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NÚCLEONÚCLEONÚCLEONÚCLEO DEDEDEDE ESTUDANTESESTUDANTESESTUDANTESESTUDANTES DEDEDEDE MEDICINAMEDICINAMEDICINAMEDICINA DENTÁRIADENTÁRIADENTÁRIADENTÁRIA

ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII SebentaSebentaSebentaSebenta TeóricaTeóricaTeóricaTeórica

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII SebentaSebentaSebentaSebenta TeóricaTeóricaTeóricaTeórica

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Autor:Autor:Autor:Autor:

CristinaCristinaCristinaCristina GodinhoGodinhoGodinhoGodinho NEMDNEMDNEMDNEMD

GodinhoGodinhoGodinhoGodinho NEMDNEMDNEMDNEMD Regente:Regente:Regente:Regente:

Regente:Regente:Regente:Regente:

ProfessorProfessoraProfessorProfessoraaa DoutorDoutorDoutorDoutor IgnácioIgnácioIgnácioIgnácio BarberoBarberoBarberoBarbero

EstesEstesEstesEstes apontamentosapontamentosapontamentosapontamentos nãonãonãonão isentamisentamisentamisentam osososos alunosalunosalunosalunos dededede consultconsultconsultconsultaremaremaremarem aaaa biblibibliografiabiblibibliografiaografiaografia aconselhadaaconselhadaaconselhadaaconselhada nononono conteúdoconteúdoconteúdoconteúdo programático.programático.programático.programático.

nononono conteúdoconteúdoconteúdoconteúdo programático.programático.programático.programático. 2

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

AberturaAberturaAberturaAbertura dededede CâmaraCâmaraCâmaraCâmara PulparPulparPulparPulpar

Objectivos da abertura pulpar:

- conseguir um acesso rectilíneo

- conservar estrutura dentárias

- retirar o tecto da câmara pulpar para obertemos uma exposição dos orifícios de entrada dos canais radiculares.

AcessoAcessoAcessoAcesso emememem LinhaLinhaLinhaLinha RectaRectaRectaRecta

Para permitir que os instrumentos passem através da câmara pulpar e penetrem no canal radicular sem flectirem. O instrumento só se deve curvar na primeira curva do canal, que normalmente se encontra no terço apical da raiz. Devemos assim ter um acesso rectilíneo até á primeira curvatura do canal.

Vantagens:

- Melhora o controlo do instrumento: minimiza a deflecção dos instrumentos,

fazendo com que se possa actuar em todas as paredes do canal sem alterar grandemente a sua anatomia. As limas são pouco flexíveis e uma lima de calibre superior a 25 supera a

resistência da dentina, desgastando de forma rectilínea, ou seja, desgastando em maior quantidade na parede externa da curvatura. Este corte rectilíneo é agravado de acordo com:

- Severidade da curvatura

- Tamanho da lima

Assim, um instrumento menos recurvado, leva a um efeito rectilíneo menos pronunciado. Desta forma temos um melhor controlo do instrumento, evitando transposições, degraus e “travamento”.

- Facilidade de introdução de instrumentos no interior do canal

- Obturação melhorada

- Redução de erros de procedimento como: formação de degrau, perfuração apical e perfuração da polpa.

melhorada - Redução de erros de procedimento como: formação de degrau, perfuração apical e perfuração da

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ConservaçãoConservaçãoConservaçãoConservação dadadada EstruturaEstruturaEstruturaEstrutura DentáriaDentáriaDentáriaDentária

A remoção de excesso de esmalte ou dentina, enfraquece o dente e aumenta a

possibilidade de fractura ou perfuração. Um preparo que permita um acesso em linha recta não necessita de remoção de muita estrutura dentária.

RemoçãoRemoçãoRemoçãoRemoção dodododo tectotectotectotecto dadadada CâmaraCâmaraCâmaraCâmara pulparpulparpulparpulpar eeee ExposiçãoExposiçãoExposiçãoExposição dosdosdosdos CornosCornosCCornosornos PulparesPulparesPulparesPulpares

- Reduz a incidência de alteração de cor em dentes anteriores

- Permite visibilidade máxima

- Permite a localização de canais em molares

- Permite um preparo rectilíneo

- Permite

exposição

dos

cornos

pulpares

e

um

acesso

adequado

a

estes:

é

fundamental para a estética retirá-los completamente pois podem levar a alterações de cor.

BrocasBrocasBrocasBrocas

- Gates glidden

- great white

- Broca Beaver

- Brocas cónicas

- Brocas esféricas

ProcedimentoProcedimentoProcedimentoProcedimento

1. Escavar a cavidade de acesso no esmalte e dentina junto á câmara pulpar

2. Penetrar a câmara pulpar e retirar o tecto. Pode medir-se no Rx a distancia entre a superfície dentária e p tecto da câmara pulpar. Esta medida é trasfegada para a broca para servir de referência.

3. Localizar os orifícios de entrada dos canais com a sonda exploradora endodontica. Esta deve ficar “presa” no canal.

4. Devem ser removidos os patamares de dentina que se localizam na câmara pulpar e que lhe dificultam o acesso.

5. Sondar os canais com limas de pequeno calibre (nº8 ou nº10) para confirmar a existência de canais

o acesso. 5. Sondar os canais com limas de pequeno calibre (nº8 ou nº10) para confirmar

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ABERTURAABERTURAABERTURAABERTURA DEDEDEDE DENTESDENTESDENTESDENTES MAXILARESMAXILARESMAXILARESMAXILARES

IncisivoIncisivoIncisivoIncisivo CentralCentralCentralCentral eeee LateralLateralLateralLateral

 

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

I. Central

1

 

1 100%

23

a 25mm

I. Lateral

1

 

1 99,9%

22

a 23mm

Apresentam uma única raiz linear que se torna curva no terço apical.

A câmara pulpar tem uma forma triangular. Os cornos pulpares encontram-se em

mesial e distal.

A forma de acesso deve ser triangular com o vértice virado para o cingulo e a base

para incisal. Os ângulos devem ser arredondados.

Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar ao centro da face palatina e perpendicular ao LED e depois a 45º

À medida que se começa a penetrar na dentina, a broca vai tomando uma posição

paralela ao LED. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio. Deve alargar-se a câmara pulpar de forma a que seja visível toda a sua extensão. Deve remover-se o tectos e os cornos pulpares com a broca Endo Z, realizando movimentos de tracção para dentro e para fora.

O ombro de dentina em lingual deve ser também eliminado, de forma a evitar a

migração das limas para vestibular.

CaninosCaninosCaninosCaninos

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

1

1

100%

24 a 27mm

O canal apresenta secção oval, sendo mais alargado no sentido vestíbulo-palatino.

A forma de acesso deve ser oval com extensão para incisal. Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar no centro da face palatina, acima do cingulo e perpendicular ao LED. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio. Deve modelar-se a abertura pulpar com a broca Endo Z, tornando a abertura ampla para melhor visualização, removendo o tecto, cornos pulpares e ombros de dentina.

Endo Z, tornando a abertura ampla para melhor visualização, removendo o tecto, cornos pulpares e ombros

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

PréPré-PréPré--Molares-MolaresMolaresMolares

 

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

1º PM

2, 1, 3

 

1 9%

 

2 85%

3 6%

21 a 22mm

2º PM

1, 2

 

1 75%

2 24%

3 1%

Pode ocorrer fusão radicular em qualquer zona ou até mesmo fusão radicular completa. A forma de acesso deve ser oval. Técnica. Usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar no centro da face oclusal paralela ao LED. Na dentina usa-se uma broca esférica de baixa rotação para melhorar o controlo do corte. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio. Se as raízes forem divergentes, a abertura deve ser menor. Se as raízes forem paralelas ou convergentes, devemos promover um desgaste de forma a adquirir uma cavidade mais ampla.

MolaresMolaresMolaresMolares

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

3

 

3 41,1%

19

a 22mm

4 56,5%

22

a 25mm

5 2,4%

21

a 23mm

A câmara pulpar pode ter uma forma triangular com o vértice em palatino ou trapezoidal. Características das raízes:

- Raiz MV: curva para distal no terço apical

- Raiz DV: recta com curvatura para distal ou vestibular no terço apical

- Raiz P: mais larga com curvatura no terço apical para vestibular

Deve analisar-se radiograficamente o terço apical para determinar se existe ou não curvatura. Isto evita perda de comprimento de trabalho e risco de perfuração. NOTA: num molar com câmara pulpar calcificada deve medir-se a distância da superfície oclusal até à câmara pulpar pois não há a sensação de queda em molares com câmara pulpar atrésica. Isto ajuda-nos a manter o controlo da profundidade, evitando o risco de perfuração. A forma de acesso deve ser triangular ou trapezoidal. Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar o centro da fossa central paralela ao LED. Ao chegar á dentina deve dirigir-se a broca para palatino pois o

encontrar o centro da fossa central paralela ao LED. Ao chegar á dentina deve dirigir-se a

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

corno pulpar mais volumoso encontra-se em palatino. Quando se penetra na câmara, sente-se a broca a cair no vazio. Posteriormente inicia- se a conformação da câmara pulpar com a broca Endo Z e regularização das paredes para permitir um acesso em linha recta.

NOTA: canal MV2 ou MP: localiza-se a 1 ou 2 mm do canal MV principal ou a meia distancia entre MV principal e P. a instrumentação deve ser cuidadosa pois é um c anal atrésico, calcificado e curvo. Nunca se deve exceder a LAP 25.

ABERTURAABERTURAABERTURAABERTURA DEDEDEDE DENTESDENTESDENTESDENTES MANDIBULARESMANDIBULARESMANDIBULARESMANDIBULARES

IncisivoIncisivoIncisivoIncisivo CentralCentralCentralCentral eeee LateralLateralLateralLateral

 

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

I. Central

1

 

1 70,1%

 

2 29,2%

21 a 22mm

I. Lateral

1

 

1 56,9%

2 47,1%

Apresentam uma única raiz linear que se torna curva para lingual no terço apical.

A câmara pulpar tem uma forma triangular a oval. Os cornos pulpares encontram-se

em mesial e distal.

A forma de acesso deve ser triangular com o vértice virado para o cingulo e a base

para incisal ou oval.

Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar ao centro da face lingual, 1 a 2mm acima do cingulo e perpendicular ao LED e depois a 45º

À medida que se começa a penetrar na dentina, a broca vai tomando uma posição

paralela ao LED. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio. Deve alargar-se a câmara pulpar de forma a que seja visível toda a sua extensão. Deve remover-se o tectos e os cornos pulpares com a broca Endo Z, realizando movimentos de tracção para dentro e para fora. Devem retirar-se os ombros de dentina.

CaninosCaninosCaninosCaninos

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

1

1

99%

25 a 26mm

O canal apresenta secção oval, sendo mais alargado no sentido vestíbulo-lingual.

1 1 99% 25 a 26mm O canal apresenta secção oval, sendo mais alargado no sentido

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Apresenta uma curvatura para distal no terço apical da raiz.

A forma de acesso deve ser elíptica ou oval.

Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar no centro da face lingual, acima do cingulo e perpendicular ao LED e depois a 45º. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio. Deve alargar-se a câmara pulpar no sentido incisal, de forma a que seja visível toda a sua extensão. Deve remover-se o tecto e cornos pulpares com a broca Endo Z, realizando movimentos de tracção. Devem retirar-se os ombros de dentina.

PréPré-PréPré--Molares-MolaresMolaresMolares

 

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

1º PM

2, 1, 3

 

1 73,5%

 

2 26%

3 0,5%

21 a 22mm

2º PM

1, 2

 

1 85,5%

2 13%

3 0,5%

A câmara pulpar apresenta uma forma oval no sentido vestíbulo-lingual.

A forma de acesso deve ser oval

Técnica. Usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar no centro da face oclusal paralela ao LED. Na dentina usa-se uma broca esférica de baixa rotação para melhorar o controlo do corte. Quando atingida a câmara pulpar, sente-se a broca a cair no vazio.

A conformação da câmara é depois modelada com a broca Endo Z

MolaresMolaresMolaresMolares

Nº de Raízes

Nº de Canais

%

Comp. médio

2, 3, 4

 

2 6,7%

Raiz mesial do 1º molar: 21mm

3 64,4%

Raiz distal do 1º molar: 22 a 23mm 2º molar: 20 a 21mm

4 28,9%

A câmara pulpar pode ter uma forma triangular com o vértice para distal ou uma forma

rectangular. Características das raízes:

- Raiz M: curva para distal no terço apical. Apresenta 2 canais. A instrumentação deve ser cuidadosa por serem canais finos e curvos. Não se deve execeder a

LAP 25 de forma a não danificar o canal.

deve ser cuidadosa por serem canais finos e curvos. Não se deve execeder a LAP 25

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EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

- Raiz D: recta com curvatura mésio-distal ou vestibular no terço apical. Pode

apresentar 1 ou 2 canais. A forma de acesso deve ser triangular ou rectangular. Técnica: usa-se uma broca esférica de alta rotação que se deve encontrar o centro da fossa central paralela ao LED. Ao chegar á dentina deve dirigir-se a broca para distal pois o corno pulpar mais volumoso encontra-se em distal. Quando se penetra na câmara, sente-se a broca a cair no vazio. Posteriormente inicia- se a conformação da câmara pulpar com a broca Endo Z, seguindo-se o contorno do triângulo de distal para ML, MV. Deve ter-se cuidado de forma a evitar o desgaste excessivo em MV. Deve eliminar-se o tecto da câmara pulpar e regularizar-se as paredes de forma a permitir um fácil acesso dos instrumentos. Podem surgir ombros de dentina e calcificações á entrada dos canais, frequentemente na paredes vestíbulo-lingual dos canais ML e MV. Estas irregularidades devem ser eliminadas.

NOTA: pode aparecer um canal distal em forma de C “C-shapped”, que resulta da convergência dos canais DV e DL.

ErrosErrosErrosErros

Podem resultar de:

- Diagnostico inadequado

- Falha no reconhecimento precoce dos problemas

- Falha no reconhecimento da anatomia interna

Podem ser:

- Má orientação: leva a uma remoção desnecessária de dentina. Pode ser

causado por uma procura da câmara ou de canais ou por um posicionamento inadequado da

broca.

- Perfuração: resulta da má orientação da broca ou da procura de um canal

um posicionamento inadequado da broca. - Perfuração: resulta da má orientação da broca ou da procura

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

AberturaAberturaAberturaAbertura dededede CâmarasCâmarasCâmarasCâmaras PulparesPulparesPulparesPulpares ---- DentesDentesDentesDentes MaxilaresMaxilaresMaxilaresMaxilares

IncisivosIncisivosIncisivosIncisivos centralcentralcentralcentral eeee laterallaterallaterallateral

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

Incisivo Central

1

1

100

Incisivo Lateral

1

1

99,9

Raiz única e linear

Curva para distal no terço apical Comprimento médio

IC -> 23 a 25 mm

IL -> 22 a 23 mm Câmara triangular

Cornos pulpares M e D Forma de acesso

Triangular Vértice virado para o cíngulo, base para incisal e com ângulos arredondados

Broca esférica de alta rotação no centro da face palatina

Iniciar perpendicular ao LED, colocando-a depois a 45 º

Na dentina usa-se uma broca esférica de baixa rotação, para aceder à câmara pulpar, nesta fase a broca está paralela ao LED Queda na câmara pulpar

Quando na câmara pulpar, alargar a mesma de modo a que seja visível toda a câmara. A remoção do tecto e cornos pulpares deve ser total, utilizando a Endo-Z com movimentos de tracção em direcção ao exterior (de dentro para fora) Ombro de dentina na parede lingual, deve ser eliminado de modo a evitar a migração das limas para vestibular

CaninosCaninosCaninosCaninos

1 só raiz em 100% dos casos e um só conduto de secção oval, mais alongado no sentido vestíbulo-palatino Comprimento médio

24 a 27 mm Forma de acesso

Oval

Zona de acesso localizado no centro da face palatina do dente,

Comprimento médio 24 a 27 mm Forma de acesso Oval Zona de acesso localizado no centro

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

acima do cíngulo, com extensão para incisal

Inicia-se com broca esférica de alta rotação, perpendicular ao LED

Á medida que se vai aproximando da dentina, muda-se a inclinação uma posição paralela ao LED Acesso á câmara pulpar

Com uma broca Endo-Z remodela-se a fenda de acesso de forma a que seja fácil a entrada de uma lima nº. 8 no conduto, para tal há que eliminar os ombros de dentina

PréPré-PréPré--molares-molaresmolaresmolares

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

   

1 9

 

Primeiro

2, 1, 3

2 85

3 6

   

1 75

 

Segundo

1,2

2 24

3 1

Comprimento médio

21 a 22 mm Fusão radicular pode ocorrer em qualquer zona ou existir mesmo fusão radicular

Tem de se fazer muito boa irrigação, com DANTE e quelantes, para lavar a zona do istmo, que dada a fragilidade não vamos conseguir instrumentar Forma de acesso

Oval

Inicia-se no centro da face oclusal com uma broca esférica de alta velocidade inclinada paralelamente ao LED

Na dentina usa-se broca esférica de baixa rotação, para assegurar um melhor controlo de corte

Penetra-se na câmara pulpar Se as raízes são divergentes (consultar rx de diagnostico) a abertura deve ser menor, se pelo contrário as raízes são paralelas ou convergentes, temos uma cavidade mais ampla

A forma de acesso é obtida pela Endo-Z. Identificam-se os condutos e faz-se uma prova nos mesmos usando limas nº. 8

Não confundir, em dentes jovens, os cornos pulpares com a entrada de condutos

uma prova nos mesmos usando limas nº. 8 Não confundir, em dentes jovens, os cornos pulpares

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EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

MolarMolarMolarMolar

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

   

3

41,1

Molares

3

4 (raiz MV) 5 (raiz palatina, raiz DV rara)

56,5

2,4

Comprimento médio

19 a 22 mm

22 a 25 mm

19 a 22 mm

21 a 23 mm Câmara pulpar

Triangular com o vértice palatino

Ou trapezoidal Imagem radiográfica

Raiz MV curva para distal no terço apical

Raiz DV recta com curvatura para distal ou vestibular no terço apical

Raiz P mais larga com curvatura no terço apical para vestibular

Examinar clínica e radiologicamente o terço apical para determinar se existe curvatura Evita perda de comprimento de trabalho e o risco de perfuração Câmara pulpar calcificada

Medir distância da superfície oclusal até á câmara pulpar com sonda periodontal, porque não há a sensação de queda em molares com câmara atrésica Manter o controlo da profundidade Diminui o risco de perfuração Forma de acesso

Triangular ou trapezóide

Inicio no centro da fossa central (mesial) com uma broca esférica de alta velocidade, paralela ao LED Dirigir sempre a broca para palatino, porque o corno pulpar mais volumoso é o palatino

Ao chegar á dentina, inclina-se a broca dirigindo-a para palatino

Quando há 3 condutos …

Quando se penetra na câmara pulpar, há uma sensação de queda, inicia-se a conformação do acesso som a broca Endo-Z Para isso há que seguir o contorno do triangulo, de P para DV

e MV…

a conformação do acesso som a broca Endo-Z Para isso há que seguir o contorno do

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EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Regulariza-se as paredes da câmara para permitir o acesso dos instrumentos nos condutos

Surgem ombros de dentina…

Comprova-se a existência dos condutos com limas nº. 8…

CondutoCondutoCondutoConduto MV2MV2MV2MV2 ouououou MPMPMPMP

Localizado a 1 ou 2 mm do conduto MV principal ou a meia distancia entre MV1 e P

Instrumentação cuidadosa devido a ser conduto atrésico, calcificado

e curvo

Não exceder a LAP 25

AberturaAberturaAberturaAbertura dededede CâmarasCâmarasCâmarasCâmaras PulparesPulparesPulparesPulpares ---- DentesDentesDentesDentes MandibularesMandibularesMandibularesMandibulares

IncisivosIncisivosIncisivosIncisivos centralcentralcentralcentral eeee laterallaterallaterallateral

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

   

1 70,1

 

Incisivo Central

1

2 29,9

   

1 56,9

 

Incisivo Lateral

1

2 43,1 1

Raiz única e linear

Curva para lingual no terço apical Comprimento médio

21 a 22 mm Câmara triangular a oval

Cornos pulpares M e D Forma de acesso

Triangular ou oval

Broca esférica de alta rotação no centro da face lingual, 1 a 2 mm acima do cingulo

Inicia-se perpendicular ao LED, colocando-a depois a 45 º

Na dentina usa-se uma broca esférica de baixa rotação… Queda na câmara pulpar

1 Em termos da população portuguesa, a percentagem de 2 condutos é maior que 1

Queda na câmara pulpar 1 Em termos da população portuguesa, a percentagem de 2 condutos é

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EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Alargar a mesma de modo a que seja visível toda a câmara. A remoção do tecto e dos cornos pulpares deve ser total. Precauções

Não inclinar a broca demasiado para mesial, distal ou vestibular…

Começar com uma abertura pequena que depois se alarga

CaninosCaninosCaninosCaninos

 

Uma só raiz em 99% dos casos e um só conduto radicular de secção oval, mais alongado no sentido vestíbulo-lingual

Curva no terço apical para distal Comprimento médio

25 a 26 mm Forma de acesso

Elíptica ou oval

Zona de acesso localizado no centro da face lingual do dente, acima do cíngulo, com extensão para incisal

Com uma broca Endo-Z remodela-se a …

PréPré-PréPré--molares-molaresmolaresmolares

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

   

1

73,5

Primeiro

1, 2, 3

2

26

3

0,5

   

1

85,5

Segundo

1,2

2

13

3

0,5

Raiz única Comprimento médio

21 a 22 mm Câmara pulpar

Oval no sentido vestíbulo-lingual Forma de acesso

Oval

Inicia-se no centro da face oclusal com uma broca esférica de alta velocidade inclinada paralelamente ao LED

Oval Inicia-se no centro da face oclusal com uma broca esférica de alta velocidade inclinada paralelamente

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Na dentina usa-se uma broca esférica de baixa rotação, para assegurar um melhor controlo de corte

Penetra-se na câmara pulpar

A forma de acesso é obtida pela Endo-Z

Identificam-se os condutos e faz-se uma prova nos mesmos usando

limas 8

MolaresMolaresMolaresMolares

 

Nº. de Raízes

Nº. de Condutos

%

   

2 6,7

 

Molares

2, 3, 4

3 64,4

4 28,9

Comprimento médio

Raiz mesial do 1º molar -> 21 mm

Raiz distal do 1º molar -> 22 a 23 mm

2º molar -> 20 a 21 mm Câmara pulpar

Triangular com o vértice distal

Ou rectangular Imagem radiográfica

Raiz M curva para distal no terço apical Apresenta 2 canais Instrumentação cuidadosa, devido a serem condutos finos e curvos. Não exceder LAP 25 de modo a não danificar o canal

Raiz D recta com curvatura para MD ou vestibular no terço apical Apresenta 1 ou 2 condutos Forma de acesso

Triangular ou rectangular

Inicio no centro da fossa central (mesial) com uma broca esférica de alta velocidade, paralela ao LED

Ao chegar á dentina, inclina-se a broca dirigindo-a para distal, porque o corno pulpar mais volumoso é o distal

Quando se penetra na câmara pulpar, há uma sensação de queda, inicia-se a conformação do acesso com a broca Endo-Z Para isso há que seguir o contorno do triângulo, de D para ML

a conformação do acesso com a broca Endo-Z Para isso há que seguir o contorno do

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

e MV

Evitar o desgaste excessivo de MV Eliminar o resto da câmara pulpar

Regulariza-se as paredes da câmara para permitir o acesso fácil dos instrumentos nos condutos

Surgem ombros de dentina, calcificações à entrada dos condutos, normalmente na parede vestíbulo-lingual dos condutos MV e ML que…

Comprova-se a existência dos condutos com limas nº. 8

Condutos mesiais e parede mesial - parede de dentina – molares, geralmente em canais atrésicos

Ambos podem apresentar um conduto D em forma de C “C-shapped” que resulta da convergência dos condutos DV e DL. Requer uma instrumentação adequada e irrigação copiosa de modo a conseguir remover todo o tecido pulpar

DV e DL. Requer uma instrumentação adequada e irrigação copiosa de modo a conseguir remover todo

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EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

CondutometriaCondutometriaCondutometriaCondutometria

A bainha epitelial de Hertwigs determina a formação da dentina radicular e desta forma a sua conformação:

- Raiz curva ou recta

- Raiz larga ou estreita

- Raiz curta ou comprida

- Uma raiz ou várias raízes

AspectosAspectosAspectosAspectos histológicoshistológicoshistológicoshistológicos dodododo tecidotecidotecidotecido pulparpulparpulparpulpar

Coronário:

- Grande quantidade de tecido celular

- Poucas fibras de colagénio

- Odontoblastos em colunas altas . Maior quantidade de odontoblastos

Apical:

- Menor quantidade de células

- Mais fibroso, semelhante ao LPO

- Odontoblastos em placas

- Menor quantidade de odontoblastos

AspectosAspectosAspectosAspectos histológicoshistológicoshistológicoshistológicos dodododo tecidotecidotecidotecido dentináriodentináriodentináriodentinário

Coronário:

- Tubular

- Grande permeabilidade

Apical:

- Menor tubular, mais amorfo e irregular

- Menor permeabilidade

AspectosAspectosAspectosAspectos histológicoshistológicoshistológicoshistológicos dodododo cimentocimentocimentocimento

Cervical e médio:

- Acelular

- Menor deposição de cimento

Apical:

- Celular

- Maior deposição de cimento

Cervical e médio: - Acelular - Menor deposição de cimento Apical: - Celular - Maior deposição

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Seltar et col: devido ás forças exercidas sobre o dente, há mudanças compensatórias no desenvolvimento apical, que modificam constantemente a anatomia apical.

UniãoUniãoUniãoUnião CimentoCimento-CimentoCimento--Dentinária-DentináriaDentináriaDentinária

Ponto onde o cimento se une ao canal dentinário. A localização da união cimento-dentinária pode ser muito variável. Segundo Coulidge, esta localização é o parâmetro para determinar o limite apical da endodontia. A distancia do foramen apical á junção cimento-dentinária pode ser muito variável, podem ser influenciada por:

- Aposição continua de cimento (idade, reabsorção, trauma, movimentos ortodonticos, doença periodontal) - Foramen apical pode estar localizado mais superiormente

ConstriçãoConstriçãoConstriçãoConstrição ApicalApicalApicalApical

Segundo Kutter, encontra-se na dentina antes da junção cimento-dentinária. Segundo Chapman, encontra-se 0,5 a 1mm antes da saída do canal (92,5% das vezes)

ForamensForamensForamensForamens AcessóriosAcessóriosAcessóriosAcessórios

Quando um canal vai atingir a abertura apical pode dividir-se em uma ou mais vias. Maior percentagem de ramificações entre os 20 e os 40 anos e menor percentagem entre os 40 e os 55 anos.

ApéxApéxApéxApéx AnatómicoAnatómicoAnatómicoAnatómico

Extremo da raiz determinado morfologicamente

ApéxApéxApéxApéx RadiológicoRadiológicoRadiológicoRadiológico

Extremo da raiz determinado morfo-radiologicamente

PadrõesPadrõesPadrõesPadrões dededede referenciareferenciareferenciareferencia dodododo limitelimitelimitelimite apicalapicalapicalapical dadadada endodontiendodontiendodontiendodontia:a:a:a:

- Constrição apical

- 2 a 3mm do ápex em pulpite

- 2mm da abertura do foramen

- 1 a 0,5mm da abertura do foramen

- União cimento-dentinária

ComprimentoComprimentoComprimentoComprimento dededede trabalhotrabalhotrabalhotrabalho

Distancia do ponto de referencia ao ápex. Determina ate onde o preparo do canal e a obturação são realizados.

Distancia do ponto de referencia ao ápex. Determina ate onde o preparo do canal e a

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Comprimento ideal: 1 a 2mm do ápex radicular

A localização do ápex varia e estas variações não podem ser determinadas utilizando-

se apenas um Rx. Então usam-se medidas médias de distancia entre o foramen apical até ao

ápex verdadeiro e desde a constrição apical até ao foramen apical.

PontoPontoPontoPonto dededede ReferênciaReferênciaReferênciaReferência

Local na superfície oclusal ou incisal a partir do qual as medidas são realizadas. É usado durante a instrumentação e obturação do canal. Deve ser escolhido um ponto de referência facilmente visualizado. Ponto de referencia mais comum:

- Dentes anteriores: ponto mais alto do bordo incisal

- Pré-molares: cúspide vestibular

- Molares: cúspide mésio-vestibular

- Dentes fracturados: remanescente dentário ou dente adjacente

O mesmo ponto de referência deve ser usado para todos os canais de um dente com

múltiplos canais. O ponto de referência deve ser estável, ou seja, não se deve alterar durante todo o

tratamento. Deve também ser um ponto de referência de fácil visualização. Não se deve usar o chão da câmara pulpar nem a crista marginal como ponto de referência.

TÉCNICASTÉCNICASTÉCNICASTÉCNICAS PARAPARAPARAPARA AAAA DETERMINAÇAODETERMINAÇAODETERMINAÇAODETERMINAÇAO DODODODO COMPRIMENTOCOMPRIMENTOCOMPRIMENTOCOMPRIMENTO DEDEDEDE TRABTRABTRABTRABALHOALHOALHOALHO

MétodoMétodoMétodoMétodo TáctilTáctilTáctilTáctil ActualActualActualActual

É feito através da sensibilidade do clínico para identificar a constrição apical, pois a

sensibilidade manual é capaz de detectar uma mudança repentina de pressão.

Vantagens:

- Canal não reabsorvido costuma estreitar-se antes de sair da raiz

- O canal tende a mudar o seu percurso nos últimos 3mm (curvaturas)

Desvantagens:

- Difícil escolher que lima usar para identificar a constrição apical

- Pode não haver constrição apical

Este método não pode ser usado em:

- Dentes com ápex imaturo

- Dentes com ápex não formado

- Dentes com curvas excessivas

Se os canais se alargarem antes da saída, pode detectar-se a constrição apical em 75% dos casos.

curvas excessivas Se os canais se alargarem antes da saída, pode detectar-se a constrição apical em

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Se os canais não alargarem antes da saída, pode localizar-se a constrição em 1/3 dos

casos.

Usando esta técnica há um sucesso de 64%

MétodoMétodoMétodoMétodo RadiológicoRadiológicoRadiológicoRadiológico

Realiza-se um Rx de diagnostico com a técnica de paralelismo.

Usa-se uma régua milimétrica endodontica para medir desde o ponto de referência até ao ápex radicular. Á medida obtida subtrai-se mm para o comprimento de trabalho estimado. Este valor é obtido com base em:

- Relação do ápex radiográfico com o foramen apical real ou constrição apical é

1mm.

- O efeito de ampliação do Rx é de 2mm

Coloca-se o Stop na lima de forma a esta atingir o comprimento de trabalho calculado. Realiza-se o Rx com a última lima a entrar sem resistência (lima inicial) e verifica-se se o comprimento de trabalho se encontra correcto. Nota: limas 10 não devem ser usadas no Rx do comprimento de trabalho pois não têm tradução radiológica. A redução de 3mm pode levar a que a lima inicial fique posicionada aquém do comprimento de trabalho. Se houver discrepância entre a ponta da lima e o comprimento de trabalho correcto e essa discrepância é menor que 3mm, ajusta-se a lima sem necessidade de Rx. Se a discrepância for superior a 3mm, deve ajustar-se e realizar-se o Rx.

Variação da distancia do comprimento de trabalho ao ápex:

- Dentes sem reabsorção óssea ou radicular: 1mm

- Dentes com reabsorção óssea e não radicular: 1,5mm

- Dentes com reabsorção óssea e radicular: 2mm

MétodoMétodoMétodoMétodo dodododo coneconeconecone dededede papelpapelpapelpapel

Indicado para:

- Dentes com ápex imaturo

Introduz-se o cone de papel e mede-se o ponto de humidade ou sangue que fica na zona do cone que ultrapassa o ápex.

Existem cones com marcas milimétricas, de forma a facilitar esta medição. Este método nunca deve ser usado isoladamente.

MétodoMétodoMétodoMétodo dadadada GrelhaGrelhaGrelhaGrelha MilimétricaMilimétricaMilimétricaMilimétrica

Faz-se o Rx com uma grelha milimétrica, em que cada quadrado corresponde a 1mm. Apresenta distorção

Faz-se o Rx com uma grelha milimétrica, em que cada quadrado corresponde a 1mm. Apresenta distorção

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

MétodoMétodoMétodoMétodo dededede TabelaTabelaTabelaTabela dededede MedidaMedidaMedidaMedida

Usam-se medidas padrão

LocalizadorLocalizadorLocalizadorLocalizador apicalapicalapicalapical electrónicoelectrónicoelectrónicoelectrónico

Dispositivo electrónico que lê quando a lima atinge tecidos com vitalidade. É um método preciso mas não dispensa técnicas radiológicas.

A exactidão do comprimento de trabalho é a chave do sucesso endodóntico. Histologia e Anatomia Apical 1- Formação da raiz A bainha epitelial radicular de Hertwigs forma-se a partir de células do epitélio dentário externo e interno do órgão dentário. A bainha epitelial radicular de Hertwigs determina a formação da dentina radicular

Raiz curva ou recta

Raiz larga ou estreita

Fecho com rapidez ou lentidão

Raiz curta ou comprida

Uma ou varias 2- Formação da raiz completa Quando a continuidade da bainha epitelial radicular de Hertwigs se quebra, aparecem defeitos na parede dentinária o que leva ao aparecimento de condutos laterais, etc.

AspectosAspectosAspectosAspectos HistoHistológicosHistoHistológicoslógicoslógicos dededede InteresseInteresseInteresseInteresse nononono TecidoTecidoTecidoTecido PulparPulparPulparPulpar

CoronárioCoronárioCoronárioCoronário

ApicalApicalApicalApical

Principalmente tecido conectivo celular

Com menos células

Escassas fibras de colagénio

Mais fibroso, idêntico ao ligamento periodontal

Odontoblastos em colunas altas

Odontoblastos em placas

Mais odontoblastos por unidade de área

Menos odontoblastos por unidade de área

Odontoblastos variam de aspecto

por unidade de área ⇒ Menos odontoblastos por unidade de área ⇒ Odontoblastos variam de aspecto

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Vasos sanguíneos e nervos iguais aos da zona periférica, mas estes vão- se ramificando em vasos e nervos colaterais quando passam o foramem e avançam na polpa. Em pulpectomias vivas a separação pulpar será, portanto, mais a nível do conduto do que a nível apical.

AspectosAspectosAspectosAspectos HistológicosHistológicosHistológicosHistológicos dededede InteresseInteresseInteresseInteresse nononono TecidoTecidoTecidoTecido DentinDentinDentinDentinárioárioárioário ApicalApicalApicalApical

Coronário

Apical

Tubular

Menos tubular, mais amorfo e irregular

Maior permeabilidade

Menor permeabilidade

AspectosAspectosAspectosAspectos HistológicosHistológicosHistológicosHistológicos dededede InteresseInteresseInteresseInteresse nononono CimentoCimentoCimentoCimento ApicaApicaApicaApicallll

Cervical e médio Acelular Menor deposição

Apical Celular Maior deposição

Acelular e celular de maneira aleatória

Cimento Endodontia:

Restabelecimento de fracturas horizontais

Restabelecimento de lagoas (zonas) de reabsorção Traumatismos Lesões periapicais

Obliteração biológica do foramem após tratamento Seltzer et col

Devido às forças exercidas sobre o dente, provocam mudanças compensatórias no desenvolvimento apical, que modificam constantemente a morfologia apical.

AspectosAspectosAspectosAspectos HistológicosHistológicosHistológicosHistológicos dededede InteresseInteresseInteresseInteresse nananana UniãoUniãoUniãoUnião CimentoCimentoCimentoCimento--Dentinária--DentináriaDentináriaDentinária

Não se detecta clínica ou radiologicamente Ponto de referência histológico Kutter

Ponto onde o cimento se une ao conduto dentinário Coulidge

Localização da união cimento-dentinária pode ser muito variável

Parâmetro para determinar o limite apical da endodontia Dummer e tal

Distância entre o foramem apical e a união cimento-dentinária foi

o limite apical da endodontia Dummer e tal Distância entre o foramem apical e a união

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

muito variável

Incisivos superiores -> 2, 68 mm da saída do conduto

Caninos superiores -> 2,18 mm da saída do conduto A forma da união cimento-dentinária não é exactamente redonda O cimento não atinge o mesmo comprimento nem grossura em todas as superfícies dentro do conduto cimentário Harran et col

A união cimento-dentinária não é referência ideal do limite apical

Existe elevada variação de medidas no comprimento do cimento desde a união cimento-dentinária ao diâmetro do foramem apical A distancia entre o foramem apical e a união cimento-dentinária esta influenciada por vários factores:

trauma,

movimentos ortodônticos, doença periodontal)

Foramen apical: localizado em qualquer ponta superior e radicular e distante da união cimento-dentinária

A

aposição

continua

de

cimento

(idade,

reabsorção,

AspectosAspectosAspectosAspectos AnatómicAnatómicosAnatómicAnatómicososos dededede InteresseInteresseInteresseInteresse nononono TerçoTerçoTerçoTerço ApicalApicalApicalApical

Kutter

Constrição apical - o diâmetro mais estreito não se encontra na saída, mas sim na dentina antes do cimento Chapman

A maioria encontra-se entre 0,5 a 1 mm antes da saída do conduto

(92,5 %)

Dummer

Vários tipos de constrição Simples Porção mais estreita perto do ápice Multiconstricção Constrição seguida de porção estreita e paralela ao conduto

Coincidem todos os autores (Kutter, Harran, …)

O foramem apical varia em tamanho e posição em relação ao ápex

radicular

todos os autores (Kutter, Harran, …) O foramem apical varia em tamanho e posição em relação

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ForaForaminasForaForaminasminasminas acessóriasacessóriasacessóriasacessórias

Pucci e Reig

Quando um conduto vai atingir a abertura apical pode dividir-se em 1 ou mais vias Manocci

Maior % de ramificação entre os 20 e 40 anos

Menor % de ramificação entre os 40 e 55 anos

CondutoCondutoCondutoConduto cimentáriocimentáriocimentáriocimentário

Cone invertido atapetado de cimento, oposto ao conduto dentinário Costuma terminar sobre a dentina do apex Às vezes estende-se dentro do conduto cobrindo a dentina de maneira irregular

ÁpexÁpexÁpexÁpex anatómicoanatómicoanatómicoanatómico

Extremo da raiz determinado morfologicamente .

ÁpexÁpexÁpexÁpex radiológicoradiológicoradiológicoradiológico

Extremo da raiz determinado morfo-radiologicamente.

DefiniçãoDefiniçãoDefiniçãoDefinição dodododo ComprimentoComprimentoComprimentoComprimento dededede TrabalhoTrabalhoTrabalhoTrabalho (CT)(CT)(CT)(CT)

Principio de geometria

Recta é determinada por dois pontos Coroa Ápex Distância na qual nos baseamos para a preparar e obturar o conducto entre um ponto de referencia coronário (visível) e um apical (termino, não visível e mais difícil de detectar) Exactidão do comprimento de trabalho

Chave do sucesso Controvérsia

DiferentesDiferentesDiferentesDiferentes PadrõesPadrõesPadrõesPadrões dededede ReferênciaReferênciaReferênciaReferência dodododo LimiteLimiteLimiteLimite ApicalApicalApicalApical

Fava LR e Ricucci D

Constrição apical Rego sanguíneos Goldberg F, Cailletueau JG, Altman M

Fava LR e Ricucci D Constrição apical Rego sanguíneos Goldberg F, Cailletueau JG, Altman M 24

24

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Constrição apical Diâmetro mais estreito Davis Wl

2 a 3 mm do ápex em pulpite Conservar polpa apical … 0,1 mm, distancia entre foramem e constrição Burch

Pouco frequente a coincidência entre o ápex e o maior diâmetro do foramem, este poderia encontrar-se a 2 mm Chunn

Exactidão

1,0 a 0,5 mm da abertura do foramen Dummer

Distancia do ápex ao foramem Caninos -> 0,07 a 2,69 mm Pré-molares -> 0,89 mm Weine e Nguyen

A nível da união cimento-dentinária Mitzutani

A constrição a 1 mm do ápex

Ingle

O diâmetro mais estreito encontra-se na união cimento-dentinária, que está regularmente o 0,5 mm da superfície da raiz Langeland

Demonstrou histologicamente que a união cimento-dentinária não coincide com a constrição apical Stringberg

Estudo clínico (775 dentes ao longo de 10 anos) Melhores resultados a 1 mm do apex radiológico Kuttler e …

A união cimento-dentinária é um ponto de referência histológico, não é um ponto de referência morfológico Comprimento de trabalho

Ponto de preocupação e de diferentes opiniões

é um ponto de referência morfológico Comprimento de trabalho Ponto de preocupação e de diferentes opiniões

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

HistóriaHistóriaHistóriaHistória dosdosdosdos DiferentesDiferentesDiferentesDiferentes MétodosMétodosMétodosMétodos dededede DeterminaçãoDeterminaçãoDeterminaçãoDeterminação dodododo CTCTCTCT

Crane (1921)

Resposta do paciente ao ultrapassar o apex Bregman (1950)

Lima no conduto e posterior rx Sunada (1962)

Introduz o primeiro aparelho electrónico Ingle e Beveridge (1979)

Tinham em conta a distorção radiográfica

MétodoMétodoMétodoMétodo ActualActualActualActual

Identificar o limite apical do CT… MétodoMétodoMétodoMétodo táctiltáctiltáctiltáctil actualactualactualactual Alternativa (Holland) Identificar o limite Não há resposta do paciente

Mas sim trabalha-se com a sensibilidade de cada clínico Vantagens

Conduto não reabsorvido costuma estreitar-se antes de sair da raiz

O conduto tende a mudar o seu percurso nos últimos 3 mm Desvantagens

Que lima escolher para identificar a constrição apical

Existem regiões apicais que de facto não têm constrição Dabt

A sensibilidade manual é capaz de detectar uma mudança repentina na pressão necessária Seidberg

Usando a sensibilidade táctil digital existe um sucesso de 64 % Este método não é valido em:

Dentes com ápex imaturo

Dentes com ápex não formado

Dentes com curvas excessivas Se os condutos se alargarem antes da saída, um clínico experiente pode localizar a constrição apical em 75 % dos casos Olson

Se os condutos não são alargados antes da saída, um clínico experiente pode localizar a constrição apical num terço dos casos Dialma

alargados antes da saída, um clínico experiente pode localizar a constrição apical num terço dos casos

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Existem preparações através …

profissionais

que

dizem

MétodoMétodoMétodoMétodo radiológicoradiológicoradiológicoradiológico (Maltan)(Maltan)(Maltan)(Maltan)

identificar

o

limite

das

suas

1- Rx de diagnostico com a técnica do paralelismo 2- Medir com régua milimétrica 3- A esta medido do rx tiram-se 3 mm, com base em 3.1) Relação real do ápex com o foramen é > 1 mm 3.2) A ampliação/distorção do rx é > 2 mm 4- Coloca-se o STOP no CT calculado 5- Rx com lima nº. 8 ou 10

5.1) Não são visíveis e podem passar o ápex

66-66---

Em multirradiculares colocar todas as limas ou 2 de cada vez

77-77---

Algumas vezes rx outras vezes mais

88-88---

Medir discrepâncias entre a ponta da lima e o ápex radiológico e ajustar 1 ou 2

mm

Variações (CT a x mm do apex)

Não existe reabsorção óssea ou radicular -> 1 mm

Existe reabsorção óssea e não radicular -> 1,5 mm

Existe reabsorção óssea e radicular -> 2 mm Se há discrepância entre a ponta da lima e o comprimento de trabalho correcto e é menor a 3 mm ajusta-se sem necessidade de rx Se há discrepância entre a ponta da lima e o comprimento de trabalho correcto e é > a 3 mm ajusta-se com rx de confirmação

MétMétodoMétMétodoodoodo RadiográficoRadiográficoRadiográficoRadiográfico DigitalDigitalDigitalDigital

O paciente está exposto a menor quantidade de radiação Apresenta 1 dispositivo de medida do comprimento de trabalho Pouco exacto até ao momento Alguns é necessário calibrar, introduzindo o comprimento de trabalho calculado

MétodoMétodoMétodoMétodo dodododo ConeConeConeCone dededede PapelPapelPapelPapel

Indicado

Dentes com apex imatura

Casos de dentes com cones imaturos

Casos de perda… Introduzir ponta de papel

Indicado Dentes com apex imatura Casos de dentes com cones imaturos Casos de perda… Introduzir ponta

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Medir o ponto de humidade ou sangue que fica a ultrapassar o ápex Existem cones com marcas milimétricas

18, 19, 20, 22 e 24 mm

Não se utiliza sozinho

MétodoMétodoMétodoMétodo dadadada GrelhaGrelhaGrelhaGrelha MilimétricaMilimétricaMilimétricaMilimétrica

Rx com grelha milimétrica

Cada quadrado é 1 mm Tem distorção

MétodoMétodoMétodoMétodo dededede TabelasTabelasTabelasTabelas dededede MedidaMedidaMedidaMedida

Utiliza-se medidas padrão

PontosPontosPontosPontos dededede ReferênciaReferênciaReferênciaReferência

CoronárioCoronárioCoronárioCoronário

Acompanham-nos durante todo o tratamento Tem de ser visível e alto Estável e não mudar entre visitas Não usar o chão da câmara ou o bordo marginal, se for possível

DentesDentesDentesDentes anterioresanterioresanterioresanteriores Bordo incisal

PréPré-PréPré--molares-molaresmolaresmolares Cúspides bucal

MolaresMolaresMolaresMolares

Cúspide mesio-bucal

CasoCasoCasoCaso dededede fracturafracturafracturafractura Remanescente dentário ou dente adjacente

mesio-bucal CasoCasoCasoCaso dededede fracturafracturafracturafractura Remanescente dentário ou dente adjacente 28

28

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

InstrumentaçãoInstrumentaçãoInstrumentaçãoInstrumentação

Shilder definiu o objectivo do preparo canalar como:

- Esvaziamento dos seus remanescentes orgânicos

- Instrumentação de forma a receber uma obturação hermética tridimensional

em todo o espaço do canal radicular. São princípios diferentes, mas que são atingidos simultaneamente e com os mesmos instrumentos e substancias.

Esvaziamento/Esvaziamento/Esvaziamento/Esvaziamento/ LimpezaLimpezaLimpezaLimpeza

Remoção dos potenciais irritantes que existam no sistema canalar:

- Bactérias (microflora)

- Subprodutos bacterianos

- Tecido necrosado

- Resíduos orgânicos

- Tecido sem vitalidade

- Subprodutos salivares

- Restos hemorrágicos

- Material antigénico

Técnica: os instrumentos entram no canal e aplanam todas as superfícies, soltando os resíduos. Depois, os irrigantes eliminam os resíduos do canal. O esvaziamento completo do canal é quase impossível

Objectivos:

- Reduzir irritantes ate níveis abaixo dos significativos

- Obturar e sequestrar os remanescentes no interior do canal.

Assim, o uso de instrumentos e a irrigação leva a um esvaziamento canalar, que

facilita:

- Extracção mecânica

- Dissolução química

- Destoxificaçao

- Saída de substancias de inflamação

Limitações: as limas devem entrar em contacto com as paredes, aplanando-as, de

Saída de substancias de inflamação Limitações: as limas devem entrar em contacto com as paredes, aplanando-as,

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

forma a haver um esvaziamento eficaz. Este contacto por vezes é impossível devido às propriedades físicas dos instrumentos e ao formato do sistema canalar.

INSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃO

Shilder determinou os princípios de instrumentação:

- Desenvolver um canal de forma cónica da coroa a apical.

- O preparo apical deve ser o menor possível e com a sua posição espacial

original

É desejável remover uma camada uniforme de dentina em todas as regiões do canal.

Esta conformação permite que os condensadores e outros instrumentos se ajustem livremente.

AlargamentoAlargamentoAlargamentoAlargamento

O canal deve ser alargado o suficiente para permitir um esvaziamento adequado e uma

boa manipulação de instrumentos e materiais obturadores. Mas não em demasia, evitando o enfraquecimento da raiz.

ConicidadeConicidadeConicidadeConicidade

Deve ser

suficiente para

aquando da obturação.

permitir

uma penetração profunda dos

condensadores

DeterminaçãoDeterminaçãoDeterminaçãoDeterminação dadadada LAPLAPLAPLAP LAP: lima mais calibrosa que trava ligeiramente no comprimento correcto de trabalho após o acesso rectilíneo. É determinada pela colocação passiva e sucessiva de limas cada vez mais calibrosas no comprimento de trabalho até que seja atingido um tamanho que trave ligeiramente. Isto só é conseguido depois de se obter um acesso em linha recta. Depois da determinação da LAP, segue-se o esvaziamento e instrumentação.

ConformaçãoConformaçãoConformaçãoConformação ApicalApicalApicalApical Dve-se criar uma constrição apical. Tem como objectivos:

- Ajudar a confinar os instrumentos, materiais e substâncias químicas ao espaço do canal radicular

- Criar uma barreira contra a qual a gutta possa ser condensada.

Pode-se criar um preparo com:

- Degrau completo

- Degrau incompleto

- Ápex aberto

a qual a gutta possa ser condensada. Pode-se criar um preparo com: - Degrau completo -

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

O sucesso depende:

- Isolar e limpar o foramen

- conformação e situação do foramen devem permanecer idênticas. Não se deve modificar a forma do foramen na instrumentação.

- Deve ter a forma de funil

- Os últimos milímetros são muito frágeis e uma zona muito importante.

ConformaçãoConformaçãoConformaçãoConformação dodododo corpocorpocorpocorpo Deve ser cónico. A conicidade convergente até ao ápex é a forma mais conveniente. Se houver um excesso de instrumentação podem ocorrer:

- Perfurações

- Debilitação da estrutura dentária, podendo levar a fracturas verticais ao fim de

2-3 anos.

Se houver um défice de instrumentação pode levar a:

- Excesso de detritos

MOVIMENTOSMOVIMENTOSMOVIMENTOSMOVIMENTOS DEDEDEDE INSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃO

LimadoLimadoLimadoLimado

Movimento de entra e sai ou de empurrar e puxar

É usado em canais rectos em que a ponta não provoca lesão nos canais.

Em canais com curvas ligeiras pode provocar danos na parede ao empurrar. Pode

ainda originar degraus. Zonas rectas não são danificadas.

EscariadoEscariadoEscariadoEscariado Movimento de rotação pura para a direita. Provoca tensão sobre o instrumento que pode levar à sua deformação e fractura.

RodarRodarRodarRodar eeee PuxarPuxarPuxarPuxar Combinação do limado com o escariado. O movimento de rotação faz com que a lima entre na dentina. O puxar elimina a dentina que fica na lima. Pode provocar fendas com risco de fractura e degraus.

MovimentoMovimentoMovimentoMovimento dededede RelógioRelógioRelógioRelógio Girar 30º a 60º á direita e depois para a esquerda com uma ligeira pressão. Quando se gira á direita, a lima encaixa. Quando se gira á esquerda, a lima

para a esquerda com uma ligeira pressão. Quando se gira á direita, a lima encaixa. Quando

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

desencaixa. Este movimento só é eficaz com limas K.

MovimentoMovimentoMovimentoMovimento dededede RelógioRelógioRelógioRelógio eeee PuxarPuxarPuxarPuxar Exerce-se um movimento de rotação livre, fazendo com que a lima entre na dentina até se obter resistência. Ao puxar retira-se a lima com detritos de dentina.

ForçasForçasForçasForças balanceadasbalanceadasbalanceadasbalanceadas Movimento mais comum Girar ¼ de volta para a direita com ligeira pressão. Girar ¾ de volta à esquerda com ligeira pressão. A partir da lima 25, os canais têm tendência a ficar rectos com este movimento.

CurvaturasCurvaturasCurvaturasCurvaturas Deve partir-se do principio que todos os canais são curvos. Instrumentos pré-curvados só se devem usar em canais curtos. Movimento limado anticurvatura: deve fazer-se pressão na lima contra a parede contrária à da curvatura. Desta forma, não desgasta tanto a curva interna como a externa.

SeqSequenciaSeqSequenciauenciauencia

Instrumentação

RecapitulaçãoSeqSequenciaSeqSequenciauenciauencia Instrumentação Irrigação Recapitulação Irrigação Instrumentação

Instrumentação Recapitulação Irrigação Recapitulação Irrigação Instrumentação

Irrigação

RecapitulaçãoInstrumentação Recapitulação Irrigação Irrigação Instrumentação Recapitulação: retornar á

Irrigação Instrumentação
Irrigação
Instrumentação

Recapitulação: retornar á LAP ou passar a lima 10 pelo ápex de forma a desentupir o canal (permeabilização)

TECNICASTECNICASTECNICASTECNICAS DEDEDEDE INSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃOINSTRUMENTAÇÃO

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica RetrógradaRetrógradaRetrógradaRetrógrada (Step(Step(Step(Step Back)Back)Back)Back) Forma-se um canal em funil Pode ultrapassar-se o foramen com a lima 10 pois não se altera a conformação do canal e tornamo-lo impermeável.

1.

A

primeira lima a ser usada (lima inicial) vai até ao comprimento de trabalho

2.

Depois da lima inicial usam-se mais 3 limas até ao comprimento de trabalho, sendo

a

última a LAP. Isto faz com que se eliminem degraus e se crie um stop apical.

3.

Aumenta-se 5 limas, retirando-se 1mm a cada uma dela

com que se eliminem degraus e se crie um stop apical. 3. Aumenta-se 5 limas, retirando-se

32

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

4. Recapitular, permeabilizar e irrigar entre cada lima

5. Desentupir e alisar canais

Técnica Anterógrada (crown Down)

1. Usa-se brocas gattes até ao 1/3 coronário, de forma a chegar ao canal e retirar os ombros de dentina.

2. Começam a usar-se limas grandes e só depois pequenas, abrindo-se de oclusal para apical.

Deve passar-se sempre a lima 10 entre limas.

Técnica de Forças Balanceadas

1. Coloca-se uma lima 10-15 até ao comprimento de trabalho usando forças

balanceadas

2. 20-25 a 0,5mm do CT 30-35 a 1mm do CT 40-45 a 1,5mm do CT

3. Irrigar entre todas as lima

4. O 1/3 coronário pode conformar-se com brocas Gates ou limas maiores, de forma a

retirar o ombro de dentina.

5. Repetir forças balanceadas para eliminar restos

15

a CT

25

a 0,5mm do CT

35

a 1mm do CT

45

a 1,5mm do CT

20

a CT

Esta técnica usa-se em canais muito rectos e curvos com limas específicas (com uma ponta modificada que deve ser romba para evitar perfurações nas paredes do canal) Esta técnica alarga mais o canal.

BiomecânicaBiomecânicaBiomecânicaBiomecânica eeee InstrumentaçãoInstrumentaçãoInstrumentaçãoInstrumentação dededede condutoscondutoscondutoscondutos radiculareradiculareradiculareradicularessss --Tecnica--TecnicaTecnicaTecnica ManualManualManualManual

PolpaPolpaPolpaPolpa

Sistema micro circulatório que carece de circulação colateral significativa Aumento do volume dos tecidos

Menor fluxo sanguíneo Polpa encerrada entre paredes de dentina

Não se pode expandir

Aumento do volume dos tecidos Menor fluxo sanguíneo Polpa encerrada entre paredes de dentina Não se

33

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Produtos de degeneração

Passa para o periodonto »» Tecido pode degenerar

Necrose

Apresenta fibras de colagénio e fibroblastos

ObjectivoObjectivoObjectivoObjectivo

Schilder definiu os objectivos da Endodontia:

Limpeza

Conformação

Termos diferentes, fazem-se de maneira simultânea com os mesmos agentes

LimpezaLimpezaLimpezaLimpeza

Remoção do conteúdo do sistema de condutos

Material infectado

Material antigênico

Substâncias orgânicas

Microflora

Produção bacteriana

Restos alimentares

Cárie

Tds são potentes irritantes da polpa

Facilita:

Extracção mecânica

Dissolução química »» DO CONTEÚDO DO

Destoxificação CONDUCTO!!

Saída de substancia de inflamação Como?

Uso de instrumentos

Irrigação Hipoclorito de sódio a 2,50%

de instrumentos Irrigação Hipoclorito de sódio a 2,50% Quando diluído Não utilizar a mais de 5,25%

Quando diluído

Não utilizar a mais de 5,25% porque queima os tecidos

Irrigação Hipoclorito de sódio a 2,50% Quando diluído Não utilizar a mais de 5,25% porque queima

34

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ConformaçãoConformaçãoConformaçãoConformação

Continuação de uma forma cavitária

Permite que os condensadores e outros instrumentos se ajustem livremente Facilta

Limpeza tridimensional Permite acesso directo aos instrumentos Tratamento endodontico

Melhora com a experiência do clinico Percepciona mediante o tacto Habilidade e deposição

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

Acesso

Sucesso:

Acesso cavitário Conformação apical

Sucesso:

Isolar e limpar o foramen Conformação e situação do foramen devem permanecer idênticas Os últimos milímetros são muito importantes Zona frágil! Deve ter forma de funil

na

Não se deve modificar instrumentação Conformação do corpo

a

forma

do

foramen

Deve ser cónico

Cuidado:

Excesso

Perfura

Debilita Pode levar a uma fractura vertical do dente mais tarde (2 a 3 anos)

Défice

Excesso de detritos Acumulação de restos de tecidos e substractos

Conicidade convergente até ao apéx

Défice Excesso de detritos Acumulação de restos de tecidos e substractos Conicidade convergente até ao apéx

35

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Forma mais conviniente

Obturar foramen(es)

Luz do foramen

Preservar a anatomia apical Condutos estreitos

Limas iguais ou inferiores a 25

Condutos palatinos

Mais largos

Limas de maior diâmetro

IrrigaçãoIrrigaçãoIrrigaçãoIrrigação

Eliminam resíduos soltos e/ou suspensos no espaço do conduto Dissolvem o remanescente orgânico Destrói os microrganismos Eliminação de irritantes A câmara pulpar deve estar sempre cheia de líquido Hipoclorito de sódio

A 2,5 % Metade água, metade hipoclorito de sódio a 5%

Dissolve matéria organica

Prevenir saída Pode provocar inflamação

Olhos

Não encravar a agulha no conduto Probabilidade de o hipoclorito passar pelo forâmen é maior Outros produtos:

EDTA Quelante Elimina não uniformemente a matéria inorgânica Provoca perfurações e parede dentinária irregular

MTAD Novo produto Antibiótico, gel e ácido cítrico Elimina smear layer

Deixando os túbulos dentinarios abertos sem danificar a

parede externa da dentina Gel menor tensão superficial Mas modifica muito a parede dentinária

sem danificar a parede externa da dentina Gel menor tensão superficial Mas modifica muito a parede

36

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

MovimentosMovimentosMovimentosMovimentos dededede instrumentaçãoinstrumentaçãoinstrumentaçãoinstrumentação

LimandoLimandoLimandoLimando

Entra e sai

Dentes rectos e a ponta não provoca lesões nos condutos Empurrar e puxar

Muito limitado Dano na parede ao empurrar

Curva ligeira Degraus

Obturações curvas Não danifica em zonas rectas nem ao puxar

EscaEscariadoEscaEscariadoriadoriado Rotação pura Rotação á direita É um risco Tensão sobre o instrumento

Deformação e fractura

RodarRodarRodarRodar eeee puxarpuxarpuxarpuxar Combinação de limado e de escariado Pode provocar fendas com risco de fractura Degraus Rodar

Lima entra na dentina Puxar

Elimina a dentina que fica na lima

MovimentosMovimentosMovimentosMovimentos dededede relógiorelógiorelógiorelógio Girar 30º a 60º à direita e esquerda com ligeira pressão Girar à direita

Encaixa a lima Girar à esquerda

Desencaixa a lima Eficaz com limas K

com ligeira pressão Girar à direita Encaixa a lima Girar à esquerda Desencaixa a lima Eficaz

37

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

MovimentoMovimentoMovimentoMovimento dededede relógiorelógiorelógiorelógio eeee puxarpuxarpuxarpuxar Rodar livre

A lima entra na dentina até à resistência Puxar

Retira a lima

ForçasForçasForçasForças balanceadasbalanceadasbalanceadasbalanceadas Para condutos curvos Atingem o comprimento de trabalho com limas 10 ou 15 Em vez de tirarmos 1 mm tiramos apenas 0,5 mm Girar ¼ de volta à direita com pressão ligeira

Introduz-se o instrumento no canal Girar ¾ de volta à esquerda com pressão ligeira

Corte A partir da lima 25 têm tendência a ficar rectos

Logo não usar maiores em condutos curvos

CurvaturasCurvaturasCurvaturasCurvaturas

Todos os condutos são curvos (partir do príncipio Instrumentos pré-curvados

O desgaste é mínimo Limado anticurvatura

Pressionar a lima contra a parede contraria à da curvatura

Não desgasta tanto a curva interna como a externa

Pressionar a lima contra a parede contraria à da curvatura Não desgasta tanto a curva interna

38

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII Instrumentação Irrigação

Instrumentação

IIIIIIII Instrumentação Irrigação TécnicaTécnicaTécnicaTécnica dededede

Irrigação

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica dededede instrumentaçãoinstrumentaçãoinstrumentaçãoinstrumentação

Recapitulação

Recapitulação

Recapitulação Recapitulação Retornar á LAP ou passar o apéx com lima 10 para

Retornar á LAP ou passar o apéx com lima 10 para desentupir o

canal

Permeabilização

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica RetrogradaRetrogradaRetrogradaRetrograda (Step(Step-(Step(Step--Back)-Back)Back)Back) Construção em funil Podemos ultrapassar o foramen com a lima 10

Não se modifica o conduto

Tornamo-lo permeável Limpa a zona apical 1- Primeira lima a ser utilizada é a 10/15 até ao comprimento de trabalho 2- LAP (lima inicial mais 3) não permeabiliza mas elimina os degraus, mantendo o comprimento de trabalho e o stop apical 3- Retira-se 1 mm por cada lima que se aumenta 4- Recapitular, permeabilizar e irrigar entre cada lima 5- Desentupir e alisar os condutos

cada lima que se aumenta 4- Recapitular, permeabilizar e irrigar entre cada lima 5- Desentupir e

39

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica AnterogradaAnterogradaAnterogradaAnterograda (Crown(Crown-(Crown(Crown--Down)-Down)Down)Down)

Broca Gattes até ao 1/3 coronário

Para alcançar o conduto e tirar o ombro de dentina Depois limas maiores até necessário Utilizam-se as limas das grandes para as pequenas Abrir de oclusal para apical Passar sempre a lima 10 entre limas grande e pequena Forças balanceadas

Comprimento de trabalho com lima 10/15

Limas 20/25 a 0,5 mm do comprimento de trabalho

Limas 30/35 a 1,0 mm do comprimento de trabalho

Limas 40/45 a 1,5 mm do comprimento de trabalho Irrigação e forças balanceadas em todas as limas 1/3 coronário pode-se contornar com gattes (vão só até ao 1/3 coronário para alcançar o conducto e tirar o ombro de dentina) ou limas > cada 2 mm Repetir forças balanceadas

Limas 20/25 a 0,5 mm do comprimento de trabalho

Limas 30/35 a 1,0 mm do comprimento de trabalho

Limas 40/45 a 1,5 mm do comprimento de trabalho

NotasNotasNotasNotas

Limas flexofile

Corte triangular São as mais flexíveis Níquel-titânio

Volta sempre ao normal Não dá para curvar Pré-curvado

Localiza-se

a

curvatura

instrumento na sua direcção

Anti-curvatura

no

conduto

e

dobra-se/curva-se

o

Faz-se força na parede externa quando já no interior do conduto

Anti-curvatura no conduto e dobra-se/curva-se o Faz-se força na parede externa quando já no interior do

40

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

IrrigantesIrrigantesIrrigantesIrrigantes

As limas soltam e rompem os materiais no interior dos canais e removem a dentina das paredes. Todo este conteúdo é então varrido por uma solução irrigante.

A principal função de uma solução irrigante é varrer os resíduos do canal radicular. No entanto, pode ter propriedades adicionais:

- Solvente de tecidos ou resíduos: nas zonas inacessíveis aos instrumentos

dissolve remanescentes de tecido duro ou mole para permitir a sua remoção.

- Baixa toxicidade: não deve ser lesivo para os tecidos periapicais

- Baixa tensão superficial: permite que a solução flua para áreas de difícil

acesso. O álcool associado a substanias irrigantes reduz a tensão superficial e aumenta a sua capacidade de penetração em áreas de difícil acesso.

- Lubrificante: auxilia ao deslizamento dos intrumentos no interior do canal. Todos os líquidos têm esse efeito.

- Esterilização ou desinfecção

- Remoção dos resíduos superficiais (smear layer): são usados quelantes e

descalcificantes

- Outros factores: custo, facilidade de aquisição, preferências profissionais, prazo de validade, facilidade de armazenamento.

Não deve ser neutralizado com facilidade de modo a manter a sua eficácia.

HipocloritoHipocloritoHipocloritoHipoclorito dededede SódioSódioSódioSódio (NaOCl)(NaOCl)(NaOCl)(NaOCl)

Baixo custo Fácil uso Baixa tensão superficial Neutraliza toxinas, formando cloraminas Bactericida Liberta cloro e O2 Em pH alcalinoneutraliza a acidez do meio, desidrata e solubiliza proteínas, não é irritante para os tecidos vivos Agente branqueador devido ao seu potencial oxidante Agente desodorizante: actua sobre produtos em decomposição Toxicidade; acede ao ápex em pequena quantidade, causando danos

tecidulares.

actua sobre produtos em decomposição Toxicidade; acede ao ápex em pequena quantidade, causando danos tecidulares. 41

41

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

NaOCl a 0,5% tem um pH 11. pode ser neutralizado com a adição de ácido bórico a 0,4%, ficando a solução com pH neutro. Forma-se borato de sódio e assim evita-se a presença de OH livres que causam irritação nos tecidos.

- NaOCl com pH elevado é mais estável e a libertação de cloro é mais lenta, mas irrita os tecidos.

- NaOCl com redução de pH é mais estável e a libertação de cloro é mais rápida, tendo um tempo de vida útil curto.

Exposição à luz solar: após 4 meses perde 80% do cloro Exposição à temperatura ambiente: após 4 meses perde 60% de cloro Exposição a 9% sem luz: após 4 meses perde 20% do cloro

Um teor de cloro inferior a 0,3% é ineficaz contra:

- Cândida Albicans

- Streptococos feacalis

O poder de dissolução de tecido orgânico pelo NaOCl depende de:

- Quantidade de matéria e NaOCl presentes

- Frequência e intensidade do fluxo irrigante

- Superfície de contacto entre o tecido e o NaOCl

Deve colocar-se 10mL de NaOCl por canal quando se muda de lima. Não se deve exercer muita pressão para que a solução não passe pelo foramen apical.

NaOCl

NaOH

que a solução não passe pelo foramen apical. NaOCl NaOH + HOCl + Cl2 NaOH (hidróxido

+

HOCl

+

Cl2

NaOH (hidróxido de sódio): potente solvente orgânico e de gordura, formando sabões. HOCl (ácido hipocloroso): solvente de tecidos e agente antimicrobiano, pois liberta cloro, formando cloraminas. A sua acção depende do pH.

Soluto de Dakin; Hipoclorito de sódio neutralizado com ácido bórico

Com NaOCl a 0,5% há culturas negativas a partir de 5minutos Com NaOCl a 5,25% há culturas negativas a partir de 30-45 segundos

NaOCl a 2% dissolve:

15% do tecido pulpar em 15minutos 45% do tecido pulpar em 60minutos 1oo% do tecido pulpar em 120minutos

a 2% dissolve: 15% do tecido pulpar em 15minutos 45% do tecido pulpar em 60minutos 1oo%

42

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

NaOCl é seguro a 1% para evitar lesão no tecido periapical

NaOCl a 2,4% é 3,5 vezes mais eficaz que a 0,5% NaOCl a 5,25% é 5,5 vezes mais eficaz que a 0,5%

QuelantesQuelantesQuelantesQuelantes

- EDTA

- Ácido cítrico

Eliminam o cálcio e o smear layer Usados em canais calcificados ou atrésicos

EDTAEDTAEDTAEDTA

Capaz de descalcificar até 50 um O pH óptimo para actuar é entre 5 e 6 Pode estar associado a libertadores de O2 (efeito gasogénio). Ex: EDTA + Peróxido de ureia. Usa-se alternadamente com o hipoclorito para conseguir uma limpeza mais

eficaz.

Usa-se em canais muito calcificados quando há garantia que o foramen não

está calcificado.

Demora 5 a 10min a actuar. A sua associação com hipoclorito ou peróxido não reduz o tempo de actuação nem altera a sua eficácia.

também dissolve dentina peritubular

ÁcidoÁcidoÁcidoÁcido CítricoCítricoCítricoCítrico

6 a 50% actua sobre matriz inorgânica Demora mais tempo a actuar que o EDTA

PeróPeróxidosPeróPeróxidosxidosxidos

PeróxidoPeróxidoPeróxidoPeróxido dededede HidrogénioHidrogénioHidrogénioHidrogénio apresenta um efeito gasógeno: o borbulhar leva os detritos de dentro para fora e mata as bactérias anaeróbias Se passar o ápex pode levar a efisema

PeróxidoPeróxidoPeróxidoPeróxido dededede ureiaureiaureiaureia

mais eficaz pois liberta O2 nascente por mais tempo

PeróxidoPeróxidoPeróxidoPeróxido dededede ureiaureiaureiaureia mais eficaz pois liberta O2 nascente por mais tempo 43

43

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

LubrificantesLubrificantesLubrificantesLubrificantes

Ajudam a penetração dos instrumentos, principalmente quando se insere no canal uma lima pequena e que fica obstruída antes de chegar ao comprimento de trabalho. Se essa obstrução for abrupta, a utilização do lubrificante é contra-indicado

- Glicerina: é um bom lubrificante, é económico. Tem pouco álcool e é pouco tóxico. O EDTA pode ser comercializado com glicerina.

- Sabão: em barra ou liquido. Deve ser estéril

- Anestésico tópico

Manipulação: coloca-se o lubrificante no canal com uma seringa ou bola de algodão. Em seguida, coloca-se a lima, fazendo movimentos de “vai-vem” para espalhar a glicerina e também movimentos circulares no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

Tensioactivos (detergentes) Molha rapidamente toda a superfície a ser limpa (molhabilidade) pois as suas

moléculas apresentam dissolução iónica na água com movimentos brownianos, distribuindo-se por toda a superfície. Baixam a tensão superficial e atingem zonas mais pequenas. Podem ser:

- aniónicos: mais potentes

- catiónicos

- neutros

IRRIGAÇÃO

- Sónica

- Ultrassónica: magnética Piezoeléctrico: não requer refrigeração e é mais potente.

IRRIGAÇÃO - Sónica - Ultrassónica: magnética Piezoeléctrico: não requer refrigeração e é mais potente. 44

44

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

AberturaAberturaAberturaAbertura dasdasdasdas CâmarasCâmarasCâmarasCâmaras PulaparesPulaparesPulaparesPulapares ---- PreparoPreparoPreparoPreparo dededede AcessoAcessoAcessoAcesso

ObjectivosObjectivosObjectivosObjectivos

Acesso em linha recta Conservação da estrutura dentaria Remoção do tecto pulpar

AcessoAcessoAcessoAcesso emememem linhalinhalinhalinha rectarectarectarecta

O ideal seria ter uma linha recta até ao ápex

No entanto, tenta-se um acesso em linha recta até à primeira curvatura do conducto (normamente no 1/3 apical)

ImportânciaImportânciaImportânciaImportância dodododo acessoacessoacessoacesso emememem linhalinhalinhalinha rerectarerectactacta

Instrumento (lima) em conducto curvo tende a endireitar-se

Corta a face externa da curva, podendo modificar a anatomia do

conducto. Permitir a passagem dos instrumentos através da câmara e da porção recta do conducto Melhora o controle dos instrumentos

Melhor controle

Melhor limpeza

Preparação do sistema de condutos sem provocar alterações

internas

têm

tendência para cortar a zona externa de condutos curvos, logo rectifica o conducto

Quanto maior for a tensão que uma lima sofre, maior a sua tendência par endireitar-se Fácil introdução dos instrumentos Melhor obturação

Quanto mais recto é o espaço preparado, mais fácil é a inserção dos condensadores digitais

Como instrumentos são pouco flexíveis, podem originar rectificação nas paredes dos condutos Diminuição dos erros de procedimento

As

limas

iguais

ou

maiores

que

25

são

pouco

flexíveis,

paredes dos condutos Diminuição dos erros de procedimento As limas iguais ou maiores que 25 são

45

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Degraus

Perfuração apical

Perfuração da furca Eliminação da estrutura dentinária

Acesso em linha recta

Eliminação dos ombros de dentina ou paredes de esmalte ou paredes de esmalte e dentina em zonas seleccionadas

Dentina – zona interna da abertura coronária

Esmalte – superfície incisal DA (dentes anteriores) e pontas das cúspides de DP (dentes posteriores)

ConservaçãoConservaçãoConservaçãoConservação dadadada EstruturaEstruturaEstruturaEstrutura DentáriaDentáriaDentáriaDentária

A chave está na eliminação de dentina e esmalte em zonas estratégicas. Há que procurar o enfrequecimento minímo do dente, “deixando tranquilos os rebordos marginais” A eliminação excessiva de esmalte e dentina debilita o dente e aumenta a probabilidade de fractura coronária O acesso em linha recta é diferente da remoção excessiva de estrutura dentária Evitar deixar cúspides não suportadas por esmalte e envolver cristas marginais Evitar a eliminação de dentina na zona cervical da abertura coronária, já que há maior probabilidade de fractura radicular vertical A eliminação excessiva de estrutura dentária aumenta a probabilidade de perfuração de qualquer parede coronária

RemoçãoRemoçãoRemoçãoRemoção dodododo TectoTectoTectoTecto PulparPulparPulparPulpar

Permite obter visibilidade máxima de modo a:

Localizar condutos

Permitir o acesso adequado dos msm

Diminuir a pigmentação pós-tratamento Remoção do tecto facilita a localização de condutos, sobretudo aqueles cujos orifícios de entrada estão descentradas, como os condutos MV superior e inferior e MV superior Localizar condutos Facilita o acesso em linha recta e a entrada dos condutos (acesso adequado) Sondar, eliminar saliências do tecto e cornos pulpares

em linha recta e a entrada dos condutos (acesso adequado) Sondar, eliminar saliências do tecto e

46

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Zonas onde se acumulam restos celulares que oxidam e levam á pigmentação pós tratamento (diminuir pigmentação) 2

AcessoAcessoAcessoAcesso pulparpulparpulparpulpar

Instrumental

Brocas para acesso pulpar n.º 2, 4 e 5 (ISO 012, 014 e 018)

Brocas para remoção do tecto pulpar Endo-Z (turbina) Diamond-Endo – broca diamantada de ponta inactiva (turbina) Batt multilaminada (CA)

Espelho plano n.º 5 Não duplica a imagem Amplia

Sonda exploradora dupla Transportar algodão, cones de papel ou de gutta

Pinça angulada

Sonda periodontal Importante essencialmente em dentes jovens com grandes cáries ou dentes idosos

Colher de dentina Remover cálculos do interior da câmara pulpar Translucidez diferente

Explorador endodóntico D 16 Detectar e localizar os condutos Recta dupla Nunca colocar no interior do conduto pois pode provocar impactação

Limas C+ Exploração inicial do interior do conduto

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica dededede acessoacessoacessoacesso

Radiografia pré operatória

2 Pigmentação pós-tratamento: cimentos endo-metazona (tonalidade cor de laranja a médio e a longo prazo - reversível) já esta em desuso hoje em dia O dente sofre uma ligeira alteração de cor quando é desvitalizado porque fica desidratado.

em desuso hoje em dia O dente sofre uma ligeira alteração de cor quando é desvitalizado

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Anatomia

radicular

dentária

e

radicular,

Relação com raízes adjacentes

Patologias

se

curvatura

ou

dilaceração

Traumatismos Anestesia Isolamento absoluto Talhar cavidade de acesso com broca esférica alta/baixa rotação, colocando a broca:

Perpendicular ao LED e depois a 45º em DA (dentes anteriores)

Paralela ao LED na direcção do corno pulpar + volumoso nos DP (dentes posteriores) Molares superiores -> palatino Molares inferiores -> distal Cárie - eliminamos completamente a lesão de cárie e restaurações infiltradas

Infiltração de bactérias durante e pós-tratamento

Partículas de restauração

Avaliação da futura restauração

Fractura entre sessões Entrar na câmara (sensação de queda)

Medir sempre com a sonda periodontal a distancia entre a superfície oclusal e o tecto da câmara pulpar, porque se a câmara for atrésica não dá sensação de queda e há uma maior risco de perfuração da furca

Endo-Z Remoção do tecto e dos cornos pulpares com movimentos de tracção de dentro para fora Localização dos condutos com explorador endodóntico D16, confirmando- se com limas K (da 06 á 20) Eliminação dos ombros de dentina á entrada dos condutos, com brocas Gates-Glidden e/ou limas K

As limas H(eadstrom) são boas para eliminar ombros, depois de permeabilizado o conduto

Molares -> existem em mesial

Incisivos incisivos inferiores -> há sempre em lingual

permeabilizado o conduto Molares -> existem em mesial Incisivos incisivos inferiores -> há sempre em lingual

48

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ObjectivosObjectivosObjectivosObjectivos

ObturaçãoObturaçãoObturaçãoObturação

% elevada de fracassos »» obturação O que eliminamos do interior do conduto é mais importante do que o que introduzimos lá. O objectivo é criar um selamento que evite a passagem de liquidos ao longo do comprimento do sistema de conductos desde o 1/3 coronário ao apical.

CausasCausasCausasCausas dededede fracassofracassofracassofracasso

FracassosFracassosFracassosFracassos aaaa longolongolongolongo prazoprazoprazoprazo Persistência ou desenvolvimento de doença periapical depois do tratamento pode demorar anos a ser evidente É importante a avaliação, o seguimento e a valorização da resposta ao tratamento.

SelamentoSelamentoSelamentoSelamento apicalapicalapicalapical Remanescentes irritantes nos condutos

Quase nunca se eliminam durante a preparação

Fonte de irritação

O selamento pode evitar a passagem destes aos tecidos

Bactérias

susbtrato, outras podem permanecer e causar dano (bactérias mortas)

seladas

podem

perder

actividade

devido

á

falta

de

PercolaçãoPercolaçãoPercolaçãoPercolação Movimento de líquidos a um espaço pequeno por acção capilar Líquidos e proteínas

um espaço pequeno por acção capilar Líquidos e proteínas Filtram-se e degradam-se Tecidos periapicais Inflamação 49

Filtram-se e degradam-se

um espaço pequeno por acção capilar Líquidos e proteínas Filtram-se e degradam-se Tecidos periapicais Inflamação 49

Tecidos periapicais

um espaço pequeno por acção capilar Líquidos e proteínas Filtram-se e degradam-se Tecidos periapicais Inflamação 49

Inflamação

um espaço pequeno por acção capilar Líquidos e proteínas Filtram-se e degradam-se Tecidos periapicais Inflamação 49

49

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Susbtractos do tecido periradicular

IIIIIIII Susbtractos do tecido periradicular Bactérias do conduto Tecidos periapicais Inflamação

Bactérias do conduto

Susbtractos do tecido periradicular Bactérias do conduto Tecidos periapicais Inflamação Selamento coronário

Tecidos periapicais

periradicular Bactérias do conduto Tecidos periapicais Inflamação Selamento coronário Irritantes da cavidade

Inflamação

Selamento coronário Irritantes da cavidade oral

Saliva

Alimentos

microorganismos

Substancias químicas

Outros

Alimentos microorganismos Substancias químicas Outros Exposição da gutta a estes dissolve o cimento. Filtração

Exposição da gutta a estes dissolve o cimento.

Outros Exposição da gutta a estes dissolve o cimento. Filtração ao periodonto por condutos laterais ou

Filtração ao periodonto por condutos laterais ou ao peroápice

RestauraçãoRestauraçãoRestauraçãoRestauração Actua como protectora Básica para o selamento coronário Quer temporária quer definitiva

SelamentoSelamentoSelamentoSelamento laterallaterallaterallateral Não é tão critico como o coronario ou apical Condutos laterais comunicam com o periodonto lateral Irritantes e/ou percolação

como o coronario ou apical Condutos laterais comunicam com o periodonto lateral Irritantes e/ou percolação 50

50

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

ComprimentoComprimentoComprimentoComprimento dadadada obturaçãoobturaçãoobturaçãoobturação Sobreobturação

Não é recomendável

Inflamação dos tecidos

Atrasa a cicatrização

O doente sente incómodo Por falta de selamento e presença do material na zona apical

Muitas vezes a causa de insucesso não é a saída de material, mas a má limpeza dos condutos

Subobturação

Obturação curta do comprimento de trabalho

Ideal A 1 mm do apéx radicular

Se

a

obturação

está

curta,

deixa

irritantes

desencadeia inflamação

neste

espaço

e

A subobturação apresenta menos problemas que a sobreobturação Também é mais fácil de corrigir

MateriaisMateriaisMateriaisMateriais dededede obturaçãoobturaçãoobturaçãoobturação Gutta e cones de prata podem irritar o periápice.

FaltaFaltaFaltaFalta dededede selamentoselamentoselamentoselamento apicalapicalapicalapical É preciso uma matriz para condensar o material de obturação e evitar a extrusão

FormaFormaFormaForma cónicacónicacónicacónica Extrusão de pequenas quantidades de cimento não é irritante.

Idealmente,Idealmente,Idealmente,Idealmente, 6 meses

Reavaliar tratamento

CondutosCondutosCondutosCondutos lateraislateraislateraislaterais Conectam o espaço pulpar e o periodonto Os irritantes podem passar e inflamar Existem técnicas que forçam os materiais para os condutos laterais

Gutta quente

irritantes podem passar e inflamar Existem técnicas que forçam os materiais para os condutos laterais Gutta

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

O coto de tecido de condutos acessórios cicatriza bem

FracturasFracturasFracturasFracturas radicularesradicularesradicularesradiculares verticaisverticaisverticaisverticais Requer exodôncia Sinais e sintomas mostram perda de tecido ósseo e lesão dos tecidos moles A forças laterais de condensação e colocação do espigão

Acção de cunha que provoca este tipo de lesão

TempoTempoTempoTempo dededede obturaçãoobturaçãoobturaçãoobturação

Depende:Depende:Depende:Depende:

Sintomas do paciente

Sintomas graves ou abcesso periapical: contraindicado a obturação numa visita.

Pulpite irreversível e dolorosa Pode ser tratada numa vista Estado pulpar e periapical

Doentes sem sintomas Podem ser tratados numa visita

Necrose pulpar ñ contra-indica tto numa visita

Persistência de exsudado Hidróxido de cálcio e obturação temporária Grau de dificuldade

Casos complicados é melhor tratá-los em várias visitas Resultados do cultivo

Não é claro

É preciso provar

Defensores recomendam obter 1 ou 2 cultivos negativos antes de

obturar

NumeroNumeroNumeroNumero dededede vistasvistasvistasvistas Depende de múltiplos factores Medico ou paciente cansado ou sem paciência

dededede vistasvistasvistasvistas Depende de múltiplos factores Medico ou paciente cansado ou sem paciência 52

52

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

TécnicasTécnicasTécnicasTécnicas dededede obturaçãoobturaçãoobturaçãoobturação dededede GuttaGutta-GuttaGutta--Percha-PerchaPerchaPercha

SelecçãoSelecçãoSelecçãoSelecção dadadada técnicatécnicatécnicatécnica Existem duas:

Condensação lateral

Condensação vertical Ambas em combinação com um cimento

CondensaçãoCondensaçãoCondensaçãoCondensação laterallaterallaterallateral IndicaçõesIndicaçõesIndicaçõesIndicações Quase todas as situações Pode ser combinada com outra técnica ContraContra-ContraContra--indicaç-indicaçindicaçõesindicaçõesõesões Condutos muito curvos ou com grandes irregularidades Reabsorções internas VantagensVantagensVantagensVantagens Fácil controlo do comprimento de trabalho Fácil retratamento Boa adaptação às paredes do conduto Estabilidade dimensional positiva Fácil de preparar espaço para espigão DesvantagensDesvantagensDesvantagensDesvantagens Condutos muito curvos Reabsorção interna Apex aberto

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica

Selecção do condensador

Escolha durante a preparação

Devem ser digitais Melhor sensação táctil

Melhor controlo do instrumento Melhor selamento apical Reduz tensão

Mais tensão

Fractura vertical Insere-se mais profundamente Selecção do cone apical principal

Escolher cones de gutta estandardizados Ajuste do cone apical principal

O cone deve mostrar resistência ligeira á eliminação

de gutta estandardizados Ajuste do cone apical principal O cone deve mostrar resistência ligeira á eliminação

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NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Ajuste por fricção

Cone estreito pode-se:

Cortar por uns milímetros até que se ajuste Substituir por um cone maior

O cone apical principal retirar-se e mede-se o comprimento de trabalho. Se está curto ou comprido corrige-se Gutta ou corte

Tira-se um rx com 1 ou 3 cones e verifica-se o comprimento de

trabalho

Se o cone apical principal não está no comprimento de trabalho repete-se o alargamento em seco ou ajusta-se com outro cone

Se o cone passa o comprimento de trabalho ajusta-se com outro

cone

Ou podemos cortar 0,5 a 1 mm do cone de gutta quando este ultrapassa o comprimento de trabalho

PassosPassosPassosPassos paraparaparapara obturarobturarobturarobturar Misturar o cimento e aplicar nas paredes Introduzir o cone principal com cimento Segurar com pinças cone acessório Introduzir o condensador digital a 1 ou 2 mm do comprimento de trabalho Tirar o condensador girando, fazendo ½ ou ¼ de volta Repetir o procedimento anterior até que temos 3 cones e tiramos rx Repetir procedimento anterior até que o condensador não entre mais do que 1/3 coronário

3 a 7 cones

Cone como ultima inserção e não o condensador Elimina-se os excesso de gutta com o transportador de calor, cada 2 ou 3 cones A eliminação final é

1 mm por baixo da união cimento-esmalte em monoradiculares

1 mm por baixo da entrada dos condutos em multiradiculares Observação

Em dentes com 2 ou mais condutos, cada conduto trabalha-se por

separado

ToquesToquesToquesToques finaisfinaisfinaisfinais A câmara limpa-se com algodão e álcool

Evita pigmentação

ToquesToquesToquesToques finaisfinaisfinaisfinais A câmara limpa-se com algodão e álcool Evita pigmentação 54

54

NEMDNEMDNEMDNEMD ISCSEMISCSEMISCSEMISCSEM

EndodontiaEndodontiaEndodontiaEndodontia IIIIIIII

Coloca-se o cimento provisório Tira-se rx sem dique

CorrecçãoCorrecçãoCorrecçãoCorrecção dadadada obturaçãoobturaçãoobturaçãoobturação colocadacolocadacolocadacolocada Os problemas de comprimento e bolhas durante ou depois da obturação corrigem-se de imediato Bolhas

Com condensadores quentes elimina-se a gutta por debaixo da bolha e obturamos de novo esse espaço vazio Sobreobturação

Eliminamos gutta antes de endurecer o cimento.

Os cimentos são reabsorvidos nos tecidos periapicais mas a gutta

não

ConesConesConesCones normaisnormaisnormaisnormais amolecidosamolecidosamolecidosamolecidos comcomcomcom solventessolventessolventessolventes O solvente é o clorofórmio O objectivo é tomar uma impressão dos 3 ou 4 mm que permita selar o 1/3 apical do conduto e não extruir a gutta Dissolve a gutta, mas o clorofórmio evapora-se podendo comprometer a estabilidade dimensional

CondensaçãoCondensaçãoCondensaçãoCondensação verticalverticalverticalvertical

É a mais complicada do que a lateral, requer mais instrumental, mas tb é eficaz VantagensVantagensVantagensVantagens Capacidade de adaptar a gutta quente ás irregularidades Indicada para reabsorções internas DesvantagensDesvantagensDesvantagensDesvantagens Dificuldade de controlo do comprimento Precisa-se de alargar mais o conduto

TécnicaTécnicaTécnicaTécnica

Debilita a raiz

Acrescenta-se a gutta em pequenas quantidades e condensa-se em sentido vertical até que esteja obturado

CondensaçãoCondensaçãoCondensaçãoCondensação laterolatero-laterolatero--vertival-vertivalvertivalvertival

Combinação das anteriores