requerer a consignação a não
ser pelo valor integral da prestação devida. Para validade da
consignação exige, pois, a lei que o depósito judicial compreenda o
mesmo objeto que seria preciso prestar para que o pagamento
pudesse extinguir a obrigação (Cód. Civil, art. 974)” ("Curso de Direito
Processual Civil"., 27ª ed., vol.III, Rio de Janeiro: Forense, 2001, p.27).

No caso em tela, apenas a entrega do que faltou das sacas de soja, seria eficaz para liberar o recorrente.

O depósito em numerário, - estimado exclusivamente pelo autor/recorrente-, do quanto ele entende como devido, não pode compelir o recorrido a recebê-lo, em lugar da prestação pactuada, e, no ponto, não se pode olvidar o disposto no artigo 313 do NCC: "O credor não é obrigado a receber a prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa"

Comentando o referido preceito legal, Maria Helena Diniz esclarece:

"Proibição do solvere aliud pro alio. A obrigação rege-se pelo princípio fundamental de que o credor não poderá ser obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa; logo o devedor, para exonerar-se da obrigação, está adstrito a entregar

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exatamente o objeto ou a realizar a prestação determinada na convenção. Mas se o credor aceitar aliud pro alio, ou seja, uma coisa por outra, ter-se-á a dação em pagamento (CC, arts. 356 a 359)” ("Código Civil Anotado", 9ª ed., São Paulo: Saraiva, 2003, p. 262).

Destarte, a consignação em pagamento só é cabível pelo depósito da coisa ou quantia devida, não sendo possível ao recorrente pretender fazê-lo por objeto diverso daquele a que se obrigou.

7. Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial.

É como voto.

exposto, nego provimento ao recurso especial. É como voto. Documento: 1041877 - Inteiro Teor do Acórdão

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUARTA TURMA

Número Registro: 2010/0086419-0

PROCESSO ELETRÔNICO

REsp 1.194.264 / PR

Números Origem: 1961279 196127901

PAUTA: 01/03/2011

JULGADO: 01/03/2011

Relator Exmo. Sr. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO
Relator
Exmo. Sr. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. DURVAL TADEU GUIMARÃES
Secretária
Bela. TERESA HELENA DA ROCHA BASEVI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE :
ADVOGADO
:
RECORRIDO
:
ADVOGADO
:
WALDEMIR CARLOS LACERDA PEREIRA
DANIELE ARAÚJO AGNER E OUTRO(S)
SAN RAFAEL SEMENTES E CEREAIS LTDA
HELDERLIANE MACHADO DA LUZ RICKLI
ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Obrigações - Espécies de Contratos - Compra e Venda
CERTIDÃO

Certifico que a egrégia QUARTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Aldir Passarinho Junior e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator.